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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; prêmio</title>
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		<title>Oswaldo Cruz, o Dr. Photographo, em Paris</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2025 12:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No artigo de hoje, de autoria da jornalista Cristiane d´Avila e da historiadora Ana Luce Girão, ambas da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são divulgadas imagens inéditas de Paris, realizadas em 1907, "frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz". Estão sob a guarda do arquivo histórico do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. Com um olhar de "flanêur", o cientista percorre as ruas de Paris produzindo com um "Verascope Richard" fotografias estereoscópicas da cidade. A publicação deste artigo coincide com a realização da Temporada Brasil-França, ano cultural estabelecido pelos presidentes do Brasil e da França, quando uma série de eventos acontecerão entre abril e dezembro deste ano, em ambos os países.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No artigo de hoje, de autoria da jornalista Cristiane d´Avila e da historiadora Ana Luce Girão, ambas da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são divulgadas imagens inéditas de Paris, realizadas em 1907, &#8220;frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13337/br_rjcoc_fo_01_03_v04_48.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13337" target="_blank">Oswaldo Cruz. Jardim do Trocadéro com a Torre Eiffel ao fundo, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/413" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Oswaldo Cruz produzidas em Paris, em 1907, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O cientista flanou pelas ruas de Paris e produziu fotografias estereoscópicas com um <em>Verascope Richard</em>, sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. No Brasil se destacaram na produção de registros estereoscópicos o comerciante, colecionador de selos e pinturas e fotógrafo amador carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme dos Santos (1871 &#8211; 1966) </a>e o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, “Photographo da Casa Imperial”, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina</a> e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas. A técnica da estereoscopia foi desenvolvida pelo escocês David Brewster (1781 – 1868), em 1844, poucos anos após a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank">invenção da fotografia</a>. O lançamento do <em>Verascope</em>, pela <em>Maison Richard</em>, na França, em 1893, contribuiu para que a estereoscopia voltasse a se proliferar, atraindo a atenção de fotógrafos amadores e de foto clubes europeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39582" style="width: 362px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://vintageclassiccamera.com/index.php?main_page=product_info&amp;products_id=9463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39582" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/oswaldo1.jpg" alt="Verascope Richard" width="352" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://vintageclassiccamera.com/index.php?main_page=product_info&amp;products_id=9463" target="_blank">Verascope Richard</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Oswaldo Cruz, o Dr. Photographo, em Paris</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Cristiane d’Avila e Ana Luce Girão*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11962/br_rj_coc_fo_01_02_08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="379" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank">Oswaldo Cruz, s/d / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os meses de abril e dezembro deste ano, Brasil e França realizam uma série de eventos, em ambos os países, para reforçar as relações diplomáticas bilaterais e as parcerias entre instituições brasileiras e francesas. Trata-se da Temporada Brasil-França, ano cultural estabelecido pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (1945-) e Emmanuel Macron (1977-), que coincide com os dez anos do Acordo de Paris e a COP 30, em Belém do Pará, em dezembro próximo. A proposta é debater temas referentes a clima e transição ecológica, diversidade, democracia e globalização equitativa.</p>
<p style="text-align: left;">Motivado pela celebração, o Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz traz a público imagens estereoscópicas inéditas de Paris, sob a guarda do arquivo histórico, datadas de 1907. O ineditismo, nesse caso, tem duplo sentido: além de não divulgadas até então, as imagens são frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz (1872-1917), em suas deambulações pelas ruas da capital francesa. Neste artigo, seguiremos o caminhante <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024" target="_blank">Dr. Photographo</a>, alcunha carinhosamente atribuída ao médico por estudantes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em sua <em>flânerie</em> pela cidade-luz, durante a qual registrou suas emblemáticas praças e monumentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13334/br_rjcoc_fo_01_03_v04_78.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13334" target="_blank">Oswaldo Cruz. Praça Trocadéro em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Em Paris não se escreve, vive-se.”, sentenciou o genial João do Rio, pseudônimo mais famoso do jornalista e cronista Paulo Barreto (1881-1921), em carta ao amigo português, o poeta e pedagogo João de Barros (1881-1960), em fevereiro de 1909<a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a>. O sentimento captado pelo <em>flâneur</em> da alma encantadora das ruas pode ter igualmente arrebatado seu contemporâneo na Academia Brasileira de Letras, o cientista Oswaldo Cruz , que viveu a cidade-luz registrando suas praças e monumentos por estereoscópio<a href="#_edn2" name="_ednref2"><em><strong>[ii]</strong></em></a>. Homem de seu tempo atento aos avanços tecnológicos da modernidade, Oswaldo parece ter se deslumbrado com a capital francesa, lócus da <em>belle époque</em> por excelência, o que o declara nas imagens aqui publicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13338" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13338/br_rjcoc_fo_01_03_v04_47.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13338" target="_blank">Oswaldo Cruz. Avenida Marceau em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O périplo acadêmico-científico do médico, então diretor do Instituto Soroterápico Federal (que logo passou a Instituto Oswaldo Cruz, embrião da Fiocruz), foi iniciado em Paris, de onde rumou para outras capitais da Europa, Estados Unidos e México. Como de costume à época, o roteiro do cientista pelo continente europeu começou em Lisboa, onde o “Avon”, navio transatlântico da grandiosa companhia de transporte britânica <em>Royal Mail Steam Packet Company</em>, aportou em 7 de agosto de 1907.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39575" style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21344526" target="_blank"><img class="wp-image-39575 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/avon.jpg" alt="avon" width="797" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21344526" target="_blank">Sala de jantar da primeira classe do RMST Avon, 1909 / Wikipedia Commons</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo do navio, ainda em alto-mar, Cruz escreveu duas longas cartas à esposa Emília, a quem carinhosamente chamava de Miloca ou Miloquinha. Nas missivas, o cientista queixou-se: “O <em>spleen</em> que me devora em palavras representadas por estes garranchos (&#8230;) evade-me o espírito e assenhora-se por completo de mim”. O comentário melancólico, tão ao gosto do Decadentismo baudelairiano e dos estrangeirismos, não impediu que Oswaldo observasse que o “flirt” (flerte) “imperava em todos os cantos” do “Avon”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/xv-exposicao-de-demografia-e-higiene" target="_blank"><img src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/d/1/8/d18836828fadbbe1c9f0d7254db5d9447d5151a683bad868aa131f8a96de0f62/2023-07-13_152234.jpg" alt="Open original objeto digital" width="522" height="791" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/xv-exposicao-de-demografia-e-higiene" target="_blank">Correspondência pessoal do Fundo Oswaldo Cruz sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Dossiê 05 &#8211; XV Exposição de Demografia e Higiene de Berlim [iii]</a></p></div>
<p>Após desembarcar em Lisboa, onde ficou tempo suficiente para visitar a cidade serrana de Sintra e almoçar no famoso restaurante Leão D’Ouro, partiu no mesmo dia para Paris, permanecendo alguns dias na cidade. Da capital francesa foi para Berlim e, posteriormente, Nova Iorque, Washington e Cidade do México.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O sucesso em Berlim</strong></span></p>
<p>A viagem foi motivada pelo convite do governo alemão para que o Brasil participasse do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia, que se reuniria em Berlim, em setembro daquele ano. Representando o Brasil, o então Instituto Soroterápico Federal apresentou uma exposição composta, entre outras coisas, por peças anátomo- patológicas, coleções de mosquitos, imagens do expurgo dos mosquitos nas residências e modelo de isolamento hospitalar dos pacientes de febre amarela. No evento, os cientistas demonstraram como se deu o combate vitorioso contra a febre amarela no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39581" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/9748" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/oswaldo.jpg" alt="O Malho, 3 de agosto de 1907" width="522" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/9748" target="_blank"><em>O Malho</em>, 3 de agosto de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição do Instituto Soroterápico Federal recebeu o 1º prêmio, representado por uma medalha de ouro oferecida pela Imperatriz alemã Augusta Vitória de Schleswig-Holstein (1858 &#8211; 1921). A enorme repercussão deste prêmio no Brasil trouxe um grande prestígio para Oswaldo Cruz e para o instituto que dirigia. Isso fez com que sua viagem se estendesse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-medalha-do-congresso-de-higiene-e-demografia-de-berlim" target="_blank"><img src="https://www.museudavida.fiocruz.br/images/Acervo/Objeto/medalhaberlimobjetoemfoco.jpg" alt="" width="296" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-medalha-do-congresso-de-higiene-e-demografia-de-berlim" target="_blank">Medalha de Ouro da Exposição de Higiene do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, por designação do governo brasileiro, seguiu para a Cidade do México (passando antes para conhecer Nova Iorque) para participar da 3ª Convenção Sanitária Internacional das Repúblicas Americanas. Da capital mexicana partiu para Washington, uma vez que o então embaixador brasileiro, Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), agendara um encontro dele com o presidente Theodore Roosevelt (1858 &#8211; 1919). O objetivo da missão era comunicar ao chefe estadunidense a extinção da febre amarela no Rio de Janeiro.</p>
<p>Nessa mesma temporada, da América cruzou mais uma vez o Atlântico Norte para visitas às Escolas de Higiene e Medicina Tropical de Londres e Liverpool. Na carta que escreve de Liverpool à esposa, em 21 de dezembro de 1907, Oswaldo diz que pretende finalizar sua viagem em Paris, para descansar e comprar os presentes e vestidos que ela havia encomendado a ele. Outra ‘missão’ que deveria cumprir na capital era a promessa, também feita a Miloca, de depositar uma placa comemorativa na Igreja de <em>Notre Dame des Victoires </em>por uma graça recebida.</p>
<p>Em 19 de outubro escreveu a Egydio Salles Guerra (1858 – 1945), seu amigo e posterior biógrafo: “Depois de ter percorrido uma longa via sacra estou instalado no meu antigo &#8220;<em>quartier</em> dos <em>Champs Elysées</em>: Avda • Marignan, 17, num <em>pequeno rez de chaussée </em>mais ou menos confortável!”<a href="#_edn4" name="_ednref4">[iv]</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13333" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13333/br_rjcoc_fo_01_03_v04_85.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13333" target="_blank">Oswaldo Cruz. Interior do apartamento de Oswaldo Cruz na Rua Marignan n. 17 em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em carta seguinte, datada de 5 de janeiro de 1908, se congratula com a esposa pelo aniversário de casamento de ambos, dá notícias sobre o andamento das encomendas de vestidos e chapéus, e informa que partirá de Paris em 24 do mesmo mês, devendo finalmente chegar ao Rio de Janeiro em 10 de fevereiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/16683" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, 10 de fevereiro de 1908, sétima coluna</a>).</p>
<p>O retorno a Paris, de fato, teria sido sugestão de Salles Guerra, muito preocupado com a saúde de Oswaldo Cruz. Salles Guerra havia sugerido que Oswaldo fosse para a Suíça e permanecesse algum tempo no Sanatório de <em>Val Mont,</em> em Montreaux para tratar de uma nefrite, recentemente diagnosticada, motivo de grande preocupação de sua família e amigos. Conselho que o amigo e “paciente” não acatou, afirmando ter horror a sanatórios.</p>
<p>Na última carta da série (iniciada em agosto de 1907), datada de 14 de janeiro de 1908, escrita de Paris, vê-se um Oswaldo Cruz circunspecto, que evita contatos formais e sofre com o rigor do inverno parisiense. Imerso em grande nostalgia do tempo em que morou com a esposa e os três filhos mais velhos na <em>Rue Marbeuf, </em>entre 1897 e 1898<em>, </em>relata que os lagos do <em>Bois de Boulogne</em> estão congelados, atraindo muitos patinadores, e pede para Miloca informar às crianças que o circo da <em>Avenue des Champs Elysée</em><a href="#_edn5" name="_ednref5">[v]</a> já não existe mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ednref1" name="_edn1">[i]</a> RIO, João do. <em>Cartas de João do Rio a João de Barros e Carlos Malheiro Dias</em>. Org.: Cristiane d’Avila. Prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: Funarte, 2013, p.75.</p>
<p><a href="#_ednref2" name="_edn2">[ii]</a> Para saber mais sobre a estereoscopia, ver o interessante artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidad</em>e</a> de Maria Isabela Mendonça dos Santos na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p><a href="#_ednref3" name="_edn3">[iii]</a> As cartas de Oswaldo Cruz para sua esposa compõem este Dossiê e parte delas está transcrita em <a href="https://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/acervos/#correspondencias">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz &#8211; Acervos</a></p>
<p><a href="#_ednref4" name="_edn4">[iv]</a> SALES GUERRA, Egydio. <em>Oswaldo Cruz</em>. Primeira Edição. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi Limitada, 1940, p.391.</p>
<p><a href="#_ednref5" name="_edn5">[v]</a> Cirque d’Été, demolido em 1900.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cristiane  d’Avila é jornalista e Ana Luce Girão é historiadora do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E o Oscar vai para&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 13:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra esse dia histórico para o cinema nacional, quando o filme brasileiro "Ainda estou aqui" (2024)  concorre em três categorias da premiação do Oscar - Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Vocês sabiam que o primeiro brasileiro que disputou um Oscar foi o compositor Ary Barroso (1903 - 1964)?  Ele e seu parceiro, o norte-americano Ned Washington (1901-1976), concorreram, em 15 de março de 1945, na categoria Melhor Canção Original com a música Rio de Janeiro, do musical Brasil (1944). Destacamos também artigos já publicados no portal sobre fotógrafos que fizeram parte da história do cinema nacional, contamos um pouco da chegada do cinema no Brasil e mostramos uma seleção de imagens de salas de cinema e de Ary Barroso, do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal; além de fotos aéreas da Cinelândia, do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>E o Oscar vai para&#8230;***</strong></em></span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra esse dia histórico para o cinema nacional, quando o filme brasileiro <em>Ainda estou aqui</em> (2024), dirigido por Walter Salles Jr (1956-), concorre em três categorias da premiação do Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres (1965-). Conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional. Vocês sabiam que o primeiro brasileiro que disputou um Oscar foi o compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964)?  Ele e seu parceiro, o norte-americano Ned Washington (1901-1976), concorreram, em 15 de março de 1945, na cerimônia realizada no Grauman´s Chinese Theatre, em Los Angeles, na categoria Melhor Canção Original com a música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6SC8JWkczY" target="_blank"><em>Rio de Janeiro</em></a>, do musical <em>Brasil </em>(1944), uma produção norte-americana dirigida por Joseph Santley (1889 &#8211; 1971). A canção vencedora foi <em>Swinging On A Star, </em>composta por<em> </em>James Van Heusen (1913 &#8211; 1990) e Johnny Burke (1908 &#8211; 1964) para o filme <em>O Bom Pastor </em>(1944).</p>
<p>O mineiro Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira, um ícone da Era do Rádio, e alguns de seus maiores sucessos foram <em>Aquarela do Brasil,</em> <em>Baixa do Sapateiro</em>, <em>No Tabuleiro da Baiana,</em> <em>Os Quindins de Iaiá </em>e <em>Rancho Fundo</em>. A fotografia abaixo, intitulada <em>Ary Barroso ao piano</em>, pertence à <a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-jose-ramos-tinhorao/" target="_blank">Coleção José Ramos Tinhorão</a>, da Coordenadoria de Música do Instituto Moreira Salles (IMS), uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13328/arybarroso14t.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="412" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank">Emerico. Ary Barroso ao piano, s/d. Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A próxima imagem, também do acervo do IMS, retrata Ary Barroso com Linda Batista (1919 &#8211; 1988), Grande Otelo (1915 &#8211; 1993) e Herivelto Martins (1912 &#8211; 1992), e é de autoria do fotógrafo húngaro naturalizado brasileiro Carlos Moskovics (1916 &#8211; 1988). Em 1942, Moskovics fundou a Foto Carlos, no andar térreo do Edifício Rex, na Cinelândia. Era estúdio, laboratório e agência fotográfica.  Em 1946, transferiu o estúdio Foto Carlos para o Edifício Civitas, na rua México, onde firmou-se como o fotógrafo dos artistas, retratando personagens do meio teatral, assim como desfiles de moda, paisagens urbanas da cidade e diversos acontecimentos de relevância social. Foi o fotógrafo mais requisitado do meio artístico entre as décadas de 1940, 1950 e 1960. Deixou um acervo de mais de 150 mil imagens que foi incorporado, em 2004, ao conjunto de coleções fotográficas do IMS.</p>
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<div style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13329" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13329/026UrcaDSC_0007.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="476" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13329" target="_blank">Carlos Moskovics. Linda Batista, Grande Otelo, Herivelto Martins e Ary Barroso ao piano, década de 40. Cassino da Urca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Destacamos também nesta celebração do cinema nacional artigos já publicados no portal sobre Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938), Jorge Kfuri (1893 – 1965), João Stamato (1886 – 1951), Nicola Parente (1847 – 1911), Marc Ferrez (1843 – 1923) e seus filhos; e Walter Garbe (18? – 19?), fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil.</p>
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<div style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/22815" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/foto.jpg" alt="foto" width="372" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/22815" target="_blank">Diário de Pernambuco, 16 de janeiro de 1937</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre os fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil:</strong></em></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</em>, publicado em 23 de maio de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank"><em>Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão,</em> publicado em 28 de julho de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank"><em>João Stamato, um fotógrafo nos sertões</em>, publicado em 9 de fevereiro de 2021, de autoria de Ricardo Augusto dos Santos</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30342" target="_blank"><em>O fotógrafo italiano Nicola Maria Parente (1847 – 1911) e sua trajetória no Brasil</em>, publicado em 21 de fevereiro dde 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36567">Série “Teatros e cinemas do Brasil” XIII – <em>Marc Ferrez e o cinema</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de junho de 2024</a></p>
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<p><span style="color: #000000;">Contamos também um pouco da chegada do cinema no Brasil e mostramos uma seleção de imagens de salas de cinema, do acervo do Instituto Moreira Salles, além de fotos aéreas da Cinelândia, do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Cinelândia foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de bares, cinemas, restaurantes e teatros.</span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de salas de cinema disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9817/002037AAK5081.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank">Alfredo Krausz. Cine Parisiense, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=cinema" target="_blank">Acessando o link para as fotografias aéreas da Cinelândia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/408" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7800/Album%200035%20089%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista aérea da Cinelândia, 18 de outubro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cinema no Brasil &#8211; o início e o Oscar 2025</span></strong></em></p>
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<div style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário A Praia de Santa Luzia, em 1898" width="398" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, em 1898 / Wikipedia</a></p></div>
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<p>Um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias</em>&#8220;. Assim o <em>Jornal do Commercio</em> descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do aparelho, na rua do Ouvidor <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896, quarta coluna</a>). A exibição ocorreu poucos meses após a projeção inaugural dos filmes dos irmãos Auguste (1862 &#8211; 1954) e Louis-Jean Lumière (1864 &#8211; 1948), em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines.</p>
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<div id="attachment_23972" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23972" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
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<p>Cerca de dois anos depois, em 1898, chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio <em>Paquebot Brésil</em>. A bordo, encontrava-se o cinegrafista brasileiro de origem italiana Affonso Segreto (1875 – 1919), que retornava de uma viagem para comprar equipamentos de filmagens e conhecer novas técnicas cinematográficas em Nova York e em Paris, onde fez um curso na Pathé Films.</p>
<p>Antes de desembarcar no Rio de Janeiro, Affonso filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898, segunda coluna</a>). Teria sido a primeira fita de cinema realizada no Brasil<strong>*</strong>. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro. Affonso Segreto filmou, posteriormente, aspectos do Rio de Janeiro, além de seus arredores, e também cerimônias e comícios.</p>
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<div style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de junho de 1898" width="297" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=37482" target="_blank"> </a></strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=37482" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da série Teatros e cinemas do Brasil</a></strong></em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Brasil e o Oscar</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_39020" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar#/media/Ficheiro:Academy_Award_trophy.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/oscar.jpg" alt="Estatueta do Oscar" width="213" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar#/media/Ficheiro:Academy_Award_trophy.jpg" target="_blank">Estatueta do Oscar</a></p></div>
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<p>Hoje, 2 de março de 2025, pela segunda vez uma brasileira concorre na categoria de Melhor Atriz do Oscar, um dos prêmios mais importantes do cinema mundial, distribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada, em 1927, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Estamos na torcida por Fernanda Torres por sua atuação no filme <em>Ainda estou aqui </em>(2024), interpretando Eunice Facciolla Paiva (1929-2018), viúva do deputado Rubens Paiva (1929-1971), assassinado pela ditadura militar. <em>Ainda estou aqui, </em>dirigido por Walter Salles Jr<em>.,</em><em> </em>concorre ainda, como já mencionado, nas categorias de<em> Melhor Filme e de Melhor Filme Estrangeiro.</em></p>
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<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt14961016/" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/5/57/Ainda_Estou_Aqui_2024_poster.jpg/250px-Ainda_Estou_Aqui_2024_poster.jpg" alt="" width="250" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt14961016/" target="_blank">Cartaz do filme <em>Ainda estou aqu</em>i, baseado na autobiografia homônima de 2015 escrita por Marcelo Rubens Paiva (1959-) / IMDB</a></p></div>
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<p>Fernanda Torres repete o feito de sua mãe, Fernanda Montenegro (1929-)<span style="color: #800000;"><strong>**</strong></span>, indicada, em 1999, por <em>Central do Brasil </em>(1998), também dirigido por Walter Salles Jr. &#8211;  ela foi derrotada por Gwyneth Paltrow (1972-), por<em> Shakespeare Apaixonado </em>(1998). As outras concorrentes foram Cate Blanchett (1969-), por <em>Elizabeth</em> (1998); Emily Watson (1967-), por <em>Hilary e Jackie</em> (1998); e Meryl Streep (1949-), por <em>Um amor verdadeiro</em> (1998).</p>
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<div style="width: 898px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/VAYrrv0FsC1eYdkPymWq8p-Gc7g=/0x0:2380x1572/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/o/d/nU2OqmREKBnYEHTXJdyw/captura-de-tela-2024-03-09-as-15.15.24.png" alt="Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de 'Melhor atriz' em 1999, por seu trabalho em 'Central do Brasil'" width="888" height="587" /><p class="wp-caption-text">Reprodução do Youtube</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva da participação de brasileiros na premiação do Oscar entre 1929 e 2025</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_38935" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/title/tt0036670/mediaviewer/rm4084933377/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-38935 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/arybarroso21.jpg" alt="arybarroso2" width="201" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/title/tt0036670/mediaviewer/rm4084933377/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme <em>Brasil</em> (1944)</a></p></div>
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<p><strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">1945</span></strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;"> </span><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">- A música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6SC8JWkczY" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Rio de Janeiro</span></em></a>, composta pelo </span><span style="font-family: Georgia; color: black;">brasileiro</span><span style="font-family: Georgia; color: #333333;"> Ary Barroso (1903 &#8211; 1964) e pelo norte-americano Ned Washington (1901 &#8211; 1976), que verteu a letra para inglês, foi indicada como Melhor Canção Original pelo musical <em><span style="font-family: Georgia;">Brasil </span></em>(1944), uma produção norte-americana dirigida por Joseph Santley (1889 &#8211; 1971) e estrelada pelo mexicano Tito Guízar (1908-1999), que cantou a música. Aurora Miranda (1915-2005), irmã de Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) participou do filme. A canção vencedora foi <em><span style="font-family: Georgia;">Swinging On A Star, </span></em>composta por<em><span style="font-family: Georgia;"> </span></em>James Van Heusen (1913 &#8211; 1990) e Johnny Burke (1908 &#8211; 1964) para o filme <em><span style="font-family: Georgia;">O Bom Pastor </span></em>(1944).</span></p>
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<div id="attachment_38927" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=084859&amp;pesq=%22ary%20barroso%22&amp;pasta=ano%20194&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=37613" target="_blank"><img class="wp-image-38927" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/arybarroso1.jpg" alt="Carmen Miranda e Ary Barroso Scena Muda, 6 de fevereiro de 1945. " width="634" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=084859&amp;pesq=%22ary%20barroso%22&amp;pasta=ano%20194&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=37613" target="_blank">Carmen Miranda e Ary Barroso durante uma festa oferecida a ele quando chegou a Burbank, na California. <em>A Scena Muda</em>, 6 de fevereiro de 1945.</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">O parceiro de Ary, Ned Washington, já havia ganho um Oscar na categoria Melhor Canção Original, em 1941, por <em>When You Wish Upon a Star,</em> tema do filme <em>Pinóquio</em> (1940) e uma das composições mais famosas das produções da Disney. Voltou a vencer na mesma categoria, em 1953, com a música <em>High Noon (Do Not Forsake Me, Oh My Darlin&#8217;, </em>do filme<em> Matar ou Morrer</em> (1952).</p>
<p>Em agosto de 1945, Ary Barroso foi citado como um dos compositores que haviam sido convidados para ir a Hollywood <em>a fim de contribuírem com seus talentos para películas cinematográficas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/23882" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1945, última coluna</a>). Antes de ser indicado ao Oscar, algumas de suas músicas já haviam sido executadas em filmes: <em>No Tabuleiro da Baiana,</em> em <em>Melodia do Coração </em>(1940); <em>Os Quindins de Iaiá, </em>em <em>Você já foi à Bahia?</em> (1942); e <em>Aquarela do Brasil</em>, em <em>Alô, Amigos!</em> (1942) e <em>Entre a loura e a morena</em> (1943).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong> </span>-  <em>Orfeu Negro</em> (1959), baseado na peça <em>Orfeu da Conceição</em>, de Vinícius de Moraes (1913 &#8211; 1980), ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, apesar de sua música ter sido composta por Tom Jobim (1927 &#8211; 1994), de ter sido filmado no Rio de Janeiro e de ser todo falado em português. O diretor do filme foi o francês Marcel Camus (1912-1982) e o filme foi uma coprodução da França, da Itália e do Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; O filme <em>O Pagador de Promessas</em> (1962),<em> </em>dirigido por Anselmo Duarte (1920 &#8211; 2009), foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, concorrendo com o grego <em>Elektra (1962)</em> o mexicano <i>Tlayucan (1962), </i>o italiano <em>Quatro dias de rebelião </em>(1962) e o francês <em>Sempre aos domingos</em> (1962), que foi o vencedor.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong></span> &#8211; <em>Raoni</em> (1978), dirigido pelo brasileiro Luiz Carlos Saldanha (1943-) e pelo belga Jean-Pierre Dutilleux (1949-) concorreu na categoria de Melhor Documentário em Longa-Metragem com <i>Le Vent des amoureux, </i>de Albert Lamorisse (1922-1970)<i>; Mysterious Castles of Clay, </i>d0 casal Joan Root (1936 &#8211; 2006) e Alan Root (1937 &#8211; 2017)<i>; With Babies and Banners: Story of the Women&#8217;s Emergency Brigade, </i>de Lorraine Gray (1951-);<i> </i>e com <em>Scared Straight! </em>(1978), de Arnold Shapiro (1941-), que foi  vencedor.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1986</strong></span> &#8211; <em>O Beijo da Mulher Aranha, uma </em>co-produção do Brasil com os Estados Unidos,<em> </em>filmado nos<em> </em>antigos estúdios da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco (1946 &#8211; 2016) e baseado no romance do também argentino Manuel Puig (1932 &#8211; 1990) foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado &#8211; todas vencidos pelo filme <em>Entre dois amores</em> &#8211; e Melhor Ator &#8211; Willian Hurt (1950 &#8211; 2022) foi o vencedor por seu papel no filme.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1993 / 1994 / 2000 </strong></span>- Luciana Arrighi (1940-) ganhou com inglês Ian Whittaker (1928 &#8211; 2022) o Oscar de Melhor Direção de Arte pelo filme inglês <em>Retorno a Howard´s End</em> (1992). Luciana tem nacionalidade australiana, mas nasceu no Rio de Janeiro, em 1940, quando seu pai, um diplomata italiano, servia no Brasil. Aos dois anos, foi com sua família para a Austrália, onde sua mãe havia nascido. A dupla Arrighi/Whittaker foi mais duas vezes indicada na mesma categoria: em 1994, por <em>Vestígios de Dia</em> (1993) e, em 2000, por <em>Anna e o Rei</em> (1999).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1996</strong> </span>- <em>O Quatrilho </em>(1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato (1938 &#8211; 2024) e dirigido por Fábio Barreto (1957 &#8211; 2019), concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o sueco <i>Lust och fägring stor </i>(1995), o italiano <em>O Homem das estrelas</em> (1995), o argelino <i>Poussières de vie</i> (1995) e o holandês <em>A excêntrica família de Antônia</em> (1995), que foi o vencedor.<em> O Quatrilho</em> foi protagonizado por Glória Pires (1963-), Patrícia Pillar (1964-), Alexandre Paternost (1971-) e Bruno Campos (1973-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1998</strong></span> &#8211;  <em>O Que é Isso, Companheiro?</em> (1997)<em>, </em>dirigido por outro membro do clã Barreto, Bruno Barreto (1955-) e baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira (1941-), concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o alemão <em>A música e o silêncio</em> (1996), o espanhol<em> Segredos do Coração</em> (1997), o russo <em>Vor</em> (1997), e o belga-holandês <em>Caráter </em>(1997), que venceu na categoria. No elenco, dentre outros, Pedro Cardoso (1962-), Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves (1933 &#8211; 2022) e Othon Bastos (1933-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1999</strong></span> &#8211; <em>Central do Brasil</em> (1998), dirigido por Walter Salles Jr, concorreu na categoria Melhor Filme Estrangeiro com o iraniano <em>Filhos do paraíso</em> (1998), com o espanhol <em>O avô</em> (1998), com o argentino <em>Tango</em> (1998) e com o italiano <em>A vida é bela</em> (1998), que foi o vencedor. Na categoria de Melhor Atriz concorreu com Fernanda Montenegro que, como já mencionado, foi derrotada por Gwyneth Paltrow.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> &#8211; <em>Uma História de Futebol</em> (1998), do brasileiro Paulo Machline, concorreu na categoria na categoria de Curta-metragem de ficção em &#8220;live action&#8221; (filmado com atores). O vencedor foi <em>Quiero ser (I want to be&#8230;),</em> do alemão Florian Gallenberger (1972-). Os outros concorrentes foram <em>By Courier</em> (2010), do norte-americano Peter Riegert (1947-);<em> One Day Crossing</em> (2001), da norte-americana Joan Stein Schimke (19?-) e <em>Serraglio</em> (2000), dos norte-americanos Colin Campbell (19?-) e Gail Lerner (1970-). <em>Uma História de Futebol </em>é sobre passagens ficcionalizadas da infância de Pelé (), narradas por um amigo de infância do jogador. O roteiro é baseado em depoimentos de Aziz Adib Naufal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong></span> &#8211; O filme norte-americano de animação digital <span style="color: #800000;"><em>A Era do Gelo</em> (2002)</span>, dirigido pelo norte-americano Chris Welsh (1957-) e c<span style="color: #800000;">o-dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-)</span> concorreu na categoria Melhor Filme de Animação e foi derrotado pelo japonês <em>A Viagem de Chichiro</em>, de<strong> </strong>Hayao Miyazaki (1941-). Os outros concorrentes foram<em> Lilo &amp; Stitch</em> (2002), do norte-americano Chris Sanders (1962-); <em>Spirit &#8211; O Corcel Indomável</em> (2002)<b>, </b>do norte-americano Jeffrey Katzenberg (1950-); e O Planeta do Tesouro (2002), dos norte-americanos Ron Clements (1953-) e John Musker (1953-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2004</strong> </span>- <span style="color: #333333;"><em>Cidade de Deus</em> (2003),</span> dirigido por Fernando Meirelles (1955-) concorreu e foi derrotado em quatro categorias: Melhor Diretor para Fernando Meirelles  Melhor Roteiro Adaptado para Bráulio Mantovani (1963-), Melhor Fotografia para César Charlone (1958-) e Melhor Edição para Daniel Rezende (1975-). Peter Jackson (1961-) venceu como Melhor Diretor pelo filme <em>O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei</em> (2003) Na categoria Melhor Roteiro Adaptado o vencedor foi de novo Peter Jackson, além de Fran Walsh (1959-) e Philippa Boyens (1962-), todos pelo filme <em>O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei</em> (2003). Na categoria Melhor Fotografia o vencedor foi Russel Boyd (1944-) por <em>Mestre dos Mares</em> (2003).</p>
<p>O filme norte-americano <span style="color: #333333;"><em>A Aventura Perdida de Scrat</em> (2023)</span>, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-) e pelo norte-americano John C. Donkin (1961-) foi indicado na categoria Melhor Curta-Metragem de Animação.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2005</strong> </span>- <span style="color: #333333;"><em>Diários de Motocicleta</em> (2004)</span>, uma produção multinacional, dirigida por Walter Salles Jr, foi indicado nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original. Na segunda, venceu com a canção<em> Al otro lado del rio</em>, do uruguaio Jorge Drexler (1964-). Na primeira, Jose Rivera (1955-) concorreu mas perdeu para Rex Pickett (1956-),  Alexander Payne (1961-) e Jim Taylo<a class="ipc-metadata-list-item__list-content-item ipc-metadata-list-item__list-content-item--link" tabindex="0" href="https://www.imdb.com/pt/name/nm0852591/?ref_=tt_ov_wr_3">r</a> (19?), do filme <em>Sideways &#8211; Entre umas e outras</em> (2004). <em>Diários de Motocicleta</em> é sobre uma expedição realizada, em 1952, pela América do Sul, por Ernesto Che Guevara (1928 &#8211; 1967) e seu amigo Alberto Granado (1922 &#8211; 2011).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2011</strong> </span>- O documentário anglo-brasileiro <span style="color: #333333;"><em>Lixo Extraordinário</em> (2010),</span> do brasileiro João Jardim (1964-) e dos britânicos Lucy Walker n(1970-) e Angus Aynsley (19?-), concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem, cujo vencedor foi <em>Trabalho Interno</em> (2010), do norte-americano Charles Henry Ferguson (1955-). Os outros concorrentes foram <em>Saída pela loja de presentes</em> (2010), dos britânicos Banksy (197?-) e Jaimie D&#8217;Cruz (19?); <i>Gasland </i>(2010)<i>, </i>dos norte-americanos Josh Fox (19?-) e Trish Adlesic (19?); e<em> Restrepo</em>,<i> </i>do britânico<i> </i>Tim Hetherington (1970 &#8211; 2011) e do norte-americano Sebastian Junger (1962-). <em>Lixo Extraordinário</em> é sobre o trabalho realizado pelo artista plástico brasileiro Vik Muniz (1961-) com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, em Jardim Gramacho, bairro do município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Os músicos brasileiros <span style="color: #333333;">Carlinhos Brown (1962-) e Sérgio Mendes (1941 &#8211; 2024)</span> e a norte-americana Siedah Garrett (1960-) concorreram na categoria Melhor Canção Original com <em>Real in Rio</em>, do filme de animação <em>Rio </em>(2011)<em> </em>mas foram derrotados por <em>Man or Muppet</em>, do neozelandês Bret McKenzie (1976) para o filme <i>The Muppets. </i>O filme de animação digital<i> </i><em>Rio</em> (2011) foi dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; O documentário franco-ítalo-brasileiro<span style="color: #333333;"><strong><em> </em></strong><em>O Sal da Terra</em> (2014) </span>foi dirigido pelo brasileiro Juliano Ribeiro Salgado (1974-) e pelo alemão Wim Wenders (1945-). Concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem com <i>A Fotografia Oculta de Vivian Maier (2013), </i>dos norte-americanos John Maloof (1981-) e Charlie Siskel (19?-); com <em>Last days in Vietnan</em>, da norte-americana Rory Kennedy (1968-); com <em>Virunga</em> (2014), dos britânicos Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara ; e com o vencedor, <em>Citizenfour</em> (2014), da norte-americana Laura Poitras (1964-), da francesa Mathilde Bonnefoy (1972-) e do alemão Dirk Wilutzk<b>y</b> (1965-). <em>O</em> <em>Sal da Terra</em> é sobre o trabalho e a vida do fotógrafo brasileiro Sebastião Sagado (1944-). Um dos diretores do documentário, Juliano, é filho do fotógrafo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2016</strong></span> &#8211; <span style="color: #333333;"><em>O Menino e o Mundo </em>(2015)</span>, do brasileiro Alê Abreu (1971-), concorreu na categoria de Melhor Filme de Animação com <em>Anomalisa</em> (2015), dos norte-americanos Charlie Kaufman (1958-), Duke Johnson (1979-) e Rosa Tran (19?); <i>Shaun: o carneiro, </i>do neozelandês Mark Burton (1984-) e do britânico Richard Starzak (1959-); <em>As memórias de<a title="Omoide no Marnie" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Omoide_no_Marnie"> </a>Marnie</em> (2024)<i>, </i>dos japoneses<i> </i>Hiromasa Yonebayashi (1973) e Yoshiaki Nishimura (1977-)<a title="Yoshiaki Nishimura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Yoshiaki_Nishimura">;</a> e com o vencedor <em>Divertidamente</em> (2015), dirigido e co-escrito por Pete Docter (1968-). <em>O Menino e o Mundo </em>é sobre o menino <em>Cuca</em> que vive numa pequena aldeia, sofre com a falta do pai e parte a procura dele.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; O filme norte-americano<span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;"><em> O Touro Ferdinando </em></span>(2017)</span>, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-), concorreu na categoria Melhor Filme de Animação. Foi derrotado por <i>Coco, </i>dos norte-americanos Lee Unkrich (1967-) e Darla K. Anderson (1968-). Os outros concorrentes foram <em>Com amor, Van Gogh</em> (2017), da polonesa Dorota Kobiela (1978-) e do norte-americano Hugh Welchman (1976-); <em>O Poderoso Chefinho</em> (2017), dos norte-americanos Tom McGrath (1964-) e Ramsey Ann Naito (1974-); e <em>The Breadwinner</em> (2017), da irlandesa Nora Twomey (1971-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> -<em> <span style="color: #333333;">Democracia em Vertigem</span></em><span style="color: #333333;"> (2019)</span>, dos brasileiros Petra Costa (1983-) e Tiago Pavan (19?), concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem cujo vencedor foi <i>American Factory</i> (2019), dirigido pelos norte-americanos Steven Bognar (1963-) e Julia Reichert (1946 &#8211; 2022). Os outros concorrentes foram o documentário sino-norueguês <em>The Cave</em> (2019), do sírio Feras Fayyad (1984-) e das dinamarquesas Kirstine Barfod (1979-) e Sigrid Dyekjær (1969-); o anglo-sírio-norte-americano <i>For Sama</i> (2019), dirigido pela síria Waad Al-Kateab (1991-) e pelo britânico Edward Watts (19?-); e o macedônio <i>Medena zemja </i>(2019), dirigido pelos macedônios Tamara Kotevska (1993-) e Ljubomir Stefanov (1975-). O documentário <em>Democracia em Vertigem</em> retrata os bastidores do<em> impeachment</em> da ex-presidente do Brasil Dilma Roussef (1947-), o julgamento do então ex-presidente, que a antecedeu, Luiz Inácio Lula da Silva (1945-); e a eleição de Jair Bolsonaro (1955-) à presidência da República.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2025</strong></span> -<em> <span style="color: #333333;">Ainda estou aqui</span></em><span style="color: #333333;"> (2024)</span>, dirigido por Walter Salles Jr (1956-) concorre em três categorias da premiação do Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres (1965-). Na categoria de Melhor Filme concorreu com: <em>Anora</em>, <em>A Substância</em>, <em>Conclave</em>, <em>Duna 2</em>, <em>Emilia Perez</em>, <em>Nickel Boys</em>, <em>O Brutalista, </em><em>Um Completo Desconhecido</em> e <em>Wicked</em>. Venceu na categoria Melhor Filme Internacional e seus concorrentes foram: <em>A garota da agulha</em>, <em>A semente do fruto sagrado,</em> <em>Emilia Perez e  Flow</em>. Com Fernanda Torres, na categoria de Melhor Atriz, concorreram: Demi Moore (1962-), por <em>A Substância</em>; Karla Sofía Gascón (1972-), por <em>Emilia Pérez</em>; Cynthia Erivo (1987-), por <em>Wicked</em>; e a vitoriosa Mikey Madison (1999-), por<em> Anora</em>. Todas os filmes são de 2024.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2026</strong></span> -<span style="color: #333333;"><strong><em> </em></strong><em>O Agente Secreto </em>(2025)</span>, de Kleber Mendonça Filho (1968-)<em>, </em>concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Ator &#8211; com Wagner Moura (1976-); e, pelo prêmio de Melhor Seleção de Elenco, nova categoria que faz sua estreia na no Oscar este ano, com Gabriel Domingues (19?-). Na categoria Melhor Filme os concorrentes são: <em>Bugonia,</em> <em>F-1</em>,<em> Frankenstein, Hamnet</em>,<em> Marty Supreme</em>,<em> Uma Batalha após a outra</em>,<em> Valor Sentimental</em>,<em> Pecadores </em>e<em> Sonhos de Trem</em>. Na categoria Melhor Filme Estrangeiros os concorrentes são: <em>A voz de Hind Rajab </em>(Tunísia),<em> Foi apenas um acidente </em>(França), <em>Sirat</em> (França) e <em>Valor Sentimental </em>(Noruega).  Na categoria Melhor Ator, Wagner Moura concorre com Timothée Chalamet (1995-) por <em>Marty Supreme</em>, Leonardo DiCaprio (1974-) por <em>Uma Batalha após a outra</em>, Ethan Hawke (1970-) por <em>Blue Moon</em>, e Michael B. Jordan (1987-) por <em>Pecadores. </em>Finalmente, na categoria estreante Melhor Seleção de Elenco, Gabriel Domingues concorre com Nina Gold (1967-) por <em>Hamnet</em>, Jennifer Venditti (19?-) por<em> Marty Supreme, </em>Cassandra Kulukundis (1971-) por <em>Uma Batalha após a outra</em> e Francine Maisler (19?-) por <em>Pecadores</em>. O brasileiro Adolpho Veloso (1989-) concorre na categoria Melhor Fotografia pelo filme <em>Sonhos de Trem</em> com Dan Laustsen (1954-) por <em>Frankenstein</em>, Darius Khondji (1955-) por <em>Marty Supreme</em>, Michael Bauman (19?) por <em>Uma Batalha após a outra</em> e Autumn Durald Arkapaw (1979-) por <em>Pecadores</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="paragraph paragraph--type--award-honoree paragraph--view-mode--oscars"></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/oscar1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/oscar1.jpg" alt="oscar" width="318" height="472" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span>Existe uma polêmica em torno do assunto: alguns estudiosos consideram o primeiro filme brasileiro<em> Chegada em Petrópolis</em> devido a uma notícia divulgada pela<em> Gazeta de Petrópolis</em> convidando para uma sessão do filme no dia 1º de maio de 1897, no Theatro Cassino de Petrópolis, organizada pelo napolitano Vittorio di Maio (1852 &#8211; 1926). Posteriormente, di Maio vendeu seu projetor e acervo para Paschoal Segreto. Também é de 1897 a vista <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara</em>, do pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903), porém sua nacionalidade brasileira é contestada por historiadores que acreditam que o cinegrafista recortou o filme de uma vista estrangeira. <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara </em>está acervado no Arquivo Nacional.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>**</strong></span> Uma curiosidade: outros pares de mães e filhas já concorreram ao Oscar: <span style="color: #800000;">Ingrid Bergman (1915 &#8211; 1982)</span> e Isabella Rossellini (1952-), <span style="color: #800000;">Goldie Hawn (1945-)</span> e Kate Hudson (1979-), Diane Ladd (1935-) e <span style="color: #800000;">Laura Dern (1967-)</span>; e <span style="color: #800000;">Judy Garland (1922 &#8211; 1969)</span> e <span style="color: #800000;">Liza Minnelli (1946-)</span>. As assinaladas em vermelho ganharam o prêmio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>*** </strong></em></span>Este artigo foi  atualizado em 22 de janeiro de 2026, quando foram divulgados os concorrentes ao Oscar 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CABRAL, Sérgio. <em>No Tempo de Ary Barroso</em>. São Paulo : Lazuli Editora, 2016.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/ary-barroso/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>PIMENTEL, Luís. <em>Ary Barroso &#8211; Coleção Mestres da Música no Brasil</em>. Rio de Janeiro : Editora Moderna, 2008.</p>
<p><a href="https://www.oscars.org/" target="_blank">Portal Academy of Motion Pictures Arts ans Sciences</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/" target="_blank">Portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://portais.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/foto-carlos/carlos-moskovics-o-talento-e-a-arte-da-fotografia-no-teatro-brasileiro/" target="_blank">Portal Funarte</a></p>
<p>Portal G1</p>
<p><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt2357291/?ref_=nm_flmg_knf_t_2" target="_blank">Portal IMDB</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-carlos-moskovics/" target="_blank">Portal IMS</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/12890-cinel%C3%A2ndia" target="_blank">Portal MultiRio</a></p>
<p><a href="https://www.cafehistoria.com.br/o-brasil-no-oscar/#:~:text=Anos%201940%3A%20uma%20pioneira%20(e,%E2%80%9D%20(Brazil%2C%201944)." target="_blank">Site Café História</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkApPXXVhmk" target="_blank">Youtube &#8211; <em>O primeiro brasileiro indicado a um Oscar, em 1945</em></a></p>
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