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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Jerônima Mesquita</title>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI e série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII &#8211; A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 12:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica encerra a série "1922, Hoje, há 100 anos" com a publicação do artigo "1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo", de autoria da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal. A série surgiu a partirde dois eventos ocorridos em 1922: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos . O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série "Feministas, graças a Deus".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica encerra a série <em>1922, Hoje, há 100 anos </em>com a publicação do artigo <em><span style="color: #000000;">1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, </span></em><span style="color: #000000;">de autoria</span><em><span style="color: #000000;"> </span></em><span style="color: #000000;">da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal.  A série surgiu ancorada em dois eventos: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos. O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;.</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11333/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0003de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"> I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
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<p>As duas primeiras décadas do século XX foram marcadas, no Brasil e no mundo, por eventos decisivos que repercutem, de diferentes formas, nos dias de hoje. A 1ª Guerra Mundial, a Revolução Comunista e seus desdobramentos mudaram o curso da história e a forma como se passou a refletir sobre o futuro.</p>
<p>No Brasil, o novo século se fez sentir pela busca de ares civilizados para uma República recente, ainda muito balizada por valores e traços escravagistas. Uma ampla reforma urbana foi iniciada com o objetivo de dar à capital do país uma nova imagem sintonizada com os valores europeus da Belle Époque. Velhos edifícios e cortiços foram demolidos afastando a população pobre do centro da cidade. Um extenso programa de alargamento das ruas na área central e a canalização de alguns dos principais rios compunham o programa de saneamento básico. Contudo, essas transformações urbanas não conseguiram alijar o caráter conservador de uma sociedade que se pretendia moderna sem renunciar a seus privilégios.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/347" target="_blank">Acessando o link para as imagens da 1ª Conferência pelo Progresso Feminino disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
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<p>Nesse contexto, o ano de 1922 teve um caráter insigne. A par da realização da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna, em São Paulo</a>, foi organizada, no Rio de Janeiro, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição do Centenário da Independência</a>. A ideia de apresentar ao mundo uma nação moderna, respeitada entre as demais, com laços diplomáticos que se estendiam por todo o globo e integrada aos progressos e tecnologias de sua época, norteou as festas do Centenário da Independência do Brasil. Para a abertura da exposição, foram aceleradas as obras de desmonte do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> e do aterro da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, abrindo espaço para os palácios e pavilhões que apresentavam as vistosas construções e os avanços industriais do Brasil e de outras nações.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11342/67_FF_LF_1_0_1_23_8.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank">Luciano Ferrez. Pavilhões da Exposição Internacional de 1922. Rio de Janeiro, 1922 / Fundo Família Ferrez &#8211; Acervo Arquivo Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente, outros eventos, de natureza não tão comemorativa, ocorreram em 1922. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">movimento tenentista</a> e a fundação do Partido Comunista no Brasil acenavam para problemas políticos, para a constituição de um proletariado urbano e um adensamento da camada pobre da população que se apresentavam como novos atores da arena política.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> O ano também foi pontuado pelo crescimento do feminismo e pela criação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, entidade presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz </a>até 1942, tendo como principal bandeira de luta a conquista do sufrágio universal, bandeira esta apresentada desde a instauração da República, mas que foi negada pelo Congresso Constituinte em 1891.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Durante a década de 1920 a reivindicação pelo voto feminino se intensificou. De acordo com June Edith Hahner:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Como o descontentamento político e os protestos contra a oligarquia arraigada cresciam, tornava-se maior a possibilidade de direito ao voto feminino encontrar seu lugar em meio às exigências de reforma eleitoral da classe média urbana.”</em></span><a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Após a participação de Bertha Lutz como delegada oficial do Brasil na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, é fundada, a 19 de agosto de 1922, a Federação Brasileira das Ligas pelo Progresso Feminino que, dois anos depois, passou a se chamar Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), com sede no Rio de Janeiro.</p>
<p>Bertha, em sua viagem aos Estados Unidos representava a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM), concebida para estudar os diferentes aspectos do movimento feminista e lutar pelos direitos femininos. Cabe mencionar que a sua participação no evento norte-americano é considerada por alguns autores, como June Hahner, um novo rumo para o movimento feminista, abrindo espaço para temas como bem-estar das crianças, a questão do trabalho feminino nas indústrias, o tráfico de mulheres, a educação feminina e o estatuto político e civil das mulheres, o que ensejou a elaboração de um novo estatuto para a Liga cujos objetivos abarcaram a emancipação feminina em todos os níveis desde a promoção da educação até a proteção às mães e a infância; a proteção para o trabalho feminino; a orientação para profissões; a conquista de direitos civis e políticos e a manutenção da paz mundial.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>Nessa conferência, quando se reuniram cerca de 2.000 mulheres, Bertha estreitou os laços com Carrie Chapman Catt, fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
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<div style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11341/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_FOT_0001_m0003de0003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="459" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank">Líder feminista Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947) na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, entre os dias 20 e 23 de julho de 1922 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Carrie Catt, que visitava um país sul-americano pela primeira vez, foi a personalidade estrangeira mais prestigiada durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, realizada de 19 a 23 de dezembro no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Bertha, em seu discurso de saudação, dirige-se a Carrie como a <em>“valorosa pregoeira do sufrágio feminino”</em> que vem ao Brasil para exortar a <em>“união de todas as mulheres em prol de grandes ideaes que devem congregar-nos para o bem, senão para a salvação da humanidade.”</em><a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> A conferência contou também com a participação da escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas Julia Lopes de Almeida<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> como presidente de honra.</p>
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<div id="attachment_30826" style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30826" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
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<p>Como presidente da conferência Bertha enviou farta correspondência a autoridades estrangeiras e de instituições brasileiras no sentido de prestigiarem o evento destinado a <em>“deliberar questões de ensino e instrução feminina, oportunidades de ação, condições de trabalho e carreiras abertas à mulher, métodos de evidenciar o seu desenvolvimento e progresso, assistência e proteção à mesma, bem como o seu papel como fator no lar e na comunidade, suas funções e responsabilidade na vida dos povos, na elevação dos ideais do mundo civilizado, na aproximação das nações e na manutenção da paz”</em>.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>A conferência contou com uma significativa delegação brasileira, representando Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Pará, Santa Catarina, Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná, além de entidades como a Cruzada Nacional contra a Tuberculose; o Centro Social Feminino; a Liga de Professores; a Cruz Vermelha; a Legião da Mulher Brasileira; a União dos Empregados do Comércio. Marcou presença também Nair Coimbra, filha do vice-presidente da República Estácio Coimbra, senadores, deputados, médicos e advogados. As representações estrangeiras emprestaram uma atenção especial da imprensa que noticiou praticamente todos os dias da conferência, informando sobre o programa a ser seguido, temas abordados e palestrantes das sessões.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> Vieram ao Brasil para o evento, além de Carrie Chapman, Elisabeth Babcock e Anita van Lennep (EUA), Rosette Susana Anus (Holanda), Ana de Castro Osório (presidente da Associação Feminina de Portugal)<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a>, srta. Pidgeon (Departamento Nacional de Agricultura de Washington), sra. Abels (Liga pelas Relações Pacíficas Internacionais).</p>
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<div style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11335/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0005de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="538" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank">Visita ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de Carrie Chapman Catt, acompanhada da feminista holandesa Rosette Manus (à direita), morta em campo de concentração alemão durante a 2ª Guerra Mundial, e da escritora portuguesa Ana de Castro Osório, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Para a conferência, que buscava dar visibilidade internacional para o Brasil como um país afinado às formas progressistas e libertárias da modernidade, entre as quais poderiam ser enquadradas as recentes e tímidas demandas feministas da Federação, foram constituídas seis comissões, a saber: ensino e instrução; carreiras apropriadas à mulher; direito da mulher; indústria; comércio e profissões liberais; assistência às mães e à infância.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11">[11]</a></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11337/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0007de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank">Participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino. À frente encontram-se Julia Valentim da Silveira Lopes Almeida, Margarida Lopes de Almeida, Carrie Chapman Catt, Bertha Lutz, Rosette Susana Manus, Jerônima Mesquista, Vernon Morgan,1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. Assim, o tema educação configurou-se como transversal da conferência. A inclusão social das mulheres no espaço público por meio da educação as tornava mais capazes de pleitear o direito ao voto, incrementava os direitos sociais e políticos de uma parcela significativa da população que havia sido historicamente excluída da esfera pública. <a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a> Da Comissão de Educação e Instrução foi integrante Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Distrito Federal, Esther Pedreira de Mello; Benevenuta Ribeiro, diretora da Escola Profissional Feminina Rivadávia Correa; Maria Xaltrão Gaze, diretora da Escola de Aplicação; delegadas da Diretoria da Instrução Pública do Distrito Federal; Branca Canto de Mello pela Liga Paulista pelo Progresso Feminino e os deputados José Augusto e Tavares Cavalcante.<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> Os temas de discussão selecionados foram ensino primário; ensino profissional, doméstico e agrícola; educação cívica; ensino secundário e superior.</p>
<p>Em seu discurso de 23 de dezembro de 1922, Anna Cesar, presidente da Legião da Mulher Brasileira destaca a instrução como “o principal veículo da propaganda feminista no Brasil, a fim de podermos vencer as barreiras dos mal-entendidos preconceitos e de outros prejuízos gerados da ignorância.”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14">[14]</a></p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Julia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, 1922. Rio de Janeiro, RJ / AAcervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Outros temas tiveram espaço durante a conferência, como assistência à infância, ensino doméstico que “compreende essencialmente, e sobretudo, a cozinha e o arranjo de casa, os cuidados com que as crianças devem ser tratadas assim como as pessoas de casa, e o conhecimento de tudo que pode tornar agradável e confortável o interior de uma casa”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[15]</a> ou questões de eugenia relativas ao casamento apresentadas pelo dr. Renato Kehl <a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[16]</a> Nos trabalhos sobre o papel da mulher no comércio, na indústria, na lavoura e no funcionalismo, o <em>Jornal do Brasil</em>, em sua edição de 22 de dezembro, noticia que <em>“tomaram parte, com muito brilhantismo, as senhoritas Carmen Cunha e Nair Braga das casas A Pompéa e A Capital, como delegadas da União dos Empregados do Commercio do Rio de Janeiro, defendendo uma tese apresentada pela associação de classe.”</em></p>
<p>O segundo dia da conferência teve como destaque a fundação da Aliança Brasileira pelo Sufrágio Feminino, na sessão Direitos da Mulher, com o intuito de se dedicar, unicamente, pela aprovação do voto feminino. O senador Justo Chermont, autor do projeto que estava sendo analisado no Senado em prol do sufrágio feminino, foi homenageado nessa sessão, inclusive por Carrie Chapman.<a href="#_ftn17" name="_ftnref17">[17]</a></p>
<p>O dia 22 de dezembro concentrou as últimas reuniões dos grupos de trabalho. A última palestra intitulada <em>“O papel da mulher na civilização”</em> foi ministrada por Carrie Chapman Catt, em sessão presidida pelo senador Lauro Muller. Em sua palestra, Chapman lembrou que nas democracias o governo é do povo e o povo compreende também a mulher, ressaltando o papel desta na evolução social, defendendo a intervenção da mulher na vida pública e afirmando que seria o Brasil na América do Sul o primeiro país a conceder-lhe direito.<a href="#_ftn18" name="_ftnref18">[18]</a></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11332/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0002de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank">Carrie Chapman Catt discursa durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Ao longo da conferência uma série de eventos sociais recepcionaram participantes e organizadores. Aproveitando a realização da Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizou-se uma visita ao pavilhão da Noruega. Um passeio a Teresópolis também foi oferecido.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11334/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0004de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank">Almoço oferecido pelo embaixador dos Estados Unidos Edwin Morgan às participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino e ao vice-presidente Estácio Coimbra e ao ministro do Exterior Félix Pacheco, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acerevo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No encerramento, foram proferidos discursos por Evaristo de Moraes, que pediu o auxílio da mulher na <em>“propaganda humanitária e moral da sociedade com processos mais inteligentes que os que vigoram”</em>, por Lopes Gonçalves, que falou longamente sobre a constitucionalidade do direito de voto da mulher e prometeu bater-se por ele, na tribuna popular, no jornalismo e no Parlamento; e por Lauro Müller, que aconselhou as entusiastas dos direitos políticos da mulher a conquistarem esses direitos pela ação e pelo trabalho, demonstrando aos homens que mereceriam esses direitos pela educação e <em>“pelo seu próprio valor”</em>.<a href="#_ftn19" name="_ftnref19">[19]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11340/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0010de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank">Carrie Chapmann e Rosette Susana Manus visitam o mercado da Praça XV, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, também percebidos durante a I Conferência, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, rumava-se, na estratégia de Bertha e suas companheiras de Federação, de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e a conquista de direitos. Essa postura, identificada por alguns pesquisadores, com um <em>“feminismo bem-comportado”</em><a href="#_ftn20" name="_ftnref20">[20]</a>, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como <em>“mal-comportado”</em> ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn21" name="_ftnref21">[21]</a></p>
<p>Os temas escolhidos para serem debatidos na conferência, isto é, a forma como a questão da emancipação feminina estava sendo pensada pelo grupo, expõem as estratégias utilizadas e que acabaram por consolidar a imagem de representantes no Brasil. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam essa atuação. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn22" name="_ftnref22">[22]</a> As deliberações da conferência revelam uma estratégia conciliadora de assegurar um lugar no espaço público, sem afetar o papel da mulher no seio familiar. A tática era sensibilizar os homens nos cargos de poder a aceitarem suas demandas, denotando o <em>“bom”</em> feminismo.<a href="#_ftn23" name="_ftnref23">[23]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Maria Elizabeth Brêa Monteiro é antropóloga do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Ver a exposição virtual “<em>O Rio do morro ao mar</em>” em <a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html">http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Ver <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html">http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Ver a matéria <em>1922 – hoje, há 100 anos – a fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino,</em> de autoria de Andrea C.T. Wanderley<em>, </em>publicada no portal Brasiliana Fotográfica. Disponível em https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=federacao-brasileira-pelo-progresso-feminino</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> HAHNER, June Edith. <em>Emancipação do sexo feminino</em>: <em>a luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940</em>. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003. p.269.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.1.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Julia participou das primeiras reuniões para a fundação da Academia Brasileira de Letras. Apesar de sua importância como escritora, ela não pôde integrar a ABL uma vez que se optou por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que serviu de modelo.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Essa correspondência está reunida em BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_06_d0001 e BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_07_d0001.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> <em>O Paiz</em>, 16 dezembro 1922. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Considerações sobre projetos, redes de sociabilidade do feminismo foram objeto da correspondência entre Bertha e Ana Castro. Essas cartas, que compõem o fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino, do Arquivo Nacional, foram publicadas em “<em>A propaganda feminista luso-brasileira: as cartas de Ana de Castro Osório a Bertha Lutz</em>” de autoria de Eduardo da Cruz e Andreia Monteiro de Castro. Disponível em <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814">https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814</a>. Ana de Castro Osório publicou, em 1905, <em>Às Mulheres Portuguesas</em>, o primeiro manifesto feminista português.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> Ver Programa da Conferência pelo Progresso Feminino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_01_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Ver Relatório dos trabalhos realizados pela Comissão de educação e ensino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_02_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> BONATO, Nailda Marinho da Costa. <em>O Fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Uma fonte múltipla para a história da educação das mulheres</em>. <em>Acervo</em>, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1-2, jan.-dez. 2005, p. 131-146. Disponível em https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/%20article/view/189</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.6.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> <em>A escola doméstica</em>. Traduzido e compilado por Guilhermina Sassetti Noellner e dedicado a Lydia de Rezende. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p. 59-72.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_05_d0001, p. 24-33.</p>
<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17">[17]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong><em> O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18">[18]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1922.</p>
<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19">[19]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1992. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20">[20]</a> Rachel Soihet, em artigo publicado na <em>Revista Brasileira de Educação</em>, em 2000, emprega o termo “feminismo tático” para descrever a forma conciliadora de atuação das federalistas. Disponível em https://www.scielo.br/j/rbedu/a/mJxm348crdgLd4mgqnwMHcd/?format=pdf&amp;lang=pt</p>
<p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21">[21]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22">[22]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. <em>Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937)</em>. <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23">[23]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> – A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de novembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
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		<item>
		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI e série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 12:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pró-Matre]]></category>
		<category><![CDATA[Stella de Carvalho Guerra Duval]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto do sexto artigo da "Série 1922 - Hoje há 100 anos" e do décimo primeiro artigo da série "Feministas, graças a Deus", é a fundação, em 9 de agosto de 1922, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações, em resumo, eram a igualdade entre os sexos e a independência da mulher.  Sua existência foi fundamental para o processo de emancipação das mulheres no Brasil. Destacamos as atuações das feministas Bertha Lutz  (1894 – 1976), Carmen Portinho (1903 - 2001), Jeronyma Mesquita (1880 - 1972) e Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 - 1971), algumas das fundadoras da entidade, que sucedeu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher e a Liga pelo Progresso Feminino.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto do sexto artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje há 100 anos</em> e do décimo primeiro artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em>, é a fundação, em 9 de agosto de 1922, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal objetivo do feminismo no início do século XX.</p>
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<div id="attachment_45348" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://picryl.com/media/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45348" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00.jpg" alt="Ata da primeira Reunião da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, realizada em 14 de agosto de 1922" width="744" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://picryl.com/media/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00" target="_blank">Ata da primeira Reunião da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, realizada em 14 de agosto de 1922</a></p></div>
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<p>As outras reivindicações feministas eram, em resumo, a igualdade entre os sexos e a independência da mulher. A existência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino foi fundamental para o processo de emancipação das mulheres no Brasil.</p>
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<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4943/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0001__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="607" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank">Sócias da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em visita ao Instituto Osvaldo Cruz, 1921-1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Ainda em 1922, em dezembro, a FBPF promoveu o I Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro e recebeu a medalha de ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, Jeronyma Mesquita (1880 &#8211; 1972) e Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 &#8211; 1971) foram algumas das fundadoras da entidade, que sucedeu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher e a Liga pelo Progresso Feminino. Eram mulheres com excelente escolaridade e conheciam as direções dos movimentos feministas tanto na Europa como nos Estados Unidos.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=feminismo&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias  relacionadas ao feminismo no Brasil disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>Bertha Lutz, cuja biografia confunde-se com a história da FBPF, e Stella de Carvalho Guerra Duval foram designadas presidente e vice-presidente, respectivamente; a secretaria geral coube a Valentina Biosca (? -?) e a segunda secretaria a Esther Salgado Monteiro (?-?). A tesouraria ficou a cargo de Corina Barreiros (? -?) e a escritora Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934) foi eleita presidente de honra da federação.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/5661" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-26982 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/fbpf.jpg" alt="fbpf" width="309" height="503" /></a></p>
<div id="attachment_26983" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/5661" target="_blank"><img class=" wp-image-26983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/fbpf1.jpg" alt="Revista da Semana, de 1932" width="300" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de julho de 1932</a></p></div>
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<p>Em seu início, as reuniões da FBPF ocorriam nas residências das sócias, já que a entidade não tinha sede própria. Sua primeira sede ficava na avenida Rio Branco, 117 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>).</p>
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<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, primeira eleitora do Brasil, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional &#8211; Bertha Lutz está sentada com roupa clara e Carmen Portinho e Jerônima Mesquista são a segunda e a terceira, também sentadas, da esquerda para a direita, respectivamente</a></p></div>
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<p>No fim dos anos 20, a FBPF reunia várias associações profissionais de mulheres e possuía núcleos em vários estados, com destaque para os de Alagoas, sob a direção de Lili Lages (1907 &#8211; 2003), primeira mulher eleita deputada da Assembleia Legislativa de Alagoas, em 1934; da Bahia, dirigido por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"> Maria Luísa Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, primeira deputada estadual da Bahia, em 1935; de Minas Gerais, pela advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Kommel (1906 &#8211; 1932)</a>; e de Pernambuco, por Nícia Sá Pereira.</p>
<p>Houve, durante os cerca de 15 anos da entidade, uma cisão, em 1930, devido a divergências entre Bertha Lutz e a advogada gaúcha<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank"> Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993)</a> em relação a questões de engajamento partidário. Natércia saiu da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e fundou a Aliança Nacional de Mulheres, no Rio de Janeiro, em 30 de janeiro de 1931. A entidade era mobilizada pelo tema do trabalho e foi registrada em 7 de março do mesmo ano.</p>
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<div id="attachment_20301" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/297984/1838"><img class="size-full wp-image-20301" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/esstatuto.jpg" alt="Objetivos da Aliança Nacional de Mulheres / A Esquerda, 13 de março de 1931" width="350" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/297984/1838" target="_blank">Objetivos da Aliança Nacional de Mulheres / <em>A Esquerda</em>, 13 de março de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FBPF liderou conquistas como a criação da União Universitária Feminina, em 13 de janeiro de 1929, sob a presidência de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; as leis de proteção à mulher e à criança; o ingresso de meninas no Colégio Pedro II, a equiparação da Escola Normal aos cursos secundários oficiais e o voto feminino.</p>
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<p><img class="aligncenter wp-image-22558 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união1.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="415" height="530" /><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29000 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/portinho.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="411" height="302" /></a></p>
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<p>O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a instauração do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, Bertha Lutz foi se afastando da FBPF e a entidade perdeu sua força. Em 1940, a escritora e declamadora Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991) passou a presidi-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28093" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28093" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/sabina.jpg" alt="Maria Sabina de Albuquerque / Diário de Notícias, 5 de abril de 1933" width="251" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank">A escritora e declamadora Maria Sabina de Albuquerque / <em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28054" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/32433" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28054" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/progresso.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de agosto de 1972" width="266" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/32433" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de agosto de 1972</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de algumas das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</strong></em></span></p>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Bertha Lutz</strong></span> (1894 &#8211; 1976) foi um dos principais nomes do feminismo no Brasil. Em 1932,  foi uma das duas mulheres nomeadas para integrar a comissão para elaborar o ante-projeto da nova Constituição – a outra foi a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, RN / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Em 1936, Bertha, bióloga por formação, assumiu o mandato de deputada na Câmara Federal. Sempre ocupou importantes cargos públicos, dentre eles a chefia do setor de Botânica do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, cargo no qual se aposentou em 1964. Em agosto de 1965, recebeu o título de professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua vida sempre esteve ligada à ciência e à luta pela emancipação da mulher. Nasceu em São Paulo, em 2 de agosto de 1894, filha da enfermeira inglesa Amy Marie Gertrude Fowler (1869 – 1922 ) e do cientista e pioneiro da Medicina Tropical, Adolpho Lutz (1855 – 1940). Faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 1976.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Carmen Velasco Portinho </strong></span>(1903 &#8211; 2001) nasceu em Corumbá, no Mato Grosso, em 26 de janeiro de 1903, e foi uma militante das causas feministas como o sufrágio feminino, além de ativista pela educação das mulheres e pela valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica, tendo sido uma das primeiras mullheres a se formar em Engenheira Civil (1925) e a primeira a obter o título de urbanista (1939) no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6571/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0025_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="445" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank">Serviço Fotográfico de Vida Doméstica. Carmen Portinho, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Sempre na vanguarda, foi uma mulher graciosa, cheia de energia, culta, inteligente, dinâmica, tenaz, considerada simpática e afável. E, segundo a própria, apesar de ter tido uma vida de muito trabalho, sempre se divertiu. Viveu quase todo o século XX, tendo falecido em 25 de julho de 2001.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>A enfermeira Jerônima Mesquita</strong></span> (1880 &#8211; 1972) e <strong><span style="color: #800000;">Stella de Carvalho Guerra Duval</span> </strong>(1879 &#8211; 1971) eram muito amigas e participaram juntas de diversos projetos além da FBPF.</p>
<p>Jerônima era mineira de Leopoldina. Trabalhou como voluntária da Cruz Vermelha na França e na Suíça durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Gripe Espanhola</a>, já de volta ao Brasil, como associada da entidade Damas da Cruz Verde, ao lado de sua mãe, a baronesa do Bonfim, e de sua amiga Stella de Carvalho Guerra Duval, coordenou a assistência às vítimas da pandemia, no Rio de Janeiro, improvisando enfermarias de emergências dentro dos hospitais cariocas. Cerca de 14 senhoras da sociedade carioca faziam parte do grupo Damas da Cruz Verde.</p>
<p>Foi a partir dessa experiência que surgiu o projeto de criação da Pró-Matre, cuja fundação aconteceu na casa da família Duval, em 1º de abril de 1918, com a presença de Jerônima, da promotora cultural e feminista Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946) e da escritora e também feminista Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), dentre outras mulheres, além do ginecologista e obstetra Fernando Magalhães (1871-1944) e do marido de Stella, o fotógrafo amador, barítono e poeta Fernando Guerra Duval (18? &#8211; 1959), com que havia se casado em 1º de dezembro de 1908. Formavam um casal muito popular e frequentavam os salões mais requintados e intelectualizados do Rio de Janeiro, além de terem sido festejados anfitriões de muitas festas e reuniões em seu palacete na rua Barão de Itambi, em Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/717"><em>O Imparcial</em>, 31 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/16091"><em>Illustração Brasileira</em>, janeiro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32572" style="width: 890px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/guerraduval1.jpg" alt="Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está entada / Fon Fon, 5 de agosto de 1916" width="880" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank">Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está sentada com a mão no queixo / <em>Fon Fon</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à Pró-Matre. A primeira maternidade foi inaugurada em 9 de fevereiro de 1919, em um casarão na avenida Venezuela, cedido por Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966), presidente da República. Stella foi tesoureira da entidade por quase vinte anos e sua presidente perpétua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/18108" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de dezembro de 1908, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/69775" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de dezembro de 1951, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/94640" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de novembro de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26970" style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26970" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/stella.jpg" alt="Stella Duval / Arquivo Pró-Matre" width="193" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank">Stella Duval / Arquivo Pró-Matre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Jerônima e Stella com Bertha Lutz, a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), a educadora Maria Lacerda de Moura (1887 &#8211; 1945), Isabel Imbassahy Chermont, a escritora Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), Valentina Biosca, Esther Salgado Monteiro e Corina Barreiros criaram a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. Em 1922, foi substituída pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26969" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/25108" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/jeronima.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de julho de 1948" width="299" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/25108" target="_blank">Jerônima Mesquista<em> / Revista da Semana</em>, 10 de julho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jerônima fundou, em 1920, a Federação das Bandeirantes do Brasil e foi sua primeira presidente, tendo, devido à sua dedicação, sido homenageada com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro. Participou também da fundação da Associação Brasileira de Educação (1924) e da criação do Conselho Nacional das Mulheres (1947). Foi uma das pioneiras na luta pelo direito ao voto feminino, participando ativamente do movimento sufragista de 1932.</p>
<p>Em 1926, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">Madame Curie e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 &#8211; 1956) visitaram o Brasil</a>, tanto Jerônima como Stella as receberam. Na ocasião, Jerônima presidia o Conselho Nacional de Mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24183" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de janeiro de 1926, quarta coluna</a>). A cientista compareceu a uma reunião das senhoras da comissão de recepção organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na casa da tesoureira da instituição, Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 – 1971)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26368" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1926, quarta coluna</a>). Houve também uma recepção oferecida pela baronesa de Bonfim (1862-1953) e por Jerônima. Entre os presentes, os ministros Félix Pacheco (1879 – 1935), Miguel Calmon (1879 – 1935) e Edmundo da Veiga (1869 – 1946), o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 – 1964), além de embaixadores, diplomatas, acadêmicos, enfim personalidades importantes de diversos setores da sociedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26321" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12133" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1927</a>). Lembramos que Carmen Portinho e Bertha Lutz eram integrantes da comissão de senhoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino responsável pela programação da cientista e de sua filha, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em homenagem a Jerônima, o dia 30 de abril, data de seu nascimento, em 1880, é o Dia Nacional da Mulher, instituído pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/l6791.htm" target="_blank">Lei nº 6.791</a>, de 9 de junho de 1980. Faleceu, em 10 de dezembro de 1972, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/74669" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de dezembro de 1971</a>).</p>
<p>Stella de Carvalho Guerra Duval nasceu em 1º de dezembro de 1879 e faleceu em 2 de fevereiro de 1971, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/25543" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1971, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BARRETO, Maria Renilda Nery. <a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank"><em>Pro Matre: arquivo e fontes para a história da maternidade no Rio de Janeiro</em></a>, 2011.</p>
<p>DEL PRIORE, Mary (Org.). <em>História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank"><em>Memória das lutas feministas</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 8 de agosto de 2017.</p>
<p>PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
</div>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A cientista Marie Curie (1867 &#8211; 1934) no Museu Nacional, Rio de Janeiro, 1926</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2018 16:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Edmundo da Veiga (1869 - 1946)]]></category>
		<category><![CDATA[Edward May]]></category>
		<category><![CDATA[Estácio Coimbra (1872 - 1937)]]></category>
		<category><![CDATA[Euzébio de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Brasileira pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Félix Pacheco (1879 - 1935)]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 - 1938)]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Joliot-Curie (1900 - 1958)]]></category>
		<category><![CDATA[Heloisa Alberto Torres (1895 - 1977)]]></category>
		<category><![CDATA[Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça (18? - 1941)]]></category>
		<category><![CDATA[Irène Joliot-Curie (1897 - 1956)]]></category>
		<category><![CDATA[Jerônima Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Moreira (1853 - 1929)]]></category>
		<category><![CDATA[Laurinda Santos Lobo (1878 - 1946)]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Bandeira (1902 - 1992)]]></category>
		<category><![CDATA[Marie Curie]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Calmon (1879 - 1935)]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Couto (1865 - 1934)]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[Pão de Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Hazard (1878 - 1944)]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
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		<category><![CDATA[Pierre Curie (1859 - 1906)]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Nobel]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
		<category><![CDATA[Silvie Meyer (1899 - 1955)]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Casino do Passeio Público]]></category>
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		<description><![CDATA[As cientistas Marie Curie (1867 - 1934) e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 - 1956), estiveram no Brasil entre 15 de julho e 28 de agosto de 1926. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem que pertence ao acervo do Arquivo Nacional, instituição parceira do portal, produzida no dia 29 de julho de 1926, quando as cientistas fizeram uma visita, organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça (18? - 1941), diretor interino do museu; pelo naturalista Edward May; pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 - 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 - 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 - 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 - 1977).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As cientistas Marie Curie (1867 &#8211; 1934) e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 &#8211; 1956), estiveram no Brasil entre 15 de julho e 28 de agosto de 1926. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem que pertence ao acervo do Arquivo Nacional, instituição parceira do portal, produzida no dia 29 de julho de 1926, quando as cientistas fizeram uma visita, organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça (18? &#8211; 1941), diretor interino do museu; pelo naturalista Edward May; pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 &#8211; 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 &#8211; 1977) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank"> 30 de julho de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11823" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/grupo.jpg"><img class="wp-image-11823 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/grupo.jpg" alt="grupo" width="540" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=26212" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na fotografia, Marie Curie está sentada e sua filha está, em pé, de chapéu. Heloisa Alberto Torres está à esquerda de Marie Curie e Bertha Lutz é a figura mais à direita do registro. No grupo masculino, da esquerda para a direita, estão o naturalista Alipio de Miranda Ribeiro, Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça, possivelmente Alberto May e o geólogo Alberto Betim Paes Leme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5026" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5026/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_APR_MNA_FOT_0003_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5026" target="_blank">Anônimo. Visita de Marie Sklodowska Curie ao Museu Nacional, 29 de julho de 1926. Rio de Janeiro, RJ. Marie Curie está sentada. Da esquerda para a direita: Alipio de Miranda Ribeiro, provavelmente Edward May, Hermilio Bourguy de Mendonça, Heloisa Alberto Torres, Alberto Betim Paes Leme, Irène Joliot-Curie; e Bertha Lutz / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Numa época em que as ciências eram amplamente dominada pelos homens, Marie Curie tornou-se a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel, quando, em 1903, com os físicos franceses, Pierre Curie (1859 &#8211; 1906), seu marido desde 1895, e Antoine Henri Becquerel (1852 &#8211; 1908), recebeu o Prêmio Nobel de Física &#8220;em reconhecimento aos extraordinários serviços por eles prestados em suas pesquisas conjuntas sobre o fenômeno da radiação, descoberto pelo Professor Henri Becquerel&#8221;. Marie Curie voltou a receber um Nobel, desta vez de Química, em 1911, &#8220;em reconhecimento aos serviços que prestou para o avanço da química quando descobriu os elementos rádio e polônio, pelo isolamento do rádio e pelo estudo da natureza e composição desse notável elemento&#8221;. Marie Curie tornou-se, então, a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o Prêmio Nobel.</p>
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<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/descoberta-radioatividade.htm" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/52295f34cd13593db996cc61f774536c.jpg" alt="Descoberta da Radioatividade" width="499" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/descoberta-radioatividade.htm" target="_blank">Selo impresso em comemoração aos 50 anos do Prêmio Nobel conferido ao casal Curie e ao cientista Henri Becquerel, c. 1963</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua filha, Irène, recebeu com o físico francês Frédéric Joliot-Curie (1900 &#8211; 1958), com quem havia se casado em 9 de outubro de 1926, o Prêmio Nobel de Química em 1935 &#8220;em reconhecimento da síntese que fizeram de novos elementos radioativos&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><i> </i></p>
<div style="width: 171px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1935/joliot-curie-facts.html" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/joliot-curie1.jpg" alt="IrÃ¨ne Joliot-Curie" width="161" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1935/joliot-curie-facts.html" target="_blank">Irène Joliot-Curie / Site do Prêmio Nobel</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A viagem das cientistas ao Brasil, em 1926</em></strong></span></p>
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<p>Mãe e filha ficaram hospedadas no Hotel dos Estrangeiros, na Praça José de Alencar, no Flamengo. A chegada de Marie Curie foi saudada com o belo artigo <em>A mulher e a ciência</em>, de Saul Navarro, publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11932" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 10 de julho de 1926</a>. Na mesma edição foi referida como <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11957" target="_blank">A embaixatriz da Ciência</a></em>. A <a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/59732" target="_blank">Revista <em>O Malho</em>, de 24 de julho de 1926,</a> também saudou a presença de madame Curie no Brasil com o artigo <em>O verdadeiro feminismo</em>. As cientistas faziam parte de uma comissão de sábios franceses em visita à América do Sul, dentre eles o historiador francês Paul Hazard (1878 &#8211; 1944), professor de literatura do Colégio da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25265" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de maio de 1926</a>).</p>
<p>O convite para a viagem partiu da Embaixada do Brasil na França e o governo francês foi o patrocinador do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25778" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 25 de junho de 1926, terceira coluna</a>). Marie Curie, na época professora da Sorbonne, e o professor Hazard foram designados pela Universidade de Paris para ministrar os cursos do Instituto Franco Brasileiro de Alta Cultura, anexo à Universidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25692" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de junho de 1926, última coluna</a>). As conferências de madame Curie foram realizadas na Escola Politécnica, dirigida Tobias Moscoso (? &#8211; 1928). Na época, o reitor da Universidade do Rio de Janeiro era o conde de Afonso Celso (1860 &#8211; 1938) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1926, sexta coluna</a>). As conferências, que foram transmitidas pela Rádio Sociedade, aconteceram nos dias <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26089" target="_blank">20</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26135" target="_blank">23</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26185" target="_blank">27</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26225" target="_blank">30</a> de julho; e em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26275" target="_blank">3</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26313" target="_blank">6</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26367" target="_blank">10</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26393" target="_blank">12</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26497" target="_blank">20</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26541" target="_blank">24</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26581" target="_blank">27</a> de agosto de 1926.</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que representava a <em>intelectualidade brasileira feminina</em>, organizou uma comissão para acompanhar Marie e Irène Curie durante a viagem ao Brasil. Dela faziam parte, dentre outras, a bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, a mecenas Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946), Maria Bandeira (1902 &#8211; 1992), primeira botânica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; e a médica Carlota Pereira de Queiroz (1892 &#8211; 1982), que viria a ser a  única mulher eleita deputada à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda da Chapa Única por São Paulo, em 1933.</p>
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<div id="attachment_11831" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/26428" target="_blank"><img class="wp-image-11831 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/comissao1.jpg" alt="comissao" width="187" height="643" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/26428" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 13 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">O dia a dia das visitantes de 15 de julho a 28 de agosto de 1926</span></strong></em></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Julho</span></strong></p>
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<p><strong>15/07 </strong> &#8211; Marie Curie e sua filha Irène Joliot-Curie chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do navio <em>Pincio </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26027" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1926</a>), e Marie foi anunciada como uma das <em>mais ilustres individualidades do mundo científico internacional.</em></p>
<p><strong>17</strong><strong>/07 </strong>- Mãe e filha visitaram a Escola Politécnica, onde fariam conferências e experimentos, em companhia de seu diretor, Tobias Moscoso (? &#8211; 1928), e dos professores Dulcídio Pereira e Mario de Brito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26502" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de julho de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>18</strong><strong>/07 </strong>-  Com o secretário da Embaixada da França, o barão de Maricourt, madame Curie foi recebida, no Palácio do Catete, por Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), presidente da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26075" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 e 20 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>20/07 </strong>- Madame Curie proferiu a conferência inaugural de seu curso sobre o elemento rádio na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26545" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de julho de 1926, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26566" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 22 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>23/07</strong> &#8211; Realização da segunda conferência de madame Curie na Escola Politécnica (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26579" target="_blank">23 de julho de 1926, sexta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26588" target="_blank">24 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>27/07</strong> &#8211; Terceira conferência do curso que madame Curie na Escola Politécnica com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p>À tarde, as Curie visitaram o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> com a comissão organizada pela Federação Brasileira para o Progresso Feminino. O grupo foi recebido pelos diretores da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, os senhores Miranda Jordão e Augusto Ramos. De lá assistiram ao por do sol e o acender das luzes da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26191" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de julho de 1926, quarta coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_11825" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12223"><img class="wp-image-11825 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/paodeacucar.jpg" alt="paodeacucar" width="540" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12223" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Marie e Irène Curie já haviam visitado o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">Corcovado</a>, a convite do deputado Lamartine (1874 &#8211; 1956), e a Jacarepaguá e à Tijuca, a convite de Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26634" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1926, quinta coluna)</a>.</p>
<p><strong>29/07</strong> &#8211; As Curie visitaram o Senado Federal, que ficava no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, onde foram recebidas por funcionários da casa. Os trabalhos do senado foram suspensos e os senadores foram encontrá-las no Salão Nobre, onde foram saudadas pelo vice-presidente da República, Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937), e pelo presidente do Senado Federal, Antônio Francisco de Azeredo (1861 &#8211; 1936). Mais uma vez, as cientistas estavam acompanhadas por membros da comissão organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26676" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de julho de 1926, sétima coluna</a>).</p>
<p>Visitaram também o Museu Nacional, quando foi produzida a imagem destacada pela Brasiliana Fotográfica. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça, diretor interino do museu; pelo naturalista do setor de Zoologia Edward May, pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 &#8211; 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 &#8211; 1977) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank"> 30 de julho, primeira coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie esteve no gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26681" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>30/07</strong> &#8211; Realização da quarta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26690" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de julho de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong>31/07</strong> &#8211; O embaixador da França, Alexandre Conty, ofereceu uma recepção na embaixada para as Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26246" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Agosto</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>02/08 </strong>- As Curie foram ao Serviço Geológico e Mineralógico, onde foram recebidas pelo diretor da instituição, Euzébio de Oliveira que, ao final da visita, ofereceu à Marie Curie um estojo com 24 pedras preciosas, 4 exemplares de minerais radioativos e um cartão de ouro com uma dedicatória a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26733" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de agosto de 1926, sétima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26288" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>No período em que esteve no Rio de Janeiro, madame Curie frequentou eventos sociais como a recepção oferecida pela Baronesa de Bonfim (1862-1953) e pela líder feminista Jerônima Mesquita (1880 &#8211; 1972). Entre os presentes, os ministros Félix Pacheco (1879 &#8211; 1935), Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935) e Edmundo da Veiga (1869 &#8211; 1946), o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), além de embaixadores, diplomatas, acadêmicos, enfim personalidades importantes de diversos setores da sociedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26321" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12133" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1927</a>)</p>
<p><strong>03/08</strong> &#8211; Realização da quinta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26748" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>05</strong><strong>/08</strong>- A convite da Sociedade Interamericana de Mulheres, Marie e Irène foram a Petrópolis acompanhadas por Bertha Lutz, pela embaixatriz da França, pela sra. Paul Hazard e pelo arquiteto português Luiz Moraes Junior (1868 &#8211; 1955), dentre outros. Os carros foram fornecidos pelo Automóvel Clube do Brasil. Foram recebidas pelo prefeito da cidade, Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 &#8211; 1938), e o senador Joaquim Moreira (1853 &#8211; 1929) ofereceu um almoço ao grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26302" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>06/08</strong> &#8211; Realização da sexta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26793" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>10/08 </strong>- Realização da sétima conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26853" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>11/08 </strong>- Foi noticiado que madame Curie havia feito uma <em>interessante excursão</em> pela Estrada de Ferro Central do Brasil, tendo visitado as cidades de Vassouras, Barra do Piraí e Rodeio. Também foi noticiado que ela havia comparecido a uma reunião das senhoras da comissão de recepção organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na casa da tesoureira da instituição, Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 &#8211; 1971)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26368" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie foi ao Jardim Botânico e foi recebida por Antônio Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931), diretor da instituição, e por Maria Bandeira (1902 &#8211; 1992), da seção de briófitos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26380" target="_blank"><em>O</em> <em>Paiz,</em> 12 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>12/08</strong> &#8211; Realização da oitava conferência de Marie Curie na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26883" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Marie Curie foi à Câmara dos Deputados, onde foi recebida por seu presidente, Arnolfo Azevedo (1868 &#8211; 1942)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26396" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de agosto , quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>13/08</strong>  <strong>a 18/08</strong> &#8211; A convite dos governos de São Paulo e Minas Gerais, feitos respectivamente pelo dr. Pedro Dias da Silva, diretor da Faculdade de Medicina de São Paulo, e pelo dr. Borges da Costa, diretor do Instituto de Rádio de Belo Horizonte, Madame Curie e sua filha visitaram os dois estados. Foram também convidadas Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queiroz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26410" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1926, última coluna</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26456" target="_blank"><em> O Paiz</em>, de 18 agosto de 1926, sexta colun</a>a, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26971" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>19/08</strong> &#8211; Na Academia Nacional de Medicina, Marie Curie recebeu as insignias de membro da instituição pelas mãos de seu presidente, o médico Miguel Couto (1865 &#8211; 1934) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26486" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de agosto de 1926, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11834" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/medicina.jpg"><img class="wp-image-11834" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/medicina.jpg" alt="medicina" width="540" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12267" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de agosto de 1926</a></p></div>
<p><strong>20/08</strong> &#8211; Realização da nona conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26998" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>24/08</strong>  &#8211; Realização da décima conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27057" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de agosto de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi oferecida pelo encarregado de negócios do governo da Polônia, um almoço em homenagem a madame Curie, no palacete da legação no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26545" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie foi homenageada numa sessão solene da Academia Brasileira de Ciências. Na ocasião foi aclamada membro correspondente da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27044" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de agosto de 1926, sétima colun</a>a, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26598" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 29 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>25/08</strong> &#8211; No Teatro Casino do Passeio Público a Federação Brasileira para o Progresso Feminino (FBPF) promoveu uma homenagem às Curie. Foram saudadas com um discurso proferido por uma de suas fundadoras e presidente, Bertha Lutz, que foi respondido por Marie Curie com palavras de agradecimento. Ela recebeu, então, o primeiro diploma de honra conferido pela FBPF: <em>todo iluminado em ouro e tons de bronze, em pergaminho, pela ilustre pintora patrícia Silvie Meyer</em> (1899 &#8211; 1955)<em>. </em>No programa, poesia e teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26554" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11826" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12300" target="_blank"><img class="wp-image-11826" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/festival.jpg" alt="festival" width="540" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=12300" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de setembro de 1926</a></p></div>
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<p><strong>26/08</strong> &#8211; Marie e Irène foram ao Palácio do Catete para se despedirem do presidente da República, Artur Bernardes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26569" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>27/08</strong> &#8211; Realização da décima-primeira e última conferência de Marie Curie na Escola Politécnica. Na ocasião, o reitor da Universidade do Rio de Janeiro, o conde de Afonso Celso, cumprimentou Marie e Irène Curie pelo <em>brilhante</em> curso realizado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27099" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>28/08</strong> &#8211;  Mãe e filha regressaram à França, no paquete <em>Lutecia.</em> <em>Ao embarque da sra Curie, que esteve muito concorrido, compareceram as figuras mais representativas dos nossos círculos universitários, homens de ciências e de letras,  representantes da imprensa e elementos dos mais distintos de nossa alta sociedade. </em>Do navio, Marie Curie enviou a Bertha Lutz uma mensagem de agradecimento para ser distribuída à imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/18715" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de agosto de 1926, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/26598" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 29 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie.jpg"><img class=" size-full wp-image-11805 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie.jpg" alt="marie" width="450" height="540" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie1.jpg"><img class="  wp-image-11806 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie1.jpg" alt="marie1" width="446" height="229" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.canalciencia.ibict.br/personalidades_ciencia/Marie_Curie.html" target="_blank">Canal Ciência &#8211; IBICT</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/Galeria_de_Fotos/Personalidades/foto5.html" target="_blank">Museu Nacional</a></p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/historia/o-casal-curie/" target="_blank">Revista Superinteressante</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://prp-web.cenapad.unicamp.br/pibic/congressos/xviiicongresso/paineis/074117.pdf" target="_blank">Site da Unicamp</a></p>
<p><a href="https://www.nobelprize.org" target="_blank">Site do Prêmio Nobel</a></p>
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