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	<title>Brasiliana Fotográfica</title>
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		<title>Rio de encantos mil, por Cristiane d´Avila</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A jornalista Cristiane d´Avila é a autora do artigo "Rio de encantos mil", onde homenageia a natureza do Rio de Janeiro imortalizada nas belas fotografias e nos negativos de vidro sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/ Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. São imagens, realizadas por fotógrafos ainda não identificados, da paisagem natural da cidade que inspira, há séculos, viajantes e artistas das mais variadas nacionalidades e tendências.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Rio de encantos mil</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Este artigo é uma homenagem à natureza do Rio de Janeiro imortalizada nas belas fotografias e nos negativos de vidro sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. São imagens da paisagem natural, do início do século XX, registros de um tempo em que a cidade ainda mantinha sua vegetação quase intocada, distante das intervenções urbanísticas que a transformariam. Nelas, é possível viajar no tempo em busca da cidade imaginada, “<em>esfinge amorosa</em>”, como bem definiu o carioca Carlos Lessa. Rio dos cronistas e escritores, músicos e pintores; Rio do encantamento e das ruas que têm alma; Rio cartão-postal, Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil, coração do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14448" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14448/02-10-20-50-001-029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14448" target="_blank">Enseada de Botafogo com vista do Pão de Açúcar ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/461   " target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias das belezas naturais do Rio de Janeiro do  acervo da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A beleza natural do Rio de Janeiro inspira, há séculos, viajantes e artistas das mais variadas nacionalidades e tendências. Narrada em prosa, cantada em versos, retratada em óleo e aquarela ou revelada pela fotografia, a natureza do Rio jamais deixou de despertar encantamento. Ainda hoje, impressiona pela harmoniosa combinação entre montanhas, mar e vegetação, singularidade reconhecida e admirada no mundo inteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14441" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14441/02-10-20-35-005-308.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14441" target="_blank">Baía de Guanabara com Fortaleza de Santa Cruz e Pão de Açúcar ao fundo, 17 de maio de 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No século XIX, a paisagem carioca fascinava a Europa por meio das fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1922)</a> e dos panoramas imortalizados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813-1892)</a>. Nesse mesmo período, artistas como Émile Taunay (1795-1881), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832-1903) </a>e William Smith (1769-1839) produziram imagens idílicas da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Baía de Guanabara, da Floresta da Tijuca, da Gávea, da Praia de Botafogo e de Santa Teresa. Para esses artistas, a natureza estava longe de ocupar um papel estático no imaginário nacional: ela adquiria protagonismo próprio, convertendo-se em expressão viva de uma nação concebida sob os signos da riqueza e exuberância natural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14447" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14447/BR-RJ-COC-02-10-20-50-001-011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14447" target="_blank">Lagoa Rodrigo de Freitas com o Corcovado ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mesmo ardor que exaltava, e ainda hoje celebra, a beleza do Rio de Janeiro, também alimentava movimentos de resistência à degradação de suas riquezas naturais. Moradores e visitantes, movidos por afeição declarada pela paisagem carioca, produziram discursos ora entusiasmados, ora melancólicos, em defesa de sua preservação. Manifestações suscitadas pelo avanço do crescimento urbano sobre sua natureza pujante, porém vulnerável, símbolo da identidade nacional, permanecem até hoje inscritas no imaginário coletivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14446" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14446/02-10-20-50-001-037.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14446" target="_blank">Enseada de Botafogo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador e crítico de arte Giulio Carlo Argan (1909 &#8211; 1992), a natureza nunca perdeu o lugar do mito e do sagrado na construção da cidade. Ela compõe o espaço do não construído, não protegido, não organizado, que tremula ao redor do recinto sagrado erguido pela civilização. Representa, para o autor, “o limite, a fronteira entre o habitado e o inabitável, entre a cidade e a selva, entre o espaço geométrico ou mensurável e a dimensão ilimitada, incomensurável do ser”. Daí o símbolo da beleza, a “cidade maravilha”, o emblemático cartão-postal não ter sua imagem suplantada pela do Rio “partido”, na expressão cunhada pelo jornalista Zuenir Ventura (1931 -), o Rio da violência, da degradação ambiental – purgatório do caos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14450" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14450/02-10-20-35-005-306.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14450" target="_blank">Fortaleza de São João, 17 de maio de 1913. Rio de Janeiro, RJ / Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <em>Cronistas do Rio</em>, a ensaísta Beatriz Resende (1948-) apresenta a cidade como parte integrante e inseparável da vida de seus moradores e motivo de inspiração, de juras apaixonadas e também de indignação diante de sua descaracterização. Resende recupera, nesse contexto, o olhar de Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) e seu apego “quase provinciano” às marcas autênticas da cidade, perceptível na melancolia com que lamentava, em suas crônicas, a derrubada de uma árvore ou o aterramento de uma praia, ocasionadas pela remodelação urbana do centro do Rio conduzida pelo prefeito Pereira Passos, no início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14449" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14449/BR-RJ-COC-02-10-20-50-001-009.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14449" target="_blank">Praia de Copacabana, 22 de novembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu <em>Lima Barreto e o Rio de Janeiro em Fragmentos</em>, Beatriz Resende ressalta a paixão do escritor pela cidade. Segundo a autora, a contemplação da paisagem carioca, suas formas, cores e atmosferas naturais, fez com que Lima considerasse a perda de uma casa, uma árvore, o pior dos castigos. Na obra, ela observa ainda que, em seu <em>Diário Íntimo</em>, Lima Barreto (1881 &#8211; 1922) descreve sua “amada”, a cidade, em passagens marcadas por uma sensualidade quase erótica, nos quais a natureza é expressada com delicadeza e lirismo: “As ondas verde-claro rebentam antes da praia em franjas de espuma. Pelo ar havia meiguice, e blandícias tinha o vento a sussurrar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14445" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14445/02-10-20-50-001-038.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14445" target="_blank">Caminho aéreo do Pão de Açúcar, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro de contos <em>Marcovaldo ou As Estações na Cidade</em>, do escritor e jornalista Italo Calvino (1923 &#8211; 1985), a natureza está além das fronteiras da cidade, ela está afastada, quase inacessível, destacada do frenesi urbano. No universo fantástico do escritor, acolhe aqueles que escapam à lógica rígida da vida moderna — figuras deslocadas, capazes de perceber o sublime, o ilimitado e tudo aquilo que a cidade tenta conter ou silenciar. Nos contos, o protagonista <em>Marcovaldo</em> transita no espaço urbano sem jamais pertencer inteiramente a ele, como observador suspenso entre dois mundos. Nesta obra de Calvino, a natureza assumirá a função de refúgio e deslocamento, de instrumento capaz de proporcionar instantes de plenitude e efêmera esperança, quase sempre atravessados pela aridez da experiência urbana e a fugacidade da vida moderna.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14443" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14443/02-10-20-50-001-018.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14443" target="_blank">Igreja da Penha e arredores, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A natureza do Rio de Janeiro surge ainda como cenário de acontecimentos singulares e memoráveis vividos pelo jornalista e cronista carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio (1881-1921</a>). Durante a passagem da bailarina norte-americana Isadora Duncan (1877-1927) pela cidade, em 1916, ele e o escritor Gilberto Amado (1887-1969) conduziram a artista em um passeio noturno à praia de Ipanema e à Cascatinha da Tijuca. Raimundo Magalhães Júnior (1907 &#8211; 1981), primeiro biógrafo do jornalista, rememorou o episódio relatado a ele por Gilberto Amado na obra <em>A vida vertiginosa de João do Rio</em>:</p>
<p>“Foram à Cascatinha, que [Duncan] já vira e queria rever ao clarão da lua. Isadora atordoou-se com o vozeio assombrador da mata”. Segundo Gilberto, a cena culmina na cascata da Floresta da Tijuca, onde a artista se banhou ao luar, nua, em um gesto de entrega e fascínio diante da exuberância natural: “foi acometida de uma espécie de delírio no meio dos sibilos, uivos e gemidos da mata, interrompidos apenas pelo som das ondas quebrando na praia. <em>Oh God</em>!, largou Isadora como que acordando”. Em carta ao amigo português João de Barros, João do Rio declara paixão avassaladora pela bailarina: <em>“passei os 15 dias mais felizes da minha vida no êxtase amoroso, no verdadeiro amor, com uma criatura que é gênio, Bondade divina – tudo. Essa criatura que me olhou que me desejou, que quase me faz secretário humilde foi Isadora</em>. <em>Nunca amei assim! A minha vida está dentro do sol. Meu Deus! Mas é assim o amor? Eu só o senti assim agora aos 35 anos! Foi transfiguração</em>”.</p>
<p>É o Rio de Janeiro que apaixona e arrebata!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14442/02-10-20-50-001-028.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14442" target="_blank">Aspecto da Praia do Flamengo após ressaca na Baía de Guanabara. Ao fundo, o Morro da Viúva, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>ARGAN, Giulio Carlo. <em>História da arte como história da cidade</em>. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 213.</p>
<p>CALVINO, Italo. <em>Marcovaldo ou as estações na cidade</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.</p>
<p>LESSA, Carlos. <em>O Rio de todos os Brasis</em>. Rio de Janeiro: Record, 2000.</p>
<p>MAGALHÃES JÚNIOR, Raimundo de. <em>A vida vertiginosa de João do Rio</em>. Brasília: Civilização Brasileira, 1997, p. 267.</p>
<p>RESENDE, Beatriz. <em>Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos</em>. Rio de Janeiro: ed. UFRJ: Ed. UNICAMP, 1993, p. 99.</p>
<p>RESENDE, Beatriz (Org.). <em>Cronistas do Rio</em>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995.</p>
<p>RIO, João do. <em>Cartas de João do Rio</em>: a João de Barros e Carlos Malheiro Dias. Introdução, organização e notas: Cristiane d’Avila. Prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2012, p. 252.</p>
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		<title>Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?), um Fotógrafo da Casa Imperial pelas províncias do Nordeste do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pouco se sabe, até hoje, sobre a vida, tanto pessoal como profissional, do fotógrafo brasileiro, provavelmente maranhense, Ignacio Fernandes Mendo (18? - ?). Trabalhou em várias províncias da região Nordeste do Brasil e foi o último profissional a receber o título de Fotógrafo da Casa Imperial, concedido em 6 de agosto de 1889, por dom Pedro II (1825 - 1891), um entusiasta da fotografia. Era também compositor e dedicou uma música às cataratas de Paulo Afonso. Sua cronologia é a 73ª publicada na seção Cronologia de Fotógrafos da Brasiliana Fotográfica, que reuniu as imagens de autoria de Mendo disponíveis em seu acervo fotográfico para que seus leitores conheçam um pouco do legado fotográfico deixado por ele. São fotos da Estrada de Ferro de Paulo Afonso, produzidas em 1880, e pertencem ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco se sabe, até hoje, sobre a vida, tanto pessoal como profissional, do fotógrafo brasileiro, provavelmente maranhense, Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?). Fotógrafo itinerante, trabalhou em várias províncias da região Nordeste do Brasil e foi o último profissional a receber o título de Fotógrafo da Casa Imperial, concedido em 6 de agosto de 1889, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891</a>), um entusiasta da fotografia. Ainda não se sabe que tipo de contato ele teve com o monarca e nem de como suas obras poderiam ter chegado para a apreciação do imperador.</p>
<p>Era também compositor e dedicou uma música às cataratas de Paulo Afonso. Sua cronologia é a 73ª publicada na seção <span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Fotógrafos</strong></em></span> da Brasiliana Fotográfica, que reuniu as imagens de autoria de Mendo disponíveis em seu acervo fotográfico para que seus leitores conheçam um pouco do legado fotográfico deixado por ele. São fotos da Estrada de Ferro de Paulo Afonso, produzidas em 1880, e pertencem ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), uma das fundadoras do portal. É também o autor de uma das raras  fotografias existentes sobre as comemorações da abolição da escravidão no Brasil: registrou uma celebração realizada na Bahia no domingo seguinte à divulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/549" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/549/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="520" /></a><p class="wp-caption-text">I<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/549" target="_blank">gnacio F. Mendo. [Estrada de Ferro de Paulo Afonso] : Kilometro 26, 1880/ Acervo FBN</a></p></div>
<p>O historiador Pedro Vasquez observou a respeito de Mendo em seu livro <em>O Brasil na Fotografia Oitocentista</em> (2003):</p>
<p><em>&#8220;É interessante notar que as mudanças de razão social da empresa espelham uma segurança profissional crescente [em Mendo]: começa com a Photographia Popular, em Sobral; passa para Photographia Maranhense, em Aracaju; e termina com a Photographia Universal, em Salvador, no ano de 1888 [&#8230;] Particularmente interessantes são as vistas de Porto de Piranhas, onde já haviam precedido dois bons fotógrafos na década anterior, Abílio Coutinho e Augusto Riedel, transformando assim a distante e modesta vila situada às margens do Rio São Francisco numa referência para fotografia brasileira oitocentista&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/563" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/563/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/563" target="_blank">Ignacio F. Mendo. [Estrada de Ferro de Paulo Afonso] : Piranhas (01), 1880. Alagoas, Acervo FBN</a></p></div>
<p>Nas fotografias destacadas nestes artigo, Mendo retratou a Estrada de Ferro de Paulo Afonso (EFPA ), que começou a ser construída justamente em Piranhas, em Alagoas, em 23 de outubro de 1878, tendo sido aberta ao tráfego dois anos depois, em 1880. O trecho final foi inaugurado em 2 de agosto de 1883, em Jatobá de Tacaratu, atual Petrolândia, em Pernambuco. Sua construção foi uma iniciativa do governo imperial  e objetivava conjugar interiorização e crescimento econômico. A EFPA havia sido idealizada pelo engenheiro militar e empresário abolicionista André Rebouças (1838 &#8211; 1898) com o propósito de ligar baixo e médio São Francisco, e socorrer os flagelados da terrível seca de 1877. O planejamento ficou a cargo do norte-americano William Milnor Roberts (1810 &#8211; 1881) e a autorização da obra foi dada por João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu (1810 &#8211; 1906), o Visconde de Sinimbu, alagoano e Conselheiro do Império.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45625" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/4190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/mendo1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 23 de junho de 1878" width="305" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/4190" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de junho de 1878</a></p></div>
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<p>Os registros de Mendo nos convidam a um passeio, passando pelo porto de Piranhas, por casas , cortes na mata, por trabalhadores e casas no caminho da estrada de ferro.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/545" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/545/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/545" target="_blank">Ignacio F. Mendo. Estrada de Ferro de Paulo Afonso] : Kilometro 30, 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Mendo%2C+Ign%C3%A1cio+F.%2C+fl.+1870&amp;type=author" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotos de autoria de Ignacio Fernandes Mendo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<p>De acordo com um anúncio de sua Photographia Popular, Mendo produzia fotografias pelos sistemas mais modernos adotados nas principais capitais da América e da Europa (<em>Sobralense</em>, 14 de março de 1875).</p>
<p>Mendo f<span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">oi um dos fotógrafos cujas imagens integraram a exposição</span><strong> </strong></span><em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>, realizada entre 29 de janeiro e 23 de março de 1997, pela Biblioteca Nacional, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Ainda em 1997, a exposição foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo e no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires, na Argentina. Em 2000, foi apresentada no Centro Português de Fotografia, no Porto, em Portugal. Integraram também a exposição registros de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20836" target="_blank">Albert Frisch (1840 &#8211; 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20783" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Arsênio da Silva (1833 – 1883), Augusto Amoretty (1845 &#8211; 1906), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 – ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20917" target="_blank">Benjamin R. Mulock (1829 &#8211; 1863)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20804" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</a>, Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21254" target="_blank">Henrique Rosen (1840 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, Louis Niemeyer, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29145" target="_blank">Luis Terragno</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20882" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20840" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>, dentre outros.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/542" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/542/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/542" target="_blank">Ignacio F. Mendo. [Estrada de Ferro de Paulo Afonso] : Corte grande do Pico do Curralinho, kilo. 26, 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43694%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?)</strong></em></span></a></p>
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<div id="attachment_43692" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><img class="wp-image-43692 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio9.jpg" alt="Echo Sergipano, 24 de abril de 1881" width="315" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank">Echo Sergipano, 24 de abril de 1881</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">1866</span></strong> &#8211; <span style="color: #000000;">Ignacio Fernandes Mendo</span> começou a atuar como fotógrafo provavelmente neste ano (SILVA, 2009).</p>
<p>Esteve, nos anos 1860, no Piauí (BASTOS, 1994), onde também atuavam, na referida década, os fotógrafos Joaquim Joze Avellino (18? -?), que abriu seu estabelecimento fotográfico, em Teresina, em 1865; Miguel Carlos (18? -?), que, em julho de 1868, anunciava ter <em>um bom sortimento para o trabalho de fotografia</em>; e Justino Rocha Pereira (18? -?), fotógrafo itinerante que, em 1860, esteve em Teresina (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/844080/84" target="_blank"><em>Liga e Progresso</em> (PI), 3 de abril de 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/783765/365" target="_blank"><em>A Imprensa</em> (PI), 18 de julho de 1868</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/783765/365" target="_blank"><em>O Propagador </em>(PI), 22 de abril de 1860</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Mendo anunciava os serviços de sua Photographia Popular, instalada na Rua Boa Vista, nº 15, em Sobral, no Ceará (<em>Sobralense</em>, 14 de março de 1875). Foi contemporâneo, no Ceará, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27766" target="_blank">Joaquim Antônio Correia (18? – ?)</a><em>, </em>autor de um conjunto de fotografias que pertence, atualmente, ao acervo da Biblioteca Nacional de vítimas da seca de 1877-1878.  São imagens chocantes, em formato de <em>cartes de visite</em>, e retratam crianças, homens e mulheres desnutridos e maltrapilhos, de aparência doentia. Também atuavam no estado, nos anos 1870, Pinto de Sampaio (18? -?), o prussiano Carlos Frederico Johann Reeckel (18? – c. 189?), do dinamarquês Niels Olsen (1843 &#8211;  1911) e o norte-americano R. H. Furmann (18? -?), dentre outros. Este último anunciou, em 1876, que era o único fotógrafo no Brasil que usava o Método Rembrant e o de porcelana para produzir fotografias (<em>O Cearense</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/9717" target="_blank">21 de dezembro de 1871, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/10511" target="_blank">2 de julho de 1874, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/10908" target="_blank">30 de setembro de 1875, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/11087" target="_blank">12 de março de 1876, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/12144" target="_blank">25 de abril de 1879, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/12896">12 de setembro de 1880, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_43684" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio2.jpg"><img class="wp-image-43684 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio2.jpg" alt="ignacio2" width="333" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Sobralense</em>, 14 de março de 1875 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
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<p>Meses depois, a Photographia Popular estava estabelecida, na Rua da Palma, nº 17, em Fortaleza (<em>Pedro II</em> (CE), 7 de novembro de 1875).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Passou por Açu, no Rio Grande do Norte (<em>Correio do Assú</em>, 25 de outubro de 1876).</p>
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<div id="attachment_43688" style="width: 339px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio5.jpg"><img class="wp-image-43688 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio5.jpg" alt="Correio do Assu, 25 de setembro de 1876" width="329" height="157" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Correio do Assu</em>, 25 de setembro de 1876 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Encontrava-se em Alagoas, onde realizou uma série de vistas da cachoeira e da Estrada de Ferro de Paulo Afonso, e também do porto de Piranhas (BEZERRA, 2019). Viajantes estrangeiros, como Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877) e Augusto Riedel (1836 &#8211; ?), e depois o brasileiro Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) também fotografaram a Cachoeira de Paulo Afonso.</p>
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<div id="attachment_43725" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon861689/icon861689.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-43725 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio12.jpg" alt="Ignacio F. Mendo. " width="752" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon861689/icon861689.jpg" target="_blank">Ignacio F. Mendo. Cachoeira de Paulo Afonso, 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Anunciou a abertura de seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Maranhense, em Aracaju (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><em>Echo Sergipano</em>, 24 de abril de 1881</a>).</p>
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<div id="attachment_43692" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43692" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio9.jpg" alt="Echo Sergipano, 24 de abril de 1881" width="315" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><em>Echo Sergipano</em>, 24 de abril de 1881</a></p></div>
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<dl id="attachment_43687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px;">
<dt class="wp-caption-dt">
<div id="attachment_43687" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio4.jpg"><img class="wp-image-43687 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio4.jpg" alt="Correio do Assu, " width="275" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Echo Sergipano,</em> 24 de abril de 1881 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
</dt>
<dd class="wp-caption-dd"></dd>
</dl>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Maranhense, ficava na Rua Conde d´Eu, em Feira de Santana, na Bahia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/826820/3" target="_blank"><em>Jornal da Feira</em> (BA), 1º de agosto de 1884, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_43706" style="width: 466px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/826820/3" target="_blank"><img class="wp-image-43706 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio10.jpg" alt="ignacio10" width="456" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/826820/3" target="_blank"><em>Jornal da Feira</em> (BA), 1º de agosto de 1884</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Seu nome aparece na lista de estudantes da Faculdade de Medicina da Bahia para os exames da primeira série de Farmácia (BEZERRA, 2019).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Estava trabalhando em Cachoeira, mas tinha a intenção de se mudar para Salvador. Anunciava um<em> processo rápido</em> ideal para os retratos de <em>pessoas nervosas ou crianças</em> (<em>A Ordem </em>(Cachoeira, BA), 14 de abril de 1886).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Estava estabelecido na Photographia Universal, na rua Direita do Colégio, esquina com rua São José, em Salvador. Também atuavam como fotográfos, nos anos 1880, na cidade,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20861" target="_blank"> o alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">suíco Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, dentre outros.</p>
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<div id="attachment_43690" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43690" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio8.jpg" alt="A Locomotiva, 13 de dezembro de 1888" width="354" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de dezembro de 1888</a></p></div>
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<p>Produziu uma das raras fotografias existentes sobre as comemorações da abolição da escravidão no Brasil, feita na Bahia, logo no domingo seguinte à divulgação da Lei Áurea (VASCONCELLOS, 2006).</p>
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<div id="attachment_43730" style="width: 642px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio13.jpg"><img class="wp-image-43730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio13.jpg" alt="ignacio13" width="632" height="487" /></a><p class="wp-caption-text">Phot. Universal de Ignacio Mendo. Cópia sobre cartão “Grande Missa Campal no adro do Bonfim, em ação de Graças pela redempção dos escravos no Brazil, em 13 de maio de 1888, celebrada pelo Padre Arsenio Pereira da Fonseca, deputado provincial pelo 1º districto e capellão da Libertadora Bahiana, sendo pregador o conego Dr. João Nepomuceno deputado pelo 4º districto e promovida por E. Carigé e o Club José Bonifácio” / Acervo Museu de Arte da Bahia</p></div>
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<p><em>&#8220;O público da missa evidencia a diversidade social da cidade. Nesse primeiro plano, próximo ao fotógrafo, concentraram-se os homens afrodescendentes e brancos. Usam o mesmo modelo de paletó, gravata, chapéu e bigode. Isso demonstra que, fora do estúdio, homens afrodescendentes e brancos usavam os mesmos modelos de traje, enquanto as mulheres pretas se distinguiam pelo uso do turbante branco&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"> Christiane Silva de Vasconcellos</p>
<p style="text-align: right;">em <em>O  circuito social da fotografia da gente negra Salvador 1860-1916</em>, página 111</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que havia obtido <em>diversas medalhas de ouro</em> e que seguia produzindo retratos com<em> perfeição e modicidade em preços </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/827150/4" target="_blank"><em>Folha Nova </em>(BA), 4ª semana de setembro de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><em>A Locomotiva </em>(BA), 13 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45105" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=827150&amp;pagfis=4" target="_blank"><img class="wp-image-45105 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/ignacio15.jpg" alt="ignacio15" width="583" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=827150&amp;pagfis=4" target="_blank"><em>Folha Nova</em> (BA), 4ª semana de setembro de 1888</a></p></div>
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<p><em>&#8220;Aos olhos do mundo civilizado apresentamos nessa página de honra a gravura que representa o edifício onde funciona a popularíssima fábrica Leite &amp; Alves, nesta capital, à Caçada do Bom-fim, nº 95, cópia de uma bela fotografia do sr. Ignacio Mendo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 2 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43685" style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank"><img class="wp-image-43685 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio3.jpg" alt="A Locomotiva, de dezembro de 1888" width="341" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank">Gravura produzida sobre foto de Mendo da Antiga Imperial Fábrica de Cigarros de S. Domingos, cujo proprietário era Leite &amp; Alves / <em>A Locomotiva</em>, 2 de dezembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45106" style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=822884&amp;pagfis=33" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45106" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/ignacio16.jpg" alt="A Locomotiva, 13 de dezembro de 1888" width="521" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=822884&amp;pagfis=33" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de dezembro de 1888</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Uma <em>cópia fiel</em> de uma fotografia da Grande Fábrica de Cigarros a Vapor de Martins Fernandes de sua autoria foi publicada (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43736" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><img class="wp-image-43736 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio14.jpg" alt="ignacio14" width="625" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 22 de janeiro de 1889</a></p></div>
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<p>Compôs uma música em homenagem às cataratas de Paulo Afonso:<em> &#8220;Recebemos a polca Cachoeira Paulo Afonso &#8211; brilhante produção do nosso simpático amigo Ignacio Mendo, acreditado fotógrafo desta capital&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/87" target="_blank"><em>A Locomotiva </em>(BA), 9 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43689" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/92" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43689" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio7.jpg" alt="A Locomotiva, 9 de fevereiro de 1889" width="302" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/92" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 9 de fevereiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi agraciado por dom Pedro II (1825 &#8211; 1891), um entusiasta da fotografia, com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 6 de agosto de 1889, cerca de três meses antes da Proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro do mesmo ano. No dia seguinte, 16 de novembro, a família real portuguesa foi banida do país (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-2-16-novembro-1889-541921-publicacaooriginal-48643-pe.html#:~:text=Prov%C3%AA%20%C3%A1%20decencia%20da%20posi%C3%A7%C3%A3o,%2D%20Aristides%20da%20Silveira%20Lobo.&amp;text=Publica%C3%A7%C3%A3o:,1%20(Publica%C3%A7%C3%A3o%20Original)" target="_blank">Decreto nº 2, 16 de novembro de 1889</a>). Ainda não se sabe nem se ele teve contato com o imperador nem de como sua obra teria chegado à apreciação do monarca.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1997</strong></span> &#8211; <span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Foi um dos fotógrafos cujas imagens integraram a exposição</span><strong> </strong></span><em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>, realizada entre 29 de janeiro e 23 de março de 1997, pela Biblioteca Nacional, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Integraram também a exposição registros de autoria de Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906), Arsênio da Silva (1833 – 1883), Augusto Amoretty (1845 &#8211; 1906), Augusto Riedel (1836 – ?), Benjamin R. Mulock (1829 &#8211; 1863), Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903), Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890), Henrique Rosen (1840 &#8211; 1892), Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912), Louis Niemeyer, Luiz Terragno, Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e Victor Frond (1821 &#8211; 1881), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43713" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon925096/icon925096.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-43713 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio11.jpg" alt="Catálogo da exposição" width="376" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon925096/icon925096.pdf" target="_blank">Catálogo da exposição <em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 20 de abril e 25 de maio, foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo.</p>
<p>Entre 4 e 31 de julho, foi apresentada no<strong> </strong>Museu Nacional de Belas Artes, em Buenos Aires, na Argentina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2000 </strong><span style="color: #333333;">- A exposição</span><strong> </strong></span><em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>, foi realizada entre 8 de junho e 30 de julho de 2000, no Centro Português de Fotografia, no Porto, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; Apresentação de <a href="https://www.researchgate.net/figure/Figura-125-Ignacio-Mendo-Biblioteca-Nacional-Brasil_fig8_348183478" target="_blank"><em>A experiência da aceleração: paisagem, infraestrutura e o imaginário da modernidade no Brasil (1870/1910)</em></a>,  de Felipe Ziotti Narita, trabalho de pós-doutorado, ao Departamento de Sociologia e ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como requisito para conclusão de pesquisa junto ao Programa de Pós-Doutorado (PPD/UFSCar).</p>
<p>Sobre o álbum das obras da Estrada de Ferro Paulo Afonso, produzido por Ignacio Mendo, Narita comentou:</p>
<p><em>&#8220;Ignacio Mendo foi fotógrafo da Casa Imperial nos anos 1880, quando também acompanhou as obras da Estrada de Ferro de Paulo Afonso. O álbum, com vapores e caminhos de ferro cruzando casebres precários e construções muitos dispersas, além de assinalar as condições de um território ermo, privilegia paisagens e perspectivas abertas, realçando um esvaziamento da própria figura humana. Exceto pequenas aparições de trabalhadores dos trechos ferroviários na paisagem vazia (Figura 125), predomina um desenho temático completamente ausente de movimento (Figuras 126, 127 e 128). A atmosfera estacionária do vazio oferece o material bruto a partir do qual as linhas de força do sistema-mundo moderno subsumia os mais remotos rincões à lógica social da circulação e da produção&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BASTOS, Cláudio. <em>Dicionário histórico e geográfico do Piauí</em>. Teresina: Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1994.</p>
<p>BEZERRA, Ari Leite. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019. Página 152</p>
<p>CASTRO, Danielle Ribeiro de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/monografia_PhotographosDaCasaImperial_DanielleCastro_completa-1.pdf" target="_blank"><em>PHOTOGRAPHOS DA CASA IMPERIAL A Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX.</em></a> Monografia apresentada ao curso de PósGraduação em História da Arte da Fundação Armando Álvares Penteado, como exigência parcial para obtenção do certificado de conclusão, sob a orientação de Rubens Fernandes Junior, 2010.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6358-inacio-mendo" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX</em>. Rio de Janeiro: Funarte, 1980</p>
<p>NARITA, Felipe Ziotti. <a href="https://www.researchgate.net/figure/Figura-125-Ignacio-Mendo-Biblioteca-Nacional-Brasil_fig8_348183478" target="_blank"><em>A experiência da aceleração: paisagem, infraestrutura e o imaginário da modernidade no Brasil (1870/1910)</em></a>. Relatório de pós-doutorado apresentado ao Departamento de Sociologia e ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como requisito para conclusão de pesquisa junto ao Programa de Pós-Doutorado (PPD/UFSCar), 2020.</p>
<p>OLIVEIRA, Evelina Antunes.<em> <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/ojs,+175-392-1-CE.pdf">Nos Trilhos da História do Baixo São Francisco: um ensaio sobre a Estrada de Ferro Paulo Afonso </a></em>in <em>Mneme Revista de Humanidades</em>, V.4 &#8211; N.8 &#8211; abr./set. de 2003– Semestral.</p>
<p>SILVA, TELMA Cristina Damasceno. <a href="https://livros01.livrosgratis.com.br/cp119866.pdf" target="_blank"><em>A fotografia artística na Bahia e sua inserção nos salões oficiais de arte</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Artes Visuais., 2009.</p>
<p>VASCONCELLOS, Christiane Silva de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/O%20circuito%20social%20da%20fotografia%20da%20gente%20negra.%20Salvador%201860-1916.pdf"><em>O  circuito social da fotografia da gente negra Salvador 1860-1916</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História sob a orientação da Prof. Dr. Joao Jose Reis, 2006.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<em>O Brasil na Fotografia Oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
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		<title>Cronologia de Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:25:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?) &#160; &#160; 1866 &#8211; Ignacio Fernandes Mendo começou a atuar como fotógrafo provavelmente neste ano (SILVA, 2009). Esteve, nos anos 1860, no Piauí (BASTOS, 1994), onde também atuavam, na referida década, os fotógrafos Joaquim Joze Avellino (18? -?), que abriu seu estabelecimento fotográfico, em Teresina, em 1865; Miguel Carlos (18? -?), [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Ignacio Fernandes Mendo (18? &#8211; ?)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43692" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><img class="wp-image-43692 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio9.jpg" alt="Echo Sergipano, 24 de abril de 1881" width="315" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><em>Echo Sergipano</em>, 24 de abril de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1866</span></strong> &#8211; <span style="color: #000000;">Ignacio Fernandes Mendo</span> começou a atuar como fotógrafo provavelmente neste ano (SILVA, 2009).</p>
<p>Esteve, nos anos 1860, no Piauí (BASTOS, 1994), onde também atuavam, na referida década, os fotógrafos Joaquim Joze Avellino (18? -?), que abriu seu estabelecimento fotográfico, em Teresina, em 1865; Miguel Carlos (18? -?), que, em julho de 1868, anunciava ter <em>um bom sortimento para o trabalho de fotografia</em>; e Justino Rocha Pereira (18? -?), fotógrafo itinerante que, em 1860, esteve em Teresina (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/844080/84" target="_blank"><em>Liga e Progresso</em> (PI), 3 de abril de 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/783765/365" target="_blank"><em>A Imprensa</em> (PI), 18 de julho de 1868</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/783765/365" target="_blank"><em>O Propagador </em>(PI), 22 de abril de 1860</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Mendo anunciava os serviços de sua Photographia Popular, instalada na Rua Boa Vista, nº 15, em Sobral, no Ceará (<em>Sobralense</em>, 14 de março de 1875). Foi contemporâneo, no Ceará, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27766" target="_blank">Joaquim Antônio Correia (18? – ?)</a><em>, </em>autor de um conjunto de fotografias que pertence, atualmente, ao acervo da Biblioteca Nacional de vítimas da seca de 1877-1878.  São imagens chocantes, em formato de <em>cartes de visite</em>, e retratam crianças, homens e mulheres desnutridos e maltrapilhos, de aparência doentia. Também atuavam no estado, nos anos 1870, Pinto de Sampaio (18? -?), o prussiano Carlos Frederico Johann Reeckel (18? – c. 189?), do dinamarquês Niels Olsen (1843 &#8211;  1911) e o norte-americano R. H. Furmann (18? -?), dentre outros. Este último anunciou, em 1876, que era o único fotógrafo no Brasil que usava o Método Rembrant e o de porcelana para produzir fotografias (<em>O Cearense</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/9717" target="_blank">21 de dezembro de 1871, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/10511" target="_blank">2 de julho de 1874, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/10908" target="_blank">30 de setembro de 1875, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/11087" target="_blank">12 de março de 1876, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/12144" target="_blank">25 de abril de 1879, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/12896">12 de setembro de 1880, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43684" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio2.jpg"><img class="wp-image-43684 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio2.jpg" alt="ignacio2" width="333" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Sobralense</em>, 14 de março de 1875 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses depois, a Photographia Popular estava estabelecida, na Rua da Palma, nº 17, em Fortaleza (<em>Pedro II</em> (CE), 7 de novembro de 1875).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Passou por Açu, no Rio Grande do Norte (<em>Correio do Assú</em>, 25 de outubro de 1876).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43688" style="width: 339px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio5.jpg"><img class="wp-image-43688 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio5.jpg" alt="Correio do Assu, 25 de setembro de 1876" width="329" height="157" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Correio do Assu</em>, 25 de setembro de 1876 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Encontrava-se em Alagoas, onde realizou uma série de vistas da cachoeira e da Estrada de Ferro de Paulo Afonso, e também do porto de Piranhas (BEZERRA, 2019). Viajantes estrangeiros, como Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877) e Augusto Riedel (1836 &#8211; ?), e depois o brasileiro Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) também fotografaram a Cachoeira de Paulo Afonso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43725" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon861689/icon861689.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-43725 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio12.jpg" alt="Ignacio F. Mendo. " width="752" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon861689/icon861689.jpg" target="_blank">Ignacio F. Mendo. Cachoeira de Paulo Afonso, 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Anunciou a abertura de seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Maranhense, em Aracaju (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><em>Echo Sergipano</em>, 24 de abril de 1881</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43692" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43692" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio9.jpg" alt="Echo Sergipano, 24 de abril de 1881" width="315" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711268/12" target="_blank"><em>Echo Sergipano</em>, 24 de abril de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<dl id="attachment_43687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px;">
<dt class="wp-caption-dt">
<div id="attachment_43687" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio4.jpg"><img class="wp-image-43687 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio4.jpg" alt="Correio do Assu, " width="275" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Echo Sergipano,</em> 24 de abril de 1881 / Transcrição copiada de BEZERRA (2019)</p></div>
</dt>
<dd class="wp-caption-dd"></dd>
</dl>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Maranhense, ficava na Rua Conde d´Eu, em Feira de Santana, na Bahia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/826820/3" target="_blank"><em>Jornal da Feira</em> (BA), 1º de agosto de 1884, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43706" style="width: 466px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/826820/3" target="_blank"><img class="wp-image-43706 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio10.jpg" alt="ignacio10" width="456" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/826820/3" target="_blank"><em>Jornal da Feira</em> (BA), 1º de agosto de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Seu nome aparece na lista de estudantes da Faculdade de Medicina da Bahia para os exames da primeira série de Farmácia (BEZERRA, 2019).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Estava trabalhando em Cachoeira, mas tinha a intenção de se mudar para Salvador. Anunciava um<em> processo rápido</em> ideal para os retratos de <em>pessoas nervosas ou crianças</em> (<em>A Ordem </em>(Cachoeira, BA), 14 de abril de 1886).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Estava estabelecido na Photographia Universal, na rua Direita do Colégio, esquina com rua São José, em Salvador. Também atuavam como fotográfos, nos anos 1880, na cidade,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20861" target="_blank"> o alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">suíco Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43690" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43690" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio8.jpg" alt="A Locomotiva, 13 de dezembro de 1888" width="354" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de dezembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Produziu uma das raras fotografias existentes sobre as comemorações da abolição da escravidão no Brasil, feita na Bahia, logo no domingo seguinte à divulgação da Lei Áurea (VASCONCELLOS, 2006).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43730" style="width: 642px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio13.jpg"><img class="wp-image-43730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio13.jpg" alt="ignacio13" width="632" height="487" /></a><p class="wp-caption-text">Phot. Universal de Ignacio Mendo. Cópia sobre cartão “Grande Missa Campal no adro do Bonfim, em ação de Graças pela redempção dos escravos no Brazil, em 13 de maio de 1888, celebrada pelo Padre Arsenio Pereira da Fonseca, deputado provincial pelo 1º districto e capellão da Libertadora Bahiana, sendo pregador o conego Dr. João Nepomuceno deputado pelo 4º districto e promovida por E. Carigé e o Club José Bonifácio” / Acervo Museu de Arte da Bahia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O público da missa evidencia a diversidade social da cidade. Nesse primeiro plano, próximo ao fotógrafo, concentraram-se os homens afrodescendentes e brancos. Usam o mesmo modelo de paletó, gravata, chapéu e bigode. Isso demonstra que, fora do estúdio, homens afrodescendentes e brancos usavam os mesmos modelos de traje, enquanto as mulheres pretas se distinguiam pelo uso do turbante branco&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"> Christiane Silva de Vasconcellos</p>
<p style="text-align: right;">em <em>O  circuito social da fotografia da gente negra Salvador 1860-1916</em>, página 111</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que havia obtido <em>diversas medalhas de ouro</em> e que seguia produzindo retratos com<em> perfeição e modicidade em preços </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/827150/4" target="_blank"><em>Folha Nova </em>(BA), 4ª semana de setembro de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/38" target="_blank"><em>A Locomotiva </em>(BA), 13 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45105" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=827150&amp;pagfis=4" target="_blank"><img class="wp-image-45105 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/ignacio15.jpg" alt="ignacio15" width="583" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=827150&amp;pagfis=4" target="_blank"><em>Folha Nova</em> (BA), 4ª semana de setembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Aos olhos do mundo civilizado apresentamos nessa página de honra a gravura que representa o edifício onde funciona a popularíssima fábrica Leite &amp; Alves, nesta capital, à Caçada do Bom-fim, nº 95, cópia de uma bela fotografia do sr. Ignacio Mendo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 2 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43685" style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank"><img class="wp-image-43685 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio3.jpg" alt="A Locomotiva, de dezembro de 1888" width="341" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/25" target="_blank">Gravura produzida sobre foto de Mendo da Antiga Imperial Fábrica de Cigarros de S. Domingos, cujo proprietário era Leite &amp; Alves / <em>A Locomotiva</em>, 2 de dezembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45106" style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=822884&amp;pagfis=33" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45106" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/ignacio16.jpg" alt="A Locomotiva, 13 de dezembro de 1888" width="521" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=822884&amp;pagfis=33" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de dezembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Uma <em>cópia fiel</em> de uma fotografia da Grande Fábrica de Cigarros a Vapor de Martins Fernandes de sua autoria foi publicada (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 13 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43736" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><img class="wp-image-43736 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio14.jpg" alt="ignacio14" width="625" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/67" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 22 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compôs uma música em homenagem às cataratas de Paulo Afonso:<em> &#8220;Recebemos a polca Cachoeira Paulo Afonso &#8211; brilhante produção do nosso simpático amigo Ignacio Mendo, acreditado fotógrafo desta capital&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/87" target="_blank"><em>A Locomotiva </em>(BA), 9 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43689" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/92" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43689" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio7.jpg" alt="A Locomotiva, 9 de fevereiro de 1889" width="302" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/822884/92" target="_blank"><em>A Locomotiva</em>, 9 de fevereiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi agraciado por dom Pedro II (1825 &#8211; 1891), um entusiasta da fotografia, com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 6 de agosto de 1889, cerca de três meses antes da Proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro do mesmo ano. No dia seguinte, 16 de novembro, a família real portuguesa foi banida do país (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-2-16-novembro-1889-541921-publicacaooriginal-48643-pe.html#:~:text=Prov%C3%AA%20%C3%A1%20decencia%20da%20posi%C3%A7%C3%A3o,%2D%20Aristides%20da%20Silveira%20Lobo.&amp;text=Publica%C3%A7%C3%A3o:,1%20(Publica%C3%A7%C3%A3o%20Original)" target="_blank">Decreto nº 2, 16 de novembro de 1889</a>). Ainda não se sabe nem se ele teve contato com o imperador nem de como sua obra teria chegado à apreciação do monarca.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1997</strong></span> &#8211; <span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Foi um dos fotógrafos cujas imagens integraram a exposição</span><strong> </strong></span><em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>, realizada entre 29 de janeiro e 23 de março de 1997, pela Biblioteca Nacional, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Integraram também a exposição registros de autoria de Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906), Arsênio da Silva (1833 – 1883), Augusto Amoretty (1845 &#8211; 1906), Augusto Riedel (1836 – ?), Benjamin R. Mulock (1829 &#8211; 1863), Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903), Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890), Henrique Rosen (1840 &#8211; 1892), Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912), Louis Niemeyer, Luiz Terragno, Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e Victor Frond (1821 &#8211; 1881), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43713" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon925096/icon925096.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-43713 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/ignacio11.jpg" alt="Catálogo da exposição" width="376" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon925096/icon925096.pdf" target="_blank">Catálogo da exposição <em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 20 de abril e 25 de maio, foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo.</p>
<p>Entre 4 e 31 de julho, foi apresentada no<strong> </strong>Museu Nacional de Belas Artes, em Buenos Aires, na Argentina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2000 </strong><span style="color: #333333;">- A exposição</span><strong> </strong></span><em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>, foi realizada entre 8 de junho e 30 de julho de 2000, no Centro Português de Fotografia, no Porto, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; Apresentação de <a href="https://www.researchgate.net/figure/Figura-125-Ignacio-Mendo-Biblioteca-Nacional-Brasil_fig8_348183478" target="_blank"><em>A experiência da aceleração: paisagem, infraestrutura e o imaginário da modernidade no Brasil (1870/1910)</em></a>,  de Felipe Ziotti Narita, trabalho de pós-doutorado, ao Departamento de Sociologia e ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como requisito para conclusão de pesquisa junto ao Programa de Pós-Doutorado (PPD/UFSCar).</p>
<p>Sobre o álbum das obras da Estrada de Ferro Paulo Afonso, produzido por Ignacio Mendo, Narita comentou:</p>
<p><em>&#8220;Ignacio Mendo foi fotógrafo da Casa Imperial nos anos 1880, quando também acompanhou as obras da Estrada de Ferro de Paulo Afonso. O álbum, com vapores e caminhos de ferro cruzando casebres precários e construções muitos dispersas, além de assinalar as condições de um território ermo, privilegia paisagens e perspectivas abertas, realçando um esvaziamento da própria figura humana. Exceto pequenas aparições de trabalhadores dos trechos ferroviários na paisagem vazia (Figura 125), predomina um desenho temático completamente ausente de movimento (Figuras 126, 127 e 128). A atmosfera estacionária do vazio oferece o material bruto a partir do qual as linhas de força do sistema-mundo moderno subsumia os mais remotos rincões à lógica social da circulação e da produção&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BASTOS, Cláudio. <em>Dicionário histórico e geográfico do Piauí</em>. Teresina: Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1994.</p>
<p>BEZERRA, Ari Leite. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019. Página 152</p>
<p>CASTRO, Danielle Ribeiro de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/monografia_PhotographosDaCasaImperial_DanielleCastro_completa-1.pdf" target="_blank"><em>PHOTOGRAPHOS DA CASA IMPERIAL A Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX.</em></a> Monografia apresentada ao curso de PósGraduação em História da Arte da Fundação Armando Álvares Penteado, como exigência parcial para obtenção do certificado de conclusão, sob a orientação de Rubens Fernandes Junior, 2010.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6358-inacio-mendo" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX</em>. Rio de Janeiro: Funarte, 1980</p>
<p>NARITA, Felipe Ziotti. <a href="https://www.researchgate.net/figure/Figura-125-Ignacio-Mendo-Biblioteca-Nacional-Brasil_fig8_348183478" target="_blank"><em>A experiência da aceleração: paisagem, infraestrutura e o imaginário da modernidade no Brasil (1870/1910)</em></a>. Relatório de pós-doutorado apresentado ao Departamento de Sociologia e ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como requisito para conclusão de pesquisa junto ao Programa de Pós-Doutorado (PPD/UFSCar), 2020.</p>
<p>SILVA, TELMA Cristina Damasceno. <a href="https://livros01.livrosgratis.com.br/cp119866.pdf" target="_blank"><em>A fotografia artística na Bahia e sua inserção nos salões oficiais de arte</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Artes Visuais., 2009.</p>
<p>VASCONCELLOS, Christiane Silva de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/O%20circuito%20social%20da%20fotografia%20da%20gente%20negra.%20Salvador%201860-1916.pdf"><em>O  circuito social da fotografia da gente negra Salvador 1860-1916</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História sob a orientação da Prof. Dr. Joao Jose Reis, 2006.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<em>O Brasil na Fotografia Oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
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		<title>Dia de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento de Joaquim Maria Machado de Assis, considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa, além de ter sido um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa destacando uma imagem de Machado produzida pelo fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), em torno de 1880; e o registro produzido por Antônio Luiz Ferreira da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal, em maio de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo Decreto Rio nº 58.207/26, de 18 de junho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento do carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 &#8211; 29/09/1908), considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade, cenário constante da obra do escritor &#8211; lugares e ruas do Rio de Janeiro são constantemente citados nas crônicas, contos e livros de Machado, tendo sido o principal cronista do cotidiano carioca no século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45549" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado3.jpg" alt="O Cruzeiro, 24 de junho de 1939" width="761" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><em>O Cruzeiro,</em> 24 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu no Morro do Livramento e viveu muitos anos, entre 1883 e 1908, no Cosme Velho, fato que originou o apelido <em>O Bruxo do Cosme Velho</em>, epíteto eternizado pelo escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), autor do poema <em>A um bruxo, com amor* </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/96903" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>28 de setembro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45546" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado2.jpg" alt="Casa na Rua Cosme Velho 174, ode Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908" width="398" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Casa na Rua Cosme Velho, onde Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Perde a nossa língua um de seus mais vigorosos e profundos escritores. Com ele desaparece a mais leve e a mais encantadora das nossas prosas, a mais completa e a mais perfeita das organizações literárias que possuímos. Poeta, romancista, dramaturgo e jornalista, era Machado de Assis o tipo culminante e o mais simpático de nosso mundo de letras</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1908, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank">dia seguinte à morte de Machado</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa da criação do Dia de Machado de Assis destacando duas imagens do escritor. A primeira foi produzida pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, em torno de 1880. Insley foi um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, que &#8220;<em>tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em>, de acordo com o poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), irmão da esposa de Machado, Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Machado escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="726" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda é de autoria de Antônio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?) e retrata a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><em>Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil,</em></a> em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por mim, pesquisadora e editora do portal, e revelada no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a>, publicado em 17 de maio de 2015.</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade. Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45522" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img class="wp-image-45522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado1.jpg" alt="machado1" width="380" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Detalhe da foto da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão da criação do Dia de Machado de Assis foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (1994 -) após reunião com o jornalista Merval Pereira (1949 &#8211; ), presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Machado foi um dos fundadores e primeiro presidente. A ideia é que o dia 21 de junho tenha uma programação dedicada à obra machadiana, semelhante ao <em>Bloomsday</em>, data celebrada anualmente, em 16 de junho, em homenagem ao escritor irlandês James Joyce (1882 &#8211; 1941).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-45521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado.jpg" alt="machado" width="553" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Bibliografia de Machado de Assis (ABL)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em>, tradução, 1861.<br />
<em>Desencantos</em>, 1861.<br />
<em>Teatro</em>, 1863.<br />
<em>Quase ministro</em>, 1864.<br />
<em>Crisálidas</em>, 1864.<br />
<em>Os deuses de casaca</em>, 1866.<br />
<em>Falenas</em>, 1870.<br />
<em>Contos fluminenses</em>, 1870.<br />
<em>Ressurreição</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da meia-noite</em>, 1873.<br />
<em>A mão e a luva</em>, 1874.<br />
<em>Americanas</em>, 1875.<br />
<em>Helena</em>, 1876.<br />
<em>Iaiá Garcia</em>, 1878.<br />
<em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, 1881.<br />
<em>Tu, só tu, puro amor</em>, 1881.<br />
<em>Papéis avulsos</em>, 1882.<br />
<em>Histórias sem data</em>, 1884.<br />
<em>Quincas Borba</em>, 1891.<br />
<em>Várias histórias</em>, 1896.<br />
<em>Páginas recolhidas</em>, 1899.<br />
<em>Dom Casmurro</em>, 1899.<br />
<em>Poesias completas</em>, 1901.<br />
<em>Esaú e Jacó</em>, 1904.<br />
<em>Relíquias de casa velha</em>, 1906.<br />
<em>Memorial de Aires</em>, 1908.<br />
<em>Crítica</em>, 1910.<br />
<em>Outras relíquias</em>, 1910.<br />
<em>Correspondência</em>, 1932.<br />
<em>Crônicas</em>, 4 vols., 1937.<br />
<em>Crítica literária</em>, 1937.<br />
<em>Casa velha</em>, 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>*<strong>A um bruxo, com amor</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="aad9" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Em certa casa da Rua Cosme Velho</p>
<p class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">(que se abre no vazio)<br />
venho visitar-te; e me recebes<br />
na sala trastejada com simplicidade<br />
onde pensamentos idos e vividos<br />
perdem o amarelo,<br />
de novo interrogando o céu e a noite.</p>
<p id="4107" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.<br />
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,<br />
uma luz que não vem de parte alguma<br />
pois todos os castiçais<br />
estão apagados.</p>
<p id="7faa" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Contas a meia-voz<br />
maneiras de amar e de compor os ministérios<br />
e deitá-los abaixo, entre malinas<br />
e bruxelas.<br />
Conheces a fundo<br />
a geologia moral dos Lobo Neves<br />
e essa espécie de olhos derramados<br />
que não foram feitos para ciumentos.<br />
E ficas mirando o ratinho meio cadáver<br />
com a polida, minuciosa curiosidade<br />
de quem saboreia por tabela<br />
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.<br />
Olhas para a guerra, o murro, a facada<br />
como para uma simples quebra da monotonia universal<br />
e tens no rosto antigo<br />
uma expressão a que não acho nome certo<br />
(das sensações do mundo a mais sutil):<br />
volúpia do aborrecimento?<br />
ou, grande lascivo, do nada?</p>
<p id="6d8f" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,<br />
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,<br />
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,<br />
mostra que os homens morreram.<br />
A terra está nua deles.<br />
Contudo, em longe recanto, a ramagem começa a sussurrar alguma coisa<br />
que não se entende logo<br />
e parece a canção das manhãs novas.<br />
Bem a distingo, ronda clara:<br />
é Flora,<br />
com olhos dotados de um mover particular<br />
entre mavioso e pensativo;<br />
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);<br />
Virgília,<br />
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;<br />
Mariana, que os tem redondos e namorados;<br />
e Sancha, de olhos intimativos;<br />
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,<br />
o mar que fala a mesma linguagem<br />
obscura e nova de D. Severina<br />
e das chinelinhas de alcova de Conceição.<br />
A todas decifraste íris e braços<br />
e delas disseste a razão última e refolhada<br />
moça, flor mulher flor<br />
canção de manhã nova…<br />
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)<br />
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica<br />
entre loucos que riem de ser loucos<br />
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/endereco-no-qual-viveu-machado-de-assis-dara-lugar-deposito.phtml" target="_blank">Revista Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank">Site Migalhas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 17 de maio de 2015</p>
<p>___________________<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank"><em>O retratista português</em> <em>Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 – 14 de outubro de 1912)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 14 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VIII – O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, fotografado por Angelo Regato e por fotógrafos ainda não identificados</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série "Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica", celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, construída para receber a Copa do Mundo de 1950. Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato, que ficou conhecido como um dos primeiros fotógrafos a usar uma teleobjetiva no Brasil. Selecionamos também imagens aéreas do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Mostram o estádio ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Publicamos um breve perfil e uma cronologia de Angelo Regato, a 73ª da sessão Cronologia de Fotógrafos do portal. Vida longa ao "Maraca"!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série <em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em>, celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, um templo do futebol mundial, símbolo de uma das grandes paixões nacionais, patrimônio cultural brasileiro e orgulho dos cariocas. Foi construída para a Copa de 1950.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14405/036AESTA0059F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank">Angelo Regato. Estádio de Maracanã, 1948 &#8211; 1950. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato (1912 &#8211; 1993), que ficou conhecido como um dos primeiros fotojornalistas a usar uma teleobjetiva no Brasil, provavelmente o primeiro. Chefiou o Departamento de Fotografia dos Diários Associados de 1952 até 1975, quando se aposentou, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio.</em> Sobre ele, publicamos um breve perfil e uma cronologia, a 72ª da seção <em>Cronologia de Fotógrafos</em>, da Brasiliana Fotográfica. Selecionamos também imagens aéreas do Maracanã do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. Mostram o estádio, carinhosamente apelidado de <em>Maraca</em>, ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Vida longa ao <em>Maraca</em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11566/Alb%200290%20025%20CT.jpg.jpg?sequence=6&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank">Escola da Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 5 de janeiro de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/438" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Estádio do Maracanã pertencente ao acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45274" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg"><img class="size-full wp-image-45274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg" alt="Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi marcou o primeiro gol do Maracanã e Pelé marcou seu milésimo gol no estádio" width="461" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi foi o autor do primeiro gol marcado no Maracanã e Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira e também seu milésimo gol no estádio / <em>Pasmado,</em> 3 de junho de 2026</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de algumas fotografias exibidas neste artigo, mais uma vez pode-se constatar que as hemerotecas digitais, no caso a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, são ferramentas de pesquisa poderosas e indispensáveis, principalmente na busca de registros históricos nos periódicos. Porém, devido a velhos sistemas de impressão, as imagens ficam prejudicadas. Daí a importância da conservação dos acervos fotográficos originais, que nenhuma hemeroteca conserva com a mesma nitidez.<em><strong> </strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14401/036AESTA0058F012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank">Angelo Regato. Serviço de auto-falante do Estádio do Maracanã, publicado em 3 de junho de 1950, no O Jornal. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44215" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato15.jpg" alt="O Jornal, 3 de junho de 1950" width="537" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1946, o Brasil foi escolhido pela FIFA como sede da Copa do Mundo de 1950 e precisava de um grande estádio para receber os jogos. A construção do Maracanã foi muito criticada pelo então vibrante e emergente orador e vereador pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), devido aos gastos e à localização escolhida para o estádio, defendendo que fosse edificado em Jacarepaguá. O compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), já consagrado internacionalmente, então vereador no Rio de Janeiro, também pela UDN, e defensor da construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, na Tijuca, encomendou ao Ibope uma pesquisa de opinião para que a população escolhesse entre os dois locais. O instituto fez a pesquisa durante jogos dos principais clubes de futebol cariocas. Resultado: 56,8% dos entrevistados escolheram o Derby Club e 9,7%, Jacarepaguá; 6,9% sugeriram outras regiões como Centro, Gávea, Quinta da Boavista e Cascadura. Além disso, 79,2% achavam necessária a construção de um estádio para a cidade e 53,6% se dispunham a arcar com algum ônus tributário para que a prefeitura financiasse a obra. O poeta venceu o tribuno!</p>
<p style="text-align: left;">A pedra fundamental do Estádio do Maracanã foi lançada em 20 de janeiro de 1948. O coronel Herculano Gomes (1899 &#8211; 1963) presidia a Comissão de Construção do Estádio Municipal. Seus arquitetos eram Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Rafael Galvão.  E seus engenheiros estruturais, Alberto Rodrigues da Costa, Antonio Alves Noronha, Paulo Fragoso e Sergio Matos de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1948</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14403/036AESTA0058F016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank">Angelo Regato. Lançamento da pedra fundamental do Estádio do Maracanã, 20 de janeiro de 1948. Na foto de cima, à esquerda, o prefeito do Rio de Janeiro, Mendes de Moraes, discursando e sendo observado pelo cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Na foto de cima, à direita, Mendes de Moraes. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44118" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><img class=" wp-image-44118" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã7.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44121" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã8.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="363" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho de 1948, Angelo Regato registrou o local onde seria erguido o Maracanã e as obras ainda não haviam sido iniciadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14407/036AESTA0059F017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank">Angelo Regato. Estádio do Maracanã, 22 de junho de 1948. Rio de Janeiro, RJ. Local onde seria construído do Maracanã / Diários Associados (RJ) / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44267" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><img class=" wp-image-44267" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã10.jpg" alt="Local onde seria construído o Estádio do Maracanã / Diário da Noite, 22 de junho de 1948" width="809" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><em>Há 5 meses e dois dias foi lançada aqui a pedra fundamental do Estádio Municipal&#8230;mas a terra é seca, até hoje não brotou&#8230;</em> Angelo Regato, autor da foto, não foi creditado/<em> Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O maior estádio do mundo* começou a ser erguido em 17 de agosto de 1948, cerca de sete meses após o lançamento de sua pedra fundamental (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45971" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 17 de agosto de 1948, terceira coluna</a>). No inicio das obras, havia 1.500 homens trabalhando. Nos últimos meses eram 3.000 operários. <em>&#8220;A arquitetura de formato oval mede 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. A altura do estádio corresponde a um prédio de seis andares. Os ferros utilizados dariam volta e meia no planeta; foram 500 mil sacos de cimento, 60.000 m2 de pedras e 45.000 m2 de areia&#8221; </em>(<em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank">Jornal da Unicamp,</a></em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"> 22 de abril e 4 de maio de 2003</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44248" style="width: 769px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><img class=" wp-image-44248" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã9.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de agosto de 1948" width="759" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><em>Pela primeira vez um flagrante real e honesto das atividades de construção do Estádio Municipal só agora efetivamente iniciadas. </em>Foto de Parreira<em> / Diário da Noite,</em> 19 de agosto de 1948</a></p></div>
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<p>O Maracanã foi inaugurado com a presença do então presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), de todos os seus ministros, do prefeito do Rio de Janeiro, o general Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), e de várias outras autoridades. Foi abençoado pelo cardeal dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Tornou-se o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade técnica para cerca de 155.000 a 200.000 pessoas, superando o <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-processed="true">Hampden Park, na Escócia</span>. Atualmente, o Maracanã é o 25º &#8211; hoje só pode abrigar oficialmente 94 751 pessoas. O maior do mundo é o Estádio Rungrado Primeiro de Maio (114.000 lugares), na Coreia do Norte, inaugurado em 1º de maio de 1989 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3664" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de junho de 1950</a>; <a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a>).</p>
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<div style="width: 853px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14402/036AESTA0058F015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="843" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank">Estádio do Maracanã. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), no centro da foto, estava presente na inauguração do estádio, 16 de junho de 1950. Do seu lado direito, o prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990). Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44117" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã6.jpg" alt="O Jornal, 17 de junho de 1950" width="853" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a grandiosidade da <em>obra titânica</em>, a maior construção em concreto armado até então realizada, com capacidade para mais de 150 mil pessoas, José Lins do Rego (1901 &#8211; 1957) escreveu:</p>
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<div id="attachment_42713" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42713" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã2.jpg" alt="José Lins do REgo sobre o Estádio do Maracanã / O Jornal, 17 de junho de 1950" width="508" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank">José Lins do Rego sobre o Estádio do Maracanã / <em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à inauguração, foi realizado um jogo entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1, mas foi o carioca Didi (1928 &#8211; 2001), do Fluminense, que marcou o primeiro gol no estádio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42714" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228"><img class=" wp-image-42714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã3.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1950" width="699" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos dias depois, foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 1950, em 24 de junho, quando a seleção brasileira goleou a mexicana por 4 a 0 (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3823" target="_blank"> 24 de junho de 1950</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3877" target="_blank">26 de junho de 1950</a>). E também foi o cenário da final docampeonato, em 16 de julho, que ficou conhecida como <em>Maracanaço</em><b>, </b>quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1. Foi, como escreveu Nelson Rodrigues (1912 &#8211; 1980), a nossa Hiroshima: <em>“Uma humilhação jamais cicatrizada, que ainda pinga sangue</em>”. O Maracanã, com quase 200 mil pessoas, oficialmente 199.584, até hoje recorde de espectadores em um jogo de futebol, ficou em silêncio. Foi uma verdadeira tragédia esportiva nacional. Antonio Olinto (1919 &#8211; 2009), José Lins do Rego e Vargas Neto (1903 &#8211; 1977) publicaram crônicas sobre a derrota no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/36751" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, de 18 de julho de 1950</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Derrota</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">José Lins do Rego</p>
<p><em>&#8220;Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse de enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança. Aquilo me doeu o coração. Toda a vibração dos minutos iniciais da partida reduzida a uma pobre cinza de fogo apagada. E, de repente, chegou-me a decepção maior, a ideia fixa de que éramos mesmo um povo sem sorte, um povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre perseguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada tem a esperar, seria assim o alimento podre dos nossos corações. Não dormi, senti-me alta noite, como que mergulhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível realidade da derrota&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o assunto, o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreveu o artigo <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervo/tempo-e-placar-do-maracanaco/" target="_blank"><em>Tempo e placar do Maracanaço</em></a>, na seção &#8220;Por dentro dos acervos&#8221;, do Instituto Moreira Salles, de 13 de julho de 2020. Nele publicou &#8220;<em>três instantâneos metidos numa das dezenas de pastas do assunto &#8216;futebol&#8217; no arquivo fotográfico dos Diários Associados no Rio, atualmente incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles. E aqui se publicam pela primeira vez&#8221;. </em>Eram os placares da terrível derrota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;E aí está. Às 4:15 está Brasil 1 a 0, Friaça marcara a 1 minuto e meio do segundo tempo. </em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14396/036AESTA0058F001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil vencendo por 1 a 0. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>Aos 20, Schiaffino empatou, placar às 4:29.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14397/036AESTA0058F002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil e Uruguai empatados: 1 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>E três minutos depois Ghiggia tinha posto o 2 lá em cima. Fazendo o que se orgulhava de só ele, Frank Sinatra e João Paulo II terem conseguido: calar o estádio que vaiava até minuto de silêncio&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Cássio Loredano</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14400/036AESTA0058F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Vitória do Uruguai por 2 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cerca de oito anos depois, às vésperas do Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Nélson Rodrigues, em uma crônica publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116335/5129" target="_blank"><em>Manchete Esportiva</em> de 31 de maio de 1958</a>, referiu-se à derrota de 1950 e declarou: &#8230;<em>desde 50, nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo.</em> Foi também nesta crônica que criou a expressão <em>complexo de vira-latas</em>.</p>
<p style="text-align: left;">As seleções brasileira e uruguaia voltaram a se enfrentar numa Copa do Mundo, desta vez no México, em 17 de junho de 1970, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, em um dos jogos da semifinal do campeonato. O Brasil venceu de 3 a 1  e os gols foram marcados por Clodoaldo (1949-), Jairzinho (1944-) e Rivelino (1946-). Pelo Uruguai, Luis Cubilla (1940 &#8211; 2013).  O Brasil eliminou o Uruguai  e superou <em>o fantasma de 1950</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45382" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/regato17.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1970" width="332" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1970</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Continuando a história do Maracanã&#8230;</p>
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<p>Em 1966, o nome oficial do Maracanã passou a ser Estádio Jornalista Mário Filho, a partir de um projeto apresentado pelo deputado Jamil Haddad (1926-2009) e subscrito pelo deputado Raul Brunini (1919 &#8211; 2009); aprovado em 27 de setembro de 1966, poucos dias após o falecimento de Mário Filho (1908 &#8211; 1966), em 16 de setembro. Mário Filho foi um dos maiores apoiadores da construção do Maracanã e a ideia do novo nome para o estádio foi de Waldir Amaral (1926–1997), um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro (<em>Jornal dos Sports</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29598" target="_blank">20 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29704" target="_blank">28 de setembro de 1966</a>). Em 8 de abril de 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (1979 -), tornou público o veto à lei que mudava o nome do Estádio do Maracanã. Com isso, o projeto que pretendia alterar o nome oficial de Estádio Jornalista<strong> </strong>Mário Filho para Rei Pelé foi arquivado.  A decisão de mudança havia sido tomada em março deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e o pedido de desistência foi feito pelo então presidente da Casa, André Ceciliano (1968-), um dos idealizadores do projeto que tinha como intuito, segundo ele, homenagear Pelé (1940 -2022) em vida (<a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><em>Portal dos Jornalistas</em>, 9 de abril de 2021</a>).</p>
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<div id="attachment_44226" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><img class="wp-image-44226" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/mariofilho.jpg" alt="Mario Filho (1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas" width="699" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank">Mário Filho (1908 &#8211; 1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas</a></p></div>
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<p>O <em>Maraca</em> também foi a sede da final da Copa do Mundo de 2014, das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, quando em seus gramado a seleção brasileira de futebol conquistou o ouro olímpico derrotando a Alemanha nos pênaltis. Sediou campeonatos estaduais, a Copa Rio, Mundiais de Clubes. Foi no Maracanã que Mané Garrincha (1933 &#8211; 1983) consagrou-se com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, tendo feito lá seu jogo de despedida em 19 de dezembro 1973. Foi no seu gramado que Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em 7 de julho de 1957, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca; e também seu milésimo gol, em <span data-subtree="aimfl,mfl"> 19 de novembro de 1969, durante a vitória do Santos por 2 a 1 contra o Vasco, pela Taça de Prata</span>.</p>
<p>Foi também palco de grandes shows como o dos cantores Frank Sinatra (1915 &#8211; 1998), em janeiro de 1980; e Paul McCartney (1942-), em abril de 1990 e em dezembro de 2023; e das cantoras Tina Turner (1939 &#8211; 2023), em janeiro de 1998; Madonna (1958 -), em novembro de 1993 e em dezembro de 2008; e Ivete Sangalo (1972 -), em dezembro de 2006. Além disso, o papa João Paulo II rezou missas no estádio em julho de 1980 e em outubro de 1987; e o estádio sediou o festival de música <em>Rock in Rio</em> II, em janeiro de 1991.</p>
<p>Alguns importantes eventos esportivos não futebolísticos aconteceram lá. Um deles, em 23 de outubro de 1951, com a presença do vice-presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970), quando foi realizado um duelo de artes marciais entre o brasileiro Hélio Gracie (1913 &#8211; 2009), lutador de jiu-jitsu; e o judoca japonês Masahiko Kimura (1917 &#8211; 1993), vencedor do combate (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/12794" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1951</a>).</p>
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<p><a href="https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/masahiko-kimura" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://cdn.shopify.com/s/files/1/2776/7470/files/h4_large.jpg?v=1535801881" alt="" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2000, nas comemorações de seus 50 anos, o Maracanã ganhou uma Calçada da Fama com as marcas dos pés de vários jogadores como Romário (1966 -), Ronaldo Fenômeno (1976 -) e Zico (1953 -).</p>
<p>O estádio deixou de ser o maior do mundo com as obras para os Jogos Pan-americanos de 2007, quando o campo foi rebaixado e o setor conhecido como Geral foi eliminado &#8211; era o espaço mais democrático e popular do futebol. A maior reforma realizada no Maracanã ocorreu entre 2010 e 2013 para adequar o estádio para a Copa de 2014 dentro do padrão Fifa. Tornou-se mais confortável, mas para muitos perdeu sua identidade histórica, que fazia dele uma arena única e especial. Para os Jogos Olímpicos de 2016, foram realizadas novas intervenções para adequar o estádios às cerimônias de abertura e encerramento do evento (<a href="https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/novo-maracana-avanca-apesar-das-polemicas/6097" target="_blank"><em>Valor Econômico</em>, 8 de outubro de 2012</a>; <a href="https://onefootball.com/pt-br/noticias/maracana-perdeu-charme-e-capacidade-ao-longo-de-tres-reformas-30173985" target="_blank">Site OneFootball</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11751/Alb%200290%20053%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank">Escola de Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 23 de junho de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do fotojornalista Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank">Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) / <em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<div data-sfc-cb="" data-processed="true"></div>
<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho dos fotógrafos da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 – 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de O GLOBO e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar.</em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Em 1935, Regato passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>. Em 1938, foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos Diários Associados e foi, como já mencionado, chefe do Departamento de Fotografia do referido conglomerado de mídia<em>, </em>de 1952 até 1975.</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p>Participou de diversas coberturas de eventos importantes da história do Brasil como a já mencionada Revolução de 1930, a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira com o fim da Segunda Guerra Mundial e a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Registrou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1944; e, de 1936 a 1939, acompanhou o presidente Getúlio Vargas em uma peregrinação pelo país. Acompanhou também Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), fundador e dono dos Diários Associados, em diversas viagens pelo Brasil.</p>
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<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
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<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p>Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
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<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos Diários Associados. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p>O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
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<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por REgato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite,</em> 5 de julho de 1948</a></p></div>
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<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p>Passou a morar no Méier em 1949. Nesta época, o futuro e importante colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p>Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do <em>Noturno Campista</em> sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no <em>Diário da Noite</em>. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.</p>
<p>É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
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<div id="attachment_44139" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="907" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
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<p>Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em 1956, foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p>Foi ele que levou Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado da Bahia ao Rio de Janeiro, em 1957, até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;">Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1968, era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (19? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos Diários Associados responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Uma curiosidade: Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Regato devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou trabalhando como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do <em>Jornal do Commercio</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1982, foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p>Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aqueles que quisessem se aproximar do mundo da fotografia, Regato deu o seguinte conselho:</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A pessoa deve aguçar a sensibilidade. É preciso que ela seja paciente e criativa&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p>Em uma de suas colunas, o jornalista Armando Nogueira escreveu:</p>
<p><em> &#8220;Faço um saudoso parêntese pra relembrar, com ternura, o velho Angelo Regato. Era um mestre. Morreu sem jamais ter perdido um flagrante de um gol num clique de sua fiel speed graf&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_07/141806" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de junho de 1996</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44170%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Atualmente o maior estádio do mundo é o Estádio Primeiro de Maio Rungrado<b id="mwCw">, </b>localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, com capacidade para <span id="mwEg" data-mw="{&quot;parts&quot;:[{&quot;template&quot;:{&quot;target&quot;:{&quot;wt&quot;:&quot;formatnum:150000&quot;,&quot;function&quot;:&quot;formatnum&quot;},&quot;params&quot;:{},&quot;i&quot;:0}}]}">150 000</span> espectadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. <em>Com Brasileiro, Não Há Quem Possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues.</em> São Paulo: EdUNESP, 2004.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"><em>Jornal da Unicamp</em>, 22 de abril e 4 de maio de 2003</a></p>
<p>MÁXIMO, João. <em>Maracanã: meio século de paixão.</em> Rio de Janeiro: DBA, 2000.</p>
<p>O GLOBO, 30 de setembro de 1987.</p>
<p><a href="https://maracana.rio.br/" target="_blank">Portal Maracanã</a></p>
<p>NELSON, Rodrigues. <a href="https://www.ludopedio.org.br/biblioteca/a-patria-de-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A pátria de chuteiras</em></a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-maracana-ainda-e-o-maior-estadio-do-mundo/" target="_blank">Revista <em>Superinteressante</em></a></p>
<p>SIMAS, Luiz Antônio. <em>Maracanã: quando a cidade era terreiro</em>. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2021.</p>
<p><a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/" target="_blank">Site Arfoc Rio</a></p>
<p><a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/maracana-70-anos-quando-o-poeta-venceu-o-tribuno/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) &#160; &#160; 1912 &#8211; Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; Jornal do Commercio, 6 de junho [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929 /década de 1930</strong></span>- Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Em outubro de 1930, foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos <em>Diários Associados.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Deixou de trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong></span> &#8211; Fotografou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Fotografou a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira após o término da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Fotografou a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos <em>Diários Associados</em>. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> -O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite</em>, 4 de julho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; Passou a morar no Méier. Nesta época, o futuro colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1950</span></strong> &#8211; Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do Noturno Campista sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no Diário da Noite. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.<br />
É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44139" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class=" wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="695" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Tornou-se chefe do Departamento de Fotografia dos Diários Associados, cargo que exerceu até 1975 (<em>O GLOBO</em>, 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong> </span>- Levou o fotógrafo Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado ao Rio de Janeiro até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong></span> &#8211; Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1968</strong></span> &#8211; Era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (1? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere da Guanabara (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos <em>Diários Associados</em> responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>1975</strong></span> <span style="color: #333333;">- Devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span></span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou exercendo atividades como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do Jornal do Commercio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1987</strong></span> &#8211; Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato13.jpg"><img class="alignnone  wp-image-44205" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato13.jpg" alt="regato13" width="293" height="433" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato14.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-44206" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato14.jpg" alt="regato14" width="299" height="497" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1993</strong> </span>- Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>O Paço Imperial, o palácio mais antigo do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 12:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[daguerreotipia]]></category>
		<category><![CDATA[daguerreótipo]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Compte]]></category>
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		<category><![CDATA[Paço Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[O Paço Imperial, o mais antigo palácio da cidade do Rio de Janeiro, além de importante historicamente - foi palco do Dia do Fico, da assinatura da Lei Áurea e o centro das decisões que ocasionaram a Proclamação da Independência - é também muito bonito, atrativo que certamente impressionou diversos fotógrafos. Hoje destacamos imagens realizadas por Antonio Luiz Ferreira, Camillo Vedani, Georges Leuzinger, Guilherme Santos, Juan Gutierrez, Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb. Há também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. Os 40 anos do Paço como centro cultural foram celebrados com a realização da exposição coletiva "Constelações", que se encerra hoje.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Paço Imperial, o mais antigo palácio da cidade do Rio de Janeiro, além de importante historicamente &#8211; foi palco do <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/1342" target="_blank">Dia do Fico</a>, da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank">assinatura da Lei Áurea</a> e o centro das decisões que ocasionaram a Proclamação da Independência &#8211; é também muito bonito, atrativo que certamente impressionou diversos fotógrafos. Hoje destacamos imagens  realizadas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16763" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; 1888)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>. Todos esses fotógrafos já foram personagens centrais de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica. Há também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. As fotos são provenientes do acervos fotográficos das instituições fundadoras do portal &#8211; a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles &#8211;  e de duas de suas instituições parceiras &#8211; o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde e o Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4420" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4420/SAm52-0034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="697" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4420" target="_blank">Georges Leuzinger. Paço Imperial, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/429" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias selecionadas do Paço Imperial disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4675" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4675/0072430cx097.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4675" target="_blank">Marc Ferrez. Prédio do Paço Imperial, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Paço Imperial foi, no século XVIII, a residência do governador e do Vice-Rei. Em 1808, com a vinda de dom João VI (1767 &#8211; 1826) para o Rio de Janeiro, passou a se chamar Paço Real e tornou-se a residência oficial da família real e o centro de poder do Reinado e do Império.  Recebeu o nome atual, em 1822, e passou a ser a sede administrativa do governo, além de abrigar eventos oficiais e festas. Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, passou a sediar os Correios e Telégrafos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43218" style="width: 869px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6010" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43218" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/paço.jpg" alt="Paço Imperial quando sediou, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889 / REvista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1984" width="859" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6010" target="_blank">Paço Imperial quando sediou o Departamento de Correios e Telégrafos, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, por um fotógrafo ainda não identificado / <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em>, 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi tombado pelo SPHAN, em 1938. Em 1982, a Fundação Nacional Pró-Memória, sob a direção de Aloisio Magalhães (1927-1982), deu partida ao processo de restauração do prédio. Em 1985, já reformado sob o comando do arquiteto Glauco Campello (1930-2015), passou a funcionar como um Centro Cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6963/007A5P3F03-009.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6986" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6986/007A5P3F03-002.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6986" target="_blank">Camillo Vedani. Praça D. Pedro II, atual Praça XV de novembro; à direita, Paço Imperial; ao fundo, chafariz do mestre Valentim, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus 40 anos como centro cultural foram comemorados com a exposição coletiva <em>Constelações</em>, inaugurada em 28 de março e que termina hoje. A curadoria da mostra foi de Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/paço1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/paço1.jpg" alt="paço1" width="415" height="485" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui alguns artigos publicados na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em> de 1984 sobre a restauração do Paço Imperial:</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/306975/6004" target="_blank"><em>Paço Imperial: história e ressurreição de um palácio, </em>por Pedro Calmon, então presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ilustrada com imagens produzidas pelo austríaco Thomas Ender (1893 &#8211; 1875), pelo francês Jean-Baptiste Debret (1768 &#8211; 1868), do francês Louis-Auguste Moreau (1818 &#8211; 1877) e do suíço Abram Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888), por Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?), por Urias Antonio da Silveira (18? &#8211; ?), do arquiteto português Pinto Alpoim (1700 &#8211; 1775) e de Pedro Lobo (19? -?).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6008" target="_blank"><em>A restauração do Paço: revendo 240 anos de transformações</em>, por Glauco Campello, arquiteto e coordenador da restauração do Paço, ilustrada com aquarelas do inglês Richard Bate (1775 &#8211; 1856), de 1808, e do austríaco Thomas Ender (1893 &#8211; 1875), de 1817; com um desenho do alemão <span data-wiz-uids="XBUSAb_b" data-processed="true">Karl Wilhelm von Theremin</span> (1784-1852), de 1818, e com um do francês Louis-Auguste Moreau (1818 &#8211; 1877) e do suíço Abram Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888), de 1842; e por fotografias de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), de 1880, e de um fotógrafo ainda não identificado (posterior à Proclamação da República).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6021" target="_blank"><em>O novo Paço: uma obra para debates,</em> pelo arquiteto Cyro Corrêa Lyra, ilustrada com uma imagem produzida por Leandro Joaquim (1838 &#8211; 1898), de 1789.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6024" target="_blank"><em>Estudos preliminares para a restauração do Paço</em>, pelo arquiteto José de Souza Reis, com imagens de autoria do inglês William John Burchell (1781 &#8211; 1863), de 1825; e do arquivo pessoal do autor.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6027" target="_blank"><em>A pesquisa arqueológica: primeiras notas,</em> pelas arqueólogas Regina Coeli Pinheiro da Silva, Edna June Morley e Catarina Eleonora Ferreira da Silva, ilustrada com fotografias produzidas por Pedro Lobo (19?-?), por uma gravura da Biblioteca Nacional e por plantas das escavações.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CAVALCANTI, Lauro. <em>Paço Imperial.</em> Rio de Janeiro : Sextante Artes, 1999.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/348/" target="_blank">Portal IPHAN</a></p>
<p><a href="https://multi.rio/index.php/conteudo-geral/11364-pa%C3%A7o-imperial,-o-mais-antigo-dos-pal%C3%A1cios-cariocas" target="_blank">Portal MultiRio</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicoes/70012-paco-imperial" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://amigosdopacoimperial.org.br/missao/" target="_blank">Site Paço Imperial</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Nacional da Imprensa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição sobre os 190 anos da imprensa no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Manoel Cícero Peregrino da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Max Fleuiss]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma fotografia do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, lembramos o Dia Nacional da Imprensa. Na imagem destacada neste artigo, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, estão retratados Manuel Cícero Peregrino da Silva e Max Fleiuss, na Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, promovida, em 1908, pelo IHGB. O pernambucano Manoel Cícero, bibliotecário, professor e político, presidiu o IHGB entre 1938 e 1939. Max Fleuiss foi jornalista, historiador, professor, escritor e, como membro do IHGB, foi um dos idealizadores da comemoração. Conforme escrito na fotografia, em 20 de junho de 1933, Bras Vianna a ofereceu como "recordação da Exposição da Imprensa de 1908".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma fotografia do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, lembramos o Dia Nacional da Imprensa. Na imagem destacada neste artigo, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, estão retratados Manuel Cícero Peregrino da Silva (1866-1956) e Max Fleiuss (1868 &#8211; 1943), na Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, promovida, em 1908, pelo IHGB, na época presidida por José Maria da Silva Paranhos Jr., o barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912). O pernambucano Manoel Cícero, bibliotecário, professor e político, presidiu o IHGB entre 1938 e 1939. O carioca Max Fleuiss, filho do famoso pintor e caricaturista Henrique Fleuiss (1823- 1882), foi jornalista, historiador, professor, escritor e, como membro do IHGB, foi um dos idealizadores da comemoração. Conforme escrito na fotografia, em 20 de junho de 1933, Bras Vianna (18? &#8211; 19?)* a ofereceu &#8211; não sabe-se a quem &#8211; como <em>recordação da Exposição da Imprensa de 1908</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14356" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14356/BR%20RJIHGB%20125IL%207.23.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14356" target="_blank">Centenário da Imprensa Brasileira, 1908. Rio de Janeiro, RJ. Na foto, Manoel Cícero Peregrino da Silva (1866 &#8211; 1956) e Max Fleuiss (1868 &#8211; 1943) / Acervo IHGB </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição do Centenário da Imprensa, realizada em 1908, foi o tema de um dos seis módulos da <em>Exposição sobre os 190 anos da imprensa no Brasil</em>, promovida pelo IHGB, entre 13 e 27 de maio de 1998, sob a presidência de Arno Wehling (1947-). A imagem de Manoel Cícero com Fleuiss foi uma das fotografias expostas na mostra. Os outros módulos da exposição de 1998 foram: <em>Antecedentes</em>, <em>Impressão Régia</em>, <em>Primórdios da Imprensa</em>, <em>Bibliografia</em> e <em>Imprensa brasileira atual</em>. Houve também uma conferência. Foram utilizadas peças do acervo do IHGB e também do acervo particular do casal de historiadores Marcello de Ipanema (1924 &#8211; 1993) e Cybelle Moreira de Ipanema (1924 -), então 1º secretária da instituição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>promovida pelo IHGB,<span style="color: #800000;"> </span></em></strong><strong><em>em 1908</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg" alt="imprensa5" width="307" height="484" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil foi a primeira realizada pelo IHGB e aconteceu durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, ocorrida entre 11 de agosto e 15 de novembro de 1908, na Urca, no Rio de Janeiro. Eram comemorados os 100 anos da Abertura dos Portos às Nações Amigas, decretada em 28 de janeiro de 1808, pelo então príncipe regente de Portugal, dom João de Bragança, futuro dom João VI (1767 – 1826). Foi promovida pelo governo federal e exibiu um “inventário” do Brasil através de seus produtos industriais, agrícolas, pastoris e artísticos. A cidade do Rio de Janeiro havia sido recentemente urbanizada e saneada pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1936 – 1913) e pelo cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), respectivamente.</p>
<p>O conde Afonso Celso (1860 &#8211; 1938), futuro presidente do IHGB, entre  1912 e 1938,  presidiu a Comissão Executiva da Exposição da Imprensa.</p>
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<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/afonso-celso/biografia" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/afonso-celso.jpg" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/afonso-celso/biografia" target="_blank">Conde Afonso Celso / Site ABL</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém a iniciativa de sua realização foi de Max Fleuiss e do engenheiro Alfredo de Carvalho (1870 &#8211; 1916), respectivamente o primeiro secretário perpétuo e o segundo secretário do IHGB.</p>
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<div style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_de_Carvalho#/media/Ficheiro:Alfredo_de_Carvalho_(1)_(cropped).jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Alfredo_de_Carvalho_%281%29_%28cropped%29.jpg/500px-Alfredo_de_Carvalho_%281%29_%28cropped%29.jpg" alt="undefined" width="286" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_de_Carvalho#/media/Ficheiro:Alfredo_de_Carvalho_(1)_(cropped).jpg" target="_blank">Alfredo de Carvalho (1871 &#8211; 1916 por Borges de Melo, 24 de fevereiro de 1905 / Wikipedia</a></p></div>
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<p>Na décima terceira sessão ordinária que se realizou em 29 de julho de 1907, no IHGB,  Fleuiss propôs <em>&#8220;uma solenidade, de caráter essencialmente histórico, para comemorar o primeiro centenário da imprensa periódica no Brasil&#8221;. </em>Seu modelo seria a Exposição<em> </em>de História do Brasil promovida pela Biblioteca Nacional, em 1881 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/14701" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1907, penúltima coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;Considerando que a 13 de maio de 1908 se completa o primeiro centenário do estabelecimento definitivo da Imprensa no Brasl, com a promulgação do decreto que criou a Imprensa Régia, propomos que o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro promova a celebração condigna de data tão memorável, por meio de uma exposição jornalística, a ser inaugurada naquele dia, procurando angariar para este fim o auxílio dos poderes públicos e da Imprensa de todo o país. Para organizar o programa da comemoração e tratar dos meio de realizá-la o Instituto nomeará uma comissão dentre os seus membros</em>&#8221; .</p>
<p>A proposta foi assinada por Max Fleuiss, pelo Barão de Studart (1856 &#8211; 1938), por Alfredo de Carvalho, por Orville A. Derby (1851 &#8211; 1915) e por José Américo dos Santos (1848 &#8211; 1918), todos membros do IHGB.</p>
<p>Seu programa seria: <em>&#8220;a exposição de todos os jornais publicados no Brasil entre 1808 e  31 de dezembro de 1907;  a publicação de uma monografia ou memória histórica sobre a gênese e os progressos da imprensa periódica no Brasil; a publicação de um catálogo metódico de todos os itens da exposição; e a cunhagem de uma medalha comemorativa&#8221;</em>. Foi formada uma comissão para a realização do evento.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta.jpg"><img class="aligncenter wp-image-43445 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta.jpg" alt="proposta" width="362" height="469" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43447" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta2.jpg" alt="proposta2" width="360" height="469" /></a></p>
<div id="attachment_43446" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta1.jpg"><img class="wp-image-43446 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta1.jpg" alt="proposta1" width="359" height="478" /></a><p class="wp-caption-text">Proposta apresentada pelos sócios Max Fleuiss, Barão de Studart, Alfredo de Carvalho, Orville A. Derby e José Américo dos Santos para que o IHGB organizasse uma exposição jornalística comemorativa do primeiro centenário da imprensa no Brasil. Com parecer aprovando a iniciativa e nomeando uma comissão para conduzir os trabalhos. Rio de Janeiro, 29.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p></div>
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<p>As medalhas comemorativas da exposição seriam feitas por Hans Frei (1868 &#8211; 1947), artista de Zurique, devido ao recente falecimento de Julius Meili (1839 &#8211; 1907).</p>
<p>Em 20 de agosto de 1907, foi realizada a segunda reunião da comissão executiva da exposição, quando foram indicados nomes que se incumbiriam dos diversos catálogos que seriam produzidos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/14880" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de agosto de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 19 de dezembro de 1907, Fleuiss enviou uma carta ao ministro Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), ministro da Indústria Viação e Obras Públicas, informando ter enviado circulares às redações de jornais de todo o  Brasil, às bibliotecas públicas e particulares, a presidentes das Câmaras Municipais, colecionadores, etc, e que estava recebendo <em>grande cópia de informações e specimens para a Exposição</em>. Informava que seria elaborada por Alfredo Ferreira de Carvalho <em>uma memória relativa à origem e desenvolvimento da imprensa.</em></p>
<p>Inicialmente, o evento estava programado para 13 de maio de 1908, data exata dos 100 anos da Imprensa ou Impressão Régia, porém foi adiado para julho e, posteriormente, para agosto. Então, na data exata do centenário, durante a sessão do IHGB, a efeméride foi festejada e o conde de Afonso Celso discursou sobre o tema (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17315" target="_blank">13 de maio de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17320" target="_blank">14 de maio de 1908, penúltima coluna</a>). Dias depois, João Barreto de Menezes (1872 &#8211; 19?), comentou o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/16193" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 18 de maio de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil foi inaugurada em 11 de agosto, em um dos salões do Palácio dos Estados ou Pavilhão dos Estados, que <em>tinha uma dupla função e caráter: espaços monumentais de exposição com estandes com produtos de todos os estados da Federação exibidos nos dois pavimentos e espaços de luxo nos salões de festas e recepções da elite política brasileira. Com estilo neoclássico e ornamentos e composição de características greco-romanas, foi mantido após o encerramento da Exposição de 1908 e atualmente abriga a CPRM – Comissão de Pesquisa de Recursos Minerais, empresa vinculada ao Ministério das Minas e Energia </em>(COSTA, 2018).</p>
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<div style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11905" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11905/MCab6.10.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="799" height="590" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11905" target="_blank">Augusto Malta. Pavilhão dos Estados, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Biblioteca Nacional (BN), uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, participou da exposição com seu acervo de jornais e revistas. Foram separados e selecionados cerca de 10 mil itens de publicações periódicas brasileiras de seu acervo, a maior das coleções enviadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/402630/24916" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1909</a>). Outra instituição que contribuiu significativamente para o evento, além do IHGB e da BN, foi a Biblioteca da Marinha (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17315" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de maio de 1808, quarta coluna</a>).</p>
<p>Providências para o sucesso e segurança da exposição foram tomadas. Por exemplo:</p>
<p>De acordo com um ofício enviado, em 14 de agosto de 1908, por Fleuiss ao chefe da Secretaria do IHGB, um regime de plantão entre funcionários da instituição deveria ser seguido para que o salão da exposição não ficasse nunca sem vigilância. Durante o período da mostra, ficaria destacado <em>o servente Tibúrcio, que trabalharia das 10h até a hora do encerramento</em>. Das 4 horas da tarde até o encerramento, quatro funcionários se revezariam a partir de uma escala de plantão organizada pelo chefe da secretaria entre Francisco Martins Guimarães, Pedro Borges Leitão, Henrique Carmo Netto e Alexandre Camisão. De acordo com outro ofício enviado de novo por Fleuiss ao chefe da Secretaria, em 24 de agosto de 1908,  a afluência à exposição era <em>incesssante e numerosíssima</em> e, no dia anterior, apenas Tiburcio ficou de plantão entre 12 h e a hora do encerramento. Fleuiss, que havia chegado, às 12h, juntou-se a ele.</p>
<p><em>“ Não obstante o o Dr. Netto não compareceu, de sorte que para atender às exigências da fiscalização nem eu nem o servente Tiburcio pudemos jantar. Tenho dado sobejas provas de ser amigo dos meus companheiros de trabalho no Instituto e assim é de justiça que também receba provas de amizade. O serviço na Exposição é extraordinário e de pouca duração; o sacrifício, pois, não é dos maiores, desde que haja regular distribuição dos serviços. Recomendo-lhe as providências necessárias&#8230;O que sucedeu ontem foi, até certo ponto, uma desatenção pessoal para comigo e uma crueldade. Espero não ter que recomendar novas medidas”.</em></p>
<p>Integrando as comemorações do centenário da imprensa, em 10 de setembro, data da primeira publicação pela Impressão Régia, em 1808, do jornal <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, considerado o primeiro periódico publicado no Brasil, Xavier da Silveira (1864 &#8211; 1912), proferiu uma palestra , na sede do IHGB. Na ocasião, o general Emydgio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931) tornou-se sócio da instituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17329" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43430" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/14944" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43430" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa7.jpg" alt="Xavier da Silveira / A Imprensa, 6 de março de 1912" width="328" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/14944" target="_blank">Xavier da Silveira (1864 &#8211; 1912) / <em>A Imprensa</em>, 6 de março de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição foi encerrada em 30 de setembro de 1908, com uma sessão presidida pelo barão do Rio Branco, com uma palestra do conde Afonso Celso (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17496" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1908, primeira coluna; </a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><em>Jornal da Exposição</em>, 1º de outubro de 1908, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/4940" target="_blank"><em>A Imprensa,</em> 1º de outubro de 1908, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/5970" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 6 de abril de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43471" style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><img class="wp-image-43471 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa13.jpg" alt="imprensa13" width="617" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><em>Jornal da Exposição</em>, 1º de outubro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na comemoração dos 70 anos do IHGB, em 21 de outubro de 1908, foram distribuídos dois volumes do tomo especial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro <em>consagrados à exposição comemorativa do centenário da imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17715" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro de 1908, quarta coluna</a>). O primeiro trazia<em> Gênese e Progressos da Imprensa no Brasil</em>, de autoria de Alfredo de Carvalho com mais de 50 fotogravuras reproduzindo jornais antigos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/893676/57571" target="_blank"><em>Revista do IHGB</em>, 1908</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43478" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa14.jpg"><img class="wp-image-43478 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa14.jpg" alt="imprensa14" width="361" height="509" /></a><p class="wp-caption-text">Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte I</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o I Tomo, a Exposição Comemorativa do Centenário da Imprensa contou com 25 mil jornais e 10 mil ficaram de fora. Ainda no Tomo I, publicação do discurso do conde de Afonso Celso ressaltando a importância da imprensa e da coleta de dados para realização do evento:</p>
<p><em>&#8220;&#8230; a Exposição Nacional lacunosa seria, se nela não figurasse uma seção de jornais. Porque a imprensa foi a colaboradora preciosíssima e fomentadora, a defensora, a preconizadora insuprível de todos os melhoramentos industriais e artísticos que opulentam a Exposição. Não fora a imprensa, e a Exposição deixara de ser o que é, dificilmente existiria&#8221;.</em></p>
<p>No Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte II, volume I, constavam as listagens dos periódicos e pequenos históricos da imprensa nos seguintes estados brasileiros, entre 1808 e 1907:</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg" alt="imprensa5" width="307" height="484" /></a></p>
<div id="attachment_43479" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa15.jpg"><img class="wp-image-43479 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa15.jpg" alt="imprensa15" width="411" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte II, volume I</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Alagoas</span> por Joaquim Thomaz Pereira Diegues, sócio efetivo e orador do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano; <span style="color: #800000;">Amazonas</span> por João Batista de Faria e Souza, delegado à Comissão Central do Estado do Amazonas e membro da comissão nomeada pelo Governo para representar o mesmo estado, no Rio de Janeiro, por ocasião das festas comemorativas do 1º centenário da Imprensa periódica no Brasil e apontado <em>como o possuidor da mais completa coleção de jornais do Amazonas</em>; pelo <span style="color: #800000;">Ceará</span>, o Barão Studart, sócio correspondente do IHGB e <em>conhecido pelo especial pendor que consagra a trabalhos de semelhante natureza</em>; pelo <span style="color: #800000;">Maranhão</span>, o <em>ilustrado</em> Augusto Olimpio Viveiros de Castro; pelo <span style="color: #800000;">Pará</span>, o senador Manoel de Mello Cardoso Barata, sócio honorário do IHGB e <em>apaixonado investigador de assuntos históricos</em>; pela <span style="color: #800000;">Paraíba</span>, Diógenes Caldas; por <span style="color: #800000;">Pernambuco</span>, Alfredo de Carvalho, <em>que da história de suas imprensas</em> (Pernambuco e Bahia) <em>possui conhecimentos especiais</em>; pelo <span style="color: #800000;">Piauí</span>, Abdias Neves; pelo <span style="color: #800000;">Rio Grande do Norte,</span> Luiz Fernandes; e por <span style="color: #800000;">Sergipe</span>, o desembargador Manoel Armindo Cordeiro Guaraná.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43491" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8412" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43491" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/IMPRENSA20.jpg" alt="O Paiz, 17 de setembro de 1911" width="498" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8412" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os originais do  2º volume da parte II  foram perdidos em um incêndio ocorrido, em 15 de setembro de 1911, na Imprensa Nacional. E não existiam cópias. Foram perdidos os catálogos dos seguinte estados: <span style="color: #800000;">Bahia<ins>,</ins> Distrito Federal, Espírito Santo<ins>,</ins> Goiás<ins>,</ins> Minas Gerais<ins>,</ins> Mato Grosso<ins>,</ins> Paraná<ins>,</ins> Rio de Janeiro,<ins> </ins>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo</span> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8416" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8416" target="_blank"> 17 de setembro de 1911</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13393" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 20 de setembro de 1911, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/893676/59173" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</em>, 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43485" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/893676/59173" target="_blank"><img class="wp-image-43485 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa19.jpg" alt="imprensa19" width="451" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/893676/59173" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro,</em> 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os organizadores dos capítulos por estado seriam: <span style="color: #800000;">Bahia</span>, Alfredo de Carvalho;<span style="color: #800000;"> Distrito Federal e Rio de Janeiro</span>, o médico, político e bibliotecário Vieira Fazenda; <span style="color: #800000;">Espírito Santo</span>, o político Bernardo Horta, formado em Humanidades e Farmácia; <span style="color: #800000;">Goiás</span>, o advogado e político Joaquim Xavier Guimarães Natal;<span style="color: #800000;"> Minas Gerais</span>, Antônio Augusto de Lima; <span style="color: #800000;">Mato Grosso</span>, Estevão de Mendonça; <span style="color: #800000;">Paraná</span>, o diretor de museu, político, jornalista e historiador Romário Martins; <span style="color: #800000;">Rio Grande do Sul</span>, Victor Silva; <span style="color: #800000;">Santa Catarina</span>, Lucas Arthur Boiteaux; e <span style="color: #800000;">São Paulo</span>, Affonso A. de Freitas (COSTA, 2017).</p>
<p>Foram publicados catálogos avulsos de três estados: de Pernambuco, de autoria de Alfredo de Carvalho; do Paraná, de autoria de Alfredo Romário Martins; e o de São Paulo, de autoria de Affonso A. de Freitas. Os dois primeiros foram publicados, em 1908. O último, em 1914.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa16.jpg"><img class=" size-full wp-image-43481 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa16.jpg" alt="imprensa16" width="470" height="467" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa18.jpg"><img class=" size-full wp-image-43482 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa18.jpg" alt="imprensa18" width="394" height="469" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa17.jpg"><img class=" size-full wp-image-43483 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa17.jpg" alt="imprensa17" width="401" height="534" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a relação dos expositores que concorreram para a Comemoração do Centenário da Imprensa no Brasil. Secretaria do IHGB, 23.11.1908 (Biblioteca do IHGB).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43450 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes.jpg" alt="relaçãodos participantes" width="322" height="476" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes1.jpg"><img class="  wp-image-43451 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes1.jpg" alt="relaçãodos participantes1" width="320" height="421" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"> <strong><em><span style="color: #800000;">Breve histórico do Dia Nacional da Imprensa</span></em></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa4.jpg"><img class="alignnone  wp-image-43355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa4.jpg" alt="imprensa4" width="424" height="283" /></a></p>
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<p>O dia 1º de junho foi instituído como o Dia da Imprensa, por meio da<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9831.htm#:~:text=L9831&amp;text=LEI%20No%209.831%2C%20DE,e%20111o%20da%20Rep%C3%BAblica." target="_blank"> lei n. 9.831, de 13 de setembro de 1999</a>, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1931-), e celebra a primeira publicação do periódico O <em>Correio Brazilienze ou Armazém Literário</em>, editado por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (1774 &#8211; 1823), em Londres. Por expressar críticas ao governo de dom João VI circulava clandestinamente no Brasil e em Portugal. Era mensal e existiu até 1822, quando o Brasil tornou-se independente. <em>O Correio Braziliense </em>foi, entre junho 1808 até dezembro de 1822,<em> o nosso único jornal – informativo, doutrinário e pugnaz -, mau grado seu relativo inatualismo e deficiente distribuição, e as perseguições que sofreu do real governo</em>. Produzido em Londres, na oficina de W. Lewis, saiu regulamente todos os meses enquanto existiu, num total de 175 números. Compreendia quatro seções: Política, Comércio e Artes, Literatura e Ciências e Miscelânea. Trazia por divisa os seguintes versos de Camões:</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Na quarta parte nova os campos ara,</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>E se mais mundo houvera lá chegara</em></span></p>
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<div id="attachment_43349" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/2" target="_blank"><img class="wp-image-43349 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa2.png" alt="imprensa2" width="318" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank">Capa do primeiro volume do <em>Correio Braziliense ou Armazém Literário,</em> de junho de 1808</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43350" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank"><img class="wp-image-43350 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa3.jpg" alt="imprensa3" width="314" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank">Na mesma edição, gravura retratando Hipólito José da Costa</a></p></div>
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<p>Até  1999, o Dia Nacional da Imprensa era celebrado, em 10 de setembro, quando foi publicado o primeiro número do jornal <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, em 1808, pela Imprensa Régia ou Impressão Régia. Considerado o primeiro periódico impresso no Brasil, a <em>Gazeta do Rio de Janeiro </em>veiculava o pensamento oficial da corte portuguesa e pertencia à Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Tinha quatro páginas, raramente 6 ou 8. Seria publicada aos sábados, mas desde seu segundo número declarou circular também às quartas-feiras. Sua assinatura semestral custava, a domicílio,  3$800, incluídas a edições extras, e o exemplar avulso $080, na loja de Paulo Martin Filho, mercador de livros. Passou a trimestral em julho de 1821. Era redigida por Tiburcio José da Rocha (17? &#8211; 18?), oficial da Secretaria de Estrangeiros e Guerra. Trazia por epígrafe os versos de Horácio:</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Doctrina sed vi promovet insitam, rectique cultus pectora roborant.</em></span></p>
<p><em><span style="color: #800000;">A instrução (ou educação) estimula a força inata, e o cultivo da virtude (ou o bom ensino) fortalece o peito (a alma/o caráter).</span></em></p>
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<div style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=749664&amp;pagfis=1" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Captura-de-tela-2025-01-06-143736.png" alt="Gazeta do Rio de Janeiro, 10 de setembro de 1808" width="555" height="748" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=749664&amp;pagfis=1" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 10 de setembro de 1808</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssima história da vinda da corte portuguesa no Brasil e o início da imprensa nacional</strong></em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa11.jpg"><img class="alignnone  wp-image-43468" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa11.jpg" alt="imprensa11" width="259" height="252" /></a></p>
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<p>A história da Imprensa Nacional começou na década de 1800. Cerca de um ano antes da vinda da corte portuguesa para o Brasil, o governo português havia comprado da Inglaterra prelos e material tipográfico para a Secretaria de Negócios Estrangeiros e de Guerra. Na fuga da corte de Portugal para o Brasil, o futuro Conde da Barca, dom Antônio de Araújo de Azevedo (1754-1817), despachou o material, que nem havia sido desencaixotado, na nau <em>Medusa</em>, que fazia parte da esquadra que veio para o Brasil.</p>
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<div id="attachment_43438" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/1516" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43438" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/condedabarca.jpg" alt="O conde da Barca por Pradier " width="360" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/1516" target="_blank">O conde da Barca (1754 &#8211; 1817) por Charles Simon Pradier (1783 &#8211; 1947)/ Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Decretado o Bloqueio Continental por Napoleão (1769 &#8211; 1821), imperador dos franceses, contra a Grã-Bretanha, grande inimiga da França, Portugal se vê diante de um impasse: ou mantém relações comerciais com a Grã-Bretanha, o que ocasionaria a invasão francesa, ou corta os laços com Londres, traindo sua tradicional aliada desde a Idade Média, com a provável perda de suas colônias. Chega a Portugal o embaixador Percy Smith (1780- 1855), Visconde de Stangford, para lutar pelos interesses britânicos. O príncipe regente dom João, futuro dom João VI, tenta defender os interesses de seu país negociando a neutralidade. Diante da iminência da invasão francesa, decide partir com a Família Real para o Brasil, mantendo a soberania da maior colônia portuguesa e também não se rendendo a Napoleão.</p>
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<div id="attachment_43437" style="width: 783px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagenshistoricas.com.br/1808-corte-portuguesa-brasil/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa9.jpg" alt="Embarque do príncipe regente de Portugal, Dom João, e toda família real para o Brasil no cais de Belém, na cidade de Lisboa, em novembro de 1807. A corte portuguesa chegaria ao Brasil em janeiro de 1808. Pintura de Henry L’Évêque (1768-1845). Biblioteca Nacional de Portugal." width="773" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagenshistoricas.com.br/1808-corte-portuguesa-brasil/" target="_blank">Pintura de Henry L´Éveque (1768 -1845) do embarque do príncipe regente de Portugal, dom João, e toda família real para o Brasil no cais de Belém, na cidade de Lisboa, em novembro de 1807 / Biblioteca Nacional de Portugal.</a></p></div>
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<p>A corte embarcou em 27 de novembro de 1807, mas devido a um temporal, só partiu dois dias depois. Escoltados pela armada da Inglaterra, deixaram o país a rainha Dona Maria I (1734 &#8211; 1816), o príncipe herdeiro e regente, sua esposa, Carlota Joaquina (1775 &#8211; 1830) com seus nove filhos, o aparelho burocrático e a elite do país. Vinte e quatro horas depois, as tropas francesas lideradas pelo marechal Junot (1771 &#8211; 1813) chegaram a Lisboa e Portugal tornou-se palco da guerra franco-britânica. A Família Real chegou a Salvador e seu desembarque aconteceu com uma grande solenidade, em 22 de janeiro de 1808.</p>
<p>Ainda em Salvador, em 28 de janeiro, o príncipe regente Dom João, assinou a Carta Régia decretando a <em>Abertura dos Portos às Nações Amigas</em>. Era o fim do monopólio português de comércio com o Brasil. Com a presença da corte no Brasil tornou-se interessante para Portugal o desenvolvimento da colônia. O governo português passou a angariar recursos com os impostos nas alfândegas. A Inglaterra foi a maior beneficiada, pois passou a ter no comércio com o Brasil uma compensação para o bloqueio que sofria na Europa. Os termos da Carta Régia, endereçada ao vice-rei do Brasil, João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito (1773 &#8211; 1809), o conde da Ponte, foram inspirados pelo futuro visconde de Cairu, José da Silva Lisboa (1756 &#8211; 1835), simpatizante dos princípios liberais do filósofo e economista escocês Adam Smith (1723 &#8211; 1790) e orientador da política econômica de dom João no Brasil.</p>
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<div id="attachment_43439" style="width: 886px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_de_Abertura_dos_Portos_%C3%A0s_Na%C3%A7%C3%B5es_Amigas#/media/Ficheiro:Abertura_dos_portos.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-43439" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/aberturadosportos.jpg" alt="Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas / Acervo Arquivo Nacional" width="876" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_de_Abertura_dos_Portos_%C3%A0s_Na%C3%A7%C3%B5es_Amigas#/media/Ficheiro:Abertura_dos_portos.jpg" target="_blank">Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Em 26 de fevereiro, a esquadra partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 7 de março de 1808. No dia seguinte, dom João e Dona Carlota desembarcaram na cidade. Pela primeira vez uma colônia recebia um soberano europeu em sua terras.</p>
<p>Poucos meses depois, em 13 de maio de 1808, dia do 41º aniversário do príncipe regente dom João (1767-1826), foi constituída a Impressão Régia. Assinado por dom João, <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/historicos/dim/DIM-13-5-1808-3.htm" target="_blank">o decreto de Rodrigo de Souza Coutinho (1755-1812)</a>, futuro conde de Linhares, e ministro da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, determinava a instalação no Rio de Janeiro dos prelos trazidos de Lisboa após a fuga da corte portuguesa. A Impressão Régia ficou submetida à mencionada secretaria.</p>
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<div id="attachment_43441" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://purl.pt/13122" target="_blank"><img class="wp-image-43441 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/condedelinhares.jpg" alt="Conde de Linhares" width="428" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://purl.pt/13122" target="_blank">Conde de Linhares (1755 &#8211; 1812) por José Maria Caggiani (1816-1891) / Biblioteca Nacional de Portugal</a></p></div>
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<div id="attachment_43467" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Impress%C3%A3o_R%C3%A9gia_%28Rio_de_Janeiro%29#/media/Ficheiro:DECRETO_DE_CRIA%C3%87%C3%83O_DA_IMPRESSA_NACIONAL_1808_001.png" target="_blank"><img class="wp-image-43467 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa10.jpg" alt="imprensa10" width="365" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Impress%C3%A3o_R%C3%A9gia_%28Rio_de_Janeiro%29#/media/Ficheiro:DECRETO_DE_CRIA%C3%87%C3%83O_DA_IMPRESSA_NACIONAL_1808_001.png" target="_blank">Decreto real de D. João VI criando o serviço de impressão / Código Brasiliense &#8211; Wikipédia</a></p></div>
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<p>Na mesma data, foi impresso o primeiro trabalho da Impressão Régia, uma Relação de Despachos com os documentos oficiais desde a chegada da corte ao Brasil até aquela data. Era um folheto de 27 páginas e era vendido na loja do livreiro Manuel Jorge da Silva, na Rua do Rosário.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-despachos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43440" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-despachos.jpg" alt="relaçãodos despachos" width="494" height="469" /></a></p>
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<p>A administração da Impressão Régia coube, por decisão de 24 de julho de 1808,  a uma junta composta por José Bernardes de Castro (17? &#8211; 18?), oficial da Secretaria de Estrangeiros e da Guerra; Mariano da Fonseca (1773 &#8211; 1848), o antigo consórcio de Silva Alvarenga na jacobina Sociedade Literária, e José Silva Lisboa (1756 &#8211; 1835). Primeiramente a Impressão Régia foi instalada na casa do conde da Barca, na Rua do Passeio nº 42, e, em 1810, foi transferida para o andar térreo de um prédio da Rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga), esquina com a Rua das Marrecas.</p>
<p>A criação da Impressão Régia marcou o início da indústria editorial e da imprensa oficial no Brasil, que foi, segundo Alberto Dinis, o 12º país da América Latina a obter da respectiva metrópole o direito de impressão. Anteriormente, por determinação da Ordem Régia de 6 de julho de 1747  era proibida o uso da tipografia no Brasil &#8211; a administração colonial não permitia a tipografia e o jornalismo no Brasil porque os reis de Portugal temiam a difusão de ideias revolucionárias.</p>
<p>Segundo informado por Ana Maria Camargo e Moraes, em <em>Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro</em> (1993), o primeiro livro impresso pela Impressão Régia foi <em>Observações sobre o Commercio Franco no Brazil</em>, de autoria de José da Silva Lisboa (1753 &#8211; 1835), o futuro visconde de Cairu.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa12.jpg"><img class=" size-full wp-image-43470 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa12.jpg" alt="imprensa12" width="337" height="475" /></a></p>
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<p>O estabelecimento da Imprensa Régia e o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, foram as decisões de dom João VI que abriram o Brasil para o mundo do ponto de vista cultural e político.</p>
<p>Porém, tudo que seria impresso passava por uma censura prévia. Os originais eram encaminhados à Imprensa Régia por aviso da Secretaria de Estrangeiros e da Guerra, após examinados pelos censores régios e pelo Desembargo do Paço. Também eram proibidas notícias de livros estrangeiros sem permissão da Intendência da Polícia. Compunham a mesa censória o frade Antônio de Arrábida (1771 &#8211; 1850), o padre João Manzoni (17? -18?), José da Silva Lisboa e Luís José Carvalho e Melo (1764 &#8211; 1826).</p>
<p>A primeira tentativa de libertação da palavra escrita no Brasil aconteceu na Revolução Pernambucana de 1817. Na Constituição que deveria reger a efêmera república, declarava-se no artigo 25: “A liberdade de imprensa é proclamada, ficando porém o autor de qualquer obra e seus impressos sujeitos a responder pelos ataque à religião, à Constituição, aos bons costumes e caráter dos indivíduos, na maneira determinada pelas leis em vigor”. Mas a censura prévia no Brasil só foi abolida, em 28 de agosto de 1921, por dom Pedro I.</p>
<p>A criação da Impressão Régia também propiciou o surgimento da arte da gravura no Brasil, em 1809, com o notável João Caetano Rivara (c. 1770 &#8211; 1824), discípulo de Francesco Bartollozzi (1727–1815); Romão Eloi Casado de Almeida (17? &#8211; 18?) e Paulo dos Santos Ferreira Souto. Os dois últimos vieram para o país com o Frade José Mariano da Conceição Veloso (1742 &#8211; 1811), <em>certamente do Arco do Cego,</em> importante editora e oficina tipográfica ativa em Lisboa, entre 1799 e 1801, dirigida pelo referido religioso. Foram todos para a Imprensa Régia. Neste mesmo ano foram editados os <em>Elementos da Geometria</em> de Legendre, com 13 figuras gravadas por Souto, as primeiras abertas no Brasil e, em 1812, estampava-se a grande Planta do Rio de Janeiro, levantada em 1808, desenhada por J.A. dos Reis e também aberta por Souto, sob a direção de Rivara. Romão gravou a portada e o retrato de Pope para a edição do <em>Ensaio sobre a Crítica,</em> traduzido pelo conde de Aguiar e impresso em 1810.</p>
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<p>Agradeço à importante colaboração de Sônia Nascimento de Lima, chefe do arquivo do IHGB e de Fábio Thomas Pinheiro Souza, assistente da Biblioteca do IHGB, para a elaboração deste artigo.</p>
<p>*Provavelmente o jornalista Braz Vianna.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ABREU, Márcia; BRAGANÇA, Aníbal (orgs). <em>Impresso no Brasil: Dois séculos de livros brasileiros</em>. São Paulo: Editora Unesp, 2010.</p>
<p>ABREU, Márcia. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/698-Texto%20do%20artigo-1840-1902-10-20230514.pdf" target="_blank"><em>Impressão Régia do Rio de Janeiro: novas perspectivas</em></a>. Parte do Projeto Temático <em>Caminhos do romance no Brasil· séculos XVIII e XIX</em>, financiado pela FAPESP. <em>Revista Convergência Lusíada</em>, 21 &#8211; 2005</p>
<p>BARROS, Maria Pia Fontes Lins de; WANDERLEY, Andrea C. T. <em>Agenda do Centro de Documentação da TV Globo.</em></p>
<p>BETONI, Nicholas Simão. O livro como objeto de coleção: <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/103/103131/tde-01122021-170539/publico/nicholasimaobetonicorrigida.pdf" target="_blank"><em>Um recorte da Coleção Rubens Borba de Moraes da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação  Interunidades m Museologia da Universidade de São Paulo, 2021.</p>
<p>CAMARGO, Angélica Ricci. <a href="https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/57-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-colonial/152-censores-regios" target="_blank"><em>Censores régios</em></a>, Arquivo Nacional, julho, 2011.</p>
<p>CAMARGO, Angélica Ricci. <a href="https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/57-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-colonial/204-impressao-regia" target="_blank"><em>Impressão Régia</em></a>. Arquivo Nacional, agosto, 2011.</p>
<p>Catálogo dos 190 anos de Imprensa no Brasil 1808 – 1998. Exposição documental 13 a 27 de maio de 1998, IHGB.</p>
<p>COSTA, Alvaro Daniel. <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2365" target="_blank"><em>A comemoraçãodo centenário da imprensa perióidica brasileira no IHGB: uma memória do jornalismo nacional (1908)</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa para a obtenção do Título de Mestre em História, Área de História, culturas e identidades, agosto de 2017.</p>
<p>COSTA, Carla. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank"><em>Série “Exposições” III e Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II – A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 5 de abril de 2018.</p>
<p>DINES, Alberto. &#8216;<em>Aventuras e Desventuras de Antônio Isidoro da Fonseca &#8211; nova documentação sobre a malograda Tipografia do Rio de Janeiro no século XVIII, com achegas aos 190 anos da imprensa brasileira</em> in: DINES, Alberto; FALBEL, Nachman; MILGRAM, Avraham (org.) <em>Em nome da fé.</em> São Paulo: Perspectiva, 1999.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Minuta da carta de Fleuiss ao ministro Miguel Calmon, ministro da Indústria Viação e Obras Públicas sobre as providências já tomadas em relação à exposição do centenário da imprensa no Brasil; e propondo o Palácio Monroe para a realização da mesma. Rio de Janeiro, 19.12.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Ofício de Miguel Calmon, ministro da Indístria, Viação e Obras Públicas acusando o recebimento da comunicação da iniciativa do IHGB em comemorar o centenário da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro, 04.09.1907.</p>
<p>Ofício circular expedido a todos os membros da comissão executiva do centenário da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro, 31.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>PESSOA, Ana; SANTOS, Ana Lucia V. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/MORADASDEENGENHOEARTEASCASASDOCONDEDABARCANONOVOMUNDO.pdf" target="_blank"><em>Moradas de engenho e arte: as casas do Conde da Barca no Novo Mundo</em></a>. Revista do IHGB, Rio de Janeiro, set./dez. 2017.</p>
<p>Portaria do Instituto Histórico e Brasileiro estabelecendo escala de plantão dos funcionários durante a exposição comemorativa do centenário da imprensa. Rio de Janeiro, 14-08-1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Portaria do Instituto Histórico e Brasileiro estabelecendo reclamando da escala de plantão dos funcionários durante a exposição comemorativa do centenário da imprensa. Rio de Janeiro, 24-08-1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Proposta apresentada pelos sócios Max Fleuiss, Barão de Studart, Alfredo de Carvalho, Orville A. Derby e José Américo dos Santos para que o IHGB organizasse uma exposição jornalística comemorativa do primeiro centenário da imprensa no Brasil. Com parecer aprovando a iniciativa e nomeando uma comissão para conduzir os trabalhos. Rio de Janeiro, 29.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Relação dos expositores que concorreram para a Comemoração da º Centenário da Imprensa no Brasil. Secretaria do IHGB, 23.11.1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p><a href="https://www.ihgrj.org.br/revistas/Revista_numero%2031.pdf" target="_blank"><em>Revista do IHGB</em>, número 31, 2024</a></p>
<p><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro- Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908, parte I.</p>
<p><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro- Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908, parte II, volume I.</p>
<p>RIZZINI, Carlos. <em>O livro, o jornal e a tipografia no Brasil</em>, <em>1500 – 1822 com um breve estudo geral sobre a informação.</em> Livraria Kosmos Editora. Erich Eichner &amp; Cia Ltda. Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre, s/d.</p>
<p>ROMANCINI, Richard. <span style="font-size: medium;"><a href="https://pjbr.eca.usp.br/arquivos/ensaios3_a.htm" target="_blank"><em>Inventando tradições: os historiadores e a pesquisa inicial sobre o jornalismo in Revista Pj:Br</em></a>, 1º semestre de 2004.</span></p>
<p><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/o-dia-nacional-da-imprensa">Site Ministério da Cultura</a></p>
<p><a href="https://www.ihgb.org.br/sobre-o-ihgb/linha-do-tempo/" target="_blank">Site IHGB</a></p>
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		<title>Gioconda Rizzo: além do pioneirismo, por Joanna Barbosa Balabram</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A partir de uma reflexão sobre o fato de mulheres artistas serem frequentemente apresentadas como exceções, verdadeiras raridades dentro da história da arte, o que evidencia uma dificuldade histórica em reconhecê-las como produtoras de imagens, e não apenas como objetos de representação, a pesquisadora Joanna Balabram nos conta um pouco da trajetória de Gioconda Rizzo, considerada até hoje a primeira mulher a manter um estúdio fotográfico próprio na cidade de São Paulo, o Photo Femina.  Estão destacadas no artigo duas fotos de Wanda Massucci, produzidas, em 1914 e na década de 1920, por Gioconda. Publicamos também um breve perfil e a cronologia de Gioconda escritos por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Gioconda Rizzo: além do pioneirismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Joanna Balabram*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gioconda Rizzo é frequentemente apresentada como a primeira mulher a manter um estúdio fotográfico próprio na cidade de São Paulo. O pioneirismo, sem dúvida, ajuda a inscrevê-la na história da fotografia brasileira. Mas também pode funcionar como um limite: transforma uma trajetória complexa em uma exceção curiosa, quase isolada no tempo.</p>
<p>Ao pesquisar por Gioconda Rizzo no Google, as primeiras referências à fotógrafa reiteram justamente essa condição de pioneira. No entanto, ao buscar “quem foi a primeira fotógrafa do Brasil?”, o mecanismo de busca corrige automaticamente a palavra “fotógrafa” para “fotografia” e responde outra pergunta: “qual foi a primeira fotografia feita no Brasil?”. Curiosamente, o mesmo não acontece quando se pesquisa “quem foi o primeiro fotógrafo do Brasil?”. Esse pequeno equívoco do sistema de buscas do Google aponta para uma dificuldade histórica em reconhecer mulheres como produtoras de imagens, e não apenas como objetos de representação. Recuperar a história dessas mulheres é fundamental, mas isso não basta quando elas continuam sendo apresentadas na narrativa histórica como casos excepcionais, pioneiras isoladas, em suma, exceções. A historiadora da arte Linda Nochlin, em seu artigo seminal <em>Por que não houve grandes mulheres artistas?,</em> chamou atenção para esse mecanismo ao discutir como mulheres artistas são frequentemente apresentadas como exceções extraordinárias dentro da história da arte. Em vez de transformar a narrativa histórica, muitas vezes elas acabam inseridas nela apenas como figuras raras, quase deslocadas de seu próprio contexto. Deste modo, esse mecanismo não questiona por que tantas trajetórias femininas foram apagadas, mas frequentemente reforça o mito do “gênio” artístico (quase sempre associado a figuras masculinas) e transforma mulheres em exceções dentro de uma narrativa que continua sendo predominantemente masculina.</p>
<p>Voltando para a fotógrafa Gioconda Rizzo, não apenas como “a primeira”, mas como uma mulher que atuou dentro de redes, contextos sociais, históricos e construções visuais específicas de seu tempo, interessa destacar aspectos de sua trajetória comuns a muitas mulheres que atuaram no campo fotográfico nas primeiras décadas do século XX. Afinal, a experiência feminina no campo fotográfico existia antes de uma mulher poder ter seu próprio estúdio ou assinar suas fotografias<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>Na história da arte a herança familiar de um ofício frequentemente aparece como um facilitador na trajetória de artistas mulheres. No caso de Gioconda, o estúdio fotográfico de seu pai, Michelle Rizzo, funcionava inicialmente no mesmo edifício em que a família Rizzo residia. A proximidade cotidiana com o estúdio e o interesse de Gioconda pela fotografia foram fundamentais para sua formação profissional.  Ela atuava não apenas na tomada das imagens, mas também no laboratório e retoques fotográficos.</p>
<p>O Ateliê Rizzo, ou Photographia Central, como também era conhecido, funcionava como uma empresa familiar, envolvendo diferentes membros da família em etapas variadas do trabalho, desde o atendimento e a preparação das poses, até o laboratório, os retoques e finalização das fotografias. Com o aprimoramento de Gioconda na técnica fotográfica, seu pai Michelle abriu para a filha um estúdio próprio: o Photo Femina.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>Tanto o Photographia Central como o Photo Femina ficavam localizados na Rua Direita, região central da cidade de São Paulo e importante espaço de circulação e consumo da elite paulistana naquele período. Diferentemente dos outros estúdios fotográficos, o Photo Femina dedicava-se exclusivamente ao retrato de mulheres e crianças. Essa especialização também respondia a uma exigência moral da época, já que não era considerado apropriado que uma mulher permanecesse sozinha com um homem em um ambiente fechado.  Deste modo, o estúdio atendia a uma demanda por retratos femininos ao mesmo tempo em que preservava sua reputação moral.</p>
<p>A vigilância sobre a conduta feminina era tão importante que todas as sessões fotográficas eram supervisionadas por Giuseppina Rizzo, a mãe de Gioconda. A proximidade entre o Photo Femina e o estúdio do pai facilitava esse controle. Mesmo tendo seu próprio estabelecimento, Gioconda ainda precisava atuar dentro de condições bastante diferentes daquelas vividas por fotógrafos homens. O lucro obtido com a atividade do estúdio, por exemplo, permanecia sob administração paterna, o que limitava sua autonomia financeira. Ainda assim, essa foi uma experiência possível para uma mulher branca de classe média ter um estúdio fotográfico no início do século XX.</p>
<p>As restrições que atravessavam a experiência profissional de Gioconda Rizzo também faziam parte de uma condição mais ampla da experiência feminina na modernidade. Como observa a historiadora da arte Griselda Pollock em <em>A Modernidade e os espaços de feminilidade</em>, a vivência das mulheres na cidade moderna ocorria de maneira distinta da masculina, marcada por limites de circulação, vigilância moral e acesso restrito aos espaços públicos. Enquanto a figura masculina moderna era frequentemente associada à liberdade de observar e ocupar a cidade, as mulheres precisavam constantemente negociar sua presença nesses espaços.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século XX, a expansão dos estúdios fotográficos nas grandes cidades esteve diretamente ligada às transformações da vida urbana e à consolidação de novos hábitos sociais e à uma cultura visual moderna. As mulheres também participaram dessas mudanças, experimentando novas formas de se apresentar diante da câmera e também de atuar como produtoras de imagens, atrás da câmera. O estúdio Photo Femina funcionava como esse lugar intermediário entre o público e o privado onde foi possível colocar em prática esses novos modelos. Voltado exclusivamente para mulheres e crianças, o estúdio oferecia um ambiente considerado socialmente seguro para suas clientes, ao mesmo tempo, as imagens produzidas por Gioconda revelavam mudanças na representação feminina: poses menos rígidas, enquadramentos mais próximos, tecidos leves, ombros à mostra e uma atmosfera de intimidade pouco comum nos retratos tradicionais de estúdio.</p>
<p>A seguir estão dois retratos de Wanda Massucci produzidos por Gioconda Rizzo em diferentes períodos. No primeiro retrato, Wanda ainda era uma criança e, em função disso, destaca-se nessa imagem o tecido translúcido que escorrega do ombro para o braço dela trazendo uma sensualidade sutil. A luz difusa e o foco suave criam a atmosfera de uma figura etérea prestes a desaparecer na vinheta que se forma no fundo. O enquadramento em plano americano aproxima a retratada do espectador e a composição estabelece dois pontos de destaque: a menina no centro e o <em>bouquet</em> quase encaixado no canto inferior direito. Ela parece relaxada e confortável diante da câmera que ela encara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14424" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14424/045GR0138_01.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14424" target="_blank">Gioconda Rizzo. Wanda Massucci, 1904. São Paulo, SP / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seguida vemos Wanda no início da juventude, enquadramento em plano fechado, rosto de perfil e olhar suave para fora da imagem. Em destaque no centro, o colar e o brinco. O ombro, parte das costas e nuca à mostra contrastam com o tecido que ganha a cor azul na pintura sobre a fotografia. O tom rosado da pele do rosto e dos lábios transmitem uma atmosfera de sensualidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14423" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14423/045GR0068_01.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14423" target="_blank">Gioconda Rizzo. Wanda Massucci, década de 1920. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas duas fotografias não há apenas o registro da menina ou da jovem Wanda, mas uma construção visual produzida na relação entre fotógrafa e retratada. E é esse o aspecto de destaque dessas fotografias, uma experiência compartilhada entre mulheres. Se a visualidade moderna na virada do século XIX para o XX foi amplamente construída a partir do olhar masculino sobre os corpos femininos (como nas pinturas <em>Olimpya</em> e <em>Almoço na relva,</em> de <em>Édouard Manet</em>, <em>Les Demoiselles d&#8217;Avignon, </em>de<em> Pablo Picasso, </em>e a fotografia<em> O violino de Ingres, </em>de<em> Man Ray), </em>as fotografias de Gioconda Rizzo sugerem que havia outras formas de representação do corpo feminino.</p>
<p>A trajetória de Gioconda revela não apenas os limites impostos às mulheres que atuavam no campo fotográfico nas primeiras décadas do século XX, mas também as negociações e possibilidades que permitiram sua presença nesse espaço. Mais do que uma exceção isolada na história da fotografia brasileira, Gioconda Rizzo pode ser entendida como parte de uma experiência da modernidade que foi eclipsada. Talvez o desafio atual não seja apenas recuperar o nome dessas mulheres, mas também criar formas de narrar suas trajetórias sem reduzi-las apenas à condição de “pioneiras” ou exceções de talento extraordinário.</p>
<p>Este artigo é inédito e tem como base a dissertação de mestrado de autoria de Joanna Barbosa Balabram, intitulada <em>Gioconda Rizzo: vestígios de uma trama fotográfica</em>, defendida em dezembro de 2025 no Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da CAPES, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Fernanda Pequeno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Para mais informações sobre o assunto consultar o artigo COSTA, Helouise. No limite da invisibilidade: mulheres fotógrafas no Brasil na primeira metade do século XX. In: COSTA, Helouise; ZERWES. Erika. Mulheres Fotógrafas / Mulheres Fotografadas: fotografias e gênero na América Latina. São Paulo: Intermeios, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://repositorio.usp.br/item/003072112">https://repositorio.usp.br/item/003072112</a>&gt;. Acesso em: 10 mai. 2026</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> O estúdio Photo Femina funcionou aproximadamente entre 1914 e 1918. O fechamento do estúdio ocorreu após o irmão mais velho de Gioconda, Vicente, contar ao pai, Michelle Rizzo, que o espaço estava sendo frequentado por cortesãs. Após o fechamento de seu estúdio, Gioconda volta a trabalhar no Ateliê Rizzo, ainda fotografando apenas mulheres e crianças.  A cronologia completa de Gioconda Rizzo está disponível na Brasiliana: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Joanna Balabram é mestre em História da Arte pela UERJ e curadora assistente na coordenadoria de Fotografia do Instituto Moreira Salles, onde atua na organização e processamento de coleções de fotografia do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>COSTA, Helouise. <em>No limite da invisibilidade: mulheres fotógrafas no Brasil na primeira metade do século XX</em>. In: COSTA, Helouise; ZERWES. Erika. Mulheres Fotógrafas / Mulheres Fotografadas: fotografias e gênero na América Latina. São Paulo: Intermeios, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://repositorio.usp.br/item/003072112">https://repositorio.usp.br/item/003072112</a>&gt;. Acesso em: 10 mai. 2026</p>
<p>IBRAHIM, Carla J. <em>As retratistas de uma época: fotografas de São Paulo na primeira metade do século XX</em>. Dissertação de mestrado, Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2005. Disponível em: &lt; https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/359360 &gt;. Acesso em: 9 mai. 2026.</p>
<p>NOCHLIN, Linda<strong>. </strong><em>Por que não houve grandes artistas mulheres?</em> ArtNews, 1971.</p>
<p>POLLOCK, Griselda.<em> A modernidade e os espaços da feminilidade. </em>(1988). In: PEDROSA, Adriano; CARNEIRO, Amanda;</p>
<p>MESQUITA, André (org.). <em>História das Mulheres, histórias feministas: Antologia</em>. MASP: São Paulo, 2019</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil in</em> Brasiliana Fotográfica, 19 de agosto de 2022. Disponível em: &lt;https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902&gt;. Acesso em: 29 abr. 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Breve perfil de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29169" style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004.jpg"><img class=" wp-image-29169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004-684x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="430" height="644" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Fotografia é uma coisa maravilhosa, que a gente tira o retrato quando era criança e depois quando é velho está vendo a figura dele quando era criança, é uma coisa maravilhosa. É muito bonito!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, 2002</p>
<div id="attachment_28034" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28034 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda.jpg" alt="Autorretrato de Gioconda Rizzo" width="279" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1913. <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 35.</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong> </strong></span></p>
<p>O avô da paulistana Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004), Vincenzo Rizzo, já se encontrava em São Paulo, em 1887, e era fabricante de cerveja (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1234" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 21 de maio de 1887, quarta coluna)</a>. Seu filho e pai de Gioconda, Michelle (Miguel) Rizzo (1869 &#8211; 1929), sofreu um acidente que afetou seus olhos. Foi para a Itália se tratar, sem sucesso, e lá aprendeu fotografia com B. Lauro, retratista da família real italiana.</p>
<p style="text-align: left;">Já de volta ao Brasil, Michelle inaugurou, em 10 de março de 1892, a Photographia Central, na Rua Direita nº 55, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, de 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28027" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg"><img class="size-full wp-image-28027" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna" width="574" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 10 de março de 1892</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/wp-content/uploads/sites/481/1.2-NosEst-39_1.jpg" alt="Verso de uma foto tirada no ateliê da família Rizzo" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de maio de 2012</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em um anúncio veiculado pelo <em>Fanfulla</em>, de 8 de agosto de 1896, página 4, Michelle anunciava-se como proprietário da<em> primeira photografia italiana no Brazil</em>. Em 1906, estava na relação de fotógrafos italianos que atuavam em São Paulo (<em>Il Brasile e gli Italiani</em>, 1906, página 1165).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28036" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28036 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda1.jpg" alt="Michelle Rizzo" width="167" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Michelle Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 36</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28540" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/rizzo.jpg" alt="Cartão de Boas Festas do atelê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / Coleção de Rubens Fernandes Filh" width="512" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Cartão de Boas Festas do ateliê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 86 / Coleção de Rubens Fernandes Junior</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi com ele, seu grande incentivador, que Gioconda iniciou seus experimentos em fotografia, tendo sido a primeira mulher a ter um estabelecimento fotográfico, em São Paulo, a Photo Femina, aberto em 1914. Desde a adolescência Gioconda só enxergava com o olho direito. Sempre foi apaixonada por fotografia e aos 12 anos tirou um autorretrato e também fotografou uma amiga:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28037" style="width: 141px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28037 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda2.jpg" alt="gioconda2" width="131" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1912, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 39</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eu comecei a tirar foto de mim mesma&#8230; então meu pai quando viu aquela chapa&#8230; a primeira coisa que fiz&#8230; viu a chapa&#8230; disse: “Quem foi que fez isso?” “Fui eu papai”; ele disse: “Ihhhh! Esta vai me passar a perna!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em>Depoimento de Gioconda Rizzo a Carla Ibrahim. São Paulo, setembro de 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Michelle muitas vezes viajava para o interior, de onde enviava fotografias para processamento, retoque e finalização em São Paulo. Quando estava ausente, seu filho Armando (1894 &#8211; 19?) cuidava dos negócios. Gioconda trabalhava com o irmão e participava desde a recepção e ambientação dos clientes no ateliê até o trabalho de revelação e acabamentos, como retoques e acondicionamento das fotos em álbuns, molduras ou estojos. Conhecia e dominava todas as etapas do processo fotográfico.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1914, Michelle abriu para Gioconda o ateliê Femina, também na Rua Direita, número 8A, perto do seu, que ficava, então, na mesma rua, no número 10 C. O Femina atendia somente crianças e mulheres, pois, na época, não era adequado que uma mulher ficasse sozinha na presença de homens. Mesmo com essa restrição, a mãe de Gioconda, Giuseppina, sempre a acompanhava em  suas sessões fotográficas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Fui a primeira fotógrafa a se especializar em fotos assim. Fotografei, então, muitas mulheres de barões do café e muitas atrizes. Todas gostavam de minha maneira de fazer as fotos porque eu enfocava só meio corpo, realçando o rosto e usando tapetes nas paredes para servirem de fundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ainda em 1914, na revista <em>A Cigarra</em>, edição de 31 de dezembro, na seção &#8220;A Formiga”, foi publicada uma fotografia de autoria de Gioconda Rizzo com a assinatura do ateliê Femina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28041" style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg"><img class="wp-image-28041 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg" alt="Fotografia de autoria de Gioconda Rizzo / A Cigarra, 31 de dezembro de 1914" width="194" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia de Wanda Massucci (a maior), de autoria de Gioconda Rizzo / <em>A Cigarra</em>, 31 de dezembro de 1914</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Para criar diferentes figurinos e cenários, Gioconda possuia em seu estúdio almofadas, banquinhos, diversas cadeiras, colunas de mármore, estátuas de cães, laços, sombrinhas, véus, e outros objetos e adereços. Fazia também uso de uma balança para fotografar bebês, como sua filha, Wanda Pasqualucci (1926-), retratada, em 1926, na foto abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28039" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda4.jpg" alt="gioconda4" width="311" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Wanda Pasqualucci, 1926, fotografada por sua mãe, Gioconda Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 46</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Criava poses que descontraíssem suas clientes, que tinham uma tendência a ficar muito sérias na hora da foto. Buscava em seus retratos a beleza, a sensualidade. Criava uma atmosfera de sonho, romântica. Suas retratadas sorriam, deixavam ombros e colos muitas vezes desnudos e os cabelos soltos, sem chapéus, enfeitados com flores.</p>
<p style="text-align: left;">Gioconda participou, trabalhando no pavilhão<em> Gradisca</em>, da quermesse realizada no parque da avenida Paulista, promovido pela sub-comissão italiana do bairro da Consolação para socorrer as famílias dos reservistas que haviam partido para a Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/36445" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de julho de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1916, Michelle trouxe da Itália o <em>flash</em> de magnésio que possibilitava a captação de poses mais rapidamente, o que facilitava enormemente fotografar crianças. Uma vez, Gioconda sofreu uma queimadura na mão direita quando utilizava a nova ferramenta. Também por volta deste ano, seu irmão, Vicente, descobriu que o ateliê Femina recebia cortesãs francesas e polonesas e contou para Michelle, que decidiu fechá-lo. Gioconda voltou a trabalhar com seu pai e seu irmão, Armando Rizzo. Passaram a produzir fotografias coloridas a óleo e a fazer fundos de paisagens aplicadas nas chapas. Também produziam muitas fotos de formaturas de escolas e faculdades.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1926, Gioconda casou-se com o comerciante Onofre Pasqualucci (c. 1898 &#8211; 1935) e, no mesmo ano, nasceu sua única filha, Wanda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28043" style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda7.jpg" alt="Gioconda Rizzo" width="471" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Gioconda Rizzo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1931, devido à crise financeira deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a família Rizzo fechou, após cerca de 40 anos de funcionamento, o ateliê da Rua Direita, e abriu outro na Rua Líbero Badaró, 63, chefiado por Armando. Nesse mesmo ano, Gioconda fotografou a Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 &#8211; 2001).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28042" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28042 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda6.jpg" alt="A Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da família rizzo / " width="246" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">A <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 69</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ela aprendeu as técnicas de fotografias fundidas em esmalte para joias com o fotógrafo espanhol Medina, estabelecido no Rio de Janeiro. Adaptou as técnicas à porcelana e passou a produzir fotojoias e decorações tumulares para o ateliê Photo do Carmo, do italiano Sestilio Fiorelli. Instalou em sua casa, no bairro do Cambuci, um ateliê e um forno para a produção das peças, que eram vitrificadas a uma temperatura de 1.000º C.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essas fotos em porcelana dão muito trabalho e se desenvolvem em várias fases até que se consegue uma película aplicada sobre a louça. Queima-se então a uma temperatura de 1000 graus e está pronta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29170" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007.jpg"><img class=" wp-image-29170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007-896x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="459" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos em porcelana de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 14 de junho de 1935, Gioconda ficou viúva e foi com a fotografia em porcelana que sobreviveu com sua filha. Aposentou-se na década de 60.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28049" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg"><img class="size-full wp-image-28049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg" alt="O Estado de S]ao Paulo, 15 de junho de 1935" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paul</em>o, 15 de junho de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cinco décadas mais tarde, entre 12 e 30 de abril de 1982, houve uma exposição de parte de sua obra na Galeria Fotoptica, em São Paulo: 20 fotos em papel, 15 em porcelana e algumas coloridas a óleo.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em 22 de março de 2004, pouco antes de completar 107 anos, e foi sepultada no Cemitério da Consolação.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a capa do livro <em>Anarquistas, Graça a Deus</em>, da escritora Zélia Gattai (1916 &#8211; 2008), foi ilustrada com uma foto da família Da Col &#8211; Gattai, de autoria de Gioconda.</p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, reprodução do texto <em>O real e a representação nos retratos de Gioconda</em>, de autoria da fotógrafa e crítica de arte Stefania Bril (1922 &#8211; 1992), publicado em <em>O Estado de São Paulo</em>, de 30 de abril de 1982:</p>
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<p style="text-align: left;"><img class=" size-full wp-image-28028 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo2.jpg" alt="rizo2" width="665" height="431" /><img class=" size-full wp-image-28029 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo3.jpg" alt="rizo3" width="684" height="429" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28030 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg" alt="rizo4" width="690" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://youtu.be/Nd6P_m1GP78%20" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui uma entrevista com Gioconda Rizzo para o programa Moviola</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/68/Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png?20181122033115" alt="Ficheiro:Gioconda Rizzo 2003 por Maíra Soares.png" width="387" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank">Gioconda Rizzo fotografada por Maira Soares, em 2003 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653" target="_blank"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004).</span></em></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Missa Campal de 17 de maio de 1888 e a descoberta de uma nova fotografia por Carlos Lima Junior</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2026 15:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea C. T. Wanderley]]></category>
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		<description><![CDATA[Devido à importante e recente descoberta de uma foto inédita da Missa Campal de 17 de maio de 1888, realizada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo, em seu pós-doutorado, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo "Missa Campal de 17 de maio de 1888", de 17 de maio de 2015, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley, que identificou a presença do escritor Machado de Assis no evento, no qual compareceram cerca de 30 mil pessoas. A imagem descoberta por Carlos Lima Junior foi produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, que a ofertou à Princesa Isabel. O registro estava no Castelo d´Eu, na França, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A  fotografia deve ser exibida ao público até o fim de 2026, em uma exposição sobre os 200 anos da invenção da fotografia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Devido à importante e recente descoberta de uma foto inédita da Missa Campal de 17 de maio de 1888, realizada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo, em seu pós-doutorado, a Brasiliana Fotográfica republica o artigo &#8220;Missa Campal de 17 de maio de 1888&#8243;, de 17 de maio de 2015, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley, que identificou a presença do escritor Machado de Assis no evento, no qual compareceram cerca de 30 mil pessoas. A imagem descoberta por Carlos Lima Junior foi produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, que a ofertou à Princesa Isabel. O registro estava no Castelo d´Eu, na França, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A fotografia deve ser exibida ao público até o fim de 2026, em uma exposição sobre os 200 anos da invenção da fotografia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_575" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795"><img class="wp-image-575 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM3-1024x573.jpg" alt="Antonio Luiz Fereira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. " width="768" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisadora e editora-assistente da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley*, identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura realizada no dia 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O autor da foto foi Antonio Luiz Ferreira.</p>
<p>A identificação de Machado de Assis foi confirmada por Eduardo Assis Duarte, doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (USP) e professor da Faculdade de Letras da UFMG , que considerou a fotografia um documento histórico da maior importância. Segundo ele, Machado de Assis teve uma “atitude mais ou menos esquiva na hora da foto, em que praticamente só o rosto aparece, dando a impressão de que procurou se esconder, mas sem conseguir realizar sua intenção totalmente. Atitude esta plenamente coerente com o jeito <em>encolhido e </em>de<em> caramujo </em>que sempre adotou em público, uma vez que dependia do emprego público para viver e eram muitas as perseguições políticas aos que defendiam abertamente o fim da escravidão.”</p>
<p>Eduardo Assis Duarte, que organizou “Machado de Assis afrodescendente” (2007) e a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011, 4 vol.), e é coordenador do Literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, justificou a proximidade de Machado da princesa Isabel. Segundo ele, “Machado foi abolicionista em toda a sua vida e, a seu modo, criticou a escravidão desde seus primeiros escritos. Nunca defendeu o regime servil nem os escravocratas. Além disso, era amigo próximo de José do Patrocínio, o grande líder da campanha abolicionista e, junto com ele, foi à missa campal do dia 17, de lá saindo para com ele almoçar… Como Patrocínio sempre esteve próximo da princesa em todos esses momentos decisivos, é plenamente factível que levasse consigo o amigo para o palanque onde estava a regente imperial. A propósito, podemos ler no volume 3 da biografia escrita por Raimundo Magalhães Júnior :</p>
<p>‘Na manhã de 17 de maio, foi promovida uma grande missa campal, comemorativa da Abolição, em homenagem à Princesa Isabel, que compareceu, e houve em seguida um almoço festivo no Internato do Colégio Pedro II. Terminada a missa, José do Patrocínio foi para sua casa, à rua do Riachuelo, com dois amigos que convidara para almoçar em sua companhia: um deles era Ferreira Viana, ministro da Justiça do Gabinete de João Alfredo. E o outro era Machado de Assis, a quem, aliás, o grande tribuno abolicionista oferecera a carta autógrafa que recebera, em 1884, em Paris, de Victor Hugo.’ (MAGALHÃES JÚNIOR, <em>Vida e obra de Machado de Assis</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL-MEC, 1981, vol. 3, Maturidade, p. 125).”</p>
<p>O biógrafo, continua Eduardo Assis Duarte, “não diz onde estava Machado durante a missa, mas pode-se concluir perfeitamente que ele compareceu e que estava junto a José do Patrocínio. Daí minha conclusão: se a imagem que aparece na foto não for de Machado, é de alguém muito parecido.”</p>
<p>Segundo Ubiratan Machado, jornalista, escritor, bibliófilo e autor do “Dicionário de Machado de Assis”, lançado pela Academia Brasileira de Letras, a identificação de Machado de Assis na foto foi uma dupla descoberta: “Não há dúvida que se trata do Machado, atrás de um senhor de barbas brancas e mil condecorações no peito. O fato do seu rosto estar um pouco escondido não atrapalha em nada a identificação. É o velho mestre, perto de completar 50 anos. Igualzinho aos dos retratos que conhecemos desta fase de sua vida.  A segunda revelação é a de Machado ter ido à missa de ação de graças, fato até hoje desconhecido pelos biógrafos. A foto tem ainda outra importância: mostrar que ele se preocupava com a libertação dos escravos, acabando de vez com a idiotice de alguns que afirmam ser ele indiferente ao destino da raça negra no Brasil. É a prova visual da alegria embriagadora que ele sentiu com a abolição, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">como narra em seu conhecido depoimento (<em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, edição de 14 de maio de 1893, sob o título &#8220;A Semana&#8221;).</a></p>
<p>Machado de Assis participou também, no dia 20 de maio de 1888, do préstito organizado pela Comissão de Imprensa para celebrar a Abolição. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13811">Na ocasião, ele desfilou no carro do fundador da <em>Gazeta de Notícias, </em>o Sr. Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900) (<em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 21 e 22 de maio de 1888, na última coluna) . </a> Antes dessas festividades, Machado havia sido agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, que premiava civis e militares que houvessem se destacado por serviços prestados ao Estado ou por fidelidade ao imperador.</p>
<p>Além disso, em 16 de maio, dia anterior à realização da missa campal, Machado de Assis havia participado de uma homenagem prestada pelos empregados da secretaria de Agricultura e repartições anexas ao conselheiro Rodrigo Silva (1833 &#8211; 1889), autor e co-assinante da Lei Áurea, ministro dos Negócios da Agricultura e interino dos Negócios Estrangeiros, integrante do Gabinete de 10 de março de 1888, proferindo as seguintes palavras:</p>
<p>&#8220;Todos os vossos empregados que eram vossos amigos agradecidos pela elevação do trato e confiança com que são acolhidos, são hoje vossos admiradores pelo imorredouro padrão de glória a que ligastes vosso nome, referendando a lei que declarou para sempre extinta a escravidão no Brasil&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13795" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de maio de 1888, na terceira coluna</a>). O conselheiro Rodrigo Silva estava presente à missa campal.</p>
<p>Machado também foi apontado como um dos funcionários da secretaria de Agricultura que muito fizeram em prol da causa da abolição e que &#8220;no silêncio do gabinete &#8230;dedicaram-se durante anos a velar com solicitude na defesa dos direitos dos escravos, a tirar das leis de liberdade todos os seus naturais corolários, a organizar e tornar efetiva a emancipação gradual pela ação do Estado, a marcar por laboriosas estatísticas o andamento do problema, a estabelecer hermenêutica sã como reguladora dos casos controversos, a saturar a atmosfera, enfim, de princípios fecundos na sua aplicação prática, firmando o corpo de doutrina e, na realidade, sustentando verdadeira propaganda eficacíssima para a aspiração da liberdade&#8221;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13801" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de maio de 1888, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_570" style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE.jpg"><img class="wp-image-570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE-1024x596.jpg" alt="MISSA 2" width="766" height="445" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da foto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica convida os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade. Abaixo, destacamos na foto e em sua silhueta o grupo em torno da princesa Isabel (1) e do conde D’Eu (2). Machado de Assis é o número 5. Possivelmente o número 7 é José do Patrocínio, atrás de um estandarte e segurando a mão de seu filho, então com três anos. Quem serão os outros?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg"><img class="aligncenter wp-image-731 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg"><img class="aligncenter wp-image-730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missa_silhuetas_edit2a.jpg" alt="missa_silhuetas_edit" width="595" height="594" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Numeramos alguns dos presentes, mas a identificação de qualquer pessoa que esteja na fotografia é bem-vinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da foto</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade.</p>
<p>Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão. Dentre elas, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira que há muito vinha documentando os eventos da campanha abolicionista brasileira desde suas votações e debates até as manifestações de rua e a aprovação da Lei Áurea. Não se conhece um evento de relevância nacional que tenha sido tão bem fotografado anteriormente no Brasil. No registro da missa campal é interessante observar a participação efetiva da multidão na foto, atraída pela presença da câmara fotográfica, o que proporciona um autêntico e abrangente retrato de grupo. Outra curiosidade é a cena de uma mãe passeando com seu filho atrás do palanque, talvez alheia à multidão, fazendo um contraponto de quietude à agitação da festa.</p>
<p>Antonio Luiz Ferreira presenteou a princesa Isabel com 13 fotos de acontecimentos em torno da Abolição. A maior parte dessas fotos faz parte da Coleção Princesa Isabel que se encontra em Portugal, conservada por seus descendentes. Ferreira produziu duas fotos das duas missas realizadas em ação de graças pela Abolição. Uma delas, a principal,  intitulada “Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”, é a que está aqui destacada e faz parte da Coleção Dom João de Orleans e Bragança. A outra missa foi celebrada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. Outros três registros foram feitos por Ferreira no dia 22 de agosto de 1888 e documentaram o retorno do imperador Pedro II ao Brasil. A prova da fotografia da missa campal, que ficou em exposição na papelaria Guimarães &amp; Ferdinando, foi entregue à princesa em junho de 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4433" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de junho de 1888, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao todo, Antonio Luiz Ferreira fotografou 18 cenas ligadas às celebrações de 1888 e com isso, apesar de ter tido uma carreira discreta, tornou-se um importante fotógrafo do século XIX. As imagens captadas por ele nessas datas tão marcantes da história do Brasil caracterizam-se pela expressividade dos rostos retratados, decorrência da relevância do fato e da fascinação causada pela câmara fotográfica. Também foi responsável por um <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon326080/icon326080.pdf"><em>Álbum de vistas da Biblioteca Nacional</em>, em 1902</a>.</p>
<p>Ampliando-se a fotografia abaixo clicando em cima dela, vê-se, no alto à esquerda, um anúncio da Photographia Central de Antonio Luiz Ferreira no Largo da Carioca onde está anunciado que trabalhava-se <em>mesmo com mau tempo**</em>:</p>
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<div style="width: 1076px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6709/0071824cx001-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1066" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca com chafariz com 35 bicas, 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Acessando o link para a fotografia Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil produzida  Antonio Luiz Ferreira,  disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França***</strong></em></span></p>
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<p>Em 13 de maio de 2026, foi noticiado que uma foto inédita da missa campal havia sido encontrada na França pelo pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França.</p>
<p>Leia aqui o artigo <em>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França, </em>da <em>Folha de São Paulo</em>, de 13 de maio de 2026:</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto inédita de missa campal após Lei Áurea é encontrada na França</strong></em></span></p>
<p>João Pedro Pitombo</p>
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<li>Registro foi produzido em 17 de maio de 1888 por fotógrafo amador e dado de presente à princesa Isabel</li>
<li>Imagem revela minúcias de ato que exaltou Família Imperial e deixou abolicionistas em segundo plano</li>
</ul>
<p>Salvador &#8211; Uma fotografia esquecida por mais de um século na reserva técnica de um museu no interior da França revela detalhes de um dos momentos mais importantes da história brasileira, cuja narrativa em torno dos seus protagonistas vem sendo disputada ao longo de décadas.</p>
<p>A imagem é um registro inédito da missa campal realizada em 17 de maio de 1888, quatro dias após a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. O ato, que completa 138 anos nesta quarta-feira (13), pôs fim a mais de três séculos de escravidão no Brasil, mas não garantiu direitos nem compensações para a população negra que havia sido escravizada.</p>
<p>Produzida pelo fotógrafo amador Antônio de Barros Araújo, a imagem tem 49 centímetros de largura por 11,5 de altura. Em plano aberto, mostra uma multidão reunida na praça Pedro 1º, situada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Eram cerca de 50 mil pessoas, segundo estimativas dos jornais da época.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg"><img class=" size-full wp-image-44853 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal.jpg" alt="missacampal" width="657" height="496" /></a></p>
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<p>A foto foi encontrada pelo historiador Carlos Lima Junior, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em seu pós-doutorado. Ele pesquisou sobre obras brasileiras preservadas no Castelo d´Eu, no norte da França, que abrigou a família imperial no exílio após a proclamação da República.</p>
<p>&#8220;Recebi fotografia ainda um pouco coberta de poeira e logo vi que era um segundo registro, ainda desconhecido, da grande missa que foi feita após a assinatura da Lei Áurea. Apesar de ser uma foto não tão grande de tamanho, ela tem uma importância gigante para a história do país&#8221;, afirma Carlos Lima Junior.</p>
<p>Até então, a principal imagem conhecida da cerimônia era a fotografia de Antônio Luiz Ferreira, que retornou ao Brasil e atualmente faz parte do acervo do Instituto Moreira Salles. Essa fotografia circulou amplamente já no final do século 19 e havia se consolidado como retrato oficial da celebração da abolição.</p>
<p>A imagem descoberta na França, por outro lado, permaneceu praticamente fora de circulação desde sua produção. Em 1888, o jornal A Gazeta de Notícias mencionou que a foto de Barros Araújo foi dada de presente à princesa Isabel, mas o registro não chegou a ser reproduzido pelo jornal.</p>
<p>A hipótese mais provável, aponta o pesquisador, é que a fotografia tenha sido incorporada aos pertences pessoais da princesa e enviada à França logo após a queda do Império.</p>
<p>Os detalhes da descoberta da foto resultaram em um artigo publicado na Revista de História da Arte e da Cultura da Unicamp. No estudo, Carlos Lima Junior mostra como a família imperial teve cuidado em preservar objetos que reforçassem a memória da princesa Isabel como uma espécie de redentora.</p>
<p>A própria missa teve papel importante nessa construção simbólica. Organizada pela Associação Imprensa Fluminense, a cerimônia religiosa buscava sacralizar o ato de assinatura da Lei Áurea.</p>
<p>No livro &#8220;Flores, Votos e Balas&#8221;, Angela Alonso, socióloga e colunista da Folha, destaca que as celebrações da abolição foram transformadas em uma elegia da tradição imperial. Os abolicionistas que aturaram pelo fim da escravidão ficaram em segundo plano.</p>
<p>O ato explicitava a aliança entre Igreja e Estado, sobretudo no uso do vocabulário religioso para redefinir a princesa como a &#8220;redentora&#8221;. &#8220;Catolicismo e monarquia se apropriavam dos louros da abolição&#8221;, disse a autora.</p>
<p><strong>Entre carruagens e vendedores ambulantes</strong></p>
<p>Na avaliação de Carlos Lima Junior, a nova foto altera parcialmente a visão consolidada sobre a missa campal. Enquanto a imagem conhecida de Antônio Luiz Ferreira destaca a família imperial, a fotografia de Antônio de Barros Araújo é uma tomada panorâmica que privilegia a dimensão popular do ato.</p>
<p>O artigo descreve minuciosamente a cena. A foto mostra carruagens espalhadas pelas extremidades da praça, pessoas equilibradas sobre os veículos para enxergar o altar, oficiais montados a cavalo observando a multidão e moradores acompanhando a cerimônia das janelas das casas vizinhas.</p>
<p>O enquadramento também evidencia desigualdades sociais presentes naquela celebração: embora houvesse grande quantidade de carros e bondes, o transporte não era acessível à maior parte da população. Muitos participantes seguiram a pé até o local.</p>
<p>A imagem registra ainda personagens anônimos como vendedores ambulantes espalhados pela praça e pessoas que nem sequer observavam a missa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a foto também evidencia os limites daquela celebração, por encobrir a presença de negros que foram figuras de destaque na luta pela liberdade e os movimentos abolicionistas que impulsionaram o debate sobre o fim da escravidão no Brasil.</p>
<p>&#8220;Ela também nos faz lembrar como foi difícil o dia seguinte, o 14 de maio, para a população que foi escravizada.&#8221;</p>
<p>A fotografia segue preservada no Castelo d’Eu, onde atualmente funciona o Museu Louis-Philippe. A imagem deve ser exibida ao público até o fim deste ano em uma mostra sobre os 200 anos da invenção da fotografia.</p>
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<p>Abaixo, a reprodução da notícia sobre a fotografia da missa campal de autoria do fotógrafo amador identificado como Antonio de Barros Araujo (18? -?), publicada na primeira página da <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 14 de junho de 1888</a>. Conforme a nota, o registro, <em>&#8220;ricamente emoldurado em pelluche de duas cores&#8221;</em>,  seria oferecido à Princesa Isabel. Barros Araujo era comerciante na Rua do Ouvidor, nº 74 A (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394x/58825" target="_blank"><em>Almanak Administrativo Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1885</a>).</p>
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<div id="attachment_44859" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/missacampal1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de junho de 1888, terceira coluna" width="478" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de junho de 1888, terceira coluna</a></p></div>
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<p>Por uma notícia, veiculada na <em>Gazeta da Tarde</em>, de 22 de março de 1884, sabe-se que ele era abolicionista, tendo doado uma saleira de madeira em forma de globo geográfico à Kermesse da Confederação Abolicionista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde,</em> 22 de março de 1884, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44988" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/missacampal2.png" alt="GAzeta da TArde, 22 de março de 1884" width="256" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3512" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 22 de março de 1884</a></p></div>
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<p>Leia aqui o artigo <a href="https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rhac/article/view/20541/14847" target="_blank"><em>Imagem (re)velada: sobre uma fotografia desconhecida da “Missa Campal 17 de maio 1888” no acervo do Musée Louis-Philippe, Castelo d’Eu</em></a>, de Carlos Lima Junior.</p>
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<p>Contribuíram para esta pesquisa Elvia Bezerra (IMS) e Luciana Muniz (BN).</p>
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<p>*O texto desta publicação foi revisto em 15 de maio de 2018.</p>
<p>**Essa informação foi inserida no artigo em 9 de setembro de 2019.</p>
<p>*** O artigo sobre a <em>Foto inédita da missa campal de 17 de maio de 1888 foi encontrada na França</em> foi inserido em 13 de maio de 2026.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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