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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; verão</title>
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		<title>Vem chegando o verão&#8230;e os banhistas do fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2023 03:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra a chegada do verão destacando 14 imagens de banhistas nas praias de Copacabana e do Flamengo, produzidas, entre as décadas de 20 e 30,  pelo fotógrafo amador carioca Guilherme Santos (1871 - 1966), um entusiasta da fotografia estereoscópica, tendo sido um dos pioneiros dessa  técnica no Brasil, ao adquirir, em 1905, na França, o Verascope. As estereoscopias, pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, mostram a beleza das praias do Rio de Janeiro e traduzem a alegria da estação. São lúdicas e divertidas! Como o verão!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a chegada do verão destacando 14 imagens de banhistas nas praias de Copacabana e do Flamengo, produzidas, entre as décadas de 20 e 30, pelo fotógrafo amador carioca Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966). São estereoscopias e pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Mostram a beleza das praias do Rio de Janeiro e traduzem a alegria da estação. São lúdicas e divertidas! Como o verão!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://img.freepik.com/fotos-premium/desenho-em-aquarela-de-sol-ilustracao-infantil-do-sol-desenhado-a-mao-isolado-em-um-branco_276714-533.jpg?w=2000" alt="Desenho em aquarela de sol ilustração infantil do sol desenhado à mão,  isolado em um branco | Foto Premium" width="169" height="165" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9553" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9553/002080Vol05Cx0402.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9553" target="_blank">Guilherme Santos. Banhistas na Praia de Copacabana, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9517" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9517/002080Vol01Cx0701.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="292" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9517" target="_blank">Guilherme Santos. Banhistas na Praia do Flamengo, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/370" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de banhistas produzidas por Guilherme Santos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9554" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9554/002080Vol05Cx0403.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9554" target="_blank">Guilherme Santos. Banhistas na Praia de Copacabana, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34207" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10240" target="_blank"><img class=" wp-image-34207" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/praiadoflamento.jpg" alt="Guilherme Santos. Banhistas na praia do Flamengo; ao fundo, o Morro do Pão de Açúcar, década de 20. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="702" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10240" target="_blank">Guilherme Santos. Banhistas na praia do Flamengo; ao fundo, o Morro do Pão de Açúcar, década de 20. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme Antônio dos Santos (1871 – 1966) era um entusiasta da fotografia estereoscópica, tendo sido um dos pioneiros dessa  técnica no Brasil, ao adquirir, em 1905, na França, o <em>Verascope, </em>um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34224" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.lastdodo.de/de/items/3689335-verascope-richard-c-1905-30" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34224" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/verascope.jpg" alt="Richard Verascope, c. 1905" width="494" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.lastdodo.de/de/items/3689335-verascope-richard-c-1905-30" target="_blank">Verascope Richard, c. 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes dele, entre os anos de 1855 e 1862, o “Photographo da Casa Imperial”, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina (1822 &#8211; 1889) </a>e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 – 1921)</a>, havia produzido vários registros utilizando a técnica da estereoscopia. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=102059" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Guilhermemalho-217x300.jpg" alt="Guilhermemalho" width="268" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=102059" target="_blank">Retrato do fotógrafo amador Guilherme Santos, publicado em <em>O Malho</em>, setembro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Tendo viajado à Europa em 1905 e verificado a maneira deprimente como era julgado e apresentado o Brasil em certas fotografias e, coincidindo com o interesse que então me despertava a arte fotográfica, um ideal dominou o meu sentimento de brasileiro: fazer um arquivo de fotografias que um dia provasse que o Brasil não era aquilo que estava sendo apresentado; minhas criações fotográficas mostrariam em quadros, com expressão artística, um Brasil adiantado e cheio de atrações, civilizado, habitado por uma raça superior e, não olhando sacrifícios, nem gastos, vencendo obstáculos e suportando e prejudicando interesses, em atividade constante nestes últimos quarenta e dois anos, consegui reunir o arquivo que está em condições de ter aproveitamento para a educação, cultura do povo e propaganda do Brasil”.</em></p>
<p style="text-align: right;">Guilherme Santos, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120588&amp;PagFis=41252" target="_blank"><em>Noite Ilustrada,</em> 1º de agosto de 1950</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34219" style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34219" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/SANTOS1.jpg" alt="O Malho, setembro de 1951" width="409" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank"><em>O Malho</em>, setembro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4073" style="width: 228px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><img class="wp-image-4073" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/cruzeiro-218x300.jpg" alt="cruzeiro" width="218" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, 15 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank">Acesse aqui uma edição especial da revista <em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928, sobre as <em>Praias de Banho</em> no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói.</a></p>
<p>Nesta edição, <em>O Cruzeiro</em>  divulgou os resultados do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/362" target="_blank">primeiro concurso de fotografia</a> promovido pela revista (páginas 33 e 34), cujo tema foi “a vida das praias”.</p>
<p>Há ainda artigos sobre o verão, fotografias e caricaturas de banhistas em diversas praias como Copacabana, Flamengo e Urca; e anúncios de roupas para <em>banho de mar</em>. Uma das matérias da revista é sobre estrelas de cinema internacionais fotografadas com roupas de praia. Outra, intitulada <em>Em louvor das praias</em>, foi escrita pela então Rainha dos Estudantes, Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 -1971).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui:</p>
<p><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247266/verao-para-ouvir-beduinos-paqueras-tendencias-da-moda-e-calores-em-78-rpm" target="_blank"><em>VERÃO PARA OUVIR: BEDUÍNOS, PAQUERAS, TENDÊNCIAS DA MODA E CALORES EM 78 RPM</em>, de Pedro Paulo Malta</a></p>
<p><a href="https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/name/ver%C3%A3o" target="_blank">Crônicas em torno do tema verão publicadas no portal da Crônica Brasileira</a></p>
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		<title>Último dia do verão</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2020 04:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último dia do verão de 2019/2020 no hemisfério sul, que terminou hoje, às 00h49m, a Brasiliana Fotográfica selecionou duas belas imagens de crepúsculos. Ambas foram produzidas em torno de 1920. Uma em Niterói, realizada pelo fotógrafo Braz e a outra, na avenida Niemeyer, com a Pedra da Gávea ao fundo, no Rio de Janeiro, pela Photo Lopes, do fotógrafo e paisagista free-lancer Lopes. Pouco se sabe sobre Braz e Lopes, mas ambos tinham boa parte de sua produção fotográfica distribuída pela Papelaria Rio Branco, propriedade do também fotógrafo José dos Santos Affonso (18? - 1921), negócio que a partir de 1921 foi administrado pela viúva de Affonso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o último dia do verão no hemisfério sul, a Brasiliana Fotográfica selecionou duas belas imagens de crepúsculos, segundo o poeta Paulo Mendes Campos (1922 &#8211; 1991) o “momento coagulado entre dia e noite”. Ambas foram produzidas em torno de 1920. Uma em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10061" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D10061&amp;source=gmail&amp;ust=1579202720162000&amp;usg=AFQjCNEePONxqiC3udxgXk843MjxcMudzw">Niterói</a>, realizada pelo fotógrafo Braz e a outra, na avenida Niemeyer, com a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10047" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D10047&amp;source=gmail&amp;ust=1579202720162000&amp;usg=AFQjCNFl7K51Ho1iy3EFAS7sfd0kgr9eVA"> Pedra da Gávea</a> ao fundo, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D1443&amp;source=gmail&amp;ust=1579202720162000&amp;usg=AFQjCNGIFgVIitRxFuuHuKx_y71LaAR92g">Rio de Janeiro</a>, pela Photo Lopes, do fotógrafo e paisagista <em>free-lancer</em> Lopes. Pouco se sabe sobre Braz e Lopes, mas ambos tinham boa parte de sua produção fotográfica distribuída pela Papelaria Rio Branco, propriedade do também fotógrafo José dos Santos Affonso (18? &#8211; 1921), negócio que a partir de 1921 foi administrado pela viúva de Affonso.</p>
<p>Lopes também distribuia suas imagens pela casa Belas Artes. Em 1921, a Photo Lopes anunciou que era <i>fabricante exclusiva da Casa Affonso</i> e que acabava de substituir <em>com vantagem a Photo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D13091&amp;source=gmail&amp;ust=1579203388214000&amp;usg=AFQjCNGjJdqTOw2KXc8ZZmra7-UT4lf2eg">Bippus</a> que até então se dizia único no fabrico de vistas de noite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/6921" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/6921&amp;source=gmail&amp;ust=1579203388214000&amp;usg=AFQjCNGcmaKRGhs_s-LC80K0htAnlrWtJw"><em>Jornal do Brasi</em>l, 5 de março de 1921, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18719" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/6921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/novidade.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1905" width="279" height="138" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/6921" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 5 de março de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photo Lopes, em 1922, localizava-se na rua Itapiru, 173, casa 4, no bairro do Rio Comprido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15732" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/15732&amp;source=gmail&amp;ust=1579203388214000&amp;usg=AFQjCNEXIW8ws1_kmJWZisvO74hHRnJa9Q"><em>Jornal do Brasil, </em>16 de junho de 1922, última coluna</a>). Em 1928, foi publicada uma fotografia do Convento dos Capuchinhos, assinada pela Photo Lopes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/15423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de janeiro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1103px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7741" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7741/001ALA011009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1093" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7741" target="_blank">Photo Lopes Rio. Crepúsculo na Avenida Niemeyer, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O estilo do fotógrafo e paisagista Braz era muito semelhante aos de Carlos Bippus (18? &#8211; 19?) e Lopes, mas sua produção foi, pelo que se conhece até o momento, bem menos numerosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1104px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2229" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2229/007A5P3F13-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1094" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2229" target="_blank">Braz. Crepúsculo, c. 1920. Niteró, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o Observatório Nacional, o verão 2019/2020 começou na madrugada do dia 22 dezembro, à 1h19 (Horário de Brasília), quando ocorreu o solstício de verão no hemisfério sul. Terminou hoje, dia 20 de março de 2020, à 0h49 (Hora de Brasília), quando teve início o outono.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ERMAKOFF, George. <em>Rio de Janeiro 1900 – 1930 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2003.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.on.br/index.php/pt-br/component/content/article.html?id=597" target="_blank">Observatório Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/crepusculo-a-hora-esquerda-e-torta/" target="_blank"><em>Crepúsculo: &#8220;a hora esquerda e torta&#8221;</em></a>, de Elvia Bezerra, publicado em 4 de junho de 2020 no site do Instituto Moreira Salles. Segundo a autora, &#8220;<em>O tema do crepúsculo na obra de Paulo Mendes Campos merece estudo abrangente, dadas as fartas menções ao fenômeno, não só em versos, como na prosa autobiográfica desse cronista de superior refinamento</em>&#8220;.*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Foi incluído em 6 de junho de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Início do verão &#8211; as praias do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2015 12:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo o Observatório Nacional, o verão 2016 começou hoje, dia 22 de dezembro de 2015, às 2h48m (horário de Brasília), quando ocorreu o solstício de verão. A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais brasileira das estações com uma seleção de várias praias e vistas de nosso litoral. São registros fotográficos de Alagoas, da Bahia, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul  e de São Paulo. A fotografia mais antiga é do Forte de São Francisco da Barra, de Augusto Stahl, produzida por volta de 1855, no litoral de Pernambuco. Outros fotógrafos presentes nessa seleção de imagens do litoral brasileiro são Abilio Coutinho, A. Ribeiro, Augusto Malta, Augusto Stahl, George Leuzinger, Guilherme Gaensly, J. Schleier, Marc Ferrez, Moritz Lamberg, Revert Henrique Klumb, Thiele, Rodolfo Lindemann e S.H. Holand.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o Observatório Nacional, o verão 2016 começou hoje, dia 22 de dezembro de 2015, às 2h48m (horário de Brasília), quando ocorreu o solstício de verão. A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais brasileira das estações com uma seleção de várias praias e vistas de nosso litoral. São registros fotográficos de Alagoas, da Bahia, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul  e de São Paulo. A fotografia mais antiga é do Forte de São Francisco da Barra, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, produzida por volta de 1855, no litoral de Pernambuco. Outros fotógrafos presentes nessa seleção de imagens do litoral brasileiro são Abilio Coutinho, A. Ribeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/brasilianafotografica.bn.br/?p=%207260">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) </a>, J. Schleier (1827 – 1903), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, Moritz Lamberg (18? &#8211; ?),<strong> </strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a>, Thiele, Rodolfo Lindemann (c. 1852 – 19?) e S.H. Holand.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_4073" style="width: 228px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><img class="wp-image-4073 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/cruzeiro-218x300.jpg" alt="cruzeiro" width="218" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, 15 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank">Além disso, está disponibilizado o link para uma edição especial da revista <em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928 sobre as &#8220;Praias de Banho&#8221; no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói.</a></p>
<p>Nesta edição, <em>O Cruzeiro</em>  divulgou os resultados do primeiro concurso de fotografia promovido pela revista (páginas 33 e 34), cujo tema foi &#8220;a vida das praias&#8221;.</p>
<p>Há ainda artigos sobre o verão, fotografias e caricaturas de banhistas em diversas praias como Copacabana, Flamengo e Urca; e anúncios de roupas para <em>banho de mar</em>. Uma das matérias da revista é sobre estrelas de cinema internacionais fotografadas com roupas de praia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/75" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de praias e vistas do litoral brasilero disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42399" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão.jpg" alt="verão" width="548" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>ATO INSTITUCIONAL DO VERÃO CARIOCA</strong></span>*</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> Carlos Drummond de Andrade</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo 1º<br />
Todos os moradores da cidade do Rio de Janeiro, ricos ou pobres, de qualquer raça, religião, profissão ou falta de profissão, convicção ou ausência de convicção política, têm igual direito a curtir as excelências do verão, também chamada estação calmosa, embora seja a mais trepidante das estações.<br />
§ único — Entende-se por verão, no Rio de Janeiro, o período que vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro, com breves intervalos para reciclagem, e uma faixa especial, mais badalada, entre 21 de dezembro e 20 de março.</p>
<p>Artigo 2º<br />
As maneiras lícitas de exercer o direito outorgado no artigo anterior são as mais variadas e imagináveis, ficando contudo na dependência de dois fatores:<br />
a) o grau de recursos financeiros do morador ou da pessoa física ou jurídica disposta a sustentar a curtição;<br />
b) o grau de imaginação criadora, ativa e defensiva, do morador ou de acompanhante que lhe supra a deficiência desse atributo.</p>
<p>Artigo 3º<br />
Os indivíduos que não se mostrarem habilitados, na forma deste Ato Institucional, a curtir o verão carioca, devem limitar-se a suportá-lo com uma combinação de heroísmo e espírito filosófico, abstendo-se de promover agitação que perturbe o exercício pacífico dos demais cidadãos, gerando aumento imoderado da temperatura social, que já é elevada no período.</p>
<p>Artigo 4º<br />
É lícito à parcela da população em situação financeira aprazível, própria ou de favor, curtir o verão carioca in loco, na forma que lhe convier, ou à distância, em território nacional ou estrangeiro, pelo tempo que julgar suficiente, inclusive acumulando verões.</p>
<p>Artigo 5º<br />
A indústria privada cuidará de produzir a maior quantidade possível de refrigerantes para atender à demanda sazonal, devendo a comercialização dos produtos obedecer a tabelamento rigoroso, sujeito a imponderáveis, que na prática justifiquem e mesmo imponham o galope dos preços acima e além da tabela afixada em lugares bem visíveis, como o alto da encosta do Pão de Açúcar, a plataforma do monumento a Cristo Redentor no Corcovado e as torres cilíndricas de São Conrado.<br />
§ único — Em hipótese alguma o preço do chope excederá o valor de um salário mínimo.</p>
<p>Artigo 6º<br />
A praia, como a praça, é do povo, isto é, de todos, mas alguns todos têm direito a ocupar superfície maior e preferencial na areia, para se dedicarem a jogos esportivos, tanto em partidas isoladas como em campeonatos, devendo os banhistas-de-sol, que não são propriamente banhistas, e por isso ocupam áreas de favor, perder o mau costume de treinar para alvo de bolas, raquetes e petecas.</p>
<p>Artigo 7º<br />
O acesso de banhistas propriamente ditos ao elemento líquido não deve de maneira alguma pôr em risco a liberdade de movimentação e a segurança individual dos surfistas, que carecem de proteção contra a tendência expansivista dos primeiros.</p>
<p>Artigo 8º<br />
O acesso de animais ditos irracionais à praia é estritamente proibido, mas tolerado conforme a hora, a praia, a qualidade do animal e a qualidade do dono.</p>
<p>Artigo 9º<br />
O uso de maiô natural, de pele humana feminina, será desenvolvido gradativamente em cada verão, podendo estender-se a prática à veste congênere de pele humana masculina que não ocasione atentado gritante à estética das formas.</p>
<p>Artigo 10º<br />
Os turistas estrangeiros gozarão de facilidades especiais para curtição do verão carioca, destacando-se entre elas o direito de se recusarem a ser assaltados por marginais de décima categoria, cuja permanência na proximidade de hotéis, boates e clubes fica absolutamente vedada no decorrer da estação.</p>
<p>Artigo 11º<br />
Os preços de utilidades e souvenirs destinados a consumo de turistas estrangeiros sofrerão desconto especial de 35% sobre a majoração também especial de 500% em todas as compras que efetuarem.<br />
§ único — No caso de táxis, o desconto será apenas de 5% sobre a majoração inultrapassável de 3.000%, conciliando-se dest’arte o justo interesse da categoria profissional com a necessidade de desestimular o consumo de derivados de petróleo.</p>
<p>Artigo 12º<br />
Os turistas nacionais terão liberdade de efetuar os programas que bem entenderem, uma vez que não prejudiquem a movimentação dos turistas estrangeiros e consequente captação de dólares em proveito da economia nacional.<br />
§ único — As diárias de hotel e o aluguel de apartamentos e quartos por temporada, para uso de turistas nacionais, serão fixados ao preço de mercado, à base da inflação prevista para 1998.</p>
<p>Artigo 13º<br />
O sorvete de frutas naturais e o sorvete sintético terão idêntico sabor e aparência, verificados em testes no Instituto de Proteção do Consumidor em Tempo de Verão, de tal sorte que o segundo possa substituir vantajosamente o primeiro, sem que o consumidor dê por isto, poupando-se as frutas para exportação e consequente melhoria de nossa balança comercial.</p>
<p>Artigo 14º<br />
Tendo em vista que só à última hora, quando o calor se torna incontrolável, é que os novos casais se lembram de adquirir aparelhos de refrigeração e de circulação de ar, já então sem tempo para que as empresas produtoras elaborem corretamente seus planos de produção, ficam ditas empresas autorizadas a fornecer ao consumidor simulacros artisticamente acabados daqueles aparelhos, que despertem suave impressão visual de refrigério no interior das habitações mais escaldantes.<br />
§ único — Também se faculta às mesmas empresas o fornecimento de pedaços isolados de aparelhos, a serem gradativamente montados pelos consumidores, em verões sucessivos, com a necessária assistência técnica do produtor ou do revendedor.</p>
<p>Artigo 15º<br />
O bom humor da população carioca de todas as camadas e subcamadas sociais, como de costume, se manterá invariavelmente alto e chispante de anedotas, piadas, trocadilhos, subentendidos, apelidos e a-propósitos, de modo a fazer do verão uma festa integral, ainda que se verifiquem imensas precipitações fluviais, com desabamentos, esmagamentos, afogamentos e outras calamidades.</p>
<p>Artigo 16º<br />
O uso de expressões como “puxa, que calor”, “calorão bravo este, hein?”, “amanhã ainda vai ser mais quente”, “isto aqui é a verdadeira fornalha de Pedro Botelho”, “vá fazer calor assim nos quintos dos infernos” será considerado completamente fora de moda, e declarados caretas aqueles que as pronunciarem, e, por outro lado, se revestirão de absoluta novidade e interesse expressões no estilo de “nunca vi uma temperatura tão deliciosa”, “os deuses não querem outra coisa no Olimpo”, “até que o calor está bastante relativo, como deve ser daqui por diante” e “não há nada como um verão depois de outro para refrescar o anterior”.</p>
<p>Artigo 17º<br />
Durante o subperíodo carnavalesco, os raios solares farão a fineza de aumentar consideravelmente de intensidade, para incutir mais fogo e ardor nas escolas de samba credenciadas pela Riotur, enfatizando assim a importância social e oficial do calor como fonte geradora de emoção coletiva.</p>
<p>Artigo 18º<br />
A população das favelas, em face do privilégio que desfruta de viver em altura muito superior à ocupada pelos demais habitantes do Rio de Janeiro, com refrigeração natural gratuita, fica dispensada de recorrer aos meios habituais de defesa contra o calor, a começar pelas piscinas que se reservam para o grosso da população menos favorecida topograficamente.</p>
<p>Artigo 19º<br />
O número de incêndios propositais ou misteriosos não poderá atingir nível exorbitante, tendo em vista a necessidade de reserva do volume de água disponível para acudir aos sinistros que ocorrem normalmente nesta quadra do ano e que, ao assumirem proporções avantajadas, constituem atração suplementar no painel de eventos de verão.</p>
<p>Artigo 20º<br />
Os casos de desidratação seguidos de óbito, resultantes do excesso de calor em contraste com a ausência de reservas orgânicas, notadamente em crianças subnutridas, devem figurar nas estatísticas demográficas em coluna sob a rubrica “Força do Destino”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Crônica de Carlos Drummond de Andrade, publicada na revista <em>Status,</em> janeiro de 1978.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42401" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão1.jpg"><img class="size-full wp-image-42401" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão1.jpg" alt="Capa da revista Status, janeiro de 1978" width="290" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da revista <em>Status,</em> janeiro de 1978</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colaborou nessa pesquisa o historiador Vinicius Martins, da BN Digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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