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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Jean Manzon</title>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; IX &#8211; Crianças no carnaval carioca de 1933 por Guilherme Santos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 14:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com uma estereoscopia divertida de crianças fantasiadas no carnaval carioca de 1933, produzida pelo fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 - 1966), a Brasiliana Fotográfica celebra a folia momesca e elenca para seus leitores sete artigos já publicados no portal sobre a festa, que é considerada por muitos como o maior show da Terra. Nos artigos, estão publicadas cenas de carnaval com imagens de foliões de diferentes décadas e estados do Brasil registrados por fotógrafos ainda não identificados, por Augusto Malta (1864 - 1957), Chichico Alkmin (1886 - 1978), Jean Manzon (1915 - 1990) e Luiz Lavenère Wanderley (1868 – 1966). Evoé Momo! Salve o Carnaval!

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma estereoscopia divertida de crianças fantasiadas no carnaval carioca de 1933, produzida pelo fotógrafo amador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"> Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, a Brasiliana Fotográfica celebra a folia momesca e elenca para seus leitores sete artigos já publicados no portal sobre a festa, que é considerada, por muitos, como o maior show da Terra. Nos artigos, estão publicadas cenas de carnaval com imagens de foliões de diferentes décadas e estados do Brasil registrados por fotógrafos ainda não identificados, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmin (1886 &#8211; 1978),</a> Jean Manzon (1915 &#8211; 1990) e<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank"> Luiz Lavenère Wanderley (1868 – 1966). </a>Evoé Momo! Salve o Carnaval!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12600/002080RJ7812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="828" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank">Guilherme Santos. Carnaval &#8211; crianças fantasiadas, 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotógrafo amador e colecionador, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos</a> produziu mais de 20 mil imagens estereoscópicas entre os anos de 1906 e 1957, utilizando-se exclusivamente do sistema Verascope, um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. Antes dele, entre os anos de 1855 e 1862, o “Photographo da Casa Imperial”, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina </a>e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, havia produzido vários registros utilizando a técnica da estereoscopia. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas.</p>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a>.</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/19130/carnavais-de-outrora" target="_blank">Leia aqui <em>Carnavais de outrora</em>, de Guilherme Tauil, publicado no Portal da Crônica Brasileira em 15 de fevereiro de 2024</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; III e Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; VII &#8211; O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 14:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon, responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no Diário da Noite, de 31 de dezembro de 1948, na ocasião do falecimento do Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 - 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação, realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 - 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon (1915 &#8211; 1990), responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, de 31 de dezembro de 1948</a>, na ocasião do falecimento do primeiro Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 &#8211; 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 &#8211; 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/32279" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de fevereiro de 1946, sétima coluna</a>). Vamos também traçar um pequeno perfil de Manzon. Foi em 3 de fevereiro de 1934 que o carnaval carioca foi aberto pela primeira vez por um Rei Momo de carne e osso.</p>
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<div style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="646" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo &#8211; a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-30653 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo1.jpg" alt="momo" width="417" height="531" /></a></p>
<div id="attachment_30654" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class="wp-image-30654 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo2.jpg" alt="momo2" width="415" height="96" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou entre 1934 e 1948, com a Rainha do Carnaval das Atrizes, Mara Rúbia. Foto de autoria de Jean Manzon produzida em 28 de fevereiro de 1946, no Teatro João Caetano / <em>Diário da Noite</em>, 31 de dezembro de 1948.</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os Diários Associados e a importância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela terceira vez uma imagem dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro -, que foi incorporado, em 2016, ao acervo fotográfico de uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS), é o destaque de uma publicação do portal. Esse conjunto de fotos dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, comprado por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele, em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado, em 1827, e adquirido pelo grupo em 1959.</p>
<p>Mais uma vez destacamos a relevância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa mesmo que as imagens estejam disponíveis em plataformas como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma das mais importantes fontes de pesquisa do portal. Com a preservação, as fotografias podem, a partir de recursos tecnológicos, como a digitalização e o <em>zoom</em>, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/350" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Rei Momo publicados em jornais cariocas dos Diários Associados e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de Jean Manzon (1915 &#8211; 1990)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="https://fotografia.povosindigenas.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Retrato-MANZON.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_31015" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank"><img class=" wp-image-31015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/jeanmanzon.jpg" alt="Jean Manzon / Arquivo Nacional" width="213" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank">Jean Manzon / Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo e cineasta Jean Manzon nasceu em Paris, em 2 de fevereiro de 1915. Começou sua carreira, aos 16 anos, no jornal <em>L´Intransigeant. </em>Depois trabalhou nas revistas ilustradas <em>Vu e Match </em>e no vespertino <em>Paris Soir</em>. Também trabalhou para o serviço cinematográfico da Marinha Francesa durante a Segunda Guerra Mundial.<em> </em>Veio para o Brasil, em agosto de 1940, e fixou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Nos primeiros anos da década de 1940, foi o encarregado pela organização do Setor de Fotografia do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo do presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Manzon tinha a função de produzir material para a divulgação da imagem do Brasil no país e no exterior. Editou pela Força Expedicionária Brasileira a revista <em>Brasil na Guerra</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Atuou em diversas publicações dos Diários Associados, principalmente na revista <em>O Cruzeiro, </em>onde começou a trabalhar em 1943, a convite de Frederico Chateubriand (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/37039"><em>O Cruzeiro, </em>10 de julho de 1943</a>), onde permanceu até<em> </em>1951. Neste período produziu mais de 300 fotorreportagens cujos temas a professora e arquiteta Helouise Costa separou em quatro tópicos: política, personalidades, religião e realidade brasileira. Justamente nas décadas de 40 e 50 as matérias da revista tiveram um forte impacto na formação do imaginário brasileiro abordando, muitas vezes, pela primeira vez, alguns assuntos. Formou com David Nasser (1917 &#8211; 1980) uma das duplas mais importantes do jornalismo brasileiro. Juntos percorreram o Brasil de norte a sul e é deles, por exemplo, a matéria <em>Enfrentando os chavantes, </em>reportagem pioneira sobre índios brasileiros<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/41611"><em>O Cruzeiro</em>, 24 de junho de 1944</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Manzon foi o responsável pela renovação do fotojornalismo no Brasil, implantando em <em>O Cruzeiro, </em>a partir de sua experiência europeia<em>,</em> uma linguagem fotográfica que usava ângulos de baixo para cima e vice-versa, tomadas oblíquas, enfatizando detalhes expressivos e utilizando intencionalmente a cenografia, onde a imagem era meticulosamente arquitetada pelo fotógrafo que, desta forma, construia a imagem. Introduzia assim a fotorreportagem, onde a foto não se limitava a ilustrar o texto, mas transmitia um ponto de vista especificamente visual sobre os fatos e resultava, com o texto, uma narrativa estruturada.</p>
<p style="text-align: left;">Manzon formou em <em>O Cruzeiro</em> uma equipe de fotógrafos que tornou-se pioneira do fotojornalismo moderno no país. Alguns deles foram Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959),  José Medeiros (1921- 1990) e Peter Scheier (1908 &#8211; 1979).</p>
<p style="text-align: left;">Na década de 1950, passou a colaborar com a revista <em>Paris Match</em>. Colaborou também com o jornal <em>Última Hora</em> e com a <a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/1" target="_blank">revista <em>Manchete, </em>em cuja capa do primeiro exemplar, de 26 de agosto de 1952</a>, há uma chamada para <em>Uma grande reportagem de Jean Manzon, </em>intitulada<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/7" target="_blank"><em> Nem tudo é sombra e água fresca, também se trabalha na Câmara dos Deputados.</em></a></p>
<p style="text-align: left;">Ainda nos anos 50, fundou a empresa cinematográfica Jean Manzon Produções, que realizou mais de 900 documentários. Um deles, <em>L´Amazone,</em> foi premiado com o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza, Itália, em 1966. Retornou a Paris e, entre 1968 e 1972, assumiu a direção da <em>Paris Match</em>. É de sua autoria os livros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/3113" target="_blank"><em>Flagrantes do Brasil </em>(1950)</a> e <em>Mergulho na Aventura (1950), </em>este último em parceria com David Nasser; <em>Brasil </em>(1952) e <em>Féerie Brésilienne </em>(1957), entre outros.</p>
<p style="text-align: left;">Ele se orgulhava de ser <em>o maior propagandista brasileiro no exterior</em> e acusado, muitas vezes, de não mostrar a realidade do Brasil em seus documentários, declarou, em entrevista no artigo de Sérgio Gomes, <em>Profissão otimista</em>, publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977:</p>
<div id="attachment_31509" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg"><img class="size-full wp-image-31509" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg" alt="Folha de São Paulo, 17 de novembro de 1977" width="248" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Folha de São Paulo</em>, 17 de novembro de 1977</p></div>
<p style="text-align: left;">Segundo o poeta Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), na apresentação da segunda edição de <em>Flagrantes do Brasil</em>, a obra de Manzon seria como um retrato de “<em>nossa terra, nossos homens e nossos costume</em>s”. Seu acervo é um dos maiores patrimônios cinematográficos de preservação da história e da memória no Brasil e em toda América Latina produzido por um só artista.</p>
<p style="text-align: left;">Em junho de 1990, em São Paulo, recebeu a Cruz de Oficial da Legião de Honra da França. Jean Manzon faleceu em Reguengos de Monsaraz, em Portugal, em 1º de julho de 1990, devido a um traumatismo craniano ocasionado por uma queda de uma escada (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/12200" target="_blank">5 de junho de 1990</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/14590" target="_blank">3 de julho de 1990</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Rei Momo I e Único do carnaval carioca</strong></em></span></p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11419/036ACARN0148F002f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janero de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30655" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30655" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo11.jpg" alt="Diário da Noite, 27 de janeiro de 1940" width="300" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou no carnaval carioca de 1934 a 1948<em> / Diário da Noite</em>, 27 de janeiro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Mitologia Grega, Momo era o deus da festividade, filho do Sono e da Noite. Por sua irreverência e sarcasmo foi expulso do Olimpo. Na Grécia, registros históricos revelam que os primeiros reis Momos até hoje conhecidos desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais bonitos do exército e, ao final da festa, ele era sacrificado em honra do deus Saturno.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira representação do Rei Momo de que se tem notícia no Brasil foi feita pelo caricaturista alemão radicado no Brasil, Henrique Fleiuss (1824 &#8211; 1882), e publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/511" target="_blank"><em>Semana Illustrada, </em>em 2 de março de 1862</a>, primeira publicação humorística ilustrada da imprensa brasileira. Fundada por Fleiuss, existiu entre 1860 e 1876, e teve como colaboradores Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30666" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo5.jpg" alt="Rei Momo por Henrique Fleuiss / Semana Illustrada, 2 de março de 1862" width="280" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank">Rei Momo por Henrique Fleuiss / <em>Semana Illustrada</em>, 2 de março de 1862</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Até hoje, acredita-se que a primeira representação física do Rei Momo no país tenha acontecido em 21 de junho de 1910 durante a encenação da opereta<em> Cupido no Oriente</em> apresentada no Circo Spinelli. O famoso Benjamim de Oliveira (1870 &#8211; 1954), um dos autores da peça ao lado de David Carlos (18?-19?) e o primeiro palhaço negro do Brasil, interpretou Momo. O espetáculo contava com 28 músicas de autoria do maestro Paulino do Sacramento (1880 &#8211; 1926) e quatro atos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30667" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo6.jpg" alt="O Paiz, 21 de junho de 1910" width="701" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de junho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank"><img src="https://www.multirio.rj.gov.br/images/img_2019_06/BO-2_Lembranca_Benjamin_1909-T2.jpg" alt="BO 2 Lembranca Benjamin 1909 T2" width="250" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Souvenir de 1909, com alguns personagens. In: O circo no Brasil, de Antonio Torres, Funarte/SP, 1998</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31724" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31724" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/momo.jpg" alt="O Paiz, 1º de fevereiro de 1910" width="508" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 1º de fevereiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, a Federação das Sociedades Carnavalescas do Rio de Janeiro, a Casa dos Artistas e a Empresa Beira-Mar Cassino organizaram a entrada triunfal do Rei Momo no Rio de Janeiro, que seria uma<em> nota interessantíssima do carnaval</em>. A programação foi apresentada por Cerqueira Lima, representante do Touring Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11023" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11524" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11745" target="_blank">14 de fevereiro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foi uma ideia feliz essa de se dar, assim, como uma apoteose ao deus da folia, abertura oficial aos folguedos de carnaval&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11763" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30670" style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo9.jpg" alt="Croquis de hIpólito Colomb / A Noite, 15 de fevereiro de 1933" width="724" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">Croquis de Hipólito Colomb / <em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, em 18 de fevereiro de 1933, desembarcou na cidade um Rei Momo, porém de papelão. Foi esculpido pelo cenógrafo Hipólito Colomb que, com o decorador Jayme Silva, o vestiu. Momo chegou à Praça Mauá a bordo do <em>Mocanguê. </em>A alegoria media 13 metros e era iluminada por 800 lâmpadas elétricas. Houve um desfile na avenida Rio Branco e o rei da folia instalou-se no Cassino Beira-Mar. Foi a diretoria do Lloyd Club que promoveu a luxuosa cerimônia de chegada (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">15 de fevereiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11800" target="_blank">18 de fevereiro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11801" target="_blank">18 de fevereiro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11816" target="_blank">19 de fevereiro, de 1933</a>; <em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank">18 de fevereiro</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13466" target="_blank">20 de fevereiro de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30669" style="width: 694px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo8.jpg" alt="Diário da Noite, 18 de fevereiro de 1933" width="684" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 18 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como provado por fotos publicadas no jornal <em>A Noite</em>, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11836" target="_blank">21 de fevereiro de 1933</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11841" target="_blank">na mesma data 3ª edição</a>; e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11865" target="_blank">23 de fevereiro de 1933</a>, já existia um  Rei Momo de carne e osso em 1933, criado por iniciativa dos jornalistas de <em>A Noite </em>Vasco Lima, Raymundo Magalhães Junior, Edgard Pilar Drummond, pseudônimo Palamenta, que integrava o Centro dos Cronistas Carnavalescos; e do caricaturista Fritz, pseudônimo de Anisio Mota. O escolhido para encarnar o soberano do carnaval carioca foi o cronista de turfe, que também trabalhava no jornal, o carioca Francisco Moraes de Cardoso (1893 &#8211; 1948), um tipo bonachão, alegre e com cara de glutão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11418/036ACARN0148F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas foi no ano seguinte, em 3 de fevereiro de 1934, que o Rei Momo de carne e osso abriu o carnaval do Rio de Janeiro. Chegou na Praça Mauá e seguiu pela Avenida Rio Branco até o Palácio das Festas, onde houve um baile em sua homenagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/15665" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de dezembro de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16504" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de fevereiro de 1934, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16264" target="_blank"><em> A Noite</em>, 30 de janeiro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16334" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de fevererio de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30672 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo10.jpg" alt="momo10" width="184" height="285" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg"><img class="size-full wp-image-30673 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="182" height="134" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank"> A Noite</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank">, 3 de fevereiro de 1934</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi vestido, por sugestão do maestro Silvio Piergilli (c.1888 &#8211; 1962), que trabalhava no Teatro Municipal e era amigo de Raymundo Magalhães Junior, com a roupa do duque de Mântua, personagem da ópera <em>Rigoletto</em>, de Giuseppe Verdi. Há uma outra versão na qual o caricaturista Fritz teria sido o desenhista da roupa, que teria sido executada por uma costureira do Teatro Municipal. Provavelmente, em 1933, Momo usou a fantasia do duque e, no ano seguinte, 1934, desfilou com a roupa desenhada por Fritz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30674" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30674" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo12.jpg" alt="A Noite, 21 de fevererio de 1933" width="546" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de fevererio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30675" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo13.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="438" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 9 de dezembro de 1948</a>, resumiu assim a história do Rei Momo no carnaval do Rio de Janeiro:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30707 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo14.jpg" alt="momo14" width="274" height="527" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-30708 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg" alt="momo15" width="273" height="369" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que durante 15 anos, de 1934 até sua morte, em 9 de dezembro de 1948, Moraes de Cardoso reinou no carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de dezembro de 1948</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/46653%20" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 10 de dezembro de 1948, primera coluna</a>). Havia ingressado em <em>A Noite</em> em fins da década de 20, a convite de Adauto de Assis, que chefiava a seção esportiva do jornal. Antes, Moraes Cardoso trabalhava na papelaria Casa Cruz. Quando faleceu, além de repórter esportivo e comentarista de turfe, era Chefe da Seção de Circulação de <em>A Noite</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30664" style="width: 143px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo3.jpg" alt="Francisco, Rei MOmo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948" width="133" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank">Francisco de Moraes Cardoso, Rei Momo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11421/036ACARN0148F004f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ /Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva do Rei Momo do carnaval carioca desde 1934</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11420/036ACARN0148F003f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Diários Associados (RJ) &#8211; IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1934 a 1948</strong> – Francisco Moraes Cardoso</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1949</strong> – Gustavo Matos</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1950</strong> – Jaime de Moraes</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1951 a 1957</strong> – Nelson Nobre</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1958 a 1971</strong> – Abrahão Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1972</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1973</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1974 a 1982</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1983</strong> – Paolo Vicente Paccelli</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1984</strong> – Robertão</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1985 e 1986</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1987 a 1995</strong> – Reynaldo Bola</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1996</strong> – Paulo Cesar Braga</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1997 a 2003</strong> –   Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2004</strong> – Wagner Monteiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2005</strong> – Marcelo Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2006 a 2008</strong> – Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2009 a 2013</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2014</strong> <strong>a 2016</strong>– Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2017</strong> – Fabio Damião</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2018</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2019</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2020 a 2021</strong>– Djeferson Mendes da Silva</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2022</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2023</strong> &#8211; Djferson Mendes da Silva,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/517275/203" target="_blank">ABI &#8211; Boletim Informativo, 1990</a></p>
<p>BURGI, Sérgio; COSTA, Helouise (org.). <em>As origens do fotojornalismo no Brasil: um olhar sobre O Cruzeiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.</p>
<p>CARDENUTO FILHO, Reinaldo. <em><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-20052009-164313/publico/3096003.pdf" target="_blank">Discursos de intervenção: o cinema de propaganda ideológica para o CPC e o Ipês às vésperas do Golpe de 1964</a>. </em> São Paulo, 2008. Tese (Mestrado) – Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes.</p>
<p>COELHO, M. Beatriz Ramos de Vasconcelos. <em>A Construção da imagem da nação Brasileira pela fotodocumentação: 1940-1999.</em> São Paulo, 2000. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.</p>
<p>COSTA, Haroldo. <em>100 anos de carnaval no Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro : Irmãos Vitale, 2001.</p>
<p>COSTA, Helouise. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat27.pdf" target="_blank"><em>Palco de uma história desejada: o retrato do Brasil por Jean Manzon</em></a> em: <em>Revista do Patrimônio</em>, nº 27, 1998. Maria Inez Turazzi (org.). Brasília: IPHAN, 1998.</p>
<p>COSTA, Helouise. <em>Um olho que pensa: estética moderna e fotojornalismo</em>. Tese de doutoramento. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, 1998.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/paulino-sacramento/" target="_blank">Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>GOMES, Sérgio. Jean Manzon. <em>Profissão: otimista</em>, artigo publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977.</p>
<p><a href="https://cifrantiga2.blogspot.com/2013/02/o-primeiro-momo-do-carnaval-carioca.html" target="_blank"><em>Figuras e Coisas do Carnaval Carioca</em> / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola</a>. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MANZON, Jean. <em>Flagrantes do Brasil</em>. Rio de Janeiro: Ed. Bloch, 1950.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Memórias do Brasil</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2007.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Retrato vivo da grande aventura</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2006/2007.</p>
<p>PEREGRINO, Nadja. <em>O Cruzeiro: a revolução da fotoreportagem.</em> Rio de Janeiro, Dazibao, 1991.</p>
<p>PINHEIRO, Marlene M. Soares (1996), <a class="external text" href="http://books.google.com/books?id=2i1CznShDIoC&amp;pg=PA92&amp;dq=%22Rei+Momo%22+%22z%C3%A9+pereira%22&amp;hl=en&amp;ei=fvB9TYbEEpGcsQPivrmQAw&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=8&amp;ved=0CFsQ6AEwBw#v=onepage&amp;q=%22Rei%20Momo%22%20%22z%C3%A9%20pereira%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>A Travessia do avesso: sob o signo do carnaval.</i></a> São Paulo : Annablume, 1995.</p>
<p><i>Memória do carnaval</i>, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1991.</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-origem-do-rei-momo/" target="_blank"><em>Revista Superinteressante</em>, 14 de fevereio de 2020</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22089/jean-manzon" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;id=818:rei-momo" target="_blank">Site Fundaj</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>TACCA, Fernando de. <a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/5gpPVzJGV8r4WrHcd8c4dCg/?lang=pt" target="_blank"><em>O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</em></a>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p><a href="https://teatrobr.blogspot.com/2012/03/mara-rubia-vedete-imbativel.html" target="_blank">TeatroBR Blogspot </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
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