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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Trabalhadores</title>
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		<title>Os garimpeiros de Marc Ferrez e Sebastião Salgado</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 16:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[flash de magnésio]]></category>
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		<description><![CDATA[Há exatamente um mês faleceu o mineiro Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. Aqui destacamos uma foto de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez, a primeira de que se tem notícia até hoje realizada no interior de uma mina de ouro, em torno de 1888, em Minas Gerais. Relacionamos essa imagem com uma produzida por Sebastião Salgado quase um século depois, em 1986, no Pará, de operários num garimpo de Serra Pelada. Este registro foi incluído na lista das 25 fotografias que definem, de acordo com o jornal norte-americano "New York Times", a era moderna. A seleção foi feita em 2024, e reúne imagens realizadas em diversas partes do mundo desde 1955.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Há exatamente um mês faleceu, em Paris,  o mineiro Sebastião Salgado (08/02/1944 &#8211; 23/05/2025), devido a uma leucemia decorrente de uma malária que contraiu, em 1990, na Nova Guiné, durante a produção da obra <em>Gênesis.</em> Foi um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares remotos e pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Aqui destacamos uma imagem da mina Pary, em Santa Bárbara, Minas Gerais, de autoria de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923). Foi uma das primeiras fotografias de que se tem notícia, até hoje, realizada no interior de uma mina de ouro. Ferrez produziu o registro, em torno 1888, tendo utilizado o <em><span style="font-family: Georgia;">flash</span></em> de magnésio para poder captar a escuridão da cena. Na ocasião, produziu também fotos de Ouro Preto e de Itacolomy. Ele foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; o único fotógrafo dos oitocentos que percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 613px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2603/007_1824cx077-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="603" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank">Marc Ferrez. Mineiros trabalhando na mina Pary, c. 1888. Santa Bárbara, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Relacionamos esta foto de Ferrez com uma produzida por Sebastião Salgado cerca de um século depois, em 1986, de operários num garimpo de Serra Pelada, no leste do Pará. Este registro, uma composição de grande força visual, foi incluído na lista das 25 fotografias que, segundo um grupo de especialistas, melhor capturaram e mudaram o mundo, de acordo com o artigo <em>The 25 Photos That Defined the Modern Age </em>(<em>As 25 fotos que definiram a Era Moderna</em>)<em>, </em>publicado, em 3 de junho de 2024, no jornal norte-americano <em>The New York Times.</em></p>
<p>As 25 imagens selecionadas foram realizadas em diversas partes do mundo desde 1955. Além da foto de Salgado, foram escolhidas imagens de Adam Broomberg (1970-) &amp; Oliver Chanarin (1971-), Alberto Korda (1928 &#8211; 2001), Blair Stapp (1924 &#8211; 1977), Carlijn Jacobs (1991-), Carrier Mae Weems (1953-), Cindy Sherman (1954-), David Jackson (19?- ), Deana Lawson (1979-), Diane Arbus (1923 &#8211; 1971), Ed Ruscha (1937-), Ernest C. Withers (1922 &#8211; 2007), Eugene Smith (1918 &#8211; 1978), Gordon Parks (1912 &#8211; 2006),  LaToya Ruby Frazier (1982-), Lee Friedlander (1934-), Malcolm Browne (1931- 2012), Nan Goldin (1953-), Photo Archive Group, Richard Drew (1946-), Robert Frank (1924 &#8211; 2019), Staff Sgt. Ivan L. Frederich II (1966-), Stuart Franklin (1956-), William A. Anders (1933 &#8211; 2024) e Wolfgang Tillmans (1968-).</p>
<p>Na época da divulgação da lista, no texto assinado no <em>The New York Times </em>pelo escritor e crítico de arte Emmanuel Iduma (1989-), foi destacado que &#8220;<em>Um dos aspectos mais marcantes das fotografias de Sebastião Salgado de uma mina de ouro a céu aberto no Brasil é a escala. Milhares de homens &#8211;seus corpos curvados e frágeis&#8211; são representados em miniatura contra o plano de fundo de uma enorme cova na terra&#8221;</em>.</p>
<p><i> </i>Salgado declarou sobre o cenário que fotografou em Serra Pelada, onde permaneceu por mais de um mês:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“Só se ouvia o murmúrio de 50 mil pessoas dentro de um imenso buraco. Conversas, sons humanos misturados ao trabalho. Era como se eu ouvisse o murmúrio do ouro na alma de todos ali”.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40223" style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank"><img class="wp-image-40223 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/salgado.jpg" alt="Foto de Sebastião Salgado em Serra Pelada, no Pará, realizada em 1986 — Foto: Reprodução/New York Times" width="705" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">Sebastião Salgado. Serra Pelada, 1986. Pará. Foto: Divulgação Sebastião Salgado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto de Salgado integra a série <i>Gold &#8211; Mina de Ouro Serra Pelada,</i> que retrata o cotidiano daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. A série é uma das principais produções de sua obra &#8211; marcada por beleza e engajamento &#8211; e reúne 56 fotografias em preto e branco.</p>
<p>Segundo Peter Howe (1942 &#8211; 2020), que foi editor de fotografia do <em>The New York Times Magazine</em>, uma das seções dominicais do <em>The New York Times</em>, quando esses registros chegaram ao jornal, todos ficaram em silêncio:<i> &#8220;Em toda a minha carreira no The New York Times eu nunca vi editores reagirem a uma série de fotos como reagiram as de Serra Pelada&#8221;. </i>Nove foram publicadas na matéria <em>An epic struggle for gold (Uma luta épica pelo ouro), </em>escrita por<em> Marlise Simons, </em>na edição de 7 de junho de 1987.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/procedimentos-e-formulas/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez [Procedimentos e fórmulas] Fundo Família Ferrez / Acervo do Arquivo Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/pouco-antes-de-morrer-sebastiao-salgado-falou-sobre-o-futuro-da-fotografia-na-era-da-inteligencia-artificial/" target="_blank"><em>Carta Capital</em>, 27 de maio de 2025</a></p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><em>Folha de São Paulo</em>, 4 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2025/05/23/serra-pelada-a-historia-da-fotografia-mais-famosa-de-sebastiao-salgado.ghtml" target="_blank">G1, 24 de maio de 2025</a></p>
<p><em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">O GLOBO, </a></em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">23 de maio de 2025</a></p>
<p><em>The New York Times</em>, 7 de junho de 1987 e 3 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Sebasti%C3%A3o-Salgado-Gold-Salgado/dp/3836575086" target="_blank">Site Amazon</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
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		<title>Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 12:41:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A historiadora Maria de Fátima Morado, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama, destacando imagens de dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha. Os registros apresentam o contexto da realização das obras, com etapas das construções e imagens de seus trabalhadores. Constam nas páginas dos álbuns informações manuscritas que colaboram para a descrição da execução dos trabalhos. Além disso, as imagens revelam aspectos da bela paisagem local no início do século XX.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A historiadora Maria de Fátima Morado, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo <em>Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama, </em>destacando imagens de dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha. Os registros apresentam o contexto da realização das obras, com etapas das construções e imagens de seus trabalhadores. Constam nas páginas dos álbuns informações manuscritas que colaboram para a descrição da execução dos trabalhos. Além disso, as imagens revelam aspectos da bela paisagem local no início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13178" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13178/Iconografia0000063.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13178" target="_blank">Sahida do canal da lagoa, 1917. Cabo Frio, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Lagoa de Araruama, os canais Palmer 1, Palmer 2 e Mossoró passaram por obras de melhoramentos promovidas pelo governo de Nilo Peçanha durante seu segundo mandato de presidente do estado do Rio de Janeiro (1914-1917). As fotografias que registram o andamento dessas obras compõem dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha, presente no acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/402" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias das obras nos canais da Lagoa de Araruama de dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha do Museu da República que estão</strong><strong> disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exploração de sal na Lagoa de Araruama, considerada a maior laguna hipersalina do mundo, começou no período colonial de forma restrita, alcançando escala de industrialização durante o Império quando ocorreram as aberturas de canais para facilitar o escoamento do produto. Em Cabo Frio, o engenheiro francês Leger Palmer, um dos mais importantes negociantes do sal, depois de obter autorização dos poderes públicos para financiamento das obras que duraram de 1875 a 1880, promoveu a abertura dos dois canais que atualmente levam seu nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13179" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13179/Iconografia0000062.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13179" target="_blank">1.200 mts concluídos, tendo só 0,60 de água para não prejudicar os tanques e seguintes e permitir a navegação, no fundo um barco carregado de sal. Primeira curva, 1917. São Pedro da Aldeia, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No período republicano, a produção do sal favorecia fortemente a economia da região da Lagoa de Araruama. Contudo, o transporte da mercadoria encontrava novos entraves, uma vez que os canais utilizados necessitavam de modernização para que pudessem acompanhar o crescimento da produção. Em 1911, o <em>Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas</em>, ao descrever o canal de Mossoró, em São Pedro da Aldeia, informa que sua origem ocorreu em torno de 1880 e destaca a necessidade de intervenção para sua melhoria, o que deveria ser feito em conjunto com as melhorias dos canais Palmer que também precisavam ser realizadas.</p>
<p>Nilo Peçanha tomou posse presidente do estado do Rio de Janeiro, em dezembro de 1914, e, no ano seguinte, recebeu por telegrama uma representação de salineiros com agradecimentos por incluir Mossoró na resolução que promoveria obras de dragagem, construção de pilares de alvenaria, entre outros benefícios, nos canais da Lagoa de Araruama.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8400/Nilo%20Pe%c3%a7anha%20NP445.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="530" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8400" target="_blank">Nilo Peçanha, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os veículos de imprensa da época noticiavam sobre o andamento das obras e a <em>Revista Fon Fon</em> publicou, em 1915, a fotorreportagem “<em>As riquezas do Brasil: as salinas do Estado do Rio</em>” sobre a visita da comitiva de Nilo Peçanha à região da Lagoa de Araruama.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37947" style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/21436" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37947" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/salinas.jpg" alt="Fon-Fon, 8 de maio de 1915" width="616" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/21436" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 8 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em dezembro de 1917, o jornal <em>A Noite,</em> anunciou a inauguração do monumento erguido em comemoração ao fim das obras fazendo uma retrospectiva sobre a necessidade que levou a modernização dos canais, lembrando o apelo dos produtores. Também citou como os responsáveis pelo projeto o engenheiro Meira Junior e o construtor Horácio Miranda. Nilo Peçanha havia renunciado ao mandato em 7 de maio de 1917 para assumir o Ministério das Relações Exteriores, assim, segundo o mesmo jornal, a inauguração foi feita pelo seu sucessor, Geraque Collet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37946" style="width: 436px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/11925" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37946" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/salinas1.jpg" alt="A Noite, 14 de dezembro de 1917" width="426" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/11925" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de dezembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicações oficias também relatavam sobre a condução das obras nos canais, como por exemplo, o<em> Relatório dos Presidentes dos Estados Brasileiros (RJ) &#8211; 1892 a 1930</em> que destacou a conclusão dos pilares de alvenaria de pedra, quebra-mar e cais nos canais Palmer 1 e 2 e da dragagem no canal Mossoró.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13184/Iconografia0000054.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13184" target="_blank">Canal Palmer nº 1 (Vista geral das pilastras concluídas), 1917. Cabo Frio, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13167" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13167/Iconografia0000232.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="723" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13167" target="_blank">Canal Palmer nº 2 (Vista geral do canal concluído), 1917. Cabo Frio, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 736px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13185/Iconografia0000056.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="726" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13185" target="_blank">Obras nos canais Mossoró e Palmer 2. Cabo Frio, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da Coleção Nilo Peçanha apresentam o contexto da realização das obras, detalhando as etapas das construções com destaque para seus trabalhadores. Em diversas fotos podemos observar a presença dos homens empregados nas obras dos canais, especialmente em uma delas quando aparece um grupo segurando um cartaz. Nas páginas dos álbuns constam informações manuscritas que colaboram para a descrição da execução dos trabalhos. Sem esquecer que essas imagens revelam aspectos da bela paisagem local no início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13166" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13166/Iconografia0000233.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13166" target="_blank">Pessoal empregado na construção das cortinas, 1917. Csabo Frio, Rio de Janeiro / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CHRISTOVÃO, J. H. de O. <em>Do sal ao sol: a construção social da imagem do turismo em Cabo Frio.</em> Orientador: Helenice Aparecida Bastos Rocha. Dissertação (Mestrado em História Social) &#8211; Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, São Gonçalo 2011.</p>
<p>FREITAS, G. G. de. <em>A produção de sal marinho na lagoa de Araruama</em>, RJ. Revista CEDEPEM, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 35-38, jul/ago. 2021.</p>
<p>PEREIRA, Olegário N. Azevedo; CASTRO, Elza Maria N. Vieira de; DIAS, João Alveirinho; BASTOS, Maria Rosário. <em>A exploração de sal como motivo de antropização na laguna de Araruama: 1801-1900</em>. In: Silvia Dias Pereira et al., <strong>O</strong><em> Homem e o Litoral: Transformações na paisagem ao longo do tempo</em><strong>,</strong> Rio de Janeiro, pp.312-331, 2017.</p>
<p>BIDEGAIN, Paulo; BIZERRIL, Carlos. <em>Lagoa de Araruama: Perfil ambiental do maior ecossistema lagunar hipersalino do mundo. </em><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=218740&amp;pesq=Palmer&amp;pasta=ano%20187&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=9817" target="_blank">Rio de Janeiro: Semads, 2002.</a></p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=218740&amp;pesq=Palmer&amp;pasta=ano%20187&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=9817" target="_blank">Annaes da Assembléa Legislativa Provincial do Rio de Janeiro: Relação dos Deputados à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro &#8211; 1836 a 1888<strong>.</strong> Ano 1878. Edição 00001</a> (1).</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pesq=%22canal%20palmer%22&amp;pasta=ano%20191&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=11925" target="_blank"><em>A Noite</em>. Ano 1917. Edição 02155 (1)</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pesq=%22canal%20palmer%22&amp;pasta=ano%20191&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=21436" target="_blank"><em>Fon Fon: Semanario Alegre, Politico, Critico e Esfusiante</em>. Ano 1915. Edição 00020 (1)</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_10&amp;Pesq=%22canal%20palmer%22&amp;pagfis=56684" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>. Ano 1918. Edição 00212 (1).</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=100439_05&amp;pesq=%22Canal%20Mossor%C3%B3%22&amp;pasta=ano%20191&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=7565" target="_blank"><em>O Fluminense</em>. Ano 1915. Edição 09454 (1)</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=459194&amp;pesq=%22canal%20mossor%C3%B3%22&amp;pasta=ano%20191&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=973" target="_blank"><em>Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas &#8211; 1910 a 1927</em><strong>.</strong> Ano 1911. Edição 00001 (4)</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=720488&amp;pesq=%22canal%20palmer%22&amp;pasta=ano%20191&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=2000" target="_blank"><em>Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros &#8211; 1892 a 1930</em>. Ano 1918. Edição 00001 (1)</a></p>
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		<title>O Dia do Trabalho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 May 2023 03:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[1 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[1º de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[operários]]></category>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o Dia do Trabalho a Brasiliana Fotográfica destaca diversos registros de trabalhadores no Brasil do século XIX e do início do século XX. São imagens produzidas por Albert Frisch, Augusto Malta, Christiano Junior, Georges Leuzinger, Gomes Junior, Guilherme Gaensly,  J. Pinto, Jorge Kfuri, Marc Ferrez, Militão Augusto de Azevedo, Revert Henrique Klumb, Therezio Mascarenhas, Torres e Vincenzo Pastore (1865 - 1918), além de registros realizados por  fotógrafos até hoje não identificados. O portal convida você, leitor, a fazer sua própria seleção. A data tornou-se feriado nacional, em 26 de setembro de 1924, a partir do Decreto nº 4.859, sancionado pelo então presidente Arthur Bernardes.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o Dia do Trabalho a Brasiliana Fotográfica destaca diversos registros de trabalhadores no Brasil do século XIX e do início do século XX. São imagens produzidas por <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Albert Frisch (1840 &#8211; 1918),</a> <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, Gomes Junior (18? &#8211; 19?), <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank"> J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=863">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a>, <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>,<a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27413http://" target="_blank"> Therezio Mascarenhas (18? &#8211; 19?)</a>, Torres (18? &#8211; 19?) e <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/brasilianafotografica.bn.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>,  dentre outros, além de registros realizados por  fotógrafos até hoje não identificados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2106" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2106/001AAN008019.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2106" target="_blank">Álbum Cia. Docas de Santos &#8211; Perfuradoras, c. 1901. Santos, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A galeria contempla trabalhadores rurais e urbanos, e escravizados, trazendo, por um lado, um pouco da história cotidiana brasileira e, por outro, imagens do mundo do trabalho na segunda metade do século XIX e primeiras décadas do século XX que ajudam a contextualizar as transformações objetivas e subjetivas que modificaram significativamente as relações sociais, econômicas e políticas no país no período.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/358" target="_blank">Acessando o link para as fotografias selecionadas e relativas ao tema trabalho disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 641px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2512" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2512/007A6P4FP09-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="631" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2512" target="_blank">Gomes Junior. Jornaleiros, c. 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na seleção feita no acervo fotográfico do portal, há 45 imagens, mas existem mais de 100 relativas ao tema. A Brasiliana Fotográfica convida você, leitor, a fazer sua própria seleção. Basta entrar na página de abertura do portal, selecionar a aba <span style="color: #800000;"><strong>&#8220;Acervo&#8221;</strong></span> e depois navegar na aba <strong><span style="color: #800000;">&#8220;Assunto&#8221;</span></strong>. Aí, colocar no local indicado a palavra-chave &#8220;<span style="color: #800000;">trabalho</span>&#8220;, &#8220;<span style="color: #800000;">trabalhadores</span>&#8221; e &#8220;<span style="color: #800000;">operário</span>&#8220;, por exemplo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6418/0072430cx078-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6418" target="_blank">Marc Ferrez. Pary &#8211; grupo de mineiros, c. 1885. Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A primeira comemoração da data que se tem registro no Brasil aconteceu, em 1895, no salão do Partido Operário, em Santos, por iniciativa do Centro Socialista de Santos, em São Paulo, fundado pelo médico e líder social sergipano </span>Silvério Martins Fontes (1858-1928), também fundador do jornal <em>A Questão Social</em>, órgão divulgador do socialismo no Brasil, e autor do Manifesto Socialista. Seu filho foi o poeta José Martins Fontes (1884 &#8211; 1937).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32169" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/2608" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/trabalho.jpg" alt="Commercio de São Paulo, 3 de maio de 1895" width="285" height="206" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/2608" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 3 de maio de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas a celebração da data só foi oficializada pelo governo brasileiro, em 26 de setembro de 1924, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4859-26-setembro-1924-567741-publicacaooriginal-91057-pl.html" target="_blank">Decreto nº 4.859</a>, sancionado pelo então presidente Arthur Bernardes (1875-1955).  Em seu artigo único declarava “<em>feriado nacional o dia 1 de maio, consagrado à confraternidade universal das classes operárias e à comemoração dos mártires do trabalho; revogadas as disposições em contrário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32195" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/20586" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32195" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fon1.jpg" alt="O Jornal, 2 de maio de 1925" width="365" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/20586" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de maio de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32194" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/53694" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32194" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fon.jpg" alt="Fon-Fon, 16 de maio de 1925" width="327" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/53694" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 16 de maio de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O Dia do Trabalho tem sua origem numa homenagem aos trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, que, em 1º de maio de 1886, iniciaram uma série de manifestações por melhores condições de trabalho e especialmente por uma jornada de trabalho de 8 horas. Em 1889, durante uma reunião da Segunda Internacional Socialista, em Paris, a data foi estabelecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 578px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2100" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2100/004VP021025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="568" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2100" target="_blank">Vincenzo Pastore. Vendedora de galinha, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="color: #800000;"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Links para as notícias da comemoração do primeiro feriado de 1º de maio no Brasil:</span></strong></span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=21032" target="_blank"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Paiz</span></b></em><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; text-decoration: none; text-underline: none;"> &#8211; Edição de 02/05/1925</span></strong></a></span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_04&amp;PagFis=37416" target="_blank"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Brasil</span></b></em><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; text-decoration: none; text-underline: none;"> &#8211; Edição de 02/05/1925</span></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10745" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10745/002008AV029.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10745" target="_blank">Torres. Avenida do Mangue &#8211; demolição de antigas pontes, 2 de abril de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=467" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Acesse aqui o outro artigo publicado na Brasiliana Fotográfica sobre o <em>Dia do Trabalho</em>.</span></a></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Andrea C. T. Wanderley</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;">COGGIOLA, Osvaldo. <a href="https://pdfs.semanticscholar.org/8951/aef28f09476443f7c722c42aa709d0e6c8ad.pdf" target="_blank"><em>Origens do movimento operário e do socialismo no Brasil</em>.</a> Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Salvador, v. 7, n. 2, p. 51-91, dez. 2015.</p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-52494236" target="_blank">Site BBC</a></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="https://chicagodetours.com/origins-of-labor-day/" target="_blank">Site Chicago Detours</a></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0156x17.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><a href="https://time.com/3836834/may-day-labor-history/" target="_blank">Site Time Magazine</a></p>
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		<title>Dia do Trabalho</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2015 03:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[1 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Feriado]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o Dia do Trabalho, a Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem realizada pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923) A data é festejada no Brasil desde 1895, quando foi realizada a primeira comemoração da data que se tem registro no país, por iniciativa do Centro Socialista de Santos, em São Paulo. Mas sua celebração só foi oficializada pelo governo brasileiro em 26 de setembro de 1924 a partir do Decreto nº 4.859 sancionado pelo então presidente Arthur Bernardes (1875-1955). ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_404" style="width: 236px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603"><img class="wp-image-404 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/Captura-de-tela-2015-04-28-às-12.14.43-226x300.png" alt="Marc Ferrez. Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888. MG " width="226" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank">Marc Ferrez. Mineiros trabalhando na mina Pary, c. 1888. Santa Bárbara, MG / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Para celebrar o Dia do Trabalho, a Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem realizada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> A data é festejada no Brasil desde 1895, quando foi realizada a primeira comemoração da data que se tem registro no país, por iniciativa do Centro Socialista de Santos, em São Paulo. Mas sua celebração só foi oficializada pelo governo brasileiro em 26 de setembro de 1924 a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4859-26-setembro-1924-567741-publicacaooriginal-91057-pl.html" target="_blank">Decreto nº 4.859</a> sancionado pelo então presidente Arthur Bernardes (1875-1955).  Em seu artigo único declarava “feriado nacional o dia 1 de maio, consagrado à confraternidade universal das classes operárias e à comemoração dos mártires do trabalho; revogadas as disposições em contrário”.</p>
<p>A data tem sua origem numa homenagem aos trabalhadores de Chicago que, em 1º de maio de 1886, iniciaram uma série de manifestações por melhores condições de trabalho e especialmente por uma jornada de trabalho de 8 horas. Em 1889, durante uma reunião da Segunda Internacional Socialista, em Paris, a data foi estabelecida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Links para as notícias da comemoração do primeiro feriado de 1º de maio no Brasil:</strong></span></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=21032" target="_blank"><strong><em>O Paiz</em> &#8211; Edição de 02/05/1925</strong></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_04&amp;PagFis=37416" target="_blank"><strong><em>Jornal do Brasil</em> &#8211; Edição de 02/05/1925</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: center;">
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