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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; imagem</title>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Os Augustos, Stahl e Riedel, e a imagem da cachoeira de Paulo Afonso</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Dec 2019 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos Augusto Riedel (1836 - ?) e Augusto Stahl (1828 - 1877). Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de dom Pedro II (1825 - 1891), que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela imperatriz dona Teresa Cristina (1822 - 1889).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>. Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>.</p>
<p>A imagem realizada por Stahl, considerada uma das mais importantes da história da fotografia no Brasil, causa grande impacto tanto por sua qualidade técnica como por sua beleza. Foi usada por Riedel no álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a> com uma alteração: foi acrescida da presença de um suposto membro da comitiva da viagem substituindo um jovem presente no registro realizado por Stahl. Segundo Bia Corrêa do Lago, &#8220;<em>Riedel colou a nova imagem, retocou a colagem e a emenda, e refotografou o original alterado, diminuindo-lhe o tamanho pela metade</em>&#8220;. Ficam várias questões: se Riedel esteve no local, por que usou a fotografia de Stahl? Por falta de tempo? Por falta de recursos técnicos? Terá Stahl cedido a fotografia a Riedel? O fato é que Riedel assinou a foto sem fazer nenhuma menção à autoria de Stahl.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/58/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank">Stahl &amp; Ca. Cachoeira de Paulo Afonso, Rio São Francisco, Bahia, 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/327/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank">Augusto Riedel. Cachoeira de Paulo Affonso : rio S. Francisco : vazante, 1868-1869, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão de Hamburgo, <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">Germano Wahnschaffe</a> (18? &#8211; ?), que trabalhava com Stahl, pintou, entre 1860 e 1861, um quadro a óleo, copiado da fotografia da cachoeira de Paulo Afonso. O quadro pertence à Coleção Brasiliana Itaú, uma das parceiras da <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/">Brasiliana Iconográfica</a>. Foi exposto e considerado o <em>quadro mais imponente</em> da Exposição dos Produtos Naturais, Agrícolas e Industriais das províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, aberta no Recife em 16 de novembro de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/794" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15971" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15971" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/pintua.jpg" alt="GErmano w. Cacheieria de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú" width="580" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank">Germano Wahnschaffe. Cachoeira de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl : obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
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		<title>O que fica de fora, por João Moreira Salles</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 14:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica em sua primeira publicação de 2019 traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia "Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia", produzida pelo italiano radicado no Brasil Vincenzo Pastore (1865 - 1918), em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: "O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós".
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em sua primeira publicação de 2019, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia<span style="color: #333333;"> <em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em>, produzida pelo italiano radicado no Brasil <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></span>, em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: &#8220;O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres, brincadeiras de crianças e registros de sua família. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O que fica de fora</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">João Moreira Salles*</p>
<p>Para ir direto ao assunto: gosto do que é incompleto. Por exemplo, tomem este conto famoso do guatemalteco Augusto Monterroso:</p>
<p><em>                           <span style="color: #333333;"> Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.</span></em></p>
<p>Acabou. É só isso. Quem acordou? <em>Lá</em> onde? O dinossauro atacará?</p>
<p>Ou este de Hemingway:</p>
<p><em>                            <span style="color: #333333;">Vende-se: sapatinhos</span></em><span style="color: #333333;"> <em>de bebê, sem uso.</em></span></p>
<p>Uma tragédia contida em menos de 40 caracteres. Soa tão pungente porque quase nada foi dito. O que faltou dizer é por nossa conta. Em ambos os casos a imaginação é forçada a trabalhar, como um reservista convocado para a ação.</p>
<p>No mundo das imagens, essa economia narrativa pode ser materializada pelo que se decide deixar fora do campo visual. Um exemplo notável desse modo de contar histórias é a fotografia<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"> <span style="color: #800000;"><em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em></span></a>, do italiano radicado no Brasil <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore</a><span style="color: #333333;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">.</a> </span></span>O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós.</p>
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<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1000" height="730" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A nota biográfica que acompanha o acervo digital da <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/titular-colecao/vincenzo-pastore/" target="_blank">Coleção Vincenzo Pastore</a></span> nos informa que ele perambulava pela São Paulo do início do século XX com uma câmera de pequeno formato na mão. Graças a emulsões fotográficas de maior sensibilidade à luz, havia se libertado do estúdio e do tripé. Podia agora registrar a vida vivida nas ruas, ou, como diria o cineasta soviético Dziga Vertov uns anos depois, a respeito do cinema revolucionário que ele próprio inventaria, a vida pega de surpresa, “não ensaiada”.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>Parte considerável da obra de Pastore se compõe de instantâneos urbanos que deslumbrariam Vertov. Para mim, nenhum deles é mais bonito do que este, mãe e filha no jardim de casa. Uma ação foi interrompida e jamais saberemos a razão. A menina está colhendo verduras (ou flores?) com a mãe. Quer continuar, mas alguma coisa acabou de acontecer lá no alto – na casa? No telhado, na árvore, no quintal vizinho? A mãe fixa sua atenção. O sol forte a faz proteger os olhos. Isso sabemos. O resto, não.</p>
<p>Desconfiamos também que Elvira e Maria Lúcia não se dão conta de que estão sendo fotografadas. Pastore as flagra num momento de inconsciência em relação à câmera, adotando um regime de representação que no futuro se tornaria tema de debates intermináveis sobre a existência ou não de uma realidade espontânea, não contaminada pela presença do observador. Em 1908, data provável da foto, esse modo de flagrar o instante é novo e radical. Alguns dos maiores fotógrafos do século XX, de Walker Evans a Cartier-Bresson, tomariam esse partido.</p>
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<div style="width: 354px" class="wp-caption alignleft"><img src="http://italianarte.weebly.com/uploads/1/2/9/0/12908748/7183826_orig.jpg" alt=" Imagem " width="344" height="454" /><p class="wp-caption-text"><em>A Virgem Anunciada</em>, de Antonello da Messina, 1475-1476 / Galleria Regionale della Sicilia, Palermo.</p></div>
<p>Há uns anos escrevi sobre a <em>Virgem Anunciada</em> de Antonello da Messina. Poucas imagens do <em>Quattrocento</em> italiano são tão belas. Vemos apenas a Virgem, e ela nos vê. Diante dela, o Anjo somos nós. Significa que fomos nós que lhe demos a notícia –  e a notícia é terrível. Com a mão direita Maria repele o Anjo, nos repele. Ela agora <em>sabe</em> e não quer companhia. Maria está irremediavelmente só, numa dor que não se compartilha. Com a mão esquerda, fecha o manto, esconde o corpo e nos exclui. Seu filho, ela sabe, um dia morrerá diante dela. Sua tristeza a leva para longe de nós. Talvez seja a personagem mais triste da história da pintura.</p>
<p>Lembrei-me dela ao ver a fotografia de Pastore. Não há tristeza aqui e a imagem tampouco nos implica, ao contrário do que faz a de Antonello. As duas são cenas silenciosas – como se existissem numa suspensão do tempo –, mas também não é isso o que as une na minha imaginação. É o extracampo, a lacuna. O que ficou de fora.</p>
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<p>O escritor Amós Oz gosta de citar estes versos do poeta Yehuda Amichai:</p>
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<p><em>                Ali onde estamos perfeitamente certos</em></p>
<p><em>               não crescerão nunca</em></p>
<p><em>               flores na primavera.</em></p>
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<p>Não ter acesso a tudo diminui esse risco. Sob certo ponto de vista, a flor (ou a verdura?) na cesta de Maria Lúcia dependem dessa limitação.</p>
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<p>*João Moreira Salles é documentarista e editor da revista piauí.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia do fotógrafo Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</span></em></strong></p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">5 de agosto de 1865</span></strong> &#8211; Nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Pastore chegou ao Brasil, em São Paulo, provavelmente no início dessa década, quando houve um grande fluxo de imigração de italianos para a cidade, em busca de novas oportunidades de trabalho. Entre sua chegada ao Brasil e sua morte, em 1918, volta algumas vezes à Itália.</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1894</span></strong> &#8211; Iniciou suas atividades de fotógrafo em São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Pastore tem um estabelecimento fotográfico na Itália, em Potenza, na região de Basilicata. Casou-se com Elvira Leopardi Pastore (1876-1972) com quem teve 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903-1988), Francisco (1905-1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915-1918).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1899</strong> </span>-  Voltou para São Paulo.</p>
<p>Recebeu uma carta protocolada do município de Potenza, transcrevendo carta do prefeito agradecendo pelo retrato do rei, que seria colocado na sala do Conselho Provincial.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Possuia um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois rua Rodrigo Silva), onde também residia. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: &#8220;Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias&#8221;.</p>
<p>Sua esposa, Elvira, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrava em um caderno de anotações, intitulado &#8220;A arte de fotografar e revelar&#8221;, o trabalho realizado no laboratório e as técnicas de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Recebeu uma carta do Consulado Geral da Itália em São Paulo, transmitindo os agradecimentos do Ministro da Casa Real pelo envio de fotos de índios bororos.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1906</strong> </span>- Recebeu uma carta de Giacomo della Chiesa (1854 &#8211; 1922), futuro papa Bento XV, agradecendo o envio de fotografias de índios bororós para o papa Pio X.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Inauguração de um novo estúdio, na Rua Direita nº 24-A. Em notas sobre a abertura do novo estabelecimento, foi anunciada a distribuição de <em>Retratos</em> <em>Mimosos</em>, pequenas fotos com moldura especial de flores e arabescos, a cada visitante. Posteriormente, Pastore abriu um novo estúdio na Praça da República, nº 95.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Nacional, realizada no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da abertura dos portos no Brasil, com um conjunto de fotopinturas e trabalhos de grandes dimensões.</p>
<p>Realizou também um concurso de beleza infantil, do dia 10 de maio a 10 de julho, em seu ateliê fotográfico de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=16101" target="_blank"><em>O Paiz</em>, edição de 8 de maio de 1908, última nota da primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de bronze na <em>Espozione Internazionale delle industrie e dell lavoro</em>, em Turim, na Itália.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Viajou com a família para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 10 de fevereiro de 1914, na terceira coluna, sob o título &#8220;Hóspedes e Viajantes&#8221;</a> ). Em novembro, inaugurou o estabelecimento <em>Fotografia Italo-Americana &#8211; ai Due Mondi</em>, na Via Sparano, nº 117, em Bari, na Itália. O nome do estúdio italiano indicava sua condição de imigrante bem sucedido, que pertencia a dois mundos. Realizou uma grande exposição de fotografias.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Devido à Primeira Guerra Mundial, encerrou as atividades na Itália e voltou a São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Sob os títulos &#8220;Bellezas Paulistanas&#8221;, &#8220;Melancholia&#8221;, &#8220;Quem é a moça dos óculos pretos? e &#8220;Oração&#8221;, foram publicadas fotografias de autoria de Pastore, na revista <em>Cigarra, </em>nas edições <a style="color: #000000;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160339.pdf" target="_blank"> <span style="color: #0000ff;">de 31 de março</span></a><span style="color: #0000ff;"><em>, </em><a style="color: #0000ff;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160441.pdf" target="_blank"><em> </em>30 de abril </a> , </span><a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160848.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">17 de a</span>gosto</a>, <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160950.pdf" target="_blank">14 de setembro</a> e <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19161053.pdf" target="_blank">26 de outubro</a></span>.</p>
<p>No dia 17 de junho, foi publicada no <em>O Estado de São Paulo</em>, a seguinte nota: &#8220;O Sr. Vincenzo Pastore, proprietario da Photographia Pastore, a rua Direita, recebeu communicação official, do sr. Giannetto Cavasola, ministro da Agricultura da Italia, e do prefeito da provincia de Bari, de que, a 4 de maio passado, foi nomeado pelo duque de Genova, principe regente, cavalheiro da Ordem da Corôa da Italia. O sr. Pastore é muito conhecido nesta capital, onde conta com muitas amizades. Em 1914, o sr. Pastore fez, em Bari, uma grande exposição italo-brasileira de photographias, que mereceu francos elogios da imprensa. Os seus esforços acabam de ser merecidamente recompensados&#8221;. Em 18 de dezembro, o prêmio foi concedido.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Em 15 de janeiro, Pastore faleceu, em São Paulo, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia. Era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, na terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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