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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Santa Teresa</title>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XX &#8211; Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 - 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 - 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 - 2022), em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil" fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de Georges Leuzinger de Marc Ferrez produzidas a partir da Rua do Curvelo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Série</strong><em><strong> Avenidas e ruas do Brasil XX &#8211; </strong></em><strong>Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola*</strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 &#8211; 2022) <strong>(1)</strong>, em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil, </em>fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892) </a>e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>produzidas a partir da Rua do Curvelo, além de uma produzida por Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39125" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank"><img class="wp-image-39125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/coppola.jpg" alt="coppola" width="479" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de um conjunto clássico das fotografias de Buenos Aires feitas por Coppola na década de 1930, o IMS guarda registros das esculturas de Aleijadinho (1738 &#8211; 1814) e outras imagens do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://acervos.ims.com.br/portals/#/search?filtersStateId=16&amp;page=1" target="_blank">Acesse aqui as fotos disponíveis no portal do IMS das esculturas de Aleijadinho realizadas por Coppola durante sua viagem a Congonhas do Campo e Ouro Preto, em 1945</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bandeira foi retratado na janela de sua moradia, na Rua do Curvelo, nº 51, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. As duas fotografias foram tiradas de cima, da casa nº56 da Rua do Curvelo, onde residiam a psiquiatra Nise da Silveira (1905 &#8211; 1999), e seu marido, o médico sanitarista Mário Magalhães da Silveira (1905 &#8211; 1986).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42913" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank"><img class=" wp-image-42913" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira3.jpg" alt="Nise e Mário Silveira / Acervo de Nise Silveira" width="455" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank">Nise e Mário da Silveira / Acervo de Nise da Silveira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma das imagens, o poeta está sorrindo; na outra, estende a mão para uma moça que olha para Coppola:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Na calçada, uma jovem negra para diante da janela em que o poeta apareceu de pijama, com uma xícara de café. Coppola observa tudo à distância do outro lado da rua. Não sabemos sobre o que conversaram a moça e o poeta. Também não sabemos se Coppola ouviu falar das cidades mineiras naquele momento ou se algum dia leu o soneto que Bandeira escandiu em alexandrinos rimados. Mas percebemos pela fotografia que a noite já vinha chegando “de mansinho”, e que as mãos do poeta e da moça se tocam sobre o beiral da janela. Ela olha para o fotógrafo bem na hora do clique. Sua sombra desliza na calçada da Rua do Curvelo enquanto avulta sobre as pedras lavradas de Ouro Preto, a sombra descomunal da mão do Aleijadinho</em></span> (LISSOVSKY, 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Horacio-Coppola_1920x1242.jpg" alt="" width="482" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Àquela altura, o poeta, no ano em que completou 45 anos, já havia publicado os importantes livros <i>A Cinza das Horas </i>(1917),<i> Horas </i>(1917), <em>C</em><i>arnaval </i>(1919), <em>Poesias</em>, reunindo os dois primeiros acrescido de <em>Ritmo Dissoluto</em> (1924); e <em>Libertinagem</em> (1930). Neste último, estão os poemas <em>Evocação ao Recife</em> e <em>Vou-me embora pra Pasárgada</em>. Também em 1930, o artista pernambucano Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) pintou o <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/83396-retrato-de-manuel-bandeira" target="_blank"><em>Retrato de Manuel Bandeira.</em></a> Também fez  um desenho contemplando a Pasárgada e seu autor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39174" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39174" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/cicero.jpg" alt="Publicado em O Jornal, 30 de abril de 1967" width="350" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank">Publicado em <em>O Jornal</em>, 30 de abril de 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, provavelmente, Bandeira quem apresentou Coppola ao poeta, ficcionista, ensaísta e musicista paulistano Mário de Andrade (1893 – 1945) e a outros artistas do Modernismo brasileiro, em 1931.</p>
<p>Alguns anos depois, em 1940, Bandeira tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. Foi o terceiro ocupante da Cadeira 24, tendo sido eleito em 29 de agosto de 1940, na sucessão de Luís Guimarães Filho. Foi recebido, em 30 de novembro de 1940, pelo acadêmico Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), seu vizinho em Santa Teresa. Faleceu em 13 de outubro de 1968. Produziu, ao longo de seus 82 nos de vida, uma vasta obra que se tornou uma referência da literatura brasileira. Foi também professor e tradutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank"><img src="https://editor-enciclopedia-public-prd.s3.sa-east-1.amazonaws.com/vqw908kqqgf8f0q53uc5x12vnt00" alt="" width="273" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">Caricatura de Manuel Bandeira realizada pelo japonês Foujita (1886 &#8211; 1968), em 1932 / Acervo do Centro</a><br /><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro, RJ)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Rua do Curvelo e o modernismo brasileiro</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Rua do Curvelo foi aberta, pelo decreto de 17 de junho de 1869, nas terras de Joaquim José de Meireles Ferreira, o barão do Curvelo. Passou a chamar-se Dias de Barros, em 15 de abril de 1931, pelo decreto de alteração de denominações nº 3647.</p>
<p>Em 1920, com 34 anos, Bandeira foi morar na Rua do Curvelo, aonde residiria até 1933. Inicialmente, ocupou a casa nº 53. Em 1923, morava na mesma rua, mas no número 43. No ano seguinte, seu endereço era rua do Curvelo, 51</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O morro do Curvelo </em><strong><span style="color: #000000;">(2)</span></strong><em> entrava, sem saber, na tradição literária. Um grande poeta ali morava: ali tomaria contato com a vida popular, observando, morro abaixo, os quintais efervescentes da rua Cassiano; ali permaneceria os melhores anos e os mais fecundo da criação poética&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Rui Ribeiro Couto <strong>(3)</strong>,</p>
<p style="text-align: right;"><em>De menino doente a rei de Pasárgada</em> in <em>Três retratos de Manuel Bandeira</em>, 2004</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42905" style="width: 174px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42905" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira2.jpg" alt="Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, de 1940" width="164" height="207" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank">Manuel Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, 30 de novembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A rua do Curvelo ensinou-me muitas coisas. Couto foi avisada testemunha disso e sabe que o elemento de humilde cotidiano que começou desde então a se fazer sentir em minha poesia não resultava de nenhuma intenção modernista. Resultou, muito simplesmente, do ambiente do morro do Curvelo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Manuel Bandeira,</p>
<p style="text-align: right;"><em>Itinerário de Pasárgada</em> in <em>Poesia e Prosa</em>, 1958</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira e autora do livro <em>A trinca do Curvelo</em> (2026), os anos em que residiu na Rua do Curvelo foram fundamentais na formação e no destino de Manuel Bandeira.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Bandeira era um homem da intensidade, mas não do exagero. Se ele disse que aquela rua foi tão importante na sua formação e no seu destino de poeta, vale a pena investigar o que tinha nessa rua. O que aconteceu de muito especial é que o humilde cotidiano, como ele designou, da rua do Curvelo veio ao encontro das tendências modernistas &#8211; tanto que ele diz que foi modernista da maneira mais natural possível, e é a pura verdade. É um casamento da rua com a tendência modernista e com a personalidade do próprio Bandeira, que era um homem simples. Ele se divertia com a vida que havia naquele momento e que o chamava lá fora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Elvia Bezerra, janeiro de 2026</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Manuel Bandeira</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42899" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg"><img class="size-full wp-image-42899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg" alt="Manuel Bandeira por Cássio Loredano" width="249" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Manuel Bandeira por Cássio Loredano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cronologia abaixo foi baseada na estabelecida pelo próprio poeta em 1966 e foi na publicada pela <em>Folha de São Pau</em>lo, em 13 de outubro de 2008, data que marcava os 40 anos da morte de Bandeira</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886 </strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">Nasce no Recife, em 19 de abril.</span></span></span><br />
<strong><span style="color: #800000;">1896-1902</span></strong> &#8211; No Rio de Janeiro, cursa o Externato do Ginásio Nacional (depois, Colégio Pedro II). Encontro fortuito com Machado de Assis, com quem conversa sobre Camões. Publicação do primeiro poema, um soneto alexandrino, na primeira página do <i>Correio da Manhã</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1903-1904</strong></span> &#8211; Vai para São Paulo, onde se matricula na Escola Politécnica. Adoece do pulmão no fim do ano letivo (1904) e abandona os estudos.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Embarca em junho para a Europa, a fim de tratar sua tuberculose no sanatório de Clavadel (de onde retorna em 1914). Organiza seu primeiro livro, <em>Poemetos Melancólicos</em>, mas esquece os originais no sanatório.<br />
<strong><span style="color: #800000;">1916 </span></strong>- Falece a mãe.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Publica seu primeiro livro &#8211; <i>A Cinza das Horas</i>, edição de 200 exemplares, custeada pelo autor.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Falece a irmã, que tinha sido sua enfermeira desde 1904.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Carnaval</em>, custeada pelo pai. O livro entusiasma a geração paulista que iniciava a revolução modernista.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Falece o pai. Muda-se para a rua do Curvelo, onde já morava Ribeiro Couto.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Conhece Mário de Andrade.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Falece o irmão.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação do volume <i>Poesias</i>, incluindo os dois livros anteriores acrescidos de <i>O Ritmo Dissoluto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Publicação de <i>Libertinagem</i>. Edição de 500 exemplares, custeada pelo poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- Publicação de <i>A Estrela da Manhã</i> (47 exemplares) e <i>Crônicas da Província do Brasil</i>. Por iniciativa dos amigos, sai o livro <i>Homenagem a Manuel Bandeira</i>, no cinquentenário do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Publicação, pela Civilização Brasileira, das <i>Poesias Escolhidas</i>, selecionadas pelo poeta, que também ouviu conselhos de Mário de Andrade. Sai a <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica</i>. Ganha o prêmio de poesia da Sociedade Felipe d&#8217;Oliveira.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II. Publicação da <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana</i> e do <i>Guia de Ouro Preto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Ingresso na Academia Brasileira de Letras. Primeira publicação, pela Cia. Carioca de Artes Gráficas, das <i>Poesias Completas</i>, com o acréscimo de <i>Lira dos Cinqüent&#8217;Anos</i>. Publicação de <i>Noções de História das Literaturas</i> e, em separata, de <i>A Autoria das Cartas Chilenas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1943</strong> </span>- Deixa o Colégio Pedro II e é nomeado professor de literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publica <i>Poemas Traduzidos</i>, com ilustrações de Guignard.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Publica <i>Apresentação da Poesia Brasileira e Antologia dos Poetas Bissextos Contemporâneos</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1948</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela Casa do Estudante do Brasil, com o acréscimo de <i>Belo Belo</i>. Nova edição das <i>Poesias Escolhidas</i>, pela Pongetti. Primeira edição de <i>Mafuá do Malungo</i>, impressa em Barcelona por João Cabral de Melo Neto. Nova edição aumentada dos <i>Poemas Traduzidos</i> (Editora Globo, de Porto Alegre). Edição crítica das <i>Rimas</i>, de José Albano.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1949</strong> </span>- Publica Literatura Hispano-Americana. Traduz sóror Juana Inés de la Cruz (<i>El Divino Narciso</i>).<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Publica <i>Opus 10</i>, pela Editora Hipocampo.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Publica os livros <i>Itinerário de Pasárgada</i> e <i>De Poetas e de Poesia</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1955</strong> </span>- Publica <i>50 Poemas Escolhidos Pelo Autor</i> (MEC). Traduz <i>Maria Stuart</i>, de Schiller. Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela José Olympio.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Escreve para a <i>Enciclopédia Delta-Larousse</i> um estudo sobre a versificação em língua portuguesa. Traduz <i>Macbeth</i>, de Shakespeare.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Publicação do livro de crônicas <i>Flauta de Papel</i>. Embarca em julho para a Europa. Visita a Holanda, Londres e Paris. Regressa ao Rio em novembro.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- A Aguilar edita as obras completas em dois volumes: <i>Poesia</i> (que contém a primeira edição de <i>Estrela da Tarde</i>) e <i>Prosa</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; A José Olympio reedita <i>Estrela da Tarde</i>, acrescida de muitos poemas. Traduz <i>O Círculo de Giz Caucasiano</i>, de Brecht.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1966</strong></span> &#8211; Primeira publicação da <i>Estrela da Vida Inteira</i>, pela José Olympio. Pela mesma casa, sai, organizada por Carlos Drummond de Andrade, Andorinha, Andorinha, reunião de crônicas do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1968</strong></span> &#8211; Falece no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro.</p>
<p><img src="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/manuelbandeira1.jpg" alt="" /></p>
<div style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTifJXL63KsHzUviHA5jG6zrXkmHKKyv9REDDYl29-OKncHFOJ4QQ8yAefD3V1PYtNcSXM&amp;usqp=CAU" alt="CERTO!" width="194" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank">Manuel Bandeira por Emiliano Di Cavalcenti, em 1922. Nanquim s/ papel /Site MAC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Brevíssimo perfil de Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39121" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-39121 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/mariodeandrade1.jpg" alt="mariodeandrade1" width="273" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank">O fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012) / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltamos a Horacio Coppola, autor das duas fotografias de Bandeira publicadas neste artigo. Filho de imigrantes italianos, nasceu em Buenos Aires, em 31 de julho de 1906. Autodidata, começou a fotografar por influência de seu irmão, Armando, em fins da década de 1920, tendo como referência nomes como Félix Nadar (1820 &#8211; 1910) e Edward Weston (1886 &#8211; 1958). Em 1929, participou do primeiro salão modernista da capital argentina. Na ocasião, a palestra proferida pelo arquiteto suíço Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), <em>La mirada de las casas tradicionales de Buenos Aires como formas abstractas, </em>influenciou decisivamente seu trabalho. &#8220;<em>A partir daí, incorporou permanentemente, em suas fotografias, a noção modernista da perspectiva e dos pontos de fuga, enfatizando as linhas e os ângulos geométricos das fachadas, passeios e terraços do centro que se urbanizava&#8221; (Portal IMS). </em>Também, em 1929, foi o fundador, com o cineasta León Klimovsk (1906 &#8211; 1996), do primeiro cineclube argentino.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eles são os olhos que viram um século.&#8221; Assim o descreveu certa vez Juan Manuel Bonet, responsável pela exposição que se realizou no Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) em 1996, exposição que catapultou a sua obra para os mais prestigiados museus e galerias da Europa&#8221;</em><span style="color: #333333;"> (<em>La Nation</em>, 2011).</span></span></p>
<p>Suas primeiras fotos de Buenos Aires, realizadas em 1929, ilustraram a primeira edição do ensaio <em>Evaristo Carriego </em>(1930), de autoria do poeta Jorge Luis Borges (1899 &#8211; 1986), de quem era amigo.</p>
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<div id="attachment_41473" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><img class="wp-image-41473 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/coppola.jpg" alt="coppola" width="614" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><em>Palermo e Jean Jaurès esquina Paragua</em>y, uma das fotos de Coppola que ilustrou o ensaio<em> Evaristo Carriego</em>, de Jorge Luis Borges, 1929 / Site Malba</a></p></div>
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<p>Em 1932, em sua segunda viagem a Europa, fixou-se em Berlim, onde estudou no Departamento de Fotografia da Bauhaus, dirigido por  Walter Peterhans (1897 &#8211; 1960). Realizou com o diretor de teatro Walter Auerbach (1905 &#8211; 1975) o curta-metragem <em>Traum</em> (1933) e trabalhou no Studio ringl + pit com a fotógrafa alemã Greta Stern (1904 &#8211; 1999), uma das fundadoras do estabelecimento e sua futura esposa. A outra fundadora foi Ellen Auerbach (1906 &#8211; 2004).</p>
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<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg/220px-Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg" alt="" width="220" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank">Autorretrato de Greta Stern, 1956</a></p></div>
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<p>Em 1933, a Bauhaus foi fechada e o casal deixou a Alemanha temendo a perseguição nazista. Stern se estabeleceu em Londres, onde realizou fotografias que se tornaram icônicas como, por exemplo, as de <a href="https://www.moma.org/slideshows/38/716" target="_blank">Bertold Brecht (1898 &#8211; 1956)</a> e <a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/1470/types/all/geo/" target="_blank">Karl Korsch (1886 &#8211; 1961</a>). Após viajar pela Europa, Coppola se juntou a Stern em Londres, onde buscou uma linguagem modernista para suas fotografias da cidade, onde alternavam-se preocupação social e atmosfera surrealista.</p>
<p>Ele fotografou obras de arte suméria nos museus do Louvre e Britânico e este material foi publicado no livro <em>L&#8217;Art de la Mesopotami</em>e, em 1935, ano em que ele e Stern se casaram e passaram a viver em Buenos Aires. O casal importou as lições da Bauhaus para a América Latina. Realizaram a convite de Victoria Ocampo (1890 &#8211; 1979), então a primeira dama da cultura e das artes na Argentina, uma exposição nos escritórios da revista de vanguarda <em>Sur, </em>anunciando a chegada da fotografia moderna na Argentina.</p>
<p>Horacio produziu, a pedido da prefeitura, o álbum <em>Buenos Aires 1936 (Visão Fotográfica)</em> (1936), comemorativo dos 400 anos da cidade. O livro foi prefaciado por Alberto Presbisch (1899 &#8211; 1970), precursor da arquitetura moderna argentina; e pelo escritor Ignacio Anzoátegui (1905 &#8211; 1978).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank"><img src="https://archive.metromod.net/upload/media/d7b5a7d26b207ea87a104bbf83f4cbf7.jpg" alt="" width="701" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank">Horacio Coppola. Nocturno. Calle Corrientes desde Reconquista hasta Plaza de la República (centro), in Buenos Aires 1936: Quarto centenário de sua fundação, 1936</a></p></div>
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<p>Em 1937, ele e Greta abriram um estúdio fotográfico. Se separaram em 1943 e, dois anos depois, Coppola fotografou as obras de Aleijadinho nas cidades históricas mineiras, no Brasil. Recebeu, em 1985, o Grande Prêmio do Fundo Nacional para as Artes, em reconhecimento a sua carreira. Em 2003, foi agraciado com o título de<em> Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires</em>. Quando completou 100 anos, em 2006, foi realizada uma retrospectiva de sua obra no Museu Malba, em Buenos Aires, cidade onde faleceu, em 18 de junho de 2012.</p>
<p>Algumas de suas mais importantes exposições foram <em>Quarenta Anos de Fotografia, </em>no<em> </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1969; <em>Minha fotografia</em>, na Fundação San Telmo, em 1984; <em>Antologia fotográfica 1927-1992, </em>n<em>o </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1992; e <em>El Buenos Aires de Horacio Coppola, no </em>Instituto Valenciano de Arte Moderna, Centro Julio González, em Valência, entre 1996 e 1997. Em 2005, a Galeria Jorge Mara-La Ruche expôs fotografias realizadas por Coppola na década de 1930 na feira de arte espanhola ARCO e também na ArteBA. Entre 17 de maio e 4 de outubro de 2015, foi realizada, no Museu de Arte Moderna de Nova York MoMa, a exposição <em>From Bauhaus to Buenos Aires: Grete Stern and Horacio Coppola</em>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Fotos realizadas a partir da Rua do Curvelo por Georges Leuzinger e Marc Ferrez, além de uma de autoria de Augusto Malta</strong></em></span></p>
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<p>A partir da Rua do Curvelo revela-se uma das mais paisagens do bairro da Glória e da Baía da Guanabara, fato que não passou despercebido para os fotógrafos Georges Leuzinger e Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10080/007_IMG_2511.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank">Marc Ferrez. Rua da Glória; tomada da Rua do Curvelo (atual Dias de Barros), c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/442" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias realizadas por Leuzinger e por Ferrez a partir da Rua do Curvelo </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10585/014GL15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank">Georges Leuzinger. Vista do Catete e Flamengo a partir de Santa Teresa, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_43269" style="width: 864px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43269" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/curvelo.jpg" alt="O Curvelo por Malta, s/d / Revistas do IPHAN, 1998" width="854" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank">O Curvelo por Malta, s/d /<em> Revistas do IPHAN</em>, 1998</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) O historiador, roteirista e professor de fotografia Mauricio Lissovsky nasceu em 29 de março de 1958, era membro da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dedicou grande parte de sua trajetória profissional à história visual e à teoria da imagem, com ênfase em fotografia, arquitetura, cinema e política. Entre seus nove livros sobre fotografia e história da imagem, destacamos <em>Pausas do Destino: Teoria, Arte e História da Fotografia</em> (2014), <em>Refúgio do Olhar: a fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos anos 1940</em> (com Márcia Mello)(2013) e <em>Escravos Brasileiros do Século XIX na Fotografia de Christiano Jr</em> (com Paulo César Azevedo)(1988). Faleceu em 25 de agosto de 2022. Em sua homenagem, entre 13 e 16 de agosto de 2024, foi realizada a primeira Jornada Mauricio Lissovsky de Fotografia (JMLF) no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.</p>
<p>(2) A Rua Dias de Barros desemboca no largo conhecido como Curvelo. A região em torno da rua e do largo ficou conhecida como Curvelo.</p>
<p>(3) Refere-se ao poeta e amigo Rui Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), que também morou na Rua do Curvelo.</p>
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<p>Leia aqui o artigo do escritor Daniel Galera (1979-), <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/o-que-se-pode-afirmar-por-daniel-galera/" target="_blank"><em>O que se pode afirmar</em></a>, sobre a foto de Bandeira por Coppola, publicado na seção &#8220;Por Dentro dos Acervos&#8221;, no site do IMS, em 8 de maio de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* O título desse artigo foi alterado e alguns acréscimos foram feitos, em 9 de fevereiro de 2026, a partir da leitura do extraordinário livro <em>A trinca do Curvelo </em>(2026), de Elvia Bezerra, publicado em 1995, foi relançado em 2026 em uma edição revista e ampliada. Os componentes da trica, além de Bandeira, era o poeta paulista Rui Ribeiro Couto e a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento mental no Brasil, também moradores da Rua do Curvelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AITA, Giovanna. <em>Due poeti brasiliani contemporanei: Manuel Bandeira &amp; Ribeiro Couto</em>. Napoli: Libreria Scientifica Editrice, 1953.</p>
<p>BEZERRA, Elvia.<em> A trinca do Curvelo &#8211; os afetos de Manuel Bandeira</em>. São Paulo : Todavia, 2026.</p>
<p><span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/391053-conheca-os-principais-fatos-da-vida-de-manuel-bandeira-leia-trecho.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 13 de outubro de 2008</a> </span></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/ruazinha-em-santa-teresa-mudou-a-poesia-de-manuel-bandeira-diz-elvia-bezerra.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 2026</a></p>
<p>GORELIK, Adrian. <a href="https://cienciahoje.org.br/acervo/um-fotografo-e-uma-cidade/" target="_blank"><em>Um fotógrafo e uma cidade</em></a> in <em>Ciência Hoje</em>.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LISSOVSKY, Mauricio. <a href="https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1553195062_ARQUIVO_Coppola-textoanpuh.pdf" target="_blank"><em>Coppola em Congonhas: um fotógrafo, três olhares</em></a>. ANPUH &#8211; Brasil. 30º Simpósio Nacional de História. Recife, 2019.</p>
<p><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/object/5138-7584207" target="_blank">Metromod.net</a></p>
<p>MIGLIACIO, Luciano. <em><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252013000100022" target="_blank">Obra de Horacio Coppola evidencia o diálogo entre o modernismo brasileiro e o argentino</a>. </em>Ciência e Cultura, vol. 65, nº 1. São Paulo, janeiro de 2013.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/o-real-subjetivo-nas-fotos-de-horacio-coppola-5403050" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 6 de julho de 2012</a></p>
<p><em>O GLOBO</em>, 7 de fevereiro de 2026</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/44018-horacio-coppola" target="_blank">Portal Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/titular-colecao/horacio-coppola/" target="_blank">Portal IMS</a></p>
<p>SCHWARTZ, Jorge. <a href="https://issuu.com/ims_instituto_moreira_salles/docs/serrote_1.5" target="_blank"><em>O poeta entre profetas</em></a> in Revista Serrote, Edição Especial para a Flip, 2009, páginas 8 a 15.</p>
<p>SENNA, Homero. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/ellen_bere,+VIAGEM+%C3%83%E2%82%AC+PAS%C3%83_RGADA00000001.PDF.pdf" target="_blank"><em>Viagem a Pasárgada</em>.</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/manuel-bandeira/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/museu-lasar-segall/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/exposicoes/exposicao-temporaria/profissao-fotografo-2013-hildegard-rosenthal-horacio-coppola" target="_blank">Site Ibran</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170920141518/http://www.lanacion.com.ar/1393533-coppola-los-ojos-que-vieron-un-siglo" target="_blank">Site La Nation</a></p>
<p><a href="https://www.moma.org/calendar/exhibitions/1441" target="_blank">Site MoMa</a></p>
<p><a href="https://www.malba.org.ar/evento/horacio-coppola-100-anios/" target="_blank">Site Museu Malba</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 13 de fevereiro de 2022.</p>
<p><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola" target="_blank">Wikipedia</a></p>
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		<title>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXX e série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; VII &#8211; O Grande Hotel Internacional em Santa Teresa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 11:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Destacando quatro imagens produzidas pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX , o Grande Hotel Internacional é o assunto do 30º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o sétimo da série "Hotéis do Brasil". Considerado o mais cosmopolita dos hotéis do Rio de Janeiro na virada do século XX, situava-se em um grande casarão no lugar denominado Lagoinha, no morro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Foi inaugurado, em 1º de dezembro de 1891, na Rua do Aqueduto. Pertencia à Companhia Melhoramentos de Santa Teresa (Gazeta de Notícias, 2 de dezembro de 1891, primeira coluna). Em 1893, foi adquirido pelo francês Ferdinand Mentges. Antes de se tornar um hotel, no casarão funcionava um sanatório para doenças do pulmão.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Destacando quatro imagens produzidas pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX , o Grande Hotel Internacional é o assunto do 30º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>e o sétimo da série<em> Hotéis o Brasil. </em>Considerado o mais cosmopolita dos hotéis do Rio de Janeiro na virada do século XX, situava-se em um grande casarão no lugar denominado Lagoinha, no morro de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank">Santa Teresa</a>, no Rio de Janeiro. Foi inaugurado, em 1º de dezembro de 1891, na Rua do Aqueduto. Pertencia à Companhia Melhoramentos de Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/4696" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de dezembro de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9948" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9948/0072137cx022-05.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9948" target="_blank">Marc Ferrez. Grande Hotel Internacional e o Morro do Corcovado a partir de Santa Teresa, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, foi adquirido pelo francês Ferdinand Mentges. Antes de se tornar um hotel, no casarão funcionava um sanatório para doenças do pulmão.</p>
<p><a href="https://www.cervantesvirtual.com/obra/carta-manuscrita-con-membrete-grande-hotel-international-ferdinand-mentges-propietario/" target="_blank"><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/hotel2.jpg" alt="hotel2" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/399" target="_blank">Acessando o link para as imagens do Grande Hotel Internacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sua inauguração, compareceram várias <em>senhoras e cavalheiros</em>, a quem foi oferecido um <em>delicado lunch</em>. Ficava a 45 minutos da cidade, a 184 metros do nível do mar e em meio a uma vegetação <em>soberba</em>, o que contribuía <em>poderosamente para a pureza do ar que ali se respira</em>. Devido à sua localização recebia ventilação da Baía de Guanabara, para a qual tinha uma belíssima vista, mas era protegido de eventuais correntes de ar pelos morros Castor e Pólux. Em 1895, o então presidente da República, Prudente de Morais (1841-1902), passou uma temporada no hotel recuperando-se de uma de suas constantes febres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_12/31108" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de julho de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Notabilizou-se por oferecer requintados serviços e também por reunir em seus salões intelectuais do Rio de Janeiro dentre eles o dramaturgo Artur de Azevedo (1855-1908), o historiador Capistrano de Abreu (1853-1927) e o escritor Raul Pompéia (1863-1895).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37210" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/5244" target="_blank"><img class="wp-image-37210 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/hotel1.jpg" alt="hotel1" width="288" height="106" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/5244" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando foi inaugurado, possuía um prédio principal e dez chalés. No pavimento térreo, abrigava grandes salões com piano, bilhar e outros jogos, além de um restaurante, da copa e da cozinha. No segundo andar, ficavam a sala do gerente, o salão de honra e inúmeros quartos<em> com todas as condições de conforto</em>. A construção do Grande Hotel Internacional foi dirigida pelo comendador Bittencourt da Silva sob os conselhos do sr. Rocha Faria. Foram atendido <em>rigorosos preceitos da higiene moderna</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g38l.htm" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/hotel3.jpg" alt="hotel3" width="399" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g38l.htm" target="_blank">Aspectos do Grande Hotel Internacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1911, foi ampliado: possuía 150 leitos e, além do prédio principal e dos chalés, três vilas.</p>
<p><em>&#8220;O hotel está rodeado de matas e os passeios são muitos e variados, tais como Lagoinha, Sumaré, Silvestre, Paineiras, Corcovado. O hotel é principalmente para famílias e estrangeiros que desejem residir em lugar sossegado durante a noite. O seu parque e as suas matas, da extensão de 40.000 metros quadrados, são de grande atrativo para os estrangeiros&#8221;.</em></p>
<p>Inovou, oferecendo aos hóspedes quadra de tênis e um campo de críquete, esportes ingleses que chegavam ao Rio de Janeiro. Bondes ligavam o hotel ao Largo da Carioca. Partiam de 15 em 15 minutos, o percurso era de cerca de 20 minutos e era feito por um <em>caminho muito pitoresco e interessante.</em></p>
<p><a href="https://www.flickr.com/photos/carioca_da_gema/216901692/"><img src="https://live.staticflickr.com/91/216901692_b64bf28fa2_z.jpg" alt="GRAND HOTEL INTERNACIONAL - Santa Tereza" width="640" height="431" /></a></p>
<p><img src="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/hotel.jpg" alt="" /></p>
<p>Foram seus hóspedes estrangeiros ilustres como o bailarino ucraniano Vaslav Nijinski (1889-1950) e A bailarina norte-americana Isadora Duncan (1877-1927), a atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) e o arqueólogo e explorador britânico Percy Harrison Fawcett (1867-1925).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37213" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=313394&amp;pagfis=41189" target="_blank"><img class="  wp-image-37213" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/hotel4.jpg" alt="hotel4" width="701" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=313394&amp;pagfis=41189" target="_blank"> Almanak Laemmert </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na crônica <em>Chegada de um estrangeiro ao Rio</em>, de 1912, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio (1881-1921)</a>, usou um tom elogioso para descrever o Rio de Janeiro aos olhos de um europeu. O Grande Hotel Internacional foi citado.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8230;Outros nédios, bem dispostos e tão nus como o primeiro insistiam para que eu tomasse um bote. Olhei, na semipenumbra, o desdobramento dos squares,  a linha dos carros de praça e os meus olhos viram, ao lado de automóveis, uma espécie de condução que até aquele momento só tinham visto em gravuras cantando os feitos do dândi d’Orsay, em Londres ou as elegâncias de Paris, em 1854. Os meus olhos viram os tílburis. Acerquei-me de um. O cocheiro tinha uma bota descalça. Agitou-se entre a bota, as rédeas e o chicote alguns segundos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> – Para onde vamos, V. senhoria?</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> – <strong>Internacional, Santa Thereza</strong>, disse eu com a adresse que recebera a bordo. </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>– Ah! isso é lá em cima. O burro não sobe. Vou levá-lo à estação dos bondes.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> – É muito longe? fiz com o vago receio do viajante solitário. </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>– Uma hora de viagem. É bonito&#8230;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://bdlb.bn.gov.br/acervo/browse?value=Grand%20Hotel%20Internacional%20%28Santa%20Teresa,%20RJ%29&amp;type=subject" target="_blank"><img src="https://bdlb.bn.gov.br/acervo/bitstream/handle/20.500.12156.3/43072/thumbnail.jpg?sequence=1&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://bdlb.bn.gov.br/acervo/browse?value=Grand%20Hotel%20Internacional%20%28Santa%20Teresa,%20RJ%29&amp;type=subject" target="_blank">Biblioteca Digital Luso-Brasileira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma fotografia do Grande Hotel Internacional ilustrou um capítulo do livro <em>Memórias de um rato de hotel</em> publicado na <em>Gazeta de Notícias</em>, de 6 de janeiro de 1912, escrito por João do Rio. Era sobre um célebre ladrão da <em>Belle Époque, </em>Arthur Antunes Maciel, vulgo, Dr. Antonio,<em> </em>que ficou famoso por seus roubos inteligentes em hotéis, onde se hospedava com identidades diferentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37209" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/28930" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/hotel5.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 6 de janeiro de " width="319" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/28930" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo uma observação publicada no livro <em>Os dias passam</em>, de João do Rio, editado pela Coordenadoria de Editoração da Fundação Biblioteca Nacional, de 2015, o Grande Hotel Internacional existiu até meados da década de 30. Em seu lugar foi construído, em 1959, o <a href="https://vimeo.com/111837320" target="_blank">Condomínio Equitativa</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38604" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.flickr.com/photos/julinha/217640239/" target="_blank"><img class="  wp-image-38604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/hotel.jpg" alt="hotel" width="703" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.flickr.com/photos/julinha/217640239/" target="_blank">Grand Hotel Internacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/grand-hotel-international-o-hotel-mais-cosmopolita-do-rio-na-virada-do-seculo-xx" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p>GONTIJO. Juliana Santiago. <a href="https://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccpg/pibic/relatorio_resumo2011/Relatorios/CSS/COM/COM-Juliana%20Santiago%20Gontijo.pdf" target="_blank"><em>JOÃO DO RIO E AS REPRESENTAÇÕES DO RIO DE JANEIRO: O ARTISTA, O REPÓRTER E O ARTIFÍCIO – MODERNIDADE PERIFÉRICA E REPRESENTAÇÕES DO RIO DE JANEIRO Impressões do Brasil: Crônicas do Século XX</em></a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>João, do Rio, 1881-1921. <a href="https://antigo.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/miscelanea/2021/cadbn13_arquivo.digital-compactado-7770.pdf"><em>Os dias passam</em> </a>/ João do Rio. &#8211; 2. ed. &#8211; Rio de Janeiro : FBN, Coordenadoria de Editoração, 2015. 408 p. : il. ; 12&#215;19 cm. – (Coleção Cadernos da Biblioteca Nacional ; 13)</p>
<p>LEME, Deborah Lavorato. <em><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10102023-111008/publico/2023_DeborahLavoratoLeme_VCorr.pdf" target="_blank">Matula do sertão: a trajetória do coronel Percy Harrison Fawcett no Brasil (1906-1951)</a>. </em>Dissertação de mestrado apresentada na USP, 2023.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/chegada-de-um-estrangeiro-ao-rio-por-joao-do-rio-15457879" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 28 de fevereiro de 2015</a></p>
<p><a href="https://dantes.com.br/produto/memorias-de-um-rato-de-hotel/" target="_blank">Site Dantes</a></p>
<p><a href="https://historiadoesporte.wordpress.com/2011/06/18/o-rio-de-janeiro-moderniza-se-a-nova-hotelaria-da-cidade-e-as-modas-esportivas-no-final-do-seculo-xix/">Site História do Esporte</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g38l.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; VI &#8211; Baile de Carnaval em Santa Teresa &#8211; Di Cavalcanti, Klixto e Helios Seelinger, na casa de Raul Pederneiras</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 04:14:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Às vésperas do Carnaval de 2022, cancelado em quase todo o Brasil devido à pandemia do novo coronavírus, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma fotografia de um baile de carnaval realizado há cerca de 100 anos, em 1922, na casa de Raul Pederneiras (1874-1953), no Largo das Neves, em Santa Teresa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. No registro, a presença do dono da casa, dos pintores, desenhistas e caricaturistas Di Cavalcanti (1897 - 1976), Calisto Cordeiro, o Klixto (1877-1957), e Helios Seelinger (1878 - 1975), dentre outros, com um grupo de músicos e algumas mulheres. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Às vésperas do Carnaval de 2022, cancelado em quase todo o Brasil devido à pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores o registro de um baile de carnaval realizado há cerca de 100 anos, em torno de 1921, na casa do pintor, desenhista e caricaturista Raul Pederneiras (1874-1953), um dos gênios do humor gráfico brasileiro, no Largo das Neves, em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank">Santa Teresa</a>, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Durante sua vida, Raul trabalhou em <em>O Mercúrio</em>, onde estreou como caricaturista/chargista em 1898, <em>O Malho</em>, <em>Fon-Fon</em>, <em>Correio da Manhã</em>, <em>O Paiz</em>, <em>Jornal do Brasil</em> e <em>O GLOBO</em>, entre outros.</p>
<p>Na cena da folia, foi registrada a presença do dono da casa, bem no centro da fotografia ladeado por duas <em>deusas,</em> e dos também importantes pintores, desenhistas e caricaturistas Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976), Calisto Cordeiro, o Klixto (1877-1957), &#8211; o segundo e o terceiro da esquerda para a direita &#8211; e Helios Seelinger (1878 &#8211; 1975) &#8211; o último à direita-, dentre outros, com um grupo de músicos e algumas mulheres, uma delas identificada como Wanda, mulher de Pederneiras. O carnaval foi um tema recorrente na obra desses artistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10684/icon1594572.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="794" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank">Baile de Carnaval, c. 1921. Santa Teresa, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem destacada neste artigo, que com a utilização da ferramenta <em>zoom </em>fica ainda mais interessante, possibilitando a investigação e observação de cada um de seus detalhes, pertence ao Arquivo Brício de Abreu, da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal e, em seu verso, está escrito:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Anotação manuscrito no verso da foto &#8220;63&#8221;: &#8220;baile de carnaval em casa de Raul no Largo dos Neves em Sta Tereza. Da esquerda: sentados (3) primeira fila: Di Cavalcanti, Amaro e Claudio Manuel da Costa &#8211; sentados (2ª fila) Luis Peixoto, Mario, Kalixto, Raul, o ator Brandão o popularíssimo, e Helios Seelinger. Em pé atraz: [sic] miranda, 3 deusas, Marques Pinheiro e outra deusa 1923&#8243;. &#8211; &#8220;mulher do Raul Pederneiras (Wanda)&#8221;</em></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>Acesse aqui o artigo<span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/17872/a-amizade-de-di-cavalcanti" target="_blank"><em>A amizade de Di Cavalcanti</em></a>,</span> de autoria de Guilherme Tauil, publicado no portal Crônica Brasileira, em 2 de março de 2023. Abaixo um trecho:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/dicavalcanti.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-33244" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/dicavalcanti.jpg" alt="dicavalcanti" width="675" height="115" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria é o jornalista, compositor e cronista Antônio Maria (1921 &#8211; 1964), um dos grandes boêmios do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44080" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/1227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44080" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/dicavalcanti1.jpg" alt="Capa desenhada por Di CAvalcanti / O Cruzeiro, 21 de abril de 1929" width="393" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/1227" target="_blank">Capa desenhada por Di Cavalcanti / <em>O Cruzeiro</em>, 20 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes</span>:</strong></p>
<p>VALLE, Arthur. <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.dezenovevinte.net/obras/av_rc_baile.htm" target="_blank"><em>Baile à fantasia, de Rodolpho Chambelland: A figuração do frenesi</em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2018 16:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Importante obra arquitetônica do período colonial do Brasil, os Arcos da Lapa, inaugurados em 1750 e situados no bairro da Lapa, um dos redutos da boemia carioca, são um dos símbolos mais importantes do Rio de Janeiro Antigo e também um dos mais famosos cartões postais da cidade. A partir de 1896, passaram a ser utilizados como viaduto para os também famosos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, meio de acesso do centro ao charmoso bairro de Santa Teresa, que se tornou um dos pólos artísticos da cidade e destino de milhares de turistas. Tanto os Arcos da Lapa como os bondes de Santa Teresa foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Augusto Malta (1864 - 1957), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Marc Ferrez (1843 - 1923) e também por anônimos. As imagens dos Arcos da Lapa foram popularizadas no livro Brasil Pitoresco (1861), primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens produzidas pelo francês Jean Victor Frond (1821 - 1881), entre 1858 e 1860. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Importante obra arquitetônica do período colonial do Brasil, os Arcos da Lapa, situados no bairro da Lapa, um dos redutos da boemia carioca, são um dos símbolos mais importantes do Rio de Janeiro Antigo e também um dos mais famosos cartões-postais da cidade. Foram inaugurados em 1750, durante o governo de Antônio Gomes Freire de Andrade (1685 &#8211; 1763), futuro primeiro conde de Bobadela*, substituindo um aqueduto que existia desde 1723. Seu projeto é atribuído ao brigadeiro português José Francisco Pinto Alpoim (1700 &#8211; 1765). Em estilo romano, têm 270 metros de extensão com 42 arcos duplos de alvenaria, e distribuíam à população carioca as águas da nascente do Rio Carioca a partir de um chafariz em mármore com 16 bicas de bronze aos pés do Convento de Santo Antônio.</p>
<p><strong><span style="color: #000080;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/139" target="_blank">Acessando o link para as fotografias dos Arcos da Lapa e dos bondes de Santa Teresa disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4433" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4433/SAm52-0051.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="683" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4433" target="_blank">Georges Leuzinger. Arcos, Santa Theresa e Glória, c. 1867. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1º de setembro de 1896 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16443" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de setembro de 1896</a>), os Arcos da Lapa passaram a ser utilizados como viaduto para os também famosos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, meio de acesso do centro do Rio ao charmoso bairro de Santa Teresa, que se tornou um dos pólos artísticos da cidade e também destino de milhares de turistas. Tanto os Arcos da Lapa como os bondes de Santa Teresa foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e também por anônimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2961"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2961/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2961">Augusto Malta. Convento de Santo Antônio, 4 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens dos Arcos da Lapa, assim como as do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530">Pão de Açúcar</a> e as do outeiro da Glória, locais que se tornaram marcos da fotografia de paisagem no Rio de Janeiro, foram popularizadas no livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf" target="_blank"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>, </em>primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens produzidas pelo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>, entre 1858 e 1860. Segundo Pedro Vasquez, o livro-álbum de Frond foi o “mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o século XIX”. Foi um importante marco para o fotografia e para as artes gráficas no Brasil. Nele, as fotografias de Frond se tornaram reproduções litográficas executadas em Paris, na Maison Lemercier, por artistas como Charpentier, Aubrun e Cicéri, dentre outros.  O texto do <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1648/or1648.pdf" target="_blank">Brasil Pitoresco</a> </em>foi escrito pelo jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12442" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><img class="wp-image-12442 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/frond.jpg" alt="frond" width="540" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf" target="_blank">Jean Vitor Frond. Os aquedutos do Rio de Janeiro, 1858/1860. Rio de Janeiro, RJ / Do livro <em>Brasil Pitoresco, </em>pag 16 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2135"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2135/0071824cx096b-05.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2135">Marc Ferrez. Aqueduto da Carioca , também conhecido como Arcos da Lapa, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*O primeiro conde de Bobadela governou o Rio de Janeiro entre 1733 e 1763. Recebeu o título em 1758.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20233/arcos-da-lapa-de-aqueduto-a-viaduto" target="_blank">Acesse também o artigo <em>Arcos da Lapa: de aqueduto a viaduto</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica, em 24 de outubro de 2019.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/base/bairros/130.htm" target="_blank">Bairros da cidade</a></p>
<p><a href="https://www.ebiografia.com/gomes_bobadela/" target="_blank">Biografia de Gomes Freire de Andrade</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=frond" target="_blank">Brasiliana Fotográfica &#8211; Jean Victor Frond (França, 1/11/1821 &#8211; França, 16/1/1881)</a></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-bondinho-e-o-sentimento-povo-carioca/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/40961" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de junho de 1963</a></p>
<p>. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/52619" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de junho de 1964</a></p>
<p>. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/41062" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de junho de 1963</a></p>
<p>. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/22439" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de setembro de 1896</a></p>
<p>. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16443" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de setembro de 1896</a></p>
<p>RODRIGUES, Helio Suevo. <em>A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro – o resgate de sua memória. </em>Rio de Janeiro: Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, 2004.</p>
<p>Site<a href="https://www.arcosdagente.com.br/historia.php" target="_blank"> Arcos da Gente</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1515/" target="_blank">Site do IPHAN</a></p>
<p><a href="http://www.infopatrimonio.org/?p=20733" target="_blank">Site Infopatrimônio</a></p>
<p><a href="http://inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=104&amp;iMONU=Arcos%20da%20Lapa%20ou%20Aqueduto%20da%20Lapa" target="_blank">Site Inventário dos Monumentos</a></p>
<p><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/br/esculturas/013/praca/009.htm" target="_blank">Site Monumentos do Rio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2018 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. A Brasiliana Fotográfica reuniu registros do evento produzidos pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, parceira do portal, e também imagens de outras viagens de zepelins pelo Rio de Janeiro, pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles, de autoria do fotógrafo amador Guilherme Santos e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a> registrou o evento e a Brasiliana Fotográfica relembra o fato destacando imagens que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das parceiras do portal. São 10 fotografias aéreas do dirigível alemão sobrevoando diversos bairros e locais da Cidade Maravilhosa, dentre eles o Bairro Peixoto, Botafogo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, Humaitá, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> e o Campo dos Afonsos, onde aterrissou. Kfuri produziu as imagens a bordo do avião <em>Consul Dayte</em> nº 332, da Marinha de Guerra, pilotado pelo capitão-tenente Antônio Dias Costa (? &#8211; 1930), que faleceu dois dias depois em um acidente de avião (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank">26 de maio, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/242" target="_blank">28 de maio</a> de 1930).</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica reuniu também registros de outras passagens tanto do Graf Zeppelin como do dirigível Hindenburg pelo Rio de Janeiro, que pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles &#8211; são de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, de autoria do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo tendo ao fundo o Edifício Martinelli. A Brasiliana Fotográfica também resgatou a crônica <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em></a>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), sobre o impacto da presença do zepelim nos céus do Rio de Janeiro, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional de </em>31 de maio de 1930</a>.</p>
<p>Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores do portal, fez uma apreciação das fotografias selecionadas para essa publicação*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12269" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><img class="wp-image-12269 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/noticia.jpg" alt="noticia" width="184" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Várias fotografias creditadas ao tenente J. Kfuri, do Serviço Fotográfico da Aviação Naval, foram publicadas na revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, de 7 de junho de 1930.</a> Acima delas, os títulos eram exuberantes e líricos: &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2685" target="_blank">Na escuridão da noite como um meteoro&#8230;</a></em>&#8220;, &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2686" target="_blank">Como um pássaro maravilhoso a aeronave parece voar entre as nuvens e as neblinas matinares</a></em>&#8221; e &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2693" target="_blank">O refulgente pássaro aéreo voa sobre os bairros da cidade</a></em>&#8220;, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12245" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><img class="  wp-image-12245" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/kfuri.jpg" alt="kfuri" width="540" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank">Antônio Dias Costa e Jorge Kfuri, <em>O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma edição, como <em>as admiráveis fotografias do tenente Kfuri pediam um texto de excepcional significação</em>, foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2691" target="_blank"><em>Palavras do Ar</em></a>, do engenheiro e professor Vicente Licínio Cardoso (1889 &#8211; 1931), único passageiro brasileiro do Graf Zeppelin. Estava na Europa como delegado da Federação Nacional das Sociedades da Educação, quando foi convidado pela Companhia Zeppelin para representar o país no primeiro voo da aeronave para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12274" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank"><img class="wp-image-12274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/licinio.jpg" alt="licinio" width="381" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank">Vicente Licínio Cardoso, único passageiro brasileiro no voo inaugural do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin para o Brasil,<em> O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/146" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Graf Zeppelin no Rio de Janeiro pertencentes ao acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5373/133862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana. O grande terreno no centro é o bairro Peixoto, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/147" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de passagens de zepelins pelo Brasil pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5603/002080Vol02Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zepelim pelo país, c. 1935. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>O primeiro voo do Graf Zeppelin ao Brasil</em></span></strong></p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6a/Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg/800px-Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg" alt="" width="183" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ferdinand von Zeppelin</p></div>
<p style="text-align: left;">Batizado pela filha do pioneiro dos dirigíveis, o conde Ferdinand Graf von Zeppelin (1838 &#8211; 1917), em 8 de julho de 1928, data em que ele completaria 90 anos, o Graf Zeppelin D &#8211; LZ127  &#8211; <em>graf</em> significa conde &#8211; realizou seu primeiro voo em 18 de setembro do mesmo ano. O primeiro voo comercial aconteceu em 11 de outubro, também em 1928. Tinha aproximadamente 236 metros de comprimento e cerca de trinta metros de altura. Seu luxo, tamanho e velocidade encantaram seus passageiros e as populações por onde passava. Sua presença nos céus cariocas foi referido em uma crônica de <a href="https://blogdoims.com.br/manuel-bandeira-a-vida-inteira-por-elvia-bezerra/" target="_blank">Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968)</a> como <em>um acontecimento empolgante e inédito&#8230;um espetáculo&#8230;perturbantemente inédito</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Graf Zeppelin tinha 10 cabines duplas, dois lavabos, banheiros masculino e feminino, restaurante, cozinha, sala de rádio, sala de navegação e sala de controle. Foi o primeiro balão dirigível a vir ao Brasil, o primeiro a transpor a linha equatorial atravessando o oceano Atlântico no hemisfério sul. Veio em voo experimental e seu destino era o Rio de Janeiro. Prateado, partiu da base de Friedrichshafen, na Alemanha, em 18 de maio de 1930, e fez na manhã do dia seguinte uma parada em Sevilha, na Espanha. Sobrevoou os céus do Recife, primeira parada em terras brasileiras, após um voo de 59 horas conduzido pelo comandante Hugo Eckener (1868 &#8211; 1954).  Aterrissou no Aeroporto do Jiquiá, na capital pernambucana, em 22 de maio de 1930, onde era esperado por uma multidão estimada em 15 mil pessoas &#8211; a data havia sido decretada feriado pelo prefeito do Recife, Francisco da Costa Maia. A chegada da aeronave foi saudada pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), então oficial de gabinete do governador Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937) (<em>Diário de Pernambuco</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1029" target="_blank"> 22</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1039" target="_blank">23</a> de maio de 1930). Houve tumulto entre a multidão e a polícia e o cônsul da Inglaterra e sua esposa foram <em>atropelados pela cavalaria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2100" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de maio de 1930, terceira coluna</a>). Fotografias sobre a passagem do dirigível por Recife foram publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em> de 7 de junho de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Lista dos passageiros:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12235" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><img class="  wp-image-12235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/zep.jpg" alt="zep" width="540" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Graf Zeppelin foi reabastecido com gás e seguiu para o Rio de Janeiro à meia-noite de 23 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1047" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de maio de 1930</a>).  Finalmente, a aeronave atingiu a cidade às 23:30 do dia 24 e durante toda a madrugada <em>bordejou fora da barra com seus motores parados</em> para não incomodar com barulho os habitantes do Rio. Seu sobrevoo à cidade, na manhã do dia 25 de maio, descrito como <em>empolgante, </em>como um dos mais<em> imponentes espetáculos que poderia ser proporcionado pela aviação moderna,</em> foi assistido por <em>quase toda a população carioca. </em>A espera pelo evento foi como a espera por um <em>convidado de honra, um convidado para quem se reservam todas as atenções, todas as fidalguias, as fidalguias a que se dispensam aos grandes personagens que propositadamente se fazem aguardar com curiosidade&#8230;</em>O prefeito Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) e outras autoridades, dentre elas o embaixador Morgan, dos Estados Unidos, foram receber o comandante Eckener ainda a bordo do zeppelin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12276" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank"><img class="wp-image-12276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/eckener.jpg" alt="eckener" width="383" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank">Desenho do comandante Eckener feito pelo pintor e ilustrador pernambucano Manoel Bandeira (1900 &#8211; 1964), o M. Bandeira, para <em>A Província</em>, 18 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) e sua esposa, além do comandante Trompovsky e do capitão Fontenelle, representando o Ministro da Viação, embarcaram no dirigível (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2130" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930, primeira coluna</a>), que, cerca de uma hora depois da aterrissagem, voltou ao Recife, onde chegou no dia 26 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2134" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de maio de 1930</a>). <span style="color: #333333;">Dois dias depois, iniciou seu retorno à Alemanha. Ao sobrevoar Natal, a tripulação jogou uma coroa de flores sobre a estátua de um dos pioneiros da aviação, Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), com a mensagem &#8220;A Alemanha ao Brasil na pessoa de seu grande filho Augusto Severo&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2162" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de maio de 1930</a>). No fim do dia, cruzou a linha do Equador. A passagem por Havana, previamente programada, foi suspensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2190" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1930</a>), e o Zeppelin chegou ao Aeroporto de Lakehurst, nos Estados Unidos, em 31 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2204" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de junho de 1930</a>). No dia 2 de junho partiu para Sevilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1930</a>), onde chegou no dia 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2276" target="_blank"><em>Correio da</em> <em>Manhã</em>, 6 de junho de 1930</a>). Alcançou seu destino final, Friedrichshafen, em 6 de junho de 1930, após 19 dias desde o início de sua viagem tricontinental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2290" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de junho de 1930</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5368/133867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Botafogo e Humaitá, vendo-se a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história dos zeppelins foi interrompida pela explosão do dirigível Hindenburg, ocorrida, 77 horas depois da decolagem em Frankfurt, no final de uma tarde chuvosa, em Lakehurst, em Nova Jeresey, nos Estados Unidos, em 6 de maio de 1937, matando 36 pessoas &#8211; 13 passageiros, 22 tripulantes e um membro da equipe de terra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17741" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1937</a>). Realizou 63 voos desde seu primeiro, em 4 de março de 1936. Segundo Claudio Lucchesi, autor do livro <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação, </em>o Hindenburg fez 6 voos para o Brasil.</p>
<p>Após cerca de uma década, nenhum acidente foi registrado envolvendo o Graf  Zeppelin. Porém, após a tragédia com o Hindenburg, ainda em 1937, foi retirado de operação e ficou exposto em um hangar de Frankfurt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1937, quarta coluna</a>). Foi desmanchado em março de 1940 por ordem de Hermann Goering (1893 &#8211; 1946), comandante-chefe da Luftwaffe, a força aérea alemã. Em nove anos de operação, o Graf Zeppelin realizou 590 voos transportando milhares de passageiros e centenas de quilos de carregamentos e correspondência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5367/133870.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobre o morro da Urca e a Praia Vermelha, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi uma notícia de destaque em vários jornais da época:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/73338" target="_blank"><em>A semana Zeppelin</em> &#8211; <em>Fon-Fon</em>, 24 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>O Conde Zeppelin no Rio de Janeiro &#8211; Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1146" target="_blank"><em>O rápido pouso do Zeppelin &#8211; Como A Noite soube que o dirigível não aterraria no Campo dos Afonsos</em> &#8211; <em>A Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2255" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro viveu momentos de intensa emoção e entusiasmo com a visita do &#8220;Graf Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>O Jornal</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/1075" target="_blank"><em>Sob aclamação delirante, o povo carioca consagra a jornada audaz do comandante Eckner &#8211; O raid triunfante do &#8220;Graf Zeppelin&#8217;</em> &#8211; <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/4122" target="_blank"><em>O entusiasmo que despertou o empolgante espetáculo da chegada do &#8220;Conde Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>Jornal do Brasil</em>, 27 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1359" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin em visita ao Brasil &#8211; Continuando a sua rota magnífica, após ter sido aclamado pela população carioca, chegou ontem, pela manhã, a Recife, o grande dirigível alemão &#8211; O Paiz</em>, 27 e 28 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2613" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin no Brasil</em> &#8211; <em>O Cruzeiro</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em>, por Manuel Bandeira &#8211; <em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73277" target="_blank"><em>A viagem do Zeppelin</em> &#8211; <em>O Malho</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1012" target="_blank"><em>De Ícaro a Zeppelin, </em>por Escragnole Dória<em> &#8211; Revista da Semana</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>A viagem do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin ao Brasil &#8211; O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.airships.net/lz127-graf-zeppelin/history/" target="_blank">Airships.net</a></p>
<p class="autor"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p class="autor">LAUX Paulo F. <a href="http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/a-memoravel-passagem-do-zeppelin-pelo-brasil_737.html" target="_blank"><em>A memorável passagem do Zeppelin pelo Brasil</em></a>, 2012. <em>Aeromagazine</em>, 3 de outubro de 2012.</p>
<p class="autor">LINS, Fernando Chaves. P<em>or céus nunca d´antes navegados</em>, 2006. Recife: Universidade Federal de Pernambuco</p>
<p class="autor">LUCCHESI, Claudio. <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação</em>, 1996.</p>
<p><a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/geraldo-nunes/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/" target="_blank"><em>O Estado de São Paulo</em>, 9 de junho de 2015</a></p>
<p><a href="http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/zeppelin-atravessa-atlantico-em-sete-dias-pousa-na-capital-federal-8891105" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de julho de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5602/002080Vol02Cx0104.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zeppelin pelo país, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IM</a>S</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e curador da Brasiliana Fotográfica:</p>
<p><em>Vejam as imagens, verdadeiramente oníricas, dos primeiros vôos dos dirigíveis nos céus do Brasil, fotografados do ar por Jorge Kfury e do solo, em estereoscopias, por Guilherme Santos, entre outros registros preciosos sobre o tema, que integram a Brasiliana Fotográfica. </em><br />
<em>Somam-se nestas imagens muitos pioneirismos que marcaram o início do século XX: a aviação, vivendo ainda a convivência entre as duas grandes modalidades das quais Santos Dumont foi pioneiro, os balões dirigív<span class="text_exposed_show">eis e aviões a motor; a fotografia aérea, que concretizou e expandiu as ambições, desde as imagens pioneiras em balão de Nadar, de se realizar registros fotográficos a &#8220;olho de pássaro&#8221; de todo o território. É neste momento também que a fotografia estereoscópica se une à fotografia aérea para o início dos levantamentos aerofotogramétricos que revolucionariam toda a cartografia mundial.<br />
E no solo, a fotografia estereoscópica era também redescoberta por uma legião de fotógrafos, amadores e profissionais, que, como o carioca Guilherme Santos, dedicaram-se a produzir verdadeiras crônicas visuais de seu tempo. Imagens de uma fotografia documental e direta, em chapas de vidro, porém já fortemente marcadas pelas inovações da época, que levariam a fotografia a novos horizontes de linguagem e representação ao longo do século XX.</span></em></p>
<p>*A apreciação de Sérgio Burgi foi integrada à publicação em 26 de maio de 2018.</p>
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		<title>Aquedutos do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Oct 2017 11:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Aqueduto da Carioca]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma seleção de fotografias produzidas por Augusto Malta (1864 - 1957), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Marc Ferrez (1843 - 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por Editores &#038; propriedade de Rodrigues &#038; Co, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aquedutos pertencentes aos acervos do Arquivo Nacional, do Instituto Moreira Salles, da Leibniz-Institut für Länderkunde e da Fundação Biblioteca Nacional, que integram o portal. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4433" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4433/SAm52-0051.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="597" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4433" target="_blank">Georges Leuzinger. Arcos, Santa Thereza e Glória, c. 1867. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma seleção de fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por Editores &amp; propriedade de Rodrigues &amp; Co, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aquedutos pertencentes aos acervos do Arquivo Nacional, do Instituto Moreira Salles, da Leibniz-Institut für Länderkunde e da Fundação Biblioteca Nacional, que integram o portal.</p>
<p>O Aqueduto da Carioca, construído no século XVIII e também conhecido como Arcos da Lapa, é um símbolo do Rio de Janeiro antigo e um dos cartões postais da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2135" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2135/0071824cx096b-05.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="727" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2135" target="_blank">Marc Ferrez. Aqueduto da Carioca, também conhecido como Arcos da Lapa, 1905 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=aqueduto&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de aquedutos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2767" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2767/014AM012031.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2767" target="_blank">Augusto Malta. Arcos da Lapa, c. 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há também, além de registros de outros aquedutos do Rio de Janeiro, imagens daqueles que foram construídos durante a realização de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">obras de abastecimento de água</a>, ocorridas entre 1877 e a década de 1880, e que foram documentadas pelo fotógrafo Marc Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/205" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/205/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="734" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/205" target="_blank">Marc Ferrez. Obras do abastecimento d’agua do Rio de Janeiro : Rio do Ouro : vista geral do aqueducto, ponte, caixas de reunião de arêa, etc, 1876-1882. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20233/arcos-da-lapa-de-aqueduto-a-viaduto" target="_blank">Acesse também o artigo <em>Arcos da Lapa: de aqueduto a viaduto</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica, em 24 de outubro de 2019.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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