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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Ramiz Galvão</title>
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		<title>O Palácio de Cristal, em Petrópolis, fotografado por Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 13:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Alcindo de Azevedo Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Alcindo Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Auguste Glaziou]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Crystal Palace]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Kopke Junior]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Histórico de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Imperial de Petrópolis]]></category>
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		<category><![CDATA[Palácio de Cristal de Londres]]></category>
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		<category><![CDATA[Palácio de Cristal do Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis Bier Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Exposição Industrial de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Ramiz Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola e Hortícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Palácio de Cristal, na Praça Koblenz, em Petrópolis, foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem produzida em torno dessa época por Marc Ferrez (1843 - 1923), que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica em torno do Rio de Janeiro e de seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. O Palácio de Cristal, patrimônio histórico tombado pela União, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem do Palácio de Cristal de Petrópolis produzida em torno da época de sua inauguração, em 1884, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Patrimônio histórico tombado pela União, o Palácio de Cristal, localizado na Praça Koblenz ou Praça da Confluência, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos culturais como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival. É um monumento importante e simbólico para a história do Brasil e um dos principais pontos turísticos de Petrópolis. Em janeiro de 2020, foi fechado para visitação para a realização de uma reforma, paralisada no mês seguinte pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e retomada no início de outubro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6457" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de janeiro de 1884, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6498" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de fevereiro de 1884, quinta coluna</a>), cinco anos após o lançamento de sua pedra fundalmental, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira.</p>
<p>Sobre sua construção e inauguração, foi publicado em <em>Petrópolis, guia de viagem (1885)</em>, de José Nicolau Tinoco de Almeida (18? &#8211; 1950):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“ Petrópolis – Escrevem-nos dessa cidade:</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>03 de Fevereiro –  Por telegrama que expedi hontem daqui dei-lhes de noticia do baile com que se inaugurou o palácio de crystal, construído no local do antigo passeio publico, e cuja estufa ostenta agora as suas columnas de ferro e paredes vidro branco.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Se o palacio de crystal há de ser mais conveniente e util a Petropolis dirão os frequentadores desta bella cidade que assistirem às festas que alli se derem. O facto é que o antigo Passeio Público era o recreio das crianças e ponto de reunião de todos.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O palacio de crystal de Petrópolis foi construído nas oficinas da sociedade anonyma de Saint Sauveur les Arraz, para uma associação de horticultura sob a proteção as Sua Alteza Conde d’Eu. Devendo servir de lugar de exposição ou de festas, tem esta enorme estufa uma vasta sala composta de uma parte central e dois corpos lateraes rectangulares, com uma superfície de 224 metros quadrados. Ligão-se ao corpo principal duas meias luas, cada uma com uma superfície de 56 metros quadrados. Espaço suficiente no caso de haver exposição hortícola para receber pequenos volumes e plantas e em reuniões numerosas os necessários acessórios para uma sala de festas. É inconstestavelmente um elegante EDIFÍCIO, solidamente construido pelo engenheiro Eduardo Bonjean.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Como já dissemos, fez-se a inauguração do palacio-estufa com um baile dado em beneficio da Associação. A inauguração da sala foi feita sob as vistas de S.A. a Serenissima Princeza Imperial, o que fez ter maior realce a primeira festa dada no palacio de crystal.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em> Às 9 horas da noite já a sala estava cheia de senhoras e cavalheiros, que receberão Suas Majestades e Altezas, dando-se logo depois começo às danças, nas quaes dignou-se S.A. a Sra. Princeza Imperial de tomar parte. Foi uma brilhante reunião tanto pela escolhida sociedade como pela bonita iluminação. Da corte vierão muitas senhoras para este tão falado baile, de cuja direção se encarregou, a convite de S.A. o Sr. Conde d’Eu uma comissão de cavalheiros da nossa sociedade, que se esmerarão no desempenho de tão agradável incumbência.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Mas não foi só para assistir ao baile que veio gente da corte; para fugir do calor e aqui passar dois dias também vierão muitas pessoas. A affluencia desde sexta-feira tem sido extraordinária.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Cerca de 1.000 pessoas vierão para Petrópolis, e sabe Deus que trabalho teve o Dr. Berrini para acomodar os passageiros nos carros da estrada de ferro Principe Grão Pará.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Os hotéis estão cheios que os últimos passageiros tiveram de dormir nos bilhares e salas.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O Hotel d’ Orleans não teve outras acomodações senão a rouparia e o quarto de banho para dar aos dois últimos hospedes que apparecêrão hontem ”</em></span></p>
<p>A estrutura pré-montada do Palácio de Cristal foi encomendada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, na época, presidente da Sociedade Agrícola de Petrópolis, às oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, na cidade de Arras, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-21896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/cristal1.jpg" alt="cristal1" width="458" height="538" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu e a princesa Isabel haviam se casado cerca de 20 anos antes, em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel justamente em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Palácio de Cristal&#8230; Sua estrutura, a primeira pré-fabricada ultimada no Brasil, foi montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean (1844 -?),  foi inspirada em duas edificações: o Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto. O Crystal Palace, construído no Hyde Park para sediar a Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações de 1851, foi inaugurado em 1º de maio de 1851 pela Rainha Vitória (1837 &#8211; 1901)  e destruído por um incêndio em 1936. O Palácio de Cristal do Porto, inaugurado em 18 de setembro de 1865 pelo rei dom Luis (1838 0 1889) para abrigar a Exposição Internacional do Porto, foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos,  atualmente denominado Pavilhão Rosa Mota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21902" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21902" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystal.jpg" alt="Crystal Palace de Londres, 1851" width="515" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank">Crystal Palace de Londres, 1851</a></p></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: center;">
<div id="attachment_21906" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank"><img class="wp-image-21906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystalporto1.jpg" alt="crystalporto1" width="477" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank">Palácio de Cristal do Porto, publicado no Archivo Pittoresco: semanário illustrado, Anno 7,  número 1, 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">Em 20 de abril 1884, com ornamentação do botânico francês Auguste Glaziou (1828 &#8211; 1906), que havia sido o responsável pelo embelezamento do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a>, foi aberta a Quarta Exposição da Sociedade Agrícola e Hortícula de Petrópolis, a primeira no Palácio de Cristal &#8211; as três primeiras haviam sido realizadas em 1875, 1876 e 1877, em pequenos pavilhões na mesma Praça Koblenz. A edição de 1884 contou com a presença <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, do corpo diplomático e de ministros do Império. O discurso oficial foi proferido pelo Conde d’ Eu e o júri do evento, na seção hortícola, era formado por Glaziou, Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), na ocasião preceptor dos filhos da princesa Isabel; e do bibliotecário José de Saldanha da Gama. Na seção zootécnica, os jurados foram Ferreira Penna e E. P. Wilson (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10207" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de abril de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6877" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de abril de 1884, quarta coluna; <em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril, terceira coluna)</a>. Em 12 de abril de 1885 e em 20 de março de 1886, o Palácio de Cristal sediou as edições seguintes do evento. Em maio de 1886, também no palácio, foi realizada a Primeira Exposição Industrial de Petrópolis, organizada pela Câmara Municipal por iniciativa do vereador Henrique Kopke Junior (18? &#8211; ?).</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22585" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/petro.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1888" width="377" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Com a proclamação da República, em 1889, o palácio entrou em decadência e, em 1894 foi doado à Prefeitura de Petrópolis. Foi arrematado em leilçao público por Manorel Buaque de Macedo que o cedeu à Associação Artística e Literária Fluminense. Em 1938, o Palácio de Cristal foi coberto por tijolos e folhas-de-flandres, passando a sediar o Museu Histórico de Petrópolis (MHP), por iniciativa do jornalista e historiador Alcindo de Azevedo Sodré (1895 &#8211; 1952). Em 1943, quando Petrópolis comemorava 100 anos de sua fundação, o MHP foi transferido para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Museu Imperial de Petrópolis</a>, inaugurado na antiga residência de veraneio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, do qual Sodré foi o primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21910" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21910" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/museuhistorico.jpg" alt="Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece" width="437" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank">Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece em Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a pertencer à prefeitura e, em 1957,  durante as comemorações do centenário da elevação de Petrópolis à condição de cidade, foi realizada, no Palácio de Cristal, a Exposição Industrial e Histórica de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5127" target="_blank"><em>Anuário do Museu Imperial</em>, 1957</a>). Em 21 de junho de 1967, o palácio, integrante do conjunto arquitetônico e paisagístico da antiga Praça da Confluência, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Na década de 1970, uma série de restaurações, inclusive em seus jardin, foram iniciadas. No ano de seu centenário, 1984, foi lançado um selo comemorativo em homenagem à data (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/74571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de janeiro de 1984, quarta coluna</a>) e ele foi reinaugurado em 2 de fevereiro, coberto por paredes de vidro similares às suas originais, que eram de cristais bisotados importados da Bélgica, com uma mostra de medalhas, uma exposição de esculturas de Maria Martins (1894 &#8211; 1973) e um recital de música antiga do Praetorius Emsemble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/75501" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984, segunda coluna</a>).</p>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">O poeta Carlos Drummond de Andrade dedicou ao Palácio uma crônica, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>A vária sorte do Palácio de Cristal</em>, no <em>Jornal do Brasil</em> 2 de fevereiro de 1984</a>.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21912" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21912" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/drummond-1024x397.jpg" alt="Jornal do Brasil, 2 de fevereiro de 1984" width="768" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nela se refere à história do edifício e também a uma fotografia do trio das inseparáveis amigas &#8211; a princesa Isabel e as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931) -, retratadas dentro do Palácio de Cristal, em 1884, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">Anuário do Museu Imperial de 1958</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21913" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank"><img class="wp-image-21913 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/loreto.jpg" alt="loreto" width="398" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">A Princesa Isabel, entre a Baronesa de Muritiba (D. Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta) e Baronesa de Loreto (D. Amanda de Paranaguá Dória), no recinto da Exposição Hortícola e Agrícola, no Palácio de Cristal, em 1884 / Anuário do Museu Imperial, 1958.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23240" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cristal.jpg" alt="O Palácio de Cristal fotografado por Geroges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948" width="361" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank">O Palácio de Cristal, fotografia do ateliê de Georges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Anuário do Museu Imperial</p>
<p><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/ArchivoPittoresco_TomoVII.htm" target="_blank"><em>Archivos Pittorescos: semanário illustrado</em></a></p>
<p><a href="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/obras-do-palacio-de-cristal-foram-retomadas-186404" target="_blank"><em>Diário de Petrópolis</em>, 6 de outubro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1669" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</p>
<p>SILVA, Lucas Ventura da. <em>Patrimônio documental sobre escravidão: o elemento servil na Petrópolis do oitocentos</em>. Revista Eletrônica Discente do Curso de História – UFAM, volume 4, número 1, ano 4, 2020</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=445045" target="_blank">Site Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><a href="http://culturaviva.gov.br/espaco/14986/" target="_blank">Site Cultura Viva</a></p>
<p><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank">Site e-monument.net</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/topic/Crystal-Palace-building-London" target="_blank">Site Enciclopedia Britannica</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2020/01/29/palacio-de-cristal-em-petropolis-rj-e-fechado-para-visitacao-e-passa-por-reforma.ghtml" target="_blank">Site G1</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/?p=20713#!/map=38329&amp;loc=-22.50606881180414,-43.18145459803748,17" target="_blank">Site ipatrimonio.org</a></p>
<p><a href="http://www.visitepetropolis.com/perfil-mantenedores/perfil/palacio-de-cristal/" target="_blank">Site Visite Petrópolis</a></p>
<p>SODRÉ, Alcindo. <em>Palácio de Cristal</em>. Centenário de Petrópolis, vol. 2, p.103.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
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</div>
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		<title>O centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 13:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior universidade federal do Brasil, foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa, com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo Decreto 14.343, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito. Com registros de Marc Ferrez (1843 - 1923) e de Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da UFRJ, que atualmente enfrenta os desafios impostos pela pandemia do coronavírus.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886</a>), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior universidde federal do Brasil. Por coincidência, a comemoração de seus 100 anos acontece, como na época de sua criação, sob os impactos de uma pandemia. Em 1920, era a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank"> gripe espanhola</a>, cujo auge aconteceu em 1918, e, atualmente, o coronavírus. É reconhecida como um dos maiores centros de produção acadêmica e científica do Brasil.</p>
<p>A imagem de Ferrez é do atual Palácio Universitário, antigo Hospital dos Alienados ou Hospício Pedro II, inaugurado em 18 de julho de 1841. O prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1971, localiza-se na Urca e foi doado à universidade na década de 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23740" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de de 1944, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23380" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de novembro de 1944</a>). É ocupado  pelo Fórum de Ciência e Cultura, pela Escola de Comunicação, pela Faculdade de Educação, pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e pelo Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2564/007NGBMF1824cx084-10.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank">Marc Ferrez. Urca, vendo-se o Hospício Nacional de Alienados (atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro), c. 1890. Rio de Janeiro RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras imagens, de autoria de Klumb, são da Escola Militar, desde 1969 local onde funciona o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco no Centro da cidade. O prédio foi construído originalmente para ser a Sé do Rio de Janeiro. A partir de 1812 abrigou a Academia Real Militar, futura Escola Militar que, em 1858, foi denominada Escola Central. Em 1874, passou a chamar-se Escola Politécnica. Em 1937, teve seu nome mais uma vez mudado, dessa vez para  Escola Nacional de Engenharia e, em meados da década de 60, já na Cidade Universitária, passou a se chamar Escola de Engenharia. Voltou a<em> </em>se intitular Escola Politécnica, em 2003,<em> por ter sido esse o nome em que ela atingiu o apogeu de sua fama e prestígio, em que se tornou reconhecida no âmbito nacional e internacional. </em>O edifício no Largo de São Francisco é a sede do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais desde 1969.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/865/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank">Revert Henrique Klumb. L&#8217;Ecole Militaire, vue prise du haut de la tour de l&#8217;Eglise se St. Fr. de Paula, entre 1855 e 1856. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A UFRJ  foi a primeira universidade federal do Brasil e seu primeiro reitor foi Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938). A atual reitora é a biofísica Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a assumir esse cargo, em 2 de julho de 2019. A UFRJ é um centro de excelência tanto em ensino como em pesquisa no país e na América Latina e, nos últimos anos, tornou-se mais diversa, democrática e inclusiva: a entrada de estudantes negrou dobrou na última década e em 2016 passaram a ser mais da metade dos ingressantes. Além disto, o ingresso de estudantes originários da rede pública aumentou 64%.</p>
<p>A UFRJ tem 176 cursos de graduação e 232 de pós-graduação, cerca de 65 mil estudantes e quatro mil docentes, três mil servidores em hospitais e cinco mil técnicos administrativos, nove hospitais e 1.456 laboratóriso, 13 museus, 14 prédios tombados e 45 bibliotecas, 1.863 projetos de extensão e um parque tecnológico de 350 mil metros quadrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18506" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ramiz.jpg" alt="Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro" width="346" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Universidade+Federal+do+Rio+de+Janeiro%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de prédios integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-14343-7-setembro-1920-570508-publicacaooriginal-93654-pe.html" target="_blank">Decreto 14 343</a>, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, originária da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho,<i> </i>fundada em 1792<i>; </i>da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro criada por dom João VI, em 2 de abril de 1808 como Academia de Medicina e Cirurgia; e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito, ambas reconhecidas pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-639-31-outubro-1891-510044-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto 639</a>, de 31 de outubro de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1920, terceira coluna</a>). Uma curiosidade: pouco depois da fundação da Universidade do Rio de Janeiro, a congregação da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro decidiu dar o título de doutor <em>honoris causa</em> para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica, em visita ao Brasil</a><strong> </strong>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3330"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1920</a>).</p>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg"><img class=" size-full wp-image-18525 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg" alt="simbolo" width="287" height="300" /></a></p>
<p>O ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), promoveu, em 1937, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), uma grande reestruturação na Universidade do Rio de Janeiro que passou a ser chamada de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L0452.htm" target="_blank">Universidade do Brasil,</a> cujo primeiro reitor foi Raul Leitão da Cunha (1881 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/35672" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de janeiro de 1937, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38864" target="_blank"><em>O Jorna</em>l, 6 de julho de 1937</a>). Em 1946, incorporou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8689-16-janeiro-1946-416645-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto-lei de 16 de janeiro de 1946</a>) e teve seu estatuto aprovado pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1940-1949/decreto-21321-18-junho-1946-326230-publicacaooriginal-1-pe.html#:~:text=Veja%20tamb%C3%A9m%3A-,DECRETO%20N%C2%BA%2021.321%2C%20DE%2018%20DE%20JUNHO%20DE%201946,com%20o%20disposto%20do%20art." target="_blank">Decreto nº 21.321, de 18 de junho de 1946</a>. Era então contituída pelas Faculdade Nacional de Medicina, Faculdade Nacional de Direito, Faculdade Nacional de Odontologia, Faculdade Nacional de Filosofia, Faculdade Nacional de Arquitetura, Faculdade Nacional de Ciências Econômicas, Faculdade Nacional de Farmácia, Escola Nacional de Engenharia, Escola Nacional de Belas Artes, Escola Nacional de Músicas, Escola Nacional de Minas e Metalurgia, Escola Nacional de Educação Física e Desportos e pela Escola Ana Néri, além do já mencionado Museu Nacional.</p>
<p>Sob o governo do general Humberto de Alencar Castelo Branco (1897 &#8211; 1967), com a sanção da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4831-5-novembro-1965-368485-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">Lei nº 4831</a>, de 5 de novembro de 1965, a universidade ganhou seu nome atual, Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Ilha do Fundão havia sido escolhida para sediar a Cidade Universitária, onde se concentra uma boa parte de seus cursos, departamentos e unidades (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/572" target="_blank"><em>Revista Shell</em>, abril/maio/junho de 1954</a>). <a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/acervos/discursos/emilio-garrastazu-medici" target="_blank">Foi oficialmente inaugurada em 7 de setembro de 1972</a>.</p>
<p>Atualmente, a Universidade Federal do Rio de Janeiro possui quatro campi: a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; Praia Vermelha, na Urca; Macaé, o mais novo campus, na cidade de Macaé; e o Complexo Avançado de Xerém, em Duque Caxias. Existem faculdades, institutos e unidades da UFRJ fora dos campi mencionados, dentre eles o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade Nacional de Direito e a Escola de Música, localizados no centro do Rio de Janeiro; o Museu Nacional e o Observatório do Valongo, situados no bairro de S<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">ão Cristóvão</a>; e o Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa Rodrigo de Freitas.</p>
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<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/reitores-da-ufrj" target="_blank">Link para a galeria de reitores da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/edificacoes-tombadas" target="_blank">Link para edificações que fazem parte da UFRJ e foram tombadas</a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
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<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-07/primeira-reitora-da-ufrj-toma-posse#:~:text=A%20m%C3%A9dica%20Denise%20Pires%20de,mulher%20%C3%A0%20frente%20da%20institui%C3%A7%C3%A3o." target="_blank">Agência Brasil</a></p>
<p>CUNHA, Luiz Antônio. <em>A Universidade Temporã</em>: <em>o ensino superior da Colônia à Era Vargas</em>. São Paulo: UNESP, 2007.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Dicionários de verbetes AGCRJ</a></p>
<p><a href="https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&amp;v=el1pcdw5Jqw" target="_blank">Documentário <em>Centenária: a universidade do Brasil entre duas pandemias</em></a></p>
<p>FÁVERO, Maria de Lourdes. <em>Universidade do Brasil</em>: <em>das origens à construçã</em>o. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/ufrj-chega-ao-centenario-enfrentando-pandemia-e-restricoes-orcamentarias.shtml" target="_blank">Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://100anos.ufrj.br/" target="_blank">Site 100 anos UFRJ</a></p>
<p><a href="http://www.poli.ufrj.br/politecnica_historia.php" target="_blank">Site Escola Politécnica</a></p>
<p><a href="https://ifcs.ufrj.br/index.php/o-ifcs" target="_blank">Site IFCS</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/index.html" target="_blank">Site Museu Nacional</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/publicacoes" target="_blank">Site SiBI &#8211; Memória Institucional da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://ufrj.br/noticia/2019/09/16/rumo-ao-centenario-quais-os-sentidos-da-comemoracao" target="_blank">Site UFRJ</a></p>
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		<title>“Complemento indispensável&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2015 01:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura de interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cimélios]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios de bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Fox Talbot]]></category>
		<category><![CDATA[história de bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[Homem de Mello]]></category>
		<category><![CDATA[instalações de bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[João Saldanha da Gama]]></category>
		<category><![CDATA[José Zephyrino de Menezes Brum]]></category>
		<category><![CDATA[mobiliário de bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[museografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ramiz Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Fenton]]></category>
		<category><![CDATA[Rua do Passeio]]></category>
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		<description><![CDATA[O destaque é para a foto da exposição permanente das preciosidades da
antiga Seção de Estampas (hoje, Divisão de Iconografia) integrante do
referido álbum, de autoria de Antonio Luiz Ferreira, o mesmo que
realizou as memoráveis fotografias das manifestações populares havidas
após a assinatura da Lei Áurea – como aquela em que Machado de Assis
aparece na missa celebrada no campo de São Cristóvão – e foi
contratado para documentar aquele edifício sede da Biblioteca
Nacional, onde a instituição permaneceu até 1910.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_3691" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"><img class="wp-image-3691 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Estampas-1024x761.jpg" alt="As duas salas da  Secção de Estampas – Exposição Permanente de Iconographia  no edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio. Fotografia de Antonio Luiz Ferreira." width="768" height="571" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Secção de Estampas, Biblioteca Nacional, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; As duas salas da Secção de Estampas – Exposição Permanente de Iconographia no edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;a toda biblioteca bem organizada”. Assim o bibliotecário João de Saldanha da Gama (desde 1822, designava-se assim a autoridade maior da Biblioteca Nacional) qualificou a antiga Seção de Estampas da instituição, em seu prefácio ao <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg73116/drg73116.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição Permanente dos Cimélios da Biblioteca Nacional</a>, publicado sob a sua direção em 1885.</p>
<p>Nesse catálogo, a parte referente às estampas ficou a cargo de José Zephyrino de Menezes Brum, chefe daquela seção desde 1876, quando foi posto em execução um plano de reforma da instituição a partir do qual “a Seção de Estampas [&#8230;] começa a ter existência e história próprias [&#8230;].”</p>
<p>Estamos no ano de 1885 e a Biblioteca Nacional já estava instalada no endereço da rua do Passeio desde 1858, quando se concluiu a mudança,“sem estrago nem perda”, desde seu primeiro endereço, no edifício do antigo Hospital do Carmo. Em 1881, abrira-se a grandiosa e inesquecível Exposição de História do Brasil, produzida sob a batuta do dirigente anterior, o barão de Ramiz Galvão e o pensamento curatorial de outro barão, Homem de Mello.</p>
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<div id="attachment_3690" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3285" target="_blank"><img class="wp-image-3690 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/chegada.jpg" alt="A chegada do acervo da Biblioteca Nacional à atual rua do Passeio, vendo-se ao fundo um trecho do largo da Lapa que manteve seu aspecto até os dias atuais." width="799" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3285" target="_blank">Anônimo. Biblioteca Nacional, mudança do prédio da Rua do Passeio para a Avenida Rio Branco, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; Ao fundo, vê-se um trecho do largo da Lapa que manteve seu aspecto até os dias atuais.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desenvolvia-se então, no acervo de imagens, um trabalho apaixonado, apesar de todas as dificuldades impostas pela conjuntura – atividades estas, em certa sintonia com as que ocorriam nas bibliotecas nacionais da França e da Áustria e no Museu Britânico. Menezes Brum lamentava que “as acanhadas proporções do edifício em que funciona a Biblioteca Nacional não permitiram que a Seção de Estampas fosse melhor acomodada, pois que lhe couberam em partilha apenas duas pequenas salas do 3o andar, mal mobiliadas e insuficientes para as suas necessidades e serviços.” E “as riquezas da nossa coleção iconográfica continuavam desconhecidas, tanta era a quantidade que delas havia”, ele observava.</p>
<p>Mas a exposição permanente das estampas, um sonho antigo de Ramiz Galvão, haveria de acontecer, sob a direção geral de Saldanha da Gama. O chefe das estampas era um obstinado: “era preciso escolher, escolher sempre, examinar, comparar, tornar a comparar, até que as jóias, por seu pequeno número, e por mais preciosas, se pudessem acomodar nas caixas que lhes estavam destinadas.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3692" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"><img class="wp-image-3692 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/estampas2-1024x706.jpg" alt="estampas_detalhe" width="768" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank">Detalhe da fotografia de Antonio Luiz Ferreira: à esquerda, vê-se a segunda sala da Exposição Permanente de Iconographia da antiga Seção de Estampas.</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"> </a></p>
<p>Depois de pronta a exposição permanente, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira, o mesmo que realizou as memoráveis fotografias das manifestações populares havidas após a assinatura da Lei Áurea – como aquela em que Machado de Assis aparece na missa celebrada no campo de São Cristóvão – foi contratado para documentar o edifício sede da Biblioteca Nacional, onde a instituição permaneceu até 1910.</p>
<p>O resultado está em dois álbuns; um, com as cópias em papel albuminado e outro, com as cópias produzidas em platina, que apresentam melhores atributos de estabilidade e permanência e figuram nesta galeria. As capas estão sofridas – ainda que o miolo, sua essência, resista bravamente – e refletem uma história. Muito nos revelam as suas imagens, admirável exemplo da fotografia de arquitetura praticada na época e – por que não dizê-lo – da fotografia museográfica, gênero proposto por Fox Talbot e inaugurado possivelmente no British Museum, por Roger Fenton.</p>
<p>O dia 29 de outubro é data a ser sempre lembrada. Hoje, quando a nossa Biblioteca Nacional comemora 205 anos de existência, essa instituição e o Instituto Moreira Salles, criadores deste portal, trabalham no sentido de acolher as primeiras das novas instituições que passarão a integrar a Brasiliana Fotográfica – cujo modelo de gestão pretende-se inclusivo, democrático e em dia com as principais questões referentes aos acervos de fotografia brasileira.</p>
<p>Menezes Brum concluiu assim o seu texto sobre as estampas no catálogo da célebre exposição: “Praza a Deus que curiosos e entendidos acolham este tentame da Biblioteca Nacional com benevolência e tirem dele o gozo e proveito que da sua realização possam advir.” Pois assim seguimos neste esforço coletivo para fazer da Brasiliana Fotográfica um espaço que suscite o aprendizado, a reflexão e o debate. E que seja, também, um espelho da Nação Brasileira.</p>
<p>Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2015.</p>
<p>Joaquim Marçal Ferreira de Andrade<br />
Curador, pela Biblioteca Nacional, do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3693" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3286" target="_blank"><img class="wp-image-3693 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/rua_passeio-1024x384.jpg" alt="rua_passeio" width="768" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3286" target="_blank">Anônimo. Antigo prédio da Biblioteca Nacional à Rua do Passeio, c. 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; Uma cena cotidiana à entrada do edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio. À direita, operários trabalham em obra de reparo da via pública. Detalhe da fotografia original.</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/68" target="_blank">Explore mais fotos da Biblioteca Nacional na Brasiliana Fotográfica</a></p>
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