 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; emancipação da mulher</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=emancipacao-da-mulher" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 14:20:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cientista]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Snethlage]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Paraense Emílio Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[União Universitária Feminina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857</guid>
		<description><![CDATA[No 21º artigo da série “Feministas, graças a Deus”, de autoria do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas. Foi conselheira da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista Carmen Portinho. Faleceu, em Porto Velho, capital de Rpondônia, em 25 de novembro de 1929.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 21º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em>, do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que é, desde o início de 2026, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, vamos conhecer a espetacular trajetória da alemã Emília Snethlage, nascida em 13 de abril de 1868. Foi uma cientista pioneira, que chegou ao Brasil, em 1905, e a primeira mulher diretora do Museu Goeldi, cargo que exerceu entre 1914 e 1921. Em 1926, tornou-se membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/27522" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Suas escolhas foram sempre avançadas: estudou zoologia, quando a entrada de mulheres em universidades era ou proibida ou mal vista; decidiu não casar e veio para um país estrangeiro. Decisões feministas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43877" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank"><img class="wp-image-43877 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet1.jpg" alt="snet1" width="281" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilie_Snethlage#/media/Ficheiro:Emilie-Snethlage.png" target="_blank">Emilie Snethlage, 1906 / Museum für Naturkunde Berlin/Historische Bild-und Schriftgutsammlungen </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, foi uma das signatárias da mensagem em apoio à candidatura de Washington Luis (1869 &#8211; 1957) à presidência da República da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, dirigida pela bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/44051" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para integrar o conselho da União Universitária Feminina, fundada, no Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1929, sob a direção da engenheira e urbanista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>. As outras criadoras ou conselheiras da entidade foram: a engenheira civil Amélia Sapienza (? -19?), Bertha Lutz, a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), </a> a professora Heloisa Marinho (1903 – 1994), as médicas Herminia de Assis (? -19?) e Juana Lopes (? -19?), as advogadas Maria Alexandrina Ferreira Chaves (? -19?), Maria Ester Correia Ramalho (? -19?), Myrthes de Campos ( 1875 – 1965) e Orminda Ribeiro Bastos (1899 – 1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/38374" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Emília Snethlage faleceu, em Porto Velho, capital de Rondônia, em 25 de novembro de 1929. Trabalhava desde 1922 no Museu Nacional (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1929, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43885" style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/snet2.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de novembro de 1929" width="204" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/43260" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de novembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Feministas, graças a Deus” XXI &#8211; Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Nelson Sanjad*</p>
<p style="text-align: left;">Emília Snethlage (1868-1929) é dessas figuras que causam comoção: sua trajetória ainda surpreende pelas escolhas que tomou ao longo da vida, sobretudo quando decidiu estudar zoologia – em uma época em que o acesso das mulheres à universidade era proibido ou mal visto; quando decidiu não se casar; quando quis trabalhar em um país estrangeiro num ofício dominado por homens – a pesquisa científica; e quando aceitou o desafio de dirigir um museu de história natural, o Museu Goeldi, em 1914, feito que talvez nenhuma outra mulher havia experimentado antes dela.</p>
<p style="text-align: left;">Como se isso não bastasse, Snethlage, que trocou a Alemanha pelo Brasil aos 37 anos, em 1905, gostava de viajar sozinha ou com apenas um acompanhante pelos rincões do interior do país. Era exímia coletora de aves, sendo responsável pelo acréscimo de muitos milhares de exemplares à coleção ornitológica do Museu Goeldi. E também produziu uma obra científica atualmente considerada fundacional para a ciência brasileira, especialmente para a taxonomia de aves e a biogeografia. No século XX, apenas cinco cientistas (homens), descreveram mais espécies de aves do que ela: os norte- americanos Frank Chapman (1864 &#8211; 1945), John Zimmer (1889 &#8211; 1957) e Walter Todd (1874 &#8211; 1969); o austríaco Carl Hellmayr (1878-1944) e o alemão Hans von Berlepsch (1850 &#8211; 1915). Ela foi a única a trabalhar em instituições brasileiras &#8211; o Museu Goeldi e o Museu Nacional &#8211; e criou 46 nomes de aves válidos atualmente, descritos entre 1906 e 1928. Por fim, foi ela quem delineou uma agenda de investigações que perdura até nossos dias, dedicada à compreensão do papel dos grandes rios na distribuição de espécies de aves pelo território nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotos de Emília Snethlage disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A esta longa lista de qualificativos, podemos acrescentar mais alguns: Emília Snethlage foi a primeira pessoa não-indígena a explorar um interflúvio amazônico, percorrendo a pé, em companhia de sete indígenas Kuruaya, o divisor de águas entre o Xingu e o Tapajós, em 1909. Posteriormente, em 1914, revisitou aquele mesmo povo indígena, e mais os Xipaya, reunindo uma coleção com mais de 150 artefatos. Snethlage inscreveu seu nome na história da antropologia por ter não apenas feito a primeira (e única) coleção etnográfica de ambos os povos, como também por ter sido a primeira mulher a fazer uma etnografia e a coletar em aldeias indígenas na Amazônia. Antes dela, somente a princesa Teresa da Baviera vinculou seu nome a uma coleção etnográfica, mas esta não foi obtida em aldeias e nem junto a indígenas, mas comprada nos mercados das cidades amazônicas por onde viajou na década de 1880.</p>
<p>Esses episódios vêm sendo explorados por pesquisadoras e pesquisadores capturados pela memória de Emília Snethlage. Nos últimos 25 anos, brasileiros e alemães revisitaram publicações, relatórios, cartas, fotografias, desenhos, mapas, coleções e toda sorte de documentos relacionados a Snethlage, com motivações diversas, mas todos movidos – ou comovidos – pela extraordinária vida de Snethlage e pelo imenso legado que ela deixou. A lista é longa, mas faço questão de registrar os nomes (em ordem alfabética) para que o/a leitor/a tenha a dimensão desse recente movimento de construção historiográfica: Aline Ariela Pereira, Beatrix Hoffmann-Ihde, Carla Bedran, Cilene Trindade Rohr, Diana Alberto, Gabriel Ramos Pacheco, Gleice Mere, Leila Mourão Miranda, Lilian Bayma de Amorim, Luiz Felipe Santos, Marcelo de Castro Silva, Marco Crozariol, Matheus Camilo Coelho, Miriam Junghans, Nelson Sanjad, Pablo Borges, Peter Schroeder, Reinhard Michael Arnegger, Rosanne Castelo Branco e possivelmente outros. Esses nomes se uniram a pesquisadores mais antigos, pioneiros no estudo da vida e da obra de Snethlage, como Osvaldo Cunha e Marisa Corrêa.</p>
<p>Já é possível registrar alguns avanços significativos no conhecimento da vida e do legado de Snethlage: Junghans (2009) e Coelho (2026) fizeram  belas análises das viagens e do trabalho de campo da ornitóloga; Hoffmann-Ihde (2015) fez o mais importante estudo das coleções Kuruaya e Xipaya, preservadas no Ethnologisches Museum Berlin; Pereira (2024) seguiu os passos (literalmente) de Snethlage pelo Ceará e revisitou as coleções ornitológicas que ela formou, semelhante ao que Santos e colegas (2024, 2025) fizeram, mas para o caso da Amazônia; Alberto (2022) introduziu Snethlage nos estudos de gênero, enquanto Sanjad (2019) mapeou as relações científicas que ela estabeleceu entre os etnólogos (homens) alemães; por fim, Crozariol (2025) lançou luz sobre as circunstâncias da morte de Snethlage, graças à descoberta de documentos inéditos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, felizmente salvos do grande incêndio de 2018. Vale registrar, ainda, os esforços para divulgar importantes trabalhos de Snethlage, como os seus estudos etnográficos, pouco lidos e quase nunca citados, traduzidos ao português, pela primeira vez, por Michael Arnegger e Nelson Sanjad (Snethlage, 2023a) e por Cilene Rohr e Rosanne Castelo Branco (Snethlage, 2023b). Todas as referências bibliográficas seguem listadas abaixo para a devida orientação do/a leitor/a.</p>
<p>O desenvolvimento da historiografia, na dimensão e com a qualidade aqui demonstrados, só é possível com bons levantamentos documentais e com coleções bem preservadas em museus e arquivos. Com esse horizonte, o Arquivo Guilherme de La Penha, do Museu Goeldi, organizou e inventariou toda a documentação produzida e recebida pela instituição entre 1914 e 1921, anos em que Snethlage esteve à frente da direção do museu; e também desenvolveu a Coleção Especial Emília Snethlage, que reúne cartas pessoais conservadas no próprio arquivo do museu e cópias digitais de documentos preservados pela Família Snethlage, residente na Alemanha, e por outras instituições, como o Museum für Naturkunde Berlin, Ethnologisches Museum Berlin, Philipps-Universität Marburg, Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, Natural History Museum London, Staatsarchiv des Kantons Basel-Stadt e Naturhistorisches Museum Wien. Esses documentos vêm sendo reunidos há pelo menos 15 anos por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Miriam Junghans, Rotger Snethlage e Gleice Mere.</p>
<p>Esse enorme conjunto documental dará origem a duas publicações: o livro “Emília Snethlage no Arquivo Guilherme de La Penha”, contendo o Catálogo Descritivo da Gestão Emília Snethlage no Museu Goeldi (1914-1921) e o Catálogo Descritivo da Coleção Especial Emília Snethlage (1907-1924), ambos organizados por Lilian Bayma de Amorim, Pablo Borges e Nelson Sanjad, com previsão de publicação em 2026; e o livro “Emília Snethlage: cartas e inéditos”, contendo a transcrição e tradução das cartas e dos textos inéditos de Snethlage encontrados até o momento, organizados por Nelson Sanjad, Beatrix Hoffmann-Ihde, Rotger Snethlage e Marco Aurélio Crozariol, com previsão de publicação em 2027.</p>
<p>Essas são notícias alvissareiras para celebrarmos o aniversário de Emília Snethlage neste 13 de abril de 2026, quando se completam 158 anos de seu nascimento – alvissareiras porque os documentos a serem publicados certamente darão ensejo a novos estudos, ampliando ainda mais o conhecimento que dispomos sobre a biografia de Snethlage e a construção de sua obra científica.</p>
<p>Nesta postagem, adiantamos a publicação de algumas fotos preservadas no Arquivo Guilherme de La Penha, devidamente contextualizadas com o auxílio de outros documentos. A primeira delas é o célebre retrato das funcionárias do Museu Goeldi, tirado em março de 1907 por pessoa não identificada. Snethlage aparece de pé, com suas características roupas claras, mangas bufantes e cabelo preso. Ela trabalhava há um ano e meio como assistente de Emílio Goeldi na Seção de Zoologia, tendo sido indicada ao cargo pelo ornitólogo alemão Anton Reichenow (1847-1941), curador do Museum für Naturkunde Berlin, que assegurou sua competência e habilidade nos trabalhos museais (Sanjad, 2010). Quando Goeldi se retirou de volta para a Suíça, em 1907, Snethlage assumiu a chefia da seção e depois, com o falecimento de Jacques Huber (1867-1914), a direção do próprio museu, ali permanecendo até 1921 (com exceção de um breve período em que precisou se afastar em razão da Primeira Guerra Mundial).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14389/MPEG374-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14389" target="_blank">Funcionárias do Museu Goeldi em 1907. Retrato das três mulheres que trabalhavam no Museu Goeldi em 1907, tirado no Parque Zoobotânico da instituição, em Belém: de pé, a ornitóloga alemã Emília Snethlage (1868-1929), contratada em 1905; sentadas, à esquerda, Anna de Aragão Carreira (1894-?) e, à direita, Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), ambas secretárias e contratadas em 1907, março de 1907. Belém, Pará /Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As moças sentadas são Anna de Aragão Carreira (1894-?), à esquerda, e Abigayl Esther de Mattos (1889-1958), à direita. Ambas foram contratadas em 1907, após o secretário José Lobo Pessanha ser demitido e seu salário dividido em dois, sendo uma parte paga para Anna Carreira, como encarregada de confeccionar os rótulos e as etiquetas das coleções, e a outra para Abigayl Mattos, encarregada da secretaria e da biblioteca. As duas moças, uma com 13 e a outra com 18 anos, passaram a desempenhar as mesmas funções que Pessanha, somadas às atividades incessantes de apoio às coleções, mas recebiam apenas a metade do salário do antigo “oficial de secretaria”. A ideia foi apresentada pelo sucessor de Goeldi, Jacques Huber, como uma medida muito inteligente, “permitindo assim obter maior soma de trabalho sem acréscimo notável de despesas” (Huber, 1909, p. 4).</p>
<p>Ainda que esse experimento trabalhista nos soe como um disparate e muito injusto, a iniciativa de Goeldi e Huber foi inovadora para a época. Snethlage foi a primeira funcionária pública do Estado do Pará, logo seguida pelas outras duas, sendo a mais nova (Anna, 13) contratada como “aprendiz”. O Museu Goeldi talvez seja a primeira instituição científica do país onde as mulheres passaram a ocupar funções finalísticas, como Snethlage, e administrativas, incluindo aí um programa de estágio para adolescentes, denominado “Jovens Aprendizes”. A avaliação da experiência de inserir mulheres no ambiente de trabalho, feita por Huber (1909, p. 4), foi bastante positiva:</p>
<p>Felizmente esta experiência, ainda que única no Pará, deu resultados de todo satisfatórios para o Museu, sendo de louvar o zelo e a aplicação com que as ditas funcionárias se houveram no desempenho de suas funções. Provavelmente o nosso Museu é o único na América latina onde o trabalho feminino seja tão largamente aproveitado.</p>
<p>As próximas quatro fotos foram feitas em dezembro de 1908, por pessoa não identificada, mas que certamente carregava uma máquina portátil. Essas fotos fazem parte de um conjunto maior, somando oito negativos de vidro produzidos quando uma chimpanzé chegou no Museu Goeldi. Essa história é muito curiosa: o animal pertencia ao médico Harold Wolferstan Thomas  (1875–1931), chefe da missão da Escola de Medicina Tropical de Liverpool em Manaus. Em 17 de novembro de 1908, ele escreveu a Huber perguntando se ele poderia cuidar da chimpanzé enquanto viajava à Europa. Ela já era adulta, estava cativa há dois anos, era “bem mança e accostumada com gente” [sic]. Dr. Thomas foi prontamente atendido por Huber, mas quem recebeu e cuidou do animal foi Snethlage, responsável pelo zoológico da instituição, e seu assistente preparador, João Batista de Sá (?-1909). São eles que aparecem acolhendo a chimpanzé: na primeira foto, Sá, vergado e segurando um balde (com comida?), dá a outra mão ao animal – que parece estranhar o ambiente. Snethlage está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura. Huber está bem no fundo, de paletó branco e chapéu, mas um de seus filhos quis se aproximar da nova moradora do parque. É o menino que aparece à esquerda, de branco (o outro menino, atrás de Snethlage, não foi identificado).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14390/MPEG373-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14390" target="_blank">Chegada de uma chimpanzé ao Museu Goeldi. Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. O preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) aparece vergado e segurando um balde (com comida?), com a outra mão segurando a chimpanzé; Emilia Snethlage (1868-1929) está observando a cena logo atrás, com as mãos na cintura; Jacques Huber (1867-1914) está bem no fundo, de paletó branco e chapéu; a criança com roupa branca à esquerda é seu filho. dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sequência, a chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Ela provavelmente emite algum som, enquanto uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Snethlage, com cabelos bem mais esbranquiçados do que na foto tirada no ano anterior, ainda mantêm distância da chimpanzé, com Sá ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível).</p>
<p>Na próxima foto, a chimpanzé já está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Snethlage inclina-se, permitindo-nos ver seus longos cabelos arrumados em um coque. Ela toca as costas da chimpanzé, enquanto Sá, do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal. A chimpanzé vira-se para Snethlage – e quase podemos ouvi-la chiar agudamente. A cena é terna e tensa ao mesmo tempo.</p>
<p>Na quarta foto, ainda junto à jaula dos macacos barrigudos, Snethlage e Sá permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. O balde volta às mãos de Sá, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14391/MPEG369-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14391" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé aparece agarrada às grades da jaula dos pequenos felinos. Uma jaguatirica a observa atentamente à esquerda. Emilia Snethlage (1868-1929) aproxima-se, com João Batista de Sá (?-1909) ao seu lado (cujo corpo é apenas parcialmente visível)., dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14392/MPEG372-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14392" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos, identificada por uma plaqueta que pende à direita, em cima. Dois deles permanecem empoleirados, enquanto um terceiro desce para ver de perto a visitante. Nesse momento, Emilia Snethlage (1868-1929) inclina-se e toca as costas da chimpanzé, enquanto o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909), do outro lado, parece estar de prontidão para conter o animal, dezembro de 1908. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14386/MPEG371-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14386" target="_blank">Funcionários do Museu Goeldi recebendo uma chimpanzé. A chimpanzé está junto à jaula dos macacos barrigudos. Emilia Snethlage (1868-1929) e o preparador de zoologia João Batista de Sá (?-1909) permitem que a chimpanzé suba em uma tábua, talvez para interagir melhor com os macacos, que parecem se movimentar no interior. Sá está segurando um balde, enquanto Snethlage encosta-se no guarda-corpo, dizendo algo para o fotógrafo, dezembro de 1908. Belé, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de junho de 1909, Dr. Thomas escreve de Liverpool: “How is my chimpazee behaving in the museum?” – e anuncia a sua volta para novembro do mesmo ano. Huber respondeu em agosto, em tom bem humorado: “A chimpanzé fêmea está prosperando em sua nova residência; ela é a principal atração do zoológico e está plenamente consciente de sua importância. Agora, ela está mais forte e mais animada do que nunca.”</p>
<p>Em outra fotografia, podemos ver Snethlage novamente em ação no zoológico do Museu Goeldi, junto a uma equipe de tratadores de animais. Desta vez, eles estão ocupados com uma onça, que aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá, mais próximo à jaula. Snethlage olha a cena, vestida como de costume, mas com chapéu (estava chegando da rua?). É difícil decifrar o que está acontecendo, mas é certamente algo que demanda cuidado e atenção. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Podemos imaginar que uma onça estava chegando no museu, tendo sido transportada completamente amarrada. Os homens parecem estar no processo de desamarrá-la, enquanto a onça rosna e esperneia do lado de dentro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14387/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20002-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14387" target="_blank">Chegada de uma onça no Museu Goeldi. Emília Snethlage (1868-1929) e tratadores de animais no zoológico do Museu Goeldi, junto à jaula de uma onça. Ela aparece amarrada atrás das grades. Dois homens tencionam uma corda, sendo um deles João Batista de Sá (?-1909), mais próximo à jaula. Além da longa corda tencionada e que se enrola pelo chão, um terceiro homem, ao lado de Sá, puxa uma segunda corda, mais fina e menor, que talvez estivesse contendo as patas traseiras da onça; e um quarto homem, ao lado de Snethlage, também segura uma corda, com um laço na ponta, certamente utilizado no pescoço do animal. Os homens parecem estar desamarrando a onça. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns autores já escreveram sobre a intimidade dos funcionários do museu e de suas famílias com os animais residentes no zoológico. A chegada da chimpanzé mobilizou toda a instituição, pois na série de fotos é possível ver os funcionários e familiares que acorreram para testemunhar a entrada do animal no museu. Por sua vez, Suescún Florez e colegas (2018) analisaram o Museu Goeldi como local para a sociabilidade dos funcionários e das suas famílias, chegando a divulgar uma foto dos filhos de Huber brincando dentro do viveiro de jabotis, montando nos animais como se fossem cavalos, enquanto uma tia ri alegremente.</p>
<p>A tese de Alberto (2022) dá ênfase à relação de afeto que Snethlage mantinha com os animais. Apesar de ser exímia caçadora, não hesitando em apertar o gatilho para abater o animal que desejasse, Snethlage cuidava com zelo e carinho dos habitantes do zoológico, convivendo com alguns deles dentro de casa. Por exemplo, em um diário de viagem ao rio Tocantins que ela mandou para a família, na Alemanha, em 1907, Snethlage dá notícias de como encontrou o zoológico ao retornar ao museu:</p>
<p>Estava tudo bem também com a maioria dos bichos; naturalmente, alguns casos de animais mortos, mas nenhum dos mais valiosos. Em compensação, recebemos nesse tempo três onças jovens, sujeitos muito cândidos, de fisionomia simpática e movimentos desengonçados. Ainda tentarei tornar-me amiga delas, embora sejam bem ariscas e pouco afeitas a seres humanos. Encontrei bem espertas as minhas duas corujinhas. A menor transformou-se de lá para cá e está com a aparência tão imponente quanto sua companheira mais velha. Também reencontrei os dois gatos maracajás jovens. Um fica muito tempo no meu quarto e, no começo, deixava as corujas apavoradas, especialmente quando pulava sobre as gaiolas e mostrava sua avidez por restos de carne. Agora, elas já estão mais acostumadas e deixaram o gato um pouco de lado (Sanjad e colegas, 2013, p. 210).</p>
<p>Um desses maracajás ainda vivia em 1912. Em uma carta ao irmão Viktor Snethlage, datada de 18 de julho, Emília conta como o gato a fez relembrar um episódio de infância:</p>
<p>Ontem não houve como eu não me lembrar da história do teu pardal. Precisei deixar meu gato maracajá sozinho em casa por algumas horas e, quando voltei, ele tinha aberto uma gaiola e liquidado um de meus roedores, que eu criava já fazia um ano e meio (um sauiá, não o rato vermelho).  Também isso estava bem perto de acontecer, mesmo que houvesse um roedor só. Claro que não posso pôr a culpa no gato, senão em mim mesma, mas a gaiola estava muito bem trancada.</p>
<p>Temos a sorte de poder conhecer esse gato maracajá, que gostava de assustar corujinhas e apreciava comer sauiás. Ele talvez fosse o mais querido entre os animais silvestres criados por Snethlage entre o seu quarto de dormir e os viveiros do zoológico: por volta de 1907 ou pouco depois, Jacques Huber registrou em uma foto o carinho de Snethlage pelo gato. Eles estão junto à porta dos fundos do pavilhão de exposições, conhecido como Rocinha. Snethlage, sempre de branco e com cabelos amarrados, olha ternamente para o animal em seu colo. A foto comove pelo inusitado da cena: o desejo dela em documentar seu afeto por um animal silvestre, e bem junto ao corpo, como um abraço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14388/PA%20694c%20%281%29%20A%204-7%20003_menor-JPG.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="664" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14388" target="_blank">Jacques Huber. Retrato de Emilia Snethlage com gato-maracajá. Emilia Snethlage (1868-1929) com seu gato-maracajá de estimação, na porta dos fundos do pavilhão de exposições (Rocinha) do Museu Goeldi. Coleção privada, negativo de vidro. Cópia digital disponível no Fundo Jacques Huber, Arquivo Guilherme de La Penha, Museu Goeldi. Reprodução digital e publicação autorizadas pelos proprietários, c. 1907. Belém, Pará / Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div>* Nelson Sanjad é historiador e servidor do Museu Paraense Emílio Goeldi</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>ALBERTO, Diana. <a href="https://repositorio.ufpa.br/items/a09d1adb-c218-4b90-a396-2f0e89fb5626" target="_blank"><em>Emília Snethlage e Heloisa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX</em></a>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2022.</p>
<p>COELHO, Matheus Camilo. <em>Ciência em campo: patronato e redes de conhecimento na Amazônia (1894-1918)</em>. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2026.</p>
<p>CROZARIOL, Marco Aurélio. <a href="https://doi.org/10.1590/S0104-59702025000100018" target="_blank"><em>O último voo: documentos inéditos relativos ao falecimento e ao espólio de Emília Snethlage, 1868-1929</em></a>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, e202501, 2025.</p>
<p>HOFFMANN-IHDE, Beatrix. <a href="https://www.digi-hub.de/viewer/image/1625133565565/47/" target="_blank"><em>100 Jahre Xipaya- und Kuruaya- Sammlung im Ethnologischen Museum, Staatliche Museen zu Berlin</em></a>. Baessler-Archiv, v. 62, p. 45-66, 2015.</p>
<p>HUBER, Jacques. <em><a href="https://www.biodiversitylibrary.org/item/98489#page/11/mode/1up" target="_blank">Relatório sobre a marcha do Museu Goeldi no ano de 1907 apresentado ao Exmo. Snr. Dr. Secretário do Estado da Justiça, Interior e Instrução Pública pelo Dr. J. Huber, Diretor do Museu</a>.</em> Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de História Natural e Ethnopgraphia, v. 6, p. 1-21, 1909.</p>
<p>JUNGHANS, Miriam. <a href="https://arca.fiocruz.br/items/ab7c1258-5ff2-47ac-9c9e-8423218447a1" target="_blank"><em>Avis Rara: a trajetória científica da naturalista alemã Emília Snethlage (1868-1929) no Brasil</em></a>. Dissertação (Mestrado em História das Ciências e da Saúde) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:</p>
<p>PEREIRA, Aline Ariela. <em>Seguindo os passos de Emilia Snethlage no Ceará (1910 e 1915): uma análise comparativa e atual</em>. Dissertação (Mestrado em Ciência Biológicas) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>A coruja de minerva: o Museu Paraense entre o Império e a República (1866-1907)</em>. Brasília: Instituto Brasileiro de Museus; Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <a href="https://doi.org/10.3989/asclepio.2019.14" target="_blank"><em>Nimuendajú, a Senhorita Doutora e os ‘etnógrafos berlinenses’: rede de conhecimento e espaços de circulação na configuração da etnologia alemã na Amazônia no início do século XX</em></a>. Asclepio, v. 71, n. 2, p273, 2019.</p>
<p>SANJAD, Nelson; SNETHLAGE, Rotger; JUNGHANS, Miriam; OREN, David. <em><a href="https://doi.org/10.1590/S1981-81222013000100012" target="_blank">Emília Snethlage (1868-1929): um inédito relato de viagem ao rio Tocantins e o obituário de Emil-Heinrich Snethlage</a>.</em> Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 8, p. 195-221, 2013.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; SANJAD, Nelson; AMORIM, Lilian Bayma. <em><a href="https://doi.org/10.30612/rehr.v20i38.19057" target="_blank">Redes de conhecimento e representações: um estudo das coleções ornitológicas formadas por Emília Snethlage no Museu Paraense Emílio Goeldi entre 1905 e 1921</a>.</em> Revista Eletrônica História em Reflexão, v. 20, p. 131–160, 2024.</p>
<p>SANTOS, Luiz Felipe Farias; AMORIM, Lilian Bayma. <a href="https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2023-0097" target="_blank"><em>Coleções e redes de intercâmbios na Amazônia do início do século XX: considerações sobre o legado de Emília Snethlage</em></a>. Boletim do Museu Paraene Emílio Goeldi: Ciências Humanas, v. 20, e20230097, 2025.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84959" target="_blank"><em>Sobre a Etnografia dos Xipaya e Kuruaya</em></a>. Tradução de Reinhard Michael Eugen Arnegger e Nelson Sanjad. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 366-418, 2023a.</p>
<p>SNETHLAGE, Emilia. <em><a href="https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e84961" target="_blank">As  etnias  indígenas do Médio Xingu: em especial a Xipaya e a Kuruay</a>a. Tradução de Cilene Trindade Rohr e Rosanne Castelo Branco</em>. Cadernos de Tradução, v. 41, n. esp. 1, p. 423-503, 2023b.</p>
<p>SUESCÚN-FLOREZ, Lilian; SANJAD, Nelson; OKADA, Wanda.<em><a href="https://doi.org/10.1590/1982-02672018v26e15" target="_blank"> Construção do espaço museal: ciência, educação e sociabilidade na gênese do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (1895-1914)</a>.</em> Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, v. 26, p. 1-67, 2018.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=43857</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; XX &#8211; A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a &#8220;Eva Militante&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 14:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Pernambucana de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Edwiges de Sá Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[sufragista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante", o 19° da série "Feministas, graças a Deus!". Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley. Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante,</em>  o 20° da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p style="text-align: left;">Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.</p>
<p style="text-align: left;">No artigo, estão destacadas duas imagens de Edwiges pertencentes ao acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Ambas foram produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880-1931)</a>, que já foi tema de uma publicação da Brasiliana Fotográfica. A foto em que Edwiges está sem chapéu foi publicada na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), de 22 de maio de 1920</a> em uma matéria que a felicitava pelo ingresso na Academia Pernambucana de Letras. A imagem dela com chapéu é, conforme o verso da foto, de 29 de agosto de 1909, ano em que foi nomeada diretora da escola estadual da Boa Vista. Também no verso, consta que Edwiges  presenteou algum amigo ou amiga com a fotografia.<img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-16%20120839.png" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38184" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-120839.png" alt="A Nota (PE), 22 der maio de 1920" width="335" height="786" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, Louis Piereck atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Considerado talentoso, Piereck tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos “<em>os mais perfeitos trabalhos</em>“. Anunciava como sua especialidade “<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>“.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cibele Barbosa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37847" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges_capa.jpg" alt="Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj" width="487" height="775" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges de Sá Pereira foi uma mulher que não se conformou com as imposições de seu tempo. Nascida, em 1884, no município de Barreiros, estado de Pernambuco, a filha de José Bonifácio de Sá Pereira e de Maria Amélia Rocha de Sá Pereira, nutria, desde cedo, o interesse pelos livros. Conforme descreveu em suas notas autobiográficas, costumava ler escondido os livros dos irmãos mais velhos, em especial aqueles dedicados à poesia, que copiava e declamava em reuniões de família.</p>
<p>A menina que costumava dizer aos familiares que “<em>haveria de ser poeta</em>”, não tardou a cumprir seu intento. No início da adolescência, publicou um jornalzinho, o “<em>Echo Juvenil</em>”, juntamente com seu irmão Eugênio. Algum tempo depois, chegaram-lhe às mãos, pelos correios, exemplares do jornal <em>O Paiz </em>(RJ) com versos seus transcritos e apresentados pelo escritor Arthur Azevedo. A jovem poeta, do interior de Pernambuco, teve seu soneto “<em>A uma estrela</em>” reproduzido também na <em>Revista do Brasil</em> (SP), acompanhado de comentários entusiasmados de Cunha Mendes ao prenunciar que a menina se tornaria “<em>a primeira poetisa do Brasil</em>”.</p>
<p>Um ano antes de se mudar com sua família para o Recife, ainda vivendo na cidade de Barreiros, Edwiges teve seu primeiro livro publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto, em 1901. A ideia de publicar os 51 versos da jovem escritora ocorreu-lhe quando estava de férias no interior e teve a oportunidade de ser apresentado aos poemas de Edwiges. Levou os manuscritos para a capital e os publicou com o título<em> Campesinas</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na edição de <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/3686" target="_blank">17 de agosto de 1901, anunciava o <em>Jornal Pequeno</em></a> o recebimento do “<em>mimoso livro</em>” de Edwiges, impresso na forma de folheto, com 80 páginas. Ainda em 1901, fundou o pequeno jornal literário, o <em>Azul e Ouro</em>, com seu irmão Eugênio e seu amigo Caetano Andrade. Sua família se mudou para o Recife naquele período, após seu pai ter vendido o engenho na cidade de Barreiros para ocupar um cargo do governo do estado na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já instalada na capital, Edwiges ingressou na Escola Normal para obter formação no magistério e tornar-se professora. Paralelamente aos estudos pedagógicos, a jovem participou ativamente da vida literária de seu tempo, contribuindo com seus escritos para jornais e revistas. Em 1902, colaborou com a <em>Revista Pernambucana </em>e foi convidada para ser uma das redatoras do jornal <em>O Lyrio</em>, formado somente por mulheres. Entre as companheiras da publicação estavam Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia. Os textos desafiavam a rígida sociedade patriarcal da época refletindo sobre a importância da educação escolar e profissional para as mulheres, entre outras pautas como a equidade salarial. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13164/fr_005652%20Edwiges%20.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="685" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1903. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de então, não parou mais, tendo sido convidada a ser sócia correspondente da recém-fundada Academia Pernambucana de Letras. Colaborou assiduamente em jornais como o <em>Jornal Pequeno</em>, do Recife, no qual foram publicados poemas seus inéditos e traduções de poetas como o simbolista Lorenzo Stecchetti, um dos pseudônimo do italiano Olindo Guerrini (1845-1916). Era sempre adjetivada por seus admiradores de “<em>adorável</em>”, “<em>inteligente poetisa</em>”.</p>
<p>Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, aliás a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. A normalista e poeta, defensora dos direitos das mulheres, ocupou a cadeira n.7 da APL, no lugar do acadêmico João Batista Regueira Costa, a quem dedicou o texto <em>Um passado que não morre</em>.</p>
<p>Em sua casa, na rua do Sossego, bairro da área central do Recife, Edwiges recebia convidados e declamava poemas em italiano, em especial os da poeta Ada Negri. Também nesse espaço eram comuns os encontros de mulheres que se dedicavam às causas da emancipação feminina.</p>
<p>Professora catedrática da Escola Normal, onde realizou sua formação como professora, Edwiges também atuou como professora de português no curso comercial do Colégio Eucarístico e assumiu a disciplina de História Geral e do Brasil no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Seu engajamento no campo da “<em>instrução pública</em>”, como se dizia à época, levou-lhe ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares da capital pernambucana, cargo que lhe permitiu viajar para outros estados em eventos e oficinas ligadas à educação. O governo estadual chegou a publicar suas <em>Impressões e notas (questões do ensino)</em>.</p>
<p>A participação ativa como educadora se alinhava às suas causas políticas. Para Edwiges era necessário que os governos investissem na educação das mulheres. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Luz, em 1922. Na ocasião, a escritora pernambucana apresentou o texto <em>Pela </em><em>mulher, para a mulher</em>, publicado no ano seguinte. Em seu discurso, Edwiges exortava as mulheres de diferentes extratos sociais a se unirem para reivindicar direitos políticos e direito à educação.</p>
<p>Como consequência das articulações e redes que construiu no Rio de Janeiro, fundou, no mesmo ano, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). A primeira sessão da Federação Pernambucana teve participação de Odila Porto de Oliveira, representando a FBPF. Edwiges, presidente da filiada pernambucana, apresentou os projetos e propostas voltadas para “<em>campanhas em prol dos direitos e demais interesses da mulher</em>”. Na mesma ocasião, anunciou o projeto de um levantamento estatístico das “<em>mulheres que exercem atividades no funcionalismo </em><em>em Pernambuco, no comércio, no magistério</em>”, de modo a subsidiar a criação de uma “<em>Escola de Oportunidades</em>”, ideia de Noemia Xavier, vice-presidente da Federação Pernambucana. A primeira ata foi assinada, em novembro de 1931, por 47 mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37846" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg"><img class="  wp-image-37846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg" alt="edwiges17cibele_red" width="395" height="607" /></a><p class="wp-caption-text">Ata da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, 10 de novembro de 1931 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de 1933 para o parlamento, Edwiges, pelo Partido Economista, e a também escritora Martha de Hollanda, sem partido, foram as únicas mulheres a se candidatarem em Pernambuco. Apesar de não terem sido eleitas, deixaram sua marca na constituição do eleitorado feminino no Brasil.</p>
<p>Em 1947, Edwiges publicou a conferência “<em>A influência da mulher na educação </em><em>pacifista do após</em>-<em>guerra</em>”, na qual expôs os principais desafios do século XX e os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial. Apontou retrocessos históricos, afirmando que a “<em>questão feminista bem longe está do seu rumo necessário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37800" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg"><img class="  wp-image-37800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg" alt="edwiges16cibele" width="391" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, 1947 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A “<em>Eva Militante</em>”, como assim se nomeou em artigos de jornais nos anos de 1930, e “<em>imortal</em>” da Academia Pernambucana de Letras, deixou escritos de sua trajetória e projetos de futuro. Faleceu em 1958, aos 74 anos, com planos de publicar suas crônicas sociais, textos feministas e escritos poéticos. <em>Horas Inúteis</em>, livro de poemas, foi publicado postumamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cibele Barbosa é historiadora da Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira (1884-1958)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37411" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><img class="wp-image-37411 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges9.jpg" alt="edwiges9" width="183" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE),</em> 1º de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nascimento, em 25 de outubro, de Isabel Edwiges de Sá Pereira, futura escritora, educadora, líder feminista e sufragista. Filha do barachel em Direito e senhor de engenho José Bonifácio de Sá Pereira (c.1831-1916) e da dona de casa Maria Amélia Rocha de Sá Pereira (18?-1915), pertencia à aristocracia latifundiária e letrada de Pernambuco. Era irmã dos advogados Virgílio e Manoel Arthur, do advogado e poeta Eugenio, o advogado e jornalista Eurico; e Érico, Nanette, Margarida, Fredovinda, Cândida, Adalgisa e Marieta.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Com apenas 11 anos de idade escreveu o poema<em> Saudade</em>, um dos seus primeiros textos de que se tem registro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886/1897</strong></span> &#8211; Com seu irmão, Eugênio, criou o jornalzinho manuscrito <em>Echo Juvenil</em>, com pequenos textos e poesias, que circulava entre os seus familiares.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong> </span>- Algumas de suas poesias que se encontravam no <em>Echo Juvenil</em> foram publicadas no jornal <em>O Paiz</em>, do Rio de Janeiro, com apresentação do jornalista, escritor e dramaturgoArtur Azevedo (1855-1908) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 e agosto de 1897, primeira coluna</a>).</p>
<p>A revista <em>A Mensageira, revista literária dedicada à mulher brasileira,</em> foi criticada por não ter incluído Edwiges e outras escritoras no <em>artigo de fundo</em> de sua primeira edição. Era dirigida pela poetisa e feminista mineira Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/58" target="_blank"><em>Revista do Brazil,</em> setembro de 1897</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 184px" class="wp-caption aligncenter"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdakOv0hvF8uVhEGh5ZvDi7pWQM80LFh40taSCRJYHoXgfrhbeW5jPW3YNmC53tmaemNkfRm1o4o3LGz4EIn0UAJdkAJ_NiDy300X7hA" alt="207 2 PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA (1867 – 1944) NA ..." width="174" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank">Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) / Garnier, 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu poema <em>Primaveras</em> foi publicado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/67" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de novembro de 1897</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>A jurity ao beija-flores</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/96" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de dezembro de 1897</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Algumas poesias de sua autoria foram publicadas na <em>Revista do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2InOIDO_8X1jO_uXA_Swpe"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de janeiro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um soneto de sua autoria no <em>Jornal do Recife,</em> de 24 de maio de 1898.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37678" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="360" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Jornal%20do Recife, 24 de maio de 1898, última coluna" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1898</a></p></div>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/edwiges.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Na revista <em>Mensageira</em>, n° 26, publicação de poesias de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw0bsMt4NjVL3HJRFNSHriQg"><em>A Meridional</em>, 1899</a>).</p>
<p>Publicação de suas poesias<em> Simile</em> e <em>Scenas Simples</em>, na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2OzAJUryRMgS8jTT_tN02u"><em>Revista do Rio Grande do Norte, outubro de 1899</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg" alt="edwiges5" width="312" height="334" /></a></p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg"><img class="  wp-image-37275 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg" alt="edwiges1" width="754" height="204" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg" alt="edwiges2" width="754" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>A Cigana</em>, dedicado a Auta de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/9341" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de setembro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Campesinas</em>, seu primeiro livro, com 51 poemas, prefaciado pelo jurista e poeta Antonio Souza Pinto (18-19), entusiasta da publicação. Ele havia conhecido Edwiges em uma viagem que fez a Barreiros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348449/458" target="_blank"><em>Almanaque do Garnier</em>, 1903</a>). Ofereceu um exemplar do livro à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/10823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de setembro de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-11-13%20125510.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37697" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Captura-de-tela-2024-11-13-125510.png" alt="Jornal Pequeno, 17 e agosto de 1901" width="354" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37333" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><img class="  wp-image-37333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges8.jpg" alt="edwiges8" width="833" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em> para 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra recebeu boas críticas no Recife. Alguns de seus poemas foram:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Meu livro </strong></span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Perdoa-me se um dia, Tuas nevadas folhas descerrando, Alguém, meu fraco mérito acusando, De ti chasqueie e ria, Não te escrevi, meu livro, para os sábios, Para os sábios, bem sei que tu não prestas… Tinha minh’alma em festas E um riso alegre a me enfeitar os lábios, E antes que me viessem vis ressábios A alegria turvar de minha vida, Eu quis cantar e essas canções modestas Fui tirando da lira estremecida. Tudo quanto da vida eu penso, e via Nos meus sonhos gentis e soberanos, Tudo quanto me enleva a fantasia – Canto na lira azul dos verdes anos!</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros,1900.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>No lar </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>À minha irmã Margarida </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ri-se na sala a trêfega criança, Como a enxotar a mágoa que domina A natureza, quando o sol declina Para o ocaso feliz onde descansa… Na estofada cadeira se embalança Uma jovem mulher, e a fronte inclina Para beijar a filha pequenina, De sua vida a lúcida esperança. Reflete o espelho a serpentina acesa, À luz da qual uma velhinha reza, E eu vejo a fé impressa no seu rosto… Basta em todas as casas esta cena, Assim tão meiga, plácida e serena, Para alegrar as horas do sol posto.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1898.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Dor suprema </span></em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Pranto supremo, pranto dolorido, Companheiro da dor, pranto pungente Dize-me tu, que tornas comovente O suspirar de um coração ferido. Dize-me tu que já de toda a gente Ouviste o peito a soluçar dorido. Sim! Tu que és sempre o intérprete escolhido De quem os golpes do infortúnio sente: Dize-me tu se por acaso existe Dor tão cruenta, padecer tão triste Como de um’alma as duras aflições, Ao ver cortando a vastidão imensa Da região sombria da descrença O bando das primeiras ilusões. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1900</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A uma estrela</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Áquela estrêla que acompanha a lua / Eu, curiosa perguntei um dia: / – Qual de vós vale mais, a que flutua / No céu azul da minha fantasia, // Ou tu que, no correr da noite fria, / Erras no céu assim, pálida e nua, / Das esferas ouvindo essa harmonia / Que, até ouvi-la o velho mar estua? // E a clara estrêla disse-me: “Criança, / Quando fanada a última esperança, / A alma ficar-te de ilusão vazia. // Inda hás de verme fulgurar, divina; / Mas, onde encontrarás a que ilumina / O céu azul da tua fantasia”?</em></span></p>
<p style="text-align: center;">       <span style="color: #800000;"><strong>Desolada   </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A meu Pai </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde reza uma oração, fitando O vulto de Maria no sacrário. Dos belos olhos seus vem deslisando Um rosário de lágrimas ardentes, Que se lhe vai no colo desmanchando. Na posição dos pobres penitentes – Joelhos em terra, mãos entrelaçadas – Envia à Virgem súplicas ferventes. De pungente amargura repassadas São as frases que, triste, balbucia Com o fervor das almas desoladas. Pede à clemente e divinal Maria – Testemunha da dor que a dilacera – O bálsamo que as mágoas alivia. Suplica, reza e, soluçando, espera – Fitando sempre o casto santuário – A proteção da santa que venera. Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde pensa que tardar não deve O remédio que abrande o seu fadário… Beija a cruz do rosário, e não se atreve, Não faz o mesmo à cruz que lhe foi dada… Acha a que tem na mão pequena e leve, E a que carrega por demais pesada!</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1896</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Madrigais </span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">A Hortência </span></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Para enfeitar o céu – quantas estrelas E tu, melhor do que elas Brilham de noite, apenas, no infinito Brilhas a qualquer hora aqui na terra! É que o intenso fulgor Do astro mais esplendente e mais bonito Tens nos olhos, ó flor, (mago espelho de uma alma sem refolhos!) Si eu fosse estrela, inda que fosse Vênus, Teria inveja de teus lindos olhos! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Musa sensível </em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Seja teu coração bondoso e terno Sensível para o riso e para o luto! O mundo chora e ri, e eu vejo e escuto, Que se às vezes é céu, outras é inferno! Se eu te visse assistir de olhar enxuto Desta vida que passa ao drama eterno, E, a um mesmo gesto, único e supremo, Confundir o que é bom e o que é poluto; Se eu te visse impassível e serena Ante o bem, ante o mal, de que deriva Ora o gozo, ora a mágoa que envenena, Eu que tanto te estimo e te respeito, Mu</span>sa, sentirá a dor pungente e viva De extinguir -se teu culto <span style="color: #800000;">no meu peito!</span></em></p>
<p>Eduardo de Carvalho (18?-19?), membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras, fundada em 26 de janeiro deste ano por iniciativa de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) e de um grupo de 19 escritores pernambucanos, fez uma bela crítica ao seu livro e a convidou para ser sócia correspondente da instituição. A Academia Pernambucana de Letras foi a quarta do Brasil, tendo sido precedida pela Academia Cearense de Letras, fundada, em 1894;  pela Academia Brasileira de Letras, fundada no Rio de Janeiro, em 1897; e pela Academia Paraense de Letras, fundada em 1900.</p>
<p>Edwiges colaborava com diversos jornais no país, dentre eles, <i>O Norte</i> (RJ) e o <i>Escrutínio</i> (RS), e com revistas, como a <i>Revista Feminina</i> (SP).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maria Amelia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/853" target="_blank">Almanach de Pernambuco, </a></em>).</p>
<p>Era uma das redatoras da revista <em>Azul e Ouro</em>, órgão literário da Oficina Martins Junior, da qual era sócia honorária correspondente. A Oficina havia sido fundada em 1900 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/705" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 1901</a>).</p>
<p>Em fins deste ano, seu pai vendeu o engenho em Barreiros e foi morar com sua família no Recife, onde passou a trabalhar para o governo do Estado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Edwiges, Adalgisa Duarte Ribeiro, Amélia Freitas Bevilacqua, Belmira Villarim, Cândida Duarte Barros, Luiza Ramalho e Maria Augusta Freire fundaram revista<em> O Lyrio, </em>cujo primeiro exemplar foi lançado em 5 de novembro.<em> </em>Em várias de suas 20 edições, abordava a importância da educação da mulher e a pouca atenção dos governantes em relação à instrução feminina. A publicação, encerrada em junho de 1904, foi importante para a difusão do ideário feminista baseado na educação como o único caminho para a emancipação da mulher. A Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, possui sete exemplares da revista armazenados na Divisão de Obras Raras e na Coordenadoria de Publicações Seriadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/3995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 10 de outubro de 1902, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escrita somente por mulheres tem como redatora-chefe D. Amelia de Freitas Bevilaqua e como redatora-secretária D. Candida Duarte Barros. Participavam da redação as sras. Adalgisa Duarte Ribeiro, Belmira Villarim, Edwiges de Sá Pereira, Luiza Cintra Ramalho, Maria Augusta Freire  e Ursula Garcia. Impresso pela Emp. d’A Província, com exceção do primeiro exemplar, que foi na Imprensa Industrial. Na última página de cada exemplar encontra-se a informação de que “toda correspondência deve ser dirigida para rua do Lima, n.54, residência da Redactora-Secretaria”, e o valor da revista: número avulso custava 1$000 e a assinatura trimestral era de 2$000&#8243;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus poemas publicados em <em>O Lyrio</em> foram <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/7"><i>Simile</i> (n°1, novembro de 1902)</a>, dedicado a sua mãe; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/23"><i>Paisagem</i> (n°2, dezembro de 1902)</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/828343/34" target="_blank"><em>Auta de Souza</em></a> e  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/39"><i>Esther</i> (n°4, fevereiro de 1903)</a>, <em>Olhos Verdes</em> (nº 5, março de 1903); <em>A um raio de sol</em> (nº 6, abril de 1903); <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47">O Malmequer</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47"> (nº 7, maio de 1903)</a>, e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/64"><i>Miss</i> (n°13 e 14, novembro e dezembro de 1903)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Olhos Verdes</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos verdes eu fito<br />
Mas logo depois não sei<br />
Se foi do excelso infinito<br />
Divina estrella que olhei.</p>
<p style="text-align: center;">É que teu olhar encerra<br />
Tanta graça e tanta luz<br />
Que eu penso não ser da terra<br />
O brilho que me seduz!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos, flor adorada,<br />
São de um poder soberano:<br />
E a gente os fita enlevada<br />
Qual se contemplasse o oceano&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Não é que nelles escondas<br />
Essa perola do mar,<br />
Mas toda a attração das ondas<br />
Tu tens guardada no olhar!</p>
<p style="text-align: center;">Eu nesse olhar adivinho<br />
&#8211; Como a chimera vagueia! –<br />
Candura de passarinho<br />
Fascinação de sereia!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">O canto sonho do poeta<br />
Nas noites claras de lua,<br />
Semelha a chamma dilecta<br />
Que nos teus olhos fluctua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Formosa é sempre a esperança,<br />
Pois vês teus olhos querida,<br />
Têm a cor desta ave mansa<br />
Que tece os sonhos da vida!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Se pudessem teus olhares<br />
Ver toda a immensa amargura<br />
Do mundo eu via os pesares<br />
Transformados em ventura&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Das almas tristes chorosas,<br />
O pranto num doce riso,<br />
A vida – num mar de rosas,<br />
A terra num paraíso!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era considerada uma charadista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1185" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1902</a>).</p>
<p>Era uma das redatoras da <em>Revista Pernambucana</em>, que existiu entre 1902 e 1904 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/5065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de dezembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Estudava na Escola Normal, onde se formou como professora, em 1905.</p>
<p>Publicação de seu poema<i> Março</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1479" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</i>)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>No camarim (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/3443" target="_blank">Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</a>)</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Seguia colaborando com a  <em>Revista Pernambucan</em>a (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/4220"><i>Diário de Pernambuco</i>, 16 de dezembro de 1902, quinta coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Foi eleita vice-presidente do clube literário Olintho Victor, fundado por estudantes da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5277" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904, sétima coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seus poemas estavam presentes na publicação <em>Sonetos brasileiros</em>, editada por Laudelino Freire (1873-1937) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Ofertou livros à Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5541" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 28 de julho de 1904, sexta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foi publicada uma foto de Edwiges no <em>Almanach de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5594" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1904, segunda coluna</a>)</span>.</p>
<p>Foi a oradora na cerimônia de bênção do estandarte do corpo discente da Escola Normal, realizada na Ordem 3ª de São Francisco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3Rg8gX0smze2rrUzNThk6y"><i>Jornal Pequeno</i>, 24 de setembro de 1904, segunda colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi anunciado que a Oficina Martins Junior, que já existia desde 1900 e que em 1901 elegeu a revista <em>Azul e Ouro</em> como seu órgão literário, seria reconstituída em 2 de outubro, em uma sessão no Instituto Arqueológico Pernambucano. Em 1901, Edwiges havia se tornado sócia honorária correspondente da Oficina, mas na reorganização da agremiação tornou-se efetiva (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/42463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de setembro de 1900, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/43146" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de abril de 1901, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5771" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/47336" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de outubro de 1904, última coluna</a>).</span></p>
<p>Foi aceita como sócia honorária do Grêmio Literário Pantheon de Lettras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5787" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fez um discurso como representante do segundo ano da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6018" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de dezembro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Pernambucana</em>, publicação de seu poema <em>Amor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">A Província (PE), </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">15 de fevereiro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente do Clube Literário Olintho Victor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/12781" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Escola Normal (<a href="%20http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de outubro de 1905, quinta coluna</a>). Em 19 de outubro, foi promovida a festa da Escola Normal das formandas de 1905 e Edwiges foi a oradora do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/4992" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1911</a>).</p>
<p>A letra do hino da Escola Normal era de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6597" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211;  Publicação de seu poema <i>Desolação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, </a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank">1907</a>).</p>
<p>Na rua da Aurora, n° 123, foram realizados os exames da escola particular mista presidida por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51232" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>Angariou fundos para a construção de uma estátua em homenagem ao poeta, professor e jurista Martins Junior (1860-1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/50633" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de junho de 1907, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das colaboradoras da terceira edição de novembro/dezembro da revista <em>Polyantho</em>, sob a direção de Martins Filho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51305" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de janeiro de 1908, sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1908 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema <em>Aves Libertas</em>, dedicado a Aurea Jacome (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1° de abril de 1908, última coluna</a>).</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Assumiu o cargo de </span></span><span style="color: #000000;">professora primária do Estado de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9534" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>12 de abril de 1908, segunda coluna</a>). Durante sua carreira no magistério lecionou Prática Didática e Pedagogia. Também foi professora de Português do curso Comercial do Colégio Eucarístico. Depois tornou-se catedrática da Escola Normal e mestra da cadeira de História Geral e do Brasil, do Instituto Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente foi superintendente do Ensino nos Grupos Escolares do Recife.</span></p>
<p>Foi publicado um poema de sua autoria acerca da esperança (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9339" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de fevereiro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi nomeada diretora da Escola Estadual da Boa Vista. No fim do ano, foi realizada na escola uma <em>festa magnífica</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/10531" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1909, terceira coluna</a>; <span style="color: #000000;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/53665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1909, sexta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>Maio</i> (<i>J<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">ornal Pequeno</a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">, 7 de maio de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Publicação de seu soneto <em>O Violino</em>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Magno instrumento a tua voz parece / A voz do coração que á gente fala: – / Ninguem te ouvindo o seu pezar esquece, / Ninguem te ouvindo os seus sorrisos cala&#8230; // Quando, ou tranqüilo e doce como aparece / Ou presto e alegre um som de ti revela, / – Queixa de quem magoas de amor padece / Canto de quem feliz amor propala, // O sêr que bebe o influxo soberano / Das emoções diversas de teu peito / Que pulsa e vibra como o peito humano, // Presa de enleio e de fascinação / Pensa um momento que tu foste feito / Das próprias cordas do seu coração&#8230;&#8221;</em></span></p>
<div>A &#8220;Secção Chic&#8221; do<em> Jornal Pequeno</em> foi aberta com a publicação do poema<i> Inverno</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw27JRa1SDLHkAYPwVRe0oMZ"><i>Jornal Pequeno</i>, 14 de junho de 1909, terceira colun</a>a).</div>
<div></div>
<div>Foi elogiada em um artigo de Adelmar Tavares (1888-1963) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw088vVn2V-PulWusjYD6x-P"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de setembro de 1909, primeira coluna</a>).</div>
<div></div>
<div>Foi noticiado que Edwiges havia enviado ao <em>Jornal Pequeno</em> <i>belíssimos escritos para a Secção Chic</i> do periódico sob o pseudônimo de Jessie Yorke. Foi descoberta e como <em>artigo editorial</em> foi publicado na primeira página do jornal o artigo <i>Triste</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3bTWtCln4ytEafM7JLeWVk"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de outubro de 1909, primeira coluna</a>)</div>
<div></div>
<div>Após a palestra <i>Trovas e trovadores</i> proferida por Ademar Tavares, na Sexta Conferência Literária realizada pela Academia dos Nullos, uma associação de jovens acadêmicos, Edwiges ofereceu-lhe flores (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw0Gw9OzFhKy_VnZQUELamfT"><i>Jornal Pequeno</i>, 4 de outubro de 1909, segunda coluna</a>).</div>
<p>Participou da organização de uma quermesse que seria realizada em 16 de janeiro de 1910 em benefício do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/20381" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de dezembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- Publicação de uma fotografia de Edwiges no <em>Almanach Literário Pernambucano</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11294" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ao longo do ano, publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Manias</em>, <em>Sombras, </em><em>Não sei&#8230;, </em><em>A esmo,</em> <em>O Lenço Azul, </em><em>O Ensino</em> <em>Profissional</em>, <em>Pela infância</em>; <em>Sol Posto</em>, <em>Tradições, Fazer o bem, Grandes e pequenos, O Signal, Educação</em> e <em>Noite de Natal</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11328" target="_blank">15 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11356" target="_blank">22 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11384" target="_blank">29 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11408" target="_blank">5 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11432" target="_blank">12 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11460" target="_blank">19 de fevereiro,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank">5 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11544" target="_blank">12 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11620" target="_blank">2 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11644" target="_blank">9 de abril de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11732" target="_blank">30 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11756" target="_blank">7 de maio de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11808" target="_blank">21 de maio de 1910</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12660" target="_blank">24 de dezembro de 1910</a>).</p>
<p>O poema <em>Vagando</em>, assinado por Cecy, foi dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de março de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Viajou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11828" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de maio de 1910, última coluna</a>). Durante sua estadia, fez uma visita à Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/2645" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1910, última coluna)</a>. Em uma de suas colunas, a escritora e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a> comentou a viagem de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4166" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de novembro de 1910, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Amor</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11834" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1910</a>).</p>
<p>Para tratar de sua saúde, licenciou-se do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/620" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de <em>Nedda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23739" target="_blank"><em>A República</em>, 29 de outubro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Anno Bom,</em> <em>Pelo ensino, Ferri e Gaffre 1, Ferri e Gaffre 2, Ferri e Gaffre 3, Selma, Cortezias, Epistolar, Um livro novo, Mal entendido, A Chronica, Horas mysticas</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12696" target="_blank">2 de janeiro de 1911,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12744" target="_blank">14 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12772" target="_blank">21 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12800" target="_blank">28 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12824" target="_blank">4 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12910" target="_blank">25 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12932" target="_blank">4 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12960" target="_blank">11 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12988" target="_blank">18 de março de 1911</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13036" target="_blank"> 1º de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13064" target="_blank">8 de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13112" target="_blank">22 de abril de 1911</a>,</p>
<p>Um artigo de sua autoria sobre as escolas brasileiras publicado no <em>Jornal Pequeno</em> foi citado na coluna &#8220;Dois dedos de prosa&#8221;, da escritora Julia Lopes de Almeida (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/5308" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de janeiro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Horas mysticas</em>, na revista <em>Santa Cruz</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_06/21481" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de junho de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/2644" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de outubro de 1911, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema<em> Aves e Coração</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823686/2990" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1912/1913</a>).</p>
<p>No artigo <em>Um Protesto</em>, foi mencionado que Edwiges teve <em>a satisfação de ver traduzida em francês numa revista de Estocolmo uma de suas produções do Lyrio, acompanhada de lisongeiros conceitos do grande literato Pythion de Villar e a propósito de quem o ilustrado dr. Julio Pires, por aquele tempo do Lyrio, escreveu em seu Almanak: &#8220;discípula que honra o mestre&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de fevereriro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta,</em> dedicado a Mlle. Maria Estevan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5748" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 191</a>2). Na mesma edição, escreveu o artigo <em>D. Julia Lopes de Almeida, </em>homenageando a escritora, a quem havia visitado no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5801" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a>).</p>
<p>Foi a oradora oficial da homenagem prestada pela mulher pernambucana, um concerto realizado em 13 de janeiro, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank">Theatro de Santa Isabel</a>, ao general Dantas Barreto (1850-1931), governador de Pernambuco, em protesto por sua <em>eliminação do número dos associados da Associação de Imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/56947" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em><em>,</em> 9 de abril de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37617" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124132.png" alt="Jornal Pequeno" width="435" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de abril de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maguas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/347906/526" target="_blank"><em>A Faceira,</em> agosto de 1912</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>À Florisa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/17" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, fevereiro de 1912 a fevereiro de 1913</a>).</p>
<p>Foi eleita a primeira presidente da Associação das Damas de Beneficência. Já fazia parte da diretoria do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/58460" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de janeiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Pro-Parvulos Carta Aberta e Francisca Izidora, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16142" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de junho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16414" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de agosto de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Instituto de Proteção e Assistência à Infância, foi promovido pelas Damas de Beneficência, sob a presidência de Edwiges, uma festa de Natal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16862" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de dezembro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema<em> No camarim</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/17600" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de abril de 1914</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Estava inscrita, assim como Assis Chateaubriand (1892-1968) e outros, como colaboradora do recém criado vespertino <em>A Tarde</em>, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/23222" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de junho de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Foi aceita como membro efetiva do Instituto Arqueológico de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/5267" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada como uma das grandes poetisas brasileiras pelo palestrante Leal de Souza, secretário da redação da revista <em>Careta</em>, na 3ª conferência de uma série organizada por um grupo de literatos, no salão nobre do (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/25604" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Natal na Aldeia</em> <em>(Às moças de minha aldeia natal)</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/19216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1914</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Falecimento de sua mãe, Maria Amélia Rocha de Sá Pereirra (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/9944" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em></a>, 23 de novembro de 1915<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/69847" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Seu pai, José Bonifácio de Sá Pereira, foi atropelado por um carro elétrico e faleceu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/39047" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Romã</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/23886" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de dezembro de 1916, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1917</span></strong> &#8211; Publicação do artigo <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria, em que aborda a questão da admissibilidade da mulher trabalhar fora de casa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/1210" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, abril de 1917</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720593/2107" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 9 de outubro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal do Recife</em> organizou o evento <em>A Primeira Hora Literária Feminina</em> e Edwiges foi a vencedora do Torneio Literário (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/212547/90" target="_blank"><em>Revista Feminina (SP)</em>, ano 4, n° 34, 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Publicação em duas partes do artigo <em>A Escola Moderna</em>, de sua autoria, onde discute as noções da pedagogia (<em>A Escola Primária</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank">1º de janeiro de 1918</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank"> 1º de fevereiro de 1918)</a>.</p>
<p>Escreve para o periódico<em> O Ratazana.</em></p>
<p>Seus versos eram vendidos em algumas lojas do Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/27252" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava licenciada do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/75653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eugênio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/58882" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de novembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi citada como exemplo de uma mulher inteligente na seção &#8220;Cartas de Mulher&#8221;, da revista <em>Vida Moderna</em>, em uma mensagem que contestava o conceito de Schopenhauer sobre as mulheres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402109/161" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 22 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span></strong> &#8211; Ao longo dos anos 1920, se correspondeu com feministas do sudeste do Brasil.</p>
<p>Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e era também professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/78285" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1921, primeira e segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de abril, foi eleita membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 13 de maio, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo de uma Academia de Letras no Brasil, antecedendo, em 57 anos, a cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) que, em 4 de novembro de 1977, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/867"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de abril de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><em> A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a>). A foto abaixo é de autoria do fotógrafo Louis Piereck.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37625" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135317.png" alt="A Nota, 22 de maio de 1920" width="451" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank">Edwiges de Sá Pereira<em> / A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges substituiu João Baptista Regueira Costa (1845-1915), na Cadeira de nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro (1804-1968). A cerimônia de posse aconteceu na Câmara dos Deputados do Recife. Os outros membros empossados foram Antônio Andrade Bezerra (1889-1946), José Gonçalves Maia (1866-19?), Mario Carneiro do Rego Melo (1884-1959), Manoel de Oliveira Lima (1867-1928) e Zeferino Galvão (1864-1924). Faltaram à cerimônia, <em>com motivo justificado</em>, os novos acadêmicos Arthur Muniz (1896-1924), Antônio Andrade Bezerra (1889-1946) e João Barreto de Menezes (1872-1950) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a>). O evento foi aberto por Samuel Martins (1862-1930), presidente da Academia Pernambucana de Letras, que exaltou Pernambuco como o <em>berço da evolução literária brasileira</em>. Em seguida, o acadêmico Luis de França Pereira (1870-1925) falou sobre a importância da Academia Pernambucana de Letras, das tradições de Pernambuco e saudou os novos imortais. Sobre Edwiges, falou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Edwiges de Sá Pereira, que como Sapho dedilha à lira de ouro as queixas mudas do coração humano&#8230;Será esta, penso, a primeira das actuaes Academias de Lettras do paiz a admitir uma senhora em seu seio. A casa de Bento Teixeira Pinto quiz ter a primazia neste acto de justiça aos vossos dotes de espirito. Mademoselle Edwiges. E é da tradicional galanteria pernambucana alliar a cooperação da Mulher a todas as nossas affirmações de Energia como a todas as nossas manifestações de Arte&#8221;.</em></span></p>
<p>Oliveira Lima, um dos novos imortais, falou em nome deles, agradecendo à Academia Pernambucana de Letras e traçou um perfil sobre si e sobre os demais empossados. Em seu discurso, valorizou a entrada de uma mulher na Academia e falou sobre Edwiges:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escolhestes a sra. d. Edwiges de Sá Pereira e com esta escolha destes as outras academias do Brazil um exemplo a que a Academia Brasileira ainda não afoitara. As produções poeticas e pedagogicas da nossa consocia justificam de certo vosso acto, mas não deixa ella de ser uma innovação. Devemos todos agradecer a sra. d. Edwiges de Sá Pereira o ter proporcionado a esta Academia o ensejo de tão depressa entrar na nova corrente de idéas, admittindo no seu gremio uma representante da intellectualidade pernambucana&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37235" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37235 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="295" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia e Moda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/30695"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>É nomeada professora para a cadeira primária feminina da Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/1377"><em>A Província</em> (PE), 27 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>O escritor e acadêmico Artur Muniz (1870-1924) dedicou a ela o artigo <em>Página de Saudade</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/2256"><em>A Província</em> (PE), 14 de outubro de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Natal</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/31687"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Escreve para a revista <em>A Nota</em> e para a revista do Instituto da Sociedade de Letras de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37626" style="width: 1051px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><img class=" wp-image-37626" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135817.png" alt="A Nota, 1º de janeiro de 1921" width="1041" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><em>A Nota</em>, 1º de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Um livro bom</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/32292"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicação de seu poema <em>Abril</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8454" target="_blank">Almanach de Pernambuco, 1922</a></em>).</p>
<p>Foi a letrista do hino <em>Pernambuco à independência</em> com música de Maria do Carmo Santos Barbosa. Foi cantado na comemoração do centenário da Independência do Brasil, realizado no Theatro de Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/6801"><em>Diário de Pernambuco</em>,13 de julho de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a exposição da pintora Georgina Barbosa Vianna (18?-1961) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/33722"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista do Instituto de Sciências</em>, publicação do soneto <em>Pernambuco</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/7687"><em>A Província</em> (PE), 14 de novembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta que Antônio Carneiro Leão (1887-1996), diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, havia enviado a Edwiges, sobre o livro <em>Educação</em>, de autoria dela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34166"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de dezembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, em dezembro, no Rio de Janeiro, do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702"> I Congresso Internacional Feminista ou 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a>, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, fundada em 9 de agosto de 1922 e presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894-1976)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/86379" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Avatari</em>, dedicado a Julio Pires (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34530"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de fevereiro de 1923, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>Contraste</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8759" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1924</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão fiscal da Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11058"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi concedida a ela uma licença de três meses para tratamento de saúde (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90351"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de março de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de Literatura da organização das festividades em torno da chegada do navio <em>Italia </em>ao Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1924, quinta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na revista mensal <em>Nação Brasileira</em>, dirigida por Evaristo de Moraes e Alfredo Horcades (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/17582" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A prioridade de Pernambuco nas ideias liberais</em>, de autoria de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12316"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em maio, o governador de Pernambuco, Sergio Teixeira Lins de Barros Loreto (1867-1913), a encarregou para a realização de um estudo acerca da organização e funcionamento do ensino técnico e profissional em Pernambuco e em outros estados do país. Com esse fim, Edwiges partiu para o Rio Grande do Norte e proferiu uma palestra. Foi apoiada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90787"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de maio de 1924, quinta coluna</a>; <em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12360">6 de julho de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12536">30 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu para o Rio de Janeiro e para São Paulo para continuar seus estudos sobre a organização das escolas domésticas e das escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12718"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/11818"><em>A Província</em> (PE), 27 de agosto de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, acompanhada por Antônio Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, visitou escolas rurais. Também fez uma visita à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e encontrou-se com a presidente da entidade, Bertha Lutz, e esteve na Liga dos Professores, onde fez uma palestra. Foi visitada por membros do Centro Pernambucano sediado no Rio de Janeiro. Na Escola Nilo Peçanha foi homenageada com uma festa em comemoração à entrada da Primavera (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/31902" target="_blank">20 de setembro de 1924</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/32006" target="_blank">25 de setembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/18810" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1924, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/92596"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de dezembro de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34210" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 17 de dezembro de 1924, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37623" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-132827.png" alt="Jornal do Brasil, 20 de setembro de 1924" width="533" height="741" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de setembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida em São Paulo com um chá oferecido na Liga das Senhoras Católicas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_02/12619" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de outubro de 1924, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003085/8421" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de novembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13446"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de novembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação e uma foto e Edwiges com o artigo de sua autoria, intitulado <em>O Violão &#8211; ouvindo Josephina Robledo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1° de dezembro de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37627" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-142043.png" alt="Brasil Social, 1º de dezembro de 1924" width="508" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de dezembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Publicação do artigo <em>Sobre o Ensino Público no Brasil &#8211; impressões de uma educadora pernambucana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402257/3466" target="_blank"><em>Educação,</em> janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo<em> Pelo ensino</em>, na revista<em> Brasil Social, </em>dirigido por P.A. Soares (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/161" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Retornou de sua viagem ao Sul do Brasil onde esteve em comissão do governo estadual. Ao final do trabalho acerca da situação da educação no país, entregou ao governador um minucioso relatório, o qual, um ano depois, foi publicado com o título de<em> Impressões e Notas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34950" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13910"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo, <em>A Mulher pernambucana</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/16158">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1925</a>).</p>
<p>Escrevia para o periódico <em>Vida Feminina</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Publicação de um artigo acerca do trabalho realizado por Edwiges em comissão do governo de Pernambuco sobre as escolas domésticas e as escolas profissionais do Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40158"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de maio de 1926, última coluna</a>)</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria sobre a declamadora <em>Angela Vargas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40765"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de setembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Era catedrática da Escola Normal e foi a letrista do hino comemorativo do centenário do Ensino Primário no Brasil &#8211; foi musicado pela professora Maria do Carmo Santos Barbosa. O hino foi cantado durante uma sessão magna realizada no Theatro de Santa Isabel e presidida pelo governador Estácio Coimbra (1872-1937) em comemoração à efeméride (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/101925"><em>Jornal do Recife</em>, 15 de outubro de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/31746" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de outubro de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a redação do <em>Jornal do Recife</em> com a poetisa potiguar Palmyra Wanderley (1894-1978) que iria ler, no dia 10 de dezembro, na Academia Pernambucana de Letras, versos de seu livro <em>Roseira Brava</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/102403"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37616" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank"><img class="wp-image-37616 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-123821.png" alt="Palmyra Wanderley" width="291" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank">Palmyra Wanderley</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong><span style="color: #000000;">- Foi publicada uma declaração de Edwiges sobre a Academia Pernambucana de Letras, integrando a série de reportagens <em>A casa de Bento Teyxeyra Pinto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37624" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-134007.png" alt="Diário da Manhã (PE), 22 de janeiro de 1928" width="666" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada sobre a questão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2923" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 28 de março de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> – Foi eleita a oradora da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/106606"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um artigo sobre o feminismo publicado na revista <em>A dona de casa</em>, dirigida por Cândida de Brito (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/73702" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em>, publicação de um artigo de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/26132"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Em junho, ela, a médica Paulina Waisman e a pintora Georgina Barbosa Vianna participaram como delegadas de Pernambuco do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33333" target="_blank">Automóvel Club</a>, no Rio de Janeiro, entre 20 e 30 de junho. Edwiges e Georgina chegaram à cidade no dia 18, a bordo do navio <em>Raul Soares. </em>Foram recebidas por representantes da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por Bertha Lutz, e da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903-2001)</a>. Na época, Edwiges era professora de português e história, na Escola Normal do Recife, além de vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/7416" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>19 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/5890" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>Destacam-se aqui as delegadas das representações estaduais: Amazonas – Emilia Galvão e Cassilda Araujo Lima; Pará – Marina Lamarão Cardoso, Noemia de Rego Lins, Glória Silva e Maria Aurora Pegado Beltrão; Maranhão – Mariana Gurjão, Cristina Vinhais; Piauí – Nazareth Pires Ferreira; Ceará – Henriqueta Galena, Adilia Moraes e Carmem Castelo Branco; Rio Grande do Norte – Maria Eugenia Celso e Julia de Medeiros; Paraíba do Norte – Rosalina Coelho Lisboa; Pernambuco – <strong>Edwiges de Sá Pereira, Georgina Barbosa Vianna e Paulina Waismann</strong>; Alagoas – Almerinda Farias Gama; Sergipe – Sra. Maria Rita Soares de Andrade, Carlota Camargo do Nascimento; Bahia – Edith Mendes da Gama e Abreu, dra. Hermelinda Paes, Lili Tosta, dra. Francisca Praguer Froés, Alice Kelsche de Aguiar, Celeste Cerqueira; Espírito Santo – Anna Borges Ferreira; Estado do Rio de Janeiro – Antonieta de Souza Braga, Murilla Torres, Yolanda Torres, Dulce Horta Esteves Lagoeira, Maria Rosa Ribeiro; Estado de São Paulo – Helena Gordo; Julia Algodoal, Clotilde Kleber, dr. Horácio Silveira, Alice de Toledo Tibiriça e outras: Paraná – Martha da Silva Gomes; Santa Catarina – Alice Pinheiro Coimbra; Rio Grande do Sul – Ascylia Correia Rodrigues, Acy Coelho e Ilka Labarthe; Minas Gerais – Ignácia Guimarães, dra. Alzira Reis Vieira Ferreira, Maria Esther Ramalho, Eunice Weaver; Goiás – Dra. Rosita Godinho de Oliveira Bello; Mato Grosso – Branca Portinho.</p>
<p>O discurso de abertura do evento foi pronunciado pela escritora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a>. Durante o encontro, Edwiges proferiu o discurso <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Pela Mulher, para a Mulher</em></a>, que defendia uma nova concepção de ensino para a mulher. Dividiu a população feminina em três categorias: mulheres que não precisavam trabalhar, mulheres que sabiam e precisavam trabalhar e, finalmente, as mulheres que não sabiam e precisavam trabalhar. Os dois primeiros grupos deveriam, segundo ela, se unir para que o terceiro grupo fosse auxiliado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi entrevistada e declarou que &#8220;<em>o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37412" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><img class="wp-image-37412 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges11.jpg" alt="edwiges11" width="549" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentro da programação do congresso, participou de uma missa campal com a presença da primeira-dama, Darcy Vargas (1895-1968), e de todas as delegadas do evento, realizada no terreno da igreja do Sagrado Coração de Jesus. No mesmo dia foi inaugurada a exposição anexa ao congresso, no Automóvel Club. Participou também da <em>sessão de congraçamento</em> presidido por Bertha Lutz, quando falou sobre a <em>filosofia do momento feminista </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/3803" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6064" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada pela escritora e feminista Martha de Holanda (1903-1950) para ser a presidente de honra da Cruzada Feminista Brasileira, fundada e presidida por Martha, mas não aceitou o cargo. Sobre Martha de Hollanda, Luciene de Freitas, autora de sua biografia <em>“Uma guerreira no tempo &#8211; Um resgate de uma época, Martha de Hollanda e Delírio do Nada”</em> (2003), escreveu:</p>
<p><em>“Ela era uma pessoa à frente do seu tempo. Contestava o ensino, contestava as roupas, usava vestidos sem manga e curtos, sem meia, fumava, bebia, tinha amizades com homens e fazia saraus com intelectuais. Eram coisas que chocavam naquela época. Tanto que essa liberdade rendeu um falatório sobre ela na cidade”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank"><img class="" src="https://cdn.folhape.com.br/img/pc/1100/1/dn_arquivo/2021/03/cd3bc526-8f50-4615-94dd-708def107456.jpg" alt="Martha de Hollanda, a primeira eleitora de Pernambuco" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank">Martha de Hollanda / Acervo da família</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 10 de novembro, no Clube Internacional do Recife, Odila Porto da Silveira, representante da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, deu posse à primeira diretoria da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino. Edwiges foi a primeira presidente desta associação, cargo que exerceu até 1935. Personalidades da sociedade pernambucana<i>,</i> assim como autoridades estaduais e federais, representantes da imprensa e de diversas corporações prestigiaram o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49627" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de novembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw33CCistCgcbs0bYew2bbzg"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de novembro de 1931, primeira coluna</a>). Neste primeiro biênio da associação, a vice-presidente era a professora Noemia Ferreira Xavier, e a segunda vice-presidente era a também professora e irmã de Edwiges, Anna Sá Pereira da Silva Almeida. A secretária-geral era Maria de Lourdes Souza Leão, a tesoureira, Santina Monteiro; e a consultora jurídica era Ida Souto Uchôa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de agosto de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37606" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-133121.png" alt="Jornal Pequeno, 17 de agosto de 1931" width="244" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia de criação da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino surgiu em reuniões de um grupo de pernambucanas que defendia a maior inclusão feminina na sociedade. Várias destas reuniões aconteceram na casa de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/113635" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>). A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino apoiava fortemente os princípios católicos. Ao longo de sua existência, até fins da década de 1930, a associação, devido à forte influência de Edwiges, teve como prioridade a questão da educação da mulher. Investiu na criação da Escola de Oportunidades cuja principal meta era disponibilizar cursos como correspondência, datilografia e línguas às jovens de todas as classes sociais do Estado.</p>
<p>A coluna &#8220;Palestras Femininas&#8221;, do<em> Diário de Notícias</em>, homenageou Edwiges com a publicação do poema <em>Dúvida</em>, da escritora pernambucana (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6127" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Sua tese <em>Pela Mulher, para a Mulher</em> foi publicada como de livro.</p>
<p>Ainda era a vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/79222" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita segunda secretária da diretoria da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/5923" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de abril de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>No Clube Internacional, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu um evento para comemorar o Dia das Mães. Pela primeira vez a efeméride foi comemorada no Brasil de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/50491" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1932, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37612" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><img class="wp-image-37612 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153705.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 153705" width="840" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oficialização do Dia das Mães no Brasil foi uma conquista da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que durante o II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho de 1931, no Rio de Janeiro, designou uma comissão que fez a solicitação ao presidente Vargas. Ele assinou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21366.htm#:~:text=D21366&amp;text=DECRETO%20N%C2%BA%2021.366%2C%20DE%205,maio%20%C3%A9%20consagrado%20%C3%A0s%20m%C3%A3es." target="_blank">Decreto 21.366</a>, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como a data comemorativa dedicada às mães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37621" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37621" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124912.png" alt="Diário de Notícias, 11 E 12 de maio de 1969" width="504" height="805" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 e 12 de maio de 1969</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933 -</strong></span> Publicação do artigo <em>Pela mulher</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/13536" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de fevereiro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/117952" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, sob a presidência de Edwiges, enviou a artista plástica e feminista Georgina Barbosa Vianna como representante da associação na Convenção Eleitoral Feminina, no Rio de Janeiro, com propostas de inclusão no texto constitucional de obras contra as secas, recusa ao serviço militar obrigatório para mulheres e apoio ao ideário católico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw0X77yGzQ2Wq6qdGpUG0kNQ"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Edwiges e Martha de Hollanda conseguiram o direito de votar e também de serem votadas. Em uma enquete promovida pelo <em>Diário de Pernambuco</em>, Edwiges foi apontada como uma excelente candidata pela pintora e feminista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8041" target="_blank">Emília Barbosa Viana Marchesini</a>, por <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8051" target="_blank">Edna Leite Gueiros</a>, redatora da &#8220;Página Feminina&#8221; do <em>Jornal do Commercio</em>; por representantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, e por Ana Campos, catedrática da Escola Normal. Em, 30 de abril, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino fez uma publicação indicando Edwiges ao eleitorado (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8041" target="_blank">26 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8051" target="_blank">27 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8067" target="_blank">29 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8087" target="_blank">1º de fevereiro de 1933, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8780" target="_blank">30 de abril de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8784" target="_blank">30 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8789" target="_blank">30 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png"><img class="alignnone size-full wp-image-37603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124213" width="247" height="437" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png"><img class="alignnone  wp-image-37604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124334" width="238" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges e quanto à questão do divórcio, no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 30 de março de 1933</a>, ela afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Somos católicos e não compreendemos as reivindicações femininas fora desses princípios. Somos pela indissolubilidade do matrimônio como condição máxima de garantia de família, da estabilidade do lar, da moral social, enfim. Mas, não basta impedir que o divórcio se instale em nossa lei magna; é o no código civil, quando se regular a sociedade conjugal que todo o cuidado se impõe. Combater o divórcio e deixar subsistindo na legislação civil e nos costumes as causas principais que o provocam é obra incompleta. Combatamos o mal do organismo social, ele está muito na indiferença com que consideramos e que de grosseiro temos herdado ou contagiado de raças diversas, vinculadas a nossa e má importação de práticas dissolventes de civilizações requintadamente epicuristas. Na época atual o espírito de sacrifício, o apelo a passividade e a resignação, afiguram-se de natureza e resultados muito precários&#8221;.</em></p>
<p>Martha, sem partido, e Edwiges, pelo Partido Economista de Pernambuco, foram candidatas a deputadas constituintes por Pernambuco, em 3 de maio, mas não se elegeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37605" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><img class="wp-image-37605 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-125808.jpg" alt="Captura de tela 2024-10-30 125808" width="501" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1933</a></p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-10-30%20125808.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37611" style="width: 1227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><img class=" wp-image-37611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153233.png" alt="A Província(PE), de maio de 1933" width="1217" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><em>A Província</em>(PE), 31 de maio de 1933, na segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733a/213" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Devido à reforma do Ensino Normal em Pernambuco, ela e mais três professoras catedráticas da Escola Normal foram postas em disponibilidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28213" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de maio de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi reeleita presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino para o biênio de 1933 a 1935 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/52695" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na reunião semanal da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, foi uma das escolhidas para o serviço direto junto à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/3840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de março de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/4119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Edwiges sobre os rumos do feminismo no Brasil e das propostas à Constituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121457" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Clube Recife, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu <em>uma hora de arte</em> para comemorar <em>as vitórias alcançadas pela mulher na nova Constituição do país</em>. O evento foi aberto por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121676" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de julho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi admitida na Associação de Imprensa de Pernambuco como sócia colaboradora (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/12670" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de setembro de 1934, segunda coluna</a>)</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o desembargador Virgílio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/54704" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo intitulado <em>Natal</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55148" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrou o júri do Concurso Feminino promovido pelo <em>Diário de Pernambuco. </em>Os trabalhos foram divididos nas categorias puramente literários e de interesse educativo e social (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/13593" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Foi sucedida por Emília Barbosa Viana Marchesini na presidência da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, tornando-se sua presidente honorária.</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Arte de Conversar</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/123088" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Dia das Mães</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 11 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Proferiu a palestra de abertura da Semana do Livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/17188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 12 de novembro de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Era a segunda vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/65800" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 30 de junho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Discursou durante a visita da escritora Carolina Nabuco (1890-1981) à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/58409" target="_blank"><em>Jornal Pequen</em>o, 6 de novembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Recebeu 39 votos no plebiscito promovido pela revista <em>O Malho</em> para saber quem seriam as mulheres que mereceriam ingressar na Academia Brasileira de Letras. As cinco primeiras colocadas foram Maria Eugênia Celso (1886-1963), Gilka Machado (1893-1980), Alba Canizares (1893-1944), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971) </a>e Henriqueta Lisboa (1901-1985) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão da <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/74088" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das eleitoras do concurso <em>Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> promovido pela revista<em> Fon-Fon</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/94535" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e outras integrantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino estiveram presentes à inauguração da Escola de Enfermagem de Olinda, fundada sob os auspícios da associação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/25686" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das palestrantes da 7ª Semana Anti-Alcoólica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/124413" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, foi instalado o Estado Novo que, de acordo com o Decreto-lei n. 37, de 02 de dezembro de 1937, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954), proibia a existência de partidos políticos e organizações civis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Esteve presente à cerimônia da entrega solene da Escola de Enfermagem de Olinda à prefeitura da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/30610" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi a autora da letra do Hino Escolar João Barbalho, musicado pela também professora Maria do Carmo Santos Barbosa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/1300"><em>Diário da Manhã</em>, 24 de outubro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publicou o livro<em> Um passado que não morre,</em> uma homenagem póstuma ao historiador João Baptista Regueira Costa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/12932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p>Proferiu, na Academia Pernambucana de Letras a conferência <em>A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>Na introdução deste trabalho escreveu sobre sua motivação para escrevê-lo<em>: como “<em>única mulher membro deste sodalício, competia-me, por vários motivos, a explanação do assunto, que em mim se integra por uma longa fase de cátedra e de suas afinidades sociais</em>” .</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong></span>- Foi uma das colaboradoras da primeira edição da revista<em> Capibarib</em>e, dirigida por Jorge Medeiros de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/75165" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como uma das integrantes do Conselho Consultivo da filial pernambucana da Liga Internacional Mulheres, fundada no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/23336" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/41678" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de setembro de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na edição de dezembro da <em>Revista da Academia Brasileira de Letras</em> a conferência<em> A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>O texto integrou uma série de 28 conferências organizada pela Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/139955/21023"><em>Revista Brasileira</em>, dezembro de 1946</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Foi recebida na Federação das Academias de Letras no Brasil, no Rio de Janeiro <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">, 1° de outubro de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Fez uma visita de despedida à Federação das Academias de Letras no Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/51226" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1948, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eurico de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/78646" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de maio de 1948, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Seu apoio ao envio de uma mensagem de solidariedade da Academia Pernambucana de Letras ao Salão de Poesia escandalizou o acadêmico Mário Melo (1884-1959), que combatia a poesia moderna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/79343" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1948, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong> </span>- Participou de um almoço, no restaurante Torre de Londres, em homenagem à escritora Maria das Graças dos Santos Leite pela publicação do livro <em>Alma em vigília</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/84472" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Falecimento de sua irmã, Fredovinda, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/10599"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na terceira edição da <em>Revista Pernambucana</em>, dirigida por Getúlio Amaral e Olympio Fernandes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/86784"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo sobre a poetisa baiana Ilka Sanchez (1922-?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18158"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de novembro de 1953, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Austro Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18383"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Escreveu o artigo <em>“Rosa de Pedra”: poesias de Zila Mamede</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20026"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de fevereiro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Imagens e Sombras</em> sobre o novo livro do poeta Costa Rego Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de abril de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/21605"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na coluna<em> “</em>Vida religiosa”, publicação do artigo<em> Obra Social de Grande Vulto</em>, de sua autoria, sobre o Centro Social Nossa Senhora da Soledade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/23317"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de setembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955 &#8211; </strong></span>Publicação de seu poema <em>Saudade</em>, dedicado à poetisa Maria das Graças Santos Leite (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/28196"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de julho de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1956 -</span> </strong>Publicação do artigo <em>Cartas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/33246"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 e 22 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesias de Pierre Luz</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/35972"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1956, sexta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Faleceu, em 14 de agosto, em sua casa, no bairro do Espinheiro, no Recife, vítima de uma trombose cerebral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50195" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de agosto de 1958, penúltima coluna</a>). Nunca se casou nem teve filhos, mas sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, em um depoimento de 2010, revelou que Edwiges se arrependia de não ter sido mãe solteira (<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"><em>Revista Brasileira</em>, abril maio, junho de 2020, página 69)</a> .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37651" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><img class="wp-image-37651 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges13.jpg" alt="edwiges13" width="392" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de setembro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37652" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><img class="wp-image-37652 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges14.jpg" alt="edwiges14" width="527" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 7 de outubro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Academia Pernambucana de Letras e a professora, educadora e escritora Dulce Chacon (1906-1982) pronunciou um discurso intitulado <em>Edwiges de Sá Pereira – Escritora, acadêmica e professora</em>, no qual dissertou sobre o respeito e carinho que a homenageada tinha para com os membros da referida agremiação, e em seguida, traçou um perfil de sua vida e obra. No ano seguinte, o discurso foi <em>reunido em plaquette</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/51315"><em>Diário de Pernambuco, </em>28 de setembro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/53978"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37670" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><img class="wp-image-37670 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges15.jpg" alt="edwiges15" width="264" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Publicação, por iniciativa de sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, de seu livro <em>Horas inúteis</em>, uma reunião de poemas escritos por ela, com prefácio do escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Jordão Emerenciano (1919-1972). O livro é composto por 53 poemas, alguns inéditos e outros que já haviam sido publicados em periódicos. No prefácio desta publicação póstuma, o professor Jordão Emereciano, fez breves considerações sobre a personalidade da autora, da sua importância para a história da Academia Pernambucana de Letras e sobre o valor desta publicação para o campo literário do estado. Para ele, este livro, era “um pouco a síntese de tudo isto porque os seus sonetos e poemas contêm os reflexos de sua atividade variada e diversificada e a motivação de toda uma vida que teve também os seus dias de luta e de sonho, de ideal e de poesia” (<em>Revista Ágora, Vitória, n.13, 2011, p. 1-16 ).</em></p>
<p>A seguir, um trecho do prefácio:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges3.jpg" alt="edwiges3" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Capitólio</em>, onde se evidenciava sua formação parnasiana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hás de viver eternamente, ó verso, / Nos velhos moldes: no esplendor que anima / A luz no movimento do Universo! / O amor na lei da Natureza oprima! // Quando não mais surgisse um som disperso / Do hemisfério, da métrica e da rima, / Sobram-te louros de um parnaso terso: / Nunca a seara dos Gênios se dizima! // Não medra o esforço do que finge odiar-te. / Qual haverá que um dardo acerte dentre / Os que desdenham teu prestigio de arte? // Qual haverá que um poema legue, ovante, / Ao mundo, e o mundo o leia e se concentre / Como se lê Camões, Homero, Dante?!&#8221;</em></span></p>
<p>Dulce Chacon foi eleita para ocupar a vaga de Edwiges na Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/60444"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de novembro de 1959, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Em seu livro de memórias, intitulado <em>Medo de Criança</em> (1979), Dulce Chacon revelou: “<em>Tenho estado a pensar nos belos livros que Edwiges de Sá Pereira deixou reunidos, já datilografados, prontos para a impressão. Nos derradeiros anos, ver os seus três livros em letra de forma constituiu para ela o maior desejo”</em> (Chacon, 1979:265). Os livros que a autora se refere, são: <em>Eva Militante</em>, <em>Jóia de Turco </em>e <em>Horas Inúteis</em>. Sobre <em>Eva militante</em>, Dulce comentou que Edwiges havia feito uma análise de alguns aspectos dos problemas enfrentados pela mulher brasileira “<em>no lar ou nas atividades externas, nas profissões liberais, ou na burocracia, aviadora, magistrada, prefeita, deputada, escrivã, professora</em>”. Ainda segundo Chacon, no livro <em>Jóia de Turco</em>, Edwiges havia reunido algumas de suas crônicas sobre acontecimentos nacionais e internacionais, já publicadas em jornais, <em>“inspiradas no noticiário e nos telegramas, nas conversas de rua e na leitura de livros, tirando-os da sombra ou de um recanto do passado para dar-lhe vida, movimento, graça, sentido poético e conteúdo humano”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/editorx08,+Gerente+da+revista,+Walter+469+-+479.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: Uma voz pernambucana no Segundo Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1931)</em></a>, 2017.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <em><a href="https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/5044/3810" target="_blank">“Um passado que não morre”: traços biográficos de Edwiges de Sá Pereira</a>. Revista Ágora, Vitória, </em>n.13, 2011, p. 1-16.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do; RIBEIRO, Emanuela Souza. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/34670/1/EDWIGES%20DE%20S%C3%81%20PEREIRA%20UM%20BREVE%20OLHAR%20SOBRE%20A%20POESIA%20%20-%20I%20SEMIN%C3%81RIO%20NACIONAL%20FONTES%20HIST%C3%93RICAS%20GT%2022%202009.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um breve olhar sobre a poesia feminina pernambucana</em></a>, 2009.</p>
<p>BARBOSA, Izabelle Lúcia de Oliveira. <a href="https://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434419764_ARQUIVO_ArtigocompletoIzabelleAnpuh2015.pdf" target="_blank"><em>Os movimentos feministas pernambucanos e o debate em torno do divórcio (1926-1937)</em></a>. XVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, Santa Catarina, 2015.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>CAMPOS, Andrea Almeida Campos.<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"> <em>Edwiges de Sá Pereira: Uma feminista vitoriana na primeira metade do século XX</em></a> in Revista Brasileira, abril, maio, junho de 2020, página 59.</p>
<p>CAMPOS, Zuleica Dantas Pereira. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um discurso para e pela mulher</em></a>. In: I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA. GT12: Gênero, Sociabilidades e Sensibilidades. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), 1º, 2008. Anais [&#8230;]. Campina Grande &#8211; PB, 2008.</p>
<p>COSTRUBAL, Deivid Aparecido. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/9d447ee8-34e6-4faa-bf90-a37319883e6f/content" target="_blank">Para além do sufragismo: A contribuição de Júlia Lopes de Almeida à história do feminismo no Brasil (1892-1934).</a> </em>Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de conhecimento: História e Sociedade), 2017.</p>
<p>FAGUNDES, Emelly Sueny Fekete. <a href="http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/7811/2/Emelly%20Sueny%20Fekete%20Facundes.pdf" target="_blank"><em>Uma das faces do feminismo em Pernambuco: Transgressões e permanências na trajetória da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (1931-1937)</em></a>.  2018. 181 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) &#8211; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>NASCIMENTO, Alcileide Cabral do. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/w9VDtDpCdVFf5vwXVqWpcGm/?lang=pt" target="_blank"><em>O bonde do desejo: o Movimento Feminista no Recife e o debate em torno do sexismo (1927-1931). </em>R</a>ev. Estud. Fem. 21 (1) <span class="_separator">• </span>Abr 2013.</p>
<p>PEDROSA, Cida. <em>A Eva militante e todas as horas úteis para a mulher e pela mulher</em>. Revista Hexágono, 2020.</p>
<p>SCHUMAHER, Shuma; BRAZIL, Érico Vital (Org.). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.</p>
<p>SILVA, Martia Angélica Pedrosa de Lima. <a href="https://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1499473791_ARQUIVO_TRABALHOCOMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Entre engajamentos e manifestos: a inserção de Edwiges de Sá Pereira nos espaços públicos do Recife (1920-1935)</em>.</a> Seminário Internacional Fazendo Gênero, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.</p>
<p><a href="https://aplpernambuco.com.br/" target="_blank">Site Academia Pernambucana de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Fevereiro/conheca-a-historia-das-pioneiras-na-luta-pelo-voto-feminino-em-pe" target="_blank">Site Tribunal Eleitoral de Pernambuco</a></p>
<p>VAINSSENCHER, Semira Adler. <a href="https://www.caestamosnos.org/pesquisas_Semira/pesquisa_semira_adler_Edwiges_de_Sa_Pereira.htm" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=37224</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 15:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[ABL]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687</guid>
		<description><![CDATA[A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 - 1934), é o destaque da 18ª publicação da série "Feministas, graças a Deus!". Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha de imigrantes portugueses. Foi autora de inúmeros romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária e, na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o "feminismo possível" dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), é o destaque da 18ª publicação da série <em>Feministas, graças a Deus</em>!. Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, mais tarde Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, imigrantes portugueses que haviam exercido o magistério em Portugal. Foi autora de inúmeros  romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária, considerada<em> uma figura excepcional em nossas letras.</em> Na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil, e foi apontada <em>como a maior romancista da geração de escritores que sucedeu a Machado de Assis e precedeu a eclosão do movimento modernista</em>. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o <em>feminismo possível</em> dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35698" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img class="wp-image-35698 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia.jpg" alt="julia" width="555" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922 (detalhe da foto). Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Vanina Eisenhart, em <em>Primeira-Dama Tropical: a cidade e o corpo feminino na ficção de Júlia Lopes de Almeida</em>:</p>
<p><em>&#8221; Júlia Lopes de Almeida &#8230;, utilizando os modelos convencionais masculinos, apresenta uma ficção feminina que reúne os movimentos literários e ideologias sociais e científicas de sua época adaptando-as a um feminismo que não é confrontante com os padrões vigentes, mas também certamente não se enquadra nos ‘bastidores’ do patriarcado brasileiro&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Júlia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35724" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><img class="wp-image-35724 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia10.jpg" alt="Revista da Semana, 14 de outubro de 1916" width="451" height="176" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8543" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de outubro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Por que não o hei de enganar do mesmo modo? Em consciência, não há homens nem mulheres: há seres com iguais direitos naturais, mesmas fraquezas e iguais responsabilidades&#8230;</em><em>Mas não há meio dos homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós.&#8221;</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;">Júlia Lopes de Almeida, em <em>Eles e elas</em>. 2ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1922, p. 137.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A família de Júlia veio para o Brasil na década de 1850. Seus pais estabeleceram um pequeno colégio em Macaé. Em 1860, o casal e seus filhos foram para o Rio de Janeiro fundando o Colégio de Humanidades, transferindo-o poucos anos depois para Nova Friburgo, onde Júlia passou os primeiros cinco, seis anos de sua vida. O pai de Júlia, Valentim, foi fazer o curso de Medicina na Alemanha, deixando o colégio sob a responsabilidade da esposa, que era formada em canto, composição e piano. Valentim retornou ao Brasil em 1867 e por cerca de três anos exerceu o cargo de médico substituto do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Entre 1869 e 1885, Júlia viveu com sua família em Campinas, onde seu pai inaugurou a Casa de Saúde do Senhor Bom Jesus, da qual era proprietário. A casa da família agregava a intelectualidade da cidade. Em 1875, Júlia foi pela primeira vez a Portugal.</p>
<p>Em 7 de dezembro de 1881, seu primeiro artigo, <em>Gemma Cuniberti</em>, sobre a atriz italiana que dá nome ao texto, foi publicado na <em>Gazeta de Campinas</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A elegância desse texto inaugural estampado na primeira página da Gazeta de 8 de dezembro de 1881, realçada pela utilização de um vocabulário desusadamente simples e direto, foram suficientes para abrirlhe o caminho para colaborações regulares naquelejornal. Seguem-se, ao longo de 1882 e 1883, três dúzias de artigos, liberados à média de dois por mês, que bastaram para consagrá-la como prosadora. O ano de 1884 marca uma inovação importante: aqueles primeiros textos, leves e concisos, dão lugar a uma série de artigos mensais, numerados seqüencialmente de 1 a VI, que aparecem sob a epígrafe &#8216;Leitura Popula?&#8217;, com o subtítulo &#8220;As Nossas Casas&#8221;. Neles é abordada a problemática cotidiana da dona-de-casa, da conservação da roupa branca aos cuidados específicos para a realização de bordados&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leonora de Luca (1997)</p>
<div id="attachment_35715" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia21.jpg" alt="Foto de Paul. Julia Lopes de Almeida., Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="763" height="856" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12684" target="_blank">Foto de Paul. Júlia Lopes de Almeida, c. 1930.  Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1884, estreou como cronista do jornal <em>O Paiz</em>, um dos mais importantes do Rio de Janeiro e durante cerca de 30 anos sua coluna abordou diversos assuntos, entre os quais se destacaram os relacionados à defesa da mulher.</p>
<p>Publicou seu primeiro livro, <em>Contos Infantis</em>, em 1886. Escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira (1850 &#8211; 1923), reunia 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças. Em 1891, por decisão da Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, este livro foi adotado para uso nas escolas primárias do Rio de Janeiro e depois para as de todo o Brasil durante mais de 20 anos.</p>
<p>Em 1887, em Portugal, publicou <em>Traços e Iluminuras</em>, seu primeiro livro de contos, e se casou, em Lisboa, em 28 de novembro de 1887, com o escritor português Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945). Na época, Filinto era diretor da revista <em>A Semana</em>. O casal teve os filhos Afonso (1888-), Adriano, Valentina, Albano (1894-), Margarida (1896-) e Lúcia (1897-). Júlia passou a colaborar em diversos jornais e almanaques, tanto do Brasil como em Portugal. No ano seguinte, o casal voltou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1889 , transferiram-se para São Paulo, onde Filinto foi dirigir o jornal <em>A Província de São Paulo</em>. Voltaram para o Rio de Janeiro, em 1895, após a morte dos filhos Adriano e Valentina. Foram morar em Santa Teresa.</p>
<p>Júlia participou das primeiras reuniões para a fundação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras (ABL) </a>e seu nome constava da primeira lista extraoficial dos 40 &#8220;imortais&#8221;, elaborada por Lúcio de Mendonça (1854 &#8211; 1909), conforme publicado no jornal <em>O Estado de São Paulo</em>, de 12 de dezembro de 1896.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia5.jpg" alt="julia5" width="279" height="535" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35720" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia6.jpg" alt="julia6" width="276" height="531" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35721" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia7.jpg" alt="julia7" width="270" height="311" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>                                                                  O Estado de São Paulo</em>, 12 de dezembro de 1896</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de sua importância na literatura, chamada muitas vezes de &#8220;Rainha das escritoras&#8221;, Júlia não pode integrar os quadros da entidade, fundada em 20 de julho de 1897, uma vez que, seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL optou por ser exclusivamente masculina. Júlia foi substituída por seu marido, Filinto de Almeida, fundador da cadeira nº 3, que chegou a ser considerado &#8220;acadêmico consorte&#8221;. &#8220;<em>Não era eu quem devia estar na Academia, era ela</em>&#8220;, declarou Filinto na <em>Gazeta de Notícias</em> de 25 de março de 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/filinto-de-almeida.jpg" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/filinto-de-almeida" target="_blank">Filinto de Almeida (1857 &#8211; 1945) / ABL</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em que pese a inexistência de registros oficiais acerca dos bastidores dessa valsa das cadeiras, o episódio nos possibilita inferir que, se, por um lado, a arbitrariedade da decisão não arrefeceu o vigor criativo de Júlia Lopes de Almeida, haja vista a forma regular com que continuou a produzir e a publicar seus escritos, por outro, deixou evidente sua posição em falso no ainda incipiente campo literário brasileiro, uma vez que o considerável prestígio que desfrutava entre seus pares não se mostrara suficiente, a ponto de assegurar sua presença no seleto rol dos imortais. Estávamos, pois, diante não apenas da primeira lacuna institucional feminina na ABL, mas de um acontecimento ilustrativo das forças sociais que, ocultamente, operavam na fabricação do cânon literário, eclipsando o protagonismo das mulheres que tencionavam fazer da pena um ofício&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Michele Asmar Fanini</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somente oito décadas após sua criação uma mulher foi eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras: a escritora cearense Rachel de Queiroz  (1910 – 2003), em 4 de novembro de 1977, passou a ocupar a cadeira nº 5 da instituição. Em 1996, a escritora Nélida Piñon (1937 – 2022) foi eleita a primeira mulher presidente da ABL.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35896" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia16.jpg" alt="Tagarela, 1902" width="415" height="914" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709689/67" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 26 de abril de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1905, Júlia tornou-se uma das poucas mulheres a participar da série de conferências inauguradas por Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) e Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918), motivando polêmicas a respeito do papel da mulher na arcaica sociedade brasileira.</p>
<p>Na casa do casal Filinto e Júlia, em Santa Teresa, segundo João do Rio um “<i>cottage</i> admirável, construído entre as árvores seculares da estrada de Santa Teresa” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905, primeira coluna</a>) eles eram os anfitriões do <em>Salão Verde</em>, situado no terraço da residência, local frequentado pelos artistas e intelectuais da época, tanto brasileiros quanto estrangeiros, entre os primeiros anos do século XX até 1925, quando se mudaram para Paris. No Salão Verde eram realizados<em> tertúlias e saraus. </em>Como as mulheres escritoras não eram convidadas para as reuniões literárias realizadas em cafés e confeitarias, Júlia encontrou como saída criar um espaço alternativo, fundando um espaço literário, tornando-se anfitriã e, assim, facilitando sua presença no universo da literatura, ainda preponderantemente masculino. Foi considerada, segundo Hilda Machado, a sucessora brasileira da francesa Madame de Staël (1766 &#8211; 1817). &#8220;<em>Talvez por se tratar de “espaço[s] semipúblico[s], situado[s] entre a casa e a rua”, os salões literários tenham se convertido em um poderoso acicate à emancipação feminina, ou então, em “um dos poucos territórios onde as mulheres tinham um lugar reconhecido e onde efetivamente desenvolveram formas originais de sociabilidade em torno do exercício e do debate literário” </em>(HOLLANDA, 1993, p. 21).</p>
<p>Nesta entrevista a João do Rio, Júlia revelou que escrevia versos escondida e que foi uma de suas irmãs que a surpreendeu escrevendo e mostrou ao pai, que a estimulou  a escrever.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-35726 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia111.jpg" alt="julia11" width="640" height="860" /></a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456"><img class=" size-full wp-image-35727 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia12.jpg" alt="julia12" width="633" height="682" /></a></p>
<div id="attachment_35728" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><img class="wp-image-35728 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia13.jpg" alt="julia13" width="640" height="762" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;Pesq=%22julia%20lopes%22&amp;pagfis=9456" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de março de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi uma das personalidades que a poetisa francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955) conheceu quando passou uma temporada, entre setembro e dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, cidade a qual se referiu como <em>cidade maravilhosa</em>. Julia uma crônica a respeito de Jane, publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 3 de outubro de 1911.</a> Quando Julia esteve em Paris, foi homenageada por Jane com um banquete no MacMahon Palace, em fevereiro de 1914, com a presença de 160 pessoas ligadas às letras brasileiras e francesas. Na ocasião, Julia foi saudada como a <em>George Sand do Brasil (L´Espagne</em>, 26 de fevereiro de 1914). Anos depois, em 1936, em<em> Letras e literatos, </em>obra póstuma de José Veríssimo (1857 &#8211; 1916), foi publicado:</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>“Não podemos afirmar se têm razão os que declaram que Júlia Lopes de Almeida foi nossa George Sand. Parece-nos mesmo, que não há motivos para, nesse terreno, se fazer comparações e traçar paralelos. Júlia Lopes de Almeida dispunha de personalidade própria, virtude que se evidencia principalmente nos seus contos e novelas curtas. Sua obra reflete com brilho e colorido uma época da vida da burguesia rica do Brasil, sem preocupação de crítica social, é verdade, mas com profundo sentimento e compreensão dos nossos costumes, preconceitos e falhas.”</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Julia participou ativamente, com a feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>), da criação da Legião da Mulher Brasileira, sociedade instituída em 1919, da qual foi presidenta honorária.</p>
<p>Em 1922, proferiu a conferência intitulada <em>Brasil</em> no Conselho Nacional de Mulheres da Argentina. No mesmo ano, foi a presidente de honra da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a> que aconteceu, entre 19 e 23 de dezembro de 1922, no Edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. A feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>) foi a presidente do evento, no qual participou a líder feminista norte-americana Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947), fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTZV0EXE2UWSMyyCBedi0Zd3nt_b7N13-ucEtANbzT_nZmPRuvOeKDfYgfP53ziYNJmVDtZNsZ2z4iKtjv0yIqwW7u2ibNauA_LtXbC0Hh3afqL2F1ezHJ9s3Ze1ss91TVIK42w0KzC-mD/s838/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+I+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281922%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+primeira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.png" alt="" width="838" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">I Congresso Feminista do Brasil, 1922. Rio de Janeiro, RJ. Da esquerda para a direita, Júlia Lopes de Almeida é a primeira que se encontra sentada / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Júlia tornou-se patrona da Cadeira nº26 da Academia Carioca de Letras, fundada em 8 de abril de 1926. A cadeira já foi ocupada por Afonso Lopes de Almeida, Nelson Costa, Luiz de Castro Souza e Tânia Zagury. No centenário de seu nascimento, em 1962, Júlia foi homenageada com um Ex-líbris comemorativo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqDvgA3mZgV1mRyAJZK9TcJT1obx9bG3swjtW-pcsTXLbCRbRTXJQRvUqMeKO6CJ86T-HG5CWoTEw4uNB37qyCQGWL8wsrepIvG9-GCPiy9ICfhpTJtU4WuDbptSx3ozbfYOhsPhK65dU/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+,+ilustra%C3%A7%C3%A3o+Alberto+Lima.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também participou do II Congresso Internacional Feminista do Brasil, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> e inaugurado, em 20 de junho de 1931, no Automóvel Club. Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais. Sendo a mulher com o maior prestígio cultural no Brasil, foi uma das oradoras da cerimônia de abertura do congresso. Em seu encerramento, realizado em 30 de junho de 1931, <span class="il">Júlia</span> lançou um apelo aos poderes públicos e mais diretamente ao chefe do governo no sentido de anistiar todos os exilados políticos do Brasil. Foi ovacionada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8534&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw34hLiTYyGAYGHsoEQs0cje"><i>O Jornal</i>, 21 de junho de 1931, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8700&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw1o13jPiuhXCUfUGAPN7rd3"><i>O Jornal</i>, 1° de julho de 1931, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnLSP1PyoZffqg2Zp-imUtUMR74enUpuEvbPgC5geNq8yaDta5vYIyT_vQwzNICQGrjwF9st1OuQgT6XxWccU24r-ySsqagDpyMBEbFo7-OCPht0ZA2ibW37XKoicJicmom-vY4NYHR-G7/w635-h321/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+-+II+Congresso+Feminista+do+Brasil+%25281931%2529.+Da+esquerda+para+a+direita%252C+J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida+%25C3%25A9+a+terceira+que+se+encontra+sentada.+foto+Fundo+PBPF.+Arquivo+Nacional.jpg" alt="" width="635" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">II Congresso Internacional Feminista do Brasil, 1931. Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de maio de 1934, devido a uma doença que contraiu durante uma viagem à África (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/19151&amp;source=gmail&amp;ust=1712152219377000&amp;usg=AOvVaw2YkHn0X-ICBcImJMWYaIlf"><i>O Jornal</i>, 31 de maio de 1934, sexta coluna</a>). A ABL promoveu uma sessão especial em sua homenagem, cujas oradoras foram sua filha, Margarida Lopes de Almeida (1896- 1979), e a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1866 &#8211; 1963).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35929" style="width: 332px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><img class="wp-image-35929" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/julia17.jpg" alt="julia17" width="322" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/19201" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de junho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um ano após a morte da escritora, Afonso Celso (1860-1938) publicou o artigo intitulado <em>Homenagem à Dona <span class="il">Júlia</span> Lopes de Almeida</em> na Revista da Academia Brasileira de Letras, onde lhe conferiu o título de <em>Mestra da língua </em>(<em>Revista Academia Brasileira de Letras, </em>v.48, abril de 1935, p. 259).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; [&#8230;] em tudo e por tudo ela o foi, mestra na acepção mais elevada da palavra, o que quer dizer propiciadora de nobres ensinamentos, modelo de raras virtudes, irradiadora de salutar influência. Mestra de língua e mestra de vida, quer pela excelência da sua produção literária, quer pela pureza sem jaça da sua existência&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Imagens de Júlia Lopes de Almeida</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Na imprensa</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35697" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044"><img class="wp-image-35697 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia3.jpg" alt="julia3" width="245" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10044" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida /<em> Revista da Semana,</em> 2 de junho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a família</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35718" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35718 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia41.jpg" alt="julia4" width="595" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida com seus filhos, Afonso e Margarida (sentados), Albano e Lúcia (em pé) / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEF4OB9cgdAjJ9_Kb_kbngF8YbRDWsiSBLXKvhp6kMAQU_AYQ-cn6Myuc63P_DTgW-QLuRm2c2Fd2eEbvs_PMabUO4zZkMLXuOJ_L8GqZtXa4BWmAnXoNuetYdB-2ChS4MTOEveGWBkpQh/w616-h414/J%25C3%25BAlia+Lopes+de+Almeida++e+Filinto+de+Almeida+.+s.data.+foto.+Acervo+Claudio+Lopes+de+Almeida.+2.png" alt="" width="616" height="414" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html">Júlia Lopes de Almeida e Filinto de Almeida, em Paris . s/d / Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35712" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html"><img class="wp-image-35712 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia11.jpg" alt="julia1" width="592" height="355" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Foto Paul. Júlia Lopes de Almeida e a filha Margarida Lopes de Almeida, Rio de Janeiro, RJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Por pintores</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35716" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="wp-image-35716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia31.jpg" alt="julia3" width="590" height="645" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Richard Hall / Acervo Claudio Lopes de Almeida.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35723" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35723" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia9.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, em aquarela de Rodolfo Amoedo (s.data) | Acervo Claudio Lopes de Almeida " width="639" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Júlia Lopes de Almeida por Rodolfo Amoedo /  Acervo Claudio Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/20170728_04_livro-republica.jpg?resize=300%2C509" alt="" width="300" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/escritora-mais-publicada-da-primeira-republica-foi-vetada-na-abl/" target="_blank">Retrato de Júlia Lopes de Almeida, pintado por Berthe Worms, em 1895, e oferecido pela retratista à escritora. Mantido por Claudio Lopes de Almeida, neto da escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Capas de livros de Júlia Lopes de Almeida</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://d1o6h00a1h5k7q.cloudfront.net/imagens/img_m/11874/5272083.jpg" alt="Julia Lopes de Almeida Livro das Noivas Rio de" width="213" height="306" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbG7cgO4lyBTuEX3NMpQ8oiVJ2MgCzO3f0A3jtd6HyxJTASTgI3sXirjdtnJBKTixDJvZZavdXDQd_JyUZTse4PUdDumxzrE3rnk5ckw7f-x145rxsBTSy9uJM4ttNhpIv4QXwk4gm6sw/s1600/1%C2%AA+edi%C3%A7%C3%A3o+do+livro+'A+Vi%C3%BAva+Sim%C3%B5es'+-+Julia+Lopes+de+Almeida.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida - a escritora da belle époque tropical | Templo  Cultural Delfos" width="211" height="291" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_b07f9ce9c46f9f17175a6ddb7a8d7469280e9908.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg"><img class="  wp-image-35730 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia14.jpg" alt="julia14" width="225" height="333" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg"><img class="  wp-image-35731 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia15.jpg" alt="julia15" width="234" height="328" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://5934488p.ha.azioncdn.net/capas-livros/9788566549331-julia-lopes-de-almeida-a-intrusa-54729509.jpg" alt="Livro: A Intrusa - Julia Lopes de Almeida | Estante Virtual" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://4.bp.blogspot.com/-FqOKv7ADi1c/WK9PZR9uiVI/AAAAAAAAAc4/mr2Vg87SDT0TW_4gMZaQJU1Ld-E69EvmQCEw/s1600/Scan_20170207.jpg" alt="Literatura &amp; EU: Cruel Amor, de Júlia Lopes de Almeida - RESENHA #42" width="242" height="397" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://digital.bbm.usp.br/view/coverimage?45000008117" alt="Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Era uma vez..." width="243" height="321" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://blog.bbm.usp.br/wp-content/uploads/2020/10/Fal%C3%AAncia_capa-721x1024.jpg" alt="Júlia Lopes de Almeida, uma ilustre mortal – Blog da BBM" width="245" height="348" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35722" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/julia8.jpg" alt="Capa 'O Livro das Noivas', Julia Lopes Almeida edição SP: Castorino Mendes Editor 1929" width="222" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Capa &#8216;O Livro das Noivas&#8217;, Julia Lopes Almeida. Edição SP:</a><br /><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">Castorino Mendes Editor 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse artigo foi ampliado em 29 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>DE LUCA, Leonora. <a href="https://ieg.ufsc.br/public/storage/articles/October2020/Pagu/1999(12)/Luca.pdf" target="_blank"><em>O &#8220;feminismo possível&#8221; de Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)</em></a></p>
<p>DE LUCA, Leonora. <em>Feminismo e iluminismo em Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).</em> Ci. &amp; Tróp.. Recife, v. 25, n. 2, p. 213-236,jul/dez., 1997.</p>
<p>FANINI, Michele Asmar. <a href="https://www.scielo.br/j/rieb/a/wZXJTWLLrfPMXDnwhZgJBRN/#" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida em cena: notas sobre seu arquivo pessoal e seu teatro inédito</em></a>. <span class="_editionMeta">Rev. Inst. Estud. Bras. (71) <span class="_separator">• </span>Sep-Dec 2018.</span></p>
<p><span class="_separator">FANINI, Michele Asmar. <em>A (in)visibilidade de um legado – Seleta de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida. </em>São Paulo<b> : </b>Editora Intermeios, 2017.</span></p>
<p>ENGEL, Magali Gouveia. <a href="file:///C:/Users/vinicius.pmartins/Downloads/Dialnet-JuliaLopesDeAlmeida18621934-8892909.pdf" target="_blank"><em>Júlia Lopes de Almeida (1862-1934): uma mulher fora de seu tempo?.</em></a></p>
<p>ENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). <a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><i>Júlia Lopes de Almeida &#8211; a escritora a belle époque tropical</i></a>. Templo Cultural Delfos, outubro/2022.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HOLLANDA, Heloisa Buarque de. <em>O que querem os dicionários?</em>. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de; ARAÚJO, Lúcia Nascimento. Ensaístas brasileiras. Mulheres que escreveram sobre literatura e artes de 1860 a 1991. Rio de Janeiro: Rocco, 1993</p>
<p>MACHADO, Hilda. <em>Laurinda Santos Lobo: mecenas, artistas e outros marginais em Santa Teresa</em>. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.</p>
<p>SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p>Site Academia Brasileira de Letras</p>
<p><a href="http://www.academiacariocadeletras.org.br/academicos.html" target="_blank">Site Academia Carioca de Letras</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxuwEYBLEntKN6X4JLaRFxx1OLDw6FQLH6GOwrvO1tNIw_hve8WBl3L4ryaSF-2aKiJFpLAZ3W4VXC29KcJhBMSSpWk_tVtrrf-JJeg1fQwapHMvIfM6fOqwnIOa2rPL9SwYvWzX05owE/s1600/J%C3%BAlia+Lopes+de+Almeida+(escultura).jpg" alt="" width="432" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.elfikurten.com.br/2014/05/julia-lopes-de-almeida.html" target="_blank">O busto em bronze de Júlia Lopes de Alemida executado, em 1939, por sua filha, a escultora Margarida Lopes de Almeida. Foi inaugurado, em 28 de março de 1953, no Jardim Gomes de Amorim, em Lisboa,  Portugal, em 28 de Março de 1953 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p style="text-align: left;">
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=35687</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVI &#8211; O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Agostini]]></category>
		<category><![CDATA[Arinda Sobral]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Geral de Belas Artes de 1931]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Brasileira pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Georgina Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
		<category><![CDATA[I Salão Feminino de Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Artístico Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolina Vaz de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvia Meyer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513</guid>
		<description><![CDATA[Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, tema do décimo sexto artigo da série "Feministas, graças a Deus!". O evento foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e é considerada, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotos de três delas - Georgina Albuquerque, Nicolina Vaz de Assis e Sylvia Meyer - integram o "Álbum de artistas", da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, em um dos salões da Escola Nacional de Belas Artes.  Foi um dos muitos eventos importantes da história das artes plásticas no Brasil ocorridos na cidade durante o referido ano e é o tema do décimo sexto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. O Salão Feminino é considerado, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotografias das pintoras Georgina Albuquerque (1885 &#8211; 1962) e Sylvia Meyer (1889-1955); e da escultora Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (1874 &#8211; 1941), integrantes da mostra de 1931, fazem parte do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon276572_276573.pdf" target="_blank"><em>Álbum de artistas</em></a> doado, em 1932, pelo escritor M. Nogueira da Silva (1880 – 1943), à Seção de Estampas da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>As imagens de Nicolina Pinto do Couto são das décadas de 10 e de 20 e, em algumas, ela está acompanhada de seu marido, o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 &#8211; 1945). Há ainda um registro de Nicolina com um grupo de artistas no Salão Nacional de 1913.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11742/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank">O Salão Nacional de 1913, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/360" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de mulheres do <em>Álbum de Artistas</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias de Silvia Meyer são de 1912: de aulas de pintura ao ar livre e de uma cena do concurso de fim de ano na Escola Nacional de Belas Artes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11730/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN. A mulher na fotografia é Silvia Meyer.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os registros de Georgina Albuquerque são da década de 1910: em um deles ela está com sua família, filhos e marido, o também pintor Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e, em outro, ela está com seus filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11724/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank">Lucilio e Georgina de Albuquerque, pintores, 191?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <em>Álbum dos artistas</em>, vale ressaltar que, dentre imagens de dezenas de artistas, existem apenas fotos de cinco mulheres. Além das já citadas, imagens da arquiteta Arinda Sobral (1883 &#8211; 1981) e da pintora Angelina Agostini (1888 &#8211; 1973).</p>
<p>O I Salão Feminino de Arte foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, dirigida por Augusto José Marques Junior (1887 &#8211; 1960), em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> (FBPF), que se propôs a <em>envidar esforços</em> para que o evento fosse exitoso, revelando que, naquele momento do feminismo brasileiro, a organização de uma mostra com participação exclusiva de mulheres foi um fato importante para o movimento.</p>
<p>Em um artigo de Conceição Andrade de Arroxelas Brandão, publicado no <em>Diário de Notícias</em>, de 1º de fevereiro de 1931, fica evidente o entusiasmo da FBPF pela realização do I Salão Feminino de Arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32520" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32520" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão1.jpg" alt="Diário de Notícias, 1º de fevereiro de 1931" width="316" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos que, em torno de 1931, a busca pela emancipação da mulher no Brasil, principalmente a partir da luta pelo voto feminino, estava em alta e contava com feministas como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, fundadora de FBPF, em 1922; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, fundadora da Aliança Nacional de Mulheres, em 1931, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 – 1932)</a> e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>, fundadora da União Universitária Feminina, em 1929, dentre várias outras.  No mesmo mês da abertura do salão, sob a orientação de Bertha Lutz, foi promovido o Segundo Congresso Internacional Feminista. Finalmente, menos de um ano depois da realização da exposição, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">direito de voto às mulheres</a>.</p>
<p>Além da efervescência de acontecimentos em prol da emancipação feminina na época, outro fato que liga o feminismo à realização deste evento artístico é a presença, na comissão organizadora do Salão, da escritora e feminista atuante, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 – 1971)</a>, presidente da Casa do Estudante do Brasil, fundada em 1929.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32531" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32531" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão11.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="286" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição contou com 63 artistas, <em>172 pinturas, 17 esculturas, 1 gravura e 3 de artes aplicadas, todas obras assinadas individualmente, e mais outras dessas últimas artes, com a assinatura coletiva da Escola Profissional Orsina da Fonseca e da Escola Profissional Paulo de Frontin</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76841" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de junho de 1931</a>). A diretora da Orsina da Fonseca era a feminista e professora<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902" target="_blank"> Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935)</a>, que foi tema do décimo quinto artigo da série<em> Feministas, graças a Deus!, </em>publicado em 19 de abril dde 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11723/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="560" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank">D. Georgina de Albuquerque, pintora, 191? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11725/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="549" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank">D. Nicolina Vaz P. do C., esculpt., 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11731/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="565" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN A mulher é a pintora Sylvia Meyer</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas das artistas que participaram da exposição foram, além das já mencionadas, as pintoras Camilla Alvares de Azevedo, Cândida de Gusmão Cerqueira, Francisca Leão, Haydéa Santiago, Helvia Barbosa Lima, Ignez Corrêa de Castro, Isabel Teixeira de Mello Julieta Bicalho, Katarina Gesnesha, Maria Francelina Barreto Falcão (1897-1979), Moema Machado Vieira, Nativa Tinoco, Nieta Gomes, Odelli Castello Branco, Palmyra Pedra Domeneck, Regina Veiga, Ruth de Almeida, Sarah Vilela de Figueiredo, Solange Frontin Hess, Suzanna Mesquita, Wanda Turatti e Yvonne Visconti. A gravurista Lucilia Ferreira e as escultoras Celita Vaccani ((1913 &#8211; 2000), Rosalina Candido Mendes e Zelia Ferreira.</p>
<p>Chama atenção a ausência das modernistas Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973) e Anita Malfatti (1889 &#8211; 1964). Terá sido devido à divisão entre acadêmicos e modernos, já que todas as obras expostas no I Salão Feminino de Arte tinham caráter acadêmico? Ou terá sido falta de interesse delas, já artistas consagradas, em participarem da mostra?</p>
<p>Segundo uma de suas organizadoras, a pintora Cândida de Gusmão Cerqueira:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-32521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão2.jpg" alt="salão2" width="302" height="473" /></a></p>
<div id="attachment_32522" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32522" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão3.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="305" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inicialmente, a inauguração do salão seria na primeira quinzena de maio, mas foi adiada para junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4290" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de abril de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/10370" target="_blank"><em>Jornal do Commerci</em>o, 7 de junho de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32517" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32517" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão.jpg" alt="A Noite, 17 de abril de 1931" width="304" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua <em>vernissage</em> aconteceu em 5 de junho e, a abertura para o público, no dia seguinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32529" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32529" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão9.jpg" alt="Diário Carioca, 6 de junho de 1931" width="509" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 6 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob o patrocínio da comissão organizadora do evento, o jornalista, pintor e intelectual Celso Kelly (1906 &#8211; 1979) proferiu uma conferência sobre a arte brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5716" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de junho de 1931, penúltima coluna</a>). Ele havia sido, em 1928, o organizador de um mostra livre de arte, na Biblioteca Nacional, que reuniu 300 trabalhos de 120 artistas, e que resultou na criação por ele e pelos irmãos Armando e Mário Navarro da Costa (1883 &#8211; 1931) da Associação Brasileira de Artistas, uma das promotoras do I Salão Feminino de Arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32523" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão4.jpg" alt="Diário de Notícias, 11 de junho de 1931" width="307" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 de junho, o <em>Diário de Notícias</em> publicou uma reportagem especial sobre o evento:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32525" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32525" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão5.jpg" alt="salão5" width="321" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32526" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32526 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão6.jpg" alt="salão6" width="620" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32530" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão10.jpg" alt="O Cruzeiro, 13 de junho de 1931" width="437" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 13 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terra de Senna, pseudônimo do jornalista, escritor, humorista, poeta e dramaturgo Lauro Nunes (1896-1972), publicou uma crítica sobre o salão e comentou se tratar de um <em>esforço digno dos maiores incentivos, </em>porém lamentou seu caráter de <em>exposição retrospectiva</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5228" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 17 de junho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de junho, a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça fez uma palestra intitulada <em>Um salto de cinquenta anos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32528" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32528" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão8.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de junho de 1931" width="259" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição foi encerrada com a palestra <em>Príncipe Raul de Leoni</em>, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4960" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de junho de 1931, segunda coluna</a>). Publicação de uma crítica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8780" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de julho de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32527" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão7.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de julho de 1931" width="421" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 1º de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O II Salão Feminino de Arte promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes foi realizado muitos anos depois, em 1939, na Associação Cristã dos Moços. Algumas artistas que participaram do evento, em 1931, como Celita Vaccani, Georgina de Albuquerque e Regina Veira apoiavam a realização da segunda edição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/39681" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em> 15 de junho de 1939, terceira coluna;</a> <em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/51471" target="_blank">15 de junho de 1939, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/52139" target="_blank">23 de julho de 1939, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo resumo de outros importantes eventos artísticos ocorridos no Rio de Janeiro em 1931</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Movimento Artístico Brasileiro</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32539" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardell1i.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="462" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme mencionamos no início do artigo, em 1931, ocorreram no Rio de Janeiro outros importantes eventos da história das artes plásticas no Brasil. Um deles foi a criação do Movimento Artístico Brasileiro no Salão Essenfelder, no Studio Nicolas, que ficava localizado na Praça Marechal Floriano e pertencia ao fotógrafo romeno Nicolas Alagemovitz (1893 &#8211; 1940), <em>um musicista que se fez mago da arte fotográfica,</em> que<em> </em>era sócio do Photo Club Brasileiro. De acordo com o estatuto da nova associação, o Movimento foi organizado por uma comissão formada por Affonso de Carvalho, Nicolas Alagemovits, Fritz, Martha Silva Gomes, Henrique Pongetti, Bandeira Duarte e João Ribeiro Pinheiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O “Movimento Artístico Brasileiro” começou pelo princípio: a sua sala no andar ocupado pelo fotógrafo Nicolas, num dos mais belos arranha céus da Cinelândia, dispõe de duzentas confortáveis cadeiras, de um palco para teatro, concertos e conferências e supera em elegância muitas das famosas “boîtes” espirituais de Paris, pequenas colmeias de homem de talento&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>O escritor Henrique Pongetti (1898 &#8211; 1979) em entrevista para o</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/13674" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de junho de 1931</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Nicolas,<em> o Movimento Artístico Brasileiro é exclusivamente um centro de cultura, de arte e de pensamento e cuja atividade é dirigida no sentido de propagar todas as manifestações estéticas e congregar os seus criadores. </em>José Siqueira, em artigo publicado, na <em>Revista da Semana, </em>de 19 de fevereiro de 1939, destacou que o Movimento vinha realizando<em> uma série de conferências, concertos, recitais e exposições de pintura, em que tomaram parte grandes vultos da arte nacional e estrangeira. Essa instituição que é de todos os artistas, tem por fim congregá-los, para que dessa estreita união a Arte venha a ser amplamente beneficiada </em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3433" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8654" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de janeiro de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/19743" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-32544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli3.jpg" alt="bernardelli3" width="257" height="419" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a morte de Nicolas, em 27 de setembro de 1940, apesar de continuar existindo, o Movimento foi perdendo vigor e as notícias a seu respeito foram diminuindo na imprensa carioca nos anos que se seguiram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 28 de setembro de 1940, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Núcleo Bernardelli</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32538" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli.jpg" alt="O Malho, 28 de novembro de 1931" width="550" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><em>O Malho</em>, 28 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em junho, no dia 12 , foi criado o Núcleo Bernardelli, formado por um grupo,  liderado por Edson Motta (1910 &#8211; 1981), de pintores insatisfeitos com o ensino artístico da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (ENBA). Buscavam democratizar o ensino de arte e conseguir o acesso dos artistas modernos ao prêmio de viagens ao exterior e ao Salão Nacional de Belas Artes. O nome é uma homenagem a dois professores da ENBA, os irmãos <a>Henrique Bernardelli (1858-1936) e </a><a>Rodolfo Bernardelli (1852-1931).</a></p>
<p>Alguns dos integrantes do grupo foram Bustamante de Sá (1907 &#8211; 1988), José Pancetti (1902 &#8211; 1958), Manoel Santiago (1897 &#8211; 1987) e Milton Dacosta (1915 &#8211; 1988) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5730" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931, quarta coluna</a>). Sua primeira sede foi o já citado Studio Nicolas. Depois o grupo se transferiu para os porões da Escola Nacional de Belas Artes, onde permaneceu até 1936, quando foi para a Rua São José e, depois, para a Praça Tiradentes, n. 85, até 1941, quando foi extinto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como Salão Revolucionário</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32545" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/belas.jpg" alt="O Jornal, 2 de setembro de 1931" width="514" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses depois, em 1º de setembro, foi aberto a Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como <em>Salão Revolucionário, </em>sob a organização do então diretor da instituição, Lúcio Costa (1902-1998).<em> </em>Foi um marco na história da arte no Brasil.<em> </em>A participação dos artistas modernos<em> </em>foi maciça e por decisão do júri do evento todos os trabalhos inscritos foram aceitos. Participaram da exposição Alfredo da Veiga Guignard (1896 &#8211; 1962), Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976), Ismael Nery (1900 &#8211; 1934) e Pedro Correia de Araújo (1874 &#8211; 1955), dentre vários outros. Um dos destaques do salão foi o quadro <em>Eu vi  mundo&#8230;ele começa no Recife</em>, de Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 2 de setembro de 1931</a>). Foi chamado pelo poeta Manuel Bandeira de <em>Salão dos Tenentes</em> pela participação de diversos modernistas que se opunham aos <em>generais</em> da arte, os acadêmicos.</p>
<p>Abaixo, o artigo O &#8220;Salão dos Tenentes&#8221;, de Bandeira, publicado no <em>Diário Nacional</em>, de São Paulo, em 5 de setembro de 1931:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32537" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg" alt="manuel" width="434" height="528" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg"><img class="  wp-image-32535 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg" alt="manuel1" width="448" height="277" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg"><img class="alignnone  wp-image-32536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg" alt="manuel2" width="441" height="374" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32540" style="width: 244px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli2.jpg" alt="O Jornal, 12 de setembro de 1931" width="234" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BANDEIRA, Manuel. <em>O salão dos tenentes.</em> VIEIRA, Lucia Gouveia. <em>Salão de 31</em>. Rio de Janeiro: Funarte, 1984. p.93-94.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Enciclopédia ItaúCultural</a></p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="https://anppom.org.br/anais/anaiscongresso_anppom_2018/5222/public/5222-18295-1-PB.pdf" target="_blank"><em>O Movimento Artístico Brasileiro (1931-1940) no cenário musical carioca dos anos 1930</em></a>. XXVIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – Manaus &#8211; 2018.</p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="http://seer.unirio.br/index.php/simpom/article/view/5799/5235" target="_blank"><em>Salão Essenfelder: descobertas por meio da Imprensamusical do Rio de Janeiro da década de 1930</em></a>. UFPR. ANAIS DO IV SIMPOM 2016  -SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUANDOS EM MÚSICA.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p>SILVA, Tahis Canfield. <em>Um olhar sobre o I Salão Feminino de Arte de 1931</em>. XIII Encontro de História da Arte. Arte em confronto: embates em torno da história da arte, 2018..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=32513</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Dolores]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Índio]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Povos Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilka da Costa Melo Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Gilka Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Hermes da Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Leolinda Daltro]]></category>
		<category><![CDATA[Leolinda de Figueiredo Daltro]]></category>
		<category><![CDATA[Orsina da Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902</guid>
		<description><![CDATA[No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!" com uma seleção de imagens produzidas por Alberto Frisch, Dana B. Merril, Felipe Augusto Fidanza, Franz Keller, Hercule Florence, Marc Ferrez, Vincenzo Pastore, Walter Garbe e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia dos Povos Indígenas, a Brasiliana Fotográfica publica o décimo quinto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> com uma seleção de imagens produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Alberto Frisch (1840 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Dana B. Merril (1887 – 19?)</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"> Felipe Augusto Fidanza (c.1847 – 1903)</a>, Franz Keller (1835 – 1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804 – 1879)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 – 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?) </a>e também por fotógrafos ainda não identificados. O portal traz para seus leitores a história da origem da data e também o perfil de uma das primeiras e mais importantes feministas brasileiras, a baiana Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), chamada de <em>a precursora do feminismo indígena</em> e também de a<em> nossa Pankhurst, </em>uma alusão à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2127/004VP042001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="583" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2127" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de indígena com arco e flechas, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/134" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de indígenas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2288/007A5P3FG3-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2288" target="_blank">Albert Frisch. Indígenas com zarabatana, c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região rio Solimões), Amazonas / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A origem do Dia dos Povos Indígenas</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anteriormente chamado no Brasil de Dia do Índio, a data foi criada no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Pátzcuaro, no México, entre 14 e 24 de abril de 1940, com a participação da grande maioria dos países americanos, exceto o Canadá, o Haiti e o Paraguai. Havia 55 delegações oficiais, 71 delegados independentes e 47 representantes de grupos indígenas de vários países. O representante brasileiro foi Edgar Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954), membro do Conselho Nacional do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/1354" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de abril de 1940, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/2976" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1940, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nem todos os países americanos adotaram a data como dia de celebração da cultura indígena. No Brasil, a data foi instituída pelo <a class="external-link" title="" href="http://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1943-06-02;5540" target="_self">Decreto-Lei 5.540, de 1943</a>, assinado pelo então presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), convencido pelo marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958), primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio, criado em 1910 e extinto em 1967, quando foi substituído pela Fundação Nacional do Índio, Funai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31981" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><img class="wp-image-31981 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/diadoindio.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de junho de 1943" width="378" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Passou a chamar-se oficialmente Dia dos Povos Indígenas a partir da <a class="external-link" title="" href="https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1569003997/lei-14402-22" target="_self">Lei 14.402</a>, promulgada em 8 de julho de 2022. A alteração ocorreu com a aprovação do <a class="external-link" title="" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/152937" target="_self">PL 5.466/2019</a>, que revogou o já mencionado decreto de 1943. A nova nomenclatura tem como objetivo explicitar a diversidade das culturas dos povos originários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/570/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank">Walter Garbe. Indígenas, 1909. Santa Leopoldina, Espírito Santo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de </strong></em><em><strong>Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935), &#8220;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst&#8221;</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31368" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31368" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda1.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1935" width="543" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Baiana e importante ativista pela incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica e defensora da emancipação da mulher, Leolinda de Figueiredo Daltro nasceu em 14 de julho de 1859. De origem indígena, segundo a própria  <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba, </em>viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro e foi uma das precursoras do indigenismo e do feminismo no Brasil. Entusiasta do voto feminino, fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), em 1910, e a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, em 1911.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Minei, pacientemente, o terreno, sem que os inimigos do voto feminino se apercebessem do meu verdadeiro objetivo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda Daltro,</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, trecho do  artigo <em>Mulher! Sempre a mulher</em>, da poetisa gaúcha e ex-diretora da revista <em>Brasil Feminino </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962), publicado na revista <em>O Malho</em>, de 5 de abril de 1951. Nele, a autora escreve que Leolinda, por sua luta pelos ideais femininos, deveria ter um <em>monumento em praça pública</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31415" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31415" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda18.jpg" alt="O Malho, 5 de abril de 1951" width="472" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/101789" target="_blank"><em>O Malho</em>, 5 de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda foi casada duas vezes: a primeira com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, por volta de 1875; e, a segunda, com Appolonio de Castilho Daltro, em torno de 1883. Com Gustavo teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios. Com Appolonio, teve quatro: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p>Veio para o Rio de Janeiro com a familia, por volta de 1888, e foi nomeada professora municipal. Segundo seu relato, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; e de outros militares. Em 1893, Leolinda apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano.</p>
<p>Em 1896, Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Ela defendia a incorporação da população indígena brasileira à sociedade a partir da alfabetização laica &#8211; na época, o sistema vigente era a de catequização e conversão dos indígenas ao catolicismo. Para por sua ideia em prática, entre 1896 e início do século XX, percorreu o interior do país, atendendo a um pedido feito, em 1896, pelo indígena Sapé ao já citado presidente da República, para enviar pessoas capazes de instruir as crianças de sua aldeia, em Goiás. Leolinda atuou às margens do Rio Tocantins lecionando para os indígenas Xerente. Foi denominada Oaci-Zauré (estrela d’alva) pelos indígenas de Goiás. Por sua atuação junto a eles foi muitas vezes ridicularizada. Por exemplo, na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro de 1902. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p>Na década de 1900, hospedou diversas vezes indígenas em sua casa no Rio de Janeiro. Em outubro de 1908, fundou a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro de 1909. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental.</p>
<p>Em 23 de dezembro de 1909, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres. Em 1º de março de 1910, a chapa apoiada por ela venceu as eleições. Neste mesmo ano, como já citado, Leolinda fundou o Partido Republicano Feminino (PRF), cujo manifesto, de autoria de Gilka Costa de Melo Machado (1893 &#8211; 1980), foi publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, de 10 de agosto de 191</a>0*. Ela foi uma das 27 fundadoras do partido e, em 1933, ganhou um concurso da revista <em>O Malho </em>como maior poeta brasileira do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43493" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manifesto.jpg" alt="A República, 10 de agosto de 1910" width="602" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23463" target="_blank"><em>A República</em>, 10 de agosto de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43494" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gilka.jpg" alt="Gilka Machado / Jornal das Moças" width="524" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/111031_01/4939" target="_blank">Gilka da Costa Melo Machado / <em>Jornal das Moças</em>, 27 de setembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de junho de 1911, Leolinda inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito por Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima. No mesmo ano, fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro.</p>
<p>Leolinda declarou, em 1913, considerar-se a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil. Dois anos depois,´em 1915, já como professora catedrática, aposentou-se. Em 1916, sob sua direção foi lançado o primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina. </em>Ainda neste ano, em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>Em 1917, requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado. Cerca de um ano depois lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história. </em>Também em 1918, ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao então prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento a mulheres e crianças desamparadas e o trabalho das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia.</p>
<p>Em 1919, lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro, mas não foi eleita. Em 1926, voltou a concorrer e não se eleger ao cargo.</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca de 1920. No fim deste ano, publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo.</p>
<p>Em 1926, inaugurou o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirmou ter sido a primeira escoteira do Brasil. Em 1933,foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1934, integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres, cuja fundadora e presidente era a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>.</p>
<p>Em 30 de abril de 1935, foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Seu epitáfio no Cemitério Sao João Batista</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2003, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Leolinda Daltro</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-31874 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda28.jpg" alt="Leolinda Daltro / A Informação Goyana, maio de 1921" width="286" height="396" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><img class="wp-image-31876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda29.jpg" alt="leolinda29" width="590" height="208" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank"><em>A Informação Goyana,</em> maio de 1921</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong> </span>- Nasceu, em Nagé, na Bahia, em 14 de julho de 1859 &#8211; as fontes variam em relação ao ano, mas aqui consideraremos 1859 como o correto, já que é o que consta em seu epitáfio no Cemitério São João Batista, onde está enterrada.</p>
<p>Filha de Alexandrina Tupinambá de Figueiredo e de Luiz Antonio de Figueiredo, em um discurso proferido, em 1926, por ocasião da inauguração do Centro das Escoteiras da Redemptora, Leolinda afirmou ser <em>descendente em linha reta</em> <em>quer pelo lado paterno quer pelo lado materno de duas tribos indígenas &#8211; Tymbira e Tupynamba</em>. Leolinda perdeu a mãe ainda na infância e foi criada pela avó, Joana Tupinambá de Sant´Anna Barauna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/41876" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de novembro de 1948</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1871</strong></span> &#8211; Foi internada no Colégio Colé, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Seu pai, que havia lutado na Guerra do Paraguai, foi promovido a capitão.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1875</span></strong> &#8211; Por volta deste ano Leolinda teria se casado com seu primo, Gustavo Pereira de Figueiredo, conforme declarou em juízo seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo. Desse casamento, cujo desfecho é, até o momento, desconhecido, ela teve dois filhos: a futura professora Alcina de Figueiredo (1874 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/38091" target="_blank">1948</a>); e o já citado Alfredo Napoleão de Figueiredo (1877 -1931), futuro advogado e funcionário dos Correios.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1883</strong></span> &#8211; Casou-se com Appolonio de Castilho Daltro (? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/21844" target="_blank">1943</a>), com o qual teve quatro filhos: Oscar (188?- <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16865" target="_blank">1943</a>), Leobino (1887-1959) &#8211; que se formaram no Mackenzie College de São Paulo em Direito e Engenharia, respectivamente -; a futura professora Áurea (1893 &#8211; 1924) e uma quarta criança, que faleceu ainda bebê.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a esposa de Leobino, Iracema Amazonas, era irmã de Oscar de Siqueira Amazonas, marido de Alcina. Oscar foi casado com a professora Joaquina Daltro e Áurea com Antônio Cardoso de Gusmão Junior. Alfredo Napoleão foi casado com Antonietta de Figueiredo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31864" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31864" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda24.jpg" alt="Áurea Daltro / Acervo de Leobido Daltro" width="238" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Áurea Daltro / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31865" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"><img class="wp-image-31865 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda25.jpg" alt="leolinda25" width="413" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank">Oscar e Leobino, crianças e adultos / Acervo de Leobino Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nesta década, Leolinda mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Segundo entrevista dada, em 17 de junho de 2011, por seu neto Othon de Castilho Daltro a Paulete Maria Cunha dos Santos, Appolonio era funcionário da Fazenda da Província da Bahia, em Salvador, e foi transferido para o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Foi comunicado ao diretor das escolas suburbanas do Rio de Janeiro que Leolinda havia sido nomeada professora (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21494" target="_blank">, 29 de outubro de 1888, segunda coluna</a>; <em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">ornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21559" target="_blank">, 7 de novembro de 1888, primeira coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Segundo relato de Leolinda, quando dirigia a Escola Mista de Santa Isabel, no Matadouro de Santa Cruz, recebeu a visita da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, acompanhados do coronel Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1905), futuro segundo presidente do Brasil; de outros militares e<em> de outras pessoas gratas, que examinaram os trabalhos escolares, assistiram aos exercícios de ginástica e às aulas de artes e profissões, e a impressão recebida por esses altos personagens foi de tal ordem e tão favorável, que suas altezas, conde d’Eu e a princesa Isabel, mandaram-me um luxuoso livro que intitularam de Livro de Ouro, em cuja primeira página, que denominaram de Página de Honra, lançaram as suas ótimas impressões relativas a sua visita à minha tenda de trabalho. </em>(DALTRO, 1918)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class=" wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="702" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211;  Leolinda Daltro apoiou o movimento que ficou conhecido como a Segunda <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando militares da Marinha se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839-1895), acusando-o de desrespeitar a constituição já que após a renúncia do presidente da República, Deodoro da Fonseca, na condição de vice-presidente assumiu a presidência, sem convocar eleições presidenciais conforme previa a Constituição em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4651" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 24 de novembro de 1891</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo relato de Leolinda: &#8220;<em>Por ocasião da revolta de 6 de setembro de 1893, formado pela primeira vez, em frente da prefeitura, o Batalhão Patriótico Municipal, do qual o mais velho dos meus filhos, Alfredo Napoleão de Figueiredo (com 16 anos de idade), fazia parte como simples soldado, a minha escola apresentou-se com quatrocentos alunos, quase todos uniformizados (à minha custa), fazendo evoluções ginásticas e marchando militarmente entre um delírio de palmas e vivas de quantos assistiram à festa, colocando, uma das alunas, sobre a bandeira do batalhão uma rica coroa de flores douradas, depois de ser pronunciado pela menina Amélia Pessoa um patriótico e vibrante discurso. Todos os alunos foram abraçados com entusiasmo pelos intendentes&#8221;</em>. (DALTRO, 1918).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Seguia trabalhando como professora municipal no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/8909" target="_blank"><em>A Federação</em>, 13 de fevereiro de 1894, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Leolinda envolveu-se com a questão indígena quando um grupo de indígenas Xerente foi ao Rio de Janeiro para pedir proteção ao então presidente da República, Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902). Houve denúncias de negligência que motivaram protestos e reações. Em novembro, Leoinda iniciou sua viagem por Goiás. Seu filho, Augusto Napoleão, havia ido antes. Uma campanha para angariar fundos para expedição foi lançada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Leolinda era professora da rede pública do Distrito Federal e recebeu do Conselho Municipal um ano de licença com vencimentos, renovados em 1897 e 1898 e também nos anos seguintes, até 1900. Neste período, instruiu, às margens do Rio Tocantins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14635" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de julho de 1896, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/22198" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de agosto de 1896, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna;</a>  <em>Colecção de Leis Municipaes e Vetos</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/954" target="_blank">1897</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/1517" target="_blank">1898</a>;<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/14605" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16348" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de agosto de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2005" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de outubro e 1896, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4102" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 24 de julho de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4593" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31400" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31400" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda7.jpg" alt="Cidade do Rio, 25 de julho de 1896" width="571" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/5953" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 25 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Seu retrato foi publicado na <em>Tarde Literária, </em>publicação quinzenal redigida pelo<em> boêmio </em>Raphael Gondry<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/15256" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 17 de janeiro de 1897, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na peça<em> O Filhote</em>, de Vicente Reis, que estreou no Teatro Lucinda, em 11 de março de 1897, Leolinda era <em>atrozmente insultada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1897, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31401" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31401" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda8.jpg" alt="O Paiz, 13 de março de 1898" width="427" height="672" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/17741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em torno deste ano, teria se separado de Appolonio.</p>
<p>Foi noticiado que já havia partido de Goiás para um aldeamento indígena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/38568" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de agosto de 1897, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1900</strong></span> &#8211; Ao longo desta década tirou diversas licenças para tratar de sua saúde.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Apresentou o mapa que organizou das aldeias que visitou em sua missão pelo estado de Goiás e no Mato Grosso (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31418" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31418" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda21.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1901" width="506" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/2545" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de junho de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pretendia fundar um centro agrícola, denominado Joaquim Murtinho, de 35 léguas de extensão, para onde várias tribos convergiriam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31416" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg"><img class="size-full wp-image-31416" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda19.jpg" alt="A República, de 1901" width="293" height="653" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/12446" target="_blank"><em>A República</em>, 30 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Prestou uma homenagem a Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), que havia falecido, em 12 de maio de 1902, em Paris, numa explosão do dirigível <em>Pax</em>, inventado por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/138924/2016" target="_blank"><em>A República (RN)</em>, 8 de julho de 1902, terceira coluna</a>).</p>
<p>Leolinda hospedou em sua casa, na rua da Pedreira, em Cascadura, oito indígenas Pinagé que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República, Campos Sales (1841-1913). Alguns estavam enfermos e, outros, <em>amedrontados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/5279" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1902, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4594" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1902, primeira coluna</a>). Sua atuação foi comentada em uma crônica de Ferreiro-Mór, publicada em<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/87" target="_blank"><em> O Malho</em>, de 18 de outubro de 1902.</a> Um dos indígenas que hospedou, o Major Sabino, faleceu.</p>
<p>Em uma sessão do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil de 1902, foi discutida a proposta de um de seus conselheiros, Henrique Raffard, de criação de uma associação de proteção aos indígenas sob os aupícios da referida instituição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_09/5421" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de outubro de 1902, antepenúltima coluna</a>). Um de seus sócios correspondentes, Luiz de França Almeida e Sá (1847 &#8211; 1903), falou que um padre da região do Araguaia já havia ordenado o assassinato de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/893676/51767" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil</em>, 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31407" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><img class="wp-image-31407 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda12.jpg" alt="O Malho, de 1902" width="682" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/87" target="_blank"><em>O Malho</em>, 18 de outubro de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sede do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, com o apoio do sócio comendador Julio Henrique Raffard (1851 &#8211; 1906) e do general Francisco Raphael de Mello Rego (18? &#8211; 1904) foi instalado o Instituto de Protecão aos Indigenas Brasileiros, em 21 de outubro. Leolinda, cujo ativismo foi importante para a realização da iniciativa, foi, acompanhada de seu filho Alfredo Napoleão de Figueiredo, à primeira sessão ordinária, e agradeceu sua admissão como sócia benemérita. Em um breve relato de suas viagens, Leolinda afirmou que era “<em>urgente a fundação de um núcleo de indigenas na margem do Araguaya</em>”.</p>
<p class="sangria"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Participou de uma homenagem feita ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13281" target="_blank">, 20 de fevereiro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Leu uma saudação durante uma homenagem ao coronel acriano Placido de Castro (1873 &#8211; 1908), na Pensão Beethoven, onde ele estava hospedado. Um dos líderes da Revolução Acriana, era presidente da República do Acre. Em 1906, Placido tornou-se o primeiro governador do território do Acre, cargo que ocupou até sua morte, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/13819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1904, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Esteve no velório do escritor e jornalista José do Patrocínio ( 1853 &#8211; 1905), no Cemitério São Francisco Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/9025" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de fevereiro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Leolinda percorreu o acampamento de Santa Cruz com alguns indígenas Xerente e apresentou um deles, Oyama Prace,  ao presidente Hermes da Fonseca  (1855 &#8211; 1923). Oyama queria entrar para a Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17789" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1905, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31412" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><img class=" wp-image-31412" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda15.jpg" alt="O Malho, 20 de março de 1909" width="504" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13511" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Era muitas vezes ridicularizada devido à sua atuação junto aos indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31405" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232"><img class="size-full wp-image-31405" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda10.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1909" width="545" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12232" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1 de junho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a abrigar em sua casa indígenas dessa vez guaranis, que vieram ao Rio de Janeiro fazer reivindicações ao presidente da República. Muitas vezes era ridicularizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/19972" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 20 de junho de 1906, sétima coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi felicitada no dia do seu aniversário com uma mensagem no jornal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/12580" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de julho de 1906, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de julho, estava no Cais Pharoux participando da recepção ao diplomata Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), que chegava ao Rio. Na ocasião apresentou a ele três indígenas pinajés (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/18348" target="_blank"><em>A República</em>, 20 de julho de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31417" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><img class=" wp-image-31417" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda20.jpg" alt="Revista da Semana, 29 de julho de 1906" width="700" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4833" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Cerca de um mês depois, acompanhada de vários indígenas, entregou a ele uma mensagem pedindo garantias para a educação leiga dos indígenas das Américas. Na época acontecia no Rio de Janeiro o III Congresso Pan-americano. Nabuco disse que não poderia tratar do assunto porque o tema não fazia parte do evento, mas que imprimiria a mensagem e a distribuiria no Congresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/11328" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de agosto de 1906, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/20369" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1906, quinta coluna</a>). O III Congresso Pan-americano aconteceu no então Pavilhão de São Luiz, futuro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>. Ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, ponto mais nobre da capital do Brasil. O congresso foi aberto em 23 de julho de 1906 e prolongou-se até o dia 27 de agosto de 1906.</p>
<p>Quando ocorreram conflitos violentos entre os povos da etnia Kaingang e os trabalhadores da construção da estrada de ferro em Bauru, Leolinda enviou telegrama ao governador de São Paulo, Jorge Tibiriçá Piratininga<b> </b>(1855 &#8211; 1928), oferecendo sua colaboração.</p>
<p>Organizou, em 1906, o Grêmio Patriótico Leolinda Daltro destinado à proteção dos indígenas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21027" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de novembro de 1906, oitava coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Com o intuito de imprimir um cunho mais nacional ao préstito popular para o general argentino Julio Roca (1843 &#8211; 1914), no Rio de Janeiro, Leolinda quis juntar um grupo de indígenas ao festejo, mas o prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 &#8211; 1935) não autorizou a iniciativa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/22173" target="_blank"><em>O Pharol (MG)</em>, 11 e 12 de março de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das representantes do professorado municipal que entregou um presente a Leôncio Correia (1865 &#8211; 1950), diretor de Instrução Pública no dia de seu aniversário(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23724" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de setembro de 1907, sétima coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Foi aprovado pelo Conselho Municipal do Rio de Janeiro que o cálculo de tempo de serviço de Leolinda como professora contasse desde sua investidura no cargo de professora, em 1888, até 19 de dezembro de 1901, sem descontar o tempo que passou licenciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/27005" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de junho de 1888, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/30237" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31588" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31588" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda.jpg" alt="O Paiz, 16 de junho de 1908" width="655" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16463" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fundou, em outubro, a Associação de Auxílio aos Silvícolas do Brasil e ofereceu ao governo seus serviços como coordenadora de uma equipe de educação voltada aos indígenas. Adolpho Gomes de Albuquerque era o presidente da instituição, Leolinda de Figueiredo Daltro, vice-presidente, e seu filho Leobino Castilho Daltro, secretário. A criação da nova associação, que defendia o ensino laico para indígenas e a integração desses povos por vias pacíficas, foi estimulada por um fato ocorrido em 14 de setembro, quando o cientista tcheco Alberto Vojtěch Frič (1882 &#8211; 1944) denunciou o extermínio do povo Kaingang em Santa Catarina, no XVI Congresso de Americanistas, em Viena; e pela publicação, na segunda quinzena do mesmo mês de setembro de um artigo do então diretor do Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930), na Revista do Museu Paulista defendendo o extermínio dos indígenas (<a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>).</p>
<p><em>&#8220;Os actuaes índios do Estado de S. Paulo não representam um elemento de trabalho e de progresso. Como também nos outros Estados do Brazil, não se póde esperar trabalho sério e continuado dos índios civilizados e como os Caingang selvagens são um impecilio para a colonização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio&#8221;. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Indígenas Xerente foram à redação do jornal <em>O Paiz</em> pedindo ajuda para seu aldeamento às margens do Tocantins, onde são <em>escorraçados pelas legiões de missionários</em>. Uma das reivindicações dos indígenas era a presença de Leolinda para<em> lhes dar instrução e os guiar na organização e na defesa de seu aldeamento </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/18608" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1909, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/5692" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de fevereiro de 1909, quarta coluna</a>). Ela então enviou para o ministro Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas, o pedido para ser nomeada missionária civilizadora dos indígenas de Goiás. A resposta foi a seguinte:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31403" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda9.jpg" alt="O Paiz, 6 de março de 1909" width="489" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/18924" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 6 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os indígenas Xerente pediram que Leolinda fosse aposentada para que pudesse ir com eles para a aldeia (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31803" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda20.jpg" alt="Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos índios / O Malho, 13 de março de 1909" width="581" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13489" target="_blank">Charge debochando da atuação de Leolinda junto aos indígenas / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31408" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="wp-image-31408 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda13.jpg" alt="leolinda13" width="434" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31410" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda14.jpg" alt="Leolinda ladeada por índios cherenes / O Malho, 13 de março de 1909" width="727" height="733" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/13448" target="_blank">Leolinda ladeada por indígenas Xerente / <em>O Malho</em>, 13 de março de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi delegada do Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, entre 7 e 15 de setembro. Na comissão de antropologia e etnografia apresentou uma <em>Moção</em> sobre os resultados de suas observações nos sertões de Goiás e Mato Grosso. Seu trabalho completo, intitulado <em>Memória</em>, foi incluído nos anais do evento e seu teor principal refere-se a convicção indigenista de Daltro: retirar da esfera religiosa o privilégio de civilizar os indígenas e transferi-lo para a instância governamental. Foi instalada a Associação e Proteção e Auxílios aos Silvículas do Brasil e Leolinda tornou-se a segunda secretária da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20690" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20769" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1909, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20830" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de setembro de 1909, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20853" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31406" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 17 de setembro de 1909" width="588" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/20847" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de setembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O então prefeito do Distrito Federal, Inocêncio Serzedelo Correia (1858 &#8211; 1932) abriu um crédito especial para pagamento de diferença de vencimentos a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de novembro de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31589" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31589" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda1.png" alt="O Magistério, 30 de junho de 1909" width="582" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/353361/141" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 30 de nvembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 23 de dezembro, fundou a Junta Feminina Hermes &#8211; Venceslau, que apoiava Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) e Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966) para a presidência e vice-presidência da República, respectivamente. Sob a presidência de Leolinda, a ata da nova associação expressava seu protagonismo como ativista política pelos direitos das mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8571" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 25 de fevereiro de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/805" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de fevereiro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>-  Em 1º de março, realização das eleições em que a chapa de Hermes da Fonseca e Venceslau Brás venceu a de Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) e Albuquerque Lins (1852 &#8211; 1926).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31722" style="width: 191px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda3.jpg" alt="O Paiz, 15 de janeiro de 1910" width="181" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/234" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de janeiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Participou da recepção ao marechal Hermes da Fonseca, que voltava ao Rio de Janeiro, vindo do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/8719" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 16 de março de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou do préstito que levou o busto de Washington, adquirido por subscrição popular, ao Teatro Municipal. O recém eleitro presidente da República, Hermes da Fonseca, estava presente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/1514" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de abril de 1910, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro uma gratificação adicional sobre seus vencimentos de professora. Houve uma polêmica a respeito deste assunto envolvendo o marechal Hermes da Fonseca e um funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1441" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de abril de 1910</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1480" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de abril de 1910, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/4473" target="_blank"><em>O Século</em>, 22 de abril de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou à jornalista e escritora Camen Dolores (1852 &#8211; 1910), pseudônimo de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, um exemplar do periódico <em>A Política. </em>Em resposta Carmen Dolores declarou que nem era republicana nem feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2260" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de junho de 1910, segunda coluna</a>). Carmen Dolores faleceu poucos meses depois, em 16 de agosto de 1910. Foi uma das mais influentes literatas dos primeiros anos do século XX, tendo começado a escrever ao ficar viúva. Escreveu entre 1905 e 1910, a coluna &#8220;A Semana&#8221;, no jornal <em>O Paiz</em>. Quando faleceu, foi substituída por Gilberto Amado. Foi a primeira brasileira a ter a distinção de literata em sua certidão de óbito a  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/21796" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de junho de 1915, segunda coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar de ter declarado não ser feminista a Leolinda, abordou temas bastante incendiários, que tratavam da emancipação da mulher: o direito ao divórcio à educação e à igualdade no trabalho. De fato não atuou na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43497" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43497" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/carmendolores.jpg" alt="Fon-Fon, de 1911" width="405" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/5095" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de agosto de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Por serviços prestados à educação de indígenas no Brasil foi proposto que Leolinda tornasse-se diretora honorária da União Cívica Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/2935" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de agosto de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O conferencista português João Rodrigues Moreira realizou a palestra <em>Mulheres ilustres</em> <em>brasileiras</em> e uma delas era Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10077" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 1º de setembro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anunciou a fundação da revista <em>Tribuna Feminina, </em>que só seria lançada em 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 11 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um discurso em homenagem à primeira-dama do Brasil, Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912), de quem era grande amiga (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/3996" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de outubro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O recém criado Partido Republicano Feminino participou do préstito que acompanhou Hermes da Fonseca do Arsenal de Marinha à sua residência, onde Leolinda leu um soneto em homenagem ao marechal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31732" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31732" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda6.jpg" alt="A Imprensa, 26 de outubro de 1910" width="339" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10518" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 26 de outubro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Era uma das personalidades retratadas no Álbum Republicano, uma homenagem da Junta Republicana Hermes- Venceslau ao presidente da República, Hermes da Fonseca, ofertado a ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4317" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de novembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 17 de dezembro, foi publicado no Diário Oficial o texto do estatuto do Partido Republicano Feminino (PRF), fundado para mobilizar as mulheres em torno do direito ao voto feminino e Leolinda passou a presidi-lo. Sua sede ficava na rua General Câmara, 387, e o prédio foi cedido pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932)  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4809" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de outubro de 1910, sexta coluna</a>). No dia 18 de agosto de 1911, o partido recebeu o registro oficial, depositado no 1º Ofício de Títulos e Documentos do Distrito Federal.</p>
<p style="text-align: left;"><em>No mês de dezembro de 1910, reuniram-se assim na cidade do Rio de Janeiro professoras, escritoras e donas de casa, somando ao todo 27 mulheres, que concordaram em assinar a ata de fundação de um partido político que tinha como objetivo integrá-las na sociedade política. O grupo buscava representar as mulheres brasileiras na capital federal e em todos os estados do Brasil, promovendo a cooperação entre elas na defesa das causas relativas ao progresso do país e de sua cidadania. Assim, o programa do partido destacava a luta pelo sufrágio feminino como primeiro passo para a plena incorporação das mulheres ao mundo público. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;">Assim era composta sua primeira diretoria: presidente, como já mencionado, Leolinda de Figueiredo Daltro; primeira vice-presidente, Maria Carlota Vaz de Albuquerque; segunda vice-presidente, Emília Torterolli Araldo; primeira-secretária, Hermelinda Fonseca da Cunha e Silva; segunda-secretária, Gilka da Costa Melo Machado; tesoureira, Goldemira Moreira dos Anjos; arquivista, Áurea Daltro; procuradora, Alice Esperança Arnosa; zeladora, Vitalina Faria Sena.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- Em 17 de junho, inaugurou a Escola de Ciências, Artes e Profissões Orsina da Fonseca, que fundou e dirigiu, com a presença da primeira-dama Orsina da Fonseca (1879 &#8211; 1912) e do presidente Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). O discurso de abertura foi feito pela poeta e ativista Gilka da Costa Melo Machado. Na escola, que era gratuita, eram ministradas aulas de alfaiataria, datilografia, enfermagem, tipografia e até tiro e esgrima (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/4618" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1910, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7196" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de junho de 1911, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/12440" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 17 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7227" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de junho de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31746" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/gilka1.jpg" alt="A Faceira, outubro e novembro de 1918" width="291" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1139" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1918</a>k</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1918, foi dada à instituição uma subvenção anual (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/663816/7434" target="_blank"><em>Collecção de Leis Municipae</em>s, 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31413" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><img class=" wp-image-31413" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda16.jpg" alt="O Malho, 24 de junho de 1911" width="700" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19095" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de junho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=92996" target="_blank"><em>A Vida Vertiginosa</em></a>, seu autor, João do Rio, citou Leolinda na crônica <em>As impressões dos Bororos</em>:</p>
<p>&#8220;<span style="color: #800000;"><em>Como nunca tive a coragem civilisadora da professora Daltro, só consigo approximar-me dos authenticos proprietários deste paiz, quando por cá apparece alguma caravana de sujeitos de nariz esborrachado, a pedir ao Papae Grande instrumentos agrários</em></span>&#8220;.</p>
<p>Fundou a Linha de Tiro Rosa da Fonseca, nome da mãe do presidente Hermes da Fonseca. Posteriormente denominado <em>batalhão feminino</em>, era presença frequente nas festas cívicas do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/13672" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 20 de outubro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Teve concedida pela Prefeitura do Rio de Janeiro licenças de saúde neste ano, no seguinte e em 1915 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8280" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12430" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de junho de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27180" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Para comemorar a entrada da primavera organizou um préstito com alunas da Escola Orsina da Fonseca, que foi até o Palácio do Catete, onde foram recebidas pelo presidente e pela primeira-dama. O colégio já contava com mais de mil alunas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8495" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1911, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de setembro de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31729" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de setembro de 1911" width="272" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/10232" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino dedicava-se à realização de atividades de <em>cultura física</em> e também científica &#8211; organizou uma escola de enfermeiras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8917" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1911, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8975" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>- Em janeiro, exposição de trabalhos realizados pelas aluna da Escola Orsina da Fonseca em 1911, Na ocasião, o general Serzedelo Corrêa (1858 &#8211; 1932) elogiou a gestão de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/14554" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 14 de janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31730" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31730" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 15 de janeiro de 1912" width="466" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/11113" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Lecionava em uma escola municipal que ficava na rua Coronel Cabrita, nº 6, no bairro de São Cristóvão. Teve aprovada pela Prefeitura verba adicional ao seus vencimentos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/10542" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1912</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11042" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de março de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com a presença de mais de 100 sócias foi realizada, na Escola Orsina da Fonseca, uma assembleia para alterar os estatutos do Partido Republicano Feminino, cuja secretária-geral era a poetisa Gilka da Costa Melo Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de junho de 1912, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com cerca de 80 senhoras do Partido Republicano Feminino, Leolinda foi ao Cemitério de Jacarepaguá prestar uma homenagem fúnebre ao político e jornalista republicano Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912), seu amigo e padrinho de sua filha Áurea. Na ocasião, discursou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/12799" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de julho de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p> Em 30 de novembro, falecimento da primeira-dama e grande amiga de Leolinda, Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16927" target="_blank"><em>Jornal do Brasil, </em>5 de dezembro de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211;  Sua filha, Áurea Daltro, fazia parte do corpo docente da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17023" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de maio de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez um pequeno<em> reparo</em> ao artigo escrito por Gilka Melo da Costa Machado publicado na edição de <em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913. Segundo Leolinda, que não foi citada no referido artigo, ela teria sido a responsável pela semente da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1141" target="_blank"><em>A Faceira</em>, outubro e novembro de 1913</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1201" target="_blank"><em>A Faceira</em>, dezembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi, com alunas da Escola Orsina da Fonseca, ao Cemitério de Jacarepaguá, prestar uma homenagem a Orsina da Fonseca, que havia falecido em de 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31727" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31727" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda2.jpg" alt="Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / O Paiz, 3 de novembro de 1913" width="331" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19767" target="_blank">Trecho do dircurso de Leolinda em homenagem a Orsina da Fonseca / <em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1914 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">Leolinda estava presente na inauguração da Escola Prática e Profissional em uma das salas da Imprensa Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/4527" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de janeiro de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">O Partido Republicano Feminino tinha cerca de duas mil associadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/25520" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1914, terceira colun</a>a).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Envolveu-se numa confusão com um recebedor dos bondes da Light (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/35279" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de julho de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda aposentou-se como professora catedrática (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/6800" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de julho de 1915, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/28661" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino, sob a presidência de Leolinda, inaugurou a Escola Cívica Pinheiro Machado para adultos do sexo masculino, que funcionaria todas as noites e provisoriamente na Escola Orsina da Fonseca. Contava no início com 25 alunos que após a preleção inaugural decidiram fundar o jornal <em>Atalaia</em> e também uma linha de tiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29438" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1915, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que despejaria judicialmente a Escola Orsina da Fonseca, que ocupava um prédio na rua General Câmara, que pertencia à Municipalidade. Mas o despejo não se cumpriu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/93244" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista à <em>Gazeta de Notícias</em>, de 21 de janeiro, de 1916, falou sobre sua vida, sobre a fundação da Escola Orsina da Fonseca que, segundo ela, ensinava dentre vários ofícios, a fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a> ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31743" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda11.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 21 de janeiro de 1916" width="283" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36918" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de janeiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda, à frente do Partido Republicano Feminino, propôs a criação do <em>donativo patriótico</em>, com o qual todo o funcionalismo público seria conservado com os <em>vencimentos atuais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/185" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 28 de novembro de 1916</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/18256" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançamento do primeiro número do periódico quinzenal <em>A Tribuna Feminina</em>, dirigido por Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/1949" target="_blank"><em>A Faceira</em>, 1º de dezembro de 1916, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/35550" target="_blank"><em>A Federação</em>, 7 de dezembro de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31790" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31790" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda19.jpg" alt="Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916" width="359" height="160" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/1950" target="_blank">Trecho do artigo de apresentação da Tribuna Feminina publicado em A Faceira, 1º de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em dezembro, Leolinda encaminhou à Câmara uma representação em nome do Partido Republicano Feminino, sobre o voto feminino:</p>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“A grande maioria do professorado municipal desta cidade é constituído por mulheres. São elas que dão instrução aos futuros cidadãos, que têm sobre os ombros a difícil tarefa de preparo das novas gerações. Se a lei lhes deu tão grande responsabilidade; se o Estado reconhece a sua capacidade para tão alta função, qual seja a de educar e instruir a mocidade; se a Escola Normal, Oficial, lhes conferiu um diploma que lhes habilita para esse espinhoso mister — como admitir que esse mesmo Estado possa negar-lhes capacidade para a simples escolha dos que devam ser os representantes do país nas assembleias legislativas e nos altos postos da administração pública? É o maior dos absurdos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31748" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><img class=" wp-image-31748" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda14.jpg" alt="Annaes da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916" width="683" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/76072" target="_blank"><em>Annaes da Câmara</em>, sessão de 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31787" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda18.jpg" alt="A Lanterna, 22 de dezembro de 1916" width="419" height="152" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/211702/336" target="_blank"><em>A Lanterna</em>, 22 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- O Partido Republicano Feminino apoiou o rompimento das relações diplomáticas do governo brasileiro com a Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/40828" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de abril de 1917</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31733" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31733" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda7.jpg" alt="A Época, 28 de abril de 1917" width="335" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/13955" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de abril de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Requereu seu alistamento eleitoral, mas seu pedido foi recusado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/15032" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 10 de fevereiro de 1917, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31539" target="_blank"><em>A República</em>, 13 de fevereiro de 1917, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/46527" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de agosto de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Carlos Rubens publicou um artigo exaltando a atuação da professora Leolinda Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347906/2516" target="_blank"><em>A Faceira,</em> 1º de agosto de 1917</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959) propôs uma emenda à lei eleitoral<em> </em>para <em>estender o alistamento eleitoral para as brasileiras maiores de 21 anos. </em>Foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça. <em>Tal atitude da comissão parece ter inspirado uma reação por parte do PRF, através de uma passeata de mulheres pelas ruas do Rio de Janeiro, em novembro de 1917, como uma resposta ao repúdio à proposta de Lacerda. Seguindo o exemplo das feministas de outros países as partidárias do PRF foram convocadas para participar de uma nova manifestação pública, na qual cerca de 84 mulheres foram para as ruas protestar (</em>KARAWEJCZYK, 2014).</p>
<p style="text-align: left;">O Partido Republicano Feminino manifestou-se, oferecendo os serviços de suas associadas em solidariedade à participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217549/19997" target="_blank">(<em>O Dia</em>, 20 de novembro de 1917</a>). A delegação do Tiro Feminino, às vezes identificado como <em>batalhão feminino,</em> era formado por 89 soldadas do Tiro Feminino, alunas da Escola Orsina da Fonseca. Elas usavam uniforme militar e faziam treinamento em praças públicas do Rio de Janeiro. A iniciativa foi muito criticada e ridicularizada. Em 1920, o batalhão feminino foi rebatizado como Legionárias da Paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31804" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda21.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de novembro de 1917" width="458" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/42577" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong> </span>- Inauguração, no Campo de Santana, da primeira Escola Popular, uma iniciativa do Partido Republicano Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/35981" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1918, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou o livro <em>Início do Feminismo no Brazil &#8211; subsídios para a história (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">Gazeta de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45072" target="_blank">18 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda3.jpg" alt="leolinda3" width="474" height="652" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Visitou a redação do jornal <em>A Época</em> com <a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</a>, identificada no artigo publicado no referido periódico, em 24 de setembro de 1918, como a primeira eleitora do Brasil. Leolinda se queixou da falta de atenção da imprensa na divulgação do trabalho dela e do Partido Republicano Feminino em prol do feminismo no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31734" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda8.jpg" alt="A Época, 24 de setembro de 1918" width="570" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31735" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355"><img class="wp-image-31735 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda9.jpg" alt="leolinda9" width="294" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18355" target="_blank"><em>A Época</em>, 24 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Partido Republicano Feminino celebrou a posição do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), pedindo ao legislativo de seu país a aprovação do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18417" target="_blank"><em>A Época</em>, 2 de outubro de 1918)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31736" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda10.jpg" alt="A Época, 3 de outubro de 1918" width="290" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720100/18425" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda convalescendo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a>, Leolinda ofereceu ao prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), o edifício da Escola Orsina da Fonseca para tornar-se uma enfermaria de atendimento <em>a mulheres e crianças desamparadas</em> e o trabalo das 20 enfermeiras da instituição para ajudar no combate à epidemia. Na carta ao prefeito revelou que, além dela, 14 membros de sua família tinham contraído a gripe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18604" target="_blank"><em>A Época</em>, 28 de outubro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37255" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de novembro, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31744" style="width: 166px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda12.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de outubro de 1918" width="156" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Lançou o opúsculo<em> Pela Velhice </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14214" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de janeiro de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O ministro da Guerra, Alberto Cardoso de Aguiar (1864 &#8211; 1935) atendeu à solicitação de Leolinda no sentido de oferecer aulas de instrução militar às alunas da Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/45819" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de julho de 1919, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou de uma manifestação a favor do prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/7599" target="_blank"><em>A Razão</em>, 29 de julho de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que Leolinda havia sido escolhida para representar as classes trabalhadoras na Conferência Trabalhista de Washington, em outubro de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47069" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lançou sua candidatura ao cargo de intendente municipal pela cidade do Rio de Janeiro. Não foi eleita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/21201" target="_blank"><em>A Época</em>, 7 de outubro de 1919, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44739" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 22 de outubro de 1919, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224561/631" target="_blank"><em>Gil Blas</em>, 13 de novembro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/47766" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de dezembro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31747" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31747" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda13.jpg" alt="A Noite, 24 de setembro de 1919" width="391" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/15735" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de setembro de 1919</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Como mulher que sou, com um sentido superior de altruísmo, tenho me preocupado com a necessidade de minorar o sofrimento humano e de se atingir uma melhor distribuição da Justiça.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/975" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1919</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31749" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda15.jpg" alt="O Jornal, 26 de outubro de 1919" width="176" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1509" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Leolinda negava sua participação e a do Batalhão do Partido Republicano Feminino em um homenagem ao novo prefeito, Sá Freire (1870 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31871" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31871" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda26.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 24 de janeiro de 1920" width="403" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O voto feminino e Leolinda foram alvo de zombaria no desfile dos clubes do carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/37440" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de fevereiro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista publicada na capa da <em>Gazeta de Notícias,</em> Leolinda anuncia a adoção de um novo sistema, norte-americano, de ensino prático intuitivo na Escola Orsina da Fonseca e queixa-se do tratamento da imprensa e das autoridades em relação a seu trabalho. comenta a iminente visita dos reis belgas ao Brasil e também sobre a comemoração do centenário da Independência(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/673" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 22 de março de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda havia perdido um memorial que havia dirigido ao Congresso Pan-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2651" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de junho de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi com alunas da Escola Orsina da Fonseca saudar o novo prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2747" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de junho de 1920, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda apresentou um requerimento ao prefeito pedindo para ser nomeada despachante municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1780" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de julho de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2595" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1920, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">À frente de um grupo de feministas, Leolinda fez uma consulta acerca do conceito de cidadão a renomados juristas, dentre eles Clóvis Bevilacqua (1859 &#8211; 1944) e Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923), (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120774/10410" target="_blank"><em>O Norte</em> (PB), 10 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A possível participação do Batalhão Feminino do Brasil sob o comando de Leolinda na recepção aos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">reis da Bélgicas </a>que visitariam o Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, foi criticada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31878" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31878" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda31.jpg" alt="D. Quixote, 15 de setembro de 1920" width="196" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/5001" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 15 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>O voto às brasileiras</em>, no qual Leolinda é citada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212547/1609" target="_blank"><em>Revista Feminina</em>, outubro de 1920</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em nome do Partido Republicano Feminino, que ainda presidia, convidou <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">a Rainha Elizabeth da Bélgica (1876 &#8211; 1965), em visita com seu marido o Rei Alberto I, ao Brasil,</a> para um piquenique em Paquetá. Por falta de espaço na agenda, a soberana declinou do convite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/4648" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 7 de outubro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicou o livro <em>Da catequese dos índios do Brasil (notícias e documentos para a história)</em>. Leolinda justificou a publicação tardia de seus registros alegando que a idéia da educação laica dos indígenas fora recebida com indiferença e frieza e a tornara alvo de ridículo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/5672" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1920, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830364/815" target="_blank"><em>Gazeta Suburbana</em>, 25 de dezembro de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31414" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31414" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda17.jpg" alt="O Malho, 25 de dezembro de 1920" width="532" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"><em>O Malho</em>, 25 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31879" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955"><img class="size-full wp-image-31879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda32.jpg" alt="O Combate, 14 de dezembro de 1920" width="177" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/3955" target="_blank"><em>O Combate</em>, 14 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/43656" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda4.jpg" alt="leolinda4" width="535" height="710" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo exaltando a atuação de Leolinda e também sua conduta pessoal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31883" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda33.jpg" alt="Vida Carioca, 6 de janeiro de 1921" width="407" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/156574/6" target="_blank"><em>Vida Carioca</em>, 6 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na e<a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1150" target="_blank">dição de maio de <em>A Informação Goyana</em>,</a> a vida de Leolinda foi exaltada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31877" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda30.jpg" alt="A Informação Goyana, maio de 1921" width="602" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/176648/1151" target="_blank"><em>A Informação Goyana</em>, maio de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na coluna &#8220;Eleganpcias&#8221;, Leolinda revelou seus livros de cabeceira -<em> Justiça e Assistência</em>, de Ataulfo de Paiva (1867 &#8211; 1955); e o primeiro volume de versos de Alberto de Oliveira (1857 &#8211; 1937), cujo poema <em>Borboleta Azul </em>(<em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">Sonetos e Poemas, </a></em><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&amp;id=138763" target="_blank">página 33</a>), havia sido, segundo Leolinda, inspirado nela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6407" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 1º de junho de 1921, segunda coluna</a>). Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6515" target="_blank">edição de junho da mesma revista</a>, numa enquete realizada entre acadêmicos diante da discussão da entrada de mulheres na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31815" target="_blank">Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) </a>declarou que seu voto seria pelo ingresso de Leolinda Daltro.</p>
<p>Foi entrevistada: em pauta o direito do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31872" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31872" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda27.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 4 de junho de 1921" width="214" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/3968" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recebeu na Escola Orsina da Fonseca os intendentes argentinos que faziam parte do Conselho Deliberante de Buenos Aires, em visita ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/10620" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Escola Orsina da Fonseca, inauguração da Escola Noturna Dr. Nascimento Silva destinada ao combate ao analfabetismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/11960" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de novembro de 1921, quinta colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17421" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; O nome de Leolinda foi lembrado para ser uma das representantes do Brasil na I Conferência Pan-americana de Mulheres, que se realizaria, em Baltimore, nos Estados Unidos, entre os dias 20 a 23 de julho, patrocinado pela <i>National League of Women Voters,</i> uma divisão da <i>National Woman Suffrage Association</i> (NAWSA), associação norte-americana vinculada ao movimento abolicionista e sufragista, fundada em 1868, em Nova York.  A também feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> foi a escolhida como a representante oficial do governo brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5144" target="_blank"><em>O Combate</em>, 5 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em carta para o jornal <em>A Noite</em> negou que houvesse recebido uma quantia de dinheiro do Banco Nacional Brasileiro para patrocinar a campanha do senador Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) à presidência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5810" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de março de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5268" target="_blank"><em>A Noite, 22 de março de 1922, última coluna</em></a><em>).</em></p>
<p>Foi receber o marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) no Palace Hotel. Ele havia sido preso no dia 2 de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank"> j</a>ulho. Este foi um dos eventos que antecederam a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana.</a> O marechal Hermes foi de novo preso e só foi solto, em janeiro de 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/10822" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 4 de julho de 1922;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank"><em>O Combate</em>, </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5696" target="_blank">5 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>A ideia da construção de um monumento em homenagem à Princesa Isabel foi do Partido Republicano Feminino, em dezembro de 1921. Leolinda pedia que fosse aberta uma subscrição popular para financiamento do monumento e colocava para venda durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposiçao de 1922</a> exemplares de seu livro, <em>Da catequese dos índios do Brasil, </em>cuja renda reverteria para esta causa. Esteve presente ao lançamento da pedra fundamental do monumento, na Praça XV, em 28 de setembro de 1922, quando leu a ata inaugural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8423" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/43807" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47929" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de setembro de 1922, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/17999" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de outubro de 1922, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi destinado pelo governo à Escola Orsina da Fonseca uma quantia para a reforma de seu mpbiliário, mas até o momento o dinheiro ainda não havia sido dosponibilizado. No artigo, destacam-se os esforços pessoais de Leolinda para manter a instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13481" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1923, última coluna</a>).</p>
<p>Alunas se formaram em radiotelegrafia na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/25686" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1923</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Em 15 de abril, falecimento de Áurea Daltro Cardoso de Gusmão, filha caçula de Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28773" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 17 de abril de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/28879" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de abril de 1924, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi muito elogiada a exposição dos trabalhos das alunas da Escola Orsina da Fonseca, que Leolinda seguia dirigindo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/39642" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de agosto de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>Apoiava a chapa formada por Luis Gonçalves Nogueira e Fortunato Campos de Medeiros para o Conselho de Serventuários Municipais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/8335" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 18 de outubro de 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tendo à frente Leolinda, o Partido Republicano Feminino e a Escola Orsina da Fonseca estiveram presentes, com seus estandartes, ao desembarque, do engenheiro e ex-prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/4543" target="_blank"><em>Annuario das Estações Sportivas: Derby Club,</em> 1925</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre a história da luta pela emancipação feminina e pelo voto feminino no Brasil a liderança de Leolinda foi adjetivada de <em>pitoresca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/305138/1312" target="_blank"><em>Frou-Frou</em>, fevereiro de 1926</a>).</p>
<p>Concorreu ao cargo de intendente do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/18330" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 2 de março de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Com a presença do prefeito Antônio da Silva Prado Júnior (1880 &#8211; 1955), foi inaugurado o Centro das Escoteiras da Redemptora, na Escola Orsina da Fonseca. Em seu discurso afirma ter sido a primeira escoteira do Brasil <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/48663" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 10 de agosto de 1926, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27837" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de novembro de 1926, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/11175" target="_blank"> <em>O Brasil</em>, 24 de novembro de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/54685" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de abril de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31750" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg"><img class="size-full wp-image-31750" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda16.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1926" width="534" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/51210" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; A escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943), em entrevista ao jornal <em>Correio da Manhã</em>, referiu-se a Leolinda como a pioneira no Brasil na luta pelo voto feminino, como a <em>nossa Pankhurst</em>, aludindo à famosa e fundamental sufragista britânica Emmeline Pankhurst (1858 &#8211; 1928) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/32976" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1927</a>). No jornal <em>A Manhã</em>, de 30 de novembro de 1928, a escritora de novo exaltou a atuação de Leolinda como precursora do feminismo e referiu-se a um artigo escrito por Agrippino Nazareth em que ele também elogiava a <em>veneranda educadora</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/6706" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 30 de novembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda declarou em entrevista que o voto feminino era seu verdadeiro objetivo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de dezembro de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31751" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31751" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda17.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de dezembro de 1927" width="308" height="171" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O preparo do terreno para a conquista de hoje foi feito por mim, à custa de muito humorismo grosseiro, de muita chacota, de muitas descomposturas! Houve uma época em que durante anos seguidos eu era figura obrigatória em carros carnavalescos, num ridículo medonho!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Leolinda sobre o voto feminino no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/61320" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de dezembro de 1927</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">O orçamento municipal destinou uma quantia para a aquisição de material para a Escola Orsina da Fonseca. Na época, o prefeito do Rio de Janeiro ainda era Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32626" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1928, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1</strong></span><span style="color: #800000;"><strong>929</strong> </span>- Reivindicava para si a primeira iniciativa de estender o escotismo às mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31886" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda34.jpg" alt="Diário Carioca, 27 de abbril de 1929" width="526" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_01/2819" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 27 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda foi homenageada na Escola Orsina da Fonseca, que ainda dirigia, pelas Escoteiras da Redemptora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/76945" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de julho de 1929, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Foi homenageada pelo Conselho Metropolitano de Escoteiros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2009" target="_blank">(<em>Diário Carioca</em>, 12 de julho de 1930, primeira coluna; </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2917" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda é a protagonista do artigo <em>A Pioneira do Feminismo</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2070" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de julho de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No artigo <em>Justiça Tardia</em>, a escritora <em> </em>Iveta Ribeiro (1886 – 1962) chama atenção para a importância da atuação de Leolinda ao longo de sua vida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31894" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda37.jpg" alt="Correio da Manhã, 20 de julho de 1930" width="260" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2974" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leolinda foi homenageada na coluna &#8220;A esmo&#8230;&#8221;, escrita pela poetisa e jornalista Rosalina Coelho Lisboa (1900 &#8211; 1975) e também no artigo <em>A professora Daltro</em>, escrito pelo jornalista Benjamin Costallat (1897 &#8211; 1961) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26651" target="_blank"><em>A Pacotilha(MA)</em>, 18 de agosto de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168319_02/26723" target="_blank"><em>A Pacotilha (MA)</em>, 2 de setembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Apoiou a Revolução de 30 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2006" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 1º de novembro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Sofreu um acidente de carro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4567" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de novembro de 1930, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Com a presença de Leolinda, cujo trabalho foi considerado <em>uma obra de esforço e abnegação</em>, exposição de trabalhos realizados na Escola Orsina da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/11442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de março de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/20327" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Leolinda contou porque se tornou feminista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3033" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31898" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda40.jpg" alt="A Batalha, 2 de abril de 1931" width="318" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/3040" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 2 de abril de 1931</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Falecimento de seu filho, Alfredo Napoleão de Figueiredo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5220"><em>Diário de Noticias</em>, 9 de maio de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma carta da escritora Maria Lacerda de Moura (1887 &#8211; 1945) a também escritora Rachel Prado, onde comenta aspectos do II Congresso Internacional Feminista e a polêmica em torno de uma homenagem que Rachel queria fazer a Leolinda Daltro como pioneira do feminismo no Brasil que foi  como dito no artigo <em>Phosphoros Femininos,</em> escrito por Victoria Regia, <em>abruptamente</em> negada. Segundo o artigo, Daltro foi discriminada por ser pobre, idosa, viúva e por não ter a cultura das feministas da atualidade, que não tiraria o valor da luta inicial pelos direitos da mulher empreendida pela professora  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em> Diário Carioca,</em> 21 de julho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31896" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><img class="wp-image-31896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda38.jpg" alt="leolinda38" width="315" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5425" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 7 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31897" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31897" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda39.jpg" alt="Diário Carioca, 1931" width="313" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5577" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 21 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Algumas participantes do II Congresso Internacional Feminista foram fazer uma visita a Leolinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76955" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 11 de julho de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong> </span>- Com a presença da primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968), realização da exposição de trabalhos da Escola Orsina da Fonseca, quando Leolinda falou sobre a fundação do estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/7058" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 23 de janeiro de 1932</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de uma homenagem das Escoteiras da Redemptora ao príncipe dom Pedro de Orleans (1875-1940), em 1930 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31899" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda41.jpg" alt="Brasil Feminino, maio de 1932" width="300" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/156" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1932</a></p></div>
<p style="text-align: left;">No dia do aniversário de Leolinda, 14 de julho, o <em>Jornal do Brasil</em> publicou um artigo em sua homenagem onde elencou os principais feitos dela, dentre eles a fundação da Escola Orsina da Fonseca e do Partido Republicano Feminino, iniciativa que relacionou à recente nomeação de duas mulheres, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, para participar da elaboração do ante-projeto da nova Constituição. Foram também lembradas outras iniciativas de Leolinda como a criação da Escola de Enfermeiras e da Linha de Tiro Rosa da Fonseca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24765" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de julho de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda enviou a Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940), presidente do Centro Carioca uma carta confiando à instituição a tarefa de perseverar na campanha para erigir um monumento em homenagem à Princesa Isabel, uma iniciativa tomada por ela em dezembro de 1921. A pedra fundamental da estátua foi lançada em 1922, mas a obra não foi adiante. Alegou que seu estado de saúde precário e abatimento pela morte de seus filhos Áurea, em 1924, e Alfredo, em 1931, a impediam de prosseguir na luta por este ideal. Em artigo de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25836" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de agosto de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13607" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de outbro de 1932, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13878" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 4 de novembro de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fazia parte de uma comissão da Aliança Nacional de Mulheres, dirigida por Natércia da Cunha Silbeira (1905 &#8211; 1993) e foi homenageada pela instituição <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10362" target="_blank">, 31 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31892" style="width: 816px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31892" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda35.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1932" width="806" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/29567" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Uma comissão formada por alunas da Escola Orsina da Fonseca participou do cortejo fúnebre do ex-prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), que sempre apoiou o referido colégio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/30973" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de fevereiro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi candidata pelo Partido Nacional do Trabalho para deputada constituinte, mas não se elegeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/12696" target="_blank"><em>A Noite</em>, 1º de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana, </em>20 de maio de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/33328" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de maio de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda5.jpg" alt="leolinda5" width="551" height="368" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Leolinda sobre a conquista do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31389" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><img class="wp-image-31389 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda2.jpg" alt="Revista da Semana, 11 de maio de 1933" width="500" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/7560" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31893" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda36.jpg" alt="Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1933" width="297" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/39453" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 31 de dezembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Integrava a comissão fiscal da Aliança Nacional das Mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/27429" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de janeiro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Deu um entrevista para o jornal <em>A Noite</em>, quando elencou a criação da Escola Orsina da Fonseca e a fundação do Partido Republicano Feminino como suas maiores realizações. Revelou que o PRF estava alistando mulheres para votar no Colégio Amazonas, na rua Barão de Mesquita, dirigido por sua filha, a professora Alcina de Figueiredo Siqueira Amazonas <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, <em>3 de agosto de 1934</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31419" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31419" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda22.jpg" alt="A Noite, 3 de agosto de 1934" width="494" height="746" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31420" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><img class="wp-image-31420 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="468" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18927" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em>Uma heroína, </em>Floriano de Lemos (1885 &#8211; 1968) exaltou as iniciativas de Leolinda e os obstáculos que ela enfrentou por seu pioneirismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de setembro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Em 30 de abril foi atropelada por um automóvel quando atravessava a Praça da República. Após ficar internada por alguns dias na Casa de Saúde Pedro Ernesto, onde teve sua perna amputada, faleceu em 4 de maio. Foi enterrada no Cemitério São João Batista. Seus filhos vivos eram, na ocasião, o advogado Oscar Daltro e o engenheiro Leobino Daltro e a professora Alcina Siqueira Amazonas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31900" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31900" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/leolinda42.jpg" alt="O Jornal, 5 de maio de 1935" width="304" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23946" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 5 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/14557" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda23.jpg" alt="leolinda23" width="274" height="284" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31805" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31805" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/leolinda22.jpg" alt="Illustração Brasileira, junho de 1935" width="380" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pagfis=14557" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, junho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> manifestou-se no enterro de Leolinda, que fazia parte da comissão fiscal da Aliança Nacional de Mulheres, presidida por ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53314" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de maio de 1935, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/19150" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 4 de maio, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53344" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120200/8643" target="_blank"><em>A Nação</em>, 5 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/27594" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de maio de 1935, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/36262" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 e 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/53447" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de maio de 1935, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/82565" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/12500" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/53647" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de maio de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seu epitáfio do cemitério São João Batista:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Leolinda Figueiredo Daltro </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mamãe – nosso ourinho </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>14/07/1859 04/05/1935 </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Precursora do verdadeiro feminismo pátrio </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Propugnadora da nobilitação dos humildes e humanização dos selvícolas</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro foi aprovado um requerimento de pesar da deputada Carlota Pereira de Queirós (1892- 1982) pelo falecimento de Leolinda. A Assembleia Constituinte da Bahia inseriu em sua ata uma nota de pesar pelo falecimento da professora Daltro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/7621" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de maio de 1935, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/22854" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1935, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Foi sucedida, na direção da Escola Orsina da Fonseca por sua filha, Alcina Amazonas (1874 &#8211; 1948), que foi sucedida por seu filho, Djalma Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/43222" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de maio de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/92718" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de maio de 1939, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/13456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1941, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/42724" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de março de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; O Grêmio Literário Leolinda Daltro, promovia um festival dançante (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67278" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1936, última coluna)</a>.</p>
<p>Em seu artigo<em> Mulheres na Academia</em>, Modesto de Abreu (1901 &#8211; 1996) comentando acerca da polêmica sobre o ingresso de mulheres na Academia Brasileira de Letras, propõe a criação de uma Academia Feminina e cita Leolinda Daltro como um ótimo nome para ser patrona de uma de suas cadeiras <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/67697" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 30 de agosto de 1936, segunda coluna</a>).</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), na comemoração dos 50 anos  da abolição da escravatura do Brasil, inaugurou um marco na Praça XV indicando o local onde uma estátua da Princesa Isabel seria erigida, uma iniciativa tomada por Leolinda em dezembro de 1921. Em artigo, no <em>Correio da Manhã</em>, de 13 de maio de 1938, a escritora Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) cobrava a construção da estátua. No artigo <em>Monumento à Princesa Isabel,</em> assinado pela escritora Maria Eugênia Celso (1886 &#8211; 1963), publicado no mesmo jornal, em 20 de maio, Leolinda foi outra vez lembrada como a idealizadora do projeto  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/84397" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de maio de 1938, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46226" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de maio de 1938, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/46339" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de maio de 1938, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/48990" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de setembro de 1947, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> &#8211; Era a patrona da cadeira 27 da recém criada Academia Feminina sob a presidência de Adalzira Bittencourt (1904 &#8211; 1976)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/8775" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, maio de 1943, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Foi inaugurada na sede da Organização Jurídica, dirigida por seu filho Leobino Daltro, um retrato de Leolinda e um de Oscar Daltro, seu filho já falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/6227" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, agosto de 1944, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Publicação da história da Escola Orsina da Fonseca, 1ª<em> Escola Técnico-Profissional da América do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/9442" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de março de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre Leolinda Daltro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60213" target="_blank">18 de março, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/60427" target="_blank">25 de março, quinta coluna</a>, de 1956).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong> </span>- A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Resolução nº 233, que instituiu o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas dez mulheres para receber a homenagem por seu destaque na vida pública e na defesa dos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro-e-a-luta-pelo-voto-feminino/" target="_blank">Assista aqui o vídeo <em>Leolinda e a luta pelo voto feminino</em>, por Mônica Karawejczyk, pesquisadora da Fundação Biblioteca Nacional</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Essa informação foi uma descoberta da pesquisa realizada pelo jornalista Rafael Sento Sé para seu livro <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque </em>(2025), e foi acrescentada ao artigo em 6 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>CORRÊA, Marisa. <em>Os índios do Brasil elegante e a professora Leolinda Daltro</em>. São Paulo : <em>Revista Brasileira de História</em>, vol 9, nº 18, agos a setembro de 1989.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>Da catequese dos índios no Brasil. Notícias e documentos para a História (1896-1911).</em> Rio de Janeiro: Typografia da Escola Orsina da Fonseca, 1920.</p>
<p>DALTRO, Leolinda. <em>O início do feminismo no Brasil</em>. [recurso eletrônico] : subsídios para história / Leolinda Daltro ; introdução, notas e posfácio de Elaine Pereira Rocha. &#8212; Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2021. – (Coleção vozes femininas).</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/1%20Verbetes%20letra%20D.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Leolinda Daltro</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PARTIDO%20REPUBLICANO%20FEMININO.pdf" target="_blank">FGV CPDOC &#8211; Partido Republicano Feminino</a></p>
<p>GIRAUDO, Laura. (2017). <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/iberoamericana/article/view/24069" target="_blank"><em>Homenagear os índios, defender o indigenismo: o “Dia do Índio” e o Instituto Indigenista Interamericano</em></a>.<em> Estudos Ibero-Americanos, 43(1), 81–96.</em> https://doi.org/10.15448/1980-864X.2017.1.24069</p>
<p>HELLMANN, Risolete Maria. <a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/158424" target="_blank"><em>Carmen Dolores, escritora e cronista: Uma intelectual feminista da Belle Époque</em></a>. 2015. Tese (Doutorado em Literatura) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>JARDILINO, José Rubens Lima. <a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261001/html/" target="_blank"><em>Educadora, Feminista, Indigenista: Leolinda Figueiredo Daltro, uma “Dama” da educação brasileira no final do século XIX</em></a>. Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 7-11<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Mônica.<em> Os primórdios do movimento sufragista no Brasil: o feminismo “pátrio” de Leolinda Figueiredo Daltro.</em> Estudos Ibero-Americanos, PUCRS, v. 40, n. 1, p. 64-84, jan.-jun. 2014</p>
<p class="publisher">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p>MELO, Hildete Pereira de; MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <a href="http://www.scielo.org.co/pdf/rhel/v18n26/v18n26a14.pdf" target="_blank">Partido Republicano Feminino</a>. Rev. hist.edu.latinoam &#8211; Vol. 18 No. 26, enero &#8211; junio 2016 &#8211; ISSN: 0122-7238 &#8211; pp. 311 &#8211; 326.</p>
<p><a href="http://www.mulheresdeluta.com.br/leolinda-daltro/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-era-chamada-de-mulher-do-diabo-por-ter-senso-de-justica/" target="_blank">Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p>PETSCHELIES, Erik. <a href="https://www.scielo.br/j/ra/a/xwBm3SQtfQP9xHJCnqSjHsC/" target="_blank"><em>O Museu Paulista, Hermann von Ihering (1850-1930) e os ameríndios</em>.</a><span class="_separator"> São Paulo : </span><span class="_editionMeta">Revista de Antropologia, nº 66,<span class="_separator"> </span>2023.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43831319" target="_blank">Portal da BBC</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/07/11/dia-dos-povos-indigenas-em-19-de-abril-substitui-dia-do-indio-apos-derrubada-de-veto" target="_blank">Portal do Senado Federal</a></p>
<p>ROCHA, Elaine Pereira. <em>Entre a pena e a espada: a trajetória de Leolinda Daltro (1859-1935)- patriotismo, indigenismo e feminismo</em>. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.</p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos. <em><a href="https://www.redalyc.org/journal/869/86945261002/html/" target="_blank">Leolinda Daltro – a Oaci-zauré – relato de sua experiência de proposta laica de educação para os povos indígenas no Brasil central.</a> </em>Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia. <span class="journal">Revista Historia de la Educación Latinoamericana</span><span class="issue"><span class="volume">, vol. 18</span>, núm. 26</span>, pp. 15-46<span class="year">, 2016.</span></p>
<p>SANTOS, Paulete Cunha dos.<a href="http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4097/Paulete+Maria+Cunha+dos+Santos.pdf?sequence=1" target="_blank"> Leolinda Daltro &#8211; a caminhante do futuro: uma análise de sua trajetória de catequista a feminista (Rio de Janeiro/Goiás &#8211; 1896 &#8211; 1920)</a>. Tese de Doutorado. Universidade do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p class="publisher">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p class="publisher">SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p class="publisher"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/cmdsrondon.html" target="_blank">Site Instituto Histórico Geográfico Brasileiro</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/ultimas-noticias/686-servico-de-protecao-aos-indios-e-localizacao-dos-trabalhadores-nacionais" target="_blank">Site Memória da Administração Pública Brasileira &#8211; Arquivo Nacional</a></p>
<p class="publisher"><a href="http://memoriapoliticademexico.org/Textos/6Revolucion/1940PCM.html" target="_blank">Site Memória Política do México</a></p>
<p class="publisher"><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/%C3%93rg%C3%A3o_Indigenista_Oficial" target="_blank">Site Povos Indígenas no Brasil</a></p>
<p class="publisher">STAUFFER, David Hall. <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/268315743.pdf" target="_blank"><em>Origem e Fundação do Serviço de Proteção aos Índios</em> (III)</a>. Revista de História, <i>[S. l.]</i>, v. 21, n. 43, p. 165-183, 1960. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.rh.1960.120126. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/120126. Acesso em: 24 fev. 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=31902</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 16:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Alzira Soriano]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queirós]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[dados estatísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[pioneiras]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474</guid>
		<description><![CDATA[No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série "Feministas, graças a Deus!", a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 - 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina. A conquista foi tema de uma das colunas "Turista Aprendiz", do escritor Mário de Andrade (1893 - 1945). A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres. Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia Internacional da Mulher, a Brasiliana Fotográfica destaca, no 14º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>, a eleição da potiguar Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963), que se tornou, em 1928, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina.  A conquista foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945). O portal também selecionou fotografias de feministas presentes em seu acervo fotográfico. A ideia da criação de um dia para celebrar a mulher remonta ao século XIX, mas foi, em 1975, que o dia 8 de março foi instituído pelas Nações Unidas como o Dia Internacional das Mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar dos avanços relativos à emancipação feminina, infelizmente, conforme pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada há alguns dias, o Brasil está diante de um aumento de violência contra a mulher. De acordo com Samira Bueno, diretora executiva do Fórum: <em>Foram mais de 18 milhões de mulheres vítimas de violência no último ano. São mais de 50 mil vítimas por dia, um estádio de futebol lotado</em>. O estudo revela também que uma a cada três mulheres brasileiras (33,4%) com mais de 16 anos já sofreu violência física e/ou sexual de parceiros ou ex-parceiros.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/354" target="_blank">Acessando o link para fotografias de feministas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) , a primeira prefeita do Brasil e da América Latina</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6566/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0017_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6566" target="_blank">Posse de Alzira Soriano, primeira prefeita eleita do Brasil e da América do Sul, 1º de janeiro de 1929. Lajes, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi no Rio Grande de Norte que Alzira Soriano (1897 &#8211; 1963) foi eleita, em 2 de setembro de 1928, para comandar a cidade de Lajes, com 60% dos votos, tornando-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, tendo tomado posse no cargo em 1º de janeiro de 1929 (<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928)</a>. Lembramos aqui que, justamente no estado referido, a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade, passou a vigorar em 25 de outubro de 1927, durante o governo de  José Augusto Bezerra de Medeiros (1884 &#8211; 1971).</p>
<p>Na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 2 de dezembro de 1927</a>, foi publicada uma pequena matéria com uma mensagem de Alzira:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Estão se mostrando animadores os primeiros resultados da instituição do voto feminino, no Rio Grande do Norte. Não obstante ser tão recente a introdução desta medida, já vem chegando as novas dos primeiros alistamentos. Há breves dias anunciava-se que a senhorita Julia Barbosa, catedrática de matemática na capital daquele estado, requerera alistamento eleitoral. Agora telegrama do anuncio de Mossoró afirma a inclusão do nome de uma senhora na lista eleitoral. Trata-se da Sra. Celina Vianna, casada, professora, com economia própria, que poderá vangloriar-se de ser a primeira eleitora do Brasil. Outro despacho telegráfico, de Jardim Angicos, vem assegurar ao senador Juvenal Lamartine, propulsor da ideia, e presidente eleito do Estado, o apreço e a solidariedade do futuro eleitorado feminino da sua terra. Transcrevemos a mensagem a seguir: “Orgulhosa pelo gesto da Assembleia Legislativa do nosso querido Estado, concedendo o direito ao voto feminino, em nome das mulheres de Lages, felicito V. EX. pela brilhante vitória e asseguro solidariedade política ao futuro governo. – Alzira Soriano&#8221;</em></span></p>
<p>As eleições para a escolha de um novo senador para o Rio Grande do Norte foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres. Mas o voto feminino valeria nas eleições já mencionadas, de 2 de setembro de 1928, quando Alzira tornou-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul. Ela<em> enfrentou forte resistência de seus opositores, correligionários ao seu concorrente, Sérvulo Pires Neto Galvão, que não se conformavam em disputar a eleição com uma mulher</em> (SOUZA, 1993).<em> </em>A notícia de sua eleição foi publicada na edição do dia 8 de setembro do jornal norte-americano <em>New York Times</em> com o título<em> ’Americanized’ Town Elects Brazil’s First Woman Mayor &#8211; Cidade americanizada elege primeira prefeita mulher do Brasil. </em>O artigo atribuia o fato à influência do movimento sufragista norte-americano no Brasil<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/26689" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de setembro de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p>Luiza Alzira Teixeira de Vasconcelos nasceu, em 29 de abril de 1897, em Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, filha do coronel Miguel Teixeira de Vasconcelos e da dona Margarida Teixeira de Vasconcelos. Antes dela, haviam nascido duas meninas e um menino, que não sobreviveram às doenças da infância. O casal Miguel e Margarida teve 22 filhos, dos quais apenas sete mulheres e um homem se criaram. Seu pai detinha o poder político da região, que incluía os municípios de Lajes e Pedra Preta; e era o maior comerciante da cidade.</p>
<p>Em 29 de abril de 1914, Alzira casou-se com Thomaz Soriano de Souza Filho (1889 &#8211; 1919), de uma tradicional família de Pernambuco. Foram morar em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, onde o marido trabalhava como promotor. Tiveram quatro filhas: Sonia, que nasceu em 25 de setembro de 1915; Ismênia, nascida em 4 de outubro de 1917; Maria do Céu, que nasceu em 1918, mas morreu de sarampo antes de completar um mês de vida; e Ivonilde, nascida em 25 de março de 1919. Meses antes, em 9 de janeiro de 1919, Thomaz faleceu de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">gripe espanhola</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/18961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de janeiro de 1919, quinta coluna</a>). Alzira voltou a morar em Jardim de Angicos, depois passou uma pequena temporada no Recife e, finalmente retornou à Jardim de Angicos, onde voltou à administração da Fazenda Primavera, de seu pai. A cidade passara a ser um distrito de Lajes.</p>
<p>Voltando à carreira política de Alzira. A responsável pela indicação de Alzira como candidata à Prefeitura de Lajes pelo Partido Republicano foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1996</a>), cuja atuação foi fundamental na luta pela emancipação da mulher no Brasil. Foi a fundadora da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira para o Progresso Feminino</a> e foi uma figura central na luta pelo voto feminino no país, entidade da qual Alzira tornou-se conselheira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1187" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 8 de maio de 1930, última coluna</a>). Bertha viajou ao Rio Grande do Norte, em 1928, em campanha pelo alistamento das mulheres. Na ocasião, foi almoçar com o então  governador do estado, Juvenal Lamartine  (1874 &#8211; 1956), na Fazenda Primavera, ocasião em que conheceu Alzira e se impressionou com sua determinação. Na época, Alzira participava ativamente da administração dos trabalhos na lavoura e pasto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31564" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira8.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="411" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3422" target="_blank">Alzira Soriano<em> / Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enfrentou uma grande resistência de seus opositores, dos correligionários do outro candidato à prefeitura, Sérvulo Pires Neto Galvão. Eles não se conformavam com a candidatura de uma mulher. Alguns chegavam a afirmar que mulher pública era prostituta. O candidato derrotado, por ter se sentido humilhado por ter perdido para uma mulher, saiu da cidade.</p>
<p>Enfim, sua eleição foi festejada na edição de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 10 de setembro de 1928, primeira coluna</a>; e em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 1º e 2 de outubro de 1928</a> com a publicação de um pequeno perfil da recém eleita prefeita e também de uma entrevista realizada por Amphiloquio Câmara, representante de <em>O Paiz </em>no Rio Grande do Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31561" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira6.jpg" alt="A Noite, 10 de setembro de 1928" width="214" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/23709" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31555" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira1.jpg" alt="O Paiz, 1º e 2 de outubro de 1928" width="325" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank">Alzira Soriano com suas filhas Sônia, Ismênia e Ivonilde<em> / Paiz</em>, 1º e 2 de outubro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A declaração abaixo e outras feitas por Alzira na entrevista publicada na mesma edição de <em>O Paiz</em> deixa claro que ela seguia uma linha do feminismo, adotada pela grande maioria das mulheres que participavam da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que não contestava a ordem patriarcal: as mulheres se colocavam como colaboradoras dos homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35678" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira2.jpg" alt="alzira2" width="343" height="192" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada pelo jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/23862" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 28 de setembro de 1928</a>.</p>
<p>Em dezembro de 1928, foi publicada uma mensagem enviada por ela a Bertha Lutz, cuja atuação considerava brilhante e decisiva (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31557" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira3.jpg" alt="O Paiz, 16 de dezembro de 1928" width="522" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/36677" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alzira tomou posse em 1º de janeiro de 1929 e, dias depois, em uma entrevista para o jornal <em>A República</em> (RN) declarou que sua gestão se alinharia a do governador Juvenal Lamartine (1874 &#8211; 1956), <em>incansável em promover o bem estar coletivo. </em>Ela já havia renovado o contrato de luz elétrica, começado a limpeza total e a edificação da cadeia de Lajes e que, em breve, as obras de construção de um campo de aviação na cidade se iniciariam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/37103" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 e 22 de janeiro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31562" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira7.jpg" alt="Equipe da prefeitura de Lages / Almanak Laemmert, 1929" width="384" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/103410" target="_blank">Equipe da Prefeitura de Lajes / <em>Almanak Laemmert</em>, 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trecho de seu dircurso de posse:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8230;determinaram acontecimentos sociais do nosso querido Rio Grande do Norte, na sua constante evolução da democracia, que a mulher, esta doce colaboradora do lar, se voltasse também para colaborar com outra feição na sua obra políticoadministrativa. De outro modo não poderia se ser. As conquistas atuais, a evolução que ora se opera, abre uma clareira no convencionalismo, fazendo ressurgir nova faceta dos sagrados direitos da mulher. </em></span></p>
<p>Sua eleição foi tema de uma das colunas &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, do escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945)</a>, datada de 4 de janeiro de 1929, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank"><em>Diário Nacional: a democracia em marcha (SP)</em>, de 2 de fevereiro do mesmo ano</a>. Mário de Andrade foi uma das figuras centrais do movimento modernista no Brasil. Ele e Oswald de Andrade (1890 &#8211; 1954) foram importantes participantes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna de 1922</a>, mesmo ano em que Mário publicou <em>Paulicéia Desvairada</em> (1922), que introduziu, na poesia brasileira, temas e técnicas modernistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31560" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg"><img class="size-full wp-image-31560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira5.jpg" alt="Coluna &quot;Turista Aprendiz&quot;, de Mário de Andradee, publicada em de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano" width="281" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/5091" target="_blank">Coluna &#8220;Turista Aprendiz&#8221;, de Mário de Andrade, publicada de 2 de fevereiro de 1929, comentando a eleição de Alzira Soriano</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um relatório com um balanço do governo de Alzira na Prefeitura de Lajes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/779" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de março de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1415" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73097" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de abril de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1100" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 e 29 de abril de 1930, penúltima coluna</a>). No artigo <em>A mulher e o Estado</em>, a gestão de Alzira foi elogiada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31578" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31578" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira12.jpg" alt="A Gazeta (SP), 23 de abril de 1930" width="214" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/31934" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de abril de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Revolução de 30, que ocorreu em outubro de 1930, por não concordar com o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) &#8211; havia apoiado Júlio Prestes (1882 &#8211; 1946) à presidência da República &#8211; Alzira, apesar de convidada a permanecer no cargo como interventora, não aceitou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/39346" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1929, quinta coluna</a>). Segunda uma de suas filhas, no último dia de sua gestão foi visitar seus correligionários e também seus opositores. Tendo sido insultada por um deles, Miguel da Silveira, reagiu <em>cobrindo-0 de tapas</em>.</p>
<p>Mudou-se para Natal, onde permaneceu com as filhas até fins da década de 30, quando retornou ao comando da fazenda, com seus irmãos mais novos, devido ao falecimento de seu pai. Voltou à vida política somente em 1947, desta vez como vereadora da cidade de Lajes pela União Democrática Nacional &#8211; UDN. Reelegeu mais algumas vezes.</p>
<p>Faleceu, de câncer, no dia 28 de maio de 1963, após cerca de dois anos do diagnóstico da doença, na casa da filha Ivonilde, em Natal, um dia depois de retornar do Rio e de São Paulo, onde esteve se tratando. Na ocasião, além de três filhas, tinha oito netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_04/30264" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 31 de maio de 1963, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31559" style="width: 169px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira4.jpg" alt="O Paiz, 30 de dezembro de 1928" width="159" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36862" target="_blank">Alzira Soriano<em> / O Paiz</em>, 30 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua homenagem, foi realizada, entre 24 e 29 de abril de 2018, no município de Lajes, a Semana Alzira Soriano, com a realização de atividades educacionais e culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira9.jpg" alt="alzira9" width="403" height="331" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Jardim de Angicos há um museu municipal em memória de Alzira Soriano. Guarda em seu acervo fotos e móveis antigos, reportagens de jornais e de revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31569" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira11.jpg" alt="alzira11" width="317" height="185" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua imagem está presente na bandeira de Jardim de Angicos, juntamente com a representação de alguns pontos turísticos naturais da cidade. Foi sancionada uma lei, em 28 de dezembro de 2018, instituindo o dia e mês do nascimento de Alzira Soriano, 29 de abril, como feriado municipal na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bandeira_de_Jardim_de_Angicos.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/alzira10.jpg" alt="alzira10" width="504" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 2018, Alzira Soriano foi postumamente homenageada com o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, da Câmara dos Deputados. A homenagem, segundo a Câmara, é <em>concedida a mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania e para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeira brasileira Alzira Soriano: o poder político coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Licenciatura em História da Universidade Federal da Fronteira Sul, como requisito para obtenção do título de licenciada em História. Universidade Federal da Frontiera Sul Campus Chapecó, 2019.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p>MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em>O voto feminino do Brasil</em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</p>
<p><a href="https://www.mulheresdeluta.com.br/alzira-soriano/" target="_blank">Mulheres de Luta</a></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/historia-de-coragem-de-alzira-soriano-primeira-prefeita-eleita-no-brasil.html" target="_blank">O GLOBO</a></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55108142">Portal BBC News Brasil</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/comissao-de-defesa-dos-direitos-da-mulher-cmulher/outros-documentos/diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/edicao-2018-diploma-mulher-cidada-carlota-pereira-de-queiros/resumo-alzira-soriano" target="_blank">Portal Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2023/03/03/brasil-esta-diante-de-um-aumento-de-violencia-contra-a-mulher-diz-pesquisadora.htm" target="_blank">Portal UOL</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SOUZA, Heloísa Maria Galvão Pinheiro de. <em>Luísa Alzira Teixeira Soriano: primeira mulher eleita prefeita na América do Sul</em>. Natal: CCHLA, 1993.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=31474</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Alayde Borba]]></category>
		<category><![CDATA[Alayde Pinheiro Borba]]></category>
		<category><![CDATA[Almerinda Farias Gama]]></category>
		<category><![CDATA[Antonieta de Barros]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queirós]]></category>
		<category><![CDATA[Carlota Pereira de Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[Celina Guimarães Viana]]></category>
		<category><![CDATA[dados estatísticos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições de 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Elvira Komel]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de História do Brasil de 1881-1882]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Getulio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Hildenê Gusmão Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel de Souza Matos]]></category>
		<category><![CDATA[Izabel de Mattos Dillon]]></category>
		<category><![CDATA[Izabel de Souza Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[José Augusto Bezerra de Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Josephina Alvares de Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Alves Barbosa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Augusta de Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Juvenal Lamartine de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[legislação eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Leolinda Daltro]]></category>
		<category><![CDATA[Leolinda de Figueiredo Daltro]]></category>
		<category><![CDATA[Lili Lages]]></category>
		<category><![CDATA[linha do tempo do feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[linha do tempo do feminismo no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[lista]]></category>
		<category><![CDATA[Maria de Miranda Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Maria do Céu Pereira Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Firmina dos Reis]]></category>
		<category><![CDATA[Maria José Salgado Lages]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Luisa Dória Bittencourt]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Prestia]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Theresa Nogueira de Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Theresa Silveira de Barros Camargo]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana de Noronha Horta]]></category>
		<category><![CDATA[Mietta Santiago]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos feministas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres eleitas]]></category>
		<category><![CDATA[Natércia da Cunha Silveira]]></category>
		<category><![CDATA[Nísia Floresta Brasileira Augusta]]></category>
		<category><![CDATA[países]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[primeira eleitora]]></category>
		<category><![CDATA[Quintina Diniz de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel de Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[sufragista]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Zuleide Bogéa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236</guid>
		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=31236</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI e série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII &#8211; A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 12:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[1ª Conferência pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Ana de Castro Osório]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie Chapman Catt]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Jerônima Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Margarida Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Rosette Manus]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922 - Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Vernon Morgan]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica encerra a série "1922, Hoje, há 100 anos" com a publicação do artigo "1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo", de autoria da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal. A série surgiu a partirde dois eventos ocorridos em 1922: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos . O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série "Feministas, graças a Deus".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica encerra a série <em>1922, Hoje, há 100 anos </em>com a publicação do artigo <em><span style="color: #000000;">1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, </span></em><span style="color: #000000;">de autoria</span><em><span style="color: #000000;"> </span></em><span style="color: #000000;">da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal.  A série surgiu ancorada em dois eventos: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos. O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11333/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0003de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"> I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As duas primeiras décadas do século XX foram marcadas, no Brasil e no mundo, por eventos decisivos que repercutem, de diferentes formas, nos dias de hoje. A 1ª Guerra Mundial, a Revolução Comunista e seus desdobramentos mudaram o curso da história e a forma como se passou a refletir sobre o futuro.</p>
<p>No Brasil, o novo século se fez sentir pela busca de ares civilizados para uma República recente, ainda muito balizada por valores e traços escravagistas. Uma ampla reforma urbana foi iniciada com o objetivo de dar à capital do país uma nova imagem sintonizada com os valores europeus da Belle Époque. Velhos edifícios e cortiços foram demolidos afastando a população pobre do centro da cidade. Um extenso programa de alargamento das ruas na área central e a canalização de alguns dos principais rios compunham o programa de saneamento básico. Contudo, essas transformações urbanas não conseguiram alijar o caráter conservador de uma sociedade que se pretendia moderna sem renunciar a seus privilégios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/347" target="_blank">Acessando o link para as imagens da 1ª Conferência pelo Progresso Feminino disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto, o ano de 1922 teve um caráter insigne. A par da realização da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna, em São Paulo</a>, foi organizada, no Rio de Janeiro, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição do Centenário da Independência</a>. A ideia de apresentar ao mundo uma nação moderna, respeitada entre as demais, com laços diplomáticos que se estendiam por todo o globo e integrada aos progressos e tecnologias de sua época, norteou as festas do Centenário da Independência do Brasil. Para a abertura da exposição, foram aceleradas as obras de desmonte do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> e do aterro da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, abrindo espaço para os palácios e pavilhões que apresentavam as vistosas construções e os avanços industriais do Brasil e de outras nações.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11342/67_FF_LF_1_0_1_23_8.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank">Luciano Ferrez. Pavilhões da Exposição Internacional de 1922. Rio de Janeiro, 1922 / Fundo Família Ferrez &#8211; Acervo Arquivo Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente, outros eventos, de natureza não tão comemorativa, ocorreram em 1922. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">movimento tenentista</a> e a fundação do Partido Comunista no Brasil acenavam para problemas políticos, para a constituição de um proletariado urbano e um adensamento da camada pobre da população que se apresentavam como novos atores da arena política.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> O ano também foi pontuado pelo crescimento do feminismo e pela criação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, entidade presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz </a>até 1942, tendo como principal bandeira de luta a conquista do sufrágio universal, bandeira esta apresentada desde a instauração da República, mas que foi negada pelo Congresso Constituinte em 1891.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a década de 1920 a reivindicação pelo voto feminino se intensificou. De acordo com June Edith Hahner:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Como o descontentamento político e os protestos contra a oligarquia arraigada cresciam, tornava-se maior a possibilidade de direito ao voto feminino encontrar seu lugar em meio às exigências de reforma eleitoral da classe média urbana.”</em></span><a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Após a participação de Bertha Lutz como delegada oficial do Brasil na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, é fundada, a 19 de agosto de 1922, a Federação Brasileira das Ligas pelo Progresso Feminino que, dois anos depois, passou a se chamar Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), com sede no Rio de Janeiro.</p>
<p>Bertha, em sua viagem aos Estados Unidos representava a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM), concebida para estudar os diferentes aspectos do movimento feminista e lutar pelos direitos femininos. Cabe mencionar que a sua participação no evento norte-americano é considerada por alguns autores, como June Hahner, um novo rumo para o movimento feminista, abrindo espaço para temas como bem-estar das crianças, a questão do trabalho feminino nas indústrias, o tráfico de mulheres, a educação feminina e o estatuto político e civil das mulheres, o que ensejou a elaboração de um novo estatuto para a Liga cujos objetivos abarcaram a emancipação feminina em todos os níveis desde a promoção da educação até a proteção às mães e a infância; a proteção para o trabalho feminino; a orientação para profissões; a conquista de direitos civis e políticos e a manutenção da paz mundial.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>Nessa conferência, quando se reuniram cerca de 2.000 mulheres, Bertha estreitou os laços com Carrie Chapman Catt, fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11341/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_FOT_0001_m0003de0003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="459" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank">Líder feminista Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947) na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, entre os dias 20 e 23 de julho de 1922 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carrie Catt, que visitava um país sul-americano pela primeira vez, foi a personalidade estrangeira mais prestigiada durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, realizada de 19 a 23 de dezembro no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Bertha, em seu discurso de saudação, dirige-se a Carrie como a <em>“valorosa pregoeira do sufrágio feminino”</em> que vem ao Brasil para exortar a <em>“união de todas as mulheres em prol de grandes ideaes que devem congregar-nos para o bem, senão para a salvação da humanidade.”</em><a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> A conferência contou também com a participação da escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas Julia Lopes de Almeida<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> como presidente de honra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30826" style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30826" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como presidente da conferência Bertha enviou farta correspondência a autoridades estrangeiras e de instituições brasileiras no sentido de prestigiarem o evento destinado a <em>“deliberar questões de ensino e instrução feminina, oportunidades de ação, condições de trabalho e carreiras abertas à mulher, métodos de evidenciar o seu desenvolvimento e progresso, assistência e proteção à mesma, bem como o seu papel como fator no lar e na comunidade, suas funções e responsabilidade na vida dos povos, na elevação dos ideais do mundo civilizado, na aproximação das nações e na manutenção da paz”</em>.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>A conferência contou com uma significativa delegação brasileira, representando Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Pará, Santa Catarina, Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná, além de entidades como a Cruzada Nacional contra a Tuberculose; o Centro Social Feminino; a Liga de Professores; a Cruz Vermelha; a Legião da Mulher Brasileira; a União dos Empregados do Comércio. Marcou presença também Nair Coimbra, filha do vice-presidente da República Estácio Coimbra, senadores, deputados, médicos e advogados. As representações estrangeiras emprestaram uma atenção especial da imprensa que noticiou praticamente todos os dias da conferência, informando sobre o programa a ser seguido, temas abordados e palestrantes das sessões.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> Vieram ao Brasil para o evento, além de Carrie Chapman, Elisabeth Babcock e Anita van Lennep (EUA), Rosette Susana Anus (Holanda), Ana de Castro Osório (presidente da Associação Feminina de Portugal)<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a>, srta. Pidgeon (Departamento Nacional de Agricultura de Washington), sra. Abels (Liga pelas Relações Pacíficas Internacionais).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11335/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0005de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="538" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank">Visita ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de Carrie Chapman Catt, acompanhada da feminista holandesa Rosette Manus (à direita), morta em campo de concentração alemão durante a 2ª Guerra Mundial, e da escritora portuguesa Ana de Castro Osório, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a conferência, que buscava dar visibilidade internacional para o Brasil como um país afinado às formas progressistas e libertárias da modernidade, entre as quais poderiam ser enquadradas as recentes e tímidas demandas feministas da Federação, foram constituídas seis comissões, a saber: ensino e instrução; carreiras apropriadas à mulher; direito da mulher; indústria; comércio e profissões liberais; assistência às mães e à infância.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11">[11]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11337/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0007de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank">Participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino. À frente encontram-se Julia Valentim da Silveira Lopes Almeida, Margarida Lopes de Almeida, Carrie Chapman Catt, Bertha Lutz, Rosette Susana Manus, Jerônima Mesquista, Vernon Morgan,1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. Assim, o tema educação configurou-se como transversal da conferência. A inclusão social das mulheres no espaço público por meio da educação as tornava mais capazes de pleitear o direito ao voto, incrementava os direitos sociais e políticos de uma parcela significativa da população que havia sido historicamente excluída da esfera pública. <a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a> Da Comissão de Educação e Instrução foi integrante Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Distrito Federal, Esther Pedreira de Mello; Benevenuta Ribeiro, diretora da Escola Profissional Feminina Rivadávia Correa; Maria Xaltrão Gaze, diretora da Escola de Aplicação; delegadas da Diretoria da Instrução Pública do Distrito Federal; Branca Canto de Mello pela Liga Paulista pelo Progresso Feminino e os deputados José Augusto e Tavares Cavalcante.<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> Os temas de discussão selecionados foram ensino primário; ensino profissional, doméstico e agrícola; educação cívica; ensino secundário e superior.</p>
<p>Em seu discurso de 23 de dezembro de 1922, Anna Cesar, presidente da Legião da Mulher Brasileira destaca a instrução como “o principal veículo da propaganda feminista no Brasil, a fim de podermos vencer as barreiras dos mal-entendidos preconceitos e de outros prejuízos gerados da ignorância.”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14">[14]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Julia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, 1922. Rio de Janeiro, RJ / AAcervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros temas tiveram espaço durante a conferência, como assistência à infância, ensino doméstico que “compreende essencialmente, e sobretudo, a cozinha e o arranjo de casa, os cuidados com que as crianças devem ser tratadas assim como as pessoas de casa, e o conhecimento de tudo que pode tornar agradável e confortável o interior de uma casa”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[15]</a> ou questões de eugenia relativas ao casamento apresentadas pelo dr. Renato Kehl <a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[16]</a> Nos trabalhos sobre o papel da mulher no comércio, na indústria, na lavoura e no funcionalismo, o <em>Jornal do Brasil</em>, em sua edição de 22 de dezembro, noticia que <em>“tomaram parte, com muito brilhantismo, as senhoritas Carmen Cunha e Nair Braga das casas A Pompéa e A Capital, como delegadas da União dos Empregados do Commercio do Rio de Janeiro, defendendo uma tese apresentada pela associação de classe.”</em></p>
<p>O segundo dia da conferência teve como destaque a fundação da Aliança Brasileira pelo Sufrágio Feminino, na sessão Direitos da Mulher, com o intuito de se dedicar, unicamente, pela aprovação do voto feminino. O senador Justo Chermont, autor do projeto que estava sendo analisado no Senado em prol do sufrágio feminino, foi homenageado nessa sessão, inclusive por Carrie Chapman.<a href="#_ftn17" name="_ftnref17">[17]</a></p>
<p>O dia 22 de dezembro concentrou as últimas reuniões dos grupos de trabalho. A última palestra intitulada <em>“O papel da mulher na civilização”</em> foi ministrada por Carrie Chapman Catt, em sessão presidida pelo senador Lauro Muller. Em sua palestra, Chapman lembrou que nas democracias o governo é do povo e o povo compreende também a mulher, ressaltando o papel desta na evolução social, defendendo a intervenção da mulher na vida pública e afirmando que seria o Brasil na América do Sul o primeiro país a conceder-lhe direito.<a href="#_ftn18" name="_ftnref18">[18]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11332/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0002de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank">Carrie Chapman Catt discursa durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo da conferência uma série de eventos sociais recepcionaram participantes e organizadores. Aproveitando a realização da Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizou-se uma visita ao pavilhão da Noruega. Um passeio a Teresópolis também foi oferecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11334/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0004de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank">Almoço oferecido pelo embaixador dos Estados Unidos Edwin Morgan às participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino e ao vice-presidente Estácio Coimbra e ao ministro do Exterior Félix Pacheco, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acerevo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No encerramento, foram proferidos discursos por Evaristo de Moraes, que pediu o auxílio da mulher na <em>“propaganda humanitária e moral da sociedade com processos mais inteligentes que os que vigoram”</em>, por Lopes Gonçalves, que falou longamente sobre a constitucionalidade do direito de voto da mulher e prometeu bater-se por ele, na tribuna popular, no jornalismo e no Parlamento; e por Lauro Müller, que aconselhou as entusiastas dos direitos políticos da mulher a conquistarem esses direitos pela ação e pelo trabalho, demonstrando aos homens que mereceriam esses direitos pela educação e <em>“pelo seu próprio valor”</em>.<a href="#_ftn19" name="_ftnref19">[19]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11340/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0010de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank">Carrie Chapmann e Rosette Susana Manus visitam o mercado da Praça XV, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, também percebidos durante a I Conferência, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, rumava-se, na estratégia de Bertha e suas companheiras de Federação, de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e a conquista de direitos. Essa postura, identificada por alguns pesquisadores, com um <em>“feminismo bem-comportado”</em><a href="#_ftn20" name="_ftnref20">[20]</a>, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como <em>“mal-comportado”</em> ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn21" name="_ftnref21">[21]</a></p>
<p>Os temas escolhidos para serem debatidos na conferência, isto é, a forma como a questão da emancipação feminina estava sendo pensada pelo grupo, expõem as estratégias utilizadas e que acabaram por consolidar a imagem de representantes no Brasil. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam essa atuação. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn22" name="_ftnref22">[22]</a> As deliberações da conferência revelam uma estratégia conciliadora de assegurar um lugar no espaço público, sem afetar o papel da mulher no seio familiar. A tática era sensibilizar os homens nos cargos de poder a aceitarem suas demandas, denotando o <em>“bom”</em> feminismo.<a href="#_ftn23" name="_ftnref23">[23]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Maria Elizabeth Brêa Monteiro é antropóloga do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Ver a exposição virtual “<em>O Rio do morro ao mar</em>” em <a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html">http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Ver <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html">http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Ver a matéria <em>1922 – hoje, há 100 anos – a fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino,</em> de autoria de Andrea C.T. Wanderley<em>, </em>publicada no portal Brasiliana Fotográfica. Disponível em https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=federacao-brasileira-pelo-progresso-feminino</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> HAHNER, June Edith. <em>Emancipação do sexo feminino</em>: <em>a luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940</em>. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003. p.269.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.1.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Julia participou das primeiras reuniões para a fundação da Academia Brasileira de Letras. Apesar de sua importância como escritora, ela não pôde integrar a ABL uma vez que se optou por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que serviu de modelo.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Essa correspondência está reunida em BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_06_d0001 e BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_07_d0001.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> <em>O Paiz</em>, 16 dezembro 1922. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Considerações sobre projetos, redes de sociabilidade do feminismo foram objeto da correspondência entre Bertha e Ana Castro. Essas cartas, que compõem o fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino, do Arquivo Nacional, foram publicadas em “<em>A propaganda feminista luso-brasileira: as cartas de Ana de Castro Osório a Bertha Lutz</em>” de autoria de Eduardo da Cruz e Andreia Monteiro de Castro. Disponível em <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814">https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814</a>. Ana de Castro Osório publicou, em 1905, <em>Às Mulheres Portuguesas</em>, o primeiro manifesto feminista português.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> Ver Programa da Conferência pelo Progresso Feminino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_01_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Ver Relatório dos trabalhos realizados pela Comissão de educação e ensino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_02_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> BONATO, Nailda Marinho da Costa. <em>O Fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Uma fonte múltipla para a história da educação das mulheres</em>. <em>Acervo</em>, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1-2, jan.-dez. 2005, p. 131-146. Disponível em https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/%20article/view/189</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.6.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> <em>A escola doméstica</em>. Traduzido e compilado por Guilhermina Sassetti Noellner e dedicado a Lydia de Rezende. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p. 59-72.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_05_d0001, p. 24-33.</p>
<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17">[17]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong><em> O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18">[18]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1922.</p>
<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19">[19]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1992. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20">[20]</a> Rachel Soihet, em artigo publicado na <em>Revista Brasileira de Educação</em>, em 2000, emprega o termo “feminismo tático” para descrever a forma conciliadora de atuação das federalistas. Disponível em https://www.scielo.br/j/rbedu/a/mJxm348crdgLd4mgqnwMHcd/?format=pdf&amp;lang=pt</p>
<p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21">[21]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22">[22]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. <em>Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937)</em>. <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23">[23]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> – A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de novembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=30702</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI e série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 12:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Bandeirantes]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Portinho]]></category>
		<category><![CDATA[Cruz Vermelha Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Damas da Cruz Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Federação Brasileira pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Guerra Duval]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jerônima Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos feministas]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pró-Matre]]></category>
		<category><![CDATA[Stella de Carvalho Guerra Duval]]></category>
		<category><![CDATA[sufragismo]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964</guid>
		<description><![CDATA[O assunto do sexto artigo da "Série 1922 - Hoje há 100 anos" e do décimo primeiro artigo da série "Feministas, graças a Deus", é a fundação, em 9 de agosto de 1922, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX. As outras reivindicações, em resumo, eram a igualdade entre os sexos e a independência da mulher.  Sua existência foi fundamental para o processo de emancipação das mulheres no Brasil. Destacamos as atuações das feministas Bertha Lutz  (1894 – 1976), Carmen Portinho (1903 - 2001), Jeronyma Mesquita (1880 - 1972) e Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 - 1971), algumas das fundadoras da entidade, que sucedeu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher e a Liga pelo Progresso Feminino.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto do sexto artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje há 100 anos</em> e do décimo primeiro artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em>, é a fundação, em 9 de agosto de 1922, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal objetivo do feminismo no início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45348" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://picryl.com/media/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45348" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00.jpg" alt="Ata da primeira Reunião da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, realizada em 14 de agosto de 1922" width="744" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://picryl.com/media/ata-da-primeira-reuniao-de-diretoria-da-fbpf-7c8f00" target="_blank">Ata da primeira Reunião da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, realizada em 14 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras reivindicações feministas eram, em resumo, a igualdade entre os sexos e a independência da mulher. A existência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino foi fundamental para o processo de emancipação das mulheres no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4943/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_ASO_FOT_0001__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="607" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4943" target="_blank">Sócias da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em visita ao Instituto Osvaldo Cruz, 1921-1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1922, em dezembro, a FBPF promoveu o I Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro e recebeu a medalha de ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, Jeronyma Mesquita (1880 &#8211; 1972) e Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 &#8211; 1971) foram algumas das fundadoras da entidade, que sucedeu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher e a Liga pelo Progresso Feminino. Eram mulheres com excelente escolaridade e conheciam as direções dos movimentos feministas tanto na Europa como nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=feminismo&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias  relacionadas ao feminismo no Brasil disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bertha Lutz, cuja biografia confunde-se com a história da FBPF, e Stella de Carvalho Guerra Duval foram designadas presidente e vice-presidente, respectivamente; a secretaria geral coube a Valentina Biosca (? -?) e a segunda secretaria a Esther Salgado Monteiro (?-?). A tesouraria ficou a cargo de Corina Barreiros (? -?) e a escritora Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934) foi eleita presidente de honra da federação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/5661" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-26982 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/fbpf.jpg" alt="fbpf" width="309" height="503" /></a></p>
<div id="attachment_26983" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/5661" target="_blank"><img class=" wp-image-26983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/fbpf1.jpg" alt="Revista da Semana, de 1932" width="300" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu início, as reuniões da FBPF ocorriam nas residências das sócias, já que a entidade não tinha sede própria. Sua primeira sede ficava na avenida Rio Branco, 117 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5661" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 2 de julho de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, primeira eleitora do Brasil, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional &#8211; Bertha Lutz está sentada com roupa clara e Carmen Portinho e Jerônima Mesquista são a segunda e a terceira, também sentadas, da esquerda para a direita, respectivamente</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No fim dos anos 20, a FBPF reunia várias associações profissionais de mulheres e possuía núcleos em vários estados, com destaque para os de Alagoas, sob a direção de Lili Lages (1907 &#8211; 2003), primeira mulher eleita deputada da Assembleia Legislativa de Alagoas, em 1934; da Bahia, dirigido por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"> Maria Luísa Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, primeira deputada estadual da Bahia, em 1935; de Minas Gerais, pela advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Kommel (1906 &#8211; 1932)</a>; e de Pernambuco, por Nícia Sá Pereira.</p>
<p>Houve, durante os cerca de 15 anos da entidade, uma cisão, em 1930, devido a divergências entre Bertha Lutz e a advogada gaúcha<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank"> Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993)</a> em relação a questões de engajamento partidário. Natércia saiu da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e fundou a Aliança Nacional de Mulheres, no Rio de Janeiro, em 30 de janeiro de 1931. A entidade era mobilizada pelo tema do trabalho e foi registrada em 7 de março do mesmo ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20301" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/297984/1838"><img class="size-full wp-image-20301" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/esstatuto.jpg" alt="Objetivos da Aliança Nacional de Mulheres / A Esquerda, 13 de março de 1931" width="350" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/297984/1838" target="_blank">Objetivos da Aliança Nacional de Mulheres / <em>A Esquerda</em>, 13 de março de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FBPF liderou conquistas como a criação da União Universitária Feminina, em 13 de janeiro de 1929, sob a presidência de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; as leis de proteção à mulher e à criança; o ingresso de meninas no Colégio Pedro II, a equiparação da Escola Normal aos cursos secundários oficiais e o voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter wp-image-22558 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/união1.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="415" height="530" /><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24710" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29000 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/portinho.jpg" alt="A Noite, 14 de janeiro de 1929" width="411" height="302" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a instauração do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, Bertha Lutz foi se afastando da FBPF e a entidade perdeu sua força. Em 1940, a escritora e declamadora Maria Sabina de Albuquerque (1898 &#8211; 1991) passou a presidi-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28093" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28093" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/sabina.jpg" alt="Maria Sabina de Albuquerque / Diário de Notícias, 5 de abril de 1933" width="251" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/14070" target="_blank">A escritora e declamadora Maria Sabina de Albuquerque / <em>Diário de Notícias</em>, 5 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28054" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/32433" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28054" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/progresso.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de agosto de 1972" width="266" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_08/32433" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de agosto de 1972</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de algumas das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Bertha Lutz</strong></span> (1894 &#8211; 1976) foi um dos principais nomes do feminismo no Brasil. Em 1932,  foi uma das duas mulheres nomeadas para integrar a comissão para elaborar o ante-projeto da nova Constituição – a outra foi a advogada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, RN / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1936, Bertha, bióloga por formação, assumiu o mandato de deputada na Câmara Federal. Sempre ocupou importantes cargos públicos, dentre eles a chefia do setor de Botânica do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, cargo no qual se aposentou em 1964. Em agosto de 1965, recebeu o título de professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua vida sempre esteve ligada à ciência e à luta pela emancipação da mulher. Nasceu em São Paulo, em 2 de agosto de 1894, filha da enfermeira inglesa Amy Marie Gertrude Fowler (1869 – 1922 ) e do cientista e pioneiro da Medicina Tropical, Adolpho Lutz (1855 – 1940). Faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 1976.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Carmen Velasco Portinho </strong></span>(1903 &#8211; 2001) nasceu em Corumbá, no Mato Grosso, em 26 de janeiro de 1903, e foi uma militante das causas feministas como o sufrágio feminino, além de ativista pela educação das mulheres e pela valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica, tendo sido uma das primeiras mullheres a se formar em Engenheira Civil (1925) e a primeira a obter o título de urbanista (1939) no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6571/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0025_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="445" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank">Serviço Fotográfico de Vida Doméstica. Carmen Portinho, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sempre na vanguarda, foi uma mulher graciosa, cheia de energia, culta, inteligente, dinâmica, tenaz, considerada simpática e afável. E, segundo a própria, apesar de ter tido uma vida de muito trabalho, sempre se divertiu. Viveu quase todo o século XX, tendo falecido em 25 de julho de 2001.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>A enfermeira Jerônima Mesquita</strong></span> (1880 &#8211; 1972) e <strong><span style="color: #800000;">Stella de Carvalho Guerra Duval</span> </strong>(1879 &#8211; 1971) eram muito amigas e participaram juntas de diversos projetos além da FBPF.</p>
<p>Jerônima era mineira de Leopoldina. Trabalhou como voluntária da Cruz Vermelha na França e na Suíça durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Gripe Espanhola</a>, já de volta ao Brasil, como associada da entidade Damas da Cruz Verde, ao lado de sua mãe, a baronesa do Bonfim, e de sua amiga Stella de Carvalho Guerra Duval, coordenou a assistência às vítimas da pandemia, no Rio de Janeiro, improvisando enfermarias de emergências dentro dos hospitais cariocas. Cerca de 14 senhoras da sociedade carioca faziam parte do grupo Damas da Cruz Verde.</p>
<p>Foi a partir dessa experiência que surgiu o projeto de criação da Pró-Matre, cuja fundação aconteceu na casa da família Duval, em 1º de abril de 1918, com a presença de Jerônima, da promotora cultural e feminista Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946) e da escritora e também feminista Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), dentre outras mulheres, além do ginecologista e obstetra Fernando Magalhães (1871-1944) e do marido de Stella, o fotógrafo amador, barítono e poeta Fernando Guerra Duval (18? &#8211; 1959), com que havia se casado em 1º de dezembro de 1908. Formavam um casal muito popular e frequentavam os salões mais requintados e intelectualizados do Rio de Janeiro, além de terem sido festejados anfitriões de muitas festas e reuniões em seu palacete na rua Barão de Itambi, em Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/717"><em>O Imparcial</em>, 31 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/16091"><em>Illustração Brasileira</em>, janeiro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32572" style="width: 890px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/guerraduval1.jpg" alt="Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está entada / Fon Fon, 5 de agosto de 1916" width="880" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank">Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está sentada com a mão no queixo / <em>Fon Fon</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à Pró-Matre. A primeira maternidade foi inaugurada em 9 de fevereiro de 1919, em um casarão na avenida Venezuela, cedido por Venceslau Brás (1868 &#8211; 1966), presidente da República. Stella foi tesoureira da entidade por quase vinte anos e sua presidente perpétua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/18108" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de dezembro de 1908, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/69775" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de dezembro de 1951, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/94640" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de novembro de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26970" style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26970" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/stella.jpg" alt="Stella Duval / Arquivo Pró-Matre" width="193" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank">Stella Duval / Arquivo Pró-Matre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Jerônima e Stella com Bertha Lutz, a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963), a educadora Maria Lacerda de Moura (1887 &#8211; 1945), Isabel Imbassahy Chermont, a escritora Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), Valentina Biosca, Esther Salgado Monteiro e Corina Barreiros criaram a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. Em 1922, foi substituída pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26969" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/25108" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/jeronima.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de julho de 1948" width="299" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/25108" target="_blank">Jerônima Mesquista<em> / Revista da Semana</em>, 10 de julho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jerônima fundou, em 1920, a Federação das Bandeirantes do Brasil e foi sua primeira presidente, tendo, devido à sua dedicação, sido homenageada com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro. Participou também da fundação da Associação Brasileira de Educação (1924) e da criação do Conselho Nacional das Mulheres (1947). Foi uma das pioneiras na luta pelo direito ao voto feminino, participando ativamente do movimento sufragista de 1932.</p>
<p>Em 1926, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">Madame Curie e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 &#8211; 1956) visitaram o Brasil</a>, tanto Jerônima como Stella as receberam. Na ocasião, Jerônima presidia o Conselho Nacional de Mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24183" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de janeiro de 1926, quarta coluna</a>). A cientista compareceu a uma reunião das senhoras da comissão de recepção organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na casa da tesoureira da instituição, Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 – 1971)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26368" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1926, quarta coluna</a>). Houve também uma recepção oferecida pela baronesa de Bonfim (1862-1953) e por Jerônima. Entre os presentes, os ministros Félix Pacheco (1879 – 1935), Miguel Calmon (1879 – 1935) e Edmundo da Veiga (1869 – 1946), o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 – 1964), além de embaixadores, diplomatas, acadêmicos, enfim personalidades importantes de diversos setores da sociedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26321" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12133" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1927</a>). Lembramos que Carmen Portinho e Bertha Lutz eram integrantes da comissão de senhoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino responsável pela programação da cientista e de sua filha, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em homenagem a Jerônima, o dia 30 de abril, data de seu nascimento, em 1880, é o Dia Nacional da Mulher, instituído pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/l6791.htm" target="_blank">Lei nº 6.791</a>, de 9 de junho de 1980. Faleceu, em 10 de dezembro de 1972, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/74669" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de dezembro de 1971</a>).</p>
<p>Stella de Carvalho Guerra Duval nasceu em 1º de dezembro de 1879 e faleceu em 2 de fevereiro de 1971, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/25543" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1971, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BARRETO, Maria Renilda Nery. <a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/McPFHkDyqNwLrtRNhJdjfjN/?lang=pt&amp;format=pdf" target="_blank"><em>Pro Matre: arquivo e fontes para a história da maternidade no Rio de Janeiro</em></a>, 2011.</p>
<p>DEL PRIORE, Mary (Org.). <em>História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank"><em>Memória das lutas feministas</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 8 de agosto de 2017.</p>
<p>PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
</div>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=26964</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 &#8211; 1954), a &#8220;Beauvoir tupiniquim&#8221;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 15:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Nacional de 1908]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Coelho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23174</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o nono artigo da série “Feministas, graças a Deus” contando um pouco da história da portuguesa naturalizada brasileira Mariana Coelho (1875 – 1954). Ela  foi uma das mais importantes escritoras e intelectuais que atuaram no Paraná do fim do século XIX até os anos 1950. Espírito brilhante, educadora de prestígio, reconhecida por sua competência profissional e erudição, foi diretora do Colégio Santos Dumont, em Curitiba, de 1902 a 1917. Publicou vários livros, tendo sido o mais importante deles “A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história” (1933).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>“Por que somos feministas? Eis uma pergunta ingênua de que várias vezes temos sido alvo, por parte do sexo masculino. Respondemos: porque é impossível a realização do progresso sem a vitória da evolução; e o nosso fim principal é precisar e fomentar o progresso feminino”.</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana Coelho foi uma das mais importantes escritoras e intelectuais do Paraná. Portuguesa, nascida em 10 de setembro de 1857, em Sabrosa, Distrito de Vila Real, imigrou para o Brasil, com sua família, em fins do século XIX, tendo naturalizando-se brasileira em 1939. Espírito brilhante, educadora de prestígio, reconhecida por sua competência profissional e erudição, foi diretora do Colégio Santos Dumont, em Curitiba, de 1902 a 1917.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23179" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23179" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mariana.jpg" alt="Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank">Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>“O sexo feminino, da mesma forma que o masculino pode, socialmente falando, subir a escada do progresso. Sendo convenientemente preparada, poderá também exercer livremente qualquer profissão. Senhores oposicionistas da emancipação feminina, aguentem e sem protesto, que já nada vale perante a eloquência desta frase profética, cujo conceito em tudo se vê maravilhosamente realizado: le monde marche! [o mundo caminha]”</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2233" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 1º de março de 1901</a></p>
<p>Defendeu o direito da mulher ao voto e acreditava na educação como passaporte para a emancipação feminina, tendo dedicado sua vida ao ensino e à literatura. De formação positivista, em sua poesia, em fins do século XIX, criou a metáfora <em>mar de amor, </em>que representaria o amor à humanidade, o desejo do progresso associado à aquisição de cultura e de instrução. Feminista e pacifista, foi uma trabalhadora incansável. Integrava a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) e, entre 1923 e 1940, trocou várias cartas com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1973)</a>, presidente da FBPF, uma referência dentro do movimento feminista brasileiro, sobretudo na luta pelo voto da mulher. Mariana também mantinha relações com as feministas Maria Sabina Albuquerque (1898-1991) e Maria Amália Bastos de Miranda Jordão, ambas ligadas à federação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;Permitir, hoje, que a mulher permaneça amarrada ao deplorável poste da ignorância equivale a arriscá-la criminosamente à probabilidade de receber em compensação do seu mais nobre e espontâneo afeto o completo aniquilamento da alma – o que quer dizer a sua principal ruína&#8221;.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em>Breviário</em>, agosto de 1900</a></p>
<p>Em um dos seus ensaios sobre escritoras, a professora Zahidé Luppinaci Muzart (1939 – 2015) a chamou de <em>Beauvoir tupiniquim</em>, em uma alusão à filósofa, escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908 – 1986).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23382" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_de_Beauvoir#/media/Ficheiro:Simone_de_Beauvoir2.png" target="_blank"><img class="wp-image-23382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/simone.jpg" alt="Simone de Beauvoir (1908 - )" width="202" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_de_Beauvoir#/media/Ficheiro:Simone_de_Beauvoir2.png" target="_blank">Simone de Beauvoir (1908 &#8211; 1986), por Moshe Milner, 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1908, Mariana adotou no Colégio Santos Dumont o Método João de Deus, do pedagogo português João de Deus de Nogueira Ramos (1830 – 1896), a partir do qual aprendia-se em quatro meses a ler e escrever corretamente. Um <em>professor habilitado </em>veio de Lisboa para ministrar aulas do método. Além disso, promovia no colégio saraus artísticos, literários e musicais. Em 1916, o Colégio foi visitado pelo próprio Santos Dumont (1873 – 1932). Posteriormente, Mariana dirigiu a Escola Profissional Feminina República Argentina, onde trabalhou até meados da década de 40, quando se aposentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23352" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095346/796" target="_blank"><img class="wp-image-23352 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/paidaavia%C3%A7%C3%A3o-1024x406.jpg" alt="A Divulgação, março, abril e maio de 1950" width="768" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095346/796" target="_blank"><em>A Divulgação</em>, março, abril e maio de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1908 foi lançado o livro <em>Paraná Mental</em>, de sua autoria, com prefácio do historiador Rocha Pombo (1857 – 1933), sobre os prosadores e poetas do Paraná. Foi impresso pelo governo paranaense para ser apresentado como documento na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro, tendo recebido, no evento, a medalha de prata. Mariana também participou da exposição com <em>delicada manufatura onde sobressaem os bordados brancos</em> e com uma aquarela de flores. Recebeu uma medalha de prata na sessão de Artes Aplicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23374" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana.jpg"><img class="wp-image-23374 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana.jpg" alt="Livro Paraná Mental, de Mariana Coelho" width="340" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">Livro Paraná Mental, de Mariana Coelho</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, foi publicado o mais importante de seus livros, <em>A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história, </em>com prefácio de Rocha Pombo, sobre a emancipação da mulher, a mulher na religião, o civismo da mulher na guerra, a ação da mulher na imprensa, nas artes, nas ciências e nas letras, além de um capítulo dedicado à mulher nas diversas modalidades do amor. Fez também uma retrospectiva histórica do feminismo no Ocidente, trazendo à tona nome de mulheres notáveis na luta pelos direitos femininos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23375" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana1.jpg"><img class="wp-image-23375 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/parana1.jpg" alt="Livro A Evolução do Feminino&quot;, de Mariana Coelho, relançado em 2002" width="246" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">Livro A Evolução do Feminino&#8221;, de Mariana Coelho, relançado em 2002</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus outros livros foram<em> <em>O Discurso</em> </em>(1902)<em>, </em><em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta (1935), Linguagem (1937),  Cambiantes: contos e fantasias (1940),</em> ilustrados com desenhos do italiano Guido Viaro (1897 – 1971) e prefaciado por Leôncio Correia (1865 – 1950); e a obra póstuma<em> <em>Palestras Educativas</em> </em>(1956). É patrona da Cadeira nº 30 da Academia Paranaense de Poesia e da Cadeira nº 28  da Academia Feminina de Letras do Paraná. Era sócia do Centro de Letras do Paraná e do Centro Paranaense de Cultura Feminina.</p>
<p>Colaborou em diversos jornais brasileiros como <em>A República (PR)</em> e<em> O Beijo</em>; e também em revistas paranaenses como <em>A Penna</em>, <em>Galáxia</em>, <em>Vitrix </em>e <em>O Breviário</em>. Entre 1900 e 1901, assinou a coluna “Chronica da Moda”, na Folha da Tarde do Paraná. Em Portugal, escreveu para os jornais <em>O Comercio de Vila Real</em>, <em>Jornal da Manhã</em> e <em>A Voz Pública.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong> <span style="color: #800000;">Cronologia de Mariana Coelho (1857 – 1954)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>“Ora, a mulher que apenas sabe ser dona de casa, é incapaz de viver do seu trabalho, não se pode tornar independente – está fatalmente condenada a ser escrava – ou dos parentes ou dos estranhos, quando não consiga uma miserável pensão para não morrer de fome!” </em></strong></span></p>
<p><em>                                                                                                                                                     A Evolução do Feminismo</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> – Mariana Teixeira Coelho nasceu em Sabrosa, no Distrito de Vila Real, em Portugal, em 10 de setembro de 1857. A data foi comprovada com a publicação de sua certidão de batismo na tese de Dyeinne Cristina Tomé, de 2020. Antes os anos 1872 ou 1880 eram considerados como possíveis anos de seu nascimento.</p>
<p>“<em>Mariana, filha de Manoel Antonio Ribeiro Coelho e sua mulher D. Maria do Carmo Teixeira Coelho, nepta paterna de Felix Ribeiro e Maria Amallia Coelho (já defunto o primeiro) de Lamas da freguezia do mesmo nome de Orelhão, Bispado de Bragança, materna de Antonio Joze de Meireles e Maria Engracia de Valcovo freguesia de Santa Comba da Ermida, nasceo dia dez de setembro de mil oitocentos e cincoenta e sete e foi solemnemente por mim baptizada nesta pia baptismal da Igreja de Cumieira dia vinte cinco do mesmo mez e anno, com imposição dos santos óleos. Foram seus padrinhos: Padre Joze Candido de Carvalho por seu procurador Jeronimo Joze Correa Botelho, que apresentou a competente procuração que reconheço, e D. Mariana Maxima Correa Botelho mulher deste procurador. E para constar fiz este termo que assigno. Cumieira vinte e quatro de setembro de 1857 – (ARQUIVO DISTRITAL DE VILA REAL, 1857, fl. 69verso</em>)”</p>
<p>Era filha do farmacêutico Manoel Antônio Ribeiro Coelho (c. 1832 – 1882) e de Maria do Carmo Teixeira Coelho (18? – 1911), e irmã do capitão Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – 1934), do professor Carlos Alberto Teixeira Coelho (1863 – 1926), de Rita do Rosário Teixeira Coelho (1865 -1888) e de Maria Natividade Teixeira Coelho (1870 – 19?).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> – Seu irmão, Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – ?), imigrou para o Brasil para suceder seu tio, o próspero comerciante que atuava em Curitiba, José Natividade Teixeira de Meireles.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> – Falecimento de seu pai, Manoel Antônio Ribeiro Coelho, em 7 de setembro de 1882, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Falecimento de sua irmã, Rita do Rosário Teixeira Coelho, em 2 de junho de 1888, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Devido a problemas financeiros, imigrou para o Brasil com sua mãe e com sua irmã, Maria Natividade Teixeira Coelho, fixando-se em Curitiba, no Paraná. Partiram do Rio de Janeiro, em 18 de agosto, no paquete<em> Arlindo</em> em direção a Porto Alegre com escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/6408" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de agosto de 1892, última coluna</a>).<sup id="cite_ref-11" class="reference"></sup></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211;  Sua primeira poesia, <em>Madrigal</em>, foi publicada em agosto na <em>Revista Azu</em>l, cujo dono e diretor era Júlio Pernetta (1869 – 1921), irmão do escritor Emiliano Pernetta (1866 – 1921), e o redator, Dario Vellozo (1869 – 1937). Emiliano e Dario, assim como Nestor de Castro e Rocha Pombo, com quem Mariana manteria relações próximas, faziam parte do Movimento Simbolista do Paraná.</p>
<p>Seu irmão, Carlos Alberto Teixeira Coelho (1866 – 1926), imigrou para o Brasil com sua esposa, Júlia da Conceição Monteiro (c.1872 – ?) e com sua filha, Maria da Conceição, na época com 8 meses. Foi morar em Ponta Grossa, no Paraná. Foi dono de periódicos associados aos ideais do livre-pensamento, do anticlericalismo e do anarquismo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Era uma das colaboradoras do Suplemento Literário do jornal <em>A República (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/5736" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de outubro de 1895, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava como oradora a diretoria do Grêmio das Violetas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/5936" target="_blank"><em>A República (PR),</em> 29 de dezembro de 1895, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Publicou o artigo <em>A Noiva</em>, no jornal literário <em>A Penna</em>, dirigido por Romário Martins (1874 – 1948) e Julio Pernetta (1869 – 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765929/29" target="_blank"><em>A Penna</em>, 18 de abril de 1897</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre o livro <em>Alma Penitente</em>, de Dario Velloso (1885 – 1937), na revista <em>Galáxia</em>, do Centro Literário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/8082" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 28 de novembro de 1897, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Colaborou na parte literária do <em>Almanach Paranaense</em>, em seu quarto ano de publicação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/510467/28" target="_blank"><em>O Sapo (PR)</em>, 18 de dezembro de 1898, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong> </span>- Lançamento, em 21 de dezembro, do jornal literário <em>O Beijo</em>, provavelmente o primeiro dirigido, no Paraná, por uma mulher, Mariana Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/77612" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 6 de janeiro de 1950, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> – Seu retrato, acompanhado de uma <em>ligeira biografia</em>, ilustrava a página da oitava edição de <em>O Beijo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/10842" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de abril de 1900, segunda coluna</a>). Era sua redatora-chefe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/11166" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 29 de julho de 1900, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tocou violão em um sarau musical e dançante do Grêmio das Violetas, nos salões do Club Curitibano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1821" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 23 de outubro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sob a direção de Romário Martins (1874 – 1948) e Alfredo Coelho (18? – 19?), em agosto, lançamento, em Curitiba, da revista de arte <a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em>Breviário</em></a>, com a participação <em>da prosa de Mariana Coelho. </em>Publicação de artigo de sua autoria,<em> Emancipação da mulher </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2444" target="_blank"><em>A Imprensa (RJ)</em>, 31 de agosto de 1900, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><em> O Breviário</em>, agosto de 1900, páginas 7 e 8</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-23387 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emancipa%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="emancipação" width="328" height="512" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/pdf/720127/per720127_1900_00001.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-23388 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emancipa%C3%A7%C3%A3o1.jpg" alt="emancipação1" width="325" height="470" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começou a assinar a coluna “Chronica da Moda”, do <em>Jornal da Tarde</em> do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1698" target="_blank"><em>Jornal da Tarde (PR)</em>, 17 de setembro de 1900, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/1745" target="_blank"><em>Jornal da Tarde (PR)</em>, 1º de outubro de 1900, segunda coluna</a>). Antes colaborava com a <em>Gazeta do Povo</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Na coluna “Chronica da Moda” abordou a luta pelo direito ao voto da mulher, iniciando uma polêmica na imprensa paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2233" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 1º de março de 1901, segunda coluna</a>). Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2237" target="_blank">edição do dia seguinte</a>, a poetisa brasileira nascida na Bélgica Georgina Mongruel (1861 – 1953) comentou sobre o texto, divergindo das opiniões de Mariana, que respondeu a ela na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2249" target="_blank">edição de 6 de março.</a> Também foi contestada por Jean Jacques, pseudônimo usado por Nestor de Castro (1867-1906) , considerado um dos maiores jornalistas do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2302" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 21 de março de 1901, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2329" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de março de 1901, penúltima coluna</a>). E a discussão continuou com a publicação do artigo <em>Emancipação da Mulher</em>, de Mariana, e do artigo <em>Feminismo</em>, de Nestor de Castro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2341" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de abril de 1901, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2349" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 4 de abril de 1901, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23390" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank"><img class="wp-image-23390 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nestor.jpg" alt="Nestor de Castro / O Breviário, setembro de 1900" width="276" height="295" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank">Nestor de Castro / <em>O Breviário</em>, setembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra polêmica, desta vez sobre o uso do chapéu, foi iniciada em um artigo de Erasto. Mariana respondeu dias depois e Nestor de Castro também escreveu dois artigos sobre o tema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2341" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de abril de 1901, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2361" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR</em>), 9 de abril de 1901, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2373" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de abril de 1901, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/2381" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 15 de abril de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Como decidiu se dedicar ao magistério, passou no final desse ano a escrever apenas esporadicamente para a coluna “Chronica da Moda”. Destacamos aqui um artigo onde Mariana discorreu sobre a importância da beleza da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/2973" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 5 de outubro de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> – Mariana Coelho inaugurou, em 2 de janeiro de 1902, e passou a dirigir o Colégio Santos Dumont, na rua Quinze de Novembro, 105, em Curitiba. Também era a professora de francês da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/3194" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 10 de dezembro de 1901, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23214" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/3247" target="_blank"><img class="wp-image-23214" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/collegio11.jpg" alt="collegio1" width="404" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/3247" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 25 de dezembro de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discursou na sessão magna de regulamentação da loja maçônica <em>Filhas da Acácia. </em>Essa sua fala foi publicada no folheto<em> O Discurso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/3740" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 22 de maio de 1902, quarta coluna</a>). Provavelmente, herdou sua ligação com a maçonaria de seu tio, José Natividade Teixeira de Meireles, e de seu irmão mais velho, Thomaz Alberto Teixeira Coelho.</p>
<p>Fazia parte da redação da revista de arte <em>Vitrix</em>, dirigida por Emiliano Pernetta (1866 – 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/13626" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de setembro de 1902, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5071" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de dezembro de 1903, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23386" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank"><img class="wp-image-23386 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emilianopernetta.jpg" alt="emilianopernetta" width="434" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://bndigital.bn.br/artigos/breviario-revista-de-arte/" target="_blank">Emiliano Pernetta, <em>O Breviário</em>, agosto de 190o</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> – Publicação de uma fotogravura do Colégio Santos Dumont, para meninos e meninas, dirigido por Mariana Coelho, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><em>O Malho</em>, nº 36, 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23181" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><img class="wp-image-23181 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/malho.jpg" alt="O Malho, maio de 1903" width="612" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/961" target="_blank"><em>O Malho</em>, maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>– Era colaboradora do <em>Diário da Tarde</em> do Paraná e foi publicada uma crítica de sua autoria sobre a obra <em>Velhas Páginas</em>, do escritor Euclides Bandeira (1876 – 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5279" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 20 de fevereiro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>O Colégio Santos Dumont, que ela dirigia, já tinha 40 alunos e conquistava cada vez mais prestígio em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/15819" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de julho de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Juntou-se aos protestos em relação à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a fronteira entre o Paraná e Santa Catarina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5764" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de julho de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Compareceu com suas alunas à inauguração da estátua do Marechal Floriano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/16376" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de dezembro de 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> – O Colégio Santos Dumont ficava na rua Coronel Luiz Xavier, 105 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/7602" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de dezembro de 1905</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23212" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/7602"><img class="wp-image-23212 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/collegio.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 19 de dezembro de 1905" width="302" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/7602"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de dezembro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> </span>– O Colégio Santos Dumont passou a funcionar no<em> prédio do sr. José Rodrigues de Almeida à rua 15, desta capital, canto da rua 1º de março</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2223" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 30 de agosto de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Ofereceu à Biblioteca da Associação Cívica a coleção do <em>Mundo Elegante</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2502" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 27 de novembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> – Esteve presente com suas alunas à missa que a colônia portuguesa de Curitiba mandou celebrar pela morte do rei Carlos I de Portugal (1863 – 1908) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/2894" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 10 de fevereiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>Um <em>professor habilitado </em>veio de Lisboa para ministrar aulas sobre o Método João de Deus, do pedagogo português João de Deus de Nogueira Ramos (1830 – 1896), a partir do qual aprendia-se em quatro meses a ler e escrever corretamente e que seria adotado no Colégio Santos Dumont. Haveria 80 vagas para professores interessados. O Método João de Deus foi inaugurado no Santos Dumont, em 5 de julho de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/20810" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 24 de junho de 1908, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10448" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 3 de julho, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10457" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 6 de julho de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10493" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 16 de julho de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23225" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1878/N14/N14_item1/index.html" target="_blank"><img class="wp-image-23225 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/joaodedeus1.jpg" alt="Revista O Ocidente, 15 de julho de 1878" width="367" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1878/N14/N14_item1/index.html" target="_blank">Revista <em>O Ocidente</em>, 15 de julho de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação da história do Método João de Deus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/3844" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, de junho de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Lançamento do livro <em>Paraná Mental</em>, de sua autoria, com prefácio do historiador Rocha Pombo (1857 – 1933), sobre os prosadores e poetas do Paraná. Foi impressa pelo governo paranaense para ser apresentado como documento na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908.</a> Foi premiado com a medalha de prata pelo Júri do Distrito Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10600" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 17 de agosto de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21847" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 23 de abril de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>Também participou do evento com <em>delicada manufatura onde sobressaem os bordados brancos</em> e com uma aquarela de flores. Recebeu uma medalha de prata na sessão de Artes Aplicadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/20813" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de junho de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1908, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10601" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 17 de agosto de 1908, primeira coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21025" target="_blank">; <em>A República</em>, 26 de agosto de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/29606" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1908, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21343" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de novembro de 1908, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/11037" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 22 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24768" style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5481" target="_blank"><img class="wp-image-24768 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/exposiçãonacional.jpg" alt="exposiçãonacional" width="563" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5481" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Nacional de 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <em>Paraná Mental</em>, não deixou de abordar o tema da emancipação da mulher:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“A despeito das muitas e várias opiniões retrógradas, em todos os grandes centros do mundo civilizado, a par dos graves problemas sociais que têm convulsionado a nossa época, há muito que ventila franca e entusiasticamente a questão da emancipação da mulher, a que o grande movimento feminista, que abrange o novo e velho mundos, tem dado impulso e determinada importância, alimentando com denodo e convicção este desideratum”. </em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma crítica a seu o livro <em>Paraná Mental.</em> Ela escreveu respondendo à crítica<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21057" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de setembro de 1908, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21109" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21113" target="_blank"> <em>A Repúbica (PR)</em>, 21 de setembro de 1908, quarta coluna</a>). Polêmica em torno de uma crítica ao livro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10672" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, de 7 de setembro de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10672" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 11 de setembro, terceira coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10692" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de setembro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10720" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 21 de setembro de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi oferecido à aluna que mais se distinguiu nos exames do Colégio Santos Dumont na 2ª série do 1º grau o prêmio denominado <em>Mariana Coelho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21431" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de dezembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>– Reprodução da crítica favorável de Eloy Pontes sobre o livro de Mariana Coelho, <em>Paraná Mental</em>, publicada na <em>Folha Moderna</em>, em novembro de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21479" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de janeiro de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma crítica a seu livro, <em>Paraná Mental</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21659" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de fevereiro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p>Contribuiu financeiramente para a visita que o escritor português Guerra Junqueiro (1850 – 1923) faria ao Brasil no ano seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/21620" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 13 de fevereiro de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> – Na Câmara Municipal de Curitiba, houve uma reunião de associações femininas em prol da unidade do estado do Paraná. Mariana Coelho foi eleita por aclamação primeira secretária do Comitê Central de Senhoras, presidido por Francisca Cavalcante (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/17270" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de janeiro de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/22761" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 18 de janeiro de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>Promovia no Colégio Santos Dumont saraus artísticos, literários e musicais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/23916" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de dezembro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>– Em propaganda do Colégio Santos Dumont foi mencionado que o estabelecimento de <em>instrução e educação</em> havia conquistado medalhas de ouro e de prata na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro. Ficava na praça Carlos Gomes, nº 5 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de janeiro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23293" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><img class="wp-image-23293 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/propaganda.jpg" alt="A República (PR), 5 de janeiro de 1911" width="350" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/23977" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de janeiro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio, falecimento de sua mãe, Maria do Carmo Teixeira Coelho. Em sua homenagem, publicou para a revista <em>Fanal</em>, de janeiro de 1912, a poesia <em>Morreu!</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="fbx-link fbx-instance" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/morreu.jpg"><img class=" size-full wp-image-23397 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/morreu.jpg" alt="morreu" width="520" height="516" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do Congresso de Geografia realizado em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14106" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de setembro de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de setembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23295" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><img class="wp-image-23295 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/geografia.jpg" alt="A República (PR), 8 de setembro de 1911" width="623" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/24830" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da comissão para a venda de ingressos do festival do Teatro Politeama para ajudar as vítimas das inundações ocorridas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14531" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 27 de outubro de 1911, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1912</span> </strong> &#8211; Os cursos de alfabetização pelo Método João de Deus e o de prendas domésticas são destacados como os principais do Colégio Santos Dumont, referido como uma importante influência na educação em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26318" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 31 de outubro de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 19 de dezembro, criação do Centro de Letras do Paraná, do qual tornou-se sócia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/95361" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 19 de dezembro de 1959, primeira coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> – O Colégio Santos Dumont ficava na rua da Misericórdia, nº 84 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26558" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 11 de janeiro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Durante o concerto do maestro amazonense, o conde <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/10131" target="_blank">José Sabbatini (18? – 19?)</a>, na época diretor da escola de música do Paraná, realizado no Clube Curitibano, foram distribuidos folhetos com versos escritos por Mariana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de fevereiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23310" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><img class="wp-image-23310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/sabbatini.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 19 de fevereiro de 1914" width="301" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/18836" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR</em>), 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23378" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/14201" target="_blank"><img class="wp-image-23378" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/conde1.jpg" alt="O maestro e volinista amazonense José Sabbatini / O Maho, 19 de junho de 1914" width="302" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/14201" target="_blank">O maestro e violinista amazonense José Sabbatini /<em> O Malho</em>, 19 de junho de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> – Seu colégio ficava na rua José Loureiro, 27 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/21769" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 28 de janeiro de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23311" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/21769" target="_blank"><img class="wp-image-23311 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/collegio2.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 28 de janeiro de 1916" width="629" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/21769" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 28 de janeiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O inventor Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), em visita à Curitiba, foi ao Colégio Santos Dumont, onde foi recebido por Mariana. Logo na entrada, as alunas jogaram pétalas de flores sobre o ilustre visitante, que chegou com o secretário do Interior, Enéas Marques dos Santos. O cônsul de Portugal, o irmão de Mariana e professor Carlos Alberto Teixeira Coelho, professores do colégio, além de outros convidados, participaram do encontro. Uma orquestra executou o Hino Santos Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30591" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 4 de maio de 1916, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30603" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 8 de maio de 1916, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/22138" target="_blank"> <em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de maio de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23296" style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30595" target="_blank"><img class="wp-image-23296 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/santosdumont.jpg" alt="A República (PR), 5 de setembro de 1916" width="554" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30595" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 5 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23297" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30599" target="_blank"><img class="wp-image-23297 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/trem.jpg" alt="A República (PR), 6 de setembro de 1916" width="407" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30599" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 6 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ocasião, uma das alunas do colégio proferiu o seguinte discurso:</p>
<p><em>Ilustre Dr. Santos Dumont. – Meus Senhores. O âmbito de nosso peito é por demais acanhado para conter todo o jubilo que agita os nossos innocentes corações em face da honrosa presença do querido patrono do nosso collegio. Este formo palpitar de intima alegria, porém, não póde deixar de ser turbado pela saudade em que já nos envolve a vossa rapida passagem por esta capital e por que.., talvez não tenhamos a ventura de nos tornar a ver! O vosso retrato, senhor, aqui nos anima na principal sala de trabalhos escolares, a prosseguir nossos estudos, desde a fundação do estabelecimento que há 15 annos e que usa o vosso nome celebrado – orgulhando-se de que Santos</em> <em>Dumont seja um dos mais scintillantes astros que fulguram nos dominios da sciencia moderna. Por certo a nossa diretora, nos momentos mais angustiosos da sua lucta pela existência, busca e encontra na vossa veneranda effigie o alento para continuar a manter esta escola a que deu o vosso nome ilustre – prestando d’esta forma uma pallida homenagem á grande beleza de vossa alma e do vosso raro talento. É vossa, é unicamente vossa honra de descobrirdes a diribilidade do balão – assombroso progresso para a humanidade, mas hoje, infelizmente, transformada em machina homicida no seu contingente de morte, que o impelle a uma guerra sem procedentes, e cuja acabrunhadora fatalidade muito deve a amargurar uma alma nobilissima como a vossa! Ah! Como desejariamos subir comvosco na vossa bella aeronave e experimentar as emoções do espaço! Termino, illustre Dr., desejando em nome d’esta escolla, que a felicidade vos acompanhe por toda a parte – do que tão digno sois por todos os motivos, e pedindo-vos que nunca esqueçaes o Collegio Santos Dumont que tão sinceramente vos estima e admira”</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/30603" target="_blank">(<em>A República (PR)</em>, 8 de maio de 1916</a>).</p>
<p>O poeta Olavo Bilac (1865 – 1918) enviou um <em>belo autógrafo</em> para o Colégio Santos Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de dezembro de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23407" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><img class="wp-image-23407 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/bilac.jpg" alt="A República (PR), de dezembro de 1916" width="213" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/31390" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de dezembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Proferiu um discurso durante a sessão em que foi eleita a primeira diretoria efetiva da recém criada Cruz Vermelha Paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/23455" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de junho de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era a encarregada do registro das pessoas que iriam se vacinar no recém inaugurado posto de vacinação da Cruz Vermelha Paranaense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/23900" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 12 de outubro de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>Devido à epidemia de tifo em Curitiba, Mariana decidiu suspender as aulas no Colégio Santo Dumont (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/32393" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 23 de outubro de 1917, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> – Começou a trabalhar como secretária e professora da Escola Profissional Feminina.</p>
<p>Foi dedicado a ela, pelo escritor paranaense José Cadilhe (1880 – 1942), o poema <em>Portugal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de abril de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23298" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><img class="wp-image-23298 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/portugal.jpg" alt="portugal" width="419" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/33002" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 27 de abril de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23299" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank"><img class="wp-image-23299 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cadilhe.jpg" alt="O poera curitibano José Cadilho (1880 - 1942)" width="331" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank">O poeta curitibano José Cadilhe (1880 &#8211; 1942)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> – Fazia parte da comissão escolar encarregada de promover atividades infantis para arrecadar fundos para ajudar os flagelados da seca do Nordeste (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/34266" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 21 de maio de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Era a terceira secretária da diretoria eleita para a Cruz Vermelha do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/33804" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 3 de janeiro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> – Escreveu um artigo em homenagem a João do Rio, pseudônimo de Paulo Barreto (1881 – 1921), recentemente falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/36903" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 29 de junho de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Como segunda secretária do Centro Republicano Português participou da sessão solene, no Teatro Guayra, em celebração da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aviadores portugueses<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13038" target="_blank"> Carlos Viegas Gago Coutinho (1869 -1959) e Artur de Sacadura Freire Cabral (1881 – 1924)</a>. Haviam partido de Lisboa em 30 de março de 1922 e chegado ao Brasil em 17 de junho do mesmo ano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38124" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de junho de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24769" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092"><img class="wp-image-24769 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/aviadores.jpg" alt="aviadores" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092">Augusto Malta. Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 30 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> – Publicou o artigo <em>O civismo da mulher na guerra</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765309/1306" target="_blank"><em>Commercio do Paraná</em>, 23 de janeiro de 1923, quarta coluna</a>).</p>
<p>Iniciou uma troca de correspondências, que manteve até 1940, com a feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1973)</a>, presidente da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, fundada em 9 de agosto de 1922.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> – Foram publicados os trechos intitulados <em>Renovação social da Tuquia e Flagrante flutuação </em>de seu livro, ainda inédito, <em>Evolução de Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765309/3278" target="_blank"><em>Commercio do Paraná</em>, 6 de janeiro de 1925, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/766046/148" target="_blank"><em>Sempre-Viva</em>, 15 de maio de 1925</a>).</p>
<p>Tornou-se associada da Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher, tendo recebido em 3 de março, a notificação de seu efetivo ingresso na entidade.</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a escritora e crítica literária berlinense Carolina Michaelis de Vasconcellos (1851 – 1925), recentemente falecida. Ela foi a primeira mulher a lecionar em uma universidade portuguesa, a Universidade de Coimbra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830372/569" target="_blank"><em>O Estado do Paraná,</em> 22 de novembro de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23317" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Micha%C3%ABlis#/media/Ficheiro:Carolina_michaelis_de_vasconcelos_1911.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-23317 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/carolina.jpg" alt="Carolina / Wikipedia" width="362" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_Micha%C3%ABlis#/media/Ficheiro:Carolina_michaelis_de_vasconcelos_1911.jpg" target="_blank">Carolina Michaelis de Vasconcellos / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><span style="color: #800000;">1926</span> </b>- Continuava  trabalhando na Escola Profissional Feminina, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830372/956" target="_blank"><em>O Estado do Paraná</em>, 19 de janeiro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o professor e um dos mais <em>importantes filólogos de sua geração</em>, Carlos Alberto Teixeira Coelho (1866 – 1926), em 28 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/6579" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de janeiro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>A professora, poeta e jornalista catarinense Maura de Senna Pereira (1904 – 1991) dedicou a ela o poema <em>Nesgas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/711497x/21755" target="_blank"><em>A República (SC)</em>, 12 de dezembro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23319" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://deadorkicking.com/maura-de-senna-pereira-dead-or-alive/" target="_blank"><img class="wp-image-23319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/maura.jpg" alt="A poeta Maura de Senna Pereira (1905 - 1991)" width="301" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://deadorkicking.com/maura-de-senna-pereira-dead-or-alive/" target="_blank">A poeta Maura de Senna Pereira (1905 &#8211; 1991)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Mariana esteve no Rio de Janeiro, na Federação Brasileira pelo Progresso da Mulher apresentou os originais do livro <em>A Evolução do Feminismo, onde fazia uma imparcial crítica histórica ao papel da mulher. </em>Bertha Luz (1894 – 1971) e Maria Amalia Bastos de Miranda Jordão, respectivamente, presidente e secretária da associação, ofereceram a ela um chá na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17948" target="_blank">Confeitaria Colombo</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/57252" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de julho de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/10472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 17 de agosto de 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>– Na “Página Literária”, publicação de um artigo de sua autoria, <em>O Feio</em>, sobre a valorização da beleza da mulher (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/40376" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 20 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das intelectuais do Paraná que se declarou favorável à eleição de Julio Prestes (1882 – 1946) à presidência da República, apoiando a Ação Intelectual Brasileira. Ele foi eleito em 1º de março, mas não tomou posse devido à Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 – 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/40531" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 12 de fevereiro de 1930</a>).</p>
<p>Foi nomeada diretora da Escola Profissional Feminina – que recebeu, em 1933, o nome de Escola Profissional Feminina República Argentina -, onde ficou até se aposentar. O local atualmente é o Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro, no Capão da Imbuia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/41608" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de junho de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> – Foi efetivada nos cargos de professora e diretora da Escola Profissional Feminina  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/19293" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/22829" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 10 de setembro de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> – No artigo <em>A mulher paranaense</em>, de Rachel Prado, foi mencionada como uma das mais importantes escritoras do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733a/203" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Participou no Centro de Letras do Paraná da sessão em homenagem ao escritor e historiador paranaense José Francisco da Rocha Pombo (1857 – 1933), recentemente falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/24770" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de julho de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23322" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank"><img class="wp-image-23322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/pombo.jpg" alt="O histpriador José Francisco da Rocha Pombo (1857 - 1933) / Site Academia Brasileira de Letras" width="246" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank">O historiador José Francisco da Rocha Pombo (1857 &#8211; 1933) / Site Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do mais importante de seus livros, <em>A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história, </em>com prefácio de Rocha Pombo, sobre a emancipação da mulher, a mulher na religião, o civismo da mulher na guerra, a ação da mulher na imprensa, nas artes, nas ciências e nas letras, além de um capítulo dedicado à mulher nas diversas modalidades do amor (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de agosto de 1933, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25170" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de setembro de 1933, primeira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/40923" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de outubro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/37308" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de outubro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25572" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de novembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23323" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><img class="wp-image-23323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/prefacio.jpg" alt="O Dia (PR), 29 de agosto de 1933" width="307" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/25095" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 29 de agosto de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na reunião quinzenal do Centro de Letras do Paraná, Mariana Coelho foi cogitada para ocupar uma das cadeiras da casa. Foi empossada em 30 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25443" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 21 de setembro de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25687" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 24 de novembro de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25738" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de dezembro de 1933, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25782" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de dezembro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>– Seu livro, <em>A Evolução do Feminismo</em>, foi elogiado pelo professor Antonio Austregésilo (1876 – 1960), da Academia Brasileira de Letras; e pelo crítico literário, também membro da Academia Brasileira de Letras, João Ribeiro (1860 – 1934)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16051" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/41526" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de março de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/28" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, agosto de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23344" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18457" target="_blank"><img class="wp-image-23344" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/evolu%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="A Noite, 3 de julho de 1934" width="308" height="143" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/18457" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana ofereceu livros para a Biblioteca do Centro Paraense da Cultura Feminina, criado no ano anterior pelas advogadas Rosy Pinheiro e Ilnah Pacheco Secundino e pela médica Delohé Falce Scalco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25764" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 5 de dezembro de 1933, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1052" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de fevereiro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Thomaz Alberto Teixeira Coelho (1859 – 1934), que na época residia no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1414" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 20 de abril de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Passou férias no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/44784" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de julho de 1934, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/42778" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de julho de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em reunião do Centro de Letras do Paraná, Mariana falou sobre o feminismo diante do amor, um dos temas de seu livro <em>A Evolução do Feminismo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/27682" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 16 de outubro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada para fazer uma conferência literária na ocasião da comemoração do primeiro ano de fundação do Centro Paraense da Cultura Feminina. Foi saudada pela oradora da associação, Ophir Athayde Leite. Mariana discorreu sobre o tema <em>Um brado de alarme contra a guerra, os suicídios e a pena de morte</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28025" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de dezembro de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23327" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/33777" target="_blank"><img class="wp-image-23327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/ophir.jpg" alt="Ophir Leite / O Dia (PR), 25 de abril de 1937" width="298" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28025" target="_blank">Ophir Leite /<em> O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> – Participou da Semana Emiliano, um festival de arte que o Centro de Letras do Paraná organizou em homenagem ao poeta curitibano Emiliano Pernetta (1866 – 1921), um dos fundadores do simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta paranaense de seu tempo. Recitou o poema <em>Felicidade</em>, da coleção <em>Setembro</em>. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28319" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de janeiro de 1935, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23324" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/personagens-periodicos-literatura/emiliano-perneta/" target="_blank"><img class="wp-image-23324 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/emiliano.jpg" alt="O poeta Emiliano Perneta ( 18 - 1921) / BN Digital" width="608" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/personagens-periodicos-literatura/emiliano-perneta/" target="_blank">O poeta Emiliano Perneta ( 18 &#8211; 1921) / BN Digital</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicou o livro <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta</em> e destinou 50% da venda para a construção de um mounumento em homenagem aos historiador Rocha Pombo (1857 – 1933) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28925" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 9 de maio de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/29455" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 13 de julho de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23328" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><img class="wp-image-23328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/brado.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 9 de maio de 1935" width="411" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/44743" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 9 de maio de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cientista paranaense Victor Amaral (1862 – 1953) escreveu sobre o livro <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/45423" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 19 de agosto de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>Dirigia a Escola Profissional República Argentina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/30894" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 12 de fevereiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1936</span> </strong>- Foi convidada para participar do Congresso das Academias de Letras e Sciencias de Cultura Literária realizado, em maio, no Rio de Janeiro, promovido pela Academia Carioca de Letras e sua tese, <em>Linguagem,</em> foi apresentada no evento. No ano seguinte, a tese foi publicada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 3 de março de 1936, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/41994" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de maio de 1936, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/33777" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de abril de 1937, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/30985" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 17 de julho de 1937, primeira coluna</a>). Era amiga do médico, escritor e militante anarquista Fábio Lopes dos Santos Luz (186? – 1938) que desde 1934 ocupava uma cadeira da Academia Carioca de Letras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23329" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><img class="wp-image-23329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/convite.jpg" alt="Diário da Tarde (PR), 9 de maio de 1936" width="361" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/46759" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR),</em> 9 de maio de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mariana Coelho, após defender em sua tese a simplificação da língua portuguesa, passou a assinar Mariana com apenas uma letra <em>n</em>, em oposição ao modo como foi registrada, com duas letras <em>n</em>.</p>
<p>Preencheu a ficha para o 3.º Congresso Nacional Feminino, que ocorreu no Rio de Janeiro, em setembro de 1936, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, mas a pesquisa não encontrou evidência de sua participação no evento. A representante do Paraná foi a presidente do Centro Paraense de Cultura Feminina, a advogada Ilnah Pacheco Secundino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/31942" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de julho de 1936, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/32434" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de outubro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1937</span> </strong>- Publicação do artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, de sua autoria, no qual apontava Nizia Floresta (1810 – 1885) como a primeira mulher, no Brasil, que reivindicou direitos femininos. Nisia Floresta, o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, educadora e poetisa nascida no Rio Grande do Norte, é considerada a primeira feminista brasileira. A dentista Isabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920), primeira mulher a conseguir autorização para votar no Brasil, em 1886, também foi mencionada no artigo como outra importante feminista. A Lei Saraiva, promulgada em 1881, dizia que todo brasileiro com um título científico poderia votar. Isabel acionou essa lei para solicitar sua inclusão na lista de pessoas eleitoras do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23346" style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><img class="wp-image-23346 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nizia.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de janeiro de 1937" width="511" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 3 de janeiro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23347" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://filipecattoemfoco.com/2020/10/12/memoria-nisia-floresta-a-1a-feminista-brasileira/" target="_blank"><img class="wp-image-23347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/nisiafoto.jpg" alt="Nisia Floresta (1810 18) / Wikipedia" width="376" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://filipecattoemfoco.com/2020/10/12/memoria-nisia-floresta-a-1a-feminista-brasileira/" target="_blank">Nisia Floresta (1810 18) / Google Photos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na apuração final do plebiscito <em>Qual a mulher intelectual merece a consagração da imortalidade</em>?, Mariana tinha 106 votos. Foi vencida por Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 – 1963) com 2.512 votos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23330" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank"><img class="wp-image-23330 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/celso.jpg" alt="Maria Eugênio Celso Carneiro de Mendonça (18 - 1966 / Museu Bertha Lutz" width="286" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://lhs.unb.br/bertha/?cat=11&amp;paged=5" target="_blank">Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1886 &#8211; 1963) / Museu Bertha Lutz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filólogo José de Sá Nunes (18? – 1955)  escreveu sobre a tese <em>Linguagem </em>(1937) de autoria de Mariana Coelho. Outras personalidades também a felicitaram por sua tese (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/34845" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 1º de outubro de 1937</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>– Concorreu mas não foi eleita para ocupar uma das cadeiras da Academia Paranaense de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830275/3579" target="_blank"><em>O Estado (PR)</em>, 1º de fevereiro de 1938</a>).</p>
<p>Foi homenageada por professores, funcionários e alunos da Escola Profissional República Argentina. Na ocasião, foi inaugurado um retrato de Mariana na sala em que trabalhava como diretora do colégio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/37362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 4 de outubro de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong></span> – Naturalizou-se brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/95565" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de agosto de 1939, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/55705" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de novembro de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong> </span>- Foi eleita como sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/40237" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 23 de fevereiro de 1940, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicou o livro<em> Cambiantes: contos e fantasias,</em> ilustrados com desenhos do italiano Guido Viaro (1897 – 1971) e prefaciado por Leôncio Correia (1865 – 1950)<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/41906" target="_blank"><em>ODia (PR)</em>, 14 de julho de 1940, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/93367" target="_blank"><em>O Malho</em>, fevereiro de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44814" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 24 de setembro de 1941, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O poeta, escritor e empresário Heitor Stockler (1888 – 1975) relembra a trajetória de Mariana Coelho como educadora e escritora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/58033" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de agosto de 1940, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong> </span>– Devido a problemas de saúde, não pode mais trabalhar, tendo se aposentado do cargo de diretora da Escola Feminina República Argentina.</p>
<p>Leôncio Correia (1865 – 1950) dedicou seu poema O <em>Coração em Voo</em> a várias pessoas, dentre elas Mariana Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44731" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 14 de setembro de 1941, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23350" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/44731"><img class="wp-image-23350 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cora%C3%A7%C3%A3oemvoo.jpg" alt="O Dia (PR), 14 de setembro de 1941" width="311" height="357" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/44731"><em>O Dia (PR),</em> 14 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela, com<em> Cambiantes, </em>Plácido e Silva (1892 – 1973) com <em>História do Macambira</em>; e Angelo Guarinelo (1876 – 1959) com <em>Ressurreição</em> se inscreveram para concorrer a um prêmio da Academia Brasileira de Letras:(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/44985" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 14 de ooutubro de 1941, sexta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23353" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"><img class="wp-image-23353 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cambiantes.jpg" alt="Gran-Fina (PR), fevereiro de 1941" width="602" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"><em>Gran-Fina (PR)</em>, fevereiro de 1941</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/w00015/328" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_23354" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/3681" target="_blank"><img class="wp-image-23354 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/cambiantes1.jpg" alt="Revista da Semana, 17 de maio de 1941" width="583" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/3681" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 17 de maio de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1943</strong></span> – Inauguração da <em>Estante Mariana Coelh</em>o durante a celebração do sétimo ano da fundação da Academia Paranaense de Letras. Foi saudada por José Gelbcke (1879 – 1960). Mariana havia doado para a biblioteca da entidade cerca de 200 livros (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 25 de setembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/50492" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 28 de setembro de 1943, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23351" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><img class="wp-image-23351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/estante.jpg" alt="O Dia (PR), de 1942" width="316" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/50472" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez uma visita ao ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 – 1985) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/50716" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de outubro de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> – Foi uma das 13 escritoras do Paraná que participaram da primeira Exposição do Livro Feminino Brasileiro, realizada no Palace Hotel, no Rio de Janeiro, em fevereiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/58693" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 7 de setembro de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> – Seus livros <em>Cambiantes</em> e <em>Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta</em> integraram a Exposição Inter-americana do Livro, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/66744" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 17 de agosto de 1949, terceira coluna</a>).</p>
<p>Mariana Coelho foi atropelada por um caminhão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/77385" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 23 de novembro de 1949, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O jornalista e escritor italiano radicado no Brasil desde o início dos anos 20, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19058" target="_blank">Francisco Stobbia (1881 – 1961), </a> escreveu um artigo sobre Mariana e sua obra, <em>A Evolução do Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/77451" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 6 de dezembro de 1949, penútima coluna</a>).</p>
<p>Era uma das colaboradoras da Revista do Centro de Letras do Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/71345" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de janeiro de 1951, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Falecimento de Mariana Coelho, em 29 de novembro de 1954, em sua casa, na rua Presidente Taunay, em Curitiba. Foi sepultada no Cemitério Municipal São Francisco de Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86015" target="_blank"><em>Diário da Tarde(PR)</em>, 29 de novembro de 1954, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/83706"><em>O Dia(PR)</em>, 30 de novembro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23355" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/83706" target="_blank"><img class="wp-image-23355 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/ilustre.jpg" alt="O Dia (PR), 30 de novembro de 1954" width="326" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/83706" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de novembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua homenagem, seu retrato foi inaugurado no Centro de Letras do Paraná. O Centro Paranense Feminino de Cultura também participaria do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86061" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 8 de dezembro de 1954, penútima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/83846" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 12 de dezembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955</strong></span> – Publicação de um artigo do jornalista Otávio Secundino exaltando as qualidades de Mariana Coelho<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86195" target="_blank">Diário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86195" target="_blank">, 7 de janeiro de 1955, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um artigo de  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19058" target="_blank">Francisco Stobbia (1881 – 1961) </a>sobre <em>A Evolução do Feminismo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/86237" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 15 de janeiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23937" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19052" target="_blank"><img class="wp-image-23937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/stobbia.jpg" alt="Francisco Stobbia / Correio do Paraná, 30 de janeiro de 1960" width="291" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/19052" target="_blank">Francisco Stobbia / Correio do Paraná, 30 de janeiro de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>– Foi publicada sua obra póstuma <em>Palestras Educativas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/12257" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 11 de setembro de 1956, primeira coluna</a>; <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/89206" target="_blank">Diário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/89206" target="_blank">, 15 de setembro de 1956, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Publicação do conto <em>Um Urso</em>, do livro <em>Cambiantes: contos e fantasias</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/15439" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 7 de abril de 1957</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong></span> – Publicação de seu poema Saudade (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 19 de julho de 1959</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23356" style="width: 459px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><img class="wp-image-23356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/saudade.jpg" alt="O Dia (PR), 19 de julho de 1959" width="449" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/101151" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 19 de julho de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora Maria Nicolas (1899 – 1988) publicou um artigo exaltando o papel de Mariana Coelho como educadora, escritora e feminista (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/93862" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 1º de maio de 1959, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVES, Branca Moreira, <em>Ideologia e feminismo: a luta das mulheres pelo voto no Brasil</em>. Petrópolis: Vozes, 1980</p>
<p>BUENO, Alexandra Padilha. <em><a href="http://www.ppge.ufpr.br/teses/M10_Alexandra%20Padilha%20Boeno.pdf" target="_blank">Educação e participação política: a visão de formação feminina de Mariana Coelho</a>. </em>Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, 2010.</p>
<p>COELHO, Mariana. <em>A evolução do feminismo, subsídios para a sua história</em>. 2 ed. Org. Zahidé L. Muzart. Curitiba, Imprensa Oficial do Paraná, 2002.</p>
<p>DINIZ, Aires Antunes. <em>Mariana Coelho: uma educadora feminista luso-brasileira</em>. Portugal: Penagrafica, 2015.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAMITA, Rosana Cássia. <a href="https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/87728/208820.pdf?sequence=1&amp;page=131" target="_blank"><em>Resgates e ressonâncias: Mariana Coelho</em></a>. Tese de Doutorado. Curso de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, 2004.</p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica.<em> <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">As filhas de Eva querem votar: uma história da conquista do sufrágio feminino no Brasil</a></em><a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/72742/000884085.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">.</a> Tese (Doutorado em História), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.</p>
<p>MUZART, Zahidé L. <a href="http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/ANPOLL_2002/arquivos/pdf/001_mulher_literatura/zahide_muzart.pdf" target="_blank"><em>Resgates e ressonâncias: uma beauvoir tupiniquim</em></a>. In: BRANDÃO, Izabel; MUZART, Zahidé L.  e  BOLAÑOS, Aimée González (orgs.). <em>Refazendo nós: ensaios sobre mulher e literatura</em>. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003.</p>
<p><a href="https://revistas.ufpr.br/letras/article/viewFile/20056/13236" target="_blank"><em>Revista dos Cursos de Letras</em></a> – Universidade do Paraná, abril de 1955</p>
<p>RIBEIRO, Leonardo Soares Madeira Iorio. <em>Mariana Coelho: a educadora feminista</em>. Rio de Janeiro : Editora Lumen Juris, 2015.</p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rocha-pombo/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com/2014/03/o-manuscrito-original-do-delirium.html" target="_blank">Site A Memória dos Esquecidos</a></p>
<p><a href="http://sites.uem.br/cedoc-lafep/indice-de-escritoras/letra-m/mariana-coelho" target="_blank">Site Centro de Documentaação de Literatura de Autoria Feminina Paranaense</a></p>
<p><a href="http://ittc.org.br/87-anos-voto-feminino/" target="_blank">Site Instituto Terra, Trabalho e Cidadania</a></p>
<p><a href="https://www.ufpr.br/portalufpr/victor-ferreira-do-amaral/" target="_blank">Site Universidade Federal do Paraná</a></p>
<p>TOMÉ, Dyeinne Cristina. <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3127/1/Dyeinne%20Cristina%20Tom%c3%a9.pdf" target="_blank"><em>Mariana Coelho e a educação das mulheres: uma escritora feminista no campo intelectual (1893 – 1940)</em></a>. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Ponta Grossa Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes Programa de Pós-Graduação em Educação, 2020.</p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=23174</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
