 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Augusto Riedel</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=augusto-riedel" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Jul 2026 14:26:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 13:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[brasão]]></category>
		<category><![CDATA[Chichico Alkmim]]></category>
		<category><![CDATA[cidades históricas]]></category>
		<category><![CDATA[diamante]]></category>
		<category><![CDATA[Diamantina]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Iphan]]></category>
		<category><![CDATA[Jerônimo Gouveia]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Histórico e Artístico]]></category>
		<category><![CDATA[Rua das Mercês]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Direita]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Macau do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20682</guid>
		<description><![CDATA[No quinto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da Rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão Augusto Riedel (1836 - ?) e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro Chichico Alkmim (1886 - 1978), já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quinto artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978)</a>, já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5161/P011P00042.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diamantina é uma das mais importantes cidades históricas do Brasil e sua formação está ligada à exploração de ouro e de diamante. Sua ocupação inicial ocorreu com o bandeirante Jerônimo Gouveia (16? &#8211; ?) que, seguindo o curso do rio Jequitinhonha, encontrou uma significativa quantidade de ouro nas confluências dos rios Piruruca e Grande. O povoado começou a surgir nas primeiras décadas do século XVIII, em torno dos rios garimpados. A cidade de Diamantina, cuja origem foi o Arraial do Tijuco (ou Tejuco), foi oficialmente fundada em 6 de março de 1831. O conjunto arquitetônico de seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 16 de maio de 1938. Em dezembro de 1999, Diamantina recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/280319" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de dezembro de 1999</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Diamantina foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, condição que se refletiu na evolução da cidade, desfavorecendo a formação de um espaço urbano arquitetônico na forma de uma praça representativa do poder político e religioso, como era então regra geral. Sua arquitetura civil tem referência especial pela extrema homogeneidade do seu casario. Possui uma estética sóbria, simples, porém refinada se comparada com outras cidades de sua época. Suas fachadas são bem geometrizadas e seu padrão foi sistematicamente reproduzido pela cidade, não havendo rupturas estilísticas importantes. Essas edificações apresentam evidentes testemunhos da reprodução do modelo cultural de origem portuguesa.&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: right;">                              <a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank"> Portal Iphan</a></p>
<div id="attachment_20696" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg"><img class="size-full wp-image-20696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg" alt="Brasão de Diamantina" width="218" height="246" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Diamantina</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Augusto Riedel (1836 &#8211; ?) e Diamantina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?) foi proprietário de um estúdio fotográfico à Rua Direita nº 24, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=709557&amp;PagFis=176" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, de 1º de outubro de 1865, primeira coluna</a>), na década de 1860, e na Rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a>– que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. Os registros de Diamantina fazem parte deste conjunto. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha (1845 – 1907), era genro do imperador Pedro II (1825 – 1891), marido da princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847 – 1871). A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/313/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank">Augusto Riedel. Rua Direita da Diamantina, 1868-1869. Diamantina, Minas GErais / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem representada no mencionado álbum durou meses , durante os quais foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas, além de Diamantina, as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. Um <em>obscuro diamantinense</em> publicou uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 10 de agosto de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="  wp-image-20697 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem1.jpg" alt="homenagem1" width="247" height="471" /></a></p>
<div id="attachment_20698" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20698" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem2.jpg" alt="Diário do Rio de janeiro, 1868" width="236" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro, </em>10 de agosto de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/247">Acessando o link para as fotografias de Augusto Riedel de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong> Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978) e Diamantina</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Chichico Alkmim (1886 – 1978), autodidata, pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina, e primeiro cronista visual da cidade, atuou na profissão de 1907 a 1955. Seu primeiro ateliê foi inaugurado em 1912 e sua obra, uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais, compreende imagens da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, suas ruas, costumes, ritos e retratos de seus habitantes. Chichico retratou a burguesia e também os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria. Produziu imagens de casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua. De 1955, quando parou de  fotografar, até 1978, ano de sua morte, continuou cuidando de seu acervo, que guardava no porão de sua casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5155/P011A00040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua das Mercês, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/248">Acessando o link para as fotografias de Chichico Alkmim de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5156/P011A00044.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank">Chichico Alkmim. Crianças na atual rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p><a href="http://diamantina.mg.gov.br/o-municipio/" target="_blank">Site Prefeitura de Diamantina</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=20682</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Augustos, Stahl e Riedel, e a imagem da cachoeira de Paulo Afonso</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15970</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15970#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2019 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[álbum]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[alteração]]></category>
		<category><![CDATA[apropriação]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira de Paulo Afonso]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Germano Wahnschaffe]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=15970</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos Augusto Riedel (1836 - ?) e Augusto Stahl (1828 - 1877). Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de dom Pedro II (1825 - 1891), que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela imperatriz dona Teresa Cristina (1822 - 1889).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>. Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>.</p>
<p>A imagem realizada por Stahl, considerada uma das mais importantes da história da fotografia no Brasil, causa grande impacto tanto por sua qualidade técnica como por sua beleza. Foi usada por Riedel no álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a> com uma alteração: foi acrescida da presença de um suposto membro da comitiva da viagem substituindo um jovem presente no registro realizado por Stahl. Segundo Bia Corrêa do Lago, &#8220;<em>Riedel colou a nova imagem, retocou a colagem e a emenda, e refotografou o original alterado, diminuindo-lhe o tamanho pela metade</em>&#8220;. Ficam várias questões: se Riedel esteve no local, por que usou a fotografia de Stahl? Por falta de tempo? Por falta de recursos técnicos? Terá Stahl cedido a fotografia a Riedel? O fato é que Riedel assinou a foto sem fazer nenhuma menção à autoria de Stahl.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/58/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank">Stahl &amp; Ca. Cachoeira de Paulo Afonso, Rio São Francisco, Bahia, 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/327/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank">Augusto Riedel. Cachoeira de Paulo Affonso : rio S. Francisco : vazante, 1868-1869, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão de Hamburgo, <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">Germano Wahnschaffe</a> (18? &#8211; ?), que trabalhava com Stahl, pintou, entre 1860 e 1861, um quadro a óleo, copiado da fotografia da cachoeira de Paulo Afonso. O quadro pertence à Coleção Brasiliana Itaú, uma das parceiras da <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/">Brasiliana Iconográfica</a>. Foi exposto e considerado o <em>quadro mais imponente</em> da Exposição dos Produtos Naturais, Agrícolas e Industriais das províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, aberta no Recife em 16 de novembro de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/794" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15971" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15971" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/pintua.jpg" alt="GErmano w. Cacheieria de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú" width="580" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank">Germano Wahnschaffe. Cachoeira de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl : obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=15970</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921) pelas lentes de importantes fotógrafos do século XIX</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2019 14:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Victor Frond]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[missa campal]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=16006</guid>
		<description><![CDATA[Ao longo de sua vida, a princesa Isabel, aniversariante de hoje, foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, produzidos pelo alemão Alberto Henschel(1827 - 1882) &#038; Benque, pelo pernambucano Arsênio da Silva (1833 - 1883), pelo português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), pelo carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), pelo francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 304px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/506/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="294" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank">Henschel &amp; Benque. Isabel, princesa do Brasil: retrato, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Ao longo de sua vida, a princesa Isabel, aniversariante de hoje, foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, produzidos pelo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a> &amp; Benque, pelo pernambucano Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), por J. Bernieri, por J. Cortois, pelo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, pelo carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, pelo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>São registros dela sozinha com diferentes idades, em família &#8211; com seus pais, com seus filhos e com seu marido &#8211; , com suas amigas, as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931); além de imagens de seu palácio, da parada no Largo do Paço por ocasião de seu casamento e da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Missa Campal realizada em 17 de maio de 1888</a> para celebrar a abolição dos escravizados, ocorrida 4 dias antes, em 13 de maio. Nessa fotografia foi identificado, em 2015, pela pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, a presença do escritor Machado de Assis (1839 – 1908).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 738px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="728" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/60" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da princesa Isabel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/52" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/52/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/52" target="_blank">Marc Ferrez. Princesa Isabel, Baronesa de Muritiba e Baronesa de Loreto na varanda da residência da princesa, c. 1866. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">lberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884. Rio de Janerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5515" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5515/P006_DSC_0106.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5515" target="_blank">Princesa Isabel e Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, no Exílio, 1919. França / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter assinado a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que aboliu oficialmente a escravatura no Brasil, a princesa Isabel ficou conhecida como <em>A Redentora. </em>Filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, formou com seu marido, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, uma coleção de fotografias, que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 678px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2929/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="668" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank">J. Courtois. Isabel, Princesa do Brasil, 18? Acervo FBN </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Leia também o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"><em>Princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</em>, </a>publicado em <time class="entry-date published" datetime="2015-07-21T16:20:22+00:00">21 de julho de 2015, na Brasiliana Fotográfica.</time></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=16006</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2018 16:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Duruy]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Lopes Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[Arsênio da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Champagne]]></category>
		<category><![CDATA[Charpentier]]></category>
		<category><![CDATA[descoberta]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Abolição da Escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[escravo]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Sorrieu]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
		<category><![CDATA[J. Laurens]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Victor Frond]]></category>
		<category><![CDATA[João Goston]]></category>
		<category><![CDATA[José Christiano de Freitas Henriques Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[José Murilo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Louis-Julien Jacottet]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[missa campal]]></category>
		<category><![CDATA[Philippe Benoist]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=12179</guid>
		<description><![CDATA[Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 - acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 - , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 - 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 &#8211; acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 &#8211; , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. Sobre o dia da abolição, Machado escreveu, anos depois, em 14 de maio de 1893, na coluna “A Semana”, no jornal carioca <em>Gazeta de Notícias</em>: <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto</a>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Missa campal celebrada em ação de graças pela abolição da escravatura no Brasil. Campo de São Cristóvão, Rio de Janeiro, 17/5/1888. Antonio Luiz Ferreira/ Coleção Dom João de Orleans e Bragança sob guarda do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2137/0072430cx024A-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank">Marc Ferrez. Escravos na colheita do café, c. 1882. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os escravizados foram retratados por diversos fotógrafos que atuaram no Brasil dos oitocentos que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica, dentre eles Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Antonio Lopes Cardoso (18? &#8211; ?),  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>, José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, João Goston (18? &#8211; ?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;"><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Novas identificações</em></a></p>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark">(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Mais identificações</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5451/007Dscn0862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheita do café, c. 1885. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/145" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1770/014AVA008040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank">João Goston. Escravo posando es estúdio, c. 1870. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4953/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0436_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="494" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank">Antônio Lopes Cardoso. Antônio da Costa Pinto com a sua ama de leite, 1868. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2311/007A5P3FG5-19.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank">George Leuzinger. Fazenda de Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=12179</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diamantina, Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978) e Carlos Drummond de Andrade  (1902 &#8211; 1987)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4493</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4493#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Mar 2016 06:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Assis Horta]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Chichico Alkmim]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Diamantina]]></category>
		<category><![CDATA[fundação]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Silviano Santiago]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=4493</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia Diamantina, cidade mineira fundada em 6 de março de 1831, com uma seleção de imagens produzidas no século XIX e nas primeiras décadas do século XX. As fotografias do século XIX são de autoria de Augusto Riedel e foram produzidas durante uma expedição pelo interior do Brasil acompanhando a comitiva de D. Luis Augusto Maria Eudes de Saxe Coburgo Gotha e por seu irmão D. Luis Philippe, em 1868. Os registros das primeiras décadas do século XX são do mineiro Chichico Alkmim (1886 - 1978), pioneiro da fotografia em Diamantina. A gestão do acervo de 5.549 negativos de vidro foi transferido para o Instituto Moreira Salles, em 2015. Sua obra é uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais. Além disso, a Brasiliana Fotográfica oferece a seus leitores a crônica "Encanto de Diamantina", do poeta e escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade, publicada no Jornal do Brasil de 19 de outubro de 1972.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia Diamantina, cidade mineira fundada em 6 de março de 1831, com uma seleção de imagens produzidas no século XIX e nas primeiras décadas do século XX. As fotografias do século XIX são de autoria de Augusto Riedel e foram produzidas durante uma expedição pelo interior do Brasil acompanhando a comitiva de D. Luis Augusto Maria Eudes de Saxe Coburgo Gotha e por seu irmão D. Luis Philippe, em 1868.</p>
<p>Os registros produzidos entre as décadas de 1910 e 1950 são do mineiro <a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/chichico-alkmim" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978)</a>, autodidata e pioneiro da fotografia em Diamantina. A gestão do acervo do fotógrafo, de 5.549 negativos de vidro, foi transferida para o Instituto Moreira Salles, em 2015. A obra de Chichico, que compreende imagens da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, costumes, ritos e retratos de seus habitantes, é uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais. Foi o mestre do fotógrafo <a href="https://revistazum.com.br/revista-zum-7/o-clique-unico-de-assis-horta/" target="_blank">Assis Horta(1918 &#8211; 2018)</a>, mineiro de Diamantina, que se tornou conhecido por registrar a classe trabalhadora na era Vargas.</p>
<p>Além disso, a Brasiliana Fotográfica oferece a seus leitores a crônica <em>Encanto de Diamantina</em>, do poeta e escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), publicada no <em>Jornal do Brasil,</em> de 19 de outubro de 1972 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/70082" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de outubro de 1972, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">&#8220;Encanto de Diamantina&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>De Diamantina se pode dizer o que em Diamantina se diz musicalmente no famoso tim-tim:</p>
<p>Quem não gosta dela,</p>
<p>de quem gostará?</p>
<p>Quem, conhecendo Diamantina, será capaz de não gostar de Diamantina? Mesmo não conhecendo: ouvindo falar. Pois, entre outras excelências, povo de Diamantina é povo que canta, e isto significa riqueza de coração. Canta, sem necessidade de festival de canção, essa psicose do grito que já começa a invadir cidades mineiras.</p>
<p>À noite, depois do batente &#8211; é Aires da Mata Machado Filho que informa &#8211; há sempre um barzinho aberto a pessoas de temperamento melódico. Finda a libação mais ou menos discreta &#8211; o que depende antes do frio do que da vontade &#8211; os cidadãos saem para a rua, providos de violão, clarineta, saxofone, flauta. Saem &#8220;cantando à toa&#8221;. Pelo prazer de cantar. Depois é que se lembram, aniversário de Fulano? Então vamos lá? Vamos. Em frente à janela fechada de Fulano &#8211; fechada, parece, deliberadamente, para o gosto de abrir-se às lufadas de música &#8211; a turma bate um castelo. Pode ser noite alta, olha lá a janela se abrindo feliz. Havendo modinha, Diamantina ignora o sono. Acabada a cantoria, pensam que os seresteiros vão dormir? Aí começa a segunda parte, mais íntima, de ternura ou dor-de-cotovelo: eles se dispersam, mas em direção a outras janelas, atrás das quais dormem (ou esperam) suas respectivas amadas. Nesse deambular já de madrugada, os seresteiros voltam a encontrar-se, cruzando os caminhos do sentimento. Assim é a noite em Diamantina: música por todos os lados, abrindo janela e alma, entre o chão e os sobrados. E, em boa parte, música de tradição local, obra de compositores e poetas diamantinenses, conhecidos ou anônimos, que desafiam o tempo.</p>
<p>O peixe-vivo, marca de Diamantina, que cobre vasta região mineira, conta-nos o mesmo Aires, foi enriquecido de trovas feitas no Rio de Janeiro, por volta de 1939. Manuel Bandeira fez quatro, a primeira delas aproveitada, com variante, na Lira dos Cinquent´anos:</p>
<p>Vi uma estrela tão alta,</p>
<p>Vi uma estrela tão fria.</p>
<p>Estrela, por que me deixas</p>
<p>sem a tua companhia?</p>
<p>Vinícius de Morais fez duas por conta própria, e uma de parceria com Pedro Nava. Este, por sua vez, compôs duas e mais uma quintilha. Ouçamos Nava:</p>
<p>Dom Diniz, o rei poeta,</p>
<p>derrotou a mouraria</p>
<p>para merecer um pouco</p>
<p>dessa tua companhia.</p>
<p>E Carlos Sá, cearense-mineiro:</p>
<p>Vivo alegre na tristeza</p>
<p>vivo triste na alegria,</p>
<p>no desejo e na saudade</p>
<p>dessa tua companhia.</p>
<p>Mas Diamantina não é apenas serenata e coreto. Como nas boas cidades antigas de Minas, tem tesouro escondido, como por exemplo &#8220;duas garrafas de ouro e três chifres de diamante&#8221;, e quem cavar junto ao córrego Pururuca, atrás do quartel do III BP, é capaz de encontrá-los: segredos de padre, à espera de decifrador. Lendas, festas religiosas e populares que teimam em resistir na medida do possível à descaracterização universal da sociedade mercantil. Igrejas antigas de fino acabamento artístico, sobrados que a gente desejaria ver em pé para sempre, não vá o progresso arrasá-los. Diamantina enfrenta o problema da industrialização. Precisa criar riquezas outras além das que derivam do temperamento amável de seus filhos. Lá se fala agora em incentivos fiscais, energia elétrica, e até já se exporta a flor da sempre-viva para outros países.</p>
<p>Que Deus conserve Diamantina gostosa, musical e hospitaleira depois que subir nas asas do chamado desenvolvimento. É o voto que faço depois de ler <em>Dias e Noites em Diamantina</em>, livro que o bom Aires acaba de publicar corajosamente em edição de autor, e tão chamativo, tão cheio de graça e apelo sensorial, que dá vontade de sair correndo, e:</p>
<p>_ Rápido, uma passagem para Diamantina, mas de ida só, porque eu fico por lá!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=diamantina&amp;submit=Ir" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Pequeno histórico de Diamantina</span></strong></p>
<p>A formação de Diamantina está ligada à exploração de diamante e de ouro.  Foi  Jerônimo Gouvêa que, a partir da descoberta de uma grande quantidade de ouro nas confluências do Rio Piruruca e do Rio Grande, deu início à ocupação do território. O povoado, então denominado Arraial do Tejuco, começou a ser formado nas primeiras décadas do século XVIII, sempre seguindo as margens dos rios que eram garimpados. Aos poucos foi surgindo o conjunto urbano de Diamantina. O Arraial do Tijuco emancipou-se do município do Serro, em 1831, e passou a se chamar Diamantina.</p>
<p>Uma das cidades históricas mais conhecidas e visitadas do Brasil, Diamantina, o Portal do Vale do Jequitinhonha, é  também o ponto inicial da Estrada Real, que levava ouro e diamantes até Paraty, no Rio de Janeiro. A cidade conserva o casario colonial, as edificações históricas e as igrejas seculares. Em 1938, o conjunto arquitetônico de seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e, em 1999,  recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Além do patrimônio construído, a cidade possui um rico patrimônio natural e cultural, com uma marcante tradição religiosa, folclórica e musical.</p>
<p>Foi em Diamantina, na época Arraial do Tijuco, que a escrava alforriada Chica da Silva (c. 1732-1796) viveu. É também a cidade natal do ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek (1902-1976).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Publicações relacionadas a Chichico Alkmim:</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoims.com.br/familia/" target="_blank">Família, texto de Silviano Santiago sobre uma fotografia de autoria de Chichico Alkmim</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/acervo/noticias/o-anfitriao-de-chichico" target="_blank"><em>O anfitrião de Chichico</em>, por Elvia Bezerra.</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/acervo/noticias/retratista-de-diamantina" target="_blank"><em>O retratista de Diamantina</em>, por Manya Millen</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=4493</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 14:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[álbum]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de História do Brasil de 1881-1882]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Sergipe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=2415</guid>
		<description><![CDATA[O alemão Augusto Riedel (1836-?) é considerado um dos mais talentosos fotógrafos de paisagens dos oitocentos. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868 – que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. Diversas vistas de Riedel foram incluídas pelo Barão do Rio Branco (1845-1912) no Album de vues du Brésil, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial. Foi publicado em Paris durante a realização da Exposição Universal de 1889.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</em></span>*</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?)<span style="color: #333333;"> foi proprietário de um estúdio fotográfico à rua Direita nº 24, em São Paulo (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=709557&amp;PagFis=176" target="_blank">Diário de São Paulo, de 1º de outubro de 1865</a>, na primeira coluna), na década de 1860, e na rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. </span>De sua produção, restaram 40 imagens do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a>– que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha (1845 &#8211; 1907), era genro do imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891), marido da princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847 &#8211; 1871). A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/321" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/321/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="442" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/321" target="_blank">Augusto Riedel. Parte da Cachoeira de Paulo Affonso: rio S. Francisco, 1868-1869. Cachoeira de Paulo Afonso, Alagoas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem durou meses e foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Diamantina (e suas minas de diamantes), Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=23282" target="_blank"><em>Diário do Rio</em>, de 10 de agosto de 1868</a>, há uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina.</p>
<p>A grande maioria das fontes consultadas pela Brasiliana Fotográfica afirmam que Riedel fazia parte da comitiva da viagem, porém no livro <em>O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) </em>- <em>sua vida e seus trabalhos</em>, publicado em 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5606" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de julho de 1883, segunda coluna</a>), o autor, o médico dinamarquês Theodoro Langgaard (1813 &#8211; 1883), que morou no Brasil, afirmou que um fotógrafo, sem mencionar a identidade, havia sido enviado pelo Duque de Saxe, após a realização da viagem, para fazer os registros dos lugares que ele havia julgado mais interessantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15775" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><img class="wp-image-15775 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/lund1.png" alt="lund1" width="395" height="531" /></a><p class="wp-caption-text">Trecho do livro <em>O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) &#8211; sua vida e seus trabalhos</em>, de Theodoro Langgaard, página 35</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um trecho do testamento de Lund, escrito em 21 de junho de 1871, confirma que Augusto Riedel esteve em Lagoa Santa, em 1869, e teria procurado a caverna de Maquiné:</p>
<p>&#8220;<em>A pedido do Sr. Augusto Riedel delarco, ser com o meu consentimento que o mesmo senhor, na sua passagem por aqui no mês de maio de 1869, procedeu à procura da caverna chamada Lapa Nova de Maquiné, por mim explorada e descrita no ano 1834. Delcaro outrossim, que, se a mim couber direito, privilégio, prêmio ou emolumento qualquer como primeiro descobridor, cedo todos estes direitos e emolumentos ao dito Sr. Augusto Riedel</em>&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">(Trecho transcrito do livro <em>Peter Wilhelm Lund, o naturalista que revelou ao mundo a pré-história brasileira, </em>de Ana Paula Almeida Marchesotti, página 93)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duas imagens que ilustram o livro de Theodoro Langgaard são do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em></a> : <em>Morada do dr. Lund em Lagoa Santa</em> e <em>Jazigo de Brandt em Lagoa Santa</em>. Brandt trabalhou com Lund de 1835 até sua morte, em 1862. Posteriormente, o próprio Lund, Wilhelm Behrens, que havia sido seu secretário, e seu amigo suíço, Johann Rudolph Müller, foram enterrados no mesmo jazigo. A terceira imagem é a reprodução de um retrato de Lund. As três estão presentes nesse artigo.</p>
<p>Anos depois de produzidas, várias dessas imagens produzidas por Riedel foram apresentadas na <em>Exposição de História do Brasil de 1881-1882</em>, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, um dos mais importantes eventos da historiografia nacional (<em><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg583139/drg583139.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição de História do Brasil 1881-2, vol.2</a></em>, páginas 1415, 1416, 1422, 1456, 1508 e 1612). <span style="color: #333333;">A exposição, realizada sob a direção de R</span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">amiz Galvão (1846-1938), </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">foi aberta pelo imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, em 2 de dezembro de 1881, quando o soberano completou 56 anos</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2972" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 3 de dezembro de 1881</a>, <span style="color: #333333;">na terceira coluna sob o título &#8220;Exposição da História do Brazil&#8221;).</span> </span></span></p>
<p>Diversas vistas de Riedel foram incluídas pelo barão do Rio Branco (1845-1912) no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Album de vues du Brésil</em></a>, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do Império e de suas riquezas. Trazia também fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi publicado em Paris durante a realização da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de 1889</a>.</p>
<p>* Pouco se sabe da biografia de Augusto Riedel e a grande maioria dos livros e sites consultados pela Brasiliana Fotográfica afirmam ou levam em conta a possibilidade de ele ser filho do botânico Ludwig Riedel (1790-1861). Em <em>O olhar distante &#8211; a paisagem brasileira vista pelos grandes artistas estrangeiros 1637-1998</em>, de Pedro Corrêa do Lago, e no livro <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX</em>, de Pedro Vasquez, a dúvida em relação a essa filiação foi levantada. Uma notícia do jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"> <em>O Globo</em>, de 10 de novembro de 1874, na quarta coluna da página 4</a>, de fato, prova que havia dois Augustos Riedel. O filho de Ludwig trabalhava na casa Leuzinger &amp; Filhos:</p>
<p style="line-height: 18.0pt;">&#8220;<em>Augusto Riedel, empregado na casa dos Srs. Leuzinger &amp; Filhos, e filho do falecido botanico Dr. Luiz Riedel, declara, por causa de duvidas, que nada tem de afinidade com Augusto Riedel, photographo, e que de hora em diante, assignar-se-ha &#8211; Augusto Fernando Riedel</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2882" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"><img class="wp-image-2882 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/riedel-300x102.jpg" alt="riedel" width="300" height="102" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"><em>O Globo</em>, 10 de novembro de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda na consulta a jornais, a Brasiliana resgatou duas notícias sobre Frederico Augusto Riedel, nome com o qual, de acordo com a <em>Enciclopédia Itaú Cultural</em>, Riedel é às vezes identificado. Em 1876, teria se naturalizado brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=34141"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de fevereiro de 1876</a>, terceira coluna, sob o título &#8220;Noticiário&#8221;) e, em 17 de novembro de 1877, teria partido do Brasil no paquete &#8220;Habsburg&#8221;, com destino a Bremen, na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=3302"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 18 de novembro de 1877</a>, na quinta coluna sob o título &#8220;Sahidas do dia 17&#8243;).</p>
<p>Em 1976, algumas das fotografias de Riedel foram incluídas na exposição “<em>Pioneer Photographers of Brazil</em>”, realizada no Inter-American Relations, em Nova York, e no livro homônimo, onde os autores Weston Naef e Gilberto Ferrez  ressaltam que há na obra do fotográfo &#8220;um senso sutil das nuanças da composição pictórica capaz de transformar um tema banal num manifesto acerca dos abusos cometidos pelo ser humano contra a natureza&#8221;. Também comparam seu trabalho ao do fotógrafo paisagista irlandês Timothy O´Sullivan (1840-1882) que, na mesma época em que Riedel participava dessa viagem pelo Brasil, trabalhava no Arizona, em Nevada, no Colorado e no Novo México, na primeira expedição oficial para o oeste dos Estados Unidos após a Guerra Civil norte-americana (1861-1865).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em> </em></span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=riedel&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Augusto Riedel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: certamente Riedel conhecia o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, foi usada por Riedel no álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a> com uma alteração: foi acrescida da presença de um suposto membro da comitiva da viagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 958px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/58/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="948" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank">Stahl &amp; Ca. Cachoeira de Paulo Afonso, Rio São Francisco, Bahia, 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/327/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank">Augusto Riedel. Cachoeira de Paulo Affonso : rio S. Francisco : vazante, 1868-1869, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 17 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: </em>fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)<em>.</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl : obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do. <em>O olhar distante &#8211; a paisagem brasileira vista pelos grandes artistas estrangeiros 1637-1998. In: Mostra do redescobrimento: o olhar distante &#8211; The distant view. Nelson Aguilar, organizador. Fundação Bienal de São Paulo. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.</em></p>
<p align="left">FERREZ, Gilberto.  <em>A fotografia no Brasil :</em> 1840-1900. 2a. ed. Rio de Janeiro: Funarte: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985. (História da fotografia no Brasil, 1)</p>
<p align="left">FERREZ, Gilberto;NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil :</em> 1840-1920. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>LANGGAARD, Theodoro.<a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><em> O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) &#8211; sua vida e seus trabalhos</em></a>. Rio de Janeiro : Typographia Universal de H. Laemmert &amp; C, 1883.</p>
<p>LUNA FILHO, Pedro Ernesto de. <a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><em>Peter Wilhelm Lund: o auge de suas investigações científicas e a razão para o término das pesquisas</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2007.</p>
<p>MARCHESOTTI, Ana Paula Almeida: <em>Peter Wilhelm Lund, o naturalista que revelou ao mundo a pré-história brasileira</em>. Rio de Janeiro : E-Papers, 2011.</p>
<p align="left">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos :</em> a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839-1889. Rio de Janeiro: Funarte: Rocco, 1995 (Coleção luz &amp; reflexão,4)</p>
<p align="left">VASQUEZ, Pedro. O Brasil na fotografia oitocentista/ [pesquisa e texto]Pedro Karp Vasquez; [reproduções fotográficas Cesar Barreto, Rosa Gauditano].&#8211;São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p align="left">VASQUEZ, Pedro. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Cia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX: Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien.</em> Apresentação Winston Fritsch; prefácio Joaquim Marçal; projeto editorial Pedro Karp Vasquez, Ronaldo Graça Couto; projeto gráfico Victor Burton. São Paulo: Metalivros, 2000. 203 p., il. p&amp;b. ISBN 85-85371-28-5.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/acervodigital/" target="_blank">Site da Biblioteca Nacional Digital</a></p>
<p><a href="http://www.bbm.usp.br/node/27" target="_blank">Site da Enciclopédia Brasiliana Guita e José Mindlin</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa204742/augusto-riedel" target="_blank">Site da Enciclopédia do Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://ims.com.br/ims/explore/artista/augusto-riedel" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=2415</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia da Abolição da Escravatura</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 07:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[13 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto da Costa e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Riedel]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Abolição da Escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[escravizados]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
		<category><![CDATA[João Goston]]></category>
		<category><![CDATA[Lilia Schwarcz]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=520</guid>
		<description><![CDATA[A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. A Galeria do Dia da Abolição traz diversas fotos de escravizados em situações de trabalho, em momentos de descanso e em estúdios. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_518" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank"><img class="wp-image-518 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/0072430cx024A-06-300x242.jpg" alt="Marc Ferrez. Escravos na colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ." width="300" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank">Marc Ferrez. Escravos na colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p style="text-align: center;"> <em><span style="color: #800000;"><strong> Dia da Abolição da Escravatura*</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A escravidão foi o processo mais violento, mais cruel, mas mais eficiente de obter, conservar, preservar e explorar o trabalho alheio. Ele não via em quem ele escravizava um semelhante, mas via um adversário e um ser inferior a ele.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=at3a-ptsC2I&amp;app=desktop" target="_blank">Alberto da Costa e Silva, diplomata, escritor e africanólogo</a></p>
<p>A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II</a> um grande entusiasta do invento, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil &#8211; destino de cerca de 4,5 milhões de escravizados africanos &#8211; foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade. O lugar de trabalho era o lugar do escravizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2311/007A5P3FG5-19.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank">Georges Leuzinger. Fazenda do Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico. A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravizados em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. São imagens apaziguadoras da escravidão e das várias funções dos escravizados. Dentre seus autores estão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"> Augusto Stahl</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a>, João Goston, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb</a>, além de alguns anônimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=escravos&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos revelam uma representação naturalizada da escravidão, deixando a impressão de que seria normal a posse de homens por outros homens, o que fica evidenciado pela venda dessas imagens para o exterior como um produto exótico de um país tropical distante. Porém, percebe-se em não poucas dessas fotografias, segundo a antropóloga Lilia Schwarcz, que <em>mais do que propriedades ou figurantes com papéis prévia e exteriormente demarcados, os escravizados negociam efetivamente nos registros fotográficos, nos pequenos sinais que deixaram no tempo e na imagem, seu lugar e condição</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6239" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6239/007SXIXFB-46.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6239" target="_blank">Augusto Stahl. Escravo com escarificações no rosto. c, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">a princesa Isabel</a> assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravizados no país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_01&amp;PagFis=5322"><em>O Paiz,</em> 14 de maio de 1888</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781"><em>A Gazeta de Notícias, </em>14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2929/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="295" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank">J. Courtois. Isabel, Princesa do Brasil, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre este dia, Machado de Assis escreveu na coluna &#8220;A Semana&#8221;, no jornal carioca <em>Gazeta de Notícias </em>de 14 de maio de 1893: <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto</a></em>.</p>
<p>Até hoje se manifestam na sociedade brasileira as consequências sociais e culturais da longevidade e do alcance da escravatura no país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6963/007A5P3F03-009.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.blogdoims.com.br/ims/entre-cantos-e-chibatas-conversa-com-lilia-schwarcz" target="_blank">Link para a série <em>Entre cantos e chibatas – conversa com Lilia Schwarcz</em>, produzida pelo Instituto Moreira Salles em 2011.</a></p>
<div class="title-single"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em maio de 2020</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=520</wfw:commentRss>
		<slash:comments>25</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
