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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Leolinda de Figueiredo Daltro</title>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!" com uma seleção de imagens produzidas por Alberto Frisch, Dana B. Merril, Felipe Augusto Fidanza, Franz Keller, Hercule Florence, Marc Ferrez, Vincenzo Pastore, Walter Garbe e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> com uma seleção de imagens produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Alberto Frisch (1840 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Dana B. Merril (1887 – 19?)</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"> Felipe Augusto Fidanza (c.1847 – 1903)</a>, Franz Keller (1835 – 1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804 – 1879)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?) </a>e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), chamada de <em>a precursora do feminismo indígena</em> e também de a<em> nossa Pankhurst, </em>uma alusão à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2127/004VP042001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="583" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de indígena com arco e flechas, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/134" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de indígenas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2288/007A5P3FG3-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank">Albert Frisch. Indígenas com zarabatana, c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região rio Solimões), Amazonas / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A origem do Dia dos Povos Indígenas</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anteriormente chamado no Brasil de Dia do Índio, a data foi criada no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Pátzcuaro, no México, entre 14 e 24 de abril de 1940, com a participação da grande maioria dos países americanos, exceto o Canadá, o Haiti e o Paraguai. Havia 55 delegações oficiais, 71 delegados independentes e 47 representantes de grupos indígenas de vários países. O representante brasileiro foi Edgar Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954), membro do Conselho Nacional do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/1354" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de abril de 1940, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/2976" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1940, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nem todos os países americanos adotaram a data como dia de celebração da cultura indígena. No Brasil, a data foi instituída pelo <a class="external-link" title="" href="http://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-06-02;5540" target="_self">Decreto-Lei 5.540, de 1943</a>, assinado pelo então presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), convencido pelo marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958), primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio, criado em 1910 e extinto em 1967, quando foi substituído pela Fundação Nacional do Índio, Funai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31981" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><img class="wp-image-31981 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/diadoindio.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de junho de 1943" width="378" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Passou a chamar-se oficialmente Dia dos Povos Indígenas a partir da <a class="external-link" title="" href="https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1569003997/lei-14402-22" target="_self">Lei 14.402</a>, promulgada em 8 de julho de 2022. A alteração ocorreu com a aprovação do <a class="external-link" title="" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/152937" target="_self">PL 5.466/2019</a>, que revogou o já mencionado decreto de 1943. A nova nomenclatura tem como objetivo explicitar a diversidade das culturas dos povos originários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/570/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank">Walter Garbe. Indígenas, 1909. Santa Leopoldina, Espírito Santo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de </strong></em><em><strong>Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), &#8220;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31368" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31368" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda1.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1935" width="543" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Baiana e importante ativista pela incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica e defensora da emancipação da mulher, Leolinda de Figueiredo Daltro nasceu em 14 de julho de 1859. De origem indígena, segundo a própria  <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba, </em>viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro e foi uma das precursoras do indigenismo e do feminismo no Brasil. Entusiasta do voto feminino, fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), em 1910, e a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, em 1911.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Minei, pacientemente, o terreno, sem que os inimigos do voto feminino se apercebessem do meu verdadeiro objetivo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda Daltro,</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, trecho do  artigo <em>Mulher! Sempre a mulher</em>, da poetisa gaúcha e ex-diretora da revista <em>Brasil Feminino </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962), publicado na revista <em>O Malho</em>, de 5 de abril de 1951. Nele, a autora escreve que Leolinda, por sua luta pelos ideais femininos, deveria ter um <em>monumento em praça pública</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31415" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31415" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda18.jpg" alt="O Malho, 5 de abril de 1951" width="472" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><em>O Malho</em>, 5 de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda foi casada duas vezes: a primeira com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, por volta de 1875; e, a segunda, com Appolonio de Castilho Daltro, em torno de 1883. Com Gustavo teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios. Com Appolonio, teve quatro: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p>Veio para o Rio de Janeiro com a familia, por volta de 1888, e foi nomeada professora municipal. Segundo seu relato, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; e de outros militares. Em 1893, Leolinda apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano.</p>
<p>Em 1896, Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Ela defendia a incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica &#8211; na época, o sistema vigente era a de catequização e conversão dos indígenas ao catolicismo. Para por sua ideia em prática, entre 1896 e início do século XX, percorreu o interior do país, atendendo a um pedido feito, em 1896, pelo indígena Sapé ao já citado presidente da República, para enviar pessoas capazes de instruir as crianças de sua aldeia, em Goiás. Leolinda atuou às margens do Rio Tocantins lecionando para os indígenas Xerente. Foi denominada Oaci-Zauré (estrela d’alva) pelos indígenas de Goiás. Por sua atuação junto a eles foi muitas vezes ridicularizada. Por exemplo, na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro de 1902. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p>Na década de 1900, hospedou diversas vezes indígenas em sua casa no Rio de Janeiro. Em outubro de 1908, fundou a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro de 1909. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental.</p>
<p>Em 23 de dezembro de 1909, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres. Em 1º de março de 1910, a chapa apoiada por ela venceu as eleições. Neste mesmo ano, como já citado, Leolinda fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), cujo manifesto, de autoria de Gilka Costa de Melo Machado (1893 &#8211; 1980), foi publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, de 10 de agosto de 191</a>0*. Ela foi uma das 27 fundadoras do partido e, em 1933, ganhou um concurso da revista <em>O Malho </em>como maior poeta brasileira do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43493" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manifesto.jpg" alt="A República, 10 de agosto de 1910" width="602" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, 10 de agosto de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43494" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gilka.jpg" alt="Gilka Machado / Jornal das Moças" width="524" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank">Gilka da Costa Melo Machado / <em>Jornal das Moças</em>, 27 de setembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de junho de 1911, Leolinda inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito por Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima. No mesmo ano, fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro.</p>
<p>Leolinda declarou, em 1913, considerar-se a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil. Dois anos depois,´em 1915, já como professora catedrática, aposentou-se. Em 1916, sob sua direção foi lançado o primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina. </em>Ainda neste ano, em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>Em 1917, requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado. Cerca de um ano depois lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história. </em>Também em 1918, ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao então prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento a mulheres e crianças desamparadas e o trabalho das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia.</p>
<p>Em 1919, lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro, mas não foi eleita. Em 1926, voltou a concorrer e não se eleger ao cargo.</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca de 1920. No fim deste ano, publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo.</p>
<p>Em 1926, inaugurou o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirmou ter sido a primeira escoteira do Brasil. Em 1933,foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
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<p>Em 1934, integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres, cuja fundadora e presidente era a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>.</p>
<p>Em 30 de abril de 1935, foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Seu epitáfio no Cemitério Sao João Batista</p>
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<p>Em 2003, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Leolinda Daltro</span></strong></em></p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-31874 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda28.jpg" alt="Leolinda Daltro / A Informação Goyana, maio de 1921" width="286" height="396" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="wp-image-31876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda29.jpg" alt="leolinda29" width="590" height="208" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><em>A Informação Goyana,</em> maio de 1921</a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong> </span>- Nasceu, em Nagé, na Bahia, em 14 de julho de 1859 &#8211; as fontes variam em relação ao ano, mas aqui consideraremos 1859 como o correto, já que é o que consta em seu epitáfio no Cemitério São João Batista, onde está enterrada.</p>
<p>Filha de Alexandrina Tupinambá de Figueiredo e de Luiz Antonio de Figueiredo, em um discurso proferido, em 1926, por ocasião da inauguração do Centro das Escoteiras da Redemptora, Leolinda afirmou ser <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba</em>. Leolinda perdeu a mãe ainda na infância e foi criada pela avó, Joana Tupinambá de Sant´Anna Barauna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/41876" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de novembro de 1948</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1871</strong></span> &#8211; Foi internada no Colégio Colé, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Seu pai, que havia lutado na Guerra do Paraguai, foi promovido a capitão.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1875</span></strong> &#8211; Por volta deste ano Leolinda teria se casado com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, conforme declarou em juízo seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo. Desse casamento, cujo desfecho é, até o momento, desconhecido, ela teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e o já citado Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1883</strong></span> &#8211; Casou-se com Appolonio de Castilho Daltro (? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/21844" target="_blank">1943</a>), com o qual teve quatro filhos: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a esposa de Leobino, Iracema Amazonas, era irmã de Oscar de Siqueira Amazonas, marido de Alcina. Oscar foi casado com a professora Joaquina Daltro e Áurea com Antônio Cardoso de Gusmão Junior. Alfredo Napoleão foi casado com Antonietta de Figueiredo.</p>
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<div id="attachment_31864" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31864" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda24.jpg" alt="Áurea Daltro / Acervo de Leobido Daltro" width="238" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Áurea Daltro / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
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<div id="attachment_31865" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="wp-image-31865 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda25.jpg" alt="leolinda25" width="413" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Oscar e Leobino, crianças e adultos / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Nesta década, Leolinda mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Segundo entrevista dada, em 17 de junho de 2011, por seu neto Othon de Castilho Daltro a Paulete Maria Cunha dos Santos, Appolonio era funcionário da Fazenda da Província da Bahia, em Salvador, e foi transferido para o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Foi comunicado ao diretor das escolas suburbanas do Rio de Janeiro que Leolinda havia sido nomeada professora (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">, 29 de outubro de 1888, segunda coluna</a>; <em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">, 7 de novembro de 1888, primeira coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Segundo relato de Leolinda, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; de outros militares e<em> de outras pessoas gratas, que examinaram os trabalhos escolares, assistiram aos exercícios de ginástica e às aulas de artes e profissões, e a impressão recebida por esses altos personagens foi de tal ordem e tão favorável, que suas altezas, conde d’Eu e a princesa Isabel, mandaram-me um luxuoso livro que intitularam de Livro de Ouro, em cuja primeira página, que denominaram de Página de Honra, lançaram as suas ótimas impressões relativas a sua visita à minha tenda de trabalho. </em>(DALTRO, 1918)</p>
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<div id="attachment_31465" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class=" wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="702" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211;  Leolinda Daltro apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839-1895), acusando-o de desrespeitar a constituição já que após a renúncia do presidente da República, Deodoro da Fonseca, na condição de vice-presidente assumiu a presidência, sem convocar eleições presidenciais conforme previa a Constituição em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4651" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 24 de novembro de 1891</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo relato de Leolinda: &#8220;<em>Por ocasião da revolta de 6 de setembro de 1893, formado pela primeira vez, em frente da prefeitura, o Batalhão Patriótico Municipal, do qual o mais velho dos meus filhos, Alfredo Napoleão de Figueiredo (com 16 anos de idade), fazia parte como simples soldado, a minha escola apresentou-se com quatrocentos alunos, quase todos uniformizados (à minha custa), fazendo evoluções ginásticas e marchando militarmente entre um delírio de palmas e vivas de quantos assistiram à festa, colocando, uma das alunas, sobre a bandeira do batalhão uma rica coroa de flores douradas, depois de ser pronunciado pela menina Amélia Pessoa um patriótico e vibrante discurso. Todos os alunos foram abraçados com entusiasmo pelos intendentes&#8221;</em>. (DALTRO, 1918).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Seguia trabalhando como professora municipal no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/8909" target="_blank"><em>A Federação</em>, 13 de fevereiro de 1894, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Houve denúncias de negligência que motivaram protestos e reações. Em novembro, Leoinda iniciou sua viagem por Goiás. Seu filho, Augusto Napoleão, havia ido antes. Uma campanha para angariar fundos para expedição foi lançada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Leolinda era professora da rede pública do Distrito Federal e recebeu do Conselho Municipal um ano de licença com vencimentos, renovados em 1897 e 1898 e também nos anos seguintes, até 1900. Neste período, instruiu, às margens do Rio Tocantins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14635" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de julho de 1896, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/22198" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de agosto de 1896, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna;</a>  <em>Colecção de Leis Municipaes e Vetos</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/954" target="_blank">1897</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/1517" target="_blank">1898</a>;<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/14605" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16348" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de agosto de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2005" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de outubro e 1896, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4102" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 24 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4593" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31400" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31400" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda7.jpg" alt="Cidade do Rio, 25 de julho de 1896" width="571" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 25 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Seu retrato foi publicado na <em>Tarde Literária, </em>publicação quinzenal redigida pelo<em> boêmio </em>Raphael Gondry<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 17 de janeiro de 1897, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31401" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31401" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda8.jpg" alt="O Paiz, 13 de março de 1898" width="427" height="672" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1898</a></p></div>
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<p>Em torno deste ano, teria se separado de Appolonio.</p>
<p>Foi noticiado que já havia partido de Goiás para um aldeamento indígena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1900</strong></span> &#8211; Ao longo desta década tirou diversas licenças para tratar de sua saúde.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Apresentou o mapa que organizou das aldeias que visitou em sua missão pelo estado de Goiás e no Mato Grosso (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31418" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31418" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda21.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1901" width="506" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pretendia fundar um centro agrícola, denominado Joaquim Murtinho, de 35 léguas de extensão, para onde várias tribos convergiriam.</p>
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<div id="attachment_31416" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg"><img class="size-full wp-image-31416" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg" alt="A República, de 1901" width="293" height="653" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/12446" target="_blank"><em>A República</em>, 30 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Prestou uma homenagem a Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), que havia falecido, em 12 de maio de 1902, em Paris, numa explosão do dirigível <em>Pax</em>, inventado por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/138924/2016" target="_blank"><em>A República (RN)</em>, 8 de julho de 1902, terceira coluna</a>).</p>
<p>Leolinda hospedou em sua casa, na rua da Pedreira, em Cascadura, oito indígenas Pinagé que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República, Campos Sales (1841-1913). Alguns estavam enfermos e, outros, <em>amedrontados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/5279" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1902, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4594" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, primeira coluna</a>). Sua atuação foi comentada em uma crônica de Ferreiro-Mór, publicada em<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/87" target="_blank"><em> O Malho</em>, de 18 de outubro de 1902.</a> Um dos indígenas que hospedou, o Major Sabino, faleceu.</p>
<p>Em uma sessão do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil de 1902, foi discutida a proposta de um de seus conselheiros, Henrique Raffard, de criação de uma associação de proteção aos indígenas sob os aupícios da referida instituição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/5421" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de outubro de 1902, antepenúltima coluna</a>). Um de seus sócios correspondentes, Luiz de França Almeida e Sá (1847 &#8211; 1903), falou que um padre da região do Araguaia já havia ordenado o assassinato de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/893676/51767" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil</em>, 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31407" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><img class="wp-image-31407 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda12.jpg" alt="O Malho, de 1902" width="682" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><em>O Malho</em>, 18 de outubro de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, com o apoio do sócio comendador Julio Henrique Raffard (1851 &#8211; 1906) e do general Francisco Raphael de Mello Rego (18? &#8211; 1904) foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p class="sangria"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Participou de uma homenagem feita ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">, 20 de fevereiro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Leu uma saudação durante uma homenagem ao coronel acriano Placido de Castro (1873 &#8211; 1908), na Pensão Beethoven, onde ele estava hospedado. Um dos líderes da Revolução Acriana, era presidente da República do Acre. Em 1906, Placido tornou-se o primeiro governador do território do Acre, cargo que ocupou até sua morte, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1904, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Esteve no velório do escritor e jornalista José do Patrocínio ( 1853 &#8211; 1905), no Cemitério São Francisco Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/9025" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de fevereiro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Leolinda percorreu o acampamento de Santa Cruz com alguns indígenas Xerente e apresentou um deles, Oyama Prace,  ao presidente Hermes da Fonseca  (1855 &#8211; 1923). Oyama queria entrar para a Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17789" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1905, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31412" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><img class=" wp-image-31412" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda15.jpg" alt="O Malho, 20 de março de 1909" width="504" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Era muitas vezes ridicularizada devido à sua atuação junto aos indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31405" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232"><img class="size-full wp-image-31405" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda10.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1909" width="545" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1 de junho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a abrigar em sua casa indígenas dessa vez guaranis, que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República. Muitas vezes era ridicularizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/19972" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 20 de junho de 1906, sétima coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi felicitada no dia do seu aniversário com uma mensagem no jornal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12580" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de julho de 1906, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de julho, estava no Cais Pharoux participando da recepção ao diplomata Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), que chegava ao Rio. Na ocasião apresentou a ele três indígenas pinajés (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/18348" target="_blank"><em>A República</em>, 20 de julho de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31417" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><img class=" wp-image-31417" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda20.jpg" alt="Revista da Semana, 29 de julho de 1906" width="700" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Cerca de um mês depois, acompanhada de vários indígenas, entregou a ele uma mensagem pedindo garantias para a educação leiga dos indígenas das Américas. Na época acontecia no Rio de Janeiro o III Congresso Pan-americano. Nabuco disse que não poderia tratar do assunto porque o tema não fazia parte do evento, mas que imprimiria a mensagem e a distribuiria no Congresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/11328" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de agosto de 1906, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/20369" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1906, quinta coluna</a>). O III Congresso Pan-americano aconteceu no então Pavilhão de São Luiz, futuro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>. Ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, ponto mais nobre da capital do Brasil. O congresso foi aberto em 23 de julho de 1906 e prolongou-se até o dia 27 de agosto de 1906.</p>
<p>Quando ocorreram conflitos violentos entre os povos da etnia Kaingang e os trabalhadores da construção da estrada de ferro em Bauru, Leolinda enviou telegrama ao governador de São Paulo, Jorge Tibiriçá Piratininga<b> </b>(1855 &#8211; 1928), oferecendo sua colaboração.</p>
<p>Organizou, em 1906, o Grêmio Patriótico Leolinda Daltro destinado à proteção dos indígenas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21027" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de novembro de 1906, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Com o intuito de imprimir um cunho mais nacional ao préstito popular para o general argentino Julio Roca (1843 &#8211; 1914), no Rio de Janeiro, Leolinda quis juntar um grupo de indígenas ao festejo, mas o prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 &#8211; 1935) não autorizou a iniciativa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/22173" target="_blank"><em>O Pharol (MG)</em>, 11 e 12 de março de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das representantes do professorado municipal que entregou um presente a Leôncio Correia (1865 &#8211; 1950), diretor de Instrução Pública no dia de seu aniversário(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23724" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de setembro de 1907, sétima coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Foi aprovado pelo Conselho Municipal do Rio de Janeiro que o cálculo de tempo de serviço de Leolinda como professora contasse desde sua investidura no cargo de professora, em 1888, até 19 de dezembro de 1901, sem descontar o tempo que passou licenciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/27005" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de junho de 1888, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/30237" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1908, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31588" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31588" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda.jpg" alt="O Paiz, 16 de junho de 1908" width="655" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fundou, em outubro, a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Adolpho Gomes de Albuquerque era o presidente da instituição, Leolinda de Figueiredo Daltro, vice-presidente, e seu filho Leobino Castilho Daltro, secretário. A criação da nova associação, que defendia o ensino laico para indígenas e a integração desses povos por vias pacíficas, foi estimulada por um fato ocorrido em 14 de setembro, quando o cientista tcheco Alberto Vojtěch Frič (1882 &#8211; 1944) denunciou o extermínio do povo Kaingang em Santa Catarina, no XVI Congresso de Americanistas, em Viena; e pela publicação, na segunda quinzena do mesmo mês de setembro de um artigo do então diretor do Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930), na Revista do Museu Paulista defendendo o extermínio dos indígenas (<a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>).</p>
<p><em>&#8220;Os actuaes índios do Estado de S. Paulo não representam um elemento de trabalho e de progresso. Como também nos outros Estados do Brazil, não se póde esperar trabalho sério e continuado dos índios civilizados e como os Caingang selvagens são um impecilio para a colonização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio&#8221;. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Indígenas Xerente foram à redação do jornal <em>O Paiz</em> pedindo ajuda para seu aldeamento às margens do Tocantins, onde são <em>escorraçados pelas legiões de missionários</em>. Uma das reivindicações dos indígenas era a presença de Leolinda para<em> lhes dar instrução e os guiar na organização e na defesa de seu aldeamento </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/18608" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1909, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/5692" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de fevereiro de 1909, quarta coluna</a>). Ela então enviou para o ministro Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas, o pedido para ser nomeada missionária civilizadora dos indígenas de Goiás. A resposta foi a seguinte:</p>
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<div id="attachment_31403" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda9.jpg" alt="O Paiz, 6 de março de 1909" width="489" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 6 de março de 1909</a></p></div>
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<p>Os indígenas Xerente pediram que Leolinda fosse aposentada para que pudesse ir com eles para a aldeia (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a>).</p>
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<div id="attachment_31803" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda20.jpg" alt="Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos índios / O Malho, 13 de março de 1909" width="581" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank">Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos indígenas / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
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<div id="attachment_31408" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="wp-image-31408 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda13.jpg" alt="leolinda13" width="434" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31410" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda14.jpg" alt="Leolinda ladeada por índios cherenes / O Malho, 13 de março de 1909" width="727" height="733" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank">Leolinda ladeada por indígenas Xerente / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental. Foi instalada a Associação e Proteção e Auxílios aos Silvículas do Brasil e Leolinda tornou-se a segunda secretária da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20690" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20769" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1909, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20830" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20853" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31406" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 17 de setembro de 1909" width="588" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O então prefeito do Distrito Federal, Inocêncio Serzedelo Correia (1858 &#8211; 1932) abriu um crédito especial para pagamento de diferença de vencimentos a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de novembro de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31589" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31589" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda1.png" alt="O Magistério, 30 de junho de 1909" width="582" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de nvembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 23 de dezembro, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8571" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 25 de fevereiro de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/805" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de fevereiro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>-  Em 1º de março, realização das eleições em que a chapa de Hermes da Fonseca e Venceslau Brás venceu a de Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) e Albuquerque Lins (1852 &#8211; 1926).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31722" style="width: 191px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda3.jpg" alt="O Paiz, 15 de janeiro de 1910" width="181" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de janeiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Participou da recepção ao marechal Hermes da Fonseca, que voltava ao Rio de Janeiro, vindo do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8719" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 16 de março de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou do préstito que levou o busto de Washington, adquirido por subscrição popular, ao Teatro Municipal. O recém eleitro presidente da República, Hermes da Fonseca, estava presente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/1514" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de abril de 1910, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro uma gratificação adicional sobre seus vencimentos de professora. Houve uma polêmica a respeito deste assunto envolvendo o marechal Hermes da Fonseca e um funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1441" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de abril de 1910</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1480" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de abril de 1910, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/4473" target="_blank"><em>O Século</em>, 22 de abril de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou à jornalista e escritora Camen Dolores (1852 &#8211; 1910), pseudônimo de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, um exemplar do periódico <em>A Política. </em>Em resposta Carmen Dolores declarou que nem era republicana nem feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2260" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de junho de 1910, segunda coluna</a>). Carmen Dolores faleceu poucos meses depois, em 16 de agosto de 1910. Foi uma das mais influentes literatas dos primeiros anos do século XX, tendo começado a escrever ao ficar viúva. Escreveu entre 1905 e 1910, a coluna &#8220;A Semana&#8221;, no jornal <em>O Paiz</em>. Quando faleceu, foi substituída por Gilberto Amado. Foi a primeira brasileira a ter a distinção de literata em sua certidão de óbito a  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/21796" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de junho de 1915, segunda coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar de ter declarado não ser feminista a Leolinda, abordou temas bastante incendiários, que tratavam da emancipação da mulher: o direito ao divórcio à educação e à igualdade no trabalho. De fato não atuou na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43497" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43497" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/carmendolores.jpg" alt="Fon-Fon, de 1911" width="405" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de agosto de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Por serviços prestados à educação de indígenas no Brasil foi proposto que Leolinda tornasse-se diretora honorária da União Cívica Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2935" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de agosto de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O conferencista português João Rodrigues Moreira realizou a palestra <em>Mulheres ilustres</em> <em>brasileiras</em> e uma delas era Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10077" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 1º de setembro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anunciou a fundação da revista <em>Tribuna Feminina, </em>que só seria lançada em 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um discurso em homenagem à primeira-dama do Brasil, Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912), de quem era grande amiga (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/3996" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O recém criado Partido Republicano Feminino participou do préstito que acompanhou Hermes da Fonseca do Arsenal de Marinha à sua residência, onde Leolinda leu um soneto em homenagem ao marechal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31732" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31732" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda6.jpg" alt="A Imprensa, 26 de outubro de 1910" width="339" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Era uma das personalidades retratadas no Álbum Republicano, uma homenagem da Junta Republicana Hermes- Venceslau ao presidente da República, Hermes da Fonseca, ofertado a ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4317" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de novembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 17 de dezembro, foi publicado no Diário Oficial o texto do estatuto do Partido Republicano Feminino (PRF), fundado para mobilizar as mulheres em torno do direito ao voto feminino e Leolinda passou a presidi-lo. Sua sede ficava na rua General Câmara, 387, e o prédio foi cedido pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932)  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>). No dia 18 de agosto de 1911, o partido recebeu o registro oficial, depositado no 1º Ofício de Títulos e Documentos do Distrito Federal.</p>
<p style="text-align: left;"><em>No mês de dezembro de 1910, reuniram-se assim na cidade do Rio de Janeiro professoras, escritoras e donas de casa, somando ao todo 27 mulheres, que concordaram em assinar a ata de fundação de um partido político que tinha como objetivo integrá-las na sociedade política. O grupo buscava representar as mulheres brasileiras na capital federal e em todos os estados do Brasil, promovendo a cooperação entre elas na defesa das causas relativas ao progresso do país e de sua cidadania. Assim, o programa do partido destacava a luta pelo sufrágio feminino como primeiro passo para a plena incorporação das mulheres ao mundo público. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;">Assim era composta sua primeira diretoria: presidente, como já mencionado, Leolinda de Figueiredo Daltro; primeira vice-presidente, Maria Carlota Vaz de Albuquerque; segunda vice-presidente, Emília Torterolli Araldo; primeira-secretária, Hermelinda Fonseca da Cunha e Silva; segunda-secretária, Gilka da Costa Melo Machado; tesoureira, Goldemira Moreira dos Anjos; arquivista, Áurea Daltro; procuradora, Alice Esperança Arnosa; zeladora, Vitalina Faria Sena.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- Em 17 de junho, inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito pela poeta e ativista Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4618" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1910, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7196" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de junho de 1911, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/12440" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 17 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7227" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de junho de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31746" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/gilka1.jpg" alt="A Faceira, outubro e novembro de 1918" width="291" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1918</a>k</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1918, foi dada à instituição uma subvenção anual (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/7434" target="_blank"><em>Collecção de Leis Municipae</em>s, 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31413" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><img class=" wp-image-31413" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda16.jpg" alt="O Malho, 24 de junho de 1911" width="700" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de junho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=92996" target="_blank"><em>A Vida Vertiginosa</em></a>, seu autor, João do Rio, citou Leolinda na crônica <em>As impressões dos Bororos</em>:</p>
<p>&#8220;<span style="color: #800000;"><em>Como nunca tive a coragem civilisadora da professora Daltro, só consigo approximar-me dos authenticos proprietários deste paiz, quando por cá apparece alguma caravana de sujeitos de nariz esborrachado, a pedir ao Papae Grande instrumentos agrários</em></span>&#8220;.</p>
<p>Fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/13672" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 20 de outubro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Teve concedida pela Prefeitura do Rio de Janeiro licenças de saúde neste ano, no seguinte e em 1915 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8280" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12430" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de junho de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27180" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Para comemorar a entrada da primavera organizou um préstito com alunas da Escola Orsina da Fonseca, que foi até o Palácio do Catete, onde foram recebidas pelo presidente e pela primeira-dama. O colégio já contava com mais de mil alunas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8495" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1911, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31729" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de setembro de 1911" width="272" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino dedicava-se à realização de atividades de <em>cultura física</em> e também científica &#8211; organizou uma escola de enfermeiras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8917" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1911, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8975" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>- Em janeiro, exposição de trabalhos realizados pelas aluna da Escola Orsina da Fonseca em 1911, Na ocasião, o general Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932) elogiou a gestão de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/14554" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 14 de janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31730" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31730" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 15 de janeiro de 1912" width="466" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Lecionava em uma escola municipal que ficava na rua Coronel Cabrita, nº 6, no bairro de São Cristóvão. Teve aprovada pela Prefeitura verba adicional ao seus vencimentos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/10542" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11042" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de março de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com a presença de mais de 100 sócias foi realizada, na Escola Orsina da Fonseca, uma assembleia para alterar os estatutos do Partido Republicano Feminino, cuja secretária-geral era a poetisa Gilka da Costa Melo Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de junho de 1912, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com cerca de 80 senhoras do Partido Republicano Feminino, Leolinda foi ao Cemitério de Jacarepaguá prestar uma homenagem fúnebre ao político e jornalista republicano Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912), seu amigo e padrinho de sua filha Áurea. Na ocasião, discursou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12799" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de julho de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p> Em 30 de novembro, falecimento da primeira-dama e grande amiga de Leolinda, Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16927" target="_blank"><em>Jornal do Brasil, </em>5 de dezembro de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211;  Sua filha, Áurea Daltro, fazia parte do corpo docente da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17023" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de maio de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um pequeno<em> reparo</em> ao artigo escrito por Gilka Melo da Costa Machado publicado na edição de <em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913. Segundo Leolinda, que não foi citada no referido artigo, ela teria sido a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1141" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1201" target="_blank"><em>A Faceira</em>, dezembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi, com alunas da Escola Orsina da Fonseca, ao Cemitério de Jacarepaguá, prestar uma homenagem a Orsina da Fonseca, que havia falecido em de 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31727" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31727" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda2.jpg" alt="Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / O Paiz, 3 de novembro de 1913" width="331" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank">Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / <em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1914 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">Leolinda estava presente na inauguração da Escola Prática e Profissional em uma das salas da Imprensa Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/4527" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de janeiro de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">O Partido Republicano Feminino tinha cerca de duas mil associadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/25520" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1914, terceira colun</a>a).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Envolveu-se numa confusão com um recebedor dos bondes da Light (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/35279" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de julho de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda aposentou-se como professora catedrática (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/6800" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de julho de 1915, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/28661" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino, sob a presidência de Leolinda, inaugurou a Escola Cívica Pinheiro Machado para adultos do sexo masculino, que funcionaria todas as noites e provisoriamente na Escola Orsina da Fonseca. Contava no início com 25 alunos que após a preleção inaugural decidiram fundar o jornal <em>Atalaia</em> e também uma linha de tiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29438" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que despejaria judicialmente a Escola Orsina da Fonseca, que ocupava um prédio na rua General Câmara, que pertencia à Municipalidade. Mas o despejo não se cumpriu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/93244" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista à <em>Gazeta de Notícias</em>, de 21 de janeiro, de 1916, falou sobre sua vida, sobre a fundação da Escola Orsina da Fonseca que, segundo ela, ensinava dentre vários ofícios, a fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a> ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31743" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 21 de janeiro de 1916" width="283" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda, à frente do Partido Republicano Feminino, propôs a criação do <em>donativo patriótico</em>, com o qual todo o funcionalismo público seria conservado com os <em>vencimentos atuais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/185" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 28 de novembro de 1916</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/18256" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançamento do primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina</em>, dirigido por Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1949" target="_blank"><em>A Faceira</em>, 1º de dezembro de 1916, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/35550" target="_blank"><em>A Federação</em>, 7 de dezembro de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31790" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31790" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda19.jpg" alt="Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916" width="359" height="160" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank">Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31748" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><img class=" wp-image-31748" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda14.jpg" alt="Annaes da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916" width="683" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><em>Annaes da Câmara</em>, sessão de 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31787" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda18.jpg" alt="A Lanterna, 22 de dezembro de 1916" width="419" height="152" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- O Partido Republicano Feminino apoiou o rompimento das relações diplomáticas do governo brasileiro com a Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/40828" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de abril de 1917</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31733" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31733" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda7.jpg" alt="A Época, 28 de abril de 1917" width="335" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/15032" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 10 de fevereiro de 1917, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31539" target="_blank"><em>A República</em>, 13 de fevereiro de 1917, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/46527" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de agosto de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Carlos Rubens publicou um artigo exaltando a atuação da professora Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/2516" target="_blank"><em>A Faceira,</em> 1º de agosto de 1917</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959) propôs uma emenda à lei eleitoral<em> </em>para <em>estender o alistamento eleitoral para as brasileiras maiores de 21 anos. </em>Foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça. <em>Tal atitude da comissão parece ter inspirado uma reação por parte do PRF, através de uma passeata de mulheres pelas ruas do Rio de Janeiro, em novembro de 1917, como uma resposta ao repúdio à proposta de Lacerda. Seguindo o exemplo das feministas de outros países as partidárias do PRF foram convocadas para participar de uma nova manifestação pública, na qual cerca de 84 mulheres foram para as ruas protestar (</em>KARAWEJCZYK, 2014).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino manifestou-se, oferecendo os serviços de suas associadas em solidariedade à participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217549/19997" target="_blank">(<em>O Dia</em>, 20 de novembro de 1917</a>). A delegação do Tiro Feminino, às vezes identificado como <em>batalhão feminino,</em> era formado por 89 soldadas do Tiro Feminino, alunas da Escola Orsina da Fonseca. Elas usavam uniforme militar e faziam treinamento em praças públicas do Rio de Janeiro. A iniciativa foi muito criticada e ridicularizada. Em 1920, o batalhão feminino foi rebatizado como Legionárias da Paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31804" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda21.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de novembro de 1917" width="458" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong> </span>- Inauguração, no Campo de Santana, da primeira Escola Popular, uma iniciativa do Partido Republicano Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/35981" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1918, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">Gazeta de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda3.jpg" alt="leolinda3" width="474" height="652" /></a></p>
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<p>Visitou a redação do jornal <em>A Época</em> com <a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</a>, identificada no artigo publicado no referido periódico, em 24 de setembro de 1918, como a primeira eleitora do Brasil. Leolinda se queixou da falta de atenção da imprensa na divulgação do trabalho dela e do Partido Republicano Feminino em prol do feminismo no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31734" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda8.jpg" alt="A Época, 24 de setembro de 1918" width="570" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31735" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355"><img class="wp-image-31735 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda9.jpg" alt="leolinda9" width="294" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Partido Republicano Feminino celebrou a posição do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), pedindo ao legislativo de seu país a aprovação do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18417" target="_blank"><em>A Época</em>, 2 de outubro de 1918)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31736" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda10.jpg" alt="A Época, 3 de outubro de 1918" width="290" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento <em>a mulheres e crianças desamparadas</em> e o trabalo das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia. Na carta ao prefeito revelou que, além dela, 14 membros de sua família tinham contraído a gripe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18604" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de outubro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37255" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de novembro, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31744" style="width: 166px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda12.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de outubro de 1918" width="156" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Lançou o opúsculo<em> Pela Velhice </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14214" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de janeiro de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O ministro da Guerra, Alberto Cardoso de Aguiar (1864 &#8211; 1935) atendeu à solicitação de Leolinda no sentido de oferecer aulas de instrução militar às alunas da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/45819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de julho de 1919, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou de uma manifestação a favor do prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/7599" target="_blank"><em>A Razão</em>, 29 de julho de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que Leolinda havia sido escolhida para representar as classes trabalhadoras na Conferência Trabalhista de Washington, em outubro de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47069" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro. Não foi eleita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/21201" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de outubro de 1919, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44739" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de outubro de 1919, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224561/631" target="_blank"><em>Gil Blas</em>, 13 de novembro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47766" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de dezembro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31747" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31747" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda13.jpg" alt="A Noite, 24 de setembro de 1919" width="391" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Como mulher que sou, com um sentido superior de altruísmo, tenho me preocupado com a necessidade de minorar o sofrimento humano e de se atingir uma melhor distribuição da Justiça.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31749" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda15.jpg" alt="O Jornal, 26 de outubro de 1919" width="176" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Leolinda negava sua participação e a do Batalhão do Partido Republicano Feminino em um homenagem ao novo prefeito, Sá Freire (1870 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31871" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31871" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda26.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 24 de janeiro de 1920" width="403" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/37440" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de fevereiro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista publicada na capa da <em>Gazeta de Notícias,</em> Leolinda anuncia a adoção de um novo sistema, norte-americano, de ensino prático intuitivo na Escola Orsina da Fonseca e queixa-se do tratamento da imprensa e das autoridades em relação a seu trabalho. comenta a iminente visita dos reis belgas ao Brasil e também sobre a comemoração do centenário da Independência(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/673" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 22 de março de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda havia perdido um memorial que havia dirigido ao Congresso Pan-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2651" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi com alunas da Escola Orsina da Fonseca saudar o novo prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2747" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de junho de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda apresentou um requerimento ao prefeito pedindo para ser nomeada despachante municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1780" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de julho de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2595" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1920, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">À frente de um grupo de feministas, Leolinda fez uma consulta acerca do conceito de cidadão a renomados juristas, dentre eles Clóvis Bevilacqua (1859 &#8211; 1944) e Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923), (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120774/10410" target="_blank"><em>O Norte</em> (PB), 10 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A possível participação do Batalhão Feminino do Brasil sob o comando de Leolinda na recepção aos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">reis da Bélgicas </a>que visitariam o Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, foi criticada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31878" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31878" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda31.jpg" alt="D. Quixote, 15 de setembro de 1920" width="196" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>O voto às brasileiras</em>, no qual Leolinda é citada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em nome do Partido Republicano Feminino, que ainda presidia, convidou <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">a Rainha Elizabeth da Bélgica (1876 &#8211; 1965), em visita com seu marido o Rei Alberto I, ao Brasil,</a> para um piquenique em Paquetá. Por falta de espaço na agenda, a soberana declinou do convite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/4648" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 7 de outubro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/5672" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1920, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830364/815" target="_blank"><em>Gazeta Suburbana</em>, 25 de dezembro de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31414" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31414" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda17.jpg" alt="O Malho, 25 de dezembro de 1920" width="532" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><em>O Malho</em>, 25 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31879" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955"><img class="size-full wp-image-31879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda32.jpg" alt="O Combate, 14 de dezembro de 1920" width="177" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955" target="_blank"><em>O Combate</em>, 14 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda4.jpg" alt="leolinda4" width="535" height="710" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo exaltando a atuação de Leolinda e também sua conduta pessoal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31883" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda33.jpg" alt="Vida Carioca, 6 de janeiro de 1921" width="407" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na e<a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank">dição de maio de <em>A Informação Goyana</em>,</a> a vida de Leolinda foi exaltada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31877" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda30.jpg" alt="A Informação Goyana, maio de 1921" width="602" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><em>A Informação Goyana</em>, maio de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na coluna &#8220;Eleganpcias&#8221;, Leolinda revelou seus livros de cabeceira -<em> Justiça e Assistência</em>, de Ataulfo de Paiva (1867 &#8211; 1955); e o primeiro volume de versos de Alberto de Oliveira (1857 &#8211; 1937), cujo poema <em>Borboleta Azul </em>(<em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">Sonetos e Poemas, </a></em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">página 33</a>), havia sido, segundo Leolinda, inspirado nela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6407" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 1º de junho de 1921, segunda coluna</a>). Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6515" target="_blank">edição de junho da mesma revista</a>, numa enquete realizada entre acadêmicos diante da discussão da entrada de mulheres na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31815" target="_blank">Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) </a>declarou que seu voto seria pelo ingresso de Leolinda Daltro.</p>
<p>Foi entrevistada: em pauta o direito do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31872" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31872" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda27.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 4 de junho de 1921" width="214" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recebeu na Escola Orsina da Fonseca os intendentes argentinos que faziam parte do Conselho Deliberante de Buenos Aires, em visita ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/10620" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Escola Orsina da Fonseca, inauguração da Escola Noturna Dr. Nascimento Silva destinada ao combate ao analfabetismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/11960" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de novembro de 1921, quinta colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17421" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; O nome de Leolinda foi lembrado para ser uma das representantes do Brasil na I Conferência Pan-americana de Mulheres, que se realizaria, em Baltimore, nos Estados Unidos, entre os dias 20 a 23 de julho, patrocinado pela <i>National League of Women Voters,</i> uma divisão da <i>National Woman Suffrage Association</i> (NAWSA), associação norte-americana vinculada ao movimento abolicionista e sufragista, fundada em 1868, em Nova York.  A também feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> foi a escolhida como a representante oficial do governo brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5144" target="_blank"><em>O Combate</em>, 5 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em carta para o jornal <em>A Noite</em> negou que houvesse recebido uma quantia de dinheiro do Banco Nacional Brasileiro para patrocinar a campanha do senador Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) à presidência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5810" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de março de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5268" target="_blank"><em>A Noite, 22 de março de 1922, última coluna</em></a><em>).</em></p>
<p>Foi receber o marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) no Palace Hotel. Ele havia sido preso no dia 2 de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank"> j</a>ulho. Este foi um dos eventos que antecederam a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana.</a> O marechal Hermes foi de novo preso e só foi solto, em janeiro de 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/10822" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 4 de julho de 1922;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank"><em>O Combate</em>, </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank">5 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>A ideia da construção de um monumento em homenagem à Princesa Isabel foi do Partido Republicano Feminino, em dezembro de 1921. Leolinda pedia que fosse aberta uma subscrição popular para financiamento do monumento e colocava para venda durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposiçao de 1922</a> exemplares de seu livro, <em>Da catequese dos índios do Brasil, </em>cuja renda reverteria para esta causa. Esteve presente ao lançamento da pedra fundamental do monumento, na Praça XV, em 28 de setembro de 1922, quando leu a ata inaugural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8423" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/43807" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47929" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de setembro de 1922, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17999" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de outubro de 1922, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi destinado pelo governo à Escola Orsina da Fonseca uma quantia para a reforma de seu mpbiliário, mas até o momento o dinheiro ainda não havia sido dosponibilizado. No artigo, destacam-se os esforços pessoais de Leolinda para manter a instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13481" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1923, última coluna</a>).</p>
<p>Alunas se formaram em radiotelegrafia na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/25686" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1923</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Em 15 de abril, falecimento de Áurea Daltro Cardoso de Gusmão, filha caçula de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28773" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 17 de abril de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28879" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de abril de 1924, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi muito elogiada a exposição dos trabalhos das alunas da Escola Orsina da Fonseca, que Leolinda seguia dirigindo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/39642" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de agosto de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>Apoiava a chapa formada por Luis Gonçalves Nogueira e Fortunato Campos de Medeiros para o Conselho de Serventuários Municipais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/8335" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 18 de outubro de 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tendo à frente Leolinda, o Partido Republicano Feminino e a Escola Orsina da Fonseca estiveram presentes, com seus estandartes, ao desembarque, do engenheiro e ex-prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/4543" target="_blank"><em>Annuario das Estações Sportivas: Derby Club,</em> 1925</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre a história da luta pela emancipação feminina e pelo voto feminino no Brasil a liderança de Leolinda foi adjetivada de <em>pitoresca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/305138/1312" target="_blank"><em>Frou-Frou</em>, fevereiro de 1926</a>).</p>
<p>Concorreu ao cargo de intendente do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/18330" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 2 de março de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Com a presença do prefeito Antônio da Silva Prado Júnior (1880 &#8211; 1955), foi inaugurado o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirma ter sido a primeira escoteira do Brasil <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/48663" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 10 de agosto de 1926, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27837" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de novembro de 1926, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"> <em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/54685" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de abril de 1927</a>).</p>
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<div id="attachment_31750" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg"><img class="size-full wp-image-31750" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1926" width="534" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/51210" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1926</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; A escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943), em entrevista ao jornal <em>Correio da Manhã</em>, referiu-se a Leolinda como a pioneira no Brasil na luta pelo voto feminino, como a <em>nossa Pankhurst</em>, aludindo à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/32976" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1927</a>). No jornal <em>A Manhã</em>, de 30 de novembro de 1928, a escritora de novo exaltou a atuação de Leolinda como precursora do feminismo e referiu-se a um artigo escrito por Agrippino Nazareth em que ele também elogiava a <em>veneranda educadora</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/6706" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 30 de novembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda declarou em entrevista que o voto feminino era seu verdadeiro objetivo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a>).</p>
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<div id="attachment_31751" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31751" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda17.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de dezembro de 1927" width="308" height="171" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O preparo do terreno para a conquista de hoje foi feito por mim, à custa de muito humorismo grosseiro, de muita chacota, de muitas descomposturas! Houve uma época em que durante anos seguidos eu era figura obrigatória em carros carnavalescos, num ridículo medonho!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda sobre o voto feminino no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">O orçamento municipal destinou uma quantia para a aquisição de material para a Escola Orsina da Fonseca. Na época, o prefeito do Rio de Janeiro ainda era Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32626" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1928, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1</strong></span><span style="color: #800000;"><strong>929</strong> </span>- Reivindicava para si a primeira iniciativa de estender o escotismo às mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a>).</p>
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<div id="attachment_31886" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda34.jpg" alt="Diário Carioca, 27 de abbril de 1929" width="526" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Leolinda foi homenageada na Escola Orsina da Fonseca, que ainda dirigia, pelas Escoteiras da Redemptora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/76945" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de julho de 1929, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Foi homenageada pelo Conselho Metropolitano de Escoteiros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2009" target="_blank">(<em>Diário Carioca</em>, 12 de julho de 1930, primeira coluna; </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2917" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda é a protagonista do artigo <em>A Pioneira do Feminismo</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2070" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de julho de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No artigo <em>Justiça Tardia</em>, a escritora <em> </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962) chama atenção para a importância da atuação de Leolinda ao longo de sua vida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_31894" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda37.jpg" alt="Correio da Manhã, 20 de julho de 1930" width="260" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a></p></div>
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<p>Leolinda foi homenageada na coluna &#8220;A esmo&#8230;&#8221;, escrita pela poetisa e jornalista Rosalina Coelho Lisboa (1900 &#8211; 1975) e também no artigo <em>A professora Daltro</em>, escrito pelo jornalista Benjamin Costallat (1897 &#8211; 1961) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26651" target="_blank"><em>A Pacotilha(MA)</em>, 18 de agosto de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26723" target="_blank"><em>A Pacotilha (MA)</em>, 2 de setembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Apoiou a Revolução de 30 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2006" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 1º de novembro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Sofreu um acidente de carro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4567" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de novembro de 1930, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Com a presença de Leolinda, cujo trabalho foi considerado <em>uma obra de esforço e abnegação</em>, exposição de trabalhos realizados na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/11442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de março de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/20327" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Leolinda contou porque se tornou feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3033" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_31898" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda40.jpg" alt="A Batalha, 2 de abril de 1931" width="318" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Falecimento de seu filho, Alfredo Napoleão de Figueiredo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5220"><em>Diário de Noticias</em>, 9 de maio de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma carta da escritora Maria Lacerda de Moura (1887 &#8211; 1945) a também escritora Rachel Prado, onde comenta aspectos do II Congresso Internacional Feminista e a polêmica em torno de uma homenagem que Rachel queria fazer a Leolinda Daltro como pioneira do feminismo no Brasil que foi  como dito no artigo <em>Phosphoros Femininos,</em> escrito por Victoria Regia, <em>abruptamente</em> negada. Segundo o artigo, Daltro foi discriminada por ser pobre, idosa, viúva e por não ter a cultura das feministas da atualidade, que não tiraria o valor da luta inicial pelos direitos da mulher empreendida pela professora  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em> Diário Carioca,</em> 21 de julho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31896" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><img class="wp-image-31896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda38.jpg" alt="leolinda38" width="315" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31897" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31897" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda39.jpg" alt="Diário Carioca, 1931" width="313" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 21 de julho de 1931</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Algumas participantes do II Congresso Internacional Feminista foram fazer uma visita a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76955" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 11 de julho de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong> </span>- Com a presença da primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968), realização da exposição de trabalhos da Escola Orsina da Fonseca, quando Leolinda falou sobre a fundação do estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/7058" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 23 de janeiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de uma homenagem das Escoteiras da Redemptora ao príncipe dom Pedro de Orleans (1875-1940), em 1930 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a>).</p>
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<div id="attachment_31899" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda41.jpg" alt="Brasil Feminino, maio de 1932" width="300" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a></p></div>
<p style="text-align: left;">No dia do aniversário de Leolinda, 14 de julho, o <em>Jornal do Brasil</em> publicou um artigo em sua homenagem onde elencou os principais feitos dela, dentre eles a fundação da Escola Orsina da Fonseca e do Partido Republicano Feminino, iniciativa que relacionou à recente nomeação de duas mulheres, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, para participar da elaboração do ante-projeto da nova Constituição. Foram também lembradas outras iniciativas de Leolinda como a criação da Escola de Enfermeiras e da Linha de Tiro Rosa da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24765" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de julho de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda enviou a Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940), presidente do Centro Carioca uma carta confiando à instituição a tarefa de perseverar na campanha para erigir um monumento em homenagem à Princesa Isabel, uma iniciativa tomada por ela em dezembro de 1921. A pedra fundamental da estátua foi lançada em 1922, mas a obra não foi adiante. Alegou que seu estado de saúde precário e abatimento pela morte de seus filhos Áurea, em 1924, e Alfredo, em 1931, a impediam de prosseguir na luta por este ideal. Em artigo de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25836" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de agosto de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13607" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de outbro de 1932, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13878" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 4 de novembro de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fazia parte de uma comissão da Aliança Nacional de Mulheres, dirigida por Natércia da Cunha Silbeira (1905 &#8211; 1993) e foi homenageada pela instituição <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">, 31 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31892" style="width: 816px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31892" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda35.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1932" width="806" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Uma comissão formada por alunas da Escola Orsina da Fonseca participou do cortejo fúnebre do ex-prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), que sempre apoiou o referido colégio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/30973" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de fevereiro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/12696" target="_blank"><em>A Noite</em>, 1º de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana, </em>20 de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/33328" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de maio de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31893" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda36.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1933" width="297" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/27429" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de janeiro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Deu um entrevista para o jornal <em>A Noite</em>, quando elencou a criação da Escola Orsina da Fonseca e a fundação do Partido Republicano Feminino como suas maiores realizações. Revelou que o PRF estava alistando mulheres para votar no Colégio Amazonas, na rua Barão de Mesquita, dirigido por sua filha, a professora Alcina de Figueiredo Siqueira Amazonas <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, <em>3 de agosto de 1934</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31419" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31419" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda22.jpg" alt="A Noite, 3 de agosto de 1934" width="494" height="746" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31420" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="wp-image-31420 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="468" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em>Uma heroína, </em>Floriano de Lemos (1885 &#8211; 1968) exaltou as iniciativas de Leolinda e os obstáculos que ela enfrentou por seu pioneirismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de setembro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Em 30 de abril foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista. Seus filhos vivos eram, na ocasião, o advogado Oscar Daltro e o engenheiro Leobino Daltro e a professora Alcina Siqueira Amazonas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31900" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31900" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda42.jpg" alt="O Jornal, 5 de maio de 1935" width="304" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 5 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/14557" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="274" height="284" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31805" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31805" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda22.jpg" alt="Illustração Brasileira, junho de 1935" width="380" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, junho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> manifestou-se no enterro de Leolinda, que fazia parte da comissão fiscal da Aliança Nacional de Mulheres, presidida por ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53314" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de maio de 1935, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/19150" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 4 de maio, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53344" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/8643" target="_blank"><em>A Nação</em>, 5 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/36262" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 e 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/53447" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de maio de 1935, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/82565" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53647" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de maio de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seu epitáfio do cemitério São João Batista:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935 </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro foi aprovado um requerimento de pesar da deputada Carlota Pereira de Queirós (1892- 1982) pelo falecimento de Leolinda. A Assembleia Constituinte da Bahia inseriu em sua ata uma nota de pesar pelo falecimento da professora Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/7621" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/22854" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1935, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Foi sucedida, na direção da Escola Orsina da Fonseca por sua filha, Alcina Amazonas (1874 &#8211; 1948), que foi sucedida por seu filho, Djalma Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/43222" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de maio de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/92718" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de maio de 1939, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/13456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1941, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/42724" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de março de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; O Grêmio Literário Leolinda Daltro, promovia um festival dançante (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67278" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1936, última coluna)</a>.</p>
<p>Em seu artigo<em> Mulheres na Academia</em>, Modesto de Abreu (1901 &#8211; 1996) comentando acerca da polêmica sobre o ingresso de mulheres na Academia Brasileira de Letras, propõe a criação de uma Academia Feminina e cita Leolinda Daltro como um ótimo nome para ser patrona de uma de suas cadeiras <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67697" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 30 de agosto de 1936, segunda coluna</a>).</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), na comemoração dos 50 anos  da abolição da escravatura do Brasil, inaugurou um marco na Praça XV indicando o local onde uma estátua da Princesa Isabel seria erigida, uma iniciativa tomada por Leolinda em dezembro de 1921. Em artigo, no <em>Correio da Manhã</em>, de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua. No artigo <em>Monumento à Princesa Isabel,</em> assinado pela escritora Maria Eugênia Celso (1886 &#8211; 1963), publicado no mesmo jornal, em 20 de maio, Leolinda foi outra vez lembrada como a idealizadora do projeto  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46226" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de maio de 1938, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46339" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de maio de 1938, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/48990" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de setembro de 1947, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> &#8211; Era a patrona da cadeira 27 da recém criada Academia Feminina sob a presidência de Adalzira Bittencourt (1904 &#8211; 1976)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/8775" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, maio de 1943, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Foi inaugurada na sede da Organização Jurídica, dirigida por seu filho Leobino Daltro, um retrato de Leolinda e um de Oscar Daltro, seu filho já falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/6227" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, agosto de 1944, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Publicação da história da Escola Orsina da Fonseca, 1ª<em> Escola Técnico-Profissional da América do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/9442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de março de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre Leolinda Daltro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank">18 de março, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60427" target="_blank">25 de março, quinta coluna</a>, de 1956).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong> </span>- A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
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<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro-e-a-luta-pelo-voto-feminino/" target="_blank">Assista aqui o vídeo <em>Leolinda e a luta pelo voto feminino</em>, por Mônica Karawejczyk, pesquisadora da Fundação Biblioteca Nacional</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Essa informação foi uma descoberta da pesquisa realizada pelo jornalista Rafael Sento Sé para seu livro <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque </em>(2025), e foi acrescentada ao artigo em 6 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>CORRÊA, Marisa. <em>Os índios do Brasil elegante e a professora Leolinda Daltro</em>. São Paulo : <em>Revista Brasileira de História</em>, vol 9, nº 18, agos a setembro de 1989.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>Da catequese dos índios no Brasil. Notícias e documentos para a História (1896-1911).</em> Rio de Janeiro: Typografia da Escola Orsina da Fonseca, 1920.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>O início do feminismo no Brasil</em>. [recurso eletrônico] : subsídios para história / Leolinda Daltro ; introdução, notas e posfácio de Elaine Pereira Rocha. &#8212; Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2021. – (Coleção vozes femininas).</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/1%20Verbetes%20letra%20D.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Leolinda Daltro</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Partido Republicano Feminino</a></p>
<p>GIRAUDO, Laura. (2017). <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/iberoamericana/article/view/24069" target="_blank"><em>Homenagear os índios, defender o indigenismo: o “Dia do Índio” e o Instituto Indigenista Interamericano</em></a>.<em> Estudos Ibero-Americanos, 43(1), 81–96.</em> https://doi.org/10.15448/1980-864X.2017.1.24069</p>
<p>HELLMANN, Risolete Maria. <a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/158424" target="_blank"><em>Carmen Dolores, escritora e cronista: Uma intelectual feminista da Belle Époque</em></a>. 2015. Tese (Doutorado em Literatura) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>JARDILINO, José Rubens Lima. <a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261001/html/" target="_blank"><em>Educadora, Feminista, Indigenista: Leolinda Figueiredo Daltro, uma “Dama” da educação brasileira no final do século XIX</em></a>. Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 7-11<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Mônica.<em> Os primórdios do movimento sufragista no Brasil: o feminismo “pátrio” de Leolinda Figueiredo Daltro.</em> Estudos Ibero-Americanos, PUCRS, v. 40, n. 1, p. 64-84, jan.-jun. 2014</p>
<p class="publisher">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p>MELO, Hildete Pereira de; MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank">Partido Republicano Feminino</a>. Rev. hist.edu.latinoam &#8211; Vol. 18 No. 26, enero &#8211; junio 2016 &#8211; ISSN: 0122-7238 &#8211; pp. 311 &#8211; 326.</p>
<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-era-chamada-de-mulher-do-diabo-por-ter-senso-de-justica/" target="_blank">Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p>PETSCHELIES, Erik. <a href="https://www.scielo.br/j/ra/a/xwBm3SQtfQP9xHJCnqSjHsC/" target="_blank"><em>O Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850-1930) e os ameríndios</em>.</a><span class="_separator"> São Paulo : </span><span class="_editionMeta">Revista de Antropologia, nº 66,<span class="_separator"> </span>2023.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43831319" target="_blank">Portal da BBC</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/07/11/dia-dos-povos-indigenas-em-19-de-abril-substitui-dia-do-indio-apos-derrubada-de-veto" target="_blank">Portal do Senado Federal</a></p>
<p>ROCHA, Elaine Pereira. <em>Entre a pena e a espada: a trajetória de Leolinda Daltro (1859-1935)- patriotismo, indigenismo e feminismo</em>. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.</p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos. <em><a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261002/html/" target="_blank">Leolinda Daltro – a Oaci-zauré – relato de sua experiência de proposta laica de educação para os povos indígenas no Brasil central.</a> </em>Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 15-46<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos.<a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"> Leolinda Daltro &#8211; a caminhante do futuro: uma análise de sua trajetória de catequista a feminista (Rio de Janeiro/Goiás &#8211; 1896 &#8211; 1920)</a>. Tese de Doutorado. Universidade do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p class="publisher">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p class="publisher">SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p class="publisher"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/cmdsrondon.html" target="_blank">Site Instituto Histórico Geográfico Brasileiro</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/ultimas-noticias/686-servico-de-protecao-aos-indios-e-localizacao-dos-trabalhadores-nacionais" target="_blank">Site Memória da Administração Pública Brasileira &#8211; Arquivo Nacional</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://memoriapoliticademexico.org/Textos/6Revolucion/1940PCM.html" target="_blank">Site Memória Política do México</a></p>
<p class="publisher"><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/%C3%93rg%C3%A3o_Indigenista_Oficial" target="_blank">Site Povos Indígenas no Brasil</a></p>
<p class="publisher">STAUFFER, David Hall. <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>. Revista de História, <i>[S. l.]</i>, v. 21, n. 43, p. 165-183, 1960. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.rh.1960.120126. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/120126. Acesso em: 24 fev. 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
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<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
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<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
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<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
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<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
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<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
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<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
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<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
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<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
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<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
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<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
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<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
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<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
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<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
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<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
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<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
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<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
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<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
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<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
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<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
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<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
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<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
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<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
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<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
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<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
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<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
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<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
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<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
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<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
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<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
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<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
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