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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; aviação</title>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIX &#8211; A aviadora Anésia Pinheiro Machado (1904-1999)</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36932#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 14:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Anésia Pinheiro Machado]]></category>
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		<category><![CDATA[I Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>

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		<description><![CDATA[Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999) a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série "Feministas, graças a Deus" e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999), a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/12634" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.</p>
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<div style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13091/Anesia%20Pinheiro%20Machado%20-%20Aero%20Club%20Brasileiro%20-08%20Set%201922%20-%20cx14.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="496" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 8 de setembro de 1922 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O meu desejo de voar talvez seja fruto do meu anseio, sempre cada vez mais intenso, de me elevar, de sair da banalidade do viver comum. E o incontido ímpeto de minha alma, que me impulsiona e me leva a procurar as emoções mais fortes do voo. A vida corriqueira não me satisfaz; ando sempre em busca de alguma coisa nova. E essa faceta de minha personalidade que dirão inconstante, que fez com que eu me dedicasse à aviação&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Anésia Pinheiro Machado nasceu em 5 de junho de 1904, em Itapetininga, em São Paulo. Cursou a faculdade de Farmácia e trabalhou no Diário de Itapetininga. Foi durante a Festa do Divino, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, em 1920, em sua cidade natal, que Anésia viu um avião pela primeira vez e se apaixonou pela aviação. Mudou-se para São Paulo, aos 17 anos, e iniciou o curso de pilotagem, tendo como instrutor o piloto alemão Fritz Roesler. Ela e Thereza de Marzo (1903-1986) realizaram seus voos solos no mesmo dia, 17 de março de 1922.</p>
<div style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank"><img src="https://www.earlyaviators.com/anesia.jpg" alt="Anésia Pinheiro Machado" width="505" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank">Neste avião Anésia fez seu primeiro voo solo, em 17 de março de 1922</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Mas Teresa recebeu o brevê número 76, em 8 de abril, e Anésia, no dia seguinte, recebeu o brevê 77 da Federação Aeronáutica Internacional. Foram examinadas por Luiz Ferreira Guimarães e Delamare Garcia, da comissão do Aero Club Brasileiro  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9287" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 11 de abril de 1922, quinta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/Sqy8cXpAuF1r6Dkfv2Z-n3a9wqU=/0x253:350x523/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/f/c/WUhtYUS0etQtofIO93EA/i383958.jpg" alt="Licença para pilotar aeronaves de Anésia Pinheiro Machado — Foto: Arquivo público" width="484" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Anésia, de 9 de abril de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_37096" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37096 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia4.jpg" alt="anesia4" width="336" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Thereza de Marzo, de 8 de abril de 1922</a></p></div>
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<p>Em 23 de abril de 1922, tornou-se a primeira mulher a realizar um voo com passageiro. Foi também a primeira brasileira a realizar um voo acrobático. E, em 18 de maio de 1922, pilotando um Caudron G3, conquistou o recorde feminino de voo em altitude até então,  alcançando 94.124 metros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37112" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><img class="wp-image-37112 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia5.jpg" alt="anesia5" width="406" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><em>Paratodos</em>, 3 de junho de 1922</a></p></div>
<p>Em 10 de junho, voou de São Paulo a Santos na companhia de seu mecânico e de Paulo Duarte, redator de <em>O Estado de São Paulo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9874" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de junho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de julho, participou, no prado da Mooca, em São Paulo, da homenagem promovida pelo Aero Club aos aviadores portugueses Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), que haviam feito a primeira travessia aérea do Atlântico Sul entre 30 de março e 17 de junho de 1922. Anésia ficou em terceiro lugar, depois de Edu Chaves (1887-1975) e Steckmann (?-?), na prova de velocidade realizada durante o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10137" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 9 de julho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na ocasião da comemoração do Centenário da Independência, no avião monomotor Caudron G3, Anésia iniciou o voo no qual cruzou 442 quilômetros que separam São Paulo e o Rio de Janeiro. Partiu do Campo de Higianópolis, em 5 de setembro, tendo pousado em Taubaté, Guaratinguetá, Cruzeiro e Pinheiro. Seu destino final foi o Campo dos Afonsos, onde chegou no dia 8 de setembro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/8334" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1° de janeiro de 1922, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9433" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de abril de 1922, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10625" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de agosto de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10699" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10728" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10764" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 e 9 de setembro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank"><img src="https://www2.fab.mil.br/musal/images/imagens_musal/2021/CURIOSIDADES_HISTORICAS/BREVETADAS_PRIMEIRAS_AVIADORAS/Ansia_Pinheiro_Machado_1922_.jpg" alt="" width="615" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank">Anésia diante do Caudron G3, em que realizou o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, em setembro de 1922.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira mulher a realizar a façanha, que teve muita visibilidade, e usou o fato para divulgar o movimento feminista. Recebeu um bilhete de Santos Dumont parabenizando-a por seu voo. Junto com o bilhete, ele enviou uma réplica da medalha de São Bento que havia recebido da Princesa Isabel (1846 -1921) e que Anésia levou consigo por toda a sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37095" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia.jpg" alt="anesia" width="392" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Bilhete que Santos Dumont enviou a Anésia felicitando-a pelo <em>seu lindo voo São Paulo-Rio</em></a></p></div>
<p>No artigo <em>A relíquia</em>, o autor reclamou da ausência de uma homenagem às mulheres durante a comemoração do centenário da independência e propôs que o avião em que Anésia havia realizado o voo entre São Paulo e Rio fosse adquirido e elevado à condição de relíquia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1922´, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada no Theatro São Pedro, na apresentação da peça <em>Amor à terra</em>, de Octavio Rangel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10862" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de setembro de 1922, penúltima coluna).</a></p>
<p>Em 27 de setembro, visitou a Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas. No dia seguinte, o Conselho Municipal aprovou uma premiação em dinheiro para ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10953" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 28 de setembro de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10964" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ainda no mesmo ano, como delegada da Liga Paulista pelo Progresso Feminino participou do I Congresso Feminista Internacional, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37099" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia1.jpg" alt="anesia1" width="345" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">A aviadora Anésia Pinheiro Machado</a></p></div>
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<p>Participou da Revolução de 1924, motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Os rebeldes, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes (1865 – 1949), pretendiam derrubar o governo de Artur Bernardes (1875 – 1955), instituir o voto secreto, fazer mudanças no ensino público e realizar reformas sociais. A rebelião eclodiu, em 5 de julho de 1924, e durou 23 dias. Os rebeldes foram derrotados pelas tropas legalistas do governo federal. Uma das missões de Anésia foi sobrevoar as tropas legalistas e o encouraçado Minas Gerais, jogando flores e panfletos nos quais estava escrito “<em>E se fosse uma bomba</em>?”. Por isso foi proibida de voar até 1939, quando retomou suas atividades. Neste ínterim voltou ao jornalismo e manteve uma coluna sobre aviação no jornal <em>O Paiz.</em> Também trabalhou como jornalista no Departamento de Imprensa e Propaganda e na Assembleia Legislativa (<em>Correio Paulistano</em>, 12 de setembro de 1924, sexta coluna; <em>Correio Paulistano</em>, 1º de janeiro de 1925, penúltima coluna).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com ela na revista <em>Paratodos</em>, de março de 1926.</p>
<p>Em 1940, recebeu do Departamento de Aviação Civil a licença de piloto privado e comercial, em julho e em agosto, respectivamente. No mesmo ano, participou do Campeonato da Semana da Asa e ficou na quinta colocação na prova Cruzeiro do Sul e, na de acrobacia aérea, a quarta coloção.</p>
<p>Ainda nos primeiros anos da década de 40 foi habilitada como instrutora de voo e piloto de voo por instrumentos.</p>
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<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13090/An%c3%a9sia%20Pinheiro%20Machado%20-%2004-06-1940%20-%20cx%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="843" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 4 de junho de 1940 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua perícia na execução de acrobacias aéreas, no campo de Manguinhos, onde havia um curso de pilotagem mantido pelo Aero Club Brasileiro, impressionou Mrs. Ulysses Grant McQueen, presidente da Women´s International Association of Aeronautics dos Estados Unidos, durante sua viagem ao Rio de Janeiro. Na ocasião, Anésia manifestou sua insatisfação em relação à diferença das oportunidades dadas aos aviadores homens, sempre muito mais estimulados do que as aviadoras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416&amp;source=gmail&amp;ust=1727457296910000&amp;usg=AOvVaw3_USouvYY4dCXNxzi00f11"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37097" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><img class="wp-image-37097 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia3.jpg" alt="anesia3" width="466" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro<em> Frontier by air</em> (1942), a escritora e jornalista Alice Roger Hager (1894-1969) deixou registrado que<strong> “</strong><em>Anésia é a melhor piloto do país, não havia dúvidas sobre sua habilidade. Quando fomos ao Aeroclube ela pegou um pequeno Bucher e superou qualquer piloto acrobático que eu já vi”.</em></p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, foi convidada pela Federal Aviation Administration para realizar um curso avançado de aviação nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/KPcqefLmMwKp3qVpO3Je2b3I8qk=/0x0:1024x824/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/B/P/6ahz3HRuqqZnfoXGhENg/la-aviadora-anesia-pinheiro-machado.jpg" alt="Anésia Machado nos Estados Unidos — Foto: Smithsonian Institution/Arquivo público" width="682" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Anésia Machado nos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1944 e 1948, trabalhou como  piloto e instrutora de voo na Panair do Brasil, e no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, da Força Aérea Brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg/800px-Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg" alt="undefined" width="653" height="527" /></a><p class="wp-caption-text">Anésia, em 1948, com Donald Dionne, instrutor chefe da Pan American Airways / <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank">Instituto</a> Smithsonion , EUA</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1951,  voou de Nova York para o Rio de Janeiro tornando-se a primeira mulher a pilotar um voo transcontinental, quando percorreu mais de 17 mil quilômetros entre Nova York e Rio de Janeiro em um avião Kian-Navion Super 260. No mesmo ano, atravessou a Cordilheira dos Andes voando de Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina.</p>
<p>Em 1954, durante a Conferência de Istambul, foi reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), como Decana Mundial da Aviação Feminina, por ser a detentora do brevê mais antigo do mundo ainda em atividade de voo. Na ocasião recebeu o diploma Paul Tissandier.</p>
<p>No ano em que foi celebrado os 50 anos do primeiro voo de avião de Santos Dumont, 1956, Anésia começou uma campanha de difusão do nome do aviador pelo mundo. Conseguiu que uma réplica do avião 14-Bis e do dirigível de Santos Dumont fossem doados ao Museu de Aviação Smithsonion, em Washington. Também lutou para que o nome de Santos Dumont fosse dado a uma das crateras da Lua, nomeada pela União Astronômica Internacional (IAU) em 20 de julho de 1973, data do centenário de nascimento do aviador. A cratera Santos Dumont está localizada nas imediações do lugar onde pousou a nave espacial Apollo 15, em 1971, que executou a primeira missão de caráter eminentemente científico e a primeira que utilizou o jipe lunar. A decisão foi aprovada durante a a 15ª Assembleia Geral da União Aeronáutica Internacional, realizada na Austrália, em agosto de 1973 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098086/18924" target="_blank"><em>O Estado de Mato Grosso</em>, 12 de agosto de 1973</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, foi condecorada com 19 medalhas nacionais e sete internacionais, dentre elas a Edward Warner, a mais alta distinção da Organização da Aviação Civil Internacional, que recebeu em 1989 por seu pioneirismo e por sua participação no desenvolvimento da aviação civil na América Latina. Era uma das integrantes do <em>Ninety-Nines: Organização Internacional de Mulheres Pilotos,</em> também conhecida como <em>The 99s</em> ou <em>As 99</em>, uma organização internacional voltada para pilotos do sexo feminino. Foi fundada em 1929 por um grupo de mulheres aviadoras sob a liderança de Amelia Earhart (1897-1937), pioneira da aviação dos Estados Unidos.</p>
<p>Anésia faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1999, no Hospital do Galeão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/307159" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de junho de 1999</a>). Seu corpo foi cremado e suas cinzas estão em uma urna que faz parte do acervo do Museu de Cambangu em Santos Dumont, cidade de Minas Gerais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/orgod2yLepPmfk8Sw7fkrCJZLR4=/0x0:1280x960/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/F/c/D5RRBdS0yWsXuc8ynQ3w/estatua-de-anesia-pinheiro-machado-em-itapetininga-sp-.jpg" alt="Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo" width="494" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Mulheres na aviação &#8211; Embraer</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Portal G1</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://marcospalhares.com.br/a-cratera-em-homenagem-a-santos-dumont/#:~:text=Nada%20mais%20justo%3A%20Santos%2DDumont,pr%C3%B3ximo%20ao%20norte%20da%20Lua%20(" target="_blank">Site Marcos Palhares</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20131224073422/http://www.fab.mil.br/personalidades" target="_blank">Site Ministério da Defesa Força Aérea Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www2.fab.mil.br/musal/index.php/curiosidades-historicas-item-de-menu?start=42" target="_blank">Site Museu Aeroespacial</a></p>
<p><a href="https://www.icao.int/about-icao/assembly/Pages/warner.aspx" target="_blank">Site Organização da Aviação Civil Internacional</a></p>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; IV &#8211; A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2022 14:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[No quarto artigo da Série "1922 - Hoje, há 100 anos”, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo sobre a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur de Sacadura Freire Cabral. Iniciaram a viagem em 30 de março de 1922, partindo de Lisboa, a bordo do hidroavião Lusitânia, e chegaram ao destino final, o Rio de Janeiro, em 17 de junho de 1922, completando a travessia. A população da cidade fez a apoteose magnífica do heroismo, aclamando Gago Coutinho e Sacadura Cabral na mais espontânea, na mais eloquente, na mais grandiosa manifestação popular em que há memória no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No quarto artigo da Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em>, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo sobre a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Carlos Viegas Gago Coutinho (1869 -1959) e Artur de Sacadura Freire Cabral (1881 &#8211; 1924). Iniciaram a viagem em 30 de março de 1922, partindo de Lisboa, a bordo do hidroavião <em>Lusitânia</em>, com destino ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9183" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de março de 1922</a>). Após alguns contratempos e acidentes e escalas na Europa e em algumas cidades do Brasil, chegaram ao destino final,<span style="color: #800000;"><strong> em 17 de junho de 1922</strong></span>, completando a travessia. A população da cidade <em>fez a apoteose magnífica do heroismo, aclamando Gago Coutinho e Sacadura Cabral na mais espontânea, na mais eloquente, na mais grandiosa manifestação popular em que há memória no Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/9943" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de junho de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9154/007ALA097.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9154" target="_blank">Jorge Kfuri. Recepção de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Foram recepcionados com vários eventos, um deles a visita à Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas, em 26 de junho de 1922. São fotografias dessa homenagem e uma imagem produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, alguns dias depois, que a Brasiliana Fotográfica traz hoje para seus leitores. Os registros pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das parceiras do portal. O portal pede a ajuda a seus leitores para a identificação da única mulher presente ao almoço oferecido pela Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, aos aeronautas portugueses.</p>
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<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6092/Gago%20Coutinho%20e%20Sacadura%20Cabral%2038326.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6092" target="_blank">Augusto Malta. Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 30 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22gago+coutinho%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Gago Coutinho e Sacadura Cabral disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6061" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6061/47788%20%282%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6061" target="_blank">Jorge Kfuri. Gago Coutinho e o Tenente Mario da Cunha Godinho, ao fundo, um hidroavião, na Escola de Aviação Naval, 26 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6060/47790.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="346" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6060" target="_blank">Jorge Kfuri. Grupo de Oficiais junto ao aviador Gago Coutinho à frente de um hidroavião na Escola de Aviação Naval , 26 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas duas fotografias abaixo há a presença de uma única mulher no almoço na Escola de Aviação Naval. Seria a aviadora Thereza de Marzo (1903 &#8211; 1986), pioneira da aviação no Brasil que participou das homenagens aos pilotos? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15801" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de junho de 1922, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15820" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 22 de junho de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15841" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1922</a>). A aviadora francesa Adrienne Bolland (1895 &#8211; 1975), primeira mulher que sobrevoou a Cordilheira dos Andes, que estava, na época, no Rio de Janeiro, tendo participado de eventos com os aviadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10008" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15841" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1922</a>)? Ou será a mulher de algum dos oficiais? Infelizmente nos registros do almoço na Escola de Aviação Naval não é mencionada nenhuma presença feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15905" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de junho de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13967" style="width: 596px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6064" target="_blank"><img class="wp-image-13967 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/geral-circulo.jpg" alt="geral-circulo" width="586" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6064" target="_blank">Jorge Kfuri. Visita de Gago Coutinho e Sacadura Cabral à Escola de Aviação Naval,26 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<h1 style="text-align: center;"></h1>
<div id="attachment_13968" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6064" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/detalhe.jpg" alt="Detalhe da foto" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6064" target="_blank">Detalhe da foto</a></p></div>
<h1 style="text-align: center;"></h1>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6059" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6059/47789.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6059" target="_blank">Jorge Kfuri. Almoço na Escola de Aviação Naval em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 26 de junho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos após a travessia, em novembro de 1924, Sacadura Cabral faleceu quando pilotava um Fokker 4146, de Amsterdã para Lisboa. Santos Dumont (1873 &#8211; 1932) enviou uma pequena carta a Gago Coutinho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/74497" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/74497&amp;source=gmail&amp;ust=1612287312799000&amp;usg=AFQjCNEDlfOWRLS_FCsUtl2OiiLdUgVjUQ"><i>O Jornal</i>, 18 de junho de 1969</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22840" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_06/74497"><img class="wp-image-22840 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/biarritz.jpg" alt="biarritz" width="458" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_06/74497" target="_blank">Carta escrita por Santos Dumont para Gago Coutinho na ocasião da morte de Sacadura Cabral / O Jornal, 18 de junho de 1969.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Etapas e resumo da Travessia</strong></span></em></p>
<div id="attachment_13610" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/dados.jpg" alt="Dados sobre a travessia" width="485" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf" target="_blank">Etapas da travessia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-13623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/resumo.jpg" alt="resumo" width="488" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13601" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28178" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13601" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/careta.jpg" alt="Careta, 24 de junho de 1922" width="513" height="730" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28178" target="_blank"><em>Careta</em>, 24 de junho de 192</a>2</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pampatrimonioartesemuseus.wordpress.com/2015/06/18/17-de-junho-de-1922-gago-coutinho-e-sacadura-cabral-chegam-ao-rio-de-janeiro-completando-a-primeira-travessia-aerea-do-atlantico-sul/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-13609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/selo.jpg" alt="selo" width="454" height="736" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ncultura.pt/gago-coutinho-e-sacadura-cabral-os-herois-portugueses/" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-13624 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/selo1.jpg" alt="Cartão postal" width="800" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://memorialdasgavetas.wordpress.com/2017/08/16/gago-coutinho-e-sacadura-cabral-no-porto-e-em-gaia/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-13630" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/gago-coutinho-e-sacadura-cabral.jpg" alt="gago-coutinho-e-sacadura-cabral" width="618" height="404" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: O repórter e fotógrafo de<em> O Cruzeiro</em>, Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959), cujo acervo fotográfico está sob a guarda do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, foi premiado, em 1948, na Segunda Convenção dos Aviadores Civis, em Poços de Caldas, do qual também participou o aviador Gago Coutinho (1869 &#8211; 1959). O acontecimento foi documentado na reportagem <em>O encontro das gerações</em>, com texto de Ibiapaba de Oliveira Martins e fotos de Norberto Esteves (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/59228" target="_blank"><em>O Cruzeiro, 12 de junho de 1948</em></a>).</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica faz um agradecimento especial à bibliotecária Marcia Prestes Taft, Encarregada da Seção de Documentos Iconográficos e Audiovisuais da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, e ao arquiteto Bruno Buccalon, da equipe do IMS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30749" style="width: 866px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28221" target="_blank"><img class=" wp-image-30749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/lusitanos.jpg" alt="Os aviadores visitando o Observatório Nacional / Careta, 1º de julho de 1922" width="856" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28221" target="_blank">Os aviadores visitando o Observatório Nacional / <em>Careta</em>, 1º de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3120" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-32357" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/gago.jpg" alt="gago" width="682" height="522" /></a></p>
<div id="attachment_32358" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3120" target="_blank"><img class=" wp-image-32358" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/gago1.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de setembro de 1922" width="835" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3120" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de setembro de 1922</a></p></div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf" target="_blank"><em>A primeira travessia aérea do Atlântico Sul</em></a> &#8211; Texto apresentado pela delegação brasileira que compareceu ao XI Congresso Ibero-Americano de História Aeronáutica e Espacial realizado em Lisboa em outubro de 2008</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/travessia-aerea-do-atlantico-sul/" target="_blank">Travessia aérea do Atlântico Sul</a> &#8211; Filme da Ensina RTP</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>A história da fotografia aérea e a Escola de Aviação Militar</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 13:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A partir de uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação, realizada em 18 de março de 1937, que faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951, totalizando cerca de 3592 imagens, os historiadores Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado escreveram o artigo "A Escola de Aviação Militar".  Eles contam um pouco da história da produção e da utilização da fotografia aérea pelos militares. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A partir de uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação, realizada em 18 de março de 1937, que faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951, totalizando cerca de 3592 imagens, os historiadores Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado escreveram o artigo &#8220;A Escola de Aviação Militar&#8221;.  Eles contam um pouco da história da produção e da utilização da fotografia aérea pelos militares. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Escola de Aviação Militar</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7338" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7338/Alb%200294%20090%20ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7338" target="_blank">Vista Aérea da Escola de Aviação Militar, 18 de março de 1937. Campos dos Afonso, Rio de Janeiro / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem selecionada é uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação (PCAv), possui a identificação de número 90, classificação de foto oblíqua, foi fotografada pela Escola de Aviação Militar, às 10 horas, do dia 18 de março de 1937, o foco da câmera marcava 24 e a aeronave encontrava-se a 200 metros do solo no momento da foto. Como sabemos de tudo isso? Se observarmos, essas informações estão localizadas na parte inferior da fotografia. Outra pertinente pergunta seria como descobrimos o significado dessa legenda? Para isso tivemos que pesquisar nas antigas publicações utilizadas nas Escolas de Aviação. Dizemos Escolas de Aviação no plural porque realmente tivemos seis escolas situadas na mesma área registrada na fotografia que estamos apresentando hoje, foram elas: Aeroclube Brasileiro (1911 – 1914), Escola Brasileira de Aviação (1914), Escola de Aviação Militar (1919 – 1938), Escola de Aeronáutica Militar (1938 – 1940), Escola de Aeronáutica do Exército (1940 – 1941) e Escola de Aeronáutica (1941-1973).</p>
<p>As publicações eram oferecidas aos alunos das escolas de aviação na disciplina Fotografia Aérea, segundo a publicação Noções de Fotografia Aérea (1939). O início da utilização da fotografia aérea pelos militares ocorreu em 1858, a bordo de um balão. A dirigibilidade de balões era instável e os aviões permitiram sua estabilidade e avanço. Acompanhado do aperfeiçoamento das primeiras aeronaves, também foram desenvolvidas câmeras especiais para o registro aéreo. Elas surgiram a partir de 1915 e até aquele momento as usadas eram as mesmas utilizadas pela imprensa. A fotografia minimizava um possível erro de impressão sobre o que era fotografado, disponibilizando uma informação fiel e uma ideia atualizada do campo de operações. Dessa maneira, ela servia para tirar possíveis dúvidas das cartas aeronáuticas, cobrir suas deficiências e oferecer conhecimento tanto para a defesa quanto para o ataque.</p>
<p>A fotografia aqui apresentada faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951 pelas escolas de aviação citadas acima, totalizando cerca de 3592 imagens. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida. De acordo com a publicação <em>Noções de Fotografia Aérea</em> (1939), a “Seção Foto é o órgão incumbido de guardar e conservar o material fotográfico, de sua preparação para o voo, da realização dos trabalhos de laboratório, da identificação, inscrição e arquivo, e, muitas vezes execução das missões”. <strong>(1)</strong></p>
<p>A atividade de inscrição compreende a elaboração da legenda, por meio dela, sabemos a identificação de todas as imagens desse conjunto. A legenda é composta pelos seguintes campos: número e classificação da fotografia, unidade a que pertence a Seção Foto, foco do aparelho, região fotografada, altura do voo, hora, data e flecha indicando o Norte”.<strong>(2)</strong>  As variações da classificação era a informação sobre o tipo de suporte utilizado no momento da foto, negativo rígido, de vidro, ou flexível, de nitrato. As classificações poderiam ser as seguintes: PV, para placa de vidro vertical; PO, para placa de vidro obliqua; FV, para filme vertical e; FO, para filme obliquo. As fotos verticais eram as em que o eixo ótico forma um ângulo de aproximadamente 90° com o terreno e as oblíquas, o eixo está inclinado em relação ao terreno e a linha do horizonte não aparece na fotografia. Além disso o registro fotográfico poderia ser aéreos, terrestres, de acidentes, de reprodução e identificação pessoal. O formato ou era 13 x 18 ou 18 x 24. Todos esses tipos de registros encontram-se nesse conjunto de vinte álbuns, sendo quatorze de imagens aéreas, cinco de acidentes com aeronaves e um de imagens terrestres.</p>
<p>A Missão Militar Francesa de Aviação (MMFAv) foi a responsável pela montagem da primeira Seção Foto da Aviação Militar com seus equipamentos e material necessário para a realização das fotografias, assim como, a revelação e tudo que envolvia a técnica da fotografia militar. A MMFAv fazia parte da Missão Militar Francesa que durou até 1940, quando a França foi ocupada pela Alemanha e os oficiais franceses tiveram que renunciar à missão e partir para a guerra. O objetivo da Missão Militar Francesa era auxiliar na instrução e modernização do Exército. A Escola de Aviação Militar do Exército foi gerida, em sua parte técnica pela Missão Militar Francesa de Aviação (MMFAv) que funcionou de forma efetiva até 1931.</p>
<div>Após essa breve e rápida apresentação de como as imagens eram realizadas pelas escolas de aviação, gostaríamos de contextualizá-la historicamente no Campo dos Afonsos. Usaremos como recorte temporal o uso do terreno para a atividade de aviação, 1911, até a data da realização da fotografia exposta, 1937. A imagem registra parte do que é hoje conhecido como Guarnição dos Afonsos <strong>(3)</strong>, situada no bairro de Sulacap, região oeste do Estado do Rio de Janeiro.</div>
<p>O que está ocupado por tantas organizações militares, um dia pertenceu ao Engenho de Afonsos e posteriormente foi cedido à Polícia do Distrito Federal (1912) pelo Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Este Ministério comprou uma parte do terreno e cedeu ao primeiro aeroclube do Brasil, o Aeroclube Brasileiro, fundado em 14 de outubro de 1911. Nesse mesmo terreno, anos depois, também funcionou a Escola Brasileira de Aviação. Por dificuldades financeiras, no mesmo ano que esta escola foi inaugurada, 1914, ela também fechou as portas. Com a criação da Escola de Aviação Militar do Exército (1918), o Aeroclube Brasileiro mudou de endereço e instalou-se em Manguinhos, onde agora está localizada a Vila do João e parte da Avenida Brasil.</p>
<p>Nos anos da década de 1920 o Campo dos Afonsos foi conhecendo um crescimento progressivo. A quantidade de aviadores oficiais e praças cresceram. Criam-se a Esquadrilha de Aperfeiçoamento e depois o 1° Regimento de Aviação, para onde foram alocados os pilotos já formados para utilizarem as aeronaves após a formação.</p>
<p>Em 1927 foi criada a Arma da Aviação no Exército Brasileiro. Com o crescimento do número de aeronaves e o surgimento de novos Regimentos de Aviação por todo o país, houve a necessidade de se criar uma Unidade para realizar a manutenção do Material Aeronáutico. Em 1933, foi inaugurado o Parque Central de Aviação (PCAv), já depois da saída da Missão Francesa de Aviação.</p>
<p><strong>(1)</strong> MINISTÉRIO DA GUERRA, 1939, p.43.</p>
<p><strong>(2)</strong> Ibid., p.46.</p>
<p><strong>(3)</strong> Trata-se de um complexo de organizações militares que estão sediadas na área do chamado Campo dos Afonsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Fabiana Costa Dias é doutoranda pelo PPGCI/UFF e Jefferson Machado é Doutor em História Comparada pelo PPGCH/UFRJ</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>DIAS, F. C. <em><a href="http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1427762634_ARQUIVO_DIAS,FabianaC%20osta_museu_aeroespacial_ummuseudeherois.pdf" target="_blank">Museu Aeroespacial: um museu de heróis</a>.</em> In: XVIII Simpósio Nacional de História, 2015, Florianópolis. Lugares dos historiadores: velhos e novos desafios. 2015. v.1. (link:</p>
<p>DIAS, F. C.; MACHADO, J. E. S. <a href="https://www.even3.com.br/anais/arqdoc/71129-as-transformacoes-arquitetonicas-nocampo-dos-afonsos-no-periodo-de-1930-1940--a-fotogrametria-como-fonte-para-a-h/" target="_blank"><em>As transformações arquitetônicas no Campo dos Afonsos no período de 1930-1940: a fotogrametria como fonte para a história e arquitetura.</em></a> In: 5º Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação, 2017, Belo Horizonte.</p>
<p>MINISTÉRIO DA GUERRA. <em>Noções de Fotografia Aérea</em> (compilação de dados colhidos em diversas obras). Rio de Janeiro: Imprensa Técnica do S.T.Ae, 1939.</p>
<p>______. <em>Noções de Fotografia Aérea</em>. Rio de Janeiro: Imprensa Técnica do S.T.Ae, 1939.</p>
<p>UNIVERSIDADE DA FORÇA AÉREA. <em>Campo dos Afonsos: 100 anos de história da aviação brasileira</em>. Rio de Janeiro: Universidade da Força Aérea, 2012.</p>
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		<title>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2018 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. A Brasiliana Fotográfica reuniu registros do evento produzidos pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, parceira do portal, e também imagens de outras viagens de zepelins pelo Rio de Janeiro, pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles, de autoria do fotógrafo amador Guilherme Santos e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a> registrou o evento e a Brasiliana Fotográfica relembra o fato destacando imagens que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das parceiras do portal. São 10 fotografias aéreas do dirigível alemão sobrevoando diversos bairros e locais da Cidade Maravilhosa, dentre eles o Bairro Peixoto, Botafogo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, Humaitá, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> e o Campo dos Afonsos, onde aterrissou. Kfuri produziu as imagens a bordo do avião <em>Consul Dayte</em> nº 332, da Marinha de Guerra, pilotado pelo capitão-tenente Antônio Dias Costa (? &#8211; 1930), que faleceu dois dias depois em um acidente de avião (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank">26 de maio, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/242" target="_blank">28 de maio</a> de 1930).</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica reuniu também registros de outras passagens tanto do Graf Zeppelin como do dirigível Hindenburg pelo Rio de Janeiro, que pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles &#8211; são de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, de autoria do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo tendo ao fundo o Edifício Martinelli. A Brasiliana Fotográfica também resgatou a crônica <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em></a>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), sobre o impacto da presença do zepelim nos céus do Rio de Janeiro, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional de </em>31 de maio de 1930</a>.</p>
<p>Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores do portal, fez uma apreciação das fotografias selecionadas para essa publicação*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12269" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><img class="wp-image-12269 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/noticia.jpg" alt="noticia" width="184" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Várias fotografias creditadas ao tenente J. Kfuri, do Serviço Fotográfico da Aviação Naval, foram publicadas na revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, de 7 de junho de 1930.</a> Acima delas, os títulos eram exuberantes e líricos: &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2685" target="_blank">Na escuridão da noite como um meteoro&#8230;</a></em>&#8220;, &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2686" target="_blank">Como um pássaro maravilhoso a aeronave parece voar entre as nuvens e as neblinas matinares</a></em>&#8221; e &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2693" target="_blank">O refulgente pássaro aéreo voa sobre os bairros da cidade</a></em>&#8220;, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12245" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><img class="  wp-image-12245" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/kfuri.jpg" alt="kfuri" width="540" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank">Antônio Dias Costa e Jorge Kfuri, <em>O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma edição, como <em>as admiráveis fotografias do tenente Kfuri pediam um texto de excepcional significação</em>, foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2691" target="_blank"><em>Palavras do Ar</em></a>, do engenheiro e professor Vicente Licínio Cardoso (1889 &#8211; 1931), único passageiro brasileiro do Graf Zeppelin. Estava na Europa como delegado da Federação Nacional das Sociedades da Educação, quando foi convidado pela Companhia Zeppelin para representar o país no primeiro voo da aeronave para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12274" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank"><img class="wp-image-12274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/licinio.jpg" alt="licinio" width="381" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank">Vicente Licínio Cardoso, único passageiro brasileiro no voo inaugural do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin para o Brasil,<em> O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/146" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Graf Zeppelin no Rio de Janeiro pertencentes ao acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5373/133862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana. O grande terreno no centro é o bairro Peixoto, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/147" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de passagens de zepelins pelo Brasil pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5603/002080Vol02Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zepelim pelo país, c. 1935. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>O primeiro voo do Graf Zeppelin ao Brasil</em></span></strong></p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6a/Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg/800px-Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg" alt="" width="183" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ferdinand von Zeppelin</p></div>
<p style="text-align: left;">Batizado pela filha do pioneiro dos dirigíveis, o conde Ferdinand Graf von Zeppelin (1838 &#8211; 1917), em 8 de julho de 1928, data em que ele completaria 90 anos, o Graf Zeppelin D &#8211; LZ127  &#8211; <em>graf</em> significa conde &#8211; realizou seu primeiro voo em 18 de setembro do mesmo ano. O primeiro voo comercial aconteceu em 11 de outubro, também em 1928. Tinha aproximadamente 236 metros de comprimento e cerca de trinta metros de altura. Seu luxo, tamanho e velocidade encantaram seus passageiros e as populações por onde passava. Sua presença nos céus cariocas foi referido em uma crônica de <a href="https://blogdoims.com.br/manuel-bandeira-a-vida-inteira-por-elvia-bezerra/" target="_blank">Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968)</a> como <em>um acontecimento empolgante e inédito&#8230;um espetáculo&#8230;perturbantemente inédito</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Graf Zeppelin tinha 10 cabines duplas, dois lavabos, banheiros masculino e feminino, restaurante, cozinha, sala de rádio, sala de navegação e sala de controle. Foi o primeiro balão dirigível a vir ao Brasil, o primeiro a transpor a linha equatorial atravessando o oceano Atlântico no hemisfério sul. Veio em voo experimental e seu destino era o Rio de Janeiro. Prateado, partiu da base de Friedrichshafen, na Alemanha, em 18 de maio de 1930, e fez na manhã do dia seguinte uma parada em Sevilha, na Espanha. Sobrevoou os céus do Recife, primeira parada em terras brasileiras, após um voo de 59 horas conduzido pelo comandante Hugo Eckener (1868 &#8211; 1954).  Aterrissou no Aeroporto do Jiquiá, na capital pernambucana, em 22 de maio de 1930, onde era esperado por uma multidão estimada em 15 mil pessoas &#8211; a data havia sido decretada feriado pelo prefeito do Recife, Francisco da Costa Maia. A chegada da aeronave foi saudada pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), então oficial de gabinete do governador Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937) (<em>Diário de Pernambuco</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1029" target="_blank"> 22</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1039" target="_blank">23</a> de maio de 1930). Houve tumulto entre a multidão e a polícia e o cônsul da Inglaterra e sua esposa foram <em>atropelados pela cavalaria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2100" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de maio de 1930, terceira coluna</a>). Fotografias sobre a passagem do dirigível por Recife foram publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em> de 7 de junho de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Lista dos passageiros:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12235" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><img class="  wp-image-12235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/zep.jpg" alt="zep" width="540" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Graf Zeppelin foi reabastecido com gás e seguiu para o Rio de Janeiro à meia-noite de 23 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1047" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de maio de 1930</a>).  Finalmente, a aeronave atingiu a cidade às 23:30 do dia 24 e durante toda a madrugada <em>bordejou fora da barra com seus motores parados</em> para não incomodar com barulho os habitantes do Rio. Seu sobrevoo à cidade, na manhã do dia 25 de maio, descrito como <em>empolgante, </em>como um dos mais<em> imponentes espetáculos que poderia ser proporcionado pela aviação moderna,</em> foi assistido por <em>quase toda a população carioca. </em>A espera pelo evento foi como a espera por um <em>convidado de honra, um convidado para quem se reservam todas as atenções, todas as fidalguias, as fidalguias a que se dispensam aos grandes personagens que propositadamente se fazem aguardar com curiosidade&#8230;</em>O prefeito Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) e outras autoridades, dentre elas o embaixador Morgan, dos Estados Unidos, foram receber o comandante Eckener ainda a bordo do zeppelin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12276" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank"><img class="wp-image-12276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/eckener.jpg" alt="eckener" width="383" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank">Desenho do comandante Eckener feito pelo pintor e ilustrador pernambucano Manoel Bandeira (1900 &#8211; 1964), o M. Bandeira, para <em>A Província</em>, 18 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) e sua esposa, além do comandante Trompovsky e do capitão Fontenelle, representando o Ministro da Viação, embarcaram no dirigível (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2130" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930, primeira coluna</a>), que, cerca de uma hora depois da aterrissagem, voltou ao Recife, onde chegou no dia 26 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2134" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de maio de 1930</a>). <span style="color: #333333;">Dois dias depois, iniciou seu retorno à Alemanha. Ao sobrevoar Natal, a tripulação jogou uma coroa de flores sobre a estátua de um dos pioneiros da aviação, Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), com a mensagem &#8220;A Alemanha ao Brasil na pessoa de seu grande filho Augusto Severo&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2162" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de maio de 1930</a>). No fim do dia, cruzou a linha do Equador. A passagem por Havana, previamente programada, foi suspensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2190" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1930</a>), e o Zeppelin chegou ao Aeroporto de Lakehurst, nos Estados Unidos, em 31 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2204" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de junho de 1930</a>). No dia 2 de junho partiu para Sevilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1930</a>), onde chegou no dia 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2276" target="_blank"><em>Correio da</em> <em>Manhã</em>, 6 de junho de 1930</a>). Alcançou seu destino final, Friedrichshafen, em 6 de junho de 1930, após 19 dias desde o início de sua viagem tricontinental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2290" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de junho de 1930</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5368/133867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Botafogo e Humaitá, vendo-se a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história dos zeppelins foi interrompida pela explosão do dirigível Hindenburg, ocorrida, 77 horas depois da decolagem em Frankfurt, no final de uma tarde chuvosa, em Lakehurst, em Nova Jeresey, nos Estados Unidos, em 6 de maio de 1937, matando 36 pessoas &#8211; 13 passageiros, 22 tripulantes e um membro da equipe de terra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17741" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1937</a>). Realizou 63 voos desde seu primeiro, em 4 de março de 1936. Segundo Claudio Lucchesi, autor do livro <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação, </em>o Hindenburg fez 6 voos para o Brasil.</p>
<p>Após cerca de uma década, nenhum acidente foi registrado envolvendo o Graf  Zeppelin. Porém, após a tragédia com o Hindenburg, ainda em 1937, foi retirado de operação e ficou exposto em um hangar de Frankfurt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1937, quarta coluna</a>). Foi desmanchado em março de 1940 por ordem de Hermann Goering (1893 &#8211; 1946), comandante-chefe da Luftwaffe, a força aérea alemã. Em nove anos de operação, o Graf Zeppelin realizou 590 voos transportando milhares de passageiros e centenas de quilos de carregamentos e correspondência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5367/133870.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobre o morro da Urca e a Praia Vermelha, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi uma notícia de destaque em vários jornais da época:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/73338" target="_blank"><em>A semana Zeppelin</em> &#8211; <em>Fon-Fon</em>, 24 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>O Conde Zeppelin no Rio de Janeiro &#8211; Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1146" target="_blank"><em>O rápido pouso do Zeppelin &#8211; Como A Noite soube que o dirigível não aterraria no Campo dos Afonsos</em> &#8211; <em>A Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2255" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro viveu momentos de intensa emoção e entusiasmo com a visita do &#8220;Graf Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>O Jornal</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/1075" target="_blank"><em>Sob aclamação delirante, o povo carioca consagra a jornada audaz do comandante Eckner &#8211; O raid triunfante do &#8220;Graf Zeppelin&#8217;</em> &#8211; <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/4122" target="_blank"><em>O entusiasmo que despertou o empolgante espetáculo da chegada do &#8220;Conde Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>Jornal do Brasil</em>, 27 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1359" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin em visita ao Brasil &#8211; Continuando a sua rota magnífica, após ter sido aclamado pela população carioca, chegou ontem, pela manhã, a Recife, o grande dirigível alemão &#8211; O Paiz</em>, 27 e 28 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2613" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin no Brasil</em> &#8211; <em>O Cruzeiro</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em>, por Manuel Bandeira &#8211; <em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73277" target="_blank"><em>A viagem do Zeppelin</em> &#8211; <em>O Malho</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1012" target="_blank"><em>De Ícaro a Zeppelin, </em>por Escragnole Dória<em> &#8211; Revista da Semana</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>A viagem do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin ao Brasil &#8211; O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.airships.net/lz127-graf-zeppelin/history/" target="_blank">Airships.net</a></p>
<p class="autor"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p class="autor">LAUX Paulo F. <a href="http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/a-memoravel-passagem-do-zeppelin-pelo-brasil_737.html" target="_blank"><em>A memorável passagem do Zeppelin pelo Brasil</em></a>, 2012. <em>Aeromagazine</em>, 3 de outubro de 2012.</p>
<p class="autor">LINS, Fernando Chaves. P<em>or céus nunca d´antes navegados</em>, 2006. Recife: Universidade Federal de Pernambuco</p>
<p class="autor">LUCCHESI, Claudio. <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação</em>, 1996.</p>
<p><a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/geraldo-nunes/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/" target="_blank"><em>O Estado de São Paulo</em>, 9 de junho de 2015</a></p>
<p><a href="http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/zeppelin-atravessa-atlantico-em-sete-dias-pousa-na-capital-federal-8891105" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de julho de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5602/002080Vol02Cx0104.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zeppelin pelo país, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IM</a>S</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e curador da Brasiliana Fotográfica:</p>
<p><em>Vejam as imagens, verdadeiramente oníricas, dos primeiros vôos dos dirigíveis nos céus do Brasil, fotografados do ar por Jorge Kfury e do solo, em estereoscopias, por Guilherme Santos, entre outros registros preciosos sobre o tema, que integram a Brasiliana Fotográfica. </em><br />
<em>Somam-se nestas imagens muitos pioneirismos que marcaram o início do século XX: a aviação, vivendo ainda a convivência entre as duas grandes modalidades das quais Santos Dumont foi pioneiro, os balões dirigív<span class="text_exposed_show">eis e aviões a motor; a fotografia aérea, que concretizou e expandiu as ambições, desde as imagens pioneiras em balão de Nadar, de se realizar registros fotográficos a &#8220;olho de pássaro&#8221; de todo o território. É neste momento também que a fotografia estereoscópica se une à fotografia aérea para o início dos levantamentos aerofotogramétricos que revolucionariam toda a cartografia mundial.<br />
E no solo, a fotografia estereoscópica era também redescoberta por uma legião de fotógrafos, amadores e profissionais, que, como o carioca Guilherme Santos, dedicaram-se a produzir verdadeiras crônicas visuais de seu tempo. Imagens de uma fotografia documental e direta, em chapas de vidro, porém já fortemente marcadas pelas inovações da época, que levariam a fotografia a novos horizontes de linguagem e representação ao longo do século XX.</span></em></p>
<p>*A apreciação de Sérgio Burgi foi integrada à publicação em 26 de maio de 2018.</p>
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		<title>Memória das lutas feministas</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 12:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens relacionadas às lutas feministas pertencentes ao fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, do Arquivo Nacional, um dos parceiros do portal. Nelas estão retratadas algumas das mais importantes feministas brasileiras como a bióloga Bertha Lutz (1894 – 1976), a engenheira Carmen Portinho (1903 – 2001) e a deputada Maria José Salgado Lages (1907- 2003). Para apresentar as fotografias, as historiadoras Cláudia Heynemann e Maria do Carmo Rainho escreveram o texto "Memória das lutas feministas".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho*</p>
<p>Nas quase 500 fotografias que integram o fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF -, do Arquivo Nacional, evidencia-se a rede formada por mulheres em várias partes do mundo &#8211; dos Estados Unidos à Turquia, da Argentina à República Tcheca &#8211; na luta por seus direitos, por trabalho, educação, mas, sobretudo, por representatividade política através do voto.</p>
<p>A estas imagens que informam sobre congressos, assembleias, alistamentos, encontros de caráter político e tantas iniciativas voltadas para o universo feminino somam-se retratos daquelas que romperam com os papéis reservados a elas, sobretudo, nos anos 1920 a 1940. São aviadoras: Ruth Rowland Nichols e Jean Gardner Batten; juízas de paz como Mabel Moir-Byres; as cientistas Marie Curie e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz</a>; engenheiras como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho</a>; políticas como Frances Coralie Perkins, secretária do Trabalho nos Estados Unidos, de 1933 a 1945, e a principal arquiteta do <em>New Deal</em>. Entre as brasileiras, destacam-se, ainda, as fotografias das primeiras eleitoras como Esther Caldas, no estado de Alagoas, e das mulheres eleitas, a começar por Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=feminismo&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de memórias das lutas feministas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>Ao posar no avião, um meio de transporte ainda recente, marcado pelo risco, a velocidade, a altitude, durante campanha pelo alistamento feminino, em 1928, no Rio Grande do Norte, Bertha Lutz evidencia a ousadia, um dos ingredientes que marcam a luta pelos direitos das mulheres e o papel da Federação pelo Progresso Feminino que ela havia fundado em 1922 **. Em 1928, ao homenagear Carrie Chapman Catt, primeira presidente da IWSA – <em>International Woman Suffrage Alliance</em>, criada em 1904, em um impresso em língua inglesa, a organização reconhecia dever sua existência a Chapman, reproduzindo ali o escudo da República brasileira e o avião com os dizeres &#8220;voto feminino&#8221;.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Anônimo. Berta Lutz na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nascimento da FBPF, precedida pela Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, criada pela cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz</a>, em 1919, era declaradamente vinculado ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século XX, entre as demais reivindicações de igualdade e independência. A partir dali, seriam promovidos diversos encontros, seguindo a tendência da <em>belle époque</em>, como o Congresso Internacional Feminista de 1922 no Rio de Janeiro, ao qual compareceu Carrie Chapman, ou o IX Congresso da Aliança Internacional Feminista, no ano seguinte, realizado em Roma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5029" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5029/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0002_003__TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5029" target="_blank">Anônimo. IX Congresso da Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino, maio de 1923. Roma, Itália / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O internacionalismo feminista está presente nessas fotografias, em diálogo com os encontros nacionais que, ao final dos anos 1920 e nos anos 1930, se sucedem, incluindo aqueles com o presidente Getulio Vargas. Este último ocorreu durante o III Congresso Nacional Feminista no Rio de Janeiro quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz </a>já ocupava a vaga de deputada federal na vaga deixada pelo titular. Vista em retrospecto, a recepção no Catete ordena a marcha dos acontecimentos a partir da Revolução de 1930 de cujos líderes as integrantes da FBPF, sobretudo cariocas, haveriam de se aproximar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5025/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank">Anônimo. Participantes do III Congresso Nacional Feminista em audiência com presidente Vargas, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O grupo sorridente de 1931 é formado pelas delegadas ao II Congresso Internacional Feminista. Reunidas na praia deserta e invernal do Recreio dos Bandeirantes, registra entre suas fileiras <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmem Portinho</a>, uma das fundadoras e vice-presidente da Federação. O evento teve em suas sessões uma representante do governo nomeada por decreto. No ano seguinte o novo código eleitoral estendeu o direito de voto às brasileiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text">Anô<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">nimo. Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das fotografias mais representativas das lutas feministas e do espaço ocupado pelas mulheres na política nas primeiras décadas do século XX faz parte desta amostra de imagens. Nela, temos Maria José Salgado Lages, primeira deputada eleita pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, circundada por deputados, todos eles homens, após a cerimônia de posse em Maceió, em 1935. Elegantemente vestida para os padrões da época – conforme a moda europeia de vestidos mais longos, retos, com pregas até o meio da perna e tecidos encorpados e escuros, adequados à crise econômica dos anos 1930, Maria José não se furta, em meio à austeridade que faz da sua indumentária quase uma versão feminina dos ternos, a escolher bolsa e luvas brancas, cor também utilizada para os detalhes da parte superior do vestido. Frescor e juventude num visual sério, conforme pedia a solenidade da ocasião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4942" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4942/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0027__TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4942" target="_blank">Maria José Salgado Lages, primeira mulher eleita deputada da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas e deputados após cerimônia de posse em Maceió, 26/05/1935. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Àquela época, a deputada, também conhecida como Lily Lages, nascida em Maceió, havia trilhado um caminho bastante rico para uma moça de 28 anos: estudou em Olinda, em escola fundada por beneditinas alemãs; formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia (1931), enfrentando a oposição do pai; foi a única mulher a pertencer ao Grêmio Literário Guimarães Passos, onde tomou posse em 1931; fundou a Associação pelo Progresso Feminino, em Alagoas (1932). Antes de se eleger já lutara pela instituição de cursos de puericultura e economia doméstica nos estabelecimentos de ensino secundário, como forma de combater a mortalidade infantil. Longe de uma fragilidade que seu corpo franzino pode expressar, em meio a tantos homens de terno, Maria José e seu sorriso discreto evidenciam que aquele instante era apenas um passo em uma trajetória de conquistas, em meio a batalhas enfrentadas em diferentes campos e há muito tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Anônimo. Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> International Women’s News / Nouvelles Féministes Internationales. Centenary Edition 1904-2004.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Claudia Beatriz Heynemann – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional e Maria do Carmo Rainho – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>** Esse trecho do texto e a legenda da fotografia abaixo dele foram alterados em 5 de junho de 2019.</p>
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		<title>O inventor Alberto Santos Dumont (1873 &#8211; 1932) pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jul 2017 05:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo Jorge Kfuri (1893 -1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, registrou a visita que o então presidente do Brasil, Wenceslau Braz (1868 - 1966), e Alberto Santos Dumont (1873 - 1932), conhecido como o "Pai da Aviação", fizeram à Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas, localizada na Baía de Guanabara, em novembro de 1918. O inventor e o presidente conversaram sobre os progressos da aviação e foram recebidos pelo então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar (1848 - 1926), que mostrou a seus convidados o serviço de aviação naval por ele organizado: uma flotilha de cerca de 30 aparelhos modernos, oficina para reparos e construção de aviões, quatro hangares e a Escola de Aviação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 756px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4565" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4565/47276.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="746" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4565" target="_blank">Jorge Kfuri. Visita do Presidente Wenceslau Braz e Santos Dumont à Escola de Aviação Naval na Ilha das Enxadas, 1918. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, registrou a visita que o então presidente do Brasil, Wenceslau Braz (1868 &#8211; 1966), e<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/12634" target="_blank"> Alberto Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, conhecido como o &#8220;Pai da Aviação&#8221;, fizeram, em novembro de 1918, à Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas, localizada na Baía de Guanabara. O inventor e o presidente conversaram sobre os progressos da aviação e foram recebidos pelo então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar (1848 &#8211; 1926), que participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> e da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, e que também foi ministro da Marinha dos presidentes Affonso Pena (1847 &#8211; 1909), Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924), Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923),  e Arthur Bernardes (1875 &#8211; 1955). O almirante mostrou a seus convidados o serviço de aviação naval por ele organizado: uma flotilha de cerca de 30 <em>aparelhos modernos</em>, oficina para reparos e construção de aviões, quatro hangares e a Escola de Aviação. Na época, o capitão de fragata Henrique Aristides Guilhem (1875 &#8211; 1949), futuro ministro da Marinha entre 1935 e 1945, comandava a flotilha dos aviões de guerra.</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=kfuri&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Jorge Kfuri disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>Durante a visita, foram feitos vários experimentos com o explosivo Brazilita, invento do químico brasileiro Álvaro Alberto da Silva desenvolvido por seu filho, o então 1º tenente Álvaro Alberto da Mota e Silva (1889 &#8211; 1976) e futuro presidente do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, entre 1951 e 1955. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40914" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de novembro de 1918, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45481" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1918, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Desde 1945, a Ilha das Enxadas sedia o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk, destinado à formação de oficiais da Marinha da área de Saúde, Engenharia, dos Quadros Técnico, Complementar e de Capelães Navais. Anteriormente, abrigou depósito de carvão, depósito de construção naval, a Escola de Aviação Naval, a Escola Naval, e a Escola de Educação Física.</p>
<p>Uma curiosidade: foi nas proximidades da Ilha da Enxada que, em 1960, Americo Santarelli (1925 &#8211; 1987), pioneiro do mergulho livre, campeão de caça submarina e um dos maiores &#8220;apneístas&#8221;, superou o recorde mundial de mergulho livre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_03/1341" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de junho de 1960</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="contentheading" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Brevíssimo perfil de Alberto Santos Dumont</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5164/037IMG_0376.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="436" height="597" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5164" target="_blank">Anônimo. Alberto Santos Dumont, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="article-content">
<p>Alberto Santos Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, na fazenda Cabangu, paróquia de Palmira, em Minas Gerais. Sua cidade natal tem hoje o seu nome. Em 1906, em Paris, no campo de Bagatelle, Santos Dumont conseguiu voar em um aparelho &#8211; o 14 Bis &#8211; mais pesado do que o ar, que se elevou no ar sem ajuda externa. O feito foi realizado diante de uma comissão oficial e na presença de centenas de pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13414" target="_blank"><em>A Gazeta de Notícias</em>, 26 de outubro de 1906, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13577" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1906, na quarta coluna</a>). Santos Dumont faleceu em 23 de julho de 1932, no Guarujá, estado de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9161" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de julho de 1932</a>). Pela lei 165, de 5 de dezembro de 1947, passou a figurar permanentemente no quadro de oficiais-aviadores da Aeronáutica militar brasileira, com o posto de tenente-brigadeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/39201" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1947, na sexta coluna</a>). <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1950-1959/lei-3636-22-setembro-1959-354091-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">A lei 3.636, de 22 de setembro de 1959</a>, atribuiu-lhe o posto honorífico de marechal-do-ar. Pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7243.htm" target="_blank">lei 7.243, de 4 de novembro de 1984</a>, tornou-se patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira. No ano do centenário do voo do 14 Bis, 2006, Santos Dumont teve seu nome inserido no <a href="http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/quadros/nomes.html" target="_blank">Livro dos Heróis da Pátria</a> (<em>Correio Braziliense</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_05/127928" target="_blank"> 5 de maio de 2006</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028274_05/135400" target="_blank">27 de julho de 2006</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<h3 style="text-align: center;">  <strong><span style="color: #800000;"> Pequeno perfil e cronologia do fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</span></strong></h3>
<div id="attachment_8766" style="width: 364px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/43215" target="_blank"><img class="wp-image-8766 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/kfuri1.jpg" alt="kfuri" width="354" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/43215" target="_blank">Jorge Kfuri / Careta, 1º de dezembro de 1928.</a></p></div>
<div>O fotógrafo aviador Jorge Kfuri nasceu em 3 de setembro de 1893<span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">,</span> <span style="color: #333333;">na Síria ou no Líbano</span></span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">, e naturalizou-se brasileiro, em 19 de março de 1921 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5742" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1921, na terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatório da Marinha </em>de 1922</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatório do Ministério da Justiça</em> de 1922</a>)*.</span></span> Foi o autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916, quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, uma das três aeronaves <em>Curtiss Flying Boats.</em> Foram encomendadas pelo então ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar (1848 &#8211; 1926), e chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/21138" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1953, na quarta coluna</a>).</div>
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<div><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong> </span>– Nascimento de Jorge Kfuri, no Líbano ou na Síria, em 3 de setembro, filho de Amelia (18? -1931) e Calile Kfuri (18?- ?)*.</div>
<p><strong><span style="color: #800000;">1913 </span></strong>- Esteve na festa em comemoração ao primeiro ano do jornal<em> O Imparcial</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/107670_01/3270" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 18 de agosto de 1913, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Havia trabalhado para o jornal <em>O Século</em> e ia para a Europa. Foi substituído por Joaquim Alberto Vieira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830135/1991" target="_blank"><em>Correio da Noite</em>, 11 de maio de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/224782/9266" target="_blank"><em>O Século</em>, 23 de junho de 1914, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>–  Kfuri já trabalhava como fotógrafo do jornal <em>A Noite, </em>quando<em> </em>passou mal, com sintomas de intoxicação, após tomar um chocolate em um café do Largo da Carioca. Foi noticiado que esses casos de envenenamento aconteciam porque os donos dos estabelecimentos usavam vasilhames de cobre, o que era proibido pela Saúde Pública e, para isso, contavam com a desonestidade dos fiscais<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/8302" target="_blank">A Noite, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/8302" target="_blank">2 de abril de 1916, na última coluna</a>).</p>
<p>Um falso advogado foi preso e no caminho para a delegacia tentou agredir Kfuri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/1504" target="_blank"><em>A Razão</em>, 12 de junho de 1917, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Kfuri foi o autor das até hoje conhecidas primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916, quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, uma das três aeronaves <em>Curtiss Flying Boats.</em> Foram encomendadas pelo então ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926), e chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/21138" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1953, na quarta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 833px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4345/47248.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="823" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank">orge Kfuri. Hidroavião Curtiss F na Baía de Guanabara junto à Praça Mauá, 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> – Kfuri presenteou a Associação Brasileira de Imprensa com uma fotografia produzida por ele do<em> sr.presidente da República em companhia dos ministros do Estado num dos maiores momentos históricos da vida nacional – assinando a declaração de guerra do Brasil à Alemanha </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/21548" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de outubro de 1918, na última coluna</a>). O presidente era Wenceslau Braz (1868 – 1966) e a assinatura aconteceu em 26 de outubro de 1917.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>–  Fez parte do time de futebol de fotógrafos que jogou na festa do Audax Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41576" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de janeiro de 1919, na primeira coluna</a>) e, ainda trabalhando no jornal <em>A Noite,</em> foi arrolado como testemunha de irregularidades praticadas em uma casa de saúde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1269" target="_blank"><em> Jornal</em>, 7 de outubro de 1919, na penúltima coluna</a>). Participou da cobertura jornalística da prisão de um criminoso envolvido no tráfico de cocaína (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15903" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de outubro de 1919, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> – Trabalhando como fotógrafo do jornal<em> A Noite, </em>Kfuri sofreu queimaduras de primeiro grau no dorso da mão direita pela explosão<em> </em>de magnésio quando se preparava para <em>tirar uma chapa</em> no edifício do Senado Federal. Na época, ele residia na rua Senador Dantas, nº 14, e foi identificado como sírio com a idade de 27 anos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/1553" target="_blank">O Jornal</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/1553" target="_blank">, 4 de maio de 1920, na última coluna</a>).</p>
<p>Kfuri foi aceito como associado na Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2959" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1920, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>– Kfuri, referido como sírio, naturalizou-se brasileiro, em 19 de março (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5742" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1921, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério da Justiça </em>de 1922</a>).</p>
<p>Kfuri foi contratado como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8220" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1921, na primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0025/15874" target="_blank">O <em>Relatório do Ministério da Marinha</em> de 1922</a>).</p>
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<div style="width: 217px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/9361" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="207" height="72" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/9361" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1921</a></p></div>
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<p>Sofreu um pequeno acidente aéreo com o piloto Epaminondas Santos, no aeromarino 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8293" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1921, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> – Publicação de fotos de autoria de Kfuri da Ilha das Cobras e do Cemitério do Caju (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/151879" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 4 de fevereiro de 1922)</a>.</p>
<p>Kfuri estava no avião Avro nº 2, pilotado pelo tenente Luiz Leal Netto dos Reis, que sobrevoou a casa de Santos Dumont (1873 – 1932), em Petrópolis, onde deixaram <em>cair um para-quedas com uma mensagem de saudações </em>a ele, que a recolheu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9041" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1922, na terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6597/47620.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank">Jorge Kfuri. Exposição do centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<div id="attachment_18461" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/772739/103" target="_blank"><img class=" wp-image-18461" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri.jpg" alt="Foto de Kfuri publicada na revista Illustração Brasileira de 15 de novembro de 1922" width="587" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/772739/103" target="_blank">Foto de Kfuri publicada na revista <em>Illustração Brasileira</em> de 15 de novembro de 1922</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span><em> –  Para servir como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval, o Ministério da Marinha contratou o sr. Jorge Kfuri, servindo também como operador cinematográfico em qualquer dos departamentos da Marinha para que seja requisitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/9382" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1923, na segunda coluna</a>).</p>
<p>O ministro da enviou ao presidente do Tribunal de Contas uma cópia do contrato celebrado com Jorge Kfuri para servir como fotógrafo da Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/9361" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 15 de junho de 1923, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13517" target="_blank">O Paiz, 16 de junho de 1923, na última coluna</a>).</p>
<p>Kfuri integrou como segundo tenente honorário da Marinha a esquadrilha de quatro hidroaviões que foi para a Bahia, sob o comando do capitão de mar e guerra e futuro ministro da Marinha Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9044" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de junho de 1923, na quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/12294" target="_blank"><em>A Rua</em>, 2 de julho de 1923, na penúltima coluna</a>). A esquadrilha voltou para o Rio de Janeiro e foi muito homenageada <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14114" target="_blank">O Paiz</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14114" target="_blank">, 9 de agosto de 1923</a>). Kfuri foi um dos convidados para o banquete oferecido no Palace Hotel pelo Aero Club Brasileiro a Protógenes e a seus comandados no <em>raid</em> de aviação entre Rio e Aracaju <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/15241" target="_blank"><em>(O Imparcial</em>, 30 de agosto de 1923, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos tripulantes dos três hidroaviões que regressaram de Santos para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/11537" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de setembro de 1923, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Fez parte da tripulação de um dos aviões que recepcionou a chegada, no Rio de Janeiro, do avião<em> Plus Ultra</em>, que havia partido da Europa, pilotado por Ramon Franco (1896 – 1938), um dos pioneiros da aviação espanhola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/275" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 3 de fevereiro de 1926</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/44243" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de fevereiro de 1926, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou do segundo voo do avião <em>322</em> no serviço postal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24844" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, na sexta coluna</a>).</p>
<p>Houve uma tentativa de assalto na casa de Kfuri na rua Taylor, nº 80 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/18786" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de abril de 1926, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Kfuri fez parte da tripulação dos aviões que receberam o hidroavião <em>Buenos Aires</em>, pilotado pelos aviadores argentinos Duggan e Olivero (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26073" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 e 20 de julho de 1926</a>).</p>
<p>Integrava a equipe da esquadrilha da Marinha de Guerra, de três aviões, que partiu para pela primeira vez voar entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Estava no avião, pilotado pelo capitão-tenente Luiz Leal Netto dos Reis, que sofreu uma pane e caiu nos arredores de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/10379" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 4 de agosto de 1926,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26276" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de agosto de 1926, na sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de agosto de 1926)</a>.</p>
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<div style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/pilotos.jpg" alt="pilotos" width="437" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank">O piloto Netto Reis, de uniforme escuro, e Jorge Kfuri / O Jornal, 4 de agosto de 1926</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211;  Sua participação na documentação fotográfica das pesquisas sobre os explosivos super-rupturita foi elogiada em um ofício encaminhado pelo diretor da comissão dos estudos desse tipo de explosivo ao diretor-geral da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/13609" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 11 de novembro de 1927, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> – Jorge Kfuri foi elogiado por seu trabalho <em>à disposição do comando da esquadra no segundo período dos exercícios gerais, em dezembro de 1927, e que satisfazendo os desejos do referido comando, conseguiu organizar para o Diretório da Aeronáutica da Armada, valioso documento cinematográfico demonstrativo das fainas e exercícios naquela ocasião </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34970" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de agosto de 1928, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Kfuri foi um dos oficiais escalados para velar o corpo do aviador italiano Carlo del Prete (1897 – 1928), na Embaixada da Itália, no Rio de Janeiro. O italiano havia sofrido um acidente na Ponta do Galeão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/28815" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de agosto de 1928, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Escola de Grumetes de Angra dos Reis, Kfuri foi um dos três oficiais feridos com a explosão de uma bomba que deveria ser utilizada pelos aviadores navais durante os exercícios da Armada. Dois oficiais morreram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/24342" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de novembro de 1928</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098027_02/14378" target="_blank"><em>O Estado</em>, 28 de novembro de 1928</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/43215" target="_blank"> <em>Careta</em>, 1º de dezembro de 1928</a>).</p>
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<div style="width: 1196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4245" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4245/47527.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1186" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4245" target="_blank">Jorge Kfuri. O Chapéu do Sol no morro do Corcovado, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Foi ferido em um acidente no avião MF 4, pilotado por Raul Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6460" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 12 de junho de 1929, na última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/75957" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de junho de 1929</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/38587" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1929, na segunda coluna</a>).</p>
<p>No Almanak Laemmert de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/101207" target="_blank">1929</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/107785" target="_blank">1931</a>, Jorge Kfuri foi listado como o encarregado do serviço fotográfico da Escola de Aviação Naval.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> – Falecimento da mãe de Kfuri, dona Amélia Kfuri, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/5266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de março de 1931, na primeira coluna</a>).</p>
<p>A família de Kfuri mandou rezar uma missa em Ação de Graças por seu restabelecimento após o acidente de 1929 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6447" target="_blank"><em>Diáro da Noite</em>, 11 de junho de 1931, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> – O ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938), elogiou a conduta de Kfuri no navio <em>Belmonte,</em> como auxiliar do aviador João Correia Dias Costa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10589" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de fevereiro de 1932, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Por decreto do Ministério da Marinha, Kfuri foi efetivado <em>no lugar de encarregado técnico dos serviços fotográficos dos Centros e Escola de </em>Aviação Naval <em>com as honras e vantagens do posto de 1° tenente da Armada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/11640" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de maio de 1932, na sétima coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1933</span></strong> – A reportagem <em>Aspectos de Belém </em>foi ilustrada com fotografias produzidas por Jorge Kfuri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/3771" target="_blank"><em>A Noite Ilustrada</em>, 19 de julho de 1933</a>)</p>
<p>Kfuri foi um dos oficiais integrantes da 4ª Divisão de Esclarecimento e Bombardeio Aéreo que atuou no Alto Solimões na vigilância da neutralidade do Brasil no conflito entre a Colômbia e o Peru. A divisão foi comandada pelo capitão de corveta aviador Álvaro de Araújo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14688" target="_blank"><em>Jornal da Noit</em>e, 28 de junho de 1933, na terceira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17059" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de junho de 1933, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Entrevista com Kfuri sobre suas impressões da região do Alto Solimões nos 45 dias que passou lá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14726" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de julho de 1933</a>).</p>
<p>Kfuri produziu a primeira fotografia aérea de Belo Horizonte, durante uma viagem do ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938), a Minas Gerais. Kfuri voou em um avião <em>Fairey</em> pilotado pelo capitão de corveta Álvaro de Araújo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14905" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de julho de 1933, na quinta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 583px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/minas.jpg" alt="minas" width="573" height="507" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank">O Fairey comandado pelo capitão de corveta Álvaro de Araújo pousado em Ponta Nova durante a viagem a Minas Gerais. Kfuri é o primeiro a esquerda e o capitão Araújo está com o uniforme todo escuro / Jornal da Noite, 3 de outubro de 1933</a></p></div>
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<p>Kfuri ficou ferido em um acidente aéreo perto de Petrópolis, quando voava em um avião da Marinha em exercício no território fluminense, pilotado pelo capitão de corveta Álvaro Araújo. O terceiro tripulante era o aviador civil Raphael Chrisóstomo de Oliveira. Esses dois últimos sofreram pequenas escoriações. A aeronave, <em>Fairey 55</em>, ficou inutilizada. Kfuri foi referido como<em>um dos nossos aviadores navais mais arrojados…Fotógrafo, talvez, o mais hábil da nossa aviação naval…</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/53007" target="_blank"><em>Pequeno Jornal</em>, 3 de outubro de 1933, na quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/36878" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de outubro de 1933</a>). Segundo a matéria do Jornal da Noite, foi a sétima vez que Kfuri estava em uma avião que caiu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15694" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>– Foi um dos filhos de libaneses homenageados pela Missão Libanesa Maronita do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40337" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de janeiro de 1934</a>).</p>
<p>Kfuri iria integrar como responsável pelo serviço aerofotográfico o grupo da Marinha que faria o levantamento aerotopográfico do litoral nortista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/18785" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 27 de abril de 1934, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>– O ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães<b> </b>(1876 – 1938), solicitou ao consultor geral da República a extensão do abono salarial a três oficiais honorários da Armada brasileira e Kfuri era um deles (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/57752" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de outubro de 1935, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> – Terrenos da aviação naval no campo de São Bento, na Ilha do Governador, estavam ameaçados de despejo pela Companhia Indústria e Comércio. Kfuri era um dos oficiais da Armada que possuía um dos lotes (<em>O Imparcial</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/4177" target="_blank">27 de junho de 1936</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/4201" target="_blank">28 de junho de 1936, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong></span> &#8211; Participou de um cruzeiro aéreo entre o Rio de Janeiro e São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9979" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 18 de julho de 1939, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong></span> – Kfuri estava presente na posse do coronel Dias Costa como presidente do Aeroclube do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/11527" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de agosto de 1941, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> – O ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho (1888 – 1950), tornou sem efeito a transferência e nomeação de Jorge Kfuri para monitor de fotografia aérea da Escola de Especialistas da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/10019" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de maio de 1942, na segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/16303" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 7 de julho de 1942, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> – Kfuri servia no gabinete do ministro da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39597" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de setembro de 1954, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> – Em uma coluna sobre reportagens antigas do jornal <em>A Noite</em>,  o jornalista Bento Malafaia relatou que o fotógrafo Kfuri havia participado de uma reportagem onde ele se fez passar como secretário de um suposto faquir, na verdade, o redator Eustachio Alves. O “consultório” fez muito sucesso na cidade. Depois de revelada a verdade, foram tomadas medidas contra a exploração de faquires e cartomantes <em>abrandando a crendice popular </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/37469" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de julho de 1956, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1131px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3549" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3549/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1121" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3549" target="_blank">Jorge Kfuri. Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong> </span>– Em cerimônia realizada na praça Salgado Filho, com a presença do presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), e de Thomas White, Chefe do Estado Maior da Força Aérea dos Estados Unidos, Kfuri foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Aeronáutico. Foi publicada uma fotografia de Kfuri sendo condecorado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/83216" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1957</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80197" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de outubro de 1957, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong> </span>– O presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976),<b> </b>assinou um decreto suprimindo o cargo de chefe do Serviço Fotográfico da Aeronáutica, vago em virtude da aposentadoria de Jorge Kfuri<b> </b>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098230/38015" target="_blank"><em>Jornal do Dia</em>, 15 de setembro de 1959, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1965</strong></span> – Falecimento de Jorge Kfuri, em 21 de janeiro, no Hospital Central da Aeronáutica. Sua esposa, Hilda Carelli Kfuri, publicou um anúncio do enterro, realizado no cemitério São João Batista. Na sua certidão de óbito, consta que ele teria nascido no Líbano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1965</strong></span> – Falecimento de Jorge Kfuri, em 21 de janeiro, no Hospital Central da Aeronáutica. Sua esposa, Hilda Carelli Kfuri, publicou um anúncio do enterro, realizado no cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965, na primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_40460" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_07/61319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40460" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri11.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de janeiro de 1965" width="495" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965</a></p></div>
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<p>No seu atestado de óbito consta que ele havia nascido no Líbano.</p>
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<div id="attachment_40470" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri2.jpg"><img class="size-full wp-image-40470" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri2.jpg" alt="Atestado de óbito de Jorge Kfuri / Site Family Search" width="327" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Atestado de óbito de Jorge Kfuri / Site Family Search</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1999</strong> </span>– No Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, foi realizada, entre dezembro de 1999 e abril de 2000, a exposição <em>Imagens da Aviação Naval </em>com fotografias pertencentes ao acervo do Serviço de Documentação da Marinha, que fazem parte de um álbum de 555 imagens produzidas por Kfuri com registros da aviação naval desde seu início, de vistas aéreas do Rio de Janeiro e de acontecimentos importantes na cidade.</p>
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<div style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/acidente.jpg" alt="acidente" width="204" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank">Jorge Kfuri / <em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933</a></p></div>
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<p>*Em matérias de jornal, ele é referido ora como sírio ora como libanês. Em seu atestado de óbito consta que ele era libanês.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira. <em>Milan Alram</em>. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2015.</p>
<p>Arquivo Nacional</p>
<p><a href="http://www.mar.mil.br/ciaw/historico.html" target="_blank">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/presidencia/ex-presidentes/wenceslau-braz" target="_blank">Site da Biblioteca da Presidência da República</a></p>
<p><a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1950-1959/lei-3636-22-setembro-1959-354091-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.df.gov.br/component/content/article/286-biografia-dos-herois-nacionais/374--alberto-santos-dumont--1873-1932-.html" target="_blank">Site da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal</a></p>
<p><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7243.htm" target="_blank">Site da Presidência da República &#8211; Casa Civil</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/alvaro-alberto-da-mota-e-silva" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p><a href="http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/quadros/nomes.html" target="_blank">Site do Senado Federal</a></p>
<p><a href="https://www.stm.jus.br/o-stm-stm/memoria/biografia-ministros-desde-1808/item/4590-biografia-155" target="_blank">Site do Superior Tribunal Militar</a></p>
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