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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; reforma</title>
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		<title>O Monumento do Ipiranga por Guilherme Gaensly</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 04:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Ipiranga]]></category>
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		<category><![CDATA[Tommaso G. Bezzi]]></category>
		<category><![CDATA[Tommaso Gaudenzio Bezzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma imagem realizada por Guilherme Gaensly, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga - que desde o final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo - projeto do arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Gaensly produziu importantes registros de São Paulo e apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial da cidade, como foi Augusto Malta no Rio de Janeiro, foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e Militão Augusto de Azevedo são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Com uma imagem realizada pelo fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, que desde final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo, que completa 130 anos. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/973/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank">Guilherme Gaensly. Monumento de Ipyranga, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Gaensly foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Em 1899, a empresa The São Paulo Railway, Light and Power Company, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade. Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957) </a>no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição.</div>
<div dir="auto">
<p>Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da avenida Paulista, além do Museu do Ipiranga, palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve histórico do Museu do Ipiranga ou Museu Paulista da Universidade de São Paulo</em></strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915), segundo o próprio indicado por Ignacio da Gama Cochrane (1836 &#8211; 1912), superintendente de obras públicas da Província de São Paulo, foi contratado, em 1882, pela Comissão Provincial do Monumento do <span class="il">Ipiranga</span> para realizar o projeto de um monumento-edifício no local onde aconteceu o Grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. Sua escolha foi criticada pelo fato dele ser estrangeiro. Em 10 de dezembro de 1882, com a presença do governador de São Paulo, Francisco de Carvalho Soares Brandão(1839 &#8211; 1899), e de outras autoridades foi colocada a primeira pedra do monumento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro 1882, segunda coluna</a>). Foi executado pelo mestre de obras Luigi Pucci (18? -?), também italiano. O edifício, localizado dentro do complexo do Parque Independência, foi construído entre 1885 e 1890. Em estilo eclético, tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com muitos elementos decorativos e ornamentais. A técnica empregada, uma novidade na época, foi a da alvenaria de tijolos cerâmicos.  Em São Paulo ainda predominavam as técnicas vernaculares, de construção em taipa. O edifício é tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/80/Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg/256px-Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" alt="" width="256" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank">Tommaso Gaudencio Bezzi /Acervo Museu Paulista da USP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras encerraram-se em 1890 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/531" target="_blank"><em>Correio Paulistan</em>o, 24 de junho de 1890, segunda coluna</a>). Houve a possibilidade de abrigar uma escola pública, mas, em 1892 foi decidido que o Museu do Estado, criado em 1890, seria transferido para o Edifício-Monumento.</p>
<p>Em 1893, instituiu-se o Museu Paulista, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1895, no Monumento do Ipiranga  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de setembro de 1895, quinta coluna</a>). Possui um acervo de mais de 125 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século XVII até meados do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41238" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/museu.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de setembro de 1895" width="269" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 8 de setembro de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim as trajetórias do museu público mais antigo de São Paulo e do Monumento do Ipiranga se encontraram e, desde então, ele ficou conhecido como Museu do Ipiranga. O primeiro diretor do museu foi o zoólogo teuto-brasileiro Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930) e seu acervo originou-se na coleção particular do coronel Joaquim Sertório (18? &#8211; 1905). Em 1963, o Museu Paulista foi incorporado à Universidade de São Paulo.</p>
<p>O Museu do Ipiranga foi fechado para o público, em 2013, devido a suas péssimas condições físicas e estruturais. Em 2019, foi iniciada as obras de sua reforma, cujo custo foi estimado em 235 milhões de reais. Sua área construída foi dobrada e, a área expositiva, triplicada. O Jardim Francês e suas fontes foram recuperados. Foi reinaugurado em 7 de setembro de 2022, quando foi comemorado o bicentenário da Independência do Brasil. No dia seguinte, foi aberto ao público.</p>
</div>
<p>Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro <em>Independência ou Morte</em>, pintado pelo artista Pedro Américo, em 1888.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7e/Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg/330px-Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" alt="" width="399" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><em>Independência ou morte</em>, Pedro Américo (1888) / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve perfil de Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915)</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34594" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34594" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval5.jpg" alt="O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi / Fon-Fon!, de 1915" width="300" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank">O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi /<em> Fon-Fon!</em>, 29 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bezzi formou-se engenheiro, em Turim, onde nasceu em 18 de janeiro de 1844. Foi voluntário, nas campanhas de Giuseppe Garibaldi (1807 &#8211; 1882) para a unificação italiana. Também serviu como oficial do regimento de cavalaria do exército regular, comandado pelo Duque D’Aosta (1845 &#8211; 1890), tendo se destacado na Batalha de Custosa contra os austríacos. Foi ferido em combate diversas vezes e foi condecorado com medalhas pelas campanhas da Itália de 1860-1861-1866. Foi condecorado por bravura com uma medalha de prata. Em 1868, viajou para o Uruguai e Argentina.</p>
<p>Seu primeiro projeto no Brasil, para onde veio, na década de 1870, foi o edifício da alfândega de Fortaleza, realizado a pedido do governo imperial, em 1874 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/31506" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 14 de abril de 1874, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/16345" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1877, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/61769" target="_blank"><em>A Constituição (CE)</em>, 20 de novembro de 1874, penúltima coluna</a>). Começou a trabalhar como engenheiro-arquiteto no Rio de Janeiro, onde, inicialmente, ficou hospedado na casa do Visconde do Rio Branco (1819 &#8211; 1880). Casou-se, em 26 de janeiro de 1876,  com Dona Francisca Nogueira da Gama Carneiro de Bellens, de uma nobre família brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12862" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 10 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>). A partir dessas relações entrou para o círculo íntimo do imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891). O casal residia na Rua Bambina, em Botafogo.</p>
<p>Em 1876, foi designado para fiscalizar as obras da ponte da alfândega de Belém do Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/710" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 19 de agosto de 1876, última coluna</a>).</p>
<p>Na<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"> Exposição Antropológica Brasileira</a>, inaugurada em 29 de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na Sala Gabriel Soares, foram expostos produtos da arte plumária brasileira, adornos, tecidos e vestes de muitas tribos do Brasil, além das coleções arqueolíticas do Museu Nacional, de Amália Machado Cavalcanti de Albuquerque e dos senhores  Joaquim Monteiro Caminhoá (1836 – 1896), João Barbosa Rodrigues (1842 – 1909) e Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/7187" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 16 de agosto de 1882, terceira coluna)</a>. A mostra durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes.</p>
<p>Ainda em 1882, a Comissão para o Monumento à Independência Brasileira, futuro Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista, cujo projeto vencedor foi o de Bezzi, o qualificou como <em>arquiteto residente na Corte de reconhecido merecimento artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro de 1882, terceira coluna</a>).<em> </em>Em 1883, Bezzi passou a residir em São Paulo, na Rua do Senador Florencio de Abreu, 43 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/4362" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de julho de 1883, última coluna</a>). Também em São Paulo projetou o ajardinamento da Praça da República, realizado entre 1902 e 1904 (<a href="http://www.arquiamigos.org.br/expo/2011ahsp/1889-1930-primeira-republica/1901-projeto-praca-republica.html" target="_blank">Arquivo Histórico de São Paulo</a>); e o Velódromo de São Paulo, inaugurado na década de 1890.</p>
<p>No Rio de Janeiro, além do Clube Naval, Bezzi projetou diversos prédios e residências, dentre eles o antigo Banco do Comércio, na Rua 1º de Março, e reformou o Edifício Itamarati, antiga sede do Ministério das Relações Exteriores, tendo construído sua ala esquerda.</p>
<p>Bezzi fundou algumas associações de fundo patriótico ligadas à Itália, dentre elas a Sociedade dos Combatentes Italianos pela unidade e pela independência da Itália, a Societa Veterani e Reduci e a Sociedade União Beneficente. Foi eleito membro honorário do Instituto de Engenheiros Civis de Londres, agraciado como Oficial da Legião de Honra da França e com o Hábito da Ordem Militar de São Maurício e São Lázaro, pelo governo da Itália. Era Comendador da Coroa Italiana e o representante no Brasil da Cruz Vermelha italiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/29907" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de maio de 1915, sexta coluna</a>).</p>
<p>Faleceu em 23 de maio de 1915, no Rio de Janeiro. Residia na Rua Cosme Velho, 57 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27733" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 24 de maio de 1915, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/23463" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> de maio de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34593" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval4.jpg" alt="O Paiz, 28 de maio de 1915" width="274" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley<br />
Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BREFE, Ana Claudia Fonseca. <em>O Museu Paulista &#8211; Affonso de Taunay e a memória nacional</em>. São Paulo : Editora UNESP, 2025.</p>
<p>EMERICH, Denise (autora); DIAS, Fabiano (tradutor). <em>Museu Paulista: 120 anos de história | 120 years of history (PT/ING)</em>. São Paulo : Editora Brasileira, 2016.</p>
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<div id="bylineInfo" class="a-section a-spacing-micro bylineHidden feature" data-cel-widget="bylineInfo"><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></div>
</div>
<p>NERY, Pedro. <em>Arte, pátria e civilização: <a href="https://www.forumpermanente.org/revista/numero-7/conteudo/limites-e-friccoes-no-museu/arte-patria-e-civilizacao-a-formacao-dos-acervos-artisticos-do-museu-paulista-e-da-pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo-1893-1912-1" target="_blank">A formação dos acervos artísticos do Museu Paulista e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1893-1912</a>. </em>Revista Fórum Permanente, dezembro de 2016.</p>
<p>ONO, Rosaria; LIMA, Solange Ferraz. <a href="https://www.martiusstaden.org.br/images/conteudo/269_261022_93434.pdf" target="_blank"><em>O novo Museu do Ipiranga no Bicentenário da Independência do Bra</em>sil</a>. São Paulo, 2022.</p>
<p><a href="https://arquitalianasaopaulo.iau.usp.br/profissionais/tommaso-gaudenzio-bezzi/" target="_blank">Site Arquitetura Italiana no Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://ea.fflch.usp.br/instituicoes/museu-paulista" target="_blank">Site Fflch &#8211; Enciclopédia de Antropologia</a></p>
<div dir="auto"><a href="https://museudoipiranga.org.br/sobre-o-museu/" target="_blank">Site Museu do Ipiranga</a></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Mercado Público de São José por Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 12:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um belo registro do Mercado Público de São José no Recife, inaugurado em 1875 e tombado em 1973 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537. A imagem foi produzida pelo fotógrafo Manoel Tondella (1861 - 1921), um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife, a mais antiga capital dos estados brasileiros, tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com um belo registro produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> do Mercado Público de São José no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, monumento tombado, em 1973, pelo<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/atas/1973__03__62_reuniao_ordinaria14_de_dezembro.pdf" target="_blank"> Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537.  Recife é a mais antiga capital dos estados brasileiros. Tondella, de ascendência portuguesa, foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Documentou em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16366" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><img class="wp-image-16366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mercado Público de São José, localizado em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro de São José, um dos mais antigos da cidade, ficou no lugar do antigo Mercado da Ribeira de Peixes. Inaugurado em 7 de setembro de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de setembro de 1875, última coluna</a>), foi inspirado no Mercado Público de Grenelle, em Paris, projeto de A. Normand, e sua arquitetura em ferro é típica do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21938" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/discurso1.jpg" alt="Conclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municpal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875" width="488" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank">onclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municipal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6922/MT_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank">Manoel Tondella; Photographia Tondella. Mercado Público de São José, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil e seu estilo conferia status ao Recife, que crescia e perseguia o caráter da modernidade, que passava pelos conceitos de higiene e de melhorias urbanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2050" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1870, quarta coluna</a>). Os locais de comércio de alimentos teriam que atender a essas novas diretrizes a partir da retirada das ruas de mascates, ambulantes e feiras. Assim, a construção do mercado &#8220;<em>representaria o ideal de organização e padronização de um comércio que, antes, se encontrava disperso em forma de comércio ambulante, realizado por negros forros, escravos e trabalhadores livres.</em>” (GUILLEN; GRILLO; FARIAS, 2010).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21945" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank"><img class="wp-image-21945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/diario1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1975" width="353" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank">Termo de inauguração e abertura do Mercado de São José<em> / Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A encomenda do projeto do Mercado de São José pela Câmara Municipal do Recife foi feita ao engenheiro pernambucano João Luiz Victor Lieutier (c. 1819 &#8211; 1883), que havia feito seus estudos em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/3168" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 12 de agosto de 1845, primeira coluna </a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2162" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de novembro de 1870, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/8261" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de junho de 1883, última coluna</a>). O detalhamento ficou sob a responsabilidade do engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 &#8211; 1901), que havia sido o autor do projeto do Teatro de Santa Isabel (1850), além de ter ocupado o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife. Ele coordenou as obras do mercado, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 &#8211; 1913). O empreiteiro foi José Augusto de Araújo e o custo da obra ultrapassou, devido às modificações sugeridas por Vauthier para adequar o edifício ao clima tropical, quase cinco milhões de réis, totalizando 390:315$136 (trezentos e noventa milhões, trezentos e quinze mil, centro e trinta e seis contos de réis).</p>
<p>A primeira reforma realizada no Mercado de São José, em 1906, durou quase um ano e foram executadas obras de reparo e a também a retirada de barracas do pátio interno, além de sua pavimentação. Na ocorrida em 1941, foi construída a câmara frigorífica do mercado. Suas venezianas de madeira e vidro foram, em 1950, substituídas por cobogós de cimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/595" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1950, quinta coluna</a>; <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank">IPHAN, página 4</a>). No início da década de 80, suas instalações elétricas foram reformadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de janeiro de 1980</a>). A estrutura do edifício foi danificada por um incêndio ocorrido 29 em novembro de 1989 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a>). Foi reinaugurado com grande festa em 12 de março de 1994 e, quatro anos depois, foi novamente restaurado.  São conservados até hoje seus detalhes em<em> art-noveau</em>, como as bicas do telhado em forma de animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21953" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/incendio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 30 de novembro de 1989" width="477" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi nas décadas de 40 e 50, frequentado por recifenses ilustres como o cronista e compositor Antônio Maria (1921 &#8211; 1964) e o poeta Ascenso Ferreira (1895 &#8211; 1965). Foi também cenário de diversas manifestações artísticas, tendo sido um importante local de reunião de cantadores, emboladores e poetas da literatura de cordel.  Seus principais produtos, vendidos em cerca de 540 boxes, são o artesanato e a gastronomia do Nordeste, além de ervas medicinais, especiarias e artigos para rituais de religiões de matrizes africanas. O Mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados, mede 48,88 metros de frente por 75,44 metros de fundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><br />
DANIELLI, Leonardo; MACKMILLAN, Vanderli Machado. <a href="http://anais.uel.br/portal/index.php/sinagget/issue/view/17" target="_blank"><em>Mercado público: tipologias e sociabilidades do ambiente urbano</em>.</a> I Simpósio Nacional de Geografia e Gestão Territorial e XXXIV Semana de Geografia da Universidade Estadual de Londrina, 2018</p>
<p>GASPAR, Lúcia. <a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729&amp;Itemid=192" target="_blank"><em>Mercado de São José</em></a>. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.</p>
<p>GUILLEN, Isabel Cristina Martins; GRILLO, Maria Ângela de Faria; FARIAS, Rosilene Gomes. <em>Mercado de São José: Memória e História</em>. 1.ed. Recife: FADURPE, 2010.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LINS, Marcelo. <em>Mercados do Recife</em>. Recife : Projeto Recife no bolso, 2007.</p>
<p>MELO, Maria Carneiro Lacerda de. <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3323" target="_blank"><em>A relação dos mercados públicos de São José e da Boa Vista com a Cidade do Recife entre 1820 e 1875</em></a>. Pernanbuco : Universidade Federal de Pernambuco, 2011.</p>
<p><em><a href="https://memoriaescravidaope.wordpress.com/2018/06/13/mercado-de-sao-jose/" target="_blank">Memória da Escravidão e cultura negra em Pernambuco Mercado de São José</a></em></p>
<p>OLIVEIRA JÚNIOR, José Vanildo de Oliveira. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>Fluxograma do processo de planejamento arquitetônico aplicado a</em></a><br />
<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>mercados públicos</em></a>. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Urbana) &#8211; Universidade Federal da<br />
Paraíba, Paraíba.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank"><em>Recife &#8211; Mercado de São José &#8211; Encarte Rotas do Patrimônio &#8211; Uma viagem pela história</em>. IPHAN e Monumenta</a>.</p>
<p>SILVA, Geraldo Gomes da. <em>O Mercado de São José</em>. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1984.</p>
<p><a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/mercado-de-sao-jose" target="_blank">Site Prefeitura do Recife</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 00:47:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões - um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos hoje contar um pouco dessa história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões &#8211; um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos contar um pouco dessa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19107" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19107" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ale.jpg" alt="O Malho" width="597" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><em>O Malho</em>, 1º de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 – 1919)</a>, que prometia marcar seu governo pela modernização e pelo saneamento. Assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 – 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 – 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Pereira Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade.</p>
<p>Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque,</em> sendo a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> dos seus maiores símbolos, festejada em uma crônica de Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/109" target="_blank"><em>Kosmos, </em>março de 1904</a>) .<em> </em>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Foi também Pereira Passos que contratou, em 1903, o primeiro fotógrafo oficial da prefeitura, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, justamente para documentar todas essas inúmeras e radicais mudanças na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="344" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as reformas urbanas não eram o bastante para mudar o perfil do Rio de Janeiro, na época uma cidade bastante insalubre, assolada por doenças e sem saneamento básico, certamente obstáculos para o estabelecimento de uma sociedade moderna e cosmopolita nos moldes das capitais europeias. Lembramos do caso do cruzador italiano <em>Lombardia</em> que aportou na cidade, em novembro de 1895, e teve grande parte de sua tripulação infectada pela febre amarela. O capitão-de-fragata e comandante do navio, Olivari, e outros tripulantes, faleceram da doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de novembro de 1895, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14914" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14948" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><em>O Paiz</em></span>, 17 de fevereiro de 1896, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15010" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de fevereiro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de fevereiro de 1896, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15048" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de março de 1896, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15114" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15356" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1896, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O Rio de Janeiro era inclusive conhecido internacionalmente como &#8220;túmulo dos estrangeiros&#8221;, possivelmente devido a versos sobre o verão carioca atribuídos ao escritor suíço Ludwig Ferdinand Schmid (1823-1888), que havia sido cônsul no Rio de Janeiro na década de 1860:</p>
<p>“<em>Oh! sombra, sobre a imagem encantada / Cores escuras pousam sobre os campos e florestas / O mal da natureza paira, poderoso / Sobre a florida superfície tropical /O poder supremo/ Deste Império não é de nenhum Herodes / No entanto é a terra da morte diária / Túmulo insaciável do estrangeiro</em>”.</p>
<p>Pereira Passos assumiu a prefeitura de uma cidade que no fim do Império tinha uma população de cerca de 500 mil habitantes e que atingira cerca de 700 mil pessoas em 1904. Ele aliou a reforma urbanística e arquitetônica da cidade &#8211; que incluiria a construção de um novo porto, de novas avenidas, o aterramento de praias, o desmonte de morros, a derrubada de casas e cortiços e o embelezamento de praças e jardins, que não deixou de ter seu lado excludente e criticado, deslocando parte da população do centro para o subúrbio e também contribuindo para o surgimento das favelas &#8211; a uma nova política higienista. Para implementar medidas sanitárias arrojadas foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para a direção geral de Saúde Pública o jovem médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, que tomou posse em 23 de março de 1903. Ficou no cargo até 1909.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">. </span></p>
<div id="attachment_19133" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/impressão.jpg" alt="O Paiz, 25 de março de 1903" width="292" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz havia estudado microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia, na França, entre 1897 e 1898. Quando voltou ao Brasil, tomou posse, em 24 de agosto de 1899, na Academia Nacional de Medicina, e, em 1900, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, o qual passou a dirigir em 1902.</p>
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<div style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="420" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 19?. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os principais problemas que Oswaldo Cruz teve que enfrentar como Diretor Geral de Saúde Pública foram a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Um de seus colaboradores foi o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19164" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19164" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela.jpg" alt="Tagarela, 25 de agosto de 1904" width="579" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><em>Charge</em> de Raul Pederneiras<em> / Tagarela</em>, 25 de agosto de 1904</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A febre amarela</strong></em></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5747/IOC_V_II_1430.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank">Brigada contra mosquito do Serviço de Profilaxia da febre amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1902, a febre amarela havia sido responsável pela morte de cerca de mil pessoas no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz era adepto da teoria do médico cubano Carlos Finlay (1833 &#8211; 1915) sobre a transmissão da febre amarela pelos mosquitos <em>Stegomyia fasciata. </em>Para exterminá-los, em abril de 1903, iniciou a campanha de combate à doença. Em 15 de abril, foi criado o Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela (<em>O Paiz</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5867" target="_blank">, 18 de abril de 1903, sexta coluna;</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5885" target="_blank"> 22 de abril de 1903, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5889" target="_blank">25 de abril, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5915" target="_blank">29 de abril, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19135" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><img class="wp-image-19135 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/malho.jpg" alt="malho" width="416" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19191" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela21deabril.jpg" alt="Tagarela, 21 de abril de 1904" width="279" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><em>Tagarela,</em> 21 de abril de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A execução dessa profilaxia foi regulamentada pelas “Instruções para o Serviço de Profilaxia Específica de Febre-Amarela” nos primeiros dias de maio de 1903, do ministro da Justiça e Negócios Interiores, J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19173" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19173" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/profi.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1903" width="287" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram criadas as brigadas sanitárias, que &#8220;<em>eram constituídas por 1 inspetor do serviço, responsável por toda a execução das atividades e nomeado por decreto; 10 médicos que o auxiliam, destacados dentre os inspetores sanitários pelo diretor geral de saúde pública, mediante indicação do inspetor do serviço; 70 auxiliares acadêmicos e 9 chefes de turma, nomeados pelo diretor geral de saúde pública; 1 administrador do serviço, 1 almoxarife e 1 escrituario-arquivista, nomeados por portaria do Ministro; 200 capatazes, 18 guardas de saúde de primeira classe e 18 de segunda classe, 18 carpinteiros e pedreiros, bombeiros, cocheiros, nomeados pelo inspetor do serviço; e quantos mais trabalhadores fossem necessários</em>&#8221; (BRASIL, 1905).</p>
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<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6057/BR_RJ_COC_02_10_20_40_002_002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="629" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank">Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, 1905 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guardas “mata-mosquitos” visitavam casas nas diversas regiões da cidade, muitas vezes acompanhados por soldados da polícia. A cidade foi dividida em distritos sanitários, sob jurisdição das delegacias de Saúde, que recebiam notificações dos enfermos, aplicavam multas e intimavam os donos de imóveis considerados insalubres a reformá-los ou até mesmo a demoli-los. Providenciava-se a remoção de pessoas infectadas para hospitais, o isolamento domiciliar dos enfermos assim como a desinfecção dos ambientes. Ao mesmo tempo, Oswaldo Cruz fazia circular na imprensa os folhetos <em>Conselhos ao Povo,</em> de divulgação das medidas adotadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19142" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19142" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/meios.jpg" alt="O Globo, 28 de abril de 1903" width="167" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A doença foi perdendo a força e, em 1907, Oswaldo Cruz escreveu ao presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909): “<em>graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República</em>”. Nesse mesmo ano, a delegação brasileira de cientistas de Maguinhos, liderada por Oswaldo Cruz, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.</p>
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<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5749/IOC_V_II_1433.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank">Aparelhos Clayton para os serviços de Profilaxia terrestre. 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=febre+amarela&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas à febre amarela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_19188" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19188" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela12deagosto.jpg" alt="Charge de J. Carlos. &quot; o mais domador de mosquitos&quot; / Tagarela, 12 de gosto de 1904" width="278" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank">Charge de J. Carlos. &#8221; O mais extraordinário caçador de &#8230; mosquitos&#8221; / <em>Tagarela</em>, 12 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Aline Lopes de Lacerda</strong></span>, historiadora e chefe do Departamento de Arquivo e Documentação da COC/Fiocruz,  escreveu o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank"><em>Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de março de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Cristiane d’Avila,</strong></span> jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, escreveu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743" target="_blank"><em>Vacinação no Brasil, uma história centenária</em></a>, publicado em 17 de agosto de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Ricardo Augusto dos Santos</strong></span>, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, escreveu o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil</a>,</em> também publicado no portal, em 28 de setembro de 2018. A Fiocruz é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A peste bubônica</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_19168" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/aute1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de agosto de 1904" width="368" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A peste bubônica, doença transmitida pela picada de pulgas infectadas por ratos contaminados pela bactéria <em>Yersinia pestis</em>, o bacilo descoberto pelo suíço Alexandre Yersin (1863 &#8211; 1943) e pelo japonês Shibasaburo Sato (1852 &#8211; 1931), em 1894, chegou ao Brasil, pelo porto de Santos, em 1900. Foi combatida por Oswaldo Cruz e as medidas contra a peste bubônica não encontraram resistência da população. Foi intensificada a limpeza urbana e a notificação dos doentes era compulsória, o que ajudava no isolamento e no tratamento dos mesmos com o soro fabricado no Instituto Soroterápico Federal. Foi também promovida a vacinação de pessoas residentes nas áreas mais atingidas e uma abrangente campanha de desratização foi realizada: os funcionários destacados para a função tinham que recolher 150 ratos por mês, pelos quais recebiam 60 mil-réis.</p>
<p>A Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) passou a comprar ratos: para cada animal morto apresentado, pagava-se a quantia de duzentos réis, o que ocasionou o surgimento da profissão de &#8220;ratoeiro&#8221; &#8211; compravam ratos a baixo preço ou até mesmo os criavam em casa e os revendiam para a DGSP. A &#8220;guerra aos ratos&#8221; virou motivo de piada, de críticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2368" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/480" target="_blank"><em>Kosmos</em>, outubro 1904</a>) e até uma música sobre o tema, a polca <em>Rato, rato, </em>composta por Casemiro da Rocha (1880 &#8211; 1912), integrante da banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, com letra de Claudino Costa, foi um grande sucesso no carnaval de 1904. Foi gravada na Casa Edison.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19147" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ratos.jpg" alt="O comprador de tatos / Semana Illustrada, 7 de agosto de 1904" width="278" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank">O comprador de ratos /<em> Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que as mortes por peste bubônica que, em 1903, atingiram o índice de 48,74 mortes para cada 100 mil habitantes, caíram vertiginosamente e quando Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1909, esse índice chegou ao seu mais baixo patamar: 1,73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A varíola e a Guerra da Vacina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19161" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19161" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina2.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="610" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>Charge de Leônidas / O Malho,</em> 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até meados de 1904, as internações causadas pela varíola já chegavam a 1800 no Hospital São Sebastião. Oswaldo Cruz pretendeu controlar a doença com a vacinação em massa da população. Pediu que fosse enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para resgatar a obrigatoriedade da vacinação e revacinação antivariólica. A vacinação já estava contemplada em uma lei em vigor desde 1837, mas que nunca havia sido cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19137" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/seb1-1024x421.jpg" alt="O Malho, 20 de maio de 1905" width="768" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de maio de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19192" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19192" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/omalho19demarço.jpg" alt="O Malho, 19 de março de 1904" width="588" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><em>Charge</em> de Klisto / <em>O Malho</em>, 19 de março de 1904</a></p></div>
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<p>A medida enfrentou a oposição liderada pelo senador paraense Lauro Sodré (1858 &#8211; 1944), líder do Partido Republicano Federal, e pelos deputados pernambucano Barbosa Lima (1862 &#8211; 1931) e gaúcho Alfredo Varela (1864 &#8211; 1943), todos contra o governo do presidente Rodrigues Alves, do Partido Conservador. O Apostolado Positivista do Brasil, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066" target="_blank">Raimundo Teixeira Mendes (1855 – 1927)</a>, também se opôs à lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19105" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19105" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/teixeira.jpg" alt="O Malho, de 1904" width="276" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19104" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19104" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina.jpg" alt="O Malho, novembro de 1904" width="289" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19106" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><img class="wp-image-19106 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/senado.jpg" alt="senado" width="292" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><em>O Malho</em>, 23 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jornais e políticos lançaram uma campanha contra a medida, incitando a desobediência à lei, que eles classificavam como despótica e ameaçadora, já que estranhos tocariam nas pessoas no caso da vacinação, além de entrarem nas casas para desinfecção. Além disso, a vacina, que consistia no líquido de pústulas de vacas doentes, era rejeitada pelas camadas populares &#8211; havia um boato de que os vacinados adquiriam feições bovinas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19189" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela15desetembro.jpg" alt="Tagarela, 15 de setembro de 1904" width="277" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><em>Charge de Raul Pederneiras / Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19113" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa5.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de outubro de 1904" width="309" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><em>Charge </em>de Bambino<em> / Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, foi promulgada, em 31 de outubro de 1904, <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">uma lei que tornou a vacinação e a revacinação contra a varíola obrigatória.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #993300;">Lei n° 1.261, de 31 de outubro de 1904</span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p class="ementa">Torna obrigatorias, em toda a Republica, a vaccinação e a revaccinação contra a variola.</p>
<div class="texto">
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil:<br />
</span><span style="font-family: ti;">Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a lei seguinte:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 1º A vaccinação e revaccinação contra a variola são obrigatorias em toda a Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 2º Fica o Governo autorizado a regulamental-a sob as seguintes bases:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     a) A vaccinação será praticada até o sexto mez de idade, excepto nos casos provados de molestia, em que poderá ser feita mais tarde;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     b) A revaccinação terá logar sete annos após a vaccinação e será repetida por septennios;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     c) As pessoas que tiverem mais de seis mezes de idade serão vaccinadas, excepto si provarem de modo cabal terem soffrido esta operação com proveito dentro dos ultimos seis annos;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     d) Todos os officiaes e soldados das classes armadas da Republica deverão ser vaccinados e revaccinados, ficando os commandantes responsaveis pelo cumprimento desta;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     e) O Governo lançara mão, afim de que sejam fielmente cumpridas as disposições desta lei, da medida estabelecida na primeira parte da lettra f do § 3º do art. 1º do decreto n. 1151, de 5 de janeiro de 1904;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     f) Todos os serviços que se relacionem com a presente lei serão postos em pratica no Districto Federal e fiscalizados pelo Ministerio da Justiça e Negocios Interiores, por intermedio da Directoria Geral de Saude Publica.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1904, 16º da Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES.<br />
</span><span style="font-family: ti;">J. J. Seabra.</span></p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19126" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank"><img class="wp-image-19126 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/sub.jpg" alt="sub" width="605" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank">Revista<em> A Avenida,</em> 10 de outubro de 1904/ Portal da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19111" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="460" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19110" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="309" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um encontro presidido pelo senador Lauro Sodré, no Centro das Classes Operárias, em 5 de novembro de 1904, foi fundada a Liga Contra a Vacina Obrigatória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8611" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de novembro de 1904, penúltima coluna</a>). O descontentamento popular se agravou quando, no dia 9 de novembro de 1904, o governo divulgou seu plano de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória contra a varíola (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8706" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de novembro de 1904, quinta coluna</a>). Nos dias 10 e 11, no Largo de São Francisco, estudantes contrários à lei se reuniram e, no dia 13 de novembro, acirrou-se a rebelião popular, que ficou conhecida como <em>Revolta da Vacina</em>, marcada por diversos distúrbios urbanos em várias regiões da cidade, embates com a polícia e prisões. Mais de 20 bondes da Companhia Carris Urbanos e muitos lampiões da iluminação pública foram destruídos, daí o apelido <em>Quebra Lampiões</em> atribuído ao movimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15214" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19112" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19112" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904" width="758" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19119" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank"><img class="wp-image-19119 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré, Barbosa Lima, o major Gomes de Castro e o capitão Augusto Mendes de Moraes, que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança &#8211; ele recusou.</p>
<p>Houve no mesmo dia uma tentativa fracassada de levante na Escola de Tática do Realengo, sufocada pelo então diretor da instituição, general Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), futuro presidente do Brasil. O comandante da Escola Militar de Realengo, o general Alípio Costallat (c. 1853 &#8211; 1933), foi deposto pelo general Travassos que liderou, durante a noite, a marcha dos alunos em direção ao Palácio do Catete. Os revoltosos trocaram tiros com uma brigada de ataque enviada pelo governo, na rua da Passagem, em Botafogo. O tiroteio, de cerca de meia hora, matou um aluno da Escola Militar, Silvestre Cavalcanti, e um sargento da tropa legalista, chamado Camargo. O general Travassos ficou gravemente ferido e faleceu oito dias depois, em 22 de novembro. A Escola Militar, bombardeada durante a noite por navios de guerra posicionados na baía de Guanabara, foi ocupada pelo ministro da Guerra, o marechal Francisco de Paula Argollo (1847 &#8211; 1930) e pelo ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Müller (1863 &#8211; 1926). Seus alunos foram presos, expulsos da Escola e levados para portos na região Sul do país. Obviamente, o desfile comemorativo dos 15 anos da Proclamação da República foi cancelado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8742" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1904</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15230" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8746" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15234" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apazigou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19153" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><img class=" wp-image-19153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/opaiz.jpg" alt="O Paiz, 17" width="701" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Jaime Larry Benchimol: <em>Todos saíram perdendo. Os revoltosos foram castigados pelo governo e pela varíola. A vacinação vinha crescendo e despencou, depois da tentativa de torná-la obrigatória. A ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque interrompeu um movimento ascendente de adesão à vacina</em>”.</p>
<p>Apenas nove pessoas morreram por varíola em 1906 no Rio de Janeiro. Porém, dois anos depois, em 1908, uma violenta epidemia da doença ocorreu na cidade, causando mais de 6.500 casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19180" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19180" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa7.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino" width="270" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7160" target="_blank"> </a></p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/musicas/#rato-rato" target="_blank">Link para músicas sobre Oswaldo Cruz e também sobre as campanhas de combate à febre amarela, à peste bubônica e à vacinação obrigatória contra a varíola, publicadas na Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva das pandemias do século XX e XXI</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo, ao longo dos séculos XX e XXI, enfrentou cinco pandemias: a Gripe Espanhola, em 1918, tema de uma recente publicação da Brasiliana Fotográfica, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>;</em> a Gripe Asiática, em 1957; a Gripe de Hong Kong, em 1968, a identificação de um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009; e cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
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		<title>O prefeito Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) e o fotógrafo Augusto Malta (1864 -1957)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2017 15:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[documentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria Municipal de urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 - 1913) que, pela primeira vez, a prefeitura do Rio de Janeiro contratou um fotógrafo, o alagoano Augusto Malta (1864 -1957), para documentar as obras da cidade. Em junho de 1903, foi criado o cargo de fotógrafo oficial, ocupado por Malta até 1936. O prefeito Pereira Passos precisava de um fotógrafo para registrar as obras e os imóveis a serem desapropriados para posteriores pagamentos de indenizações e Malta passou a documentar a radical mudança urbanística promovida por ele.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos como prefeito do Rio de Janeiro que, pela primeira vez, a prefeitura contratou um fotógrafo, o alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, para documentar as obras da cidade. Na imagem abaixo, do ateliê de Malta, há um retrato de Pereira Passos, um senhor de cabelo, barba e bigode brancos, na parede à esquerda do fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4694/P009CJHF4028.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank">Augusto Malta. Augusto Malta em seu ateliê, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (29 de agosto de 1836 &#8211; 2 de março de 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) e assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 &#8211; 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 &#8211; 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade. Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do &#8220;bota-abaixo&#8221;, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43318" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4394" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/passos.jpg" alt="O Malho, 18 de março de 1905" width="536" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4394" target="_blank"><em>O Malho</em>, 18 de março de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), considerado o inventor do colunismo social no Brasil e autor da seção &#8220;Binóculo&#8221;, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima &#8220;O Rio civiliza-se&#8221;, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Figueiredo Pimentel tornou sua coluna a mais lida e popular da imprensa carioca, um oráculo de boas maneiras. Foi dele a ideia de criar o corso de automóveis na Praia de Botafogo, um desfile carnavalesco de carros enfeitados realizado no inverno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/16933" target="_blank"><em>Fon-Fon!</em>, 14 de fevereiro de 1914</a>; <em>A Notícia</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/19373" target="_blank">19 e 20 de outubro de 1912, segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/21037" target="_blank">6 e 7 de fevereiro de 1914, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34386" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1757" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/semteto2.jpg" alt="Figueriredo Pimentel, primeiro à esquerda, nas ruas do Rio de Janeirio / Fon-Fon, 18 de janeiro de 1908" width="280" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1757" target="_blank">Figueiredo Pimentel, primeiro à esquerda, nas ruas do Rio de Janeirio / <em>Fon-Fon</em>, 18 de janeiro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre Pereira Passos:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O ex-prefeito imortal, rompendo todos os embaraços da chamada tradição e surdo às ameaças da rotina, conseguiu no seu governo essa coisa estupenda: fez o carioca mudar-se de uma velha cidade tortuosa e colonial para uma opulenta e encantadora capital sem que esse arredasse o pé do Rio de Janeiro&#8221;</em></span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13276" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 3 de março de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="675" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns meses após a nomeação de Pereira Passos como prefeito, o alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em junho de 1903, como fotógrafo oficial, cargo criado para ele e que ocupou até 1936. Pereira Passos precisava de um fotógrafo para registrar as obras e os imóveis a serem desapropriados para posteriores pagamentos de indenizações e Malta passou a documentar a radical mudança urbanística promovida por ele. Sobre sua contratação, Malta declarou na entrevista &#8220;Malta &#8211; o que fotografou Passos e Rio Branco&#8221;, feita por Raymundo de Athayde e publicada pela <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=025909_04&amp;PagFis=13523" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, edição de Natal de 16 de dezembro de 1944:</a></p>
<div style="width: 277px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada.jpg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada.jpg" target="_blank">Anônimo. Augusto Malta. Rio de Janeiro. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>“Confesso que sentia grande sensação quando via surgirem no papel as belas e surpreendentes imagens que o sal de prata revelava e o hipossulfito fixava a meus olhos, na câmara escura improvisada em minha casa. E vivia assim nesse ingênuo amadorismo, quando um fornecedor da Prefeitura, meu amigo (o empreiteiro Antônio Alves da Silva Júnior), levou-me para tirar fotografias das obras que então o grande Pereira Passos realizara em 1903. Na época, o Rio começava a mudar a indumentária e remoçar. Por acaso o insuperável Prefeito viu as fotografias que eu tirava por esporte e gostou. Propôs-me um emprego na Prefeitura e eu, sem relutâncias, aceitei”</p>
<p>Passos e Malta tornaram-se muito próximos, tendo o prefeito sido padrinho de uma das filhas do fotógrafo, Aristocléa (1903-1934).</p>
<p>Anos depois, os filhos de Malta, Aristógiton (1904 &#8211; 1954) e Uriel (1910 &#8211; 1994), também trabalharam como fotógrafos da prefeitura.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22augusto+malta%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de Augusto Malta e de seus filhos Aristógiton e Uriel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das marcas da reforma urbana realizada por Pereira Passos foi a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central</a> e da avenida Beira-Mar. Segundo a publicação virtual <a href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2376_Pereira%20Passos%20vida%20e%20obra.pdf" target="_blank">Coleção Estudos Cariocas</a>, abrigada no portal de informações do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos da Secretaria Municipal de Urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro, as principais obras realizadas durante a gestão do prefeito Passos foram:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 755px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4289" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4289/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.AM.NG.563.2228.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="745" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4289" target="_blank">Augusto Malta. Av. Central ( Av. Rio Branco com Rua Sete de Setembro). Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;1903</strong>: inauguração do Pavilhão da Praça 15 (21/6); prolongamento da Rua do Sacramento – atual Avenida Passos, até a Rua Marechal Floriano (27/06); inauguração do Jardim do Alto da Boa Vista (11/10); início do alargamento da antiga Rua da Prainha (atual Rua do Acre);</p>
<p><strong>1904</strong>: término do alargamento da antiga Rua da Prainha – atual Rua do Acre (fevereiro); demolições do Morro do Castelo (8/03); construção do aquário do Passeio Público (18/9); melhoramento da Rua 13 de Maio.</p>
<p><strong>1905</strong>: início da construção do Theatro Municipal (03/01); inauguração da nova estrada de rodagem da Tijuca (4/1); alargamento e prolongamento da Rua Marechal Floriano até o Largo de Santa Rita (2/2); decreto de alargamento da Rua do Catete (28/4); alargamento e prolongamento da Rua Uruguaiana (setembro); decreto de construção da Avenida Atlântica, em Copacabana (4/11); inauguração da Avenida Central (atual Av. Rio Branco), marco da administração Pereira Passos (15/11); inauguração da Escola-Modelo Tiradentes (24/11); decreto de abertura da Rua Gomes Freire de Andrade, entre a Rua Riachuelo e a do Núncio (29/12); decreto de abertura da Avenida Maracanã (30/12).</p>
<p><strong>1906</strong>: alargamento da Rua da Carioca (janeiro e fevereiro); inauguração da fonte do Jardim da Glória (24/2); inauguração da nova Fortaleza na Ilha de Lage (28/6); inauguração do palácio da exposição permanente de São Luiz (futuro Palácio do Monroe), para os trabalhos da 3ª Conferência Pan-Americana (22/7); inauguração do alargamento da Rua 7 de Setembro no trecho entre a Av. Central e 1º de Março (6/9); conclusão das obras de melhoramento do porto do Rio de Janeiro e do Canal do Mangue (9/11); inauguração das obras de melhoramento e embelezamento do Campo de São Cristóvão – jardim e escola pública (11/11); inauguração da Avenida Beira-Mar (23/11); melhoramento do Largo da Carioca; inaugurações dos quartéis do Méier, da Saúde, São Cristóvão e Botafogo; aterramento das praias do Flamengo e Botafogo, com construção de jardins; construção do Pavilhão Mourisco, em Botafogo; construção do Restaurante Mourisco, próximo à estação das barcas, no Centro; melhorias no abastecimento de água para a capital.</p>
<p>Além destas, merecem registro: melhoramentos da zona suburbana do DF; saneamento da cidade; arborização de diversas áreas da cidade; renovação do calçamento da cidade; e inauguração de calçamento asfáltico; alargamento da Rua Camerino; abertura da Avenida Salvador de Sá; canalização do Rio Carioca (da Praça José de Alencar ao Cosme Velho); construção da Avenida Atlântica; inauguração da Escola-Modelo Rodrigues Alves, no Catete; liberação de verbas para a construção da Biblioteca Nacional; início da construção do novo edifício da Escola Nacional de Belas Artes; início das obras do edifício do Congresso Nacional; criação do novo Mercado Municipal<strong>&#8220;</strong>.</p>
<p>Além disso, promoveu a renovação do porto e instituiu a vacinação obrigatória, posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), fato que desencadeou a <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Revolta da Vacina</a>, em novembro de 1904, reação popular à campanha (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank">14</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8742" target="_blank">15</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8746" target="_blank">16</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">17</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18</a> de novembro de 1904).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22pereira+passos%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de Pereira Passos e de seu cortejo fúnebre disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de fevereiro de 1913, Pereira Passos partiu para a Europa, no navio inglês <em>Araguaia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15588" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de fevereiro de 1913, na terceira coluna</a>) e faleceu a bordo, em 2 de março de 1913 (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15742" target="_blank">O Paiz</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13274" target="_blank">Correio da Manhã</a></em>, 3 de março de 1913). Pereira Passos teve uma <em>syncope cardíaca</em> fulminante em seu camarote e foi assistido pelo médico Victor Godinho (1862 &#8211; 1922), que nada pode fazer. Seu esquife chegou em Lisboa, em 5 de março, foi para o Posto de Desinfecção e seguiu para o cemitério dos Prazeres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13311" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1913, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8065" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13330" target="_blank"><img class="wp-image-8065" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/pereira-172x300.jpg" alt="pereira" width="206" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13330" target="_blank">Convite para a missa de 7º dia de Pereira Passos, publicado no<em> Correio da Manhã</em> de 7 de março de 1913.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 30 de maio de 1913, chegaram ao Rio de Janeiro, a bordo do <em>Cap Finistere</em>, os despojos de Pereira Passos, que foram transportados para terra no vapor <em>D. João VI. </em>A banda do Corpo de Bombeiros executou a marcha fúnebre de Chopin e foi grande a manifestação popular em torno da chegada da urna funerária do ex-prefeito, que, do arsenal de Marinha, foi levada para a Prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17123" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de maio de 1913</a>). No dia seguinte, um grande cortejo fúnebre com a participação de autoridades e da população carioca  aconteceu entre a Prefeitura e o cemitério São Francisco Xavier, onde Pereira Passos foi enterrado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de junho de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann tropical</em>. Rio de Janeiro, SMCTT, 1990.</p>
<p>DEL BRENNA, Giovanna Rosso (org.). <em>O Rio de Janeiro de Pereira Passos: Uma cidade em questão II</em>. Rio de Janeiro:Index, 1985</p>
<p>DE LOS RIOS FILHO, Adolfo Morales. <em>Dois Notáveis Engenheiros: Pereira Passos e Vieira Souto</em>. Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1991.</p>
<p>LENZI, Maria Isabel Ribeiro. <em>Pereira Passos: Notas de Viagens</em>. Rio de Janeiro:Editora Sextante, 2000.</p>
<p>OLIVEIRA REIS, José de. <em>O Rio de Janeiro e seus prefeitos, evolução urbanística da cidade. vol.3</em>, Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1977.</p>
<p>PINHEIRO, Manoel Carlos;FIALHO JR, Renato. <em><a href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2376_Pereira%20Passos%20vida%20e%20obra.pdf" target="_blank">Pereira Passos: vida e obra</a></em> in coleção Estudos Cariocas. Rio de Janeiro:IPP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1996.</p>
<p><a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/" target="_blank">Portal Augusto Malta do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/ipp/historia" target="_blank">Site do Instituto Pereira Passos</a></p>
<p><span style="color: #800000;">Além das fontes supracitadas, a Brasiliana Fotográfica fez uma ampla pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
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