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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; feminismo</title>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[No 21º artigo da série “Feministas, graças a Deus”, de autoria do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas. Foi conselheira da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista Carmen Portinho. Faleceu, em Porto Velho, capital de Rpondônia, em 25 de novembro de 1929.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No 21º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em>, do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Em 1926, tornou-se membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/27522" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43877" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank"><img class="wp-image-43877 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet1.jpg" alt="snet1" width="281" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank">Emilie Snethlage, 1906 / Museum für Naturkunde Berlin/Historische Bild-und Schriftgutsammlungen </a></p></div>
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<p>Em 1926, foi uma das signatárias da mensagem em apoio à candidatura de Washington Luis (1869 &#8211; 1957) à presidência da República da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, dirigida pela bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/44051" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para integrar o conselho da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>. As outras criadoras ou conselheiras da entidade foram: a engenheira civil Amélia Sapienza (? -19?), Bertha Lutz, a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), </a> a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis (? -19?) e Juana Lopes (? -19?), as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves (? -19?), Maria Ester Correia Ramalho (? -19?), Myrthes de Campos ( 1875 – 1965) e Orminda Ribeiro Bastos (1899 – 1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/38374" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Emília Snethlage faleceu, em Porto Velho, capital de Rondônia, em 25 de novembro de 1929. Trabalhava desde 1922 no Museu Nacional (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1929, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_43885" style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet2.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de novembro de 1929" width="204" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de novembro de 1929</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Nelson Sanjad*</p>
<p style="text-align: left;">Emília Snethlage (1868-1929) é dessas figuras que causam comoção: sua trajetória ainda surpreende pelas escolhas que tomou ao longo da vida, sobretudo quando decidiu estudar zoologia – em uma época em que o acesso das mulheres à universidade era proibido ou mal visto; quando decidiu não se casar; quando quis trabalhar em um país estrangeiro num ofício dominado por homens – a pesquisa científica; e quando aceitou o desafio de dirigir um museu de história natural, o Museu Goeldi, em 1914, feito que talvez nenhuma outra mulher havia experimentado antes dela.</p>
<p style="text-align: left;">Como se isso não bastasse, Snethlage, que trocou a Alemanha pelo Brasil aos 37 anos, em 1905, gostava de viajar sozinha ou com apenas um acompanhante pelos rincões do interior do país. Era exímia coletora de aves, sendo responsável pelo acréscimo de muitos milhares de exemplares à coleção ornitológica do Museu Goeldi. E também produziu uma obra científica atualmente considerada fundacional para a ciência brasileira, especialmente para a taxonomia de aves e a biogeografia. No século XX, apenas cinco cientistas (homens), descreveram mais espécies de aves do que ela: os norte- americanos Frank Chapman (1864 &#8211; 1945), John Zimmer (1889 &#8211; 1957) e Walter Todd (1874 &#8211; 1969); o austríaco Carl Hellmayr (1878-1944) e o alemão Hans von Berlepsch (1850 &#8211; 1915). Ela foi a única a trabalhar em instituições brasileiras &#8211; o Museu Goeldi e o Museu Nacional &#8211; e criou 46 nomes de aves válidos atualmente, descritos entre 1906 e 1928. Por fim, foi ela quem delineou uma agenda de investigações que perdura até nossos dias, dedicada à compreensão do papel dos grandes rios na distribuição de espécies de aves pelo território nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotos de Emília Snethlage disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></p>
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<p>A esta longa lista de qualificativos, podemos acrescentar mais alguns: Emília Snethlage foi a primeira pessoa não-indígena a explorar um interflúvio amazônico, percorrendo a pé, em companhia de sete indígenas Kuruaya, o divisor de águas entre o Xingu e o Tapajós, em 1909. Posteriormente, em 1914, revisitou aquele mesmo povo indígena, e mais os Xipaya, reunindo uma coleção com mais de 150 artefatos. Snethlage inscreveu seu nome na história da antropologia por ter não apenas feito a primeira (e única) coleção etnográfica de ambos os povos, como também por ter sido a primeira mulher a fazer uma etnografia e a coletar em aldeias indígenas na Amazônia. Antes dela, somente a princesa Teresa da Baviera vinculou seu nome a uma coleção etnográfica, mas esta não foi obtida em aldeias e nem junto a indígenas, mas comprada nos mercados das cidades amazônicas por onde viajou na década de 1880.</p>
<p>Esses episódios vêm sendo explorados por pesquisadoras e pesquisadores capturados pela memória de Emília Snethlage. Nos últimos 25 anos, brasileiros e alemães revisitaram publicações, relatórios, cartas, fotografias, desenhos, mapas, coleções e toda sorte de documentos relacionados a Snethlage, com motivações diversas, mas todos movidos – ou comovidos – pela extraordinária vida de Snethlage e pelo imenso legado que ela deixou. A lista é longa, mas faço questão de registrar os nomes (em ordem alfabética) para que o/a leitor/a tenha a dimensão desse recente movimento de construção historiográfica: Aline Ariela Pereira, Beatrix Hoffmann-Ihde, Carla Bedran, Cilene Trindade Rohr, Diana Alberto, Gabriel Ramos Pacheco, Gleice Mere, Leila Mourão Miranda, Lilian Bayma de Amorim, Luiz Felipe Santos, Marcelo de Castro Silva, Marco Crozariol, Matheus Camilo Coelho, Miriam Junghans, Nelson Sanjad, Pablo Borges, Peter Schroeder, Reinhard Michael Arnegger, Rosanne Castelo Branco e possivelmente outros. Esses nomes se uniram a pesquisadores mais antigos, pioneiros no estudo da vida e da obra de Snethlage, como Osvaldo Cunha e Marisa Corrêa.</p>
<p>Já é possível registrar alguns avanços significativos no conhecimento da vida e do legado de Snethlage: Junghans (2009) e Coelho (2026) fizeram  belas análises das viagens e do trabalho de campo da ornitóloga; Hoffmann-Ihde (2015) fez o mais importante estudo das coleções Kuruaya e Xipaya, preservadas no Ethnologisches Museum Berlin; Pereira (2024) seguiu os passos (literalmente) de Snethlage pelo Ceará e revisitou as coleções ornitológicas que ela formou, semelhante ao que Santos e colegas (2024, 2025) fizeram, mas para o caso da Amazônia; Alberto (2022) introduziu Snethlage nos estudos de gênero, enquanto Sanjad (2019) mapeou as relações científicas que ela estabeleceu entre os etnólogos (homens) alemães; por fim, Crozariol (2025) lançou luz sobre as circunstâncias da morte de Snethlage, graças à descoberta de documentos inéditos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, felizmente salvos do grande incêndio de 2018. Vale registrar, ainda, os esforços para divulgar importantes trabalhos de Snethlage, como os seus estudos etnográficos, pouco lidos e quase nunca citados, traduzidos ao português, pela primeira vez, por Michael Arnegger e Nelson Sanjad (Snethlage, 2023a) e por Cilene Rohr e Rosanne Castelo Branco (Snethlage, 2023b). Todas as referências bibliográficas seguem listadas abaixo para a devida orientação do/a leitor/a.</p>
<p>O desenvolvimento da historiografia, na dimensão e com a qualidade aqui demonstrados, só é possível com bons levantamentos documentais e com coleções bem preservadas em museus e arquivos. Com esse horizonte, o Arquivo Guilherme de La Penha, do Museu Goeldi, organizou e inventariou toda a documentação produzida e recebida pela instituição entre 1914 e 1921, anos em que Snethlage esteve à frente da direção do museu; e também desenvolveu a Coleção Especial Emília Snethlage, que reúne cartas pessoais conservadas no próprio arquivo do museu e cópias digitais de documentos preservados pela Família Snethlage, residente na Alemanha, e por outras instituições, como o Museum für Naturkunde Berlin, Ethnologisches Museum Berlin, Philipps-Universität Marburg, Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, Natural History Museum London, Staatsarchiv des Kantons Basel-Stadt e Naturhistorisches Museum Wien. Esses documentos vêm sendo reunidos há pelo menos 15 anos por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Miriam Junghans, Rotger Snethlage e Gleice Mere.</p>
<p>Esse enorme conjunto documental dará origem a duas publicações: o livro “Emília Snethlage no Arquivo Guilherme de La Penha”, contendo o Catálogo Descritivo da Gestão Emília Snethlage no Museu Goeldi (1914-1921) e o Catálogo Descritivo da Coleção Especial Emília Snethlage (1907-1924), ambos organizados por Lilian Bayma de Amorim, Pablo Borges e Nelson Sanjad, com previsão de publicação em 2026; e o livro “Emília Snethlage: cartas e inéditos”, contendo a transcrição e tradução das cartas e dos textos inéditos de Snethlage encontrados até o momento, organizados por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Rotger Snethlage e Marco Aurélio Crozariol, com previsão de publicação em 2027.</p>
<p>Essas são notícias alvissareiras para celebrarmos o aniversário de Emília Snethlage neste 13 de abril de 2026, quando se completam 158 anos de seu nascimento – alvissareiras porque os documentos a serem publicados certamente darão ensejo a novos estudos, ampliando ainda mais o conhecimento que dispomos sobre a biografia de Snethlage e a construção de sua obra científica.</p>
<p>Nesta postagem, adiantamos a publicação de algumas fotos preservadas no Arquivo Guilherme de La Penha, devidamente contextualizadas com o auxílio de outros documentos. A primeira delas é o célebre retrato das funcionárias do Museu Goeldi, tirado em março de 1907 por pessoa não identificada. Snethlage aparece de pé, com suas características roupas claras, mangas bufantes e cabelo preso. Ela trabalhava há um ano e meio como assistente de Emílio Goeldi na Seção de Zoologia, tendo sido indicada ao cargo pelo ornitólogo alemão Anton Reichenow (1847-1941), curador do Museum für Naturkunde Berlin, que assegurou sua competência e habilidade nos trabalhos museais (Sanjad, 2010). Quando Goeldi se retirou de volta para a Suíça, em 1907, Snethlage assumiu a chefia da seção e depois, com o falecimento de Jacques Huber (1867-1914), a direção do próprio museu, ali permanecendo até 1921 (com exceção de um breve período em que precisou se afastar em razão da Primeira Guerra Mundial).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14389/MPEG374-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank">Funcionárias do Museu Goeldi em 1907. Retrato das três mulheres que trabalhavam no Museu Goeldi em 1907, tirado no Parque Zoobotânico da instituição, em Belém: de pé, a ornitóloga alemã Emília Snethlage (1868-1929), contratada em 1905; sentadas, à esquerda, Anna de Aragão Carreira (1894-?) e, à direita, Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), ambas secretárias e contratadas em 1907, março de 1907. Belém, Pará /Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>As moças sentadas são Anna de Aragão Carreira (1894-?), à esquerda, e Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), à direita. Ambas foram contratadas em 1907, após o secretário José Lobo Pessanha ser demitido e seu salário dividido em dois, sendo uma parte paga para Anna Carreira, como encarregada de confeccionar os rótulos e as etiquetas das coleções, e a outra para Abigayl Mattos, encarregada da secretaria e da biblioteca. As duas moças, uma com 13 e a outra com 18 anos, passaram a desempenhar as mesmas funções que Pessanha, somadas às atividades incessantes de apoio às coleções, mas recebiam apenas a metade do salário do antigo “oficial de secretaria”. A ideia foi apresentada pelo sucessor de Goeldi, Jacques Huber, como uma medida muito inteligente, “permitindo assim obter maior soma de trabalho sem acréscimo notável de despesas” (Huber, 1909, p. 4).</p>
<p>Ainda que esse experimento trabalhista nos soe como um disparate e muito injusto, a iniciativa de Goeldi e Huber foi inovadora para a época. Snethlage foi a primeira funcionária pública do Estado do Pará, logo seguida pelas outras duas, sendo a mais nova (Anna, 13) contratada como “aprendiz”. O Museu Goeldi talvez seja a primeira instituição científica do país onde as mulheres passaram a ocupar funções finalísticas, como Snethlage, e administrativas, incluindo aí um programa de estágio para adolescentes, denominado “Jovens Aprendizes”. A avaliação da experiência de inserir mulheres no ambiente de trabalho, feita por Huber (1909, p. 4), foi bastante positiva:</p>
<p>Felizmente esta experiência, ainda que única no Pará, deu resultados de todo satisfatórios para o Museu, sendo de louvar o zelo e a aplicação com que as ditas funcionárias se houveram no desempenho de suas funções. Provavelmente o nosso Museu é o único na América latina onde o trabalho feminino seja tão largamente aproveitado.</p>
<p>As próximas quatro fotos foram feitas em dezembro de 1908, por pessoa não identificada, mas que certamente carregava uma máquina portátil. Essas fotos fazem parte de um conjunto maior, somando oito negativos de vidro produzidos quando uma chimpanzé chegou no Museu Goeldi. Essa história é muito curiosa: o animal pertencia ao médico Harold Wolferstan Thomas  (1875–1931), chefe da missão da Escola de Medicina Tropical de Liverpool em Manaus. Em 17 de novembro de 1908, ele escreveu a Huber perguntando se ele poderia cuidar da chimpanzé enquanto viajava à Europa. Ela já era adulta, estava cativa há dois anos, era “bem mança e accostumada com gente” [sic]. Dr. Thomas foi prontamente atendido por Huber, mas quem recebeu e cuidou do animal foi Snethlage, responsável pelo zoológico da instituição, e seu assistente preparador, João Batista de Sá (?-1909). São eles que aparecem acolhendo a chimpanzé: na primeira foto, Sá, vergado e segurando um balde (com comida?), dá a outra mão ao animal – que parece estranhar o ambiente. Snethlage está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura. Huber está bem no fundo, de paletó branco e chapéu, mas um de seus filhos quis se aproximar da nova moradora do parque. É o menino que aparece à esquerda, de branco (o outro menino, atrás de Snethlage, não foi identificado).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14390/MPEG373-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank">Chegada de uma chimpanzé ao Museu Goeldi. Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. O preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) aparece vergado e segurando um balde (com comida?), com a outra mão segurando a chimpanzé; Emilia Snethlage (1868-1929) está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura; Jacques Huber (1867-1914) está bem no fundo, de paletó branco e chapéu; a criança com roupa branca à esquerda é seu filho. dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<p>Na sequência, a chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Ela provavelmente emite algum som, enquanto uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Snethlage, com cabelos bem mais esbranquiçados do que na foto tirada no ano anterior, ainda mantêm distância da chimpanzé, com Sá ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível).</p>
<p>Na próxima foto, a chimpanzé já está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Snethlage inclina-se, permitindo-nos ver seus longos cabelos arrumados em um coque. Ela toca as costas da chimpanzé, enquanto Sá, do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal. A chimpanzé vira-se para Snethlage – e quase podemos ouvi-la chiar agudamente. A cena é terna e tensa ao mesmo tempo.</p>
<p>Na quarta foto, ainda junto à jaula dos macacos barrigudos, Snethlage e Sá permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. O balde volta às mãos de Sá, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14391/MPEG369-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Emilia Snethlage (1868-1929) aproxima-se, com João Batista de Sá (?-1909) ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível)., dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14392/MPEG372-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Emilia Snethlage (1868-1929) inclina-se e toca as costas da chimpanzé, enquanto o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909), do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal, dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14386/MPEG371-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos. Emilia Snethlage (1868-1929) e o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. Sá está segurando um balde, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo, dezembro de 1908. Belé, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de junho de 1909, Dr. Thomas escreve de Liverpool: “How is my chimpazee behaving in the museum?” – e anuncia a sua volta para novembro do mesmo ano. Huber respondeu em agosto, em tom bem humorado: “A chimpanzé fêmea está prosperando em sua nova residência; ela é a principal atração do zoológico e está plenamente consciente de sua importância. Agora, ela está mais forte e mais animada do que nunca.”</p>
<p>Em outra fotografia, podemos ver Snethlage novamente em ação no zoológico do Museu Goeldi, junto a uma equipe de tratadores de animais. Desta vez, eles estão ocupados com uma onça, que aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá, mais próximo à jaula. Snethlage olha a cena, vestida como de costume, mas com chapéu (estava chegando da rua?). É difícil decifrar o que está acontecendo, mas é certamente algo que demanda cuidado e atenção. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Podemos imaginar que uma onça estava chegando no museu, tendo sido transportada completamente amarrada. Os homens parecem estar no processo de desamarrá-la, enquanto a onça rosna e esperneia do lado de dentro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14387/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20002-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank">Chegada de uma onça no Museu Goeldi. Emília Snethlage (1868-1929) e tratadores de animais no zoológico do Museu Goeldi, junto à jaula de uma onça. Ela aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá (?-1909), mais próximo à jaula. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Os homens parecem estar desamarrando a onça. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns autores já escreveram sobre a intimidade dos funcionários do museu e de suas famílias com os animais residentes no zoológico. A chegada da chimpanzé mobilizou toda a instituição, pois na série de fotos é possível ver os funcionários e familiares que acorreram para testemunhar a entrada do animal no museu. Por sua vez, Suescún Florez e colegas (2018) analisaram o Museu Goeldi como local para a sociabilidade dos funcionários e das suas famílias, chegando a divulgar uma foto dos filhos de Huber brincando dentro do viveiro de jabotis, montando nos animais como se fossem cavalos, enquanto uma tia ri alegremente.</p>
<p>A tese de Alberto (2022) dá ênfase à relação de afeto que Snethlage mantinha com os animais. Apesar de ser exímia caçadora, não hesitando em apertar o gatilho para abater o animal que desejasse, Snethlage cuidava com zelo e carinho dos habitantes do zoológico, convivendo com alguns deles dentro de casa. Por exemplo, em um diário de viagem ao rio Tocantins que ela mandou para a família, na Alemanha, em 1907, Snethlage dá notícias de como encontrou o zoológico ao retornar ao museu:</p>
<p>Estava tudo bem também com a maioria dos bichos; naturalmente, alguns casos de animais mortos, mas nenhum dos mais valiosos. Em compensação, recebemos nesse tempo três onças jovens, sujeitos muito cândidos, de fisionomia simpática e movimentos desengonçados. Ainda tentarei tornar-me amiga delas, embora sejam bem ariscas e pouco afeitas a seres humanos. Encontrei bem espertas as minhas duas corujinhas. A menor transformou-se de lá para cá e está com a aparência tão imponente quanto sua companheira mais velha. Também reencontrei os dois gatos maracajás jovens. Um fica muito tempo no meu quarto e, no começo, deixava as corujas apavoradas, especialmente quando pulava sobre as gaiolas e mostrava sua avidez por restos de carne. Agora, elas já estão mais acostumadas e deixaram o gato um pouco de lado (Sanjad e colegas, 2013, p. 210).</p>
<p>Um desses maracajás ainda vivia em 1912. Em uma carta ao irmão Viktor Snethlage, datada de 18 de julho, Emília conta como o gato a fez relembrar um episódio de infância:</p>
<p>Ontem não houve como eu não me lembrar da história do teu pardal. Precisei deixar meu gato maracajá sozinho em casa por algumas horas e, quando voltei, ele tinha aberto uma gaiola e liquidado um de meus roedores, que eu criava já fazia um ano e meio (um sauiá, não o rato vermelho).  Também isso estava bem perto de acontecer, mesmo que houvesse um roedor só. Claro que não posso pôr a culpa no gato, senão em mim mesma, mas a gaiola estava muito bem trancada.</p>
<p>Temos a sorte de poder conhecer esse gato maracajá, que gostava de assustar corujinhas e apreciava comer sauiás. Ele talvez fosse o mais querido entre os animais silvestres criados por Snethlage entre o seu quarto de dormir e os viveiros do zoológico: por volta de 1907 ou pouco depois, Jacques Huber registrou em uma foto o carinho de Snethlage pelo gato. Eles estão junto à porta dos fundos do pavilhão de exposições, conhecido como Rocinha. Snethlage, sempre de branco e com cabelos amarrados, olha ternamente para o animal em seu colo. A foto comove pelo inusitado da cena: o desejo dela em documentar seu afeto por um animal silvestre, e bem junto ao corpo, como um abraço.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14388/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20003_menor-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="664" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank">Jacques Huber. Retrato de Emilia Snethlage com gato-maracajá. Emilia Snethlage (1868-1929) com seu gato-maracajá de estimação, na porta dos fundos do pavilhão de exposições (Rocinha) do Museu Goeldi. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, c. 1907. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
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<div></div>
<div>* Nelson Sanjad é historiador e servidor do Museu Paraense Emílio Goeldi</div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>ALBERTO, Diana. <a href="https://repositorio.ufpa.br/items/a09d1adb-c218-4b90-a396-2f0e89fb5626" target="_blank"><em>Emília Snethlage e Heloisa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX</em></a>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2022.</p>
<p>COELHO, Matheus Camilo. <em>Ciência em campo: patronato e redes de conhecimento na Amazônia (1894-1918)</em>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2026.</p>
<p>CROZARIOL, Marco Aurélio. <a href="https://doi.org/10.1590/S0104-59702025000100018" target="_blank"><em>O último voo: documentos inéditos relativos ao falecimento e ao espólio de Emília Snethlage, 1868-1929</em></a>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, e202501, 2025.</p>
<p>HOFFMANN-IHDE, Beatrix. <a href="https://www.digi-hub.de/viewer/image/1625133565565/47/" target="_blank"><em>100 Jahre Xipaya- und Kuruaya- Sammlung im Ethnologischen Museum, Staatliche Museen zu Berlin</em></a>. Baessler-Archiv, v. 62, p. 45-66, 2015.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em><a href="https://www.biodiversitylibrary.org/item/98489#page/11/mode/1up" target="_blank">Relatório sobre a marcha do Museu Goeldi no ano de 1907 apresentado ao Exmo. Snr. Dr. Secretário do Estado da Justiça, Interior e Instrução Pública pelo Dr. J. Huber, Diretor do Museu</a>.</em> Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de História Natural e Ethnopgraphia, v. 6, p. 1-21, 1909.</p>
<p>JUNGHANS, Miriam. <a href="https://arca.fiocruz.br/items/ab7c1258-5ff2-47ac-9c9e-8423218447a1" target="_blank"><em>Avis Rara: a trajetória científica da naturalista alemã Emília Snethlage (1868-1929) no Brasil</em></a>. Dissertação (Mestrado em História das Ciências e da Saúde) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:</p>
<p>PEREIRA, Aline Ariela. <em>Seguindo os passos de Emilia Snethlage no Ceará (1910 e 1915): uma análise comparativa e atual</em>. Dissertação (Mestrado em Ciência Biológicas) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>A coruja de minerva: o Museu Paraense entre o Império e a República (1866-1907)</em>. Brasília: Instituto Brasileiro de Museus; Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <a href="https://doi.org/10.3989/asclepio.2019.14" target="_blank"><em>Nimuendajú, a Senhorita Doutora e os ‘etnógrafos berlinenses’: rede de conhecimento e espaços de circulação na configuração da etnologia alemã na Amazônia no início do século XX</em></a>. Asclepio, v. 71, n. 2, p273, 2019.</p>
<p>SANJAD, Nelson; SNETHLAGE, Rotger; JUNGHANS, Miriam; OREN, David. <em><a href="https://doi.org/10.1590/S1981-81222013000100012" target="_blank">Emília Snethlage (1868-1929): um inédito relato de viagem ao rio Tocantins e o obituário de Emil-Heinrich Snethlage</a>.</em> Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 8, p. 195-221, 2013.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; SANJAD, Nelson; AMORIM, Lilian Bayma. <em><a href="https://doi.org/10.30612/rehr.v20i38.19057" target="_blank">Redes de conhecimento e representações: um estudo das coleções ornitológicas formadas por Emília Snethlage no Museu Paraense Emílio Goeldi entre 1905 e 1921</a>.</em> Revista Eletrônica História em Reflexão, v. 20, p. 131–160, 2024.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; AMORIM, Lilian Bayma. <a href="https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2023-0097" target="_blank"><em>Coleções e redes de intercâmbios na Amazônia do início do século XX: considerações sobre o legado de Emília Snethlage</em></a>. Boletim do Museu Paraene Emílio Goeldi: Ciências Humanas, v. 20, e20230097, 2025.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84959" target="_blank"><em>Sobre a Etnografia dos Xipaya e Kuruaya</em></a>. Tradução de Reinhard Michael Eugen Arnegger e Nelson Sanjad. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 366-418, 2023a.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <em><a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84961" target="_blank">As  etnias  indígenas do Médio Xingu: em especial a Xipaya e a Kuruay</a>a. Tradução de Cilene Trindade Rohr e Rosanne Castelo Branco</em>. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 423-503, 2023b.</p>
<p>SUESCÚN-FLOREZ, Lilian; SANJAD, Nelson; OKADA, Wanda.<em><a href="https://doi.org/10.1590/1982-02672018v26e15" target="_blank"> Construção do espaço museal: ciência, educação e sociabilidade na gênese do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (1895-1914)</a>.</em> Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, v. 26, p. 1-67, 2018.</p>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; XI &#8211; Memórias de uma enfermeira &#8220;febiana&#8221; no front</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 13:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas]]></category>
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		<category><![CDATA[Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero]]></category>
		<category><![CDATA[Virgínia Portocarrero]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco mais de 80 anos, em agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, cidades japonesas, encerrando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Durante a contenda foram enviadas tropas brasileiras ao norte da Itália em apoio aos Aliados, após o Brasil declarar guerra à Alemanha e Itália. Parte dessa história pode ser conferida a partir do acervo documental de uma brasileira que vivenciou o conflito bélico no front, a enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero (1917-1923), presente no acervo fotográfico da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.  No artigo "Memórias de uma enfermeira ‘febiana’ no front", a jornalista Cristiane d’Avila e a historiadora Laurinda Maciel contam um pouco desta história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Memórias de uma enfermeira &#8220;febiana&#8221; no <em>front</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila e Laurinda Maciel*</p>
<p>Há pouco mais de 80 anos, em 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançavam sobre o Japão as bombas que ceifaram a vida de milhares de civis e devastaram parte das cidades de Hiroshima e Nagasaki, encerrando os seis longos anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Expressão da luta contra o nazismo e o fascismo, a contenda incluiu o envio de tropas brasileiras ao norte da Itália em apoio aos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética, França, Polônia), após o Brasil declarar guerra à Alemanha e Itália. Parte dessa história pode ser conferida no Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (DAD/COC), em especial a partir do acervo documental de uma brasileira que vivenciou o conflito bélico no <em>front</em>: a enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero (1917-1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14041" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14041/br_rjcoc_vp_03_06_v02_129.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14041" target="_blank">Enfermeiras Doris, Virgínia, e Sylvinha, s/d. Pistoia, Itália / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascida em 23 de outubro de 1917, no Rio de Janeiro, Virgínia era filha e sobrinha de generais. Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio Pedro II, formou-se em Enfermagem Samaritana pela Cruz Vermelha. Com o início da guerra, voluntariou-se para as Forças Armadas do Brasil, o que a levou a compor o Quadro de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/433" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas à enfermeira Virgínia Portocarrero disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de julho de 1944 embarcou para Nápoles, Itália, como uma das 67 integrantes do Primeiro Escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Outras seis enfermeiras, egressas da Escola Anna Nery (EAN), compuseram o quadro da Força Aérea Brasileira (FAB). O grupo atuou nos seguintes hospitais de campanha do exército norte-americano instalados na Itália: 182th <em>Station General Hospital</em>, em Nápoles, <em>105th Station Hospital</em>, em Cevitavecchia, <em>64th General Hospital</em>, em Ardenza, <em>38th Evacuation Hospital</em>, em Cecina, Florença e Pisa; <em>16th Evacuation Hospital</em>, em Pistola, e <em>15th Evacuation Hospital</em>, em Corvela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14038" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14038/br_rj_coc_vp_03_03_012_an1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14038" target="_blank">Vista da cidade de Pístola, onde funcionou um dos hospitais de campanha utilizados pela FEB durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, 1944/1945. Pistoia, Itália / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de julho de 1945, regressou ao Brasil e, em 1957, foi incorporada ao serviço ativo do Exército como 2º tenente e enfermeira na Policlínica Central do Exército. Passou para a reserva, em 25 de setembro de 1962, como 1º tenente, sendo promovida a capitão em 1963.</p>
<p><strong>O arquivo pessoal</strong></p>
<p>O arquivo pessoal de Virgínia, doado ao DAD/COC, em 2010, contém centenas de fotografias, cartas, recortes de jornais, panfletos, ilustrações, desenhos e gravações de canções, entre outros documentos, com destaque para o diário sobre sua experiência como enfermeira da FEB. Nele, ela conta em detalhes o cotidiano de trabalho no hospital de campanha, o atendimento aos feridos e os momentos de descontração, entre outras percepções sobre sua experiência nos campos de batalha.</p>
<p>Em 2021, o arquivo completo foi digitalizado com recursos do Programa <em>Iberarchivos,</em> ação de fomento, acesso, organização, descrição, conservação e difusão do patrimônio documental das nações ibero-americanas voltada à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres e meninas, em alinhamento ao <a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/5">5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)</a><a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p><strong>Memórias de uma &#8220;‘febiana&#8221; no front</strong></p>
<p>Em 14 de março de 2008, Virgínia concedeu entrevista às historiadoras da COC Anna Beatriz de Sá Almeida, Laurinda Rosa Maciel e Margarida Maria Rocha Bernardes relatando sua experiência no <em>front</em> durante quase um ano de trabalho na Itália. Na sequência, destacamos trechos das falas:</p>
<p><em>&#8220;Eu ouvia falar essa coisa toda, não sabe? Eu disse: “Não, eu vou fazer um curso para também ir para essa guerra para cuidar dos militares&#8230; com interesse de ir para guerra. E eu fiz o primeiro ano [do curso da Cruz Vermelha], e nisso saiu no jornal O Globo o [chamado para o] voluntariado. Eu aí fui em casa, apanhei os documentos; não disse a ninguém, me apresentei. Chegou de noite o jornal começou a publicar e dar os nomes, aí começaram a telefonar [&#8230;] para a mamãe e pra mim. Porque a mamãe era uma mãe extraordinária, uma gracinha de mãe; o meu pai um amor, uma coisa formidável. [Eles não sabiam de nada] eu me apresentei e fiquei quietinha porque senão podiam dizer não, e aí que eu não ia fazer porque eu era obediente.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14059/br_rjcoc_vp_04_07_v02_051.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14059" target="_blank">Enfermeira Elza Cansanção ao lado de sua mãe Aristheia antes de embarcar para a Itália, s/d / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>E aí eu já era maior, podia me apresentar. [&#8230;] Foi o seguinte: meu tio, irmão de papai mais novo, era chefe de gabinete de Prudente de Morais, general Prudente de Morais, era o general José Portocarrero. [&#8230;] e eles foram lá pedir para me reprovar no exame de saúde porque eu saí muito bem classificada no curso. Eu fiz tudo que tinha que fazer: ginástica, essas coisas todas&#8230;  [&#8230;] Tinha três em primeiro lugar, uma em segundo, e depois o meu foi o terceiro. Passei em tudo muito bem. Estudava que nem uma danada, não é? Eu não podia deixar de sair, porque eu queria ser aquilo. Já toda fardadinha&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14055" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14055/br_rjcoc_vp_03_03_005_an1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14055" target="_blank">Enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira em Pistoia , s/d / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Embarquei para Natal. Na Base Aérea de Parnamirim e ficamos lá, não sabíamos para onde íamos. Eu e mais cinco e o major Ernestino [Homem de Oliveira], um portento de inteligência, um cirurgião maravilhoso&#8221;. </em></p>
<p><strong>O trabalho nos hospitais de campanha</strong></p>
<p><em>&#8220;De lá [Argel] nós fomos para a Itália. Aí que nós que soubemos que [iríamos] para a Itália. [&#8230;] Aí quando nós estávamos sentadas, muito bem clareou a cidade toda, que era madrugada, não é? Aí foi o batismo de fogo, porque começaram a bombardear Nápoles, em frente à nossa janela. Nós assistimos. Então o nosso batismo de fogo foi esse. Nós nem pernas tínhamos para sair, ficamos ali sentados, o major, nós duas&#8230; Olhando aquele bombardeio caindo na Baía de Nápoles. Estavam invadindo, tantos que morreram. Então, a Baía de Nápoles foi o nosso batismo. [&#8230;] nós fomos cumprimentar as americanas. Comigo as americanas foram educadíssimas, [&#8230;] me chamavam na hora da folga para a barraca delas jogar carta, para aprender a falar português, para me ensinar inglês, elas comigo foram fabulosas. </em></p>
<p><em>O banho era em conjunto com as americanas. Aquelas barracas grandes, abertas&#8230; Cada uma entrava num boxe, tomava banho. E tinha um saco que você jogava roupa suja, e a italiana tinha uma máquina de lavar, que lavava a roupa, mas ela só tinha ordem de lavar as das americanas. Nós levávamos aquilo, de noite na pia&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14050" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14050/br_rjcoc_vp_03_06_v02_157.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14050" target="_blank">Alojamento do hospital de Corvella, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, s/d. Itália / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Era uma rua de barracas; barracas para lá e barracas de lá e aqui a ruazinha. Eram americanas e brasileiras enfermeiras nesse pedaço. Na outra zona do nosso limite os médicos, e noutra os sargentos e os soldados. Era o nosso limite.</em></p>
<p><em>Nessa enfermaria tinha sempre uma americana com uma brasileira para ensinar a rotina do hospital, que era tudo em inglês: os pedidos de medicamento, os médicos receitavam&#8230; Tinham médicos que não sabiam nada de inglês. Até à gente eles vinham, eu dizia: “Vê lá, eu de inglês eu&#8230; É melhor o senhor saber com americano porque o meu inglês é fraco”. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14060" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14060/br_rjcoc_vp_03_06_v02_176.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14060" target="_blank">Tenente Jacyra no 38th Evac. Hospital, s/d. Itália / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Às 7 horas da manhã a gente tinha que entrar. A colega da noite já tinha dado banho. E o banho das americanas elas nunca davam o banho geral. Elas botavam um biombo, porque era leito vago. Quando baixava coronel, general, queimado, paisano&#8230; Então eles botavam um biombo que ficava meio falta de respeito, não é? [&#8230;] nós dávamos injeção na veia, passava no soro, e as americanas não passavam&#8230; os próprios americanos gostavam mais de tomar injeção com as brasileiras. Pegávamos o músculo e pow!</em></p>
<p><em>Das 7h da manhã às 7h da noite; depois tínhamos um dia de folga total, e trabalhávamos das 7h da noite, às 7h da manhã, 15 dias; os que eram prisioneiros de guerra e estavam feridos iam para a mesma enfermaria. Eles davam pijama, escova de dente, sabonete, alimentação igual, não queriam conversa. Americano então tinha horror de conversar. E eles ficavam danados porque eles [prisioneiros] conversavam à beça comigo porque falavam francês, falavam italiano, espanhol, porque eram cultos; o alemão era cultíssimo. Agora o americano só falava inglês.</em></p>
<p><em>Os americanos eram verdadeiras crianças; a gente botava o remédio para eles, tinha que botar na boca, mandar abrir a boca, e ficar segurando ver se eles não jogavam fora. Os alemães eram rigorosos e muito disciplinados. </em></p>
<p><em>A sala de choque era uma espécie de urgência, quando eles chegavam iam para ser atendidos logo ali; era uma espécie de boxes para tratamento geral, limpeza e tal. E se dividia pelo quadro: a enfermaria com a gravidade, com a maior gravidade, inclusive para a sala de operações. Era logo classificado. [tinha sala de operações, clínica e choque] e tinha de material cirúrgico, dando suporte [&#8230;] Era hospital de campo, tudo em barracas, mas tudo [organizado]&#8230; Se o bombardeio durasse, [o hospital de campanha com as barracas] ficava enquanto durasse o bombardeio&#8221;.</em></p>
<p><strong>A produção de memória e o término da guerra</strong></p>
<p><em>&#8220;O nome dos vários pontos que nós passamos eu me lembrava porque o meu pai como era professor, ele me instruiu. Ele disse: “Você não mande nada, nada da tua vida militar em carta porque em tempo de guerra isso não vai chegar aqui. Você faz o seguinte: cada doente que você tiver alta, que ele tiver transferência para o Brasil, você dá o meu telefone, dá a ele, pede licença ao comando que vai mandar para o seu pai”. E o papai escreveu uma carta ao Major Ernestino pedindo que deixasse&#8230; que liberasse, que queria fazer o meu diário. O major Ernestino permitiu fazer. [&#8230;] Eles telefonavam, papai ia ao HCE e apanhava.</em></p>
<p><em>Ganhei uma máquina fotográfica porque fizeram uma vaquinha. Eu tenho fotografia de tudo. Tudo que eu queria eu tirava. [antes de ter a máquina] eu gostava de fotografia, mas não consegui levar máquina porque não deixaram. </em></p>
<p><em>[Ganhava] muitos presentes [dos pacientes], cartas, poesias, tudo, tudo, tudo. E aqui no Brasil eu recebo telefonemas de esposas que ainda estão vivas. </em></p>
<p><em>Que já tinha acabado a guerra, e eu vi o Mussolini pendurado de cabeça para baixo, a mulher do Mussolini [Clara Petacci] e três ministros. Vi em Milão, estava perto do Lago de Como, pendurado de cabeça para baixo, e os italianos foram que meteram canivetes, facas. Quem o matou foram os próprios italianos&#8221;. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O arquivo pessoal de Virgínia Portocarrero, os áudios das entrevistas realizadas, bem como a transcrição das mesmas estão </strong><a href="disponíveis%20para%20consulta"><strong>disponíveis para consulta</strong></a><strong>, que pode ser solicitada em </strong><a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-arquivos-historicos-da-fiocruz"><strong>https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-arquivos-historicos-da-fiocruz</strong></a><strong> .</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5: “Igualdade de gênero &#8211; Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Disponível em <a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/5">Sustainable Development Goal 5: Igualdade de gênero | As Nações Unidas no Brasil</a>.</p>
<div></div>
<div>*Cristiane d’Avila é jornalista e Laurinda Maciel é historiadora do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)</div>
<div></div>
<div>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</div>
<div></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BERNARDES, M.M.R.; KAMINITZ, S.HC; MACIEL, L.R. et ali. ‘Uma enfermeira da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial: Fundo Virgínia Portocarrero da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz’. Hist. cienc. saude-Manguinhos 29 (2) • Apr-Jun 2022, p.531-550.</p>
<p>CASA DE OSWALDO CRUZ. Departamento de Arquivo e Documentação. Fundo Virgínia Portocarrero. Disponível em: <a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/virginia-portocarrero">https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/virginia-portocarrero</a>. Acesso em: 09 nov 2025.</p>
<p>D’AVILA, Cristiane. <em>Força feminina contra o nazismo: a enfermeira brasileira Virgínia Portocarrero na Segunda Guerra Mundial</em> (Artigo). In: Café História. Publicado em 1 mar de 2021. Disponível em: <a href="https://www.cafehistoria.com.br/enfermeiras-na-segunda-guerra-virginia-portocarrero/">https://www.cafehistoria.com.br/enfermeiras-na-segunda-guerra-virginia-portocarrero/</a>. ISSN: 2674-59.</p>
<p>PORTOCARRERO, Virgínia Maria Niemeyer. FIOCRUZ. Rio de Janeiro. 14 de maio. 2008. Entrevista concedida à Anna Beatriz de Sá Almeida, Laurinda Rosa Maciel e Margarida Maria Rocha Bernardes. Acervo da Casa de Oswaldo Cruz. Disponível em: <a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/virginia-maria-de-niemeyer-portocarrero-3">https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/virginia-maria-de-niemeyer-portocarrero-3</a>. Acesso em: 09 nov 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; XX &#8211; A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a &#8220;Eva Militante&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 14:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante", o 19° da série "Feministas, graças a Deus!". Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley. Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante,</em>  o 20° da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p style="text-align: left;">Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.</p>
<p style="text-align: left;">No artigo, estão destacadas duas imagens de Edwiges pertencentes ao acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Ambas foram produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880-1931)</a>, que já foi tema de uma publicação da Brasiliana Fotográfica. A foto em que Edwiges está sem chapéu foi publicada na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), de 22 de maio de 1920</a> em uma matéria que a felicitava pelo ingresso na Academia Pernambucana de Letras. A imagem dela com chapéu é, conforme o verso da foto, de 29 de agosto de 1909, ano em que foi nomeada diretora da escola estadual da Boa Vista. Também no verso, consta que Edwiges  presenteou algum amigo ou amiga com a fotografia.<img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-16%20120839.png" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38184" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-120839.png" alt="A Nota (PE), 22 der maio de 1920" width="335" height="786" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, Louis Piereck atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Considerado talentoso, Piereck tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos “<em>os mais perfeitos trabalhos</em>“. Anunciava como sua especialidade “<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>“.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cibele Barbosa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37847" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges_capa.jpg" alt="Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj" width="487" height="775" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges de Sá Pereira foi uma mulher que não se conformou com as imposições de seu tempo. Nascida, em 1884, no município de Barreiros, estado de Pernambuco, a filha de José Bonifácio de Sá Pereira e de Maria Amélia Rocha de Sá Pereira, nutria, desde cedo, o interesse pelos livros. Conforme descreveu em suas notas autobiográficas, costumava ler escondido os livros dos irmãos mais velhos, em especial aqueles dedicados à poesia, que copiava e declamava em reuniões de família.</p>
<p>A menina que costumava dizer aos familiares que “<em>haveria de ser poeta</em>”, não tardou a cumprir seu intento. No início da adolescência, publicou um jornalzinho, o “<em>Echo Juvenil</em>”, juntamente com seu irmão Eugênio. Algum tempo depois, chegaram-lhe às mãos, pelos correios, exemplares do jornal <em>O Paiz </em>(RJ) com versos seus transcritos e apresentados pelo escritor Arthur Azevedo. A jovem poeta, do interior de Pernambuco, teve seu soneto “<em>A uma estrela</em>” reproduzido também na <em>Revista do Brasil</em> (SP), acompanhado de comentários entusiasmados de Cunha Mendes ao prenunciar que a menina se tornaria “<em>a primeira poetisa do Brasil</em>”.</p>
<p>Um ano antes de se mudar com sua família para o Recife, ainda vivendo na cidade de Barreiros, Edwiges teve seu primeiro livro publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto, em 1901. A ideia de publicar os 51 versos da jovem escritora ocorreu-lhe quando estava de férias no interior e teve a oportunidade de ser apresentado aos poemas de Edwiges. Levou os manuscritos para a capital e os publicou com o título<em> Campesinas</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na edição de <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/3686" target="_blank">17 de agosto de 1901, anunciava o <em>Jornal Pequeno</em></a> o recebimento do “<em>mimoso livro</em>” de Edwiges, impresso na forma de folheto, com 80 páginas. Ainda em 1901, fundou o pequeno jornal literário, o <em>Azul e Ouro</em>, com seu irmão Eugênio e seu amigo Caetano Andrade. Sua família se mudou para o Recife naquele período, após seu pai ter vendido o engenho na cidade de Barreiros para ocupar um cargo do governo do estado na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já instalada na capital, Edwiges ingressou na Escola Normal para obter formação no magistério e tornar-se professora. Paralelamente aos estudos pedagógicos, a jovem participou ativamente da vida literária de seu tempo, contribuindo com seus escritos para jornais e revistas. Em 1902, colaborou com a <em>Revista Pernambucana </em>e foi convidada para ser uma das redatoras do jornal <em>O Lyrio</em>, formado somente por mulheres. Entre as companheiras da publicação estavam Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia. Os textos desafiavam a rígida sociedade patriarcal da época refletindo sobre a importância da educação escolar e profissional para as mulheres, entre outras pautas como a equidade salarial. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13164/fr_005652%20Edwiges%20.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="685" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1903. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de então, não parou mais, tendo sido convidada a ser sócia correspondente da recém-fundada Academia Pernambucana de Letras. Colaborou assiduamente em jornais como o <em>Jornal Pequeno</em>, do Recife, no qual foram publicados poemas seus inéditos e traduções de poetas como o simbolista Lorenzo Stecchetti, um dos pseudônimo do italiano Olindo Guerrini (1845-1916). Era sempre adjetivada por seus admiradores de “<em>adorável</em>”, “<em>inteligente poetisa</em>”.</p>
<p>Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, aliás a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. A normalista e poeta, defensora dos direitos das mulheres, ocupou a cadeira n.7 da APL, no lugar do acadêmico João Batista Regueira Costa, a quem dedicou o texto <em>Um passado que não morre</em>.</p>
<p>Em sua casa, na rua do Sossego, bairro da área central do Recife, Edwiges recebia convidados e declamava poemas em italiano, em especial os da poeta Ada Negri. Também nesse espaço eram comuns os encontros de mulheres que se dedicavam às causas da emancipação feminina.</p>
<p>Professora catedrática da Escola Normal, onde realizou sua formação como professora, Edwiges também atuou como professora de português no curso comercial do Colégio Eucarístico e assumiu a disciplina de História Geral e do Brasil no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Seu engajamento no campo da “<em>instrução pública</em>”, como se dizia à época, levou-lhe ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares da capital pernambucana, cargo que lhe permitiu viajar para outros estados em eventos e oficinas ligadas à educação. O governo estadual chegou a publicar suas <em>Impressões e notas (questões do ensino)</em>.</p>
<p>A participação ativa como educadora se alinhava às suas causas políticas. Para Edwiges era necessário que os governos investissem na educação das mulheres. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Luz, em 1922. Na ocasião, a escritora pernambucana apresentou o texto <em>Pela </em><em>mulher, para a mulher</em>, publicado no ano seguinte. Em seu discurso, Edwiges exortava as mulheres de diferentes extratos sociais a se unirem para reivindicar direitos políticos e direito à educação.</p>
<p>Como consequência das articulações e redes que construiu no Rio de Janeiro, fundou, no mesmo ano, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). A primeira sessão da Federação Pernambucana teve participação de Odila Porto de Oliveira, representando a FBPF. Edwiges, presidente da filiada pernambucana, apresentou os projetos e propostas voltadas para “<em>campanhas em prol dos direitos e demais interesses da mulher</em>”. Na mesma ocasião, anunciou o projeto de um levantamento estatístico das “<em>mulheres que exercem atividades no funcionalismo </em><em>em Pernambuco, no comércio, no magistério</em>”, de modo a subsidiar a criação de uma “<em>Escola de Oportunidades</em>”, ideia de Noemia Xavier, vice-presidente da Federação Pernambucana. A primeira ata foi assinada, em novembro de 1931, por 47 mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37846" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg"><img class="  wp-image-37846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg" alt="edwiges17cibele_red" width="395" height="607" /></a><p class="wp-caption-text">Ata da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, 10 de novembro de 1931 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de 1933 para o parlamento, Edwiges, pelo Partido Economista, e a também escritora Martha de Hollanda, sem partido, foram as únicas mulheres a se candidatarem em Pernambuco. Apesar de não terem sido eleitas, deixaram sua marca na constituição do eleitorado feminino no Brasil.</p>
<p>Em 1947, Edwiges publicou a conferência “<em>A influência da mulher na educação </em><em>pacifista do após</em>-<em>guerra</em>”, na qual expôs os principais desafios do século XX e os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial. Apontou retrocessos históricos, afirmando que a “<em>questão feminista bem longe está do seu rumo necessário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37800" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg"><img class="  wp-image-37800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg" alt="edwiges16cibele" width="391" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, 1947 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A “<em>Eva Militante</em>”, como assim se nomeou em artigos de jornais nos anos de 1930, e “<em>imortal</em>” da Academia Pernambucana de Letras, deixou escritos de sua trajetória e projetos de futuro. Faleceu em 1958, aos 74 anos, com planos de publicar suas crônicas sociais, textos feministas e escritos poéticos. <em>Horas Inúteis</em>, livro de poemas, foi publicado postumamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cibele Barbosa é historiadora da Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira (1884-1958)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37411" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><img class="wp-image-37411 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges9.jpg" alt="edwiges9" width="183" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE),</em> 1º de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nascimento, em 25 de outubro, de Isabel Edwiges de Sá Pereira, futura escritora, educadora, líder feminista e sufragista. Filha do barachel em Direito e senhor de engenho José Bonifácio de Sá Pereira (c.1831-1916) e da dona de casa Maria Amélia Rocha de Sá Pereira (18?-1915), pertencia à aristocracia latifundiária e letrada de Pernambuco. Era irmã dos advogados Virgílio e Manoel Arthur, do advogado e poeta Eugenio, o advogado e jornalista Eurico; e Érico, Nanette, Margarida, Fredovinda, Cândida, Adalgisa e Marieta.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Com apenas 11 anos de idade escreveu o poema<em> Saudade</em>, um dos seus primeiros textos de que se tem registro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886/1897</strong></span> &#8211; Com seu irmão, Eugênio, criou o jornalzinho manuscrito <em>Echo Juvenil</em>, com pequenos textos e poesias, que circulava entre os seus familiares.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong> </span>- Algumas de suas poesias que se encontravam no <em>Echo Juvenil</em> foram publicadas no jornal <em>O Paiz</em>, do Rio de Janeiro, com apresentação do jornalista, escritor e dramaturgoArtur Azevedo (1855-1908) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 e agosto de 1897, primeira coluna</a>).</p>
<p>A revista <em>A Mensageira, revista literária dedicada à mulher brasileira,</em> foi criticada por não ter incluído Edwiges e outras escritoras no <em>artigo de fundo</em> de sua primeira edição. Era dirigida pela poetisa e feminista mineira Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/58" target="_blank"><em>Revista do Brazil,</em> setembro de 1897</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 184px" class="wp-caption aligncenter"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdakOv0hvF8uVhEGh5ZvDi7pWQM80LFh40taSCRJYHoXgfrhbeW5jPW3YNmC53tmaemNkfRm1o4o3LGz4EIn0UAJdkAJ_NiDy300X7hA" alt="207 2 PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA (1867 – 1944) NA ..." width="174" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank">Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) / Garnier, 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu poema <em>Primaveras</em> foi publicado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/67" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de novembro de 1897</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>A jurity ao beija-flores</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/96" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de dezembro de 1897</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Algumas poesias de sua autoria foram publicadas na <em>Revista do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2InOIDO_8X1jO_uXA_Swpe"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de janeiro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um soneto de sua autoria no <em>Jornal do Recife,</em> de 24 de maio de 1898.</p>
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<div id="attachment_37678" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="360" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Jornal%20do Recife, 24 de maio de 1898, última coluna" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1898</a></p></div>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/edwiges.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Na revista <em>Mensageira</em>, n° 26, publicação de poesias de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw0bsMt4NjVL3HJRFNSHriQg"><em>A Meridional</em>, 1899</a>).</p>
<p>Publicação de suas poesias<em> Simile</em> e <em>Scenas Simples</em>, na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2OzAJUryRMgS8jTT_tN02u"><em>Revista do Rio Grande do Norte, outubro de 1899</em></a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg" alt="edwiges5" width="312" height="334" /></a></p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg"><img class="  wp-image-37275 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg" alt="edwiges1" width="754" height="204" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg" alt="edwiges2" width="754" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>A Cigana</em>, dedicado a Auta de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/9341" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de setembro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Campesinas</em>, seu primeiro livro, com 51 poemas, prefaciado pelo jurista e poeta Antonio Souza Pinto (18-19), entusiasta da publicação. Ele havia conhecido Edwiges em uma viagem que fez a Barreiros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348449/458" target="_blank"><em>Almanaque do Garnier</em>, 1903</a>). Ofereceu um exemplar do livro à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/10823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de setembro de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-11-13%20125510.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37697" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Captura-de-tela-2024-11-13-125510.png" alt="Jornal Pequeno, 17 e agosto de 1901" width="354" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37333" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><img class="  wp-image-37333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges8.jpg" alt="edwiges8" width="833" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em> para 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra recebeu boas críticas no Recife. Alguns de seus poemas foram:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Meu livro </strong></span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Perdoa-me se um dia, Tuas nevadas folhas descerrando, Alguém, meu fraco mérito acusando, De ti chasqueie e ria, Não te escrevi, meu livro, para os sábios, Para os sábios, bem sei que tu não prestas… Tinha minh’alma em festas E um riso alegre a me enfeitar os lábios, E antes que me viessem vis ressábios A alegria turvar de minha vida, Eu quis cantar e essas canções modestas Fui tirando da lira estremecida. Tudo quanto da vida eu penso, e via Nos meus sonhos gentis e soberanos, Tudo quanto me enleva a fantasia – Canto na lira azul dos verdes anos!</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros,1900.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>No lar </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>À minha irmã Margarida </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ri-se na sala a trêfega criança, Como a enxotar a mágoa que domina A natureza, quando o sol declina Para o ocaso feliz onde descansa… Na estofada cadeira se embalança Uma jovem mulher, e a fronte inclina Para beijar a filha pequenina, De sua vida a lúcida esperança. Reflete o espelho a serpentina acesa, À luz da qual uma velhinha reza, E eu vejo a fé impressa no seu rosto… Basta em todas as casas esta cena, Assim tão meiga, plácida e serena, Para alegrar as horas do sol posto.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1898.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Dor suprema </span></em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Pranto supremo, pranto dolorido, Companheiro da dor, pranto pungente Dize-me tu, que tornas comovente O suspirar de um coração ferido. Dize-me tu que já de toda a gente Ouviste o peito a soluçar dorido. Sim! Tu que és sempre o intérprete escolhido De quem os golpes do infortúnio sente: Dize-me tu se por acaso existe Dor tão cruenta, padecer tão triste Como de um’alma as duras aflições, Ao ver cortando a vastidão imensa Da região sombria da descrença O bando das primeiras ilusões. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1900</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A uma estrela</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Áquela estrêla que acompanha a lua / Eu, curiosa perguntei um dia: / – Qual de vós vale mais, a que flutua / No céu azul da minha fantasia, // Ou tu que, no correr da noite fria, / Erras no céu assim, pálida e nua, / Das esferas ouvindo essa harmonia / Que, até ouvi-la o velho mar estua? // E a clara estrêla disse-me: “Criança, / Quando fanada a última esperança, / A alma ficar-te de ilusão vazia. // Inda hás de verme fulgurar, divina; / Mas, onde encontrarás a que ilumina / O céu azul da tua fantasia”?</em></span></p>
<p style="text-align: center;">       <span style="color: #800000;"><strong>Desolada   </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A meu Pai </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde reza uma oração, fitando O vulto de Maria no sacrário. Dos belos olhos seus vem deslisando Um rosário de lágrimas ardentes, Que se lhe vai no colo desmanchando. Na posição dos pobres penitentes – Joelhos em terra, mãos entrelaçadas – Envia à Virgem súplicas ferventes. De pungente amargura repassadas São as frases que, triste, balbucia Com o fervor das almas desoladas. Pede à clemente e divinal Maria – Testemunha da dor que a dilacera – O bálsamo que as mágoas alivia. Suplica, reza e, soluçando, espera – Fitando sempre o casto santuário – A proteção da santa que venera. Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde pensa que tardar não deve O remédio que abrande o seu fadário… Beija a cruz do rosário, e não se atreve, Não faz o mesmo à cruz que lhe foi dada… Acha a que tem na mão pequena e leve, E a que carrega por demais pesada!</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1896</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Madrigais </span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">A Hortência </span></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Para enfeitar o céu – quantas estrelas E tu, melhor do que elas Brilham de noite, apenas, no infinito Brilhas a qualquer hora aqui na terra! É que o intenso fulgor Do astro mais esplendente e mais bonito Tens nos olhos, ó flor, (mago espelho de uma alma sem refolhos!) Si eu fosse estrela, inda que fosse Vênus, Teria inveja de teus lindos olhos! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Musa sensível </em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Seja teu coração bondoso e terno Sensível para o riso e para o luto! O mundo chora e ri, e eu vejo e escuto, Que se às vezes é céu, outras é inferno! Se eu te visse assistir de olhar enxuto Desta vida que passa ao drama eterno, E, a um mesmo gesto, único e supremo, Confundir o que é bom e o que é poluto; Se eu te visse impassível e serena Ante o bem, ante o mal, de que deriva Ora o gozo, ora a mágoa que envenena, Eu que tanto te estimo e te respeito, Mu</span>sa, sentirá a dor pungente e viva De extinguir -se teu culto <span style="color: #800000;">no meu peito!</span></em></p>
<p>Eduardo de Carvalho (18?-19?), membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras, fundada em 26 de janeiro deste ano por iniciativa de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) e de um grupo de 19 escritores pernambucanos, fez uma bela crítica ao seu livro e a convidou para ser sócia correspondente da instituição. A Academia Pernambucana de Letras foi a quarta do Brasil, tendo sido precedida pela Academia Cearense de Letras, fundada, em 1894;  pela Academia Brasileira de Letras, fundada no Rio de Janeiro, em 1897; e pela Academia Paraense de Letras, fundada em 1900.</p>
<p>Edwiges colaborava com diversos jornais no país, dentre eles, <i>O Norte</i> (RJ) e o <i>Escrutínio</i> (RS), e com revistas, como a <i>Revista Feminina</i> (SP).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maria Amelia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/853" target="_blank">Almanach de Pernambuco, </a></em>).</p>
<p>Era uma das redatoras da revista <em>Azul e Ouro</em>, órgão literário da Oficina Martins Junior, da qual era sócia honorária correspondente. A Oficina havia sido fundada em 1900 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/705" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 1901</a>).</p>
<p>Em fins deste ano, seu pai vendeu o engenho em Barreiros e foi morar com sua família no Recife, onde passou a trabalhar para o governo do Estado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Edwiges, Adalgisa Duarte Ribeiro, Amélia Freitas Bevilacqua, Belmira Villarim, Cândida Duarte Barros, Luiza Ramalho e Maria Augusta Freire fundaram revista<em> O Lyrio, </em>cujo primeiro exemplar foi lançado em 5 de novembro.<em> </em>Em várias de suas 20 edições, abordava a importância da educação da mulher e a pouca atenção dos governantes em relação à instrução feminina. A publicação, encerrada em junho de 1904, foi importante para a difusão do ideário feminista baseado na educação como o único caminho para a emancipação da mulher. A Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, possui sete exemplares da revista armazenados na Divisão de Obras Raras e na Coordenadoria de Publicações Seriadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/3995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 10 de outubro de 1902, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escrita somente por mulheres tem como redatora-chefe D. Amelia de Freitas Bevilaqua e como redatora-secretária D. Candida Duarte Barros. Participavam da redação as sras. Adalgisa Duarte Ribeiro, Belmira Villarim, Edwiges de Sá Pereira, Luiza Cintra Ramalho, Maria Augusta Freire  e Ursula Garcia. Impresso pela Emp. d’A Província, com exceção do primeiro exemplar, que foi na Imprensa Industrial. Na última página de cada exemplar encontra-se a informação de que “toda correspondência deve ser dirigida para rua do Lima, n.54, residência da Redactora-Secretaria”, e o valor da revista: número avulso custava 1$000 e a assinatura trimestral era de 2$000&#8243;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus poemas publicados em <em>O Lyrio</em> foram <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/7"><i>Simile</i> (n°1, novembro de 1902)</a>, dedicado a sua mãe; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/23"><i>Paisagem</i> (n°2, dezembro de 1902)</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/828343/34" target="_blank"><em>Auta de Souza</em></a> e  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/39"><i>Esther</i> (n°4, fevereiro de 1903)</a>, <em>Olhos Verdes</em> (nº 5, março de 1903); <em>A um raio de sol</em> (nº 6, abril de 1903); <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47">O Malmequer</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47"> (nº 7, maio de 1903)</a>, e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/64"><i>Miss</i> (n°13 e 14, novembro e dezembro de 1903)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Olhos Verdes</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos verdes eu fito<br />
Mas logo depois não sei<br />
Se foi do excelso infinito<br />
Divina estrella que olhei.</p>
<p style="text-align: center;">É que teu olhar encerra<br />
Tanta graça e tanta luz<br />
Que eu penso não ser da terra<br />
O brilho que me seduz!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos, flor adorada,<br />
São de um poder soberano:<br />
E a gente os fita enlevada<br />
Qual se contemplasse o oceano&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Não é que nelles escondas<br />
Essa perola do mar,<br />
Mas toda a attração das ondas<br />
Tu tens guardada no olhar!</p>
<p style="text-align: center;">Eu nesse olhar adivinho<br />
&#8211; Como a chimera vagueia! –<br />
Candura de passarinho<br />
Fascinação de sereia!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">O canto sonho do poeta<br />
Nas noites claras de lua,<br />
Semelha a chamma dilecta<br />
Que nos teus olhos fluctua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Formosa é sempre a esperança,<br />
Pois vês teus olhos querida,<br />
Têm a cor desta ave mansa<br />
Que tece os sonhos da vida!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Se pudessem teus olhares<br />
Ver toda a immensa amargura<br />
Do mundo eu via os pesares<br />
Transformados em ventura&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Das almas tristes chorosas,<br />
O pranto num doce riso,<br />
A vida – num mar de rosas,<br />
A terra num paraíso!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era considerada uma charadista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1185" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1902</a>).</p>
<p>Era uma das redatoras da <em>Revista Pernambucana</em>, que existiu entre 1902 e 1904 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/5065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de dezembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Estudava na Escola Normal, onde se formou como professora, em 1905.</p>
<p>Publicação de seu poema<i> Março</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1479" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</i>)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>No camarim (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/3443" target="_blank">Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</a>)</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Seguia colaborando com a  <em>Revista Pernambucan</em>a (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/4220"><i>Diário de Pernambuco</i>, 16 de dezembro de 1902, quinta coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Foi eleita vice-presidente do clube literário Olintho Victor, fundado por estudantes da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5277" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904, sétima coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seus poemas estavam presentes na publicação <em>Sonetos brasileiros</em>, editada por Laudelino Freire (1873-1937) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Ofertou livros à Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5541" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 28 de julho de 1904, sexta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foi publicada uma foto de Edwiges no <em>Almanach de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5594" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1904, segunda coluna</a>)</span>.</p>
<p>Foi a oradora na cerimônia de bênção do estandarte do corpo discente da Escola Normal, realizada na Ordem 3ª de São Francisco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3Rg8gX0smze2rrUzNThk6y"><i>Jornal Pequeno</i>, 24 de setembro de 1904, segunda colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi anunciado que a Oficina Martins Junior, que já existia desde 1900 e que em 1901 elegeu a revista <em>Azul e Ouro</em> como seu órgão literário, seria reconstituída em 2 de outubro, em uma sessão no Instituto Arqueológico Pernambucano. Em 1901, Edwiges havia se tornado sócia honorária correspondente da Oficina, mas na reorganização da agremiação tornou-se efetiva (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/42463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de setembro de 1900, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/43146" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de abril de 1901, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5771" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/47336" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de outubro de 1904, última coluna</a>).</span></p>
<p>Foi aceita como sócia honorária do Grêmio Literário Pantheon de Lettras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5787" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fez um discurso como representante do segundo ano da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6018" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de dezembro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Pernambucana</em>, publicação de seu poema <em>Amor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">A Província (PE), </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">15 de fevereiro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente do Clube Literário Olintho Victor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/12781" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Escola Normal (<a href="%20http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de outubro de 1905, quinta coluna</a>). Em 19 de outubro, foi promovida a festa da Escola Normal das formandas de 1905 e Edwiges foi a oradora do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/4992" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1911</a>).</p>
<p>A letra do hino da Escola Normal era de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6597" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211;  Publicação de seu poema <i>Desolação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, </a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank">1907</a>).</p>
<p>Na rua da Aurora, n° 123, foram realizados os exames da escola particular mista presidida por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51232" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>Angariou fundos para a construção de uma estátua em homenagem ao poeta, professor e jurista Martins Junior (1860-1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/50633" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de junho de 1907, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das colaboradoras da terceira edição de novembro/dezembro da revista <em>Polyantho</em>, sob a direção de Martins Filho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51305" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de janeiro de 1908, sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1908 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema <em>Aves Libertas</em>, dedicado a Aurea Jacome (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1° de abril de 1908, última coluna</a>).</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Assumiu o cargo de </span></span><span style="color: #000000;">professora primária do Estado de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9534" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>12 de abril de 1908, segunda coluna</a>). Durante sua carreira no magistério lecionou Prática Didática e Pedagogia. Também foi professora de Português do curso Comercial do Colégio Eucarístico. Depois tornou-se catedrática da Escola Normal e mestra da cadeira de História Geral e do Brasil, do Instituto Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente foi superintendente do Ensino nos Grupos Escolares do Recife.</span></p>
<p>Foi publicado um poema de sua autoria acerca da esperança (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9339" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de fevereiro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi nomeada diretora da Escola Estadual da Boa Vista. No fim do ano, foi realizada na escola uma <em>festa magnífica</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/10531" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1909, terceira coluna</a>; <span style="color: #000000;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/53665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1909, sexta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>Maio</i> (<i>J<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">ornal Pequeno</a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">, 7 de maio de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Publicação de seu soneto <em>O Violino</em>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Magno instrumento a tua voz parece / A voz do coração que á gente fala: – / Ninguem te ouvindo o seu pezar esquece, / Ninguem te ouvindo os seus sorrisos cala&#8230; // Quando, ou tranqüilo e doce como aparece / Ou presto e alegre um som de ti revela, / – Queixa de quem magoas de amor padece / Canto de quem feliz amor propala, // O sêr que bebe o influxo soberano / Das emoções diversas de teu peito / Que pulsa e vibra como o peito humano, // Presa de enleio e de fascinação / Pensa um momento que tu foste feito / Das próprias cordas do seu coração&#8230;&#8221;</em></span></p>
<div>A &#8220;Secção Chic&#8221; do<em> Jornal Pequeno</em> foi aberta com a publicação do poema<i> Inverno</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw27JRa1SDLHkAYPwVRe0oMZ"><i>Jornal Pequeno</i>, 14 de junho de 1909, terceira colun</a>a).</div>
<div></div>
<div>Foi elogiada em um artigo de Adelmar Tavares (1888-1963) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw088vVn2V-PulWusjYD6x-P"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de setembro de 1909, primeira coluna</a>).</div>
<div></div>
<div>Foi noticiado que Edwiges havia enviado ao <em>Jornal Pequeno</em> <i>belíssimos escritos para a Secção Chic</i> do periódico sob o pseudônimo de Jessie Yorke. Foi descoberta e como <em>artigo editorial</em> foi publicado na primeira página do jornal o artigo <i>Triste</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3bTWtCln4ytEafM7JLeWVk"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de outubro de 1909, primeira coluna</a>)</div>
<div></div>
<div>Após a palestra <i>Trovas e trovadores</i> proferida por Ademar Tavares, na Sexta Conferência Literária realizada pela Academia dos Nullos, uma associação de jovens acadêmicos, Edwiges ofereceu-lhe flores (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw0Gw9OzFhKy_VnZQUELamfT"><i>Jornal Pequeno</i>, 4 de outubro de 1909, segunda coluna</a>).</div>
<p>Participou da organização de uma quermesse que seria realizada em 16 de janeiro de 1910 em benefício do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/20381" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de dezembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- Publicação de uma fotografia de Edwiges no <em>Almanach Literário Pernambucano</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11294" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ao longo do ano, publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Manias</em>, <em>Sombras, </em><em>Não sei&#8230;, </em><em>A esmo,</em> <em>O Lenço Azul, </em><em>O Ensino</em> <em>Profissional</em>, <em>Pela infância</em>; <em>Sol Posto</em>, <em>Tradições, Fazer o bem, Grandes e pequenos, O Signal, Educação</em> e <em>Noite de Natal</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11328" target="_blank">15 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11356" target="_blank">22 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11384" target="_blank">29 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11408" target="_blank">5 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11432" target="_blank">12 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11460" target="_blank">19 de fevereiro,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank">5 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11544" target="_blank">12 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11620" target="_blank">2 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11644" target="_blank">9 de abril de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11732" target="_blank">30 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11756" target="_blank">7 de maio de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11808" target="_blank">21 de maio de 1910</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12660" target="_blank">24 de dezembro de 1910</a>).</p>
<p>O poema <em>Vagando</em>, assinado por Cecy, foi dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de março de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Viajou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11828" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de maio de 1910, última coluna</a>). Durante sua estadia, fez uma visita à Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/2645" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1910, última coluna)</a>. Em uma de suas colunas, a escritora e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a> comentou a viagem de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4166" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de novembro de 1910, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Amor</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11834" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1910</a>).</p>
<p>Para tratar de sua saúde, licenciou-se do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/620" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de <em>Nedda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23739" target="_blank"><em>A República</em>, 29 de outubro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Anno Bom,</em> <em>Pelo ensino, Ferri e Gaffre 1, Ferri e Gaffre 2, Ferri e Gaffre 3, Selma, Cortezias, Epistolar, Um livro novo, Mal entendido, A Chronica, Horas mysticas</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12696" target="_blank">2 de janeiro de 1911,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12744" target="_blank">14 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12772" target="_blank">21 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12800" target="_blank">28 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12824" target="_blank">4 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12910" target="_blank">25 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12932" target="_blank">4 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12960" target="_blank">11 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12988" target="_blank">18 de março de 1911</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13036" target="_blank"> 1º de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13064" target="_blank">8 de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13112" target="_blank">22 de abril de 1911</a>,</p>
<p>Um artigo de sua autoria sobre as escolas brasileiras publicado no <em>Jornal Pequeno</em> foi citado na coluna &#8220;Dois dedos de prosa&#8221;, da escritora Julia Lopes de Almeida (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/5308" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de janeiro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Horas mysticas</em>, na revista <em>Santa Cruz</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_06/21481" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de junho de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/2644" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de outubro de 1911, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema<em> Aves e Coração</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823686/2990" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1912/1913</a>).</p>
<p>No artigo <em>Um Protesto</em>, foi mencionado que Edwiges teve <em>a satisfação de ver traduzida em francês numa revista de Estocolmo uma de suas produções do Lyrio, acompanhada de lisongeiros conceitos do grande literato Pythion de Villar e a propósito de quem o ilustrado dr. Julio Pires, por aquele tempo do Lyrio, escreveu em seu Almanak: &#8220;discípula que honra o mestre&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de fevereriro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta,</em> dedicado a Mlle. Maria Estevan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5748" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 191</a>2). Na mesma edição, escreveu o artigo <em>D. Julia Lopes de Almeida, </em>homenageando a escritora, a quem havia visitado no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5801" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a>).</p>
<p>Foi a oradora oficial da homenagem prestada pela mulher pernambucana, um concerto realizado em 13 de janeiro, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank">Theatro de Santa Isabel</a>, ao general Dantas Barreto (1850-1931), governador de Pernambuco, em protesto por sua <em>eliminação do número dos associados da Associação de Imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/56947" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em><em>,</em> 9 de abril de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37617" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124132.png" alt="Jornal Pequeno" width="435" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de abril de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maguas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/347906/526" target="_blank"><em>A Faceira,</em> agosto de 1912</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>À Florisa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/17" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, fevereiro de 1912 a fevereiro de 1913</a>).</p>
<p>Foi eleita a primeira presidente da Associação das Damas de Beneficência. Já fazia parte da diretoria do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/58460" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de janeiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Pro-Parvulos Carta Aberta e Francisca Izidora, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16142" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de junho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16414" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de agosto de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Instituto de Proteção e Assistência à Infância, foi promovido pelas Damas de Beneficência, sob a presidência de Edwiges, uma festa de Natal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16862" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de dezembro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema<em> No camarim</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/17600" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de abril de 1914</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Estava inscrita, assim como Assis Chateaubriand (1892-1968) e outros, como colaboradora do recém criado vespertino <em>A Tarde</em>, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/23222" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de junho de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Foi aceita como membro efetiva do Instituto Arqueológico de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/5267" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada como uma das grandes poetisas brasileiras pelo palestrante Leal de Souza, secretário da redação da revista <em>Careta</em>, na 3ª conferência de uma série organizada por um grupo de literatos, no salão nobre do (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/25604" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Natal na Aldeia</em> <em>(Às moças de minha aldeia natal)</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/19216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1914</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Falecimento de sua mãe, Maria Amélia Rocha de Sá Pereirra (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/9944" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em></a>, 23 de novembro de 1915<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/69847" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Seu pai, José Bonifácio de Sá Pereira, foi atropelado por um carro elétrico e faleceu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/39047" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Romã</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/23886" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de dezembro de 1916, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1917</span></strong> &#8211; Publicação do artigo <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria, em que aborda a questão da admissibilidade da mulher trabalhar fora de casa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/1210" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, abril de 1917</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720593/2107" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 9 de outubro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal do Recife</em> organizou o evento <em>A Primeira Hora Literária Feminina</em> e Edwiges foi a vencedora do Torneio Literário (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/212547/90" target="_blank"><em>Revista Feminina (SP)</em>, ano 4, n° 34, 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Publicação em duas partes do artigo <em>A Escola Moderna</em>, de sua autoria, onde discute as noções da pedagogia (<em>A Escola Primária</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank">1º de janeiro de 1918</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank"> 1º de fevereiro de 1918)</a>.</p>
<p>Escreve para o periódico<em> O Ratazana.</em></p>
<p>Seus versos eram vendidos em algumas lojas do Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/27252" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava licenciada do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/75653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eugênio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/58882" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de novembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi citada como exemplo de uma mulher inteligente na seção &#8220;Cartas de Mulher&#8221;, da revista <em>Vida Moderna</em>, em uma mensagem que contestava o conceito de Schopenhauer sobre as mulheres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402109/161" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 22 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span></strong> &#8211; Ao longo dos anos 1920, se correspondeu com feministas do sudeste do Brasil.</p>
<p>Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e era também professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/78285" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1921, primeira e segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de abril, foi eleita membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 13 de maio, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo de uma Academia de Letras no Brasil, antecedendo, em 57 anos, a cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) que, em 4 de novembro de 1977, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/867"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de abril de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><em> A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a>). A foto abaixo é de autoria do fotógrafo Louis Piereck.</p>
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<div id="attachment_37625" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135317.png" alt="A Nota, 22 de maio de 1920" width="451" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank">Edwiges de Sá Pereira<em> / A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges substituiu João Baptista Regueira Costa (1845-1915), na Cadeira de nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro (1804-1968). A cerimônia de posse aconteceu na Câmara dos Deputados do Recife. Os outros membros empossados foram Antônio Andrade Bezerra (1889-1946), José Gonçalves Maia (1866-19?), Mario Carneiro do Rego Melo (1884-1959), Manoel de Oliveira Lima (1867-1928) e Zeferino Galvão (1864-1924). Faltaram à cerimônia, <em>com motivo justificado</em>, os novos acadêmicos Arthur Muniz (1896-1924), Antônio Andrade Bezerra (1889-1946) e João Barreto de Menezes (1872-1950) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a>). O evento foi aberto por Samuel Martins (1862-1930), presidente da Academia Pernambucana de Letras, que exaltou Pernambuco como o <em>berço da evolução literária brasileira</em>. Em seguida, o acadêmico Luis de França Pereira (1870-1925) falou sobre a importância da Academia Pernambucana de Letras, das tradições de Pernambuco e saudou os novos imortais. Sobre Edwiges, falou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Edwiges de Sá Pereira, que como Sapho dedilha à lira de ouro as queixas mudas do coração humano&#8230;Será esta, penso, a primeira das actuaes Academias de Lettras do paiz a admitir uma senhora em seu seio. A casa de Bento Teixeira Pinto quiz ter a primazia neste acto de justiça aos vossos dotes de espirito. Mademoselle Edwiges. E é da tradicional galanteria pernambucana alliar a cooperação da Mulher a todas as nossas affirmações de Energia como a todas as nossas manifestações de Arte&#8221;.</em></span></p>
<p>Oliveira Lima, um dos novos imortais, falou em nome deles, agradecendo à Academia Pernambucana de Letras e traçou um perfil sobre si e sobre os demais empossados. Em seu discurso, valorizou a entrada de uma mulher na Academia e falou sobre Edwiges:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escolhestes a sra. d. Edwiges de Sá Pereira e com esta escolha destes as outras academias do Brazil um exemplo a que a Academia Brasileira ainda não afoitara. As produções poeticas e pedagogicas da nossa consocia justificam de certo vosso acto, mas não deixa ella de ser uma innovação. Devemos todos agradecer a sra. d. Edwiges de Sá Pereira o ter proporcionado a esta Academia o ensejo de tão depressa entrar na nova corrente de idéas, admittindo no seu gremio uma representante da intellectualidade pernambucana&#8221;.</em></span></p>
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<div id="attachment_37235" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37235 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="295" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia e Moda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/30695"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>É nomeada professora para a cadeira primária feminina da Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/1377"><em>A Província</em> (PE), 27 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>O escritor e acadêmico Artur Muniz (1870-1924) dedicou a ela o artigo <em>Página de Saudade</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/2256"><em>A Província</em> (PE), 14 de outubro de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Natal</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/31687"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Escreve para a revista <em>A Nota</em> e para a revista do Instituto da Sociedade de Letras de Pernambuco.</p>
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<div id="attachment_37626" style="width: 1051px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><img class=" wp-image-37626" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135817.png" alt="A Nota, 1º de janeiro de 1921" width="1041" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><em>A Nota</em>, 1º de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Um livro bom</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/32292"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicação de seu poema <em>Abril</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8454" target="_blank">Almanach de Pernambuco, 1922</a></em>).</p>
<p>Foi a letrista do hino <em>Pernambuco à independência</em> com música de Maria do Carmo Santos Barbosa. Foi cantado na comemoração do centenário da Independência do Brasil, realizado no Theatro de Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/6801"><em>Diário de Pernambuco</em>,13 de julho de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a exposição da pintora Georgina Barbosa Vianna (18?-1961) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/33722"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista do Instituto de Sciências</em>, publicação do soneto <em>Pernambuco</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/7687"><em>A Província</em> (PE), 14 de novembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta que Antônio Carneiro Leão (1887-1996), diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, havia enviado a Edwiges, sobre o livro <em>Educação</em>, de autoria dela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34166"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de dezembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, em dezembro, no Rio de Janeiro, do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702"> I Congresso Internacional Feminista ou 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a>, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, fundada em 9 de agosto de 1922 e presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894-1976)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/86379" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Avatari</em>, dedicado a Julio Pires (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34530"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de fevereiro de 1923, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>Contraste</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8759" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1924</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão fiscal da Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11058"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi concedida a ela uma licença de três meses para tratamento de saúde (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90351"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de março de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de Literatura da organização das festividades em torno da chegada do navio <em>Italia </em>ao Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1924, quinta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na revista mensal <em>Nação Brasileira</em>, dirigida por Evaristo de Moraes e Alfredo Horcades (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/17582" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A prioridade de Pernambuco nas ideias liberais</em>, de autoria de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12316"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em maio, o governador de Pernambuco, Sergio Teixeira Lins de Barros Loreto (1867-1913), a encarregou para a realização de um estudo acerca da organização e funcionamento do ensino técnico e profissional em Pernambuco e em outros estados do país. Com esse fim, Edwiges partiu para o Rio Grande do Norte e proferiu uma palestra. Foi apoiada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90787"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de maio de 1924, quinta coluna</a>; <em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12360">6 de julho de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12536">30 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu para o Rio de Janeiro e para São Paulo para continuar seus estudos sobre a organização das escolas domésticas e das escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12718"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/11818"><em>A Província</em> (PE), 27 de agosto de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, acompanhada por Antônio Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, visitou escolas rurais. Também fez uma visita à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e encontrou-se com a presidente da entidade, Bertha Lutz, e esteve na Liga dos Professores, onde fez uma palestra. Foi visitada por membros do Centro Pernambucano sediado no Rio de Janeiro. Na Escola Nilo Peçanha foi homenageada com uma festa em comemoração à entrada da Primavera (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/31902" target="_blank">20 de setembro de 1924</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/32006" target="_blank">25 de setembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/18810" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1924, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/92596"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de dezembro de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34210" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 17 de dezembro de 1924, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37623" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-132827.png" alt="Jornal do Brasil, 20 de setembro de 1924" width="533" height="741" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de setembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida em São Paulo com um chá oferecido na Liga das Senhoras Católicas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_02/12619" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de outubro de 1924, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003085/8421" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de novembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13446"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de novembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação e uma foto e Edwiges com o artigo de sua autoria, intitulado <em>O Violão &#8211; ouvindo Josephina Robledo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1° de dezembro de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37627" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-142043.png" alt="Brasil Social, 1º de dezembro de 1924" width="508" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de dezembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Publicação do artigo <em>Sobre o Ensino Público no Brasil &#8211; impressões de uma educadora pernambucana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402257/3466" target="_blank"><em>Educação,</em> janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo<em> Pelo ensino</em>, na revista<em> Brasil Social, </em>dirigido por P.A. Soares (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/161" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Retornou de sua viagem ao Sul do Brasil onde esteve em comissão do governo estadual. Ao final do trabalho acerca da situação da educação no país, entregou ao governador um minucioso relatório, o qual, um ano depois, foi publicado com o título de<em> Impressões e Notas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34950" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13910"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo, <em>A Mulher pernambucana</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/16158">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1925</a>).</p>
<p>Escrevia para o periódico <em>Vida Feminina</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Publicação de um artigo acerca do trabalho realizado por Edwiges em comissão do governo de Pernambuco sobre as escolas domésticas e as escolas profissionais do Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40158"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de maio de 1926, última coluna</a>)</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria sobre a declamadora <em>Angela Vargas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40765"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de setembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Era catedrática da Escola Normal e foi a letrista do hino comemorativo do centenário do Ensino Primário no Brasil &#8211; foi musicado pela professora Maria do Carmo Santos Barbosa. O hino foi cantado durante uma sessão magna realizada no Theatro de Santa Isabel e presidida pelo governador Estácio Coimbra (1872-1937) em comemoração à efeméride (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/101925"><em>Jornal do Recife</em>, 15 de outubro de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/31746" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de outubro de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a redação do <em>Jornal do Recife</em> com a poetisa potiguar Palmyra Wanderley (1894-1978) que iria ler, no dia 10 de dezembro, na Academia Pernambucana de Letras, versos de seu livro <em>Roseira Brava</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/102403"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37616" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank"><img class="wp-image-37616 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-123821.png" alt="Palmyra Wanderley" width="291" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank">Palmyra Wanderley</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong><span style="color: #000000;">- Foi publicada uma declaração de Edwiges sobre a Academia Pernambucana de Letras, integrando a série de reportagens <em>A casa de Bento Teyxeyra Pinto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a>).</span></span></p>
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<div id="attachment_37624" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-134007.png" alt="Diário da Manhã (PE), 22 de janeiro de 1928" width="666" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada sobre a questão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2923" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 28 de março de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> – Foi eleita a oradora da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/106606"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um artigo sobre o feminismo publicado na revista <em>A dona de casa</em>, dirigida por Cândida de Brito (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/73702" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em>, publicação de um artigo de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/26132"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Em junho, ela, a médica Paulina Waisman e a pintora Georgina Barbosa Vianna participaram como delegadas de Pernambuco do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33333" target="_blank">Automóvel Club</a>, no Rio de Janeiro, entre 20 e 30 de junho. Edwiges e Georgina chegaram à cidade no dia 18, a bordo do navio <em>Raul Soares. </em>Foram recebidas por representantes da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por Bertha Lutz, e da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903-2001)</a>. Na época, Edwiges era professora de português e história, na Escola Normal do Recife, além de vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/7416" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>19 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/5890" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>Destacam-se aqui as delegadas das representações estaduais: Amazonas – Emilia Galvão e Cassilda Araujo Lima; Pará – Marina Lamarão Cardoso, Noemia de Rego Lins, Glória Silva e Maria Aurora Pegado Beltrão; Maranhão – Mariana Gurjão, Cristina Vinhais; Piauí – Nazareth Pires Ferreira; Ceará – Henriqueta Galena, Adilia Moraes e Carmem Castelo Branco; Rio Grande do Norte – Maria Eugenia Celso e Julia de Medeiros; Paraíba do Norte – Rosalina Coelho Lisboa; Pernambuco – <strong>Edwiges de Sá Pereira, Georgina Barbosa Vianna e Paulina Waismann</strong>; Alagoas – Almerinda Farias Gama; Sergipe – Sra. Maria Rita Soares de Andrade, Carlota Camargo do Nascimento; Bahia – Edith Mendes da Gama e Abreu, dra. Hermelinda Paes, Lili Tosta, dra. Francisca Praguer Froés, Alice Kelsche de Aguiar, Celeste Cerqueira; Espírito Santo – Anna Borges Ferreira; Estado do Rio de Janeiro – Antonieta de Souza Braga, Murilla Torres, Yolanda Torres, Dulce Horta Esteves Lagoeira, Maria Rosa Ribeiro; Estado de São Paulo – Helena Gordo; Julia Algodoal, Clotilde Kleber, dr. Horácio Silveira, Alice de Toledo Tibiriça e outras: Paraná – Martha da Silva Gomes; Santa Catarina – Alice Pinheiro Coimbra; Rio Grande do Sul – Ascylia Correia Rodrigues, Acy Coelho e Ilka Labarthe; Minas Gerais – Ignácia Guimarães, dra. Alzira Reis Vieira Ferreira, Maria Esther Ramalho, Eunice Weaver; Goiás – Dra. Rosita Godinho de Oliveira Bello; Mato Grosso – Branca Portinho.</p>
<p>O discurso de abertura do evento foi pronunciado pela escritora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a>. Durante o encontro, Edwiges proferiu o discurso <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Pela Mulher, para a Mulher</em></a>, que defendia uma nova concepção de ensino para a mulher. Dividiu a população feminina em três categorias: mulheres que não precisavam trabalhar, mulheres que sabiam e precisavam trabalhar e, finalmente, as mulheres que não sabiam e precisavam trabalhar. Os dois primeiros grupos deveriam, segundo ela, se unir para que o terceiro grupo fosse auxiliado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi entrevistada e declarou que &#8220;<em>o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37412" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><img class="wp-image-37412 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges11.jpg" alt="edwiges11" width="549" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1931</a></p></div>
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<p>Dentro da programação do congresso, participou de uma missa campal com a presença da primeira-dama, Darcy Vargas (1895-1968), e de todas as delegadas do evento, realizada no terreno da igreja do Sagrado Coração de Jesus. No mesmo dia foi inaugurada a exposição anexa ao congresso, no Automóvel Club. Participou também da <em>sessão de congraçamento</em> presidido por Bertha Lutz, quando falou sobre a <em>filosofia do momento feminista </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/3803" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6064" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada pela escritora e feminista Martha de Holanda (1903-1950) para ser a presidente de honra da Cruzada Feminista Brasileira, fundada e presidida por Martha, mas não aceitou o cargo. Sobre Martha de Hollanda, Luciene de Freitas, autora de sua biografia <em>“Uma guerreira no tempo &#8211; Um resgate de uma época, Martha de Hollanda e Delírio do Nada”</em> (2003), escreveu:</p>
<p><em>“Ela era uma pessoa à frente do seu tempo. Contestava o ensino, contestava as roupas, usava vestidos sem manga e curtos, sem meia, fumava, bebia, tinha amizades com homens e fazia saraus com intelectuais. Eram coisas que chocavam naquela época. Tanto que essa liberdade rendeu um falatório sobre ela na cidade”</em></p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank"><img class="" src="https://cdn.folhape.com.br/img/pc/1100/1/dn_arquivo/2021/03/cd3bc526-8f50-4615-94dd-708def107456.jpg" alt="Martha de Hollanda, a primeira eleitora de Pernambuco" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank">Martha de Hollanda / Acervo da família</a></p></div>
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<p>Em 10 de novembro, no Clube Internacional do Recife, Odila Porto da Silveira, representante da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, deu posse à primeira diretoria da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino. Edwiges foi a primeira presidente desta associação, cargo que exerceu até 1935. Personalidades da sociedade pernambucana<i>,</i> assim como autoridades estaduais e federais, representantes da imprensa e de diversas corporações prestigiaram o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49627" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de novembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw33CCistCgcbs0bYew2bbzg"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de novembro de 1931, primeira coluna</a>). Neste primeiro biênio da associação, a vice-presidente era a professora Noemia Ferreira Xavier, e a segunda vice-presidente era a também professora e irmã de Edwiges, Anna Sá Pereira da Silva Almeida. A secretária-geral era Maria de Lourdes Souza Leão, a tesoureira, Santina Monteiro; e a consultora jurídica era Ida Souto Uchôa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de agosto de 1931, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37606" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-133121.png" alt="Jornal Pequeno, 17 de agosto de 1931" width="244" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia de criação da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino surgiu em reuniões de um grupo de pernambucanas que defendia a maior inclusão feminina na sociedade. Várias destas reuniões aconteceram na casa de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/113635" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>). A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino apoiava fortemente os princípios católicos. Ao longo de sua existência, até fins da década de 1930, a associação, devido à forte influência de Edwiges, teve como prioridade a questão da educação da mulher. Investiu na criação da Escola de Oportunidades cuja principal meta era disponibilizar cursos como correspondência, datilografia e línguas às jovens de todas as classes sociais do Estado.</p>
<p>A coluna &#8220;Palestras Femininas&#8221;, do<em> Diário de Notícias</em>, homenageou Edwiges com a publicação do poema <em>Dúvida</em>, da escritora pernambucana (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6127" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Sua tese <em>Pela Mulher, para a Mulher</em> foi publicada como de livro.</p>
<p>Ainda era a vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/79222" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita segunda secretária da diretoria da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/5923" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de abril de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>No Clube Internacional, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu um evento para comemorar o Dia das Mães. Pela primeira vez a efeméride foi comemorada no Brasil de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/50491" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1932, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37612" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><img class="wp-image-37612 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153705.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 153705" width="840" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oficialização do Dia das Mães no Brasil foi uma conquista da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que durante o II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho de 1931, no Rio de Janeiro, designou uma comissão que fez a solicitação ao presidente Vargas. Ele assinou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21366.htm#:~:text=D21366&amp;text=DECRETO%20N%C2%BA%2021.366%2C%20DE%205,maio%20%C3%A9%20consagrado%20%C3%A0s%20m%C3%A3es." target="_blank">Decreto 21.366</a>, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como a data comemorativa dedicada às mães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37621" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37621" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124912.png" alt="Diário de Notícias, 11 E 12 de maio de 1969" width="504" height="805" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 e 12 de maio de 1969</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933 -</strong></span> Publicação do artigo <em>Pela mulher</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/13536" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de fevereiro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/117952" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, sob a presidência de Edwiges, enviou a artista plástica e feminista Georgina Barbosa Vianna como representante da associação na Convenção Eleitoral Feminina, no Rio de Janeiro, com propostas de inclusão no texto constitucional de obras contra as secas, recusa ao serviço militar obrigatório para mulheres e apoio ao ideário católico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw0X77yGzQ2Wq6qdGpUG0kNQ"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Edwiges e Martha de Hollanda conseguiram o direito de votar e também de serem votadas. Em uma enquete promovida pelo <em>Diário de Pernambuco</em>, Edwiges foi apontada como uma excelente candidata pela pintora e feminista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8041" target="_blank">Emília Barbosa Viana Marchesini</a>, por <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8051" target="_blank">Edna Leite Gueiros</a>, redatora da &#8220;Página Feminina&#8221; do <em>Jornal do Commercio</em>; por representantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, e por Ana Campos, catedrática da Escola Normal. Em, 30 de abril, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino fez uma publicação indicando Edwiges ao eleitorado (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8041" target="_blank">26 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8051" target="_blank">27 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8067" target="_blank">29 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8087" target="_blank">1º de fevereiro de 1933, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8780" target="_blank">30 de abril de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8784" target="_blank">30 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8789" target="_blank">30 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png"><img class="alignnone size-full wp-image-37603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124213" width="247" height="437" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png"><img class="alignnone  wp-image-37604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124334" width="238" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges e quanto à questão do divórcio, no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 30 de março de 1933</a>, ela afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Somos católicos e não compreendemos as reivindicações femininas fora desses princípios. Somos pela indissolubilidade do matrimônio como condição máxima de garantia de família, da estabilidade do lar, da moral social, enfim. Mas, não basta impedir que o divórcio se instale em nossa lei magna; é o no código civil, quando se regular a sociedade conjugal que todo o cuidado se impõe. Combater o divórcio e deixar subsistindo na legislação civil e nos costumes as causas principais que o provocam é obra incompleta. Combatamos o mal do organismo social, ele está muito na indiferença com que consideramos e que de grosseiro temos herdado ou contagiado de raças diversas, vinculadas a nossa e má importação de práticas dissolventes de civilizações requintadamente epicuristas. Na época atual o espírito de sacrifício, o apelo a passividade e a resignação, afiguram-se de natureza e resultados muito precários&#8221;.</em></p>
<p>Martha, sem partido, e Edwiges, pelo Partido Economista de Pernambuco, foram candidatas a deputadas constituintes por Pernambuco, em 3 de maio, mas não se elegeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37605" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><img class="wp-image-37605 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-125808.jpg" alt="Captura de tela 2024-10-30 125808" width="501" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1933</a></p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-10-30%20125808.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37611" style="width: 1227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><img class=" wp-image-37611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153233.png" alt="A Província(PE), de maio de 1933" width="1217" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><em>A Província</em>(PE), 31 de maio de 1933, na segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733a/213" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Devido à reforma do Ensino Normal em Pernambuco, ela e mais três professoras catedráticas da Escola Normal foram postas em disponibilidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28213" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de maio de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi reeleita presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino para o biênio de 1933 a 1935 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/52695" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na reunião semanal da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, foi uma das escolhidas para o serviço direto junto à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/3840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de março de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/4119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Edwiges sobre os rumos do feminismo no Brasil e das propostas à Constituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121457" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Clube Recife, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu <em>uma hora de arte</em> para comemorar <em>as vitórias alcançadas pela mulher na nova Constituição do país</em>. O evento foi aberto por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121676" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de julho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi admitida na Associação de Imprensa de Pernambuco como sócia colaboradora (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/12670" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de setembro de 1934, segunda coluna</a>)</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o desembargador Virgílio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/54704" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo intitulado <em>Natal</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55148" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrou o júri do Concurso Feminino promovido pelo <em>Diário de Pernambuco. </em>Os trabalhos foram divididos nas categorias puramente literários e de interesse educativo e social (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/13593" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Foi sucedida por Emília Barbosa Viana Marchesini na presidência da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, tornando-se sua presidente honorária.</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Arte de Conversar</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/123088" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Dia das Mães</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 11 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Proferiu a palestra de abertura da Semana do Livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/17188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 12 de novembro de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Era a segunda vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/65800" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 30 de junho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Discursou durante a visita da escritora Carolina Nabuco (1890-1981) à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/58409" target="_blank"><em>Jornal Pequen</em>o, 6 de novembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Recebeu 39 votos no plebiscito promovido pela revista <em>O Malho</em> para saber quem seriam as mulheres que mereceriam ingressar na Academia Brasileira de Letras. As cinco primeiras colocadas foram Maria Eugênia Celso (1886-1963), Gilka Machado (1893-1980), Alba Canizares (1893-1944), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971) </a>e Henriqueta Lisboa (1901-1985) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão da <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/74088" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das eleitoras do concurso <em>Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> promovido pela revista<em> Fon-Fon</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/94535" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e outras integrantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino estiveram presentes à inauguração da Escola de Enfermagem de Olinda, fundada sob os auspícios da associação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/25686" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das palestrantes da 7ª Semana Anti-Alcoólica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/124413" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, foi instalado o Estado Novo que, de acordo com o Decreto-lei n. 37, de 02 de dezembro de 1937, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954), proibia a existência de partidos políticos e organizações civis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Esteve presente à cerimônia da entrega solene da Escola de Enfermagem de Olinda à prefeitura da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/30610" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi a autora da letra do Hino Escolar João Barbalho, musicado pela também professora Maria do Carmo Santos Barbosa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/1300"><em>Diário da Manhã</em>, 24 de outubro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publicou o livro<em> Um passado que não morre,</em> uma homenagem póstuma ao historiador João Baptista Regueira Costa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/12932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p>Proferiu, na Academia Pernambucana de Letras a conferência <em>A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>Na introdução deste trabalho escreveu sobre sua motivação para escrevê-lo<em>: como “<em>única mulher membro deste sodalício, competia-me, por vários motivos, a explanação do assunto, que em mim se integra por uma longa fase de cátedra e de suas afinidades sociais</em>” .</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong></span>- Foi uma das colaboradoras da primeira edição da revista<em> Capibarib</em>e, dirigida por Jorge Medeiros de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/75165" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como uma das integrantes do Conselho Consultivo da filial pernambucana da Liga Internacional Mulheres, fundada no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/23336" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/41678" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de setembro de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na edição de dezembro da <em>Revista da Academia Brasileira de Letras</em> a conferência<em> A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>O texto integrou uma série de 28 conferências organizada pela Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/139955/21023"><em>Revista Brasileira</em>, dezembro de 1946</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Foi recebida na Federação das Academias de Letras no Brasil, no Rio de Janeiro <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">, 1° de outubro de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Fez uma visita de despedida à Federação das Academias de Letras no Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/51226" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1948, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eurico de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/78646" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de maio de 1948, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Seu apoio ao envio de uma mensagem de solidariedade da Academia Pernambucana de Letras ao Salão de Poesia escandalizou o acadêmico Mário Melo (1884-1959), que combatia a poesia moderna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/79343" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1948, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong> </span>- Participou de um almoço, no restaurante Torre de Londres, em homenagem à escritora Maria das Graças dos Santos Leite pela publicação do livro <em>Alma em vigília</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/84472" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Falecimento de sua irmã, Fredovinda, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/10599"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na terceira edição da <em>Revista Pernambucana</em>, dirigida por Getúlio Amaral e Olympio Fernandes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/86784"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo sobre a poetisa baiana Ilka Sanchez (1922-?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18158"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de novembro de 1953, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Austro Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18383"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Escreveu o artigo <em>“Rosa de Pedra”: poesias de Zila Mamede</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20026"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de fevereiro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Imagens e Sombras</em> sobre o novo livro do poeta Costa Rego Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de abril de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/21605"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na coluna<em> “</em>Vida religiosa”, publicação do artigo<em> Obra Social de Grande Vulto</em>, de sua autoria, sobre o Centro Social Nossa Senhora da Soledade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/23317"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de setembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955 &#8211; </strong></span>Publicação de seu poema <em>Saudade</em>, dedicado à poetisa Maria das Graças Santos Leite (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/28196"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de julho de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1956 -</span> </strong>Publicação do artigo <em>Cartas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/33246"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 e 22 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesias de Pierre Luz</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/35972"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1956, sexta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Faleceu, em 14 de agosto, em sua casa, no bairro do Espinheiro, no Recife, vítima de uma trombose cerebral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50195" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de agosto de 1958, penúltima coluna</a>). Nunca se casou nem teve filhos, mas sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, em um depoimento de 2010, revelou que Edwiges se arrependia de não ter sido mãe solteira (<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"><em>Revista Brasileira</em>, abril maio, junho de 2020, página 69)</a> .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37651" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><img class="wp-image-37651 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges13.jpg" alt="edwiges13" width="392" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de setembro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37652" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><img class="wp-image-37652 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges14.jpg" alt="edwiges14" width="527" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 7 de outubro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Academia Pernambucana de Letras e a professora, educadora e escritora Dulce Chacon (1906-1982) pronunciou um discurso intitulado <em>Edwiges de Sá Pereira – Escritora, acadêmica e professora</em>, no qual dissertou sobre o respeito e carinho que a homenageada tinha para com os membros da referida agremiação, e em seguida, traçou um perfil de sua vida e obra. No ano seguinte, o discurso foi <em>reunido em plaquette</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/51315"><em>Diário de Pernambuco, </em>28 de setembro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/53978"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37670" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><img class="wp-image-37670 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges15.jpg" alt="edwiges15" width="264" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Publicação, por iniciativa de sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, de seu livro <em>Horas inúteis</em>, uma reunião de poemas escritos por ela, com prefácio do escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Jordão Emerenciano (1919-1972). O livro é composto por 53 poemas, alguns inéditos e outros que já haviam sido publicados em periódicos. No prefácio desta publicação póstuma, o professor Jordão Emereciano, fez breves considerações sobre a personalidade da autora, da sua importância para a história da Academia Pernambucana de Letras e sobre o valor desta publicação para o campo literário do estado. Para ele, este livro, era “um pouco a síntese de tudo isto porque os seus sonetos e poemas contêm os reflexos de sua atividade variada e diversificada e a motivação de toda uma vida que teve também os seus dias de luta e de sonho, de ideal e de poesia” (<em>Revista Ágora, Vitória, n.13, 2011, p. 1-16 ).</em></p>
<p>A seguir, um trecho do prefácio:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges3.jpg" alt="edwiges3" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Capitólio</em>, onde se evidenciava sua formação parnasiana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hás de viver eternamente, ó verso, / Nos velhos moldes: no esplendor que anima / A luz no movimento do Universo! / O amor na lei da Natureza oprima! // Quando não mais surgisse um som disperso / Do hemisfério, da métrica e da rima, / Sobram-te louros de um parnaso terso: / Nunca a seara dos Gênios se dizima! // Não medra o esforço do que finge odiar-te. / Qual haverá que um dardo acerte dentre / Os que desdenham teu prestigio de arte? // Qual haverá que um poema legue, ovante, / Ao mundo, e o mundo o leia e se concentre / Como se lê Camões, Homero, Dante?!&#8221;</em></span></p>
<p>Dulce Chacon foi eleita para ocupar a vaga de Edwiges na Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/60444"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de novembro de 1959, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Em seu livro de memórias, intitulado <em>Medo de Criança</em> (1979), Dulce Chacon revelou: “<em>Tenho estado a pensar nos belos livros que Edwiges de Sá Pereira deixou reunidos, já datilografados, prontos para a impressão. Nos derradeiros anos, ver os seus três livros em letra de forma constituiu para ela o maior desejo”</em> (Chacon, 1979:265). Os livros que a autora se refere, são: <em>Eva Militante</em>, <em>Jóia de Turco </em>e <em>Horas Inúteis</em>. Sobre <em>Eva militante</em>, Dulce comentou que Edwiges havia feito uma análise de alguns aspectos dos problemas enfrentados pela mulher brasileira “<em>no lar ou nas atividades externas, nas profissões liberais, ou na burocracia, aviadora, magistrada, prefeita, deputada, escrivã, professora</em>”. Ainda segundo Chacon, no livro <em>Jóia de Turco</em>, Edwiges havia reunido algumas de suas crônicas sobre acontecimentos nacionais e internacionais, já publicadas em jornais, <em>“inspiradas no noticiário e nos telegramas, nas conversas de rua e na leitura de livros, tirando-os da sombra ou de um recanto do passado para dar-lhe vida, movimento, graça, sentido poético e conteúdo humano”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/editorx08,+Gerente+da+revista,+Walter+469+-+479.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: Uma voz pernambucana no Segundo Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1931)</em></a>, 2017.</p>
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<p>COSTRUBAL, Deivid Aparecido. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/9d447ee8-34e6-4faa-bf90-a37319883e6f/content" target="_blank">Para além do sufragismo: A contribuição de Júlia Lopes de Almeida à história do feminismo no Brasil (1892-1934).</a> </em>Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de conhecimento: História e Sociedade), 2017.</p>
<p>FAGUNDES, Emelly Sueny Fekete. <a href="http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/7811/2/Emelly%20Sueny%20Fekete%20Facundes.pdf" target="_blank"><em>Uma das faces do feminismo em Pernambuco: Transgressões e permanências na trajetória da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (1931-1937)</em></a>.  2018. 181 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) &#8211; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
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<p>SILVA, Martia Angélica Pedrosa de Lima. <a href="https://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1499473791_ARQUIVO_TRABALHOCOMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Entre engajamentos e manifestos: a inserção de Edwiges de Sá Pereira nos espaços públicos do Recife (1920-1935)</em>.</a> Seminário Internacional Fazendo Gênero, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.</p>
<p><a href="https://aplpernambuco.com.br/" target="_blank">Site Academia Pernambucana de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Fevereiro/conheca-a-historia-das-pioneiras-na-luta-pelo-voto-feminino-em-pe" target="_blank">Site Tribunal Eleitoral de Pernambuco</a></p>
<p>VAINSSENCHER, Semira Adler. <a href="https://www.caestamosnos.org/pesquisas_Semira/pesquisa_semira_adler_Edwiges_de_Sa_Pereira.htm" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIX &#8211; A aviadora Anésia Pinheiro Machado (1904-1999)</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 14:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[I Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999) a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série "Feministas, graças a Deus" e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999), a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/12634" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.</p>
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<div style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13091/Anesia%20Pinheiro%20Machado%20-%20Aero%20Club%20Brasileiro%20-08%20Set%201922%20-%20cx14.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="496" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 8 de setembro de 1922 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O meu desejo de voar talvez seja fruto do meu anseio, sempre cada vez mais intenso, de me elevar, de sair da banalidade do viver comum. E o incontido ímpeto de minha alma, que me impulsiona e me leva a procurar as emoções mais fortes do voo. A vida corriqueira não me satisfaz; ando sempre em busca de alguma coisa nova. E essa faceta de minha personalidade que dirão inconstante, que fez com que eu me dedicasse à aviação&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Anésia Pinheiro Machado nasceu em 5 de junho de 1904, em Itapetininga, em São Paulo. Cursou a faculdade de Farmácia e trabalhou no Diário de Itapetininga. Foi durante a Festa do Divino, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, em 1920, em sua cidade natal, que Anésia viu um avião pela primeira vez e se apaixonou pela aviação. Mudou-se para São Paulo, aos 17 anos, e iniciou o curso de pilotagem, tendo como instrutor o piloto alemão Fritz Roesler. Ela e Thereza de Marzo (1903-1986) realizaram seus voos solos no mesmo dia, 17 de março de 1922.</p>
<div style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank"><img src="https://www.earlyaviators.com/anesia.jpg" alt="Anésia Pinheiro Machado" width="505" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank">Neste avião Anésia fez seu primeiro voo solo, em 17 de março de 1922</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Mas Teresa recebeu o brevê número 76, em 8 de abril, e Anésia, no dia seguinte, recebeu o brevê 77 da Federação Aeronáutica Internacional. Foram examinadas por Luiz Ferreira Guimarães e Delamare Garcia, da comissão do Aero Club Brasileiro  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9287" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 11 de abril de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/Sqy8cXpAuF1r6Dkfv2Z-n3a9wqU=/0x253:350x523/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/f/c/WUhtYUS0etQtofIO93EA/i383958.jpg" alt="Licença para pilotar aeronaves de Anésia Pinheiro Machado — Foto: Arquivo público" width="484" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Anésia, de 9 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37096" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37096 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia4.jpg" alt="anesia4" width="336" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Thereza de Marzo, de 8 de abril de 1922</a></p></div>
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<p>Em 23 de abril de 1922, tornou-se a primeira mulher a realizar um voo com passageiro. Foi também a primeira brasileira a realizar um voo acrobático. E, em 18 de maio de 1922, pilotando um Caudron G3, conquistou o recorde feminino de voo em altitude até então,  alcançando 94.124 metros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37112" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><img class="wp-image-37112 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia5.jpg" alt="anesia5" width="406" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><em>Paratodos</em>, 3 de junho de 1922</a></p></div>
<p>Em 10 de junho, voou de São Paulo a Santos na companhia de seu mecânico e de Paulo Duarte, redator de <em>O Estado de São Paulo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9874" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de junho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de julho, participou, no prado da Mooca, em São Paulo, da homenagem promovida pelo Aero Club aos aviadores portugueses Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), que haviam feito a primeira travessia aérea do Atlântico Sul entre 30 de março e 17 de junho de 1922. Anésia ficou em terceiro lugar, depois de Edu Chaves (1887-1975) e Steckmann (?-?), na prova de velocidade realizada durante o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10137" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 9 de julho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na ocasião da comemoração do Centenário da Independência, no avião monomotor Caudron G3, Anésia iniciou o voo no qual cruzou 442 quilômetros que separam São Paulo e o Rio de Janeiro. Partiu do Campo de Higianópolis, em 5 de setembro, tendo pousado em Taubaté, Guaratinguetá, Cruzeiro e Pinheiro. Seu destino final foi o Campo dos Afonsos, onde chegou no dia 8 de setembro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/8334" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1° de janeiro de 1922, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9433" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de abril de 1922, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10625" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de agosto de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10699" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10728" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10764" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 e 9 de setembro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank"><img src="https://www2.fab.mil.br/musal/images/imagens_musal/2021/CURIOSIDADES_HISTORICAS/BREVETADAS_PRIMEIRAS_AVIADORAS/Ansia_Pinheiro_Machado_1922_.jpg" alt="" width="615" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank">Anésia diante do Caudron G3, em que realizou o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, em setembro de 1922.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira mulher a realizar a façanha, que teve muita visibilidade, e usou o fato para divulgar o movimento feminista. Recebeu um bilhete de Santos Dumont parabenizando-a por seu voo. Junto com o bilhete, ele enviou uma réplica da medalha de São Bento que havia recebido da Princesa Isabel (1846 -1921) e que Anésia levou consigo por toda a sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37095" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia.jpg" alt="anesia" width="392" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Bilhete que Santos Dumont enviou a Anésia felicitando-a pelo <em>seu lindo voo São Paulo-Rio</em></a></p></div>
<p>No artigo <em>A relíquia</em>, o autor reclamou da ausência de uma homenagem às mulheres durante a comemoração do centenário da independência e propôs que o avião em que Anésia havia realizado o voo entre São Paulo e Rio fosse adquirido e elevado à condição de relíquia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1922´, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada no Theatro São Pedro, na apresentação da peça <em>Amor à terra</em>, de Octavio Rangel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10862" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de setembro de 1922, penúltima coluna).</a></p>
<p>Em 27 de setembro, visitou a Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas. No dia seguinte, o Conselho Municipal aprovou uma premiação em dinheiro para ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10953" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 28 de setembro de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10964" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ainda no mesmo ano, como delegada da Liga Paulista pelo Progresso Feminino participou do I Congresso Feminista Internacional, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37099" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia1.jpg" alt="anesia1" width="345" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">A aviadora Anésia Pinheiro Machado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Revolução de 1924, motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Os rebeldes, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes (1865 – 1949), pretendiam derrubar o governo de Artur Bernardes (1875 – 1955), instituir o voto secreto, fazer mudanças no ensino público e realizar reformas sociais. A rebelião eclodiu, em 5 de julho de 1924, e durou 23 dias. Os rebeldes foram derrotados pelas tropas legalistas do governo federal. Uma das missões de Anésia foi sobrevoar as tropas legalistas e o encouraçado Minas Gerais, jogando flores e panfletos nos quais estava escrito “<em>E se fosse uma bomba</em>?”. Por isso foi proibida de voar até 1939, quando retomou suas atividades. Neste ínterim voltou ao jornalismo e manteve uma coluna sobre aviação no jornal <em>O Paiz.</em> Também trabalhou como jornalista no Departamento de Imprensa e Propaganda e na Assembleia Legislativa (<em>Correio Paulistano</em>, 12 de setembro de 1924, sexta coluna; <em>Correio Paulistano</em>, 1º de janeiro de 1925, penúltima coluna).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com ela na revista <em>Paratodos</em>, de março de 1926.</p>
<p>Em 1940, recebeu do Departamento de Aviação Civil a licença de piloto privado e comercial, em julho e em agosto, respectivamente. No mesmo ano, participou do Campeonato da Semana da Asa e ficou na quinta colocação na prova Cruzeiro do Sul e, na de acrobacia aérea, a quarta coloção.</p>
<p>Ainda nos primeiros anos da década de 40 foi habilitada como instrutora de voo e piloto de voo por instrumentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13090/An%c3%a9sia%20Pinheiro%20Machado%20-%2004-06-1940%20-%20cx%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="843" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 4 de junho de 1940 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua perícia na execução de acrobacias aéreas, no campo de Manguinhos, onde havia um curso de pilotagem mantido pelo Aero Club Brasileiro, impressionou Mrs. Ulysses Grant McQueen, presidente da Women´s International Association of Aeronautics dos Estados Unidos, durante sua viagem ao Rio de Janeiro. Na ocasião, Anésia manifestou sua insatisfação em relação à diferença das oportunidades dadas aos aviadores homens, sempre muito mais estimulados do que as aviadoras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416&amp;source=gmail&amp;ust=1727457296910000&amp;usg=AOvVaw3_USouvYY4dCXNxzi00f11"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37097" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><img class="wp-image-37097 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia3.jpg" alt="anesia3" width="466" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro<em> Frontier by air</em> (1942), a escritora e jornalista Alice Roger Hager (1894-1969) deixou registrado que<strong> “</strong><em>Anésia é a melhor piloto do país, não havia dúvidas sobre sua habilidade. Quando fomos ao Aeroclube ela pegou um pequeno Bucher e superou qualquer piloto acrobático que eu já vi”.</em></p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, foi convidada pela Federal Aviation Administration para realizar um curso avançado de aviação nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/KPcqefLmMwKp3qVpO3Je2b3I8qk=/0x0:1024x824/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/B/P/6ahz3HRuqqZnfoXGhENg/la-aviadora-anesia-pinheiro-machado.jpg" alt="Anésia Machado nos Estados Unidos — Foto: Smithsonian Institution/Arquivo público" width="682" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Anésia Machado nos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1944 e 1948, trabalhou como  piloto e instrutora de voo na Panair do Brasil, e no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, da Força Aérea Brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg/800px-Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg" alt="undefined" width="653" height="527" /></a><p class="wp-caption-text">Anésia, em 1948, com Donald Dionne, instrutor chefe da Pan American Airways / <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank">Instituto</a> Smithsonion , EUA</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1951,  voou de Nova York para o Rio de Janeiro tornando-se a primeira mulher a pilotar um voo transcontinental, quando percorreu mais de 17 mil quilômetros entre Nova York e Rio de Janeiro em um avião Kian-Navion Super 260. No mesmo ano, atravessou a Cordilheira dos Andes voando de Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina.</p>
<p>Em 1954, durante a Conferência de Istambul, foi reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), como Decana Mundial da Aviação Feminina, por ser a detentora do brevê mais antigo do mundo ainda em atividade de voo. Na ocasião recebeu o diploma Paul Tissandier.</p>
<p>No ano em que foi celebrado os 50 anos do primeiro voo de avião de Santos Dumont, 1956, Anésia começou uma campanha de difusão do nome do aviador pelo mundo. Conseguiu que uma réplica do avião 14-Bis e do dirigível de Santos Dumont fossem doados ao Museu de Aviação Smithsonion, em Washington. Também lutou para que o nome de Santos Dumont fosse dado a uma das crateras da Lua, nomeada pela União Astronômica Internacional (IAU) em 20 de julho de 1973, data do centenário de nascimento do aviador. A cratera Santos Dumont está localizada nas imediações do lugar onde pousou a nave espacial Apollo 15, em 1971, que executou a primeira missão de caráter eminentemente científico e a primeira que utilizou o jipe lunar. A decisão foi aprovada durante a a 15ª Assembleia Geral da União Aeronáutica Internacional, realizada na Austrália, em agosto de 1973 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098086/18924" target="_blank"><em>O Estado de Mato Grosso</em>, 12 de agosto de 1973</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, foi condecorada com 19 medalhas nacionais e sete internacionais, dentre elas a Edward Warner, a mais alta distinção da Organização da Aviação Civil Internacional, que recebeu em 1989 por seu pioneirismo e por sua participação no desenvolvimento da aviação civil na América Latina. Era uma das integrantes do <em>Ninety-Nines: Organização Internacional de Mulheres Pilotos,</em> também conhecida como <em>The 99s</em> ou <em>As 99</em>, uma organização internacional voltada para pilotos do sexo feminino. Foi fundada em 1929 por um grupo de mulheres aviadoras sob a liderança de Amelia Earhart (1897-1937), pioneira da aviação dos Estados Unidos.</p>
<p>Anésia faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1999, no Hospital do Galeão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/307159" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de junho de 1999</a>). Seu corpo foi cremado e suas cinzas estão em uma urna que faz parte do acervo do Museu de Cambangu em Santos Dumont, cidade de Minas Gerais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/orgod2yLepPmfk8Sw7fkrCJZLR4=/0x0:1280x960/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/F/c/D5RRBdS0yWsXuc8ynQ3w/estatua-de-anesia-pinheiro-machado-em-itapetininga-sp-.jpg" alt="Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo" width="494" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo</a></p></div>
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<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Mulheres na aviação &#8211; Embraer</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Portal G1</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://marcospalhares.com.br/a-cratera-em-homenagem-a-santos-dumont/#:~:text=Nada%20mais%20justo%3A%20Santos%2DDumont,pr%C3%B3ximo%20ao%20norte%20da%20Lua%20(" target="_blank">Site Marcos Palhares</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20131224073422/http://www.fab.mil.br/personalidades" target="_blank">Site Ministério da Defesa Força Aérea Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www2.fab.mil.br/musal/index.php/curiosidades-historicas-item-de-menu?start=42" target="_blank">Site Museu Aeroespacial</a></p>
<p><a href="https://www.icao.int/about-icao/assembly/Pages/warner.aspx" target="_blank">Site Organização da Aviação Civil Internacional</a></p>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 15:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 - 1934), é o destaque da 18ª publicação da série "Feministas, graças a Deus!". Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha de imigrantes portugueses. Foi autora de inúmeros romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária e, na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o "feminismo possível" dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), é o destaque da 18ª publicação da série <em>Feministas, graças a Deus</em>!. Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, mais tarde Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, imigrantes portugueses que haviam exercido o magistério em Portugal. Foi autora de inúmeros  romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária, considerada<em> uma figura excepcional em nossas letras.</em> Na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil, e foi apontada <em>como a maior romancista da geração de escritores que sucedeu a Machado de Assis e precedeu a eclosão do movimento modernista</em>. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o <em>feminismo possível</em> dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35698" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img class="wp-image-35698 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia.jpg" alt="julia" width="555" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922 (detalhe da foto). Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Vanina Eisenhart, em <em>Primeira-Dama Tropical: a cidade e o corpo feminino na ficção de Júlia Lopes de Almeida</em>:</p>
<p><em>&#8221; Júlia Lopes de Almeida &#8230;, utilizando os modelos convencionais masculinos, apresenta uma ficção feminina que reúne os movimentos literários e ideologias sociais e científicas de sua época adaptando-as a um feminismo que não é confrontante com os padrões vigentes, mas também certamente não se enquadra nos ‘bastidores’ do patriarcado brasileiro&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35724" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><img class="wp-image-35724 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia10.jpg" alt="Revista da Semana, 14 de outubro de 1916" width="451" height="176" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de outubro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Por que não o hei de enganar do mesmo modo? Em consciência, não há homens nem mulheres: há seres com iguais direitos naturais, mesmas fraquezas e iguais responsabilidades&#8230;</em><em>Mas não há meio dos homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós.&#8221;</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;">Júlia Lopes de Almeida, em <em>Eles e elas</em>. 2ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1922, p. 137.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A família de Júlia veio para o Brasil na década de 1850. Seus pais estabeleceram um pequeno colégio em Macaé. Em 1860, o casal e seus filhos foram para o Rio de Janeiro fundando o Colégio de Humanidades, transferindo-o poucos anos depois para Nova Friburgo, onde Júlia passou os primeiros cinco, seis anos de sua vida. O pai de Júlia, Valentim, foi fazer o curso de Medicina na Alemanha, deixando o colégio sob a responsabilidade da esposa, que era formada em canto, composição e piano. Valentim retornou ao Brasil em 1867 e por cerca de três anos exerceu o cargo de médico substituto do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Entre 1869 e 1885, Júlia viveu com sua família em Campinas, onde seu pai inaugurou a Casa de Saúde do Senhor Bom Jesus, da qual era proprietário. A casa da família agregava a intelectualidade da cidade. Em 1875, Júlia foi pela primeira vez a Portugal.</p>
<p>Em 7 de dezembro de 1881, seu primeiro artigo, <em>Gemma Cuniberti</em>, sobre a atriz italiana que dá nome ao texto, foi publicado na <em>Gazeta de Campinas</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A elegância desse texto inaugural estampado na primeira página da Gazeta de 8 de dezembro de 1881, realçada pela utilização de um vocabulário desusadamente simples e direto, foram suficientes para abrirlhe o caminho para colaborações regulares naquelejornal. Seguem-se, ao longo de 1882 e 1883, três dúzias de artigos, liberados à média de dois por mês, que bastaram para consagrá-la como prosadora. O ano de 1884 marca uma inovação importante: aqueles primeiros textos, leves e concisos, dão lugar a uma série de artigos mensais, numerados seqüencialmente de 1 a VI, que aparecem sob a epígrafe &#8216;Leitura Popula?&#8217;, com o subtítulo &#8220;As Nossas Casas&#8221;. Neles é abordada a problemática cotidiana da dona-de-casa, da conservação da roupa branca aos cuidados específicos para a realização de bordados&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leonora de Luca (1997)</p>
<div id="attachment_35715" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia21.jpg" alt="Foto de Paul. Julia Lopes de Almeida., Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="763" height="856" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank">Foto de Paul. Júlia Lopes de Almeida, c. 1930.  Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1884, estreou como cronista do jornal <em>O Paiz</em>, um dos mais importantes do Rio de Janeiro e durante cerca de 30 anos sua coluna abordou diversos assuntos, entre os quais se destacaram os relacionados à defesa da mulher.</p>
<p>Publicou seu primeiro livro, <em>Contos Infantis</em>, em 1886. Escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira (1850 &#8211; 1923), reunia 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças. Em 1891, por decisão da Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, este livro foi adotado para uso nas escolas primárias do Rio de Janeiro e depois para as de todo o Brasil durante mais de 20 anos.</p>
<p>Em 1887, em Portugal, publicou <em>Traços e Iluminuras</em>, seu primeiro livro de contos, e se casou, em Lisboa, em 28 de novembro de 1887, com o escritor português Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945). Na época, Filinto era diretor da revista <em>A Semana</em>. O casal teve os filhos Afonso (1888-), Adriano, Valentina, Albano (1894-), Margarida (1896-) e Lúcia (1897-). Júlia passou a colaborar em diversos jornais e almanaques, tanto do Brasil como em Portugal. No ano seguinte, o casal voltou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1889 , transferiram-se para São Paulo, onde Filinto foi dirigir o jornal <em>A Província de São Paulo</em>. Voltaram para o Rio de Janeiro, em 1895, após a morte dos filhos Adriano e Valentina. Foram morar em Santa Teresa.</p>
<p>Júlia participou das primeiras reuniões para a fundação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras (ABL) </a>e seu nome constava da primeira lista extraoficial dos 40 &#8220;imortais&#8221;, elaborada por Lúcio de Mendonça (1854 &#8211; 1909), conforme publicado no jornal <em>O Estado de São Paulo</em>, de 12 de dezembro de 1896.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg" alt="julia5" width="279" height="535" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35720" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg" alt="julia6" width="276" height="531" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35721" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg" alt="julia7" width="270" height="311" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>                                                                  O Estado de São Paulo</em>, 12 de dezembro de 1896</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de sua importância na literatura, chamada muitas vezes de &#8220;Rainha das escritoras&#8221;, Júlia não pode integrar os quadros da entidade, fundada em 20 de julho de 1897, uma vez que, seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL optou por ser exclusivamente masculina. Júlia foi substituída por seu marido, Filinto de Almeida, fundador da cadeira nº 3, que chegou a ser considerado &#8220;acadêmico consorte&#8221;. &#8220;<em>Não era eu quem devia estar na Academia, era ela</em>&#8220;, declarou Filinto na <em>Gazeta de Notícias</em> de 25 de março de 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/filinto-de-almeida.jpg" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank">Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945) / ABL</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em que pese a inexistência de registros oficiais acerca dos bastidores dessa valsa das cadeiras, o episódio nos possibilita inferir que, se, por um lado, a arbitrariedade da decisão não arrefeceu o vigor criativo de Júlia Lopes de Almeida, haja vista a forma regular com que continuou a produzir e a publicar seus escritos, por outro, deixou evidente sua posição em falso no ainda incipiente campo literário brasileiro, uma vez que o considerável prestígio que desfrutava entre seus pares não se mostrara suficiente, a ponto de assegurar sua presença no seleto rol dos imortais. Estávamos, pois, diante não apenas da primeira lacuna institucional feminina na ABL, mas de um acontecimento ilustrativo das forças sociais que, ocultamente, operavam na fabricação do cânon literário, eclipsando o protagonismo das mulheres que tencionavam fazer da pena um ofício&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Michele Asmar Fanini</p>
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<p>Somente oito décadas após sua criação uma mulher foi eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras: a escritora cearense Rachel de Queiroz  (1910 – 2003), em 4 de novembro de 1977, passou a ocupar a cadeira nº 5 da instituição. Em 1996, a escritora Nélida Piñon (1937 – 2022) foi eleita a primeira mulher presidente da ABL.</p>
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<div id="attachment_35896" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia16.jpg" alt="Tagarela, 1902" width="415" height="914" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 26 de abril de 1902</a></p></div>
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<p>Em 1905, Júlia tornou-se uma das poucas mulheres a participar da série de conferências inauguradas por Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) e Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918), motivando polêmicas a respeito do papel da mulher na arcaica sociedade brasileira.</p>
<p>Na casa do casal Filinto e Júlia, em Santa Teresa, segundo João do Rio um “<i>cottage</i> admirável, construído entre as árvores seculares da estrada de Santa Teresa” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905, primeira coluna</a>) eles eram os anfitriões do <em>Salão Verde</em>, situado no terraço da residência, local frequentado pelos artistas e intelectuais da época, tanto brasileiros quanto estrangeiros, entre os primeiros anos do século XX até 1925, quando se mudaram para Paris. No Salão Verde eram realizados<em> tertúlias e saraus. </em>Como as mulheres escritoras não eram convidadas para as reuniões literárias realizadas em cafés e confeitarias, Júlia encontrou como saída criar um espaço alternativo, fundando um espaço literário, tornando-se anfitriã e, assim, facilitando sua presença no universo da literatura, ainda preponderantemente masculino. Foi considerada, segundo Hilda Machado, a sucessora brasileira da francesa Madame de Staël (1766 &#8211; 1817). &#8220;<em>Talvez por se tratar de “espaço[s] semipúblico[s], situado[s] entre a casa e a rua”, os salões literários tenham se convertido em um poderoso acicate à emancipação feminina, ou então, em “um dos poucos territórios onde as mulheres tinham um lugar reconhecido e onde efetivamente desenvolveram formas originais de sociabilidade em torno do exercício e do debate literário” </em>(HOLLANDA, 1993, p. 21).</p>
<p>Nesta entrevista a João do Rio, Júlia revelou que escrevia versos escondida e que foi uma de suas irmãs que a surpreendeu escrevendo e mostrou ao pai, que a estimulou  a escrever.</p>
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<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-35726 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia111.jpg" alt="julia11" width="640" height="860" /></a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456"><img class=" size-full wp-image-35727 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia12.jpg" alt="julia12" width="633" height="682" /></a></p>
<div id="attachment_35728" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class="wp-image-35728 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia13.jpg" alt="julia13" width="640" height="762" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905</a></p></div>
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<p>Foi uma das personalidades que a poetisa francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955) conheceu quando passou uma temporada, entre setembro e dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, cidade a qual se referiu como <em>cidade maravilhosa</em>. Julia uma crônica a respeito de Jane, publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 3 de outubro de 1911.</a> Quando Julia esteve em Paris, foi homenageada por Jane com um banquete no MacMahon Palace, em fevereiro de 1914, com a presença de 160 pessoas ligadas às letras brasileiras e francesas. Na ocasião, Julia foi saudada como a <em>George Sand do Brasil (L´Espagne</em>, 26 de fevereiro de 1914). Anos depois, em 1936, em<em> Letras e literatos, </em>obra póstuma de José Veríssimo (1857 &#8211; 1916), foi publicado:</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>“Não podemos afirmar se têm razão os que declaram que Júlia Lopes de Almeida foi nossa George Sand. Parece-nos mesmo, que não há motivos para, nesse terreno, se fazer comparações e traçar paralelos. Júlia Lopes de Almeida dispunha de personalidade própria, virtude que se evidencia principalmente nos seus contos e novelas curtas. Sua obra reflete com brilho e colorido uma época da vida da burguesia rica do Brasil, sem preocupação de crítica social, é verdade, mas com profundo sentimento e compreensão dos nossos costumes, preconceitos e falhas.”</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Julia participou ativamente, com a feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>), da criação da Legião da Mulher Brasileira, sociedade instituída em 1919, da qual foi presidenta honorária.</p>
<p>Em 1922, proferiu a conferência intitulada <em>Brasil</em> no Conselho Nacional de Mulheres da Argentina. No mesmo ano, foi a presidente de honra da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a> que aconteceu, entre 19 e 23 de dezembro de 1922, no Edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. A feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>) foi a presidente do evento, no qual participou a líder feminista norte-americana Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947), fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
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<div style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTZV0EXE2UWSMyyCBedi0Zd3nt_b7N13-ucEtANbzT_nZmPRuvOeKDfYgfP53ziYNJmVDtZNsZ2z4iKtjv0yIqwW7u2ibNauA_LtXbC0Hh3afqL2F1ezHJ9s3Ze1ss91TVIK42w0KzC-mD/s838/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+I+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281922%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+primeira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.png" alt="" width="838" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">I Congresso Feminista do Brasil, 1922. Rio de Janeiro, RJ. Da esquerda para a direita, Júlia Lopes de Almeida é a primeira que se encontra sentada / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Júlia tornou-se patrona da Cadeira nº26 da Academia Carioca de Letras, fundada em 8 de abril de 1926. A cadeira já foi ocupada por Afonso Lopes de Almeida, Nelson Costa, Luiz de Castro Souza e Tânia Zagury. No centenário de seu nascimento, em 1962, Júlia foi homenageada com um Ex-líbris comemorativo.</p>
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<p><img class="aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqDvgA3mZgV1mRyAJZK9TcJT1obx9bG3swjtW-pcsTXLbCRbRTXJQRvUqMeKO6CJ86T-HG5CWoTEw4uNB37qyCQGWL8wsrepIvG9-GCPiy9ICfhpTJtU4WuDbptSx3ozbfYOhsPhK65dU/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+,+ilustra%C3%A7%C3%A3o+Alberto+Lima.jpg" alt="" /></p>
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<p>Também participou do II Congresso Internacional Feminista do Brasil, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> e inaugurado, em 20 de junho de 1931, no Automóvel Club. Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais. Sendo a mulher com o maior prestígio cultural no Brasil, foi uma das oradoras da cerimônia de abertura do congresso. Em seu encerramento, realizado em 30 de junho de 1931, <span class="il">Júlia</span> lançou um apelo aos poderes públicos e mais diretamente ao chefe do governo no sentido de anistiar todos os exilados políticos do Brasil. Foi ovacionada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw34hLiTYyGAYGHsoEQs0cje"><i>O Jornal</i>, 21 de junho de 1931, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw1o13jPiuhXCUfUGAPN7rd3"><i>O Jornal</i>, 1° de julho de 1931, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
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<div style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnLSP1PyoZffqg2Zp-imUtUMR74enUpuEvbPgC5geNq8yaDta5vYIyT_vQwzNICQGrjwF9st1OuQgT6XxWccU24r-ySsqagDpyMBEbFo7-OCPht0ZA2ibW37XKoicJicmom-vY4NYHR-G7/w635-h321/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+II+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281931%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+terceira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.jpg" alt="" width="635" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">II Congresso Internacional Feminista do Brasil, 1931. Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de maio de 1934, devido a uma doença que contraiu durante uma viagem à África (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw2YkHn0X-ICBcImJMWYaIlf"><i>O Jornal</i>, 31 de maio de 1934, sexta coluna</a>). A ABL promoveu uma sessão especial em sua homenagem, cujas oradoras foram sua filha, Margarida Lopes de Almeida (1896- 1979), e a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1866 &#8211; 1963).</p>
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<div id="attachment_35929" style="width: 332px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><img class="wp-image-35929" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/julia17.jpg" alt="julia17" width="322" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de junho de 1934</a></p></div>
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<p>Um ano após a morte da escritora, Afonso Celso (1860-1938) publicou o artigo intitulado <em>Homenagem à Dona <span class="il">Júlia</span> Lopes de Almeida</em> na Revista da Academia Brasileira de Letras, onde lhe conferiu o título de <em>Mestra da língua </em>(<em>Revista Academia Brasileira de Letras, </em>v.48, abril de 1935, p. 259).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; [&#8230;] em tudo e por tudo ela o foi, mestra na acepção mais elevada da palavra, o que quer dizer propiciadora de nobres ensinamentos, modelo de raras virtudes, irradiadora de salutar influência. Mestra de língua e mestra de vida, quer pela excelência da sua produção literária, quer pela pureza sem jaça da sua existência&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Imagens de Júlia Lopes de Almeida</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Na imprensa</strong></span></p>
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<div style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
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<div id="attachment_35697" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044"><img class="wp-image-35697 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia3.jpg" alt="julia3" width="245" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida /<em> Revista da Semana,</em> 2 de junho de 1934</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a família</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_35718" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35718 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia41.jpg" alt="julia4" width="595" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida com seus filhos, Afonso e Margarida (sentados), Albano e Lúcia (em pé) / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
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<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEF4OB9cgdAjJ9_Kb_kbngF8YbRDWsiSBLXKvhp6kMAQU_AYQ-cn6Myuc63P_DTgW-QLuRm2c2Fd2eEbvs_PMabUO4zZkMLXuOJ_L8GqZtXa4BWmAnXoNuetYdB-2ChS4MTOEveGWBkpQh/w616-h414/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida++e+Filinto+de+Almeida+.+s.data.+foto.+Acervo+Claudio+Lopes+de+Almeida.+2.png" alt="" width="616" height="414" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">Júlia Lopes de Almeida e Filinto de Almeida, em Paris . s/d / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
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<div id="attachment_35712" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img class="wp-image-35712 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia11.jpg" alt="julia1" width="592" height="355" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Foto Paul. Júlia Lopes de Almeida e a filha Margarida Lopes de Almeida, Rio de Janeiro, RJ</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Por pintores</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_35716" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia31.jpg" alt="julia3" width="590" height="645" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Richard Hall / Acervo Claudio Lopes de Almeida.</a></p></div>
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<div id="attachment_35723" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35723" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia9.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, em aquarela de Rodolfo Amoedo (s.data) | Acervo Claudio Lopes de Almeida " width="639" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Rodolfo Amoedo /  Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/20170728_04_livro-republica.jpg?resize=300%2C509" alt="" width="300" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank">Retrato de Júlia Lopes de Almeida, pintado por Berthe Worms, em 1895, e oferecido pela retratista à escritora. Mantido por Claudio Lopes de Almeida, neto da escritora</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Capas de livros de Júlia Lopes de Almeida</strong></span></p>
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<p><img class=" aligncenter" src="https://d1o6h00a1h5k7q.cloudfront.net/imagens/img_m/11874/5272083.jpg" alt="Julia Lopes de Almeida Livro das Noivas Rio de" width="213" height="306" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbG7cgO4lyBTuEX3NMpQ8oiVJ2MgCzO3f0A3jtd6HyxJTASTgI3sXirjdtnJBKTixDJvZZavdXDQd_JyUZTse4PUdDumxzrE3rnk5ckw7f-x145rxsBTSy9uJM4ttNhpIv4QXwk4gm6sw/s1600/1%C2%AA+edi%C3%A7%C3%A3o+do+livro+'A+Vi%C3%BAva+Sim%C3%B5es'+-+Julia+Lopes+de+Almeida.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida - a escritora da belle époque tropical | Templo  Cultural Delfos" width="211" height="291" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_b07f9ce9c46f9f17175a6ddb7a8d7469280e9908.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg"><img class="  wp-image-35730 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg" alt="julia14" width="225" height="333" /></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg"><img class="  wp-image-35731 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg" alt="julia15" width="234" height="328" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://5934488p.ha.azioncdn.net/capas-livros/9788566549331-julia-lopes-de-almeida-a-intrusa-54729509.jpg" alt="Livro: A Intrusa - Julia Lopes de Almeida | Estante Virtual" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://4.bp.blogspot.com/-FqOKv7ADi1c/WK9PZR9uiVI/AAAAAAAAAc4/mr2Vg87SDT0TW_4gMZaQJU1Ld-E69EvmQCEw/s1600/Scan_20170207.jpg" alt="Literatura &amp; EU: Cruel Amor, de Júlia Lopes de Almeida - RESENHA #42" width="242" height="397" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://digital.bbm.usp.br/view/coverimage?45000008117" alt="Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Era uma vez..." width="243" height="321" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blog.bbm.usp.br/wp-content/uploads/2020/10/Fal%C3%AAncia_capa-721x1024.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, uma ilustre mortal – Blog da BBM" width="245" height="348" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35722" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia8.jpg" alt="Capa 'O Livro das Noivas', Julia Lopes Almeida edição SP: Castorino Mendes Editor 1929" width="222" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Capa &#8216;O Livro das Noivas&#8217;, Julia Lopes Almeida. Edição SP:</a><br /><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Castorino Mendes Editor 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse artigo foi ampliado em 29 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>DE LUCA, Leonora. <a href="https://ieg.ufsc.br/public/storage/articles/October2020/Pagu/1999(12)/Luca.pdf" target="_blank"><em>O &#8220;feminismo possível&#8221; de Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)</em></a></p>
<p>DE LUCA, Leonora. <em>Feminismo e iluminismo em Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).</em> Ci. &amp; Tróp.. Recife, v. 25, n. 2, p. 213-236,jul/dez., 1997.</p>
<p>FANINI, Michele Asmar. <a href="https://www.scielo.br/j/rieb/a/wZXJTWLLrfPMXDnwhZgJBRN/#" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida em cena: notas sobre seu arquivo pessoal e seu teatro inédito</em></a>. <span class="_editionMeta">Rev. Inst. Estud. Bras. (71) <span class="_separator">• </span>Sep-Dec 2018.</span></p>
<p><span class="_separator">FANINI, Michele Asmar. <em>A (in)visibilidade de um legado – Seleta de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida. </em>São Paulo<b> : </b>Editora Intermeios, 2017.</span></p>
<p>ENGEL, Magali Gouveia. <a href="file:///C:/Users/vinicius.pmartins/Downloads/Dialnet-JuliaLopesDeAlmeida18621934-8892909.pdf" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida (1862-1934): uma mulher fora de seu tempo?.</em></a></p>
<p>ENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). <a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><i>Júlia Lopes de Almeida &#8211; a escritora a belle époque tropical</i></a>. Templo Cultural Delfos, outubro/2022.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HOLLANDA, Heloisa Buarque de. <em>O que querem os dicionários?</em>. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de; ARAÚJO, Lúcia Nascimento. Ensaístas brasileiras. Mulheres que escreveram sobre literatura e artes de 1860 a 1991. Rio de Janeiro: Rocco, 1993</p>
<p>MACHADO, Hilda. <em>Laurinda Santos Lobo: mecenas, artistas e outros marginais em Santa Teresa</em>. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.</p>
<p>SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p>Site Academia Brasileira de Letras</p>
<p><a href="http://www.academiacariocadeletras.org.br/academicos.html" target="_blank">Site Academia Carioca de Letras</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxuwEYBLEntKN6X4JLaRFxx1OLDw6FQLH6GOwrvO1tNIw_hve8WBl3L4ryaSF-2aKiJFpLAZ3W4VXC29KcJhBMSSpWk_tVtrrf-JJeg1fQwapHMvIfM6fOqwnIOa2rPL9SwYvWzX05owE/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+(escultura).jpg" alt="" width="432" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">O busto em bronze de Júlia Lopes de Alemida executado, em 1939, por sua filha, a escultora Margarida Lopes de Almeida. Foi inaugurado, em 28 de março de 1953, no Jardim Gomes de Amorim, em Lisboa,  Portugal, em 28 de Março de 1953 </a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p style="text-align: left;">
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 03:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira publicação da Brasiliana Fotográfica de 2024 e a 17º publicação da série "Feministas, graças a Deus!" foi realizada pela equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, a mais recente instituição parceira do portal. É um artigo sobre a poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 - 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz Ano Novo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No 17º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em> a equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, traz para nossos leitores um pouco da história da poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e também de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania, e para outros países da Europa. Ela foi a representante do Brasil no evento e a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a> e Edith Fraenkel (1889 – 1969), que foi a primeira presidente eleita da Associação Brasileira de Enfermagem e uma de suas fundadoras, foram como suplentes. Durante sua vida, Anna Amélia sempre esteve engajada na defesa dos direitos das mulheres, apoiando as iniciativas promovidas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, onde foi vice-presidente e lutou pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">voto feminino</a>. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz 2024!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34934" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank"><img class="wp-image-34934 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia8.jpg" alt="annamelia8" width="402" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank">Retrato de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, 1935/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/379" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas à Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça do acervo da FGV CPDOC disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34937" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><img class="wp-image-34937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia10.jpg" alt="annamelia10" width="270" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22685" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/confe1.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de abril de 1935" width="580" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>ANNA AMÉLIA E O ZEPPELIN</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">O MOTIVO</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania aconteceu em Istambul, entre 18 e 25 de abril de 1935. Até essa data, os congressos da Aliança (International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship) eram, majoritariamente, centrados na Europa. A partir de então, a organização procura se aproximar e concentrar suas reuniões em nações do Oriente e da América Latina. Nesse contexto, o décimo segundo congresso acontece, pela primeira vez, fora do eixo europeu, como forma de comemorar junto a movimentos feministas locais e ao governo a recente introdução do direito a voto e outras garantias de igualdade política femininas na Turquia. A delegação brasileira também comemorava o direito ao voto da mulher, recém conquistado em 1932 com a promulgação do novo Código Eleitoral. As delegadas brasileiras foram a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a enfermeira Edith Fraenkel (1889 &#8211; 1969) e a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34899" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg"><img class="size-full wp-image-34899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg" alt="  Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania" width="592" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania / Acervo FGV CPDOC</p></div>
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<p>Anna Amélia, poeta, tradutora, ativista feminista e estudantil, nasceu em 17 de agosto de 1896, na cidade do Rio de Janeiro. Como outras mulheres de sua época, não foi matriculada em nenhuma instituição de ensino formal, e recebeu educação em seu lar, sendo instruída nos idiomas português, inglês, francês e alemão. Em 1911, com 14 anos de idade, publica seu primeiro livro de poesias &#8211; <em>Esperança</em>.</p>
<p>A participação política de Anna Amélia começa a ganhar destaque quando, em 1929, junto a estudantes universitários e representantes da Escola Naval e da Escola Militar, funda a Casa do Estudante Brasileiro (CEB) e se torna a primeira presidente da instituição. Sua atuação estava voltada para a promoção do intercâmbio cultural entre os estudantes e para a interação entre empresas e alunos, visando auxiliar na busca por empregos e garantindo a compatibilidade com os horários das aulas. Vale ressaltar, que nesse momento surge o primeiro bandejão universitário.</p>
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<div id="attachment_34891" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank"><img class="wp-image-34891 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia2.jpg" alt="Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo" width="350" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank">Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Anna Amélia desempenhou relevante papel no movimento feminista brasileiro. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), tendo apresentado a tese &#8211; <em>O problema da habitação para moças-estudantes e o projeto de uma casa para a estudante brasileira na organização da Casa do Estudante do Brasil</em>  &#8211; associando seu ativismo estudantil com a situação feminina, e reivindicando o aumento de mulheres no ensino superior brasileiro. A partir desse momento, ganhou destaque entre as organizações feministas do país, chegando a assumir a vice-presidência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.</p>
<p>Tornou-se a primeira mulher a integrar a equipe de apuração de votos no Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições. Sua contribuição foi destacada na edição de fevereiro de 1935 do Boletim da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino, onde foi reconhecida como uma das figuras proeminentes que lutaram pelos direitos das mulheres durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1934.</p>
<p>Representante escolhida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 10 de abril de 1935, Anna Amélia é confirmada, pelo presidente Getúlio Vargas, porta-voz da delegação brasileira no XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. No dia 11, parte para a Turquia.</p>
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<div id="attachment_34898" style="width: 834px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg"><img class="size-full wp-image-34898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg" alt="Passaporte de Anna Amélia / Acervo" width="824" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Passaporte de Anna Amélia / Acervo FGV CPDOC</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">VOANDO NO ZEPPELIN</span></p>
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<p>Anna Amélia, acompanhada do marido, Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), historiador e goleiro do Fluminense, e da filha mais velha, Marcia Cláudia, embarca no dia 11 de abril, no Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12627/AACM%20foto%20023_46.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank">Anna Amélia, ladeada por Marcia Cláudia e Marcos Carneiro de Mendonça, durante a viagem de 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>A viagem, a bordo do Zeppelin, teve uma escala em Recife  e durou cinco dias, seguindo pelo mar e pela costa da África e da Europa até seu ponto final, a cidade alemã de Friedrichshafen.</p>
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<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12628/AACM%20foto%20023_4.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank">Comandante do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12629/AACM%20foto%20023_5.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="507" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank">Cabine de controle do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12630/AACM%20foto%20023_9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="728" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank">Quarto de passageiros do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12631/AACM%20foto%20023_7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank">Salão de refeições do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC </a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"> </a></p>
<p>Anna Amélia escreve em seu diário sobre o “monstro flutuante”:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Deixando a longe o tapete mágico do litoral brasileiro o Zeppelin conquista o mar alto e o céu amplo. Azul transparente e fluido sobre a nossa cabeça; azul compacto e forte abaixo de nós. Um dia só entre os dois abismos e o monstro flutuante está sobre Marrocos, dominando as cidades alvas que se recortam lá embaixo como detalhadas maquetes de gesso. Depois Gibraltar à espreita, e a Europa que se esforça com as plantas levadas das cordilheiras&#8221;</em> </span>(AACM lit 1972.07.15)</p>
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<div id="attachment_34932" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank"><img class="wp-image-34932 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/mapa.jpg" alt="mapa" width="347" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank">Mapa da viagem, ressaltando o trajeto através do Oceano Atlântico / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12632/AACM%20foto%20023_17.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank">O “azul compacto” do mar, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>O voo chegou à Friedrichshafen, no dia 16 de abril e o Zeppelin sobrevoa a cidade, antes de pousar. Friedrichshafen fica no extremo-sul da Alemanha constituída por pequenas casas, campos de plantação e grandes hangares de estacionamento e construção de dirigíveis.</p>
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<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12633/AACM%20foto%20023_11.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank">Sobrevoando Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12634/AACM%20foto%20023_10.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank">O porto de Friedrichshafen e os galpões da Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12635/AACM%20foto%20023_13.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank">Pousado em Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12636/AACM%20foto%20023_12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank">No hangar, 1935. Friedrichshafen, Alemanha/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>De Friedrichshafen, Anna Amélia segue de trem para a Turquia, chegando a Istambul dia 20, e se hospeda no Hotel Continental durante o Congresso.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12637/AACM%20foto%20023_41.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank">Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12638/AACM%20foto%20023_32.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"> Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Anna Amélia escreve em seu diário:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Istambul&#8230; Fica nos meus olhos o encantamento de uma tarde. Os minaretes da cidade velha são braços de ouro sobre a gama do horizonte. Uma voz mágica chama para a prece. E neste momento Istambul é bem o Oriente, e é toda a poesia que eu fui buscar.</em></span> (AACM lit 1972.07.15. p.5)</p>
<p>Anna Amélia se surpreende com o crescente avanço progressista que marcava o país, principalmente, nas questões das mulheres. Ela registra que as mulheres turcas não estavam mais com os &#8220;<em>rostos velados por véus negros</em>&#8221; ou &#8220;<em>encarceradas em harens</em>&#8220;, vivendo em condições cada vez mais igualitárias, ocupando as faculdades &#8211; medicina, direito, jornalismo &#8211; e atuando na política, como deputadas na Assembleia Nacional.</p>
<p>É nessa oportunidade de mostrar a modernidade da nova sociedade turca que o governo do país se organiza junto a seu movimento feminista para receber o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania.</p>
<p>Além de participar de conferências e votações, Anna Amélia apresenta a candidatura da então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a ativista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, para a Comissão Executiva da  International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship. Esse momento de congregação foi também a oportunidade de se aproximar de outras lideranças feministas, como Latife Bekir, política turca, e outros grandes nomes como Nancy Astor e Margery Corbett Ashby.</p>
<p>O ponto alto do evento foi sua palestra no Teatro Municipal de Istambul. Com o discurso “<em>A Mulher Cidadã</em>”, Anna discursa sobre o movimento feminino no Brasil, o dever da mulher cidadã e, principalmente, seu trabalho pela paz universal. Além da oportunidade de se expressar, o congresso foi um momento de aprender, com influências em seu trabalho e ativismo que serão vistos em textos e discursos posteriores.</p>
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<div style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12639/AACM%20foto%20023_43.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="590" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank">Anna Amélia (a esquerda na segunda fileira) e outras ativistas femininas e convidados, durante o congresso em Istambul. Na terceira fileira, de chapéu preto, Margery Corbett Ashby, famosa ativista e delegada da Grã Bretanha no evento, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12640/AACM%20foto%20023_77.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank">Ativistas presentes no congresso. Destaque para a diversidade de etnias e vestimenta, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A viagem de Anna Amélia e sua família seguiria ainda por outros países da Europa: Hungria, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Itália, Mônaco, Espanha e Portugal. Ela retorna ao Rio de Janeiro, de navio, no dia 15 de agosto de 1935, após 95 dias de viagem.</p>
<p>Em 15 de abril de 1936, um ano após a viagem, Anna Amélia dá uma entrevista a uma rádio e afirma<em>:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Entreguem às mulheres a solução dos desentendimentos internacionais, e verão como se ensina os povos, a tolerância e o bom senso. Nada de canhões atroadores, gases asfixiantes, bombardeios aéreos. Mas palavras sinceras, corações abertos, mãos leais abertas para um gesto fraternal. A mulher quer a paz. E a sua tenacidade provará ao mundo que esse lindo sonho de hoje pode vir a ser a ventura dos homens de amanhã.</em></span> (AACM mf 1936.03.11, 1A)</p>
<p>Em 1976, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin.</em></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-34936" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg" alt="annamelia9" width="219" height="309" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANNA AMÉLIA: <em>Feminismo no tempo do Zeppelin</em>. Direção: Tarcila Soares Formiga. Rio de Janeiro, 2019. (10min39). Disponível em: <a href="https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO">https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO</a></p>
<p>Arquivo pessoal Anna Amélia Carneiro de Mendonça (FGV CPDOC)</p>
<p><a href="https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180">https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180</a></p>
<p>GLEW, Helen. <em>Embracing the language of human rights: International women&#8217;s organizations, feminism and campaigns against the marriage bar, c.1919–1960</em>. Gender &amp; History, Londres, v.35,  p.(780–794), 2023. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424">https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424</a></p>
<p>RUPP, Leila J. <em>Worlds of Women: The Making of an International Women&#8217;s Movement.</em> Princeton: Princeton University Press, 1998.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #990000;">Brevíssimo perfil de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971)</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley*</p>
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<p>Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, nascida em 17 de agosto de 1896, no Rio de Janeiro, era filha de José Joaquim de Queiroz Jr (1870 &#8211; 1919) e de Laura Palhares Machado (1874 &#8211; 1941); e irmã de Laura Margarida (1898 &#8211; 1995) e Maria José (1911 &#8211; 1984). Esta última foi casada com o jornalista e professor Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993), que foi durante muitos anos, entre 1958 e 1993, presidente da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>.</p>
<p>Viveu em Minas Gerais até 1911, quando sua família retornou ao Rio de Janeiro. Sua formação primária e secundária foi proporcionada por diversas preceptoras estrangeiras que se sucederam em sua casa. Ela e suas irmãs aprenderam a falar fluentemente alemão, francês e inglês, e tiveram aulas de Botânica, Geografia, História, Matemática, Música e Pintura.</p>
<p>Casou-se, em 17 de dezembro de 1917, com o mineiro Marcos Carneiro de Mendonça (1894 – 1988), goleiro do Fluminense e o primeiro goleiro da seleção brasileira, considerado o primeiro ídolo do futebol no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/36957" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de dezembro de 1917, quarta coluna</a>), tendo sido presidente do Fluminense Football Club, entre 1941 e 1943. Foi também historiador e escritor. Anna Amélia apaixonou-se por ele, em torno de 1913, quando assistiu a uma partida do América Football Club. Sobre essa paixão, escreveu um poema:</p>
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<div class="page" data-page-number="13" data-loaded="true">
<div class="textLayer" style="text-align: center;">
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">&#8220;Foi sob um céu azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que um dia eu te encontrei formoso como Apolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E meu amor nasceu num luminoso raio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como brota a semente à umidade do solo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Havia tanta vida. Era tão verde o campo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu senti-me envolver num clarão muito doce,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Esse clarão cresceu, cresceu e acentuou-se</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como o sol ao raiar pelo horizonte escampo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu te amei&#8230; Foi assim–verdes frondes, contai-o</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que, banhado de luz, entre os beijos de Eolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Sob um céu muito azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Um dia te encontrei formoso como Apolo&#8221;. </span></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia e Marcos tiveram quatro filhos: Márcia Claudia (1918 &#8211; 2012), Eliana Laura (1920 &#8211; 1920), José Joaquim (1921 &#8211; 1999) e Bárbara Heliodora (1923 &#8211; 2015). A partir de 1944, o casal passou a morar no Solar dos Abacaxis, como era conhecido um palacete do século 19 no bairro do Cosme Velho, projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rabelo  (1821 – 1871), discípulo do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 – 1850). Havia sido construído, em 1843, pelo comendador Borges da Costa, bisavô de Anna Amélia. Deve seu nome aos abacaxis de ferro que enfeitam suas sacadas. Anna Amélia e Marcos foram anfitriões, na mansão, de inúmeras festas e saraus que reuniam artistas, diplomatas, empresários, escritores, estudantes, intelectuais, políticos e personalidades da elite carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34969" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank"><img class="size-full wp-image-34969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia15.jpg" alt="Solar dos Abacaxis / O Guia Legal" width="303" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank">Solar dos Abacaxis / O Guia Legal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia traduziu para o português <em>Hamlet</em>, além de outras obras de autoria de William Shakespeare (1564 &#8211; 1616), poeta e dramaturgo inglês, e a caçula do casal, Bárbara Heliodora, foi uma das maiores especialistas, no Brasil, em Shakespeare, além de uma importante crítica teatral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27261" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank"><img class="wp-image-27261 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/miss1.jpg" alt="Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família" width="592" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank">Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia foi pioneira na introdução do tema do futebol na literatura brasileira com a poesia <em>O Salto, </em>publicada no livro <em>Alma </em>(1922).<em> </em>Seu encantamento com o esporte surgiu de sua convivência com os empregados da Usina Esperança, em Itabirito, em Minas Gerais, de propriedade de seu pai. Segundo Bernardo Buarque de Hollanda (1974-), o poema teria sido composto na casa de Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), durante um dos saraus dominicais entre jogadores do Fluminense da década de 1910 e 1920:</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">O Salto</span></strong></em></p>
<p> <em><span style="color: #990000;">Ao ver-te hoje saltar para um torneio atlético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Sereno, forte, audaz, como um vulto da Ilíada,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Todo o meu ser vibrou num ímpeto frenético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de um grego, herói de uma Olimpíada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Estremeci fitando esse teu porte estético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de Apolo estremecera a dríada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Era um conjunto de arte esplendoroso e poético</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Enredo e inspiração para uma helioconíada</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">No cenário sem par de um pálido crepúsculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tu te lançaste no ar, vibrando em cada músculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Por entre as aclamações da massa estusiástica</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como um deus a baixar o Olimpo, airoso e lépido</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tocaste o solo, enfim, glorioso ardente, intrépido,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Belo na perfeição da grega e antiga plástica&#8221;.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Outros livros de sua autoria foram <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/6974" target="_blank"><i>Esperanças</i> (1911)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/39309" target="_blank"><i>Ansiedade</i> (1926)</a>, <i>A Harmonia das coisas e dos seres</i> (1936), <i>Versos que eu digo</i> (1937), <i>Mal de amor</i> (1939), <i>Castro Alves, um estudante apenas</i> (1950), <i>Poemas</i> (1951), <i>50 poemas de Ana Amélia</i> (1957) e <i>Todo mundo</i> (1959).</p>
<p style="text-align: left;">Foi uma das fundadoras, com o teatrólogo Paschoal Carlos Magno  (1906 – 1980) e com a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, entre outros, da Casa do Estudante Brasileiro (CEB), em 13 de agosto de 1929. Foi sua primeira presidente, tornando-se vitalícia no cargo. A CEB foi importante no surgimento do Teatro do Estudante, criado, em 1938, por Paschoal Carlos Magno; e do Teatro Experimental do Negro, de Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), fundado em 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34992" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34992" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia16.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de outubro de 1929" width="520" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank">Na foto da direita, embaixo, Anna Amélia e Paschoal estão ladeando Gabriela Besanzoni em um evento em prol da Casa do Estudante/ <em>Revista da Semana</em>, 5 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seus poemas e crônicas foram publicados em importantes jornais do país como <em>O Globo</em>, <em>O Jornal</em>, <em>A Noite</em> e nas revistas<em> O Cruzeiro, Fon-Fon </em>e<em> Careta, </em>dentre outras.</p>
<p style="text-align: left;">Um dos artigos da edição especial da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928</a>, sobre as Praias de Banho no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói, intitulado <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/336" target="_blank"><em>Em louvor das praias</em></a>, foi escrito por Anna Amélia, então Rainha dos Estudantes, coroada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, em 26 de setembro de 1928 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35576"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi diretora no suplemento feminino do <em>Diário de Notícias</em> e, como já mencionado, a primeira mulher a integrar o Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições de 1934. Foi secretária do Hospital Pró-Matre e presidenta da Associação Brasileira de Educação entre 1941 e 1942.  Em 1942, foi escolhida como representante do Brasil na Comissão Internacional de Mulheres, com sede na União Pan-Americana em Washington, posição que ocupou durante três anos; e, em 1967, foi a convidada do governo de Israel como representante da mulher brasileira no Congresso Internacional Feminino pela Paz e Desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu no Rio de Janeiro, em 31 de março de 1971, de ataque cardíaco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/92343" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de abril de 1971</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114112" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34938" style="width: 457px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia11.jpg" alt="Jornal do Brasil, 13 de abril de 1971" width="447" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Pouco mais de um ano depois de sua morte, foi publicado um depoimento do jornalista, crítico de arte e  professor Mário Barata (1921 &#8211; 2007) sobre ela, a <em>brasileira perfeita&#8230;síntese feminina de quatro séculos e meio de caminho para a civilização, de origem lusa, nos trópicos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/13124" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1972, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34952" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34952" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia14.jpg" alt="Anna Amélia / Manchete, de 1971" width="372" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank">Anna Amélia / <em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1976, quase cinco após seu falecimento, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin</em>, pela Archimedes Edições (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/39167" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de janeiro de 1976</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Assista aqui <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l3yvqyO33hg" target="_blank"> <em>Anna Amélia &#8211; Feminismo no tempo do Zeppelin</em>, dirigido e roteirizado por Tarsila Soares Formiga, produzido na Oficina de Audiovisual em Sala de Aula, ofertada pelo Núcleo de Audiovisual e Documentário da FGV CPDOC em 2019.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*Andrea C.T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #990000;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, D. <em><a href="https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766/32096" target="_blank">Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça: a introdução do futebol na poesia do Brasil</a>.</em> FuLiA/UFMG [revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros Esportes], <i>[S. l.]</i>, v. 7, n. 3, p. 16–39, 2023. DOI: 10.35699/2526-4494.2022.38766. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766.</p>
<p style="text-align: left;">DUARTE, Constância Lima. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/ldasilva,+INTER3_Pg_22_30%20(1).pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: militância e paixão</em></a>. Interdisciplinar v. 3, n. 3, p. 22-30 &#8211; jan/jun de 2007</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">MONTEIRO, Alessandra Nóbrega; COSTA, Anna Beatriz Oliveira Menezes. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/1979-Texto%20do%20artigo-3095-1-10-20220915.pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: feminismo brasileiro à luz de um arquivo pessoal.</em></a> Revista Discente Ofícios de Clio, Pelotas, vol. 6, n° 10 | janeiro – junho de 2021.</p>
<p style="text-align: left;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.abe1924.org.br/quem-somos/galeria-dos-presidentes/100-anna-amelia-c-de-mendonca" target="_blank">Site Associação Brasileira de Educação</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5768" target="_blank">Site Memória de Família</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"> <a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVI &#8211; O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, tema do décimo sexto artigo da série "Feministas, graças a Deus!". O evento foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e é considerada, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotos de três delas - Georgina Albuquerque, Nicolina Vaz de Assis e Sylvia Meyer - integram o "Álbum de artistas", da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, em um dos salões da Escola Nacional de Belas Artes.  Foi um dos muitos eventos importantes da história das artes plásticas no Brasil ocorridos na cidade durante o referido ano e é o tema do décimo sexto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. O Salão Feminino é considerado, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotografias das pintoras Georgina Albuquerque (1885 &#8211; 1962) e Sylvia Meyer (1889-1955); e da escultora Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (1874 &#8211; 1941), integrantes da mostra de 1931, fazem parte do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon276572_276573.pdf" target="_blank"><em>Álbum de artistas</em></a> doado, em 1932, pelo escritor M. Nogueira da Silva (1880 – 1943), à Seção de Estampas da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>As imagens de Nicolina Pinto do Couto são das décadas de 10 e de 20 e, em algumas, ela está acompanhada de seu marido, o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 &#8211; 1945). Há ainda um registro de Nicolina com um grupo de artistas no Salão Nacional de 1913.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11742/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank">O Salão Nacional de 1913, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/360" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de mulheres do <em>Álbum de Artistas</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias de Silvia Meyer são de 1912: de aulas de pintura ao ar livre e de uma cena do concurso de fim de ano na Escola Nacional de Belas Artes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11730/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN. A mulher na fotografia é Silvia Meyer.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os registros de Georgina Albuquerque são da década de 1910: em um deles ela está com sua família, filhos e marido, o também pintor Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e, em outro, ela está com seus filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11724/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank">Lucilio e Georgina de Albuquerque, pintores, 191?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <em>Álbum dos artistas</em>, vale ressaltar que, dentre imagens de dezenas de artistas, existem apenas fotos de cinco mulheres. Além das já citadas, imagens da arquiteta Arinda Sobral (1883 &#8211; 1981) e da pintora Angelina Agostini (1888 &#8211; 1973).</p>
<p>O I Salão Feminino de Arte foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, dirigida por Augusto José Marques Junior (1887 &#8211; 1960), em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> (FBPF), que se propôs a <em>envidar esforços</em> para que o evento fosse exitoso, revelando que, naquele momento do feminismo brasileiro, a organização de uma mostra com participação exclusiva de mulheres foi um fato importante para o movimento.</p>
<p>Em um artigo de Conceição Andrade de Arroxelas Brandão, publicado no <em>Diário de Notícias</em>, de 1º de fevereiro de 1931, fica evidente o entusiasmo da FBPF pela realização do I Salão Feminino de Arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32520" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32520" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão1.jpg" alt="Diário de Notícias, 1º de fevereiro de 1931" width="316" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos que, em torno de 1931, a busca pela emancipação da mulher no Brasil, principalmente a partir da luta pelo voto feminino, estava em alta e contava com feministas como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, fundadora de FBPF, em 1922; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, fundadora da Aliança Nacional de Mulheres, em 1931, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 – 1932)</a> e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>, fundadora da União Universitária Feminina, em 1929, dentre várias outras.  No mesmo mês da abertura do salão, sob a orientação de Bertha Lutz, foi promovido o Segundo Congresso Internacional Feminista. Finalmente, menos de um ano depois da realização da exposição, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">direito de voto às mulheres</a>.</p>
<p>Além da efervescência de acontecimentos em prol da emancipação feminina na época, outro fato que liga o feminismo à realização deste evento artístico é a presença, na comissão organizadora do Salão, da escritora e feminista atuante, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 – 1971)</a>, presidente da Casa do Estudante do Brasil, fundada em 1929.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32531" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32531" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão11.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="286" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição contou com 63 artistas, <em>172 pinturas, 17 esculturas, 1 gravura e 3 de artes aplicadas, todas obras assinadas individualmente, e mais outras dessas últimas artes, com a assinatura coletiva da Escola Profissional Orsina da Fonseca e da Escola Profissional Paulo de Frontin</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76841" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de junho de 1931</a>). A diretora da Orsina da Fonseca era a feminista e professora<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902" target="_blank"> Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935)</a>, que foi tema do décimo quinto artigo da série<em> Feministas, graças a Deus!, </em>publicado em 19 de abril dde 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11723/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="560" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank">D. Georgina de Albuquerque, pintora, 191? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11725/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="549" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank">D. Nicolina Vaz P. do C., esculpt., 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11731/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="565" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN A mulher é a pintora Sylvia Meyer</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas das artistas que participaram da exposição foram, além das já mencionadas, as pintoras Camilla Alvares de Azevedo, Cândida de Gusmão Cerqueira, Francisca Leão, Haydéa Santiago, Helvia Barbosa Lima, Ignez Corrêa de Castro, Isabel Teixeira de Mello Julieta Bicalho, Katarina Gesnesha, Maria Francelina Barreto Falcão (1897-1979), Moema Machado Vieira, Nativa Tinoco, Nieta Gomes, Odelli Castello Branco, Palmyra Pedra Domeneck, Regina Veiga, Ruth de Almeida, Sarah Vilela de Figueiredo, Solange Frontin Hess, Suzanna Mesquita, Wanda Turatti e Yvonne Visconti. A gravurista Lucilia Ferreira e as escultoras Celita Vaccani ((1913 &#8211; 2000), Rosalina Candido Mendes e Zelia Ferreira.</p>
<p>Chama atenção a ausência das modernistas Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973) e Anita Malfatti (1889 &#8211; 1964). Terá sido devido à divisão entre acadêmicos e modernos, já que todas as obras expostas no I Salão Feminino de Arte tinham caráter acadêmico? Ou terá sido falta de interesse delas, já artistas consagradas, em participarem da mostra?</p>
<p>Segundo uma de suas organizadoras, a pintora Cândida de Gusmão Cerqueira:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-32521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão2.jpg" alt="salão2" width="302" height="473" /></a></p>
<div id="attachment_32522" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32522" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão3.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="305" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inicialmente, a inauguração do salão seria na primeira quinzena de maio, mas foi adiada para junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4290" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de abril de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/10370" target="_blank"><em>Jornal do Commerci</em>o, 7 de junho de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32517" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32517" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão.jpg" alt="A Noite, 17 de abril de 1931" width="304" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua <em>vernissage</em> aconteceu em 5 de junho e, a abertura para o público, no dia seguinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32529" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32529" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão9.jpg" alt="Diário Carioca, 6 de junho de 1931" width="509" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 6 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob o patrocínio da comissão organizadora do evento, o jornalista, pintor e intelectual Celso Kelly (1906 &#8211; 1979) proferiu uma conferência sobre a arte brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5716" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de junho de 1931, penúltima coluna</a>). Ele havia sido, em 1928, o organizador de um mostra livre de arte, na Biblioteca Nacional, que reuniu 300 trabalhos de 120 artistas, e que resultou na criação por ele e pelos irmãos Armando e Mário Navarro da Costa (1883 &#8211; 1931) da Associação Brasileira de Artistas, uma das promotoras do I Salão Feminino de Arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32523" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão4.jpg" alt="Diário de Notícias, 11 de junho de 1931" width="307" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 de junho, o <em>Diário de Notícias</em> publicou uma reportagem especial sobre o evento:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32525" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32525" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão5.jpg" alt="salão5" width="321" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32526" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32526 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão6.jpg" alt="salão6" width="620" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32530" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão10.jpg" alt="O Cruzeiro, 13 de junho de 1931" width="437" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 13 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terra de Senna, pseudônimo do jornalista, escritor, humorista, poeta e dramaturgo Lauro Nunes (1896-1972), publicou uma crítica sobre o salão e comentou se tratar de um <em>esforço digno dos maiores incentivos, </em>porém lamentou seu caráter de <em>exposição retrospectiva</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5228" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 17 de junho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de junho, a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça fez uma palestra intitulada <em>Um salto de cinquenta anos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32528" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32528" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão8.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de junho de 1931" width="259" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição foi encerrada com a palestra <em>Príncipe Raul de Leoni</em>, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4960" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de junho de 1931, segunda coluna</a>). Publicação de uma crítica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8780" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de julho de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32527" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão7.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de julho de 1931" width="421" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 1º de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O II Salão Feminino de Arte promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes foi realizado muitos anos depois, em 1939, na Associação Cristã dos Moços. Algumas artistas que participaram do evento, em 1931, como Celita Vaccani, Georgina de Albuquerque e Regina Veira apoiavam a realização da segunda edição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/39681" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em> 15 de junho de 1939, terceira coluna;</a> <em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/51471" target="_blank">15 de junho de 1939, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/52139" target="_blank">23 de julho de 1939, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo resumo de outros importantes eventos artísticos ocorridos no Rio de Janeiro em 1931</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Movimento Artístico Brasileiro</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32539" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardell1i.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="462" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme mencionamos no início do artigo, em 1931, ocorreram no Rio de Janeiro outros importantes eventos da história das artes plásticas no Brasil. Um deles foi a criação do Movimento Artístico Brasileiro no Salão Essenfelder, no Studio Nicolas, que ficava localizado na Praça Marechal Floriano e pertencia ao fotógrafo romeno Nicolas Alagemovitz (1893 &#8211; 1940), <em>um musicista que se fez mago da arte fotográfica,</em> que<em> </em>era sócio do Photo Club Brasileiro. De acordo com o estatuto da nova associação, o Movimento foi organizado por uma comissão formada por Affonso de Carvalho, Nicolas Alagemovits, Fritz, Martha Silva Gomes, Henrique Pongetti, Bandeira Duarte e João Ribeiro Pinheiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O “Movimento Artístico Brasileiro” começou pelo princípio: a sua sala no andar ocupado pelo fotógrafo Nicolas, num dos mais belos arranha céus da Cinelândia, dispõe de duzentas confortáveis cadeiras, de um palco para teatro, concertos e conferências e supera em elegância muitas das famosas “boîtes” espirituais de Paris, pequenas colmeias de homem de talento&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>O escritor Henrique Pongetti (1898 &#8211; 1979) em entrevista para o</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/13674" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de junho de 1931</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Nicolas,<em> o Movimento Artístico Brasileiro é exclusivamente um centro de cultura, de arte e de pensamento e cuja atividade é dirigida no sentido de propagar todas as manifestações estéticas e congregar os seus criadores. </em>José Siqueira, em artigo publicado, na <em>Revista da Semana, </em>de 19 de fevereiro de 1939, destacou que o Movimento vinha realizando<em> uma série de conferências, concertos, recitais e exposições de pintura, em que tomaram parte grandes vultos da arte nacional e estrangeira. Essa instituição que é de todos os artistas, tem por fim congregá-los, para que dessa estreita união a Arte venha a ser amplamente beneficiada </em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3433" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8654" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de janeiro de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/19743" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-32544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli3.jpg" alt="bernardelli3" width="257" height="419" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a morte de Nicolas, em 27 de setembro de 1940, apesar de continuar existindo, o Movimento foi perdendo vigor e as notícias a seu respeito foram diminuindo na imprensa carioca nos anos que se seguiram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 28 de setembro de 1940, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Núcleo Bernardelli</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32538" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli.jpg" alt="O Malho, 28 de novembro de 1931" width="550" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><em>O Malho</em>, 28 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em junho, no dia 12 , foi criado o Núcleo Bernardelli, formado por um grupo,  liderado por Edson Motta (1910 &#8211; 1981), de pintores insatisfeitos com o ensino artístico da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (ENBA). Buscavam democratizar o ensino de arte e conseguir o acesso dos artistas modernos ao prêmio de viagens ao exterior e ao Salão Nacional de Belas Artes. O nome é uma homenagem a dois professores da ENBA, os irmãos <a>Henrique Bernardelli (1858-1936) e </a><a>Rodolfo Bernardelli (1852-1931).</a></p>
<p>Alguns dos integrantes do grupo foram Bustamante de Sá (1907 &#8211; 1988), José Pancetti (1902 &#8211; 1958), Manoel Santiago (1897 &#8211; 1987) e Milton Dacosta (1915 &#8211; 1988) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5730" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931, quarta coluna</a>). Sua primeira sede foi o já citado Studio Nicolas. Depois o grupo se transferiu para os porões da Escola Nacional de Belas Artes, onde permaneceu até 1936, quando foi para a Rua São José e, depois, para a Praça Tiradentes, n. 85, até 1941, quando foi extinto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como Salão Revolucionário</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32545" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/belas.jpg" alt="O Jornal, 2 de setembro de 1931" width="514" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses depois, em 1º de setembro, foi aberto a Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como <em>Salão Revolucionário, </em>sob a organização do então diretor da instituição, Lúcio Costa (1902-1998).<em> </em>Foi um marco na história da arte no Brasil.<em> </em>A participação dos artistas modernos<em> </em>foi maciça e por decisão do júri do evento todos os trabalhos inscritos foram aceitos. Participaram da exposição Alfredo da Veiga Guignard (1896 &#8211; 1962), Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976), Ismael Nery (1900 &#8211; 1934) e Pedro Correia de Araújo (1874 &#8211; 1955), dentre vários outros. Um dos destaques do salão foi o quadro <em>Eu vi  mundo&#8230;ele começa no Recife</em>, de Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 2 de setembro de 1931</a>). Foi chamado pelo poeta Manuel Bandeira de <em>Salão dos Tenentes</em> pela participação de diversos modernistas que se opunham aos <em>generais</em> da arte, os acadêmicos.</p>
<p>Abaixo, o artigo O &#8220;Salão dos Tenentes&#8221;, de Bandeira, publicado no <em>Diário Nacional</em>, de São Paulo, em 5 de setembro de 1931:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32537" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg" alt="manuel" width="434" height="528" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg"><img class="  wp-image-32535 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg" alt="manuel1" width="448" height="277" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg"><img class="alignnone  wp-image-32536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg" alt="manuel2" width="441" height="374" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32540" style="width: 244px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli2.jpg" alt="O Jornal, 12 de setembro de 1931" width="234" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BANDEIRA, Manuel. <em>O salão dos tenentes.</em> VIEIRA, Lucia Gouveia. <em>Salão de 31</em>. Rio de Janeiro: Funarte, 1984. p.93-94.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Enciclopédia ItaúCultural</a></p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="https://anppom.org.br/anais/anaiscongresso_anppom_2018/5222/public/5222-18295-1-PB.pdf" target="_blank"><em>O Movimento Artístico Brasileiro (1931-1940) no cenário musical carioca dos anos 1930</em></a>. XXVIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – Manaus &#8211; 2018.</p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="http://seer.unirio.br/index.php/simpom/article/view/5799/5235" target="_blank"><em>Salão Essenfelder: descobertas por meio da Imprensamusical do Rio de Janeiro da década de 1930</em></a>. UFPR. ANAIS DO IV SIMPOM 2016  -SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUANDOS EM MÚSICA.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p>SILVA, Tahis Canfield. <em>Um olhar sobre o I Salão Feminino de Arte de 1931</em>. XIII Encontro de História da Arte. Arte em confronto: embates em torno da história da arte, 2018..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902</guid>
		<description><![CDATA[No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!" com uma seleção de imagens produzidas por Alberto Frisch, Dana B. Merril, Felipe Augusto Fidanza, Franz Keller, Hercule Florence, Marc Ferrez, Vincenzo Pastore, Walter Garbe e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> com uma seleção de imagens produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Alberto Frisch (1840 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Dana B. Merril (1887 – 19?)</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"> Felipe Augusto Fidanza (c.1847 – 1903)</a>, Franz Keller (1835 – 1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804 – 1879)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?) </a>e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), chamada de <em>a precursora do feminismo indígena</em> e também de a<em> nossa Pankhurst, </em>uma alusão à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928).</p>
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<div style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2127/004VP042001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="583" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de indígena com arco e flechas, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/134" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de indígenas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></span></p>
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<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2288/007A5P3FG3-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank">Albert Frisch. Indígenas com zarabatana, c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região rio Solimões), Amazonas / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A origem do Dia dos Povos Indígenas</strong></em></span></p>
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<p>Anteriormente chamado no Brasil de Dia do Índio, a data foi criada no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Pátzcuaro, no México, entre 14 e 24 de abril de 1940, com a participação da grande maioria dos países americanos, exceto o Canadá, o Haiti e o Paraguai. Havia 55 delegações oficiais, 71 delegados independentes e 47 representantes de grupos indígenas de vários países. O representante brasileiro foi Edgar Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954), membro do Conselho Nacional do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/1354" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de abril de 1940, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/2976" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1940, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nem todos os países americanos adotaram a data como dia de celebração da cultura indígena. No Brasil, a data foi instituída pelo <a class="external-link" title="" href="http://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-06-02;5540" target="_self">Decreto-Lei 5.540, de 1943</a>, assinado pelo então presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), convencido pelo marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958), primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio, criado em 1910 e extinto em 1967, quando foi substituído pela Fundação Nacional do Índio, Funai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31981" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><img class="wp-image-31981 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/diadoindio.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de junho de 1943" width="378" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Passou a chamar-se oficialmente Dia dos Povos Indígenas a partir da <a class="external-link" title="" href="https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1569003997/lei-14402-22" target="_self">Lei 14.402</a>, promulgada em 8 de julho de 2022. A alteração ocorreu com a aprovação do <a class="external-link" title="" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/152937" target="_self">PL 5.466/2019</a>, que revogou o já mencionado decreto de 1943. A nova nomenclatura tem como objetivo explicitar a diversidade das culturas dos povos originários.</p>
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<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/570/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank">Walter Garbe. Indígenas, 1909. Santa Leopoldina, Espírito Santo / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de </strong></em><em><strong>Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), &#8220;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_31368" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31368" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda1.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1935" width="543" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Baiana e importante ativista pela incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica e defensora da emancipação da mulher, Leolinda de Figueiredo Daltro nasceu em 14 de julho de 1859. De origem indígena, segundo a própria  <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba, </em>viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro e foi uma das precursoras do indigenismo e do feminismo no Brasil. Entusiasta do voto feminino, fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), em 1910, e a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, em 1911.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Minei, pacientemente, o terreno, sem que os inimigos do voto feminino se apercebessem do meu verdadeiro objetivo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda Daltro,</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, trecho do  artigo <em>Mulher! Sempre a mulher</em>, da poetisa gaúcha e ex-diretora da revista <em>Brasil Feminino </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962), publicado na revista <em>O Malho</em>, de 5 de abril de 1951. Nele, a autora escreve que Leolinda, por sua luta pelos ideais femininos, deveria ter um <em>monumento em praça pública</em>.</p>
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<div id="attachment_31415" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31415" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda18.jpg" alt="O Malho, 5 de abril de 1951" width="472" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><em>O Malho</em>, 5 de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda foi casada duas vezes: a primeira com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, por volta de 1875; e, a segunda, com Appolonio de Castilho Daltro, em torno de 1883. Com Gustavo teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios. Com Appolonio, teve quatro: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p>Veio para o Rio de Janeiro com a familia, por volta de 1888, e foi nomeada professora municipal. Segundo seu relato, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; e de outros militares. Em 1893, Leolinda apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano.</p>
<p>Em 1896, Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Ela defendia a incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica &#8211; na época, o sistema vigente era a de catequização e conversão dos indígenas ao catolicismo. Para por sua ideia em prática, entre 1896 e início do século XX, percorreu o interior do país, atendendo a um pedido feito, em 1896, pelo indígena Sapé ao já citado presidente da República, para enviar pessoas capazes de instruir as crianças de sua aldeia, em Goiás. Leolinda atuou às margens do Rio Tocantins lecionando para os indígenas Xerente. Foi denominada Oaci-Zauré (estrela d’alva) pelos indígenas de Goiás. Por sua atuação junto a eles foi muitas vezes ridicularizada. Por exemplo, na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro de 1902. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p>Na década de 1900, hospedou diversas vezes indígenas em sua casa no Rio de Janeiro. Em outubro de 1908, fundou a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro de 1909. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental.</p>
<p>Em 23 de dezembro de 1909, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres. Em 1º de março de 1910, a chapa apoiada por ela venceu as eleições. Neste mesmo ano, como já citado, Leolinda fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), cujo manifesto, de autoria de Gilka Costa de Melo Machado (1893 &#8211; 1980), foi publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, de 10 de agosto de 191</a>0*. Ela foi uma das 27 fundadoras do partido e, em 1933, ganhou um concurso da revista <em>O Malho </em>como maior poeta brasileira do século XX.</p>
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<div id="attachment_43493" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manifesto.jpg" alt="A República, 10 de agosto de 1910" width="602" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, 10 de agosto de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_43494" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gilka.jpg" alt="Gilka Machado / Jornal das Moças" width="524" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank">Gilka da Costa Melo Machado / <em>Jornal das Moças</em>, 27 de setembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de junho de 1911, Leolinda inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito por Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima. No mesmo ano, fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro.</p>
<p>Leolinda declarou, em 1913, considerar-se a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil. Dois anos depois,´em 1915, já como professora catedrática, aposentou-se. Em 1916, sob sua direção foi lançado o primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina. </em>Ainda neste ano, em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>Em 1917, requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado. Cerca de um ano depois lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história. </em>Também em 1918, ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao então prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento a mulheres e crianças desamparadas e o trabalho das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia.</p>
<p>Em 1919, lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro, mas não foi eleita. Em 1926, voltou a concorrer e não se eleger ao cargo.</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca de 1920. No fim deste ano, publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo.</p>
<p>Em 1926, inaugurou o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirmou ter sido a primeira escoteira do Brasil. Em 1933,foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1934, integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres, cuja fundadora e presidente era a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>.</p>
<p>Em 30 de abril de 1935, foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Seu epitáfio no Cemitério Sao João Batista</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2003, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Leolinda Daltro</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-31874 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda28.jpg" alt="Leolinda Daltro / A Informação Goyana, maio de 1921" width="286" height="396" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="wp-image-31876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda29.jpg" alt="leolinda29" width="590" height="208" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><em>A Informação Goyana,</em> maio de 1921</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong> </span>- Nasceu, em Nagé, na Bahia, em 14 de julho de 1859 &#8211; as fontes variam em relação ao ano, mas aqui consideraremos 1859 como o correto, já que é o que consta em seu epitáfio no Cemitério São João Batista, onde está enterrada.</p>
<p>Filha de Alexandrina Tupinambá de Figueiredo e de Luiz Antonio de Figueiredo, em um discurso proferido, em 1926, por ocasião da inauguração do Centro das Escoteiras da Redemptora, Leolinda afirmou ser <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba</em>. Leolinda perdeu a mãe ainda na infância e foi criada pela avó, Joana Tupinambá de Sant´Anna Barauna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/41876" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de novembro de 1948</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1871</strong></span> &#8211; Foi internada no Colégio Colé, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Seu pai, que havia lutado na Guerra do Paraguai, foi promovido a capitão.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1875</span></strong> &#8211; Por volta deste ano Leolinda teria se casado com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, conforme declarou em juízo seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo. Desse casamento, cujo desfecho é, até o momento, desconhecido, ela teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e o já citado Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1883</strong></span> &#8211; Casou-se com Appolonio de Castilho Daltro (? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/21844" target="_blank">1943</a>), com o qual teve quatro filhos: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a esposa de Leobino, Iracema Amazonas, era irmã de Oscar de Siqueira Amazonas, marido de Alcina. Oscar foi casado com a professora Joaquina Daltro e Áurea com Antônio Cardoso de Gusmão Junior. Alfredo Napoleão foi casado com Antonietta de Figueiredo.</p>
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<div id="attachment_31864" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31864" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda24.jpg" alt="Áurea Daltro / Acervo de Leobido Daltro" width="238" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Áurea Daltro / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
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<div id="attachment_31865" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="wp-image-31865 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda25.jpg" alt="leolinda25" width="413" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Oscar e Leobino, crianças e adultos / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Nesta década, Leolinda mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Segundo entrevista dada, em 17 de junho de 2011, por seu neto Othon de Castilho Daltro a Paulete Maria Cunha dos Santos, Appolonio era funcionário da Fazenda da Província da Bahia, em Salvador, e foi transferido para o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Foi comunicado ao diretor das escolas suburbanas do Rio de Janeiro que Leolinda havia sido nomeada professora (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">, 29 de outubro de 1888, segunda coluna</a>; <em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">, 7 de novembro de 1888, primeira coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Segundo relato de Leolinda, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; de outros militares e<em> de outras pessoas gratas, que examinaram os trabalhos escolares, assistiram aos exercícios de ginástica e às aulas de artes e profissões, e a impressão recebida por esses altos personagens foi de tal ordem e tão favorável, que suas altezas, conde d’Eu e a princesa Isabel, mandaram-me um luxuoso livro que intitularam de Livro de Ouro, em cuja primeira página, que denominaram de Página de Honra, lançaram as suas ótimas impressões relativas a sua visita à minha tenda de trabalho. </em>(DALTRO, 1918)</p>
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<div id="attachment_31465" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class=" wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="702" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211;  Leolinda Daltro apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839-1895), acusando-o de desrespeitar a constituição já que após a renúncia do presidente da República, Deodoro da Fonseca, na condição de vice-presidente assumiu a presidência, sem convocar eleições presidenciais conforme previa a Constituição em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4651" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 24 de novembro de 1891</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo relato de Leolinda: &#8220;<em>Por ocasião da revolta de 6 de setembro de 1893, formado pela primeira vez, em frente da prefeitura, o Batalhão Patriótico Municipal, do qual o mais velho dos meus filhos, Alfredo Napoleão de Figueiredo (com 16 anos de idade), fazia parte como simples soldado, a minha escola apresentou-se com quatrocentos alunos, quase todos uniformizados (à minha custa), fazendo evoluções ginásticas e marchando militarmente entre um delírio de palmas e vivas de quantos assistiram à festa, colocando, uma das alunas, sobre a bandeira do batalhão uma rica coroa de flores douradas, depois de ser pronunciado pela menina Amélia Pessoa um patriótico e vibrante discurso. Todos os alunos foram abraçados com entusiasmo pelos intendentes&#8221;</em>. (DALTRO, 1918).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Seguia trabalhando como professora municipal no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/8909" target="_blank"><em>A Federação</em>, 13 de fevereiro de 1894, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Houve denúncias de negligência que motivaram protestos e reações. Em novembro, Leoinda iniciou sua viagem por Goiás. Seu filho, Augusto Napoleão, havia ido antes. Uma campanha para angariar fundos para expedição foi lançada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Leolinda era professora da rede pública do Distrito Federal e recebeu do Conselho Municipal um ano de licença com vencimentos, renovados em 1897 e 1898 e também nos anos seguintes, até 1900. Neste período, instruiu, às margens do Rio Tocantins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14635" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de julho de 1896, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/22198" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de agosto de 1896, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna;</a>  <em>Colecção de Leis Municipaes e Vetos</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/954" target="_blank">1897</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/1517" target="_blank">1898</a>;<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/14605" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16348" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de agosto de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2005" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de outubro e 1896, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4102" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 24 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4593" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31400" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31400" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda7.jpg" alt="Cidade do Rio, 25 de julho de 1896" width="571" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 25 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Seu retrato foi publicado na <em>Tarde Literária, </em>publicação quinzenal redigida pelo<em> boêmio </em>Raphael Gondry<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 17 de janeiro de 1897, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31401" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31401" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda8.jpg" alt="O Paiz, 13 de março de 1898" width="427" height="672" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em torno deste ano, teria se separado de Appolonio.</p>
<p>Foi noticiado que já havia partido de Goiás para um aldeamento indígena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1900</strong></span> &#8211; Ao longo desta década tirou diversas licenças para tratar de sua saúde.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Apresentou o mapa que organizou das aldeias que visitou em sua missão pelo estado de Goiás e no Mato Grosso (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31418" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31418" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda21.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1901" width="506" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pretendia fundar um centro agrícola, denominado Joaquim Murtinho, de 35 léguas de extensão, para onde várias tribos convergiriam.</p>
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<div id="attachment_31416" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg"><img class="size-full wp-image-31416" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg" alt="A República, de 1901" width="293" height="653" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/12446" target="_blank"><em>A República</em>, 30 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Prestou uma homenagem a Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), que havia falecido, em 12 de maio de 1902, em Paris, numa explosão do dirigível <em>Pax</em>, inventado por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/138924/2016" target="_blank"><em>A República (RN)</em>, 8 de julho de 1902, terceira coluna</a>).</p>
<p>Leolinda hospedou em sua casa, na rua da Pedreira, em Cascadura, oito indígenas Pinagé que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República, Campos Sales (1841-1913). Alguns estavam enfermos e, outros, <em>amedrontados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/5279" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1902, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4594" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, primeira coluna</a>). Sua atuação foi comentada em uma crônica de Ferreiro-Mór, publicada em<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/87" target="_blank"><em> O Malho</em>, de 18 de outubro de 1902.</a> Um dos indígenas que hospedou, o Major Sabino, faleceu.</p>
<p>Em uma sessão do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil de 1902, foi discutida a proposta de um de seus conselheiros, Henrique Raffard, de criação de uma associação de proteção aos indígenas sob os aupícios da referida instituição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/5421" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de outubro de 1902, antepenúltima coluna</a>). Um de seus sócios correspondentes, Luiz de França Almeida e Sá (1847 &#8211; 1903), falou que um padre da região do Araguaia já havia ordenado o assassinato de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/893676/51767" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil</em>, 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31407" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><img class="wp-image-31407 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda12.jpg" alt="O Malho, de 1902" width="682" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><em>O Malho</em>, 18 de outubro de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, com o apoio do sócio comendador Julio Henrique Raffard (1851 &#8211; 1906) e do general Francisco Raphael de Mello Rego (18? &#8211; 1904) foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p class="sangria"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Participou de uma homenagem feita ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">, 20 de fevereiro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Leu uma saudação durante uma homenagem ao coronel acriano Placido de Castro (1873 &#8211; 1908), na Pensão Beethoven, onde ele estava hospedado. Um dos líderes da Revolução Acriana, era presidente da República do Acre. Em 1906, Placido tornou-se o primeiro governador do território do Acre, cargo que ocupou até sua morte, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1904, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Esteve no velório do escritor e jornalista José do Patrocínio ( 1853 &#8211; 1905), no Cemitério São Francisco Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/9025" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de fevereiro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Leolinda percorreu o acampamento de Santa Cruz com alguns indígenas Xerente e apresentou um deles, Oyama Prace,  ao presidente Hermes da Fonseca  (1855 &#8211; 1923). Oyama queria entrar para a Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17789" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1905, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31412" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><img class=" wp-image-31412" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda15.jpg" alt="O Malho, 20 de março de 1909" width="504" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Era muitas vezes ridicularizada devido à sua atuação junto aos indígenas.</p>
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<div id="attachment_31405" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232"><img class="size-full wp-image-31405" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda10.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1909" width="545" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1 de junho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a abrigar em sua casa indígenas dessa vez guaranis, que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República. Muitas vezes era ridicularizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/19972" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 20 de junho de 1906, sétima coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi felicitada no dia do seu aniversário com uma mensagem no jornal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12580" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de julho de 1906, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de julho, estava no Cais Pharoux participando da recepção ao diplomata Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), que chegava ao Rio. Na ocasião apresentou a ele três indígenas pinajés (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/18348" target="_blank"><em>A República</em>, 20 de julho de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a>).</p>
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<div id="attachment_31417" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><img class=" wp-image-31417" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda20.jpg" alt="Revista da Semana, 29 de julho de 1906" width="700" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a></p></div>
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<p style="text-align: justify;">Cerca de um mês depois, acompanhada de vários indígenas, entregou a ele uma mensagem pedindo garantias para a educação leiga dos indígenas das Américas. Na época acontecia no Rio de Janeiro o III Congresso Pan-americano. Nabuco disse que não poderia tratar do assunto porque o tema não fazia parte do evento, mas que imprimiria a mensagem e a distribuiria no Congresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/11328" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de agosto de 1906, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/20369" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1906, quinta coluna</a>). O III Congresso Pan-americano aconteceu no então Pavilhão de São Luiz, futuro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>. Ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, ponto mais nobre da capital do Brasil. O congresso foi aberto em 23 de julho de 1906 e prolongou-se até o dia 27 de agosto de 1906.</p>
<p>Quando ocorreram conflitos violentos entre os povos da etnia Kaingang e os trabalhadores da construção da estrada de ferro em Bauru, Leolinda enviou telegrama ao governador de São Paulo, Jorge Tibiriçá Piratininga<b> </b>(1855 &#8211; 1928), oferecendo sua colaboração.</p>
<p>Organizou, em 1906, o Grêmio Patriótico Leolinda Daltro destinado à proteção dos indígenas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21027" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de novembro de 1906, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Com o intuito de imprimir um cunho mais nacional ao préstito popular para o general argentino Julio Roca (1843 &#8211; 1914), no Rio de Janeiro, Leolinda quis juntar um grupo de indígenas ao festejo, mas o prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 &#8211; 1935) não autorizou a iniciativa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/22173" target="_blank"><em>O Pharol (MG)</em>, 11 e 12 de março de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das representantes do professorado municipal que entregou um presente a Leôncio Correia (1865 &#8211; 1950), diretor de Instrução Pública no dia de seu aniversário(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23724" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de setembro de 1907, sétima coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Foi aprovado pelo Conselho Municipal do Rio de Janeiro que o cálculo de tempo de serviço de Leolinda como professora contasse desde sua investidura no cargo de professora, em 1888, até 19 de dezembro de 1901, sem descontar o tempo que passou licenciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/27005" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de junho de 1888, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/30237" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1908, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31588" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31588" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda.jpg" alt="O Paiz, 16 de junho de 1908" width="655" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1908</a></p></div>
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<p>Fundou, em outubro, a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Adolpho Gomes de Albuquerque era o presidente da instituição, Leolinda de Figueiredo Daltro, vice-presidente, e seu filho Leobino Castilho Daltro, secretário. A criação da nova associação, que defendia o ensino laico para indígenas e a integração desses povos por vias pacíficas, foi estimulada por um fato ocorrido em 14 de setembro, quando o cientista tcheco Alberto Vojtěch Frič (1882 &#8211; 1944) denunciou o extermínio do povo Kaingang em Santa Catarina, no XVI Congresso de Americanistas, em Viena; e pela publicação, na segunda quinzena do mesmo mês de setembro de um artigo do então diretor do Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930), na Revista do Museu Paulista defendendo o extermínio dos indígenas (<a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>).</p>
<p><em>&#8220;Os actuaes índios do Estado de S. Paulo não representam um elemento de trabalho e de progresso. Como também nos outros Estados do Brazil, não se póde esperar trabalho sério e continuado dos índios civilizados e como os Caingang selvagens são um impecilio para a colonização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio&#8221;. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Indígenas Xerente foram à redação do jornal <em>O Paiz</em> pedindo ajuda para seu aldeamento às margens do Tocantins, onde são <em>escorraçados pelas legiões de missionários</em>. Uma das reivindicações dos indígenas era a presença de Leolinda para<em> lhes dar instrução e os guiar na organização e na defesa de seu aldeamento </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/18608" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1909, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/5692" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de fevereiro de 1909, quarta coluna</a>). Ela então enviou para o ministro Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas, o pedido para ser nomeada missionária civilizadora dos indígenas de Goiás. A resposta foi a seguinte:</p>
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<div id="attachment_31403" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda9.jpg" alt="O Paiz, 6 de março de 1909" width="489" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 6 de março de 1909</a></p></div>
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<p>Os indígenas Xerente pediram que Leolinda fosse aposentada para que pudesse ir com eles para a aldeia (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a>).</p>
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<div id="attachment_31803" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda20.jpg" alt="Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos índios / O Malho, 13 de março de 1909" width="581" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank">Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos indígenas / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
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<div id="attachment_31408" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="wp-image-31408 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda13.jpg" alt="leolinda13" width="434" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
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<div id="attachment_31410" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda14.jpg" alt="Leolinda ladeada por índios cherenes / O Malho, 13 de março de 1909" width="727" height="733" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank">Leolinda ladeada por indígenas Xerente / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
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<p>Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental. Foi instalada a Associação e Proteção e Auxílios aos Silvículas do Brasil e Leolinda tornou-se a segunda secretária da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20690" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20769" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1909, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20830" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20853" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31406" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 17 de setembro de 1909" width="588" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1909</a></p></div>
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<p>O então prefeito do Distrito Federal, Inocêncio Serzedelo Correia (1858 &#8211; 1932) abriu um crédito especial para pagamento de diferença de vencimentos a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de novembro de 1909</a>).</p>
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<div id="attachment_31589" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31589" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda1.png" alt="O Magistério, 30 de junho de 1909" width="582" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de nvembro de 1909</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 23 de dezembro, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8571" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 25 de fevereiro de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/805" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de fevereiro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>-  Em 1º de março, realização das eleições em que a chapa de Hermes da Fonseca e Venceslau Brás venceu a de Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) e Albuquerque Lins (1852 &#8211; 1926).</p>
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<div id="attachment_31722" style="width: 191px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda3.jpg" alt="O Paiz, 15 de janeiro de 1910" width="181" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de janeiro de 1910</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Participou da recepção ao marechal Hermes da Fonseca, que voltava ao Rio de Janeiro, vindo do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8719" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 16 de março de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou do préstito que levou o busto de Washington, adquirido por subscrição popular, ao Teatro Municipal. O recém eleitro presidente da República, Hermes da Fonseca, estava presente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/1514" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de abril de 1910, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro uma gratificação adicional sobre seus vencimentos de professora. Houve uma polêmica a respeito deste assunto envolvendo o marechal Hermes da Fonseca e um funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1441" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de abril de 1910</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1480" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de abril de 1910, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/4473" target="_blank"><em>O Século</em>, 22 de abril de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou à jornalista e escritora Camen Dolores (1852 &#8211; 1910), pseudônimo de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, um exemplar do periódico <em>A Política. </em>Em resposta Carmen Dolores declarou que nem era republicana nem feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2260" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de junho de 1910, segunda coluna</a>). Carmen Dolores faleceu poucos meses depois, em 16 de agosto de 1910. Foi uma das mais influentes literatas dos primeiros anos do século XX, tendo começado a escrever ao ficar viúva. Escreveu entre 1905 e 1910, a coluna &#8220;A Semana&#8221;, no jornal <em>O Paiz</em>. Quando faleceu, foi substituída por Gilberto Amado. Foi a primeira brasileira a ter a distinção de literata em sua certidão de óbito a  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/21796" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de junho de 1915, segunda coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar de ter declarado não ser feminista a Leolinda, abordou temas bastante incendiários, que tratavam da emancipação da mulher: o direito ao divórcio à educação e à igualdade no trabalho. De fato não atuou na luta pelo voto feminino.</p>
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<div id="attachment_43497" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43497" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/carmendolores.jpg" alt="Fon-Fon, de 1911" width="405" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de agosto de 1910</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Por serviços prestados à educação de indígenas no Brasil foi proposto que Leolinda tornasse-se diretora honorária da União Cívica Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2935" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de agosto de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O conferencista português João Rodrigues Moreira realizou a palestra <em>Mulheres ilustres</em> <em>brasileiras</em> e uma delas era Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10077" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 1º de setembro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anunciou a fundação da revista <em>Tribuna Feminina, </em>que só seria lançada em 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um discurso em homenagem à primeira-dama do Brasil, Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912), de quem era grande amiga (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/3996" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O recém criado Partido Republicano Feminino participou do préstito que acompanhou Hermes da Fonseca do Arsenal de Marinha à sua residência, onde Leolinda leu um soneto em homenagem ao marechal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_31732" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31732" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda6.jpg" alt="A Imprensa, 26 de outubro de 1910" width="339" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Era uma das personalidades retratadas no Álbum Republicano, uma homenagem da Junta Republicana Hermes- Venceslau ao presidente da República, Hermes da Fonseca, ofertado a ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4317" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de novembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 17 de dezembro, foi publicado no Diário Oficial o texto do estatuto do Partido Republicano Feminino (PRF), fundado para mobilizar as mulheres em torno do direito ao voto feminino e Leolinda passou a presidi-lo. Sua sede ficava na rua General Câmara, 387, e o prédio foi cedido pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932)  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>). No dia 18 de agosto de 1911, o partido recebeu o registro oficial, depositado no 1º Ofício de Títulos e Documentos do Distrito Federal.</p>
<p style="text-align: left;"><em>No mês de dezembro de 1910, reuniram-se assim na cidade do Rio de Janeiro professoras, escritoras e donas de casa, somando ao todo 27 mulheres, que concordaram em assinar a ata de fundação de um partido político que tinha como objetivo integrá-las na sociedade política. O grupo buscava representar as mulheres brasileiras na capital federal e em todos os estados do Brasil, promovendo a cooperação entre elas na defesa das causas relativas ao progresso do país e de sua cidadania. Assim, o programa do partido destacava a luta pelo sufrágio feminino como primeiro passo para a plena incorporação das mulheres ao mundo público. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;">Assim era composta sua primeira diretoria: presidente, como já mencionado, Leolinda de Figueiredo Daltro; primeira vice-presidente, Maria Carlota Vaz de Albuquerque; segunda vice-presidente, Emília Torterolli Araldo; primeira-secretária, Hermelinda Fonseca da Cunha e Silva; segunda-secretária, Gilka da Costa Melo Machado; tesoureira, Goldemira Moreira dos Anjos; arquivista, Áurea Daltro; procuradora, Alice Esperança Arnosa; zeladora, Vitalina Faria Sena.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- Em 17 de junho, inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito pela poeta e ativista Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4618" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1910, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7196" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de junho de 1911, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/12440" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 17 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7227" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de junho de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31746" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/gilka1.jpg" alt="A Faceira, outubro e novembro de 1918" width="291" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1918</a>k</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1918, foi dada à instituição uma subvenção anual (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/7434" target="_blank"><em>Collecção de Leis Municipae</em>s, 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31413" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><img class=" wp-image-31413" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda16.jpg" alt="O Malho, 24 de junho de 1911" width="700" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de junho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=92996" target="_blank"><em>A Vida Vertiginosa</em></a>, seu autor, João do Rio, citou Leolinda na crônica <em>As impressões dos Bororos</em>:</p>
<p>&#8220;<span style="color: #800000;"><em>Como nunca tive a coragem civilisadora da professora Daltro, só consigo approximar-me dos authenticos proprietários deste paiz, quando por cá apparece alguma caravana de sujeitos de nariz esborrachado, a pedir ao Papae Grande instrumentos agrários</em></span>&#8220;.</p>
<p>Fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/13672" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 20 de outubro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Teve concedida pela Prefeitura do Rio de Janeiro licenças de saúde neste ano, no seguinte e em 1915 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8280" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12430" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de junho de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27180" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Para comemorar a entrada da primavera organizou um préstito com alunas da Escola Orsina da Fonseca, que foi até o Palácio do Catete, onde foram recebidas pelo presidente e pela primeira-dama. O colégio já contava com mais de mil alunas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8495" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1911, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31729" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de setembro de 1911" width="272" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino dedicava-se à realização de atividades de <em>cultura física</em> e também científica &#8211; organizou uma escola de enfermeiras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8917" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1911, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8975" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>- Em janeiro, exposição de trabalhos realizados pelas aluna da Escola Orsina da Fonseca em 1911, Na ocasião, o general Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932) elogiou a gestão de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/14554" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 14 de janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31730" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31730" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 15 de janeiro de 1912" width="466" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Lecionava em uma escola municipal que ficava na rua Coronel Cabrita, nº 6, no bairro de São Cristóvão. Teve aprovada pela Prefeitura verba adicional ao seus vencimentos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/10542" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11042" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de março de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com a presença de mais de 100 sócias foi realizada, na Escola Orsina da Fonseca, uma assembleia para alterar os estatutos do Partido Republicano Feminino, cuja secretária-geral era a poetisa Gilka da Costa Melo Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de junho de 1912, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com cerca de 80 senhoras do Partido Republicano Feminino, Leolinda foi ao Cemitério de Jacarepaguá prestar uma homenagem fúnebre ao político e jornalista republicano Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912), seu amigo e padrinho de sua filha Áurea. Na ocasião, discursou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12799" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de julho de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p> Em 30 de novembro, falecimento da primeira-dama e grande amiga de Leolinda, Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16927" target="_blank"><em>Jornal do Brasil, </em>5 de dezembro de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211;  Sua filha, Áurea Daltro, fazia parte do corpo docente da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17023" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de maio de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um pequeno<em> reparo</em> ao artigo escrito por Gilka Melo da Costa Machado publicado na edição de <em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913. Segundo Leolinda, que não foi citada no referido artigo, ela teria sido a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1141" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1201" target="_blank"><em>A Faceira</em>, dezembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi, com alunas da Escola Orsina da Fonseca, ao Cemitério de Jacarepaguá, prestar uma homenagem a Orsina da Fonseca, que havia falecido em de 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31727" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31727" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda2.jpg" alt="Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / O Paiz, 3 de novembro de 1913" width="331" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank">Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / <em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1914 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">Leolinda estava presente na inauguração da Escola Prática e Profissional em uma das salas da Imprensa Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/4527" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de janeiro de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">O Partido Republicano Feminino tinha cerca de duas mil associadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/25520" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1914, terceira colun</a>a).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Envolveu-se numa confusão com um recebedor dos bondes da Light (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/35279" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de julho de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda aposentou-se como professora catedrática (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/6800" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de julho de 1915, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/28661" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino, sob a presidência de Leolinda, inaugurou a Escola Cívica Pinheiro Machado para adultos do sexo masculino, que funcionaria todas as noites e provisoriamente na Escola Orsina da Fonseca. Contava no início com 25 alunos que após a preleção inaugural decidiram fundar o jornal <em>Atalaia</em> e também uma linha de tiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29438" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que despejaria judicialmente a Escola Orsina da Fonseca, que ocupava um prédio na rua General Câmara, que pertencia à Municipalidade. Mas o despejo não se cumpriu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/93244" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista à <em>Gazeta de Notícias</em>, de 21 de janeiro, de 1916, falou sobre sua vida, sobre a fundação da Escola Orsina da Fonseca que, segundo ela, ensinava dentre vários ofícios, a fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a> ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31743" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 21 de janeiro de 1916" width="283" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda, à frente do Partido Republicano Feminino, propôs a criação do <em>donativo patriótico</em>, com o qual todo o funcionalismo público seria conservado com os <em>vencimentos atuais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/185" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 28 de novembro de 1916</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/18256" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançamento do primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina</em>, dirigido por Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1949" target="_blank"><em>A Faceira</em>, 1º de dezembro de 1916, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/35550" target="_blank"><em>A Federação</em>, 7 de dezembro de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31790" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31790" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda19.jpg" alt="Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916" width="359" height="160" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank">Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31748" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><img class=" wp-image-31748" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda14.jpg" alt="Annaes da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916" width="683" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><em>Annaes da Câmara</em>, sessão de 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31787" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda18.jpg" alt="A Lanterna, 22 de dezembro de 1916" width="419" height="152" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- O Partido Republicano Feminino apoiou o rompimento das relações diplomáticas do governo brasileiro com a Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/40828" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de abril de 1917</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31733" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31733" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda7.jpg" alt="A Época, 28 de abril de 1917" width="335" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/15032" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 10 de fevereiro de 1917, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31539" target="_blank"><em>A República</em>, 13 de fevereiro de 1917, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/46527" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de agosto de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Carlos Rubens publicou um artigo exaltando a atuação da professora Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/2516" target="_blank"><em>A Faceira,</em> 1º de agosto de 1917</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959) propôs uma emenda à lei eleitoral<em> </em>para <em>estender o alistamento eleitoral para as brasileiras maiores de 21 anos. </em>Foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça. <em>Tal atitude da comissão parece ter inspirado uma reação por parte do PRF, através de uma passeata de mulheres pelas ruas do Rio de Janeiro, em novembro de 1917, como uma resposta ao repúdio à proposta de Lacerda. Seguindo o exemplo das feministas de outros países as partidárias do PRF foram convocadas para participar de uma nova manifestação pública, na qual cerca de 84 mulheres foram para as ruas protestar (</em>KARAWEJCZYK, 2014).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino manifestou-se, oferecendo os serviços de suas associadas em solidariedade à participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217549/19997" target="_blank">(<em>O Dia</em>, 20 de novembro de 1917</a>). A delegação do Tiro Feminino, às vezes identificado como <em>batalhão feminino,</em> era formado por 89 soldadas do Tiro Feminino, alunas da Escola Orsina da Fonseca. Elas usavam uniforme militar e faziam treinamento em praças públicas do Rio de Janeiro. A iniciativa foi muito criticada e ridicularizada. Em 1920, o batalhão feminino foi rebatizado como Legionárias da Paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31804" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda21.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de novembro de 1917" width="458" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong> </span>- Inauguração, no Campo de Santana, da primeira Escola Popular, uma iniciativa do Partido Republicano Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/35981" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1918, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">Gazeta de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda3.jpg" alt="leolinda3" width="474" height="652" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Visitou a redação do jornal <em>A Época</em> com <a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</a>, identificada no artigo publicado no referido periódico, em 24 de setembro de 1918, como a primeira eleitora do Brasil. Leolinda se queixou da falta de atenção da imprensa na divulgação do trabalho dela e do Partido Republicano Feminino em prol do feminismo no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31734" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda8.jpg" alt="A Época, 24 de setembro de 1918" width="570" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31735" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355"><img class="wp-image-31735 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda9.jpg" alt="leolinda9" width="294" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Partido Republicano Feminino celebrou a posição do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), pedindo ao legislativo de seu país a aprovação do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18417" target="_blank"><em>A Época</em>, 2 de outubro de 1918)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31736" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda10.jpg" alt="A Época, 3 de outubro de 1918" width="290" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento <em>a mulheres e crianças desamparadas</em> e o trabalo das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia. Na carta ao prefeito revelou que, além dela, 14 membros de sua família tinham contraído a gripe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18604" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de outubro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37255" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de novembro, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31744" style="width: 166px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda12.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de outubro de 1918" width="156" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Lançou o opúsculo<em> Pela Velhice </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14214" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de janeiro de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O ministro da Guerra, Alberto Cardoso de Aguiar (1864 &#8211; 1935) atendeu à solicitação de Leolinda no sentido de oferecer aulas de instrução militar às alunas da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/45819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de julho de 1919, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou de uma manifestação a favor do prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/7599" target="_blank"><em>A Razão</em>, 29 de julho de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que Leolinda havia sido escolhida para representar as classes trabalhadoras na Conferência Trabalhista de Washington, em outubro de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47069" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro. Não foi eleita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/21201" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de outubro de 1919, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44739" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de outubro de 1919, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224561/631" target="_blank"><em>Gil Blas</em>, 13 de novembro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47766" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de dezembro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31747" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31747" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda13.jpg" alt="A Noite, 24 de setembro de 1919" width="391" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Como mulher que sou, com um sentido superior de altruísmo, tenho me preocupado com a necessidade de minorar o sofrimento humano e de se atingir uma melhor distribuição da Justiça.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31749" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda15.jpg" alt="O Jornal, 26 de outubro de 1919" width="176" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Leolinda negava sua participação e a do Batalhão do Partido Republicano Feminino em um homenagem ao novo prefeito, Sá Freire (1870 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31871" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31871" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda26.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 24 de janeiro de 1920" width="403" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/37440" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de fevereiro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista publicada na capa da <em>Gazeta de Notícias,</em> Leolinda anuncia a adoção de um novo sistema, norte-americano, de ensino prático intuitivo na Escola Orsina da Fonseca e queixa-se do tratamento da imprensa e das autoridades em relação a seu trabalho. comenta a iminente visita dos reis belgas ao Brasil e também sobre a comemoração do centenário da Independência(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/673" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 22 de março de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda havia perdido um memorial que havia dirigido ao Congresso Pan-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2651" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi com alunas da Escola Orsina da Fonseca saudar o novo prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2747" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de junho de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda apresentou um requerimento ao prefeito pedindo para ser nomeada despachante municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1780" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de julho de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2595" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1920, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">À frente de um grupo de feministas, Leolinda fez uma consulta acerca do conceito de cidadão a renomados juristas, dentre eles Clóvis Bevilacqua (1859 &#8211; 1944) e Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923), (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120774/10410" target="_blank"><em>O Norte</em> (PB), 10 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A possível participação do Batalhão Feminino do Brasil sob o comando de Leolinda na recepção aos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">reis da Bélgicas </a>que visitariam o Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, foi criticada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31878" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31878" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda31.jpg" alt="D. Quixote, 15 de setembro de 1920" width="196" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>O voto às brasileiras</em>, no qual Leolinda é citada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em nome do Partido Republicano Feminino, que ainda presidia, convidou <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">a Rainha Elizabeth da Bélgica (1876 &#8211; 1965), em visita com seu marido o Rei Alberto I, ao Brasil,</a> para um piquenique em Paquetá. Por falta de espaço na agenda, a soberana declinou do convite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/4648" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 7 de outubro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/5672" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1920, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830364/815" target="_blank"><em>Gazeta Suburbana</em>, 25 de dezembro de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31414" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31414" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda17.jpg" alt="O Malho, 25 de dezembro de 1920" width="532" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><em>O Malho</em>, 25 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31879" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955"><img class="size-full wp-image-31879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda32.jpg" alt="O Combate, 14 de dezembro de 1920" width="177" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955" target="_blank"><em>O Combate</em>, 14 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda4.jpg" alt="leolinda4" width="535" height="710" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo exaltando a atuação de Leolinda e também sua conduta pessoal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31883" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda33.jpg" alt="Vida Carioca, 6 de janeiro de 1921" width="407" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na e<a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank">dição de maio de <em>A Informação Goyana</em>,</a> a vida de Leolinda foi exaltada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31877" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda30.jpg" alt="A Informação Goyana, maio de 1921" width="602" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><em>A Informação Goyana</em>, maio de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na coluna &#8220;Eleganpcias&#8221;, Leolinda revelou seus livros de cabeceira -<em> Justiça e Assistência</em>, de Ataulfo de Paiva (1867 &#8211; 1955); e o primeiro volume de versos de Alberto de Oliveira (1857 &#8211; 1937), cujo poema <em>Borboleta Azul </em>(<em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">Sonetos e Poemas, </a></em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">página 33</a>), havia sido, segundo Leolinda, inspirado nela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6407" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 1º de junho de 1921, segunda coluna</a>). Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6515" target="_blank">edição de junho da mesma revista</a>, numa enquete realizada entre acadêmicos diante da discussão da entrada de mulheres na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31815" target="_blank">Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) </a>declarou que seu voto seria pelo ingresso de Leolinda Daltro.</p>
<p>Foi entrevistada: em pauta o direito do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31872" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31872" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda27.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 4 de junho de 1921" width="214" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recebeu na Escola Orsina da Fonseca os intendentes argentinos que faziam parte do Conselho Deliberante de Buenos Aires, em visita ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/10620" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Escola Orsina da Fonseca, inauguração da Escola Noturna Dr. Nascimento Silva destinada ao combate ao analfabetismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/11960" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de novembro de 1921, quinta colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17421" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; O nome de Leolinda foi lembrado para ser uma das representantes do Brasil na I Conferência Pan-americana de Mulheres, que se realizaria, em Baltimore, nos Estados Unidos, entre os dias 20 a 23 de julho, patrocinado pela <i>National League of Women Voters,</i> uma divisão da <i>National Woman Suffrage Association</i> (NAWSA), associação norte-americana vinculada ao movimento abolicionista e sufragista, fundada em 1868, em Nova York.  A também feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> foi a escolhida como a representante oficial do governo brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5144" target="_blank"><em>O Combate</em>, 5 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em carta para o jornal <em>A Noite</em> negou que houvesse recebido uma quantia de dinheiro do Banco Nacional Brasileiro para patrocinar a campanha do senador Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) à presidência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5810" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de março de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5268" target="_blank"><em>A Noite, 22 de março de 1922, última coluna</em></a><em>).</em></p>
<p>Foi receber o marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) no Palace Hotel. Ele havia sido preso no dia 2 de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank"> j</a>ulho. Este foi um dos eventos que antecederam a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana.</a> O marechal Hermes foi de novo preso e só foi solto, em janeiro de 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/10822" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 4 de julho de 1922;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank"><em>O Combate</em>, </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank">5 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>A ideia da construção de um monumento em homenagem à Princesa Isabel foi do Partido Republicano Feminino, em dezembro de 1921. Leolinda pedia que fosse aberta uma subscrição popular para financiamento do monumento e colocava para venda durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposiçao de 1922</a> exemplares de seu livro, <em>Da catequese dos índios do Brasil, </em>cuja renda reverteria para esta causa. Esteve presente ao lançamento da pedra fundamental do monumento, na Praça XV, em 28 de setembro de 1922, quando leu a ata inaugural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8423" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/43807" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47929" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de setembro de 1922, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17999" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de outubro de 1922, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi destinado pelo governo à Escola Orsina da Fonseca uma quantia para a reforma de seu mpbiliário, mas até o momento o dinheiro ainda não havia sido dosponibilizado. No artigo, destacam-se os esforços pessoais de Leolinda para manter a instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13481" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1923, última coluna</a>).</p>
<p>Alunas se formaram em radiotelegrafia na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/25686" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1923</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Em 15 de abril, falecimento de Áurea Daltro Cardoso de Gusmão, filha caçula de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28773" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 17 de abril de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28879" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de abril de 1924, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi muito elogiada a exposição dos trabalhos das alunas da Escola Orsina da Fonseca, que Leolinda seguia dirigindo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/39642" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de agosto de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>Apoiava a chapa formada por Luis Gonçalves Nogueira e Fortunato Campos de Medeiros para o Conselho de Serventuários Municipais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/8335" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 18 de outubro de 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tendo à frente Leolinda, o Partido Republicano Feminino e a Escola Orsina da Fonseca estiveram presentes, com seus estandartes, ao desembarque, do engenheiro e ex-prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/4543" target="_blank"><em>Annuario das Estações Sportivas: Derby Club,</em> 1925</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre a história da luta pela emancipação feminina e pelo voto feminino no Brasil a liderança de Leolinda foi adjetivada de <em>pitoresca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/305138/1312" target="_blank"><em>Frou-Frou</em>, fevereiro de 1926</a>).</p>
<p>Concorreu ao cargo de intendente do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/18330" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 2 de março de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Com a presença do prefeito Antônio da Silva Prado Júnior (1880 &#8211; 1955), foi inaugurado o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirma ter sido a primeira escoteira do Brasil <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/48663" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 10 de agosto de 1926, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27837" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de novembro de 1926, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"> <em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/54685" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de abril de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31750" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg"><img class="size-full wp-image-31750" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1926" width="534" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/51210" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; A escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943), em entrevista ao jornal <em>Correio da Manhã</em>, referiu-se a Leolinda como a pioneira no Brasil na luta pelo voto feminino, como a <em>nossa Pankhurst</em>, aludindo à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/32976" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1927</a>). No jornal <em>A Manhã</em>, de 30 de novembro de 1928, a escritora de novo exaltou a atuação de Leolinda como precursora do feminismo e referiu-se a um artigo escrito por Agrippino Nazareth em que ele também elogiava a <em>veneranda educadora</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/6706" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 30 de novembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda declarou em entrevista que o voto feminino era seu verdadeiro objetivo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31751" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31751" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda17.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de dezembro de 1927" width="308" height="171" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O preparo do terreno para a conquista de hoje foi feito por mim, à custa de muito humorismo grosseiro, de muita chacota, de muitas descomposturas! Houve uma época em que durante anos seguidos eu era figura obrigatória em carros carnavalescos, num ridículo medonho!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda sobre o voto feminino no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">O orçamento municipal destinou uma quantia para a aquisição de material para a Escola Orsina da Fonseca. Na época, o prefeito do Rio de Janeiro ainda era Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32626" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1928, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1</strong></span><span style="color: #800000;"><strong>929</strong> </span>- Reivindicava para si a primeira iniciativa de estender o escotismo às mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31886" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda34.jpg" alt="Diário Carioca, 27 de abbril de 1929" width="526" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda foi homenageada na Escola Orsina da Fonseca, que ainda dirigia, pelas Escoteiras da Redemptora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/76945" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de julho de 1929, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Foi homenageada pelo Conselho Metropolitano de Escoteiros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2009" target="_blank">(<em>Diário Carioca</em>, 12 de julho de 1930, primeira coluna; </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2917" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda é a protagonista do artigo <em>A Pioneira do Feminismo</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2070" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de julho de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No artigo <em>Justiça Tardia</em>, a escritora <em> </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962) chama atenção para a importância da atuação de Leolinda ao longo de sua vida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31894" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda37.jpg" alt="Correio da Manhã, 20 de julho de 1930" width="260" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda foi homenageada na coluna &#8220;A esmo&#8230;&#8221;, escrita pela poetisa e jornalista Rosalina Coelho Lisboa (1900 &#8211; 1975) e também no artigo <em>A professora Daltro</em>, escrito pelo jornalista Benjamin Costallat (1897 &#8211; 1961) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26651" target="_blank"><em>A Pacotilha(MA)</em>, 18 de agosto de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26723" target="_blank"><em>A Pacotilha (MA)</em>, 2 de setembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Apoiou a Revolução de 30 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2006" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 1º de novembro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Sofreu um acidente de carro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4567" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de novembro de 1930, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Com a presença de Leolinda, cujo trabalho foi considerado <em>uma obra de esforço e abnegação</em>, exposição de trabalhos realizados na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/11442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de março de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/20327" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Leolinda contou porque se tornou feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3033" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31898" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda40.jpg" alt="A Batalha, 2 de abril de 1931" width="318" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Falecimento de seu filho, Alfredo Napoleão de Figueiredo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5220"><em>Diário de Noticias</em>, 9 de maio de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma carta da escritora Maria Lacerda de Moura (1887 &#8211; 1945) a também escritora Rachel Prado, onde comenta aspectos do II Congresso Internacional Feminista e a polêmica em torno de uma homenagem que Rachel queria fazer a Leolinda Daltro como pioneira do feminismo no Brasil que foi  como dito no artigo <em>Phosphoros Femininos,</em> escrito por Victoria Regia, <em>abruptamente</em> negada. Segundo o artigo, Daltro foi discriminada por ser pobre, idosa, viúva e por não ter a cultura das feministas da atualidade, que não tiraria o valor da luta inicial pelos direitos da mulher empreendida pela professora  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em> Diário Carioca,</em> 21 de julho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31896" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><img class="wp-image-31896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda38.jpg" alt="leolinda38" width="315" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31897" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31897" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda39.jpg" alt="Diário Carioca, 1931" width="313" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 21 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Algumas participantes do II Congresso Internacional Feminista foram fazer uma visita a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76955" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 11 de julho de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong> </span>- Com a presença da primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968), realização da exposição de trabalhos da Escola Orsina da Fonseca, quando Leolinda falou sobre a fundação do estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/7058" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 23 de janeiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de uma homenagem das Escoteiras da Redemptora ao príncipe dom Pedro de Orleans (1875-1940), em 1930 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31899" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda41.jpg" alt="Brasil Feminino, maio de 1932" width="300" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a></p></div>
<p style="text-align: left;">No dia do aniversário de Leolinda, 14 de julho, o <em>Jornal do Brasil</em> publicou um artigo em sua homenagem onde elencou os principais feitos dela, dentre eles a fundação da Escola Orsina da Fonseca e do Partido Republicano Feminino, iniciativa que relacionou à recente nomeação de duas mulheres, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, para participar da elaboração do ante-projeto da nova Constituição. Foram também lembradas outras iniciativas de Leolinda como a criação da Escola de Enfermeiras e da Linha de Tiro Rosa da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24765" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de julho de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda enviou a Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940), presidente do Centro Carioca uma carta confiando à instituição a tarefa de perseverar na campanha para erigir um monumento em homenagem à Princesa Isabel, uma iniciativa tomada por ela em dezembro de 1921. A pedra fundamental da estátua foi lançada em 1922, mas a obra não foi adiante. Alegou que seu estado de saúde precário e abatimento pela morte de seus filhos Áurea, em 1924, e Alfredo, em 1931, a impediam de prosseguir na luta por este ideal. Em artigo de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25836" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de agosto de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13607" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de outbro de 1932, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13878" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 4 de novembro de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fazia parte de uma comissão da Aliança Nacional de Mulheres, dirigida por Natércia da Cunha Silbeira (1905 &#8211; 1993) e foi homenageada pela instituição <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">, 31 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31892" style="width: 816px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31892" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda35.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1932" width="806" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Uma comissão formada por alunas da Escola Orsina da Fonseca participou do cortejo fúnebre do ex-prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), que sempre apoiou o referido colégio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/30973" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de fevereiro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/12696" target="_blank"><em>A Noite</em>, 1º de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana, </em>20 de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/33328" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de maio de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31893" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda36.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1933" width="297" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/27429" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de janeiro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Deu um entrevista para o jornal <em>A Noite</em>, quando elencou a criação da Escola Orsina da Fonseca e a fundação do Partido Republicano Feminino como suas maiores realizações. Revelou que o PRF estava alistando mulheres para votar no Colégio Amazonas, na rua Barão de Mesquita, dirigido por sua filha, a professora Alcina de Figueiredo Siqueira Amazonas <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, <em>3 de agosto de 1934</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31419" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31419" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda22.jpg" alt="A Noite, 3 de agosto de 1934" width="494" height="746" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31420" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="wp-image-31420 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="468" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em>Uma heroína, </em>Floriano de Lemos (1885 &#8211; 1968) exaltou as iniciativas de Leolinda e os obstáculos que ela enfrentou por seu pioneirismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de setembro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Em 30 de abril foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista. Seus filhos vivos eram, na ocasião, o advogado Oscar Daltro e o engenheiro Leobino Daltro e a professora Alcina Siqueira Amazonas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31900" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31900" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda42.jpg" alt="O Jornal, 5 de maio de 1935" width="304" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 5 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/14557" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="274" height="284" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31805" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31805" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda22.jpg" alt="Illustração Brasileira, junho de 1935" width="380" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, junho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> manifestou-se no enterro de Leolinda, que fazia parte da comissão fiscal da Aliança Nacional de Mulheres, presidida por ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53314" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de maio de 1935, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/19150" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 4 de maio, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53344" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/8643" target="_blank"><em>A Nação</em>, 5 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/36262" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 e 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/53447" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de maio de 1935, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/82565" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53647" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de maio de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seu epitáfio do cemitério São João Batista:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935 </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro foi aprovado um requerimento de pesar da deputada Carlota Pereira de Queirós (1892- 1982) pelo falecimento de Leolinda. A Assembleia Constituinte da Bahia inseriu em sua ata uma nota de pesar pelo falecimento da professora Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/7621" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/22854" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1935, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Foi sucedida, na direção da Escola Orsina da Fonseca por sua filha, Alcina Amazonas (1874 &#8211; 1948), que foi sucedida por seu filho, Djalma Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/43222" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de maio de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/92718" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de maio de 1939, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/13456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1941, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/42724" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de março de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; O Grêmio Literário Leolinda Daltro, promovia um festival dançante (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67278" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1936, última coluna)</a>.</p>
<p>Em seu artigo<em> Mulheres na Academia</em>, Modesto de Abreu (1901 &#8211; 1996) comentando acerca da polêmica sobre o ingresso de mulheres na Academia Brasileira de Letras, propõe a criação de uma Academia Feminina e cita Leolinda Daltro como um ótimo nome para ser patrona de uma de suas cadeiras <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67697" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 30 de agosto de 1936, segunda coluna</a>).</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), na comemoração dos 50 anos  da abolição da escravatura do Brasil, inaugurou um marco na Praça XV indicando o local onde uma estátua da Princesa Isabel seria erigida, uma iniciativa tomada por Leolinda em dezembro de 1921. Em artigo, no <em>Correio da Manhã</em>, de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua. No artigo <em>Monumento à Princesa Isabel,</em> assinado pela escritora Maria Eugênia Celso (1886 &#8211; 1963), publicado no mesmo jornal, em 20 de maio, Leolinda foi outra vez lembrada como a idealizadora do projeto  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46226" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de maio de 1938, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46339" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de maio de 1938, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/48990" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de setembro de 1947, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> &#8211; Era a patrona da cadeira 27 da recém criada Academia Feminina sob a presidência de Adalzira Bittencourt (1904 &#8211; 1976)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/8775" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, maio de 1943, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Foi inaugurada na sede da Organização Jurídica, dirigida por seu filho Leobino Daltro, um retrato de Leolinda e um de Oscar Daltro, seu filho já falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/6227" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, agosto de 1944, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Publicação da história da Escola Orsina da Fonseca, 1ª<em> Escola Técnico-Profissional da América do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/9442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de março de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre Leolinda Daltro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank">18 de março, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60427" target="_blank">25 de março, quinta coluna</a>, de 1956).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong> </span>- A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro-e-a-luta-pelo-voto-feminino/" target="_blank">Assista aqui o vídeo <em>Leolinda e a luta pelo voto feminino</em>, por Mônica Karawejczyk, pesquisadora da Fundação Biblioteca Nacional</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Essa informação foi uma descoberta da pesquisa realizada pelo jornalista Rafael Sento Sé para seu livro <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque </em>(2025), e foi acrescentada ao artigo em 6 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>CORRÊA, Marisa. <em>Os índios do Brasil elegante e a professora Leolinda Daltro</em>. São Paulo : <em>Revista Brasileira de História</em>, vol 9, nº 18, agos a setembro de 1989.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>Da catequese dos índios no Brasil. Notícias e documentos para a História (1896-1911).</em> Rio de Janeiro: Typografia da Escola Orsina da Fonseca, 1920.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>O início do feminismo no Brasil</em>. [recurso eletrônico] : subsídios para história / Leolinda Daltro ; introdução, notas e posfácio de Elaine Pereira Rocha. &#8212; Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2021. – (Coleção vozes femininas).</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/1%20Verbetes%20letra%20D.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Leolinda Daltro</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Partido Republicano Feminino</a></p>
<p>GIRAUDO, Laura. (2017). <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/iberoamericana/article/view/24069" target="_blank"><em>Homenagear os índios, defender o indigenismo: o “Dia do Índio” e o Instituto Indigenista Interamericano</em></a>.<em> Estudos Ibero-Americanos, 43(1), 81–96.</em> https://doi.org/10.15448/1980-864X.2017.1.24069</p>
<p>HELLMANN, Risolete Maria. <a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/158424" target="_blank"><em>Carmen Dolores, escritora e cronista: Uma intelectual feminista da Belle Époque</em></a>. 2015. Tese (Doutorado em Literatura) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>JARDILINO, José Rubens Lima. <a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261001/html/" target="_blank"><em>Educadora, Feminista, Indigenista: Leolinda Figueiredo Daltro, uma “Dama” da educação brasileira no final do século XIX</em></a>. Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 7-11<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Mônica.<em> Os primórdios do movimento sufragista no Brasil: o feminismo “pátrio” de Leolinda Figueiredo Daltro.</em> Estudos Ibero-Americanos, PUCRS, v. 40, n. 1, p. 64-84, jan.-jun. 2014</p>
<p class="publisher">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p>MELO, Hildete Pereira de; MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank">Partido Republicano Feminino</a>. Rev. hist.edu.latinoam &#8211; Vol. 18 No. 26, enero &#8211; junio 2016 &#8211; ISSN: 0122-7238 &#8211; pp. 311 &#8211; 326.</p>
<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-era-chamada-de-mulher-do-diabo-por-ter-senso-de-justica/" target="_blank">Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p>PETSCHELIES, Erik. <a href="https://www.scielo.br/j/ra/a/xwBm3SQtfQP9xHJCnqSjHsC/" target="_blank"><em>O Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850-1930) e os ameríndios</em>.</a><span class="_separator"> São Paulo : </span><span class="_editionMeta">Revista de Antropologia, nº 66,<span class="_separator"> </span>2023.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43831319" target="_blank">Portal da BBC</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/07/11/dia-dos-povos-indigenas-em-19-de-abril-substitui-dia-do-indio-apos-derrubada-de-veto" target="_blank">Portal do Senado Federal</a></p>
<p>ROCHA, Elaine Pereira. <em>Entre a pena e a espada: a trajetória de Leolinda Daltro (1859-1935)- patriotismo, indigenismo e feminismo</em>. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.</p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos. <em><a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261002/html/" target="_blank">Leolinda Daltro – a Oaci-zauré – relato de sua experiência de proposta laica de educação para os povos indígenas no Brasil central.</a> </em>Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 15-46<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos.<a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"> Leolinda Daltro &#8211; a caminhante do futuro: uma análise de sua trajetória de catequista a feminista (Rio de Janeiro/Goiás &#8211; 1896 &#8211; 1920)</a>. Tese de Doutorado. Universidade do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p class="publisher">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p class="publisher">SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p class="publisher"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/cmdsrondon.html" target="_blank">Site Instituto Histórico Geográfico Brasileiro</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/ultimas-noticias/686-servico-de-protecao-aos-indios-e-localizacao-dos-trabalhadores-nacionais" target="_blank">Site Memória da Administração Pública Brasileira &#8211; Arquivo Nacional</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://memoriapoliticademexico.org/Textos/6Revolucion/1940PCM.html" target="_blank">Site Memória Política do México</a></p>
<p class="publisher"><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/%C3%93rg%C3%A3o_Indigenista_Oficial" target="_blank">Site Povos Indígenas no Brasil</a></p>
<p class="publisher">STAUFFER, David Hall. <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>. Revista de História, <i>[S. l.]</i>, v. 21, n. 43, p. 165-183, 1960. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.rh.1960.120126. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/120126. Acesso em: 24 fev. 2023.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 16:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série "Feministas, graças a Deus!", a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 - 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina. A conquista foi tema de uma das colunas "Turista Aprendiz", do escritor Mário de Andrade (1893 - 1945). A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres. Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>, a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina.  A conquista foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945). O portal também selecionou fotografias de feministas presentes em seu acervo fotográfico. A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher. De acordo com Samira Bueno, diretora executiva do Fórum: <em>Foram mais de 18 milhões de mulheres vítimas de violência no último ano. São mais de 50 mil vítimas por dia, um estádio de futebol lotado</em>. O estudo revela também que uma a cada três mulheres brasileiras (33,4%) com mais de 16 anos já sofreu violência física e/ou sexual de parceiros ou ex-parceiros.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/354" target="_blank">Acessando o link para fotografias de feministas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) , a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</em></strong></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6566/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0017_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank">Posse de Alzira Soriano, primeira prefeita eleita do Brasil e da América do Sul, 1º de janeiro de 1929. Lajes, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Foi no Rio Grande de Norte que Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) foi eleita, em 2 de setembro de 1928, para comandar a cidade de Lajes, com 60% dos votos, tornando-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, tendo tomado posse no cargo em 1º de janeiro de 1929 (<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928)</a>. Lembramos aqui que, justamente no estado referido, a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade, passou a vigorar em 25 de outubro de 1927, durante o governo de  José Augusto Bezerra de Medeiros (1884 &#8211; 1971).</p>
<p>Na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 2 de dezembro de 1927</a>, foi publicada uma pequena matéria com uma mensagem de Alzira:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Estão se mostrando animadores os primeiros resultados da instituição do voto feminino, no Rio Grande do Norte. Não obstante ser tão recente a introdução desta medida, já vem chegando as novas dos primeiros alistamentos. Há breves dias anunciava-se que a senhorita Julia Barbosa, catedrática de matemática na capital daquele estado, requerera alistamento eleitoral. Agora telegrama do anuncio de Mossoró afirma a inclusão do nome de uma senhora na lista eleitoral. Trata-se da Sra. Celina Vianna, casada, professora, com economia própria, que poderá vangloriar-se de ser a primeira eleitora do Brasil. Outro despacho telegráfico, de Jardim Angicos, vem assegurar ao senador Juvenal Lamartine, propulsor da ideia, e presidente eleito do Estado, o apreço e a solidariedade do futuro eleitorado feminino da sua terra. Transcrevemos a mensagem a seguir: “Orgulhosa pelo gesto da Assembleia Legislativa do nosso querido Estado, concedendo o direito ao voto feminino, em nome das mulheres de Lages, felicito V. EX. pela brilhante vitória e asseguro solidariedade política ao futuro governo. – Alzira Soriano&#8221;</em></span></p>
<p>As eleições para a escolha de um novo senador para o Rio Grande do Norte foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres. Mas o voto feminino valeria nas eleições já mencionadas, de 2 de setembro de 1928, quando Alzira tornou-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul. Ela<em> enfrentou forte resistência de seus opositores, correligionários ao seu concorrente, Sérvulo Pires Neto Galvão, que não se conformavam em disputar a eleição com uma mulher</em> (SOUZA, 1993).<em> </em>A notícia de sua eleição foi publicada na edição do dia 8 de setembro do jornal norte-americano <em>New York Times</em> com o título<em> ’Americanized’ Town Elects Brazil’s First Woman Mayor &#8211; Cidade americanizada elege primeira prefeita mulher do Brasil. </em>O artigo atribuia o fato à influência do movimento sufragista norte-americano no Brasil<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/26689" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de setembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p>Luiza Alzira Teixeira de Vasconcelos nasceu, em 29 de abril de 1897, em Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, filha do coronel Miguel Teixeira de Vasconcelos e da dona Margarida Teixeira de Vasconcelos. Antes dela, haviam nascido duas meninas e um menino, que não sobreviveram às doenças da infância. O casal Miguel e Margarida teve 22 filhos, dos quais apenas sete mulheres e um homem se criaram. Seu pai detinha o poder político da região, que incluía os municípios de Lajes e Pedra Preta; e era o maior comerciante da cidade.</p>
<p>Em 29 de abril de 1914, Alzira casou-se com Thomaz Soriano de Souza Filho (1889 &#8211; 1919), de uma tradicional família de Pernambuco. Foram morar em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, onde o marido trabalhava como promotor. Tiveram quatro filhas: Sonia, que nasceu em 25 de setembro de 1915; Ismênia, nascida em 4 de outubro de 1917; Maria do Céu, que nasceu em 1918, mas morreu de sarampo antes de completar um mês de vida; e Ivonilde, nascida em 25 de março de 1919. Meses antes, em 9 de janeiro de 1919, Thomaz faleceu de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/18961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de janeiro de 1919, quinta coluna</a>). Alzira voltou a morar em Jardim de Angicos, depois passou uma pequena temporada no Recife e, finalmente retornou à Jardim de Angicos, onde voltou à administração da Fazenda Primavera, de seu pai. A cidade passara a ser um distrito de Lajes.</p>
<p>Voltando à carreira política de Alzira. A responsável pela indicação de Alzira como candidata à Prefeitura de Lajes pelo Partido Republicano foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1996</a>), cuja atuação foi fundamental na luta pela emancipação da mulher no Brasil. Foi a fundadora da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira para o Progresso Feminino</a> e foi uma figura central na luta pelo voto feminino no país, entidade da qual Alzira tornou-se conselheira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1187" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 8 de maio de 1930, última coluna</a>). Bertha viajou ao Rio Grande do Norte, em 1928, em campanha pelo alistamento das mulheres. Na ocasião, foi almoçar com o então  governador do estado, Juvenal Lamartine  (1874 &#8211; 1956), na Fazenda Primavera, ocasião em que conheceu Alzira e se impressionou com sua determinação. Na época, Alzira participava ativamente da administração dos trabalhos na lavoura e pasto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31564" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira8.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="411" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank">Alzira Soriano<em> / Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enfrentou uma grande resistência de seus opositores, dos correligionários do outro candidato à prefeitura, Sérvulo Pires Neto Galvão. Eles não se conformavam com a candidatura de uma mulher. Alguns chegavam a afirmar que mulher pública era prostituta. O candidato derrotado, por ter se sentido humilhado por ter perdido para uma mulher, saiu da cidade.</p>
<p>Enfim, sua eleição foi festejada na edição de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 10 de setembro de 1928, primeira coluna</a>; e em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 1º e 2 de outubro de 1928</a> com a publicação de um pequeno perfil da recém eleita prefeita e também de uma entrevista realizada por Amphiloquio Câmara, representante de <em>O Paiz </em>no Rio Grande do Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31561" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira6.jpg" alt="A Noite, 10 de setembro de 1928" width="214" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31555" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira1.jpg" alt="O Paiz, 1º e 2 de outubro de 1928" width="325" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank">Alzira Soriano com suas filhas Sônia, Ismênia e Ivonilde<em> / Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A declaração abaixo e outras feitas por Alzira na entrevista publicada na mesma edição de <em>O Paiz</em> deixa claro que ela seguia uma linha do feminismo, adotada pela grande maioria das mulheres que participavam da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que não contestava a ordem patriarcal: as mulheres se colocavam como colaboradoras dos homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira2.jpg" alt="alzira2" width="343" height="192" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada pelo jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/23862" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 28 de setembro de 1928</a>.</p>
<p>Em dezembro de 1928, foi publicada uma mensagem enviada por ela a Bertha Lutz, cuja atuação considerava brilhante e decisiva (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31557" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira3.jpg" alt="O Paiz, 16 de dezembro de 1928" width="522" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alzira tomou posse em 1º de janeiro de 1929 e, dias depois, em uma entrevista para o jornal <em>A República</em> (RN) declarou que sua gestão se alinharia a do governador Juvenal Lamartine (1874 &#8211; 1956), <em>incansável em promover o bem estar coletivo. </em>Ela já havia renovado o contrato de luz elétrica, começado a limpeza total e a edificação da cadeia de Lajes e que, em breve, as obras de construção de um campo de aviação na cidade se iniciariam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37103" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 e 22 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31562" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira7.jpg" alt="Equipe da prefeitura de Lages / Almanak Laemmert, 1929" width="384" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank">Equipe da Prefeitura de Lajes / <em>Almanak Laemmert</em>, 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trecho de seu dircurso de posse:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8230;determinaram acontecimentos sociais do nosso querido Rio Grande do Norte, na sua constante evolução da democracia, que a mulher, esta doce colaboradora do lar, se voltasse também para colaborar com outra feição na sua obra políticoadministrativa. De outro modo não poderia se ser. As conquistas atuais, a evolução que ora se opera, abre uma clareira no convencionalismo, fazendo ressurgir nova faceta dos sagrados direitos da mulher. </em></span></p>
<p>Sua eleição foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945)</a>, datada de 4 de janeiro de 1929, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank"><em>Diário Nacional: a democracia em marcha (SP)</em>, de 2 de fevereiro do mesmo ano</a>. Mário de Andrade foi uma das figuras centrais do movimento modernista no Brasil. Ele e Oswald de Andrade (1890 &#8211; 1954) foram importantes participantes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna de 1922</a>, mesmo ano em que Mário publicou <em>Paulicéia Desvairada</em> (1922), que introduziu, na poesia brasileira, temas e técnicas modernistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31560" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg"><img class="size-full wp-image-31560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg" alt="Coluna &quot;Turista Aprendiz&quot;, de Mário de Andradee, publicada em de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano" width="281" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank">Coluna &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, de Mário de Andrade, publicada de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um relatório com um balanço do governo de Alzira na Prefeitura de Lajes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/779" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de março de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1415" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73097" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de abril de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1100" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 e 29 de abril de 1930, penúltima coluna</a>). No artigo <em>A mulher e o Estado</em>, a gestão de Alzira foi elogiada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31578" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31578" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira12.jpg" alt="A Gazeta (SP), 23 de abril de 1930" width="214" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Revolução de 30, que ocorreu em outubro de 1930, por não concordar com o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) &#8211; havia apoiado Júlio Prestes (1882 &#8211; 1946) à presidência da República &#8211; Alzira, apesar de convidada a permanecer no cargo como interventora, não aceitou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39346" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1929, quinta coluna</a>). Segunda uma de suas filhas, no último dia de sua gestão foi visitar seus correligionários e também seus opositores. Tendo sido insultada por um deles, Miguel da Silveira, reagiu <em>cobrindo-0 de tapas</em>.</p>
<p>Mudou-se para Natal, onde permaneceu com as filhas até fins da década de 30, quando retornou ao comando da fazenda, com seus irmãos mais novos, devido ao falecimento de seu pai. Voltou à vida política somente em 1947, desta vez como vereadora da cidade de Lajes pela União Democrática Nacional &#8211; UDN. Reelegeu mais algumas vezes.</p>
<p>Faleceu, de câncer, no dia 28 de maio de 1963, após cerca de dois anos do diagnóstico da doença, na casa da filha Ivonilde, em Natal, um dia depois de retornar do Rio e de São Paulo, onde esteve se tratando. Na ocasião, além de três filhas, tinha oito netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/30264" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 31 de maio de 1963, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31559" style="width: 169px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira4.jpg" alt="O Paiz, 30 de dezembro de 1928" width="159" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank">Alzira Soriano<em> / O Paiz</em>, 30 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua homenagem, foi realizada, entre 24 e 29 de abril de 2018, no município de Lajes, a Semana Alzira Soriano, com a realização de atividades educacionais e culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg" alt="alzira9" width="403" height="331" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Jardim de Angicos há um museu municipal em memória de Alzira Soriano. Guarda em seu acervo fotos e móveis antigos, reportagens de jornais e de revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31569" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg" alt="alzira11" width="317" height="185" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua imagem está presente na bandeira de Jardim de Angicos, juntamente com a representação de alguns pontos turísticos naturais da cidade. Foi sancionada uma lei, em 28 de dezembro de 2018, instituindo o dia e mês do nascimento de Alzira Soriano, 29 de abril, como feriado municipal na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bandeira_de_Jardim_de_Angicos.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira10.jpg" alt="alzira10" width="504" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 2018, Alzira Soriano foi postumamente homenageada com o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, da Câmara dos Deputados. A homenagem, segundo a Câmara, é <em>concedida a mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania e para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeira brasileira Alzira Soriano: o poder político coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Licenciatura em História da Universidade Federal da Fronteira Sul, como requisito para obtenção do título de licenciada em História. Universidade Federal da Frontiera Sul Campus Chapecó, 2019.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p>MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p><a href="https://www.mulheresdeluta.com.br/alzira-soriano/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/historia-de-coragem-de-alzira-soriano-primeira-prefeita-eleita-no-brasil.html" target="_blank">O GLOBO</a></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55108142">Portal BBC News Brasil</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/comissao-de-defesa-dos-direitos-da-mulher-cmulher/outros-documentos/diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/edicao-2018-diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/resumo-alzira-soriano" target="_blank">Portal Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2023/03/03/brasil-esta-diante-de-um-aumento-de-violencia-contra-a-mulher-diz-pesquisadora.htm" target="_blank">Portal UOL</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SOUZA, Heloísa Maria Galvão Pinheiro de. <em>Luísa Alzira Teixeira Soriano: primeira mulher eleita prefeita na América do Sul</em>. Natal: CCHLA, 1993.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236</guid>
		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
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<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
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<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
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<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
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<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
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<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
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<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
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<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
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<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
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<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
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