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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Auguste Glaziou</title>
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		<title>A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 14:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse artigo, o cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos convida a um passeio pela Floresta da Tijuca nos primeiros anos do século XX, a partir de visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913), fazia ali com sua família e convidados. A Floresta da Tijuca é uma das principais áreas verdes urbanas do mundo, com 33 km2 e 3.953 hectares. Desde 1961, integra o Parque Nacional que reúne as demais florestas do Maciço da Tijuca, com abrangência sobre as zonas oeste, norte e sul da cidade do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Nesse artigo, o cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos convida a um passeio pela Floresta da Tijuca nos primeiros anos do século XX, a partir de visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913)</a>, fazia ali com sua família e convidados. A Floresta da Tijuca é uma das principais áreas verdes urbanas do mundo, com 33 km2 e 3.953 hectares. Desde 1961, integra o Parque Nacional que reúne as demais florestas do Maciço da Tijuca, com abrangência sobre as zonas oeste, norte e sul da cidade do Rio de Janeiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Paulo Celso Corrêa*</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9181" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9181/FP0000724.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9181" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo, Armando Falconi e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O patrimônio natural e histórico da Floresta da Tijuca, produto e testemunha da história da ocupação humana na região, inspirou a produção de diversos registros fotográficos ao longo dos séculos XIX e XX, alguns dos quais já mostrados aqui no portal Brasiliana Fotográfica, no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15070" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></a>, publicada em 5 de junho de 2019.</p>
<p>As fotos a seguir ampliam o escopo desses registros ao retratar diferentes aspectos da Floresta da Tijuca durante as visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913)</a>, fazia ali com sua família e convidados. As fotos são de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, foram produzidas entre 1904 e 1906, e pertencem à Coleção Família Passos do Arquivo Histórico do Museu da República.</p>
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<div dir="auto"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/273" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Floresta da Tijuca da Coleção Pereira Passos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></div>
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<p>A Floresta da Tijuca é o resultado de uma grande obra de reflorestamento iniciada em 1861 pelos seus primeiros administradores, o major Manuel Gomes Archer (1821 – 1907) e o Barão d’Escragnolle (1821 – 1888). Desde fins do século XVIII, a vegetação original que cobria o Maciço da Tijuca havia sido devastada pelas plantações de café e pelas queimadas para produção de carvão. Com isso, as fontes de água potável da região, que abasteciam a cidade, ficaram ameaçadas de secar. A recuperação da floresta começou com a desapropriação das fazendas de café e o plantio de sementes e mudas de árvores nativas e exóticas. O projeto do paisagista francês Auguste Glaziou (1828 – 1906) transformou a floresta num parque, com a abertura de estradas cavalgáveis, fontes, lagos, pontes e áreas de lazer como o mirante do Excelsior, a gruta Paulo e Virgínia e a Vista do Almirante.</p>
<p>Tão logo o verde voltou a tomar conta dos altos tijucanos, as fazendas de café deram lugar às chácaras de nobres e burgueses, atraídos pelo sossego e clima fresco semelhante ao de Petrópolis. A Floresta da Tijuca se tornou o lugar favorito de quem, a exemplo dos integrantes da Família Real brasileira, buscava “<em>passeios pitorescos e pic-nics restauradores</em>” como os prometidos em um anúncio do <em>Almanak Laemmert</em>, de 1897:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23494" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/14946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/empreza.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1897" width="247" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/14946" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As ações tomadas pela gestão de Francisco Pereira Passos na prefeitura do Distrito Federal entre 1902 e 1906 buscaram tornar a Floresta da Tijuca melhor sinalizada, transitável e atrativa aos praticantes do que se chamava à época de “excursionismo” &#8211; o hábito de sair de casa, na cidade, para apreciar a natureza, fazendo passeios e piqueniques. Antes, como engenheiro, Passos já havia trabalhado em outro projeto relacionado ao aproveitamento das florestas e montanhas do Maciço da Tijuca para fins recreativos e turísticos: a construção da estrada de ferro ligando o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Cosme Velho ao Corcovado</a>, inaugurada em 1885.</p>
<p>As primeiras iniciativas da reforma urbana de Passos para a Floresta da Tijuca foram a reconstrução, em saibro, da estrada que ligava a rua Conde de Bonfim ao Alto da Boa Vista e, neste, a criação de uma praça &#8211; atual praça Afonso Viseu &#8211; com jardim projetado pelo paisagista francês Paul Villon (1841 &#8211; 1905). Nela foi construído um coreto de música oferecido pela Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, que operava a linha de bonde do Largo de São Francisco até o Alto da Boa Vista. O quiosque ali existente foi demolido e substituído por um restaurante de arquitetura em estilo norueguês, mais afinado aos critérios burgueses de higiene e bom-gosto. Um dos traços da reforma Passos foi o combate aos quiosques que, servindo comidas e bebidas a trabalhadores, desocupados e demais integrantes das camadas pobres da sociedade, eram qualificados como focos de desordem e sujeira. Agindo de tal modo, o poder público assegurava então que a Floresta da Tijuca continuasse a ser um espaço moldado ao gosto das classes dominantes e que, na esteira das transformações urbanas promovidas na capital federal, fosse capaz de atrair visitantes e turistas. O coreto, o jardim e o restaurante aparecem nesses dois postais, que reproduzem fotos de Augusto Malta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9157" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9157/FP0000700.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9157" target="_blank">Augusto Malta. Alto da Boa Vista: aspectos da praça; vendo-se o coreto e os jardins após as transformações ocorridas na administração Passos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9169" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9169/FP0000701.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="512" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9169" target="_blank">Augusto Malta. Alto da Boa Vista: aspectos da praça; vendo-se o coreto e os jardins após as transformações ocorridas na administração Passos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A inauguração da praça aconteceu em 12 de outubro de 1903 e contou com a presença do presidente Rodrigues Alves, conforme noticiou o Jornal do Brasil na matéria <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12670"><em>Alto da Boa Vista</em></a>, publicada no dia seguinte. Na mesma ocasião, foram inauguradas a Mesa do Imperador reformada e o novo pavilhão oriental da Vista Chinesa.</p>
<p>No lugar conhecido como Mesa do Imperador, onde se supõe que a Família Real fazia suas refeições quando passeava pela Tijuca, a prefeitura fez construir um novo caramanchão e grades rústicas para melhor abrigar os piqueniques. A seguir, a foto de Augusto Malta mostra a Mesa do Imperador com essas novidades, em 1903; e o cartão postal (sem data) registra Passos e um grupo majoritariamente feminino, que inclui sua esposa Maria Rita, posando diante de uma placa na qual se lê o nome do lugar, a sua altitude e a sigla PM de “Prefeitura Municipal”.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9170" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9170/FP0000916.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9170" target="_blank">Augusto Malta. Floresta da Tijuca: aspecto da Mesa do Imperador e da Vista Chinesa, vendo-se ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio de Janeiro, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9177" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9177/FP0000703.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9177" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos e grupo de pessoas na Mesa do Imperador, durante visita à Floresta da Tijuca, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais adiante se chega à Vista Chinesa, lugar assim chamado desde meados do século XIX em alusão aos trabalhadores chineses que cultivavam chá nas antigas fazendas da região. Na gestão de Pereira Passos, foi erguido ali um novo pavilhão em forma de pagode (torre típica dos templos budistas asiáticos), com estrutura de argamassa imitando bambu e uma mesa de piquenique. O projeto foi de autoria do arquiteto Luiz Rey. Desse mirante, inaugurado em 1903, se podia ver o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Corcovado (ainda sem o Cristo Redentor), o Pão de Açúcar</a>, a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas e um pouco de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10061" target="_blank">Niterói</a>. A foto seguinte mostra o pavilhão ainda em um estágio primário de construção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9171" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9171/FP0000917.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9171" target="_blank">Augusto Malta. Floresta da Tijuca: aspecto da Mesa do Imperador e da Vista Chinesa, vendo-se ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio de Janeiro, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos abaixo registram uma visita de Passos à Tijuca, realizada em 19 de abril de 1906, com a finalidade de verificar os reparos feitos nas estradas da região, danificadas após fortes chuvas. A visita foi noticiada na seção <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/19373">“Prefeitura”</a> do <em>Jornal do Brasil</em> de 20 de abril de 1904, na sétima coluna. Também integravam a comitiva Jerônimo Coelho, diretor municipal de Obras e Viação, e Manuel Maria Del Castilho, superintendente do Serviço de Limpeza Pública e Particular. As fotos de Malta mostram o grupo na Estrada da Vista Chinesa, em meio a um corredor de bambus; e na Estrada do Pica-Pau, destacando a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10047" target="_blank">Pedra da Gávea</a> ao fundo e alguns aspectos da comunidade local, como um armazém de secos e molhados e uma escola pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9158" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9158/FP0000719.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9158" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9159" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9159/FP0000720.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9159" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9172/FP0000721.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9172" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9160" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9160/FP0000722.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9160" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas fotos a seguir, datadas de 8 de julho de 1906, Passos e um grupo de homens aparecem em passeio à Mesa do Imperador, à Vista Chinesa e ao Rio das Furnas. Na foto abaixo, Malta destacou a Mesa do Imperador com as inovações inauguradas três anos antes. Pereira Passos aparece no canto direito, conversando com dois homens sentados na cerca rústica.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9161" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9161/FP0000705.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9161" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posicionado no pavilhão da Vista Chinesa, Augusto Malta fotografou Passos e seus convivas, observados ao fundo por um adulto e uma criança descalços, provavelmente trabalhadores encarregados de manter a estrada em boas condições. O homem à direita de Pereira Passos segura um binóculo, instrumento necessário à melhor contemplação da paisagem oferecida pelo mirante. Na imagem é possível ver a traseira de um automóvel, veículo cada vez mais presente nas ruas das principais cidades brasileiras a partir dos primeiros anos do século XX. O carro, ainda privilégio daqueles com bastante dinheiro para pagar pela sua importação, facilitava subir as estradas da Floresta da Tijuca; por outro lado, também contribuía para este novo acontecimento da vida urbana, <span style="color: #000000;">o acidente automobilístico, como o que aconteceu nas proximidades da Vista Chinesa, conforme noticiado pela <em><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/6133" target="_blank">Revista da Semana</a> </em>de 16 de junho de 1907.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9163" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9163/FP0000707.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9163" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mesmo grupo de homens aparece noutra foto, produzida no mesmo passeio, à beira do Rio das Furnas.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9162/FP0000706.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9162" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já o cartão postal abaixo foi feito a partir de foto de Augusto Malta do dia 14 de junho de 1904, durante a excursão oferecida pela prefeitura aos delegados brasileiros da Convenção Sanitária Internacional entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, encerrada no dia anterior. No canto esquerdo da imagem está a esposa do prefeito, Maria Rita Passos,  na Vista Chinesa. A convenção teve a finalidade de unificar protocolos de combate e prevenção à epidemias entre os três países. O sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, então Diretor-Geral de Saúde Pública do Distrito Federal, integrava a delegação brasileira, mas não participou do passeio tijucano. Desde o ano anterior, Cruz vinha aplicando uma série de novas e polêmicas medidas para o combate à febre amarela e à peste bubônica, como os batalhões de mata-mosquitos e a compra de ratos. Naquele momento a cidade passava por um grave surto de varíola, o que em breve levaria o governo federal a propor a lei de vacinação obrigatória contra a doença, episódio que culminaria na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">Revolta da Vacina</a>, em novembro de 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9173" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9173/FP0000702.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9173" target="_blank">Augusto Malta. Maria Rita de A. Passos com grupo de pessoas na Vista Chinesa, 14 de junho de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, os participantes da excursão posam para foto na escadaria do Hotel White, antigo Palacete do Conde de Boa Vista. O <em>Jornal do Brasil</em> do dia 15 de junho deu notícia do acontecimento na matéria <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14055">No Alto da Boa Vista</a></em>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9174" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9174/FP0000708.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9174" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Olímpia Passos, J.J. Seabra e outros posam diante da escadaria do Hotel White, no Alto da Boa Vista, 14 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Situado no Alto da Boa Vista, o Hotel White aparece em várias outras fotos dessa série. Isso porque as recepções oferecidas aos figurões da política, dos negócios e da cultura que visitavam a cidade do Rio de Janeiro costumavam incluir passeios à Floresta da Tijuca e refeições num dos hotéis de luxo existentes na região. O palacete neoclássico que servia como edifício principal do Hotel White foi construído em meados do século XIX para o Conde de Itamaraty, sob projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), responsável também por parte do Palácio do Itamaraty, no centro do Rio. Posteriormente, o hotel foi renomeado em homenagem ao primeiro proprietário, como se vê no anúncio publicado na revista <em>Careta</em> de 24 de janeiro de 1914.<em> </em>O palacete é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural desde 1979.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23500" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/11065" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23500" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/empreza1.jpg" alt="Careta, 24 de janeiro de 1914" width="490" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/11065" target="_blank"><em>Careta</em>, 24 de janeiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos abaixo foram produzidas por Augusto Malta no jardim do Hotel White, em 17 de dezembro de 1905. Fazem parte de um pequeno álbum que reúne fotos descontraídas do engenheiro Francisco Oliveira Passos (1878 &#8211; 1958), filho do prefeito e então consultor técnico da prefeitura, posando e fumando com um grupo de homens, dentre os quais o escritor e diplomata Graça Aranha (1868 &#8211; 1931) e o diretor da Limpeza Pública, Manoel Maria Del Castilho (1856 &#8211; 1911). A fotografia do grupo no coreto da praça do Alto da Boa Vista foi depois transformada em postal, enviado a Oliveira Passos pelo próprio Malta no Natal de 1905.</p>
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<div style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9176" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9176/FP0000718.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="575" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9176" target="_blank">Augusto Malta. Francisco de Oliveira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 17 de dezembro de 195. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9175" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9175/FP0000714.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9175" target="_blank">Augusto Malta. Francisco de Oliveira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 17 de dezembro de 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos abaixo, também no Hotel White, mostram cenas da visita de Elihu Root (1845 &#8211; 1937), Secretário de Estado dos Estados Unidos, à Floresta da Tijuca. Em agosto de 1906, Root veio ao Rio de Janeiro participar da Terceira Conferência Pan Americana, iniciada em 25 de julho no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, com a participação de representantes de dezenove países da América. Root chegava ao Brasil como representante da política externa do “Corolário Roosevelt”, oficializada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt (1858 &#8211; 1919), em 1904, que justificava as intervenções militares “preventivas” dos Estados Unidos em outros países no caso de perturbação da ordem e desrespeito aos contratos. O Brasil, no entanto, não se via ameaçado pelo chamado “Grande Porrete”. A política externa brasileira dirigida pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a> considerava o poderio do país norte-americano um fator de proteção contra o intervencionismo europeu e um aliado na promoção dos interesses brasileiros no sul do continente.</p>
<p>As esperanças do governo brasileiro manifestaram-se no entusiasmo com que Root foi recebido no país. Sua despedida da capital federal, no dia 3 de agosto de 1906, foi marcada por um passeio à Floresta da Tijuca, organizado por Pereira Passos e por Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), embaixador nos Estados Unidos e chefe da delegação brasileira na Conferência. Na primeira foto aparecem Nabuco, Maria Rita Passos e as senhoritas Teixeira Castro num dos automóveis da excursão, que passou pelo Mirante Excelsior, Gruta Paulo e Virgínia, Vista Chinesa, Estrada de Furnas e pelas Furnas de Agassiz. O encontro incluiu um almoço no Hotel White <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/20259" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 4 de agossto de 1906, sétima coluna</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9179/FP0000713.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank">Augusto Malta. Maria Rita Passos, as senhoritas Teixeira Castro e Joaquim Nabuco em automóvel na Vista Chinesa, durante o passeio de Elihu Root à Floresta da Tijuca, 3 de agosto de 1906 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9178" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9178/FP0000711.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9178" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Joaquim Nabuco e grupo de pessoas nas escadarias do Hotel White, durante o passeio de Elihu Root à Floresta da Tijuca, 3 de agosto de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p>A vinda de Root, primeira viagem oficial de um secretário de Estado dos Estados Unidos ao exterior, foi interpretada pelos entusiastas da modernidade republicana como indício da inclusão do Brasil no seleto grupo dos países “civilizados”. O mesmo se deu com a chegada ao Rio da turnê internacional de uma prestigiosa atriz do teatro europeu, a italiana Tina Di Lorenzo (1872 &#8211; 1930). Ela veio ao Rio com sua companhia teatral apresentar um repertório de peças famosas que incluía <em>Romeu e Julieta</em>, de Shakespeare; <em>Casa Paterna,</em> de Hermann Sudermann e <em>A Dama das Camélias</em>, de Alexandre Dumas, dentre outros sucessos. E, como de costume, ela também foi convidada pelos Passos a conhecer a Floresta da Tijuca, junto de seu marido, o também ator teatral Armando Falconi (1871 &#8211; 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4602" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de junho de 1906</a>).</p>
<p>Nas fotos a seguir, o grupo aparece fotografado diante das Furnas de Agassiz, conjunto de grutas e cavernas cujo nome faz referência ao naturalista suíço Louis Agassiz (1807 &#8211; 1873), que as estudou quando viajou pelo Brasil entre 1865 e 1866. Tina e o marido posam juntos diante da gruta principal das Furnas, formada por um conjunto de rochas superpostas. Noutra foto é possível ver os carros que levaram o grupo até o local e, na paisagem ao fundo, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10047" target="_blank">Pedra da Gávea</a>. Outro local visitado durante o passeio foi a Gruta de Paulo e Virgínia, batizada em referência ao romance francês <em>Paulo e Virgínia</em>, de Bernardin de Saint Pierre, muito famoso durante o século XIX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/7556" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de junho de 1906).</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9180" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9180/FP0000723.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9180" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo, Armando Falconi e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9188" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9188/FP0000726.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="636" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9188" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9184/FP0000728.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="674" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9184" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Paulo Celso Liberato Corrêa é cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes: </span></strong></p>
<p>ABREU, Alzira Alves de (coord.). <em>Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República (1889-1930)</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>AGASSIZ, Elizabeth Carey &amp; AGASSIZ, Louis. <em>Viagem ao Brasil 1865-1866</em>. Brasília: Senado Federal, 2000.</p>
<p>CRULS, Gastão. <em>Aparência do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1965.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das ruas do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora Bem-te-vi, 2015.</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em>A revolta da vacina</em>. São Paulo: Editora Scipione, 1993.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Palácio de Cristal, em Petrópolis, fotografado por Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 13:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Palácio de Cristal, na Praça Koblenz, em Petrópolis, foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem produzida em torno dessa época por Marc Ferrez (1843 - 1923), que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica em torno do Rio de Janeiro e de seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. O Palácio de Cristal, patrimônio histórico tombado pela União, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem do Palácio de Cristal de Petrópolis produzida em torno da época de sua inauguração, em 1884, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Patrimônio histórico tombado pela União, o Palácio de Cristal, localizado na Praça Koblenz ou Praça da Confluência, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos culturais como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival. É um monumento importante e simbólico para a história do Brasil e um dos principais pontos turísticos de Petrópolis. Em janeiro de 2020, foi fechado para visitação para a realização de uma reforma, paralisada no mês seguinte pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e retomada no início de outubro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6457" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de janeiro de 1884, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6498" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de fevereiro de 1884, quinta coluna</a>), cinco anos após o lançamento de sua pedra fundalmental, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira.</p>
<p>Sobre sua construção e inauguração, foi publicado em <em>Petrópolis, guia de viagem (1885)</em>, de José Nicolau Tinoco de Almeida (18? &#8211; 1950):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“ Petrópolis – Escrevem-nos dessa cidade:</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>03 de Fevereiro –  Por telegrama que expedi hontem daqui dei-lhes de noticia do baile com que se inaugurou o palácio de crystal, construído no local do antigo passeio publico, e cuja estufa ostenta agora as suas columnas de ferro e paredes vidro branco.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Se o palacio de crystal há de ser mais conveniente e util a Petropolis dirão os frequentadores desta bella cidade que assistirem às festas que alli se derem. O facto é que o antigo Passeio Público era o recreio das crianças e ponto de reunião de todos.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O palacio de crystal de Petrópolis foi construído nas oficinas da sociedade anonyma de Saint Sauveur les Arraz, para uma associação de horticultura sob a proteção as Sua Alteza Conde d’Eu. Devendo servir de lugar de exposição ou de festas, tem esta enorme estufa uma vasta sala composta de uma parte central e dois corpos lateraes rectangulares, com uma superfície de 224 metros quadrados. Ligão-se ao corpo principal duas meias luas, cada uma com uma superfície de 56 metros quadrados. Espaço suficiente no caso de haver exposição hortícola para receber pequenos volumes e plantas e em reuniões numerosas os necessários acessórios para uma sala de festas. É inconstestavelmente um elegante EDIFÍCIO, solidamente construido pelo engenheiro Eduardo Bonjean.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Como já dissemos, fez-se a inauguração do palacio-estufa com um baile dado em beneficio da Associação. A inauguração da sala foi feita sob as vistas de S.A. a Serenissima Princeza Imperial, o que fez ter maior realce a primeira festa dada no palacio de crystal.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em> Às 9 horas da noite já a sala estava cheia de senhoras e cavalheiros, que receberão Suas Majestades e Altezas, dando-se logo depois começo às danças, nas quaes dignou-se S.A. a Sra. Princeza Imperial de tomar parte. Foi uma brilhante reunião tanto pela escolhida sociedade como pela bonita iluminação. Da corte vierão muitas senhoras para este tão falado baile, de cuja direção se encarregou, a convite de S.A. o Sr. Conde d’Eu uma comissão de cavalheiros da nossa sociedade, que se esmerarão no desempenho de tão agradável incumbência.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Mas não foi só para assistir ao baile que veio gente da corte; para fugir do calor e aqui passar dois dias também vierão muitas pessoas. A affluencia desde sexta-feira tem sido extraordinária.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Cerca de 1.000 pessoas vierão para Petrópolis, e sabe Deus que trabalho teve o Dr. Berrini para acomodar os passageiros nos carros da estrada de ferro Principe Grão Pará.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Os hotéis estão cheios que os últimos passageiros tiveram de dormir nos bilhares e salas.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O Hotel d’ Orleans não teve outras acomodações senão a rouparia e o quarto de banho para dar aos dois últimos hospedes que apparecêrão hontem ”</em></span></p>
<p>A estrutura pré-montada do Palácio de Cristal foi encomendada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, na época, presidente da Sociedade Agrícola de Petrópolis, às oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, na cidade de Arras, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-21896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/cristal1.jpg" alt="cristal1" width="458" height="538" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu e a princesa Isabel haviam se casado cerca de 20 anos antes, em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel justamente em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Palácio de Cristal&#8230; Sua estrutura, a primeira pré-fabricada ultimada no Brasil, foi montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean (1844 -?),  foi inspirada em duas edificações: o Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto. O Crystal Palace, construído no Hyde Park para sediar a Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações de 1851, foi inaugurado em 1º de maio de 1851 pela Rainha Vitória (1837 &#8211; 1901)  e destruído por um incêndio em 1936. O Palácio de Cristal do Porto, inaugurado em 18 de setembro de 1865 pelo rei dom Luis (1838 0 1889) para abrigar a Exposição Internacional do Porto, foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos,  atualmente denominado Pavilhão Rosa Mota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21902" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21902" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystal.jpg" alt="Crystal Palace de Londres, 1851" width="515" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank">Crystal Palace de Londres, 1851</a></p></div>
<div dir="auto"></div>
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<div dir="auto" style="text-align: center;">
<div id="attachment_21906" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank"><img class="wp-image-21906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystalporto1.jpg" alt="crystalporto1" width="477" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank">Palácio de Cristal do Porto, publicado no Archivo Pittoresco: semanário illustrado, Anno 7,  número 1, 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">Em 20 de abril 1884, com ornamentação do botânico francês Auguste Glaziou (1828 &#8211; 1906), que havia sido o responsável pelo embelezamento do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a>, foi aberta a Quarta Exposição da Sociedade Agrícola e Hortícula de Petrópolis, a primeira no Palácio de Cristal &#8211; as três primeiras haviam sido realizadas em 1875, 1876 e 1877, em pequenos pavilhões na mesma Praça Koblenz. A edição de 1884 contou com a presença <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, do corpo diplomático e de ministros do Império. O discurso oficial foi proferido pelo Conde d’ Eu e o júri do evento, na seção hortícola, era formado por Glaziou, Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), na ocasião preceptor dos filhos da princesa Isabel; e do bibliotecário José de Saldanha da Gama. Na seção zootécnica, os jurados foram Ferreira Penna e E. P. Wilson (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10207" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de abril de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6877" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de abril de 1884, quarta coluna; <em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril, terceira coluna)</a>. Em 12 de abril de 1885 e em 20 de março de 1886, o Palácio de Cristal sediou as edições seguintes do evento. Em maio de 1886, também no palácio, foi realizada a Primeira Exposição Industrial de Petrópolis, organizada pela Câmara Municipal por iniciativa do vereador Henrique Kopke Junior (18? &#8211; ?).</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22585" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/petro.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1888" width="377" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Com a proclamação da República, em 1889, o palácio entrou em decadência e, em 1894 foi doado à Prefeitura de Petrópolis. Foi arrematado em leilçao público por Manorel Buaque de Macedo que o cedeu à Associação Artística e Literária Fluminense. Em 1938, o Palácio de Cristal foi coberto por tijolos e folhas-de-flandres, passando a sediar o Museu Histórico de Petrópolis (MHP), por iniciativa do jornalista e historiador Alcindo de Azevedo Sodré (1895 &#8211; 1952). Em 1943, quando Petrópolis comemorava 100 anos de sua fundação, o MHP foi transferido para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Museu Imperial de Petrópolis</a>, inaugurado na antiga residência de veraneio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, do qual Sodré foi o primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21910" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21910" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/museuhistorico.jpg" alt="Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece" width="437" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank">Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece em Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a pertencer à prefeitura e, em 1957,  durante as comemorações do centenário da elevação de Petrópolis à condição de cidade, foi realizada, no Palácio de Cristal, a Exposição Industrial e Histórica de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5127" target="_blank"><em>Anuário do Museu Imperial</em>, 1957</a>). Em 21 de junho de 1967, o palácio, integrante do conjunto arquitetônico e paisagístico da antiga Praça da Confluência, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Na década de 1970, uma série de restaurações, inclusive em seus jardin, foram iniciadas. No ano de seu centenário, 1984, foi lançado um selo comemorativo em homenagem à data (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/74571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de janeiro de 1984, quarta coluna</a>) e ele foi reinaugurado em 2 de fevereiro, coberto por paredes de vidro similares às suas originais, que eram de cristais bisotados importados da Bélgica, com uma mostra de medalhas, uma exposição de esculturas de Maria Martins (1894 &#8211; 1973) e um recital de música antiga do Praetorius Emsemble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/75501" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984, segunda coluna</a>).</p>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">O poeta Carlos Drummond de Andrade dedicou ao Palácio uma crônica, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>A vária sorte do Palácio de Cristal</em>, no <em>Jornal do Brasil</em> 2 de fevereiro de 1984</a>.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21912" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21912" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/drummond-1024x397.jpg" alt="Jornal do Brasil, 2 de fevereiro de 1984" width="768" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nela se refere à história do edifício e também a uma fotografia do trio das inseparáveis amigas &#8211; a princesa Isabel e as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931) -, retratadas dentro do Palácio de Cristal, em 1884, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">Anuário do Museu Imperial de 1958</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21913" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank"><img class="wp-image-21913 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/loreto.jpg" alt="loreto" width="398" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">A Princesa Isabel, entre a Baronesa de Muritiba (D. Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta) e Baronesa de Loreto (D. Amanda de Paranaguá Dória), no recinto da Exposição Hortícola e Agrícola, no Palácio de Cristal, em 1884 / Anuário do Museu Imperial, 1958.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23240" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cristal.jpg" alt="O Palácio de Cristal fotografado por Geroges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948" width="361" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank">O Palácio de Cristal, fotografia do ateliê de Georges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Anuário do Museu Imperial</p>
<p><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/ArchivoPittoresco_TomoVII.htm" target="_blank"><em>Archivos Pittorescos: semanário illustrado</em></a></p>
<p><a href="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/obras-do-palacio-de-cristal-foram-retomadas-186404" target="_blank"><em>Diário de Petrópolis</em>, 6 de outubro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1669" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</p>
<p>SILVA, Lucas Ventura da. <em>Patrimônio documental sobre escravidão: o elemento servil na Petrópolis do oitocentos</em>. Revista Eletrônica Discente do Curso de História – UFAM, volume 4, número 1, ano 4, 2020</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=445045" target="_blank">Site Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><a href="http://culturaviva.gov.br/espaco/14986/" target="_blank">Site Cultura Viva</a></p>
<p><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank">Site e-monument.net</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/topic/Crystal-Palace-building-London" target="_blank">Site Enciclopedia Britannica</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2020/01/29/palacio-de-cristal-em-petropolis-rj-e-fechado-para-visitacao-e-passa-por-reforma.ghtml" target="_blank">Site G1</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/?p=20713#!/map=38329&amp;loc=-22.50606881180414,-43.18145459803748,17" target="_blank">Site ipatrimonio.org</a></p>
<p><a href="http://www.visitepetropolis.com/perfil-mantenedores/perfil/palacio-de-cristal/" target="_blank">Site Visite Petrópolis</a></p>
<p>SODRÉ, Alcindo. <em>Palácio de Cristal</em>. Centenário de Petrópolis, vol. 2, p.103.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
</div>
</div>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; VII &#8211; Festa das Artes e da Indústria &#8211; Segunda Exposição Nacional, 1866</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2020 15:27:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[As historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica são as autoras do artigo "Festa das Artes e da Indústria - Segunda Exposição Nacional, 1866". As exposições nacionais eram vistas como oportunidades para servir à “causa do progresso” e nessa edição o já renomado pintor Victor Meirelles presidiu o júri da seção de fotografia e em seu relatório apresentou uma história da fotografia e a descoberta dos vários processos técnicos que contribuíram para dar maior nitidez e perfeição às imagens.]]></description>
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<p>As historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são as autoras do artigo <span style="color: #333333;"><em>Festa das Artes e da Indústria &#8211; </em></span><span style="color: #333333;"><em>Segunda Exposição Nacional, 1866. </em></span>&#8220;As exposições nacionais constituíam espaços organizados de exibição de objetos técnicos que começavam a fazer parte do cotidiano, com forte presença de produtos agrícolas, matérias-primas, minerais, madeiras entre outros recursos naturais. Eram vistas como oportunidades para servir à “causa do progresso”, fazer negócios e divulgar produtos e serviços, incentivar o consumo, expandir redes mercantis, atrair trabalhadores, tecnologia e capitais estrangeiros e promover a exploração econômica do território&#8221;. Nessa edição da exposição o já renomado pintor Victor Meirelles presidiu o júri da seção de fotografia e em seu relatório apresentou uma história da fotografia e a descoberta dos vários processos técnicos que contribuíram para dar maior nitidez e perfeição às imagens.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Festa das Artes e da Indústria</em></strong></span><br />
<span style="color: #800000;"><strong><em>Segunda Exposição Nacional, 1866</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
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<div style="width: 856px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7901" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7901/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0495_m0001de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="846" height="659" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7901" target="_blank">Antônio Araújo de SouzaLobo; Antônio Barbosa Oliveira. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Parecerá talvez á alguém não ser a época actual a mais apropriada para o Brazil, que se acha em luta com um paiz estrangeiro, patentear ao mundo civilizado o vasto repositório de seus produtos, quer naturaes, quer resultados da inteligência e do trabalho de seus filhos. Nós porém pensamos de modo diverso, e sem querermos negar a influencia da paz no desenvolvimento das nações, acreditamos todavia que o brilho das armas não marea nem offusca o explendor das letras, das sciencias e da indústria &#8230;” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/15877" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1866. p. 202</a>). Com essa citação o médico e presidente da Comissão de Agricultura Nicolau Joaquim Moreira refere-se à realização da Segunda Exposição Nacional, em 1866, quando o Brasil estava envolvido com a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, imerso em grandes dificuldades financeiras e enfrentando uma importante redução da força de trabalho em função do fim do tráfico de escravos. Associações como a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, criada em 1827, e o Instituto Fluminense de Agricultura, por exemplo, constituíam-se em entidades de defesa para a realização no país de exposições industriais e incentivadoras da presença do Brasil em eventos no exterior. Cabe, contudo, lembrar que a participação do Estado em momento algum foi dispensada. Pelo contrário, o “apadrinhamento do Estado era não somente bem-vindo, mas também firmemente solicitado”. (Araújo, 1998)</p>
<p>As exposições nacionais constituíam espaços organizados de exibição de objetos técnicos que começavam a fazer parte do cotidiano, com forte presença de produtos agrícolas, matérias-primas, minerais, madeiras entre outros recursos naturais. Eram vistas como oportunidades para servir à “causa do progresso”, fazer negócios e divulgar produtos e serviços, incentivar o consumo, expandir redes mercantis, atrair trabalhadores, tecnologia e capitais estrangeiros e promover a exploração econômica do território. (Sanjad, 2017) Nas palavras de Antonio José de Souza Rego, 1º secretário da Comissão Diretora da Exposição Nacional de 1866, as exposições nacionais “desenvolvem a indústria, aperfeiçoam as artes e engrandecem os países, sendo ao mesmo tempo o padrão pelo qual se pode aferir o estado de civilização e adiantamento de um povo”. (Rego, 1869: 3)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Recorda%C3%A7%C3%B5es+da+Exposi%C3%A7%C3%A3o+Nacional+de+1866%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do álbum Recordações da Exposição Nacional de 1866 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na maior parte dos casos foram organizadas exibições nacionais, precedidas, por vezes, de exposições provinciais, que realizavam inventários bastante detalhados das potencialidades locais e regionais. Os estudos históricos sobre as exposições brasileiras já analisaram como estes eventos conseguiram articular um discurso globalizante sobre o progresso sem questionar de fato o tradicionalismo político, nem as formas arcaicas de produção existentes no país. (Araujo, 1998)</p>
<p>A Segunda Exposição Nacional teve lugar no “soberbo prédio” da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11041" target="_blank">Casa da Moeda</a> ao “lado ocidental do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo da Aclamação</a>”, onde, desde 2002, se encontra o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11041" target="_blank">Arquivo Nacional</a>. Foi inaugurada em 19 de outubro de 1866 em ato solene, com execução do hino nacional e salva de artilharia, pelo imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II</a> que em seu discurso destacou a importância das riquezas naturais das províncias brasileiras para a prosperidade do Império e da iniciativa para a “causa da civilização&#8221;. A exposição ficou em exibição até 16 de dezembro do mesmo ano e recebeu a visitação de 52.824 pessoas. Foram expostos 20.128 objetos distribuídos em 35 classes divididas em cinco grupos, representando 2.374 expositores das províncias do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, corte e província do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande de São Pedro do Sul. As províncias de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Alagoas não concorreram a esta exposição. Apesar do curto espaço de tempo, verifica-se um incremento importante desta edição em relação à Primeira Exposição Nacional, realizada em 1861 na Escola Central de Engenharia Militar, no Largo de São Francisco, quando foram expostos 9.962 objetos trazidos por 1.136 expositores. (Araújo, 1998)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18536" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7903" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/capa5.jpg" alt="Lobo, Antônio Araújo de Souza; Oliveira, Antônio Barbosa. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional" width="441" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7903" target="_blank">Antônio Araújo de Souza Lobo; Antônio Barbosa Oliveira. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em artigo na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2229" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, de 1º de abril de 1866</a>, fica clara a expectativa para a segunda exposição em relação à primeira, considerada um ensaio:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>“Desta vez, a exposição vai ser uma festa nacional, uma prova de pujança e desenvolvimento da inteligência de um povo culto, que se põe em pé de igualdade com os do velho mundo, inaugurando por este modo nova época na historia do Brasil.”</em></span></p>
<p>De acordo com o regulamento, os prêmios eram conferidos aos expositores que se sobressaíssem pela perfeição de seus produtos e por “esforços inteligentes empregados para o melhoramento dos métodos seguidos na produção e fabricação dos artigos das diversas indústrias”, evidenciando um propósito não só de venda dos produtos, mas também de cenário para novas ideias. Nesta segunda exposição os produtos químicos e farmacêuticos foram considerados os mais bem representados. Os artigos que mais se destacaram foram, no ano seguinte, mostrados na Exposição Universal de Paris.</p>
<p>Observa-se que os produtos premiados faziam propaganda em jornais de grande circulação, como o<em> Jornal do Commercio</em>, mencionando a distinção recebida, a exemplo da Imperial Fábrica de Cigarros e Rapé S. João de Nitherohy agraciada com medalha de prata; a fábrica de Manoel do Rego Viveiros que fornecia tintas de escrever roxa e preta; a Casa do Anjo, situada à rua do Ouvidor 109, que oferecia novas máquinas para fazer sorvetes em cinco minutos e diversos sistemas de talhas com filtradores; a Casa Blanchard, sucessora de L Denille, premiada com medalha de ouro, que oferecia “rico sortimento de instrumentos de cirurgia das mais modernas invenções, de instrumentos de dentistas, de cutelaria fina, franceza e inglesa, de mamadeiras, algalias, fundas, suspensórios etc.”; a fábrica de algodão Santo Aleixo premiada com medalha de ouro.</p>
<p>Esta exposição, diferentemente da anterior, dispunha de uma área externa ao prédio principal, organizada pelo comendador Joaquim Antonio de Azevedo, para exibição de plantas, fibras vegetais, madeiras e animais vivos (cavalos, bois e carneiros). Representada principalmente pelas províncias do extremo norte, essa exibição foi considerada um testemunho da “fertilidade de nosso sólo, a magnificência de nossos vegetaes, a beleza de nossas flores e a abundancia de nossos fructos.”. (Castro, 1866) Nesse pavilhão externo também foram colocadas amostras de batatas, legumes, milho e outros cereais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7924" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7924/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0495_m0017de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7924" target="_blank">Antônio Araújo de Souza Lobo; Antônio Barbosa Oliveira. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todavia, de acordo como historiador Nelson Sanjad (2017), eram os artefatos e instrumentos científicos e tecnológicos, em especial aqueles com emprego na medicina e higiene, que tinham amplo espaço nas exposições, representando o desenvolvimento, o controle sobre doenças e fenômenos naturais e a capacidade de inovação industrial, constituindo as exposições espaços de compartilhamento e debate entre médicos, cientistas, inventores. Em geral, os instrumentos científicos eram vistos com interesse pelo público e pelos juízes das exposições, pois sinalizavam para o futuro, a legitimar o que era considerado novo, moderno e útil, não obstante a economia agroexportadora dominante no país, apoiada na mão de obra escrava, que fragilizava o projeto modernizador imaginado pelas elites e pelo próprio Estado. Despolpadores para café dividiam a sala de exposição com uma coleção de outras máquinas próprias para preparar os diversos produtos agrícolas, a exemplo da prensa para mandioca ou para a cana movida a vapor e das máquinas agrícolas das Casas Ransomes, Sims e Head.</p>
<p>No campo dessas inovações associadas às ciências, a fotografia cumpre papel de destaque nas exposições. Na edição de 1866, a fotografia, alocada em uma sala ao lado do espaço dedicado à pintura, estava representada por 15 expositores nacionais e estrangeiros “que rivalizam pouco mais ou menos em perfeição”, com exceção do suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a>, que se destacou apresentando vistas do Rio de Janeiro e arredores. Foram concedidas seis medalhas de prata, 3 de bronze e 4 menções honrosas. Destacam-se <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl</a> (medalha de prata), Carneiro &amp; Gaspar (medalha de prata.), George Leuzinger (medalha de prata), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a> (medalha de prata), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela</a> (menção honrosa), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">José Christiano Júnior</a> (menção honrosa), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães</a> (medalha de prata), Louis Auguste Moreaux. A classe da fotografia, considerada um ramo industrial-artístico, de acordo com artigo da revista Semana Illustrada, estava dividida em panoramas, panoramas diversos para álbuns, estereoscópios, álbuns e retratos. O júri foi presidido pelo pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles</a> que em seu relatório apresenta a história da fotografia e a descoberta dos vários processos técnicos que contribuíram para dar maior nitidez e perfeição às imagens. Em seu texto, Meirelles fez uso de parâmetros e valores estéticos tradicionalmente empregados para apreciar os trabalhos de pintura, contribuindo para um diálogo entre a fotografia e a tradição da pintura de paisagem, ou evidenciando que ainda há nesse momento uma indistinção ou incompreensão da linguagem fotográfica em sua relação com as artes plásticas.</p>
<p>Cabe registrar que para a exposição de 1866 adotaram-se novos critérios de premiação, ficando a medalha de ouro com o caráter de “prêmio excepcional para os definidos casos de invenção e introdução de indústria nova e aperfeiçoamento dos processos de produção de artigos de reconhecia utilização e vantagem”. Como escreve Maria Inez Turazzi, essas novas normas aplicadas a todas as classes de produtos representavam certa dificuldade para que os fotógrafos obtivessem a medalha de ouro pela apresentação de seus trabalhos, apesar do caráter técnico e inovador que a fotografia podia conter. (1995:125)</p>
<p>Na sala de pintura, encontram-se os trabalhos das alunas do professor F. Fachinetti que desenvolveu um método próprio para pintar vastos panoramas da cidade do Rio de Janeiro e de seus arredores. Nas imagens do álbum organizado por Barbosa e Lobo observa-se também uma coleção de quadros representando flores e beija-flores, executados por uma artista brasileira, que se destaca pela fineza e paciência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7921" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7921/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0495_m0013de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="565" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7921" target="_blank">Antônio Araújo de Souza Lobo; Antônio Barbosa Oliveira. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu relatório, o 1º secretário conclui que o evento foi um sucesso, “fecundo e grandioso incentivo para a agricultura, a indústria e as artes, solida base de engrandecimento das nações cultas”. (Rego, 1869: 21)</p>
<p>O álbum Recordação da Exposição Nacional de 1866 consiste na compilação de imagens, de autoria de Antônio Barbosa Oliveira e Antônio Araújo de Souza Lobo, dando destaque aos salões alusivos às pinturas e manufaturados como calçados, chapéus, velas, têxteis, couros. Poucas são as imagens de produtos agrícolas e o salão dedicado à fotografia também não está registrado nesse álbum.</p>
<p>Não deixou de receber atenção, no entanto, a própria construção, sede da Casa da Moeda, com tomadas da fachada e detalhes do pátio interno. Em três fotografias especialmente, Barbosa e Lobo se dedicaram a mostrar os espaços ao ar livre que integravam a construção, com recantos ajardinados, fonte, bancos de praça e homens, em sua grande maioria de fraque e cartola posando junto à fachada, a um quiosque e reunidos sob um arco forrado por vegetação. O uso dessa roupa denotava certa formalidade, mesmo que diurna, em frequentar esses espaços, uma combinação que de qualquer forma se afirma no século XIX como a roupa masculina por excelência da aristocracia, da alta burguesia e já na virada do século seguinte, dos bacharéis, doutores. Uma trinca formada pela casaca, as calças e a predominância do preto definiu a silhueta masculina do Império. (Monteleone, 2017) Podemos acrescentar a cartola, ou o “chapéu alto”, complementando um estilo que viria a ser ridicularizado em charges de época, para criticar políticos e magnatas. Na década de 1860 evidenciava a adoção disseminada de uma roupa moderna, que exibia “homens exilados numa existência sombria” em contraste com as exuberantes roupas femininas, como escreveu Maria do Carmo Rainho. Esses homens encontravam ainda um alívio nessa contenção, dedicando-se aos cortes de cabelo e barbas, além de chapéus, “– com uma grande variedade de formas e feitios –, as bengalas, os charutos e as jóias, entre elas a correntinha do relógio e os anéis”.</p>
<p>O grupo sob o caramanchão reúne, talvez, alguns tipos mais característicos da população carioca, como o único que posa diretamente para a câmera, de aparência cuidada, envergando a cartola e o fraque, além de cultivar barba, bigode e costeletas aparadas. Permanecem na sombra, de forma imprecisa em suas roupas ou origem social, os que o acompanham no retrato.</p>
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<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7917" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7917/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0495_m0006de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7917" target="_blank">Antônio Araújo de Souza Lobo; Antônio Barbosa Oliveira. Recordações da Exposição Nacional de 1866, 1866. Casa da Moeda do Brasil, Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>A presença desses homens nas cenas que compõem o álbum informa sobre a frequência à exposição nacional e ainda mais sobre a concepção de cidade, e de capital do Império que os equipamentos e o ambiente sugerem. O início da década de 1860 é rico em eventos relacionados como o remodelamento pelo paisagista Auguste Glaziou do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a>, de onde vieram plantas que compuseram a área destinada à horticultura da exposição de 1866. Glaziou, no início da década seguinte, se encarregaria da obra de transformação do Campo da Aclamação, atual Praça da República, e que guarda uma contiguidade com o conjunto da Casa da Moeda. Em dezembro de 1861 a criação da administração das florestas da Tijuca e das Paineiras, voltada ao reflorestamento de áreas devastadas, instaura um projeto urbano e civilizacional para o Rio e o Império que descende do ideário ilustrado luso-brasileiro e da visão romântica de nação e natureza de matriz brasileira.</p>
<p>É também de 1861 a criação do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, uma das poucas alterações na estrutura ministerial do período e que atendeu, para alguns autores, ao crescimento da indústria cafeeira e à estrutura escravista, sendo de fato peculiar que, com sua economia ancorada na agricultura, só então o Império criasse a pasta. As inovações propaladas, seguindo padrões veiculados nas academias europeias que condenavam a derrubada das matas e técnicas de cultivo modernas, pareciam ser de difícil introdução, com a manutenção do trabalho escravo (mesmo com a lei de 1850), o recurso às queimadas e o cultivo extensivo e exaustão do solo. Essas últimas práticas foram condenadas no relatório do ministério de 1865, no qual se descreve o processo pelo qual o homem “em presença de matas virgens e de solo ubérrimo” opta inicialmente pela destruição com a foice, o machado e a enxada. Diante da terra exaurida, prossegue o ministro, o agricultor resolve o passo seguinte, que no Brasil como nos Estados Unidos havia sido a invasão do sertão e a conquista das florestas. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/2377" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de junho de 1866</a>)</p>
<p>Com esses temas centrais para a cidade e o Império organiza-se a exposição de 1866 e o álbum da forma como Barbosa &amp; Lobo a registraram. Sem que se saiba se foram efetivamente sócios comerciais, Antônio Araújo de Souza Lobo e Antônio Barbosa de Oliveira assinaram essa série comercializada como Coleção de Fotografias da Exposição Nacional de 1866 e expostas também na Exposição de História do Brasil realizada pela Biblioteca Nacional em 1881. (Rainho e Heynemann, 2005: 52) Barbosa atuou na rua do Ouvidor 134, via conhecida como área de comércio sofisticado da cidade. O negócio da fotografia de estúdio que prosperou, sobretudo, a partir daquela década com a multiplicação de retratos em carte de visite fazia parte dos índices de modernidade que tanto quanto as exposições traduziam os aspectos mais contraditórios do país. A Semana Illustrada, de 1867, anuncia com destaque a publicação do álbum e a venda dessa coleção no seu estabelecimento comercial, no centro do Rio de Janeiro.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">“Os Srs. Barbosa &amp; Lobo, fotógrafos estabelecidos á rua d’Ouvidor 134, acabam de publicar um álbum de fotografias, sobre a ultima exposição nacional, contendo as vistas do palacio da exposição e uma grande parte das dos objetos mais notaveis, que figurarão naquela explendida festa da indústria nacional.</span></em>”</p>
<p>As exposições e em particular a de 1866 constituem, sem dúvida, espaços de inovação tecnológica. Mas a análise desses eventos também revela processos e disputas político-sociais que se manifestam na própria seleção dos produtos e ofícios a serem expostos, resultando muito mais de um arranjo conjuntural de forças políticas do que de um projeto consensual de país&#8221;.</p>
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<p>*Claudia Beatriz Heynemann é Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional<br />
Maria Elizabeth Brêa Monteiro é Mestre em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
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<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAÚJO, Hermetes Reis de.<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881998000100013&amp;script=sci_arttext" target="_blank"><em> Técnica, trabalho e natureza na sociedade escravista</em></a>. Revista Brasileira de História, v.18, n.35, São Paulo, 1998. Acesso em 21 jan. 2020.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=302295&amp;pesq=%22exposi%C3%A7%C3%A3o%20nacional%20de%201866%22&amp;pasta=ano%20186" target="_blank"><em>O Auxiliador da Industria Nacional</em></a>. Periódico da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional sob a direção e redação de F.L.Cesar Burlamaqui. RJ: Typ. Indústria Nacional de Cotrim e Campos, 1866. Acesso em 15 jan. 2020</p>
<p>BEDIAGA, Begonha. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-87752013000100009" target="_blank">Revista Agrícola (1869-1891): sensibilizar o lavrador e plantar ciências agrícolas</a>.</em> Varia Historia, v.29, n. 49, Belo Horizonte, jan./abr. 2013. Acesso em 21 jan. 2020.</p>
<p>CASTRO, Agostinho Victor de Borja. <a href="https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924019972011&amp;view=1up&amp;seq=16" target="_blank"><em>Relatório do 2º grupo</em></a>. In: REGO, Antônio José de Souza. Relatório da 2ª Exposição Nacional de 1866. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869 (2ª parte). Acesso em 22 jan. 2020.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=090972_02&amp;pagfis=2377&amp;url=http://memoria.bn.br/docreader#" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>. São Paulo, 20 de junho de 1866, edição 03023, p.2</a>. Acesso em 11 fev. 2020</p>
<p>MONTELEONE, Joana Moraes. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2236-46332017000100318&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank"><em>D. Pedro II e o império de casaca: os sentidos de poder nos trajes masculinos no Segundo Império</em></a>. Almanack, Guarulhos , n. 15, p. 318-345, Abr. 2017. Acesso em 10 fev. 2020.</p>
<p>RAINHO, Maria do Carmo, HEYNEMANN, Claudia Beatriz. <em><a href="http://www.an.gov.br/retratosmodernos/retratosmodernos.pdf" target="_blank">Retratos Modernos</a>.</em> Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. Acesso em 10 fev. 2020</p>
<p>REGO, Antônio José de Souza. <em>Relatório da 2ª Exposição Nacional de 1866</em>. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869.</p>
<p>REZENDE, Livia Lazzaro. <em>The Raw and the manufactured: Brazilian modernity and national identity as projected in international exhibitions (1862-1922).</em> Tese de doutorado em História do Design. Royal College of Art, London, out. 2010.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>Exposições internacionais: uma abordagem historiográfica a partir da América Latina.</em> História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 24, n.3, jul./set. 2017. p. 785-826.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=702951&amp;pasta=ano%20186&amp;pesq=%22exposi%C3%A7%C3%A3o%20nacional%22" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, edição 277, 1866</a>. Acesso em 21 jan. 2020.</p>
<p>SILVA, Maria Antonia Couto. <em>As relações entre pintura e fotografia no Brasil do século XIX: considerações acerca do álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond</em>. Fênix Rev. de História e Estudos Culturais, v.4/4, n.2, abril-jun. 2007.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839-1889)</em>. Rio de Janeiro, Rocco, 1995.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>O Campo de Santana</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 14:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Auguste Glaziou]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
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		<category><![CDATA[Estação de Ferro Central do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[No centro do Rio de Janeiro, a praça que hoje é tema da Brasiliana Fotográfica já teve diversos nomes ao longo de sua história: Campo da Cidade, Campo de São Domingos, Campo de Santana, Praça do Curro, Campo da Aclamação e Praça da República. Mas ficou mesmo conhecida como Campo de Santana, palco de celebrações e de importantes acontecimentos da história do Brasil como a aclamação de dom João VI como como rei de Portugal, Brasil e Algarves (1818), a aclamação de Pedro I como imperador do Brasil (1822), comemorações populares da coroação de D. Pedro II (1841), festas do Império do Divino Espírito Santo promovidas pela Irmandade de Santana, festejos pelo fim da Guerra do Paraguai (1870), um baile em celebração da Abolição da Escravatura (1888) e a Proclamação da República (1889).  O portal traz imagens do Campo de Santana e de algumas construções localizadas em seus arredores como a Estação de Ferro Central do Brasil, o primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, a primeira sede do Museu Nacional e a Casa da Moeda – atual sede do Arquivo Nacional. As fotografias foram produzidas por Augusto Malta, Jorge Kfuri, Juan Gutierrez, Marc Ferrez, Uriel Malta e também por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No centro do Rio de Janeiro, a praça que hoje é tema da Brasiliana Fotográfica já teve diversos nomes ao longo de sua história: Campo de Santana, Campo da Honra, Praça do Curro, Campo da Aclamação e Praça da República &#8211; este último, até hoje, sua denominação oficial. Mas ficou mesmo conhecida como Campo de Santana, palco de celebrações e de importantes acontecimentos da história do Brasil como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/4831" target="_blank">a aclamação de dom João VI como como rei de Portugal, Brasil e Algarves (1818)</a>, a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/2221" target="_blank">aclamação de Pedro I como imperador do Brasil (1822</a>), as comemorações populares de coroação de D. Pedro II (1841), festas do Império do Divino Espírito Santo promovidas pela Irmandade de Santana, festejos pelo fim da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (1870), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13807" target="_blank">um baile em celebração da Abolição da Escravatura (1888</a>) e a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7982" target="_blank">Proclamação da República (1889</a>).</p>
<p>Também na região foram construídos prédios como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093" target="_blank">Estação de Ferro Central do Brasil</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632" target="_blank">o primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</a>, a primeira sede do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank"> Museu Nacional</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11041" target="_blank">a Casa da Moeda &#8211; atual sede do Arquivo Nacional</a>. O portal traz imagens do Campo de Santana e de algumas dessas construções produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta(1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)z</a>, Uriel Malta (1910 &#8211; 1994) e também por fotógrafos ainda não identificados. Várias fotografias do Campo de Santana de autoria de Augusto Malta foram publicadas na matéria <em>O Jardim do Campo de Sant´Anna, </em>publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_03/19470" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_03/19470&amp;source=gmail&amp;ust=1771763500784000&amp;usg=AOvVaw2sOWMpayChUI7m061_HXnL"><em>Revista da Semana</em>, 15 de janeiro de 1938</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 882px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6772" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6772/0071824cx020-07.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="872" height="641" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6772" target="_blank">Marc Ferrez. Campo de Santana &#8211; Grutas, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=3&amp;query=%22Campo+de+Santana%22&amp;group_by=none&amp;etal=0">Acessando o link para as fotografias do Campo de Santana e de alguns prédios em seu entorno disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 908px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6767" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6767/0071824cx020-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="898" height="687" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6767" target="_blank"> Marc Ferrez. Campo de Santana, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4574" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4574/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2223.5953.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="907" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4574" target="_blank">Uriel Malta. Campo de Santana (Vista do Alto, 7 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p>Até meados do século XVIII, o Campo de Santana era deserto e abandonado, tendo sido escolhido para o despejo de detritos, fato que perdurou até a gestão do vice-rei Conde Resende (1790 a 1801), que ordenou o aterro e o saneamento do campo. A partir daí, surgiu a praça, edificações e novas delineações urbanas. Foi o botânico e arquiteto paisagista francês Auguste Glaziou (1828 – 1906), que tinha vindo para o Brasil &#8211; segundo a maioria das fontes, a convite de dom Pedro II -, o responsável pelo embelezamento da praça, iniciado nos primeiros anos da década de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4678" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de maio de 1872, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/31075" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 24 de dezembro de 1873, primeira coluna</a>) com a a construção de jardins românticos, cascatas, pontes e grutas. A inauguração da obra aconteceu em 7 de setembro de 1880 com a presença do imperador. Na ocasião, Glaziou foi condecorado com a Ordem de Cristo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/1218" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de setembro de 1880, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/1224" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de setembro, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6771" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6771/0071824cx020-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="889" height="668" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6771" target="_blank">Marc Ferrez. Campo de Santana &#8211; Cascata, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39432" style="width: 283px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou#/media/Ficheiro:Acta_Horti_berg._-_1905_-_tafl._139_-_Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-39432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/glaziou1.jpg" alt="Antoine Glaziou / Wikipedia" width="273" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou#/media/Ficheiro:Acta_Horti_berg._-_1905_-_tafl._139_-_Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou.jpg" target="_blank">Auguste Glaziou / Wikipedia</a></p></div>
<p>Glaziou nasceu na cidade de Lannion, na Bretanha, em 30 de agosto de 1828 ou 1833. Formado em Engenharia, estudou Botânica no Museu de História Natural de Paris e participou da reforma do Jardim Público da cidade de Bordeaux. Chegou ao Rio de Janeiro em 1858, onde permaneceu até 1897, quando se aposentou e voltou para a França, onde faleceu em 30 de março de 1906. Durante sua estadia no Brasil, foi Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial e Inspetor dos Jardins Municipais, além de ter integrado a Associação Brasileira de Aclimação, tendo trabalhado em obras de melhoramentos no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank">Jardim Botânico</a>, na Quinta da Boa Vista, na Floresta da Tijuca e no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a>. Também realizou obras nos jardins da residência das princesas imperiais, da família do Barão de Nova Friburgo, do Barão de Mauá, no Rio de Janeiro, e de Tavares Guerra, em Petrópolis, dentre outros.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/glaziou/biografia.htm" target="_blank">Site da Casa de Rui Barbosa</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/13262-campo-de-santana,-o-lugar-que-testemunhou-o-nascimento-do-imp%C3%A9rio-e-da-rep%C3%BAblica" target="_blank">Site da MultiRio</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/casadoimperador/salas/museudoimperador.html" target="_blank">Site do Museu Nacional </a></p>
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<div style="width: 999px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6111" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6111/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZC.22.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="989" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6111" target="_blank">Campo de Santana &#8211; Praça da República, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 03:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, a maior floresta urbana replantada pelo homem, com uma extensão de 3.953 hectares. Sua beleza e exuberância não passaram despercebidas por diversos fotógrafos dos séculos XIX e XX. O portal disponibiliza registros produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Marc Ferrez (1843 - 1923) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886). O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972 e a data foi escolhida porque a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente foi inaugurada em Estocolmo, na Suécia, em 5 de junho de 1972. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, a maior floresta urbana replantada pelo homem, com uma extensão de 3.953 hectares. Sua beleza e exuberância não passaram despercebidas por diversos fotógrafos dos séculos XIX e XX. O portal disponibiliza registros produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>.</p>
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<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/623" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/623/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/623" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Cascata da Cruz, Floresta da Tijuca, entre 1863 e 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a produção de carvão, extração de madeira e plantação de café, a floresta foi quase totalmente destruída, o que ocasionou problemas nas fontes que abasteciam a cidade com água. O desmatamento, somado ao aumento da população, ao clima seco em alguns anos e à falta de infraestrutura no Rio, acabou, por vezes, deixando a capital imperial sem abastecimento de água, o que gerou o surgimento de um mercado paralelo de venda de água e também a disseminação de doenças. Em 1861, durante o reinado de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> o major Manuel Gomes Archer (1821 &#8211; 1907) foi nomeado administrador da Floresta da Tijuca, cargo que exerceu até 1874 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2296" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo</em>, novembro de 1861</a>). Foi iniciado, então, o primeiro grande projeto de reflorestamento no mundo com o replantio de mais de 100 mil árvores. Posteriormente, sob a administração do barão Gastão d´Escragnolle (1821 &#8211; 1888), entre 1874 e 1888, além da continuação do replantio, foi realizado um trabalho de embelezamento com a colaboração do célebre paisagista e botânico francês Auguste Glaziou (1828 – 1906), que tornou a floresta um parque para uso público com fontes, lagos, mirante, pontes e jardins de estilo francês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13953" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 19 de junho de 1888, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6414" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6414/0071824cx071-08t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6414" target="_blank">Marc Ferrez. Cascata, Foresta da Tijuca, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22Floresta+da+Tijuca%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Floresta da Tijuca disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6430" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6430/0073040cx026-02t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="464" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6430" target="_blank">Marc Ferrez. Cascatinha da Tijuca, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de um longo período de abandono, em 1944, sob a coordenação do industrial Raymundo de Castro Maia (1894 &#8211; 1968), convidado pelo então prefeito Henrique Dodworth (1895 &#8211; 1975), e com a cooperação do paisagista Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994), foram reiniciadas a recuperação e a manutenção da vegetação da floresta. Alguns dos atrativos da Floresta da Tijuca são o Pico da Tijuca &#8211; seu ponto mais alto -, o Pico do Papagaio e a Cascatinha Taunay. Fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, criado em 1961, o mais visitado do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 755px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4762/013RJ006037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="745" height="568" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4762" target="_blank">Augusto Malta. Vista Chinesa, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os responsáveis pelo replantio, entre 1861 e 1874, da Floresta da Tijuca foram os escravizados  Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Maria, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco. Em 25 de março de 2025, foram inscritos no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro, a partir da aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio do Projeto de Lei 605/23, uma iniciativa da deputada Dani Monteiro (1991-), filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Dia Mundial do Meio Ambiente</strong></em></span></p>
<p>Em dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi  comemorado pela primeira vez em 1973, com o mote &#8220;Uma Só Terra&#8221;. A data foi escolhida em razão da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia, entre 5 e 16 de junho de 1972. Seu secretário-geral foi o canadense Maurice Strong (1929 – 2015). Considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição, reuniu 1.200 delegados de 114 países e cerca de três mil observadores. Entre os acordos mais importantes selados durante a reunião estão a condenação das experiências nucleares, a proibição da pesca da baleia por dez anos e a redução da produção de materiais sintéticos aumentando paralelamente a manufatura de substitutivos degradáveis não poluentes (<a href="https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/sobre/dia-mundial-do-meio-ambiente" target="_blank">Site World Environment Day</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 786px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2022" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2022/001LE001002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="776" height="616" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2022" target="_blank">Georges Leuzinger. Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na próxima imagem, vemos o fotógrafo Marc Ferrez em um momento de lazer com sua esposa, a francesa Marie Lefebvre (c. 1849 – 1914), e os dois filhos do casal, Julio Marc (1881 – 1946) e Luciano José André (1884 – 1955), passeando na Floresta da Tijuca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6401/0071824cx111-01t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="611" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6401" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez e sua família na floresta da Tijuca, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div> *Este parágrafo foi acrescentado em 31 de março de 2025.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Agenda de Efemérides da TV Globo</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNNEMAN, Claudia. <i>Floresta da Tijuca: natureza e civilização. </i>Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1995.</p>
<p>MAIA, Raymundo de Castro. <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasgerais/drg605826/drg605826.pdf" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca</em></a>. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1967</p>
<p>MENEZES, Pedro de Castro da Cunha e. <i>Parque Nacional da Tijuca &#8211; uma floresta na metrópole. </i>Rio de Janeiro:<i> </i>Andrea Jakobsson Estúdio, 2010.</p>
<p>MENEZES, Pedro de Castro da Cunha e; CORRÊA, Marcos Sá; AZOURY, Ricardo. <i>Parque Nacional Da Tijuca : 140 Anos da Reconstrução de uma floresta. </i>Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2001.</p>
<p><a href="http://www.icmbio.gov.br/parnatijuca/guia-do-visitante.html" target="_blank">Site do Instituto Chico Mendes</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1777" target="_blank">Site do Iphan</a></p>
<p><a href="http://parquenacionaldatijuca.rio/" target="_blank">Site do Parque Nacional da Tijuca </a></p>
<p><a href="http://www.riodejaneiroaqui.com/pt/historia-da-floresta-da-tijuca.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Artigos publicados na B</em><em>rasiliana Fotográfic</em><em>a no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, publicado em 5 de junho de 2020</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27486" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, velas abertas na Baía da Guanabara</em>, publicado em 5 de junho de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p style="text-align: left;">
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