 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Recife</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=recife" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 15:54:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>O fotógrafo amador pernambucano Henrique Martins (1864 &#8211; 1933)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30425</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30425#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 06:37:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia amadora]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo amador]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos pernambucanos]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Jaboatão dos Guararapes]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30425</guid>
		<description><![CDATA[O pesquisador Rodrigo Cantarelli, da equipe da Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira (CEHIBRA) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, recentemente identificou a autoria de algumas imagens produzidas pelo pernambucano Henrique Martins, fotógrafo que é o tema do artigo que o portal publica hoje. Henrique Martins atuou como fotógrafo amador nas primeiras décadas do século XX e sua produção fotográfica está presente em duas coleções integrantes do acervo da Fundação Joaquim Nabuco: a Coleção Franklin Santiago Poggi de Figueiredo e a Coleção Josebias Bandeira. São imagens belíssimas do Recife, de Olinda e de Jaboatão dos Guararapes.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O pesquisador Rodrigo Cantarelli, da equipe da Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira (CEHIBRA) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, recentemente identificou a autoria de algumas imagens produzidas por Henrique Martins, que atuou como fotógrafo amador nas primeiras décadas do século XX, em Pernambuco. Sua produção fotográfica está presente em duas coleções integrantes do acervo da Fundação Joaquim Nabuco: a Coleção Franklin Santiago Poggi de Figueiredo e a Coleção Josebias Bandeira. São imagens belíssimas do Recife, de Olinda e de Jaboatão dos Guararapes.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Martins%2C+Henrique&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para fotografias de autoria de Henrique Martins disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O fotógrafo amador pernambucano Henrique Martins (1864 &#8211; 1933)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Rodrigo Cantarelli*</em></p>
<p>Henrique Martins (1864 &#8211; 1933) foi um fotógrafo amador com atuação em Pernambuco nas primeiras décadas do século XX, sendo encontradas menções aos seus trabalhos, na imprensa recifense, a partir de 1903. Filho mais jovem de José Izidoro Martins e Francisca Emilia de Oliveira, Henrique Martins integrou uma família de intelectuais conhecidos no estado, sendo irmão do desembargador Samuel Martins (1862 &#8211; 1930) e do jurista Martins Júnior (1860 &#8211; 1904).</p>
<p>Henrique Martins se graduou bacharel na Faculdade de Direito do Recife, em 1889, chegando a escrever sobre a utilização da fotografia em processos judiciais, no entanto, não seguiu uma carreira profissional nesse campo, tal qual seus irmãos, ocupando-se do cargo de Secretário da Faculdade de Direito e sócio responsável da empresa Martins &amp; C., que comercializava material fotográfico na capital pernambucana. São encontradas algumas notícias na imprensa local relatando que a Martins &amp; C. produziu pequenos filmes publicitários, com o intuito de serem projetados antes das sessões nos cinemas do Recife, a exemplo do <em>Festival do Jornal do Recife</em>, relatado na notícia de 18 de julho de 1915 do referido jornal, e o <em>Festival d’A Provínci</em>a, também relatado pelo <em>Jornal do Recife</em>, em 17 de agosto do mesmo ano. Ainda são encontrados dois endereços, hoje não mais existentes, onde funcionou a Martins &amp; C., sendo o primeiro na Rua Sigismundo Gonçalves (por vezes rua do Cabugá), n.º 3, 1º andar, e Rua das Laranjeiras, n.º 2, ambos logradouros situados no bairro de Santo Antônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11478/FSP_000054.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11478" target="_blank">Henrique Martins. Rua Sigismundo Gonçalves, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A produção fotográfica de Henrique Martins está presente em duas coleções integrantes do acervo da Fundação Joaquim Nabuco. A primeira delas é a Coleção Franklin Santiago Poggi de Figueiredo, composta exclusivamente por negativos em acetato, datados do começo do século XX. Estes negativos estão quase todos identificados por um código numérico, elaborado pelo autor das imagens, bem como, em alguns casos, datados e com o título da imagem identificando o seu local. Além disso, alguns desses negativos ainda possuem as assinaturas “H.” ou “H.M.”. Não é possível afirmar que todas as imagens desta coleção, composta por 84 documentos, seja de autoria de Henrique Martins, entretanto, tanto a semelhança na caligrafia grafada nos documentos quanto a técnica e a temática dos negativos reforça essa possibilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11474/FSP_000027.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11474" target="_blank">Henrique Martins. Recife, Ponte da Boa Vista, c.1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11482" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11482/FSP_000068.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11482" target="_blank">Henrique Martins. Praça Arthur Oscar, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 725px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11472/FSP_000014.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="715" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11472" target="_blank">Henrique Martins. Margens da linha férrea, c. 1914, Afogados, Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11481" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11481/FSP_000065.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="723" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11481" target="_blank">Henrique Martins. Inauguração dos bonde elétricos para Olinda, 12 de outubro de 1914. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11469" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11469/FSP_000009.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="734" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11469" target="_blank">Henrique Martins. Piedade: jangadas, c. 1914. Piedade, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já a segunda coleção onde encontramos os trabalho de Henrique Martins é a Josebias Bandeira, composta, quase que exclusivamente, por cartões postais. São diversas as imagens do início do século passado onde, além das assinaturas “H.” e “H.M.” presentes nos negativos que deram origem aos cartões postais, ainda percebemos um pequeno carimbo circular onde lemos “H. Martins”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11488" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11488/JB_001746.JPG.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11488" target="_blank">Henrique Martins. Cidade de Olinda, c. 1914. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11489" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11489/JB_001752.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11489" target="_blank">Henrique Martins. Ilha do Retiro, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11490" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11490/JB_001772.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11490" target="_blank">Henrique Martins. Rua do Sol, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11491" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11491/JB_001846.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="716" height="429" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11491" target="_blank">Henrique Martins. Jaboatão, c. 1914. Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11484" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11484/JB_001670.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="721" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11484" target="_blank">Henrique Martins. Praça da Independência, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 736px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11492" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11492/JB_001920.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="726" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11492" target="_blank">Henrique Martins. Ponte Santa Isabel, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É importante destacar que alguns dos negativos que deram origem aos postais encontrados na Coleção Josebias Bandeira, estão presentes na Coleção Franklin Santiago Poggi de Figueiredo. Um desses postais, que mostra a igreja Matriz da Boa Vista, no Recife, autentica a autoria da imagem do negativo da Coleção Franklin Poggi, visto que, quando comparamos as duas imagens, podemos perceber que negativo foi danificado e perdeu exatamente a parte da imagem com a assinatura “H.”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11473" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11473/FSP_000015.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11473" target="_blank">Henrique Martins. Matriz da Boa Vista, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11485" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11485/JB_001686.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11485" target="_blank">Henrique Martins. Matriz da Boa Vista, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11487" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11487/JB_001743.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11487" target="_blank">Henrique Martins. Estrada para Olinda, c. 1914. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11486" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11486/JB_001741.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11486" target="_blank">Henrique Martins. Praia de Olinda, c. 1914. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tais imagens foram expostas e comercializadas em lugares, na cidade do Recife, frequentados por uma elite intelectual pernambucana, a exemplo da Livraria Francesa, da Livraria Universal e da Fábrica da Lafayette. A imprensa local, em diversas ocasiões, ao comentar os trabalhos de Henrique Martins, nos permite reconstituir os mais diversos temas registrados por ele, seja o desembarque de personalidades no Porto do Recife, paisagens urbanas e até mesmo os mais diversos retratos, tendo ele registrado uma imagem do cangaceiro Antônio Silvino (esta, infelizmente não presente nas coleções da Fundação Joaquim Nabuco). No entanto, estes outros temas mencionados estão presentes também nas duas coleções, que mostram desde aspectos do Porto do Recife, sobrecarregado de embarcações em função da 1ª da Guerra Mundial; aos banhos de mar na cidade de Olinda; bem como as novas e as velhas edificações da capital pernambucana, e dos seus arredores, naquele início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11471" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11471/FSP_000012.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11471" target="_blank">Henrique Martins. O velho Forte do Buraco, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11475" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11475/FSP_000031.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11475" target="_blank">Henrique Martins. Faculdade de Direito, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11476/FSP_000046.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="494" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11476" target="_blank">Henrique Martins. River Plate Bank, c. 1918. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11477" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11477/FSP_000052.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="474" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11477" target="_blank">Henrique Martins. Praça Saldanha Marinho, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11483" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11483/FSP_000079.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11483" target="_blank">Henrique Martins. Efeitos da Guerra: vapores asilados no Porto do Recife, c. 1914. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11480/FSP_000061.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11480" target="_blank">Henrique Martins. Praia de Olinda, c. 1914. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo Cantarelli é pesquisador da CEHIBRA &#8211; FUNDAJ.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>DESEMBARGADOR Samuel Martins. <em>Jornal Pequeno</em>, Recife, 23 de abril 1930.</p>
<p>MARTINS, Henrique. <em>Lista geral dos bacharéis e doutores que tem obtido o respectivo grao na faculdade de direito do Recife desde sua fundação em Olinda, no anno de 1828, ate o anno de 1923. </em>Recife, 1923.</p>
<p>MARTINS, Henrique. <em>Sobre a photographia judiciaria: seu historico e sua applicacao</em>. <em>A Cultura Academica</em>, Recife. a.3, v.3, p.75-86, ago. 1906.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=30425</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; VI &#8211; O Theatro de Santa Isabel no Recife</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2021 15:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Tondella]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro de Santa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Santa Isabel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310</guid>
		<description><![CDATA[Com imagens produzidas pelos fotógrafos Moritz (Maurício) Lamberg e Manoel Tondella, a Brasiliana Fotográfica destaca o Teatro de Santa Isabel, inaugurado no Recife, em 18 de maio de 1850, após cerca de 10 anos de obras. É o primeiro e mais expressivo exemplar da arquitetura neoclássica em Pernambuco. Em 1949, foi tombado, reconhecido como Patrimônio Artístico Nacional. Em seus palcos e dependências já foram apresentadas óperas, peças de teatro, torneios de oratória, solenidades políticas e cívicas, além de bailes, festas e jantares.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz (Maurício) Lamberg (18? &#8211; </a>19?) e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a>, a Brasiliana Fotográfica destaca o Teatro de Santa Isabel, inaugurado no Recife, em 18 de maio de 1850, após quase 10 anos de obras, com a encenação da peça<em> O Pajem D´Aljubarrota</em>, do escritor português José da Silva Mendes Leal (1820 &#8211; 1886).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26123" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/819271/339" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel.jpg" alt="O Commercial, 18 de maio de 18850" width="295" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/819271/339" target="_blank"><em>O Commercial</em>, 18 de maio de 1850</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/285" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Teatro de Santa Isabel no Recife disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26124" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/819271/369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel1.jpg" alt="O Commercial, 31 de maio de 1850. Trecho de uma carta de para." width="298" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/819271/369" target="_blank"><em>O Commercial</em>, 31 de maio de 1850. Trecho de uma carta de José Barreto para Manoel de Camaragibe.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Teatro de Santa Isabel é o primeiro e mais expressivo exemplar da arquitetura neoclássica em Pernambuco e sua abertura deu início a uma nova fase artística, social e cultural da então província.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2642" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2642/014ALAM00201.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2642" target="_blank">Moritz Lamberg. Teatro Santa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o Conde da Boa Vista, Francisco do Rego Barros (1802 &#8211; 1870), governador de Pernambuco entre 1837 e 1844, que idealizou a construção de um teatro público no Recife. Ele assinou, em 30 de abril de 1839, a Lei número 74, autorizando sua construção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25323" style="width: 234px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros,_conde_da_Boa_Vista#/media/Ficheiro:Conde_da_Boa_Vista.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/barão.jpg" alt="Barão de Boa Vista / Wikipedia" width="224" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros,_conde_da_Boa_Vista#/media/Ficheiro:Conde_da_Boa_Vista.jpg" target="_blank">Conde da Boa Vista / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto foi elaborado e dirigido pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 – 1901), que chegou no Recife, em setembro de 1840. Foi um dos profissionais cuja vinda foi promovida por Rego Barros, já que Pernambuco não dispunha, na ocasião, de engenheiros, arquiteto, pedreiros e carpinteiros especializados. Vauthier ocupou o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife e coordenou posteriormente as obras do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21929" target="_blank">Mercado Público de São José</a>, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 – 1913).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25337" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_L%C3%A9ger_Vauthier#/media/Ficheiro:Louis_L%C3%A9ger_Vauthier.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25337" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/vauthier.jpg" alt="Louis Leger Vauthier" width="461" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_L%C3%A9ger_Vauthier#/media/Ficheiro:Louis_L%C3%A9ger_Vauthier.jpg" target="_blank">Louis Leger Vauthier, por Antônio Rangel de Torres Bandeira, 1854 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção do Teatro de Santa Isabel foi realizada por trabalho não-escravo e com recursos vindos de loterias, da companhia de acionistas e do tesouro da província, uma inovação para a época. Chamado inicialmente de Teatro de Pernambuco, foi, pouco antes de sua inauguração, batizado de Teatro de Santa Isabel pelo então governador do estado, Honório Hermeto Carneiro Leão (1801 &#8211; 1856).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25324" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiaaulas.blogspot.com/2013/08/200-politica-na-provincia-de-santa.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/honorio.jpg" alt="Honório Carneiro Leão / Site Aulas de História" width="223" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiaaulas.blogspot.com/2013/08/200-politica-na-provincia-de-santa.html" target="_blank">Honório Hermeto Carneiro Leão / Site Aulas de História</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 19 de setembro de 1869, um incêndio destruiu quase totalmente o teatro, tornando-o um <em>montão de ruínas</em>: apenas as paredes laterais, o alpendre e o pórtico ficaram de pé (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24103" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1869, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24111" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de setembro de 1869, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24712" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1869, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25356" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24111" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25356" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/joaquim2.jpg" alt="Jornal do Recife, 21 de setembro de 1869" width="256" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24111" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de setembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras de reconstrução tiveram início, quase dois anos depois, em maio de 1871. O engenheiro Vauthier, já de volta a Paris, foi o encarregado pela revisão dos planos de obras e pela modernização do Teatro de Santa Isabel. Suas recomendações foram acatadas pelo engenheiro militar e arquiteto recifense José Tibúrcio Pereira de Magalhães (1831 &#8211; 1886), responsável pelas obras de reconstrução, e o Santa Isabel foi reinaugurado em 16 de dezembro de 1876, com a apresentação da ópera <em>Um Baile de Máscaras</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), pela companhia lírica italiana Thomaz Pasini (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/16561" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de dezembro de 1876</a>). Em 1916, passou a usar luz elétrica, eliminando de uma vez o risco de incêndio provocado pelas luminárias a óleo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25338" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/16561" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25338" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/theatro.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 14 de dezembro de 1876" width="206" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/16561" target="_blank">Diário de Pernambuco, 14 de dezembro de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de sua história recebeu personalidades como  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, que, em 1859, passou seu aniversário no Recife, com a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, tendo sido homenageado com um espetáculo de gala no Santa Isabel, quando a cantora austríaca Agnes Ignez Fabbri Mulder (1831 &#8211; 1909) e seu marido, o pianista Ricardo Mulder (18? -?), apresentaram-se para o casal imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/326" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de outubro de 1859, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1959, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/386" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de dezembro de 1859, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25352" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://books.google.com.br/books?id=EK8mMtZK7ycC&amp;pg=PA93&amp;lpg=PA93&amp;dq=%22ricardo+mulder%22+pianist&amp;source=bl&amp;ots=kh0UFIq9Xg&amp;sig=ACfU3U35IVu8gu7Ddtj_YNtIdzJyyBVOVw&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiyjJq7mJ3yAhXjqpUCHXfBDVwQ6AF6BAgcEAM#v=onepage&amp;q=%22ricardo%20mulder%22%20pianist&amp;f=false" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/mulder.jpg" alt="Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música" width="492" height="105" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://books.google.com.br/books?id=EK8mMtZK7ycC&amp;pg=PA93&amp;lpg=PA93&amp;dq=%22ricardo+mulder%22+pianist&amp;source=bl&amp;ots=kh0UFIq9Xg&amp;sig=ACfU3U35IVu8gu7Ddtj_YNtIdzJyyBVOVw&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiyjJq7mJ3yAhXjqpUCHXfBDVwQ6AF6BAgcEAM#v=onepage&amp;q=%22ricardo%20mulder%22%20pianist&amp;f=false" target="_blank"><em>Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música no Recife</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25339" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q6028681#/media/File:Inez_Fabbri_003.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-25339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/fabri.jpg" alt="Inez Fabri Mulder / Wikipedia" width="364" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q6028681#/media/File:Inez_Fabbri_003.jpg" target="_blank">Agnes Ignez Fabri Mulder / Wikidata</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre várias figuras proeminentes no cenário nacional e internacional, estiveram no teatro o poeta baiano Castro Alves (1847 &#8211; 1871), o escritor sergipano Tobias Barreto (1839 &#8211; 1899), o músico paulista Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), a bailarina russa de fama internacional, Anna Pavlova (1881 &#8211; 1931) e o ator carioca Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Teatro de Santa Isabel também testemunhou fatos históricos:</p>
<p>&#8220;<em>O Teatro assistiu à Rebelião Praieira, à Campanha Abolicionista e à Campanha pelo advento da República, quando dois nomes ligaram-se definitivamente a sua história: Joaquim Nabuco e José Mariano. Nabuco proferiu a célebre frase que ficaria gravada numa placa do teatro: <span style="color: #800000;">&#8220;A verdade histórica é esta: aqui nós ganhamos a causa da abolição&#8221;</span>. Mas, antes do final da década, o Teatro foi ainda, mais uma vez, campo de batalhas políticas que agitavam o país. Agora, pela república, com os discursos de Martins Júnior e Silva Jardim&#8221;</em>(Secretaria de Cultura do Recife)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25353" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25353" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/joaquim1.jpg" alt="Busto de Jaquim Nabuco no Teatro de Santa Isabel com a laca &quot;Foi aqui que ganhamos a abolição;'" width="552" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank">Busto de Joaquim Nabuco no Teatro de Santa Isabel com a placa &#8220;Ganhamos aqui a causa da abolição;&#8217;</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1949, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), tornando-se um dos 14 Teatros Monumentos do Brasil. Em seus palcos e dependências, já foram apresentadas óperas, peças de teatro, torneios de oratória, solenidades políticas e cívicas, além de bailes, festas, bailes de carnaval e jantares.</p>
<p>Em dezembro de 1950, uma edição especial da revista <em>Contraponto</em>, periódico de vanguarda de arte e cultura editado por Valdemar de Oliveira (1900 – 1977), foi dedicada ao centenário do Santa Isabel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.thaisqueirozleiloeira.com.br/peca.asp?ID=19455964" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-44514 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/santaisabel.jpg" alt="santaisabel" width="340" height="479" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reaberto em 11 de novembro de 2002, após sete anos de reforma, a terceira a que foi submetido. A primeira aconteceu em 1916, sob o governo de Manoel Borba (1864 &#8211; 1928) e, a segunda, em 1936, sob a prefeitura de João Pereira Borges (? &#8211; 19?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26132" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26132" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel2.jpg" alt="Planta do Teatro de Santa Isabel / Secretaria de Cultura do Recife" width="510" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank">Planta do Teatro de Santa Isabel / Secretaria de Cultura do Recife</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os fotógrafos Lamberg e Tondella</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1880, o gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz (Maurício) Lamberg (18? &#8211; </a>19?), para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873.  Provavelmente nesse período, entre 1880 e 1885, produziu diversos registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, capital de Pernambuco. Vinte dessas fotografias foram reunidas no  álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco’ s Recife Photographia Allemã</em></a>, dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, que faz parte do acervo da Biblioteca Nacional. Outras 48 imagens estão no álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles. A foto de autoria de Lamberg do Teatro de Santa Isabel destacada nesse artigo pertence a esse álbum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/285" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Teatro de Santa Isabel, no Recife, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade dos século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Dedicou-se à fotografia da paisagem urbana, documentando em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6918" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6918/MT_004.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6918" target="_blank">Photograhia Popular Oliveira &amp; Tondella. Teatro Santa Isabel, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Registrou, predominantemente no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a> e em Olinda, as ruas, a estação de trem, os prédios, o Mercado Público de São José, os casebres, as pontes, as igrejas, os ancoradouros, o Teatro de Santa Isabel, as praças, a Assembleia Legislativa, o Ginásio Pernambucano, as praias, cemitérios, locomotivas, engenhos, quiosques, feiras, estradas, os bairros centrais e também os subúrbios, com suas casas de taipa, além de vendedores, de pessoas se banhando no rio Beberibe e até um grupo de ciclistas à beira de um açude. São imagens muito ricas em detalhes que se destacam pela beleza, pela qualidade técnica e nos ajudam a entender a vida em Pernambuco no início do século XX. Alguns registros foram inspirados nas antigas litografias que desenhavam o perfil do litoral do Recife, da tradição holandesa ou portuguesa. Muitas imagens foram editadas em cartões-postais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7060" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7060/MT_072.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7060" target="_blank">Manoel Tondella. Teatro Santa Isabel, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p>GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virginia. <em>O Recife: uma bibliografia</em>. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2008. 360 p.</p>
<p><a href="https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/teatro-santa-isabel/" target="_blank">GASPAR, Lúcia. <em>Teatro Santa Isabel (Recife, PE)</em>. <em>In</em>: Pesquisa Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2003. Disponível em: https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/teatro-santa-isabel</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAMBERG, Moritz. <em>O Brazil</em>. Rio de Janeiro: Casa Lombaerts, 1896.</p>
<p>MALTA, Albertina – <a href="https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/10248/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20Albertina%20Malta.pdf" target="_blank"><em>Memória em sais de prata: fotografias do Recife em instituições memoriais</em></a>. Dissertação para Universidade Federal de Pernambuco, fevereiro de 2013.</p>
<p>MEDEIROS, R. M. H. (Orgs.). <em>Arquivos e coleções fotográficas da Fundação Joaquim Nabuco</em>. Recife: Massangana, 1995.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História – Anpuh, 2017.</p>
<p><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank">Secretaria de Cultura do Recife</a></p>
<p>SILVA, Fabiana Bruce. <a href="https://www.sudeste2015.historiaoral.org.br/resources/anais/9/1435714229_ARQUIVO_Recife_Fotografia_FabianaBruce_XI_ABHORJ.pdf" target="_blank"><em>Entre fotógrafos, modernidade e fotografia no Recife do século XX, uma pesquisa</em>.</a> Apresentado durante XI Encontro Regional Sudeste de História Oral, realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niteroi, em julho de 2015</p>
<p>SILVA, José Amaros Santos da. <em>Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música no Recife</em>. Pernambuco : Editora Unversitária UFPE, 2006.</p>
<p><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank">Site <em>Bora lá comigo?</em></a></p>
<p><a href="https://www.readcube.com/articles/10.1553%2F0x0028524b" target="_blank">Site Readcube</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Fotógrafos alemães no Brasil</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=25310</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mercado Público de São José por Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21929</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21929#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 12:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Ascenso Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Pereira de Lucena]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Luiz Victor Lieutier]]></category>
		<category><![CDATA[José Augusto de Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Léger Vauthier]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Tondella]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Público de Grenelle]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Público de São José]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[reforma urbana]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro de Santa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Santa Isabel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=21929</guid>
		<description><![CDATA[Com um belo registro do Mercado Público de São José no Recife, inaugurado em 1875 e tombado em 1973 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537. A imagem foi produzida pelo fotógrafo Manoel Tondella (1861 - 1921), um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife, a mais antiga capital dos estados brasileiros, tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil.
 ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com um belo registro produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> do Mercado Público de São José no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, monumento tombado, em 1973, pelo<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/atas/1973__03__62_reuniao_ordinaria14_de_dezembro.pdf" target="_blank"> Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537.  Recife é a mais antiga capital dos estados brasileiros. Tondella, de ascendência portuguesa, foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Documentou em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16366" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><img class="wp-image-16366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mercado Público de São José, localizado em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro de São José, um dos mais antigos da cidade, ficou no lugar do antigo Mercado da Ribeira de Peixes. Inaugurado em 7 de setembro de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de setembro de 1875, última coluna</a>), foi inspirado no Mercado Público de Grenelle, em Paris, projeto de A. Normand, e sua arquitetura em ferro é típica do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21938" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/discurso1.jpg" alt="Conclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municpal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875" width="488" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank">onclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municipal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6922/MT_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank">Manoel Tondella; Photographia Tondella. Mercado Público de São José, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil e seu estilo conferia status ao Recife, que crescia e perseguia o caráter da modernidade, que passava pelos conceitos de higiene e de melhorias urbanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2050" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1870, quarta coluna</a>). Os locais de comércio de alimentos teriam que atender a essas novas diretrizes a partir da retirada das ruas de mascates, ambulantes e feiras. Assim, a construção do mercado &#8220;<em>representaria o ideal de organização e padronização de um comércio que, antes, se encontrava disperso em forma de comércio ambulante, realizado por negros forros, escravos e trabalhadores livres.</em>” (GUILLEN; GRILLO; FARIAS, 2010).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21945" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank"><img class="wp-image-21945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/diario1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1975" width="353" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank">Termo de inauguração e abertura do Mercado de São José<em> / Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A encomenda do projeto do Mercado de São José pela Câmara Municipal do Recife foi feita ao engenheiro pernambucano João Luiz Victor Lieutier (c. 1819 &#8211; 1883), que havia feito seus estudos em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/3168" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 12 de agosto de 1845, primeira coluna </a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2162" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de novembro de 1870, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/8261" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de junho de 1883, última coluna</a>). O detalhamento ficou sob a responsabilidade do engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 &#8211; 1901), que havia sido o autor do projeto do Teatro de Santa Isabel (1850), além de ter ocupado o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife. Ele coordenou as obras do mercado, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 &#8211; 1913). O empreiteiro foi José Augusto de Araújo e o custo da obra ultrapassou, devido às modificações sugeridas por Vauthier para adequar o edifício ao clima tropical, quase cinco milhões de réis, totalizando 390:315$136 (trezentos e noventa milhões, trezentos e quinze mil, centro e trinta e seis contos de réis).</p>
<p>A primeira reforma realizada no Mercado de São José, em 1906, durou quase um ano e foram executadas obras de reparo e a também a retirada de barracas do pátio interno, além de sua pavimentação. Na ocorrida em 1941, foi construída a câmara frigorífica do mercado. Suas venezianas de madeira e vidro foram, em 1950, substituídas por cobogós de cimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/595" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1950, quinta coluna</a>; <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank">IPHAN, página 4</a>). No início da década de 80, suas instalações elétricas foram reformadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de janeiro de 1980</a>). A estrutura do edifício foi danificada por um incêndio ocorrido 29 em novembro de 1989 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a>). Foi reinaugurado com grande festa em 12 de março de 1994 e, quatro anos depois, foi novamente restaurado.  São conservados até hoje seus detalhes em<em> art-noveau</em>, como as bicas do telhado em forma de animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21953" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/incendio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 30 de novembro de 1989" width="477" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi nas décadas de 40 e 50, frequentado por recifenses ilustres como o cronista e compositor Antônio Maria (1921 &#8211; 1964) e o poeta Ascenso Ferreira (1895 &#8211; 1965). Foi também cenário de diversas manifestações artísticas, tendo sido um importante local de reunião de cantadores, emboladores e poetas da literatura de cordel.  Seus principais produtos, vendidos em cerca de 540 boxes, são o artesanato e a gastronomia do Nordeste, além de ervas medicinais, especiarias e artigos para rituais de religiões de matrizes africanas. O Mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados, mede 48,88 metros de frente por 75,44 metros de fundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><br />
DANIELLI, Leonardo; MACKMILLAN, Vanderli Machado. <a href="http://anais.uel.br/portal/index.php/sinagget/issue/view/17" target="_blank"><em>Mercado público: tipologias e sociabilidades do ambiente urbano</em>.</a> I Simpósio Nacional de Geografia e Gestão Territorial e XXXIV Semana de Geografia da Universidade Estadual de Londrina, 2018</p>
<p>GASPAR, Lúcia. <a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729&amp;Itemid=192" target="_blank"><em>Mercado de São José</em></a>. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.</p>
<p>GUILLEN, Isabel Cristina Martins; GRILLO, Maria Ângela de Faria; FARIAS, Rosilene Gomes. <em>Mercado de São José: Memória e História</em>. 1.ed. Recife: FADURPE, 2010.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LINS, Marcelo. <em>Mercados do Recife</em>. Recife : Projeto Recife no bolso, 2007.</p>
<p>MELO, Maria Carneiro Lacerda de. <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3323" target="_blank"><em>A relação dos mercados públicos de São José e da Boa Vista com a Cidade do Recife entre 1820 e 1875</em></a>. Pernanbuco : Universidade Federal de Pernambuco, 2011.</p>
<p><em><a href="https://memoriaescravidaope.wordpress.com/2018/06/13/mercado-de-sao-jose/" target="_blank">Memória da Escravidão e cultura negra em Pernambuco Mercado de São José</a></em></p>
<p>OLIVEIRA JÚNIOR, José Vanildo de Oliveira. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>Fluxograma do processo de planejamento arquitetônico aplicado a</em></a><br />
<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>mercados públicos</em></a>. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Urbana) &#8211; Universidade Federal da<br />
Paraíba, Paraíba.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank"><em>Recife &#8211; Mercado de São José &#8211; Encarte Rotas do Patrimônio &#8211; Uma viagem pela história</em>. IPHAN e Monumenta</a>.</p>
<p>SILVA, Geraldo Gomes da. <em>O Mercado de São José</em>. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1984.</p>
<p><a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/mercado-de-sao-jose" target="_blank">Site Prefeitura do Recife</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=21929</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 13:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Architectural Digest]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Barreto de Menezes]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Invasão holandesa]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[migração]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[Rua do Bom Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Rua dos Judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20105</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje o terceiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", desta vez contando a história da Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, considerada pela revista norte-americana Architectural Digest uma das mais bonitas do mundo. "A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história". E está mesmo! Foi lá que, entre 1636 e 1654, existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel. Destacamos três belas imagens da Rua do Bom Jesus produzidas pelos fotógrafos Auguste Stahl (1828 - 1877),  Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e Moritz Lamberg (18? - 19?).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista norte-americana <em>Architectural Digest</em> publicou, em 26 de novembro de 2019, a reportagem &#8220;<em>31 of the most beautiful streets in the world</em>&#8220;, de autoria de Nick Mafi, destacando as ruas mais bonitas do mundo. Em terceiro lugar, figurou a Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, única brasileira da lista. Os primeiro e segundo lugares ficaram com a ruas de Setenil de las Bodegas, cidade localizada no sul Espanha, entre Sevilha e Málaga; e a Washington Street, no Brooklyn, em Nova York, respectivamente.</p>
<p>Aqui destacamos três imagens da Rua do Bom Jesus, tema do terceiro artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. São de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18? &#8211; 19?)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22rua+do+bom+jesus%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da rua do Bom Jesus, no Recife, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/placa.jpg" alt="placa" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história</em>. E está mesmo! Na época da ocupação holandesa, conhecida como Rua do Bode &#8211; <em>Bokestraet</em> &#8211; , a atual Rua do Bom Jesus era a mais importante alameda do Bairro do Recife, talvez por ser, na época, a via usada por viajantes que iam ou vinham de Olinda. Suas bases foram lançadas, em 1636, quando o cristão novo de origem portuguesa, Duarte Saraiva, cujo nome judeu seria David Sênior Colonel, comprou o terreno onde a rua começou a ser construída. Tornou-se a rua preferida dos israelitas e passou a ser chamada de Rua dos Judeus.</p>
<p>Foi lá que entre 1636 e 1654 existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel &#8211; Rochedo de Israel &#8211; , com a mais antiga piscina de banho ritual (micveb ou micveh) do continente, descoberta a partir de uma prospecção arqueológica realizada pela Universidade Federal de Pernambuco entre 1999 e 2000. Perto dali também foi construído o primeiro cemitéro judaico do continente. A lei municipal nº 16.496, de 19 de julho de 1999, transferiu o uso dos prédios para a Federação Israelita de Pernambuco, a fim de que fosse instalada uma réplica da sinagoga Zur Israel. Atualmente abriga o Centro Judaico de Pernambuco</p>
<p>A chegada de judeus em Pernambuco se deu de duas formas. Com a crescente perseguição a não cristãos em Portugal, o país, segundo Tania Kaufman, fundadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, &#8220;<em>chegou a distribuir terras no Brasil para os judeus. A Coroa queria que eles povoassem o Nordeste. Era uma forma de a Coroa garantir a posse das terras</em>”. Porém havia uma condição: para terem direito a terras brasileiras, os judeus teriam que se converter, tornando-se cristãos novos.</p>
<p>Centenas de outros judeus chegaram em Pernambuco, em 1630, com os holandeses que estavam em busca de açúcar. Era o início da Invasão Holandesa no estado. Estes judeus haviam fugido de Portugal para os Países Baixos, uma meca da liberdade religiosa, devido à crescente perseguição da Inquisição. Eles tinham tradição mercantil, entendiam de refino de açúcar e eram fluentes em português.</p>
<p>Vinte e quatro anos depois, Portugal retomou o controle de Pernambuco e com a rendição dos exércitos holandeses, em janeiro de 1654, uma população de cerca de 400 judeus residentes no Recife teve estabelecido pelo então governador da região, Francisco Barreto de Menezes (1616 &#8211; 1688), um prazo de quatro meses para deixarem o Brasil. Quem ficasse teria que enfrentar a Inquisição. Muitos fugiram para o interior do país e outros partiram para as Antilhas e para Amsterdã. Dezenas de judeus embarcaram para a Holanda, no navio <em>Valk</em>, em janeiro de 1654, e devido a uma série de imprevistos, como uma tempestade e o saque do navio por piratas, foram socorridos por uma fragata francesa que os deixou na Jamaica, então uma colônia espanhola. Ficaram presos por um período, foram libertados e 23 deles &#8211; seis famílias compostas por 13 crianças, quatro casais e duas viúvas &#8211; acabaram indo para a região conhecida como Nova Amsterdã, futura Nova York, onde aportaram em 7 de setembro de 1654. Lá fundaram a primeira congregação judaica da América do Norte, a Shearith Israel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23749" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank"><img class="wp-image-23749 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/judeus.jpg" alt="judeus" width="371" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank">Monumento em homenagem aos 23 primeiros judeus a chegarem a Nova Amsterdã</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, voltando à história da rua. Quando os judeus foram embora de Pernambuco, a rua foi denominada Rua da Cruz. Finalmente, em 1870, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano propôs que a Rua da Cruz passasse a se chamar Rua do Bom Jesus, iniciativa  aprovada pelo Conselho Municipal. Assim ficaria lembrado que &#8220;<em>naquela rua existia sobre o arco, que era antiga porta da cidade, a capela do bom Jesus, demolida em 1850</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20128" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20128" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cruz.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1870" width="494" height="104" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O casario da Rua do Bom Jesus, que liga a Marquês de Olinda à praça Artur Oscar, apesar de ter sido modificado principalmente no século XIX,  mantém quase o mesmo traçado da rua do tempo dos holandeses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Um pouco sobre as imagens destacadas</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo está reproduzida a mais antiga imagem da Rua do Bom Jesus presente no acervo da Brasiliana Fotográfica. Na época ainda se chamava Rua da Cruz. É de autoria de Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877), nascido em Bergamo, na Itália, em 23 de maio de 1828, originário de uma família da Alsácia, na França. Desembarcou do vapor inglês<em> Thames</em>, no Recife, em 31 de dezembro de 1853. Teve diversos ateliês fotográficos na cidade até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1862. Foi agraciado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 – 1891)</a> com o título de “Fotógrafo de S.M , o Imperador”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2329/007A5P3FG6P-14.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="592" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank">Augusto Stahl. Rua da Cruz, dos Judeus e do Comércio, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A próxima imagem foi produzida por Moritz Lamberg que, em 1880, teve anunciada sua chegada à Photographia Allemã de Recife, pelo gerente do estabelecimento, Constantino Barza, para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873.</p>
<p>A fotografia é da já rebatizada Rua do Bom Jesus. Aparecem do lado esquerdo o estabelecimento de Augusto Coers e a Botica Francesa, no número 22. Augusto Coers tinha o privilégio por 15 anos da funda herniária electo medical, invenção dos irmãos Marie para a cura de hérnias (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a>). Na Botica Francesa, eram vendidos medicamentos estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16902" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de agosto de 1880</a>). Atrás vemos a Torre Malakoff, um importante monumento construído no século XIX, atualmente tombado pelo Iphan. Foi o portão monumnetla do ARsenal da Marinha e um observatório astronômico. Desde 2000 abriga um espaço cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20114" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank"><img class=" wp-image-20114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadobomjesus-1024x763.jpg" alt="Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20133" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><img class=" wp-image-20133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadosjudeus.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de janeiro de 1880" width="794" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A última fotografia, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), é a mais recente, tendo sido produzida por volta de 1890. No número 86, quase ao lado da Botica Franceza, aparece a Botica do Recife. Um pouco depois, a Caixa Econômica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, tendo ao fundo a Torre Malakoff, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.architecturaldigest.com/gallery/most-beautiful-streets-in-the-world" target="_blank"><em>Architectural Digest</em>, de 26 de novembro de 2019</a></p>
<p style="font-weight: 400;">CAVALCANTI, Carlos Bezerra. <em>O Recife e suas ruas</em>: se essas ruas fossem minhas&#8230; Recife: Edições Edificantes, 2002. 140 p. il. p. 59.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2020/07/rua-do-bom-jesus-no-recife-e-a-terceira-mais-linda-do-mundo-diz-rev.html" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 2020</a></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2511200225.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 25 de novembro de 2002</a></p>
<p style="font-weight: 400;">FRAGOSO, Danillo. <em>Velhas ruas do Recife</em>. Recife: UFPE, Imprensa Universitária, 1971. p. 60.</p>
<p style="font-weight: 400;">GASPAR, Lúcia. <em>Rua do Bom Jesus</em>, Recife, PE.<em> </em><strong>Pesquisa Escolar online</strong>, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: &lt;<a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php">http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/</a>&gt;. Acesso em 13 de julho de 2020.</p>
<p style="font-weight: 400;">LEVY, Daniela. <em>De Recife para Manhattan</em>. São Paulo : Editora Planeta, 2018.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="http://bairrodorecife.blogspot.com/2014/02/a-rua-do-bode-dos-judeus-da-cruz-e-do.html" target="_blank">Site Recife Antigo</a></p>
<p style="font-weight: 400;">SILVA, Leonardo Dantas. <em>Arruando pelo Recife</em>: por ruas, pontes, praias e sítios históricos. Recife: SEBRAE/PE, 2000. 178 p. il. p. 101-102.</p>
<p style="font-weight: 400;">Wiznitzer, Arnold. <a href="https://www.jstor.org/stable/43058879?seq=1" target="_blank"><em>The Exodus from Brazil and Arrival in New Amsterdam of the Jewish Pilgrim Fathers, 1654</em></a>. American Jewish Historical Society 44 (1954): 80-97.</p>
<p style="font-weight: 400;">WOLFF, Egon; WOLFF, Frieda. A Odisséia dos Judeus de Recife. Editora Centro de Estudos Judaicos, 1979.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=20105</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pernambuco e a fotografia no século XIX</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Ducasble]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Constantino Barza]]></category>
		<category><![CDATA[Firmino]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafos pernambucanos]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco du Bocage]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Ferreira Villela]]></category>
		<category><![CDATA[João Firpo]]></category>
		<category><![CDATA[Leon Chapelin]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Tondella]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=15822</guid>
		<description><![CDATA[ A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), o francês Alfred Ducasble (18-? – 19?), o francês nascido na Itália Augusto Stahl (1828-1877), o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português Francisco du Bocage (1860-1919), os pernambucanos João Ferreira Villela (18?-1901) e Manoel Tondella (1861 – 1921), o português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e o europeu Moritz Lamberg (18?-?). O portal traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-? – 19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?).</a></p>
<p>Outros importantes fotógrafos estrangeiros e brasileiros produziram imagens do Recife e de Pernambuco. Tudo indica que o primeiro teria sido o, provavelmente, norte-americano Joseph Evans, vindo do Rio de Janeiro, que instalou seu estabelecimento na rua Nova nº 14 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1843, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28968" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/evans.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 18 de março de 1843" width="312" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,21 de fevereiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros fotógrafos que retrataram Pernambuco foram o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843-1928)</a> e o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, também representados no acervo do portal, que traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2655/014ALAM00214.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova (Antiga rua Barão da Vitória e João Pessoa), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/187" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife, de Olinda, de paisagens pernambucanas e de retratos produzidos no estado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Registros realizados em Pernambuco por Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e também por fotógrafos ainda não identificados</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em julho de 1875, o chefe da Comissão Geológica do Império**, importante missão científica que entre 1875 e 1878 percorreu diversos estados do Brasil, Charles Frederick Hartt, Marc Ferrez e outros membros da Comissão Elias Fausto Pacheco Jordão e Francisco José de Freitas embarcaram no paquete <em>Pará </em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Poucos meses depois, na residência do inspetor do arsenal de Marinha, no Recife, Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna. sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c, 1875. Recife, Pernambuco /Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O suíço Guilherme Gaensly, que possuiu estabelecimentos fotográficos em Salvador e em São Paulo, além de ter trabalhado para Henschel, e seu sócio Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) produziram entre fins da década de 1880 e a década de 1890 fotografias do Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A seguir, algumas fotografias produzidas em Pernambuco por fotógrafos ainda não identificados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4409/SAm40-0003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="734" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank">Entrada do Porto, c. 1875. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Instituto für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2367/007A5P3FG6P-55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="739" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank">Basílica de Nossa Senhora da Penha, c. 1859. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/54/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank">[Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco] : [construção], 1858-1860. Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos que tiveram ateliês fotográficos no Recife</strong></em></span></p>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank"><em>João Ferreira Villela, o primeiro fotógrafo pernambucano</em>, publicada em 5 de julho de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c. 1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299"><i>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</i>, publicada em 7 de maio de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"><i>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919)</i>, publicada em 30 de outubro de 2017</a></span></div>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="783" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008"><i>“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez</i>, publicada em 29 de junho de 2017</a></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2669/014ALAM00227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte Princesa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150"><i>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 – França, 30/10/1877)</i>, publicada em 30 de outubro de 2016</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2322/007A5P3FG6P-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank">Augusto Stahl. Os arrecifes, 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</em>, publicada em 13 de junho de 2015</a></span></div>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4499/SAm21-0069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="466" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, c. 1869 . Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3936/014AVA012097v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank">Photographia Allemã; Barza, Constantino. Retrato de menina na primeira comunhão (verso), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Novos Acervos: Fundação Joaquim Nabuco, publicado em 10 de outubro de 2019</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p>Outros fotógrafos que atuaram no estado no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, A. Lettarte, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Charles Fredericks, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada a primeira fotógrafa pernambucana; João José de Oliveira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo,</a> J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck</a>, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>Andrea C. T. Wanderley</div>
<div></div>
<div>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=15822</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novos acervos: Fundação Joaquim Nabuco</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2019 14:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Ducasble]]></category>
		<category><![CDATA[ancoradouro]]></category>
		<category><![CDATA[arrecifes]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Legislativa de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Convento do Carmo de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco du Bocage]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Joaquim Nabuco]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[Hermina de Carvalho Menna da Costa]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Tondella]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de São José]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Público de São José]]></category>
		<category><![CDATA[novos acervos]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>
		<category><![CDATA[vendedor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=16353</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores seu décimo parceiro, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Quem faz a apresentação é  Albertina Malta,  historiadora da instituição e responsável pela Coordenação de Documentação e Pesquisa, vinculada ao Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade - Cehibra. Nesse primeiro momento, estão sendo disponibilizadas imagens de autoria do fotógrafo Manoel Tondella (1861 - 1921) com a publicação do artigo "O fotógrafo pernambucano Manoel Tondella: breve perfil e cronologia", escrito pela editora e pesquisadora do portal, Andrea Wanderley. Com mais essa importante adesão, a Brasiliana Fotográfica segue cumprindo um de seus objetivos, o de abordar todos os usos e funções da fotografia brasileira, expandindo seu acervo e possibilitando a seus leitores o acesso a um número cada vez maior de imagens.  Seus outros parceiros são o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Histórico Nacional e o Museu da República, além do Instituto Moreira Salles e da Fundação Biblioteca Nacional, criadores da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores seu décimo parceiro, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Quem faz a apresentação é  Albertina Malta,  historiadora da instituição e responsável pela Coordenação de Documentação e Pesquisa, vinculada ao Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade &#8211; Cehibra. Nesse primeiro momento, estão sendo disponibilizadas imagens de autoria do fotógrafo Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921) com a publicação do artigo <em>O fotógrafo pernambucano Manoel Tondella: breve perfil e cronologia, </em>escrito por Andrea Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Com mais essa importante adesão, a Brasiliana Fotográfica segue cumprindo um de seus objetivos, o de abordar todos os usos e funções da fotografia brasileira, expandindo seu acervo e possibilitando a seus leitores o acesso a um número cada vez maior de imagens.  Seus outros parceiros são o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Histórico Nacional e o Museu da República, além do Instituto Moreira Salles e da Fundação Biblioteca Nacional, criadores da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6910" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6910/MT_001.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6910" target="_blank">Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella. Assembléia Legislativa de Pernambuco, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Novos acervos: Fundação Joaquim Nabuco</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Albertina Malta*</p>
<p>A Fundação Joaquim Nabuco passa a integrar, com alegria, o projeto Brasiliana Fotográfica desenvolvido pelo Instituto Moreira Sales e pela Fundação Biblioteca Nacional. Essa parceria possibilita a ampliação dos canais de divulgação de acervos fotográficos brasileiros que contém informações preciosas para a recuperação visual do passado, além de revelarem a produção de artistas muitas vezes desconhecidos.</p>
<p>A Fundação Joaquim Nabuco apresenta, inicialmente, um conjunto de imagens originais de reconhecido valor documental, em bom estado de conservação, de autoria do fotógrafo Manoel Tondella. Trata-se de vistas do Recife produzidas entre 1890 e 1905, em papel fotográfico num tom violeta. Oferecido à Fundação, o conjunto foi adquirido em 1985. Segundo o historiador Fernando Ponce de Leon, então coordenador da Fototeca e responsável pelo processo de aquisição das imagens de Tondella, as vistas &#8220;são valiosas por representar intensamente e com boa qualidade os bairros centrais do Recife (o do Recife, o de Santo Antônio, o de São José, o da Boa Vista), além dos arrabaldes e subúrbios quase rurais da cidade&#8230; as imagens registram o Recife intacto, antes das demolições e obras de reurbanizações&#8221;.</p>
<p>Foi também neste momento da aquisição que dois renomados especialistas &#8211; Gilberto Ferrez e Boriz Kossoy &#8211; consultados por Ponce de Leon, avaliaram a pertinência da Fundação em adquirir a coleção de Manoel Tondella, especialmente por se tratar de conjunto documental original. E, por serem vistas antigas da cidade, tornavam-se ainda mais raras, paisagens com riscos de se perderem para sempre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6922/MT_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank">Manoel Tondella. Mercado Público de São José, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/197" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Manoel Tondella disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6935" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6935/MT_020.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6935" target="_blank">Manoel Tondella. Casas de taipa, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Albertina Malta é historiadora e responsável pela Coordenação de Documentação e Pesquisa, vinculada ao Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade &#8211; Cehibra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O fotógrafo pernambucano Manoel Tondella: breve perfil e cronologia</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6937" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6937/MT_022.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6937" target="_blank">Manoel Tondella. Igreja e ruínas do Convento do Carmo, 1905. Olinda, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve perfil</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Manoel Tondella é um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade dos século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Nascido em 3 de outubro de 1861, de ascendência portuguesa, Tondella dedicou-se à fotografia da paisagem urbana, documentando em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX. Foi contemporâneo dos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=alfredo-ducasble" target="_blank">Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=francisco-du-bocage" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, Hermina de Carvalho Menna da Costa (18? &#8211; 19?) , considerada a primeira mulher fotógrafa do Recife, Louis Piereck (18? &#8211; 1931) e Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) , dentre outros.</p>
<p>Tondella registrou, predominantemente no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a> e em Olinda, as ruas, a estação de trem, os prédios, o Mercado Público de São José, os casebres, as pontes, as igrejas, os ancoradouros, o teatro de Santa Isabel, as praças, a Assembleia Legislativa, o Ginásio Pernambucano, as praias, cemitérios, locomotivas, engenhos, quiosques, feiras, estradas, os bairros centrais e também os subúrbios, com suas casas de taipa, além de vendedores, de pessoas se banhando no rio Beberibe e até um grupo de ciclistas à beira de um açude. São imagens muito ricas em detalhes que se destacam pela beleza, pela qualidade técnica e nos ajudam a entender a vida em Pernambuco no início do século XX. Alguns registros foram inspirados nas antigas litografias que desenhavam o perfil do litoral do Recife, da tradição holandesa ou portuguesa. Muitas imagens foram editadas em cartões-postais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6923" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6923/MT_009.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6923" target="_blank">Manoel Tondella. Arrecifes, ancoradouro, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não se sabe, até o momento, quando exatamente Tondella começou a trabalhar como fotógrafo, mas tudo indica não ter sido antes da década de 1890. Em 1895, presenteou o <em>Jornal do Recife</em> com duas fotografias de sua autoria e, nessa época, seu estabelecimento fotográfico ficava na rua da Concórdia, nº 13. Em 1897, já era associado a João José de Oliveira (18? &#8211; 19?) no ateliê fotográfico Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella, e, em 1889, o estabelecimento ficava, na rua da Imperatriz, 79. Ficaram juntos até 1904 quando a sociedade foi desfeita e Tondella abriu um ateliê na então rua Velha, posteriormente, rua Antônio Carneiro. Oliveira continuou no mesmo endereço. Tondella seguiu trabalhando como fotógrafo até, pelo menos, 1919, tendo falecido em 1921.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6941" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6941/MT_026.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="512" height="703" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6941" target="_blank">Manoel Tondella. Vendedor de urupema, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Filho de Manoel Pereira de Figueiredo Tondella, provavelmente português, e de Marcionilla Francisca Soares, o fotógrafo Tondella teve três irmãos: Francisco (18? &#8211; 1913), Antônio (18? &#8211; 1898) e Maria  (c. 1860 &#8211; 1905). Francisco foi proprietário da tipografia Acadêmica e do periódico mensal <em>O Filatelista</em>. Na ocasião do falecimento de uma tia dos Tondella, em 1902, a família foi adjetivada como<em> ilustre</em> e Francisco e Manoel Tondella referidos como seus <em>dignos sobrinhos. </em>Manoel<em> </em>Tondella casou-se com Anna Amelia Celestina Ramos (18? &#8211; 19?), em 1892, e não tiveram filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em><strong>Cronologia</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 462px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6921" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6921/MT_007.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="452" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6921" target="_blank">Manoel Tondella. Sobrados e igrejas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1854</strong></span> &#8211; O pai do do fotógrafo Tondella, Manoel Pereira de Figueiredo Tondella, provavelmente português, e José Barros Veiga dissolveram amigavelmente a sociedade comercial que possuíam denominada Veiga &amp; Tondella (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5658" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de setembro de 1854, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; O Gabinete Português de Leitura decidiu promover uma subscrição em favor da construção de um hospital para atender os portugueses indigentes que não pudessem receber tratamento adequado contra a epidemia que se alastrava por algumas províncias do Brasil e que eles acreditavam que chegaria no Recife. No Bairro do Recife, Manoel Pereira de Figueiredo Tondella era o encarregado pelas subscrições (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/6783" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de agosto de 1855, primeira coluna</a>). Fez parte da comissão responsável pela instalação do Hospital Português em Pernambuco para o qual contribuiu com 50 mil reis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/6827" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,  7 de setembro de 1855, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/7054" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861 / 1862</strong></span> &#8211; O fotógrafo Manoel Tondella, nasceu em 3 de outubro de 1861, filho de Manoel Pereira de Figueiredo Tondella e Marcionilla Francisca Soares, e foi batizado em 1º de janeiro do ano seguinte, na freguesia de Boa Vista, no Recife. A família morava no bairro Capunga, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5667" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1862, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6164" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de abril de 1862, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/21451" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de julho de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; José Carneiro de Faria Lins informava ter feitos as pazes com Manoel Pereira de Figueiredo Tondella, a quem teria ofendido <em>em momentos de delírio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/8631" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de abril de 1863, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; O irmão de Manoel, Francisco Tondella (18? &#8211; 1913), era proprietário da tipografia Acadêmica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3068" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de abril de 1881, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Casamento de seu irmão Francisco com Francisca Olympia Rodrigues (? &#8211; 1891) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21830" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de setembro de 1884, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong> </span>- Francisco era sócio da Biblioteca do Club Dramático Familiar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22498" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de março de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Anúncio do casamento do irmão de Manoel, Antônio Pereira de Figueiredo Tondella com Francelina Maria de França Caldas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/12720" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de novembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">1886 </span></strong>- Falecimento de uma das avós de Manoel Tondella, Maria Monteiro da Silva, cuja missa de sétimo dia foi celebrada na matriz de Santo Antônio do dia 8 de novembro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24484" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de novembro de 1886, última coluna</a>). Manoel era irmão de Francisco (18? &#8211; 1913), Antônio (18? &#8211; 1898) e Maria Tondella (c. 1860 &#8211; 1905), que também convidavam para a missa, além da mulher de Francisco, Francisca Olympia Rodrigues (? &#8211; 1891) e da tia dos Tondellas, Antônia Monteiro da Silva (1826 &#8211; 1902), filha da falecida.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- Era um dos subscritores para os festejos do aniversário de Deodoro da Fonseca contribuindo com 5 mil réis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28592" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de agosto de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do primeiro número do periódico mensal <em>O Filatelista</em>, de propriedade de Francisco Tondella, seu irmão, direcionado para os colecionadores de selos  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28828" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de outubro de 1890, penúltima coluna</a>)</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1891 </span>- </strong>Falecimento de sua cunhada, Francisca Olympia Rodrigues Tondella, casada com seu irmão Francisco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29405" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de abril de 1891, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1892 </span>- </strong>Anúncio de seu casamento com Anna Amelia Celestina Ramos (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30598" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 9 de fevereiro de 1892, última coluna</a>).</p>
<p>Anna Amelia Tondella foi eleita juíza da Sociedade Beneficente Nossa Senhora do Carmo no período de 1892 a 1893 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de julho de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Anunciou com sua mulher e outros parentes a missa pelo 1º ano de falecimento de Lesbina Celestina Ramos (? &#8211; 1893), mulher de seu compadre Caetano Ferreira Ramos (? &#8211; 1919) e irmã de sua esposa, Anna Amelia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/23118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 1894, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Presenteou o <em>Jornal do Recife</em> com duas fotografias de sua autoria: uma da estação da Estrada de Ferro Central de Pernambuco e outra da rua Larga do Rosário por ocasião da procissão das Chagas. &#8220;<em>Um correto trabalho que muito recomenda o seu autor</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35340" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de maio de 1895, quinta coluna</a>). Nessa época, provavelmente seu estabelecimento fotográfico ficava na rua da Concórdia, nº 13.</p>
<p>Seu irmão Antônio casou-se com Francelina Maria de França Caldas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/12720" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de novembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1897</span> </strong>- Manoel Tondella enviou ao<em> Diário de Pernambuco 2 exemplares de lindíssimas fotografias em ponto pequeno. É no gênero um trabalho de grande perfeição e cuja apreciação recomendamos ao público</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/15537" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de janeiro de 1897, quarta coluna</a>).</p>
<p>Presenteou o <em>Jornal do Recife</em> com três fotografias de quadros de pintores célebres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/37749" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de janeiro de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Livraria Francesa<em> </em>fotografias de autoria de Tondella do préstito que havia acompanhado o general Artur Oscar no dia 15 de novembro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38956" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>Já existia a sociedade Oliveira &amp; Tondella, entre Manoel e João José de Oliveira (18? &#8211; 19?). Tornaram-se devedores de impostos do período entre 1897 e 1898 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/21132" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1899, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1898</span> </strong>-<strong> </strong>Ele e o sócio importaram uma caixa com objetos de fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p>Chegou uma caixa de mercadorias para Oliveira &amp; Tondella , do vapor inglês <em>Ile</em>, que vinha de potos da Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18306" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de março de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento do irmão de Manoel Tondella, Antônio (? &#8211; 1898). Ele, seu irmão Francisco (? &#8211; 1913) e filhos, sua irmã Maria (1860 &#8211; 1905), sua tia Antônia Maria Monteiro da Silva  (1826 &#8211; 1902) e sua esposa Anna Amelia convidaram para a missa de Sétimo Dia, na matriz de Santo Antônio. Pelo anúncio, Maria não era casada e Manoel e Anna Amélia não tinham filhos. Na missa de trigésimo dia, quem convida é a mulher de Antônio, Francelina França Caldas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/19324" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1898, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/19476" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de setembro de 1898, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/40541" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de fevereiro de 1899, quarta coluna</a>).</p>
<p>Anna Amelia era uma das paraninfas da bênção solene da imagem do Santíssimo Coração de Jesus, na Matriz de São José. A solenidade contou com a presença do governador de Pernambuco <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/40165" target="_blank">(<em>Jornal do Recife</em>, 4 de novembro de 1898, segunda colun</a>a).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella importaram álbuns e papel albuminado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/19938" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; O estabelecimento dos fotógrafos ficava na rua da Imperatriz, nº 79 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/439" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1900</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella importaram artigos para fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/20578" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de março de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p>Como era assinante da A<em>merica Illustrada, Revista Nacional de Letras e Artes</em>, a firma Oliveira &amp; Tondella ganhou de brinde um Livro de Ouro do Brasil  na Exposição de 1900 em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/41045" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de julho de 1899, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Ao longo do ano, Oliveira &amp; Tondella importaram diversas vezes materiais fotográficos, envelopes e cartões.</p>
<p>Tondella foi o fotógrafo responsável pela realização de uma imagem que a Celestial Confraria da Santíssima Trindade ofereceria à Sociedade Musical Charanga do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9077" target="_blank"><em>A Província </em>(PE), 17 de julho de 1900, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Encontrava-se exposto no ateliê  Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella, na rua da Imperatriz, nº 79, um quadro dos bacharéis da Faculdade de Direito do Recife de 1900 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/42708" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de novembro de 1900, última coluna</a>)</p>
<p>A firma Oliveira &amp; Tondella realizou um retrato em busto do professor Gaspar Regueira Costa na ocasião de seu aniversário, com o qual o magistério municipal o presentearia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/83291" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de dezembro de 1900</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Ao longo do ano, Oliveira &amp; Tondella importaram diversas vezes materiais fotográficos, cartões, papel para desenho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16366" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><img class=" wp-image-16366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Encontrava-se exposto no ateliê  Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella, na rua da Imperatriz, nº 79, um quadro dos bacharéis da Faculdade de Direito do Recife de 1901 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/43942" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de novembro de 1901, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16364" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/43942" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16364" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/bacha.jpg" alt="Jornal do Recife, 26 de novembro de 1901" width="324" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/43942" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de novembro de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Ao longo do ano, Oliveira &amp; Tondella importaram diversas vezes materiais fotográficos.</p>
<p>Na Travessa da Concórdia, nº 13, falecimento da tia de Tondella, Antônia Maria Monteiro da Silva (1826 &#8211; 1902). A família foi adjetivada como<em> ilustre</em> e Francisco e Manoel Tondella foram referidos como seus <em>dignos sobrinhos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/44609" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de junho de 1902, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12041" target="_blank"><em>A Província</em>, 24 de junho, quinta coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3596" target="_blank"><em> Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1902, quarta coluna</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella realizaram um retrato em tamanho natural do tenente-coronel Miranda Curio, delegado de saúde do Exército junto ao comando do 2º Distrito Militar, que lhe seria dado como presente de aniversário pelos farmacêuticos do corpo de saúde de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12303" target="_blank"><em>A Província </em>(PE), 22 de agosto de 1902, quarta coluna</a>).</p>
<p>Jornalistas do <em>Diário de Pernambuco</em> fizeram uma visita ao ateliê fotográfico de Oliveira &amp; Tondella e elogiaram os retratos e as vistas expostas e também a <em>amabilidade dos dignos artistas. &#8220;Mostraram-nos os mesmos srs. os estereoscópios que acabam de receber, novidade que expõem à venda&#8230;&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4035" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de outubro de 1902, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16369" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/4035" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/estereoscópios.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 22 de outubro de 1904" width="395" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/4035" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de outubro de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A firma Oliveira &amp; Tondella ofereceu uma fotografia de presente ao<em> Jornal do Recife: </em>uma imagem<em> </em>do general Marinho da Silva passando em revista as tropas federais na Campina do Bode (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/45150" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de novembro de 1902, quarta coluna</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella enviaram ao<em> Jornal do Recife</em> um cartão de boas festas com uma imagem de um trecho do rio Capibaribe próximo aos arrecifes. Além disso, enviaram a fotografia de uma paisagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/45230" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de dezembro de 1902, sétima coluna</a>). Enviaram para o periódico <em>A Província</em> uma fotografia do farol de Olinda e uma de uma lancha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12835" target="_blank"><em>A Província (PE)</em>, 23 de dezembro de 1902, quarta coluna</a>). E enviaram para o <em>Jornal Pequeno</em> uma fotografia dos bairros do Recife e de Santo Antônio como votos de boas festas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/5298" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 23 de dezembro de 1902, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Ao longo do ano, Oliveira &amp; Tondella importaram diversas vezes materiais fotográficos.</p>
<p>Um retrato a óleo feito no ateliê de Oliveira &amp; Tondella foi oferecido ao alferes Virgílio Antônio Borba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4287" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de janeiro de 1903, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado o novo endereço do ateliê fotográfico de Oliveira &amp; Tondella, devido à mudança do nome da rua da Imperatriz para rua Rosa e Silva. O número, 79, continuou o mesmo. Eles haviam produzido um retrato do conselheiro Rosa e Silva durante um banqueteExpuseram as vistas do salão do banquete, que deveriam ser apreciadas com um estereoscópio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4403" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de fevereiro de 1903, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4410" target="_blank">13 de fevereiro de 1903, última coluna</a>). Expuseram as vistas do salão do banquete, que deveriam ser apreciadas com um estereoscópio <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4431" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1903, última coluna</a>).</p>
<p>Os <em>hábeis artistas</em> Oliveira &amp; Tondella produziram uma fotografia da Igreja de Santa Cruz na ocasião da festa do Bom Jesus da Via Sacra, realizada em 3 de maio, e a enviaram de presente para o<em> Jornal do Recife,</em> para o<em> Jornal Pequeno</em> e para o periódico<em> A Província</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/5758" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de maio de 1903, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/45695" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de maio de 1903, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/13460" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 17 de maio de 1903, última coluna</a>).</p>
<p>Casamento de Amália de Oliveira, filha de José Joaquim Oliveira, com Tacito Altino Correia de Araújo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11918" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de setembro de 1903, sexta coluna</a>).</p>
<p>Leonilla Lusetta de Oliveira, esposa de Joaquim José de Oliveira, sócio de Tondella, faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6345" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de outubro de 1903, terceira coluna</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella presentearam o <em>Jornal Pequeno</em> com fotografias em miniatura da primeira página edição de 28 de junho de 1902 do periódico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6462" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de dezembro de 1903, terceira coluna</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella presentearam o <em>Diário de Pernambuco</em> com fotografias do edifício do referido jornal na rua Duque de Caxias esquina com a Praça da Independência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/12290" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de dezembro de 1903, quarta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Oliveira &amp; Tondella enviaram votos de um feliz ano novo para o <em>Jornal do Recife</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/46442" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de janeiro de 1904, quinta coluna</a>).</p>
<p>Chegada, da Inglaterra, de papel fotográfico, de câmaras escuras, de cartões cortados e obras impressas para Oliveira &amp; Tondella (<em>Província</em> (PE)<em>,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14528" target="_blank">16 de janeiro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14901" target="_blank">21 de maio de 1904, terceira coluna</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15001" target="_blank"> 15 de junho, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15173" target="_blank">29 de julho de 1904, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15317" target="_blank">31 de agosto de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Oliveira &amp; Tondella foram citados pela Diretoria de Contabilidades e Rendas Municipais do Recife. O endereço era av. Rosa e Silva, 79 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/4964" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de fevereiro de 1904, sexta coluna</a>).</p>
<p>A firma Oliveira &amp; Tondella produziu uma fotografia da Companhia dos Bombeiros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/5065" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1904, sexta coluna</a>).</p>
<p>Tondella abriu, sem sócios, um estabelecimento fotográfico na rua da Velha, 137, no primeiro andar, onde também residia. Anos depois essa rua passou a chamar-se Antônio Carneiro. Na época, oferecia cartões postais da procissão <em>Encontro, </em>que havia saído da Igreja de Santa Cruz, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/46800" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de abril de 1904, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15911" target="_blank"><em>A Província</em>, 13 de setembro de 1904, penúltima coluna</a>). A recente abertura do ateliê do <em>hábil e conhecido fotógrafo</em> foi anunciada. Provisoriamente a entrada seria feita a partir da rua da Alegria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/47272" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de setembro de 1904, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15911" target="_blank"><em>A Província</em>,(PE), 13 de setembro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16730" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/15960" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16730" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/tondella.jpg" alt="A Província, 23 de setembro de 1904" width="450" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/15960" target="_blank"><em>A Província</em>, 23 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tondella produziu de uma janela da Igreja de Santa Cruz uma fotografia da Charanga do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15943" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de setembro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Com cerca de 45 anos, falecimento de Maria Tondella, irmã de Manoel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15836" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de abril de 1905, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48063" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de maio de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Photographia Tondella anunciando o desligamento de Tondella da firma Oliveira &amp; Tondella, realizado no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/16725" target="_blank"><em>A Província</em>, 16 de julho de 1905, primeira coluna</a>). No mesmo ano, publicação de uma propaganda da Photographia Popular apenas com o nome de Joaquim José de Oliveira no mesmo endereço, na rua da Imperatriz, 79 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/3158" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1905</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16367" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/16725" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16367" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/tondellasozinho.jpg" alt="A Província(PE), 16 de julho de 1905" width="255" height="121" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/16725" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de julho de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ofertou ao <em>Jornal do Recife</em> a fotografia da canhoneira <em>Pátria</em> e seu trabalho foi considerado<em> perfeitíssimo. </em>Uma fotografia ampliada da mesma canhoneira<em> </em>estava exposta na Livraria Francesa, na rua Primeiro de Março, nº 9<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48506" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de setembro de 1905, oitava coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal Pequeno</em> homenageou Anna Amélia no dia de seu aniversário, 5 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8826" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de dezembro de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- O nome da rua de seu estabelecimento mudou de rua da Velha para rua Antônio Carneiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/822" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de agosto de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Falecimento de sue irmão Francisco, que havia sido livreiro no Recife, proprietário da antiga casa Bolitreau, a Livraria Tondella, Cockles &amp; Co, desde 1897, na rua do Imperador, 46 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18080" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de fevereiro de 1898, penúltima coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18305" target="_blank"> <em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de março de 1898, terceira coluna</a>) e que ultimamente trabalhava como contador na Papelaria Brasil. Era pai de Marcionila e de Francisco Tondella Junior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17153" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de setembro de 1897, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16721" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 19 de novembro de 1913, última coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>-Morte de sua sobrinha, Marcionila Tondella, filha de seu irmão e comerciante Francisco (já falecido), que também era pai do poeta Tondella Junior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/14264" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Falecimento do compadre e cunhado de Tondella, Caetano Ferreira Ramos (? &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/76817" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de abril de 1919, última coluna)</a>.</p>
<p>Morte de seu sobrinho, o poeta Francisco Tondella Junior, aos 28 anos, filho de seu irmão já falecido, Francisco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/17344" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de junho de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado um anúncio do estabelecimento fotográfico de Tondella, na rua Antônio Carneiro, 403 (antiga Velha) no qual eram oferecidos retratos Mignon, Visita, Elisabeth, Gabinete, Boudoir, Salão, cartões postais, e fotos de edifícios, de grupos ao ar livre em papel platina ou brilhante, retratos em tamanho natural <em>em preto ou em cor pelo novo sistema americano</em>. Oferecia também uma grande coleção de vistas de Pernambuco. Além disso, consertava máquinas e obturadores e fazia <em>revelação, impressão e retoque em chapas de amador</em>. O mesmo anúncio foi publicado diversas vezes ao longo de 1919 e 1920.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16360" style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/29505" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16360" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/tondela.jpg" alt="Pequeno Jornal, 13 de outubro de 1919" width="188" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/29505" target="_blank"><em>Pequeno Jornal</em>, 13 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi anunciado que o artista e fotógrafo Manoel Tondella estava diariamente, na rua Velha, 103, à disposição dos assinantes e dos anunciantes de <em>La Revue de revues de l´Amerique du Sud</em>, de Daniel Valenford &amp; C sobre Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/297" target="_blank"><em>A Província (PE)</em>, 8 de fevereiro de 1920, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78301" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de outubro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>- Foi realizada uma missa fúnebre pela alma de Manoel Tondella, na Igreja de Santa Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/3274" target="_blank"><em>A Província (PE)</em>, 22 de fevereiro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>-Pela última vez foi anunciado o estabelecimento fotográfico de Tondella, na rua Antônio Carneiro, nº 137 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/82024" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6932" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6932/MT_017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6932" target="_blank">Manoel Tondella. Rio Beberibe, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar./index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=211&amp;Itemid=1" target="_blank">GASPAR, Lúcia. As ruas do Recife. Site da Fundaj, 2009</a></p>
<p>GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virginia. <em>O Recife: uma bibliografia</em>. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2008. 360 p.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>MALTA, Albertina &#8211; <a href="https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/10248/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20Albertina%20Malta.pdf" target="_blank"><em>Memória em sais de prata: fotografias do Recife em instituições memoriais</em></a>. Dissertação para Universidade Federal de Pernambuco, fevereiro de 2013.</p>
<p>MEDEIROS, R. M. H. (Orgs.). <em>Arquivos e coleções fotográficas da Fundação Joaquim Nabuco</em>. Recife: Massangana, 1995.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>SILVA, Fabiana Bruce. <a href="https://www.sudeste2015.historiaoral.org.br/resources/anais/9/1435714229_ARQUIVO_Recife_Fotografia_FabianaBruce_XI_ABHORJ.pdf" target="_blank"><em>Entre fotógrafos, modernidade e fotografia no Recife do século XX, uma pesquisa</em>.</a> Apresentado durante XI Encontro Regional Sudeste de História Oral, realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niteroi, em julho de 2015</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=16353</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Ambrósio Leitão da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafo da Casa Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Ferreira Villela]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Augusto Roth]]></category>
		<category><![CDATA[Leon Chapelin]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio das Princesas]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Santa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=14863</guid>
		<description><![CDATA[Contemporâneo no Recife dos estrangeiros Augusto Stahl (1828 - 1877) e Alberto Henschel (1827 - 1882), João Ferreira Villela é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia ainda é bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Afirmava ser o único discípulo do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco ( 1830- 1912) e sempre dedicou-se para alcançar a perfeição em seu trabalho fotográfico. Participou e foi premiado em diversas exposições no Brasil e no exterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos* </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos, tendo sido antecedido por Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), <em>pensionista de S.M. o Imperador</em>, que anunciou, em 9 de junho de 1854, uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares, em 1854, um ano antes de Villela <span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span>.</p>
<p>A biografia de Villela é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c.1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em fins de 1858, transferiu-se para a rua Nova, nº 18, primeiro andar. <em> </em>No ano seguinte, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> visitou Recife, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas. Na ocasião, o monarca encomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido durante sua viagem pelo nordeste. Em 18 de setembro de 1860, Villela tornou-se o único pernambucano a ser agraciado por dom Pedro II com o título de Fotógrafo Imperial. No fim de 1860, o casal real foi padrinho de uma de suas filhas. Na cerimônia, realizada na Igreja Paroquial de Santo Antônio, fizeram-se representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha, o Barão de Mamoré (1825 &#8211; 1898), e sua esposa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/175" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de João Ferreira Villela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3552/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank">João Ferreira Villela. Homem, c. 1866. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inaugurou seu novo ateliê na rua do Cabugá, nº 18, em 1861. Oferecia retratos por<em> ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeter dentro de cartas ou sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco, além de retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas. Nesse mesmo ano, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário.</em></p>
<p>Em 7 de abril de 1870, após 10 meses de obras, o estabelecimento de Villela na rua do Cabugá, agora denominado Photographia Imperial, foi reinaugurado. A reforma teve como modelo o ateliê do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela havia visitado em 1868. A partir de 1870, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela como encarregado de colorir as cópias fotográficas. A última notícia sobre seu estabelecimento fotográfica é de 1873. Acredita-se que depois dessa data ele tenha se dedicado exclusivamente à produção de tintas de escrever indeléveis e produtos farmacêuticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6537/007A5P4FP05-015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank">João Ferreira Villela. A Rua Nova, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferreira Villela participou de diversas exposições, dentre elas as Exposições Provinciais de Pernambuco de 1861, 1866 e 1872; da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1866, quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa; da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro de 1873, expondo produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze; e da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro de novo com tintas de escrever, quando ganhou uma medalha de mérito. No exterior, participou da Exposição Universal de Viena de 1873 com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa; dois anos depois, da Exposição Internacional de Santiago do Chile, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio; e, finalmente da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, também com tintas de escrever, quando conquistou a medalha de honra. Dessas duas últimas constou como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="392" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank">João  Ferreira Villela. Mausoleo à Sereníssima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, c. 1871. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840</span></strong> &#8211; O aluno João Ferreira Villela, do Colégio Pernambucano, foi aprovado na prova geral de <em>primeiras letras e gramática nacional </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1226" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1840, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela foi aprovado na prova de História, seção de História Sagrada, do Colégio Pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2399" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1841, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela requereu à Assembleia Provincial de Pernambuco uma gratificação para que ele pudesse concluir o curso de taquigrafia. Ele e outro aluno, Joaquim Izidoro Simões, receberam uma gratificação de  400 mil réis cada um, e o professor de <em>arte</em> recebeu 800 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11645" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de maio de 1849, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11742" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Fez outro requerimento à Assembleia Provincial de Pernambuco em relação a financiamento para seu curso de taquigrafia e passou a ser adido da secretaria da assembleia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/475" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1850, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/587" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1850, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela e Joaquim Izidoro Simões solicitaram a criação de <em>lugares de taquígrafos</em> na Assembleia Provincial de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1429" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de março de 1851, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1852</strong></span> &#8211; Foi concedida uma licença de um mês e 24 dias para João Ferreira Villela, <em>praticante de taquigrafia</em>, ir à Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de maio de 1852, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13 de novembro, a bordo do vapor brasileiro <em>Mucury</em>, Villela chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749974/300" target="_blank"><em>O Globo</em>, 20 de novembro de 1852, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; O então taquígrafo João Ferreira Villela voltou para Pernambuco, em 12 de novembro, no vapor <em>Guanabara</em> e informou que não devia <em>nada nesta praça</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39165" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1853, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de novembro de 1853, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Inicialmente, segundo Boris Kossoy, sem anunciar seu nome, João Ferreira Villela possuía um ateliê de fotografia no Aterro da Boa Vista, nº4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>), e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). O ateliê de Villela oferecia retratos de pessoas idosas, de crianças e anunciava que iria a qualquer lugar para tirar retratos de pessoas mortas. Anunciava também tirar retratos em <em>stereoscopo, isto é de maneira a apresentar a pessoa em relevo e ao natural</em> e incumbiam-se de tirar cópias em daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14962" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><img class="wp-image-14962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/primeira.jpg" alt="primeira" width="249" height="279" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Vendia-se no estabelecimento de Villela um grande sortimento de objetos para a colocação de retratos que lá se tiravam com<em> a maior perfeição</em> tanto pelo sistema francês como pelo norte-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14884" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><img class="wp-image-14884 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="427" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Publicação de propaganda da Grande Oficina de Galeria de Daguerreótipo informando a chegada de produtos de Nova York e também informando os preços dos retratos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211;  Recém chegado à cidade, no vapor Oyapock, o retratista J. Villela abriu seu novo estabelecimento de daguerreotipia à rua Nova, nº 18, primeiro andar. Anunciava possuir o mais <em>completo sortimento de caixinhas, molduras pretas, douradas e jóias para a colocação dos retratos</em>. Anunciava também que iria a <em>qualquer parte tirar retrato de família ou de pessoa morta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/10802" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1858, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong></span> &#8211;  Em uma propaganda de seu estabelecimento, Villela divulgou sua habilidade como restaurador de daguerreótipos (<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1859).</p>
<p>Quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou Recife, em outubro, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas: do Pavilhão construído a mando da Câmara Municipal para a recepção do imperador, do porto de desembarque do imperador com quiosque, dois barracões, chafariz e cais do Colégio; da continuação da citada vista com o mastro norte do pavilhão da Câmara e mosqueiro com todas as embarcações ali fundeadas; de uma marinha, do Templo dos Ingleses, na rua da Aurora; e do fim da rua da Cruz com o princípio do arsenal de Marinha. <em>S. Majestade, com a bondade que todos conhecem, dignou-se receber o mimo, declarar que conhecia todas as vistas e achava bom o trabalho. </em>O monarca<em> e</em>ncomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido. Ficou combinado que seriam remetidas para o Rio de Janeiro. <em>É mais uma prova do quanto nosso adorado monarca aprecia e anima as artes assim como do valor e importância que dá ao que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/11528" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de dezembro de 1859, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/17089" target="_blank"><em>Correio Mercantil (RJ)</em>, 7 de janeiro de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Sobre a foto abaixo, produzida por Villela em torno de 1860, Luis Felipe de Alencastro comentou no livro <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a </em><em>modernidade nacional,</em> publicado pela Companhia das Letras, em 1998:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://d3swacfcujrr1g.cloudfront.net/img/uploads/2000/01/013302002139.jpg" alt="Imagem representativa da obra" width="249" height="400" /><p class="wp-caption-text">João Ferreira Villela. Augusto Gomes Leal com a Ama-de-Leite Mônica, c. 1860. Recife. Pernambuco / Acervo da Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8216;<em>A fotografia feita no Recife por volta de 1860. Na época era preciso esperar no mínimo um minuto e meio para se fazer uma foto. Assim, preferia-se fotografar as crianças de manhã cedo, quando elas estavam meio sonolentas, menos agitadas. O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou-a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade. O olhar do menino voa no devaneio da inocência e das coisas postas em seu devido lugar. Ela, ao contrário, não se moveu. Presa à imagem que os senhores queriam fixar, aos gestos codificados de seu estatuto. Sua mão direita, ao lado do menino, está fechada no centro da foto, na altura do ventre, de onde nascera outra criança, da idade daquela. Manteve o corpo ereto, e do lado esquerdo, onde não se fazia sentir o peso do menino, seu colo, seu pescoço, seu braço escaparam da roupa que não era dela, impuseram à composição da foto a presença incontida de seu corpo, de sua nudez, de seu ser sozinho, da sua liberdade. O mistério dessa foto feita há 130 anos chega até nós. A imagem de uma união paradoxal mas admitida. Uma união fundada no amor presente e na violência pregressa. A violência que fendeu a alma da escrava, abrindo o espaço afetivo que está sendo invadido pelo filho do senhor. <span style="color: #800000;">Quase todo o Brasil cabe nessa foto</span></em>&#8216;.</p>
<p>Em propaganda de sua oficina e galeria da rua Nova, 18, anúncio de que Ferreira Villela já havia tirado mais de cinco mil retratos em quatro anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14919" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><img class="  wp-image-14919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/villela.jpg" alt="villela" width="488" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lado a lado, propagandas dos estabelecimentos fotográficos de Villela e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14920" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><img class="wp-image-14920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/stahlevillela.jpg" alt="stahlevillela" width="498" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embarcou no vapor <em>Oyapock</em> rumo aos portos do sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2053" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de agosto de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou, no Rio de Janeiro, no paquete<em> Cruzeiro do Sul</em>, rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18115" target="_blank"><em>Correio Mercantil(RJ)</em>, 13 de setembro de 1860, penúltima coluna</a>). Anunciou seu retorno, a iminência da inauguração de seu novo estabelecimento fotográfico, na rua do Cabugá, nº 18, e identificou-se como único discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>. Oferecia retratos por ambrótipo, daguerreótipo e ambrocromótipo. <em>Este último sistema, invenção do distinto professor Insley Pacheco, de quem o anunciante é o único discípulo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14901" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><img class="wp-image-14901 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ambrotipista.jpg" alt="ambrotipista" width="479" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Guilherme Auler (6/1/1914 &#8211; 27/12/1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>, de Pedro Vasquez, João Ferreira Villela, teve seu título de Fotógrafo Imperial concedido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>, em 18 de setembro de 1860. Foi o primeiro e único pernambucano agraciado. Antes dele, os fotógrafos Buvelot &amp; Prat e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, ambos da província do Rio de Janeiro, haviam recebido o título em 8 de março de 1851 e em 22 de dezembro de 1855, respectivamente.</p>
<p>Os padrinhos de uma de suas filhas foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> e dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, que se fizeram representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha (1825 &#8211; 1898) e sua esposa. Muitas autoridades estavam presentes à cerimônia, na Igreja Paroquial de Santo Antônio, e também à festa na casa de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/2940" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/14242" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211;  <em>No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de Pernambuco de 1861</em> , Villela foi listado como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank">taquígrafo</a> e, com <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/592" target="_blank">Augusto Stahl</a>, como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-14975 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo1-1024x236.jpg" alt="taquigrafo" width="768" height="177" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706345/592" target="_blank"><img class="alignnone size-large wp-image-14976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/AUGUSTO-1024x179.jpg" alt="AUGUSTO" width="768" height="134" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentou-se como <em>Retratista da Augusta Casa Imperial</em> em anúncio de seu estabelecimento fotográfico na rua do Cabugá, nº 18 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14922" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><img class="wp-image-14922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga.jpg" alt="cabuga" width="295" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oferecia retratos por <em>ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeterem-se dentro de cartas </em>ou<em> sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de <em>retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1861</a>).</p>
<p>Durante 1861, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário: </em>em<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/417" target="_blank">31 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/441" target="_blank">7 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/465" target="_blank">14 de agosto</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/485" target="_blank"> 21 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/533" target="_blank">4 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/581" target="_blank">18 de setembro,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/720712/605" target="_blank">25 de setembro</a>.</p>
<p>Abaixo, uma reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel sobre Ferreira Villela que identificou como <em>hábil em daguerreotipar os defeitos alheios</em>. Há também uma resposta do diretor e regente da orquestra, Francisco Libânio Colás ( 1827 &#8211; 1885) a crítica feita a ele no <em>O Constitucional</em> de 7 de agosto de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14977" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><img class="wp-image-14977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/musica.jpg" alt="musica" width="294" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Villela deu um esclarecimento sobre a reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel, o <em>Cunha</em>  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4470" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de agosto de 1861, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em seu estabelecimento eram oferecidos retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4999" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de outubro de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou com uma coleção de retratos pelo sistema ambrótipo da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 16 de novembro de 1861, no Palácio do Governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5142" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de novembro de 1861, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a>). Sua esposa, Idalina Teixeira Leal Ferreira Villela, participou expondo uma<em> caixa envidraçada contendo um grupo de frutas de cera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/796" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14943" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><img class="wp-image-14943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo1.jpg" alt="expo1" width="404" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Villela ofereceu <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2499" target="_blank">retratos a dom Pedro II</a>, que haviam sido exibidos na Exposição Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2610" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, janeiro de 1862</a>).</p>
<p>Foi qualificado como juiz de fato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5699" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a decoração de seu estabelecimento fotográfico com retratos dos imperadores, das princesas imperiais e de pessoas importantes do Recife. Afirmava que os preços dos retratos eram<em> os mais razoáveis da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6770" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1862, última coluna</a>).</p>
<p>Nessa mesma época, atuava no Recife o retratista norte-americano Augusto W. Osborn, na rua do Imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6910" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1862</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/491/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank">João Ferreira Villela. Ponte Santa Isabel: construção, 1862. Recife , Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Candidatou-se a vereador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14930" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><img class="wp-image-14930 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/vereador.jpg" alt="vereador" width="247" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Participou com uma coleção de retratos da Exposição Provincial de Pernambuco e ganhou a medalha de cobre. Era na época o único fotógrafo brasileiro no Recife. Os outros eram estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de dezembro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14931" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><img class="wp-image-14931 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo.jpg" alt="expo" width="362" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 5 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre eles, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo&#8217;.</em></p>
<p>Seu ateliê fotográfico continuava funcionando na rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><img class="wp-image-14932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga1.jpg" alt="cabuga1" width="415" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Villela informou que havia comprado o material fotográfico do estabelecimento fotográfico de Eugênio &amp; Maurício que ficava na rua Nova, 25 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de março de 1867</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Revista Diária&#8221;, muitos elogios foram feitos ao trabalho de Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19045" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de agosto de 1867, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de anúncios dos estabelecimentos fotográficos de Ferreira Villela e do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14937" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><img class="wp-image-14937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/hen1.jpg" alt="hen" width="241" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Ferreira Villela publicou um convite para a missa de sétimo dia de sua mãe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20310" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Em propaganda anunciava seus cartões de visita <em>sem o menor retoque de lápis ou de nanquim </em>e chamava a atenção do público<em> para os retratos expostos no salão de cortar cabelos do sr. José Ricardo Coelho e na livraria do sr. Nogueira de Souza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20390" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou uma liquidação de vistas estereoscópicas de países da Europa e também de estereoscopos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20598" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos do bispo dom Francisco Cardoso Ayres (1821 &#8211; 1870). Anunciou também a utilização sem economia de uma lavagem sobre os retratos para extrair todo o <em>hipossulfito de soda</em>, <em>causa da alteração das provas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21023" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Após uma temporada no Rio de Janeiro, para onde havia ido a fim de conhecer e examinar os melhores estabelecimentos fotográficos da corte, tendo passado <em>um mês estudando e aproveitando as lições</em> do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, retornou ao Recife no dia 7 de dezembro e retomou a direção de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/22353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1868, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank">No Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola de Pernambuco de 1869</a> , Villela foi listado como taquígrafo e, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-14941 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo.jpg" alt="taquigrafo" width="417" height="463" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que estava sempre<em> em dia com os melhoramentos e progressos que na América do Norte, na Europa ou no Rio de Janeiro se consegue na arte fotográfica e para alcançarmos tal fim nunca poupamos despesas nem sacrifícios de sorte que nossos numerosos fregueses podem ter a certeza de que sempre encontrarão em nosso estabelecimento tudo quanto a arte e a moda oferecer de bom no novo e velho mundo aos amantes da fotografia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14938" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><img class="wp-image-14938 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/uptodate.jpg" alt="uptodate" width="206" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após 10 meses de reforma em seu estabelecimento, anunciou o fim das obras para a primeira quinzena do mês de dezembro de 1869. A reforma teve como modelo o ateliê fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela visitou em 1868. Em 16 de dezembro, informou um novo prazo para a conclusão das obras: 7 de janeiro de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24689" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1869, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14940" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><img class="wp-image-14940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/reforma.jpg" alt="reforma" width="209" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 7 de abril, após uma grande reforma, abertura da Photographia Imperial e Galeria de Pintura de João Ferreira Villela, no mesmo endereço, rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1870, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1124" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1870, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14960" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><img class="wp-image-14960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/pagina.jpg" alt="pagina" width="578" height="837" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir desse ano, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (18? &#8211; ?), no Brasil desde 1868, quando desembarcou do vapor francês <em>Extremadure</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21077" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1868, penúltima coluna</a>) passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela, como encarregado de colorir as cópias fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/988" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1870, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1500" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Na livraria francesa dos srs. Lalhacar &amp; C., na rua do Crespo, exposição de quatro retratos produzidos no estabelecimento de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1330" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava os <em>Retratos Timbre-posts, excelentes para circulares, convites, ou simplesmente para cartas a amigos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4367" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 14 de novembro de 1871, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava retratos de grupos de cinco a 100 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1871, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; A Photographia Imperial anunciava a<em> grande novidade</em> dos cartões de visita e afirmava ser o único estabelecimento que possuía <em>as máquinas e os aparelhos precisos para preparar esses cartões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>Villela participou da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 20 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/6618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1872, primeira coluna)</a>, com um quadro a óleo (fotopintura?), dois quadros com fotografias no formato carte de visite e 3 quadros de retratos a óleo (fotopinturas?). O fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) também participou com 2 quadros de fotografias. Ambos ganharam medalhas de prata. Villela expôs também <em>uma variada coleção de produtos químicos de seu fabrico que revelam uma capacidade artística congênita e de uma força de vontade digna de toda animação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7426" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1873, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7433" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1873, última coluna)</a>.</p>
<p>Como relator da Comissão da Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, fez o discurso na sessão fúnebre que o Club Popular do Recife celebrou em homenagem à memória de Antônio Rangel de Torres Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7072" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 &#8211; </strong></span>Ele e o fotógrafo Leon Chapelin eram integrantes <em>avulsos</em> da loja Capitular União e Beneficência da maçonaria de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7139" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 9 de janeiro de 1873, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Participou da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro com produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze.</span></span></p>
<p>Participou da Exposição Universal de Viena com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa.</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou ter cartões de visitas coloridos ao natural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/8197" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1873, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou possuir retratos do papa Pio IX (1792 &#8211; 1878), de outros religiosos e da <em>infeliz Maria da Conceição, assassinada pelo desembargador Pontes Visgueiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/9173" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1873, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Estava na lista de devedores de um imposto de 4% cobrados a alguns estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10107" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1874, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de abril de 1874, foi veiculado uma propaganda do estabelecimento de Lopes &amp; C, na rua do Barão da Vitória, 14, denominado Photographia Imperial, mesmo nome do estabelecimento de Villela. Note-se que a última propaganda da Photographia Imperial de Villela foi veiculada em novembro de 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de abril de 1874</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10122" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma reunião do Instituto Arqueológico e Geográfico e na ocasião ofertou à entidade duas fotografias: da fortaleza do Brum e do porto de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/11002" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1874, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9594" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de agosto de 1874, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete a vapor <em>Pará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/106" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de setembro de 1874, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 -</span> </strong>Participou da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro com tintas de escrever e ganhou uma medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2141" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14564" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Santiago do Chile, ocorrida entre 16 de setembro de 1875 e 16 de janeiro de 1876, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2486" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de maio de 1876, primeira coluna</a>). Na listagem dos premiados, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria se mudado para a corte?</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; </span></strong>Participou da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, com tintas de escrever, e conquistou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1405" target="_blank"><em>O Novo Mund</em>o, setembro de 1876, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1449" target="_blank"><em>O Novo Mundo</em>, janeiro de 1877, quarta colun</a>a). Da mesma forma como na listagem dos premiados na Exposição Internacional de Santiago do Chile, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4006/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank">Palácio da Presidência da Província, c. 1870. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span> Em 1845, há o registro da atuação de um daguerreotipista no Recife, que se anunciava como Mr. Roberto, provavelmente estrangeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6825" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1845, terceira coluna</a>). Os outros, de quem se têm notícia até  hoje e que também atuaram na cidade na década de 1840, eram com certeza estrangeiros: os norte-americanos Joseph Evans (? -18?) e Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894). Na década de 1850, quando Villela começou a trabalhar como fotógrafo, foi o segundo pernambucano na profissão. O primeiro foi Cincinato Mevignier que, em junho de 1854, identificava-se-se como <em>retratista e pensionista de S.M. o Imperador</em> e possuía uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares. Anunciava ter encomendado da Europa <em>uma máquina extraordinária daguerreótipo&#8230;será sem dúvida maior que tem de se apresentar-se nessa capital e mesmo em todas as outras províncias do império&#8230;</em>Também, na mesma propaganda, afirmou ser pernambucano o que o torna o primeiro daguerreotipista nascido no referido estado conhecido até os dias de hoje: &#8220;<em>Pernambucanos! a <strong>nossa província</strong> tão bela e tendo em si os melhores golpes de vista pra os astistas que sabem apreciar a natureza</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5297" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1854, segunda coluna</a>). O primeiro registro de Villela como daguerreotipista é de 1855.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 25 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCASTRO, Luis Felipe de. <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21634/joao-ferreira-villela" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=14863</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Richard Dietze]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[álbum]]></category>
		<category><![CDATA[Album de vues du Brésil]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Ducasble]]></category>
		<category><![CDATA[antiquário]]></category>
		<category><![CDATA[Aurélio de Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[Barão do Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Constantino Barza]]></category>
		<category><![CDATA[Correggio]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Curso Prático de Caligrafia]]></category>
		<category><![CDATA[desenhista]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Cavalcanti de Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[estabelecimento de moda]]></category>
		<category><![CDATA[Eugène Lassailly]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Internacional de Antuérpia]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Sul-Americana de Berlim]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Universal de Paris 1889 - Exposição Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Félix de Valois Correia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo francês]]></category>
		<category><![CDATA[galeria de arte]]></category>
		<category><![CDATA[Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Irineu de Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Nabuco]]></category>
		<category><![CDATA[José Ferreira Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[José Jerônimo Telles Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[José Marianno Carneiro da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Leopoldino de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Lucinda Furtado Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[medalha]]></category>
		<category><![CDATA[nudez]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Porto (cidade)]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
		<category><![CDATA[Ramalho Ortigão]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Rodolfo Lindemann]]></category>
		<category><![CDATA[Rodolpho Lindemann]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=14299</guid>
		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=14299</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 14:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Ducasble]]></category>
		<category><![CDATA[Assis Chateaubriand]]></category>
		<category><![CDATA[Barão do Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco du Bocage]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=9800</guid>
		<description><![CDATA[Considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuava em Pernambuco na vidada do século XIX para o XX, o português Francisco du Bocage (1860 - 1919), intitulava-se fotógrafo artista. Foi autor de uma importante documentação de Olinda e também do Recife. Seus registros revelaram a capital pernambucana, a Veneza brasileira, no auge de sua beleza. Documentou, também, obras do porto do Recife, foi correspondente do Jornal do Brasil e da Revista da Semana na capital pernambucana, além de ter sido dono de uma oficina de chapéus para senhoras e crianças. Durante um período, ofereceu serviços de massagem e de ginástica médica sueca em seu estabelecimento na rua da Imperatriz, nº 31, no Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)*</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9827" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/oproprio.jpg"><img class="wp-image-9827 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/oproprio.jpg" alt="oproprio" width="540" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Francisco du Bocage em primeiro plano. Fotografia de 1907 publicada na página 224 do livro <em>Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums (</em>2005).</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 1.5;">Considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuava em Pernambuco na virada do século XIX para o XX, pouco se conhece da biografia de Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919), que intitulava-se</span><em style="line-height: 1.5;"> fotógrafo artista, </em>evidenciando<span style="line-height: 1.5;"> sua preocupação com o valor estético de sua produção. Foi autor de uma importante documentação de Olinda e também do </span><a style="line-height: 1.5;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a><span style="line-height: 1.5;">. Seus registros, muitos dos quais foram editados como cartões-postais, revelaram a capital pernambucana, a </span><em style="line-height: 1.5;">Veneza brasileira</em><span style="line-height: 1.5;">, no auge de sua beleza. Documentou, também, obras do porto do Recife durante as administrações dos governadores Herculano Bandeira de Melo (1850 &#8211; 1916), Emídio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931) e Manuel Borba (1864 &#8211; 1928), no período entre 1908 e 1919. Sua obra fotográfica registrou o processo de modernização da cidade. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 837px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="827" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=bocage&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Francisco du Bocage disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi saudado no<em> Jornal do Recife</em> como <em>hábil fotógrafo português</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35025" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de março de 1895, na quarta coluna</a>), mas algumas publicações se referem a ele como francês. Bocage foi correspondente, no Recife, do <em>Jornal do Brasil</em> e da <em>Revista da Semana</em>. Foi também dono de uma oficina de chapéus para senhoras e crianças e, em um período, ofereceu serviços de massagem e de ginástica médica sueca em seu estabelecimento na rua da Imperatriz, nº 31.</p>
<p>Segundo um documento de identificação expedido em 10 de abril de 1918, no Recife, Bocage era português, naturalizado brasileiro, casado, tinha 1m68 de altura, olhos castanhos escuros, cabelos grisalhos, bigodes brancos, barba raspada e sua profissão era comerciante. Traz ainda uma imagem e a assinatura do fotógrafo. Esse documento foi trazido aos IMS, em fins de 2018, por seu bisneto, Sergio du Bocage.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/fotita1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-13811" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/fotita1-1024x831.jpg" alt="fotita" width="738" height="599" /></a></p>
<div id="attachment_13800" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/certidão.jpg"><img class="wp-image-13800 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/certidão-652x1024.jpg" alt="certidão" width="652" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Documento de identificação de Francisco du Bocage, trazido aos IMS, em fins de 2018, pelo bisneto do fotógrafo, Sergio du Bocage.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sabe-se que foi casado com a alemã Anna du Bocage, com quem teve quatro filhos: Beatriz Augusta, Dinah, Daniel e George. Faleceu em 22 de outubro de 1919, na cidade de Bezerros, no interior de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2052" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2052/002020BOC21.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1280" height="355" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2052" target="_blank">Francisco du Bocage. Porto do Recife, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211;  Nascimento de Francisco du Bocage, em 14 de abril de 1860, em Portugal, filho de Albino José Pereira e Anna Maria de Oliveira Bocage.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage seria o diretor do curso noturno de Escrituração Mercantil e Línguas, em Salvador, na rua Conselheiro Pedro Luis, n. 38 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=765910&amp;pagfis=394" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 15 de maio de 1889, na última coluna</a>). Nesse ano, foi publicado no Almanach Literário um poema , de sua autoria de Francisco Bocage, intitulado &#8220;Chromo&#8221;. Seria o próprio fotógrafo ou um homônimo?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage chegou no Recife a bordo do vapor nacional Olinda, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_07&amp;pagfis=5065" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê do fotógrafo, pintor, escultor, músico, colecionador e antiquário Alfredo Ducasble (18? &#8211; ?), localizado na rua Barão da Vitória, nº 65, no Recife, Bocage expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_07&amp;pagfis=5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;pagfis=30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage declarou, em 11 de janeiro de 1894, a compra da oficina de chapéus para senhoras e crianças do sr. A. Damour, localizada na rua da Imperatriz, 31, que passaria a ser dirigida  pela modista A. du Bocage, sua esposa, Anna. <em>Qualquer reclamação a fazer sobre venda e compra da dita oficina deverá ser dirigida ao signatário deste até o dia 20 do corrente mês, sob pena de nenhum efeito </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/22589" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de janeiro de 1894, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Nascimento da primeira filha do casal, Beatriz Augusta du Bocage, em 2 de agosto de 1894.</p>
<p>Produziu uma fotografia do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7817" target="_blank">cruzador Benjamin Constant</a>, quando o navio esteve no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34363" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de setembro de 1894, na sexta coluna</a>).</p>
<p>O <em>Diário de Pernambuco</em> agradeceu o oferecimento feito por Bocage de três <em>esplêndidas</em> fotografias de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/23685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1894, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9812" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/23685" target="_blank"><img class="wp-image-9812" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/atelie1.jpg" alt="atelie" width="727" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/23685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 29 de setembro de 1894</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bocage, do Centro Fotográfico Pernambucano, voltou a presentear o <em>Diário de Pernambuco</em>, dessa vez com duas <em>belíssimas fotografias com cenas movimentadas, tomadas rapidamente, instantaneamente. São ambas de admirável perfeição e dão a exata medida não só da excelência do aparelho fotográfico empregado, mas também da habilidade do operador</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10216" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de outubro de 1894, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Ofereceu ao <em>Jornal do Recife</em> uma fotografia de sua autoria. No agradecimento do jornal, foi saudado como um <em>hábil fotógrafo português</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35025" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de março de 1895, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage colocou à venda retratos de Manoel Ferreira de Assumpção, assassino de Maria Joaquina, personagem de um crime de esquartejamento ocorrido em Pernambuco.</p>
<p>Ofereceu ao <em>Jornal do Recife</em>, fotografias da parte externa do Colégio Salesiano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35492" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1895, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Fotografou a Estrada de Ferro Central de Pernambuco, durante uma visita que várias autoridades e engenheiros fizeram a Caruaru quando os trilhos chegaram à referida cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35603" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de agosto de 1895, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Foi anunciada a conclusão e a abertura ao público do ateliê da Empresa Centro Artístico Fotográfico, na rua da Imperatriz, 31, sob a direção técnica de Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36211" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1896, na sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9815" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/36211" target="_blank"><img class="wp-image-9815 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/abertura.jpg" alt="abertura" width="566" height="231" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/36211" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Recebedoria do Estado de Pernambuco deferiu um pedido de Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/13808" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de abril de 1896,  primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou sua filha Beatriz com um chapéu formado pelo <em>Jornal do Recife. </em>O registro foi<em> </em>classificado pelo periódico como<em> um esplêndido reclame</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de junho de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de sua filha, Dinah du Bocage, em 12 de junho de 1896.</p>
<p>No mesmo endereço do ateliê da Empresa Centro Artístico Fotográfico, na rua da Imperatriz, 31, Anna du Bocage continuava a <em>modernizar chapéus e capotas, cingindo-se às prescrições dos mais rigorosos figurinos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/37399" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, de outubro de 1896, última coluna</a>). O anúncio é publicado outras vezes ao longo do ano e também em janeiro do ano seguinte.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Bocage havia importado da França envelopes, cartões, chaminés de vidro e obras de cobre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/39494" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de abril de 1898, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18571" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1898, última coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de seu filho, George.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Bocage estava listado como um dos devedores do imposto das casas comerciais do Recife, no endereço rua da Imperatriz, 31 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/21132" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Bocage estava listado como um dos devedores do imposto de bombeiros das casas comerciais do Recife. Seu endereço era ainda rua da Imperatriz, 31 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/42848" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de janeiro de 1901, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; O British Colony Photo Club anunciou que tinha uma carta endereçada a Francisco du Bocage, na rua do Apolo, n. 42 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14775" target="_blank"><em>A Província</em>, 12 de março de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a inauguração do Asilo Magalhães Bastos, na Várzea, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7113" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de junho de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em Igarassu, Bocage fotografou a inauguração de uma fábrica de cimento da firma Cunha &amp; C. Segundo a notícia, era a primeira fábrica do gênero a funcionar no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/16199" target="_blank"><em>A Província</em>, 17 de novembro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que Bocage deu de presente ao jornal <em>A Província</em> uma fotografia da fábrica de cimento São José, em Maria Farinha, e outra da construção do quarto fio telegráfico para Olinda. Na época, o fotógrafo residia na rua Hospital Pedro II, n.5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/17315" target="_blank"><em>A Província</em>, 29 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Fotografou a visita de oficiais da canhoneira portuguesa <em>Pátria</em> ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/6299" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de agosto de 1905, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/6304" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de agosto de 1905, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48436" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de agosto de 1905,  última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Bocage retratou os convidados para o piquenique dos alunos do Colégio 7 de setembro, realizado no engenho <em>Valha-me Deus. </em>Na ocasião, o futuro magnata das comunicações no Brasil, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892 &#8211; 1968), e seu irmão, Oswaldo, recitaram poesias. Seu pai, o sr. Francisco José Chateaubriand Bandeira de Mello, presentou o <em>Jornal do Recife</em> com uma das fotografias do piquenique produzida por Bocage (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48469" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de setembro de 1905, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48634" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de outubro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Bocage fotografou a visita do presidente da República eleito Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) a Carpina, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18163" target="_blank"><em>A Província</em>, 8 de junho de 1906, sexta coluna</a>).</p>
<p>Era o correspondente em Pernambuco do periódico <em>Jornal do Brasil</em> e da <em>Revista da Semana</em>, ambos do Rio de Janeiro.</p>
<p>Ofertou ao jornal <em>A Província</em> duas fotografias de sua autoria da chegada de Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18343" target="_blank"><em>A Província</em>, 19 de julho de 1906, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9858" style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/18343" target="_blank"><img class="wp-image-9858 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/nabuco.jpg" alt="nabuco" width="688" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/18343" target="_blank"><em>A Província</em>, 19 de julho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Luiza Bocage, esposa de Francisco, foi distinguida com a carta de assistente pelo Hospital Pedro II por ter sido aprovada no curso de obstetrícia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18891" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de novembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>O postal abaixo, publicado no site <a href="https://www.delcampe.net/en_GB/collections/item/315063043.html">www.delcampe.net</a>, tem sua produção atribuída a Francisco du Bocage, em 1906. Traz uma imagem do próprio no ato de fotografar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.delcampe.net/en_GB/collections/item/315063043.html"><img class="alignnone size-full wp-image-10563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/cartao-postal1.jpg" alt="cartao postal" width="540" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Foram anunciados os serviços da parteira alemã, Mme. A. Luise Hurst du Bocage. Pouco depois, foi anunciada a transferência de sua residência para a rua da Imperatriz, 31. Antes, residia na rua Hospital Pedro II, n. 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18917" target="_blank"><em>A Província</em> , 27 de novembro de 1906, segunda coluna</a>). Ainda em 1907, foi anunciada sua nova residência na rua do Dr. Rosa e Silva, 31.  A. Luise Hurst du Bocage é Anna du Bocage, mulher de Francisco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50125" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de janeiro de 1907, sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50260" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de março de 1907, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50276" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de março, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage anunciou seus serviços de massagem e de ginástica médica sueca diversas vezes ao longo de 1907 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50354" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de abril de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9853" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50354" target="_blank"><img class="wp-image-9853 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/massagem.jpg" alt="massagem" width="476" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50354" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de abril de 1907 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No anúncio veiculado pelo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50661" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1907, terceira coluna,</a> Bocage explicava seu trabalho como massagista e dos métodos que utilizava em seus exercícios físicos, além de apresentar Mme du Bocage como parteira e massagista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9855" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50661" target="_blank"><img class="wp-image-9855 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/massagem1.jpg" alt="massagem1" width="239" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50661" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Chegou à Alfândega do Recife, proveniente de Hamburgo, na Alemanha, no vapor alemão <em>San Nicola</em>, aparelhos fotográficos importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/9484" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de março de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>No vapor brasileiro <em>Bahia</em>, chegaram, de novo de Hamburgo, artigos fotográficos para Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/9902" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de julho de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Bocage possuía produtos em armazéns da Alfândega do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/52062" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de agosto de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Recife, Bocage registrou o plantio de aglaias na rua Camarão,<em> obedecendo ao plano traçado pelo ilustre doutor Archimedes de Oliveira, prefeito desta capital </em> <em>para o embelezamento desta cidade </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10087" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Bocage fotografou a festa realizada pelo Instituto de Proteção à Infância (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/19131" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de janeiro de 1909,  quinta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram ao porto do Recife, a bordo do vapor alemão <em>Corrientes</em>, proveniente de Nova York, placas fotográficas importadas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10599" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de fevereiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>O escriturário Lacerda de Almeida, da Recebedoria do Estado, cientificou <em>ao sr. F. du Bocage, a rua do dr. Rosa e Silva n. 31 </em>a coleta de um imposto no valor de 200$000 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10675" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de fevereiro de 1909, sexta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram ao porto do Recife, provenientes de Hamburgo, na Alemanha, a bordo do vapor alemão <em>Etruria</em>, quatro caixas de artigo para farmácia importadas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10809" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p>No vapor alemão <em>Petrópolis</em>, vindo de Hamburgo, na Alemanha, chegaram no porto de Recife 4 caixas de material fotográfico importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11153" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de julho de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Bocage foi um dos autores do <em>serviço fotográfico</em> do <em>Álbum de Pernambuco, </em>organizado pelo jornalista Manuel Monteiro, cuja impressão ficou a cargo da casa do comendador Francisco Pastor. Os outros fotógrafos foram Manuel Tondella, Fernando Piereck, João José de Oliveira, Umbelino Silva, Mario Ribeiro e Luiz Santiago </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11254" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1909, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10848" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1909, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9847" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_08&amp;pagfis=11254"><img class="wp-image-9847 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/noticia.jpg" alt="noticia" width="549" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_08&amp;pagfis=11254" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">No vapor alemão <em>São Paulo</em>, chegada de material fotográfico, importado de Hamburgo por Bocage (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11493" target="_blank"><span style="color: #333333;"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de novembro de 1909,</span> quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Foram enterradas no Cemitério de Santo Amaro, com um intervalo de 9 dias, Beatriz Bocage, de 15 anos, e Carmen du Bocage, de 16 anos. A Brasiliana Fotográfica acredita que, provavelmente, elas eram filhas de Anna e Francisco du Bocage</span> <span style="color: #000080;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20286" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de novembro de 1909, segunda coluna</a> <span style="color: #333333;">e </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20306" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de novembro de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Bocage continuava a importar artigos fotográficos (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/156" target="_blank">19 de fevereiro de 1910, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/228" target="_blank"> 10 de março de 1910, na quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/436" target="_blank">7 de maio, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/554" target="_blank">5 de junho, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/970" target="_blank">17 de setembro, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/1042" target="_blank">5 de outubro, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; A administração dos Correios publicou que Anna e Francisco du Bocage estavam na relação de pessoas que haviam autorizado a entrega de suas correspondências registradas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/55904" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de julho de 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p>Durante o ano, Bocage seguiu fazendo importações de artigos fotográficos (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2030" target="_blank">28 de maio de 1911, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2071" target="_blank">7 de julho, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2076" target="_blank">8 de junho, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2332" target="_blank">8 de agosto, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2394" target="_blank">22 de agosto, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2650" target="_blank">20 de outubro, quarta coluna)</a>.</p>
<p>Bocage utilizava em seu estabelecimento, a Photographia Industrial e Artística, os filmes <em>Ensign</em>, considerado por ele como superior a qualquer outro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22064" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de setembro de 1911, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a chegada do general Emidio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931), futuro governador de Pernambuco, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22197" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de outubro de 1911, terceira coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de duas fotografias de autoria de Bocage nas capas das edições de 5 e 6 de fevereiro do <em>Jornal Pequeno.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37534" style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14212" target="_blank"><img class="wp-image-37534 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/bocage1.jpg" alt="bocage1" width="820" height="356" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14212" target="_blank"><em>Jornal Pequeno,</em> 5 de fevereiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37535" style="width: 837px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14216" target="_blank"><img class="wp-image-37535 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/bocage2.jpg" alt="bocage2" width="827" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno,</em> 6 de fevereiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embarcou no vapor<em> Ilheus</em> rumo a Aracaju, de onde retornou, no vapor <em>Canavieiras</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56819" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de março de 1912, última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56873" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de março de 1912, última coluna)</a>.</p>
<p>A família Porto Carrero fez uma agradecimento a algumas pessoas, dentre elas, Anna du Bocage, p<em>elos cuidados, dedicação e carinho</em> que havia tido com Maria Emilia Uchoa Porto Carrero  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57077" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de maio de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>Francisco du Bocage ofereceu à Biblioteca da Escola Regimental da Força Pública do Estado <em>um grande número de obras de subido valor</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57650" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de setembro de 1912, sexta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram no Recife, a bordo do vapor alemão <em>Queen Eleonora</em>, vindo de Hamburgo, três caixas de material fotográfico importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58066" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de novembro de 1912, terceira coluna</a>). Uma caixa de papel fotográfico chegou para ele em um vapor alemão, vindo de Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58177" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 9 de dezembro de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a festa de encerramento das aulas da Escola de Aprendizes Marinheiros (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58217" target="_blank">ornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58217" target="_blank">, 19 de dezembro de 1912, oitava coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Seguiam as importações de artigos fotográficos feitas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/3132" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Embarcou no vapor <em>Pará</em>, rumo a Natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/3188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de abril de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>Bocage fez o brinde ao dr. Gouveia de Barros, diretor de Higiene do Recife, após uma visita às obras do Matadouro de Peixinhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60041" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de novembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p>Seu nome constava em um despacho da prefeitura do Recife<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60057" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60057" target="_blank">, 5 de novembro de 1913, quarta  coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Bocage foi contratado pelo Jockey Club para registrar as chegadas dos cavalos no fim de cada páreo e, no caso de dúvidas sobre algum resultado, revelar a chapa imediatamente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/61010" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de abril de 1914, na última coluna</a>).</p>
<p>Anna du Bocage e George, filho do casal Bocage, embarcaram para Bremen, na Alemanha, no vapor alemão <em>Erlangen</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/61871" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de julho de 1914, segunda coluna</a>).</p>
<p>O outro filho do casal Bocage, Daniel, tornou-se conselheiro do recém fundado Riachuelo Football Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/4918" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de julho de 1914, terceira coluna</a>). Ele estudava no Ginásio Ayres Gama (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/6472" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 22 de novembro de 1914, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Chegou no Recife, a bordo do vapor inglês <em>Justin</em>, vindo de Nova York, artigos fotográficos, envelopes e produtos químicos para fotografia, importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/65109" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de julho de 1915, sexta coluna</a>). Dias depois, chegada de papel fotográfico, também importado por ele, vindo de Liverpool, a bordo do vapor inglês <em>Southampton</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/65340" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de julho de 1915, quinta coluna</a>).</p>
<p>Bocage foi convidado a comparecer na 1ª seção dos Correios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/9949" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage partiu para a Bahia no vapor <em>Olinda</em> e retornou para o Recife no vapor <em>Itapura</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/32082" target="_blank"><em>A Província</em>, 4 de novembro de 2015, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/66751" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de dezembro de 1915, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong><span style="color: #333333;"> -</span></span> Bocage foi e voltou à Bahia, no vapor <em>Itatinga</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/33575" target="_blank"><em>A Província</em>, 15 de maio de 1916, primeira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/69082" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de agosto de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>O ministro da Fazenda <em>negou provimento ao recurso ex-oficio interposto pelo Delegado Fiscal de Pernambuco, do seu ato, julgando improcedente o auto lavrado contra Francisco du Bocage, por infração do regulamento dos impostos de consumo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/38971" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1916, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; George, filho de Bocage e Anna,  voltou da Europa, a bordo do vapor holandês <em>Hollandia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/70295" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>De volta de uma viagem a Bezerros, Bocage foi saudado como <em>distinto fotógrafo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/14262" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1917, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Acessórios fotográficos e medicamentos importados por Bocage chegaram no Recife a bordo do vapor brasileiro <em>Tapajós</em>, vindo de Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/13782" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/70958" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de março de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciado pela Casa du Bocage, na rua Imperatriz, n. 31, a produção de retratos pelo sistema fotomecânico, <em>perfeitos e inalteráveis&#8230;únicos e a preços baratíssimos. </em>O anúncio foi repetido diversas vezes ao longo do ano, mas a partir de julho, o endereço passou a ser rua Imperatriz, n. 13<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/24496" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de abril de 1917, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25091" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de julho de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fez uma exposição fotográfica muito elogiada com o tema <em>Maternidade: Pernambuco pode apresentar  Bocage como um grande artista e seus belos trabalhos fotográficos honram qualquer galeria e podem figurar em qualquer certame artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/36773" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de julho de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9896" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36773" target="_blank"><img class="wp-image-9896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/critica.jpg" alt="critica" width="310" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36773" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de julho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Com o título &#8220;Photographia Industrial&#8221;, Bocage anunciou não autorizar ninguém a fazer dívidas em seu nome (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/16174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de janeiro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage chegou do Maranhão a bordo do vapor <em>Cururupu</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/17896" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>Após uma viagem ao norte do Brasil, Bocage anunciou o recomeço de seus trabalhos fotográficos, na rua da Imperatriz, 121 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75386" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de setembro de 1918, terceira coluna</a>). Dias depois, veiculou uma propaganda de seu estúdio fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em> de 6 de setembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9862" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><img class="wp-image-9862 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda.jpg" alt="propaganda" width="540" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Propaganda de Bocage no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><em>Jornal do Recife,</em> 6 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Chegada de material fotográfico importado por Bocage, no vapor inglês <em>Somme</em>, vindo de Londres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78184" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de outubro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>George du Bocage, filho de Francisco e Anna, estava na relação dos alistados para o serviço militar da cidade do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/20921" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de outubro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Francisco du Bocage faleceu, em 22 de outubro de 1919, na cidade de Bezerros, onde se <em>achava em tratamento de grave enfermidade</em> e onde foi enterrado. Sua esposa, Anna du Bocage, declarou que continuava no mesmo ramo de negócios de seu<em> falecido marido, Francisco du Bocage, à rua da Imperatriz, 121, dedicando-se especialmente ao serviço de amadores postais, vistas, etc, esperando a mesma confiança e boa vontade da parte de seus estimado fregueses</em> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1919, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/8116" target="_blank"><em>A Rua</em>, 25 de outubro de 1919, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78380" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de outubro de 1919, quarta e sexta colunas</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9891" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><img class="wp-image-9891 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/BEZERROS.jpg" alt="BEZERROS" width="581" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9817" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/78380"><img class="wp-image-9817 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/morte.jpg" alt="morte" width="437" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/78380"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Casa Bocage anunciou a venda de iluminação à gasolina e de material fotográfico (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/21162" target="_blank">30 de outubro, na terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/21171" target="_blank">31 de outubro, primeira coluna</a>).</p>
<p>Seu filho, George, tornou-se o proprietário da Casa Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78946" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de dezembro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2048"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2048/002020BOC09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="189" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2048">Francisco du Bocage. Estação Estrada de Ferro, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">As informações sobre nacionalidade, data de nascimento e filiação de Bocage foram fornecidas por seu bisneto Sergio du Bocage, entre 27 de novembro e 20 de dezembro de 2018.</span></p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 18 de junho de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>GERODETTI, João Emilio; CORNEJO, Carlos. <em>Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums. São Paulo: </em>Solaris Edições Culturais, 2015.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico Fotográfico Brasileiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><em>O Brasil na máquina do tempo: coleção referencial da história da fotografia brasileira</em> / [Organizadores] Imager &#8211; Centro de Estudos da Imagem Fotográfica e Eduardo Castanho. São Paulo: Instituto Cultural  Itaú, 1997.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21625/francisco-du-bocage" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=324" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/francisco-du-bocage" target="_blank">Site do IMS</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Três mestres da fotografia brasileira no século XIX</em><strong>. </strong><em>Acervo</em>, Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v. 6, n 1-2, jan./dez. 1993, p. 3.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=9800</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A fundação do Recife</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 03:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco du Bocage]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Ferreira Villela]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=4622</guid>
		<description><![CDATA[O portal Brasiliana Fotográfica homenageia a mais antiga das capitais estaduais brasileiras, Recife, na data de sua fundação, 12 de março. A cidade surgiu como "Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios", em 1537. A partir do século XIX, vários fotógrafos estabeleceram-se ou passaram em Recife, o que tornou a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. O portal fez uma seleção de registros de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses produzidas por Augusto Stahl (1828-1877), Francisco du Bocage (1860-1919), Guilherme Gaensly (1843-1928), João Ferreira Villela (18?-1901), Marc Ferrez (1843-1923) e Moritz Lamberg (18?-?).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais antiga capital dos estados brasileiros. Terra antes habitada por tapuias e depois por tupis, Recife foi fundada em 12 de março de 1537. O português Duarte Coelho Pereira (c. 1480-1554), que havia iniciado a povoação de Pernambuco em 1536 – um ano após receber a doação da Capitania de Pernambuco do rei dom João III, de Portugal – referiu-se à cidade como “Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios” em Carta de Foral então concedida à Câmara de Olinda.</p>
<p>O portal fez uma seleção de registros de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/brasilianafotografica.bn.br/?p=%207260">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) </a>, João Ferreira Villela (18?-1901), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-19?)</a>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=recife&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>A cidade enfrentou um período de ocupação holandesa (1630-1645) cuja herança ainda hoje se faz presente. Sob o comando da Companhia das Índias Ocidentais, representada pelo conde Mauricio de Nassau (1604-1679), Recife tornou-se a capital do Brasil holandês. Amante das artes, Nassau tinha na sua equipe grandes artistas, como Franz Post (1612-1680) e Albert Eckhout (1610-1666), pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.</p>
<p>Em em 15 de fevereiro de 1827<!--TgQPHd|[]-->, o Recife tornou-se oficialmente a capital da província de Pernambuco por ordem imperial, consolidando sua importância comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44643" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1927_n040.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44643 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/recife.jpg" alt="recife" width="569" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1927_n040.pdf" target="_blank">specto da missa campal celebrada no dia do centenário da elevação do Recife a capital / <em>Revista da Semana</em>, 26 de fevereiro de 1927, página 17</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imediatamente após o anúncio do primeiro processo fotográfico patenteado – o daguerreótipo, na França – um navio-escola saído daquele país, trazendo entre seus tripulantes o padre Louis Comte com seu exemplar dessa nova e revolucionária invenção, tocou o continente americano através do porto do Recife.</p>
<p>E mais à frente, quando as imagens originalmente obtidas em fotografia começaram a ser transcritas na imprensa ilustrada, Recife estava na vanguarda, mais uma vez. A partir de meados do século XIX, vários fotógrafos estabeleceram-se ou passaram pelo Recife, o que tornou a cidade referência inescapável na história da fotografia no Brasil.</p>
<p>A <em>Veneza brasileira</em>, localizada às bordas do rio Capibaribe junto ao oceano, com sua geografia, seus mangues, suas pontes e construções marcantes, visceralmente conectada a Olinda, segue sendo um dos cartões postais do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5922" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Brasaorecife.png"><img class="wp-image-5922 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Brasaorecife-300x230.png" alt="Brasaorecife" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão do Recife</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora assistente da Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=4622</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
