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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Rodolpho Lindemann</title>
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		<title>Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 15:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A historiadora Claudia Beatriz Heynemann e a antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, ambas do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica são as autoras do artigo "Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900" que publicamos hoje no portal, sobre a Faculdade de Medicina da Bahia, desde sua criação, 1808, como Escola de Cirurgia da Bahia, considerada a primeira escola de ensino médico do Brasil. Em 1813, se transformou em Academia Médico-Cirúrgica e, finalmente, em 1832, ganhou o nome de Faculdade de Medicina. Também é abordada a história de um grupo de médicos que desafiou a tradição do ensino e da prática médica baseada na reprodução do saber médico europeu, dando início a um exercício da medicina que ficou conhecido na Bahia como Escola Tropicalista. Para contar essa história foram disponibilizados dois álbuns fotográficos, ambos da primeira década do século XX: num deles os registros foram produzidos por Lindemann &#038; Cª e, no outro, por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><b>Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900</b></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><strong> </strong></strong><span style="font-weight: 400;">Claudia Beatriz Heynemann e </span>Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12999" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12999/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0002de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12999" target="_blank">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Da Escola de Cirurgia à Escola Tropicalista</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, algumas restrições impostas à colônia foram sustadas, a exemplo da proibição de cursos superiores para a formação de profissionais liberais. A carta régia de 18 de fevereiro de 1808 facultou a criação da Escola de Cirurgia da Bahia, por orientação do médico pernambucano José Corrêa Picanço. A escola foi instalada nas dependências do antigo Colégio dos Jesuítas, localizado no Terreiro de Jesus, em Salvador, onde, à época, funcionava o Hospital Real Militar da Bahia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, a escola oferecia duas cadeiras básicas: cirurgia especulativa e prática, a cargo do cirurgião Manuel José Estrela, e anatomia e operações cirúrgicas, pelo cirurgião José Soares de Castro. O ensino dessas disciplinas, que seguia orientação francesa do compêndio de M. de la Fay, obrigando o conhecimento de francês pelos alunos inscritos, limitava-se a lições teóricas de anatomia humana e a elementos de fisiologia, patologia e clínica para a cadeira de cirurgia, refletindo a escassez de laboratórios e a falta de recursos para pesquisa e experimentação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aluno aprovado estava apto a “<em>sangrar, sarjar, aplicar bichas e ventosas, curar feridas, tratar de luxações, fraturas e contusões</em>”, mas não podia administrar medicamentos nem tratar moléstias internas, funções exclusivas dos médicos. Para sanar as deficiências do curso de medicina, parte dos alunos egressos da Escola de Cirurgia da Bahia fazia formação complementar em Portugal e na França.(1)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reformas de ensino foram empreendidas aumentando a duração do curso, que, inicialmente, era de quatro anos, e ampliando o número de cadeiras oferecidas. Segundo o médico infectologista Rodolfo Teixeira, a Academia Médico-Cirúrgica, criada pela carta régia de dezembro de 1815, que sucedeu a Escola de Cirurgia da Bahia, teve suas atividades transferidas para o Hospital da Santa Casa, na rua da Misericórdia (2).</span><span style="font-weight: 400;"> O retorno ao Terreiro de Jesus só se deu em decorrência da lei de 3 de outubro de 1832, que oferecia nova organização às academias médico-cirúrgicas do Rio de Janeiro e da Bahia e nova denominação. A Faculdade de Medicina da Bahia voltava para o prédio do antigo Colégio dos Jesuítas, ocupando também o espaço de 12 casas que formavam o lado esquerdo da rua das Portas do Carmo, onde eram ministrados os cursos de Medicina, Farmácia e Obstetrícia, concedendo aos candidatos os títulos de grão-doutor, farmacêutico e obstetra. O curso médico passou a ser ministrado em seis anos, com 16 cadeiras; o farmacêutico em três anos e, o de parteiro, em dois. Ao longo da segunda metade do século XIX, foram instaladas a biblioteca, a botica, os laboratórios de física e química, e os gabinetes, a enfermaria e a sala de operação, ou seja, a infraestrutura para ampliação e melhoria das instalações do hospital, tendo em vista o desenvolvimento das ciências naturais.(3)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a direção interina do médico Antônio Pacífico Pereira, foram iniciadas reformas de ampliação no antigo prédio dos jesuítas que previam a desapropriação de cinco edifícios na rua das Portas do Carmo, para a criação do horto botânico, o que não se concretizou, dos laboratórios de química orgânica e biologia, fisiologia experimental, física médica e terapêutica experimental, e histologia, além de um museu de anatomia e de um museu patológico. Todos esses laboratórios e museu tornaram-se realidade entre os anos de 1880 e 1890. Em 1903, foi conectado o serviço de eletricidade, que propiciou iluminação interna e externa e ventilação artificial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, as reformas não pouparam de crítica as instalações da Faculdade de Medicina. O médico Alfredo Tomé de Brito, lente de clínica propedêutica, em sua memória do ano letivo de 1900 a 1901, condena o aproveitamento do velho Colégio dos Jesuítas para ser transformado em faculdade de medicina:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academiademedicina-ba.org.br/a-academia/membros-titulares/alfredo-tome-de-britto.html" target="_blank"><img class="" src="https://www.academiademedicina-ba.org.br/conteudo/mem/001/mem/img/000002.jpg" alt="" width="183" height="183" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academiademedicina-ba.org.br/a-academia/membros-titulares/alfredo-tome-de-britto.html" target="_blank">Alfredo Tomé de Brito (1863-1909)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Um edifício colocado num sítio pouco espaçoso, minimamente acanhado e sem a possibilidade de ser aumentado, salvo à custa de dispendiosas desapropriações e de demolições prévias; que não tem as dimensões necessárias para aquartelar os dezesseis laboratórios que devem funcionar em compartimentos distintos, diversos anfiteatros, uma enorme biblioteca e um museu, um edifício composto de duas secções, que se unem formando um ângulo reentrante e das quais uma está alguns metros fora do alinhamento do lado da praça em que demora e que irregulariza e desfeia; um edifício, cuja arquitetura é literalmente monstruosa, pois que se deram uns ares de modernidade e de elegância ao velho Convento, cuja construção pesada e cuja forma obsoleta foi necessário conservar e seguir na seção nova; um edifício, em cujo vestíbulo acaçapado em relação a suas dimensões se penetra por uma porta aberta num recanto e em que não se vê a escada conducente ao pavimento superior, a qual procede da extremidade de um corredor paralelo ao plano da entrada, — escada que, sendo de liso mármore e de forma conchoide, merece a qualificação de anti-higiênica; finalmente, um edifício interiormente mal-dividido, desproporcionado, e cujo soalho se acha era níveis diferentes.</em>(4)</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alexandre Evangelista de Castro Cerqueira, regente da cadeira de dermatologia e sifiligrafia da faculdade, também reconhece a inadequação dos espaços, apesar das modificações realizadas no “vetusto casarão do Terreiro”. Em sua memória histórica, Cerqueira registra:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>o que se não a colocam em pé de paridade com os congêneres dos países adiantados, todavia pode apesar dos defeitos insanáveis prestar-se a regular orientação e marca do ensino, ao menos até que as condições mais prósperas da nação permitam a construção de um outro edifício obedecendo às regras da arte e da ciência. Sem dúvida, muito melhor teria sido abandonar em tempo a infeliz ideia de aproveitar o Convento dos Jesuítas, porque com o que tem-se gasto e com o que se há de ainda despender, ter-se-ia hoje um estabelecimento no qual a simplicidade não excluiria as proporções agradáveis, nem o bom gosto mais adequado à dignidade e às necessidades da ciência.</em> (5)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2 de março de 1905, durante o Carnaval, um incêndio atingiu a parte antiga do prédio em que estava sediada a faculdade. Os laboratórios de química, de histologia, de medicina legal, de bacteriologia e de anatomia e fisiologia patológica, além da biblioteca e seus 22 mil volumes e da capela dos jesuítas, ficaram inutilizados. O salão nobre, a sala das congregações, o antigo arquivo, os corredores e as escadas também foram seriamente danificados. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12980/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0004de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="628" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12980" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Destruída no incêndio de 1905, a capela era consagrada e ornada com a vida deEstanislau Kostka, padre jesuíta polonês canonizado pelo Papa Bento XIII, em 1726. O retábulo do altar apresentava pinturas que datavam da primeira metade do século XVIII, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>O sinistro obrigou um projeto para a nova faculdade, encomendado ao arquiteto Victor Dubugras. As obras ficaram a cargo do engenheiro Teodoro Sampaio. O novo prédio foi oficialmente inaugurado no dia 3 de outubro de 1908, data do 1° centenário da Faculdade de Medicina da Bahia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de institucionalização da medicina no Brasil teve início nas primeiras décadas do século XIX com a fundação das academias médico-cirúrgicas do Rio de Janeiro (1813) e da Bahia (1815), da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (1829) e da transformação das academias em faculdades de medicina (1832). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Munida desses propósitos, a Faculdade de Medicina da Bahia esteve envolvida nos principais movimentos sociais, a exemplo da Guerra do Paraguai (1864-1870), dando assistência aos soldados feridos e doentes, e da revolta de Canudos (1896-1897), quando estudantes dos cursos médico, farmacêutico e odontológico estiveram em campo apoiando os médicos militares responsáveis pelos hospitais de campanha. Durante o movimento de Canudos, a faculdade de medicina abrigou o hospital Vischow, um dos muitos instalados na cidade de Salvador que prestaram assistência às forças legalistas. Foi nessa ocasião que os sistemas de radioscopia e radiografia, trazidos da Europa pelo médico Alfredo Tomé de Brito, foram utilizados, pela primeira vez no Brasil, para localizar os projéteis nos ferimentos e proceder às cirurgias. Seus professores também tiveram atuação de destaque nas epidemias de febre amarela (1850) e de cólera-morbo (1855) que acometeram a província da Bahia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda metade do século XIX inaugurou a penetração da medicina na sociedade, incorporando o meio urbano como alvo de reflexão e prática médica, e a colocação da medicina como apoio científico ao exercício de poder do Estado. A Faculdade de Medicina da Bahia torna-se um espaço para as discussões científicas, bem como para ideias políticas e filosóficas que chegavam do Velho Mundo e, por sua vez, “<em>impulsionavam o progresso da ciência</em>” e as transformações sociais no contexto de um Estado escravocrata e aristocrático. Durante muito tempo, foi a única instituição de curso superior nessa província. Uma elite profissional foi se formando ao longo do Oitocentos com a missão de, por meio de seu saber, contribuir para melhorar as condições de saúde da população.(6)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os médicos procuravam mostrar que seu campo de conhecimento poderia servir como instrumento do progresso da civilização, promovendo os meios para combater as causas das más condições de saúde do país e situando seu saber nas mais diversas esferas da vida cotidiana. A aula inaugural da disciplina de terapêutica, proferida pelo médico Antônio Januário de Faria, publicada na </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta Médica da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 25 de março de 1867, deixa clara a proposta da edificação do saber médico como forma de auferir maior poder de intervenção na cidade e nos costumes de seus habitantes: “<em>A nossa missão</em>”, destinada a “<em>um fim santo, nobre e humanitário</em>”, é “<em>aliviar o infeliz enfermo das angústias da dor</em>”, o que só poderia ser bem cumprido com o “<em>labor incessante dos operários da ciência em favor da humanidade</em>”.(7)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elite médica, ao tornar o conhecimento um instrumento de aperfeiçoamento do gênero humano, procurou colocar a medicina ao alcance dos desafios que a saúde pública enfrentava, numa época em que as epidemias provocavam cada vez mais estragos em uma população em franco crescimento. (8)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, emerge uma nova política científica, baseada, em grande medida, nas pesquisas experimentais e rejeitando o determinismo racial e climatológico e a ideia de que os habitantes dos trópicos degeneravam irreversivelmente. Uma medicina de cunho social associava os males que acometiam a população baiana à falta de higiene urbana e à péssima qualidade de vida nas habitações coletivas. A interdição de cortiços, por exemplo, não disciplinava os pobres, mas sim provocava o seu deslocamento para áreas sem valor imobiliário. Construíam suas habitações próximo aos locais em que tinham facilidade maior para trabalhar, principalmente nas imediações das feiras e casas de famílias mais abastadas. A circulação desse contingente de pobres no centro da cidade preocupava as autoridades e era motivo de críticas diárias nos jornais, vocalizando o incômodo das elites e direcionando o debate para a criação de políticas de controle social que visavam estabelecer novos costumes. (9)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um grupo de médicos acabava, assim, por desafiar a tradição do ensino e da prática médica baseada na reprodução do saber médico europeu, principalmente de origem francesa, dando início a um exercício da medicina que ficou conhecido na Bahia como Escola Tropicalista. Desenvolveram trabalhos sobre as descobertas relacionadas à ancilostomíase, à filariose (elefantíase), ao ainhum (alteração nos dedos do pé), o que contribuiu para a promoção de debates sobre parasitologia e algumas doenças como beribéri, tuberculose, lepra, dracunculose e maculo.(10)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da Faculdade de Medicina da Bahia, identificavam-se com as linhas de pensamento tropicalistas Antônio José Alves (pai do poeta Castro Alves e professor de cirurgia), Antônio Januário de Faria (professor de clínica médica), Antônio Pacífico Pereira, seu irmão Manuel Vitorino Pereira e Raimundo Nina Rodrigues. Otto Edward Henry Wucherer, John Ligertwood Paterson e José Francisco da Silva Lima, apontados como fundadores da Escola Tropicalista Baiana, costumam ser considerados os introdutores da medicina experimental no Brasil.(11)</span><span style="font-weight: 400;"> Em vez da nosologia (classificação das doenças) abstrata feita da combinação de vários sintomas, classificados em ordens e gêneros como o faziam os naturalistas, os “<em>tropicalistas</em>” observavam a própria moléstia com a sua etiologia esclarecida, acompanhada do seu conjunto de sintomas.</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13009" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13009/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0025de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13009" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Laboratório de anatomia descritiva, 1903. NIna Rodrigues está de jaleco branco. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Nina Rodrigues desenvolveu estudos anatomopatológicos, dedicando-se à pesquisa sobre o beribéri. Publicou artigos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta Médica da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a incidência de doenças que mais afligiam os brasileiros e a necessidade da reforma do sistema de saúde naquele estado.</span><span style="font-weight: 400;"> (12) Considerando inviável a realização do exercício da medicina segundo aquele modelo médico “<em>tropicalista</em>”, Raimundo Nina Rodrigues afastou-se do grupo em 1897, dirigindo seus estudos para a biossociologia brasileira, na qual o aspecto biológico era entendido como determinante do social. Introduziu em suas pesquisas médicas elementos e categorias das ciências sociais, em particular da antropologia. Sua produção científica foi reconhecida e respeitada devido, em parte, ao pioneirismo nos estudos dedicados à cultura afro-brasileira. De acordo com Julyan Peard, ao enfatizar o estudo sobre os africanos no Brasil, considerando-o central para a melhor compreensão das disciplinas de medicina e de direito, Nina Rodrigues focalizou uma realidade que a intelectualidade baiana preferia ignorar.</span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Os álbuns fotográficos da Faculdade de Medicina da Bahia</span></strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/393" target="_blank">Acessando o link para as imagens do <i><span style="font-weight: 400;">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia com fotos de Lindemann &amp; C</span></i> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12976" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12976/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0001de0031%20copy%20%281%29.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12976" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Capa do Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank">Acessando o link para as imagens do álbum <em>Faculdade de Medicina da Bahia </em>sem autoria disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12995/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0001de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12995" target="_blank">Capa do Álbum 1ª Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É Nina Rodrigues que figura em ao menos três fotografias do álbum assinado por Lindemann &amp; C. Duas delas o colocam no centro da cena, em atividade, em meio a ossos e órgãos que examina e manipula, enquanto, na sala de dissecções, senta-se a um canto do vasto salão organizado em torno de cinco bancadas ocupadas com cadáveres. Os corpos e órgãos dispostos nos laboratórios de anatomia médico-cirúrgica e de anatomia descritiva davam seguimento à prática da “<em>medicina empírico-racional</em>”, afirmada como disciplina desde a reforma da Universidade de Coimbra e incorporada na fundação da Escola de Cirurgia do Hospital Militar, em 1808. Poucos anos depois, uma série de fascículos publicados trazia descrições anatômicas e é com o professor inglês Johannes Abbot que a prática de dissecação de cadáveres humanos é introduzida de fato no ensino médico no país.(13)</p>
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<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13010" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13010/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0026de0031%20copy%20%281%29.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="550" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13010" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906) no laboratório de anatomia médico-cirúrgica, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que a existência dos laboratórios, vale refletir sobre a sua exposição em álbum, a composição da cena, o direcionamento do olhar. Em contraste com uma série de ambientes, a exemplo da biblioteca ou da sala da congregação, ausentes de pessoas vivas, os laboratórios exibem cadáveres, órgãos em planos e enquadramentos que os privilegiam sem qualquer mediação visual para o receptor porventura leigo. Ainda que as instalações dos primeiros anos do século XX permanecessem insuficientes para muitos, e certamente para Nina Rodrigues, o álbum respondia às avaliações sobre a faculdade e às necessárias reformas, desde o final do século XIX, quando Rodrigues ingressa no curso de medicina. Um relatório do diretor da instituição, de 31 de janeiro de 1903, admitia a “<em>deficiência com que estão montados os laboratórios</em>”, passível de ser mitigada mediante recursos financeiros, e destacava a instalação elétrica como instrumento de transformação decisiva para o ensino nos laboratórios. Quanto ao ensino prático, dependente de cadáveres, elevou-se a quantidade disponível para 215, em vez dos 187 do ano anterior, “<em>longamente aproveitados por meio de injeções conservadoras</em>”, sendo estes um dos elementos distintivos da modernização da Faculdade de Medicina naquele ano, o que concorre também para reforçar a datação do álbum em 1903.</span><span style="font-weight: 400;"> (14)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras áreas da faculdade, enquadradas na tarefa de documentar fotograficamente o ensino e a pesquisa ali desempenhados, reforçam a pesquisa anatômica e os estudos em medicina legal, com a análise de corpos, a exposição dos “<em>desvios da natureza</em>”, os usos da craniometria. Reservado à “<em>medicina legal e toxicologia</em>”, disciplina ministrada por Nina Rodrigues, um lombrosiano, e introdutor da antropologia criminal, o salão, tal como fotografado, concentrava sobre uma mesa meia dúzia de crânios, enquanto no interior de um armário envidraçado, um esqueleto completo mantém-se na vertical, remetendo-nos à obra, de 1555, do médico André Vesale. Professor da Universidade de Pádua, na Itália, Vesale ficou conhecido como o reformador da anatomia, dissecando com as próprias mãos, utilizando o corpo humano para demonstrações, valendo-se de modelos vivos, animais, desenhos e esqueletos, uma referência nos séculos subsequentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fundo desse gabinete, as palavras de Alfred Swaine Taylor (15),</span><span style="font-weight: 400;"> autor de um manual de jurisprudência médica publicado na Inglaterra, em 1844, advertem que um médico poderia ser subitamente confrontado em um tribunal com perguntas as quais ele, sentindo-se seguro, “<em>no canto mais isolado do reino</em>”, e durante um longo período de sua prática, nunca considerou importantes. A citação convoca à empiria, à investigação, como exigências para o exercício desse campo da medicina, encimando os crânios enfileirados e o esqueleto humano. Pode-se reconhecer aqui algo da “<em>visão determinista biológica, com vínculos estreitos com a antropologia física do século XIX</em>”, e de expressiva influência no campo da medicina legal, “<em>particularmente nos trabalhos do ‘médico antropólogo”</em> Nina Rodrigues e seus &#8220;<em>discípulos</em>”, como destaca Marcos Chor Maio.(16)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas pranchas do museu da faculdade mostram salas despovoadas com vitrines nas quais podemos distinguir corpos – meio tronco e cabeça, pernas. Diferentes mobiliários destinados ao museu guardam partes de cadáveres humanos, aqui, diferentemente, não são esqueletos, conduzindo-nos de volta às salas de anatomia ou ao anfiteatro, imagem em si recorrente na área das ciências da vida. No “<em>anfiteatro</em> <em>1</em>”, sem nenhuma audiência, sugerindo que uma demonstração irá começar, o olhar é atraído para o corpo exposto sobre uma mesa. A série de corpos, crânios e esqueletos, central nessas fotografias, qualifica esses espaços e nos conduz aos fundamentos da Escola Tropicalista Baiana, presidida pela ideia de experimentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inseridos na coleção denominada Fotografias Avulsas, os álbuns têm procedência desconhecida, não se tendo registro da trajetória desses dois artefatos, sua história arquivística. Encapado em vermelho, com uma etiqueta em vermelho escuro e letras douradas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (BR RJANRIO O2.0.FOT.491) é composto de 31 fotografias, acompanhadas, em cada página, da marca “<em>Ph. Lindemann &amp; Cº. Largo do Theatro 92. Bahia</em>” e sem indicação da data de produção. Já o conjunto em capa vermelha e letras douradas intitulado “<em>1ª Faculdade de Medicina da Bahia</em>” (BR RJANRIO O2.0.FOT.492) compõe-se de oito fotografias e oito desenhos de fachadas e plantas. Na capa, a data de 3 de outubro 1903, e, da mesma forma, ignora-se sua história arquivística, além de não haver a indicação do fotógrafo ou estúdio responsável. O dia 3 de outubro, data de fundação da Faculdade de Medicina, vinha ao encontro do ano de 1903, quando, como foi dito, a faculdade passa a contar com o sistema de eletricidade, e são apresentados o salão nobre, a sala dos professores e o gabinete do diretor com nova decoração e “<em>embelezamento</em>”, justificando, assim, a edição do álbum que não contém a data, podendo-se, afinal, arriscar que os dois conjuntos possuam o mesmo ano de edição.(17)</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12979/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0003de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12979" target="_blank">Salão nobre, ou salão dos atos solenes, decorado por lustres, pelo mobiliário e alfaias, que conferem requinte e beleza. No teto o símbolo da bandeira da Faculdade de Medicina da Bahia formado pelo bordão de Esculápio, entrançado por dois ofídios, ornado por um ramalhete de café e por um ramo de fumo. A escolha da insígnia deu- se em 1826, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto mais extenso e não datado traz a assinatura de Lindemann &amp; Co, ateliê fotográfico de Rodolpho Lindemann, funcionando no largo Castro Alves, 92, em Salvador, anteriormente largo do Teatro, no século XIX. Lindemann, então associado de Guilherme Gaensly, mudou-se para esse endereço em 1894, e esse foi o local e o nome da casa comercial por muitos anos, mesmo após ter passado a outros proprietários. Como indica Boris Kossoy (18),</span><span style="font-weight: 400;"> a sociedade com Gaensly dissolveu-se em 1900 e foi admitido no lugar o “<em>seu antigo empregado, sr. Alfredo Borges, constituindo-se a firma social Lindemann &amp; C.</em>” Em 1903, a Lindemann &amp; Co é assim relacionada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Almanak do Estado da Bahia: Administrativo, Indicador e Noticioso </span></i><span style="font-weight: 400;">(19)</span><span style="font-weight: 400;"> e, no ano seguinte, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Correio do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se refere ao “<em>Sr. Alfredo Leitão Borges, estimado proprietário da photographia Lindemann</em>”(20).</span><span style="font-weight: 400;"> Deve-se considerar que as informações obtidas nesses periódicos são instáveis. No mesmo ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Almanak Laemmert</span></i><span style="font-weight: 400;"> do estado da Bahia elenca entre “<em>fotógrafos e retratistas</em>” a firma Gaensly &amp; Lindermann na praça Castro Alves, o que perdura por mais quatro anos no mínimo, sabendo-se que a empresa, com tal razão social, não existia mais. Em 1903, ano chave para os álbuns referidos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de Notícias</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicado na Bahia, traz matéria sobre a Photographia Lindemann &amp; C. situada no número 92 da Praça Castro Alves. Tratado como “<em>o mais antigo da capital</em>”, o estabelecimento teria um sócio residente na Europa encarregado de remeter por todos os vapores “<em>as mais minuciosas notícias de tudo que de novidade vai aparecendo na arte fotográfica</em>”, além de enviar material, garantindo a adoção dos melhoramentos em voga nas capitais europeias. O estúdio oferecia a fototipia, fotogravura, fotogalvanoplastia, platinotipia, e estava apto a “<em>trabalhos fora do ateliê como retratos ou grupos ao ar livre, de colégios, escolas, regatas, festas de igrejas ou profanas, cadáveres e tudo o mais que desejar-se possa</em>”.(21)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se presumir que em 1903 o ateliê já estivesse aos cuidados de Alfredo Borges. Ainda que sua direção seja incerta nesse período, tudo indica que contava com equipamentos condizentes e era respeitado, oferecendo uma gama de serviços, entre os quais a fotografia de cadáveres, que continuava a ser uma prática, desde o século XIX, de registro de mortos, por vezes simulando estarem vivos. Dois anos antes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário do Maranhão</span></i><span style="font-weight: 400;"> trazia a notícia de que Gaensly e Lindemann haviam fotografado “<em>uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor de medicina legal, o maranhense Nina Rodrigues</em>”.(22)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os laboratórios mantidos na faculdade, a sala repleta de armários com aves taxidermizadas, algumas ornamentando o topo do mobiliário, como dois pavões e uma ave de rapina, conduzem-nos à origem das coleções de história natural, às viagens e expedições iniciadas no setecentos, aos sistemas de classificação e de nomenclatura em disputa a partir da época moderna. Um dos primeiros fins da botânica foi a medicina que, conjugada à observação e dissecação de seres vivos, tornou frequente a figura do médico naturalista, muitas vezes à frente de gabinetes e coleções de história natural. A partir dessas práticas desejaram responder a questões como a reprodução dos seres vivos, os desvios da natureza, bem como a sua imutabilidade, entre outros dilemas que se impuseram à ciência dos séculos XVIII e XIX. Inseparáveis de tais coleções, as viagens configuram uma das etapas da sua formação, nas quais se previa uma série de procedimentos, do diário aos desenhos, a conservação dos espécimes recolhidos e, tão importante quanto, a identificação, classificação e atribuição dos nomes científicos e vulgares, bem como dos usos possíveis. O acervo reunido no laboratório da Faculdade de Medicina da Bahia continha, muito provavelmente, peças doadas pelo viajante francês Jean-Baptiste Douville, em 1835. O destino do “<em>Gabinete Douville</em>” era o Liceu Provincial, um projeto da administração do governo da cidade do Salvador, em funcionamento efetivo em 1837, mas sempre em contraponto às coleções e aos projetos da faculdade. Embora tendo conhecido um período de progresso, o liceu passaria por um esfacelamento nos anos 1870, abrindo caminho para o intercâmbio de coleções com a Faculdade de Medicina.(23)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda metade do século XIX, as coleções de história natural vinculam-se especialmente à medicina tropical, retraçando o eixo entre as doenças e o meio natural do Novo Mundo. O processo deflagrado pela descoberta de animais invertebrados, “<em>principalmente insetos, como hospedeiros intermediários de vermes, protozoários e outros microrganismos causadores de doenças em homens e animais passou a direcionar o olhar dos coletores para grupos de animais até então negligenciados pelos museus de história natural</em>”(24).</span><span style="font-weight: 400;"> Assim, a natureza, a partir de seus vetores, começa a ser encarada como um depósito de doenças tipicamente tropicais, sendo exemplares sob esse aspecto as trajetórias do Instituto Oswaldo Cruz e do Museu Nacional na construção da disciplina medicina tropical, como estabelece Magali R. Sá. Qualquer que fosse o lugar ocupado pelo Laboratório de História Natural nos debates em torno da relação entre natureza e doença, com seus armários e vultos que guardavam a memória dos séculos XVIII e XIX, sua representação no conjunto analisado impõe o debate que atravessou a medicina nos anos 1900 no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dispositivo ótico em si, o álbum documenta a própria relação entre a fotografia e a medicina, seja pelos registros obtidos ou, mais especificamente, pela utilização dessa técnica no campo da medicina. Em seus primórdios, sobretudo a partir do daguerreótipo, foram muitas as dificuldades para aplicação do registro fotográfico à pesquisa científica de modo geral, visto que suas limitações, como manejo da aparelhagem, sensibilização das placas, tempo de exposição etc., afetavam a produção desses formatos. Ainda assim, lembra James Roberto Silva, a invenção foi acolhida com entusiasmo, possibilitando maior exatidão, superior à do desenho: “<em>ela preenchia uma espécie de vácuo epistemológico das ciências, representado pelos preceitos de objetividade que elas impunham a si mesmas</em>”(25).</span><span style="font-weight: 400;"> A incorporação da técnica fotográfica no ensino e na prática médica consolida-se na edificação, cujo letreiro “<em>Ateliê Fotográfico</em>”, identifica a casa, datada com o ano de 1903. O ateliê foi tema da coluna dedicada à Faculdade de Medicina, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Correio do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 1º de setembro de 1903, sobre o contrato para sua construção, e, no mesmo ano, em matéria sobre a comemoração, do 71° aniversário da instituição. O jornal descreveu, além das solenidades e da demonstração da eletricidade e outros equipamentos, o advento de um estúdio “<em>de primeira ordem, para o qual recebeu já uma excelente máquina e profusão de chapas, papéis sensíveis, substâncias químicas, etc., etc.</em>”(26)</span></p>
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<div style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13015" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13015/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0017de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="628" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13015" target="_blank"> Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Ateliê fotográfico, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">A descoberta, revolucionária, de raios que atravessavam objetos e deixavam impressões em chapas fotográficas – o raio X, em 1895, pelo cientista alemão Wilhelm Conrad Röentgen (27)–</span><span style="font-weight: 400;"> promovia a técnica fotográfica em mais uma aplicação científica. Em julho de 1903, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;">, órgão editado pelos professores da Faculdade da Bahia fundado em 1866, publica o “<em>Estudo sintético da exploração da clínica radiológica</em>” pelo dr. João A. G. Froes. Nesse artigo são listados os principais aparelhos empregados, sendo interessante anotar a “<em>câmara escura para os trabalhos de radioscopia [&#8230;] indispensável para o desenvolvimento das provas radiográficas, devendo ser modelada pelas câmaras escuras da fotografia comum e provida de reveladores, fixadores, etc.</em>”, e o item dedicado ao “<em>material necessário para revelar e fixar as placas, bem como papéis sensíveis para obtenção das fotocópias, de que estão aqui diversos exemplares inteiramente originais, alguns dos quais representam casos autênticos da luta de Canudos em 1897</em>”.(28)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rápida assimilação do raio X na medicina pode ser atestada pela existência do Gabinete Rotgens, espaço de uma das fotografias que formam o álbum anônimo de 1903. A sala, que comporta uma estrutura aparentemente dedicada à câmara obscura, exibe diversos aparelhos e medidores. Dois homens, possivelmente médicos, encaram a objetiva, sentados a uma mesa repleta de objetos, como microscópios, e acoplada a bobinas e outros dispositivos. É de se notar a imagem emoldurada na parede, dos ossos da mão, obtida pelo raio X – o mesmo teste que Rotgens fez com a mão de sua esposa, confirmando suas hipóteses.</span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13011" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13011/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0005de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13011" target="_blank">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Gabinete Rotgen, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">No início do século XX, o estabelecimento de novos padrões de comportamento e hábitos de higiene incluiu em seu escopo a prática do parto hospitalar ou a medicalização do parto, concorrendo para a construção da Maternidade Climério de Oliveira, prevista desde a reforma do ensino médico de 1854, a maternidade-escola da Faculdade de Medicina da Bahia. Grande parte das mulheres continuava a preferir a assistência de parteiras, uma vez que permitir que uma mulher fosse cuidada por um médico em um lugar fora da esfera doméstica era visto com desconfiança e certa reprovação. Apenas mulheres mais pobres, indigentes, prostitutas e mães solteiras recorriam às santas casas.(29)</span><span style="font-weight: 400;"> Na tentativa de romper o ceticismo, estabelecer novos padrões para a prática de partos em hospitais e diminuir a distância entre médicos e parteiras na atividade da obstetrícia, com frequência se permitia a presença de parteiras no centro cirúrgico acompanhando os procedimentos médicos.</span><span style="font-weight: 400;"> (30) A maternidade Climério Cardoso de Oliveira, em homenagem ao professor de clínica obstétrica e ginecológica, só se concretizou em 30 de outubro de 1910, inaugurada em terreno doado pela Santa Casa de Misericórdia, no atual bairro de Nazaré, ao lado do Hospital Santa Isabel. Sua edificação sensibilizou as camadas mais abastadas, que adotaram a causa como um benefício social. Em 1903, ano em que tiveram início as obras, fundou-se um comitê de senhoras, que reunia mulheres da sociedade, para montar estratégias de arrecadação de fundos. Dentre as iniciativas destacou-se a e</span><span style="font-weight: 400;">xibição de uma série de peças teatrais, no Teatro Politeama, cujo tema era “<em>A Maternidade</em>”, de autoria do próprio dr. Climério de Oliveira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre ambientes que remetem aos espaços privilegiados da ciência moderna, como o museu, o anfiteatro, laboratórios, gabinetes e a biblioteca, os álbuns da Faculdade de Medicina abrem também portas e janelas para a cidade. Assim, na entrada da biblioteca, a Fotografia Lindemann incluiu um homem negro e três meninos, um deles descalço, que posam para as lentes. No mesmo álbum, na imagem de abertura, “<em>Faculdade de Medicina e Praça XV de Novembro</em>”, no entorno da praça gradeada, temos vultos da gente que passa carregando volumes, outros conversando nas calçadas, um pouco indiscerníveis, pontuando o sítio histórico do antigo Colégio dos Jesuítas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em “<em>Colocação da pedra da maternidade</em>”, a fotografia dá a ver uma imagem sobre a qual podemos pensar se constitui contraste ou complemento. No terreno destinado, alinham-se os convidados para a solenidade, em trajes formais. Um homem carrega o estandarte e a faixa da Faculdade de Medicina da Bahia, enquanto a única mulher presente interrompe a homogênea linha masculina. À esquerda, quebrando a unidade do evento, poucos homens (que podem ser trabalhadores da obra) e crianças, todos negros, roupas claras e gastas. Apenas quinze anos depois da abolição formal da escravidão, as ruas e a população pobre de Salvador dos primeiros anos do século XX confrontam o saber médico e a República.</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13013" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13013/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0010de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13013" target="_blank">Prevista desde a reforma do ensino médico de 1854, a maternidade-escola da Faculdade de Medicina da Bahia só se concretizou em 30 de outubro de 1910, inaugurada em terreno doado pela Santa Casa de Misericórdia, no atual bairro de Nazaré, ao lado do Hospital Santa Isabel, com o nome de Maternidade Climério Cardoso de Oliveira, em homenagem ao professor de clínica obstétrica e ginecológica, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>(1) Cf. Escola de Cirurgia da Bahia. Disponível em:</p>
<p>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_DE_CIRURGIA_DA_BAHIA.</p>
<p>(2) Teixeira, Rodolfo. <em>Memória histórica da faculdade de medicina do Terreiro de Jesus (1943-1995)</em>. 3. ed. Salvador: EDUFBA, 2001. Disponível em: https://repositoriodev.ufba.br/bitstream/ri/16773/1/memoria-historica-faculdade-medicina.pdf.</p>
<p>(3) Santos, Adailton Ferreira dos. <em>A Faculdade de Medicina Bahia: percurso e reforma do ensino no século </em><em>XIX.</em> Disponível em:</p>
<p>https://histedbrantigo.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/YOZZeNJy.pdf.</p>
<p>(4) Brito, Alfredo. <em>Memória histórica da Faculdade de Medicina da Bahia no ano lectivo de 1900 a 1901.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1904, p. 35. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/595776/000134488_Memoria_historica_Faculdade_Medicina_Bahia.pdf?sequence=1&amp;amp;isAllowed=y.</p>
<p>(5) Cerqueira, Alexandre. Memória histórica da Faculdade de Medicina da Bahia, 1904, p. 44. Disponível em: https://repositoriodev.ufba.br/handle/ri/26537?locale=pt_BR.</p>
<p>(6) Pela Faculdade de Medicina da Bahia passaram nomes de reconhecimento internacional, entre eles Juliano Moreira (1886-1891), introdutor do pensamento de Freud no Brasil, e Nise da Silveira (1921-1926), discípula de Jung e que contribuiu para a humanização de métodos psiquiátricos. Em 1887, agaúcha Rita Lobato Velho Lopes (1866-1954) tornou-se a primeira mulher brasileira e a segunda latino-americana a obter diploma de médica, após defender a tese Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana nessa faculdade.</p>
<p>(7 ) Em seu primeiro número, em 10 de julho de 1866, foram publicados os objetivos desse periódico: “<em>O nosso propósito é simplesmente o seguinte: concentrar, quanto for possível, os elementos ativos da classe médica, a fim de que, mais unidos e fortificando-se mutuamente, concorram para aumentar-lhe os créditos, e a consideração pública; difundir todos os conhecimentos que a observação própria ou alheia nos possa revelar; acompanhar o progresso da ciência nos países mais cultos; estudar as questões que mais particularmente interessam ao nosso país; e pugnar pela união, dignidade e independência da nossa profissão</em>.” Escola Tropicalista Baiana. Disponível em: https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_TROPICALISTA_BAIANA.</p>
<p>(8) Eugênio, Alisson. <em>A medicina ilustrada e sua recepção pelos médicos que atuavam no Brasil do século XIX</em>. Revista de História, Juiz de Fora, v. 20, n. 2, p. 163-190, 2015.</p>
<p>(9) Amaral, Marivaldo Cruz do. <em>Mulheres, imprensa e higiene: a medicalização do parto na Bahia (1910-1927)</em>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 15, n. 4, p. 927-944, out.-dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/ky5LR4DM8d9MsCQJ3rvnfJq/?format=pdf&amp;amp;lang=pt.</p>
<p>(10) Cf. Escola Tropicalista Baiana. Disponível em:</p>
<p>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_TROPICALISTA_BAIANA.</p>
<p>(11) Para dados biográficos sobre esses médicos, acessar https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/.</p>
<p>(12) Raimundo Nina Rodrigues foi diretor da <em>Gazeta Médica da Bahia</em> de 1890 a 1893.</p>
<p>(13) Talamoni, Ana Carolina Biscalquini; Bertolli Filho, Claudio. A anatomia e o ensino de anatomia no Brasil: a escola boveriana. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 21, n. 4, out.-dez. 2014, p. 1.301-1.322. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/VQ7BzLwXSrcbjpsCyzKmb9L/.</p>
<p>(14) Apud Britto, Antonio Carlos Nogueira. Nota histórica: a Faculdade de Medicina da Bahia na época de Nina Rodrigues. <em>Gazeta Médica da Bahia</em>, 76, 2006, Suplemento 2:S63-S79. Disponível em: http://gmbahia.ufba.br/index.php/gmbahia/article/view/310/300.</p>
<p>(15)“<em>A medical practitioner who thinks himself secure in the most retired corner of the kingdom is liable to find himself suddenly summoned as a witness on a trial to answer questions which pehaps during a long period of practice he had been led to regard as unimportant</em>.”</p>
<p>(16) Maio, Marcos Chor. <em>Raça, doença e saúde pública no Brasil: um debate sobre o pensamento higienista do século XIX</em>. In: Monteiro, S.; Sansone, L. (org.). <em>Etnicidade na América Latina: um debate sobre raça, saúde e direitos reprodutivo</em>s [online]. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004, p. 14-44. Disponível em: http://books.scielo.org/id/dcc7q/epub/monteiro-9788575416150.epub.</p>
<p>(17) Martin, Adriana Monica; Righi, Roberto. <em>Memórias da Faculdade de Medicina da Bahia para o patrimônio das Ciências Médicas no Brasil.</em> Cadernos de História da Ciência, v. 12, n. 2, p. 74-108, 2016.</p>
<p>(18)Kossoy, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002, p.208.</p>
<p>(19) Photographias. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829536&amp;pesq=%22Lindemann&amp;hf=memoria.b</p>
<p>n.br&amp;amp;pagfis=1843.</p>
<p>(20) Necrologia. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=721069&amp;pesq=%22Lindemann&amp;hf=memoria.b</p>
<p>n.br&amp;amp;pagfis=561.</p>
<p>(21) Cf. Photographia Lindemann &amp;amp; C. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=098167&amp;pesq=%22Lindemann%22&amp;pasta=ano</p>
<p>%20190&amp;amp;hf=memoria.bn.br&amp;amp;pagfis=105.</p>
<p>(22) Apud Wanderley, Andrea. Cronologia de Guilherme Gaensly (1843-1928). In: Brasiliana Fotográfica.<br />
Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=guilherme-gaensly.</p>
<p>(23) Cf. Cerávolo, Suely Moraes; Rodriguez, Mariana Cerqueira. <em>Colecionismo na Bahia oitocentista: o Gabinete de História Natural (1835-1889).</em> Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, p. 197-212, jul.-dez. 2018. Disponível em: https://rbhciencia.emnuvens.com.br/revista/article/view/87/60 .</p>
<p>(24) Sá, Magali Romero. <em>A ciência, as viagens de coleta e as coleções: medicina tropical e o inventário da história natural na Primeira República</em>. In: Heizer, Alda; Videira, Antônio Augusto P. (org.). Ciência, civilização e república nos trópicos. Rio de Janeiro: Mauad X; Faperj, 2010, p. 213.</p>
<p>(25) Silva, James Roberto. <em>Doença, fotografia e representação: revistas médicas em São Paulo e Paris, 1869-1925</em>. São Paulo: Edusp, 2009, p. 111.</p>
<p>(26)<em> Correio do Brasil</em>, Bahia, 5 de outubro de 1903. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=721069&amp;pesq=Atelier%20Photographico&amp;</p>
<p>pasta=ano%20190&amp;amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;amp;pagfis=137.</p>
<p>(27) Nossa capa: <em>Wilhelm Röntgen e a criação dos raios X</em>. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina<br />
Laboratorial, v. 45, n. 1, fev. 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1676-24442009000100001.</p>
<p>(28) Lição professada na Faculdade de Medicina da Bahia pelo dr. João A. G. Froes, substituto da seção médica. <em>Gazeta Médica da Bahia</em>, julho 1903, v. XXXV, n. 1. Disponível em:<br />
https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=165646&amp;amp;pesq=R%C3%B6entgen&amp;amp;pagfis=17572. Coincide com o artigo publicado a versão contemporânea sobre o uso da radiologia, em 1897, pelo professor Alfredo Brito (1863-1909), da Faculdade de Medicina da Bahia, que realizou na província “a primeira radiografia no campo de batalha, durante a Guerra de Canudos, para localizar projéteis de arma de fogo nos combatentes. Foram realizadas 98 radiografias e radioscopias em 70 feridos”. Cf. <em>A origem da radiologia no Brasil</em>, segundo Aristides Negretti. Conter, 28 de outubro de 2014. Disponível em: https://conter.gov.br/site/noticia/01-nossa-historia#:~:text=%E2%80%9CEm%201897%2C%20o%20professor%20Alfredo,arma%20de%20fogo%20nos%20combatentes.</p>
<p>(29)Mott, Maria Lúcia. <em>Assistência ao parto do domicílio ao hospital (1830-1960)</em>. Projeto História, v. 25, 2002, p. 198. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/10588/7878.</p>
<p>(30) Amaral, M. C., op. cit., p. 932.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*<span style="font-weight: 400;">Claudia Beatriz Heynemann é historiadora do Arquivo Nacional</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span>Maria Elizabeth Brêa Monteiro é antropóloga do Arquivo Nacional</p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
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<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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		<title>São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 13:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928). Ele foi o autor de importantes registros da cidade, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Em 1899, a empresa The São Paulo Railway, Light and Power Company, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade. Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi Augusto Malta (1864 - 1957) no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928). Ele nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Na década de 1880, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/984/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o autor de importantes registros do estado e da cidade de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Foi o mais importante divulgador da nova imagem do estado como líder do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;As imagens de Gaensly foram fartamente utilizadas pelas primeiras publicações ilustradas, oficiais ou não, num contexto promocional, interessadas em divulgar a imagem do Estado de São Paulo no plano internacional. Gaensly, de sua parte, veicularia amplamente sua produção através dos cartões postais&#8230;Se, por um lado, enquanto fotógrafo proprietário de um esta belecimento comercial as vistas urbanas e rurais se incluíam em sua atividade profissional constituindo-se no seu meio de vida, por outro, ele colaborou definitivamente para a construção da imagem oficial da cidade: aquela idealizada pelas elites e pelo Estado, a imagem de uma cidade que se &#8220;apresentava&#8221; moderna através de estilos &#8220;neoclássicos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy in <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>, 2002</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/958/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/958" target="_blank">Guilherme Gaensly. S. P. R. Estação da Luz, 1902 (?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, Gaensly foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil. Em 1899, a empresa <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company</em>, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/102" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa documentação, assinada por um fotógrafo plenamente maduro e no auge da carreira, possui particular importância já que Gaensly valia-se ainda da tecnologia e do olhar estético característico da fotografia do final do século XIX, o que lhe permitiu conferir peculiar qualidade a seus registros, fazendo-os mesmo transcender os aspectos estritamente técnicos das imagens que sabia capturar com extremo rigor formal e poder de síntese&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS &#8211; </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan,</em> p.10)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da avenida Paulista, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 687px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2572" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2572/001AAN004007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="677" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2572" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida São João, c. 1902. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;Guilherme Gaensly foi sem dúvida o fotógrafo que mais aproximou o seu trabalho das necessidades e exigências do ideário republicano de progresso social e material. Dedicado e ativo nas primeiras décadas do século passado, produziu uma visão da metrópole emergente com requinte e elegância, buscando interpretá-la como um espaço urbano harmonioso; uma memória que não ultrapassa o estritamente fotográfico, mas que hoje se evidencia como um dos principais fios condutores da história da cidade&#8221;</span></p>
<p style="text-align: right;">Rubens Fernandes Junior, in <em>Guilherme Gaensly</em>, 2011</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 &#8211; 1928)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1902. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong></span> &#8211; Em 1º de setembro (provavelmente), nascimento de Wilhelm (Guilherme) Gaensly, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça, fronteira com a atual Alemanha, filho de Jacob Heinrich (c. 1804 &#8211; 1868) e Anna Barbara Kin (c. 1813 &#8211; 1895). Teve 4 irmãos: Ferdinand (c. 1837 &#8211; 1915), Frederick (c. 1838 &#8211; 1902), Julia (c.1848 &#8211; 1936) e Alaine (c.1852 &#8211; ?). Nesse mesmo ano, seu pai veio para o Brasil, repetindo a experiência de primos e irmãos, chegando em Salvador, em 19 de setembro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1848</strong></span> &#8211; Em julho, chegada de Anna Barbara com os filhos Ferdinand, Frederick e Guilherme em Salvador, na época a segunda cidade mais populosa do Brasil &#8211; a primeira era o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850/1851</strong></span> &#8211; Criação do Bahia Fremden Kirschhof, o Cemitério dos Estrangeiros. Os pais e irmãos de Gaensly estão enterrados lá, na área dos protestantes.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Morte de Jacob Heinrich em 4 de janeiro. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank"> anuncia a técnica da marfimographia, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia (<em>Jornal de Recife</em>, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página)</a>. Em algum momento entre a inauguração do ateliê e 1871 Gaensly trabalhou para Henschel.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>Década de 1870</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, durante essa década, Gaensly também foi associado ao fotógrafo alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903), que havia chegado em Salvador em 1851.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1871</span></strong> &#8211; Após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Henschel</a>, situado na rua da Piedade, 16 (<em>Jornal da Bahia</em>, 16 de setembro de 1871), Gaensly estabeleceu-se como fotógrafo na firma <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> (segundo Kossoy, Waldemar Lange), com a colaboração de Karl Gustaff ( c. 1837 &#8211; 1872), alemão que também havia prestado serviços para Henschel. Provavelmente, a <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> ficava na Estrada do Manguinho.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Segundo Geraldo da Costa Leal em <em>Um cinema chamado saudade</em> (1997), nessa época, o europeu Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?) já trabalharia com Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1875</span></strong> &#8211; No <em>Jornal da Bahia</em> de 29 de agosto de 1875, na página 3, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/312" target="_blank">31 de agosto, na página 4</a>, e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/328" target="_blank">4 de setembro, na página 4</a>, foram publicadas propagandas da Photographia do Commercio, de Gaensly, <em>na </em>Ladeira de São Bento, 1. A propaganda foi publicada outra vez em 14 e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/332" target="_blank">19 de abril de 1876</a> no mesmo jornal.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Novo estabelecimento</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>montado com todo o gosto</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Photographia do Commercio</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>1- Ladeira de S. Bento &#8211; 1</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>na localidade que ocupava a I.l.L. M. Sociedade Recreativa</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Tendo sido todos os utensílios para esta nova galeria como instrumentos, mobílias, fundos, decorações, etc, escolhidos pessoalmente na minha última viagem à Europa onde visitei os maiores estabelecimentos deste gênero, venho oferecer ao respeitável público o ATELIER melhor montado desta capital garantindo trabalhos perfeitos e de DURAÇÃO visto que adotei todos os melhoramentos feitos nestes últimos anos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A ótima colocação do ATELIER permite pela boa luz tirar constantemente bons resultados ainda nos dias chuvosos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Sempre tem um trem  especial pronto para sair a qualquer chamado mediante prévio ajuste.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Preços reduzidos</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A maior coleção de vidros da Bahia, Cartões de visita, Cartões imperiais, Cartões Bombés, Retratos Maiores </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, Gaensly anunciou seu estabelecimento, a Photographia do Commercio, no Largo do Teatro, 1, no <em>Jornal da Bahia, </em>de<em> </em>20 de junho de 1876.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1877</span></strong> &#8211; Foi agraciado com 3 medalhas pelo Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Participou da grande mostra da Biblioteca Nacional, Exposição de História do Brasil, que reunia integrantes do acervo da instituição e também da coleção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e do barão Homem de Mello (1837 &#8211; 1918). Apresentou 28 fotografias de quadros a óleo de pessoas públicas como o padre Antônio Vieira (1608 &#8211; 1697) e o conde de Cavalleiros (1750 &#8211; 1807). Expôs também vistas da Bahia produzidas provavelmente durante a década de 1870 com o alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/30709" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1881 &#8211; 1882, volume 2,</a> nas páginas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31131" target="_blank">1418</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank">1419</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31134" target="_blank">1421</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31207" target="_blank">1495</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31213" target="_blank">1501</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31252" target="_blank">1542</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31254" target="_blank">1544</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31255" target="_blank">1545</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31256" target="_blank">1546</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31262" target="_blank">1552</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31264" target="_blank">1554</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31265" target="_blank">1555</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31268" target="_blank">1558</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31276" target="_blank">1566</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31281" target="_blank">1571</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31282" target="_blank">1572</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31284" target="_blank">1574</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31285" target="_blank">1575</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31286" target="_blank">1576</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31288" target="_blank">1578</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31289" target="_blank">1579</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31291" target="_blank">1581</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31292" target="_blank">1582</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31293" target="_blank">1583</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31299" target="_blank">1589</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31301" target="_blank">1591</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31302" target="_blank">1592</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31307" target="_blank">1597</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A presença de Schleier no catálogo da Exposição de História do Brasil parece confirmar a associação entre ele e Gaensly. As imagens são do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank"><em>Terreiro de Jesus com a cathedral</em> e <em>Faculdade de Medicina (antigo colégio dos jesuitas)</em></a>. Segundo Ricardo Mendes, &#8220;Considerando a abrangência do trabalho de Gaensly ao registrar a cidade de Salvador, não teria sentido a inclusão de imagens de locais tão conhecidos, a não ser que se tratasse de uma associação efetiva. De J. Schleier existem poucas referências, além de raras imagens no acervo da Biblioteca Nacional e dos Instituto Geográfico e Histórico da Bahia&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse ano o endereço de seu ateliê mudou para Largo do Teatro n° 92 &#8211; ao lado do Teatro São João &#8211; local que anos depois ficaria conhecido como Praça Castro Alves. O estúdio, um grande sobrado, era, provavelmente, também a residência de Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly e Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), futuramente seu sócio e cunhado, fotografaram a inauguração do segundo trecho da Estrada de Ferro Central da Bahia, entre São Félix e Tapera, atual Taperi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4806" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de janeiro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1882</span></strong> &#8211; Informava-se ao público novas mudanças e melhorias na <em>Fotografia premiada de Guilherme Gaensly</em>, que além de ateliê fotográfico funcionava também como uma galeria de seus trabalhos e anunciava  &#8220;a melhor coleção de vistas dos pontos mais bonitos da capital e subúrbios. Chama especial atenção para os retratos de tamanho natural pela câmara solar, retocados por um hábil artista de Paris&#8221;. O retoque deveria ser uma referência ao acabamento de fotopintura. (<em>Diário de Notícias</em>, 1 de janeiro de 1882).</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly apresentou &#8220;excelentes trabalhos photographicos&#8221; na exposição dos 10 anos do Imperial Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6794" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de outubro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;">Admitiu como ajudante Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), que no final dessa década tornou-se seu sócio.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1883</span></strong> &#8211;  Foi publicado um anúncio do ateliê fotográfico de Gaensly, com a denominação Photographia Gaensly, na Praça de Castro Alves (<em>Diário de Notícias</em>, 4 de abril de 1883).</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O conhecido e acreditado photographo Gaensly&#8221; registrou o grupo que estava presente ao lançamento da pedra fundamental para as obras do primeiro engenho central da companhia<em> Bahia Central Sugar Factories, </em>um empreendimento do engenheiro britânico<em> </em>Hugh Wilson<em>, </em>organizador da Companhia Anônima da Imperial Estrada de Ferro Central da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/8065" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de junho de 1883, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1884</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1885</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;"><span style="color: #800000;">1888</span> </span></strong>- Em 5 de maio, Guilherme casou-se com Ida Itschner (c.1863 &#8211; 1933), na residência dos pais da noiva, João Jacob Itschner e Elisabet Wolf Itschner. Teve como testemunhas seu sócio, Rodolfo Lindemann, e um de seus irmãos, Frederick. A cerimônia foi celebrada pelo pastor A.L. Blackford, um dos fundadores da igreja presbiteriana no Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.</p>
<p style="text-align: left;">Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.</p>
<div id="attachment_25024" style="width: 234px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg"><img class="wp-image-25024" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg" alt="gaensly" width="224" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Rodolpho Lindemann, do ateliê Gaensly &amp; Lindemann, foi premiado na Exposição Universal de Paris, no Campo de Marte, com uma medalha de bronze com quadros fotográficos da Bahia e de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Gaensly embarcou rumo à Europa no paquete alemão <em>Rosário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">Diário de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">14 de janeiro de 1891, na penúltima coluna</a>)<em>.</em></p>
<p style="text-align: left;">O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcou no paquete alemão <em>Mondevidéu</em> rumo a Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3384" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de julho de 1891, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi noticiado que o beco ao lado do ateliê fotográfico de Gaensly &amp; Lindemann, na praça Castro Alves, em Salvador, havia se tornado um &#8220;mictório&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222216/795" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em>, 28 de maio de 1892, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcaram no paquete alemão <em>Olinda</em> rumo à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8581" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de julho de 1893, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Inauguração da filial da firma Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, na rua XV de Novembro, 28, onde se concentrava o comércio de alto padrão na capital. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. A firma baiana teve seu nome alterado para Photographia Cosmopolita. Tudo indica que a crescente concorrência em Salvador e a queda do desempenho da economia baiana devido à seca foram as causas da abertura do ateliê em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Entre 1894 e  1897, editou a série de grandes estampas fotográficas de São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">O ateliê fotográfico Gaensly &amp; Lindemann foi o responsável pela produção de um quadro com os retratos de todos os arcebispos da Bahia. Foi organizado por iniciativa de Olavo de Freitas Martins, um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. &#8220;O trabalho artístico do systema photogravura foi executado pelo artista sr. Rodolpho Lindemann, ficando perfeito&#8221;. A matéria também informava que a sede paulista do ateliê Gaensly &amp; Lindemann estava produzindo um quadro com os retratos dos arcebispos de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34517" target="_blank"><em>Jornal</em><em> de Recife</em>, 24 de outubro de 1894, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">As edições de 1894 e 1895 do livro <em>São Paulo, </em>de Gustav Köenigswald, foram ilustradas com as primeiras séries de vistas da capital paulista produzidas por Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Aos 82  anos, faleceu em Salvador a mãe de Gaensly, Anna Barbara.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Anúncio em francês da Photographia Gaensly &amp; Lindemann, com os endereços em São Paulo &#8211; rua Quinze de Novembro,28 &#8211; e em Salvador &#8211; Largo Castro Alves, 92 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829625/229" target="_blank"><em>Almanach</em>, 1896</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Elogio à fotografia <em>Otto de bicicleta, </em>produzida pelo ateliê Gaensly &amp; Lindemann, exposta na casa de música do sr. Luiz Levy, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818186/3" target="_blank"><em>A Bicycleta</em>, 12 de julho de 1896, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a> anunciou que Gaensly e Lindemann haviam cedido &#8220;gentilmente&#8221; a ele o seu &#8220;magnífico atelier&#8221; na rua Quinze de Novembro, 28, na capital paulista. Gutierrez estava expondo suas fotografias no salão da Associação Comercial <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">O Commercio de São Paulo</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">, 24 de novembro de 1896, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No periódico paulista <em>A música para todos</em>, exemplar de dez.1896 / jan.1897, foi anunciada a Photographia Gaensly &amp; Lindemann <em>recomendada aos nossos assinantes</em>. No mesmo anúncio,  foi também noticiada a exposição de mais de cinquenta fotografias do ateliê na redação da revista.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1898</span></strong> &#8211; Foi comercializado o álbum &#8220;Colleções de 27 cartões com vistas da Cantareira, Jardim Publico, Quartel de Policia, Serra de Santos, Fazendas de Café, Poços de Caldas, Escola Normal de Campinas, Estação de Campinas, Largo de São Bento, Largo do Palacio, Ypiranga e outros&#8221;, cartões postais impressos por Victor Vergueiro Steidel (1868 &#8211; 1906). Não foi apresentada a autoria das imagens, mas foram, muito provavelmente, baseadas em fotografias de Gaensly, de Paulo Kowalsky e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez(1843 &#8211; 1923)</a>. O fotógrafo Kowalsky teria atuado em São Paulo entre 1891 e 1897.</p>
<p style="text-align: left;">Para a Escola Politécnica, o estúdio Gaensly &amp; Lindemann produziu o quadro de formatura da turma de Engenheiros Geógrafos.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Gaensly &amp; Lindemann presentearam o<em> Correio Paulistano</em> com “uma bella collecção de bilhetes postais contendo vistas dos principais edificios e dos logares mais pitorescos” de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/10589" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de agosto de 1899, na última coluna</a>). Seria sua primeira série de postais, <em>Lembrança de São Paulo</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly &amp; Lindemann anunciaram o envio da <em>Grande Collecção de Vistas de São Paulo</em> para a Exposição Universal de Paris de 1900.</p>
<p style="text-align: left;">Em abril, foi constituída em Toronto, por um grupo de investidores canadenses estimulados por empresários paulistas a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.  Em 17 de junho, a empresa obteve autorização para funcionar no Brasil e logo em seguida iniciou seus trabalhos no país.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly foi contratado pela companhia e foi seu principal fotógrafo até 1925. Com equipamentos de grande porte (negativos em vidro 24 x 30cm), passou, então, a documentar os trabalhos da empresa, produzindo registros das transformações urbanas de São Paulo, causadas por obras de implantação de linhas de bonde elétrico, de iluminação pública, imagens de casas de máquina e interiores de oficinas de manutenção, além de fotografias da construção de barragens e das hidrelétricas da Light no estado. A primeira fotografia produzida por ele para a Light foi das obras da rua 25 de março, em 5 de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank"><img src="https://lh3.googleusercontent.com/-ixweL-iyYh0/UXV_LFNFAII/AAAAAAAAAtU/8elNYCb6Hx0/s800/001.jpg" alt="" width="418" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank">Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Terminou a sociedade entre Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Alkmanak Lammert</em>, 1901)</a>. No mesmo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/22232" target="_blank">Almanak</a>, consta o ateliê Gaensly &amp; Lindemann, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;">Produção da segunda série de postais, também denominada <em>Lembrança de São Paulo</em>, dessa vez apenas com a assinatura de Gaensly. A terceira série deve ter sido editada logo em seguida.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Foi noticiado que a Photographia Gaensly &amp; Lindemann de Salvador havia fotografado uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor  de medicina legal, Nina Rodrigues (1862 &#8211; 1906) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/33875" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 31 de outubro de 1901, na última coluna sob o título &#8220;Criança fenomenal&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- As imagens publicadas no primeiro Relatório de Diretoria da Light dirigido aos acionistas no exterior foram baseadas em fotografias de Gaensly e Lindemann, produzidas especificamente para a empresa ou para o álbum <em>Lembrança de São Paulo</em>, editado pelo Instituto Politécnico de Zurique e impresso em colotipia.</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23718" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Para &#8220;auxiliar a propaganda do café&#8221; na Exposição de Saint Louis (1904), Gaensly começou a documentar as instalações e a  lavoura cafeeira da colônia americana em Santa Bárbara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3806" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de dezembro de 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou ao <em>Correio Paulistano</em> uma coleção de dez cartões-postais coloridos e 50 em planotipia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 26 de abril de 1903, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1904</span></strong> &#8211; Gaensly entregou &#8220;as vistas produzidas no interior da exposição (Saint Louis) e as dos mapas do café&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4100" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de fevereiro de 1904, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">Gaensly integrou uma comitiva que visitou a Ilha dos Búzios, parte do Arquipélago de Ilhabela, onde seria instalada uma colônica correcional. O <em>conhecido fotógrafo </em></span>Gaensly tinha a <em>tarefa de tirar vistas dos trechos mais pitorescos e menos conhecidos dos Búzios e das histórias do fortes coloniais de Bertioga, São Sebastião e Villa Bella</em>. Dentre vários, também estavam na expedição o escritor e engenheiro Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), autor de <em>Os Sertões,</em> e o pintor Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927), além de autoridades como o secretário do Interior de São Paulo e o chefe de polícia (<em>Correio Paulistano</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4911" target="_blank">8 de agosto de 1904, na quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4935" target="_blank">12 de agosto de 1904, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anúncio da Photographia de Guilherme Gaensly, antiga Gaensly &amp; Lindemann. A propaganda seria publicada diversas vezes durante 1904 e 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904, na sétima coluna</a>). Foi contemporâneo dos fotógrafos húngaro José Wollsack (1847 – 1927), do austríaco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e do brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25006" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/varios.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904" width="262" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Na Exposição Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904,  Gaensly ganhou medalha de prata na categoria &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27484" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27590" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong> </span>- Entre 1905 e 1907, nas notas fiscais da Photographia Gaensly existem muitas referências a serviços de reproduções de mapas para a Comissão Geográfica e Geológica.</p>
<p style="text-align: left;">Início das atividades da <em>Rio de Janeiro Railway, Light and Power Company Limited</em> e contratação do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</a></p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de autoria de Gaensly da festa do Club da Guarda Nacional, realizada no Jardim da Luz, em 26 de julho de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3550" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de agosto de 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1905</span></strong> &#8211; Gaensly editou uma série no formato postal, que ficou conhecida como a <em>série A</em>, com cinquenta imagens. Foi produzida com uma técnica de impressão que resultava numa melhor visualização, próxima ao da cópia fotográfica.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da Secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9743" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1906, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi elogiada como <em>magnífica</em> a fotografia do quadro da turma de graduandos da Escola de Farmácia de Ouro Preto, produzida por Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/21826" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 11 de dezembro de 1906, na sexta coluna, sob o título &#8220;Municípios&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Último registro do funcionamento do estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann, em Salvador, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/29798" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1906</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19655" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 22 de novembro de 1907, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento das secretarias do Interior e da Agricultura de São Paulo (<em>Commercio de São Paulo</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19945" target="_blank">12 de janeiro de 1908, na primeira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20181" target="_blank">26 de fevereiro, na quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20567" target="_blank">8 de maio, na terceira coluna </a>e <em>Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14211" target="_blank"> 30 de outubro de 1908, na sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14532" target="_blank">15 de dezembro de 1908, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da Exposição Nacional e obteve a medalha de ouro na seção de &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19688" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 27 de novembro de 1897, na quarta coluna, sob o título &#8220;Notas e Notícias&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39040" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/15905" target="_blank"><em>Correio Paulistano, </em>13 de julho de 1909, na penúltima coluna</a><em>).</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Iniciou a produção de um novo conjunto de 50 imagens de São Paulo no formato postal, posteriormente conhecida como a <em>série B</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- O naturalista Hermann von Ihering (1850-<wbr />1930), que dirigiu o Museu Paulista entre 1894 e 1916, pediu à Diretoria de Terras, Colonização e Imigração um coleção de fotografias dos núcleos coloniais &#8220;ultimamente tiradas pelo dr. Gaensly&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21043" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de abril de 1911, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Uma coleção de fotografias de Guilherme Gaensly foi um dos prêmios da rifa organizada por artistas em prol das vítimas de uma inundação ocorrida em Santa Catarina e no Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9731" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de dezembro de 1911, na última coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1912</strong></span> &#8211; O ateliê de Gaensly mudou-se para a rua Boa Vista, 39 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/52922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1913</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Foi publicada no jornal <em>Germania</em>, da comunidade alemã, em 15 de junho de 1914, uma propaganda do ateliê do fotógrafo na rua Boa Vista, 39.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Gaensly prestou serviços à Prefeitura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/44668" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de dezembro de 1917, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Fotografou os participantes do <em>Sínodo Presbiteriano Independente reunido em São Paulo em 24 de maio,</em> um importante evento da igreja presbiteriana. A imagem foi publicada na edição de 2 de março de 1922 na capa do jornal <em>O Estandarte </em>e<em> </em>encontra-se arquivada no Centro de Documentação e História Reverendo Vicente Themudo Lessa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1925</span></strong> &#8211; Gaensly deixou de trabalhar para a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1927</span></strong> &#8211;  Último registro do funcionamento de seu ateliê na rua Boa Vista, 39, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/99100" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> de 1927</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly morreu em 20 de junho de pneumonia, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BURGI, Sergio;DIETRICH, Ana Maria;MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo &#8211; Gaensly no acervo da Light 1899 &#8211; 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS &#8211; Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan.</em> Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">HANNAVY, John. </span><em>Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography. </em>New York<em>:</em>Taylor and Francis Group, 205.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Origens e Expansão da fotografia no Brasil: século XIX. </em>Rio de Janeiro:Funarte, 1980.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. São Paulo : Ateliê Editorial, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>São Paulo, 1900</em>. Rio de Janeiro:Editora Kosmos, 1988.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris; FERNANDES JUNIOR, Rubens;SEGAWA, Hugo. <em>Guilherme Gaensly</em>. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p style="text-align: left;">LIMA, Solange Ferraz de. <em>São Paulo na virada do século. As imagens da razão urbana: a cidade nos álbuns fotográficos de 1887 a 1919</em>. São Paulo:Universidade de São Paulo, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">OLSZEWSKI FILHA, Sofia. <em>A fotografia e o negro na cidade de Salvador, 1840 &#8211; 1914</em>. Salvador:EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cartacapital.com.br/cultura/um-sonho-de-triunfo" target="_blank">Revista Carta Capital</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2361/guilherme-gaensly" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/guilherme-gaensly" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p style="text-align: left;">TEIXEIRA, Cid. <em>Professores de daguerreotipia: eles deixaram a Imagem do Senhor-de-Engenho e Sinhazinhas</em>. Jornal da Bahia, 10 e 11 de novembro de 1963.</p>
<p style="text-align: left;">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro<em>. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. </em>Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">Para a elaboração dessa cronologia foi realizada uma ampla pesquisa em inúmeros jornais da Hemeroteca da Biblioteca Nacional.</p>
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