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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; coronavírus</title>
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		<title>Fotografias da Gripe Espanhola do fundo Moncorvo Filho, da Casa de Oswaldo Cruz</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 16:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Moncorvo Filho]]></category>
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		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Nava]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, data que marca os dois anos da caracterização da Covid-19 como uma pandemia, pela Organização Mundial da Saúde, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias da pandemia de Gripe Espanhola, em 1918, descobertas, em meados de março de 2020, no arquivo do médico Moncorvo Filho. Os autores do artigo "Fotografias da Gripe Espanhola" são Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, data que marca os dois anos da caracterização da Covid-19 como uma pandemia, pela Organização Mundial da Saúde, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias da pandemia de Gripe Espanhola, em 1918, descobertas, em meados de março de 2020, no arquivo do médico Moncorvo Filho. Os autores do artigo <span style="color: #000000;"><em>Fotografias da Gripe Espanhola </em></span>são Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Fotografias da Gripe Espanhola</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço*</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Grande vozerio, gritos e gemidos de repente ouvi que partiam do saguão da entrada e contiguo à minha sala. Corro a ver o que era. Uma onda humana invadia o prédio de nossa sede: eram homens, mulheres e crianças, em sua maioria andrajosos, comprimindo-se para entrar e agasalhar-se em todas as salas do nosso estabelecimento. Havia gente de todas as classes sociais, indivíduos brancos e de cor, velhos, moços e crianças, carregados uns pelos outros, alguns que entravam a cambalear, esquálidos, ardendo em febre, outros a vomitar e finalmente alguns encontrados já a expirar na via pública&#8230;”</em></span> (Moncorvo Filho, 1924:49)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em meados de março de 2020, durante o início da quarentena imposta pela epidemia de Covid-19, encontramos imagens inéditas da Gripe Espanhola no arquivo do médico Moncorvo Filho. Sabíamos da importância deste acervo, entretanto, não possuíamos a real dimensão do inestimável patrimônio que estava em nossas mãos. Apresentamos algumas das imagens neste breve trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/301" target="_blank">Acessando o link para as fotografias inéditas da Gripe Espanhola no arquivo do médico Moncorvo Filho disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10325" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10325/MF_GI_IP_15_30.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10325" target="_blank">Octávio de Barros atendendo um doente durante a Gripe Espanhola, 1918. Morro da Mangueira, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1918, no Rio de Janeiro, os habitantes começaram a apresentar febre alta. Era a Gripe Espanhola, doença que vinha da Europa pelos navios que ancoravam nos portos brasileiros. Numa cidade com um milhão de habitantes, morreram, segundo os registros oficiais, quase 15 mil pessoas. Os médicos receitavam canja e limão. Não que o Brasil não estivesse avisado. A gripe estava dizimando na Europa e mataria, de acordo com as estimativas mais cautelosas, trinta milhões de pessoas em todo o mundo.</p>
<p>Médicos e autoridades não sabiam como proceder e que atitudes tomar diante da pandemia. As instituições governamentais de saúde concentraram sua atuação no atendimento aos doentes. O que melhorou um pouco a trágica situação foram as ações isoladas. Hospitais e enfermarias provisórias foram montadas. Toda ajuda era bem-vinda, mas era pouca. Alguns círculos operários também contribuíram fornecendo auxílio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Morrer na cama era um privilégio abusivo e aristocrático. O sujeito morria nos lugares mais impróprios, insuspeitados: – na varanda, na janela, na calçada, na esquina, no botequim&#8230; Muitos caíam, rente ao meio-fio, com a cara enfiada no ralo. E ficavam, lá, estendidos, não como mortos, mas como bêbados. Ninguém os chorava, ninguém. Nem um vira-latas vinha lambê-los. Era como se o cadáver não tivesse nem mãe, nem pai, nem amigo, nem vizinho e, nem ao menos, inimigo.”</em></span> (, 1967:72)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os cariocas morriam em casa, na rua, no trabalho, sendo recolhidos pelos funcionários da Prefeitura. Estes jogavam os corpos nas carroças da companhia de limpeza pública. Conta-se que quando descobriam alguém dado como morto e ainda vivo, acabavam de matá-lo com as pás. Nos cemitérios, coveiros abriram valas, onde eram despejadas dezenas de mortos. E, quanto mais corpos acumulados, mais a situação piorava.</p>
<p>Frente ao desconhecimento ou ineficácia das medidas que pudessem impedir o contágio ou cuidar dos doentes, as autoridades públicas inicialmente restringiram-se a orientar a população a evitar aglomeração. A cidade transformou-se num caos, faltavam alimentos e ocorriam saques aos armazéns. Para completar este quadro tenebroso ainda havia o problema dos cadáveres insepultos. Não havendo pessoal suficiente para enterrar os mortos, foram utilizados os presidiários. O cenário de corpos amontoados pelos cemitérios ou abandonados pelas ruas era desolador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10324" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10324/MF_GI_IP_15_27.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10324" target="_blank">Manoel Peregrino da Silva examinando doente durante a Gripe Espanhola, 1918. Morro da Mangueira, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o desenrolar dos fatos, aumentava o temor coletivo. No período mais crítico, a população ficou desesperada. A divulgação pela imprensa do número de óbitos, da ausência de assistência médica e das atrocidades cometidas intensificava o clima de medo. A todo esse cenário podemos acrescentar o ar fétido, emanado das covas, casas e ruas, onde os corpos permaneciam à espera de sepultamento. Outro aspecto que deve ser considerado diz respeito às atitudes desencadeadas a partir do terror instalado com a gripe. Narrativas terríveis falam de atos insensatos cometidos por pessoas transtornadas com a situação.</p>
<p>A interrupção das atividades econômicas e outras adversidades inerentes aos fenômenos epidêmicos não foram evitadas e tampouco houve planejamento para aplacar os efeitos da <em>espanhola</em>. A doença inicialmente apresentou-se aos habitantes do país como um mal distante. Tanto órgãos da imprensa quanto os responsáveis pelos serviços de saúde pública colocavam em dúvida a existência da <em>espanhola</em> no Brasil. Os casos observados poderiam ser moléstias ainda não identificadas. Para além da discussão científica, um fator deve ser observado: a aceitação de que a epidemia havia invadido o país evidenciaria a fragilidade das políticas públicas de saúde.</p>
<p>A gripe é transmitida por contágio direto, tendo como sintomas principais febre, prostração e dores musculares. Embora não seja incorreta a ideia do caráter “democrático” das doenças contagiosas, que atacam de forma indiferenciada as classes sociais, as observações mostram que enfermidades epidêmicas podem ser fulminantes em organismos debilitados por condições de sobrevivência precárias.</p>
<p>Embora os políticos e administradores do Rio de Janeiro não acreditassem, ou não quisessem aceitar, a epidemia foi dominando a cidade. Em outubro, a imprensa noticiou a existência de doentes em quartéis, fábricas e escolas. Por volta da segunda semana era enorme a quantidade de casos. Nesse momento, o número de pessoas atingidas havia crescido, deixando a população apavorada. A violência da gripe transformava a cidade, paralisando vários setores das atividades urbanas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Nas habitações coletivas, em estado grave caiam quase fulminados pelo terrível morbo inúmeros de seus moradores. A população estava muito justamente alarmadíssima e todos os serviços públicos já se mostravam em 10 de outubro sensivelmente desfalcados do seu pessoal, por doença afastado de seus misteres, sendo em número assaz elevado as guias extraídas pelas Delegacias de Polícia para o internamento de gripantes no Hospital da Misericórdia. Os miseráveis e mendigos, como sempre sucede, eram os que primeiro caiam vítimas do devastador morbo e nos quais a doença de maior gravidade era desde logo emprestada.”</em></span> (Moncorvo Filho, 1924:52)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10321" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10321/MF_GI_IP_15_25.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10321" target="_blank">Distribuição de alimentos no Instituto de Proteção e Assistência à Infância, 1918. Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos primeiros dias de novembro, a situação era alarmante. A epidemia forçara o fechamento do comércio e indústrias, bem como a interrupção dos serviços públicos. A cidade estava paralisada. O governo passou a distribuir quinino. Sem esclarecer o valor terapêutico dessa substância no combate à gripe ou o perigo da sua ingestão sem controle. Surgiam na imprensa receitas peculiares, que prometiam curar a doença. Além disso, os produtos &#8211; galinhas, ovos e limão &#8211; supostamente eficazes no combate ao mal, sofreram intensa especulação comercial.</p>
<p>A desorganização das atividades comerciais provocou uma grave crise de abastecimento. Se nas áreas próximas do centro urbano havia dificuldade em conseguir alimentos, nas áreas suburbanas eles eram extremamente escassos. Para amenizar a situação, o governo passou a distribuir leite, sopa e pão para a população. Entretanto, noticiadas pela imprensa, as reclamações de moradores dos subúrbios deixam evidente que essa medida foi inoperante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Era apavorante a rapidez com que ela ia da invasão ao apogeu, em poucas horas, levando a vítima às sufocações, às diarréias, às dores lancinantes, ao letargo, ao coma, à uremia, à síncope e à morte em algumas horas ou poucos dias. Aterravam a velocidade do contágio e o número de pessoas que estavam sendo acometidas. Nenhuma de nossas calamidades chegara aos pés da moléstia reinante: o terrível não era o número de casualidades, mas não haver quem fabricasse caixões, quem os levasse ao cemitério, quem abrisse covas e enterrasse os mortos. O espantoso já não era a quantidade de doentes, mas o fato de estarem quase todos doentes, a impossibilidade de ajudar, tratar, transportar comida, vender gêneros, aviar receitas, exercer, em suma, os misteres indispensáveis à vida coletiva.”</em></span> (Pedro Nava, 1976:201)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10322/MF_GI_IP_15_26.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10322" target="_blank">Maurity Santos e enfermeiras atendendo doente no Morro do Salgueiro, 1918. Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acreditava-se que um corpo bem alimentado resistiria melhor à doença. Até galinhas foram distribuídas à população. Para auxiliar o atendimento dos cariocas acometidos pela gripe, associações filantrópicas tomaram providências para tratar os doentes. Uma das instituições que participaram dessa mobilização foi o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio de Janeiro (IPAI). Em suas dependências, funcionou um dos postos de socorros criados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10323" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10323/MF_GI_IP_15_25%20.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10323" target="_blank"> Prédio do Instituto de Proteção e Assistência à Infância, 1918. Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O instituto fora criado pelo médico Arthur Moncorvo Filho (1871-1944), em 1899. Dedicava-se ao auxílio de crianças, mas, durante a epidemia, transformou-se num local de assistência emergencial, onde as pessoas atingidas pela <em>espanhola</em>, recebiam atendimento médico. Suas dependências ficaram lotadas e formaram-se filas para a distribuição de produtos alimentícios. Além disto, grupos de médicos e enfermeiras eram enviados aos bairros mais populares. Chamadas de <em>Caravanas do Bem</em>, saíam do IPAI em direção ao Morro do Salgueiro, Morro do Andaraí, Morro do Telégrafo (Mangueira), Engenho de Dentro, Cascadura e Ramos.</p>
<p>As imagens que retratam o cotidiano do IPAI durante a pandemia de Gripe de 1918 podem ser encontradas no acervo da Casa de Oswaldo Cruz. São registros originais que documentam o período da Gripe Espanhola no Rio de Janeiro. Elas pertencem ao Arquivo Arthur Moncorvo Filho. Além destas imagens documentando a pandemia, este arquivo reúne mais de mil itens, entre fotografias, cartas, relatórios, publicações e recortes de jornais acumulados pelo médico, gestor e membro de associações científicas, tanto no Brasil quanto no exterior.</p>
<p>Nascido em 13 de setembro de 1871, na cidade do Rio de Janeiro, Arthur Moncorvo Filho viveu na Europa, onde Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo (1846-1901) estagiava em Paris com os professores Eugène Bouchut (1818-1891) e Henri-Louis Roger (1809-1891). Retornando ao Brasil, seu pai o convenceu a estudar medicina. Terminou o curso em 1897 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, diplomando-se com a tese <em>Das linfangites na infância e suas consequências</em>. Durante o curso, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, instituição fundada por Carlos Arthur Moncorvo em 1881. Com seu falecimento, em 1901, o filho ocuparia seu lugar no serviço de moléstias de crianças da policlínica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10327/MF_GI_IP_15_73.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10327" target="_blank">Moncorvo Filho no Instituto de Proteção e Assistência à Infância, 193?. Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><em>  </em></p>
<p>Criado em 1899, o IPAI funcionava na casa da família, localizada na rua da Lapa. Neste mesmo local, seu pai criara, em 1881, a Policlínica Geral. Dois anos depois, o instituto foi instalado em prédio alugado, à rua Visconde do Rio Branco. Em 1914, o presidente da República, Hermes da Fonseca, doou o terreno onde foi construída a sede do instituto, na rua do Areal, atual rua Moncorvo Filho. Hoje, funciona no local o Hospital Moncorvo Filho, nomeado em sua homenagem.</p>
<p>Moncorvo Filho foi membro de várias sociedades médicas. Em 1919 foi eleito membro honorário da Academia Nacional de Medicina. Em 1921 tornou-se sócio da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Em 1933 veio a ser presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Publicou obras de referência para a história da pediatria no Brasil: Hygiene infantil (1917), Formulário de doenças das creanças (1923) e Histórico da protecção à infância no Brasil (1926).</p>
<p>As muitas atividades associativas contribuíram para a influência de Moncorvo Filho. Reconhecido como um pioneiro pelos membros do campo da pediatria, participou de encontros científicos nacionais e internacionais em cargos de coordenação. Por exemplo, foi encarregado da organização do 1º Congresso Americano da Criança, realizado em julho de 1916 na cidade de Buenos Aires. No 1º Congresso Brasileiro de Proteção à Infância, em 1922, ocupou o cargo de presidente. Nesses eventos defendia ideias de proteção à saúde das crianças, como a proibição da fabricação de chupetas, até ações de saneamento das cidades. Desde o início de sua carreira, Moncorvo Filho fazia críticas às instituições de amparo à infância. Para ele, a saúde das crianças dependia de condições de higiene, da exposição a luz solar, além de boa alimentação. Seus pronunciamentos nos congressos médicos eram publicados na imprensa, alimentando o debate político do período.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10326" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10326/MF_GI_IP_15_24.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10326" target="_blank">Gripe Espanhola no Morro do Salgueiro, 1918. Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço<em> </em>são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes: </strong></span></p>
<p>MONCORVO FILHO, Arthur. <em>O Pandemônio de 1918:<strong> </strong>subsídio ao histórico da epidemia de grippe que em 1918 assolou o território do Brasil</em>. Rio de Janeiro: Departamento da Criança no Brasil, 1924.</p>
<p>NAVA, Pedro. <em>Chão de ferro</em>. <em>Memórias/3</em>. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976.</p>
<p>RODRIGUES, Nelson. <em>Memórias</em>. Rio de Janeiro: Ed. Correio da Manhã, 1967.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. O Carnaval, a Peste e a Espanhola.  <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>. vol.13, no.1. Rio de Janeiro, 2006.<a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/Z9Lr5HqtjXzFsTD5FFvGFBQ/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/hcsm/a/Z9Lr5HqtjXzFsTD5FFvGFBQ/?lang=pt</a></p>
<p>FREIRE, Maria Martha de Luna; LEONY, Vinícius da Silva. A caridade científica: Moncorvo Filho e o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio de Janeiro (1899-1930). <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>. vol.18, supl. 1. Rio de Janeiro, 2011.<a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/pMzXR6Xv9xBJgG9gyc4ZrZv/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/hcsm/a/pMzXR6Xv9xBJgG9gyc4ZrZv/?lang=pt</a></p>
<p>VENANCIO JUNIOR, André Luiz &amp; MIGNOT, Ana Chrystina. O Pandemônio de 1918: Testemunho de um médico para a posteridade. <em>Revista Educação em Questão</em>, Natal, v. 58 n. 58, out./dez. 2020. <a href="https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/21540/13358">https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/21540/13358</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank"><em>E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</em></a>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 23 de março de 2020, na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 13:23:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sérgio Bernardes]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20721</guid>
		<description><![CDATA[Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, a Avenida Atlântica, via litorânea da Praia de Copacabana, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justifica a celebrada fotogenia da cidade. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série "Avenidas e ruas do Brasil". Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por Augusto Malta (1864 - 1957), fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas notícias! Muito obrigada pela audiência!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p>Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, e de diversos eventos esportivos, culturais, politicos e de lazer, a Avenida Atlântica, via litorânea da praia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justificam a celebrada fotogenia da cidade. Foi também o local de diversos palacetes, onde a vida social do Rio de Janeiro acontecia,  da realização de <em>footings</em>, quando a cidade passeava na avenida, de eventos esportivos e culturais. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Pertecem aos acervos do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, e às instituições parceiras Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Feliz Ano Novo e muito obrigada pela audiência!</span></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/253">Acessando o link para as fotografias da avenida Atlântica disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>A Avenida Atlântica tem atualmente, cerca de quatro quilômetros de orla marítima, começa na Praça Almirante Júlio de Noronha e termina na Praça Coronel Eugênio Franco, no Posto 6. Algumas de suas construções mais famosas são o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace (1923)</a>, os edifícios Chopin, Machado de Assis, Regina Feigl, Sayonara, Tancredo  Neves e o neoclássico Edifício Lellis, mais antigo prédio residencial que ainda está na avenida, inaugurado em 1931, na esquina da rua Barão de Ipanema. Segundo o historiador Milton Teixeira, a primeira edificação da orla foi a Clínica Conde Figueiredo Magalhães, de hidroterapia, de 1872, muitos anos antes da construção da Avenida Atlântica. Alguns dos moradores mais famosos da avenida foram o arquiteto Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), o jornalista Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), os artistas e irmãos Bernardelli, dona Guilhermina Guinle (1852 &#8211; 1925) e a cantora Elza Soares (1930 &#8211; ).</p>
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<div id="attachment_21665" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/zig.jpg" alt="A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928" width="483" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank">A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928</a></p></div>
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<p>Durante a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, como prefeito do Rio de Janeiro entre <span class="LrzXr kno-fv">30 de dezembro de 1902 a a 16 de novembro de 1906 foi realizada uma significativa reforma urbana na cidade. Para saneá-la e modernizá-la, ele realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Foi em consonância com essa política que A</span>venida Atlântica foi concebida, pelo Decreto Municipal nº 561, de 04 de novembro de 1905.</p>
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<div id="attachment_21548" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21548" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica3.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1906" width="367" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1906</a></p></div>
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<p>Poucos meses antes, Pereira Passos expôs seus planos ao presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) durante uma visita à Exposição Geral de Belas-Artes de 1905, diante de um quadro de um trecho da praia Copacabana ao nascer do sol, de autoria de João Baptista da Costa (1865 &#8211; 1926) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10173" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1905, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/9019" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18009" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12725" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de agosto de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12896" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 19 de setembro de 1906 coluna</a>). Em 4 de março de 1906, foi inaugurado o Restaurante Avenida Atlântica, do sr. Gomes da Silva, e a companhia Jardim Botânico inaugurou <em>sua nova linha elétrica pelo Túnel do Leme, indo o ramal até o ponto terminal da praça do Vigia, onde foi construída a estação de bonds</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10984" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de março de 1906, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12524"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de março de 1906, quinta coluna).</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6952/014AAN00519.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank">Restaurante Avenida Atlântica, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A construção da Avenida Atlântica começou em 31 de janeiro de 1906 &#8211; <em>as obras tiveram início no lugar denominado Murungu para a rua do Barroso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18751" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de fevereiro de 1906, sexta coluna</a>) &#8211;  e, os trabalhos de aterro, em 5 de abril de 1906. Sua construção foi incluida na Carta Cadastral como um dos grandes melhoramentos urbanos realizados na cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12415" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 8 de maio de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1906, quinta coluna)</a>. O autor do projeto e responsável pela construção da Avenida Atlântica foi o engenheiro Augusto Américo de Souza Rangel (1865 &#8211; 1924), que trabalhava na comissão da Carta Cadastral tendo, inclusive, sido seu chefe durante um período *.</p>
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<div id="attachment_21540" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica.jpg" alt="O Paiz, 5 de abril de 1906" width="437" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906</a></p></div>
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<p>Seu calçadão foi feito com pedras pretas de basalto e pedras brancas de calcita, trazidas de Portugal, o que lhes rendeu o apelido de pedras portuguesas. O padrão de ondas é do século XIX e foi criado para a Praça do Rossio, em Lisboa &#8211; uma homenagem ao encontro das águas do rio Tejo com o Oceano Atlântico.</p>
<p>As obras foram suspensas em 15 de dezembro de 1906, um mês após o início do mandato do novo prefeito da cidade,  Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935). A avenida tinha 485 metros de meios fios em ambos os lados e estava pronto o aterro em toda a extensão entre a praça Malvino Reis, atual praça Serzedelo Correia, e a rua padre Antonio Vieira.</p>
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<div id="attachment_21549" style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1907" width="338" height="193" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1907</a></p></div>
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<p>Em 1907,  terrenos na avenida foram anunciados para venda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/15"><em>O Copacabana</em>, 1º de agosto de 1907</a>). O prefeito Souza Aguiar era acusado pelo <em>abandono lamentável da avenida Atlântica</em> e perguntado sobre o porquê de não mandar <em>continuar as obras da avenida Atlântica</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/29"><em>O Copacabana</em>, 1º de novembro de 1907, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/45"><em>O Copacabana</em>, 1º de janeiro de 1908, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21542" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21542" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica-1.jpg" alt="O Copacabana, 1º de dezembro de 1908" width="405" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><em>O Copacabana</em>, 1º de dezembro de 1908</a></p></div>
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<p>Ainda neste ano, 1907, na esquina da rua da Igrejinha, atual Francisco Otaviano, com a Avenida Atlântica, na recém inaugurada casa da francesa Mme. Louise Chabas, que se tornou um dos cabarés mais famosos do Brasil, o <em>Mère Louise</em>, houve uma festa para comemorar o 14 de julho, data nacional da França. <em>&#8220;Tem pois agora o Rio um cabaré à maneira do de Montmartre, em Paris, onde quem saiba fazer algo sobe ao palco e&#8230; faz o que sabe!&#8221;</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/22515" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1907, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23272" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1907, oitava coluna</a>). Mme. Chabas vendeu o estabelecimento à Cervejaria em 1910. Posteriormente, tornou-se um hotel que foi fechado, em 1931, pela polícia do 30º Distrito Policial.</p>
<p>Durante a década de 1910, 0 aumento da quantidade de automóveis e a crescente popularização da prática do banho de mar tornou a avenida pequena. Além disso, as chuvas de março de 1911 causaram vários danos na Avenida Atlântica e providências eram cobradas ao prefeito Bento Ribeiro (1856 &#8211; 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/207"><em>O Copacabana</em>, 16 de julho de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/211"><em>O Copacabana</em>, 13 de agosto de 1911, primeira coluna</a>). Ocorriam vários na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/227"><em>O Copacabana</em>, 10 de dezembro de 1911, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/231"><em>O Copacabana</em>, 14 de janeiro de 1912, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na gestão de Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922) foram realizadas na Avenida Atlântica obras para <em>proteção contra a fúria atlântica da esplêndida avenida beira-mar</em> e também seu alargamento. O diretor de Obras Públicas era Cupertino Durão (1861 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/5998" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de março de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/6334" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 18 de maio de 1918, quarta coluna</a>). Ainda em 1918, uma ressaca deixou a avenida esburacada e o então prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Paulo de Frontin (1860 -1933), a percorreu para inspecionar seu estado e a incluiu em seu projeto de melhoramentos da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7111" target="_blank"><em>A Rua</em>, 5 de novembro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7427" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7591" target="_blank"><em>A Rua</em>, 24 de março de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919, penúltima coluna)</a>. Vale lembrar que 1918 foi o ano da pandemia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Gripe Espanhola</a>, uma tragédia mundial que deixou milhares de mortos no Rio de Janeiro &#8211; cerca de 300 mil pessoas no Brasil -, tendo sido o presidente eleito, Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), sua mais notória vítima no Brasil.</p>
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<div id="attachment_21562" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos.jpg" alt="A Rua, de 1919" width="381" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919</a></p></div>
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<p>Construiu <em>a nova e soberba avenida Atlântica com 17 metros de largura total em substituição à antiga rua marginal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/142" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, janeiro de 1922</a>). A nova Avenida Atlântica foi inaugurada em 22 de julho de 1919 com pista dupla e iluminação no canteiro central(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/20581" target="_blank"><em>A Época</em>, 23 de julho de 1919</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4766/013RJ012038.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, reconstruída e com nova iluminação pública, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O anúncio da reparação do calçamento da avenida foi feito, em 1920, durante a gestão de Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9592" target="_blank"><em>A Rua</em>, 12 de agosto de 1920, quinta coluna</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">O rei Alberto da Bélgica (1875 – 1934) e sua mulher, a rainha Elizabeth (1876 – 1965)</a>, visitaram o Brasil entre setembro e outubro de 1920, e na ocasião foram várias vezes tomar banho de mar no posto 5 da Avenida Atlântica.</p>
<p>Em 1921, uma nova ressaca atingiu a avenida cuja <em>resistência da muralha, honra à engenharia do sr. Frontin, resistia valentemente a todos os embates</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 14 de julho de 1921, terceira coluna</a>). Mas a violência da ressaca acabou destruindo a muralha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1058" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 23 de julho de 1921, primeira coluna</a>). O prefeito Sampaio decidiu então realizar obras de <em>consolidação dos cais e das muralhas da Guanabara em defesa da avenida Beira-Mar e da avenida Atlântica. </em>Foram contratados para o projeto, cuja quantia prevista causou polêmica, os engenheiros Adhemar de Melo Franco, Edgar Raja Gabaglia (1896 &#8211; 1953) e Azevedo Amaral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11214" target="_blank"><em>A Rua</em>, 29 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11218" target="_blank"><em>A Rua</em>, 31 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/90" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, novembro de 1921</a>). Sobre a obra de reconstrução os engenheiros civis J. Le Cocq de Oliveira e Alfredo Lisboa publicaram artigos na revista <em>Arquitetura no Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/118" target="_blank">de dezembro de 1921</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/141" target="_blank">de janeiro de 1922</a>.</p>
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<div id="attachment_21563" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos1-1024x521.jpg" alt="A Rua, 23 de abril de 1921" width="768" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a></p></div>
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<p>Em 1922, ano do centenário da independência no Brasil, os postos de salvamento, que eram de madeira, estavam em péssimas condições. Então o prefeito Carlos Sampaio os renovou e transferiu o posto de socorros para um novo prédio no Lido. O serviço de salvamento, agora subordinado à Assistência Municipal, passou a oferecer serviço médico à população do bairro e também o arrendamento de cabines para banhistas que quisessem trocar de roupa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5125" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5289" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1357" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de abril de 1928, primeira coluna</a>). Ainda nesse ano, a Avenida Atlântica foi o cenário da marcha realizada pelos militares da Revolta dos 18 do Forte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>). Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7305" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de junho de 1940</a>, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou o acontecimento.</p>
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<div id="attachment_21663" style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/dezoito.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de julho de 1927" width="737" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a></p></div>
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<p>O proprietário da Empresa Balneária, que explorava as barracas para banho na praia de Copacabana, Luiz Dante Torre, teve a ideia de colocar bancos de 10 em 10 metros ao longo de toda a Avenida Atlântica, mas em 1926 a falta de bancos era cobrada à Prefeitura, já sob a gestão de Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/28" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>,  21 de janeiro de 1923, terceir</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">a coluna; <em>Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926, quarta coluna; </a><em>B<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">eira-Mar</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">, 5 de dezembro de 1926, última coluna</a>). Começava também a construção de um prédio na esquina da avenida com a então denominada rua do Barroso, atual Siqueira Campos, projeto do engenheiro Eduardo Pederneiras e de propriedade dos srs. Rocha Miranda Filhos &amp; Companhia Limitada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/223" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1923</a>). Mas o mais marcante fato de 1923 na avenida foi a inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace</a>, ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, que se tornaria um símbolo do <em>glamour</em> carioca. Na época de sua inauguração,era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade.</p>
<p>Em 1924, a praia tinha seis postos de salvamentos com guarda-vidas no topo de postes de concreto. Na ocasião, o prefeito do Rio era Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47711" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 19 de janeiro de 1924</a>). Nesta época,<em> a alegria e a graça de Copacabana</em> já faziam parte <em>da nossa &#8220;urbs&#8221; estupenda </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/6231" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de janeiro de 1924</a>). Um corso de automóveis aconteceu na avenida e em <em>frente ao Copacabana Palace foi tirada uma fita cinematográfica do movimento extraordinário da praia&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/292" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de janeiro de 1924</a>). Também houve, em março, uma Batalha de Confetes, que se repetiu em outros anos, assim como banhos de mar e outros festejos durante o carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/322" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de março de 1924, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1032" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de março de 1927, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1311" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1928</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2191" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5537" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6081" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6583" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de fevereiro de 1939</a>). Em 7 de março de 1924, foi inaugurado o Bar e Restaurante Lido-Antarctica, na esquina da rua Belfort Roxo, com um rinque de patinação e um <em>dancing room</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/370" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1924, última coluna</a>). Porém, em outubro, mais uma vez a<em> fúria do mar</em> destruiu o trabalho de engenharia realizado na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a>). As obras de reconstrução foram realizadas sob a chefia e fiscalização de Ângelo Barata, chefe da 1ª circunscrição da viação municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/473" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de novembro de 1924, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/601" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de junho de 1925, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21567" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fúria.jpg" alt="Revista da Semana, 18 de outubro de 1924" width="565" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras de reconstrução ainda não estavam concluidas quando, em 1925, de novo, a avenida foi atingida por nova ressaca, ficando bastante esburacada. A muralha foi reconstruída ainda durante a gestão de Alaor Prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/9726" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/659" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de setembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/719" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de novembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/739" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de dezembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12482" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1926</a>). Dias antes da ressaca, havia sido realizada na Avenida Atlântica, a festa dos pescadores em homenagem a São Pedro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/633" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925, segunda coluna</a>).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Fachada do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na edição do períódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/863" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de junho de 1926, na quarta coluna,</a> foi feito um balanço dos danos causados nas últimas ressacas e também uma análise das obras em andamento e na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/873" target="_blank">edição de 4 de julho de 1926</a> uma retrospectiva das obras de calçamento e reconstrução da avenida desde 1923. As escadinhas que davam aceso à praia também havia sido destruídas e àquela altura, não foram recolocadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/885" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 18 de julho de 1926, segunda coluna)</a>. As obras foram concluídas em agosto de 1926. De sua fundação até 1926, a Avenida Atlântica havia sofrido as consequências de cinco ressacas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/895" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de agosto de 1926</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a style="background-color: #f3f3f3; text-align: center;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8129/014AM006010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, ao fundo o Hotel Copacabana Palace, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21662" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/banhistas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de fevereiro de 1926" width="276" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><em>Banhistas na Praia de Copacabana / Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926</a></p></div>
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<p>O hábito do <em>footing, </em>quando a sociedade carioca passeava na avenida, era frequente tanto nos anos 20 como nos anos 30 e 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/992" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6877" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7461" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1942, primeira coluna; <em>Beira-Mar</em>, fevereiro de 1945</a>). Ainda em 1927, reclamava-se da ausência de bancos e escadinhas na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1105" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21577" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing1.jpg" alt="Beira-Mar, 5 de junho de 1925" width="510" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 5 de junho de 1925</a></p></div>
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<div id="attachment_21572" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="427" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p>Em 1927, uma nova ressaca deixava suas marcas na Avenida Atlântica&#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a>).</p>
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<div id="attachment_21664" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/ressaca.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de agosto de 1927" width="498" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 1928, a sede do Praia-Club &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2557" target="_blank">fundado em 25 de setembro de 1927 por um grupo de moradores de Copacabana</a> -, na altura do Posto 4 da avenida, que promovia eventos que integravam a programação do <em>Rio chic, </em>além de disputas esportivas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1368" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de maio de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1428" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2089" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de dezembro de 1929)</a>.</p>
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<div id="attachment_21682" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praiaclub.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de junho de 1930" width="388" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de junho de 1930</a></p></div>
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<p>Também havia o Hotel Londres, <em>prédio no melhor ponto de banhos da encantadora Avenida Atlântica. </em>Lá eram realizados elegantes eventos sociais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1545" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de outubro de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1731" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de abril de 1929, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21689" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank"><img class="wp-image-21689 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/londres.jpg" alt="Beira-Mar, 27 de outubro de 1934" width="406" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank">Beira-Mar, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O periódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1755" target="_blank"><em>Beira-Mar</em> de 12 de maio de 1929</a>, chamava atenção para a falta de arborização da Avenida Atlântica. Na década de 30, palacetes como o da família Duvivier e onde ficava a sede do Atlântico Club povoavam a avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de junho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_21680" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/duvivier.jpg" alt="Beira-Mar, 1930" width="413" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de janeiro 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_21681" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/palacete1.jpg" alt="Beira-Mar, 30 de março de 1930" width="610" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1930, foi pela primeira promovida a <em>Tarde das Flores</em>, na Avenida Atlântica, para celebrar a chegada do inverno Cada posto escolheu flores para simbolizá-los: Posto 1 &#8211; amor-perfeito, Posto 2 &#8211; magnólia, Poto 3 &#8211; violeta, Posto 4 &#8211; hortênsia, Posto 5 &#8211; dália e Posto 6 &#8211; margarida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2271" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de abril de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>Novamente a Avenida Atlântica foi castigada por uma ressaca, diversas casas foram inundadas, a água foi até a porta principal do Hotel Copacabana Palace mas suas muralhas de proteção não foram destruídas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2417" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de julho de 1930, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2427" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>). Em dezembro, foram inaugurados <em>pavilhões praianos</em> ao longo da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21683" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21683" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praianos.jpg" alt="Beira-Mar, 6 de dezembro de 1930" width="649" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1931, foi inaugurado, na Avenida Atlântica com a rua Haritoff, atual rua Ronald de Carvalho, com <em>pistas originalíssimas, </em>o<em> </em> Natural Pi Wi Golf (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2903" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de maio de 1931, terceira coluna</a>). Foi inaugurado, logo no início de 1932, um rinque de patinação entre os postos 3 e 4, no nº 628 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3367" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>). O carnaval deste ano contou com uma <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10905" target="_blank">Batalha de Flores</a> e de um corso na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3405" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de fevereiro de 1932</a>) e, em 7 de março, foi inaugurada uma filial do Colégio Anglo-Americano, no número 458, na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a>). Havia ainda na Avenida Atlântica, nº 952, o Instituto Anglo-Francês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1932, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21684" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/anglo.jpg" alt="Beira-Mar, 20 de fevereiro de 1932" width="405" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><em>Prédio do Colégio Anglo-Americano / Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a></p></div>
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<p>O Bar Alpino era um dos points da Avenida Atlântica, ficava no nº 142, no Leme, e em uma propaganda se identificava como o maior e mais confortável bar da América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a>). Apesar da beleza da avenida, seus bancos continuava a ser <em>espatifados. </em></p>
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<div id="attachment_21688" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21688" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/alpino.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="369" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Em 1934, parte do morro do Inhangá, que ainda chegava à Avenida Atlântica foi cortado para a construção da piscina do Copacabana Palace. Então a linha imaginária entre as praias de Copacabana e do Leme passou a ser a atual Avenida Princesa Isabel. Em 1951, o que havia restado dessa pedra junto ao hotel foi retirado para a construção do grupo de edifícios <em>Chopin</em>, <em>Balada</em> e <em>Prelúdio</em>. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6958/014AAN00521.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank">Morro do Inhangá, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21573" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><img class="wp-image-21573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/desenho.jpg" alt="Beira-Mar, de 1922" width="650" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado, em 20 de março de 1935, na Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, onde antes havia a já mencionada casa da francesa Mère Louise, o Cassino Balneário Atlântico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21709" style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/balneario.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="679" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo no início de 1935, foi anunciada pela Diretoria Geral de Turismo a reposição de 48 dos bancos <em>espatifados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4197" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de dezembro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4237" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de janeiro de 1935, primeira coluna</a>). Em setembro, foram de novo depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de setembro de 1935, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de outubro de 1935</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, o Cine-Varieté, no Cassino Balneário Atlântico, passou a receber o público, tornando-se um dos mais chiques e elegantes locais da Avenida Atlântica. Apresentava produções internacionais e nacionais e realizava matinés infantis. Aos domingos eram distribuídos brinquedos para as crianças. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4788" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21760" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><img class=" wp-image-21760" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cine.jpg" alt="Beira-Mar, de 1935" width="410" height="209" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de novembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1936, foram inauguradas as primeiras torres dos postos de salvamento, nos Postos  2 e 6, com a presença de Pedro Ernesto Baptista (1884 &#8211; 1942), primeiro prefeito eleito do Distrito Federal (<em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1936, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank">primeira página</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5014" target="_blank">página 10</a>). Nesta época, os focos do mundanismo no Posto 2, então o mais concorrido da Avenida Atlântica, eram a Confeitaria Alvear, esquina com a República do Peru, o restaurante Lido e o Bar e Restaurante OK, esquina com a então rua Haritoff, atual Ronald de Carvalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5057" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de maio de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21763" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/torres.jpg" alt="Beira-Mar, 28 de março de 1928" width="545" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1928</a></p></div>
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<p>Em maio de 1936, uma nova ressaca atingiu a Avenida Atlântica, cujo tráfego ficou impedido porque a água e a areia invadiram a rua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5222" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1936, primeira coluna</a>). Seu calçamento foi parcialmente consertado e em 1937 as reclamações em relação ao estado da avenida continuava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5281" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1936, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5830" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de setembro de 1937, quarta coluna</a>). No ano seguinte, foi publicado um artigo afirmando que a avenida havia sido mal projetada, tendo sido traçada muito próxima ao mar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/39321" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de março de 1937, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de abril de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21765" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21765" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/gasolina.jpg" alt="Beira-Mar, de 1936" width="501" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 31 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No final do ano, foi inaugurado mais um <em>point </em>no Posto 2, o Citro Bar Expresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de novembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21767" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21767" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/citro.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="342" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Clube dos Marimbás, fundado em 5 de abril de 1932 por 36 rapazes, dentre eles o proprietário das Organizações Globo, Roberto Marinho (1904 &#8211; 2003), e inicialmente sediado ao lado do Edifício Olinda, já se localizava no final da praia de Copacabana, junto ao Forte de Copacabana. Seu anteprojeto, inspirado em um navio ancorado, é dos renomados arquitetos Lucio Costa (1902 &#8211; 1998) e do russo Gregori Warchavchik (1896 &#8211; 1972), expoentes da arquitetura modernista no Brasil. O projeto, no entanto, foi concluído pelo arquiteto Paulo Antunes Ribeiro (1905 &#8211; 1973), um dos sócio fundadores do clube, da onde descortina-se uma das mais belas vistas da Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21766" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><img class=" wp-image-21766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/marimbas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="700" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <em>moderníssimo</em> Luxor Hotel foi inaugurado na avenida, no Posto 4, (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5729" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de junho de 1937, primeira coluna</a>) e no Posto 2, inauguração do <em>Wonder Bar</em>, novo <em>ponto de reunião para a elegância copacabanense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5874" target="_blank"><em>Beira Mar</em>, 9 de outubro de 1937</a>). Ainda nesse ano, foi inaugurada a Casa Arthur Hermanny, <em>o estabelecimento mais distinto a serviço do bairro mais elegante</em>, especializada em artigos de luxo, na esquina com a rua Bolivar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6013" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de dezembro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6785" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a>). Na década de 30, outro hotel de destaque na avenida eram o Hotel Atlântico, no número 654. Também ficava na avenida o Lar da Creança, orfanato para meninas, no número 842 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4450" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 25 de maio de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21963" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21963" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/luxor1.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de julho de 1939" width="342" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com um artigo publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6051" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de janeiro de 1938</a>, o tráfego intenso na Atlântica, <em>artéria principal</em> de Copacabana, colocava em perigo a vida das pessoas que praticavam o footing na avenida. Em entrevista, o prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) informou que a avenida seria alargada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/36287" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 7 de março de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6103" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de março de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p>No carnaval de 1938, as escolas de samba desfilaram na avenida Atlântica e as vencedoras foram a Portela e a Unidos da Tijuca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6100" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de fevereiro de 1938</a>). Meses depois, a iluminação da avenida começou a ser trocada e foi inaugurado o Internacional Bridge Club, no primeiro andar do Edifício Continental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de abril de 1938</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank">página 5</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6137" target="_blank">página 7</a>). O restaurante Carlton ficava no Posto 3 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6152" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de abril de 1938, segunda coluna</a>) e a casa de modas Longchamps, no número 822 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6202" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de junho de 1938, primeira coluna</a>). Havia também o Hotel Cosmópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6244" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1938, primeira coluna</a>) e o Hotel Rivera. Mas a ocupação da avenida por apartamentos &#8220;cabeças de porco&#8221; já era uma preocupação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6338" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 24 de setembro de 1938</a>).</p>
<p>Já no início de 1939, foi inaugurada uma nova iluminação na avenida, iniciativa do prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6575" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de fevereiro de 1939, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6609" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6637" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 18 de março de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7441" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21979" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/light.jpg" alt="Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939" width="290" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank">Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939</a></p></div>
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<p>O alargamento da avenida e a construção de <em>groynes</em> para afastar o mar foi anunciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6618" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939, primeira coluna</a>). Mas na ressaca de junho, <em>os groynes do sr Maurício Joppert foram por&#8230;água abaixo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/22163" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de junho de 1939, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6750" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 17 de junho de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6801" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de julho de 1939</a>). Os problemas de trânsito persistiam e acidentes com mortes aconteciam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de abril de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Também 17 bancos da avenida foram destruídos por vândalos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6668" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Existia na avenida um solarium da Seção de Convalescentes da Secretaria de Saúde e Assistência Social (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6701" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1939</a>). Ainda nesse ano, foi publicada a matéria <em>Os praianos reclamam</em> sobre os ratos que infestavam a praia e o número de prisão de mulheres que faziam &#8220;troittoir&#8221; na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6800" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de julho de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21962" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><img class="wp-image-21962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/atlântica.jpg" alt="atlântica" width="794" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi na década de 40, que Copacabana se firmou como bairro chique e sua vida noturna era dividida entre seus os cassinos do Hotel Copacabana Palace e o Cassino Atlântico, que ficava na avenida esquina com Francisco Otaviano.</p>
<p>Ao lado do Hotel Londres, no início dos ano 40, era ministrado o Curso de Ginástica da Sociedade Brasileira de Cultura Física e Eugenia, sob a orientação do drs. David Madeira e Paulo Rolim (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a>). Já o Colégio Paula Freitas ficava no número 762 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7231" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de abril de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21965" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21965" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/ginastica.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de fevereiro de 1940" width="422" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21966" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/paula.jpg" alt="Beira-Mar, 22 de junho de 1940" width="382" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank">Colégio Paula Freitas / <em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O trânsito e a velocidade com que os carros trafegavam na avenida, além da falta de sinalização e o barulho das buzinas, continuavam a ser um problema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7274" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 8 de junho de 1940, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de outubro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7669" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7797" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 21 de junho de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7845" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de agosto de 1941</a>). Também havia reclamações em relação ao calcamento da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7861" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de agosto de 1941</a>).</p>
<p>Na fotografia destacada abaixo, vê-se a grande diferença do mesmo trecho da Avenida Atlântica fotografada em 1912 e em 1940. <em>Em 1930, a nossa avenida Atlântica não tinha um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21967" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21967" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/comparação.jpg" alt="Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940" width="257" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank">Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma grande parada de elegância e automobilística foi patrocinada pela Rádio Ipanema. Houve um desfile de carros pela Avenida Atlântica que culminou com uma festa no Luxor Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7621" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de fevereiro de 1941</a>). O Ginásio Brasileiro funcionava no número 996 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>).</p>
<p>Foi publicada uma crônica sobre o popular cachorro Faísca que era muito popular em Copacabana e acabou morrendo, atropelado na Avenida Atlântica: <em>Faísca, filho do prazer, Nascido no Mère Louise e criado no OK</em>, de Nelson Nascimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7685" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de março de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de abril de 1941</a>).</p>
<p>No artigo<em> Copacabana, a cidade mais moça e mais bela do Brasil</em> era mencionado que &#8220;<em>Em 1930, a nossa Avenida Atlântica não possuia um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942, última coluna</a>). Na mesma edição do periódico, havia uma propaganda da loja <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7949" target="_blank">Dr.Scholl</a>, inaugurada na avenida Atlantica, número 766, esquina com a rua Bolívar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7966" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1942)</a>.</p>
<p>Charretes e bicicletas passaram a ser usadas no Rio de Janeiro devido ao racionamento de gasolina e consequente suspensão da circulação de automóveis na cidade. Aos domingos, essa substituição dava <em>um novo movimento à nossa Avenida Atlântica. É o divertimento do dia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8093" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942</a>). A sede provisória da Associação Atlética de Copacabana ficava na Avenida Atlântica número (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8096" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Houve três dias de<em> black-out</em> em Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon que alterou o<em> &#8220;footing&#8221; colorido de outras noites</em> na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de setembro de 1942</a>).</p>
<p>Foi anunciada a inauguração do Cinema Rian, na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8153" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1942</a>). Em sua abertura foi exibido o filme <em>Aconteceu Em Havana</em>, com Carmen Miranda e o Bando da Lua, Alice Faye, John Payne e Cesar Romero. O cinema funcionou no prédio de mesmo nome construído Nair de Teffé, caricaturista e viúva do ex-presidente Hermes da Fonseca, com a herança deixada por seu pai, o Barão de Teffé, morto em 1931. Rian é o seu nome escrito de trás para frente. Em 1940, o edifício foi vendido, mas manteve seu nome como uma homenagem a ela.</p>
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<div id="attachment_21977" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank"><img class="wp-image-21977 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/Rian-1-614x1024.jpg" alt="Rian (1)" width="401" height="669" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank">Cartaz de inauguração do Cinema Rian / Editora Posto Seis</a></p></div>
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<p>O Repousário do Hospital Jesus, na Avenida Atlântica, que havia passado por vários melhoramentos foi, em 27 de novembro, visitado pelo prefeito Henrique Dodsworth. Na mesma data, o prefeito inaugurou, com a presença de Assis Chateaubriand, os novos postos de salvamento da Praia de Copacabana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8221" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de janeiro de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p>E os novos estúdios da Rádio Ipanema ficavam na Avenida Atlântica, número 24, no Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8190" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de dezembro de 1942, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi realizada a primeira procissão de Nossa Senhora de Copacabana com um cortejo pela Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8423" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de outubro de 1943, primeira coluna</a>). Ainda em outubro, foi reaberto o <em>Wonder Bar, primeiro estabelecimento do Rio adaptado ao &#8220;black-out&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_21978" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/wonder.jpg" alt="Wonder Bar, na avenida Atlântica, / Beira-Mar, 30 de outubro de 1943" width="700" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank">Wonder Bar, na avenida Atlântica, 358 /<em> Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a></p></div>
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<p>Mais uma vez, os bancos da Avenida Atlântica foram depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8695" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de abril de 1944, quarta coluna</a>). Em outubro do mesmo ano, foi publicada uma propaganda da Confeitaria Alvear, que ficava no número 444 na avenida, esquina com República do Peru (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8890" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1944</a>).</p>
<p>Em 27 de junho 1945, foi inaugurado no número 546 da Avenida Atlântica, esquina com Siqueira Campos, o Bar e  Restaurante Albatros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9212" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, julho de 1945</a>). Também havia na avenida, no número 730-A, a Bombonière Rian (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9437" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, setembro de 1945</a>).</p>
<p>As festas de carnaval na Boate Bolero, na Avenida Atlântica, 434, eram um sucesso, e <em>o melhor chopp do Rio</em> era servido na Taberna Atlântica, no número 186 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9533" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, março de 1946</a>). No mesmo ano, no número 980, foi inaugrada a Casa 980, de acessórios de automóveis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9586" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, abril de 1946</a>).</p>
<p>Na década de 50, de muito movimento social na Avenida Atlântica e no bairro como um todo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/79570" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1957</a>), a sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), no Posto Seis, no edifício da avenida esquina com a Rua Francisco Otaviano continuava<em> mantendo a tradição de baluarte da alegria carnavalesca</em>. <em>Há duas semanas vêm realizando em sua boate<strong> </strong>os movimentados bailes &#8220;Sassaricadas&#8221; (das 14h às 20h), os quais terão prosseguimento, todos os sábados, até o carnaval</em> (<em>O Globo</em>, 29 de janeiro de 1954).</p>
<p class=""><span style="color: #000000;">Na mesma década, foi na Confeitaria Alvear, na Avenida Atlântica,  que um grupo de rapazes, <em>bem nascidos e bem sucedidos</em>, se encontrava para beber e conversar. Formaram o Grupo dos Cafajestes, que na época de Carnaval dali partiam para os bailes de Copacabana. Seu fundador foi o comandante da Panair do Brasil, Edu, Eduardo Henrique Martins de Oliveira, botafoguense fanático. Outros integrantes do grupo foram o jogador de futebol Heleno de Freitas, Baby Pignatari, Carlos Niemeyer, Carlos Peixoto, Celmar Padilha, Ermelindo Matarazzo, Fernando Aguinaga, Ibrahim Sued, Jorginho Guinle, Mário Saladini, Mariozinho de Oliveira, Sérgio Pettezzoni, Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), dentre vários outros.</span></p>
<p class="">Em março de 1954, no Bife de Ouro, restaurante do Copacabana Palace, ocorreu uma briga entre o jornalista Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) e Euclides Aranha, filho do então ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), noticiada no jornal <em>O Globo</em>:</p>
<p class="" style="text-align: center;"><strong><em>Lacerda e filho de Aranha trocam socos</em></strong></p>
<p class=""><em>Principiando por uma altercação seguida de luta corporal entre o Sr. Euclides Aranha e o jornalista Carlos Lacerda, um incidente que se prolongaria até a meia-noite, resultando, inclusive, em congestionamento do tráfego da Avenida Atlântica</em><em> e interdição do local por autoridades policiais, perturbou na noite de ontem o jantar no Bife de Ouro, o restaurante do Copacabana palace Hotel. </em><em>Achavam-se reunidos na mesma mesa o ministro João Cleophas, o deputado Edilberto Ribeiro, o Sr. Manuel Ferreira e Carlos Lacerda, diretor da &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;, num jantar promovido pelo deputado. De outra mesa, o Sr. Euclides Aranha, filho do ministro Oswaldo Aranha, jantava com a esposa, levantou-se, fisionomia transtornada, dirigiu-se à mesa onde se encontrava o referido grupo, deteve-se junto à cadeira do jornalista e interpelou-o sobre ataques dirigidos a seu pai na &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;. À interpelação seguiu-se áspera troca de palavras, tendo o jornalista se levantado, entrando em luta com o filho do ministro da Fazenda. Segundo as testemunhas, os dois trocaram socos por algum tempo, até que amigos comuns se interpuseram e os separaram. Às 23h, o próprio ministro Oswaldo Aranha compareceu ao restaurante para ver o que ocorrera. Pouco depois, simultâneamente, por portas diferentes, os Srs. Euclides Aranha e Carlos Lacerda abandonaram o Bife de Ouro</em><em> (O Globo</em>, 24 de março de 1954).</p>
<p class="">E foi também na década de 50, que a Bossa Nova nasceu: na casa dos pais da cantora Nara Leão (1942 &#8211; 1989), na avenida Atlântica, no Posto 4, que jovens como Roberto Menescal (1937 &#8211; ), Ronaldo Boscoli (1928 &#8211; 1994), Carlinhos Lyra (1933 &#8211; ) e outros se reuniam para cantar e compor. Mas o fato que marcou o aparecimento do movimento musical foi o disco gravado por Elizete Cardoso (1920 &#8211; 1990), em 1958, <em>Canção do amor demais</em>, cujo acompanhamento era feito pelo violonista João Gilberto (1931 &#8211; 2019). Outro gênero musical sacudiu a Avenida Atlântica: o <em>rock and roll</em>. Em 1957, estreou o filme <em>Ao balanço das horas</em>, com Bill Haley e seus cometas, no Cinema Rian, e suas sessões foram muitas vezes tumutuadas pelos jovens que dançavam durante o filme <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">O Jorna</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">l, 15 de janeiro de 1957, última coluna</a>).</p>
<div id="attachment_21983" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/rio-antigo.jpg" alt="Site Rio Antigo" width="537" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank">Acervo de O Globo</a></p></div>
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<p>Já em fins da década de 60, sob a gestão do governador Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1981) e por sugestão do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), entre 1969 e 1971, uma grande obra, projeto do engenheiro gaúcho Raimundo de Paula Soares (1926 &#8211; 1992), foi realizada na Avenida Atlântica. Com bombeamento de areia, a distância entre a fachada dos prédios e a praia passou de 21 para 73 metros e a área ganhou estacionamentos, seis pistas de automóveis, calçadões e um interceptor oceânico para captar o esgoto do bairro.</p>
<p><em>&#8220;Sobre a areia foram construídas duas pistas de rolamento com um calçadão central sob o qual instalou-se o Interceptor Oceânico da Zona Sul, a maior obra de esgotamento sanitário até então feita na cidade. Todo o espaço até então usado pela antiga avenida e suas duas calçadas transformou-se em largo calçadão junto aos prédios; o atual estacionamento fica sobre o que era a areia da praia. Esta teve sua largura ampliada, com areia retirada do fundo do mar por dragas. Os mosaicos dos calçadões foram desenhados por Roberto Burle Marx</em> (1909 &#8211; 1994)<em>, utilizando pedras de três cores, representando os povos que formaram a população brasileira. O calçadão junto à areia manteve o antigo desenho, oriundo de Portugal, uniformizando a orientação e ampliando o tamanho das ondas, fazendo-as condizentes com a largura da nova calçada. Em 1975, foram construídos novos postos de salvamento, projetados pelo arquiteto Sérgio Bernardes</em> (1919 &#8211; 2002) (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Foi em meados da década de 70, que o Hotel Méridien, então localizado na avenida Atlântica esquina com avenida Princesa Isabel, no Leme, promoveu uma queima de fogos espetacular do alto de seu prédio <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">, 2 de janeiro de 1978, última coluna)</a>. A partir daí, a queima de fogos foi crescendo na Praia de Copacabana e passou a integrar o calendário do Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5365/133863.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana e a Avenida Atlântica, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Na administração do Prefeito Saturnino Braga (1986-1988) foram plantados grupos de coqueiros na areia e, na de Marcelo Alencar (1983-1986), construídos quiosques fixos e uma ciclovia&#8221;</em> (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Em 1984, por designação do Comitê Olímpico Brasileiro, foi realizada a Maratona do Rio como prova seletiva dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A Avenida Atlântica fazia parte do percurso do evento esportivo.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6146/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.10.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank">Copacabana(RJ), 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p>Na década de 90, começaram a ser promovidos pela prefeitura da cidade, durante a gestão de César Maia, shows nas areias da Praia de Copacabana com diversos artistas durante a passagem do fim do ano. A estreia, no réveillon de 1993 / 1994, foi com Jorge Benjor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/107241" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de janeiro de 1994</a>). No ano seguinte, a atração foi o roqueiro inglês Rod Stewart (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/133419" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de janeiro de 1995</a>). O<em> réveillon</em> na Avenida Atlântica ficava cada vez mais animado e concorrido!</p>
<p>Em 18 de fevereiro de 2006, 1 milhão e meio de pessoas assistiram das areias de Copacabana e da Avenida Atlântica ao show da lendária banda britânicca The Rolling Stones.</p>
<p>Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, foi  montada na Praia de Copacabana uma arena para a disputa de vôlei de praia com capacidade para 12 mil lugares, 21 metros de altura no ponto mais alto &#8211; equivalente a um prédio de sete andares &#8211; e 62 mil metros quadrados. Mais uma vez, a Avenida Atlântica aparecia para o mundo todo!</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
</div>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/nos-anos-70-avenida-atlantica-duplicada-ganha-novo-visual-8901666" target="_blank">Acervo <em>O Globo</em></a></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A noite do meu bem</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A onda que se ergueu no mar</em>. <em>Novíssimo mergulhos na Bossa Nova</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2017.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Chega de saudade</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2016.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Metrópole à beira-mar: O Rio moderno dos anos 20</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2019.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-atlantica/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/" target="_blank">Dicionário de verbetes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>GARSON, Marcelo. <em>Roquianos, suburbanos e dançarinos: rock and roll carioca (55-60)</em>. Música Popular em Revista. Campinas, ano 1, vol 2, jan-junho 2013.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Jornal<em> O Globo</em></p>
<p><a href="https://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro1316.nsf/016eae199bdaf0a003256caa00231310/893a8e319896bd8d83257e0b0058ded4?OpenDocument" target="_blank">Site Câmara Municipal do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana" target="_blank">Site Copacabana.com</a></p>
<p><a href="https://ama2345decopacabana.wordpress.com/posto-6-em-1902-cantinho-da-alegria/" target="_blank">Site Copacabana em foco</a></p>
<p><a href="https://www.clubedosmarimbas.com.br/historia.php" target="_blank">Site Clube dos Marimbás</a></p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/avenida-atlntica.html" target="_blank">Site Curiosidades cariocas</a></p>
<p><a href="http://postoseis.com.br/colunistas/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cassino-copacabana-theatro-e-cine-variete/" target="_blank">Site Editora Posto 6</a></p>
<p><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/paulo-antunes-ribeiro" target="_blank">Site Escritório de Arte</a></p>
<p><a href="http://rioquepassou.com.br/2009/04/10/bar-e-restaurante-ok-lido-anos-30/" target="_blank">Site Rio que passou</a></p>
<p>*Inicialmente, estava escrito José Américo de Souza Rangel,, nome que consta em várias fontes de pesquisa. Porém, uma bisneta de Augusto Américo de Souza Rangel entrou em contato com a Brasiliana Fotográfica e, de fato, quem trabalhava na época na Comissão da Carta Cadastral e era, inclusive, muitíssimo amigo de Pereira Passos era o engenheiro Augusto Américo. Ele assumiu diversos cargos na comissão da Carta Cadastral, tendo sido seu chefe entre 1901 e 1903. O órgão teve grande relevância para o plano de reforma urbana realizado durante a gestão do prefeito Pereira Passos. Uma curiosidade: Souza Rangel e Pereira Passos eram muito próximos e as cartas trocadas entre eles, quando, após o término de sua gestão, Passos viajou para a Europa e para o Oriente Médio, ficaram famosas e foram compiladas no livro <em>Notas de viagens, cartas a um amigo</em>, publicado em 1913. a correção foi realizada em 5 de janeiro de 2020.</p>
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<div id="attachment_22433" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22433" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/souza.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de abril de 1929" width="301" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de abril de 1929</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 13:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior universidade federal do Brasil, foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa, com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo Decreto 14.343, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito. Com registros de Marc Ferrez (1843 - 1923) e de Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da UFRJ, que atualmente enfrenta os desafios impostos pela pandemia do coronavírus.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886</a>), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior universidde federal do Brasil. Por coincidência, a comemoração de seus 100 anos acontece, como na época de sua criação, sob os impactos de uma pandemia. Em 1920, era a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank"> gripe espanhola</a>, cujo auge aconteceu em 1918, e, atualmente, o coronavírus. É reconhecida como um dos maiores centros de produção acadêmica e científica do Brasil.</p>
<p>A imagem de Ferrez é do atual Palácio Universitário, antigo Hospital dos Alienados ou Hospício Pedro II, inaugurado em 18 de julho de 1841. O prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1971, localiza-se na Urca e foi doado à universidade na década de 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23740" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de de 1944, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23380" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de novembro de 1944</a>). É ocupado  pelo Fórum de Ciência e Cultura, pela Escola de Comunicação, pela Faculdade de Educação, pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e pelo Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2564/007NGBMF1824cx084-10.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank">Marc Ferrez. Urca, vendo-se o Hospício Nacional de Alienados (atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro), c. 1890. Rio de Janeiro RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras imagens, de autoria de Klumb, são da Escola Militar, desde 1969 local onde funciona o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco no Centro da cidade. O prédio foi construído originalmente para ser a Sé do Rio de Janeiro. A partir de 1812 abrigou a Academia Real Militar, futura Escola Militar que, em 1858, foi denominada Escola Central. Em 1874, passou a chamar-se Escola Politécnica. Em 1937, teve seu nome mais uma vez mudado, dessa vez para  Escola Nacional de Engenharia e, em meados da década de 60, já na Cidade Universitária, passou a se chamar Escola de Engenharia. Voltou a<em> </em>se intitular Escola Politécnica, em 2003,<em> por ter sido esse o nome em que ela atingiu o apogeu de sua fama e prestígio, em que se tornou reconhecida no âmbito nacional e internacional. </em>O edifício no Largo de São Francisco é a sede do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais desde 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/865/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank">Revert Henrique Klumb. L&#8217;Ecole Militaire, vue prise du haut de la tour de l&#8217;Eglise se St. Fr. de Paula, entre 1855 e 1856. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A UFRJ  foi a primeira universidade federal do Brasil e seu primeiro reitor foi Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938). A atual reitora é a biofísica Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a assumir esse cargo, em 2 de julho de 2019. A UFRJ é um centro de excelência tanto em ensino como em pesquisa no país e na América Latina e, nos últimos anos, tornou-se mais diversa, democrática e inclusiva: a entrada de estudantes negrou dobrou na última década e em 2016 passaram a ser mais da metade dos ingressantes. Além disto, o ingresso de estudantes originários da rede pública aumentou 64%.</p>
<p>A UFRJ tem 176 cursos de graduação e 232 de pós-graduação, cerca de 65 mil estudantes e quatro mil docentes, três mil servidores em hospitais e cinco mil técnicos administrativos, nove hospitais e 1.456 laboratóriso, 13 museus, 14 prédios tombados e 45 bibliotecas, 1.863 projetos de extensão e um parque tecnológico de 350 mil metros quadrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18506" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ramiz.jpg" alt="Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro" width="346" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Universidade+Federal+do+Rio+de+Janeiro%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de prédios integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-14343-7-setembro-1920-570508-publicacaooriginal-93654-pe.html" target="_blank">Decreto 14 343</a>, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, originária da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho,<i> </i>fundada em 1792<i>; </i>da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro criada por dom João VI, em 2 de abril de 1808 como Academia de Medicina e Cirurgia; e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito, ambas reconhecidas pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-639-31-outubro-1891-510044-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto 639</a>, de 31 de outubro de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1920, terceira coluna</a>). Uma curiosidade: pouco depois da fundação da Universidade do Rio de Janeiro, a congregação da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro decidiu dar o título de doutor <em>honoris causa</em> para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica, em visita ao Brasil</a><strong> </strong>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3330"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg"><img class=" size-full wp-image-18525 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg" alt="simbolo" width="287" height="300" /></a></p>
<p>O ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), promoveu, em 1937, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), uma grande reestruturação na Universidade do Rio de Janeiro que passou a ser chamada de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L0452.htm" target="_blank">Universidade do Brasil,</a> cujo primeiro reitor foi Raul Leitão da Cunha (1881 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/35672" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de janeiro de 1937, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38864" target="_blank"><em>O Jorna</em>l, 6 de julho de 1937</a>). Em 1946, incorporou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8689-16-janeiro-1946-416645-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto-lei de 16 de janeiro de 1946</a>) e teve seu estatuto aprovado pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1940-1949/decreto-21321-18-junho-1946-326230-publicacaooriginal-1-pe.html#:~:text=Veja%20tamb%C3%A9m%3A-,DECRETO%20N%C2%BA%2021.321%2C%20DE%2018%20DE%20JUNHO%20DE%201946,com%20o%20disposto%20do%20art." target="_blank">Decreto nº 21.321, de 18 de junho de 1946</a>. Era então contituída pelas Faculdade Nacional de Medicina, Faculdade Nacional de Direito, Faculdade Nacional de Odontologia, Faculdade Nacional de Filosofia, Faculdade Nacional de Arquitetura, Faculdade Nacional de Ciências Econômicas, Faculdade Nacional de Farmácia, Escola Nacional de Engenharia, Escola Nacional de Belas Artes, Escola Nacional de Músicas, Escola Nacional de Minas e Metalurgia, Escola Nacional de Educação Física e Desportos e pela Escola Ana Néri, além do já mencionado Museu Nacional.</p>
<p>Sob o governo do general Humberto de Alencar Castelo Branco (1897 &#8211; 1967), com a sanção da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4831-5-novembro-1965-368485-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">Lei nº 4831</a>, de 5 de novembro de 1965, a universidade ganhou seu nome atual, Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Ilha do Fundão havia sido escolhida para sediar a Cidade Universitária, onde se concentra uma boa parte de seus cursos, departamentos e unidades (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/572" target="_blank"><em>Revista Shell</em>, abril/maio/junho de 1954</a>). <a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/acervos/discursos/emilio-garrastazu-medici" target="_blank">Foi oficialmente inaugurada em 7 de setembro de 1972</a>.</p>
<p>Atualmente, a Universidade Federal do Rio de Janeiro possui quatro campi: a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; Praia Vermelha, na Urca; Macaé, o mais novo campus, na cidade de Macaé; e o Complexo Avançado de Xerém, em Duque Caxias. Existem faculdades, institutos e unidades da UFRJ fora dos campi mencionados, dentre eles o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade Nacional de Direito e a Escola de Música, localizados no centro do Rio de Janeiro; o Museu Nacional e o Observatório do Valongo, situados no bairro de S<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">ão Cristóvão</a>; e o Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa Rodrigo de Freitas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/reitores-da-ufrj" target="_blank">Link para a galeria de reitores da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/edificacoes-tombadas" target="_blank">Link para edificações que fazem parte da UFRJ e foram tombadas</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-07/primeira-reitora-da-ufrj-toma-posse#:~:text=A%20m%C3%A9dica%20Denise%20Pires%20de,mulher%20%C3%A0%20frente%20da%20institui%C3%A7%C3%A3o." target="_blank">Agência Brasil</a></p>
<p>CUNHA, Luiz Antônio. <em>A Universidade Temporã</em>: <em>o ensino superior da Colônia à Era Vargas</em>. São Paulo: UNESP, 2007.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Dicionários de verbetes AGCRJ</a></p>
<p><a href="https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&amp;v=el1pcdw5Jqw" target="_blank">Documentário <em>Centenária: a universidade do Brasil entre duas pandemias</em></a></p>
<p>FÁVERO, Maria de Lourdes. <em>Universidade do Brasil</em>: <em>das origens à construçã</em>o. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/ufrj-chega-ao-centenario-enfrentando-pandemia-e-restricoes-orcamentarias.shtml" target="_blank">Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://100anos.ufrj.br/" target="_blank">Site 100 anos UFRJ</a></p>
<p><a href="http://www.poli.ufrj.br/politecnica_historia.php" target="_blank">Site Escola Politécnica</a></p>
<p><a href="https://ifcs.ufrj.br/index.php/o-ifcs" target="_blank">Site IFCS</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/index.html" target="_blank">Site Museu Nacional</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/publicacoes" target="_blank">Site SiBI &#8211; Memória Institucional da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://ufrj.br/noticia/2019/09/16/rumo-ao-centenario-quais-os-sentidos-da-comemoracao" target="_blank">Site UFRJ</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de março em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 14:32:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pátio do Colégio]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tamanduateí]]></category>
		<category><![CDATA[Rua 25 de março]]></category>
		<category><![CDATA[ruas]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20381</guid>
		<description><![CDATA[No quarto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias que ilustram esse artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como "o maior shopping céu aberto da América Latina". São do fim do século XIX e início do XX, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e do italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de Março</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quarto artigo da série &#8220;<em>Avenidas e ruas do Brasi</em>l&#8221;, a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Popularmente conhecida como &#8220;a 25&#8243;, é o maior centro comercial da América Latina, localiza-se no Centro da cidade e sua história é fortemente identificada com a própria história da cidade e marcada pela presença da imigração para a metrópole, principalmente de sírios e libaneses. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias deste artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como &#8220;o maior shopping céu aberto da América Latina&#8221;. São do fim do século XIX e início do XX, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>.</p>
<p>Um das 10 fotografias da Rua 25 de Março destacadas nesse artigo é de autoria do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly, autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2128/001AAN004003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Várzea do Mercado e o Mercado Caipira, c. 1890. São Paulo, SÇP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+25+de+mar%C3%A7o%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Rua 25 de março, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras nove foram produzidas pelo italiano Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918), por volta de 1910. Com sua câmara de pequeno formato, Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. Registrou cenas de ruas de São Paulo, como estas na Rua 25 de março, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2104/004VP021035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da Rua 25 de Março, o &#8220;maior shopping a céu aberto da América Latina&#8221;</strong></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O Pátio do Colégio, reconhecido como o berço da cidade de São Paulo, está localizado próximo a área da rua 25 de Março, e o rio Tamanduateí, além de se relacionar com a fundação da cidade, tem ligação com a origem da referida rua, por ter sido a porta de entrada mais importante dos fundadores e dos desbravadores da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Photographia Americana; Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A colina do Pátio do Colégio, próxima ao rio Tamanduateí, abrigava o Porto Geral, que era usado para o descarregamento de mercadorias importadas que chegavam do Porto de Santos. Desde o século XVI, era utilizado como rota alternativa às trilhas no trajeto entre Santo André e São Paulo. Também por ele eram transportados da fazenda São Caetano, dos beneditinos, gêneros alimentícios para o Mosteiro de São Bento. A atual Rua 25 de Março era chamada, no século XVIII, de rua ou beco das Sete Voltas por margear o rio Tamanduateí que era sinuoso e que, até meados do século XIX, abrigou quatro portos: o já citado Geral, o Tabatinguera, o Figueira e o Coronel Paulo Gomes. O rio foi retificado em duas etapas &#8211; em 1848 e entre 1896 e 1914.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2114/004VP023002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank">Vincenzo Pastore. Barcos no rio Tamanduateí, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=tamanduatei&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do rio Tamanduateí, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse século a rua recebeu a denominação popular de Rua de Baixo, por ficar na parte baixa da cidade em realação à colina do Pátio do Colégio. Em 28 de novembro de 1865, foi apresentado pelo vereador Malaquias (ou Malachias) Rogério de Salles Guerra (18? &#8211; 19?) um ofício sugerindo a alteração do nome de várias ruas, sendo uma delas a alteração do nome da Rua de Baixo para Rua 25 de Março, até a projetada Praça do Mercado (atual praça Fernando Costa), e desse ponto em diante, até a Ladeira do Carmo, atual avenida Rangel Pestana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Uma curiosidade: foi para a casa de São Paulo de Malaquias, primo de seu pai, que o futuro governador de São Paulo e presidente do Brasil, Manuel Ferraz de Campos Salles (1841 &#8211; 1913), nascido em Campinas, se mudou, aos 15 anos, para estudar na capital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20406 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas1.jpg" alt="ruas1" width="323" height="385" /></a></p>
<div id="attachment_20407" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20407" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas2.jpg" alt="Correio Paulistano, 22 de novembro de 1865" width="320" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de novembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por volta de 1870, a migração de sírios e libaneses aumentou devido à ocupação desses dois países pelo Império Turco-Otomano, razão pela qual eles chegavam ao Brasil com passaportes fornecidos pelo governo turco. Daí terem ficado conhecidos como &#8220;turcos&#8221;, apesar de não sê-los. Uma ironia e até uma crueldade histórica já que os turcos eram, na verdade, seus opressores. Enfim, foram os sírios e os libaneses os responsáveis pela ocupação e pela colonização da área da Rua 25 de Março. Vieram &#8220;fazer a América&#8221;. Em 1887 ou 1890 (as fontes variam em relação a essa data), foi aberta a primeira loja na rua de que se tem notícia até hoje. Era de propriedade do imigrante libanês Benjamin Jafet (1864 &#8211; 1940), que se mudou para o Brasil, em 1887, e tornou-se um grande empresário do ramo têxtil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/630" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 25 de fevereiro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p>A maioria desses imigrantes sírios e libaneses era cristãos ortodoxos e foi em janeiro de 1897 que, após a celebração de uma missa, em uma salão situado na Rua 25 de Março, que o padre Mussa Abi Haidar realizou a primeira procissão ortodoxa da América do Sul. Nas proximidades da Rua 25 de Março, na antiga Rua Itobi, atual Rua Cavalheiro Basílio Jafet, foi construída, nos primeiros anos do século XX, a primeira igreja ortodoxa do Brasil, a Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora, consagrada em 1904.</p>
<p>Além dos sírios e libaneses, comerciantes alemães, franceses e italianos &#8211; como vendedores de tecidos e estes últimos também como maiores vendedores de sapatos e principais agentes das atividades de funilaria e ferragem -, ingleses e norte-americanos no setor de metalurgia, e brasileiros e portugueses em trabalhos de carpintaria, se instalaram na região. Nos últimos anos, a presença de orientais vem se intensificando.</p>
<p>A área, cuja origem é a Rua 25 de Março, constitui-se de um conglomerado de lojas e galerias que vai desde o Mosteiro de São Bento até o Mercado Municipal. Desde o início de sua história, a rua foi identificada com a possibilidade de oportunidade de negócios em atividades comerciais e em sua região estão instaladas lojas tanto atacadistas como varejistas de produtos variados: de armarinhos a papelarias, roupas de cama e mesa, bijuterias e brinquedos, dentre vários outros. É, como já mencionado, apesar das grandes mudanças ocorridas na estrutura de comércio da capital paulistana, uma região comercialmente muito movimentada e ativa, o &#8220;<em>maior shopping a céu aberto da América Latina</em>&#8220;.</p>
<p>Em 2007, , &#8220;a 25&#8243; foi o tema do enredo da Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco intitulado <i>Das sete curvas de um rio nasce a Rua da Cultura, religião, comércio e festas populares: 25 de Março, Isso é Brasil!</i></p>
<p>Devido à pandemia do Covid-19, o comércio da rua ficou fechado de março de 2020 ao dia 10 de junho do mesmo ano. Recebe cerca de quatrocentas mil pessoas por dia e, perto de datas comemorativas, esse número sobe para um milhão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CESARINO, G. K.; CALDANA JUNIOR, V. L. (2017). <em>Adaptação e resiliência do espaço comercial de rua: a 25 de março</em>. <i>RUA</i>, <i>23 </i>(1), 117-139.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OLIVEIRA, Lineu Francisco de; GIL Antonio Carlos. <em><a class="external text" href="http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/res/article/view/455" rel="nofollow">O conglomerado comercial da rua 25 de março, em São Paulo: uma região socialmente construída</a></em>. Revista de Estudos Sociais, 2011, nº 25, vol. 13</p>
<p>PONCIANO, Levino. Todos os centros da Paulicéia. São Paulo: Editora Senac, 2007.</p>
<p>PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAUL, Departamento do Patrimônio Histórico. <em>A enchente de 1º de janeiro de 1850</em>. São Paulo, 2009.</p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2020-06-11/rua-25-de-marco-reabre-o-comercio-com-filas-depois-de-tres-meses-fechado.html" target="_blank">Site Brasil Econômico</a></p>
<p><a href="http://casashistoricaspaulistanas.blogspot.com/2012/09/familia-jafet-125-anos-em-sao-paulo.html" target="_blank">Site Casas Históricas Paulistanas</a></p>
<p><a href="https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/logradouro/rua-25-de-marco" target="_blank">Site Dicionário de ruas da Prefeitura de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp" target="_blank">Site Guiada25</a></p>
<p><a href="http://www.catedralortodoxa.com.br/nossa-senhora" target="_blank">Site Igreja Ortodoxa Antioquina</a></p>
<p><a href="http://lojacampossalles2654.com.br/principal/perfil-biografico-de-campos-salles/" target="_blank">Site Loja Maçônica Campos Salles 2654</a></p>
<p><a href="http://www.saopauloinfoco.com.br/familia-jafet/" target="_blank">Site São Paulo in Foco</a></p>
<p><a href="https://www.viagensecaminhos.com/2012/12/rua-25-de-marco-e-bras-sao-paulo.html" target="_blank">Site Viagens e Caminhos</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; III &#8211; Copacabana Palace, símbolo do &#8220;glamour&#8221; carioca</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 13:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Copacabana Palace, símbolo do "glamour" carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro é o tema do terceiro artigo da série "Hotéis do Brasil". Era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957) que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Inaugurado em 13 de agosto de 1923, ao longo de sua existência hospedou reis, artistas internacionais e políticos. É um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e muito contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire e seu fundador foi o empresário Otávio Guinle.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Copacabana Palace, símbolo do <em>glamour</em> carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, é o tema do terceiro artigo da série <em>Hotéis do Brasil</em>. Na época de sua inauguração, era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Estas últimas pertencem à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16899" target="_blank">Coleção Particular Oliveira Reis</a>, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Augusto Malta. Fachado do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um hotel de luxo na avenida Atlântica, recém duplicada e iluminada pelo prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, bairro que concentrava a aristocracia moderna do Rio de Janeiro, fazia parte dos preparativos  para a celebração do centenário da independência do Brasil, em 1922. O presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) submeteu o projeto ao empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), membro de uma das mais ricas e tradicionais famílias do Brasil e dono do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Ele aceitou o desafio, porém o Copacabana Palace só ficou pronto em 1923 quando a Exposição Internacional do Centenário da Independência, aberta em 7 de setembro de 1922, já havia sido encerrada, em 24 de julho de 1923.</p>
<p>Ao longo de sua existência o hotel foi visitado ou hospedou reis, artistas, intelectuais e políticos como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39840" target="_blank">Ava Gardner (1922 &#8211; 1990)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/81789" target="_blank">Janis Joplin (1943 &#8211; 1970)</a>, Hebe Camargo (1929 &#8211; 2012), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/31466" target="_blank">Lady Di (1961 &#8211; 1997) e Príncipe Charles (1948 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/109722" target="_blank">Mick Jagger (1943 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/10303" target="_blank">Orson Welles (1915 &#8211; 1985)</a>, Paul McCartney (1942 &#8211; ), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36520" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, Washington Luís (1869 &#8211; 1957) e os futuros reis <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/12210" target="_blank">Edward VIII (1894 &#8211; 1972) e George VI (1895 &#8211; 1952)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6144/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.08_.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank">Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22copacabana+palace%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Hotel Copacabana Palace disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, <em>distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14168" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1923, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18046" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda1.jpg" alt="O Paiz, 12 de agosto de 1923" width="502" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inspirado nos hotéis Negresco, em Nice, e no Carlton, em Cannes &#8211; ambos na França &#8211; e situado na avenida Atlântica 1.702, o Copacabana Palace é um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Seu arquiteto foi o francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933), responsável por outras obras como a do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a> e a do Edifício Joseph Gire, que ficou conhecido como Edifício A Noite. Gire, formado pela <em>École Nationale Supérieure des Beaux-Arts</em> de Paris, desembarcou no Rio de Janeiro em 1916. O engenheiro responsável pela obra do Copa foi Cesar de Mello e Cunha (1898 &#8211; 1991). O hotel  foi construído com cimento alemão, mármore de Carrara, e adornado com vidros e lustres da Tchecoslováquia, móveis franceses, tapetes ingleses e cristais da Boêmia. Suas porcelanas eram Limoges.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18043" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda.jpg" alt="O Paiz, 25 de agosto de 1923" width="610" height="802" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 19</a>23</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A principal atração de seu baile de inauguração, que contou com figuras importantes da República, era a dançarina francesa Mistinguett (1875 &#8211; 1956), mas o show foi cancelado na véspera por seus empresários. Mesmo assim o evento foi um sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9672" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de setembro de 1923, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14384" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 1º de setembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22465" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/revista.jpg" alt="Revista da Semana, 1º de setembro de 1923" width="555" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi ambientado no Copa o filme <em>Voando para o Rio</em> (1933), estrelado por Fred Astaire (1899 &#8211; 1987) e Ginger Rogers (1911 &#8211; 1995) &#8211; que pela primeira vez apareceram dançando juntos em um filme -, Dolores del Rio (1904 &#8211; 1983)e Gene Raymond (1908 &#8211; 1998).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18082" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-18082 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/CARTAZ.jpg" alt="CARTAZ" width="183" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cartaz do filme Voando para o Rio</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1924 a 1946, o Copa abrigou o Cassino Copacabana &#8211; nesse período ficou um tempo fechado e foi reaberto em maio de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47810" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de janeiro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3992" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1933, primeira coluna</a>). Diversos artistas nacionais e internacionais apresentaram-se em seu lendário <em>Golden Room</em>, inaugurado em 26 de dezembro de 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/3614" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de dezembro de 1940</a>), dentre eles Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), Charles Aznavour (1924 &#8211; 2018), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/35517" target="_blank">Edith Pia</a>f(1915 &#8211; 1963), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/4247" target="_blank">Ella Fitzgerald</a> (1917 &#8211; 1996), Josephine Baker (1906 &#8211; 1975), Marlene Dietrich (1901 &#8211; 1992), Maurice Chevalier (1888 &#8211; 1972), Nat King Cole (1919 &#8211; 1965), Ray Charles (1930 &#8211; 2004) e Yves Montand (1921 &#8211; 1991).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18087" style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/golden.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1940" width="770" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1989, a família Guinle vendeu o Copacabana Palace para o grupo Orient-Express, posteriormente, Belmond, que foi vendido para o grupo francês LVMH, em dezembro de 2018. O hotel é tombado em nível federal, estadual e municipal.</p>
<p><span style="color: #000000;">Devido à pandemia do coronavírus, pela primeira vez desde sua inauguração o hotel foi fechado, em 10 de abril de 2020. Andrea Natal, diretora geral do Grupo Belmond do Brasil, que administra o estabelecimento, e o cantor e compositor Jorge Ben Jor (1945 -), que vive lá desde 2018, foram os únicos que continuaram no hotel. Foi anunciado que seria reaberto no dia 20 de agosto de 2020.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3168/icon1330146.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Copacabana vista do pátio do Copacabana Palace Hotel, 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>BOECHAT, Ricardo. <em>Copacabana Palace: um hotel e sua história</em>. São Paulo: DBA, 1998.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/09/1676791-dez-momentos-historicos-do-copacabana-palace.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 16 de setembro de 2015</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://istoe.com.br/copacabana-palace-e-vendido-para-grupo-frances/" target="_blank"><em>IstoÉ</em>, 17 de dezembro de 2018</a></p>
<p>O’DONNELL, Julia. <em>A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/familia-guinle-inaugura-hotel-de-luxo-em-1923poe-copacabana-no-mapa-mundi-9420528" target="_blank"><em>O Globo</em>, 13 de agosto de 2008</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-copacabana-palace-hotel/#!/map=38329&amp;loc=-22.966924999999986,-43.17901000000001,17" target="_blank">Site I-Patrimônio</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/30/ult5772u1317.jhtm" target="_blank"><em>UOL Notícias</em>, 30 de outubro de 2008</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/02/copacabana-palace-rio-de-janeiro-reabertura.htm" target="_blank"><em>Uol Notícias</em>, 2 de julho de 2020</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 16:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de isolamento social, a Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para um passeio virtual pelas belezas naturais e arquitetônicas do Rio de Janeiro que, em 18 de janeiro de 2019, tornou-se a primeira cidade a ser a capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre hoje e 23 de julho de 2020. O evento foi adiado para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro se deveu, naturalmente à sua arquitetura, belezas naturais, herança cultural e importância histórica. Visitem ou revisitem fotografias já publicadas em artigos publicados aqui no portal sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca. Não se esqueçam de usar o "zoom" e bom domingo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="27" data-block-id="2">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2559/007NGBMF1824cx007-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Unesco anunciou, em 18 de janeiro de 2019, o Rio de Janeiro como a primeira cidade a se tornar capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre 19 e 23 de julho de 2020, evento adiado, segundo a União Internacional dos Arquitetos, para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro deveu-se, naturalmente, à sua arquitetura, a suas belezas naturais, à herança cultural e à sua importância histórica. A Brasiliana Fotográfica já publicou vários artigos sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca como os Arcos da Lapa, a Avenida Central, o Castelo da Fiocruz, Copacabana, o Corcovado, o Cristo Redentor, o Hotel Glória, a Igreja da Glória, Ipanema e outros bairros, o Jardim Botânico, o Paço, o Palácio Real de São Cristóvão, o Pão de Açúcar, a Praça XV, o Real Gabinete Português de Leitura e o Theatro Municipal. Em tempos de isolamento social, convidamos nossos leitores a revisitarem essas publicações, fazendo um passeio virtual pelas belezas do Rio de Janeiro. Não se esqueçam de usar o <em>zoom</em>! Bom domingo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7762/001ALA011002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="680" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank">José dos Santos Affonso. Teatro Municipal, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321"><em>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank"><em>A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453"><em>A fundação de Copacabana</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"><em>A Praça XV na coleção Pereira Passos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2040" target="_blank"><em>Bairros do Rio</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7603" target="_blank"><em>Becos cariocas</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank"><em>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank"><em>Inauguração do Cristo Redentor, 12/10/1931</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><em>Ipanema pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925)</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703" target="_blank"><em>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">O Hotel Glória: antes e depois</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank"><em>O Paço, a praça e o morro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank"><em>O Passeio Público do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank"><em>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank"><em>Real Gabinete Português de Leitura</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Praias do Rio na memória, na história e na fotografia</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2020 13:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Maria Mauad]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
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		<category><![CDATA[Leão Padilha]]></category>
		<category><![CDATA[narrativa visual]]></category>
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		<description><![CDATA[E é sobre as praias cariocas, das quais, devido ao atual contexto da pandemia de coronavírus temos que nos manter afastados, o artigo "Praias do Rio na memória, na história e na fotografia", escrito pela historiadora Ana Maria Mauad. Segundo a autora, nas últimas décadas do século XX, a renovação historiográfica deslocou a praia do foco da história urbana para os espaços das práticas e representações de uma história cultural. Sobre o portal, comentou: "Temos de saudar e incentivar iniciativas como a da Brasiliana Fotográfica, pois ao disponibilizar de forma organizada e de fácil acesso arquivos fotográficos de grande valor, contribui para incrementar as pesquisas com e sobre a prática fotográfica como experiência histórica incontornável ao sujeito moderno". ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">E é sobre as praias cariocas, das quais, devido ao atual contexto da pandemia de coronavírus temos que nos manter afastados, o artigo &#8220;Praias do Rio na memória, na história e na fotografia&#8221;, escrito pela historiadora Ana Maria Mauad. Segundo a autora, nas últimas décadas do século XX, a renovação historiográfica deslocou a praia do foco da história urbana para os espaços das práticas e representações de uma história cultural&#8221;. Sobre o portal, comentou: &#8220;Temos de saudar e incentivar iniciativas como a da Brasiliana Fotográfica, pois ao disponibilizar de forma organizada e de fácil acesso arquivos fotográficos de grande valor, contribui para incrementar as pesquisas com e sobre a prática fotográfica como experiência histórica incontornável ao sujeito moderno&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Praias do Rio na memória, na história e na fotografia</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Ana Maria Mauad*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As idas à praia de Ipanema povoam as minhas lembranças de infância. Até hoje sinto na pele o calor de deitar na areia quente, depois de um mergulho no mar geladinho do verão carioca; os grãos finíssimos escorrendo pelos dedos depois de amassar um torrão de areia, daqueles que ficavam na faixa mais seca no caminho do mar, ou ainda, do ‘jacaré” com prancha de isopor encapada de tecido para não irritar a barriga. Poderia desfiar aqui o fio da memória em cenas que teriam a praia como o cenário de prazer e alegria. Não sem motivo, em 2015, a coletânea <em><a href="http://www.labhoi.uff.br/fotograficamente-rio" target="_blank">Fotograficamente Rio: a cidade e seus temas</a></em>, que organizei como resultado do edital FAPERJ Rio 450 anos, apresentava o mar como um dos seus fios condutores e as praias da cidade como tema de vários artigos (http://www.labhoi.uff.br/fotograficamente-rio).</p>
<p>A renovação historiográfica, dos anos 1980 e 1990, deslocou a praia do foco da história urbana e da geografia histórica para os espaços de sociabilidade, das práticas e representações de uma história cultural que se consolidava em sintonia com os debates sobre novas fontes, novos objetos e novas abordagens. Esse ambiente abrigou um movimento quase arqueológico de escavação em arquivos, em busca de documentos que iluminassem experiências cotidianas e vivências sociais, por meio de diferentes formas de as representar. Nesse movimento, as imagens invadem os domínios da história, alçando a visualidade como princípio para estudar as sociedades passadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/195" target="_blank">Acessando o link para as fotografias das praias brasileiras disponíveis na Brasiliana Fotográfica e que foram selecionadas e enviadas a Ana Maria Mauad, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do mundo das imagens, as fotografias ganharam a minha atenção desde os anos 1980, na minha pesquisa de doutorado. Fotografias do álbum de família ganhavam ressonância nas páginas das revistas ilustradas descortinando um mundo de consumo, aparências e desigualdades. As praias ocupavam um lugar central nas narrativas visuais, tanto privadas quanto públicas. Em uma charge de 1904, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14696" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, edição de 11 de setembro,</a> logo na primeira página, observa-se uma cena de praia, em que todos os banhistas portam câmeras fotográficas. Identificamos entre os usuários,  a <em>Kodak Pocket</em>, câmera lançada pela <em>Eastman Kodak, </em>em 1895, ou a mais recente <em>Brownie, </em>comercializada pela mesma fábrica a partir de 1900<em>,</em> ambas espalharam a febre da democratização da imagem no início do século XX. Essa ilustração apresenta uma dupla qualidade: primeiro por apontar a presença da prática fotográfica no cotidiano dos ‘batedores de chapa’ com expansão do mercado de cameras e produtos fotográficos; mas também por evidenciar a praia como espaço de sociabilidade de um grupo variado de personagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18957" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14696" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18957" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/praias.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de setembro de 1904" width="441" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14696" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 11 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Rio de Janeiro, os banhos de mar já foram recomendados como tratamento de saúde para governantes, logo no início do século XIX, e continuariam a ser prescritos por médicos sanitaristas até o início do século XX. As praias eram consideradas lugares de ares frescos que pouco a pouco se tornariam espaço para vilegiatura dos mais abastados, sobretudo, nas praias oceânicas. Uma nova geografia cultural se desenhava pela frequência social e urbana das praias. Ir à Praia das Virtudes para o morador da Lapa, não era o mesmo que um morador de Botafogo frequentar o Balneário da Urca. Para os primeiros, o importante era a farra; para os outros, o que valia era ver o ser visto. Na crônica <em>Da praia do Flamengo ao Balneário da Urca</em>, assinada por Leão Padilha, essa distinção fica clara:</p>
<p>“PRAIA DO FLAMENGO: Domingo de manhã, os banhistas do Flamengo chegam mais tarde do que os da Lapa e saem mais cedo do que os de Copacabana. Às 10 horas, aquele pedacinho de areia fica que nem formigueiro, cheio, muito cheio (&#8230;) uma pequena faz maravilhas acrobáticas nos braços de um sportsman! Bóiam pares abraçados dentro de pneumáticos de automóveis &#8230; Na calçada vendem água doce para tirar o sal, o guarda-civil passeia para lá e para cá medindo a moralidade das roupas. PRAIA DE BOTAFOGO: Pouca gente. Criadas e funcionários das quitandas de bairro aficionados do sport. O pessoal chic vai mostrar suas toilletes no Balneário da Urca, e deixa a Enseada tranqüila para a criadagem que não teve tempo para tirar o pó do Flô do Abacate. BALNEÁRIO DA URCA: Supra sumo do chic. Fora ficam os carros esquentando ao sol. Lá dentro aqueles 50 palmos de areia regurgitam&#8230; Em cima, dança, flirt e cocktail (&#8230;) uma ‘jazz-band’ comunica tremura coreográficas aos corpos quentes (&#8230;) Lá embaixo há cubículos para trocar de roupa e outros misteres mais íntimos (&#8230;) a empresa não fiscaliza nem tampouco a polícia. Na areia senhoras respeitáveis, a julgar pela pintura e pelo volume, conversam coisas graves e fumando cigarros turcos. Rapazes ensinam ginástica a seco e dentro d’água. Mais tarde, o balneário perde esse aspecto familiar da manhã, o jazz-band ataca músicas mais frenéticas, os cocktails ganham ingredientes mais fortes e o ‘flirt’ é mais íntimo. Dentro da água ensina-se a nadar com menos inocência (&#8230;) fala-se alto (&#8230;) onde os rr franceses arrastam na gíria da moda, as exclamações das revistas alegres do Carlos Gomes e do Recreio (&#8230;) Não se ouve falar em cocaína, morfina ou ópio (&#8230;) PRAIA DAS VIRTUDES: No lencinho de areia perdido no mar (&#8230;) a promiscuidade é estonteante. A salada tem gosto de tudo – laranja de turco, cebola de português, macarrão de italiano, banana de brasileiro. Freqüentam essa praia moradores da Lapa, Sta. Luzia e todas as pensões do Centro. E por fim. A praia do Caju: todos vão à praia e tomam o seu banho de areia, de sol e de água suja&#8230;” (<em>Rio Ilustrado</em>, Ano I, out-dez, 1928)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=7&amp;query=praia&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para todas as fotografias das praias brasileiras disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As crônicas escritas ao sabor de quem andava pela cidade e a observava, guardavam a marca da visualidade de época, em estreito diálogo com as caricaturas, as ilustrações e, sobretudo, com as fotografias. Imagens que redefinem a experiência histórica com o mundo visível instituindo novas formas de olhar.</p>
<p>É interessante acompanhar as mudanças no enquadramento da paisagem praiana que a <em>Brasliana Fotográfica</em> nos apresenta. É possível, pelas lentes de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna</a>, visualizar uma Copacabana que, de um grande areal vai aos poucos sendo povoada, com as primeiras linhas de bonde ainda a tração animal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4643/002054VIAN040.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="629" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna. Bonde nas proximidades da pedra do Arpoador, c. 1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma delas, parece que nos debruçamos no muro da residência dos Barreira Vianna, para olhar como se vivia então. Dos fundos da casa, se vislumbra a varanda de frente para o mar de Ipanema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4628" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4628/002054VIAN012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="667" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4628" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna. Residência da família Barreira Vianna, em Ipanema na esquina da avenida Vieira Souto e rua Francisco Otaviano. Ilhas Cagarras ao fundo, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já as vistas aéreas de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank"> Jorge Kfuri</a> nos lança em uma nova experiência visual: o Zepelim  que nos visitou causando sensação, sobrevoando as praias da zona sul; o forte de Copacabana na ponta que une Arpoador ao Posto Seis e a belíssima vista da Praia de Copacabana com sua primeira geração de casas, arruamento definido, pista de rolamento de mão dupla com carros de último tipo circulando, calçada com as tradicionais pedras portuguesas em ondas, dá até para ver uma parte do calçadão destruída por uma das famosas ressacas. Esse tipo de escrutínio, vale lembrar, só se tornou possível ao público que hoje tem o privilégio, de forma remota, conhecer essas verdadeiras preciosidades que o acesso irrestrito às imagens nos oferece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5365/133863.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana e a Avenida Atlântica, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Temos de saudar e incentivar iniciativas como a da <em>Brasiliana Fotográfica,</em> pois ao disponibilizar de forma organizada e de fácil acesso arquivos fotográficos de grande valor, contribui para incrementar as pesquisas com e sobre a prática fotográfica como experiência histórica incontornável ao sujeito moderno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4252/47536.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4252" target="_blank">Jorge Kfuri. A Praia de Copacabana, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ana Maria Mauad é Doutora em História e professora titular do Departamento de História, pesquisadora do Laboratório de História Oral e Imagem da UFF</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>Acesse outros artigos sobre praias do Rio de Janeiro e do Brasil publicados na Brasiliana Fotográfica:</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3843" target="_blank"><i>Início do verão &#8211; as praias do Brasil, publicado em 22 de dezembro de 2015</i></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><i>Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925, publicado em 26 de abril de 2016</i></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank"><i>A fundação de Copacabana, publicado em 6 de julho de 2016</i></a></p>
<div>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15223" target="_blank">O Arpoador, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, por Jorge Kfuri e Baptista Vianna, publicado em 22 de julho de 2019</a></em></p>
<div></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Doze horas em diligência&#8221;, o primeiro guia turístico do Brasil, por Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16516</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2020 14:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje a Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Nacional do Turismo, atividade muitíssimo atingida pela pandemia do coronavírus publicando um artigo sobre o Primeiro guia turístico do Brasil. Esse era o título da matéria que o criador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional, Gustavo Barroso (1888 - 1959), publicou na revista O Cruzeiro, de 1º de novembro de 1952, sobre o livro "Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora", do fotógrafo francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886), lançado em 1872. Além do artigo, publicamos um interessante comentário da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi sobre o original manuscrito do livro de Klumb que integra, desde 1924, as coleções do Museu Histórico Nacional. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Nacional do Turismo, atividade muitíssimo atingida pela pandemia do coronavírus publicando um artigo sobre o <em>Primeiro guia turístico do Brasil. </em>Esse era o título da matéria que o criador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional, Gustavo Barroso (1888 &#8211; 1959), publicou na revista <em>O Cruzeiro</em>, de 1º de novembro de 1952, sobre o livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank">Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</a>, </em>do fotógrafo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>, lançado em 1872. Além do artigo, publicamos um interessante comentário da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi sobre o original manuscrito do livro de Klumb que integra, desde 1924, as coleções do Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19395" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/17409" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19395" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/guiaturistico.jpg" alt="O Jornal, 26 de outubro de 1952" width="201" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/17409" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de outubro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra, escrita em português e em francês, descrevia o trajeto entre <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank">Petrópolis</a> e Juiz de Fora, realizado entre seis horas da manhã e seis horas da tarde &#8211; duração padrão do percurso nas diligências da Companhia União e Indústria &#8211; e foi <em>ilustrada com 31 estampas sendo: 1 retrato, 29 vistas em litografia e uma planta perfil e longitudinal da Estrada União Indústria</em>.</p>
<p>O livro foi a única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa, Klumb, e também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente produzido, litografado e produzido no país. Segundo o próprio autor, a ideia de realizar um trabalho sobre a estrada União Indústria foi concebida em 1861, e, de 1863 a 1866, ele trabalhou no projeto. Entre 1867 e 1868, terminou de produzir as vistas e, em 1870, tratou da publicação que, finalmente, aconteceu dois anos depois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-16526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/livro.jpg" alt="livro" width="532" height="714" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo dedicou o livro a sua protetora, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>Quando concebi o projeto de escrever esse pequeno livro, meu primeiro pensamento foi que só a Vossa Majestade me era permitido dedicar este simples ensaio descritivo de uma das mais belas estradas do Império. Sou talvez muito presunçoso ousando oferecer a Vossa Majestade a dedicatória deste opusculo; no entanto ouso esperar que Vossa Majestade me fará a graça insigne de aceital-o, ainda que não fosse mais senão para servir ao sentimento que me inspirou</em>&#8220;.</span></p>
<p>No prefácio, Klumb comentou:</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>…Num trabalho feito a galope, não se pode esperar encontrar estilo elegante e florido, mas sim uma ligeira descrição dos lugares notáveis, atravessados por uma estrada magnífica. Essa obra não tem o merecimento senão o de ser: o primeiro guia do viajante, feito no país, guia ilustrado de desenhos copiados da fotografia …</em>&#8220;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19415" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/prefacio.jpg"><img class="size-full wp-image-19415" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/prefacio.jpg" alt="Último parágrafo do prefácio escrito por Klumb para o livro" width="398" height="291" /></a><p class="wp-caption-text">Último parágrafo do prefácio escrito por Klumb para o livro <em>Doze Horas em diligência</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Klumb, um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil e conhecido como o preferido da família imperial brasileira, foi um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, tendo inaugurado seu estabelecimento fotográfico em 1855, na rua dos Ourives, 64 &#8211; atual rua Miguel Couto, no centro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> , de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19506" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11090" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/klumb.jpg" alt="Correio Mercantil, 4 de novembro de 1955" width="355" height="131" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11090" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 4 de novembro de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1872, ano da publicação de <em>Doze horas em diligência</em>, foi anunciada a<b> </b>abertura da Photographia Franceza, de Klumb e de outros fotógrafos, na residência do sr. Figueira de Melo, na rua do Ouvidor, nº 49 ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_06&amp;PagFis=4817" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1872, na última coluna</a> ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19507" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4817" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19507" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/klumb1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 22 de maio de 1872" width="369" height="429" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4817" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> e, provavelmente, o introdutor da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">técnica estereoscópica</a> no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro. Em 1874, foi publicado o livro <em>Petrópolis e seus arrabaldes</em>, com fotografias produzidas por Klumb. Um ano depois houve uma exposição de suas fotografias em Petrópolis e o casal imperial visitou a mostra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=21" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, de 10 de janeiro de 1875, na terceira coluna</a>). Entre 1875 e 1886, não há, até hoje, notícias sobre o fotógrafo. O que se sabe, até o momento, é que em 1886 ele estava em Paris e de lá escreveu para a imperatriz Teresa Cristina pedindo que ela financiasse a volta dele e de sua família para o Brasil. O pedido foi deferido, e ele e sua família deveriam embarcar para o Brasil em outubro de 1886. Porém, não se sabe se ele chegou a vir para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a ela. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4225/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="438" height="667" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank">Autorretrato de Revert Henrique Klumb., 186?, Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Sobre o Dia Nacional do Turismo </span></em></strong></p>
<p>Oficialmente, o Dia Nacional do Turismo passou a ser comemorado em 8 de maio pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/L12625.htm" target="_blank">Lei nº 12.625</a>, de 9 de maio de 2012. A escolha desta data para celebrar a efeméride é uma homenagem ao pedido que o estado do Paraná fez em 8 de maio de 1916 para que as terras próximas às Cataratas do Iguaçu fossem desapropriadas, com o intuito de transformar a área numa zona pública para turismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BRITTO PEREIRA, Cecilia Duprat. <em>Revert Henrique Klumb – <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=402630&amp;PagFis=43294" target="_blank">Fotógrafo da Família Imperial Brasileira</a>. </em>Rio de Janeiro: Anais da Biblioteca Nacional, 1982.</p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>GUIMARÃES, Elione Silva Guimarães. Múltiplos viveres de afrodescendentes na escravidão e no pós-emancipação: Família, trabalho, terra de conflito.São Paulo ; Annablume Editora, 2006.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil(1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. ISBN 85-86707-07-4</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>MORAES FILHO, Alexandre de Mello. <a href="https://digital.bbm.usp.br/bitstream/bbm/4149/1/011938_COMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Artistas do meu tempo</em></a>. Rio de Janeiro: Garnier, 1905.</p>
<p>SCARRONE, Marcelo. <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/secao/por-dentro-do-documento/doze-horas-numa-diligencia" target="_blank"><em>Doze horas numa diligênci</em>a.</a> Rio de Janeiro: Revista de História, 14/06/2008.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21647/revert-henrique-klumb" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/revert-henrique-klumb" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://www.turismo.gov.br/ultimas-noticias/362-dia-nacional-do-turismo-e-comemorado-em-8-de-maio.html" target="_blank">Site do Ministério do Turismo</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Revert Henrique Klumb: um alemão na Corte Imperial brasileira</em>. Apresentação Joaquim Marçal, Demosthenes Madureira de Pinho Filho; coordenação de coleção Pedro Corrêa do Lago; coordenação editorial Pedro Corrêa do Lago, Luiz Eduardo Meira de Vasconcellos; design Victor Burton; fotografia César Barreot, Miguel Pacheco e Chaves; pesquisa Pedro Karp Vasquez; tradução Carlos Luís Brown Scavarda. Rio de Janeiro: Capivara, 2001 229p., il. p&amp;b. (Visões do Brasil, 4). ISBN 85-86011-49-5.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>O original manuscrito do primeiro guia de viagem impresso no Brasil </strong></span></em><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Isabel Ribeiro Lenzi*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19557" style="width: 362px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/gustavo0.jpg"><img class="wp-image-19557 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/gustavo0.jpg" alt="Capa do original do livro, sob a guarda do Museu Histórico Nacional" width="352" height="291" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do original do livro<em> Doze Horas em diligência</em>, sob a guarda do Museu Histórico Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Museu Histórico Nacional preserva em seu Arquivo Histórico um documento que é uma jóia rara. A encadernação com a capa de couro com decoração dourada mostra o brasão e a coroa do Império do Brasil além da guardar o original do que viria a ser, dois anos depois, o primeiro guia de viagem impresso no Brasil, o famoso <em>Doze horas em diligência – Guia de viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>, publicação com fotografias litografadas, editado pelo fotógrafo franco-alemão Revert Henry Klumb.</p>
<p>O documento é todo manuscrito. Foi dedicado e presenteado à Imperatriz Tereza Cristina em 1870. O texto é em português e francês e as imagens são 20 fotografias em albumina coladas.</p>
<p>O guia, que foi impresso dois anos depois, é muito parecido com esse, porém traz algumas modificações: das fotografias que estão no original, dezessete foram litografadas para a edição de 1872, a qual apresenta 29 litografias. Nas paisagens litografadas nessa segunda versão, Klumb inseriu personagens desenhados – sugerindo figuras de possíveis turistas – que não aparecem nas fotografias originais. Nesta edição impressa, encontra-se referência ao Hotel Inglês e ao Palácio Imperial em Petrópolis, bem como são apresentados aos viajantes o Bosque da Imperatriz e a Colônia Pedro II, em Juiz de Fora.</p>
<p>Este precioso documento que pertenceu a Dona Teresa Cristina passou a integrar as coleções do Museu Histórico Nacional em 1924, vindo do Paço da Quinta de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria Isabel Ribeiro Lenzi é Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/Secretaria de Cultura/Ministério do Turismo)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Acesse nos seguintes documentos na Biblioteca Virtual do Museu Histórico Nacional:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/208369" target="_blank"><em><strong>Primeiro guia turístico do Brasil</strong>, de </em>Gustavo Barroso, publicado na revista <em>O Cruzeiro</em>, de 1º de novembro de 1952</a></p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=mhn&amp;pagfis=74090" target="_blank">O original manuscrito de<em><strong> D</strong><strong>oze horas em Diligência</strong></em>, de Revert Henrique Klumb</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span><em><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></em><span style="color: #333333;">O comentário</span><em><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></em><span style="color: #333333;"><em>O original manuscrito do primeiro guia de viagem impresso no Brasil</em><strong>, </strong>de autoria da historiadora</span><em><span style="color: #800000;"> </span></em>Maria Isabel Ribeiro Lenzi foi acrescido ao texto original em 14 de maio de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em torno da obra de Revert Henrique Klumb</strong>:</span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809"><i>Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</i>, publicado em 31 de agosto de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13148" target="_blank"><em>As versões diurna e noturna na fotografia de Revert Henrique Klumb</em>, 28 de dezembro de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb</em>, 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113" target="_blank"><span style="color: #993300;"><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; II &#8211; A rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, </em>16 de junho de 2020.</span></a></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, em 15 de junho de 2022</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
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<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
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<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
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<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
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<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; VIII &#8211; A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 13:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das apresentações realizada durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922 foi montada pelo então recém-criado Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), que obteve muito sucesso, é o tema do artigo A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência, de Ricardo Augusto dos Santos, pesquisador da Fiocruz. Nesse momento dramático da história do Brasil e do mundo, em que a Fiocruz destaca-se no combate à pandemia do coronavírus, publicamos uma lista com os 24 artigos, além deste, já produzidos por seus profissionais para a Brasiliana Fotográfica, desde agosto de 2017, quando passou a integrar o portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Uma das apresentações realizada durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922 foi montada pelo então recém-criado Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP). Esse órgão administrativo da saúde pública era uma antiga reivindicação dos intelectuais sanitaristas, que acreditavam que somente uma organização estatal e nacional resolveria os graves problemas de saúde no Brasil. A instalação dessa exposição obteve grande repercussão, sendo saudada pela imprensa como obra vital para a salvação do país. É essa história que o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica desde agosto de 2017, traz para os leitores do portal com a publicação do artigo <em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na</em><em> Exposição Internacional do Centenário da Independência </em>e de 14 fotografias do evento.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse momento dramático da história do Brasil e do mundo, publicamos, no final desse artigo, a lista dos 24 artigos, além deste, produzidos por profissionais da Casa de Oswaldo Cruz para o portal. A Fiocruz contribui significativamente no combate ao coronavírus, seja na <a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-cientistas-da-fiocruz-testam-droga-contra-hiv-com-sucesso-24354826" target="_blank">pesquisa de medicamentos</a>, na elaboração de um <a href="https://portal.fiocruz.br/coronavirus-2019-ncov-publicacoes-da-fiocruz" target="_blank">plano de contingência diante da pandemia</a> ou na <a href="https://portal.fiocruz.br/coronavirus-perguntas-e-respostas" target="_blank">disseminação de informações importantes para a população.</a></p>
<p style="text-align: left;">A Organização Mundial da Saúde oficializou no dia 8 de abril de 2020 a indicação do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) como laboratório de referência para o combate ao novo coronavírus nas Américas. O laboratório, que já era referência junto à OMS para vírus do tipo Influenza, poderá receber amostras de COVID- 19 de outros países do continente para a realização de sequenciamento genético, localização de mutações, aprofundamento de estudos que possam levar ao desenvolvimento de uma vacina e ao aperfeiçoamento de diagnósticos, além de testes de medicamentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> <strong>Exposição Internacional</strong><strong> do Centenário da Independência </strong></strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7955/Imagem%2010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Realizada no Rio de Janeiro em 1922, a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil ficou marcada pela derrubada do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, arrasado durante a administração do prefeito Carlos Sampaio (1861-1930). Com a utilização de mangueiras hidráulicas e auxiliado por vagões que levavam o entulho, o monte foi demolido. Desta maneira, a Esplanada do Castelo foi cenário para a construção dos pavilhões da Exposição, projeto dos arquitetos Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928) e Archimedes Memória (1893-1960). Após a festa, a área valorizada foi ocupada atendendo a necessidades, não somente de ordem higienista, motivo declarado à época, mas, sobretudo, da reprodução do capital imobiliário. A Exposição Internacional de 1922 foi um grande evento, onde não faltaram os principais países. Em seus monumentais prédios estavam presentes, estilos arquitetônicos, aspectos culturais e produtos que a transformaram numa vitrine das nações. Da imensa mostra restaram poucas construções, hoje ocupadas pelo Museu da Imagem e do Som, Academia Brasileira de Letras e Centro Cultural da Saúde.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22aspectos+da+Mostra+de+Sa%C3%BAde+P%C3%BAblica+do+DNSP+na+Exposi%C3%A7%C3%A3o+do+Centen%C3%A1rio+em+1922%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias dos Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os preparativos para o centenário começaram assim que o aterro foi surgindo na praia de Santa Luzia. Ocupando o terreno obtido com a destruição do morro, a exposição foi montada numa reta, chamada de Avenida das Nações, onde ficavam os edifícios. A publicação oficial da comissão organizadora informa como foi conduzido o trabalho. O objetivo era apresentar a vitória do homem sobre a natureza. Enquanto os países estrangeiros apresentavam aparelhos inovadores, os projetos brasileiros procuravam apagar as marcas do país doente, pobre e analfabeto. No pavilhão da indústria nacional, destacava-se a máquina que produzia energia a partir da queda d’água. A beleza tropical estava sendo dominada e a ciência transformaria o meio selvagem, abandonando a perene condição inferior da nação. Pedagogicamente, se alardeava a possibilidade de transformação da floresta em riqueza econômica, através da exploração dos recursos naturais. Com a ciência, o país alcançaria a civilização.</p>
<p>Uma das apresentações foi montada pelo então recém-criado Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP). Esse órgão administrativo da saúde pública era uma antiga reivindicação dos intelectuais sanitaristas, que acreditavam que somente uma organização estatal e nacional resolveria os graves problemas de saúde no Brasil. A instalação dessa exposição realizada pelo DNSP obteve grande repercussão, sendo saudada pela imprensa como obra vital para a salvação do país, como podemos averiguar através da entrevista concedida pelo médico Renato Kehl (1889 &#8211; 1974) que, como funcionário do DNSP, trabalhou na produção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18823" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/4856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18823" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/KEHL.jpg" alt="a nOITE, 20 DE JULHO DE 1920" width="288" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/4856" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de fevereiro de  1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao jornal <em>A Noite</em>, o eugenista faz relevantes declarações sobre a função da educação higiênica:</p>
<p>“<em>Jornal A Noite – Há justo motivo para se acreditar, diz o Dr. Renato Kehl, que estamos em plena fase de higienização nacional, completando a memorável obra de reabilitação sanitária iniciada no nosso país pelo grande patrício Oswaldo Cruz. Dia a dia multiplicam-se as providências de ataque às epidemias e endemias que assolam o território pátrio e são freqüentes as manifestações de aplausos a essa auspiciosa campanha de saneamento que se vai disseminando por quase todos os estados da União. O magno problema está, pois, em foco. Congressos médicos, mensagens, plataformas, discursos e conferências, tratam das medidas profiláticas em execução ou em projeto, mantendo-se unânime a opinião pública de que a política sanitária é a verdadeira política de salvação nacional. O povo, apercebido dos benefícios que estão surgindo com as medidas de saneamento e dos que advirão futuramente, compreende, enfim, que o nosso grande mal não está ligado ao clima nem à gente que habita esta face da terra, mas sim às endemias e epidemias que infelicitam grande parte dos nossos patrícios, principalmente dos que habitam a zonas rurais.</em></p>
<p><em>Kehl – A exposição, que vai fazer o Departamento Nacional de Saúde Pública, nas alas laterais do Pavilhão das Festas, vale por uma demonstração do que se tem feito e do que se tem a fazer em matéria de propaganda. Presta-se ainda, para demonstrar ao público, de um modo simples e evidente, a importância da execução dos preceitos ditados pela higiene.</em></p>
<p><em>Jornal A Noite – Tem esperanças nessa propaganda com o analfabetismo reinante?</em></p>
<p><em>Kehl – Naturalmente. Ao lado da campanha escrita, faz-se a falada, que será compreendida pelos “iletrados”. Ninguém ignora que a propaganda é o elemento mais importante para a vitória de uma campanha, seja ela comercial, política ou sanitária. Antes de tudo, é preciso convencer o público, para depois se lhe pedir ou exigir a colaboração”</em>.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7919/Imagem%2004.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu arquivo pessoal, Renato Kehl guardou algumas imagens fotográficas desta apresentação. Podemos averiguar que o objetivo era colaborar para a educação higiênica das populações rurais e urbanas. Os objetos e fotografias, reunidas no trabalho, realçavam o valor dos ensinamentos da higiene. As imagens são um fragmento da campanha educativa e sanitária que deveria ser instalada no Brasil. São imagens das habitações típicas das áreas rurais, infestadas de insetos transmissores de doenças. Também eram apresentados os modelos corretos de casas rurais que os camponeses deveriam construir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7953" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7953/Imagem%2012.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7953" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7935" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7935/Imagem%2013.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7935" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Entrevista com Renato Kehl. Jornal <em>A Noite</em>, 30/10/1922.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Lista dos 24 artigos, além deste, produzidos pela Casa de Oswaldo Cruz para publicação na Brasiliana Fotográfica</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>(agosto de 2017 a fevereiro de 2020)</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/casa.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19217" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/casa.jpg" alt="casa" width="334" height="135" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18254">Cenas da folia em Manaus em 1913 – 28/02/2020 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710">Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamoré – 14/10/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16641">As ruínas de Brás de Pina – 30/09/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066">O funeral de Teixeira Mendes pela lente de Augusto Malta – 02/08/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz, e Marcus Vinícius Rubim Gomes é estagiário na Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090">A descoberta da doença de Chagas – 14/06/2019 – Simone Petraglia Kropf, historiadora da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8707">O cotidiano da Manguinhos – 24/04/2019 – Equipe da Fiocruz </a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880">As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913 – 14/03/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Morro de Santo Antônio – 05/02/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro ou João Pedroso? – 11/01/2019 – Ricardo Augusto dos Santos e Francisco dos Santos Lourenço, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/Instituto%20Nacional%20de%20Infectologia%20Evandro%20Chagas:%20centen%C3%A1rio%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20pesquisa%20cl%C3%ADnica%20em%20Manguinhos">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho – 21/12/2018 – Dilene Raimundo do Nascimento, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família,  – 27/11/2018 – Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13276">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica – 26/10/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777">O sanitarista Belisário Penna (1868 – 1939, um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil – 28/09/2018 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743">Vacinação no Brasil, uma história centenária – 17/08/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646">A criação de uma vacina para a peste da manqueira, um marco na história da veterinária brasileira e mundial – 21/06/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758">100 anos do Castelo da Fiocruz: criador e criatura – Renato da Gama-Rosa Costa – 15 /05/ 2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11558">100 anos do Castelo da Fiocruz: os pedreiros do castelo da avenida Brasil – Ricardo Augusto dos Santos – 12/04/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509">Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX – Aline Lopes de Lacerda – 23/03/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos – Cristiane d´Avila – 28/02/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703">Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro – Equipe da Fiocruz – 19/01/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762">O cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), prefeito de Petrópolis – Cristiane d’Avila com a colaboração de Ana Luce Girão, 28/12/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz – Ricardo Augusto dos Santos, 16/11/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8684">Manguinhos e os sertões – Equipe da Fiocruz, 09/10/2017 , Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8499">Novos acervos: Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – Fotografia, Ciência e Saúde Pública – Equipe da Fiocruz, 30/08/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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