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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; flora</title>
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		<title>Novos acervos: Museu Paraense Emílio Goeldi</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inicia 2026 anunciando com alegria e entusiasmo a adesão do Museu Paraense Emilio Goeldi como sua 15ª instituição parceira. Fundado em 1866, localiza-se em Belém, capital do Pará, e é o mais antigo instituto de pesquisa da Amazônia. Vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação do Brasil, como museu e instituto de pesquisa é essencial tanto para a produção como para a difusão de conhecimento sobre a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica. Nosso novo parceiro estreia no portal com o artigo Belém na coleção fotográfica do Museu Goeldi, de autoria de Nelson Sanjad, Lilian Bayma de Amorim e Pablo Borges, servidores da instituição,no dia em que Belém do Pará completa 410 anos de fundação, ocorrida em 12 de janeiro de 1616. A maior parte das imagens do artigo é publicada aqui pela primeira vez. Ao ingressarem na Brasiliana Fotográfica, esses registros ficarão disponíveis para a consulta e para futuras pesquisas nos campos da história, das artes e em outros possíveis caminhos. Boas-vindas, Museu Paraense Emilio Goeldi!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica inicia 2026 anunciando com alegria e entusiasmo a adesão do Museu Paraense Emílio Goeldi como sua 15ª instituição parceira. Fundado em 1866, localiza-se em Belém, capital do Pará, e é o mais antigo instituto de pesquisa da Amazônia. Vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação do Brasil, como museu e instituto de pesquisa é essencial tanto para a produção como para a difusão de conhecimento sobre a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica. Nosso novo parceiro estreia no portal com o artigo <em>Belém na coleção fotográfica do Museu Goeldi</em>, de autoria de<em> </em>Nelson Sanjad, Lilian Bayma de Amorim e Pablo Borges, servidores da instituição, no dia em que Belém do Pará completa 410 anos de fundação, ocorrida em 12 de janeiro de 1616. A maior parte das imagens do artigo é publicada aqui pela primeira vez. Ao ingressarem na Brasiliana Fotográfica, esses registros ficarão disponíveis para a consulta e para futuras pesquisas nos campos da história, das artes e em outros possíveis caminhos. Boas-vindas, Museu Paraense Emílio Goeldi!</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/museugoeldi1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42414" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/museugoeldi1.jpg" alt="museugoeldi1" width="283" height="233" /></a></p>
<p>No final do artigo, está disponibilizada a matéria da edição do <em>Diário do Pará</em> dos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, <span style="color: #800000;"><em><strong>Belém em imagens raras: acervo histórico ganha primeira exposição digital</strong></em></span>, com chamada na capa do jornal, sobre a entrada do Museu Paraense Emílio Goeldi na Brasiliana Fotográfica. Sobre o mesmo assunto, o jornal <em>O Liberal</em>, de 19 de janeiro de 2026, publicou a reportagem <em><span style="color: #800000;"><strong>Belém antiga no portal Brasiliana</strong></span></em>, também disponibilizada no final deste artigo.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Belém na coleção fotográfica do Museu Goeldi</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Nelson Sanjad, Lilian Bayma de Amorim e Pablo Borges*</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A fundação de Belém é celebrada no dia 12 de janeiro. Em 2026, contam-se 410 anos desde que o capitão português Francisco Caldeira Castelo Branco deu início à construção do Forte do Presépio e do povoado Feliz Lusitânia. Não foi o primeiro entreposto militar nem a primeira vila fundada pelos europeus no norte do Brasil, pois Gurupá e Vigia de Nazaré antecedem Belém. Essa cidade, contudo, ganharia, nos séculos seguintes, uma importância estratégica para a colonização de toda a bacia amazônica e também para a conexão da região com os principais portos europeus. Em Belém se concentram os marcos arquitetônicos e históricos do processo de conquista do território amazônico, incentivado, sobretudo, pela exploração de recursos vegetais pelas metrópoles imperiais, primeiro Lisboa, com as drogas do sertão; e depois Londres, com a borracha.</p>
<p>O final do século XIX é um momento particularmente importante na história da cidade, quando a população e a economia cresceram de maneira exponencial em razão do comércio da borracha. No extraordinário livro de Rosário Lima Silva e Paulo Chaves Fernandes (1996) é possível apreciar a produção de imagens da cidade no período através de cartões postais. Eles documentam a rápida expansão da malha urbana, a instalação de infraestrutura, os meios de transporte, a ampliação do comércio, a construção de praças e parques, a introdução de edificações de padrão eclético, a eliminação das florestas próximas e o desenvolvimento de um modo de vida burguês e cosmopolita – pelo menos entre as classes privilegiadas.</p>
<p>Na coleção fotográfica do Museu Goeldi também existem vários registros de Belém, feitos a partir de 1890. Esses registros incluem negativos de vidro, reproduções em papel, cópias digitais de coleções privadas (cuja reprodução e divulgação foram autorizadas) e impressões em fototipia. Todos os registros são de autoria de pesquisadores e técnicos que trabalharam no Museu Goeldi e que fizeram da fotografia uma tecnologia auxiliar para a documentação de cidades, artefatos, pessoas, paisagens, plantas e animais. Isso significa que as imagens aqui divulgadas têm origem nas atividades de pesquisa da própria instituição, em eventos familiares e em interesses pessoais dos funcionários.</p>
<p>Organizamos cinco conjuntos de imagens, acompanhados de comentários para a devida contextualização. Todas as fotografias estão preservadas no Arquivo Guilherme de La Penha, do Museu Goeldi. A maior parte delas é publicada aqui pela primeira vez. Ao ingressarem na Brasiliana Fotográfica, ficarão disponíveis para a consulta e para futuras pesquisas nos campos da história, das artes e em outros possíveis caminhos.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/437" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi mostradas neste artigo, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">A modernização da cidade</span></strong></p>
<p>A arquitetura em ferro e as ferrovias são os grandes símbolos da modernização de cidades ocidentais no final do século XIX (Derenji, 1993; Borges, 2011; Palácios, Sanjad, Oliveira, 2024). Esses são os elementos destacados em uma fotografia do alemão Ernst Lohse (1873-1930), datada de 15 de agosto de 1901. Em primeiro plano, uma locomotiva a vapor puxa vários vagões do bonde urbano, em direção à estação ferroviária, no atual bairro de São Brás. Por trás, ergue-se a imensa caixa d’água em ferro fundido, importada da Europa e inaugurada em 1885 (Ramos, 2019). Essa caixa d’água, ainda existente, mas não funcional, é um ícone da arquitetura em ferro de Belém, não apenas pela impressionante estrutura capaz de sustentar 1,5 milhão de litros de água, mas também porque representa a instalação do sistema de tratamento e distribuição de água na cidade. Das nascentes existentes próximas ao Igarapé do Utinga (ver fotos adiante), a água era transferida para esta caixa d’água, sendo de lá redistribuída.</p>
<p>São Brás é um bom exemplo do que aconteceu com muitos bairros de Belém. Localizado na periferia da cidade e habitado por pequenos agricultores, transformou-se rapidamente com a inauguração da Estação Ferroviária, em 1884, e da caixa d’água, no ano seguinte. Na fotografia de Lohse, vê-se, à esquerda, postes da fiação elétrica e pequenas casas já alinhadas na antiga Estrada da Independência, incluindo a Pharmácia S. Braz, no canto; mas também ainda existia, do outro lado da rua, uma chácara, à direita, como era comum na periferia da cidade. O movimento das pessoas denuncia que era um local de grande circulação: um rapaz olha para o fotógrafo diante dos trilhos do trem, um homem mais velho avança pelo outro lado, dois carregadores levam imensos cestos às costas e pessoas caminham no comércio que já se estrutura nas imediações. Pequenos detalhes, quase imperceptíveis, revelam o contraste que o bairro já vivia: estacas de madeira, possivelmente sendo transportadas em uma carroça, à esquerda, sugerem que obras estavam sendo executadas por perto, enquanto uma galinha aparece sobre o chão, bem junto da locomotiva que avança intrepidamente.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14230" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14230/MPEG639.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14230" target="_blank">Ernst Lohse. Largo de São Brás, 15 de agosto de 1901. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>O bonde puxado por locomotiva aparece em uma outra foto, não assinada nem datada, mas certamente feita por Lohse na mesma época. A foto também foi feita no bairro de São Brás, na Estrada da Independência, ao lado do Museu Goeldi. Em primeiro plano, um homem bem vestido atravessa a rua, em direção a uma padaria. Na sequência, aparecem os trilhos do bonde, os postes de ferro da iluminação pública, algumas mangueiras ainda bem jovens (e que depois se tornariam um dos símbolos de Belém), a rede elétrica, o trem, algumas casas e um sobrado. Sobre a rua, montes de paralelepípedos revelam que obras de calçamento estavam sendo executadas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14252/MPEG646.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14252" target="_blank">Estrada da Independência, c. 1901. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma terceira fotografia, datada de 26 de junho de 1901, Lohse continua a registrar o processo de modernização do bairro de São Brás: ali estão os trilhos do bonde, os paralelepípedos que estavam sendo assentados na rua e a fiação elétrica que cruzava os céus. Essa foto, em particular, feita na esquina da Estrada da Independência com a Travessa Vinte e Dois de Junho (atual Av. Alcindo Cacela), do outro lado do Museu Goeldi, é notável pelo enquadramento e pela composição. Uma enorme árvore plantada no passeio público domina o centro da fotografia (seria remanescente da antiga floresta?), enquanto um homem portando maleta e guarda-sol atravessa os trilhos, carroceiros passam com seus veículos e um garoto sentado no meio da rua sorri para o fotógrafo. Ao fundo, mais mudas de mangueiras aparecem plantadas na calçada e uma grande cerca de madeira sugere a existência de uma chácara.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14235" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14235/MPEG647.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14235" target="_blank">Travessa Vinte e dois de junh0, 25 de junho de 1901. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duas outras fotografias merecem destaque por registrarem outro ícone da modernização de Belém, o Ver-o-Peso. Esse mercado existe desde o século XVII, quando foi criado um entreposto fiscal para aferir as mercadorias que chegavam do interior, vendidas ali mesmo, ao lado da “Casa do Haver o Peso” (Cruz, 1962). No final do século XIX, uma grande reforma transformou completamente a feira que se espalhava do Forte do Presépio até o porto da cidade, com a construção de armazéns, de um mercado de carne e outro mercado de peixe. Este último também é conhecido como “mercado de ferro”, pois foi importado da Europa e montado na antiga feira para a comercialização do pescado ali desembarcado. A fotografia de Ernst Lohse, tirada no ano da inauguração desse mercado (1902), mostra uma das laterais do edifício, com suas pequenas lojas voltadas para a rua. Ao fundo, vê-se os mastros dos barcos fundeados na doca, o necrotério e galpões do porto. Os transeuntes, incluindo o cachorro e a mulher que leva um paneiro à cabeça, à esquerda, dão movimento à cena.</p>
<p>A outra foto, reproduzida em papel e em estado de conservação delicado, é um registro bem mais raro. Foi feito pelo botânico suíço Jacques Huber (1867-1914), antes de 1910. Huber apontou a lente da câmera não para o mercado de ferro, mas para a feira que se estendia entre ele e o porto – escolha pouco usual entre os fotógrafos da época. Em primeiro plano, à esquerda, vários carros de mão estão posicionados lado a lado. Não é possível depreender se os homens presentes vendem algum produto ou se aguardam pedidos para transportar algo. À direita, trabalhadores preparam caixas de madeira para serem embarcadas em um navio. Muitas pessoas aparecem ao fundo, assim como um galpão do porto, um pequeno quiosque, mastros, postes de ferro, um cavalo e uma pilha de paneiros, embalagem bastante comum ainda hoje para o transporte de gêneros alimentícios. A mureta que separava a feira da praia, à direita, comprova a data da imagem. Essa mureta existiu até o início das obras de ampliação do porto, a partir de 1907 (Penteado, 1973; Teixeira, 2003).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14234" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14234/MPEG645.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14234" target="_blank">Mercado do Ver-o-Peso, c. 1902. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14261/Ver-o-Peso_manipulada.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14261" target="_blank">Jacques Huber, Feira do Ver-o-Peso, antes de 1910. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Os quintais de Belém</span></strong></p>
<p>Os quintais de Belém foram mencionados por muitos viajantes desde o século XVIII. Por exemplo, o naturalista luso-brasileiro Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815), que chegou à cidade em 1783, notou a grande diversidade de vegetais cultivados em quintais e chácaras. Ele concluiu, em suas próprias palavras, que eram “espaços de experimentação”, isto é, locais onde as plantas trazidas do interior eram introduzidas e domesticadas pelos colonos (Sanjad, Pataca, Santos, 2021). Podemos considerá-los verdadeiros laboratórios, que cumpriram uma função essencial no processo de globalização de espécies vegetais amazônicas. Ainda hoje são estudados como repositórios de conhecimentos etnobotânicos, como bancos de diversidade genética e local de sociabilidade familiar e feminina (WinklerPrins e Oliveira, 2010; Tourinho e Silva, 2016).</p>
<p>Em Belém restam muito poucos quintais e nenhuma chácara ou “rocinha” – o nome que se dava até meados do século XX para pequenas unidades de produção agrícola, localizadas na periferia da cidade e associadas a uma casa de família (Soares, 1996). Temos, contudo, registros fotográficos desses quintais, feitos no início do XX por Jacques Huber. Na foto abaixo, tirada em 17 de setembro de 1902, vê-se uma esquina da Estrada Boaventura da Silva (atual Rua Boaventura da Silva), onde uma enorme <em>Cassia fastuosa</em> se ergue em flor por trás de uma cerca de estacas. Essa cerca e a rua perpendicular à estrada, sem calçamento e bem arborizada, com alguns poucos transeuntes, dão um ar bucólico à cena, apesar de este quintal estar localizado bem próximo ao centro da cidade.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14254" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14254/MPEG659.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14254" target="_blank">Rua Boaventura da Silva, s/d. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As três fotografias abaixo também são registros de quintais, mas das casas ocupadas pelo próprio Museu Goeldi ou pelos seus pesquisadores (Suescun, Sanjad, Okada, 2018). A primeira delas apresenta uma bela composição, com uma cerca de tábuas (tomada por formigueiros), troncos, folhagens, com destaque para os tajás, e, à direita, o canto de uma gaiola. Na foto seguinte, uma cerca também bloqueia a visão do espectador, dando proeminência a um uxizeiro que se ergue à frente, árvore muito comum nos quintais da época, mas, por incrível que pareça, ainda não descrita pelos botânicos. Foi exatamente esse pé de uxi – plantado no pomar da rocinha de Bento José da Silva Santos, que Huber utilizou para descrever a espécie <em>Sacoglottis uchi</em> (atual <em>Endopleura uchi</em> (Huber) Cuatrec.) (Huber, 1898). Finalmente, um pé de urucum (<em>Bixa orellana</em>) tomado por flores e frutos foi registrado em outro quintal. O fruto era (e ainda é) utilizado como condimento e na produção de tintura, matéria-prima do vermelho vibrante utilizado pelos indígenas em pinturas corporais e para colorir artefatos. O homem que aparece bem junto ao arbusto, envolto na folhagem, não foi identificado e muito provavelmente foi ali colocado pelo fotógrafo como escala para a apreensão do real tamanho da planta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14260" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14260/MPEG1348.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14260" target="_blank">Cerca de madeira com formigueiros e tajás, Museu Goeldi, s/d. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14245" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14245/Estampa%2006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="490" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14245" target="_blank">Jacques Huber. Árvore de uxi,  Museu Goeldi, c. 1898. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14246" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14246/Estampa%2009.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="500" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14246" target="_blank">Jacques Huber. Urucum no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, antes de 1900. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>A Ilha do Mosqueiro</strong></span></p>
<p>Mosqueiro é uma das 42 ilhas que compõem o município de Belém. É a maior delas, eleita, desde o final do século XIX, como balneário da elite econômica da cidade. Curiosamente, foram os estrangeiros os primeiros a construir casas para o veraneio nas principais praias da ilha. Atribui-se aos ingleses a urbanização dessas praias, a partir da antiga vila localizada na ponta oeste da ilha (Meira Filho, 1978).</p>
<p>Mosqueiro foi visitada por um grupo de funcionários do Museu Goeldi e suas famílias entre o final de julho e o início de agosto de 1901. Essa é a época do verão amazônico. O objetivo da viagem foi declarado no verso de uma das fotografias tiradas por Ernst Lohse, em expressão anotada por Jacques Huber: “Verlobungsausflug nach Mosqueiro”. O termo <em>Verlobungsausflug</em> é utilizado em países de língua alemã para caracterizar uma “viagem de noivado”, isto é, uma viagem a um local considerado especial, com a intenção de oficializar um pedido de casamento. Os locais prediletos dos nubentes eram praias ao pôr-do-sol e montanhas. O compromisso matrimonial era sacramentado durante caminhadas e piqueniques.</p>
<p>O noivado celebrado em Mosqueiro ocorreu entre o próprio Huber e Sophie Müller (1875-1959), filha de uma família suíça residente em Belém, proprietária de uma escola para imigrantes denominada Colégio Suíço-Brasileiro. De sua viagem de noivado existem quatro registros na coleção fotográfica do Museu Goeldi. As duas primeiras imagens documentam a paisagem da ilha, tanto a costa mais elevada que caracteriza a antiga vila (28/07/1901) quanto uma das praias próximas, em maré baixa, ainda margeada por densa vegetação (04/08/1901).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14233" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14233/MPEG644.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14233" target="_blank">Ilha de Mosqueiro, 28 de julho de 1901. Ilha do Mosqueiro, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14262" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14262/Mosqueiro%201.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14262" target="_blank">Ernst Lohse. Praia na Ilha do Mosqueiro, 4 de agosto de 1901. Ilha do Mosqueiro, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>As outras duas imagens foram, certamente, feitas para a memória familiar. Na primeira, de 4 de agosto de 1901, Emílio Goeldi aparece na praia, com um guarda-sol, acompanhado de seu filho mais velho, Walther Eugen (1890-1960) e de um homem não identificado. A segunda registra parte do grupo que celebrava o noivado, posando sobre rochas próximas à água. Goeldi aparece mais elevado, em pose majestática, olhando para o horizonte. Logo abaixo estão suas três filhas, Mathilde (1894-1983), Cornélia (1891-1975) e Leonie (1892-1965). Ao lado, o casal Sophie e Jacques, em trajes muito formais para uma caminhada na praia, um homem e uma menina não identificados e mais dois filhos de Goeldi, Oswaldo (1895-1961) e Walther Eugen. Foi no verso dessa fotografia que Huber anotou a razão da viagem, confirmando o lugar que Mosqueiro já havia assumido para o sociedade belenense. O casamento de Sophie e Jacques foi celebrado em Belém no dia 7 de dezembro de 1901 (Aerni, 1991).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14257" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14257/MPEG733.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14257" target="_blank">Ernst Lohse. Praia na Ilha de Mosqueiro, 4de agosto de 1901. Ilha do Mosqueiro, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emilio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14263" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14263/Mosqueiro%202.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14263" target="_blank">Ernst Lohse. Passeio à Ilha do Mosqueiro, 4 de agosto de 1901. Ilha do Mosqueiro, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Cidade-Floresta</strong></span></p>
<p>No final do século XIX, ainda havia muitas áreas florestadas no entorno de Belém. Emílio Goeldi (1897, p. 23), em um de seus relatórios ao governador do Pará, afirmou não ser “preciso ir muito longe [de Belém] para aprender, investigar e até descobrir”, pois havia, nas proximidades da cidade, florestas repletas de animais e vegetais à espera de pesquisadores. De fato, nas coleções e na documentação preservada no Museu Goeldi são frequentes as menções a coletas feitas nos bairros de São Brás, Pedreira, Sacramenta, Marco da Légua, Val de Cans, Utinga e mesmo Nazaré, hoje completamente urbanizados. Os animais e as plantas coletados nesses locais, assim como as fotografias preservadas no Arquivo Guilherme de La Penha, são testemunhos de ambientes, de uma fauna e de uma flora que não existem mais.</p>
<p>Um dos registros mais importantes dos ecossistemas originais de Belém foi publicado por Jacques Huber em 1900. A foto foi feita na  “mata de Jupatituba”, onde hoje se estende o bairro superpovoado da Terra Firme. Huber quis registrar o ambiente onde a palmeira mumbaca (<em>Astrocaryum gynacanthum</em>) ocorre e o fez com extrema habilidade fotográfica. O local era densamente vegetado, com pouca luz e nenhuma distância entre as plantas. Para fotografar a pequena palmeira de sub-bosque, Huber limpou o terreno à frente da planta e posicionou um homem para fazer as vezes de escala. O resultado é uma imagem com belo jogo de sombras e texturas, com a palmeira ocupando o centro da foto.</p>
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<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14243" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14243/Estampa%2002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14243" target="_blank">Jacques Huber. Palmeira Mumbaca, Jupatituba, antes de 1900. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emilio Goeldi</a></p></div>
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<p>Outro local usualmente frequentado pelos pesquisadores do Museu Goeldi era o entorno do Igarapé do Utinga. Nessa região havia muitas nascentes e o local foi escolhido para a instalação da primeira usina de bombeamento de água de Belém, na década de 1880 (Ramos, 2019). Na primeira foto, feita em 1900 por Gottfried Hagmann (1874-1946), vê-se a casa das máquinas a vapor, alguns trabalhadores vestidos apenas com largas calças e um funcionário do museu, possivelmente Andreas Goeldi. A floresta domina a paisagem. A segunda foto, do mesmo autor e feita na mesma data, mostra algo completamente diferente: uma criança negra posa para o fotógrafo, com uma cabana de madeira e palha ao fundo, além da floresta. Podemos crer que a cabana era a residência da família dessa criança – o que corrobora ser as matas do Utinga local de refúgio de afrodescendentes libertos ou escravizados, desde o século XIX. Atualmente, há pelo menos uma comunidade quilombola reconhecida naquela região, o Quilombo de Abacatal (Sousa, Ribeiro e Sanches, 2020).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14253" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14253/MPEG648.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14253" target="_blank">Gottfried Hagmann. Mata do Utinga, 1900. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emilio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14264" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14264/Utinga.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14264" target="_blank">Gottfried Hagmann. Criança e casa no Utinga, 1900. Igarapé do Utinga, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>No outro lado da cidade, às margens da Baía de Guajará, o Igarapé do Una também era visitado pelos pesquisadores do Museu Goeldi para coletas botânicas e zoológicas. Hoje em dia, a região do entorno desse igarapé é ocupada pelos bairros do Telégrafo, da Sacramenta e do Barreiro, com cursos d’água completamente degradados e nenhuma cobertura vegetal. Há 120 anos, a paisagem era outra: três fotografias de Jacques Huber, tiradas entre junho de 1901 e dezembro de 1902, mostram uma floresta pujante, observada a partir de uma embarcação que margeava a baía e adentrava a Bacia do Una.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14265" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14265/Una%201.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14265" target="_blank">Jacques Huber. Foz do Igarapé do Una, junho de 1901. Igarapé do Una, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14267" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14267/Una%203.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="488" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14267" target="_blank">Jacques Huber. Vegetação no Igarapé do Una, dezembro de 1902. Igarapé do Una, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14266" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14266/Una%202.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14266" target="_blank">Jacques Huber. Vegetação no Igarapé do Una, dezembro de 1902. Igarapé do Una, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>Um pouco mais ao norte da Foz do Una, também às margens da Baía de Guajará, localizava-se a Fazenda Val-de-Cans, antiga propriedade dos Padres Mercedários, construída no século XVII (Meira Filho, 1976). No final do século XIX, a fazenda pertencia a Joaquim Francisco de Araújo Danin. A partir de 1907, foi sendo desmembrada pelos herdeiros e pelas desapropriações feitas pelo governo em benefício da Estrada de Ferro Belém-Bragança e da companhia inglesa responsável pela construção do porto. Na década de 1930, a área foi escolhida para receber o aeroporto de Belém e, depois, a base aérea norte-americana, durante a Segunda Guerra Mundial. Na década seguinte, ali também foram instalados a Base Naval de Val-de-Cans e o Terminal Petroquímico de Miramar. Todo esse complexo deu origem aos atuais bairros que margeiam o aeroporto e a base naval, como a Maracangalha, o Marex, a Pratinha, o Bengui, a Cabanagem e o Tapanã (Ventura Neto e Moura, 2021; Lopes <em>et al.</em>, 2023; Costa, Chagas e Netto, 2025).</p>
<p>Existem alguns poucos registros fotográficos da antiga fazenda que deu origem à toda a região norte de Belém, até o distrito de Icoaraci. O levantamento fotográfico feito por Gottfried Hagmann em julho de 1901 talvez seja o menos conhecido. Aqui apresentamos uma sequência de fotografias feitas durante uma excursão do Museu Goeldi, que documenta a sede da fazenda, as margens da baía e o interior da floresta. Na última delas, Hagmann aparece de pé, com roupas brancas, portando uma espingarda. O outro homem carrega um puçá aos ombros e o menino sentado pesca com uma vara no igarapé.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14268" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14268/Val-de-Cans%201.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14268" target="_blank">Gottfried Hagmann. Sede da Fazenda de Val-de-Cans, julho de 1901. Fazenda Val-de-Cans, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14269" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14269/Val-de-Cans%202.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14269" target="_blank">Gottfried Hagmann. Antigo trapiche na Fazenda de Val-de-Cans, julho de 1901. Fazenda Val-de-Cans, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14270" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14270/Val-de-Cans%203.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14270" target="_blank">Gottfried Hagmann. Vegetação na Fazenda de Val-de-Cans, julho de 1901. Fazenda Val-de-Cans, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14271" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14271/Val-de-Cans%204.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="498" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14271" target="_blank">Gottfried Hagmann. Grupo de naturalistas na Fazenda de Val-de-Cans, julho de 1901. Fazenda Val-de-Cans, Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>Assim como as áreas continentais, as ilhas no entorno de Belém também mereceram a atenção dos pesquisadores do Museu Goeldi. A maior delas é a Ilha do Mosqueiro, já aqui mencionada. A mais populosa é a Ilha de Caratateua, onde fica o distrito de Outeiro. Em todas elas existem ecossistemas complexos, alternando-se entre várzeas, igapós, praias e manguezais (Moreira, 1966; Sales, 2005). As duas fotos abaixo documentam a várzea da Ilha das Onças, que não pertence a Belém, e sim ao município vizinho de Barcarena, embora essa ilha esteja mais próxima e seja mais integrada à economia da capital. Ambas as fotos são de Hagmann, feitas em 1901.</p>
<p>A primeira é um belo registro de um dos igarapés que cortam a ilha, enquadrado a partir do tronco de uma samaumeira, à esquerda. Em primeiro plano, destacam-se a lama característica da várzea amazônica e restos de uma canoa e de uma jangada. Um aningal aparece à margem do outro lado do igarapé. A segunda foto parece ser um igapó ou uma várzea inundada durante uma maré muito alta, com a vegetação parcialmente submersa. Ambas são preciosos documentos de uma paisagem característica de Belém, na qual a água é o elemento preponderante. Hoje essa paisagem desapareceu por completo da cidade, mas as ilhas do entorno, felizmente, pouco mudaram desde que Hagmann lá esteve, há mais de 120 anos.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14258/MPEG767.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14258" target="_blank">Gottfried Hagmann. Ilha das Onças, 1901. Barcarena, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14272" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14272/Ilha%20das%20Oncas.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14272" target="_blank">Gottfried Hagmann. Várzea na Ilha das Onças, 1901. Ilha das Onças, Barcarena, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Floresta-Ruína</strong></span></p>
<p>De todos os pesquisadores do Museu Goeldi que manejaram a máquina fotográfica no final do século XIX e início do XX, Jacques Huber foi o único que criou um conjunto significativo de imagens, não apenas em razão do número de fotos assinadas ou atribuídas a ele, mas por ter desenvolvido uma técnica e uma estética particulares. Esse mérito já foi reconhecido por historiadores da fotografia e da ciência (Fieschi, 2008; Sanjad, 2016, 2023a, 2023b), não cabendo aqui retomar o assunto. O que importa ressaltar é que a linguagem fotográfica de Huber contrasta com a produção imagética de outro grande fotógrafo da instituição, Ernst Lohse. Isso decorre da posição que ambos ocupavam no museu e dos usos atribuídos por eles à tecnologia fotográfica. Enquanto Lohse aparece como o fotógrafo “oficial” do Museu Goeldi, produzindo imagens que documentam as atividades institucionais e a serviço de demandas da direção do museu ou do próprio governo do estado, Huber, enquanto vice-diretor e depois diretor, tinha muito mais liberdade para experimentar a aplicação da fotografia em suas atividades científicas e até mesmo para forçar os limites dessa tecnologia enquanto meio de expressão e documentação. A série de fotografias do Círio de Nazaré, produzida entre 1902 e 1905, e o álbum iconográfico “Arboretum Amazonicum”, publicado entre 1900 e 1906, têm sido estudados como indícios do poder criativo de Huber e de sua capacidade em expandir a técnica fotográfica e as tecnologias de reprodução de imagens.</p>
<p>Um bom exemplo do contraste entre Lohse e Huber pode ser observado nas fotografias que ambos fizeram de Belém. Lohse, como já vimos, produziu imagens extraordinárias da cidade que se modernizava, com todos os ícones característicos da época: a locomotiva, a arquitetura de ferro, a rede de iluminação pública, o calçamento de ruas, os trabalhadores braçais etc. Huber, por sua vez, ao olhar para Belém, não via uma cidade em expansão ou o processo acelerado de urbanização, mas uma floresta que estava desaparecendo, sendo substituída, se arruinando. Trata-se de uma inversão epistêmica, que repõe, no lugar do humano, o vegetal como o principal protagonista das imagens que ele criou.</p>
<p>Observemos a sequência de fotografias que Huber fez ao redor do próprio museu, à época, localizado na periferia da cidade, o bairro de São Brás, que, como já mencionamos, transformava-se rapidamente. A primeira delas é o registro da Travessa Vinte e Dois de Junho (atual Av. Alcindo Cacela), que passa ao lado do Museu Goeldi. Na foto, produzida em abril de 1896, observamos a larga avenida, ainda ocupada por chácaras de ambos os lados. Alguns poucos transeuntes e uma única carruagem, talvez a do próprio Huber, foram enquadrados, dando a impressão de grande quietude ou pouco movimento urbano. Mas veja o leitor que o destaque não foi dado para a grande rua vazia, uma das muitas abertas em Belém no final do século XIX e que atraíram a atenção de tantos viajantes. Huber utiliza as margens da avenida como ponto de fuga, para dar profundidade à sua foto e para ressaltar o lindo pé de angelim (<em>Andira retusa</em>) “esquecido” no meio fio. Sim, trata-se de um remanescente da floresta que havia naquele local – e que não foi removido por razões imponderáveis. Ele permaneceu ali, no meio do caminho, como árvore-ruína.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14248" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14248/Estampa%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14248" target="_blank">Jacques Huber. Árvore Angelim na Travessa Vinte e Dois de Junho, abril de 1896. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>Na Estrada da Constituição (atual Av. Gentil Bittencourt), que passa nos fundos do museu, Huber registrou em junho de 1896 outro habitante da antiga floresta que dominava a cidade: um enorme exemplar de cumaru (<em>Dipteryx odorata</em>), também mantido no meio do caminho da estrada que estava sendo ampliada e rapidamente ocupada por novos habitantes – os humanos. Um pouco mais adiante, já no Largo de São Brás, um visgueiro (<em>Parkia pendula</em>) resiste em meio à construção de várias casas. A foto foi feita em 18 de setembro de 1895. O mesmo acontecia com um segundo visgueiro, também fotografado no Largo de São Brás, mas em data incerta. Nessa terceira imagem, a copa da árvore aparece junto aos postes da fiação elétrica e da iluminação pública, como se já fosse um incômodo ou um obstáculo à expansão da cidade.  Esse antigo habitante da floresta parece deslocado de seu próprio chão.</p>
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<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14247" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14247/Estampa%2013.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14247" target="_blank">Jacques Huber. Árvore de Cumarú na Estrada Gentil Bittencourt, junho de 1896. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14251/Estampa%2036.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="505" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14251" target="_blank">Jacques Huber. Visgueiro no Largo de São Brás, 18 de setembro de 1895. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14232" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14232/MPEG641.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14232" target="_blank">Jacques Huber. Visgueiro no Largo de São Brás, s/d. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emilio Goeldi</a></p></div>
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<p>Huber seguiu registrando as árvores-ruína pela Estrada de Ferro Belém-Bragança (atual Av. Almirante Barroso), que saia dali mesmo, do Largo de São Brás. No bairro vizinho do Marco, fotografou um bacurizeiro (<em>Platonia insignis</em>) por trás do edifício da Escola de Agronomia do Pará, do qual só se veem as torres e os prédios anexos. Mais adiante, uma outra árvore permaneceu de pé junto a uma casa, à margem da estrada de ferro. Parece ser o único remanescente da floresta original em toda a redondeza.</p>
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<div style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14259" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14259/MPEG829.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="502" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14259" target="_blank">Jacques Huber. Bacurizeiro no Marco da Légua, s/d. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14256/MPEG724.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="503" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14256" target="_blank">Jacques Huber. Árvore na beira da Estrada de Ferro, s/d. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>Além da solidão de grandes árvores mantidas vivas em meio à cidade, quando todo o seu entorno já havia sido devastado, Huber documentou ecossistemas naturais que ainda existiam na zona urbana. Um deles foi o igapó ao sul do Museu Goeldi, onde hoje está o canal da Travessa Três de Maio. Em junho de 1896, a área ainda não havia sido ocupada pelos humanos: não havia rua, a mata dominava o cenário e o curso d’água corria livremente até o rio Guamá. Ao longo do século XX, o igapó foi drenado e canalizado. Suas águas transformaram-se em esgoto a céu aberto, percorrendo os bairros da Condor e do Guamá. É considerado uma sub-bacia hidrográfica em uma área densamente ocupada (Araújo Júnior, 2014). Nenhuma parcela da vegetação registrada por Huber foi mantida.</p>
<p>Outro igapó preservado até o final do século XIX ficava ao sul da igreja de Nossa Senhora de Nazaré, onde atualmente corre a Travessa Quatorze de Março. Na fotografia de Huber, datada de junho de 1896, um grupo de homens, mulheres e crianças, todos aparentemente negros, aparece em meio à vegetação, em uma área que parece estar em declive até um curso d’água. Ao fundo, vê-se uma igreja com torre única, em área mais elevada. Na legenda da foto, anotada no verso por Huber, lê-se: “Kirche von Nazareth, in vordergrund Igapó” (Igreja de Nazaré; em primeiro plano, igapó). Assim como na Travessa Três de Maio, o igarapé original foi drenado, canalizado e transformado em esgoto a céu aberto. Ele compõe uma outra sub-bacia hidrográfica, indo unir-se aos canais que descem da Avenida Generalíssimo Deodoro e da Travessa Dr. Moraes, para depois desaguar no Rio Guamá pelo canal da Travessa Quintino Bocaiúva (Araújo Júnior, 2014).</p>
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<div style="width: 507px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14273" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14273/Igapo%20sul%20do%20museu.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="497" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14273" target="_blank">Jacques Huber. Igapó, junho de 1896. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14274" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14274/Kirche%20von%20Nazareth.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14274" target="_blank">Jacques Huber. Igapó (Travessa Quatorze de Março), junho de 1896. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O registro das transformações nos ambientes naturais de Belém também foi feito por Ernst Lohse. Por exemplo, em fotografia de 15 de agosto de 1901, feita em local não identificado, um igarapé repleto de ninfeias aparece em primeiro plano, enquanto, ao fundo, à esquerda, um conjunto de edificações começa a substituir a vegetação. O contraste com o ambiente natural é evidente – e anuncia que, em breve, toda aquela mata que aparece à direita desaparecerá, assim como o curso d’água à frente.</p>
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<div style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14275" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14275/Ninfeia.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="562" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14275" target="_blank">Ernst Lohse. Igapó, 15 de agosto de 1901. Belém, PA / Acervo Museu Paraense Emilio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa imagem, assim como no conjunto fotográfico de Huber, a presença humana, seja explícita ou sugerida, como no caso das casas em construção ou de um simples trilho de trem, já caracteriza o entorno como ruína ou resto. A solidão de imensas árvores em ambiente já urbanizado as transforma em destroços, em fantasmas que sobrevivem à destruição. A cidade que se modernizava era, também, a que degradava um mundo de águas e vegetais, um mundo que deixou de existir ou que estava prestes a sucumbir. Através dessas fotografias pode-se contar a história de Belém de uma outra maneira, caso nos permitamos estranhar as narrativas que exaltam a modernidade e se ufanam do progresso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O que as imagens antigas podem nos contar</strong></span></p>
<p>A leitura que fizemos das 34 fotografias aqui apresentadas é muito particular. Ela tem origem nas investigações que desenvolvemos no Arquivo Guilherme de La Penha, voltadas, simultaneamente, para as técnicas fotográficas utilizadas no Museu Goeldi desde o final do século XIX, para os usos das imagens pelos pesquisadores e administradores da instituição, para a circulação e para o contexto de produção dessas imagens. Nosso universo de pesquisa inclui fotografias produzidas por Emilio Goeldi, Jacques Huber, Ernst Lohse, Gottfried Hagmann, Emilia Snethlage, Andreas Goeldi, Friedrich Katzer, Adolf Ducke, Rodolpho de Siqueira Rodrigues e outros funcionários que sabiam manejar a máquina e a carregavam toda vez que se deslocavam pela cidade de Belém e pelas excursões que faziam no território amazônico.</p>
<p>Os registros produzidos por esses homens e por essas mulheres podem nos contar muito sobre os habitantes da região, humanos e não humanos; sobre as paisagens do passado, a cultura material, a arquitetura de cidades; sobre nosso legado colonial e também sobre nossa perspectiva de futuro. Esperamos que, ao estudar e interpretar esse acervo, possamos valorizá-lo no que ele tem de melhor: a diversidade de olhares e de percepções do mundo que nos rodeia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>* Lilian Bayma de Amorim, é jornalista e museóloga; Nelson Sanjad é historiador e Pablo Borges é administrador especialista em gestão pública. São todos servidores do Museu Paraense Emilio Goeldi.</div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">AERNI, Agathon. <em>Jacques (Jakob) Huber.</em> <em>Schaffhauser Beiträge zur Geschichte (Biographien V)</em>, Schaffhausen, v. 68, p. 87-93, 1991.</p>
<p>ARAÚJO JÚNIOR, Antônio Carlos Ribeiro. <em>Áreas de Proteção Permanente ou Áreas de Ocupação Permanente: sub-bacias hidrográficas Quintino e Três de Maio, Belém (PA).</em> Seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo – APPUrbana, Anais. Belém, Universidade Federal do Pará, 2014, s.p.</p>
<p>BORGES, Barsanufo Gomides. <em>Ferrovia e modernidade</em>. Revista UFG, v. 13, n. 11, p. 27-36, 2011.</p>
<p>COSTA, Antônio Cleison; CHAGAS, Clay Anderson; NETTO, Roberto Magno. <em>Materialidade e resistências na Amazônia urbana: pensando os aspectos socioespaciais da historicidade do bairro Cabanagem em Belém/PA</em>. Revista da Casa da Geografia de Sobral, v. 27, n. 1, p. 161-180, 2025.</p>
<p>CRUZ, Ernesto. <em>O Ver-o-Peso: um capítulo da história colonial do Pará</em>. Revista de História USP, v. 24, n. 50, p. 519-526, 1962.</p>
<p>DERENJI, Jussara. <em>Arquitetura do ferro: memória e questionamento</em>. Belém: CEJUP, 1993.</p>
<p>FIESCHI, Caroline. <em>Photographier les plantes au XIXe siècle: la photographie dans les livres de botanique</em>. Paris : CTHS Éditions, 2008.</p>
<p>GOELDI, Emílio. <em>Relatório apresentado pelo Director do Museu Paraense ao Sr. Dr. Lauro Sodré, Governador do Estado do Pará</em>. Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, Belém, v. 2, n. 1, p. 1-27, 1897.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em>Notícia sobre o “Uchi” (Saccoglottis uchi nov. spec.)</em>. Boletim do Museu Paraense de Historia Natural e Ethnographia, Belém, v. 2, n. 4, p. 489-495, 1898.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em>Arboretum Amazonicum</em>. Iconographia dos mais importantes vegetaes espontâneos e cultivados da região amazonica. Primeira década (1-10). Belém: Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, 1900a.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em>Arboretum Amazonicum</em>. Iconographia dos mais importantes vegetaes espontâneos e cultivados da região amazonica. Segunda década (11-20). Belém: Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, 1900b.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em>Arboretum Amazonicum.</em> Iconographia dos mais importantes vegetaes espontâneos e cultivados da região amazonica. Terceira década (21-30). Belém: Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, 1906a.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em>Arboretum Amazonicum</em>. Iconographia dos mais importantes vegetaes espontâneos e cultivados da região amazonica. Quarta década (31-40). Belém: Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, 1906b.</p>
<p>LOPES, Rebeca; LIMA, José Júlio; FISCHER, Luly; MIRANDA, Thales. <em>Presença militar na Amazônia e seus impactos urbanos: a ocupação do Cinturão Institucional de Belém</em>. Revista Amazônia Moderna, v. 3, p. 1-34, 2023.</p>
<p>MEIRA FILHO, Augusto. <em>Evolução histórica de Belém do Grão-Pará</em>. Volume 1. Belém: Grafisa, 1976.</p>
<p>MEIRA FILHO, Augusto. <em>Mosqueiro: ilhas e vilas</em>. Belém: Grafisa, 1978.</p>
<p>MOREIRA, Eidorfe. <em>Belém e sua expressão geográfica</em>. Belém: Imprensa Universitária, 1966.</p>
<p>PALÁCIOS, Flávia; SANJAD, Thaís; OLIVEIRA, Mário. <em>A trajetória da arquitetura de ferro em Belém (PA, Brasil): do apogeu ao desaparecimento dos edifícios inteiramente metálicos da Belle Époque.</em> Revista Angelus Novus, v. 15, n. 20, 211433, 2024.</p>
<p>PENTEADO, Antônio Rocha. <em>O sistema portuário de Belém.</em> Belém: Universidade Federal do Pará, 1973.</p>
<p>RAMOS, Marina Fonseca. <em>A história de uma ausência: a caixa d’água de Belém</em>. Monografia (Curso de Arquitetura e Urbanismo), Universidade Federal do Pará, 2019.</p>
<p>SALES, Gil Mendes. <em>Ecologia da paisagem da Ilha de Mosqueiro, NE do Estado do Pará</em>. Dissertação (Mestrado em Geologia). Universidade Federal do Pará, Instituto de Geociências, 2005.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>De Basileia a Belém: a carreira transnacional do botânico Jacques Huber (1867-1914)</em>. In: CAVALCANTE, Maria Juraci; HOLANDA, Patrícia; LUSTOSA, Francisca; DIAS, Roberto (Orgs.). Histórias da Pedagogia, Ciência e Religião: discursos e correntes de cá e do além-mar. Fortaleza: Edições UFC, 2016. p. 159-181.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>O moderno nas imagens híbridas de Jacques Huber</em>. In: Heloisa Espada (Org.). Moderna pelo avesso: fotografia e cidade, Brasil, 1890-1930. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2023a. p. 34-42.</p>
<p>SANJAD, Nelson.<em> O Círio negro de Jacques Huber</em>. Portal Ensaio, 19 set. 2023b. Disponível em: https://medium.com/@ensaio/o-c%C3%ADrio-negro-de-jacques-huber-6b21e4502689. Acesso em: 21 dez. 2025.</p>
<p>SANJAD, Nelson; PATACA, Ermelinda; SANTOS, Rafael Rogério Nascimento. <em>Knowledge and Circulation of Plants: Unveiling the Participation of Amazonian Indigenous Peoples in the Construction of Eighteenth and Nineteenth Century Botany</em>. Journal of History of Science and Technology – HoST, v. 15, p. 11-38, 2021.</p>
<p>SILVA, Rosário Lima; FERNANDES, Paulo Chaves. <em>Belém da Saudade: a memória de Belém do início do século em cartões-postais</em>. Belém: Secult, 1996.</p>
<p>SOARES, Roberto de la Rocque. <em>Vivendas rurais do Pará: rocinhas e outras (do século XIX ao XX)</em>. Belém: Fumbel, 1996.</p>
<p>SOUSA, Eliezilda Oliveira; RIBEIRO, Priciane Cristina C.; SANCHES, Heloisa Negri. <em>Os reflexos socioambientais da expansão metropolitana de Belém sobre a Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal</em> (CRQA). Cerrados, v. 18, n. 1, p. 129-158, 2020.</p>
<p>SUESCUN, Lilian; SANJAD, Nelson; OKADA, Wanda. <em>Construção do espaço museal: ciência, educação e sociabilidade na gênese do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (1895-1914)</em>. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, v. 26, p. 1-67, 2018.</p>
<p>TEIXEIRA, Luciana Guimarães.<em> Intervenções em áreas portuárias e revitalização urbana: o caso da zona portuária de Belém do Pará.</em> Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2003.</p>
<p>TOURINHO, Helena Lucia Zagury; SILVA, Maria Goreti Costa A. <em>Quintais urbanos: funções e papéis na casa brasileira e amazônica.</em> Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 11, n. 3, p. 633-651, 2016.</p>
<p>VENTURA NETO, Raul; MOURA, Beatriz. <em>Das linhas (in)visíveis da Fazenda Val-De-Cães aos muros e condomínios fechados da Nova Belém.</em> In: LIMA, José Júlio Ferreira (Org.). Mudanças espaciais e no modo de morar na Nova Belém. Belém: Paka-Tatu, 2021. p. 43-68.</p>
<p>WINKLERPRINS, Antoinette; OLIVEIRA, Perpetuo Socorro S. <em>Urban agriculture in Santarém, Pará, Brazil: diversity and circulation of cultivated plants in urban homegardens</em>. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 5, n. 3, p. 571-585, 2010.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Repercussão na imprensa do Pará</strong></em></span></p>
<p>Na edição do <em>Diário do Pará</em> dos dias 10 e 11 de janeiro de 2026 foi publicado o artigo <span style="color: #800000;"><em><strong>Belém em imagens raras: acervo histórico ganha primeira exposição digital</strong></em></span>, com chamada na capa do jornal, sobre a entrada do Museu Paraense Emílio Goeldi na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p><a href="https://dol.com.br/digital/Page?editionId=3342#book/13" target="_blank"><span style="color: #800000;">Link do artigo: https://dol.com.br/digital/Page?editionId=3342#book/13</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://dol.com.br/digital/Page?editionId=3342#book/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-42512 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldijornal1.jpg" alt="goeldijornal1" width="195" height="367" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://dol.com.br/digital/Page?editionId=3342#book/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42513" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldijornal2.jpg" alt="goeldijornal2" width="215" height="228" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://dol.com.br/digital/Page?editionId=3342#book/13" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42514" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldijornal3.jpg" alt="goeldijornal3" width="235" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de <em>O Liberal</em>, de 19 de janeiro de 2026, foi publicado o artigo <em>Belém do passado no portal Brasiliana</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi6.jpg" alt="goeldi6" width="797" height="484" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi7.jpg" alt="goeldi7" width="799" height="468" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/goeldi8.jpg" alt="goeldi8" width="799" height="444" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Sep 2017 12:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[No primeiro dia da primavera, a Brasiliana Fotográfica traz as cores de Marc Ferrez  (1843 - 1923) para seus leitores. A partir de 1912, o fotógrafo iniciou suas experiências com fotografia colorida, utilizando as placas autocromos Lumière, primeiro processo industrializado para esse fim, lançado comercialmente pela fábrica francesa, em 1907. Registrou sua residência, sua intimidade familiar, e refez, em cores, algumas das fotografias de paisagens, edificações e monumentos que se tornaram clássicas em preto e branco, como a Pedra de Itapuca, as vistas do Jardim Botânico, o Teatro Municipal e a Pedra da Gávea, dentre outras. Na Europa, onde esteve a maior parte do tempo, entre 1915 e 1922, também registrou diversos jardins e paisagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5347/IMG_1033.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5347" target="_blank">Marc Ferrez. Vichy &#8211; O jardim de rosas, c. 1916. Vichy, França / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> iniciou suas experiências com fotografia colorida, em 1912, utilizando as placas autocromos Lumière, primeiro processo industrializado para esse fim, lançado comercialmente pela fábrica francesa, em 1907. Dedicou-se à fotografia estereoscópica em cores e as primeiras imagens coloridas realizadas nesse período são diferentes das fotografias panorâmicas e de grandes obras públicas, produzidas por ele no século XIX e na primeira década do século XX. São imagens do interior de sua casa e de sua intimidade familiar, onde aparecem sua mulher Marie (c. 1849 – 1914), seu filho Julio (1881 – 1946), sua nora Claire (1888 &#8211; 1980) e seus dois netos, Gilberto (1908 &#8211; 2000) e Eduardo. Nesse momento, Ferrez também refez, em cores, algumas das fotografias de paisagens, edificações e monumentos que se tornaram clássicas em preto e branco, como a Pedra de Itapuca, vistas do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank">Jardim Botânico</a>, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro ,</a> o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a> e a Pedra da Gávea, dentre outras.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5341/_MG_2508.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5341" target="_blank">Marc Ferrez. Pedra de Itapuca, c. 1912. Niterói, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco menos de um ano após a morte de sua esposa Marie, em 28 de junho de 1914, Ferrez foi, em abril de 1915, para a Europa. Em Paris, estava, segundo sua correspondência com seus filhos, entusiasmado e distraindo-se com a realização de fotografias coloridas. Já em 1917, referindo-se ao prenúncio do inverno ainda em setembro, ele emitiu em uma carta a seus filhos um dos poucos comentários sobre sua atividade fotográfica na época: “<em>adeus às fotografias coloridas</em>”.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?filtertype_1=subject&amp;filter_relational_operator_1=contains&amp;filter_1=autocromo&amp;submit_apply_filter=Aplicar&amp;query=marc+ferrez" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias coloridas produzidas por Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>Ferrez voltou ao Brasil, em fevereiro de 1920, e pouco depois de um ano, em maio de 1921, partiu do Rio de Janeiro, rumo à França, onde permaneceu até agosto de 1922. Em Paris, instalou-se no Hotel Brebant. Em correspondência com Malia Frucht Ferrez (1890 &#8211; 1953), casada com seu filho Luciano Ferrez (1884 &#8211; 1955), Marc contou que havia produzido belas fotografias de flores, em sua visita ao roseiral do Parque de La Bagatelle, no Bois de Boulogne, local que frequentava enquanto Luciano e Malia estavam com ele em Paris, em 1919.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5361" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5361/IMG_1032.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5361" target="_blank">Marc Ferrez. Jardins de Bagatelle, junho de 1917. Paris, França / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São alguns desses registros em cores produzidos no Rio de Janeiro e na Europa, que a Brasiliana Fotográfica destaca para celebrar com as cores de Ferrez a chegada da primavera, que se inicia hoje às 17h02 e termina em 21 de dezembro de 2017, às 13h28.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5357" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5357/007ACBMF66cxautocromo-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="591" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5357" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar tomada do morro da Urca, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"> <span style="color: #800000;"><strong>Pequeno perfil de Marc Ferrez</strong></span></p>
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<div style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="609" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Marc Ferrez  foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>Ferrez nasceu em 7 de dezembro de 1843, no Rio de Janeiro, cidade onde também faleceu, em 12 de janeiro de 1923. Foi o sexto e último filho de Zépherin (Zeferino) Ferrez (31/07/1797 – 22/07/1851) e Alexandrine Caroline Chevalier (18? – 1851). Seu pai, o escultor e gravador francês Zeferino, e seu tio Marc (Marcos) Ferrez (14/09/1788 – 31/03/1850), também escultor, chegaram ao Rio de Janeiro, via Nova York, conforme informado nos livros da polícia de Registros Estrangeiros guardados no Arquivo Nacional. Eram formados pela Escola de Belas Artes de Paris e passaram a integrar a Missão Francesa, um dos marcos do desenvolvimento das artes no Brasil, que havia se instalado na cidade em 1816, chefiada por Joachim Le Breton (1760 – 1819).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5346" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5346/_MG_2057.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="632" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5346">Marc Ferrez. Morro do Corcovado, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colaboraram nessa pesquisa Ileana Pradilla Ceron e Mariana Newlands, ambas da equipe do Instituto Moreira Salles.</p>
<p><span style="color: #800000;">Acesse aqui <a href="https://www.facebook.com/institutomoreirasalles/videos/531960974141072" target="_blank">&#8220;Ferrez em cores&#8221;</a>, com texto de Mariana Newlands, edição de Laura Liuzzi e narração de Guilherme Freitas, publicado pelo Instituto Moreira Salles, em 24 de maio de 2020.</span>*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse link foi inserido nessa publicação em 27 de maio de 2020.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2016 14:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Von Amazonas und Madeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Christoph Albert Frisch (31/05/1840 - 30/05/1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Essas imagens foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, "Resultat d'une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro", em 1869.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 668px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/484/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="658" height="609" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank">Christoph Albert Frisch; Casa Leuzinger. Alto Amazonas ou Solimões (du Brésil): la cuisine de la malocca : qui se trouve toujours à une petite distance de l&#8217;habitation, 1867. Alto Amazonas ou Solimões, Amazonas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele seguiu, comissionado pelo editor e fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892),</a> considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país, para quem trabalhava, com os engenheiros alemães Joseph e Franz Keller (1835 &#8211; 1890), pai e filho, respectivamente. Este último casou-se, em 1867, com Sabine (1842 -1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Partiram em 15 de novembro de 1867, a bordo do paquete <em>Paraná</em>. Frisch levou um escravizado, e a esposa de Franz e a filha de Joseph também estavam no navio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4366/SAm21-0017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank">Albert Frisch. Canoa no rio Japurá leva produtos ao mercado de Coari, c. 1867. Rio Japurá, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos.</p>
<p>Seu retorno ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em>, está registrado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, quarta coluna</a>.</p>
<p>As imagens produzidas por Frisch durante a viagem à Amzônia, copiadas em papel albuminado, foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir do catálogo <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-25886 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/frisch3.jpg" alt="frisch3" width="460" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi Frisch o autor das primeiras fotografias dos tipos indígenas brasileiros em seu próprio habitat conhecidas até hoje e, em sua produção fotográfica, reforçava a ideia de uma Amazônia selvagem e exótica. Ele anexava às imagens informações tais como relações de parentesco e status social dos líderes indígenas fotografados. Na época, esses registros eram muito valorizados por estudiosos de etnografia europeus e por viajantes estrangeiros em geral.</p>
<p>Segundo Pedro Karp Vasquez (1954 &#8211; ), Frisch tinha uma grande habilidade técnica, que usou para contornar problemas impossíveis de serem solucionados com o equipamento de que dispunha na época: obter exposição e focos simultaneamente perfeitos tanto do retratado no primeiro plano quanto da paisagem ribeirinha ao fundo. Segundo Karp, empregando “&#8230; <em>um astucioso estratagema para realizar os retratos de índios na região do Alto Solimões</em>&#8230;”,  Frisch fotografava seus modelos diante de um fundo neutro e produzia separadamente algumas vistas para compor o segundo plano. Para produzir as cópias fotográficas, combinava os dois negativos, alcançando assim o resultado desejado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4518/SAm21-0014.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="742" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank">Albert Frisch. Índio Umauá na antiga Província do Alto Amazonas, região do rio Solimões (fotomontagem), c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região do rio Solimões, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como mencionado anteriormente, até hoje as fotografias dos índios da região norte do Brasil produzidas por Frisch são consideradas as primeiras que se conhece, apesar de antes dele, em 1843,  o fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894) ter viajado pelos rios Orenoco e Amazonas. Nessa expedição, alguns daguerreótipos teriam sido produzidos, porém perdidos. Segundo Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, &#8220;&#8230; houve ainda o trabalho de fotografia antropométrica, em sua maioria de mestiços da região amazônica, realizado em 1865 &#8211; 1866 por Walter Hunnewell em Manaus, a pedido de Louis Agassiz, da Expedição Thayer, hoje arquivados num museu da Universidade de Harvard. O casal Agassiz publicou sua obra <em>A Journey in Brazil</em> em 1868 e dela constam reproduções xilográficas de algumas fotografias de Leuzinger, duas fotos de índios feitas pelo ‘Dr. Gustavo, of Manaos’, mas nenhuma de Frisch&#8221;.</p>
<p>Até o final do século XX, o alemão Albert Frisch, que nasceu em Augsburgo, em 31 de maio de 1840, e faleceu em Berlim, em 30 de maio de 1918, era um personagem misterioso na história da fotografia. Segundo o site do Instituto Moreira Salles, &#8220;&#8230;o estudo dos documentos reunidos pela família Leuzinger, doados ao IMS em 2000, e a posterior localização de Klaus Frisch, neto do fotógrafo, pelo pesquisador Frank Stephan Kohl, permitiram reconstituir a trajetória de Frisch&#8221;. Antes de vir para o Rio de Janeiro, em torno de 1864, havia estado em Buenos Aires, na Argentina, e em Asunção, no Paraguai. Voltou definitivamente para a Alemanha, após passagens pela França e pelos Estados Unidos, em 1872.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 385px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, Amazonas / Acervo IMS</a></strong></p></div>
<p><strong><span style="color: #800000;">1840</span> &#8211; </strong>Christoph Albert Frisch nasceu em Augsburgo, na Baviera, na região sul da Alemanha, em 31 de maio, filho de Johanes Nepomuk Frisch e Auguste Korber. Seu pai possuia uma tecelagem e vários imóveis e era sócio de Eberhard Rugendas, possivelmente parente do desenhista Moritz Rugendas (1802 &#8211; 1858), também nascido em Augsburgo, que esteve no Brasil e produziu uma importante obra iconográfica do país.</p>
<p>Nos anos 1840, as empresas de seu pai foram à falência.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; Devido à morte de sua mãe, foi criado, assim como seus irmãos homens, em um orfanato na Francônia. As irmãs foram entregues pelo pai a uma tia materna.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Final da década de 1850</span></strong> &#8211; Foi trabalhar como confeiteiro.</p>
<p>Frisch partiu para Munique, capital da Bavária, onde começou a trabalhar no comércio de arte, na loja de Friedrich Gypen.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Com o apoio de seu empregador, trabalhou como aprendiz na litografia do impressor e editor Adolphe Goupil (1803 &#8211; 1893), em Paris.</p>
<p>Partiu para Buenos Aires, capital da Argentina, onde chegou por volta de 13 de dezembro. Tentou, sem sucesso, se estabelecer como comerciante de estampas de imagens religiosas, inspirado pela grande quantidade de imagens religiosas que goupil exportava para a América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25145" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank"><img class=" wp-image-25145" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/goupil.jpg" alt="Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris" width="238" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank">Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhou, então, na região dos Pampas, como professor particular e gerente de um criador de gado alsaciano.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Frisch retornou a Buenos Aires onde, aos 23 anos, começou sua carreira de fotógrafo, quando o alemão W. Raabe, que ele havia conhecido em uma taverna, o recomendou para seu empregador, o norte-americano Arthur Therry, dono de um renomado estúdio fotográfico, na <em>calle</em> Florida, 70,onde a alta sociedade argentina era retratada. As fotografias produzidas por Frisch nesse período não são conhecidas, mas segundo ele, teria retratado as sobrinhas do ditador argentino Juan Manuel Rozas (1793 &#8211; 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1863</strong></span> &#8211; Poucos meses depois, Frisch foi para o Paraguai abrir um estúdio fotográfico, em Assunção, a pedido do próprio presidente do país, Solano Lopez (1827- 1870), que havia estado em Buenos Aires, no ano anterior, com sua esposa, a irlandesa Elisa Lynch (1833 &#8211; 1866), e seus dois filhos. Na ocasião, havia visitado o estúdio de Terry, onde conheceu Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1864</strong></span> &#8211; Provavelmente, devido à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, Frisch foi para o Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865</span> </strong>- Começou a trabalhar no recém-inaugurado setor de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, cujo proprietário era o editor e fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong> </span>- Encontrava-se na Europa.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Viajou ao Pará, comissionado por Leuzinger para acompanhar uma expedição liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e por seu filho, o fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 &#8211; 1890) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo, </em>15 de novembro de 1867, na primeira coluna).</a>  Este último era casado com Sabine Christine (1842 &#8211; 1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Transitaram pela região dos rios <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira e Mamoré</a>, onde o governo imperial pretendia construir uma estrada de ferro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25086" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><img class="wp-image-25086 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia3.jpg" alt="Diário do Povo, de 15 de novembro de 1867" width="386" height="95" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, <em>O velho commercio do Rio de Janeiro</em>, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.</p>
<p>&#8220;<em>Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo da casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de graande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros&#8221;</em>.</p>
<p>Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro <em>A journey in Brazil, </em>editado em Boston, em 1868. A comissão foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard.</p>
<p>Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, integrada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, participou da Comissão ou Expedição Thayer &#8211; foi a primeira vez que esteve no Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=216828&amp;PagFis=9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, na quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1869</span></strong> &#8211; As imagens produzidas por Frisch durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25139" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/resultat1.jpg" alt="Acervo FBN" width="402" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1870</strong></span> &#8211; Foi para Montevidéu e depois para Paris, onde trabalhou na litografia de Lemercier &amp; Cie. Foi expulso do país, devido à guerra entra França e Alemanha (1870-1871), e perdeu tudo.</p>
<p>Retornou à Alemanha e passou a trabalhar com o fotógrafo alemão Joseph Albert (1825 &#8211; 1886), que aperfeiçoou a técnica da colotipia, e com quem aprendeu as mais novas tecnologias de impressão fotomecânica da época. Verveer Den Haag, fotógrafo da corte da Holanda, e o mestre da litogravura, o francês Lemercier (1803 &#8211; 1887), também eram aprendizes de Joseph Albert.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25148" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25148" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/joseph-albert.jpg" alt="O fotógrafo Joseph Albert  / HIstoric Camera" width="222" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank">O fotógrafo Joseph Albert / Historic Camera</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong> </span>- Chegou, em 14 de março, a Nova York, onde instalou o processo de colotipia na empresa Bierstadt &amp; Co. Trabalhando foi envenenado por cromo, tendo que ficar um tempo afastado da colotipia para cuidar da saúde.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1872</span></strong> &#8211; Voltou para a Alemanha, e foi funcionário numa fábrica de água mineral em Bad Homburg vor der Hohe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Em Bad Homburg vor der Hohe, abriu a empresa Frisch &amp; Co, que trabalhava com albertotipia, colotipia e fotografia.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1874</span></strong> &#8211; Durante esse ano, Frisch trabalhou por um curto período com o fotógrafo Johannes Nöhring (1834 &#8211; 1913), de Lübeck, na empresa Nöhring &amp; Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Frisch mudou-se para Berlim e abriu o Kunstanstalt Albert Frisch, especializado na produção de reproduções fotomecânicas de alta qualidade. Depois de sua morte, seu filho, também Albert, continuou o negócio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Faleceu em Berlim, em 30 de maio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Lançamento de um livro em comemoração dos 50 anos da Casa Frisch, em Berlim, com textos escritos pelo filho do fotógrafo, Albert Frisch Junior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Edição de um álbum raríssimo com 109 reproduções de fotografias, sendo 106 imagens de Albert Frisch Senior.</p>
<p>&#8220;<em>As 106 fotografias reunidas neste álbum são reproduções dos originais, feitos por Albert Frisch sênio (nascido em 13 de maiode 1840 em Augsburg) no Brasil nos anos 60. Elas restaram de um número muito maior de fotografias que foram tiradas por Albert Frisch sênior depois que ingressou na empresa Keller &amp; Leuzinger, Rio de Janeiro. Elas foram feias durante muitos anos em diversas excursões na região do rio Amazonas e em outras regiões do Brasil</em>.&#8221;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong> </span>- Impressão de uma história da família Frisch escrita por Eberhard, filho de Frisch. Nele há um esboço de uma autobiografia redigida pelo próprio Frisch, que revela que ele havia escrito uma autobiografia completa, destuída por ele mesmo no início da Primeira Guerra Mundial (1914 &#8211; 1918).</p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 &#8211; 1945), o acervo da Casa Frisch, em Berlim, foi totalmente destruído.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2019</strong></span> &#8211; Em outubro de 2019, o Instituto Moreira Salles, que já abrigava em seu acervo aproximadamente 40 imagens de Frisch, algumas delas pertencentes à série da Amazônia, arrematou, num leilão da Sotheby&#8217;s, em Nova York, um conjunto completo das 98 imagens, tal como editadas e comercializadas por Geroges Leuzinger*.</p>
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<p>*Esse parágrafo foi acrescentado em dezembro de 2019.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/os-miranha-e-as-fotografias-de-albert-frisch-maria-luisa-lucas/" target="_blank">Link para o artigo <em>Os Miranhas e as fotografias de Albert Frish</em>, de Maria Luísa Lucas, publicado no site do Instituto Moreira Salles, em 17 de dezembro de 2019</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em><a href="https://bndigital.bn.gov.br/artigos/preciosidades-do-acervo-as-primeiras-fotografias-da-amazonia-resultado-de-uma-expedicao-fotografica-pelo-solimoes-ou-alto-amazonas-e-rio-negro-realizada-por-conta-de-g-leuzingerrua-do-ouvidor-33/" target="_blank">As primeiras fotografias da Amazônia</a></em>. BN Digital, 2013.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>FRANCESCHI, Antonio Fernando de. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger. Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia</em> in Cadernos de Fotografia: Georges Leuzinger: um pioneiro do século XIX(1813-1892). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>GÂMBERA, José Leonardo Homem de Mello. <em><a href="http://www.revistas.usp.br/posfau/article/view/81051" target="_blank">Fotografia na Amazônia Brasileira: considerações sobre o pioneirismo de Christoph Albert Frisch (1840-1918)</a></em>. Revista de Programa da Pós-Graduação em Arquitetur ae Urbanismo da FAUUSP,dez de 2013</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <a href="http://www.iai.spk-berlin.de/fileadmin/dokumentenbibliothek/Ausser_der_Reihe/Fotoband_ENGL_f%C3%BCr_Web.pdf" target="_blank"><em>Albert Frisch and the first images of the Amazon to go around the world</em>  in Explorers and Entrepreneurs behind the Camera The Stories behind the pictures and photographs from the image archive of the Ibero-American Institute</a>. Berlim: Ibero-American Instituto, 2015.</p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger: Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia.</em> In: Cadernos de fotografia brasileira, 3. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>MARCOLIN, Neldson. <em><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/09/16/retratos-na-selva/" target="_blank">Retratos na Selva</a></em>, Revista Pesquisa Fapesp, setembro de 2014.</p>
<p>MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. <em>Estou aqui. Sempre estive. Sempre estarei.</em> <em>Indígenas do Brasil. Suas imagens (1505/1955).</em> São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.</p>
<p>SENNA, Ernesto. <em>O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em>. 2ª edição. Rio de Janeiro: G Ermakoff, 2006.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21608/albert-frisch" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/albert-frisch" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/albert-frisch/" target="_blank">Site O Índio na Fotografia Brasileira</a></p>
<p>TACCA, Fernando de<strong>.</strong><em><span style="text-decoration: underline;"> <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702011000100012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</a></span></em>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e Trejeitos: a fotografia na era do espetáculo (1839 &#8211; 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A. Frisch, ladrão de almas na Amazônia Imperial</em>. Piracema – arte e cultura. Rio de Janeiro, nº1, ano 1, p.90-95, 1993</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX / Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien</em>. São Paulo: Metalivros, 2000</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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