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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Família Imperial</title>
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		<title>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República por Pedro Karp Vasquez</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=41707#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[200 anos do nascimento de dom Pedro II]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de dom Pedro II (1825 - 1892), o artigo "Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República", de autoria de Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de "Fotógrafo da Casa Imperial". Ao longo de sua trajetória fotografou diversos membros da Família Imperial e realizou vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro "O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB" (2025). No artigo, além de destacarmos as fotografias de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1892)</a>, o artigo <em>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República, </em>de autoria do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados, ainda na década de 1850, pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperia</em>l. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14123/D.%20PEDRO%20II_IF%20826.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="436" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. D. Pedro II, imperador do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 10 de agosto de 1855, Insley Pacheco fotografou o monarca, sua esposa, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889);</a> e uma das filhas do casal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39682" target="_blank">a princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871)</a>, na Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>). Ao longo de sua trajetória fotografou diversos outros membros da Família Imperial como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>; e realizou vistas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank">Paço Imperial</a>, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>.</p>
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<div id="attachment_41784" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg"><img class="size-full wp-image-41784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg" alt="O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB, 2025" width="274" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>, 2025</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo, além de destacarmos as fotografias de autoria de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica: da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, suas instituições fundadoras; e do Arquivo Nacional e da Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, suas parceiras.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/430" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
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<div style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14130/D.%20PEDRO%20II_IMP.%20TEREZA%20CRISTINA_PRINCESA%20ISABEL_PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.3%20p.%204.1.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="434" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Família Imperial Brasileira: D. Pedro II, princesa Isabel, Imperatriz Tereza Cristina e princesa Leopoldina, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=insley&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para todas as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
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<div style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4457/SAm1-0056.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="405" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank">oaquim Insley Pacheco. Imperador do Brasil, 1875 / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>JOAQUIM INSLEY PACHECO: NAUTA ENTRE PORTUGAL E O BRASIL E ENTRE O IMPÉRIO E A REPÚBLICA</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Pedro Karp Vasquez*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14122/INSLEY%20PACHECO_IF%20388.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="416" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank">Autorretrato de Joaquim Insley Pacheco, fotógrafo da Casa Imperial, 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>A finalidade de um retrato não deve ser a de esclarecer,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas de contornar, sugerindo o enigma.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>De esforço em esforço, atingir a fisionomia plena,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas com o seu segredo, que é o que importa.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Lúcio Cardoso</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a ilusão grande do mar,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>multiplicada em suas malhas de perigo.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a sua solidão robusta,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma solidão para todos os lados,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma ausência humana que se opõe ao mesquinho formigar do</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mundo,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>e faz o tempo inteiriço, livre das lutas de cada dia.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cecília Meireles</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>NAVEGAR É PRECISO&#8230;</strong></span></p>
<p>Joaquim José Pacheco nasceu na vila portuguesa de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, em 31 de março de 1830 e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1912, famoso sob o nome de Insley Pacheco. Foi agraciado com o prestigioso titulo de Fotógrafo da Casa Imperial, na década de 1850, sendo igualmente Cavalheiro da Ordem de Christo de Portugal, pois seu talento também foi reconhecido em vida na pátria natal. O que destoa favoravelmente da situação da maioria dos fotógrafos estrangeiros que atuaram no Brasil durante o século XIX, desfrutando de maior ou menor celebridade entre nós, porém permanecendo no anonimato em seus países de origem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="423" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de homem (verso), c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como muitos dos seus compatriotas que vieram tentar a sorte no Brasil, Joaquim José não teve vida fácil: órfão de pai e mãe, veio se juntar ao irmão mais velho, Bernardo José, no Recife, em 1843, sendo logo seguido pela irmã, Joaquina. Em algum momento da mesma década, mudou-se para Fortaleza, onde, em 1847, conheceu o daguerreotipista irlandês Frederick Walter (1811 &#8211; 18?) que contrabalançava a clientela rarefeita da época com o pitoresco ofício de mágico. Segundo Ary Bezerra Leite, em <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), o jovem Pacheco trocou lições de daguerreotipia pela pintura de cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador.</p>
<p>De temperamento perfeccionista, Joaquim José Pacheco rumou para Nova York no segundo semestre de 1950, depois de ter atuado por conta própria em Fortaleza e na capital maranhense. Nos Estados Unidos, estudou com dois grandes profissionais que se tornariam emblemáticos em virtude da documentação da Guerra Civil norte-americana (1861-1865), hoje conservada na Biblioteca do Congresso dos EUA: Jeremiah Gurney e Mathew Brady. Sendo que este último montou uma equipe para o registro simultâneo de diferentes frentes de batalha para oferecer abrangente documentação do conflito em consonância com sua ambição de ser “<em>testemunha ocular da história</em>”. Pacheco estudou também com Henry Earle Insley, que não se tornou tão célebre quanto os dois professores citados, mas foi um retratista extremamente popular, mantendo um estúdio na Broadway durante duas décadas, a partir de 1840. Foi ele quem, certamente, causou impressão mais profunda no jovem Joaquim José, de tal forma que, após regressar ao Brasil, ele aposentou o José de origem em benefício do Insley, com o qual pretendia homenagear o mestre.</p>
<p>De volta ao Brasil em 1851, Pacheco se instalou no Ceará dos seus primeiros passos na carreira, trabalhando em Fortaleza e Sobral. Depois fotografou também no Recife antes de buscar a clientela mais ampla e estável da Corte Imperial, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1855. Montou estúdio primeiro em um sobrado da rua do Ouvidor número 31, passando depois, quando já havia conquistado grande clientela, para um ateliê mais amplo e luxuoso no número 102 da mesma rua. Mas ocupou também, ao longo das seis décadas subsequentes, outros endereços na área central da cidade, que durante todo o século XIX concentrou a metade dos estúdios fotográficos do país. Pelo visto a adoção do Insley lhe deu sorte, pois depois de retratar belamente os principais membros da Família Imperial, Dom Pedro II, a imperatriz Thereza Christina e as princesas Isabel e Leopoldina, Insley Pacheco foi alçado, como foi dito, à honrosa condição de Fotógrafo da Casa Imperial. Manteve relacionamento pessoal e profissional com toda a família, inclusive com aqueles que se tornaram maridos das princesas, o conde d’Eu e o duque de Saxe, assim como os filhos de ambos os casais.</p>
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<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14125/IMP%20TEREZA%20CRISTINA_IF%201426.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Tereza Cristina, imperatriz do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RHJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14134/PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.2%20P.17.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="462" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Princesa Leopoldina, princesa e duquesa de Saxe, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14133/PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20P.15.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="463" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Isabel, princesa e condessa d´Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Merecem destaque dois retratos que fez do imperador e da imperatriz que se tornaram antológicos não só pela mestria técnica demonstrada como também pelo uso original e inesperado de uma ambientação com diversas plantas evocativas da exuberante natureza tropical brasileira. Isso, quando a moda, em todo o mundo, era o uso de fundos pintados para sugerir ambientes domésticos ou campestres europeus, já que a maioria desses acessórios vinha de cidades europeias, sobretudo Paris, Viena e Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="696" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/492/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Insley Pacheco também retratou os membros da Família Imperial, assim como a maioria dos seus clientes, com o fundo neutro do estúdio e o mobiliário destinado a criar a ilusão de um ambiente caseiro abastado e que, nos primeiros tempos, servia para os retratados se apoiarem durante as longas sessões de pose: cadeiras, poltronas, balaustradas, colunas, assim como cortinas e tapetes destinados a acentuar a atmosfera doméstica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14136/D.%20PEDRO%20II_PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20-%20P31.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="694" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil e Isabel, princesa, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14131/CONDE%20D%27EU_IA%202.4.2%20P.16.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="461" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, conde d&#8217;Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recebeu do imperador a autorização de comercializar esses retratos, o que, além de lhe proporcionar bons ganhos, permitiu que a sociedade tivesse um vislumbre mais fidedigno dos integrantes da Família Imperial, cujas fisionomias só eram conhecidas até então por intermédio dos processos de gravura, em particular da litografia, também usada na impressão de livros e periódicos. Seu bom relacionamento com Dom Pedro II fez com que ele aceitasse uma encomenda fora do seu padrão: a realização de vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/432" target="_blank"> dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </a>(que possui um total de 397 fotos de Pacheco) e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>. A importância destas raras vistas de Pacheco já havia sido comprovada por sua inclusão pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco no livro <em>Le Brésil</em>, de Levasseur</a>, impresso em Paris, em 1889.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14144/P015_BR_RJIHGB_156IG_0186.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa Vista, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>As sólidas raízes de Cabeceiras de Basto, “<em>uma terra antiga e por isso uma terra sábia</em>”, fizeram de Joaquim José Pacheco um gajo rijo e longevo que chegou aos 82 anos, em uma época na qual a expectativa de vida ao nascer era apenas de 30 anos e o próprio imperador faleceu três dias após fazer 66 anos. Hoje Pacheco seria certamente centenário, mas tal longevidade tanto pode ser encarada como uma bênção quanto como uma provação, já que o destino do idoso é viver em uma continua despedida dos entes queridos. Com Pacheco isso não foi diferente: ele, que já havia perdido na juventude uma filhinha com apenas 18 meses, Emília, perdeu depois a esposa, Elvira Laura, o filho, Alfredo Henrique, e duas netas, Maria e Maria de Lourdes. É como bem lembrou Lúcio Cardoso em seu <em>Diário</em>: “<em>Podemos não sentir a idade, mas ela se faz presente, através dos mortos que vai semeando em torno de nós</em>”.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>ARLEQUIM SERVIDOR DE DOIS AMOS</strong></span></p>
<p>Além de excelente fotógrafo, Joaquim Insley Pacheco foi também pintor e aquarelista, desmentindo o mito do antagonismo entre pintura e fotografia na fase inicial dessa nova disciplina. Foi, inclusive, aluno de pintura de outro dublê de fotógrafo e pintor, Arsênio da Silva, que documentou o casamento da princesa Isabel, em 15 de outubro de 1864. É muito provável que ele tenha tido notícia do daguerreotipista alemão, Francisco Napoleão Bautz, o primeiro a se dividir entre pintura e fotografia entre nós, e muito certamente conheceu outro profissional na mesma condição, Karl Ernest Papf, que chegou ao Brasil para realizar as fotopinturas da Photographia Allemã, de Albert Henschel, no Recife, mas depois se radicou em Petrópolis, onde abriu estúdio próprio no qual foi assistido pelo filho, Jorge Henrique, mais tarde autor de um impressionante panorama de 360 graus da Cidade Imperial.</p>
<p>Além de se aperfeiçoar na técnica do guache com Arsênio da Silva, Pacheco também foi aluno de pintura de Karl Linde e François-René Moreaux. Quando Silva faleceu, praticamente esquecido, em 1883, o discípulo deu uma bela prova de afeição pelo mestre: organizou uma ampla retrospectiva do seu trabalho no Salão Insley Pacheco, que foi prestigiada inclusive pelo imperador no dia 18 de outubro do mesmo ano, fato merecedor de registro na capa da <em>Revista Illustrada</em> (Número 358), na qual Angelo Agostini retratou o fotógrafo acompanhando Dom Pedro II na referida visita. Ressaltou ainda na legenda o fato de que Arsênio teria sido completamente esquecido se não fosse pela homenagem prestada por Insley Pacheco.</p>
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<div id="attachment_41778" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><img class=" wp-image-41778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley.jpg" alt="Revilsta Illustrada, 1883" width="412" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 1883 ANO 8, edição 358</a></p></div>
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<p>A prática do retrato fotográfico é tão fascinante quanto excruciante, pois é preciso admitir que o ser humano às vezes pode ser insuportável e as crianças, que têm índole melhor, costumam ser irrequietas, de tal forma que Pacheco chegou a anunciar na imprensa no começo da carreira sua especialidade no trato dos pequenos inevitavelmente enfastiados com as longas sessões de pose dos primórdios da fotografia. Para descansar das caras e bocas da prática cotidiana do retrato fotográfico, na pintura Insley Pacheco optou por se concentrar na produção de paisagens, com acentuado pendor pelas marinhas, que ele pintou em ambos os lados da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro e em Niterói, cujas belas praias seriam também a temática de predileção do Grupo Grimm, capitaneado pelo professor alemão Georg Grimm entre os anos de 1884 e 1886, em um capítulo fundamental do paisagismo na pintura brasileira.</p>
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<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank"><img src="https://www.museudavida.fiocruz.br/images/Acervo/Objeto/quadroinsley.jpg" alt="" width="348" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank">Quadro da Baía de Guanabara, pintado por Insley Pacheco / Museu da Vida, Fiocruz</a></p></div>
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<p>Bom pintor, Insley Pacheco não era, no entanto, fenomenal, não podendo se igualar a alguns dos integrantes do Grupo Grimm, como seu próprio líder, Giovanni Battista Castagneto, Domingo García y Vásquez e Antônio Parreiras. Mas, no âmbito da fotografia, era insuperável, como um talento inegável e um domínio técnico invejável, do mesmo nível que os maiores profissionais europeus e norte-americanos de seu tempo. Dominava uma série admirável de processos e Mello Morais Filho, seu contemporâneo, afirmou em <em>Artistas do meu tempo</em> (H. Garnier, Livreiro-Editor, 1904) ter sido ele o pioneiro da ambrotipia no Brasil, além de “<em>Introdutor incontestável da platinotipia no Brasil (1883), os seus planos vingaram desde logo, sendo o sistema adotado sem reservas pela generalidade dos nossos fotógrafos</em>.” O empenho de Pacheco em se aperfeiçoar e se modernizar manteve intacto até o fim da vida, de tal forma que, mais tarde os anúncios publicados por ele na imprensa carioca alardearam o surgimento de um processo de sua invenção denominado “<em>ambro-cromo-tipo</em>”, assim como de “<em>hallotypo</em>”, e, finalmente, em 1909, a tipocromia “<em>um novíssimo e interessante invento</em>”. Constando também entre suas inovações a criação da “<em>Diafonografia</em>”, a respeito da qual nada sabemos.</p>
<p style="text-align: left;"> <span style="color: #800000;"><strong>A PARTICIPAÇÃO DE INSLEY PACHECO NAS GRANDES EXPOSIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS</strong></span></p>
<p>Como Insley Pacheco foi ombreado apenas por Marc Ferrez o fotógrafo do Império que mais participou de exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, é oportuno reproduzir aqui, à guisa de referência, um trecho do meu livro <em>Fotografia escrita: Nove ensaios sobre a produção fotográfica no Brasil</em> (Senac, 2014) sobre a matéria:</p>
<p><em>Foi em 1859 que ele participou pela primeira vez da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, na qual figuravam expoentes das nossas artes, como Jean-Baptiste Debret (incluído em caráter póstumo) e Victor Meirelles, bem como grandes mestres internacionais como Nicolas Poussin, Pieter Paul Rubens, Michelangelo Merisi da Caravaggio e Rafael Sanzio de Urbino.</em></p>
<p><em>Dois anos mais tarde, em 1861, Insley Pacheco obteve sua primeira premiação, uma medalha de cobre da I Exposição Nacional, evento em que participou com retratos fotográficos (inclusive de membros da família imperial), e com pinturas de paisagens. No ano seguinte, participou da primeira mostra internacional, a prestigiosa Exposição Universal de Londres, onde mostrou apenas retratos. Categoria em que figuravam também dois dos maiores especialistas franceses: Nadar (Gaspard Félix Tournachon et Maillet, 1820-1910) e Etienne Carjat (1828-1906). Outros importantes mestres da fotografia francesa que também expuseram na ocasião foram Louis-Alphonse Davanne (1824-1912), um dos membros fundadores, e depois presidente, da Société Française de Photographie, e Louis-Alphonse Poitevin (1819-1882), também membro da SFP e inventor de processos de impressão de imagens a partir do daguerreótipo. Contudo a presença mais ilustre dentre todas foi, inquestionavelmente, a do inventor inglês da fotografia, William Henry Fox Talbot (1800-1877), em sua primeira e última participação num evento dessa natureza.</em></p>
<p><em>Em 1864 Pacheco voltou a mostrar suas imagens fotográficas na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial. E, no ano seguinte, teve participação destacada na Exposição Internacional do Porto, na qual conquistou a Medalha de Primeira Classe. Não deixando de participar também da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, no Rio de Janeiro. Em 1866 Insley Pacheco obteve medalhas de prata tanto por suas fotografias (na II Exposição Nacional), quanto por suas paisagens pintadas (na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial). Em 1867, ele enviou retratos, inclusive em fotopintura, para a Exposição Universal de Paris, que também contou com a participação de Etienne Carjat. E, como sempre, compareceu à Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, mostrando paisagens pintadas e fotografias, repetindo a dose com ambas as técnicas em 1868 também.</em></p>
<p><em>Joaquim Insley Pacheco teve destacada participação na III Exposição Nacional, em 1873, conquistado duas premiações: medalha de prata e medalha de cobre. Neste mesmo ano foi premiado também na Exposição Universal de Viena, com uma menção honrosa, sendo interessante mencionar que esse evento contou com expressiva participação de fotógrafos sediados no Brasil, tais como: Henschel &amp; Benque, George Leuzinger, Augusto Riedel, Marc Ferrez, Fleiuss Irmãos &amp; Linde, Júlio Balla, Antonio Ricardi e João Ferreira Vilella. Em 1875, ele participou da IV Exposição Nacional (com desenhos e pinturas), e da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, com retratos fotográficos e uma série de paisagens pintadas em técnicas diversas, como óleo, guache, aquarela e fusain, numa impressionante comprovação de sua versatilidade como pintor.</em></p>
<p><em>Em 1876, Insley Pacheco participou da Exposição Internacional da Filadélfia, comemorativa do primeiro centenário da independência dos Estados Unidos e da qual Dom Pedro II foi o convidado de honra, ocasião em que ocorreu o conhecido episódio do teste do telefone com seu inventor, Graham Bell, do qual nosso imperador foi um dos primeiros clientes e seguramente seu maior “garoto propaganda”. Consta inclusive que Pacheco teria sido premiado na ocasião, mas não consegui obter comprovação disto. Outro prêmio ainda indefinido foi aquele por ele obtido em 1882 na Exposição Continental de Buenos Aires, que Insley Pacheco fez questão de mencionar no verso de seus cartões-suporte a partir desta data, sem especificar no entanto que prêmio teria sido esse. A exemplo do que ocorreu também na Exposição Universal de Paris, de 1889. Esse foi o ano de inauguração da Tour Eiffel e Paul Nadar (Paul Tournachon, 1856-1939), filho do célebre Nadar também participou da exposição deste ano, bem como o suíço Frédéric Boissonnas (1858-1946). O Brasil também teve presença importante, com Albert Richard Dietze, Alfredo Ducasble, Marc Ferrez, Felipe Augusto Fidanza, Rodolpho Lindemann, Nicholson &amp; Ferreira, José Tomás Sabino, José Ferreira Guimarães, George Leuzinger, Alfredo Ducasble e Paulo Robin &amp; Cia.</em></p>
<p>Para concluir, é importante ressaltar que Joaquim Insley Pacheco não encerrou sua dupla carreira, na fotografia e na pintura, no período imperial. Extraordinariamente ativo, ele se manteve criativo e produtivo até o fim dos seus dias, com sua última presença em um evento público ocorrendo em 1910, ano em que participou da décima-sétima edição da Exposição Geral de Belas Artes com uma série de pinturas a guache (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/245038/10297" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 29 de setembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: left;">*Pedro Karp Vasquez é escritor, fotógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a>.</p>
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		<title>A princesa Leopoldina do Brasil (1847 &#8211; 1871)</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 16:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Família Imperial]]></category>
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		<category><![CDATA[Princesa Leopoldina do Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Com oito fotografias do acervo fotográfico da Biblioteca Nacional e uma do Instituto Moreira Salles, o portal destaca a princesa Leopoldina, segunda filha do casal real formado por dom Pedro II e dona Teresa Cristina. Nasceu, em 13 de julho de 1847, no Rio de Janeiro, e faleceu com apenas 23 anos, em 7 de fevereiro de 1871, em Viena. As duas imagens em que a princesa está sozinha não têm data precisa e são de autoria de fotógrafos ainda não identificados. As duas em que está com sua irmã, a princesa Isabel, e as três da visita da família real à quinta de Mariano Procópio Lage são de autoria do francês Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil. A do Palácio Leopoldina foi produzida por Klumb com Paul Theodore Robin. O registro de seu mausoléu foi produzido no Recife, provavelmente, em 1871, e é de autoria do fotógrafo pernambucano João Ferreira Villela. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com oito fotografias do acervo fotográfico da Biblioteca Nacional e uma do Instituto Moreira Salles, as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o portal destaca registros da princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871). As duas imagens em que ela está sozinha não têm data precisa e são de autoria de fotógrafos ainda não identificados. As duas em que está com sua irmã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">a princesa Isabel  (1846 &#8211; 1921)</a>, e as três da visita da família real à quinta de Mariano Procópio Lage são de autoria do francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809." target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886).</a> A do Palácio Leopoldina foi produzida por Klumb com Paul Théodore Robin (18? &#8211; 1897). O registro do mausoléu <em>à serenissima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha</em>, produzido no Recife, provavelmente em 1871, é de autoria do fotógrafo pernambucano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-?)</a>.</p>
<p>Klumb foi um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil e foi o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, inaugurou seu estabelecimento fotográfico em 1855 (<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank">Correio Mercantil ,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"> de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a>). Foi professor de fotografia da princesa Isabel e, provavelmente, o introdutor da técnica estereoscópica no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro.</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 – 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882</a>), João Ferreira Villela (18? – ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 – 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? – ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
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<div style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3919" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3919/P005DJ0767.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="485" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3919" target="_blank">Revert Henrique Klumb. A Imperatriz D. Teresa Cristina com as princesas Isabel e Leopoldina ao fundo, 1861. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A princesa Leopoldina, a segunda filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, nasceu em 13 de julho de 1847. Sua irmã, a princesa Isabel, havia nascido cerca de um ano antes, em 29 de julho de 1946 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=30093"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de julho de 1846, sob o título “Parte official”</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=31236" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 14 de julho de 1847, sob o título “O Diário”</a>). Os irmãos das princesas, os príncipes imperiais Afonso Pedro de Bragança (1845 – 1847) e Pedro Afonso de Bragança (1848 – 1850) faleceram precocemente.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/616" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/616/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/616" target="_blank">Revert Henrique Klumb. [Leopoldina e Isabel, Princesa do Brasil e outra menina não identificada : retrato], 18?. / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/414" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da princesa Leopoldina do Brasil </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13402/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13402" target="_blank">Leopoldina, Princesa do Brasil, 1855 / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/346" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/346/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/346" target="_blank">Revert Henrique Klumb. [Família Imperial em visita a quinta de Mariano Procópio Ferreira Laje], 18?. JUiz de Fora, Minas Gerais / Acevo FBN</a></p></div>
<p>Entre as duas irmãs aconteceu uma bem sucedida troca de noivos! <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão de Orleáns (1842 &#8211; 1922), o Conde d’Eu</a>, e seu primo, o duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (1845 – 1907) desembarcaram no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864 e hospedaram-se no paço da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18964"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de setembro de 1864, terceira coluna</a>). No <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6330">Palácio de São Cristóvão</a>, residência da família imperial brasileira conheceram as princesas Isabel e Leopoldina. Os casais previamente idealizados seriam formados por dom Gastão e a princesa Leopoldina, e pelo duque de Saxe e a princesa Isabel. Mas, após alguns dias, devido a afinidades, os casais se rearranjaram. Isabel e Gastão casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). Dois meses depois, em 15 de dezembro, foi realizado o casamento da princesa Leopoldina com o duque de Saxe, também na Capela Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19368"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> de 16 de dezembro de 1864</a>). Na ocasião o duque de Saxe recebeu a grã-cruz de todas as ordens do Império. Leopoldina deixou de ser uma princesa brasileira, tornando-se duquesa de Saxe.</p>
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<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13401/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13401" target="_blank">Princesa Leopoldina, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O casal seguiu, após a cerimônia, para o Palácio Imperial de Petrópolis. Foram, posteriormente, morar em um palacete adquirido em junho de 1865 e batizado como Palácio Leopoldina, vizinho ao Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, onde residia dom Pedro II.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/421" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/421/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/421" target="_blank">Revert Henrique Klumb; Paul Théodore Robin. Palacete onde a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, Princesa Leopoldina e o Duque Saxe passaram a lua de mel, 1860. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/346" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/347/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/346" target="_blank">Revert Henrique Klumb. [Família Imperial em visita a quinta de Mariano Procópio Ferreira Laje], 18?. Juiz de Fora, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Passaram a viver entre o Brasil e a Europa, sempre retornando à terra natal para o nascimento de seus filhos Pedro Augusto (1866 &#8211; 1934), Augusto Leopoldo (1867 &#8211; 1922) e José Fernando (1869 &#8211; 1888). O caçula, Luis Gastão (1870 &#8211; 1942), nasceu na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39784" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Leopoldina_de_Bragan%C3%A7a#/media/Ficheiro:Duques_de_Saxe.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/leopoldina1.jpg" alt="Príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e sua esposa, a Princesa Dona Leopoldina de Bragança, com seu filho mais velho, o Príncipe Dom Pedro Augusto, 1867 / Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 438, 2008" width="403" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Leopoldina_de_Bragan%C3%A7a#/media/Ficheiro:Duques_de_Saxe.jpg" target="_blank">Príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e sua esposa, a Princesa Dona Leopoldina de Bragança, com seu filho mais velho, o Príncipe Dom Pedro Augusto, 1867 / Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 438, 2008.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40657" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Filhos_da_princesa_Leopoldina.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40657" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/leopoldina.jpg" alt="Filhos da Princesa Dona Leopoldina de Bragança e do Príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota. A partir da esquerda: Dom Pedro Augusto, Dom José Fernando e Dom Augusto Leopoldo, c. 1871 / Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 438, 2008" width="425" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">F<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Filhos_da_princesa_Leopoldina.jpg" target="_blank">ilhos da Princesa Dona Leopoldina de Bragança e do Príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota. A partir da esquerda: Dom Pedro Augusto, Dom José Fernando e Dom Augusto Leopoldo, c. 1871 / Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 438, 2008</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40658" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Gast%C3%A3o_de_Saxe-Coburgo-Gota#/media/Ficheiro:Dom_Lu%C3%ADs_Augusto_e_seus_filhos_mais_novos.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/leopoldina1.jpg" alt=" Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Koháry com seus dois filhos mais novos (a partir da esquerda): Luís Gastão e José Fernando / Acervo Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança" width="358" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Gast%C3%A3o_de_Saxe-Coburgo-Gota#/media/Ficheiro:Dom_Lu%C3%ADs_Augusto_e_seus_filhos_mais_novos.jpg" target="_blank">Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Koháry com seus dois filhos mais novos (a partir da esquerda): Luís Gastão e José Fernando / Acervo Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leopoldina faleceu, com apenas 23 anos, no Palácio Coburg, em Viena, na Áustria, em 7 de fevereiro de 1871, provavelmente de febre tifóide (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/369357/701" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de março de 1871, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13403/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="629" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13403" target="_blank">João Ferreira Vilela. Mausoleo à serenissima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, 1871?. Igreja dos Carmelitas Calçados, Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<section class="info">
<div class="content">
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
</div>
</section>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/almanaque/maldicao-febre-e-alucinacoes-melancolica-morte-de-leopoldina-de-braganca.phtml" target="_blank">Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T.  <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">A imperatriz Teresa Cristina Maria, a mãe dos brasileiros (Itália, 14/03/1822 – Portugal, 28/12/1889)</a> </em>in Brasiliana Fotográfica, 27 de dezembro de 2016</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"><em>Dom Pedro II ( RJ, 2/12/1825 – Paris, 5/12/1891), um entusiasta da fotografia</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 2 de dezembro de 2016</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark">Princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu,14 de novembro de 1921)</a></em> in Brasiliana Fotográfica, 21 de julho de 2015</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” VII – A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 – Oceano Atlântico 28/08/1922)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 28 de agosto de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma das últimas fotos ou a última foto da Família Imperial no Brasil e seu autor, Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2024 13:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Proclamação da República]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (1870-1941), considerada um dos últimos registros da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 - 1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Pertence ao acervo do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal. Estão na imagem dom Pedro II, dona Teresa Cristina, a princesa Isabel, o Conde d’Eu e os filhos do casal - dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio - e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. No mesmo ano, 1889, em 15 de novembro foi proclamada a República e, dois dias depois, a Família Imperial, partiu para o exílio na Europa. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (<bdo dir="ltr">1870-1941)</bdo>, considerada um dos últimos registros ou mesmo o último da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 -1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Estão na imagem <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891),</a>  dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"> princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d’Eu (1842 &#8211; 1922)</a> e os filhos do casal &#8211; dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio &#8211; e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. É um retrato externo e diurno, onde todos, à exceção do conde d´Eu, olham fixamente para a câmera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12495/IM45_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="509" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank">Otto Rees. Família Imperial, 25 de maio de 1889. Da esquerda para a direita: a imperatriz dona Teresa Cristina, dom Antônio, a princesa Isabel, o imperador, dom Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, dona Leopoldina, duquesa de Saxe), d. Luís, o conde d’Eu e dom Pedro de Alcântara. Palácio Isabel, atual Grão-Pará, Petrópolis, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de novembro do mesmo ano da foto destacada, 1889, foi proclamada a República e, dois dias depois, eles partiram para o exílio, na Europa, a bordo do Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Quando foi deposto, dom Pedro II tinha governado por 49 anos, três meses e 22 dias. Chegaram em Lisboa em 7 de dezembro. Visitaram Coimbra e o Porto, onde a imperatriz Teresa Cristina faleceu, em 28 de dezembro.</p>
<p>Entre 1890 e 1891, Pedro II viveu entre Cannes, Vichy, Versalhes e Baden-Baden. Em 24 de outubro de 1891, chegou em Paris, onde se hospedou no Hotel Bedford, número 17 da rua de l’Arcade. Em 5 de dezembro, faleceu de pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=4338"><em>O Paiz</em>, de 6 de dezembro de 1891,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4721"><em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, de 6 de dezembro de 1891</a>). Ao final da tarde do dia 5, centenas de coroas de flores, uma delas enviada pela rainha Vitória , e mais de cinco mil telegramas já haviam chegado ao Hotel Bedford. O caixão foi coberto pela bandeira imperial e o presidente francês, Sadi Carnot (1837 – 1894), determinou honras militares, fatos que irritaram o governo brasileiro.</p>
<p>Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, a morte do imperador teve grande repercussão no Brasil “<em>apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos</em>“.</p>
<p>Na noite do dia 8, seu corpo, já embalsamado, foi levado, em cortejo oficial no mesmo carro usado nos funerais do ex-presidente Adolphe Thiers (1797 – 1877), para a igreja da Madeleine. No dia seguinte,  houve exéquias solenes com a presença de autoridades francesas e de outros países, além de personalidades como sua filha, a princesa Isabel; o escritor português Eça de Queirós (1845 – 1900) e o diplomata Joaquim Nabuco (1849 – 1910).</p>
<p>Em 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 – 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 – 1940), e o barão de Muritiba (1839 – 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921. Os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina ficaram na Catedral Metropolitana. Em 1925, os  restos mortais dos monarcas foram para a Catedral de Petrópolis e, finalmente, em 5 de dezembro de 1939, foram para o Mausoléu Imperial, uma capela localizada à direita da entrada da Catedral de Petrópolis, numa cerimônia na qual estava presente o então presidente da República, Getulio Vargas (1882 – 1954). O túmulo foi esculpido em mármore de Carrara pelo francês Jean Magrou (1869 – 1945) e pelo brasileiro Hildegardo Leão Veloso (1899 – 1966) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_05&amp;PagFis=97679"><em>Jornal do Brasil</em>, de 6 de dezembro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">Pequeno perfil do fotógrafo Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Otto Friedrich Wilhelm Karl Hees era um dos 11 filhos do fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank">Pedro Hees (1841 – 1880)</a> com Maria Glasow Hees (1843 – 1928). Seus irmão eram Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). Nasceu em Petrópolis, em 4 de setembro de 1870.</bdo></p>
<p>Seu pai, o já mencionado Pedro Hees, em 16 de agosto de 1876, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p>Otto iniciou seus estudos no Colégio Alemão, em Petrópolis, e, em dezembro de 1882, foi premiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/2386" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de dezembro de 1882, quarta coluna)</a>. Aprendeu fotografia com seu pai, que faleceu, em julho de 1880,  quando ele tinha apenas 10 anos. O estabelecimento fotográfico de Pedro Hees foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II.</p>
<p>Em março de 1888, Otto já havia assumido o estúdio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809403/498" target="_blank"><em>Alggemeine Deutsche Zeitung</em>, 31 de março de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em 23 maio de 1889, produziu a fotografia da Família Imperial em destaque nesta publicação da Brasiliana Fotográfica. A imagem foi reproduzida no artigo <em>Isabel, a Redentora</em>, publicado em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 30 de julho de 1946</a>. É referida como <em>o último flagrante de parte da família Imperial no Brasil.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-35082" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees.jpg" alt="hees" width="312" height="138" /></a></p>
<div id="attachment_35083" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-35083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees1.jpg" alt="A Noite, 30 de julho de 1946" width="588" height="533" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de julho de 1946</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1889, Otto abriu um estúdio em Juiz de Fora, Minas Gerais, e retornou a Petrópolis no mês seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5113" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de novembro de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35096" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35096" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees4.jpg" alt="O Pharol, 13 de outubro de 1889" width="396" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 13 de outubro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35094" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35094" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees21.jpg" alt="Mercantil, 20 de novembro de 1889" width="246" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><em>Mercantil,</em> 20 de novembro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de fevereiro de 1890, o estabelecimento passou a chamar-se Hees &amp; Irmãos, de Numa Augusto e Otto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35095" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><img class="wp-image-35095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees3.jpg" alt="hees3" width="229" height="175" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><em>Mercantil</em>, 5 de fevereiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1892, alistou-se no exército, seguindo também a carreira militar.</p>
<p>Em abril de 1895, fazia parte da administração do Asilo de Caridade de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709441/8379" target="_blank"><em>Boletim do Grande Oriente do Brasil,</em> Jornal Oficial da Maçonaria, abril de 1895</a>).</p>
<p>Em maio de 1895, tornou-se um dos primeiros ciclistas a efetuar o trajeto Petrópolis-Juiz de Fora. Foi um dos fundadores do Clube Alemão e, ainda nessa década ficou conhecido em Petrópolis por ter organizados muitas festas. Em 1900, foi candidato a vereador geral e a juiz de paz em Petrópolis, cargo pelo qual foi empossado, em 1901, pelo biênio seguinte. Também em 1901, quando era tenente, produziu fotografias de ladrões para arquivamento da polícia.</p>
<p>Em 1902, trabalhou na Sul América Seguros e, no ano seguinte, fotografou o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) e outras personalidades, em 17 de novembro de 1903, logo após a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o território correspondente ao Acre ao Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"> </a><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-36452" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees.jpg" alt="tratatohees" width="535" height="491" /></a></p>
<div id="attachment_36453" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="wp-image-36453 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees1.jpg" alt="tratatohees1" width="541" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank">Grupo de negociadores do Tratado de Petrópolis, 17 de novembro de 1903. Petrópolis, RJ / Acervo Museu Imperial</a></p></div>
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<p>Foi reeleito para o cargo de juiz de paz para o biênio 1904-1905. Em 1910, foi eleito vereador por Petrópolis. Já era major. <em>Nas décadas seguintes, afastado comercialmente da fotografia, exerce os cargos de secretário executivo e delegado de polícia na sua cidade natal</em> (<em>Enciclopédia Itaú Cultural</em>)<em>.</em> Faleceu na mesma cidade, em setembro de 1941 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/12543" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro de 1941, quarta coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36470" target="_blank">Leia aqui a Cronologia de Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</a></p>
<p><b><span style="color: #990000;">Fontes:</span></b></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil : 1840 – 1920</em>. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <i>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</i>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do. <i>Os fotógrafos do Império: a fotografia brasileira no Século XIX</i>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do; LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
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