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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; sufragista</title>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; XX &#8211; A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a &#8220;Eva Militante&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 14:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante", o 19° da série "Feministas, graças a Deus!". Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley. Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante,</em>  o 20° da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p style="text-align: left;">Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.</p>
<p style="text-align: left;">No artigo, estão destacadas duas imagens de Edwiges pertencentes ao acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Ambas foram produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880-1931)</a>, que já foi tema de uma publicação da Brasiliana Fotográfica. A foto em que Edwiges está sem chapéu foi publicada na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), de 22 de maio de 1920</a> em uma matéria que a felicitava pelo ingresso na Academia Pernambucana de Letras. A imagem dela com chapéu é, conforme o verso da foto, de 29 de agosto de 1909, ano em que foi nomeada diretora da escola estadual da Boa Vista. Também no verso, consta que Edwiges  presenteou algum amigo ou amiga com a fotografia.<img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-16%20120839.png" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38184" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-120839.png" alt="A Nota (PE), 22 der maio de 1920" width="335" height="786" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, Louis Piereck atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Considerado talentoso, Piereck tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos “<em>os mais perfeitos trabalhos</em>“. Anunciava como sua especialidade “<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>“.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cibele Barbosa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37847" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges_capa.jpg" alt="Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj" width="487" height="775" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges de Sá Pereira foi uma mulher que não se conformou com as imposições de seu tempo. Nascida, em 1884, no município de Barreiros, estado de Pernambuco, a filha de José Bonifácio de Sá Pereira e de Maria Amélia Rocha de Sá Pereira, nutria, desde cedo, o interesse pelos livros. Conforme descreveu em suas notas autobiográficas, costumava ler escondido os livros dos irmãos mais velhos, em especial aqueles dedicados à poesia, que copiava e declamava em reuniões de família.</p>
<p>A menina que costumava dizer aos familiares que “<em>haveria de ser poeta</em>”, não tardou a cumprir seu intento. No início da adolescência, publicou um jornalzinho, o “<em>Echo Juvenil</em>”, juntamente com seu irmão Eugênio. Algum tempo depois, chegaram-lhe às mãos, pelos correios, exemplares do jornal <em>O Paiz </em>(RJ) com versos seus transcritos e apresentados pelo escritor Arthur Azevedo. A jovem poeta, do interior de Pernambuco, teve seu soneto “<em>A uma estrela</em>” reproduzido também na <em>Revista do Brasil</em> (SP), acompanhado de comentários entusiasmados de Cunha Mendes ao prenunciar que a menina se tornaria “<em>a primeira poetisa do Brasil</em>”.</p>
<p>Um ano antes de se mudar com sua família para o Recife, ainda vivendo na cidade de Barreiros, Edwiges teve seu primeiro livro publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto, em 1901. A ideia de publicar os 51 versos da jovem escritora ocorreu-lhe quando estava de férias no interior e teve a oportunidade de ser apresentado aos poemas de Edwiges. Levou os manuscritos para a capital e os publicou com o título<em> Campesinas</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na edição de <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/3686" target="_blank">17 de agosto de 1901, anunciava o <em>Jornal Pequeno</em></a> o recebimento do “<em>mimoso livro</em>” de Edwiges, impresso na forma de folheto, com 80 páginas. Ainda em 1901, fundou o pequeno jornal literário, o <em>Azul e Ouro</em>, com seu irmão Eugênio e seu amigo Caetano Andrade. Sua família se mudou para o Recife naquele período, após seu pai ter vendido o engenho na cidade de Barreiros para ocupar um cargo do governo do estado na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já instalada na capital, Edwiges ingressou na Escola Normal para obter formação no magistério e tornar-se professora. Paralelamente aos estudos pedagógicos, a jovem participou ativamente da vida literária de seu tempo, contribuindo com seus escritos para jornais e revistas. Em 1902, colaborou com a <em>Revista Pernambucana </em>e foi convidada para ser uma das redatoras do jornal <em>O Lyrio</em>, formado somente por mulheres. Entre as companheiras da publicação estavam Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia. Os textos desafiavam a rígida sociedade patriarcal da época refletindo sobre a importância da educação escolar e profissional para as mulheres, entre outras pautas como a equidade salarial. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13164/fr_005652%20Edwiges%20.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="685" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1903. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de então, não parou mais, tendo sido convidada a ser sócia correspondente da recém-fundada Academia Pernambucana de Letras. Colaborou assiduamente em jornais como o <em>Jornal Pequeno</em>, do Recife, no qual foram publicados poemas seus inéditos e traduções de poetas como o simbolista Lorenzo Stecchetti, um dos pseudônimo do italiano Olindo Guerrini (1845-1916). Era sempre adjetivada por seus admiradores de “<em>adorável</em>”, “<em>inteligente poetisa</em>”.</p>
<p>Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, aliás a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. A normalista e poeta, defensora dos direitos das mulheres, ocupou a cadeira n.7 da APL, no lugar do acadêmico João Batista Regueira Costa, a quem dedicou o texto <em>Um passado que não morre</em>.</p>
<p>Em sua casa, na rua do Sossego, bairro da área central do Recife, Edwiges recebia convidados e declamava poemas em italiano, em especial os da poeta Ada Negri. Também nesse espaço eram comuns os encontros de mulheres que se dedicavam às causas da emancipação feminina.</p>
<p>Professora catedrática da Escola Normal, onde realizou sua formação como professora, Edwiges também atuou como professora de português no curso comercial do Colégio Eucarístico e assumiu a disciplina de História Geral e do Brasil no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Seu engajamento no campo da “<em>instrução pública</em>”, como se dizia à época, levou-lhe ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares da capital pernambucana, cargo que lhe permitiu viajar para outros estados em eventos e oficinas ligadas à educação. O governo estadual chegou a publicar suas <em>Impressões e notas (questões do ensino)</em>.</p>
<p>A participação ativa como educadora se alinhava às suas causas políticas. Para Edwiges era necessário que os governos investissem na educação das mulheres. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Luz, em 1922. Na ocasião, a escritora pernambucana apresentou o texto <em>Pela </em><em>mulher, para a mulher</em>, publicado no ano seguinte. Em seu discurso, Edwiges exortava as mulheres de diferentes extratos sociais a se unirem para reivindicar direitos políticos e direito à educação.</p>
<p>Como consequência das articulações e redes que construiu no Rio de Janeiro, fundou, no mesmo ano, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). A primeira sessão da Federação Pernambucana teve participação de Odila Porto de Oliveira, representando a FBPF. Edwiges, presidente da filiada pernambucana, apresentou os projetos e propostas voltadas para “<em>campanhas em prol dos direitos e demais interesses da mulher</em>”. Na mesma ocasião, anunciou o projeto de um levantamento estatístico das “<em>mulheres que exercem atividades no funcionalismo </em><em>em Pernambuco, no comércio, no magistério</em>”, de modo a subsidiar a criação de uma “<em>Escola de Oportunidades</em>”, ideia de Noemia Xavier, vice-presidente da Federação Pernambucana. A primeira ata foi assinada, em novembro de 1931, por 47 mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37846" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg"><img class="  wp-image-37846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg" alt="edwiges17cibele_red" width="395" height="607" /></a><p class="wp-caption-text">Ata da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, 10 de novembro de 1931 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de 1933 para o parlamento, Edwiges, pelo Partido Economista, e a também escritora Martha de Hollanda, sem partido, foram as únicas mulheres a se candidatarem em Pernambuco. Apesar de não terem sido eleitas, deixaram sua marca na constituição do eleitorado feminino no Brasil.</p>
<p>Em 1947, Edwiges publicou a conferência “<em>A influência da mulher na educação </em><em>pacifista do após</em>-<em>guerra</em>”, na qual expôs os principais desafios do século XX e os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial. Apontou retrocessos históricos, afirmando que a “<em>questão feminista bem longe está do seu rumo necessário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37800" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg"><img class="  wp-image-37800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg" alt="edwiges16cibele" width="391" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, 1947 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A “<em>Eva Militante</em>”, como assim se nomeou em artigos de jornais nos anos de 1930, e “<em>imortal</em>” da Academia Pernambucana de Letras, deixou escritos de sua trajetória e projetos de futuro. Faleceu em 1958, aos 74 anos, com planos de publicar suas crônicas sociais, textos feministas e escritos poéticos. <em>Horas Inúteis</em>, livro de poemas, foi publicado postumamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cibele Barbosa é historiadora da Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira (1884-1958)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37411" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><img class="wp-image-37411 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges9.jpg" alt="edwiges9" width="183" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE),</em> 1º de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nascimento, em 25 de outubro, de Isabel Edwiges de Sá Pereira, futura escritora, educadora, líder feminista e sufragista. Filha do barachel em Direito e senhor de engenho José Bonifácio de Sá Pereira (c.1831-1916) e da dona de casa Maria Amélia Rocha de Sá Pereira (18?-1915), pertencia à aristocracia latifundiária e letrada de Pernambuco. Era irmã dos advogados Virgílio e Manoel Arthur, do advogado e poeta Eugenio, o advogado e jornalista Eurico; e Érico, Nanette, Margarida, Fredovinda, Cândida, Adalgisa e Marieta.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Com apenas 11 anos de idade escreveu o poema<em> Saudade</em>, um dos seus primeiros textos de que se tem registro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886/1897</strong></span> &#8211; Com seu irmão, Eugênio, criou o jornalzinho manuscrito <em>Echo Juvenil</em>, com pequenos textos e poesias, que circulava entre os seus familiares.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong> </span>- Algumas de suas poesias que se encontravam no <em>Echo Juvenil</em> foram publicadas no jornal <em>O Paiz</em>, do Rio de Janeiro, com apresentação do jornalista, escritor e dramaturgoArtur Azevedo (1855-1908) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 e agosto de 1897, primeira coluna</a>).</p>
<p>A revista <em>A Mensageira, revista literária dedicada à mulher brasileira,</em> foi criticada por não ter incluído Edwiges e outras escritoras no <em>artigo de fundo</em> de sua primeira edição. Era dirigida pela poetisa e feminista mineira Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/58" target="_blank"><em>Revista do Brazil,</em> setembro de 1897</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 184px" class="wp-caption aligncenter"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdakOv0hvF8uVhEGh5ZvDi7pWQM80LFh40taSCRJYHoXgfrhbeW5jPW3YNmC53tmaemNkfRm1o4o3LGz4EIn0UAJdkAJ_NiDy300X7hA" alt="207 2 PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA (1867 – 1944) NA ..." width="174" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank">Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) / Garnier, 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu poema <em>Primaveras</em> foi publicado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/67" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de novembro de 1897</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>A jurity ao beija-flores</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/96" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de dezembro de 1897</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Algumas poesias de sua autoria foram publicadas na <em>Revista do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2InOIDO_8X1jO_uXA_Swpe"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de janeiro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um soneto de sua autoria no <em>Jornal do Recife,</em> de 24 de maio de 1898.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37678" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="360" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Jornal%20do Recife, 24 de maio de 1898, última coluna" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1898</a></p></div>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/edwiges.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Na revista <em>Mensageira</em>, n° 26, publicação de poesias de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw0bsMt4NjVL3HJRFNSHriQg"><em>A Meridional</em>, 1899</a>).</p>
<p>Publicação de suas poesias<em> Simile</em> e <em>Scenas Simples</em>, na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2OzAJUryRMgS8jTT_tN02u"><em>Revista do Rio Grande do Norte, outubro de 1899</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg" alt="edwiges5" width="312" height="334" /></a></p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg"><img class="  wp-image-37275 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg" alt="edwiges1" width="754" height="204" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg" alt="edwiges2" width="754" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>A Cigana</em>, dedicado a Auta de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/9341" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de setembro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Campesinas</em>, seu primeiro livro, com 51 poemas, prefaciado pelo jurista e poeta Antonio Souza Pinto (18-19), entusiasta da publicação. Ele havia conhecido Edwiges em uma viagem que fez a Barreiros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348449/458" target="_blank"><em>Almanaque do Garnier</em>, 1903</a>). Ofereceu um exemplar do livro à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/10823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de setembro de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-11-13%20125510.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37697" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Captura-de-tela-2024-11-13-125510.png" alt="Jornal Pequeno, 17 e agosto de 1901" width="354" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37333" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><img class="  wp-image-37333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges8.jpg" alt="edwiges8" width="833" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em> para 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra recebeu boas críticas no Recife. Alguns de seus poemas foram:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Meu livro </strong></span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Perdoa-me se um dia, Tuas nevadas folhas descerrando, Alguém, meu fraco mérito acusando, De ti chasqueie e ria, Não te escrevi, meu livro, para os sábios, Para os sábios, bem sei que tu não prestas… Tinha minh’alma em festas E um riso alegre a me enfeitar os lábios, E antes que me viessem vis ressábios A alegria turvar de minha vida, Eu quis cantar e essas canções modestas Fui tirando da lira estremecida. Tudo quanto da vida eu penso, e via Nos meus sonhos gentis e soberanos, Tudo quanto me enleva a fantasia – Canto na lira azul dos verdes anos!</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros,1900.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>No lar </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>À minha irmã Margarida </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ri-se na sala a trêfega criança, Como a enxotar a mágoa que domina A natureza, quando o sol declina Para o ocaso feliz onde descansa… Na estofada cadeira se embalança Uma jovem mulher, e a fronte inclina Para beijar a filha pequenina, De sua vida a lúcida esperança. Reflete o espelho a serpentina acesa, À luz da qual uma velhinha reza, E eu vejo a fé impressa no seu rosto… Basta em todas as casas esta cena, Assim tão meiga, plácida e serena, Para alegrar as horas do sol posto.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1898.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Dor suprema </span></em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Pranto supremo, pranto dolorido, Companheiro da dor, pranto pungente Dize-me tu, que tornas comovente O suspirar de um coração ferido. Dize-me tu que já de toda a gente Ouviste o peito a soluçar dorido. Sim! Tu que és sempre o intérprete escolhido De quem os golpes do infortúnio sente: Dize-me tu se por acaso existe Dor tão cruenta, padecer tão triste Como de um’alma as duras aflições, Ao ver cortando a vastidão imensa Da região sombria da descrença O bando das primeiras ilusões. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1900</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A uma estrela</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Áquela estrêla que acompanha a lua / Eu, curiosa perguntei um dia: / – Qual de vós vale mais, a que flutua / No céu azul da minha fantasia, // Ou tu que, no correr da noite fria, / Erras no céu assim, pálida e nua, / Das esferas ouvindo essa harmonia / Que, até ouvi-la o velho mar estua? // E a clara estrêla disse-me: “Criança, / Quando fanada a última esperança, / A alma ficar-te de ilusão vazia. // Inda hás de verme fulgurar, divina; / Mas, onde encontrarás a que ilumina / O céu azul da tua fantasia”?</em></span></p>
<p style="text-align: center;">       <span style="color: #800000;"><strong>Desolada   </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A meu Pai </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde reza uma oração, fitando O vulto de Maria no sacrário. Dos belos olhos seus vem deslisando Um rosário de lágrimas ardentes, Que se lhe vai no colo desmanchando. Na posição dos pobres penitentes – Joelhos em terra, mãos entrelaçadas – Envia à Virgem súplicas ferventes. De pungente amargura repassadas São as frases que, triste, balbucia Com o fervor das almas desoladas. Pede à clemente e divinal Maria – Testemunha da dor que a dilacera – O bálsamo que as mágoas alivia. Suplica, reza e, soluçando, espera – Fitando sempre o casto santuário – A proteção da santa que venera. Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde pensa que tardar não deve O remédio que abrande o seu fadário… Beija a cruz do rosário, e não se atreve, Não faz o mesmo à cruz que lhe foi dada… Acha a que tem na mão pequena e leve, E a que carrega por demais pesada!</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1896</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Madrigais </span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">A Hortência </span></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Para enfeitar o céu – quantas estrelas E tu, melhor do que elas Brilham de noite, apenas, no infinito Brilhas a qualquer hora aqui na terra! É que o intenso fulgor Do astro mais esplendente e mais bonito Tens nos olhos, ó flor, (mago espelho de uma alma sem refolhos!) Si eu fosse estrela, inda que fosse Vênus, Teria inveja de teus lindos olhos! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Musa sensível </em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Seja teu coração bondoso e terno Sensível para o riso e para o luto! O mundo chora e ri, e eu vejo e escuto, Que se às vezes é céu, outras é inferno! Se eu te visse assistir de olhar enxuto Desta vida que passa ao drama eterno, E, a um mesmo gesto, único e supremo, Confundir o que é bom e o que é poluto; Se eu te visse impassível e serena Ante o bem, ante o mal, de que deriva Ora o gozo, ora a mágoa que envenena, Eu que tanto te estimo e te respeito, Mu</span>sa, sentirá a dor pungente e viva De extinguir -se teu culto <span style="color: #800000;">no meu peito!</span></em></p>
<p>Eduardo de Carvalho (18?-19?), membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras, fundada em 26 de janeiro deste ano por iniciativa de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) e de um grupo de 19 escritores pernambucanos, fez uma bela crítica ao seu livro e a convidou para ser sócia correspondente da instituição. A Academia Pernambucana de Letras foi a quarta do Brasil, tendo sido precedida pela Academia Cearense de Letras, fundada, em 1894;  pela Academia Brasileira de Letras, fundada no Rio de Janeiro, em 1897; e pela Academia Paraense de Letras, fundada em 1900.</p>
<p>Edwiges colaborava com diversos jornais no país, dentre eles, <i>O Norte</i> (RJ) e o <i>Escrutínio</i> (RS), e com revistas, como a <i>Revista Feminina</i> (SP).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maria Amelia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/853" target="_blank">Almanach de Pernambuco, </a></em>).</p>
<p>Era uma das redatoras da revista <em>Azul e Ouro</em>, órgão literário da Oficina Martins Junior, da qual era sócia honorária correspondente. A Oficina havia sido fundada em 1900 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/705" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 1901</a>).</p>
<p>Em fins deste ano, seu pai vendeu o engenho em Barreiros e foi morar com sua família no Recife, onde passou a trabalhar para o governo do Estado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Edwiges, Adalgisa Duarte Ribeiro, Amélia Freitas Bevilacqua, Belmira Villarim, Cândida Duarte Barros, Luiza Ramalho e Maria Augusta Freire fundaram revista<em> O Lyrio, </em>cujo primeiro exemplar foi lançado em 5 de novembro.<em> </em>Em várias de suas 20 edições, abordava a importância da educação da mulher e a pouca atenção dos governantes em relação à instrução feminina. A publicação, encerrada em junho de 1904, foi importante para a difusão do ideário feminista baseado na educação como o único caminho para a emancipação da mulher. A Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, possui sete exemplares da revista armazenados na Divisão de Obras Raras e na Coordenadoria de Publicações Seriadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/3995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 10 de outubro de 1902, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escrita somente por mulheres tem como redatora-chefe D. Amelia de Freitas Bevilaqua e como redatora-secretária D. Candida Duarte Barros. Participavam da redação as sras. Adalgisa Duarte Ribeiro, Belmira Villarim, Edwiges de Sá Pereira, Luiza Cintra Ramalho, Maria Augusta Freire  e Ursula Garcia. Impresso pela Emp. d’A Província, com exceção do primeiro exemplar, que foi na Imprensa Industrial. Na última página de cada exemplar encontra-se a informação de que “toda correspondência deve ser dirigida para rua do Lima, n.54, residência da Redactora-Secretaria”, e o valor da revista: número avulso custava 1$000 e a assinatura trimestral era de 2$000&#8243;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus poemas publicados em <em>O Lyrio</em> foram <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/7"><i>Simile</i> (n°1, novembro de 1902)</a>, dedicado a sua mãe; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/23"><i>Paisagem</i> (n°2, dezembro de 1902)</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/828343/34" target="_blank"><em>Auta de Souza</em></a> e  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/39"><i>Esther</i> (n°4, fevereiro de 1903)</a>, <em>Olhos Verdes</em> (nº 5, março de 1903); <em>A um raio de sol</em> (nº 6, abril de 1903); <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47">O Malmequer</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47"> (nº 7, maio de 1903)</a>, e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/64"><i>Miss</i> (n°13 e 14, novembro e dezembro de 1903)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Olhos Verdes</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos verdes eu fito<br />
Mas logo depois não sei<br />
Se foi do excelso infinito<br />
Divina estrella que olhei.</p>
<p style="text-align: center;">É que teu olhar encerra<br />
Tanta graça e tanta luz<br />
Que eu penso não ser da terra<br />
O brilho que me seduz!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos, flor adorada,<br />
São de um poder soberano:<br />
E a gente os fita enlevada<br />
Qual se contemplasse o oceano&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Não é que nelles escondas<br />
Essa perola do mar,<br />
Mas toda a attração das ondas<br />
Tu tens guardada no olhar!</p>
<p style="text-align: center;">Eu nesse olhar adivinho<br />
&#8211; Como a chimera vagueia! –<br />
Candura de passarinho<br />
Fascinação de sereia!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">O canto sonho do poeta<br />
Nas noites claras de lua,<br />
Semelha a chamma dilecta<br />
Que nos teus olhos fluctua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Formosa é sempre a esperança,<br />
Pois vês teus olhos querida,<br />
Têm a cor desta ave mansa<br />
Que tece os sonhos da vida!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Se pudessem teus olhares<br />
Ver toda a immensa amargura<br />
Do mundo eu via os pesares<br />
Transformados em ventura&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Das almas tristes chorosas,<br />
O pranto num doce riso,<br />
A vida – num mar de rosas,<br />
A terra num paraíso!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era considerada uma charadista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1185" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1902</a>).</p>
<p>Era uma das redatoras da <em>Revista Pernambucana</em>, que existiu entre 1902 e 1904 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/5065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de dezembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Estudava na Escola Normal, onde se formou como professora, em 1905.</p>
<p>Publicação de seu poema<i> Março</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1479" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</i>)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>No camarim (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/3443" target="_blank">Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</a>)</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Seguia colaborando com a  <em>Revista Pernambucan</em>a (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/4220"><i>Diário de Pernambuco</i>, 16 de dezembro de 1902, quinta coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Foi eleita vice-presidente do clube literário Olintho Victor, fundado por estudantes da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5277" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904, sétima coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seus poemas estavam presentes na publicação <em>Sonetos brasileiros</em>, editada por Laudelino Freire (1873-1937) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Ofertou livros à Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5541" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 28 de julho de 1904, sexta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foi publicada uma foto de Edwiges no <em>Almanach de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5594" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1904, segunda coluna</a>)</span>.</p>
<p>Foi a oradora na cerimônia de bênção do estandarte do corpo discente da Escola Normal, realizada na Ordem 3ª de São Francisco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3Rg8gX0smze2rrUzNThk6y"><i>Jornal Pequeno</i>, 24 de setembro de 1904, segunda colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi anunciado que a Oficina Martins Junior, que já existia desde 1900 e que em 1901 elegeu a revista <em>Azul e Ouro</em> como seu órgão literário, seria reconstituída em 2 de outubro, em uma sessão no Instituto Arqueológico Pernambucano. Em 1901, Edwiges havia se tornado sócia honorária correspondente da Oficina, mas na reorganização da agremiação tornou-se efetiva (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/42463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de setembro de 1900, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/43146" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de abril de 1901, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5771" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/47336" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de outubro de 1904, última coluna</a>).</span></p>
<p>Foi aceita como sócia honorária do Grêmio Literário Pantheon de Lettras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5787" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fez um discurso como representante do segundo ano da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6018" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de dezembro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Pernambucana</em>, publicação de seu poema <em>Amor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">A Província (PE), </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">15 de fevereiro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente do Clube Literário Olintho Victor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/12781" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Escola Normal (<a href="%20http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de outubro de 1905, quinta coluna</a>). Em 19 de outubro, foi promovida a festa da Escola Normal das formandas de 1905 e Edwiges foi a oradora do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/4992" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1911</a>).</p>
<p>A letra do hino da Escola Normal era de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6597" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211;  Publicação de seu poema <i>Desolação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, </a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank">1907</a>).</p>
<p>Na rua da Aurora, n° 123, foram realizados os exames da escola particular mista presidida por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51232" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>Angariou fundos para a construção de uma estátua em homenagem ao poeta, professor e jurista Martins Junior (1860-1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/50633" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de junho de 1907, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das colaboradoras da terceira edição de novembro/dezembro da revista <em>Polyantho</em>, sob a direção de Martins Filho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51305" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de janeiro de 1908, sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1908 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema <em>Aves Libertas</em>, dedicado a Aurea Jacome (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1° de abril de 1908, última coluna</a>).</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Assumiu o cargo de </span></span><span style="color: #000000;">professora primária do Estado de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9534" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>12 de abril de 1908, segunda coluna</a>). Durante sua carreira no magistério lecionou Prática Didática e Pedagogia. Também foi professora de Português do curso Comercial do Colégio Eucarístico. Depois tornou-se catedrática da Escola Normal e mestra da cadeira de História Geral e do Brasil, do Instituto Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente foi superintendente do Ensino nos Grupos Escolares do Recife.</span></p>
<p>Foi publicado um poema de sua autoria acerca da esperança (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9339" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de fevereiro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi nomeada diretora da Escola Estadual da Boa Vista. No fim do ano, foi realizada na escola uma <em>festa magnífica</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/10531" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1909, terceira coluna</a>; <span style="color: #000000;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/53665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1909, sexta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>Maio</i> (<i>J<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">ornal Pequeno</a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">, 7 de maio de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Publicação de seu soneto <em>O Violino</em>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Magno instrumento a tua voz parece / A voz do coração que á gente fala: – / Ninguem te ouvindo o seu pezar esquece, / Ninguem te ouvindo os seus sorrisos cala&#8230; // Quando, ou tranqüilo e doce como aparece / Ou presto e alegre um som de ti revela, / – Queixa de quem magoas de amor padece / Canto de quem feliz amor propala, // O sêr que bebe o influxo soberano / Das emoções diversas de teu peito / Que pulsa e vibra como o peito humano, // Presa de enleio e de fascinação / Pensa um momento que tu foste feito / Das próprias cordas do seu coração&#8230;&#8221;</em></span></p>
<div>A &#8220;Secção Chic&#8221; do<em> Jornal Pequeno</em> foi aberta com a publicação do poema<i> Inverno</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw27JRa1SDLHkAYPwVRe0oMZ"><i>Jornal Pequeno</i>, 14 de junho de 1909, terceira colun</a>a).</div>
<div></div>
<div>Foi elogiada em um artigo de Adelmar Tavares (1888-1963) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw088vVn2V-PulWusjYD6x-P"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de setembro de 1909, primeira coluna</a>).</div>
<div></div>
<div>Foi noticiado que Edwiges havia enviado ao <em>Jornal Pequeno</em> <i>belíssimos escritos para a Secção Chic</i> do periódico sob o pseudônimo de Jessie Yorke. Foi descoberta e como <em>artigo editorial</em> foi publicado na primeira página do jornal o artigo <i>Triste</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3bTWtCln4ytEafM7JLeWVk"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de outubro de 1909, primeira coluna</a>)</div>
<div></div>
<div>Após a palestra <i>Trovas e trovadores</i> proferida por Ademar Tavares, na Sexta Conferência Literária realizada pela Academia dos Nullos, uma associação de jovens acadêmicos, Edwiges ofereceu-lhe flores (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw0Gw9OzFhKy_VnZQUELamfT"><i>Jornal Pequeno</i>, 4 de outubro de 1909, segunda coluna</a>).</div>
<p>Participou da organização de uma quermesse que seria realizada em 16 de janeiro de 1910 em benefício do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/20381" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de dezembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- Publicação de uma fotografia de Edwiges no <em>Almanach Literário Pernambucano</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11294" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ao longo do ano, publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Manias</em>, <em>Sombras, </em><em>Não sei&#8230;, </em><em>A esmo,</em> <em>O Lenço Azul, </em><em>O Ensino</em> <em>Profissional</em>, <em>Pela infância</em>; <em>Sol Posto</em>, <em>Tradições, Fazer o bem, Grandes e pequenos, O Signal, Educação</em> e <em>Noite de Natal</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11328" target="_blank">15 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11356" target="_blank">22 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11384" target="_blank">29 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11408" target="_blank">5 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11432" target="_blank">12 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11460" target="_blank">19 de fevereiro,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank">5 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11544" target="_blank">12 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11620" target="_blank">2 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11644" target="_blank">9 de abril de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11732" target="_blank">30 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11756" target="_blank">7 de maio de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11808" target="_blank">21 de maio de 1910</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12660" target="_blank">24 de dezembro de 1910</a>).</p>
<p>O poema <em>Vagando</em>, assinado por Cecy, foi dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de março de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Viajou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11828" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de maio de 1910, última coluna</a>). Durante sua estadia, fez uma visita à Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/2645" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1910, última coluna)</a>. Em uma de suas colunas, a escritora e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a> comentou a viagem de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4166" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de novembro de 1910, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Amor</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11834" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1910</a>).</p>
<p>Para tratar de sua saúde, licenciou-se do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/620" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de <em>Nedda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23739" target="_blank"><em>A República</em>, 29 de outubro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Anno Bom,</em> <em>Pelo ensino, Ferri e Gaffre 1, Ferri e Gaffre 2, Ferri e Gaffre 3, Selma, Cortezias, Epistolar, Um livro novo, Mal entendido, A Chronica, Horas mysticas</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12696" target="_blank">2 de janeiro de 1911,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12744" target="_blank">14 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12772" target="_blank">21 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12800" target="_blank">28 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12824" target="_blank">4 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12910" target="_blank">25 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12932" target="_blank">4 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12960" target="_blank">11 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12988" target="_blank">18 de março de 1911</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13036" target="_blank"> 1º de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13064" target="_blank">8 de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13112" target="_blank">22 de abril de 1911</a>,</p>
<p>Um artigo de sua autoria sobre as escolas brasileiras publicado no <em>Jornal Pequeno</em> foi citado na coluna &#8220;Dois dedos de prosa&#8221;, da escritora Julia Lopes de Almeida (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/5308" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de janeiro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Horas mysticas</em>, na revista <em>Santa Cruz</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_06/21481" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de junho de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/2644" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de outubro de 1911, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema<em> Aves e Coração</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823686/2990" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1912/1913</a>).</p>
<p>No artigo <em>Um Protesto</em>, foi mencionado que Edwiges teve <em>a satisfação de ver traduzida em francês numa revista de Estocolmo uma de suas produções do Lyrio, acompanhada de lisongeiros conceitos do grande literato Pythion de Villar e a propósito de quem o ilustrado dr. Julio Pires, por aquele tempo do Lyrio, escreveu em seu Almanak: &#8220;discípula que honra o mestre&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de fevereriro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta,</em> dedicado a Mlle. Maria Estevan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5748" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 191</a>2). Na mesma edição, escreveu o artigo <em>D. Julia Lopes de Almeida, </em>homenageando a escritora, a quem havia visitado no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5801" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a>).</p>
<p>Foi a oradora oficial da homenagem prestada pela mulher pernambucana, um concerto realizado em 13 de janeiro, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank">Theatro de Santa Isabel</a>, ao general Dantas Barreto (1850-1931), governador de Pernambuco, em protesto por sua <em>eliminação do número dos associados da Associação de Imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/56947" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em><em>,</em> 9 de abril de 1912, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37617" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124132.png" alt="Jornal Pequeno" width="435" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de abril de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maguas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/347906/526" target="_blank"><em>A Faceira,</em> agosto de 1912</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>À Florisa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/17" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, fevereiro de 1912 a fevereiro de 1913</a>).</p>
<p>Foi eleita a primeira presidente da Associação das Damas de Beneficência. Já fazia parte da diretoria do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/58460" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de janeiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Pro-Parvulos Carta Aberta e Francisca Izidora, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16142" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de junho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16414" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de agosto de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Instituto de Proteção e Assistência à Infância, foi promovido pelas Damas de Beneficência, sob a presidência de Edwiges, uma festa de Natal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16862" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de dezembro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema<em> No camarim</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/17600" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de abril de 1914</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Estava inscrita, assim como Assis Chateaubriand (1892-1968) e outros, como colaboradora do recém criado vespertino <em>A Tarde</em>, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/23222" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de junho de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Foi aceita como membro efetiva do Instituto Arqueológico de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/5267" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada como uma das grandes poetisas brasileiras pelo palestrante Leal de Souza, secretário da redação da revista <em>Careta</em>, na 3ª conferência de uma série organizada por um grupo de literatos, no salão nobre do (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/25604" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Natal na Aldeia</em> <em>(Às moças de minha aldeia natal)</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/19216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1914</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Falecimento de sua mãe, Maria Amélia Rocha de Sá Pereirra (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/9944" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em></a>, 23 de novembro de 1915<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/69847" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Seu pai, José Bonifácio de Sá Pereira, foi atropelado por um carro elétrico e faleceu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/39047" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Romã</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/23886" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de dezembro de 1916, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1917</span></strong> &#8211; Publicação do artigo <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria, em que aborda a questão da admissibilidade da mulher trabalhar fora de casa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/1210" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, abril de 1917</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720593/2107" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 9 de outubro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal do Recife</em> organizou o evento <em>A Primeira Hora Literária Feminina</em> e Edwiges foi a vencedora do Torneio Literário (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/212547/90" target="_blank"><em>Revista Feminina (SP)</em>, ano 4, n° 34, 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Publicação em duas partes do artigo <em>A Escola Moderna</em>, de sua autoria, onde discute as noções da pedagogia (<em>A Escola Primária</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank">1º de janeiro de 1918</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank"> 1º de fevereiro de 1918)</a>.</p>
<p>Escreve para o periódico<em> O Ratazana.</em></p>
<p>Seus versos eram vendidos em algumas lojas do Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/27252" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava licenciada do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/75653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eugênio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/58882" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de novembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi citada como exemplo de uma mulher inteligente na seção &#8220;Cartas de Mulher&#8221;, da revista <em>Vida Moderna</em>, em uma mensagem que contestava o conceito de Schopenhauer sobre as mulheres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402109/161" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 22 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span></strong> &#8211; Ao longo dos anos 1920, se correspondeu com feministas do sudeste do Brasil.</p>
<p>Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e era também professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/78285" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1921, primeira e segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de abril, foi eleita membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 13 de maio, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo de uma Academia de Letras no Brasil, antecedendo, em 57 anos, a cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) que, em 4 de novembro de 1977, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/867"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de abril de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><em> A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a>). A foto abaixo é de autoria do fotógrafo Louis Piereck.</p>
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<div id="attachment_37625" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135317.png" alt="A Nota, 22 de maio de 1920" width="451" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank">Edwiges de Sá Pereira<em> / A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges substituiu João Baptista Regueira Costa (1845-1915), na Cadeira de nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro (1804-1968). A cerimônia de posse aconteceu na Câmara dos Deputados do Recife. Os outros membros empossados foram Antônio Andrade Bezerra (1889-1946), José Gonçalves Maia (1866-19?), Mario Carneiro do Rego Melo (1884-1959), Manoel de Oliveira Lima (1867-1928) e Zeferino Galvão (1864-1924). Faltaram à cerimônia, <em>com motivo justificado</em>, os novos acadêmicos Arthur Muniz (1896-1924), Antônio Andrade Bezerra (1889-1946) e João Barreto de Menezes (1872-1950) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a>). O evento foi aberto por Samuel Martins (1862-1930), presidente da Academia Pernambucana de Letras, que exaltou Pernambuco como o <em>berço da evolução literária brasileira</em>. Em seguida, o acadêmico Luis de França Pereira (1870-1925) falou sobre a importância da Academia Pernambucana de Letras, das tradições de Pernambuco e saudou os novos imortais. Sobre Edwiges, falou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Edwiges de Sá Pereira, que como Sapho dedilha à lira de ouro as queixas mudas do coração humano&#8230;Será esta, penso, a primeira das actuaes Academias de Lettras do paiz a admitir uma senhora em seu seio. A casa de Bento Teixeira Pinto quiz ter a primazia neste acto de justiça aos vossos dotes de espirito. Mademoselle Edwiges. E é da tradicional galanteria pernambucana alliar a cooperação da Mulher a todas as nossas affirmações de Energia como a todas as nossas manifestações de Arte&#8221;.</em></span></p>
<p>Oliveira Lima, um dos novos imortais, falou em nome deles, agradecendo à Academia Pernambucana de Letras e traçou um perfil sobre si e sobre os demais empossados. Em seu discurso, valorizou a entrada de uma mulher na Academia e falou sobre Edwiges:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escolhestes a sra. d. Edwiges de Sá Pereira e com esta escolha destes as outras academias do Brazil um exemplo a que a Academia Brasileira ainda não afoitara. As produções poeticas e pedagogicas da nossa consocia justificam de certo vosso acto, mas não deixa ella de ser uma innovação. Devemos todos agradecer a sra. d. Edwiges de Sá Pereira o ter proporcionado a esta Academia o ensejo de tão depressa entrar na nova corrente de idéas, admittindo no seu gremio uma representante da intellectualidade pernambucana&#8221;.</em></span></p>
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<div id="attachment_37235" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37235 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="295" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia e Moda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/30695"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>É nomeada professora para a cadeira primária feminina da Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/1377"><em>A Província</em> (PE), 27 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>O escritor e acadêmico Artur Muniz (1870-1924) dedicou a ela o artigo <em>Página de Saudade</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/2256"><em>A Província</em> (PE), 14 de outubro de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Natal</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/31687"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Escreve para a revista <em>A Nota</em> e para a revista do Instituto da Sociedade de Letras de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37626" style="width: 1051px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><img class=" wp-image-37626" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135817.png" alt="A Nota, 1º de janeiro de 1921" width="1041" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><em>A Nota</em>, 1º de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Um livro bom</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/32292"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicação de seu poema <em>Abril</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8454" target="_blank">Almanach de Pernambuco, 1922</a></em>).</p>
<p>Foi a letrista do hino <em>Pernambuco à independência</em> com música de Maria do Carmo Santos Barbosa. Foi cantado na comemoração do centenário da Independência do Brasil, realizado no Theatro de Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/6801"><em>Diário de Pernambuco</em>,13 de julho de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a exposição da pintora Georgina Barbosa Vianna (18?-1961) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/33722"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista do Instituto de Sciências</em>, publicação do soneto <em>Pernambuco</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/7687"><em>A Província</em> (PE), 14 de novembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta que Antônio Carneiro Leão (1887-1996), diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, havia enviado a Edwiges, sobre o livro <em>Educação</em>, de autoria dela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34166"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de dezembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, em dezembro, no Rio de Janeiro, do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702"> I Congresso Internacional Feminista ou 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a>, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, fundada em 9 de agosto de 1922 e presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894-1976)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/86379" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Avatari</em>, dedicado a Julio Pires (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34530"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de fevereiro de 1923, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>Contraste</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8759" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1924</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão fiscal da Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11058"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi concedida a ela uma licença de três meses para tratamento de saúde (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90351"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de março de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de Literatura da organização das festividades em torno da chegada do navio <em>Italia </em>ao Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1924, quinta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na revista mensal <em>Nação Brasileira</em>, dirigida por Evaristo de Moraes e Alfredo Horcades (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/17582" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A prioridade de Pernambuco nas ideias liberais</em>, de autoria de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12316"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em maio, o governador de Pernambuco, Sergio Teixeira Lins de Barros Loreto (1867-1913), a encarregou para a realização de um estudo acerca da organização e funcionamento do ensino técnico e profissional em Pernambuco e em outros estados do país. Com esse fim, Edwiges partiu para o Rio Grande do Norte e proferiu uma palestra. Foi apoiada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90787"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de maio de 1924, quinta coluna</a>; <em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12360">6 de julho de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12536">30 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu para o Rio de Janeiro e para São Paulo para continuar seus estudos sobre a organização das escolas domésticas e das escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12718"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/11818"><em>A Província</em> (PE), 27 de agosto de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, acompanhada por Antônio Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, visitou escolas rurais. Também fez uma visita à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e encontrou-se com a presidente da entidade, Bertha Lutz, e esteve na Liga dos Professores, onde fez uma palestra. Foi visitada por membros do Centro Pernambucano sediado no Rio de Janeiro. Na Escola Nilo Peçanha foi homenageada com uma festa em comemoração à entrada da Primavera (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/31902" target="_blank">20 de setembro de 1924</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/32006" target="_blank">25 de setembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/18810" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1924, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/92596"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de dezembro de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34210" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 17 de dezembro de 1924, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37623" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-132827.png" alt="Jornal do Brasil, 20 de setembro de 1924" width="533" height="741" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de setembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida em São Paulo com um chá oferecido na Liga das Senhoras Católicas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_02/12619" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de outubro de 1924, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003085/8421" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de novembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13446"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de novembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação e uma foto e Edwiges com o artigo de sua autoria, intitulado <em>O Violão &#8211; ouvindo Josephina Robledo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1° de dezembro de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37627" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-142043.png" alt="Brasil Social, 1º de dezembro de 1924" width="508" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de dezembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Publicação do artigo <em>Sobre o Ensino Público no Brasil &#8211; impressões de uma educadora pernambucana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402257/3466" target="_blank"><em>Educação,</em> janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo<em> Pelo ensino</em>, na revista<em> Brasil Social, </em>dirigido por P.A. Soares (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/161" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Retornou de sua viagem ao Sul do Brasil onde esteve em comissão do governo estadual. Ao final do trabalho acerca da situação da educação no país, entregou ao governador um minucioso relatório, o qual, um ano depois, foi publicado com o título de<em> Impressões e Notas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34950" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13910"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo, <em>A Mulher pernambucana</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/16158">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1925</a>).</p>
<p>Escrevia para o periódico <em>Vida Feminina</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Publicação de um artigo acerca do trabalho realizado por Edwiges em comissão do governo de Pernambuco sobre as escolas domésticas e as escolas profissionais do Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40158"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de maio de 1926, última coluna</a>)</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria sobre a declamadora <em>Angela Vargas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40765"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de setembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Era catedrática da Escola Normal e foi a letrista do hino comemorativo do centenário do Ensino Primário no Brasil &#8211; foi musicado pela professora Maria do Carmo Santos Barbosa. O hino foi cantado durante uma sessão magna realizada no Theatro de Santa Isabel e presidida pelo governador Estácio Coimbra (1872-1937) em comemoração à efeméride (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/101925"><em>Jornal do Recife</em>, 15 de outubro de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/31746" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de outubro de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a redação do <em>Jornal do Recife</em> com a poetisa potiguar Palmyra Wanderley (1894-1978) que iria ler, no dia 10 de dezembro, na Academia Pernambucana de Letras, versos de seu livro <em>Roseira Brava</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/102403"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37616" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank"><img class="wp-image-37616 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-123821.png" alt="Palmyra Wanderley" width="291" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank">Palmyra Wanderley</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong><span style="color: #000000;">- Foi publicada uma declaração de Edwiges sobre a Academia Pernambucana de Letras, integrando a série de reportagens <em>A casa de Bento Teyxeyra Pinto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37624" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-134007.png" alt="Diário da Manhã (PE), 22 de janeiro de 1928" width="666" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada sobre a questão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2923" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 28 de março de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> – Foi eleita a oradora da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/106606"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um artigo sobre o feminismo publicado na revista <em>A dona de casa</em>, dirigida por Cândida de Brito (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/73702" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em>, publicação de um artigo de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/26132"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Em junho, ela, a médica Paulina Waisman e a pintora Georgina Barbosa Vianna participaram como delegadas de Pernambuco do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33333" target="_blank">Automóvel Club</a>, no Rio de Janeiro, entre 20 e 30 de junho. Edwiges e Georgina chegaram à cidade no dia 18, a bordo do navio <em>Raul Soares. </em>Foram recebidas por representantes da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por Bertha Lutz, e da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903-2001)</a>. Na época, Edwiges era professora de português e história, na Escola Normal do Recife, além de vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/7416" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>19 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/5890" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>Destacam-se aqui as delegadas das representações estaduais: Amazonas – Emilia Galvão e Cassilda Araujo Lima; Pará – Marina Lamarão Cardoso, Noemia de Rego Lins, Glória Silva e Maria Aurora Pegado Beltrão; Maranhão – Mariana Gurjão, Cristina Vinhais; Piauí – Nazareth Pires Ferreira; Ceará – Henriqueta Galena, Adilia Moraes e Carmem Castelo Branco; Rio Grande do Norte – Maria Eugenia Celso e Julia de Medeiros; Paraíba do Norte – Rosalina Coelho Lisboa; Pernambuco – <strong>Edwiges de Sá Pereira, Georgina Barbosa Vianna e Paulina Waismann</strong>; Alagoas – Almerinda Farias Gama; Sergipe – Sra. Maria Rita Soares de Andrade, Carlota Camargo do Nascimento; Bahia – Edith Mendes da Gama e Abreu, dra. Hermelinda Paes, Lili Tosta, dra. Francisca Praguer Froés, Alice Kelsche de Aguiar, Celeste Cerqueira; Espírito Santo – Anna Borges Ferreira; Estado do Rio de Janeiro – Antonieta de Souza Braga, Murilla Torres, Yolanda Torres, Dulce Horta Esteves Lagoeira, Maria Rosa Ribeiro; Estado de São Paulo – Helena Gordo; Julia Algodoal, Clotilde Kleber, dr. Horácio Silveira, Alice de Toledo Tibiriça e outras: Paraná – Martha da Silva Gomes; Santa Catarina – Alice Pinheiro Coimbra; Rio Grande do Sul – Ascylia Correia Rodrigues, Acy Coelho e Ilka Labarthe; Minas Gerais – Ignácia Guimarães, dra. Alzira Reis Vieira Ferreira, Maria Esther Ramalho, Eunice Weaver; Goiás – Dra. Rosita Godinho de Oliveira Bello; Mato Grosso – Branca Portinho.</p>
<p>O discurso de abertura do evento foi pronunciado pela escritora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a>. Durante o encontro, Edwiges proferiu o discurso <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Pela Mulher, para a Mulher</em></a>, que defendia uma nova concepção de ensino para a mulher. Dividiu a população feminina em três categorias: mulheres que não precisavam trabalhar, mulheres que sabiam e precisavam trabalhar e, finalmente, as mulheres que não sabiam e precisavam trabalhar. Os dois primeiros grupos deveriam, segundo ela, se unir para que o terceiro grupo fosse auxiliado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi entrevistada e declarou que &#8220;<em>o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37412" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><img class="wp-image-37412 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges11.jpg" alt="edwiges11" width="549" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentro da programação do congresso, participou de uma missa campal com a presença da primeira-dama, Darcy Vargas (1895-1968), e de todas as delegadas do evento, realizada no terreno da igreja do Sagrado Coração de Jesus. No mesmo dia foi inaugurada a exposição anexa ao congresso, no Automóvel Club. Participou também da <em>sessão de congraçamento</em> presidido por Bertha Lutz, quando falou sobre a <em>filosofia do momento feminista </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/3803" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6064" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada pela escritora e feminista Martha de Holanda (1903-1950) para ser a presidente de honra da Cruzada Feminista Brasileira, fundada e presidida por Martha, mas não aceitou o cargo. Sobre Martha de Hollanda, Luciene de Freitas, autora de sua biografia <em>“Uma guerreira no tempo &#8211; Um resgate de uma época, Martha de Hollanda e Delírio do Nada”</em> (2003), escreveu:</p>
<p><em>“Ela era uma pessoa à frente do seu tempo. Contestava o ensino, contestava as roupas, usava vestidos sem manga e curtos, sem meia, fumava, bebia, tinha amizades com homens e fazia saraus com intelectuais. Eram coisas que chocavam naquela época. Tanto que essa liberdade rendeu um falatório sobre ela na cidade”</em></p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank"><img class="" src="https://cdn.folhape.com.br/img/pc/1100/1/dn_arquivo/2021/03/cd3bc526-8f50-4615-94dd-708def107456.jpg" alt="Martha de Hollanda, a primeira eleitora de Pernambuco" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank">Martha de Hollanda / Acervo da família</a></p></div>
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<p>Em 10 de novembro, no Clube Internacional do Recife, Odila Porto da Silveira, representante da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, deu posse à primeira diretoria da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino. Edwiges foi a primeira presidente desta associação, cargo que exerceu até 1935. Personalidades da sociedade pernambucana<i>,</i> assim como autoridades estaduais e federais, representantes da imprensa e de diversas corporações prestigiaram o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49627" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de novembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw33CCistCgcbs0bYew2bbzg"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de novembro de 1931, primeira coluna</a>). Neste primeiro biênio da associação, a vice-presidente era a professora Noemia Ferreira Xavier, e a segunda vice-presidente era a também professora e irmã de Edwiges, Anna Sá Pereira da Silva Almeida. A secretária-geral era Maria de Lourdes Souza Leão, a tesoureira, Santina Monteiro; e a consultora jurídica era Ida Souto Uchôa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de agosto de 1931, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37606" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-133121.png" alt="Jornal Pequeno, 17 de agosto de 1931" width="244" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia de criação da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino surgiu em reuniões de um grupo de pernambucanas que defendia a maior inclusão feminina na sociedade. Várias destas reuniões aconteceram na casa de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/113635" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>). A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino apoiava fortemente os princípios católicos. Ao longo de sua existência, até fins da década de 1930, a associação, devido à forte influência de Edwiges, teve como prioridade a questão da educação da mulher. Investiu na criação da Escola de Oportunidades cuja principal meta era disponibilizar cursos como correspondência, datilografia e línguas às jovens de todas as classes sociais do Estado.</p>
<p>A coluna &#8220;Palestras Femininas&#8221;, do<em> Diário de Notícias</em>, homenageou Edwiges com a publicação do poema <em>Dúvida</em>, da escritora pernambucana (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6127" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Sua tese <em>Pela Mulher, para a Mulher</em> foi publicada como de livro.</p>
<p>Ainda era a vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/79222" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita segunda secretária da diretoria da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/5923" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de abril de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>No Clube Internacional, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu um evento para comemorar o Dia das Mães. Pela primeira vez a efeméride foi comemorada no Brasil de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/50491" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1932, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37612" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><img class="wp-image-37612 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153705.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 153705" width="840" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oficialização do Dia das Mães no Brasil foi uma conquista da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que durante o II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho de 1931, no Rio de Janeiro, designou uma comissão que fez a solicitação ao presidente Vargas. Ele assinou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21366.htm#:~:text=D21366&amp;text=DECRETO%20N%C2%BA%2021.366%2C%20DE%205,maio%20%C3%A9%20consagrado%20%C3%A0s%20m%C3%A3es." target="_blank">Decreto 21.366</a>, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como a data comemorativa dedicada às mães.</p>
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<div id="attachment_37621" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37621" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124912.png" alt="Diário de Notícias, 11 E 12 de maio de 1969" width="504" height="805" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 e 12 de maio de 1969</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1933 -</strong></span> Publicação do artigo <em>Pela mulher</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/13536" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de fevereiro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/117952" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, sob a presidência de Edwiges, enviou a artista plástica e feminista Georgina Barbosa Vianna como representante da associação na Convenção Eleitoral Feminina, no Rio de Janeiro, com propostas de inclusão no texto constitucional de obras contra as secas, recusa ao serviço militar obrigatório para mulheres e apoio ao ideário católico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw0X77yGzQ2Wq6qdGpUG0kNQ"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Edwiges e Martha de Hollanda conseguiram o direito de votar e também de serem votadas. Em uma enquete promovida pelo <em>Diário de Pernambuco</em>, Edwiges foi apontada como uma excelente candidata pela pintora e feminista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8041" target="_blank">Emília Barbosa Viana Marchesini</a>, por <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8051" target="_blank">Edna Leite Gueiros</a>, redatora da &#8220;Página Feminina&#8221; do <em>Jornal do Commercio</em>; por representantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, e por Ana Campos, catedrática da Escola Normal. Em, 30 de abril, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino fez uma publicação indicando Edwiges ao eleitorado (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8041" target="_blank">26 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8051" target="_blank">27 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8067" target="_blank">29 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8087" target="_blank">1º de fevereiro de 1933, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8780" target="_blank">30 de abril de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8784" target="_blank">30 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8789" target="_blank">30 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png"><img class="alignnone size-full wp-image-37603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124213" width="247" height="437" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png"><img class="alignnone  wp-image-37604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124334" width="238" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges e quanto à questão do divórcio, no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 30 de março de 1933</a>, ela afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Somos católicos e não compreendemos as reivindicações femininas fora desses princípios. Somos pela indissolubilidade do matrimônio como condição máxima de garantia de família, da estabilidade do lar, da moral social, enfim. Mas, não basta impedir que o divórcio se instale em nossa lei magna; é o no código civil, quando se regular a sociedade conjugal que todo o cuidado se impõe. Combater o divórcio e deixar subsistindo na legislação civil e nos costumes as causas principais que o provocam é obra incompleta. Combatamos o mal do organismo social, ele está muito na indiferença com que consideramos e que de grosseiro temos herdado ou contagiado de raças diversas, vinculadas a nossa e má importação de práticas dissolventes de civilizações requintadamente epicuristas. Na época atual o espírito de sacrifício, o apelo a passividade e a resignação, afiguram-se de natureza e resultados muito precários&#8221;.</em></p>
<p>Martha, sem partido, e Edwiges, pelo Partido Economista de Pernambuco, foram candidatas a deputadas constituintes por Pernambuco, em 3 de maio, mas não se elegeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37605" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><img class="wp-image-37605 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-125808.jpg" alt="Captura de tela 2024-10-30 125808" width="501" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1933</a></p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-10-30%20125808.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37611" style="width: 1227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><img class=" wp-image-37611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153233.png" alt="A Província(PE), de maio de 1933" width="1217" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><em>A Província</em>(PE), 31 de maio de 1933, na segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733a/213" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Devido à reforma do Ensino Normal em Pernambuco, ela e mais três professoras catedráticas da Escola Normal foram postas em disponibilidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28213" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de maio de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi reeleita presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino para o biênio de 1933 a 1935 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/52695" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na reunião semanal da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, foi uma das escolhidas para o serviço direto junto à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/3840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de março de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/4119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Edwiges sobre os rumos do feminismo no Brasil e das propostas à Constituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121457" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Clube Recife, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu <em>uma hora de arte</em> para comemorar <em>as vitórias alcançadas pela mulher na nova Constituição do país</em>. O evento foi aberto por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121676" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de julho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi admitida na Associação de Imprensa de Pernambuco como sócia colaboradora (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/12670" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de setembro de 1934, segunda coluna</a>)</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o desembargador Virgílio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/54704" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo intitulado <em>Natal</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55148" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrou o júri do Concurso Feminino promovido pelo <em>Diário de Pernambuco. </em>Os trabalhos foram divididos nas categorias puramente literários e de interesse educativo e social (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/13593" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Foi sucedida por Emília Barbosa Viana Marchesini na presidência da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, tornando-se sua presidente honorária.</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Arte de Conversar</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/123088" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Dia das Mães</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 11 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Proferiu a palestra de abertura da Semana do Livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/17188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 12 de novembro de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Era a segunda vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/65800" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 30 de junho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Discursou durante a visita da escritora Carolina Nabuco (1890-1981) à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/58409" target="_blank"><em>Jornal Pequen</em>o, 6 de novembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Recebeu 39 votos no plebiscito promovido pela revista <em>O Malho</em> para saber quem seriam as mulheres que mereceriam ingressar na Academia Brasileira de Letras. As cinco primeiras colocadas foram Maria Eugênia Celso (1886-1963), Gilka Machado (1893-1980), Alba Canizares (1893-1944), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971) </a>e Henriqueta Lisboa (1901-1985) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão da <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/74088" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das eleitoras do concurso <em>Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> promovido pela revista<em> Fon-Fon</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/94535" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e outras integrantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino estiveram presentes à inauguração da Escola de Enfermagem de Olinda, fundada sob os auspícios da associação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/25686" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das palestrantes da 7ª Semana Anti-Alcoólica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/124413" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, foi instalado o Estado Novo que, de acordo com o Decreto-lei n. 37, de 02 de dezembro de 1937, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954), proibia a existência de partidos políticos e organizações civis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Esteve presente à cerimônia da entrega solene da Escola de Enfermagem de Olinda à prefeitura da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/30610" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi a autora da letra do Hino Escolar João Barbalho, musicado pela também professora Maria do Carmo Santos Barbosa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/1300"><em>Diário da Manhã</em>, 24 de outubro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publicou o livro<em> Um passado que não morre,</em> uma homenagem póstuma ao historiador João Baptista Regueira Costa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/12932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p>Proferiu, na Academia Pernambucana de Letras a conferência <em>A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>Na introdução deste trabalho escreveu sobre sua motivação para escrevê-lo<em>: como “<em>única mulher membro deste sodalício, competia-me, por vários motivos, a explanação do assunto, que em mim se integra por uma longa fase de cátedra e de suas afinidades sociais</em>” .</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong></span>- Foi uma das colaboradoras da primeira edição da revista<em> Capibarib</em>e, dirigida por Jorge Medeiros de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/75165" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como uma das integrantes do Conselho Consultivo da filial pernambucana da Liga Internacional Mulheres, fundada no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/23336" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/41678" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de setembro de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na edição de dezembro da <em>Revista da Academia Brasileira de Letras</em> a conferência<em> A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>O texto integrou uma série de 28 conferências organizada pela Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/139955/21023"><em>Revista Brasileira</em>, dezembro de 1946</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Foi recebida na Federação das Academias de Letras no Brasil, no Rio de Janeiro <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">, 1° de outubro de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Fez uma visita de despedida à Federação das Academias de Letras no Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/51226" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1948, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eurico de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/78646" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de maio de 1948, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Seu apoio ao envio de uma mensagem de solidariedade da Academia Pernambucana de Letras ao Salão de Poesia escandalizou o acadêmico Mário Melo (1884-1959), que combatia a poesia moderna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/79343" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1948, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong> </span>- Participou de um almoço, no restaurante Torre de Londres, em homenagem à escritora Maria das Graças dos Santos Leite pela publicação do livro <em>Alma em vigília</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/84472" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Falecimento de sua irmã, Fredovinda, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/10599"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na terceira edição da <em>Revista Pernambucana</em>, dirigida por Getúlio Amaral e Olympio Fernandes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/86784"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo sobre a poetisa baiana Ilka Sanchez (1922-?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18158"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de novembro de 1953, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Austro Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18383"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Escreveu o artigo <em>“Rosa de Pedra”: poesias de Zila Mamede</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20026"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de fevereiro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Imagens e Sombras</em> sobre o novo livro do poeta Costa Rego Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de abril de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/21605"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na coluna<em> “</em>Vida religiosa”, publicação do artigo<em> Obra Social de Grande Vulto</em>, de sua autoria, sobre o Centro Social Nossa Senhora da Soledade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/23317"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de setembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955 &#8211; </strong></span>Publicação de seu poema <em>Saudade</em>, dedicado à poetisa Maria das Graças Santos Leite (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/28196"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de julho de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1956 -</span> </strong>Publicação do artigo <em>Cartas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/33246"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 e 22 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesias de Pierre Luz</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/35972"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1956, sexta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Faleceu, em 14 de agosto, em sua casa, no bairro do Espinheiro, no Recife, vítima de uma trombose cerebral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50195" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de agosto de 1958, penúltima coluna</a>). Nunca se casou nem teve filhos, mas sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, em um depoimento de 2010, revelou que Edwiges se arrependia de não ter sido mãe solteira (<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"><em>Revista Brasileira</em>, abril maio, junho de 2020, página 69)</a> .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37651" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><img class="wp-image-37651 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges13.jpg" alt="edwiges13" width="392" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de setembro de 1958</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37652" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><img class="wp-image-37652 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges14.jpg" alt="edwiges14" width="527" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 7 de outubro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Academia Pernambucana de Letras e a professora, educadora e escritora Dulce Chacon (1906-1982) pronunciou um discurso intitulado <em>Edwiges de Sá Pereira – Escritora, acadêmica e professora</em>, no qual dissertou sobre o respeito e carinho que a homenageada tinha para com os membros da referida agremiação, e em seguida, traçou um perfil de sua vida e obra. No ano seguinte, o discurso foi <em>reunido em plaquette</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/51315"><em>Diário de Pernambuco, </em>28 de setembro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/53978"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37670" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><img class="wp-image-37670 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges15.jpg" alt="edwiges15" width="264" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Publicação, por iniciativa de sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, de seu livro <em>Horas inúteis</em>, uma reunião de poemas escritos por ela, com prefácio do escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Jordão Emerenciano (1919-1972). O livro é composto por 53 poemas, alguns inéditos e outros que já haviam sido publicados em periódicos. No prefácio desta publicação póstuma, o professor Jordão Emereciano, fez breves considerações sobre a personalidade da autora, da sua importância para a história da Academia Pernambucana de Letras e sobre o valor desta publicação para o campo literário do estado. Para ele, este livro, era “um pouco a síntese de tudo isto porque os seus sonetos e poemas contêm os reflexos de sua atividade variada e diversificada e a motivação de toda uma vida que teve também os seus dias de luta e de sonho, de ideal e de poesia” (<em>Revista Ágora, Vitória, n.13, 2011, p. 1-16 ).</em></p>
<p>A seguir, um trecho do prefácio:</p>
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<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges3.jpg" alt="edwiges3" /></p>
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<p>Publicação de seu poema <em>Capitólio</em>, onde se evidenciava sua formação parnasiana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hás de viver eternamente, ó verso, / Nos velhos moldes: no esplendor que anima / A luz no movimento do Universo! / O amor na lei da Natureza oprima! // Quando não mais surgisse um som disperso / Do hemisfério, da métrica e da rima, / Sobram-te louros de um parnaso terso: / Nunca a seara dos Gênios se dizima! // Não medra o esforço do que finge odiar-te. / Qual haverá que um dardo acerte dentre / Os que desdenham teu prestigio de arte? // Qual haverá que um poema legue, ovante, / Ao mundo, e o mundo o leia e se concentre / Como se lê Camões, Homero, Dante?!&#8221;</em></span></p>
<p>Dulce Chacon foi eleita para ocupar a vaga de Edwiges na Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/60444"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de novembro de 1959, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Em seu livro de memórias, intitulado <em>Medo de Criança</em> (1979), Dulce Chacon revelou: “<em>Tenho estado a pensar nos belos livros que Edwiges de Sá Pereira deixou reunidos, já datilografados, prontos para a impressão. Nos derradeiros anos, ver os seus três livros em letra de forma constituiu para ela o maior desejo”</em> (Chacon, 1979:265). Os livros que a autora se refere, são: <em>Eva Militante</em>, <em>Jóia de Turco </em>e <em>Horas Inúteis</em>. Sobre <em>Eva militante</em>, Dulce comentou que Edwiges havia feito uma análise de alguns aspectos dos problemas enfrentados pela mulher brasileira “<em>no lar ou nas atividades externas, nas profissões liberais, ou na burocracia, aviadora, magistrada, prefeita, deputada, escrivã, professora</em>”. Ainda segundo Chacon, no livro <em>Jóia de Turco</em>, Edwiges havia reunido algumas de suas crônicas sobre acontecimentos nacionais e internacionais, já publicadas em jornais, <em>“inspiradas no noticiário e nos telegramas, nas conversas de rua e na leitura de livros, tirando-os da sombra ou de um recanto do passado para dar-lhe vida, movimento, graça, sentido poético e conteúdo humano”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/editorx08,+Gerente+da+revista,+Walter+469+-+479.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: Uma voz pernambucana no Segundo Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1931)</em></a>, 2017.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <em><a href="https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/5044/3810" target="_blank">“Um passado que não morre”: traços biográficos de Edwiges de Sá Pereira</a>. Revista Ágora, Vitória, </em>n.13, 2011, p. 1-16.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do; RIBEIRO, Emanuela Souza. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/34670/1/EDWIGES%20DE%20S%C3%81%20PEREIRA%20UM%20BREVE%20OLHAR%20SOBRE%20A%20POESIA%20%20-%20I%20SEMIN%C3%81RIO%20NACIONAL%20FONTES%20HIST%C3%93RICAS%20GT%2022%202009.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um breve olhar sobre a poesia feminina pernambucana</em></a>, 2009.</p>
<p>BARBOSA, Izabelle Lúcia de Oliveira. <a href="https://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434419764_ARQUIVO_ArtigocompletoIzabelleAnpuh2015.pdf" target="_blank"><em>Os movimentos feministas pernambucanos e o debate em torno do divórcio (1926-1937)</em></a>. XVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, Santa Catarina, 2015.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>CAMPOS, Andrea Almeida Campos.<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"> <em>Edwiges de Sá Pereira: Uma feminista vitoriana na primeira metade do século XX</em></a> in Revista Brasileira, abril, maio, junho de 2020, página 59.</p>
<p>CAMPOS, Zuleica Dantas Pereira. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um discurso para e pela mulher</em></a>. In: I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA. GT12: Gênero, Sociabilidades e Sensibilidades. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), 1º, 2008. Anais [&#8230;]. Campina Grande &#8211; PB, 2008.</p>
<p>COSTRUBAL, Deivid Aparecido. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/9d447ee8-34e6-4faa-bf90-a37319883e6f/content" target="_blank">Para além do sufragismo: A contribuição de Júlia Lopes de Almeida à história do feminismo no Brasil (1892-1934).</a> </em>Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de conhecimento: História e Sociedade), 2017.</p>
<p>FAGUNDES, Emelly Sueny Fekete. <a href="http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/7811/2/Emelly%20Sueny%20Fekete%20Facundes.pdf" target="_blank"><em>Uma das faces do feminismo em Pernambuco: Transgressões e permanências na trajetória da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (1931-1937)</em></a>.  2018. 181 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) &#8211; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>NASCIMENTO, Alcileide Cabral do. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/w9VDtDpCdVFf5vwXVqWpcGm/?lang=pt" target="_blank"><em>O bonde do desejo: o Movimento Feminista no Recife e o debate em torno do sexismo (1927-1931). </em>R</a>ev. Estud. Fem. 21 (1) <span class="_separator">• </span>Abr 2013.</p>
<p>PEDROSA, Cida. <em>A Eva militante e todas as horas úteis para a mulher e pela mulher</em>. Revista Hexágono, 2020.</p>
<p>SCHUMAHER, Shuma; BRAZIL, Érico Vital (Org.). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.</p>
<p>SILVA, Martia Angélica Pedrosa de Lima. <a href="https://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1499473791_ARQUIVO_TRABALHOCOMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Entre engajamentos e manifestos: a inserção de Edwiges de Sá Pereira nos espaços públicos do Recife (1920-1935)</em>.</a> Seminário Internacional Fazendo Gênero, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.</p>
<p><a href="https://aplpernambuco.com.br/" target="_blank">Site Academia Pernambucana de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Fevereiro/conheca-a-historia-das-pioneiras-na-luta-pelo-voto-feminino-em-pe" target="_blank">Site Tribunal Eleitoral de Pernambuco</a></p>
<p>VAINSSENCHER, Semira Adler. <a href="https://www.caestamosnos.org/pesquisas_Semira/pesquisa_semira_adler_Edwiges_de_Sa_Pereira.htm" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira</em></a>.</p>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria de Miranda Leão (1887 - 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social e uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social, tendo vinculado sua vida<em> com talento e cultur</em>a ao ensino e à solidariedade. Em dezembro de 1922, foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, meses após a fundação da FBPF, iniciativa de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, em 9 de agosto do mesmo ano.</p>
<p>Foi descrita em uma matéria do <em>Jornal do Brasil</em> de 1936 como “<em>Uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia</em>.” Segundo Maria Elizabeth Brêa Monteiro, na fotografia destacada nesse artigo, produzida pela Photographia Alemã, &#8220;<em>é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<div id="attachment_21776" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/miranda.jpg" alt="Photographia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional" width="508" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank">Fotografia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conclamando as mulheres à paz e à guerra, Maria de Miranda Leão proferiu seu discurso na sessão inaugural do 3º Congresso Nacional Feminista, realizado na sede do Automóvel Club, no Rio de Janeiro, entre os dias 1°e 8 de outubro de 1936. Delegada da Liga Católica do Amazonas junto ao Congresso Eucarístico Nacional e designada representante da Federação Amazonense pelo Progresso Feminino e de outras agremiações de Manaus pelo governador Álvaro Maia para o Congresso Nacional Feminino <a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, o <em>Jornal do Brasil</em> em sua edição de 2 de outubro de 1936 descreve Maria de Miranda como “uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia.”<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>Maria de Miranda Leão nasceu em 1887 em uma família de longa atuação no Amazonas nos vários setores da atividade humana: no magistério, no comércio, nas ciências, na política. O patriarca, coronel José Coelho de Miranda Leão, foi deputado que havia se notabilizado por combater os cabanos em Mundurucânia, em 1839. Era filha do professor e jornalista Manoel de Miranda Leão, deputado provincial da Assembleia Legislativa (1886) e um crítico do cenário da instrução pública no Amazonas, identificando a falta de experiência e de dedicação no magistério como um dos principais problemas a enfrentar. Professora, enfermeira, assistente social e uma pioneira na participação feminina na política da região Norte, Maria de Miranda primou, segundo Agnello Bittencourt, pelo talento e pela cultura, tendo vinculado sua vida ao ensino e à caridade.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>Ingressou, em 1922, no Serviço Federal de Profilaxia Rural e nesse mesmo ano criou a Sociedade de Amparo à Maternidade e à Infância, núcleo que deu origem ao Hospital Infantil Casa Dr. Fajardo, onde trabalhou como enfermeira e chefe dos serviços internos.</p>
<p>A partir das primeiras décadas do século XX, Manaus não mais se assemelhava à Paris dos Trópicos dos anos de pujança da exportação da borracha. A derrocada do comércio extrativista impeliu levas de seringueiros a se dirigirem com suas famílias para as cidades que enfrentavam as consequências da depressão econômica, assoladas por doenças como paludismo, verminose, disenteria, enterite, gripe e outras. Nesse contexto as crianças compunham o grupo mais vulnerável, identificado no elevado índice da mortalidade infantil. Todavia, o estado do Amazonas e, em particular, a cidade de Manaus não possuíam uma instituição oficial de atendimento hospitalar exclusivo para crianças. Esse atendimento era realizado pela Casa Dr. Fajardo, instituição particular, fundada em 1922 pelo médico Samuel Uchôa, diretor do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, com a finalidade de receber crianças órfãs ou desamparadas acometidas por paludismo e verminose. Além do tratamento médico prestado, essa instituição tinha uma preocupação pedagógica, principalmente em relação às questões de higiene das crianças e das famílias, no intuito de resgatá-las de uma condição depauperada e libertá-las, segundo o próprio Dr. Uchoa, “da tirania das doenças destruidoras”, preparando-as para o trabalho.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Vem desse período, durante o qual Maria de Miranda realizou atividades de assistência às crianças e às camadas mais empobrecidas da população amazonense, o apelido pelo qual ficou conhecida: Mãezinha.</p>
<p>Com apoio do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, durante a administração do governador Ephigênio Salles, criou o primeiro preventório do Brasil, voltado para o cuidado dos filhos dos portadores de hanseníase.</p>
<p>Maria de Miranda teve também relevante atuação para a profissionalização e regularização das atividades de serviço social. Em 1940, com apoio do bispo d. Basílio Manoel Olímpio Pereira, realizou, no Rio de Janeiro, os cursos de “Ação Católica e Serviço Social”, o que favoreceu a criação da Escola de Serviço Social de Manaus, subordinada, inicialmente, ao Juízo Tutelar de Menores, onde foi professora de Assistência Social.</p>
<p>Essa orientação pela assistência e cuidados mobilizou sempre Maria de Miranda ao longo de sua vida. Como secretária-geral e enfermeira chefe da Cruz Vermelha no Amazonas, ficou encarregada da entrega de correspondências aos prisioneiros de guerra (japoneses, italianos e alemães) e foi, de 1946 a 1951, diretora do Instituto Benjamin Constant, criando nele a primeira Escola Normal Rural do Amazonas.</p>
<p>Paralelamente ao trabalho assistencial, Maria de Miranda destacou-se no movimento feminista, sendo membro da Federação Feminista Amazonense e uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Liderou o movimento feminino católico de incentivo à participação das mulheres nas eleições e na política de modo geral, fato que, por certo, contribuiu para seu sucesso nas urnas aos 48 anos, quando foi eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), onde também atuou nas comissões de Educação e de Poderes e leis.</p>
<p>Em carta para Bertha Lutz de 20 de junho de 1935, Maria de Miranda informa sobre sua atuação na Constituinte na defesa da atuação da mulher em todos os setores de ação social, moral e político, e não mais apenas dedicada a servir o lar, “coser meias e embalar meninos”. Nessa mesma carta, Maria envia uma fotografia dedicada a Bertha na qual se identifica como sua admiradora e a convida a visitar o estado e ver “como o nosso Amazonas é grandioso, com suas florestas encantadas e seus rios caudalosos. Seria ocasião de sentir as aspirações da mulher amazonense e que a cultura e a mentalidade da cabocla morena do rio Negro não envergonham as irmãs do Sul.”<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> Nessa fotografia é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial.</p>
<p>Essas linhas de ação de Maria de Miranda se conjugavam com os temas discutidos na Assembleia Nacional Constituinte. A organização da assistência social foi defendida pela representante feminina, Carlota Pereira de Queiroz, médica eleita com apoio da Liga Católica, que considerava a educação e a saúde do povo as duas questões fundamentais de uma nação e tinha a proteção à maternidade e à infância como diretrizes prioritárias de seu mandato.</p>
<p>A Liga Eleitoral Católica, movimento gerado em defesa dos ideais cristãos e em resposta à secularização da cultura e à fundação do Partido Comunista do Brasil, congregava intelectuais como Alceu do Amoroso Lima, o advogado Sobral Pinto, além outros representantes de segmentos da classe média, e teve expressiva participação nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. No Amazonas, seus principais dirigentes eram o bispo dom João da Mata e Jatir Pucu de Aguiar, do Partido Liberal. Maria de Miranda exerceu os cargos de secretária-geral da Liga Eleitoral Católica, ao lado de Maria Julia Lima, e, em 1935, foi nomeada para a presidência.</p>
<p>Maria de Miranda acompanhou de perto a mobilização das mulheres pelo sufrágio feminino no Brasil. Foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, em 18 de dezembro de 1922. Trabalhou para organizar uma série de atividades com o objetivo de sensibilizar as mulheres para o alistamento eleitoral, direito conquistado pelas brasileiras em fevereiro de 1932 com a promulgação do novo código eleitoral que concedeu pela primeira vez o direito de voto às mulheres. Participou de todos os eventos nacionais promovidos pela FBPF na década de 1930.</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada em 9 de agosto de 1922, por iniciativa da Bertha Lutz e outras mulheres com diferentes abordagens de prioridades na construção de agenda entre elas, tinha como principal bandeira a busca pelo sufrágio universal e a promoção do avanço da mulher no espaço público através da reivindicação de seus direitos políticos, das melhorias de suas condições de trabalho, de saúde e educação. Esses foram temas discutidos nos congressos organizados pela FBPF, sob a presidência de Bertha. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada como a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam a atuação da Federação ao lado de postulados sustentados pela Liga Católica no sentido do ensino religioso nas escolas e da indissolubilidade do matrimônio. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a></p>
<p>As lideranças feministas das maiores organizações constituídas &#8211; FBPF, Aliança Nacional de Mulheres, Liga Eleitoral Católica e suas derivadas regionais &#8211; argumentavam que era possível assegurar a agregação de mulheres na política, pois isso não ofereceria risco de concorrência para os ocupantes dos cargos públicos eletivos nem ocasionaria instabilidade social ou para as famílias.</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, a Federação rumava de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e à conquista de direitos. Essa postura, identificada por pesquisadores, com um “feminismo bem comportado”, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como “mal comportado” ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5025/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank">Participantes do III Congresso Nacional Feminista em audiência com presidente Vargas, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto realiza-se no Rio de Janeiro o 3º Congresso Nacional Feminista, que contou com a presença de autoridades como o presidente da República, Getulio Vargas, e o governador do Rio de Janeiro, Protogenes Guimarães. Maria de Miranda foi a oradora da sessão inaugural que apresentou um discurso intitulado “A missão da mulher no momento atual”, no qual fazia “a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição, contra o sacrilégio devastador do comunismo”. Ficam evidentes os princípios católicos da família indissolúvel como alicerce da nação e a luta feminista como uma “cruzada santa”. Maria de Miranda deixa claro seu alinhamento à igreja católica condenando “a política sem Deus e contra Deus, ambiciosa e libertina”. Antecedido por um preâmbulo de cunho regionalista, mencionando as belezas e riquezas do Amazonas, em que cita os pacíficos e ordeiros Barés e os combativos Maués, Maria de Miranda enfatiza em seu discurso o caráter pacífico da “guerra” a ser empreendida pela mulher, “poder moderador capaz de trazer o homem à razão, quando levado pelos ímpetos próprios de sua natureza combativa, muitas vezes se afastada de caminho traçado.”. E conclui, em sua visão, o objetivo do congresso:</p>
<p>“Um dos pontos fundamentais é, por certo, a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição contra o sacrilégio devastador do comunismo. (&#8230;) Se procura nos seduzir, garantindo à mulher todos os campos de ação social, a igualdade de valores e trabalhos com o homem, não nos deixaremos enganar. Queremos a vitória das nossas reivindicações, a nossa igualdade política e social, salário igual para trabalho igual. Mas a mulher do Brasil coloca acima de tudo Deus, a Fé, a honra, a dignidade, a força moral e a integridade da Pátria. (&#8230;) É essa a promessa, a clarinada guerreira, o juramento inflexível que a Mulher Amazonense vos manda por minha voz: Ouviremos a voz do Brasil e na luta estaremos na linha de frente, na brecha por Deus, pela Pátria, pela Raça.”<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>Nesse congresso foi votado o Estatuto da Mulher, a ser apresentado na forma de projeto de lei em outubro de 1937 à Câmara dos Deputados, por iniciativa das deputadas Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queirós. Em seus 150 artigos, o projeto tinha como objetivo regulamentar os dispositivos constitucionais de proteção às mães e às crianças, tratava, em essência, de nacionalidade, direitos políticos, trabalho.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a></p>
<p>O mandato de Maria de Miranda como deputada estadual foi interrompido em 1937 quando Getulio Vargas fechou o legislativo federal e os estaduais, dando início ao Estado Novo que perdurou até 1945. Com a democratização, tentou a reeleição, pelo Partido Social Democrático (PSD), em 1947, não obtendo êxito.</p>
<p>Sua atuação política e social foi reconhecida pelas autoridades amazonenses que lhe concederam o título de Cidadã Benemérita de Manaus, em 1957, e a Medalha Cidade de Manaus, em 1969. Pelos serviços prestados, foi condecorada pela Cruz Vermelha do Amazonas.</p>
<p>Maria de Miranda Leão faleceu em 1976, no mesmo ano de sua “distinta patrícia” Bertha Lutz, com quem batalhou pela ampliação dos espaços de poder e decisão da mulher na sociedade e pela garantia de direitos conquistados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Telegrama do governo do Estado do Amazonas comunicando que a Federação Amazonense pelo Progresso Feminino designou a deputada Maria de Miranda Leão como representante do Amazonas no 3º Congresso Nacional Feminino. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro.3 de julho de 1936. BR RJANRIO Q0.ADM, COR.A936.74</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Jornal do Brasil. Edição 232, 2 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Bittencourt, Agnello. <em>Dicionário Amazonense de Biografias</em>: vultos do passado. Rio de Janeiro, Conquista, 1973. p. 359. Disponível em https://issuu.com/bibliovirtualsec/docs/dicionario_amazonense_de_biografias</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Schweickardt, Júlio Cesar. <em>Ciência, nação e região</em>: as doenças tropicais e o saneamento no Estado do Amazonas (1890-1930). Manaus: Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz, 2009. p. 345. Disponível em <a href="http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf">http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf</a>.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Cartas de Maria de Miranda Leão. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro. BR_RJANRIO_Q0_ADM_COR_A935_0066_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937). <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Jornal do Brasil. Edição 248, 18 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Potechi, Bruna. As mulheres dos estatutos no Congresso Nacional Brasileiro. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 27, n. 1, Florianópolis, 2019. Disponível em https://www.scielo.br/pdf/ref/v27n1/1806-9584-ref-27-01-e50110.pdf</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Elizabeth Brêa Monteiro é Mestre em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” III &#8211; Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) e sua luta pelo voto feminino</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 18:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O terceiro artigo da série "Feministas, graças a Deus", "Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928" é de autoria da historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Bertha Lutz (1894 - 1976) foi a fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações eram de igualdade entre os sexos e de independência da mulher.  ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Feministas, graças a Deus!” III &#8211; Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) </strong></em></span></p>
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<p style="text-align: left;">O terceiro artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;, <em>Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928</em> é de autoria da historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) foi a fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações eram de igualdade entre os sexos e de independência da mulher. Em 1932, Bertha foi uma das duas mulheres nomeadas para integrar a comissão para elaborar o ante-projeto da nova Constituição &#8211; a outra foi a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> &#8211; tema do segundo artigo da série do portal. Em 1936, Bertha assumiu o mandato de deputada na Câmara Federal. Sempre ocupou importantes cargos públicos, dentre eles a chefia do setor de Botânica do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, cargo no qual se aposentou em 1964. Sua vida sempre esteve ligada à ciência e à luta pela emancipação da mulher. Nasceu em São Paulo, no dia 2 de agosto de 1894, filha da enfermeira inglesa Amy Marie Gertrude Fowler (1869 &#8211; 1922 ) e do cientista e pioneiro da Medicina Tropical, Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940).</p>
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<div id="attachment_21363" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img class="wp-image-21363 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/lutz-1024x612.jpg" alt=" Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional" width="768" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria do Carmo Rainho*</p>
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<p>O acervo da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, custodiado pelo Arquivo Nacional, foi constituído a partir de doações realizadas entre 1976 e 1986. Contemplando 25 metros lineares de documentos textuais e 537 itens iconográficos, dentre estes, 478 fotografias produzidas nas décadas de 1910-1970, o fundo privado conserva também cartazes, cartões-postais, desenhos e gravuras. Conjunto expressivo de fotografias registra eventos nacionais e internacionais promovidos pela Federação ou com a participação de Bertha Lutz e integrantes da entidade, como o I Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1922) e o IX Congresso da Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino (Roma, 1923). Registros de cerimônias públicas; audiências com autoridades; almoços, jantares, recepções, além de retratos variados (políticos, feministas do Brasil e do exterior) também se destacam. Para este artigo foram selecionadas algumas das fotografias que registram a movimentação em torno do sufrágio feminino no Rio Grande do Norte, a partir de 1927; a atuação de Juvenal Lamartine nesse sentido e, a viagem de Bertha Lutz àquele estado em 1928, em campanha pelo alistamento das mulheres.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/251" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Bertha Lutz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme observa June Hahner, “a campanha sufragista no Brasil nunca se tornou um movimento de massas – existem poucos destes na história do Brasil -, mas, apesar disso, teve o mérito de se caracterizar por sua excelente organização, bem maior do que a da maioria dos movimentos semelhantes que a seguiram na América Latina.”(1) Essa organização se deve, em grande parte, a Bertha Lutz, por ter fundado, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher- LEIM, precursora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino &#8211; FBPF, de 1922; pelo modo como constituiu as entidades e articulou suas integrantes; e, sobretudo, pelas estratégias utilizadas na busca pela extensão do direito do voto às mulheres.</p>
<p>Estratégicas também foram a preservação e a organização dos documentos da Liga e da Federação, que somados ao amplo material publicado pela imprensa referente às campanhas pelo sufrágio feminino nos anos 1920, nos possibilitam traçar uma parte importante da trajetória de Bertha Lutz, por meio da análise das relações que ela vai construindo e de como atua no espaço social.</p>
<p>Nosso ponto de partida foram as fotografias referentes à viagem que Bertha empreendeu ao Rio Grande do Norte, nos meses de julho e agosto de 1928, em campanha pelo alistamento, após a aprovação do voto feminino naquele estado, em 1927. Somam-se a elas registros das primeiras eleitoras e das primeiras eleitas, e dos eventos, muitos deles, relacionados a Juvenal Lamartine, político potiguar que desde o início da década se dedicou à causa. As fotografias nos levaram à documentação textual do fundo FBPF e às matérias publicadas pela imprensa, dando a ver o alcance da campanha de alistamento, o protagonismo de Bertha Lutz no processo e as conexões que a uniam a Lamartine, então governador do estado.</p>
<p>Esses documentos também possibilitaram analisar as estratégias empregadas por ela, aquilo que Celi Pinto qualificou de “feminismo bem comportado”(2) ; o “bom feminismo”, conforme a própria Bertha, ou, a nosso juízo, o feminismo pragmático, que, no lugar do confronto visando expor as desigualdades de gênero &#8211; tática utilizada por Leolinda Daltro &#8211; preferia se associar a lideranças masculinas que defendiam o voto das mulheres, como Lamartine, Justo Chermont, Adolfo Gordo e Maurício de Lacerda, entre outros.</p>
<p>Em 1921, a LEIM inaugurou a prática de enviar cartas e telegramas aos deputados solicitando a atenção a projetos que possibilitassem às mulheres o direito ao voto; cópias dessas correspondências eram encaminhadas também à imprensa. Naquele ano, Bertha Lutz entrou em contato pela primeira vez com Lamartine, deputado federal pelo Rio Grande do Norte desde 1906, e este lhe prometeu “destacar a emenda sobre o voto feminino do projeto de reforma eleitoral, para que ele próprio desse parecer.”(3) No entanto, após o adiamento da votação, em novembro de 1921, um novo projeto foi apresentado na Câmara dos Deputados, permitindo o alistamento eleitoral de mulheres com mais de 21 anos, as quais poderiam também ser votadas. Integrante da Comissão de Constituição e Justiça e relator do projeto, Juvenal Lamartine expressou vivamente o seu apoio à causa das mulheres, em texto embasado, no qual elencava as conquistas femininas no século XX e os países nos quais elas já podiam votar(4).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6558" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6558/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0013_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6558" target="_blank">o desembarcar no Rio de Janeiro, Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte e patrono do voto feminino, é recebido por autoridades e líderes feministas, 5 de maio de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional. </a></p></div>
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<p>A partir de então, ele participa de reuniões e eventos da Federação e torna-se alvo frequente de suas homenagens.(5) De fato, o apoio a Juvenal Lamartine ganhou corpo quando, em sua plataforma para o governo do Rio Grande do Norte, em 1927, ele incluiu o voto feminino. E mais ainda, logo após a sua eleição, ao enviar telegrama ao então governador, José Augusto Bezerra de Medeiros, para que constasse na Lei que regulava o serviço eleitoral que poderiam “votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas”(6).</p>
<p>A relação entre Bertha e Juvenal era simétrica e de mão dupla: ao mesmo tempo em que recebia o apoio dele em sua campanha pelo sufrágio feminino, ela colaborava para a construção da imagem pública de Lamartine como um governante moderno, associado a pautas progressistas. Pesquisando-se os jornais do ano de 1927 e 1928 é possível perceber o espaço que ele ocupava nas matérias que tratavam especificamente do voto feminino e da Federação de modo geral. Bertha também se encarregava de citá-lo constantemente na coluna &#8220;Feminismo&#8221;, publicada pelo jornal <em>O Paiz</em>, redigida juntamente com Orminda Bastos. A relação entre eles é tão estreita e o nome de Lamartine tão associado ao voto feminino que Bertha, convidada a enviar material para a exposição “A mulher, o movimento feminista e a imprensa”, realizada na Alemanha, em abril de 1928, encaminha um quadro dedicado ao Rio Grande do Norte, incluindo foto de Lamartine, do eleitorado feminino, e da primeira eleitora daquele estado, a professora de matemática Júlia Barbosa.(7) Esta será uma figura importante para o alistamento feminino no Rio Grande do Norte e uma das responsáveis pela viagem de Bertha Lutz ao estado. Conforme a correspondência trocada entre elas, Júlia expressa o desejo de Lamartine de que se organizasse uma entidade filiada à Federação; ao mesmo tempo, revela um desinteresse das mulheres potiguares, por terem “alcançado ingresso na vida política do nosso Estado sem trabalho e sem lutas”. (8) A solução, segundo ela, estaria na viagem de Bertha. Nas cartas e telegramas evidencia-se que Júlia é uma das interlocutoras da presidente da Federação para os assuntos relativos aos direitos das mulheres no Rio Grande do Norte: é solicitada a lhe enviar dados, como o número de eleitoras por município; informa Bertha sobre a decisão do diretor do Departamento de Educação de excluir do magistério as mulheres casadas; comenta a eleição para o Senado do ex-governador José Augusto, na qual haviam votado as eleitoras alistadas há mais de 60 dias. (9) Por sua vez, pede o apoio de Bertha para a construção de uma maternidade em Natal. Torna-se colaboradora na coluna &#8220;Feminismo&#8221;, de <em>O Paiz</em> e, em junho de 1928, funda a Associação Eleitoral Feminina. Por sua atuação é homenageada pela Federação com um almoço no Hotel Glória, no Rio de Janeiro.(10)</p>
<p>Em 6 de julho de 1928, Bertha Lutz, acompanhada por seu pai, o cientista Adolpho Lutz, parte para o Rio Grande do Norte; ambos em missão de pesquisa da flora local mas, Bertha, a serviço, primordialmente, do sufrágio feminino. Ao longo da viagem prospectos em favor da propaganda do voto feminino são jogados do avião em cidades de oito estados, dentre elas Vitória, Caravelas, Recife, Maceió e Natal. Bertha repetia a ação realizada em maio, no Rio de Janeiro, quando sobrevoou a cidade com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a> e Amélia Bastos lançando panfletos “na Câmara, no Senado, no Palácio da Presidência, nas redações de jornais, nas grandes artérias da capital” (11).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6474/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0002_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6474" target="_blank">Photo Chic. Almoço oferecido aos aviadores italianos Arturo Ferrarin e Carlo del Prete. Da esquerda para direita, o Cônsul italiano em Recife, Gino Romizi; Arturo Ferrarin; o governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine; Carlo del Prete e a cientista Bertha Lutz, 13 de julho de 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Até 24 de agosto, véspera do seu retorno ao Rio, Bertha percorrerá inúmeros municípios daquele estado. Em Natal, onde permanece a maior parte do tempo, cumpre uma extensa programação que inclui a recepção pela Associação Eleitoral Feminina; um evento promovido pelas associações operárias, presidida por Juvenal Lamartine no teatro estadual; festa no Palácio do governo; a inauguração do curso de botânica na Escola Normal; a Festa Matuta, organizada pelos intelectuais natalenses; a inauguração da sede social do Clube Paissandu. Também participa do almoço oferecido por Juvenal Lamartine, no palacete da Assembleia Legislativa, aos aviadores italianos Arturo Ferrarin e Carlo del Prete, (12) evento no qual o governador conseguiu reunir expoentes de dois importantes pilares da sua administração: a aviação (13) e o feminismo.</p>
<p>A partir de Natal, Bertha viaja, geralmente, acompanhada por outras mulheres às cidades de Macaíba, São José de Mipibu, Ceará- Mirim, Acari, Seridó, Santa Cruz, Currais Novos, Caicó, visando ao alistamento das eleitoras, além de participar de almoços, banquetes, lanches e inaugurações. Nesses locais encontram-se os círculos sociais frequentados por Bertha Lutz, integrados por mulheres das camadas médias e altas, escolarizadas, em sua maioria, professoras. E embora aqui e ali haja algumas menções à presença de operárias em eventos, habitualmente, o que se noticia é a participação de “altas autoridades civis, militares e eclesiásticas”; “a elite natalense”; os “chefes políticos locais”; o “juiz eleitoral”; “o prefeito”. É interessante registrar também que, a despeito de se tratar de uma temática feminista, parcela da imprensa, ao elencar as mulheres alistadas em Macaíba, por exemplo, ainda as apresentam de forma anônima: são “as senhoras do prefeito, do juiz de direito, do diretor de mesa de rendas, do promotor e de outras autoridades.”(14)</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6555" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6555/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0009_m0003de0003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6555" target="_blank">Banquete oferecido a Berta Lutz por ocasião do alistamento de eleitoras no município de Macaíba, Rio Grande do Norte, 19 de julho de 1928 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>As relações que Bertha estabelece com as elites locais, para além de evidenciarem o lugar que ocupa no espaço social, reforçam uma tática adotada por ela: “a necessidade de se legitimar aos olhos do público, procurando para isto mobilizar mulheres cuja posição social fosse de indiscutível respeitabilidade.”(15) A viagem ao Rio Grande do Norte também evidencia a importância da sociabilidade, dos encontros, palestras, almoços e jantares nos quais ela circula e discursa e estimula as mulheres ao alistamento. E a importância que ela, àquela altura já havia alcançado, no que tange ao fomento de associações e grupos de mulheres envolvidos com a causa do sufrágio. Não é por acaso que, em 9 de agosto de 1928, é fundada a Associação das Eleitoras Norte-Riograndenses(16) e que, um ano após a aprovação do voto feminino, 10% do eleitorado daquele estado fosse constituído por mulheres.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, primeira eleitora do Brasil, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>No registro do encontro das feministas com a primeira eleitora vemos a produção de sentido pelas fotografias ou como construímos o mundo visualmente. Não passa despercebido o fato de todas as mulheres estarem elegantemente vestidas, em uma imponência a que podemos chamar autonomia. São figuradas, conforme a “última moda”, exibindo roupas e cabelos mais curtos, estes no estilo “à la garçonne”, embora escondidos nos chapéus cloche. Os vestidos com modelagem solta e cintura baixa, não aprisionam o corpo, as pernas à mostra também estão livres. Mas cabem algumas perguntas: as feministas se deixavam subjugar pela moda? Ou os cuidados de si eram, naquele momento, imprescindíveis para ocupar espaços? Se a moda de cabelos e roupas mais curtas é onipresente, das fotos das feministas às revistas populares, talvez ela expressasse os desejos que as mulheres compartilhavam de ocupar novas posições. Nesse sentido, haveria pouco espaço para roupas com armações ou espartilhos. Mas, pensando a contrapelo, é preciso refletir se a emancipação estava à disposição de todas ou se roupas e cabelos mais curtos não eram, eles também, elementos de distinção social, evidenciando que, se as mudanças ocorrem, elas nunca ocorrem todas de uma vez e nem para todas.</p>
<p>(1) HAHNER, June E. <em>Emancipação do sexo feminino. A luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940. </em>Florianópolis : EDUNISC, 2003, p.333.</p>
<p>(2) PINTO, Celia Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil. </em>São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003, p. 6.</p>
<p>(3) KARAWEJCZYK, Monica.<em> As filhas de Eva querem votar: uma história da conquista do sufrágio feminino no Brasil</em>. Tese (Doutorado em História), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013, p. 219-220.</p>
<p>(4) “Nada justifica mais, na época atual, essa restrição que é uma sobrevivência dos tempos em que a mulher era considerada incapaz de exercer os direitos civis e políticos.” Anais, vol. XIX, 1925, p. 40, apud KARAWEJCZYK, Monica, op. cit., p. 223.</p>
<p>(5) Em 1925, Lamartine foi convidado pela FBPF para evento alusivo às datas cívicas nacionais, discorrendo sobre a concessão dos direitos políticos à mulher nas democracias modernas. Em 1927, a entidade promoveu uma manifestação comemorativa da sua eleição ao governo do Rio Grande do Norte. Em 1928, ao viajar a então capital do país, para tratar de assuntos referentes à administração daquele estado, foi recebido no desembarque por expressivo grupo de mulheres. No discurso da representante da FBPF, Orminda Bastos, Juvenal é qualificado de “estadista liberal e administrador eminente”.“Ecos da chegada do presidente Juvenal Lamartine”, <em>O Paiz</em>, 7 e 8 de maio de 1928, p. 5.</p>
<p>(6) Lei n. 600, de 25 de outubro de 1927.</p>
<p>(7) “A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e a exposição de imprensa de Colônia”, <em>O Paiz</em>, 18 de abril de 1928, p. 2.</p>
<p>(8) Carta de Julia Barbosa para Bertha Lutz, Natal, 23 de janeiro de 1928. Arquivo Nacional, FBPF, BR RJANRIO Q0.ADM, COR.A928.107.</p>
<p>(9) “Dessa eleição dependerá, tacitamente, a resolução do problema feminino no Brasil inteiro, pois se o Senado “engolir” os votos que eu e as minhas conterrâneas demos ao dr. José Augusto&#8230;”. Carta de Julia Barbosa para Bertha Lutz, Natal, 9 de abril de 1928. Arquivo Nacional, FBPF, BR RJANRIO Q0.ADM, COR.A928.107.</p>
<p>(10) <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34359" target="_blank">“O primeiro banquete político feminino”, <em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928, p. 10.</a></p>
<p>(11) <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/33886" target="_blank">“A propaganda feminista por via aérea”, <em>O Paiz</em>, 14 e 15 de maio de 1928, p. 8.</a></p>
<p>(12) Os pilotos se notabilizaram por realizar a primeira travessia do Atlântico em avião, sem escalas, entre a Europa e a América Latina, indo de Montecelio, na Itália, a Touros, no Rio Grande do Norte.</p>
<p>(13) Natal, assim como Dakar, no Senegal, por sua posição geográfica, interessava vivamente às empresas de aviação &#8211; dentre elas, a francesa Latécoère &#8211; que desejavam expandir suas rotas para os países da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile). Foi em um avião da companhia que Bertha Lutz se deslocou do Rio de Janeiro a Natal e de volta ao Rio, em 1928; a empresa também cedeu um aparelho a Juvenal Lamartine quando da inauguração dos campos de aterrisagem de Acari e Caicó no mesmo ano. As rotas e suas respectivas escalas envolviam interesses tanto econômicos quanto por prestígio, dos países de origem das empresas e dos locais que deveriam fazer parte dos itinerários estabelecidos. Lamartine soube capitalizar a importância da aviação comercial naquele momento e, em especial, da cidade de Natal como escala em um circuito mundial de navegação aérea. Nesse sentido, entende-se, também, a inauguração do Aeroclube de Natal em 1928. TEIXEIRA, Rubenilson B. “Por mar, terra e ar: Dakar, Natal e as conexões transatlânticas (1880-1940)”, Cahiers des Amériques Latines, vol. 76, 2014, p. 131-157. Disponível em: https://journals.openedition.org/cal/3327 Acesso em 27 de setembro de 2020.</p>
<p>(14) <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/35633" target="_blank">“Em efervescência o alistamento feminino no Rio Grande do Norte”, <em>Correio da Manhã</em>, 24 de julho de 1928, p. 2.</a></p>
<p>(15) ALVES, Branca Moreira, <em>Ideologia e feminismo: a luta das mulheres pelo voto no Brasil</em>. Petrópolis: Vozes, 1980, p.100.</p>
<p>(16) Filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a Associação era presidida por Francisca Bezerra Dantas. A data da fundação era uma homenagem ao aniversário de Juvenal Lamartine e aos 6 anos de fundação da FBPF.</p>
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<div style="text-align: left;">*Maria do Carmo Rainho é Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os 0utros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana</a> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 13:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série "Feministas, graças a Deus!" com a publicação de um artigo e de uma cronobiografia escritos pela pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes e pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, sobre a advogada e sufragista Elvira Komel (1906 - 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro. Foi a líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e nos primeiros anos dos anos 30. A nova série da Brasiliana Fotográfica pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam pela emancipação feminina e pelo desenvolvimento do país, cujas biografias estão, muitas vezes, esquecidas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; com a publicação de um artigo sobre a advogada e sufragista mineira Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e no início da de 1930, e , com seu espírito ativo e inteligência brilhante, uma das mais destacadas militantes do feminismo no Brasil e um dos expoentes da intelectualidade mineira de sua época. A ideia da série surgiu a partir da proposta da pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, de escrever sobre Elvira. Seu artigo, seguido de uma cronobiografia elaborada pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, abre a série.</p>
<p style="text-align: left;">A proposta de Maria Silvia surgiu quando ela assistiu à última mesa do seminário online &#8220;Do ponto de vista do antropólogo&#8221;, &#8220;Arquivos de Mulheres e memória visual&#8221;, apresentada por Carolina Alves e Adelina Novaes e Cruz, ambas pesquisadoras do CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, em 29 de junho de 2020. A série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam vigorosamente pelas conquistas femininas e pelo desenvolvimento do Brasil. Muitas vezes, a história não lhes faz jus.</p>
<p style="text-align: left;">A fotografia em destaque pertence ao fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF -, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. O fundo possui quase 500 fotografias e evidencia, segundo as historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho, <em>a rede formada por mulheres em várias partes do mundo – dos Estados Unidos à Turquia, da Argentina à República Tcheca – na luta por seus direitos, por trabalho, educação, mas, sobretudo, por representatividade política através do voto</em>. Elas são as autoras do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas</a></em>, embrião desta série, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 8 de agosto de 2017.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes *</p>
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<p style="text-align: left;">Primeira advogada mulher no Fórum de Belo Horizonte, sufragista e segunda eleitora mineira**, alistada em 1928, Elvira Komel apoiou a Revolução de 1930, publicando nos jornais manifestos dirigido às mulheres, convocando-as a integrar o Batalhão Feminino João Pessoa, que fundou para servir de base de apoio ao movimento na capital mineira. Defendeu também a luta pela educação formal feminina liderando congressos e encontros. Sua breve trajetória foi marcada pelo engajamento nas bandeiras feministas e movida pelo sentimento de construção de um novo Brasil. Ela se posicionou na contramão de juristas que valorizavam a proteção oferecida às mulheres pelo casamento, que fornecia aparência e fazia perpetuar subserviência e obediência.</p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6473/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_TFE_FOT_0006_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank">J. Bonfioti. Elvira Komel, 1928. Belo Horizonte, MG / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">No retrato acima destacado, produzido no estúdio do fotógrafo J. Bonfioti, em 1928, Elvira aparece de cabelos curtos, <em>a la garçonne</em>, prático e moderno, como ditava a moda. Essa nova estética buscava simbolizar a independência feminina, a mentalidade moderna.</p>
<p style="text-align: left;">Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal e, entre 1921 e 1924, fez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna. Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em novembro de 1929. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19975" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19975" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="306" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19961" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><img class="wp-image-19961 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/conclusão1.jpg" alt="conclusão" width="202" height="106" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<p>Voltou para Belo Horizonte e foi morar com os pais no bairro da Floresta. Foi a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época, inclusive o então promotor de Justiça, Afonso Arinos de Mello Franco, futuro ministro de Relações Exteriores e constituinte em 1988. Segundo Alberto Deodato, “<em>ela teve grande atividade forense, enfrentando em vários júris o promotor Afonso Arinos de Mello Franco, que levou dela sempre a pior</em>.” <a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a> No depoimento de Afonso Arinos prestado à historiadora Lélia Vidal para o livro <em>Elvira Komel: Uma estrela riscou o céu</em>, afirmou acreditar &#8220;<em>que a formação feminista de Elvira teve o seu forjamento no âmbito universitário, pois naquele tempo já se discutia o voto feminino no Rio de Janeiro. Já a mulher mineira era mais do lar, recatada e não participava dos movimentos organizados em prol de seus direitos</em>”. <a href="#_edn2" name="_ednref2">[ii]</a></p>
<p>Outra bandeira defendida com entusiasmo por Elvira era a educação feminina, fato que fica evidenciado na conferência pronunciada por ela na Radio Club, <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, e publicada na íntegra no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
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<div id="attachment_19973" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/educação.jpg" alt="O Jornal, 5 de janeiro de 1930" width="286" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<p>Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou o Batalhão Feminino João Pessoa e seu empenho na causa conseguiu reunir legiões de mulheres em toda Minas Gerais, “<em>de  fardas de brim cáqui e confeccionando a bem da Revolução mais de quatro mil fardamentos para os soldados e servindo nos hospitais de sangue da Capital e dos municípios mineiros, além de terem como obrigatória a instrução militar feminina. Eram mulheres de todas as classes e profissões sociais, incluindo 300 enfermeiras práticas, postas à disposição da Saúde Pública (através de aquiescência do secretário da Saúde, Dr. Ernani Agrícola) e bem comandadas pela inesperada comandante.”<a href="#_edn3" name="_ednref3"><strong>[iii]</strong></a></em></p>
<p>Foi publicada na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 15 de novembro de 1930</a> sob manchete “<em>A colaboração da mulher mineira no movimento revolucionário</em>” uma reportagem completa sobre o Batalhão Feminino.</p>
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<div id="attachment_19944" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/batalhao.jpg" alt="O Jornal, 15 de novembro de 1930" width="524" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>O Batalhão Feminino João Pessoa, nome escolhido em homenagem ao Governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução de 30, possuía oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte. No desfile das forças militares realizado no Rio de Janeiro em 15 de novembro, em comemoração à Proclamação da República, o Batalhão da Komel, representado por 75 mulheres, comandadas por Elvira foi uma grande atração (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_02&amp;pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pasta=ano%20193&amp;pagfis=3147,">Diário Carioca</a></em> e o <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2459">Diário de Notícias</a></em>, ambos de 15 de novembro de 1930; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_19974" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile.jpg" alt="Diário Carioca, 15 de novembro de 1930" width="539" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19976" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="386" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>No Rio de Janeiro, ainda participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>É importante lembrar que a louvação do militarismo e patriotismo, presentes fortemente ideário de Elvira e de suas companheiras, se ajustava à atmosfera carregada do pré-guerra europeu e da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na ampla mobilização social desejada pelos intelectuais de sua época. O que não impedia que elas fossem muito hostilizadas por questões de gênero, a exemplo da publicação da revista <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/47698">Careta</a></em>.</p>
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<div id="attachment_19981" style="width: 149px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira4.jpg" alt="Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930" width="139" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank">Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19945" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19945" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/coronela.jpg" alt="Careta, 7 de fevereiro de 1931" width="499" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta</em>, 7 de fevereiro de 1931</a></p></div>
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<p>No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP). A reunião preparatória para a fundação da AFJP determinou uma comissão elaboradora dos estatutos: Celina Coelho, a bacharelanda Elza Pinheiro Guimarães; as farmacêuticas Zinah Coelho Júnior e Elvira Poch; as professoras Olympia Duarte, Diva Magalhães, Esmeralda Alves e Irene Dias. Adeptas de 52 municípios mineiros receberam ofícios da Comandante Komel comunicando o início da Associação Feminina João Pessoa e autorizando e estimulando as a fundação de centros municipais e centros filiais nos bairros de Belo Horizonte, por professoras.</p>
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<div id="attachment_19980" style="width: 144px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de setembro de 1931" width="134" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em janeiro de 1931, esteve no Rio de Janeiro com a também sufragista e advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Silveira (1905 &#8211; 1993</a>), e se encontraram com o ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), com Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), ministro da Justiça e Assuntos Internos, e com outras autoridades para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos, reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi a presidente do I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, entre 21 e 27 de junho de 1931, com a participação de representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento. A primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968) foi a presidente de honra do congresso. Na ocasião, foram discutidas questões de interesse das mulheres, inclusive a equiparação dos direitos da mulher ao do homem perante à legislação nacional. Foi também votada e aprovada por unanimidade uma moção de solidariedade ao governo de Getulio Vargas.  O congresso foi encerrado em 29 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>. Um pouco antes, em 11 de junho, a brasileira Odete Carvalho (1904 &#8211; 1969) participou da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, conselheira técnica governamental;  e, em 19 de junho de 1931, havia sido inaugurado o II Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>).</p>
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<div style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="804" height="595" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Anônimo. Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Fundou, em 1931, o Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina, &#8220;<em>formando uma única corporação com finalidades amplas: sociais, humanitárias, cívicas e políticas. O nosso programa visa proteger a mulher, trabalhar pela sociedade e pela pátria, colaborando, também, na realização do programa revolucionário, para que a República Nova se torne realidade&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, através do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, foi reconhecido o direito de voto às mulheres. Em julho do mesmo ano, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30 e seu caráter político, preparando-se para a sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual). Voltando para Belo Horizonte, sentiu fortes dores de cabeça e, vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna</a>). Este laudo foi contestado por sua família, que atribuiu sua morte precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>“<em>A morte inesperadamente a vem colher no desdobramento de um programa de úteis iniciativas em prol da causa feminina, que a Dra. Elvira Komel defendia com desassombro</em>”<a href="#_edn4" name="_ednref4">[iv]</a>.</p>
<p style="text-align: right;">                                                                                                                                   Jornal <em>Minas Gerais</em> de 27 de agosto de 1932</p>
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<p>Os amigos de Elvira, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Edmundo Hass, Olinto Fonseca e Alberto Deodato lamentaram sua morte.</p>
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<p>[i] DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 2008, p 270</p>
<p>[ii] Idem, p 271</p>
<p>[iii] Idem, p 271</p>
<p>[iv] Idem, p 272</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes é historiadora e é desde 2014 pesquisadora responsável pelo acervo do embaixador Walther Moreira Salles, no Instituto Moreira Salles.</p>
<p>** A primeira foi a advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20009" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20009" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira5.jpg" alt="Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932" width="213" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank">Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A mineira Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de junho de 1931, sétima coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1921 a 1924 </span></strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">F</span></span>ez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Registro de sua aprovação plena nos exames do primeiro ano da facudade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15113" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de março de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Por volta desse ano começou a exercer a advocacia nos auditórios de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/53" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Quando o politico e advogado Maurício de Lacerda (1888 &#8211; 1959) visitou Belo Horizonte, antes de proferir sua palestra sobre o voto secreto no Teatro Municipal da cidade, foi saudado por Elvira. Na ocasião, ela discursou acerca de &#8220;<em>conceitos oportuníssimos sobre as mais palpitantes questões políticas do momento, monstrando-se profunda conhecedora de nosas prementes necessidades</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38534" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de junho de 1928, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi a segunda mulher mineira a se alistar para ter o direito do exercício do voto: &#8220;<em>É, pois, um novo valor que se vem  juntar ao esforço coletivo em prol da nossa regeneração política</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de setembro de 1928, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/637" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Ela e a advogada mineira Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) foram citadas no relatório que a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) &#8211; entidade civil criada no Rio de Janeiro, em 1922, cuja fundadora e principal líder foi a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">bióloga Bertha Lutz  (1894 &#8211; 1976)</a> &#8211; apresentou à Comissão Redatora da História do Movimento Feminista Internacional, da Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35957" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de outubro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41297" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="wp-image-41297" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-tela-2025-08-28-165004.jpg" alt="Captura de tela 2025-08-28 165004" width="296" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank">Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) / O Paiz, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>Requerendo o meu alistamento eleitoral</em>, de autoria de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Elvira declarou que o feminismo em Minas estava efetivamente triunfante e que várias mineiras já haviam se alistado. Argumentou também em favor do voto feminino. Nessa matéria, está reproduzida a fotografia de Elvira Komel que se encontra no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_20053" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254"><img class="size-full wp-image-20053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotoel.jpg" alt="A Noite, 16 de novembro de 1928" width="176" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Foi a primeira eleitora a exercer o direito do voto em Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/43064" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de maio de 1929, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/2952" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 10 de maio de 1929, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: A Democracia em Macha</em>, 10 de maio de 1929, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161918/2490" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, julho de 1929)</a>.</p>
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<div id="attachment_20050" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><img class="wp-image-20050 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/eleitora1.jpg" alt="eleitora1" width="293" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: a Democracia em Marcha</em>, 10 de maio de 1929</a></p></div>
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<p>Era a única mulher integrante da embaixada universitária mineira que passou pelo Rio de Janeiro em direção ao Paraná, onde para participaria de uma confraternização acadêmica. Foi como representante da FederaçãoBrasileira pelo Progresso Feminino e da União Universitária Feminina de Minas. O advogado e escritor Cyro dos Anjos (1906 &#8211; 1994), na época redator do <em>Diário de Minas</em>, e José Américo de Macedo (1906 &#8211; ?), futuro prefeito de Ituiutaba, eram os líderes do grupo. elvira proferiu uma palestra sobre feminismo no Club Curitibano onde depois houve um sarau dançante em homenagem à embaixada universitária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/41195" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38878" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 22 de julho de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15318" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15352" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 27 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38905" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 29 de julho de 1929, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20056" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/odia.jpg" alt="O Dia (PR), 22 de julho de 1929" width="522" height="164" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em reunião da União Universitária Feminina, presidida pela engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, foi comunicado que Elvira Komel estava fundando com a colaboração de Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), de Teófilo Otoni, o Diretório Mineiro da entidade. O evento foi realizado na sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na avenida Rio Branco, nº 111 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/38624" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de novembro de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Elvira Komel seria a palestrante da penúltima conferência da série promovida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40855" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das duas mulheres que se graduaram em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em 1929. A outra foi Myrthes Etienne Dessaune. A cerimônia de colação de grau dos bacharelandos realizou-se no Instituto Nacional de Música, com a presença do presidente da República, Washington Luis (1869 &#8211; 1957) e de outras autoridades. O reitor da universidade, Cícero Peregrino, abriu a cerimônia, o orador da turma foi Narcélio de Queiroz e o paraninfo, Clóvis Bevilaqua (1859 &#8211; 1944). O aluno apontado como o melhor da turma foi Helvecio Xavier Lopes, que recebeu a medalha de ouro das mãos do presidente da República. A benção dos anéis foi feita pelo arcebispo coajutor do Rio de Janeiro, Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942). Uma curiosidades: na mesma turma formou-se Paschoal Carlos Magno (1906 -1980), futuro ator, dramaturgo, poeta e diplomata de destaque no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/27405" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de dezembro de 1929, primeira coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_20021" style="width: 125px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg"><img class=" wp-image-20021" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg" alt="Elvira Komel" width="115" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3218" target="_blank">Elvira Komel</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; De volta a Belo Horizonte e morando com os pais no bairro da Floresta, Elvira tornou-se a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Pronunciou a conferência <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, na Rádio Club, de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Era a representante de Minas Gerais da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/710" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de abril de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou, em 5 de outubro, o Batalhão Feminino João Pessoa para apoiar o movimento. O batalhão, cujo nome foi escolhido para homenagear o governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução, chegou a possuir  oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Batalhão Feminino João Pessoa participou do desfiles de forças militares realizados no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1930. A porta-bandeira foi Esmeralda Alves, sobrinha de Olegário Maciel (1855 &#8211; 1933), presidente do estado de Minas Gerais.</p>
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<p style="text-align: left;">O Batalhão tinha um hino, escrito por Zinah Coelho Junior e Celina Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3942" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 14 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4606" target="_blank"><em>Correio da Manhã, 15 de novembro de 1930, sexta coluna</em></a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_20002" style="width: 183px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20002" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/letra.jpg" alt="Letra do hino do Batalhão João Pessoa / Estado de Florianópolis, 19 de novembro de 1930" width="173" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank">Letra do hino do Batalhão João Pessoa / <em>Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Elvira no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em> de 15 de novembro de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20037" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/autógrafo.jpg" alt="Diário da Noite, 15 de novembro de 1930" width="350" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participaram também de diversos eventos sociais e homenagens como a realizada pela União do Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, de um Chá na Cruzada Feminina do Brasil Novo e de uma festa no Teatro João Caetano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2106" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 15 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2117" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 18 de novembro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20035" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/chá1.jpg" alt="O Jornal, 18 de novembro de 1930" width="519" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>O pai de Elvira, o engenheiro Ernest Komel, foi agredido por um cabo do Exército, quando passava em frente ao Quartel dos Barbonos, na rua Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro. Foi atendido no posto de saúde da Praça da República e retornou ao Hotel Magnífico, na rua do Riachuelo, 124, onde o Batalhão Feminino João Pessoa e sua filha estavam hospedados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/2662" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O <em>Diário de Notícias</em> publicou uma grande reportagem com diversas fotografias sobre o Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, de 18 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_20036" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20036" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/magn.jpg" alt="Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / Diário de Notícias, 18 de novembro de 1930" width="607" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank">Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / <em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Elvira participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores, no Centro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4669" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_19996" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><img class="size-full wp-image-19996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/discurso.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1930" width="177" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado artigo &#8220;<em>A Mulher Mineira</em>&#8220;, do médico e jornalista Floriano de Lemos (1906 &#8211; 1965), sobre o desfile do Batalhão Feminino João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4007" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez uma visita à redação do<em> Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a>). Também visitou a sede do Touring Clube do Brasil acompanhada de Zinah Coelho Junior, Elvira Rodrigues e Julia Guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/6812" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de novembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20018" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20018" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/jornal.jpg" alt="Jornal do Brasil, 21 de novembro de 1930" width="457" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a sessão do Partido Nacional Feminino, em Nova York, a sra. Oliveira Lima, membro brasileiro da Comissão Interamericana de Mulheres citou o Batalhão João Pessoa, comandado por Elvira, como um exemplo da atuação das mulheres na Revolução de 30, <em>comparável a dos homens</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/34167" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 22 de dezembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Em janeiro, em companhia da também advogada e sufragista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Elvira esteve no Rio de Janeiro onde permaneceu até dia 17 de janeiro. Em pauta, o apoio à causa do voto feminino.</p>
<p style="text-align: left;">O mineiro Augusto Lima (1859 &#8211; 1934), diretor do jornal <em>A Noite,</em> publicou o artigo &#8220;<em>A Mulher Militar</em>&#8220;, onde elogiava a ação de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3218" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>). Ela agradeceu com uma carta publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3300" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 20 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Fizeram visitas ao prefeito Adolpho Bergamini (1886 &#8211; 1945), às redações de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2517" target="_blank"><em>A Batalha</em></a>, do <em>Jornal do Brasil</em> , de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/6032" target="_blank"><em> O Jornal</em> </a> e de <em>A Noite. </em>Na manchete da notícia<em> </em>da visita neste último jornal foram classificadas como &#8220;<em>Duas batalhadoras do ideal feminista, no Brasil</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2528" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 16 de janeiro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3265" target="_blank">A Noite, 17 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">.</p>
<div id="attachment_20020" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/visita.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de janeiro de 1931" width="306" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Encontraram-se com o então ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4512" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma reportagem sobre o encontro de Elvira Komel e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> com o Barão de Itararé, alcunha de Aparicio Torelly (1895 &#8211; 1971), dono do semanário humorístico <em>A Manha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720984/792" target="_blank"><em>A Manha</em>, 16 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma entrevista com Elvira a respeito da luta pelo voto feminino e sobre o Batalhão João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5485" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi citada em uma reportagem do jornal <em>O Globo</em> acerca da possibilidade de uma mulher poder ser oficial honorária do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/892319/31629" target="_blank"><em>República (SC)</em>, 16 de janeiro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante sua estadia no Rio de Janeiro, Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se também com o ministro da Fazenda, José Maria Whitaker (1878 &#8211; 1970), e com o general Juarez Távora (1898 &#8211; 1975), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/77" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 20 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><em>Eu vi</em>, 21 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19997" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19997" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotojuarez.jpg" alt="Elvira Komel e Natercia converando com o general Juarez Távora, Eu vi, 21 de janeiro de 1931" width="693" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank">Elvira Komel e Natércia conversando com o general Juarez Távora / <em>Eu v</em>i, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já em Belo Horizonte, Elvira deu uma entrevista sobre o direito da mulher de ser jurada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/90" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 22 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>Elvira declarou-se confiante no êxito das reivindicações feministas que havia feito ao Governo Provisório e ao Cardeal Sebastião Leme durante sua estadia no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2569" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 23 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na seção &#8220;Notas e comentários&#8221;, foi questionada as reivindicações de Elvira:<em> &#8220;Ora, para que diabo é que a dra. Elvira Komel quer ser generala? Em que lucra a pátria? Em que melhora o câmbio? Que benefícios trará a distinção à mulher brasileiro? Que ideias novas acarretará?&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4267" target="_blank"><em>Excelsior</em>, fevereiro de 1931</a>).</p>
<p>No Tribunal de Júri de Belo Horizonte, o reú, Agostinho Simão Santos, defendido por Elvira, foi considerado culpado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5753" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de fevereiro de 1931, sexta coluna</a>)</p>
<p>A revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta </em>de 7 de fevereiro de 1931</a><em>, </em>publicou uma caricatura de Elvira Komel pleiteando patentes de oficiais do Exército. Em 11 de março de 1931, ela enviou uma carta a Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), que na época dirigia a União Feminina de Teófilo Otoni, comentando algumas críticas em relação a essa reivindicação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_07/3225" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a>).</p>
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<div id="attachment_20000" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20000" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/honraria.jpg" alt="Trecho de carta de Elvira Komel a , de 11 de março de 1931 / O Fluminense, 31 de julho de 1932" width="241" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank">Trecho de carta de Elvira Komel a Alzira Reis Vieira Ferreira, de 11 de março de 1931 / <em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a></p></div>
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<p>Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se com Delminda Aranha, mulher de Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), então ministro da Justiça e Assuntos Internos, para conversar sobre direitos politicos das mulheres na organização da constituinte. Já haviam estado com o prórpio ministro, em janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/884120/24420" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 15 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/18822" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 11 de fevereiro de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de um telegrama enviado ao Correio da Manhã desmentindo o que havia sido noticiado por alguns jornais mineiros em relação à atuação de Elvira à frente do movimento feminista em Minas Gerais. De acordo com o telegrama ela continuava firme no comando, tendo inclusive feito um discurso na chegada do Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, quando ele visitou a capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6129" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Elvira enviou telegramas para Getulio Vargas e para Batista Luzardo (1892 &#8211; 1992), chefe da polícia do Distrito Federal, após a divulgação, em Minas Gerais, do discurso desse último em nome do Governo Provisório, anunciando a concessão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3884" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Como diretora do recém criado Núcleo Feminino da Legião de Outubro, lançou um manifesto às mulheres mineiras chamando-as para participarem da <em>reconstrução nacional</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3813" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de março, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><em>A Noite, 23 de  </em>março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20031" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20031" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/patricias.jpg" alt="Início do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931" width="309" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">I<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3927" target="_blank">nício do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Respondendo à enquente promovida peo jornal <em>A Esquerda</em>, <em>Deve a mulher ser guerreira ou pacifista</em>?, Elvira Komel declarou &#8220;<em>a mulher mineira é inteiramente pacifista, como devem ser todas as mulheres, qualquer que seja o país a que pertencem</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1930" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 31 de março de 1931</a>).</p>
<p>Foi conferido à Elvira o título de sócia honorária da Cruz Vermelha Internacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4162" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de abril de 1931</a>).</p>
<p>Presidiu, em junho de 1931, o I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, cuja presidente de honra foi a primeira-dama, Alzira Vargas. Foi publicada a programação do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_20046" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703"><img class="size-full wp-image-20046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira7.jpg" alt="Excelsior, junho de 1931" width="360" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o evento, representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento, discutiram questões acerca da emancipação da mulher. Foi aprovada unanimemente uma moção de apoio ao governo revolucionário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5939" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de junho de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20038" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/diario.jpg" alt="Diário da Noite, 24 de junho de 1931" width="346" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 24 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20005" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20005" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ecos.jpg" alt="Correio da Manhã, 10 de julho de 1931" width="404" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Elvira Komel sobre a realização do I Congresso Feminino Mineiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/7149" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 31 de julho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>Pela passagem do primeiro ano de morte de João Pessoa (1878 &#8211; 1930), a Associação dos Voluntários Mineiros promoveu uma homenagem no Teatro Municipal de Belo Horizonte, sob a presidência de Ribeiro Junqueira, secretário de Agricultura de Minas Gerais (1871 &#8211; 1946). Na ocasião Pedro Aleixo (1901 &#8211; 1975), um dos fundadores da Legião Liberal Mineira, versão estadual da Legião de Outubro; e Elvira discursaram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7914" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Anunciou, em setembro, a fundação do Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina.  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4557" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de setembro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Elvira Komel lançou um manifesto congratulando-se com suas associadas pela publicação do <em>ante-projeto da lei eleitoral, no qual ficou claramente estipulado o voto feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20041" style="width: 156px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><img class=" wp-image-20041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cari.jpg" alt="A Notícia (SC), de 1931" width="146" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida, no Palácio do Catete, por Getulio Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/7144" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de setembro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Elvira participou da reunião da Aliança Nacional de Mulheres, no Rio de Janeiro, e sua presença foi anunciada pela presidente da entidade,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, e saudada pela professora Adélia de Lacerda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8771" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1931, sétima coluna</a>).</p>
<p>Elvira comentou o ante-projeto de reforma eleitoral e criticou alguns de seus aspectos como o de colocar<em> a mulher casada em inferioridade ao homem e também as solteiras, viúvas ou desquitadas sujeitando-as a uma interminável tutela</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres, uma das bandeiras defendidas por Elvira.</p>
<p>O jornal <em>A Batalha</em> parabeniza Elvira por seu aniversário e anuncia que ela havia<em> acabado de contratar casamento com o engenheiro Clarkson de Mello Menezes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5722" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de junho de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Elvira era correspondente especial da revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/262" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a>).</p>
<p>Em julho, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30. Preparava sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual).</p>
<p>Elvira apoiou a indicação de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, da Aliança Nacional de Mulheres, para ingressar na comissão que Getulio Vargas havia prometido nomear para elaborar o ante-projeto da nova Constituição. Havia um impasse porque outras feministas apoiavam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5816" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 6 de julho de 1932</a>).</p>
<p>Já em Belo Horizonte, lançou um manifesto em prol da pacificação do Brasil, onde se inciava a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha o objetivo derrubar o governo provisório de Getulio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24931" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira. Na ocasião, Elza Pinheiro Guimarães e Anibal Vaz de Melo, representando Sociedade Cultural e Coligação dos Universitários Independentes, fizeram discursos enaltecendo as qualidades e a atuação de Elvira em favor dos &#8220;<em>fracos e oprimidos&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/11075" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de agosto de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/1987" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, setembro de 1932</a>). O laudo da causa de sua morte foi contestado por sua família, que atribuiu seu falecimento precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>A passagem do féretro, todo de branco, foi uma nota muito comovente, arrancando lágrimas a muitos dos circuntantes</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: right;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9202" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de julho de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amélia Duarte, aluna de Direito da Faculdade de São Paulo, publicou um comentário sobre a morte de Elvira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12658" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>A Aliança Nacional de Mulheres, que decretou luto de oito dias pelo falecimento de Elvira Komel, a homenageou  com a celebração de uma missa de sétimo dia na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, foi convidado, não compareceu, tendo sido representado por seu ajudante de ordens, Amaro da Silveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12661" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1804" target="_blank"><em>O Radical</em>, 1º de agosto de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19998" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19998" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/missa.jpg" alt="Fon-Fon, de 1932" width="495" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A poetisa Ilka Labarthe (? &#8211; 1975) falou sobre a vida de Elvira em um programa da Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12701" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi feita uma homenagem  a Elvira Komel na reunião da Aliança Nacional de Mulheres <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25289" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/25289" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de agosto de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na passagem do trigésimo dia de seu falecimento, foi feita uma romaria a seu túmulo, em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932, sétima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20015" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/romaria.jpg" alt="Correio da Manhã, 30 de agosto de 1932" width="252" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escritora e jornalista curitibana Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) publicou um artigo sobre Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino<em>, </em></em>dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20042" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/linda.jpg" alt="Brasil Feminino, dezembro de 1932" width="298" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Existia em Belo Horizonte o Grêmio Literário Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830461/221" target="_blank"><em>Lavoura e Commercio (MG)</em>, 3 de março de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2022</strong></span> &#8211; Foi inaugurada, em 25 de julho, na Praça da Lagoa, em sua cidade natal, uma estátua em sua homenagem, de autoria do escultor Fernando Poletti. <em>Em seu pronunciamento, o prefeito Décio dos Santos ressaltou a emoção daquele momento e destacou aos presentes o fato da estátua de Elvira Komel ter o pulso de sua mão direita fechado, simbolizando sua firmeza e determinação, enquanto o pulso da mão esquerda, em aberto, representa sua leveza e sensibilidade. &#8220;Nossa cidade é feita por muitas Elvira&#8221;, completou o chefe do Executivo.Durante a cerimônia, a presidente da OAB de Barão de Cocais, Aline Félix, fez a leitura do manifesto escrito por Elvira Komel durante a Revolução de 30 (<a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Prefeitura de Barão de Cocais</a>)</em>. ***</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29022" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank"><img class="wp-image-29022 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/kommel.jpg" alt="kommel" width="557" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Estátua de Elvira Komel / Prefeitura de Barão de Cocais</a></p></div>
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<p>** Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*** Essa informação foi colocada no artigo em 1º de agosto de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CAMPOS, Raquel Discini de. <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702013000501333" target="_blank">Floriano de Lemos no <em>Correio da Manhã</em>, 1906-1965</a>. Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.20  supl.1 Rio de Janeiro Nov. 2013</p>
<p>DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial.</p>
<p>DEL PRIORE, Mary (Org.).<em> História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeita brasileira Alzira Soriano: o poder polpitico coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso  &#8211; Universidade Federal da Fronteira do Sul, Curso de História &#8211; Licenciatura, Chapecó, SC, 2019</p>
<p>GAMA, Lélia Vidal Gomes de. <em>Elvira Komel: uma estrela riscou o céu</em>. EDIÇÃO IMPRENSA OFICIAL DE BELO HORIZONTE, 1987</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas i</a>n Brasiliana Fotográfica,</em> 8 de agosto de 2017.</p>
<p>PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. <em>Brasil: uma biografia</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em>Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20</em>. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1992</p>
<p><a href="https://aconteceonline.com.br/os-85-anos-de-morte-da-advogada-cocaiense-elvira-komel/" target="_blank">Site Acontece Online</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/alianca-nacional-de-mulheres" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://doczz.com.br/doc/17225/mulheres-de-minas--lutas-e-conquistas" target="_blank">Site Mulheres de Minas- Lutas e conquistas</a></p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/elvira-komel-1906-1932./" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-desafiou-a-justica-para-defender-o-voto-feminino/" target="_blank">Site Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p><a href="https://www.tribunapr.com.br/mais-pop/quem-foi-rachel-prado/" target="_blank"><em>Tribuna do Paraná</em>, 19 de janeiro de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
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