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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Teatro de Santa Isabel</title>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; VI &#8211; O Theatro de Santa Isabel no Recife</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2021 15:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Tondella]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro de Santa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Santa Isabel]]></category>

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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas pelos fotógrafos Moritz (Maurício) Lamberg e Manoel Tondella, a Brasiliana Fotográfica destaca o Teatro de Santa Isabel, inaugurado no Recife, em 18 de maio de 1850, após cerca de 10 anos de obras. É o primeiro e mais expressivo exemplar da arquitetura neoclássica em Pernambuco. Em 1949, foi tombado, reconhecido como Patrimônio Artístico Nacional. Em seus palcos e dependências já foram apresentadas óperas, peças de teatro, torneios de oratória, solenidades políticas e cívicas, além de bailes, festas e jantares.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz (Maurício) Lamberg (18? &#8211; </a>19?) e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a>, a Brasiliana Fotográfica destaca o Teatro de Santa Isabel, inaugurado no Recife, em 18 de maio de 1850, após quase 10 anos de obras, com a encenação da peça<em> O Pajem D´Aljubarrota</em>, do escritor português José da Silva Mendes Leal (1820 &#8211; 1886).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26123" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/819271/339" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel.jpg" alt="O Commercial, 18 de maio de 18850" width="295" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/819271/339" target="_blank"><em>O Commercial</em>, 18 de maio de 1850</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/285" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Teatro de Santa Isabel no Recife disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26124" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/819271/369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel1.jpg" alt="O Commercial, 31 de maio de 1850. Trecho de uma carta de para." width="298" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/819271/369" target="_blank"><em>O Commercial</em>, 31 de maio de 1850. Trecho de uma carta de José Barreto para Manoel de Camaragibe.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Teatro de Santa Isabel é o primeiro e mais expressivo exemplar da arquitetura neoclássica em Pernambuco e sua abertura deu início a uma nova fase artística, social e cultural da então província.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2642" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2642/014ALAM00201.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2642" target="_blank">Moritz Lamberg. Teatro Santa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o Conde da Boa Vista, Francisco do Rego Barros (1802 &#8211; 1870), governador de Pernambuco entre 1837 e 1844, que idealizou a construção de um teatro público no Recife. Ele assinou, em 30 de abril de 1839, a Lei número 74, autorizando sua construção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25323" style="width: 234px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros,_conde_da_Boa_Vista#/media/Ficheiro:Conde_da_Boa_Vista.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/barão.jpg" alt="Barão de Boa Vista / Wikipedia" width="224" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros,_conde_da_Boa_Vista#/media/Ficheiro:Conde_da_Boa_Vista.jpg" target="_blank">Conde da Boa Vista / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto foi elaborado e dirigido pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 – 1901), que chegou no Recife, em setembro de 1840. Foi um dos profissionais cuja vinda foi promovida por Rego Barros, já que Pernambuco não dispunha, na ocasião, de engenheiros, arquiteto, pedreiros e carpinteiros especializados. Vauthier ocupou o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife e coordenou posteriormente as obras do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21929" target="_blank">Mercado Público de São José</a>, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 – 1913).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25337" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_L%C3%A9ger_Vauthier#/media/Ficheiro:Louis_L%C3%A9ger_Vauthier.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25337" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/vauthier.jpg" alt="Louis Leger Vauthier" width="461" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_L%C3%A9ger_Vauthier#/media/Ficheiro:Louis_L%C3%A9ger_Vauthier.jpg" target="_blank">Louis Leger Vauthier, por Antônio Rangel de Torres Bandeira, 1854 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção do Teatro de Santa Isabel foi realizada por trabalho não-escravo e com recursos vindos de loterias, da companhia de acionistas e do tesouro da província, uma inovação para a época. Chamado inicialmente de Teatro de Pernambuco, foi, pouco antes de sua inauguração, batizado de Teatro de Santa Isabel pelo então governador do estado, Honório Hermeto Carneiro Leão (1801 &#8211; 1856).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25324" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiaaulas.blogspot.com/2013/08/200-politica-na-provincia-de-santa.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/honorio.jpg" alt="Honório Carneiro Leão / Site Aulas de História" width="223" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiaaulas.blogspot.com/2013/08/200-politica-na-provincia-de-santa.html" target="_blank">Honório Hermeto Carneiro Leão / Site Aulas de História</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 19 de setembro de 1869, um incêndio destruiu quase totalmente o teatro, tornando-o um <em>montão de ruínas</em>: apenas as paredes laterais, o alpendre e o pórtico ficaram de pé (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24103" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1869, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24111" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de setembro de 1869, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24712" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1869, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25356" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24111" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25356" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/joaquim2.jpg" alt="Jornal do Recife, 21 de setembro de 1869" width="256" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24111" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de setembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras de reconstrução tiveram início, quase dois anos depois, em maio de 1871. O engenheiro Vauthier, já de volta a Paris, foi o encarregado pela revisão dos planos de obras e pela modernização do Teatro de Santa Isabel. Suas recomendações foram acatadas pelo engenheiro militar e arquiteto recifense José Tibúrcio Pereira de Magalhães (1831 &#8211; 1886), responsável pelas obras de reconstrução, e o Santa Isabel foi reinaugurado em 16 de dezembro de 1876, com a apresentação da ópera <em>Um Baile de Máscaras</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), pela companhia lírica italiana Thomaz Pasini (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/16561" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de dezembro de 1876</a>). Em 1916, passou a usar luz elétrica, eliminando de uma vez o risco de incêndio provocado pelas luminárias a óleo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25338" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/16561" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25338" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/theatro.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 14 de dezembro de 1876" width="206" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/16561" target="_blank">Diário de Pernambuco, 14 de dezembro de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de sua história recebeu personalidades como  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, que, em 1859, passou seu aniversário no Recife, com a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, tendo sido homenageado com um espetáculo de gala no Santa Isabel, quando a cantora austríaca Agnes Ignez Fabbri Mulder (1831 &#8211; 1909) e seu marido, o pianista Ricardo Mulder (18? -?), apresentaram-se para o casal imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/326" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de outubro de 1859, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1959, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/386" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de dezembro de 1859, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25352" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://books.google.com.br/books?id=EK8mMtZK7ycC&amp;pg=PA93&amp;lpg=PA93&amp;dq=%22ricardo+mulder%22+pianist&amp;source=bl&amp;ots=kh0UFIq9Xg&amp;sig=ACfU3U35IVu8gu7Ddtj_YNtIdzJyyBVOVw&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiyjJq7mJ3yAhXjqpUCHXfBDVwQ6AF6BAgcEAM#v=onepage&amp;q=%22ricardo%20mulder%22%20pianist&amp;f=false" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/mulder.jpg" alt="Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música" width="492" height="105" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://books.google.com.br/books?id=EK8mMtZK7ycC&amp;pg=PA93&amp;lpg=PA93&amp;dq=%22ricardo+mulder%22+pianist&amp;source=bl&amp;ots=kh0UFIq9Xg&amp;sig=ACfU3U35IVu8gu7Ddtj_YNtIdzJyyBVOVw&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiyjJq7mJ3yAhXjqpUCHXfBDVwQ6AF6BAgcEAM#v=onepage&amp;q=%22ricardo%20mulder%22%20pianist&amp;f=false" target="_blank"><em>Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música no Recife</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25339" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q6028681#/media/File:Inez_Fabbri_003.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-25339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/fabri.jpg" alt="Inez Fabri Mulder / Wikipedia" width="364" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q6028681#/media/File:Inez_Fabbri_003.jpg" target="_blank">Agnes Ignez Fabri Mulder / Wikidata</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre várias figuras proeminentes no cenário nacional e internacional, estiveram no teatro o poeta baiano Castro Alves (1847 &#8211; 1871), o escritor sergipano Tobias Barreto (1839 &#8211; 1899), o músico paulista Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), a bailarina russa de fama internacional, Anna Pavlova (1881 &#8211; 1931) e o ator carioca Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Teatro de Santa Isabel também testemunhou fatos históricos:</p>
<p>&#8220;<em>O Teatro assistiu à Rebelião Praieira, à Campanha Abolicionista e à Campanha pelo advento da República, quando dois nomes ligaram-se definitivamente a sua história: Joaquim Nabuco e José Mariano. Nabuco proferiu a célebre frase que ficaria gravada numa placa do teatro: <span style="color: #800000;">&#8220;A verdade histórica é esta: aqui nós ganhamos a causa da abolição&#8221;</span>. Mas, antes do final da década, o Teatro foi ainda, mais uma vez, campo de batalhas políticas que agitavam o país. Agora, pela república, com os discursos de Martins Júnior e Silva Jardim&#8221;</em>(Secretaria de Cultura do Recife)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25353" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25353" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/joaquim1.jpg" alt="Busto de Jaquim Nabuco no Teatro de Santa Isabel com a laca &quot;Foi aqui que ganhamos a abolição;'" width="552" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank">Busto de Joaquim Nabuco no Teatro de Santa Isabel com a placa &#8220;Ganhamos aqui a causa da abolição;&#8217;</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1949, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), tornando-se um dos 14 Teatros Monumentos do Brasil. Em seus palcos e dependências, já foram apresentadas óperas, peças de teatro, torneios de oratória, solenidades políticas e cívicas, além de bailes, festas, bailes de carnaval e jantares.</p>
<p>Em dezembro de 1950, uma edição especial da revista <em>Contraponto</em>, periódico de vanguarda de arte e cultura editado por Valdemar de Oliveira (1900 – 1977), foi dedicada ao centenário do Santa Isabel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.thaisqueirozleiloeira.com.br/peca.asp?ID=19455964" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-44514 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/santaisabel.jpg" alt="santaisabel" width="340" height="479" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reaberto em 11 de novembro de 2002, após sete anos de reforma, a terceira a que foi submetido. A primeira aconteceu em 1916, sob o governo de Manoel Borba (1864 &#8211; 1928) e, a segunda, em 1936, sob a prefeitura de João Pereira Borges (? &#8211; 19?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26132" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26132" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/isabel2.jpg" alt="Planta do Teatro de Santa Isabel / Secretaria de Cultura do Recife" width="510" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank">Planta do Teatro de Santa Isabel / Secretaria de Cultura do Recife</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os fotógrafos Lamberg e Tondella</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1880, o gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz (Maurício) Lamberg (18? &#8211; </a>19?), para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873.  Provavelmente nesse período, entre 1880 e 1885, produziu diversos registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, capital de Pernambuco. Vinte dessas fotografias foram reunidas no  álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco’ s Recife Photographia Allemã</em></a>, dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, que faz parte do acervo da Biblioteca Nacional. Outras 48 imagens estão no álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles. A foto de autoria de Lamberg do Teatro de Santa Isabel destacada nesse artigo pertence a esse álbum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/285" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Teatro de Santa Isabel, no Recife, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade dos século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Dedicou-se à fotografia da paisagem urbana, documentando em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6918" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6918/MT_004.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6918" target="_blank">Photograhia Popular Oliveira &amp; Tondella. Teatro Santa Isabel, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Registrou, predominantemente no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a> e em Olinda, as ruas, a estação de trem, os prédios, o Mercado Público de São José, os casebres, as pontes, as igrejas, os ancoradouros, o Teatro de Santa Isabel, as praças, a Assembleia Legislativa, o Ginásio Pernambucano, as praias, cemitérios, locomotivas, engenhos, quiosques, feiras, estradas, os bairros centrais e também os subúrbios, com suas casas de taipa, além de vendedores, de pessoas se banhando no rio Beberibe e até um grupo de ciclistas à beira de um açude. São imagens muito ricas em detalhes que se destacam pela beleza, pela qualidade técnica e nos ajudam a entender a vida em Pernambuco no início do século XX. Alguns registros foram inspirados nas antigas litografias que desenhavam o perfil do litoral do Recife, da tradição holandesa ou portuguesa. Muitas imagens foram editadas em cartões-postais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7060" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7060/MT_072.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7060" target="_blank">Manoel Tondella. Teatro Santa Isabel, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p>GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virginia. <em>O Recife: uma bibliografia</em>. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2008. 360 p.</p>
<p><a href="https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/teatro-santa-isabel/" target="_blank">GASPAR, Lúcia. <em>Teatro Santa Isabel (Recife, PE)</em>. <em>In</em>: Pesquisa Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2003. Disponível em: https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/teatro-santa-isabel</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAMBERG, Moritz. <em>O Brazil</em>. Rio de Janeiro: Casa Lombaerts, 1896.</p>
<p>MALTA, Albertina – <a href="https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/10248/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20Albertina%20Malta.pdf" target="_blank"><em>Memória em sais de prata: fotografias do Recife em instituições memoriais</em></a>. Dissertação para Universidade Federal de Pernambuco, fevereiro de 2013.</p>
<p>MEDEIROS, R. M. H. (Orgs.). <em>Arquivos e coleções fotográficas da Fundação Joaquim Nabuco</em>. Recife: Massangana, 1995.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História – Anpuh, 2017.</p>
<p><a href="http://www.recife.pe.gov.br/cultura/santaisabel.php" target="_blank">Secretaria de Cultura do Recife</a></p>
<p>SILVA, Fabiana Bruce. <a href="https://www.sudeste2015.historiaoral.org.br/resources/anais/9/1435714229_ARQUIVO_Recife_Fotografia_FabianaBruce_XI_ABHORJ.pdf" target="_blank"><em>Entre fotógrafos, modernidade e fotografia no Recife do século XX, uma pesquisa</em>.</a> Apresentado durante XI Encontro Regional Sudeste de História Oral, realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niteroi, em julho de 2015</p>
<p>SILVA, José Amaros Santos da. <em>Música e ópera no Santa Isabel: subsídio para a história e o ensino da música no Recife</em>. Pernambuco : Editora Unversitária UFPE, 2006.</p>
<p><a href="https://www.borapralacomigo.com.br/2015/10/teatro-de-santa-isabel-recife.html" target="_blank">Site <em>Bora lá comigo?</em></a></p>
<p><a href="https://www.readcube.com/articles/10.1553%2F0x0028524b" target="_blank">Site Readcube</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Fotógrafos alemães no Brasil</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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		<title>Mercado Público de São José por Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 12:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um belo registro do Mercado Público de São José no Recife, inaugurado em 1875 e tombado em 1973 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537. A imagem foi produzida pelo fotógrafo Manoel Tondella (1861 - 1921), um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife, a mais antiga capital dos estados brasileiros, tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com um belo registro produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> do Mercado Público de São José no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, monumento tombado, em 1973, pelo<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/atas/1973__03__62_reuniao_ordinaria14_de_dezembro.pdf" target="_blank"> Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537.  Recife é a mais antiga capital dos estados brasileiros. Tondella, de ascendência portuguesa, foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Documentou em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16366" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><img class="wp-image-16366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mercado Público de São José, localizado em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro de São José, um dos mais antigos da cidade, ficou no lugar do antigo Mercado da Ribeira de Peixes. Inaugurado em 7 de setembro de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de setembro de 1875, última coluna</a>), foi inspirado no Mercado Público de Grenelle, em Paris, projeto de A. Normand, e sua arquitetura em ferro é típica do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21938" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/discurso1.jpg" alt="Conclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municpal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875" width="488" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank">onclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municipal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6922/MT_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank">Manoel Tondella; Photographia Tondella. Mercado Público de São José, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil e seu estilo conferia status ao Recife, que crescia e perseguia o caráter da modernidade, que passava pelos conceitos de higiene e de melhorias urbanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2050" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1870, quarta coluna</a>). Os locais de comércio de alimentos teriam que atender a essas novas diretrizes a partir da retirada das ruas de mascates, ambulantes e feiras. Assim, a construção do mercado &#8220;<em>representaria o ideal de organização e padronização de um comércio que, antes, se encontrava disperso em forma de comércio ambulante, realizado por negros forros, escravos e trabalhadores livres.</em>” (GUILLEN; GRILLO; FARIAS, 2010).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21945" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank"><img class="wp-image-21945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/diario1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1975" width="353" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank">Termo de inauguração e abertura do Mercado de São José<em> / Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A encomenda do projeto do Mercado de São José pela Câmara Municipal do Recife foi feita ao engenheiro pernambucano João Luiz Victor Lieutier (c. 1819 &#8211; 1883), que havia feito seus estudos em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/3168" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 12 de agosto de 1845, primeira coluna </a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2162" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de novembro de 1870, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/8261" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de junho de 1883, última coluna</a>). O detalhamento ficou sob a responsabilidade do engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 &#8211; 1901), que havia sido o autor do projeto do Teatro de Santa Isabel (1850), além de ter ocupado o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife. Ele coordenou as obras do mercado, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 &#8211; 1913). O empreiteiro foi José Augusto de Araújo e o custo da obra ultrapassou, devido às modificações sugeridas por Vauthier para adequar o edifício ao clima tropical, quase cinco milhões de réis, totalizando 390:315$136 (trezentos e noventa milhões, trezentos e quinze mil, centro e trinta e seis contos de réis).</p>
<p>A primeira reforma realizada no Mercado de São José, em 1906, durou quase um ano e foram executadas obras de reparo e a também a retirada de barracas do pátio interno, além de sua pavimentação. Na ocorrida em 1941, foi construída a câmara frigorífica do mercado. Suas venezianas de madeira e vidro foram, em 1950, substituídas por cobogós de cimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/595" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1950, quinta coluna</a>; <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank">IPHAN, página 4</a>). No início da década de 80, suas instalações elétricas foram reformadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de janeiro de 1980</a>). A estrutura do edifício foi danificada por um incêndio ocorrido 29 em novembro de 1989 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a>). Foi reinaugurado com grande festa em 12 de março de 1994 e, quatro anos depois, foi novamente restaurado.  São conservados até hoje seus detalhes em<em> art-noveau</em>, como as bicas do telhado em forma de animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21953" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/incendio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 30 de novembro de 1989" width="477" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi nas décadas de 40 e 50, frequentado por recifenses ilustres como o cronista e compositor Antônio Maria (1921 &#8211; 1964) e o poeta Ascenso Ferreira (1895 &#8211; 1965). Foi também cenário de diversas manifestações artísticas, tendo sido um importante local de reunião de cantadores, emboladores e poetas da literatura de cordel.  Seus principais produtos, vendidos em cerca de 540 boxes, são o artesanato e a gastronomia do Nordeste, além de ervas medicinais, especiarias e artigos para rituais de religiões de matrizes africanas. O Mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados, mede 48,88 metros de frente por 75,44 metros de fundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><br />
DANIELLI, Leonardo; MACKMILLAN, Vanderli Machado. <a href="http://anais.uel.br/portal/index.php/sinagget/issue/view/17" target="_blank"><em>Mercado público: tipologias e sociabilidades do ambiente urbano</em>.</a> I Simpósio Nacional de Geografia e Gestão Territorial e XXXIV Semana de Geografia da Universidade Estadual de Londrina, 2018</p>
<p>GASPAR, Lúcia. <a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729&amp;Itemid=192" target="_blank"><em>Mercado de São José</em></a>. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.</p>
<p>GUILLEN, Isabel Cristina Martins; GRILLO, Maria Ângela de Faria; FARIAS, Rosilene Gomes. <em>Mercado de São José: Memória e História</em>. 1.ed. Recife: FADURPE, 2010.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LINS, Marcelo. <em>Mercados do Recife</em>. Recife : Projeto Recife no bolso, 2007.</p>
<p>MELO, Maria Carneiro Lacerda de. <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3323" target="_blank"><em>A relação dos mercados públicos de São José e da Boa Vista com a Cidade do Recife entre 1820 e 1875</em></a>. Pernanbuco : Universidade Federal de Pernambuco, 2011.</p>
<p><em><a href="https://memoriaescravidaope.wordpress.com/2018/06/13/mercado-de-sao-jose/" target="_blank">Memória da Escravidão e cultura negra em Pernambuco Mercado de São José</a></em></p>
<p>OLIVEIRA JÚNIOR, José Vanildo de Oliveira. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>Fluxograma do processo de planejamento arquitetônico aplicado a</em></a><br />
<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>mercados públicos</em></a>. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Urbana) &#8211; Universidade Federal da<br />
Paraíba, Paraíba.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank"><em>Recife &#8211; Mercado de São José &#8211; Encarte Rotas do Patrimônio &#8211; Uma viagem pela história</em>. IPHAN e Monumenta</a>.</p>
<p>SILVA, Geraldo Gomes da. <em>O Mercado de São José</em>. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1984.</p>
<p><a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/mercado-de-sao-jose" target="_blank">Site Prefeitura do Recife</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 15:10:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica agradece a participação, certamente a primeira de uma série, do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez que comenta, no artigo "Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios", sobre uma imagem produzida pelo fotógrafo Moritz (Maurício) Lamberg, em Recife, Pernambuco, em torno de 1880. A exemplo dessa e de outras contribuições já realizadas no portal por colaboradores de destaque nos campos da História Social e da Fotografia, a Brasiliana deseja, cada vez mais, tornar-se uma plataforma de convergência da importante produção intelectual nessas áreas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Pedro Karp Vasquez*</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2675" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2675/014ALAM00232.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2675" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte 7 de setembro, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Esta magnífica fotografia ilustra a importância de dois maurícios para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, ambos alemães: Moritz Lamberg, que tão bem a focalizou em fins do século XIX, e Johan Maurits van Nassau-Singen, que a fez edificar na primeira metade do século XVII, durante o domínio holandês no Brasil.</p>
<p>Do ponto de vista estritamente fotográfico é uma imagem irretocável, como quase todas aquelas produzidas por Lamberg desde que assumiu o comando da Photographia Allemã pernambucana, criada por seu compatriota <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel, </a>em 1867. Atuando de início como assistente de Henschel, Lamberg o sucedeu quando ele seguiu para o Rio de Janeiro, em 1870, para abrir outra casa fotográfica de idêntica denominação, depois de ter feito o mesmo em Salvador. Rivalizando com o mestre na prática do retrato fotográfico, sustentáculo do estúdio, Lamberg o ultrapassou amplamente na fotografia paisagística, demonstrando um talento capaz de ombrear com os melhores cultores do gênero no Brasil oitocentista, tais como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henry Klumb</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl</a> , <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez</a>. Lamberg foi sob todos os aspectos um fotógrafo completo, conforme comprova o imponente álbum de sua autoria conservado na Coleção Dona Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional. Todavia, por um destes misteriosos caprichos do destino, ainda não mereceu a devida consagração póstuma, como a edição de um moderno livro de fotografia de caráter monográfico.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=lamberg&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Moritz (Maurício) Lamberg disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p style="text-align: left;">A atribuição de intenções aos fotógrafos oitocentistas é sempre arbitrária, pois com frequência eles eram mobilizados por intenções e preocupações diferentes daquelas de seus colegas da atualidade. É lícito especular, no entanto, que Lamberg tenha optado pelo enquadramento frontal para destacar os lampadários da entrada e os arcos metálicos da ponte, que não ficariam claramente visíveis em uma tomada lateral ou em diagonal, como as empregadas por outros fotógrafos de seu tempo, como João Ferreira Villela, por exemplo. Esta frontalidade – antecipatória daquela que seria preconizada por Walker Evans em meados do século seguinte –, também fez sobressair os trilhos de bonde no primeiro plano, que conduzem o olhar para o ponto de fuga da imagem como se convidassem o observador a atravessar a ponte rumo ao bairro de Santo Antônio, passando sob o arco de mesmo nome visível no centro da composição. Existia outro, à sombra do qual Lamberg deve ter instalado sua câmara, o arco da Conceição, situado no bairro do Recife, no limiar da antiga Cidade Maurícia. Ambos persistiram até o século seguinte, sendo demolidos, respectivamente, em 1913 e 1917, por medida de segurança já que estavam bastante corroídos, apresentando risco de desabamento.</p>
<p>A presença de populares observando a faina de Moritz Lamberg comprova o fato de que ainda na década de 1880 um fotógrafo paisagista era figura rara e merecedora de atenção nas ruas brasileiras.</p>
<p>Toda fotografia de época é um convite para uma viagem no tempo. Portanto, para melhor evocar o Recife retratado por Lamberg vale a pena acompanhar um ilustre visitante paulista, que percorreu a cidade exatamente na época em que o mestre alemão a perenizava com sua técnica requintada. Joaquim de Almeida Leite de Moraes, que foi presidente da província de Goiás, registrou suas impressões no livro <em>Apontamentos de viagem</em>, publicado em 1883 e relançado em 2011, por iniciativa do Prof. Antonio Candido de Mello e Souza. Assim viu a capital pernambucana aquele que viria a ser mais tarde avô de Mário de Andrade:</p>
<p>&#8216;Recife, essa Veneza brasileira, é talvez a segunda cidade do Império, não em sua extensão, senão em beleza e sob o ponto de vista comercial.</p>
<p style="text-align: left;">Percorri todas as suas linhas de bondes; vi de passagem alguns de seus principais edifícios, palácio do governo, da assembleia, teatro, igrejas, etc. O teatro é um grande edifício e de custosa arquitetura. Ruas largas e estreitas; em geral bem calçadas; cidade nova e cidade velha; becos imundos, casas altas e baixas, mercado animado e sofrível: grande agitação comercial: o fluxo e refluxo popular em todas as ruas: suas pontes magníficas ligando as duas cidades, separadas pelo rio, coalhado de navios&#8217;.<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Por trás do véu argênteo</span><strong> </strong></p>
<p>Somente o esteta impenitente pode apreciar uma fotografia de época apenas pelo prisma de sua beleza, sem se preocupar em erguer o véu argênteo para contemplar o que se esconde sob a fina e ofuscante superfície dos sais de prata. Isto porque uma imagem antiga esconde mais do que desvela, concentrando numerosas informações a respeito do tema retratado ao mesmo tempo em que antecipa sua vida futura, de modo que só é plenamente compreendida quando a ela são adicionadas as informações invisíveis que mascara.</p>
<p style="text-align: left;">Cumpre lembrar, portanto, ter sido esta a primeira grande ponte do Brasil, nascida com o nome de Ponte do Recife, interligando os bairros do Recife e de Santo Antonio por sobre o rio Capibaribe. Distingue-se hoje como a mais antiga ponte em funcionamento contínuo do país, sob a denominação de ponte Maurício de Nassau. Isto porque foi Nassau quem a mandou construir e a inaugurou em 28 de fevereiro de 1644 com uma festa que pode ser considerada a fundadora da propaganda política no Brasil. Com efeito, o sagaz administrador do Brasil holandês havia prometido à população pernambucana que faria um boi voar para festejar a abertura da ponte ao tráfego. Prometeu e cumpriu! De tal forma que a multidão acumulada na ponte de fato viu, com deslumbre e estupor, um boi cruzar os céus sobre suas cabeças. Este episódio entrou na história como o caso do “Boi voador”, consolidado no folclore recifense e cantado em prosa e verso até hoje por repentistas e cordelistas. O príncipe Johan Maurits van Nassau-Singen foi, inegavelmente, um dos mais competentes administradores a atuar no Brasil colonial e um homem verdadeiramente prodigioso, mas não era mágico nem feiticeiro, de modo que seu boi celeste tem explicação bem terra-a-terra: era um animal empalhado suspenso em cabos que, graças a um engenhoso sistema de roldanas, parecia voar de moto próprio.</p>
<p>Pernambuco recuperado pelos portugueses, o período colonial encerrado, assim como o Primeiro Império, a ponte do Recife permaneceu em plena atividade, sofrendo naturalmente ao longo do tempo reparos e melhorias, até que em 7 de setembro de 1865 adquiriu a nova denominação de ponte Sete de Setembro, evocadora da Independência do Brasil.</p>
<p>Os trilhos e os lampiões visíveis na imagem sublinham o fato de o Recife ser uma das mais modernas e importantes cidades brasileiras ao ser fotografada por Maurício Lamberg na década de 1880, quando sua população de mais de 100 mil habitantes era superada apenas por Salvador e Rio de Janeiro. Os lampadários a gás carbônico, percebidos no primeiro plano, foram implantados na década de 1860, destronando progressivamente os velhos lampiões que funcionavam desde 1822 com azeite de carrapateira e de cachalote e, a partir de 1856, com óleo de peixe. Pernambuco conheceu a estrada de ferro quatro anos apenas após a sede da Corte Imperial, com a implantação da ferrovia ligando as cidades de Recife e do Cabo, a Recife and S. Francisco Railway, documentada por Augusto Stahl, em 1858. Ao passo que a Brazilian Street Railway Limited instalou o serviço de trens urbanos em 1867. Não tardou para que suas locomotivas fossem apelidadas de <em>Maxambombas</em>, corruptela de <em>machinepump</em>. Para reiterar a modernidade recifense, este foi o primeiro serviço de trens urbanos da América Latina.</p>
<p>* Pedro Karp Vasquez é escritor, fotógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Pequeno perfil de Moritz Lamberg (18? &#8211; 19-?)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>Em 1880, o gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu Moritz (Mauricio) Lamberg(1), para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873. Porém, como um de seus  filhos, o pianista Emilio Lamberg, nasceu em Pernambuco, em torno de 1863, e teria ido para para Viena, com a família, aos 3 anos, é provável que Lamberg tenha estado no Brasil, nessa época, antes de trabalhar para Henschel.</p>
<p>Em 1885, foi concedida a ele a carta de naturalização. Ora identificado como austríaco ora como alemão, em artigo escrito por ele, em 1899, declarou-se teuto-brasileiro. Além de fotógrafo, foi referido pela imprensa como homem de ciência, professor de alemão, ilustre explorador e sócio correspondente de várias agremiações e revistas de ciência do estrangeiro.</p>
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<div id="attachment_9009" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/189" target="_blank"><img class="wp-image-9009 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/lamberg.jpg" alt="lamberg" width="422" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/189" target="_blank">Anúncio da Photographia Allemã, apresentando Mauricio Lamberg / <em>Diário de Pernambuco</em> 30 de janeiro de 1880.</a></p></div>
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<p>Provavelmente nesse período, entre 1880 e 1885, produziu diversos registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, capital de Pernambuco. Vinte dessas fotografias foram reunidas no  álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em></a>, dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, que faz parte do acervo da Biblioteca Nacional. Outras 48 imagens estão no álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles.</p>
<p>Lamberg produziu também imagens de núcleos coloniais, tipos populares, casas coloniais, espécies do reino vegetal e das principais cidades do Brasil. Fotografou a família imperial no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, em 1887.  Em suas fotografias, Lamberg já usava as placas secas de gelatina, inventadas em 1871, o que conferia a elas, segundo Pedro Vasquez, uma <em>invulgar mobilidade</em>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2694/014ALAM00249.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Sobre seu <em>talento para a realização de fotografias do mar e de embarcações,</em> Pedro Vasquez comentou que ele poderia ser <em>classificado sem dúvida alguma como um fotógrafo de marinhas, com tanto talento para o gênero quanto </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305"><em>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em></a><em>, o único no Brasil a se ter especializado nesse campo, a ponto de se tornar Fotógrafo da Marinha Imperial</em>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/237" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/237/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="642" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/237" target="_blank">Moritz Lamberg. Barra de Pernambuco, 1880 &#8211; 1885. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Provavelmente Lamberg foi morar no Rio de Janeiro em 1887 e, em 1890, tornou-se professor de alemão do Instituto Nacional de Instrução Secundária, atual Colégio Pedro II. Em 1892, Maurício Lamberg embarcou para a Europa, a bordo do paquete inglês <em>Clyde</em>, rumo a Southampton e outras escalas. Em 1894, já se encontrava no Rio de Janeiro. Em 1902<strong>,</strong> Lamberg estava na Áustria <em>comissionado em propaganda de imigração.</em></p>
<p>Entusiasta da imigração de europeus para o Brasil, Maurício Lamberg publicou, em 1896, o livro <a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank"><em>O Brazil</em></a>, sobre o qual o historiador Sacramento Blake (1827 &#8211; 1903) comentou:  &#8220;[&#8230;] trata da natureza do Brazil e das diversas raças que contém; de sua lavoura, do solo, da imigração e colonização; de suas florestas&#8230;&#8221;. Para escrever o livro, Lamberg viajou durante anos pelo norte e por parte do sul do país. Escrita originariamente em alemão, a obra, que abrange assuntos como história, geografia, fontes de renda e costumes, foi vertida para o português pelo jornalista e crítico musical Luiz de Castro (1863 &#8211; 1920), editado pela Casa Lombaerts e impresso na Tipografia Nunes, com 381 páginas distribuídos em 15 capítulos.</p>
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<div id="attachment_9115" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank"><img class="wp-image-9115 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/capabrasil1.jpg" alt="capabrasil" width="373" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank">Livro O Brasil, de autoria de Maurício Lamberg, lançado em 1896, editado pela Casa Lombaerts e impresso na Typographia Nunes</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/indice.jpg"><img class="alignnone  wp-image-9311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/indice.jpg" alt="indice" width="386" height="485" /></a></p>
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<p>Possuía heliografias executadas e impressas por Dontor F. Albert &amp; Cia, em Munique, e por Verlag von Hermann Zieger, em Leipzig, na Alemanha, além de registros produzidos por ele e por fotógrafos como Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), dentre outros. As duas imagens abaixo estão na obra.</p>
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<div style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4736" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4736/007NGBMF1824cxretratos01-03.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="275" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4736" target="_blank">Marc Ferrez. Negra da Bahia, c. 1885. Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2566" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2566/007NGBMF1824cx102-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="277" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2566" target="_blank">Marc Ferrez. Negra com seu filho, c. 1884. Salvador , Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Segundo Lamberg, por se preocuparem em demasia com a África e com a Ásia, os países europeus negligenciavam as vantagens econômicas e climáticas que o Brasil oferecia para os europeus do norte. Aconselhava que os recém-chegados ao Brasil evitassem o consumo de frutas em excesso e também tivessem cuidado com a exposição ao sol. Mencionava também o perigo da febre amarela.</p>
<p>Seu filho, o pianista e organista Emilio Lamberg (c.1863 &#8211; 1919), fez bastante sucesso, tendo se apresentado com os mais destacados músicos de sua época. Porém, morreu <em>paupérrimo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40444" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de agosto de 1919, na sexta coluna</a>). Seu outro filho, Manfredo Carlos Lamberg (18? &#8211; 1921), que ele chamava de Fred e o acompanhou em algumas de suas viagens ao norte do Brasil, foi major, professor de alemão, telegrafista, agrimensor e engenheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/23248" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 25 de dezembro de 1890, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/295"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de junho de 1891, na segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/14447"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de janeiro de 1895, na sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2725"><em>O Pará</em>, 31 de março de 1900, na primeira coluna</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/1220" target="_blank"><em> A Época</em>, 23 de dezembro de 1912</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/23922"><em>O Paiz</em>, 24 de julho de 1914, na primeira coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Moritz (Maurício) Lamberg </strong></span></em></p>
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<div style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2656" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2656/014ALAM00215.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="660" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2656" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; De acordo com a dissertação de Regina Beatriz Quariguasy Schlochauer, <a href="http://reginaschlochauer.com.br/wp-content/uploads/2012/01/dissertacao.pdf"><em>A presença do piano na vida carioca no século passado</em></a><em>, </em>apresentada ao Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, sob orientação do Prof. Dr. Amilcar Zani Netto, o pianista Emílio Lamberg, filho de Maurício Lamberg, teria nascido em Pernambuco, em 1863, e ido para para Viena, com a família, aos 3 anos. Segundo noticiado pelo jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43893" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 18 de agosto de 1919</a>, ele teria falecido com 52 anos em 1919, ou seja, teria nascido em 1867 ou 1868. Com essas informações, pode-se deduzir que, possivelmente, nessa época Maurício Lamberg estava vivendo no Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; O gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu Maurício Lamberg para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138"> Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>. Lamberg foi apresentado como <em>celebridade europeia</em> e<em> insigne artista</em>, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/189" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de janeiro de 1880</a>).</p>
<p>O Instituto Moreira Salles possui o álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120" target="_blank"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, com 48 fotografias da cidade de Recife, produzidas por Lamberg em torno desse ano.</p>
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<div id="attachment_9287" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><img class="wp-image-9287 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/vistasdepernambuco.jpg" alt="vistasdepernambuco" width="424" height="340" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120" target="_blank">Capa do álbum <em>Vistas de Pernambuco</em>, com fotografias de Lamberg, que pertence ao acervo do Instituto Moreira Salles</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1880 &#8211; 1885</strong></span> &#8211; O álbum de sua autoria, <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em></a>, foi provavelmente produzido nesse período. Dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, faz parte do acervo da Biblioteca Nacional, e possui 2o fotografias de Recife.</p>
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<div id="attachment_9288" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-9288 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/capabn.jpg" alt="capabn" width="470" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf" target="_blank">Capa do álbum <em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em>, com fotografias produzidas por Lamberg, que pertence ao acervo da Biblioteca Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Lamberg fez uma petição à Associação Comercial da cidade do Recife para que se ordenasse o registro da escritura<strong> </strong><em>da compra que fez do estabelecimento denominado Photographia Allemã, </em>que era de propriedade de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4103"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1881, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Alberto Henschel e Lamberg convidavam o público para <em>apreciar os trabalhos de nossa casa, que vão ser exibidos na próxima exposição que terá lugar no Rio de Janeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4481"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9064" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481"><img class="wp-image-9064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg" alt="prop1" width="421" height="235" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Após uma longa temporada de estudo na Europa, o filho de Lamberg, o pianista e organista Emilio Lamberg (1860 &#8211; 1919), chegou ao Brasil, no vapor <em>Niger</em>, que havia partido da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10071"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1884, na primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10096"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 13 de março de 1884, na primeira coluna</a>). Dias depois, Emilio fez uma apresentação no primeiro andar do sobrado onde ficava a Photographia Allemã, na rua Barão da Vitória, nº 52 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10198"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1884, na penúltima coluna</a>). Maurício Lamberg convidou o público para a apresentação de seu filho, no Teatro deSanta Isabel, inicialmente agendada para o dia 19 de abril e depois transferida para o dia 24 do mesmo mês. O recital foi um sucesso e Emilio se apresentou várias outras vezes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10272"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1884, na quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10322"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de abril de 1884, na segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10382"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1884, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Foi concedida a Maurício Lamberg, identificado como um <em>súdito austríaco</em>, a carta de naturalização<em> (Diário de Pernambuco, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12677">12 de abril de 1885, na primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12789">29 de abril, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma notícia sobre o suicídio de um empregado no estabelecimento Photographia Allemã, localizada na rua Barão da Vitória, em Recife, Lamberg foi identificado como proprietário da casa fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12954"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de maio de 1885, na quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12903"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de maio de 1885, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Representando a casa fotográfica Alberto Henschel, seu<em> sócio viajante</em> Lamberg esteve de janeiro a março de 1887, em Vitória, no estabelecimento fotográfico de Ayres, provavelmente Joaquim Ayres, que iniciou sua carreira como funcionário do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, no Rio de Janeiro. O estabelecimento seria a Photographia Artística Vitoriense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/7220"><em>O Espírito-Santense</em>, 1º de janeiro de 1887</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301582/5212"><em>A Província do Espírito Santo</em>, 26 de fevereiro de 1887, na última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/7292"><em>O Espírito Santense</em>, 2 de março de 1887, na última coluna</a>). Dias depois, Lamberg anunciou a exposição das fotografias produzidas em sua estadia em Vitória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301582/5264"><em>A Província do Espírito Santo</em>, 13 de março de 1887, na primeira coluna</a>). Na época, a Photographia Artística Vitoriense ficava no Largo do dr. João Clímaco, nº 6.</p>
<p>No estabelecimento fotográfico de Alberto Henschel, a Photographia Allemã, na rua dos Ourives, nº 40, atual rua Miguel Couto, no Rio de Janeiro, foi inaugurada uma exposição de vistas fotográficas de pontos do norte do país, produzidas por Lamberg, na época, um dos sócios do ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/1491"><em>The</em> <em>Rio News</em>, 5 de maio de 1887, na primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/2893"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de maio de 1887, na penúltima coluna sob o título &#8220;Vistas fotográficas&#8221;;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/414"><em>Novidades</em>, 21 de maio de 1887, na segunda coluna)</a>. As fotografias serviriam de modelos para as gravuras em madeira que viriam a ilustrar o livro, na época intitulado &#8220;Esquissos sobre o norte do Brasil em relação à colonização&#8221;, que estava sendo escrito, em alemão, por Lamberg. Eram imagens de núcleos coloniais, tipos populares, casas coloniais, espécies do reino vegetal, entre outras. Sobre o conjunto de imagens, escreveu-se: <em>é uma coleção curiosa mesmo para quem a vir desacompanhada de texto explicativo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17834"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1887, na sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/19296"><em>O Cearense</em>, 20 de julho de 1887, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9052" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank"><img class="wp-image-9052 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/propaganda.jpg" alt="propaganda" width="293" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank">Propaganda da exposição de fotografias de Lamberg, publicada no <em>The Rio News</em> de 5 de outubro de 1887</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank"> </a></p>
<p>Em 1º de junho, Lamberg fotografou a família imperial no Palácio Itamaraty. <em>Ficou assim o grupo: ao centro o imperador e a imperatriz; à direita do imperador, a princesa imperial com seu filho o príncipe d. Luiz e junto a si o príncipe d. Antonio e o príncipe do Grão-Pará, o conde d´Eu e o príncipe d. Augusto, ficando estes no segundo plano. À esquerda da imperatriz, figurou sentado o príncipe d. Pedro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/4095"><em>O Paiz</em>, 20 de junho de 1887, na quarta coluna, sob o título &#8220;Noticiário&#8221;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/4027"><em>A Federação</em>, 28 de junho de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Na reunião da diretoria da Sociedade Central de Imigração, presidida pelo senador Escragnolle Taunay, após a leitura do expediente, apresentou-se Lamberg, <em>austríaco, que faz sentir a facilidade com que poderiam instalar-se no Brasil vários compatriotas seus, trabalhadores de primeira ordem que na Europa já não podem conseguir certas condições de bem estar.</em> Devido à complexidade da questão, foi pedido para que Lamberg comparecesse na reunião seguinte da diretoria, no dia 5 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/312"><em>A Immigração</em>, 30 de junho de 1887, na segunda coluna</a>).</p>
<p>A visita que Lamberg fez à redação do<em> Correio Paulistano</em> foi registrada pelo jornal com a publicação da matéria &#8220;Um estrangeiro amigo no Brasil&#8221;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_9039" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188" target="_blank"><img class="wp-image-9039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/texto.jpg" alt="texto" width="237" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188" target="_blank">Um estrangeiro amigo do Brasil&#8221;, publicado no <em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi veiculada uma propaganda da Photographia Allemã: <em>Alberto Henschel &amp; Co &#8211; Retratos em fotografia e a óleo, sendo estes feitos pelo artista E. Paft e aqueles pelo artista sr. Lamberg. Rua dos Ourives, 40, das 9 horas da manhã às 4 da tarde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18771"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de outubro de 1887, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Seu filho, o pianista Emilio Lamberg chegou ao Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Lamberg e seu filho, o pianista e organista Emilio Lamberg, visitaram a redação do jornal <em>Diário de Notícias. </em>Foi anunciado que Emilio se apresentaria no dia 19 de junho no Club Beethoven, inaugurado em 1882, que abrigava saraus com os principais nomes da música clássica. De acordo com o jornal, Emilio Lamberg havia estudado na Academia de Música de Berlim e nos conservatórios de Viena e de Paris, tendo sido aluno do músico francês Camille Saint-Saens (1835 &#8211; 1921). Nesta matéria Lamberg foi identificado como escritor e viajante austríaco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5048"><em>Diário de Notícias</em></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5048">, 9 de novembro de 1888, na última coluna, sob o título &#8220;Echos e Notas&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Seu filho, Manfredo Carlos Lamberg, prestou exames para a Escola Normal, no Rio de Janeiro (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22131" target="_blank">28 de janeiro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22225" target="_blank"> 12 de fevereiro</a> de 1889, ambos na segunda coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Mauricio Lamberg foi nomeado professor substituto da cadeira de alemão do Instituto Nacional de Instrução Secundária, atual Colégio Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6837"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de fevereiro de 1890, na penúltima coluna)</a>. Inscreveu-se para a vaga de professor efetivo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/1137"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de junho de 1890, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que um parecer sobre a obra de Lamberg, um estudo sobre o Brasil sob uma ótica econômica e social, seria apresentado ao presidente do Brasil, marechal Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892). Para escrever o livro, Lamberg teria viajado durante anos pelo norte e por parte do sul do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6948"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de março de 1890, na penúltima coluna</a>). Uma curiosidade: quando esteve em Santa Catarina, conheceu o fotógrafo e agente consular <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Albert Richard Dietze (1839 &#8211; 1906)</a>, que o hospedou. Na ocasião, houve um sarau com dança na casa do anfitrião (<em>O Brazil</em>, pág. 256).</p>
<p>Emilio Lamberg era professor de piano da Academia de Música, fundada em 1885 pelo Club Beethoven. Funcionava na Escola de São José (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5926" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de abril de 1890, no centro da página</a>). Foi admitido como professor de órgão no Instituto Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/1763"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de agosto de 1890, na última coluna</a>). Pouco depois viajou para a Europa onde foi acompanhar a construção do órgão encomendado pelo Instituto à casa Wilhelm Sauer, em Frankfurt, na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/2474"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de novembro de 1890, na sét</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416">ima coluna). </a>Ficou na Europa até 9 de junho de 1894 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416"><em>Jornal do Commercio</em> , 20 de agosto de 1904, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg embarcou no dia 19 de abril para a Europa a bordo do paquete inglês <em>Clyde</em>, rumo a Southampton e outras escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5606"><em>O Paiz</em>, 20 de abril de 1892, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Emilio Lamberg foi demitido do cargo de professor de órgão no Instituto Nacional de Música, <em>a bem do serviço público</em>. Posteriormente, tornou-se um professor particular de sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/11023"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de agosto de 1892, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2021"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de agosto de 1892, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg estava inscrito para o concurso para amanuense da Diretoria do Interior e Estatísticas, da Prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/10725"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1894, na quinta coluna</a>). Amanuense era o funcionário de repartições públicas que faziam cópias, registros e cuidavam da correspondência.</p>
<p>Foi anunciado que Moritz Lamberg, <em>depois de ter viajado pelo nosso país oito anos, escreveu um importante trabalho &#8211; O Brazil, que vai ser editado pela casa H. Lombaerts &amp; C, desta capital. O livro, que será luxuosamente impresso, contém um estudo sobre a nossa história, geografia, fontes de renda, costumes, caráter do povo e 50 fotografias representando trechos de nossas matas virgens e seculares e vistas das cidades mais importantes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/11611"><em>O Paiz,</em> 30 de dezembro de 1894, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Transcrição do capítulo  &#8220;As classes baixas do Brasil &#8211;  caboclos, mulatos, cabras, negros e antigos escravos&#8221;, do livro de Lamberg, <em>O Brasil</em>, que ainda não havia sido lançado. O trecho foi traduzido pelo professor Cândido Jucá (1865 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10984"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de fevereiro de 1895, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Notícia sobre o livro <em>O Brazil</em>, identificado como <em>um estudo completo da história sociológica</em> do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/23954"><em>A Semana</em>, 16 de fevereiro de 1895, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Maurício Lamberg estava relacionado em uma lista da Secretaria do Interior e Justiça do Estado do Rio de Janeiro <em>para completar o sello dos respectivos requerimentos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/17624"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1895, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, era pleiteada uma verba para ajudar a publicação do livro de Lamberg em quatro línguas, como reforço do fomento que o Governo fazia à imigração, estabelecendo superintendências na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/12876"><em>O Paiz</em>, 8 de junho de 1895, na quinta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/19210"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de novembro de 1895, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg e sua mulher, professores de música, comunicaram sua mudança para Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/20137"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de fevereiro de 1896, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Maurício Lamberg apresentou à Câmara de Deputados uma petição pedindo isenção de direito para as gravuras e capas que ilustrariam o livro sobre o Brasil que ele estava prestes a publicar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23236"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de dezembro de 1896, na segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/5145"><em>The Rio News</em>, 8 de dezembro de 1896, na terceira coluna</a>). O pedido foi indeferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/382760/842"><em>Liberdade</em>, 2 de dezembro de 1896, na última coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado seu livro, <em>O</em> <em>Brazil</em><em>,</em> editado pela Casa Lombaerts e impresso na Tipografia Nunes, com 381 páginas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/6946"><em>Diário do Rio</em>, 2 de abril de 1897, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg, identificado como professor, tinha estado no Palácio Itamaraty (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17392"><em>O Paiz</em>, 19 de janeiro de 1897, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi enviado um exemplar do livro <em>O</em> <em>Brazil</em> para a redação do <em>Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/7575"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de março de 1897, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado um comentário sobre <em>O Brazil, </em>referido como<em> um importantíssimo livro, c</em>uja edição era<em> primorosa </em>e<em> as gravuras admiráveis de nitidez </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/5312"><em>Revista Illustrada</em>, abril de 1897, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma crítica ao livro <em>O Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2643"><em>A Notícia</em>, 8 de abril de 1897, na penúltima coluna, na coluna &#8220;Semana Literária&#8221;</a>). Outra crítica foi publicada descrevendo os temas do livro, com a transcrição do trecho <em>em que se refere aos jornalistas atuais</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/memoria.bn.br/DocReader/103730_03/16141"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril de 1897, na primeira coluna</a>). O livro estava à venda na Livraria Laemmert, na rua do Ouvidor, 66 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2703"><em>A Notícia</em>, 26 e 27 de abril, na última coluna</a>).</p>
<p>Em comentário do dr. Figueiredo Magalhães, transcrição de um trecho do livro <em>O Brazil</em>, de autoria de Moritz Lamberg, sobre a pretensa descoberta da vacina amarela pelo dr. Domingos Freire (1849 &#8211; 1899), professor da Academia de Medicina no Brasil. Lamberg afirmava que conhecidos dele haviam morrido de febre amarela depois de terem sido vacinados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/24473"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de abril de 1897, na primeira coluna</a>). Devido a esse trecho de seu livro, Lamberg foi convidado a comparecer ao Instituto Bacteriológico dr. Domingos Freire <em>a fim de dar esclarecimentos, certo de que se não o fizer no espaço de oito dias</em> sua afirmação <em>será tida como falsa e aleivosa </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17946"><em>O Paiz</em>, 13 de abril de 1897, na quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9104" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank"><img class="wp-image-9104 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/propagandalivro.jpg" alt="propagandalivro" width="479" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank">Propaganda do livro <em>O Brasil,</em> na <em>Gazeta de Petrópolis</em>, em 20 de abril de 1897</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank"> </a></p>
<p>A Casa Garraux, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo, onde estava à venda o livro <em>O</em> <em>Brasil</em> , enviou um exemplar para a redação do <em>Correio Paulistano</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/7620"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de maio de 1897, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; O livro <em>O Brasil</em> estava à venda na Livraria A. Lavignasse Filho &amp; C, na rua dos Ourives, 7 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/4426"><em>A Notícia</em>, 12 e 13 de agosto de 1898, na última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do texto &#8220;Viagem ao Pará&#8221;, de 12 de outubro de 1898, de autoria de Lamberg. Ele descreveu sua viagem de 14 dias, a bordo do paquete <em>Alagoas,</em> do Lloyd Brasileiro, que partiu do Rio de Janeiro em 24 de setembro de 1898, até o Pará. <em>Tive ocasião de ver de novo as capitais do Norte, que eu havia visitado 13 anos atrás e que descrevi no meu livro Bresilien. </em> Antes de chegar em Belém, o navio parou nos portos de Vitória, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e São Luis. Ele exaltou a opulência do Pará: <em>O Pará! Que diferença de todas as outras cidades do Brasil &#8211; Aqui não há indústria, toda a riqueza vem da natureza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/9972"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de setembro de 1898, na primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/3182"><em>Gazeta de Petrópolis,</em> 10 de novembro de 1898, na terceira coluna</a>). Em sua passagem por São Luís, no Maranhão, e Belém, no Pará, foi identificado como <em>engenheiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1030"><em>O Pará</em>, 9 de outubro de 1898, na penúltima coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/29654"><em>Diário do Maranhão</em>, 15 de novembro de 1898, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Após uma longa estada no rio Acará, retornou a Belém o <em>ilustre explorado</em>r Moritz Lamberg (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1228"><em>O Pará</em>, 11 de dezembro de 1898, na primeira coluna</a>). Escreveu o artigo &#8220;Excursão ao rio Acará (<em>O Pará</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1232">3 de dezembro de 1898, na quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1239">15 de dezembro de 1898, na última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1248">17 de dezembro, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Lamberg regressou ao rio Acará, onde chefiava a discriminação de lotes para a f<em>undação de um núcleo colonial ali </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1305"><em>O Pará</em>, 2 de janeiro de 1899, na última coluna</a>).</p>
<p>Lamberg, identificado como <em>ilustre homem de ciência</em>, embarcou no vapor<em> Brasil</em> para Manaus, no Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5146"><em>República</em>, 18 de maio de 1899, na última coluna</a>).</p>
<p>Lamberg escreveu o artigo &#8220;Brasil-Alemanha&#8221;, publicado com a assinatura de Julio Lamberg. No dia seguinte, o jornal corrigiu o erro (<em>A República</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5150">19 de maio de 1899, na segunda coluna,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5150">20 de maio de 1899, na quinta coluna</a>). O artigo foi uma resposta a uma matéria publicada no jornal <em>A Província do Pará</em>, publicada alguns dias antes, em dia 14 de maio, sobre uma publicação de um jornal de Bremen, na Alemanha, <em>aconselhando o governo alemão a hastear sua bandeira n&#8217;um estado do sul do Brasil.</em></p>
<p>Seu livro, <em>O Brasil,</em> já estava traduzido para o italiano, para o francês e para o inglês. Embarcou para o rio Madeira no vapor <em>Porto de Moz</em>. Ele era <em>sócio correspondente de várias agremiações e revistas de ciência do estrangeiro </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301337/1527"><em>Commercio do Amazonas</em>, 8 de julho de 1899, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; No início de fevereiro, estava em Belém (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2549"><em>O Pará</em>, 5 de fevereiro de 1900, na penúltima coluna</a>). No paquete <em>Pernambuco, </em>Lamberg regressou do Amazonas para o Rio de Janeiro. Esteve também na Bolívia e no Peru. Trouxe <em>grande cópia de informações geográficas e etnográficas, notas sobre a vida prática e comercial de todas aquelas regiões, uma monografia sobre a borracha e descrição das duas capitais brasileira e da de Iquitos, no Peru, tratando nela da vida social, política e cultural, e grande quantidade de fotografias interessantíssimas dos diversos pontos que percorreu </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/185"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de março de 1900, na última coluna</a>)</p>
<p>O livro <em>O Brasil </em>estava no catálogo do leilão da livraria de A. Pinheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/789"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de novembro de 1900, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; No artigo <em>Por que me ufano de meu país</em>, do poeta mineiro Affonso Celso (1860-1938), foi mencionado que Lamberg afirmava que o céu do Brasil era mais bonito do que o da Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168092/756"><em>A Cidade</em>, 20 de julho de 1901, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Lamberg estava na Áustria <em>comissionado em propaganda de imigração</em> e para ele foi enviado<em> uma via de letra em florins para Viena</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/10988"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 18 de maio de 1902, na sexta coluna</a>).</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720488/411">Na edição de 20 de setembro de 1902 da publicação <em>Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros</em></a> foi transcrito um trecho do livro <em>O Brasil </em>sobre a inferioridade educacional dos fazendeiros do país: <em>O fazendeiro possuía apenas alguns conhecimentos empíricos sobre a lavoura e era por demais fidalgo para se ocupar seriamente com ela&#8230;</em></p>
<p>Sobre a indiferença dos governos em relação à indústria agrícola, foram transcritas algumas palavras de Lamberg, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0013/468">edição<em> </em>de 20 de setembro<em> </em>da publicação<em> Mensagens do governador do Rio de Janeiro para a Assembleia</em></a>: <em>A situação lamentável da lavoura teria materialmente falando arruinado qualquer outro país; mas o Brasil assemelha-se ao gigante de Anteu que assim que tocava a terra adquiria novas forças.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Em um <em>vibrante opúsculo</em> escrito para a colônia italiana que emigra por Pasquale Vincenti e publicado em Nápoles, a obra <em>O Brazil</em> foi mencionada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2549"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de dezembro de 1903, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; No concerto realizado em 14 de agosto, no salão do Instituto Nacional de Música, Emilio Lamberg não pode usar o órgão porque o conservador do mesmo não havia executado os consertos necessários ao instrumento. Devido à reação que teve diante do problema, foi proibido pelo ministro das Belas Artes a alugar o mesmo salão para futuros concertos. Dias depois, Emilio Lamberg afirmou, em uma nota assinada, que sua demissão do Instituto Nacional de Música, quando se encontrava na Europa, em 1892, havia sido o resultado da ação de seus desafetos. Esclareceu que, na verdade, a demissão foi declarada sem efeito, já que o contrato celebrado para que ele fosse o titular do órgão do Instituto havia sido celebrado em 18 de setembro de 1890 e só duraria um ano. Afirmou também já ter quitado sua dívida com o Tesouro Federal. Terminou a nota declarando: <em>Depois disso &#8211; creio que posso esperar me deixem em paz os infatigáveis zoilos que tão desumana e covardemente me perseguem. Nada mais direi ainda mesmo provocado. </em>Teve negado seu pedido de reintegração ao cargo de professor da cadeira de órgão do Instituto Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6656"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de agosto de 1904, na penúltima coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416"><em>Jornal do Commercio</em> , 20 de agosto de 1904, na sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6728"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de agosto de 1904, na quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/7768"><em>Relatórios do Ministério da Justiça</em>, março de 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; O professor Emilio Lamberg dirigiu um concerto de sucesso, no Club dos Diários, no Rio de Janeiro. Apresentou-se com Annunziata Palermini e Leopoldo Duque-Estrada Júnior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/808989/115"><em>Gazeta Fluminense</em>, 12 de abril de 1905, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg, protegido pelo pianista compositor alemão de origem polaca Moritz Moszkowski (1854 &#8211; 1925) estabeleceu-se em Paris. Foi assistente do c<em>élebre professor de canto</em> polonês Jean Reszké (1850 &#8211; 1925). Viajou à Alemanha e à Áustria para conhecer os novos processos da arte pianística (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Em abril, Emilio Lamberg deu um concerto na Sala Erard, em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Em março, Emilio Lamberg deu um outro concerto na Sala Erard, em Paris, dessa vez com a participação do violoncelista catalão Pablo Casals (1876 &#8211; 1973). Repetiu a apresentação em Londres, o que lhe valeu um convite para tocar, no ano seguinte, na Sociedade Filarmônica, sob a regência de Mr Woord. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Numa apreciação do seu livro <em>O</em> <em>Brasil</em>, Lamberg foi identificado como alemão<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0013/468"><em>A Província</em>, 5 de outubro de 1909, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Em Londres, Emílio Lamberg  esteve em um recital do pianista português Vianna da Motta (1868 &#8211; 1948) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre um drama histórico escrito por M. Lamberg, provavelmente Maurício Lamberg, identificado como <em>alemão</em>, sobre a proclamação da República no Brasil. O livro, <em>Dom Pedro II von Bragança und sein Paladon,</em> estava sendo impresso em Viena pelo editor F.B. Zelanoroski. Segundo a notícia, o autor referia-se com carinho a Saldanha da Gama (1846 &#8211; 1895) e enaltecia o Visconde de Ouro Preto (1836 &#8211; 1912) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/23954"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 13 de novembro de 1909, na penúltima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/12134" target="_blank"><em>Diário da Tarde,</em> Paraná, 15 de novembro de 1909, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1910, o <em>Jornal do Brasil</em> noticiou ter recebido possivelmente o mesmo drama histórico mencionado, de autoria de <em>Moniz Lamberg</em>, de <em>origem polaca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/622" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de fevereiro de 1910, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg fez uma turnê pela Europa com a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia (1885 &#8211; 1950), primeira mulher de Pablo Casals.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 e 1912</strong></span> &#8211; Com Pablo Casals, Emilio fez turnês pela Áustria, Alemanha, Holanda, Hungria e Rússia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; O livro <em>O Brazil </em>foi identificado como uma <em>importantíssima obra sobre o Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/10161" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de abril de 1912, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Após uma permanência de oito anos na Europa, Emilio Lamberg retornou ao Brasil e comunicou que voltaria a dar aulas de piano. Nessa matéria, ele descreveu sua vida nesse período europeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg chegou a Curitiba, onde hospedou-se na casa de Raul dos Guimarães Bonjean (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20321"><em>Diário da Tarde</em>, Paraná, 5 de janeiro de 1915, na última coluna</a>). Apresentou-se no salão do Ginásio Paraná <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20366">(<em>Diário da Tarde</em>, Paraná, 19 de janeiro de 1915, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Uma propaganda anunciava que Emilio Lamberg havia <em>chegado recentemente da Europa</em> e oferecia aulas de piano no Rio de Janeiro e em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/22752"><em>A Notícia</em>, 30 / 31 de janeiro de 1915, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg estava gravemente doente. Em seu benefício, foi realizado um concerto no salão nobre do <em>Jornal do Commercio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41403" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1918, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg faleceu, em 16 de agosto, no Hospital Nacional de Alienados, devido a uma arteriosclerose generalizada e foi enterrado no Cemitério São João Batista. Foi rezada uma missa em sua memória na Igreja da Glória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15515" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 17 de agosto de 1919, na segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40444" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de agosto de 1919, na sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43893" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de agosto de 1919, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/47885" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de setembro de 1919, na segunda coluna</a>). No convite para a missa constava como sua mulher Lily Lamberg, que na ocasião estava em Paris, e, como seu irmão, Manfredo Carlos Lamberg (18? &#8211; 1921). Osmar, Olga, Elza, Oscar e José Carlos, citados no anúncio, seriam netos de Moritz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40551" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de agosto de 1919, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25669" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1926, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Em Minas Gerais, falecimento do <em>engenheiro</em> Manfredo Carlos Lamberg, o outro filho de Moritz. Foi realizada, em sua homenagem, uma missa da igreja da Glória, no Largo do Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/5406" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de março de 1921, na segunda coluna</a>). Sobre ele, Lamberg escreveu no capítulo VIII de seu livro <em>O Brazil</em>:<em> &#8230;tinha uma estatura de gigante, a quem a natureza dera ossos duplamente fortes e a força quíntupla de um homem comum. Não era uma grande ilustração mas todos os seus gestos indicavam coragem e energia e seus nos seus olhos refletia-se a  intrepidez.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Em seu livro, <em>Ordem e Progresso</em>, sobre a transição do regime monarquista ao republicano no Brasil, da abolição da escravatura à Primeira Guerra Mundial, o pernambucano Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX, cita e discorda de uma passagem no capítulo &#8220;Pernambuco&#8221; do livro <em>Brazil</em>, de Lamberg, a quem se refere como <em>teuto-sergipano do Recife</em>: &#8230; <em>A causa de não contribuírem os brasileiros do Norte e do Sul do Império com nenhum trabalho de</em> &#8220;importância universal&#8221; <em>para as ciências e o saber, julgou encontrá-la Lamberg &#8211; esquecido de todo de um José Bonifácio, de um Teixeira de Freitas, de um José Vieira &#8211; não &#8220;</em>na falta de inteligência e boa vontade<em>&#8221; mas &#8220;</em>na natureza do habitante do trópico, incapaz de consagrar toda a sua existência ao exame de um problema científico, sacrificando muitos gozos da vida, como faz o sábio das zonas temperadas e frias&#8230;&#8221; . Lamberg fazia uma exceção a Tobias Barreto (1839 &#8211; 1889). Freyre achava significativo Lamberg reconhecer que tanto o Pará como Pernambuco estavam procurando &#8220;recuperar o tempo perdido&#8221; em relação às artes e às ciências. Em outro trecho, Freyre citou o conselho que Lamberg dava àqueles que contraíssem febre amarela: preferir se consultar com médicos brasileiros, em sua opinião, mais preparados do que os europeus para o tratamento da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Alguns trechos do livro <em>O Brazil</em>, de Moritz (Maurício) Lamberg</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No Preâmbulo</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>Sabemos, por experiência, que a grande República sul-americana é, em geral, sobre o ponto de vista de sua vida íntima, pouco ou nada conhecida e até mesmo goza injustamente de uma reputação duvidosa.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Considerando, pois, que a revolução social e política que seu deu nesse país fez com que ele tomasse parte mais saliente nos interesses cronológicos do mundo civilizado e que, além disso, a América do Norte em consequência dos embaraços que opôs ultimamente à imigração, parece querer ceder tacitamente ao Brasil o primeiro lugar nesse sentido, resolvemos reunir as notas que tomamos durante os dezesseis anos de permanência neste país e os oito anos de viagem pelo interior e oferecê-las ao público.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Na Introdução</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em>Não se pode bem precisar qual o verdadeiro descobridor do Brasil. As primeiras notícias dessa região da América foram enviadas ao seu soberano, El-Rey d. Manoel de Portugal, pelo almirante Pedro Alvares Cabral que em derrota para as Índias ali aportara por acaso.</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo I &#8220;Pernambuco&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Sobre a pouca tendência dos brasileiros à dedicação às ciências:</span></p>
<p style="text-align: left;"><em>A causa não está na falta de inteligência ou de boa vontade, mas na natureza do habitante dos trópicos incapaz de consagrar toda a sua existência ao exame de um problema científico, sacrificando muitos gozos da vida, como faz o sábio das zonas temperadas e frias</em>(pág. 12).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo III  &#8220;As classes baixas do Brasil &#8211;  caboclos, mulatos, cabras, negros e antigos escravos&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>Quanto às baixas classes cultas do país convenceram-se longos anos de minuciosa e exata observação que os homens dessa classe acima são os mais felizes desse mundo sub-lunar. Necessidade e miséria são para eles coisas quase inteiramente desconhecidas e só em sentido científico pode-e-lhe aplicar a teoria da luta pela vida. </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>O que se lhes torna a vida tão leve não é pobreza de espírito ou falta de suscetibilidade e sentimento, é. ao contrário, uma qualidade ingênita, um estoicismo inato, que os faz atravessar a vida alegres e satisfeitos, e não se alteram com as paixões humanas como a cobiça, a inveja e a ambição. Somente o amor agita de vez em quando essas existências tranquilas</em> (pág. 36).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">No capítulo IV &#8220;As classes médias e altas no Brasil&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Sobre caráter, moralidade, hipocrisia e relação entre homens e mulheres brasileiros:</span></p>
<p style="text-align: left;"><em>O caráter do brasileiro é bom, agradável, obsequiador e, no todo, amável. Falta-lhe, porém em geral uma base moral sólida. Substituem frequentemente a moralidade por dogmas sociais, elevado à altura de uma lei moral. Esses dogmas, com que se cobrem abusos, contêm muitos pontos que restringem a liberdade na vida social e proíbem a franqueza nas palavras e nos atos, mais do que em qualquer parte do mundo civilizado, resultando daí, a hipocrisia.</em></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Este defeito torna-se sobretudo saliente nas relações entre o homem e a mulher. Ostenta-se um puritanismo como raras vezes se se nota alhures. As aparências degeneram não raro nas mulheres em afetação. Por exemplo, a nenhuma moça é permitida caminhar na rua sem ir acompanhada por um parente muito próximo. Não a pode acompanhar o próprio noivo, que, aliás, não se atreve a tomar com a noiva nenhuma das acostumadas familiaridades ou carinhos.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Se formos a considerar os fenômenos que se dão diariamente nas relações entre os dois sexos, encontraremos desde logo uma diferença capital entre os costumes brasileiros e os alemães. Enquanto na Alemanha, como aliás nos países anglo-saxônicos, o noivado dura às vezes anos, estabelecendo-se entre o rapaz e a rapariga relações que têm por base o amor ideal, aqui, pelo contrário, o noivado é a bem dizer curto, e o amor, que chega por vezes às raias da loucura, parece vir mais do sangue do que da alma. Isto observa-se, aliás, na raça latina, em geral, cujo temperamento é diverso do nosso; e para isso influi, e não pouco, o clima, particularmente no Brasil </em>(pág. 54)<em>.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre mulheres e sobre  a relação entre pais e filhos:</span></p>
<p><em>No Brasil, com efeito, a mulher não é considerada como um ser independente, que possui o direito de dispor de seu destino tal qual um homem qualquer, mas como um brinquedo mais ou menos brilhante, mais ou menos precioso e agradável, delicioso e frágil&#8230;A essas mulheres não falta inteligência, mas essa inteligência não é de natureza forte, sadia; degenera muitas vezes em meditações fantásticas que as impossibilitam de serem donas de casa ativas. Onde reina, ou antes, onde passa a vida em sonhos uma jovem dona de casa como essa, não é possível haver ordem, e quem mais sofre com isso é a educação das crianças.</em></p>
<p><em>O pai, que é quem mais gosta de lidar com elas, está todo dia fora de casa, por causa dos negócios. Em um casal assim, é também o dono de casa quem sempre toma a si, durante a noite, o papel de ama-seca e quem até certo ponto consegue por ordem na casa. O carinhos dos pais pelos filhos, enquanto pequenos, chega a não ter limites, e é principalmente o pai quem se ocupa com eles, quando têm um minuto livre. ama-os, até a fraqueza e, até certa idade, atura as suas malcriações. Não há nada que mais o moleste do que ver alguém corrigir seu filho. Quando marido e mulher saem de casa, seja para visitarem uma família, seja para irem a alguma festa, levam consigo todos os filhos, com as suas respectivas amas, e é ainda o pai quem carrega todo o trabalho, agarrando-se-lhe os pequenos ao pescoço, às mãos, às abas do casaco: enquanto a mãe raras vezes olha pra eles, e , a passos largos, coberta de jóias, caminhando orgulhosamente na frente, deixa com toda calma ao marido os cuidados da família </em>(pág 55).</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre relações familiares e hospitalidade:</span></p>
<p><em>O filho, embora barbado, só raras vezes toma a liberdade de acender um cigarro na presença do pai, sem que este dê licença. Os pais tratam sempre os filhos e a si próprios na terceira pessoa e às vezes até por senhor e senhora e isso em todas as classes sociais, o que não impede que o sentimento de família se ache neles desenvolvido em alto grau. Quando um parente está na miséria, todos os membros da família acodem em seu auxílio&#8230;Às vezes, até o parentesco não está provado genealogicamente; isso porém, não influi sobre a hospitalidade, que é, sem dúvida alguma, a maior virtude dos brasileiros </em>(pág.57)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a educação da mulher brasileira:</span></p>
<p><em>As filhas das classes médias aprendem a ler e a escrever ou em alguma escola pública, ou em algum colégio, onde se acostumam também a fazer alguns trabalhos manuais fino. (È singular que no Brasil não saibam fazer meias!) A arte culinária e os trabalhos domésticos comuns não são aqui objeto de ensino. Assim que conseguem pronunciar algumas frases em francês e arranhar piano, está terminada a sua educação. Saem da escola e são moças, que os pais, com o máximo cuidado, preservam de qualquer contato com os homens.</em></p>
<p><em>É verdade que, no Rio, como nas outras cidades do país, há escolas normais cujo intuito é continuarem o ensino superior; mas são, em geral, pouco frequentadas, e isso mesmo unicamente pelas filhas das famílias menos favorecidas, as quais se preparam para professoras de escola, etc </em>(pág. 59)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo VII  &#8220;O solo, Imigração, Colonização, Agricultura, Comércio, Indústria, os relativos estabelecimentos estaduais e particulares e Finanças&#8221;</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a situação da lavoura e a força vital do Brasil:</span></p>
<p><em>A situação lamentável da lavoura no Norte teria, materialmente falando, arruinado qualquer outro país, mas o Brasil assemelha-se ao gigante Anteu que, assim que tocava na terra, adquiria novas forças. Um país cuja fonte material de vida reside única e exclusivamente na cultura do solo, de que, porém, a parte baixa do povo se descuida por indolência, e que as classes elevadas em parte não compreendem, em parte não possuem os meios e auxílios materiais necessários para isso, fechando de mais a mais o Governo olhos e ouvidos para viver apenas segundo seus interesses políticos; um país que apesar de tudo isso satisfaz, sem dificuldades especiais, todas as necessidades que exigem uma situação política muito dispendiosa e o progresso da civilização deve possuir grandes riquezas naturais e indestrutível força vital. E aí está porque é com razão que se tem esperança no seu futuro (pág. 81).</em></p>
<p>O gigante Anteu é um personagem da mitologia grega que era extremamente forte quando estava em contato com a Terra e que ficava extremamente fraco se fosse levantado ao ar.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">No capítulo XIII &#8220;Rio de Janeiro&#8221;</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a beleza do Rio de Janeiro:</span></p>
<p><em>O Rio de Janeiro é uma cidade que não posso comparar a nenhuma outra do continente europeu. Logo ao sairmos do centro da capital, cerca-nos a mai opulenta e mais pujante natureza. Em frente dela &#8211; joga essa natureza o mar com suas reentrâncias, com suas ilhas e ilhotas, esquisitamente conformadas, com suas montanhas e rochas cônicas, entre as quais se distingue e se assinala o Pão de Açúcar, que me parece mais semelhante a um barrete de dormir quando engomado, e que serve de barômetro aos habitantes da cidade. Pela parte posterior, é ela circundada de montes e vales não menos admiravelmente configurados e soberbos de uma luxuriante e imponente vegetação </em>(pág 259).</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a febre amarela e sua suposta cura pela vacina do dr. Domingos Freire (1849 &#8211; 1899):</span></p>
<p><em>O professor da Academia de Medicina, dr, Freire, julgou ter descoberto, há anos, uma vacina que devia ser excelente preservativo contra a febre amarela. Abstraindo mesmo que esta ainda não foi reconhecida por nenhuma corporação científica do exterior, eu mesmo tive infelizmente ocasião de observar a influência duvidosa desse preservativo em cinco amigos meus que, apesar de vacinados, morreram todos de febre amarela. Todavia, deve-se confessar que esse sábio é um dos poucos que aqui fazem muito para o desenvolvimento e popularização da ciência em prol da higiene pública. </em>(pág. 294)</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre o Observatório Astronômico do Rio de Janeiro:</span></p>
<p><em>O Observatório, sob direção do astrônomo belga Kruls, tornou-se vantajosamente conhecido na Europa e tem prestado bons serviços</em>(pág. 295)</p>
<p>O nome completo de Kruls é Louis (Luis) Ferdinand Cruls (1848 &#8211; 1908). Dirigiu o Observatório de 1881 a 1908.</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre o Colégio Pedro II e sobre a mocidade brasileira:</span></p>
<p><em>O colégio mais importante e mais bem dirigido de todo o Brasil é o o Ginásio Nacional, outrora Colégio Pedro II, no Rio. Parece-se a um ginásio real alemão, com um internato e um externato, tendo ambos mais ou menos 40 professores. Exteriormente, ambas essas instituições têm bela aparência, mas o interior deixa ainda a desejar. Não há dúvida que ali se aprende tudo que faz parte do ensino secundário, e que o curso dura 7 anos, mas os alunos ao deixarem essa instituição não possuem os conhecimentos que têm os bacharéis das escolas austríacas, alemães e suíças; embora a mocidade brasileira não seja, como inteligência e talento, de forma alguma inferior à Europa. Posso afirmá-lo com segurança como antigo professor desse colégio.</em> (pág. 296)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) &#8211; Todas as vezes que aparecer somente o sobrenome Lamberg, sem ser antecedido pelo prenome, o texto estará se referindo a Moritz (Maurício) Lamberg.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas Fotografias Pernambucanas 1851 &#8211; 1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p>FREYRE, Gilberto. <em>Ordem e Progresso</em> (recurso eletrônico). São Paulo: Global 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAMBERG, Moritz. <em>O Brazil</em>. Rio de Janeiro: Casa Lombaerts, 1896.</p>
<p>LEITE, Míriam Lifchitz Moreira (org.). <em>A condição feminina no Rio de Janeiro, século XIX: antologia de textos de viajantes estrangeiros</em>. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.</p>
<p>LISBOA, Karen Macknow. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702013000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt" target="_blank">Insalubridade, doenças e imigração: visões alemãs sobre o Brasil</a> </em>in História, ciência, saú de-Manguinhos vol.20 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2013.</p>
<p><a href="http://www.brasiliana.usp.br/bitstream/handle/1918/060041-22/060041-22_COMPLETO.pdf">Site da Brasiliana da USP</a></p>
<p><a href="https://www.cp2.g12.br/component/content/article/83-cpii/1632-per%C3%ADodo-republicano.html" target="_blank">Site do Colégio Pedro II</a></p>
<p><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535">Site do Senado Federal</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Fotógrafos alemães no Brasil</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p>WOLFF, Gregor (ed). <a href="http://www.iai.spk-berlin.de/fileadmin/dokumentenbibliothek/Ausser_der_Reihe/Fotoband_ENGL_f%C3%BCr_Web.pdf"><em>Explorers and Entrepreneurs behind the Camera</em></a>. Berlin: Ibero-AmerikanischesInstitut, 2015, 168 pp.</p>
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