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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Ernesto Nazareth</title>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; IV &#8211; Cinema no Brasil &#8211; a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 14:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Nazareth]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Lumière]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[sala de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[zoom]]></category>

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		<description><![CDATA[Um "aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias". Assim o Jornal do Commercio descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo, na rua do Ouvidor. Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem produzida pelo fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864 - 1957) do Cinema Odeon, um dos primeiros do Rio de Janeiro. Malta foi de 1903 a 1936 o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias</em>&#8220;. Assim o <em>Jornal do Commercio</em> descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do aparelho, na rua do Ouvidor <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896, quarta coluna</a>). A exibição ocorreu poucos meses após a projeção inaugural dos filmes dos irmãos Auguste (1862 &#8211; 1954) e Louis-Jean Lumière (1864 &#8211; 1948), em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23972" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23972" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
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<p>Diversos fotógrafos não ficaram indiferentes à nova invenção. Alguns exemplos já abordados pela Brasiliana Fotográfica são <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank">Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e seus filhos</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79">Acessando o link para as fotografias dos cinemas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem do Cinema Odeon produzida pelo fotógrafo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. Acessando a fotografia no acervo do portal, o leitor poderá magnificá-la, verificar todos os dados referentes a ela e explorar todos os seus detalhes, como, por exemplo, os pedestres, os carros, a iluminação pública, a presença de uma agência da Sul-América Seguros no prédio, a arquitetura da fachada e ônibus que aparecem no registro. Basta clicar <span style="color: #993300;"><strong><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">aqui</a></strong></span> ou na própria imagem. A preservaçao digital de imagens possibilita, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em>, que as fotografias tenham outra visibilidade e possam ser acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A sala de cinema Odeon já existia na década de 10, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a rua Sete de Setembro, quando, entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 &#8211; 1931) que o ouviu no Cinema Odeon: <em>“É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença&#8230;”. </em>Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi  (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. Darius Milhaud (1892 &#8211; 1974), que passou uma temporada no Brasil, tambem o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado &#8220;à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.&#8221;, proprietária do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 &#8211; 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/nazareth.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939" width="250" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank">O maestro Ernesto Nazareth, que tocava na sala de esperava do Cine Odeon / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Cinema Odeon, o atual prédio, fotografado por Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8221; O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></span></a><span style="color: #800000;"><em>&#8220;.</em></span></p>
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<div id="attachment_23979" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/lumiere.jpg" alt="Auguste e Louis Lumière / Instituto Lumière" width="390" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank">Auguste e Louis Lumière, os inventores do cinematógrafo, <em>os pais do cinema</em> / Instituto Lumière</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Link para o site Ernesto Nazareth 150 anos, do Instituto Moreira Salles.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank">Site Cine Odeon</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos &#8211; Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/ernesto-nazareth" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank">Youtube</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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