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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Copacabana</title>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIX &#8211; O cabaré e restaurante &#8220;Mère Louise&#8221; e o Casino Balneario Atlantico</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 12:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com fotografias produzidas por Augusto Malta (1864-1957), por Torres (18?-19?)  e pela Escola de Aeronáutica Militar, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do restaurante e cabaré "Mère Louise", que existiu entre os primeiros anos do século XX e 1934, quando foi demolido para dar lugar ao Casino Balneario Atlantico, inaugurado em 1935 e demolido na década de 1970. Ficavam na Avenida Atlântica, na altura do Posto 6 e são o assunto do 29º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido". As duas construções marcaram a história do Rio de Janeiro de antigamente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias produzidas por Augusto Malta (1864-1957), por Torres (18?-19?) e pela Escola de Aeronáutica Militar, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do restaurante e cabaré <em>Mère Louise</em>, que existiu entre os primeiros anos do século XX e 1934, quando foi demolido para dar lugar ao Casino Balneario Atlantico, inaugurado, em 1935, e demolido na década de 1970. Ficavam na Avenida Atlântica, na altura do Posto 6 e são o assunto do 29º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>. As duas construções marcaram a história do Rio de Janeiro de antigamente.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/390" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias </strong><strong>deste art</strong><strong>igo produzidas por Augusto Malta, pela Escola de Aeronáutica Militar e por Torres disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
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<p>Na esquina da rua da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Igrejinha de Copacabana</a>, atual Rua Francisco Otaviano, com a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721" target="_blank">Avenida Atlântica</a>, no Posto 6, em Copacabana, conhecido como o <em>cantinho da alegria</em>, onde os pescadores se misturavam aos romeiros que iam a já mencionada igrejinha, havia uma casa cujo dono era, pelo menos desde 1902, Edmundo Bittencourt (1886 &#8211; 1943), proprietário do jornal <em>Correio da Manhã.</em> Ele a alugou para a francesa Mme. Louise Chabas, (1843 &#8211; 1918), que abriu o restaurante<em> Mère Louise, </em>em torno de 1903,<em> </em>conforme noticiado pelo semanário <em>Rua do Ouvidor, </em>de 10 de janeiro de 1903. Foi muito elogiado por sua gastronomia. Na referida edição era sugerido: <em>um passeio a Copacabana e comer no restaurante de Mme . Louise Chabas, perto da igrejinha, dirigido pelo sr. August Castella onde encontrarão boas iguarias e preços cômodos</em>. Era também um hotel.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10742" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10742/002008AV026.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10742" target="_blank">Torres. Copacabana na altura do Posto 6, c. 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. O <em>Mère Louise</em> funcionava na primeira casa à direita, na esquina.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O restaurante de Mme. Chabas passou a ser, em 1907,  também o cabaré <em>Mère Louise</em>, que se tornou um dos cabarés mais famosos do Brasil, <em>à maneira do de Montmartre, em Paris, onde quem saiba fazer algo sobe ao palco e… faz o que sabe!”.</em>  Segundo o escritor Ruy Castro (1948-), no livro <em>A Noite do Meu Bem</em>, o estabelecimento funcionava <em>ao estilo de um saloon do Oeste americano, com varanda, portas em vaivém dando para o salão, piano, balcão, espelho e mesas, tudo em torno de uma cadeira de balanço da qual Madame Louise controlava o movimento. Apesar do ambiente mais propício a vaqueiros, seus clientes eram a nata letrada e boêmia do Rio: políticos, ministros de Estado, diplomatas, artistas e jornalistas, alguns acompanhados de ‘amigas’ ou admiradoras</em>. Ainda segundo Castro: <em>Louise conhecia a todos pelo nome e ia de mesa em mesa, falando com cada um. Tal intimidade tornava natural que, em emergências, ela cedesse – pela escorchante diária de 6 mil-réis – discretos aposentos nos fundos para quem precisasse ‘repousar</em>&#8216;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36379" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/22515" target="_blank"><img class="wp-image-36379 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino8.jpg" alt="cassino8" width="256" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/22515" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1907</a></p></div>
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<div id="attachment_36387" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/2793" target="_blank"><img class="wp-image-36387 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino9.jpg" alt="cassino9" width="690" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/2793" target="_blank">Almoço no<em> Mère Louise / Fon-Fon</em>, 8 de maio de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mme. Chabas vendeu o estabelecimento, em torno de 1911, para a Companhia Cervejaria Brahma e continuou funcionando como <em>Mère Louise</em>, <em>onde era oferecido não somente roleta a dez tostões, mas colos e pernas nuas como atrativo estonteante e embriagador de muita alma nova que se corrompe, de muito talento em flor que se esteriliza, de muita promissora atividade que se estiola</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/26088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de março de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de novembro de 1911, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/32144" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de junho de 2014, penúltima coluna</a>). Ela teria então pago suas dívidas com o dinheiro da venda e anunciado que <em>se recolheria ao Asilo da Velhice Desamparada</em> (<em>Fon-Fon</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/13662" target="_blank">26 de abril de 1913, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/13741" target="_blank">3 de maio de 1913</a>).<em> </em>Em 1913, trabalhava no Beco das Carmelitas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/19198" target="_blank"><em>O Paiz, </em>2 de outubro de 1913, penúltima coluna</a>)<em>. </em>Em 1914, foi anunciado que ela dirigiria o Recreio Ipanema, uma casa no <em>estilo da antiga Igrejinha</em> no fim da linha de Ipanema (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/31987" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>30 de maio de 1914, última coluna)</a>. Foi noticiado que ela estava doente, <em>agonizando. </em>Na mesma reportagem, foi revelado seu verdadeiro nome: Benoit Dubieff. Na época, além do restaurante de Ipanema, possuía duas propriedades na rua Santa Clara (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/21199" target="_blank">Correio da Manhã</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/21199" target="_blank">, 12 de novembro de 1914, quarta coluna</a>). Neste mesmo ano, foi acionada por Joseph Espoleli, com quem havia sido casada por cerca de três meses, entre 4 de dezembro de 1905 e 7 de março de 1906, que alegava que Mme. Chabas havia vendido o <em>Mère Louise</em>, que não pertenceria a ela, mas aos dois (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/19602" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1914, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36395" style="width: 174px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/19602" target="_blank"><img class="wp-image-36395 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino10.jpg" alt="cassino10" width="164" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/19602" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1914</a></p></div>
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<p>Em 1917, dirigia o Café Belevue e um hotel no Leme (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/41539" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de julho de 1917, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/10572" target="_blank"><em>A Noite,</em> 2 de maio de 1917, terceira coluna</a>). Faleceu, pobre, em 19 de maio de 1918 e foi sepultada no dia seguinte, no Cemitério São Joao Batista <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/12833" target="_blank">A Noite</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/12833" target="_blank">, 19 de maio de 1918, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/44065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de maio de 1918, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/35339" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 20 de maio de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>Voltando ao <em>Mère Louise</em>. No Carnaval de 1914, <em>gentis senhoritas</em> promoveram batalhas noturnas de confete e lança-perfume em frente ao restaurante. Nos fins de tarde, um aviador francês, Lucien Deneau, iniciava as batalhas de seu <em>Bleriot. </em>O hangar do aviador ficava em frente ao<em> Mère Louise </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/17845" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1913, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/3910" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>).</p>
<p><em>Na tarde do dia 5 de julho de 1922, em que dezoito oficiais e soldados rebeldes deixaram o Forte de Copacabana para se bater até a morte contra as forças do governo de Epitácio Pessoa — os “18 do Forte” —, o Mère Louise não tinha por que se meter. Aliás, tudo recomendava a neutralidade. Mas, quando os militares passaram pela sua porta, um de seus clientes, o gaúcho Otavio Corrêa, veio lá de dentro, chegou à calçada e lhes fez um aceno. Estava aderindo à rebelião e queria uma arma. O tenente Newton Prado acedeu e entregou-lhe um fuzil Mauser. Corrêa juntou-se a eles e, na mais famosa foto que se fez da marcha, pode-se vê-lo de terno escuro e chapéu-chile — o único civil da foto —, na primeira fila. Talvez por isso tenha sido um dos primeiros a ser abatido, antes mesmo que chegassem à rua Bolívar. Com isso, o Mère Louise tinha agora um mártir</em> (CASTRO, Ruy, 2015).</p>
<p>Em 1930, o <em>Mère Louise </em>ou Restaurante Igrejinha estava decadente, tendo sido cenário de assassinato, morte suspeita, tentativa de suicídio e outros episódios de violência. Uma curiosidade: era com a comida do <em>Mère Louise</em> que o então ex-presidente Washington Luís (1869 &#8211; 1957), deposto e preso no Forte de Copacabana devido à Revolução de 30, se alimentava. Em 1931, o <em>Mère Louise</em> quase foi fechado por autoridades do 30° distrito. No mesmo ano, em setembro, o juiz da Primeira Vara Cível <em>deferiu o requerimento de leilão dos bens da massa falida de José Caulino, o restaurante e bar Igrejinha (Mère Louise)</em>. Foi demolido em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/6836" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de setembro de 1904, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/22515" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1907, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23272" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1907, oitava coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/549" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de fevereiro de 1930, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/1063" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 11 de março de 1930, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/4721" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 30 de outubro de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/5018" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de novembro de 1930, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/5325" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/175102/2600" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 27 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/175102/3432" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 28 de maio de 1931 penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/8445" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/175102/4236" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 26 de setembro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/40395" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de fevereiro de 1934, sexta coluna</a>).</p>
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<p>Em seu lugar, foi inaugurado, em 20 de março de 1935, o Casino Balneario Atlantico, belo prédio em estilo<em> art decó. </em>Anunciado como o <em>Palácio encantado do Posto VI. Sonho maravilhoso dos contos de Sherehazade, </em>viria a preencher <em>uma lacuna existente na mais bela praia do mundo: Copacabana</em>. Foi construído pela Comp. Melhoramentos e Construcções e seu proprietário era Alberto Quatrini Bianchi  (1892 – 19?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12061/Album%200035%20096%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12061" target="_blank">Escola de Aeronáutica Militar. Vista Aérea do Casino Balneário Atlântico, 10 de outubro de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes da inauguração oficial, foi realizado no cassino um baile de carnaval, em 23 de fevereiro de 1935 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/26822" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de março de 1935, sétima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/22119" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de março de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/87671" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 9 de abril</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/88068" target="_blank">13 de abril de 1935</a>).</p>
<p><em>O baile inaugural do Casino Balneario Atlantico foi a nota carnavalesca de sabbado passado. Todo o Rio elegante compareceu, por assim dizer, á festa sumptuosa que mobilizou os círculos sociaes da metrópole para o primeiro grande baile do Carnaval de 1935. Luxo. Alegria. Deslumbramento. Delírio. Nos salões do novo centro da elegância, em Copacabana, decorados pelos 96 artistas Gilberto Trompowisky e Luiz de Barros, movimentaram-se as figuras mais expressivas do nosso mundanismo. Focaliza esta pagina alguns detalhes photographicos da grande festa do Casino Balneario Atlantico, que annuncia para os quatro dias de Carnaval outros bailes igualmente sumptuosos </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/87671" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 9 de março de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_36380" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=87671" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36380" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino6.jpg" alt="Fon-Fon, 9 de março de 1935" width="716" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=87671" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 9 de março de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36381" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino7.jpg"><img class="size-full wp-image-36381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino7.jpg" alt="Fon-Fon, de 1935" width="236" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/87784" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 16 de março de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o Cassino Copacabana Palace, oficialmente denominado Copacabana Casino-Theatro, inaugurado em 1932; e o Cassino da Urca &#8211; Casino Balneário da Urca -, inaugurado em 1933, formava o <em>Trio de Luxo</em> das casa de jogos do Rio de Janeiro  Neles circulavam jogadores, artistas brasileiros e estrangeiros, políticos e personalidades ilustres da sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21709" style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4303" target="_blank"><img class="wp-image-21709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/balneario.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="679" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4303" target="_blank">A imponente fachada do Casino Balneario Atlantico que vai ser o centro máximo de diversões no Posto VI / <em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36347" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4303" target="_blank"><img class=" wp-image-36347" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino2.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="703" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36349" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4304" target="_blank"><img class=" wp-image-36349" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino4.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="703" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/067822/4304" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano de sua inauguração, 1935, o Cine-Varieté, no Casino Balneário Atlântico, passou a receber o público, tornando-se um dos mais chiques e elegantes locais da Avenida Atlântica. Apresentava produções internacionais e nacionais e realizava matinés infantis. Aos domingos eram distribuídos brinquedos para as crianças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4788" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><img class=" wp-image-21760 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cine.jpg" alt="Beira-Mar, de 1935" width="410" height="209" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974) através do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-9215-30-abril-1946-417083-publicacaooriginal-1-pe.html#:~:text=Proibe%20a%20pr%C3%A1tica%20ou%20a,em%20todo%20o%20territ%C3%B3rio%20nacional." target="_blank">Decreto-Lei 9.215</a> proibiu o  jogo no Brasil, em 30 de abril de 1946, e os cassinos fecharam suas portas.  O Botafogo Futebol e Regatas inaugurou onde havia funcionado o Casino Balneario Atlantico, seu Departamento do Posto 6, em 25 de janeiro de 1947. Funcionava também no antigo cassino uma boate e salões do <em>Dinner Club</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/35029" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1947, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/35294" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1947, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36368" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1947, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1955, a TV Rio foi inaugurada onde antes funcionava o Casino Atlântico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/154083_01/19807" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 1° de fevereiro de 1955, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/154083_01/22569" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 13 de julho de 1955, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/61486" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de maio de 1956, primeira coluna</a>). Por ter criado na população o hábito de ver televisão, a emissora foi carinhosamente apelidada de <em>A Carioquinha</em>.</p>
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<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Rio#/media/Ficheiro:TVRIO.jpg" target="_blank"><img class=" aligncenter" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/TVRIO.jpg" alt="" /></a></p>
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<p>No início da década de 1970 foi despejada e o Casino Atlantico voltou à posse de seus antigos proprietários, a família Bittencourt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/192722" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em><em>l</em>, 5 de agosto de 1970, quinta coluna</a>).</p>
<p>Em setembro de 1971, <em>na maior transação imobiliária realizada no Rio</em>, o quarteirão onde ficava o antigo Cassino foi vendido à firma H. C. Cordeiro Guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/217604" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de setembro de 1971, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_36346" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_09/217604" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36346" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino1.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1971" width="232" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_09/217604" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de setembro de 1971</a></p></div>
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<p>Em 1972, o prédio foi demolido e, em 1974, foi lançado o Shopping Cassino Atlântico e um hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/230876" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de março de 1972</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/33062" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de abril de 1974</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/33698" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de maio de 1974</a>).</p>
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<div id="attachment_36348" style="width: 935px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_09/230876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36348" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/cassino3.jpg" alt="Jornal do Brasil, 17 de março de 1971" width="925" height="852" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_09/230876" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 17 de março de 1972</a></p></div>
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<p>O Shopping Cassino Atlântico segue em funcionamento. O Hotel Rio Palace foi inaugurado, em 1979, e, no dia 22 de janeiro de 1980, o célebre cantor norte-americano Frank Sinatra (1915-1998) realizou no hotel seu primeiro show no Rio de Janeiro para o lançamento oficial do prédio. Foi uma apresentação para 600 pessoas.</p>
<p>Entre 1996 e 2017, foi arrendado pelo Grupo Accor, dono da marca Sofitel. Um retrofit, iniciado em 2017, mudou totalmente seu interior e o Hotel Fairmont Copacabana substituiu o Sofitel, tendo sido aberto em 5 de agosto de 2019.</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/cabare-e-restaurante-mere-louise-o-cantinho-da-alegria-de-copacabana-no-inicio-do-seculo-xx" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/Amacopa.Copacabana/posts/2212249045551122/?locale=hi_IN&amp;paipv=0&amp;eav=Afb4gASSoIAaiAmrTwBozI0dF8r-d7Vp_ISNc3yxxWX68pM-hquVQJKgIM7M3ndU9xA" target="_blank">Associação de Moradores de Copacabana</a></p>
<p>CABRAL, Sérgio. <em>No tempo de Ary Barroso</em>. São Paulo : Lazuli Editora, 2016.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A noite do meu bem</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MOTA, Isabela; PAMPLONA, Patricia. <em>Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro ; Mauad X, 2019.</p>
<p><a href="https://www.museudatv.com.br/a-historia-da-tv-rio/#:~:text=A%20TV%20Rio%20instalou%2Dse,Mayrink%20Veiga%2C%20em%20sua%20maioria." target="_blank">Site Museu da TV</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/outras-palavras/no-bordel-da-hora/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p><a href="https://www.postoseis.com.br/post/mere-louise" target="_blank">Site Posto Seis</a></p>
<p>VIEIRA, Antônio Tostes Baetas. <em><a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss334.pdf" target="_blank">Os cassinos trio de luxo do Rio de Janeiro: Atlântico, Copacabana e Urca</a>. </em>Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Memória Social, novembro de 2013.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. Série<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank"><em> A fundação de Copacabana</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 6 de julho de 2016.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. Série<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721" target="_blank"><em> “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 23 de dezembro de 2020.</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>O Túnel Velho por Gutierrez e Malta</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 15:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
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		<category><![CDATA[Copacabana]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[José de Cupertino Coelho Cintra]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Túnel Velho]]></category>

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		<description><![CDATA[Com duas imagens produzidas por Juan Gutierrez de Padilla (c. 1860 - 1897), na década de 1890, quando ainda estava em construção; e com outra de autoria de Augusto Malta (1864 - 1957), de 1927, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Túnel Real Grandeza, que ficou mais conhecido como Túnel Velho. Há ainda uma fotografia de autoria de Rodrigues &#038; C°. Editores e Proprietários mostrando a abertura do Túnel do Leme, ou Túnel Novo. O Túnel Velho foi  inaugurado em 6 de julho de 1892 e ligou a Rua Real Grandeza, em Botafogo, à Rua do Matoso, atual Rua Siqueira Campos, em Copacabana, marcando oficialmente o nascimento do bairro de Copacabana. Foi rebatizado de Túnel Alaor Prata, em 1927, em homenagem a Alaor Prata Leme Soares, prefeito do Rio de Janeiro entre 1922 e 1926. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com duas imagens produzidas por <a href="Gutierrez%20registrou a Revolta da Armada ( 1893 – 1894), tornando-se um dos pioneiros da fotografia dos conflitos armados no Brasil. Em 1896, eclodiu o conflito de Canudos e foi por seu entusiamo republicano que, após a derrota da expedição comandada pelo coronel Moreira César (1850 – 1897), decidiu incorporar-se como ajudante de ordens do general João da Silva Barbosa. Foi ferido mortalmente, em 28 de junho de 1897. Sua trágica morte o tornou, talvez, o primeiro repórter fotográfico morto durante um trabalho de campo, no Brasil, apesar de, até hoje, não se conhecer nenhum registro fotográfico que ele tenha feito do conflito." target="_blank">Juan Gutierrez de Padilla (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, na década de 1890, quando ainda estava em construção; e com outra de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, de 1927, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Túnel Real Grandeza. Há ainda uma fotografia de autoria de Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários mostrando a abertura do Túnel do Leme, ou Túnel Novo.</p>
<p>O Túnel Real Grandeza foi rebatizado de Túnel Alaor Prata, em 1927, em homenagem a Alaor Prata Leme Soares (1882 &#8211; 1964), que foi prefeito do Rio de Janeiro entre 1922 e 1926. Foi inaugurado em 6 de julho de 1892 e ligou a Rua Real Grandeza, em Botafogo, à Rua do Matoso, atual Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Sua construção foi realizada pelo engenheiro José de Cupertino Coelho Cintra (1843 &#8211; 1939), gerente da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico. Com essa ligação, o bairro de Copacabana começou a se integrar ao resto da cidade. Com a presença do presidente da República, marechal Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), quando foi inaugurado, foi lavrada uma ata que marcou, oficialmente, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453">nascimento de Copacabana </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=5592" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1892, na sexta coluna)</a>. Antes disso, Copacabana não era um local de fácil acesso, viviam ali alguns pescadores, havia algumas chácaras e sítios, além da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Igrejinha de Copacabana</a> e do Forte Reduto do Leme.</p>
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<div id="attachment_36313" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6347" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36313" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/gutierrez_tunel_velho.jpg" alt="Juan Gutierrez. Túnel Velho, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN" width="650" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6347" target="_blank">Juan Gutierrez. Túnel Velho, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9675" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9675/007A5P4F02-048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9675" target="_blank">Augusto Malta. Túnel Real Grandeza, por ocasião de sua reinauguração como Túnel Alaor Prata, 31 de dezembro de 1927. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_43193" style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=142832&amp;pagfis=554" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43193" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/túnel.jpg" alt="Túnel Velho, atual Túnel Alaor Prata, do arquivo de Augusto Malta (Revista Municipal de Engenharia, março de 1934)." width="436" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=142832&amp;pagfis=554" target="_blank">Túnel Velho, atual Túnel Alaor Prata, do arquivo de Augusto Malta (<em>Revista Municipal de Engenharia</em>, março de 1934).</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36325" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/83378" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/coelho.jpg" alt="José Cupertino Cintra Coleho / JB, 5 de julho de 1992" width="197" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/83378" target="_blank">O engenheiro José Cupertino Cintra Coelho / JB, 5 de julho de 1992</a></p></div>
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<p>Abaixo, uma imagem realizada por Gutierrez na década de 1890:  em primeiro plano, no centro, a estação de bondes instalada na Praça Malvino Reis (atual Serzedelo Corrêa). Essa estação foi colocada em uso no ano de 1893, quando os trilhos chegaram até o bairro, e depois de demolida, deu lugar ao Centro Comercial de Copacabana. No fundo, à direita, o Morro do Cantagalo; à esquerda, a ponta do Arpoador.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6345/GT83.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6345" target="_blank">Juan Gutierrez. Copacabana, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>Da data de sua inauguração até 1901, quando foi entregue ao livre trânsito público, só podiam passar pelo Túnel Velho bondes da Companhia Jardim Botânico.</p>
<p>Ficou mais conhecido como Túnel Velho porque, em 4 de março de 1906, foi inaugurado pela companhia Jardim Botânico <em>sua nova linha elétrica pelo Túnel do Leme, indo o ramal até o ponto terminal da praça do Vigia, onde foi construída a estação de bonds</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10984" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de março de 1906, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12524"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de março de 1906, quinta coluna).</a> O Túnel do Leme, inaugurado com a denominação de Túnel Carioca, teve seu nome mudado para Túnel Coelho Cintra, em 1937. Mas ficou conhecido como Túnel Novo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9227" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9227/001RO002018.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9227" target="_blank">Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários. Abertura do Túnel Novo, c. 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Brevíssimos perfis de Juan Gutierrez de Padilla (c. 1860 &#8211; 1897) e de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>fotógrafos das imagens do Túnel Velho publicadas neste artigo</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Juan Gutierrez de Padilla (c. 1860 &#8211; 1957)</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=18556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/foto-gutierrez-300x272.jpg" alt="foto gutierrez" width="300" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=18556" target="_blank">Desenho retratando Juan Gutierrez publicado no jornal O Paiz, de 14 de julho de 1897, com um artigo de Luiz Murat</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Juan Gutierrez de Padilla foi um dos mais importantes fotógrafos paisagistas dos oitocentos, no Brasil. Foi, ao lado de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 – 1892)</a>, ambos do século XIX, e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a>, já no século XX, um dos maiores cronistas visuais do Rio de Janeiro. Foi um dos fotógrafos principais da transição da cidade imperial para a cidade republicana. Gutierrez registrou a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> ( 1893 – 1894), tornando-se um dos pioneiros da fotografia dos conflitos armados no Brasil. Em 1896, eclodiu o conflito de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002" target="_blank">Canudos</a> e foi por seu entusiamo republicano que, após a derrota da expedição comandada pelo coronel Moreira César (1850 – 1897), decidiu incorporar-se como ajudante de ordens do general João da Silva Barbosa. Foi ferido mortalmente, em 28 de junho de 1897. Sua trágica morte o tornou, talvez, o primeiro repórter fotográfico morto durante um trabalho de campo, no Brasil, apesar de, até hoje, não se conhecer nenhum registro fotográfico que ele tenha feito do conflito. Nasceu, provavelmente, nas Antilhas, na época, uma colônia espanhola. Porém, outras fontes afirmam que ele teria nascido em Cuba ou na África.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /><p class="wp-caption-text">Anônimo. Augusto Malta. Rio de Janeiro. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alagoano Augusto Malta foi o mais  importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX. Em 1903, foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como fotógrafo oficial, cargo criado para ele. Passou a documentar a radical mudança urbanística promovida pelo então prefeito da cidade, Francisco Pereira Passos (1836-1913), período que ficou conhecido como o “bota-abaixo”. Augusto Malta trabalhou na Prefeitura até 1936, quando se aposentou. Além de ter documentado as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, a construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal,</a> em 1909; a Revolta da Chibata, em 1910; e a inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">Cristo Redentor, em 1931</a>; fotografou personalidades políticas, intelectuais e artísticas; paisagens, monumentos, lojas, o casario decadente e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7777" target="_blank">carnaval de rua</a>, o movimento dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank">quiosques</a>, os eventos sociais, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia. Faleceu em Em 30 de junho de 1957,  no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, devido a uma insuficiência cardíaca. Foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério do Caju (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=78396"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de julho de 1957</a>, na seção “Prefeitura”).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/06/copacabana-princesinha-mar" target="_blank">Biblioteca Nacional</a></p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo</em>, vol 1. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo Ltda, 1958.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-tunel-velho/" target="_blank">Site Diário do Rio</a></p>
<p><a href="https://prefeitura.rio/cultura/copacabana-completa-130-anos-com-festa-gratuita-regada-a-musica-na-sala-municipal-baden-powell/" target="_blank">Site Prefeitura do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://www.trilhosdorio.com.br/aftr_wp/o-curioso-nascimento-de-copacabana-atraves-dos-bondes/" target="_blank">Site Trilhos do Rio</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank"><em>A fundação de Copacabana</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 6 de julho de 2016.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <em><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=1322" rel="bookmark">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em> in Brasiliana Fotográfica, 10 de julho de 2015.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank"><em> O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c. 1860 – 28/6/1897)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 28 de junho de 2016.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8UmzpMCHRJo" target="_blank">Youtube &#8211; Memória Carioca</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 13:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, a Avenida Atlântica, via litorânea da Praia de Copacabana, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justifica a celebrada fotogenia da cidade. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série "Avenidas e ruas do Brasil". Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por Augusto Malta (1864 - 1957), fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas notícias! Muito obrigada pela audiência!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p>Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, e de diversos eventos esportivos, culturais, politicos e de lazer, a Avenida Atlântica, via litorânea da praia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justificam a celebrada fotogenia da cidade. Foi também o local de diversos palacetes, onde a vida social do Rio de Janeiro acontecia,  da realização de <em>footings</em>, quando a cidade passeava na avenida, de eventos esportivos e culturais. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Pertecem aos acervos do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, e às instituições parceiras Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Feliz Ano Novo e muito obrigada pela audiência!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/253">Acessando o link para as fotografias da avenida Atlântica disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Avenida Atlântica tem atualmente, cerca de quatro quilômetros de orla marítima, começa na Praça Almirante Júlio de Noronha e termina na Praça Coronel Eugênio Franco, no Posto 6. Algumas de suas construções mais famosas são o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace (1923)</a>, os edifícios Chopin, Machado de Assis, Regina Feigl, Sayonara, Tancredo  Neves e o neoclássico Edifício Lellis, mais antigo prédio residencial que ainda está na avenida, inaugurado em 1931, na esquina da rua Barão de Ipanema. Segundo o historiador Milton Teixeira, a primeira edificação da orla foi a Clínica Conde Figueiredo Magalhães, de hidroterapia, de 1872, muitos anos antes da construção da Avenida Atlântica. Alguns dos moradores mais famosos da avenida foram o arquiteto Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), o jornalista Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), os artistas e irmãos Bernardelli, dona Guilhermina Guinle (1852 &#8211; 1925) e a cantora Elza Soares (1930 &#8211; ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21665" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/zig.jpg" alt="A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928" width="483" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank">A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, como prefeito do Rio de Janeiro entre <span class="LrzXr kno-fv">30 de dezembro de 1902 a a 16 de novembro de 1906 foi realizada uma significativa reforma urbana na cidade. Para saneá-la e modernizá-la, ele realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Foi em consonância com essa política que A</span>venida Atlântica foi concebida, pelo Decreto Municipal nº 561, de 04 de novembro de 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21548" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21548" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica3.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1906" width="367" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos meses antes, Pereira Passos expôs seus planos ao presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) durante uma visita à Exposição Geral de Belas-Artes de 1905, diante de um quadro de um trecho da praia Copacabana ao nascer do sol, de autoria de João Baptista da Costa (1865 &#8211; 1926) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10173" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1905, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/9019" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18009" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12725" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de agosto de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12896" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 19 de setembro de 1906 coluna</a>). Em 4 de março de 1906, foi inaugurado o Restaurante Avenida Atlântica, do sr. Gomes da Silva, e a companhia Jardim Botânico inaugurou <em>sua nova linha elétrica pelo Túnel do Leme, indo o ramal até o ponto terminal da praça do Vigia, onde foi construída a estação de bonds</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10984" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de março de 1906, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12524"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de março de 1906, quinta coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6952/014AAN00519.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank">Restaurante Avenida Atlântica, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção da Avenida Atlântica começou em 31 de janeiro de 1906 &#8211; <em>as obras tiveram início no lugar denominado Murungu para a rua do Barroso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18751" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de fevereiro de 1906, sexta coluna</a>) &#8211;  e, os trabalhos de aterro, em 5 de abril de 1906. Sua construção foi incluida na Carta Cadastral como um dos grandes melhoramentos urbanos realizados na cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12415" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 8 de maio de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1906, quinta coluna)</a>. O autor do projeto e responsável pela construção da Avenida Atlântica foi o engenheiro Augusto Américo de Souza Rangel (1865 &#8211; 1924), que trabalhava na comissão da Carta Cadastral tendo, inclusive, sido seu chefe durante um período *.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21540" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica.jpg" alt="O Paiz, 5 de abril de 1906" width="437" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu calçadão foi feito com pedras pretas de basalto e pedras brancas de calcita, trazidas de Portugal, o que lhes rendeu o apelido de pedras portuguesas. O padrão de ondas é do século XIX e foi criado para a Praça do Rossio, em Lisboa &#8211; uma homenagem ao encontro das águas do rio Tejo com o Oceano Atlântico.</p>
<p>As obras foram suspensas em 15 de dezembro de 1906, um mês após o início do mandato do novo prefeito da cidade,  Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935). A avenida tinha 485 metros de meios fios em ambos os lados e estava pronto o aterro em toda a extensão entre a praça Malvino Reis, atual praça Serzedelo Correia, e a rua padre Antonio Vieira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21549" style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1907" width="338" height="193" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907,  terrenos na avenida foram anunciados para venda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/15"><em>O Copacabana</em>, 1º de agosto de 1907</a>). O prefeito Souza Aguiar era acusado pelo <em>abandono lamentável da avenida Atlântica</em> e perguntado sobre o porquê de não mandar <em>continuar as obras da avenida Atlântica</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/29"><em>O Copacabana</em>, 1º de novembro de 1907, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/45"><em>O Copacabana</em>, 1º de janeiro de 1908, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21542" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21542" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica-1.jpg" alt="O Copacabana, 1º de dezembro de 1908" width="405" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><em>O Copacabana</em>, 1º de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda neste ano, 1907, na esquina da rua da Igrejinha, atual Francisco Otaviano, com a Avenida Atlântica, na recém inaugurada casa da francesa Mme. Louise Chabas, que se tornou um dos cabarés mais famosos do Brasil, o <em>Mère Louise</em>, houve uma festa para comemorar o 14 de julho, data nacional da França. <em>&#8220;Tem pois agora o Rio um cabaré à maneira do de Montmartre, em Paris, onde quem saiba fazer algo sobe ao palco e&#8230; faz o que sabe!&#8221;</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/22515" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1907, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23272" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1907, oitava coluna</a>). Mme. Chabas vendeu o estabelecimento à Cervejaria em 1910. Posteriormente, tornou-se um hotel que foi fechado, em 1931, pela polícia do 30º Distrito Policial.</p>
<p>Durante a década de 1910, 0 aumento da quantidade de automóveis e a crescente popularização da prática do banho de mar tornou a avenida pequena. Além disso, as chuvas de março de 1911 causaram vários danos na Avenida Atlântica e providências eram cobradas ao prefeito Bento Ribeiro (1856 &#8211; 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/207"><em>O Copacabana</em>, 16 de julho de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/211"><em>O Copacabana</em>, 13 de agosto de 1911, primeira coluna</a>). Ocorriam vários na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/227"><em>O Copacabana</em>, 10 de dezembro de 1911, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/231"><em>O Copacabana</em>, 14 de janeiro de 1912, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na gestão de Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922) foram realizadas na Avenida Atlântica obras para <em>proteção contra a fúria atlântica da esplêndida avenida beira-mar</em> e também seu alargamento. O diretor de Obras Públicas era Cupertino Durão (1861 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/5998" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de março de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/6334" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 18 de maio de 1918, quarta coluna</a>). Ainda em 1918, uma ressaca deixou a avenida esburacada e o então prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Paulo de Frontin (1860 -1933), a percorreu para inspecionar seu estado e a incluiu em seu projeto de melhoramentos da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7111" target="_blank"><em>A Rua</em>, 5 de novembro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7427" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7591" target="_blank"><em>A Rua</em>, 24 de março de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919, penúltima coluna)</a>. Vale lembrar que 1918 foi o ano da pandemia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Gripe Espanhola</a>, uma tragédia mundial que deixou milhares de mortos no Rio de Janeiro &#8211; cerca de 300 mil pessoas no Brasil -, tendo sido o presidente eleito, Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), sua mais notória vítima no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21562" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos.jpg" alt="A Rua, de 1919" width="381" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Construiu <em>a nova e soberba avenida Atlântica com 17 metros de largura total em substituição à antiga rua marginal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/142" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, janeiro de 1922</a>). A nova Avenida Atlântica foi inaugurada em 22 de julho de 1919 com pista dupla e iluminação no canteiro central(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/20581" target="_blank"><em>A Época</em>, 23 de julho de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4766/013RJ012038.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, reconstruída e com nova iluminação pública, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O anúncio da reparação do calçamento da avenida foi feito, em 1920, durante a gestão de Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9592" target="_blank"><em>A Rua</em>, 12 de agosto de 1920, quinta coluna</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">O rei Alberto da Bélgica (1875 – 1934) e sua mulher, a rainha Elizabeth (1876 – 1965)</a>, visitaram o Brasil entre setembro e outubro de 1920, e na ocasião foram várias vezes tomar banho de mar no posto 5 da Avenida Atlântica.</p>
<p>Em 1921, uma nova ressaca atingiu a avenida cuja <em>resistência da muralha, honra à engenharia do sr. Frontin, resistia valentemente a todos os embates</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 14 de julho de 1921, terceira coluna</a>). Mas a violência da ressaca acabou destruindo a muralha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1058" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 23 de julho de 1921, primeira coluna</a>). O prefeito Sampaio decidiu então realizar obras de <em>consolidação dos cais e das muralhas da Guanabara em defesa da avenida Beira-Mar e da avenida Atlântica. </em>Foram contratados para o projeto, cuja quantia prevista causou polêmica, os engenheiros Adhemar de Melo Franco, Edgar Raja Gabaglia (1896 &#8211; 1953) e Azevedo Amaral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11214" target="_blank"><em>A Rua</em>, 29 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11218" target="_blank"><em>A Rua</em>, 31 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/90" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, novembro de 1921</a>). Sobre a obra de reconstrução os engenheiros civis J. Le Cocq de Oliveira e Alfredo Lisboa publicaram artigos na revista <em>Arquitetura no Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/118" target="_blank">de dezembro de 1921</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/141" target="_blank">de janeiro de 1922</a>.</p>
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<div id="attachment_21563" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos1-1024x521.jpg" alt="A Rua, 23 de abril de 1921" width="768" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a></p></div>
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<p>Em 1922, ano do centenário da independência no Brasil, os postos de salvamento, que eram de madeira, estavam em péssimas condições. Então o prefeito Carlos Sampaio os renovou e transferiu o posto de socorros para um novo prédio no Lido. O serviço de salvamento, agora subordinado à Assistência Municipal, passou a oferecer serviço médico à população do bairro e também o arrendamento de cabines para banhistas que quisessem trocar de roupa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5125" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5289" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1357" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de abril de 1928, primeira coluna</a>). Ainda nesse ano, a Avenida Atlântica foi o cenário da marcha realizada pelos militares da Revolta dos 18 do Forte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>). Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7305" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de junho de 1940</a>, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou o acontecimento.</p>
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<div id="attachment_21663" style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/dezoito.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de julho de 1927" width="737" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a></p></div>
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<p>O proprietário da Empresa Balneária, que explorava as barracas para banho na praia de Copacabana, Luiz Dante Torre, teve a ideia de colocar bancos de 10 em 10 metros ao longo de toda a Avenida Atlântica, mas em 1926 a falta de bancos era cobrada à Prefeitura, já sob a gestão de Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/28" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>,  21 de janeiro de 1923, terceir</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">a coluna; <em>Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926, quarta coluna; </a><em>B<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">eira-Mar</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">, 5 de dezembro de 1926, última coluna</a>). Começava também a construção de um prédio na esquina da avenida com a então denominada rua do Barroso, atual Siqueira Campos, projeto do engenheiro Eduardo Pederneiras e de propriedade dos srs. Rocha Miranda Filhos &amp; Companhia Limitada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/223" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1923</a>). Mas o mais marcante fato de 1923 na avenida foi a inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace</a>, ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, que se tornaria um símbolo do <em>glamour</em> carioca. Na época de sua inauguração,era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade.</p>
<p>Em 1924, a praia tinha seis postos de salvamentos com guarda-vidas no topo de postes de concreto. Na ocasião, o prefeito do Rio era Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47711" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 19 de janeiro de 1924</a>). Nesta época,<em> a alegria e a graça de Copacabana</em> já faziam parte <em>da nossa &#8220;urbs&#8221; estupenda </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/6231" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de janeiro de 1924</a>). Um corso de automóveis aconteceu na avenida e em <em>frente ao Copacabana Palace foi tirada uma fita cinematográfica do movimento extraordinário da praia&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/292" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de janeiro de 1924</a>). Também houve, em março, uma Batalha de Confetes, que se repetiu em outros anos, assim como banhos de mar e outros festejos durante o carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/322" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de março de 1924, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1032" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de março de 1927, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1311" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1928</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2191" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5537" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6081" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6583" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de fevereiro de 1939</a>). Em 7 de março de 1924, foi inaugurado o Bar e Restaurante Lido-Antarctica, na esquina da rua Belfort Roxo, com um rinque de patinação e um <em>dancing room</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/370" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1924, última coluna</a>). Porém, em outubro, mais uma vez a<em> fúria do mar</em> destruiu o trabalho de engenharia realizado na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a>). As obras de reconstrução foram realizadas sob a chefia e fiscalização de Ângelo Barata, chefe da 1ª circunscrição da viação municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/473" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de novembro de 1924, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/601" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de junho de 1925, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21567" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fúria.jpg" alt="Revista da Semana, 18 de outubro de 1924" width="565" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras de reconstrução ainda não estavam concluidas quando, em 1925, de novo, a avenida foi atingida por nova ressaca, ficando bastante esburacada. A muralha foi reconstruída ainda durante a gestão de Alaor Prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/9726" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/659" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de setembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/719" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de novembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/739" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de dezembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12482" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1926</a>). Dias antes da ressaca, havia sido realizada na Avenida Atlântica, a festa dos pescadores em homenagem a São Pedro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/633" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925, segunda coluna</a>).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Fachada do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na edição do períódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/863" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de junho de 1926, na quarta coluna,</a> foi feito um balanço dos danos causados nas últimas ressacas e também uma análise das obras em andamento e na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/873" target="_blank">edição de 4 de julho de 1926</a> uma retrospectiva das obras de calçamento e reconstrução da avenida desde 1923. As escadinhas que davam aceso à praia também havia sido destruídas e àquela altura, não foram recolocadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/885" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 18 de julho de 1926, segunda coluna)</a>. As obras foram concluídas em agosto de 1926. De sua fundação até 1926, a Avenida Atlântica havia sofrido as consequências de cinco ressacas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/895" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de agosto de 1926</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a style="background-color: #f3f3f3; text-align: center;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8129/014AM006010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, ao fundo o Hotel Copacabana Palace, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21662" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/banhistas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de fevereiro de 1926" width="276" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><em>Banhistas na Praia de Copacabana / Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926</a></p></div>
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<p>O hábito do <em>footing, </em>quando a sociedade carioca passeava na avenida, era frequente tanto nos anos 20 como nos anos 30 e 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/992" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6877" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7461" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1942, primeira coluna; <em>Beira-Mar</em>, fevereiro de 1945</a>). Ainda em 1927, reclamava-se da ausência de bancos e escadinhas na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1105" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21577" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing1.jpg" alt="Beira-Mar, 5 de junho de 1925" width="510" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 5 de junho de 1925</a></p></div>
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<div id="attachment_21572" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="427" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, uma nova ressaca deixava suas marcas na Avenida Atlântica&#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21664" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/ressaca.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de agosto de 1927" width="498" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 1928, a sede do Praia-Club &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2557" target="_blank">fundado em 25 de setembro de 1927 por um grupo de moradores de Copacabana</a> -, na altura do Posto 4 da avenida, que promovia eventos que integravam a programação do <em>Rio chic, </em>além de disputas esportivas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1368" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de maio de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1428" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2089" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de dezembro de 1929)</a>.</p>
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<div id="attachment_21682" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praiaclub.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de junho de 1930" width="388" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também havia o Hotel Londres, <em>prédio no melhor ponto de banhos da encantadora Avenida Atlântica. </em>Lá eram realizados elegantes eventos sociais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1545" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de outubro de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1731" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de abril de 1929, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21689" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank"><img class="wp-image-21689 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/londres.jpg" alt="Beira-Mar, 27 de outubro de 1934" width="406" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank">Beira-Mar, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O periódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1755" target="_blank"><em>Beira-Mar</em> de 12 de maio de 1929</a>, chamava atenção para a falta de arborização da Avenida Atlântica. Na década de 30, palacetes como o da família Duvivier e onde ficava a sede do Atlântico Club povoavam a avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de junho de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21680" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/duvivier.jpg" alt="Beira-Mar, 1930" width="413" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de janeiro 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21681" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/palacete1.jpg" alt="Beira-Mar, 30 de março de 1930" width="610" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1930, foi pela primeira promovida a <em>Tarde das Flores</em>, na Avenida Atlântica, para celebrar a chegada do inverno Cada posto escolheu flores para simbolizá-los: Posto 1 &#8211; amor-perfeito, Posto 2 &#8211; magnólia, Poto 3 &#8211; violeta, Posto 4 &#8211; hortênsia, Posto 5 &#8211; dália e Posto 6 &#8211; margarida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2271" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de abril de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>Novamente a Avenida Atlântica foi castigada por uma ressaca, diversas casas foram inundadas, a água foi até a porta principal do Hotel Copacabana Palace mas suas muralhas de proteção não foram destruídas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2417" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de julho de 1930, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2427" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>). Em dezembro, foram inaugurados <em>pavilhões praianos</em> ao longo da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21683" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21683" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praianos.jpg" alt="Beira-Mar, 6 de dezembro de 1930" width="649" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1931, foi inaugurado, na Avenida Atlântica com a rua Haritoff, atual rua Ronald de Carvalho, com <em>pistas originalíssimas, </em>o<em> </em> Natural Pi Wi Golf (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2903" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de maio de 1931, terceira coluna</a>). Foi inaugurado, logo no início de 1932, um rinque de patinação entre os postos 3 e 4, no nº 628 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3367" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>). O carnaval deste ano contou com uma <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10905" target="_blank">Batalha de Flores</a> e de um corso na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3405" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de fevereiro de 1932</a>) e, em 7 de março, foi inaugurada uma filial do Colégio Anglo-Americano, no número 458, na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a>). Havia ainda na Avenida Atlântica, nº 952, o Instituto Anglo-Francês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1932, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21684" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/anglo.jpg" alt="Beira-Mar, 20 de fevereiro de 1932" width="405" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><em>Prédio do Colégio Anglo-Americano / Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a></p></div>
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<p>O Bar Alpino era um dos points da Avenida Atlântica, ficava no nº 142, no Leme, e em uma propaganda se identificava como o maior e mais confortável bar da América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a>). Apesar da beleza da avenida, seus bancos continuava a ser <em>espatifados. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21688" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21688" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/alpino.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="369" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Em 1934, parte do morro do Inhangá, que ainda chegava à Avenida Atlântica foi cortado para a construção da piscina do Copacabana Palace. Então a linha imaginária entre as praias de Copacabana e do Leme passou a ser a atual Avenida Princesa Isabel. Em 1951, o que havia restado dessa pedra junto ao hotel foi retirado para a construção do grupo de edifícios <em>Chopin</em>, <em>Balada</em> e <em>Prelúdio</em>. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6958/014AAN00521.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank">Morro do Inhangá, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21573" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><img class="wp-image-21573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/desenho.jpg" alt="Beira-Mar, de 1922" width="650" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p>Foi inaugurado, em 20 de março de 1935, na Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, onde antes havia a já mencionada casa da francesa Mère Louise, o Cassino Balneário Atlântico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21709" style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/balneario.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="679" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<p>Logo no início de 1935, foi anunciada pela Diretoria Geral de Turismo a reposição de 48 dos bancos <em>espatifados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4197" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de dezembro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4237" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de janeiro de 1935, primeira coluna</a>). Em setembro, foram de novo depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de setembro de 1935, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de outubro de 1935</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, o Cine-Varieté, no Cassino Balneário Atlântico, passou a receber o público, tornando-se um dos mais chiques e elegantes locais da Avenida Atlântica. Apresentava produções internacionais e nacionais e realizava matinés infantis. Aos domingos eram distribuídos brinquedos para as crianças. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4788" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21760" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><img class=" wp-image-21760" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cine.jpg" alt="Beira-Mar, de 1935" width="410" height="209" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de novembro de 1935</a></p></div>
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<p>Em 1936, foram inauguradas as primeiras torres dos postos de salvamento, nos Postos  2 e 6, com a presença de Pedro Ernesto Baptista (1884 &#8211; 1942), primeiro prefeito eleito do Distrito Federal (<em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1936, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank">primeira página</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5014" target="_blank">página 10</a>). Nesta época, os focos do mundanismo no Posto 2, então o mais concorrido da Avenida Atlântica, eram a Confeitaria Alvear, esquina com a República do Peru, o restaurante Lido e o Bar e Restaurante OK, esquina com a então rua Haritoff, atual Ronald de Carvalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5057" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de maio de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21763" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/torres.jpg" alt="Beira-Mar, 28 de março de 1928" width="545" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1928</a></p></div>
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<p>Em maio de 1936, uma nova ressaca atingiu a Avenida Atlântica, cujo tráfego ficou impedido porque a água e a areia invadiram a rua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5222" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1936, primeira coluna</a>). Seu calçamento foi parcialmente consertado e em 1937 as reclamações em relação ao estado da avenida continuava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5281" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1936, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5830" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de setembro de 1937, quarta coluna</a>). No ano seguinte, foi publicado um artigo afirmando que a avenida havia sido mal projetada, tendo sido traçada muito próxima ao mar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/39321" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de março de 1937, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de abril de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21765" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21765" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/gasolina.jpg" alt="Beira-Mar, de 1936" width="501" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 31 de outubro de 1936</a></p></div>
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<p>No final do ano, foi inaugurado mais um <em>point </em>no Posto 2, o Citro Bar Expresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de novembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21767" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21767" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/citro.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="342" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
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<p>O Clube dos Marimbás, fundado em 5 de abril de 1932 por 36 rapazes, dentre eles o proprietário das Organizações Globo, Roberto Marinho (1904 &#8211; 2003), e inicialmente sediado ao lado do Edifício Olinda, já se localizava no final da praia de Copacabana, junto ao Forte de Copacabana. Seu anteprojeto, inspirado em um navio ancorado, é dos renomados arquitetos Lucio Costa (1902 &#8211; 1998) e do russo Gregori Warchavchik (1896 &#8211; 1972), expoentes da arquitetura modernista no Brasil. O projeto, no entanto, foi concluído pelo arquiteto Paulo Antunes Ribeiro (1905 &#8211; 1973), um dos sócio fundadores do clube, da onde descortina-se uma das mais belas vistas da Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a>).</p>
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<div id="attachment_21766" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><img class=" wp-image-21766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/marimbas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="700" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
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<p>O <em>moderníssimo</em> Luxor Hotel foi inaugurado na avenida, no Posto 4, (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5729" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de junho de 1937, primeira coluna</a>) e no Posto 2, inauguração do <em>Wonder Bar</em>, novo <em>ponto de reunião para a elegância copacabanense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5874" target="_blank"><em>Beira Mar</em>, 9 de outubro de 1937</a>). Ainda nesse ano, foi inaugurada a Casa Arthur Hermanny, <em>o estabelecimento mais distinto a serviço do bairro mais elegante</em>, especializada em artigos de luxo, na esquina com a rua Bolivar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6013" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de dezembro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6785" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a>). Na década de 30, outro hotel de destaque na avenida eram o Hotel Atlântico, no número 654. Também ficava na avenida o Lar da Creança, orfanato para meninas, no número 842 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4450" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 25 de maio de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21963" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21963" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/luxor1.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de julho de 1939" width="342" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a></p></div>
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<p>De acordo com um artigo publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6051" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de janeiro de 1938</a>, o tráfego intenso na Atlântica, <em>artéria principal</em> de Copacabana, colocava em perigo a vida das pessoas que praticavam o footing na avenida. Em entrevista, o prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) informou que a avenida seria alargada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/36287" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 7 de março de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6103" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de março de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p>No carnaval de 1938, as escolas de samba desfilaram na avenida Atlântica e as vencedoras foram a Portela e a Unidos da Tijuca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6100" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de fevereiro de 1938</a>). Meses depois, a iluminação da avenida começou a ser trocada e foi inaugurado o Internacional Bridge Club, no primeiro andar do Edifício Continental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de abril de 1938</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank">página 5</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6137" target="_blank">página 7</a>). O restaurante Carlton ficava no Posto 3 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6152" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de abril de 1938, segunda coluna</a>) e a casa de modas Longchamps, no número 822 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6202" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de junho de 1938, primeira coluna</a>). Havia também o Hotel Cosmópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6244" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1938, primeira coluna</a>) e o Hotel Rivera. Mas a ocupação da avenida por apartamentos &#8220;cabeças de porco&#8221; já era uma preocupação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6338" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 24 de setembro de 1938</a>).</p>
<p>Já no início de 1939, foi inaugurada uma nova iluminação na avenida, iniciativa do prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6575" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de fevereiro de 1939, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6609" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6637" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 18 de março de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7441" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>).</p>
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<div id="attachment_21979" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/light.jpg" alt="Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939" width="290" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank">Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939</a></p></div>
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<p>O alargamento da avenida e a construção de <em>groynes</em> para afastar o mar foi anunciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6618" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939, primeira coluna</a>). Mas na ressaca de junho, <em>os groynes do sr Maurício Joppert foram por&#8230;água abaixo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/22163" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de junho de 1939, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6750" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 17 de junho de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6801" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de julho de 1939</a>). Os problemas de trânsito persistiam e acidentes com mortes aconteciam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de abril de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Também 17 bancos da avenida foram destruídos por vândalos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6668" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Existia na avenida um solarium da Seção de Convalescentes da Secretaria de Saúde e Assistência Social (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6701" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1939</a>). Ainda nesse ano, foi publicada a matéria <em>Os praianos reclamam</em> sobre os ratos que infestavam a praia e o número de prisão de mulheres que faziam &#8220;troittoir&#8221; na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6800" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de julho de 1939</a>).</p>
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<div id="attachment_21962" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><img class="wp-image-21962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/atlântica.jpg" alt="atlântica" width="794" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a></p></div>
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<p>Foi na década de 40, que Copacabana se firmou como bairro chique e sua vida noturna era dividida entre seus os cassinos do Hotel Copacabana Palace e o Cassino Atlântico, que ficava na avenida esquina com Francisco Otaviano.</p>
<p>Ao lado do Hotel Londres, no início dos ano 40, era ministrado o Curso de Ginástica da Sociedade Brasileira de Cultura Física e Eugenia, sob a orientação do drs. David Madeira e Paulo Rolim (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a>). Já o Colégio Paula Freitas ficava no número 762 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7231" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de abril de 1940</a>).</p>
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<div id="attachment_21965" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21965" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/ginastica.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de fevereiro de 1940" width="422" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a></p></div>
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<div id="attachment_21966" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/paula.jpg" alt="Beira-Mar, 22 de junho de 1940" width="382" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank">Colégio Paula Freitas / <em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1940</a></p></div>
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<p>O trânsito e a velocidade com que os carros trafegavam na avenida, além da falta de sinalização e o barulho das buzinas, continuavam a ser um problema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7274" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 8 de junho de 1940, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de outubro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7669" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7797" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 21 de junho de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7845" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de agosto de 1941</a>). Também havia reclamações em relação ao calcamento da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7861" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de agosto de 1941</a>).</p>
<p>Na fotografia destacada abaixo, vê-se a grande diferença do mesmo trecho da Avenida Atlântica fotografada em 1912 e em 1940. <em>Em 1930, a nossa avenida Atlântica não tinha um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942</a>).</p>
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<div id="attachment_21967" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21967" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/comparação.jpg" alt="Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940" width="257" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank">Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940</a></p></div>
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<p>Uma grande parada de elegância e automobilística foi patrocinada pela Rádio Ipanema. Houve um desfile de carros pela Avenida Atlântica que culminou com uma festa no Luxor Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7621" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de fevereiro de 1941</a>). O Ginásio Brasileiro funcionava no número 996 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>).</p>
<p>Foi publicada uma crônica sobre o popular cachorro Faísca que era muito popular em Copacabana e acabou morrendo, atropelado na Avenida Atlântica: <em>Faísca, filho do prazer, Nascido no Mère Louise e criado no OK</em>, de Nelson Nascimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7685" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de março de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de abril de 1941</a>).</p>
<p>No artigo<em> Copacabana, a cidade mais moça e mais bela do Brasil</em> era mencionado que &#8220;<em>Em 1930, a nossa Avenida Atlântica não possuia um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942, última coluna</a>). Na mesma edição do periódico, havia uma propaganda da loja <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7949" target="_blank">Dr.Scholl</a>, inaugurada na avenida Atlantica, número 766, esquina com a rua Bolívar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7966" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1942)</a>.</p>
<p>Charretes e bicicletas passaram a ser usadas no Rio de Janeiro devido ao racionamento de gasolina e consequente suspensão da circulação de automóveis na cidade. Aos domingos, essa substituição dava <em>um novo movimento à nossa Avenida Atlântica. É o divertimento do dia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8093" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942</a>). A sede provisória da Associação Atlética de Copacabana ficava na Avenida Atlântica número (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8096" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Houve três dias de<em> black-out</em> em Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon que alterou o<em> &#8220;footing&#8221; colorido de outras noites</em> na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de setembro de 1942</a>).</p>
<p>Foi anunciada a inauguração do Cinema Rian, na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8153" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1942</a>). Em sua abertura foi exibido o filme <em>Aconteceu Em Havana</em>, com Carmen Miranda e o Bando da Lua, Alice Faye, John Payne e Cesar Romero. O cinema funcionou no prédio de mesmo nome construído Nair de Teffé, caricaturista e viúva do ex-presidente Hermes da Fonseca, com a herança deixada por seu pai, o Barão de Teffé, morto em 1931. Rian é o seu nome escrito de trás para frente. Em 1940, o edifício foi vendido, mas manteve seu nome como uma homenagem a ela.</p>
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<div id="attachment_21977" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank"><img class="wp-image-21977 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/Rian-1-614x1024.jpg" alt="Rian (1)" width="401" height="669" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank">Cartaz de inauguração do Cinema Rian / Editora Posto Seis</a></p></div>
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<p>O Repousário do Hospital Jesus, na Avenida Atlântica, que havia passado por vários melhoramentos foi, em 27 de novembro, visitado pelo prefeito Henrique Dodsworth. Na mesma data, o prefeito inaugurou, com a presença de Assis Chateaubriand, os novos postos de salvamento da Praia de Copacabana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8221" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de janeiro de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p>E os novos estúdios da Rádio Ipanema ficavam na Avenida Atlântica, número 24, no Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8190" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de dezembro de 1942, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi realizada a primeira procissão de Nossa Senhora de Copacabana com um cortejo pela Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8423" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de outubro de 1943, primeira coluna</a>). Ainda em outubro, foi reaberto o <em>Wonder Bar, primeiro estabelecimento do Rio adaptado ao &#8220;black-out&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_21978" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/wonder.jpg" alt="Wonder Bar, na avenida Atlântica, / Beira-Mar, 30 de outubro de 1943" width="700" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank">Wonder Bar, na avenida Atlântica, 358 /<em> Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a></p></div>
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<p>Mais uma vez, os bancos da Avenida Atlântica foram depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8695" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de abril de 1944, quarta coluna</a>). Em outubro do mesmo ano, foi publicada uma propaganda da Confeitaria Alvear, que ficava no número 444 na avenida, esquina com República do Peru (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8890" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1944</a>).</p>
<p>Em 27 de junho 1945, foi inaugurado no número 546 da Avenida Atlântica, esquina com Siqueira Campos, o Bar e  Restaurante Albatros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9212" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, julho de 1945</a>). Também havia na avenida, no número 730-A, a Bombonière Rian (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9437" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, setembro de 1945</a>).</p>
<p>As festas de carnaval na Boate Bolero, na Avenida Atlântica, 434, eram um sucesso, e <em>o melhor chopp do Rio</em> era servido na Taberna Atlântica, no número 186 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9533" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, março de 1946</a>). No mesmo ano, no número 980, foi inaugrada a Casa 980, de acessórios de automóveis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9586" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, abril de 1946</a>).</p>
<p>Na década de 50, de muito movimento social na Avenida Atlântica e no bairro como um todo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/79570" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1957</a>), a sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), no Posto Seis, no edifício da avenida esquina com a Rua Francisco Otaviano continuava<em> mantendo a tradição de baluarte da alegria carnavalesca</em>. <em>Há duas semanas vêm realizando em sua boate<strong> </strong>os movimentados bailes &#8220;Sassaricadas&#8221; (das 14h às 20h), os quais terão prosseguimento, todos os sábados, até o carnaval</em> (<em>O Globo</em>, 29 de janeiro de 1954).</p>
<p class=""><span style="color: #000000;">Na mesma década, foi na Confeitaria Alvear, na Avenida Atlântica,  que um grupo de rapazes, <em>bem nascidos e bem sucedidos</em>, se encontrava para beber e conversar. Formaram o Grupo dos Cafajestes, que na época de Carnaval dali partiam para os bailes de Copacabana. Seu fundador foi o comandante da Panair do Brasil, Edu, Eduardo Henrique Martins de Oliveira, botafoguense fanático. Outros integrantes do grupo foram o jogador de futebol Heleno de Freitas, Baby Pignatari, Carlos Niemeyer, Carlos Peixoto, Celmar Padilha, Ermelindo Matarazzo, Fernando Aguinaga, Ibrahim Sued, Jorginho Guinle, Mário Saladini, Mariozinho de Oliveira, Sérgio Pettezzoni, Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), dentre vários outros.</span></p>
<p class="">Em março de 1954, no Bife de Ouro, restaurante do Copacabana Palace, ocorreu uma briga entre o jornalista Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) e Euclides Aranha, filho do então ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), noticiada no jornal <em>O Globo</em>:</p>
<p class="" style="text-align: center;"><strong><em>Lacerda e filho de Aranha trocam socos</em></strong></p>
<p class=""><em>Principiando por uma altercação seguida de luta corporal entre o Sr. Euclides Aranha e o jornalista Carlos Lacerda, um incidente que se prolongaria até a meia-noite, resultando, inclusive, em congestionamento do tráfego da Avenida Atlântica</em><em> e interdição do local por autoridades policiais, perturbou na noite de ontem o jantar no Bife de Ouro, o restaurante do Copacabana palace Hotel. </em><em>Achavam-se reunidos na mesma mesa o ministro João Cleophas, o deputado Edilberto Ribeiro, o Sr. Manuel Ferreira e Carlos Lacerda, diretor da &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;, num jantar promovido pelo deputado. De outra mesa, o Sr. Euclides Aranha, filho do ministro Oswaldo Aranha, jantava com a esposa, levantou-se, fisionomia transtornada, dirigiu-se à mesa onde se encontrava o referido grupo, deteve-se junto à cadeira do jornalista e interpelou-o sobre ataques dirigidos a seu pai na &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;. À interpelação seguiu-se áspera troca de palavras, tendo o jornalista se levantado, entrando em luta com o filho do ministro da Fazenda. Segundo as testemunhas, os dois trocaram socos por algum tempo, até que amigos comuns se interpuseram e os separaram. Às 23h, o próprio ministro Oswaldo Aranha compareceu ao restaurante para ver o que ocorrera. Pouco depois, simultâneamente, por portas diferentes, os Srs. Euclides Aranha e Carlos Lacerda abandonaram o Bife de Ouro</em><em> (O Globo</em>, 24 de março de 1954).</p>
<p class="">E foi também na década de 50, que a Bossa Nova nasceu: na casa dos pais da cantora Nara Leão (1942 &#8211; 1989), na avenida Atlântica, no Posto 4, que jovens como Roberto Menescal (1937 &#8211; ), Ronaldo Boscoli (1928 &#8211; 1994), Carlinhos Lyra (1933 &#8211; ) e outros se reuniam para cantar e compor. Mas o fato que marcou o aparecimento do movimento musical foi o disco gravado por Elizete Cardoso (1920 &#8211; 1990), em 1958, <em>Canção do amor demais</em>, cujo acompanhamento era feito pelo violonista João Gilberto (1931 &#8211; 2019). Outro gênero musical sacudiu a Avenida Atlântica: o <em>rock and roll</em>. Em 1957, estreou o filme <em>Ao balanço das horas</em>, com Bill Haley e seus cometas, no Cinema Rian, e suas sessões foram muitas vezes tumutuadas pelos jovens que dançavam durante o filme <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">O Jorna</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">l, 15 de janeiro de 1957, última coluna</a>).</p>
<div id="attachment_21983" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/rio-antigo.jpg" alt="Site Rio Antigo" width="537" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank">Acervo de O Globo</a></p></div>
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<p>Já em fins da década de 60, sob a gestão do governador Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1981) e por sugestão do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), entre 1969 e 1971, uma grande obra, projeto do engenheiro gaúcho Raimundo de Paula Soares (1926 &#8211; 1992), foi realizada na Avenida Atlântica. Com bombeamento de areia, a distância entre a fachada dos prédios e a praia passou de 21 para 73 metros e a área ganhou estacionamentos, seis pistas de automóveis, calçadões e um interceptor oceânico para captar o esgoto do bairro.</p>
<p><em>&#8220;Sobre a areia foram construídas duas pistas de rolamento com um calçadão central sob o qual instalou-se o Interceptor Oceânico da Zona Sul, a maior obra de esgotamento sanitário até então feita na cidade. Todo o espaço até então usado pela antiga avenida e suas duas calçadas transformou-se em largo calçadão junto aos prédios; o atual estacionamento fica sobre o que era a areia da praia. Esta teve sua largura ampliada, com areia retirada do fundo do mar por dragas. Os mosaicos dos calçadões foram desenhados por Roberto Burle Marx</em> (1909 &#8211; 1994)<em>, utilizando pedras de três cores, representando os povos que formaram a população brasileira. O calçadão junto à areia manteve o antigo desenho, oriundo de Portugal, uniformizando a orientação e ampliando o tamanho das ondas, fazendo-as condizentes com a largura da nova calçada. Em 1975, foram construídos novos postos de salvamento, projetados pelo arquiteto Sérgio Bernardes</em> (1919 &#8211; 2002) (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Foi em meados da década de 70, que o Hotel Méridien, então localizado na avenida Atlântica esquina com avenida Princesa Isabel, no Leme, promoveu uma queima de fogos espetacular do alto de seu prédio <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">, 2 de janeiro de 1978, última coluna)</a>. A partir daí, a queima de fogos foi crescendo na Praia de Copacabana e passou a integrar o calendário do Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5365/133863.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana e a Avenida Atlântica, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><em>Na administração do Prefeito Saturnino Braga (1986-1988) foram plantados grupos de coqueiros na areia e, na de Marcelo Alencar (1983-1986), construídos quiosques fixos e uma ciclovia&#8221;</em> (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Em 1984, por designação do Comitê Olímpico Brasileiro, foi realizada a Maratona do Rio como prova seletiva dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A Avenida Atlântica fazia parte do percurso do evento esportivo.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6146/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.10.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank">Copacabana(RJ), 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 90, começaram a ser promovidos pela prefeitura da cidade, durante a gestão de César Maia, shows nas areias da Praia de Copacabana com diversos artistas durante a passagem do fim do ano. A estreia, no réveillon de 1993 / 1994, foi com Jorge Benjor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/107241" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de janeiro de 1994</a>). No ano seguinte, a atração foi o roqueiro inglês Rod Stewart (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/133419" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de janeiro de 1995</a>). O<em> réveillon</em> na Avenida Atlântica ficava cada vez mais animado e concorrido!</p>
<p>Em 18 de fevereiro de 2006, 1 milhão e meio de pessoas assistiram das areias de Copacabana e da Avenida Atlântica ao show da lendária banda britânicca The Rolling Stones.</p>
<p>Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, foi  montada na Praia de Copacabana uma arena para a disputa de vôlei de praia com capacidade para 12 mil lugares, 21 metros de altura no ponto mais alto &#8211; equivalente a um prédio de sete andares &#8211; e 62 mil metros quadrados. Mais uma vez, a Avenida Atlântica aparecia para o mundo todo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
</div>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/nos-anos-70-avenida-atlantica-duplicada-ganha-novo-visual-8901666" target="_blank">Acervo <em>O Globo</em></a></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A noite do meu bem</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A onda que se ergueu no mar</em>. <em>Novíssimo mergulhos na Bossa Nova</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2017.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Chega de saudade</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2016.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Metrópole à beira-mar: O Rio moderno dos anos 20</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2019.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-atlantica/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/" target="_blank">Dicionário de verbetes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>GARSON, Marcelo. <em>Roquianos, suburbanos e dançarinos: rock and roll carioca (55-60)</em>. Música Popular em Revista. Campinas, ano 1, vol 2, jan-junho 2013.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Jornal<em> O Globo</em></p>
<p><a href="https://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro1316.nsf/016eae199bdaf0a003256caa00231310/893a8e319896bd8d83257e0b0058ded4?OpenDocument" target="_blank">Site Câmara Municipal do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana" target="_blank">Site Copacabana.com</a></p>
<p><a href="https://ama2345decopacabana.wordpress.com/posto-6-em-1902-cantinho-da-alegria/" target="_blank">Site Copacabana em foco</a></p>
<p><a href="https://www.clubedosmarimbas.com.br/historia.php" target="_blank">Site Clube dos Marimbás</a></p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/avenida-atlntica.html" target="_blank">Site Curiosidades cariocas</a></p>
<p><a href="http://postoseis.com.br/colunistas/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cassino-copacabana-theatro-e-cine-variete/" target="_blank">Site Editora Posto 6</a></p>
<p><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/paulo-antunes-ribeiro" target="_blank">Site Escritório de Arte</a></p>
<p><a href="http://rioquepassou.com.br/2009/04/10/bar-e-restaurante-ok-lido-anos-30/" target="_blank">Site Rio que passou</a></p>
<p>*Inicialmente, estava escrito José Américo de Souza Rangel,, nome que consta em várias fontes de pesquisa. Porém, uma bisneta de Augusto Américo de Souza Rangel entrou em contato com a Brasiliana Fotográfica e, de fato, quem trabalhava na época na Comissão da Carta Cadastral e era, inclusive, muitíssimo amigo de Pereira Passos era o engenheiro Augusto Américo. Ele assumiu diversos cargos na comissão da Carta Cadastral, tendo sido seu chefe entre 1901 e 1903. O órgão teve grande relevância para o plano de reforma urbana realizado durante a gestão do prefeito Pereira Passos. Uma curiosidade: Souza Rangel e Pereira Passos eram muito próximos e as cartas trocadas entre eles, quando, após o término de sua gestão, Passos viajou para a Europa e para o Oriente Médio, ficaram famosas e foram compiladas no livro <em>Notas de viagens, cartas a um amigo</em>, publicado em 1913. a correção foi realizada em 5 de janeiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22433" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22433" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/souza.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de abril de 1929" width="301" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; III &#8211; Copacabana Palace, símbolo do &#8220;glamour&#8221; carioca</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 13:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Copacabana Palace, símbolo do "glamour" carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro é o tema do terceiro artigo da série "Hotéis do Brasil". Era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957) que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Inaugurado em 13 de agosto de 1923, ao longo de sua existência hospedou reis, artistas internacionais e políticos. É um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e muito contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire e seu fundador foi o empresário Otávio Guinle.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Copacabana Palace, símbolo do <em>glamour</em> carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, é o tema do terceiro artigo da série <em>Hotéis do Brasil</em>. Na época de sua inauguração, era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Estas últimas pertencem à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16899" target="_blank">Coleção Particular Oliveira Reis</a>, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Augusto Malta. Fachado do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um hotel de luxo na avenida Atlântica, recém duplicada e iluminada pelo prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, bairro que concentrava a aristocracia moderna do Rio de Janeiro, fazia parte dos preparativos  para a celebração do centenário da independência do Brasil, em 1922. O presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) submeteu o projeto ao empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), membro de uma das mais ricas e tradicionais famílias do Brasil e dono do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Ele aceitou o desafio, porém o Copacabana Palace só ficou pronto em 1923 quando a Exposição Internacional do Centenário da Independência, aberta em 7 de setembro de 1922, já havia sido encerrada, em 24 de julho de 1923.</p>
<p>Ao longo de sua existência o hotel foi visitado ou hospedou reis, artistas, intelectuais e políticos como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39840" target="_blank">Ava Gardner (1922 &#8211; 1990)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/81789" target="_blank">Janis Joplin (1943 &#8211; 1970)</a>, Hebe Camargo (1929 &#8211; 2012), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/31466" target="_blank">Lady Di (1961 &#8211; 1997) e Príncipe Charles (1948 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/109722" target="_blank">Mick Jagger (1943 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/10303" target="_blank">Orson Welles (1915 &#8211; 1985)</a>, Paul McCartney (1942 &#8211; ), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36520" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, Washington Luís (1869 &#8211; 1957) e os futuros reis <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/12210" target="_blank">Edward VIII (1894 &#8211; 1972) e George VI (1895 &#8211; 1952)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6144/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.08_.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank">Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22copacabana+palace%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Hotel Copacabana Palace disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, <em>distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14168" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1923, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18046" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda1.jpg" alt="O Paiz, 12 de agosto de 1923" width="502" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inspirado nos hotéis Negresco, em Nice, e no Carlton, em Cannes &#8211; ambos na França &#8211; e situado na avenida Atlântica 1.702, o Copacabana Palace é um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Seu arquiteto foi o francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933), responsável por outras obras como a do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a> e a do Edifício Joseph Gire, que ficou conhecido como Edifício A Noite. Gire, formado pela <em>École Nationale Supérieure des Beaux-Arts</em> de Paris, desembarcou no Rio de Janeiro em 1916. O engenheiro responsável pela obra do Copa foi Cesar de Mello e Cunha (1898 &#8211; 1991). O hotel  foi construído com cimento alemão, mármore de Carrara, e adornado com vidros e lustres da Tchecoslováquia, móveis franceses, tapetes ingleses e cristais da Boêmia. Suas porcelanas eram Limoges.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18043" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda.jpg" alt="O Paiz, 25 de agosto de 1923" width="610" height="802" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 19</a>23</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A principal atração de seu baile de inauguração, que contou com figuras importantes da República, era a dançarina francesa Mistinguett (1875 &#8211; 1956), mas o show foi cancelado na véspera por seus empresários. Mesmo assim o evento foi um sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9672" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de setembro de 1923, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14384" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 1º de setembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22465" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/revista.jpg" alt="Revista da Semana, 1º de setembro de 1923" width="555" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi ambientado no Copa o filme <em>Voando para o Rio</em> (1933), estrelado por Fred Astaire (1899 &#8211; 1987) e Ginger Rogers (1911 &#8211; 1995) &#8211; que pela primeira vez apareceram dançando juntos em um filme -, Dolores del Rio (1904 &#8211; 1983)e Gene Raymond (1908 &#8211; 1998).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18082" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-18082 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/CARTAZ.jpg" alt="CARTAZ" width="183" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cartaz do filme Voando para o Rio</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1924 a 1946, o Copa abrigou o Cassino Copacabana &#8211; nesse período ficou um tempo fechado e foi reaberto em maio de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47810" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de janeiro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3992" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1933, primeira coluna</a>). Diversos artistas nacionais e internacionais apresentaram-se em seu lendário <em>Golden Room</em>, inaugurado em 26 de dezembro de 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/3614" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de dezembro de 1940</a>), dentre eles Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), Charles Aznavour (1924 &#8211; 2018), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/35517" target="_blank">Edith Pia</a>f(1915 &#8211; 1963), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/4247" target="_blank">Ella Fitzgerald</a> (1917 &#8211; 1996), Josephine Baker (1906 &#8211; 1975), Marlene Dietrich (1901 &#8211; 1992), Maurice Chevalier (1888 &#8211; 1972), Nat King Cole (1919 &#8211; 1965), Ray Charles (1930 &#8211; 2004) e Yves Montand (1921 &#8211; 1991).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18087" style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/golden.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1940" width="770" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1989, a família Guinle vendeu o Copacabana Palace para o grupo Orient-Express, posteriormente, Belmond, que foi vendido para o grupo francês LVMH, em dezembro de 2018. O hotel é tombado em nível federal, estadual e municipal.</p>
<p><span style="color: #000000;">Devido à pandemia do coronavírus, pela primeira vez desde sua inauguração o hotel foi fechado, em 10 de abril de 2020. Andrea Natal, diretora geral do Grupo Belmond do Brasil, que administra o estabelecimento, e o cantor e compositor Jorge Ben Jor (1945 -), que vive lá desde 2018, foram os únicos que continuaram no hotel. Foi anunciado que seria reaberto no dia 20 de agosto de 2020.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3168/icon1330146.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Copacabana vista do pátio do Copacabana Palace Hotel, 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>BOECHAT, Ricardo. <em>Copacabana Palace: um hotel e sua história</em>. São Paulo: DBA, 1998.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/09/1676791-dez-momentos-historicos-do-copacabana-palace.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 16 de setembro de 2015</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://istoe.com.br/copacabana-palace-e-vendido-para-grupo-frances/" target="_blank"><em>IstoÉ</em>, 17 de dezembro de 2018</a></p>
<p>O’DONNELL, Julia. <em>A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/familia-guinle-inaugura-hotel-de-luxo-em-1923poe-copacabana-no-mapa-mundi-9420528" target="_blank"><em>O Globo</em>, 13 de agosto de 2008</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-copacabana-palace-hotel/#!/map=38329&amp;loc=-22.966924999999986,-43.17901000000001,17" target="_blank">Site I-Patrimônio</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/30/ult5772u1317.jhtm" target="_blank"><em>UOL Notícias</em>, 30 de outubro de 2008</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/02/copacabana-palace-rio-de-janeiro-reabertura.htm" target="_blank"><em>Uol Notícias</em>, 2 de julho de 2020</a></p>
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<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 16:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de isolamento social, a Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para um passeio virtual pelas belezas naturais e arquitetônicas do Rio de Janeiro que, em 18 de janeiro de 2019, tornou-se a primeira cidade a ser a capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre hoje e 23 de julho de 2020. O evento foi adiado para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro se deveu, naturalmente à sua arquitetura, belezas naturais, herança cultural e importância histórica. Visitem ou revisitem fotografias já publicadas em artigos publicados aqui no portal sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca. Não se esqueçam de usar o "zoom" e bom domingo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="27" data-block-id="2">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2559/007NGBMF1824cx007-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Unesco anunciou, em 18 de janeiro de 2019, o Rio de Janeiro como a primeira cidade a se tornar capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre 19 e 23 de julho de 2020, evento adiado, segundo a União Internacional dos Arquitetos, para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro deveu-se, naturalmente, à sua arquitetura, a suas belezas naturais, à herança cultural e à sua importância histórica. A Brasiliana Fotográfica já publicou vários artigos sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca como os Arcos da Lapa, a Avenida Central, o Castelo da Fiocruz, Copacabana, o Corcovado, o Cristo Redentor, o Hotel Glória, a Igreja da Glória, Ipanema e outros bairros, o Jardim Botânico, o Paço, o Palácio Real de São Cristóvão, o Pão de Açúcar, a Praça XV, o Real Gabinete Português de Leitura e o Theatro Municipal. Em tempos de isolamento social, convidamos nossos leitores a revisitarem essas publicações, fazendo um passeio virtual pelas belezas do Rio de Janeiro. Não se esqueçam de usar o <em>zoom</em>! Bom domingo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7762/001ALA011002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="680" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank">José dos Santos Affonso. Teatro Municipal, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321"><em>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank"><em>A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453"><em>A fundação de Copacabana</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"><em>A Praça XV na coleção Pereira Passos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2040" target="_blank"><em>Bairros do Rio</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7603" target="_blank"><em>Becos cariocas</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank"><em>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank"><em>Inauguração do Cristo Redentor, 12/10/1931</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><em>Ipanema pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925)</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703" target="_blank"><em>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">O Hotel Glória: antes e depois</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank"><em>O Paço, a praça e o morro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank"><em>O Passeio Público do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank"><em>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank"><em>Real Gabinete Português de Leitura</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>O Arpoador, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, por Jorge Kfuri e Baptista Vianna</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 15:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje a Brasiliana Fotográfica destaca três imagens da Pedra do Arpoador, localizado entre os bairros de Copacabana e Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Uma das imagens é uma fotografia aérea produzida por Jorge Kfuri, autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916. Os outros dois registros são de autoria do fotógrafo amador, o comerciante português José Baptista Barreira Vianna, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1875.  Até os anos 40, o Arpoador era um areal deserto, frequentado principalmente por pescadores. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica destaca três imagens do Arpoador. Localizado entre os bairros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a>, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma praia de 800m de extensão, é um dos cartões postais da cidade. Uma das imagens é uma fotografia aérea produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1966)</a>, tendo o Forte de Copacabana em primeiro plano e pertence à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal. Kfuri, autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916, foi contratado como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval, em 1921, e aposentou-se como chefe do Serviço Fotográfico da Aeronáutica em 1959. Os outros dois registros são de autoria do fotógrafo amador, o comerciante português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna (1860-1925)</a>, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1875.  Até os anos 40, o Arpoador era um areal deserto, frequentado principalmente por pescadores. Foi durante os anos 60 e 70 que tornou-se uma das principais praias cariocas para a prática de surf e é, até os dias de hoje, uma das prediletas tanto dos moradores do Rio como dos turistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4626" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4626/002054VIAN004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4626" target="_blank"> José Baptista Barreira Vianna. Pedra do Arpoador e trilho de bonde, tomados das cercanias da residência da família Barreira Vianna, em Ipanema na esquina da avenida Vieira Souto e rua Francisco Otaviano, 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS </a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6114" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6114/47531.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6114" target="_blank">Jorge Kfuri. Arpoador, final de Copacabana e início de Ipanema. Em primeiro plano o Forte de Copacabana. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"></h3>
<div style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4643/002054VIAN040.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="890" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna. Bonde nas proximidades da pedra do Arpoador, c. 1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p style="text-align: center;">
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		<title>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2018 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. A Brasiliana Fotográfica reuniu registros do evento produzidos pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, parceira do portal, e também imagens de outras viagens de zepelins pelo Rio de Janeiro, pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles, de autoria do fotógrafo amador Guilherme Santos e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a> registrou o evento e a Brasiliana Fotográfica relembra o fato destacando imagens que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das parceiras do portal. São 10 fotografias aéreas do dirigível alemão sobrevoando diversos bairros e locais da Cidade Maravilhosa, dentre eles o Bairro Peixoto, Botafogo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, Humaitá, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> e o Campo dos Afonsos, onde aterrissou. Kfuri produziu as imagens a bordo do avião <em>Consul Dayte</em> nº 332, da Marinha de Guerra, pilotado pelo capitão-tenente Antônio Dias Costa (? &#8211; 1930), que faleceu dois dias depois em um acidente de avião (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank">26 de maio, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/242" target="_blank">28 de maio</a> de 1930).</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica reuniu também registros de outras passagens tanto do Graf Zeppelin como do dirigível Hindenburg pelo Rio de Janeiro, que pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles &#8211; são de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, de autoria do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo tendo ao fundo o Edifício Martinelli. A Brasiliana Fotográfica também resgatou a crônica <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em></a>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), sobre o impacto da presença do zepelim nos céus do Rio de Janeiro, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional de </em>31 de maio de 1930</a>.</p>
<p>Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores do portal, fez uma apreciação das fotografias selecionadas para essa publicação*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12269" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><img class="wp-image-12269 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/noticia.jpg" alt="noticia" width="184" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Várias fotografias creditadas ao tenente J. Kfuri, do Serviço Fotográfico da Aviação Naval, foram publicadas na revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, de 7 de junho de 1930.</a> Acima delas, os títulos eram exuberantes e líricos: &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2685" target="_blank">Na escuridão da noite como um meteoro&#8230;</a></em>&#8220;, &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2686" target="_blank">Como um pássaro maravilhoso a aeronave parece voar entre as nuvens e as neblinas matinares</a></em>&#8221; e &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2693" target="_blank">O refulgente pássaro aéreo voa sobre os bairros da cidade</a></em>&#8220;, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12245" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><img class="  wp-image-12245" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/kfuri.jpg" alt="kfuri" width="540" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank">Antônio Dias Costa e Jorge Kfuri, <em>O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma edição, como <em>as admiráveis fotografias do tenente Kfuri pediam um texto de excepcional significação</em>, foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2691" target="_blank"><em>Palavras do Ar</em></a>, do engenheiro e professor Vicente Licínio Cardoso (1889 &#8211; 1931), único passageiro brasileiro do Graf Zeppelin. Estava na Europa como delegado da Federação Nacional das Sociedades da Educação, quando foi convidado pela Companhia Zeppelin para representar o país no primeiro voo da aeronave para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12274" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank"><img class="wp-image-12274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/licinio.jpg" alt="licinio" width="381" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank">Vicente Licínio Cardoso, único passageiro brasileiro no voo inaugural do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin para o Brasil,<em> O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/146" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Graf Zeppelin no Rio de Janeiro pertencentes ao acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5373/133862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana. O grande terreno no centro é o bairro Peixoto, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/147" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de passagens de zepelins pelo Brasil pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5603/002080Vol02Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zepelim pelo país, c. 1935. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>O primeiro voo do Graf Zeppelin ao Brasil</em></span></strong></p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6a/Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg/800px-Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg" alt="" width="183" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ferdinand von Zeppelin</p></div>
<p style="text-align: left;">Batizado pela filha do pioneiro dos dirigíveis, o conde Ferdinand Graf von Zeppelin (1838 &#8211; 1917), em 8 de julho de 1928, data em que ele completaria 90 anos, o Graf Zeppelin D &#8211; LZ127  &#8211; <em>graf</em> significa conde &#8211; realizou seu primeiro voo em 18 de setembro do mesmo ano. O primeiro voo comercial aconteceu em 11 de outubro, também em 1928. Tinha aproximadamente 236 metros de comprimento e cerca de trinta metros de altura. Seu luxo, tamanho e velocidade encantaram seus passageiros e as populações por onde passava. Sua presença nos céus cariocas foi referido em uma crônica de <a href="https://blogdoims.com.br/manuel-bandeira-a-vida-inteira-por-elvia-bezerra/" target="_blank">Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968)</a> como <em>um acontecimento empolgante e inédito&#8230;um espetáculo&#8230;perturbantemente inédito</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Graf Zeppelin tinha 10 cabines duplas, dois lavabos, banheiros masculino e feminino, restaurante, cozinha, sala de rádio, sala de navegação e sala de controle. Foi o primeiro balão dirigível a vir ao Brasil, o primeiro a transpor a linha equatorial atravessando o oceano Atlântico no hemisfério sul. Veio em voo experimental e seu destino era o Rio de Janeiro. Prateado, partiu da base de Friedrichshafen, na Alemanha, em 18 de maio de 1930, e fez na manhã do dia seguinte uma parada em Sevilha, na Espanha. Sobrevoou os céus do Recife, primeira parada em terras brasileiras, após um voo de 59 horas conduzido pelo comandante Hugo Eckener (1868 &#8211; 1954).  Aterrissou no Aeroporto do Jiquiá, na capital pernambucana, em 22 de maio de 1930, onde era esperado por uma multidão estimada em 15 mil pessoas &#8211; a data havia sido decretada feriado pelo prefeito do Recife, Francisco da Costa Maia. A chegada da aeronave foi saudada pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), então oficial de gabinete do governador Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937) (<em>Diário de Pernambuco</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1029" target="_blank"> 22</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1039" target="_blank">23</a> de maio de 1930). Houve tumulto entre a multidão e a polícia e o cônsul da Inglaterra e sua esposa foram <em>atropelados pela cavalaria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2100" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de maio de 1930, terceira coluna</a>). Fotografias sobre a passagem do dirigível por Recife foram publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em> de 7 de junho de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Lista dos passageiros:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12235" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><img class="  wp-image-12235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/zep.jpg" alt="zep" width="540" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Graf Zeppelin foi reabastecido com gás e seguiu para o Rio de Janeiro à meia-noite de 23 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1047" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de maio de 1930</a>).  Finalmente, a aeronave atingiu a cidade às 23:30 do dia 24 e durante toda a madrugada <em>bordejou fora da barra com seus motores parados</em> para não incomodar com barulho os habitantes do Rio. Seu sobrevoo à cidade, na manhã do dia 25 de maio, descrito como <em>empolgante, </em>como um dos mais<em> imponentes espetáculos que poderia ser proporcionado pela aviação moderna,</em> foi assistido por <em>quase toda a população carioca. </em>A espera pelo evento foi como a espera por um <em>convidado de honra, um convidado para quem se reservam todas as atenções, todas as fidalguias, as fidalguias a que se dispensam aos grandes personagens que propositadamente se fazem aguardar com curiosidade&#8230;</em>O prefeito Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) e outras autoridades, dentre elas o embaixador Morgan, dos Estados Unidos, foram receber o comandante Eckener ainda a bordo do zeppelin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12276" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank"><img class="wp-image-12276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/eckener.jpg" alt="eckener" width="383" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank">Desenho do comandante Eckener feito pelo pintor e ilustrador pernambucano Manoel Bandeira (1900 &#8211; 1964), o M. Bandeira, para <em>A Província</em>, 18 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) e sua esposa, além do comandante Trompovsky e do capitão Fontenelle, representando o Ministro da Viação, embarcaram no dirigível (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2130" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930, primeira coluna</a>), que, cerca de uma hora depois da aterrissagem, voltou ao Recife, onde chegou no dia 26 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2134" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de maio de 1930</a>). <span style="color: #333333;">Dois dias depois, iniciou seu retorno à Alemanha. Ao sobrevoar Natal, a tripulação jogou uma coroa de flores sobre a estátua de um dos pioneiros da aviação, Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), com a mensagem &#8220;A Alemanha ao Brasil na pessoa de seu grande filho Augusto Severo&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2162" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de maio de 1930</a>). No fim do dia, cruzou a linha do Equador. A passagem por Havana, previamente programada, foi suspensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2190" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1930</a>), e o Zeppelin chegou ao Aeroporto de Lakehurst, nos Estados Unidos, em 31 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2204" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de junho de 1930</a>). No dia 2 de junho partiu para Sevilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1930</a>), onde chegou no dia 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2276" target="_blank"><em>Correio da</em> <em>Manhã</em>, 6 de junho de 1930</a>). Alcançou seu destino final, Friedrichshafen, em 6 de junho de 1930, após 19 dias desde o início de sua viagem tricontinental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2290" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de junho de 1930</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5368/133867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Botafogo e Humaitá, vendo-se a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história dos zeppelins foi interrompida pela explosão do dirigível Hindenburg, ocorrida, 77 horas depois da decolagem em Frankfurt, no final de uma tarde chuvosa, em Lakehurst, em Nova Jeresey, nos Estados Unidos, em 6 de maio de 1937, matando 36 pessoas &#8211; 13 passageiros, 22 tripulantes e um membro da equipe de terra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17741" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1937</a>). Realizou 63 voos desde seu primeiro, em 4 de março de 1936. Segundo Claudio Lucchesi, autor do livro <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação, </em>o Hindenburg fez 6 voos para o Brasil.</p>
<p>Após cerca de uma década, nenhum acidente foi registrado envolvendo o Graf  Zeppelin. Porém, após a tragédia com o Hindenburg, ainda em 1937, foi retirado de operação e ficou exposto em um hangar de Frankfurt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1937, quarta coluna</a>). Foi desmanchado em março de 1940 por ordem de Hermann Goering (1893 &#8211; 1946), comandante-chefe da Luftwaffe, a força aérea alemã. Em nove anos de operação, o Graf Zeppelin realizou 590 voos transportando milhares de passageiros e centenas de quilos de carregamentos e correspondência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5367/133870.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobre o morro da Urca e a Praia Vermelha, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi uma notícia de destaque em vários jornais da época:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/73338" target="_blank"><em>A semana Zeppelin</em> &#8211; <em>Fon-Fon</em>, 24 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>O Conde Zeppelin no Rio de Janeiro &#8211; Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1146" target="_blank"><em>O rápido pouso do Zeppelin &#8211; Como A Noite soube que o dirigível não aterraria no Campo dos Afonsos</em> &#8211; <em>A Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2255" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro viveu momentos de intensa emoção e entusiasmo com a visita do &#8220;Graf Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>O Jornal</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/1075" target="_blank"><em>Sob aclamação delirante, o povo carioca consagra a jornada audaz do comandante Eckner &#8211; O raid triunfante do &#8220;Graf Zeppelin&#8217;</em> &#8211; <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/4122" target="_blank"><em>O entusiasmo que despertou o empolgante espetáculo da chegada do &#8220;Conde Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>Jornal do Brasil</em>, 27 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1359" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin em visita ao Brasil &#8211; Continuando a sua rota magnífica, após ter sido aclamado pela população carioca, chegou ontem, pela manhã, a Recife, o grande dirigível alemão &#8211; O Paiz</em>, 27 e 28 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2613" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin no Brasil</em> &#8211; <em>O Cruzeiro</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em>, por Manuel Bandeira &#8211; <em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73277" target="_blank"><em>A viagem do Zeppelin</em> &#8211; <em>O Malho</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1012" target="_blank"><em>De Ícaro a Zeppelin, </em>por Escragnole Dória<em> &#8211; Revista da Semana</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>A viagem do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin ao Brasil &#8211; O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.airships.net/lz127-graf-zeppelin/history/" target="_blank">Airships.net</a></p>
<p class="autor"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p class="autor">LAUX Paulo F. <a href="http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/a-memoravel-passagem-do-zeppelin-pelo-brasil_737.html" target="_blank"><em>A memorável passagem do Zeppelin pelo Brasil</em></a>, 2012. <em>Aeromagazine</em>, 3 de outubro de 2012.</p>
<p class="autor">LINS, Fernando Chaves. P<em>or céus nunca d´antes navegados</em>, 2006. Recife: Universidade Federal de Pernambuco</p>
<p class="autor">LUCCHESI, Claudio. <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação</em>, 1996.</p>
<p><a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/geraldo-nunes/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/" target="_blank"><em>O Estado de São Paulo</em>, 9 de junho de 2015</a></p>
<p><a href="http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/zeppelin-atravessa-atlantico-em-sete-dias-pousa-na-capital-federal-8891105" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de julho de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5602/002080Vol02Cx0104.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zeppelin pelo país, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IM</a>S</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e curador da Brasiliana Fotográfica:</p>
<p><em>Vejam as imagens, verdadeiramente oníricas, dos primeiros vôos dos dirigíveis nos céus do Brasil, fotografados do ar por Jorge Kfury e do solo, em estereoscopias, por Guilherme Santos, entre outros registros preciosos sobre o tema, que integram a Brasiliana Fotográfica. </em><br />
<em>Somam-se nestas imagens muitos pioneirismos que marcaram o início do século XX: a aviação, vivendo ainda a convivência entre as duas grandes modalidades das quais Santos Dumont foi pioneiro, os balões dirigív<span class="text_exposed_show">eis e aviões a motor; a fotografia aérea, que concretizou e expandiu as ambições, desde as imagens pioneiras em balão de Nadar, de se realizar registros fotográficos a &#8220;olho de pássaro&#8221; de todo o território. É neste momento também que a fotografia estereoscópica se une à fotografia aérea para o início dos levantamentos aerofotogramétricos que revolucionariam toda a cartografia mundial.<br />
E no solo, a fotografia estereoscópica era também redescoberta por uma legião de fotógrafos, amadores e profissionais, que, como o carioca Guilherme Santos, dedicaram-se a produzir verdadeiras crônicas visuais de seu tempo. Imagens de uma fotografia documental e direta, em chapas de vidro, porém já fortemente marcadas pelas inovações da época, que levariam a fotografia a novos horizontes de linguagem e representação ao longo do século XX.</span></em></p>
<p>*A apreciação de Sérgio Burgi foi integrada à publicação em 26 de maio de 2018.</p>
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		<title>A fundação de Copacabana</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2016 13:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma seleção de fotografias de Copacabana, a Brasiliana Fotográfica homenageia a Princesinha do Mar, um dos bairros mais emblemáticos e bonitos do Rio de Janeiro, que hoje completa 124 anos. São registros produzidos por Antônio Caetano da Costa Ribeiro, Aristogeton Malta (1904-1954), Augusto Malta (1864 - 1957), Jorge Kfuri (1892/3? - 1965), José Baptista e Barreira Vianna (1860 - 1925), Marc Ferrez (1843 -1923), Uriel Malta (1910-1994) e por fotógrafos ainda não identificados. Com a ligação estabelecida ente Copacabana e Botafogo, o bairro começou a se integrar ao resto da cidade. Isso aconteceu em 6 de julho de 1892, quando foi inaugurado pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico - atual Light - o Túnel de Real Grandeza, atual Túnel Velho - ligando a rua Real Grandeza, em Botafogo, com a rua do Matoso, atual rua Siqueira Campos. Com a presença do presidente, marechal Floriano Peixoto, foi lavrada uma ata que marcou, oficialmente, o nascimento do bairro de Copacabana. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 637px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/858" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/858/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="627" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/858" target="_blank">Marc Ferrez. Copacabana, Ipanema, c. 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma seleção de fotografias de Copacabana, a Brasiliana Fotográfica homenageia a Princesinha do Mar, um dos bairros mais emblemáticos e bonitos do Rio de Janeiro, que hoje completa 124 anos. São registros produzidos por Antônio Caetano da Costa Ribeiro,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank"> Aristogeton Malta (1904-1954)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, Jorge Kfuri (1892/3? &#8211; 1965), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez (1843 -1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Uriel Malta (1910-1994)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>Com a ligação estabelecida entre Copacabana e Botafogo, o bairro começou a se integrar ao resto da cidade. Isso aconteceu em 6 de julho de 1892, quando foi inaugurado pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico &#8211; atual Light &#8211; o Túnel de Real Grandeza, atual Túnel Velho &#8211; ligando a rua Real Grandeza, em Botafogo, com a rua do Matoso, atual rua Siqueira Campos. Com a presença do presidente, marechal Floriano Peixoto, foi lavrada uma ata que marcou, oficialmente, o nascimento do bairro de Copacabana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=5592" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1892, na sexta coluna</a>; <a href="https://prefeitura.rio/cultura/copacabana-completa-130-anos-com-festa-gratuita-regada-a-musica-na-sala-municipal-baden-powell/" target="_blank">Site Prefeitura do Rio de Janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/4159" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de abril de 1960</a>).</p>
<p>Sobre a origem do nome Copacabana há algumas versões: uma da língua quíchua, falada pelos Incas e que significa <em>lugar luminoso</em>, <em>praia azul</em>, <em>mirante azul</em>. Já a outra possibilidade vem da língua aimará, da Bolívia e significa <em>vista do lago</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2614" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2614/013RJ012036.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="602" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Thumbnail%20Augusto Malta. Copacabana, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" target="_blank">Augusto Malta. Copacabana, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Copacabana é atualmente o bairro mais populoso da Zona Sul carioca com mais de 160 mil moradores. Possui mais de quatro quilômetros de orla e é palco de uma das mais famosas festas de fim de ano no mundo. Além disso, foi a inspiração de várias canções da música popular brasileira como <em><a href="://www.youtube.com/watch?v=BRn_b7KVZO0" target="_blank">Copacabana</a></em> , de Alberto Ribeiro e Braguinha, originalmente gravada por Dick Farney, em 1946, e regravada por mais de 20 artistas, dentre eles Sarah Vaughan. Destaca-se também a canção <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1LPcsBCo7bY" target="_blank"><em>Sábado em Copacabana</em></a>, de Dorival Caymmi, gravada primeiramente por Lúcio Alves, em 1951. Copacabana foi cenário de enredos de diversos livros de autores como Antônio Olinto, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Fausto Fawcett e Rubem Braga. No cinema, o documentário de Eduardo Coutinho, &#8220;Edifício Master&#8221; (2002), se passa no bairro, em um edifício da rua Domingos Ferreira. Há ainda o filme <em>Copacabana</em> (2001), de Carla Camuratti, e <em>Copacabana mon amour </em>(1970), de Rogério Sganzela, dentre vários outros.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/83411" target="_blank">Link para a matéria do <em>Jornal do Brasil</em>, de 5 de julho de 1992, sobre as comemorações do centenário de Copacabana.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=copacabana&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Copacabana disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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