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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Revolução de 1930</title>
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		<title>Série “Conflitos” XII &#8211; A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, por Maria de Fatima Morado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo "A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos", o décimo segundo da série "Conflitos", é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek, que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, </em>o décimo segundo da série &#8220;Conflitos&#8221;<em>, </em>é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fatima Morado*</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14474/CBa.05%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank">Coronel Cristóvão Barcelos, 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolução Constitucionalista foi deflagrada no dia 9 de julho de 1932 por lideranças de São Paulo que iniciaram um conflito armado exigindo autonomia para o governo do estado e a constitucionalização do país. Nesse período, o Brasil vivia o sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, que teve início após a Revolução de 1930 &#8211; movimento organizado pela Aliança Liberal que depôs o presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930 &#8211; e se estendeu até 1934, quando Getulio Vargas foi eleito presidente pelo Congresso Nacional dando início ao Governo Constitucional.</p>
<p>Getulio Vargas, ao assumir o poder, nomeou João Alberto como interventor em São Paulo, o que provocou reações dos integrantes do Partido Democrático (PD), que havia participado da Aliança Liberal e defendia a nomeação de Francisco Morato para esse cargo. Essa contrariedade provocou reações em São Paulo que resultaram na prisão dos líderes democráticos. Logo após, ocorreu o rompimento com o interventor e o lançamento de um manifesto para a instauração de uma Assembleia Constituinte no país estabelecendo a base para a organização do movimento constitucionalista com apoio da oligarquia cafeeira e das classes médias paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/463" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Revolução Constitucionalista de 1932 do acervo do Museu da República </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo do ano de 1931 até o levante em 9 de julho de 1932 ocorreram iniciativas para que não se recorresse ao uso das armas como também para formar uma articulação para o caso dessa decisão ser inevitável. Entre esses movimentos estavam: negociações para acordo com o governo federal; troca de interventores; formação da FUP (Frente Única Paulista), que uniu os partidos rivais, Partido Democrático (PD) e Partido Republicano Paulista (PRP); crescente mobilização em São Paulo, incluindo comícios e protestos; e a promessa de apoio do Rio Grande do Sul e de uma corrente de líderes políticos de Minas Gerais. Quando os paulistas decidiram pelo início do movimento armado, em 9 de julho, a perspectiva concreta de adesão do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foi frustrada devido à desistência de tomarem parte na aventura. Além disso, o Governo Provisório debelou as tentativas de levantes em apoio ao estado de São Paulo, que acabou ficando isolado. Esse isolamento se tornou ainda maior devido ao fato de os paulistas terem uma força bélica muito inferior às forças federais.</p>
<p>Após alguns meses de confronto, as negociações para o fim do conflito entre o Governo Provisório e os revolucionários paulistas incluíram, de um lado, a exigência do desarmamento da Força Pública Paulista e a aceitação do calendário eleitoral proposto para a formação de uma Constituinte e, de outro lado, a nomeação de uma nova junta governativa federal e o reconhecimento do governo revolucionário paulista que havia assumido o poder. A Revolução Constitucionalista terminou sem a formalização de um acordo e com a deposição do governo revolucionário feita pelo próprio comando da Força Pública Paulista, no dia 2 de outubro. Logo depois, em 1º de novembro, os membros do governo revolucionário e líderes constitucionalistas foram presos e exilados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14472/CBa.05%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank">Posto de observação durante a Revolução Constitucionalista. Coronel Cristóvão Barcelos (segurando binóculo, em segundo, da esquerda para direita), Major Juarez Távora (segurando binóculo, em terceiro, da esquerda para direita) e o Major Ernesto Dornelles (em primeiro, esquerda para direita), 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dez fotografias aqui apresentadas expõem aspectos dos campos de batalhas pelo lado dos combatentes do Governo Provisório e fazem parte da Coleção Cristóvão Barcelos, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Cristóvão de Castro Barcelos (1883-1946), nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve a carreira militar marcada pela participação em eventos fundamentais: em 1918, como primeiro-tenente foi para a França, para cumprir missão na I Guerra Mundial (sobre esse assunto ver a publicação <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13297" target="_blank"><em>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</em></a>); em 1930, como tenente-coronel participou da Revolução de 30 e, em 1932, já promovido a coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira (MG).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14476/CBa.05%285%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank">Visita do general Góis Monteiro (ao centro), comandante do Exército do Leste, ao setor do túnel da Mantiqueira sob comando de Cristóvão Barcelos (segundo, da direita para a esquerda). Vê-se também o major Ernesto Dornelles (segundo, da esquerda para direita) e o major Juarez Távora (terceiro, da esquerda para direita), 1932. Túnel da Mantiqueira, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa região foi travada um dos maiores confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo federal. O Túnel da Mantiqueira era um ponto estratégico já que está localizado na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).</p>
<p>Em algumas dessas fotos destaca-se a presença de Juscelino Kubitschek que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro. Em setembro de 1932, quando as tropas paulistas se retiraram da área do Túnel, Juscelino foi encarregado de realizar a transferência dos feridos para as cidades mineiras de Guaxupé e Varginha, seguindo para Campinas para enfim retornar a Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45489" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank"><img class=" wp-image-45489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/revolução.jpg" alt="Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank">Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro de memórias, Juscelino relata sua experiência no palco de guerra. Sobre Cristóvão Barcelos diz: “<em>Eu me encontrava sob o comando do coronel Cristóvão Barcelos, pouco depois promovido a general, homem de sólida cultura e possuidor de excepcionais qualidades de caráter.</em>”</p>
<p>Ao relembrar como era feito o atendimento aos feridos em um hospital de sangue improvisado, destaca a importância desse evento que para ele significou um marco em sua vida: <em>“É curioso notar como pequenos fatos às vezes têm consequências profundas e chegam mesmo a modificar, de forma surpreendente, uma existência humana. No meu caso, a ida para o Setor do Túnel representou um desses “pequenos fatos”. Fui para Passa Quatro apenas por ser médico. Entretanto, ali o sucesso me sorriu. Conquistei amigos. Salvei vidas humanas. Enfrentei situações difíceis e, para vencê-las, fui obrigado a lançar mão de forças que existiam em mim, em estado latente e que eu, na verdade, desconhecia.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14478/CBa.05%287%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank">Visita ao hospital da Força Pública Mineira. Na primeira fila: vê-se o coronel Cristóvão Barcelos (terceiro, da esquerda para direita), o prefeito de Pará de Minas, Benedito Valadares (quarto, da esquerda para a direita); Juracy Magalhães (quinto, da esquerda para direita). Na terceira fila, de cima para baixo: Manoel Linhares, Washington Pires e o capitão médico da corporação, Juscelino Kubitschek (ao centro), 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando analisa a situação de São Paulo no conflito, Juscelino lembra o isolamento do estado que sustentou a guerra com recursos das indústrias e com a atuação dos jovens combatentes dos centros urbanos, mas sem a participação dos operários e trabalhadores do campo que não viam seus interesses representados pela campanha constitucionalista, estando <em>“ambas as categorias, naquela época, inteiramente alheias às competições político-partidárias.”</em>.</p>
<p>Após sua retirada da região do Túnel da Mantiqueira para fazer o acompanhamento dos feridos em Guaxupé e Varginha, Juscelino seguiu para o quartel-general instalado por Cristóvão Barcelos em Campinas (SP). Ali pôde vivenciar a hostilidade da população paulista que dizia compreender: <em>“Aquele ódio coletivo constrangia-me. No íntimo, nutria consideração pela causa de São Paulo e via, com angústia, o sofrimento do povo que havia lutado sozinho por uma Constituição e que, em face da derrota, voltaria a ser mais uma vez humilhado.”</em></p>
<p>Juscelino considerava o Setor do Túnel uma <em>“sementeira de uma nova geração de políticos. Naquela área, verificava-se, de fato, intensa fermentação política. O prestígio, que algumas pessoas ali adquiriram, levou-as mais tarde às mais elevadas posições no país.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14480/CBa.05%289%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text">V<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank">isita de oficiais das forças legalistas ao Palácio da Liberdade após sua vitória sobre o movimento constitucionalista. Na primeira fila vê-se o coronel Cristóvão Barcelos ( quinto, da esquerda para direita), Benedito Valadares (quarto da esquerda para direita), Gustavo Capanema (terceiro, da esquerda para direita), Juracy Magalhães (sexto, da esquerda para direita) e Juscelino Kubitschek (primeiro à direita); entre outros não identificados, 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da coleção Cristóvão Barcelos mostram alguns desses personagens, homens que ao conviverem no campo de batalha construíram relações que passaram de profissionais e pessoais para políticas. Dos atores aqui destacados, após a guerra, Cristóvão Barcelos participou da fundação do Partido Socialista Fluminense ainda em 1932, desligando-se dois meses depois para criar o partido União Progressista Fluminense (UPF), legenda pelo qual foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte em maio de 1933. Após o fim dos trabalhos da Constituinte em julho de 1934, disputou o governo do estado do Rio de Janeiro em um processo marcado pela interferência do governo federal e pela violência. Ao ser derrotado voltou para o exército sendo promovido a general em 1938. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República em 1955.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP). Sessão comemorativa aos 25 anos da Revolução contou com a presença de Juscelino Kubitschek. <em>Informativo da Divisão de Acervo Histórico</em>, São Paulo, ALESP, ano 7, n. 28, maio/junho/julho. 2022.</p>
<p>AUGUSTO. Flávio Antônio Silva. JK, o médico da Força Pública Mineira. <em>Revista do IGHMB</em>, Rio de Janeiro, ano 84, n. 115, especial, 2025.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Gestão e Inovação de Serviços Públicos. <em>Estado, administração e reforma: o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).</em> MAPA/Arquivo Nacional.</p>
<p>DAVIDOFF. Carlos Henrique. Revolução de 1932. In: <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>JUSCELINO KUBITSCHEK. In: <em>Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930.</em> 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001</p>
<p>KUBITSCHEK, Juscelino. <em>Meu caminho para Brasília</em>: A experiência da humildade. Brasília: Edições do Senado Federal, 2020. v.1.</p>
<p>LEMOS, Renato. Cristóvão Barcelos. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). <em>Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930).</em> Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>MOREIRA. Regina da Luz. <em>A Revolução Constitucionalista de 1932</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>RIBEIRO. Antônio Sérgio. Revolução Constitucionalista de 1932 &#8211; 80 anos de uma epopeia. <em>Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)</em>, São Paulo, 2012.</p>
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		<title>Um dos &#8220;furos&#8221; do jornal O GLOBO, que hoje completa 100 anos &#8211; uma fotografia do presidente Washington Luís, deposto, deixando o Palácio Guanabara rumo ao Forte de Copacabana</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 14:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o centenário do jornal O GLOBO, que foi fundado há exatos 100 anos, em 29 de julho de 1925, por Irineu Marinho, que faleceu pouco depois, em 21 de agosto de 1925, a Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia pertencente à Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), uma das instituições parceiras do portal, do presidente deposto pela Revolução de 1930, Washington Luís, saindo do Palácio Guanabara rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, que teve a decisiva participação do futuro diretor do jornal, Roberto Marinho (1904 - 2003), primogênito de Irineu, foi publicado na capa da terceira edição de O GLOBO de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é "O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis" e "É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o centenário do jornal <em>O GLOBO</em>, que foi fundado há exatos 100 anos, em 29 de julho de 1925, por Irineu Marinho (1876-1925), que faleceu pouco depois, em 21 de agosto de 1925, a Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia pertencente à Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, uma das instituições parceiras do portal, do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 &#8211; 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O registro fotográfico foi realizado por Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974) e o tiro de magnésio foi dado por Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)*. O importante furo jornalístico foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi de fato uma imagem única de um momento relevante da história do Brasil, um marco no fotojornalismo do país. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 &#8211; 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de <em>O GLOBO</em> e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40742" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo2.jpg"><img class="size-full wp-image-40742" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo2.jpg" alt="Rendido afinal á gloriosa realidade que o cercava, o Sr. Washington Luis retira-se do Palácio Guanabara! O presidente deposto saindo em companhia do cardeal Sebastião Leme foi conduzido ao Forte de Copacabana onde seencontra preso / O GLOBO, 24 de outubro de 1930" width="462" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>O título</strong><em>: Rendido afinal á gloriosa realidade que o cercava, o Sr. Washington Luis retira-se do Palácio Guanabara! O presidente deposto, saindo em companhia do cardeal Sebastião Leme, foi conduzido ao Forte de Copacabana onde se encontra preso. </em><strong>A legenda</strong>: <em>O automóvel do Palacio Presidencial quando deixava o Guanabara, conduzindo o Sr. Washington Luís, que se vê de mão ao queixo, cabeça pendente, e tendo a sua direita S.E. o Cardeal D. Sebastião Leme</em>  / <em>O GLOBO</em>, 24 de outubro de 1930</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40740" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo1.jpg"><img class="size-full wp-image-40740" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo1.jpg" alt="O Mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis / O GLOBO, 25 de outubro de 1930" width="566" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis</em> /<em> O GLOBO</em>, 25 de outubro de 1930</p></div>
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<p>A seguir, o texto publicado em <em>O GLOBO</em>, 25 de outubro de 1930, abaixo da fotografia:</p>
<p>&#8220;<em>Tivemos a rara felicidade de conseguir, hontem, o instantâneo photographico de um episódio central do movimento pacificador da família brasileira, tomada com grande senso jornalístico e especialmente para o GLOBO. Trata-se do mais precioso flagrante da retirada do Sr. Washington Luis do Palácio Guanabara, já apeado do poder e preso o ex-chefe do governo que, por uma questão de mórbida vaidade e de volúpia despótica atirou o paiz no perigo de uma guerra civil de consequências incalculáveis.</em></p>
<p><em>Mas o Exercito Brasileiro foi até onde a disciplina começava a confundir-se com a sua transformação em instrumento de uma defesa pessoal agressiva contra a Nação.  E a Nação logo lhe estendeu os braços na formidável explosão de enthusiasmo e desapego de hontem, ora correndo para as fileiras pacificadoras, ora tomando iniciativas de justiçamento summario, sem excessos de penalidades nem de outros prejuízos além dos que a sua sentença soberana limitava. Ao embate decisivo o autocrata caiu, vendo em torno o vácuo e a solidão porque a dignidade brasileira só o podia cercar das garantias e da indulgência humana que não lhe faltaram até no momento mais extremo.</em></p>
<p><em>E eil-o que hai vae vencido em sua megalomania, tão arrogantemente caracterizada até nas suas derradeiras e inúteis atitudes. </em></p>
<p><em>E eil-o  hai vae, no automóvel, sob a guarda do Exercito, abrigado à sombra do manto misericordioso de S Eminência o cardeal Sebastião Leme, a face amparada à  mão esquerda, a fronte pendente como nunca o viramos, remoendo a raiva impotente do desmoronamento.</em></p>
<p><em>É um documento historico da mais expressiva eloquencia na sua mudez essa fotografia que o GLOBO estampou, com extraordinario exito, em sua 3ª edição de hontem, rapidamente exgotada, razão pela qual a reproduzimos hoje, á vista da insistência dos pedidos que recebemos neste sentido. É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar. Contemple-o o povo e fique elle para sempre como advertência vehemente ao futuro da nacionalidade e à precariedade dos caprichos humanos&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Washington Luís &#8211; deposição, exílio e morte</strong></em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A Revolução de 30 foi um movimento armado, iniciado em 3 de outubro de 1930, com o objetivo imediato de derrubar o governo Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito presidente da República em 1º de março de 1930. O movimento tornou-se vitorioso em 24 de outubro e Getulio Vargas assumiu o cargo de presidente provisório no dia 3 de novembro. As mudanças políticas, sociais e econômicas que tiveram lugar na sociedade brasileira no pós-1930 fizeram com que esse movimento revolucionário fosse considerado o marco inicial da Segunda República no Brasil &#8220;.</em></p>
<p style="text-align: right;">(Equipe da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, 2023).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8422" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8422/Washington%20Luiz%20PR.05%281%29.we.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="348" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8422" target="_blank">Washington Luís, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 24 de outubro de 1930, os generais Alfredo Malan d’Angrogne (1873 &#8211; 1932), Augusto Tasso Fragoso (1869 &#8211; 1945) e João de Deus Mena Barreto (1874-1933) entraram no Palácio Guanabara e foram para a sala onde se encontrava o presidente Washington Luís e a alta cúpula do governo. Washington Luís se recusava a sair e só, por volta das 17 horas, com a mediação do cardeal Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), consentiu em se retirar, na condição de prisioneiro, pois não havia renunciado. <em>A junta governativa que assumiu o poder, composta pelos generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo contra-almirante José Isaías de Noronha (1874 &#8211; 1966), determinou, sem êxito, que os revolucionários depusessem as armas. Entretanto, apesar de respeitarem a ordem de cessação dos combates, os destacamentos rebeldes continuaram avançando em direção ao Rio de Janeiro, forçando a junta a entregar o poder no dia 3 de novembro a Getúlio Vargas, chefe da revolução vitoriosa </em>(Atlas Histórico do Brasil FGV).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40776" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo8.jpg" alt="Correio da Manhã, 25 de outubro de 1930" width="455" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo do navio <em>Alcântara</em>, Washington Luís partiu do Brasil rumo à Europa, em 20 de novembro de 1930. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Antônio Prado Junior (1880 &#8211; 1955), seguiu para a Europa no mesmo navio  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4681" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de novembro de 1930</a>). Mais uma vez o <em>O GLOBO</em> conseguiu produzir um trabalho fotográfico classificado pelo próprio jornal como <em>sensacional pelo seu valor e ineditismo</em>. A equipe que fazia a cobertura do evento teve, inclusive, a máquina fotográfica confiscada por um capitão na Fortaleza de São João, mas algumas das chapas sensibilizadas já haviam sido escondidas e foram publicadas ainda no dia 20 de novembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40783" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo10.jpg"><img class="size-full wp-image-40783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo10.jpg" alt="O GLOBO, 20 de novembro de 1930" width="366" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, primeira edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-40786" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo11.jpg" alt="oglobo11" width="214" height="200" /></a></p>
<div id="attachment_40787" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo12.jpg"><img class="wp-image-40787 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo12.jpg" alt="oglobo12" width="633" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, primeira edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40785" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo13.jpg"><img class="wp-image-40785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo13.jpg" alt="oglobo13" width="391" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, segunda edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O presidente deposto viveu na França, na Suíça, em Portugal e nos Estados Unidos. Em 18 de setembro de 1947, retornou ao Brasil, mas não à política (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/40184" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de setembro de 1947</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/55547" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 20 de setembro de 1947</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40778" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/84569" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo9.jpg" alt="Careta, 27 de setembro de 1947" width="761" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/84569" target="_blank"><em>Careta,</em> 27 de setembro de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi morar em São Paulo e dedicou-se a estudar História. Foi membro dos institutos Histórico e Geográfico da Bahia, do Ceará e de São Paulo, membro benemérito da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente honorário da Cruz Vermelha Brasileira, integrante da Academia Paulista de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1957. Nasceu em Macaé, no Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1869. Antes de ser presidente do Brasil, havia sido prefeito, governador e senador de São Paulo, de 1914 a 1919, de 1920 a 1924 e de 1925 a 1926, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> O GLOBO</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40746" style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/fotos/memorabilia-9361396" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo3.jpg" alt="A primeira sede, na Rua Bettencourt da Silva, onde hoje é o Largo da Carioca / Memória Globo" width="673" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/fotos/memorabilia-9361396" target="_blank">A primeira sede, na Rua Bettencourt da Silva, onde hoje é o Largo da Carioca / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40749" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo5.jpg"><img class="size-full wp-image-40749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo5.jpg" alt="Capa da primeira edição de O GLOBO, 29 de julho de 2025" width="382" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da primeira edição de <em>O GLOBO</em>, 29 de julho de 1925</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para escolher o nome do seu novo jornal, Irineu Marinho promoveu um concurso, cujo resultado foi anunciado em 20 de junho de 1925. <em>Correio da Noite</em> foi o nome mais votado, mas esse título já era patenteado. O segundo nome mais votado, <em>O GLOBO</em>, foi adotado. Como já mencionado, o jornal foi fundado em 29 de julho de 1925.</p>
<p>Após o falecimento de Irineu Marinho, em 21 de agosto de 1925, <em>O GLOBO</em> passou a ser dirigido pelo jornalista Eurycles de Matos (1894-1931), amigo de confiança do fundador. Roberto Marinho era, na época, secretário particular de seu pai e repórter do jornal. Somente assumiu a direção de <em>O GLOBO</em>, em 8 de maio de 1931, três dias após a morte de Eurycles. Ele exerceu o cargo até sua morte, em agosto de 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/?letra=I" target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9254228-bb7-cc6/FTFotogaleriaHorizontal/O-FUNDADOR-DO-GLOBO.jpg" alt="Irineu Marinho" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/?letra=I" target="_blank">Irineu Marinho (1876-1925) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/eurycles-de-mattos-9827326#:~:text=Ex%2Ddiretor%2Dredator%2Dchefe,Escola%20Nacional%20de%20Belas%20Artes." target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9827353-4a4-833/FTFotogaleriaHorizontal/EURYCLES-DE-MATTOS.jpg" alt="Ex-diretor-redator-chefe do GLOBO" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/eurycles-de-mattos-9827326#:~:text=Ex%2Ddiretor%2Dredator%2Dchefe,Escola%20Nacional%20de%20Belas%20Artes." target="_blank">Eurycles de Matos (1894-1931) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/roberto-marinho-9055075" target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9253325-09a-dc9/FTFotogaleriaHorizontal/ROBERTO-MARINHO.jpg" alt="Jornalista, permaneceu na presidência das Organizações Globo até sua morte" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/roberto-marinho-9055075" target="_blank">Roberto Marinho (1904-2003) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*A informação da autoria da foto e do tiro de magnésio consta no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/17" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, outubro de 1974</a> e no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, março e abril de 1975, página 7, penúltima coluna</a>. Foi acrescentada neste artigo em 4 de abril de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/acervo/" target="_blank">Acervo Digital de O GLOBO</a></p>
<p><a href="https://presidentes.an.gov.br/index.php/arquivo-nacional/58-servicos/descricoes-arquivisticas/162-washington-luis" target="_blank">Arquivo Nacional &#8211; Centro de Referência de Acervos Presidenciais</a></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbete/6365" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil FGV</a></p>
<p>Fernandes, Letícia. <a href="https://oglobo.globo.com/politica/era-vargas-um-jovem-reporter-consegue-foto-historica-16581671" target="_blank"><em>Era Vargas: Um jovem repórter consegue a foto histórica</em> </a>in <em>O GLOBO</em>, 28 de junho de 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>EQUIPE DA ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAIS FGV CPDOC. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank"><em>Novos acervos: Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</em></a>, in Brasiliana Fotográfica, 25  de junho de 2023.</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/LU%C3%8DS,%20Washington.pdf" target="_blank">Site FGV CPDOC</a></p>
<p><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/" target="_blank">Site Memória O GLOBO</a></p>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; VII &#8211; Novos acervos: Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jun 2023 15:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com muito entusiasmo a Brasiliana Fotográfica em seu oitavo ano de existência - foi criada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles - anuncia a entrada em seu acervo fotográfico de uma nova instituição parceira: a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC. É mais um passo importante para a preservação da memória da história do Brasil e da fotografia. Com imagens de diversos arquivos pessoais, dentre eles os de Getulio Vargas e de Oswaldo Aranha, o artigo de estreia da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC foi escrito por sua Equipe de Documentação e é sobre a Revolução de 1930, marco inicial da Segunda República no Brasil. A FGV CPDOC completa hoje 50 anos. Feliz aniversário e parabéns por todas as valiosas realizações! Seja muito bem-vinda à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com muito entusiasmo a Brasiliana Fotográfica em seu oitavo ano de existência &#8211; foi criada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles &#8211; anuncia a entrada em seu acervo fotográfico de uma nova instituição parceira: a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC. É mais um passo importante para a preservação da memória da história do Brasil e da fotografia. Com imagens de diversos arquivos pessoais, dentre eles os de Getulio Vargas e de Oswaldo Aranha, o artigo de estreia da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC foi escrito por sua Equipe de Documentação e é sobre a Revolução de 1930, marco inicial da Segunda República no Brasil. A FGV CPDOC completa hoje 50 anos. Feliz aniversário e parabéns por todas as valiosas realizações! Seja muito bem-vinda à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/logocpdoc1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32849" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/logocpdoc1.jpg" alt="logocpdoc" width="540" height="239" /></a></p>
<p>Além das já mencionadas instituições fundadoras e da nova parceira, integram também o portal o Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a Fiocruz, a Fundação Joaquim Nabuco, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Aeroespacial, o Museu da República e o Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">CPDOC 50 ANOS integra-se à Brasiliana Fotográfica</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">Equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano em que comemora 50 anos de criação, o CPDOC se integra à Brasiliana Fotográfica, participando de uma rede de instituições parceiras, relevantes para a preservação da memória histórica brasileira. Ao longo dos anos, o Centro sempre priorizou o tratamento, a preservação e a consulta a seu acervo &#8211; textual, visual, sonoro e audiovisual. Participar da Brasiliana potencializa a visualização e o acesso público a seus registros visuais. Para essa primeira postagem, foram eleitas as fotografias que retratam a Revolução de 1930. A escolha desse conjunto de imagens foi definida por corresponder ao recorte histórico do CPDOC – história contemporânea do Brasil.  A Revolução de 1930, comandada por Getulio Vargas, instala a nova república no país. As fotografias que compõem esse dossiê integram os arquivos pessoais de Getulio Vargas (GV), Antunes Maciel (AM), Cordeiro de Farias (CFa), Cristiano Machado (CM), Epitácio Cavalcanti Albuquerque (ECA), Geraldo Rocha (GR), Haroldo Pereira (HP), João Antonio Mesplé (JAM), João Batista Pereira (JBP), Luiz Simões Lopes (LSL), Mena Barreto (MBM), Oswaldo Aranha (OA), e Pedro Ernesto Batista (PEB).<strong> </strong></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11931" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11931/GRFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11931" target="_blank">Benjamin Vernaut. Incêndio do jornal governista <em>A Noite</em>, após vitória da Revolução de 1930, outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/366" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias acerca da Revolução de 1930 pertencentes à Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A Revolução de 1930</span></em></strong></p>
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<p>Movimento armado, iniciado em 3 de outubro de 1930, com o objetivo imediato de derrubar o governo Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito presidente da República em 1º de março de 1930. O movimento tornou-se vitorioso em 24 de outubro e Getulio Vargas assumiu o cargo de presidente provisório no dia 3 de novembro. As mudanças políticas, sociais e econômicas que tiveram lugar na sociedade brasileira no pós-1930 fizeram com que esse movimento revolucionário fosse considerado o marco inicial da Segunda República no Brasil.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11882" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11882/OAFOTO050_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11882" target="_blank">Estado-Maior da Legião Oswaldo Aranha, outubro de 1930. Rio Grande do Sul / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>As origens do movimento revolucionário</em></span><em> </em></p>
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<p>A oposição dos jovens oficiais do Exército — os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">“tenentes”</a> — ao sistema político manifestou-se desde a década de 1920. Nas revoltas dos<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank"> 18 do Forte (1922)</a>, de São Paulo e Rio Grande do Sul (1924), e na Coluna Prestes (1925-1927), os “tenentes” defendiam o equilíbrio entre os três poderes &#8211; Executivo, Legislativo e Judiciário -, pleiteavam um nacionalismo econômico e a modernização da sociedade.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A Aliança Liberal</em></span></p>
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<p><span style="color: #000000;">Rompendo</span> com a política do <em>Café com leite</em>, segunda a qual Minas Gerais e São Paulo se revezavam no governo da República, a partir de 1928, o presidente Washington Luís passou a apoiar ostensivamente a candidatura de outro paulista &#8211; Júlio Prestes &#8211; à sua sucessão. Os presidentes dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul opunham-se à candidatura de Júlio Prestes e lançaram os nomes de Getulio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, e João Pessoa, presidente da Paraíba, respectivamente à presidência e à vice-presidência da República.</p>
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<div id="attachment_33136" style="width: 842px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/44301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdoccharge.jpg" alt="Careta, 10 de agosto de 1929" width="832" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/44301" target="_blank"><em>Careta</em>, 10 de agosto de 1929</a></p></div>
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<p>No início de agosto de 1929, formou-se a Aliança Liberal. Em 12 de setembro, uma convenção dos partidos dominantes de 17 estados, liderados por São Paulo, homologou as candidaturas de Júlio Prestes e Vital Soares à presidência e vice-presidência da República. Pouco depois, em 20 de setembro, a Aliança Liberal aprovou a chapa Vargas-João Pessoa.</p>
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<div id="attachment_33231" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39583" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33231" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio1.jpg" alt="O Paiz, 13 de setembro de 1929" width="578" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39583" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1929</a></p></div>
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<div id="attachment_33232" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39691" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33232" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio2.jpg" alt="O Paiz, 21 de setembro de 1929" width="327" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39691" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de setembro de 1929</a></p></div>
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<p>Ainda em 1929, a corrente mais radical da Aliança Liberal passou a admitir a hipótese de um movimento armado em caso de derrota nas urnas. Buscou a colaboração dos “tenentes” pelo passado revolucionário, a experiência militar e o prestígio no interior do Exército. Entretanto, os “tenentes” não tinham uma posição homogênea. Juarez Távora, João Alberto Lins de Barros e Antônio de Siqueira Campos aderiram à ideia de colaborar com a Aliança Liberal, enquanto Luís Carlos Prestes mostrava reservas quanto ao movimento.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11880" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11880/LSLfoto044_12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11880" target="_blank">Manifestação popular em apoio à campanha da Aliança Liberal, em frente ao Teatro Municipal, na Cinelândia, setembro de 1929. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Com a campanha eleitoral em andamento, Getulio Vargas, pouco seguro da vitória, estabeleceu um acordo com o presidente Washington Luís estabelecendo, entre outros entendimentos, que, caso derrotado nas eleições, acataria o resultado e passaria a apoiar o governo constituído. Em contrapartida, Washington Luís e Júlio Prestes se comprometiam a não apoiar elementos divergentes da situação no Rio Grande do Sul. Vargas munia-se assim de um instrumento que lhe permitiria uma saída, qualquer que fosse o resultado eleitoral. Em 2 de janeiro de 1930, ao lado de João Pessoa, Vargas lançou sua plataforma de governo, para uma grande multidão concentrada na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_32859" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução1.jpg" alt="O Jornal, 3 de janeiro de 1930" width="596" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_32860" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32860" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução2.jpg" alt="O Jornal, 3 de janeiro de 1930" width="237" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank">Desenho feito pelo ilustrador Cavallero /<em> O Jornal</em>, 3 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<div style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11881" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11881/ECAfoto002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="611" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11881" target="_blank">Convite de almoço oferecido pela Aliança Liberal aos candidatos Getulio Vargas e João Pessoa, 2 de janeiro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>O resultado das eleições em 1º de março de 1930 deu a vitória a Júlio Prestes e Vital Soares, eleitos com 57,7% dos votos, e foi contestado por suspeita de fraude.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O movimento eclode</em></span></p>
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<p>Em 19 de março de 1930, o gaúcho Borges de Medeiros, em entrevista publicada no jornal <em>A Noite</em>, reconheceu enfaticamente a vitória de Júlio Prestes. A entrevista provocou forte reação e as articulações para um movimento revolucionário foram retomadas.</p>
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<div id="attachment_32856" style="width: 908px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/579" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução.jpg" alt="A Noite, 19 de março de 1930" width="898" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/579" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de março de 1930</a></p></div>
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<p>O movimento deveria contar com o apoio de três estados – Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba – e eclodir simultaneamente em todo o Brasil. Em fins de maio, o Congresso aprovou os resultados das eleições, declarando Júlio Prestes presidente eleito. Três momentos impulsionaram o ânimo revolucionário – ainda em maio, a morte em acidente aéreo do ‘tenente’ Siqueira Campos; em junho, o manifesto de Vargas pelos jornais condenando as fraudes eleitorais e as violências pelo governo federal e pelos governos estaduais contra os aliancistas, e o assassinato de João Pessoa em Recife por João Dantas, apoiador do governo federal. Os preparativos militares se aceleraram e a pressão sobre os chefes do movimento.</p>
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<div id="attachment_33234" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/1999" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33234" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio3.jpg" alt="O Jornal, 11 de maio de 1930" width="452" height="154" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/1999" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 11 de maio de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_33235" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/10139" target="_blank"><img class=" wp-image-33235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio4.jpg" alt="Diário Nacional, 1º de junho de 1930" width="701" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/10139" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 1º de junho de 1930</a></p></div>
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<div style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11913" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11913/ECAfoto003_1.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="562" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11913" target="_blank">Aspecto do funeral de João Pessoa no Rio de Janeiro, 6 e 7 de agosto de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>A posição de Vargas, de aparente alheamento ao movimento e muitas vezes contrária à sua deflagração, pode ser interpretada como uma tentativa de não despertar a desconfiança do governo federal. Foi isso exatamente o que ocorreu. O Rio Grande teve condições de preparar o movimento com a quase ignorância do governo federal. Em 25 de setembro, Vargas e Oswaldo Aranha decidiram desencadear a revolução no dia 3 de outubro. Segundo o plano adotado, o movimento deveria irromper simultaneamente no Rio Grande do Sul, Minas e estados do Nordeste. A ação deveria ter início, por escolha de Osvaldo Aranha, às 17h30, no fim do expediente nos quartéis, o que facilitaria a ação militar e a prisão dos oficiais em suas casas.</p>
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<div id="attachment_32982" style="width: 815px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução7.jpg"><img class="wp-image-32982 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução7.jpg" alt="revolução7" width="805" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">Bilhete marcando dia e hora da eclosão do movimento revolucionário, assinado por Lindolfo Collor e Oswaldo Aranha. Porto Alegre (RS), 25 de setembro de 1930 / Acervo FGV CPDOC</p></div>
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<p>Efetivamente, a revolução eclodiu nesse horário no Rio Grande do Sul com ataque a posições militares de Porto Alegre e avançando pelos demais estados do Sul.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11888" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11888/AMFOTO003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11888" target="_blank">Góis Monteiro (sentado ao centro) e o Estado-Maior do Exército Revolucionário do Rio Grande do Sul, outubro de 1930. Porto Alegre, RS / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Em Belo Horizonte, a revolução eclodiu, no mesmo dia e na mesma hora, e boa parte de sua população aderiu aos batalhões de voluntários que logo se formaram em diversas cidades mineiras. O Norte e o Nordeste do país tiveram a Paraíba como sede do movimento revolucionário, mas o movimento eclodiu na madrugada do dia 4 e se alastrou, pelos outros estados, madrugada adentro.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11916" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11916/CMFOTO015_29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11916" target="_blank">Polícia mineira, outubro de 1930. Belo Horizonte, MG / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11918" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11918/CFafoto014_23.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11918" target="_blank">Aspecto do movimento revolucionário nas ruas de Belo Horizonte, outubro de 1930. Belo Horizonte, MG / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>A 11 de outubro, acompanhados de todo o estado-maior civil e militar da revolução, Getulio Vargas e Góis Monteiro seguiram de trem com destino ao norte do Paraná, prevendo choques violentos com as tropas legalistas. O comboio revolucionário estacionou em Ponta Grossa. Vargas e sua comitiva permaneceram em um dos vagões da composição ferroviária.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11894" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11894/AMFOTO002_7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11894" target="_blank">Photo Weiss. Getulio Vargas e comitiva chegando em Ponta Grossa, 17 de outubro de 1930. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Góis montou seu quartel-general numa das dependências do grupo escolar da cidade, planejou o ataque a ser desfechado sobre São Paulo e foi informado sobre as ações exigindo a renúncia do presidente Washington Luís. Ante a negativa deste, no dia 24 de outubro, os militares determinaram o cerco ao Palácio Guanabara e sua prisão.</p>
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<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Movimento vitorioso</em></span></p>
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<p>Deposto Washington Luis, assume o governo uma Junta Governativa Provisória composta pelos generais Tasso Fragoso e João de Deus Mena Barreto, e pelo almirante Isaías de Noronha. Com a situação na capital sob controle, a Junta enviou telegramas a Vargas propondo a suspensão total das hostilidades em todo o país. Em 28 de outubro, em proclamação ao país, a Junta Governativa comunicou a decisão de transmitir o poder a Vargas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11933" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11933/PEBFOTO017_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11933" target="_blank">Oswaldo Aranha, membros da Junta Governativa e outros &#8211; João Carlos Barreto, Mário Mariante, Augusto de Tasso Fragoso, Pedro Ernesto, João de Deus Mena Barreto, Oswaldo Aranha, Isaias de Noronha, Afrânio de Melo Franco, Sadock de Sá e Bruno Lobo, 28 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de outubro, precedido por três mil soldados gaúchos, Vargas desembarcou no Rio de Janeiro (Distrito Federal), sendo recebido por uma manifestação apoteótica de apoio.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11934" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11934/GVFOTO006_2.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11934" target="_blank">Oswaldo Aranha e Getulio Vargas na sacada do Palácio do Catete, 31 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV &#8211; CPDOC<strong><span style="color: #800000;">(</span></strong></a><strong><span style="color: #800000;">1)</span></strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, em 3 de novembro de 1930, Vargas tomou posse como chefe do Governo Provisório e governou o país por 15 anos até ser deposto em 1945.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11935" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11935/OAFOTO060.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11935" target="_blank">Getulio Vargas e seu ministério no Palácio do Catete &#8211; Isaias Noronha, José Américo, Afrânio de Melo, Getulio Vargas, Assis Brasil, Francisco Campos, Lindolfo Collor e José Fernandes, 3 de novembro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32934" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4810" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução5.jpg" alt="O Jornal, 4 de novembro de 1930" width="288" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4810" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 4 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">(1)</span> </strong>Nota da Editora: Esta mesma foto foi publicada no <em>Correio da Manhã</em>, em 1º de novembro de 1930.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33138" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33138" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de novembro de 1930" width="378" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXnMgd1WQu8" target="_blank">Acesse aqui o vídeo da Sessão Solene em homenagem aos 50 anos do CPDOC, realizada em 21 de junho de 202, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; V e Série &#8220;Conflitos&#8221; VI &#8211; A Revolta do Forte de Copacabana</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2022 15:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o quinto artigo da Série "1922 - Hoje, há 100 anos" sobre a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em julho de 1922, na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Embora rapidamente reprimida, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi importante historicamente, tendo sido a primeira manifestação do movimento tenentista que, com o episódio, ganhou impulso, tornando-se um dos principais agentes históricos responsáveis pelo colapso da Primeira República do Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o quinto artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos, </em>desta vez sobre o levante tenentista e a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, entre 5 e 6 de julho de 1922, na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Com o episódio, o tenentismo ganhou impulso e foi um dos principais agentes históricos responsáveis pelo colapso da Primeira República do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6533" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, 5 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10311/icon1450894.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10311" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana, 6 de julho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo se opondo aos objetivos do levante, o escritor Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), em seu artigo <em>Arrancada Radiante</em>, que deveria ter sido publicado no<em> Jornal do Brasil</em> de 9 de julho de 1922, mas foi censurado, perguntou:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Que povo não se orgulharia de possuir na raça tais leões?&#8221;</em></span></p>
<p>Embora rapidamente reprimida, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi importante historicamente, tendo sido a primeira manifestação do movimento tenentista, que buscava derrubar a República Velha e sua política, que ficou conhecida como <em>Café com Leite</em>, que alternava candidatos das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais.</p>
<p>O tenentismo, movimento que deu origem a outras revoltas como a Coluna Prestes (1924 a 1927), a Comuna de Manaus (1924) e a Revolta Paulista (1924), é considerado o embrião da Revolução de 1930.</p>
<p>Segundo Nelson Werneck Sodré:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;o Tenentismo foi um episódio intimamente vinculado à mudança operada com a queda da República Velha e a implantação do regime subsequente, que poderia ser denominado de República Nova, embora esse título seja impróprio, de vez que não houve, entre uma e outra, a Velha e a Nova, diferenças essenciais&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O extraordinário feito desse pequeno grupo, que se deslocou ao longo da praia de Copacabana, ao encontro das forças legais, tornou-se, com a ressonância que alcançou em todo o país, e com sua glorificação pela imprensa de oposição, uma das motivações fundamentais das ações que se  sucederiam ao longo dos anos&#8221;.</em></span></p>
<p>A marcha dos 18 do Forte foi realizada provavelmente por cerca de 17 ou 18 militares e um civil &#8211; há controvérsias em relação a esse número.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27744" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6545" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte8.jpg" alt="Gazeta de Notícias, de julho de 1922" width="209" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6545" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28243" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank"><img class="wp-image-28243 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/forte-1024x890.png" alt="forte" width="768" height="668" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank">A Marcha dos 18 do Forte / Atlas da Fundação Getulio Vargas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Os praças Altino Gomes da Silva, Hildebrando da Silva Nunes,</span> <span style="color: #000000;">Manoel Ananias dos Santos, Manoel Antônio dos Reis; os soldados Benedito José do Nascimento, Francisco Ribeiro de Freitas,</span> <span style="color: #000000;">Heitor Ventura da Silva,</span><strong> </strong><span style="color: #000000;">João Anastácio Falcão de Melo;</span> <span style="color: #000000;">e o sargento José Pinto de Oliveira participaram da marcha e sobreviveram.</span> <span style="color: #000000;">Os tenentes Siqueira Campos (1898 &#8211; 1930) e</span> <span style="color: #000000;">Eduardo Gomes (1896 &#8211; 1981), futuro patrono da Força Aérea e candidato à Presidência da República em 1945 e em 1950, participaram e foram feridos. Os que morreram durante o combate foram o praça Hipólito José dos Santos,</span> <span style="color: #000000;">os tenentes Mario Carpenter, o soldado Pedro Ferreira de Melo, além do civil Otávio Correia. O tenente Newton Sizendando Prado (1897 &#8211; 1922) foi gravemente ferido e faleceu dias depois.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27721" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10119" target="_blank"><img class="wp-image-27721 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte2-1024x353.jpg" alt="O Paiz, 7 de julho de1922" width="768" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando aconteceu a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, o mineiro Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), do Partido Republicano Mineiro, havia sido eleito presidente da República poucos meses antes, em março de 1922, fato abordado no<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624" target="_blank"> terceiro artigo da Série <em>Hoje, há 100 anos</em></a>. Durante a campanha presidencial houve o episódio das <em>cartas falsas: </em>Bernardes foi acusado de ter escrito cartas ao senador Raul Soares (1877 – 1924), publicadas no jornal <em>Correio da Manhã</em>, atacando seu opositor, o fluminense Nilo Peçanha (1867 – 1924), candidato do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27652%20" target="_blank">Movimento Reação Republicana</a>, chamado de<em> moleque</em>, e o marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), referido como um <em>sargentão sem compostura</em>, o que acirrou os ânimos dos militares contra sua candidatura. Os jovens militares da Revolta dos 18 do Forte haviam apoiado a Reação Republicana. E antes, em 1919, o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) já havia nomeado o civil Pandiá Calógeras (1870 &#8211; 1934) para o Ministério da Guerra, causando mal estar entre os militares.</p>
<p>Voltando para 1922: Epitácio interveio na eleição estadual de Pernambuco, ocorrida em 27 de maio, cuja campanha eleitoral entre o candidato ligado a Nilo Peçanha, o vencedor José Henrique Carneiro da Cunha, e o ligado a Artur Bernardes, o coronel Lima Castro, prefeito do Recife; havia sido muito agitada. As tropas federais patrulharam o Recife e apoiavam claramente os bernardistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6542" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de maio de 1922</a>). O marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), então presidente do Clube Militar, reagiu criticando duramente o presidente, tendo enviado, em 29 de junho de 1922,  um telegrama ao coronel Jaime Pessoa, comandante da 7ª Região Militar, sediada no Recife:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O Clube Militar está contristado pela situação angustiosa em que se encontra o Estado de Pernambuco, narrada por fontes insuspeitas que dão ao nosso glorioso Exército a odiosa posição de algoz do povo pernambucano. Venho fraternalmente lembrar-vos que mediteis nos termos dos arts. 6.º e 14 da Constituição, para isentardes o vosso nome e o da nobre classe a que pertencemos da maldição de nossos patrícios. O apelo que ora dirijo ao ilustre consócio é para satisfazer os instantes pedidos de camaradas nossos daí, no sentido de apoiá-lo nessa crítica emergência, em que se procura desviar a força armada do seu alto destino. Confiando no vosso patriotismo e zelo pela perpetuidade do amor do Exército, ao povo de nossa terra, vos falo nesse grande momento. Não esqueçais que as instituições passam e o Exército fica. &#8211; Saudações &#8211; M.<sup>al</sup> Hermes da Fonseca.&#8221;</em><span style="color: #000000;"> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/10989" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1922, terceira coluna</a>).</span></span></p>
<p>Epitácio ordenou, em 2 de julho, a prisão do marechal  Hermes &#8211; que foi libertado no dia seguinte &#8211; e o fechamento do Clube Militar, três dias antes do levante do Forte de Copacabana. O capitão Euclides Hermes (1883 &#8211; 1962), filho de Hermes e comandante do Forte de Copacabana, em 4 de julho, conclamou seus comandados. Houve também levantes na Vila Militar e na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, e ainda na guarnição de Mato Grosso. Devido à revolta, foi decretado o estado de sítio no Brasil. O governo federal reprimiu o movimento, prendendo vários oficiais, inclusive, novamente, Hermes da Fonseca, libertado em janeiro de 1923 (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47137" target="_blank">2 de julho,primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47149" target="_blank">4 de julho, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47159" target="_blank">6 de julho de 1922</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6541" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11926" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de janeiro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/7823" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27737" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/18Forte" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27737" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte6.jpg" alt="Telegrama enviado pelo então presidente Epitácio Pessoa ao presidente eleito, Artur Bernardes, 5 de julho de 1922 / CPDOC." width="465" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/18Forte" target="_blank">Telegrama enviado pelo então presidente Epitácio Pessoa ao presidente eleito, Artur Bernardes, 5 de julho de 1922 / CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Na madrugada de 5 de julho, a crise culminou com uma série de levantes militares. Na capital federal, levantaram-se o forte de Copacabana, guarnições da Vila Militar, o forte do Vigia, a Escola Militar do Realengo e o 1° Batalhão de Engenharia; em Niterói, membros da Marinha e do Exército; em Mato Grosso, a 1ª Circunscrição Militar, comandada pelo general Clodoaldo da Fonseca, tio do marechal Hermes. No Rio de Janeiro, o movimento foi comandado pelos &#8220;tenentes&#8221;, uma vez que a maioria da alta oficialidade se recusou a participar do levante.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Os rebeldes do forte de Copacabana dispararam seus canhões contra diversos redutos do Exército, forçando inclusive o comando militar a abandonar o Ministério da Guerra. As forças legais revidaram, e o forte sofreu sério bombardeio. O ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, empreendeu em vão várias tentativas no sentido de obter a rendição dos rebeldes.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Finalmente, no início da tarde do dia 6 de julho, ante a impossibilidade de prosseguir no movimento, os revoltosos que permaneciam firmes na decisão de não se renderem ao governo abandonaram o forte e marcharam pela avenida Atlântica de encontro às forças legalistas. A eles aderiu o civil Otávio Correia, até então mero espectador dos acontecimentos.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Conhecidos como os 18 do Forte &#8211; embora haja controvérsias quanto a seu número, pois os depoimentos dos sobreviventes e as notícias da imprensa da época não coincidem -, os participantes da marcha travaram tiroteio com as forças legais. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram com graves ferimentos. Entre os mortos, estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;">Site do CPDOC</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Hélio Silva:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Silenciado o último fuzil; mal pensadas as feridas sangrentas; jogada a pá de cal aos esquifes baixados às sepulturas, começaram as devassas. (&#8230;) (Instautou-se) um estado de sítio de quatro anos, sob um regime de prisões políticas, não só dos réus, mas também dos advogados e jornalistas, que os defendiam e, ainda, a ameaça de prisão para juízes e paralemntares, com a censura à imprensa e alguns jornais suspensos&#8230; O interrogatório dos indiciados faz surgir nos cabeçalhos dos diários os nomes que mais tarde iriam chefiar revoluções, dirigir ministérios, comandar exércitos: Eduardo Gomes, Juarez Távora, Ciro Cardoso, Odílio Denys.&#8221;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="  wp-image-27738 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte7.jpg" alt="forte7" width="733" height="463" /><img class="wp-image-21663 size-full aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/dezoito.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de julho de 1927" width="737" height="529" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank">Da esquerda para direita, tenentes Eduardo Gomes, Siqueira Campos, Nílton Prado e Otávio Correia/</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A icônica foto do episódio dos 18 do Forte, mostrada acima, não está creditada mas é de autoria do fotógrafo Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 &#8211; 1931).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44197" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/192795" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44197" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/zenobio.jpg" alt="Zenóbio Couto / O Cruzeiro, 3 de julho de 1974" width="245" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/192795" target="_blank">Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 &#8211; 1931) </a>/ <em>O Cruzeiro</em>, 3 de julho de 1974</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve inclusive uma polêmica em torno da veracidade e da autoria da imagem, considerada pelo <em>O Cruzeiro</em>, em 1931, um dos dois registros mais importantes da reportagem fotográfica brasileira até então. O outro seria o da saída do presidente Washington Luis (1869 &#8211; 1957) do Palácio da Guanabara, em 24 de outubro de 1930, produzida por Arnaldo Vieira (? &#8211; 1974), da <em>Revista da Semana</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5886" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 26 de setembro de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/192795" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 3 de julho de 1974</a>).</p>
<p>Além da icônica imagem de Zenóbio, conhecida como <em>Marcha da Morte</em>, ele teria produzido duas outras do episódio: uma do tenente Newton Campos de pé sobre uns colchões em frente ao Forte de Copacabana e outra do cabo Manoel Antônio Reis, corneteiro do Forte. Teriam sido publicadas na edição de 15 de julho de 1922 da revista <em>O Malho, </em>que foi apreendida, motivo pelo qual não há um exemplar dessa edição na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Porém, em <em>O Jornal</em>, de 18 de julho de 1922, há a transcrição de um artigo publicado na referida edição de <em>O Malho</em> sobre a revolta, a favor do presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47264" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de julho de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/41312" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de julho de 1963</a>; <a href="https://www.historiadealagoas.com.br/zenobio-couto-e-a-historica-foto-dos-18-do-forte-de-copacabana.html" target="_blank">História de Alagoas</a>). Zenóbio e sua mulher suicidaram-se, em 1931 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28231" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><img class="wp-image-28231 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/zenobio1.jpg" alt="zenobio1" width="311" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para fotografias do movimento revolucionário publicadas na <em>Revista da Semana</em> de 15 de julho de 1922: páginas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/2884" target="_blank">18</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/2885" target="_blank">19</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/2886" target="_blank">20</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Homenagem aos 18 do Forte</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 5 de dezembro de 1930, por decisão do interventor do Distrito Federal, Adolpho Bergamini (1886 &#8211; 1945), em homenagem aos 18 do Forte, a rua Barroso, em frente a qual se realizaram os combates na praia, foi batizada de rua Siqueira Campos. E a antiga rua Hermezilda passou a chamar-se 5 de julho, em 1931 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de julho de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27735" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><img class=" wp-image-27735" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte4.jpg" alt="Beira-Mar, 11 de julho de 1931" width="680" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7305" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de junho de 1940</a>, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou a Revolta dos 18 do Forte.</p>
<p>Foi inaugurado, em 5 de julho de 1974, com a presença do brigadeiro Eduardo Gomes, único sobrevivente do levante, o monumento <em>Tenente Siqueira Campos &#8211; Ao Levante dos 18 do Forte</em>, na avenida Atlântica, em frente à rua Siqueira Campos. A estátua em bronze representa Siqueira Campos no momento que foi atingido por um tiro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/37440" target="_blank">5 de julho, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/37474" target="_blank">6 de julho, terceira coluna</a>, de 1974).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27736" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/37369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 4 de julho de 1974" width="463" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/37369" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 4 de julho de 1974</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40765" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><img class="wp-image-40765 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/oglobo7.jpg" alt="oglobo7" width="453" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank">Quadro em homenagem aos 18 do Forte pintado por Manoel de Faria /<em> Correio da Manhã</em>, 25 de outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outra efeméride de 1922 &#8211; A fundação do Centro Dom Vital</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1922, em maio, cerca de dois meses antes do episódio dos 18 do Forte, foi fundado o Centro Dom Vital, criado pelo escritor Jackson de Figueiredo (1891 &#8211; 1928), convertido ao catolicismo, em 1918, influenciado por dom Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), arcebispo do Rio de Janeiro. A associação combatia os ideais dos tenentes, atacava o socialismo e um de seus objetivos mais importantes era formar uma &#8220;<em>nova geração de intelectuais católico</em>s&#8221;. Jackson usava a revista <em>A Ordem</em>, fundada por ele, em 1921, para repercutir os ideais do Centro Dom Vital, do qual fizeram parte como presidentes o escritor Alceu Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983) e o jurista Heráclito Sobral Pinto (1893 &#8211; 1991), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42493" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_de_Figueiredo" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/jackson.jpg" alt="Jackson de Figueiredo ()" width="244" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_de_Figueiredo" target="_blank">Jackson de Figueiredo (1891 &#8211; 1928)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARVALHO, Claunisio Amorim. <a href="https://doczz.com.br/doc/188759/disserta%C3%A7%C3%A3o" target="_blank"><em>O insigne pavilhão: nação e nacionalismo na obra do escritor Coelho Neto</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social &#8211; Mestrado Acadêmico da Universidade Federal do Maranhão, 2012.</p>
<p>DÓRIA, Pedro. <em>Tenentes: A guerra civil brasileira</em>. Rio de Janeiro : Record, 2016.</p>
<p>FORJAZ, Maria Cecilia Spina. <a href="https://www.scielo.br/j/rae/a/R6LtCHxvR9TW6M6txMdRXxp/?lang=pt" target="_blank"><em>A crise da república oligárquica no Brasil: as primeiras manifestações tenentistas</em></a>. Dezembro de 1976.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>Nosso Século 1910 &#8211; 1930</em>. Rio de Janeiro : Editora Abril, 1980.</p>
<p><a href="https://centrodomvital.com.br/perfil/" target="_blank">Site Centro Dom Vital</a></p>
<p>Site CPDOC &#8211; 1<a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank">8 do Forte</a> e <a href="http://www.fgv.br/Cpdoc/Acervo/dicionarios/verbete-tematico/centro-dom-vital">Centro Dom Vital</a></p>
<p><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/zenobio-couto-e-a-historica-foto-dos-18-do-forte-de-copacabana.html" target="_blank">Site História de Alagoas</a></p>
<p><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=329&amp;iMONU=Siqueira%20Campos%20-%20%20Ao%20Levante%20dos%2018%20do%20Forte." target="_blank">Site Inventário dos Monumentos RJ</a></p>
<p>SILVA, Hélio. <em>Sangue na areia de Copacabana.</em> Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1971.</p>
<p>SODRÉ, Nelson Werneck. <em>O Tenentismo</em>. Porto Alegre : Editora Mercado Aberto, 1985.</p>
<p>TORRES, Sergio Rubens de Araújo. <a href="http://www.umes.org.br/index.php/2013-01-30-18-19-45/nossas-bandeiras/37-movimento-estudantil/nossas-bandeiras/nosso-pais-e-nossa-historia/171-18-do-forte" target="_blank">A Revolução de 1922 &#8211; Os 18 do Forte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>A Reação Republicana</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2022 11:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo de hoje foi escrito pela historiadora  Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a Reação Republicana, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Os candidatos à presidência e à vice-presidência da Reação eram o fluminense Nilo Peçanha e o baiano J.J. Seabra. Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos, que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo de hoje foi escrito pela<span style="color: #ff0000;"><b> </b><span style="color: #000000;">historiadora</span><b> </b></span>Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a <em>Reação Republicana</em>, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Reuniu estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam construir um eixo alternativo de poder.  Os candidatos à presidência e à vice-presidência da <em>Reação</em> eram o fluminense Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) e o baiano J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942). Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955) e pelo maranhense Urbano Santos (1859 &#8211; 1922), que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10903/Iconografia0000460.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank">O casal Nilo e Anita Peçanha a bordo do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rea%C3%A7%C3%A3o+republicana%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Movimento Reação Republicana disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10900/Iconografia0000340.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank">Multidão observa Nilo Peçanha durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>A <em>Reação Republicana</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Silvia Pinho*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10865/Iconografia0000268.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank">Nilo Peçanha e J. J. Seabra durante a campanha da Reação Republicana em Salvador, 1921. Bahia / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A eleição é um dos principais episódios da vida política de um país. Além de peça chave do sistema representativo, os momentos que a antecedem são marcados por debates que levantam questões de importância nacional. A forma como é realizada revela muito da organização social e política de uma sociedade. Nos anos de 1921 e 1922, uma campanha política em torno da sucessão presidencial mobilizou o país. Era a <em>Reação Republicana</em>, chapa oposicionista formada em <em>reação</em> ao domínio de São Paulo e Minas, reunindo estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam maior participação na política do país, com o objetivo de construir um eixo alternativo de poder. A plataforma da <em>Reação</em> propunha mudanças na organização política e econômica do país, defendendo maior equilíbrio federativo, solução da crise financeira, diversificação agrícola, expansão da educação pública, incentivo ao desenvolvimento econômico e regeneração dos costumes políticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10872/Iconografia0000285.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank">Multidão reunida durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <em>Reação Republicana</em> lançava como candidato à Presidência da República o político fluminense Nilo Peçanha, e como candidato a vice o governador da Bahia, J. J. Seabra. O então presidente Epitácio Pessoa apoiava a chapa oficial, formada pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos. A disputa representava, sobretudo, uma fissura no pacto oligárquico que caracterizou a Primeira República, baseado na Política dos Governadores – o governo central apoiava os grupos dominantes nos estados, e estes, em troca, apoiavam a política do presidente da República – e na Política do Café com Leite, segundo a qual São Paulo e Minas Gerais decidiam quem seria o candidato oficial à Presidência da República (quase sempre vencedor) e traçavam o rumo das políticas nacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10880/Iconografia0000299.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank">Plateia em comício de Nilo Peçanha no Teatro de Vitória, durante a campanha Reação Republicana. É possível notar a presença de mulheres, concentradas no balcão do 2º andar, 1921. Paraná / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A grande novidade da <em>Reação Republicana</em> foi sua campanha. Foi a primeira vez que se realizou uma campanha política para a Presidência da República de amplo alcance, sobretudo geográfico, com formação de comitês eleitorais nas mais diversas cidades do país. A bordo do <em>Íris</em> – navio fretado especialmente para esse fim –, Nilo Peçanha visitou vários estados brasileiros, fazendo comícios em praças e teatros, percorrendo as ruas, articulando alianças e conversando com as pessoas em busca de apoio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10941/Pag0000311.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank">Nilo Peçanha, entre outros, no convés do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nilo Peçanha e J. J. Seabra sabiam que estavam em desvantagem em relação à chapa oficial, que dominava o jogo político na maior parte do país. Além disso, nessa época, o voto não era secreto e as fraudes eram prática comum. Porém, os membros da <em>Reação</em> pensavam ser possível reverter a diferença, assim como inibir as fraudes, mediante o convencimento da sociedade, trazendo-a para sua causa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10849/Iconografia0000308.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank">Multidão recepciona Nilo Peçanha em sua chegada ao porto, durante a campanha Reação Republicana, 2 de outubro de 1921. Manaus, Amazonas / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A campanha da <em>Reação</em> começou em 24 de junho de 1921 e, enquanto J. J. Seabra visitava estados do Sul, Nilo Peçanha partiu em excursão pelo Norte e Nordeste. À bordo do <em>Íris</em>, ele visitou o Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal. Em São Paulo, foi impedido pelo governo local de realizar seu comício, redigindo então um “<em>Manifesto ao Povo Paulista”, no qual afirmava que a Reação era o “ideal renovador do Brasil e que varre a tutela usurpadora dos nossos direitos soberanos!</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10853/Iconografia0000315.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank">Nilo Peçanha é recebido em loja maçônica durante a campanha Reação Republicana. Nilo era membro ativo da Maçonaria e chegou a ocupar a mais alta posição: grau 33, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria deu forte apoio à campanha, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora fosse um movimento das elites políticas, a <em>Reação</em> atraiu a simpatia e conquistou a adesão de vários segmentos sociais insatisfeitos com o governo. Um dos mais importantes foi o grupo dos militares, cujo apoio foi fundamental para a força e a amplitude geográfica da campanha. A <em>Reação Republicana</em> também conquistou o apoio da maçonaria, de grupos feministas e de setores médios urbanos, além da participação efetiva da imprensa na promoção da campanha.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624" target="_blank">Em 1º de março de 1922, sob forte tensão, ocorreu a eleição</a>. O pleito foi marcado por denúncias de fraude generalizada e a vitória coube ao candidato oficial, Artur Bernardes. Nilo Peçanha e J.J. Seabra, contudo, não reconheceram o resultado e passaram a reivindicar a criação de um Tribunal de Honra, que arbitrasse o processo eleitoral. Como a posse de Bernardes só se daria em 15 de novembro, os membros da <em>Reação</em> continuaram engajados nos meses que se seguiram, tentando mobilizar a opinião pública e encontrar uma solução política que revertesse a situação. Nesse entremeio, no dia 5 de julho, jovens militares – grupo que apoiou a <em>Reação</em>, mas que tinha força, ideologia e demandas próprias – se rebelaram no Forte de Copacabana, em um levante que, embora reprimido, seria o marco inicial do movimento tenentista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10881/Iconografia0000363.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank">Nilo Peçanha em comício no Teatro Santa Rosa durante a campanha Reação Republicana, 1921. João Pessoa, Paraiba / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os esforços dos candidatos da <em>Reação</em> foram ineficazes e Artur Bernardes tomou posse no Palácio do Catete. Nilo Peçanha morreria pouco depois, em 1924. Em 1930, uma nova crise política, mais forte e ampla, irrompeu e reuniu novamente as oligarquias estaduais dissidentes, militares e setores urbanos, além de outros grupos insatisfeitos com o regime. Era a Revolução de 1930, que pôs fim àquele sistema político.</p>
<p>A <em>Reação Republicana</em> demonstra a complexidade do jogo político na Primeira República, visto muitas vezes de forma simplista e unívoca. O que se desvela, entretanto, é uma trama política dinâmica e múltipla, repleta de conflitos, nuances e atores variados, de um período rico e diverso de nossa história republicana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10930/Pag0000273.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank">Fotografia tirada do interior do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Coleção Nilo Peçanha, pertencente ao Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é formada por cerca de 20 mil documentos, sobretudo textuais, sendo em sua maioria correspondências. O acervo foi formado, principalmente, através das doações feitas pela viúva Anita Peçanha em 1948 e por Armênia Peçanha, irmã do titular, em 1960. Constam da coleção também 547 fotografias, nas quais se destaca o conjunto de imagens que retrata a campanha <em>Reação Republicana</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Silvia Pinho é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 13:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série "Feministas, graças a Deus!" com a publicação de um artigo e de uma cronobiografia escritos pela pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes e pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, sobre a advogada e sufragista Elvira Komel (1906 - 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro. Foi a líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e nos primeiros anos dos anos 30. A nova série da Brasiliana Fotográfica pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam pela emancipação feminina e pelo desenvolvimento do país, cujas biografias estão, muitas vezes, esquecidas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; com a publicação de um artigo sobre a advogada e sufragista mineira Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e no início da de 1930, e , com seu espírito ativo e inteligência brilhante, uma das mais destacadas militantes do feminismo no Brasil e um dos expoentes da intelectualidade mineira de sua época. A ideia da série surgiu a partir da proposta da pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, de escrever sobre Elvira. Seu artigo, seguido de uma cronobiografia elaborada pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, abre a série.</p>
<p style="text-align: left;">A proposta de Maria Silvia surgiu quando ela assistiu à última mesa do seminário online &#8220;Do ponto de vista do antropólogo&#8221;, &#8220;Arquivos de Mulheres e memória visual&#8221;, apresentada por Carolina Alves e Adelina Novaes e Cruz, ambas pesquisadoras do CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, em 29 de junho de 2020. A série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam vigorosamente pelas conquistas femininas e pelo desenvolvimento do Brasil. Muitas vezes, a história não lhes faz jus.</p>
<p style="text-align: left;">A fotografia em destaque pertence ao fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF -, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. O fundo possui quase 500 fotografias e evidencia, segundo as historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho, <em>a rede formada por mulheres em várias partes do mundo – dos Estados Unidos à Turquia, da Argentina à República Tcheca – na luta por seus direitos, por trabalho, educação, mas, sobretudo, por representatividade política através do voto</em>. Elas são as autoras do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas</a></em>, embrião desta série, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 8 de agosto de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes *</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Primeira advogada mulher no Fórum de Belo Horizonte, sufragista e segunda eleitora mineira**, alistada em 1928, Elvira Komel apoiou a Revolução de 1930, publicando nos jornais manifestos dirigido às mulheres, convocando-as a integrar o Batalhão Feminino João Pessoa, que fundou para servir de base de apoio ao movimento na capital mineira. Defendeu também a luta pela educação formal feminina liderando congressos e encontros. Sua breve trajetória foi marcada pelo engajamento nas bandeiras feministas e movida pelo sentimento de construção de um novo Brasil. Ela se posicionou na contramão de juristas que valorizavam a proteção oferecida às mulheres pelo casamento, que fornecia aparência e fazia perpetuar subserviência e obediência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6473/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_TFE_FOT_0006_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank">J. Bonfioti. Elvira Komel, 1928. Belo Horizonte, MG / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No retrato acima destacado, produzido no estúdio do fotógrafo J. Bonfioti, em 1928, Elvira aparece de cabelos curtos, <em>a la garçonne</em>, prático e moderno, como ditava a moda. Essa nova estética buscava simbolizar a independência feminina, a mentalidade moderna.</p>
<p style="text-align: left;">Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal e, entre 1921 e 1924, fez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna. Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em novembro de 1929. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19975" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19975" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="306" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19961" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><img class="wp-image-19961 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/conclusão1.jpg" alt="conclusão" width="202" height="106" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou para Belo Horizonte e foi morar com os pais no bairro da Floresta. Foi a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época, inclusive o então promotor de Justiça, Afonso Arinos de Mello Franco, futuro ministro de Relações Exteriores e constituinte em 1988. Segundo Alberto Deodato, “<em>ela teve grande atividade forense, enfrentando em vários júris o promotor Afonso Arinos de Mello Franco, que levou dela sempre a pior</em>.” <a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a> No depoimento de Afonso Arinos prestado à historiadora Lélia Vidal para o livro <em>Elvira Komel: Uma estrela riscou o céu</em>, afirmou acreditar &#8220;<em>que a formação feminista de Elvira teve o seu forjamento no âmbito universitário, pois naquele tempo já se discutia o voto feminino no Rio de Janeiro. Já a mulher mineira era mais do lar, recatada e não participava dos movimentos organizados em prol de seus direitos</em>”. <a href="#_edn2" name="_ednref2">[ii]</a></p>
<p>Outra bandeira defendida com entusiasmo por Elvira era a educação feminina, fato que fica evidenciado na conferência pronunciada por ela na Radio Club, <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, e publicada na íntegra no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19973" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/educação.jpg" alt="O Jornal, 5 de janeiro de 1930" width="286" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou o Batalhão Feminino João Pessoa e seu empenho na causa conseguiu reunir legiões de mulheres em toda Minas Gerais, “<em>de  fardas de brim cáqui e confeccionando a bem da Revolução mais de quatro mil fardamentos para os soldados e servindo nos hospitais de sangue da Capital e dos municípios mineiros, além de terem como obrigatória a instrução militar feminina. Eram mulheres de todas as classes e profissões sociais, incluindo 300 enfermeiras práticas, postas à disposição da Saúde Pública (através de aquiescência do secretário da Saúde, Dr. Ernani Agrícola) e bem comandadas pela inesperada comandante.”<a href="#_edn3" name="_ednref3"><strong>[iii]</strong></a></em></p>
<p>Foi publicada na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 15 de novembro de 1930</a> sob manchete “<em>A colaboração da mulher mineira no movimento revolucionário</em>” uma reportagem completa sobre o Batalhão Feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19944" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/batalhao.jpg" alt="O Jornal, 15 de novembro de 1930" width="524" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>O Batalhão Feminino João Pessoa, nome escolhido em homenagem ao Governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução de 30, possuía oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte. No desfile das forças militares realizado no Rio de Janeiro em 15 de novembro, em comemoração à Proclamação da República, o Batalhão da Komel, representado por 75 mulheres, comandadas por Elvira foi uma grande atração (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_02&amp;pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pasta=ano%20193&amp;pagfis=3147,">Diário Carioca</a></em> e o <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2459">Diário de Notícias</a></em>, ambos de 15 de novembro de 1930; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_19974" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile.jpg" alt="Diário Carioca, 15 de novembro de 1930" width="539" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19976" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="386" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>No Rio de Janeiro, ainda participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>É importante lembrar que a louvação do militarismo e patriotismo, presentes fortemente ideário de Elvira e de suas companheiras, se ajustava à atmosfera carregada do pré-guerra europeu e da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na ampla mobilização social desejada pelos intelectuais de sua época. O que não impedia que elas fossem muito hostilizadas por questões de gênero, a exemplo da publicação da revista <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/47698">Careta</a></em>.</p>
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<div id="attachment_19981" style="width: 149px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira4.jpg" alt="Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930" width="139" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank">Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19945" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19945" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/coronela.jpg" alt="Careta, 7 de fevereiro de 1931" width="499" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta</em>, 7 de fevereiro de 1931</a></p></div>
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<p>No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP). A reunião preparatória para a fundação da AFJP determinou uma comissão elaboradora dos estatutos: Celina Coelho, a bacharelanda Elza Pinheiro Guimarães; as farmacêuticas Zinah Coelho Júnior e Elvira Poch; as professoras Olympia Duarte, Diva Magalhães, Esmeralda Alves e Irene Dias. Adeptas de 52 municípios mineiros receberam ofícios da Comandante Komel comunicando o início da Associação Feminina João Pessoa e autorizando e estimulando as a fundação de centros municipais e centros filiais nos bairros de Belo Horizonte, por professoras.</p>
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<div id="attachment_19980" style="width: 144px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de setembro de 1931" width="134" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em janeiro de 1931, esteve no Rio de Janeiro com a também sufragista e advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Silveira (1905 &#8211; 1993</a>), e se encontraram com o ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), com Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), ministro da Justiça e Assuntos Internos, e com outras autoridades para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos, reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi a presidente do I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, entre 21 e 27 de junho de 1931, com a participação de representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento. A primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968) foi a presidente de honra do congresso. Na ocasião, foram discutidas questões de interesse das mulheres, inclusive a equiparação dos direitos da mulher ao do homem perante à legislação nacional. Foi também votada e aprovada por unanimidade uma moção de solidariedade ao governo de Getulio Vargas.  O congresso foi encerrado em 29 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>. Um pouco antes, em 11 de junho, a brasileira Odete Carvalho (1904 &#8211; 1969) participou da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, conselheira técnica governamental;  e, em 19 de junho de 1931, havia sido inaugurado o II Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>).</p>
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<div style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="804" height="595" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Anônimo. Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Fundou, em 1931, o Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina, &#8220;<em>formando uma única corporação com finalidades amplas: sociais, humanitárias, cívicas e políticas. O nosso programa visa proteger a mulher, trabalhar pela sociedade e pela pátria, colaborando, também, na realização do programa revolucionário, para que a República Nova se torne realidade&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Finalmente, através do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, foi reconhecido o direito de voto às mulheres. Em julho do mesmo ano, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30 e seu caráter político, preparando-se para a sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual). Voltando para Belo Horizonte, sentiu fortes dores de cabeça e, vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna</a>). Este laudo foi contestado por sua família, que atribuiu sua morte precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>“<em>A morte inesperadamente a vem colher no desdobramento de um programa de úteis iniciativas em prol da causa feminina, que a Dra. Elvira Komel defendia com desassombro</em>”<a href="#_edn4" name="_ednref4">[iv]</a>.</p>
<p style="text-align: right;">                                                                                                                                   Jornal <em>Minas Gerais</em> de 27 de agosto de 1932</p>
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<p>Os amigos de Elvira, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Edmundo Hass, Olinto Fonseca e Alberto Deodato lamentaram sua morte.</p>
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<p>[i] DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 2008, p 270</p>
<p>[ii] Idem, p 271</p>
<p>[iii] Idem, p 271</p>
<p>[iv] Idem, p 272</p>
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<p>*Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes é historiadora e é desde 2014 pesquisadora responsável pelo acervo do embaixador Walther Moreira Salles, no Instituto Moreira Salles.</p>
<p>** A primeira foi a advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
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<div id="attachment_20009" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20009" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira5.jpg" alt="Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932" width="213" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank">Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A mineira Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de junho de 1931, sétima coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1921 a 1924 </span></strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">F</span></span>ez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Registro de sua aprovação plena nos exames do primeiro ano da facudade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15113" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de março de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Por volta desse ano começou a exercer a advocacia nos auditórios de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/53" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Quando o politico e advogado Maurício de Lacerda (1888 &#8211; 1959) visitou Belo Horizonte, antes de proferir sua palestra sobre o voto secreto no Teatro Municipal da cidade, foi saudado por Elvira. Na ocasião, ela discursou acerca de &#8220;<em>conceitos oportuníssimos sobre as mais palpitantes questões políticas do momento, monstrando-se profunda conhecedora de nosas prementes necessidades</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38534" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de junho de 1928, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi a segunda mulher mineira a se alistar para ter o direito do exercício do voto: &#8220;<em>É, pois, um novo valor que se vem  juntar ao esforço coletivo em prol da nossa regeneração política</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de setembro de 1928, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/637" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Ela e a advogada mineira Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) foram citadas no relatório que a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) &#8211; entidade civil criada no Rio de Janeiro, em 1922, cuja fundadora e principal líder foi a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">bióloga Bertha Lutz  (1894 &#8211; 1976)</a> &#8211; apresentou à Comissão Redatora da História do Movimento Feminista Internacional, da Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35957" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de outubro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_41297" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="wp-image-41297" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-tela-2025-08-28-165004.jpg" alt="Captura de tela 2025-08-28 165004" width="296" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank">Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) / O Paiz, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>Requerendo o meu alistamento eleitoral</em>, de autoria de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Elvira declarou que o feminismo em Minas estava efetivamente triunfante e que várias mineiras já haviam se alistado. Argumentou também em favor do voto feminino. Nessa matéria, está reproduzida a fotografia de Elvira Komel que se encontra no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_20053" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254"><img class="size-full wp-image-20053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotoel.jpg" alt="A Noite, 16 de novembro de 1928" width="176" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Foi a primeira eleitora a exercer o direito do voto em Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/43064" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de maio de 1929, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/2952" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 10 de maio de 1929, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: A Democracia em Macha</em>, 10 de maio de 1929, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161918/2490" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, julho de 1929)</a>.</p>
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<div id="attachment_20050" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><img class="wp-image-20050 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/eleitora1.jpg" alt="eleitora1" width="293" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: a Democracia em Marcha</em>, 10 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a única mulher integrante da embaixada universitária mineira que passou pelo Rio de Janeiro em direção ao Paraná, onde para participaria de uma confraternização acadêmica. Foi como representante da FederaçãoBrasileira pelo Progresso Feminino e da União Universitária Feminina de Minas. O advogado e escritor Cyro dos Anjos (1906 &#8211; 1994), na época redator do <em>Diário de Minas</em>, e José Américo de Macedo (1906 &#8211; ?), futuro prefeito de Ituiutaba, eram os líderes do grupo. elvira proferiu uma palestra sobre feminismo no Club Curitibano onde depois houve um sarau dançante em homenagem à embaixada universitária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/41195" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38878" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 22 de julho de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15318" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15352" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 27 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38905" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 29 de julho de 1929, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20056" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/odia.jpg" alt="O Dia (PR), 22 de julho de 1929" width="522" height="164" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929</a></p></div>
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<p>Em reunião da União Universitária Feminina, presidida pela engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, foi comunicado que Elvira Komel estava fundando com a colaboração de Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), de Teófilo Otoni, o Diretório Mineiro da entidade. O evento foi realizado na sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na avenida Rio Branco, nº 111 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/38624" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de novembro de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Elvira Komel seria a palestrante da penúltima conferência da série promovida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40855" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das duas mulheres que se graduaram em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em 1929. A outra foi Myrthes Etienne Dessaune. A cerimônia de colação de grau dos bacharelandos realizou-se no Instituto Nacional de Música, com a presença do presidente da República, Washington Luis (1869 &#8211; 1957) e de outras autoridades. O reitor da universidade, Cícero Peregrino, abriu a cerimônia, o orador da turma foi Narcélio de Queiroz e o paraninfo, Clóvis Bevilaqua (1859 &#8211; 1944). O aluno apontado como o melhor da turma foi Helvecio Xavier Lopes, que recebeu a medalha de ouro das mãos do presidente da República. A benção dos anéis foi feita pelo arcebispo coajutor do Rio de Janeiro, Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942). Uma curiosidades: na mesma turma formou-se Paschoal Carlos Magno (1906 -1980), futuro ator, dramaturgo, poeta e diplomata de destaque no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/27405" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de dezembro de 1929, primeira coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_20021" style="width: 125px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg"><img class=" wp-image-20021" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg" alt="Elvira Komel" width="115" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3218" target="_blank">Elvira Komel</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; De volta a Belo Horizonte e morando com os pais no bairro da Floresta, Elvira tornou-se a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Pronunciou a conferência <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, na Rádio Club, de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Era a representante de Minas Gerais da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/710" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de abril de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou, em 5 de outubro, o Batalhão Feminino João Pessoa para apoiar o movimento. O batalhão, cujo nome foi escolhido para homenagear o governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução, chegou a possuir  oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Batalhão Feminino João Pessoa participou do desfiles de forças militares realizados no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1930. A porta-bandeira foi Esmeralda Alves, sobrinha de Olegário Maciel (1855 &#8211; 1933), presidente do estado de Minas Gerais.</p>
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<p style="text-align: left;">O Batalhão tinha um hino, escrito por Zinah Coelho Junior e Celina Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3942" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 14 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4606" target="_blank"><em>Correio da Manhã, 15 de novembro de 1930, sexta coluna</em></a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_20002" style="width: 183px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20002" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/letra.jpg" alt="Letra do hino do Batalhão João Pessoa / Estado de Florianópolis, 19 de novembro de 1930" width="173" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank">Letra do hino do Batalhão João Pessoa / <em>Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Elvira no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em> de 15 de novembro de 1930</a>.</p>
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<div id="attachment_20037" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/autógrafo.jpg" alt="Diário da Noite, 15 de novembro de 1930" width="350" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>Participaram também de diversos eventos sociais e homenagens como a realizada pela União do Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, de um Chá na Cruzada Feminina do Brasil Novo e de uma festa no Teatro João Caetano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2106" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 15 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2117" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 18 de novembro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20035" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/chá1.jpg" alt="O Jornal, 18 de novembro de 1930" width="519" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pai de Elvira, o engenheiro Ernest Komel, foi agredido por um cabo do Exército, quando passava em frente ao Quartel dos Barbonos, na rua Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro. Foi atendido no posto de saúde da Praça da República e retornou ao Hotel Magnífico, na rua do Riachuelo, 124, onde o Batalhão Feminino João Pessoa e sua filha estavam hospedados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/2662" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O <em>Diário de Notícias</em> publicou uma grande reportagem com diversas fotografias sobre o Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, de 18 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_20036" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20036" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/magn.jpg" alt="Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / Diário de Notícias, 18 de novembro de 1930" width="607" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank">Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / <em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Elvira participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores, no Centro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4669" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_19996" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><img class="size-full wp-image-19996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/discurso.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1930" width="177" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado artigo &#8220;<em>A Mulher Mineira</em>&#8220;, do médico e jornalista Floriano de Lemos (1906 &#8211; 1965), sobre o desfile do Batalhão Feminino João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4007" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez uma visita à redação do<em> Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a>). Também visitou a sede do Touring Clube do Brasil acompanhada de Zinah Coelho Junior, Elvira Rodrigues e Julia Guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/6812" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de novembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20018" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20018" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/jornal.jpg" alt="Jornal do Brasil, 21 de novembro de 1930" width="457" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a sessão do Partido Nacional Feminino, em Nova York, a sra. Oliveira Lima, membro brasileiro da Comissão Interamericana de Mulheres citou o Batalhão João Pessoa, comandado por Elvira, como um exemplo da atuação das mulheres na Revolução de 30, <em>comparável a dos homens</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/34167" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 22 de dezembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Em janeiro, em companhia da também advogada e sufragista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Elvira esteve no Rio de Janeiro onde permaneceu até dia 17 de janeiro. Em pauta, o apoio à causa do voto feminino.</p>
<p style="text-align: left;">O mineiro Augusto Lima (1859 &#8211; 1934), diretor do jornal <em>A Noite,</em> publicou o artigo &#8220;<em>A Mulher Militar</em>&#8220;, onde elogiava a ação de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3218" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>). Ela agradeceu com uma carta publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3300" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 20 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Fizeram visitas ao prefeito Adolpho Bergamini (1886 &#8211; 1945), às redações de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2517" target="_blank"><em>A Batalha</em></a>, do <em>Jornal do Brasil</em> , de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/6032" target="_blank"><em> O Jornal</em> </a> e de <em>A Noite. </em>Na manchete da notícia<em> </em>da visita neste último jornal foram classificadas como &#8220;<em>Duas batalhadoras do ideal feminista, no Brasil</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2528" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 16 de janeiro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3265" target="_blank">A Noite, 17 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">.</p>
<div id="attachment_20020" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/visita.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de janeiro de 1931" width="306" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Encontraram-se com o então ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4512" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma reportagem sobre o encontro de Elvira Komel e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> com o Barão de Itararé, alcunha de Aparicio Torelly (1895 &#8211; 1971), dono do semanário humorístico <em>A Manha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720984/792" target="_blank"><em>A Manha</em>, 16 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma entrevista com Elvira a respeito da luta pelo voto feminino e sobre o Batalhão João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5485" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi citada em uma reportagem do jornal <em>O Globo</em> acerca da possibilidade de uma mulher poder ser oficial honorária do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/892319/31629" target="_blank"><em>República (SC)</em>, 16 de janeiro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante sua estadia no Rio de Janeiro, Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se também com o ministro da Fazenda, José Maria Whitaker (1878 &#8211; 1970), e com o general Juarez Távora (1898 &#8211; 1975), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/77" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 20 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><em>Eu vi</em>, 21 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19997" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19997" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotojuarez.jpg" alt="Elvira Komel e Natercia converando com o general Juarez Távora, Eu vi, 21 de janeiro de 1931" width="693" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank">Elvira Komel e Natércia conversando com o general Juarez Távora / <em>Eu v</em>i, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
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<p>Já em Belo Horizonte, Elvira deu uma entrevista sobre o direito da mulher de ser jurada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/90" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 22 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>Elvira declarou-se confiante no êxito das reivindicações feministas que havia feito ao Governo Provisório e ao Cardeal Sebastião Leme durante sua estadia no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2569" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 23 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na seção &#8220;Notas e comentários&#8221;, foi questionada as reivindicações de Elvira:<em> &#8220;Ora, para que diabo é que a dra. Elvira Komel quer ser generala? Em que lucra a pátria? Em que melhora o câmbio? Que benefícios trará a distinção à mulher brasileiro? Que ideias novas acarretará?&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4267" target="_blank"><em>Excelsior</em>, fevereiro de 1931</a>).</p>
<p>No Tribunal de Júri de Belo Horizonte, o reú, Agostinho Simão Santos, defendido por Elvira, foi considerado culpado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5753" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de fevereiro de 1931, sexta coluna</a>)</p>
<p>A revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta </em>de 7 de fevereiro de 1931</a><em>, </em>publicou uma caricatura de Elvira Komel pleiteando patentes de oficiais do Exército. Em 11 de março de 1931, ela enviou uma carta a Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), que na época dirigia a União Feminina de Teófilo Otoni, comentando algumas críticas em relação a essa reivindicação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_07/3225" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a>).</p>
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<div id="attachment_20000" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20000" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/honraria.jpg" alt="Trecho de carta de Elvira Komel a , de 11 de março de 1931 / O Fluminense, 31 de julho de 1932" width="241" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank">Trecho de carta de Elvira Komel a Alzira Reis Vieira Ferreira, de 11 de março de 1931 / <em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se com Delminda Aranha, mulher de Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), então ministro da Justiça e Assuntos Internos, para conversar sobre direitos politicos das mulheres na organização da constituinte. Já haviam estado com o prórpio ministro, em janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/884120/24420" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 15 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/18822" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 11 de fevereiro de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de um telegrama enviado ao Correio da Manhã desmentindo o que havia sido noticiado por alguns jornais mineiros em relação à atuação de Elvira à frente do movimento feminista em Minas Gerais. De acordo com o telegrama ela continuava firme no comando, tendo inclusive feito um discurso na chegada do Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, quando ele visitou a capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6129" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Elvira enviou telegramas para Getulio Vargas e para Batista Luzardo (1892 &#8211; 1992), chefe da polícia do Distrito Federal, após a divulgação, em Minas Gerais, do discurso desse último em nome do Governo Provisório, anunciando a concessão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3884" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Como diretora do recém criado Núcleo Feminino da Legião de Outubro, lançou um manifesto às mulheres mineiras chamando-as para participarem da <em>reconstrução nacional</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3813" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de março, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><em>A Noite, 23 de  </em>março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20031" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20031" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/patricias.jpg" alt="Início do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931" width="309" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">I<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3927" target="_blank">nício do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931</a></p></div>
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<p>Respondendo à enquente promovida peo jornal <em>A Esquerda</em>, <em>Deve a mulher ser guerreira ou pacifista</em>?, Elvira Komel declarou &#8220;<em>a mulher mineira é inteiramente pacifista, como devem ser todas as mulheres, qualquer que seja o país a que pertencem</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1930" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 31 de março de 1931</a>).</p>
<p>Foi conferido à Elvira o título de sócia honorária da Cruz Vermelha Internacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4162" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de abril de 1931</a>).</p>
<p>Presidiu, em junho de 1931, o I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, cuja presidente de honra foi a primeira-dama, Alzira Vargas. Foi publicada a programação do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_20046" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703"><img class="size-full wp-image-20046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira7.jpg" alt="Excelsior, junho de 1931" width="360" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o evento, representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento, discutiram questões acerca da emancipação da mulher. Foi aprovada unanimemente uma moção de apoio ao governo revolucionário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5939" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de junho de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20038" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/diario.jpg" alt="Diário da Noite, 24 de junho de 1931" width="346" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 24 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20005" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20005" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ecos.jpg" alt="Correio da Manhã, 10 de julho de 1931" width="404" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Elvira Komel sobre a realização do I Congresso Feminino Mineiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/7149" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 31 de julho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>Pela passagem do primeiro ano de morte de João Pessoa (1878 &#8211; 1930), a Associação dos Voluntários Mineiros promoveu uma homenagem no Teatro Municipal de Belo Horizonte, sob a presidência de Ribeiro Junqueira, secretário de Agricultura de Minas Gerais (1871 &#8211; 1946). Na ocasião Pedro Aleixo (1901 &#8211; 1975), um dos fundadores da Legião Liberal Mineira, versão estadual da Legião de Outubro; e Elvira discursaram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7914" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Anunciou, em setembro, a fundação do Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina.  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4557" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de setembro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Elvira Komel lançou um manifesto congratulando-se com suas associadas pela publicação do <em>ante-projeto da lei eleitoral, no qual ficou claramente estipulado o voto feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20041" style="width: 156px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><img class=" wp-image-20041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cari.jpg" alt="A Notícia (SC), de 1931" width="146" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida, no Palácio do Catete, por Getulio Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/7144" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de setembro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Elvira participou da reunião da Aliança Nacional de Mulheres, no Rio de Janeiro, e sua presença foi anunciada pela presidente da entidade,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, e saudada pela professora Adélia de Lacerda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8771" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1931, sétima coluna</a>).</p>
<p>Elvira comentou o ante-projeto de reforma eleitoral e criticou alguns de seus aspectos como o de colocar<em> a mulher casada em inferioridade ao homem e também as solteiras, viúvas ou desquitadas sujeitando-as a uma interminável tutela</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres, uma das bandeiras defendidas por Elvira.</p>
<p>O jornal <em>A Batalha</em> parabeniza Elvira por seu aniversário e anuncia que ela havia<em> acabado de contratar casamento com o engenheiro Clarkson de Mello Menezes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5722" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de junho de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Elvira era correspondente especial da revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/262" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a>).</p>
<p>Em julho, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30. Preparava sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual).</p>
<p>Elvira apoiou a indicação de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, da Aliança Nacional de Mulheres, para ingressar na comissão que Getulio Vargas havia prometido nomear para elaborar o ante-projeto da nova Constituição. Havia um impasse porque outras feministas apoiavam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5816" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 6 de julho de 1932</a>).</p>
<p>Já em Belo Horizonte, lançou um manifesto em prol da pacificação do Brasil, onde se inciava a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha o objetivo derrubar o governo provisório de Getulio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24931" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira. Na ocasião, Elza Pinheiro Guimarães e Anibal Vaz de Melo, representando Sociedade Cultural e Coligação dos Universitários Independentes, fizeram discursos enaltecendo as qualidades e a atuação de Elvira em favor dos &#8220;<em>fracos e oprimidos&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/11075" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de agosto de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/1987" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, setembro de 1932</a>). O laudo da causa de sua morte foi contestado por sua família, que atribuiu seu falecimento precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>A passagem do féretro, todo de branco, foi uma nota muito comovente, arrancando lágrimas a muitos dos circuntantes</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: right;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9202" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de julho de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amélia Duarte, aluna de Direito da Faculdade de São Paulo, publicou um comentário sobre a morte de Elvira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12658" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>A Aliança Nacional de Mulheres, que decretou luto de oito dias pelo falecimento de Elvira Komel, a homenageou  com a celebração de uma missa de sétimo dia na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, foi convidado, não compareceu, tendo sido representado por seu ajudante de ordens, Amaro da Silveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12661" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1804" target="_blank"><em>O Radical</em>, 1º de agosto de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19998" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19998" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/missa.jpg" alt="Fon-Fon, de 1932" width="495" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A poetisa Ilka Labarthe (? &#8211; 1975) falou sobre a vida de Elvira em um programa da Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12701" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi feita uma homenagem  a Elvira Komel na reunião da Aliança Nacional de Mulheres <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25289" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/25289" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de agosto de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na passagem do trigésimo dia de seu falecimento, foi feita uma romaria a seu túmulo, em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20015" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/romaria.jpg" alt="Correio da Manhã, 30 de agosto de 1932" width="252" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escritora e jornalista curitibana Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) publicou um artigo sobre Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino<em>, </em></em>dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20042" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/linda.jpg" alt="Brasil Feminino, dezembro de 1932" width="298" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Existia em Belo Horizonte o Grêmio Literário Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830461/221" target="_blank"><em>Lavoura e Commercio (MG)</em>, 3 de março de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2022</strong></span> &#8211; Foi inaugurada, em 25 de julho, na Praça da Lagoa, em sua cidade natal, uma estátua em sua homenagem, de autoria do escultor Fernando Poletti. <em>Em seu pronunciamento, o prefeito Décio dos Santos ressaltou a emoção daquele momento e destacou aos presentes o fato da estátua de Elvira Komel ter o pulso de sua mão direita fechado, simbolizando sua firmeza e determinação, enquanto o pulso da mão esquerda, em aberto, representa sua leveza e sensibilidade. &#8220;Nossa cidade é feita por muitas Elvira&#8221;, completou o chefe do Executivo.Durante a cerimônia, a presidente da OAB de Barão de Cocais, Aline Félix, fez a leitura do manifesto escrito por Elvira Komel durante a Revolução de 30 (<a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Prefeitura de Barão de Cocais</a>)</em>. ***</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29022" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank"><img class="wp-image-29022 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/kommel.jpg" alt="kommel" width="557" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Estátua de Elvira Komel / Prefeitura de Barão de Cocais</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>** Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*** Essa informação foi colocada no artigo em 1º de agosto de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CAMPOS, Raquel Discini de. <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702013000501333" target="_blank">Floriano de Lemos no <em>Correio da Manhã</em>, 1906-1965</a>. Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.20  supl.1 Rio de Janeiro Nov. 2013</p>
<p>DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial.</p>
<p>DEL PRIORE, Mary (Org.).<em> História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeita brasileira Alzira Soriano: o poder polpitico coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso  &#8211; Universidade Federal da Fronteira do Sul, Curso de História &#8211; Licenciatura, Chapecó, SC, 2019</p>
<p>GAMA, Lélia Vidal Gomes de. <em>Elvira Komel: uma estrela riscou o céu</em>. EDIÇÃO IMPRENSA OFICIAL DE BELO HORIZONTE, 1987</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas i</a>n Brasiliana Fotográfica,</em> 8 de agosto de 2017.</p>
<p>PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. <em>Brasil: uma biografia</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em>Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20</em>. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1992</p>
<p><a href="https://aconteceonline.com.br/os-85-anos-de-morte-da-advogada-cocaiense-elvira-komel/" target="_blank">Site Acontece Online</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/alianca-nacional-de-mulheres" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://doczz.com.br/doc/17225/mulheres-de-minas--lutas-e-conquistas" target="_blank">Site Mulheres de Minas- Lutas e conquistas</a></p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/elvira-komel-1906-1932./" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-desafiou-a-justica-para-defender-o-voto-feminino/" target="_blank">Site Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p><a href="https://www.tribunapr.com.br/mais-pop/quem-foi-rachel-prado/" target="_blank"><em>Tribuna do Paraná</em>, 19 de janeiro de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
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