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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; trabalho</title>
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		<title>Os garimpeiros de Marc Ferrez e Sebastião Salgado</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 16:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[flash de magnésio]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Há exatamente um mês faleceu o mineiro Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. Aqui destacamos uma foto de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez, a primeira de que se tem notícia até hoje realizada no interior de uma mina de ouro, em torno de 1888, em Minas Gerais. Relacionamos essa imagem com uma produzida por Sebastião Salgado quase um século depois, em 1986, no Pará, de operários num garimpo de Serra Pelada. Este registro foi incluído na lista das 25 fotografias que definem, de acordo com o jornal norte-americano "New York Times", a era moderna. A seleção foi feita em 2024, e reúne imagens realizadas em diversas partes do mundo desde 1955.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Há exatamente um mês faleceu, em Paris,  o mineiro Sebastião Salgado (08/02/1944 &#8211; 23/05/2025), devido a uma leucemia decorrente de uma malária que contraiu, em 1990, na Nova Guiné, durante a produção da obra <em>Gênesis.</em> Foi um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares remotos e pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Aqui destacamos uma imagem da mina Pary, em Santa Bárbara, Minas Gerais, de autoria de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923). Foi uma das primeiras fotografias de que se tem notícia, até hoje, realizada no interior de uma mina de ouro. Ferrez produziu o registro, em torno 1888, tendo utilizado o <em><span style="font-family: Georgia;">flash</span></em> de magnésio para poder captar a escuridão da cena. Na ocasião, produziu também fotos de Ouro Preto e de Itacolomy. Ele foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; o único fotógrafo dos oitocentos que percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 613px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2603/007_1824cx077-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="603" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank">Marc Ferrez. Mineiros trabalhando na mina Pary, c. 1888. Santa Bárbara, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Relacionamos esta foto de Ferrez com uma produzida por Sebastião Salgado cerca de um século depois, em 1986, de operários num garimpo de Serra Pelada, no leste do Pará. Este registro, uma composição de grande força visual, foi incluído na lista das 25 fotografias que, segundo um grupo de especialistas, melhor capturaram e mudaram o mundo, de acordo com o artigo <em>The 25 Photos That Defined the Modern Age </em>(<em>As 25 fotos que definiram a Era Moderna</em>)<em>, </em>publicado, em 3 de junho de 2024, no jornal norte-americano <em>The New York Times.</em></p>
<p>As 25 imagens selecionadas foram realizadas em diversas partes do mundo desde 1955. Além da foto de Salgado, foram escolhidas imagens de Adam Broomberg (1970-) &amp; Oliver Chanarin (1971-), Alberto Korda (1928 &#8211; 2001), Blair Stapp (1924 &#8211; 1977), Carlijn Jacobs (1991-), Carrier Mae Weems (1953-), Cindy Sherman (1954-), David Jackson (19?- ), Deana Lawson (1979-), Diane Arbus (1923 &#8211; 1971), Ed Ruscha (1937-), Ernest C. Withers (1922 &#8211; 2007), Eugene Smith (1918 &#8211; 1978), Gordon Parks (1912 &#8211; 2006),  LaToya Ruby Frazier (1982-), Lee Friedlander (1934-), Malcolm Browne (1931- 2012), Nan Goldin (1953-), Photo Archive Group, Richard Drew (1946-), Robert Frank (1924 &#8211; 2019), Staff Sgt. Ivan L. Frederich II (1966-), Stuart Franklin (1956-), William A. Anders (1933 &#8211; 2024) e Wolfgang Tillmans (1968-).</p>
<p>Na época da divulgação da lista, no texto assinado no <em>The New York Times </em>pelo escritor e crítico de arte Emmanuel Iduma (1989-), foi destacado que &#8220;<em>Um dos aspectos mais marcantes das fotografias de Sebastião Salgado de uma mina de ouro a céu aberto no Brasil é a escala. Milhares de homens &#8211;seus corpos curvados e frágeis&#8211; são representados em miniatura contra o plano de fundo de uma enorme cova na terra&#8221;</em>.</p>
<p><i> </i>Salgado declarou sobre o cenário que fotografou em Serra Pelada, onde permaneceu por mais de um mês:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“Só se ouvia o murmúrio de 50 mil pessoas dentro de um imenso buraco. Conversas, sons humanos misturados ao trabalho. Era como se eu ouvisse o murmúrio do ouro na alma de todos ali”.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40223" style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank"><img class="wp-image-40223 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/salgado.jpg" alt="Foto de Sebastião Salgado em Serra Pelada, no Pará, realizada em 1986 — Foto: Reprodução/New York Times" width="705" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">Sebastião Salgado. Serra Pelada, 1986. Pará. Foto: Divulgação Sebastião Salgado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto de Salgado integra a série <i>Gold &#8211; Mina de Ouro Serra Pelada,</i> que retrata o cotidiano daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. A série é uma das principais produções de sua obra &#8211; marcada por beleza e engajamento &#8211; e reúne 56 fotografias em preto e branco.</p>
<p>Segundo Peter Howe (1942 &#8211; 2020), que foi editor de fotografia do <em>The New York Times Magazine</em>, uma das seções dominicais do <em>The New York Times</em>, quando esses registros chegaram ao jornal, todos ficaram em silêncio:<i> &#8220;Em toda a minha carreira no The New York Times eu nunca vi editores reagirem a uma série de fotos como reagiram as de Serra Pelada&#8221;. </i>Nove foram publicadas na matéria <em>An epic struggle for gold (Uma luta épica pelo ouro), </em>escrita por<em> Marlise Simons, </em>na edição de 7 de junho de 1987.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/procedimentos-e-formulas/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez [Procedimentos e fórmulas] Fundo Família Ferrez / Acervo do Arquivo Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/pouco-antes-de-morrer-sebastiao-salgado-falou-sobre-o-futuro-da-fotografia-na-era-da-inteligencia-artificial/" target="_blank"><em>Carta Capital</em>, 27 de maio de 2025</a></p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><em>Folha de São Paulo</em>, 4 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2025/05/23/serra-pelada-a-historia-da-fotografia-mais-famosa-de-sebastiao-salgado.ghtml" target="_blank">G1, 24 de maio de 2025</a></p>
<p><em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">O GLOBO, </a></em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">23 de maio de 2025</a></p>
<p><em>The New York Times</em>, 7 de junho de 1987 e 3 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Sebasti%C3%A3o-Salgado-Gold-Salgado/dp/3836575086" target="_blank">Site Amazon</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
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		<title>No Dia do Historiador, um artigo sobre o ofício</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Aug 2023 22:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia do Historiador, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "O Ofício do Historiador", de Ricardo Augusto dos Santos, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, parceira do portal desde agosto de 2017. Nele o autor nos revela o trabalho realizado por pesquisadores da instituição, que seguem rotinas para organizar e identificar documentos, sejam eles relatórios, manuscritos ou fotografias. Também dá exemplos de algumas descobertas feitas por historiadores a partir de entrevistas e de pesquisas objetivas ou não. Destaca os acervos, abertos a consulta, dos médicos Belisário Penna e  Renato Kehl, "descobertos" sogro e genro a partir de uma entrevista com uma das filhas de Belisário. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No Dia do Historiador, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>O Ofício do Historiador</em>, de Ricardo Augusto dos Santos, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, parceira do portal desde agosto de 2017. Nele o autor nos revela o trabalho realizado por pesquisadores da instituição, que seguem rotinas para organizar e identificar documentos, sejam eles relatórios, manuscritos ou fotografias. Também dá exemplos de algumas descobertas feitas por historiadores a partir de entrevistas e de pesquisas objetivas ou não. Destaca os acervos, abertos a consulta, dos médicos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a> e Renato Kehl (1889 &#8211; 1978), &#8220;descobertos&#8221; sogro e genro a partir de uma entrevista com uma das filhas de Belisário.</p>
<p style="text-align: left;">O Dia do Historiador foi instituído, no Brasil, pela  <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12130.htm" target="_blank">Lei nº 12.130/2009</a>, de 17 de dezembro de 2019, em homenagem ao nascimento do diplomata e escritor pernambucano Joaquim Nabuco (1849-1910). É comemorado, desde 2010, no dia 19 de agosto. No última dia 14 de agosto, a Brasiliana Fotográfica publicou o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33701" target="_blank">Uma homenagem ao historiador José Murilo de Carvalho (1939 – 2023)</a>,</em> sobre ele, que foi um dos maiores historiadores do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">O ofício de historiador também foi tema de uma poesia do grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p id="viewer-819qi" class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr">Historiador</span></em></span></strong><em> </em></p>
<p id="viewer-2l083" class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr">Veio para ressuscitar o tempo </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> e escalpelar os mortos, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> as condecorações, as liturgias, as espadas,</span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> o espectro das fazendas submergidas,</span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> o muro de pedra entre membros da família, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> o ardido queixume das solteironas, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> os negócios de trapaça, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr">as ilusões jamais confirmadas nem desfeitas.</span></em></span><em> </em></p>
<p id="viewer-e0kf9" class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr">Veio para contar </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> o que não faz jus a ser glorificado </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> e se deposita, grânulo, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> no poço vazio da memória. </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> É importuno, </span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> sabe-se importuno e insiste,</span></em></span></p>
<p class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr"> rancoroso, fiel.</span></em></span></p>
<div style="text-align: center;" data-hook="rcv-block7"><span style="color: #800000;"><em> </em></span></div>
<p id="viewer-9659o" class="xVISr Y9Dpf bCMSCT OZy-3 lnyWN yMZv8w bCMSCT public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr" style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em><span class="B2EFF public-DraftStyleDefault-ltr">Carlos Drummond de Andrade, in Paixão Medida</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Ofício do Historiador </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em> </em></strong><em>Ricardo Augusto dos Santos*</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ofício do historiador apresenta afinidade com a ciência que estuda vestígios materiais da presença humana. Munidos de instrumentos adequados, historiadores e arqueólogos realizam suas investigações, revelando fontes inexploradas. Nestas disciplinas, a busca de objetos soterrados pelo tempo, vestígios do cotidiano, alcançam novas dimensões, indicando aspectos desconhecidos sobre as sociedades, surgindo um manancial de informações, tornando acessível o conhecimento.</p>
<p>Pacientemente, são retiradas camadas de terra acumuladas pelos homens, recuperando práticas e ideias. O trabalho historiográfico, além das semelhanças com uma arqueologia documental, é igualmente marcado pela ideia do resgate. Sem dúvida, a similitude da prática historiográfica com a pesquisa arqueológica é atraente.</p>
<p>O ofício historiográfico realiza-se em estreita relação e, simultaneamente, à descoberta, organização e divulgação dos documentos encontrados. Vamos falar de alguns exemplos.</p>
<p>No início da década de 1990, pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz entrevistaram Maria Penna, a última filha viva de Belisário Penna (1868-1939). Em meio às perguntas, a gentil senhora exclamou: <em>Vocês deveriam fazer essas perguntas a minha irmã, a Eunice. Mas, infelizmente, ela morreu. Ela foi casada com Renato Kehl.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5710" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5710/BP_06_DP_03_007.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5710" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939) na posse no Ministério da Educação e Saúde Pública, 1º de setembro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Naquela época, não possuíamos conhecimento do parentesco unindo estes dois intelectuais. Após a entrevista, dias depois, determinei tarefas a uma estagiária. Seria sua responsabilidade a pesquisa sobre Renato Kehl (1889-1974). Em pouco tempo, a aprendiz de pesquisadora, mencionou a novidade: seu pai conhecia Sergio Kehl, filho de Renato e, portanto, neto de Belisário. Contactado, Sérgio estava doente e desejava doar rapidamente o acervo do famoso eugenista. Assim foi feito. Os documentos de Kehl foram incorporados ao Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://chaoeditora.com.br/vovo-era-eugenista/" target="_blank"><img src="https://chaoeditora.com.br/wp-content/uploads/2022/10/renato_blog2-303x303.jpg" alt="" width="303" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://chaoeditora.com.br/vovo-era-eugenista/" target="_blank">Renato Kehl (1889 &#8211; 1978)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os importantes acervos dos intelectuais Belisário Penna e Renato Kehl estão sob a guarda da COC/FIOCRUZ e estão abertos a consulta. São textos, fotos, relatórios e recortes de jornais que registram a presença das ideias eugênicas e sanitaristas no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=renato+kehl" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do acervo de Renato Kehl disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22fundo+belis%C3%A1rio+penna%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do acervo de Belisário Penna disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época da citada entrevista, ainda se tinha uma visão embaçada sobre a trajetória de Belisário. Por exemplo, pensava-se que ele fosse primo de Affonso Penna, presidente do Brasil entre 1906 e 1909. Entretanto, investigando os documentos, apuramos que Maria Guilhermina de Oliveira Penna, nascida em Barbacena (1857-1929), irmã de Belisário, casou-se em 23 de janeiro de 1875 com Affonso Augusto Moreira Penna (1847-1909) que exerceria a presidência da República e faleceu durante seu mandato. Portanto, Belisário era cunhado do presidente.</p>
<p>Entretanto, outros laços familiares se revelaram. Eunice Penna, filha de Belisário, como já mencionado, casou-se com Renato Kehl. Além desta união, outro casamento consolidou os laços entre as famílias Penna e Kehl. João Fernandes de Oliveira Penna, filho de Belisário, uniu-se com a irmã de Kehl, Cecília Ferraz Kehl.</p>
<p>Mas, um outro fato interessante que ilustra a atividade historiográfica merece destaque. Uma característica da profissão é a existência de rotinas de pesquisa, além de uma perseverança quase sem limite. Os profissionais que trabalham na organização de fontes, não ignoram que determinados itens, ao final da organização dos fundos documentais e inserção de dados nas bases, permanecem algum tempo sem identificação, dificultando sua inclusão nas séries documentais. Temporariamente,  o documento (relatório, manuscrito, foto), poderá ficar fora do arranjo. O processo de identificação irá demandar mais investimento, mas esse obstáculo é superado.</p>
<p>Entre os documentos do acervo de Renato Kehl, destaca-se um pequeno conjunto de fotografias. Uma foto deste arquivo permanecia desconhecida. Não havia anotação em seu verso. Aparentemente, nenhuma fotografia do acervo estava relacionada. Mas, eu conservava a sensação de que conhecia o lugar. Que já havia visto a cena. Assistindo a um documentário sobre a cidade do Rio de Janeiro, fartamente acompanhado de imagens do início do século XX, identifiquei o local da fotografia. Trata-se do monumental Palácio das Festas. Um prédio edificado no Rio de Janeiro para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922.</a> O edifício foi considerado uma das obras mais belas da exposição e contava com obras de arte para ornamentá-lo. Assim como a maioria das construções, o Pavilhão de Festas foi demolido após o fim da comemoração. A obra possuía salas para mostras. A entrada do palácio era decorada com motivos relacionados à natureza brasileira.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11936/br_rjcoc_rk_vp_01_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11936" target="_blank">Palácio das Festas, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz &#8211; Fundo Renato Kehl</a></p></div>
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<p>Uma das apresentações montadas no local foi preparada pelo recém-criado Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP). Esse órgão administrativo da saúde pública era uma antiga reivindicação dos intelectuais sanitaristas, que acreditavam que somente uma organização nacional resolveria os graves problemas de saúde no Brasil. A instalação dessa apresentação de fotos e maquetes realizada pelo DNSP obteve ampla repercussão, sendo saudada pela imprensa como um momento vital para a salvação do país. O médico Renato Kehl, funcionário do DNSP, trabalhou na produção.</p>
<p>Em seu arquivo pessoal, Renato Kehl guardou dezenas de imagens fotográficas desta mostra. Podemos averiguar que o objetivo da exposição do DNSP era colaborar para a educação higiênica das populações rurais e urbanas. Os objetos e fotografias, reunidas no trabalho, realçam o valor dos ensinamentos da higiene. As imagens são um fragmento da campanha educativa e sanitária que deveria ser instalada no Brasil. São imagens das habitações típicas das áreas rurais, infestadas de insetos transmissores de doenças. Também eram apresentados os modelos corretos de casas rurais que os camponeses deveriam construir.<strong><span style="color: #800000;">(1)</span></strong></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7955/Imagem%2010.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz &#8211; Fundo Renato Kehl</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">(1)</span> </strong>Sobre a exposição do DNSP, ver <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805</a></p>
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<p style="text-align: left;">*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">ALVES, Fernando Antônio Pires; SANTOS<a href="http://www.google.com/search?q=%22Santos,%20Ricardo%20Augusto%20dos%22" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.google.com/search?q%3D%2522Santos,%2520Ricardo%2520Augusto%2520dos%2522&amp;source=gmail&amp;ust=1690038326404000&amp;usg=AOvVaw1aJMWK_LQwGgOPlhfsBAtq">,</a> Ricardo Augusto dos; HAMILTON, Wanda Suzana. Acervo da Casa de Oswaldo Cruz. <i>História, Ciências, Saúde- Manguinhos.  </i>Outubro 1994, Volume 1, nº 1, Págs.. 145-152.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Dia Internacional das Mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 12:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, data instituida, em 1975, pela Nações Unidas, elencando os artigos da Série Feministas, Graças a Deus, publicados no portal, sobre mulheres que se destacaram na luta pela emancipação feminina com a conquista do direito ao voto, de maiores oportunidades de trabalho e de maior acesso à educação. São elas: Almerinda Farias Gama, Bertha Lutz, Carmen Portinho, Elvira Komel, Júlia Augusta de Medeiros, Maria de Miranda Leão, Maria Prestia, Mariana Coelho e Natércia da Cunha Silveira. Nos artigos, imagens do acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, data instituida, em 1975, pela Nações Unidas, elencando os artigos da Série <em>Feministas, Graças a Deus</em>, publicados no portal, sobre mulheres que se destacaram na luta pela emancipação feminina com a conquista do direito ao voto, de maiores oportunidades de trabalho e de maior acesso à educação. São elas: Almerinda Farias Gama, Bertha Lutz, Carmen Portinho, Elvira Komel, Júlia Augusta de Medeiros, Maria de Miranda Leão, Maria Prestia, Mariana Coelho e Natércia da Cunha Silveira.</p>
<p>As fotografias são do acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806" target="_blank">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>Os artigos foram escritos pelas historiadoras e pesquisadoras do Arquivo Nacional Claudia Heynemann, Maria do Carmo Rainho e Maria Elizabeth Brêa Monteiro; e também por Maria Silvia Lavieri Gomes, historiadora do Instituto Moreira Salles, e por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica. No final deste mês, será publicado o décimo artigo da série, sobre Maria Luisa Dória Bittencourt, a primeira deputada baiana.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></em></span></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6473/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_TFE_FOT_0006_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank">J. Bonfioti. Elvira Komel, 1928. Belo Horizonte, MG / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
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<div style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6557" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6557/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0016_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="469" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6557" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira, a bordo do navio Almanzora, saúda Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte e patrono do voto feminino, 5 de maior de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 753px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/lutz-1024x612.jpg" alt=" Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional" width="743" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Naciona</a>l</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6570/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0024_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank">Photo Skarke. Maria Prestia, 1931. São Paulo / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/miranda.jpg" alt="Photographia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional" width="508" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank">Fotografia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6569/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0021_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="502" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank">Louis Piereck. Julia Augusta de Medeiros, 1929. Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/almerinda2.jpg" alt="Almerinda Farias Gama" width="231" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Almerinda Farias Gama (detalhe da foto anterior), 1931 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6571/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0025_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="947" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6571" target="_blank">Serviço Photographico de Vida Doméstica. Carmen Portinho, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/mariana.jpg" alt="Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6578" target="_blank">Mariana Carvalho, 1935. Paraná / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27181" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=17MfERKdSmI" target="_blank"><img class="wp-image-27181 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/andreafeminismo.jpg" alt="andreafeminismo" width="419" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=17MfERKdSmI" target="_blank">Link para uma entrevista realizada com Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, pelo grupo Mulheres de Luta, sobre as feministas brasileiras, em especial sobre Natércia da Cunha Silveira</a></p></div>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas, registros de 1910</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 14:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz hoje para seus leitores o artigo “Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas, 1910″, do historiador Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. As Escolas de Aprendizes e Artífices foram criadas durante o governo do presidente Nilo Peçanha, em 1909, e ofereciam ensino primário e profissional para menores de idade pobres, com a finalidade de formá-los em operários e contramestres para a indústria. Com o texto, estão disponibilizadas as 14 fotos de um álbum da Coleção Nilo Peçanha mostrando cenas dos cinco primeiros meses de funcionamento da escola.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica traz hoje para seus leitores o artigo &#8220;Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas, 1910&#8243;, do historiador Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. As Escolas de Aprendizes e Artífices foram criadas durante o governo do presidente Nilo Peçanha, em 1909. Sob a responsabilidade do recém-criado Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, elas ofereciam ensino primário e profissional para menores de idade pobres, com a finalidade de formá-los em operários e contramestres para a indústria. Com o texto, estão disponibilizadas as 14 fotos de um álbum da Coleção Nilo Peçanha referentes ao tema. São cenas dos cinco primeiros meses de funcionamento da escola, com as crianças tendo aulas e participando de oficinas de marcenaria, funilaria, sapataria, entre outras. Em 1937, as Escolas de Aprendizes e Artífices foram transformadas em Liceus de Artes e Ofícios. Estas instituições de ensino técnico e profissionalizante deram origem às posteriores Escolas Técnicas, Centros Federais de Educação Tecnológica e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas, 1910</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Paulo Celso Corrêa*</span></em></p>
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<p>As Escolas de Aprendizes e Artífices foram criadas durante o governo do presidente Nilo Peçanha, pelo decreto nº. 7.566 de 23 de setembro de 1909. Funcionando sob responsabilidade do recém-criado Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, elas ofereciam ensino primário e profissional para menores de idade pobres, com a finalidade de formá-los em operários e contramestres para a indústria. As escolas deveriam ser instaladas na capital de cada estado, a não ser que já houvesse ali instituição de ensino com o mesmo propósito. Em Maceió, capital de Alagoas, a Escola de Aprendizes e Artífices foi inaugurada em 21 de janeiro de 1910. O conjunto de fotos abaixo retrata cenas cotidianas dos cinco primeiros meses de funcionamento da instituição, reunidas em um álbum oferecido a Nilo Peçanha e que atualmente faz parte do acervo do ex-presidente no Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7902" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7902/NP0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="568" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7902" target="_blank"> Foto da tampa de caixa de madeira que serve de proteção ao álbum fotográfico da “Escola de Aprendizes e Artífices do Estado de Alagoas”, 1910. Maceió, Alagoas / Museu da República</a></p></div>
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<p>Atribuí-se a Nilo Peçanha a frase “O Brasil futuro sairá das escolas profissionais”. O empenho de seu curto governo pela criação das Escolas de Aprendizes e Artífices representou uma ação direta do estado republicano no sentido de formar mão-de-obra qualificada e disciplinar, pelo trabalho, os filhos da camadas mais pobres da população urbana. É o que afirma a justificativa oficial para o decreto de 1909: “o aumento constante da população das cidades exige que se facilite às classes proletárias os meios de vencer as dificuldades sempre crescentes da luta pela existência; que para isso se torna necessário, não só habilitar os filhos dos desfavorecidos da fortuna com o indispensável preparo técnico e intelectual, como fazê-los adquirir hábitos de trabalho profícuo, que os afastará da ociosidade, escola do vício e do crime; que é um dos primeiros deveres do Governo da República formar cidadãos úteis à Nação&#8221;.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7934" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7934/NP0000002.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7934" target="_blank">Capa do álbum fotográfico da Escola de Aprendizes Artífices do Estado de Alagoas, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Não foi, porém, a primeira iniciativa do tipo, visto que instituições públicas ou privadas de ensino profissional já existiam desde o século anterior, como as Escolas de Aprendizes dos Arsenais de Guerra e Marinha e o Asilo de Meninos Desvalidos, no Rio de Janeiro. Destas predecessoras, as novas escolas herdaram algumas formas de organização e o caráter profissionalizante e correcional. Após a Revolução de Outubro de 1930, as Escolas de Aprendizes e Artífices passaram a integrar o novo Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1937, foram transformadas em Liceus de Artes e Ofícios. Estas instituições de ensino técnico e profissionalizante deram origem às posteriores Escolas Técnicas, Centros Federais de Educação Tecnológica e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22escola+de+aprendizes+e+art%C3%ADfices%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Escolas de Aprendizes e Artífices de Alagoas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
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<p>A Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas funcionou na Rua Boa Vista, no centro de Maceió e seu primeiro diretor foi o engenheiro Miguel Guedes Nogueira. Na primeira página do álbum há uma descrição datilografada das atividades realizadas e da freqüência dos alunos, naqueles cinco primeiros meses de funcionamento. Havia 81 alunos matriculados, sendo a frequência média diária de 69 alunos. Registrava-se também a cor da pele dos alunos. Eram 21 negros, 36 “trigueiros” (mestiços) e 24 brancos. Além dos cursos primário e de desenho, funcionavam as oficinas de marcenaria, carpintaria, serralheria, sapataria e funilaria. A descrição ainda assegurava que a escola “está situada no centro mais populoso da capital e conta com os principais elementos de higiene e asseio”. O regime era de externato, isto é, os alunos não residiam na escola.</p>
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<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7905" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7905/NP0000003.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7905" target="_blank">Fachadas principais dos edifícios onde funciona a Escola. Em dia de festa nacional, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Para se candidatarem às vagas, os menores deveriam ser preferencialmente pobres (“desfavorecidos da fortuna”), terem entre 10 e 13 anos de idade (o limite foi posteriormente elevado a 16 anos) e não possuírem doença infecto-contagiosa nem “defeitos” (físicos, mentais) que impedissem o aprendizado do ofício. Os cuidados com a saúde e higiene dos futuros operários continuariam dentro da escola, com aulas de ginástica sueca, para corrigir a postura e evitar doenças, e ginástica militar, com uniformes e réplicas de armas, para acostumar os meninos à vida de soldado que, na ideologia republicana oficial, era a outra forma de os cidadãos pobres serem “úteis” à Nação. O ensino também visava à formação moral dos alunos, que receberiam noções de bons costumes e conversação e orientação contra os vícios do álcool e do fumo.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7907" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7907/NP0000005.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7907" target="_blank">Em recreio. Um grupo de aprendizes após 10 minutos de ginástica sueca, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7908" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7908/NP0000006.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7908" target="_blank">Em recreio. Um grupo de aprendizes na primeira lição de ginástica militar, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7908" target="_blank"> </a></p>
<p>Para a formação básica dos alunos, a instituição oferecia um curso primário, dividido em elementar (para os analfabetos) e complementar, cada um com dois anos de duração; e um curso de desenho, com duração de quatro anos. As disciplinas do curso primário incluíam leitura, escrita, educação moral e cívica, ciências físicas e naturais, caligrafia e aritmética. Já o curso de desenho consistia no ensino de geometria prática, agrimensura e arquitetura. Segundo o relatório de 1910 do diretor da escola alagoana, a maioria dos alunos matriculados naquele ano necessitaram do curso elementar.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7909" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7909/NP0000007.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7909" target="_blank">Salão de aula primária. Uma lição de coisas. O relógio e a balança &#8211; descrição intuitiva destes objetos e exercício para conhecer as horas e pesar em balanças comuns, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7910" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7910/NP0000008.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7910" target="_blank">Salão de desenho. Primeiras noções de desenho linear e esboços ao natural, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República </a></p></div>
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<p>No início de seu funcionamento, a escola de Alagoas ofereceu cursos de marcenaria, carpintaria, funilaria, serralheria e sapataria, considerados os mais adequados às necessidades da indústria local. No entanto, o próprio diretor reconheceu o caráter experimental do funcionamento das oficinas em seu primeiro ano, seja pela sua pouca familiaridade com os assuntos, seja pelas necessidades práticas de organização da escola. De modo a permitir que os alunos aprendessem com segurança e tomassem gosto pela arte, foram improvisadas matérias-primas baratas como ferros velhos, latas vazias, restos de madeira de obras e caixões.</p>
<p>A renda obtida pela venda dos artefatos produzidos nas oficinas custearia as despesas da escola. O saldo remanescente da atividade de cada oficina deveria ser aplicado na Caixa Econômica ou Coletoria Federal para que fosse repartida em 15 quotas iguais, sendo uma para o diretor, quatro para o mestre e 10 para os aprendizes &#8211; estas últimas distribuídas em prêmios que variavam de acordo com a aptidão e nível de cada um. Os alunos também receberiam prêmios de acordo com o desempenho de suas oficinas em exposição anual, cuja avaliação caberia ao júri formado pelo diretor, pelo mestre e pelo inspetor agrícola do distrito.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7916" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7916/NP0000014.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7916" target="_blank">Salão de exposições. Um trecho do salão destinado à exposição de artefatos confeccionados nas oficinas da Escola, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7911" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7911/NP0000009.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7911" target="_blank">Uma lição de funilaria. A tesoura, a bigorna e o martello &#8211; seu aproveitamento e aplicação prática no trabalho manual de artefatos de folhas de ferro, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7914" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7914/NP0000011.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7914" target="_blank">Uma lição de sapataria. A máquina manual para rejuntado &#8211; exercício de pesponto. Preparo manual da sola para o solado ordinário, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7913/NP0000012.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7913" target="_blank">Uma lição de marcenaria. A plaina e a garlopa &#8211; sua aplicação e utilidade prática no aparelhamento manual de madeiras para trabalhos de esquadria, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República </a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7915" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7915/NP0000013.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7915" target="_blank">Uma lição de carpintaria. A serra e o serrote &#8211; sua aplicação prática no desdobramento manual de madeiras para trabalhos de esquadria, 1910. Maceió, Alagoas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A julgar pelo relatório do seu primeiro diretor, a Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas padeceu, em sua fase inicial de funcionamento, dos mesmos problemas de organização enfrentados por suas congêneres das outras capitais. Os imóveis e instalações eram precários, faltava preparo aos diretores, professores e mestres para o ensino profissional, não havia planejamento curricular. Outro problema comum era a evasão escolar que, na opinião do diretor alagoano, era culpa da ignorância dos pais e de sua inconsciência da responsabilidade moral sobre a educação dos filhos, que ficavam largados a sua “vontade infantil”. Por outro lado, o que os alunos ganhavam na escola como fruto de seu trabalho não era suficiente para contribuir na luta diária pela sobrevivência de suas famílias, razão pela qual muitas crianças abandonavam os estudos profissionais cedo, ou tão logo dominassem conhecimentos práticos que os permitissem trabalhar noutros lugares.</p>
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<p>* Paulo Celso Liberato Corrêa é cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Presidência da República do Brasil. <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-7566-23-setembro-1909-525411-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 7566, de 23 de setembro de 1909</a>.</p>
<p>CARVALHO, Marcelo Augusto Monteiro de. <em>Nilo Peçanha e a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices no contexto da Primeira República (EAAs): 1910-1914</em>. In: Anais da 7ª Conferência Internacional de História de Empresas e IX Encontro de Pós Graduação em História Econômica. Ribeirão Preto: USP/ABPHE, 2019.</p>
<p>LIMA, Marcondes dos Santos. <em>Entre os rastros e pistas da memória da Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas (1910-1913)</em>. In Novas epistemes e narrativas contemporâneas &#8211; Anais do V Congresso Internacional de História [suporte digital] / Antonio Ricardo Calori de Lion; Robson Pereira da Silva, Sandra Nara da Silva Novais. Jataí: Gráfica UFG, 2016. http://www.congresso2016.congressohistoriajatai.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=319</p>
<p>NOGUEIRA. Miguel Guedes. Relatório apresentado ao Ex. Sr. Dr. Pedro de Toledo, ministro da Agricultura, Indústria e Comércio pelo Diretor da Escola de Aprendizes e Artífices do Estado de Alagoas. Maceió: Livraria Fonseca, 1910.</p>
<p>SOARES, Manoel de Jesus A. <em>As Escolas de Aprendizes e Artífices &#8211; estrutura e evolução</em>. In Revista Fórum Educacional v. 6, n. 2. Rio de Janeiro, 1982. pp 58-92.</p>
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