 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; feminista</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=feminista" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 18:49:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cientista]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Snethlage]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Paraense Emílio Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[União Universitária Feminina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857</guid>
		<description><![CDATA[No 21º artigo da série “Feministas, graças a Deus”, de autoria do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas. Foi conselheira da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista Carmen Portinho. Faleceu, em Porto Velho, capital de Rpondônia, em 25 de novembro de 1929.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 21º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em>, do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Em 1926, tornou-se membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/27522" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43877" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank"><img class="wp-image-43877 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet1.jpg" alt="snet1" width="281" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank">Emilie Snethlage, 1906 / Museum für Naturkunde Berlin/Historische Bild-und Schriftgutsammlungen </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, foi uma das signatárias da mensagem em apoio à candidatura de Washington Luis (1869 &#8211; 1957) à presidência da República da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, dirigida pela bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/44051" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para integrar o conselho da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>. As outras criadoras ou conselheiras da entidade foram: a engenheira civil Amélia Sapienza (? -19?), Bertha Lutz, a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), </a> a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis (? -19?) e Juana Lopes (? -19?), as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves (? -19?), Maria Ester Correia Ramalho (? -19?), Myrthes de Campos ( 1875 – 1965) e Orminda Ribeiro Bastos (1899 – 1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/38374" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Emília Snethlage faleceu, em Porto Velho, capital de Rondônia, em 25 de novembro de 1929. Trabalhava desde 1922 no Museu Nacional (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1929, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43885" style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet2.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de novembro de 1929" width="204" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de novembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Nelson Sanjad*</p>
<p style="text-align: left;">Emília Snethlage (1868-1929) é dessas figuras que causam comoção: sua trajetória ainda surpreende pelas escolhas que tomou ao longo da vida, sobretudo quando decidiu estudar zoologia – em uma época em que o acesso das mulheres à universidade era proibido ou mal visto; quando decidiu não se casar; quando quis trabalhar em um país estrangeiro num ofício dominado por homens – a pesquisa científica; e quando aceitou o desafio de dirigir um museu de história natural, o Museu Goeldi, em 1914, feito que talvez nenhuma outra mulher havia experimentado antes dela.</p>
<p style="text-align: left;">Como se isso não bastasse, Snethlage, que trocou a Alemanha pelo Brasil aos 37 anos, em 1905, gostava de viajar sozinha ou com apenas um acompanhante pelos rincões do interior do país. Era exímia coletora de aves, sendo responsável pelo acréscimo de muitos milhares de exemplares à coleção ornitológica do Museu Goeldi. E também produziu uma obra científica atualmente considerada fundacional para a ciência brasileira, especialmente para a taxonomia de aves e a biogeografia. No século XX, apenas cinco cientistas (homens), descreveram mais espécies de aves do que ela: os norte- americanos Frank Chapman (1864 &#8211; 1945), John Zimmer (1889 &#8211; 1957) e Walter Todd (1874 &#8211; 1969); o austríaco Carl Hellmayr (1878-1944) e o alemão Hans von Berlepsch (1850 &#8211; 1915). Ela foi a única a trabalhar em instituições brasileiras &#8211; o Museu Goeldi e o Museu Nacional &#8211; e criou 46 nomes de aves válidos atualmente, descritos entre 1906 e 1928. Por fim, foi ela quem delineou uma agenda de investigações que perdura até nossos dias, dedicada à compreensão do papel dos grandes rios na distribuição de espécies de aves pelo território nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotos de Emília Snethlage disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A esta longa lista de qualificativos, podemos acrescentar mais alguns: Emília Snethlage foi a primeira pessoa não-indígena a explorar um interflúvio amazônico, percorrendo a pé, em companhia de sete indígenas Kuruaya, o divisor de águas entre o Xingu e o Tapajós, em 1909. Posteriormente, em 1914, revisitou aquele mesmo povo indígena, e mais os Xipaya, reunindo uma coleção com mais de 150 artefatos. Snethlage inscreveu seu nome na história da antropologia por ter não apenas feito a primeira (e única) coleção etnográfica de ambos os povos, como também por ter sido a primeira mulher a fazer uma etnografia e a coletar em aldeias indígenas na Amazônia. Antes dela, somente a princesa Teresa da Baviera vinculou seu nome a uma coleção etnográfica, mas esta não foi obtida em aldeias e nem junto a indígenas, mas comprada nos mercados das cidades amazônicas por onde viajou na década de 1880.</p>
<p>Esses episódios vêm sendo explorados por pesquisadoras e pesquisadores capturados pela memória de Emília Snethlage. Nos últimos 25 anos, brasileiros e alemães revisitaram publicações, relatórios, cartas, fotografias, desenhos, mapas, coleções e toda sorte de documentos relacionados a Snethlage, com motivações diversas, mas todos movidos – ou comovidos – pela extraordinária vida de Snethlage e pelo imenso legado que ela deixou. A lista é longa, mas faço questão de registrar os nomes (em ordem alfabética) para que o/a leitor/a tenha a dimensão desse recente movimento de construção historiográfica: Aline Ariela Pereira, Beatrix Hoffmann-Ihde, Carla Bedran, Cilene Trindade Rohr, Diana Alberto, Gabriel Ramos Pacheco, Gleice Mere, Leila Mourão Miranda, Lilian Bayma de Amorim, Luiz Felipe Santos, Marcelo de Castro Silva, Marco Crozariol, Matheus Camilo Coelho, Miriam Junghans, Nelson Sanjad, Pablo Borges, Peter Schroeder, Reinhard Michael Arnegger, Rosanne Castelo Branco e possivelmente outros. Esses nomes se uniram a pesquisadores mais antigos, pioneiros no estudo da vida e da obra de Snethlage, como Osvaldo Cunha e Marisa Corrêa.</p>
<p>Já é possível registrar alguns avanços significativos no conhecimento da vida e do legado de Snethlage: Junghans (2009) e Coelho (2026) fizeram  belas análises das viagens e do trabalho de campo da ornitóloga; Hoffmann-Ihde (2015) fez o mais importante estudo das coleções Kuruaya e Xipaya, preservadas no Ethnologisches Museum Berlin; Pereira (2024) seguiu os passos (literalmente) de Snethlage pelo Ceará e revisitou as coleções ornitológicas que ela formou, semelhante ao que Santos e colegas (2024, 2025) fizeram, mas para o caso da Amazônia; Alberto (2022) introduziu Snethlage nos estudos de gênero, enquanto Sanjad (2019) mapeou as relações científicas que ela estabeleceu entre os etnólogos (homens) alemães; por fim, Crozariol (2025) lançou luz sobre as circunstâncias da morte de Snethlage, graças à descoberta de documentos inéditos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, felizmente salvos do grande incêndio de 2018. Vale registrar, ainda, os esforços para divulgar importantes trabalhos de Snethlage, como os seus estudos etnográficos, pouco lidos e quase nunca citados, traduzidos ao português, pela primeira vez, por Michael Arnegger e Nelson Sanjad (Snethlage, 2023a) e por Cilene Rohr e Rosanne Castelo Branco (Snethlage, 2023b). Todas as referências bibliográficas seguem listadas abaixo para a devida orientação do/a leitor/a.</p>
<p>O desenvolvimento da historiografia, na dimensão e com a qualidade aqui demonstrados, só é possível com bons levantamentos documentais e com coleções bem preservadas em museus e arquivos. Com esse horizonte, o Arquivo Guilherme de La Penha, do Museu Goeldi, organizou e inventariou toda a documentação produzida e recebida pela instituição entre 1914 e 1921, anos em que Snethlage esteve à frente da direção do museu; e também desenvolveu a Coleção Especial Emília Snethlage, que reúne cartas pessoais conservadas no próprio arquivo do museu e cópias digitais de documentos preservados pela Família Snethlage, residente na Alemanha, e por outras instituições, como o Museum für Naturkunde Berlin, Ethnologisches Museum Berlin, Philipps-Universität Marburg, Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, Natural History Museum London, Staatsarchiv des Kantons Basel-Stadt e Naturhistorisches Museum Wien. Esses documentos vêm sendo reunidos há pelo menos 15 anos por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Miriam Junghans, Rotger Snethlage e Gleice Mere.</p>
<p>Esse enorme conjunto documental dará origem a duas publicações: o livro “Emília Snethlage no Arquivo Guilherme de La Penha”, contendo o Catálogo Descritivo da Gestão Emília Snethlage no Museu Goeldi (1914-1921) e o Catálogo Descritivo da Coleção Especial Emília Snethlage (1907-1924), ambos organizados por Lilian Bayma de Amorim, Pablo Borges e Nelson Sanjad, com previsão de publicação em 2026; e o livro “Emília Snethlage: cartas e inéditos”, contendo a transcrição e tradução das cartas e dos textos inéditos de Snethlage encontrados até o momento, organizados por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Rotger Snethlage e Marco Aurélio Crozariol, com previsão de publicação em 2027.</p>
<p>Essas são notícias alvissareiras para celebrarmos o aniversário de Emília Snethlage neste 13 de abril de 2026, quando se completam 158 anos de seu nascimento – alvissareiras porque os documentos a serem publicados certamente darão ensejo a novos estudos, ampliando ainda mais o conhecimento que dispomos sobre a biografia de Snethlage e a construção de sua obra científica.</p>
<p>Nesta postagem, adiantamos a publicação de algumas fotos preservadas no Arquivo Guilherme de La Penha, devidamente contextualizadas com o auxílio de outros documentos. A primeira delas é o célebre retrato das funcionárias do Museu Goeldi, tirado em março de 1907 por pessoa não identificada. Snethlage aparece de pé, com suas características roupas claras, mangas bufantes e cabelo preso. Ela trabalhava há um ano e meio como assistente de Emílio Goeldi na Seção de Zoologia, tendo sido indicada ao cargo pelo ornitólogo alemão Anton Reichenow (1847-1941), curador do Museum für Naturkunde Berlin, que assegurou sua competência e habilidade nos trabalhos museais (Sanjad, 2010). Quando Goeldi se retirou de volta para a Suíça, em 1907, Snethlage assumiu a chefia da seção e depois, com o falecimento de Jacques Huber (1867-1914), a direção do próprio museu, ali permanecendo até 1921 (com exceção de um breve período em que precisou se afastar em razão da Primeira Guerra Mundial).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14389/MPEG374-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank">Funcionárias do Museu Goeldi em 1907. Retrato das três mulheres que trabalhavam no Museu Goeldi em 1907, tirado no Parque Zoobotânico da instituição, em Belém: de pé, a ornitóloga alemã Emília Snethlage (1868-1929), contratada em 1905; sentadas, à esquerda, Anna de Aragão Carreira (1894-?) e, à direita, Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), ambas secretárias e contratadas em 1907, março de 1907. Belém, Pará /Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As moças sentadas são Anna de Aragão Carreira (1894-?), à esquerda, e Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), à direita. Ambas foram contratadas em 1907, após o secretário José Lobo Pessanha ser demitido e seu salário dividido em dois, sendo uma parte paga para Anna Carreira, como encarregada de confeccionar os rótulos e as etiquetas das coleções, e a outra para Abigayl Mattos, encarregada da secretaria e da biblioteca. As duas moças, uma com 13 e a outra com 18 anos, passaram a desempenhar as mesmas funções que Pessanha, somadas às atividades incessantes de apoio às coleções, mas recebiam apenas a metade do salário do antigo “oficial de secretaria”. A ideia foi apresentada pelo sucessor de Goeldi, Jacques Huber, como uma medida muito inteligente, “permitindo assim obter maior soma de trabalho sem acréscimo notável de despesas” (Huber, 1909, p. 4).</p>
<p>Ainda que esse experimento trabalhista nos soe como um disparate e muito injusto, a iniciativa de Goeldi e Huber foi inovadora para a época. Snethlage foi a primeira funcionária pública do Estado do Pará, logo seguida pelas outras duas, sendo a mais nova (Anna, 13) contratada como “aprendiz”. O Museu Goeldi talvez seja a primeira instituição científica do país onde as mulheres passaram a ocupar funções finalísticas, como Snethlage, e administrativas, incluindo aí um programa de estágio para adolescentes, denominado “Jovens Aprendizes”. A avaliação da experiência de inserir mulheres no ambiente de trabalho, feita por Huber (1909, p. 4), foi bastante positiva:</p>
<p>Felizmente esta experiência, ainda que única no Pará, deu resultados de todo satisfatórios para o Museu, sendo de louvar o zelo e a aplicação com que as ditas funcionárias se houveram no desempenho de suas funções. Provavelmente o nosso Museu é o único na América latina onde o trabalho feminino seja tão largamente aproveitado.</p>
<p>As próximas quatro fotos foram feitas em dezembro de 1908, por pessoa não identificada, mas que certamente carregava uma máquina portátil. Essas fotos fazem parte de um conjunto maior, somando oito negativos de vidro produzidos quando uma chimpanzé chegou no Museu Goeldi. Essa história é muito curiosa: o animal pertencia ao médico Harold Wolferstan Thomas  (1875–1931), chefe da missão da Escola de Medicina Tropical de Liverpool em Manaus. Em 17 de novembro de 1908, ele escreveu a Huber perguntando se ele poderia cuidar da chimpanzé enquanto viajava à Europa. Ela já era adulta, estava cativa há dois anos, era “bem mança e accostumada com gente” [sic]. Dr. Thomas foi prontamente atendido por Huber, mas quem recebeu e cuidou do animal foi Snethlage, responsável pelo zoológico da instituição, e seu assistente preparador, João Batista de Sá (?-1909). São eles que aparecem acolhendo a chimpanzé: na primeira foto, Sá, vergado e segurando um balde (com comida?), dá a outra mão ao animal – que parece estranhar o ambiente. Snethlage está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura. Huber está bem no fundo, de paletó branco e chapéu, mas um de seus filhos quis se aproximar da nova moradora do parque. É o menino que aparece à esquerda, de branco (o outro menino, atrás de Snethlage, não foi identificado).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14390/MPEG373-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank">Chegada de uma chimpanzé ao Museu Goeldi. Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. O preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) aparece vergado e segurando um balde (com comida?), com a outra mão segurando a chimpanzé; Emilia Snethlage (1868-1929) está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura; Jacques Huber (1867-1914) está bem no fundo, de paletó branco e chapéu; a criança com roupa branca à esquerda é seu filho. dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sequência, a chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Ela provavelmente emite algum som, enquanto uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Snethlage, com cabelos bem mais esbranquiçados do que na foto tirada no ano anterior, ainda mantêm distância da chimpanzé, com Sá ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível).</p>
<p>Na próxima foto, a chimpanzé já está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Snethlage inclina-se, permitindo-nos ver seus longos cabelos arrumados em um coque. Ela toca as costas da chimpanzé, enquanto Sá, do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal. A chimpanzé vira-se para Snethlage – e quase podemos ouvi-la chiar agudamente. A cena é terna e tensa ao mesmo tempo.</p>
<p>Na quarta foto, ainda junto à jaula dos macacos barrigudos, Snethlage e Sá permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. O balde volta às mãos de Sá, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14391/MPEG369-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Emilia Snethlage (1868-1929) aproxima-se, com João Batista de Sá (?-1909) ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível)., dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14392/MPEG372-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Emilia Snethlage (1868-1929) inclina-se e toca as costas da chimpanzé, enquanto o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909), do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal, dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14386/MPEG371-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos. Emilia Snethlage (1868-1929) e o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. Sá está segurando um balde, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo, dezembro de 1908. Belé, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de junho de 1909, Dr. Thomas escreve de Liverpool: “How is my chimpazee behaving in the museum?” – e anuncia a sua volta para novembro do mesmo ano. Huber respondeu em agosto, em tom bem humorado: “A chimpanzé fêmea está prosperando em sua nova residência; ela é a principal atração do zoológico e está plenamente consciente de sua importância. Agora, ela está mais forte e mais animada do que nunca.”</p>
<p>Em outra fotografia, podemos ver Snethlage novamente em ação no zoológico do Museu Goeldi, junto a uma equipe de tratadores de animais. Desta vez, eles estão ocupados com uma onça, que aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá, mais próximo à jaula. Snethlage olha a cena, vestida como de costume, mas com chapéu (estava chegando da rua?). É difícil decifrar o que está acontecendo, mas é certamente algo que demanda cuidado e atenção. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Podemos imaginar que uma onça estava chegando no museu, tendo sido transportada completamente amarrada. Os homens parecem estar no processo de desamarrá-la, enquanto a onça rosna e esperneia do lado de dentro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14387/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20002-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank">Chegada de uma onça no Museu Goeldi. Emília Snethlage (1868-1929) e tratadores de animais no zoológico do Museu Goeldi, junto à jaula de uma onça. Ela aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá (?-1909), mais próximo à jaula. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Os homens parecem estar desamarrando a onça. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns autores já escreveram sobre a intimidade dos funcionários do museu e de suas famílias com os animais residentes no zoológico. A chegada da chimpanzé mobilizou toda a instituição, pois na série de fotos é possível ver os funcionários e familiares que acorreram para testemunhar a entrada do animal no museu. Por sua vez, Suescún Florez e colegas (2018) analisaram o Museu Goeldi como local para a sociabilidade dos funcionários e das suas famílias, chegando a divulgar uma foto dos filhos de Huber brincando dentro do viveiro de jabotis, montando nos animais como se fossem cavalos, enquanto uma tia ri alegremente.</p>
<p>A tese de Alberto (2022) dá ênfase à relação de afeto que Snethlage mantinha com os animais. Apesar de ser exímia caçadora, não hesitando em apertar o gatilho para abater o animal que desejasse, Snethlage cuidava com zelo e carinho dos habitantes do zoológico, convivendo com alguns deles dentro de casa. Por exemplo, em um diário de viagem ao rio Tocantins que ela mandou para a família, na Alemanha, em 1907, Snethlage dá notícias de como encontrou o zoológico ao retornar ao museu:</p>
<p>Estava tudo bem também com a maioria dos bichos; naturalmente, alguns casos de animais mortos, mas nenhum dos mais valiosos. Em compensação, recebemos nesse tempo três onças jovens, sujeitos muito cândidos, de fisionomia simpática e movimentos desengonçados. Ainda tentarei tornar-me amiga delas, embora sejam bem ariscas e pouco afeitas a seres humanos. Encontrei bem espertas as minhas duas corujinhas. A menor transformou-se de lá para cá e está com a aparência tão imponente quanto sua companheira mais velha. Também reencontrei os dois gatos maracajás jovens. Um fica muito tempo no meu quarto e, no começo, deixava as corujas apavoradas, especialmente quando pulava sobre as gaiolas e mostrava sua avidez por restos de carne. Agora, elas já estão mais acostumadas e deixaram o gato um pouco de lado (Sanjad e colegas, 2013, p. 210).</p>
<p>Um desses maracajás ainda vivia em 1912. Em uma carta ao irmão Viktor Snethlage, datada de 18 de julho, Emília conta como o gato a fez relembrar um episódio de infância:</p>
<p>Ontem não houve como eu não me lembrar da história do teu pardal. Precisei deixar meu gato maracajá sozinho em casa por algumas horas e, quando voltei, ele tinha aberto uma gaiola e liquidado um de meus roedores, que eu criava já fazia um ano e meio (um sauiá, não o rato vermelho).  Também isso estava bem perto de acontecer, mesmo que houvesse um roedor só. Claro que não posso pôr a culpa no gato, senão em mim mesma, mas a gaiola estava muito bem trancada.</p>
<p>Temos a sorte de poder conhecer esse gato maracajá, que gostava de assustar corujinhas e apreciava comer sauiás. Ele talvez fosse o mais querido entre os animais silvestres criados por Snethlage entre o seu quarto de dormir e os viveiros do zoológico: por volta de 1907 ou pouco depois, Jacques Huber registrou em uma foto o carinho de Snethlage pelo gato. Eles estão junto à porta dos fundos do pavilhão de exposições, conhecido como Rocinha. Snethlage, sempre de branco e com cabelos amarrados, olha ternamente para o animal em seu colo. A foto comove pelo inusitado da cena: o desejo dela em documentar seu afeto por um animal silvestre, e bem junto ao corpo, como um abraço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14388/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20003_menor-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="664" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank">Jacques Huber. Retrato de Emilia Snethlage com gato-maracajá. Emilia Snethlage (1868-1929) com seu gato-maracajá de estimação, na porta dos fundos do pavilhão de exposições (Rocinha) do Museu Goeldi. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, c. 1907. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div>* Nelson Sanjad é historiador e servidor do Museu Paraense Emílio Goeldi</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>ALBERTO, Diana. <a href="https://repositorio.ufpa.br/items/a09d1adb-c218-4b90-a396-2f0e89fb5626" target="_blank"><em>Emília Snethlage e Heloisa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX</em></a>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2022.</p>
<p>COELHO, Matheus Camilo. <em>Ciência em campo: patronato e redes de conhecimento na Amazônia (1894-1918)</em>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2026.</p>
<p>CROZARIOL, Marco Aurélio. <a href="https://doi.org/10.1590/S0104-59702025000100018" target="_blank"><em>O último voo: documentos inéditos relativos ao falecimento e ao espólio de Emília Snethlage, 1868-1929</em></a>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, e202501, 2025.</p>
<p>HOFFMANN-IHDE, Beatrix. <a href="https://www.digi-hub.de/viewer/image/1625133565565/47/" target="_blank"><em>100 Jahre Xipaya- und Kuruaya- Sammlung im Ethnologischen Museum, Staatliche Museen zu Berlin</em></a>. Baessler-Archiv, v. 62, p. 45-66, 2015.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em><a href="https://www.biodiversitylibrary.org/item/98489#page/11/mode/1up" target="_blank">Relatório sobre a marcha do Museu Goeldi no ano de 1907 apresentado ao Exmo. Snr. Dr. Secretário do Estado da Justiça, Interior e Instrução Pública pelo Dr. J. Huber, Diretor do Museu</a>.</em> Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de História Natural e Ethnopgraphia, v. 6, p. 1-21, 1909.</p>
<p>JUNGHANS, Miriam. <a href="https://arca.fiocruz.br/items/ab7c1258-5ff2-47ac-9c9e-8423218447a1" target="_blank"><em>Avis Rara: a trajetória científica da naturalista alemã Emília Snethlage (1868-1929) no Brasil</em></a>. Dissertação (Mestrado em História das Ciências e da Saúde) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:</p>
<p>PEREIRA, Aline Ariela. <em>Seguindo os passos de Emilia Snethlage no Ceará (1910 e 1915): uma análise comparativa e atual</em>. Dissertação (Mestrado em Ciência Biológicas) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>A coruja de minerva: o Museu Paraense entre o Império e a República (1866-1907)</em>. Brasília: Instituto Brasileiro de Museus; Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <a href="https://doi.org/10.3989/asclepio.2019.14" target="_blank"><em>Nimuendajú, a Senhorita Doutora e os ‘etnógrafos berlinenses’: rede de conhecimento e espaços de circulação na configuração da etnologia alemã na Amazônia no início do século XX</em></a>. Asclepio, v. 71, n. 2, p273, 2019.</p>
<p>SANJAD, Nelson; SNETHLAGE, Rotger; JUNGHANS, Miriam; OREN, David. <em><a href="https://doi.org/10.1590/S1981-81222013000100012" target="_blank">Emília Snethlage (1868-1929): um inédito relato de viagem ao rio Tocantins e o obituário de Emil-Heinrich Snethlage</a>.</em> Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 8, p. 195-221, 2013.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; SANJAD, Nelson; AMORIM, Lilian Bayma. <em><a href="https://doi.org/10.30612/rehr.v20i38.19057" target="_blank">Redes de conhecimento e representações: um estudo das coleções ornitológicas formadas por Emília Snethlage no Museu Paraense Emílio Goeldi entre 1905 e 1921</a>.</em> Revista Eletrônica História em Reflexão, v. 20, p. 131–160, 2024.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; AMORIM, Lilian Bayma. <a href="https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2023-0097" target="_blank"><em>Coleções e redes de intercâmbios na Amazônia do início do século XX: considerações sobre o legado de Emília Snethlage</em></a>. Boletim do Museu Paraene Emílio Goeldi: Ciências Humanas, v. 20, e20230097, 2025.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84959" target="_blank"><em>Sobre a Etnografia dos Xipaya e Kuruaya</em></a>. Tradução de Reinhard Michael Eugen Arnegger e Nelson Sanjad. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 366-418, 2023a.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <em><a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84961" target="_blank">As  etnias  indígenas do Médio Xingu: em especial a Xipaya e a Kuruay</a>a. Tradução de Cilene Trindade Rohr e Rosanne Castelo Branco</em>. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 423-503, 2023b.</p>
<p>SUESCÚN-FLOREZ, Lilian; SANJAD, Nelson; OKADA, Wanda.<em><a href="https://doi.org/10.1590/1982-02672018v26e15" target="_blank"> Construção do espaço museal: ciência, educação e sociabilidade na gênese do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (1895-1914)</a>.</em> Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, v. 26, p. 1-67, 2018.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=43857</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; XX &#8211; A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a &#8220;Eva Militante&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 14:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Pernambucana de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Edwiges de Sá Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[sufragista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante", o 19° da série "Feministas, graças a Deus!". Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley. Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante,</em>  o 20° da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p style="text-align: left;">Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.</p>
<p style="text-align: left;">No artigo, estão destacadas duas imagens de Edwiges pertencentes ao acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Ambas foram produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880-1931)</a>, que já foi tema de uma publicação da Brasiliana Fotográfica. A foto em que Edwiges está sem chapéu foi publicada na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), de 22 de maio de 1920</a> em uma matéria que a felicitava pelo ingresso na Academia Pernambucana de Letras. A imagem dela com chapéu é, conforme o verso da foto, de 29 de agosto de 1909, ano em que foi nomeada diretora da escola estadual da Boa Vista. Também no verso, consta que Edwiges  presenteou algum amigo ou amiga com a fotografia.<img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-16%20120839.png" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38184" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-120839.png" alt="A Nota (PE), 22 der maio de 1920" width="335" height="786" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, Louis Piereck atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Considerado talentoso, Piereck tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos “<em>os mais perfeitos trabalhos</em>“. Anunciava como sua especialidade “<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>“.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cibele Barbosa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37847" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges_capa.jpg" alt="Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj" width="487" height="775" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges de Sá Pereira foi uma mulher que não se conformou com as imposições de seu tempo. Nascida, em 1884, no município de Barreiros, estado de Pernambuco, a filha de José Bonifácio de Sá Pereira e de Maria Amélia Rocha de Sá Pereira, nutria, desde cedo, o interesse pelos livros. Conforme descreveu em suas notas autobiográficas, costumava ler escondido os livros dos irmãos mais velhos, em especial aqueles dedicados à poesia, que copiava e declamava em reuniões de família.</p>
<p>A menina que costumava dizer aos familiares que “<em>haveria de ser poeta</em>”, não tardou a cumprir seu intento. No início da adolescência, publicou um jornalzinho, o “<em>Echo Juvenil</em>”, juntamente com seu irmão Eugênio. Algum tempo depois, chegaram-lhe às mãos, pelos correios, exemplares do jornal <em>O Paiz </em>(RJ) com versos seus transcritos e apresentados pelo escritor Arthur Azevedo. A jovem poeta, do interior de Pernambuco, teve seu soneto “<em>A uma estrela</em>” reproduzido também na <em>Revista do Brasil</em> (SP), acompanhado de comentários entusiasmados de Cunha Mendes ao prenunciar que a menina se tornaria “<em>a primeira poetisa do Brasil</em>”.</p>
<p>Um ano antes de se mudar com sua família para o Recife, ainda vivendo na cidade de Barreiros, Edwiges teve seu primeiro livro publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto, em 1901. A ideia de publicar os 51 versos da jovem escritora ocorreu-lhe quando estava de férias no interior e teve a oportunidade de ser apresentado aos poemas de Edwiges. Levou os manuscritos para a capital e os publicou com o título<em> Campesinas</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na edição de <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/3686" target="_blank">17 de agosto de 1901, anunciava o <em>Jornal Pequeno</em></a> o recebimento do “<em>mimoso livro</em>” de Edwiges, impresso na forma de folheto, com 80 páginas. Ainda em 1901, fundou o pequeno jornal literário, o <em>Azul e Ouro</em>, com seu irmão Eugênio e seu amigo Caetano Andrade. Sua família se mudou para o Recife naquele período, após seu pai ter vendido o engenho na cidade de Barreiros para ocupar um cargo do governo do estado na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já instalada na capital, Edwiges ingressou na Escola Normal para obter formação no magistério e tornar-se professora. Paralelamente aos estudos pedagógicos, a jovem participou ativamente da vida literária de seu tempo, contribuindo com seus escritos para jornais e revistas. Em 1902, colaborou com a <em>Revista Pernambucana </em>e foi convidada para ser uma das redatoras do jornal <em>O Lyrio</em>, formado somente por mulheres. Entre as companheiras da publicação estavam Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia. Os textos desafiavam a rígida sociedade patriarcal da época refletindo sobre a importância da educação escolar e profissional para as mulheres, entre outras pautas como a equidade salarial. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13164/fr_005652%20Edwiges%20.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="685" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1903. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de então, não parou mais, tendo sido convidada a ser sócia correspondente da recém-fundada Academia Pernambucana de Letras. Colaborou assiduamente em jornais como o <em>Jornal Pequeno</em>, do Recife, no qual foram publicados poemas seus inéditos e traduções de poetas como o simbolista Lorenzo Stecchetti, um dos pseudônimo do italiano Olindo Guerrini (1845-1916). Era sempre adjetivada por seus admiradores de “<em>adorável</em>”, “<em>inteligente poetisa</em>”.</p>
<p>Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, aliás a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. A normalista e poeta, defensora dos direitos das mulheres, ocupou a cadeira n.7 da APL, no lugar do acadêmico João Batista Regueira Costa, a quem dedicou o texto <em>Um passado que não morre</em>.</p>
<p>Em sua casa, na rua do Sossego, bairro da área central do Recife, Edwiges recebia convidados e declamava poemas em italiano, em especial os da poeta Ada Negri. Também nesse espaço eram comuns os encontros de mulheres que se dedicavam às causas da emancipação feminina.</p>
<p>Professora catedrática da Escola Normal, onde realizou sua formação como professora, Edwiges também atuou como professora de português no curso comercial do Colégio Eucarístico e assumiu a disciplina de História Geral e do Brasil no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Seu engajamento no campo da “<em>instrução pública</em>”, como se dizia à época, levou-lhe ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares da capital pernambucana, cargo que lhe permitiu viajar para outros estados em eventos e oficinas ligadas à educação. O governo estadual chegou a publicar suas <em>Impressões e notas (questões do ensino)</em>.</p>
<p>A participação ativa como educadora se alinhava às suas causas políticas. Para Edwiges era necessário que os governos investissem na educação das mulheres. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Luz, em 1922. Na ocasião, a escritora pernambucana apresentou o texto <em>Pela </em><em>mulher, para a mulher</em>, publicado no ano seguinte. Em seu discurso, Edwiges exortava as mulheres de diferentes extratos sociais a se unirem para reivindicar direitos políticos e direito à educação.</p>
<p>Como consequência das articulações e redes que construiu no Rio de Janeiro, fundou, no mesmo ano, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). A primeira sessão da Federação Pernambucana teve participação de Odila Porto de Oliveira, representando a FBPF. Edwiges, presidente da filiada pernambucana, apresentou os projetos e propostas voltadas para “<em>campanhas em prol dos direitos e demais interesses da mulher</em>”. Na mesma ocasião, anunciou o projeto de um levantamento estatístico das “<em>mulheres que exercem atividades no funcionalismo </em><em>em Pernambuco, no comércio, no magistério</em>”, de modo a subsidiar a criação de uma “<em>Escola de Oportunidades</em>”, ideia de Noemia Xavier, vice-presidente da Federação Pernambucana. A primeira ata foi assinada, em novembro de 1931, por 47 mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37846" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg"><img class="  wp-image-37846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg" alt="edwiges17cibele_red" width="395" height="607" /></a><p class="wp-caption-text">Ata da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, 10 de novembro de 1931 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de 1933 para o parlamento, Edwiges, pelo Partido Economista, e a também escritora Martha de Hollanda, sem partido, foram as únicas mulheres a se candidatarem em Pernambuco. Apesar de não terem sido eleitas, deixaram sua marca na constituição do eleitorado feminino no Brasil.</p>
<p>Em 1947, Edwiges publicou a conferência “<em>A influência da mulher na educação </em><em>pacifista do após</em>-<em>guerra</em>”, na qual expôs os principais desafios do século XX e os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial. Apontou retrocessos históricos, afirmando que a “<em>questão feminista bem longe está do seu rumo necessário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37800" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg"><img class="  wp-image-37800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg" alt="edwiges16cibele" width="391" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, 1947 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A “<em>Eva Militante</em>”, como assim se nomeou em artigos de jornais nos anos de 1930, e “<em>imortal</em>” da Academia Pernambucana de Letras, deixou escritos de sua trajetória e projetos de futuro. Faleceu em 1958, aos 74 anos, com planos de publicar suas crônicas sociais, textos feministas e escritos poéticos. <em>Horas Inúteis</em>, livro de poemas, foi publicado postumamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cibele Barbosa é historiadora da Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira (1884-1958)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37411" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><img class="wp-image-37411 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges9.jpg" alt="edwiges9" width="183" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE),</em> 1º de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nascimento, em 25 de outubro, de Isabel Edwiges de Sá Pereira, futura escritora, educadora, líder feminista e sufragista. Filha do barachel em Direito e senhor de engenho José Bonifácio de Sá Pereira (c.1831-1916) e da dona de casa Maria Amélia Rocha de Sá Pereira (18?-1915), pertencia à aristocracia latifundiária e letrada de Pernambuco. Era irmã dos advogados Virgílio e Manoel Arthur, do advogado e poeta Eugenio, o advogado e jornalista Eurico; e Érico, Nanette, Margarida, Fredovinda, Cândida, Adalgisa e Marieta.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Com apenas 11 anos de idade escreveu o poema<em> Saudade</em>, um dos seus primeiros textos de que se tem registro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886/1897</strong></span> &#8211; Com seu irmão, Eugênio, criou o jornalzinho manuscrito <em>Echo Juvenil</em>, com pequenos textos e poesias, que circulava entre os seus familiares.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong> </span>- Algumas de suas poesias que se encontravam no <em>Echo Juvenil</em> foram publicadas no jornal <em>O Paiz</em>, do Rio de Janeiro, com apresentação do jornalista, escritor e dramaturgoArtur Azevedo (1855-1908) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 e agosto de 1897, primeira coluna</a>).</p>
<p>A revista <em>A Mensageira, revista literária dedicada à mulher brasileira,</em> foi criticada por não ter incluído Edwiges e outras escritoras no <em>artigo de fundo</em> de sua primeira edição. Era dirigida pela poetisa e feminista mineira Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/58" target="_blank"><em>Revista do Brazil,</em> setembro de 1897</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 184px" class="wp-caption aligncenter"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdakOv0hvF8uVhEGh5ZvDi7pWQM80LFh40taSCRJYHoXgfrhbeW5jPW3YNmC53tmaemNkfRm1o4o3LGz4EIn0UAJdkAJ_NiDy300X7hA" alt="207 2 PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA (1867 – 1944) NA ..." width="174" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank">Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) / Garnier, 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu poema <em>Primaveras</em> foi publicado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/67" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de novembro de 1897</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>A jurity ao beija-flores</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/96" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de dezembro de 1897</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Algumas poesias de sua autoria foram publicadas na <em>Revista do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2InOIDO_8X1jO_uXA_Swpe"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de janeiro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um soneto de sua autoria no <em>Jornal do Recife,</em> de 24 de maio de 1898.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37678" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="360" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Jornal%20do Recife, 24 de maio de 1898, última coluna" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1898</a></p></div>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/edwiges.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Na revista <em>Mensageira</em>, n° 26, publicação de poesias de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw0bsMt4NjVL3HJRFNSHriQg"><em>A Meridional</em>, 1899</a>).</p>
<p>Publicação de suas poesias<em> Simile</em> e <em>Scenas Simples</em>, na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2OzAJUryRMgS8jTT_tN02u"><em>Revista do Rio Grande do Norte, outubro de 1899</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg" alt="edwiges5" width="312" height="334" /></a></p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg"><img class="  wp-image-37275 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg" alt="edwiges1" width="754" height="204" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg" alt="edwiges2" width="754" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>A Cigana</em>, dedicado a Auta de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/9341" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de setembro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Campesinas</em>, seu primeiro livro, com 51 poemas, prefaciado pelo jurista e poeta Antonio Souza Pinto (18-19), entusiasta da publicação. Ele havia conhecido Edwiges em uma viagem que fez a Barreiros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348449/458" target="_blank"><em>Almanaque do Garnier</em>, 1903</a>). Ofereceu um exemplar do livro à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/10823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de setembro de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-11-13%20125510.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37697" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Captura-de-tela-2024-11-13-125510.png" alt="Jornal Pequeno, 17 e agosto de 1901" width="354" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37333" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><img class="  wp-image-37333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges8.jpg" alt="edwiges8" width="833" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em> para 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra recebeu boas críticas no Recife. Alguns de seus poemas foram:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Meu livro </strong></span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Perdoa-me se um dia, Tuas nevadas folhas descerrando, Alguém, meu fraco mérito acusando, De ti chasqueie e ria, Não te escrevi, meu livro, para os sábios, Para os sábios, bem sei que tu não prestas… Tinha minh’alma em festas E um riso alegre a me enfeitar os lábios, E antes que me viessem vis ressábios A alegria turvar de minha vida, Eu quis cantar e essas canções modestas Fui tirando da lira estremecida. Tudo quanto da vida eu penso, e via Nos meus sonhos gentis e soberanos, Tudo quanto me enleva a fantasia – Canto na lira azul dos verdes anos!</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros,1900.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>No lar </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>À minha irmã Margarida </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ri-se na sala a trêfega criança, Como a enxotar a mágoa que domina A natureza, quando o sol declina Para o ocaso feliz onde descansa… Na estofada cadeira se embalança Uma jovem mulher, e a fronte inclina Para beijar a filha pequenina, De sua vida a lúcida esperança. Reflete o espelho a serpentina acesa, À luz da qual uma velhinha reza, E eu vejo a fé impressa no seu rosto… Basta em todas as casas esta cena, Assim tão meiga, plácida e serena, Para alegrar as horas do sol posto.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1898.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Dor suprema </span></em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Pranto supremo, pranto dolorido, Companheiro da dor, pranto pungente Dize-me tu, que tornas comovente O suspirar de um coração ferido. Dize-me tu que já de toda a gente Ouviste o peito a soluçar dorido. Sim! Tu que és sempre o intérprete escolhido De quem os golpes do infortúnio sente: Dize-me tu se por acaso existe Dor tão cruenta, padecer tão triste Como de um’alma as duras aflições, Ao ver cortando a vastidão imensa Da região sombria da descrença O bando das primeiras ilusões. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1900</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A uma estrela</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Áquela estrêla que acompanha a lua / Eu, curiosa perguntei um dia: / – Qual de vós vale mais, a que flutua / No céu azul da minha fantasia, // Ou tu que, no correr da noite fria, / Erras no céu assim, pálida e nua, / Das esferas ouvindo essa harmonia / Que, até ouvi-la o velho mar estua? // E a clara estrêla disse-me: “Criança, / Quando fanada a última esperança, / A alma ficar-te de ilusão vazia. // Inda hás de verme fulgurar, divina; / Mas, onde encontrarás a que ilumina / O céu azul da tua fantasia”?</em></span></p>
<p style="text-align: center;">       <span style="color: #800000;"><strong>Desolada   </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A meu Pai </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde reza uma oração, fitando O vulto de Maria no sacrário. Dos belos olhos seus vem deslisando Um rosário de lágrimas ardentes, Que se lhe vai no colo desmanchando. Na posição dos pobres penitentes – Joelhos em terra, mãos entrelaçadas – Envia à Virgem súplicas ferventes. De pungente amargura repassadas São as frases que, triste, balbucia Com o fervor das almas desoladas. Pede à clemente e divinal Maria – Testemunha da dor que a dilacera – O bálsamo que as mágoas alivia. Suplica, reza e, soluçando, espera – Fitando sempre o casto santuário – A proteção da santa que venera. Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde pensa que tardar não deve O remédio que abrande o seu fadário… Beija a cruz do rosário, e não se atreve, Não faz o mesmo à cruz que lhe foi dada… Acha a que tem na mão pequena e leve, E a que carrega por demais pesada!</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1896</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Madrigais </span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">A Hortência </span></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Para enfeitar o céu – quantas estrelas E tu, melhor do que elas Brilham de noite, apenas, no infinito Brilhas a qualquer hora aqui na terra! É que o intenso fulgor Do astro mais esplendente e mais bonito Tens nos olhos, ó flor, (mago espelho de uma alma sem refolhos!) Si eu fosse estrela, inda que fosse Vênus, Teria inveja de teus lindos olhos! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Musa sensível </em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Seja teu coração bondoso e terno Sensível para o riso e para o luto! O mundo chora e ri, e eu vejo e escuto, Que se às vezes é céu, outras é inferno! Se eu te visse assistir de olhar enxuto Desta vida que passa ao drama eterno, E, a um mesmo gesto, único e supremo, Confundir o que é bom e o que é poluto; Se eu te visse impassível e serena Ante o bem, ante o mal, de que deriva Ora o gozo, ora a mágoa que envenena, Eu que tanto te estimo e te respeito, Mu</span>sa, sentirá a dor pungente e viva De extinguir -se teu culto <span style="color: #800000;">no meu peito!</span></em></p>
<p>Eduardo de Carvalho (18?-19?), membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras, fundada em 26 de janeiro deste ano por iniciativa de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) e de um grupo de 19 escritores pernambucanos, fez uma bela crítica ao seu livro e a convidou para ser sócia correspondente da instituição. A Academia Pernambucana de Letras foi a quarta do Brasil, tendo sido precedida pela Academia Cearense de Letras, fundada, em 1894;  pela Academia Brasileira de Letras, fundada no Rio de Janeiro, em 1897; e pela Academia Paraense de Letras, fundada em 1900.</p>
<p>Edwiges colaborava com diversos jornais no país, dentre eles, <i>O Norte</i> (RJ) e o <i>Escrutínio</i> (RS), e com revistas, como a <i>Revista Feminina</i> (SP).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maria Amelia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/853" target="_blank">Almanach de Pernambuco, </a></em>).</p>
<p>Era uma das redatoras da revista <em>Azul e Ouro</em>, órgão literário da Oficina Martins Junior, da qual era sócia honorária correspondente. A Oficina havia sido fundada em 1900 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/705" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 1901</a>).</p>
<p>Em fins deste ano, seu pai vendeu o engenho em Barreiros e foi morar com sua família no Recife, onde passou a trabalhar para o governo do Estado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Edwiges, Adalgisa Duarte Ribeiro, Amélia Freitas Bevilacqua, Belmira Villarim, Cândida Duarte Barros, Luiza Ramalho e Maria Augusta Freire fundaram revista<em> O Lyrio, </em>cujo primeiro exemplar foi lançado em 5 de novembro.<em> </em>Em várias de suas 20 edições, abordava a importância da educação da mulher e a pouca atenção dos governantes em relação à instrução feminina. A publicação, encerrada em junho de 1904, foi importante para a difusão do ideário feminista baseado na educação como o único caminho para a emancipação da mulher. A Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, possui sete exemplares da revista armazenados na Divisão de Obras Raras e na Coordenadoria de Publicações Seriadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/3995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 10 de outubro de 1902, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escrita somente por mulheres tem como redatora-chefe D. Amelia de Freitas Bevilaqua e como redatora-secretária D. Candida Duarte Barros. Participavam da redação as sras. Adalgisa Duarte Ribeiro, Belmira Villarim, Edwiges de Sá Pereira, Luiza Cintra Ramalho, Maria Augusta Freire  e Ursula Garcia. Impresso pela Emp. d’A Província, com exceção do primeiro exemplar, que foi na Imprensa Industrial. Na última página de cada exemplar encontra-se a informação de que “toda correspondência deve ser dirigida para rua do Lima, n.54, residência da Redactora-Secretaria”, e o valor da revista: número avulso custava 1$000 e a assinatura trimestral era de 2$000&#8243;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus poemas publicados em <em>O Lyrio</em> foram <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/7"><i>Simile</i> (n°1, novembro de 1902)</a>, dedicado a sua mãe; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/23"><i>Paisagem</i> (n°2, dezembro de 1902)</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/828343/34" target="_blank"><em>Auta de Souza</em></a> e  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/39"><i>Esther</i> (n°4, fevereiro de 1903)</a>, <em>Olhos Verdes</em> (nº 5, março de 1903); <em>A um raio de sol</em> (nº 6, abril de 1903); <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47">O Malmequer</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47"> (nº 7, maio de 1903)</a>, e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/64"><i>Miss</i> (n°13 e 14, novembro e dezembro de 1903)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Olhos Verdes</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos verdes eu fito<br />
Mas logo depois não sei<br />
Se foi do excelso infinito<br />
Divina estrella que olhei.</p>
<p style="text-align: center;">É que teu olhar encerra<br />
Tanta graça e tanta luz<br />
Que eu penso não ser da terra<br />
O brilho que me seduz!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos, flor adorada,<br />
São de um poder soberano:<br />
E a gente os fita enlevada<br />
Qual se contemplasse o oceano&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Não é que nelles escondas<br />
Essa perola do mar,<br />
Mas toda a attração das ondas<br />
Tu tens guardada no olhar!</p>
<p style="text-align: center;">Eu nesse olhar adivinho<br />
&#8211; Como a chimera vagueia! –<br />
Candura de passarinho<br />
Fascinação de sereia!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">O canto sonho do poeta<br />
Nas noites claras de lua,<br />
Semelha a chamma dilecta<br />
Que nos teus olhos fluctua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Formosa é sempre a esperança,<br />
Pois vês teus olhos querida,<br />
Têm a cor desta ave mansa<br />
Que tece os sonhos da vida!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Se pudessem teus olhares<br />
Ver toda a immensa amargura<br />
Do mundo eu via os pesares<br />
Transformados em ventura&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Das almas tristes chorosas,<br />
O pranto num doce riso,<br />
A vida – num mar de rosas,<br />
A terra num paraíso!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era considerada uma charadista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1185" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1902</a>).</p>
<p>Era uma das redatoras da <em>Revista Pernambucana</em>, que existiu entre 1902 e 1904 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/5065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de dezembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Estudava na Escola Normal, onde se formou como professora, em 1905.</p>
<p>Publicação de seu poema<i> Março</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1479" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</i>)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>No camarim (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/3443" target="_blank">Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</a>)</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Seguia colaborando com a  <em>Revista Pernambucan</em>a (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/4220"><i>Diário de Pernambuco</i>, 16 de dezembro de 1902, quinta coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Foi eleita vice-presidente do clube literário Olintho Victor, fundado por estudantes da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5277" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904, sétima coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seus poemas estavam presentes na publicação <em>Sonetos brasileiros</em>, editada por Laudelino Freire (1873-1937) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Ofertou livros à Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5541" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 28 de julho de 1904, sexta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foi publicada uma foto de Edwiges no <em>Almanach de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5594" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1904, segunda coluna</a>)</span>.</p>
<p>Foi a oradora na cerimônia de bênção do estandarte do corpo discente da Escola Normal, realizada na Ordem 3ª de São Francisco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3Rg8gX0smze2rrUzNThk6y"><i>Jornal Pequeno</i>, 24 de setembro de 1904, segunda colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi anunciado que a Oficina Martins Junior, que já existia desde 1900 e que em 1901 elegeu a revista <em>Azul e Ouro</em> como seu órgão literário, seria reconstituída em 2 de outubro, em uma sessão no Instituto Arqueológico Pernambucano. Em 1901, Edwiges havia se tornado sócia honorária correspondente da Oficina, mas na reorganização da agremiação tornou-se efetiva (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/42463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de setembro de 1900, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/43146" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de abril de 1901, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5771" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/47336" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de outubro de 1904, última coluna</a>).</span></p>
<p>Foi aceita como sócia honorária do Grêmio Literário Pantheon de Lettras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5787" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fez um discurso como representante do segundo ano da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6018" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de dezembro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Pernambucana</em>, publicação de seu poema <em>Amor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">A Província (PE), </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">15 de fevereiro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente do Clube Literário Olintho Victor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/12781" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Escola Normal (<a href="%20http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de outubro de 1905, quinta coluna</a>). Em 19 de outubro, foi promovida a festa da Escola Normal das formandas de 1905 e Edwiges foi a oradora do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/4992" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1911</a>).</p>
<p>A letra do hino da Escola Normal era de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6597" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211;  Publicação de seu poema <i>Desolação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, </a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank">1907</a>).</p>
<p>Na rua da Aurora, n° 123, foram realizados os exames da escola particular mista presidida por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51232" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>Angariou fundos para a construção de uma estátua em homenagem ao poeta, professor e jurista Martins Junior (1860-1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/50633" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de junho de 1907, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das colaboradoras da terceira edição de novembro/dezembro da revista <em>Polyantho</em>, sob a direção de Martins Filho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51305" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de janeiro de 1908, sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1908 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema <em>Aves Libertas</em>, dedicado a Aurea Jacome (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1° de abril de 1908, última coluna</a>).</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Assumiu o cargo de </span></span><span style="color: #000000;">professora primária do Estado de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9534" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>12 de abril de 1908, segunda coluna</a>). Durante sua carreira no magistério lecionou Prática Didática e Pedagogia. Também foi professora de Português do curso Comercial do Colégio Eucarístico. Depois tornou-se catedrática da Escola Normal e mestra da cadeira de História Geral e do Brasil, do Instituto Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente foi superintendente do Ensino nos Grupos Escolares do Recife.</span></p>
<p>Foi publicado um poema de sua autoria acerca da esperança (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9339" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de fevereiro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi nomeada diretora da Escola Estadual da Boa Vista. No fim do ano, foi realizada na escola uma <em>festa magnífica</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/10531" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1909, terceira coluna</a>; <span style="color: #000000;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/53665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1909, sexta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>Maio</i> (<i>J<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">ornal Pequeno</a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">, 7 de maio de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Publicação de seu soneto <em>O Violino</em>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Magno instrumento a tua voz parece / A voz do coração que á gente fala: – / Ninguem te ouvindo o seu pezar esquece, / Ninguem te ouvindo os seus sorrisos cala&#8230; // Quando, ou tranqüilo e doce como aparece / Ou presto e alegre um som de ti revela, / – Queixa de quem magoas de amor padece / Canto de quem feliz amor propala, // O sêr que bebe o influxo soberano / Das emoções diversas de teu peito / Que pulsa e vibra como o peito humano, // Presa de enleio e de fascinação / Pensa um momento que tu foste feito / Das próprias cordas do seu coração&#8230;&#8221;</em></span></p>
<div>A &#8220;Secção Chic&#8221; do<em> Jornal Pequeno</em> foi aberta com a publicação do poema<i> Inverno</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw27JRa1SDLHkAYPwVRe0oMZ"><i>Jornal Pequeno</i>, 14 de junho de 1909, terceira colun</a>a).</div>
<div></div>
<div>Foi elogiada em um artigo de Adelmar Tavares (1888-1963) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw088vVn2V-PulWusjYD6x-P"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de setembro de 1909, primeira coluna</a>).</div>
<div></div>
<div>Foi noticiado que Edwiges havia enviado ao <em>Jornal Pequeno</em> <i>belíssimos escritos para a Secção Chic</i> do periódico sob o pseudônimo de Jessie Yorke. Foi descoberta e como <em>artigo editorial</em> foi publicado na primeira página do jornal o artigo <i>Triste</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3bTWtCln4ytEafM7JLeWVk"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de outubro de 1909, primeira coluna</a>)</div>
<div></div>
<div>Após a palestra <i>Trovas e trovadores</i> proferida por Ademar Tavares, na Sexta Conferência Literária realizada pela Academia dos Nullos, uma associação de jovens acadêmicos, Edwiges ofereceu-lhe flores (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw0Gw9OzFhKy_VnZQUELamfT"><i>Jornal Pequeno</i>, 4 de outubro de 1909, segunda coluna</a>).</div>
<p>Participou da organização de uma quermesse que seria realizada em 16 de janeiro de 1910 em benefício do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/20381" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de dezembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- Publicação de uma fotografia de Edwiges no <em>Almanach Literário Pernambucano</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11294" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ao longo do ano, publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Manias</em>, <em>Sombras, </em><em>Não sei&#8230;, </em><em>A esmo,</em> <em>O Lenço Azul, </em><em>O Ensino</em> <em>Profissional</em>, <em>Pela infância</em>; <em>Sol Posto</em>, <em>Tradições, Fazer o bem, Grandes e pequenos, O Signal, Educação</em> e <em>Noite de Natal</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11328" target="_blank">15 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11356" target="_blank">22 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11384" target="_blank">29 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11408" target="_blank">5 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11432" target="_blank">12 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11460" target="_blank">19 de fevereiro,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank">5 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11544" target="_blank">12 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11620" target="_blank">2 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11644" target="_blank">9 de abril de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11732" target="_blank">30 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11756" target="_blank">7 de maio de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11808" target="_blank">21 de maio de 1910</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12660" target="_blank">24 de dezembro de 1910</a>).</p>
<p>O poema <em>Vagando</em>, assinado por Cecy, foi dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de março de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Viajou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11828" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de maio de 1910, última coluna</a>). Durante sua estadia, fez uma visita à Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/2645" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1910, última coluna)</a>. Em uma de suas colunas, a escritora e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a> comentou a viagem de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4166" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de novembro de 1910, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Amor</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11834" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1910</a>).</p>
<p>Para tratar de sua saúde, licenciou-se do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/620" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de <em>Nedda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23739" target="_blank"><em>A República</em>, 29 de outubro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Anno Bom,</em> <em>Pelo ensino, Ferri e Gaffre 1, Ferri e Gaffre 2, Ferri e Gaffre 3, Selma, Cortezias, Epistolar, Um livro novo, Mal entendido, A Chronica, Horas mysticas</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12696" target="_blank">2 de janeiro de 1911,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12744" target="_blank">14 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12772" target="_blank">21 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12800" target="_blank">28 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12824" target="_blank">4 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12910" target="_blank">25 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12932" target="_blank">4 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12960" target="_blank">11 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12988" target="_blank">18 de março de 1911</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13036" target="_blank"> 1º de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13064" target="_blank">8 de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13112" target="_blank">22 de abril de 1911</a>,</p>
<p>Um artigo de sua autoria sobre as escolas brasileiras publicado no <em>Jornal Pequeno</em> foi citado na coluna &#8220;Dois dedos de prosa&#8221;, da escritora Julia Lopes de Almeida (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/5308" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de janeiro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Horas mysticas</em>, na revista <em>Santa Cruz</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_06/21481" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de junho de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/2644" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de outubro de 1911, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema<em> Aves e Coração</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823686/2990" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1912/1913</a>).</p>
<p>No artigo <em>Um Protesto</em>, foi mencionado que Edwiges teve <em>a satisfação de ver traduzida em francês numa revista de Estocolmo uma de suas produções do Lyrio, acompanhada de lisongeiros conceitos do grande literato Pythion de Villar e a propósito de quem o ilustrado dr. Julio Pires, por aquele tempo do Lyrio, escreveu em seu Almanak: &#8220;discípula que honra o mestre&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de fevereriro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta,</em> dedicado a Mlle. Maria Estevan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5748" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 191</a>2). Na mesma edição, escreveu o artigo <em>D. Julia Lopes de Almeida, </em>homenageando a escritora, a quem havia visitado no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5801" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a>).</p>
<p>Foi a oradora oficial da homenagem prestada pela mulher pernambucana, um concerto realizado em 13 de janeiro, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank">Theatro de Santa Isabel</a>, ao general Dantas Barreto (1850-1931), governador de Pernambuco, em protesto por sua <em>eliminação do número dos associados da Associação de Imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/56947" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em><em>,</em> 9 de abril de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37617" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124132.png" alt="Jornal Pequeno" width="435" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de abril de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maguas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/347906/526" target="_blank"><em>A Faceira,</em> agosto de 1912</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>À Florisa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/17" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, fevereiro de 1912 a fevereiro de 1913</a>).</p>
<p>Foi eleita a primeira presidente da Associação das Damas de Beneficência. Já fazia parte da diretoria do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/58460" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de janeiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Pro-Parvulos Carta Aberta e Francisca Izidora, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16142" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de junho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16414" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de agosto de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Instituto de Proteção e Assistência à Infância, foi promovido pelas Damas de Beneficência, sob a presidência de Edwiges, uma festa de Natal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16862" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de dezembro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema<em> No camarim</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/17600" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de abril de 1914</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Estava inscrita, assim como Assis Chateaubriand (1892-1968) e outros, como colaboradora do recém criado vespertino <em>A Tarde</em>, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/23222" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de junho de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Foi aceita como membro efetiva do Instituto Arqueológico de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/5267" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada como uma das grandes poetisas brasileiras pelo palestrante Leal de Souza, secretário da redação da revista <em>Careta</em>, na 3ª conferência de uma série organizada por um grupo de literatos, no salão nobre do (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/25604" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Natal na Aldeia</em> <em>(Às moças de minha aldeia natal)</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/19216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1914</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Falecimento de sua mãe, Maria Amélia Rocha de Sá Pereirra (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/9944" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em></a>, 23 de novembro de 1915<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/69847" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Seu pai, José Bonifácio de Sá Pereira, foi atropelado por um carro elétrico e faleceu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/39047" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Romã</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/23886" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de dezembro de 1916, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1917</span></strong> &#8211; Publicação do artigo <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria, em que aborda a questão da admissibilidade da mulher trabalhar fora de casa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/1210" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, abril de 1917</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720593/2107" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 9 de outubro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal do Recife</em> organizou o evento <em>A Primeira Hora Literária Feminina</em> e Edwiges foi a vencedora do Torneio Literário (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/212547/90" target="_blank"><em>Revista Feminina (SP)</em>, ano 4, n° 34, 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Publicação em duas partes do artigo <em>A Escola Moderna</em>, de sua autoria, onde discute as noções da pedagogia (<em>A Escola Primária</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank">1º de janeiro de 1918</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank"> 1º de fevereiro de 1918)</a>.</p>
<p>Escreve para o periódico<em> O Ratazana.</em></p>
<p>Seus versos eram vendidos em algumas lojas do Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/27252" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava licenciada do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/75653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eugênio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/58882" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de novembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi citada como exemplo de uma mulher inteligente na seção &#8220;Cartas de Mulher&#8221;, da revista <em>Vida Moderna</em>, em uma mensagem que contestava o conceito de Schopenhauer sobre as mulheres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402109/161" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 22 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span></strong> &#8211; Ao longo dos anos 1920, se correspondeu com feministas do sudeste do Brasil.</p>
<p>Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e era também professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/78285" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1921, primeira e segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de abril, foi eleita membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 13 de maio, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo de uma Academia de Letras no Brasil, antecedendo, em 57 anos, a cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) que, em 4 de novembro de 1977, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/867"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de abril de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><em> A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a>). A foto abaixo é de autoria do fotógrafo Louis Piereck.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37625" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135317.png" alt="A Nota, 22 de maio de 1920" width="451" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank">Edwiges de Sá Pereira<em> / A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges substituiu João Baptista Regueira Costa (1845-1915), na Cadeira de nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro (1804-1968). A cerimônia de posse aconteceu na Câmara dos Deputados do Recife. Os outros membros empossados foram Antônio Andrade Bezerra (1889-1946), José Gonçalves Maia (1866-19?), Mario Carneiro do Rego Melo (1884-1959), Manoel de Oliveira Lima (1867-1928) e Zeferino Galvão (1864-1924). Faltaram à cerimônia, <em>com motivo justificado</em>, os novos acadêmicos Arthur Muniz (1896-1924), Antônio Andrade Bezerra (1889-1946) e João Barreto de Menezes (1872-1950) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a>). O evento foi aberto por Samuel Martins (1862-1930), presidente da Academia Pernambucana de Letras, que exaltou Pernambuco como o <em>berço da evolução literária brasileira</em>. Em seguida, o acadêmico Luis de França Pereira (1870-1925) falou sobre a importância da Academia Pernambucana de Letras, das tradições de Pernambuco e saudou os novos imortais. Sobre Edwiges, falou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Edwiges de Sá Pereira, que como Sapho dedilha à lira de ouro as queixas mudas do coração humano&#8230;Será esta, penso, a primeira das actuaes Academias de Lettras do paiz a admitir uma senhora em seu seio. A casa de Bento Teixeira Pinto quiz ter a primazia neste acto de justiça aos vossos dotes de espirito. Mademoselle Edwiges. E é da tradicional galanteria pernambucana alliar a cooperação da Mulher a todas as nossas affirmações de Energia como a todas as nossas manifestações de Arte&#8221;.</em></span></p>
<p>Oliveira Lima, um dos novos imortais, falou em nome deles, agradecendo à Academia Pernambucana de Letras e traçou um perfil sobre si e sobre os demais empossados. Em seu discurso, valorizou a entrada de uma mulher na Academia e falou sobre Edwiges:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escolhestes a sra. d. Edwiges de Sá Pereira e com esta escolha destes as outras academias do Brazil um exemplo a que a Academia Brasileira ainda não afoitara. As produções poeticas e pedagogicas da nossa consocia justificam de certo vosso acto, mas não deixa ella de ser uma innovação. Devemos todos agradecer a sra. d. Edwiges de Sá Pereira o ter proporcionado a esta Academia o ensejo de tão depressa entrar na nova corrente de idéas, admittindo no seu gremio uma representante da intellectualidade pernambucana&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37235" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37235 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="295" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia e Moda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/30695"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>É nomeada professora para a cadeira primária feminina da Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/1377"><em>A Província</em> (PE), 27 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>O escritor e acadêmico Artur Muniz (1870-1924) dedicou a ela o artigo <em>Página de Saudade</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/2256"><em>A Província</em> (PE), 14 de outubro de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Natal</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/31687"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Escreve para a revista <em>A Nota</em> e para a revista do Instituto da Sociedade de Letras de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37626" style="width: 1051px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><img class=" wp-image-37626" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135817.png" alt="A Nota, 1º de janeiro de 1921" width="1041" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><em>A Nota</em>, 1º de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Um livro bom</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/32292"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicação de seu poema <em>Abril</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8454" target="_blank">Almanach de Pernambuco, 1922</a></em>).</p>
<p>Foi a letrista do hino <em>Pernambuco à independência</em> com música de Maria do Carmo Santos Barbosa. Foi cantado na comemoração do centenário da Independência do Brasil, realizado no Theatro de Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/6801"><em>Diário de Pernambuco</em>,13 de julho de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a exposição da pintora Georgina Barbosa Vianna (18?-1961) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/33722"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista do Instituto de Sciências</em>, publicação do soneto <em>Pernambuco</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/7687"><em>A Província</em> (PE), 14 de novembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta que Antônio Carneiro Leão (1887-1996), diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, havia enviado a Edwiges, sobre o livro <em>Educação</em>, de autoria dela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34166"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de dezembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, em dezembro, no Rio de Janeiro, do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702"> I Congresso Internacional Feminista ou 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a>, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, fundada em 9 de agosto de 1922 e presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894-1976)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/86379" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Avatari</em>, dedicado a Julio Pires (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34530"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de fevereiro de 1923, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>Contraste</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8759" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1924</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão fiscal da Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11058"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi concedida a ela uma licença de três meses para tratamento de saúde (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90351"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de março de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de Literatura da organização das festividades em torno da chegada do navio <em>Italia </em>ao Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1924, quinta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na revista mensal <em>Nação Brasileira</em>, dirigida por Evaristo de Moraes e Alfredo Horcades (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/17582" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A prioridade de Pernambuco nas ideias liberais</em>, de autoria de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12316"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em maio, o governador de Pernambuco, Sergio Teixeira Lins de Barros Loreto (1867-1913), a encarregou para a realização de um estudo acerca da organização e funcionamento do ensino técnico e profissional em Pernambuco e em outros estados do país. Com esse fim, Edwiges partiu para o Rio Grande do Norte e proferiu uma palestra. Foi apoiada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90787"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de maio de 1924, quinta coluna</a>; <em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12360">6 de julho de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12536">30 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu para o Rio de Janeiro e para São Paulo para continuar seus estudos sobre a organização das escolas domésticas e das escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12718"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/11818"><em>A Província</em> (PE), 27 de agosto de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, acompanhada por Antônio Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, visitou escolas rurais. Também fez uma visita à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e encontrou-se com a presidente da entidade, Bertha Lutz, e esteve na Liga dos Professores, onde fez uma palestra. Foi visitada por membros do Centro Pernambucano sediado no Rio de Janeiro. Na Escola Nilo Peçanha foi homenageada com uma festa em comemoração à entrada da Primavera (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/31902" target="_blank">20 de setembro de 1924</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/32006" target="_blank">25 de setembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/18810" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1924, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/92596"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de dezembro de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34210" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 17 de dezembro de 1924, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37623" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-132827.png" alt="Jornal do Brasil, 20 de setembro de 1924" width="533" height="741" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de setembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida em São Paulo com um chá oferecido na Liga das Senhoras Católicas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_02/12619" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de outubro de 1924, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003085/8421" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de novembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13446"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de novembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação e uma foto e Edwiges com o artigo de sua autoria, intitulado <em>O Violão &#8211; ouvindo Josephina Robledo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1° de dezembro de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37627" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-142043.png" alt="Brasil Social, 1º de dezembro de 1924" width="508" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de dezembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Publicação do artigo <em>Sobre o Ensino Público no Brasil &#8211; impressões de uma educadora pernambucana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402257/3466" target="_blank"><em>Educação,</em> janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo<em> Pelo ensino</em>, na revista<em> Brasil Social, </em>dirigido por P.A. Soares (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/161" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Retornou de sua viagem ao Sul do Brasil onde esteve em comissão do governo estadual. Ao final do trabalho acerca da situação da educação no país, entregou ao governador um minucioso relatório, o qual, um ano depois, foi publicado com o título de<em> Impressões e Notas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34950" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13910"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo, <em>A Mulher pernambucana</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/16158">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1925</a>).</p>
<p>Escrevia para o periódico <em>Vida Feminina</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Publicação de um artigo acerca do trabalho realizado por Edwiges em comissão do governo de Pernambuco sobre as escolas domésticas e as escolas profissionais do Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40158"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de maio de 1926, última coluna</a>)</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria sobre a declamadora <em>Angela Vargas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40765"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de setembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Era catedrática da Escola Normal e foi a letrista do hino comemorativo do centenário do Ensino Primário no Brasil &#8211; foi musicado pela professora Maria do Carmo Santos Barbosa. O hino foi cantado durante uma sessão magna realizada no Theatro de Santa Isabel e presidida pelo governador Estácio Coimbra (1872-1937) em comemoração à efeméride (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/101925"><em>Jornal do Recife</em>, 15 de outubro de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/31746" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de outubro de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a redação do <em>Jornal do Recife</em> com a poetisa potiguar Palmyra Wanderley (1894-1978) que iria ler, no dia 10 de dezembro, na Academia Pernambucana de Letras, versos de seu livro <em>Roseira Brava</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/102403"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37616" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank"><img class="wp-image-37616 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-123821.png" alt="Palmyra Wanderley" width="291" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank">Palmyra Wanderley</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong><span style="color: #000000;">- Foi publicada uma declaração de Edwiges sobre a Academia Pernambucana de Letras, integrando a série de reportagens <em>A casa de Bento Teyxeyra Pinto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37624" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-134007.png" alt="Diário da Manhã (PE), 22 de janeiro de 1928" width="666" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada sobre a questão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2923" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 28 de março de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> – Foi eleita a oradora da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/106606"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um artigo sobre o feminismo publicado na revista <em>A dona de casa</em>, dirigida por Cândida de Brito (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/73702" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em>, publicação de um artigo de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/26132"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Em junho, ela, a médica Paulina Waisman e a pintora Georgina Barbosa Vianna participaram como delegadas de Pernambuco do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33333" target="_blank">Automóvel Club</a>, no Rio de Janeiro, entre 20 e 30 de junho. Edwiges e Georgina chegaram à cidade no dia 18, a bordo do navio <em>Raul Soares. </em>Foram recebidas por representantes da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por Bertha Lutz, e da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903-2001)</a>. Na época, Edwiges era professora de português e história, na Escola Normal do Recife, além de vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/7416" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>19 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/5890" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>Destacam-se aqui as delegadas das representações estaduais: Amazonas – Emilia Galvão e Cassilda Araujo Lima; Pará – Marina Lamarão Cardoso, Noemia de Rego Lins, Glória Silva e Maria Aurora Pegado Beltrão; Maranhão – Mariana Gurjão, Cristina Vinhais; Piauí – Nazareth Pires Ferreira; Ceará – Henriqueta Galena, Adilia Moraes e Carmem Castelo Branco; Rio Grande do Norte – Maria Eugenia Celso e Julia de Medeiros; Paraíba do Norte – Rosalina Coelho Lisboa; Pernambuco – <strong>Edwiges de Sá Pereira, Georgina Barbosa Vianna e Paulina Waismann</strong>; Alagoas – Almerinda Farias Gama; Sergipe – Sra. Maria Rita Soares de Andrade, Carlota Camargo do Nascimento; Bahia – Edith Mendes da Gama e Abreu, dra. Hermelinda Paes, Lili Tosta, dra. Francisca Praguer Froés, Alice Kelsche de Aguiar, Celeste Cerqueira; Espírito Santo – Anna Borges Ferreira; Estado do Rio de Janeiro – Antonieta de Souza Braga, Murilla Torres, Yolanda Torres, Dulce Horta Esteves Lagoeira, Maria Rosa Ribeiro; Estado de São Paulo – Helena Gordo; Julia Algodoal, Clotilde Kleber, dr. Horácio Silveira, Alice de Toledo Tibiriça e outras: Paraná – Martha da Silva Gomes; Santa Catarina – Alice Pinheiro Coimbra; Rio Grande do Sul – Ascylia Correia Rodrigues, Acy Coelho e Ilka Labarthe; Minas Gerais – Ignácia Guimarães, dra. Alzira Reis Vieira Ferreira, Maria Esther Ramalho, Eunice Weaver; Goiás – Dra. Rosita Godinho de Oliveira Bello; Mato Grosso – Branca Portinho.</p>
<p>O discurso de abertura do evento foi pronunciado pela escritora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a>. Durante o encontro, Edwiges proferiu o discurso <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Pela Mulher, para a Mulher</em></a>, que defendia uma nova concepção de ensino para a mulher. Dividiu a população feminina em três categorias: mulheres que não precisavam trabalhar, mulheres que sabiam e precisavam trabalhar e, finalmente, as mulheres que não sabiam e precisavam trabalhar. Os dois primeiros grupos deveriam, segundo ela, se unir para que o terceiro grupo fosse auxiliado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi entrevistada e declarou que &#8220;<em>o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37412" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><img class="wp-image-37412 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges11.jpg" alt="edwiges11" width="549" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentro da programação do congresso, participou de uma missa campal com a presença da primeira-dama, Darcy Vargas (1895-1968), e de todas as delegadas do evento, realizada no terreno da igreja do Sagrado Coração de Jesus. No mesmo dia foi inaugurada a exposição anexa ao congresso, no Automóvel Club. Participou também da <em>sessão de congraçamento</em> presidido por Bertha Lutz, quando falou sobre a <em>filosofia do momento feminista </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/3803" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6064" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada pela escritora e feminista Martha de Holanda (1903-1950) para ser a presidente de honra da Cruzada Feminista Brasileira, fundada e presidida por Martha, mas não aceitou o cargo. Sobre Martha de Hollanda, Luciene de Freitas, autora de sua biografia <em>“Uma guerreira no tempo &#8211; Um resgate de uma época, Martha de Hollanda e Delírio do Nada”</em> (2003), escreveu:</p>
<p><em>“Ela era uma pessoa à frente do seu tempo. Contestava o ensino, contestava as roupas, usava vestidos sem manga e curtos, sem meia, fumava, bebia, tinha amizades com homens e fazia saraus com intelectuais. Eram coisas que chocavam naquela época. Tanto que essa liberdade rendeu um falatório sobre ela na cidade”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank"><img class="" src="https://cdn.folhape.com.br/img/pc/1100/1/dn_arquivo/2021/03/cd3bc526-8f50-4615-94dd-708def107456.jpg" alt="Martha de Hollanda, a primeira eleitora de Pernambuco" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank">Martha de Hollanda / Acervo da família</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 10 de novembro, no Clube Internacional do Recife, Odila Porto da Silveira, representante da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, deu posse à primeira diretoria da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino. Edwiges foi a primeira presidente desta associação, cargo que exerceu até 1935. Personalidades da sociedade pernambucana<i>,</i> assim como autoridades estaduais e federais, representantes da imprensa e de diversas corporações prestigiaram o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49627" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de novembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw33CCistCgcbs0bYew2bbzg"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de novembro de 1931, primeira coluna</a>). Neste primeiro biênio da associação, a vice-presidente era a professora Noemia Ferreira Xavier, e a segunda vice-presidente era a também professora e irmã de Edwiges, Anna Sá Pereira da Silva Almeida. A secretária-geral era Maria de Lourdes Souza Leão, a tesoureira, Santina Monteiro; e a consultora jurídica era Ida Souto Uchôa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de agosto de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37606" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-133121.png" alt="Jornal Pequeno, 17 de agosto de 1931" width="244" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia de criação da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino surgiu em reuniões de um grupo de pernambucanas que defendia a maior inclusão feminina na sociedade. Várias destas reuniões aconteceram na casa de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/113635" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>). A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino apoiava fortemente os princípios católicos. Ao longo de sua existência, até fins da década de 1930, a associação, devido à forte influência de Edwiges, teve como prioridade a questão da educação da mulher. Investiu na criação da Escola de Oportunidades cuja principal meta era disponibilizar cursos como correspondência, datilografia e línguas às jovens de todas as classes sociais do Estado.</p>
<p>A coluna &#8220;Palestras Femininas&#8221;, do<em> Diário de Notícias</em>, homenageou Edwiges com a publicação do poema <em>Dúvida</em>, da escritora pernambucana (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6127" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Sua tese <em>Pela Mulher, para a Mulher</em> foi publicada como de livro.</p>
<p>Ainda era a vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/79222" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita segunda secretária da diretoria da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/5923" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de abril de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>No Clube Internacional, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu um evento para comemorar o Dia das Mães. Pela primeira vez a efeméride foi comemorada no Brasil de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/50491" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1932, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37612" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><img class="wp-image-37612 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153705.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 153705" width="840" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oficialização do Dia das Mães no Brasil foi uma conquista da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que durante o II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho de 1931, no Rio de Janeiro, designou uma comissão que fez a solicitação ao presidente Vargas. Ele assinou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21366.htm#:~:text=D21366&amp;text=DECRETO%20N%C2%BA%2021.366%2C%20DE%205,maio%20%C3%A9%20consagrado%20%C3%A0s%20m%C3%A3es." target="_blank">Decreto 21.366</a>, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como a data comemorativa dedicada às mães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37621" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37621" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124912.png" alt="Diário de Notícias, 11 E 12 de maio de 1969" width="504" height="805" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 e 12 de maio de 1969</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933 -</strong></span> Publicação do artigo <em>Pela mulher</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/13536" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de fevereiro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/117952" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, sob a presidência de Edwiges, enviou a artista plástica e feminista Georgina Barbosa Vianna como representante da associação na Convenção Eleitoral Feminina, no Rio de Janeiro, com propostas de inclusão no texto constitucional de obras contra as secas, recusa ao serviço militar obrigatório para mulheres e apoio ao ideário católico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw0X77yGzQ2Wq6qdGpUG0kNQ"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Edwiges e Martha de Hollanda conseguiram o direito de votar e também de serem votadas. Em uma enquete promovida pelo <em>Diário de Pernambuco</em>, Edwiges foi apontada como uma excelente candidata pela pintora e feminista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8041" target="_blank">Emília Barbosa Viana Marchesini</a>, por <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8051" target="_blank">Edna Leite Gueiros</a>, redatora da &#8220;Página Feminina&#8221; do <em>Jornal do Commercio</em>; por representantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, e por Ana Campos, catedrática da Escola Normal. Em, 30 de abril, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino fez uma publicação indicando Edwiges ao eleitorado (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8041" target="_blank">26 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8051" target="_blank">27 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8067" target="_blank">29 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8087" target="_blank">1º de fevereiro de 1933, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8780" target="_blank">30 de abril de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8784" target="_blank">30 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8789" target="_blank">30 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png"><img class="alignnone size-full wp-image-37603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124213" width="247" height="437" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png"><img class="alignnone  wp-image-37604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124334" width="238" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges e quanto à questão do divórcio, no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 30 de março de 1933</a>, ela afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Somos católicos e não compreendemos as reivindicações femininas fora desses princípios. Somos pela indissolubilidade do matrimônio como condição máxima de garantia de família, da estabilidade do lar, da moral social, enfim. Mas, não basta impedir que o divórcio se instale em nossa lei magna; é o no código civil, quando se regular a sociedade conjugal que todo o cuidado se impõe. Combater o divórcio e deixar subsistindo na legislação civil e nos costumes as causas principais que o provocam é obra incompleta. Combatamos o mal do organismo social, ele está muito na indiferença com que consideramos e que de grosseiro temos herdado ou contagiado de raças diversas, vinculadas a nossa e má importação de práticas dissolventes de civilizações requintadamente epicuristas. Na época atual o espírito de sacrifício, o apelo a passividade e a resignação, afiguram-se de natureza e resultados muito precários&#8221;.</em></p>
<p>Martha, sem partido, e Edwiges, pelo Partido Economista de Pernambuco, foram candidatas a deputadas constituintes por Pernambuco, em 3 de maio, mas não se elegeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37605" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><img class="wp-image-37605 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-125808.jpg" alt="Captura de tela 2024-10-30 125808" width="501" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1933</a></p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-10-30%20125808.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37611" style="width: 1227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><img class=" wp-image-37611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153233.png" alt="A Província(PE), de maio de 1933" width="1217" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><em>A Província</em>(PE), 31 de maio de 1933, na segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733a/213" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Devido à reforma do Ensino Normal em Pernambuco, ela e mais três professoras catedráticas da Escola Normal foram postas em disponibilidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28213" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de maio de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi reeleita presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino para o biênio de 1933 a 1935 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/52695" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na reunião semanal da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, foi uma das escolhidas para o serviço direto junto à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/3840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de março de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/4119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Edwiges sobre os rumos do feminismo no Brasil e das propostas à Constituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121457" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Clube Recife, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu <em>uma hora de arte</em> para comemorar <em>as vitórias alcançadas pela mulher na nova Constituição do país</em>. O evento foi aberto por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121676" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de julho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi admitida na Associação de Imprensa de Pernambuco como sócia colaboradora (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/12670" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de setembro de 1934, segunda coluna</a>)</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o desembargador Virgílio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/54704" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo intitulado <em>Natal</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55148" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrou o júri do Concurso Feminino promovido pelo <em>Diário de Pernambuco. </em>Os trabalhos foram divididos nas categorias puramente literários e de interesse educativo e social (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/13593" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Foi sucedida por Emília Barbosa Viana Marchesini na presidência da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, tornando-se sua presidente honorária.</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Arte de Conversar</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/123088" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Dia das Mães</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 11 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Proferiu a palestra de abertura da Semana do Livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/17188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 12 de novembro de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Era a segunda vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/65800" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 30 de junho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Discursou durante a visita da escritora Carolina Nabuco (1890-1981) à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/58409" target="_blank"><em>Jornal Pequen</em>o, 6 de novembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Recebeu 39 votos no plebiscito promovido pela revista <em>O Malho</em> para saber quem seriam as mulheres que mereceriam ingressar na Academia Brasileira de Letras. As cinco primeiras colocadas foram Maria Eugênia Celso (1886-1963), Gilka Machado (1893-1980), Alba Canizares (1893-1944), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971) </a>e Henriqueta Lisboa (1901-1985) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão da <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/74088" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das eleitoras do concurso <em>Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> promovido pela revista<em> Fon-Fon</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/94535" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e outras integrantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino estiveram presentes à inauguração da Escola de Enfermagem de Olinda, fundada sob os auspícios da associação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/25686" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das palestrantes da 7ª Semana Anti-Alcoólica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/124413" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, foi instalado o Estado Novo que, de acordo com o Decreto-lei n. 37, de 02 de dezembro de 1937, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954), proibia a existência de partidos políticos e organizações civis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Esteve presente à cerimônia da entrega solene da Escola de Enfermagem de Olinda à prefeitura da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/30610" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi a autora da letra do Hino Escolar João Barbalho, musicado pela também professora Maria do Carmo Santos Barbosa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/1300"><em>Diário da Manhã</em>, 24 de outubro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publicou o livro<em> Um passado que não morre,</em> uma homenagem póstuma ao historiador João Baptista Regueira Costa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/12932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p>Proferiu, na Academia Pernambucana de Letras a conferência <em>A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>Na introdução deste trabalho escreveu sobre sua motivação para escrevê-lo<em>: como “<em>única mulher membro deste sodalício, competia-me, por vários motivos, a explanação do assunto, que em mim se integra por uma longa fase de cátedra e de suas afinidades sociais</em>” .</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong></span>- Foi uma das colaboradoras da primeira edição da revista<em> Capibarib</em>e, dirigida por Jorge Medeiros de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/75165" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como uma das integrantes do Conselho Consultivo da filial pernambucana da Liga Internacional Mulheres, fundada no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/23336" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/41678" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de setembro de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na edição de dezembro da <em>Revista da Academia Brasileira de Letras</em> a conferência<em> A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>O texto integrou uma série de 28 conferências organizada pela Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/139955/21023"><em>Revista Brasileira</em>, dezembro de 1946</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Foi recebida na Federação das Academias de Letras no Brasil, no Rio de Janeiro <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">, 1° de outubro de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Fez uma visita de despedida à Federação das Academias de Letras no Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/51226" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1948, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eurico de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/78646" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de maio de 1948, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Seu apoio ao envio de uma mensagem de solidariedade da Academia Pernambucana de Letras ao Salão de Poesia escandalizou o acadêmico Mário Melo (1884-1959), que combatia a poesia moderna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/79343" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1948, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong> </span>- Participou de um almoço, no restaurante Torre de Londres, em homenagem à escritora Maria das Graças dos Santos Leite pela publicação do livro <em>Alma em vigília</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/84472" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Falecimento de sua irmã, Fredovinda, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/10599"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na terceira edição da <em>Revista Pernambucana</em>, dirigida por Getúlio Amaral e Olympio Fernandes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/86784"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo sobre a poetisa baiana Ilka Sanchez (1922-?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18158"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de novembro de 1953, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Austro Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18383"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Escreveu o artigo <em>“Rosa de Pedra”: poesias de Zila Mamede</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20026"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de fevereiro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Imagens e Sombras</em> sobre o novo livro do poeta Costa Rego Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de abril de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/21605"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na coluna<em> “</em>Vida religiosa”, publicação do artigo<em> Obra Social de Grande Vulto</em>, de sua autoria, sobre o Centro Social Nossa Senhora da Soledade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/23317"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de setembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955 &#8211; </strong></span>Publicação de seu poema <em>Saudade</em>, dedicado à poetisa Maria das Graças Santos Leite (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/28196"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de julho de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1956 -</span> </strong>Publicação do artigo <em>Cartas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/33246"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 e 22 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesias de Pierre Luz</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/35972"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1956, sexta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Faleceu, em 14 de agosto, em sua casa, no bairro do Espinheiro, no Recife, vítima de uma trombose cerebral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50195" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de agosto de 1958, penúltima coluna</a>). Nunca se casou nem teve filhos, mas sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, em um depoimento de 2010, revelou que Edwiges se arrependia de não ter sido mãe solteira (<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"><em>Revista Brasileira</em>, abril maio, junho de 2020, página 69)</a> .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37651" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><img class="wp-image-37651 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges13.jpg" alt="edwiges13" width="392" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de setembro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37652" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><img class="wp-image-37652 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges14.jpg" alt="edwiges14" width="527" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 7 de outubro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Academia Pernambucana de Letras e a professora, educadora e escritora Dulce Chacon (1906-1982) pronunciou um discurso intitulado <em>Edwiges de Sá Pereira – Escritora, acadêmica e professora</em>, no qual dissertou sobre o respeito e carinho que a homenageada tinha para com os membros da referida agremiação, e em seguida, traçou um perfil de sua vida e obra. No ano seguinte, o discurso foi <em>reunido em plaquette</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/51315"><em>Diário de Pernambuco, </em>28 de setembro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/53978"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37670" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><img class="wp-image-37670 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges15.jpg" alt="edwiges15" width="264" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Publicação, por iniciativa de sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, de seu livro <em>Horas inúteis</em>, uma reunião de poemas escritos por ela, com prefácio do escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Jordão Emerenciano (1919-1972). O livro é composto por 53 poemas, alguns inéditos e outros que já haviam sido publicados em periódicos. No prefácio desta publicação póstuma, o professor Jordão Emereciano, fez breves considerações sobre a personalidade da autora, da sua importância para a história da Academia Pernambucana de Letras e sobre o valor desta publicação para o campo literário do estado. Para ele, este livro, era “um pouco a síntese de tudo isto porque os seus sonetos e poemas contêm os reflexos de sua atividade variada e diversificada e a motivação de toda uma vida que teve também os seus dias de luta e de sonho, de ideal e de poesia” (<em>Revista Ágora, Vitória, n.13, 2011, p. 1-16 ).</em></p>
<p>A seguir, um trecho do prefácio:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges3.jpg" alt="edwiges3" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Capitólio</em>, onde se evidenciava sua formação parnasiana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hás de viver eternamente, ó verso, / Nos velhos moldes: no esplendor que anima / A luz no movimento do Universo! / O amor na lei da Natureza oprima! // Quando não mais surgisse um som disperso / Do hemisfério, da métrica e da rima, / Sobram-te louros de um parnaso terso: / Nunca a seara dos Gênios se dizima! // Não medra o esforço do que finge odiar-te. / Qual haverá que um dardo acerte dentre / Os que desdenham teu prestigio de arte? // Qual haverá que um poema legue, ovante, / Ao mundo, e o mundo o leia e se concentre / Como se lê Camões, Homero, Dante?!&#8221;</em></span></p>
<p>Dulce Chacon foi eleita para ocupar a vaga de Edwiges na Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/60444"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de novembro de 1959, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Em seu livro de memórias, intitulado <em>Medo de Criança</em> (1979), Dulce Chacon revelou: “<em>Tenho estado a pensar nos belos livros que Edwiges de Sá Pereira deixou reunidos, já datilografados, prontos para a impressão. Nos derradeiros anos, ver os seus três livros em letra de forma constituiu para ela o maior desejo”</em> (Chacon, 1979:265). Os livros que a autora se refere, são: <em>Eva Militante</em>, <em>Jóia de Turco </em>e <em>Horas Inúteis</em>. Sobre <em>Eva militante</em>, Dulce comentou que Edwiges havia feito uma análise de alguns aspectos dos problemas enfrentados pela mulher brasileira “<em>no lar ou nas atividades externas, nas profissões liberais, ou na burocracia, aviadora, magistrada, prefeita, deputada, escrivã, professora</em>”. Ainda segundo Chacon, no livro <em>Jóia de Turco</em>, Edwiges havia reunido algumas de suas crônicas sobre acontecimentos nacionais e internacionais, já publicadas em jornais, <em>“inspiradas no noticiário e nos telegramas, nas conversas de rua e na leitura de livros, tirando-os da sombra ou de um recanto do passado para dar-lhe vida, movimento, graça, sentido poético e conteúdo humano”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/editorx08,+Gerente+da+revista,+Walter+469+-+479.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: Uma voz pernambucana no Segundo Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1931)</em></a>, 2017.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <em><a href="https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/5044/3810" target="_blank">“Um passado que não morre”: traços biográficos de Edwiges de Sá Pereira</a>. Revista Ágora, Vitória, </em>n.13, 2011, p. 1-16.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do; RIBEIRO, Emanuela Souza. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/34670/1/EDWIGES%20DE%20S%C3%81%20PEREIRA%20UM%20BREVE%20OLHAR%20SOBRE%20A%20POESIA%20%20-%20I%20SEMIN%C3%81RIO%20NACIONAL%20FONTES%20HIST%C3%93RICAS%20GT%2022%202009.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um breve olhar sobre a poesia feminina pernambucana</em></a>, 2009.</p>
<p>BARBOSA, Izabelle Lúcia de Oliveira. <a href="https://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434419764_ARQUIVO_ArtigocompletoIzabelleAnpuh2015.pdf" target="_blank"><em>Os movimentos feministas pernambucanos e o debate em torno do divórcio (1926-1937)</em></a>. XVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, Santa Catarina, 2015.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>CAMPOS, Andrea Almeida Campos.<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"> <em>Edwiges de Sá Pereira: Uma feminista vitoriana na primeira metade do século XX</em></a> in Revista Brasileira, abril, maio, junho de 2020, página 59.</p>
<p>CAMPOS, Zuleica Dantas Pereira. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um discurso para e pela mulher</em></a>. In: I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA. GT12: Gênero, Sociabilidades e Sensibilidades. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), 1º, 2008. Anais [&#8230;]. Campina Grande &#8211; PB, 2008.</p>
<p>COSTRUBAL, Deivid Aparecido. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/9d447ee8-34e6-4faa-bf90-a37319883e6f/content" target="_blank">Para além do sufragismo: A contribuição de Júlia Lopes de Almeida à história do feminismo no Brasil (1892-1934).</a> </em>Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de conhecimento: História e Sociedade), 2017.</p>
<p>FAGUNDES, Emelly Sueny Fekete. <a href="http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/7811/2/Emelly%20Sueny%20Fekete%20Facundes.pdf" target="_blank"><em>Uma das faces do feminismo em Pernambuco: Transgressões e permanências na trajetória da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (1931-1937)</em></a>.  2018. 181 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) &#8211; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>NASCIMENTO, Alcileide Cabral do. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/w9VDtDpCdVFf5vwXVqWpcGm/?lang=pt" target="_blank"><em>O bonde do desejo: o Movimento Feminista no Recife e o debate em torno do sexismo (1927-1931). </em>R</a>ev. Estud. Fem. 21 (1) <span class="_separator">• </span>Abr 2013.</p>
<p>PEDROSA, Cida. <em>A Eva militante e todas as horas úteis para a mulher e pela mulher</em>. Revista Hexágono, 2020.</p>
<p>SCHUMAHER, Shuma; BRAZIL, Érico Vital (Org.). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.</p>
<p>SILVA, Martia Angélica Pedrosa de Lima. <a href="https://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1499473791_ARQUIVO_TRABALHOCOMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Entre engajamentos e manifestos: a inserção de Edwiges de Sá Pereira nos espaços públicos do Recife (1920-1935)</em>.</a> Seminário Internacional Fazendo Gênero, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.</p>
<p><a href="https://aplpernambuco.com.br/" target="_blank">Site Academia Pernambucana de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Fevereiro/conheca-a-historia-das-pioneiras-na-luta-pelo-voto-feminino-em-pe" target="_blank">Site Tribunal Eleitoral de Pernambuco</a></p>
<p>VAINSSENCHER, Semira Adler. <a href="https://www.caestamosnos.org/pesquisas_Semira/pesquisa_semira_adler_Edwiges_de_Sa_Pereira.htm" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=37224</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 15:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[ABL]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687</guid>
		<description><![CDATA[A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 - 1934), é o destaque da 18ª publicação da série "Feministas, graças a Deus!". Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha de imigrantes portugueses. Foi autora de inúmeros romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária e, na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o "feminismo possível" dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), é o destaque da 18ª publicação da série <em>Feministas, graças a Deus</em>!. Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, mais tarde Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, imigrantes portugueses que haviam exercido o magistério em Portugal. Foi autora de inúmeros  romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária, considerada<em> uma figura excepcional em nossas letras.</em> Na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil, e foi apontada <em>como a maior romancista da geração de escritores que sucedeu a Machado de Assis e precedeu a eclosão do movimento modernista</em>. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o <em>feminismo possível</em> dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35698" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img class="wp-image-35698 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia.jpg" alt="julia" width="555" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922 (detalhe da foto). Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Vanina Eisenhart, em <em>Primeira-Dama Tropical: a cidade e o corpo feminino na ficção de Júlia Lopes de Almeida</em>:</p>
<p><em>&#8221; Júlia Lopes de Almeida &#8230;, utilizando os modelos convencionais masculinos, apresenta uma ficção feminina que reúne os movimentos literários e ideologias sociais e científicas de sua época adaptando-as a um feminismo que não é confrontante com os padrões vigentes, mas também certamente não se enquadra nos ‘bastidores’ do patriarcado brasileiro&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35724" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><img class="wp-image-35724 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia10.jpg" alt="Revista da Semana, 14 de outubro de 1916" width="451" height="176" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de outubro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Por que não o hei de enganar do mesmo modo? Em consciência, não há homens nem mulheres: há seres com iguais direitos naturais, mesmas fraquezas e iguais responsabilidades&#8230;</em><em>Mas não há meio dos homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós.&#8221;</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;">Júlia Lopes de Almeida, em <em>Eles e elas</em>. 2ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1922, p. 137.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A família de Júlia veio para o Brasil na década de 1850. Seus pais estabeleceram um pequeno colégio em Macaé. Em 1860, o casal e seus filhos foram para o Rio de Janeiro fundando o Colégio de Humanidades, transferindo-o poucos anos depois para Nova Friburgo, onde Júlia passou os primeiros cinco, seis anos de sua vida. O pai de Júlia, Valentim, foi fazer o curso de Medicina na Alemanha, deixando o colégio sob a responsabilidade da esposa, que era formada em canto, composição e piano. Valentim retornou ao Brasil em 1867 e por cerca de três anos exerceu o cargo de médico substituto do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Entre 1869 e 1885, Júlia viveu com sua família em Campinas, onde seu pai inaugurou a Casa de Saúde do Senhor Bom Jesus, da qual era proprietário. A casa da família agregava a intelectualidade da cidade. Em 1875, Júlia foi pela primeira vez a Portugal.</p>
<p>Em 7 de dezembro de 1881, seu primeiro artigo, <em>Gemma Cuniberti</em>, sobre a atriz italiana que dá nome ao texto, foi publicado na <em>Gazeta de Campinas</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A elegância desse texto inaugural estampado na primeira página da Gazeta de 8 de dezembro de 1881, realçada pela utilização de um vocabulário desusadamente simples e direto, foram suficientes para abrirlhe o caminho para colaborações regulares naquelejornal. Seguem-se, ao longo de 1882 e 1883, três dúzias de artigos, liberados à média de dois por mês, que bastaram para consagrá-la como prosadora. O ano de 1884 marca uma inovação importante: aqueles primeiros textos, leves e concisos, dão lugar a uma série de artigos mensais, numerados seqüencialmente de 1 a VI, que aparecem sob a epígrafe &#8216;Leitura Popula?&#8217;, com o subtítulo &#8220;As Nossas Casas&#8221;. Neles é abordada a problemática cotidiana da dona-de-casa, da conservação da roupa branca aos cuidados específicos para a realização de bordados&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leonora de Luca (1997)</p>
<div id="attachment_35715" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia21.jpg" alt="Foto de Paul. Julia Lopes de Almeida., Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="763" height="856" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank">Foto de Paul. Júlia Lopes de Almeida, c. 1930.  Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1884, estreou como cronista do jornal <em>O Paiz</em>, um dos mais importantes do Rio de Janeiro e durante cerca de 30 anos sua coluna abordou diversos assuntos, entre os quais se destacaram os relacionados à defesa da mulher.</p>
<p>Publicou seu primeiro livro, <em>Contos Infantis</em>, em 1886. Escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira (1850 &#8211; 1923), reunia 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças. Em 1891, por decisão da Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, este livro foi adotado para uso nas escolas primárias do Rio de Janeiro e depois para as de todo o Brasil durante mais de 20 anos.</p>
<p>Em 1887, em Portugal, publicou <em>Traços e Iluminuras</em>, seu primeiro livro de contos, e se casou, em Lisboa, em 28 de novembro de 1887, com o escritor português Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945). Na época, Filinto era diretor da revista <em>A Semana</em>. O casal teve os filhos Afonso (1888-), Adriano, Valentina, Albano (1894-), Margarida (1896-) e Lúcia (1897-). Júlia passou a colaborar em diversos jornais e almanaques, tanto do Brasil como em Portugal. No ano seguinte, o casal voltou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1889 , transferiram-se para São Paulo, onde Filinto foi dirigir o jornal <em>A Província de São Paulo</em>. Voltaram para o Rio de Janeiro, em 1895, após a morte dos filhos Adriano e Valentina. Foram morar em Santa Teresa.</p>
<p>Júlia participou das primeiras reuniões para a fundação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras (ABL) </a>e seu nome constava da primeira lista extraoficial dos 40 &#8220;imortais&#8221;, elaborada por Lúcio de Mendonça (1854 &#8211; 1909), conforme publicado no jornal <em>O Estado de São Paulo</em>, de 12 de dezembro de 1896.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg" alt="julia5" width="279" height="535" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35720" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg" alt="julia6" width="276" height="531" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35721" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg" alt="julia7" width="270" height="311" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>                                                                  O Estado de São Paulo</em>, 12 de dezembro de 1896</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de sua importância na literatura, chamada muitas vezes de &#8220;Rainha das escritoras&#8221;, Júlia não pode integrar os quadros da entidade, fundada em 20 de julho de 1897, uma vez que, seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL optou por ser exclusivamente masculina. Júlia foi substituída por seu marido, Filinto de Almeida, fundador da cadeira nº 3, que chegou a ser considerado &#8220;acadêmico consorte&#8221;. &#8220;<em>Não era eu quem devia estar na Academia, era ela</em>&#8220;, declarou Filinto na <em>Gazeta de Notícias</em> de 25 de março de 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/filinto-de-almeida.jpg" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank">Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945) / ABL</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em que pese a inexistência de registros oficiais acerca dos bastidores dessa valsa das cadeiras, o episódio nos possibilita inferir que, se, por um lado, a arbitrariedade da decisão não arrefeceu o vigor criativo de Júlia Lopes de Almeida, haja vista a forma regular com que continuou a produzir e a publicar seus escritos, por outro, deixou evidente sua posição em falso no ainda incipiente campo literário brasileiro, uma vez que o considerável prestígio que desfrutava entre seus pares não se mostrara suficiente, a ponto de assegurar sua presença no seleto rol dos imortais. Estávamos, pois, diante não apenas da primeira lacuna institucional feminina na ABL, mas de um acontecimento ilustrativo das forças sociais que, ocultamente, operavam na fabricação do cânon literário, eclipsando o protagonismo das mulheres que tencionavam fazer da pena um ofício&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Michele Asmar Fanini</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somente oito décadas após sua criação uma mulher foi eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras: a escritora cearense Rachel de Queiroz  (1910 – 2003), em 4 de novembro de 1977, passou a ocupar a cadeira nº 5 da instituição. Em 1996, a escritora Nélida Piñon (1937 – 2022) foi eleita a primeira mulher presidente da ABL.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35896" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia16.jpg" alt="Tagarela, 1902" width="415" height="914" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 26 de abril de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1905, Júlia tornou-se uma das poucas mulheres a participar da série de conferências inauguradas por Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) e Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918), motivando polêmicas a respeito do papel da mulher na arcaica sociedade brasileira.</p>
<p>Na casa do casal Filinto e Júlia, em Santa Teresa, segundo João do Rio um “<i>cottage</i> admirável, construído entre as árvores seculares da estrada de Santa Teresa” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905, primeira coluna</a>) eles eram os anfitriões do <em>Salão Verde</em>, situado no terraço da residência, local frequentado pelos artistas e intelectuais da época, tanto brasileiros quanto estrangeiros, entre os primeiros anos do século XX até 1925, quando se mudaram para Paris. No Salão Verde eram realizados<em> tertúlias e saraus. </em>Como as mulheres escritoras não eram convidadas para as reuniões literárias realizadas em cafés e confeitarias, Júlia encontrou como saída criar um espaço alternativo, fundando um espaço literário, tornando-se anfitriã e, assim, facilitando sua presença no universo da literatura, ainda preponderantemente masculino. Foi considerada, segundo Hilda Machado, a sucessora brasileira da francesa Madame de Staël (1766 &#8211; 1817). &#8220;<em>Talvez por se tratar de “espaço[s] semipúblico[s], situado[s] entre a casa e a rua”, os salões literários tenham se convertido em um poderoso acicate à emancipação feminina, ou então, em “um dos poucos territórios onde as mulheres tinham um lugar reconhecido e onde efetivamente desenvolveram formas originais de sociabilidade em torno do exercício e do debate literário” </em>(HOLLANDA, 1993, p. 21).</p>
<p>Nesta entrevista a João do Rio, Júlia revelou que escrevia versos escondida e que foi uma de suas irmãs que a surpreendeu escrevendo e mostrou ao pai, que a estimulou  a escrever.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-35726 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia111.jpg" alt="julia11" width="640" height="860" /></a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456"><img class=" size-full wp-image-35727 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia12.jpg" alt="julia12" width="633" height="682" /></a></p>
<div id="attachment_35728" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class="wp-image-35728 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia13.jpg" alt="julia13" width="640" height="762" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das personalidades que a poetisa francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955) conheceu quando passou uma temporada, entre setembro e dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, cidade a qual se referiu como <em>cidade maravilhosa</em>. Julia uma crônica a respeito de Jane, publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 3 de outubro de 1911.</a> Quando Julia esteve em Paris, foi homenageada por Jane com um banquete no MacMahon Palace, em fevereiro de 1914, com a presença de 160 pessoas ligadas às letras brasileiras e francesas. Na ocasião, Julia foi saudada como a <em>George Sand do Brasil (L´Espagne</em>, 26 de fevereiro de 1914). Anos depois, em 1936, em<em> Letras e literatos, </em>obra póstuma de José Veríssimo (1857 &#8211; 1916), foi publicado:</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>“Não podemos afirmar se têm razão os que declaram que Júlia Lopes de Almeida foi nossa George Sand. Parece-nos mesmo, que não há motivos para, nesse terreno, se fazer comparações e traçar paralelos. Júlia Lopes de Almeida dispunha de personalidade própria, virtude que se evidencia principalmente nos seus contos e novelas curtas. Sua obra reflete com brilho e colorido uma época da vida da burguesia rica do Brasil, sem preocupação de crítica social, é verdade, mas com profundo sentimento e compreensão dos nossos costumes, preconceitos e falhas.”</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Julia participou ativamente, com a feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>), da criação da Legião da Mulher Brasileira, sociedade instituída em 1919, da qual foi presidenta honorária.</p>
<p>Em 1922, proferiu a conferência intitulada <em>Brasil</em> no Conselho Nacional de Mulheres da Argentina. No mesmo ano, foi a presidente de honra da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a> que aconteceu, entre 19 e 23 de dezembro de 1922, no Edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. A feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>) foi a presidente do evento, no qual participou a líder feminista norte-americana Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947), fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTZV0EXE2UWSMyyCBedi0Zd3nt_b7N13-ucEtANbzT_nZmPRuvOeKDfYgfP53ziYNJmVDtZNsZ2z4iKtjv0yIqwW7u2ibNauA_LtXbC0Hh3afqL2F1ezHJ9s3Ze1ss91TVIK42w0KzC-mD/s838/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+I+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281922%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+primeira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.png" alt="" width="838" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">I Congresso Feminista do Brasil, 1922. Rio de Janeiro, RJ. Da esquerda para a direita, Júlia Lopes de Almeida é a primeira que se encontra sentada / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Júlia tornou-se patrona da Cadeira nº26 da Academia Carioca de Letras, fundada em 8 de abril de 1926. A cadeira já foi ocupada por Afonso Lopes de Almeida, Nelson Costa, Luiz de Castro Souza e Tânia Zagury. No centenário de seu nascimento, em 1962, Júlia foi homenageada com um Ex-líbris comemorativo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqDvgA3mZgV1mRyAJZK9TcJT1obx9bG3swjtW-pcsTXLbCRbRTXJQRvUqMeKO6CJ86T-HG5CWoTEw4uNB37qyCQGWL8wsrepIvG9-GCPiy9ICfhpTJtU4WuDbptSx3ozbfYOhsPhK65dU/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+,+ilustra%C3%A7%C3%A3o+Alberto+Lima.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também participou do II Congresso Internacional Feminista do Brasil, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> e inaugurado, em 20 de junho de 1931, no Automóvel Club. Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais. Sendo a mulher com o maior prestígio cultural no Brasil, foi uma das oradoras da cerimônia de abertura do congresso. Em seu encerramento, realizado em 30 de junho de 1931, <span class="il">Júlia</span> lançou um apelo aos poderes públicos e mais diretamente ao chefe do governo no sentido de anistiar todos os exilados políticos do Brasil. Foi ovacionada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw34hLiTYyGAYGHsoEQs0cje"><i>O Jornal</i>, 21 de junho de 1931, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw1o13jPiuhXCUfUGAPN7rd3"><i>O Jornal</i>, 1° de julho de 1931, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnLSP1PyoZffqg2Zp-imUtUMR74enUpuEvbPgC5geNq8yaDta5vYIyT_vQwzNICQGrjwF9st1OuQgT6XxWccU24r-ySsqagDpyMBEbFo7-OCPht0ZA2ibW37XKoicJicmom-vY4NYHR-G7/w635-h321/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+II+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281931%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+terceira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.jpg" alt="" width="635" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">II Congresso Internacional Feminista do Brasil, 1931. Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de maio de 1934, devido a uma doença que contraiu durante uma viagem à África (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw2YkHn0X-ICBcImJMWYaIlf"><i>O Jornal</i>, 31 de maio de 1934, sexta coluna</a>). A ABL promoveu uma sessão especial em sua homenagem, cujas oradoras foram sua filha, Margarida Lopes de Almeida (1896- 1979), e a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1866 &#8211; 1963).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35929" style="width: 332px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><img class="wp-image-35929" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/julia17.jpg" alt="julia17" width="322" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de junho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um ano após a morte da escritora, Afonso Celso (1860-1938) publicou o artigo intitulado <em>Homenagem à Dona <span class="il">Júlia</span> Lopes de Almeida</em> na Revista da Academia Brasileira de Letras, onde lhe conferiu o título de <em>Mestra da língua </em>(<em>Revista Academia Brasileira de Letras, </em>v.48, abril de 1935, p. 259).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; [&#8230;] em tudo e por tudo ela o foi, mestra na acepção mais elevada da palavra, o que quer dizer propiciadora de nobres ensinamentos, modelo de raras virtudes, irradiadora de salutar influência. Mestra de língua e mestra de vida, quer pela excelência da sua produção literária, quer pela pureza sem jaça da sua existência&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Imagens de Júlia Lopes de Almeida</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Na imprensa</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35697" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044"><img class="wp-image-35697 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia3.jpg" alt="julia3" width="245" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida /<em> Revista da Semana,</em> 2 de junho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a família</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35718" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35718 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia41.jpg" alt="julia4" width="595" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida com seus filhos, Afonso e Margarida (sentados), Albano e Lúcia (em pé) / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEF4OB9cgdAjJ9_Kb_kbngF8YbRDWsiSBLXKvhp6kMAQU_AYQ-cn6Myuc63P_DTgW-QLuRm2c2Fd2eEbvs_PMabUO4zZkMLXuOJ_L8GqZtXa4BWmAnXoNuetYdB-2ChS4MTOEveGWBkpQh/w616-h414/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida++e+Filinto+de+Almeida+.+s.data.+foto.+Acervo+Claudio+Lopes+de+Almeida.+2.png" alt="" width="616" height="414" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">Júlia Lopes de Almeida e Filinto de Almeida, em Paris . s/d / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35712" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img class="wp-image-35712 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia11.jpg" alt="julia1" width="592" height="355" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Foto Paul. Júlia Lopes de Almeida e a filha Margarida Lopes de Almeida, Rio de Janeiro, RJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Por pintores</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35716" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia31.jpg" alt="julia3" width="590" height="645" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Richard Hall / Acervo Claudio Lopes de Almeida.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35723" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35723" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia9.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, em aquarela de Rodolfo Amoedo (s.data) | Acervo Claudio Lopes de Almeida " width="639" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Rodolfo Amoedo /  Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/20170728_04_livro-republica.jpg?resize=300%2C509" alt="" width="300" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank">Retrato de Júlia Lopes de Almeida, pintado por Berthe Worms, em 1895, e oferecido pela retratista à escritora. Mantido por Claudio Lopes de Almeida, neto da escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Capas de livros de Júlia Lopes de Almeida</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://d1o6h00a1h5k7q.cloudfront.net/imagens/img_m/11874/5272083.jpg" alt="Julia Lopes de Almeida Livro das Noivas Rio de" width="213" height="306" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbG7cgO4lyBTuEX3NMpQ8oiVJ2MgCzO3f0A3jtd6HyxJTASTgI3sXirjdtnJBKTixDJvZZavdXDQd_JyUZTse4PUdDumxzrE3rnk5ckw7f-x145rxsBTSy9uJM4ttNhpIv4QXwk4gm6sw/s1600/1%C2%AA+edi%C3%A7%C3%A3o+do+livro+'A+Vi%C3%BAva+Sim%C3%B5es'+-+Julia+Lopes+de+Almeida.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida - a escritora da belle époque tropical | Templo  Cultural Delfos" width="211" height="291" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_b07f9ce9c46f9f17175a6ddb7a8d7469280e9908.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg"><img class="  wp-image-35730 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg" alt="julia14" width="225" height="333" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg"><img class="  wp-image-35731 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg" alt="julia15" width="234" height="328" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://5934488p.ha.azioncdn.net/capas-livros/9788566549331-julia-lopes-de-almeida-a-intrusa-54729509.jpg" alt="Livro: A Intrusa - Julia Lopes de Almeida | Estante Virtual" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://4.bp.blogspot.com/-FqOKv7ADi1c/WK9PZR9uiVI/AAAAAAAAAc4/mr2Vg87SDT0TW_4gMZaQJU1Ld-E69EvmQCEw/s1600/Scan_20170207.jpg" alt="Literatura &amp; EU: Cruel Amor, de Júlia Lopes de Almeida - RESENHA #42" width="242" height="397" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://digital.bbm.usp.br/view/coverimage?45000008117" alt="Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Era uma vez..." width="243" height="321" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blog.bbm.usp.br/wp-content/uploads/2020/10/Fal%C3%AAncia_capa-721x1024.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, uma ilustre mortal – Blog da BBM" width="245" height="348" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35722" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia8.jpg" alt="Capa 'O Livro das Noivas', Julia Lopes Almeida edição SP: Castorino Mendes Editor 1929" width="222" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Capa &#8216;O Livro das Noivas&#8217;, Julia Lopes Almeida. Edição SP:</a><br /><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Castorino Mendes Editor 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse artigo foi ampliado em 29 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>DE LUCA, Leonora. <a href="https://ieg.ufsc.br/public/storage/articles/October2020/Pagu/1999(12)/Luca.pdf" target="_blank"><em>O &#8220;feminismo possível&#8221; de Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)</em></a></p>
<p>DE LUCA, Leonora. <em>Feminismo e iluminismo em Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).</em> Ci. &amp; Tróp.. Recife, v. 25, n. 2, p. 213-236,jul/dez., 1997.</p>
<p>FANINI, Michele Asmar. <a href="https://www.scielo.br/j/rieb/a/wZXJTWLLrfPMXDnwhZgJBRN/#" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida em cena: notas sobre seu arquivo pessoal e seu teatro inédito</em></a>. <span class="_editionMeta">Rev. Inst. Estud. Bras. (71) <span class="_separator">• </span>Sep-Dec 2018.</span></p>
<p><span class="_separator">FANINI, Michele Asmar. <em>A (in)visibilidade de um legado – Seleta de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida. </em>São Paulo<b> : </b>Editora Intermeios, 2017.</span></p>
<p>ENGEL, Magali Gouveia. <a href="file:///C:/Users/vinicius.pmartins/Downloads/Dialnet-JuliaLopesDeAlmeida18621934-8892909.pdf" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida (1862-1934): uma mulher fora de seu tempo?.</em></a></p>
<p>ENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). <a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><i>Júlia Lopes de Almeida &#8211; a escritora a belle époque tropical</i></a>. Templo Cultural Delfos, outubro/2022.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HOLLANDA, Heloisa Buarque de. <em>O que querem os dicionários?</em>. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de; ARAÚJO, Lúcia Nascimento. Ensaístas brasileiras. Mulheres que escreveram sobre literatura e artes de 1860 a 1991. Rio de Janeiro: Rocco, 1993</p>
<p>MACHADO, Hilda. <em>Laurinda Santos Lobo: mecenas, artistas e outros marginais em Santa Teresa</em>. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.</p>
<p>SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p>Site Academia Brasileira de Letras</p>
<p><a href="http://www.academiacariocadeletras.org.br/academicos.html" target="_blank">Site Academia Carioca de Letras</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxuwEYBLEntKN6X4JLaRFxx1OLDw6FQLH6GOwrvO1tNIw_hve8WBl3L4ryaSF-2aKiJFpLAZ3W4VXC29KcJhBMSSpWk_tVtrrf-JJeg1fQwapHMvIfM6fOqwnIOa2rPL9SwYvWzX05owE/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+(escultura).jpg" alt="" width="432" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">O busto em bronze de Júlia Lopes de Alemida executado, em 1939, por sua filha, a escultora Margarida Lopes de Almeida. Foi inaugurado, em 28 de março de 1953, no Jardim Gomes de Amorim, em Lisboa,  Portugal, em 28 de Março de 1953 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p style="text-align: left;">
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=35687</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 03:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Amélia Carneiro de Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Austregésilo de Athayde]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Heliodora]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[Istambul]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Carneiro de Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[Solar dos Abacaxis]]></category>
		<category><![CDATA[viagem internacional]]></category>
		<category><![CDATA[zeppelin]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804</guid>
		<description><![CDATA[A primeira publicação da Brasiliana Fotográfica de 2024 e a 17º publicação da série "Feministas, graças a Deus!" foi realizada pela equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, a mais recente instituição parceira do portal. É um artigo sobre a poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 - 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz Ano Novo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No 17º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em> a equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, traz para nossos leitores um pouco da história da poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e também de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania, e para outros países da Europa. Ela foi a representante do Brasil no evento e a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a> e Edith Fraenkel (1889 – 1969), que foi a primeira presidente eleita da Associação Brasileira de Enfermagem e uma de suas fundadoras, foram como suplentes. Durante sua vida, Anna Amélia sempre esteve engajada na defesa dos direitos das mulheres, apoiando as iniciativas promovidas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, onde foi vice-presidente e lutou pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">voto feminino</a>. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz 2024!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34934" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank"><img class="wp-image-34934 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia8.jpg" alt="annamelia8" width="402" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank">Retrato de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, 1935/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/379" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas à Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça do acervo da FGV CPDOC disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34937" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><img class="wp-image-34937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia10.jpg" alt="annamelia10" width="270" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22685" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/confe1.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de abril de 1935" width="580" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>ANNA AMÉLIA E O ZEPPELIN</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">O MOTIVO</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania aconteceu em Istambul, entre 18 e 25 de abril de 1935. Até essa data, os congressos da Aliança (International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship) eram, majoritariamente, centrados na Europa. A partir de então, a organização procura se aproximar e concentrar suas reuniões em nações do Oriente e da América Latina. Nesse contexto, o décimo segundo congresso acontece, pela primeira vez, fora do eixo europeu, como forma de comemorar junto a movimentos feministas locais e ao governo a recente introdução do direito a voto e outras garantias de igualdade política femininas na Turquia. A delegação brasileira também comemorava o direito ao voto da mulher, recém conquistado em 1932 com a promulgação do novo Código Eleitoral. As delegadas brasileiras foram a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a enfermeira Edith Fraenkel (1889 &#8211; 1969) e a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34899" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg"><img class="size-full wp-image-34899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg" alt="  Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania" width="592" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania / Acervo FGV CPDOC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia, poeta, tradutora, ativista feminista e estudantil, nasceu em 17 de agosto de 1896, na cidade do Rio de Janeiro. Como outras mulheres de sua época, não foi matriculada em nenhuma instituição de ensino formal, e recebeu educação em seu lar, sendo instruída nos idiomas português, inglês, francês e alemão. Em 1911, com 14 anos de idade, publica seu primeiro livro de poesias &#8211; <em>Esperança</em>.</p>
<p>A participação política de Anna Amélia começa a ganhar destaque quando, em 1929, junto a estudantes universitários e representantes da Escola Naval e da Escola Militar, funda a Casa do Estudante Brasileiro (CEB) e se torna a primeira presidente da instituição. Sua atuação estava voltada para a promoção do intercâmbio cultural entre os estudantes e para a interação entre empresas e alunos, visando auxiliar na busca por empregos e garantindo a compatibilidade com os horários das aulas. Vale ressaltar, que nesse momento surge o primeiro bandejão universitário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34891" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank"><img class="wp-image-34891 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia2.jpg" alt="Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo" width="350" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank">Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia desempenhou relevante papel no movimento feminista brasileiro. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), tendo apresentado a tese &#8211; <em>O problema da habitação para moças-estudantes e o projeto de uma casa para a estudante brasileira na organização da Casa do Estudante do Brasil</em>  &#8211; associando seu ativismo estudantil com a situação feminina, e reivindicando o aumento de mulheres no ensino superior brasileiro. A partir desse momento, ganhou destaque entre as organizações feministas do país, chegando a assumir a vice-presidência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.</p>
<p>Tornou-se a primeira mulher a integrar a equipe de apuração de votos no Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições. Sua contribuição foi destacada na edição de fevereiro de 1935 do Boletim da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino, onde foi reconhecida como uma das figuras proeminentes que lutaram pelos direitos das mulheres durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1934.</p>
<p>Representante escolhida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 10 de abril de 1935, Anna Amélia é confirmada, pelo presidente Getúlio Vargas, porta-voz da delegação brasileira no XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. No dia 11, parte para a Turquia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34898" style="width: 834px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg"><img class="size-full wp-image-34898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg" alt="Passaporte de Anna Amélia / Acervo" width="824" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Passaporte de Anna Amélia / Acervo FGV CPDOC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">VOANDO NO ZEPPELIN</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia, acompanhada do marido, Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), historiador e goleiro do Fluminense, e da filha mais velha, Marcia Cláudia, embarca no dia 11 de abril, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12627/AACM%20foto%20023_46.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank">Anna Amélia, ladeada por Marcia Cláudia e Marcos Carneiro de Mendonça, durante a viagem de 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem, a bordo do Zeppelin, teve uma escala em Recife  e durou cinco dias, seguindo pelo mar e pela costa da África e da Europa até seu ponto final, a cidade alemã de Friedrichshafen.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12628/AACM%20foto%20023_4.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank">Comandante do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12629/AACM%20foto%20023_5.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="507" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank">Cabine de controle do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12630/AACM%20foto%20023_9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="728" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank">Quarto de passageiros do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12631/AACM%20foto%20023_7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank">Salão de refeições do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC </a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"> </a></p>
<p>Anna Amélia escreve em seu diário sobre o “monstro flutuante”:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Deixando a longe o tapete mágico do litoral brasileiro o Zeppelin conquista o mar alto e o céu amplo. Azul transparente e fluido sobre a nossa cabeça; azul compacto e forte abaixo de nós. Um dia só entre os dois abismos e o monstro flutuante está sobre Marrocos, dominando as cidades alvas que se recortam lá embaixo como detalhadas maquetes de gesso. Depois Gibraltar à espreita, e a Europa que se esforça com as plantas levadas das cordilheiras&#8221;</em> </span>(AACM lit 1972.07.15)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34932" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank"><img class="wp-image-34932 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/mapa.jpg" alt="mapa" width="347" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank">Mapa da viagem, ressaltando o trajeto através do Oceano Atlântico / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12632/AACM%20foto%20023_17.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank">O “azul compacto” do mar, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O voo chegou à Friedrichshafen, no dia 16 de abril e o Zeppelin sobrevoa a cidade, antes de pousar. Friedrichshafen fica no extremo-sul da Alemanha constituída por pequenas casas, campos de plantação e grandes hangares de estacionamento e construção de dirigíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12633/AACM%20foto%20023_11.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank">Sobrevoando Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12634/AACM%20foto%20023_10.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank">O porto de Friedrichshafen e os galpões da Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12635/AACM%20foto%20023_13.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank">Pousado em Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12636/AACM%20foto%20023_12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank">No hangar, 1935. Friedrichshafen, Alemanha/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De Friedrichshafen, Anna Amélia segue de trem para a Turquia, chegando a Istambul dia 20, e se hospeda no Hotel Continental durante o Congresso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12637/AACM%20foto%20023_41.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank">Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12638/AACM%20foto%20023_32.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"> Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia escreve em seu diário:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Istambul&#8230; Fica nos meus olhos o encantamento de uma tarde. Os minaretes da cidade velha são braços de ouro sobre a gama do horizonte. Uma voz mágica chama para a prece. E neste momento Istambul é bem o Oriente, e é toda a poesia que eu fui buscar.</em></span> (AACM lit 1972.07.15. p.5)</p>
<p>Anna Amélia se surpreende com o crescente avanço progressista que marcava o país, principalmente, nas questões das mulheres. Ela registra que as mulheres turcas não estavam mais com os &#8220;<em>rostos velados por véus negros</em>&#8221; ou &#8220;<em>encarceradas em harens</em>&#8220;, vivendo em condições cada vez mais igualitárias, ocupando as faculdades &#8211; medicina, direito, jornalismo &#8211; e atuando na política, como deputadas na Assembleia Nacional.</p>
<p>É nessa oportunidade de mostrar a modernidade da nova sociedade turca que o governo do país se organiza junto a seu movimento feminista para receber o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania.</p>
<p>Além de participar de conferências e votações, Anna Amélia apresenta a candidatura da então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a ativista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, para a Comissão Executiva da  International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship. Esse momento de congregação foi também a oportunidade de se aproximar de outras lideranças feministas, como Latife Bekir, política turca, e outros grandes nomes como Nancy Astor e Margery Corbett Ashby.</p>
<p>O ponto alto do evento foi sua palestra no Teatro Municipal de Istambul. Com o discurso “<em>A Mulher Cidadã</em>”, Anna discursa sobre o movimento feminino no Brasil, o dever da mulher cidadã e, principalmente, seu trabalho pela paz universal. Além da oportunidade de se expressar, o congresso foi um momento de aprender, com influências em seu trabalho e ativismo que serão vistos em textos e discursos posteriores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12639/AACM%20foto%20023_43.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="590" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank">Anna Amélia (a esquerda na segunda fileira) e outras ativistas femininas e convidados, durante o congresso em Istambul. Na terceira fileira, de chapéu preto, Margery Corbett Ashby, famosa ativista e delegada da Grã Bretanha no evento, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12640/AACM%20foto%20023_77.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank">Ativistas presentes no congresso. Destaque para a diversidade de etnias e vestimenta, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A viagem de Anna Amélia e sua família seguiria ainda por outros países da Europa: Hungria, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Itália, Mônaco, Espanha e Portugal. Ela retorna ao Rio de Janeiro, de navio, no dia 15 de agosto de 1935, após 95 dias de viagem.</p>
<p>Em 15 de abril de 1936, um ano após a viagem, Anna Amélia dá uma entrevista a uma rádio e afirma<em>:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Entreguem às mulheres a solução dos desentendimentos internacionais, e verão como se ensina os povos, a tolerância e o bom senso. Nada de canhões atroadores, gases asfixiantes, bombardeios aéreos. Mas palavras sinceras, corações abertos, mãos leais abertas para um gesto fraternal. A mulher quer a paz. E a sua tenacidade provará ao mundo que esse lindo sonho de hoje pode vir a ser a ventura dos homens de amanhã.</em></span> (AACM mf 1936.03.11, 1A)</p>
<p>Em 1976, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-34936" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg" alt="annamelia9" width="219" height="309" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANNA AMÉLIA: <em>Feminismo no tempo do Zeppelin</em>. Direção: Tarcila Soares Formiga. Rio de Janeiro, 2019. (10min39). Disponível em: <a href="https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO">https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO</a></p>
<p>Arquivo pessoal Anna Amélia Carneiro de Mendonça (FGV CPDOC)</p>
<p><a href="https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180">https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180</a></p>
<p>GLEW, Helen. <em>Embracing the language of human rights: International women&#8217;s organizations, feminism and campaigns against the marriage bar, c.1919–1960</em>. Gender &amp; History, Londres, v.35,  p.(780–794), 2023. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424">https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424</a></p>
<p>RUPP, Leila J. <em>Worlds of Women: The Making of an International Women&#8217;s Movement.</em> Princeton: Princeton University Press, 1998.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #990000;">Brevíssimo perfil de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971)</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, nascida em 17 de agosto de 1896, no Rio de Janeiro, era filha de José Joaquim de Queiroz Jr (1870 &#8211; 1919) e de Laura Palhares Machado (1874 &#8211; 1941); e irmã de Laura Margarida (1898 &#8211; 1995) e Maria José (1911 &#8211; 1984). Esta última foi casada com o jornalista e professor Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993), que foi durante muitos anos, entre 1958 e 1993, presidente da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>.</p>
<p>Viveu em Minas Gerais até 1911, quando sua família retornou ao Rio de Janeiro. Sua formação primária e secundária foi proporcionada por diversas preceptoras estrangeiras que se sucederam em sua casa. Ela e suas irmãs aprenderam a falar fluentemente alemão, francês e inglês, e tiveram aulas de Botânica, Geografia, História, Matemática, Música e Pintura.</p>
<p>Casou-se, em 17 de dezembro de 1917, com o mineiro Marcos Carneiro de Mendonça (1894 – 1988), goleiro do Fluminense e o primeiro goleiro da seleção brasileira, considerado o primeiro ídolo do futebol no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/36957" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de dezembro de 1917, quarta coluna</a>), tendo sido presidente do Fluminense Football Club, entre 1941 e 1943. Foi também historiador e escritor. Anna Amélia apaixonou-se por ele, em torno de 1913, quando assistiu a uma partida do América Football Club. Sobre essa paixão, escreveu um poema:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="page" data-page-number="13" data-loaded="true">
<div class="textLayer" style="text-align: center;">
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">&#8220;Foi sob um céu azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que um dia eu te encontrei formoso como Apolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E meu amor nasceu num luminoso raio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como brota a semente à umidade do solo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Havia tanta vida. Era tão verde o campo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu senti-me envolver num clarão muito doce,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Esse clarão cresceu, cresceu e acentuou-se</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como o sol ao raiar pelo horizonte escampo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu te amei&#8230; Foi assim–verdes frondes, contai-o</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que, banhado de luz, entre os beijos de Eolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Sob um céu muito azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Um dia te encontrei formoso como Apolo&#8221;. </span></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia e Marcos tiveram quatro filhos: Márcia Claudia (1918 &#8211; 2012), Eliana Laura (1920 &#8211; 1920), José Joaquim (1921 &#8211; 1999) e Bárbara Heliodora (1923 &#8211; 2015). A partir de 1944, o casal passou a morar no Solar dos Abacaxis, como era conhecido um palacete do século 19 no bairro do Cosme Velho, projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rabelo  (1821 – 1871), discípulo do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 – 1850). Havia sido construído, em 1843, pelo comendador Borges da Costa, bisavô de Anna Amélia. Deve seu nome aos abacaxis de ferro que enfeitam suas sacadas. Anna Amélia e Marcos foram anfitriões, na mansão, de inúmeras festas e saraus que reuniam artistas, diplomatas, empresários, escritores, estudantes, intelectuais, políticos e personalidades da elite carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34969" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank"><img class="size-full wp-image-34969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia15.jpg" alt="Solar dos Abacaxis / O Guia Legal" width="303" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank">Solar dos Abacaxis / O Guia Legal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia traduziu para o português <em>Hamlet</em>, além de outras obras de autoria de William Shakespeare (1564 &#8211; 1616), poeta e dramaturgo inglês, e a caçula do casal, Bárbara Heliodora, foi uma das maiores especialistas, no Brasil, em Shakespeare, além de uma importante crítica teatral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27261" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank"><img class="wp-image-27261 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/miss1.jpg" alt="Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família" width="592" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank">Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia foi pioneira na introdução do tema do futebol na literatura brasileira com a poesia <em>O Salto, </em>publicada no livro <em>Alma </em>(1922).<em> </em>Seu encantamento com o esporte surgiu de sua convivência com os empregados da Usina Esperança, em Itabirito, em Minas Gerais, de propriedade de seu pai. Segundo Bernardo Buarque de Hollanda (1974-), o poema teria sido composto na casa de Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), durante um dos saraus dominicais entre jogadores do Fluminense da década de 1910 e 1920:</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">O Salto</span></strong></em></p>
<p> <em><span style="color: #990000;">Ao ver-te hoje saltar para um torneio atlético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Sereno, forte, audaz, como um vulto da Ilíada,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Todo o meu ser vibrou num ímpeto frenético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de um grego, herói de uma Olimpíada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Estremeci fitando esse teu porte estético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de Apolo estremecera a dríada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Era um conjunto de arte esplendoroso e poético</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Enredo e inspiração para uma helioconíada</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">No cenário sem par de um pálido crepúsculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tu te lançaste no ar, vibrando em cada músculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Por entre as aclamações da massa estusiástica</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como um deus a baixar o Olimpo, airoso e lépido</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tocaste o solo, enfim, glorioso ardente, intrépido,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Belo na perfeição da grega e antiga plástica&#8221;.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Outros livros de sua autoria foram <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/6974" target="_blank"><i>Esperanças</i> (1911)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/39309" target="_blank"><i>Ansiedade</i> (1926)</a>, <i>A Harmonia das coisas e dos seres</i> (1936), <i>Versos que eu digo</i> (1937), <i>Mal de amor</i> (1939), <i>Castro Alves, um estudante apenas</i> (1950), <i>Poemas</i> (1951), <i>50 poemas de Ana Amélia</i> (1957) e <i>Todo mundo</i> (1959).</p>
<p style="text-align: left;">Foi uma das fundadoras, com o teatrólogo Paschoal Carlos Magno  (1906 – 1980) e com a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, entre outros, da Casa do Estudante Brasileiro (CEB), em 13 de agosto de 1929. Foi sua primeira presidente, tornando-se vitalícia no cargo. A CEB foi importante no surgimento do Teatro do Estudante, criado, em 1938, por Paschoal Carlos Magno; e do Teatro Experimental do Negro, de Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), fundado em 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34992" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34992" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia16.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de outubro de 1929" width="520" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank">Na foto da direita, embaixo, Anna Amélia e Paschoal estão ladeando Gabriela Besanzoni em um evento em prol da Casa do Estudante/ <em>Revista da Semana</em>, 5 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seus poemas e crônicas foram publicados em importantes jornais do país como <em>O Globo</em>, <em>O Jornal</em>, <em>A Noite</em> e nas revistas<em> O Cruzeiro, Fon-Fon </em>e<em> Careta, </em>dentre outras.</p>
<p style="text-align: left;">Um dos artigos da edição especial da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928</a>, sobre as Praias de Banho no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói, intitulado <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/336" target="_blank"><em>Em louvor das praias</em></a>, foi escrito por Anna Amélia, então Rainha dos Estudantes, coroada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, em 26 de setembro de 1928 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35576"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi diretora no suplemento feminino do <em>Diário de Notícias</em> e, como já mencionado, a primeira mulher a integrar o Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições de 1934. Foi secretária do Hospital Pró-Matre e presidenta da Associação Brasileira de Educação entre 1941 e 1942.  Em 1942, foi escolhida como representante do Brasil na Comissão Internacional de Mulheres, com sede na União Pan-Americana em Washington, posição que ocupou durante três anos; e, em 1967, foi a convidada do governo de Israel como representante da mulher brasileira no Congresso Internacional Feminino pela Paz e Desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu no Rio de Janeiro, em 31 de março de 1971, de ataque cardíaco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/92343" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de abril de 1971</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114112" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34938" style="width: 457px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia11.jpg" alt="Jornal do Brasil, 13 de abril de 1971" width="447" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Pouco mais de um ano depois de sua morte, foi publicado um depoimento do jornalista, crítico de arte e  professor Mário Barata (1921 &#8211; 2007) sobre ela, a <em>brasileira perfeita&#8230;síntese feminina de quatro séculos e meio de caminho para a civilização, de origem lusa, nos trópicos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/13124" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1972, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34952" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34952" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia14.jpg" alt="Anna Amélia / Manchete, de 1971" width="372" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank">Anna Amélia / <em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1976, quase cinco após seu falecimento, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin</em>, pela Archimedes Edições (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/39167" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de janeiro de 1976</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Assista aqui <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l3yvqyO33hg" target="_blank"> <em>Anna Amélia &#8211; Feminismo no tempo do Zeppelin</em>, dirigido e roteirizado por Tarsila Soares Formiga, produzido na Oficina de Audiovisual em Sala de Aula, ofertada pelo Núcleo de Audiovisual e Documentário da FGV CPDOC em 2019.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*Andrea C.T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #990000;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, D. <em><a href="https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766/32096" target="_blank">Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça: a introdução do futebol na poesia do Brasil</a>.</em> FuLiA/UFMG [revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros Esportes], <i>[S. l.]</i>, v. 7, n. 3, p. 16–39, 2023. DOI: 10.35699/2526-4494.2022.38766. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766.</p>
<p style="text-align: left;">DUARTE, Constância Lima. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/ldasilva,+INTER3_Pg_22_30%20(1).pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: militância e paixão</em></a>. Interdisciplinar v. 3, n. 3, p. 22-30 &#8211; jan/jun de 2007</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">MONTEIRO, Alessandra Nóbrega; COSTA, Anna Beatriz Oliveira Menezes. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/1979-Texto%20do%20artigo-3095-1-10-20220915.pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: feminismo brasileiro à luz de um arquivo pessoal.</em></a> Revista Discente Ofícios de Clio, Pelotas, vol. 6, n° 10 | janeiro – junho de 2021.</p>
<p style="text-align: left;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.abe1924.org.br/quem-somos/galeria-dos-presidentes/100-anna-amelia-c-de-mendonca" target="_blank">Site Associação Brasileira de Educação</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5768" target="_blank">Site Memória de Família</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"> <a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=34804</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 16:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Alzira Soriano]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queirós]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[dados estatísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[pioneiras]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474</guid>
		<description><![CDATA[No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série "Feministas, graças a Deus!", a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 - 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina. A conquista foi tema de uma das colunas "Turista Aprendiz", do escritor Mário de Andrade (1893 - 1945). A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres. Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>, a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina.  A conquista foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945). O portal também selecionou fotografias de feministas presentes em seu acervo fotográfico. A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher. De acordo com Samira Bueno, diretora executiva do Fórum: <em>Foram mais de 18 milhões de mulheres vítimas de violência no último ano. São mais de 50 mil vítimas por dia, um estádio de futebol lotado</em>. O estudo revela também que uma a cada três mulheres brasileiras (33,4%) com mais de 16 anos já sofreu violência física e/ou sexual de parceiros ou ex-parceiros.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/354" target="_blank">Acessando o link para fotografias de feministas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) , a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6566/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0017_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank">Posse de Alzira Soriano, primeira prefeita eleita do Brasil e da América do Sul, 1º de janeiro de 1929. Lajes, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi no Rio Grande de Norte que Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) foi eleita, em 2 de setembro de 1928, para comandar a cidade de Lajes, com 60% dos votos, tornando-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, tendo tomado posse no cargo em 1º de janeiro de 1929 (<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928)</a>. Lembramos aqui que, justamente no estado referido, a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade, passou a vigorar em 25 de outubro de 1927, durante o governo de  José Augusto Bezerra de Medeiros (1884 &#8211; 1971).</p>
<p>Na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 2 de dezembro de 1927</a>, foi publicada uma pequena matéria com uma mensagem de Alzira:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Estão se mostrando animadores os primeiros resultados da instituição do voto feminino, no Rio Grande do Norte. Não obstante ser tão recente a introdução desta medida, já vem chegando as novas dos primeiros alistamentos. Há breves dias anunciava-se que a senhorita Julia Barbosa, catedrática de matemática na capital daquele estado, requerera alistamento eleitoral. Agora telegrama do anuncio de Mossoró afirma a inclusão do nome de uma senhora na lista eleitoral. Trata-se da Sra. Celina Vianna, casada, professora, com economia própria, que poderá vangloriar-se de ser a primeira eleitora do Brasil. Outro despacho telegráfico, de Jardim Angicos, vem assegurar ao senador Juvenal Lamartine, propulsor da ideia, e presidente eleito do Estado, o apreço e a solidariedade do futuro eleitorado feminino da sua terra. Transcrevemos a mensagem a seguir: “Orgulhosa pelo gesto da Assembleia Legislativa do nosso querido Estado, concedendo o direito ao voto feminino, em nome das mulheres de Lages, felicito V. EX. pela brilhante vitória e asseguro solidariedade política ao futuro governo. – Alzira Soriano&#8221;</em></span></p>
<p>As eleições para a escolha de um novo senador para o Rio Grande do Norte foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres. Mas o voto feminino valeria nas eleições já mencionadas, de 2 de setembro de 1928, quando Alzira tornou-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul. Ela<em> enfrentou forte resistência de seus opositores, correligionários ao seu concorrente, Sérvulo Pires Neto Galvão, que não se conformavam em disputar a eleição com uma mulher</em> (SOUZA, 1993).<em> </em>A notícia de sua eleição foi publicada na edição do dia 8 de setembro do jornal norte-americano <em>New York Times</em> com o título<em> ’Americanized’ Town Elects Brazil’s First Woman Mayor &#8211; Cidade americanizada elege primeira prefeita mulher do Brasil. </em>O artigo atribuia o fato à influência do movimento sufragista norte-americano no Brasil<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/26689" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de setembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p>Luiza Alzira Teixeira de Vasconcelos nasceu, em 29 de abril de 1897, em Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, filha do coronel Miguel Teixeira de Vasconcelos e da dona Margarida Teixeira de Vasconcelos. Antes dela, haviam nascido duas meninas e um menino, que não sobreviveram às doenças da infância. O casal Miguel e Margarida teve 22 filhos, dos quais apenas sete mulheres e um homem se criaram. Seu pai detinha o poder político da região, que incluía os municípios de Lajes e Pedra Preta; e era o maior comerciante da cidade.</p>
<p>Em 29 de abril de 1914, Alzira casou-se com Thomaz Soriano de Souza Filho (1889 &#8211; 1919), de uma tradicional família de Pernambuco. Foram morar em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, onde o marido trabalhava como promotor. Tiveram quatro filhas: Sonia, que nasceu em 25 de setembro de 1915; Ismênia, nascida em 4 de outubro de 1917; Maria do Céu, que nasceu em 1918, mas morreu de sarampo antes de completar um mês de vida; e Ivonilde, nascida em 25 de março de 1919. Meses antes, em 9 de janeiro de 1919, Thomaz faleceu de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/18961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de janeiro de 1919, quinta coluna</a>). Alzira voltou a morar em Jardim de Angicos, depois passou uma pequena temporada no Recife e, finalmente retornou à Jardim de Angicos, onde voltou à administração da Fazenda Primavera, de seu pai. A cidade passara a ser um distrito de Lajes.</p>
<p>Voltando à carreira política de Alzira. A responsável pela indicação de Alzira como candidata à Prefeitura de Lajes pelo Partido Republicano foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1996</a>), cuja atuação foi fundamental na luta pela emancipação da mulher no Brasil. Foi a fundadora da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira para o Progresso Feminino</a> e foi uma figura central na luta pelo voto feminino no país, entidade da qual Alzira tornou-se conselheira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1187" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 8 de maio de 1930, última coluna</a>). Bertha viajou ao Rio Grande do Norte, em 1928, em campanha pelo alistamento das mulheres. Na ocasião, foi almoçar com o então  governador do estado, Juvenal Lamartine  (1874 &#8211; 1956), na Fazenda Primavera, ocasião em que conheceu Alzira e se impressionou com sua determinação. Na época, Alzira participava ativamente da administração dos trabalhos na lavoura e pasto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31564" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira8.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="411" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank">Alzira Soriano<em> / Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enfrentou uma grande resistência de seus opositores, dos correligionários do outro candidato à prefeitura, Sérvulo Pires Neto Galvão. Eles não se conformavam com a candidatura de uma mulher. Alguns chegavam a afirmar que mulher pública era prostituta. O candidato derrotado, por ter se sentido humilhado por ter perdido para uma mulher, saiu da cidade.</p>
<p>Enfim, sua eleição foi festejada na edição de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 10 de setembro de 1928, primeira coluna</a>; e em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 1º e 2 de outubro de 1928</a> com a publicação de um pequeno perfil da recém eleita prefeita e também de uma entrevista realizada por Amphiloquio Câmara, representante de <em>O Paiz </em>no Rio Grande do Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31561" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira6.jpg" alt="A Noite, 10 de setembro de 1928" width="214" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31555" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira1.jpg" alt="O Paiz, 1º e 2 de outubro de 1928" width="325" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank">Alzira Soriano com suas filhas Sônia, Ismênia e Ivonilde<em> / Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A declaração abaixo e outras feitas por Alzira na entrevista publicada na mesma edição de <em>O Paiz</em> deixa claro que ela seguia uma linha do feminismo, adotada pela grande maioria das mulheres que participavam da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que não contestava a ordem patriarcal: as mulheres se colocavam como colaboradoras dos homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira2.jpg" alt="alzira2" width="343" height="192" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada pelo jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/23862" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 28 de setembro de 1928</a>.</p>
<p>Em dezembro de 1928, foi publicada uma mensagem enviada por ela a Bertha Lutz, cuja atuação considerava brilhante e decisiva (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31557" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira3.jpg" alt="O Paiz, 16 de dezembro de 1928" width="522" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alzira tomou posse em 1º de janeiro de 1929 e, dias depois, em uma entrevista para o jornal <em>A República</em> (RN) declarou que sua gestão se alinharia a do governador Juvenal Lamartine (1874 &#8211; 1956), <em>incansável em promover o bem estar coletivo. </em>Ela já havia renovado o contrato de luz elétrica, começado a limpeza total e a edificação da cadeia de Lajes e que, em breve, as obras de construção de um campo de aviação na cidade se iniciariam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37103" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 e 22 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31562" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira7.jpg" alt="Equipe da prefeitura de Lages / Almanak Laemmert, 1929" width="384" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank">Equipe da Prefeitura de Lajes / <em>Almanak Laemmert</em>, 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trecho de seu dircurso de posse:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8230;determinaram acontecimentos sociais do nosso querido Rio Grande do Norte, na sua constante evolução da democracia, que a mulher, esta doce colaboradora do lar, se voltasse também para colaborar com outra feição na sua obra políticoadministrativa. De outro modo não poderia se ser. As conquistas atuais, a evolução que ora se opera, abre uma clareira no convencionalismo, fazendo ressurgir nova faceta dos sagrados direitos da mulher. </em></span></p>
<p>Sua eleição foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945)</a>, datada de 4 de janeiro de 1929, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank"><em>Diário Nacional: a democracia em marcha (SP)</em>, de 2 de fevereiro do mesmo ano</a>. Mário de Andrade foi uma das figuras centrais do movimento modernista no Brasil. Ele e Oswald de Andrade (1890 &#8211; 1954) foram importantes participantes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna de 1922</a>, mesmo ano em que Mário publicou <em>Paulicéia Desvairada</em> (1922), que introduziu, na poesia brasileira, temas e técnicas modernistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31560" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg"><img class="size-full wp-image-31560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg" alt="Coluna &quot;Turista Aprendiz&quot;, de Mário de Andradee, publicada em de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano" width="281" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank">Coluna &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, de Mário de Andrade, publicada de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um relatório com um balanço do governo de Alzira na Prefeitura de Lajes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/779" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de março de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1415" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73097" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de abril de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1100" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 e 29 de abril de 1930, penúltima coluna</a>). No artigo <em>A mulher e o Estado</em>, a gestão de Alzira foi elogiada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31578" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31578" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira12.jpg" alt="A Gazeta (SP), 23 de abril de 1930" width="214" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Revolução de 30, que ocorreu em outubro de 1930, por não concordar com o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) &#8211; havia apoiado Júlio Prestes (1882 &#8211; 1946) à presidência da República &#8211; Alzira, apesar de convidada a permanecer no cargo como interventora, não aceitou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39346" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1929, quinta coluna</a>). Segunda uma de suas filhas, no último dia de sua gestão foi visitar seus correligionários e também seus opositores. Tendo sido insultada por um deles, Miguel da Silveira, reagiu <em>cobrindo-0 de tapas</em>.</p>
<p>Mudou-se para Natal, onde permaneceu com as filhas até fins da década de 30, quando retornou ao comando da fazenda, com seus irmãos mais novos, devido ao falecimento de seu pai. Voltou à vida política somente em 1947, desta vez como vereadora da cidade de Lajes pela União Democrática Nacional &#8211; UDN. Reelegeu mais algumas vezes.</p>
<p>Faleceu, de câncer, no dia 28 de maio de 1963, após cerca de dois anos do diagnóstico da doença, na casa da filha Ivonilde, em Natal, um dia depois de retornar do Rio e de São Paulo, onde esteve se tratando. Na ocasião, além de três filhas, tinha oito netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/30264" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 31 de maio de 1963, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31559" style="width: 169px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira4.jpg" alt="O Paiz, 30 de dezembro de 1928" width="159" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank">Alzira Soriano<em> / O Paiz</em>, 30 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua homenagem, foi realizada, entre 24 e 29 de abril de 2018, no município de Lajes, a Semana Alzira Soriano, com a realização de atividades educacionais e culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg" alt="alzira9" width="403" height="331" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Jardim de Angicos há um museu municipal em memória de Alzira Soriano. Guarda em seu acervo fotos e móveis antigos, reportagens de jornais e de revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31569" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg" alt="alzira11" width="317" height="185" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua imagem está presente na bandeira de Jardim de Angicos, juntamente com a representação de alguns pontos turísticos naturais da cidade. Foi sancionada uma lei, em 28 de dezembro de 2018, instituindo o dia e mês do nascimento de Alzira Soriano, 29 de abril, como feriado municipal na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bandeira_de_Jardim_de_Angicos.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira10.jpg" alt="alzira10" width="504" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 2018, Alzira Soriano foi postumamente homenageada com o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, da Câmara dos Deputados. A homenagem, segundo a Câmara, é <em>concedida a mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania e para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeira brasileira Alzira Soriano: o poder político coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Licenciatura em História da Universidade Federal da Fronteira Sul, como requisito para obtenção do título de licenciada em História. Universidade Federal da Frontiera Sul Campus Chapecó, 2019.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p>MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p><a href="https://www.mulheresdeluta.com.br/alzira-soriano/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/historia-de-coragem-de-alzira-soriano-primeira-prefeita-eleita-no-brasil.html" target="_blank">O GLOBO</a></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55108142">Portal BBC News Brasil</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/comissao-de-defesa-dos-direitos-da-mulher-cmulher/outros-documentos/diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/edicao-2018-diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/resumo-alzira-soriano" target="_blank">Portal Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2023/03/03/brasil-esta-diante-de-um-aumento-de-violencia-contra-a-mulher-diz-pesquisadora.htm" target="_blank">Portal UOL</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SOUZA, Heloísa Maria Galvão Pinheiro de. <em>Luísa Alzira Teixeira Soriano: primeira mulher eleita prefeita na América do Sul</em>. Natal: CCHLA, 1993.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=31474</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a primeira deputada da Bahia</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 14:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[deputada]]></category>
		<category><![CDATA[deputada estadual]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Luiza Dória Bittencourt]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659</guid>
		<description><![CDATA[O décimo artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”  é sobre a advogada Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, eleita como suplente, em 1934. No ano seguinte, tomou posse. Nasceu em Paripe, subúrbio de Salvador, em 1910, e estudou no Rio de Janeiro. Na década de 20, já era filiada à Federação Brasileira para o Progresso Feminino e à União Universitária Feminina, presididas por Bertha Lutz e Carmen Portinho, respectivamente. Foi, em 1929, uma das fundadoras da Casa do Estudante do Brasil. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;Quando a fina silhueta de Maria Luiza Doria Bittencourt assomou à tribuna para os dez minuros da prova de eloquência, todo o auditório sentiu que se achava ali diante de um especimen novo de individualidade feminina, o expoente de uma nova concepção de Eva moderna: a mulher valor-intelectual&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Maria Eugênia Celso Caneiro de Mendonça</p>
<p style="text-align: right;">sobre Maria Luiza Dória Bittencourt</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/79508" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de outubro de 1929</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem abaixo pertence ao acervo fotográfico do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25119" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6579" target="_blank"><img class=" wp-image-25119" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/capamaria.jpg" alt="Maria Luisa Bittencourt, 1935/ Acervo Arquivo Nacional" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6579" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt, 1935. Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A advogada e feminista Maria Luiza Dória Bittencourt nasceu em Paripe, subúrbio de Salvador, em 1910, filha de Luiz de Lima Bittencourt e Isaura Dória Bittencourt. Estudou no Rio de Janeiro, para onde se mudou com sua família e residia em um palacete na Praia Vermelha. Na década de 20, já era filiada à Federação Brasileira para o Progresso Feminino e à União Universitária Feminina, presididas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, respectivamente.</p>
<p>Em 1929, venceu a etapa do Rio de Janeiro de um concurso de oratória promovido pelo Instituto dos Advogados, cujo tema foi a Constituição Federal. Foi a única mulher entre os seis finalistas da etapa nacional, e ficou em segundo lugar no concurso, cujo vencedor foi o acadêmico mineiro Jovert de Souza Lima.</p>
<p>Foi uma das fundadoras, com a feminista e poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), presidente da associação, e o teatrólogo Paschoal Carlos Magno  (1906 &#8211; 1980), dentre outros, da Casa do Estudante do Brasil, em 13 de agosto de 1929.</p>
<p>Participou do Congresso Penal Penitenciário Brasileiro, realizado, no Rio de Janeiro, entre 15 e 22 de junho de 1930, quando apresentou a tese <em>Reformatório de Mulheres Criminosas</em>. A mesma tese foi apresentada no 10º Congresso Penitenciário e Penal Internacional, em Praga, em agosto do mesmo ano.</p>
<p>Formou-se, em 1931, na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, onde havia ingressado, em 1927, e foi, anos depois, em 1942, a primeira colocada no concurso para a livre-docência em Legislação do Trabalho e Direito Industrial da instituição, tornando-se a primeira mulher docente da história da referida faculdade.</p>
<p>Apoiada pelo grupo do então interventor da Bahia, Juracy Magalhães (1905 &#8211; 2001), concorreu a uma vaga de deputada estadual, em 14 de outubro de 1934. Pouco antes, em agosto, havia sido realizada, em Salvador, a Segunda Convenção Feminista, promovida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Durante o evento foi recomendado aos partidos nomes de mulheres a candidatas às constituintes estaduais e dado apoio a candidatos comprometidos com os interesses femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27131" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3619" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27131" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza7.jpg" alt="A Batalha, 24 de junho de 1931" width="280" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3619" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Elegeu-se como primeira suplente de Humberto Pacheco Miranda, que havia sido prefeito de Cachoeira, município baiano. Em 6 maio de 1935, assumiu o mandato, tornando-se a primeira deputada estadual baiana e uma das primeiras do Brasil, após o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres. Outras pioneiras foram Carlota Pereira de Queiróz (1892 &#8211; 1992), em São Paulo; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, no Rio de Janeiro; Lili Lages (1907 &#8211; 2003), em Alagoas; Quintina Diniz de Oliveira (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Maria de Miranda Leão (1887 – 1976)</a>, no Amazonas. Todas as citadas foram eleitas em 1934, exceto Carlota Pereira de Queiróz, eleita em 1933.</p>
<p>Em janeiro de 1936, Maria Luiza seguiu para os Estados Unidos por ter ganho o prêmio Fellowship da Universidade Radcliffe. Retornou ao Brasil em julho do mesmo ano e, em dezembro, integrou a delegação brasileira que foi à Conferência Interamericana de Consolidação da Paz, em Buenos Aires. Durante o evento, proferiu um discurso e sua participação foi muito festejada e elogiada pela imprensa.</p>
<p>Durante seu mandato como deputada estadual da Bahia, Maria Luiza integrou o grupo responsável pela elaboração do texto constitucional e foi a relatora dos capítulos da Educação e Ordem Econômica e Social. Em 1937, apoiou a candidatura de José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980) à Presidência da República, tendo participado da Convenção dos delegados apoiadores do governo, no Palácio Monroe. Recepcionou o candidato em sua viagem à Bahia.</p>
<p>Segundo o <em>Dicionário Mulheres do Brasil</em>, foi de Maria Luiza a última voz que se manifestou na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia em um discurso na defesa da democracia, antes do fechamento do legislativo determinado pela instauração do Estado Novo, pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), em 10 de novembro de 1937.</p>
<p>Em 1938, tinha um escritório de advocacia, na rua da Quitanda, no centro do Rio de Janeiro, com a feminista sergipana Maria Rita Soares Andrade (1904 &#8211; 1998), que se tornaria, em 1967, a primeira juíza federal do Brasil. Continuava ligada às atividades da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, da União Universitária Feminina e da Casa do Estudante do Brasil.</p>
<p>Provavelmente, casou-se em torno de 1943, pois em uma reportagem de janeiro de 1944 foi identificada como Maria Luiza Dória Bittencourt Mello Neto.</p>
<p>Em 1945, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1903 &#8211; 1993)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho </a> e Maria Rita Soares de Andrade, foi uma das organizadoras de uma coligação democrática para apoiar a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes (1896 – 1981) à presidência da República, tendo sido uma das fundadoras da UDN &#8211; União Democrática Nacional.</p>
<p>Em 19 de janeiro de 1947, concorreu a uma vaga de vereadora do Distrito Federal pela Esquerda Democrática, mas não se elegeu. No ano seguinte, foi noticiado que o Curso de Geografia Econômica, ministrado gratuitamente por ela, na sede do Partido Socialista Brasileiro, na rua Buenos Aires, 57, seria reiniciado.</p>
<p>Em 1954, morava em São Paulo e foi identificada em uma matéria do <em>Jornal do Brasil</em> como <em>advogada, esposa e mãe exemplar</em>. Em fins da década de 60, como integrante do Conselho Patrimonial da Casa do Estudante do Brasil, foi uma das oradoras na comemoração dos 40 anos da entidade, marcada pela reinauguração da Biblioteca Artur Ramos e pela realização de um Almoço de Confraternização Universitária.</p>
<p>Em 1979, no auditório do MEC, Maria Luiza e o engenheiro L.A. Falcão Bauer fizeram palestras sobre o entrosamento profissional entre homens e mulheres dentro da programação da Segunda Reunião Latino-Americana de Mulheres Universitárias. Nove anos depois, em 1988, recebeu, na Associação Brasileira de Mulheres Universitárias, o diploma do Mérito Ruy Barbosa por ter sido a primeira mulher constituinte da Bahia.</p>
<p>Faleceu em 2001.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Maria Luiza Dória Bittencourt</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27129" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/42554" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27129" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza5.jpg" alt="Maria Luiza Dória Bittencourt, única mulher entre os concorrentes da final nacional de um concurso de oratória / Correio da Manhã, 13 de outubro de 1929" width="398" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/42554" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt, única mulher entre os concorrentes da final nacional de um concurso de oratória / <em>Correio da Manhã</em>, 13 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Nascimento de Maria Luiza Dória Bittencourt, em Paripe, subúrbio de Salvador, capital da Bahia. Era filha de Isaura Dória Bittencourt e Luiz de Lima Bittencourt.  </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong> </span>- Estudava na Escola Leitão da Cunha, no Rio de Janeiro, e participou do concurso Esther Pereira de Mello, promovido pela Escola Deodoro para a escolha, dentre as alunas que se destacaram em seus exames finais, da mais inteligente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/13326" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de dezembro de 1923, segunda coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/10616" target="_blank"><em> A Noite</em>, 24 de dezembro de 1923, terceira coluna</a>).</p>
<p>No final do ano, foi chamada para prestar exames de preparatório no Colégio Pedro II <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/26108" target="_blank">(</a><em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/26108" target="_blank">6 de dezembro de 1923, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/34367" target="_blank">24 de dezembro,primeira coluna</a> de 1923).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Foi reprovada no exame de preparatória de Aritmética, no Colégio Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/36413" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de março de 1925, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Na Bahia, falecimento de seu avô paterno, Valentim Antônio da Rocha Bittencourt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/44229" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de fevereiro de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; </span>Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/32889" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em></a>, 30 de novembro de 1927, quarta coluna<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/60822" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na Seção Acadêmica da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, Maria Luiza proferiu uma palestra sobre assuntos jurídicos</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/59013" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
<p>A escritora Rosalina Coelho Lisboa (1900 &#8211; 1975) foi coroada como Rainha dos Estudantes, no Teatro João Caetano. Maria Luiza foi uma das oradoras do evento, onde se encontrava todo o <em>escol social do Rio de Janeiro</em>, dentre eles o escritor Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), considerado o <em>Príncipe dos Prosadores Brasileiros</em>, numa votação realizada no ano seguinte pela revista <em>O Malho;</em> e o teatrólogo, ator e poeta Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/31228" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de setembro de 1927, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27262" style="width: 226px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/14469" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27262" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/paschoal.jpg" alt="Paschoal Carlos Magno / Revista da Semana, de 1927" width="216" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/14469" target="_blank">Paschoal Carlos Magno / <em>Revista da Semana</em>, 20 de agosto de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong></span>- Foi um dos acadêmicos de Direito que assinaram uma mensagem enviada ao Congresso da Mocidade Católica de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829706/1455" target="_blank"><em>A Cruz</em>, 26 de setembro de 1928, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929 </strong></span>- Ainda como estudante, foi secretária da União Universitária Feminina, fundada por Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001), no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37026" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/38403" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 15 de janeiro de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/27844" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de janeiro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45652" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de outubro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Era filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), fundada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a>, em 1922.</p>
<p>Com a tese <em>As liberdades e as garantias constitucionais</em> venceu o concurso de oratória realizado entre os alunos da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Concorreu com os acadêmicos Alvim Horcades Filho e Deocleciano Martins de Oliveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/78265" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de setembro de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39435" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>Integrando a celebração da Independência do Brasil promovida pela FBPF e pela a União Universitária Feminina, Maria Luiza proferiu o discurso<em> Independência política, independência moral</em>, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, representando a União Universitária Feminina. Pela FBPF, proferiram discursos as duas vencedoras norte-americanas de um concurso de oratória realizado nos Estados Unidos. Participou do chá de despedida oferecido pela FBPF, no Pão de Açúcar, a essas estudantes (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39511" target="_blank"> 7 de setembro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39600" target="_blank">14 de setembro de 1929, penúltima coluna</a>, de 1929).</p>
<p>Na casa de seu pai, dr. Lima Bittencourt, descrito como um <em>palacete na Praia Vermelha</em>, também ofereceu um chá ao grupo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19088" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de setembro de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27130" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19088" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27130" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza6.jpg" alt="Revista da Semana, 21 de setembro de 1929" width="570" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19088" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de setembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por seu intermédio, o Instituto Histórico e Geográfico enviou vários livros para a Feira dos Livros. Foi fotografada participando do evento, em benefício da Casa do Estudante do Brasil, criada em 13 de agosto de 1929, da qual foi uma das fundadoras, assim como a importante poetisa e feminista Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), presidente da associação, e o ator, poeta e teatrólogo Paschoal Carlos Magno  (1906 &#8211; 1980), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/42258" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1929, sétima coluna; </a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19140" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de setembro de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/1622" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 de junho de 1940, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/158550/2496" target="_blank"><em>Annuario Brasileiro de Literatura</em>, 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/26668" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de março de 1956</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/103254" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de agosto de 1969, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27120" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27120" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza1.jpg" alt="Revista da Semana, de setembro de 1929" width="576" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19140" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 28 de setembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça foi casada com Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), goleiro do Fluminense e o primeiro goleiro da seleção brasileira. O casal teve quatro filhos e um deles foi Bárbara Heliodora (1923 &#8211; 2015), crítica teatral e uma das maiores especialistas em Shakespeare do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27261" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27261" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/miss1.jpg" alt="Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família" width="592" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank">Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / <em>Memória de Família</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Luiza participou da Festa dos Balões, em prol da construção da Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de outubro de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27121" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza2.jpg"><img class="size-large wp-image-27121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza2-1024x514.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de outubro de 1929" width="768" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank">Festa dos Balões : Maria Luiza está à direita do aviador fardado bem no centro da foto /<em> Revista da Semana</em>, 5 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Luiza foi uma das promotoras e discursou durante a programação da Festa da Primavera, organizada pela <em>mocidade feminina carioca,</em> realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O presidente Washington Luis (1869 &#8211; 1957) foi homenageado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39776" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/9723" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 28 de setembro de 1928, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um artigo da escritora e feminista Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), filha do historiador, político e poeta conde de Afonso Celso (1860 &#8211; 1938),  elogiando as qualidades intelectuais e pessoais de Maria Luiza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/79508" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de outubro de 1929, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22555" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class=" wp-image-22555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/mariaeugenia.jpg" alt="Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz" width="240" height="251" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na reunião mensal da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, solicitou que a associação apoiasse a construção da Casa do Estudante do Brasil, ajudando na venda de entradas para a peça <em>Orpheu</em>, no estádio do Fluminense. Na mesma ocasião, foi nomeada com Luiza Sapienza e Esther Corrêa Ramalho, uma das primeiras engenheiras brasileiras, para integrar a comissão do desenvolvimento da biblioteca da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45652" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de outubro de 1929, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40138" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 20 de outubro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das finalistas, a única mulher, representando o Rio de Janeiro, no concurso nacional de oratória promovido pela Instituto dos Advogados entre estudantes de Direito do Brasil, cujo tema foi a Constituição Federal. Realizado no Salão da Associação dos Empregados do Comércio, foi vencido pelo acadêmico mineiro Jovert de Souza Lima. Maria Luiza conquistou o segundo lugar, seguida por Hermes Barroso, representante do Ceará (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45780"> 11 de outubro, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45811" target="_blank">13 de outubro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45889" target="_blank">18 de outubro</a> de 1929; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/30338" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 16 de outubro de 1929, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/19288" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de outubro de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/70830" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 19 de outubro de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/2223" target="_blank"><em>Excelsior</em>, novembro de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27127" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45811" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27127" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza3.jpg" alt="O Jornal, 13 de outubro de 1929" width="461" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45811" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27128" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45889" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27128" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza4.jpg" alt="O Jornal, 18 de outubro de 1929" width="466" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45889" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob os <em>auspícios da Federação Brasileira para o Progresso Feminino</em>, na Rádio Club do Brasil, apresentação de Maria Luiza, <em>oradora e acadêmica de Direito</em>, falando sobre <em>Os direitos políticos femininos em face das leis do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/80180" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de novembro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi citada, elogiosamente, no artigo <em>Oratória Feminina</em>, do conde de Afonso Celso (1860 &#8211; 1938) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/46513" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de dezembro de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Na senhorita Maria Luiza Dória Bittencourt fulge, porém, deveras, um dos mais auspiciosos talentos verbais da presente geração acadêmica&#8221;. </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Participou do Congresso Penal Penitenciário Brasileiro, realizado, no Rio de Janeiro, entre 15 e 22 de junho. Apresentou a tese <em>Reformatório de Mulheres Criminosas</em>. A mesma tese foi apresentada no 10º Congresso Penitenciário e Penal Internacional, em Praga, em agosto (<em>O Jornal, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1328" target="_blank">30 de março, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1518" target="_blank">11 de abril, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/3910" target="_blank">2 de setembro, sexta coluna</a>, de 1930; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/3238" target="_blank"> <em>Jornal do Commerci</em>o, 24 de maio, primeira coluna; 16 e 17 de junho, quinta coluna,</a> de 1930; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7636" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27220" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/1258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27220" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso4.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de julho de 1930" width="604" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/1258" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou de um almoço em homenagem à advogada sergipana Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998), que se tornaria, em 1967, a primeira juíza federal do Brasil. Na foto abaixo, além de Maria Luiza e Maria Rita, a bibliotecária Luiza Sapienza, a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), a bióloga Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), Mary Corbett, Marianna Gurjão, a advogada Maria Alexandrina Ferreira Chaves, a maestrina Joanidia Sodré (1903 &#8211; 1975) e Anna Guttrie (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/830305/13358" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27238" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/13358" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/reiv2.jpg" alt="Vida Doméstica, de 1930" width="633" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830305/13358" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino, que reunia associações femininas de 44 países, representou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino no assunto de <em>Igualdade de Condições de Trabalho do Homem e da Mulher </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/3360" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de agosto de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>Integrava a comissão formada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino para recepcionar a escritora portuguesa Maria Amélia Teixeira, diretora da revista <em>Portugal Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/33216" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 27 de agosto de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou, no Hotel Glória, da Festa da Primavera promovida por Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), fundadora da Casa do Estudante do Brasil, com a presença da Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 &#8211; 2001) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/1775" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de setembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/3940" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de setembro de 1930, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27221" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1775"><img class="size-full wp-image-27221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/quinzena.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de setembro de 1930" width="522" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1775"><em>Revista da Semana</em>, 20 de setembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da comissão de recepção da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino nas homenagens ao cardeal Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4295" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de outubro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>No Teatro João Caetano, a Casa do Estudante do Brasil promoveu uma homenagem aos estudantes soldados da revolução hospedados no Rio de Janeiro. Maria Luiza, Olegário Mariano (1889 &#8211; 1958), Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980) e Eugênia Alvaro Moreyra (1898 &#8211; 1948), dentre outros, faziam parte da programação da noite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4588" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de novembro de 1930, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Criação da Federação Baiana pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/7997" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de abril de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>O feminismo na Bahia</em>, de sua autoria, em que apresenta a Federação Baiana pelo Progresso Feminino e a União Universitária Feminina (<em>Diário de Notícias </em>(BA), 26 de março de 1931).</p>
<p>Após uma temporada na Bahia, retornou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6584" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 12 de abril de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ela, Bertha Lutz e a advogada e jornalista Orminda Ribeiro Bastos (1899 &#8211; 1971) foram as autoras da mensagem da FBPF à subcomissão de direitos eleitorais, encarregada pela redação do ante-projeto da Legislação Eleitoral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7083" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de maio de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27194" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7083" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27194" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/voto.jpg" alt="Correio da Manhã, de maio de 1931" width="710" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7083" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 24 de maio de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27243" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27243" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/orminda.jpg" alt="Orminda BAstos / Vida Doméstica, agosto de 1931" width="293" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank">Orminda Ribeiro Bastos / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do Segundo Congresso Feminista Internacional, realizado entre 20 e 30 de junho, no Automóvel Club, no Rio de Janeiro, apresentando uma tese sobre o regime de família no Direito Civil Brasileiro. Foi a relatora da Comissão de Polícia Feminina. Na ocasião declarou que a <em>mulher aceita a participação na vida pública, não como um direito a fruir, mas como um dever a desempenhar conscienciosamente. </em>Fez um eloquente discurso sobre as futuras diretrizes do movimento feminista. Em um documento elaborado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino pleiteando a criação de uma Polícia Feminina, seu nome foi sugerido para integrar a Comissão de Polícia Feminina, que seria presidida por Eunice Weavers (1902 &#8211; 1969 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14132" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7428" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3619" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de junho de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_03/2476" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 25 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/31863" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 27 de junho de 1931</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7568" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4977" target="_blank"><em>A Noite</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7698" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de julho de 1931, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27195" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7390" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27195" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/voto1.jpg" alt="Correio da Manhã, 17 de junho de 1931" width="292" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7390" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27239" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15310" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27239" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/eunice.jpg" alt="Eunice Weavers / Vida Doméstica, de 1931" width="294" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15310" target="_blank">Eunice Weavers / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27242" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27242" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/ela.jpg" alt="Maria Luiza Dória Bittencourt / Vida Doméstica, agosto de 1931" width="296" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27257" style="width: 685px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/79101" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27257" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/prisão1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 26 de setembro de 1957" width="675" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/79101" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 26 de setembro de 1957</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sessão de Educação e Instrução ficou sob a responsabilidade da União Universitária Feminina, composta por Carmen Portinho, Orminda Ribeiro Bastos, Luiza Sapienza, Maria Luiza Doria Bittencourt e Maria Werneck de Castro. Entre as conclusões da comissão: <em>promoção junto aos poderes competentes a propaganda das ideias modernas sobre a organização do ensino normal, considerando que da sua eficiência depende o progresso da educação popular no Brasil</em> e <em>apelar para a Associação de Educação para que organizem campanha tenaz, persistente e eminentemente patriótica, com determinação precisa de objetivos e métodos em torno da educação moral e cívica da criança e do adolescente.</em></p>
<p>Participou de um almoço de adesões em homenagem ao advogado e escritor Gilberto Amado (1887 &#8211; 1969)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7535" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de junho de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em nome da União Universitária Feminina, discursou durante uma homenagem a Assis Brasil (1857 &#8211; 1938), realizada no Cassino Beira-Mar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7980" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de agosto de 1931, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77227" target="_blank"><em> Fon-Fon</em>, 8 de agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27219" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27219" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso3.jpg" alt="Maria Luiza discursando na homenagem a Assis Brasil / Fon-Fon, 8 de agosto de 1931" width="285" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77227" target="_blank">Maria Luiza discursando na homenagem a Assis Brasil / <em>Fon-Fon</em>, 8 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Integrava com Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001), Ignez Mathiessen e Carmen de Carvalho a comissão da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que foi ao Ministério da Viação e Obras solicitar ao ministro José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980) a readmissão das mulheres nas repartições dos Correios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13296" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 15 de agosto de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8149" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de agosto de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27244" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27244" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/carmendecarvalho.jpg" alt="Carmen de Carvalho / Vida Doméstica, agosto de 1931" width="276" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank">Carmen de Carvalho / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi roubada no ateliê fotográfico Annunciato, que ficava no Edifício Guinle, e aonde foi com sua amiga, a engenheira civil Nidia Moura, buscar algumas fotografias que havia encomendado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/5568" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de agosto de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Era a única bacharelanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8483" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de setembro de 1931, terceira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3893" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27222" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3893" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27222" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/quinzena1.jpg" alt="Revista da Semana, 12 de setembro de 1931" width="570" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3893" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na reunião mensal da União Universitária Feminina, da qual era secretária-geral, e também em uma reunião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8404" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 4 de setembro de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8483" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de setembro de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8663" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/32347" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 19 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27215" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/124451/32347" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/praguer1.jpg" alt="Maria Luiza, sentada, de roupa clara, entre Carmen Portinho e BErtha Lutz/ Para Todos, 19 de setembro de 1931" width="756" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/124451/32347" target="_blank">Maria Luiza, sentada, de roupa clara, entre Carmen Portinho e Bertha Lutz/ Para Todos, 19 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o curso de Direito, tentou ingressar no Centro de Estudos Jurídicos e Socias, o CAJU, do qual faziam parte, entre outros, Américo Lacombe (1909 &#8211; 1974), Antonio Galloti (1908 &#8211; 1986), Gilson Amado (1908 &#8211; 1979), Otávio de Faria (1908 &#8211; 1980), Plínio Doyle (1906 &#8211; 2000), San Tiago Dantas (1911 &#8211; 1964) e Vinícius de Morais (1913 &#8211; 1980). Para ser membro desse grupo era necessário defender uma tese. Ela apresentou um trabalho sobre extradição. Sua tese foi discutida em várias sessões, mas ela não foi aceita. Conforme depoimento de Vicente Chermont de Miranda (1909 &#8211; 2000), também aluno e membro do CAJU, foi discriminada por ser mulher.</p>
<p>Apresentou-se na Rádio Educadora dentro da programação em homenagem à inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25960http://" target="_blank">Cristo Redentor</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8816" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de outubro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Compareceu ao enterro de Francisca Praguer Fróes (1872 &#8211; 1931), presidente da diretoria da União Universitária Feminina da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/9458" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de novembro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27214" style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/267" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27214" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/praguer.jpg" alt="Francisca Praguer Froés / , julho de 1932" width="220" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/267" target="_blank">Francisca Praguer Froés / Brasil Feminino, julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Na conferência que realizou na reunião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, Adelaide da Silva Cortes, primeira titular da comissão de imprensa da FBPF, mencionou a palestra <em>Conceitos Feministas</em>, proferida por Maria Luiza, na qual ela atacou os anti-feministas classificando-os de materialistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/9993" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da diretoria da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10110" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1932, terceira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/7107" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 1932, foi sancionado o Código Eleitoral pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, que garantiu oficialmente às mulheres acima de 21 anos os direitos de votar e serem votadas no Brasil.</p>
<p>Em Salvador, Maria Luiza realizou uma palestra durante a comemoração de um ano da criação da Federação Baiana pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/7997" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de abril de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Sociedade, proferiu uma palestra em prol da Sociedade de Assistência aos Lázaros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/11913" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para votar no concurso <em>Qual o maior poeta moço do Brasil?</em> Na ocasião era segunda vice-presidente da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/270" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5701" target="_blank"><em> Revista da Semana</em>, 9 de julho de 1932</a>).</p>
<p>Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) havia viajado para os Estados Unidos para usufruir o prêmio de viagem que lhe concedeu a Carnegie Endowment for International Peace, por intermédio da União Pan Americana e da Associação Americana de Museus, para estudar o papel educativo dos museus americanos. Em dois meses e meio, ela percorreu vinte cidades e visitou 58 museus, saindo de Nova York em direção a St. Louis e dali para Chicago, gradualmente retornando a Nova York. Após três meses de viagem, voltou para o Brasil, em julho, e foi saudada por Maria Luisa (<em>Correio da Manhã,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12585" target="_blank">22 de julho, penúltima coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12694" target="_blank">31 de julho</a> de 1932).</p>
<p>Participou da II Conferência Nacional de Educação, quando expôs um trabalho sobre o ensino primário com a proposta de regulamentação da divisão de competência entre União e os estados.</p>
<p>Já como bacharel, fez uma prova de Direito Internacional Privado, na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12820" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de agosto de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela, Orminda Ribeiro Bastos e Maria de Lourdes Pinto Ribeiro integravam o escritório jurídico da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/18222" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de setembro de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Quinzena de Estudos Práticos da Constituição Futura, evento que comemorou os 10 anos de existência da Federação Brasileira para o Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13656" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de outubro de 1932</a>).</p>
<p>Presidiu a conferência de encerramento do primeiro curso de educação política promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. O conde de Afonso Celso (1860 &#8211; 1938) proferiu a palestra <em>Vida internacional, arbitramento internacional e interno, A Guerra fora da lei, Autorização para firmar convênios e tratados internacionais, Direitos do estrangeiro naturalizado e do estrangeiro no Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13835" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de novembro de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das secretárias da primeira reunião realizada na sede da FBPF, presidida por Bertha Lutz, para receber sugestões da mulher brasileira para a nova Constituição. Apesar de ser a favor do divórcio, esclareceu que esta não seria uma matéria constitucional e sim pertinente ao Direito Civil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/14150" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de novembro de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- Esteve em São Paulo trabalhando em prol de uma <em>cruzada de educação política</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/003085/16950" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, janeiro de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27235" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/16980" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/cigarra.jpg" alt="A Cigarra, janeiro de 1933" width="611" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/16980" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, janeiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estava presente à instalação do posto eleitoral da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11731" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu participando de reuniões pertinentes a sugestões à nova Constituição. Ela, Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) e a educadora Alba Canizares do Nascimento (1893 &#8211; 1944) propuseram o nome de Bertha Lutz como candidata mulher única à Assembléia Nacional Constituinte, nas eleições de 3 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/14296" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de abril de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/15916" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de abril de 1933, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/10417" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 26 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27240" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/alba.jpg" alt="Alba Canizares / Vida Doméstica, agosto de 1931" width="301" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15309" target="_blank">Alba Canizares / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Luiza foi eleita primeira vice-presidente da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16242" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de abril de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Além de Bertha, foram candidatas para deputadas constituintes pelo Rio de Janeiro a advogada Natércia Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993), a escritora Anna César Vieira, a escritora socialista Ilka Labarthe e Georgina de Azevedo Lima de quem, segundo a reportagem publicada na <em>Revista da Semana</em>, não se sabia de trabalhos feministas. Na matéria da Revista da Semana, a professora baiana <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594">Leolinda Daltro (1859 – 1935)</a>, também candidata e uma das precursoras do feminismo no Brasil, declarou-se satisfeita por testemunhar a candidatura de mulheres a cargos políticos no país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733a/133" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, abril de 1933</a>;<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78082" target="_blank"><em>O Malho</em>, 15 de abril de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16236" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>). Nenhuma delas foi eleita. Bertha obteve 15.756 votos, Natércia obteve 3.22o votos, Georgina Azevedo Lima, 14.093; e Ilka Labarthe, 3.869. Neste pleito, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz (1892 &#8211; 1982) foi eleita a primeira mulher constituinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27241" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15310" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27241" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/ilkalabarte1.jpg" alt="Ilka Labarthe  / Vida Doméstica, agosto de 1931" width="326" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15310" target="_blank">Ilka Labarthe / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era uma das professoras do Curso de Educação Feminina, inaugurado na Universidade Livre da Capital Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16657" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 26 de maio de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou com a consultora jurídica da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, Orminda Ribeiro Bastos, na redação do programa da FBPF de reivindicações femininas da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17531" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de julho de 1933, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27236" style="width: 152px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17531" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27236" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/reiv.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de julho de 1933" width="142" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17531" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de julho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Defendeu, no Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, a causa de Bertha Lutz que pleiteava a suplência geral, pelo critério majoritário, por ter ficado em 11º lugar, e não apenas a diplomação como suplente do Partido Autonomista. Bertha assumiu o mandato em julho de 1936 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14351" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de setembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27205" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14351" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27205" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/voto4.jpg" alt="A Noite, de 1933." width="281" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14351" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de setembro de 1933.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das signatárias de um manifesto de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a>,  apresentado à seção de Legislação da Conferência Nacional de Proteção à Infância. Além dela, assinaram o manifesto a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a engenheira e urbanista  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a> e a tradutora Lina Hirsh (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/36571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18466" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de setembro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita consultora jurídica da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14929" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de outubro de 1933, quinta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Presidia a Liga Eleitoral Independente da Bahia.</p>
<p>A presidente da Federação Alagoana para o Progresso Feminino, Hilda Calheiros, enviou uma carta ao então presidente da República, Getulio Vargas, pedindo a nomeação de Maria Luiza Doria Bittencourt como representante feminina do Instituto de Amparo Social.</p>
<p>Foi uma das organizadoras da comemoração do Dia Pan-Americano, no restaurante da Casa do Estudante do Brasil, na rua da Carioca 11, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17224" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de abril de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Automóvel Clube do Brasil, a Federação Brasileira para o Progresso Feminino promoveu a <em>Festa da Vitória</em>, celebrando a s conquistas femininas na nova Constituição Brasileira. Representando a União Universitária Feminina, Maria Luiza fez um discurso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/22409" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de junho de 1934, terceira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/22712" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de junho de 1934, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/337234/43" target="_blank"><em>As Walkyrias</em>, agosto de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/35959" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de setembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27132" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/337234/4"><img class="size-full wp-image-27132" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza8.jpg" alt="As Walkyrias, agosto de 1934" width="592" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/337234/4" target="_blank">Maria Luiza está sentada, de vestido escuro e cabelo repartido no meio, ao lado direito de Bertha Lutz. Na cadeira, de lado, Carmen Portinho /<em> As Walkyrias</em>, agosto de 1934</a></p></div>
<address> </address>
<address>
<div id="attachment_27201" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/35959" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27201" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/voto2.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1936" width="256" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/35959" target="_blank">Correio da Manhã, 23 de setembro de 1936</a></p></div>
</address>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/44" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-27216 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso.jpg" alt="discurso" width="597" height="213" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso1.jpg"><img class=" size-full wp-image-27217 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso1.jpg" alt="discurso1" width="587" height="449" /></a></p>
<div id="attachment_27218" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/44" target="_blank"><img class="wp-image-27218" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/discurso2.jpg" alt="discurso2" width="588" height="136" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/44" target="_blank">Discurso de Maria Luiza Bittencourt durante a Festa da Vitória  / <em>Walkyrias</em>, agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participava da Cruzada Nacional de Educação, sob a presidência de Gustavo Ambrust (1879 &#8211; 1953) <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/35959" target="_blank">(<em>Correio da Manhã</em>, 17 de junho de 1934, quarta coluna).</a></p>
<p>Foi eleita primeira secretária do diretório do Partido Autonomista da Paróquia de São José, filiado ao Partido Autonomista do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/44416" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de junho de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Criação do Conselho de Previdência e Cultura do Distrito Federal, pleiteado por Bertha Lutz e por Maria Luiza à Assembléia Nacional Constituinte. Em setembro, Maria Luiza foi eleita secretária do Conselho, presidido por Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/18584" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de julho de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24022" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de setembro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/47093" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27206" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18584" target="_blank"><img class="wp-image-27206 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho3.jpg" alt="A Noite, de 1934" width="184" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18584" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Representando várias associações femininas,  participou da posse do novo ministro das Relações Exteriores, José Carlos de Macedo Soares (1883 &#8211; 1968) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/18817" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de julho de 1934</a>).</p>
<p>Era uma das feministas empenhadas na campanha para interessar a mocidade feminina para o voto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de agosto de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, foi promovida, pela Fundação Brasileira pelo Progresso Feminino, a Segunda Convenção Feminista, entre 27 de agosto e 1º de setembro. Na época, Edith Mendes da Gama e Abreu (1903 &#8211; 1982) era a presidente da filial baiana da FBPF.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ilustresdabahia.blogspot.com/2012/11/edith-gama-e-abreu.html" target="_blank"><img class="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qMjUxW6_I7E/Sfr-hMi9yRI/AAAAAAAAAfk/Hn-bt6Te8w0/s400/edithgama.jpg" alt="" width="145" height="206" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://ilustresdabahia.blogspot.com/2012/11/edith-gama-e-abreu.html" target="_blank">Edith Mendes da Gama e Abreu</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Luiza participou elaborando a programação do evento, cujo objetivo foi organizar o programa post-constitucional de reivindicações de pautas do interesse das mulheres e articular as federações femininas existentes no sentido de apontar as candidatas para as eleições de outubro. Foi decidido que a federação promoveria a organização de filiais nos estados, que qualquer cerimônia da federação seria precedida pela execução de um hino cuja letra foi composta por Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) e a música, pela maestrina Joanídia Sodré (1903 &#8211; 1975). Foi também formulado o Decálogo Feminista com 10 princípios básicos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23489" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de agosto de 1934, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46051" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de agosto de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/5826" target="_blank"><em>A Nação</em>, 1º de setembro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23753" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23799" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46634" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/bertha_lutz_marques_2ed%20(5).pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27263 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/decalogo.jpg" alt="decalogo" width="386" height="281" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu nome foi incluído na chapa à Constituinte Estadual do Partido Social Democrático da Bahia, ligado ao interventor do estado Juracy Magalhães (1905 &#8211; 2001). Aloisio de Castro afirmou que seu nome foi substituido pelo de Maria Luiza devido a uma recomendação do presidente Getulio Vargas, fato negado por Juracy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/32958" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 10 de maio de 1946, quarta coluna</a>). Outras mulheres foram candidatas em outros estados do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23869" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de setembro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/2291" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de outubro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Maria Luiza embarcou para Salvador em um hidroavião da Panair (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23869" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de setembro de 1934, oitava coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24129" target="_blank">25 de setembro e 1934, sexta coluna</a>, de 1934; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/19471" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de setembro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27207" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/19471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27207" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho4.jpg" alt="A Noite, de 1934" width="345" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/19471" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de setembro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi duramente criticada no artigo <em>Feminismo ou burla?</em>, do poeta e advogado Heitor Lima (1887 &#8211; 1945), que a chamou de <em>prodigioso</em> <em>papagaio de quitanda, capaz de falar cinco horas a fio sem dizer nada que se aproveite</em> (<em>C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24185" target="_blank">orreio da Manhã</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24185" target="_blank">, 29 de setembro de 1934, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Fez campanha pelo interior da Bahia acompanhada por Juracy Magalhães e, nas eleições de 14 de outubro, Maria Luiza elegeu-se como primeira suplente do deputado estadual e engenheiro Humberto Pacheco Miranda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24273" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de outubro de 1934, terceira coluna;</a> <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32380" target="_blank">3 de outubro, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32496" target="_blank">8 e 9 de outubro, quarta coluna</a>, de 1934; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/25033" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de novembro de 1934, sétima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/34843" target="_blank"> <em>Jornal do Commércio</em>, 11 e 12 de fevereiro, terceira coluna, de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27116" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/165573/2063" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27116" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/humberto.jpg" alt="Humberto Pacheco Miranda / Etc (BA), 1932" width="296" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/165573/2063" target="_blank">Humberto Pacheco Miranda /<em> Etc</em> (BA), 31 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a advogada de acusação no <em>ruidoso</em> processo de cassação do mandato do deputado Ernesto Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20317" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de novembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Casa do Estudante do Brasil, instalação dos conselhos patrimoniais e consultivos. Na ocasião, Maria Luiza, membro do conselho consultivo, leu os nomes dos empossados nos conselhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/25628" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de dezembro de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27137" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/25628" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza10.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de dezembro de 1934" width="420" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/25628" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 29 de dezembro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935 </strong><span style="color: #000000;">-</span></span> Foi uma das assinantes de um manifesto em defesa de Bertha Lutz, acusada de fraude nas eleições de outubro de 1934. Foi cassado o mandato do deputado Ernesto Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) e ordenada a posse de Bertha Lutz, como suplente do Partido Autonomista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/3284" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de dezembro de 1934, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/21194" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de janeiro de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/21298" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de janeiro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31570" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/marialuiza.jpg" alt=" Noite, 16 de fevereiro de 1935" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio, com o afastamento de Humberto Pacheco Miranda, nomeado superintendente da Viação Bahiana de São Francisco, Maria Luiza Bittencourt tomou posse como deputada estadual (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27661" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1935, última coluna</a>).</p>
<p>Integrou a Assembleia Constituinte da Bahia e foi uma das responsáveis pela elaboração de seu texto, tendo sido a relatora dos capítulos sobre ordem econômica e social, e também sobre educação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/4797" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/5863" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de agosto de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Assembleia Legislativa da Bahia, foi uma das nomeadas para integrar a comissão para dar o parecer sobre o orçamento do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/6091" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de setembro de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral julgou os últimos recursos e o relatório final sobre o pleito baiano com as alterações decorrentes das eleições suplementares. Os deputados estaduais Waldomiro Lins de Albuquerque  e João Mendes da Costa Filho foram substituidos por Maria Luiza e Gilberto Valente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/24876" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de setembro de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>Conquistou o prêmio <em>Fellowship</em> da Universidade de Radcliffe, nos Estados Unidos, onde cursou uma especialização em <em>economia social , finanças e racionalização </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/6168" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 10 de setembro de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/29724" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de setembro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27208" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/24596" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27208" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho5.jpg" alt="A Noite, 11 de setembro de 1935" width="308" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/24596" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/6192" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de setembro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27233" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_06/6192" target="_blank"><img class="wp-image-27233 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/deputada.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de setembro de 1935" width="699" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_06/6192" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936 </strong></span>- Foi recebida no Itamaraty pelo ministro das Relações Exteriores,  José Carlos de Macedo Soares (1883 &#8211; 1968), e embarcou para os Estados Unidos para a Universidade de Radcliffe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/31805" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1936, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/28320" target="_blank"> <em>A Noite</em>, 16 de janeiro de 1935, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27209" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/28320" target="_blank"><img class=" wp-image-27209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho6.jpg" alt="A Noite, 16 de janeiro de 1935" width="405" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/28320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de janeiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi elogiada em uma reportagem do <em>New York Sun</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/7761" target="_blank">Gazeta <em>de Notícias</em>, 6 de fevereiro de 1936, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/7891" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de fevereiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27234" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_06/7761" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27234" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/deputada1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 6 de fevereiro de 1936" width="296" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_06/7761" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de fevereiro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Regressou ao Brasil, em julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/32925" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de julho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Integrou uma comissão da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que visitou o presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), no Palácio do Catete. Na pauta, o III Congresso Nacional Feminista, que se realizaria, no Rio de Janeiro, em outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/35349" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de agosto de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>Por sua indicação, Nair Guimarães Lacerda foi nomeada pelo governador Juracy Magalhães para o cargo de prefeita do município baiano Urandi.</p>
<p>Foi uma das mulheres cujo nome foi cogitado para ingressar na Academia Brasileira de Letras. A primeira mulher imortal foi Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), eleita 41 anos depois, em 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/93037" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de setembro de 1936</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, participou do III Congresso Nacional Feminista, realizado entre 20 de setembro e 9 de outubro e, como membro da FBPF, defendeu a proposta de reformulação do estatuto jurídico da mulher brasileira que havia redigido. O documento, que ficou conhecido como o Estatuto da Mulher, foi a base para o projeto de lei apresentado, no ano seguinte, por Bertha Lutz no Legislativo Federal. Foi também decidido, por ideia de Alba Canizares do Nascimento (1893 &#8211; 1944), delegada do Distrito Federal, que a FBPF organizaria o movimento panamericano pelo progresso feminino (<em>Correio da Manhã</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36148" target="_blank">, 4 de outubro, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36186" target="_blank"> 6 de outubro, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36214" target="_blank">8 de outubro, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36231" target="_blank"> 9 de outubro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36264" target="_blank">11 de outubro, sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36336" target="_blank">15 de outubro, quarta coluna</a>, de 1936; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/35691" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de outubro de 1936, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/10130" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de setembro de 1936, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/10421" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de outubro de 1936, sexta coluna</a>).</p>
<p>Integrou a delegação brasileira que foi à Conferência Interamericana de Consolidação da Paz, em Buenos Aires, realizada em dezembro. Antes de partir, foi homenageada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Durante a conferência, após o discurso do embaixador Oswaldo Aranha, Maria Luiza falou, em nome das Associações Feministas Americanas Pró-Paz. Sua atuação foi elogiada pela imprensa e por seus companheiros de trabalho. Regressou ao Brasil, em 29 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/36705" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de novembro de 1936, terceira coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/36969" target="_blank">, 21 de novembro de 1936, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/37091" target="_blank">27 de novembro, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/37244" target="_blank">6 de dezembro, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/37737" target="_blank">30 de dezembro, sétima coluna</a>, de 1936; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/38238" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de dezembro de 1936, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/38424" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de dezembro de 1936, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/71104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de dezembro, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/71648" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 1º de janeiro de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27210" style="width: 558px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/38549" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27210" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho7.jpg" alt="A Noite, 29 de dezembro de 1936" width="548" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/38549" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de dezembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937 </strong></span>- Fez uma palestra sobre <em>A Conferência de Buenos Aires, </em>no Studio Nicolas, promovida pelo Club Universitário do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/38894" target="_blank"><em>A Noite,</em> 8 de janeiro de 1937, terceira coluna</a>).</p>
<p>Como um dos membros fundadores, fazia parte do conselho consultivo da Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/39693" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de janeiro de 1937, penúltima coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27237" style="width: 238px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27237" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/reiv1.jpg" alt="Revista da Semana, 3 de abril de 1937" width="228" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17438" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de abril de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apoiou a candidatura de José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980) à Presidência da República, tendo participado da Convenção dos delegados apoiadores do governo, no Palácio Monroe. Recepcionou o candidato em sua viagem à Bahia, durante a qual, no interior do estado, ela e outros integrantes do grupo que o acompanhava tiveram suas carteiras roubadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/43932" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de maio de 1937, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/43971" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de maio de 1937</a>; <em>Correio da Manhã</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/40354" target="_blank">, 26 de maio de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/42076" target="_blank">25 de agosto, quinta coluna</a>, de 1937; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/77874" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 29 de agosto de 1937, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47303" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de agosto de 1937, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27246" style="width: 189px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/43971" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27246" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/print1.jpg" alt="A Noite, 26 de maio de 1937" width="179" height="394" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/43971" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o Dicionário Mulheres do Brasil, foi dela o último discurso proferido na Assembleia Legislativa da Bahia, cujo tema era a defesa da democracia, antes da instauração do Estado Novo, em 10 de novembro, pelo presidente Getulio Vargas (1882- 1954), fato que interrompeu sua carreira parlamentar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/43447" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de novembro de 1937</a>).</p>
<p>Em uma reportagem da <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/20161" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de janeiro de 1947</a>, foi noticiado que após o golpe do Estado Novo, ela teria sido presa por suas <em>tendências socialistas</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27254" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/20161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27254" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/prisão.jpg" alt="Revista da Semana, de 1947" width="383" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/20161" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de janeiro de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938 </strong></span>- Lançamento do livro <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria.</p>
<p>Participou de um ciclo de palestras no departamento intelectual da União Universária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46116" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de maio de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em um escritório na rua da Quitanda, no centro do Rio de Janeiro, trabalhava como advogada com a feminista sergipana Maria Rita Soares Andrade (1904 &#8211; 1998) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/47569" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de agosto de 1938, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27203" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/47569" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27203" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/voto3.jpg" alt="Correio da Manhã, 6 de agosto de 1938" width="506" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/47569" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de agosto de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela e Mrs Stevens, Diretora da União Inter-Americana de Mulheres foram as entrevistadas da reportagem <em>Privilégios para a mulher ou a mulher igual ao homem?</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/58174" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de outubro de 1938</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939 </strong></span>- Foi entrevistada sobre o imposto sobre os solteiros. Na ocasião, estava estudando para dois concursos: ao de livre docência da cadeira de Legislação do Trabalho da Faculdade Nacional de Direito e à cátedra da mesma matéria na Faculdade da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/60341" target="_blank"><em>A Noite</em>, 2 de janeiro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/60341" target="_blank"><img class="wp-image-27211 size-full aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho8.jpg" alt="" width="461" height="480" /></a></p>
<div id="attachment_27212" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/60343" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27212" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/conselho9jpg.jpg" alt="A Noite, 2 de janeiro de 1939" width="540" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/60343" target="_blank"><em>A Noite</em>, 2 de janeiro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do ciclo de palestras <em>O Brasil visto pelas brasileiras</em>, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, realizando uma conferência sobre <em>Riqueza e Trabalho</em>, no Palace Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/55181" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27223" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24656" target="_blank"><img class="wp-image-27223 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/quinzena2.jpg" alt="Revista da Semana, de 1932" width="439" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24656" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de dezembro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940 </strong></span>- Presidiu uma sessão do Conselho Consultivo da Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/1622" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 de junho de 1940, quarta coluna</a>).</p>
<p>Durante a festa do Grêmio Literário do Colégio Batista Brasileiro, Maria Luiza, paraninfa do grupo, foi homenageada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/4546" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de setembro de 1940, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941 </strong></span>- Foi uma das entrevistadas, a única mulher, sobre a possibilidade de uma paralisação completa das atividades forenses, proposta classificada como necessária por advogados mineiros. Na opinião de Maria Luiza, as férias coletivas seriam contraproducentes: <em>&#8220;que cada advogado escolha, todo ano, a época que lhe parecer mais propícia para um repouso&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/6327" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de julho de 1941, quinta coluna</a>).</p>
<p>Presidiu a comissão julgadora do Concurso de Literatura de 1940, do Colégio Universitário, propriedade de Lelio Gomes. Compunham a comissão o poeta Murilo Araújo (1894 &#8211; 1980) e a escritora Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991). Os prêmios foram ofertados pela Editora José Olympio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/6984" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 14 de setembro de 1941, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942 </strong></span>- Por ocasião da realização da Conferência Continental, no Rio de Janeiro, a União Universitária Feminina, da qual Maria Luiza fazia parte, entregou à delegação americana uma moção de apoio aos princípios que orientavam a <em>solidariedade continental</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/15117" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de janeiro de 1942, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi a única mulher na lista dos candidatos a professor no concurso que seria realizado na Escola de Comércio do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/10619" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 10 de julho de 1942, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das oradoras da sessão realizada no Gabinete Português de Leitura. Em pauta, o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/18586" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de agosto de 1942</a>).</p>
<p>Foi a primeira colocada no concurso para a livre-docência em Legislação do Trabalho e Direito Industrial na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, tornando-se a primeira mulher docente da história da referida faculdade. Pela conquista foi homenageada, no Cineac Trianon, com Maria Luisa Castelo Branco e Leda de Albuquerque, que haviam vencido o primeiro prêmio de Peças Teatrais, promovido pelo Ministério do Trabalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/19832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de novembro de 1942, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/14040" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 28 de novembro de 1942, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/14494" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 11 de dezembro de 1942</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/18300" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de dezembro de 1942, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27136" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/14494" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/marialuiza9.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1942" width="469" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/14494" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 11 de dezembro de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Porque é principalmente através do Direito que podemos preparar os homens para fazer justiça àqueles que até hoje não têm sido senão párias sociais e só atravé do Direito bem compreendido e bem aplicado se poderá evitar a revolta e a explosão de sentimento de consequências lastimais para a sociedade&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/14494" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã de 11 de dezembro de 1942</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> &#8211; Na sede da União Universitária Feminina, foi uma das sócias que recepcionaram Mary Cannon, da Divisão Feminina do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/18326" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 8 de janeiro de 1943, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Maria Luiza posicionou-se a favor do ensino misto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/25702" target="_blank"><em>O Radical</em>, 20 de março de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27251" style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/25702" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27251" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/print3.jpg" alt="O Radical, 20 de março de 1943" width="705" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/25702" target="_blank"><em>O Radical</em>, 20 de março de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Escola Nacional de Música, participou da Festa Pan-americana, comemorativa do Dia do Juramento Feminino de Lealdade Americana, promovida pela representação brasileira da Confederação Feminina dre Paz Americana, presidida pela escritora Iveta Ribeiro (1886 – 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/15823" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de abril de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p>Provavelmente, casou-se neste ano, pois em uma reportagem de janeiro de 1944 foi identificada como Maria Luiza Dória Bittencourt Mello Neto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/17770" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de janeiro de 1944, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Participou da homenagem póstuma a Rachel Prado (1891 &#8211; 1943), pseudônimo da feminista curitibana Virgília Stella da Silva Cruz, fundadora do Clube das Mulheres Jornalistas, realizada no Conservatório de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/17770" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de janeiro de 1944, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27253" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/rachel.jpg"><img class=" wp-image-27253" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/rachel.jpg" alt="Rachel Prado (1891 - 1943) / Brasil Feminino, 1933" width="235" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) / Brasil Feminino, 1933</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Foi uma das professoras homenageadas durante a colação de grau dos bacharelandos da Faculdade de Economia e Finanças, realizada no Palácio Tiradentes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/24311" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1945, quinta coluna</a>).</p>
<p>Com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1903 &#8211; 1993)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a> e Maria Rita Soares de Andrade (1904 – 1998, foi uma das organizadoras de uma coligação democrática para apoiar a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes (1896 – 1981) à presidência da República (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">Diário de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">, 24 de fevereiro de 1945, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Seu nome estava na lista dos fundadores da UDN &#8211; União Democrática Nacional  (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_04/26717" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de abril de 1945, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/18547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de abril de 1945, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das signatárias de um manifesto de apoio de advogados à candidatura de Eduardo Gomes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/20985" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de junho de 1945, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das oradoras do comício do candidato Eduardo Gomes, em Salvador, na Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/27432" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de agosto de 1945, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/27444" target="_blank">25 de agosto, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/27489" target="_blank">28 de agosto, terceira coluna;</a> de 1945;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/27432" target="_blank"> </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/24185" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de agosto de 1945, quarta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong><span style="color: #000000;">- Fazia parte da Comissão Pró-Constituição Democrática assim como Evandro Lins e Silva (1912 &#8211; 2002), Orígenes Lessa (1903 &#8211; 1986) e Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), dentre outros(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30571" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de março de 1946, terceira coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das mulheres que entregou ao Comitê Parlamentar da Sociedade de Amigos da Democracia Portuguesa uma mensagem endereçada ao presidente de Portugal, Oscar Carmona (1869 &#8211; 1951), no sentido de libertar mulheres portuguesas detidas por motivos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/24551" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 11 de maio de 1946, primeira coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi escolhida para integrar, como secretária, a comissão executiva da II Convenção Nacional da União Democrátia Nacional, UDN (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/31272" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de maio de 1946, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/33038" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de maio de 1946, primeira coluna</a>).</span></span></p>
<p>Participou de um comício da Esquerda Democrática no Campo de São Cristóvão e no Largo do Humaitá, em Botafogo; e foi, pelo partido, candidata a vereadora no Distrito Federal. Era, na época, livre docente da Faculdade Nacional de Direito e professora da Faculdade de Administração e Finanças (<em>Diário de Notícias</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/30622" target="_blank"> 20 de novembro, quinta coluna</a>;<em> </em>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/31257" target="_blank">29 de dezembro, penúltima coluna,</a> de 1946; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/26995" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 13 de dezembro de 1946, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27249" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/31257" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27249" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/print2.jpg" alt="Diário de Notícias, 29 de dezembro de 1946" width="321" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/31257" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 29 de dezembro de 1946</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1947</span> </strong><span style="color: #000000;">- Participou, com outros candidatos da Esquerda Democrática, de um comício, no Jardim de Marechal Hermes. As eleições gerais foram realizadas em 19 de janeiro, mas Maria Luiza não foi eleita, tendo recebido 55 votos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/20156" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de janeiro de 1947</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/31472" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 14 de janeiro de 1947, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/35217" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 6 de fevereiro de 1947, quarta coluna)</a>.</span></p>
<p>Participou com várias outras feministas de uma reunião realizada na Casa do Estudante do Brasil. Em pauta, a realização do Congreso Internacional de Mulheres, entre setembro e outubro, em Paris. Foi uma das integrantes do Comitê Brasileiro do Congresso (<em>Diário de Notícias</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/34040" target="_blank"> 18 de julho, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/34506" target="_blank">17 de agosto, terceira coluna</a>, de 1947).</p>
<p>Foi uma das oradoras da comemoração dos 18 anos da Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/34377" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de agosto de 1947, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/34377" target="_blank"><em>Tribuna Popular</em>, 12 de agosto de 1947, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/22099" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 23 de agosto de 1947</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; O escritor pernambucano Mario Sette (1886 &#8211; 1950) realizou na Casa do Estudante do Brasil a palestra <em>Velhas estampas que contam as histórias de uma cidade</em>. A sessão foi presidida pelo acadêmico Mucio Leão (1898 &#8211; 1969), que foi saudado por Maria Luiza, então diretora da entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/29313" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p>O Curso de Geografia Econômica, ministrado gratuitamente por Maria Luiza, na sede do Partido Socialista Brasileiro, na rua Buenos Aires, 57, seria reiniciado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/41450" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de maio de 1948, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Foi noticiado que Maria Luiza seria uma das candidatas do Partido Socialista Brasileiro para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_05/583" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 11 de março de 1950, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Como presidente em exercício da Casa do Estudante do Brasil assinou uma saudação à Embaixada Universitária de Coimbra e ofereceu uma feijoada aos estudantes portugueses (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/5959" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 28 de agosto de 1951, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/9408" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de agosto de 1951, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/54697" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 1º de setembro de 1951, antepenúltima coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Foi noticiado na coluna de Gilberto Trompovski que Maria Luiza havia sido uma das convidadas de uma recepção oferecida por Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/13541" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de abril de 1952, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Morava em São Paulo e foi identificada em uma matéria do <em>Jornal do Brasil</em> como <em>advogada, esposa e mãe exemplar</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/45156" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de outubro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Em uma entrevista, a advogada Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998), perguntada sobre a possibilidade da mulher exercer uma profissão e ser uma boa mãe de família, declarou: &#8220;<em>Não conheço esposa e mãe mais abnegada e heróica do que Maria Luiza Bittencourt, advogada e ex-deputada estadual na Bahia&#8221; (</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67371" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1961</strong> </span>- Foi a tradutora <em>Introdução à Eloquência</em>, do professor Charles Brown (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/18273" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de maio de 1961, quinta coluna</a>).</p>
<p>Diretoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino disseram ao professor Orlando Gomes, encarregado da reforma do Código Civil que era <em>&#8220;uma pena que o presidente da República não tenha constituido um Grupo de Trabalho de advogados mulheres como Maria Luiza Bittencourt e Esther Figueiredo Ferraz para redigir o direito de família&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_02/6562" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de agosto de 1961, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1964</strong></span> &#8211; Foi noticiado que ela e Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998) haviam sido as inventariantes de Cecilia Meireles (1901 &#8211; 1964) após a morte do primeiro marido da escritora, o artista plástico Fernando Correia Dias (1892 &#8211; 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/60629" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de novembro de 1964, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1969</strong> </span>- Integrante do Conselho Patrimonial da Casa do Estudante do Brasil, foi uma das oradoras na comemoração dos 40 anos da entidade, marcada pela reinauguração da Biblioteca Artur Ramos e pela realização de um Almoço de Confraternização Universitária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/103254" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de agosto de 1969, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/76264" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de agosto de 1969, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/76357" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de agosto de 1969, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo para a revista <em>Rumo</em>, cuja edição foi dedicada à Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/84565" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de maio de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- No auditório do MEC, Maria Luiza e o engenheiro L.A. Falcão Bauer fizeram palestras sobre o entrosamento profissional entre homens e mulheres dentro da programação da Segunda Reunião Latino-Americana de Mulheres Universitárias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/170251" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de dezembro de 1979, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1981</strong></span> &#8211; Foi entrevistada quando estava, na véspera do Dia de Finados, visitando o Cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/32687" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de novembro de 1981, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1983</strong></span> &#8211; Foi citada como uma personalidade importante na conquista dos direitos femininos no Brasil em duas colunas de Alfio Ponzi (1914 &#8211; 1985) (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/27170" target="_blank">29 de março, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/31261" target="_blank">11 e 12 de setembro, segunda coluna</a>, de 1983).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1988</strong></span> &#8211; Recebeu, na Associação Brasileira de Mulheres Universitárias, o diploma do Mérito Ruy Barbosa da diretoria da Casa da Bahia por ter sido a primeira mulher constituinte da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/162864" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de abril de 1988, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> &#8211; Falecimento de Maria Luiza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVES, Branca Moreira, <em>Ideologia e feminismo: a luta das mulheres pelo voto no Brasil</em>. Petrópolis: Vozes, 1980.</p>
<p>Arquivo Nacional. <a href="https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias/serie-mulheres-e-o-arquivo-maria-luiza-bittencourt" target="_blank"><em>Série Mulheres e o Arquivo: Maria Luiza Bittencourt</em></a>, 28 de outubro de 2020.</p>
<p>BONATO, Nailda Marinho da Costa; COELHO, Ligia Martha Coimbra da Costa. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/598-Texto%20do%20artigo-1833-1-10-20090730%20(1).pdf" target="_blank"><em>CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO INTEGRAL NA DÉCADA DE 30: AS TESES DO II CONGRESSO INTERNACIONAL FEMINISTA SECOND CONGRESS FEMINIST INTERNATIONAL &#8211; 1931 </em></a></p>
<p>COSTA, Ana Alice Alcântara. <a href="http://www.neim.ufba.br/site/arquivos/file/donasnopoder.pdf" target="_blank"><em>As donas do poder. Mulher e política na Bahia</em></a>. Salvador: NEIM/UFBa &#8211; Assembléia Legislativa da Bahia. 1998 &#8211; (Coleção Bahianas; 02)</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/FaculdadeNacionaldeDireitoUFRJ/posts/4141839089203288/" target="_blank">Faculdade Nacional de Direito &#8211; UFRJ</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica.<em> <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">As filhas de Eva querem votar: uma história da conquista do sufrágio feminino no Brasil</a></em><a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">.</a> Tese (Doutorado em História), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.</p>
<p>LIMA, Thais de Souza. <em><a href="https://www.encontro2020.pe.anpuh.org/resources/anais/22/anpuh-pe-eeh2020/1600913217_ARQUIVO_466e95c2417ad0048694238d86883b93.pdf" target="_blank">Federação Alagoana pelo Progresso Feminino: a luta pela ampliação da democracia e pelo direito ao voto feminino (1927-1932).</a> </em></p>
<p>MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/bertha_lutz_marques_2ed%20(5).pdf" target="_blank"><em>Bertha Lutz &#8211; Perfil parlamentar</em></a>. Brasília : Editora da Câmara</p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/maria-luisa-bittencourt-1910-2001/" target="_blank">Mulher: 500 anos atrás dos pano</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/otavio-de-faria/biografia" target="_blank">Portal Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p>REGIS, Caren Victorino. <a href="http://www2.unirio.br/unirio/cchs/educacao/graduacao/pedagogia-presencial/CarenVictorinoRegis.PDF" target="_blank"><em>A Casa do Estudante do Brasil &#8211; O Pavilhão Feminino: uma reivindicação de 1931</em></a>. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, dezembro de 2008.</p>
<p>REGIS, Caren Victorino. <em>Relatório científico do subprojeto O ensino superior para as mulheres: concepções da União Universitária Feminina.</em> Rio de Janeiro : UNIRIO, 2008.</p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/entenda-o-assunto/bertha-lutz" target="_blank">Site do Senado Federal</a></p>
<p>VANIN, Iole Macedo.<a href="http://www.fg2010.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1278278425_ARQUIVO_artigoparaFazendoGenero2010-Iole.pdf" target="_blank"><em> A produção intelectual das médicas formadas na Bahia: o feminismo na tese de Ítala Oliveira</em></a>. Diásporas, Diversidades, Deslocamentos, 23 a 26 de agosto de 2010.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
</div>
<div class="entry-content"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=24659</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 &#8211; 1954), a &#8220;Beauvoir tupiniquim&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 15:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Nacional de 1908]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Coelho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23174</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o nono artigo da série “Feministas, graças a Deus” contando um pouco da história da portuguesa naturalizada brasileira Mariana Coelho (1875 – 1954). Ela  foi uma das mais importantes escritoras e intelectuais que atuaram no Paraná do fim do século XIX até os anos 1950. Espírito brilhante, educadora de prestígio, reconhecida por sua competência profissional e erudição, foi diretora do Colégio Santos Dumont, em Curitiba, de 1902 a 1917. Publicou vários livros, tendo sido o mais importante deles “A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história” (1933).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>“Por que somos feministas? Eis uma pergunta ingênua de que várias vezes temos sido alvo, por parte do sexo masculino. Respondemos: porque é impossível a realização do progresso sem a vitória da evolução; e o nosso fim principal é precisar e fomentar o progresso feminino”.</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana Coelho foi uma das mais importantes escritoras e intelectuais do Paraná. Portuguesa, nascida em 10 de setembro de 1857, em Sabrosa, Distrito de Vila Real, imigrou para o Brasil, com sua família, em fins do século XIX, tendo naturalizando-se brasileira em 1939. Espírito brilhante, educadora de prestígio, reconhecida por sua competência profissional e erudição, foi diretora do Colégio Santos Dumont, em Curitiba, de 1902 a 1917.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23179" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23179" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mariana.jpg" alt="Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank">Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>“O sexo feminino, da mesma forma que o masculino pode, socialmente falando, subir a escada do progresso. Sendo convenientemente preparada, poderá também exercer livremente qualquer profissão. Senhores oposicionistas da emancipação feminina, aguentem e sem protesto, que já nada vale perante a eloquência desta frase profética, cujo conceito em tudo se vê maravilhosamente realizado: le monde marche! [o mundo caminha]”</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2233" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 1º de março de 1901</a></p>
<p>Defendeu o direito da mulher ao voto e acreditava na educação como passaporte para a emancipação feminina, tendo dedicado sua vida ao ensino e à literatura. De formação positivista, em sua poesia, em fins do século XIX, criou a metáfora <em>mar de amor, </em>que representaria o amor à humanidade, o desejo do progresso associado à aquisição de cultura e de instrução. Feminista e pacifista, foi uma trabalhadora incansável. Integrava a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) e, entre 1923 e 1940, trocou várias cartas com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1973)</a>, presidente da FBPF, uma referência dentro do movimento feminista brasileiro, sobretudo na luta pelo voto da mulher. Mariana também mantinha relações com as feministas Maria Sabina Albuquerque (1898-1991) e Maria Amália Bastos de Miranda Jordão, ambas ligadas à federação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;Permitir, hoje, que a mulher permaneça amarrada ao deplorável poste da ignorância equivale a arriscá-la criminosamente à probabilidade de receber em compensação do seu mais nobre e espontâneo afeto o completo aniquilamento da alma – o que quer dizer a sua principal ruína&#8221;.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em>Breviário</em>, agosto de 1900</a></p>
<p>Em um dos seus ensaios sobre escritoras, a professora Zahidé Luppinaci Muzart (1939 – 2015) a chamou de <em>Beauvoir tupiniquim</em>, em uma alusão à filósofa, escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908 – 1986).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23382" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_de_Beauvoir#/media/Ficheiro:Simone_de_Beauvoir2.png" target="_blank"><img class="wp-image-23382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/simone.jpg" alt="Simone de Beauvoir (1908 - )" width="202" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_de_Beauvoir#/media/Ficheiro:Simone_de_Beauvoir2.png" target="_blank">Simone de Beauvoir (1908 &#8211; 1986), por Moshe Milner, 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1908, Mariana adotou no Colégio Santos Dumont o Método João de Deus, do pedagogo português João de Deus de Nogueira Ramos (1830 – 1896), a partir do qual aprendia-se em quatro meses a ler e escrever corretamente. Um <em>professor habilitado </em>veio de Lisboa para ministrar aulas do método. Além disso, promovia no colégio saraus artísticos, literários e musicais. Em 1916, o Colégio foi visitado pelo próprio Santos Dumont (1873 – 1932). Posteriormente, Mariana dirigiu a Escola Profissional Feminina República Argentina, onde trabalhou até meados da década de 40, quando se aposentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23352" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095346/796" target="_blank"><img class="wp-image-23352 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/paidaavia%C3%A7%C3%A3o-1024x406.jpg" alt="A Divulgação, março, abril e maio de 1950" width="768" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095346/796" target="_blank"><em>A Divulgação</em>, março, abril e maio de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1908 foi lançado o livro <em>Paraná Mental</em>, de sua autoria, com prefácio do historiador Rocha Pombo (1857 – 1933), sobre os prosadores e poetas do Paraná. Foi impresso pelo governo paranaense para ser apresentado como documento na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro, tendo recebido, no evento, a medalha de prata. Mariana também participou da exposição com <em>delicada manufatura onde sobressaem os bordados brancos</em> e com uma aquarela de flores. Recebeu uma medalha de prata na sessão de Artes Aplicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23374" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana.jpg"><img class="wp-image-23374 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana.jpg" alt="Livro Paraná Mental, de Mariana Coelho" width="340" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">Livro Paraná Mental, de Mariana Coelho</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, foi publicado o mais importante de seus livros, <em>A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história, </em>com prefácio de Rocha Pombo, sobre a emancipação da mulher, a mulher na religião, o civismo da mulher na guerra, a ação da mulher na imprensa, nas artes, nas ciências e nas letras, além de um capítulo dedicado à mulher nas diversas modalidades do amor. Fez também uma retrospectiva histórica do feminismo no Ocidente, trazendo à tona nome de mulheres notáveis na luta pelos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23375" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana1.jpg"><img class="wp-image-23375 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana1.jpg" alt="Livro A Evolução do Feminino&quot;, de Mariana Coelho, relançado em 2002" width="246" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">Livro A Evolução do Feminino&#8221;, de Mariana Coelho, relançado em 2002</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus outros livros foram<em> <em>O Discurso</em> </em>(1902)<em>, </em><em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta (1935), Linguagem (1937),  Cambiantes: contos e fantasias (1940),</em> ilustrados com desenhos do italiano Guido Viaro (1897 – 1971) e prefaciado por Leôncio Correia (1865 – 1950); e a obra póstuma<em> <em>Palestras Educativas</em> </em>(1956). É patrona da Cadeira nº 30 da Academia Paranaense de Poesia e da Cadeira nº 28  da Academia Feminina de Letras do Paraná. Era sócia do Centro de Letras do Paraná e do Centro Paranaense de Cultura Feminina.</p>
<p>Colaborou em diversos jornais brasileiros como <em>A República (PR)</em> e<em> O Beijo</em>; e também em revistas paranaenses como <em>A Penna</em>, <em>Galáxia</em>, <em>Vitrix </em>e <em>O Breviário</em>. Entre 1900 e 1901, assinou a coluna “Chronica da Moda”, na Folha da Tarde do Paraná. Em Portugal, escreveu para os jornais <em>O Comercio de Vila Real</em>, <em>Jornal da Manhã</em> e <em>A Voz Pública.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong> <span style="color: #800000;">Cronologia de Mariana Coelho (1857 – 1954)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>“Ora, a mulher que apenas sabe ser dona de casa, é incapaz de viver do seu trabalho, não se pode tornar independente – está fatalmente condenada a ser escrava – ou dos parentes ou dos estranhos, quando não consiga uma miserável pensão para não morrer de fome!” </em></strong></span></p>
<p><em>                                                                                                                                                     A Evolução do Feminismo</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> – Mariana Teixeira Coelho nasceu em Sabrosa, no Distrito de Vila Real, em Portugal, em 10 de setembro de 1857. A data foi comprovada com a publicação de sua certidão de batismo na tese de Dyeinne Cristina Tomé, de 2020. Antes os anos 1872 ou 1880 eram considerados como possíveis anos de seu nascimento.</p>
<p>“<em>Mariana, filha de Manoel Antonio Ribeiro Coelho e sua mulher D. Maria do Carmo Teixeira Coelho, nepta paterna de Felix Ribeiro e Maria Amallia Coelho (já defunto o primeiro) de Lamas da freguezia do mesmo nome de Orelhão, Bispado de Bragança, materna de Antonio Joze de Meireles e Maria Engracia de Valcovo freguesia de Santa Comba da Ermida, nasceo dia dez de setembro de mil oitocentos e cincoenta e sete e foi solemnemente por mim baptizada nesta pia baptismal da Igreja de Cumieira dia vinte cinco do mesmo mez e anno, com imposição dos santos óleos. Foram seus padrinhos: Padre Joze Candido de Carvalho por seu procurador Jeronimo Joze Correa Botelho, que apresentou a competente procuração que reconheço, e D. Mariana Maxima Correa Botelho mulher deste procurador. E para constar fiz este termo que assigno. Cumieira vinte e quatro de setembro de 1857 – (ARQUIVO DISTRITAL DE VILA REAL, 1857, fl. 69verso</em>)”</p>
<p>Era filha do farmacêutico Manoel Antônio Ribeiro Coelho (c. 1832 – 1882) e de Maria do Carmo Teixeira Coelho (18? – 1911), e irmã do capitão Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – 1934), do professor Carlos Alberto Teixeira Coelho (1863 – 1926), de Rita do Rosário Teixeira Coelho (1865 -1888) e de Maria Natividade Teixeira Coelho (1870 – 19?).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> – Seu irmão, Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – ?), imigrou para o Brasil para suceder seu tio, o próspero comerciante que atuava em Curitiba, José Natividade Teixeira de Meireles.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> – Falecimento de seu pai, Manoel Antônio Ribeiro Coelho, em 7 de setembro de 1882, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Falecimento de sua irmã, Rita do Rosário Teixeira Coelho, em 2 de junho de 1888, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Devido a problemas financeiros, imigrou para o Brasil com sua mãe e com sua irmã, Maria Natividade Teixeira Coelho, fixando-se em Curitiba, no Paraná. Partiram do Rio de Janeiro, em 18 de agosto, no paquete<em> Arlindo</em> em direção a Porto Alegre com escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/6408" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de agosto de 1892, última coluna</a>).<sup id="cite_ref-11" class="reference"></sup></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211;  Sua primeira poesia, <em>Madrigal</em>, foi publicada em agosto na <em>Revista Azu</em>l, cujo dono e diretor era Júlio Pernetta (1869 – 1921), irmão do escritor Emiliano Pernetta (1866 – 1921), e o redator, Dario Vellozo (1869 – 1937). Emiliano e Dario, assim como Nestor de Castro e Rocha Pombo, com quem Mariana manteria relações próximas, faziam parte do Movimento Simbolista do Paraná.</p>
<p>Seu irmão, Carlos Alberto Teixeira Coelho (1866 – 1926), imigrou para o Brasil com sua esposa, Júlia da Conceição Monteiro (c.1872 – ?) e com sua filha, Maria da Conceição, na época com 8 meses. Foi morar em Ponta Grossa, no Paraná. Foi dono de periódicos associados aos ideais do livre-pensamento, do anticlericalismo e do anarquismo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Era uma das colaboradoras do Suplemento Literário do jornal <em>A República (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/5736" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de outubro de 1895, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava como oradora a diretoria do Grêmio das Violetas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/5936" target="_blank"><em>A República (PR),</em> 29 de dezembro de 1895, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Publicou o artigo <em>A Noiva</em>, no jornal literário <em>A Penna</em>, dirigido por Romário Martins (1874 – 1948) e Julio Pernetta (1869 – 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765929/29" target="_blank"><em>A Penna</em>, 18 de abril de 1897</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre o livro <em>Alma Penitente</em>, de Dario Velloso (1885 – 1937), na revista <em>Galáxia</em>, do Centro Literário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/8082" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 28 de novembro de 1897, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Colaborou na parte literária do <em>Almanach Paranaense</em>, em seu quarto ano de publicação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/510467/28" target="_blank"><em>O Sapo (PR)</em>, 18 de dezembro de 1898, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong> </span>- Lançamento, em 21 de dezembro, do jornal literário <em>O Beijo</em>, provavelmente o primeiro dirigido, no Paraná, por uma mulher, Mariana Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/77612" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 6 de janeiro de 1950, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> – Seu retrato, acompanhado de uma <em>ligeira biografia</em>, ilustrava a página da oitava edição de <em>O Beijo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/10842" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de abril de 1900, segunda coluna</a>). Era sua redatora-chefe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/11166" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 29 de julho de 1900, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tocou violão em um sarau musical e dançante do Grêmio das Violetas, nos salões do Club Curitibano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1821" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 23 de outubro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sob a direção de Romário Martins (1874 – 1948) e Alfredo Coelho (18? – 19?), em agosto, lançamento, em Curitiba, da revista de arte <a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em>Breviário</em></a>, com a participação <em>da prosa de Mariana Coelho. </em>Publicação de artigo de sua autoria,<em> Emancipação da mulher </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2444" target="_blank"><em>A Imprensa (RJ)</em>, 31 de agosto de 1900, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em> O Breviário</em>, agosto de 1900, páginas 7 e 8</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-23387 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emancipa%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="emancipação" width="328" height="512" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-23388 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emancipa%C3%A7%C3%A3o1.jpg" alt="emancipação1" width="325" height="470" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começou a assinar a coluna “Chronica da Moda”, do <em>Jornal da Tarde</em> do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1698" target="_blank"><em>Jornal da Tarde (PR)</em>, 17 de setembro de 1900, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1745" target="_blank"><em>Jornal da Tarde (PR)</em>, 1º de outubro de 1900, segunda coluna</a>). Antes colaborava com a <em>Gazeta do Povo</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Na coluna “Chronica da Moda” abordou a luta pelo direito ao voto da mulher, iniciando uma polêmica na imprensa paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2233" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 1º de março de 1901, segunda coluna</a>). Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2237" target="_blank">edição do dia seguinte</a>, a poetisa brasileira nascida na Bélgica Georgina Mongruel (1861 – 1953) comentou sobre o texto, divergindo das opiniões de Mariana, que respondeu a ela na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2249" target="_blank">edição de 6 de março.</a> Também foi contestada por Jean Jacques, pseudônimo usado por Nestor de Castro (1867-1906) , considerado um dos maiores jornalistas do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2302" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 21 de março de 1901, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2329" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de março de 1901, penúltima coluna</a>). E a discussão continuou com a publicação do artigo <em>Emancipação da Mulher</em>, de Mariana, e do artigo <em>Feminismo</em>, de Nestor de Castro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2341" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de abril de 1901, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2349" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 4 de abril de 1901, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23390" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank"><img class="wp-image-23390 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nestor.jpg" alt="Nestor de Castro / O Breviário, setembro de 1900" width="276" height="295" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank">Nestor de Castro / <em>O Breviário</em>, setembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra polêmica, desta vez sobre o uso do chapéu, foi iniciada em um artigo de Erasto. Mariana respondeu dias depois e Nestor de Castro também escreveu dois artigos sobre o tema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2341" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de abril de 1901, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2361" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR</em>), 9 de abril de 1901, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2373" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de abril de 1901, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/2381" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 15 de abril de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Como decidiu se dedicar ao magistério, passou no final desse ano a escrever apenas esporadicamente para a coluna “Chronica da Moda”. Destacamos aqui um artigo onde Mariana discorreu sobre a importância da beleza da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2973" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 5 de outubro de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> – Mariana Coelho inaugurou, em 2 de janeiro de 1902, e passou a dirigir o Colégio Santos Dumont, na rua Quinze de Novembro, 105, em Curitiba. Também era a professora de francês da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/3194" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 10 de dezembro de 1901, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23214" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/3247" target="_blank"><img class="wp-image-23214" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/collegio11.jpg" alt="collegio1" width="404" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/3247" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 25 de dezembro de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discursou na sessão magna de regulamentação da loja maçônica <em>Filhas da Acácia. </em>Essa sua fala foi publicada no folheto<em> O Discurso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/3740" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 22 de maio de 1902, quarta coluna</a>). Provavelmente, herdou sua ligação com a maçonaria de seu tio, José Natividade Teixeira de Meireles, e de seu irmão mais velho, Thomaz Alberto Teixeira Coelho.</p>
<p>Fazia parte da redação da revista de arte <em>Vitrix</em>, dirigida por Emiliano Pernetta (1866 – 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/13626" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de setembro de 1902, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5071" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de dezembro de 1903, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23386" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank"><img class="wp-image-23386 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emilianopernetta.jpg" alt="emilianopernetta" width="434" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank">Emiliano Pernetta, <em>O Breviário</em>, agosto de 190o</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> – Publicação de uma fotogravura do Colégio Santos Dumont, para meninos e meninas, dirigido por Mariana Coelho, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><em>O Malho</em>, nº 36, 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23181" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><img class="wp-image-23181 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/malho.jpg" alt="O Malho, maio de 1903" width="612" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><em>O Malho</em>, maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>– Era colaboradora do <em>Diário da Tarde</em> do Paraná e foi publicada uma crítica de sua autoria sobre a obra <em>Velhas Páginas</em>, do escritor Euclides Bandeira (1876 – 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5279" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 20 de fevereiro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>O Colégio Santos Dumont, que ela dirigia, já tinha 40 alunos e conquistava cada vez mais prestígio em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/15819" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de julho de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Juntou-se aos protestos em relação à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a fronteira entre o Paraná e Santa Catarina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5764" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de julho de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Compareceu com suas alunas à inauguração da estátua do Marechal Floriano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/16376" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de dezembro de 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> – O Colégio Santos Dumont ficava na rua Coronel Luiz Xavier, 105 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/7602" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de dezembro de 1905</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23212" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/7602"><img class="wp-image-23212 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/collegio.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 19 de dezembro de 1905" width="302" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/7602"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de dezembro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> </span>– O Colégio Santos Dumont passou a funcionar no<em> prédio do sr. José Rodrigues de Almeida à rua 15, desta capital, canto da rua 1º de março</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2223" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 30 de agosto de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Ofereceu à Biblioteca da Associação Cívica a coleção do <em>Mundo Elegante</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2502" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 27 de novembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> – Esteve presente com suas alunas à missa que a colônia portuguesa de Curitiba mandou celebrar pela morte do rei Carlos I de Portugal (1863 – 1908) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2894" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 10 de fevereiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>Um <em>professor habilitado </em>veio de Lisboa para ministrar aulas sobre o Método João de Deus, do pedagogo português João de Deus de Nogueira Ramos (1830 – 1896), a partir do qual aprendia-se em quatro meses a ler e escrever corretamente e que seria adotado no Colégio Santos Dumont. Haveria 80 vagas para professores interessados. O Método João de Deus foi inaugurado no Santos Dumont, em 5 de julho de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/20810" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 24 de junho de 1908, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10448" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 3 de julho, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10457" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 6 de julho de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10493" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 16 de julho de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23225" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1878/N14/N14_item1/index.html" target="_blank"><img class="wp-image-23225 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/joaodedeus1.jpg" alt="Revista O Ocidente, 15 de julho de 1878" width="367" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1878/N14/N14_item1/index.html" target="_blank">Revista <em>O Ocidente</em>, 15 de julho de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação da história do Método João de Deus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/3844" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, de junho de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Lançamento do livro <em>Paraná Mental</em>, de sua autoria, com prefácio do historiador Rocha Pombo (1857 – 1933), sobre os prosadores e poetas do Paraná. Foi impressa pelo governo paranaense para ser apresentado como documento na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908.</a> Foi premiado com a medalha de prata pelo Júri do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10600" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 17 de agosto de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21847" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 23 de abril de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>Também participou do evento com <em>delicada manufatura onde sobressaem os bordados brancos</em> e com uma aquarela de flores. Recebeu uma medalha de prata na sessão de Artes Aplicadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/20813" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de junho de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1908, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10601" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 17 de agosto de 1908, primeira coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21025" target="_blank">; <em>A República</em>, 26 de agosto de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/29606" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1908, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21343" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de novembro de 1908, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/11037" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 22 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24768" style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5481" target="_blank"><img class="wp-image-24768 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/exposiçãonacional.jpg" alt="exposiçãonacional" width="563" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5481" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Nacional de 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <em>Paraná Mental</em>, não deixou de abordar o tema da emancipação da mulher:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“A despeito das muitas e várias opiniões retrógradas, em todos os grandes centros do mundo civilizado, a par dos graves problemas sociais que têm convulsionado a nossa época, há muito que ventila franca e entusiasticamente a questão da emancipação da mulher, a que o grande movimento feminista, que abrange o novo e velho mundos, tem dado impulso e determinada importância, alimentando com denodo e convicção este desideratum”. </em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma crítica a seu o livro <em>Paraná Mental.</em> Ela escreveu respondendo à crítica<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21057" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de setembro de 1908, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21109" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21113" target="_blank"> <em>A Repúbica (PR)</em>, 21 de setembro de 1908, quarta coluna</a>). Polêmica em torno de uma crítica ao livro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10672" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, de 7 de setembro de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10672" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 11 de setembro, terceira coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10692" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de setembro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10720" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 21 de setembro de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi oferecido à aluna que mais se distinguiu nos exames do Colégio Santos Dumont na 2ª série do 1º grau o prêmio denominado <em>Mariana Coelho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21431" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de dezembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>– Reprodução da crítica favorável de Eloy Pontes sobre o livro de Mariana Coelho, <em>Paraná Mental</em>, publicada na <em>Folha Moderna</em>, em novembro de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21479" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de janeiro de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma crítica a seu livro, <em>Paraná Mental</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21659" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de fevereiro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>Contribuiu financeiramente para a visita que o escritor português Guerra Junqueiro (1850 – 1923) faria ao Brasil no ano seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21620" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 13 de fevereiro de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> – Na Câmara Municipal de Curitiba, houve uma reunião de associações femininas em prol da unidade do estado do Paraná. Mariana Coelho foi eleita por aclamação primeira secretária do Comitê Central de Senhoras, presidido por Francisca Cavalcante (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/17270" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de janeiro de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/22761" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 18 de janeiro de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>Promovia no Colégio Santos Dumont saraus artísticos, literários e musicais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/23916" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de dezembro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>– Em propaganda do Colégio Santos Dumont foi mencionado que o estabelecimento de <em>instrução e educação</em> havia conquistado medalhas de ouro e de prata na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro. Ficava na praça Carlos Gomes, nº 5 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de janeiro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23293" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><img class="wp-image-23293 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/propaganda.jpg" alt="A República (PR), 5 de janeiro de 1911" width="350" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de janeiro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio, falecimento de sua mãe, Maria do Carmo Teixeira Coelho. Em sua homenagem, publicou para a revista <em>Fanal</em>, de janeiro de 1912, a poesia <em>Morreu!</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="fbx-link fbx-instance" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/morreu.jpg"><img class=" size-full wp-image-23397 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/morreu.jpg" alt="morreu" width="520" height="516" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do Congresso de Geografia realizado em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14106" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de setembro de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de setembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23295" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><img class="wp-image-23295 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/geografia.jpg" alt="A República (PR), 8 de setembro de 1911" width="623" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da comissão para a venda de ingressos do festival do Teatro Politeama para ajudar as vítimas das inundações ocorridas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14531" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 27 de outubro de 1911, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1912</span> </strong> &#8211; Os cursos de alfabetização pelo Método João de Deus e o de prendas domésticas são destacados como os principais do Colégio Santos Dumont, referido como uma importante influência na educação em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26318" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 31 de outubro de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 19 de dezembro, criação do Centro de Letras do Paraná, do qual tornou-se sócia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/95361" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 19 de dezembro de 1959, primeira coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> – O Colégio Santos Dumont ficava na rua da Misericórdia, nº 84 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26558" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 11 de janeiro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Durante o concerto do maestro amazonense, o conde <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/10131" target="_blank">José Sabbatini (18? – 19?)</a>, na época diretor da escola de música do Paraná, realizado no Clube Curitibano, foram distribuidos folhetos com versos escritos por Mariana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de fevereiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23310" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><img class="wp-image-23310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/sabbatini.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 19 de fevereiro de 1914" width="301" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR</em>), 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23378" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/14201" target="_blank"><img class="wp-image-23378" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/conde1.jpg" alt="O maestro e volinista amazonense José Sabbatini / O Maho, 19 de junho de 1914" width="302" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/14201" target="_blank">O maestro e violinista amazonense José Sabbatini /<em> O Malho</em>, 19 de junho de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> – Seu colégio ficava na rua José Loureiro, 27 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/21769" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 28 de janeiro de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23311" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/21769" target="_blank"><img class="wp-image-23311 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/collegio2.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 28 de janeiro de 1916" width="629" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/21769" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 28 de janeiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O inventor Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), em visita à Curitiba, foi ao Colégio Santos Dumont, onde foi recebido por Mariana. Logo na entrada, as alunas jogaram pétalas de flores sobre o ilustre visitante, que chegou com o secretário do Interior, Enéas Marques dos Santos. O cônsul de Portugal, o irmão de Mariana e professor Carlos Alberto Teixeira Coelho, professores do colégio, além de outros convidados, participaram do encontro. Uma orquestra executou o Hino Santos Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30591" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de maio de 1916, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30603" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de maio de 1916, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/22138" target="_blank"> <em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de maio de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23296" style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30595" target="_blank"><img class="wp-image-23296 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/santosdumont.jpg" alt="A República (PR), 5 de setembro de 1916" width="554" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30595" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23297" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30599" target="_blank"><img class="wp-image-23297 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/trem.jpg" alt="A República (PR), 6 de setembro de 1916" width="407" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30599" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 6 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ocasião, uma das alunas do colégio proferiu o seguinte discurso:</p>
<p><em>Ilustre Dr. Santos Dumont. – Meus Senhores. O âmbito de nosso peito é por demais acanhado para conter todo o jubilo que agita os nossos innocentes corações em face da honrosa presença do querido patrono do nosso collegio. Este formo palpitar de intima alegria, porém, não póde deixar de ser turbado pela saudade em que já nos envolve a vossa rapida passagem por esta capital e por que.., talvez não tenhamos a ventura de nos tornar a ver! O vosso retrato, senhor, aqui nos anima na principal sala de trabalhos escolares, a prosseguir nossos estudos, desde a fundação do estabelecimento que há 15 annos e que usa o vosso nome celebrado – orgulhando-se de que Santos</em> <em>Dumont seja um dos mais scintillantes astros que fulguram nos dominios da sciencia moderna. Por certo a nossa diretora, nos momentos mais angustiosos da sua lucta pela existência, busca e encontra na vossa veneranda effigie o alento para continuar a manter esta escola a que deu o vosso nome ilustre – prestando d’esta forma uma pallida homenagem á grande beleza de vossa alma e do vosso raro talento. É vossa, é unicamente vossa honra de descobrirdes a diribilidade do balão – assombroso progresso para a humanidade, mas hoje, infelizmente, transformada em machina homicida no seu contingente de morte, que o impelle a uma guerra sem procedentes, e cuja acabrunhadora fatalidade muito deve a amargurar uma alma nobilissima como a vossa! Ah! Como desejariamos subir comvosco na vossa bella aeronave e experimentar as emoções do espaço! Termino, illustre Dr., desejando em nome d’esta escolla, que a felicidade vos acompanhe por toda a parte – do que tão digno sois por todos os motivos, e pedindo-vos que nunca esqueçaes o Collegio Santos Dumont que tão sinceramente vos estima e admira”</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30603" target="_blank">(<em>A República (PR)</em>, 8 de maio de 1916</a>).</p>
<p>O poeta Olavo Bilac (1865 – 1918) enviou um <em>belo autógrafo</em> para o Colégio Santos Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de dezembro de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23407" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><img class="wp-image-23407 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/bilac.jpg" alt="A República (PR), de dezembro de 1916" width="213" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Proferiu um discurso durante a sessão em que foi eleita a primeira diretoria efetiva da recém criada Cruz Vermelha Paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/23455" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de junho de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era a encarregada do registro das pessoas que iriam se vacinar no recém inaugurado posto de vacinação da Cruz Vermelha Paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/23900" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de outubro de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>Devido à epidemia de tifo em Curitiba, Mariana decidiu suspender as aulas no Colégio Santo Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/32393" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 23 de outubro de 1917, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> – Começou a trabalhar como secretária e professora da Escola Profissional Feminina.</p>
<p>Foi dedicado a ela, pelo escritor paranaense José Cadilhe (1880 – 1942), o poema <em>Portugal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de abril de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23298" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><img class="wp-image-23298 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/portugal.jpg" alt="portugal" width="419" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de abril de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23299" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank"><img class="wp-image-23299 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cadilhe.jpg" alt="O poera curitibano José Cadilho (1880 - 1942)" width="331" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank">O poeta curitibano José Cadilhe (1880 &#8211; 1942)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> – Fazia parte da comissão escolar encarregada de promover atividades infantis para arrecadar fundos para ajudar os flagelados da seca do Nordeste (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/34266" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de maio de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Era a terceira secretária da diretoria eleita para a Cruz Vermelha do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/33804" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 3 de janeiro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> – Escreveu um artigo em homenagem a João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto (1881 – 1921), recentemente falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/36903" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 29 de junho de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Como segunda secretária do Centro Republicano Português participou da sessão solene, no Teatro Guayra, em celebração da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aviadores portugueses<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13038" target="_blank"> Carlos Viegas Gago Coutinho (1869 -1959) e Artur de Sacadura Freire Cabral (1881 – 1924)</a>. Haviam partido de Lisboa em 30 de março de 1922 e chegado ao Brasil em 17 de junho do mesmo ano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38124" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de junho de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24769" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092"><img class="wp-image-24769 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/aviadores.jpg" alt="aviadores" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092">Augusto Malta. Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 30 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> – Publicou o artigo <em>O civismo da mulher na guerra</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765309/1306" target="_blank"><em>Commercio do Paraná</em>, 23 de janeiro de 1923, quarta coluna</a>).</p>
<p>Iniciou uma troca de correspondências, que manteve até 1940, com a feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1973)</a>, presidente da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, fundada em 9 de agosto de 1922.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> – Foram publicados os trechos intitulados <em>Renovação social da Tuquia e Flagrante flutuação </em>de seu livro, ainda inédito, <em>Evolução de Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765309/3278" target="_blank"><em>Commercio do Paraná</em>, 6 de janeiro de 1925, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/766046/148" target="_blank"><em>Sempre-Viva</em>, 15 de maio de 1925</a>).</p>
<p>Tornou-se associada da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, tendo recebido em 3 de março, a notificação de seu efetivo ingresso na entidade.</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a escritora e crítica literária berlinense Carolina Michaelis de Vasconcellos (1851 – 1925), recentemente falecida. Ela foi a primeira mulher a lecionar em uma universidade portuguesa, a Universidade de Coimbra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830372/569" target="_blank"><em>O Estado do Paraná,</em> 22 de novembro de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23317" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Micha%C3%ABlis#/media/Ficheiro:Carolina_michaelis_de_vasconcelos_1911.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-23317 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/carolina.jpg" alt="Carolina / Wikipedia" width="362" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Micha%C3%ABlis#/media/Ficheiro:Carolina_michaelis_de_vasconcelos_1911.jpg" target="_blank">Carolina Michaelis de Vasconcellos / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><span style="color: #800000;">1926</span> </b>- Continuava  trabalhando na Escola Profissional Feminina, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830372/956" target="_blank"><em>O Estado do Paraná</em>, 19 de janeiro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o professor e um dos mais <em>importantes filólogos de sua geração</em>, Carlos Alberto Teixeira Coelho (1866 – 1926), em 28 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/6579" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de janeiro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>A professora, poeta e jornalista catarinense Maura de Senna Pereira (1904 – 1991) dedicou a ela o poema <em>Nesgas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/711497x/21755" target="_blank"><em>A República (SC)</em>, 12 de dezembro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23319" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://deadorkicking.com/maura-de-senna-pereira-dead-or-alive/" target="_blank"><img class="wp-image-23319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/maura.jpg" alt="A poeta Maura de Senna Pereira (1905 - 1991)" width="301" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://deadorkicking.com/maura-de-senna-pereira-dead-or-alive/" target="_blank">A poeta Maura de Senna Pereira (1905 &#8211; 1991)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Mariana esteve no Rio de Janeiro, na Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher apresentou os originais do livro <em>A Evolução do Feminismo, onde fazia uma imparcial crítica histórica ao papel da mulher. </em>Bertha Luz (1894 – 1971) e Maria Amalia Bastos de Miranda Jordão, respectivamente, presidente e secretária da associação, ofereceram a ela um chá na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17948" target="_blank">Confeitaria Colombo</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/57252" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de julho de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/10472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 17 de agosto de 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>– Na “Página Literária”, publicação de um artigo de sua autoria, <em>O Feio</em>, sobre a valorização da beleza da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/40376" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 20 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das intelectuais do Paraná que se declarou favorável à eleição de Julio Prestes (1882 – 1946) à presidência da República, apoiando a Ação Intelectual Brasileira. Ele foi eleito em 1º de março, mas não tomou posse devido à Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 – 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/40531" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 12 de fevereiro de 1930</a>).</p>
<p>Foi nomeada diretora da Escola Profissional Feminina – que recebeu, em 1933, o nome de Escola Profissional Feminina República Argentina -, onde ficou até se aposentar. O local atualmente é o Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro, no Capão da Imbuia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/41608" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de junho de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> – Foi efetivada nos cargos de professora e diretora da Escola Profissional Feminina  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/19293" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/22829" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 10 de setembro de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> – No artigo <em>A mulher paranaense</em>, de Rachel Prado, foi mencionada como uma das mais importantes escritoras do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733a/203" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Participou no Centro de Letras do Paraná da sessão em homenagem ao escritor e historiador paranaense José Francisco da Rocha Pombo (1857 – 1933), recentemente falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/24770" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de julho de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23322" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank"><img class="wp-image-23322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/pombo.jpg" alt="O histpriador José Francisco da Rocha Pombo (1857 - 1933) / Site Academia Brasileira de Letras" width="246" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank">O historiador José Francisco da Rocha Pombo (1857 &#8211; 1933) / Site Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do mais importante de seus livros, <em>A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história, </em>com prefácio de Rocha Pombo, sobre a emancipação da mulher, a mulher na religião, o civismo da mulher na guerra, a ação da mulher na imprensa, nas artes, nas ciências e nas letras, além de um capítulo dedicado à mulher nas diversas modalidades do amor (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de agosto de 1933, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25170" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de setembro de 1933, primeira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/40923" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de outubro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/37308" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de outubro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25572" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de novembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23323" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><img class="wp-image-23323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/prefacio.jpg" alt="O Dia (PR), 29 de agosto de 1933" width="307" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de agosto de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na reunião quinzenal do Centro de Letras do Paraná, Mariana Coelho foi cogitada para ocupar uma das cadeiras da casa. Foi empossada em 30 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25443" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 21 de setembro de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25687" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 24 de novembro de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25738" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de dezembro de 1933, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25782" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de dezembro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>– Seu livro, <em>A Evolução do Feminismo</em>, foi elogiado pelo professor Antonio Austregésilo (1876 – 1960), da Academia Brasileira de Letras; e pelo crítico literário, também membro da Academia Brasileira de Letras, João Ribeiro (1860 – 1934)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16051" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/41526" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de março de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/28" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, agosto de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23344" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18457" target="_blank"><img class="wp-image-23344" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/evolu%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="A Noite, 3 de julho de 1934" width="308" height="143" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18457" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana ofereceu livros para a Biblioteca do Centro Paraense da Cultura Feminina, criado no ano anterior pelas advogadas Rosy Pinheiro e Ilnah Pacheco Secundino e pela médica Delohé Falce Scalco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25764" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 5 de dezembro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1052" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de fevereiro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – 1934), que na época residia no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1414" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 20 de abril de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Passou férias no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/44784" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de julho de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/42778" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de julho de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em reunião do Centro de Letras do Paraná, Mariana falou sobre o feminismo diante do amor, um dos temas de seu livro <em>A Evolução do Feminismo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/27682" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 16 de outubro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para fazer uma conferência literária na ocasião da comemoração do primeiro ano de fundação do Centro Paraense da Cultura Feminina. Foi saudada pela oradora da associação, Ophir Athayde Leite. Mariana discorreu sobre o tema <em>Um brado de alarme contra a guerra, os suicídios e a pena de morte</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28025" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de dezembro de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23327" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/33777" target="_blank"><img class="wp-image-23327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/ophir.jpg" alt="Ophir Leite / O Dia (PR), 25 de abril de 1937" width="298" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28025" target="_blank">Ophir Leite /<em> O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> – Participou da Semana Emiliano, um festival de arte que o Centro de Letras do Paraná organizou em homenagem ao poeta curitibano Emiliano Pernetta (1866 – 1921), um dos fundadores do simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta paranaense de seu tempo. Recitou o poema <em>Felicidade</em>, da coleção <em>Setembro</em>. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28319" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de janeiro de 1935, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23324" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/personagens-periodicos-literatura/emiliano-perneta/" target="_blank"><img class="wp-image-23324 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emiliano.jpg" alt="O poeta Emiliano Perneta ( 18 - 1921) / BN Digital" width="608" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/personagens-periodicos-literatura/emiliano-perneta/" target="_blank">O poeta Emiliano Perneta ( 18 &#8211; 1921) / BN Digital</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicou o livro <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta</em> e destinou 50% da venda para a construção de um mounumento em homenagem aos historiador Rocha Pombo (1857 – 1933) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28925" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 9 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/29455" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 13 de julho de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23328" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><img class="wp-image-23328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/brado.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 9 de maio de 1935" width="411" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 9 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cientista paranaense Victor Amaral (1862 – 1953) escreveu sobre o livro <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/45423" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de agosto de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>Dirigia a Escola Profissional República Argentina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/30894" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 12 de fevereiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1936</span> </strong>- Foi convidada para participar do Congresso das Academias de Letras e Sciencias de Cultura Literária realizado, em maio, no Rio de Janeiro, promovido pela Academia Carioca de Letras e sua tese, <em>Linguagem,</em> foi apresentada no evento. No ano seguinte, a tese foi publicada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 3 de março de 1936, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/41994" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de maio de 1936, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/33777" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1937, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/30985" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 17 de julho de 1937, primeira coluna</a>). Era amiga do médico, escritor e militante anarquista Fábio Lopes dos Santos Luz (186? – 1938) que desde 1934 ocupava uma cadeira da Academia Carioca de Letras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23329" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><img class="wp-image-23329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/convite.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 9 de maio de 1936" width="361" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 9 de maio de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana Coelho, após defender em sua tese a simplificação da língua portuguesa, passou a assinar Mariana com apenas uma letra <em>n</em>, em oposição ao modo como foi registrada, com duas letras <em>n</em>.</p>
<p>Preencheu a ficha para o 3.º Congresso Nacional Feminino, que ocorreu no Rio de Janeiro, em setembro de 1936, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, mas a pesquisa não encontrou evidência de sua participação no evento. A representante do Paraná foi a presidente do Centro Paraense de Cultura Feminina, a advogada Ilnah Pacheco Secundino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/31942" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de julho de 1936, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/32434" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de outubro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1937</span> </strong>- Publicação do artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, de sua autoria, no qual apontava Nizia Floresta (1810 – 1885) como a primeira mulher, no Brasil, que reivindicou direitos femininos. Nisia Floresta, o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, educadora e poetisa nascida no Rio Grande do Norte, é considerada a primeira feminista brasileira. A dentista Isabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920), primeira mulher a conseguir autorização para votar no Brasil, em 1886, também foi mencionada no artigo como outra importante feminista. A Lei Saraiva, promulgada em 1881, dizia que todo brasileiro com um título científico poderia votar. Isabel acionou essa lei para solicitar sua inclusão na lista de pessoas eleitoras do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23346" style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><img class="wp-image-23346 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nizia.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de janeiro de 1937" width="511" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 3 de janeiro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23347" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://filipecattoemfoco.com/2020/10/12/memoria-nisia-floresta-a-1a-feminista-brasileira/" target="_blank"><img class="wp-image-23347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nisiafoto.jpg" alt="Nisia Floresta (1810 18) / Wikipedia" width="376" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://filipecattoemfoco.com/2020/10/12/memoria-nisia-floresta-a-1a-feminista-brasileira/" target="_blank">Nisia Floresta (1810 18) / Google Photos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na apuração final do plebiscito <em>Qual a mulher intelectual merece a consagração da imortalidade</em>?, Mariana tinha 106 votos. Foi vencida por Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 – 1963) com 2.512 votos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23330" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class="wp-image-23330 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/celso.jpg" alt="Maria Eugênio Celso Carneiro de Mendonça (18 - 1966 / Museu Bertha Lutz" width="286" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filólogo José de Sá Nunes (18? – 1955)  escreveu sobre a tese <em>Linguagem </em>(1937) de autoria de Mariana Coelho. Outras personalidades também a felicitaram por sua tese (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/34845" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de outubro de 1937</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>– Concorreu mas não foi eleita para ocupar uma das cadeiras da Academia Paranaense de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830275/3579" target="_blank"><em>O Estado (PR)</em>, 1º de fevereiro de 1938</a>).</p>
<p>Foi homenageada por professores, funcionários e alunos da Escola Profissional República Argentina. Na ocasião, foi inaugurado um retrato de Mariana na sala em que trabalhava como diretora do colégio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/37362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 4 de outubro de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong></span> – Naturalizou-se brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/95565" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de agosto de 1939, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/55705" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de novembro de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong> </span>- Foi eleita como sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/40237" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 23 de fevereiro de 1940, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicou o livro<em> Cambiantes: contos e fantasias,</em> ilustrados com desenhos do italiano Guido Viaro (1897 – 1971) e prefaciado por Leôncio Correia (1865 – 1950)<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/41906" target="_blank"><em>ODia (PR)</em>, 14 de julho de 1940, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/93367" target="_blank"><em>O Malho</em>, fevereiro de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44814" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 24 de setembro de 1941, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O poeta, escritor e empresário Heitor Stockler (1888 – 1975) relembra a trajetória de Mariana Coelho como educadora e escritora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/58033" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de agosto de 1940, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong> </span>– Devido a problemas de saúde, não pode mais trabalhar, tendo se aposentado do cargo de diretora da Escola Feminina República Argentina.</p>
<p>Leôncio Correia (1865 – 1950) dedicou seu poema O <em>Coração em Voo</em> a várias pessoas, dentre elas Mariana Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44731" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 14 de setembro de 1941, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23350" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/44731"><img class="wp-image-23350 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cora%C3%A7%C3%A3oemvoo.jpg" alt="O Dia (PR), 14 de setembro de 1941" width="311" height="357" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/44731"><em>O Dia (PR),</em> 14 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela, com<em> Cambiantes, </em>Plácido e Silva (1892 – 1973) com <em>História do Macambira</em>; e Angelo Guarinelo (1876 – 1959) com <em>Ressurreição</em> se inscreveram para concorrer a um prêmio da Academia Brasileira de Letras:(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44985" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 14 de ooutubro de 1941, sexta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23353" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"><img class="wp-image-23353 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cambiantes.jpg" alt="Gran-Fina (PR), fevereiro de 1941" width="602" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"><em>Gran-Fina (PR)</em>, fevereiro de 1941</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_23354" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/3681" target="_blank"><img class="wp-image-23354 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cambiantes1.jpg" alt="Revista da Semana, 17 de maio de 1941" width="583" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/3681" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 17 de maio de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> – Inauguração da <em>Estante Mariana Coelh</em>o durante a celebração do sétimo ano da fundação da Academia Paranaense de Letras. Foi saudada por José Gelbcke (1879 – 1960). Mariana havia doado para a biblioteca da entidade cerca de 200 livros (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de setembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/50492" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 28 de setembro de 1943, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23351" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><img class="wp-image-23351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/estante.jpg" alt="O Dia (PR), de 1942" width="316" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez uma visita ao ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 – 1985) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/50716" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de outubro de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> – Foi uma das 13 escritoras do Paraná que participaram da primeira Exposição do Livro Feminino Brasileiro, realizada no Palace Hotel, no Rio de Janeiro, em fevereiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/58693" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de setembro de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> – Seus livros <em>Cambiantes</em> e <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta</em> integraram a Exposição Inter-americana do Livro, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/66744" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 17 de agosto de 1949, terceira coluna</a>).</p>
<p>Mariana Coelho foi atropelada por um caminhão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/77385" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 23 de novembro de 1949, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O jornalista e escritor italiano radicado no Brasil desde o início dos anos 20, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19058" target="_blank">Francisco Stobbia (1881 – 1961), </a> escreveu um artigo sobre Mariana e sua obra, <em>A Evolução do Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/77451" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 6 de dezembro de 1949, penútima coluna</a>).</p>
<p>Era uma das colaboradoras da Revista do Centro de Letras do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/71345" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de janeiro de 1951, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Falecimento de Mariana Coelho, em 29 de novembro de 1954, em sua casa, na rua Presidente Taunay, em Curitiba. Foi sepultada no Cemitério Municipal São Francisco de Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86015" target="_blank"><em>Diário da Tarde(PR)</em>, 29 de novembro de 1954, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/83706"><em>O Dia(PR)</em>, 30 de novembro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23355" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/83706" target="_blank"><img class="wp-image-23355 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/ilustre.jpg" alt="O Dia (PR), 30 de novembro de 1954" width="326" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/83706" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de novembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua homenagem, seu retrato foi inaugurado no Centro de Letras do Paraná. O Centro Paranense Feminino de Cultura também participaria do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86061" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de dezembro de 1954, penútima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/83846" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 12 de dezembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955</strong></span> – Publicação de um artigo do jornalista Otávio Secundino exaltando as qualidades de Mariana Coelho<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86195" target="_blank">Diário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86195" target="_blank">, 7 de janeiro de 1955, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um artigo de  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19058" target="_blank">Francisco Stobbia (1881 – 1961) </a>sobre <em>A Evolução do Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86237" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 15 de janeiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23937" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19052" target="_blank"><img class="wp-image-23937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/stobbia.jpg" alt="Francisco Stobbia / Correio do Paraná, 30 de janeiro de 1960" width="291" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19052" target="_blank">Francisco Stobbia / Correio do Paraná, 30 de janeiro de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>– Foi publicada sua obra póstuma <em>Palestras Educativas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/12257" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 11 de setembro de 1956, primeira coluna</a>; <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/89206" target="_blank">Diário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/89206" target="_blank">, 15 de setembro de 1956, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Publicação do conto <em>Um Urso</em>, do livro <em>Cambiantes: contos e fantasias</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/15439" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 7 de abril de 1957</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong></span> – Publicação de seu poema Saudade (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 19 de julho de 1959</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23356" style="width: 459px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><img class="wp-image-23356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/saudade.jpg" alt="O Dia (PR), 19 de julho de 1959" width="449" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 19 de julho de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora Maria Nicolas (1899 – 1988) publicou um artigo exaltando o papel de Mariana Coelho como educadora, escritora e feminista (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/93862" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 1º de maio de 1959, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVES, Branca Moreira, <em>Ideologia e feminismo: a luta das mulheres pelo voto no Brasil</em>. Petrópolis: Vozes, 1980</p>
<p>BUENO, Alexandra Padilha. <em><a href="http://www.ppge.ufpr.br/teses/M10_Alexandra%20Padilha%20Boeno.pdf" target="_blank">Educação e participação política: a visão de formação feminina de Mariana Coelho</a>. </em>Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, 2010.</p>
<p>COELHO, Mariana. <em>A evolução do feminismo, subsídios para a sua história</em>. 2 ed. Org. Zahidé L. Muzart. Curitiba, Imprensa Oficial do Paraná, 2002.</p>
<p>DINIZ, Aires Antunes. <em>Mariana Coelho: uma educadora feminista luso-brasileira</em>. Portugal: Penagrafica, 2015.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAMITA, Rosana Cássia. <a href="https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/87728/208820.pdf?sequence=1&amp;page=131" target="_blank"><em>Resgates e ressonâncias: Mariana Coelho</em></a>. Tese de Doutorado. Curso de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, 2004.</p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica.<em> <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">As filhas de Eva querem votar: uma história da conquista do sufrágio feminino no Brasil</a></em><a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">.</a> Tese (Doutorado em História), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.</p>
<p>MUZART, Zahidé L. <a href="http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/ANPOLL_2002/arquivos/pdf/001_mulher_literatura/zahide_muzart.pdf" target="_blank"><em>Resgates e ressonâncias: uma beauvoir tupiniquim</em></a>. In: BRANDÃO, Izabel; MUZART, Zahidé L.  e  BOLAÑOS, Aimée González (orgs.). <em>Refazendo nós: ensaios sobre mulher e literatura</em>. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003.</p>
<p><a href="https://revistas.ufpr.br/letras/article/viewFile/20056/13236" target="_blank"><em>Revista dos Cursos de Letras</em></a> – Universidade do Paraná, abril de 1955</p>
<p>RIBEIRO, Leonardo Soares Madeira Iorio. <em>Mariana Coelho: a educadora feminista</em>. Rio de Janeiro : Editora Lumen Juris, 2015.</p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank">Site A Memória dos Esquecidos</a></p>
<p><a href="http://sites.uem.br/cedoc-lafep/indice-de-escritoras/letra-m/mariana-coelho" target="_blank">Site Centro de Documentaação de Literatura de Autoria Feminina Paranaense</a></p>
<p><a href="http://ittc.org.br/87-anos-voto-feminino/" target="_blank">Site Instituto Terra, Trabalho e Cidadania</a></p>
<p><a href="https://www.ufpr.br/portalufpr/victor-ferreira-do-amaral/" target="_blank">Site Universidade Federal do Paraná</a></p>
<p>TOMÉ, Dyeinne Cristina. <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3127/1/Dyeinne%20Cristina%20Tom%c3%a9.pdf" target="_blank"><em>Mariana Coelho e a educação das mulheres: uma escritora feminista no campo intelectual (1893 – 1940)</em></a>. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Ponta Grossa Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes Programa de Pós-Graduação em Educação, 2020.</p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=23174</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;! VIII &#8211; A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 16:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Portinho]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de 1922]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Brasileira pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[II Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[União Universitária Feminina]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=22326</guid>
		<description><![CDATA["Acho que nasci feminista. Por isso não me lembro quando nem por que - estava na Escola Politécnica, isso eu sei - resolvi assumir esse meu lado contestatório e reivindicatório". Essa declaração é de Carmen Portinho, tema do oitavo artigo da série "Feministas, graças a Deus!", iniciada na Brasiliana Fotográfica, em julho de 2020. Sempre na vanguarda, ela foi uma militante de causas da mulher, como o sufrágio feminino, além de ativista pela educação das mulheres e pela valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica, tendo sido a terceira mulher a se formar em Engenharia Civil (1925) e a primeira a obter o título de urbanista (1939) no Brasil. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>&#8220;Acho que nasci feminista. Por isso não me lembro quando nem por que &#8211; estava na Escola Politécnica, isso eu sei &#8211; resolvi assumir esse meu lado contestatório e reivindicatório&#8221;.</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6571/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0025_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="507" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank">Serviço Photographico de Vida Doméstica. Carmen Portinho, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia acima foi produzida pelo Serviço Fotográfico de Vida Doméstica e é muito semelhante a um registro publicado na edição de agosto de 1931 da revista. A dedicatória na foto é de novembro de 1931 e refere-se ao II Congresso Internacional Feminista, realizado no Rio de Janeiro, em junho de 1931, do qual Carmen foi a secretária-geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23020" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><img class="wp-image-23020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/segundo1.jpg" alt="Vida Doméstica, agosto de 1931" width="489" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nascida em Corumbá, no Mato Grosso, em 26 de janeiro de 1903, Carmen Velasco Portinho foi uma militante das causas feministas como o sufrágio feminino, além de ativista pela educação das mulheres e pela valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica, tendo sido a terceira mulher a se formar em Engenheira Civil (1925) e a primeira a obter o título de urbanista (1939) no Brasil. Sempre na vanguarda, foi uma mulher graciosa, cheia de energia, culta, inteligente, dinâmica, tenaz, considerada simpática e afável. E, segundo a própria, apesar de ter tido uma vida de muito trabalho, sempre se divertiu.</p>
<p style="text-align: left;">Viveu quase todo o século XX, tendo falecido em 2001. Conheceu pessoas influentes do Brasil e do mundo como o empresário norte-americano Nelson Rockfeller (1908 &#8211; 1979), o escritor francês André Malraux (1901 &#8211; 1976), os arquitetos Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), Mies Van Der Hohe (1886 &#8211; 1969), Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), e Walter Gropius (1883 &#8211; 1969), além de artistas como André Lhote (1885 &#8211; 1962), Candido Portinari (1903 &#8211; 1962), Cícero Dias (1907 &#8211; 2003), Edith Behring (1916 &#8211; 1996), José Pancetti (1902 &#8211; 1958), Maria Martins (1894 &#8211; 1973) e Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994).</p>
<p style="text-align: left;">Foi amiga e trabalhou com diversas feministas, dentre elas a advogada Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999), a também engenheira civil Amélia Sapienza (? &#8211; 19?), a bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, Déa Torres Paranhos (1915 &#8211; 2001), uma das primeiras mulheres registradas como arquiteta no CREA, em 1935; a advogada Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a naturalista e ornitóloga alemã Emilia Snethlage (1868-1929), a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis e Juana Lopes; a enfermeira Jerônima Mesquita (1880 &#8211; 1972), a mecenas Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946), as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves, Maria Ester Correia Ramalho e Myrthes de Campos ( 1875 – 1965); a escritora Maria Eugênia Celso (1886 &#8211; 1963), as advogadas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993) e  </a>Orminda Ribeiro Bastos (1899 – 1971), formada em Ciências Jurídicas; e Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 &#8211; 1971).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 759px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="749" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1932 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Viajou muito, participou de congressos, seminários, programas de rádio, criou e escreveu para revistas e jornais, foi curadora e suas principais atividades sempre estiveram ligadas à engenharia, ao urbanismo, ao desenho industrial e às artes. Declarou em uma entrevista, em 1951, que suas paixões eram a matemática e a jardinagem. Vamos tentar nesse artigo traçar um perfil dessa mulher notável que deixou, a partir de suas ações, uma marca indelével na história do Brasil e na história da emancipação da mulher brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=portinho&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Carmen Portinho disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Filha da boliviana Maria Velasco Blanco (1877 &#8211; 1958), conhecida como<em> Mamita</em>, com o gaúcho Francisco Sertório Portinho (1871 &#8211; 1925), conhecido como coronel Portinho, ainda criança, em 1911, mudou-se com os pais para o Rio de Janeiro. Era a primogênita de nove irmãos: as advogadas Branca (? &#8211; 1966) e Rosita (? &#8211; 1996) &#8211; que como ela nasceram em Corumbá &#8211; e os já nascidos no Rio de Janeiro, o engenheiro e jornalista José Velasco Portinho  (? &#8211; 1986), que foi diretor de <em>O Jornal;</em> os advogados Teresa (? &#8211; 1950), Carlos (? &#8211; 1991) e Luzia (? &#8211; c. 2005),  Maria de Lourdes (c. 1918 &#8211; 1962), que chegou a cursar os primeiros anos de Engenharia; e o também advogado Paulo (? &#8211; 2007). Luzia e Branca, se tornaram, por concurso, funcionárias da Câmara dos Deputados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23130" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/paidecarmenvalendo1.jpg"><img class="size-full wp-image-23130" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/paidecarmenvalendo1.jpg" alt="Maria Blanco Portinho e Francisco Sertório Portinho, os pais de Carmen" width="320" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Blanco Portinho e Francisco Sertório Portinho, os pais de Carmen / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93796" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1958</a> e <em>Carmen Portinho &#8211; Por toda a minha vida</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começou a cursar, em 1920, Engenharia na Escola Politécnica da Universidade do Brasil. Ingressou também na Escola Nacional de Belas Artes, que cursou durante dois anos. Estudou escultura e desenho a mão livre com professores como o escultor Celso Antônio de Menezes (1896 &#8211; 1984) e o pintor Lucílio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939). Foi na Escola de Belas Artes que Carmen conheceu e tornou-se amiga do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998)<em> </em>e do pintor Candido Portinari (1903 &#8211; 1962) <span style="color: #000000;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/22714" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de maio de 1962, primeira coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>Em 9 de agosto de 1922, ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, Jerônima Mesquita (1880 &#8211; 1972) e Stella Guerra Duval (1879 &#8211; 1971) fundaram a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que no mesmo ano recebeu a medalha de ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência. A iniciativa estava vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações eram de igualdade entre os sexos e de independência da mulher.  Carmen foi tesoureira e vice-presidente da entidade. Inicialmente, a sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino ficava na avenida Rio Branco, 117 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>).</p>
<p>Em 1924, formou-se como engenheira geógrafa e, ainda cursando Engenharia Civil na Escola Politécnica da Universidade do Brasil, para aumentar o rendimento familiar, dava aulas de matemática no Colégio Pedro II, um internato masculino, o que foi considerado um escândalo. O então ministro da Justiça, Augusto Viana do Castelo (1874 &#8211; 1953), tentou, sem sucesso, impedi-la. Conversaram, ela apresentou suas justificativas e o rendimento de seus alunos, tendo seguido lecionando por mais três a quatro anos no colégio, quando decidiu pedir demissão.</p>
<p>Seu pai, Francisco Sertório Portinho (1871 &#8211; 1925), que havia sido superintendente da Limpeza Pública do Distrito Federal, faleceu, em 1925 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/23009" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1925, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/41741" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de outubro, de 1925, sétima coluna</a>). Nessa época, Carmen montou uma loja para suas irmãs trabalharem como datilógrafas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A emancipação econômica da mulher é a base de sua emancipação social e política.</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Formou-se, em 1925, como a terceira mulher engenheira civil do Brasil. Foi antecedida por Edwiges Becker e por Maria Ester Correia Ramalho e, em 1926, na cerimônia de colação de grau de engenheiros civis e de engenheiros geógrafos formados no anterior na Escola Politécnica, foi a responsável pela leitura do <em>compromisso solene.</em> Ao final de seu discurso, o orador da turma de engenheiros civis, Gentil Ferreira de Souza, prestou uma homenagem a ela oferecendo uma <em>corbeille</em> de flores. O paraninfo foi o engenheiro e político Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985), que foi, posteriormente presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e ministro dos Transportes do governo do presidente José Linhares (1886 &#8211; 1957). O paraninfo da turma dos engenheiros geógrafos foi o engenheiro e astrônomo Henrique Morize (1860 – 1930), com quem o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> havia realizado experiências cinematográficas em 1897. Morize foi diretor do Observatório Nacional entre 1908 e 1929 e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1916 a 1926. Os ministro da Justiça e da Agricultura, Afonso Pena Junior (1879 &#8211; 1968) e Miguel Calmon (1912 &#8211; 1967), respectivamente, e o prefeito do Distrito Federal, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), estavam presentes à solenidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de abril de 1926</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/46184" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de maio de 1926, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/7237" target="_blank"><em>A União</em>, 9 de maio de 1926, última coluna</a>). Além dos já citados professores, ao longo do curso, Carmen foi aluna de Manuel Amoroso Costa (1885 &#8211; 1928) e José Matoso de Sampaio Correia (1875 &#8211; 1942), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22565" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25140"><img class="wp-image-22565 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/cerimonia.jpg" alt="O Paiz, 30 de abril de 1926" width="529" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/25140">Carmen Portinho, a primeira sentada à esquerda /<em> O Paiz,</em> 30 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu professor de Hidráulica, Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985), a convidou, com mais dois alunos, para trabalhar com ele em uma obra federal na Ilha das Cobras, prevista para durar dois anos. Declinou do convite devido à sua nomeação pelo então prefeito, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), ao quadro técnico da Diretoria de Obras e Viação da prefeitura do Distrito Federal do Brasil. Seu diretor, um engenheiro que não confiava na competência feminina, deu a ela como primeira tarefa a vistoria de um para-raios instalado no alto de um edifício da prefeitura. Seria um teste. Sua passagem pelo Centro Excursionista Brasileiro, quando escalava diversos morros cariocas, na companhia de amigas como Clotilde Cavalcanti (1904 &#8211; 1984), a ajudou a passar no teste. Segundo a própria: &#8220;<em>Peguei uma escada, subi ao teto, vi o que o para-raios tinha e resolvi o problema. Foi uma maneira de enfrentar o preconceito</em>&#8220;&#8230;&#8221;<em>difícil mesmo foi aprender como se consertava um para-raios</em>&#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/282141" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de dezembro de 1999, última coluna</a>). A partir desse dia, adotou calças compridas para o trabalho.</p>
<p>Em 1928, foi promovida a auxiliar técnico da Diretoria de Obras da Prefeitura do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/30149" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 15 de abril de 1928, primeira coluna</a>). Ainda nesse ano, ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Maria Amélia de Faria, tesoureira, presidente e secretária da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, respectivamente, sobrevoaram o Rio de Janeiro fazendo propaganda pelo voto feminino, lançando folhetos e cartões em cima dos edifícios da Câmara, do Senado e em diversas ruas do centro da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de maio de 1928, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/30537" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de maio de 1928, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22552" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/voo.jpg" alt="Correio da Manhã, 12 de maio de 1928" width="256" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 12 de maio de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das signatárias da <em>Declaração dos Direitos da Mulher</em> distribuído pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Outras que também assinaram o manifesto foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, a mecenas da <em>belle époque</em> carioca, Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946); a escritora Maria Eugênia Celso (1886 &#8211; 1963) e Maria de Lourdes Lamartine de Faria (1906 &#8211; 1992) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22553" style="width: 783px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980"><img class="size-full wp-image-22553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/direitos.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de junho de 1928" width="773" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22557" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Museu Bertha Lutz" width="231" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Bertha Lutz / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22555" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class=" wp-image-22555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/mariaeugenia.jpg" alt="Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz" width="240" height="251" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22556" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.oguialegal.com/08-laurindasantos.htm" target="_blank"><img class=" wp-image-22556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/laurinda.jpg" alt="Laurinda Santos Lobo / Guia Legal" width="240" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.oguialegal.com/08-laurindasantos.htm" target="_blank">Laurinda Santos Lobo / Guia Legal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do banquete oferecido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino à Julia Alves Barbosa (1898 &#8211; 1943), identificada como a <em>primeira eleitora brasileira</em> e uma das fundadoras da Associação de Eleitoras Norte-Rio-Grandenses. Na verdade, a primeira eleitora brasileira foi Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34359" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de junho de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34378" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928</a>, <a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=366" target="_blank">Fundaj</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22539" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupeto.jpg"><img class="size-full wp-image-22539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupeto.jpg" alt="O Paiz, de junho de 1928" width="478" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34378" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo a mesma foto, que faz parte do acervo do Arquivo Nacional:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, primeira eleitora do Brasil, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Orminda Ribeiro Bastos, responsável pela coluna &#8220;Feminismo&#8221;, de <em>O Paiz</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36140" target="_blank"><em>O Paiz, </em>4 de novembro de 1928</a>).</p>
<p>Estava presente e foi fotografada na recepção a Lou Henry Hoover (1874 &#8211; 1944), mulher do então presidente eleito dos Estados Unidos, Herbert Hoover (1874 &#8211; 1964), ofereceu, no Palácio Guanabara, a associações feministas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22544" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/hoover.jpg" alt="O Paiz, 23 de dezembro de 1928" width="492" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a mesma foto, que pertence ao acervo do Arquivo Nacional. Carmen Portinho é a terceira, da direita para a esquerda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4944" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4944/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0005_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4944" target="_blank">Recepção oferecida pela Sra. Herbert Hoover às Associações Feministas no Palácio Guanabara, 20 de dezembro de 1928. Palácio Guanabara, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob sua direção foi criada a União Universitária Feminina, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, que congregava mulheres com ensino superior em prol da defesa dos direitos femininos. As outras criadoras ou conselheiras da entidade foram a também engenheira civil Amélia Sapienza, a bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>,  a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993), </a>a naturalista e ornitóloga alemã Emilia Snethlage (1868-1929), a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis e Juana Lopes, as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves, Maria Ester Correia Ramalho e Myrthes de Campos ( 1875 – 1965) e Orminda Ribeiro Bastos(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37026" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/38403" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 15 de janeiro de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/27844" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de janeiro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/710" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de abril de 1930, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/112204" target="_blank"><em>Manchete</em>, 30 de janeiro de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22558" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22558" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união1.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="415" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><em>A Noite,</em> 14 de janeiro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22546" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/37087" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união-1024x412.jpg" alt="O Paiz, 20 de janeiro de 1929" width="768" height="309" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/37087" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 20 de janeiro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22646" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1782" target="_blank"><img class="wp-image-22646 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união2.jpg" alt="união2" width="248" height="254" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1782" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1929, foi promovida a engenheira de segunda classe no quadro técnico da Diretoria de Obras da Prefeitura do Distrito Federal. Como era sempre preterida nas promoções, foi falar diretamente com o presidente da República, Washington Luís (1869 &#8211; 1957), que interferiu por ela. Ele teria dito ao comandante Braz Veloso, que o acompanhava nas audiências públicas: &#8220;<em>Tome nota e providencie o pedido da moça</em>&#8220;.</p>
<p>Desde seu ingresso na diretoria já havia fiscalizado as obras da Escola Modelo Soares Pereira, remodelado o Asilo Francisco de Assis, e estava incumbida da instalação elétrica de todos os <em>próprios municipais, incluindo instalação em quase de todas as escolas públicas, fator este que favoreceu a inauguração de cursos noturnos que deixavam de funcionar por falta de iluminação. </em>Havia sido também responsável por melhoramentos em escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/25110" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de março de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37577" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37587" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de março de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720046/190" target="_blank"><em>Movimento Brasileiro</em>, abril de 1920, coluna do meio</a>).</p>
<p>Suas primeiras construções foram realizadas ao longo da década de 30: uma escola em Ricardo de Albuquerque, subúrbio carioca, e a sede da Polícia Municipal, na rua do Rezende, no centro do Rio de Janeiro; ambos projetos de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), de<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">quem, anos depois, tornou-se companheira. Segundo Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), como arquiteto Reidy foi <em>o mais elegante e civilizado de sua geração.</em></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22979" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2198" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidy1-1024x458.jpg" alt="Revista Municipal de Engenharia, 1937" width="768" height="344" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2198" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22980" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidy2.jpg" alt="Sede da Polícia Municpal, na rua do REzende / Revista Municipal de Engenharia, julho de 1937" width="342" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2203" target="_blank">Sede da Polícia Municipal, na rua do Rezende /<em> Revista Municipal de Engenharia</em>, julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Carmen, Reidy projetou duas casas: a Casa Carmen Portinho, em Jacarepaguá, e a Casa Reidy-Portinho (1959), no Vale do Cuiabá, em Itaipava.</p>
<p>A Casa Carmen Portinho foi construída entre 1949 e 1952, concebida para que ele e Carmen vivessem lá. Ela foi a engenheira responsável (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 11 de março de 1953, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22903" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22903" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/casa.jpg" alt="Diário Carioca, 11 de março de 1953" width="561" height="168" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 11 de março de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ficou conhecida como Residência Carmen Portinho e foi tombada a nível municipal pelo <a href="https://leismunicipais.com.br/a1/rj/r/rio-de-janeiro/decreto/2012/3587/35874/decreto-n-35874-2012-determina-o-tombamento-definitivo-do-imovel-situado-a-rua-timboacu-n-1255-em-jacarepagua-xvi-r-a-residencia-carmem-portinho?r=p" target="_blank">Decreto nº 35.874 de 05 de julho de 2012</a>, devido à s<em>utileza plástica de sua arquitetura, na qual foram utilizadas técnicas inovadoras para sua época, tem sua presença destacada na cultura arquitetônica carioca.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22951" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csaportinho.html"><img class="size-full wp-image-22951" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/residencia.jpg" alt="Residência Carmen Portinho / Acervo UFRJ" width="239" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csaportinho.html" target="_blank">Residência Carmen Portinho / Acervo NPD-FAU-UFRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23023" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csareidy.html" target="_blank"><img class="wp-image-23023 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidyor.jpg" alt="Casa Reidy-Portinho no Vale do Cuiabá, em Itaipava / Acervo NPD FAU UFRJ" width="276" height="151" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csareidy.html" target="_blank">Casa Reidy-Portinho no Vale do Cuiabá, em Itaipava / Acervo NPD FAU UFRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das idealizadoras da criação da Casa do Estudante do Brasil, inaugurada em 13 de agosto de 1929, durante uma assembleia promovida peo Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, da Faculdade Nacional de Direito, reunindo estudantes universitários das escolas superiores do Rio de Janeiro e de representantes das escolas Naval e Militar. A poetisa e Rainha dos Estudantes, Ana Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), foi aclamada presidente da entidade e o escritor Pascoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980), secretário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/15898" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de agosto de 1952, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/26668" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de março de 1956</a>).</p>
<p>Na Escola Nacional de Música, Carmen esteve presente nas conferências realizadas pelo arquiteto francês Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), em dezembro de 1929, a convite do arquiteto espanhol Morales de los Rios Filho (1887 &#8211; 1973). Foi a primeira visita de Le Corbusier ao Rio de Janeiro. Em pauta, urbanismo e revolução arquitetônica. Le Corbusier, considerado um dos mais importantes arquitetos do século XX, exerceu grande influência sobre a arquitetura moderna brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46644" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de dezembro de 1929, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46663" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de dezembro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46695" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de dezembro de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46728" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de dezembro de 1929, quarta coluna</a>). Foi com a construção do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, a partir de 1937, encomendado pelo ministro Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), que no Brasil puseram-se em prática as teorias do arquiteto como <em>brise soleil</em> (proteção contra raios solares), <em>pan de verre</em> (fachada envidraçada) e pilotis (estacarias). O prédio é um ícone da arquitetura moderna brasileira.</p>
<p>No início da década de 30, foi uma das engenheiras responsáveis, sem cobrar por isso, pela adaptação de um sobrado na rua do Passeio, que havia sido sede do Clube dos Diários e da sociedade carnavalesca Democráticos, para abrigar a Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/070688/493" target="_blank"><em>Boletim da Associação Brasileira de Imprensa</em>, agosto de 1956</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/070688/1144" target="_blank">julho de 1961</a>).</p>
<p>Representou o governo do Rio Grande do Norte no IV Congresso Pan-americano de Arquitetos, realizado no Rio de Janeiro entre 19 e 30 de junho de 1930. O estado ganhou na exposição promovida pelo congresso a medalha de prata por seu plano de remodelação de Natal. A tese da qual Carmen foi uma das vogais era <em>Parques escolares, universitário, hospitalares, esportivos e de diversões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/5073" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de junho de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873330/3601" target="_blank"><em>Mensagens do Governo do Rio Grande do Norte</em>, 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2558" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de junho de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28599" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2831" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28599" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/arquiteta.jpg" alt="O Cruzeiro, de 1930" width="473" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2831" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 28 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo no navio <em>Southern Prince,</em> partiu para os Estados Unidos, onde participaria do Congresso Internacional de Estradas de Rodagem, em Washington, como delegada do Automóvel Clube do Brasil. Conheceu o Canadá e ficou hospedada com umas primas, em Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4251" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 15 de outubro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/33732" target="_blank"><em>A</em> <em>Gazeta (SP)</em>, 14 de outubro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino organizou o II Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro, inaugurado, em junho, no Automóvel Club. Carmen foi uma das encarregadas pela organização e pela programação do evento, cujos temas foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22639" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/congresso.jpg" alt="Jornal do Brasil, 19 de junho de 1931" width="605" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 19 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22668" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/chá.jpg" alt="Careta, 8 de agosto de 1931" width="510" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/48769" target="_blank"><em>Careta</em>, 8 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres. Sobre essa conquista, em entrevista, declarou que deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>&#8220;Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Casou-se, em 11 de março de 1932, </span></span>com o irmão da feminista Bertha Lutz, Gualter Adolpho Lutz (1903 &#8211; 1969), que viria a ser especialista em medicina legal, tornando-se catedrático da Escola Nacional de Medicina. Separaram-se poucos anos depois (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4940" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 805px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4943/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0001__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="795" height="602" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank">Sócias da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em visita ao Instituto Osvaldo Cruz, década de 20. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional &#8211; Na foto, Carmen está na primeira fila, do lado esquerdo de Leocádio Rodrigues Chaves. Gualter Adolpho Lutz está na última fila.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi uma das fundadoras da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em> &#8211; posteriormente <em>Revista Municipal de Engenharia</em> -, cuja primeira edição foi publicada em<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/3" target="_blank"> julho de 1932</a>. Foi criada por sugestão dada por ela ao então secretário de Obras do Rio de Janeiro, Delso Mendes da Fonseca (1899 &#8211; 1984). Seu diretor-geral era Everardo Backheuser e seu editor Armando de Godoy. A revista, técnica, divulgava as realizações da prefeitura, de engenheiros e de arquitetos. Carmen foi inicialmente secretária e posteriormente foi também redatora e diretora da publicação. Foi na <em>Revista da Diretoria de Engenharia da Prefeitura do Distrito Federal </em>que surgiram os primeiros ensaios sobre a arquitetura moderna no Brasil. No primeiro número foram publicados artigos sobre o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/441">primeiro projeto de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964)</a>, sobre o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank">projeto de Lúcio Costa e Warchavshick para apartamentos na Gamboa</a> e dois artigos de Carmen, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"><em>A arquitetura moderna na Holanda</em></a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/10" target="_blank"><em>I</em><em>nfluência do nosso clima na arquitetura das prisões</em></a>. Nas páginas da revista foram, portanto, publicados os primeiros ensaios sobre a arquitetura moderna no Brasil, que seria, anos depois, uma das mais importantes expressões da criatividade do país.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23099" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/3" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/delso.jpg" alt="Expediente do primeiro exemplar da Revista de Engenharia, julho de 1932" width="421" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/3" target="_blank">Expediente do primeiro exemplar da Revista da Diretoria de Engenharia, julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a capa da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em> de novembro de 1932</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22680" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilfeminino1.jpg" alt="Capa da revista Brasil Feminino, novembro de 1932" width="319" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank">Capa da revista<em> Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acompanhou a comissão do Ministério da Viação de obras contra a seca no Nordeste, a convite do ministro José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980). A comissão era presidida por Sampaio Correia (1875 &#8211; 1942) e contava com alguns de seus antigos professores como Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985) e Hildebrando de Góes (1899 &#8211; 1980). Durante a viagem, visitou as filiais da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino na Bahia, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/28610" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de novembro de 1932, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/117386" target="_blank"><em> Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/14350" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 10 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29037" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29082" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de dezembro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29327" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ela e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> participaram da Conferência Pan-americana, em Montevidéu, no Uruguai. Seguiram para o evento em companhia do diplomata Arno Konder (1882 &#8211; 1942), futuro cônsul do Brasil em Washington e na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19503" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de novembro de 1933, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/38593" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de dezembro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19638" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 1934, era a segunda secretária do Sindicato Central de Engenheiros, do qual, em 1938, tornou-se vice-presidente  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2911" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, setembro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/48602" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de outubro de 1938, primeira coluna</a>). Também em 1934, foi nomeada engenheira-chefe da prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/45962" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ingressou, em 1936, no curso de pós-graduação do Curso de Urbanismo e Arquitetura da Universidade do Distrito Federal. Em 22 de dezembro de 1938, Carmen defendeu sua tese, <em>Plano da futura capital do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de dezembro de 1938, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/49702" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de dezembro de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22644" style="width: 195px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22644" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/tese.jpg" alt="Jornal do Brasil, de dezembro de 1938" width="185" height="344" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank">Jornal do Brasil, 14 de dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tornou-se, em 1939, a primeira mulher a obter o título de urbanista no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/50244" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de janeiro de 1939, primeira coluna</a> e sua tese foi publicada<em> </em>nas edições de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/7763" target="_blank">março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/7869" target="_blank">maio</a> da <em>Revista Municipal de Engenharia. </em>A primeira turma do curso era composta por oito alunos: Carmen Portinho, Déa Torres de Paranhos  (1915 &#8211; 2001), Albino dos Santos, Dante Jorge Albuquerque, Ricardo José Antunes Júnior, Paulo de Camargo e Almeida, João Lourenço da Silva e Adhemar Marinho da Cunha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/13889" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 7 de agosto de 1938, última coluna</a>). Todos, menos ela, eram arquitetos. Teve como professores Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), de História da Arte; Candido Portinari (1903 &#8211; 1962), de Pintura; e Celso Antônio de Menezes (1896 &#8211; 1984), de Escultura, dentre outros. Foi nessa ocasião que conheceu Edith Behring (1916 &#8211; 1996), que se tornaria uma das mais importantes gravadoras brasileiras e futura responsável pelo Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.</p>
<p>Por iniciativa de Carmen e de outras engenheiras, foi fundada, em 19 de julho de 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA), para incentivar mulheres formadas a <span style="color: #000000;">ingressar no mercado de trabalho. Ela foi sua primeira presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1937, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22666" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lindinha.jpg" alt="Correio da Manhã, 27 de julho de 1937" width="252" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22696" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lista.jpg"><img class="size-full wp-image-22696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lista.jpg" alt="Lista de Presença da Fundação da ABEA / Fonte: Revista da ABEA Nacional – Ano 1 no. 1, 2011. " width="602" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Lista de Presença da Fundação da ABEA /<br />Fonte: Revista da ABEA Nacional – Ano 1 no. 1, 2011.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi eleita, em 1940, membro do Conselho Diretor do Club de Engenharia, presidido por José Matoso de Sampaio Corrêa (1875 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/2181" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de junho de 1940, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1945, foi uma das organizadoras, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Maria Luisa Dória de Bittencourt (1910 – 2001), primeira deputada da Bahia; Maria Rita Soares de Andrade (1904 – 1998) e outras mulheres, de uma coligação democrática para apoiar a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes (1896 – 1981) à presidência da República (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">Diário de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">, 24 de fevereiro de 1945, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Viajou para a Inglaterra, em agosto de 1945, por ter recebido<span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"> uma bolsa do Conselho Britânico para estagiar junto às comissões de reurbanização das cidades inglesas destruídas pela guerra. A viagem durou 24 dias de navio. Em setembro, já em Londres, ela ofereceu uma recepção na sede do British Council. Em outubro, foi homenageada com um almoço na residência do embaixador do Brasil em Londres, José Joaquim de Lima e Silva Muniz de Aragão (1887 &#8211; 1974). Em 21 de dezembro, foi oferecido em homenagem a seu regresso ao Brasil um <em>cocktail</em> na sede da Sociedade de Engenheiros da Prefeitura do Distrito Federal. Segundo ela, foi nesse período que aprendeu o conceito de unidade de habitação. Esteve também na Escócia e em Paris, quando encontrou-se com Beata Vettori (1909 &#8211; 1994), diplomata e sua antiga companheira na Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Também, em Paris, encontrou-se com Le Corbusier (1887 &#8211; 1965) e lhe mostrou as transparências e as plantas da sede do Ministério da Educação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/35881" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de setembro de 1945, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/29674" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de outubro de 1945, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/27491" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de outubro de 1945, quinta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/29161" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de dezembro de 1945, sexta colun<span style="color: #0000ff;">a</span></a><span style="color: #0000ff;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/24283" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 10 de abril de 1948</a><span style="color: #0000ff;">; <em>Jornal do Commercio</em>, 21 de dezembro de 1945, sexta coluna</span><span style="color: #000000;">). </span></span></p>
<p>Foi criado, em 1946, o Departamento de Habitação Popular da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura do Distrito Federal e Carmen foi nomeada sua chefe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/27355" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1946</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30685" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 5 de abril de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/27517" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de abril de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/40193" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de fevereiro de 1948, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/31736" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 3 de março de 1948, quinta coluna</a>). Em 1951 foi destituída do cargo, para o qual foi e reconduzida em 1952. <span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Em 1961,</span> </span><span style="color: #000000;">foi substituída pelo engenheiro Stelio Emmanuel de Alencar Roxo (1925 &#8211; ?), nomeado por Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), que havia sido empossado no governo da Guanabara, em 5 de dezembro de 1960. Carmen tinha divergências políticas irreconciliáveis com Lacerda. Aposentou-se do serviço público (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_05/4547" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 4 de janeiro de 1961, quinta coluna</a><span style="color: #000000;">). </span></p>
<p><span style="color: #000000;">No período que atuou à frente do departamento, l</span>utou pela implementação de um programa de habitação popular na cidade do Rio de Janeiro. Liderou uma equipe de assistentes sociais, arquitetos e engenheiros que idealizaram e construíram quatro conjuntos residenciais, importantes e seminais na trajetória do urbanismo e da arquitetura no Brasil.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>1</strong> &#8211; O <a href="https://siteantigo.ims.com.br/ims/explore/acervo/noticias/gautherot-e-o-pedregulho" target="_blank">Conjunto Residencial do Pedregulho</a>, cujos primeiros 54 apartamentos foram inaugurados com a presença do prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990) e de diversas autoridades. Na ocasião, Carmen proferiu uma palestra sobre a construção (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/2332" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de junho de 1950, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/3418" target="_blank"> <em>Correio da Manhã</em>, 21 de junho de 1950</a>). O projeto de Reidy conquistou o  prêmio de Organização de Grandes Áreas ou de Urbanismo na Bienal Internacional de São Paulo de 1951 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/1822" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/13655" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1951, primeira coluna</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22918" style="width: 765px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank"><img class="wp-image-22918" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedregulho.jpg" alt="Conjunto Residencial do Pedregulho / A Noite, 17 de janeiro de 1953" width="755" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank">Conjunto Residencial do Pedregulho / A Noite, 17 de janeiro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23142" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/gautherot-e-o-pedregulho/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23142" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedregulho2.jpg" alt="Marcel Gautherto. onjunto habitacional do Pedregulho, 20 de junho de 1950. São Cristóvao, Rio de Janeiro / Acervo IMS" width="699" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/gautherot-e-o-pedregulho/" target="_blank">Marcel Gautherot. Conjunto Residencial do Pedregulho, 20 de junho de 1950. São Cristóvao, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2</strong> &#8211; O Conjunto Residencial da Gávea, outro projeto de Reidy. O prefeito Dulcidio Espírito Santo Cardoso (1896 &#8211; 1978) extinguiu a comissão de Planejamento e Direção das Obras do Parque Proletário na rua Marquês de São Vicente, na Gávea, que ficou a cargo de Carmen Portinho. Publicação de uma entrevista com ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/17748" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de janeiro de 1953, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de janeiro de 1953</a>). Devido à sua aposentadoria, em 1961, não concluiu a obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23144" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/142832/6726" target="_blank"><img class="wp-image-23144 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/gávea.jpg" alt="Revista de Engenharia, de 1954" width="379" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/142832/6726" target="_blank">Conjunto Habitacional da Gávea<em> / Revista da Diretoria de Engenharia</em>, jan/março de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22925" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/25390" target="_blank"><img class="wp-image-22925" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/maquete2.jpg" alt="maquete2" width="703" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/25390" target="_blank">Maquete do Conjunto Residencial da Marquês de São Vicente / Tribuna da Imprensa, 17 de dezembro de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3</strong> &#8211; O Conjunto Habitacional Paquetá,  projeto de Francisco Bolonha (1923 &#8211; 2006), inaugurado em 1952 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/16244"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de março de 1952, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22697" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"><img class="wp-image-22697 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paquetá.jpg" alt="Revista da Diretoria de Engenharia, jan/março de 1954" width="659" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank">Conjunto Residencial de Paquetá<em> / Revista da Diretoria de Engenharia,</em> jan/março de 1954</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"> </a></p>
<p><strong>4</strong> &#8211; O Conjunto Residencial de Vila Isabel , cuja concorrência foi aberta em 1954. Foi também um projeto do arquiteto Francisco Bolonha voltado para funcionários municipais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/29747"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de janeiro de 1954, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/38599"><em>A Noite</em>, 1º de outubro de 1956</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_19/55881"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de outubro de 2003, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23146" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://vitruvius.com.br/index.php/revistas/read/arquitextos/07.080/276" target="_blank"><img class="wp-image-23146 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/vilaisabel.jpg" alt="vilaisabel" width="527" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://vitruvius.com.br/index.php/revistas/read/arquitextos/07.080/276" target="_blank">Maquete do Conjunto Residencial de Vila Isabel / Bauen+Wohnen, Zurich, 1962</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Entre 27 de setembro e 1º de outubro de 1947, participou, como delegada do Brasil, do Congresso Internacional de Mulheres, organizado pela<em> Entente Mondiale pour la Paix, </em>na sede da Unesco, onde ficava anteriormente o Hotel Majestic. Retornou em 24 de outubro e, em 5 de novembro, proferiu uma palestra sobre o evento, na Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/37298" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de julho de 1947, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/37820" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de agosto de 1947, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/38249" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de setembro de 1947, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/40309" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 28 de setembro de 1947, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/38604" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 25 de outubro de 1947, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/37776" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de novembro de 1947, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/22992" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 6 de dezembro de 1947</a>).</p>
<p>Em 21 de março de 1951, foi eleita e tomou posse a nova diretoria do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, fundado em 1948: Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968) &#8211; presidente -, Francisco de San Thiago Dantas  (1911 &#8211; 1964) &#8211; vice-presidente -, Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003) &#8211; diretora executiva , Carmen Portinho &#8211; diretora executiva adjunta -, Maria Barreto (diretora secretária) e Walther Moreira Salles (1912 &#8211; 2001) (tesoureiro). Permaneceu no cargo até 1966. Nesses 15 anos, participou ativamente das atividades do museu, tendo apoiado, curado ou organizado importantes exposições de artistas como Portinari, Cícero Dias e Pancetti.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22957" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/37282" target="_blank"><img class="wp-image-22957 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/calvo.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1954" width="763" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/37282" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a engenheira de sua sede definitiva, projeto de Reidy, no Aterro do Flamengo. O início das obras se deu em 9 de dezembro de 1954, quando o bate-estaca da obra foi acionado pelo então presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970). Uma cápsula do tempo foi enterrada junto às fundações, contendo marcas do período, como moedas, notas e recortes de jornal. A pedido de Carmen, a artista plástica Lygia Clark decorou a barraca do museu com amostras do material que seria usado nas obras, com um painel de exposição na entrada, entre a sala de trabalho e de reuniões <span style="color: #000000;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/42954" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de 1954</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/18807" target="_blank"><em>Tribuna da Imprens</em>a, 10 de dezembro de 1954, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/43185" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1954, terceira coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54431" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, janeiro de 1955</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22924" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/154083_01/18816" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/inau.jpg" alt="Tribuna da Imprensa, 10 de dezembro de 1954" width="532" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/154083_01/18816" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 10 de dezembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7IlxTsuoGs" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22950" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam3.jpg" alt="Filme Reidy, a construção da utopia" width="626" height="366" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurada em 27 de janeiro de 1958, com uma exposição permanente de seu acervo, uma mostra do inglês Ben Nicholson (1894 &#8211; 1982) e uma de escultores ingleses.  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/44661" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 4 de janeiro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/86147" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de janeiro de 1958</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/87013" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de janeiro de 1958</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/45191" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de janeiro de 1958, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/59413" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de janeiro de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22970" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/871" target="_blank"><img class="wp-image-22970 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/inaug.jpg" alt="Inauguração do Museu de Arte Moderna. JK entre Carmen Portitnho, à esquerda, e Nimar Moniz Sodré, à direita / Correio da Manhã, de janeiro de 1958" width="440" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/871" target="_blank">Inauguração do Museu de Arte Moderna. O presidente JK entre Carmen Portinho, à esquerda, e Niomar Moniz Sodré Bittencourt, à direita / <em>Correio da Manhã</em>, 30 de janeiro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) é reconhecido internacionalmente como um marco da arquitetura moderna mundial. Seus jardins são de autoria de Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994), que também integrou a equipe que realizou, alguns anos depois, o paisagismo do Parque Flamengo, contíguo ao museu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22891" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/589" target="_blank"><img class="wp-image-22891" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam.jpg" alt="mam" width="704" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/589" target="_blank">Maquete do MAM-RJ / <em>Revista Shell</em>, abril, maio, junho de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Em 8 e 9 de setembro de 1966, respectivamente o presidente e o vice-presidente do Museu de Arte Moderna, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985) e João Carlos Vital (1900 &#8211; 1984) pediram demissão. A crise no museu foi ocasionada pelo convite feito ao então ministro das Relações Exteriores, Juracy Magalhães (1905 &#8211; 2001), para visitar o museu na ocasião da exposição do artista português Bernardo Marques (1898 &#8211; 1962). Juracy era um desafeto de Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003), então presidente de honra do museu. Em 27 de setembro foi realizada uma reunião do Conselho Deliberativo e por aclamação foi eleita uma nova diretoria. Assim, após 15 anos, Carmen Portinho deixou o cargo de diretora executiva adjunta do MAM-RJ, que exerceu desde 1951. Por não concordarem com esta resolução, os conselheiros Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968), Rodrigo de Mello Franco (1898 &#8211; 1969) e Leonídio Ribeiro pediram demissão  </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/74679" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de setembro de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/75239" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/186395" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1978, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/201743" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 1979</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi convidada, em 1967, pelo então governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1981), para ser diretora da Escola Superior de Desenho Industrial – Esdi –, cargo que exerceu por 20 anos. A Esdi havia sido criada pelo Decreto 1.443, de 25 de dezembro de 1962, e publicado no Diário Oficial do Estado da Guanabara de 4 de janeiro de 1963, durante a gestão do governador Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977). Foi instalada à Rua Evaristo da Veiga 95, estendendo-se o terreno até a Rua do Passeio, onde tem o nº 80. Iniciou suas atividades de ensino em 1963, como instituição isolada, pertencente à estrutura da Secretaria de Educação e Cultura da Guanabara. Dada à fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara, foi integrada pelo decreto n°67, de 11 de abril de 1975, à nascente UERJ, antiga UEG (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/57514" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de abril de 1967, quinta coluna</a><span style="color: #000000;">;</span> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/57702" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 11 de abril de 1967, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/115509/10404" target="_blank"><em>Leitura</em>, agosto de 1967</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/168136" target="_blank"><em> Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1977, primeira coluna</a><span style="color: #000000;">). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22890" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.esdi.uerj.br/a-esdi/historia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22890" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/esdi1.jpg" alt="Esdi / Site da Esdi" width="564" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.esdi.uerj.br/a-esdi/historia" target="_blank">Esdi / Site da Escola Superior de Desenho Industrial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22889" style="width: 226px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/72997" target="_blank"><img class="wp-image-22889 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/esdi.jpg" alt="A Cigarra, maio de 1967" width="216" height="457" /></a><p class="wp-caption-text">h <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/72997" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, maio de 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi sob sua direção que, em 1970, a Esdi foi oficializada pelo Conselho Nacional de Educação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_04/2023" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 20 de maio de 1970, primeira coluna</a>). Em 1986, Carmen conseguiu unanimidade na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro na contestação do veto do prefeito Saturnino Braga (1931 &#8211; ) ao projeto de preservação da área ocupada pela Esdi, impedindo o despejo da escola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/59636" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de julho de 1986, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em 1987, f<span style="color: #000000;">oi convidada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CDNM) a entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães (1916 &#8211; 1992), ao lado de outras mulheres, a <em>Carta das Mulheres</em> aos constituintes, com propostas para a Constituição que estava sendo escrita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_03/96196" target="_blank"><em>Correio Braziliense</em>, 27 de março de 1987, segunda coluna</a>).</span></p>
<p>Foi convidada, em 1988, para trabalhar como assessora do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Recebeu o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, destinado a crítico associado, pela sua atuação ou publicação de livro. O troféu é uma escultura de Haroldo Barroso (1935 &#8211; 1989). Foi eleita presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte, cargo que ocupou até 1990, quando foi substituída por Esther Emilio Carlos. Uma curiosidade: foi por sugestão de Mario Pedrosa (1900 &#8211; 1981) que passou a fazer parte da Associação Brasileira de Críticos de Arte, em torno de 1967 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/82906" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1988, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_18/7877" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1990, quarta coluna).</a></p>
<p>Em 1991, passou a fazer parte da Comissão Técnica de Arte da Bienal Internacional de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_18/11453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de fevereiro de 1991, quinta coluna</a>). Carmen Portinho, em 1993, era então a mais antiga engenheira do Brasil e coordenava as unidades do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (<em>O Globo</em>, 27 de abril de 1993).</p>
<p>Em 1999, trabalhava como consultora do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foram lançados os livros <em>Carmen Portinho</em>, de autoria de Ana Luiza Nobre; e de <em>Carmen Portinho &#8211; por toda a minha vida, </em>um depoimento dela a Geraldo Edson de Andrade<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/279665" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de novembro de 1999, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/281844" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1999, última coluna</a>).</p>
<p>Carmen faleceu no dia 25 de julho de 2001, aos 98 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/41303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de julho de 2001</a>). Não teve filhos, mas adotou informalmente uma menina de 6 anos, filha de sua irmã Maria de Lourdes (c. 1918 &#8211; 1962), morta precocemente – por coincidência, também chamada Carmen, irmã da atriz e cineasta Ana Maria Magalhães.</p>
<p>Em 2019, foi homenageada com a declaração do Ano Institucional Carmen Portinho da UERJ.</p>
<div style="text-align: left;">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22952" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=96PDfcEwWAY" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22952" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/ano.jpg" alt="Filme Carmen Portinho e a UERJ" width="643" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=96PDfcEwWAY" target="_blank">Filme<em> Carmen Portinho e a UERJ</em> / Programa Campus &#8211; TV UERJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22915" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank"><img class="wp-image-22915 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/caricatura.jpg" alt="Carmen Portinho / A Noite, 5 de outubro de 1951" width="388" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank">Carmen Portinho /<em> A Noite</em>, 5 de outubro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Carmen Velasco Portinho (1903 &#8211; 2001) </strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22673" style="width: 407px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111031_03/2505" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22673" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/moças.jpg" alt="Carmen Portinho / Jornal das Moças, 2 de julho de 1931" width="397" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111031_03/2505" target="_blank">Carmen Portinho / <em>Jornal das Moças</em>, 2 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Carmen Velasco Portinho nasceu em Corumbá, no Mato Grosso, em 26 de janeiro de 1903, filha do casal formado pela boliviana Maria Velasco Blanco (1877 &#8211; 1958) e pelo gaúcho Francisco Sertório Portinho (1876 &#8211; 1925). Maria Velasco, nascida em Cochabamba, em 4 de junho de 1877, e conhecida como Mamita era filha do poeta Leon Velasco e da professora Abigail Blanco. Casou-se em Corumbá com Francisco Sertório Portinho (1871 &#8211; 1925), conhecido  como coronel Portinho, nascido em Cachoeira do Sul. Ele havia sido obrigado a deixar o Rio Grande do Sul por ter participado da Revolução Federalista, ocorrida no estado entre 1893 e 1895, quando a paz foi assinada e os castilhistas foram vitoriosos. Portinho era maragato.</p>
<p>Carmen era a primogênita de nove irmãos: as advogadas Branca (? &#8211; 1966) e Rosita (? &#8211; 1996), que como ela nasceram em Corumbá. Os demais nasceram no Rio de Janeiro: o engenheiro e jornalista José Velasco Portinho  (? &#8211; 1986), que foi diretor de <em>O Jornal;</em> os advogados Teresa (? &#8211; 1950), Carlos (? &#8211; 1991) e Luzia (? &#8211; c. 2005),  Maria de Lourdes (c. 1918 &#8211; 1962), que chegou a cursar os primeiros anos de Engenharia; e o também advogado Paulo (? &#8211; 2007). Luzia e Branca, se tornaram, por concurso, funcionárias da Câmara dos Deputados.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>- Passou a estudar no Colégio Sacre-Coeur de Jésus, na Glória, onde aprendeu francês.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Estava inscrita e foi aprovada nos exames finais de instrução primária da Escola Afonso Pena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/25549" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de novembro de 1914, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/25827" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de dezembro de 1914, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Enviou ao <em>Tico-Tico: Jornal das Crianças</em>, os textos <em>A Tempestade</em> e <em>O Regato</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/13482" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 20 de março de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das organizadoras das manifestações dos alunos do externato Maurell da Silva em homenagem a Amalia Maurell da Silva, diretora do estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40160" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1918, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111988/13460" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de setembro de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Em dezembro era candidata à turma suplementar de inglês do Colégio Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/41829" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de dezembro de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong> </span>- <span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Começou a cursar Engenharia na Escola Politécnica da Universidade do Brasil. Ingressou também na Escola Nacional de Belas Artes, que cursou durante dois anos. Estudou escultura e desenho a mão livre com professores como o escultor Celso Antônio de Menezes (1896 &#8211; 1984) e o pintor Lucílio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939). Foi na Escola de Belas Artes que Carmen conheceu e tornou-se amiga do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998)<em> </em>e do pintor Candido Portinari (1903 &#8211; 1962) (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/22714" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de maio de 1962, primeira coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; No concurso <em>Qual é a mulher mais bela do Brasil?</em>, realizado no Rio de Janeiro, em uma apuração parcial, havia recebido dois votos na eleição do bairro de São Cristóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6125" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de junho de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Em 9 de agosto, ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, Jeronyma Mesquita (1880 &#8211; 1972) e Stella Guerra Duval (1879 &#8211; 1971) fundaram a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que no mesmo ano recebeu a medalha de ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência. A iniciativa estava vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações eram de igualdade entre os sexos e de independência da mulher.  Carmen foi tesoureira e vice-presidente da entidade. Inicialmente, a sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino ficava na avenida Rio Branco, 117 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Formou-se engenheira-geógrafa.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Ainda cursando Engenharia Civil na Escola Politécnica da Universidade do Brasil, para aumentar o rendimento familiar, dava aulas de matemática no Colégio Pedro II, um internato masculino, o que foi considerado um escândalo. Sem sucesso, o então ministro da Justiça, Augusto Viana do Castelo (1874 &#8211; 1953), tentou, sem sucesso, impedi-la. Conversaram, ela apresentou suas justificativas e o rendimento de seus alunos, tendo seguido lecionando por mais três a quatro anos no colégio, quando decidiu pedir demissão.</p>
<p>Seu pai, Francisco Sertório Portinho (1871 &#8211; 1925), que havia sido superintendente da Limpeza Pública do Distrito Federal, faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/23009" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1925, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/41741" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de outubro, de 1925, sétima coluna</a>).</p>
<p>Nessa época, Carmen montou uma loja para suas irmãs trabalharem como datílografas.</p>
<p>Integrava uma das juntas examinadoras dos estabelecimentos de ensino secundário de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/23131" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de novembro de 1925, sétima coluna</a>).</p>
<p>Formou-se como a terceira mulher engenheira civil do Brasil. Foi antecedida por Edwiges Becker e por Maria Ester Correia Ramalho.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Na cerimônia de colação de grau de engenheiros civis e de engenheiros geógrafos formados no anterior na Escola Politécnica, Carmen foi a responsável pela leitura do <em>compromisso solene.</em> Ao final de seu discurso, o orador da turma de engenheiros civis, Gentil Ferreira de Souza, prestou uma homenagem a ela, que se tornou uma das primeiras engenheiras do Brasil, a quem foi entregue uma <em>corbeille</em> de flores. O paraninfo foi o engenheiro e político Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985), que foi, posteriormente presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e ministro dos Transportes do governo do presidente José Linhares (1886 &#8211; 1957). O paraninfo da turma dos engenheiros geógrafos foi o engenheiro e astrônomo Henrique Morize (1860 – 1930), com quem o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> havia realizado experiências cinematográficas em 1897. Morize foi diretor do Observatório Nacional entre 1908 e 1929 e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1916 a 1926. Os ministro da Justiça e da Agricultura, Afonso Pena Junior (1879 &#8211; 1968) e Miguel Calmon (1912 &#8211; 1967), respectivamente, e o prefeito do Distrito Federal, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), estavam presentes à solenidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de abril de 1926</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/46184" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de maio de 1926, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/7237" target="_blank"><em>A União</em>, 9 de maio de 1926, última coluna</a>). Além dos já citados professores, ao longo do curso, Carmen foi aluna de Manuel Amoroso Costa (1885 &#8211; 1928) e José Matoso de Sampaio Correia (1875 &#8211; 1942), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22565" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25140"><img class="wp-image-22565 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/cerimonia.jpg" alt="O Paiz, 30 de abril de 1926" width="529" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/25140">Carmen Portinho, a primeira sentada à esquerda /<em> O Paiz,</em> 30 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu professor de Hidraúlica, Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985), a convidou, com mais dois alunos, para trabalhar com ele em uma obra federal na Ilha das Cobras, prevista para durar dois anos. Declinou do convite devido à sua nomeação pelo então prefeito, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), ao quadro técnico da Diretoria de Obras e Viação da prefeitura do Distrito Federal do Brasil. Seu diretor, um engenheiro que não confiava na competência feminina, deu a ela como primeira tarefa a vistoria de um para-raios instalado no alto de um edifício da prefeitura. Seria um teste. Sua passagem pelo Centro Excursionista Brasileiro, quando escalava diversos morros cariocas, na companhia de amigas como Clotilde Cavalcanti (1904 &#8211; 1984), a ajudou a passar no teste. Segundo a própria: &#8220;<em>Peguei uma escada, subi ao teto, vi o que o para-raios tinha e resolvi o problema. Foi uma maneira de enfrentar o preconceito</em>&#8220;&#8230;&#8221;<em>difícil mesmo foi aprender como se consertava um para-raios</em>&#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/282141" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de dezembro de 1999, última coluna</a>). A partir desse dia, adotou calças compridas para o trabalho.</p>
<p>Participou do lançamento da pedra fundamental da Maternidade do Méier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de maio de 1926, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/25828" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1926</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Ela e Carlos Penna e fiscalizavam as obras da Escola Municipal Soares Pereira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/29284" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de novembro de 1926,  quinta coluna</a>).</p>
<p>Em 15 de julho, foi uma das mulheres que recepccionam a cientista francesa <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">Marie Curie (1867 &#8211; 1934),</a> anunciada como uma das <em>mais ilustres individualidades do mundo científico internacional, </em>e sua filha Irène Joliot-Curie (1897 &#8211; 1956), que haviam chegado ao Rio de Janeiro a bordo do navio <em>Pincio </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1926, sexta coluna</a>).  Participou da conferência inaugural do curso de Madame Curie sobre o elemento rádio na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26545" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de julho de 1926, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26566" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 22 de julho de 1926, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26090" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de julho de 1926, primeira coluna</a>). Era uma das integrantes da comissão de senhoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, responsáveis pela programação da cientista e de sua filha no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26172" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 e 27 de julho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- Fazia parte da quarta junta examinadora para os exames de 2ª época dos colégios particulares do Distrito Federal. As juntas eram designadas pelo diretor-geral do Departamento Nacional de ensino, na época, Aloysio de Castro (1881 &#8211; 1959) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/23056" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de março de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Participou, assim como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e outras feministas, de uma reunião da Comissão de Legislação e Justiça do Senado, presidida por Adolfo Gordo (1858 &#8211; 1929). Em pauta: o voto feminino. A sessão foi aberta pelo senador Aristides Rocha (1882 &#8211; 1950), relator da comissão. Na época, Carmen era uma das secretárias da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/31936" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de novembro de 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22547" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34151" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/senadores.jpg" alt="O Paiz, de 1999" width="336" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34151" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de junho de 1928 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parabenizou o governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956) pela instituição do voto feminino no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/35198" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de novembro de 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong> </span>- Era a tesoureira da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/33462" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi promovida a auxiliar técnico da Diretoria de Obras da Prefeitura do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/30149" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 15 de abril de 1928, primeira coluna</a>)</p>
<p>Ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Maria Amélia de Faria, tesoureira, presidente e secretária da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, respectivamente, sobrevoaram o Rio de Janeiro fazendo propaganda pelo voto feminino, lançando folhetos e cartões pelo sufrágio feminino em cima dos edifícios da Câmara, do Senado e em diversas ruas do centro da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de maio de 1928, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/30537" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de maio de 1928, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22552" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/voo.jpg" alt="Correio da Manhã, 12 de maio de 1928" width="256" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34424" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 12 de maio de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estava presente ao desembarque, no Rio de Janeiro, do governador de São Paulo, Júlio Prestes (1882 &#8211; 1946), que ficou hospedado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Copacabana Palace</a>. Ele veio à cidade para ser padrinho do casamento de Maria Pereira de Souza, filha do presidente Washington Luís (1869 &#8211; 1957), com o advogado Firmino Pires de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/33862" target="_blank"><em>O Paiz, </em>13 de maio de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi receber Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956), governador do Rio Grande do Norte, e patrono do voto feminino, que chegava ao Rio de Janeiro, a bordo do navio <em>Almanzora</em>, em 5 de maio de 1928. Na ocasião, estavam no cais, aguardando pelo governador, autoridades políticas, além de outras associadas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino como a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 -1993)</a> e a engenheira civil Carmen Portinho (1903 – 2001). A advogada Orminda Ribeiro Bastos, também da FBPF,  saudou o governador como representante do Norte do país e Natércia como a representante do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=33796" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de maio de 1928</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/33815" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>Em nome da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), Carmen fez a saudação a Juvenal, poucos dias antes do regresso do governador ao Rio Grande do Norte, durante uma chá oferecido a ele no Hotel Glória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38335" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de junho de 1928</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34151" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de junho de 1928)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21444" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/16022" target="_blank"><img class="wp-image-21444 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/juvenal-1024x373.jpg" alt="Revista da Semana, de 1928" width="768" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/16022" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de junho de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das signatárias da <em>Declaração dos Direitos da Mulher</em> distribuído pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Outras que também assinaram o manifesto foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, a mecenas da <em>belle époque</em> carioca, Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946); a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) e Maria de Lourdes Lamartine de Faria (1906 &#8211; 1992) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22553" style="width: 783px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980"><img class="size-full wp-image-22553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/direitos.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de junho de 1928" width="773" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34980" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22557" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Museu Bertha Lutz" width="231" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Bertha Lutz / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22555" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class=" wp-image-22555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/mariaeugenia.jpg" alt="Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz" width="240" height="251" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<div id="attachment_22556" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.oguialegal.com/08-laurindasantos.htm" target="_blank"><img class=" wp-image-22556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/laurinda.jpg" alt="Laurinda Santos Lobo / Guia Legal" width="240" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.oguialegal.com/08-laurindasantos.htm" target="_blank">Laurinda Santos Lobo / Guia Legal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do banquete oferecido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino à Julia Alves Barbosa (1898 &#8211; 1943), identificada como a <em>primeira eleitora brasileira</em> e uma das fundadoras da Associação de Eleitoras Norte-Rio-Grandenses. Na verdade a primeira eleitora brasileira foi Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34359" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de junho de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34378" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928</a>).</p>
<p><em>&#8220;É importante lembrar que Celina Guimarães Viana, natural de Mossoró, não foi a primeira mulher a requerer inclusão no alistamento eleitoral. Em verdade, tal pioneirismo coube à professora Júlia Alves Barbosa, nascida em Natal, em 24 de novembro de 1927. Entretanto, na época, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento do pleito de Júlia, e este só saiu publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Por outro lado, o despacho de Celina foi rapidamente aprovado, pelo fato de ser casada com um advogado e professor. Logo, por ser esposa de alguém importante, Celina se tornou a primeira eleitora não apenas do Rio Grande do Norte e do Brasil, porém, de toda a América Latina. E Júlia Alves Barbosa ficou sendo a segunda eleitora. Seja como for, pode-se observar como o movimento sufragista potiguar era atuante, na época&#8221;</em> (<a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=366" target="_blank">Fundaj</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22539" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupeto.jpg"><img class="size-full wp-image-22539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupeto.jpg" alt="O Paiz, de junho de 1928" width="478" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34378" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo a mesma foto, que faz parte do acervo do Arquivo Nacional:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, primeira eleitora do Brasil, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Orminda Ribeiro Bastos, responsável pela coluna &#8220;Feminismo&#8221;, de <em>O Paiz</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36140" target="_blank"><em>O Paiz, </em>4 de novembro de 1928</a>).</p>
<p>Estava presente e foi fotografada na recepção a Lou Henry Hoover (1874 &#8211; 1944), mulher do então presidente eleito dos Estados Unidos, Herbert Hoover (1874 &#8211; 1964), ofereceu, no Palácio Guanabara, a associações feministas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22544" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/hoover.jpg" alt="O Paiz, 23 de dezembro de 1928" width="492" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36773" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a mesma foto, que pertence ao acervo do Arquivo Nacional. Carmen Portinho é a terceira, da direita para a esquerda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4944" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4944/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0005_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4944" target="_blank">Recepção oferecida pela Sra. Herbert Hoover às Associações Feministas no Palácio Guanabara, 20 de dezembro de 1928. Palácio Guanabara, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Sob sua direção foi criada a União Universitária Feminina, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, que congregava mulheres com ensino superior em prol da defesa dos direitos femininos. As outras criadoras ou conselheiras da entidade foram a também engenheira civil Amélia Sapienza, a bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>,  a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993), </a>a naturalista e ornitóloga alemã Emilia Snethlage (1868-1929), a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis e Juana Lopes, as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves, Maria Ester Correia Ramalho, Myrthes de Campos ( 1875 – 1965) e Orminda Ribeiro Bastos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37026" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/38403" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 15 de janeiro de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/27844" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de janeiro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/710" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de abril de 1930, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/112204" target="_blank"><em>Manchete</em>, 30 de janeiro de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22558" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22558" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união1.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="415" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><em>A Noite,</em> 14 de janeiro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22546" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/37087" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união-1024x412.jpg" alt="O Paiz, 20 de janeiro de 1929" width="768" height="309" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/37087" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 20 de janeiro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Nas décadas de 20 e 30, eram poucas as mulheres que se formavam na universidade, mas esse número começava a aumentar. Então, resolvemos fundar a União Universitária Feminina, para incentivar e ajudar as mulheres que se formavam. A associação foi fundada em 13 de janeiro de 1929, na minha casa, e de seu início participou também a Bertha Lutz. Estavam presentes: Maria Ester Ramalho, Sylvia Vaccani, Natércia Silveira, Orminda Bastos, Luiza e Amélia Sapienza, além de outras mulheres que agora não me recordo o nome. Nós tínhamos a seguinte estratégia: sempre que uma mulher passava no exame para a universidade – em medicina, direito, engenharia ou qualquer outra área – procurávamos por ela e lhe oferecíamos o “Chá das calouras”, aliciando-a para a associação. Quando uma mulher se formava, oferecíamos o “Chá da vitoria”, íamos buscar as mulheres uma por uma, de modo que isso se tornou muito conhecido. Nós nos dedicávamos muito e o feminismo era para nós uma luta muito importante&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Carmen Portinho, 1995</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22646" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1782" target="_blank"><img class="wp-image-22646 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união2.jpg" alt="união2" width="248" height="254" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1782" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aderiu a um almoço organizado por professores em homenagem ao delegado do Departamento Nacional do Ensino, Raul Leitão da Cunha (1881 &#8211; 1947), no Bar e Restaurante Lido-Antártica, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721" target="_blank">avenida Atlântica</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/38402" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de janeiro de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado o artigo de sua autoria <em>A mulher na atuação universitária</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37164" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de janeiro de 1929</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Notas sociais&#8221;, publicação de um comentário desairoso sobre o feminismo e o estilo das roupas das feministas. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Carmen Portinho foram citadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/73053" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1929, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi promovida a engenheira de segunda classe no quadro técnico da Diretoria de Obras da Prefeitura do Distrito Federal. Como era sempre preterida nas promoções, foi falar diretamente com o presidente da República, Washington Luís (1869 &#8211; 1957), que interferiu por ela. Ele teria dito ao comandante Braz Veloso, que o acompanhava nas audiências públicas: &#8220;<em>Tome nota e providencie o pedido da moça</em>&#8220;.</p>
<p>Desde seu ingresso na diretoria já havia fiscalizado as obras da Escola Modelo Soares Pereira, remodelado o Asilo Francisco de Assis, e estava incumbida da instalação elétrica de todos os <em>próprios municipais, incluindo instalação em quase de todas as escolas públicas, fator este que favoreceu a inauguração de cursos noturnos que deixavam de funcionar por falta de iluminação. </em>Havia sido também responsável por melhoramentos em escolas profissionais e até para a colocação de um para-raio já havia sido incumbida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/25110" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de março de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37577" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37587" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de março de 1929, primeira coluna</a>). Suas primeiras construções foram realizadas ao longo da década de 30: uma escola em Ricardo de Albuquerque, subúrbio carioca, e a sede da Polícia Municipal, na rua do Rezende, no centro do Rio de Janeiro; ambos projetos de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), de<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">quem, na década de 40, tornou-se companheira.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22979" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2198" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidy1-1024x458.jpg" alt="Revista Municipal de Engenharia, 1937" width="768" height="344" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2198" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22980" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidy2.jpg" alt="Sede da Polícia Municpal, na rua do REzende / Revista Municipal de Engenharia, julho de 1937" width="342" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2203" target="_blank">Sede da Polícia Municpal, na rua do Rezende /<em> Revista Municipal de Engenharia</em>, julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Palace Hotel, Carmen participou de uma sessão presidida pela enfermeira e líder feminista Jeronyma Mesquita (1880 &#8211; 1972) em que se deliberou que as associações femininas colaborariam com a campanha de educação sanitária, de acordo com a Comissão de Cooperação de Exitinção da Febre Amarela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37957" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de abril de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/5936" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 24 de abril de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a comissão organizadora do II Congresso Pan-americano de Estradas de Rodagem, inaugurado em 18 de agosto de 1929, no Rio de Janeiro. Foi com o deputado Rafael Fernandes e com o engenheiro Clóvis Nóbrega, representante do Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/41454" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de agosto de 1929, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/36572" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 3 de agosto de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das idealizadoras da criação da Casa do Estudante do Brasil, inaugurada em 13 de agosto de 1929, durante uma assembleia promovida pelo Centro Acadêmico Candido de Oliveira, da Faculdade Nacional de Direito, reunindo estudantes universitários das escolas superiores do Rio de Janeiro e de representantes das escolas Naval e Militar. A poetisa e Rainha dos Estudantes, Ana Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), foi aclamada presidente da entidade e o escritor Pascoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980), secretário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/15898" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de agosto de 1952, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/26668" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de março de 1956</a>).</p>
<p>Acompanhou os delegados estrangeiros que participaram do  II Congresso Pan-americano de Estradas de Rodagem a uma visita a São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/37248" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22563" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/37248" target="_blank"><img class=" wp-image-22563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/sp.jpg" alt="Correio Paulistano, 31 de agosto de 1929" width="465" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/37248" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22564" style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/37248" target="_blank"><img class=" wp-image-22564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/sp1.jpg" alt="Correio Paulistano, 31 de agosto de 1929" width="464" height="403" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/37248" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estava presente ao chá de despedida oferecido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, no Pão de Açúcar, à comissão de estudantes norte-americanos vencedores no concurso nacional de oratória promovido nos Estados Unidos. As três mulheres vencedoras de conscursos regionais e também Maria Luisa Dória de Bittencourt (1910 &#8211; 2001), vencedora do concurso promovido na Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, foram homenageadas. Maria Luisa tornou-se, em 1935, a primeira deputada estadual da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/37534" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de setembro de 1929, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/78621" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6579" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6579/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0031_m0002de0002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="344" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6579" target="_blank">Maria Luisa Bittencourt, 1935. Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em reunião da União Universitária Feminina, foi aprovado o apoio da entidade a um grupo de líderes feministas europeias o sentido de obtenção da nomeação de mulheres delegadas entre os representantes oficiais dos governos na próxima Conferência de Codificação do Direito Internacional Privado, que ocorreria em Haia, em 1930. Outra solicitação aprovada foi a de colaboração para que esses mesmos governos apoiassem os direitos de nacionalidade idênticos para homens e mulheres. Também foi criada uma comissão, que Carmen passou a integrar, para auxiliar a propaganda junto à imprensa e a venda de entradas para a peça <em>Orfeu</em>, que seria encenada no estádio do Fluminene em benefício da Casa do Estudante. A feminista e poetisa Ana Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) participou do encontro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/45652" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de outubro de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/38029" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de outubro de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a comissão nomeada pela Associação Comercial para estudar a reforma do Calendário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/29982" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de outubro de 1929, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/38255" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de outubro de 1929</a>).</p>
<p>Em reunião da União Universitária Feminina, presidida por ela, foi comunicado que a feminista mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a> estava fundando com a colaboração de Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 – 1970), de Teófilo Otoni, o Diretório Mineiro da entidade. O evento foi realizado na sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na avenida Rio Branco, nº 111 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/38624" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de novembro de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista de Carmen Portinho a respeito de suas impressões sobre as atividades políticas e sociais das mulheres argentinas durante a temporada de cerca de um mês que passou naquele país, enviada por <em>O Jornal.</em> Visitou os jornais <em>La Prensa</em>, <em>La Razon</em> e <em>Caras y Caretas</em>, além de instituições de caridade dirigidas por mulheres. Regressou  no dia 21 de novembro a bordo do transatlântico<em> Astúrias</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/43168" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de novembro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46477" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 23 de novembro de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22551" style="width: 477px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46477" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/sul.jpg" alt="O Jornal, 23 de novembro de 1929" width="467" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/46477" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 23 de novembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Escola Nacional de Música, Carmen esteve presente nas conferências realizadas pelo arquiteto francês Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), a convite do arquiteto espanhol Morales de los Rios Filho (1887 &#8211; 1973). Foi a primeira visita de Le Corbusier ao Rio de Janeiro. Em pauta, urbanismo e revolução arquitetônica. Le Corbusier, considerado um dos mais importantes arquitetos do século XX, exerceu grande infuência sobre a arquitetura moderna brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46644" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de dezembro de 1929, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46663" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de dezembro de 1929, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46695" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de dezembro de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/46728" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de dezembro de 1929, quarta coluna</a>). Foi com a construção do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, a partir de 1937, encomendado pelo ministro Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), que no Brasil puseram-se em prática as teorias do arquiteto como <em>brise soleil</em> (proteção contra raios solares), <em>pan de verre</em> (fachada envidraçada) e pilotis (estacarias). O prédio é um ícone da arquitetura moderna brasileira.</p>
<p>O discurso que proferiu, na sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, sobre as associações femininas argentinas na ocasião da palestra do ministro plenipotenciário do Uruguai, Ramos Monteiro, foi muito aplaudido. Ramos Monteiro falou sobre o movimento feminista em seu país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/39629" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de dezembro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>– Apesar de nunca ter estado em Natal, no Rio Grande do Norte, colaborou com o arquiteto italiano Giacomo Palumbo (1891 &#8211; 19?) no projeto de remodelação da cidade.</p>
<p>No início dessa década foi uma das engenheiras responsáveis, sem cobrar por isso, pela adaptação de um sobrado na rua do Passeio, que havia sido sede do Clube dos Diários e da sociedade carnavalesca Democráticos, para abrigar a Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/070688/493" target="_blank"><em>Boletim da Associação Brasileira de Imprensa</em>, agosto de 1956</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/070688/1144" target="_blank">julho de 1961</a>).</p>
<p>No Hotel Glória, foi comemorado com um almoço o primeiro ano da fundação da União Universitária Feminina com a presença de Carmen Portinho, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Amélia Sapienza, Mary Corbett, “Master of Arts”; Srta Gutrie, além das estudantes de engenharia Elza Pinho Osborne (? &#8211; 1995), Renée Rocques e Sylvia Vacanni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/391" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/123" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 e 14 de janeiro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20263" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/391" target="_blank"><img class="wp-image-20263 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/união.jpg" alt="Jornal do Brasil, 14 de janeiro de 1930" width="286" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/391" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em entrevista para o <em>Jornal do Brasil</em>, Carmen Portinho chamava atenção para a importância da construção de praças de jogos para crianças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/721" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de janeiro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios, visitou a exposição póstuma de desenhos do jornalista Roberto Rodrigues (1906 &#8211; 1929), assassinado na redação do jornal a <em>Crítica, </em>em 26 de dezembro de 1929, pela escritora Sylvia Serafim Thibau (1902 – 1936). O estopim do crime foi a publicação na primeira página do jornal da notícia do pedido de seu desquite do médico João Thibau Júnior, com quem Silvia tinha dois filhos, acompanhado de um desenho. O jornal a acusava de estar tendo um caso com o médico Manuel Dias de Abreu (1894 – 1962), futuro inventor da abreugrafia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/3036" target="_blank"><em>Crítica</em>, 28 de fevereiro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ela e Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) falaram sobre o feminismo em uma reunião do Rotary Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/979" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 24 de maio de 1930)</a>.</p>
<p>O advogado, escritor e jornalista Sebastião Paraná (1864 &#8211; 1938), na coluna &#8220;Crônica&#8221; comenta o fato de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, Carmen Portinho e Amélia Carolina de Freitas Bevilacqua (1860 &#8211; 1946) terem tentado, sem sucesso, ingressar na Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/34599" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 16 de junho de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>Representou o governo do Rio Grande do Norte no IV Congresso Pan-americano de Arquitetos, realizado no Rio de Janeiro entre 19 e 30 de junho de 1930. O estado ganhou na exposição promovida pelo congresso a medalha de prata por seu plano de remodelação de Natal. A tese da qual Carmen foi uma das vogais era <em>Parques escolares, universitário, hospitalares, esportivos e de diversões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/5073" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de junho de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873330/3601" target="_blank"><em>Mensagens do Governo do Rio Grande do Norte</em>, 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2558" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de junho de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28599" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2831" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28599" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/arquiteta.jpg" alt="O Cruzeiro, de 1930" width="473" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2831" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 28 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do almoço de despedida da advogada e feminista sergipana Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998), que se tornaria, em 1967, a primeira juíza do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/5079" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de junho de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e Amélia Sapienza, ambas da União Universitária Feminina, foram algumas das personagens da reportagem<em>Vitórias da Inteligência Feminina &#8211; As Nossas Doutoras e seus Conceitos sobre a Emancipação da Mulher </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/13356" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45040" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/13356" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/portinho.jpg" alt="Engenheira Carmen VElasques Portinho, presidenta da Unnião Uniersitária" width="348" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/13356" target="_blank">Engenheira Carmen Velasco Portinho, presidenta da União Universitária Feminina / <em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45036" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/13357" target="_blank"><img class="wp-image-45036 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/sapienza.jpg" alt="sapienza" width="424" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/13357" target="_blank">A engenheira civil Amélia Sapienza /<em> Vida Doméstica</em>, agosto de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da homenagem prestada pela embaixada italiana à escritora italiana Margarida Sarfati e ao professor Francisco Severi, ambos da Real Academia Italiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/3469" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de agosto de 1930, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um artigo com um resumo dos principais objetivos da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e também com um resumo das conquistas femininas no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2649" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de junho de 1930</a>).</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino ofereceu um chá para Maria Amélia Teixeira, diretora da revista Portugal Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/3787" target="_blank"><em>Excelsior</em>, outubro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22681" style="width: 742px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/169072/3787" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/teixeira1.jpg" alt="Excelsior, outubro de 1930" width="732" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/169072/3787" target="_blank"><em>Excelsior,</em> outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo no navio <em>Southern Prince,</em> estava a caminho dos Estados Unidos, onde participaria do Congresso Internacional de Estradas de Rodagem, em Washington, como delegada do Automóvel Clube do Brasil. Conheceu o Canadá e ficou hospedada com umas primas, em Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4251" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 15 de outubro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/33732" target="_blank"><em>A</em> <em>Gazeta (SP)</em>, 14 de outubro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Em comemoração ao segundo ano de fundação da União Universitária Feminina, foi inaugurado na sede da entidade uma exposição com obras de arte de autoria feminina: Georgina de Albuquerque, Maria Francelina, Sarah Figueiredo, Cândida Cerqueira, Celita Vaccani, Odelli Castelo Branco e Wanda Turatti (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/75460" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 31 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>Uma curiosidade, em setembro do mesmo ano, foi realizado o Salão de Arte Moderna de 1931, o Salão Revolucionário como ficou conhecida a 38ª Exposição Geral de Belas Artes, em razão de ter abrigado, pela primeira vez, artistas de perfil moderno e modernista. Realizado no curto período de Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998) na direção da Escola Nacional de Belas Artes &#8211; Enba, de 1930 a 1931, o Salão Revolucionário sinalizou o esforço do arquiteto de modernizar o ensino de arte no país e de abrir as mostras oficiais, até então dominadas pelos artistas acadêmicos, à arte moderna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/172736" target="_blank"><em>Manchete</em>, 3 de dezembro de 1977</a>; <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento84519/salao-revolucionario" target="_blank"><em>Enciclopédia Itaú Cultural</em></a>).</p>
<p>Era a vice-presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/11563" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 11 de março de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino  organizou o II Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro, inaugurado, em junho, no Automóvel Club. Carmen foi uma das encarregadas pela organização e pela programação do evento cujos temas foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22639" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/congresso.jpg" alt="Jornal do Brasil, 19 de junho de 1931" width="605" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 19 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23020" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/segundo1.jpg" alt="Vida Doméstica, agosto de 1931" width="489" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Associação Cristã dos Moços, realização de um chá em homenagem a Carmen Portinho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/15334" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22668" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/chá.jpg" alt="Careta, 8 de agosto de 1931" width="510" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/48769" target="_blank"><em>Careta</em>, 8 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por proposta de Carmen Coutinho foram admitidos homens no quadro social da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8137" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de agosto de 1931, sétima coluna</a>).</p>
<p>Integrava com a comissão da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que foi ao Ministério da Viação e Obras solicitar ao ministro José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1990) a readmissão das mulheres nas repartições dos Correios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13296" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 15 de agosto de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Durante a última reunião do ano da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, Carmen assumiu a presidência porque <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> estava fora do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/9665" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de dezembro de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong> </span>- No terceiro aniversário da União Universitária Feminina, Carmen Portinho fez uma palestra de cinco minutos na Rádio Sociedade, inaugurando o programa idealizado por ela em colaboração com a Rádio Sociedade do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10110" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1932, terceira coluna</a>).</p>
<p>O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres.</p>
<p>Foi uma das signatárias de uma carta enviada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino ao presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), em agradecimento pelo reconhecimento do direito do voto feminino  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14654" target="_blank"><em>Diário Nacional,</em> 2 de março de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>Em 11 de março, casou-se com o irmão da feminista Bertha Lutz, Gualter Adolpho Lutz (1903 &#8211; 1969), que viria a ser especialista em medicina legal, tornando-se catedrático da Escola Nacional de Medicina, de quem se separou poucos anos depois (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4940" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4943/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0001__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank">Sócias da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em visita ao Instituto Osvaldo Cruz, década de 20. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional &#8211; Na foto, Carmen está na primeira fila, do lado esquerdo de Leocádio Rodrigues Chaves. Gualter Adolpho Lutz está na última fila.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escreveu uma carta para a revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/180" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22679" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/180" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22679" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilfeminino.jpg" alt="Brasil Feminino, maio de 1932" width="422" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/180" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma programação especial para celebração do primeiro Dia das Mães, estabelecido a partir de uma iniciativa do Congresso Feminino de 1931, e criado pelo Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1884 &#8211; 1954) consagrando o segundo domingo de maio para a celebração anual da data no Brasil, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, inaugurou a nova sede da entidade, no edifício Caetano Segreto, na Praça Tiradentes, sob a presidência de Carmen Portinho, já que <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> estava fora do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/11584" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de maio de 1932, sétima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma artigo sobre a União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5701" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de julho de 1932</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1903 &#8211; 1993)</a>, da Aliança Nacional de Mulheres; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino; e Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001), pela União Universitária Feminina, foram indicadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição. Finalmente, Natércia e Bertha foram nomeadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>).</p>
<p>Foi uma das fundadoras da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em> &#8211; posteriormente <em>Revista Municipal de Engenharia</em> -, cuja primeira edição foi publicada em<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/3" target="_blank"> julho de 1932</a>. Foi criada por sugestão dada por ela ao então secretário de Obras do Rio de Janeiro, Delso Mendes da Fonseca. Seu diretor-geral era Everardo Backheuser e seu editor Armando de Godoy. A revista, técnica, divulgava as realizações da prefeitura, de engenheiros e de arquitetos. Carmen foi inicialmente secretária e posteriormente foi também redatora e diretora da publicação. Foi na <em>Revista da Diretoria de Engenharia da Prefeitura do Distrito Federal </em>que surgiram os primeiros ensaios sobre a arquitetura moderna no Brasil. No primeiro número foram publicados artigos sobre o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/441">primeiro projeto de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964)</a>, sobre o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank">projeto de Lúcio Costa e Warchavshick para apartamentos na Gamboa</a> e dois artigos de Carmen, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"><em>A arquitetura moderna na Holanda</em></a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/10" target="_blank"><em>I</em><em>nfluência do nosso clima na arquitetura das prisões</em></a>.</p>
<p>Participou da Quinzena da Constituição, uma série de estudos práticos sobre o futura Constituição, organizada em comemoração dos 10 anos de fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13656" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de outubro de 1932</a>).</p>
<p>Foi a capa da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em> de novembro de 1932</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22680" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilfeminino1.jpg" alt="Capa da revista Brasil Feminino, novembro de 1932" width="319" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/312" target="_blank">Capa da revista<em> Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acompanhou a comissão do Ministério da Viação de obras contra a seca no Nordeste, a convite do ministro José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980). A comissão era presidida por Sampaio Correia (1875 &#8211; 1942) e contava com alguns de seus antigos professores como Mauricio Joppert (1890 &#8211; 1985) e Hildebrando de Góes (1899 &#8211; 1980). Durante a viagem visitou as filiais da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino na Bahia, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/28610" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de novembro de 1932, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/117386" target="_blank"><em> Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/14350" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 10 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29037" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29082" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de dezembro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29327" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de dezembro de 1932, terceira coluna</a>).</p>
<p>Era uma das colaboradoras da Lux-Jornal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/711497x/33774" target="_blank"><em>República (SC)</em>, 18 de dezembro de 1932, quarta coluna</a>).</p>
<p>Era uma das mulheres integrantes de uma comissão da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino pelo incentivo ao alistamento eleitoral feminino. No ano seguinte, a comissão passou a oferecer seus préstimos também a homens que precisassem de ajuda para o alistamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29536" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/30476" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de janeiro de 1933</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- Publicação do artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/137" target="_blank"><em>Concurso para a urbanização das avenidas compreendidas entre &#8220;La Place de L´Etoile&#8221;, em Paris, e a praça circular de La Défense, em Courbevoie</em></a>, de sua autoria, na edição de janeiro da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>.</p>
<p>Em uma reunião da sub-comissão constitucional,  Afrânio de Melo Franco (1870 &#8211; 1943), ministro das Relações Exteriores, mencionou um telegrama assinado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Carmen Portinho, dentre outras, representando a mulher brasileira e solicitando que ao votar-se a questão na nacionalidade se resolvesse pelo <em>jus soli, </em>quando a nacionalidade originária é obtida em virtude do território onde o indivíduo tenha nascido – regra do solo. Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), minisro da Fazenda, então comentou <em>Tivemos o cuidado de ficar com as mulheres&#8230;antes do pedido </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/14888" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de janeiro de 1933, sétima coluna</a>).</p>
<p>Ela e Clotilde Cavalcanti (1904 &#8211; 1984), chefe do Departamento de Cultura da União Universitária Feminina, que ficou conhecida como Tilde Canti, visitaram, em companhia da jornalista Zenaide Andrea, a redação do <em>Correio de São Paulo</em>, onde falaram sobre a inauguração da filial paulista da União Universitária Feminina, presidida por Adolpha Rodrigues, da Universidade Mackenzie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1332" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 28 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22671" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGXpUfTr85c" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/tilde.jpg" alt="Clotilde Cavalcanti, a Tilde Canti / Youtube" width="406" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGXpUfTr85c" target="_blank">Clotilde Cavalcanti, a Tilde Canti / Youtube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era uma das dirigentes da Liga Eleitoral Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/15738" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de março de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>Compareceu à reunião da Convenção Nacional das Eleitoras, quando discutiu-se a melhor forma de fazer a propagadana eleitoral da candidatura de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> à Assembleia Nacional Constituinte nas eleições de 3 de maio. Foi lançado um manifesto escrito pela jornalista, feminista e declamadora Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991). Bertha não foi eleita, tendo obtido 15.756 votos. Foi eleita a primeira mulher constituinte nesse pleito, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz (1892 &#8211; 1982) <span style="color: #000000;">Em 9 de novembro de 1933, Bertha foi diplomada como primeira suplente do Partido Autonomista do Distrito Federal.</span></p>
<p>Identificada como Carmen Portinho Lutz, era a representante da Engenharia na comissão da homenagem à poetisa Gilka Machado (1893 &#8211; 1980), que se realizaria no Instituto Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/32941" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 17 de maio de 1933, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na recentemente inagurada nova sede da Associação Cristã Feminina, Carmen proferiu a palestra sobre os <em>Problemas do Nordeste</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16629" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de maio de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Universidade Livre da Capital Federal, realização da aula magna do curso de Altos Estudos Femininos, dirigido pela poetisa e escritora Francisca de Bastos Cordeiro. Carmen e Bertha eram algumas das professoras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16657" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi reconhecida  pelo ministro do Trabalho, Joaquim Pedro Salgado Filho (1888 &#8211; 1950) como delegada eleitora pela União Universitária Feminina. Nessa condição, em 30 de julho, concorreu nas eleições dos constituintes representantes das associações profissionais. Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) concorreu pela União Profissional Feminina. Não foram eleitas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17570" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de julho de 1933, sétima coluna</a>;<em> Correio da Manhã</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna).</p>
<p>Em entrevista, declarou que a conquista do direito ao voto feminino deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>&#8220;Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>O artigo<em> Futura Cidade Universitária Argentina</em>, de autoria de Carmen, foi publicado na Revista da Diretoria de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18274" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de setembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Um manifesto de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e assinado por Carmen Coutinho, pela tradutora Lina Hirsh, por Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; c. 1992), sindicalista e uma das primeiras mulheres negras a atuar na política brasileira; e a advogada Maria Luisa Dória de Bittencourt (1910 &#8211; 2001), que em 1935 tornou-se a primeira deputada estadual da Bahia; foi apresentado à seção de Legislação da Conferência Nacional de Proteção à Infância (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/36571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18466" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de setembro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22660" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/asminasnahistoria/posts/1077510492334180/" target="_blank"><img class="wp-image-22660 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda.jpg" alt="Almerinda, advogada e sindicalista" width="390" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/asminasnahistoria/posts/1077510492334180/" target="_blank">Almerinda Farias Gama, advogada e sindicalista / Facebook</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da embaixada de universitários cariocas que seguiram para uma visita a São Paulo patrocinada pela Associação Universitária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18754" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1 de outubro de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Nas eleições da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ela e Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) continuaram a ocupar os cargos de vice-presidentes<em> ex-officio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/37263" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de outubro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de bolsas de estudos oferecidas pelas associações universitárias americanas e outras associações como o Instituto Internacional de Educação. Na ocasião, a sede do ficava no Edifício Odeon, sala 417, na praça Marechal Floriano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19064" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 1º de novembro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ela e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> participaram da Conferência Pan-americana, em Montevidéu, no Uruguai. Seguiram para o evento em companhia do diplomata Arno Konder (1882 &#8211; 1942), futuro cônsul do Brasil em Washington e na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19503" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de novembro de 1933, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/38593" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de dezembro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19638" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22661" style="width: 777px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/19514" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22661" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/embarque.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de dezembro de 1933" width="767" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/19514" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de dezembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na edição de janeiro da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>, publicação do artigo de <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/441" target="_blank">O critério científico no urbanismo</a>,</em> de sua autoria<span style="color: #ff0000;"> </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40182" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de janeiro de 1934, sexta coluna</a>).</p>
<p>Era a segunda secretária do Sindicato Central de Engenheiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi sorteada para fazer parte do Tribunal do Juri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/20252" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de janeiro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a Associação Brasileira de Imprensa, da qual foi representante junto à imprensa uruguaia durante a realização da Conferência Pan-americana, em dezembro de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/20330" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das feministas que enviou à Assembleia Nacional o pedido de voto para artigos da futura Constituição que contemplavam os direitos da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/21176" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de março de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Era uma das organizadoras da celebração do Dia das Américas realizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Foi identificada no artigo como Carmen Portinho Lutz <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/42358" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 13 de abril de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Estava presente ao chá oferecido na Casa do Estudante, presidida por Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), para as calouras universitárias. Na ocasião, a arqueóloga sueca , da Universidade de Estocolmo, fez uma palestra Hanna Rydh (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/4668" target="_blank"><em>A Noite Illustrada</em>, 18 de abril de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22676" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/4668" target="_blank"><img class=" wp-image-22676" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/chadoido.jpg" alt="A Noite, 18 de abril de 1934" width="758" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/4668" target="_blank">Carmen Portinho está sentada, sem chapéu<em> / A Noite</em>, 18 de abril de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No salão nobre do Hotel dos Estrangeiros, cArmen proferiu a palestra Uma viagem ao Nordeste, dentro da programação de abril do Centro Excursionista Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/20289" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, maio de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22684" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9760" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/confe.jpg" alt="Revista da Semana, 21 de abril de 1934" width="569" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9760" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de abril de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22669" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/20289" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/estrado.jpg" alt="Vida Doméstica, maio de 1934" width="629" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/20289" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, maio de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de julho da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>, publicou o artigo<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/690" target="_blank"><em> O ensino do urbanismo</em></a>.</p>
<p>Foi a tradutora do livro <em>A ditadura dos incas</em>, do escritor mexicano Gabriel A. Gomes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/40273" target="_blank"><em>Diário da Manhã (SC)</em>, 31 de julho de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada por sua recente nomeação a engenheira-chefe da prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/45962" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada no artigo <em>As</em> <em>Vitórias Femininas, </em>de Costa Rego, sobre as conquistas das mulheres da Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23517" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de agosto de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Como delegada do Distrito Federal, ela e Maria dos Reis Campos participaram da Convenção Nacional Feminina, na Bahia. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> era a delegada federal assim como a líder do encontro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46189" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 24 de agosto de 1934, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23660" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 26 de agosto de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23753" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de setembro de 1934, sexta coluna</a>).</p>
<p>Recebeu a incumbência de ser a engenheira responsável pela construção do novo prédio da sede do Montepio dos Empregados Municipais. Pediu exoneração da função em 1936 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de agosto de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/62307" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de março de 1936, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era a redatora-chefe da <em>Revista da Diretoria de Engenharia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/742" target="_blank"><em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>, setembro de 1934</a>).</p>
<p>Ela, que na época era engenheira ajudante da Diretoria Geral de Engenharia, foi designada para assumir interinamente o cargo de engenheiro-chefe de divisão da entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23941" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de setembro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava o conselho de redação da recém lançada revista<em> Tribuna Feminina, sob a direção de Alzira Reis Vieira Pereira</em>, tendo como principal redatora Eunice Weaver (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_07/6223" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 27 de dezembro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Publicou o artigo A arte dos jardins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/905" target="_blank"><em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>, janeiro de 1935</a>).</p>
<p>No Palace Hotel, comemoração dos seis anos da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/393" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22672" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/393" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/feve-1024x421.jpg" alt="Walkyrias, fevereiro de 1935" width="768" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/393" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A poetisa baiana Seleneh Carneiro de Souza foi homenageada pela União Universitária Feminina com um chá na Sorveteria Americana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6487" target="_blank"><em>A Noite Illustrada</em>, 12 de março de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22677" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/6487" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22677" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/noite1.jpg" alt="A Noite, 12 de março de 1935" width="460" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/6487" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de março de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela e Edith Fraenkel (1889 &#8211; 1969), futura primeira presidente eleita da Associação Brasileira de Enfermagem e uma de suas fundadoras, foram indicadas para suplentes da delegação brasileira no Congresso de Istambul. A representante do Brasil seria a poetisa e feminista Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0028/7111" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério das Relações Exteriores</em>, 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/52699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de abril de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22662" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27194" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/anna-amelia.jpg" alt="Anna Amélia Carneiro de Mendonça / Correio da Manhã, 10 de abril de 1935" width="183" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27194" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça / <em>Correio da Manhã</em>, 10 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22685" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/confe1.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de abril de 1935" width="580" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração da primeira oficina da Divisão de Edificações Municipais, onde Carmen era engenheira-chefe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/88895" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 6 de julho de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22693" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/82958" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22693" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/carpintaria.jpg" alt="O Malho, 4 de julho de 1935" width="572" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/82958" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de julho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estava presente à homenagem prestada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino ao ministro das Relações Exteriores, José Carlos Macedo Soares (1883 &#8211; 1968), e a sua esposa, no salão nobre do Automóvel Clube (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/461" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 6 de julho de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada na celebração dos 13 anos da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/831" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 10 de agosto de 1935</a>).</p>
<p>A Diretoria de Engenharia da Secretaria Geral de Viação, Trabalho e Obras Públicas do Distrito Federal convocou ela, Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) e outros engenheiros para resolver um assunto relativo às obras no Paço Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/58071" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de outubro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Ingressou no curso de pós-graduação do Curso de Urbanismo e Arquitetura da Universidade do Distrito Federal. A primeira turma do curso era composta por oito alunos: Carmen Portinho, Déa Torres de Paranhos  (1915 &#8211; 2001), Albino dos Santos, Dante Jorge Albuquerque, Ricardo José Antunes Júnior, Paulo de Camargo e Almeida, João Lourenço da Silva e Adhemar Marinho da Cunha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/13889" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 7 de agosto de 1938, última coluna</a>). Todos, menos ela, eram arquitetos. Teve como professores Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), de História da Arte; Candido Portinari (1903 &#8211; 1962), de Pintura; e Celso Antônio de Menezes (1896 &#8211; 1984), de Escultura, dentre outros. Foi nessa ocasião que conheceu Edith Behring, que se tornaria uma das mais importantes gravadoras brasileiras e futura responsável pelo Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.</p>
<p>Devido a irregularidades cometidas pela Companhia Territorial Construtora, pediu exoneração do cargo de engenheira responsável pela construção do novo prédio da sede do Montepio dos Empregados Municipais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/31691" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de janeiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>Dentre outros, como o professor e artista plástico Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940) e o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que entre 1903 e agosto de 1936 foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, fazia parte da caravana do Centro Carioca que visitou as obras da estrada para o Cristo Redentor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/31781" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1936, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4907" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 18 de janeiro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22664" style="width: 275px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon1419021.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/benevenuto.jpg" alt="Benevenuto Berna / Acervo Biblioteca Nacional" width="265" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon1419021.jpg" target="_blank">Benevenuto Berna / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da organização e da programação da celebração do Dia Pan-americano ou Dia das Américas. Em castelhano, Carmen proferiu uma palestra pleitando a inclusão de mulheres delegadas plenipotenciárias em todas as delegações das conferências de paz. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> falou em inglês e Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) em português também discursaram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/33214" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 15 de abril de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ela e a artista plástica Clotilde Cavancanti &#8211; Tilde Canti &#8211; (1906 &#8211; 1984), representando a União Universitária Feminina, e Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), presidente da Casa do Estudante, reuniram-se com o presidente da República, Getulio Vargas (1822 &#8211; 1954), para tratar de assuntos relativos ao intercâmbio universitário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/34653" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de julho de 1936, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178586/87" target="_blank"><em>A Offensiva</em>, 9 de julho de 1936, segunda coluna</a>).</p>
<p>No Salão Nobre da Escola Nacional de Belas Artes, como aluna do Curso de Urbanismo e Arquitetura da Universidade do Distrito Federal, durante a celebração em torno do ex-prefeito Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), proferiu o discurso <em>Passos, o grande prefeito</em>. O arquiteto espanhol Morales de los Rios Filho (1887 &#8211; 1973), professor do mesmo curso, proferiu o discurso o <em>Passos, o Haussmann brasileiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67901" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de setembro de 1936, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Ela e sua amiga e colega no curso de Urbanismo, Déa Torres Paranhos (1915 &#8211; 2001), uma das primeiras mulheres registradas como arquiteta no CREA, em 1935, publicaram o artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/1940" target="_blank"><em>Aerophotogrametria</em> (<em>Revista da Diretoria de Engenharia</em>, novembro de 1936)</a>. Déa havia ingressado, com 15 anos, em 1930, na Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro, no curso especial de Arquitetura, mesma turma de Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), uma turma com um total de 137 alunos, onde apenas 15 eram mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22695" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paranhos.jpg"><img class="wp-image-22695 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paranhos.jpg" alt="Fotografia do álbum de formatura de Deá Torres de Paranhos" width="328" height="508" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia do álbum de formatura de Deá Torres de Paranhos / Biblioteca da FAU/UFRJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong> </span>- Após presidir a União Universitária Brasileira desde sua fundação, Carmen Portinho foi sucedida pela também engenheira Elza Pinho Osborne (? &#8211; 1995) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/72269" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de janeiro de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou e foi uma das signatárias do manifesto lançado pelo Congresso Nacional dos Estudantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/39375" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de abril de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Por iniciativa de Carmen e de outras engenheiras foi fundada, em 19 de julho de 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA), para incentivar mulheres formadas a <span style="color: #000000;">ingressar no mercado de trabalho. Ela foi sua primeira presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1937, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22666" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lindinha.jpg" alt="Correio da Manhã, 27 de julho de 1937" width="252" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41574" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22696" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lista.jpg"><img class="size-full wp-image-22696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/lista.jpg" alt="Lista de Presença da Fundação da ABEA / Fonte: Revista da ABEA Nacional – Ano 1 no. 1, 2011. " width="602" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Lista de Presença da Fundação da ABEA /<br />Fonte: Revista da ABEA Nacional – Ano 1 no. 1, 2011.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Integrava o Departamento de Urbanismo do Centro Carioca, cuja sede ficava na Praça tiradente, nº 60, no quarto Andar. Era presidido pelo professor e artista plástico Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/42065" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicou o artigo <em>O Homem e o seu Abrigo</em> no primeiro número da Revista de Cultura Técnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/77823" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de agosto de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Ela, Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), Iberê Ebert e outros engenheiros foram designados redatores da <em>Revista Municipal de Engenharia</em>, sob a gerência do engenheiro Alim Pedro  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/79409" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>O redator-chefe da <em>Revista da Diretoria de Engenharia </em>passou a ser Carvalho Netto<em>. </em>Ela, Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), Raposo de Almeida e Castro Faria passaram a ser os redatores<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2334" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, novembro de 1937</a>).</p>
<p>Foi indicada para integrar a subcomissão de Elaboração do Plano da Cidade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- Publicação de uma notícia sobre o curso de Urbanismo e sobre a defesa da tese de seus alunos, dentre eles, Carmen Portinho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/86289" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de agosto de 1938, última coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente do Sindicato Nacional dos Engenheiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/2911" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, setembro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/48602" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de outubro de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, Carmen defendeu sua tese, <em>Plano da futura capital do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de dezembro de 1938, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/49702" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de dezembro de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22644" style="width: 195px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22644" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/tese.jpg" alt="Jornal do Brasil, de dezembro de 1938" width="185" height="344" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/89287" target="_blank">Jornal do Brasil, 14 de dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Tornou-se a primeira mulher a obter o título de urbanista no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/50244" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de janeiro de 1939, primeira coluna</a>)*.</p>
<p>Publicação de sua tese <em>Plano da futura capital do Brasil </em>nas edições de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/7763" target="_blank">março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/7869" target="_blank">maio</a> da <em>Revista Municipal de Engenharia.</em></p>
<p>Estava presente na inauguração da Seção Brasileira da Confederação dos Trabalhadores Intelectuais, com sede em Genebra. A iniciativa foi da advogada Marie Therese Nizot (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/95198" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1939, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi uma das juradas no juglamento de um assassinato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/746" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de março de 1940, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita membro do Conselho Diretor do Club de Engenharia, presidido por José Matoso de Sampaio Corrêa (1875 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/2181" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de junho de 1940, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong></span> &#8211; Integrava a comissão organizadora e a delegação do Club de Engenharia no I Congresso Brasileiro de Urbanismo, realizado entre 20 e 27 de janeiro, no Rio de Janeiro, com a participação de profissionais de renome como o francês Alfred Agache (1875 &#8211; 1959). O evento foi idealizado pelo engenheiro Francisco Baptista de Oliveira, diretor do Departamento de Urbanismo do Centro Carioca. Houve um concurso de cartazes para o evento <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/3732" target="_blank">(<em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de novembro de 1940, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/4632" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de de dezembro de 1940, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142328/2135" target="_blank"><em>Revista de Arquitetura</em>, dezembro de 1940</a>). A <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/3834" target="_blank">edição especial de maio da <em>Revista da Seman</em>a</a> foi dedicado ao tema do urbanismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22887" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/3839" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22887" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/urbanismo.jpg" alt="Carmen Portinho é a única mulher na fotografia / Revista da Semana, maio de 1941" width="366" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/3839" target="_blank">Carmen Portinho é a única mulher na fotografia / <em>Revista da Semana</em>, maio de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Rádio Difusora da Municipalidade, proferiu uma palestra, que integrou a Jornada de Habitação Econômica, presidida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/8639" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de setembro de 1941, segunda coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da diretoria do Sindicato de Engenheiros, presidida por Furtado Simas (1913 &#8211; 1978) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/22592" target="_blank"><em>O Radical</em>, 22 de novembro de 1941, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/9599" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de novembro de 1941, quinta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94265" target="_blank"><em>O Malho</em>, janeiro de 1942</a>).</p>
<p>Era uma das colaboradoras da revista <em>Urbanismo e Viação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/9461" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 11 de dezembro de 1941</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> &#8211; Publicação de seu artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/3863" target="_blank"><em>A habitação &#8211; o Homem</em> (<em>Revista Municipal de Engenharia</em>, janeiro de 1942</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão que entregou à delegação dos Estados Unidos uma moção de solidariedade da União Universitária Feminina aos princípios que regem a solidariedade continental de defesa da democarcia e da liberdade, durante a III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/10263" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de janeiro de 1942, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em uma reunião extraordinária da Obra de Fraternidade da Mulher Brasileira, presidida pela advogada Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998), Carmen foi uma das mulheres que falaram sobre a importância da participação da mulher universitária no esforço de defesa do Brasil após o torpedeamento de cinco navios mercantes brasileiros pelos países do Eixo &#8211; Alemanha e Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/18586" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de agosto de 1942, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela, Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998) e, como suplentes, as médicas Maria Lourdes Pedroso e Iraci Dolle Ferreira, foram as representantes da União Universitária Feminina na IV Convenção Nacional Feminina, realizada na sala de leitura do Palácio Itamaraty, entre 26 e 28 de outubro, presidida por Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991) e que contou com a participaçao de diversas feministas, dentre elas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971). Em pauta, a participação da mulher brasileira na guerra. Na época, Carmen era a presidente da Associação das Engenheiras e Arquitetas Brasileiras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/17512" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 22 de outubro de 1942, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/17558" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 27 de outubro de 1942, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/17578" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 29 de outubro de 1942, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22876" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116408/17578" target="_blank"><img class="wp-image-22876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/lindinha1.jpg" alt="lindinha1" width="507" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116408/17578" target="_blank">Carmen Portinho e a engenheira Nídia Moura com a repórter / <em>A Manhã</em>, 29 de outubro de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> &#8211; Era uma das cinco mulheres integrantes do Club de Engenharia. As outras eram Anita Dubrugas (1892 &#8211; 1951), Elza Pinho Osborne (? &#8211; 1995), Edwiges Maria Becker Hom’meil  (18? &#8211; 19?) e Maria Helena Souza Coelho. Edwiges e Anita foram a primeira e a segunda mulheres, respectivamente, a se formarem em Engenharia Civil no Brasil. Carmen fazia parte do Conselho Diretor da chapa Eugênio Gudin &#8211; Marques Porto que concorreu, mas não ganhou as eleições do Club de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/13484" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 14 de março de 1943, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/15367" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de março de 1943, sexta coluna</a>).</p>
<p>Era a segunda secretária da diretoria do Conselho Diretor da Sociedade de Engenheiros da Prefeitura e vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16893" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de julho de 1943, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22877" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/21943" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/sindicato.jpg" alt="A Noite, 30 de julho de 1943" width="313" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/21943" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong></span> &#8211; Como presidente da União Universitária Feminina endereçou uma carta à diretora do Museu Nacional solicitando que mulheres fossem autorizadas a fazer a prova para a contratação de ex-numerário mensalista na instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/22241" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 10 de fevereiro de 1944, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sob sua presidência, a União Universitária Feminina promoveu sua I Exposição de Artes Plásticas, patrocinado pelo Ministério de Educação e Saúde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/23678" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de agosto de 1944</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22884" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/23678"><img class="size-full wp-image-22884" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/odelli.jpg" alt="Diário da Noite, 1º de agosto de 1944" width="289" height="188" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/23678" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de agosto de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como vice-presidente da Associação de Engenheiras e Arquitetas Brasileiras proferiu a palestra <em>A reconstrução de Londres</em>, na sessão inaugural da exposição do plano urbanístico para a reconstrução de Londres, realizada no Instituto dos /arquitetos do Brasil, sob os auspícios do Conselho Britânico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/24636" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 22 de outubro de 1944, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945 </strong></span>- Foi uma das organizadoras com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Maria Luiza Bitencourt (1910 – 2001), primeira deputada da Bahia; Maria Rita Soares de Andrade (1904 – 1998) e outras mulheres, de uma coligação democrática para apoiar a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes (1896 – 1981) à presidência da República (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">Diário de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/21519" target="_blank">, 24 de fevereiro de 1945, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Estava presente à posse do general Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) como presidente da Coligação Democrática do Distrito Federal de combate ao getulismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25161" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de março de 1945, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na chegada ao Rio de Janeiro do general Manoel Rabelo (1878 &#8211; 1945), ministro do Superior Tribunal Militar, que apoiava a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/26478" target="_blank"><em>O Jorna</em>l, 23 de março de 1945, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na sede da Associação Brasileira de Imprensa, eleição do Diretório da União Democrática Nacional (UDN). Ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> e Maria Rita Soares de Andrade (1904 – 1998) compunham o Comitê Feminino do Distrito Federal. A UDN foi fundada em 7 de abril de 1945 como uma “<em>associação de partidos estaduais e correntes de opinião</em>” contra a ditadura do Estado Novo e sua principal bandeira foi a oposição constante a Getulio Vargas (1884 &#8211; 1954) e ao getulismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/26705" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de abril de 1945, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25465" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de abril de 1945, sexta coluna</a>; Revista da Semana, de 1950).</p>
<p>Foi uma das signatárias do manifesto de programa de ação da recém fundada União Socialista Popular, de caráter provisório, que serviria de base para a organização de um grande órgão político socialista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/20252" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de abril de 1945, quarta coluna</a>).</p>
<p>Carmen deu uma entrevista ao jornal <em>Correio da Manhã, </em>que havia rompido as <em>amarras da censura dipeana</em> com a publicação, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/24792" target="_blank">em 22 de fevereiro de 1945</a>, de declarações, que tiveram grande repercussão, de José Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980) a Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) acerca da situação política estabelecida pelo Estado Novo. José Américo participou da Revolução de 30, havia sido ministro da Viação de Getulio e pré-candidato à presidência da República para as eleições de 1938 que não se realizaram devido ao estabelecimento do Estado Novo. É também o autor do aclamado romance <em>A Bagaceira</em> (1928). Dentre outros assuntos, Carmen Portinho, na entreista, comentou as restrições impostas às mulheres pelo Departamento Administrativo do Serviço Público, o DASP, com referência ao trabalho feminino nas repartições públicas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25721" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de abril de 1945, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22873" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25721" target="_blank"><img class="  wp-image-22873" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cooperar.jpg" alt="cooperar" width="510" height="193" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25721" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de abril de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22874" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="Correio da Manhã, 26 de abril de 1945"><img class="wp-image-22874 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cooperar1.jpg" alt="cooperar1" width="259" height="317" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/25721" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 26 de abril de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou das demonstrações práticas dos eletrodutos moldados Semerato, invenção do brasileiro Ariosto Semeraro, nas obras do edifício <em>Aquitânia</em>, na avenida Presidente Vargas. Ela comentou o sucesso que o invento teria na reconstrução das cidades inglesas destruídas pela guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/34049" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de maio de 1945, primeira coluna</a>).</p>
<p>Viajou para a Inglaterra, em agosto de 1945, por ter recebido<span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"> uma bolsa do Conselho Britânico para estagiar junto às comissões de reurbanização das cidades inglesas destruídas pela guerra. A viagem durou 24 dias de navio. Em setembro, já em Londres, ela ofereceu uma recepção na sede do British Council. Em outubro, foi homenageada com um almoço na residência do embaixador do Brasil em Londres, José Joaquim de Lima e Silva Muniz de Aragão (1887 &#8211; 1974). Em 21 de dezembro, foi oferecido em homenagem a seu regresso ao Brasil um <em>cocktail</em> na sede da Sociedade de Engenheiros da Prefeitura do Distrito Federal. Segundo ela, foi nesse período que aprendeu o conceito de unidade de habitação. Esteve também na Escócia e em Paris, quando encontrou-se com Beata Vettori (1909 &#8211; 1994), diplomata e sua antiga companheira na Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Também, em Paris, encontrou-se com Le Corbusier (1887 &#8211; 1965) e lhe mostrou as transparências e as plantas da sede do Ministério da Educação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/35881" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de setembro de 1945, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/29674" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de outubro de 1945, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/29674" target="_blank"><em> O Jornal</em>, 6 de outubro de 1945, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/27491" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de outubro de 1945, quinta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/29161" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de dezembro de 1945, sexta colun<span style="color: #0000ff;">a</span></a><span style="color: #0000ff;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/24283" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 10 de abril de 1948</a><span style="color: #0000ff;">; <em>Jornal do Commercio</em>, 21 de dezembro de 1945, sexta coluna</span><span style="color: #000000;">). </span></span></p>
<p>Neste ano formou-se em Engenharia na Universidade Federal do Paraná, Enedina Alves Marques (1913 &#8211; 1981), primeira mulher negra a se tornar engenheira no país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22883" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blog.obraprimaweb.com.br/mulheres-na-construcao-civil/" target="_blank"><img class=" wp-image-22883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/enedina.jpg" alt="Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil" width="325" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blog.obraprimaweb.com.br/mulheres-na-construcao-civil/" target="_blank">Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Na Sociedade dos Engenheiros da Prefeitura, Carmen proferiu a palestra <em>Comentários sobre uma viagem à Grã-Bretanha e à Escócia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/28804" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 9 de janeiro de 1946, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação dos artigos de Carmen Portinho, <em>Habitação Popular, </em>onde abordou as limitações de cidades-jardins, cidades-dormitórios e cidades-satélites, defendendo a criação de conjuntos residenciais, <em>construídos em áreas previamente determinadas e distribuidos racionalmente por todo o centro urbano. </em>Também abordou a existência das favelas, explicou o conceito de Unidade de Habitação, comentou a construção de habitações para solteiros e idosos e outros aspectos da reconstrução de cidades na Inglaterra e o Decreto-Lei 9128 de 1º de maio de 1946 autorizando a criação da Fundação da Casa Popular (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30309" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de março de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30418" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de março de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30517" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de março de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30636" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de março de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30733" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de abril de 1946, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30850" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 14 de abril de 1946, sétima coluna</a>).</p>
<p>Criação do Departamento de Habitação Popular da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura do Distrito Federal. Carmen foi nomeada chefe do departamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/27355" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1946</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30685" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 5 de abril de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/27517" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de abril de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/40193" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de fevereiro de 1948, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/31736" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 3 de março de 1948, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das pessoas designadas pelo prefeito Hildebrando de Góis (1899 &#8211; 1980) para integrar a Comissão de Revisão do Código de Obras do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/33282" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de maio de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo de sua autoria <em>Trabalho Feminino</em>, sobre a participação das mulheres na Segunda Guerra Muncial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/31556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de junho de 1946, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi citada com seu nome de casada, Carmen Portinho Lutz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/32001" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de julho de 1946, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo <em>Escola Maternal e Jardim de Infância. A</em> respeito do artigo, Gloria A. Vaz lhe enviou uma carta, também publicada na jornal<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/32208" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1946, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/32418" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1946, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo <em>Exposição Fotográfica de Arquitetura</em> <em>Britânica</em>, apresentada na Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Ela fez uma conferência sobre o assunto no dia 6 de agosto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/28957" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de julho de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/32617" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1946, quarta coluna).</a></p>
<p>Publicação de seu artigo <em>Matisse</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/33549" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de outubro de 1946, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi mencionada como uma das professoras queridas em artigo de Paulo A. Figueiredo, <em>No Pedro II do meu tempo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/31790" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 25 de outubro de 1946, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Cidade dos Motores</em>, de Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), traduzido por ela. O artigo é sobre a futura construção da Cidade dos Motores, na Baixada Fluminense, projetada por Paul Lester Weiner e José Luiz Sert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/33937" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de novembro de 1946, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong></span><span style="color: #800000;"><strong>947 </strong></span>- Publicação do artigo de sua autoria<em> Senhor dos Navegantes</em>, sobre a procissão realizada em Salvador no dia 31 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/34899" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1947</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente da Sociedade de Engenheiros da Prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/32617" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, julho de 1947</a>).</p>
<p>Entre 27 de setembro e 1º de outubro, participou, como delegada do Brasil, do Congresso Internacional de Mulheres, organizado pela<em> Entente Mondiale pour la Paix, </em>na sede da Unesco, onde ficava anteriormente o Hotel Majestic. Retornou em 24 de outubro e, em 5 de novembro, proferiu uma palestra sobre o evento, na Casa do Estudante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/37298" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de julho de 1947, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/37820" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de agosto de 1947, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/38249" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de setembro de 1947, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/40309" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 28 de setembro de 1947, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/38604" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 25 de outubro de 1947, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/37776" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de novembro de 1947, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/22992" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 6 de dezembro de 1947</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22699" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paz.jpg"><img class="size-large wp-image-22699" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paz-1024x474.jpg" alt="A jornalista Helena Silveira e Carmen Portinho (em primeiro plano, à direita), delegadas do Brasil no Congresso / Revista da Semana, 6 de dezembro de 1947" width="768" height="356" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/22992" target="_blank">A jornalista e escritora Helena Silveira (1911 &#8211; 1984) e Carmen Portinho (em primeiro plano, à direita), delegadas do Brasil no Congresso / <em>Revista da Semana</em>, 6 de dezembro de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das signatárias de um protesto enviado ao Congresso Nacional contra o projeto do senador Ivo d´Aquino (1895 &#8211; 1974), que pretendia cassar mandatos de parlamentares. <em>O projeto se aplicava aos comunistas quando incluía entre os casos de extinção a cassação do registro do respectivo partido por ser considerado “extremista” (artigo 141 da Constituição de 1946). Aprovado em primeira e segunda votações no Senado em outubro de 1947, por 35 votos a 19, e 34 a 18, respectivamente, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados em 7 de janeiro de 1948 (162 votos favoráveis e 74 contrários) e levado à sanção de Dutra na mesma data </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154547/5974" target="_blank"><em>Tribuna Popular</em>, 4 de dezembro de 1947, primeira coluna</a>; <a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/ivo-d-aquino-fonseca" target="_blank">CPDOC</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Foi a personagem da coluna &#8220;Personalidade da Semana&#8221;. Um dos assuntos que abordou foi a construção do Conjunto Habitacional do Pedregulho, no bairro de São Cristóvão, para abrigar funcionários públicos do então Distrito Federal. O projeto, de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), já havia sido aprovado pelo prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/24283" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de abril de 1948</a>).</p>
<p>Participou com Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), Henrique Mindlin (1911 &#8211; 1971) e Rodrigo de Mello Franco de Andrade (1898 &#8211; 1969), dentre outros, de um almoço que o Conselho Britânico realizou no Hotel Palace para engenheiros e arquitetos que recepcionaram o arquiteto inglês Percy Marshall (1915 &#8211; 1993) no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/42011" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de junho de 1948, última coluna</a>).</p>
<p>Estava envolvida no projeto da prefeitura do Rio de Janeiro, cujo prefeito era Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), de construção de 500 casas no Parque Proletário da Gávea para moradores que seriam transferidos da Favela do Pinto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/42469" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1948, sexta coluna</a>).</p>
<p>Mostrou fotografias do projeto de urbanização da região do desmonte do Morro de Santo Antônio, realizado por Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), diretor do Departamento de Urbanismo da Prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/44215" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de novembro de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e o arquiteto Mauro Viegas (1919 &#8211; ), adjunto do secretário de Viação, foram os representantes da prefeitura do Rio de Janeiro no Segundo Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Porto Alegre, de 20 a 27 de novembro. Apresentaram o projeto do Conjunto Residencial do Pedregulho, da urbanização da região do desmonte do Morro de Santo Antônio e do Estádio Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/44275" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de novembro de 1948, primeria coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/44302" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de novembro de 1948, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142328/3840" target="_blank"><em>Revista de Arquitetura</em>,  novembro/dezembro de 1948)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/segundo.jpg"><img class=" size-full wp-image-22698 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/segundo.jpg" alt="segundo" width="338" height="464" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong> </span>- Ela, formavam a comissão para realizar os estudos e os projetos para a urbanização das áreas situadas nas encostas da Tijuca, no vale do rio Cachoeira e das terras compreendidas entre o Itanhangá, a lagoa e a Barra da Tijuca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/45290" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1949, sétima coluna</a>).</p>
<p>Artigo sobre a construção do Conjunto Residencial do Pedregulho, cuja executora era Carmen Portinho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/45488" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1949, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Fazia parte da chapa encabeçada por Alcides Lins (1891 &#8211; 1969) para o Club de Engenharia. A eleição foi vencida pela chapa encabeçada por Edson Passos *1893-1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/57366" target="_blank"><em>A Noite</em>, 31 de março de 1949, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos engenheiros designados para representar a prefeitura do Rio de Janeiro no I Congreso Pan-americano de Engenharia que se realizou na cidade entre 15 e 24 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/48263" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1949, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; A princesa Margaret da Inglaterra (1930 &#8211; 2002) fumou em público o que causou certa polêmica. Algumas mulheres brasileiras foram convidadas a comentar o fato, dentre elas, Carmen que declarou não achar condenável a atitude da princesa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_03/2138" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 11 de abril de 1950</a>).</p>
<p>Foi uma das representantes do Brasil no III Seminário Regional de Assuntos Sociais da União Panamericana, que se realizou em Porto Alegre entre 14 e 26 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/53188" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 10 de maio de 1951, última coluna</a>).</p>
<p>Inauguração dos primeiros 54 apartamentos do Conjunto Residencial do Pedregulho com a presença do prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990) e de diversas autoridades. Na ocasião, Carmen proferiu uma palestra sobre a construção (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/2332" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de junho de 1950, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/3418" target="_blank"> <em>Correio da Manhã</em>, 21 de junho de 1950</a>).</p>
<p>Deu uma entrevista falando de suas ideias em relação à questão da habitação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/2427" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 2 de julho de 1950</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Em 21 de março, foi eleita e tomou posse a nova diretoria do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, fundado em 1948: Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968) &#8211; presidente -, Francisco de San Thiago Dantas  (1911 &#8211; 1964) &#8211; vice-presidente -, Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003) &#8211; diretora executiva , Carmen Portinho &#8211; diretora executiva adjunta -, Maria Barreto (diretora secretária) e Walther Moreira Salles (1912 &#8211; 2001) (tesoureiro).</p>
<p>Foi uma das personalidades de destaque no Brasil que se manifestou entusiasmadamente sobre a realização da I Bienal Internacional de São Paulo, promovida pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, então presidido por Ciccillo Matarazzo (1898 &#8211; 1977).  Sua mulher, de Yolanda Penteado (1903 &#8211; 1983), foi uma peça fundamental para a realização do evento, que aconteceu em um pavilhão provisório localizado na Esplanada do Trianon, na região da Avenida Paulista. Foi realizada entre outubro e dezembro com 729 artistas de 25 países e 1854 obras. <span style="color: #000000;">O projeto do Conjunto Residencial do Pedregulho, do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964), do qual Carmen era a engenheira, conquistou o prêmio de Organização de Grandes Áreas ou de Urbanismo</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/1822" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/13655" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-22906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/bienal.jpg" alt="bienal" width="174" height="250" /></a></p>
<p>Foi afastada do cargo de diretora do Departamento de Habitação Popular pelo novo secretário de Viação da Prefeitura, Paulo Sá, nomeado pelo novo prefeito do Rio de Janeiro, João Carlos Vital (1900 &#8211; 1984) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/9039" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de abril de 1951, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das integrantes da delegação de Habitação e Urbanismo designada pelo presidente da República para participar do III Seminário Regional de Assuntos Sociais da União Pan-americana, realizada entre 14 e 26 de maio, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/9269" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de maio de 1951, última coluna</a>).</p>
<p>No artigo <em>Muita construção, alguma arquitetura e um milagre</em>, sobre os últimos 50 anos de arquitetura no Brasil, o arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998) citou a participação de Carmen Portinho na Faculdade como decisiva para a formação do arquiteto no Brasil e a definiu como um &#8220;<em>traço vivo de união, desde menina, entre as Belas Artes e a Politécnica&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/10006" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1951, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em entrevista, declarou que suas paixões era a matemática e a jardinagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de outubro de 1951</a>)</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> <span style="color: #000000;">- O</span></span><span style="color: #000000;"> Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, fundado, em 1948, sob a presidência de Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968) e inaugurado, em  20 de janeiro de 1949, com a exposição <em>Pintura Europeia Contemporânea</em>, em sua sede provisória localizada no 11º andar do Banco Boavista, passou a funcionar, em 15 de janeiro de 1952, no pavimento térreo do Edifício Gustavo Capanema, o prédio do Ministério da Educação. A área foi cedida, no ano anterior, pelo então ministro da Educação e da Saúde e também fundador do jornal <em>A Tarde</em>, da Bahia, Ernesto Simões Filho (1886 &#8211; 1957). O recinto do museu foi projetado por Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012) e Carmen foi responsável pelas obras. A cerimônia de inauguração, à qual compareceram diversas personalidades do mundo político e cultural brasileiro, como a primeira-dama Darci Vargas (1895 &#8211; 1968) e o casal Ciccillo Matarazzo (1898 &#8211; 1977) e Yolanda Penteado (1903 &#8211; 1983), foi presidida por Simões Filho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Carmen era, como já mencionado, diretora executiva adjunta do MAM-RJ, cargo que ocupou até 1967. Sua diretora executiva era Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003), seu vice-presidente, Francisco Clementino San Tiago Dantas (1911 &#8211; 1964), e seu tesoureiro, Walther Moreira Salles (1912 &#8211; 2001). A exposição inaugural mostrou quadros pertencentes ao museu e obras premiadas na I Bienal de São Paulo, realizada entre outubro e dezembro de 1951 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/45448" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de janeiro de 1949, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/8135" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de março de 1951, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/14562" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de janeiro de 1952, quarta colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/14776" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1952</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de outubro de 1951, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/5198" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 9 de janeiro de 1952, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/10761" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de janeiro de 1952</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/50300" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, fevereiro de 1952</a><span style="color: #333399;">;</span> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_05/7062" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de julho de 1952</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22931" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/14666" target="_blank"><img class=" wp-image-22931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/sedemam.jpg" alt="Sede provisória do MAM-RJ no térreo do Edifício Gustavo Capanema / Correio da Manhã, de 1952" width="796" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/14666" target="_blank">Sede provisória do MAM-RJ no térreo do Edifício Gustavo Capanema / <em>Correio da Manhã,</em> 11 de janeiro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22894" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/50300" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam1-1024x426.jpg" alt="Na inauguração do MAM-RJ, no Palácio Capanema, Carmen está à direita de Niomar / Vida Doméstica, fevereiro de 1952" width="768" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/50300" target="_blank">Na inauguração do MAM-RJ, no Palácio Capanema, Carmen está à direita de Niomar Moniz Sodré Bittencourt / <em>Vida Doméstica,</em> fevereiro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22899" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/157880/6235" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam2-1024x364.jpg" alt="Almanak do Correio da Manhã, 1952" width="768" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/157880/6235" target="_blank"><em>Almanak do Correio da Manhã</em>, 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Carmen Portinho hasteou a bandeira do Brasil na inauguração da escola do Conjunto Residencial do Pedregulho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/10983" target="_blank"><em>A Noite</em>, 31 de janeiro de 1952, penúltima coluna</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22917" style="width: 775px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/10983" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22917" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/escola.jpg" alt="Escola do Conjunto Residencial do Pedregulho / A Noite, 31 de janeiro de 1951" width="765" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/10983" target="_blank">Escola do Conjunto Residencial do Pedregulho / <em>A Noite</em>, 31 de janeiro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração do Conjunto Habitacional Paquetá,  projeto de Francisco Bolonha (1923 &#8211; 2006), do qual Carmen era a diretora das obras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/16244" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de março de 1952, segunda coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte do Conselho Central da Fundação da Casa Popular, nomeado pelo ministro do Trabalho, Segadas Viana (1906 &#8211; 1991) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/13638" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 9 de abril de 1952, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/8306" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das engenheiras citadas em um artigo sobre mulheres engenheiras no Rio de Janeiro. Foi publicada uma foto dela fiscalizando as obras do Conjunto Residencial do Pedregulho (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/211" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de maio de 1952</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22901" style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/212" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22901" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedre.jpg" alt="Manchete, 24 de maio de 1952" width="616" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/212" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de maio de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em entrevista, Carmen afirmou que a construção de conjuntos residenciais seria a solução ideal para o problema de habitação no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/8832" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 2 de julho de 1952)</a>.</p>
<p>Foi uma das diretoras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro que recepcionou o artista André Lhote (1885 &#8211; 1962) em visita ao museu (<em>Correio da Manhã</em>, 23 de julho de 1952, terceira coluna).</p>
<p>Participou de um ciclo de conferências realizado no Centro de Medicina Social como uma das relatoras do tema dos problemas das favelas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/13873" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de agosto de 1952, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Inauguração, no MAM-RJ, na Exposição de Arquitetura Contemporânea Brasileira. Segundo Carmen, organizadora do evento: &#8220;<em>esse trabalho serve para demonstrar que nossa arquitetura moderna não está divorciada da tradição, da boa qualidade. O que é bom é bom em qualquer época</em>&#8220;. O trabalho a que se referia era uma igreja antiga de Gregory Warchavsky (1896 &#8211; 1972), arquiteto ucraniano radicado no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/9494" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 6 de agosto de 1952, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/19328" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de agosto de 1952</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22955" style="width: 674px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/19328" target="_blank"><img class=" wp-image-22955" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/portinholins.jpg" alt="Correio da Manhã, 6 de agosto de 1952" width="664" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/19328" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 6 de agosto de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22921" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/9494" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22921" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/ucrania.jpg" alt="Tribuna da Imprensa, de agosto de 1952" width="271" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/9494" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 6 de agosto de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em artigo, o jornalista Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), futuro governador da Guanabara, elogia Reidy e Carmen, <em>dois dos melhores servidores da cidade</em> e o projeto do Conjunto Residencial do Pedregulho, em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">São Cristóvão</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/9573" target="_blank"><em>Tribuna da Imprens</em>a, 14 de agosto de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22922" style="width: 757px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/10146" target="_blank"><img class=" wp-image-22922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/tapeye.jpg" alt="Exposição de tapetes franceses no MAM-RJ / Tribuna da Imprensa, 10 de outubro de 1952" width="747" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/10146" target="_blank">Exposição de tapetes franceses no MAM-RJ / <em>Tribuna da Imprensa</em>, 10 de outubro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez em sua casa, na rua Timboassu, 671, em Jacarepaguá, uma reunião para apresentar um óleo do artista Ivan Serpa (1923 &#8211; 1973), que ela classificava como a <em>mais bela obra do jovem artista</em> que tinha, na época, 29 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/20981" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de outubro de 1952, quinta coluna</a>).</p>
<p>A casa foi construída entre 1949 e 1952, concebida por Reidy para que ele e Carmen vivessem lá. Ela foi a engenheira responsável. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 11 de março de 1953, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22903" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22903" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/casa.jpg" alt="Diário Carioca, 11 de março de 1953" width="561" height="168" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/17640" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 11 de março de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ficou conhecida como Residência Carmen Portinho e foi tombada a nível municipal pelo <a href="https://leismunicipais.com.br/a1/rj/r/rio-de-janeiro/decreto/2012/3587/35874/decreto-n-35874-2012-determina-o-tombamento-definitivo-do-imovel-situado-a-rua-timboacu-n-1255-em-jacarepagua-xvi-r-a-residencia-carmem-portinho?r=p" target="_blank">Decreto nº 35.874 de 05 de julho de 2012</a> devido à s<em>utileza plástica de sua arquitetura, na qual foram utilizadas técnicas inovadoras para sua época, tem sua presença destacada na cultura arquitetônica carioca.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22951" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csaportinho.html"><img class="size-full wp-image-22951" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/residencia.jpg" alt="Residência Carmen Portinho / Acervo UFRJ" width="239" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csaportinho.html" target="_blank">Residência Carmen Portinho / Acervo NPD-FAU-UFRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das diretoras do museu que participou da cerimônia que aconteceu pouco antes da inauguração da exposição retrospectiva de Cícero Dias (1907 &#8211; 2003), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, quando empresário norte-americano Nelson Rockefeller (1908 &#8211; 1979) recebeu o título de sócio remido da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/22009" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de novembro de 1952, quinta colun</a>a).</p>
<p>Carmen foi uma das convidadas da primeira-dama do Brasil, Darci Vargas (1895 &#8211; 1968), para assistir, no Palácio do Catete, à exibição de filmes sobre os artistas plásticos franceses Georges Braque, Paul Gauguin e Toulouse-Lautrec (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/11098" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de novembro de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi reconduzida ao cargo de diretora do Departamento de Habitação Popular da administração do novo prefeito do Rio de Janeiro, Dulcidio Espírito Santo Cardoso (1896 &#8211; 1978) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/10829" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 17 de dezembro de 1952, sexta coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na inauguração de uma exposição de arte infantil, com trabalhos de crianças de 2 a 12 anos, fruto do curso do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ministrado sob a orientação de Ivan Serpa (1923 &#8211; 1973). Dois outros cursos eram ministrados no museu: com os artistas plásticos norte-americanos Margaret Spence (1914 &#8211; ?) e Milton Goldring (1918 &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/10834" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 17 de dezembro de 1952, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/10940" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de dezembro de 1952, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Estava presente à reunião do Conselho Deliberativo do museu quando o embaixador Maurício Nabuco (1891 &#8211; 1979) foi eleito por aclamação presidente da instituição, devido ao pedido de demissão de Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968). Na ocasião foi extinto o cargo de conservador e criado o de segundo vice-presidente, ocupado por Aloysio de Salles (1918 &#8211; 2007)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/23281" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de janeiro de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p>O prefeito Dulcidio Espírito Santo Cardoso (1896 &#8211; 1978) extinguiu a comissão de Planejamento e Direção das Obras do Parque Proletário na rua Marquês de São Vicente, na Gávea. O conjunto residencial em construção ficaria a cargo de Carmen Portinho, diretora do Departamento de Habitação Popular da Secretaria de Viação e Obras da Prefeitura. Publicação de um entrevista com ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/17748" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de janeiro de 1953, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de janeiro de 1953</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22918" style="width: 765px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank"><img class=" wp-image-22918" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedregulho.jpg" alt="Conjunto Residencial do Pedregulho / A Noite, 17 de janeiro de 1953" width="755" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16684" target="_blank">Conjunto Residencial do Pedregulho / A Noite, 17 de janeiro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22919" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16685" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedregulho1.jpg" alt="Parte da entrevista com Carmen Portinho / A Noite, 17 de janeiro de 1953" width="555" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/16685" target="_blank">Parte da entrevista com Carmen Portinho / <em>A Noite,</em> 17 de janeiro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Instalação da Comissão das Favelas, criada pelo prefeito Dulcidio Espírito Santo Cardoso (1896 &#8211; 1978). Carmen era um das intergrantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/24086" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de fevereiro de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a comissão artística do Congresso Eucarístico que realizaria no Rio de Janeiro, em 1955 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/11720" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 10 de março de 1953, primeira coluna</a>).</p>
<p>Carmen, como diretora do Serviço de Habitação Popular da Prefeitura falou sobre soluções para o problema de transporte no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100331/27" target="_blank"><em>Flan</em>, 12 a 18 de abril de 1953</a>).</p>
<p>Ela e o arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) foram elogiados pelo arquiteto e artista plástico suíço Max Bill (1908 &#8211; 1994), que visitou o Brasil a convite do Itamaraty (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/151157/10723" target="_blank"><em>Sombra</em>, abril/maio de 1953</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/26710" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de maio de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na inauguração de uma exposição de Candido Portinari (1903 &#8211; 1962), no MAM-RJ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/25954" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de abril de 1953</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/151157/10823" target="_blank"><em>Sombra</em>, junho de 1953</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22897" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/151157/10823" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22897" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/portinari.jpg" alt="Sombra, junho de 1953" width="499" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/151157/10823" target="_blank"><em>Sombra</em>, junho de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22900" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146854/10688" target="_blank"><img class=" wp-image-22900" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/portin.jpg" alt="Rio, maio de 1953" width="789" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146854/10688" target="_blank"><em>Rio</em>, maio de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela, Rui de Souza Leão, Stelio Alencar e Olga Costa Leite &#8211; esses três últimos funcionários da Secretaria de Assistência Social, sob o comando de Guilherme Romano &#8211; formavam a comissão especial para estudar a transferência dos favelados do &#8220;Esqueleto&#8221;, que estavam sob a custódia da prefeitura no Albergue da Boa Vontade e no Asilo de São Francisco, para os parques proletários (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/14130" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 8 de junho de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fez uma exposição do Conjunto Residencial do Pedregulho em uma visita-conferência promovida pela Difusão Cultural da Prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/27168" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de junho de 1953, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/19184" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de junho de 1953, quarta coluna</a>).</p>
<p>Esteve presente ao cocktail oferecido por Valentim Bouças (1891 &#8211; 1964) na ocasião em que o empresário doou um desenho do artista francês Henri Matisse (1869 &#8211; 1954) ao Museu de ARte do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/28024" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de julho de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p>Recepcionou o então diretor-geral da Unesco, Luther Harris Evans (1902 &#8211; 1981), na visita que ele fez ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, durante uma viagem a países da América Latina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/29260" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 23 de agosto de 1953, quarta coluna</a>).</p>
<p>Esteve presente na cerimônia que marcou o início das obras preliminares do desmonte do Morro de Santo Antônio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/31409" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de novembro de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22956" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/31409" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22956" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/desmonte.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1953" width="377" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/31409" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de novembro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esteve presente à vernissage da II Bienal Internacional de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/32436" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de dezembro de 1953, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Carmen, diretora do Departamento de Habitação Popular, falou sobre os conjuntos residenciais do Pedregulho e da Gávea, que pretendia concluir ainda em 1954, e informou que já havia sido aberta a concorrência pública para a construção de um conjunto residencial em Vila Isabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/29747" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de janeiro de 1954, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_19/55881" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de outubro de 2003, última coluna</a>).</p>
<p>Participou da comemoração dos dois anos da sede do MAM-RJ, no Palácio Capanema, com a inauguração de uma exposição do projeto e da maquete da futura sede do museu, no Aterro do Flamengo, de autoria de Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964); e de uma exposição com obras de seu acervo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/14300" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 16 de janeiro de 1954, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma foto do Conjunto de Habitação Paquetá, projeto de Francisco Bolonha (1923 &#8211; 2006) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6729" target="_blank"><em>Revista da Municipal de Engenharia</em>, janeiro/março de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22697" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/paquetá.jpg" alt="Revista da Diretoria de Engenharia, jan/março de 1954" width="659" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/6728" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, jan/mar de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela e outras feministas brasileira pioneiras como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, Jeronyma Mesquita (1880 &#8211; 1972), Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998) e Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991), dentre outras, estiveram presentes à solenidade, realizada no Senado, da promulgação da lei reingresso das mulheres na carreira diplomática (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/33461" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de janeiro de 1954, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em visita ao Rio de Janeiro, o arquiteto alemão Walter Gropius (1883 &#8211; 1969), fundador da Bauhaus, esteve com Carmen, com o paisagista Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994) e os arquitetos Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) e Sergio Bernardes  (1919 &#8211; 2002) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/14426" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 27 de janeiro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>Deu uma entrevista a respeito da nova sede do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro que seria construído, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, em um aterro que seria realizado com o material resultante do desmonte do Morro de Santo Antônio. O projeto era do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/22905" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de fevereiro de 1954</a>).</p>
<p>Membros do Instituto Norte-Americano de Arquitetos visitaram o MAM-RJ e Carmen Portinho expôs a eles a maquete da futura sede da instituição, projeto de Reidy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/34242" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de fevereiro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na abertura da Exposição de Cubismo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/14944" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 18 de março de 1954, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A arte deste século</em>, sobre a construção da futura sede do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/589" target="_blank"><em>Revista Shell</em>, abril, maio, junho de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22891" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/589" target="_blank"><img class="wp-image-22891" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam.jpg" alt="mam" width="704" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/589" target="_blank">Maquete do MAM-RJ / <em>Revista Shell</em>, abril, maio, junho de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, com os arquitetos MMM Roberto, colaboladora do artigo <em>A arquitetura industrial brasileira</em>, publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146080/553" target="_blank"><em>Revista Shell, nº 66,</em> de 1954</a>.</p>
<p>Ela e Reidy receberam o italiano Aldo Calvo (1906 &#8211; 1991), autoridade na construção de teatros que estava no Rio para colaborar com Reidy na construção do Auditório do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Calvo estava morando em São Paulo há cerca de seis anos e desenvolvia um Curso de Cenografia da Comissão do IV Centenário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/37282" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22957" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/37282" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22957" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/calvo.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1954" width="763" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/37282" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das signatárias de uma nota que a diretoria do MAM-RJ divulgou acerca da realização do Congresso Eucarístico no Rio de Janeiro, em 1955, em resposta a declarações feitas por dom Helder Câmara (1909 &#8211; 1999) no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/37608" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em> de 27 de junho de 1954</a> sobre uma polêmica em torno da localização do evento: o Aterro de Santa Luzia onde se construiria a futura sede do MAM) ou o Aero Clube de Manguinhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/37688" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de junho de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um manifesto em apoio à criação do Núcleo de Estudos e Divulgação da Arquitetura no Brasil &#8211; NEDAB (<em>C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/37938" target="_blank">orreio da Manhã</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/37938" target="_blank">, 8 de julho de 1954, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ela e Reidy receberam o italiano Paolo Grassi (1919 &#8211; 1981), diretor do Piccollo Teatro de Milano, que visitou a exposição <em>Modernos de Israel</em>, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/38226" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de julho de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>Esteve presente à conferência de M. Georges Henri Rivier, diretor do Museu de Artes e Tradições da França e e presidente do Conselho de Museus Internacional, que visitava o Brasil. O evento se realizou na casa da adida cultural da França no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/43065" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 e 16 de agosto de 1954, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi à inauguração da exposição retrospectiva de 30 anos de carreira do pintor Emiliano Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ainda instalado no Palácio Gustavo Capanema. Ela era diretora executiva adjunta do MAM-RJ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/17272" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 11/12 de setembro de 1954, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/49742" target="_blank"><em>A Noite Ilustrada</em>, 21 de setembro de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22678" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/49742" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22678" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/dicaval.jpg" alt="Noite Ilustrada, 21 de setembro de 1954" width="790" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/49742" target="_blank"><em>Noite Ilustrada</em>, 21 de setembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carmen estava presente ao chá oferecido pelas sócias da União Universitária Feminina, fundada por ela em 1929, a Minnie Miller, professora de línguas do Teacher`s College, no Kansas, e membro da Associação de Mulheres Universitárias dos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/42759" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de dezembro de 1954, quarta coluna</a>).</p>
<p>Chefiou as obras de engenharia civil da construção da nova sede do MAM, no Aterro do Flamengo. O início das obras se deu em 9 de dezembro de 1954, quando o bate-estaca da obra foi acionado pelo então presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970). Uma cápsula do tempo foi enterrada junto às fundações, contendo marcas do período, como moedas, notas e recortes de jornal. A pedido de Carmen, a artista plástica Lygia Clark decorou a barraca do museu com amostras do material que seria usado nas obras, com um painel de exposição na entrada, entre a sala de trabalho e de reuniões <span style="color: #000000;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/42954" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de 1954</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/18807" target="_blank"><em>Tribuna da Imprens</em>a, 10 de dezembro de 1954, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/43185" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1954, terceira coluna</a>;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54431" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, janeiro de 1955</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22924" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/154083_01/18816" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/inau.jpg" alt="Tribuna da Imprensa, 10 de dezembro de 1954" width="532" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/154083_01/18816" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 10 de dezembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22895" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54431" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22895" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedra.jpg" alt="Vida Doméstica, janeiro de 1955" width="304" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54431" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, janeiro de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22896" style="width: 637px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54432" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/pedra1.jpg" alt="Carmen com Juscelino Kubitschek, Herbert Moses no lançamento da pedra fundamental do MAM-RJ / Vida Doméstica, janeiro de 1955" width="627" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/54432" target="_blank">Carmen com Juscelino Kubitschek, Herbert Moses, senador Georgino Avelino e o jornalista Gilberto Pimentel no lançamento da pedra fundamental do MAM-RJ / <em>Vida Doméstica</em>, janeiro de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22950" style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7IlxTsuoGs" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22950" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mam3.jpg" alt="Filme Reidy, a construção da utopia" width="626" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7IlxTsuoGs" target="_blank">Filme <em>Reidy, a construção da utopia</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955</strong> </span>- O MAM-RJ abriu a temporada de 1955 com uma exposição de obras de seu acervo. No artigo, foi apintada como um dos diretores da instituição que nos últimos três anos <em>trabalharam sem cessar</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/19380" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 7 de janeiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ela, Reidy e Niomar Muniz Sodré Bittencourt, dentre outros, estavam presentes à inauguração da Exposição de Flores e Frutos, realizada no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Foi averta pelo presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970) com a presença do governador da Guanabara, Miguel Couto Filho (1900 &#8211; 1967). O paisagista Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994) era o resonsável pela decoração e pela distribuição dos stands do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/45669" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1955, sexta coluna</a>).</p>
<p>&#8220;<em>Não passam de charlatães</em>!&#8221; Assim reagiu Carmen em relação a arquitetos desonestos, referidos como <em>assinadores de plantas</em>, após desmoronamentos de edifícios no Rio de Janeiro. Ela e outros engenheiros se pronunciaram no sentido da cassação das carteiras desses profissionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/23813" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 13 de abril de 1955, última coluna</a>).</p>
<p>Em entrevista, Carmen defendeu que a criação de conjuntos residenciais resolveriam &#8220;<em>integralmente os problemas da donas de casa. Eles são feitos visando a atender às necessidades daquelas que sentem mais de perto os problemas da família&#8221;. </em>Ainda segunda a engenheira, o planejamento desses conjuntos deveriam ser realizados com<em> espírito social </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/21414" target="_blank"><em>Tribuna da Imprens</em>a, 11 de maio de 1955</a>).</p>
<p>Durante a exposição retrospectiva do pintor José Pancetti (1902 &#8211; 1958), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Carmen recebeu os irmãos José Medeiros (1921 &#8211; 1990) &#8211; fotógrafo e jornalista &#8211; e Anisio Medeiros (1922 &#8211; 2003) &#8211; artista plástico -, entre outros (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/48291" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de maio de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22965" style="width: 466px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/48291" target="_blank"><img class="wp-image-22965 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/medeiros.jpg" alt="medeiros" width="456" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/48291" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de maio de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do almoço que o ministro da Marinha, o almirante Amorim do Valle (1893 &#8211; 1971), ofereceu ao pintor José Pancetti (1902 &#8211; 1958) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/51244" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de maio de 1955, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Carmen falando sobre o andamento das obras do museu. Já haviam sido cravadas 300 das 370 estacas projetadas. Cerca de um mês depois a última estaca foi cravada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/48530" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1955, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/49357" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de junho de 1955</a>).</p>
<p>Devido à realização do 36º Congresso Eucarístico Internacional no Rio de Janeiro, em julho, no Aterro do Flamengo, as obras da nova sede do MAM foram suspensas e retomadas em meados de agosto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/56878" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de janeiro de 1956, quinta coluna</a>).</p>
<p>Era uma das diretoras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro que convidavam para a abertura da Exposição de Litografias de Artistas Ingleses (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/23729" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 16 de setembro de 1955, sexta coluna</a>).</p>
<p>Viajou para a Europa. Participou do Congresso de Arquitetos, em Haia, na Holanda. Visitou a Itália e encontrou, em Milão, Pascoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Esteve também na Alemanha e ficou impressionada com a reconstrução de cidades inteiras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/50493" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de julho de 1955, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/51224" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de agosto de 1955, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/38270" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de setembro de 1955, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em outubro, foi realizada uma visita às obras da nova sede do MAM-RJ com a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Alim Pedro (1907 &#8211; 1975), da diretoria do museu e de vários de seus conselheiros. Na ocasião, Carmen expôs detalhes da construção do novo prédio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/157880/7309" target="_blank"><em>Almanak do Correio da Manhã</em>, 1956</a>).</p>
<p>Foi uma das colaboradoras do álbum de propaganda do país, <em>Le Brésil Actuel 1955 </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/45774" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 27 de novembro de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Carmen Portinho com fotografias dos conjuntos residenciais do Pedregulho e da Marquês de São Vicente &#8211; projetos de Reidy &#8211; ; e de Paquetá &#8211; projeto de Francisco Bolonha (1923 &#8211; 2006) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/25390" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 17 de dezembro de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22925" style="width: 816px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/25390" target="_blank"><img class="wp-image-22925 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/maquete2.jpg" alt="maquete2" width="806" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/25390" target="_blank">Maquete do Conjunto Residencial da Marquês de São Vicente / <em>Tribuna da Imprensa</em>, 17 de dezembro de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Compareceu à vernissage de Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994) no MAM-RJ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/29299" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 16 de março de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre o trabalho de pesquisa sobre a integração da pintura à arquitetura que a artista Lygia Clark (1920 &#8211; 1988) estava realizando, Carmen declarou: &#8220;<em>A contribuição de Lygia Clark à arquitetura contemporânea será, sem dúvida, muito valiosa. Talento, coragem e honestidade para levar a sua tarefa até o fim não lhe faltam</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/60385" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Era uma das diretoras do MAM-RJ que convidava para a abertura da Exposição de Arte Alemã Contemporânea (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/27234" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 9 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Ela e outros diretores do Museu de Arte Moderna recepcionaram o empresário norte-americano Nelson Rockefeller (1908 &#8211; 1979) que visitou as obras da instituição. Rockefeller elogiou muito a precisão, a clareza e o conhecimento da engenheira <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/60664" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de abril de 1956</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/60707" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de abril de 1956</a>).</p>
<p>Também visitaram as obras do museu as arquitetas italianas Adele Racheli Domenighetti (c. 1894 &#8211; 19?) e Maria Luisa Rastelli Baj. Várias personalidades do mundo político, cultural e econômico visitaram as obras, dentre eles o prefeito do Rio de Janeiro, Negrão de Lima (1901 &#8211; 1991)  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/61473" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de maio de de 1956, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/66658" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de setembro de 1956</a>).</p>
<p>No MAM-RJ, Participou da inauguração, realizada pelo presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), da exposição da escultora Maria Martins (1894 &#8211; 1973), mulher do embaixador Carlos Martins Pereira e Souza (1884 &#8211; 1965) <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/43269" target="_blank">(<em>O Jornal</em>, 18 de maio de 1956, quarta coluna</a>).</p>
<p>O projeto do edifício do Teatro Rural Estudantil, em Campo Grande, foi de Carmen e de Reidy. Foi a engenheira Elza Pinho Osborne (? &#8211; 1995) que conseguiu a doação do terreno para sua construção (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/33301" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 13 de julho de 1956, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22904" style="width: 765px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/33301" target="_blank"><img class=" wp-image-22904" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/maquete.jpg" alt="Maquete do edifício do Teatro Rural, projeto de Carmen Portinho e Affonso Eduardo Reidy / Diário Carioca, de 1956" width="755" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/33301" target="_blank">Maquete do edifício do Teatro Rural Estudantil, projeto de Carmen Portinho e Affonso Eduardo Reidy / <em>Diário Carioca</em>, 13 de julho de 1956</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleição da nova diretoria do museu para o período de 1956 a 1961. Carmen seguiu como diretora executiva adjunta (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/65254" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de agosto de 1956</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22967" style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/65254" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22967" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/diretoria.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1956" width="560" height="156" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/65254" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de agosto de 1956</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Integrava a diretoria do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/006173/601" target="_blank"><em>Módulo</em>, setembro de 1956</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22898" style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/151157/11780" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/obras.jpg" alt="Sombra, maio/junho de 1956" width="530" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/151157/11780" target="_blank"><em>Sombra</em>, maio/junho de 1956</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22888" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/006173/601" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22888" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/modulo.jpg" alt="Módulo, setembro de 1956" width="591" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/006173/601" target="_blank"><em>Módulo</em>, setembro de 1956</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em entrevista, Carmen declarou que os conjuntos residenciais da Gávea, projeto de Reidy, e de Vila Isabel, projeto de Francisco Bolonha  (1923 &#8211; 2006), para funcionários municipais, seriam entregues em 1957 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/38599" target="_blank"><em>A Noite</em>, 1º de outubro de 1956</a>).</p>
<p>Carmen ciceroneou visitas públicas e explicadas à maquete e às obras da nova sede do Museu de ARte Moderna do Rio de Janeiro dentro da programação da Campanha Internacional de Museus em comemoração aos 10 anos da Unesco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/67560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de outubro de 1956</a>).</p>
<p>Passou de sócia efetiva a remida do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/68908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de novembro de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Compareceu ao almoço de confraternização da Escolinha de Arte do Brasil, dirigida por Augusto Rodrigues (1913 &#8211; 1993), pioneiro na criação desse tipo de escola no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/35159" target="_blank"><em>Diário Carioca,</em> 18 de dezembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211;  Na coluna de Jayme Maurício (1926 &#8211; 1997), publicação de uma entrevista com Carmen Portinho sobre a construção da nova sede do museu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/71318" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de janeiro de 1957</a>).</p>
<p>Era uma das diretoras que convidavam para a reabertura da exposição permanente do MAM-RJ, acrescida de algumas doações (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/32759" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 10 de janeiro de 1957, quarta coluna</a>).</p>
<p>Segundo Carmen Portinho: &#8220;<em>O Brasil está à frente de todos os países do mundo quanto à aplicação da arquitetura moderna às obras públicas</em>&#8220;. Foi mencionado que ela havia há pouco tempo viajado para a Europa e para os Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/33030" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 25 de janeiro de 1957, primeira coluna</a>).</p>
<p>Fez uma viagem à Europa, tendo visitado a Itália e a Grécia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/41605" target="_blank"><em>A Noite</em>, 2 de abril de 1957, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/74961" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de abril de 1957, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/38554" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 9 de maio de 1957, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na União Universitária Feminina proferiu a palestra <em>Impressões da Europa, </em>ilustrada com projeções (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/75606" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de junho de 1957, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou como presidente da Associação de Engenheiras e Arquitetas do Brasil de uma homenagem à ministra Francisca Fernãndez Hall, na ocasião embaixadora da Guatemala no Brasil. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/79169" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de julho de 1957, quarta coluna</a>).</p>
<p>Durante todo o ano, ciceroneou diversos visitantes às obras da nova sede do museu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/81177" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de setembro de 1957</a>).</p>
<p>Deu uma entrevista sobre a nova sede do MAM-RJ, que seria inaugurado em janeiro de 1958 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80203" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de outubro de 1957</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22908" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22908" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/entrevista.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1958" width="337" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80203" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de outubro de 1957</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela &#8211; tesoureira-, Elza Pinho Osborne &#8211; 1ª vice-presidente -, e Isabel do Prado &#8211; secretária de Relações Internacionais -, da União Universitária Feminina, assinavam uma carta de agradecimento endereçada à Condessa Pereira Carneiro pela publicação doa artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/79609" target="_blank"><em>Nada de privilégios</em></a>, de Maria Rita Soares de Andrade (1904 &#8211; 1998), no <em>Jornal do Brasil</em> de 9 de outubro de 1957. A presidente da União Universitária Feminina era, na ocasião, Zeia Pinho de Rezende Silva (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80313" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1957, quarta coluna</a>).</p>
<p>Convidou para a exibição do filme <em>Estruturas metálicas do prédio da UNESCO, </em>no Departamento de Habitação Popular, do qual era diretora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/83468" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de outubro de 1957, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ela, Reidy e outros arquitetos ofereceram um almoço ao arquiteto alemão naturalizado norte-americano Mies Van Der Hohe (1886 &#8211; 1969), pioneiro da arquitetura moderna e ex-professor da Bauhaus, em visita ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/84982" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 7 de dezembro de 1957</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22968" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/85166" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mies.jpg" alt="Mies Van Der Hohe com Carmen Portinho / Correio da Manhã, 10 de dezembro de 1957" width="244" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/85166" target="_blank">Mies Van Der Hohe com Carmen Portinho / <em>Correio da Manhã</em>, 10 de dezembro de 1957</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era uma das diretoras do MAM-RJ que convidavam para a abertura da exposição Coelção Fleischmann, de arte norte-americana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/38855" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 17 de dezembro de 1957, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Inauguração, em 27 de janeiro, do Bloco Escola do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo, com uma exposição permanente de seu acervo, uma mostra do inglês Ben Nicholson (1894 &#8211; 1982) e uma de escultores ingleses. O projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909 &#8211; 1964) é reconhecido internacionalmente como um marco da arquitetura moderna mundial. Seus jardins são de autoria de Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994), que também integrou a equipe que realizou alguns anos depois o paisagismo do Parque Flamengo, contíguo ao museu  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/44661" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 4 de janeiro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/86147" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de janeiro de 1958</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/87013" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de janeiro de 1958</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/45191" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de janeiro de 1958, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/59413" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de janeiro de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22969" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/86990" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/direção.jpg" alt="Correio da Manhã, 26 de janeiro de 1958" width="578" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/86990" target="_blank">Direção do MAM-RJ na inauguração / <em>Correio da Manhã</em>, 26 de janeiro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/86990" target="_blank">26 de janeiro do <em>Correio da Manhã</em></a>, publicação de diversos artigos sobre o assunto, dentre eles, <em>Características da construção do museu</em>, de autoria de Carmen. O arquiteto Reidy, opaisagista Burle Marx, o professor Carlos Flexa Ribeiro (1914 &#8211; 1991) e o crítico de cinema Antônio Augusto Moniz Vianna (1924 &#8211; 2009) assinaram outros artigos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22910" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/59243" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22910" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/maquete1.jpg" alt="O Jornal, 27 de janeiro de 1958" width="465" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/59243" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de janeiro de 1958</a></p></div>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<div id="attachment_22970" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/87103" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22970" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/inaug.jpg" alt="Inauguração do Museu de Arte Moderna. JK entre Carmen Portitnho, à esquerda, e Nimar Moniz Sodré, à direita / Correio da Manhã, de janeiro de 1958" width="440" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/87103" target="_blank">Inauguração do Museu de Arte Moderna. O presidente JK entre Carmen Portinho, à esquerda, e Niomar Moniz Sodré Bittencourt, à direita / <em>Correio da Manhã</em>, 30 de janeiro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por nomeação do então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1991), ela, o professor José Maria Arantes (1915 &#8211; 1997) e Reinaldo Reis, Chefe do Gabinete do Prefeito, passaram a integrar o Conselho Fiscal da Fundação Leão XIII (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/45284" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 31 de janeiro de 1958, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada por seus 10 anos à frente do Departamento de Habitação Popular da Prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/87599" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de fevereiro de 1958, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/84202" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 12 de fevereiro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22909" style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/84202" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22909" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/abraço.jpg" alt="Carmen Portinho de Maria Rita Soares de Andrade / Jornal do Brasil, 12 de fevereiro de 1958" width="464" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/84202" target="_blank">Carmen Portinho de Maria Rita Soares de Andrade /<em> Jornal do Brasil</em>, 12 de fevereiro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da inauguração da exposição de Candido Portinari (1903 &#8211; 1962) na nova sede do MAM-RJ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/90270" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de abril de 1958</a>).</p>
<p>Manifestou-se a favor da política educacional implementada pelo professor Anisio Teixeira, diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos &#8211; INEP &#8211; e criador e primeiro dirigente da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, atual CAPES (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/47429" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 2 de maio de 1958, quinta coluna</a>).</p>
<p>Inauguração da Escola Pública Francisco Sertório Portinho, em homenagem ao pai de Carmen, que havia sido funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/90884" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de maio de 1958, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento da mãe de Carmen, Maria Velasco Portinho (1877 &#8211; 1958), conhecida como <em>Mamita</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93796" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de julho de 1958, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22971" style="width: 149px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93796" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22971" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/maria.jpg" alt="Maria Velasco Portinho / Correio da Manhã, 17 de julho de 1958" width="139" height="258" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93796" target="_blank">Maria Velasco Portinho / <em>Correio da Manhã</em>, 17 de julho de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou em Haia, na Holanda, do Seminário de Habitação e Urbanismo, a convite da Associação Internacional de Habitação e Urbanismo. Depois seguiu para o Congresso de Habitação de Urbanismo, em Liège, e para a Feira Internacional em Bruxelas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/91405" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1958, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong></span> &#8211; Reidy projetou a casa de campo dos dois, no Vale do Cuiabá, em Itaipava.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23023" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csareidy.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23023" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidyor.jpg" alt="Casa Reidy-Portinho no Vale do Cuiabá, em Itaipava / Acervo NPD FAU UFRJ" width="276" height="151" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csareidy.html" target="_blank">Casa Reidy-Portinho no Vale do Cuiabá, em Itaipava / Acervo NPD FAU UFRJ</a></p></div>
<p>Era a tesoureira da União Universitária Feminina quando a associação comemorou 30 anos de existência. Foi sua fundadora e primeira presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/97487" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de janeiro de 1959, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi usada como exemplo na matéria <em>Alforria para a mulher casada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/27998" target="_blank"><em>Manchete</em>, 25 de abril de 1959</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22902" style="width: 735px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/27998" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22902" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/alforria.jpg" alt="Manchete, 25 de abril de 1959" width="725" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/27998" target="_blank"><em>Manchete</em>, 25 de abril de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio, inauguração do Ateliê Livre de Gravura no MAM com um curso ministrado pelo gravador franco-alemão Johnny Friedlaender (1912-1992). Carmen foi uma das maiores incentivadoras da criação deste departamento, dirigido por Edith Behring por cerca de 10 anos. Teve como assistentes Rossini Perez e Anna Letycia, dentre outros. Reuniu nomes como Fayga Ostrower, Maria Bonomi e Thereza Miranda.</p>
<p>Presidiu, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a comissão julgadora do melhor cartaz do Dia do Papai, promovido pelo sindicato de Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/106858" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de junho de 1959, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/107575" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de junho de 1959, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava presente ao almoço  &#8211; que inaugurou a cantina do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro &#8211; oferecido ao escritor e ministro da Cultura da França, André Malraux (1901 &#8211; 1976) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/109999" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de agosto de 1959, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Apoiou a candidatura de Sérgio Magalhães (1916 &#8211; 1991), do PTB, ao governo da Guanabara. Ele foi derrotado por Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), da UDN, nas eleições realizadas em 3 de outubro. Ele era casado com uma das irmãs de Carmen, Maria de Lourdes (c. 1918 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/61920" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 29 de setembro de 1960, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1961</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Carmen foi substituida no Departamento de Habitação Popular pelo engenheiro Stelio Emmanuel de Alencar Roxo (1925 &#8211; ?), nomeado por Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), que havia sido empossado no governo da Guanabara, em 5 de dezembro de 1960. Carmen tinha divergências políticas irreconciliáveis com Lacerda. Aposentou-se do serviço público (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_05/4547" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 4 de janeiro de 1961, quinta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>Ela e Reidy se encontraram com o casal Paulo Bittencourt (1895 &#8211; 1963), dono do jornal <em>Correio da Manhã</em>, e Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003), em Paris. Niomar havia deixado há pouco tempo o cargo de diretora executiva do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/69657" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 20 de junho de 1961, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/14820" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 30 de junho de 1961, última coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como Conselheira da Fundação Casa Popular (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/20048" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de julho de 1961, sexta coluna</a>).</p>
<p>Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985) passou a ser o presidente do MAM-RJ, substituindo o embaixador Maurício Nabuco (1891 &#8211; 1979). Carmen continuou como diretora executivva adjunta (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/20452" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de julho de 1961, sexta coluna</a>).</p>
<p>Ela, Aldo Calvo (1906 &#8211; 1991), Giselda Leiner (1928 &#8211; ) e José Geraldo Vieira (1897 &#8211; 1977) formavam o júri do Concurso Nacional de Desenho para Jóias, promovido pela H. Stern (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_11/9960" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de novembro de 1961, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a comissão julgadora das obras apresentadas na I Exposição de Arte Decorativa, realizada no Clube de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_02/7958" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 13 de dezembro de 1961, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; </span></span>Em missão cultural embarcou para a Europa, onde visitaria a Grécia, a Suíça, a Itália, a Alemanha e a França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_06/7008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de outubro de 1962, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; Carmen falou em entrevista sobre os 12 dias que passou no Egito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/36278" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de janeiro de 1963, quarta coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Museologistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/34299" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de novembro de 1963, terceira coluna</a>).</p>
<p>Integrava o júri da Primeira Bienal Americana de Gravura, realizada em santiago, no Chile. Na ocasião, Edith Behring (1916 &#8211; 1996), professora de gravura do MAM-RJ e do Museu de Belas Artes, foi a grande premiada do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/46259" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de novembro de 1963, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/34660" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 27 de novembro de 1963, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/32527" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de dezembro de 1963, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1964</strong></span> &#8211; Falecimento de seu marido, Affonso Eduardo Reidy, em 10 de agosto de 1964, de câncer (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/54217" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1964, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153931_01/44219" target="_blank"><em>A Tribuna (SP)</em>, 16 de agosto de 1964</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22953" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_07/54228" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/reidy.jpg" alt="Correio da Manhã, 11 de agosto de 1964" width="457" height="357" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_07/54228" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1964</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da delegação brasileira, chefiada por Flávio Lacerda (1903 &#8211; 1983), ministro da Educação, que participou em Assunção, no Paraguai, da inauguração do Colégio Experimental Paraguai Brasil, projeto de Reidy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/41660" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de setembro de 1964, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/55054" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de setembro de 1964, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/55605" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de setembro de 1964, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22977" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/775125/em-foco-affonso-eduardo-reidy/5619af19e58ece94b80002f7-em-foco-affonso-eduardo-reidy-imagem" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22977" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/paraguai.jpg" alt="Colégio Experimental Paraguai Brasil" width="527" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/775125/em-foco-affonso-eduardo-reidy/5619af19e58ece94b80002f7-em-foco-affonso-eduardo-reidy-imagem" target="_blank">Colégio Experimental Paraguai Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1965</strong> </span>- Carmen empenhou-se para a realização, entre 12 de agosto e 12 de setembro, no MAM-RJ, da exposição Opinião 65, proposta pelos marchands Ceres Franco (1926 -) e Jean Boghici (1928 &#8211; 2015). A mostra, que chamou a atenção para uma nova geração de artistas, que incluía Hélio Oiticica (1937 &#8211; 1980), que mostrou seus parangolés;  Rubens Gershman (1942 &#8211; 2008), Antônio Dias (1944 &#8211; ), Carlos Vergara (1941 &#8211; ) e Ivan Serpa (1923 &#8211; 1973), integrou as comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>No Peru, Carmen realizou várias palestras em torno da obra de Reidy, em exposição em Lima, sob o patrocínio da Faculdade de Arquitetura e do Colégio de Arquitetos do Peru (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/72732" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1965, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na inauguração da Exposição Arquitetura Atual da América, em Madri, na Espanha. Também visitou Barcelona (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/67240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de 1965, segunda coluna</a>).</p>
<p>As obras brasileiras apresentadas na II Bienal de Gravura em Santiago, no Chile, foram selecionadas por Carmen e ganharam três prêmios &#8211; Roberto De Lamonica (1933 &#8211; 1995) e Luiz Arthur Piza (1928 &#8211; ) conquistaram os prêmios Eduardo Frei e Instituto Extensão em Artes Plásticas, respectivamente; e o conjunto brasileiro recebeu o prêmio Sociedade amigos do Museu de ARte Contemporânea (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/48747" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de de dezembro de 1965, primeira coluna</a>).</p>
<p>Deu uma entrevista para a coluna &#8220;Itinerário das Artes Plásticas&#8221;, de Jayme Maurício (1926 &#8211; 1997), acerca das obras no Aterro do Flamengo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/67770" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de dezembro de 1965</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1966</strong> </span>- Foram iniciadas, em 15 de fevereiro de 1966, sob a supervisão de Carmen, as obras do Bloco de Exposições do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que foi inaugurado em 29 de outubro de 1967, com uma exposição retrospectiva de Lasar Segal (1889 &#8211; 1957) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/55972" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de março de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/69816" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de março de 1966, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/86972" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de outubro de 1967</a>).</p>
<p>Esteve na Argentina como comissária da Exposição de Artistas Brasileiros Contemporâneos, realizada no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires. Quando regressou, foi homenageada pela diretoria do MAM-RJ com um almoço (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/51584" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 28 de abril de 1966, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 27 de abril viajou para os Estados Unidos como convidada do programa de intercâmbio educativo e cultural do Departamento de Estado norte-americano. Foi homenageada com um jantar oferecido pela escultora Irene Amar, em Nova YorkRegressou ao Brasil, em 26 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/71166" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de maio de 1966, . terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/72634" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de junho de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/125298" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de junho de 1966, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_02/25219" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 1º de julho de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/159120" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de agosto de 1966, segunda coluna</a>).</p>
<p>Apresentou-se um programa da TV Continental, produzido por Wilma Luchesi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/52620" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de julho de 1966, quinta coluna</a>).</p>
<p>Realizou uma exposição sobre a obra de Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), no MAM-RJ, com a colaboração de Charlotte Perriand (1903 &#8211; 1999), designer e ex-colaboradora do arquiteto. Na época, morava no Rio de Janeiro porque seu marido, Jacques Martin, era o representante da Air France no Brasil(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/87600" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de agosto de 1966</a>).</p>
<p>Foi reeleita para o cargo de diretora executiva adjunta do MAM-RJ, para um período de cinco anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/73688" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de agosto de 1966, primeira coluna</a>).</p>
<p>O deputado Carvalho Neto propôs que ela recebesse o título de Cidadã do Estado da Guanabara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/53849" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de setembro de 1966, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Em 8 e 9 de setembro, respectivamente o presidente e o vice-presidente do Museu de Arte Moderna, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985) e João Carlos Vital (1900 &#8211; 1984) pediram demissão. A crise no museu foi ocasionada pelo convite feito ao então ministro das Relações Exteriores, Juracy Magalhães (1905 &#8211; 2001), para visitar o museu na ocasião da exposição do artista português Bernardo Marques (1898 &#8211; 1962). Juracy era um desafeto de Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916 &#8211; 2003), então presidente de honra do museu. Em 27 de setembro foi realizada uma reunião do Conselho Deliberativo e por aclamação foi eleita uma nova diretoria. Assim, após 15 anos, Carmen Portinho deixou o cargo de diretora executiva adjunta do MAM-RJ, que exerceu desde 1951. Por não concordarem com esta resolução, os conselheiros Raymundo de Castro Maya (1894 &#8211; 1968), Rodrigo de Mello Franco (1898 &#8211; 1969) e Leonídio Ribeiro pediram demissão  </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/74679" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de setembro de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/75239" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/186395" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1978, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/201743" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 1979</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23025" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/75239" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/nova.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de setembro de 1966" width="285" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/75239" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de setembro de 1966</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por seus 15 anos como diretora executiva adjunta do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, foi homenageada por seus amigos, no restaurante Casa Grande, e recebeu outra homenagem no MAM-RJ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/54183" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de outubro de 1966, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/155017" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de outubro de 1966</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22892" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-22892" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/admiradoras.jpg" alt="O Cruzeiro, 9 de outubro de 1966" width="408" height="544" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/155017" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de outubro de 1966</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela e o crítico de arte Clarival do Prado Valladares (1918 &#8211; 1983) foram os responsáveis pela escolha da representação brasileira da III Bienal de Córdoba, na Espanha, quando os artistas Abrahan Palatnik (1928 &#8211; 2020) e João Câmara (1944 &#8211; ) foram premiados. Em matéria publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/91349" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em> de 26 de outubro de 1966</a>, Clarival revelou que o transporte das obras brasileiras foi pago por Carmen com dinheiro doado por amigos, que exigiram sigilo. A pedido do jornalista Alberto Dines (1932 &#8211; 2018), Carmen atuou também, durante o evento, como correspondente do <em>Jornal do Brasil</em>. Paralelamente à Bienal, foi realizada o II Salão Universitário de Gravura, em Buenos Aires, do qual Carmen fazia parte do júri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/155986" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 3 de dezembro de 1966</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1967</strong> </span>- Foi a orientadora artística da matéria <em>Em Belo Horizonte, inauguração do XXI Salão Municipal de Belas-<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/160498" target="_blank">Artes</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/160498" target="_blank">,</a> de José Franco com fotografias de Luis Alfredo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/160498" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 11 de fevereiro de 1967</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi convidada pelo então governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1981), para ser diretora da Escola Superior de Desenho Industrial – Esdi –, cargo que exerceu por 20 anos. A Esdi havia sido criada pelo Decreto 1.443, de 25 de dezembro de 1962, e publicado no Diário Oficial do Estado da Guanabara de 4 de janeiro de 1963, durante a gestão do governador Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977). Foi instalada à Rua Evaristo da Veiga 95, estendendo-se o terreno até a Rua do Passeio, onde tem o nº 80. Iniciou suas atividades de ensino em 1963, como instituição isolada, pertencente à estrutura da Secretaria de Educação e Cultura da Guanabara. Dada à fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara, foi integrada pelo decreto n°67, de 11 de abril de 1975, à nascente UERJ, antiga UEG (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/57514" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de abril de 1967, quinta coluna</a><span style="color: #000000;">;</span> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/57702" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 11 de abril de 1967, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/115509/10404" target="_blank"><em>Leitura</em>, agosto de 1967</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/168136" target="_blank"><em> Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1977, primeira coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22890" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.esdi.uerj.br/a-esdi/historia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22890" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/esdi1.jpg" alt="Esdi / Site da Esdi" width="564" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.esdi.uerj.br/a-esdi/historia" target="_blank">Esdi / Site da Escola Superior de Desenho Industrial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como diretora da Escola Superior de Desenho Industrial, a Esdi, comentou o entusiasmo dos alunos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/72997" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, maio de 1967</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22889" style="width: 226px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/72997" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22889" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/esdi.jpg" alt="A Cigarra, maio de 1967" width="216" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/72997" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, maio de 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez parte do júri que escolheu a decoração para o baile de carnaval do Teatro Municipal de 1968 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/88577" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de dezembro de 1967, sexta coluna</a>).</p>
<p>Por sugestão de Mario Pedrosa (1900 &#8211; 1981), passou a fazer parte da Associação Brasileira de Críticos de Arte.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1968</strong></span> &#8211; Publicação da matéria <em>Carmen Portinho e seus sete instrumentos</em>, de Carlos Calcalcanti com fotos de Sérgio Rocha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/167038" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de fevereiro de 1968</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22893" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/167039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/admiradoras1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de fevereiro de 1968" width="452" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/167039" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de fevereiro de 1968</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Esdi, inauguração da exposição <em>O artista brasileiro e a iconografia de massa</em>, organizada pelo Diretório Acadêmico da escola com a colaboração do professor e crítico de arte Frederico Moraes (1936 &#8211; ) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/63993" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de abril de 1968, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1969</strong></span> &#8211; Matéria publicada sobre a Esdi questionava o motivo da escola não ser reconhecida oficialmente pelo Ministério da Educação. Em outubro de 1969, o Conselho Federal de Educação aprovou o currículo mínimo da escola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_03/42933" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 27 de abril de 1969</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_03/45297" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 24 de outubro de 1969</a>).</p>
<p>Fazia parte do Conselho de Cultura da Revista GAM &#8211; Galeria de Arte Moderna &#8211; , lançada em dezembro de 1966 e editada por Claudir Chaves, jornalista e crítico de arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/128588" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de janeiro de 1969</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/95727" target="_blank"><em>Manchete</em>, 21 de junho de 1969</a>).</p>
<p>Viajou à Brasília (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_01/43096" target="_blank"><em>Correio Braziliense</em>, 12 de julho de 1969, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_01/43410" target="_blank"><em>Correio Braziliense</em>, 24 de julho de 1969, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria <em>O carioca Mavignier</em> , sobre o artista plástico Almir Mavignier (1925 &#8211; 2018) que participaria da 10ª Bienal de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/141444" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de setembro de 1969</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Integrou o júri que votou do Resumo da Arte, promovido pelo<em> Jornal do Brasil</em> . Os críticos votavam nas exposições que consideraram as mais importantes do ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/2774" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de fevereiro de 1970</a>).</p>
<p>Fazia parte do júrio do Prêmio Simonsen da Feira Nacional de Utilidades Domésticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/4278" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de abril de 1970, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sob sua direção a Esdi foi oficializada pelo Conselho Nacional de Educação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_04/2023" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 20 de maio de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada como uma das Dez Mulheres do Ano pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_05/7537" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de dezembro de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Ela, Walmir Ayala (1933 &#8211; 1991) e  Clarival do Prado Valadares (1918 &#8211; 1983) compunham o júri do Salão de Veraõ do JB (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/26082" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de fevereiro de 1971</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1972</strong></span> &#8211; Jayme Maurício (1926 &#8211; 1997) escreveu sobre os 10 anos de existência da Esdi, dirigida desde 1967 por Carmen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/30037" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de abril de 1972</a>).</p>
<p>Fazia parte da Comissão Organizadora da Copa Independência, mostra de arte promovida pela Comissão Nacional das Comemorações do Sesquicentenário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/54431" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de abril de 1972, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/31456" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de junho de 1972</a>).</p>
<p>Esteve em Moscou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_05/19256" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 29 de julho de 1972, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong></span> &#8211; A Comissão de Críticos de Arte da Bienal de São Paulo era composta por ela, Liseta Levy, Rhada Abramo (1934 &#8211; 2013), Wolfgang Pfeifer (1912 &#8211; 2003) e Walmir Ayala (1933 &#8211; 1991) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/105462" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de maio de 1974, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong></span> &#8211; Era a vice-presidente da chapa de José Roberto Teixeira Leite (1930-) que concorreu à nova Diretoria da Associação Brasileira de Críticos de Arte. A chapa vencedora era formada por Carlos Flexa Ribeiro (1914 &#8211; 1991) e Clarival do Prado Valadares (1918 &#8211; 1983), presidente e vice-presidente, respectivamente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/138031" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de abril de 1976, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/140697" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de maio de 1976, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong> </span>- Foi uma das personagens de uma matéria sobre a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/172735" target="_blank"><em>Manchete</em>, 3 de dezembro de 1977</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Participou do júri que escolheu o projeto da sede da Radiobras, em Brasília (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/197458" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 21 de janeiro de 1978, segunda coluna</a>).</p>
<p>Quando o Museu de Arte Moderna pegou fogo, em julho, estava em Paris com seu irmão José e sua cunhada Norma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/182928" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de julho de 1978</a>).</p>
<p>Integrava o juri que escolheu uma escultura em bronze de autoria de Mario Agostinelli (1915 &#8211; 2000) como troféu do prêmio Golfinho de Ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_03/33422" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 27 de novembro de 1978, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong></span> &#8211; Protestou contra a colocação de telha de alumínio no pavilhão de exposições do museu, classificando-a de ser ridícula e de também ser um &#8220;<em>desrespeito à obra do arquiteto Affonso Eduardo Reidy</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/195303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de março de 1979, penúltima coluna</a>). O embaixador Hugo Gouthier (1909 &#8211; 1992) presidia a Comissão de Reconstrução.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1980</span></strong> &#8211; Foi uma das signatárias do documento <em>Por um MAM para a cidade do Rio de Janeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/8074" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de junho de 1980, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong> </span>- Inaugurou o ciclo de palestras realizado pelo Museu Nacional de Belas Artes, <em>Aspectos da Criatividade Humana &#8211; Uma introdução à Historia da Art</em>e, falando sobre <em>Desenho e Indústria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/45570" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de julho de 1982, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1985</span></strong> &#8211; Exposição do fotógrafo Ademar Manarini (1920 &#8211; 1989) no espaço de exposição criado na Esdi, sob a curadoria de Carmen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/235135" target="_blank"><em>Manchete</em>, 14 de dezembro de 1985, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1986</strong></span> &#8211; Carmen conseguiu unanimidade na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro na contestação do veto do prefeito Saturnino Braga (1931 &#8211; ) ao projeto de preservação da área ocupada pela Esdi, impedindo o despejo da escola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/59636" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de julho de 1986, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1987</strong> </span>- <span style="color: #000000;">Foi convidada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CDNM) a entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães (1916 &#8211; 1992), ao lado de outras mulheres, a <em>Carta das Mulheres</em> aos constituintes, com propostas para a Constituição que estava sendo escrita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_03/96196" target="_blank"><em>Correio Braziliense</em>, 27 de março de 1987, segunda coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1988</strong> </span>- Foi convidada para trabalhar como assessora do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.</p>
<p>Recebeu o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, destinado a crítico associado, pela sua atuação ou publicação de livro. O troféu é uma escultura de Haroldo Barroso (1935 &#8211; 1989).</p>
<p>Foi eleita presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte, cargo que ocupou até 1990, quando foi substituída por Esther Emilio Carlos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/82906" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1988, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_18/7877" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1990, quarta coluna).</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1991</strong></span> &#8211; Passou a fazer parte da Comissão Técnica de Arte da Bienal Internacional de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_18/11453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de fevereiro de 1991, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1993</strong></span> &#8211; Carmen Portinho, então a mais antiga engenheira do Brasil, coordenava as unidades do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (<em>O Globo</em>, 27 de abril de 1993).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1999</strong></span> &#8211; Lançamento dos livros <em>Carmen Portinho</em>, de autoria de Ana Luiza Nobre; e de <em>Carmen Portinho &#8211; por toda a minha vida, </em>um depoimento dela a Geraldo Edson de Andrade<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/279665" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de novembro de 1999, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/281844" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1999, última coluna</a>).</p>
<p>Continuava trabalhando como consultora do Centro de Tecnologia e Ciências da Universidade Estadual do Rio de Janeiro</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2001</span></strong> &#8211; Faleceu no dia 25 de julho de 2001, aos 98 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/41303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de julho de 2001</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2009</strong></span> &#8211; Lançamento do documentário <em>Reidy, a construção da utopia</em>, dirigido por Ana Maria Magalhães (1950 &#8211; ), filha de Maria de Lourdes (c. 1918 &#8211; 1962), irmã de Carmen, com o político Sérgio Magalhães (1916 &#8211; 1991). O filme trazia depoimentos de Carmen.</p>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2019</strong></span> &#8211; Foi homenagem com a declaração do Ano Institucional Carmen Portinho da UERJ.</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_22952" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=96PDfcEwWAY" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22952" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/ano.jpg" alt="Filme Carmen Portinho e a UERJ" width="643" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=96PDfcEwWAY" target="_blank">Filme<em> Carmen Portinho e a UERJ</em> / Programa Campus &#8211; TV UERJ</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: center;">
<div id="attachment_22915" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank"><img class="wp-image-22915 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/caricatura.jpg" alt="Carmen Portinho / A Noite, 5 de outubro de 1951" width="388" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/9150" target="_blank">Carmen Portinho /<em> A Noite</em>, 5 de outubro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*A pesquisa não encontrou informação sobre o êxito ou não da outra aluna, Déa Torres Paranhos, que defendeu a tese <em>Grande composição apresentando projetos de melhoramentos na Cidade do Rio de Janeiro</em> (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/19524" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de dezembro de 1938, terceira coluna</a>). No livro <em>Carmen Portinho, por toda a minha vida</em>, Carmen informou que Déa <em>&#8220;acabou não frequentando o curso</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">ANDRADE, Geraldo Edson; PORTINHO, Carmen. <em>Por toda a minha vida</em>. Rio de Janeiro : UERJ, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">CAVALCANTI, Lucas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGXpUfTr85c" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><em>Conhecendo Tilde Canti.</em></span></a> Rio de Janeiro ; UFRJ, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">COSTA, Vera Rita. <a href="https://canalciencia.ibict.br/historia-das-ciencias/notaveis/cientista/?item_id=26797" target="_blank">Entrevista com Carmen Portinho</a>. <em>Revista Ciência Hoje</em>, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">DEL PRIORE, Mary (Org.).<em> História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p style="text-align: left;">DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7IlxTsuoGs" target="_blank">Filme <em>Reidy, a construção da utopia</em> (2009), de Ana Maria Magalhães</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=96PDfcEwWAY" target="_blank">Filme<em> Carmen Portinho e a UERJ (2019)</em> / Programa Campus &#8211; TV UERJ</a><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas i</a>n Brasiliana Fotográfica,</em> 8 de agosto de 2017.<a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/amlrfilho.html" target="_blank">Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</a></p>
<p style="text-align: left;">NASCIMENTO, Flávia de Brito do. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/171-Texto%20do%20artigo-310-3-10-20170123.pdf" target="_blank"><em>Carmen Portinho e o habitar moderno &#8211; Teoria e trajetória de uma urbanista</em></a>. R. B. Estudos Urbanos e regionais v.9, Nn.1 / maio 2007</p>
<p style="text-align: left;">NOBRE, Ana Luiza. <em>Carmen Portinho</em>. Rio de Janeiro : Relume Dumará, 1999</p>
<p style="text-align: left;">PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal Câmara dos Deputados</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/15510-a-hist%C3%B3ria-das-mulheres-cientistas-no-brasil" target="_blank">Portal MultiRio</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/" target="_blank">Portal Senado Federal</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-71672002000300005" target="_blank"><em>Revista Brasileira de Enfermagem</em>, volume 55, nº 3. Brasília jan/fev de 2002</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://casaclaudia.abril.com.br/arquitetura/mulheres-na-arquitetura-feminismo-carmen-portinho/" target="_blank">Revista Casa Claudia, 22 de agosto de 2017</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://revistaprojeto.com.br/acervo/entrevista-carmen-portinho/" target="_blank"><em>Revista Projeto</em>, junho de 1988</a></p>
<p style="text-align: left;"><i>Revista Vitruvius, </i><a href="https://vitruvius.com.br/index.php/revistas/read/arquitextos/07.080/276" target="_blank">janeiro de 2007</a>, <a href="https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/02.015/853" target="_blank">agosto de 2001</a></p>
<p style="text-align: left;">SERRANO, Cinthia Lobato. <a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=92406" target="_blank"><em>Arquitetura e Gênero: o resgate de pioneiras no cenário profissional</em></a>. Dissertação do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, 25 de março de 2013.</p>
<div class="row" style="text-align: left;">
<div class="col-md-10">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</div>
</div>
<p style="text-align: left;">SILVA, Raquel Coutinho M. da. <em><a href="http://wpro.rio.rj.gov.br/revistaagcrj/wp-content/uploads/2017/08/5_Dossi%C3%AA-1_Artigo-3.pdf" target="_blank">Carmen Portinho: engenheira da prefeitura do Distrito Federal, difusora do urbanismo e uma feminista avant-garde</a>. </em>Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.arqblog.com.br/grandes-arquitetos/serie-grandes-arquitetas-carmen-portinho-mostrando-que-mulher-pode-ir-para-onde-quiser/" target="_blank">Site ArqFashion</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.bienal.org.br/" target="_blank">Site Bienal de São Paulo</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.casasbrasileiras.arq.br/csaportinho.html" target="_blank">Site Casas Brasileiras</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/biografias/carmen_portinho" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cronologiadourbanismo.ufba.br/tabela.php?year=1950" target="_blank">Site Cronologia do Pensamento Urbanístico</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.dmtemdebate.com.br/16-de-maio-de-1899-nasce-almerinda-farias-gama-pioneira-na-presenca-de-mulheres-negras-no-sindicalismo-e-na-politica-brasileira/" target="_blank">Site Democracia e Mundo do Trabalho</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.esdi.uerj.br/a-esdi/historia" target="_blank">Site Esdi</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.mulher500.org.br/carmem-portinho-1903-2001/" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://unifei.edu.br/personalidades-do-muro/extensao/carmen-velasco-portinho/" target="_blank">Site Unifei</a></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=22326</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; VII &#8211; Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 19:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alba Canizares]]></category>
		<category><![CDATA[Almerinda Farias Gama]]></category>
		<category><![CDATA[Assis Valente]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Portinho]]></category>
		<category><![CDATA[Catulo da Paixão Cearense]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Eros Volúsia]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Brasileira pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Gilka Machado]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[II Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Murad]]></category>
		<category><![CDATA[Juvenal Lamartine de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[Lina Hirsh]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Luisa Dória de Bittencourt]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Sabina de Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[Orminda Ribeiro Bastos]]></category>
		<category><![CDATA[Sally Loretti]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=22708</guid>
		<description><![CDATA[A alagoana Almerinda Farias Gama (1899 - 1999) foi uma das primeiras mulheres negras na história do feminismo brasileiro, numa época em que tanto o machismo como o racismo eram ainda mais presentes na sociedade brasileira do que são hoje. Passou parte da infância no Pará, onde formou-se em datilografia. Foi para o Rio de Janeiro, em 1929, e filiou-se à Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher (FBPM), presidido por Bertha Lutz , iniciando sua luta pela emancipação da mulher, especialmente pelo voto feminino.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: left;">A advogada e sindicalista alagoana Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999) foi uma das primeiras mulheres negras a atuar na política brasileira numa época em que tanto o machismo como o racismo eram ainda mais presentes na sociedade brasileira do que são hoje. Nasceu em Maceió, em 16 de maio de 1899, passou parte da infância no Pará, onde escreveu para o jornal <em>A Província,</em> e formou-se em datilografia. Foi para o Rio de Janeiro, em fevereiro de 1929, quando descobriu que o salário de datilógrafas mulheres eram bem menores do que o dos homens.</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="703" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Almerinda é a primeira sentada da equerda para a direita. Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>&#8220;A inteligência não tem sexo&#8221;</strong></em></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Assim que chegou à cidade, filiou-se à Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher (FBPM), presidido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, e iniciou sua luta pela emancipação da mulher, especialmente pelo voto feminino, que para ela <em>uma arma que nós tínhamos para poder ingressar no recinto onde se discutia esses assuntos.</em> Tornou-se uma das pioneiras na história do feminismo brasileiro. Leitora assídua, inspirou-se em<em> grandes mulheres do passado</em> para sua luta pelos direitos femininos.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;">
<div id="attachment_22709" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img class="wp-image-22709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda2.jpg" alt="Almerinda Farias Gama" width="231" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Almerinda Farias Gama (detalhe da foto anterior), 1931 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi de Bertha a ideia de criar, em 1931, o Sindicato dos Datilógrafas e Taquígrafas, reconhecido em 1933, associação da qual Almerinda tornou-se a primeira presidente. Em junho de 1931, Almerinda participou do II Congresso Internacional Feminista, no Automóvel Club, no Rio de Janeiro, organizado pela FBPM.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;">
<p><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;Eu sempre, por instinto, me revoltei contra a desigualdade de direitos entre homem e mulher&#8221;</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 20 de julho de 1933, indicada pelo Sindicato das Datilógrafas e Taquígrafas, como delegada sindical, votou na escolha da bancada classista para a Assembleia Nacional Constituinte de 1934, tendo sido a única representante feminina presente. Compareceu com uma máquina de escrever com a qual, durante a votação, <em>confecciou numerosas chapas para os colegas que as solicitavam. </em>Ainda em 1933, um manifesto de autoria de Bertha Lutz assinado por ela, por Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001), pela tradutora Lina Hirsh (? &#8211; ?) e pela advogada Maria Luisa Dória de Bittencourt (1910 &#8211; 2001) foi apresentado à seção de Legislação da Conferência Nacional de Proteção à Infância. Estava à frente do<em> movimento de renovação cívica</em> Ala Moça do Brasil, uma associação de cunho social e político, instalado em 28 de novembro de 1933, na sede da Ordem Mystica do Pensamento. Na época era bacharelanda de Direito.</p>
<p style="text-align: left;">Em 18 de fevereiro de 1934, foi inaugurado o Ginásio Almerinda Gama, educandário dirigido por Laurentino Garrido, na rua Maria Emília, nº 50, em São João do Meriti. Foi batizado em homenagem à Almerinda, responsável por uma <em>infatigável agitação das causas do ensino</em>. Ainda em 1934, foi uma das feministas que enviou à Assembleia Nacional o pedido de voto para artigos da futura Constituição que contemplavam os direitos da mulher.</p>
<p style="text-align: left;">Foi uma das dirigentes do Partido Socialista Proletário do Brasil, fundado em agosto de 1934 e candidata à deputada pela legenda Decreto ao Direito ao Trabalho (Congresso Master) nas eleições para a Câmara de Deputados e para o Senado, realizadas em outubro do mesmo ano, mas não foi eleita.</p>
<p style="text-align: left;">No panfleto de Almerinda, lia-se:</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;<em>Advogada consciente dos direitos das classes trabalhadoras, jornalista combativa e feminista de ação. Lutando pela independência econômica da mulher, pela garantia legal do trabalhador e pelo ensino obrigatório e gratuito de todos os brasileiros em todos os graus</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-22710" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda3.jpg" alt="almerinda3" width="285" height="403" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Era também poetisa e participava de saraus no Studio Eros Volusia, <em>boite da rua São José, onde tantas figuras do nosso meio artístico têm recebido os aplausos da elite carioca. </em>Também se apresentou como atriz. Foi professora e tradutora de francês, inglês e espanhol. Publicou, em 1942, o livro de poesias <em>Zumbi, </em>no qual também foi a responsável pelas ilustrações. Em 1943, foi efetivada  como escrevente juramentada do 9º Ofício de Notas, onde trabalhou até 1967. Era a tesoureira da diretoria do Curso Popular Chiquinha Gonzaga, em 1947. Em 1956, trabalhava no jornal<em> O Dia</em> e foi uma das dirigentes dos trabalhos realizados na instalação da Comissão de apoio à Conferência de Mulheres Trabalhadoras, na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1992, gravou uma pequena entrevista para a organização feminista ComMulher.</p>
<p style="text-align: left;">Sua data de morte era até pouco tempo desconhecida e foi revelada pela pesquisa realizada por Patrícia Cibele Tenório para a elaboração de sua dissertação de Mestrado em História, no Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade de Brasília, <i>A trajetória de vida de Almerinda Farias Gama (1899-1999) – feminismo, sindicalismo e identidade política </i>(2020): Almerinda faleceu em 31 de março de 1999, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Em 2024, a jornalista Cibele Tenório, da Universidade de Brasília, encontrou nos arquivos da Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro partituras inéditas de autoria de Almerinda, compositora de gêneros como o baião, o samba e a valsa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</strong></span></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_01/6590" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/perfil.jpg" alt="Diário da Noite, de 1933" width="350" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Almerinda Farias Gama nasceu em Maceió, em Alagoas, em 16 de maio de 1899, filha de José Antônio Gama (18? &#8211; 1907), dono de casas proletárias, e de Eulália da Rocha Gama (18? &#8211; 19?), dona de casa. Eles se casaram em 1896. Sua mãe foi professora e seu pais vivia do aluguel de casas populares. Almerinda tinha um irmão, o jornalista José da Silva Gama (1891 &#8211; 1941) e uma irmã, mais velha do que ela, cerca de dois anos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1907</span></strong> &#8211; Seu pai faleceu, em 14 de maio e, aos oito anos, Almerinda foi morar com uma tia no Pará porque sua mãe não tinha condições financeiras para criá-la. Ficou nove anos sem frequentar nenhuma escola, período em que sua tia a ensinou prendas domésticas, como corte e costura, e também música (O <em>Gutenberg</em> de 22 de maio de 1907).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43844" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda21.jpg"><img class="wp-image-43844 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda21.jpg" alt="almerinda2" width="332" height="460" /></a><p class="wp-caption-text">Almerinda com 8 anos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1919 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Seu conto <em>O Milagre de Natal</em> foi premiado com o terceiro lugar no concurso <em>Um Conto de Natal</em>, do jornal <em>Estado do Pará ( <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800082/18924" target="_blank">Estado do Pará,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800082/18924" target="_blank"> 25 de dezembro de 1919, penúltima coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1920</strong></span> &#8211; Quando pode receber a herança de seu pai, voltou a estudar, mas já no segundo ano do curso de datilografia custeava seus estudos como monitora. Frequentou a Escola Prática de Comércio, em Belém, e tornou-se datilógrafa profissional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800082/20131" target="_blank"><em>Estado do Pará</em>, 11 de junho de 1920, quarta coluna</a>). Escrevia crônicas para o jornal <em>A Província (PA). </em></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1921</span></strong> &#8211; Na Escola Prática de Comércio foi premiada por sua aplicação nos estudos. Já trabalhava como monitora, o que permitia que pagasse por seus estudos <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800082/21328" target="_blank">(<em>Estado do Pará</em>, 7 de março de 1921, quinta coluna</a>).</p>
</div>
<div style="text-align: left;">
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Casou-se, em março, com um primo, o poeta e escritor Benigno Farias Gama (1897 &#8211; 1925), que contribuía para vários periódicos paraenses, autor dos livros <em>Epopeia acreana</em> e <em>Águas e selvas</em>, dentre outros. Com ele teve um filho, que faleceu de doença não identificada, entre esse ano e 1925. Em 1921, ele era professor na Escola 7 de Setembro, em Xapuri, no Acre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43845" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda3.jpg"><img class="wp-image-43845" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda3.jpg" alt="almerinda3" width="298" height="365" /></a><p class="wp-caption-text">Benigno Farias Gama (1897 &#8211; 1925)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: left;">
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Benigno morreu, em 1925, de tuberculose (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/23714" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de dezembro de 1925, quinta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1929</span> </strong>-<strong> </strong>Quando descobriu que o salário de datilógrafas mulheres era um terço do que o pago aos homens, mudou-se, em fevereiro, para o Rio de Janeiro.</p>
<div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Iniciou seu ativismo feminista, filiando-se à Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher (FBPM), presidido pela bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>. Integrou a comissão organizadora de uma homenagem da associação ao governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/32634" target="_blank"><em>A Gazeta</em>, 2 de julho de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>Recitou poesias na inauguração do Centro de Sócias da FBPM (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/2452" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de setembro de 1930, penúltima coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Publicação da <em>Carta aberta ao senhor Humberto de Campos</em>, de sua autoria, onde questionava o voto contrário do escritor e político ao ingresso das mulheres na Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1150" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 6 de março de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Inaugurou a sessão <em>Perspectivas</em> dentro  da coluna &#8220;Para a mulher no lar&#8221;, dirigida por Sylvia Serafim (1902 &#8211; 1936), em <em>O Jornal.  </em>Em sua crônica inaugural, Almerinda escreveu sobre o caso de uma esposa que depois de seis meses de casamento, por não aguentar os maus tratos do marido, havia se incendiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1918" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de maio de 1930, terceira coluna</a>). Sylvia havia assassinado o jornalista Roberto Rodrigues (1906 – 1929), na redação do jornal a <em>Crítica, </em>em 26 de dezembro de 1929. Foi armada ao jornal, atrás do editor Mário Rodrigues ( 1885 – 1930), que não estava na redação e acabou atirando em Roberto, filho do editor. O futuro escritor Nelson Rodrigues (1912 – 1980), irmão da vítima, então com 17 anos, testemunhou o assassinato, fato que influenciou fortemente sua obra literária. O julgamento de Sylvia, em 22 de agosto de 1930, presidido pelo juiz Margarino Torres (1892 – 1942), foi o primeiro no país a ser transmitido ao vivo pelo rádio. O promotor foi Max Gomes de Paiva  (18? &#8211; 19?) e o advogado de defesa, Clóvis Dunshee de Abranches (18? &#8211; 19?), de quem Almerinda viria a ser secretária. A ré foi absolvida por 5 votos a 2. Anos depois, em 27 de abril de 1936, Sylvia, que era filha de Augusto Serafim de Souza (18? &#8211; 1929), auxiliar de Oswaldo Cruz (1872 – 1917), se suicidou</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de seu poema, <em>A</em> <em>Nossa História</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2764" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de junho de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22757" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2764"><img class="size-full wp-image-22757" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/nossa.jpg" alt="O Jornal, 1930" width="466" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2764"><em>O Jornal</em>, 22 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em suas crônicas na seção <em>Perspectivas</em>, de <em>O Jornal</em>, comentou um caso de incesto seguido de infanticício, do suicídio de uma mulher, a não candidatura de Maria de Lourdes Lamartine à Câmara, dentre outros assuntos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/3111" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de julho de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/3224" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 20 de julho de 1930, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/3457" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 3 de agosto de 1930, terceira  coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4512" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 12 de outubro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4601" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de outubro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4801" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 2 de novembro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/7650" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de abril de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de um pequeno perfil de Almerinda (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/5658" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de dezembro de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma pequena crônica de sua autoria,<em> Films do écran e da plateia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/297984/1347" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 6 de dezembro de 1930, segunda coluna</a>). No mesmo jornal, publicou o artigo <em>Cultura Feminina</em>, no qual critica a falta de estímulo, no Brasil, para a publicação de livros escritos por mulheres; e também a posição da Academia Brasileira de Letras que, alegando tradição, não aceitava mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1391" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 13 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Acompanhou a escritora Sylvia Serafim (1902 &#8211; 1936) em uma viagem à Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1425" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 18 de dezembro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicado na edição de dezembro da <em>Revista A.E.C</em>, da Associação dos Empregados do Comércio, um artigo de sua autoria, <em>A doutrina de Malthus</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5205" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 27 de dezembro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Por ideia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, criação do Sindicato dos Datilógrafas e Taquígrafas, do qual Almerinda foi a primeira presidente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34940" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/cultura/2020/10/4882708-fgv-disponibiliza-arquivo-historico-de-nove-mulheres-brasileiras.html" target="_blank"><img class="wp-image-34940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda1.jpg" alt="almerinda1" width="310" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/cultura/2020/10/4882708-fgv-disponibiliza-arquivo-historico-de-nove-mulheres-brasileiras.html" target="_blank">Correio Braziliense, 19 de outubro de 2020/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Trabalhava como auxiliar no 9º Ofício de Notas, na rua do Rosário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/107765" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicou o artigo <em>Cartas sem endereço</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/6018" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 11 de janeiro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Ela e Sylvia Serafim (1902 &#8211; 1936) foram entrevistadas pelo jornal <em>A Batalha</em>. Em pauta, a concessão de direitos políticos da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2897" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de março de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Suas observações acerca da moda foram citadas no artigo <em>No império da moda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/7220" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de março de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de seu poema <em>Da tristeza que mora nos meus olhos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/7430" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de abril  de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/3158" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 19 de abril de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22732" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/3158" target="_blank"><img class="wp-image-22732 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/tristeza.jpg" alt="tristeza" width="251" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/3158" target="_blank"><em>A Batalha,</em> 19 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi uma das filiadas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que <em>encantaram com belos números de arte</em> as participantes da celebração do Dia do Trabalho, organizado pela associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4370" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de maio de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de seus poemas <em>Moderna afronta</em> e <em>Felicidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/7967" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de maio de 1931, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8180" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 31 de maio de 1931, prenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou do II Congresso Internacional Feminista, instalado em 20 de junho, no Automóvel Club, no Rio de Janeiro, organizado pela FBPM (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7479" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>). Com um grupo de senhoras que participavam do encontro, foi visitar a Usina de Ribeirão das Lajes, a convite da Rio de Janeiro Light &amp; Power. Depois, visitaram a Maternidade Suburbana, em Cascadura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/10761" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de junho de 1931, última coluna</a>). Na plenária sobre Educação, realizada no dia 27 de junho, Bertha Lutz presidiu a mesa, Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) foi a vice-presidente, Orminda Bastos (1899 &#8211; 1971) foi a consultora parlamentar e Almerinda secretariou a sessão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43846" style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda7.jpg"><img class="wp-image-43846 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda7.jpg" alt="Almerinda secretariando o Congresso" width="531" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">Almerinda secretariando o II Congresso Internacional Feminista</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do conto <em>Tatuagem</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9806" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de setembro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3887" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de setembro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Cartões ilustrados com versos de sua autoria e de outros nomes em evidência nos meios literários foram distribuídos como propaganda da Suipa, Sociedade União Infantil Protetora dos Animais. Na reunião organizadora dessa associação, realizada na Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, Almerinda foi eleita secretária da diretoria provisória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/2751" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 7 de setembro de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Trabalhava como secretária no escritório do advogado Clóvis Dunshee de Abranches  (18? &#8211; 19?)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/16578" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi a responsável pela leitura na Rádio Sociedade <em>nos cinco minutos feministas</em> de um texto de autoria de Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça, vice-presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/7110" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de setembro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi eleita assessora de imprensa da União Infantil Protetora dos Animais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/7118" target="_blank"><em>Diário de Notícia</em>s, 23 de setembro de 1931, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo de sua autoria, <em>Perspectivas</em>, sobre a Semana Antialcoólica. Para fortalecer seu argumento que a educação social seria o caminho para o sucesso da campanha, reproduziu no artigo as palavras do dr. Oscar de Carvalho (18? &#8211; 19?), clínico alagoano que havia proferido palestra na Sociedade de Medicina de Alagoas, alguns meses antes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/10625" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de outubro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p class="content"><em>“Dentro do último Congresso Internacional Feminista, reunido no Rio de Janeiro, representou brilhantemente o nosso Estado a sra. Almerinda Farias Gama, cuja inteligência e erudição já, de há muito tempo, se vem destacando, quer no Pará, pela palavra e pela pena, quer na Capital do país, onde o seu nome é largamente conhecido. Essa nossa ilustre coestaduana, bem poderá interessar o movimento feminista, neste particular, atendendo ao apelo que, estamos certos, a Sociedade de Medicina de Alagoas se não furtará de fazer-lhe. E assim teremos a mulher brasileira interessada, intimamente, no movimento antialcoólico nacional”.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1932</span> </strong>- <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">O Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres.</p>
</div>
<div>Por iniciativa do Congresso Feminino de 1931 foi criada uma data para a comemoração do Dia das Mães. O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21366-5-maio-1932-559485-publicacaooriginal-81718-pe.html#:~:text=DECRETA%3A,bondade%20e%20da%20solidariedade%20humana." target="_blank">Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932,</a> assinado pelo presidente Getulio Vargas (1884 &#8211; 1954), consagrou o segundo domingo de maio para a celebração anual da data no Brasil. No primeiro ano de sua comemoração, Almerinda escreveu um artigo sobre a importância da efeméride (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/9761" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de abril de 1932, penúltima coluna</a>).</div>
<p>Publicação do poema de sua autoria <em>Meu amor é a incarnação do vento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/11268" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de agosto de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22741" style="width: 157px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/11268" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22741" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vento.jpg" alt="Diário de Notícias, 21 de agosto de 1932" width="147" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/11268" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela, Alice Coimbra (? -19?) e Sylvia Patrício (? -19?) formavam a comissão nomeada pela Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher para atender à solicitação do Centro Cândido de Oliveira no sentido de combater o sensacionalismo na repressão ao crime (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13340" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de setembro de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>Almerinda esteve na redação do jornal <em>A Batalha</em> para falar sobre a conquista do voto da mulher e sobre o alistamento eleitoral feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/6436" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de setembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Divórcio: um bem ou um mal?</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/12469" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 30 de novembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado o artigo <em>Lendas Amazonenses &#8211; A Gênese das Frutas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/12533" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo <em>Feminismo e Serviço Militar</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/12583" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre Eros Volúsia (1914 &#8211; 2004), filha dos poetas Rodolfo de Melo Machado (1884 &#8211; 1923) e Gilka Machado (1893 &#8211; 1980), uma dançarina arrojada, que se notabilizou por suas coreografias inspiradas na cultura brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/12619" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 de dezembro de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23334" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/37259" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23334" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/eros.jpg" alt="A dançarina Eros Volúsia" width="571" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/37259" target="_blank">A dançarina Eros Volúsia (1914 &#8211; 20024 / <em>A Cigarr</em>a, fevereiro de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1933</span> </strong>- Almerinda tirou seu título de eleitor. A data de inscrição do documento no cartório foi 17 de fevereiro de 1933 e seu domicílio eleitoral era Sacramento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda41.jpg"><img class=" size-full wp-image-43848 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda41.jpg" alt="almerinda4" width="349" height="511" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Meu Carnaval</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/13683" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de março de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação do poema <em>Ele falou, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/13863" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de março de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, como secretária, da Convenção Nacional de Eleitoras, realizado na sede da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, quando foi lançada pela educadora Alba Canizares (1893 &#8211; 1944) a candidatura de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> à Constituinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23342" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23342" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/albacanizaresomalho31dezembro19361.jpg" alt="Alba Canizares / O Malho, 31 de dezembro de 1936" width="396" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86659" target="_blank">Alba Canizares / <em>O Malho</em>, 31 de dezembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diversas feministas estavam presente no evento, dentre elas a engenheira e urbanista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, Orminda Ribeiro Bastos (1899-1971), Maria Luisa Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001), Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991), filha do cientista<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446" target="_blank"> João Pedro de Albuquerque (1874 &#8211; 1934)</a> ; e Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/14056" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de abril de 1933, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/24154" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 4 de abril de 1933, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/21740" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de abril de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/14070" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22742" style="width: 764px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank"><img class=" wp-image-22742" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/líderes.jpg" alt="Almerinda Gama, Bertha Lutz e Maria Sabina de Albuquerque / Diário de Notícias, 5 de abril de 1933" width="754" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank">Almerinda Gama, Bertha Lutz e Maria Sabina de Albuquerque / <em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma resolução aprovada neste encontro aconselhava o eleitorado feminino a, quando não pudessem votar em candidatas idôneas, <em>identificadas com as justas reivindicações da mulher</em>, que votasse nos <em>candidatos masculinos e partidos que pela ação demonstraram serem feministas genuínos</em>. A proposta havia sido feita por Almerinda (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/31905" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 8 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma poesia de Almerinda em homenagem à poetisa Gilka Machado (1893 &#8211; 1980) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78084" target="_blank"><em>O Malho</em>, 15 de abril de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23332" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86401" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/gilkamachadoomalho26novembro1936.jpg" alt="Gilka Machado / O Malho, 26 de novembro de 1936" width="695" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86401" target="_blank">Gilka Machado / <em>O Malho</em>, 26 de novembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22735" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78084"><img class="size-full wp-image-22735" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gilka.jpg" alt="O Malho (RJ), 15 de abril de 1933" width="362" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78084"><em>O Malho (RJ)</em>, 15 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou como atriz da peça inédita<em> Rumo à Turquia</em>, de Jorge Murad (1910 &#8211; 1998), apresentada no Studio Eros Volusia, <em>boite da rua São José, onde tantas figuras do nosso meio artístico têm recebido os aplausos da elite carioca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/12559" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de abril de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22728" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/12559" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22728" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/atriz.jpg" alt="A Noite, 20 de abril de 1933" width="309" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/12559" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou de mais uma <em>tarde de arte </em>do Studio Eros Volúsia e seu <em>melhor número</em> foi a apresentação da lenda amazonense do boto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/14389" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 30 de abril de 1933, primeira coluna</a>). Meses depois, Almerinda voltou a se apresentar no Studio Eros Volusia, recitando as poesias de sua autoria <em>O inverno chegou</em> e <em>O que eu pediria ao amor</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17379" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 12 de julho de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema, <em>Viandante que passas&#8230;</em>, ilustrado por Odelli Castello Branco(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/14649" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de maio de 1933</a>).</p>
<p>Reconhecimento pelo Ministério do Trabalho do Sindicato de Datilógrafas e Taquígrafas, do qual Almerinda era presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/3734" target="_blank"><em>O Radical</em>, 3 de junho de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 20 de julho de 1933, indicada pelo Sindicato das Datilógrafas e Taquígrafas, como delegada sindical, votou na escolha da bancada classista para a Assembleia Nacional Constituinte de 1934. A outra representante feminina seria Euphrosina Messena, do Sindicato dos Magarefes (açougueiros) de Sergipe, que não compareceu por problemas de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43853" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda8.jpg"><img class="wp-image-43853 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda8.jpg" alt="almerinda8" width="703" height="501" /></a><p class="wp-caption-text">Almerinda Farias Gama votando para a escolha dos representantes classistas para a Assembleia Nacional Constituinte</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compareceu com uma máquina de escrever com a qual, durante a votação, <em>confeccionou numerosas chapas para os colegas que as solicitavam</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/2387" target="_blank"><em>A Nação</em>, 21 de julho de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/4085" target="_blank"><em>O Radical</em>, 21 de julho de 1933, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/23697" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de julho de 1933, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/8160" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 21 de julho de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43847" style="width: 691px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda52.jpg"><img class="wp-image-43847 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda52.jpg" alt="almerinda5" width="681" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Almerinda Farias Gama, em 1933, na eleição de representantes classistas para a Assembleia Nacional Constituinte</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Almerinda Gama também foi votada. Estava relacionada na chapa intitulada Oposição como a última suplente. A chapa foi derrotada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22731" style="width: 477px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14944" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22731" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/22733.jpg" alt="Almerinda, a única mulher, no jantar / Diário da Noite, 22 de julho de 1933" width="467" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14944" target="_blank">Almerinda está no centro da foto / <em>Diário da Noite</em>, 22 de julho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação da poesia <em>Fogueira</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78601" target="_blank"><em>O Malho (RJ)</em>, 3 de agosto de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22736" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78601" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/fogueira.jpg" alt="O Malho (RJ), 3 de agosto de 1933" width="295" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/78601" target="_blank"><em>O Malho (RJ)</em>, 3 de agosto de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pronunciou-se, em reunião presidida por ela na Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, sobre a situação das garçonetes, devido à execução do decreto 24.417, de 17 de maio de 1932, proibindo o trabalho de mulheres em estabelecimentos públicos após as 22h (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14134" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de agosto de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22729" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14134" target="_blank"><img class="wp-image-22729 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/garçonetes.jpg" alt="A  Noite, de 1933" width="304" height="357" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14134" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de agosto de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um manifesto de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e assinado por ela, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, pela tradutora Lina Hirsh e pela advogada Maria Luisa Dória de Bittencourt (1910 &#8211; 2001), que em 1935 tornou-se a primeira deputada estadual da Bahia; foi apresentado à seção de Legislação da Conferência Nacional de Proteção à Infância. Almerinda, em nome da Federação e da União Universitária Feminina defendeu a proposta que pleiteava o reestabelecimento do curso de obstetrícia, com estudos teóricos e práticos, em todas as Faculdades de Medicina do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/36571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18466" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de setembro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Cântico de Yara</em>, ilustrado por Odelli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/18499" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 24 de setembro de 1933, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Foi uma das oradoras na celebração do primeiro ano de fundação do partido político Centro Cívico 4 de Novembro, no Sindicato dos Proprietários de Padarias. O partido havia sido fundado em 11 de novembro de 1932 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/4882" target="_blank"><em>O Radical</em>, 7 de novembro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Estava à frente do<em> movimento de renovação cívica</em> Ala Moça do Brasil, uma associação de cunho social e político, instalado em 28 de novembro de 1933, na sede da Ordem Mystica do Pensamento, na avenida Suburbana, nº 2.618. Na época era bacharelanda de Direito. Foi eleita presidente. A diretoria eleita e empossada foi a seguinte: vice-presidente, Erothilde Ferreira; secretaria geral, Lycia Sobral; 1º secretário, Luiz Mello; 2º secretário, Mariana Ferreira da Silva; 1ª tesoureira, Georgina Coutinho; 2ª tesoureira, Olga Silva; 1º procurador, dr. Theodomiro José de Lima; 2º procurador, Juracy Cardoso <a href="http://memoria.bn.br/pdf/221961/per221961_1933_01100.pdf" target="_blank">(<em>Diário da Noite</em>, 24 de novembro de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/38354" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de novembro de 1933, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/9170" target="_blank"><em>A Batalha,</em> 30 de novembro de 1933, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22714" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/221961/per221961_1933_01100.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-22714 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/bacharelanda.jpg" alt="bacharelanda" width="196" height="147" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/221961/per221961_1933_01100.pdf" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 24 de novembro de 1933, segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a encarregada, no Brasil, de prestar informações sobre o concurso que a <em>Nero History Society</em> promovia para estudantes matriculados em universidades, escolas secundárias e de ensino superior da América do Sul, América Central, México, Antilhas e ilhas adjacentes ao continente sul-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39394" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de dezembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Como presidente da Ala Moças do Brasil participou de uma reunião da sede do jornal <em>O Proletário, </em>em São João do Meriti<em>, </em>para a discussão de providências em relação à educação e à saúde da classe de trabalhadores  do referido bairro. Almerinda providenciaria junto ao interventor do Estado do Rio, o comandante Ari Parreiras (1890 &#8211; 1945), a abertura de dois postos de socorro para o atendimento de trabalhadores em São João do Meriti, José Bulhões e Xerém. Também pediria que o Ginásio Almerinda Gama fosse aberto no dia 21 de janeiro. Lá funcionaria um educandário para crianças pobres de ambos os sexos, dirigido por Laurentino Garrido. Antônio Hermont havia cedido um barracão na rua Maria Emília, nº 50, em São João do Meriti, para sediá-lo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de janeiro de 1934, última coluna</a>). A inauguração do ginásio aconteceu em 18 de fevereiro, foi batizado em homenagem à Almerinda, responsável por uma <em>infatigável agitação das causas do ensino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/9757" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 17 de fevereiro de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40808" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de fevvereiro de 1934, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/20658" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de fevereiro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da recepção oferecida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino à jornalista norte-americana Marjorie Schuler (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3403" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de janeiro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das feministas que enviou à Assembleia Nacional o pedido de voto para artigos da futura Constituição que contemplavam os direitos da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/41783" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de março de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Casamentos para todos os gostos</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/10639" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 10 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Participou da homenagem prestada pela Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher ao poeta paraibano Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876 &#8211; 1944) admitido na Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/30408" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de junho de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falando em nome do Sindicato das Datilógrafas e Taquígrafas e de outros sindicatos de trabalhadores do Rio de Janeiro, Almerinda fez um discurso, muito aplaudido, durante a inauguração da sede do Sindicato dos Vendedores Lotéricos, no Beco das Cancelas, nº 8. O interventor do Distrito Federal, Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942), estava presente na solenidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/4581" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de julho de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Dentre outras, ela, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a> foram referidas como pioneiras do feminismo no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/43" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, agosto de 1934</a>).</p>
<p>Foi uma das dirigentes do Partido Socialista Proletário do Brasil, fundado em agosto de 1934 até 1937, quando foi instaurado o Estado Novo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/18816" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 4 de agosto de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22743" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/19856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/proletario.jpg" alt="Diário de Notícias, 5 de agosto de 1934" width="315" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/19856" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já formada em Direito, foi candidata à deputada federal pela legenda Decreto ao Direito ao Trabalho (Congresso Master) nas eleições para a Câmara de Deputados e para o Senado, realizadas em 14 de outubro de 1934. Por esse motivo foi afastada do Partido Socialista Proletariado do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/20389" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>A outra mulher que também concorreu pelo partido foi Guilly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/47175" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de setembro de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/47406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de outubro de 1934, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/47516" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1934, quarta coluna</a>). Não foram eleitas.</p>
<p>No panfleto de Almerinda, lia-se:</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>Advogada consciente dos direitos das classes trabalhadoras, jornalista combativa e feminista de ação. Lutando pela independência econômica da mulher, pela garantia legal do trabalhador e pelo ensino obrigatório e gratuito de todos os brasileiros em todos os graus</em>&#8220;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-22710" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda3.jpg" alt="almerinda3" width="285" height="403" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco antes das eleições, foi publicada uma carta de Almerinda Farias Gama,  respondendo à divulgação do Partido Socialista Proletário do Brasil, que informou que ela havia sido excluída de suas fileiras por ter se tornado <em>propagandista do partido imperialista Master Sistema </em>(<em>Jornal do Brasil</em>, 27 de setembro de 1934).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1935</span></strong> &#8211; <span style="color: #333333;">Passou </span>a viver com um engenheiro com quem teve um filho, mas ambos faleceram antes dela.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1936</span></strong> &#8211; Publicação de seus poemas <em>Passeio de Automóvel</em> e <em>Aspiração</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3950" target="_blank"><em>A Gazeta (SC)</em>, 25 de setembro de 1936</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3956" target="_blank"><em>A Gazeta (SC)</em>, 26 de setembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22724" style="width: 192px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3950" target="_blank"><img class="wp-image-22724 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/passeio.jpg" alt="passeio" width="182" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3950" target="_blank"><em>A Gazeta (SC)</em>, 25 de setembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22725" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3956" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22725" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/aspiração.jpg" alt="A Gazeta (SC), 26 de setembro de 1936" width="184" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/883123/3956" target="_blank"><em>A Gazeta (SC)</em>, 26 de setembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Identificada como <em>conhecedora de altos ensinos esotéricos</em>, Almerinda proferiu a palestra <em>Viver para si</em>, na Tattwa Fraternidade Exotérica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/16521" target="_blank"><em>A Nação</em>, 21 de fevereiro de 1937, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou e foi uma das oradoras de uma festa em homenagem a Catulo da Paixão Cearense (1863 &#8211; 1946), na casa do compositor, em Engenho de Dentro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/14002" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi identificada como uma das <em>nossas poetisas humoristas mais interessantes. </em>Um de seus textos, <em>Corrida da bicicleta</em>, foi lido pelo poeta Renato Lacerda, no programa radiofônico<em> Hora do Guri, </em>na Rádio Tupi<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/14049" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de agosto de 1937, primeira coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Escreveu as crônicas  <em>Raça,</em><em> Eu e o meu Brasil</em> e <em>Mamãe</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/16237" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 1º de maio de 1938, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/16251" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de maio de 1938, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/16685" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 22 de junho de 1938, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong></span> &#8211; Era professora em um estabelecimento de ensino particular e também do Departamento de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/95015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de agosto de 1939, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong></span> &#8211; Foi publicado um anúncio em que Almerinda oferecia seus serviços de datilógrafa, de redatora e de tradutora de francês, inglês e espanhol (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/3575" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1940, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/7367" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de janeiro de 1941, sexta coluna</a>).</p>
<p>Ela e S. Moura ofereciam cursos de datilografia e caligrafia individual ou coletivo, na Escola Prática de Comércio Avalfred, de dia e à noite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/7498" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de janeiro de 1941, sexta coluna</a>).</p>
<p>Almerinda anunciou realizar <em>cópias a máquina em qualquer língua</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/9248" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de abril de 1941, sétima coluna</a>). No ano seguinte, voltou a anunciar seus serviços (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/17518" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de junho de 1942, quarta coluna</a>).</p>
<p>Enviou um telegrama felicitando o presidente da República, Getulio Vargas (1884 &#8211; 1954), pela promulgação da lei de proteção à família (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/6627" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de maio de 1941, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, José da Silva Gama (c. 1891 &#8211; 1941) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/9180" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 11 de setembro de 1941, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> &#8211; Publicação do artigo de sua autoria, <em>Não quero ser doutor</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_04/5796" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 6 de agosto de 1942</a>).</p>
<p>Publicou, em 1942, o livro de poesias <em>Zumbi. </em>Foi também a responsável pelas ilustrações (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/74450" target="_blank"><em>Careta</em>, 30 de janeiro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22806" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116408/15480" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/zumbi.jpg" alt="A Manhã, 22 de abril de 1942" width="331" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116408/15480" target="_blank"><em>A Manhã,</em> 22 de abril de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ofertou 15 exemplares do livro <em>Zumbi</em> para o leilão promovido pelo <em>Diário da Noite</em> para a compra do  <em>Arará</em>, um avião Catalina PBY-5 da Força Aérea Brasileira<em>, </em>que se tornaria o primeiro avião brasileiro a afundar um submarino do Eixo, o U-199, ao largo da costa do Rio de Janeirom, em 31 de julho de 1943. Foi batizado <em>Arará</em> em homenagem ao navio de carga brasileiro homônimo que havia sido torpedeado no litoral da Bahia, em 17 de agosto de 1943, pelo submarino alemão U-507 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/14345" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 25 de setembro de 1942, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22807" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/108243" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22807" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/fon.jpg" alt="Fon-Fon, 15 de agosto de 1942" width="493" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/108243" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 15 de agosto de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> <em>- Zumbi</em> foi inscrito para concorrer ao Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/16623" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1943, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943 / 1944 </strong></span>- Era membro da Associação dos Escreventes da Justiça do Distrito Federal, tendo sido nomeada escrevente juramentada do Tabelião do 9º Ofício de Notas, cargo que exerceu interinamente, até 1944, quando foi efetivada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/12721" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1943, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/17817" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1944, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;">
<div id="attachment_22706" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2WjeNwYXhao-_1s2Xlo8Mbiv5XqMUMEkrE-fh9lkAemhe_9ikuaooscy4&amp;v=U0oc8sux7yI&amp;feature=youtu.be" target="_blank"><img class="wp-image-22706 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/escreventes.jpg" alt="escreventes" width="623" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2WjeNwYXhao-_1s2Xlo8Mbiv5XqMUMEkrE-fh9lkAemhe_9ikuaooscy4&amp;v=U0oc8sux7yI&amp;feature=youtu.be" target="_blank">Fonte: CPDOC &#8211; <em>Almerinda, a luta continua</em>, 1984.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong></span> &#8211; Seu poema, <em>Como é triste a prisão</em>, fez parte da programação do festival da bailarina de oito anos, Sally Loretti (c. 1934 -?), no Teatro Carlos Gomes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/27457" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de maio de 1944, quinta coluna</a>). No mesmo ano, a canção <em>Quem chora comigo</em>, música de Hilda Matos e letra de Almerinda, foi apresentada na edição do festival de Sally Loretti em benefício do músico Assis Valente (1911 &#8211; 1958), que estava doente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/30484" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de novembro de 1944, primeira </a>coluna).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span>- Publicação do poema <em>Figurinha de Quadro Americana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_04/33015" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de maio de 1946</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22805" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_04/33015" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22805" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/agosra.jpg" alt="O Jornal, 12 de maio de 1942" width="317" height="206" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_04/33015" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de maio de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Participou da <em>festa de arte</em> no Esporte Clube Minerva, promovida pela escritora Hecilda Clark (1909 &#8211; ?) e Leocádia Silva, presidentes das Uniões Femininas Lapa-Esplanada do Senado e Catumbi-Rio Comprido, respectivamente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154547/4947" target="_blank"><em>Tribuna Popular</em>, 10 de junho de 1947, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Era a tesoureira da diretoria do Curso Popular Chiquinha Gonzaga, na rua do Riachuelo, sob a responsabilidade jurídica de Hecilda Clark (1909 &#8211; ?). Participou de um show em benefício da criação de um ambulatório popular promovido pela entidade e também de uma festa de artistas na sede da Associação Cristã dos Moços, na rua Araújo Porto Alegre, nº 36 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/33421" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de junho de 1947, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/33493" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1947, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/30514" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 12 de novembro de 1947, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/38057" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de novembro de 1947, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; A entrevista que deu ao <em>Diário de Notícias</em> sobre a oficialização da Justiça foi manchete de primeira página:<em> Justiça para o povo é gênero de primeira necessidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/45427" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de maio de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22808" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/45427" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22808" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/capa2-1024x445.jpg" alt="Diário de Notícias, 22 de 1949" width="768" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/45427" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de maio de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1955</strong> </span>- Foi uma das jornalistas que assinou um telegrama enviado ao presidente da República reclamando a inscrição na Ordem do Mérito Aeronáutico do nome de Victorino de Oliveira (1882 &#8211; 1964), idealizador e fundador, em 14 de outubro de 1911, do Aeroclube do Brasil. Ele havia sido redator do jornal <em>A Noite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/54053" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de outubro de 1955, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_05/8562" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de janeiro de 1962, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Foi uma das dirigentes dos trabalhos realizados na instalação da Comissão de apoio à Conferência de Mulheres Trabalhadoras, na Associação Brasileira de Imprensa. Trabalhava no jornal <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/108081/10420" target="_blank"><em>Imprensa Popular</em>, 28 de janeiro de 1956, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong></span> &#8211; Foi acusada de ter cometido irregularidades como escrevente em uma escritura de compra e venda de imóvel, em Caxias, do qual seria a beneficiada. Teria falsificado a assinatura de Hans Bertold Stochaussen, falecido em 8 de julho de 1947. A Comissão de Investigações levou o inquérito para a Corregedoria. Almerinda sempre afirmou que a transação havia sido legal, o que disse que provaria em juízo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/93975" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1958, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_06/1049" target="_blank"><em> A Noite</em>, 7 de março de 1961, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/56211" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de outubro de 1964, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1961</strong></span> &#8211; Publicação do artigo <em>Sapato &#8211; Artigo de Luxo</em>, de sua autoria, sobre a incidência de verminoses nos trabalhadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/106562" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 19 de abril de 1961</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1964</strong></span> &#8211; Publicação de <em>O dedo de Luciano, </em>de autoria de Almerinda. A iniciativa foi da Companhia Antárctica Paulista que o distribuiria gratuitamente em todo o país como <em>contribuição à divulgação dos ensinamentos de higiene, em benefício da saúde pública</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/61055" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de novembro de 1964, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1967</strong> </span>- Almerinda foi demitida do cargo de escrevente juramentada do 9º Ofício de Notas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80568" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de março de 1967, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1984</strong> </span>- Em 8 de junho de 1984, foi entrevistada por Angela Maria de Castro Gomes e Eduardo Navarro Stotz <em>no contexto do projeto &#8220;Velhos Militantes&#8221;, em vigência entre os anos de 1983 e 1986, sendo parte integrante do livro homônimo publicado pela Zahar Editores em 1988. A escolha da entrevistada se justificou por sua atuação como militante de movimento feminista nos anos de 1930 e de movimento sindical pró-Getulio Vargas (<a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/historia-oral/entrevista-biografica/almerinda-farias-gama-2?fbclid=IwAR1zLW9M0MCdQpNUO4etzTIEq8U4Acfc13HwX4s9rImLDJfLPOucd7UTyxw" target="_blank">FGV &#8211; CPDOC</a>).</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1989</strong> </span>- Publicação de uma foto de Almerinda votando no segundo turno da eleição presidencial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/207023" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1989</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22809" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/207023" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22809" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/votação.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de dezembro de 1989" width="384" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/207023" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1989</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1991</strong></span> &#8211; Foi entrevistada por Joel Zito de Araújo (1954 &#8211; ) que produziu e dirigiu com Ângela Freitas o média-metragem <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_9jfbUM_zGQ" target="_blank"><em>Almerinda, uma Mulher de Trinta</em> (1991)</a>, premiado no Festival Guarnicê de Cinema, realizado no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1992</strong> </span>- Gravou uma pequena entrevista para o documentário <em>Memória de Mulheres</em>, dirigido por Maria Angélica Lemos (1958 &#8211; ), para a organização feminista <a href="https://comulher.wixsite.com/comulher/founders" target="_blank">ComMulher</a>. Na época, morava em uma casa em um subúrbio carioca. É a última notícia que se tem de Almerinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22705" style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_9jfbUM_zGQ" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22705" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda1.jpg" alt="Almerinda Farias Gama / Almerinda, uma mulher de trinta" width="662" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_9jfbUM_zGQ" target="_blank">Almerinda Farias Gama / <em>Almerinda, uma mulher de trinta</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1999</span> </strong>- Sua data de morte era até pouco tempo desconhecida e foi revelada pela pesquisa realizada por Patrícia Cibele Tenório para a elaboração de sua dissertação de Mestrado em História, no Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade de Brasília, <i>A trajetória de vida de Almerinda Farias Gama (1899-1999) – feminismo, sindicalismo e identidade política </i>(2020): Almerinda faleceu em 31 de março de 1999, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2016</strong></span> &#8211; Foi instituído pela prefeitura de São Paulo o Prêmio Almerinda Farias Gama, de incentivo a iniciativas em comunicação social ligadas à defesa da população negra.</p>
<p><a href="https://www.almapreta.com/editorias/realidade/participar-premio-almerinda-farias-gama" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-22719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/premio1.jpg" alt="premio" width="825" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2024</strong> </span>- A jornalista Cibele Tenório, da Universidade de Brasília, encontrou nos arquivos da Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro 29 partituras inéditas de autoria de Almerinda, compositora de gêneros como o baião, o samba e a valsa. A pianista Renata Sica (19?-), gravou as composições. As partituras foram disponibilizadas pelo Instituto do Piano Brasileiro. Seus temas tratam de amor, lendas amazônicas e canções de ninar.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2025</strong></span> &#8211; Lançamento do livro <em>Almerinda Gama: a sufragista negra</em>, de autoria de Cibele Tenório, pela Editora Todavia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43838" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/almerinda.jpg" alt="almerinda" width="306" height="455" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=U0oc8sux7yI" target="_blank">Veja aqui o documentário <em>Almerinda, a luta continua</em>, dirigido por Cibele Tenório e produzido pela FGV CPDOC Núcleo de Audiovisual e Documentário</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Ouça aqui algumas músicas de Almerinda executadas pela pianista Renata Cortez Sica:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b_-a2BDx3g0" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Acalanto</em></span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znEhalE4Z6U" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Canto de Natal</em></span></a></p>
<p class="has-text-align-center has-medium-font-size" style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=sCDnRWGPusI" target="_blank"><em>Lamento</em></a></p>
<p class="has-text-align-center has-medium-font-size" style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3UQx438n7dc" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Noturno</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Esse artigo foi ampliado em março de 2026.</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QMf9mduDZyE" target="_blank"><em>Almerinda, uma mulher de 30</em> Produção: Tapiri Vídeos, SOS CORPO/ TV VIVA &#8211; A Sua Imagem/CCLF Direção: Angela Freitas e Joel Zito Araújo, 1991.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://mulheres-incriveis.blogspot.com/2013/04/almerinda-farias-gama.html" target="_blank">Blog Mulheres Notáveis</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2WjeNwYXhao-_1s2Xlo8Mbiv5XqMUMEkrE-fh9lkAemhe_9ikuaooscy4&amp;v=U0oc8sux7yI&amp;feature=youtu.be" target="_blank"><em>Almerinda, a luta continua. </em>Filme realizado na 2ª Oficina de Produção Audiovisual do Núcleo de Audiovisual e Documentário FGV/CPDOC. Direção: Cibele Tenório </a></p>
<p style="text-align: left;">DEL PRIORE, Mary (Org.).<em> História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p style="text-align: left;">DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas i</a>n Brasiliana Fotográfica,</em> 8 de agosto de 2017.</p>
<p style="text-align: left;">Marques, Teresa Cristina de Novaes. <em>&#8220;Enfim, eleitoras&#8221;.</em> <i>O voto feminino no Brasil</i> 2ª ed. Brasília: Edições Câmara, 2018.</p>
<p style="text-align: left;">PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<div class="row" style="text-align: left;">
<div class="col-md-10">
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://almapreta.com.br/sessao/cultura/partituras-de-sufragista-negra-sao-encontradas-e-transformadas-em-musicas/" target="_blank">Site Alma Preta</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/historia-oral/entrevista-biografica/almerinda-farias-gama-2" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.dmtemdebate.com.br/16-de-maio-de-1899-nasce-almerinda-farias-gama-pioneira-na-presenca-de-mulheres-negras-no-sindicalismo-e-na-politica-brasileira/" target="_blank">Site Democracia e Mundo do Trabalho</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://web.archive.org/web/20060721093625/http://www.festivalguarnice.ufma.br/" target="_blank">Site Festival Guarnicê de Cinema</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/trajetoria-da-sufragista-negra-almerinda-farias-gama" target="_blank">Site História de Alagoas</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.mulher500.org.br/carmem-portinho-1903-2001/" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.naval.com.br/blog/2008/11/08/o-brasil-na-segunda-guerra-mundial-o-catalina-que-destruiu-o-u-199/" target="_blank">Site Poder Naval</a></p>
<p style="text-align: left;">TENÓRIO, Patrícia Cibele da Silva. <i>A vida na ponta dos dedos: A trajetória de vida de Almerinda Farias Gama (1899-1999) – feminismo, sindicalismo e identidade política</i>. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de Brasília. Brasília, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">TENÓRIO, Patrícia Cibele da Silva. <em>Almerinda Gama: a sufragista negra. </em>Rio de Janeiro :  Editora Todavia, 2025.</p>
<p style="text-align: left;">Youtube</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=22708</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[3º Congresso Nacional Feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Alceu do Amoroso Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança Nacional de Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Nacional Constituinte]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queirós]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo da borracha]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[condecoração]]></category>
		<category><![CDATA[condecorações]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Eucarístico Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cruz Vermelha no Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[decadência]]></category>
		<category><![CDATA[deputada]]></category>
		<category><![CDATA[doença]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Ephigênio Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Serviço Social de Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Normal Rural do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Feminista Amazonense]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Getulio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Infantil Casa Dr. Fajardo]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Benjamin Constant (AM)]]></category>
		<category><![CDATA[José Coelho de Miranda Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Católica do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Eleitoral Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel de Miranda Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Maria de Miranda Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Elizabeth Brêa Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Julia Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Lacerda de Moura]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[progresso feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Protogenes Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel Uchôa]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Federal de Profilaxia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Sobral Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Amparo à Maternidade e à Infância]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[sufragista]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=21770</guid>
		<description><![CDATA[Maria de Miranda Leão (1887 - 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social e uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social, tendo vinculado sua vida<em> com talento e cultur</em>a ao ensino e à solidariedade. Em dezembro de 1922, foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, meses após a fundação da FBPF, iniciativa de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, em 9 de agosto do mesmo ano.</p>
<p>Foi descrita em uma matéria do <em>Jornal do Brasil</em> de 1936 como “<em>Uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia</em>.” Segundo Maria Elizabeth Brêa Monteiro, na fotografia destacada nesse artigo, produzida pela Photographia Alemã, &#8220;<em>é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<div id="attachment_21776" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/miranda.jpg" alt="Photographia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional" width="508" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank">Fotografia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conclamando as mulheres à paz e à guerra, Maria de Miranda Leão proferiu seu discurso na sessão inaugural do 3º Congresso Nacional Feminista, realizado na sede do Automóvel Club, no Rio de Janeiro, entre os dias 1°e 8 de outubro de 1936. Delegada da Liga Católica do Amazonas junto ao Congresso Eucarístico Nacional e designada representante da Federação Amazonense pelo Progresso Feminino e de outras agremiações de Manaus pelo governador Álvaro Maia para o Congresso Nacional Feminino <a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, o <em>Jornal do Brasil</em> em sua edição de 2 de outubro de 1936 descreve Maria de Miranda como “uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia.”<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>Maria de Miranda Leão nasceu em 1887 em uma família de longa atuação no Amazonas nos vários setores da atividade humana: no magistério, no comércio, nas ciências, na política. O patriarca, coronel José Coelho de Miranda Leão, foi deputado que havia se notabilizado por combater os cabanos em Mundurucânia, em 1839. Era filha do professor e jornalista Manoel de Miranda Leão, deputado provincial da Assembleia Legislativa (1886) e um crítico do cenário da instrução pública no Amazonas, identificando a falta de experiência e de dedicação no magistério como um dos principais problemas a enfrentar. Professora, enfermeira, assistente social e uma pioneira na participação feminina na política da região Norte, Maria de Miranda primou, segundo Agnello Bittencourt, pelo talento e pela cultura, tendo vinculado sua vida ao ensino e à caridade.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>Ingressou, em 1922, no Serviço Federal de Profilaxia Rural e nesse mesmo ano criou a Sociedade de Amparo à Maternidade e à Infância, núcleo que deu origem ao Hospital Infantil Casa Dr. Fajardo, onde trabalhou como enfermeira e chefe dos serviços internos.</p>
<p>A partir das primeiras décadas do século XX, Manaus não mais se assemelhava à Paris dos Trópicos dos anos de pujança da exportação da borracha. A derrocada do comércio extrativista impeliu levas de seringueiros a se dirigirem com suas famílias para as cidades que enfrentavam as consequências da depressão econômica, assoladas por doenças como paludismo, verminose, disenteria, enterite, gripe e outras. Nesse contexto as crianças compunham o grupo mais vulnerável, identificado no elevado índice da mortalidade infantil. Todavia, o estado do Amazonas e, em particular, a cidade de Manaus não possuíam uma instituição oficial de atendimento hospitalar exclusivo para crianças. Esse atendimento era realizado pela Casa Dr. Fajardo, instituição particular, fundada em 1922 pelo médico Samuel Uchôa, diretor do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, com a finalidade de receber crianças órfãs ou desamparadas acometidas por paludismo e verminose. Além do tratamento médico prestado, essa instituição tinha uma preocupação pedagógica, principalmente em relação às questões de higiene das crianças e das famílias, no intuito de resgatá-las de uma condição depauperada e libertá-las, segundo o próprio Dr. Uchoa, “da tirania das doenças destruidoras”, preparando-as para o trabalho.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Vem desse período, durante o qual Maria de Miranda realizou atividades de assistência às crianças e às camadas mais empobrecidas da população amazonense, o apelido pelo qual ficou conhecida: Mãezinha.</p>
<p>Com apoio do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, durante a administração do governador Ephigênio Salles, criou o primeiro preventório do Brasil, voltado para o cuidado dos filhos dos portadores de hanseníase.</p>
<p>Maria de Miranda teve também relevante atuação para a profissionalização e regularização das atividades de serviço social. Em 1940, com apoio do bispo d. Basílio Manoel Olímpio Pereira, realizou, no Rio de Janeiro, os cursos de “Ação Católica e Serviço Social”, o que favoreceu a criação da Escola de Serviço Social de Manaus, subordinada, inicialmente, ao Juízo Tutelar de Menores, onde foi professora de Assistência Social.</p>
<p>Essa orientação pela assistência e cuidados mobilizou sempre Maria de Miranda ao longo de sua vida. Como secretária-geral e enfermeira chefe da Cruz Vermelha no Amazonas, ficou encarregada da entrega de correspondências aos prisioneiros de guerra (japoneses, italianos e alemães) e foi, de 1946 a 1951, diretora do Instituto Benjamin Constant, criando nele a primeira Escola Normal Rural do Amazonas.</p>
<p>Paralelamente ao trabalho assistencial, Maria de Miranda destacou-se no movimento feminista, sendo membro da Federação Feminista Amazonense e uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Liderou o movimento feminino católico de incentivo à participação das mulheres nas eleições e na política de modo geral, fato que, por certo, contribuiu para seu sucesso nas urnas aos 48 anos, quando foi eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), onde também atuou nas comissões de Educação e de Poderes e leis.</p>
<p>Em carta para Bertha Lutz de 20 de junho de 1935, Maria de Miranda informa sobre sua atuação na Constituinte na defesa da atuação da mulher em todos os setores de ação social, moral e político, e não mais apenas dedicada a servir o lar, “coser meias e embalar meninos”. Nessa mesma carta, Maria envia uma fotografia dedicada a Bertha na qual se identifica como sua admiradora e a convida a visitar o estado e ver “como o nosso Amazonas é grandioso, com suas florestas encantadas e seus rios caudalosos. Seria ocasião de sentir as aspirações da mulher amazonense e que a cultura e a mentalidade da cabocla morena do rio Negro não envergonham as irmãs do Sul.”<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> Nessa fotografia é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial.</p>
<p>Essas linhas de ação de Maria de Miranda se conjugavam com os temas discutidos na Assembleia Nacional Constituinte. A organização da assistência social foi defendida pela representante feminina, Carlota Pereira de Queiroz, médica eleita com apoio da Liga Católica, que considerava a educação e a saúde do povo as duas questões fundamentais de uma nação e tinha a proteção à maternidade e à infância como diretrizes prioritárias de seu mandato.</p>
<p>A Liga Eleitoral Católica, movimento gerado em defesa dos ideais cristãos e em resposta à secularização da cultura e à fundação do Partido Comunista do Brasil, congregava intelectuais como Alceu do Amoroso Lima, o advogado Sobral Pinto, além outros representantes de segmentos da classe média, e teve expressiva participação nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. No Amazonas, seus principais dirigentes eram o bispo dom João da Mata e Jatir Pucu de Aguiar, do Partido Liberal. Maria de Miranda exerceu os cargos de secretária-geral da Liga Eleitoral Católica, ao lado de Maria Julia Lima, e, em 1935, foi nomeada para a presidência.</p>
<p>Maria de Miranda acompanhou de perto a mobilização das mulheres pelo sufrágio feminino no Brasil. Foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, em 18 de dezembro de 1922. Trabalhou para organizar uma série de atividades com o objetivo de sensibilizar as mulheres para o alistamento eleitoral, direito conquistado pelas brasileiras em fevereiro de 1932 com a promulgação do novo código eleitoral que concedeu pela primeira vez o direito de voto às mulheres. Participou de todos os eventos nacionais promovidos pela FBPF na década de 1930.</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada em 9 de agosto de 1922, por iniciativa da Bertha Lutz e outras mulheres com diferentes abordagens de prioridades na construção de agenda entre elas, tinha como principal bandeira a busca pelo sufrágio universal e a promoção do avanço da mulher no espaço público através da reivindicação de seus direitos políticos, das melhorias de suas condições de trabalho, de saúde e educação. Esses foram temas discutidos nos congressos organizados pela FBPF, sob a presidência de Bertha. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada como a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam a atuação da Federação ao lado de postulados sustentados pela Liga Católica no sentido do ensino religioso nas escolas e da indissolubilidade do matrimônio. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a></p>
<p>As lideranças feministas das maiores organizações constituídas &#8211; FBPF, Aliança Nacional de Mulheres, Liga Eleitoral Católica e suas derivadas regionais &#8211; argumentavam que era possível assegurar a agregação de mulheres na política, pois isso não ofereceria risco de concorrência para os ocupantes dos cargos públicos eletivos nem ocasionaria instabilidade social ou para as famílias.</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, a Federação rumava de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e à conquista de direitos. Essa postura, identificada por pesquisadores, com um “feminismo bem comportado”, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como “mal comportado” ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5025/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank">Participantes do III Congresso Nacional Feminista em audiência com presidente Vargas, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto realiza-se no Rio de Janeiro o 3º Congresso Nacional Feminista, que contou com a presença de autoridades como o presidente da República, Getulio Vargas, e o governador do Rio de Janeiro, Protogenes Guimarães. Maria de Miranda foi a oradora da sessão inaugural que apresentou um discurso intitulado “A missão da mulher no momento atual”, no qual fazia “a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição, contra o sacrilégio devastador do comunismo”. Ficam evidentes os princípios católicos da família indissolúvel como alicerce da nação e a luta feminista como uma “cruzada santa”. Maria de Miranda deixa claro seu alinhamento à igreja católica condenando “a política sem Deus e contra Deus, ambiciosa e libertina”. Antecedido por um preâmbulo de cunho regionalista, mencionando as belezas e riquezas do Amazonas, em que cita os pacíficos e ordeiros Barés e os combativos Maués, Maria de Miranda enfatiza em seu discurso o caráter pacífico da “guerra” a ser empreendida pela mulher, “poder moderador capaz de trazer o homem à razão, quando levado pelos ímpetos próprios de sua natureza combativa, muitas vezes se afastada de caminho traçado.”. E conclui, em sua visão, o objetivo do congresso:</p>
<p>“Um dos pontos fundamentais é, por certo, a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição contra o sacrilégio devastador do comunismo. (&#8230;) Se procura nos seduzir, garantindo à mulher todos os campos de ação social, a igualdade de valores e trabalhos com o homem, não nos deixaremos enganar. Queremos a vitória das nossas reivindicações, a nossa igualdade política e social, salário igual para trabalho igual. Mas a mulher do Brasil coloca acima de tudo Deus, a Fé, a honra, a dignidade, a força moral e a integridade da Pátria. (&#8230;) É essa a promessa, a clarinada guerreira, o juramento inflexível que a Mulher Amazonense vos manda por minha voz: Ouviremos a voz do Brasil e na luta estaremos na linha de frente, na brecha por Deus, pela Pátria, pela Raça.”<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>Nesse congresso foi votado o Estatuto da Mulher, a ser apresentado na forma de projeto de lei em outubro de 1937 à Câmara dos Deputados, por iniciativa das deputadas Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queirós. Em seus 150 artigos, o projeto tinha como objetivo regulamentar os dispositivos constitucionais de proteção às mães e às crianças, tratava, em essência, de nacionalidade, direitos políticos, trabalho.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a></p>
<p>O mandato de Maria de Miranda como deputada estadual foi interrompido em 1937 quando Getulio Vargas fechou o legislativo federal e os estaduais, dando início ao Estado Novo que perdurou até 1945. Com a democratização, tentou a reeleição, pelo Partido Social Democrático (PSD), em 1947, não obtendo êxito.</p>
<p>Sua atuação política e social foi reconhecida pelas autoridades amazonenses que lhe concederam o título de Cidadã Benemérita de Manaus, em 1957, e a Medalha Cidade de Manaus, em 1969. Pelos serviços prestados, foi condecorada pela Cruz Vermelha do Amazonas.</p>
<p>Maria de Miranda Leão faleceu em 1976, no mesmo ano de sua “distinta patrícia” Bertha Lutz, com quem batalhou pela ampliação dos espaços de poder e decisão da mulher na sociedade e pela garantia de direitos conquistados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Telegrama do governo do Estado do Amazonas comunicando que a Federação Amazonense pelo Progresso Feminino designou a deputada Maria de Miranda Leão como representante do Amazonas no 3º Congresso Nacional Feminino. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro.3 de julho de 1936. BR RJANRIO Q0.ADM, COR.A936.74</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Jornal do Brasil. Edição 232, 2 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Bittencourt, Agnello. <em>Dicionário Amazonense de Biografias</em>: vultos do passado. Rio de Janeiro, Conquista, 1973. p. 359. Disponível em https://issuu.com/bibliovirtualsec/docs/dicionario_amazonense_de_biografias</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Schweickardt, Júlio Cesar. <em>Ciência, nação e região</em>: as doenças tropicais e o saneamento no Estado do Amazonas (1890-1930). Manaus: Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz, 2009. p. 345. Disponível em <a href="http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf">http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf</a>.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Cartas de Maria de Miranda Leão. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro. BR_RJANRIO_Q0_ADM_COR_A935_0066_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937). <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Jornal do Brasil. Edição 248, 18 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Potechi, Bruna. As mulheres dos estatutos no Congresso Nacional Brasileiro. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 27, n. 1, Florianópolis, 2019. Disponível em https://www.scielo.br/pdf/ref/v27n1/1806-9584-ref-27-01-e50110.pdf</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Elizabeth Brêa Monteiro é Mestre em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=21770</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
