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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Frédéric Manuel</title>
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		<title>Os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2025 14:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Manuel]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim da Luz]]></category>
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		<description><![CDATA[Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz  foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico e tem 113 400 m². Está localizado na Avenida Tiradentes e é um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas, no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense,</em> 17 de outubro de 1825, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38535" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><img class="wp-image-38535 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/jardim.jpg" alt="jardim" width="512" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense</em>, 17 de outubro de 1825</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1838, foi denominado Jardim Público. Em 1916, recebeu oficialmente a denominação de Jardim da Luz devido a sua proximidade com o Convento da Luz. É o mais antigo parque paulistano, tendo sido o primeiro espaço de lazer da cidade. Até o final do século XIX era a principal atração de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os últimos anos dos oitocentos e os primeiros do século XX, no auge da economia cafeeira, o Jardim da Luz passou por uma grande reforma. Teve períodos de degradação e, em 1981, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo &#8211; CONDEPHAATE. Em 1999, foi iniciado seu restauro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/406" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do Jardim da Luz disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Suas principais  atrações são suas vegetação e fauna; suas esculturas, dentre elas obras de Lasar Segall (1889-1957), Maria Martins (1894-1973) e Victor Brecheret (1894-1955); e a Herma de Garibaldi com um busto de autoria de Emilio Gallori (1846-1924), inaugurada, em 1910, pelo poeta Olavo Bilac (1865-1918), em homenagem a Giuseppe Garibaldi (1807-1882). Também destacam-se seu coreto, sua gruta e cascata, um aquário subterrâneo, um antigo ponto de bonde e a Casa do Administrador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/982/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="731" height="572" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/985/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="738" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim do Sominario [sic], 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Jardim da Luz tem 113 400 m² e está localizado na Avenida Tiradentes. É atualmente um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo. Fica ao lado da Estação da Luz, cujo edifício atual, projeto do britânico Charles Henry Driver (1832-1900), foi inaugurado em 1º de março de 1901. No Jardim, encontra-se o edifício sede do mais antigo museu da cidade, a Pinacoteca de São Paulo, criada pelo governo estadual paulista, em 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/981/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz: Kiosque da &#8220;Bavaria&#8221;, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimos perfis dos fotógrafos Fréderic Manuel e Guilherme Gaensly</strong></em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Frédéric Manuel (1868 – 1961)</strong></em></span></p>
<div style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4195/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="750" height="591" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4195" target="_blank">Frédéric Manuel. Jardim da Luz, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias paulistanas do francês Frédéric Manuel (1868-1961), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas, em 1906, para Menotti Levi (18? – 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 – 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Guilherme Gaensly (1843-1928)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/984/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O suíço Guilherme Gaensly nasceu em 1843, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça.  Foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar. Foi o autor de importantes registros do estado e da cidade de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Foi o mais importante divulgador da nova imagem do estado como líder do Brasil.</p>
<p>Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, Gaensly foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil. Em 1899, a empresa <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company</em>, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte, ocorrida em 20 de junho de 1928.</p>
<p>Para conhecer mais a vida e a obra de Gaensly, acesse o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/FolderLuzVerso_1253908826.pdf" target="_blank">Folder Parque Jardim da Luz</a></p>
<p>GLUECK, Silvia Costa; RIBEIRO, Monica Cristina; GIOSA, Celia Rolim; DIAS, André Camili.<em> <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/livro_casa_luz_1253304415.pdf" target="_blank">A Casa do Administrador</a></em>. Prefeitura do Estado de São Paulo, março de 2008.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OTAHKE. Ricardo; DIAS, Carlos. <em>Jardim da Luz. Um museu a céu aberto.</em> Senac São Paulo, 2011.</p>
<p>PEREIRA, Fabio Mariano Cruz. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36755" target="_blank">Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</a>,</em> in Brasiliana Fotográfica, 16 de outubro de 2024.</p>
<p><a href="https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2020/09/a-criacao-do-jardim-botanico-de-sao-paulo/" target="_blank">Portal de Educação Ambiental</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170408081948/http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/3972-parque-da-luz" target="_blank">Site Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://condephaat.sp.gov.br/benstombados/jardim-da-luz-2/" target="_blank">Site CONDEPHAATE</a></p>
<p><a href="https://pinacoteca.org.br/pina/o-museu/institucional/" target="_blank">Site Pinacoteca de São Paulo</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, in Brasiliana Fotográfica, 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 17:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ideia da realização deste artigo foi de Roberta Mociaro Zanatta, Supervisora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e uma das gestoras da Brasiliana Fotográfica, quando o doutor em Design, Fabio Mariano Cruz Pereira, achou a fotografia "Rua Direita", produzida por Frédéric Manuel (1868-1961), no acervo da Brasiliana Fotográfica e pediu autorização para utilizá-la em uma publicação que ele havia escrito em conjunto com as docentes Priscila Lena Farias (FAU USP, Brasil) e Emanuela Bonini Lessing (Università IUAV di Venezia, Itália). Entrei em contato com Fabio e combinamos o tema que resultou no texto "Luzes da impressão - Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo", com destaque para a referida imagem, pertencente à Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Sobre seu autor, o francês Frédéric Manuel, ainda temos poucas informações.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A ideia da realização deste artigo foi de Roberta Mociaro Zanatta, Supervisora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e uma das gestoras da Brasiliana Fotográfica, quando o doutor em Design, Fabio Mariano Cruz Pereira, achou a fotografia &#8220;Rua Direita&#8221;, produzida por Frédéric Manuel (1868-1961), no acervo da Brasiliana Fotográfica e pediu autorização para utilizá-la em uma publicação que ele havia escrito em conjunto com as docentes Priscila Lena Farias (FAU USP, Brasil) e Emanuela Bonini Lessing (Università IUAV di Venezia, Itália). Entrei em contato com Fabio e combinamos o tema que resultou no texto, escrito por ele, &#8220;Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo&#8221;, com destaque para a referida imagem, pertencente à Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Publicação, ao final do artigo, de um brevíssimo perfil do francês Frédéric Manuel, autor da foto, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Luzes da impressão</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Fabio Mariano Cruz Pereira*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1075" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1075/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="639" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1075" target="_blank">Frédéric Manuel. Rua Direita, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1906, a Rua Direita, uma das mais importantes do centro histórico da cidade de São Paulo, foi capturada pelo fotógrafo Frédéric Manuel (1868-1961) em uma chapa seca de gelatina e prata. A captura retrata o lado de numeração par da rua, na direção da igreja de Santo Antônio, que ainda hoje se encontra de frente para a atual Praça do Patriarca José Bonifácio. A captura foi realizada nas imediações do escritório<a name="_ftnref1"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1"><sup>[1]</sup></a> da antiga Tipografia Duprat &amp; Cia, na altura do então número 14, e que se apresenta em primeiro plano.<a name="_ftnref2"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn2"><sup>[2]</sup></a></p>
<p>São poucas as fontes de informações a respeito de Frédéric Manuel em São Paulo. O historiador Eric Lemos recuperou alguns dados a respeito desse imigrante francês que produziu imagens seriadas pelo interior paulista no início do século XX, fornecendo conteúdo para a produção de impressos como o Guia Levi (que aparece anotado sobre a fotografia da Rua Direita).</p>
<p><em>&#8220;Transitando entre a pintura e a fotografia, Frédéric Manuel, francês nascido em Paris, chegou ao Brasil durante a década de 1890, estabelecendo-se no Rio de Janeiro para atuar na Companhia Photographica Brazileira de Juan Gutierrez. Transferiu-se posteriormente para São Paulo, onde trabalhou no Estabelecimento Gráfico V. Steidel, manteve ateliê fotográfico na antiga rua Olinda (atual rua João Guimarães Rosa), na Consolação, e permaneceu como fotógrafo do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo até 1940&#8243;</em> (Lemos, 2022,  p. 60).</p>
<p>A Tipografia Duprat &amp; Cia faz parte do levantamento realizado pela equipe de pesquisa ligada ao projeto Tipografia Paulistana, coordenado pela Docente Priscila Farias, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP).<a name="_ftnref3"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn3"><sup>[3]</sup></a> Tal projeto tem ajudado a coletar sistematicamente informações preciosas sobre as oficinas tipográficas que existiram entre 1827 e 1927 – período que corresponde aos primeiros cem anos de impressão na cidade.</p>
<p>A Tipografia Duprat &amp; Cia teve seu início em 1902, depois de suceder ao estabelecimento gráfico da Companhia Industrial de São Paulo que era uma sociedade anônima que atuava em vários ramos da indústria, desde a fabricação de fósforos no bairro da Vila Mariana, compra e venda de terrenos na capital e em Santo Amaro, administração e financiamento de estabelecimentos industriais, construção de imóveis de habitação, estradas de ferro, usinas etc., passando também pela produção de impressos.</p>
<p>A Tipografia da Companhia Industrial de São Paulo vinha de uma sucessão ainda mais antiga, quando adquiriu, por volta de 1890, o material tipográfico da antiga oficina Ao Livro Verde, de Jorge Seckler, que por sua vez foi um importante impressor alemão estabelecido em São Paulo no século XIX e que havia adquirido, por volta de 1862, a oficina de encadernação de Hermann Knoesel. Seckler foi o responsável por produzir impressos importantes que circularam na São Paulo oitocentista, entre eles a longeva série de almanaques comerciais paulistas,<a name="_ftnref4"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn4"><sup>[4]</sup></a> hoje dispersos em diferentes instituições arquivísticas, coleções particulares e bibliotecas de obras raras.<a name="_ftnref5"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn5"><sup>[5]</sup></a></p>
<p>Detenho-me um pouco mais sobre a interessante sucessão de oficinas tipográficas, fenômeno que envolvia não apenas o fortalecimento das redes de contato entre os capitalistas do período como também, do ponto de vista material, a transferência e continuidade de diversos estilos de letra adquiridos e mantidos por diferentes gráficos ao longo dos anos. São exemplos a Typographia Pauperio que deu origem à Cardozo, Filho &amp; Motta; a Espindola, Siqueira &amp; Cia, que deu origem à Typographia Siqueira e à Casa Espindola; e também a M. L. Bühnaeds &amp; Cia que deu origem à Weiszflog Irmãos.</p>
<p>As três sucessões ocorridas desde o antigo encadernador Hermann Knoesel, passando por Jorge Seckler, e depois a Companhia Industrial de São Paulo, até finalmente culminar na formação da Duprat &amp; Cia, remontam a uma história de quase meio século. A busca por um passado glorioso, validado pela experiência de antigos mestres tipógrafos e encadernadores na cidade, parece ter motivado os proprietários da Duprat &amp; Cia a se orgulhar de um passado ao qual acreditavam pertencer, a ponto de se identificarem em seus impressos (e também na fachada de sua oficina na Rua 25 de Março) como uma <em>“Casa fundada em 1850”</em> em pleno início do século XX. Esse legado que os irmãos Duprat não hesitavam enaltecer, certamente tinha que ver com os estilos de letra que atravessaram décadas através do papel e da solidez metálica dos tipos, garantindo uma certa aparência a impressos produzidos por diferentes empresas.</p>
<p>Gostaria de convidar o leitor a fixar, por um momento, o olhar na fotografia de Frédéric Manuel para então forçar a imaginação a fim de se colocar em uma época onde não se podia consultar as notícias em um <em>smartphone</em>. Não havia <em>websites</em> ou redes sociais; aliás, a luz elétrica ainda era uma novidade. Quase ninguém possuía carro ou telefone. E também não era possível morar tão longe do ambiente de trabalho, pois os sistemas de transporte público eram limitados e operavam em uma escala muito menor em relação àquela que nos habituamos nos contextos mais recentes. Imaginando-se nessa época, é fácil compreender a importância dos serviços criados para atender às necessidades de comunicação. Os correios eram mais que um serviço de remessa de documentos, eram, pois, um meio de comunicação pessoal cujas mensagens podiam levar dias para alcançar o receptor – sem contar que boa parte da população não sabia ler e escrever, e ainda não havia sido inventada a mensagem de áudio.</p>
<p>É nesse contexto em que as antigas oficinas tipográficas atuavam, fornecendo impressos que circulavam nos mais diversos espaços sociais, facilitando que as notícias chegassem a quem de direito e permitindo que as letras impressas tivessem os destinos mais inesperados. Comunicar novas regras em uma cidade que, ainda tão provinciana, buscava consolidar os interesses de uma recém-instaurada república, reclamava um sistema robusto e eficiente de comunicação local. Não foi, portanto, à toa que as oficinas tipográficas se espalharam em números vultosos pela cidade de São Paulo a partir da última década do século XIX (Pereira e Farias, 2021, p. 28).</p>
<p>Quando Frédéric Manuel flagrou o aspecto da famosa Rua Direita, a Duprat &amp; Cia contava com apenas quatro anos de atividade. Seus proprietários eram os irmãos Duprat, naturais de Recife (PE). Um deles, Alfredo, foi o responsável pela assinatura, em 31 de março de 1902, que selou o registro da nova empresa frente à prefeitura<a name="_ftnref6"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn6"><sup>[6]</sup></a>; o segundo irmão, Raymundo, também conhecido como Barão de Duprat (1863-1926), foi ninguém menos que um destacado vereador de São Paulo e, alguns anos depois, o segundo prefeito da cidade (entre 1911 e 1914), e que já havia trabalhado como contador na antiga Companhia Industrial de São Paulo – dona da tipografia que a Duprat &amp; Cia veio a suceder. O leitor atento irá presumir facilmente que, para os irmãos Duprat, o investimento no setor gráfico se ancorava em alicerces sólidos, desde aqueles nobiliárquicos às influências de ordem política. Não à toa a Duprat &amp; Cia existiu por cerca de 35 anos. Ao longo desse período, podemos destacar ao menos dois momentos muito importantes. O primeiro aconteceu provavelmente em meados dos anos 1910, quando a empresa buscou um novo reposicionamento no centro comercial de São Paulo, mudando seu escritório para uma região mais próxima da Igreja da Sé (mas ainda na Rua Direita). Naquele momento, a oficina já dispunha de um imponente edifício instalado em frente à região alagadiça da 25 de Março, onde operavam modernas máquinas elétricas. Propuseram, então, um nome comercial: inicialmente “Companhia Graphica Paulista Duprat”, e, posteriormente, Casa Duprat, grafia que se manteria pelo menos até o início da década de 1930. O segundo momento importante se deu após a morte de Raymundo Duprat em 1926, quando, alguns anos depois, a empresa anunciou sua união com a Casa Mayença, dos irmãos Paternostro, ocorrida provavelmente por volta de 1929. A falência definitiva da empresa seria decretada apenas em 1937, sob a firma societária Duprat &amp; Filhos, e quando instalada no número 28 da Rua de São Bento.<a name="_ftnref7"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn7"><sup>[7]</sup></a></p>
<p>O estudo de estabelecimentos comerciais e fabris por meio de fotografias antigas se insere em uma prática de pesquisa que se utiliza do testemunho fotográfico como fonte primária. Posso citar alguns exemplos interessantes. Um deles é o trabalho do historiador Carlos José Ferreira dos Santos, que, através do exame de registros fotográficos antigos, identificou a presença significativa de carroceiros atuantes na cidade de São Paulo nos primeiros anos do período republicano (Santos, 2008: 139). Outro trabalho interessante é o da professora de sociologia Fraya Frehse, quando, a partir do contato com os registros fotográficos de Militão de Azevedo, realizados no século XIX, deteve-se nas características de animais, veículos e agentes sociais integrados ao ambiente urbano daquela época. Segundo a autora, as fotografias podem ser consideradas “documentos visuais de um imaginário específico de época, do qual o fotógrafo é, sem saber, porta-voz” (Frehse, p. 54).</p>
<p>Por meio do contato com a produção fotográfica realizada no início do século XX, podemos reconhecer a presença de diversas empresas de impressão espalhadas pela cidade de São Paulo, seus endereços, porte físico, relação com o entorno imediato, movimentação de possíveis clientes etc., quase sempre identificadas pelos letreiros que foram instalados em suas fachadas. A escala desses letreiros é curiosa, pois, em muitos casos, como no exemplo da foto em questão, o letreiro se apresenta em uma dimensão mais indicada para longas distâncias. Apesar da Rua Direita não ser muito larga e tampouco estar inserida em posição mais alta em relação às demais ruas, o tamanho do letreiro da oficina parece resultar de uma escolha mais retórica que efetivamente funcional.</p>
<p>O fato de oficinas como a Duprat &amp; Cia instalarem, em suas fachadas, letreiros de grande escala nos revela pelo menos duas coisas importantes sobre a época: a primeira delas é que havia quem fizesse letreiros em grande escala – profissionais ainda pouco conhecidos dos estudos sobre a história dos ofícios urbanos; a segunda é que havia algum interesse em se comunicar com ruas mais distantes, muitas vezes para além do centro comercial, sugerindo que o endereço físico das tipografias eram determinantes nas relações comerciais estabelecidas no campo gráfico local, isto é, o espaço das oficinas tipográficas exercia uma função agregadora, reunindo impressores, artistas, clientes, fornecedores, carroceiros etc.</p>
<p>As antigas oficinas tipográficas brasileiras são ainda pouco conhecidas em nossa história. Embora muito do que elas tenham produzido ainda circule entre nós (em sua maioria livros), restaram poucas informações sobre essas empresas, suas formas de identificação e principalmente sobre os operários que elas contratavam. São parte de um grupo de empresas cuja atividade principal se tornou obsoleta devido à eficiência de outros sistemas produtivos que surgiram ao longo do tempo. Salvo algumas exceções de oficinas que ainda operam de modo didático ou experimental com vistas à revalorização da tipografia como sistema de composição e impressão de textos e imagens.<a name="_ftnref8"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn8"><sup>[8]</sup></a></p>
<p>Gostaria de encerrar esse breve ensaio ressaltando a importância das coleções fotográficas para um melhor entendimento sobre o nosso passado. A Brasiliana Fotográfica desenvolve um trabalho notável para a pesquisa histórica no Brasil, ao lidar com o desafio diário de preservar e difundir registros do passado. Iniciativas como essa permitem a produção de conhecimento tanto <em>a partir da</em> fotografia quanto <em>sobre a</em> fotografia e merecem a nossa mais sincera admiração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a name="_ftn1"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a> Era comum que as tipografias do período tivessem dois endereços: o do “escritório de representação” (às vezes denominado “loja”), geralmente instalado no centro comercial; e o da “oficina” (ou “depósito”), geralmente instalada em uma região mais afastada do centro comercial, onde normalmente eram realizadas as atividades de composição e impressão.</p>
<p><a name="_ftn2"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref2"><sup>[2]</sup></a> O mesmo prédio aparece em outra fotografia, de autoria desconhecida, também sob a custódia da Brasiliana Fotográfica, com a informação de que o conjunto arquitetônico fora demolido em 1909. Ver: <a href="http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=87209" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia%3D87209&amp;source=gmail&amp;ust=1724755830667000&amp;usg=AOvVaw0fpv7mWOz_WfWhl2zvHD2f">http://acervo.bndigital.<wbr />bn.br/sophia/index.asp?codigo_<wbr />sophia=87209</a>.</p>
<p><a name="_ftn3"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref3"><sup>[3]</sup></a> Ver: <a href="https://fau.usp.br/tipografiapaulistana/">https://fau.usp.br/tipografiapaulistana/</a></p>
<p><a name="_ftn4"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref4"><sup>[4]</sup></a> A oficina de Jorge Seckler também foi a responsável pela impressão, em 1890, dos Estatutos da Companhia Industrial de São Paulo – empresa que, no mesmo ano, a sucedeu (Companhia Industrial de S. Paulo, 1890). Tal estatuto encontra-se arquivado no depósito relacionado ao 1º Cartório de Notas de São Paulo, custodiado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, cx. 10309, nº 342.</p>
<p><a name="_ftn5"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref5"><sup>[5]</sup></a> Para mais informações sobre Jorge Seckler, ver: Farias e Onoda (2015).</p>
<p><a name="_ftn6"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref6"><sup>[6]</sup></a> Como registrado na página 1.545 do livro Responsabilidades de Oficinas Tipográficas (1899-1907), vol. II, custodiado pelo Arquivo Histórico Municipal de São Paulo.</p>
<p><a name="_ftn7"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref7"><sup>[7]</sup></a> As informações sobre os últimos anos da Duprat &amp; C. foram recuperadas de antigas edições do Correio Paulistano: 18 mai 1926 (p. 4); 26 fev 1929 (12); 10 jun 1930 (p. 5); 14 dez 1937 (p. 13).</p>
<p><a name="_ftn8"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref8"><sup>[8]</sup></a> Algumas dessas iniciativas estão relatadas em pelo menos duas importantes publicações. A primeira é o ensaio que nos traz uma reflexão sobre os interesses atuais na antiga tipografia, tendo como foco o contexto italiano (Lessing, Bulegato e Farias, 2019), a segunda é o livro organizado pelas professoras Ana Utsch e Marina Gravier com relatos que discutem diferentes iniciativas de preservação do que poderíamos chamar de “patrimônio gráfico” tendo como foco os países latino-americanos (Utsch e Gravier, 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Fabio Mariano Cruz Pereira é doutor em Design pela Universidade de São Paulo, Brasil, e pela Universitá IUAV de Veneza, Itália. É designer gráfico e pesquisador do Museu Paulista da Universidade de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"> <strong>Referências:</strong></span></p>
<p>COMPANHIA INDUSTRIAL DE S. PAULO. <em>Estatutos da Companhia Industrial de São Paulo</em>. São Paulo: Typographia a Vapor de Jorge Seckler &amp; Comp., 1890.</p>
<p>CORREIO PAULISTANO. Edições de: 18 mai 1926 (p. 4); 26 fev 1929 (12); 10 jun 1930 (p. 5); 14 dez 1937 (p. 13). Biblioteca Nacional Digital. Disponíveis em: <a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx">https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx</a>. Acessos em 11 jul 2024.</p>
<p>FARIAS, P. L.; ONODA, M. A.; Letras toscanas no repertório tipográfico de Jorge Seckler (1883-1895). In: SPINILLO, C. G.; FADEL, L. M.; SOUTO, V. T.; SILVA, T. B. P.; CAMARA, R. J. (Eds). <em>Anais do 7º Congresso Internacional de Design da Informação</em> | CIDI 2015 [Blucher Design Proceedings, num.2, vol.2]. São Paulo: Blucher, 2015.</p>
<p>FREHSE, Fraya. O começo do fim da São Paulo caipira. In: FERNANDES JUNIOR, Rubens; BARBUY, Heloisa; FREHSE, Fraya. <em>Militão Augusto de Azevedo</em>. São Paulo: Cosac Naify, p. 50-73, 2012.</p>
<p>LEMOS, Eric Danzi. Artífices da paisagem. In: BORREGO, Maria Aparecida de Menezes; NASCIMENTO, Ana Paula. <em>Mundos do trabalho</em>. Coleção Museu do Ipiranga, vol. 4. São Paulo: Edusp, p. 58-63, 2022.</p>
<p>LESSING, Emanuela Bonini; BULEGATO, Fiorella; FARIAS, Priscila Lena. La tipografia come new craft: riflessioni storiche e pratiche di riattualizzazione. <em>MD Journal,</em> vol. 7, p. 146-159, 2019.</p>
<p>PEREIRA, Fabio Mariano Cruz; FARIAS, Priscila Lena. Anúncios de oficinas tipográficas paulistanas (1900-1930). <em>Infodesign</em>, vol. 18, n. 2, p. 27-36, 2021.</p>
<p>SANTOS, Carlos José Ferreira dos. <em>Nem tudo era italiano: São Paulo e pobreza: 1890-1915</em>. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008.</p>
<p>UTSCH, Ana; GRAVIER, Marina Garone (Orgs). <em>Encontros em torno de tipos e livros.</em> Belo Horizonte: Editora UFMG, 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Frédéric Manuel (1868 – 1961)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley*</p>
<p>As fotografias paulistanas do francês Frédéric Manuel (1868 – 1961), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas, em 1906, para Menotti Levi (18? – 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 – 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/823686/2681"><strong><span style="text-decoration: underline;">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Frédéric Manuel, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*<span style="color: #000000;">Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</span></p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; &#8220;Alguma coisa acontece no meu coração&#8221;, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 12:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA["Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João". Assim começa Sampa, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo - foi lançada no álbum Muito – Dentro da Estrela Azulada, em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo e Guilherme Gaensly , na publicação do 16º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil". Listamos também artigos já publicados no portal relacionados à cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João&#8221;. Assim começa <em><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Sampa</a></em>, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo &#8211; foi lançada no álbum <em>Muito – Dentro da Estrela Azulada, </em>em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905) e Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1948) na publicação do 16º artigo da Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;.</p>
<p>Destacamos também artigos já publicados no portal sobre a cidade, que foi fundada em 25 de janeiro 1554 com a celebração de uma missa que oficializou a criação de um colégio jesuíta, no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, por 12 padres, dentre eles José de Anchieta (1834 &#8211; 1597) e Manoel da Nóbrega (1517 &#8211; 1590). É onde fica o Pátio do Colégio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São Paulo é o principal centro corporativo, financeiro e mercantil da América do Sul assim como a cidade mais populosa do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10993/Alb%200279%20113%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank">Foto aérea de São Paulo da Av. São João, 2 de abril de1936. São Paulo, SP / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos fotógrafos registraram diversos aspectos da cidade de São Paulo desde o século XIX, dentre eles Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), Edgard Egydio de Souza (1867 – 1956), Frédéric Manuel (1868-1961), Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905), Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930), Valério Vieira (1862 &#8211; 1941), Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) e fotógrafos ainda não identificados, cujas imagens podem ser apreciadas nos artigos listados a final desta publicação.</p>
<p>Militão e Gaensly são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Militão produziu o <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, </em>sua obra-prima, que foi o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. O álbum evidencia o valor que Militão dava à fotografia como documento de época inserido em projeto artístico que sugere um passeio pela cidade no período de 1862 a 1887. O trabalho do fotógrafo muito contribuiu para a formação da imagem moderna de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010-300x210.jpg" alt="Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia, como a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Avenida Paulista</a>, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre a cidade de São Paulo já publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="273" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</a>, publicado em 24 de maio de 2015</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore, um fotógrafo entre dois mundos (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a>, publicado em 5 de agosto de 2015</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928),</a> publicado em 25 de janeiro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 – 1941)</a>, publicado em 21 de março de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a>, publicado em 28 de setembro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – Rua 25 de março em São Paulo</a>, publicado em 1º de setembro de 2020</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18274" target="_blank">A cidade de São Paulo e Tebas (1721 – 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</a>, pubicado em 25 de janeiro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore</a>, publicado em 14 de dezembro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</a>, publicado em 21 de janeiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</a>, publicado em 13 de fevereiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27521" target="_blank">O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo</a>, publicado em 16 de maio de 2022</span></p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/962/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank">Guilherme Gaensly. Largo do Palácio &#8211; Pátio do Colégio, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31030" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg"><img class="size-full wp-image-31030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg" alt="Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555" width="489" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555 / São Paulo Antigo e São Paulo Moderno</p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Sampa</strong></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;">Caetano Veloso</span></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da dura poesia concreta de tuas esquinas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da deselegância discreta de tuas meninas</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Ainda não havia para mim Rita Lee</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">A tua mais completa tradução</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que Narciso acha feio o que não é espelho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Nada do que não era antes quando não somos mutantes</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E foste um difícil começo</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Afasto o que não conheço</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E quem vende outro sonho feliz de cidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Aprende depressa a chamar-te de realidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da força da grana que ergue e destrói coisas belas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva</a></span></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Mais possível novo quilombo de Zumbi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E os novos baianos passeiam na tua garoa</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E novos baianos te podem curtir numa boa</a></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>Brasiliana Fotográfica</p>
<p>São Paulo Antigo e São Paulo Moderno &#8211; 1554-1904. São Paulo : Editores Vanorden &amp; Cia, 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 14:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Ditrik von Bullow]]></category>
		<category><![CDATA[Armando de Arruda Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Carlos de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval paulistano]]></category>
		<category><![CDATA[casarões]]></category>
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		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício Paulicéia]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Matarazzo]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Manuel]]></category>
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		<category><![CDATA[Guia Levi]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Schaumann]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Pilon]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Eugênio Lima]]></category>
		<category><![CDATA[José Borges de Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[José Joaquim Cardoso de Melo]]></category>
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		<category><![CDATA[José Tjurs]]></category>
		<category><![CDATA[Menotti Levi]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Tarquínio Antonio Tarant]]></category>

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		<description><![CDATA[No 12º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928) e por Frédéric Manuel (1868-1961). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta zoom para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; </strong><strong>XII</strong><strong> &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</strong></em></span></p>
<p>No 12º artigo da Série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928) </a>e por Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta <em>zoom</em> para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;As grandes ruas da Liberdade, de Santo Amaro, de Santo Antônio e da Consolação dirigem-se para o sul, dando acesso direto à célebre Avenida Paulista, sem contestação a mais bela avenida da capital, muito larga, asfaltada, composta de três pistas e orlada de habitações principescas. Uma pequena elevação que se acha na extremidade norte-oeste oferece bela perspectiva sobre o resto da cidade&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Paul Walle (1872 &#8211; 1950), viajante e economista francês,</p>
<p style="text-align: right;">em <em>Au Pays de l´Or Rouge, l´État de S. Paulo</em> (1921)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22avenida+paulista%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Paulista disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas de suas construções foram demolidas ao longo do século XX.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“O que aconteceu na Avenida Paulista é uma tragédia nacional. São Paulo foi marginalizada, por causa de uma leitura da identidade brasileira que excluía o imigrante”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Paulo Garcez, professor de arquitetura da Universidade de São Paulo (USP),</p>
<p style="text-align: right;">sobre as demolições de construções na Avenida Paulista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre a avenida Paulista</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A Avenida Paulista é o arrabalde mais pitoresco dessa capital, está 64 metros mais alto do que o largo da Sé, e dista ao largo de S. Francisco 8 minutos de bonde elétrico&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Diário Popular</em>, agosto e setembro de 1900</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seus anos de existência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a>, a Avenida Paulista, cujo projeto inovador e realização foram da empresa Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista, do engenheiro agrônomo e precursor do urbanismo na cidade de São Paulo, o uruguaio Joaquim Eugênio Lima (1845 &#8211; 1902), do capitalista José Borges de Figueiredo e do servidor público João Augusto Garcia, passou de zona residencial da burguesia ascendente a centro comercial, cultural e financeiro da cidade. Seu planejamento foi realizado pelo agrimensor Tarquínio Antonio Tarant, encarregado da arborização, do arruamento e da criação de suas alamedas transversais. A Avenida Paulista localiza-se no bairro Bela Vista, vai da Rua Treze de Maio à Rua da Consolação, tem uma extensão de 3 km e é considerada o coração pulsante da metrópole, a mais contemporânea via de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26550" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista4.jpg" alt="Busto em homenagem a Joaquim Eugenio de Lima, na avenida Paulista" width="236" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank">Busto em homenagem a Joaquim Eugênio de Lima, no Parque Trianon, na Avenida Paulista</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até a década de 1880, a região onde ela se encontra, na época conhecida como o Morro do Caaguaçu, que em tupi significa mata grande, era um terreno ermo e pertencia à Chácara do Capão, propriedade de Manuel Antônio Vieira. Os já mencionados donos da Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista adquiriram parte da chácara e lotearam a área dando origem à Avenida Paulista. Bem larga, foi a primeira rua pública asfaltada, em 1909, e arborizada de São Paulo. Tinha três vias separadas por magnólias e plátanos, com grandes lotes de cada lado. Na mesma época, chamaram o paisagista francês Paul Villon (1841 &#8211; 1905) para projetar o Parque Trianon &#8211; atualmente Parque Tenente Siqueira Campos -, que foi inaugurado pelo arquiteto e urbanista inglês Barry Parker (1867 &#8211; 1947), em 3 de abril de 1892, e se tornou a área de lazer das famílias proprietárias de casas na região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10315/002006GA001026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Avenida Paulista foi batizada em homenagem aos paulistas por decisão do engenheiro Joaquim Eugênio Lima. Segundo o livro <em>Cidade de São Paulo: Estudos de Geografia Urbana, 1958</em>, as denominações de Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo foram cogitadas.  Ainda sobre seu nome: em 1927, quando José Pires do Rio (1880 -1950) era o prefeito de São Paulo, a Paulista passou a se chamar Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo, mas a alteração não agradou o povo da cidade, fazendo com que voltasse ao seu nome original, em 13 de novembro de 1930, quando foi publicado, no Diário Oficial, o Ato nº 11, assinado pelo então prefeito de São Paulo, José Joaquim Cardoso de Melo (1883 &#8211; 1975), segundo o qual atendia &#8220;&#8230;<em>finalmente, a que outras denominações há, que não deveriam jamais ter sido alteradas como a da &#8211; Avenida Paulista &#8211; que recorda, numa só palavra, todo o indefesso trabalho e honra da gente paulista”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/25665" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de maio de 1927, sexta coluna</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de novembro de 1930 e <a href="http://m.acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,avenida-paulista-conheca-a-historia-do-outro-nome-da-via-mais-famosa-de-sao-paulo,70003919808,0.htm" target="_blank">8 de dezembro de 2021</a>) .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/980/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiada a inauguração a Avenida Paulista, em 1890 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a> e, cerca de três meses depois, foi anunciado o início da venda de seus lotes para 12 de fevereiro de 1891 (<span style="color: #ff0000;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891, última coluna)</a>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26565" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26565" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista7.jpg" alt="O Mercantil (SP), 29 de novembro de 1890" width="420" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP</em>), 29 de novembro de 1890</a></p></div>
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<div id="attachment_26545" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de fevereiro de 1891" width="310" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891</a></p></div>
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<p>Foi visitada, a convite de Joaquim Eugênio de Lima, pelo presidente do Estado, Américo Brasiliense (1833 &#8211; 1896), o jornalista Francisco Rangel Pestana (1839 &#8211; 1903) e Júlio Mesquita (1862 &#8211; 1927, que era, na época, senador estadual.</p>
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<div id="attachment_26547" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg"><img class="size-full wp-image-26547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 16 de maio de 1891" width="314" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de maio de 1891</p></div>
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<p>Foi publicada uma notícia sobre as obras e o assentamento de uma linha de bondes na Avenida Paulista (<em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro, quarta coluna e 31 de outubro de 1891).</p>
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<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/18911011-4983-nac-0002-999-2-not/busca/Avenida+Paulista" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-26548 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista31110.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 31 de outubro de 1891" width="293" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg" alt="paulista8" width="290" height="532" /></a></p>
<div id="attachment_26907" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg"><img class="wp-image-26907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg" alt="paulista9" width="288" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro de 1891</p></div>
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<p>Em 8 de dezembro de 1891, foi finalmente instalada a nova linha de bondes até a Avenida Paulista, da Companhia Ferro Carril de São Paulo, com <em>grande concorrência</em> e com a presença da imprensa. A Avenida Paulista era oficialmente entregue à população e esta é a data considerada a de sua inauguração (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891, quinta coluna)</a>.</p>
<p><em>&#8220;Hoje, ao meio-dia a Companhia Ferro Carril fará a inauguração de suas linhas da Bella Vista e da Bella Cintra. Os bonds inauguraes partirão da rua da Boa Vista esquina com a rua 15 de novembro percorrendo toda a Grande Avenida Paulista&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Nota publicada na primeira página de <em>O Estado de São Paulo</em> de 8 de dezembro de 1891.</p>
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<div id="attachment_26546" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 9 de dezembro de 1891" width="330" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891</a></p></div>
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<div id="attachment_26553" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista5.jpg" alt="Aquarela de Jules Victor André Martin, 1891 / Acervo Museu Paulista" width="620" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank">Aquarela de Jules Victor André Martin, Avenida Paulista no dia de sua inauguração, em 1891 / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
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<p>N0 ano seguinte, no salão do jornal <em>O Paiz</em> foram exibidas <em>3 grandes fotografias</em> da Avenida Paulista. Quem seria o autor ou os autores dessas imagens? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/5409"><em>O Paiz</em>, 8 de junho de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em fins do século XIX, a avenida já tinha cerca de 50 casarões. Abastados senhores do café, grandes comerciantes, banqueiros e industriais construíram imponentes mansões na nova avenida que usavam como residência ou como casa de veraneio. Dentre eles o empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), o industrial italiano Francesco Matarazzo (1854 &#8211; 1937), que foi durante muito tempo o homem mais rico do Brasil, cujo palacete foi projetado pelos arquitetos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini; e o farmacêutico e político Henrique Schaumann (1856 &#8211; 1922), cujo projeto de sua mansão foi do alemão Augusto Fried e de Carlos Ekman. O Shopping Cidade de São Paulo e a Torre Matarazzo localizam-se onde ficava a mansão Matarazzo.  O casarão de Schaumann foi propriedade das famílias Andraus e Lotaif. Após sua polêmica demolição, em 1982, virou um estacionamento e, posteriormente o Edifício Paulista 867.</p>
<p>A família Thiollier, de imigrantes franceses, também tinha um palacete na avenida, a Villa Fortunata, onde hoje se encontra o Parque Mario Covas. René Thiollier (1882 &#8211; 1968), filho do patriarca Alexandre Honoré Marie Thiollier &#8211; sócio e proprietário da primeira livraria de São Paulo, a Casa Garroux &#8211; foi um dos fundadores do Teatro Brasileiro de Comédia e frequentava o círculo de intelectuais que organizou a Semana de Arte Moderna de 1922. Foi ele que pagou o aluguel do Teatro Municipal de São Paulo para a realização do evento. Uma curiosidade sobre a Villa Fortunata: a família Burle Marx alugou entre 1909 e 1912 a mansão e foi lá que nasceu o mundialmente famoso paisagista e artista plástico brasileiro Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994).</p>
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<div id="attachment_26566" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26566" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/recibo.jpg" alt="Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22" width="553" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank">Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O grande passeio que o citadino mostra, com o mais legítimo orgulho ao forasteiro é a Avenida Paulista, imensa rua com alguns quilômetros de comprimento, situada no ponto mais elevado da cidade, toda arborizada, cercada de casas suntuosas, cuja arquitetura e ornamentação nada ficam a dever aos mais belos edifícios europeus&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Nicolau Fanuele (1888 &#8211; 1914), jornalista e advogado, em <em>Il Brasile</em> (1910).</p>
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<p>O casarão von Bulow, projeto de Augusto Fried, foi contruído perto da alameda Campinas e foi, talvez, o primeiro a ser documentado. Era um dos pontos prediletos de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) para fotografar a Avenida Paulista. O palacete era propriedade do empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), um dos acionistas da Companhia Antarctica Paulista. Hoje, no lugar que ocupava está o Edifício Paulicéia, ícone da arquitetura moderna de São Paulo, projeto de Jacques Pilon (1905 &#8211; 1962) e do italiano Gian Carlo Gasperini (1926 &#8211; 2020), construído na década de 50.</p>
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<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/990/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank">Guilherme Gaensly. Palacete v. Bulow, 1902?. Avenida Pauista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>A Paulista foi o cenário de corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis. Também foi o palco dos grandes carnavais dos anos 10, 20 e 30. Em 1912, o corso foi transferido da Praça da República para a avenida e as famílias desfilavam em carros enfeitados (<em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de janeiro de 1912).</p>
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<div id="attachment_26551" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/careta.jpg" alt="Careta, 15 de fevereiro de 1930" width="268" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de fevereiro de 1930</a></p></div>
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<p>O Belvedere Trianon, que ficava na Paulista e foi durante muito tempo o principal ponto de encontro da cidade, foi demolido para ceder espaço à 1ª Bienal de Arte Moderna da cidade, realizada, em 1951, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), sob a presidência de Ciccillo Matarazzo (1898 &#8211; 1977), em um pavilhão provisório localizado na Esplanada do Trianon.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10313/002004aGA026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista &#8211; Belvedere do Trianon, c. 1923. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_26552" style="width: 808px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/bienal.jpg" alt="1ª Bienal de São Paulo - Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista" width="798" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">1ª Bienal de São Paulo &#8211; Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista / Site da Bienal de São Paulo</a></p></div>
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<p>Restam poucos casarões na avenida, como a Casa das Rosas (1935), último projeto do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851 &#8211; 1928), que hoje abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura; e o Palacete Franco de Mello (1905), obra do construtor português Antônio Fernandes Pinto. Algumas construções remanescentes da via são tombadas pelo Conselho de Defesa Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo.</p>
<p>Inicialmente, estabelecimentos comerciais não podiam existir na Avenida Paulista. Em 1952, durante a gestão do prefeito (1899 &#8211; 1955), a <a href="https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria/1952/431/4313/lei-ordinaria-n-4313-1952-acrescenta-a-lei-n-3571-de-7-de-abril-de-1937-artigos-e-paragrafos-referentes-a-construcoes-na-avenida-paulista" target="_blank">Lei nº 4313</a> de 29 de outubro, autorizou a construção de estabelecimentos hospitalares, educacionais, de imprensa, rádio, televisão, teatro e cinema. Quatro anos depois, foi inaugurada a primeira loja-exposição do Conjunto Nacional, que seria o primeiro <em>shopping center</em> da América do Sul. A inauguração da primeira etapa do Conjunto Nacional, em dezembro de 1958, contou com a presença do então presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976). O complexo localiza-se onde antes ficava o casarão do investidor e urbanista Horácio Sabino, cujo projeto foi o arquiteto francês Victor Dubugras (1868 &#8211; 1933), um dos precursores da arquitetura moderna na América Latina. O empreendimento foi do argentino José Tjurs (1901 &#8211; 1977), que comprou a mansão e que sonhava que a Paulista fosse a Quinta Avenida de São Paulo. O projeto foi do arquiteto paranaense David Libeskind (1928 &#8211; 2014), então com 26 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_10/33792" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1956, quarta coluna</a>).</p>
<p>Mas foi só na década de 80 que a vocação da avenida para os negócios se firmou: os apartamentos residenciais do Edifício Savoy, nº 810,  foram convertidos em escritórios. Houve então uma procura de terrenos para  instalar os novos edifícios comerciais, que deixavam o Centro da cidade rumo à Paulista.</p>
<p>Na Avenida Paulista, por onde diariamente passam cerca de um milhão e meio de pessoas, encontram-se diversos museus e centros culturais como o Museu de Artes de São Paulo, a Casa Japão, o Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal Brasiliana Fotográfica. Também estão lá o Parque Trianon, atual Parque Tenente Siqueira Campos; o Parque Prefeito Mario Covas, criado em 2008 e localizado onde ficava a Villa Fortunatta; o Instituto Pasteur, dezenas de consulados, o Painel do Edifício Nações Unidas, criação de Clóvis Graciano (1907 &#8211; 1988); e a famosa antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, a maior e mais alta da avenida. Possui uma disputada ciclovia, bancos, cinemas, colégios, feiras artesanais, hotéis, hospitais, restaurantes, teatros e, aos domingos, é aberta aos pedestres. É o endereço de prédios icônicos da cidade, dentre eles o Edifício Sul-Americano, projeto do escritório Rino Levi Arquitetos Associados, em 1966; e o Edifício Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho, sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), construído onde ficava o palacete da família Salem.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Não se pode imaginar nada de mais bem traçado e mais bem arborizado que as ruas da Liberdade e da Consolação, que levam a essa esplêndida Avenida Paulista, à qual eu não saberia comparar senão certas avenidas de Nova York, onde a fantasia dos milionários americanos encerra, no verde das grandes árvores e da policromia ds canteiros dos jardins, seus palácios de elegantes esculturas, como se encaixa o diamante de valor, com múltiplas facetas, nos engastes das esmeraldas e rubis. Citaram-me, por alto, os principais proprietários dessas luxusas residências. Aqui, um grande nome de velha cepa portuguesa; lá um protegido da fortuna, sem mérito, pequeno mercador ambulante há vinte e cinco anos e hoje um grande senhor, em que a Itália reconhecerá facilmente algum descendente desses antigos venezianos ou genoveses que traziam, de suas viagens e dos seu comércio, muito ouro inesperado, com o qual produziam muita arte em seu país e algumas obras de enemerência. É agradável saber que, em nossa época de oportunismo pecuniário, há ainda alguns homens que sabem ao menos dar, ao supérfluo de sua rápida fortuna, um emprego que enobrece suas humildes origens&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">L.A. Gafrée, padre francês, em <em>Visions du Brésil</em> (1912)</p>
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<p>Alguns eventos se realizam na avenida anualmente: seu popular réveillon com shows e queima de fogos, a Corrida de São Silvestre, desde 1924; e a Parada do Orgulho LGBT, desde 1997. Foi o cenário da minissérie <em>Avenida Paulista</em>, exibida pela TV Globo, entre 10 e 28 de maio de 1982. Em 1987, foi lançado o <em>Álbum Iconográfico da Avenida Paulista</em>, do historiador, arquiteto e urbanista Benedito Lima de Toledo (1934-2019). Na capa, um registro de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg" alt="paulista6" width="550" height="415" /></a></p>
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<p><em>&#8220;Entre as avenidas, ruas e praças que mais realçam a beleza da cidade contam-se a magnífica Praça da República, a soberba Avenida Paulista com uma esplêndida arborização e ladeada por palacetes e residências de nobre arquitetura a qual todo paulista menciona com justo orgulho&#8230;Na parte sul, as ruas principais são Liberdade, Santo Amaro e Consolação, que todas vão ter à soberba Avenida Paulista, a rua nobre da cidade, asfaltada e profusamente arborizada e iluminada&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Impressões do Brasil no Século Vinte</em>, editado em Londres, em 1913</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre os fotógrafos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</a> nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.</p>
<p>Foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da Avenida Paulista, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/102" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?)</em></span></p>
<p>As fotografias paulistanas de Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas em 1906 para Menotti Levi (18? &#8211; 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801" target="_blank"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 &#8211; 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26543" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26543" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/guialevi.jpg" alt="Almanak Renautl, 1910" width="470" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><em>Almanak Hénault,</em> 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1069/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank">Frédéric Manuel. Avenida Paulista, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Manuel%2C+F.+%28Fr%C3%A9d%C3%A9ric%29&amp;type=author" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Frédéric Manuel, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As duas imagens abaixo foram produzidas por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4047/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="760" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank">Parque Municipal, 1912-193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4046/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank">Jardim Parque Municipal : Avenida Paulista, entre 1912 e 193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VSh2OxM8TfU" target="_blank">Link para a palestra de Andrea Ronqui, doutoranda em Artes Visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP e mestra em Estética e História da Arte, sobre a história da Avenida Paulista, no youtube do Instituto Moreira Salles, 8 de dezembro de 2021.</a></p>
<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19521129-23790-nac-0002-999-2-not/busca/avenida+Paulista" target="_blank">Link para o artigo &#8220;Os idealizadores e os realizadores da Avenida Paulista&#8221;, de Rocha Azevedo Filho, publicado em <em>O Estado de São Paulo</em> de 29 de novembro de 1952.</a></p>
<div id="1639965121568" class="boxAcervoMiniaturas"></div>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BURGI, Sergio; DIETRICH, Ana Maria; MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo – Gaensly no acervo da Light 1899 – 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p>COTRIM, Luciana Rossi. <a href="https://serieavenidapaulista.com.br/sobre/" target="_blank"><em>Série Avenida Paulista</em></a></p>
<p><a href="http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/projeto/PR0015-1991.pdf" target="_blank">Câmara Estadual de São Paulo</a></p>
<p>D&#8217;ALESSIO, Vito. <i>Avenida Paulista &#8211; A síntese da metrópole.</i> São Paulo: Dialeto Latin American Documentary, 2002.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22802/david-libeskind" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens;KOSSOY,Boris;SEGAWA, Hugo. Guilherme Gaensly. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>FE<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank">RREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 21 de janeiro de 2002</a>.</p>
<p>HANNAVY, John. <em>Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography. </em>New York<em>:</em>Taylor and Francis Group, 205.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e Expansão da fotografia no Brasil: século XIX. </em>Rio de Janeiro:Funarte, 1980.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>São Paulo, 1900</em>. Rio de Janeiro:Editora Kosmos, 1988.</p>
<p>KOSSOY, Boris;FERNANDES JUNIOR, Rubens;SEGAWA, Hugo. <em>Guilherme Gaensly</em>. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LIMA, Solange Ferraz de. <em>São Paulo na virada do século. As imagens da razão urbana: a cidade nos álbuns fotográficos de 1887 a 1919</em>. São Paulo:Universidade de São Paulo, 1995.</p>
<p>OLSZEWSKI FILHA, Sofia. <em>A fotografia e o negro na cidade de Salvador, 1840 – 1914</em>. Salvador:EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.</p>
<p><a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/ultima-joia-da-paulista-casarao-tera-concessao-para-restauro-e-deve-virar-museu,55e45af1b6edc2ccb0b9089825b1d1d6hvy94gw3.html" target="_blank">Portal Terra</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/pinheiros/noticias/?p=38821" target="_blank">Prefeitura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://spcity.com.br/serie-avenida-paulista-da-mansao-matarazzo-ao-cidade-sao-paulo-parte-1/" target="_blank">Projeto São Paulo City</a></p>
<p><a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,ERT97207-15565,00.html" target="_blank"><em>Revista Crescer</em></a></p>
<p><a href="https://epoca.oglobo.globo.com/ideias/noticia/2015/03/bdemolicao-de-predios-historicosb-foi-motivada-por-arquitetos-modernistas.html" target="_blank"><em>Revista Época</em>, 8 de março de 2015</a></p>
<p><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">Site Bienal de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2361/guilherme-gaensly" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site <em>O Estado de São Paulo</em></p>
<p><a href="https://saopauloantiga.com.br/franco-de-mello/" target="_blank">Site São Paulo Antiga</a></p>
<p>SOARES JUNIOR, Rodrigo. <a href="https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/352/1/304%20T2%20PDF%20-%20OCR%20-%20RED.pdf" target="_blank"><em>Jorge Tibiriçá e sua época</em></a>. São Paulo : Companhia Editora Nacional, 1958.</p>
<p>TEIXEIRA, Cid. <em>Professores de daguerreotipia: eles deixaram a Imagem do Senhor-de-Engenho e Sinhazinhas</em>. Jornal da Bahia, 10 e 11 de novembro de 1963.</p>
<p>TOLEDO, Benedito Lima de. <em>Álbum iconográfico da Avenida Paulista</em>. São Paulo : Editora Ex-Libris Ltda, 1987.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro<em>. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. </em>Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p><a href="https://vejasp.abril.com.br/cidades/aniversario-de-sao-paulo-frases/" target="_blank"><em>Veja São Paulo</em>, 24 de janeiro de 2014</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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