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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Joaquim Insley Pacheco</title>
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		<title>Dia de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea C. T. Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Câmara Tenório Wanderley]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Wanderley]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
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		<category><![CDATA[missa campal]]></category>

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		<description><![CDATA[A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento de Joaquim Maria Machado de Assis, considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa, além de ter sido um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa destacando uma imagem de Machado produzida pelo fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), em torno de 1880; e o registro produzido por Antônio Luiz Ferreira da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal, em maio de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo Decreto Rio nº 58.207/26, de 18 de junho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento do carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 &#8211; 29/09/1908), considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade, cenário constante da obra do escritor &#8211; lugares e ruas do Rio de Janeiro são constantemente citados nas crônicas, contos e livros de Machado, tendo sido o principal cronista do cotidiano carioca no século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45549" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado3.jpg" alt="O Cruzeiro, 24 de junho de 1939" width="761" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><em>O Cruzeiro,</em> 24 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu no Morro do Livramento e viveu muitos anos, entre 1883 e 1908, no Cosme Velho, fato que originou o apelido <em>O Bruxo do Cosme Velho</em>, epíteto eternizado pelo escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), autor do poema <em>A um bruxo, com amor* </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/96903" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>28 de setembro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45546" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado2.jpg" alt="Casa na Rua Cosme Velho 174, ode Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908" width="398" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Casa na Rua Cosme Velho, onde Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Perde a nossa língua um de seus mais vigorosos e profundos escritores. Com ele desaparece a mais leve e a mais encantadora das nossas prosas, a mais completa e a mais perfeita das organizações literárias que possuímos. Poeta, romancista, dramaturgo e jornalista, era Machado de Assis o tipo culminante e o mais simpático de nosso mundo de letras</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1908, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank">dia seguinte à morte de Machado</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa da criação do Dia de Machado de Assis destacando duas imagens do escritor. A primeira foi produzida pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, em torno de 1880. Insley foi um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, que &#8220;<em>tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em>, de acordo com o poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), irmão da esposa de Machado, Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Machado escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="726" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda é de autoria de Antônio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?) e retrata a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><em>Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil,</em></a> em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por mim, pesquisadora e editora do portal, e revelada no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a>, publicado em 17 de maio de 2015.</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade. Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45522" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img class="wp-image-45522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado1.jpg" alt="machado1" width="380" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Detalhe da foto da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão da criação do Dia de Machado de Assis foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (1994 -) após reunião com o jornalista Merval Pereira (1949 &#8211; ), presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Machado foi um dos fundadores e primeiro presidente. A ideia é que o dia 21 de junho tenha uma programação dedicada à obra machadiana, semelhante ao <em>Bloomsday</em>, data celebrada anualmente, em 16 de junho, em homenagem ao escritor irlandês James Joyce (1882 &#8211; 1941).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-45521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado.jpg" alt="machado" width="553" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Bibliografia de Machado de Assis (ABL)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em>, tradução, 1861.<br />
<em>Desencantos</em>, 1861.<br />
<em>Teatro</em>, 1863.<br />
<em>Quase ministro</em>, 1864.<br />
<em>Crisálidas</em>, 1864.<br />
<em>Os deuses de casaca</em>, 1866.<br />
<em>Falenas</em>, 1870.<br />
<em>Contos fluminenses</em>, 1870.<br />
<em>Ressurreição</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da meia-noite</em>, 1873.<br />
<em>A mão e a luva</em>, 1874.<br />
<em>Americanas</em>, 1875.<br />
<em>Helena</em>, 1876.<br />
<em>Iaiá Garcia</em>, 1878.<br />
<em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, 1881.<br />
<em>Tu, só tu, puro amor</em>, 1881.<br />
<em>Papéis avulsos</em>, 1882.<br />
<em>Histórias sem data</em>, 1884.<br />
<em>Quincas Borba</em>, 1891.<br />
<em>Várias histórias</em>, 1896.<br />
<em>Páginas recolhidas</em>, 1899.<br />
<em>Dom Casmurro</em>, 1899.<br />
<em>Poesias completas</em>, 1901.<br />
<em>Esaú e Jacó</em>, 1904.<br />
<em>Relíquias de casa velha</em>, 1906.<br />
<em>Memorial de Aires</em>, 1908.<br />
<em>Crítica</em>, 1910.<br />
<em>Outras relíquias</em>, 1910.<br />
<em>Correspondência</em>, 1932.<br />
<em>Crônicas</em>, 4 vols., 1937.<br />
<em>Crítica literária</em>, 1937.<br />
<em>Casa velha</em>, 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>*<strong>A um bruxo, com amor</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="aad9" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Em certa casa da Rua Cosme Velho</p>
<p class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">(que se abre no vazio)<br />
venho visitar-te; e me recebes<br />
na sala trastejada com simplicidade<br />
onde pensamentos idos e vividos<br />
perdem o amarelo,<br />
de novo interrogando o céu e a noite.</p>
<p id="4107" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.<br />
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,<br />
uma luz que não vem de parte alguma<br />
pois todos os castiçais<br />
estão apagados.</p>
<p id="7faa" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Contas a meia-voz<br />
maneiras de amar e de compor os ministérios<br />
e deitá-los abaixo, entre malinas<br />
e bruxelas.<br />
Conheces a fundo<br />
a geologia moral dos Lobo Neves<br />
e essa espécie de olhos derramados<br />
que não foram feitos para ciumentos.<br />
E ficas mirando o ratinho meio cadáver<br />
com a polida, minuciosa curiosidade<br />
de quem saboreia por tabela<br />
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.<br />
Olhas para a guerra, o murro, a facada<br />
como para uma simples quebra da monotonia universal<br />
e tens no rosto antigo<br />
uma expressão a que não acho nome certo<br />
(das sensações do mundo a mais sutil):<br />
volúpia do aborrecimento?<br />
ou, grande lascivo, do nada?</p>
<p id="6d8f" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,<br />
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,<br />
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,<br />
mostra que os homens morreram.<br />
A terra está nua deles.<br />
Contudo, em longe recanto, a ramagem começa a sussurrar alguma coisa<br />
que não se entende logo<br />
e parece a canção das manhãs novas.<br />
Bem a distingo, ronda clara:<br />
é Flora,<br />
com olhos dotados de um mover particular<br />
entre mavioso e pensativo;<br />
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);<br />
Virgília,<br />
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;<br />
Mariana, que os tem redondos e namorados;<br />
e Sancha, de olhos intimativos;<br />
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,<br />
o mar que fala a mesma linguagem<br />
obscura e nova de D. Severina<br />
e das chinelinhas de alcova de Conceição.<br />
A todas decifraste íris e braços<br />
e delas disseste a razão última e refolhada<br />
moça, flor mulher flor<br />
canção de manhã nova…<br />
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)<br />
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica<br />
entre loucos que riem de ser loucos<br />
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/endereco-no-qual-viveu-machado-de-assis-dara-lugar-deposito.phtml" target="_blank">Revista Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank">Site Migalhas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 17 de maio de 2015</p>
<p>___________________<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank"><em>O retratista português</em> <em>Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 – 14 de outubro de 1912)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 14 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República por Pedro Karp Vasquez</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de dom Pedro II (1825 - 1892), o artigo "Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República", de autoria de Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de "Fotógrafo da Casa Imperial". Ao longo de sua trajetória fotografou diversos membros da Família Imperial e realizou vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro "O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB" (2025). No artigo, além de destacarmos as fotografias de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1892)</a>, o artigo <em>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República, </em>de autoria do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados, ainda na década de 1850, pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperia</em>l. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14123/D.%20PEDRO%20II_IF%20826.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="436" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. D. Pedro II, imperador do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 10 de agosto de 1855, Insley Pacheco fotografou o monarca, sua esposa, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889);</a> e uma das filhas do casal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39682" target="_blank">a princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871)</a>, na Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>). Ao longo de sua trajetória fotografou diversos outros membros da Família Imperial como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>; e realizou vistas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank">Paço Imperial</a>, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>.</p>
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<div id="attachment_41784" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg"><img class="size-full wp-image-41784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg" alt="O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB, 2025" width="274" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>, 2025</p></div>
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<p>No artigo, além de destacarmos as fotografias de autoria de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica: da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, suas instituições fundadoras; e do Arquivo Nacional e da Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, suas parceiras.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/430" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
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<div style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14130/D.%20PEDRO%20II_IMP.%20TEREZA%20CRISTINA_PRINCESA%20ISABEL_PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.3%20p.%204.1.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="434" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Família Imperial Brasileira: D. Pedro II, princesa Isabel, Imperatriz Tereza Cristina e princesa Leopoldina, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=insley&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para todas as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
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<div style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4457/SAm1-0056.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="405" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank">oaquim Insley Pacheco. Imperador do Brasil, 1875 / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>JOAQUIM INSLEY PACHECO: NAUTA ENTRE PORTUGAL E O BRASIL E ENTRE O IMPÉRIO E A REPÚBLICA</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Pedro Karp Vasquez*</p>
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<div style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14122/INSLEY%20PACHECO_IF%20388.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="416" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank">Autorretrato de Joaquim Insley Pacheco, fotógrafo da Casa Imperial, 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>A finalidade de um retrato não deve ser a de esclarecer,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas de contornar, sugerindo o enigma.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>De esforço em esforço, atingir a fisionomia plena,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas com o seu segredo, que é o que importa.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Lúcio Cardoso</strong></span></p>
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<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a ilusão grande do mar,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>multiplicada em suas malhas de perigo.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a sua solidão robusta,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma solidão para todos os lados,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma ausência humana que se opõe ao mesquinho formigar do</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mundo,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>e faz o tempo inteiriço, livre das lutas de cada dia.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cecília Meireles</strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>NAVEGAR É PRECISO&#8230;</strong></span></p>
<p>Joaquim José Pacheco nasceu na vila portuguesa de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, em 31 de março de 1830 e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1912, famoso sob o nome de Insley Pacheco. Foi agraciado com o prestigioso titulo de Fotógrafo da Casa Imperial, na década de 1850, sendo igualmente Cavalheiro da Ordem de Christo de Portugal, pois seu talento também foi reconhecido em vida na pátria natal. O que destoa favoravelmente da situação da maioria dos fotógrafos estrangeiros que atuaram no Brasil durante o século XIX, desfrutando de maior ou menor celebridade entre nós, porém permanecendo no anonimato em seus países de origem.</p>
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<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="423" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de homem (verso), c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Assim como muitos dos seus compatriotas que vieram tentar a sorte no Brasil, Joaquim José não teve vida fácil: órfão de pai e mãe, veio se juntar ao irmão mais velho, Bernardo José, no Recife, em 1843, sendo logo seguido pela irmã, Joaquina. Em algum momento da mesma década, mudou-se para Fortaleza, onde, em 1847, conheceu o daguerreotipista irlandês Frederick Walter (1811 &#8211; 18?) que contrabalançava a clientela rarefeita da época com o pitoresco ofício de mágico. Segundo Ary Bezerra Leite, em <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), o jovem Pacheco trocou lições de daguerreotipia pela pintura de cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador.</p>
<p>De temperamento perfeccionista, Joaquim José Pacheco rumou para Nova York no segundo semestre de 1950, depois de ter atuado por conta própria em Fortaleza e na capital maranhense. Nos Estados Unidos, estudou com dois grandes profissionais que se tornariam emblemáticos em virtude da documentação da Guerra Civil norte-americana (1861-1865), hoje conservada na Biblioteca do Congresso dos EUA: Jeremiah Gurney e Mathew Brady. Sendo que este último montou uma equipe para o registro simultâneo de diferentes frentes de batalha para oferecer abrangente documentação do conflito em consonância com sua ambição de ser “<em>testemunha ocular da história</em>”. Pacheco estudou também com Henry Earle Insley, que não se tornou tão célebre quanto os dois professores citados, mas foi um retratista extremamente popular, mantendo um estúdio na Broadway durante duas décadas, a partir de 1840. Foi ele quem, certamente, causou impressão mais profunda no jovem Joaquim José, de tal forma que, após regressar ao Brasil, ele aposentou o José de origem em benefício do Insley, com o qual pretendia homenagear o mestre.</p>
<p>De volta ao Brasil em 1851, Pacheco se instalou no Ceará dos seus primeiros passos na carreira, trabalhando em Fortaleza e Sobral. Depois fotografou também no Recife antes de buscar a clientela mais ampla e estável da Corte Imperial, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1855. Montou estúdio primeiro em um sobrado da rua do Ouvidor número 31, passando depois, quando já havia conquistado grande clientela, para um ateliê mais amplo e luxuoso no número 102 da mesma rua. Mas ocupou também, ao longo das seis décadas subsequentes, outros endereços na área central da cidade, que durante todo o século XIX concentrou a metade dos estúdios fotográficos do país. Pelo visto a adoção do Insley lhe deu sorte, pois depois de retratar belamente os principais membros da Família Imperial, Dom Pedro II, a imperatriz Thereza Christina e as princesas Isabel e Leopoldina, Insley Pacheco foi alçado, como foi dito, à honrosa condição de Fotógrafo da Casa Imperial. Manteve relacionamento pessoal e profissional com toda a família, inclusive com aqueles que se tornaram maridos das princesas, o conde d’Eu e o duque de Saxe, assim como os filhos de ambos os casais.</p>
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<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14125/IMP%20TEREZA%20CRISTINA_IF%201426.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Tereza Cristina, imperatriz do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RHJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14134/PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.2%20P.17.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="462" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Princesa Leopoldina, princesa e duquesa de Saxe, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14133/PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20P.15.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="463" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Isabel, princesa e condessa d´Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>Merecem destaque dois retratos que fez do imperador e da imperatriz que se tornaram antológicos não só pela mestria técnica demonstrada como também pelo uso original e inesperado de uma ambientação com diversas plantas evocativas da exuberante natureza tropical brasileira. Isso, quando a moda, em todo o mundo, era o uso de fundos pintados para sugerir ambientes domésticos ou campestres europeus, já que a maioria desses acessórios vinha de cidades europeias, sobretudo Paris, Viena e Londres.</p>
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<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="696" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/492/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Insley Pacheco também retratou os membros da Família Imperial, assim como a maioria dos seus clientes, com o fundo neutro do estúdio e o mobiliário destinado a criar a ilusão de um ambiente caseiro abastado e que, nos primeiros tempos, servia para os retratados se apoiarem durante as longas sessões de pose: cadeiras, poltronas, balaustradas, colunas, assim como cortinas e tapetes destinados a acentuar a atmosfera doméstica.</p>
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<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14136/D.%20PEDRO%20II_PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20-%20P31.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="694" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil e Isabel, princesa, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14131/CONDE%20D%27EU_IA%202.4.2%20P.16.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="461" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, conde d&#8217;Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>Recebeu do imperador a autorização de comercializar esses retratos, o que, além de lhe proporcionar bons ganhos, permitiu que a sociedade tivesse um vislumbre mais fidedigno dos integrantes da Família Imperial, cujas fisionomias só eram conhecidas até então por intermédio dos processos de gravura, em particular da litografia, também usada na impressão de livros e periódicos. Seu bom relacionamento com Dom Pedro II fez com que ele aceitasse uma encomenda fora do seu padrão: a realização de vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/432" target="_blank"> dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </a>(que possui um total de 397 fotos de Pacheco) e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>. A importância destas raras vistas de Pacheco já havia sido comprovada por sua inclusão pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco no livro <em>Le Brésil</em>, de Levasseur</a>, impresso em Paris, em 1889.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14144/P015_BR_RJIHGB_156IG_0186.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa Vista, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>As sólidas raízes de Cabeceiras de Basto, “<em>uma terra antiga e por isso uma terra sábia</em>”, fizeram de Joaquim José Pacheco um gajo rijo e longevo que chegou aos 82 anos, em uma época na qual a expectativa de vida ao nascer era apenas de 30 anos e o próprio imperador faleceu três dias após fazer 66 anos. Hoje Pacheco seria certamente centenário, mas tal longevidade tanto pode ser encarada como uma bênção quanto como uma provação, já que o destino do idoso é viver em uma continua despedida dos entes queridos. Com Pacheco isso não foi diferente: ele, que já havia perdido na juventude uma filhinha com apenas 18 meses, Emília, perdeu depois a esposa, Elvira Laura, o filho, Alfredo Henrique, e duas netas, Maria e Maria de Lourdes. É como bem lembrou Lúcio Cardoso em seu <em>Diário</em>: “<em>Podemos não sentir a idade, mas ela se faz presente, através dos mortos que vai semeando em torno de nós</em>”.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>ARLEQUIM SERVIDOR DE DOIS AMOS</strong></span></p>
<p>Além de excelente fotógrafo, Joaquim Insley Pacheco foi também pintor e aquarelista, desmentindo o mito do antagonismo entre pintura e fotografia na fase inicial dessa nova disciplina. Foi, inclusive, aluno de pintura de outro dublê de fotógrafo e pintor, Arsênio da Silva, que documentou o casamento da princesa Isabel, em 15 de outubro de 1864. É muito provável que ele tenha tido notícia do daguerreotipista alemão, Francisco Napoleão Bautz, o primeiro a se dividir entre pintura e fotografia entre nós, e muito certamente conheceu outro profissional na mesma condição, Karl Ernest Papf, que chegou ao Brasil para realizar as fotopinturas da Photographia Allemã, de Albert Henschel, no Recife, mas depois se radicou em Petrópolis, onde abriu estúdio próprio no qual foi assistido pelo filho, Jorge Henrique, mais tarde autor de um impressionante panorama de 360 graus da Cidade Imperial.</p>
<p>Além de se aperfeiçoar na técnica do guache com Arsênio da Silva, Pacheco também foi aluno de pintura de Karl Linde e François-René Moreaux. Quando Silva faleceu, praticamente esquecido, em 1883, o discípulo deu uma bela prova de afeição pelo mestre: organizou uma ampla retrospectiva do seu trabalho no Salão Insley Pacheco, que foi prestigiada inclusive pelo imperador no dia 18 de outubro do mesmo ano, fato merecedor de registro na capa da <em>Revista Illustrada</em> (Número 358), na qual Angelo Agostini retratou o fotógrafo acompanhando Dom Pedro II na referida visita. Ressaltou ainda na legenda o fato de que Arsênio teria sido completamente esquecido se não fosse pela homenagem prestada por Insley Pacheco.</p>
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<div id="attachment_41778" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><img class=" wp-image-41778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley.jpg" alt="Revilsta Illustrada, 1883" width="412" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 1883 ANO 8, edição 358</a></p></div>
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<p>A prática do retrato fotográfico é tão fascinante quanto excruciante, pois é preciso admitir que o ser humano às vezes pode ser insuportável e as crianças, que têm índole melhor, costumam ser irrequietas, de tal forma que Pacheco chegou a anunciar na imprensa no começo da carreira sua especialidade no trato dos pequenos inevitavelmente enfastiados com as longas sessões de pose dos primórdios da fotografia. Para descansar das caras e bocas da prática cotidiana do retrato fotográfico, na pintura Insley Pacheco optou por se concentrar na produção de paisagens, com acentuado pendor pelas marinhas, que ele pintou em ambos os lados da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro e em Niterói, cujas belas praias seriam também a temática de predileção do Grupo Grimm, capitaneado pelo professor alemão Georg Grimm entre os anos de 1884 e 1886, em um capítulo fundamental do paisagismo na pintura brasileira.</p>
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<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank"><img src="https://www.museudavida.fiocruz.br/images/Acervo/Objeto/quadroinsley.jpg" alt="" width="348" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank">Quadro da Baía de Guanabara, pintado por Insley Pacheco / Museu da Vida, Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bom pintor, Insley Pacheco não era, no entanto, fenomenal, não podendo se igualar a alguns dos integrantes do Grupo Grimm, como seu próprio líder, Giovanni Battista Castagneto, Domingo García y Vásquez e Antônio Parreiras. Mas, no âmbito da fotografia, era insuperável, como um talento inegável e um domínio técnico invejável, do mesmo nível que os maiores profissionais europeus e norte-americanos de seu tempo. Dominava uma série admirável de processos e Mello Morais Filho, seu contemporâneo, afirmou em <em>Artistas do meu tempo</em> (H. Garnier, Livreiro-Editor, 1904) ter sido ele o pioneiro da ambrotipia no Brasil, além de “<em>Introdutor incontestável da platinotipia no Brasil (1883), os seus planos vingaram desde logo, sendo o sistema adotado sem reservas pela generalidade dos nossos fotógrafos</em>.” O empenho de Pacheco em se aperfeiçoar e se modernizar manteve intacto até o fim da vida, de tal forma que, mais tarde os anúncios publicados por ele na imprensa carioca alardearam o surgimento de um processo de sua invenção denominado “<em>ambro-cromo-tipo</em>”, assim como de “<em>hallotypo</em>”, e, finalmente, em 1909, a tipocromia “<em>um novíssimo e interessante invento</em>”. Constando também entre suas inovações a criação da “<em>Diafonografia</em>”, a respeito da qual nada sabemos.</p>
<p style="text-align: left;"> <span style="color: #800000;"><strong>A PARTICIPAÇÃO DE INSLEY PACHECO NAS GRANDES EXPOSIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS</strong></span></p>
<p>Como Insley Pacheco foi ombreado apenas por Marc Ferrez o fotógrafo do Império que mais participou de exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, é oportuno reproduzir aqui, à guisa de referência, um trecho do meu livro <em>Fotografia escrita: Nove ensaios sobre a produção fotográfica no Brasil</em> (Senac, 2014) sobre a matéria:</p>
<p><em>Foi em 1859 que ele participou pela primeira vez da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, na qual figuravam expoentes das nossas artes, como Jean-Baptiste Debret (incluído em caráter póstumo) e Victor Meirelles, bem como grandes mestres internacionais como Nicolas Poussin, Pieter Paul Rubens, Michelangelo Merisi da Caravaggio e Rafael Sanzio de Urbino.</em></p>
<p><em>Dois anos mais tarde, em 1861, Insley Pacheco obteve sua primeira premiação, uma medalha de cobre da I Exposição Nacional, evento em que participou com retratos fotográficos (inclusive de membros da família imperial), e com pinturas de paisagens. No ano seguinte, participou da primeira mostra internacional, a prestigiosa Exposição Universal de Londres, onde mostrou apenas retratos. Categoria em que figuravam também dois dos maiores especialistas franceses: Nadar (Gaspard Félix Tournachon et Maillet, 1820-1910) e Etienne Carjat (1828-1906). Outros importantes mestres da fotografia francesa que também expuseram na ocasião foram Louis-Alphonse Davanne (1824-1912), um dos membros fundadores, e depois presidente, da Société Française de Photographie, e Louis-Alphonse Poitevin (1819-1882), também membro da SFP e inventor de processos de impressão de imagens a partir do daguerreótipo. Contudo a presença mais ilustre dentre todas foi, inquestionavelmente, a do inventor inglês da fotografia, William Henry Fox Talbot (1800-1877), em sua primeira e última participação num evento dessa natureza.</em></p>
<p><em>Em 1864 Pacheco voltou a mostrar suas imagens fotográficas na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial. E, no ano seguinte, teve participação destacada na Exposição Internacional do Porto, na qual conquistou a Medalha de Primeira Classe. Não deixando de participar também da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, no Rio de Janeiro. Em 1866 Insley Pacheco obteve medalhas de prata tanto por suas fotografias (na II Exposição Nacional), quanto por suas paisagens pintadas (na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial). Em 1867, ele enviou retratos, inclusive em fotopintura, para a Exposição Universal de Paris, que também contou com a participação de Etienne Carjat. E, como sempre, compareceu à Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, mostrando paisagens pintadas e fotografias, repetindo a dose com ambas as técnicas em 1868 também.</em></p>
<p><em>Joaquim Insley Pacheco teve destacada participação na III Exposição Nacional, em 1873, conquistado duas premiações: medalha de prata e medalha de cobre. Neste mesmo ano foi premiado também na Exposição Universal de Viena, com uma menção honrosa, sendo interessante mencionar que esse evento contou com expressiva participação de fotógrafos sediados no Brasil, tais como: Henschel &amp; Benque, George Leuzinger, Augusto Riedel, Marc Ferrez, Fleiuss Irmãos &amp; Linde, Júlio Balla, Antonio Ricardi e João Ferreira Vilella. Em 1875, ele participou da IV Exposição Nacional (com desenhos e pinturas), e da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, com retratos fotográficos e uma série de paisagens pintadas em técnicas diversas, como óleo, guache, aquarela e fusain, numa impressionante comprovação de sua versatilidade como pintor.</em></p>
<p><em>Em 1876, Insley Pacheco participou da Exposição Internacional da Filadélfia, comemorativa do primeiro centenário da independência dos Estados Unidos e da qual Dom Pedro II foi o convidado de honra, ocasião em que ocorreu o conhecido episódio do teste do telefone com seu inventor, Graham Bell, do qual nosso imperador foi um dos primeiros clientes e seguramente seu maior “garoto propaganda”. Consta inclusive que Pacheco teria sido premiado na ocasião, mas não consegui obter comprovação disto. Outro prêmio ainda indefinido foi aquele por ele obtido em 1882 na Exposição Continental de Buenos Aires, que Insley Pacheco fez questão de mencionar no verso de seus cartões-suporte a partir desta data, sem especificar no entanto que prêmio teria sido esse. A exemplo do que ocorreu também na Exposição Universal de Paris, de 1889. Esse foi o ano de inauguração da Tour Eiffel e Paul Nadar (Paul Tournachon, 1856-1939), filho do célebre Nadar também participou da exposição deste ano, bem como o suíço Frédéric Boissonnas (1858-1946). O Brasil também teve presença importante, com Albert Richard Dietze, Alfredo Ducasble, Marc Ferrez, Felipe Augusto Fidanza, Rodolpho Lindemann, Nicholson &amp; Ferreira, José Tomás Sabino, José Ferreira Guimarães, George Leuzinger, Alfredo Ducasble e Paulo Robin &amp; Cia.</em></p>
<p>Para concluir, é importante ressaltar que Joaquim Insley Pacheco não encerrou sua dupla carreira, na fotografia e na pintura, no período imperial. Extraordinariamente ativo, ele se manteve criativo e produtivo até o fim dos seus dias, com sua última presença em um evento público ocorrendo em 1910, ano em que participou da décima-sétima edição da Exposição Geral de Belas Artes com uma série de pinturas a guache (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/245038/10297" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 29 de setembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*Pedro Karp Vasquez é escritor, fotógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a>.</p>
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		<title>E o grande escritor Machado de Assis elogia o imperador Pedro II</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 14:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[200 anos do nascimento de dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas Fluminenses]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste ano de 2025, quando comemora-se, em 2 de dezembro, os 200 anos de nascimento de dom Pedro II que, dentre outros interesses, era um grande entusiasta da fotografia, tendo atuado decisivamente para seu desenvolvimento no Brasil, destacamos uma crônica de 1867, em que o escritor Machado de Assis, então com 27 anos, elogiou o imperador, declarando sua admiração pelo monarca. Destacamos também duas imagens, uma do rei e outra do literato, produzidas pelo fotógrafo e pintor português Joaquim Insley Pacheco, um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX. A crônica foi publicada no dia 5 de março de 1867, no "Diário do Rio de Janeiro", na coluna "Folhetim", e foi assinada com o pseudônimo "Job". Em forma de correspondência, era endereçada à "Opinião Pública" e foi a primeira das duas crônicas intituladas "Cartas Fluminenses".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste ano de 2025, quando comemora-se em 2 de dezembro os 200 anos de nascimento de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> que, dentre outros interesses, era um grande entusiasta da fotografia, tendo atuado decisivamente para seu desenvolvimento no Brasil, destacamos uma crônica de 1867, em que o escritor Machado de Assis (1839-1908), então com 27 anos, elogiou o imperador, declarando sua admiração pelo monarca.</p>
<p>Neste artigo, a Brasiliana Fotográfica destaca duas imagens, uma do rei e outra do literato, produzidas pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830-1912),</a> um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX. No fim dos anos 1840, já estava em Fortaleza, onde teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter (1811 &#8211; 18?), que tornou-se seu mestre. Em 1855, já estava estabelecido no Rio de Janeiro e nesse mesmo ano fotografou o imperador Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina e a filha do casal, princesa Leopoldina, na Quinta da Boa Vista. Foi noticiado que havia sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1857 (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank">Diário do Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 1856</a></em><em>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45559" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45559" target="_blank">19 de dezembro de 1857</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="302" height="499" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando a Machado de Assis. Declarou em sua crônica a respeito de dom Pedro II:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230; gosto do imperador. Tem as duas qualidades essenciais ao chefe de uma nação: é esclarecido e honesto. Ama o seu país e acha que ele merece todos os sacrifícios&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="492" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A crônica foi publicada no<a href="&quot;...%20gosto do imperador. Tem as duas qualidades essenciais ao chefe de uma nação: é esclarecido e honesto. Ama o seu país e acha que ele merece todos os sacrifícios&quot;." target="_blank"> dia 5 de março de 1897</a>, no<em> Diário do Rio de Janeiro</em>, na coluna &#8220;Folhetim&#8221;, e Machado a assinou com o pseudônimo <em>Job &#8211; </em>criado, em 1865, para a assinatura de contos destinados ao <em>Jornal das Famílias</em>. Em forma de correspondência, era endereçada à <em>Opinião Pública</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="532" height="720" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira de duas crônicas intituladas <em>Cartas Fluminenses</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37714" style="width: 872px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;pagfis=21551" target="_blank"><img class="  wp-image-37714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/machado.jpg" alt="machado" width="862" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;pagfis=21551" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 5 de março de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a transcrição:</p>
<p style="text-align: center;"><em>CARTAS FLUMINENSES</em></p>
<p style="text-align: center;"> <em>À OPINIÃO PÚBLICA</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>5 DE MARÇO DE 1867.</em></p>
<p><em>Dizem alguns que V. Excia. não existe; outros afirmam o contrário. Mas estes são em maior número, e a força do número, que é a suprema razão moderna, resolve as dúvidas que eu porventura possa ter. Creio que V. Excia. existe, em que pese aos mofinos caluniadores de V. Excia. Se não existisse, como se falaria tanto em seu nome, na tribuna, na imprensa, nos meetings, na praça do comércio, na rua do Ouvidor? Das criações fabulosas não se fala com tanta insistência e generalidade, salvo se houvesse uma conspiração para asseverar aquilo que não é, e isto repugna-me acreditar. Também por muito tempo se duvidou da existência de Mr. Hume, aquele célebre mágico que transformava os ovos em carvão, mas, se bem me lembro, apareceu um dia o dito mágico, e daí em diante ninguém mais duvidou dele. O mesmo há de acontecer com o judeu errante, de quem falam todos, e que eu creio que existe, sem ser a cholera-morbos, e que há de aparecer mais dia menos dia, tenho essa esperança. É a maioria da gente que tem razão, e quando falo em maioria suponho ter produzido um desses argumentos invulneráveis, até mesmo no calcanhar, apesar de quanto possa ter dito o visconde de Albuquerque. Assentado isto, receba V. Excia. esta carta que é a primeira da série com que eu pretendo estrear na imprensa. É costume entre a gente trocar os bilhetes de visita a primeira vez que se encontra. Na Europa, ao menos, é tão necessário trazer um maço de bilhetes, como trazer um lenço. V. Excia. terá desejo de saber quem sou. Di-lo-ei em poucas palavras.</em></p>
<p><em>Se a velhice quer dizer cabelos brancos, se a mocidade quer dizer ilusões fracas, não sou moço nem velho. Realizo literalmente a expressão francesa: Un homme entre deux âges. Estou tão longe da infância como da decrepitude; não anseio pelo futuro, mas também não choro pelo passado. Nisto sou exceção dos outros homens que, de ordinário, diz um romancista, passam a primeira metade da vida a desejar a segunda, e a segunda a ter saudades da primeira. Não sou alto nem baixo; estou entre Thiers e Dumas, entre o finado marquês de Abrantes e o visconde de Camaragibe. Cito os dois para dar cor local à compa- ração, e ficar logo às boas com a crítica literária. Além disso, há um ponto de contato entre o orador francês e o orador brasileiro; ambos obtiveram um apelido quase idêntico pela semelhança da eloqüência parlamentar. Onde não há nenhum ponto de contato é entre os outros dois: nem o Sr. Camaragibe faz romances, nem Alexandre Dumas faz política, e creio que ambos se dão bem com esta abstenção. Não sou votante nem eleitor, o que me priva da visita de algumas pessoas de consideração em certos dias, gozando, aliás, da estima deles no resto do ano, o que me é sobremaneira agradável. Ao mesmo tempo poupo-me às lutas da igreja e às corrupções da sacristia.</em></p>
<p><em>Não privo com as musas, mas gosto delas. Leio por instruir-me; às vezes por consolar-me. Creio nos livros e adoro-os. Ao domingo leio as Santas Escrituras; os outros dias são divididos por meia dúzia de poetas e prosadores da minha predileção; consagro a sexta-feira à Constituição do Brasil e o sábado aos manuscritos que me dão para ler. Quer tudo isto dizer que à sexta-feira admiro os nossos maiores, e ao sábado durmo a sono solto. No tempo das câmaras leio com freqüência o padre Vieira e o padre Bernardes, dois grandes mestres. Quanto às minhas opiniões públicas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a republica de Platão. A realizada é o sistema representativo. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais iluminou.. Não freqüento o paço, mas gosto do imperador. Tem as duas qualidades essenciais ao chefe de uma nação: é esclarecido e honesto. Ama o seu país e acha que ele merece todos os sacrifícios. Aqui estão os principais traços da minha pessoa. Não direi a V. Excia. se tomo sorvetes nem se fumo charutos de Havana; são ridiculezas que não devem entrar no espírito da opinião pública.</em></p>
<p><em>Agora que me conhece, perguntará V. Excia. por que motivo esta primeira carta é dirigida à sua pessoa, e que lhe quero dizer com esta dedicatória. Nada mais simples. Entrando numa sala, cumprimenta-se logo a dona de casa; entrando na imprensa, dirijo-me a V. Excia. que é a dona dela, segundo dizem as gazetas, e eu creio no que as gazetas dizem. Consinta V. Excia. que eu não lhe faça corte. De todas as pessoas deste mundo é V. Excia. a mais cortejada desde que um italiano escreveu estas celebres palavras: — de l&#8217;opinione, regina del mondo, talvez para contrabalançar o título que as ladainhas da Igreja dão à Virgem Maria, regina angelorum. Não será V. Excia. igual à Virgem Maria, mas creio poder compará-la a Santa Bárbara, e realmente é uma Santa Bárbara, que a maior parte da gente invoca na hora do temporal e esquece na hora da bonança. Eu serei o mesmo em todas as fases do tempo, e se vier a cortejá-la algum dia, será em silêncio, silentium loquens, como dizia S. Jerônimo, outro advogado contra as borrascas. Terá V. Excia. a indiscrição de pedir-me um programa? Acho que este uso parlamentar não pode ter aceitação nos domínios da musa epistolar, que é toda incerta, caprichosa, fugitiva. Demais, sei eu acaso o que há de acontecer amanhã? Posso criar uma norma aos acontecimentos? Deixe que os dias passem, e o sucessor com ele, os sucessos imprevistos, as coisas inesperadas, e a respeito de todos direi francamente a minha opinião.</em></p>
<p><em>Ou, se quiser absolutamente um programa, dir-lhe-ei que prometo escrever com pena e tinta todas as minhas cartas, imitando deste modo o programa daquele ministério que consistia em executar as leis e economizar os dinheiros públicos. Profunda política que toda a gente compreendeu de um lance. Perdoe-me V. Excia., creio que V. Excia. apoiou esse ministério; ao menos assim dizem os amigos dele; e creio que também lhe fez oposição; ao menos, diziam-no os parlamentares oposicionistas. Coisas de V. Excia. É nisto que ninguém pode vencê-la. O dom de ubiqüidade é V. Excia. quem o tem de uma maneira prodigiosa. Agora, por exemplo, não anda V. Excia. de um lado trajando sedas e agitando guizos, alegre e descuidada, pulando uma valsa de Strauss, dando a mão à tísica dos pulmões e à tísica das algibeiras, e de outro lado envergando uma casaca preta, e distribuindo pelos candidatos políticos a palma eleitoral? Ajuizada e louca, grave e risonha, entre uma urna e um cálice de champanhe, na esquerda o tirso da bacante, na direita o estilo do escritor, olhar de Cícero, calva de Anacreonte, eis aí V. Excia., a quem todos adoram, os velhos e os mancebos, os boêmios e os candidatos.</em></p>
<p><em>A verdade é que V. Excia. tem às vezes caprichos singulares; gosta da cor vermelha, e a pretexto de eleição, inspira não sei que maus ímpetos ao leão popular, que a tudo investe e tudo desfaz. Nessas ocasiões V. Excia. não tem cetro, como rainha que é, tem um cacete, que é um teorema infalível. Mas nem assim perde o caráter de opinião: é esse o parecer dos seus escolhidos. Enfim, são ímpetos. O pior é quando, em vez de ímpetos, apenas se emprega o meio da corrupção das urnas, da sedução do votante, da intervenção do fósforo, — pasmoso invento que eu coloco entre a obra de Fulton e a obra de Gusmão, vulgo Montgolfier. Isso é que é pior. Francamente, eu creio que V. Excia. desconhece todos esses meios, e os condena, e se acaso os sofre é por honra da firma. Em todo caso, por que não protesta V. Excia.? É deste silêncio que algumas pessoas tiram a conclusão de que V. Excia. não existe. É amanhã que V. Excia. tem de escolher definitivamente os deputados; começam duas quaresmas, uma religiosa, outra política. Amanhã os católicos e os candidatos vão receber a cinza, e todos recebem a cinza, — ainda os que não forem eleitos, — uns na testa, outros nos olhos. Alegrias e decepções, dores e flores, todas as exaltações, todos os abatimentos, todos os contrastes. Eu creio que há em todo o império uma soma de políticos capaz de formar cinco ou seis câmaras. É que não há outra classe mais numerosa no Brasil. Divide-se essa classe em diversas secções: políticos por vocação, políticos por interesse, políticos por desfastio, políticos por não terem nada que fazer. Imagino daqui o imenso trabalho que há de ter V. Excia. em escolher os bons e úteis dentre tantos. E esse é o meu desejo, essa é a necessidade do país. Mande-nos V. Excia. uma câmara inteligente, generosa, honesta, sinceramente dedicada aos interesses públicos, uma câmara que ponha de parte as subtilezas e os sofismas, e entre de frente nas magnas questões do dia, que são as grandes necessidades do futuro, de que depende a grandeza, ia quase dizer a existência do corpo social.</em></p>
<p><em>Mas eu que falo assim obscuro e rude, quem sou eu para dar conselhos à opinião, regina del mondo? Perdoe-me V. Excia. É natural nos homens, e eu sou homem, homo sum. Ao menos veja nisto a minha boa vontade e o grande amor que lhe tenho. Creio que esta carta vai longa; tenho-lhe roubado demasiado tempo. Vou pôr aqui o ponto final, e recolher-me ao silêncio, a fim de pensar nos diversos assuntos com que me hei de ocupar, se Deus me der vida e saúde. Devia ir vê-la hoje divertindo-se e pulando, mas não posso. Consagro o dia de hoje a S. Francisco de Salles, apropriado à estação de penitência que começa amanhã. Preparo assim o meu espírito à meditação. Além de que, o bom do Santo é um dos melhores amigos que a gente pode ter: não fala mal nem dá conselhos inúteis. Se V. Excia. cuida que é um homem de carne e osso, engana-se; é um maço de folhas de papel metidos numa capa de couro; mas dentro do couro e do papel fulge e palpita uma bela alma.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="text-align: right;">JOB</span></em></p>
<p style="text-align: left;">A segunda crônica foi publicada no mesmo jornal e na mesma coluna, uma semana depois, em <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_02/21575" target="_blank">12 de março</a>. Também em forma de correspondência, era endereçada a <em>Hetaira</em>, termo grego para as prostitutas requintadas da Grécia Antiga. Foi sua última crônica publicada no <i>Diário do Rio de Janeiro</i>.</p>
<p style="text-align: left;">___________________________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: left;">Na década anterior, em 6 de novembro de 1859, na primeira página da revista semanal<em> O Espelho, </em>cujos textos de capa eram usualmente de autoria de Machado, foi publicada uma biografia não assinada de dom Pedro II. A descoberta deste texto e a possibilidade de sua autoria ser de Machado foi abordada pela pesquisadora Cristiane Garcia Teixeira (1985-), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em sua tese de mestrado, de 2016, intitulada <a href="https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/168041/341121.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Um projeto de revista n’O Espelho: literatura, modas, indústria e artes (1859-1860)</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37715" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700037/113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/machado1.jpg" alt="O Espelho, 6 de novembro de 1859" width="312" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700037/113" target="_blank"><em>O Espelho</em>, 6 de novembro de 1859</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Cristiane, <em>&#8220;Machado de Assis tinha vinte anos de idade quando começou a escrever nesta revista. Ele foi o colaborador mais assíduo, escreveu 38 textos em apenas quatro meses</em>&#8220;. <em>O Espelho</em> circulou entre setembro de 1859 e janeiro de 1860, totalizando 19 números.</p>
<p>Sobre a possibilidade de Machado ser o autor do texto sobre o imperador, a pesquisadora escreveu em sua tese:</p>
<p>&#8230; <em>O argumento se sustenta da seguinte maneira; na edição número seis, publicada no dia nove de outubro, na rubrica Notícias á mão – sem menção de autor – uma nota informou: “Brevemente encetaremos a publicação de uma–Galeria Dramática – biografias e um retrato correspondente. O fotógrafo é o Sr. Gaspar Guimarães, e o biógrafo é o Sr. Machado de Assis”. Em nenhum dos números posteriores (sete, oito e nove), foram publicadas biografias ou apareceu alguma menção ao retrato. Apenas no número dez apareceu este esboço biográfico de D. Pedro II. O texto, por sua vez, ocupou um espaço geográfico na revista que foi comum a publicação de textos de Machado de Assis ou Francisco Eleutério de Sousa; a primeira página e o primeiro artigo. Era o “abre alas” da revista</em>&#8230;<em>Portanto, este texto biográfico, pode vir a ser um texto ainda desconhecido do literato tão aclamado pela crítica brasileira. Ademais, o biógrafo absteve-se de falar em política, no esboço biográfico, justificando que “As conveniências impõem-se esta falta, ou antes o cálculo impõe-nos esse silêncio”</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, um trecho do esboço biográfico de Pedro II publicado em <em>O Espelho</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Duas nobres qualidades têm o imperador, que sempre acompanharão a sua memória: a da fé evangélica e a do amor pelo seu país, que o faz nivelar-se com o mais humilde de seus cidadãos. Além destas qualidades de um coração bem formado e educado nos são principio da moral e da religião, o monarca brasileiro presa-se de ser o cultor e amante protetor das letras pátrias. Em diversas associações entre nós fundadas todos o vêem representado no seu nome, nos donativos que faz a bem de sua prosperidade, e mesmo quando pode dispor de algumas horas de sua afadigada vida, ainda todos o veem animar com a sua presença as reuniões literárias dos nossos jovens estudiosos. É que o imperador reconhece, e mui bem, que sobre a ilustração assenta-se a moralidade de um povo, o seu adiantamento, a sua civilização; e sendo a mocidade o esteio do futuro, cumpre prepará-la de modo que as esperanças hoje sonhadas possam ser uma realidade nos dias que hão de vir&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2020/09/pesquisa-descobre-inedito-de-machado-de-assis-um-perfil-de-d-pedro-2o.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 17 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MOREIRA, Éric. <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/machado-de-assis-escreveu-texto-sobre-d-pedro-ii.phtml" target="_blank"><em>Machado de Assis escreveu texto sobre D. Pedro II?</em></a>. <em>Aventuras na História</em>, 23 de fevereiro de 2025</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/pesquisadora-encontra-possivel-texto-inedito-de-machado-de-assis-um-perfil-sobre-dom-pedro-ii-24645086" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 17 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://www.sabado.pt/vida/detalhe/pesquisadora-brasileira-descobre-biografia-de-d-pedro-ii-escrita-por-machado-de-assis" target="_blank">Site Sábado</a></p>
<p><a href="https://noticias.ufsc.br/2020/09/pesquisadora-da-ufsc-encontra-biografia-de-dom-pedro-ii-escrita-por-machado-de-assis/" target="_blank">Site UFSC</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" rel="bookmark">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 – 14 de outubro de 1912)</a>, </em>in Brasiliana Fotográfica, <em>1</em>4 de outubro de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)  (atualizada em dezembro de 2025) &#160; 1830 - Em 31 de março, nascimento de Joaquim José (depois Insley) Pacheco, em Cabeceiras de Basto, em Portugal. Era filho de José Antonio Pacheco e Maria Antonia da Conceição. Joaquim era o mais novo de três irmãos: Bernardo José (1824 &#8211; 1886), e Joaquina [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"> (atualizada em dezembro de 2025)</p>
<div id="attachment_41857" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-41857 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley5.jpg" alt="insley5" width="363" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1830 -</strong> <span style="color: #333333;">Em 31 de março, n</span></span>ascimento de Joaquim José (depois Insley) Pacheco, em Cabeceiras de Basto, em Portugal. <span style="color: #333333;">Era filho de José Antonio Pacheco e Maria Antonia da Conceição. Joaquim era o mais novo de três irmãos: Bernardo José (1824 &#8211; 1886), e Joaquina (1827 &#8211; 18?). Ficaram órfãos de pai em 1835 e, de mãe, em 1839. </span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1843 <strong>-</strong> </span></strong><span style="color: #333333;"> Provavelmente em fins de 1843 veio para o Brasil juntar-se ao seu irmão Bernardo, que teria partido de Portugal em 1837. Também em torno de 1843 sua irmã Joaquina veio para o Brasil &#8211; provavelmente vieram juntos. Joaquim fixou-se em Pernambuco, onde trabalhava como mascate ou caixeiro viajante. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1846</strong></span> &#8211; Já estava em Fortaleza, no Ceará, e ele e seu irmão, Bernardo José, doaram dinheiro para ajudar &#8220;<em>seus infelizes compatriotas naufragados no brigue português S. João Baptista&#8221;, </em>que ia do Pará para Lisboa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/20" target="_blank"><em>Pedro II </em>(CE), 19 de setembro de 1846, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1848</strong></span> &#8211; Teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter (1811 &#8211; 18?) que, segundo Mello Moraes Filho  (1844 &#8211; 1919), <em>&#8220;desembarcara no Ceará, trazendo consigo um aparelho de daguerreótipo, que usava durante o dia, e um gabinete de mágica, que funcionava à noite nos teatrinhos</em>&#8220;. Walter tornou-se o mestre do jovem Pacheco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41959" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41959" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley31.jpg" alt="Correio da Manhã. " width="315" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank">Mello Moraes Filho em &#8220;Artistas do meu tempo&#8221; / <em>Correio da Manhã,</em> 5 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome abrasileirado do mestre irlandês de Insley era Guilherme Frederico Walter e ele havia trabalhado, em 1840, no Rio de Janeiro, com o mágico Jacomo Luiz Marques (18?-?); e, em 1846, no Recife, como assistente do mágico inglês George Sutton (18? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de setembro de 1840, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45219" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><img class=" wp-image-45219" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará2.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1840" width="389" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 12 de setembro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45216" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45216" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1846" width="388" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após as apresentações no Recife, Walter seguiu para São Luís, capital do Maranhão, onde aprendeu a daguerreotipia com o norte-americano Charles DeForest Fredericks (1823 &#8211; 1894) que, na ocasião, estava trabalhando na cidade (<em>O Espelho de Papel &#8211; A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB (</em>2025)). Em 1849, no Recife, Walter estabeleceu sua galeria de daguerreótipos na Rua da Cadeia de Santo Antônio, nº 26, no segundo andar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/11333" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1849, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), de Ary Bezerra Leite, Pacheco pintava cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador e, em troca, recebia dele aulas de daguerreotipia.  Guilherme Frederico Walter chegou ao Ceará, em 30 de maio de 1848, e anunciou, poucos dias depois, que tirava <em>retratos pelo daguerreótipo com toda a perfeição. </em>Assim começava a história da fotografia no Ceará (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45209" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><img class=" wp-image-45209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/ceará.jpg" alt="O Cearense, 8 de junho de 1848" width="419" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848</a> ( no anúncio está escrito, erradamente, 1849)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em torno desse ano, Insley conheceu Augustin Lettarte (1812 &#8211; ?),  que abriu um estúdio de daguerreotipia, na rua Nova, e nos anos 1850, estabeleceu-se no Recife.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1849</span> </strong>- Trabalhou inicialmente na casa do lisboeta Antonio de Oliveira Borges, que havia chegado na cidade em 1829. Depois trabalhou com João Antônio Garcia, da cidade de Chaves, em Portugal, que viria a ser seu sogro. Seu ateliê ficava na rua Formosa e ainda como Joaquim José Pacheco anunciou que havia recebido dos Estados Unidos uma <em>excelente máquina e mais utensílios para tirar retratos pelo daguerreótipo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/961" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 17 de maio de 1849, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41873" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41873" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley7.jpg" alt="O Cearesne, 17 de maio de 1849" width="325" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/961" target="_blank"><em>O Cearense, </em>17 de maio de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850 -</strong></span><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"> <span style="color: #000000;">Contribuiu para o aumento e ratificação da capela do Senhor do Bonfim, </span></span></span><span style="color: #000000;">em Aracati</span> <span style="color: #000000;">(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/86" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 30 de janeiro de 1850, segunda coluna</a>).</span></p>
<p style="text-align: left;">Anunciou que havia transferido sua oficina, em São Luís, para a rua do Quebra-Costa, e que havia recebido de Nova York <em>um sortimento de caixinhas, medalhas e alfinetes, estes próprios para colocar dois retratos em cada um, e sendo tudo de muito bom gosto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217972/676" target="_blank"><em>A Revista: Folha política e literária (</em>MA), 13 de junho de 1850, última coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41978" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217972/676" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley35.jpg" alt="A Revista: Folha política e literária (MA), 13 de junho de 1850" width="264" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217972/676" target="_blank"><em>A Revista: Folha política e literária (</em>MA), 13 de junho de 1850</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Entre o segundo semestre deste ano e 1851, esteve nos</span><span style="color: #000000;"> Estados Unidos. Teria sido sua primeira viagem àquele país? Mello Moraes Filho mencionou que ele teria ido para os Estados Unidos duas vezes, mas não precisou as datas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/3603" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de abril de 1903, primeira coluna</a>). </span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Estudou, inicialmente, com Mathew Brady (1822 &#8211; 1896), fotógrafo predileto do presidente Abrahan Lincoln (1809 &#8211; 1865), responsável pela cobertura fotográfica da Guerra Civil, considerado o pai do fotojornalismo, que mantinha a Daguerrean Miniature Gallery, na Broadway, 205 &#8211; 207, em Nova York.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41926" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Mathew_Brady#/media/File:Mathew_Brady_circa_1875_v2.png" target="_blank"><img class="wp-image-41926 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley17.jpg" alt="Matthew Brady" width="176" height="221" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Mathew_Brady#/media/File:Mathew_Brady_circa_1875_v2.png" target="_blank">Matthew Brady (1822 &#8211; 1896), c. 1875 / Brady-Handy Photograph Collection, Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Apenas chegou em New York, Pacheco demandou sôfrego as oficinas do célebre daguerreotipista Brad, que reunia sob seu teto brilhante plêiade de alunos americanos e forasteiros que se empenhavam em estudar-lhe o savoir-faire dos retratos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Mello Moraes, em A<em>rtistas do meu tempo </em>(1904)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Insley estudou também com Jeremiah Gurney (1812 &#8211; 1895) e Henry E. Insley (1811 &#8211; 1894), ambos pioneiros da daguerreotipia nos Estados Unidos. Também tinham seus estabelecimentos fotográficos na Broadway. Acredita-se que em homenagem a esse último Joaquim José Pacheoc adotou o sobrenome Insley.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41928" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://npg.si.edu/exhibition/%E2%80%9Cwarranted-give-satisfaction%E2%80%9D-daguerreotypes-jeremiah-gurney" target="_blank"><img class="wp-image-41928 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley18.jpg" alt="insley18" width="232" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://npg.si.edu/exhibition/%E2%80%9Cwarranted-give-satisfaction%E2%80%9D-daguerreotypes-jeremiah-gurney" target="_blank">Jeremiah Gurney fotografado por Henry Hunt Snelling, c. 1858</a></p></div>
<p><img src="https://npg.si.edu/sites/default/files/jg_gurney2.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_41930" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.instagram.com/p/CHuHB6iFe7K/" target="_blank"><img class="wp-image-41930" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley19.jpg" alt="Autorretrato de  Henry E. Insley, c. 1839 " width="249" height="289" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.instagram.com/p/CHuHB6iFe7K/" target="_blank">Autorretrato de</a><br /><a href="https://www.instagram.com/p/CHuHB6iFe7K/" target="_blank"> Henry E. Insley, c. 1839 / The Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><img src="https://npg.si.edu/sites/default/files/jg_gurney2.jpg" alt="" /><span style="color: #800000;"><strong>1851 -</strong></span> Após a temporada em Nova York, aportou em São Luís do Maranhão, após 31 dias de viagem no brigue <em>Escuna Nacional Fere-Fogo</em>. Trabalhou por cerca de 15 dias na cidade, em uma galeria na rua Grande, oferecendo retratos a daguerreótipo por Pacheco e Ory tirado em &#8211; JENNY LIND &#8211; e outros produtos. Jenny Lind (1820 &#8211; 1887) era uma cantora sueca de  ópera que fazia muito sucesso na época. O parceiro de Insley era o fotógrafo Fortunato Ory (c. 1848 -1918). Na nota do <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823562/41" target="_blank"><em>Correio d´Anúncios &#8211; Folha Comercial da Províjncia do Maranhão</em>, de 15 de março de 1851, na última coluna,</a> Insley é referido como brasileiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720089/4259" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 16 de março de 1851, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41985" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/823562/41" target="_blank"><img class="wp-image-41985 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley37.jpg" alt="insley37" width="597" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/823562/41" target="_blank"><em>Correio d´Anúncios Folha Comercial da Província do Maranhão</em>, de 15 de março de 1851</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41981" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley36.jpg"><img class="size-full wp-image-41981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley36.jpg" alt="Publicador Maranhense, 16 de março de 1851" width="468" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720089/4259" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 16 de março de 1851</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anunciou que estava de volta à Fortaleza, depois de uma viagem aos Estados Unidos onde havia sido instruído pelo <em>melhor artista daquele país.</em> Seu ateliê ficava na rua da Palma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/1714" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 9 de maio de 1851, na última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41876" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/1714" target="_blank"><img class="wp-image-41876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley9.jpg" alt="insley9" width="335" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/1714" target="_blank"><em>O Cearense,</em> 9 de maio de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Insley tinha um ateliê na rua Nova , 61, no Recife, e anunciava sua despedida da cidade porque iria retirar-se <em>para os portos do sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2239" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de novembro de 1851, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41877" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/2239" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley11.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 19 de novembro" width="344" height="289" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/2239" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de novembro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1</strong></span><strong><span style="color: #800000;">852</span> &#8211; </strong>Seu irmão, Bernardo José, ensinava flauta, clarineta, piano e canto <span style="color: #000000;">(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/578" target="_blank"><em>Pedro II</em>(CE), 17 de abril de 1852, segunda coluna</a>).</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">Avisou que havia chegado em Fortaleza, vindo de uma viagem às províncias do sul e divulgava seus retratos pelo <em>sistema electrotypo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/662" target="_blank"><em>Pedro II </em></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/770" target="_blank">(CE)</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/662" target="_blank">, 30 de junho de 1852, na terceira coluna</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41878" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/216828/662" target="_blank"><img class="wp-image-41878 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley12.jpg" alt="insley12" width="337" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/216828/662" target="_blank"><em>Pedro II </em>(CE), 30 de junho de 1852</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Casou-se com Elvira Laura Garcia Pacheco (c. 1831 – 1877), filha de João Antônio Garcia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">Provavelmente a falta de clientela levou-o a vender <em>por menos de seu valor todos os utensílios pertencentes a sua profissão de retratista</em>. Anunciava também possuir uma <em>máquina eletro-magnética, que além de servir para choques contra reumatismo, ou gota, paralisia ou dores e S. Victor e todas as moléstias provenientes de um distúrbio do sistema nervoso tem a vantagem de servir para galvanizar! </em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/720" target="_blank"><em>Pedro II</em></a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/770" target="_blank">CE)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/720" target="_blank">21 de agosto de 1852, na terceira coluna</a>).</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Anunciou sua iminente partida de Fortaleza e aconselhava às pessoas a se deixarem retratar. Destaca-se nesse anúncio, a importância que Insley atribuia ao retrato:  <em>o objecto mais precioso que as pessoas de gosto devem possuir, já para consolarem as saudades da ausencia de quem lhes é caro, já para metigar a lembrança d’um pai que perde o filho, ou o filho que perde o pai &amp; c. </em>(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/770" target="_blank"><em><span style="color: #333333;">Pedro</span> II </em>(CE), 21 de setembro de 1852, na primeira coluna</a><span style="color: #333333;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41879" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/216828/770" target="_blank"><img class="wp-image-41879 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley13.jpg" alt="Pedro II, 21 de setembro" width="334" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/216828/770" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 21 de setembro de 1852</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cobrou uma dívida de dois retratos a José Monteiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/888" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 4 de dezembro de 1852, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Partiu para Sobral, no Ceará (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/894" target="_blank"><em>Pedro II</em> </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/770" target="_blank">(CE)</a><span style="color: #0000ff;">, </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/894" target="_blank">8 de dezembro de 1852, última coluna</a><span style="color: #333333;">).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1854 &#8211; </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Em anúncio, ainda como J. J. Pacheco ou Joaquim José Pacheco, divulgava seu <em>novo estilo de retratar</em> &#8211; chrystalotypo (cristalotipo) &#8211; e informava que seu estabelecimento fotográfico, no Recife, no Aterro da Boa Vista, nº 4, ficava na casa em que havia morado o sr. Augustin Lettarte (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5040" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de março de 1854, na primeira coluna;</a> </span><span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). Neste mesmo endereço haviam trabalhado o fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>); Augustin Lettarte, em 1854 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>), e, posteriormente entre 1856 e 1857, o pernambucano João Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna).</a> Anunciava também ter estado recentemente nos Estados Unidos. Terá sido sua segunda viagem ao país, uma das duas mencionadas por Mello Moraes?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41880" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/5040" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41880" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley14.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de março de 1854" width="416" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/5040" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de março de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascimento de sua filha, Elvira Elizabeth (1854 &#8211; 1913).</p>
<p style="text-align: left;">Houve entre o primeiro daguerreotipista pernambucano, Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), e Insley Pacheco, um desentendimento em relação à venda de um daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/5566" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de agosto de 1854, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15942" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/5566" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15942" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/propaganda-12.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 29 de agosto de 1854" width="406" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/5566" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de agosto de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O norte-americano Thomaz Oxford Smith (18?-?), futuro sócio de Insley no Rio de Janeiro, apresentava-se como um professor de daguerreótipo recém chegado de Nova York  (<span style="color: #ff0000;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7885" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 10 de dezembro de 1854).</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Em fins deste ano ou início de 1855, Insley mudou-se para o Rio de Janeiro e, na época, seus antigos colegas do curso de Matthew Brady, nos Estados Unidos, os húngaros exilados políticos Carlos Kornis de Totvárad (1822 &#8211; c. 1862) e Estevão Biranyi (18? &#8211; c. 1857), trabalhavam como fotógrafos na rua São Pedro, 43; e, posteriormente, na rua dos Ourives. O fato de terem sido contemporâneos de Insley no estúdio de Brady foi apontado por Gilberto Ferrez em <em>A Fotografia no Brasil – 1840-1900 </em>(1985) (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_04/9019" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de setembro de 1855</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_04/9293" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de novembro de 1855</a>).</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Em 2 de fevereiro, nascimento de seu filho, Alfredo Henrique (1855 &#8211; 1895) (<a href="https://www.emerald.com/jmipi/article/124/1896/432/442387/OBITUARY-ALFREDO-HENRIQUE-PACHECO-1855-1895" target="_blank">Site Emerald Insight</a>).</p>
<p>Anúncio da <em>Novíssima e esplêndida galeria de retratos pelo sistema cristalotipo</em>, novo estúdio fotográfico de Insley Pacheco na rua do Ouvidor, nº 31, posteriormente 40. Ficava na região que concentrava os estabelecimentos mais elegantes da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8119" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,  7</em><span style="color: #000000;"> <span style="color: #0000ff;">de fevereiro de 1855</span></span></a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10006" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><em>Correio Mercantil, </em>9 de fevereiro de 1855 </span></a><span style="color: #0000ff;">)</span><em>. </em>Já assinava com o sobrenome Insley. Foi publicada uma propaganda da nova galeria em inglês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8126" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1855</a>). No estabelecimento, anunciado como o primeiro a realizar retratos pela técnica mencionada na <em>América Meridional</em>, também eram comercializados quadros, caixas, molduras e alfinetes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8870" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1855</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41931" style="width: 641px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/8119" target="_blank"><img class=" wp-image-41931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley20.jpg" alt="Jornal do Commercio, 7 de fevereiro de 1855" width="631" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/8119" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de fevereiro de 1855</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Um <em>homem do público</em> o acusa de <em>charlatanismo</em>, questionando o anúncio de <em>retratos em cristotipo</em> em seu novo estúdio fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/40950" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de fevereiro de 1855, na quinta coluna</a>). Insley Pacheco respondeu a seu acusador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10017" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de fevereiro de 1855, primeira coluna</a>), que por sua vez replicou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10024" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 14 de fevereiro de 1855, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicado um convite para uma exposição à noite na galeria de retratos de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8348" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de abril de 1855, na quarta coluna</a>). Elogio à exposição e comentário sobre as <em>duas soberbas molduras destinadas às augustas efígies de SS. MM. II</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8367" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de abril de 1855, na sexta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi anunciada a nova iluminação a gás da galeria de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8460" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de maio de 1855</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Insley Pacheco fotografou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">imperador Pedro II</a>, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina</a> e a filha do casal, princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871), na Quinta da Boa Vista, em 10 de agosto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>).</p>
<div id="attachment_41991" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/42449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41991" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley38.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 1856" width="427" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Propaganda de seu ateliê, agora batizado de <em>Photographia Moderna</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42045" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 16 de novembro de 1855</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41944" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/42045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley23.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1855" width="727" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/42045" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 16 de novembro de 1855</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que o estabelecimento de Insley Pacheco havia recebido dos Estados Unidos <em>um rico e variado sortimento de molduras, caixas, passe-partouts (franceses)</em> e outros produtos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/15529" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de dezembro de 1855</a>).</p>
<p>Segundo Guilherme Auler, sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, conforme informado no livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista </em>(2003), de Pedro Vasquez, Insley teria sido agraciado com com o título de &#8220;Photographo da Caza Imperial&#8221;, em 22 de dezembro. Mas este fato só foi anunciado pela imprensa, em 1857.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1856 -</strong></span> Nascimento de sua filha, Emilia (1856 &#8211; 1858).</p>
<p>Propaganda do estabelecimento de Insley Pacheco, destacando uma técnica que beneficiava a execução de retratos de crianças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/12670" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 7 de dezembro de 1856</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41932" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/217280/12670" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley21.jpg" alt="Correio Mercantil, 7 de dezembro de 1856" width="499" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/217280/12670" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 7 de dezembro de 1856</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1857 -</span></strong><span style="color: #333333;">  O fotógrafo Thomaz Oxford Smith anunciou o fim de sua sociedade com Insley Pacheco no ateliê fotográfico da rua do Ouvidor, 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13932" target="_blank"><em>Gazeta Mercantil</em>, 23 de outubro de 1857, na penúltima coluna</a>). </span></p>
<p>Foi noticiado que Insley Pacheco havia sido agraciado com o título de &#8220;Fotógrafo da Casa Imperial&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45559" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de dezembro de 1857</a>).</p>
<p>Em anúncio de seu estabelecimento fotográfico, apresentava-se como <em>Photographista da A</em><em>ugusta Casa Imperial e miniaturista em marfim</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12277" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de dezembro de 1857</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41906" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/12277" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley15.jpg" alt="Jornal do Commercio, 22 de dezembro de 1857" width="648" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/12277" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de dezembro de 1857</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1858 -</strong>  <span style="color: #000000;">Foi anunciado <em>um grande passo na arte fotográfica</em> no ateliê de Insley Pacheco: <em>É o ambrotipo e a pintura dando-se as mãos para reunirem a fidelidade da cópia a duração e a persistência das cores</em> </span><span style="color: #333333;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45659" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de janeiro de 1858, na quarta coluna</a>). Publicação de uma carta de Insley Pacheco sobre o assunto <span style="color: #333333;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45660" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de janeiro de 1858, na terceira coluna</a>). Foi feito um elogio a seu trabalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14490" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 17 de março de 1858, na segunda coluna</a>).</span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41945" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45660" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41945" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley24.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, de 185" width="251" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45660" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de janeiro de 1858</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De mesenterites, falecimento de Emilia (1856 &#8211; 1858), filha de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090000/3165" target="_blank"><em>Correio da Tard</em>e, 22 de abril de 1858, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em anúncio de seu estabelecimento, Insley Pacheco apresentava-se como &#8220;<em>primeiro e único retratista em vidro</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12833" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 13 de maio de 1858</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41954" style="width: 868px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/12833" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41954" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley25.jpg" alt="Jornal do Commercio, de" width="858" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_04/12833" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de maio de 1858</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Insley Pacheco ofereceu ao liceu de artes e ofícios da sociedade Propagadora das Belas-Artes material para ser usado nas aulas de desenho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/46631" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 24 de setembro de 1858</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Na casa do sr. Bernascone, na rua do Ouvidor, nº 143, exposição de um retrato do próprio Insley Pacheco colorido a óleo pelo pintor Giovanni Bruschetti (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/13451" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de setembro de 1858, na terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nascimento de seu filho, Joaquim Insley Pacheco Junior (1858-1947).</p>
<p style="text-align: left;">Passou a integrar a comissão artística da sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/46907" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de dezembro de 1958, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1859</span> -</strong> <span style="color: #000000;">Retornou a Fortaleza, onde instalou seu estúdio no sobrado de seu sogro, na rua Formosa. Passou 15 dias na cidade e apresentou a ambrotipia pela primeira vez, no Ceará (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/3600" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 4 de maio de 1859, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41955" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/3600" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41955" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley26.jpg" alt="Pedro II (CE), 4 de maio de 1859" width="233" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/216828/3600" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 4 de maio de 1859</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial&#8221; tinham um ateliê fotográfico em São Luiz, que funcionou até dia 6 de fevereiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720089/9489" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 1º de fevereiro de 1859, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Insley Pacheco, sua mulher, Elvira Laura Garcia Pacheco, e dois filhos retornaram de uma viagem ao norte, a bordo do paquete a vapor &#8220;Oiapoque&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16330" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 26 de junho de 1859, na sexta coluna)</a>. Voltou ao comando de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16339" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 29 de junho de 1859, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi anunciada a exposição do retrato de uma dama da sociedade tendo ao fundo um bosque, <em>primeiro trabalho desse gênero obtido pelo sistema ambro-cromo-tipo, inventado pelo sr. J. Insley Pacheco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16785" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 10 de outubro de 1859, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Tornou-se suplente da comissão artística da sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16981" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 10 de dezembro de 1859)</a>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1860 &#8211; </span></strong><span style="color: #333333;">&#8220;Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial&#8221; anunciaram sua presença em Salvador, na Ladeira de São Bento, 17 (<em>Jornal da Bahia</em>, 3 de janeiro de 1860). Pouco tempo depois, foi anunciado que o estabelecimento fecharia em junho (<em>Jornal da Bahia</em>, 15 de maio de 1860).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">A firma abriu um ateliê em São Luís pela segunda vez (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030066/946" target="_blank"><em>Jornal do Commercio, Instrutivo, Agrícola e Recreativo </em>(MA), 7 de setembro de 1860</a>). Provavelmente, foi seu irmão que seguiu para o Maranhão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41907" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030066/946" target="_blank"><img class="wp-image-41907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley16.jpg" alt="insley16" width="259" height="199" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030066/946" target="_blank"><em>Jornal do Commercio, Instrutivo, Agrícola e Recreativo</em> (MA), 7 de setembro de 1860)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">O fotógrafo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863" target="_blank"> João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</a> anunciou sua volta ao Recife, depois de temporada no Rio de Janeiro, apresentando-se como único discípulo de Insley Pacheco</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 4 de outubro de 1860, na última coluna</a>).</span></p>
<p>Insley Pacheco foi um dos subscritores de uma carta enviada ao escritor  francês Victor Hugo (1802-1885) na ocasião da construção de um monumento em homenagem ao jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709719/1931" target="_blank"><em>Courrier du Brésil</em>, 9 de dezembro de 1860, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Anunciou que a &#8220;Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial&#8221; deixaria São Luís no fim de fevereiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704318/8" target="_blank"><em>O Commercio</em>, 2 de fevereiro de 1861, na quarta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Realização de uma exposição de retratos em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">cartões de visita</a> na loja de Insley Pacheco, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/1975" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de abril de 1861, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Propaganda de Insley Pacheco anunciando o processo &#8220;hallotypo&#8221;<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/2615" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/2615" target="_blank">, 7 de setembro de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41956" style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_05/2615" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41956" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley28.jpg" alt="Jornal do Commercio, 7 de setembro de 1862" width="769" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_05/2615" target="_blank">Jornal do Commercio, 7 de setembro de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862 -</strong> <span style="color: #333333;">Foi</span></span><span style="color: #333333;"> </span>agraciado com a medalha de cobre na Exposição Nacional de 1861 / 1862, na qual participou na seção de Belas Artes com retratos da família imperial e com fotopinturas de paisagens (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090000/7633" target="_blank"><em>Correio da Tarde</em>, 13 de março de 1862, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863 -</strong></span> Foi noticiada a abertura do novo estabelecimento de Insley Pacheco, na rua do Ouvidor, nº 102 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/16933" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro </em>, 1º de abril de 1863, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi nomeado sócio efetivo da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/17089" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de maio de 1863, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de sua filha, Maria Amélia Pacheco (1863-1944), a Marocas.</p>
<p>Uma crônica do poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 – 1869), de 24 de outubro de 1863, chamava atenção para a popularidade de Insley Pacheco no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>):</p>
<p><em>“…Pouco distante do meu pouso eleva-se uma casa cuja fachada pintada de cores vivas provoca a atenção dos que passam. É aí o palácio do fotógrafo mais afamado da capital, J. Insley Pacheco, que tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45559" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Faustino_Xavier_de_Novaes#/media/Ficheiro:Faustino_Xavier_de_Novaes.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-45559 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/faustino.jpg" alt="faustino" width="248" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Faustino_Xavier_de_Novaes#/media/Ficheiro:Faustino_Xavier_de_Novaes.jpg" target="_blank">Faustino Xavier de Novais por Ângelo Agostino, 1870 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faustino era irmão de Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904), esposa do escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), posteriormente fotografado por Insley..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864 -</strong></span>  O irmão de Insley Pacheco, Bernardo José Pacheco, chegou da Europa, depois de uma temporada entre Bruxelas, Paris e Londres, onde estudou em diversas oficinas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/18193" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeir</em>o, 20 de fevereiro de 1864, na quarta coluna</a>).</p>
<p>O escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 – 1908)</a>, que nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia, 1839, escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?&#8221;</em></p>
<p>Um grande temporal ocorrido em 10 de outubro, no Rio de Janeiro, atingiu seriamente o estabelecimento fotográfico de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704369/725" target="_blank"><em>O Paiz </em>(MA), 8 de novembro de 1864, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/702951/1999" target="_blank">r<em>evista Semana Illustrada,</em> de 3 de setembro de 1865</a>, foi publicada uma charge mencionando Insley Pacheco.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41966" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/702951/1999" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley34.jpg" alt="Revista Semana Ilustrada, 3 de setembro de 1865" width="414" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/702951/1999" target="_blank"><em>Revista Semana Illustrada</em>, 3 de setembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Enviou para a Exposição Internacional do Porto diversos retratos </span>de pessoas &#8220;notáveis&#8221; e da família real, de dom Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina, além de duas paisagens e dois estudos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/1498" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de outubro de 1865, na segunda coluna</a>). Esses trabalhos foram elogiados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/1083" target="_blank"><em>O Despertador</em>, 10 de outubro de 1865, na primeira coluna</a>). Ele ganhou uma medalha de primeira classe por suas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/9345" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de novembro de 1865, na segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1866 -</span></strong> Anúncio de seu estabelecimento fotográfico, que já era na rua do Ouvidor, 102 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/823660/893" target="_blank"><em>Índice Alfabético</em>, edição de 1866, segunda coluna</a>).</p>
<p>No Club Fluminense, com a presença de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, realização do Salão Literário e Artístico da Arcadia Fluminense, cuja galeria de arte havia sido arrumada por Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720089/16763" target="_blank"><em>O Publicador Maranhense</em>, 3 de janeiro de 1866, na terceira coluna sob o título &#8220;Arcadia Fluminense&#8221;</a>).</p>
<p>Foi publicado um comentário sobre o governo português ter condecorado Insley Pacheco como Cavaleiro da Real Ordem de Cristo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/702951/2215" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 3 de março de 1866, segunda coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco foi premiado com a segunda medalha de prata da seção de &#8220;Fotografia&#8221; na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank">Segunda Exposição Nacional de 1866</a>, realizada pela Academia Real de Belas Artes, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Pela primeira vez, a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. Ele participou com participou com fotografias, retrato de uma senhora e fotopinturas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, na última coluna</a>).</p>
<p>Sobre sua participação, o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1833-1903)</a>, que presidiu o júri, comentou no Relatório sobre a II Exposição Nacional:</p>
<p><em>&#8220;Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona&#8221;.</em></p>
<p>Entre este ano e 1875, Bernardo José, o irmão de Insley, foi sócio do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">José Christiano Jr. (1832 &#8211; 1902)</a> no estabelecimento fotográfico Christiano Jr &amp; Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/11098" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de dezembro de 1866, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/26624" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1867</a>). Entre 1876 e 1882, eram um dos associados do estabelecimento fotográfico Pacheco, Menezes &amp; Irmão, dele e dos irmãos João Xavier e Carlos Xavier de Oliveira.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867 -</strong></span> Participou da Exposição Universal de Paris com fotopinturas.</p>
<p>Integrava o conselho da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12747" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de outubro de 1867, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi concedido a Joaquim Insley Pacheco o privilégio do período de cinco anos para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim. Ele havia pedido 20 anos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/13054" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de dezembro de 1867, na quinta coluna </a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868 -</strong> </span>O privilégio foi suspenso, impugnado por Carneiro &amp; Gaspar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/13544" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1° de abril de 1868, na sexta coluna</a>).</p>
<p>Na loja do sr. Bernasconi, estavam expostos retratos de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, de autoria de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/23077" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 5 de abril de 1868, na coluna &#8220;Folhetim&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870 -</strong></span> Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/26769" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de janeiro de 1870, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da Sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/766194/237" target="_blank"><em>Dezesseis de Julho</em>, de 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871 -</strong></span>  Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/27101" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de março de 1871, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872 &#8211; </strong><span style="color: #000000;">Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/29065" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <span style="color: #0000ff;">1</span></a><span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/29065" target="_blank">º de agosto de 1872, na segunda coluna</a>).</span></span></p>
<p>Elogio e crítica aos trabalhos expostos no estabelecimento de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/4006" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 25 de setembro de 1872, na quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/280" target="_blank"><em>O Mosquito</em>, 28 de setembro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42005" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/274" target="_blank"><img class="wp-image-42005 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley39.jpg" alt="O Mosquito, 28 de setembro de 1872" width="349" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/274" target="_blank">Charge de Angelo Agostini (1843- 1910) sob o título<em> Exposição de quadros, photographias e varios objectos d´arte em casa de Pacheco / O Mosquito</em>, 28 de setembro de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 -</strong></span> Na Terceira Exposição Nacional, participou com pinturas a guache e pastel (fotopinturas) e com paisagens a óleo. Ganhou medalhas de prata e de cobre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/29939" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de março de 1873, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Exposição Universal de Viena, Insley recebeu uma menção honrosa no grupo das Artes Gráficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/9274" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 13 de setembro de 1873, na quinta coluna</a>)</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1874 -</span></strong> O Ministério do Império, com o decreto 5613, de 25 de abril, &#8220;<em>concedeu privilégio de cinco anos a Joaquim Insley Pacheco, para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/31631" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 15 de maio de 1874, na última coluna</a>).</p>
<p>Seu ateliê de Insley, na rua do Ouvidor, 102, foi anunciado como um dos principais estabelecimentos da Corte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709662/2437" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de julho de 1874, na segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41957" style="width: 199px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709662/2437" target="_blank"><img class="wp-image-41957 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley29.jpg" alt="insley29" width="189" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709662/2437" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 &#8211; </span></strong><span style="color: #333333;">Foi premiado com medalha de prata e menção honrosa na Terceira Exposição Nacional de 1873</span><strong style="line-height: 1.5;"><span style="color: #800000;"> </span></strong><span style="line-height: 1.5;">(</span><a style="line-height: 1.5;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/4006" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 12 de janeiro de 1875, nas primeiras e segunda colunas</a><span style="line-height: 1.5;">).</span></p>
<p>Insley Pacheco agradeceu à perícia do capitão Marques Sobrinho no combate a três incêndios ocorridos na rua dos Ourives (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/33765" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 5 de novembro de 1875, na sexta coluna</a>).</p>
<p>No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/5155" target="_blank"><em>Despertador</em> de 26 de novembro de 1875</a>, transcrição de matéria do jornal <em>O Globo</em> de 13 de novembro do mesmo ano sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Santiago, mencionando Insley Pacheco.</p>
<p>Participou da Quarta Exposição Nacional com desenhos e pinturas e foi premiado com a medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/34117" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 4 de fevereiro de 1876, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do arquiteto e músico Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães  (1841 –1924),</a> Joaquim  Insley Pacheco (c. 1830 &#8211; 1912) e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henchel (1827 &#8211; 1892)</a> e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 -</span></strong> Insley Pacheco e o folhetinista Julio Huelva, travaram uma espécie de duelo em torno da questão entre os estilos idealista e realista da arte, entre dezembro de 1875 e janeiro de 1876 (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/555" target="_blank">12 de dezembro de 1875</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12612" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de janeiro de 1876, sétima coluna</a>; <em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/655" target="_blank">6 de janeiro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/694" target="_blank">16 de janeiro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/698" target="_blank">17 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/710" target="_blank">20 de janeiro de 1876</a>). Esse confronto foi refletido em uma caricatura produzidas por Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910), para a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/26" target="_blank">R<em>evista Illustrada</em></a>.</p>
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<div id="attachment_25584" style="width: 839px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/26" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/duelo1.jpg" alt="Revista Illustrada, 22 de janeiro de 1876" width="829" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/26" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 22 de janeiro de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25583" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/26" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/duelo.jpg" alt="Revista Illustrada, 1876" width="598" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/26" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 22 de janeiro de 1876</a></p></div>
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<p><span style="color: #333333;">Elogio às pinturas de paisagens de autoria de Insley Pacheco expostas na Exposição Internacional de Santiago, no Chile (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/5450" target="_blank"><em>Diário de Maranhão</em>, 13 de janeiro de 1876, sob o título &#8220;O Brasil na exposição de Santiago&#8221;</a>).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Insley Pacheco recebeu uma medalha na Exposição Universal da Filadélfia por suas fotografias </span><span style="color: #000000;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704555/7596" target="_blank"><em>O Liberal do Pará</em>, 28 de novembro de 1876, na segunda coluna</a> <span style="color: #333333;">e</span> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/35300" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1876, na sexta coluna</a><span style="color: #333333;">).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877 -</strong>  <span style="color: #333333;">A casa de Insley Pacheco foi atingida por um temporal ocorrido em setembro. Sua esposa, Elvira Laura estava &#8220;gravemente enferma</span> </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36660" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de outubro de 1877, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/5916" target="_blank"><em>O Despertador</em>, 23 de outubro de 1877, na quarta coluna</a>). Ela faleceu de tuberculose, depois de &#8220;longos e dolorosos sofrimentos&#8221;, em 24 de outubro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/674" target="_blank"><em>Revista Ilustrada</em>, 27 de outubro de 1877</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36705" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de outubro de 1877, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882 -</strong></span> Segundo informações dadas em anúncio do fotógrafo, foi premiado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank">Exposição Continental de Buenos Aires</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883 -</strong></span> Em 18 de outubro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou a exposição de pinturas do pernambucano Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), no estabelecimento de Insley Pacheco que, no desenho abaixo, com o imperador contempla a exposição de um de seus mestres na pintura. O outro foi Louis-Auguste Moreaux (1818-1877).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42007" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42007" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley40.jpg" alt="Charge de Ângelo Agostini (1843-1910) / Revista Illustrada, ano 8, nº358, 1883" width="393" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank">Charge de Ângelo Agostini (1843-1910) / <em>Revista Illustrada</em>, ano 8, nº358, 1883</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1884 -</span></strong> Insley Pacheco anunciou melhoramentos em seu estúdio fotográfico com a introdução da platinotipia, mencionando que Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e José Ferreira Guimarães também já faziam uso da nova técnica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/6810" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de abril de 1884, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a exposição do artista plástico Firmino Monteiro (1855 &#8211; 1888) no ateliê de Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;pagfis=21515" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de junho de 1884, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885 a 1897 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Entre esses anos, o estabelecimento pertencia à sociedade Joaquim Insley Pacheco &amp; Filho.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- Em Portugal, no dia 20 de janeiro, falecimento do irmão de Insley, Bernardo José (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_07/14591" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 28 de janeiro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888 -</strong><span style="color: #333333;"> Em 27 de janeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antônio Parreiras (1860 &#8211; 1937)</a> inaugurou uma exposição na Casa Insley Pacheco com 22 estudos de paisagem. Duas foram adquiridas pela própria princesa Isabel: <em>Ocaso no Arraial</em> e <em>Aldeia do Pontal</em> (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=178691_01&amp;PagFis=4996" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1888, sob o título “Noticiário</a>“, e<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3443" target="_blank"><em> Revista Illustrada</em>, 4 de fevereiro de 1888</a>).</span></span></p>
<p>Um dos filhos de Insley, o engenheiro Alfredo Henrique, casou-se, no Rio de Janeiro, com Sarah Williams Pacheco (1866-1938), em 29 de maio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/5401" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de junho de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Também na Casa Insley Pacheco realização da primeira exposição individual do artista plástico gaúcho Pedro Weingartner (1853 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/1051" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 28 de agosto de 1888, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/8814" target="_blank"><em> Gazeta de tarde, 30 de agosto de 1888, última coluna;</em></a><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14495" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14495" target="_blank">, 3 de outubro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891 -</strong></span> Seu ateliê continuava localizado em um sobrado na rua do Ouvidor, 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/621" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1891</a>).</p>
<p>A neta de Insley Pacheco, Maria, filha de Alfredo Henrique e Sarah, faleceu, aos nove meses (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_08/3093" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de janeiro, de 1891, última coluna</a>; <em><a href="(O%20Paiz, 18 de janeiro de 1891, na quarta coluna)." target="_blank">O Paiz</a></em><a href="(O%20Paiz, 18 de janeiro de 1891, na quarta coluna)." target="_blank">, 18 de janeiro de 1891, na quarta coluna</a>).</p>
<p>No salão nobre do Teatro São Pedro de Alcântara, participou do banquete oferecido por jornalistas e homens das letras ao corpo docente da Escola de Belas Artes para comemorar a inauguração de seus &#8220;<em>trabalhos letivos</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/3604" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de junho, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em Paris. Insley Pacheco reproduziu uma das fotografias do post-mortem do imperador, realizada por Felix Nadar (1820 &#8211; 1910), e as distribuiu no Brasil no formato <em>carte-cabinet</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2951"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2951/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="877" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2951" target="_blank">Felix Nadar; Pacheco &amp; Filho. Pedro II, Imperador do Brasil, 1891. Paris, França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892 -</strong></span> No ateliê de Insley Pacheco, exposição de quadros do artista alemão Breno Treidler (1857 &#8211; 1931) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/218731/957" target="_blank"><em>O Tempo</em>, 23 de janeiro de 1892, na última coluna, sob o título &#8220;Cabriolas&#8221;</a>).</p>
<p>Em torno desse ano, na folha de proteção sobreposta às suas fotografias, Insley Pacheco identificava-se como &#8220;Photographo e pintor. Cavaleiro da Real Ordem de Cristo. Premiado com a Menção de Honra nas exposições de Viena e mais 16 medalhas nas exposições de Philadelphia, Porto, Brazil, Chile, Buenos Aires e Chicago. Novo sistema de platinotipia &#8211; Rua dos Ourives, 38 &#8211; Rio de Janeiro&#8221;.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893 -</strong></span> Com fotografias e pinturas a óleo, Insley participou da Exposição Universal Colombiana de Chicago, que aconteceu entre maio e outubro de 1893 para celebrar os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo (1451 &#8211; 1506) ao Novo Mundo, em 1492 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/7445" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de janeiro de 1893, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41958" style="width: 162px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/7445" target="_blank"><img class="wp-image-41958 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley30.jpg" alt="19 de janeiro de 1893" width="152" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/7445" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de janeiro de 1893</a></p></div>
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<p>Comentário sobre um quadro do pintor espanhol Fortuny (1838 &#8211; 1874), de propriedade de Insley (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/7823" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de março de 1893, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Seu filho, Joaquim Insley Pacheco Junior (1858 &#8211; 1947), casou-se em São João del Rei com Elvira de Oliveira Coelho (1871 &#8211; 1912) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/7667" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1893, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Seu filho, Alfredo Henrique, faleceu, em 14 de fevereiro. Ele era membro do Club de Engenheiros Civis de Londres e trabalhava no 2º distrito de obras públicas do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/12004" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1895, na primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_08/16409" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de fevereiro de 1895, última coluna</a>; <a href="https://www.emerald.com/jmipi/article/124/1896/432/442387/OBITUARY-ALFREDO-HENRIQUE-PACHECO-1855-1895" target="_blank"><em>Emerald Insight</em></a>).</p>
<p>Mudança de seu estabelecimento para a rua dos Ourives, 40, no segundo andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/12651" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1896</a>).</p>
<p>O estabelecimento de Insley Pacheco foi roubado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14399" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de dezembro de 1895, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896 -</strong></span> Os pintores Augusto Petit (1844 &#8211; 1927), Madruga Filho (1882 &#8211; 1951) e Insley Pacheco receberam a terceira medalha na Exposição Geral de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/291536/15259" target="_blank"><em>Minas Gerais</em>, 10 de outubro de 1896, na última coluna</a>).</p>
<p>Inauguração do Club dos Repórteres, em 12 de outubro. Em uma das salas havia uma pintura de Insley (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/22721" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de outubro, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897 -</strong> <span style="color: #333333;">No<em> toucador principal</em> do Palácio do Catete, o novo palácio do governo no Rio de Janeiro, que seria inaugurado em poucos dias, havia uma aquarela de Insley Pacheco </span></span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/15880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1897, na terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1898 -</span></strong> O endereço de seu estabelecimento era Ourives, 38, 2º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15830" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Retrospectiva do Centro Artístico expondo um guache de Arsenio Silva (1833 &#8211; 1883), uma marinha de Edoardo De Martino (1838 &#8211; 1912) , uma paisagem de Henri Langerock (1830 &#8211; 1915) e miniaturas de Thomaz da Costa Guimarães. O Centro Artístico, associação de jornalistas e literatos, criada em 1897,  tinha como objetivo a promoção da arte brasileira. A exposição, realizada durante o mês de julho, na Escola Nacional de Belas Artes, foi o primeiro evento organizado pela associação. Reuniu um grande número de objetos de arte, cedidos por proprietários e colecionadores (<em>A Notícia</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/4375" target="_blank">28 e 29 de julho de 1898, na quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/4428" target="_blank">12 e 13 de agosto de 1898</a>).</p>
<p>Participou com 37 quadros da 5ª Exposição Geral de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/17692" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 1º de setembro de 1898, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899 -</strong><span style="color: #333333;"> Algumas vezes ao longo desse ano, foram publicados o anúncio: <em>Retratos &#8211; Admiráveis pelo novíssimo processo a platina, unicamente feitos por Insley Pacheco a rua do Ourives n.38</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/31003" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1899, na sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Insley Pacheco, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães </a> foram nomeados para formar a comissão de propaganda da classe de fotografia da Exposição do Quarto Centenário do Brasil, em 1900, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/1616" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 31 de outubro de 1899, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco estava presente na cerimônia de exéquias mandada celebrar pelos alunos da Escola de Belas Artes pelo pintor Almeida Júnior (1850 &#8211; 1899), realizada na matriz da Candelária<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/34160" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/34160" target="_blank">, 23 de novembro de 1899, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901 -</strong></span> Insley Pacheco foi um dos jurados do 2º concurso entre fotógrafos amadores, promovido pela &#8220;afamada fotografia Leterre&#8221;. Os outros jurados foram o escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931), diretor da Escola Nacional de Belas Artes, e o artista Hilário Teixeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/3181" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 2 de março de 1901, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco exibiu uma fotografia <em>em estereoscópio, reprodução em cores naturais de um vaso de flores , obtida por um processo inteiramente novo, ao que se diz superior ao de Lippman e de outros&#8230;A propósito desse processo de fotografia foi apresentado pelos seus inventores A.L. Lumière, um interessante relatório</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2034" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de março de 1901,na terceira coluna</a>).</p>
<p>Insley estava presente na inauguração da quinta exposição de paisagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antônio Parreiras</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_04/1478" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 12 de março de 1901, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco foi um dos jurados do 3º concurso entre fotógrafos amadores, promovido pela fotografia Leterre, ocorrido no dia 3 de agosto de 1901. Os outros jurados foram o escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931), diretor da Escola Nacional de Belas Artes, e o artista Hilário Teixeira (18? -19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2777" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de agosto de 1901, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Estava presente na Central do Brasil durante o embarque do presidente Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902) para São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/3272" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1901, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Publicação do <em>Artigo Infamante &#8211; Aos Amadores de Fotografia no Brasil &#8211; Aos profissionais e a meus clientes e amigos</em>, de autoria de A. Laterre em resposta a uma publicação de 5 de abril na <em>Gazeta do Commercio</em>, em Porto Alegre, que relatava que durante uma reunião do Sploro Photo-Club haviam sido feitos protestos contra um artigo publicado pela revista<em> </em>parisiense<em> Photographie Française, </em>de janeiro de 1902, e também protestos contra o fotógrafo sr. A. Leterre, acusado de prejudicar os fotógrafos amadores do Rio Grande nos concursos que promovia. Nele, Insley Pacheco, um dos juízes dos concursos, era mencionado</span><strong> </strong><span style="color: #333333;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4357" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de abril de 1902</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Integrou a</span></span> Exposição Geral de Belas Artes com 60 quadros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/8988" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 30 e 31 de agosto de 1902, na última coluna</a>). Alguns deles  foram adquiridos pelo barão Sampaio Vianna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/4844" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1902, na penúltima coluna</a>). Foi um dos participantes da festa dos artistas da exposição, realizada no restaurante do Silvestre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/8988" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 12 e 13 de setembro de 1902, na quinta coluna, sob o título &#8220;Festa entre artistas&#8221;</a>).</p>
<p>Insley Pacheco foi à delegacia dar queixa sobre o não pagamento de uma dívida a seu filho Insley Pacheco Júnior pelo estabelecimento Jupiter Almeida &amp; Comp (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/16643" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 12 de outubro de 1902, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi com Mello Moraes Filho e outros um dos organizadores do Rancho das Reisadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5059" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de dezembro de 1902, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903 -</strong></span> Publicação de um daguerreótipo da atriz portuguesa Ludovina Soares da Costa (1802-1868), &#8220;<em>primeira dama trágica do teatro brasileiro</em>&#8220;, produzido, em 1860, por Insley Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/767034/375" target="_blank"><em>Brasil-Theatro</em>, 1903</a>).</p>
<p>Em São João del Rei, faleceu a neta de Insley Pacheco, Maria de Lourdes, filha de Joaquim Insley Pacheco Junior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2381" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de janeiro de 1903, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de abril e maio de 1903, foram publicadas quatro colunas no <em>Correio da Manhã</em>, intituladas &#8220;Artistas do meu Tempo&#8221; &#8211; Carlos Kornis e Insley Pacheco, de autoria de Mello Moraes Filho (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/3603" target="_blank">5 de abril de 1903</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/3643" target="_blank">12 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/3685" target="_blank">19 de abril</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/3769" target="_blank">3 de maio de 1903, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma reunião de artistas, promovida pelo pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a>, na Escola de Belas Artes, foi fundada a Associação de Aquarelistas e Insley foi eleito para presidi-la. A primeira exposição da associação foi inaugurada em 1º de julho e Insley participou com oito marinhas. Outros artistas que participaram da mostra foram Eliseu Visconti (1866 &#8211; 1944), Henrique Bernardelli  (1858 &#8211; 1936) e Rodolfo Amoedo, dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/10178" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 24 e 25 de abril de 1903, na terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7086" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de julho de 1903, na oitava coluna</a>, e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4147" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 3 de julho de 1903, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na matéria <em>Problema histórico</em> sobre o motivo de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746 &#8211; 1792), sempre ser representado com a fisionomia de Jesus Cristo, seu autor, Carlos Laet (1847 &#8211; 1927), afirmou que Insley Pacheco era responsável pelo fato. Uma das duas filhas de Insley estava copiando uma estampa da coleção Julien de uma cabeça de Cristo quando o estatuário Cândido Caetano de Almeida Reis (1838 &#8211; 1889) chegou para uma visita. Durante sua conversa com Insley, mencionou que haviam lhe feito uma encomenda de um busto de Tiradentes e ele não havia encontrado nenhuma representação em que ele pudesse se basear. Foi então que Insley ofertou a ele o desenho de sua filha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12375" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1903, na primeira coluna, sob o título &#8220;Problema histórico&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Participou da Exposição Universal de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos, e obteve a medalha de ouro em fotografia e a de bronze na seção de arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27484" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p>Insley inaugurou uma exposição de seus últimos trabalhos, em seu ateliê, na rua dos Ourives, 38 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6076" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de maio de 1904, na segunda coluna</a>).</p>
<p>O barão de Rio Branco (1845 &#8211; 1912), na época ministro das Relações Exteriores do Brasil, adquiriu uma paisagem de Insley Pacheco, exposta no Club Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/5765" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de março de 1904, na quarta coluna</a>).</p>
<p>A segunda exposição da Associação de Aquarelistas foi realizada na casa 70 da rua Gonçalves Dias e Insley apresentou quatro aquarelas a guache (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/10777" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 15 e 16 de junho de 1904, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 7 de setembro, reabriu seu ateliê na rua do Ouvidor esquina com Gonçalves Dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6793" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de setembro de 1904, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes de 1904 com 15 guaches (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1810" target="_blank"><em>O Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8365" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de setembro de 1904, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905 -</strong></span> O estabelecimento de Insley Pacheco ficava na rua do Ouvidor, 124, esquina com Gonçalves Dias, 70 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/26907" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p>Foi publicado que os participantes da Exposição de Saint Louis, ocorrida em 1904, podiam retirar os produtos enviados para o evento que lhes pertencessem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/16741" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de junho de 1905, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que Insley Pacheco havia conseguido &#8220;<em>em fotografia colorida um belo triunfo&#8221;</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10087" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de julho de 1905, na sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos jurados da 2ª Exposição Artística do Photo Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/9853" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de julho de 1905, na primeira coluna</a>). Foi publicado um artigo de A. Leterre intitulado <em>Rapto de honra &#8211; Fotografia</em> sobre o resultado da 2ª Exposição Artística do Photo Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17359" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de agosto de 1905, nas penúltima e última colunas</a>).</p>
<p>Nos <em>suntuosos salões</em> do Cassino Fluminense, realização de um baile, no qual Insley era um dos convidados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17382" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de agosto de 1905, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907 -</strong></span> No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, em 2 de junho, foi realizada a entrega dos prêmios aos participantes brasileiros da Exposição Universal de Saint Louis, de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/961" target="_blank"><em>O Século</em>, 3 de junho de 1907</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0022/13125" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério da Agricultura</em>, 1908</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23694" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de agosto de 1907, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908 -</strong> </span>Na Exposição Nacional de 1908, ganhou a medalha de prata na categoria de pintura e o grande prêmio de fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39037" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a>).</p>
<p>Insley Pacheco havia <em>iniciado um processo&#8230;para a impressão de clichês à tinta, processo esse que torna indelével a fotografia</em> &#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/17630" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de outubro de 1908, nas quarta e quinta colunas</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Seu estabelecimento ficava na rua Gonçalves Dias, 74 (<span style="color: #000080;"><a style="color: #000080;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/38104" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a></span>).</span></span></p>
<p>Insley instalou em seu ateliê a tipocromia, <em>um novíssimo e interessante invento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14849" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de abril de 1909, nas quarta e quinta colunas</a> , <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/3248" target="_blank"><em>O Século</em>, 7 de abril de 1909, na primeira coluna</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/19621" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 19 de maio de 1909, na segunda coluna)</a>.</p>
<p>Participou da Exposição de Belas Artes com uma coleção de guaches (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20622" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de setembro, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910 -</strong></span> Pela última vez seu estabelecimento foi listado pelo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/42404" target="_blank">Almanak Laemmert</a>.</p>
<p>Participou da 17ª Exposição Geral de Belas Artes com guaches (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/10297" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 29 de setembro de 1910</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1912 </span></strong><span style="color: #333333;">- Falecimento, em 14 de outubro,</span> de Insley Pacheco, <em>o fotógrafo tradicional do Rio</em>, em sua residência, na rua Gonçalves Dias, nº 74, no segundo andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7441" target="_blank"><em>O Século</em>, 15 de outubro de 1912, na sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16002" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1912, na sétima coluna</a> , <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/14176" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1912, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41960" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_03/16002" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley33.jpg" alt="Jornal do Brasil, 15 de janeiro de 1912" width="291" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_03/16002" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1913</span> </strong><span style="color: #333333;">- Falecimento de sua filha, Elvira Elizabeth, em 21 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/15003" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de fevereiro de 1913, terceira coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936 </strong><span style="color: #333333;">-</span></span> Insley Pacheco foi o biografado da coluna &#8220;Figuras do Passado&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/85813" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 3 de setembro de 1936</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>-  Falecimento, em janeiro, de sua filha, Maria Amélia Pacheco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/19203" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1944, penúltima colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947 </strong></span><span style="color: #333333;">- </span>Falecimento, em outubro, de seu filho, o comendador Joaquim Insley Pacheco Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/38688" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de outubro de 1947, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esta cronologia foi atualizada em novembro de 2025.</p>
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		<title>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contemporâneo no Recife dos estrangeiros Augusto Stahl (1828 - 1877) e Alberto Henschel (1827 - 1882), João Ferreira Villela é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia ainda é bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Afirmava ser o único discípulo do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco ( 1830- 1912) e sempre dedicou-se para alcançar a perfeição em seu trabalho fotográfico. Participou e foi premiado em diversas exposições no Brasil e no exterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos* </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos, tendo sido antecedido por Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), <em>pensionista de S.M. o Imperador</em>, que anunciou, em 9 de junho de 1854, uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares, em 1854, um ano antes de Villela <span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span>.</p>
<p>A biografia de Villela é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c.1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em fins de 1858, transferiu-se para a rua Nova, nº 18, primeiro andar. <em> </em>No ano seguinte, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> visitou Recife, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas. Na ocasião, o monarca encomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido durante sua viagem pelo nordeste. Em 18 de setembro de 1860, Villela tornou-se o único pernambucano a ser agraciado por dom Pedro II com o título de Fotógrafo Imperial. No fim de 1860, o casal real foi padrinho de uma de suas filhas. Na cerimônia, realizada na Igreja Paroquial de Santo Antônio, fizeram-se representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha, o Barão de Mamoré (1825 &#8211; 1898), e sua esposa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/175" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de João Ferreira Villela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3552/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank">João Ferreira Villela. Homem, c. 1866. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Inaugurou seu novo ateliê na rua do Cabugá, nº 18, em 1861. Oferecia retratos por<em> ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeter dentro de cartas ou sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco, além de retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas. Nesse mesmo ano, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário.</em></p>
<p>Em 7 de abril de 1870, após 10 meses de obras, o estabelecimento de Villela na rua do Cabugá, agora denominado Photographia Imperial, foi reinaugurado. A reforma teve como modelo o ateliê do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela havia visitado em 1868. A partir de 1870, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela como encarregado de colorir as cópias fotográficas. A última notícia sobre seu estabelecimento fotográfica é de 1873. Acredita-se que depois dessa data ele tenha se dedicado exclusivamente à produção de tintas de escrever indeléveis e produtos farmacêuticos.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6537/007A5P4FP05-015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank">João Ferreira Villela. A Rua Nova, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Ferreira Villela participou de diversas exposições, dentre elas as Exposições Provinciais de Pernambuco de 1861, 1866 e 1872; da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1866, quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa; da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro de 1873, expondo produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze; e da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro de novo com tintas de escrever, quando ganhou uma medalha de mérito. No exterior, participou da Exposição Universal de Viena de 1873 com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa; dois anos depois, da Exposição Internacional de Santiago do Chile, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio; e, finalmente da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, também com tintas de escrever, quando conquistou a medalha de honra. Dessas duas últimas constou como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
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<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="392" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank">João  Ferreira Villela. Mausoleo à Sereníssima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, c. 1871. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840</span></strong> &#8211; O aluno João Ferreira Villela, do Colégio Pernambucano, foi aprovado na prova geral de <em>primeiras letras e gramática nacional </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1226" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1840, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela foi aprovado na prova de História, seção de História Sagrada, do Colégio Pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2399" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1841, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela requereu à Assembleia Provincial de Pernambuco uma gratificação para que ele pudesse concluir o curso de taquigrafia. Ele e outro aluno, Joaquim Izidoro Simões, receberam uma gratificação de  400 mil réis cada um, e o professor de <em>arte</em> recebeu 800 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11645" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de maio de 1849, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11742" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Fez outro requerimento à Assembleia Provincial de Pernambuco em relação a financiamento para seu curso de taquigrafia e passou a ser adido da secretaria da assembleia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/475" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1850, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/587" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1850, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela e Joaquim Izidoro Simões solicitaram a criação de <em>lugares de taquígrafos</em> na Assembleia Provincial de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1429" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de março de 1851, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1852</strong></span> &#8211; Foi concedida uma licença de um mês e 24 dias para João Ferreira Villela, <em>praticante de taquigrafia</em>, ir à Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de maio de 1852, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13 de novembro, a bordo do vapor brasileiro <em>Mucury</em>, Villela chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749974/300" target="_blank"><em>O Globo</em>, 20 de novembro de 1852, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; O então taquígrafo João Ferreira Villela voltou para Pernambuco, em 12 de novembro, no vapor <em>Guanabara</em> e informou que não devia <em>nada nesta praça</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39165" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1853, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de novembro de 1853, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Inicialmente, segundo Boris Kossoy, sem anunciar seu nome, João Ferreira Villela possuía um ateliê de fotografia no Aterro da Boa Vista, nº4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>), e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). O ateliê de Villela oferecia retratos de pessoas idosas, de crianças e anunciava que iria a qualquer lugar para tirar retratos de pessoas mortas. Anunciava também tirar retratos em <em>stereoscopo, isto é de maneira a apresentar a pessoa em relevo e ao natural</em> e incumbiam-se de tirar cópias em daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14962" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><img class="wp-image-14962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/primeira.jpg" alt="primeira" width="249" height="279" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Vendia-se no estabelecimento de Villela um grande sortimento de objetos para a colocação de retratos que lá se tiravam com<em> a maior perfeição</em> tanto pelo sistema francês como pelo norte-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14884" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><img class="wp-image-14884 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="427" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Publicação de propaganda da Grande Oficina de Galeria de Daguerreótipo informando a chegada de produtos de Nova York e também informando os preços dos retratos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211;  Recém chegado à cidade, no vapor Oyapock, o retratista J. Villela abriu seu novo estabelecimento de daguerreotipia à rua Nova, nº 18, primeiro andar. Anunciava possuir o mais <em>completo sortimento de caixinhas, molduras pretas, douradas e jóias para a colocação dos retratos</em>. Anunciava também que iria a <em>qualquer parte tirar retrato de família ou de pessoa morta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/10802" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1858, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong></span> &#8211;  Em uma propaganda de seu estabelecimento, Villela divulgou sua habilidade como restaurador de daguerreótipos (<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1859).</p>
<p>Quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou Recife, em outubro, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas: do Pavilhão construído a mando da Câmara Municipal para a recepção do imperador, do porto de desembarque do imperador com quiosque, dois barracões, chafariz e cais do Colégio; da continuação da citada vista com o mastro norte do pavilhão da Câmara e mosqueiro com todas as embarcações ali fundeadas; de uma marinha, do Templo dos Ingleses, na rua da Aurora; e do fim da rua da Cruz com o princípio do arsenal de Marinha. <em>S. Majestade, com a bondade que todos conhecem, dignou-se receber o mimo, declarar que conhecia todas as vistas e achava bom o trabalho. </em>O monarca<em> e</em>ncomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido. Ficou combinado que seriam remetidas para o Rio de Janeiro. <em>É mais uma prova do quanto nosso adorado monarca aprecia e anima as artes assim como do valor e importância que dá ao que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/11528" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de dezembro de 1859, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/17089" target="_blank"><em>Correio Mercantil (RJ)</em>, 7 de janeiro de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Sobre a foto abaixo, produzida por Villela em torno de 1860, Luis Felipe de Alencastro comentou no livro <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a </em><em>modernidade nacional,</em> publicado pela Companhia das Letras, em 1998:</p>
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<div style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://d3swacfcujrr1g.cloudfront.net/img/uploads/2000/01/013302002139.jpg" alt="Imagem representativa da obra" width="249" height="400" /><p class="wp-caption-text">João Ferreira Villela. Augusto Gomes Leal com a Ama-de-Leite Mônica, c. 1860. Recife. Pernambuco / Acervo da Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>&#8216;<em>A fotografia feita no Recife por volta de 1860. Na época era preciso esperar no mínimo um minuto e meio para se fazer uma foto. Assim, preferia-se fotografar as crianças de manhã cedo, quando elas estavam meio sonolentas, menos agitadas. O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou-a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade. O olhar do menino voa no devaneio da inocência e das coisas postas em seu devido lugar. Ela, ao contrário, não se moveu. Presa à imagem que os senhores queriam fixar, aos gestos codificados de seu estatuto. Sua mão direita, ao lado do menino, está fechada no centro da foto, na altura do ventre, de onde nascera outra criança, da idade daquela. Manteve o corpo ereto, e do lado esquerdo, onde não se fazia sentir o peso do menino, seu colo, seu pescoço, seu braço escaparam da roupa que não era dela, impuseram à composição da foto a presença incontida de seu corpo, de sua nudez, de seu ser sozinho, da sua liberdade. O mistério dessa foto feita há 130 anos chega até nós. A imagem de uma união paradoxal mas admitida. Uma união fundada no amor presente e na violência pregressa. A violência que fendeu a alma da escrava, abrindo o espaço afetivo que está sendo invadido pelo filho do senhor. <span style="color: #800000;">Quase todo o Brasil cabe nessa foto</span></em>&#8216;.</p>
<p>Em propaganda de sua oficina e galeria da rua Nova, 18, anúncio de que Ferreira Villela já havia tirado mais de cinco mil retratos em quatro anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14919" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><img class="  wp-image-14919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/villela.jpg" alt="villela" width="488" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860</a></p></div>
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<p>Lado a lado, propagandas dos estabelecimentos fotográficos de Villela e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a>).</p>
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<div id="attachment_14920" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><img class="wp-image-14920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/stahlevillela.jpg" alt="stahlevillela" width="498" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a></p></div>
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<p>Embarcou no vapor <em>Oyapock</em> rumo aos portos do sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2053" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de agosto de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou, no Rio de Janeiro, no paquete<em> Cruzeiro do Sul</em>, rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18115" target="_blank"><em>Correio Mercantil(RJ)</em>, 13 de setembro de 1860, penúltima coluna</a>). Anunciou seu retorno, a iminência da inauguração de seu novo estabelecimento fotográfico, na rua do Cabugá, nº 18, e identificou-se como único discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>. Oferecia retratos por ambrótipo, daguerreótipo e ambrocromótipo. <em>Este último sistema, invenção do distinto professor Insley Pacheco, de quem o anunciante é o único discípulo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a>).</p>
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<div id="attachment_14901" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><img class="wp-image-14901 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ambrotipista.jpg" alt="ambrotipista" width="479" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a></p></div>
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<p>De acordo com Guilherme Auler (6/1/1914 &#8211; 27/12/1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>, de Pedro Vasquez, João Ferreira Villela, teve seu título de Fotógrafo Imperial concedido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>, em 18 de setembro de 1860. Foi o primeiro e único pernambucano agraciado. Antes dele, os fotógrafos Buvelot &amp; Prat e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, ambos da província do Rio de Janeiro, haviam recebido o título em 8 de março de 1851 e em 22 de dezembro de 1855, respectivamente.</p>
<p>Os padrinhos de uma de suas filhas foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> e dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, que se fizeram representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha (1825 &#8211; 1898) e sua esposa. Muitas autoridades estavam presentes à cerimônia, na Igreja Paroquial de Santo Antônio, e também à festa na casa de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/2940" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/14242" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211;  <em>No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de Pernambuco de 1861</em> , Villela foi listado como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank">taquígrafo</a> e, com <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/592" target="_blank">Augusto Stahl</a>, como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-14975 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo1-1024x236.jpg" alt="taquigrafo" width="768" height="177" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706345/592" target="_blank"><img class="alignnone size-large wp-image-14976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/AUGUSTO-1024x179.jpg" alt="AUGUSTO" width="768" height="134" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentou-se como <em>Retratista da Augusta Casa Imperial</em> em anúncio de seu estabelecimento fotográfico na rua do Cabugá, nº 18 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14922" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><img class="wp-image-14922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga.jpg" alt="cabuga" width="295" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oferecia retratos por <em>ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeterem-se dentro de cartas </em>ou<em> sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de <em>retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1861</a>).</p>
<p>Durante 1861, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário: </em>em<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/417" target="_blank">31 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/441" target="_blank">7 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/465" target="_blank">14 de agosto</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/485" target="_blank"> 21 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/533" target="_blank">4 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/581" target="_blank">18 de setembro,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/720712/605" target="_blank">25 de setembro</a>.</p>
<p>Abaixo, uma reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel sobre Ferreira Villela que identificou como <em>hábil em daguerreotipar os defeitos alheios</em>. Há também uma resposta do diretor e regente da orquestra, Francisco Libânio Colás ( 1827 &#8211; 1885) a crítica feita a ele no <em>O Constitucional</em> de 7 de agosto de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14977" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><img class="wp-image-14977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/musica.jpg" alt="musica" width="294" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861</a></p></div>
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<p>Villela deu um esclarecimento sobre a reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel, o <em>Cunha</em>  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4470" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de agosto de 1861, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em seu estabelecimento eram oferecidos retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4999" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de outubro de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou com uma coleção de retratos pelo sistema ambrótipo da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 16 de novembro de 1861, no Palácio do Governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5142" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de novembro de 1861, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a>). Sua esposa, Idalina Teixeira Leal Ferreira Villela, participou expondo uma<em> caixa envidraçada contendo um grupo de frutas de cera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/796" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, primeira coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_14943" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><img class="wp-image-14943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo1.jpg" alt="expo1" width="404" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Villela ofereceu <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2499" target="_blank">retratos a dom Pedro II</a>, que haviam sido exibidos na Exposição Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2610" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, janeiro de 1862</a>).</p>
<p>Foi qualificado como juiz de fato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5699" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a decoração de seu estabelecimento fotográfico com retratos dos imperadores, das princesas imperiais e de pessoas importantes do Recife. Afirmava que os preços dos retratos eram<em> os mais razoáveis da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6770" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1862, última coluna</a>).</p>
<p>Nessa mesma época, atuava no Recife o retratista norte-americano Augusto W. Osborn, na rua do Imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6910" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1862</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/491/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank">João Ferreira Villela. Ponte Santa Isabel: construção, 1862. Recife , Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Candidatou-se a vereador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14930" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><img class="wp-image-14930 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/vereador.jpg" alt="vereador" width="247" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Participou com uma coleção de retratos da Exposição Provincial de Pernambuco e ganhou a medalha de cobre. Era na época o único fotógrafo brasileiro no Recife. Os outros eram estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de dezembro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14931" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><img class="wp-image-14931 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo.jpg" alt="expo" width="362" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 5 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre eles, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo&#8217;.</em></p>
<p>Seu ateliê fotográfico continuava funcionando na rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><img class="wp-image-14932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga1.jpg" alt="cabuga1" width="415" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Villela informou que havia comprado o material fotográfico do estabelecimento fotográfico de Eugênio &amp; Maurício que ficava na rua Nova, 25 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de março de 1867</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Revista Diária&#8221;, muitos elogios foram feitos ao trabalho de Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19045" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de agosto de 1867, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de anúncios dos estabelecimentos fotográficos de Ferreira Villela e do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14937" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><img class="wp-image-14937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/hen1.jpg" alt="hen" width="241" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Ferreira Villela publicou um convite para a missa de sétimo dia de sua mãe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20310" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Em propaganda anunciava seus cartões de visita <em>sem o menor retoque de lápis ou de nanquim </em>e chamava a atenção do público<em> para os retratos expostos no salão de cortar cabelos do sr. José Ricardo Coelho e na livraria do sr. Nogueira de Souza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20390" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou uma liquidação de vistas estereoscópicas de países da Europa e também de estereoscopos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20598" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos do bispo dom Francisco Cardoso Ayres (1821 &#8211; 1870). Anunciou também a utilização sem economia de uma lavagem sobre os retratos para extrair todo o <em>hipossulfito de soda</em>, <em>causa da alteração das provas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21023" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Após uma temporada no Rio de Janeiro, para onde havia ido a fim de conhecer e examinar os melhores estabelecimentos fotográficos da corte, tendo passado <em>um mês estudando e aproveitando as lições</em> do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, retornou ao Recife no dia 7 de dezembro e retomou a direção de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/22353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1868, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank">No Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola de Pernambuco de 1869</a> , Villela foi listado como taquígrafo e, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-14941 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo.jpg" alt="taquigrafo" width="417" height="463" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que estava sempre<em> em dia com os melhoramentos e progressos que na América do Norte, na Europa ou no Rio de Janeiro se consegue na arte fotográfica e para alcançarmos tal fim nunca poupamos despesas nem sacrifícios de sorte que nossos numerosos fregueses podem ter a certeza de que sempre encontrarão em nosso estabelecimento tudo quanto a arte e a moda oferecer de bom no novo e velho mundo aos amantes da fotografia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14938" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><img class="wp-image-14938 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/uptodate.jpg" alt="uptodate" width="206" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após 10 meses de reforma em seu estabelecimento, anunciou o fim das obras para a primeira quinzena do mês de dezembro de 1869. A reforma teve como modelo o ateliê fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela visitou em 1868. Em 16 de dezembro, informou um novo prazo para a conclusão das obras: 7 de janeiro de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24689" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1869, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14940" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><img class="wp-image-14940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/reforma.jpg" alt="reforma" width="209" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 7 de abril, após uma grande reforma, abertura da Photographia Imperial e Galeria de Pintura de João Ferreira Villela, no mesmo endereço, rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1870, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1124" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1870, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14960" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><img class="wp-image-14960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/pagina.jpg" alt="pagina" width="578" height="837" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir desse ano, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (18? &#8211; ?), no Brasil desde 1868, quando desembarcou do vapor francês <em>Extremadure</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21077" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1868, penúltima coluna</a>) passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela, como encarregado de colorir as cópias fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/988" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1870, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1500" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Na livraria francesa dos srs. Lalhacar &amp; C., na rua do Crespo, exposição de quatro retratos produzidos no estabelecimento de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1330" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava os <em>Retratos Timbre-posts, excelentes para circulares, convites, ou simplesmente para cartas a amigos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4367" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 14 de novembro de 1871, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava retratos de grupos de cinco a 100 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1871, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; A Photographia Imperial anunciava a<em> grande novidade</em> dos cartões de visita e afirmava ser o único estabelecimento que possuía <em>as máquinas e os aparelhos precisos para preparar esses cartões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>Villela participou da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 20 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/6618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1872, primeira coluna)</a>, com um quadro a óleo (fotopintura?), dois quadros com fotografias no formato carte de visite e 3 quadros de retratos a óleo (fotopinturas?). O fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) também participou com 2 quadros de fotografias. Ambos ganharam medalhas de prata. Villela expôs também <em>uma variada coleção de produtos químicos de seu fabrico que revelam uma capacidade artística congênita e de uma força de vontade digna de toda animação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7426" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1873, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7433" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1873, última coluna)</a>.</p>
<p>Como relator da Comissão da Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, fez o discurso na sessão fúnebre que o Club Popular do Recife celebrou em homenagem à memória de Antônio Rangel de Torres Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7072" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 &#8211; </strong></span>Ele e o fotógrafo Leon Chapelin eram integrantes <em>avulsos</em> da loja Capitular União e Beneficência da maçonaria de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7139" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 9 de janeiro de 1873, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Participou da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro com produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze.</span></span></p>
<p>Participou da Exposição Universal de Viena com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa.</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou ter cartões de visitas coloridos ao natural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/8197" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1873, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou possuir retratos do papa Pio IX (1792 &#8211; 1878), de outros religiosos e da <em>infeliz Maria da Conceição, assassinada pelo desembargador Pontes Visgueiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/9173" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1873, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Estava na lista de devedores de um imposto de 4% cobrados a alguns estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10107" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1874, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de abril de 1874, foi veiculado uma propaganda do estabelecimento de Lopes &amp; C, na rua do Barão da Vitória, 14, denominado Photographia Imperial, mesmo nome do estabelecimento de Villela. Note-se que a última propaganda da Photographia Imperial de Villela foi veiculada em novembro de 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de abril de 1874</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10122" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma reunião do Instituto Arqueológico e Geográfico e na ocasião ofertou à entidade duas fotografias: da fortaleza do Brum e do porto de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/11002" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1874, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9594" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de agosto de 1874, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete a vapor <em>Pará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/106" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de setembro de 1874, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 -</span> </strong>Participou da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro com tintas de escrever e ganhou uma medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2141" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14564" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Santiago do Chile, ocorrida entre 16 de setembro de 1875 e 16 de janeiro de 1876, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2486" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de maio de 1876, primeira coluna</a>). Na listagem dos premiados, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria se mudado para a corte?</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; </span></strong>Participou da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, com tintas de escrever, e conquistou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1405" target="_blank"><em>O Novo Mund</em>o, setembro de 1876, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1449" target="_blank"><em>O Novo Mundo</em>, janeiro de 1877, quarta colun</a>a). Da mesma forma como na listagem dos premiados na Exposição Internacional de Santiago do Chile, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4006/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank">Palácio da Presidência da Província, c. 1870. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span> Em 1845, há o registro da atuação de um daguerreotipista no Recife, que se anunciava como Mr. Roberto, provavelmente estrangeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6825" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1845, terceira coluna</a>). Os outros, de quem se têm notícia até  hoje e que também atuaram na cidade na década de 1840, eram com certeza estrangeiros: os norte-americanos Joseph Evans (? -18?) e Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894). Na década de 1850, quando Villela começou a trabalhar como fotógrafo, foi o segundo pernambucano na profissão. O primeiro foi Cincinato Mevignier que, em junho de 1854, identificava-se-se como <em>retratista e pensionista de S.M. o Imperador</em> e possuía uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares. Anunciava ter encomendado da Europa <em>uma máquina extraordinária daguerreótipo&#8230;será sem dúvida maior que tem de se apresentar-se nessa capital e mesmo em todas as outras províncias do império&#8230;</em>Também, na mesma propaganda, afirmou ser pernambucano o que o torna o primeiro daguerreotipista nascido no referido estado conhecido até os dias de hoje: &#8220;<em>Pernambucanos! a <strong>nossa província</strong> tão bela e tendo em si os melhores golpes de vista pra os astistas que sabem apreciar a natureza</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5297" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1854, segunda coluna</a>). O primeiro registro de Villela como daguerreotipista é de 1855.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 25 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCASTRO, Luis Felipe de. <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21634/joao-ferreira-villela" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; II &#8211; A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2018 15:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
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		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Maria do Carmo Rainho]]></category>
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		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais. Embora mais modesta do que outras mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires inseria-se nessa tendência. A historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, que o portal publica hoje para seus leitores.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais. Embora mais modesta do que outras mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires inseria-se nessa tendência. A historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo <span style="color: #333333;"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>que o portal publica hoje para seus leitores.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Maria do Carmo Rainho*</span></strong></p>
<p> <img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5513/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_011_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais, que podem ser sintetizadas como espaços de fruição e exibição das mudanças nas técnicas, na ciência, na cultura, nos modos de produzir e consumir uma ampla gama de artigos, nas artes, na educação, bem como nas relações internacionais. Estas exposições evidenciam ainda, a tentativa de estabelecer uma espécie de ordem visual, cultural e política para o mundo. Inez Turazzi ressalta, também, para a grandiosidade dos números que cercam estes eventos.</p>
<p>“se incluirmos a primeira Grande Exposição Internacional de Londres de 1851 e a Exposição Universal de Paris de 1900, chegaram a ser realizadas dez grandes exposições internacionais e universais, com um público que atingiu a cifra impressionante de 172 milhões de visitantes, aproximadamente.”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>Estruturada em torno de pavilhões de países e regiões, as exposições exibiam, numa disposição particular, objetos que visavam representar economias e culturas. Nestes espaços criava-se uma atmosfera de progresso contínuo das nações, embora estas estivessem ali submetidas a uma hierarquia: cabiam às mais desenvolvidas os espaços centrais. Para Dussel, as nações eram elas próprias, <em>commodities</em>, prontas para serem consumidas.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> Cada espaço expositivo – com seus arranjos &#8211; criava narrativas nacionais reforçadas pela obtenção de medalhas e menções honrosas; a conquista desses prêmios concedidos aos governos, instituições públicas e empresas privadas, era devidamente capitalizada em matérias e anúncios publicados pela imprensa, nos rótulos e marcas dos produtos, nos versos das <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>carte de visite</em></a> e <em>carte cabinet</em>.</p>
<p>Embora mais modesta do que as mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> era uma tentativa do governo argentino de difundir ideias como a superação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra da Tríplice Aliança</a> envolvendo Argentina, Brasil e Uruguai contra o Paraguai e finalizada há pouco mais de um decênio; a aposta na paz interna e externa; o desenvolvimento das suas indústrias, para o qual concorria a presença maciça de imigrantes, com destaque para a produção do açúcar e do trigo. A própria instalação do pavilhão, um prédio em estilo <em>art-déco</em>, no lugar de um antigo mercado de frutas na Praça Onze de Setembro, situado no que era, até então, um subúrbio miserável, se insere no projeto de vender a imagem de uma nação moderna, desenvolvida e com uma capital que, desde o início da administração de Torcuato de Alvear (1868 &#8211; 1942), em 1880, primava pela intervenção urbana, com a expropriação de lojas, abertura de largas avenidas, e expulsão dos moradores de cortiços das áreas centrais de Buenos Aires.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22exposi%C3%A7%C3%A3o+continental+1882%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Exposição Continental de Buenos Aires de 1882 que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Inaugurada em 15 de março de 1882, no Palácio da Exposição,<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> o evento contou com a presença do presidente da República Argentina, Julio Roca (1843 &#8211; 1914), de ministros, do presidente da municipalidade da capital e de um grande contingente de visitantes,<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> ensejando um feriado, decoração com bandeiras e galhardetes e uma iluminação especial nas ruas do entorno, além da realização de parada militar. Lojas e estabelecimentos públicos e privados não funcionaram e coube à orquestra do Teatro Colón executar o hino nacional. Até 23 de julho daquele ano, cerca de 50 mil pessoas tiveram acesso a cem mil objetos, exibidos por 2 mil expositores estrangeiros e 1.200 argentinos. Do total de 27,370 m<sup>2</sup>, 18,240m<sup>2</sup> eram ocupados por galerias cobertas e 3,680 m<sup>2</sup> por quiosques. Quanto à utilização dos espaços pelos expositores, à cidade de Buenos Aires, por exemplo, cabiam 2.800m<sup>2</sup>, ao Uruguai, 1.500m<sup>2</sup>, ao Brasil, 500m<sup>2</sup>, ao Chile 300 m<sup>2</sup>, ao Paraguai 300m<sup>2</sup>, à Venezuela 100m<sup>2</sup>, e ao México 50 m<sup>2</sup>.</p>
<p>Com relação à afluência do público, dados publicados pela <em>Gazeta de Notícias</em> apontam que entre 2.000 e 4.000 pessoas visitaram a exposição nos dias de semana e de 8 a 9 mil aos domingos; quase 50% eram crianças em passeios promovidos pelas escolas.</p>
<p>A participação brasileira na Exposição ficou a cargo da Associação Industrial, órgão criado em 1880 e que teve como primeiro presidente o médico e empresário do setor têxtil Antônio Felício dos Santos (1843 &#8211; 1931). Dentre as primeiras pautas defendidas pela entidade estavam: a defesa de uma política alfandegária protecionista, a atração de mão de obra e capitais estrangeiros, o estímulo à criação de empregos, a necessidade de livrar o Brasil da dependência da economia agrícola e a busca pelo equilíbrio da balança comercial.</p>
<p>Com vistas a escolher os produtos a serem exibidos em Buenos Aires, a Associação organizou uma exposição preparatória<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>, no Rio de Janeiro, em dezembro de 1881, no edifício do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Para tanto, concedeu aos interessados das outras províncias o transporte gratuito do material bem como o espaço expositivo. Outra iniciativa do órgão, divulgada continuadamente no jornal <em>O Industrial</em>, era um chamado às “senhoras” para que concorressem com trabalhos que fossem “dignos de ser expostos” tanto na Exposição da Indústria Nacional, quanto na Exposição Continental de Buenos Aires.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>O diretor da Academia de Belas Artes, Antonio Nicolau Tolentino (1810 &#8211; 1888), e o diretor da Escola Politécnica,  Inácio da Cunha Galvão (1921 &#8211; 1906), também foram convocados a colaborar com os eventos, encaminhando a produção de alunos e professores nas áreas de pintura, estatuária e das ciências. No mesmo sentido, correspondências foram encaminhadas aos dirigentes de instituições como o Museu Nacional, a Imperial Academia de Medicina, o Instituto da Ordem dos Advogados, a Imperial Sociedade Tipográfica Fluminense, dentre outras.</p>
<p>Em 1º de abril de 1882, foi inaugurada a seção brasileira na Exposição de Buenos Aires. No discurso de abertura, um dos membros da Comissão Nacional, Manoel Diego dos Santos, ressaltou que, diferente da participação em exposições anteriores, pautada pela exibição de suas riquezas naturais, naquela ocasião, o Brasil visava a exibir a sua indústria.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>Nessa direção, os registros do fotógrafo Samuel Boote (1844-1921)<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> sobre a participação brasileira são interessantes porque constituem uma espécie de síntese daquilo que os organizadores brasileiros – industriais – intentavam mostrar na Argentina, os modos como os produtos, máquinas e equipamentos, trabalhos manuais e fotografias foram expostos, mas, sobretudo, a memória que se desejou conformar. Embora não tenham sido localizados documentos acerca da contratação de Boote para a realização do trabalho, entende-se que ele foi comissionado para registrar as seções brasileiras, posto que organizou um álbum com 25 fotografias que foi entregue a autoridades brasileiras e estrangeiras; onze dessas imagens podem ser encontradas no Arquivo Nacional.<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a> O primeiro aspecto que chama a atenção é o fato das fotografias terem sido produzidas, em sua maioria, sem os visitantes ou expositores. Do mesmo modo, não são registradas as autoridades brasileiras nem os representantes das empresas e instituições participantes. Uma exceção é a fotografia dos <strong>Jardins onde se acha a Coleção de Plantas de Lourenço Hoyer</strong>. Nela, homens em grupos ou sozinhos – apenas homens – posam portando a indumentária típica daquela época e dos sujeitos das camadas médias e altas: casaca, cartola, coletes, cores, em sua maioria, escuras, o indefectível relógio de bolso. Barbas e bigodes complementam o parecer masculino tido como elegante.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5065" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5065/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_001_m0001_TTO__REF.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5065" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Jardins onde se acha a Coleção de Plantas de Lourenço Hoyer, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Se a exuberante natureza brasileira parece subsumida nas outras seções, face ao destaque dado à indústria, o jardim postado em frente ao <strong>quiosque de distribuição gratuita de café<a href="#_ftn11" name="_ftnref11"><strong>[11]</strong></a></strong>  em estilo mourisco é, ao mesmo tempo, moldura, cenário para a entrada nas salas do evento e também prova de uma natureza domesticada. Não à toa, a organização desse espaço coube a Lourenço Hoyer, experiente horticultor, premiado em 1876, com a medalha de ouro, por suas plantas ornamentais em exposição realizada em Petrópolis no local que daria origem ao Palácio de Cristal.</p>
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<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5507/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_003_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5507" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Quiosque para a distribuição grátis do café do Brasil, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Alguns outros espaços expositivos receberam vasos de plantas como o <strong>Troféu de cerâmica</strong>, com suas estatuetas, vasos, telhas, tijolos e um volume com o título de Bom Jardim.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5512" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5512/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_010_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5512" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Troféu de cerâmica, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>A expectativa em torno daquilo que as indústrias brasileiras apresentariam, alimentada pela imprensa local, ganhou fôlego com o fato de o Brasil ter demorado a inaugurar sua participação. Com os itens em expostos, o periódico <em>La Patria Argentina</em>, por exemplo, ressaltava aqueles em ferro, madeira, além dos tecidos e produtos de higiene e farmacêuticos. Sabões, vidros com preparações e medicamentos ganharam destaque na imagem intitulada <strong>Vista do primeiro compartimento da esquerda. </strong>A qualidade das chamadas “elaborações químicas” brasileiras, como a Flora Brasileira, de Eugenio Marques de Holanda, aliás, mereceu a atenção dos jornalistas.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5064" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5064/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_008_m0001_TTO____tif.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5064" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Vista do primeiro compartimento da esquerda, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Sobre a produção industrial, as imagens registram tanto uma miscelânea de produtos como deixa claro o título de <strong>Compartimento geral – Várias indústrias</strong>, na qual são vistos de ferros de passar roupa a ferraduras, até os espaços integralmente dedicados aos transportes e a uma empresa específica, como a Companhia de Carris Urbanos,<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> na legenda identificada como <strong>Companhia de Carros Urbanos</strong>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5509/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_005_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5509" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Compartimento geral – Várias indústrias, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5037" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5037/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_006_m0001___tto.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5037" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Exposição da Companhia de Carros Urbanos, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>O espaço concedido ao <strong>fumo</strong>, ao café e aos tecidos, evidencia alguns dos mais relevantes produtos nacionais. Sobre os tecidos, em especial, é importante lembrar que, naquele ano de 1882, existiam, no Brasil, cerca de 50 fábricas, produzindo 20 milhões de metros anualmente.  Apesar disso, soa quase como uma ironia, que o Brasil dedicasse um lugar especial aos <strong>tecidos de lã</strong> justamente no país que era o seu principal produtor na América do Sul, embora possuísse apenas uma fábrica de lanifícios, que, aliás, nem integrava o evento.</p>
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<div style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5510" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5510/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_007_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="602" height="803" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5510" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Troféu de fumos, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Conforme prometido pela direção da Associação Industrial, na Exposição Continental de Buenos Aires, montou-se também uma <strong>seção específica para os trabalhos de senhoras,</strong> na qual se viam, entre outros, almofadas bordadas, lenços e toalhas com monogramas, arranjos florais expostos em caixas, fotografias emolduradas. Os sentidos do que se entendia por “trabalhos de senhoras” pode ser depreendido no texto publicado no jornal <em>O Industrial</em> sobre a Exposição do Rio de Janeiro: o termo aparece associado a adjetivos como “mimo de delicadeza, perícia e bom gosto, como só os sabem ter as senhoras”; “são a delicadeza dando mão à força, a graça mesclando-se aos artefatos da indústria. Tal o seu direito de presença na nossa Exposição.”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14">[14]</a> O “direito de presença” dos artefatos produzidos e escolhidos pelas senhoras da boa sociedade, ao mesmo tempo em que evidenciava que o trabalho para essas mulheres era sinônimo de lazer, sempre associado às atividades manuais e às habilidades que delas se esperavam, deixava claro o papel desempenhado por esses produtos nas exposições: eram enfeites, uma espécie de respiro face à seriedade dos aparelhos, máquinas, produtos agrícolas e a tudo o que relacionava ao universo masculino. Da mesma forma, deixava invisíveis as mulheres que efetivamente trabalhavam, desde as empregadas nas indústrias de calçados e ateliês de modas até os contingentes maciços nas indústrias têxteis, aquelas que forneciam para as senhoras, os linhos e algodões a serem bordados e expostos.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5508/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_004_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5508" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Vista dos trabalhos de senhoras, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>A exposição se encerra com a concessão de 268 prêmios ao Brasil: 28 medalhas de ouro; 76 de prata; 94 de bronze; 70 menções honrosas: das fotografias registradas por Marc Ferrez e Guimarães às casacas da Imperial Alfaiataria Águia de Ouro; do Brasil Industrial, por seus tecidos de algodão ao Arsenal de Marinha da Corte pelos trabalhos de serraria; da cama de ferro da Casa de Correção aos fumos em pacotinhos de José Francisco Correa.</p>
<p>Como lembra Andermann, “frente às alegorias monumentais montadas nas exposições universais, nas quais Argentina e Brasil eram celebrados como depósitos exóticos de riqueza em um estado de disponibilidade pura e imaculada, as exposições nacionais inventaram uma linguagem material de revelações profanas que permitiam vislumbrar um modo de inserção diferente na emergente economia mundial capitalista.”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[15]</a> Nas palavras de Henrique Hargreaves, referindo-se à Exposição Continental de 1882, aquela era a “festa do progresso”, que colocava o Brasil num lugar de destaque na economia do continente e que, ainda segundo ele, valeu mais do que vinte anos de notas diplomáticas.<a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[16]</a></p>
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<p><span style="color: #333333;">*Maria do Carmo Rainho é Doutora em História (UFF) | Pesquisadora do Arquivo Nacional e do Museu Histórico Nacional</span></p>
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<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839-1889). Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995, p. 37.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a>  DUSSEL, Inés. The spetacle of schooling and the construction of the nation in Argentina´s participation in world exhibitions (1867-1889). In: Modelling the future: exhibitions and the materiality of education, Martin Lawn (ed.). Oxford: Symposium Books, 2009, p. 130.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Esta exposição foi a segunda realizada na Argentina – antes dela, apenas a de Córdoba, em 1871 – e a quarta da América do Sul, após a mencionada de Córdoba, a de Lima (Peru, 1872) e a de Santiago (Chile, 1875).</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Demolido imediatamente após o término da Exposição, como era comum aos edifícios construídos para os eventos desta natureza.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Conforme a<em> Gazeta de Notícias</em>, de 15 a 20 mil pessoas teriam participado do evento de abertura da exposição, circundando o Palácio da Exposição para assistir à parada militar. <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de março de 1882. Disponível em: <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 14 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Jorge Henrique Leuzinger, filho do fotógrafo e editor George Leuzinger, na qualidade de secretário da Associação e organizador da exposição, chegou a trabalhar com recursos próprios para o sucesso da iniciativa. Uma de suas iniciativas foi a manutenção do jornal <em>O Industrial</em>, bancado pela Casa Leuzinger. TURAZZI, Maria Inez, op. cit., p. 149.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Para a escolha destes itens foi constituída uma Comissão integrada pela condessa da Estrela, a baronesa de Canindé, Maria Amanda Paranaguá Dória, Maria Ambrosina da Mota Resende e Ana Machado Pena <em>O Industrial</em>, órgão da Associação Industrial, ano 1, nº 18, 15 de setembro de 1881. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=308129&amp;PagFis=33&amp;Pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=308129&amp;PagFis=33&amp;Pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 16 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> <em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de abril de 1882. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 12 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> A escolha de Boote, aliás, merece atenção, pelo que ele viria a significar na história da fotografia na Argentina. Juntamente com seu irmão mais novo, Arturo (1861-1936), Samuel Boote (1844-1921) foi o proprietário do maior estúdio fotográfico de Buenos Aires e fez registros para álbuns e postais no período compreendido entre as últimas décadas do século XIX e o início do século XX. Seu trabalho era especialmente requerido por indústrias inglesas (do ramo das ferrovias) e agências governamentais. Ele foi também um dos maiores editores de álbuns fotográficos daquele país, com registros de paisagens, tipos e costumes, eventos, construção de estradas de ferro e investimentos em infraestrutura. Em 1884 Samuel Boote organizou o álbum fotográfico Vistas de Buenos Aires; entre 1885 e 1888, documentou as linhas férreas nas províncias de Santa Fé e Buenos Aires; posteriormente, em 1888, o Conselho Nacional de Educação contratou-o para registrar as escolas públicas recém-criadas em Buenos Aires com o objetivo de exibir as imagens em Paris, na Exposição Universal de 1889. Além do equipamento fotográfico, o ateliê de Boote possuía uma oficina de impressão onde eram produzidos os álbuns.</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Uma análise mais acurada do álbum deve levar em consideração, além dos elementos formais da produção das imagens, a escolha daquelas que o compõem e a hierarquia a que obedecem, em outras palavras, a ordem em que são apresentadas. Um estudo sobre a circulação mesma dessas imagens também se mostra fundamental. Contudo, as fotografias que se encontram no Arquivo Nacional não estão encadernadas, impossibilitando este tipo de abordagem.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> O Brasil era, então, o maior produtor mundial de café.  A iniciativa de oferecê-lo aos visitantes gratuitamente em um espaço especial teve início na Exposição de Buenos Aires e continuou nas exposições seguintes.</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Na edição de 4 de junho de 1882 a Gazeta de Notícias transcreve matéria de A Patria Argentina sobre  o farmacêutico que aponta quatro aspectos relevantes de sua seção na Exposição: a exibição de matérias primas do Brasil;  sua elaboração como indústria; sua aplicação à medicina e, a importação de um produto novo para aquele país. A empresa acabaria sendo agraciada com a Medalha de Honra pela exibição de seus produtos farmacêuticos no evento. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 16 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> A Companhia ligava a área central do Rio de Janeiro aos terminais de barca e ferrovias, ponto de embarque e desembarque de mercadorias. Atuava mais no serviço de cargas do que no de passageiros. WEID, Elizabeth von der. O bonde como elemento de expansão urbana no Rio de Janeiro.  Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa. Disponível em <a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/o-z/FCRB_ElisabethvonderWeid_Bonde_elemento_expansao_RiodeJaneiro.pdf">http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/o-z/FCRB_ElisabethvonderWeid_Bonde_elemento_expansao_RiodeJaneiro.pdf</a>  Acesso em 19 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> O Industrial, órgão da Associação Industrial, ano 1, nº 31, 15 de dezembro de 1881. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=308129&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=se%C3%A7%C3%A3o%20de%20trabalhos%20de%20senhoras">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=308129&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=se%C3%A7%C3%A3o%20de%20trabalhos%20de%20senhoras</a>  Acesso em 14 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> ANDERMANN, Jens. Contienda de valores: Argentina y Brasil em la edad de las exposiciones. Cadernos de Literatura, Bogotá, nº 13, jul-dez., 2008, (190-224) p. 220.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Discurso proferido por Hargreaves, membro da Associação Industrial em homenagem a Nicolau Avellaneda, presidente honorário da Exposição Continental de Buenos Aires, em evento realizado na mencionada Associação, no Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1882. Gazeta de Notícias, 12 de agosto de 1882. Disponível em  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 12 de março de 2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em><strong>Pequena cronologia da Exposição Continental de Buenos Aires</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5511" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5511/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_009_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5511" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Seção de máquinas – lado esquerdo, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Setembro</strong></span> &#8211; Transcrição de uma carta do naturalista e diretor do Museu Nacional do Brasil, Ladislau Neto (1838 &#8211; 1894), sobre a realização da Exposição Continental de Buenos Aires (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2628" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de setembro de 1881, primeira coluna</a>).</p>
<p>Uma comissão de senhoras brasileiras, dentre elas a baronesa de Loreto, Maria Amanda Paranaguá Dória (1849 &#8211; 1931), uma das maiores amigas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, envolvem-se na organização da exposição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2675" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de setembro de 1881, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Dezembro</strong></span> &#8211; Visando a escolher os produtos a serem exibidos em Buenos Aires, a Associação organizou uma exposição preparatória no edifício do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Para tanto, concedeu aos interessados das outras províncias o transporte gratuito do material bem como o espaço expositivo.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Março</strong></span> &#8211; Notícia da inauguração da Exposição Continental de Buenos Aires, ocorrida em 15 de março. Na ocasião, discursaram o presidente da República, Julio Roca (1843 &#8211; 1914), e o presidente do Club Industrial, o ex-presidente da Argentina Nicolau Avellaneda (1837 &#8211; 1885). Foi decretado feriado nacional no país. A seção brasileira ainda não estava concluída (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3440"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de março de 1882, quarta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3485">26 de março de 1882, segunda coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3488">27 de março de 1882, última coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3497">29 de março de 1882</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3530">6 de abril de 1882, última coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Abril</strong></span> &#8211; A seção brasileira foi inaugurada em 1º de abril. Manoel Diego dos Santos, presidente da comissão brasileira fez o discurso de abertura:</p>
<p>&#8216;Os industriais do Brasil abrem as portas de sua seção que conservaram até hoje fechada por causas estranhas à sua vontade. Não encontrareis entre nossos produtos galas deslumbrantes, mas sim a expressão exata de nossa produção ordinária. Até agora o Brasil apareceu em todas as exposições ostentando suas riquezas naturais, hoje é a indústria brasileira que aparece com seus modestos produtos a submeter-se ao julgamento de seus irmão da América&#8230;&#8217; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3548"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de abril de 1882, sexta coluna</a>). O hino argentino foi tocado e o presidente da Exposição, sr. Urien, proferiu um discurso declarando aberta a seção brasileira e o hino brasileiro foi executado.</p>
<p>Houve um princípio de incêndio na seção brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3568"><em>Gazeta de Notícias,</em> 15 de abril de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p>O presidente da comissão brasileira, Manoel Diego dos Santos, voltou ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3620"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de abril de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que a indústria brasileira havia ficado em primeiro lugar na Exposição Continental de Buenos Aires (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/2108" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, abril de 1882</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Junho</strong></span> &#8211; Destaque na Casa Hollanda, de Eugênio Marques de Holanda, que exibiu matérias-primas do Brasil, sua elaboração industrial e sua aplicação à medicina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3790"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho d 1882, primeira coluna</a>). Ganhou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3991"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de julho de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Julho</strong></span> &#8211; Notícia sobre os prêmios conquistados por estabelecimentos brasileiros: medalha de prata para a Tipografia Nacional e prêmios de honra para o sr. Braga, pelos seus chapéus; para o Laboratório Pirotécnico, para a Imperial Fábrica de Ipanema, para a Brazil Imperial, por seus tecidos de algodão; para o Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro, para Guimarães por suas fotografias esmaltadas; e para a Repartição dos Telégrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3950"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de julho de 1882, segunda coluna</a>). Foram anunciados mais prêmios para estabelecimentos brasileiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3970"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de julho de 1882, sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3995">20 de julho de 1882, sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4009">23 de julho de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p>Além do fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, foram premiados, segundo informações dada em anúncio, o retratista português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) </a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923).</a> Este último participou com as fotografias apresentadas na Exposição da Indústria Nacional do ano anterior (1881) e foi agraciado com uma medalha de prata e com um prêmio ao mérito.</p>
<p>A Casa <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Leuzinger</a> participou do evento.</p>
<p>Em 23 de julho de 1882, a Exposição Continental foi encerrada. Foi vista por cerca de 50 mil visitantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4014"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de julho de 1882, segunda coluna</a>). Ao Brasil foram concedidos 268 prêmios: 28 medalhas de ouro; 76 de prata; 94 de bronze; e 70 menções honrosas.</p>
<p>Em sinal de gratidão por seu empenho na realização da Exposição Continental, o cônsul do Brasil na capital argentina, João Adrião Chaves (18? &#8211; 1890), recebeu da comissão brasileira do evento, cujo presidente era José Pereira Rego Filho, um álbum com 25 fotografias das seções da mostra (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_02/4368" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de outubro de 1882, terceira coluna</a>).</p>
<p>Henrique Leuzinger (1845 -1908), filho de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892</a>) e secretário da Associação Industrial, enviou à redação da <em>Revista Illustrada</em>, a <em>coleção de fotografias da seção brasileira da exposição continental de Buenos Aires dentro de uma rica pasta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/2204" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, julho de 1882</a>),</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Obs</strong></span>: Na Biblioteca Nacional, há o livro <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank">Exposição Continental de Buenos Aires 1882 &#8211; Seção Brasileira</a>, com 24 fotografias de Samuel Boote (1844 &#8211; 1921).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/samuel.jpg"><img class=" size-full wp-image-11667 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/samuel.jpg" alt="samuel" width="540" height="352" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Fontes:</strong></em></span></p>
<p>ANDERMANN, Jens.<em> </em><em><a href="http://www.bbk.ac.uk/ibamuseum/texts/Andermann03.htm">The History Show at the Continental Exhibition of 1882 and the National History Museum at Buenos Aires</a></em></p>
<p><a href="http://www.elarcondelahistoria.com/la-exposicion-continental-sudamericana-1531882/" target="_blank">El arcon de la historia argentina</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; I &#8211; O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2017 15:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 - 1903), na ocasião em que foi jurado da seção "Fotografia", da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"> Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), na ocasião em que foi jurado da seção &#8220;Fotografia&#8221;, da II Exposição Nacional de 1866. Segundo Tadeu Chiarelli, com esse texto, o pintor traçou<em> &#8230;aquela que talvez seja a primeira história da fotografia escrita no Brasil (talvez a primeira em língua portuguesa)&#8230;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8216;A descoberta da fotografia, importante auxiliar das artes e ciências, e que há mais de meio século preocupava o espírito de doutos tornando-se objeto de estudo de alguns sábios da Inglaterra e da França, só nesses últimos tempos atingiu ao grande aperfeiçoamento que apresenta e que bem pouco deixa a desejar&#8217;.</em></span></p>
<p>Foi com essas palavras que Victor Meirelles iniciou o capítulo &#8220;Fotografia&#8221;, que constou no Relatório sobre a II Exposição Nacional de 1866, realizada no Palácio da Moeda do Rio de Janeiro entre 19 de outubro e 16 de dezembro de 1866. O pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Mostrou-se também entusiasmado com as aplicações da fotografia. Seu julgamento das obras expostas expressava rigor crítico e admiração. Usou em sua avaliação valores e parâmetros que eram, tradicionalmente, utilizados na crítica de pinturas como, por exemplo, os efeitos de luz e a nitidez das imagens. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.</p>
<p>Na opinião do pintor, os quinze fotógrafos que participaram da exposição equiparavam-se <em>pouco mais ou menos em perfeição.</em> Mas os registros do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> foram os que mais elogiou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5263/icon1513880.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="618" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank">Vitor Meireles, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Victor Meirelles (Santa Catarina, 18 de agosto de 1832 &#8211; Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1903)</a> é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros do século XIX (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/6013" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de fevereiro de 1903, na terceira coluna</a>). São de sua autoria quadros icônicos da história das artes plásticas no Brasil como <em>A Batalha dos Guararapes, </em><em>A Primeira Missa do Brasil</em>, <em>Juramento de Princesa Isabel, </em><em>Moema</em> e<em> Passagem do Humaitá.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><img src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/09/primeira-missa-550x409.jpg" alt="" width="550" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><em>A Primeira Missa do Brasil</em> (1861), óleo de Victor Meirelles / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/122" target="_blank"><strong>Acessando o link para alguns registros realizados por fotógrafos que participaram da II Exposição Nacional de 1866 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A II Exposição Nacional foi realizada no Rio de Janeiro no palácio que abriga atualmente o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Sua abertura foi anunciada como uma demonstração de coragem e patriotismo dos brasileiros já que o evento aconteceu em meio a <em>dolorosas preocupações de uma guerra formidável</em> &#8211; a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/10878" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866, na primeira coluna</a>). O evento foi visto por de cerca de 52.000 pessoas, inclusive por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, que a visitou diversas vezes e compareceu às cerimônias de inauguração e de encerramento (<em>Semana Ilustrada</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2449" target="_blank">21 de outubro de 1866, na primeira coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2521" target="_blank">23 de dezembro de 1866, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21095" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de outubro de 1866, na terceira coluna</a> e <a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21167" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de novembro de 1866, na última coluna</a>).</p>
<p>Pela primeira vez a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. A importância conferida à fotografia na II Exposição Nacional e a qualidade do material exposto fica evidente na publicação da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2482" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em> de 18 de novembro de 1866.</a> :</p>
<p><em>&#8216;Na sala imediata a das pinturas acham-se colocadas as fotografias que formam uma parte bem distinta da atual exposição&#8230; Não há dúvida que a fotografia entre nós é exercida com uma perfeição que não deve temer a confrontação com os trabalhos europeus&#8230;&#8217;</em></p>
<p>Porém, ainda se discutia se a fotografia deveria ser incluída como uma das belas-artes, como pode-se ler em uma carta enviada pelo conde de La Hure, erudito francês que residia no Brasil e autor de várias obras sobre temas brasileiros, a Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira coluna</a>, na época dirigido pelo escritor. De La Hure também fez uma apreciação das fotografias expostas:</p>
<p>&#8216;<em>Deve-se por a fotografia entre as belas-artes? A questão tem sido e está sendo debatida&#8230;Adhue sub judice est. Não serei eu quem a resolva. Não posso deixar a sala de produtos dessa arte sem mencionar os retratos de tamanho notável, a fumo ou coloridos, e outros muitos dos senhores Guimarães &amp; C, Stahl &amp; Wahnschaffe, Gaspar &amp; Guimarães, e Pacheco. Os retratos de Suas Majestades o Imperador e a Imperatriz do sr. Stahl &amp; Wahnschaffe são de boa e bela execução. O sr. Leuzinger expõe panoramas, paisagens, reproduções de gravuras ou litografias, em que a fotografia trabalha com perfeita fidelidade, igualando o que se faz de melhor atualmente. Diante da fotografia do sr. Leuzinger, indico-lhe como perfeição tipográfica a página dos preços correntes desse expositor, impressa na mesma casa dele, com tinta de diversas cores, tudo de um lindo gosto e de um belo efeito. </em></p>
<p><em>O sr. Guimarães, como artista que é, quis que a tabuleta de sua exposição de fotografias não fosse uma obra vulgar, e pediu que outro artista a fizesse (o sr. A. James). O escudo do Brasil e a coroa que lhe está sobreposta são do melhor efeito e execução; as folhagens que servem de moldura à tabuleta toda são lindíssimas, graciosas e de gosto&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira e quarta colunas</a>)&#8217;.</p>
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<div id="attachment_9436" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank"><img class="wp-image-9436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/tracado.jpg" alt="tracado" width="716" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank">Parte do traçado do edifício da Exposição e Jardins Anexos, <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866</a></p></div>
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<p>A classe de “Fotografia” foi dividida entre “panoramas”, “panoramas  diversos para álbuns”, “estereoscópios”, “álbuns” e “retratos”. Foram premiados com medalha de prata <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, Carneiro &amp; Gaspar, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 – 1877)</a> &amp; Germano Wanchaeffer (1832 – ?) e E.J. Van Nyvel; com medalha de bronze <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>, Modesto e Jacy Monteiro &amp; Lobo. Finalmente, obtiveram menções honrosas José de Melo Arguelles, Luiz Terragno ( c. 1831 &#8211; 1891), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) </a>e Leon Chapelin (18? -?). Na categoria “Paisagem”, a medalha de prata foi obtida por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>.</p>
<p>O relatório do evento foi realizado por Antônio José de Souza Rego (1829 &#8211; 1889), 1º secretário da comissão diretora da exposição, e foi publicado pela Tipografia Nacional, em 1869. Em 20 de novembro de 1866, Victor Meirelles o assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia. O quarto grupo era presidido por Antônio Félix Martins (1812 &#8211; 1892).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9403" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank"><img class="wp-image-9403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/charge1.jpg" alt="charge" width="623" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank">Charge sobre a popular II Exposição Nacional, publicada na Semana Ilustrada, 21 de outubro de 1866.</a></p></div>
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<p><strong>Sobre os premiados, Meirelles escreveu:</strong></p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>:</span></p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>:</span></p>
<p><em>Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Prata &#8211; Carneiro &amp; Gaspar:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos, que reúnem em geral as condições e qualidades que constituem o verdadeiro merecimento da arte fotográfica, são ainda muito recomendáveis e de incontestável merecimento. As provas de grandes dimensões, que são obtidas pelo sistema conhecido de amplificação, teriam para nós outro valor e delas formaríamos mais acertados juízo, se em vez de terem sido apresentadas com retoques, tivéssemos de julgar unicamente o trabalho puro e propriamente dito fotográfico.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">4ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877</a>) &amp; Germano Wahnschaffe (1832 &#8211; ?)</span></p>
<p><em>São ainda dignos de toda atenção os trabalhos fotográficos destes senhores. As provas que representam diversos tipos da raça africana reúnem as qualidades essenciais, que sem elas a fotografia seria imperfeita. As de grandes dimensões, dos retratos de SS. MM. Imperiais obtidos também pelo sistema de amplificação pecam um pouco por não serem mais firmes e caírem excessivamente no efeito oposto, que os artistas chamam mole. Bem sabemos quanto é difícil em uma prova dessa dimensão obter-se melhor resultado. Acreditamos que essas provas foram antes ali representadas para que o público julgue o quanto são suscetíveis de serem depois coloridas a guache ou retocadas a óleo, como as que se acham expostas. As vistas do panorama da cidade do Rio de Janeiro e de algumas outras localidades pitorescas dos nosso subúrbios são trabalhos que ficam recomendados também por sua perfeição&#8221;.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">5ª Medalha de Prata &#8211; E. J. Van Nyvel:</span></p>
<p>Sentimos que os limitados trabalhos fotográficos deste senhor não nos fornece mais ampla comparação entre os seus companheiros. Não podemos entretanto deixar de reconhecer por alguns de seus retratos ditos cartões de visita que seu autor sustem-se dignamente no ponto de honra que seguramente o induziu a vir apresentar-se nesta festa da indústria.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Bronze &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho &#8211; Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.        </em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Bronze &#8211; Modesto Ribeiro:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos não estão longe de atingirem a perfeição que seu autor se esforça para obter. Nos trabalhos que expôs em cartões de visita, prima um retrato de meio corpo que se encontra colocado no centro do quadro grande, no qual estão expostas diversas provas; notando-se ainda o de uma criança que está deitada sobre uma cadeira de encosto, pela nitidez, vigor das sombras e beleza das meias tintas. Grande número das outras provas de grandes dimensões deixam a desejar pela falta de firmeza, nitidez e transparência das sombras.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Bronze &#8211; Jacy Monteiro &amp; Lobo:</span></p>
<p><em>Apesar de serem ainda suscetíveis de aperfeiçoamento os trabalhos fotográficos destes senhores, vê-se entretanto algumas provas que não são sem merecimento, reunindo as qualidades desejáveis. Quero crer que a falta de melhor efeito nas menos felizes, provenha o defeito do clichê.</em></p>
<p><em>Os fotógrafos sabem bem pela prática quanto é pernicioso ao bom resultado da prova positiva obter-se a prova negativa com muito custo, e a poder de reforços, e quanto esta perde de sua transparência, por ser impossível evitar-se aquela espécie de véu, que se forma sobre a imagem e que é proveniente da acumulação dos diversos precipitados que se aderem na camada do colódio e por isso quanto deve influir na nitidez e vigor das provas positivas; mais alguma atenção nesta parte influirá certamente para que se obtenham melhores resultado</em>s.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Menção Honrosa &#8211; José de Melo Arguelles:</span></p>
<p><em>Este senhor expôs alguns retratos em cartões de visita que não são absolutamente privados de alguma boa qualidade não obstante pequem principalmente pelo efeito de luz, que dão a seu trabalho um aspecto de dureza, proveniente da falta de meias tintas suaves que ligando-se mais harmoniosamente com os claros e as sombras, tanto contribuem para a beleza das formas, dando-lhes perfeito relevo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Menção Honrosa &#8211; Luiz Terragno em Porto Alegre ( c. 1831 &#8211; 1891):</span></p>
<p><em>Não são inteiramente privadas de merecimento as provas fotográficas enviadas por este senhor. Nota-se o retrato de uma senhora que foi também reproduzido sobre fino tecido de um lenço; bem como as outras provas, representando algumas vistas.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Menção Honrosa &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela</a> e Leon Chapelin de Pernambuco:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Medalha de Prata na categoria &#8220;Paisagem&#8221; &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos desse senhor primam pela nitidez, vigor e fineza dos tons e também por uma cor muito agradável. Pode-se dizer desses trabalho, que são perfeitos, pois que representam fielmente com todas as minudências os diversos lugares pitorescos de nosso característico país. Algumas provas são obtidas com tanta felicidade que parece antes um trabalho artisticamente estudado e que neste ponto rivalizam com a mais perfeita gravura em talhe doce; direi que estas provas poderiam perfeitamente servir de estudo aos artistas que se dedicam a arte bela da pintura de paisagens. As formas são ali reproduzidas com toda a fidelidade da perspectiva linear, e o que sobretudo torna-se ainda mais digno de atenção é a perspectiva aérea, tão difícil de obter-se na fotografia sem grande alteração.</em></p>
<p><em>Aquela gradação dos planos que tão bem se destacam entre si e vão gradualmente desaparecendo no horizonte até o último é obtida de modo a não ter-se mais que desejar, sendo nesta parte notáveis as seguintes vistas:</em></p>
<p><em>Gavia do lado da Tijuca</em></p>
<p><em>Vale do Andarahy</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos vista da barreira</em></p>
<p><em>Vista da Praia Grande</em></p>
<p><em>A planície abaixo da cascata na Tijuca         </em></p>
<p><em>O rochedo de Quebra Cangalhas</em></p>
<p><em>Panorama da cidade do Rio de Janeiro</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos do lado de Teresópolis</em></p>
<p><em>O Garrafão, e muitas outras que deixaremos de mencionar&#8217;</em></p>
<div style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4442/SAm52-0066.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="786" height="622" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank">Georges Leuzinger. O Dedo de Deus na Serra dos Órgãos, c. 1867. Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ASSIS, Machado de, 1839-1908. <a href="http://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/correspondencia_machado_de_assis_-_tomo_ii-1870-1889_-_para_internet.pdf" target="_blank"><em>Correspondência de Machado de Assis : tomo II, 1870-1889</em> </a>/ coordenação e orientação Sergio Paulo Rouanet ; reunida, organizada e comentada por Irene Moutinho e Sílvia Eleutério. – Rio de Janeiro : ABL, 2009. (Coleção Afrânio Peixoto ; v. 92). 560 p. ; 21 cm.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202005000200006" target="_blank">História da arte / história da fotografia no Brasil &#8211; século XIX: algumas considerações</a>. </em>ARS (São Paulo) vol.3 no.6. São Paulo, 2005.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Para ter algum merecimento: Victor Meirelles e a fotografia</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p 14-23.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. <em><a href="https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924019972011;view=1up;seq=106" target="_blank">Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1º secretário da Comissão Diretora</a></em>. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MEIRELLES, Victor. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Relatório da II Exposição Nacional de 1866</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p. 6-13.</p>
<p>SILVA, Maria Antonia Couto da. <a href="http://www.revistafenix.pro.br/PDF11/ARTIGO.6.SECAO.LIVRE-Maria.Antonia.Couto.da.Silva.pdf" target="_blank"><em>As relações entre pintura e fotografia no Brasil do século XIX: considerações acerca do álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond.</em></a> Fênix : Revista de História e Estudos Culturais (Uberlândia), v. 04, p. 01-18, 2007.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento339466/exposicao-nacional-2-1866-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/marantfel.htm" target="_blank">Site do Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil </a></p>
<p><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Site do Museu Histórico Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2000, p. 12. (Espaços da Arte Brasileira)</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>XEXEO, Monica. Victor Meirelles: um desenhista singular. In: TURAZZI, M.I. (org) Victor Meirelles: novas leituras. São Paulo: Studio Nobel, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>O retratista português Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 16:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Parreiras]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
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		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Família Real]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafo da Casa Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo português]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Weingartner]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, o fotógrafo e pintor português Joaquim José Pacheco, posteriormente Joaquim Insley Pacheco, nasceu em Cabeceiras de Bastos, em 1830. No fim dos anos 40, já estava em Fortaleza, onde teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter, que tornou-se seu mestre. Em 1855, já estava estabelecido no Rio de Janeiro e nesse mesmo ano fotografou o imperador Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina e a filha do casal, princesa Leopoldina, na Quinta da Boa Vista e foi agraciado com o título de "Fotógrafo da Casa Imperial". Faleceu em 1912.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 327px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de homem (verso), c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, o fotógrafo e pintor português Joaquim José Pacheco, posteriormente Joaquim Insley Pacheco, nasceu em Cabeceiras de Bastos, em 31 de março de 1830. Era muito requisitado pela corte imperial brasileira e, além de ter sido muito procurado para a execução de retratos, era reconhecido por seu trabalho com fotopintura.</p>
<p>Uma crônica do poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), de 24 de outubro de 1863, chamava atenção para a popularidade de Insley Pacheco no Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8220;&#8230;Pouco distante do meu pouso eleva-se uma casa cuja fachada pintada de cores vivas provoca a atenção dos que passam. É aí o palácio do fotógrafo mais afamado da capital, J. Insley Pacheco, que tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio&#8230;&#8221;</em></p>
<p>No fim dos anos 1840, já estava em Fortaleza, capital do Ceará, onde teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter (1811- 18?)*, uma das figuras mais pitorescas do início da fotografia no Brasil, que tornou-se seu mestre. Insley produzia desenhos para as exibições de mágica de Walter e, em troca, Walter ensinava a ele a arte da daguerreotipia. Segundo Mello Moraes Filho, Insley possuía uma <em>natureza em demasia curiosa, índole decidida e aventureira</em>. De acordo com o mesmo autor, Insley foi o introdutor da ambrotipia no Brasil. Ele teria adquirido, de um capitão de navio ancorado no porto do Rio de Janeiro, fórmulas e máquinas do referido processo.</p>
<p>O primeiro estabelecimento fotográfico de Insley de que se tem notícia ficava na rua Formosa, em Fortaleza. Entre 1950 e 1951, viajou pelos Estados Unidos, onde estudou com os fotógrafos Mathew Brady (c.1822 &#8211; 1896), Jeremiah Gurney (1812 &#8211; 1895) e Henry E. Insley (1811 &#8211; 1894). Acredita-se que em homenagem a esse último adotou o sobrenome Insley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=insley&amp;submit=Ir" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de Joaquim Insley Pacheco disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1851, após uma breve passagem por São Luís, no Maranhão, voltou à Fortaleza e seu estúdio ficava na rua da Palma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/1714" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 9 de maio de 1851, na última coluna</a>).  Um ano depois, vendeu <em>por menos de seu valor todos os utensílios pertencentes a sua profissão de retratista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/720" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 21 de agosto de 1852, na terceira coluna</a>). <span style="color: #333333;">Partiu para Sobral (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/894" target="_blank"><em>Pedro II</em> (CE), 8 de dezembro de 1852</a><span style="color: #333333;">) e d</span>epois de uma rápida permanência em Pernambuco, em 1854, onde seu ateliê ficava no Aterro da Boa Vista, nº 4, no Recife, foi para o Rio de Janeiro e anunciava, em 1855, sua <em>Novíssima e esplêndida galeria de retratos pelo sistema cristalotipo</em>, em seu novo estúdio fotográfico, na rua do Ouvidor, nº 31, posteriormente 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8119" target="_blank"><em>Jornal do Commercio  7</em><span style="color: #000000;"> <span style="color: #0000ff;">de fevereiro de 1855</span></span></a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10006" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><em>Correio Mercantil, </em>9 de fevereiro de 1855<em> </em></span></a><em><span style="color: #0000ff;">)</span>. </em>Já assinava com o sobrenome Insley. No estabelecimento, também eram comercializados quadros, caixas, molduras e alfinetes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8870" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1855</a>). O ateliê também funcionava, eventualmente, como uma galeria para exposições de artes plásticas.</p>
<p>Insley Pacheco fotografou, em 10 de agosto de 1855, o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1829)</a> e a filha do casal, princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871), na Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>). Segundo Guilherme Auler (1914-1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, Insley teria sido agraciado com o título de &#8220;Fotógrafo da Casa Imperial&#8221;, em 22 de dezembro de 1855. Mas o fato só foi noticiado em 19 de dezembro 1857, no <em>Diário do Rio de Janeiro</em>. Foi também agraciado com a Ordem de Cavaleiro Real da Ordem de Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41935" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45559" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41935" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/insley22.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1857" width="490" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_01/45559" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de dezembro de 1857</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo isso contribuiu para que seu público fosse consistentemente de representantes da elite e retratos realizados em seu estabelecimento eram presenças constantes em álbuns fotográficos de famílias da alta sociedade do século XIX.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">Em 1858, foi anunciado <em>um grande passo na arte fotográfica</em> no ateliê de Insley Pacheco: <em>É o ambrotipo e a pintura dando-se as mãos para reunirem a fidelidade da cópia à duração e à persistência das cores</em> </span></span><span style="color: #333333;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45659" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de janeiro de 1858, na quarta coluna</a>). No mesmo ano, em um anúncio de seu estabelecimento, apresentava-se como <em>primeiro e único retratista em vidro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12833" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 13 de maio de 1858</a>).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Em 1860, a firma </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">Pacheco e Irmão Ambrotypista da Augusta Caza Imperial abriu um estúdio em Salvador, que fecharia no mesmo ano, e outro em São Luís, fechado em 1861. Em 1863, abriu um novo estabelecimento, na rua do Ouvidor, nº 102, no Rio de Janeiro</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/16933" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro </em>, 1º de abril de 1863, na quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Após diversas tentativas fracassadas, o Ministério do Império, com o decreto 5613, de 25 de abril, <em>concedeu privilégio de cinco anos a Joaquim Insley Pacheco, para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02b/31631" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 15 de maio de 1874, na última coluna</a>).</p>
<p>Insley Pacheco foi condecorado pelo governo português com a Ordem de Cristo  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2198" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 3 de março de 1866</a>) e participou das exposições universais de Paris (1867 e 1889), de Viena (1873), e da Filadéfia (1876) e de outras exposições internacionais como as do Porto (1865), de Santiago do Chile (1875), de Buenos Aires (1882) e de Chicago (1893). No Brasil, esteve presente em diversas exposições nacionais e também em várias exposições da Academia Imperial de Belas Artes.</p>
<p>Em torno de 1892, na folha de proteção sobreposta às suas fotografias, Insley Pacheco identificava-se como <em>Fotógrafo e pintor. Cavaleiro da Real Ordem de Cristo. Premiado com a Menção de Honra nas exposições de Vienna e mais 16 medalhas nas exposições de Philadelphia, Porto, Brazil, Chile, Buenos Aires e Chicago. Novo sistema de platinotipia &#8211; Rua dos Ourives, 38 &#8211; Rio de Janeiro</em>.</p>
<p>Nas artes plásticas, seu mestre foi o pintor Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883) e seus quadros foram muitas vezes premiados. Eram adquiridos por destacadas figuras da sociedade como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a>. Insley Pacheco foi, em 1903, o primeiro presidente da Associação dos Aquarelistas. Em seu ateliê foram realizadas diversas exposições de pintores como Firmino Monteiro (1855 &#8211; 1888) e Pedro Weingarten (1853 &#8211; 1929).</p>
<p>Em 14 de outubro de 1912, faleceu Joaquim Insley Pacheco, <em>o fotógrafo tradicional do Rio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/16002" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de outubro de 1912</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/14176" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1912, ambos na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="655" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil: retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentário de Boris Kossoy sobre o retrato acima: &#8230;um retrato do imperador, entretanto, datado de 1883, isto é, quando contava 58 anos de idade, é particularmente interessante pelo &#8220;clima&#8221; tropical criado no ateliê: cenário de natureza &#8220;plantada&#8221; como fundo para o retrato (bem ao contrário dos tradicionais fundos com paisagens europeias complementados por uma mescla de mobiliário vitoriano e clássico, recursos tão utilizados pelos fotógrafos no século XIX). Com a nova montagem do velho teatro tem-se explicitada a ideologia de uma civilização nos trópicos&#8221; (KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.).</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui a</strong></span> <em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</span></strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41857" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-41857 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley5.jpg" alt="insley5" width="363" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421708.jpg" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Segundo Mello Moraes Filho  (1844 &#8211; 1919), Frederick Walter <em>&#8220;desembarcara no Ceará, trazendo consigo um aparelho de daguerreótipo, que usava durante o dia, e um gabinete de mágica, que funcionava à noite nos teatrinhos</em>&#8220;. Walter tornou-se o mestre do jovem Pacheco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41959" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41959" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/insley31.jpg" alt="Correio da Manhã. " width="315" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_01/3603" target="_blank">Mello Moraes Filho em &#8220;Artistas do meu tempo&#8221; / <em>Correio da Manhã,</em> 5 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome abrasileirado do mestre irlandês de Insley era Guilherme Frederico Walter e ele havia trabalhado, em 1840, no Rio de Janeiro, com o mágico Jacomo Luiz Marques (18?-?); e, em 1846, no Recife, como assistente do mágico inglês George Sutton (18? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de setembro de 1840, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45219" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><img class=" wp-image-45219" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará2.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1840" width="389" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_03/947" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 12 de setembro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45216" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45216" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/ceará1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1846" width="388" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/7650" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de maio de 1846</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após as apresentações no Recife, Walter seguiu para São Luís, capital do Maranhão, onde aprendeu a daguerreotipia com o norte-americano Charles DeForest Fredericks (1823 &#8211; 1894) que, na ocasião, estava trabalhando na cidade (<em>O Espelho de Papel &#8211; A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB (</em>2025)). Em 1849, no Recife, Walter estabeleceu sua galeria de daguerreótipos na Rua da Cadeia de Santo Antônio, nº 26, no segundo andar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_02/11333" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1849, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Segundo <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), de Ary Bezerra Leite, Pacheco pintava cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador e, em troca, recebia dele aulas de daguerreotipia.  Guilherme Frederico Walter chegou ao Ceará, em 30 de maio de 1848, e anunciou, poucos dias depois, que tirava <em>retratos pelo daguerreótipo com toda a perfeição. </em>Assim começava a história da fotografia no Ceará (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45209" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><img class=" wp-image-45209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/ceará.jpg" alt="O Cearense, 8 de junho de 1848" width="419" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709506/622" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 8 de junho de 1848</a> ( no anúncio está escrito, erradamente, 1849)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 &#8211; 1900 &#8211; Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FÁBIO, Flávia.<a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/479654" target="_blank"> <em>Insley Pacheco: um álbum imaginário</em></a>. Tese de Mestrado em Multimeios, Universidade Estadual de Campinas, 2005.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>GONÇALVES, Joaquim Castro. <a href="https://ocastromanco.blogspot.com.br/2016_02_01_archive.html" target="_blank"><em>O fotógrafo do imperador</em></a>. O Castro Manco, 9 de fevereiro de 2016.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1o secretário da Commissão Directora. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MORAES FILHO, Melo. <em>Artistas do meu tempo</em>. Rio de Janeiro: Garnier, 1904.</p>
<p>PINHO, Wanderley. <em>Salões e Damas do Segundo Reinado</em>. São Paulo:Martins, 1942.</p>
<p><a href="https://www.emerald.com/jmipi/article/124/1896/432/442387/OBITUARY-ALFREDO-HENRIQUE-PACHECO-1855-1895" target="_blank">Site Emerald Insight</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21635/insley-pacheco" target="_blank">Site Encilopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="http://ocastromanco.blogspot.com.br/2016/02/o-fotografo-do-imperador.html" target="_blank">Site O Castro Manco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil</em>. Centro Cultural do Banco do Brasil Rio de Janeiro, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista. </em>Editora Metalivros, 2003.</p>
<p><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica também pesquisou em diversos periódicos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
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		<title>O Palácio Real de São Cristóvão</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 11:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Família Real]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[Vik Muniz]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana destacou fotografias do Palácio Real de São Cristóvão produzidas por  Augusto Malta (1864 - 1957), Augusto Stahl (1828 - 1877), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) . O Palácio Real ou Paço Real, localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, havia sido um casarão de um rico comerciante, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes, que possuía a área da Quinta da Boa Vista. Devido à carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou sua propriedade ao então príncipe regente dom João quando ele chegou ao Brasil, em 1808. Quando foi proclamada a República no Brasil e a família partiu para Portugal, em 1889, o Palácio Real de São Cristóvão deixou de ser a residência da família real.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>O Palácio Real de São Cristóvão</em>*</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2309" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2309/007A5P3FG5-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="678" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2309" target="_blank">Georges Leuzinger. O Palácio Imperial, c. 1870. São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica destacou fotografias do Palácio Real de São Cristóvão, que atualmente abriga o Museu Nacional da Universidade do Rio de Janeiro, produzidas por  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=augusto+malta" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=georges+leuzinger" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886) </a>. O Palácio Real ou Paço Real, localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, havia sido um casarão de um rico comerciante, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes, que possuía a área da Quinta da Boa Vista. Devido à carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou sua propriedade ao então príncipe regente dom João quando ele chegou ao Brasil, em 1808. A partir de 1817, transformou-se na moradia da família real até 1889, quando foi proclamada a República no Brasil e a família partiu para Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Após a proclamação, o palácio sediou os trabalhos da Assembleia Nacional que resultaram na Constituição Brasileira promulgada em 24 de fevereiro de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/2823" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de fevereiro de 1891, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 1892, o Museu Nacional do Brasil, criado em 6 de junho de 1818 por dom João VI e sediado no Campo de Santana, mudou-se para o Palácio da Quinta (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/4909" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1892, na terceira coluna</a>). Hoje é chamado Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é um um dos maiores museus de antropologia e de história natural das Américas.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/97" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Imperial de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil e da própria cultura do país, foi atingido, em 2 de setembro de 2018, por um incêndio de grandes proporções, foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que consumiu cerca de 85% de 20 milhões de itens, incluindo múmias, fósseis de dinossauros e muitos objetos que contribuíam para a história do Brasil e de outros países.</p>
<p>Em março de 2020, foi criado o Projeto Museu Nacional Vive, que coordena a reconstrução do Paço, a reforma da Biblioteca Central e a implementação do Campus de Pesquisa e Ensino Museu Nacional / UFRJ. Trata-se de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e ao Instituto Cultural Vale. No ano seguinte, ornamentos históricos e artísticos que sobreviveram ao incêndio foram higienizados e protegidos; réplicas foram produzidas; artefatos foram resgatados a partir do monitoramento arqueológico e o restauro das fachadas e coberturas do Paço começou pelo bloco histórico. Quatorze mil novos itens foram conquistados para o Museu. Em 2022, na celebração do bicentenário da independência, sua fachada principal estava inteiramente restaurada e as obras de restauração continuam avançando.</p>
<p>Em 21 junho de 2026, foram inauguradas, no Museu Nacional, duas exposições temporárias: <em>Bastidores da Ciência</em> e <em>Rescaldo das Memórias</em>. A primeira, desenvolvida pelas equipes do Museu e do Projeto Museu Nacional Vive, apresenta os processos, técnicas e práticas envolvendo a produção do conhecimento científico. Na segunda, o artista visual Vik Muniz (1961-) transformou cinzas e fragmentos do incêndio em 11 fotografias e 9 esculturas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2452/007A5P4F2-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank">Augusto Malta Museu Nacional, c. 1930. São Cristóvão. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45580" style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/vikmuniz.jpg"><img class="size-full wp-image-45580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/vikmuniz.jpg" alt="Vik Muniz. Museu Nacional da série Museu das cinzas" width="559" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Vik Muniz. Museu Nacional da série <em>Museu das cinzas</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Link para o artigo <em>O Museu Naciona</em>l, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 3 de setembro de 2018.</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/casadoimperador/" target="_blank">Link para a página &#8220;Redescobrindo a casa do imperador&#8221;, no site do Museu Nacional.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong><span style="color: #800000;">*</span></strong>Esse artigo foi atualizado em 24 de junho de 2026.</div>
<div></div>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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