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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; paisagem</title>
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		<title>Rio de encantos mil, por Cristiane d´Avila</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A jornalista Cristiane d´Avila é a autora do artigo "Rio de encantos mil", onde homenageia a natureza do Rio de Janeiro imortalizada nas belas fotografias e nos negativos de vidro sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/ Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. São imagens, realizadas por fotógrafos ainda não identificados, da paisagem natural da cidade que inspira, há séculos, viajantes e artistas das mais variadas nacionalidades e tendências.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Rio de encantos mil</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Este artigo é uma homenagem à natureza do Rio de Janeiro imortalizada nas belas fotografias e nos negativos de vidro sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. São imagens da paisagem natural, do início do século XX, registros de um tempo em que a cidade ainda mantinha sua vegetação quase intocada, distante das intervenções urbanísticas que a transformariam. Nelas, é possível viajar no tempo em busca da cidade imaginada, “<em>esfinge amorosa</em>”, como bem definiu o carioca Carlos Lessa. Rio dos cronistas e escritores, músicos e pintores; Rio do encantamento e das ruas que têm alma; Rio cartão-postal, Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil, coração do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14448" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14448/02-10-20-50-001-029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14448" target="_blank">Enseada de Botafogo com vista do Pão de Açúcar ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/461   " target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias das belezas naturais do Rio de Janeiro do  acervo da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A beleza natural do Rio de Janeiro inspira, há séculos, viajantes e artistas das mais variadas nacionalidades e tendências. Narrada em prosa, cantada em versos, retratada em óleo e aquarela ou revelada pela fotografia, a natureza do Rio jamais deixou de despertar encantamento. Ainda hoje, impressiona pela harmoniosa combinação entre montanhas, mar e vegetação, singularidade reconhecida e admirada no mundo inteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14441" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14441/02-10-20-35-005-308.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14441" target="_blank">Baía de Guanabara com Fortaleza de Santa Cruz e Pão de Açúcar ao fundo, 17 de maio de 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No século XIX, a paisagem carioca fascinava a Europa por meio das fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1922)</a> e dos panoramas imortalizados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813-1892)</a>. Nesse mesmo período, artistas como Émile Taunay (1795-1881), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832-1903) </a>e William Smith (1769-1839) produziram imagens idílicas da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Baía de Guanabara, da Floresta da Tijuca, da Gávea, da Praia de Botafogo e de Santa Teresa. Para esses artistas, a natureza estava longe de ocupar um papel estático no imaginário nacional: ela adquiria protagonismo próprio, convertendo-se em expressão viva de uma nação concebida sob os signos da riqueza e exuberância natural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14447" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14447/BR-RJ-COC-02-10-20-50-001-011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14447" target="_blank">Lagoa Rodrigo de Freitas com o Corcovado ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mesmo ardor que exaltava, e ainda hoje celebra, a beleza do Rio de Janeiro, também alimentava movimentos de resistência à degradação de suas riquezas naturais. Moradores e visitantes, movidos por afeição declarada pela paisagem carioca, produziram discursos ora entusiasmados, ora melancólicos, em defesa de sua preservação. Manifestações suscitadas pelo avanço do crescimento urbano sobre sua natureza pujante, porém vulnerável, símbolo da identidade nacional, permanecem até hoje inscritas no imaginário coletivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14446" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14446/02-10-20-50-001-037.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14446" target="_blank">Enseada de Botafogo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador e crítico de arte Giulio Carlo Argan (1909 &#8211; 1992), a natureza nunca perdeu o lugar do mito e do sagrado na construção da cidade. Ela compõe o espaço do não construído, não protegido, não organizado, que tremula ao redor do recinto sagrado erguido pela civilização. Representa, para o autor, “o limite, a fronteira entre o habitado e o inabitável, entre a cidade e a selva, entre o espaço geométrico ou mensurável e a dimensão ilimitada, incomensurável do ser”. Daí o símbolo da beleza, a “cidade maravilha”, o emblemático cartão-postal não ter sua imagem suplantada pela do Rio “partido”, na expressão cunhada pelo jornalista Zuenir Ventura (1931 -), o Rio da violência, da degradação ambiental – purgatório do caos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14450" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14450/02-10-20-35-005-306.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14450" target="_blank">Fortaleza de São João, 17 de maio de 1913. Rio de Janeiro, RJ / Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <em>Cronistas do Rio</em>, a ensaísta Beatriz Resende (1948-) apresenta a cidade como parte integrante e inseparável da vida de seus moradores e motivo de inspiração, de juras apaixonadas e também de indignação diante de sua descaracterização. Resende recupera, nesse contexto, o olhar de Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) e seu apego “quase provinciano” às marcas autênticas da cidade, perceptível na melancolia com que lamentava, em suas crônicas, a derrubada de uma árvore ou o aterramento de uma praia, ocasionadas pela remodelação urbana do centro do Rio conduzida pelo prefeito Pereira Passos, no início do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14449" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14449/BR-RJ-COC-02-10-20-50-001-009.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14449" target="_blank">Praia de Copacabana, 22 de novembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu <em>Lima Barreto e o Rio de Janeiro em Fragmentos</em>, Beatriz Resende ressalta a paixão do escritor pela cidade. Segundo a autora, a contemplação da paisagem carioca, suas formas, cores e atmosferas naturais, fez com que Lima considerasse a perda de uma casa, uma árvore, o pior dos castigos. Na obra, ela observa ainda que, em seu <em>Diário Íntimo</em>, Lima Barreto (1881 &#8211; 1922) descreve sua “amada”, a cidade, em passagens marcadas por uma sensualidade quase erótica, nos quais a natureza é expressada com delicadeza e lirismo: “As ondas verde-claro rebentam antes da praia em franjas de espuma. Pelo ar havia meiguice, e blandícias tinha o vento a sussurrar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14445" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14445/02-10-20-50-001-038.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14445" target="_blank">Caminho aéreo do Pão de Açúcar, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro de contos <em>Marcovaldo ou As Estações na Cidade</em>, do escritor e jornalista Italo Calvino (1923 &#8211; 1985), a natureza está além das fronteiras da cidade, ela está afastada, quase inacessível, destacada do frenesi urbano. No universo fantástico do escritor, acolhe aqueles que escapam à lógica rígida da vida moderna — figuras deslocadas, capazes de perceber o sublime, o ilimitado e tudo aquilo que a cidade tenta conter ou silenciar. Nos contos, o protagonista <em>Marcovaldo</em> transita no espaço urbano sem jamais pertencer inteiramente a ele, como observador suspenso entre dois mundos. Nesta obra de Calvino, a natureza assumirá a função de refúgio e deslocamento, de instrumento capaz de proporcionar instantes de plenitude e efêmera esperança, quase sempre atravessados pela aridez da experiência urbana e a fugacidade da vida moderna.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14443" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14443/02-10-20-50-001-018.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14443" target="_blank">Igreja da Penha e arredores, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A natureza do Rio de Janeiro surge ainda como cenário de acontecimentos singulares e memoráveis vividos pelo jornalista e cronista carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio (1881-1921</a>). Durante a passagem da bailarina norte-americana Isadora Duncan (1877-1927) pela cidade, em 1916, ele e o escritor Gilberto Amado (1887-1969) conduziram a artista em um passeio noturno à praia de Ipanema e à Cascatinha da Tijuca. Raimundo Magalhães Júnior (1907 &#8211; 1981), primeiro biógrafo do jornalista, rememorou o episódio relatado a ele por Gilberto Amado na obra <em>A vida vertiginosa de João do Rio</em>:</p>
<p>“Foram à Cascatinha, que [Duncan] já vira e queria rever ao clarão da lua. Isadora atordoou-se com o vozeio assombrador da mata”. Segundo Gilberto, a cena culmina na cascata da Floresta da Tijuca, onde a artista se banhou ao luar, nua, em um gesto de entrega e fascínio diante da exuberância natural: “foi acometida de uma espécie de delírio no meio dos sibilos, uivos e gemidos da mata, interrompidos apenas pelo som das ondas quebrando na praia. <em>Oh God</em>!, largou Isadora como que acordando”. Em carta ao amigo português João de Barros, João do Rio declara paixão avassaladora pela bailarina: <em>“passei os 15 dias mais felizes da minha vida no êxtase amoroso, no verdadeiro amor, com uma criatura que é gênio, Bondade divina – tudo. Essa criatura que me olhou que me desejou, que quase me faz secretário humilde foi Isadora</em>. <em>Nunca amei assim! A minha vida está dentro do sol. Meu Deus! Mas é assim o amor? Eu só o senti assim agora aos 35 anos! Foi transfiguração</em>”.</p>
<p>É o Rio de Janeiro que apaixona e arrebata!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14442/02-10-20-50-001-028.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14442" target="_blank">Aspecto da Praia do Flamengo após ressaca na Baía de Guanabara. Ao fundo, o Morro da Viúva, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>ARGAN, Giulio Carlo. <em>História da arte como história da cidade</em>. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 213.</p>
<p>CALVINO, Italo. <em>Marcovaldo ou as estações na cidade</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.</p>
<p>LESSA, Carlos. <em>O Rio de todos os Brasis</em>. Rio de Janeiro: Record, 2000.</p>
<p>MAGALHÃES JÚNIOR, Raimundo de. <em>A vida vertiginosa de João do Rio</em>. Brasília: Civilização Brasileira, 1997, p. 267.</p>
<p>RESENDE, Beatriz. <em>Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos</em>. Rio de Janeiro: ed. UFRJ: Ed. UNICAMP, 1993, p. 99.</p>
<p>RESENDE, Beatriz (Org.). <em>Cronistas do Rio</em>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995.</p>
<p>RIO, João do. <em>Cartas de João do Rio</em>: a João de Barros e Carlos Malheiro Dias. Introdução, organização e notas: Cristiane d’Avila. Prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2012, p. 252.</p>
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		<title>Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 16:14:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em tempos de isolamento social, a Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para um passeio virtual pelas belezas naturais e arquitetônicas do Rio de Janeiro que, em 18 de janeiro de 2019, tornou-se a primeira cidade a ser a capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre hoje e 23 de julho de 2020. O evento foi adiado para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro se deveu, naturalmente à sua arquitetura, belezas naturais, herança cultural e importância histórica. Visitem ou revisitem fotografias já publicadas em artigos publicados aqui no portal sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca. Não se esqueçam de usar o "zoom" e bom domingo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="27" data-block-id="2">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2559/007NGBMF1824cx007-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Unesco anunciou, em 18 de janeiro de 2019, o Rio de Janeiro como a primeira cidade a se tornar capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre 19 e 23 de julho de 2020, evento adiado, segundo a União Internacional dos Arquitetos, para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro deveu-se, naturalmente, à sua arquitetura, a suas belezas naturais, à herança cultural e à sua importância histórica. A Brasiliana Fotográfica já publicou vários artigos sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca como os Arcos da Lapa, a Avenida Central, o Castelo da Fiocruz, Copacabana, o Corcovado, o Cristo Redentor, o Hotel Glória, a Igreja da Glória, Ipanema e outros bairros, o Jardim Botânico, o Paço, o Palácio Real de São Cristóvão, o Pão de Açúcar, a Praça XV, o Real Gabinete Português de Leitura e o Theatro Municipal. Em tempos de isolamento social, convidamos nossos leitores a revisitarem essas publicações, fazendo um passeio virtual pelas belezas do Rio de Janeiro. Não se esqueçam de usar o <em>zoom</em>! Bom domingo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7762/001ALA011002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="680" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank">José dos Santos Affonso. Teatro Municipal, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321"><em>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank"><em>A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453"><em>A fundação de Copacabana</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"><em>A Praça XV na coleção Pereira Passos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2040" target="_blank"><em>Bairros do Rio</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7603" target="_blank"><em>Becos cariocas</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank"><em>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank"><em>Inauguração do Cristo Redentor, 12/10/1931</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><em>Ipanema pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925)</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703" target="_blank"><em>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">O Hotel Glória: antes e depois</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank"><em>O Paço, a praça e o morro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank"><em>O Passeio Público do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank"><em>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank"><em>Real Gabinete Português de Leitura</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2019 14:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Rio de Janeiro destacando as imagens produzidas pelo fotógrafo Carlos Bippus (18? - 19?) que estão disponíveis no portal. Bippus fez diversos registros do Rio de Janeiro e muitos deles tornaram-se cartões-postais e ilustraram álbuns de fotografia que eram vendidos, sobretudo, a turistas que visitavam a cidade.  Sua arte fotográfica era elogiada como proficiente e caprichosa. Também era considerado um hábil retratista. Ele teve um ateliê fotográfico, o Photographia Bippus, na rua Vista Alegre, nº 20, e posteriormente foi sócio de Hurt Brand na Photo Brasil, na avenida Rio Branco, nº 144. A sociedade foi desfeita em 1923 e Bippus passou a ser o único proprietário do estabelecimento tendo permanecido no mesmo endereço. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1110px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2232" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2232/007A5P3F13-38.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1100" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2232" target="_blank">Carlos Bippus. Praia de Botafogo, c. 1922 . Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Rio de Janeiro destacando as imagens produzidas pelo fotógrafo Carlos Bippus (18? &#8211; 19?), que atuou na cidade nas primeiras décadas do século XX. Bippus fez diversos registros do Rio de Janeiro e muitos deles tornaram-se cartões-postais e ilustraram álbuns de fotografia que eram vendidos, sobretudo, a turistas que visitavam a cidade.  Até o momento, pouco se sabe sobre a vida deste fotógrafo. Ele teve um ateliê fotográfico, o Photographia Bippus, na rua Vista Alegre, nº 20, e posteriormente foi sócio de Hurt Brand na Photo Brasil, na avenida Rio Branco, nº 144. A sociedade foi desfeita em 1923 e Bippus passou a ser o único proprietário do estabelecimento, tendo permanecido no mesmo endereço. Em uma notícia publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/14370" target="_blank"><em>O Jornal</em>, em 23 de novembro de 1923</a>, sua <em>arte fotográfica</em> foi elogiada como proficiente e caprichosa. Além de suas qualidades como fotógrafo paisagista, foi também destacada sua habilidade como retratista. Houve na Photographia Brasil, um incêndio em 1929 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/30217" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de novembro de 1929, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1099px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2231" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2231/007A5P3F13-31.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1089" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2231" target="_blank">Carlos Bippus. Canal do Mangue, conjunção do planeta Vênus com a Lua, c. 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=bippus" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Carlos Bippus disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> <strong>Breve cronologia do fotógrafo Carlos Bippus</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/bippus.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20819" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/bippus.jpg" alt="bippus" width="60" height="62" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Carlos Bippus  estava hospedado no Hotel Globo, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30365" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de dezembro de 1915, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Voltou a hospedar-se no Hotel Globo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32121" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de junho de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Carlos Bippus chegou no Rio de Janeiro, no paquete<em> Itaituba</em>, vindo de Porto Alegre e escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/16511" target="_blank"><em>O Imparcial, Diário Illustrado do Rio de Janeiro</em>, 19 de junho de 1917, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Bippus, de quem o remetente de um anúncio <em>não sabia a direção</em>, estava sendo procurado para receber <em>proposta de negócio. </em>No anúncio estava disponível o número de uma Caixa Postal de São Paulo<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/36331" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de agosto de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que <em>C. Bippus</em>, provavelmente Carlos Bippus, havia perdido um caderno azul com documentos e quem o encontrasse seria recompensado. O endereço fornecido para contato era rua do Catete, 98, 2º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13628" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de setembro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; O ateliê Photographia Bippus ficava na rua Vista Alegre, nº 20 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/79958" target="_blank"><em>Almanak Lammert</em>, 1922</a>).</p>
<p>O estabelecimento fotográfico Photo Lopes anunciou que acabava de substituir <em>com vantagem a Photo Bippus que até então se dizia único no fabrico de vistas de noite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/6921" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 5 de março de 1921, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Os aviadores portugueses <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13038" target="_blank">Sacadura Cabral (1881 &#8211; 1924) e Gago Coutinho (1869 &#8211; 1959)</a> visitaram o ateliê Foto Brasil, de Bippus e Brand. Na ocasião, os aviadores, que haviam realizado a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e Rio de Janeiro, <em>posaram para diferentes clichês</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10270" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de junho de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fotografou a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, realizada entre 7 de setembro de 1922 e o dia 24 de julho de 1923 no Rio de Janeiro. A foto abaixo foi publicada na revista <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=800899&amp;pesq=%22centen%C3%A1rio%20da%20independ%C3%AAncia%22&amp;pasta=ano%20192&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=147" target="_blank"><em>A Exposição de 1922: Órgão da Comissão Organizadora</em>, de setembro de 1922</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7774" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7774/001ATK012018.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7774" target="_blank">Photo Bippus Rio. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40634" style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800899/147" target="_blank"><img class="  wp-image-40634" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/bippus.jpg" alt="bippus" width="722" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800899/147" target="_blank">A Exposição de 1922: Órgão da Comissão Organizadora, de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; A Photo Brasil e uma tipografia, dos sócios Carlos Bippus e Hurt Brand, ficavam na na avenida Rio Branco, nº 144. A Photo Bippus continuava funcionando na rua Vista Alegre, nº 20 (<a href="A%20Photo Brasil, dos sócios Carlos Bippus e Hurt Brand, ficava na na avenida Rio Branco, nº 144 (Almanak Laemmert, 1924)." target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Fotografias<i> </i>do ateliê de Bippus, de <em>belíssimas vistas e panoramas</em> do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis, etc, eram anunciadas como <em>verdadeiros trabalhos artísticos e de uma perfeição absoluta </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/5228" target="_blank"><em>A União</em>, 21 de outubro de 1923</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212598/4200" target="_blank"><em>O Beija-Flor</em>, segunda quinzena de outubro de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13124" style="width: 803px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212598/4200" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/noticia.jpg" alt="O Beija-Flor, segunda quinzena de outubro de 1923" width="793" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212598/4200" target="_blank"><em>O Beija-Flor</em>, segunda quinzena de outubro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi desfeita a sociedade de Bippus com Hurt Brand na Foto Brasil. Bippus ficou com o ativo e o passivo do estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/12382" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de outubro de 1923, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/17025" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de novembro de 1923, na antepenúltima coluna</a>).</p>
<p>Na notícia, abaixo, publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/14370" target="_blank"><em>O Jornal</em>, em 23 de novembro de 1923</a>, a <em>arte fotográfica</em> de Bippus foi elogiada como proficiente e caprichosa. Além de suas qualidades como fotógrafo paisagista, foi também destacada sua habilidade como retratista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13104" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/14370" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13104" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/texto.jpg" alt="O Jornal, 3 de novembro de 1923" width="259" height="691" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/14370" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de novembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Foi noticiada a perda de uma cadela nas proximidades do Cinema Odeon e pedido para quem a encontrasse entrasse em contato com Carlos Bippus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/18283" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 7 de fevereiro, terceira coluna</a>).</p>
<p>As fotografias de Bippus continuavam sendo anunciadas como <em>verdadeiros trabalhos artísticos e de uma perfeição absoluta </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/212598/4397" target="_blank"><em>O Beija-Flor</em>, 2ª quinzena de março de de 1924</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi publicada uma fotografia de Margot Felix, que se casaria com Bippus <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8538" target="_blank">Revista da Semana</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8538" target="_blank">, 10 de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13110" style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/8538" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/noiva.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de janeiro de 1925" width="562" height="841" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/8538" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de janeiro de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; O diretor da Recebedoria do Distrito Federal respondeu a uma consulta de Carlos Bippus relativa à interpretação do decreto nº 16041 sobre vendas de trabalhos fotográficos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/17021" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de junho de 1926, quarta coluna</a> e <em>O Globo</em>, 15 de junho de 1926).</p>
<p>Carlos Bippus era credor e foi nomeado um dos comissários da concordata preventiva requerida por Alzira dos Santos Affonso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26307" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1926, última coluna</a>). Foi anunciado que os comissários estariam entre 16 e 17h no estabelecimento da concordatária na avenida Rio Branco, nº 90 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26325" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p>Com Flexa Ribeiro e A. Perrin, Bippus foi um dos jurados da 3º Exposição Anual de Fotografia do Photo Club Brasileiro, inaugurada em 26 de agosto de 1926, no saguão do edifício do Liceu de Artes e Ofícios. O concurso foi encerrado em 8 de setembro e contou com 284 provas de 16 concorrentes, todos eles sócios do Photo Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26598" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1926, última coluna</a>). Os vencedores das três categorias &#8211; Retratos, Cenas de Gênero e Paisagens &#8211; foram, Guerra Duval, Del Vecchio e Hermínia de Mello Nogueira, Santos Leitão, respectivamente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26691" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13128" style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26691" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13128" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/jornalconcurso.jpg" alt="O Paiz, 5 de setembro de 1926" width="577" height="828" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26691" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bippus adquiriu dois lotes no Jardim Guanabara, bairro em construção na Ilha do Governador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/49700" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de setembro de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Bippus fez uma requerimento de certidão comercial para a prefeitura do Rio de Janeiro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/72562" target="_blank">6 de fevereiro de 1929, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/73765" target="_blank"> 24 de março de 1929, primeira coluna</a>).</p>
<p>Houve na Photo Brasil, um incêndio em 1929, causado pela distração do assistente de Bippus.  Ele trabalhava com uma lâmpada de reproduções e colocou o cigarro que fumava perto de uma lata de magnésio, causando uma explosão. O acidente não teve graves consequências (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/30217" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de novembro de 1929, sexta coluna</a>; e <em>O Globo</em>, 16 de novembro de 1929).</p>
<p>Foi aceito o pedido de despejo feito por Antônio Fernandes e Cia contra Carlos Bippus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/9409" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de abril de 1931, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi aceito o pedido de despejo feito por Antônio Fernandes e Cia contra Carlos Bippus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/9409" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de abril de 1931, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>A Photo Brasil foi anunciada pela última vez no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/109082" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1931</a>.</p>
<p>Tramitava na Sexta Vara Cível um processo de Carlos Bippus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/2439" target="_blank"><em>A esquerda</em>, 8 de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Na Quinta Vara Cível, ação de despejo contra Bippus requerida por José Maria Parames Domingos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13415" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de setembro de 1932, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211;  Na Sexta Vara Cível, em assunto relativo a falência, Bippus foi intimado <em>a satisfazer o parecer do Curador de massas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/8317" target="_blank"><em>A Batalha,</em> 11 de agosto de 1933, última coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Tramitava na 3ª Pretoria uma ação sumária feita por Leopoldo Neuss contra Carlos Bippus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/46705" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de janeiro de 1937</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1987</strong> </span>- O álbum <em>A Exposição do Centenário da Independência, de 1922</em>, com fotos de Bippus, Thiele Kollien e Lopes, foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, durante uma homenagem ao presidente da White Martins, Félix de Bulhões, que havia feito uma doação à instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/150128" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de outubro de 1987, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1988</strong> </span>- Fotografias de Bippus foram a leilão, em Copacabana, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_17/81655" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de agosto de 1988, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2002</strong> </span>- Publicação de propaganda sobre leilão de fotografias, manuscritos e livros, dentre outros itens, na Livraria Universal, no Rio de Janeiro. Fotografias de Bippus, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> fizeram parte do leilão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_19/42269" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de outubro de 2002</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong></span> &#8211; Fotos noturnas produzidas por Bippus foram leiloadas na livraria e antiquário Sebo fino, em Petrópolis (<em>O Globo</em>, 2 de outubro de 2003)</p>
<p>Carlos Bippus foi um dos fotógrafos homenageados no livro <em>Rio de Janeiro 1900 – 1930 – Uma crônica fotográfica</em>, de George Ermakoff.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2008</span> &#8211; </strong>Lançamento do livro <em>Só existe um Rio </em>com imagens produzidas por Carlos Bippus e outros fotógrafos:</p>
<p>&#8216;O Rio de Janeiro renovado das décadas de 1910 e 1920 foi imortalizado por um grupo de fotógrafos que produzia álbuns fotográficos para a venda a visitantes e colecionadores. Lopes, Braz, Tiele, W. Kollien e Carlos Bippus nos deixaram um legado de imagens de grande sensibilidade e técnica primorosa, com viragem em verde à base de sais de ferro e urânio que permitiu uma excelente preservação ao longo do tempo.&#8217;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong> </span>- Fotografias de Bippus fizeram parte das exposições <em>Rio: primeiras poses – Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)</em>,  no Instituto Moreira Salles; e <em>Uma história do futuro</em>, na Biblioteca Nacional (<em>O Globo</em>, 12 de agosto de 2015).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1900 – 1930 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2003.</p>
<p>JAGUARIBE, Beatriz;MELLO, Marcia; L.Mauricio. <em>Só existe um Rio</em>. Rio de Janeiro: Editora Andrea Jakobson, 2008.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1106px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2233" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2233/007A5P3F13-42.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1096" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2233" target="_blank">Carlos Bippus. Ressaca, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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		<title>A Pedra da Gávea</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 12:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos cartões-postais mais bonitos do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea fica localizada entre as praias de São Conrado e da Barra da Tijuca. Sua beleza não passou despercebida pelos fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica destaca os registros da Pedra da Gávea produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957), Georges Leuzinger (1813 - 1892), José Baptista Barreira Vianna (1860 - 1925) e Marc Ferrez (1843 - 1923). ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5337/_MG_3646.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5337" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Niemeyer, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos cartões-postais mais bonitos do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea fica localizada entre as praias de São Conrado e da Barra da Tijuca. Sua beleza não passou despercebida pelos fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica destaca os registros da Pedra da Gávea produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5342/_MG_2479.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="590" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5342" target="_blank">Marc Ferrez. São Conrado, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22pedra+da+g%C3%A1vea%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Pedra da Gávea disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 657px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7992" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7992/0072430cx006-05.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="647" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7992" target="_blank">Marc Ferrez. Pedra da Gávea, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o portal <a href="http://www.cprm.gov.br/publique/media/gestao_territorial/geoparques/pedra_gavea/" target="_blank">Serviço Geológico do Brasil</a>, <em>o rochedo tem esse nome porque visto de longe lembra a gávea das caravelas ou galeões antigos. A gávea é uma plataforma no alto de um grande mastro que permitia a um marinheiro observar à distância. Ao contrário do que acontece em quase todas as elevações do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea apresenta um topo plano em lugar das formas de pirâmides, morros arredondados e picos roliços e aguçados do tipo pão-de-açúcar comuns na paisagem do Rio&#8230;Tais rochas foram formadas no mínimo há 500 milhões de anos e, posteriormente deformadas por falhas e dobras no interior da crosta terrestre. Depois de um constante e incansável trabalho de erosão na crosta é que esse maciço aflorou na superfície.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2612/013RJ011040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank">Augusto Malta. Pedra da Gávea, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Pedra da Gávea tem 844 metros de altura, integra o Maciço da Tijuca e é formada por dois tipos de rocha: gnaisse e granito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 629px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2028"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2028/001LE004002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="619" height="791" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2028">Georges Leuzinger. A Pedra da Gávea. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jun 2017 14:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 1859, quando chegou ao Brasil, e 1862, quando retornou à Inglaterra, o fotógrafo e engenheiro inglês Benjamin Robert Mulock (1829 - 1863) documentou a construção da estrada de ferro Bahia a São Francisco, cuja primeira seção foi inaugurada em 1860. Em torno de 1861, vinte e sete dessas fotografias e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia atribuídas a ele foram presenteadas a d. Pedro II. Mulock foi internado em um asilo de doentes mentais, em 7 de junho de 1863, fugiu cinco dias depois, foi atropelado e faleceu em decorrência dos ferimentos em 17 de junho.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3544" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3544/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="665" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3544" target="_blank">Benjamin R. Mulock. Locomotive engine : Bahia &amp; San Francisco Railway, entre 1859 e 1861. Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1º de novembro de 1859, quando chegou ao Brasil, e abril de 1862, quando voltou à Inglaterra, o fotógrafo e engenheiro inglês Benjamin Robert Mulock (1829 &#8211; 1863) documentou a construção da estrada de ferro da Bahia a São Francisco, uma das primeiras do Brasil, cuja primeira seção foi inaugurada em 28 de junho de 1860. Vinte e sete dessas fotografias, que narram a história da construção da ferrovia, e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia, atribuídas a Mulock, foram presenteadas a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a> pelo empreiteiro da obra, o engenheiro civil inglês John Watson (1816-1890), por volta de 1861.</p>
<p>Mulock é considerado um dos mais interessantes e expressivos paisagistas urbanos da fotografia oitocentista no Brasil, onde trabalhou, na Bahia. <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon168223/icon168223.jpg" target="_blank">Um grande panorama fotográfico de Salvador,</a> produzido por ele, a partir do Forte do Mar, entre 1859 e 1861, é uma das mais importantes fotografias da cidade no século XIX. Com muita nitidez, veem-se os principais prédios da capital baiana, cuja série de vistas de sua autoria é um importante e excelente registro de imagens de Salvador. A produção de Mulock é marcada por um caráter racional decorrente, talvez, de sua formação de engenheiro. Seus conhecimentos nessa área o habilitavam, em suas fotografias relativas à estrada de ferro, a escolher as melhores perspectivas e a reconhecer os elementos indispensáveis para uma documentação fotográfica útil para futuras construções ferroviárias.</p>
<p>Segundo Pedro Vasquez, seu estilo antecipou a abordagem direta que viria a ser adotada no século XX, <em>a straight photography (a fotografia direta)<strong>(1)</strong>, levada ao paroxismo da depuração e impacto pelo norte-americano Walker Evans</em> (1903 &#8211; 1975).</p>
<p>Ainda sobre o estilo de Mulock, Weston J. Naef (1942 &#8211; ) e Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000) comentaram no livro <em>Pioneer photographers of Brazil: 1840-1920</em>:</p>
<p>&#8216;<em>Em suas cenas urbanas, Mulock cultivava um estilo totalmente desprovido de artifícios derivados das convenções artísticas tradicionais. Ele gostava de posicionar sua câmara bem no meio da rua, como se qualquer ponto de vista fosse bom o bastante, mas ainda assim sua composição possui uma intensa coerência visual baseada numa construção estritamente fotográfica, de tal forma que seria difícil produzir a mesma imagem a partir de qualquer outro meio de expressão</em>&#8216;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2223" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2223/007A5P3F12-16.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="659" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2223" target="_blank">Benjamin Mulock. Ladeira de São Bento, c. 1860. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=mulock&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Benjamin Robert Mulock disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco antes da chegada de Mulock ao Brasil, o italiano de origem alsaciana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> realizou uma série de registros da construção de outra estrada de ferro, a Recife-São Francisco, em 1858. O fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> foi contemporâneo de Mulock e muitas das vistas produzidas pelos dois da capital baiana eram bastante parecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Breve perfil e cronologia de Benjamin Robert Mulock</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;">A vida familiar de Benjamin Mulock foi bastante conturbada devido à insanidade de seu pai, o irlandês Thomas Samuel Mulock (1789 -1868), que se casou com Dinah Mellard (1794-1845), em 7 de junho de 1825. Seus irmãos foram Thomas Mellard Mulock (1827 &#8211; 1847), que estudou pintura com William Holman Hunt (1827 &#8211; 1910), fundador, em 1848, juntamente com Dante Gabriel Rossetti (1828 &#8211; 1882) e John Everett Millais (1829 &#8211; 1896), do grupo artístico Irmandade Pré-Rafaelita; e Dinah Maria Mulock Craik (20/04/1826 &#8211; 12/10/1887), que se tornaria uma famosa poeta e romancista. Durante sua vida, Benjamin trabalhou como fotógrafo e engenheiro, tendo morado em diferentes cidades da Inglaterra, na Austrália, no País de Gales, no Brasil e na Rússia. Tentou casar-se e também buscou obter uma estabilidade financeira, o que nunca conseguiu. Em 1863, foi internado por suas tendências suicidas, fugiu do hospital, foi atropelado e faleceu em 17 de junho do mesmo ano.</p>
<div id="attachment_15325" style="width: 256px" class="wp-caption alignleft"><img class="wp-image-15325 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/mulock.jpg" alt="mulock" width="246" height="338" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://mulock.blogspot.com/" target="_blank">Benjamin Robert Mulock, em 1858 / Site Benjamin R. Mulock Photographer</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1829</strong></span> &#8211; Benjamin Robert Mulock nasceu em 18 de junho, no condado de Staffordshire, na Inglaterra, filho do pregador evangélico dublinense Thomas Samuel Mulock (1789 &#8211; 1869), um fanático religioso de origem humilde, e da inglesa Dinah Mellard (1794-1845), órfã de um próspero industrial do ramo de curtumes. Eles haviam se casado em 7 de junho de 1825. Benjamin foi o mais novo entre seus irmãos Thomas Mellard Mulock (1827 &#8211; 1847) e Dinah Maria Mulock Craik (20/04/1826 &#8211; 12/10/1887).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1830</strong> </span>- Seu pai, Thomas Samuel Mulock foi, pela primeira vez, internado no <em>Stafford County Lunatic Asylum,</em> hospital para doentes mentais, onde ficou do dia 1º ao dia 10 de maio.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1831</span> </strong>- Thomas Samuel Mulock perdeu sua paróquia e a família foi viver em Newcastle-under-Lyme.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1832 -</strong></span> Em 2 de dezembro, o pai de Benjamin, que devido a seu temperamento era conhecido como <em>Moloch Sangrento, </em>uma alusão a um demônio da tradição cristã e cabalística, foi internado de novo no <em>Stafford County Lunatic Asylum,</em> onde permaneceu sete anos.</p>
<p style="text-align: left;">Nos últimos anos dessa década, Dinah Mellard, mãe de Benjamin, fundou, com a ajuda de sua filha, uma pequena escola em Newcastle-under-Lyme.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1839</span></strong> &#8211;  Com a morte da avó materna de Benjamin, a família Mulock herdou algum dinheiro.</p>
<p style="text-align: left;">Em 31 de dezembro, seu pai deixou o <em>Stafford County Lunatic Asylum</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840 </span></strong><span style="color: #333333;">- A família foi para Londres, onde passou a ter uma vida mais confortável. Moravam em Earls Court Terrace. Benjamin começou a estudar piano e concertina. Entre esse ano e por volta de 1845, quando Dinah, a mãe, faleceu, os Mulock tiveram uma vida cultural interessante. Thomas Samuel tornou-se amigo de Charles Mathews, gerente do <em>Covent Garden</em>, que convidava constantemente os Mulock para ocuparem uma frisa no teatro. Conviveram com atores, comediantes, e escritores, como George (1804 &#8211; 1878) e Maria Lovell (1803-1877), também atriz; a poeta Eliza Leslie (1787 &#8211; 1858), e o editor Samuel Carter Hall (1800 &#8211; 1889).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1842</strong></span> &#8211; Sua mãe começou a apresentar problemas de saúde.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong></span> &#8211; Benjamin começou a se interessar por Engenharia Civil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong></span> &#8211; Sua mãe e sua irmã voltaram temporariamente para o condado de Staffordshire, provavelmente na esperança de que a saúde da mãe melhorasse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9074" style="width: 201px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/pai.jpg"><img class="wp-image-9074 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/pai.jpg" alt="pai" width="191" height="243" /></a><p class="wp-caption-text">O pai de Benjamin, Thomas Samuel Mulock, c. 1823. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1845</span></strong> &#8211; Em Londres, Benjamin, seus irmãos e mãe foram abandonados pelo pai, em 21 de março de 1845, Sexta-Feira da Paixão.</p>
<p>Sua mãe, Dinah Mellard Mulock, faleceu em 3 de outubro. Thomas Samuel tentou se reaproximar da filha Dinah.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1846</strong></span> &#8211; Por motivos financeiros, seu irmão Thomas teve que abandonar seus estudos de pintura e passou a trabalhar como capitão de navios. Ele havia estudado pintura com William Holman Hunt (1827 &#8211; 1910), que fundou, em 1848, juntamente com Dante Gabriel Rossetti (1828 &#8211; 1882) e John Everett Millais (1829 &#8211; 1896), o grupo artístico Irmandade Pré-Rafaelita.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1847/ 1848 /1849 </strong></span>- Em Londres, morte de seu irmão, Thomas, em 12 de fevereiro de 1847, após uma queda do navio em que faria sua segunda viagem como capitão da Marinha Mercante.</p>
<p>Benjamin vivia com sua irmã, Dinah, em alojamentos nas cercanias de Tottenham Court Road, e estudava no University College London latim, matemática e filosofia natural como preparação para a Engenharia. No século XIX, a filosofia natural englobava o estudo da astronomia, cosmologia, geologia, física e quimíca.</p>
<p>Dinah completou 21 anos e recebeu sua parte do <em>trust</em> de sua mãe. Ela escrevia contos e poemas que vendia para revistas, jornais e para os anuários de moda de Lady Blessington (1789 &#8211; 1849), além de percorrer editoras fazendo contatos. Em 1849, Dinah, publicou seu primeiro romance, <em>The Ogilvies</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Benjamim completou 21 anos, recebeu sua parte do <em>trust</em> de sua mãe e foi para a Austrália. Desse ano até 1853, estabeleceu uma criação de ovinos e participou da <em>corrida ao ouro</em> no país.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1854</strong></span> &#8211; Entre esse ano e 1855, Mulock retornou à Europa para tratar um problemas nos olhos, na Suíça e em Marienberg, na Alemanha.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1855 </strong><span style="color: #333333;">- Alistou-se n</span></span>a <em>Army Works Corps</em> e serviu como engenheiro em uma ferrovia durante a guerra da Criméia, conflito que ocorreu entre 1853 e 1856, na península da Criméia, no mar Negro, ao sul da Rússia e nos Bálcãs.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Retornou à Inglaterra, em julho, e entrou para o <em>Liverpool Public Offices Engineers Department</em>. Como engenheiro, trabalhou para os Correios de Liverpool. Em torno dessa época, Mulock tornou-se um fotógrafo autodidata.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;">Nesse ano, sua irmã publicou <em>John Halifax</em>. No período em que escreveu o livro, foi sustentada por Benjamin.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;">Seu pai voltou a ser internado no asilo de doentes mentais do condado de Stafford, onde permaneceu até 1860.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong> </span>- Em 31 de março, foi lançada a pedra fundamental da ferrovia da Bahia ao São Francisco, que ligava Salvador a Alagoinhas, a primeira da Bahia. Os planos da obra foram levantados pelos <em>engenheiros civis ingleses Henrique Law e John Blount e sua execução contratada a John Watson</em> (1816-1890)<em>, que dela encarregou o engenheiro H. Vignoles</em> (1793 &#8211; 1875) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/8780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de abril de 1857, na segunda coluna sob o título &#8220;Bahia&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12576" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de março de 1858, na quarta coluna</a>). Na época, o presidente da província da Bahia era o desembargador João Lins<em> </em>Vieira Cansansão de Sinimbú (1810 &#8211; 1906), presente na cerimônia do lançamento da pedra fundamental da obra.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211; Benjamim vivia em Liverpool e sua irmã, Dinah, foi morar com ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9076" style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/irmaos.jpg"><img class="wp-image-9076 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/irmaos.jpg" alt="irmaos" width="323" height="470" /></a><p class="wp-caption-text">Os irmãos Dinah e Benjamin Mulock, em 1858, no Jardim de Linacre Grange, em Bootle, cidade próxima a Liverpool. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1859</span></strong> &#8211; Dinah e Benjamin mudaram-se para Londres e foram viver em Wildwood Cottage, perto de Hampstead, uma área rural da cidade. Entre fins de 1858 e 1859, Benjamin trabalhou como fotógrafo para John Jabez Edwin Paisley Mayall (1813 -1901), profissional famoso por sua produção de fotografias no formato <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">cartões de visita</a> da rainha Victoria (1819 &#8211; 1901). No período que se dedicou à fotografia, provavelmente entre 1858 e 1862, Benjamin sofreu doenças de pele decorrentes do uso de produtos químicos no processo fotográfico.</p>
<p>Benjamin embarcou no paquete inglês<em> Oneida</em>, que partiu de Southampton, e chegou ao Brasil em 1º de novembro, onde ficou até 1862. Teria sido contratado na França, onde aprimorava seus conhecimentos de fotografia, pela firma empreiteira do engenheiro civil inglês John Watson (1816-1890), para documentar a construção da estrada de ferro da Bahia ao São Francisco. Segundo o site Salvador Antiga, teria escrito sobre a Bahia: <i>Eu nunca vi um lugar que me agradasse tanto à primeira vista. A Cidade alonga-se pela Baía, de forma crescente. A orla é alta e as casas erguem-se umas sobre as outras, misturando-se com a vegetação dominada por bananeiras e coqueiros, tudo tão verde</i>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9242" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89ND-P339?i=67&amp;cc=1928179" target="_blank"><img class="  wp-image-9242" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/oneida.jpg" alt="oneida" width="790" height="218" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89ND-P339?i=67&amp;cc=1928179" target="_blank">Site Family Search &#8211; Entrada de Passageiros na Bahia &#8211; Tabela com ano, mês, dia, procedência, nome da embarcação e nome do passageiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong> </span>- Duas fotografias de sua autoria produzidas na Bahia foram publicadas na<span class="apple-converted-space"> </span><i>Illustrated London News, </i>fundado em 1842 e primeiro jornal ilustrado semanal do mundo.</p>
<p>Em uma carta enviada por sua irmã, Dinah, a ele, em 4 de setembro, ficava evidenciada sua tendência à melancolia: <em>Você trabalhar de modo silencioso e constante apesar das dificuldades, tenho orgulho disso, mas quando você se esfalfa de modo descuidado e inútil, e então fica irritado e vê as coisas de modo melancólico, bem, isto me preocupa bastante, eu admito.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1861</strong></span> &#8211; Em torno desse ano, vinte e sete fotografias da construção da ferrovia e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia foram presenteadas a d. Pedro II pelo empreiteiro John Watson.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Em abril, deixou o Brasil e voltou para a Inglaterra, onde passou a viver com sua irmã, Dinah, em Hampstead.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211;  Em janeiro e fevereiro, trabalhou em Swansen, cidade no País de Gales, como engenheiro. Em abril, Benjamin retornou à Inglaterra e voltou a morar com sua irmã em Hampstead, em Londres.</p>
<p>Benjamin começou a dar sinais de melancolia. Sua irmã, que cuidou dele, tinha medo que ele cometesse suicídio. Em 7 de junho, foi internado na clínica para doentes mentais do Dr. Harrington Tukes, em Hammersmith, Londres. Fugiu cinco dias depois e foi atropelado, tendo morrido dos ferimentos em 17 de junho (<em>Weekly Freeman&#8217;s Journal</em>, 27 de junho de 1863).</p>
<p>Segundo o artigo <em>Mrs. Craik</em>, da escritora escocesa Margaret Oliphant (1828 &#8211; 1887), publicado em 1887,  na <em>Macmillan&#8217;s Magazine</em>, <em>seria impossível penetrar suficientemente nas linhas da reticência vitoriana para descobrir se o problema de Benjamin era com o álcool, com o ópio ou instabilidade mental; ele aparecia e desaparecia, era muito falado, ternamente recebido pela irmã, causando nela ansiedade; rejeitado pelos amigos dela, mas nunca por ela.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong> </span>- Casamento de Dinah com George Lillie Craik  (1798–1866), escritor e crítico literário escocês.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Morte de seu pai, Thomas Samuel Mulock.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Morte de Dinah Maria Mulock Craik, em 12 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2221" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2221/007A5P3F12-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="662" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2221" target="_blank">Benjamin R. Mulock. Cemitério dos Ingleses, c. 1860. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(1) </em>Fotografia direta &#8211; Straight photography &#8211; O conceito foi  usado para caracterizar uma vertente da fotografia moderna surgida nos Estados Unidos nos anos 1910. O termo foi definido, no texto <a href="http://www.nearbycafe.com/photocriticism/members/archivetexts/photocriticism/hartmann/hartmannstraight.html" target="_blank"><em>Um Apelo em Favor da Fotografia Direta</em></a>, do poeta e crítico de arte Sadakichi Hartmann (1867 &#8211; 1944), publicado na revista <em>American Amateur Photographer, </em>em março de 1904. Refere-se a imagens feitas pelo contato direto da câmera com a realidade, sem intervenções no laboratório ou na cópia, enfatizando a noção de fotografia como expressão subjetiva. Alguns dos expoentes da fotografia direta foram Alfred Stieglitz (1864 &#8211; 1946), Anselm Adams (1902 &#8211; 184), Edward Weston (1886 &#8211; 1958)  e Paul Strand (1890 &#8211; 1976).</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal (org.). <em>A coleção do imperador:</em> fotografia brasileira e estrangeira no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1997. 71 p.</p>
<p>BOURRIER, Karen. <a href="https://www.jstor.org/stable/pdf/41307858.pdf" target="_blank"><em>Narrating insanity in the letter of Thomas Mulock and Dinah Mulock Craik</em></a> in Victorian Literature and Culture,Vol. 39, No. 1, 2011. Cambridge University Press.</p>
<p>CRAIK, Dinah Mulock. <em>John Halifax, Gentleman</em>. Canadá: Broadviews Edition, 2005</p>
<p>HANNAVY, John. <em><a href="https://books.google.com.br/books?id=Kd5cAgAAQBAJ&amp;pg=PA959&amp;lpg=PA959&amp;dq=benjamin+robert+mulock&amp;source=bl&amp;ots=essTVfaH7P&amp;sig=bJpLu9M8wsogWepQKoy0UwcpEUs&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwic4PugvJjUAhVMGpAKHTHxBUs4ChDoAQgzMAI#v=onepage&amp;q=benjamin%20robert%20mulock&amp;f=false" target="_blank">Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography</a>.</em> Inglaterra: Taylor &amp; Francis Group, 2008</p>
<p>ERMAKOFF, George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 Uma crônica fotográfica. </em>Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Bahia:</em> velhas fotografias 1858/1900. Apresentação Katia Queirós Mattoso. 2. ed. Rio de Janeiro: Kosmos, 1999. 199 p., il. p&amp;b.</p>
<p>FOSTER, Shirley. <em>Victorian Women&#8217;s Fiction: Marriage, Freedom, and the Individual. </em>Oxon: Routledge, 2012</p>
<div id="volume-info-sidebar">KASTAN, David Scott (editor). <em>The Oxford Encyclopedia of British Literature</em>. Oxford: Oxford University Press, 2006.</div>
<div></div>
<div>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</div>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>MARIEN, Mary Warner. <em>Photography: A Cultura History</em>. Grã-Bretanha: Laurence King Publishing, 2002.</p>
<p>MARTIN, Frances. <em>Mrs. Craik</em>, in <span class="book">Athenaeum, </span>22 de outubro de 1887.</p>
<p>MITCHEL, Sally. <a href="http://www.victorianweb.org/authors/craik/mitchell/1.html" target="_blank"><em>Dinah Mulock Craik</em></a>. Londres: Twayne, 1983.</p>
<p>OLIPHANT, Margaret. <em>Mrs. Craik</em>, in <span class="book">Macmillan&#8217;s Magazine</span>. 57, 1887.</p>
<p>READE, Aleyn Lyell. <em><span class="book">The Mellards and Their Descendants</span></em>. London: 1915.</p>
<p><a href="http://mulock.blogspot.com.br/2005/06/about-benjamin-mulock_12.html" target="_blank">Site Benjamim R. Mulock, photographer</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21613/benjamin-r-mulock" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89ND-P339?i=67&amp;cc=1928179" target="_blank">Site Family Search &#8211; Entrada de Passageiros na Bahia</a></p>
<p><a href="http://www.gracesguide.co.uk/Bahia_and_San_Francisco_Railway" target="_blank">Site Grace&#8217;s Guide to British Industrial History </a></p>
<p><a href="http://www.iln.org.uk/" target="_blank">Site Illustrated London News</a></p>
<p><a href="http://www.npg.org.uk/collections/search/person/mp53668/john-jabez-edwin-mayall" target="_blank">Site National Art Gallery</a></p>
<p><a href="http://www.oac.cdlib.org/findaid/ark:/13030/kt0k4003cw/entire_text/" target="_blank">Site Online Archive of California</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/ben-mulock.htm" target="_blank">Site Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://tapasproject.org/digitaldinahcraik/files/letter-dinah-mulock-craik-benjamin-mulock-2-5-july-1861#tg-d4952e1114" target="_blank">Site Tapas Project</a></p>
<p><a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01440357.2011.647269?needAccess=true" target="_blank">Site Taylor &amp; Franis Online</a></p>
<p><a href="http://www.getty.edu/art/collection/artists/2022/john-jabez-edwin-mayall-english-1813-1901/" target="_blank">Site The J. Paul Getty Museum</a></p>
<p>SPINOLA, José. <em>Benjamin Mulock &#8211; O fotógrafo da velha Bahia. eBook Kindle</em>, 2019</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995. 272 p.</p>
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