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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Carlos Chagas</title>
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		<title>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 12:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[As expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz ao longo do século XX denunciavam as precárias condições de saúde das populações rurais e com elas a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu alterações. O artigo "As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil", de Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, aborda as expedições científicas realizadas sob a chefia de Lauro Travassos, entre 1938 e 1942.  Nelas havia "um sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz ao longo do século XX denunciavam as precárias condições de saúde das populações rurais e com elas a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu alterações. O artigo <span style="color: #000000;"><em>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil, </em></span>de Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, aborda as expedições científicas realizadas sob a chefia de Lauro Travassos, entre 1938 e 1942.  Nelas havia um <em>sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13157" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13157/br_rj_coc_or_dp_rv_03_149.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13157" target="_blank">Lauro Travassos, 1940 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/403" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias das excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil chefiadas por Lauro Travassos disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz </strong><strong>ao Noroeste do Brasil</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>           </em></strong>Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e</p>
<p style="text-align: center;">Francisco dos Santos Lourenço*</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13118" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13118/br_rj_coc_or_dp_rv_01_006%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13118" target="_blank">Membros da expedição em Bauru. Lauro Travassos, Maria José von Paumgartten, Manoel Joaquim de Mello, João Ferreira Teixeira de Freitas, Octávio Mangabeira Filho, Emmanuel Dias, Frederico Lane e Antenor Leitão de Carvalho, membros da primeira excursão, sendo recepcionados pelo médico Alípio Gonçalves dos Santos na estação de Bauru, 1938. Bauru, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
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<p>Desde o início dos trabalhos em Manguinhos, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 – 1917)</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank"> Carlos Chagas (1878 – 1934)</a> e demais cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) não ficaram limitados às improvisadas salas e laboratórios da instituição. Frequentemente, participavam de expedições científicas pelo território brasileiro. Nos primeiros anos do IOC, as ações ficaram restritas às regiões próximas das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<p>Médicos, sanitaristas e cientistas eram solicitados para identificar, estudar e combater as doenças contagiosas que assolavam o país desde os tempos coloniais. Diferentemente das primeiras missões sanitárias que visavam resultados imediatos em pequenas localidades, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">cinco expedições científicas realizadas entre 1911 e 1913</a> foram longas, alcançando meses de viagem por grandes áreas do país.</p>
<p>As expedições pelos chamados “sertões” forneceram um sólido inventário das condições sanitárias e sociais das regiões visitadas. Por intermédio dos diários produzidos pelos viajantes, intelectuais e políticos nacionais tomaram consciência da triste realidade que imperava no interior do Brasil. Dessas cinco expedições participaram nomes como Carlos Chagas, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">Belisário Penna (1868 – 1939)</a> e Arthur Neiva (1880 – 1943).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13112" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13112/br_rj_coc_or_dp_rv_05_009%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13112" target="_blank">Lauro Travassos, João Ferreira Teixeira de Freitas, Mário da Silva Ventel, Paulo de Miranda Ribeiro e demais membros da sexta excursão em laboratório montado no Posto do quilômetro 1.221 da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, 1941. Bodoquena, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Depois da divulgação dos diagnósticos elaborados pelos cientistas, denunciando as precárias condições de saúde das populações rurais, a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu uma alteração. Se o interior do país estava doente, improdutivo para os padrões de eficiência e racionalidade capitalistas do século XX, o aumento da produtividade somente viria a acontecer com a melhoria da qualidade de vida de sua população. Era preciso conhecer as doenças das regiões mais afastadas do litoral para, enfim, propor estratégias de tratamento dos enfermos. Com essas preocupações, a ciência tomava literalmente o “<em>caminho da roça</em>”.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13111" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13111/br_rj_coc_or_dp_rv_01_050%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13111" target="_blank">Escola ao ar livre em Porto Esperança, 1938. Corumbá, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
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<p>Há um depoimento interessante de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank">Monteiro Lobato (1882 – 1948)</a> sobre a necessidade do conhecimento <em>in loco </em>para entender e solucionar os problemas brasileiros. Lobato falava do contato direto com a realidade que o homem de responsabilidade pública deveria possuir. Com entusiasmo, o escritor acompanhou Arthur Neiva, diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo (1916 – 1920), em uma excursão à cidade de Iguape, onde se desenvolvia uma campanha contra a malária e ancilostomíase.</p>
<p><em>&#8220;Penetramos na mata, alguns quilômetros fora da cidade. Vi-o apear-se e acender a lanterna elétrica e correr a luz pelo couro do cavalo em procura das anofelinas que incontinenti acudiram àquele inesperado banquete. Encontrou as anofelinas da espécie perigosa. Tinham o ninho na água depositada pelas chuvas nas bromélias parasitas. Estava liquidado o caso. Regressamos e no outro dia ordens precisas eram dadas para matar de vez a malária de Iguape em seu derradeiro reduto&#8221;</em> (Lobato apud Ribeiro, 1993, p. 208).</p>
<p>Essa forte tradição parece que impregnou o jeito de fazer ciência no Brasil. Várias expedições científicas e campanhas sanitárias foram empreendidas pelo país afora. Investigavam não somente as condições naturais das localidades, mas os modos de vida de seus habitantes.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13188" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13188/br_rj_coc_or_dp_rv_02_025%203.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13188" target="_blank">Antônio da Rocha Nobre, Carlos da Cunha Vieira, Frederico Lane, Lauro Travassos, tenente veterinário Jairo Pontes e John Lane, membros da segunda excursão, com habitantes do povoado de Salobra, 1939. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Assim, inseridas nesse contexto histórico, apresentamos as excursões científicas (ou “comissões”, como eram chamadas) do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do país. Lideradas por Lauro Travassos (1890 – 1970), elas ocorreram nas seguintes etapas: a primeira em outubro de 1938; a segunda em julho de 1939; a terceira em fevereiro e março de 1940; a quarta em agosto e setembro de 1940; a quinta em janeiro de 1941; a sexta em novembro de 1941; e a sétima em maio de 1942.</p>
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<div id="attachment_38162" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_01/45593" target="_blank"><img class="  wp-image-38162" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/expedição.jpg" alt="expedição" width="321" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_01/45593" target="_blank"><em>A Tribuna</em>, 12 de outubro de 1938</a></p></div>
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<p>As excursões concentraram-se na região da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), companhia criada em 1904, que chegou a operar uma rede ferroviária de 1.622 quilômetros, ligando o Oeste paulista até a área do Pantanal no estado de Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul. A linha-tronco da NOB entre as estações de Bauru e Porto Esperança, em Corumbá, foi concluída em 1914. Com cerca de 1.300 quilômetros, atravessava as cidades de Araçatuba, Três Lagoas, Campo Grande e Miranda. Nesta última encontra-se o povoado de Salobra, que devido à sua variada e exuberante fauna e flora foi escolhido como parada obrigatória para coleta de material científico em todas as etapas das excursões.</p>
<p>De acordo com os relatórios produzidos pelos cientistas, quem deu suporte para que as excursões acontecessem na região foi o diretor da NOB, major Américo Marinho Lutz (1899 – 1983), que gratuitamente pôs à disposição de Lauro Travassos um vagão-dormitório e outro para bagagem de sua companhia. O militar era sobrinho do cientista do IOC e principal estudioso da medicina tropical no Brasil, Adolpho Lutz (1855 – 1940).</p>
<p>Tomaram parte nas excursões profissionais jovens e experientes com distintas habilidades. Entre eles figuraram entomologistas, helmintologistas, protozoologistas, ictiologistas, herpetologistas, ornitologistas, mastozoologistas, técnicos de laboratório e taxidermistas. Para auxiliar nos trabalhos de campo das excursões foram contratados pescadores e caçadores das áreas estudadas.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13242" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13242/br_rj_coc_or_dp_rv_03_130.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13242" target="_blank">Vagões utilizados pelos membros da terceira excursão em frente à estação de Ilha Seca, 1940. Detalhe para o lençol branco utilizado em coletas noturnas de insetos. Pereira Barreto, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. </a></p></div>
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<p>Além dos cientistas e técnicos do IOC, integraram as excursões representantes de várias instituições do Brasil e exterior, como Museu Paulista, Instituto Biológico de São Paulo, Instituto de Higiene de São Paulo, Museu Nacional, Fundação Rockefeller, Clube Zoológico do Brasil, Universidade de São Paulo e Universidade de Michigan.</p>
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<div id="attachment_38163" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/11135" target="_blank"><img class="wp-image-38163 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/expedição1.jpg" alt="expedição1" width="479" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/11135" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de maio de 1942</a></p></div>
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<p>Embora alguns dos personagens envolvidos nessas jornadas tenham obtido sucesso em suas trajetórias científicas, entre eles Lauro Travassos, Frederico Lane (1901 – 1979), João Ferreira Teixeira de Freitas (1912 – 1970), Emmanuel Dias (1908 – 1962) e Maria José von Paumgartten, depois Maria Deane (1916 – 1995), estas páginas épicas são pouco conhecidas pelo campo científico e acadêmico nacional.</p>
<p><span style="color: #000000;">Nos relatórios das excursões constatamos o sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura.</span></p>
<p><em>&#8220;A seca proporcionou ainda oportunidade de observar o horrível espetáculo das queimadas. Por estes brutais incêndios dos campos, em que se formam linhas de fogo de quilômetros de extensão e que caminham léguas, tudo destruindo, flora e fauna, e ainda esterilizando o solo pelo formidável calor produzido por labaredas que atingem a 10 metros de altura e que a 100 metros já se torna insuportável, vai o brasileiro, metódica e tenazmente, transformando o nosso interior em árido deserto. Argumentam os autores desta brutalidade, a necessidade da melhoria dos campos. Sem dúvida é um processo barato para a limpeza dos pastos, mas de graves consequências para as gerações futuras. Há também prazer em contemplar o espetáculo&#8221;</em> (Travassos, 1940, p. 700).</p>
<p>Durante os trabalhos de campo, os excursionistas coletaram farto material de interesse médico e biológico, como insetos, mamíferos, répteis, aves, batráquios, peixes, helmintos e amostras botânicas. Todo esse material foi incorporado ao patrimônio científico de instituições de ensino e pesquisa do país. O IOC, por exemplo, ficou com o maior número de exemplares de insetos e helmintos, que se encontram atualmente preservados em coleções dedicadas a esses grupos zoológicos.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13243" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13243/br_rj_coc_or_dp_rv_05_020%20%281%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13243" target="_blank">Aspectos do rio Paraguai e das habitações de Porto Esperança, 1941. Corumbá, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Entretanto, os cientistas não se limitaram a investigar o clima, o relevo, os animais, a vegetação e as doenças reinantes na região, como malária, doença de Chagas e leishmaniose. Eles mostraram-se preocupados com as respostas que os habitantes poderiam dar perante às dificuldades impostas pela sobrevivência. Em quase todos os registros das excursões existem comentários sobre a qualidade da alimentação e as condições de moradia dos habitantes, que algumas vezes foram descritas como precárias e insalubres. A baixa densidade demográfica dos locais visitados também fez parte das observações dos cientistas.</p>
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<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13241" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13241/br_rj_coc_or_dp_rv_06_025.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="666" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13241" target="_blank">Cheia no Pantanal: João Ferreira Teixeira de Freitas no trecho alagado da linha férrea entre as estações de Miranda e Salobra, 1942. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em resenha biográfica sobre Lauro Travassos, Newton Dias dos Santos (1916 – 1989), naturalista do Museu Nacional, descreveu com riqueza de detalhes a sua participação na quinta excursão ao Noroeste. Nos trechos selecionados desta narrativa encontramos uma síntese de como deve ter sido o cotidiano das “<em>aventuras</em>” científicas por um Brasil rural e selvagem, rico em biodiversidade, e que ainda guarda muitos aspectos a serem conhecidos por nós na atualidade.</p>
<p><em>&#8220;Imagine, caro leitor, cerca de três dias de viagem pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, estrada de penetração do nosso mais longínquo oeste, com deficiências, mas que é um orgulho da nossa gente. (&#8230;) A composição, puxada com sacrifício, acaba de atravessar a ponte do rio Miranda e para na estação de Salobra, próxima do grande pantanal. Olho em torno e diviso umas 10 casas de barro: eis toda a localidade. (&#8230;) Em meia hora está escolhida nossa sede; o pátio da estação. Começa o trabalho da montagem. (&#8230;) Em duas horas há um laboratório montado. Toda a minúscula população local, de olhos arregalados, está em torno. (&#8230;) O índice de impaludismo desta população é de 100%. (&#8230;) Cada um de nós começa a tomar quinino preventivo. A população entra também no quinino. (&#8230;) Enquanto estamos alojados, vem gente de longe em busca de tratamento. Todos são atendidos, pois a farmácia que levamos é grande.</em></p>
<p><em>A cozinha de campo é imediatamente montada e começa o trabalho da janta: feijão, arroz, carne seca. (&#8230;) Cai a noite e com ela o silêncio. (&#8230;) E começa o primeiro trabalho. Num grande lençol branco estendido verticalmente abaixo da lâmpada, começam a chegar os primeiros insetos curiosos. (&#8230;) Mosquitos e anofelíneos cobrem o pano; vão chegando, mariposas, coleópteros, hemípteros. (&#8230;) Nossos vidros e caixas vão se acumulando de material. Os sapos saem dos seus esconderijos e vem comer insetos e são por nós caçados. (&#8230;) Alguns já foram dormir; se não dá bicho vamos para a cama, mas de vez em quando acordamos, e vamos espiar o pano. O calor é terrível. (&#8230;) Travassos toma o primeiro café puro da manhã, apanha sua espingarda e dá uns giros por perto. Uma hora depois, está no acampamento com alguma cotia, ou alguma ave abatida. Os taxidermistas entram em ação. Tiram a pele do animal e dão o corpo ao professor. Este vai autopsiá-lo. Abre o animal, retira os intestinos e começa a catar os vermes (&#8230;) que são guardados em líquido conservador. (&#8230;)</em></p>
<p><em>Antes do almoço vão chegando mais peças: porcos do mato, gaviões, jacarés, ariranhas, veados, cotias, toda a classe de aves e mamíferos. (&#8230;) Outros excursionistas colecionam plantas, insetos, aracnídeos, moluscos, miriápodos. (&#8230;) Nos charcos, riachos e rios as nossas redes de pesca de arrastão trazem curiosos espécimens. (&#8230;) Cada dia passa um trem de ida ou de volta. É a nossa única distração. Às vezes, se consegue uma cerveja no trem e isso é uma delícia, pois a nossa única bebida é água e, por sinal, salobra, que é filtrada em caixa de areia. Felizmente ninguém adoece. (&#8230;) Travassos quase sempre leva seus dois esplêndidos auxiliares de Manguinhos, Mário Ventel e Antônio Nobre, que se incumbem da manutenção do laboratório e dos instrumentos. (&#8230;) Nossos banhos são no rio ou na caixa d&#8217;água que alimenta os trens. (&#8230;) Ao fim de 25 dias, nossas caixas estão cheias; chegamos ao fim, bastante maltratados”</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/085782/196" target="_blank"><em>Ciência para Todos</em>, 27 de março de 1949</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>* </em></strong>Ricardo Augusto dos Santos  é  Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz. Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13117" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13117/br_rj_coc_or_dp_rv_03_025.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13117" target="_blank">Lauro Travassos, João Ferreira Teixeira de Freitas e membros da comissão examinando um avestruz, 1940. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na belle époque</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>DALMEIDA, José Mario. <em>Contribuições de Lauro Travassos (1890-1970) para a zoologia brasileira. História da Ciência e Ensino</em>, São Paulo, v. 14, p. 88-99, 2016.</p>
<p>FONSECA FILHO, Olympio da. <em>A escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do desenvolvimento da medicina experimental no Brasil</em>. São Paulo: EGTR, 1974.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>RIBEIRO, Maria Alice Rosa. <em>História sem fim&#8230; Inventário da saúde pública</em>. São Paulo: Edusp, 1993.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos; VIEIRA, Felipe Almeida; LOURENÇO, Francisco dos Santos. <em>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 31 out. 2023.</p>
<p>Site Estações Ferroviárias do Brasil.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela et al. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 e 1913</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, 1992.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da excursão científica do Instituto Oswaldo Cruz realizada na zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em outubro de 1938</em>. <em>Boletim Biológico</em>, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 208-260, 1939.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da terceira excursão a zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil realizada em fevereiro e março de 1940</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 607-696, 1940.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da quarta excursão do Instituto Oswaldo Cruz a zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, realizada em agosto e setembro de 1940</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 4, p. 697-722, 1940.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da quinta excursão do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em janeiro de 1941</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 36, n. 3, p. 263-300, 1941.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da excursão científica realizada na zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em julho de 1939</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 525-556, 1940</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da sexta excursão do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em novembro de 1941</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 37, n. 3, p. 259–286, 1942.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da sétima excursão cientifica do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em maio de 1942</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 38, n. 3, p. 385-412, 1943.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Uma homenagem aos médicos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 20:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é Dia do Médico e a Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem a esses imprescindíveis profissionais, destacando artigos já publicados no portal relativos à medicina e a importantíssimos médicos brasileiros como Arthur Neiva (1880 - 1943), Belisário Penna (1868 - 1939), Carlos Chagas (1879 - 1934), Evandro Chagas (1905 - 1940), João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936), João Pedro de Albuquerque (1874 – 1934) e Oswaldo Cruz (1872 - 1917). A maioria dos artigos foi escrito por pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal. A data escolhida para celebrar o Dia do Médico é referente a São Lucas, padroeiro da medicina. Viva os médicos e as médicas! Viva a ciência!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é Dia do Médico e a Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem a esses imprescindíveis profissionais, destacando artigos já publicados no portal relativos à medicina  &#8211; como vacinação, criação de instituições, realização de expedições, de congressos &#8211; e a importantíssimos médicos brasileiros como Arthur Neiva (1880 &#8211; 1943), Belisário Penna (1868 &#8211; 1939), Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940), João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936), João Pedro de Albuquerque (1874 – 1934) e Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917). A maioria dos artigos foi escrito por pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal. A data escolhida para celebrar o Dia do Médico é referente a São Lucas, padroeiro da medicina. Viva os médicos e as médicas! Viva a ciência!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="559" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 191?. RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos publicados na Brasiliana Fotográfica relativos à medicina </strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=10762" target="_blank">O cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), prefeito de Petrópolis – 18/12/2017 &#8211; Cristiane d’Avila com a colaboração de Ana Luce Girão,  Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank">Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank">19/01/2018 -</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank"> Equipe da Fiocruz – Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank">28/02/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank"> Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank">Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank">23/03/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank"> Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: os pedreiros do castelo da avenida Brasil – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank">12/04/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank"> Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank">Os 100 anos do Castelo da Fiocruz: criador e criatura – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank">15 /05/ 2018 -</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank"> Renato da Gama-Rosa Costa, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=12743" target="_blank">Vacinação no Brasil, uma história centenária – 17/08/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil, 28/09/2018 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13276" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica – 26/10/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13402" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família,  – 27/11/2018 – Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/Instituto%20Nacional%20de%20Infectologia%20Evandro%20Chagas:%20centen%C3%A1rio%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20pesquisa%20cl%C3%ADnica%20em%20Manguinhos" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho – 21/12/2018 – Dilene Raimundo do Nascimento, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13446" target="_blank">João Pedro ou João Pedroso? – 11/01/2019 – Ricardo Augusto dos Santos e Francisco dos Santos Lourenço, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13880" target="_blank">As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913 – 14/03/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">A descoberta da doença de Chagas – 14/06/2019 – Simone Petraglia Kropf, Casa de Oswaldo Cruz , Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918 &#8211; 23/03/2020 &#8211; Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904 &#8211; 05/04/2020 &#8211; Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank"><span style="color: #800000;">A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; 13/04/2020 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil em entre 1911 e 1913 – 25/05/2020 –  Cristiane d’Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20537" target="_blank"><span style="color: #800000;">Curso de Aplicação no Instituto Oswaldo Cruz, 08/10/2020 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</span></a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=22130" target="_blank">Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, 14/01/2021 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23540" target="_blank">À mesa, os pioneiros da ciência brasileira, 07/06/2021 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank">Os “Instântaneos Cruéis” de Monteiro Lobato, 26/11/2021 – Ricardo Augustos dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911, 05/01/2022 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26827" target="_blank">Fotografias da Gripe Espanhola do fundo Moncorvo Filho, da Casa de Oswaldo Cruz, 11/03/2022 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço,  Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5094/IOC_V_ii_0227.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank">José Teixeira. Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Nordeste e Centro Oeste : acampamento dos membros da expedição, entre eles Belisário Penna e Arthur Neiva (2° e 3° à esquerda), 1912. Piauí / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; IX &#8211; A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 15:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Ferry de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinematógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinematógrafo brasileiro em Dresden]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Thielen]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Moraes Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "Exposições"]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme "Cinematógrafo brasileiro em Dresden", cujo link está no final do artigo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior (1872 &#8211; 1955), responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme <em>Cinematógrafo brasileiro em Dresden<a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">,</a> </em>cujo link está no final do artigo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10273/IOC_V_II_1390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank">Pavilhão Brasileiro da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sala repleta, público de pé, palmas ao final da sessão. Na tela do cinematógrafo, imagens das ações de combate à fe<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">bre amarela </a>no Rio de Janeiro e do médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas em Lassance</a>, Minas Gerais, onde pesquisava a doença que levaria seu nome. Era o ano de 1911, e um longínquo país chamado Brasil, como também os achados de seus cientistas, causavam espanto e admiração em mulheres, homens e crianças que visitavam a Exposição Internacional de Higiene de Dresden, Alemanha. Organizado para celebrar o progresso e a modernidade ocidental, o evento temático representava a oportunidade de os participantes exibirem produtos, pesquisas e inovações para um público diverso e ampliado.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10261/IOC_V_II_1408.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911 &#8211; Sala dedicada à Doença de Chagas. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Nos salões e espaços de convivência distribuídos pelos 320 mil metros quadrados de área, mais de cinco milhões de visitantes conheceram, ao longo dos seis meses de duração do megaevento, o que de mais avançado havia sobre higiene e cuidados com o corpo, obras sanitárias, ciência e saúde pública. Nos pavilhões eram exibidos, entre inúmeros artefatos, microscópios, modelos em gesso e cera de partes do corpo humano, fotografias e também filmes relacionados às descobertas da medicina e da microbiologia.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank">Acessando o link para as imagens relativas à Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank"> </a></p>
<p>Em artigo sobre essa exposição, a pesquisadora Alice Ferry de Moraes detalhou a composição dos pavilhões do evento internacional: doenças infecciosas, saúde da mulher, nutrição, cidades e habitações, esportes. No amplo terreno ocupado – onde havia praça e jardim, pavilhão de música e restaurante, pista de dança, cervejaria e casa de chá – circulavam não apenas cientistas, mas um público curioso e atento às descobertas da época. Além da Alemanha, anfitriã, havia pavilhões de mais 12 países: Áustria, China, Espanha, França, Holanda (Amsterdã), Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Rússia, Suíça e Brasil, única nação das Américas presente à mostra.</p>
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<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank"><img src="https://www.meisterdrucke.pt/kunstwerke/1200w/Franz_von_Stuck_-_Advertisement_for_the_First_International_Hygiene_Exhibition_in_Dresden_printed_-_%28MeisterDrucke-196693%29.jpg" alt="Propaganda da &quot;Primeira Exposição Internacional de Higiene&quot; em Dresden, impressa por Leutert und Schneidewind, Dresden 1911 de Franz von Stuck" width="524" height="782" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank">Símbolo da Exposição Internacional de Higiene de Dresden , de autoria de Franz von Stuck (1863 &#8211; 1928), da Academia de Belas-Artes de Munique. Ele foi professor de Paul Klee e de Wassily Kandinsky</a></p></div>
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<p>Um dos destaques, o pavilhão do Brasil foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">castelo de Manguinhos (prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco</a>).</p>
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<div style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5493/Luis%20Moraes%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="373" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank">Huberti. Luiz Moraes Jr., engenheiro responsável pelo projeto do Núcleo Arquitetônico de Manguinhos, incluindo o Pavilhão Mourisco, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“<em>Dentro do pavilhão havia uma casa que representava o sistema de isolamento criado para evitar a contaminação das pessoas saudáveis por pacientes vítimas da febre amarela. Também estavam expostos uniformes dos “mata-mosquitos” e material de desinfecção das ruas e casas. O pavilhão contava ainda com a exibição de soros e vacinas, uma coleção de mosquitos e outros insetos brasileiros</em>”, detalha a pesquisadora.</p>
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<div style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10270/IOC_V_II_1387.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="585" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Segundo Ferry, havia imensa expectativa sobre o que o Brasil exibiria em Dresden, pois já se sabia das descobertas de Chagas em Lassance. O sucesso de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz</a> e do Instituto de Manguinhos no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim e na Exposição de Higiene contígua ao evento, realizados em 1907, concorriam para uma nova consagração.</p>
<p>De acordo com o historiador Jaime Benchimol, no evento berlinense o Brasil ocupou três salas: uma exibia a profilaxia da febre amarela no Rio de Janeiro; outra, as estatísticas demográficas da cidade; a terceira, projetos e fotografias dos prédios do Instituto e produtos biológicos fabricados em Manguinhos. A exibição dos materiais das doenças tropicais, segundo ele, causou sensação em Berlim: peças anatomopatológicas das lesões provocadas pela febre amarela e peste bubônica e a coleção de insetos brasileiros. Ao final, o reconhecimento: o país foi laureado com medalha de ouro, entregue a Oswaldo Cruz pela imperatriz da Alemanha. No ano seguinte, 1908, o instituto foi rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz (IOC).</p>
<p>Não à toa, o sucesso da campanha em Berlim elevou a expectativa sobre a presença do Brasil em Dresden: de três salas, o país ganhou um pavilhão inteiro para exibir seus avanços científicos e sanitários. Agraciado com o prêmio máximo na capital alemã, o Instituto, principalmente pelas descobertas de Chagas e a campanha de combate à febre amarela no Rio, tornou o país reconhecido por suas pesquisas na medicina tropical e microbiologia.</p>
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<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10262/IOC_V_II_2072.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Uniformes dos guardas no combate à febre amarela e estatísticas da doença apresentadas em quadros e por objetos. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10264/IOC_V_II_2074.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Casa dentro do pavilhão brasileiro mostrando as formas de isolar os doentes de febre amarela. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Além do IOC, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo também se fizeram presentes na Exposição de Dresden: o primeiro, com exibição de ofídios, fotografias e filme sobre a produção da vacina contra mordida de cobra; o segundo, com fotos e filme sobre pesquisas experimentais e fabricação da vacina contra tuberculose bovina. No cinematógrafo brasileiro de Dresden foram exibidos quatro filmes: dois do IOC (Chagas em Lassance e o combate à febre amarela no Rio de Janeiro); um do Instituto Butantã e um do Instituto Vacinogênico de São Paulo.</p>
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<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10260/IOC_V_II_1407.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“O cinematógrafo brasileiro lotava todos os dias, mantendo uma parte do público em pé e terminando suas sessões s<em>ob aplausos”, </em>destaca Ferry no artigo, lembrando que os dois filmes paulistas se perderam. Utilizando a ferramenta<em> zoom</em>, pode-se ver, na fotografia abaixo, a entrada do cinematógrafo e outros detalhes da imagem.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10263/IOC_V_II_2073.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Na mesa, uma maquete da região do Instituto Oswaldo Cruz e do Castelo de Manguinhos. A porta no centro da imagem é do cinematógrafo. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Felizmente, os filmes sobre a campanha de febre amarela e Chagas em Lassance foram recuperados e podem ser vistos no documentário <em><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">Cinematógrafo brasileiro em Dresden</a></em>, roteirizado e dirigido pelos pesquisadores da Fiocruz Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido.</p>
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<div id="attachment_26312" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank"><img class="wp-image-26312 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/capa14valendo.jpg" alt="capa14valendo" width="693" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
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<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>O comparecimento do Brasil à nossa Exposição tem uma importância capital. Aqui estão as principais nações do mundo. Grande é a nossa satisfação e o nosso reconhecimento ao governo brasileiro por ter sido o único país das Américas a participar e construir pavilhão especial&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Karl Lingner (1861 &#8211; 1916), presidente da Exposição Internacional de Higiene de Dresden</p>
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<div id="attachment_26316" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26316" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lingner.jpg" alt="Karl Lingner (18 - 19)" width="507" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank">Karl Lingner (1861- 1916)</a></p></div>
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<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALMEIDA, Marta de. <em>Entre balões, carrosséis e ciências: a exposição internacional de higiene na capital federa</em>l. ‘Usos do Passado’ — <em>XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ</em>, 2006.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida</em>: <em>a ciência na Belle Époque</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2020.</p>
<p>MONTEIRO, José Carlos. <em>Imagens de paradoxos</em>. <em>RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde</em>. Rio de Janeiro, v.6, n.4 – Suplemento, Fev., 2013.</p>
<p>MORAES, Alice Ferry de. <em>O Cinematógrafo e os Filmes Brasileiros na Exposição Internacional de Higiene De Dresden, em 191</em>1. <em>Revista Livre de Cinema</em>, v.2, n. 2, mai/ago, 2015.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>Exposições internacionais: uma abordagem historiográfica a partir da América Latina</em>. <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, vol. 24, núm. 3, pp. 785-826, 2017.</p>
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<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/aa/Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg/800px-Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg" alt="File:Dresden, Sachsen - Internationale Hygiene-Ausstellung 1911; Kunstkarte (Zeno Ansichtskarten).jpg" width="682" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank">Cartão postal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. hartung &amp; Ruttinger (autores)  / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26322" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26322" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoprincipal.jpg" alt="Reprodução de cartão postal da entrada principal d Exposição de Dresden / Wikipedia" width="692" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank">Reprodução de cartão postal da entrada principal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26323" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãochinês.jpg" alt="Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26324" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãorusso.jpg" alt="Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26325" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoesportivo.jpg" alt="Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911" width="693" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank">Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representante dos cartões postais: Hartung &amp; Ruttinger / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26326" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãodeesporteseroupas.jpg" alt="Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia" width="692" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank">Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26327" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoaleia.jpg" alt="Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia" width="692" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na</a><br /><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia dos Pais &#8211; Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 13:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc, que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André, filhos do fotógrafo Marc Ferrez e da francesa Marie Lefebvre, que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias de outras famílias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6410/0071824cx046-03t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez e seus filhos, c. 1905. Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc (1881 &#8211; 1946), que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André (1884 &#8211; 1955), filhos do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e da francesa Marie Lefebvre (c.1849 &#8211; 1914), que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias do cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1878-1934)</a> com seus filhos Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940) e Carlos Chagas Filho (1910 &#8211; 2000), dos filhos do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>, dos filhos do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) </a> e do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a>com suas famílias e também registros de outras famílias produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmin (1886 &#8211; 1978)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, José Teixeira e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="446" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. Na foto, Marc Ferrez (em pé), Julio, Marie e Claire (sentados) e Gilberto e Eduardo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</p>
<p>Ele e seus filhos desempenharam um importante papel na história do estabelecimento e do desenvolvimento do cinema no Brasil, tanto pela participação na produção de filmes, como pelo investimento em equipamentos necessários à criação de uma rede de distribuição e exibição de filmes.</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/266" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez e seus filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7177/0071824cx015b-01.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano,1º de janeiro de 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi com Julio que Marc Ferrez, em 1905, obteve a representação da firma francesa Pathé Frères, no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa. Em primeiro de outubro de 1907, foi criada a firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Ferrez era dono de 60% das ações, cabendo a Luciano e a Julio 20% do negócio para cada um. Nesse mesmo ano, Julio havia se casado com Claire Poncy Ferrez (1888 &#8211; 1980), pais de Gilberto (1908 &#8211; 2000) e Eduardo. Gilberto foi pioneiro no estudo da fotografia no Brasil com a publicação, em 1946, do ensaio <a href="http://docvirt.com/docreader.net/reviphan/9564" target="_blank">“<em>A Fotografia no Brasil e um de Seus Mais Dedicados Servidores: Marc Ferrez (1843-1923)</em>&#8220;</a>, na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em>.</p>
<p>Em 1908, Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza, sócios no Cinema Pathé, produziram o filme, <em>Nhô Anastácio</em> chegou de <em>viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Marc Ferrez produziu o curta-metragem <em>A mala sinistra</em>, também dirigido por seu filho Julio.</p>
<p>Em abril de 1915, Ferrez viajou para França no navio <em>Frizia</em> em companhia de seu filho Julio – que retornou ao Brasil em agosto.</p>
<p>Em 1917, Julio e Luciano, fundaram a Companhia Cinematográfica Brasileira, mais tarde denominada Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda. Dois anos depois, Julio Ferrez foi um dos fundadores da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna</a>). Foi o primeiro tesoureiro da associação, cujo primeiro presidente foi o empresário Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941).</p>
<p>Em 1920, foi noticiada a volta da Europa de Marc e Luciano Ferrez ao Brasil, a bordo do paquete inglês <em>Orcona (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank">abril de 1920</a>)<em>. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;O senhor Marc Ferrez é uma das figuras mais notáveis, de maior destaque na indústria fotográfica e cinematográfica do Brasil&#8221;</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25250" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><img class="wp-image-25250 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/marc1.jpg" alt="marc" width="643" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, abril de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=480703&amp;pagfis=1138" target="_blank">Na edição de 8 de abril de 1920 da revista <em>Palcos e Telas, </em>Marc, Julio e Luciano Ferrez foram biografados na seção “Grandes figuras da cinematografia”</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em correspondência a Malia Frucht Ferrez (1890 &#8211; 1953), casada com Luciano, Marc Ferrez contou que havia feito belas fotografias de rosas, em sua visita ao roseiral do Parque de La Bagatelle, no Bois de Boulogne, local que freqüentava enquanto Luciano e Malia estavam com ele em Paris. Foi na casa deles, no Rio de Janeiro, cidade que ele eternizou com sua arte, que Ferrez faleceu em 12 de janeiro de 1923. Residia na rua Joaquim Murtinho, 177, e foi enterrado no cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de janeiro de 1923</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11994" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1923, última notícia da sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&amp;PagFis=7883" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>16 de janeiro de 1923, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/42294" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 20 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7185/0071824cx014-06.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano Ferrez, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras famílias</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/284" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de pais e filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5230/P011G00039.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank">Chichico Alkmin. Retrato de Família, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6100/IOC_V_II_3871.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank">J.Pinto. Evandro Chagas com o pai Carlos Chagas e o irmão mais novo, Carlos Chagas Filho, no Pavilhão Mourisco, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="762" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5383/COC-F-V-RP-16%20fot%2029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="722" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank">Família J.Pinto, 192? . Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4996/FPft0151%282%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank">Augusto Malta. Família Passos: Pereira Passos, Maria Rita Passos, Maria Paula Passos de Castro, Francisco de Oliveira Passos, Olímpia Passos e Maria Ernestina T. de Castro, 14 de novembro de 1910. Rio de Janeiro, rJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 756px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5556/BR_RJANRIO_071_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="746" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank">Posto no rio Surumu, índios Jaricuna em sua maloca, 1922. Amazônia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da criação do Dia dos Pais</strong></em></span></p>
<p>O Dia dos Pais foi comemorado pela primeira vez, em 1910, nos Estados Unidos. No Brasil, a ideia de criar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e o jornal <em>O Globo</em> começou uma campanha para difundir a efeméride (<em>O Globo</em>, 1º de junho de 1953), festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_07&amp;PagFis=32445" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1953</a>). Posteriormente, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no segundo domingo de agosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5708" target="_blank">Link para a publicação do<em> Dia dos Pais</em>, em 14 de agosto de 2016</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Visitantes Ilustres em Manguinhos</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 15:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 - 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 - 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 - 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo J. Pinto (1884 - 1951).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 &#8211; 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Visitantes Ilustres em Manguinhos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>  Ricardo Augusto dos Santos*  </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5126/IOC_V_II_3867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank">J.Pinto. Visita de Albert Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz, 8 de maio de 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em plena pandemia de COVID uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post.php?post=14794&amp;action=edit" target="_blank">Albert Einstein (1879 &#8211; 1955)</a> circulou nas redes sociais (originalmente num <em>post</em> no Facebook) com informações erradas. O texto estava repleto de equívocos, com a legenda mencionando uma visita do cientista ao Instituto Butantã, em São Paulo. Além disso, a postagem comentava a presença de Oswaldo Cruz entre os homens. Seria cômico, se não fosse trágico. A primeira falha cometida é a ausência de informação sobre a origem do documento fotográfico pertencente ao acervo da Casa de Oswaldo Cruz, a COC, que é a unidade da Fundação Oswaldo Cruz responsável pela memória e história da instituição e de temas ligados ao campo da medicina e da saúde pública.</p>
<p>Vamos aos fatos. Em 1925, Einstein conheceu o Brasil, o Uruguai e a Argentina. Na foto aparece o cientista em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Em nosso país, entre compromissos profissionais e passeios, ficaram registradas visitas ao Observatório Nacional, Escola Politécnica, Museu Nacional, Instituto Oswaldo Cruz, Jardim Botânico e ao Clube de Engenharia. Não há dados sobre uma ida ao Butantã. No momento eternizado, na ampla varanda do belo prédio, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Pavilhão Mourisco</a>, famoso Castelo da Avenida Brasil, estão fazendo companhia ao autor da Teoria Geral da Relatividade, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646" target="_blank">Alcides Godo</a>y, Astrogildo Machado, Leocádio Chaves e demais pesquisadores. O principal equívoco que o autor do <em>post</em> no Facebook cometeu é que Oswaldo Cruz não poderia estar nessa foto, pois ele falecera em 1917. Oito anos, portanto, antes da visita de Einstein a Manguinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9322/IOC_V_II_1006.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank">Getulio Vargas visitando Manguinhos, 1935. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de seus 121 anos de história, a instituição de vanguarda na saúde pública e na ciência recebeu inúmeros visitantes. Personagens da história republicana, políticos, cientistas e intelectuais andaram pelos corredores, varandas, laboratórios e conheceram a ampla biblioteca. O acervo da Casa de Oswaldo Cruz guarda as imagens dessas visitas. Na foto acima, aparece Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954); no grupo estão o ministro Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), titular da pasta da Educação e Saúde Pública, e os cientistas Souza Araújo e Artur Neiva. Inúmeros cientistas nacionais e estrangeiros frequentaram Manguinhos, estudando, trabalhando ou visitando. Em outra fotografia, foi documentada a visita do médico francês León Bernard (1872 &#8211; 1934), especialista em tuberculose, membro do Comitê de Higiene da Liga das Nações e diretor dos <em>Annales de Médecine</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9317/IOC_V_II_0719.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank">J.Pinto. Visita de León Bernard ao Instituto Oswaldo Cruz, 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.  Da esquerda para a direita, (2º, León Bernard), professor de Higiene em Paris. Entre Leocádio Chaves(1º) e Souza Araújo(3º). </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Curiosamente, dentre as visitas registradas, encontramos duas fotos comprovando a presença inusitada do governador de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros (1901 &#8211; 1969), que ficou famoso pelo modo condenável de administrar a coisa pública. Suspeito de angariar recursos financeiros em benefício próprio, Adhemar de Barros foi retratado junto aos pesquisadores do IOC. O que estaria fazendo Adhemar no Instituto? Adhemar era médico. E estudou no Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz entre 1919 e 1920. Contudo, na imagem feita nos anos 1940, Adhemar de Barros havia abandonado a medicina e ingressado na vida política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9319/IOC_V_II_1017.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank">Adhemar de Barros em visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 1940 / Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, em 25 de setembro de 1920, durante sua viagem ao Brasil, visitou Manguinhos, na companhia do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942). Foram recebidos pelo cientista Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), diretor da instituição<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3237"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24300" target="_blank"><em>Careta </em>de 2 de outubro<i> </i>de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24381" style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank"><img class=" wp-image-24381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/manguinhos.jpg" alt="O rei da Bélgia, Alberto I, tenso a sua esquerda o presideente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / Careta, de 1920" width="706" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank">O rei da Bélgica, Alberto I, tendo a sua esquerda o presidente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / <em>Careta</em>, 2 de outubro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dias depois, em 27 de setembro de 1920, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rainha Elizabeth da Bélgica (1876 – 1965</a>) também visitou o instituto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3263"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a>). Foi recepcionada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> e por seus assistente. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a> registrou o evento quando, segundo o jornal <em>A Noite</em>:</p>
<p>&#8220;<em>A rainha trocou idéias com o Dr. Carlos Chagas sobre a profilaxia da doença do ‘barbeiro’, e ficou bastante impressionada com as notícias das doenças rurais do país, procurando informar-se da organização sanitária que visa à respectiva profilaxia. O diretor expôs-lhe em traços gerais o novo regulamento destinado ao combate das moléstias que dizimam a população dos nossos campos e, ao retirar-se a rainha, a quem fora oferecido um delicado ‘lunch’, S.S. fez-lhe oferta de um lindo ramalhete de cravos, presos por fitas com as cores brasileiras e belgas</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/1487" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de setembro de 1920</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6551/FFC%28F%2910-12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="572" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas recepciona a rainha Elizabeth da Bélgica em sua visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 27 de setembro de 1920. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24172" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24172" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/elizabeth1.jpg" alt="O Paiz, de 1920" width="327" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, destaca-se a homenagem prestada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> ao ministro da Agricultura, Juarez Távora (1898 &#8211; 1975); ao interventor de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti (1892 &#8211; 1967); ao interventor do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942); e a Washington Pires (1892 &#8211; 1970), ministro da Educação, em 26 de julho de 1933.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24171" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank"><img class="wp-image-24171" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/juarez-1024x743.jpg" alt="juarez" width="768" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank">Pesquisadores e políticos em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Entre eles, o ministro Juarez Távora e o prefeito Pedro Ernesto, 1933. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. Pedro Ernesto é o quarto, na primeira fila, da esquerda para a direita;  Juarez Távora está à direita de Carlos Chagas (de jaleco branco no centro da primeira fila); Washington Pires, ministro da Educação, está entre Pedro Ernesto e Carlos Chagas; e Carlos de Lima Cavalcanti, à direita de Távora.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24240" style="width: 165px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/adolfo1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de julho de 1933" width="155" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de julho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pesquisa complementar: Andrea C. T. Wanderley &#8211; Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; I &#8211; Porto d’Ave e a moderna arquitetura hospitalar</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 13:36:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA["Em momentos de crises sanitárias como a que vivemos, nunca foi tão importante pensar nos hospitais. Se hoje assistimos à edificação emergencial desses prédios com normas específicas para atender aos casos de Covid-19, há cem anos já se observava os preceitos da bacteriologia ditando a moderna arquitetura hospitalar". Assim Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, inicia seu artigo, no qual conta a história da parceria entre o médico Carlos Chagas, o empresário Guilherme Guinle e o engenheiro e arquiteto Adelstano Soares de Mattos Porto d’Ave para a construção de alguns dos mais importantes hospitais do Rio de Janeiro, o Hospital Gaffrée e Guinle, inaugurado em 1929. É o primeiro artigo da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Em momentos de crises sanitárias como a que vivemos, nunca foi tão importante pensar nos hospitais. Se hoje assistimos à edificação emergencial desses prédios com normas específicas para atender aos casos de Covid-19, há cem anos já se observava os preceitos da bacteriologia ditando a moderna arquitetura hospitalar</em>. Assim Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, inicia seu artigo, no qual conta a história da parceria entre o médico Carlos Chagas, o empresário Guilherme Guinle e o engenheiro e arquiteto Adelstano Soares de Mattos Porto d’Ave para a construção de alguns dos mais importantes hospitais do Rio de Janeiro, o Hospital Gaffrée e Guinle, inaugurado em 1929. É o primeiro artigo da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Porto d’Ave e a moderna arquitetura hospitalar</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<p>Em momentos de crises sanitárias como a que vivemos, nunca foi tão importante pensar nos hospitais. Se hoje assistimos à edificação emergencial desses prédios com normas específicas para atender aos casos de Covid-19, há cem anos já se observava os preceitos da bacteriologia ditando a moderna arquitetura hospitalar. No artigo “O Hospital Gaffrée e Guinle: filantropia, saúde e os ecos do pasteurianismo no Brasil da Primeira República”, a historiadora da Casa de Oswaldo Cruz, Gisele Sanglard, analisa o tema a partir do entrelaçamento de três personagens emblemáticos da história do Rio de Janeiro e da arquitetura em saúde: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1878-1934)</a>, médico sanitarista, Guilherme Guinle (1882-1960), empresário e mecenas; e Adelstano Soares de Mattos Porto d’Ave (1890-1952), engenheiro-arquiteto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8476/PDA%20106.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8476" target="_blank">Perspectiva geral da Fundação Gaffrée e Guinle, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Gaffr%C3%A9e+e+Guinle%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Gaffrée e Guinle disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com a historiadora, a construção do Hospital Gaffrée e Guinle teve triplo valor simbólico: para a medicina, o coroamento da saúde pública; para a filantropia, uma ação que renderia bons frutos à sociedade; para a arquitetura hospitalar, a adoção de uma estética própria associada ao que de mais moderno havia na época. “<em>Guilherme Guinle investiu seu capital social e político, além de seus recursos financeiros, no apoio à ciência produzida em Manguinhos pela escola de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>. Ele era daqueles que acreditavam que a medicina pasteuriana tinha o poder de transformar a sociedade”,</em> explica Sanglard na minuciosa e extensa pesquisa sobre o tema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O início da parceria</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8480/06.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8480" target="_blank">Hospital Gaffrée e Guinle, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A parceria entre Chagas, sucessor de Oswaldo Cruz na direção do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) após o falecimento do cientista, em 1917, e a família Guinle datava do início do século. Em 1905, o médico foi indicado por Oswaldo Cruz para debelar os casos de malária no obra de construção da usina hidrelétrica em Itatinga (SP), que os sócios Eduardo Guinle (1846-1912) e Cândido Gaffré (1845-1919) construíam para o porto de Santos. O sucesso de Chagas na missão aproximou-o da família, já proeminente nos negócios de ferrovias, energia elétrica, portos e responsável por obras filantrópicas no Rio, Santos e Porto Alegre.</p>
<p>Anos depois, em 1919, Chagas promoveu uma ampla reforma na saúde, transformando a então Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) em Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), tornando-se seu diretor. No ano seguinte (1920), Guilherme Guinle assumiu, após a morte do pai, os negócios da família. <em>“A relação que se estabelecerá entre o médico e o jovem empresário mostra que Carlos Chagas continuou gozando do respeito da família – o que será traduzido nas ações de Guilherme Guinle financiando os projetos da Inspetoria de Profilaxia da Lepra e das Doenças Venéreas do DNSP, dirigida pelo médico Eduardo Rabello, e os projetos de saúde pública de Carlos Chagas”</em>, explica Sanglard.</p>
<p>Os Guinle se notabilizaram pelo mecenato e a filantropia. Porém, as ações beneméritas dos sócios e de seus descendentes não se restringiram às artes e à cultura em geral. O amplo apoio deles às instituições científicas e de saúde pode ser classificado como próprio de um período em que investir na pesquisa médica era investir na tentativa de erradicação da miséria, que assolava a população urbana do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.</p>
<p>No caso de Guilherme Guinle, ganha destaque a criação da Fundação Gaffrée e Guinle (1923) – para o controle da sífilis e de doenças venéreas, com a construção de um hospital e ambulatórios – e do Instituto de Pesquisa. O projeto do Hospital Gaffrée e Guinle, inaugurado em 1929, foi assinado pelo escritório do arquiteto brasileiro Porto d’Ave (Porto d’Ave &amp; Haering), sob a fiscalização e orientação dos médicos Eduardo Rabello e Gilberto de Moura Costa. Já o Instituto de Pesquisa, cuja inauguração se deu em 1927, aliava pesquisa e assistência médica, seguindo o modelo do IOC e a ciência desenvolvida em Manguinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O arquiteto e o projeto</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8479" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8479/07.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8479" target="_blank">Hospital Gaffrée e Guinle, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo informações do <a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/porto-dave">Fundo Porto d’Ave</a>, sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da COC/Fiocruz, o engenheiro-arquiteto Adelstano Soares de Mattos Porto d’Ave nasceu em 6 de março de 1890 no Rio de Janeiro e faleceu em janeiro de 1952, na mesma cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/14915" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1952</a>). Teve como sócio, ao menos no início, o alemão Kurt Haering. O escritório de ambos funcionava na rua Buenos Aires, 54, 2o andar, e Porto d’Ave estava registrado como construtor e Kurt Haering como engenheiro.</p>
<p>Por intermédio da família Guinle, elaborou projetos de três hospitais na cidade: o Gaffrée e Guinle, o Hospital e Instituto do Câncer e o Hospital das Clínicas Arthur Bernardes. A partir de então, consolidou seu nome como arquiteto de hospitais, tendo sido responsável pelo traçado de outros, como o Espanhol, o Regional de Niterói e o do Sanatório Santa Clara, em Campos do Jordão (SP).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8478/09.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8478" target="_blank">Hospital Gaffrée e Guinle, s/d. Rio de Janerio, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Sanglard e Renato Gama-Rosa Costa, arquiteto e também pesquisador da COC/Fiocruz, o projeto do hospital, originalmente de Hugo Haering, sofreu adaptações propostas por Porto d’Ave, principalmente na linguagem arquitetônica. O hospital, elaborado para internar 320 pessoas, contava com prédio principal de quatro pavimentos. Nele funcionavam os serviços de Pronto-Socorro, Vias Urinárias, Ginecologia, Obstetrícia, Serviços Auxiliares ao Ambulatório do Hospital (laboratório, fisioterapia e raios X), Sífilis Visceral, Otorrinolaringologia e Oftalmologia, salas de cirurgia e Serviço de Mulheres Contagiantes. No campus foram projetados pavilhões especiais para abrigar o Instituto de Pesquisa, o Biotério, a capela consagrada à Nossa Senhora da Conceição do Brasil, a residência do diretor, as oficinas de conservação, o dormitório dos empregados e a lavanderia.</p>
<p>Do ponto de vista arquitetônico, o projeto do Hospital Gaffrée e Guinle foi considerado como moderno por uma série de características: a disposição das enfermarias, sua implantação no centro urbano, o uso dos elevadores, entre outras características. Porto d’Ave imprimiu à estética contornos neocoloniais, em voga na década de 1920 no Rio.</p>
<p><em>“A opção pelo estilo neocolonial também pode ser incluída neste rol (projeto moderno), uma vez que remete à valorização do elemento genuinamente nacional, bem como à noção de salvação do homem brasileiro, tão necessária para a construção da nação acalentada pelos intelectuais envolvidos no projeto”</em>, completa Sanglard no artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8475" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8475/04.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="716" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8475" target="_blank">Hospital Gaffrée e Guinle, fachada da rua projetada com a capela, o Instituto de Pesquisa e a casa do administrador, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>Em 29 de outubro de 2023, o título deste artigo foi alterado para <em>Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” I &#8211; Porto d’Ave e a moderna arquitetura hospitalar.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>SANGLARD, Gisele. <em>“O Hospital Gaffrée e Guinle: filantropia, saúde e os ecos do pasteurianismo no Brasil da Primeira República”</em>. In: A Modernidade na arquitetura hospitalar: contribuições para a historiografia &#8211; Volume 1\Ana M. G. Albano Amora e Renato Gama-Rosa Costa (Organizadores). Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Arquitetura &#8211; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo &#8211; PROARQ-FAU-UFRJ, 2019.</p>
<p>SANGLARD, G. e COSTA, R. da Gama-Rosa: <em>“Direções e traçados da assistência hospitalar no Rio de Janeiro (1923-31)”</em>. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, vol. 11(1): 107-41, jan.-abr. 2004.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto, de autoria de Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, publicado em 5 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 13 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido<em>&#8220;</em> XXVII e &#8220;Os arquitetos do Rio&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)<em>,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil entre 1911 e 1913</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2020 13:50:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sars-Cov-2]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que a Fundação Oswaldo Cruz completa 120 anos, a Brasiliana Fotográfica homenageia a instituição com a publicação de um artigo e de imagens das expedições realizadas por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz aos portos do Brasil, entre os anos de 1911 e 1913. As fotos estão sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz parceira do portal e responsável pela preservação do patrimônio histórico da Fundação. Hoje, se os aeroportos são as principais vias de entrada de vírus como o Sars-Cov-2, no passado o controle para evitar epidemias começava nos portos marítimos e fluviais. Quem nos conta essa história é Cristiane d’Avila, jornalista do DAD/COC. No final do artigo, estão listados, com links, todos os 25 artigos produzidos pelo Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz para a Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Fundação Oswaldo Cruz completa 120 anos e a Brasiliana Fotográfica homenageia a instituição com a publicação de um artigo e de imagens das expedições realizadas por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz <span style="color: #333333;">aos portos do Brasil,</span> entre os anos de 1911 e 1913. As fotos estão sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz parceira do portal e responsável pela preservação do patrimônio histórico da Fundação. Hoje, se os aeroportos são as principais vias de entrada de vírus como o Sars-Cov-2, no passado o controle para evitar epidemias começava nos portos marítimos e fluviais. Quem nos conta essa história é Cristiane d’Avila, jornalista do DAD/COC. No final do artigo, estão listados, com links, todos os 25 artigos produzidos pelo Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz para a Brasiliana Fotográfica.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil em entre 1911 e 1913</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">   Cristiane d’Avila*</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8116" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8116/IOC_V_II_0544.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8116" target="_blank">Plano inclinado do Porto de Manaus, 10/1912 a 02/1913. Manaus, AM / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“Os meios de defesa dos portos da extensa costa brasileira são totalmente ineficientes contra a penetração de moléstias contagiosas vindas do estrangeiro. O serviço sanitário dos portos é verdadeiramente vergonhoso. É imprescindível instalar estações de desinfecção nos portos principais, bem como hospitais de isolamento com laboratórios, indispensáveis para o diagnóstico das moléstias”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>As rigorosas medidas sanitárias citadas acima foram pinçadas de uma carta de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz</a> escrita em 1905, quando o cientista chefiava a Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP). Em inédita e pioneira expedição científica a portos marítimos e fluviais de Norte a Sul do Brasil, Cruz escreveu, diariamente, dezenas de cartas à esposa Emília da Fonseca Cruz e telegramas a autoridades da época. Em suas missivas, o cientista relatava o que via nos “sertões”<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> e localidades até então quase inabitadas do país.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/226" target="_blank"><strong>Acessando o link para as 21 fotografias selecionadas sobre as expedições do IOC aos portos do Brasil em entre 1911 e 1913 para esse artigo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong>.</a></span></p>
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<p>Nessa expedição, que durou mais de 100 dias entre os meses de setembro de 1905 a fevereiro de 1906, Oswaldo Cruz constatou o risco a que estava sujeita a população nas “portas de entrada” do país, os portos marítimos e fluviais. Seu objetivo era combater, principalmente, doenças como malária, peste bubônica e febre amarela, entre outras enfermidades. Era preciso sanear aquelas localidades e também responder positivamente a tratados internacionais. Signatário da 11ª Conferência Sanitária Internacional, assinada em Paris, em 1903, e da Convenção Sanitária entre as Repúblicas Platinas, assinada no Rio de Janeiro, em 1904, o país tinha o compromisso de promover a reforma da organização sanitária das zonas portuárias brasileiras.</p>
<p>A bordo do navio República, Oswaldo Cruz fez o seguinte percurso de inspeção aos portos, partindo do porto do Rio de Janeiro: Cabo Frio (RJ), Vitória (ES); Caravelas, Porto Seguro, Santa Cruz e Salvador (BA); Aracaju (SE); Penedo e Maceió (AL); Tamandaré e Recife (PE), Cabedelo e João Pessoa (PB); Natal, Mossoró e Assu (RN); Camocim e Fortaleza (CE); Amarração (PI), São Luís (MA); Belém, Santarém e Óbidos (PA); e Parintins e Manaus (AM). O propósito foi estabelecer nessas localidades estações de desinfecção e hospitais de isolamento, para debelar moléstias que mortificavam o povo empobrecido do interior.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8119/IOC_V_II_0354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8119" target="_blank">Gaiola ancorada &#8211; Rio Branco, Rio Acre, 21/12/1912 &#8211; 31/12/1912. Rio Branco, AC / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“A série não está completa. A última carta disponível foi enviada de São Luís do Maranhão, mas sabemos que Oswaldo Cruz prosseguiu viagem até Manaus e, depois, aos portos do Sul”, explica a pesquisadora do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (DAD/COC) Ana Luce Girão, no artigo “A bordo do <em>República</em>: diário pessoal da expedição de Oswaldo Cruz aos portos marítimos e fluviais do Brasil”.</p>
<p>Em segunda etapa da viagem iniciada em janeiro de 1906, o cientista rumou para o Sul a bordo do paquete Santos. Foi quando visitou os portos de Santos, Paranaguá, São Francisco e Rio Grande. Estendeu o itinerário até as capitais do Uruguai, da Argentina e do Paraguai e, em seguida, a Corumbá (MT). Em 28 de fevereiro, depois de passar novamente por Buenos Aires e Assunção, retornou ao Rio de Janeiro<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8103" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8103/02-10-20-35-001-006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8103" target="_blank">Porto de Januária, 1911-1912. Januária, MG / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Infelizmente, não há registro fotográfico sobre essa expedição aos portos marítimos e fluviais do Brasil pela DGSP <a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>, mas o DAD/COC guarda 29 documentos textuais de Oswaldo sobre a experiência. Além de representarem um minucioso e praticamente único relato da viagem, neles o cientista registra impressões sobre as condições de saúde, arquitetura e topografia das cidades visitadas. Tal qual um etnógrafo, tece observações sobre hábitos e costumes, comportamentos e modos de vestir e falar das elites locais e da população em geral<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a>.</p>
<p>Esse conjunto documental faz parte da série Correspondência do Fundo Oswaldo Cruz, a qual possui cerca de dois mil itens documentais de tipo textual, iconográfico e cartográfico, com datas-limite situadas entre 1885 e 1953. Para Ana Luce Girão, aí está registrada, com considerável detalhe, a trajetória profissional, intelectual e administrativa do titular.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8123/IOC_V_II_0485.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8123" target="_blank">Porto de Recife, 11 de maio de 1913. Recife, PE / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>As 21 fotos selecionadas para ilustrar este artigo abrangem as<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880" target="_blank"> expedições científicas de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) realizadas entre 1911 e 1913</a>. Seguindo os passos do mentor Oswaldo Cruz, Arthur Neiva e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna</a> percorreram o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446" target="_blank">João Pedro de Albuquerque </a>e José Gomes de Faria dirigiram-se para o Ceará e o norte do Piauí. Adolpho Lutz e Astrogildo Machado desceram o rio São Francisco, de Pirapora a Juazeiro, cruzando também alguns de seus afluentes. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas</a>, Pacheco Leão e  João Pedro Albuquerque inspecionaram boa parte da bacia do rio Amazonas através dos rios Solimões, Juruá, Purus, Acre, Iaco, Negro e o baixo rio Branco.</p>
<p>“Os temas de maior ocorrência no conjunto fotográfico de 1913 são as paisagens rurais e fluviais e os transportes. Rios, barrancos e vegetações emolduram vultos de vapores, gaiolas e embarcações menores, denotando a vastidão do território, a dificuldade de percorrê-lo e a escassa presença humana”<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8112" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8112/IOC_V_II_0046.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8112" target="_blank">Porto de Providência, Rio Negro, fevereiro de 1913. Acre / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>A partir de documentos da viagem de Oswaldo Cruz em 1905 e das expedições do IOC de 1911 a 1913, pesquisadores da COC produziram os documentários <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LzYdhNO2EQw" target="_blank"><em>Chagas na Amazônia</em> (1991)</a><a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=-ungTgViUBw" target="_blank"><em>Chagas nos rios Negro e Branco</em> (1994)</a><a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCB-wuyX194" target="_blank"><em>Chagas no Acre e Purus</em></a> (1997)<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> e<a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pz2worK__Ls" target="_blank"> <em>Oswaldo Cruz na Amazônia</em></a> (2002)<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a>, refazendo as mencionadas viagens e reexaminando questões relativas às condições sanitárias da região amazônica.</p>
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<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Trecho extraído de carta de Oswaldo Cruz reproduzida em áudio no documentário <em>Oswaldo Cruz na Amazônia</em>, de Stella Oswaldo Cruz Penido e Eduardo Thielen, produzido pela VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Para compreender melhor a expressão ver LIMA, 1998.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Para saber mais, acesse <a href="http://www.oswaldocruz.fiocruz.br">www.oswaldocruz.fiocruz.br</a></p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> PENIDO, 2007.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ver em <a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/expedicao-aos-portos-maritimos-e-fluviais-do-brasil-pela-dgsp">http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/expedicao-aos-portos-maritimos-e-fluviais-do-brasil-pela-dgsp</a></p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> SANTOS, THIELEN, 1996.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Ver em https://youtu.be/LzYdhNO2EQw</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Ver em https://youtu.be/-ungTgViUBw</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Ver em https://youtu.be/OCB-wuyX194</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Ver em <a href="https://portal.fiocruz.br/video-oswaldo-cruz-na-amazonia-revolta-da-vacina">https://portal.fiocruz.br/video-oswaldo-cruz-na-amazonia-revolta-da-vacina</a></p>
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<p>*Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p>LIMA, Ana Luce Girão Soares de. “A bordo do República: diário pessoal da expedição de Oswaldo Cruz aos portos marítimos a fluviais do Brasil”.<strong> </strong>Hist. cienc. saúde-Manguinhos,  Rio de Janeiro ,  v. 4, n. 1, p. 158-167,  June  1997 .   Disponível em https://bit.ly/3d3ZSt8.</p>
<p>LIMA, Nísia Trindade. Missões civilizatórias da República e interpretação do Brasil.<strong> </strong>Hist. cienc. saude-Manguinhos,  Rio de Janeiro ,  v. 5, supl. p. 163-193,  jul.  1998 .   Disponível em https://bit.ly/2WosQNK.</p>
<p>PENIDO, Stella Oswaldo Cruz. “Carta do editor”.<strong> </strong>Hist. cienc. saúde-Manguinhos,  Rio de Janeiro ,  v. 14, supl. p. 7-9,  dez.  2007 .   Disponível em https://bit.ly/2yeuzNC.</p>
<p>REBELO, Fernanda. “Entre o Carlo R. e o Orleannais: a saúde pública e a profilaxia marítima no relato de dois casos de navios de imigrantes no porto do Rio de Janeiro, 1893-1907”. Hist. ciênc. saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.20, n.3, jul.-set. 2013, p.765-796.</p>
<p>SANTOS, Fernando Dumas dos; THIELEN, Eduardo. “Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas”.<strong> </strong>Hist. cienc. saúde-Manguinhos,  Rio de Janeiro ,  v. 3, n. 3, p. 523-534,  Nov.  1996 .   Disponível em  https://bit.ly/2YrZd0R.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/casa1.png"><img class=" size-full wp-image-19623 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/casa1.png" alt="casa1" width="274" height="103" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Lista dos 25 artigos produzidos pela Casa de Oswaldo Cruz para publicação na Brasiliana Fotográfica </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>(agosto de 2017 a maio de 2020)</em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência – 13/04/2020 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</span></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18254">Cenas da folia em Manaus em 1913 – 28/02/2020 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710">Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamoré – 14/10/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16641">As ruínas de Brás de Pina – 30/09/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066">O funeral de Teixeira Mendes pela lente de Augusto Malta – 02/08/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz, e Marcus Vinícius Rubim Gomes é estagiário na Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090">A descoberta da doença de Chagas – 14/06/2019 – Simone Petraglia Kropf, historiadora da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8707">O cotidiano da Manguinhos – 24/04/2019 – Equipe da Fiocruz </a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880">As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913 – 14/03/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Morro de Santo Antônio – 05/02/2019 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro ou João Pedroso? – 11/01/2019 – Ricardo Augusto dos Santos e Francisco dos Santos Lourenço, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/Instituto%20Nacional%20de%20Infectologia%20Evandro%20Chagas:%20centen%C3%A1rio%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20pesquisa%20cl%C3%ADnica%20em%20Manguinhos">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho – 21/12/2018 – Dilene Raimundo do Nascimento, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família,  – 27/11/2018 – Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13276">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica – 26/10/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777">O sanitarista Belisário Penna (1868 – 1939, um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil – 28/09/2018 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743">Vacinação no Brasil, uma história centenária – 17/08/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646">A criação de uma vacina para a peste da manqueira, um marco na história da veterinária brasileira e mundial – 21/06/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758">100 anos do Castelo da Fiocruz: criador e criatura – Renato da Gama-Rosa Costa – 15 /05/ 2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11558">100 anos do Castelo da Fiocruz: os pedreiros do castelo da avenida Brasil – Ricardo Augusto dos Santos – 12/04/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509">Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX – Aline Lopes de Lacerda – 23/03/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos – Cristiane d´Avila – 28/02/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703">Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro – Equipe da Fiocruz – 19/01/2018, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762">O cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), prefeito de Petrópolis – Cristiane d’Avila com a colaboração de Ana Luce Girão, 28/12/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz – Ricardo Augusto dos Santos, 16/11/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8684">Manguinhos e os sertões – Equipe da Fiocruz, 09/10/2017 , Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8499">Novos acervos: Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – Fotografia, Ciência e Saúde Pública – Equipe da Fiocruz, 30/08/2017, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
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		<title>E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe&#8230;a Gripe Espanhola de 1918</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 14:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o ex e futuro presidente do Brasil, Francisco de Paula Rodrigues Alves, faleceu de Gripe Espanhola, a primeira e mais letal pandemia do século XX! Logo ele que em seu mandato como o quinto presidente da República do Brasil, exercido entre 1902 e 1906, nomeou Oswaldo Cruz chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública para justamente melhorar as condições sanitárias do Rio de Janeiro. Por já estar doente Rodrigues Alves não pode assumir pela segunda vez o cargo de presidente da República, em 1918. É um pouco dessa história, com fotografias de autoria de Augusto Malta, e da história da Gripe Espanhola que a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 767px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5134" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5134/FPft0672%281%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="757" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5134" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e Rodrigues Alves entre grupo de pessoas, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República. Rodrigues Alves (3) está na primeira fila, entre a senhora e Pereira Passos (1)</a></p></div>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p>E o ex e futuro presidente do Brasil, Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), faleceu de Gripe Espanhola! Logo ele que em seu mandato como o quinto presidente da República do Brasil, exercido entre 1902 e 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4870" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4870&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNGNC8Tkwgd53_jmAkBUs0ZPDwid8w"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1902, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13594" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13594&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNEiJDFJBd4HZ6NvAWJAxzl91_dWXA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1906, segunda coluna</a>), designou o médico e sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D10762&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNEArh5n3RMI56iEvVNIBznzae3DRA">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a> para a chefia do Departamento Nacional de Saúde Pública, justamente para melhorar as condições sanitárias do Rio de Janeiro deflagrando a reforma sanitária da capital, combatendo primordialmente a febre amarela, a peste bubônica e a varíola.</p>
<p>Além de Oswaldo Cruz, os engenheiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D7566&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEH5_9vAxDdn1p6M1_Mb2DDmxloMA">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913</a>), nomeado por Alves prefeito do Rio de Janeiro, em dezembro de 1902 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNFBVpUJtwZppVSZt1QD7qaSldUvQQ"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), e Paulo de Frontin  (1860 – 1933) foram fundamentais durante o governo de Rodrigues Alves: Passos foi o prefeito do &#8220;bota-abaixo&#8221; e Frontin, presidente do Clube de Engenharia, o engenheiro-chefe da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D5880&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNGApoMcnjo-HRMem5pnenX2NC3BIQ">Avenida Central</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/217" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Rodrigues Alves disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2744/014AM009001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<div id="attachment_18872" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img class="wp-image-18872 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="566" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Detalhe da fotografia anterior com destaque para Rodrigues Alves</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigues Alves foi eleito presidente do Brasil, pela segunda vez, em 1º de março de 1918. Acometido pela doença, não pode tomar posse no dia 15 de novembro de 1918, tendo seu vice, Delfim Moreira (1868 &#8211; 1920), assumido o cargo em seu lugar. Rodrigues Alves faleceu meses depois, em janeiro de 1919, confinado em sua casa na rua Senador Vergueiro, no Flamengo, bairro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45924" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de janeiro de 1919</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45932" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45932&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNGUYWGOBoJfdXL6BAMeHeV8Vb3LAA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de janeiro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/38685" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/docreader/116300/38685&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEEmkCX1wHzAkpIwS0e6aUe752nWQ"><em>O Malho</em> , 25 de janeiro de 1919</a>). Foi enterrado em Guaratinguetá, cidade paulista onde nasceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41595" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de janeiro de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45924" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Depois da morte do Barão do Rio Branco, nenhuma outra poderia, sob o ponto de vista nacional, representar prejuízo maior para o Brasil do que a do conselheiro Rodrigues Alves&#8221;.</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18877" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=45932" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/primeirapagina.jpg" alt="Primeira página da Gazeta de Notícias de 17 de janeiro de 1919" width="425" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=45932" target="_blank">Primeira página da<em> Gazeta de Notícias</em> de 17 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ele foi a mais notória vítima brasileira da Gripe Espanhola, que matou cerca de 300 mil pessoas no país. Novas eleições foram convocadas para 13 de abril de 1919 e o paraibano Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) foi eleito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18915" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/41567" target="_blank"><img class=" wp-image-18915" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/rod.jpg" alt="O Paiz, 16 de janeiro de 1919" width="355" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/41567" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Mas depois da tragédia veio a esbórnia! O que seguiu no Rio de Janeiro, em março, foi um carnaval animadíssimo, como uma vingança contra a terrível doença que havia atingido intensamente a cidade. Foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em> de 20 de janeiro de 1919:</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18931" style="width: 148px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/ameno.jpg" alt="Correio da Manhã, 20 de janeiro de 1919" width="138" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_18943" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/38905" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18943" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/omalho.jpg" alt="Capa de O Malho, 1º de março de 1919" width="303" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/38905" target="_blank">Capa de <em>O Malho</em>, 1º de março de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">No 12º capítulo das &#8220;Memórias de Nelson Rodrigues&#8221; foi publicado, em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">10 de março de 1967, no </a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">Correio da Manhã: </a></em></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>“Estou aqui reunindo as minhas lembranças. Aquele Carnaval foi, também, e sobretudo, uma vingança dos mortos mal vestidos, mal chorados e, por fim, mal enterrados. Ora, um defunto que não teve o seu bom terno, a sua boa camisa, a sua boa gravata é mais cruel e mais ressentido do que um Nero ultrajado. E o Zé de S. Januário está me dizendo que enterrou sujeitos em ceroulas, e outros nus como santos. A morte vingou-se, repito, no Carnaval&#8230; E tudo explodiu no sábado de Carnaval. Vejam bem: até sexta-feira, isto aqui era o Rio de Machado de Assis; e, na manhã seguinte, virou o Rio de Benjamim Costallat [&#8230;] Desde as primeiras horas de sábado, houve uma obscenidade súbita, nunca vista, e que contaminou toda a cidade. Eram os mortos da espanhola e tão humilhados e tão ofendidos que cavalgavam os telhados, os muros, as famílias&#8230; Nada mais arcaico do que o pudor da véspera. Mocinhas, rapazes, senhoras, velhos cantavam uma modinha tremenda. Eis alguns versos: ‘Na minha casa não se racha lenha,/ Na minha racha, na minha racha./ Na minha casa não há falta d’água,/ Na minha abunda, na minha abunda’”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18942" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32433" target="_blank"><img class="wp-image-18942" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/carnaval.jpg" alt="Fon-Fon, março de 1919" width="789" height="343" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32433" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 8 de março de 1919 / O carro da direita faz uma crítica à <em>Hespanhola</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anos depois, Carlos Heitor Cony (1926 &#8211; 2018) escreveu, na <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/2/19/opiniao/7.html" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em> de 19 de fevereiro de 1996</a>, um artigo sobre a Gripe Espanhola e o carnaval de 1919:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;No Rio, o sujeito ia atravessar a rua, botava o pé no meio-fio com plena saúde e chegava morto ao meio-fio do outro lado. Era fulminante a gripe, os parentes deixavam os mortos nos bondes, pagavam a passagem deles, como se passageiros fossem. Não havia tempo nem lugar para o enterro. </em><em>Natural que, depois da fase mortuária, viesse a fase libertária, ou libertina, basta dizer que as delegacias da cidade registraram a queixa de 4.315 defloramentos e outros tantos casos de abandono do lar, adultério e até incesto.&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18944" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/chá.jpg"><img class="size-full wp-image-18944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/chá.jpg" alt="Careta, março de 1919. Carro alegórico com alusão ao suposto chá da meia-noite relativo a um boato da época em que um chá envenenado era servido aos doentes na Casa da Misericórida" width="348" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/21191" target="_blank"><em>Careta,</em> 8 de março de 1919. Carro alegórico com alusão ao suposto chá da meia-noite relativo a um boato da época em que um chá envenenado era servido aos doentes na Santa Casa da Misericórida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Gripe Espanhola, a primeira e mais letal pandemia do século XX </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18886" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/30678" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/medo.jpg" alt="Revista da Semana, outubro de 1918" width="387" height="199" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/30678" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Gripe Espanhola aconteceu, entre 1918 e 1920, em três ondas . Aparentemente, a primeira ocorreu entre março e abril de 1918 ainda durante a Primeira Guerra Mundial. Sua origem é até hoje uma dúvida: teria surgido na Ásia ou em campos militares no interior dos Estados Unidos? O nome Gripe Espanhola é atribuído ao fato de que a Espanha, neutra durante a Primeira Guerra Mundial, ter reconhecido a gripe como problema e ter permitido a divulgação de informações epidemiológicas sobre a doença.</p>
<p>O fato é que a gripe rapidamente se espalhou pela Europa Ocidental e, em julho, já havia chegado à Polônia. Durante o verão do mesmo ano, durante o mês de agosto, em sua segunda onda, uma forma mais letal da doença surgiu &#8211; causava pneumonia e, usualmente, dois dias depois do primeiro sintoma, o paciente falecia. A terceira onda ocorreu no inverno de 1919. A pandemia acometeu cerca de 50 % da população mundial e a Organização Mundial de Saúde estima que tenha causando entre 20 e 40 milhões de mortes.</p>
<p>Inicialmente, a repercussão no Brasil da disseminação da doença na Europa foi de despreocupação por parte das autoridades de saúde do país. Imaginaram que a distância entre os continentes, com um oceano os separando, não permitiria a chegada da epidemia em nosso país. Uma nota sem destaque no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEzQgN2YPQ6QsdkLmG27FrlvETsvw"><em>O Paiz</em>, de 1º de agosto de 1918</a>, referia-se a doença como intensa porém sem gravidade. Em outra nota, também publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39776" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39776&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEgr1BQ35wW3Yzi_fDtHd3QfJIMow"><em>O País</em>, cinco dias depois, </a>noticiava-se, de novo sem nenhum destaque, a relação entre a <em>gripe infecciosa e o preço do limões</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18889" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18889" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/doenca.jpg" alt="O Paiz, 1 de agosto de 1918" width="325" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 1º de agosto de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Supõe-se que a Gripe Espanhola tenha chegado no Brasil em 9 de setembro de 1918, no navio inglês <em>SS</em> <em>Demerara</em>, que partiu de Liverpool, na Inglaterra e fez escalas em Lisboa, no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75458" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75458&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNHXuBlA44FSJS-DDdc4PD5CCO3HGA"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de setembro de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEoSyDZwjlM38ShrbMFY6xYuy0sNA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de setembro de 1918).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18878" style="width: 199px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18878" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/demerara.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 16 de setembro de 1918" width="189" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A seu bordo, durante a travessia, grassou com caráter epidêmico a tal &#8220;hespanhola&#8221; ou &#8220;dançarina&#8221;, influenza há pouco aparecida na Espanha e que tem grassado em uutras cidades da Europa&#8221;</em></span></p>
<p>Nesse mesmo mês foi noticiado que marinheiros brasileiros que prestavam serviço militar em Dakar, no Senegal, e oficiais da missão médica militar que havia partido no navio<em> Plata</em> tinham contraido a Gripe Espanhola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42928" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42928&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEKE-AhTDFHCKTl9iq4wkH8m-xYsQ"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de setembro de 1918,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13595" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de setebmro de 1918</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42957" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42957&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEwZlFRYpln5_-LP_nS0eXF98R26A"><em>Jornal do Brasi</em>l, 24 de setembro de 1918</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/30493" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/30493&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEQ3_fAEYnv4hZz9NQRfAi_5qtlww"><em>Revista da Semana</em>, 28 de setembro de 1918</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45247" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45247&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEsnrOCWYjOvIxfMpLqa1xZ1194aQ"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de outubro de 1918, segunda coluna</a>; e <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1070396-gripe-espanhola-castigou-marinha-do-brasil-na-primeira-guerra.shtml" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1070396-gripe-espanhola-castigou-marinha-do-brasil-na-primeira-guerra.shtml&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNGIFuLLCPiSsERJTfrrdwObwHOZZA"><em>Folha de São Paulo</em>, 1º de abril de 2012</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18924" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20554" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/charge.jpg" alt="Careta, 5 de outubro de 1918" width="468" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20554" target="_blank"><em>Careta,</em> 5 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os meses de setembro e novembro de 1918, a epidemia assolou o Brasil.  Em outubro, foram diagnosticados casos em Niterói e as primeiras mortes no Estado do Rio foram reportadas em 14 de outubro, quando o número de pacientes chegava já a 20 mil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18925" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/20634" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18925" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/charge1.jpg" alt="Careta, de setembro de 1918" width="516" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/20634" target="_blank"><em>Careta,</em> 19 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18977" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20655" target="_blank"><img class="wp-image-18977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola4.jpg" alt="Careta, de 1918. Doentes na Praça Quinze, no Rio de Janeiro" width="492" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20655" target="_blank"><em> Careta</em>, 26 de outubro de 1918. Doentes na Praça Quinze, no Rio de Janeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O quinino, a canja de galinha, preparados a base de limão, cachaça e outros eram usados contra a doença. A Bayer oferecia a aspirina Fenacetina <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40792" target="_blank">(<em>O Paiz</em>, 30 de outubro de 1918, quarta coluna</a>) e um laboratório produziu o remédio homeopático Grippina, fórmula do médico Alberto Seabra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13698" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de outubro de 1918</a>). <em>Balas peitoraes</em> também e gargarejos com Diogexen eram oferecidos como cura para a doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20675" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de outubro de 1918</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31440" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 2 de novembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18930" style="width: 185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/1537" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18930" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/combate.jpg" alt="O Combate, 28 de outubro de 1918" width="175" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/1537" target="_blank"><em>O Combate</em>, 28 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A essa altura o pânico já tomava conta do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil. São Paulo começava também a registrar seus primeiros casos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48088" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de outubro de 1918</a>). Outras cidades do Brasil foram atingidas mas nenhuma como o Rio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18880" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45330" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18880" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/gazeta.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 15 de outubro de 1918" width="608" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45330" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18973" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanholafonfon.jpg" alt="Fon-Fon!, 26 de outubro de 1918" width="670" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de outubro de 1918 / Uma das salas da Cruz Vermelha Brasileira</a></p></div>
<div id="attachment_18974" style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola1.jpg" alt="Fon-Fon,26 de outubro de 1918" width="672" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>,26 de outubro de 1918 / Enfermos na Polícia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O então Diretor Geral de Saúde Pública, Carlos Seidl (1867 &#8211; 1929), renunciou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18879" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/embuste.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de setembro de 1918" width="593" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi substituído por Theóphilo Torres (1863 &#8211; 1928) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45354" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45354&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEERsMyEoGHYa2zS35cMtKOyO2sMw"><em>Gazeta de Notícia</em>, 19 de outubro de 1918, penúltima coluna</a>), que convidou o pesquisador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D13402&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNGVskZDIut8ghIorvegGGm3Gw-tww">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>, que havia assumido a direção do Instituto Oswaldo Cruz em 1917, para atuar no controle da epidemia. Chagas liderou a campanha de combate à doença, implementando cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45362" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45362&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNG3BCgmP2Xsf_SN7h0-MdsR8ZYZRA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1918</a>). Chagas e sua família adoeceram, mas todos sobreviveram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6548/FOC%28VPCC-F%292-1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="516" height="632" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas em seu laboratório no Instituto Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas mesmo no auge da tragédia, o humor esteve presente na imprensa carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18978" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20666" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola5.jpg" alt="Careta, de outubro de 1918" width="500" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20666" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve um aumento no preço dos alimentos, alguns escassearam e muitos estabelecimentos, dentre eles fábricas, teatros, escolas, restaurantes e bares fecharam suas portas. Atividades básicas foram praticamente suspensas e saques começaram a ocorrer pela cidade. A polícia passou então a garantir que em cada bairro houvesse uma farmácia e uma padaria aberta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18975" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31363" target="_blank"><img class=" wp-image-18975" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola2.jpg" alt="Fon-Fon, 26 de outubro de 1918 / Aspectos do Rio de Janeiro durante a Gripe Espanhola" width="272" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31363" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de outubro de 1918 / Aspectos do Rio de Janeiro durante a Gripe Espanhola</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de outubro foi decretado um feriado de três dias e o governo tomou providências como a abertura de novos postos de assistência e de pavilhões com leitos para receber doentes, a divisão da cidade em zonas com médicos autorizados a ordenar <em>tudo quanto o doente precisar. </em>Também determinou a publicação de &#8220;conselhos ao povo&#8221; e um apelo foi feito para que médicos, farmacêuticos e estudantes colaborassem com a Saúde Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43265" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43265&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386452000&amp;usg=AFQjCNE7xp8J3OW6-AjT8IbYGlZR4Du_JA"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de outubro de 1918</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/40717" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de outubro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18907" style="width: 164px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40733"><img class="size-full wp-image-18907" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/conselhos.jpg" alt="O Paiz, 21 de outubro de 1918" width="154" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40733" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;">Da cartilha <i>Previna-se contra a gripe</i>, distribuída pelas campanhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small; color: #800000;"><em>&#8220;Perdigotos – Que perigo!</em><br />
<em>Se estás resfriado amigo,</em><br />
<em>Não chegues perto de mim.</em><br />
<em>Sou fraco, digo o que penso.</em><br />
<em>Quando tossir use o lenço</em><br />
<em>E, também se der atchim.</em><br />
<em>Corrimãos, trincos, dinheiro</em><br />
<em>São de germes um viveiro</em><br />
<em>E o da gripe mais freqüente.</em><br />
<em>Não pegá-los, impossível.</em><br />
<em>Mas há remédio infalível,</em><br />
<em>Lave as mãos constantemente.</em><br />
<em>Se da gripe quer livrar-se</em><br />
<em>Arranje um jeito e disfarce,</em><br />
<em>Evite o aperto de mão.</em><br />
<em>Mas se vexado consente,</em><br />
<em>Lave as mãos freqüentemente.</em><br />
<em>Com bastante água e sabão.</em><br />
<em>Da gripe já está curado?</em><br />
<em>Bem, mas não queira, apressado,</em><br />
<em>Voltar à vida normal.</em><br />
<em>Consolide bem a cura,</em><br />
<em>Senão você, criatura,</em><br />
<em>Recai e propaga o mal&#8221;.</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O número de casos declinou drasticamente no final de outubro, retornando a cidade pouco a pouco às suas rotinas diárias, ficando no ar por muitos meses a pergunta se haveria uma volta da epidemia, o que afinal não ocorreu.&#8221; (1)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18980" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola6.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 30 de outubro de 1918" width="448" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45402" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1918 / Enfermos em estado grave sendo levados para o posto-hospital instalado na escola Nilo Peçanha</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estima-se que cerca de 65% da população brasileira tenha sido infectada pela Gripe Espanhola e por volta de 35.240 pessoas tenham morrido em São Paulo e no Rio de Janeiro e 300 mil em todo o Brasil. Esses números variam e diversas fontes os consideram abaixo das estatísticas reais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18976" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31586" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola3.jpg" alt="Fon-Fon, 23de novembro de 1918 / Aspectos de São Paulo durante a Gripe Espanhola" width="238" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31586" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 23 de novembro de 1918 / Aspectos de São Paulo durante a Gripe Espanhola</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Famílias inteiras foram dizimadas, principalmente as que viviam em condições mais vulneráveis. Os corpos acabavam sendo deixados na rua, onde permaneciam alguns dias até serem recolhidos, ampliando o cenário de devastação. Houve falta de serviço de transporte, alta dos preços e escassez de alimentos. Por volta de 19 de outubro, a doença já havia atingido metade da população do Rio, estimada em 700 mil pessoas, deixando a cidade vazia e silenciosa &#8230; este cenário crítico perdurou até o final do mês, quando houve um declínio drástico no número de casos e a cidade começou a retornar às suas rotinas diárias. Estima-se a epidemia tenha causado a morte de cerca de 15 mil pessoas no Rio.</em>&#8220;<em>(2)</em></p>
<p>Além de Rodrigues Alves, outros brasileiros famosos foram vítimas da gripe, dentre eles a educadora Anália Franco (1853 &#8211; 1919), provavelmente, o poeta de literatura de cordel Leandro Gomes de Barros (1865 &#8211; 1918).</p>
<p>O empresário e jornalista tcheco Frederico (Fred) Figner (1866 &#8211; 1947), dono da Casa Edison e primeiro produtor fonográfico do Brasil, contraiu e sobreviveu à gripe espanhola e utilizou sua casa, hoje conhecida como Mansão Figner, na rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, no Rio de Janeiro, para acolher doentes.</p>
<p>Personalidades internacionais como os pintores austríacos Egon Schiele (1890 &#8211; 1918) e Gustav Klimt (1862 &#8211; 1918), os escritores franceses Edmond Rostand (1868 &#8211; 1918) e Guillaume Appolinaire (1880 &#8211; 1918), as crianças portuguesas Francisco (1908 &#8211; 1919) e Jacinta (1910 &#8211; 1920) do famoso Milagre de Fátima, os irmãos John (1864 &#8211; 1920) e Horace Dodge (1868 &#8211; 1920), empresários da indústria automobilística; o pianista Henry Hagas (1891 &#8211; 1919), da Original  Dixieland Jazz Band, o sociólogo alemão Max Weber (1864 &#8211; 1920) e Sophie (1893- 1920),  filha de Sigmund Freud, também foram vitimados pela doença.</p>
<p>Outros que foram infectados mas sobreviveram à gripe foram o pintor Edvard Munch (1863 &#8211; 1944), o então futuro presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882 &#8211; 1945);  o escritor Franz Kafka (1883 &#8211; 1924), a pintora Georgia O&#8217;Keeffe (1887 &#8211; 1986),  a escritora Katherine Anne Porter (1890 &#8211; 1980), as estrelas do cinema mudo Mary Pickford (1892 &#8211; 1979) e Lillian Gish (1893 &#8211; 1993); o cineasta Walt Disney (1901 &#8211; 1966), e além do então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1856 &#8211; 1924).</p>
<p><a href="https://www.gettyimages.com.br/fotos/spanish-flu" target="_blank">Link para fotografias de aspectos da Gripe Espanhola no site Getty Images</a></p>
<p>A escritora inglesa Virginia Woolf (1882 &#8211; 1941), testemunha do impacto da Gripe Espanhola, registrou em seu diário em outubro de 1918: &#8220;<em>Estamos &#8230; no meio de uma praga só comparável à Peste Negra</em>&#8220;. Em seu ensaio &#8220;<em>Doença: uma mina inexplorada</em>&#8220;, de 1926, escreveu:</p>
<p>&#8220;<em>Se considerarmos o quão comum é a doença, quão terrível é a mudança espiritual que ela acarreta, quão medonhos, quando as luzes da saúde se apagam, são os países virgens que se descerram, as ruínas e desertos d’alma que um leve ataque da <strong>influenza</strong> traz à tona, os precipícios e relvas regadas de resplandecentes flores que um pequeno aumento de temperatura revela, os carvalhos antigos e obdurados que se nos desenraizam no ato da doença, como adentro o abismo da morte descemos e sentimos as águas da aniquilação bem acima de nossas cabeças e despertamos jurando nos encontrar na presença de anjos e querubins quando temos um dente extraído e, voltando à superfície da cadeira do dentista, confundimos o seu “Abra a boca – abra a boca” com as boas-vindas da Divindade a se inclinar do chão do Céu para nos acolher – quando pensamos nisto e numa infinidade mais, como tão frequentemente somos forçados a pensá-lo, parece deveras estranho que a doença não tenha, junto com o amor, a batalha, a inveja, tomado seu posto entre os temas primordiais da literatura. Romances, pensar-se-ia, teriam sido dedicados à <strong>Influenza</strong>; poemas épicos à Tifóide; odes à Pneumonia, Apendicites e Câncer; cânticos à Dor de Dente. Mas não: com algumas poucas exceções – de Quincey arriscou algo do tipo em Confissões de um comedor de ópio; deve haver um volume ou dois sobre doença espalhados pelas páginas de Proust – a literatura se esforça ao máximo para sustentar que sua preocupação é com o espírito; que o corpo é uma camada de vidro límpido através da qual a alma enxerga clara e distintamente e que, salvo uma ou duas paixões tais como o desejo e a cobiça, ele é nulo, insignificante e inexistente</em>&#8220;.</p>
<p>Aqui no Brasil, o futuro escritor e médico Pedro Nava (1903 &#8211; 1984), então com 15 anos, testemunha da Gripe Espanhola no Rio de Janeiro, escreveu muitas décadas depois:</p>
<p><em>“Era apavorante a rapidez com que ela ia da invasão ao apogeu, em poucas horas, levando a vítima às sufocações, às diarréias, às dores lancinantes, ao letargo, ao coma, à uremia, à síncope e à morte em algumas horas ou poucos dias. Aterravam a velocidade do contágio e o número de pessoas que estavam sendo acometidas. Nenhuma de nossas calamidades chegara aos pés da moléstia reinante: o terrível não era o número de casualidades mas não haver quem fabricasse caixões, quem os levasse ao cemitério, quem abrisse covas e enterrasse os mortos. O espantoso já não era a quantidade de doentes, mas o fato de estarem quase todos doentes, a impossibilidade de ajudar, tratar, transportar comida, vender gêneros, aviar receitas, exercer, em suma, os misteres indispensáveis à vida coletiva&#8230;”.</em></p>
<p>Última curiosidade envolvendo literatura e doença: o escritor e poeta florentino Giovanni Boccaccio (1313 &#8211; 1375) foi pessoalmente afetado pela pandemia que ficou conhecida como peste negra, que atingiu Florença em 1348. Seu pai e madrasta morreram e ele fugiu da cidade indo para a zona rural da Toscana. Foi durante esse período que escreveu  O <em>Decamerão, </em>100 contos narrados por personagens que fugiam justamente da peste negra.<em> </em>Já no início do século XVII, em Londres, surtos de peste bubônica ocasionavam muitas mortes e quarentenas eram ordenadas pelas autoridades. O grande poeta e dramaturgo William Shakespeare (1564 &#8211; 1616) escreveu nesse período, entre 1605 e 1606,<em> Rei Lear, Macbeth</em> e<em> Antônio e Cleópatra</em>. Segundo James Shapiro, professor da Universidade Columbia e autor de <em>O ano de Lear: Shakespeare em 1606</em>, depois de 1603, Shakespeare não produziu mais comédias românticas e, sim, peças mais sombrias, que expressavam o desespero que tomava a população naqueles dias.</p>
<p>Voltando ao século XX: o mundo ainda sofreu com mais duas pandemias, a Gripe Asiática, em 1957; e a Gripe de Hong Kong, em 1968. No século XXI, foi identificado um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde(OMS), em 2009. Cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(1) <a href="http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf" target="_blank">A virologia no Estado do Rio de Janeiro: uma visão global</a>.</em></p>
<p><em>(2)</em> <a href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2176-62232016000100002" target="_blank"><em>Pandemias de influenza e a estrutura sanitária brasileira: breve histórico e caracterização dos cenários.</em> </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18870" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/brasiliana-fotográfica-rodrigues-alves.jpg"><img class="wp-image-18870 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/brasiliana-fotográfica-rodrigues-alves.jpg" alt="brasiliana fotográfica rodrigues alves" width="356" height="531" /></a><p class="wp-caption-text">Foto oficial de Rodrigues Alves, presidente do Brasil entre 1902 e 1906.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/gripe-espanhola" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://atlas.fgv.br/verbetes/gripe-espanhola&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNG-rplZ5YRs2pQN2sd9EVBc6cqvmg">Atlas Histórico do Brasil</a></p>
<p>BRITO, Nara Azevedo de. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59701997000100002&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.scielo.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0104-59701997000100002%26lng%3Dpt%26tlng%3Dpt&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNHJqSOyrga2o_sr8ez79179ae5lAw"><em>La dansarina: a gripe espanhola e o cotidiano na cidade do Rio de Janeiro</em>.</a><i> Hist. cienc. saude-Manguinhos</i> [online]. 1997, vol.4, n.1, pp.11-30.</p>
<p>CABRAL, Maulori C.; SCHATZMAYR, Hermann G. <em><a href="http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNF5ksMByeku4iuZ4M9M2SibZhIkAw">A virologia no Estado do Rio de Janeiro: uma visão global</a>. </em>Rio de Janeiro : Fiocruz, 2012</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Metrópole à beira-mar: o Rio moderno dos anos 20.</em> São Paulo : Companhia das Letras, 2019.</p>
<p>CONY, Carlos Heitor. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/2/19/opiniao/7.html" target="_blank"><em>O Canaval da peste</em></a>. Folha de São Paulo, 19 de fevereiro de 1996.</p>
<p>COSTA, Ligia Maria Cantarino da;MERCHAN-HAMANN, Edgar. <a href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2176-62232016000100002" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS2176-62232016000100002&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNEIgRB1DhNpNn6QxgkkC7UnVx2xUQ"><em>Pand<wbr />emias de influenza e a estrutura sanitária brasileira: breve histórico e caracterização dos cenários.</em> </a>Rev Pan-Amaz Saude v.7 n.1 Ananindeua, mar. 2016.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/equi20000720_05.shtml" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/equi20000720_05.shtml&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFjuwRgm9m8-PR0PRdjw8R0moqQeQ">Folha de São Paulo</a></p>
<p>GOULART, Adriana da Costa. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702005000100006" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.scielo.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0104-59702005000100006&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNH2dxMPlaOs084Vd46Bu_q9Fi_NSw">Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918 no Rio de Janeiro</a>. </em>Hist. cienc. saude-Manguinhos v.12 n.1 Rio de Janeiro jan./abr. 2005</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFDJAbp56Bm7uiAvDuIolCWsk2j0w">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://incrivelhistoria.com.br/gripe-espanhola/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://incrivelhistoria.com.br/gripe-espanhola/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGWL8zxZDaXFkZLN3Ii6Fz0ZnfOjA">Incrível História</a></p>
<p>KOLATA, Gina. <i>Gripe</i>: <i>a história da pandemia de 1918.</i> Rio de Janeiro : Record, 2002.</p>
<p>NAVA, Pedro. <i>Chão de ferro</i>. Memórias/3. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976.</p>
<p><a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms-declara-pandemia-de-novo-coronavirus-mais-de-118-mil-casos-foram-registrados,70003228725" target="_blank">O Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/coronavirus-resgata-recomendacoes-e-medidas-restritivas-da-epidemia-de-gripe-espanhola.html" target="_blank">O Globo</a></p>
<p>OUTKA, Elizabeth. <em>Viral Modernism: The Influenza Pandemic and Interwar Literature. </em>New York : Columbia University Press, 2020.</p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/series-especiais/gripe-espanhola-a-catastrofica-epidemia-que-varreu-o-brasil-em-1918" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www12.senado.leg.br/radio/1/series-especiais/gripe-espanhola-a-catastrofica-epidemia-que-varreu-o-brasil-em-1918&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNHXDPJu7WjGYQQgLyR2rUHBCRPYeQ">Rádio Senado</a></p>
<p>RODRIGUES, Nelson. <a href="https://portalconservador.com/livros/Nelson-Rodrigues-A-Menina-Sem-Estrela.pdf"><em>A menina sem estrela</em></a>. São Paulo : Companhia das Letras, 1993.</p>
<p>SANTANA, Rosemeire Siqueira de. <a href="http://educonse.com.br/2012/eixo_04/PDF/46.pdf" target="_blank"><em>Tecendo os fios da memória: um breve ensaio biográfico sobre as educadoras Anália Franco, Neide Mesquita e Laura Amazonas.</em></a></p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702006000100008" target="_blank"><em>O Carnaval, a peste e a espanhola</em></a>. Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.13 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2006</p>
<p>SECCHIN, Antonio Carlos. <a href="http://www.academia.org.br/artigos/melancolico-em-livro-de-bandeira-carnaval-em-1919-foi-pura-libertinagem" target="_blank"><em>Melancólico em livro de Bandeira, Carnaval em 1919 foi pura libertinagem</em></a>. Folha de São Paulo, 22 de junho de 2019.</p>
<p><a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/leandro_lgb.html#" target="_blank">Site Casa de Rui Barbosa</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/ALVES,%20Rodrigues.pdf" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/ALVES,%2520Rodrigues.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFie_Pz0C0uxJ9ng0QqV4mgndr0vQ">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/event/influenza-pandemic-of-1918-1919" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.britannica.com/event/influenza-pandemic-of-1918-1919&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNEBtpeQftXzlUHRuRlJfH3IHC52yQ">Site Enciclopédia Britânica</a></p>
<p><a href="http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=3004&amp;sid=32" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid%3D3004%26sid%3D32&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFcNEXS3v89CwcJ9pjsHEILTI4ThQ">Site Fiocruz</a></p>
<p><a href="http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/historia-da-gripe/pandemias/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/historia-da-gripe/pandemias/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNH75XG5Iuegybh2MEPAWCtF7HCdHg">Site Gripenet</a></p>
<p><a href="https://www.hipercultura.com/gripe-espanhola-fatos/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.hipercultura.com/gripe-espanhola-fatos/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGNICCL9i7n_MGO7uyrLCc9FKfsDA">Site Hipercultura</a></p>
<p><a href="https://pixinguinha.com.br" target="_blank">Site Pixinguinha</a></p>
<p><a href="http://virus.stanford.edu/uda/" target="_blank">Site Standford University</a></p>
<p><a href="https://wellcomecollection.org/articles/XabLWhAAACEAnUH2" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://wellcomecollection.org/articles/XabLWhAAACEAnUH2&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGmDnoC8JEn1Bm5af16Q7m3hWx6IQ">Site WelcomeCollection</a></p>
<p><a href="https://www.suplementopernambuco.com.br/edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores/85-cronica/1543-a-morte-vingou-se-no-carnaval.html" target="_blank">Smithsonion Magazine</a></p>
<p><a href="https://www.suplementopernambuco.com.br/edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores/85-cronica/1543-a-morte-vingou-se-no-carnaval.html" target="_blank">Suplemento Ofical do Diário Oficial do Estado de Pernambuco</a></p>
<p>WOOLF, Virginia. <em><a href="http://www.unz.org/Pub/Forum-1926apr-00582" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.unz.org/Pub/Forum-1926apr-00582&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNF1fiZaM59PDAFCQ9ZfYhYe3L9B7A">Illness: an unexploited mine</a></em>. In: Forum, abril de 1926, pp.582-590.</p>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; V &#8211; Cenas da folia em Manaus em 1913</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Feb 2020 17:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com o artigo "Cenas da folia em Manaus em 1913", da jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Osvaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, o portal destaca fotografias do carnaval na capital do Amazonas no início do século XX. Além da documentação fotográfica das expedições que o Instituto Oswaldo Cruz realizou entre 1910 e 1913 ao Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, os fotógrafos que acompanhavam os  cientistas também registraram muitas imagens em cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo das imagens sobre o Carnaval em Manaus, em fevereiro de 1913, realizadas dias antes da partida dos médicos Carlos Chagas (1879 - 1934), Antônio Pacheco Leão (1872 - 1931) e João Pedro de Albuquerque (1874 - 1934) para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com o artigo <em><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Cenas da folia em Manaus em 1913,</span><strong> </strong></span></em>da jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Osvaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, o portal destaca fotografias do carnaval na capital do Amazonas no início do século XX. Além da documentação fotográfica das <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880" target="_blank">expedições que o Instituto Oswaldo Cruz realizou entre 1910 e 1913</a> ao Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, os fotógrafos que acompanhavam os  cientistas também registraram muitas imagens em cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo das imagens sobre o Carnaval em Manaus, em fevereiro de 1913, realizadas dias antes da partida dos médicos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>, Antônio Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro de Albuquerque (1874 &#8211; 1934)</a> para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cenas da folia em Manaus em 1913</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"> Cristiane d’Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6206/02-10-20-35-005-190.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="889" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank">Carnaval, 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era um domingo de Carnaval, 2 de fevereiro de 1913. Dali a quatro dias, 6 de fevereiro, os médicos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas</a>, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Antônio Pacheco Leão, da Escola de Medicina do Rio de Janeiro, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro de Albuquerque</a>, da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), partiriam para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela. A rota encerrava a expedição organizada a partir de contrato firmado entre a Superintendência da Defesa da Borracha e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, então diretor do IOC, para avaliar as condições sanitárias dos seringais às margens dos rios Solimões, Tarauacá, Iaco, Negro, Branco, Purus e afluentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/210" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do carnaval em Manaus em 1913 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o governo federal, as endemias que assolavam as populações na Amazônia, em especial a malária, eram o principal obstáculo ao desenvolvimento da economia da borracha. O enfrentamento dessas condições sanitárias seria capaz de fazer frente à concorrência asiática no Ceilão e na Malásia, iniciada após o contrabando de sementes de Hevea brasiliensis realizado, com sucesso, em 1876, sob a liderança do botânico Henry Wickham com patrocínio da Grã-Bretanha. Por essa razão, o Instituto Oswaldo Cruz foi designado para coordenar a comissão, que gerou o Relatório sobre as condições médico-sanitárias do vale do Amazonas, cuja versão final foi assinada por Oswaldo Cruz.</p>
<p>Iniciada em outubro de 1912, a missão científica levou os sanitaristas a percorrerem a geografia fluvial a bordo de um pequeno vapor, equipado com instrumentos e material necessários a seus estudos. Os sanitaristas enviados pelo governo atracavam nos seringais e povoados recolhendo amostras para exames, realizados no precário laboratório a bordo da embarcação. No trajeto, observavam casos clínicos de doenças comuns e até então completamente desconhecidas, anotavam práticas medicinais e modos de habitar das populações daquelas regiões, coletavam insetos suspeitos de transmitir doenças, recolhiam plantas de valor medicinal, entre outras ações de investigação científica. O objetivo era propor medidas de saneamento.</p>
<p>A missão partia sempre de Manaus, então um centro urbano pujante e moderno, enriquecido com a extração e comércio da borracha, exportada em grande escala para fábricas da Europa. A descoberta de processos de impermeabilização e vulcanização (1844) para a transformação industrial da matéria-prima dos seringais numa grande variedade de produtos, e a invenção do pneumático (1890), elevaram a cotação da borracha brasileira no mercado internacional.</p>
<p>Desde a segunda metade do século XIX até a década de 1910, a produção brasileira de borracha representava 61% da produção mundial (dado de 1892) e 50% em 1910. “Estas duas décadas demarcam a época áurea do ciclo da borracha, das grandes fortunas acumuladas por seringalistas, pelos negociantes que controlavam o comércio e a navegação do Amazonas e por toda espécie de aventureiro que pôde tirar proveito da opulência que se instalou em Manaus e em Belém”.</p>
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<div style="width: 980px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7799" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7799/02-10-20-35-005-169.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="970" height="637" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7799" target="_blank">Interior de um bar em Manaus, 2 de fevereiro de 1913(?). Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias aqui apresentadas foram registradas pelos fotógrafos que acompanhavam os cientistas. Incumbidos de registrar as expedições do IOC de 1910 a 1913 ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, esses profissionais não se atinham ao registro das condições de vida da população interiorana. A serviço da ciência, também produziram muitas imagens sobre as cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo dos registros sobre o Carnaval em Manaus. Os corsos – carros de luxo ornamentados, de onde os foliões jogavam confetes e flores nos passantes e em outros corsos – denotam a elitização da folia na cidade.</p>
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<div style="width: 989px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7788" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7788/02-10-20-35-005-193.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="979" height="644" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7788" target="_blank">Aspectos do Carnaval em Manaus, 2 de fevereiro de 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<div></div>
<div><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</div>
<p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. CASA DE OSWALDO CRUZ. A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 e 1913. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1992.</p>
<p>VITAL, André Vasques. Carlos Chagas na &#8220;guerra dos rios&#8221;: a passagem da comissão do Instituto Oswaldo Cruz pelo rio Iaco (Alto Purus, território federal do Acre, 1913). História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol. 25, núm. 1, 20</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A descoberta da doença de Chagas</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 12:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último mês de maio, a Organização Mundial da Saúde instituiu o dia 14 de abril como Dia Internacional da Doença de Chagas. É a história de sua descoberta pelo médico e jovem pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, contada por Simone Petraglia Kropf, historiadora e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, que o portal publica hoje. Segundo Simone: "Carlos Chagas expressou de modo exemplar um projeto de ciência e de nação cujos princípios balizam até hoje a Fundação Oswaldo Cruz: a aliança entre excelência acadêmica e compromisso social". ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No último mês de maio, a Organização Mundial da Saúde instituiu o dia 14 de abril como Dia Internacional da Doença de Chagas. É a história de sua descoberta pelo médico e jovem pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, contada por Simone Petraglia Kropf, historiadora e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, que o portal publica hoje. Segundo Simone: <em>Carlos Chagas expressou de modo exemplar um projeto de ciência e de nação cujos princípios balizam até hoje a Fundação Oswaldo Cruz: a aliança entre excelência acadêmica e compromisso social.</em></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A descoberta da doença de Chagas </strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Simone Petraglia Kropf *</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6545" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6545/CC-05-01-015-3.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6545" target="_blank">Residência de Carlos Chagas em Lassance, 1908-1919. Lassance, Minas Gerais / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em abril de 1909, os jornais da recém-reformada capital federal anunciavam com orgulho um “grande feito” da ciência brasileira: a descrição, por um mesmo pesquisador, de uma nova doença tropical, do parasito que a causava e do inseto que a transmitia. Na jovem república brasileira, a descoberta foi celebrada como emblema das contribuições inovadoras que o país era capaz de proporcionar à chamada “época de ouro” da medicina tropical européia, marcada por estudos que vinham mudando substancialmente a compreensão das doenças parasitárias transmitidas por vetores.</p>
<p>O autor da “tripla descoberta” era um médico e jovem pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), criado em 1900 como Instituto Soroterápico Federal para produzir soros e vacinas contra uma epidemia de peste bubônica que ameaçava atingir a cidade do Rio de Janeiro. Sob a liderança de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz</a> (que havia se notabilizado por comandar as campanhas de saneamento da capital federal no governo de Rodrigues Alves), o também chamado Instituto de Manguinhos vinha ampliando suas atividades de modo a se tornar um centro de excelência na pesquisa e no ensino em microbiologia e medicina tropical.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/178" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas a Carlos Chagas e à doença de Chagas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>Carlos Chagas, formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1903, era um especialista em malária, tema de sua tese de doutoramento (para a conclusão do curso médico) que desenvolveu sob a orientação de Oswaldo Cruz em Manguinhos. O caminho que o levou à descoberta da doença que leva seu nome está diretamente ligado à sua trajetória como pesquisador no campo da medicina tropical. Em junho de 1907, ele foi designado por Oswaldo Cruz, diretor da saúde pública federal, para combater uma epidemia de malária que paralisava as obras de prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil em Minas Gerais, na região do rio das Velhas, entre Corinto e Pirapora. Aquela era uma obra emblemática do projeto de modernização republicana. Enquanto coordenava a campanha de profilaxia na pequena cidade de Lassance, onde se construía uma estação da ferrovia, Chagas costumava coletar espécies da fauna brasileira, motivado por seu crescente interesse pela entomologia e pela protozoologia. Por intermédio do chefe da comissão de engenheiros, Cornélio Homem Cantarino Mota, tomou conhecimento de um percevejo hematófago muito comum na região, conhecido vulgarmente como <em>barbeiro</em> pelo hábito de picar o rosto de suas vítimas enquanto dormiam. Esses triatomíneos eram abundantes nas casas de pau-a-pique da região típicas da população pobre das áreas rurais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6549" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6549/IOC_V_II_0651.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6549" target="_blank">Hospital regional de Lassance, 1908-1920. Lassance, Minas Gerais / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sabendo da importância dos insetos sugadores de sangue como transmissores de doenças parasitárias, Chagas examinou alguns <em>barbeiros</em> e encontrou neles um protozoário. Por não dispor em Lassance de condições experimentais para avançar neste estudo, enviou alguns insetos a Oswaldo Cruz, em Manguinhos. Depois de experiências com saguis criados em laboratório, Chagas concluiu que se tratava de uma nova espécie de tripanossoma, que batizou então de <em>Trypanosoma cruzi</em>, em homenagem ao mestre. As doenças causadas por tripanossomas (como a tripanossomíase africana ou doença do sono) eram temas de grande interesse na medicina tropical européia, impulsionada pelo empreendimento colonialista.</p>
<p>De volta a Lassance, Chagas realizou exames de sangue nos moradores e, no dia 14 de abril de 1909, encontrou o <em>Trypanosoma cruzi</em> no sangue de uma criança febril, chamada Berenice. Em nota enviada ao <em>Brasil Médico</em>, uma das principais revistas médicas do país, anunciou a descoberta, que seria também comunicada mediante publicações em revistas estrangeiras. A imprensa daria destaque ao episódio e o próprio Oswaldo Cruz apresentaria a descoberta na Academia Nacional de Medicina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6547" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6547/FFC%28F%295-4-1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6547" target="_blank">Pessoas infectadas com a doença de Chagas com destaque para a cafua, habitação típica com paredes de barro e cobertura de capim ou palha. Lassance, Minas Gerais / Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os estudos sobre a nova doença ganharam centralidade na pauta de pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz e mobilizaram vários cientistas, sob a condução de Chagas, que passou a assumir posições importantes na instituição, da qual viria a tornar-se diretor em 1917 por ocasião do falecimento de Oswaldo Cruz. Chagas se tornaria igualmente reconhecido pela comunidade científica internacional, recebendo inúmeros prêmios e sendo indicado ao Nobel de medicina em 1913 e 1921.</p>
<p>Além de sua importância para a agenda científica, a doença de Chagas tornou-se, desde o início, um tema de destaque nos debates políticos sobre os problemas e rumos da nação brasileira. Carlos Chagas afirmava que aquela era uma descoberta que descortinava não apenas uma nova enfermidade e um novo problema de saúde pública, mas um Brasil até então desconhecido e abandonado: o Brasil dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8684" target="_blank">sertões</a>. Segundo ele, o tão propalado “atraso” do país era consequência não do clima tropical ou da composição racial de sua população, como muitos defendiam, mas das doenças endêmicas que assolavam as populações rurais. Nesse sentido, a “nova doença” se fazia um emblema da capacidade da ciência de, ao identificar e estudar tais problemas, indicar os caminhos concretos para superá-los e promover o tão ansiado ingresso do país no “rol das nações civilizadas”.</p>
<p>Chagas se tornou uma liderança do movimento em prol do saneamento rural do Brasil, que, a partir de meados da década de 1910, reuniria médicos, cientistas, intelectuais e políticos em torno da reivindicação de que o Estado ampliasse sua capacidade de implementar políticas e serviços de saúde pública, tendo em vista sobretudo atender as populações das áreas rurais. Tal bandeira seria empunhada por Chagas tanto como diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública quanto em sua atuação com professor da cadeira de medicina tropical, no âmbito da qual defendia com veemência a importância do estudo e do enfrentamento das endemias ruais, que chamava de as “doenças do Brasil”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6544" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6544/DSC_9390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6544" target="_blank">Aula no Pavilhão de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como cientista, gestor e professor, Carlos Chagas expressou de modo exemplar um projeto de ciência e de nação cujos princípios balizam até hoje a Fundação Oswaldo Cruz: a aliança entre excelência acadêmica e compromisso social.</p>
<p>Em maio de 2019, a Organização Mundial da Saúde instituiu o dia 14 de abril como Dia Internacional da Doença de Chagas. Ao dar visibilidade e chamar a atenção para a importância das chamadas doenças negligenciadas (e, sobretudo, das pessoas por elas afetadas), esta é uma homenagem que nos leva a refletir sobre a atualização do legado deste cientista, expresso na própria Constituição Federal de 1988: “saúde como direito de todos e dever do Estado”. Ao celebrarmos os 110 anos da descoberta da doença de Chagas, a defesa veemente da ciência, da saúde pública, da educação e da democracia é o que deve nos unir em nome da memória e das lutas dos que construíram esta história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Para saber mais:</span></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime L. <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na Belle Époque.</em> Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>KROPF, Simone P. <em>Carlos Chagas e as doenças do Brasil.</em> In: HOCHMAN, Gilberto; LIMA, Nísia Trindade. Médicos intérpretes do Brasil. São Paulo: Hucitec, 2015, p. 194-222.</p>
<p>KROPF, Simone P. <em>Doença de Chagas, doença do Brasil: ciência, saúde e nação (1909-</em><em>1962).</em> Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009.</p>
<p>KROPF, Simone P.; LACERDA, Aline. <em>Carlos Chagas, um cientista do Brasil.</em> Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009 (edição bilíngue).</p>
<p>KROPF, Simone P. SÁ, Magali R. <em>The discovery of Trypanosoma cruzi and Chagas disease (1908-1909): tropical medicine in Brazil</em>. <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, v.16, suplemento, p.13 -34, 2009.</p>
<p>KROPF, Simone P. <em>Carlos Chagas e os debates e controvérsias sobre a doença do Brasil (1909-1923)</em>.<em> </em><em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, v.16, suplemento 1, p.205-227, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*Simone Petraglia Kropf é historiadora e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz e professora do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da COC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve cronologia de Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934)</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6548/FOC%28VPCC-F%292-1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas em seu laboratório no Instituto Oswaldo Cruz. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Nascimento de Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, em 9 de julho, na Fazenda do Bom Retiro, a cerca de 20 quilômetros de Oliveira, cidade mineira. Era filho de José Justiniano Chagas e Mariana Candida Ribeiro de Castro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6099" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6099/CC_VP_01_002_2.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="246" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6099" target="_blank">José Justiniano Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro Chagas, pais de Carlos Chagas, avós de Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1883</span> </strong>- Ficou órfão de pai.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1887</span></strong> &#8211; Foi matriculado no Colégio São Luís, um dos mais importantes estabelecimentos de ensino do Brasil no século XIX, dirigido por jesuítas em Itu, interior de São Paulo.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1888</span></strong> &#8211; Em maio, informado que escravos recém-libertados estariam depredando fazendas, Carlos Chagas fugiu do colégio e foi ao encontro de sua mãe. A indisciplina causou sua expulsão do São Luís. Foi então transferido para o Ginásio São Francisco, em São João del-Rei, Minas Gerais.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1895</span> <span style="color: #800000;">/ 1897</span> </strong>- Sua mãe decidiu que ele deveria estudar Engenharia e Chagas ingressou no curso preparatório da Escola de Minas de Ouro Preto. Foi reprovado e voltou para Oliveira. Com a ajuda de seu tio médico, o tio Calito, conseguiu convencer sua mãe, e mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Medicina.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1897</span></strong> &#8211; Em 13 de abril, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Dois professores foram muito importantes durante sua formação acadêmica: Miguel Couto (1865-1934), de quem se tornou amigo pessoal; e Francisco Fajardo (1864-1906), pioneiro da microbiologia no Brasil, em cujo laboratório, na Santa Casa de Misericórdia, Chagas iniciou-se nas pesquisas sobre a malária.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Íris Lobo (1882 &#8211; 1950), futura esposa de Carlos Chagas, foi uma das portadoras de listas para arrecadação de fundos para a celebração de uma missa &#8211; iniciativa dos alunos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro &#8211;  em memória das vítimas de um episódio de violência policial na cidade durante manifestação popular contra o aumento de preço de passagens de bondes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2549" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de junho de 1901, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2554" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de junho de 1901, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Chagas foi um dos estudantes de Medicina que se envolveu na campanha de obtenção de recursos para a construção de uma estátua em homenagem ao recém-falecido médico baiano Francisco de Castro (1857 &#8211; 1901) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/3298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1902</span></strong> &#8211; Para elaborar sua tese de doutoramento, indispensável para a conclusão do curso médico, passou a frequentar a Instituto Soroterápico Federal &#8211; também conhecido como Instituto de Manguinhos -, sob a orientação de seu diretor, o médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Como presidente do Grêmio dos Internos dos Hospitais do Rio de Janeiro fez a apresentação da primeira revista da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=081272&amp;pesq=carlos%20chagas&amp;pasta=ano%20190" target="_blank"><em>Brazil-Medico</em>, 1º de agosto de 1902</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/4877" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1902, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Com <em>frases entusiásticas</em>, Carlos Chagas fez uma apologia aos méritos do professor e médico alemão Rudolf Virchow (1821 -1902), recém-falecido, durante uma sessão solene promovida pelo Grêmio dos Internos dos Hospitais do Rio de Janeiro, na biblioteca do Hospital de Misericórdia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/081272/9383" target="_blank"><em>Brazil-Medico</em>, 1º de setembro de 1902</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Era um dos doutorandos de 1902 da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Uma curiosidade: havia apenas uma mulher entre os doutorandos, Evarista de Sá Peixoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/403" target="_blank"><em>O Malho</em>, 10 de janeiro de 1903</a>).</p>
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<div id="attachment_15179" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/403" target="_blank"><img class="wp-image-15179 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/retrato.jpg" alt="retrato" width="598" height="833" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/403" target="_blank"><em>O Malho</em>, 10 de janeiro de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Defendeu, em 12 de maio, a tese <em>Estudos hematológicos no impaludismo.</em> Foi aprovado e, dois dias depois, colou grau de doutor em Medicina na Faculdade do Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Oswaldo Cruz o convidou para trabalhar em Manguinhos, mas por sentir-se atraído pela prática da clínica médica, Chagas recusou o convite.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1904</span> </strong>- Em crítica publicada sobre a tese <em>Estudos hematológicos no impaludismo,</em> considerada<em> brilhante, </em>Chagas foi referido como<em> um cientista a que o futuro não negará as glórias a que vem fazendo direito</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/081272/10023" target="_blank"><em>Brazil-Medico</em>, 1º de janeiro de 1904</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em março, foi nomeado médico da Diretoria Geral de Saúde Pública e foi trabalhar no Hospital de Jurujuba, em Niterói (RJ), onde pacientes com suspeita de peste bubônica que chegavam em navios eram colocados em quarentena e sob cuidados médicos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/26665" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Trabalhava no Instituto Soroterápico Federal com Antônio Cardoso Fontes (1879 &#8211; 1943), Ezequiel Dias (1880 &#8211; 1922), Henrique de Figueiredo Vasconcellos (1873 &#8211; 1948) e Henrique da Rocha Lima (1879 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/26674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Seu nome constava na lista de médicos do Hospital São Sebastião, dirigido por Carlos Pinto Seidl e localizado na Praia do Retiro Saudoso, nº 27, Ponta do Caju (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/26729" target="_blank"><em>Almanak Lammert</em> de 1905</a>).</p>
<address style="text-align: left;">Instalação de seu consultório particular na rua da Assembléia, no centro do Rio de Janeiro.</address>
<p style="text-align: left;">Casou-se com Íris Lobo (1882 &#8211; 1950 ), filha do senador mineiro e presidente do Banco de Crédito Real de Minas, Fernando Lobo Leite Pereira (1851-1918), que conheceu por intermédio de seu antigo professor e amigo Miguel Couto que, assim como seu grande amigo, o médico Luiz Almada Horta, foi seu padrinho de casamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/18828" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 23 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6097" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6097/CC_VP_01_002_6.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6097" target="_blank">Iris Lobo Chagas com os filhos Evandro Chagas e Carlos Chagas Filho, 1914 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1905 </span></strong>- Em 10 de agosto, nascimento do primeiro filho de Chagas e Íris, o futuro cientista e médico Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940). Na edição de 7 de outubro da revista <em>O Malho</em>, foi publicado o poema <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5712" target="_blank">Mãe</a> </em>que<em> </em>Violeta Carneiro de Melo dedicou a Íris.</p>
<p style="text-align: left;">A Companhia Docas de Santos solicitou a Oswaldo Cruz, diretor geral de Saúde Pública, providências para combater uma epidemia de malária entre os trabalhadores que construíam uma hidrelétrica em Itatinga, São Paulo. Carlos Chagas foi comissionado para coordenar a campanha.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1906</span> -</strong> Viajou para Juiz de Fora, em Minas Gerais, com o médico Alcides Godoy (1880 &#8211; 1950) e com outros para executar os testes finais da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646" target="_blank">vacina da manqueira</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1907 </span></strong>- Ele e o sanitarista e médico baiano Arthur Neiva (1880 &#8211; 1943) foram enviados por Oswaldo Cruz a Xerém, na Baixada Fluminense, para combater uma epidemia de malária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14013" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de maio de 1907, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16513" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de julho de 1908</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><em>O primeiro busto oficial de Pasteur, há bem pouco chegado ao Brasil, é hoje propriedade do dr. Carlos Chagas, ilustrado e esperançoso bacteriologista da diretoria de saúde, por delicada e significativa oferta eminente e operosíssimo dr Sampaio Correia, atual inspetor geral de Obras Públicas&#8230;gratidão que traduz pelos inestimáveis serviços prestados por Carlos Chagas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14312" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de junho de 1907. segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Carlos Chagas estava presente à inauguração do Instituto Soroterápico de Belo Horizonte, filial de Manguinhos, sob a direção de Ezequiel Dias (1880 &#8211; 1922), seu colega de turma na Faculdade de Medicina (1880 &#8211; 1922) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14739" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de agosto de 1907, segunda coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1907/1908</span></strong> &#8211; Em 6 de junho de 1907, Chagas partiu para o norte de Minas Gerais, em uma terceira campanha contra a malária com o médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868-1939)</a>, também da Diretoria Geral de Saúde Pública, para combater uma epidemia de malária que paralisava as obras de prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil em Minas Gerais, na região do rio das Velhas, entre Corinto e Pirapora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14220" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de junho de 1907, quinta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5740" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5740/FFC%28F%297-2.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5740" target="_blank">Carlos Chagas e Belisário Penna em Lassance, 1908. Lassance, Minas Gerais / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Aquela era uma obra emblemática do projeto de modernização republicana. Chagas costumava coletar espécies da fauna brasileira e, pelo chefe da comissão de engenheiros, Cornélio Homem Cantarino Mota, tomou conhecimento de um percevejo hematófago muito comum na região, conhecido como barbeiro pelo hábito de picar o rosto de suas vítimas enquanto dormiam. Esses percevejos eram muito comuns nas casas de pau-a-pique da região &#8211; habitações típicas da população pobre das áreas rurais. Chagas examinou alguns barbeiros e encontrou neles um protozoário. Por não dispor em Lassance de condições experimentais para avançar neste estudo, enviou alguns insetos a Oswaldo Cruz, em Manguinhos. Depois de experiências com saguis criados em laboratório, Chagas concluiu que se tratava de uma nova espécie de tripanossoma, que batizou então de <em>Trypanosoma cruzi,</em> em homenagem ao mestre.</p>
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<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6218" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6218/BR-RJ-COC-02-10-20-20-007-V01-001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6218" target="_blank">Carlos Chagas atendendo a menina Rita. Ao fundo, vagão que servia de alojamento e laboratório na Estrada de Ferro Central do Brasil, 1908. Lassance, Minas Gerais / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1908</span> </strong>- Nomeação de Carlos Chagas como pesquisador assistente do Instituto Oswaldo Cruz, em 20 de março. Eram também assistentes Alcides Godoy  (1880 &#8211; 1950), Antônio Cardoso Fontes (1879 &#8211; 1943), Arthur Neiva (1880 &#8211; 1943), Ezequiel Dias (1880 &#8211; 1922) e Henrique Aragão (1879 &#8211; 1956). Os chefes de serviço eram Henrique de Figueiredo Vasconcellos (1873 &#8211; 1948) e Henrique da Rocha Lima (1879 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/37699" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 17 de dezembro, redigiu a nota-prévia anunciando a descoberta do <em>Trypanosoma cruzi</em>, publicada na revista alemã <em>Archiv für Schiffs-und Tropen-Hygiene,</em> em 1909.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1909</span></strong> &#8211; De volta a Lassance, Chagas realizou exames de sangue nos moradores e, no dia 14 de abril de 1909, encontrou o<em> Trypanosoma cruzi</em> no sangue de uma criança febril, chamada Berenice. Anunciou a descoberta em nota publicada em uma das principais revistas médicas do Brasil, o <em>Brazil-Medico, </em>de 22 de abril de 1909 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/19621" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de maio de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15139" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/chagas-pi/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;base=BVChagas-PI&amp;exprSearch=133&amp;indexSearch=ID&amp;nextAction=lnk" target="_blank"><img class="wp-image-15139 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/brazilmedico.jpg" alt="brazilmedico" width="670" height="854" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/chagas-pi/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;base=BVChagas-PI&amp;exprSearch=133&amp;indexSearch=ID&amp;nextAction=lnk" target="_blank">Biblioteca Virtual Carlos Chagas</a></p></div>
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<p align="justify">Em 22 de abril, Oswaldo Cruz anunciou formalmente à Academia Nacional de Medicina a descoberta por Carlos Chagas da doença de Chagas. Estavam presentes à sessão, <em>concorridísima</em>, o marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), futuro presidente do Brasil; e os generais Luiz Mendes de Morais (1850 &#8211; 1914) e Antônio Geraldo de Souza Aguiar (? &#8211; 1915) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/19343" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de abril de 1908, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/19442" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 3 de maio de 1909</a>).</p>
<p align="justify">Na <em>Revista Syniatica</em>, publicação de um artigo de Carlos Chagas sobre sua descoberta do <em>Trypanosoma cruzi </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/19656" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1909, última coluna</a>).</p>
<p align="justify">Tornou-se membro da Sociedade de Medicina da Bahia e da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1910 </span></strong>- Em 1º de junho, foi nomeado chefe de serviço do Instituto Oswaldo Cruz.</p>
<p align="justify">Em 12 de setembro, nascimento do segundo filho de Chagas e Íris, o futuro médico, cientista e membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Chagas Filho (1910 &#8211; 2000).</p>
<p align="justify">Foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Medicina (ABM), em 26 de outubro, quando fez uma conferência sobre o <em>Trypanosoma cruzi</em>. Como não havia vagas na época, sua admissão foi aceita em caráter de excepcionalidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4102" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de outubro de 1910, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4159" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de outubro de 1910, quarta coluna</a>). É o patrono da cadeira nº 86 e foi saudado por Miguel da Silva Perreira (1897 &#8211; 1918), na ocasião, presidente da ABM.</p>
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<div id="attachment_15203" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/chagas-mm/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;base=BVChagas-MM&amp;exprSearch=657&amp;indexSearch=ID&amp;nextAction=lnk" target="_blank"><img class="wp-image-15203" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/diploma.jpg" alt="diploma" width="599" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/chagas-mm/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;base=BVChagas-MM&amp;exprSearch=657&amp;indexSearch=ID&amp;nextAction=lnk" target="_blank">Biblioteca Virtual Carlos Chagas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1911</span></strong> &#8211; A Doença de Chagas despertou grande interesse durante a Exposição Internacional de Higiene e Demografia, em Dresden, na Alemanha. O filme <em>Chagas em Lassance</em>, de 9 minutos,<em> </em>foi exibido por Oswaldo Cruz durante o evento. O pavilhão do Brasil, único país das Américas a construir um estande próprio no evento, foi inaugurado em 15 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7182"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1911, quinta coluna</a>). Segundo o historiador Eduardo Thielen, que escreveu a dissertação <em>Imagens da saúde no Brasil – A fotografia na institucionalização da saúde pública,</em> o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">Joaquim Pinto da Silva, conhecido como J. Pinto (1884 &#8211; 1951) </a>teria sido possivelmente o autor do primeiro filme científico feito no Brasil, justamente <em>Chagas em Lassance</em> (<a href="https://agencia.fiocruz.br/legado-de-fot%C3%B3grafo-ajuda-a-preservar-a-hist%C3%B3ria-da-funda%C3%A7%C3%A3o"><em>Agência Fiocruz</em>, 15 de agosto de 2008</a>). J. Pinto produziu um expressivo número de fotografias do acervo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=10026">Fundação Oswaldo Cruz </a>: milhares de imagens, documentando os trabalhos científicos, os primeiros prédios e as transformações urbanas da região onde seria construído o centro de pesquisa, ensino e produção de medicamentos.</p>
<p align="justify">Na Academia Brasileira de Medicina, realização de uma palestra de Chagas sobre a doença de Chagas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/6033"><em>O Século</em>, 5 de agosto de 1911, segunda coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/19473" target="_blank"><em> O Malho</em>, 12 de agosto de 1911</a>).</p>
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<div id="attachment_15181" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19473" target="_blank"><img class="wp-image-15181 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/molestia-1024x787.jpg" alt="molestia" width="768" height="590" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19473" target="_blank"><em>O Malho,</em> 12 de agosto de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Na mesma edição de <em>O Malho</em> em que foi publicada a foto acima, a revista fez uma sátira aos políticos usando a descoberta de Chagas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19484" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de agosto de 1911</a>).</p>
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<div id="attachment_15182" style="width: 634px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19484" target="_blank"><img class="wp-image-15182 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/blague.jpg" alt="blague" width="624" height="845" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/19484" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de agosto de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Publicação de um retrato do cientista Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), produzido na Photographia Guimarães, do fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/76" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de agosto de 1911</a>).</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1912</span></strong> &#8211; Recebeu o <i>Prêmio Schaudinn</i>, pelo Instituto de Doenças Marítimas e Tropicais de Hamburgo, na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7075" target="_blank"><em>O Século</em>, 29 de junho de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1912 / 1913 </span></strong>-  Carlos Chagas, Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931) e João Pedro de Albuquerque (1874 – 1934) realizaram uma expedição para avaliar as condições sanitárias e de vida dos principais centros de produção da borracha através dos rios Solimões, Juruá, Purus, Acre, Iaco, Negro e o baixo rio Branco, em expedição requisitada pela Superintendência da Defesa da Borracha. Em relatório ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, foi ressaltada a situação de abandono médico e social em que viviam as populações amazônicas e enfatizada a necessidade de medidas sanitárias para a viabilização do desenvolvimento econômico da região (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/16707" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5096/IOC_V_II_0330.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank"> Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Amazonas e Acre: Carlos Chagas e Pacheco Leão na Amazônia, 1913. São Gabriel da Cachoeira, Rio Negro,  Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Carlos Chagas foi, pela primeira vez, indicado ao Nobel de Medicina. O vencedor foi o francês Charles Robert Richet (1850 &#8211; 1935), que descreveu a anafilaxia. A indicação foi feita pelo médico baiano Manuel Augusto Pirajá da Silva (1873 &#8211; 1961), professor de parasitologia na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia e responsável por ter identificado, em 1908, o verme adulto do <i>Schistosoma mansoni.</i></p>
<p align="justify">No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, durante a Exposição Nacional da Borracha, Carlos Chagas fez uma conferência sobre as condições médico-sanitárias na Amazônia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19423" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de outubro de 1913</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19622" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1913</a>).</p>
<p align="justify">O governador de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão (1858 &#8211; 1931), e sua comitiva visitaram o Hospital de Lassance para conhecer os estudos do mal de Chagas e foram recebido por Carlos Chagas e seus auxiliares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19888" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de novembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Publicação no periódico <em>La Prensa Médica Argentina</em> de um trabalho do microbiologista austríaco e diretor do Instituto Bacteriológico de Buenos Aires, Rudolf Kraus (1868-1932), de Carlos F. Maggio e de Francisco Rosenbusch (1887 &#8211; 1969) questionando os enunciados de Chagas sobre a correlação entre o bócio e a doença de Chagas.</p>
<p align="justify"><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Carlos Chagas participou do  Primeiro Congresso Médico Argentino, realizado em Buenos Aires, inaugurado em 17 de  setembro e encerrado em 24 de setembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/12132" target="_blank"><em>A Época</em>, 11 de setembro de 1916, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/12190" target="_blank"><em>A Época</em>, 18 de setembro de 1916, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/33022" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de setembro de 1916, segunda coluna</a>). Poucos dias antes da abertura do congresso, esteve no Instituto Bacteriológico de Buenos Aires, onde foi recebido por Rudolf Kraus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32918" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1916, última coluna</a>). Esteve presente também à inauguração da Sociedade de Higiene, Microbiologia e Patologia, no Instituto Bacteriológico de Buenos Aires (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32981" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de setembro de 1916, última coluna</a>). Na Universidade de Medicina de Buenos Aires, Chagas fez uma conferência sobre a doença de Chagas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32987" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de setembro de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>Tornou-se membro da Sociedade Brasileira de Ciências, posteriormente denominada Academia Brasileira de Ciências.</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Com o falecimento de Oswaldo Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/34224" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de fevereiro de 1917</a>), Chagas foi nomeado diretor de Manguinhos, em 14 de fevereiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/34238" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 15 de fevereiro de 1917, quinta coluna</a>). <em>No campo da pesquisa, sua administração privilegiou a investigação das causas e dos aspectos epidemiológicos e clínicos das endemias rurais. Foi responsável também pela criação de seções científicas, definidas por áreas de conhecimento, com as quais pretendia estabelecer uma divisão de trabalho mais nítida no Instituto. Na área de ensino, ampliou o programa dos Cursos de Aplicação do Instituto. Quanto à área de produção, Chagas diversificou a pauta de medicamentos e produtos biológicos fabricados em Manguinhos – alguns desenvolvidos pelos próprios pesquisadores – e estimulou a sua comercialização, fortalecendo a renda da instituição. A partir de 1920, o Instituto assumiu também a responsabilidade pelo controle da qualidade dos produtos utilizados na medicina humana no país, nacionais ou importados.</em></p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1918</span></strong> &#8211; Em Manguinhos, organizou o Serviço de Medicamentos Oficiais, criado por decreto federal com o objetivo de produzir e fornecer, gratuitamente ou a preços subsidiados, a quinina (profilático e terapêutico para a malária) e outros medicamentos.</p>
<p align="justify">Inaugurou, em outubro, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13276" target="_blank">Hospital Oswaldo Cruz</a>, nas dependências do Instituto Oswaldo Cruz,  destinado à internação de portadores de doenças infecciosas e também à pesquisa clínica sobre tais enfermidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13363" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de agosto de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43146" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1918, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46424" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de março de 1919</a>). Em 1942, passaria a ser chamado de Hospital Evandro Chagas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/12121" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de novembro de 1942, quinta coluna</a>).</p>
<p align="justify">Foi o responsável pela coordenação dos serviços de atendimento hospitalar e de socorro domiciliar durante a epidemia de gripe espanhola no Rio de Janeiro. Ele e o médico Fernando de Magalhães (1878 &#8211; 1944) recusaram qualquer tipo de remuneração pelo trabalho realizado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40717" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de outubro de 1918, quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40733" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro de 1918, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40741" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40939" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de novembro de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40955" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1919</span></strong> &#8211; Em 4 de outubro, tomou posse, tendo sido nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), na Diretoria Geral de Saúde Pública, que passou a chamar-se, em janeiro do ano seguinte, Departamento Nacional de Saúde Pública. Durante sua gestão, até 1926, o novo órgão foi responsável, mediante convênio com os estados, pela ampliação e criação de serviços de saúde no interior do país, com especial foco na profilaxia e no combate às endemias rurais. Implementou também medidas relativas à higiene pública criando um extenso Código Sanitário, responsável pela organização e modernização da legislação sanitária no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44520" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de outubro de 1919, primeira coluna</a>).</p>
<p align="justify">Alguns médicos brasileiros questionaram a definição clínica da doença de Chagas e, sobretudo, a importância social da tripanossomíase americana.</p>
<p align="justify">Carlos Chagas tornou-se membro da Sociedade Americana de Medicina Tropical.</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1920</span> </strong>- Tornou-se Membro do Conselho Médico da Liga das Sociedades da Cruz Vermelha e Cavaleiro da Ordem da Coroa da Itália.</p>
<p>Carlos Chagas e seus assistentes receberam os reis da Bélgica, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">Alberto I (1875 &#8211; 1934) e Elizabeth (1876 &#8211; 1965)</a>, e o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), no Instituto Oswaldo Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3237"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6551/FFC%28F%2910-12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="689" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank">Carlos Chagas recepciona a rainha Elizabeth da Bélgica, 1920. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1921</span> </strong>- Na Biblioteca Nacional, Chagas proferiu a conferência sobre <em>A nova orientação dos serviços sanitários no Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/679" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de fevereiro de 1921, sexta coluna</a>).</p>
<p align="justify">Em 23 de junho, tornou-se o primeiro brasileiro nomeado Doutor Honoris Causa, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.</p>
<p align="justify">Nesse ano não houve vencedor na categoria Medicina do Prêmio Nobel. Chagas havia sido indicado à láurea por Hilário de Gouvêia (1843-1923), professor de oftalmologia e otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Tornou-se Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Buenos Aires.</p>
<p align="justify">Teve início, na Academia Nacional de Medicina uma acirrada polêmica em torno da definição clínica da doença de Chagas e, sobretudo, da importância social da tripanossomíase americana Os críticos de Chagas, liderados por Julio Afrânio Peixoto (1876-1947), catedrático de higiene da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, afirmavam que a doença não seria um flagelo nacional já que, segundo eles, sua ocorrência era restrita à região de Lassance. Também questionaram a patogenicidade do <em>Trypanosoma cruzi</em> e a autoria de sua descoberta, que, segundo alguns, caberia não a Chagas mas a Oswaldo Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11775" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1923</span></strong> &#8211; Tornou-se presidente da Sociedade Brasileira de Higiene, fundada no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47928" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de setembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/11186" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de dezembro de 1922, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/11318" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 11 de janeiro de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p align="justify">Na Europa participou da sessão de abertura dos trabalhos do Comitê de Saúde das Nações Unidas, do qual era membro. Na ocasião, foi convidado para integrar a equipe encarregada pela elaboração das bases da Organização Permanente de Higiene Internacional.  Posteriormente, participou como chefe da comissão brasileira na Conferência Comemorativa sobre o Centenário de Louis Pasteur, realizado em Paris e em Estrasburgo. Ganhou o Prêmio <i>Hors-Concours </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/12676" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 31 de maio de 1923, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/16040" target="_blank"><i>Correio da Manhã</i>, 21 de agosto de 1923</a>).</p>
<p align="justify">Foi agraciado com os títulos de Comendador da Coroa da Bélgica e de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.</p>
<p align="justify">Promoveu a criação do Instituto Franco-Brasileiro de Alta Cultura e a fundação da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro, filiada à Sociedade de Biologia de Paris.</p>
<p align="justify">Carlos Chagas solicitou ao Ministério da Justiça a renovação da Patente da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646" target="_blank">vacina da manqueira</a> por mais 15 anos. Foi o segundo produto que obteve no Brasil a renovação da Patente, fato só ocorrido anteriormente pela Fornicída Matarazzo.</p>
<p>Com discursos dos médicos Clementino Fraga (1880 &#8211; 1971) e Parreiras Horta (1884 &#8211; 1961), realização de uma sessão em torno da<em> Moléstia de Chagas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/15379" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de novembro de 1923, quarta coluna</a>). O parecer oficial da Academia Nacional de Medicina em relação à polêmica envolvendo a Doença de Chagas reiterou os méritos de Carlos Chagas porém não se posicionou quanto à questão da definição clínica e da extensão geográfica da enfermidade. Em 6 de dezembro, Chagas proferiu uma conferência na Academia, quando defendeu suas convicções e rebateu o<em> falso nacionalismo</em> que pretendia <em>encobrir o mal e impedir seu estudo. </em>Foi ovacionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/15453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de dezembro de 1923, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/14741" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de dezembro de 1923;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/15518" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de dezembro de 1923, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15213" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=6046" target="_blank"><img class="wp-image-15213 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/revista.jpg" alt="revista" width="267" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=6046" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de dezembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pelo Decreto nº 16.300 de 31 de dezembro de 1923 e por iniciativa de Carlos Chagas, foi criada a Escola de Enfermagem Anna Nery, desdobramento do Serviço de Enfermagem Sanitária, que ele havia criado com o apoio da Fundação Rockefeller. Assim foi introduzido o ensino profissionalizante de enfermagem no Brasil.</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Participou do 2º Congresso Brasileiro de Higiene, em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/18553" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 27 de novembro de 1924, quinta coluna).</a></p>
<p align="justify">Tornou-se membro da Societas ad Artes Medicas in India Orientali Neerlandica e membro correspondente da Academia Médica de Roma.</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1925</span></strong> &#8211; Tornou-se membro correspondente da Real Academia Nacional de Medicina da Espanha e também Comendador da Ordem Civil de Alfonso XII, rei de Espanha.</p>
<p align="justify">Recebeu o Prêmio Kümmel, conferido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Hamburgo.</p>
<p align="justify">Foi nomeado professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, para a então criada cátedra de Medicina Tropical, estabelecendo as bases para o estudo desta área no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/20499" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de abril de 1925, última coluna</a>).</p>
<p align="justify">Recebeu o cientista alemão Albert Einstein (1879 &#8211; 1955) durante sua visita ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/21108" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 9 de maio de 1925, primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5126" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5126/IOC_V_II_3867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5126" target="_blank">J. Pinto. Visita de Albert Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz, 8 de maio de 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Sua contribuição para os estudos e a profilaxia da malária foi reconhecida no I Congresso Internacional de Paludismo, realizado em Roma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/40512" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de setembro de 1925, quarta coluna</a>). Passou alguns dias em Paris onde foi homenageado pelo diretor do Instituto Pasteur, Albert Calmette (1863 &#8211; 1933), e pelo embaixador do Brasil, Luiz Martins de Souza Dantas (1876 &#8211; 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/41852" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de novembro, sexta coluna</a>).</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1926</span> </strong>- Organizou o Curso Especial de Higiene e Saúde Pública, ministrado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz como especialização na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/16086" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de maio de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p align="justify">Proferiu a aula inaugural da cadeira de Medicina Tropical na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, em 14 de setembro, na qual destacou a importância do estudo das doenças tropicais na formação médica, tendo em vista o enfrentamento dos problemas da saúde pública brasileira, sobretudo as endemias rurais.</p>
<p align="justify">Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de novembro, quarta coluna</a>).</p>
<p align="justify">Deixou a direção do Departamento Nacional de Saúde Pública, em novembro, quando terminou o mandato do presidente Arthur Bernardes (1875-1955). Seu sucessor no cargo foi Clementino Fraga (1880-1971) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27821" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de novembro de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p align="justify">Foi agraciado com o título de Comendador da Ordem de Isabel, a Católica, Espanha</p>
<p align="justify">Tornou-se membro da Academia Imperial Alemã de Pesquisas Naturais de Halle e membro honorário da Academia de Medicina de Nova York.</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1928</span></strong> &#8211; Em 30 de maio, foi eleito membro titular da Sociedade Real de Medicina Tropical e Higiene de Londres.</p>
<p align="justify">Abaixo, na cabeceira da esquerda, Carlos Chagas presidindo uma ssessão da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_24184" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/adolfp.jpg" alt="Sessão da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro, na biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz, 1929. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="582" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6258" target="_blank">Sessão da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro, na biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz, 1929. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_24185" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://books.scielo.org/id/tpyj4/pdf/kropf-9786557080009-12.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24185" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/adolfo.jpg" alt="A mesma foto, com mais identificações / Na direção de Manguinhos por Aline LOpes de Lacerda e Skmone Kropft, pág 20" width="696" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://books.scielo.org/id/tpyj4/pdf/kropf-9786557080009-12.pdf" target="_blank">A mesma foto, com mais identificações /<em> Na direção de Manguinhos,</em> por Aline Lopes de Lacerda e Simone Kropf, pág 20</a></p></div>
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<p class="titulo"><strong><span style="color: #800000;">1929</span></strong> &#8211; Tornou-se Doutor Honoris Causa da Faculdade de Medicina de Lima e Cavaleiro da Ordem da Coroa da Romênia.</p>
<p align="justify">Presidiu a IV Conferência Pan-americana de Higiene, Microbiologia e Patologia, realizada no Rio de Janeiro entre 30 de junho e 30 de julho.</p>
<p align="justify">Chagas recepcionou em Manguinhos um grupo de cirurgiões norte-americanos.</p>
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<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6552" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6552/FFC%28F%292-35.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6552" target="_blank">Carlos Chagas em recepção a grupo de cirurgiões americanos em Manguinhos, 1929. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Tornou-se membro da Sociedade de Biologia de Buenos Aires</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1931</span></strong> &#8211; Tornou-se membro correspondente da Academia de Medicina de Paris.</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">1934</span></strong> &#8211; Tornou-se Doutor Honoris Causa da Universidade Livre de Bruxelas.</p>
<p align="justify">Inauguração do Centro Internacional de Leprologia, com sede no Instituto de Manguinhos, idealizado e dirigido por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/20490" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de fevereiro de 1934</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;pesq=Centro%20Internacional%20de%20Leprologia&amp;pasta=ano%20193" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 14 de junho de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p align="justify">Carlos Chagas faleceu em 8 de novembro, no Rio de Janeiro, de infarto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/48377" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de novembro de 1934</a>). Na direção de Manguinhos, foi sucedido por Antonio Cardoso Fontes (1879-1943), que havia sido seu colega na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/22179" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de janeiro de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6553" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6553/Foto%20enterro%20C.Chagas.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6553" target="_blank">Enterro de Carlos Chagas no Cemitério São João Batista,1934. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Realização na Academia de Medicina de uma sessão em sua homenagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;pesq=Centro%20Internacional%20de%20Leprologia&amp;pasta=ano%20193" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de dezembro de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9nkysMzPWzQ" target="_blank">Assista aqui: </a><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9nkysMzPWzQ" target="_blank">Carlos Chagas &#8211; Ciência em gotas, </a></em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9nkysMzPWzQ" target="_blank">realizado pela Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, com a consultoria de Simone Kro</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9nkysMzPWzQ" target="_blank">p</a>f</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">A elaboração dessa cronologia foi baseada principalmente na Biblioteca Virtual Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, e na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Contou com a colaboração da historiadora e pesquisadora Simone Petraglia Kropf e da jornalista Cristiane d´Avila, ambas da Casa de Oswaldo Cruz.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p align="justify">CAVALCANTI, Juliana Manzoni. <a href="https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/16089/2/201.pdf" target="_blank"><em>A Trajetória Científica de Rudolf Kraus (1894-1932) entre Europa e América do Sul: Elaboração, produção e circulação de produtos biológicos.</em></a> Tese (Doutorado em História das Ciências e da Saúde) &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, Rio de Janeiro, 2013. 284 f.</p>
<p align="justify">CHAGAS, Carlos, Filho. <i>Meu pai</i>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, 1993</p>
<p align="justify"><a href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/php/" target="_blank">Fundação Oswaldo Cruz &#8211; Biblioteca Virtual Carlos Chagas</a></p>
<p align="justify"><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KROPF, Simone P. <em>Carlos Chagas e as doenças do Brasil.</em> In: HOCHMAN, Gilberto; LIMA, Nísia Trindade. Médicos intérpretes do Brasil. São Paulo: Hucitec, 2015, p. 194-222.</p>
<p>KROPF, Simone P. D<em>oença de Chagas, doença do Brasil: ciência, saúde e nação (1909-</em><em>1962).</em> Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009.</p>
<p>KROPF, Simone P.; LACERDA, Aline. <em>Carlos Chagas, um cientista do Brasil.</em> Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009 (edição bilíngue).</p>
<p>KROPF, Simone P. SÁ, Magali R. <em>The discovery of Trypanosoma cruzi and Chagas disease (1908-1909): tropical medicine in Brazil</em>. <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, v.16, suplemento, p.13 -34, 2009.</p>
<p>KROPF, Simone P. <em>Carlos Chagas e os debates e controvérsias sobre a doença do Brasil (1909-1923)</em>.<em> </em><em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, v.16, suplemento 1, p.205-227, 2009.</p>
<p align="justify">LEWINSOHN, Rachel. <i><a href="https://academic.oup.com/trstmh/article-abstract/73/5/513/1905244" target="_blank">Carlos Chagas (1879-1934): a descoberta do tripanossoma cruzi e da tripanossomíase americana (notas da história da doença de Chagas)</a>. </i>Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, Volume 73, Edição 5, págs 513-523, 1979.</p>
<p align="justify">PITELLA, José Eymard Homem. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0037-86822009000100014" target="_blank">O processo de avaliação em ciência e a indicação de Carlos Chagas ao prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.</a> </em>Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol 42. nº 1, Uberaba, fevereiro de 2009.</p>
<p align="justify">SCLIAR, Moacyr . <i>Oswaldo Cruz &amp; Carlos Chagas: o nascimento de ciência no Brasil</i>. São Paulo: Odysseus, 2002</p>
<p align="justify"><a href="http://www.abc.org.br/a-instituicao/memoria/historia/" target="_blank">Site da Academia Brasileira de Ciências</a></p>
<p align="justify"><a href="http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=256&amp;descricao=Carlos+Justiniano+Ribeiro+das+Chagas+(Cadeira+No.+86)" target="_blank">Site da Academia Nacional de Medicina</a></p>
<p align="justify"><a href="https://eean.ufrj.br/index.php/historico-da-eean/sobre-a-eean" target="_blank">Site da Escola de Enfermagem Ana Nery</a></p>
<p align="justify"><a href="http://www.icc.fiocruz.br/carlos-chagas-3/" target="_blank">Site da Fiocruz Paraná &#8211; Instituto Carlos Chagas</a></p>
<p align="justify"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/biografias/artur_neiva" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
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