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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Queixada</title>
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		<title>A Igreja da Candelária, um dos prédios icônicos do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jan 2020 14:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Igreja de Nossa Senhora da Candelária com sua fachada voltada para a Baía de Guanabara é uma referência no universo do patrimônio construído da cidade do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelos fotógrafos Augusto Malta, Jorge Kfuri, Juan Gutierrez, Marc Ferrez, S.H. Holland, Uriel Malta e também pela Casa Leuzinger e pela Editores &#038; propriedade de Rodrigues &#038; Co. Ao longos dos anos, a Candelária tornou-se, também, um símbolos da luta pelos direitos humanos. Em seus arredores já foram realizados diversos eventos religiosos e manifestações populares e políticas como, por exemplo, a sagração de dom Helder Câmara como Príncipe da Igreja, em 1952, uma prece pública por Getulio Vargas, em 1954, a missa de sétimo dia de Edson Luís de Lima Souto, considerado o primeiro estudante assassinado pela ditadura, em 1968; o comício pelas eleições Diretas Já, em 1984, com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas; e de eventos mundanos como o casamento do jogador de futebol Ademir, o Queixada, em 1948.  Também foi em seu entorno que aconteceu o crime que ficou conhecido como a Chacina da Candelária, em 1993. Além das missas e das celebrações religiosas, a igreja é palco de diversas apresentações culturais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false     js-master-row  mk-in-viewport">
<div class="vc_col-sm-8 wpb_column column_container  _ height-full">
<h3 id="fancy-title-4" class="mk-fancy-title  simple-style   color-single" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Candelária</em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Igreja de Nossa Senhora da Candelária com sua fachada voltada para a Baía de Guanabara é uma referência no universo do patrimônio construído da cidade do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S.H. Holland</a>, Uriel Malta e também pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Casa Leuzinger</a> e pela Editores &amp; propriedade de Rodrigues &amp; Co. Ao longos dos anos, a Candelária tornou-se um lugar símbolo da luta pelos direitos humanos. Em seus arredores já foram realizados diversos eventos religiosos e manifestações populares e políticas como, por exemplo, a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/81046" target="_blank">sagração de dom Helder Câmara como Príncipe da Igreja, em 1952</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/93683" target="_blank">uma prece pública por Getulio Vargas, em 1954</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_04/29442" target="_blank">a missa de sétimo dia de Edson Luís de Lima Souto, considerado o primeiro estudante assassinado pela ditadura, em 1968</a>; <a href="https://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/comicio-das-diretas-levou-milhoes-de-pessoas-as-ruas-no-rio-em-sao-paulo-em-1984-8883947" target="_blank">o comício pelas eleições Diretas Já, em 1984, com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas</a>; e de eventos mundanos como o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/58843" target="_blank">casamento do jogador de futebol Ademir, o Queixada, em 1948</a>.  Também foi em seu entorno que aconteceu o crime que ficou conhecido como a <a href="http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/coberturas/chacina-na-candelaria/sobre.htm" target="_blank">Chacina da Candelária, em 1993</a>. Além das missas e das celebrações religiosas, a igreja é palco de diversas apresentações culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 888px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6274" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6274/GT08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="878" height="597" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6274" target="_blank">Juan Gutierrez. Cais dos Mineiros, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/193" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 868px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5053" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5053/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_00444_005_TTO___ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="858" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5053" target="_blank">Editores &amp; propriedade de Rodrigues &amp; Co. Panorama do Rio de Janeiro a partir da Ilha das Cobras, 1890-1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="clearboth">
<p>A construção da capela que deu origem à Igreja de Nossa Senhora da Candelária no Rio de Janeiro deveu-se, provavelmente, a uma promessa feita pelo casal de espanhóis Antônio Martins da Palma e Leonor Gonçalves em ação de graças por terem se salvado quando estavam em um barco e foram surpreendidos por uma tempestade. Eles teriam prometido erguer uma capela, que ficou conhecida como Igreja da Várzea, em louvor de Nossa Senhora da Candelária no primeiro porto que atingissem e assim o fizeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/11/voto-cumprido.jpg" alt="voto-cumprido" width="283" height="356" /><p class="wp-caption-text">Igreja da Várzea / Site da Igreja Nossa Senhora da Candelária</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso teria acontecido nas primeiras décadas do século XVII. Esses episódios estão ilustrados em diversas pinturas dentro do templo, mas não existem documentos oficiais que confirmem essa história (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20752" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1898, quinta coluna</a>).</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><img class="lightbox-false" title="a-tempestade" src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/11/a-tempestade.jpg" alt="a-tempestade" width="262" height="329" /><p class="wp-caption-text">Os fundadores da Igreja Nossa Senhora da Candelária na tempestade / Site da Igreja Nossa Senhora da Candelária</p></div>
</div>
<div class="mk-image-inner ">
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2018/04/grafura-detalhe-03.jpg" alt="grafura-detalhe-03" width="254" height="254" /><strong><em>      <span style="color: #800000;">Primeiro registro da localização da Igreja da Várzea</span>                  </em></strong></p>
<p>      <strong><em>   </em></strong></p>
<p><em>Mapa do Rio de Janeiro em 1624, como aparece no Reys-boeck vau het rijcke BrasUien (…), ou Livro de Viagem pelo rico Brasil (…), impresso em Amsterdam, no mesmo ano. A legenda identifica pela letra G o pequeno santuário, dizendo que “é a igrejinha de Sta. Cathalina”, expressão que Dom Clemente da Silva Nigra interpretou como corruptela de Candelária. Gilberto Ferrez também reconheceu, na gravura, a primitiva Igreja da Candelária. (Coleção Biblioteca Nacional, S. L. R. 34-0-1.) Fonte: Machado, Arnaldo. Candelária: aspectos históricos, arquitetônicos e artísticos, Rio de Janeiro, Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, 2017</em> (Site da Igreja de Nossa Senhora da Candelária).</p>
</div>
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<div class="mk-image-inner ">Com o crescimento da cidade, surgiu a ideia de dividir a paróquia de São Sebastião, a primeira do Rio de Janeiro, em duas freguesias. <em>Em 1634, foi criada na Várzea a paróquia da Candelária, conservando-se a de São Sebastião, no morro do Castelo. Os fundadores da Igreja, Antônio Martins da Palma e sua esposa, Leonor Gonçalves, opuseram-se à divisão da freguesia de São Sebastião e por isso doaram a Igreja da Várzea à Santa Casa da Misericórdia no ano de 1639. Após anos de disputas judiciais a Igreja foi devolvida à Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária, em 1834.</em><strong>(1)</strong></div>
<p>A data da instituição da Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária é desconhecida em razão da falta de documentos que comprovem o período de sua fundação, mas alguns historiadores consideram a data de criação 1699, de acordo com os registros do Primeiro Compromisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/12/livro-compromisso-da-irmandade.jpg" alt="" width="301" height="512" /><p class="wp-caption-text">Livro do Compromisso da Irmandade, 1756-1757</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1710, foi inaugurado <em>um novo templo sobre os mesmos chãos em que Martins da Palma e sua mulher Leonor Gonçalves tinham levantado o seu monumento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20752" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1898, quinta coluna</a>). Ainda no mesmo século XVIII, no dia 03 de junho de 1775, a Provedoria da Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária autorizou a construção da atual Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no lugar da capela já bastante <em>arruinada</em> pela ação do tempo. No dia 06 de junho de 1775, a primeira pedra da igreja a ser construída foi sagrada por dom José Joaquim, provedor da Irmandade.  A data foi escolhida por ser aniversário de dom José I, de Portugal. O encarregado pelo projeto foi o engenheiro militar sargento-mor Francisco João do Roscio, que propôs o estilo barroco. O mestre-de-obras foi o português Marcelino Rodrigues de Araújo.</p>
<p>Abaixo, está reproduzido o auto extraído do Livro III dos Termos, com a notícia da sagração da primeira pedra (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de julho de 1898, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mk-image-inner "><img class="alignnone size-full wp-image-17392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho.jpg" alt="pergaminho" width="288" height="668" /><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17393" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho2.jpg" alt="pergaminho2" width="285" height="656" /><img class="alignnone size-full wp-image-17394" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho3.jpg" alt="pergaminho3" width="288" height="570" /></a></div>
<div class="mk-image-inner "></div>
<div class="mk-image-inner ">                                                                                        <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de julho de 1898</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras prosseguiram até 1811, quando a Mesa Administrativa da Irmandade resolveu inaugurar a parte finalizada da Igreja, que chegava quase até aos arcos das capelas-fundas. A inauguração parcial ocorreu no dia 08 de setembro de 1811 e a primeira missa da nova igreja foi celebrada no altar-mor e essa cerimônia contou com a participação do Príncipe Regente Dom João e de membros da Família Real. Havia apenas uma nave e altares esculpidos por Mestre Valentim (1845 &#8211; 1813), importante artista do Brasil Colônia &#8211; infelizmente suas obras foram posteriormente substituídas.</p>
<p>Devido à falta de recursos financeiros, as obras prosseguiram, porém em ritmo lento. Enfim, após 123 anos de construção, em 10 de julho de 1898, foi realizada a inauguração solene da igreja com a sagração do bispo do Rio de Janeiro, dom Joaquim Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Na ocasião, o maestro e compositor <a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/alberto-nepomuceno" target="_blank">Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920)</a> regeu a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=58NmYeJ-jF0" target="_blank">Missa em Si bemol</a>, do padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20844" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de julho de 1898, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20852" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de julho de 1898, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3000" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3000/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="654" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3000" target="_blank">Augusto Malta. Igreja da Candelária. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cúpula feita de pedra de lioz portuguesa, concluída em 1877 pelo engenheiro Evaristo Xavier da Veiga, foi durante muito tempo a mais alta construção da cidade. Seu projeto foi do arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Foi instalada acompanhando as oito estátuas esculpidas pelo português José Cesário de Salles. As paredes e colunas foram revestidas de mármore policromado. Os seis painéis no teto da nave, que contam a história da igreja, assim como os painéis da parte de cima da cúpula da Igreja representando personagens do Antigo Testamento, a Virgem Maria e as Sete Virtudes, são do carioca João Zeferino da Costa (1840 &#8211; 1915), professor da Academia Imperial de Belas Artes e discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>. Ele teve ajuda dos alunos Giambattista Castagneto (1851 &#8211; 1900), Henrique Bernardelli (1857 &#8211; 1936) e Oscar Pereira da Silva (1867 &#8211; 1939).</p>
<p>Os púlpitos em estilo <em>art nouveau</em> são de autoria do escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 &#8211; 1945). Em 1901, foram instaladas as portas de bronze na entrada da igreja, obra do português Antônio Teixeira Lopes (1866 &#8211; 1942), que as produziu na cidade do Porto. Ainda no início do século XX recebeu vitrais alemães. A fachada é em estilo pombalino e o desenho da igreja foi inspirado em obras do barroco português como a Igreja do Convento de Mafra e a Basílica da Estrela, em Lisboa. Sua planta baixa tem o formato de uma cruz latina, que pode ser bem observada na foto abaixo, produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland</a>, por volta de 1930. O responsável pela remodelação do altar-mor, entre 1927 e 1928, foi o arquiteto cearense Archimedes Memoria (1893 &#8211; 1960).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2900" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2900/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2900" target="_blank">S.H. Holand. Centro da Cidade, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No centenário da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, o cardeal arcebispo Dom Eugênio Salles celebrou uma missa em ação de graças e a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Associação de Canto Coral e solistas executaram a Missa em Si Bemol, do padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), mesma composição que foi, como já mencionado, executada na inauguração da igreja, em 1898.  Na ocasião, foi lançada uma medalha comemorativa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/240967" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1989, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2903" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2903/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="870" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2903" target="_blank">S.H. Holand. Igreja da Candelária, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em duas edições da revista <em>O Cruzeiro</em> de 1952 foram publicadas fotografias da Igreja da Candelária, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77667" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 25 de agosto de 1951</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/78132" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 22 de setembro de 1951</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1868" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1868/001AMF015004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1036" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1868" target="_blank">Marc Ferrez. Álbum Panoramas do Rio de Janeiro &#8211; Rio de Janeiro visto do Morro do Castelo, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1) </strong> <a href="https://www.candelariario.org.br/" target="_blank">Site Igreja de Nossa Senhora da Candelária</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20227/candelaria-um-marco-arquitetonico-religioso-e-social">Acesse aqui o artigo <em>Candelária: um marco arquitetônico, religioso e social</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica, em 29 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Machado, Arnaldo. <em>Candelária: aspectos históricos, arquitetônicos e artísticos. </em>Rio de Janeiro: Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, 2017</p>
<p><a href="https://www.candelariario.org.br/" target="_blank">Site Igreja de Nossa Senhora da Candelária</a></p>
<p><a href="http://visit.rio/que_fazer/igreja-de-nossa-senhora-da-candelaria/" target="_blank">Site Riotur</a></p>
<p><a href="https://acervodigital.unesp.br/handle/unesp/337921" target="_blank">Site Universidade Estadual Paulista</a></p>
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