 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fotógrafo</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=fotografo" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 14:36:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; X &#8211; Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho (1890 &#8211; 1963), fotógrafo e cinegrafista da FEB</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39609</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39609#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 13:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cemitério de Pistoia]]></category>
		<category><![CDATA[correspondente de guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Vitória na Europa]]></category>
		<category><![CDATA[FEB]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Stamato]]></category>
		<category><![CDATA[Força Expedicionária Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Horácio Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio de Gusmão Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Gusmão Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Conflitos"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39609</guid>
		<description><![CDATA[Com fotografias do Cemitério de Pistoia, na Itália, pertencentes ao acervo do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e um pequeno perfil e cronologia do autor dos registros, Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho (1890 - 1963), fotógrafo e cinegrafista da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o portal lembra os 70 anos do Dia da Vitória na Europa, ocorrido em 8 de maio de 1945, data formal da derrota dos nazistas e da vitória das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. No cemitério foram sepultados os corpos dos integrantes da FEB durante a Segunda Guerra Mundial.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias do Cemitério de Pistoia, na Itália, pertencentes ao acervo do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e um pequeno perfil e cronologia do autor dos registros, Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho (1890 &#8211; 1963), fotógrafo e cinegrafista da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o portal lembra os 80 anos do Dia da Vitória na Europa, ocorrido em 8 de maio de 1945, data formal da derrota dos nazistas e da vitória das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. No cemitério foram sepultados os corpos dos integrantes da FEB durante a Segunda Guerra Mundial.  A cronologia de Horacio é a 69ª publicada pelo portal, que acredita que este trabalho seja uma importante contribuição para a historiografia da fotografia brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10384" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10384/LB.001%2815%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="695" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10384" target="_blank">Horacio Coelho. Cemitério de Pistóia, 1945. Pistóia, Itália / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?order=ASC&amp;rpp=20&amp;sort_by=-1&amp;value=Hor%C3%A1cio+Coelho&amp;etal=-1&amp;offset=20&amp;type=author" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para as fotografias de autoria de Horacio Coelho </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os restos mortais dos integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceram no Cemitério de Pistoia até 5 de outubro de 1960, quando foram transladados para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, localizado no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Em junho de 1965, em substituição ao cemitério, foi erguido no local o Monumento Votivo Militar Brasileiro (MVMB) como homenagem aos expedicionários brasileiros que morreram durante a guerra.</p>
<p>Inicialmente, o Brasil se manteve neutro na Segunda Guerra Mundial, porém, com o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães, em 1942, o então presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) alinhou o país às nações aliadas, declarando guerra ao países do Eixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39614" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/27190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39614" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/diadavitoria.jpg" alt="O Jornal, 8 de maio de 1945" width="393" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/27190" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de maio de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39616" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_04/27217" target="_blank"><img class=" wp-image-39616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/diadavitoria1.jpg" alt="O Jornal, 9 de maio de 1945" width="833" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_04/27217" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 9 de maio de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil de Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho (1890 &#8211; 1963)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A tomada de Monte Castelo, os terríveis combates de Montese, tudo foi gravado em celulóide e perpetuado em sal de prata, imagem por imagem, graças a objetiva de Horacio Coelho, sua picareta de trabalho na paz e sua arma de combate na guerra&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_04/15787" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de setembro de 1945</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39644" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_04/15787" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39644" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/horacio1.jpg" alt="Horacio Coelho / Revista da Semana, 7 de setembro de 1945" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_04/15787" target="_blank">Horacio Coelho ficou por quase um ano como correspondente de guerra da FEB. Retornou ao Brasil em setembro de 1945 / <em>Revista da Semana</em>, 7 de setembro de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu em Fernando de Noronha, em Pernambuco, em 2 de setembro de 1890, Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho, filho de Joaquim de Gusmão Coelho (c. 1836 &#8211; 1902) e Francisca Cavalcanti de Souza Leão Coelho (c.1859 &#8211; 1929). Era neto do português Joaquim José Coelho (1797 &#8211; 1860), o Barão da Vitória. Teve com Maria Emilia Coelho (1894 &#8211; 1948), com quem foi casado, seis filhos: Pojucan, Rômulo, Rêmulo, Maria Clementina, Murilo e Alberto.</p>
<p>Como cinegrafista e fotógrafo do Ministério da Guerra participou como correspondente da Segunda Guerra Mundial, operando junto à Força Expedicionária Brasileira, na Itália. Foi nomeado pelo marechal Mascarenhas de Moraes (1883 &#8211; 1968) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/15789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de junho de 1944, segunda coluna</a>). Algumas de suas fotos foram publicadas em artigos da <em>Revista da Semana</em>: <em>Os brasileiros combatem sob a neve</em> com fotos de autoria de Horacio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/14243" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de março de 1945</a>) e <em>Onde a cobra fuma</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/14389" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 24 de março de 1945</a>). Outros correspondentes de guerra contemporâneos de Horacio que trabalharam para a imprensa brasileira foram: Allan Fischer (1913 &#8211; 1988) (fotógrafo do escritório do Coordenador de Assuntos Econômicos Interamericanos), Egídio Squeff (1911 &#8211; 1973) (<em>O Globo</em>), Fernando Stamato (1917 &#8211; 1993) (cinematografista do DIP), Frank Norall (19? &#8211; ?) (Escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos), Henry Bagley (19? &#8211; ?) <em>(Associated Press</em>), Joel Silveira (1918 &#8211; 2007) (<em>Diários Associados</em>), Raul Brandão (19? &#8211; ?) (<em>Correio da Manhã</em>), Rubem Braga  (1913 &#8211; 1990) (<em>Diário Carioca</em>) e Thassilo Mitke (19? &#8211; ?) (DIP).</p>
<p>Foi um dos correspondentes de guerra condecorados com a Medalha de Campanha, em 1945 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/25698" target="_blank"><em>Diário de Notícia</em>s, 6 de dezembro de 1945, segunda coluna</a>). Dois anos depois, em 1947, foi agraciado com uma Medalha de Guerra em uma solenidade realizada no Quartel do Batalhão de Guardas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/35707" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de março de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p>Com sua aposentadoria, na década de 1950, o cargo de cinegrafista do Exército foi extinto, em 1956 (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1950-1959/decreto-40494-5-dezembro-1956-330711-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a>).</p>
<p>Em 8 de maio de 1958, participou da solenidade comemorativa do 13º ano do fim da Segunda Guerra Mundial, realizada na Associação Brasileira de Imprensa quando os correspondentes de guerra foram homenageados. Rubem Braga e Fernando Stamato, dentre outros também estiveram presentes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/71974" target="_blank"><em>Diário de Notícia</em>s, 9 de maio de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>Faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de agosto de 1963, e foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_15/23714" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de agosto de 1963, segunda coluna</a>).</p>
<p>Uma curiosidade: Na foto abaixo, o último ajoelhado da esquerda para a direita é Fernando Stamato, filho do fotógrafo e pioneiro do cinema nacional João Stamato (1886 &#8211; 1951), que participou da viagem científica promovida pelo Instituto Oswaldo Cruz, em que um grupo de cientistas e engenheiros, entre setembro de 1911 e fevereiro de 1912, percorreu os vales do São Francisco e Tocantins, documentando a jornada, registrando as casas, costumes e pessoas, demonstrando conhecimento das técnicas, além de sensibilidade para fotografar a vida naqueles sertões. O cineasta Fernando Stamato seguiu os caminhos do pai, tendo sido cinegrafista da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra, trabalhando como correspondente na Itália. Viúvo, partiu para os campos da batalha para documentar os movimentos das tropas brasileiras. Sua esposa Lourdes Soares Dutra (1917-1941) havia falecido no parto da filha, que também não resistiu. Durante o conflito mundial, em pleno <em>front</em>, Fernando se apaixonou pela italiana Rossana Bonfatti. Casaram-se em Pistóia (Itália) e, no final da guerra, tiveram uma menina, nascida em 14 de setembro de 1945. No ano seguinte, nasceria outro filho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39887" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=25545" target="_blank"><img class="wp-image-39887 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/grupeto.jpg" alt="grupeto" width="533" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=25545" target="_blank">Correspondentes de guerra que trabalham para a imprensa brasileira. Em pé da esquerda para direita: Rubem Braga (<em>Diário Carioca</em>), Frank Norall (Escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos), Thassilo Mitke (DIP), Henry Bagley (Associated Press), Raul Brandão (<em>Correio da Manhã)</em> e Horácio de Gusmão Coelho Sobrinho, cinegrafista da FEB. Em baixo, da esquerda para direita: Allan Fischer (fotógrafo do escritório do Coordenador de Assuntos Econômicos Interamericanos), Joel Silveira (<em>Diários Associados</em>), Egídio Squeff (<em>O Globo</em>) e Fernando Stamato (cinematografista do DIP) / <em>Correio da Manhã</em>, 14 de abril de 1945 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39802" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui a cronologia de Horacio de Gusmão Coelho Sobrinho (1890 &#8211; 1963)</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/alanfisherphoto/" target="_blank">Allan Fischer Photo</a></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbete/7792" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil &#8211; FGV</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MORADO, Maria de Fátima. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26838" target="_blank"><em>O Cemitério de Pistoia e a memória dos combatentes da FEB</em></a><i> </i>in Brasiliana Fotográfica, 18 de fevereiro de 2022.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/politica/o-globo-90-anos-as-noticias-de-globo-expedicionario-direto-no-front-de-batalha-16441726" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 14 de junho de 2015</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1950-1959/decreto-40494-5-dezembro-1956-330711-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230" target="_blank"><em>João Stamato, um fotógrafo nos sertões</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 9 de fevereiro de 2021.</p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="https://documentoshistoricos.inpi.gov.br/uploads/r/inpi-2/6/e/a/6ea00d36ccd6303c68e7d9fb706a6eb4273fe017931234c49f4688892efa3246/92808ae8-a939-4c48-99f9-8f013cf6d518-cd702f17-ea6f-4b09-9630-fce7d5e4819b.pdf" target="_blank">Site INPI</a></p>
<p><a href="https://memorialdafeb.com/2021/02/24/reencenacoes-na-feb/" target="_blank">Site Memorial da FEB</a></p>
<p><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=63557" target="_blank">Portal Domínio Público</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=39609</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>No Dia do Ceará, fotografias de autoria de Miguel de Moura</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37900</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37900#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 13:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Hermes]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Ceará]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[fotomontagem]]></category>
		<category><![CDATA[Lygia Nogueira Cavalcante]]></category>
		<category><![CDATA[Maranguape]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel de Moura]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel de Moura Cavalcante]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres fotógrafas]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37900</guid>
		<description><![CDATA[Com imagens produzidas pelo fotógrafo cearense Miguel de Moura Cavalcante (1883 -19?), a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia do Ceará, comemorado anualmente em 17 de janeiro. Foi estabelecido, em 18 de maio de 2004, pela Lei nº 13.470, passando a integrar o calendário de eventos oficiais do estado. Foi em 17 de janeiro de 1799 que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, tornando-se administrativamente independente. A emancipação foi realizada a partir de uma Carta Régia assinada pela rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), e baseava-se no crescimento populacional e econômico do estado. Miguel de Moura, como ficou conhecido, atuou no Ceará nas primeiras décadas do século XX e foi um dos precursores, no Brasil, na realização de fotomontagens de cunho alegórico com as imagens "A Deusa das Flores" e "Imitação das Lutas Romanas", que pertencem, assim como as outras destacadas neste artigo, à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas pelo fotógrafo cearense Miguel de Moura Cavalcante (1883 -19?), a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia do Ceará, comemorado anualmente em 17 de janeiro. Foi estabelecido, em 18 de maio de 2004, pela <a href="https://belt.al.ce.gov.br/index.php/legislacao-do-ceara/datas-comemorativas/item/3987-lei-n-13-470-de-18-05-04-d-o-de-20-05-04" target="_blank">Lei nº 13.470</a>, passando a integrar o calendário de eventos oficiais do estado. Foi em 17 de janeiro de 1799 que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, tornando-se administrativamente independente. A emancipação foi realizada a partir de uma Carta Régia assinada pela rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), e baseava-se no crescimento populacional e econômico do estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13235" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13235/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13235" target="_blank">Miguel de Moura. Grupo de pessoas, 19?. Baturité, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo e artista plástico Miguel de Moura Cavalcante, de quem se tem, até o momento, poucos dados biográficos, nasceu em Maranguape, em 27 de dezembro de 1883, segundo seu registro de batismo publicado no site Family Search.</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-04%20132129.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_38013" style="width: 871px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/miguel.jpeg"><img class=" wp-image-38013" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/miguel.jpeg" alt="Registro e batismo de Miguel e Moura / Site Family Search" width="861" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Registro de batismo de Miguel de Moura / Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atuou no Ceará nas primeiras décadas do século XX e foi um dos precursores, no Brasil, na realização de fotomontagens de cunho alegórico com as imagens <em>A Deusa das Flores</em> e <em>Imitação das Lutas Romanas</em> que pertencem, assim como as outras destacadas neste artigo, à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13236" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13236/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="546" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13236" target="_blank">Miguel de Moura. A Deusa-das-flores, 19? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13237" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13237/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13237" target="_blank">Miguel de Moura. Emittação das luctas romanas, 19? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22miguel+de+moura%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Miguel de Moura</strong><strong> disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos precursores da fotografia em Maranguape, onde era conhecido como <em>Mourinha. </em>Foi casado com Luiza Nogueira de Moura e seu estúdio fotográfico, inaugurado em 1911, ficava na casa onde moravam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38193" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-140612.png"><img class="wp-image-38193 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-140612.png" alt="Captura de tela 2024-12-16 140612" width="514" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Casa e estúdio de Miguel de Moura Cavalcante em Maranguape / Página no Instagram cafecomartempe</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua filha, Lygia Nogueira Cavalcante (1918 -?), foi a primeira fotógrafa da cidade. Era também pianista e farmacêutica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38022" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/lygia.jpg"><img class=" wp-image-38022" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/lygia.jpg" alt="Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d / Página no Instagramlygia.pesquia-e-memoria" width="310" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d /. Página no Instagram lygia.pesquisa_e_memoria</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38191" style="width: 976px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-134918.png"><img class="wp-image-38191 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-134918.png" alt="Captura de tela 2024-12-16 134918" width="966" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">Registro de batismo de Lygia Nogueira Cavalcante/ Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o idealizador do primeiro cinema da cidade, o Cinema Hermes, batizado em homenagem ao presidente da República Hermes da Fonseca (1855-1923), e inaugurado em 29 de junho de 1910 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><em>Jornal do Ceará</em>, 1° de julho de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37990" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><img class="wp-image-37990 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/ceará1.jpg" alt="ceará1" width="202" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><em>Jornal do Ceará</em>, 1° de julho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37989" style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="O Malho, 24 de dezembro de 1910"><img class="wp-image-37989" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/ceará2.jpg" alt="ceará2" width="722" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/17819" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de dezembro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13234" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13234/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13234" target="_blank">Miguel de Moura. Estação ferroviária de Aracoiaba, 19?. Aracoiaba, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4215" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4215/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4215" target="_blank">Miguel de Moura. Cidade de Quixadá, 19. Quixadá, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Facebook &#8211; página de Marília Quinderé</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Instagram &#8211; página lygia.pesquisa_e_memoria e caafecomartempe</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22143/miguel-de-moura" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="https://www.bombeiros.ce.gov.br/2021/01/17/dia-do-ceara-e-comemorado-neste-domingo-17-em-aquiraz-e-fortaleza/" target="_blank">Site Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará</a></p>
<p>SOUZA, Fabricia dos Santos. <em><a href="https://www.uece.br/eventos/jihlfeclesc/anais/resumos/16279.html" target="_blank">As nebulosidades imagéticas: representações do cotidiano quixadaense nas fotografias (1885-1930)</a>. </em>Universidade Estadual do Ceará.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=37900</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autorretratos de fotógrafos &#8211; Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Christoph Albert Frisch]]></category>
		<category><![CDATA[daguerreotipia]]></category>
		<category><![CDATA[daguerreótipo]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo alemão]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo francês]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo italiano]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[invenção]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Nicèphore Niépce]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Arago]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Jacques Mandé Daguerre]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão Christoph Albert Frisch (1840 - 1918), o carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), o francês Revert Henrique Klumb (c.1826 - c.1886) e o italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918). A data escolhida para a comemoração do Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839 quando, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, o processo da daguerreotipia, invento que havia sido anunciado em 7 de janeiro do mesmo ano, foi explicado pelo cientista François Arago (1786 - 1853). A daguerreotipia foi desenvolvida por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), </a>o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a> e o italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>. Interessante observar que o único autorretrato produzido fora de um estúdio fotográfico foi o de Frisch, que se fotografou, entre 1967 e 1868, em um barco em um rio na Amazônia, quando produziu os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Os quatro fotógrafos já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=autorretrato" target="_blank"><strong>Acessando o link para os autorretratos de fotógrafos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839 para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra do fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações foram produzidas pela própria mulher do fotógrafo, Elvira, que o ajudava no estúdio. Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="532" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a></strong></em></span></p>
<p><strong>  </strong></p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Albert Frisch. Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele foi o fotógrafo que acompanhou a expedição pela Amazônia liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e pelo fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 – 1890). Este último era genro de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4225/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="818" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank">[Revert Henrique Klumb] : autorretrato], 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil, o francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) foi o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, inaugurou seu estabelecimento fotográfico em 1855 (<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank">Correio Mercantil ,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"> de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a> ). Foi professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> e, provavelmente, o introdutor da técnica estereoscópica no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro.</p>
<p>Foi também o autor do livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Dois exemplares estão conservados na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=24947</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18997</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18997#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[adiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[artigos sobre Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bodas de Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliana Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Cássio Loredano]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[dados estatísticos]]></category>
		<category><![CDATA[descoberta]]></category>
		<category><![CDATA[Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Elvia Bezerra]]></category>
		<category><![CDATA[Eucanaã Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Joaquim]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[indexação]]></category>
		<category><![CDATA[indexação de imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Moreira Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Marçal]]></category>
		<category><![CDATA[Leibniz-Institut für Länderkunde]]></category>
		<category><![CDATA[Lilia Moritz Schwarcz]]></category>
		<category><![CDATA[lista]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Isabela Mendonça dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[MIllard Schisler]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da República]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Histórico Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Karp Vasquez]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Roberta Mocciaro Zannata]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigues Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18997</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=18997</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Ambrósio Leitão da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafo da Casa Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Ferreira Villela]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Augusto Roth]]></category>
		<category><![CDATA[Leon Chapelin]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio das Princesas]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Santa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=14863</guid>
		<description><![CDATA[Contemporâneo no Recife dos estrangeiros Augusto Stahl (1828 - 1877) e Alberto Henschel (1827 - 1882), João Ferreira Villela é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia ainda é bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Afirmava ser o único discípulo do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco ( 1830- 1912) e sempre dedicou-se para alcançar a perfeição em seu trabalho fotográfico. Participou e foi premiado em diversas exposições no Brasil e no exterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos* </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos, tendo sido antecedido por Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), <em>pensionista de S.M. o Imperador</em>, que anunciou, em 9 de junho de 1854, uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares, em 1854, um ano antes de Villela <span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span>.</p>
<p>A biografia de Villela é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c.1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em fins de 1858, transferiu-se para a rua Nova, nº 18, primeiro andar. <em> </em>No ano seguinte, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> visitou Recife, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas. Na ocasião, o monarca encomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido durante sua viagem pelo nordeste. Em 18 de setembro de 1860, Villela tornou-se o único pernambucano a ser agraciado por dom Pedro II com o título de Fotógrafo Imperial. No fim de 1860, o casal real foi padrinho de uma de suas filhas. Na cerimônia, realizada na Igreja Paroquial de Santo Antônio, fizeram-se representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha, o Barão de Mamoré (1825 &#8211; 1898), e sua esposa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/175" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de João Ferreira Villela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3552/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank">João Ferreira Villela. Homem, c. 1866. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inaugurou seu novo ateliê na rua do Cabugá, nº 18, em 1861. Oferecia retratos por<em> ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeter dentro de cartas ou sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco, além de retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas. Nesse mesmo ano, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário.</em></p>
<p>Em 7 de abril de 1870, após 10 meses de obras, o estabelecimento de Villela na rua do Cabugá, agora denominado Photographia Imperial, foi reinaugurado. A reforma teve como modelo o ateliê do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela havia visitado em 1868. A partir de 1870, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela como encarregado de colorir as cópias fotográficas. A última notícia sobre seu estabelecimento fotográfica é de 1873. Acredita-se que depois dessa data ele tenha se dedicado exclusivamente à produção de tintas de escrever indeléveis e produtos farmacêuticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6537/007A5P4FP05-015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank">João Ferreira Villela. A Rua Nova, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferreira Villela participou de diversas exposições, dentre elas as Exposições Provinciais de Pernambuco de 1861, 1866 e 1872; da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1866, quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa; da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro de 1873, expondo produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze; e da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro de novo com tintas de escrever, quando ganhou uma medalha de mérito. No exterior, participou da Exposição Universal de Viena de 1873 com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa; dois anos depois, da Exposição Internacional de Santiago do Chile, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio; e, finalmente da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, também com tintas de escrever, quando conquistou a medalha de honra. Dessas duas últimas constou como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="392" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank">João  Ferreira Villela. Mausoleo à Sereníssima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, c. 1871. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840</span></strong> &#8211; O aluno João Ferreira Villela, do Colégio Pernambucano, foi aprovado na prova geral de <em>primeiras letras e gramática nacional </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1226" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1840, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela foi aprovado na prova de História, seção de História Sagrada, do Colégio Pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2399" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1841, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela requereu à Assembleia Provincial de Pernambuco uma gratificação para que ele pudesse concluir o curso de taquigrafia. Ele e outro aluno, Joaquim Izidoro Simões, receberam uma gratificação de  400 mil réis cada um, e o professor de <em>arte</em> recebeu 800 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11645" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de maio de 1849, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11742" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Fez outro requerimento à Assembleia Provincial de Pernambuco em relação a financiamento para seu curso de taquigrafia e passou a ser adido da secretaria da assembleia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/475" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1850, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/587" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1850, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela e Joaquim Izidoro Simões solicitaram a criação de <em>lugares de taquígrafos</em> na Assembleia Provincial de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1429" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de março de 1851, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1852</strong></span> &#8211; Foi concedida uma licença de um mês e 24 dias para João Ferreira Villela, <em>praticante de taquigrafia</em>, ir à Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de maio de 1852, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13 de novembro, a bordo do vapor brasileiro <em>Mucury</em>, Villela chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749974/300" target="_blank"><em>O Globo</em>, 20 de novembro de 1852, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; O então taquígrafo João Ferreira Villela voltou para Pernambuco, em 12 de novembro, no vapor <em>Guanabara</em> e informou que não devia <em>nada nesta praça</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39165" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1853, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de novembro de 1853, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Inicialmente, segundo Boris Kossoy, sem anunciar seu nome, João Ferreira Villela possuía um ateliê de fotografia no Aterro da Boa Vista, nº4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>), e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). O ateliê de Villela oferecia retratos de pessoas idosas, de crianças e anunciava que iria a qualquer lugar para tirar retratos de pessoas mortas. Anunciava também tirar retratos em <em>stereoscopo, isto é de maneira a apresentar a pessoa em relevo e ao natural</em> e incumbiam-se de tirar cópias em daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14962" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><img class="wp-image-14962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/primeira.jpg" alt="primeira" width="249" height="279" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Vendia-se no estabelecimento de Villela um grande sortimento de objetos para a colocação de retratos que lá se tiravam com<em> a maior perfeição</em> tanto pelo sistema francês como pelo norte-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14884" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><img class="wp-image-14884 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="427" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Publicação de propaganda da Grande Oficina de Galeria de Daguerreótipo informando a chegada de produtos de Nova York e também informando os preços dos retratos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211;  Recém chegado à cidade, no vapor Oyapock, o retratista J. Villela abriu seu novo estabelecimento de daguerreotipia à rua Nova, nº 18, primeiro andar. Anunciava possuir o mais <em>completo sortimento de caixinhas, molduras pretas, douradas e jóias para a colocação dos retratos</em>. Anunciava também que iria a <em>qualquer parte tirar retrato de família ou de pessoa morta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/10802" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1858, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong></span> &#8211;  Em uma propaganda de seu estabelecimento, Villela divulgou sua habilidade como restaurador de daguerreótipos (<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1859).</p>
<p>Quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou Recife, em outubro, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas: do Pavilhão construído a mando da Câmara Municipal para a recepção do imperador, do porto de desembarque do imperador com quiosque, dois barracões, chafariz e cais do Colégio; da continuação da citada vista com o mastro norte do pavilhão da Câmara e mosqueiro com todas as embarcações ali fundeadas; de uma marinha, do Templo dos Ingleses, na rua da Aurora; e do fim da rua da Cruz com o princípio do arsenal de Marinha. <em>S. Majestade, com a bondade que todos conhecem, dignou-se receber o mimo, declarar que conhecia todas as vistas e achava bom o trabalho. </em>O monarca<em> e</em>ncomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido. Ficou combinado que seriam remetidas para o Rio de Janeiro. <em>É mais uma prova do quanto nosso adorado monarca aprecia e anima as artes assim como do valor e importância que dá ao que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/11528" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de dezembro de 1859, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/17089" target="_blank"><em>Correio Mercantil (RJ)</em>, 7 de janeiro de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Sobre a foto abaixo, produzida por Villela em torno de 1860, Luis Felipe de Alencastro comentou no livro <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a </em><em>modernidade nacional,</em> publicado pela Companhia das Letras, em 1998:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://d3swacfcujrr1g.cloudfront.net/img/uploads/2000/01/013302002139.jpg" alt="Imagem representativa da obra" width="249" height="400" /><p class="wp-caption-text">João Ferreira Villela. Augusto Gomes Leal com a Ama-de-Leite Mônica, c. 1860. Recife. Pernambuco / Acervo da Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8216;<em>A fotografia feita no Recife por volta de 1860. Na época era preciso esperar no mínimo um minuto e meio para se fazer uma foto. Assim, preferia-se fotografar as crianças de manhã cedo, quando elas estavam meio sonolentas, menos agitadas. O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou-a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade. O olhar do menino voa no devaneio da inocência e das coisas postas em seu devido lugar. Ela, ao contrário, não se moveu. Presa à imagem que os senhores queriam fixar, aos gestos codificados de seu estatuto. Sua mão direita, ao lado do menino, está fechada no centro da foto, na altura do ventre, de onde nascera outra criança, da idade daquela. Manteve o corpo ereto, e do lado esquerdo, onde não se fazia sentir o peso do menino, seu colo, seu pescoço, seu braço escaparam da roupa que não era dela, impuseram à composição da foto a presença incontida de seu corpo, de sua nudez, de seu ser sozinho, da sua liberdade. O mistério dessa foto feita há 130 anos chega até nós. A imagem de uma união paradoxal mas admitida. Uma união fundada no amor presente e na violência pregressa. A violência que fendeu a alma da escrava, abrindo o espaço afetivo que está sendo invadido pelo filho do senhor. <span style="color: #800000;">Quase todo o Brasil cabe nessa foto</span></em>&#8216;.</p>
<p>Em propaganda de sua oficina e galeria da rua Nova, 18, anúncio de que Ferreira Villela já havia tirado mais de cinco mil retratos em quatro anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14919" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><img class="  wp-image-14919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/villela.jpg" alt="villela" width="488" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lado a lado, propagandas dos estabelecimentos fotográficos de Villela e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14920" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><img class="wp-image-14920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/stahlevillela.jpg" alt="stahlevillela" width="498" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embarcou no vapor <em>Oyapock</em> rumo aos portos do sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2053" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de agosto de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou, no Rio de Janeiro, no paquete<em> Cruzeiro do Sul</em>, rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18115" target="_blank"><em>Correio Mercantil(RJ)</em>, 13 de setembro de 1860, penúltima coluna</a>). Anunciou seu retorno, a iminência da inauguração de seu novo estabelecimento fotográfico, na rua do Cabugá, nº 18, e identificou-se como único discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>. Oferecia retratos por ambrótipo, daguerreótipo e ambrocromótipo. <em>Este último sistema, invenção do distinto professor Insley Pacheco, de quem o anunciante é o único discípulo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14901" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><img class="wp-image-14901 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ambrotipista.jpg" alt="ambrotipista" width="479" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Guilherme Auler (6/1/1914 &#8211; 27/12/1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>, de Pedro Vasquez, João Ferreira Villela, teve seu título de Fotógrafo Imperial concedido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>, em 18 de setembro de 1860. Foi o primeiro e único pernambucano agraciado. Antes dele, os fotógrafos Buvelot &amp; Prat e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, ambos da província do Rio de Janeiro, haviam recebido o título em 8 de março de 1851 e em 22 de dezembro de 1855, respectivamente.</p>
<p>Os padrinhos de uma de suas filhas foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> e dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, que se fizeram representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha (1825 &#8211; 1898) e sua esposa. Muitas autoridades estavam presentes à cerimônia, na Igreja Paroquial de Santo Antônio, e também à festa na casa de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/2940" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/14242" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211;  <em>No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de Pernambuco de 1861</em> , Villela foi listado como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank">taquígrafo</a> e, com <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/592" target="_blank">Augusto Stahl</a>, como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-14975 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo1-1024x236.jpg" alt="taquigrafo" width="768" height="177" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706345/592" target="_blank"><img class="alignnone size-large wp-image-14976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/AUGUSTO-1024x179.jpg" alt="AUGUSTO" width="768" height="134" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentou-se como <em>Retratista da Augusta Casa Imperial</em> em anúncio de seu estabelecimento fotográfico na rua do Cabugá, nº 18 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14922" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><img class="wp-image-14922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga.jpg" alt="cabuga" width="295" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oferecia retratos por <em>ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeterem-se dentro de cartas </em>ou<em> sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de <em>retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1861</a>).</p>
<p>Durante 1861, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário: </em>em<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/417" target="_blank">31 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/441" target="_blank">7 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/465" target="_blank">14 de agosto</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/485" target="_blank"> 21 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/533" target="_blank">4 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/581" target="_blank">18 de setembro,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/720712/605" target="_blank">25 de setembro</a>.</p>
<p>Abaixo, uma reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel sobre Ferreira Villela que identificou como <em>hábil em daguerreotipar os defeitos alheios</em>. Há também uma resposta do diretor e regente da orquestra, Francisco Libânio Colás ( 1827 &#8211; 1885) a crítica feita a ele no <em>O Constitucional</em> de 7 de agosto de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14977" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><img class="wp-image-14977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/musica.jpg" alt="musica" width="294" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Villela deu um esclarecimento sobre a reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel, o <em>Cunha</em>  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4470" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de agosto de 1861, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em seu estabelecimento eram oferecidos retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4999" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de outubro de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou com uma coleção de retratos pelo sistema ambrótipo da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 16 de novembro de 1861, no Palácio do Governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5142" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de novembro de 1861, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a>). Sua esposa, Idalina Teixeira Leal Ferreira Villela, participou expondo uma<em> caixa envidraçada contendo um grupo de frutas de cera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/796" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14943" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><img class="wp-image-14943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo1.jpg" alt="expo1" width="404" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Villela ofereceu <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2499" target="_blank">retratos a dom Pedro II</a>, que haviam sido exibidos na Exposição Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2610" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, janeiro de 1862</a>).</p>
<p>Foi qualificado como juiz de fato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5699" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a decoração de seu estabelecimento fotográfico com retratos dos imperadores, das princesas imperiais e de pessoas importantes do Recife. Afirmava que os preços dos retratos eram<em> os mais razoáveis da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6770" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1862, última coluna</a>).</p>
<p>Nessa mesma época, atuava no Recife o retratista norte-americano Augusto W. Osborn, na rua do Imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6910" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1862</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/491/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank">João Ferreira Villela. Ponte Santa Isabel: construção, 1862. Recife , Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Candidatou-se a vereador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14930" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><img class="wp-image-14930 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/vereador.jpg" alt="vereador" width="247" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Participou com uma coleção de retratos da Exposição Provincial de Pernambuco e ganhou a medalha de cobre. Era na época o único fotógrafo brasileiro no Recife. Os outros eram estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de dezembro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14931" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><img class="wp-image-14931 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo.jpg" alt="expo" width="362" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 5 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre eles, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo&#8217;.</em></p>
<p>Seu ateliê fotográfico continuava funcionando na rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><img class="wp-image-14932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga1.jpg" alt="cabuga1" width="415" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Villela informou que havia comprado o material fotográfico do estabelecimento fotográfico de Eugênio &amp; Maurício que ficava na rua Nova, 25 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de março de 1867</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Revista Diária&#8221;, muitos elogios foram feitos ao trabalho de Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19045" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de agosto de 1867, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de anúncios dos estabelecimentos fotográficos de Ferreira Villela e do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14937" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><img class="wp-image-14937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/hen1.jpg" alt="hen" width="241" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Ferreira Villela publicou um convite para a missa de sétimo dia de sua mãe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20310" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Em propaganda anunciava seus cartões de visita <em>sem o menor retoque de lápis ou de nanquim </em>e chamava a atenção do público<em> para os retratos expostos no salão de cortar cabelos do sr. José Ricardo Coelho e na livraria do sr. Nogueira de Souza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20390" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou uma liquidação de vistas estereoscópicas de países da Europa e também de estereoscopos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20598" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos do bispo dom Francisco Cardoso Ayres (1821 &#8211; 1870). Anunciou também a utilização sem economia de uma lavagem sobre os retratos para extrair todo o <em>hipossulfito de soda</em>, <em>causa da alteração das provas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21023" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Após uma temporada no Rio de Janeiro, para onde havia ido a fim de conhecer e examinar os melhores estabelecimentos fotográficos da corte, tendo passado <em>um mês estudando e aproveitando as lições</em> do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, retornou ao Recife no dia 7 de dezembro e retomou a direção de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/22353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1868, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank">No Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola de Pernambuco de 1869</a> , Villela foi listado como taquígrafo e, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-14941 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo.jpg" alt="taquigrafo" width="417" height="463" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que estava sempre<em> em dia com os melhoramentos e progressos que na América do Norte, na Europa ou no Rio de Janeiro se consegue na arte fotográfica e para alcançarmos tal fim nunca poupamos despesas nem sacrifícios de sorte que nossos numerosos fregueses podem ter a certeza de que sempre encontrarão em nosso estabelecimento tudo quanto a arte e a moda oferecer de bom no novo e velho mundo aos amantes da fotografia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14938" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><img class="wp-image-14938 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/uptodate.jpg" alt="uptodate" width="206" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após 10 meses de reforma em seu estabelecimento, anunciou o fim das obras para a primeira quinzena do mês de dezembro de 1869. A reforma teve como modelo o ateliê fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela visitou em 1868. Em 16 de dezembro, informou um novo prazo para a conclusão das obras: 7 de janeiro de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24689" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1869, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14940" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><img class="wp-image-14940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/reforma.jpg" alt="reforma" width="209" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 7 de abril, após uma grande reforma, abertura da Photographia Imperial e Galeria de Pintura de João Ferreira Villela, no mesmo endereço, rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1870, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1124" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1870, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14960" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><img class="wp-image-14960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/pagina.jpg" alt="pagina" width="578" height="837" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir desse ano, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (18? &#8211; ?), no Brasil desde 1868, quando desembarcou do vapor francês <em>Extremadure</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21077" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1868, penúltima coluna</a>) passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela, como encarregado de colorir as cópias fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/988" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1870, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1500" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Na livraria francesa dos srs. Lalhacar &amp; C., na rua do Crespo, exposição de quatro retratos produzidos no estabelecimento de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1330" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava os <em>Retratos Timbre-posts, excelentes para circulares, convites, ou simplesmente para cartas a amigos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4367" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 14 de novembro de 1871, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava retratos de grupos de cinco a 100 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1871, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; A Photographia Imperial anunciava a<em> grande novidade</em> dos cartões de visita e afirmava ser o único estabelecimento que possuía <em>as máquinas e os aparelhos precisos para preparar esses cartões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>Villela participou da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 20 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/6618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1872, primeira coluna)</a>, com um quadro a óleo (fotopintura?), dois quadros com fotografias no formato carte de visite e 3 quadros de retratos a óleo (fotopinturas?). O fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) também participou com 2 quadros de fotografias. Ambos ganharam medalhas de prata. Villela expôs também <em>uma variada coleção de produtos químicos de seu fabrico que revelam uma capacidade artística congênita e de uma força de vontade digna de toda animação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7426" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1873, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7433" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1873, última coluna)</a>.</p>
<p>Como relator da Comissão da Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, fez o discurso na sessão fúnebre que o Club Popular do Recife celebrou em homenagem à memória de Antônio Rangel de Torres Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7072" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 &#8211; </strong></span>Ele e o fotógrafo Leon Chapelin eram integrantes <em>avulsos</em> da loja Capitular União e Beneficência da maçonaria de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7139" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 9 de janeiro de 1873, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Participou da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro com produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze.</span></span></p>
<p>Participou da Exposição Universal de Viena com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa.</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou ter cartões de visitas coloridos ao natural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/8197" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1873, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou possuir retratos do papa Pio IX (1792 &#8211; 1878), de outros religiosos e da <em>infeliz Maria da Conceição, assassinada pelo desembargador Pontes Visgueiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/9173" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1873, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Estava na lista de devedores de um imposto de 4% cobrados a alguns estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10107" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1874, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de abril de 1874, foi veiculado uma propaganda do estabelecimento de Lopes &amp; C, na rua do Barão da Vitória, 14, denominado Photographia Imperial, mesmo nome do estabelecimento de Villela. Note-se que a última propaganda da Photographia Imperial de Villela foi veiculada em novembro de 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de abril de 1874</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10122" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma reunião do Instituto Arqueológico e Geográfico e na ocasião ofertou à entidade duas fotografias: da fortaleza do Brum e do porto de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/11002" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1874, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9594" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de agosto de 1874, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete a vapor <em>Pará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/106" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de setembro de 1874, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 -</span> </strong>Participou da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro com tintas de escrever e ganhou uma medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2141" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14564" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Santiago do Chile, ocorrida entre 16 de setembro de 1875 e 16 de janeiro de 1876, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2486" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de maio de 1876, primeira coluna</a>). Na listagem dos premiados, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria se mudado para a corte?</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; </span></strong>Participou da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, com tintas de escrever, e conquistou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1405" target="_blank"><em>O Novo Mund</em>o, setembro de 1876, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1449" target="_blank"><em>O Novo Mundo</em>, janeiro de 1877, quarta colun</a>a). Da mesma forma como na listagem dos premiados na Exposição Internacional de Santiago do Chile, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4006/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank">Palácio da Presidência da Província, c. 1870. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span> Em 1845, há o registro da atuação de um daguerreotipista no Recife, que se anunciava como Mr. Roberto, provavelmente estrangeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6825" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1845, terceira coluna</a>). Os outros, de quem se têm notícia até  hoje e que também atuaram na cidade na década de 1840, eram com certeza estrangeiros: os norte-americanos Joseph Evans (? -18?) e Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894). Na década de 1850, quando Villela começou a trabalhar como fotógrafo, foi o segundo pernambucano na profissão. O primeiro foi Cincinato Mevignier que, em junho de 1854, identificava-se-se como <em>retratista e pensionista de S.M. o Imperador</em> e possuía uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares. Anunciava ter encomendado da Europa <em>uma máquina extraordinária daguerreótipo&#8230;será sem dúvida maior que tem de se apresentar-se nessa capital e mesmo em todas as outras províncias do império&#8230;</em>Também, na mesma propaganda, afirmou ser pernambucano o que o torna o primeiro daguerreotipista nascido no referido estado conhecido até os dias de hoje: &#8220;<em>Pernambucanos! a <strong>nossa província</strong> tão bela e tendo em si os melhores golpes de vista pra os astistas que sabem apreciar a natureza</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5297" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1854, segunda coluna</a>). O primeiro registro de Villela como daguerreotipista é de 1855.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 25 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCASTRO, Luis Felipe de. <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21634/joao-ferreira-villela" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=14863</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O retratista português Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 16:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Parreiras]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Família Real]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafo da Casa Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo português]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Weingartner]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6048</guid>
		<description><![CDATA[Um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, o fotógrafo e pintor português Joaquim José Pacheco, posteriormente Joaquim Insley Pacheco, nasceu em Cabeceiras de Bastos, em 1830. No fim dos anos 40, já estava em Fortaleza, onde teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter, que tornou-se seu mestre. Em 1855, já estava estabelecido no Rio de Janeiro e nesse mesmo ano fotografou o imperador Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina e a filha do casal, princesa Leopoldina, na Quinta da Boa Vista e foi agraciado com o título de "Fotógrafo da Casa Imperial". Faleceu em 1912.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 327px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de homem (verso), c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, o fotógrafo e pintor português Joaquim José Pacheco, posteriormente Joaquim Insley Pacheco, nasceu em Cabeceiras de Bastos, em 31 de março de 1830. Era muito requisitado pela corte imperial brasileira e, além de ter sido muito procurado para a execução de retratos, era reconhecido por seu trabalho com fotopintura.</p>
<p>Uma crônica do poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), de 24 de outubro de 1863, chamava atenção para a popularidade de Insley Pacheco no Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8220;&#8230;Pouco distante do meu pouso eleva-se uma casa cuja fachada pintada de cores vivas provoca a atenção dos que passam. É aí o palácio do fotógrafo mais afamado da capital, J. Insley Pacheco, que tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio&#8230;&#8221;</em></p>
<p>No fim dos anos 1840, já estava em Fortaleza, capital do Ceará, onde teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter (1811- 18?)*, uma das figuras mais pitorescas do início da fotografia no Brasil, que tornou-se seu mestre. Insley produzia desenhos para as exibições de mágica de Walter e, em troca, Walter ensinava a ele a arte da daguerreotipia. Segundo Mello Moraes Filho, Insley possuía uma <em>natureza em demasia curiosa, índole decidida e aventureira</em>. De acordo com o mesmo autor, Insley foi o introdutor da ambrotipia no Brasil. Ele teria adquirido, de um capitão de navio ancorado no porto do Rio de Janeiro, fórmulas e máquinas do referido processo.</p>
<p>O primeiro estabelecimento fotográfico de Insley de que se tem notícia ficava na rua Formosa, em Fortaleza. Entre 1950 e 1951, viajou pelos Estados Unidos, onde estudou com os fotógrafos Mathew Brady (c.1822 &#8211; 1896), Jeremiah Gurney (1812 &#8211; 1895) e Henry E. Insley (1811 &#8211; 1894). Acredita-se que em homenagem a esse último adotou o sobrenome Insley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=insley&amp;submit=Ir" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de Joaquim Insley Pacheco disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1851, após uma breve passagem por São Luís, no Maranhão, voltou à Fortaleza e seu estúdio ficava na rua da Palma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/1714" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 9 de maio de 1851, na última coluna</a>).  Um ano depois, vendeu <em>por menos de seu valor todos os utensílios pertencentes a sua profissão de retratista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/720" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 21 de agosto de 1852, na terceira coluna</a>). <span style="color: #333333;">Partiu para Sobral (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/894" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 8 de dezembro de 1852</a><span style="color: #333333;">) e d</span>epois de uma rápida permanência em Pernambuco, em 1854, onde seu ateliê ficava no Aterro da Boa Vista, nº 4, no Recife, foi para o Rio de Janeiro e anunciava, em 1855, sua <em>Novíssima e esplêndida galeria de retratos pelo sistema cristalotipo</em>, em seu novo estúdio fotográfico, na rua do Ouvidor, nº 31, posteriormente 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8119" target="_blank"><em>Jornal do Commercio  7</em><span style="color: #000000;"> <span style="color: #0000ff;">de fevereiro de 1855</span></span></a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10006" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><em>Correio Mercantil, </em>9 de fevereiro de 1855<em> </em></span></a><em><span style="color: #0000ff;">)</span>. </em>Já assinava com o sobrenome Insley. No estabelecimento, também eram comercializados quadros, caixas, molduras e alfinetes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8870" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1855</a>). O ateliê também funcionava, eventualmente, como uma galeria para exposições de artes plásticas.</p>
<p>Insley Pacheco fotografou, em 10 de agosto de 1855, o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1829)</a> e a filha do casal, princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871), na Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>). Segundo Guilherme Auler (1914-1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, Insley teria sido agraciado com o título de &#8220;Fotógrafo da Casa Imperial&#8221;, em 22 de dezembro de 1855. Mas o fato só foi noticiado em 19 de dezembro 1857, no <em>Diário do Rio de Janeiro</em>. Foi também agraciado com a Ordem de Cavaleiro Real da Ordem de Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41935" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45559" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41935" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/insley22.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1857" width="490" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45559" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de dezembro de 1857</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo isso contribuiu para que seu público fosse consistentemente de representantes da elite e retratos realizados em seu estabelecimento eram presenças constantes em álbuns fotográficos de famílias da alta sociedade do século XIX.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">Em 1858, foi anunciado <em>um grande passo na arte fotográfica</em> no ateliê de Insley Pacheco: <em>É o ambrotipo e a pintura dando-se as mãos para reunirem a fidelidade da cópia à duração e à persistência das cores</em> </span></span><span style="color: #333333;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45659" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de janeiro de 1858, na quarta coluna</a>). No mesmo ano, em um anúncio de seu estabelecimento, apresentava-se como <em>primeiro e único retratista em vidro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12833" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 13 de maio de 1858</a>).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Em 1860, a firma </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">Pacheco e Irmão Ambrotypista da Augusta Caza Imperial abriu um estúdio em Salvador, que fecharia no mesmo ano, e outro em São Luís, fechado em 1861. Em 1863, abriu um novo estabelecimento, na rua do Ouvidor, nº 102, no Rio de Janeiro</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/16933" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro </em>, 1º de abril de 1863, na quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Após diversas tentativas fracassadas, o Ministério do Império, com o decreto 5613, de 25 de abril, <em>concedeu privilégio de cinco anos a Joaquim Insley Pacheco, para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/31631" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 15 de maio de 1874, na última coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco foi condecorado pelo governo português com a Ordem de Cristo  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2198" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 3 de março de 1866</a>) e participou das exposições universais de Paris (1867 e 1889), de Viena (1873), e da Filadéfia (1876) e de outras exposições internacionais como as do Porto (1865), de Santiago do Chile (1875), de Buenos Aires (1882) e de Chicago (1893). No Brasil, esteve presente em diversas exposições nacionais e também em várias exposições da Academia Imperial de Belas Artes.</p>
<p>Em torno de 1892, na folha de proteção sobreposta às suas fotografias, Insley Pacheco identificava-se como <em>Fotógrafo e pintor. Cavaleiro da Real Ordem de Cristo. Premiado com a Menção de Honra nas exposições de Vienna e mais 16 medalhas nas exposições de Philadelphia, Porto, Brazil, Chile, Buenos Aires e Chicago. Novo sistema de platinotipia &#8211; Rua dos Ourives, 38 &#8211; Rio de Janeiro</em>.</p>
<p>Nas artes plásticas, seu mestre foi o pintor Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883) e seus quadros foram muitas vezes premiados. Eram adquiridos por destacadas figuras da sociedade como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a>. Insley Pacheco foi, em 1903, o primeiro presidente da Associação dos Aquarelistas. Em seu ateliê foram realizadas diversas exposições de pintores como Firmino Monteiro (1855 &#8211; 1888) e Pedro Weingarten (1853 &#8211; 1929).</p>
<p>Em 14 de outubro de 1912, faleceu Joaquim Insley Pacheco, <em>o fotógrafo tradicional do Rio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16002" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1912</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/14176" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1912, ambos na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="655" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil: retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentário de Boris Kossoy sobre o retrato acima: &#8230;um retrato do imperador, entretanto, datado de 1883, isto é, quando contava 58 anos de idade, é particularmente interessante pelo &#8220;clima&#8221; tropical criado no ateliê: cenário de natureza &#8220;plantada&#8221; como fundo para o retrato (bem ao contrário dos tradicionais fundos com paisagens europeias complementados por uma mescla de mobiliário vitoriano e clássico, recursos tão utilizados pelos fotógrafos no século XIX). Com a nova montagem do velho teatro tem-se explicitada a ideologia de uma civilização nos trópicos&#8221; (KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.).</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui a</strong></span> <em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</span></strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41857" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-41857 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley5.jpg" alt="insley5" width="363" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Segundo Mello Moraes Filho  (1844 &#8211; 1919), Frederick Walter <em>&#8220;desembarcara no Ceará, trazendo consigo um aparelho de daguerreótipo, que usava durante o dia, e um gabinete de mágica, que funcionava à noite nos teatrinhos</em>&#8220;. Walter tornou-se o mestre do jovem Pacheco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41959" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41959" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley31.jpg" alt="Correio da Manhã. " width="315" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank">Mello Moraes Filho em &#8220;Artistas do meu tempo&#8221; / <em>Correio da Manhã,</em> 5 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome abrasileirado do mestre irlandês de Insley era Guilherme Frederico Walter e ele havia trabalhado, em 1840, no Rio de Janeiro, com o mágico Jacomo Luiz Marques (18?-?); e, em 1846, no Recife, como assistente do mágico inglês George Sutton (18? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de setembro de 1840, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45219" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><img class=" wp-image-45219" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará2.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1840" width="389" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 12 de setembro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45216" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45216" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1846" width="388" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após as apresentações no Recife, Walter seguiu para São Luís, capital do Maranhão, onde aprendeu a daguerreotipia com o norte-americano Charles DeForest Fredericks (1823 &#8211; 1894) que, na ocasião, estava trabalhando na cidade (<em>O Espelho de Papel &#8211; A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB (</em>2025)). Em 1849, no Recife, Walter estabeleceu sua galeria de daguerreótipos na Rua da Cadeia de Santo Antônio, nº 26, no segundo andar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/11333" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1849, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), de Ary Bezerra Leite, Pacheco pintava cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador e, em troca, recebia dele aulas de daguerreotipia.  Guilherme Frederico Walter chegou ao Ceará, em 30 de maio de 1848, e anunciou, poucos dias depois, que tirava <em>retratos pelo daguerreótipo com toda a perfeição. </em>Assim começava a história da fotografia no Ceará (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45209" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><img class=" wp-image-45209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/ceará.jpg" alt="O Cearense, 8 de junho de 1848" width="419" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848</a> ( no anúncio está escrito, erradamente, 1849)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 &#8211; 1900 &#8211; Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FÁBIO, Flávia.<a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/479654" target="_blank"> <em>Insley Pacheco: um álbum imaginário</em></a>. Tese de Mestrado em Multimeios, Universidade Estadual de Campinas, 2005.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>GONÇALVES, Joaquim Castro. <a href="https://ocastromanco.blogspot.com.br/2016_02_01_archive.html" target="_blank"><em>O fotógrafo do imperador</em></a>. O Castro Manco, 9 de fevereiro de 2016.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1o secretário da Commissão Directora. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MORAES FILHO, Melo. <em>Artistas do meu tempo</em>. Rio de Janeiro: Garnier, 1904.</p>
<p>PINHO, Wanderley. <em>Salões e Damas do Segundo Reinado</em>. São Paulo:Martins, 1942.</p>
<p><a href="https://www.emerald.com/jmipi/article/124/1896/432/442387/OBITUARY-ALFREDO-HENRIQUE-PACHECO-1855-1895" target="_blank">Site Emerald Insight</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21635/insley-pacheco" target="_blank">Site Encilopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="http://ocastromanco.blogspot.com.br/2016/02/o-fotografo-do-imperador.html" target="_blank">Site O Castro Manco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil</em>. Centro Cultural do Banco do Brasil Rio de Janeiro, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista. </em>Editora Metalivros, 2003.</p>
<p><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica também pesquisou em diversos periódicos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=6048</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
