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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Andrea Wanderley</title>
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		<title>Dia de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Letras]]></category>
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		<category><![CDATA[Andrea Câmara Tenório Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Luiz Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxo do Cosme Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto Rio nº 58207]]></category>
		<category><![CDATA[descoberta]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Machado de Assis]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Merval Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[missa campal]]></category>

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		<description><![CDATA[A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento de Joaquim Maria Machado de Assis, considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa, além de ter sido um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa destacando uma imagem de Machado produzida pelo fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), em torno de 1880; e o registro produzido por Antônio Luiz Ferreira da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal, em maio de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo Decreto Rio nº 58.207/26, de 18 de junho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento do carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 &#8211; 29/09/1908), considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade, cenário constante da obra do escritor &#8211; lugares e ruas do Rio de Janeiro são constantemente citados nas crônicas, contos e livros de Machado, tendo sido o principal cronista do cotidiano carioca no século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45549" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado3.jpg" alt="O Cruzeiro, 24 de junho de 1939" width="761" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><em>O Cruzeiro,</em> 24 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu no Morro do Livramento e viveu muitos anos, entre 1883 e 1908, no Cosme Velho, fato que originou o apelido <em>O Bruxo do Cosme Velho</em>, epíteto eternizado pelo escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), autor do poema <em>A um bruxo, com amor* </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/96903" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>28 de setembro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45546" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado2.jpg" alt="Casa na Rua Cosme Velho 174, ode Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908" width="398" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Casa na Rua Cosme Velho, onde Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Perde a nossa língua um de seus mais vigorosos e profundos escritores. Com ele desaparece a mais leve e a mais encantadora das nossas prosas, a mais completa e a mais perfeita das organizações literárias que possuímos. Poeta, romancista, dramaturgo e jornalista, era Machado de Assis o tipo culminante e o mais simpático de nosso mundo de letras</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1908, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank">dia seguinte à morte de Machado</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa da criação do Dia de Machado de Assis destacando duas imagens do escritor. A primeira foi produzida pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, em torno de 1880. Insley foi um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, que &#8220;<em>tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em>, de acordo com o poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), irmão da esposa de Machado, Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Machado escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="726" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda é de autoria de Antônio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?) e retrata a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><em>Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil,</em></a> em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por mim, pesquisadora e editora do portal, e revelada no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a>, publicado em 17 de maio de 2015.</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade. Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45522" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img class="wp-image-45522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado1.jpg" alt="machado1" width="380" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Detalhe da foto da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão da criação do Dia de Machado de Assis foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (1994 -) após reunião com o jornalista Merval Pereira (1949 &#8211; ), presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Machado foi um dos fundadores e primeiro presidente. A ideia é que o dia 21 de junho tenha uma programação dedicada à obra machadiana, semelhante ao <em>Bloomsday</em>, data celebrada anualmente, em 16 de junho, em homenagem ao escritor irlandês James Joyce (1882 &#8211; 1941).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-45521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado.jpg" alt="machado" width="553" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Bibliografia de Machado de Assis (ABL)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em>, tradução, 1861.<br />
<em>Desencantos</em>, 1861.<br />
<em>Teatro</em>, 1863.<br />
<em>Quase ministro</em>, 1864.<br />
<em>Crisálidas</em>, 1864.<br />
<em>Os deuses de casaca</em>, 1866.<br />
<em>Falenas</em>, 1870.<br />
<em>Contos fluminenses</em>, 1870.<br />
<em>Ressurreição</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da meia-noite</em>, 1873.<br />
<em>A mão e a luva</em>, 1874.<br />
<em>Americanas</em>, 1875.<br />
<em>Helena</em>, 1876.<br />
<em>Iaiá Garcia</em>, 1878.<br />
<em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, 1881.<br />
<em>Tu, só tu, puro amor</em>, 1881.<br />
<em>Papéis avulsos</em>, 1882.<br />
<em>Histórias sem data</em>, 1884.<br />
<em>Quincas Borba</em>, 1891.<br />
<em>Várias histórias</em>, 1896.<br />
<em>Páginas recolhidas</em>, 1899.<br />
<em>Dom Casmurro</em>, 1899.<br />
<em>Poesias completas</em>, 1901.<br />
<em>Esaú e Jacó</em>, 1904.<br />
<em>Relíquias de casa velha</em>, 1906.<br />
<em>Memorial de Aires</em>, 1908.<br />
<em>Crítica</em>, 1910.<br />
<em>Outras relíquias</em>, 1910.<br />
<em>Correspondência</em>, 1932.<br />
<em>Crônicas</em>, 4 vols., 1937.<br />
<em>Crítica literária</em>, 1937.<br />
<em>Casa velha</em>, 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>*<strong>A um bruxo, com amor</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="aad9" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Em certa casa da Rua Cosme Velho</p>
<p class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">(que se abre no vazio)<br />
venho visitar-te; e me recebes<br />
na sala trastejada com simplicidade<br />
onde pensamentos idos e vividos<br />
perdem o amarelo,<br />
de novo interrogando o céu e a noite.</p>
<p id="4107" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.<br />
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,<br />
uma luz que não vem de parte alguma<br />
pois todos os castiçais<br />
estão apagados.</p>
<p id="7faa" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Contas a meia-voz<br />
maneiras de amar e de compor os ministérios<br />
e deitá-los abaixo, entre malinas<br />
e bruxelas.<br />
Conheces a fundo<br />
a geologia moral dos Lobo Neves<br />
e essa espécie de olhos derramados<br />
que não foram feitos para ciumentos.<br />
E ficas mirando o ratinho meio cadáver<br />
com a polida, minuciosa curiosidade<br />
de quem saboreia por tabela<br />
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.<br />
Olhas para a guerra, o murro, a facada<br />
como para uma simples quebra da monotonia universal<br />
e tens no rosto antigo<br />
uma expressão a que não acho nome certo<br />
(das sensações do mundo a mais sutil):<br />
volúpia do aborrecimento?<br />
ou, grande lascivo, do nada?</p>
<p id="6d8f" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,<br />
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,<br />
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,<br />
mostra que os homens morreram.<br />
A terra está nua deles.<br />
Contudo, em longe recanto, a ramagem começa a sussurrar alguma coisa<br />
que não se entende logo<br />
e parece a canção das manhãs novas.<br />
Bem a distingo, ronda clara:<br />
é Flora,<br />
com olhos dotados de um mover particular<br />
entre mavioso e pensativo;<br />
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);<br />
Virgília,<br />
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;<br />
Mariana, que os tem redondos e namorados;<br />
e Sancha, de olhos intimativos;<br />
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,<br />
o mar que fala a mesma linguagem<br />
obscura e nova de D. Severina<br />
e das chinelinhas de alcova de Conceição.<br />
A todas decifraste íris e braços<br />
e delas disseste a razão última e refolhada<br />
moça, flor mulher flor<br />
canção de manhã nova…<br />
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)<br />
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica<br />
entre loucos que riem de ser loucos<br />
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/endereco-no-qual-viveu-machado-de-assis-dara-lugar-deposito.phtml" target="_blank">Revista Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank">Site Migalhas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 17 de maio de 2015</p>
<p>___________________<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank"><em>O retratista português</em> <em>Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 – 14 de outubro de 1912)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 14 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Missa Campal de 17 de maio de 1888 e a descoberta de uma nova fotografia por Carlos Lima Junior</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2026 15:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<category><![CDATA[identificação]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
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		<description><![CDATA[Devido à importante e recente descoberta de uma foto inédita da Missa Campal de 17 de maio de 1888, realizada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo, em seu pós-doutorado, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo "Missa Campal de 17 de maio de 1888", de 17 de maio de 2015, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley, que identificou a presença do escritor Machado de Assis no evento, no qual compareceram cerca de 30 mil pessoas. A imagem descoberta por Carlos Lima Junior foi produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, que a ofertou à Princesa Isabel. O registro estava no Castelo d´Eu, na França, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A  fotografia deve ser exibida ao público até o fim de 2026, em uma exposição sobre os 200 anos da invenção da fotografia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Devido à importante e recente descoberta de uma foto inédita da Missa Campal de 17 de maio de 1888, realizada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo, em seu pós-doutorado, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo &#8220;Missa Campal de 17 de maio de 1888&#8243;, de 17 de maio de 2015, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley, que identificou a presença do escritor Machado de Assis no evento, no qual compareceram cerca de 30 mil pessoas. A imagem descoberta por Carlos Lima Junior foi produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, que a ofertou à Princesa Isabel. O registro estava no Castelo d´Eu, na França, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A fotografia deve ser exibida ao público até o fim de 2026, em uma exposição sobre os 200 anos da invenção da fotografia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_575" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795"><img class="wp-image-575 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM3-1024x573.jpg" alt="Antonio Luiz Fereira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. " width="768" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisadora e editora-assistente da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley*, identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura realizada no dia 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O autor da foto foi Antonio Luiz Ferreira.</p>
<p>A identificação de Machado de Assis foi confirmada por Eduardo Assis Duarte, doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (USP) e professor da Faculdade de Letras da UFMG , que considerou a fotografia um documento histórico da maior importância. Segundo ele, Machado de Assis teve uma “atitude mais ou menos esquiva na hora da foto, em que praticamente só o rosto aparece, dando a impressão de que procurou se esconder, mas sem conseguir realizar sua intenção totalmente. Atitude esta plenamente coerente com o jeito <em>encolhido e </em>de<em> caramujo </em>que sempre adotou em público, uma vez que dependia do emprego público para viver e eram muitas as perseguições políticas aos que defendiam abertamente o fim da escravidão.”</p>
<p>Eduardo Assis Duarte, que organizou “Machado de Assis afrodescendente” (2007) e a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011, 4 vol.), e é coordenador do Literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, justificou a proximidade de Machado da princesa Isabel. Segundo ele, “Machado foi abolicionista em toda a sua vida e, a seu modo, criticou a escravidão desde seus primeiros escritos. Nunca defendeu o regime servil nem os escravocratas. Além disso, era amigo próximo de José do Patrocínio, o grande líder da campanha abolicionista e, junto com ele, foi à missa campal do dia 17, de lá saindo para com ele almoçar… Como Patrocínio sempre esteve próximo da princesa em todos esses momentos decisivos, é plenamente factível que levasse consigo o amigo para o palanque onde estava a regente imperial. A propósito, podemos ler no volume 3 da biografia escrita por Raimundo Magalhães Júnior :</p>
<p>‘Na manhã de 17 de maio, foi promovida uma grande missa campal, comemorativa da Abolição, em homenagem à Princesa Isabel, que compareceu, e houve em seguida um almoço festivo no Internato do Colégio Pedro II. Terminada a missa, José do Patrocínio foi para sua casa, à rua do Riachuelo, com dois amigos que convidara para almoçar em sua companhia: um deles era Ferreira Viana, ministro da Justiça do Gabinete de João Alfredo. E o outro era Machado de Assis, a quem, aliás, o grande tribuno abolicionista oferecera a carta autógrafa que recebera, em 1884, em Paris, de Victor Hugo.’ (MAGALHÃES JÚNIOR, <em>Vida e obra de Machado de Assis</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL-MEC, 1981, vol. 3, Maturidade, p. 125).”</p>
<p>O biógrafo, continua Eduardo Assis Duarte, “não diz onde estava Machado durante a missa, mas pode-se concluir perfeitamente que ele compareceu e que estava junto a José do Patrocínio. Daí minha conclusão: se a imagem que aparece na foto não for de Machado, é de alguém muito parecido.”</p>
<p>Segundo Ubiratan Machado, jornalista, escritor, bibliófilo e autor do “Dicionário de Machado de Assis”, lançado pela Academia Brasileira de Letras, a identificação de Machado de Assis na foto foi uma dupla descoberta: “Não há dúvida que se trata do Machado, atrás de um senhor de barbas brancas e mil condecorações no peito. O fato do seu rosto estar um pouco escondido não atrapalha em nada a identificação. É o velho mestre, perto de completar 50 anos. Igualzinho aos dos retratos que conhecemos desta fase de sua vida.  A segunda revelação é a de Machado ter ido à missa de ação de graças, fato até hoje desconhecido pelos biógrafos. A foto tem ainda outra importância: mostrar que ele se preocupava com a libertação dos escravos, acabando de vez com a idiotice de alguns que afirmam ser ele indiferente ao destino da raça negra no Brasil. É a prova visual da alegria embriagadora que ele sentiu com a abolição, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">como narra em seu conhecido depoimento (<em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, edição de 14 de maio de 1893, sob o título &#8220;A Semana&#8221;).</a></p>
<p>Machado de Assis participou também, no dia 20 de maio de 1888, do préstito organizado pela Comissão de Imprensa para celebrar a Abolição. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13811">Na ocasião, ele desfilou no carro do fundador da <em>Gazeta de Notícias, </em>o Sr. Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900) (<em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 21 e 22 de maio de 1888, na última coluna) . </a> Antes dessas festividades, Machado havia sido agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, que premiava civis e militares que houvessem se destacado por serviços prestados ao Estado ou por fidelidade ao imperador.</p>
<p>Além disso, em 16 de maio, dia anterior à realização da missa campal, Machado de Assis havia participado de uma homenagem prestada pelos empregados da secretaria de Agricultura e repartições anexas ao conselheiro Rodrigo Silva (1833 &#8211; 1889), autor e co-assinante da Lei Áurea, ministro dos Negócios da Agricultura e interino dos Negócios Estrangeiros, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888, proferindo as seguintes palavras:</p>
<p>&#8220;Todos os vossos empregados que eram vossos amigos agradecidos pela elevação do trato e confiança com que são acolhidos, são hoje vossos admiradores pelo imorredouro padrão de glória a que ligastes vosso nome, referendando a lei que declarou para sempre extinta a escravidão no Brasil&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13795" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de maio de 1888, na terceira coluna</a>). O conselheiro Rodrigo Silva estava presente à missa campal.</p>
<p>Machado também foi apontado como um dos funcionários da secretaria de Agricultura que muito fizeram em prol da causa da abolição e que &#8220;no silêncio do gabinete &#8230;dedicaram-se durante anos a velar com solicitude na defesa dos direitos dos escravos, a tirar das leis de liberdade todos os seus naturais corolários, a organizar e tornar efetiva a emancipação gradual pela ação do Estado, a marcar por laboriosas estatísticas o andamento do problema, a estabelecer hermenêutica sã como reguladora dos casos controversos, a saturar a atmosfera, enfim, de princípios fecundos na sua aplicação prática, firmando o corpo de doutrina e, na realidade, sustentando verdadeira propaganda eficacíssima para a aspiração da liberdade&#8221;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13801" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de maio de 1888, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_570" style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE.jpg"><img class="wp-image-570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE-1024x596.jpg" alt="MISSA 2" width="766" height="445" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da foto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica convida os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade. Abaixo, destacamos na foto e em sua silhueta o grupo em torno da princesa Isabel (1) e do conde D’Eu (2). Machado de Assis é o número 5. Possivelmente o número 7 é José do Patrocínio, atrás de um estandarte e segurando a mão de seu filho, então com três anos. Quem serão os outros?</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg"><img class="aligncenter wp-image-731 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg"><img class="aligncenter wp-image-730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg" alt="missa_silhuetas_edit" width="595" height="594" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Numeramos alguns dos presentes, mas a identificação de qualquer pessoa que esteja na fotografia é bem-vinda.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da foto</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade.</p>
<p>Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão. Dentre elas, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira que há muito vinha documentando os eventos da campanha abolicionista brasileira desde suas votações e debates até as manifestações de rua e a aprovação da Lei Áurea. Não se conhece um evento de relevância nacional que tenha sido tão bem fotografado anteriormente no Brasil. No registro da missa campal é interessante observar a participação efetiva da multidão na foto, atraída pela presença da câmara fotográfica, o que proporciona um autêntico e abrangente retrato de grupo. Outra curiosidade é a cena de uma mãe passeando com seu filho atrás do palanque, talvez alheia à multidão, fazendo um contraponto de quietude à agitação da festa.</p>
<p>Antonio Luiz Ferreira presenteou a princesa Isabel com 13 fotos de acontecimentos em torno da Abolição. A maior parte dessas fotos faz parte da Coleção Princesa Isabel que se encontra em Portugal, conservada por seus descendentes. Ferreira produziu duas fotos das duas missas realizadas em ação de graças pela Abolição. Uma delas, a principal,  intitulada “Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”, é a que está aqui destacada e faz parte da Coleção Dom João de Orleans e Bragança. A outra missa foi celebrada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. Outros três registros foram feitos por Ferreira no dia 22 de agosto de 1888 e documentaram o retorno do imperador Pedro II ao Brasil. A prova da fotografia da missa campal, que ficou em exposição na papelaria Guimarães &amp; Ferdinando, foi entregue à princesa em junho de 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4433" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de junho de 1888, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao todo, Antonio Luiz Ferreira fotografou 18 cenas ligadas às celebrações de 1888 e com isso, apesar de ter tido uma carreira discreta, tornou-se um importante fotógrafo do século XIX. As imagens captadas por ele nessas datas tão marcantes da história do Brasil caracterizam-se pela expressividade dos rostos retratados, decorrência da relevância do fato e da fascinação causada pela câmara fotográfica. Também foi responsável por um <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon326080/icon326080.pdf"><em>Álbum de vistas da Biblioteca Nacional</em>, em 1902</a>.</p>
<p>Ampliando-se a fotografia abaixo clicando em cima dela, vê-se, no alto à esquerda, um anúncio da Photographia Central de Antonio Luiz Ferreira no Largo da Carioca onde está anunciado que trabalhava-se <em>mesmo com mau tempo**</em>:</p>
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<div style="width: 1076px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6709/0071824cx001-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1066" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca com chafariz com 35 bicas, 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Acessando o link para a fotografia Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil produzida  Antonio Luiz Ferreira,  disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França***</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 2026, foi noticiado que uma foto inédita da missa campal havia sido encontrada na França pelo pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França.</p>
<p>Leia aqui o artigo <em>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França, </em>da <em>Folha de São Paulo</em>, de 13 de maio de 2026:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França</strong></em></span></p>
<p>João Pedro Pitombo</p>
<ul>
<li>Registro foi produzido em 17 de maio de 1888 por fotógrafo amador e dado de presente à princesa Isabel</li>
<li>Imagem revela minúcias de ato que exaltou Família Imperial e deixou abolicionistas em segundo plano</li>
</ul>
<p>Salvador &#8211; Uma fotografia esquecida por mais de um século na reserva técnica de um museu no interior da França revela detalhes de um dos momentos mais importantes da história brasileira, cuja narrativa em torno dos seus protagonistas vem sendo disputada ao longo de décadas.</p>
<p>A imagem é um registro inédito da missa campal realizada em 17 de maio de 1888, quatro dias após a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. O ato, que completa 138 anos nesta quarta-feira (13), pôs fim a mais de três séculos de escravidão no Brasil, mas não garantiu direitos nem compensações para a população negra que havia sido escravizada.</p>
<p>Produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, a imagem tem 49 centímetros de largura por 11,5 de altura. Em plano aberto, mostra uma multidão reunida na praça Pedro 1º, situada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Eram cerca de 50 mil pessoas, segundo estimativas dos jornais da época.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg"><img class=" size-full wp-image-44853 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg" alt="missacampal" width="657" height="496" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto foi encontrada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França, que abrigou a família imperial no exílio após a proclamação da República.</p>
<p>&#8220;Recebi fotografia ainda um pouco coberta de poeira e logo vi que era um segundo registro, ainda desconhecido, da grande missa que foi feita após a assinatura da Lei Áurea. Apesar de ser uma foto não tão grande de tamanho, ela tem uma importância gigante para a história do país&#8221;, afirma Carlos Lima Junior.</p>
<p>Até então, a principal imagem conhecida da cerimônia era a fotografia de Antônio Luiz Ferreira, que retornou ao Brasil e atualmente faz parte do acervo do Instituto Moreira Salles. Essa fotografia circulou amplamente já no final do século 19 e havia se consolidado como retrato oficial da celebração da abolição.</p>
<p>A imagem descoberta na França, por outro lado, permaneceu praticamente fora de circulação desde sua produção. Em 1888, o jornal A Gazeta de Notícias mencionou que a foto de Barros Araújo foi dada de presente à princesa Isabel, mas o registro não chegou a ser reproduzido pelo jornal.</p>
<p>A hipótese mais provável, aponta o pesquisador, é que a fotografia tenha sido incorporada aos pertences pessoais da princesa e enviada à França logo após a queda do Império.</p>
<p>Os detalhes da descoberta da foto resultaram em um artigo publicado na Revista de História da Arte e da Cultura da Unicamp. No estudo, Carlos Lima Junior mostra como a família imperial teve cuidado em preservar objetos que reforçassem a memória da princesa Isabel como uma espécie de redentora.</p>
<p>A própria missa teve papel importante nessa construção simbólica. Organizada pela Associação Imprensa Fluminense, a cerimônia religiosa buscava sacralizar o ato de assinatura da Lei Áurea.</p>
<p>No livro &#8220;Flores, Votos e Balas&#8221;, Angela Alonso, socióloga e colunista da Folha, destaca que as celebrações da abolição foram transformadas em uma elegia da tradição imperial. Os abolicionistas que aturaram pelo fim da escravidão ficaram em segundo plano.</p>
<p>O ato explicitava a aliança entre Igreja e Estado, sobretudo no uso do vocabulário religioso para redefinir a princesa como a &#8220;redentora&#8221;. &#8220;Catolicismo e monarquia se apropriavam dos louros da abolição&#8221;, disse a autora.</p>
<p><strong>Entre carruagens e vendedores ambulantes</strong></p>
<p>Na avaliação de Carlos Lima Junior, a nova foto altera parcialmente a visão consolidada sobre a missa campal. Enquanto a imagem conhecida de Antônio Luiz Ferreira destaca a família imperial, a fotografia de Antônio de Barros Araújo é uma tomada panorâmica que privilegia a dimensão popular do ato.</p>
<p>O artigo descreve minuciosamente a cena. A foto mostra carruagens espalhadas pelas extremidades da praça, pessoas equilibradas sobre os veículos para enxergar o altar, oficiais montados a cavalo observando a multidão e moradores acompanhando a cerimônia das janelas das casas vizinhas.</p>
<p>O enquadramento também evidencia desigualdades sociais presentes naquela celebração: embora houvesse grande quantidade de carros e bondes, o transporte não era acessível à maior parte da população. Muitos participantes seguiram a pé até o local.</p>
<p>A imagem registra ainda personagens anônimos como vendedores ambulantes espalhados pela praça e pessoas que nem sequer observavam a missa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a foto também evidencia os limites daquela celebração, por encobrir a presença de negros que foram figuras de destaque na luta pela liberdade e os movimentos abolicionistas que impulsionaram o debate sobre o fim da escravidão no Brasil.</p>
<p>&#8220;Ela também nos faz lembrar como foi difícil o dia seguinte, o 14 de maio, para a população que foi escravizada.&#8221;</p>
<p>A fotografia segue preservada no Castelo d’Eu, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A imagem deve ser exibida ao público até o fim deste ano em uma mostra sobre os 200 anos da invenção da fotografia.</p>
<p>___________________________________________________________________________________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução da notícia sobre a fotografia da missa campal de autoria do fotógrafo amador identificado como Antonio de Barros Araujo (18? -?), publicada na primeira página da <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 14 de junho de 1888</a>. Conforme a nota, o registro, <em>&#8220;ricamente emoldurado em pelluche de duas cores&#8221;</em>,  seria oferecido à Princesa Isabel. Barros Araujo era comerciante na Rua do Ouvidor, nº 74 A (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394x/58825" target="_blank"><em>Almanak Administrativo Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44859" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de junho de 1888, terceira coluna" width="478" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de junho de 1888, terceira coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por uma notícia, veiculada na <em>Gazeta da Tarde</em>, de 22 de março de 1884, sabe-se que ele era abolicionista, tendo doado uma saleira de madeira em forma de globo geográfico à Kermesse da Confederação Abolicionista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde,</em> 22 de março de 1884, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44988" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/missacampal2.png" alt="GAzeta da TArde, 22 de março de 1884" width="256" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 22 de março de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui o artigo <a href="https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rhac/article/view/20541/14847" target="_blank"><em>Imagem (re)velada: sobre uma fotografia desconhecida da “Missa Campal 17 de maio 1888” no acervo do Musée Louis-Philippe, Castelo d’Eu</em></a>, de Carlos Lima Junior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contribuíram para esta pesquisa Elvia Bezerra (IMS) e Luciana Muniz (BN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*O texto desta publicação foi revisto em 15 de maio de 2018.</p>
<p>**Essa informação foi inserida no artigo em 9 de setembro de 2019.</p>
<p>*** O artigo sobre a <em>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França</em> foi inserido em 13 de maio de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os 200 anos do nascimento de dom Pedro II e a Brasiliana Fotográfica no evento &#8220;Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate&#8221;, no Colégio Pedro II</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dom Pedro II, um entusiasta da fotografia e o ilustre aniversariante do dia, já foi tema da Brasiliana Fotográfica em diversas publicações. Hoje o portal celebra os 200 anos do nascimento do monarca, destacando esses artigos e oferecendo a seus leitores uma seleção de imagens das viagens que o imperador fez ao Egito e às ruínas de Pompeia, que foram o assunto da exposição "Uma viagem ao mundo antigo", cujo curador foi Joaquim Marçal, na ocasião pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e curador da Brasiliana Fotográfica. As fotos integram a Coleção D. Thereza Christina Maria, que pertence à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Destacamos também a participação da Brasiliana Fotográfica no evento "Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate", realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183">Dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, já foi tema da Brasiliana Fotográfica em diversas publicações. Hoje o portal celebra os 200 anos do nascimento do monarca, destacando esses artigos e oferecendo a seus leitores uma seleção de imagens das viagens que o imperador fez ao Egito e às ruínas de Pompeia, que foram o assunto da exposição <a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/" target="_blank"><em>Uma viagem ao mundo antigo</em></a>, cujo curador foi Joaquim Marçal, na ocasião pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e curador da Brasiliana Fotográfica. Destacamos também a participação da Brasiliana Fotográfica no evento <em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em>, realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025 no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-41069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/pompeia.jpg" alt="pompeia" width="940" height="222" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram expostas, entre 30 de outubro de 2017 e 30 de janeiro de 2018, reinaugurando o Espaço Eliseu Visconti, na Biblioteca Nacional, 119 fotografias do acervo da instituição, uma das fundadoras do portal. Segundo Marçal, muitos desses registros foram expostos pela primeira vez e <em>não contam apenas parte da história do Brasil e do mundo no século XIX, mas também da própria fotografia e da reprodutibilidade das imagens. </em>O acervo integra a Coleção D. Thereza Christina Maria, da qual fazem parte cerca de 100 mil itens entre desenhos, estampas, fotografias, livros, mapas, partituras e outros documentos impressos e manuscritos. A exposição, ainda segundo Marçal, evocou <em>a antiguidade a partir das ruínas do Egito Antigo e de Pompeia e, simultaneamente, alguns aspectos importantes da história das imagens e de sua reprodutibilidade – com destaque para a fotografia, mas sem deixar de levar em conta os processos que a antecederam e com ela coexistiram. A ideia é exibir as diversas técnicas de reprodução experimentadas no século XIX</em>.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/128" target="_blank">Acessando o link para as fotografias das viagens de d. Pedro II disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos sobre o imperador dom Pedro II já publicados na Brasiliana Fotográfica:</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" rel="bookmark">Dom Pedro II ( RJ, 2/12/1825 – Paris, 5/12/1891), um entusiasta da fotografia</a></em>, e autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 2 de dezembro de 2016.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19845" rel="bookmark">Após encantar-se com Molière e Giulietta Dionesi, o imperador Pedro II sofre um atentado</a></em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 15 de julho de 2020.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28879" rel="bookmark">Dom Pedro II fotografado pelo italiano Luis Terragno (c. 1831 – 1891), Fotógrafo da Casa Imperial</a></em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 2 de dezembro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21470" target="_blank">E o grande escritor Machado de Assis elogia o imperador Pedro I</a>I</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de março de 2025.</span></p>
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<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #800000;"><em><strong> Egito</strong></em></span></p>
<p>O Egito foi um dos destinos do imperador em sua primeira viagem ao exterior, quando foi à Europa e ao Oriente Médio. Partiu, em 25 de maio de 1871, a bordo do paquete <em>Douro</em>, e retornou ao Brasil, em 31 de março de 1872 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/27339" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 26 de maio de 1871, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/28568" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 1º de abril de 1872, primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2947/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2947" target="_blank">[D. Pedro II, D. Teresa Cristina Maria e comitiva no Egito], 187?. Egito / Acervo FBN</a></p></div>
<div class="memo-single-news-content 0">
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<div id="attachment_42151" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dom_Pedro_II-esfinge.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42151" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel1.jpg" alt="Charge publicada na Revista Illustrada, em 1871" width="229" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dom_Pedro_II-esfinge.png" target="_blank">Dom Pedro II caracterizado como uma esfinge egípcia / Charge de autoria de Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910) publicada na <em>Revista Illustrad</em>a, em 1871 / Wikipedia</a></p></div>
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<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em 28 de outubro, Pedro II chegou a Alexandria e, em 2 de novembro, no Cairo. Em 4 de novembro de 1871, visitou as pirâmides de Gizé com um grupo de viajantes, dentre eles o fundador do atual Museu Egípcio no Cairo, o egiptólogos francês François Auguste Mariette (1821 &#8211; 1881) e o alemão Heinrich Karl Brugsch (1827 &#8211; 1894), também egiptólogo e futuro diretor da Biblioteca do Instituto de Alexandria. Pedro II f</span>icou no Egito até 11 de novembro de 1871.</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em seus diários, o imperador escreveu, em 4 de novembro de 1871:</span></p>
<p><em><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">&#8220;Estou muito cansado e atirar-me-ia já na cama se as saudades não exigissem que lhe desse as mais afetuosas boas noites. Adeus, cara amiga! Nada me interessa completamente longe de Você. Adeus! Depois de ouvir missa na igreja dos Franciscanos à qual só a pé se pode chegar por causa destas ruas que parecem galerias de formigas fui às Pirâmides de Gizeh. O caminho quase todo por alamedas de acácias, das quais muitíssimas trançam entre si as comas do verde o mais esplêndido é condigno vestíbulo de tão venerando monumentos. Parecem pequenos até chegar a eles e só se faz idéia da altura da grande pirâmide quando se observam os que por ela trepam e vão-se tornando cada mais pigmeus. Subi facilmente ajudado pelos árabes e no cimo reunimo-nos mais de 30. Da minha companhia só foram Bom Retiro e o egiptólogo distinto dr. Brugsch, que muito tem simpatizado comigo e dado-me informações interessantíssimas. Também galgaram a pirâmide 11 de 17 moças nos Estados Unidos, que consta pertencerem a uma sociedade emancipadora [sic] das mulheres. Um rapaz e senhora de mais idade também as acompanharam. Logo que atingimos o alto da pirâmide soltamos muitos hurrahs, agitamos os lenços e eu assentado numa pedra do tempo de Chufu (Cheops dos gregos) escrevi algumas palavras a Você e os dados que o Brugsch comunicou-me a respeito da pirâmide&#8221;.</span></em></p>
<p>Em 7 de novembro, visitou Mênfis e Sakkarah; em 9 de novembro, Mokattan; e, em 10 de novembro, retornou à Alexandria. No dia seguinte, retornou à Europa.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2946" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2946/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2946" target="_blank">Helios. Dom Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva no Egito, : retrato, 1871. Egito / Acervo FBN</a></p></div>
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</div>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2943/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2943" target="_blank">H. Delie and E. Bechard. D. Pedro II, D. Teresa Cristina Maria e comitiva junto às pirâmides, 1871. Cairo, Egito / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Pedro II voltou ao Egito em sua segunda viagem ao exterior, a mais longa, realizada entre entre 26 de março de 1876 e 25 de setembro de 1877. Embarcou no paquete inglês <em>Hevelius</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro, </span></em> 27 e 28 de março de 1876, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/36580" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 26 de setembro de 1877, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_02/36584" target="_blank">27 de setembro de 1877, quarta coluna</a>). Visitou os Estados Unidos, o Canadá, diversos países da Europa, do Oriente Médio e da África. </span></p>
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<div id="attachment_42143" style="width: 728px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/1426" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42143" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel.jpg" alt="O Mosquito, 1876" width="718" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/1426" target="_blank"><em>A Grande Orchestra por Bordalo Pinheiro / O Mosquito</em>, 1876, edição 354. Nesta charge, o português Rafael Bordalo Pinheiro (1846 &#8211; 1905), desenhou dom Pedro II carregando uma mala e deixando a cargo da princesa Isabel a regência da <em>grande orquestra</em>, que seria o país. É uma crítica ao monarca caracterizado como um viajante itinerante, despreocupado com o Brasil.</a></p></div>
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<p>Passou seu aniversário de 51 anos, em 2 de dezembro de 1876, no Santo Sepulcro, em Jerusalém. Chegou ao Egito, em 7 de dezembro de 1876, quando visitou diversas pirâmides. Viajou pelo Rio Nilo saindo do Cairo e foi até até Wadi Halfa, hoje o Sudão. Conheceu diversas cidades históricas, dentre elas Luxor, Karnal, Dandur e Assuã, além do célebre templo de Abu Simbel. Deixou o Egito, em 16 de janeiro de 1877.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>As fotos de dom Pedro II no Egito</em></span></p>
<p>As fotos, que estão o acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, de dom Pedro II no Egito, em 1871, são de autoria de Hippolyte Delie (1841 &#8211; 1889) e Emile Bechard (1844 &#8211; 1917), fotógrafos franceses ativos no Egito na década de 1870; e de Hélios, possivelmente o fotógrafo grego Hélio Zoulis (18? -?), cujo estúdio chamava-se Hélios Alexandrie &amp; Caire. Há um registro realizado por um fotógrafo ainda não identificado que não está datado.</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Segundo o Metropolitan Museum of Art: &#8220;<em><span style="font-family: Georgia;">Émile Béchard continua sendo uma figura misteriosa, principalmente por causa da assinatura &#8220;H. Béchard&#8221;, que aparece nos negativo da maior parte de suas obras paisagísticas e arquitetônicas, inclusive nesta vista do Ramesseum. Desde o final dos anos 1980, muitos historiadores acreditavam que havia de fato dois fotógrafos, Émile e &#8220;Henri&#8221; Béchard, ambos operando no Egito. Mais recentemente, os estudiosos levantaram a hipótese de que talvez Émile tenha adotado esse segundo nome para distinguir os diferentes temas de suas várias séries (ou seja, retratos versus monumentos). A identificação de um irmão chamado Hippolyte Béchard, no entanto, levou a uma explicação mais lógica de que Hippolyte vendeu e distribuiu as fotos de Emile na França. A situação, porém, foi ainda mais complicado por um grupo de fotografias vendidas em outubro de 2015 no castelo de Saint-Brisson em Saint Brisson-sur-Loire, França. Inscrições em algumas das gravuras indicam que Hippolyte Béchard estava no Cairo em 1870, dando algum crédito à sugestão de Ken Jacobson de que Hippolyte Délié não era apenas sócio de Emile, mas possivelmente também seu irmão, Hippolyte Béchard, que, por algum motivo, mudou de endereço. nome. As identidades cambiantes associadas à &#8220;Maison Béchard&#8221; são um excelente exemplo das dificuldades frequentemente associadas à fotografia comercial do século XIX&#8221;.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pompéia</strong></em></span></p>
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<div style="width: 727px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2938" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2938/icon842750.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="717" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2938" target="_blank">Giorgio Sommer. [Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva em visita as ruínas de Pompéia], 1888. Pompeia, Itália / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Em 30 de junho de 1887, dom Pedro II viajou pela terceira vez à Europa. Embarcou, no Rio de Janeiro no paquete francês <em>Gironde</em> e retornou ao Brasil, em 22 de agosto de 1888, quando chegou ao Rio de Janeiro (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/12295" target="_blank">30 de junho de 1877, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank">22 de agosto de 1888, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank">23 de agosto de 1888, primeira colun</a>a). A motivação principal da viagem, durante a qual a princesa Isabel, pela terceira vez regente provisória, assinou a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank">Lei Áurea, em 13 de maio de 1888</a>, foi a recuperação de sua saúde. Em abril de 1888, foi para a Itália, onde visitou diversas cidades e, atendendo a um desejo de sua esposa, a napolitana dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, esteve nas ruínas de Pompeia, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, cuja descoberta havia sido iniciada em 1748. Subiu à cratera do vulcão Vesúvio e o casal real percorreu as ruas da cidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em>As fotos de dom Pedro II em Pompeia</em></span></p>
<p style="text-align: left;">As fotografias de dom Pedro II em Pompeia, que estão o acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, são de autoria do alemão Giorgio Sommer (1834 &#8211; 1914) que começou a trabalhar como fotógrafo com 19 anos. Entre as décadas de 1850 e 1880, registrou milhares de imagens de ruínas arqueológicas, objetos de arte, paisagens e retratos. Em 1857, Sommer mudou-se para a Itália para Nápoles e, 10 anos depois, associou-se ao também alemão Edmund Behles (1841 &#8211; 1924), cujo estúdio ficava em Roma. Tornaram-se proprietários de um dos maiores e mais prolíficos estúdios fotográficos da Itália. Entre 1862 e 1873, ele ganhou medalhas nas Exposições Internacionais de Londres, Paris e Viena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2937" target="_blank"><img class="alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2937/icon842749.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="589" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2937" target="_blank">Giorgio Sommer. Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva em visita as ruínas de Pompéia, 1888. Pompeia, Itália / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7ztn9Sj6rek" target="_blank">Acesse aqui imagens de <em>Uma viagem o mundo antigo &#8211; Egito e Pompeia</em> </a></p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42152" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlbumDasGlorias/N05_Mai1880/N05_Mai1880_item1/P1.html" target="_blank"><img class="wp-image-42152" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel2.jpg" alt="Pedro II por Bordallo Pinheiro / Álbum das Glórias, maio de 1880" width="407" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lbum_das_Gl%C3%B3rias#/media/Ficheiro:Sua_Magestade_o_Imperador_do_Brazil_(%C3%81lbum_das_Gl%C3%B3rias,_n.%C2%BA_5,_Maio_1880).png" target="_blank">Pedro II desenhado por Rafael Bordalo Pinheiro, carregando uma mala. Publicado, em maio de 1880, no <em>Á</em>l<em>bum das Glórias</em>, título de uma coleção de folhas volantes publicadas em duas séries (1880–1883 e 1902), com caricaturas de políticos, intelectuais, artistas, jornalistas e outras figuras públicas da época. As ilustrações eram de autoria de Bordalo Pinheiro e vinham acompanhadas de textos satíricos sobre o caricaturado de autoria, em sua maioria, de <em>João Rialto</em> -pseudônimo de Guilherme de Azevedo (1839-1882) -; e de <em>João Ribaixo, </em>pseudônimo de Ramalho Ortigão (1836 &#8211; 1915)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/ornamentos-de-pompeia/">BNDigital</a></p>
<p>CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. São Paulo : Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CARVALHO, Larissa Nunes de. <a href="https://repositorio.unifesp.br/items/2768b12d-d49f-48fc-9336-931e0451e3b9" target="_blank"><em>A Egiptomania no Brasil: As viagens de D. Pedro II ao Egito em 1871 e 1876</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Federal de São Paulo como requisito parcial para obtenção do grau em Licenciado em História, 2023.</p>
<p>FARIAS, Andressa Brenda Ferreira. <em><a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/13231/1/ABFFarias.pdf">Uma visão sobre o orientalismo através do registro fotográfico de uma das viagens de Pedro II ao Egito</a></em>. Trabalho de conclusão de curso de Bacharelado em História da Arte apresentado à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em História da Arte, 2020.</p>
<p><a href="https://www.flickr.com/photos/photohistorytimeline/albums/72157623662467729/">Flickr</a></p>
<p><a href="https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlbumDasGlorias/N05_Mai1880/N05_Mai1880_item1/P1.html" target="_blank">Hemeroteca Digital, sítio da Hemeroteca Municipal de Lisboa</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAHTLAB, Roberto. <em>As Viagens de Dom Pedro II. </em>São Paulo :  Benvirá, 2015.</p>
<p>LIRA, Heitor. <em>Dom Pedro II</em>. Rio de Janeiro : Editora Garnier, 2020.</p>
<p>Portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>REZUTTI, Paulo. <em>D. Pedro II – A história não contada: O último imperador do Novo Mundo revelado por cartas e documentos inéditos. </em>Portugal : Editora<em> </em>Leya, 2019.</p>
<p>REZUTTI, Paulo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WF9WX0go7bg"><em>Viagem de Dom Pedro II em 1876. </em>Youtube</a>.</p>
<p>SANTOS, Helio Ricardo dos. <a href="https://www.revistaminerva.pt/representacoes-de-d-pedro-ii-na-imprensa-brasileira-1872-1889-helio-ricardo-santos/" target="_blank"><em>Representações de D. Pedro II na Imprensa Brasileira (1872-1889)</em></a>. Revista Minerva Universitária, 13 de fevereiro de 2022.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://www.metmuseum.org/art/collection/search/705430">Site Metropolitan Museum of Art</a></p>
<p><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/diarios/">Site Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p><a href="https://www.royalacademy.org.uk/art-artists/organisation/giorgio-sommer">Site Royal Academy</a></p>
<p><a href="https://sammlung.staedelmuseum.de/en/person/sommer-giorgio">Site Staedel Museum</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Brasiliana Fotográfica no Colégio Pedro II</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_42216" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah7.jpg"><img class="wp-image-42216 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah7.jpg" alt="no seminário, em 27 de novembro de 2025. Rio de Janeiro." width="371" height="421" /></a><p class="wp-caption-text">Ronaldo Fernandes, do Museu Nacional; Késiah Pinheiro Viana e Andrea Wanderley, integrantes do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica; Elizabeth Monteiro da Silva, coordenadora do Centro de Documentação e Memória do Colégio Pedro II, e Roberta Zanatta, coordenadora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e gestora de conteúdo da Brasiliana Fotográfica, no seminário <strong><span style="color: #800000;"><em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em></span></strong>, em 27 de novembro de 2025. Rio de Janeiro.</p></div>
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<p>A Brasiliana Fotográfica esteve presente no evento <em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em>, organizado pela bibliotecária Elisabeth Monteiro da Silva, coordenadora do Centro de Documentação e Memória do Colégio Pedro II, realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025. Késiah Pinheiro Viana*, bibliotecária da Biblioteca Nacional e integrante do Comitê Gestor do portal; e eu, Andrea C.T. Wanderley, editora, pesquisadora e também integrante do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica, fechamos o seminário com a palestra <em>A Brasiliana Fotográfica e a Coleção Teresa Cristina Maria</em>.</p>
<p>Os outros palestrantes foram Vera Cabana; Victor Carlos Massena Fernandes, da Academia Luso Brasileira de Letras; Cristiana Aubin; Paulo Rezzutti, Angela Telles, do Real Gabinete de Leitura; Paulo Knauss, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica; Mauricio Vicente e Alessandra Fragua, do Museu Imperial; e Regina Dantas e Ronaldo Fernandes, do Museu Nacional.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42182" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação.jpg" alt="pedroiiprogramação" width="570" height="476" /></a></p>
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<p>Iniciei nossa apresentação traçando um perfil do portal e contando um pouco da história da invenção e da chegada do daguerreótipo no Brasil; e do entusiasmo e envolvimento de dom Pedro II com a fotografia.</p>
<p>Abaixo a íntegra de minha participação:</p>
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<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><b><i><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">Um pouco da história do daguerreótipo e do interesse de Pedro II pela fotografia</span></i></b></p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação1.jpg"><img class=" size-full wp-image-42183 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação1.jpg" alt="pedroiiprogramação1" width="781" height="453" /></a></p>
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<p>Inicialmente, muito obrigada pelo convite para participar deste encontro. É realmente uma coroação para a Brasiliana Fotográfica falar para estudantes e professores. Esse sempre foi um dos objetivos do portal. Para mim, pesquisadora e editora do portal desde seu início, em abril de 2015, é uma grande emoção e uma realização importante.</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica é um espaço para dar visibilidade, fomentar o debate e a reflexão sobre os acervos deste gênero documental, abordando-os enquanto fonte primária mas também enquanto patrimônio digital a ser preservado. É uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual que valoriza o papel da fotografia na escrita da história.</p>
<p>Alguns números de nosso portal: fomos fundados pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles e atualmente reunimos 15 instituições. Além das fundadoras, os parceiros são, por ordem de chegada, o Leibniz Laenderkunde, de Leipzig, na Alemanha; o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, o Museu da República, o Museu Histórico Nacional, a Fundação Joaquim Nabuco, o Museu Aeroespacial, a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – o IHGB -, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE -, e o Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>Temos em nosso acervo cerca de 12.500 imagens &#8211; registros produzidos no século XIX até a década de 1940 &#8211; e 590 artigos publicados: 464 escritos por mim e o restante por parceiros e convidados. Temos 9 séries, dentre elas &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; e &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221;; e 69 cronologias de fotógrafos, o que acreditamos seruma importante contribuição para a historiografia da fotografia no Brasil.</p>
<p>E o mais importante: cerca de 82 milhões de visualizações! Porque esse trabalho, que envolve a dedicação e o empenho de dezenas de pessoas entre conservadores, digitalizadores, historiadores, profissionais de informática, pesquisadores e divulgadores teria pouco sentido se não estivesse chegando ao público.</p>
<p>E vamos em frente!</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Um pouco da história do daguerreótipo e do interesse de Pedro II pela fotografia</em></span></p>
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<p>Em 7 de janeiro de 1839, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido pelos franceses Joseph Nicèphore Niépce (1765 – 1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787 – 1851).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-1-daguerre.jpg" alt="colégio pedro ii 1 - daguerre" width="351" height="370" /></a></p>
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<p>Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, o cientista François Arago (1786 – 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-2-daguerreótipo.jpg"><img class=" size-full wp-image-42185 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-2-daguerreótipo.jpg" alt="colégio pedro ii 2 - daguerreótipo" width="389" height="337" /></a></p>
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<p>A notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil muito rapidamente: cerca de quatro meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839</a>, sob o título “Miscellanea”, um artigo sobre o assunto. A historiadora Ana Maria Mauad comenta em seu texto <em>Imagem e auto-imagem no Segundo Reinado</em>, de 1997, que “<em>apesar de sua possível reprodutibilidade, o daguerreótipo aparecia como uma peça única, acondicionada em estojo de luxo às vezes considerado como uma jóia</em>”.</p>
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<div id="attachment_42186" style="width: 427px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><img class="wp-image-42186 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-3-notícia-do-invento.jpg" alt="colégio pedro ii 3 - notícia do invento" width="417" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de maio de 1839</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"> </a></p>
<p>O interesse de dom Pedro II pela fotografia teve quase a mesma idade do próprio daguerreótipo.</p>
<p>A introdução da daguerreotipia no Brasil se deu com a chegada do navio-escola  <em>L’Oriental-Hydrographe,</em> da Marinha Mercante da França, em fins de 1839<em>,</em> sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas, que havia estado no ateliê de Daguerre, em 1839. A viagem de circunavegação foi pensada como uma escola flutuante e começou a ser planejada, em 1838, quando seu projeto, pedagógico e mercantil, foi apresentado ao ministro da Marinha francesa, Claude Rosamel (1774 – 1848).</p>
<p>Segundo a historiadora Maria Inez Turazzi (1957-), autora de um livro definitivo sobre a viagem do <em>L’Oriental-Hydrographe</em>, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores, abre aspas <em>não foi casual ou improvisada&#8230;É possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência. </em><em>Fecha aspas.</em></p>
<p><em>O navio partiu do porto Paimboeuf, na França, em 25 de setembro de 1839, e, após alcançar o Brasil, onde aportou no Recife e em Salvador, chegou ao Rio de Janeiro,em dezembro de 1839.</em><em> </em>O abade francês Louis Comte (1798 – 1868), encarregado pela assistência intelectual e espiritual e pelo ensino de religião, música e canto durante a viagem, produziu alguns daguerreótipos na cidade, em 16 de janeiro de 1840.</p>
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<div id="attachment_42187" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><img class="wp-image-42187 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-4-anúncio-do-daguerreótipo.jpg" alt="colégio pedro ii 4 - anúncio do daguerreótipo" width="297" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1840</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-5-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg"><img class=" size-full wp-image-42188 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-5-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg" alt="colégio pedro ii 5 - primeiros daguerreótipos no Rio (2)" width="449" height="426" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-6-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-6-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg" alt="colégio pedro ii 6 - primeiros daguerreótipos no Rio (2)" width="540" height="437" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-7-primeiros-daguerreótipos-no-Rio.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42190" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-7-primeiros-daguerreótipos-no-Rio.jpg" alt="colégio pedro ii 7 - primeiros daguerreótipos no Rio" width="545" height="437" /></a></p>
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<p>Sobre essa última imagem há uma discussão de autoria: seria de Comte ou do fotógrafo Morand (c. 1818 – 1896)? Mas isso é uma outra história.</p>
<p>Alguns dias depois, Louis Comte apresentou o invento a dom Pedro II. O imperador, meses depois, com apenas 14 anos, adquiriu o equipamento. Aliás, aqui chamo atenção para o fato do monarca ser muitíssimo culto e interessado por diversos assuntos. Um verdadeiro polímata – tinha um profundo conhecimento em várias áreas como ciência, arte e filosofia.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-8-notícia-da-visita-do-abade-a-Pedro-II.jpg" alt="colégio pedro ii 8 - notícia da visita do abade a Pedro II" width="300" height="357" /></a></p>
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<p>Por sediar o Império, o Rio de Janeiro foi a capital da fotografia no Brasil. O imperador foi retratado por diversos fotógrafos, dentre eles Marc Ferrez (1843 – 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1816 – c. 1886) e Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912), tendo conhecido praticamente o trabalho de todos eles. A fotografia tornou-se um símbolo de civilização e status e passou a ser um poderoso instrumento de divulgação da imagem de dom Pedro II, &#8220;<em>moderna como queria que fosse o reino</em>&#8220;, segundo comenta Lilia Moritz Schwarcz (1857-) no livro <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>.</p>
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<div id="attachment_37804" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/PedroII.jpg" alt="Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN" width="378" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2560" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2560/007NGBMF1824cx03-05.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="593" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2560" target="_blank">Marc Ferrez. Retrato de Pedro II, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/612" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/612/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/612" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Pedro II, Imperador do Brasil: retrato, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Foi um dos primeiros monarcas a oferecer seu <em>real</em> patrocínio a um fotógrafo, juntamente com a rainha Vitoria da Inglaterra (1819 &#8211; 1901), quando, em 1851, permitiu que Buvelot &amp; Prat, que haviam realizado uma série de daguerreótipos de Petrópolis &#8211; todos desaparecidos &#8211; usassem as armas imperiais na fachada de seu estabelecimento fotográfico.</p>
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<div id="attachment_42193" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-12-fotógrafo-imperial-klumb.jpg"><img class="wp-image-42193 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-12-fotógrafo-imperial-klumb.jpg" alt="colégio pedro ii 12 - fotógrafo imperial klumb" width="350" height="453" /></a><p class="wp-caption-text">Selo de Fotógrafo de Suas Majestades e Altezas Imperiais na capa do Guia do Viajante de Klumb</p></div>
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<div id="attachment_42194" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class="wp-image-42194 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-13-fotógrafo-imperial-insley.jpg" alt="colégio pedro ii 13 - fotógrafo imperial insley" width="247" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Selo de Fotógrafo da Casa Imperial no cartão de Insley Pacheco</a></p></div>
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<p>Dom Pedro II reinou no Brasil de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889 e, segundo José Murilo de Carvalho (1939 – 2023), o fez &#8220;<em>com os valores de um republicano, com a minúcia de um burocrata e com a paixão de um </em><em>patriota</em><em>. Foi respeitado por quase todos, não foi amado por quase ninguém&#8221;</em>. Durante seu reinado de quase 50 anos, o tráfico de escravizados e a escravidão foram abolidos, a unidade do Brasil foi consolidada, as principais capitais brasileiras se modernizaram, a ciência e a cultura se desenvolveram. Sinais, sobretudo estes últimos, de um reinado que, não obstante o conservadorismo escravista dominante, perseguiu sempre uma pauta liberal, humanista e civilizatória. De fato, no século XIX, muito do que se fez no Brasil nos campos das letras e das ciências deveu-se a ele, um dos monarcas mais eruditos de sua época.</p>
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<div id="attachment_42195" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank"><img class="wp-image-42195 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-Pedro-II-13a-Pedro-II-por-Hees.jpg" alt="colégio Pedro II 13a - Pedro II por Hees" width="517" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank">Pedro Hees. Pedro II, Imperador do Brasil: retrato, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Em seu diário de 1862, Pedro II declarou: &#8220;<em>Nasci para consagrar-me às letras e às ciências, e, a ocupar posição política, preferia a de presidente da República ou ministro a imperador</em>&#8220;.</p>
<p>Uma curiosidade: o escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia: 1839. Escreveu sobre o assunto em sua coluna do <em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864. Comentou sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (o fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco) e também a história da chegada do daguerreótipo na cidade. Termina seu <em>passeio </em>perguntando-se <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></p>
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<div id="attachment_42196" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><img class="wp-image-42196 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-14-machado-de-assis.jpg" alt="colégio pedro ii 14 - machado de assis" width="385" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 7 de agosto de 1864</a></p></div>
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<p>Na apresentação que minha colega Késiah Pinheiro Viana, bibliotecária da Fundação Biblioteca Nacional e integrante do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica, vai fazer agora sobre a Coleção Teresa Cristina Maria, composta por cerca de 23 mil fotografias e doada à Biblioteca Nacional por Pedro II, vocês farão um passeio iconográfico onde ficará evidenciada a diversidade dos interesses do imperador.</p>
<p>E, para finalizar, uma imagem do decreto da criação do Colégio Pedro II, nosso anfitrião de hoje, fundado em 2 de dezembro de 1837, data em que o imperador completou 12 anos. Na época chamava-se Imperial Collegio Pedro II e localizava-se no antigo Seminário São Joaquim. O decreto foi publicado na primeira página do <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;pagfis=9567"><em>Jornal do Commercio</em>, de 9 de dezembro de 1837</a>, assinado por Pedro de Araújo Lima (1793 – 1870), o marquês de Olinda, então regente do Império, e por Bernardo Pereira de Vasconcellos (1795 – 1850), ministro da Justiça. Foi aberto em 25 de março do ano seguinte, conforme publicado no <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/9912">Jornal do Commercio de 27 de março de 1838</a></em>. O resto é história! História de sucesso!</p>
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<div id="attachment_42198" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_02/9567" target="_blank"><img class="wp-image-42198 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroii151.jpeg" alt="pedroii15" width="601" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_02/9567" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de dezembro de 1837</a></p></div>
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<p>Parabéns e muito obrigada!</p>
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<div id="attachment_42199" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18058/collegio-de-pedro-2-e-igreja-de-s-joaquim"><img class="wp-image-42199 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Pedroii161.jpeg" alt="Pedroii16" width="604" height="758" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18058/collegio-de-pedro-2-e-igreja-de-s-joaquim" target="_blank">Collegio de Pedro II e Igreja de São Joaquim. Litografia de Pieter Godfred Bertichem, 1856 / Acervo da Coleção Brasiliana Itaú do Itaú Cultural</a></p></div>
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<p>Em seguida, a bibliotecária Késiah exibiu diversas fotografias da Coleção Teresa Cristina Maria, evidenciando a diversidade de interesses do imperador, um dos monarcas mais eruditos de todos os tempos. Dividiu sua apresentação em cinco módulos. No primeiro, mostrou fotografias de <strong><span style="color: #800000;">EXPOSIÇÕES</span></strong>, dentre elas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank">Segunda Exposição Nacional, em 1866</a>; e da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank">Exposição Continental, Buenos Aires, em 188</a>2, que já foram temas abordados em artigos do portal.</p>
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<div id="attachment_42212" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42212" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah4.jpg" alt="Samuel Boote. Álbum da Exposição Continental de Buenos Aires e, 1882 / Acervo FBN" width="429" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank">Samuel Boote. Álbum da Exposição Continental de Buenos Aires e, 1882 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No segundo módulo, o das <span style="color: #800000;"><strong>CIÊNCIAS</strong></span>, foram selecionadas fotos de cientistas e de exploradores, dentre eles dos franceses <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank">Louis Pasteur (1822 &#8211; 1895)</a> e <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank">Ferdinand de Lesseps (1805 &#8211; 1894)</a>; fotomicrografias, além de imagens relativas à paleontologia, à medicina, à engenharia e às ferrovias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42210" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-42210 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah2.jpg" alt="kesiah2" width="281" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank">Pierre Petit. Louis Pasteur, 1872. França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42211" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42211" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah3.jpg" alt="Ferdinand Lesseps, 186?&gt; / Acervo FBN" width="325" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank">Ferdinand de Lesseps, 186?&gt; / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seguida, no módulo cujo assunto era <span style="color: #800000;"><strong>EDUCAÇÃO</strong></span>, Késiah apresentou registros de instituições de ensino e de bibliotecas, como por exemplo imagens da antiga sede da Biblioteca Nacional, na rua do Passeio; de professores, de escritores e de jornalistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42213" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon677222/icon677222.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42213" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah5.jpg" alt="Biblioteca Nacional na rua do Passeio, 1916 / Acervo FBN" width="695" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon677222/icon677222.jpg" target="_blank">Antigo prédio da Biblioteca Nacional à Rua do Passeio, 1916 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No módulo ARTES, foram exibidas fotos de teatros, atores, dentre eles da atriz francesa <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank">Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923);</a> de ópera e de artistas de circo como, por exemplo, da <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank">australiana Ella Zuila (1854–1926)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42209" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah1.jpg" alt="Paul Nadal. Sarah Bernhardt, c. Paris, França / Acervo FBN" width="368" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank">Paul Nadal. Sarah Bernhardt, c. Paris, França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42208" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-42208 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah.jpg" alt="Luis A. Pozzi. Ella Zuila. s/ d / Acervo FBN" width="345" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank">Luis A. Pozzi. Ella Zuila, 1878? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ASTRONOMIA foi o assunto do último módulo e foram mostradas fotos da Lua, de telescópios, de observatórios, de expedições astronômicas e de astrônomos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42214" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856392/icon856392.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-42214 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah6.jpg" alt="Lua, 18? / Acervo FBN" width="468" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856392/icon856392.jpg" target="_blank">Lua cheia, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Késiah Pinheiro Viana é graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduações em Arquivologia e História da Arte. Desde 1996 atua como servidora e bibliotecária na Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional, dedicando-se especialmente ao tratamento técnico (pesquisa e catalogação) do acervo fotográfico, e colaborando em diversas exposições sobre as fotografias da Coleção D. Teresa Cristina Maria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Nova seção do portal &#8211; Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 19:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse ano em que a Brasiliana Fotográfica completa cinco anos, a editora e pesquisadora do portal, a jornalista Andrea Wanderley; e seus gestores, a cientista social Roberta Mocciaro Zanatta, da equipe do Instituto Moreira Salles (IMS); e o historiador Vinícius Martins, da equipe da Biblioteca Nacional (FBN), gravaram um vídeo, há muito demandado por diversos de nossos leitores, mostrando a melhor forma de pesquisar e navegar no portal. Está, a partir de hoje, disponível na aba O Portal, localizada na página de abertura da Brasiliana Fotográfica, no item Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica. Boas pesquisas!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse ano em que a Brasiliana Fotográfica completa cinco anos, a editora e pesquisadora do portal, a jornalista Andrea Wanderley; e seus gestores, a cientista social Roberta Mocciaro Zanatta, da equipe do Instituto Moreira Salles (IMS); e o historiador Vinícius Martins, da equipe da Biblioteca Nacional (FBN), gravaram um vídeo, há muito demandado por diversos de nossos leitores, mostrando a melhor forma de pesquisar e navegar no portal. Está, a partir de hoje, disponível na aba <strong><span style="color: #800000;">O Portal</span>, </strong>localizada<strong> </strong>na página de abertura da Brasiliana Fotográfica, no item <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica</strong></span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19729" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/live-1024x561.jpg" alt="Andrea Wanderley, pesuisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, e Roberta Zanatta e Vinícius Martins, gestores do portal" width="768" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank">Andrea Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, Roberta Zanatta e Vinícius Martins, gestores do portal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica foi inaugurada em 17 de abril de 2015, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Sales, e seus curadores são Joaquim Marçal (FBN) e Sérgio Burgi (IMS). Ao longo de sua existência, mais nove importantes instituições culturais passaram a integrar seu acervo fotográfico: o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, a Fundação Joaquim Nabuco, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Aeroespacial, o Museu da República e o Museu Histórico Nacional. Assim, o usuário do portal pode ter acesso a fotografias dos acervos de todas essas instituições numa mesma plataforma.</p>
<p>Semanalmente é publicado um artigo sobre temas variados &#8211; perfil de fotógrafos, história de cidades, monumentos, efemérides, eventos históricos, beleza ou importância de uma fotografia &#8211; sempre contemplados em imagens do acervo fotográfico do portal. Até maio de 2020, a Brasiliana Fotográfica teve 40.255.169 milhões de visualizações, publicou 253 artigos e possuia em seu cervo fotográfico 6.892 imagens!</p>
<p>Boa navegação e boas pesquisas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">ERRATA: no vídeo, o Museu da República não foi, lamentavelmente, mencionado como instituição parceira do portal Brasiliana Fotográfica.</span></strong></p>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2018 16:05:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 - acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 - , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 - 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 &#8211; acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 &#8211; , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. Sobre o dia da abolição, Machado escreveu, anos depois, em 14 de maio de 1893, na coluna “A Semana”, no jornal carioca <em>Gazeta de Notícias</em>: <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto</a>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Missa campal celebrada em ação de graças pela abolição da escravatura no Brasil. Campo de São Cristóvão, Rio de Janeiro, 17/5/1888. Antonio Luiz Ferreira/ Coleção Dom João de Orleans e Bragança sob guarda do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2137/0072430cx024A-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank">Marc Ferrez. Escravos na colheita do café, c. 1882. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os escravizados foram retratados por diversos fotógrafos que atuaram no Brasil dos oitocentos que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica, dentre eles Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Antonio Lopes Cardoso (18? &#8211; ?),  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>, José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, João Goston (18? &#8211; ?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
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<p><em><span style="color: #800000;"><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Novas identificações</em></a></p>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark">(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Mais identificações</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5451/007Dscn0862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheita do café, c. 1885. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/145" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1770/014AVA008040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank">João Goston. Escravo posando es estúdio, c. 1870. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4953/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0436_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="494" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank">Antônio Lopes Cardoso. Antônio da Costa Pinto com a sua ama de leite, 1868. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2311/007A5P3FG5-19.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank">George Leuzinger. Fazenda de Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Missa Campal de 17 de maio de 1888</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2015 09:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pesquisadora e editora-assistente da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura. Convidamos os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_575" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795"><img class="wp-image-575 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM3-1024x573.jpg" alt="Antonio Luiz Fereira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. " width="768" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisadora e editora-assistente da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley*, identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura realizada no dia 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O autor da foto foi Antonio Luiz Ferreira.</p>
<p>A identificação de Machado de Assis foi confirmada por Eduardo Assis Duarte, doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (USP) e professor da Faculdade de Letras da UFMG , que considerou a fotografia um documento histórico da maior importância. Segundo ele, Machado de Assis teve uma “atitude mais ou menos esquiva na hora da foto, em que praticamente só o rosto aparece, dando a impressão de que procurou se esconder, mas sem conseguir realizar sua intenção totalmente. Atitude esta plenamente coerente com o jeito <em>encolhido e </em>de<em> caramujo </em>que sempre adotou em público, uma vez que dependia do emprego público para viver e eram muitas as perseguições políticas aos que defendiam abertamente o fim da escravidão.”</p>
<p>Eduardo Assis Duarte, que organizou “Machado de Assis afrodescendente” (2007) e a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011, 4 vol.), e é coordenador do Literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, justificou a proximidade de Machado da princesa Isabel. Segundo ele, “Machado foi abolicionista em toda a sua vida e, a seu modo, criticou a escravidão desde seus primeiros escritos. Nunca defendeu o regime servil nem os escravocratas. Além disso, era amigo próximo de José do Patrocínio, o grande líder da campanha abolicionista e, junto com ele, foi à missa campal do dia 17, de lá saindo para com ele almoçar… Como Patrocínio sempre esteve próximo da princesa em todos esses momentos decisivos, é plenamente factível que levasse consigo o amigo para o palanque onde estava a regente imperial. A propósito, podemos ler no volume 3 da biografia escrita por Raimundo Magalhães Júnior :</p>
<p>‘Na manhã de 17 de maio, foi promovida uma grande missa campal, comemorativa da Abolição, em homenagem à Princesa Isabel, que compareceu, e houve em seguida um almoço festivo no Internato do Colégio Pedro II. Terminada a missa, José do Patrocínio foi para sua casa, à rua do Riachuelo, com dois amigos que convidara para almoçar em sua companhia: um deles era Ferreira Viana, ministro da Justiça do Gabinete de João Alfredo. E o outro era Machado de Assis, a quem, aliás, o grande tribuno abolicionista oferecera a carta autógrafa que recebera, em 1884, em Paris, de Victor Hugo.’ (MAGALHÃES JÚNIOR, <em>Vida e obra de Machado de Assis</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL-MEC, 1981, vol. 3, Maturidade, p. 125).”</p>
<p>O biógrafo, continua Eduardo Assis Duarte, “não diz onde estava Machado durante a missa, mas pode-se concluir perfeitamente que ele compareceu e que estava junto a José do Patrocínio. Daí minha conclusão: se a imagem que aparece na foto não for de Machado, é de alguém muito parecido.”</p>
<p>Segundo Ubiratan Machado, jornalista, escritor, bibliófilo e autor do “Dicionário de Machado de Assis”, lançado pela Academia Brasileira de Letras, a identificação de Machado de Assis na foto foi uma dupla descoberta: “Não há dúvida que se trata do Machado, atrás de um senhor de barbas brancas e mil condecorações no peito. O fato do seu rosto estar um pouco escondido não atrapalha em nada a identificação. É o velho mestre, perto de completar 50 anos. Igualzinho aos dos retratos que conhecemos desta fase de sua vida.  A segunda revelação é a de Machado ter ido à missa de ação de graças, fato até hoje desconhecido pelos biógrafos. A foto tem ainda outra importância: mostrar que ele se preocupava com a libertação dos escravos, acabando de vez com a idiotice de alguns que afirmam ser ele indiferente ao destino da raça negra no Brasil. É a prova visual da alegria embriagadora que ele sentiu com a abolição, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">como narra em seu conhecido depoimento&#8221; (<em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, edição de 14 de maio de 1893, sob o título &#8220;A Semana&#8221;).</a></p>
<p>Machado de Assis participou também, no dia 20 de maio de 1888, do préstito organizado pela Comissão de Imprensa para celebrar a Abolição. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13811">Na ocasião, ele desfilou no carro do fundador da <em>Gazeta de Notícias, </em>o Sr. Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900) (<em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 21 e 22 de maio de 1888, na última coluna) . </a> Antes dessas festividades, Machado havia sido agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, que premiava civis e militares que houvessem se destacado por serviços prestados ao Estado ou por fidelidade ao imperador.</p>
<p>Além disso, em 16 de maio, dia anterior à realização da missa campal, Machado de Assis havia participado de uma homenagem prestada pelos empregados da secretaria de Agricultura e repartições anexas ao conselheiro Rodrigo Silva (1833 &#8211; 1889), autor e co-assinante da Lei Áurea, ministro dos Negócios da Agricultura e interino dos Negócios Estrangeiros, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888, proferindo as seguintes palavras:</p>
<p>&#8220;Todos os vossos empregados que eram vossos amigos agradecidos pela elevação do trato e confiança com que são acolhidos, são hoje vossos admiradores pelo imorredouro padrão de glória a que ligastes vosso nome, referendando a lei que declarou para sempre extinta a escravidão no Brasil&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13795" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de maio de 1888, na terceira coluna</a>). O conselheiro Rodrigo Silva estava presente à missa campal.</p>
<p>Machado também foi apontado como um dos funcionários da secretaria de Agricultura que muito fizeram em prol da causa da abolição e que &#8220;no silêncio do gabinete &#8230;dedicaram-se durante anos a velar com solicitude na defesa dos direitos dos escravos, a tirar das leis de liberdade todos os seus naturais corolários, a organizar e tornar efetiva a emancipação gradual pela ação do Estado, a marcar por laboriosas estatísticas o andamento do problema, a estabelecer hermenêutica sã como reguladora dos casos controversos, a saturar a atmosfera, enfim, de princípios fecundos na sua aplicação prática, firmando o corpo de doutrina e, na realidade, sustentando verdadeira propaganda eficacíssima para a aspiração da liberdade&#8221;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13801" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de maio de 1888, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_570" style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE.jpg"><img class="wp-image-570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE-1024x596.jpg" alt="MISSA 2" width="766" height="445" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da foto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica convida os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade. Abaixo, destacamos na foto e em sua silhueta o grupo em torno da princesa Isabel (1) e do conde D’Eu (2). Machado de Assis é o número 5. Possivelmente o número 7 é José do Patrocínio, atrás de um estandarte e segurando a mão de seu filho, então com três anos. Quem serão os outros?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg"><img class="aligncenter wp-image-731 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg"><img class="aligncenter wp-image-730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg" alt="missa_silhuetas_edit" width="595" height="594" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Numeramos alguns dos presentes, mas a identificação de qualquer pessoa que esteja na fotografia é bem-vinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da foto</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade.</p>
<p>Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão. Dentre elas, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira que há muito vinha documentando os eventos da campanha abolicionista brasileira desde suas votações e debates até as manifestações de rua e a aprovação da Lei Áurea. Não se conhece um evento de relevância nacional que tenha sido tão bem fotografado anteriormente no Brasil. No registro da missa campal é interessante observar a participação efetiva da multidão na foto, atraída pela presença da câmara fotográfica, o que proporciona um autêntico e abrangente retrato de grupo. Outra curiosidade é a cena de uma mãe passeando com seu filho atrás do palanque, talvez alheia à multidão, fazendo um contraponto de quietude à agitação da festa.</p>
<p>Antonio Luiz Ferreira presenteou a princesa Isabel com 13 fotos de acontecimentos em torno da Abolição. A maior parte dessas fotos faz parte da Coleção Princesa Isabel que se encontra em Portugal, conservada por seus descendentes. Ferreira produziu duas fotos das duas missas realizadas em ação de graças pela Abolição. Uma delas, a principal,  intitulada “Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”, é a que está aqui destacada e faz parte da Coleção Dom João de Orleans e Bragança. A outra missa foi celebrada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. Outros três registros foram feitos por Ferreira no dia 22 de agosto de 1888 e documentaram o retorno do imperador Pedro II ao Brasil. A prova da fotografia da missa campal, que ficou em exposição na papelaria Guimarães &amp; Ferdinando, foi entregue à princesa em junho de 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4433" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de junho de 1888, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao todo, Antonio Luiz Ferreira fotografou 18 cenas ligadas às celebrações de 1888 e com isso, apesar de ter tido uma carreira discreta, tornou-se um importante fotógrafo do século XIX. As imagens captadas por ele nessas datas tão marcantes da história do Brasil caracterizam-se pela expressividade dos rostos retratados, decorrência da relevância do fato e da fascinação causada pela câmara fotográfica. Também foi responsável por um <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon326080/icon326080.pdf"><em>Álbum de vistas da Biblioteca Nacional</em>, em 1902</a>.</p>
<p>Ampliando-se a fotografia abaixo clicando em cima dela, vê-se, no alto à esquerda, um anúncio da Photographia Central de Antonio Luiz Ferreira no Largo da Carioca onde está anunciado que trabalhava-se <em>mesmo com mau tempo**</em>:</p>
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<div style="width: 1076px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6709/0071824cx001-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1066" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca com chafariz com 35 bicas, 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Acessando o link para a fotografia Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil produzida  Antonio Luiz Ferreira,  disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
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<p>A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França***</strong></em></span></p>
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<p>Em 13 de maio de 2026, foi noticiado que uma foto inédita da missa campal havia sido encontrada na França pelo pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França.</p>
<p>Leia aqui o artigo <em>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França, </em>da <em>Folha de São Paulo</em>, de 13 de maio de 2026:</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França</strong></em></span></p>
<p>João Pedro Pitombo</p>
<ul>
<li>Registro foi produzido em 17 de maio de 1888 por fotógrafo amador e dado de presente à princesa Isabel</li>
<li>Imagem revela minúcias de ato que exaltou Família Imperial e deixou abolicionistas em segundo plano</li>
</ul>
<p>Salvador &#8211; Uma fotografia esquecida por mais de um século na reserva técnica de um museu no interior da França revela detalhes de um dos momentos mais importantes da história brasileira, cuja narrativa em torno dos seus protagonistas vem sendo disputada ao longo de décadas.</p>
<p>A imagem é um registro inédito da missa campal realizada em 17 de maio de 1888, quatro dias após a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. O ato, que completa 138 anos nesta quarta-feira (13), pôs fim a mais de três séculos de escravidão no Brasil, mas não garantiu direitos nem compensações para a população negra que havia sido escravizada.</p>
<p>Produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, a imagem tem 49 centímetros de largura por 11,5 de altura. Em plano aberto, mostra uma multidão reunida na praça Pedro 1º, situada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Eram cerca de 50 mil pessoas, segundo estimativas dos jornais da época.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg"><img class=" size-full wp-image-44853 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg" alt="missacampal" width="657" height="496" /></a></p>
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<p>A foto foi encontrada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França, que abrigou a família imperial no exílio após a proclamação da República.</p>
<p>&#8220;Recebi fotografia ainda um pouco coberta de poeira e logo vi que era um segundo registro, ainda desconhecido, da grande missa que foi feita após a assinatura da Lei Áurea. Apesar de ser uma foto não tão grande de tamanho, ela tem uma importância gigante para a história do país&#8221;, afirma Carlos Lima Junior.</p>
<p>Até então, a principal imagem conhecida da cerimônia era a fotografia de Antônio Luiz Ferreira, que retornou ao Brasil e atualmente faz parte do acervo do Instituto Moreira Salles. Essa fotografia circulou amplamente já no final do século 19 e havia se consolidado como retrato oficial da celebração da abolição.</p>
<p>A imagem descoberta na França, por outro lado, permaneceu praticamente fora de circulação desde sua produção. Em 1888, o jornal A Gazeta de Notícias mencionou que a foto de Barros Araújo foi dada de presente à princesa Isabel, mas o registro não chegou a ser reproduzido pelo jornal.</p>
<p>A hipótese mais provável, aponta o pesquisador, é que a fotografia tenha sido incorporada aos pertences pessoais da princesa e enviada à França logo após a queda do Império.</p>
<p>Os detalhes da descoberta da foto resultaram em um artigo publicado na Revista de História da Arte e da Cultura da Unicamp. No estudo, Carlos Lima Junior mostra como a família imperial teve cuidado em preservar objetos que reforçassem a memória da princesa Isabel como uma espécie de redentora.</p>
<p>A própria missa teve papel importante nessa construção simbólica. Organizada pela Associação Imprensa Fluminense, a cerimônia religiosa buscava sacralizar o ato de assinatura da Lei Áurea.</p>
<p>No livro &#8220;Flores, Votos e Balas&#8221;, Angela Alonso, socióloga e colunista da Folha, destaca que as celebrações da abolição foram transformadas em uma elegia da tradição imperial. Os abolicionistas que aturaram pelo fim da escravidão ficaram em segundo plano.</p>
<p>O ato explicitava a aliança entre Igreja e Estado, sobretudo no uso do vocabulário religioso para redefinir a princesa como a &#8220;redentora&#8221;. &#8220;Catolicismo e monarquia se apropriavam dos louros da abolição&#8221;, disse a autora.</p>
<p><strong>Entre carruagens e vendedores ambulantes</strong></p>
<p>Na avaliação de Carlos Lima Junior, a nova foto altera parcialmente a visão consolidada sobre a missa campal. Enquanto a imagem conhecida de Antônio Luiz Ferreira destaca a família imperial, a fotografia de Antônio de Barros Araújo é uma tomada panorâmica que privilegia a dimensão popular do ato.</p>
<p>O artigo descreve minuciosamente a cena. A foto mostra carruagens espalhadas pelas extremidades da praça, pessoas equilibradas sobre os veículos para enxergar o altar, oficiais montados a cavalo observando a multidão e moradores acompanhando a cerimônia das janelas das casas vizinhas.</p>
<p>O enquadramento também evidencia desigualdades sociais presentes naquela celebração: embora houvesse grande quantidade de carros e bondes, o transporte não era acessível à maior parte da população. Muitos participantes seguiram a pé até o local.</p>
<p>A imagem registra ainda personagens anônimos como vendedores ambulantes espalhados pela praça e pessoas que nem sequer observavam a missa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a foto também evidencia os limites daquela celebração, por encobrir a presença de negros que foram figuras de destaque na luta pela liberdade e os movimentos abolicionistas que impulsionaram o debate sobre o fim da escravidão no Brasil.</p>
<p>&#8220;Ela também nos faz lembrar como foi difícil o dia seguinte, o 14 de maio, para a população que foi escravizada.&#8221;</p>
<p>A fotografia segue preservada no Castelo d’Eu, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A imagem deve ser exibida ao público até o fim deste ano em uma mostra sobre os 200 anos da invenção da fotografia.</p>
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<p>Abaixo, a reprodução da notícia sobre a fotografia da missa campal de autoria do fotógrafo amador identificado como Antonio de Barros Araujo (18? -?), publicada na primeira página da <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 14 de junho de 1888</a>. Conforme a nota, o registro seria oferecido à Princesa Isabel. Barros Araujo era comerciante na Rua do Ouvidor.</p>
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<div id="attachment_44859" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de junho de 1888, terceira coluna" width="478" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de junho de 1888, terceira coluna</a></p></div>
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<p>Contribuíram para esta pesquisa Elvia Bezerra (IMS) e Luciana Muniz (BN).</p>
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<p>*O texto desta publicação foi revisto em 15 de maio de 2018.</p>
<p>**Essa informação foi inserida no artigo em 9 de setembro de 2019.</p>
<p>*** O artigo sobre a <em>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França</em> foi inserido em 13 de maio de 2026.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
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