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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; invenção</title>
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		<title>E, há 200 anos, Hercule Florence chegou ao Brasil!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 18:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[chegada]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo francês]]></category>
		<category><![CDATA[Hercule Florence]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[invenção]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 100 anos, em 8 de abril de 1824, chegou ao Rio de Janeiro, a bordo da fragata  "Marie Théreze", que havia zarpado do porto de Toulon, na França, em fevereiro de 1824, o fotógrafo, desenhista, tipógrafo e naturalista francês Antoine Hercule Romuald Florence (1804 – 1879). Viveu no Brasil entre 1824 e 1879, quando faleceu, em Campinas. Foi, certamente, um dos mais extraordinários estrangeiros que se estabeleceu no país, no século XIX, tendo sido o inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo. Foi a partir da pesquisa e do teste realizados pelo professor Boris Kossoy, aos quais se seguiu a publicação de seu livro “1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil” (1980), que Hercule Florence tornou-se conhecido internacionalmente. Convidamos vocês à leitura dos artigos "O francês Hercule Florence (1804 – 1879), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo" e "Florence, autor do mais antigo registro fotográfico existente nas Américas",  já publicados na Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há 200 anos, em 8 abril de 1824, chegou ao Rio de Janeiro, a bordo da fragata <em>Marie Théreze</em>, que havia zarpado do porto de Toulon, na França, em fevereiro de 1824, o fotógrafo, desenhista, tipógrafo e naturalista francês Antoine Hercule Romuald Florence (1804 – 1879) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/4009" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de abril de 1824, segunda coluna</a>). Viveu no Brasil entre 1824 e 1879, quando faleceu, em Campinas. Foi, certamente, um dos mais extraordinários estrangeiros que se estabeleceu no país, no século XIX, tendo sido o inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo.</p>
<p>Em 11 de agosto de 2023, o Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, anunciou a aquisição da coleção Cyrillo Hercules Florence, composta por aproximadamente 1.200 itens, que reúne a parte mais importante da obra e dos documentos do Hercule Florence.  A coleção estava sob a guarda da família e foi reunida por seu neto, Cyrillo Hercules Florence (1901 &#8211; 1995).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1777" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/014HF001-267x300.jpg" alt="Hercule Florence. &quot;Epréuve Nº2 (photographie)&quot;. Fotografia: Conjunto de rótulos para frascos farmacêuticos, 1833. Vila de São Carlos, Campinas, SP / Acervo IMS" width="357" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1777" target="_blank">Hercule Florence. “Epréuve Nº2 (photographie)”. Fotografia: Conjunto de rótulos para frascos farmacêuticos, 1833. Vila de São Carlos, Campinas, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi no livro de Florence, <em>Livre d´annotations et les premiers matériaux</em>, em 1834, que ele usou pela primeira vez o verbo <em>photographier</em> – cinco anos antes da palavra ser utilizada na Inglaterra, em 1839, por John Frederick William Herschel (1792-1871). Florence deixou uma descrição do procedimento adotado por ele para obter o registro fotográfico, em 1833.</p>
<p>Foi a partir da pesquisa e do teste realizados pelo professor Boris Kossoy (1941-), aos quais se seguiu a publicação de seu livro <em>“1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil” </em>(1980)<em>,</em> que Hercule Florence tornou-se conhecido internacionalmente. Convidamos vocês à leitura dos artigos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank"><em>O francês Hercule Florence (1804 – 1879), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</em></a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1243" target="_blank"><em>Florence, autor do mais antigo registro fotográfico existente nas Américas</em></a>, já publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Florence,+Hercule&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as imagens de Hercule Florence disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32941" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/florence.jpg"><img class="size-full wp-image-32941" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/florence.jpg" alt="Autorretrato de Hercule Flrence, 1855. Detalhe de um retrato de sua família, em Campinas" width="269" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Autorretrato de Hercule Florence, 1855. Detalhe de um retrato de sua família, em Campinas</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado nos Anais do Museu Paulista, de dezembro de 2019, o artigo <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-47142019000100403&amp;script=sci_arttext" target="_blank">Revelando Hercule Florence, o Amigo das Artes: análises por fluorescência de raios X</a>.  </em>A física Márcia de Almeida Rizzutto, coordenadora do NAP-Faepah, atestou, com a ajuda do método conhecido como fluorescência de raios X por dispersão de energia (ED-XRF) para detectar a presença de elementos químicos, que os manuscritos de Florence descrevem fielmente os processos de produção fotográfica por ele testados em 1833. Segundo Boris Kossoy, “é a comprovação física daquilo que já se sabia do ponto de vista químico”.</p>
<p>Nos dias 23 e 24 de maio de 2023, foi realizado no Instituto Moreira Salles, de São Paulo, o seminário internacional <em>190 anos dos experimentos fotográficos de Hercule Florence </em>para celebrar o seu pioneirismo na descoberta dos processos fotográficos.<em> </em>Vários temas relacionados a Florence foram abordados durante o evento, mas o principal assunto do encontro foi a divulgação dos resultados das análises físico-químicas realizadas, em 2022, de três objetos do inventor, por meio de uma parceria inédita entre quatro instituições de três continentes: o IMS, o <a href="https://ihf19.org.br/pt-br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Hercule Florence</a> (IHF), de São Paulo, Brasil; o <a href="https://www.getty.edu/conservation/" target="_blank" rel="noopener">Getty Conservation Institute</a> (GCI), de Los Angeles, EUA; e o <a href="https://www.hercules.uevora.pt/" target="_blank" rel="noopener">Laboratório HERCULES da Universidade de Évora</a>, Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Nota da editora:</span> havia dúvidas em torno da data de nascimento de Hercule Florence &#8211; seria 28, 29 de fevereiro ou 9 de março de 1804. O artigo <em><a href="https://ihf19.org.br/pt-br/ensaios-e-reflexoes/os-nascimentos-de-hercule-florence,21#:~:text=Du%20Huit%20Vent%C3%B4se%20ao%20ser,demonstram%20os%20documentos%20a%20seguir" target="_blank">Os nascimentos de Hercule Florence</a>,</em> publicado em de 2022 pelo Instituto Hercule Florence esclarece que a data de nascimento foi 28 de fevereiro de 1804 e a data de batizado 29 de fevereiro de 1804. A data 9 de março foi aventada a partir de um erro de leitura de William Luret, ex-jornalista da Radio Montecarlo. Como os artigos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1243" target="_blank"><em>Florence, autor do mais antigo registro fotográfico existente nas Américas</em></a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank"><em>O francês Hercule Florence (1804 – 1879), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</em></a> haviam sido publicados na Brasiliana Fotográfica em 17 de junho de 2015 e em 7 de março 2017, respectivamente, portanto antes das dúvidas em relação à data de nascimento de Florence terem sido dirimidas, constava como data de seu nascimento 29 de fevereiro de 1804, como o próprio havia escrito em seu diário. Segundo Thierry Thomas, historiador belga que se debruçou sobre vida e obra de Florence, o artista pode não ter se enganado. “<em>Hercule, de verdade, não se engana totalmente. Muitas pessoas no passado, consideravam o dia do batismo como o dia de nascimento. Pode ser também que ele só consultou o registro de batismo e não o registro de nascimento</em>”.  As correções já foram realizadas e explicadas nos artigos mencionados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36084" style="width: 764px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/florence_texto.png"><img class=" wp-image-36084" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/florence_texto.png" alt="Site Instituto Hercule Florence" width="754" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ihf19.org.br/pt-br/ensaios-e-reflexoes/os-nascimentos-de-hercule-florence,21#:~:text=Du%20Huit%20Vent%C3%B4se%20ao%20ser,demonstram%20os%20documentos%20a%20seguir" target="_blank">Site Instituto Hercule Florence</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui o artigo <a href="https://ihf19.org.br/pt-br/ensaios-e-reflexoes/hercule-florence-e-a-arte-de-inventar-as-mobilizacoes-da-memoria,63?fbclid=IwVERTSAMSDl9leHRuA2FlbQIxMAABHgUXto62sjRxz7FY-FSJZEwZJQJWEHXddQLsTT16kRE3trfvfTArdzxiyuml_aem_9-d7kaxMUueezOKuFUT8bw&amp;sfnsn=wiwspmo" target="_blank"><em>Hercule Florence e “a arte de inventar”; as mobilizações da memória</em></a>, de autoria de Maria InezTurazzi, no site Instituto Hercule Florence</p>
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		<title>O Rio de Janeiro nos cartões-postais da Papelaria e Typographia Botelho</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 15:06:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Papelaria e Typographia Botelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Em comemoração aos 459 anos do Rio de Janeiro, a Brasiliana Fotográfica destaca cinco cartões-postais editados pela Papelaria e Typographia Botelho. São registros coloridos da Avenida Rio Branco, do Palácio Monroe, do Passeio Público e do Theatro Municipal. Foram produzidos, em torno de 1912, e pertencem ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Em seu livro "Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal" (1978), o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900 - 1987) escreveu que o cartão-postal “às vezes ilustrado a cores – brilhante de cores até – correspondeu a uma época de euforia e de extroversão na vida nacional”, o início do século XX. Populares desde fins do século XIX, eram usados tanto para o envio de correspondência como para "viajar sem sair de casa". Apesar de seu formato pequeno, os cartões-postais acendem, iluminam, valorizam as imagens neles impressas. Bom passeio pelas imagens do Rio de Janeiro, aniversariante do dia!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração aos 459 anos do Rio de Janeiro, a Brasiliana Fotográfica destaca cinco cartões-postais editados pela Papelaria e Typographia Botelho. São registros coloridos da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Rio Branco</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>. Foram produzidos, em torno de 1912, e pertencem ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Em seu livro <em>Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal </em>(1978), o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987) escreveu que o cartão-postal “à<em>s vezes ilustrado a cores – brilhante de cores até – correspondeu a uma época de euforia e de extroversão na vida nacional</em>”, o início do século XX. Populares desde fins do século XIX, eram usados tanto para o envio de correspondência como para <em>viajar sem sair de casa</em>. Apesar de seu formato pequeno, os cartões-postais acendem, iluminam, valorizam as imagens neles impressas. Bom passeio pelas imagens do Rio de Janeiro, aniversariante do dia!</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12424" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12424/001BO001005.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12424" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Passeio Público, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/383" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Papelaria e Typographia Botelho disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></span></p>
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<p>A invenção do cartão-postal relaciona-se com inovações em processos gráficos de reprodução de imagens ocasionadas pelo desenvolvimento da fotografia, descoberta anunciada em 7 de janeiro de 1839, na Academia de Ciências da França. Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, no Instituto da França, em Paris, o cientista François Arago (1786 -1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público. A notícia da invenção do daguerreótipo chegou ao Brasil muito rapidamente com a publicação de um artigo no <a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;pagfis=11220" target="_blank">“Jornal do Commercio”, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”</a>. A invenção do daguerreótipo, desde sua descoberta, transformou de forma definitiva e radical a linguagem e a cultura visual.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12135" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12135/001MC001009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12135" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Avenida Rio Branco, c, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35434" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/2722" target="_blank"><img class=" wp-image-35434" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria2.jpg" alt="Careta, 4 de junho de 1910" width="701" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/2722" target="_blank"><em>Careta</em>, 4 de junho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando aos cartões-postais. Com o fim do monopólio do Império, gráficas particulares passaram a produzir postais e foram elas que introduziram a impressão em uma das faces. Os cartões-postais tornaram-se objetos de colecionismo e a cartofilia incrementou os negócios de fotógrafos, de gráficas e de editores, como a Papelaria e Typographia Botelho, localizada na Rua do Ouvidor, 65, esquina com Rua do Carmo, que pertencia a Botelho &amp; C.. Produziam cartões de visita, participações de casamento, convites, menus, álbuns e quadros com vistas do Rio de Janeiro; e cartões-postais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/26819" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> , 15 de maio de 1911, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/59888" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1915, primeira colun</a>a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35432" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/4148" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria.jpg" alt="Jornal do Commercio Edição da Tarde, 25 de março de 1913" width="634" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/4148" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde,</em> 25 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, a Papelaria e Typographia Botelho anunciava a chegada de uma <em>grande e variada coleção de cartões-postais</em>. Será que os publicados neste artigo estariam entre eles? (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde</em>, 16 de dezembro de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35433" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35433" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria1.jpg" alt="Jornal do Commercio Edição da Tarde, 16 de dezembro de 1913" width="458" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde</em>, 16 de dezembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O último registro da Papelaria e Typographia Botelho no <em>Almanak Laemmert</em> é de 1935. Pertencia, então, a Heitor Coupé &amp; C. e anunciava livros para escrituração e artigos para escritório (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/113615" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1935,  segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12435" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12435/001BO001006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12435" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Teatro Municipal, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FREYRE, Gilberto. <em>Informação, comunicação e cartão postal</em>. In: Freyre, Gilberto. <em>Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal</em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1978.</p>
<p>RAMOS, Clarice.<a href="https://app.uff.br/riuff;/bitstream/handle/1/13404/Dissert-clarissa-ramos-gomes.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em> Postais para ver: cartofilia no Brasil na primeira metade do século XX na coleção de Estella Bustamante</em></a>. Dissertação de Mestrado – Instituto de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 2018.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Funarte. 1980.</p>
<p>NEGRO, Antonio Luigi. <em><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/Ln9mcNZZt9wCGfDPNCbwkhP/#" target="_blank">O cartão-postal no Brasil do início do século XX: suporte para o encontro entre imagem e açã</a>o</em>. Hist. cienc. saúde-Manguinhos 27 (3). Jul-Sep 2020.</p>
<p>SCHAPOCHNIK, Nelson. <em>Cartões-postais, álbuns de família e ícones de intimidade. História da vida privada no Brasil: República: da Belle Époque à Era do Rádio</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7390269/mod_resource/content/1/Postais%20do%20Brazil_Karp%20Vasquez.pdf" target="_blank"><em>Postais do Brasil (1893-1930)</em>.</a> São Paulo: Metalivros, 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em comemoração ao aniversário do Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em>, publicado em 1º de março de 2016, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em>, publicado em 1º de março de 2017, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14095" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Juan Gutierrez</em>, publicado em 1º de março de 2019, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional ; e de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30682" target="_blank"><em>A Praça Paris no aniversário do Rio de Janeiro</em>, publicado em 1° de março de 2023, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Aug 2023 23:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia mais uma vez o Dia Mundial da Fotografia com uma imagem do fotógrafo Augusto Malta e de uma listagem dos cinco artigos sobre a efeméride já publicados no portal. A data escolhida para a comemoração tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia. Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, no Instituto da França, em Paris, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público. A notícia da invenção do daguerreótipo chegou ao Brasil muito rapidamente com a publicação de um artigo no "Jornal do Commercio", de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A invenção do daguerreótipo e seu anúncio, em 1839, transformou de forma definitiva e radical a linguagem e a cultura visual nestes últimos 184 anos. Com a publicação de uma imagem do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, e também com uma retrospectiva dos artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial nda Fotografia, o portal, voltado para a pesquisa e reflexão sobre a fotografia como fonte primária e essencial para a escrita da nossa história, homenageia mais uma vez a data comemorativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6658/CP-LE-PC_003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="523" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1903, Malta foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como fotógrafo oficial, cargo criado para ele. Passou a documentar a radical mudança urbanística promovida pelo então prefeito da cidade, Francisco Pereira Passos (1836-1913), período que ficou conhecido como o “bota-abaixo”. Augusto Malta trabalhou na Prefeitura até 1936, quando se aposentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Dia Mundial da Fotografia</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_44901" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A9re_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-44901" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/daguerreótipo.jpg" alt="daguerreótipo" width="500" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A9re_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank">Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1839 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</a></p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839, para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>O Dia Mundial da Fotografia foi instituído em 1991. Com o incentivo do fotógrafo indiano O.P. Sharma (1937-), a Sociedade de Fotógrafos de Mídia da América (American Society of Media Photographers – ASMP) e A Sociedade Real Fotográfica (The Royal Photographic Society – RPS) declararam o Dia Mundial da Fotografia na data de 19 de agosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="https://www.digitalcameraworld.com/news/happy-world-photography-day-heres-how-it-all-started-in-1839" target="_blank">Digital Camera World</a></p>
<p><a href="https://fotoinfoco.com.br/curiosidades/dia-mundial-da-fotografia/" target="_blank">Foto em Foco</a></p>
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		<title>Autorretratos de fotógrafos &#8211; Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão Christoph Albert Frisch (1840 - 1918), o carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), o francês Revert Henrique Klumb (c.1826 - c.1886) e o italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918). A data escolhida para a comemoração do Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839 quando, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, o processo da daguerreotipia, invento que havia sido anunciado em 7 de janeiro do mesmo ano, foi explicado pelo cientista François Arago (1786 - 1853). A daguerreotipia foi desenvolvida por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), </a>o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a> e o italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>. Interessante observar que o único autorretrato produzido fora de um estúdio fotográfico foi o de Frisch, que se fotografou, entre 1967 e 1868, em um barco em um rio na Amazônia, quando produziu os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Os quatro fotógrafos já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=autorretrato" target="_blank"><strong>Acessando o link para os autorretratos de fotógrafos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839 para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra do fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações foram produzidas pela própria mulher do fotógrafo, Elvira, que o ajudava no estúdio. Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="532" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a></strong></em></span></p>
<p><strong>  </strong></p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Albert Frisch. Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele foi o fotógrafo que acompanhou a expedição pela Amazônia liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e pelo fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 – 1890). Este último era genro de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4225/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="818" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank">[Revert Henrique Klumb] : autorretrato], 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil, o francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) foi o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, inaugurou seu estabelecimento fotográfico em 1855 (<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank">Correio Mercantil ,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"> de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a> ). Foi professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> e, provavelmente, o introdutor da técnica estereoscópica no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro.</p>
<p>Foi também o autor do livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Dois exemplares estão conservados na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
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		<title>A chegada do daguerreótipo no Brasil &#8211; os primeiros registros no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jan 2020 12:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje são comemorados os 180 anos da produção, pelo abade francês Louis Comte, das primeiras daguerreotipias no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1840. O daguerreótipo chegou ao Brasil no L’Oriental-Hydrographe, navio-escola da Marinha Mercante da França que partiu da França, em 25 de setembro de 1839. Essa viagem é o tema do novo livro da historiadora Maria Inez Turazzi, "O Oriental-Hydrographe e a fotografia; a primeira expedição ao redor do mundo com uma 'arte ao alcance de todos' (1839-1840)".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje são comemorados os 180 anos da produção, pelo abade francês Louis Comte (1798 – 1868), das primeiras daguerreotipias no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1840. O daguerreótipo, processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851) e anunciado em Paris em 19 de agosto de 1839 por François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências da França, chegou ao Brasil no <em>L’Oriental-Hydrographe, </em>navio-escola da Marinha Mercante da França que, sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas (1804-1854?), partiu do porto de Paimboeuf, nas proximidades da cidade francesa de Nantes, em 25 de setembro de 1839, com cerca de 80 pessoas a bordo, entre tripulação e passageiros.</p>
<p>Antes de chegar ao Rio de Janeiro, o navio havia atracado em algumas cidades de Portugal, em Tenerife e na Ilha da Goreia (Senegal) e, já no Brasil, no Recife e em Salvador. Essa viagem é o tema do novo livro da historiadora Maria Inez Turazzi, <em>O Oriental-Hydrographe e a fotografia; a primeira expedição ao redor do mundo com uma &#8216;arte ao alcance de todos&#8217; (1839-1840)</em>. Segundo ela, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores, <em>não foi casual ou improvisada, porém fruto de uma complexa rede de interesses diplomáticos, transações comerciais e intercâmbios científicos. É<em> possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência</em>. </em>O daguerreótipo revolucionou em pouco tempo e para sempre a forma do registro do mundo e de seus habitantes, inundando nosso planeta de imagens fotográficas. Em 1864, em uma crônica reproduzida nesse artigo, o escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), que nasceu no mesmo ano do anúncio do daguerreótipo perguntou <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?&#8221;. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">  <em><span style="color: #800000;"><strong>A</strong><strong><span style="color: #800000;"><em> i</em></span>nvenção do daguerreótipo e sua chegada no Brasil</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15535" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague.jpg"><img class="size-full wp-image-15535" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague.jpg" alt="Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1939 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria" width="380" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1839 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de janeiro de 1839, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente. Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>A descoberta que comunico ao público está entre as poucas que, por seus princípios, seus resultados e a promissora influência que deverá exercer sobre as artes, se situam naturalmente entre as mais úteis e extraordinárias invenções&#8230;</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: right;">Louis Daguerre, 1838</p>
<div id="attachment_15636" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank"><img class="wp-image-15636 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/daguerre.jpg" alt="daguerre" width="335" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank">Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Litografia / Acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de quatro meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839, para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>A introdução da daguerreotipia no Brasil se deu com a chegada do navio <em>L’Oriental-Hydrographe, </em>navio-escola da Marinha Mercante da França, em fins de 1839<em>,</em> sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas (1804-1854?), que havia estado no ateliê de Daguerre em 1839. A viagem de circunavegação pensada como uma escola flutuante começou a ser planejada em 1838, quando seu projeto, pedagógico e mercantil, foi apresentado ao ministro da Marinha francesa, Claude Rosamel (1774 &#8211; 1848).</p>
<p>Segundo a historiadora Maria Inez Turazzi, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores, <em>não foi casual ou improvisada, porém fruto de uma complexa rede de interesses diplomáticos, transações comerciais e intercâmbios científicos. É<em> possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência</em>. </em></p>
<p>O<em> Estatuto de admissão ao navio Hydrographe que fará a volta ao mundo sob o comando do capitão Lucas </em>informava que<em> </em>os alunos a bordo seriam divididos em quatro seções, de acordo com o grau de instrução que tivessem recebido a partir de um exame realizado por professores de diferentes disciplinas antes do embarque. Esses professores pertenceriam aos quadros da universidade e estariam associados à expedição. Os alunos fariam estudos iguais aos dos colégio reais e aprenderiam línguas estrangeiras e conhecimentos específicos de marinha e comércio durante a viagem.</p>
<p>O <em>L’Oriental</em>, um navio de três mastros, partiu do porto de Paimboeuf, nas proximidades da cidade francesa de Nantes, em 25 de setembro de 1839, com cerca de 80 pessoas a bordo, entre tripulação e passageiros. A previsão de duração da viagem era de dois anos e meio. Durante o mês de outubro, atracou em Lisboa, no dia 7, e na Ilha da Madeira, no dia 23. Posteriormente, fez escalas em Tenerife e na Ilha da Goreia (Senegal), de onde veio para o Brasil. Chegou no Recife, em 30 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/13611" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1839, última coluna</a>), tendo zarpado no dia 4 de dezembro rumo a Salvador, onde chegou no dia 7 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1897" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA), 10 de dezembro de 1839, segunda coluna</a>), permanecendo até 17 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1925" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA), 18 de dezembro de 1839, última coluna</a>) &#8211; entre essas duas cidades brasileiras ocorreu a única morte registrada da viagem, a de um estudante belga.</p>
<p>O navio chegou no Rio de Janeiro, em 23 de dezembro de 1839, quando foi identificado como um <em>colégio boiante, um navio-escola </em>que promovia uma<em> expedição didática- científica</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12107" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de dezembro de 1839, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 28 de dezembro de 1839, terceira coluna</a>). No navio havia <em>marinheiros capazes</em> e <em>professores hábeis</em>, reunidos pelo capitão para iniciar os alunos a bordo nas primeiras noções da marinha e do comércio.  Dentre eles estava Francisco Sauvage, inventor do <em>phisionotypo,</em> um <em>novo modo de suprir a escultura, </em><em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1908" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1908" target="_blank">, 13 de dezembro de 1839, terceira coluna</a>) e o abade francês Louis Comte (1798 – 1868), que viria a  ser o responsável pelas primeiras demonstrações da daguerreotipia no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 17 de janeiro de 1840, primeira coluna</a>). O médico em chefe da expedição deu consultas para moléstias de olhos no Hotel Europa, que ficava na rua do Carmo, esquina com a rua Ouvidor (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank">Jornal do Commercio</a>,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank">28 de dezembro de 1839, terceira coluna</a><em>)</em>. Em 26 de janeiro, o L´Oriental partiu para Montevidéu, no Uruguai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/96" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de janeiro de 1840, última coluna</a>) e de lá seguiu para Valparaíso, no Chile, onde naufragou quando deixava a cidade, em 23 de junho de 1840.Tudo foi recuperado e não houve vítimas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de agosto de 1840, primeira coluna</a>). O abade Comte permaneceu em Montevidéu ensinando daguerreotipia até 1847. Posteriormente, alugando armazéns na área portuária, acumulou uma fortuna e voltou para a França, onde faleceu, em 22 de setembro de 1868. Está enterrado no cemitério de Sampans, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16428" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16428" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oriental.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de agosto de 1840" width="441" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de agosto de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>No <a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 17 de janeiro de 1840</a>, era anunciada a chegada do daguerreótipo no Rio de Janeiro</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O abade Comte, encarregado pela assistência intelectual e espiritual e pelo ensino de religião, música e canto durante a viagem, produziu alguns daguerreótipos, em 16 de janeiro de 1840, e, alguns dias depois, apresentou o invento a dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><i>Jornal do Commercio, </i> 20 de janeiro de 1840, terceira coluna</a>). Foi com o próprio Daguerre que o abade havia aprendido a daguerreotipia. Em março do mesmo ano, d. Pedro II adquiriu um daguerreótipo, provavelmente o primeiro da América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15556" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><img class="wp-image-15556 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague12.jpg" alt="dague1" width="394" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16467" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/daguerreotipo.jpg"><img class="wp-image-16467 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/daguerreotipo.jpg" alt="Louis Compte. Chafariz do Largo do Paço, Rio de Janeiro, 16/1/1840, daguerreótipo, 9 [8,3] x 7 cm [1/6 placa]. Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ" width="553" height="524" /></a><p class="wp-caption-text">Louis Compte. Chafariz do Largo do Paço, Rio de Janeiro, 16/1/1840, daguerreótipo, 9 [8,3] x 7 cm [1/6 placa]. Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17698" style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/dague1.jpg"><img class="size-full wp-image-17698" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/dague1.jpg" alt="Louis Comte. L. Compte, Vista parcial do Mercado da Praia do Peixe, Rio de Janeiro, 16/1/1840, daguerreótipo, 7 x 9 [8,3] cm [1/6 placa]. Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ Reprodução " width="711" height="550" /></a><p class="wp-caption-text">Louis Comte. Vista parcial do Mercado da Praia do Peixe, Rio de Janeiro, 16/1/1840, daguerreótipo, 7 x 9 [8,3] cm [1/6 placa]. Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ &#8211; Reprodução</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17700" style="width: 821px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/dague-1.jpg"><img class="wp-image-17700 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/dague-1.jpg" alt="dague 1" width="811" height="605" /></a><p class="wp-caption-text">Sobre esse daguerreótipo há uma discussão de autoria e data: teria sido produzido por Comte em janeiro de 1840 ou por Morand entre 1842 e 1843? Daguerreótipo, 7 x 9 [8,3] cm [1/6 placa]. Acervo Grão Pará, Petrópolis, RJ &#8211; Reprodução</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15557" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><img class="wp-image-15557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/pedro1.jpg" alt="pedro" width="443" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de janeiro de 1840</a></p></div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">Por sediar o Império, o Rio de Janeiro foi a capital da fotografia no Brasil. O imperador, grande entusiasta da nova invenção, foi retratado por diversos fotógrafos, dentre eles <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, tendo conhecido praticamente o trabalho de todos eles. A fotografia passou a ser o instrumento de divulgação da imagem de dom Pedro II,<em> moderna como queria que fosse o reino</em>, segundo comenta Lilia Moritz Schwarcz no livro <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos, </em>e tornou-se também mais um símbolo de civilização e status. Foi um dos primeiros monarcas a oferecer seu <em>real</em> patrocínio a um fotógrafo, juntamente com a rainha Victoria da Inglaterra (1819 – 1901), quando, em 1851, permitiu que <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290" target="_blank">Buvelot</a> &amp; Prat, que haviam realizado uma série de daguerreótipos de Petrópolis – todos desaparecidos – usassem as armas imperiais na fachada de seu estabelecimento fotográfico.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Lista dos Fotógrafos Imperiais, na ordem cronológica em que foram agraciados com este título, segundo Guilherme Auler (1914-1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na Tribuna de Petrópolis, em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro O Brasil na fotografia oitocentista, de Pedro Vasquez. Pedro Hees e Pedro Satyro da Silveira foram incluídos na lista de agraciados e a inclusão foi baseada no trabalho <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/anais2013/trabalhos/pdf/Danielle%20Ribeiro%20de%20Castro.pdf" target="_blank"><em>Photographos da Casa Imperial: A Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX</em></a>, de Danielle Ribeiro de Castro</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290" target="_blank">Buvelot &amp; Prat</a>, título concedido em 8 de março de 1851 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, título concedido em 22 de dezembro de 1855 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863" target="_blank">João Ferreira Villela</a>, título concedido em 18 de setembro de 1860 (província de Pernambuco)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb</a>, título concedido em 24 de agosto de 1861 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Stahl</a> &amp; Wahnschaffe, título concedido em 21 de abril de 1862 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Diogo Luiz Cipriano, título concedido em 20 de setembro de 1864 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Antonio da Silva Lopes Cardoso, título concedido em 30 de novembro de 1864 (província da Bahia)</p>
<p>Thomas King, título concedido em 18 de maio de 1866 (província do Rio Grande do Sul)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães</a>, título concedido em 13 de setembro de 1866 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806" target="_blank">Fernando Skarke</a>, título concedido em 14 de dezembro de 1866 (província de São Paulo)</p>
<p>Pedro Satyro da Silveira, título concedido na década de 1870  (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>José Tomás Sabino, título concedido em 13 de agosto de 1873 (província do Pará)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Henschel</a> &amp; Benque, título concedido em 7 de dezembro de 1874 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Pedro Hees , título concedido em 1876 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Antonio Henrique da Silva Heitor, título concedido em 2 de março de 1885 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez de Padilla</a>, título concedido em 3 de agosto de 1889 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Ignácio Mendo, título concedido em 6 de agosto de 1889 (província da Bahia)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4779/014BP002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="636" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank">Buvelot &amp; Prat. Daguerreótipo de dona Teresa Cristina, 1852. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: o escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 &#8211; 1908)</a> nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia: 1839. Aos 24 anos dele e do invento, escreveu sobre o assunto em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a>. Comentou sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (o fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>), que ficava na rua do Ouvidor, nº 102, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16431" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><img class="size-large wp-image-16431" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/machado-1024x431.jpg" alt="Diário do Rio, 7 de agosto de 1864" width="768" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia também o artigo <a href="https://ims.com.br/2020/01/13/a-grande-viagem-da-fotografia-oriental-hydrographe-nani-rubin/" target="_blank"><em>A grande viagem da fotografia</em></a>, de Nani Rubin, publicado no site do Instituto Moreira Salles, em 13 de janeiro de 2020.</p>
<div style="text-align: left;">
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
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<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARRÉ, Adrien.<a href="http://www.midley.co.uk/articles/oriental.htm" target="_blank"><em> La singulière histoire de l’Oriental-Hydrographe</em></a>. Bulletin du Comité Nantais de Documentation Historique de la Marine, Nantes, p. 17-35, 1970. 2.</p>
<p>CASTRO, Danielle Ribeiro. <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/anais2013/trabalhos/pdf/Danielle%20Ribeiro%20de%20Castro.pdf" target="_blank"><em>Photographos da Casa Imperial: a Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX</em></a>, 2013</p>
<p><a href="http://www.biographi.ca/en/bio/hartt_charles_frederick_10E.html" target="_blank"><em>Dictionary of Canadian Biography</em></a></p>
<p><em>Estatuto de admissão ao navio Hydrographe que fará a volta ao mundo sob o comando do capitão Lucas</em>. Registro autenticado – Bertinot e Roquebert – Rua Richelieu n. 28, Paris. Em 2 de abril de 1839. Arquivo Nacional da França, Paris. Transcrição e revisão de Maria Inez Turazzi; digitação de Márcia Trigueiro; tradução de Maria Elizabeth Brêa Monteiro. Publicado em TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/44944" target="_blank"><em>A viagem do Oriental-Hydrographe (1839 &#8211; 1840) e a introdução da daguerreotipia no Brasil</em></a>. Acervo; Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v.23, nº 1, p.45-62, jan-jun 20</p>
<p>GURAN, Milton (organizador), TURAZZI, Maria Inez; VASQUEZ, Pedro Karp<em>. Os daguerreótipos de Louis Comte no Rio de Janeiro &#8211; As primeiras fotografias feitas na América do Sul. </em>Rio de Janeiro: Luz Tropical, 2016.</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: left;">
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <a href="https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/155535/151193" target="_blank"><em>O mistério dos daguerreótipos do Largo do Paço</em></a> in <em>Revista da USP</em>, n. 120, janeiro-março, 2019, pp.127-152.</p>
<p><span class="addmd">PALMQUIST,Peter E; KAILBOURN,Thomas R. </span><em>Pioneer Photographers of the Far West: A Biographical Dictionary, 1840-1865</em>. Stanford: Universidade de Stanford, 2000.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/44944" target="_blank"><em>A viagem do Oriental-Hydrographe (1839 &#8211; 1840) e a introdução da daguerreotipia no Brasil</em></a>. Acervo; Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v.23, nº 1, p.45-62, jan-jun 2010.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.aplop.org/UserFiles/maquina-viajante.pdf" target="_blank"><em>Máquina viajante</em></a>. Fotografia, uma viagem sem volta, janeiro de 2010.</p>
<div dir="auto">TURAZZI, Maria Inez. <em>O Oriental-Hydrographe e a fotografia; a primeira expedição ao redor do mundo com uma &#8216;arte ao alcance de todos&#8217; (1839-1840)</em>. Montevidéu: Centro de Fotografía de Montevideo, 2019. 380 p. il.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.WOOD, Rupert Derek. <em><a href="http://www.midley.co.uk/midley_pdfs/Lucas_Portuguese_notags.pdf" target="_blank">A viagem do Capitão Lucas e do daguerreótipo a Sidney</a>.  NZ Journal of Photography, 3-7, agosto 1994.</em></div>
</div>
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		<title>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Nov 2017 13:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca a obra de um dos fotógrafos preferidos da corte brasileira, o português José Ferreira Guimarães (1841-1924), inventor do relâmpago Guimarães, que chegou ao Brasil, provavelmente, com 11 anos e começou sua carreira, no Rio de Janeiro, em 1862. Além disso, as historiadoras Maria do Carmo Rainho e Claudia Heynemann, do Arquivo Nacional, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, escreveram sobre as imagens produzidas pelo fotógrafo pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional e que  estão disponíveis no portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>No Arquivo Nacional, o estúdio de José Ferreira Guimarães</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma pequena e significativa série de retratos originados no prestigiado estúdio do fotógrafo José Ferreira Guimarães, instalado na rua dos Ourives ou no endereço da rua Gonçalves Dias, integra a coleção Fotografias Avulsas e o fundo Afonso Pena no Arquivo Nacional. O conjunto, resultado acidental da trajetória do ateliê até a incorporação em um arquivo público, é de todo modo significativo em face de outras séries de fotógrafos oitocentistas com número inferior de exemplares no acervo. Significativa também é a galeria de retratados em que figuram juristas, políticos do Império, alguns identificados na década de 1880, outros que passam aos quadros republicanos, e uma representante feminina, ligada ao declínio monárquico e ao exílio da família imperial. Nesse conjunto de imagens, não figuram crianças, tampouco casais. Os retratos etnográficos, como aqueles produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371">Alberto Henschel</a> e Cristiano Junior, não eram foco de atenção de Guimarães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/131"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de José Ferreira Guimarães que pertencem ao acervo do Arquivo Nacional e estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em formato <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873"><em>carte de visite</em></a>, <em>carte cabinet</em>, as imagens deslizam entre os planos da vida pública e da esfera privada, transferidas de sua singularidade no estúdio do Guimarães até sua organização nos arquivos. Entre as funções cumpridas por esses artefatos, a representação social e os laços pessoais confundem-se em dedicatórias e cartas. Assim o retrato de Maria Amanda de Paranaguá Dória, a baronesa de Loreto, é um indexador do lugar da fotografia no âmbito da vida familiar, tal como descrito no estudo de caso desenvolvido pelos historiadores Ana Maria Mauad e Itan Cruz, no qual as cartas e os retratos trocados entre a dama de companhia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a> e a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">Tereza Cristina</a> nos permitem identificar a presença <em>da fotografia nas relações sentimentais do século XIX, sobretudo com o crescimento da produção da modalidade <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873">carte de visite</a>, a partir dos anos de 1870, na corte do Rio de Janeiro. No período em que as cartas foram trocadas, fotógrafos estabelecidos nas principais capitais do país eram responsáveis por uma produção significativa de retratos em estúdio voltados para a frequência da aristocracia imperial. </em><a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5402"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5402/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0067_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5402">José Ferreira Guimarães. Retrato da baronesa de Loreto, Maria Amanda de Paranaguá Dória, 1881 &#8211; 1884. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">O retrato de Maria Amanda, que se encontra no artigo citado, pertence à coleção da Fundação Joaquim Nabuco e foi realizado no estúdio de José Ferreira Guimarães no Rio de Janeiro, muito provavelmente na mesma sessão em que o exemplar ora apresentado; diferem pelo ângulo, aqui com a cabeça voltada para o lado, no outro, com o olhar dirigido às lentes, ambos nas características molduras em formato oval e com a mesma roupa e penteado.</span><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> Formava-se de modo mais ou menos evidente uma trama que passava por esse álbum de família estendido, caso de Domingos Farani, <span style="color: #333333;">outro retratado por Guimarães,</span> que chegou ao Brasil acompanhando a mudança da futura imperatriz, a napolitana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">d. Teresa Cristina</a>. Joalheiro da Casa Imperial, ele estava entre os amigos mais próximos dos Ribeiro Avelar, viscondessa e visconde de Ubá, na corte, como evidencia a troca de cartas e retratos que eram parte constitutiva dos vínculos mantidos entre esses atores. Como observa a historiadora Mariana Muaze <em>somente [fotos das] crianças pertencentes ao grupo familiar ou filhos de amigos muitíssimos próximos como Domingos Farani, por exemplo, foram colecionadas pela viscondessa</em>.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> Farani, como era comum no meio, se fez retratar também no endereço de Guimarães à rua Gonçalves Dias em um busto oval que excluía o cenário do estúdio, concentrando-se na fisionomia e expressão dos indivíduos e de insígnias, como a ostentada na lapela, provavelmente relacionada ao título de comendador, e mesmo o alfinete, que ostentava o ofício de origem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5406"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5406/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0273_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5406">José Ferreira Guimarães. Retrato de Domingos Farani, 1890 &#8211; 1900. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ateliê de Guimarães entraram obrigatoriamente bacharéis e políticos do Império e da República, personagens paradigmáticos da passagem do século XIX ao XX, como Saldanha Marinho, pernambucano formado na Faculdade de Direito de Olinda em 1836 e que, entre muitos cargos, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, presidente de província de Minas Gerais e de São Paulo, um dos fundadores do Clube Republicano no Rio de Janeiro, signatário do Manifesto Republicano, redator de <em>A Repúblic</em>a, firmando-se como um dos protagonistas dos momentos iniciais do novo regime.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> Saldanha Marinho, fotografado com barba exuberante, não aparada, seguia a tendência dos homens da segunda metade do oitocentos quando o rosto barbeado era visto com suspeição, denotando pouca seriedade. Conforme Gilda de Mello e Souza, <em>o fim do século XVII e o século XVIII talvez por causa das perucas, foram tempos de cara raspada, mas, no princípio do século XIX os bigodes e suíças se espalham pelos exércitos de Napoleão, e já em 1810 Tkackeray nos apresenta aos sensacionais moustachios de Jos Sedley. A moda, durante algum tempo privilégio dos militares e símbolo de ferocidade, difunde-se rapidamente, e em breve o homem se entrega a uma desenfreada decoração capilar</em>.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5404"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5404/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0177_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5404">José Ferreira Guimarães. Retrato de Joaquim Saldanha Marinho, 1885. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Roupas escuras, barba e bigode também compuseram o retrato de Carlos Augusto de Carvalho: formado na faculdade de Direito de São Paulo em 1873, responsável, como presidente de província no Paraná, pela eclosão da Revolta do Vintém, Carvalho iria se destacar como ministro das Relações Exteriores nos anos 1890 reivindicando a ilha de Trindade aos ingleses, contando então com o apoio de Raul Pompeia e de Joaquim Portela, que, na época, eram diretores da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688">Biblioteca Nacional</a> e do Arquivo Público, provendo-o de informações. Em 1904 volta à cena, arbitrando o conflito entre o Brasil e a Bolívia.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> Nesse retrato, Carlos de Carvalho não se circunscreve ao oval delimitado: <span style="color: #ff6600;">está</span> cercado pela névoa indefinida que é também uma das marcas do período, a volta de um <em>tom crepuscular</em> ao qual se referiu Walter Benjamin, em um artifício utilizado para reviver a aura dos primeiros tempos da fotografia, partilhado nos ateliês fotográficos das grandes capitais, superando distâncias de diferentes ordens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5390"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5390/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0037_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="490" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5390">Retrato de Carlos Augusto Carvalho, 1896 &#8211; 19?. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pelo estúdio fotográfico de Guimarães também passaram militares como Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire Rohan, o visconde de Beaurepaire, entre outros não identificados, todos com suas fardas e condecorações. Em fotos de busto ou corpo inteiro, nas poses rígidas, como se espera desses retratados, evidencia-se o desejo de registrar para a posteridade o lugar social e, sobretudo, demarcar hierarquias. A fotografia de Beaurepaire, gentil-homem da Imperial Câmara, grã-cruz da Imperial Ordem de Avis, dignitário da Imperial Ordem da Rosa e comendador da Imperial Ordem de Cristo, uniformizado, portando algumas dessas condecorações, como a Imperial Ordem da Rosa e a Ordem de Cristo, nos anos 1890, é exemplar também de alguém que, sob o regime republicano, deixava clara a sua vinculação com o governo imperial.</p>
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<div style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5409"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5409/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0304_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="516" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5409">José Ferreira Guimarães. Retrato do visconde de Beaurepaire, Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire Rohan, 1890 &#8211; 1894. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Ana Mauad, observa que<em> o sucesso do retrato carte-de-visite deve-se justamente à capacidade de adaptar o cliente a moldes preestabelecidos e de possível escolha através de um catálogo de objetos e situações; o estúdio do fotógrafo passa a ser um depósito de complementos escolhidos para caracterizar diferentes papéis sociais que se quer fabricar. [&#8230;] O próprio cliente se converteu, ele mesmo, num acessório de estúdio, suas poses obedeciam a padrões estabelecidos e já institucionalizados de acordo com a sua posição social</em>.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> Nas imagens de busto, como a de Beaurapaire ou no &#8220;retrato de homem fardado<em>&#8220;</em>, dos anos 1880, o fotografado posiciona-se mais próximo da câmera; as expressões faciais ganham destaque, o tronco elevado revela mais claramente elementos como insígnias e condecorações. Já nos retratos de corpo inteiro, como a intitulada &#8220;fotografia homem fardado”, além das dragonas e das condecorações, da exibição do conjunto do uniforme, da pose altiva, alguns elementos chamam a atenção como a barretina com penacho apoiada em uma banqueta e a espada e seu fiador em uma das mãos. Os elementos cenográficos, comuns aos retratos de meio corpo ou corpo inteiro são acessórios; não roubam a centralidade do retratado.</p>
<p>Outro registro interessante produzido por Guimarães é a de Lúcio de Mendonça, em 1896. Advogado, jornalista, magistrado, escritor, idealizador da Academia Brasileira de Letras, seu retrato, a começar pelas roupas e pose, denota despojamento e uma despreocupação em perenizar a imagem de homem sofisticado. A ausência de elementos decorativos, adornos, a simplicidade mesma do paletó escuro e camisa branca estão sob medida para um republicano, um burguês que, diferente da aristocracia num passado recente, não necessitava fazer da moda um elemento de distinção. E a dedicatória à Ferreira do Araújo, fundador da <em>Gazeta de Notícias</em>, e por quem Lúcio possuía grande admiração, evidencia a inscrição do fotografado no círculo dos intelectuais da segunda metade do século XIX.</p>
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<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5407/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0282_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407">José Ferreira Guimarães. Retrato de Lúcio Eugênio de Menezes e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça, 1896. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Além das dedicatórias, algumas das imagens aqui apresentadas, trazem, no verso, dados referentes ao estúdio de Guimarães, sua participação em exposições, seus títulos – Fotógrafo da Casa Imperial, Cavaleiro da Ordem da Rosa – seus prêmios. Como era comum a fotógrafos da sua envergadura, essas informações, ao mesmo tempo em que o distinguia dos concorrentes, o aproximava da sua clientela, homens e mulheres da boa sociedade que aumentavam seu capital simbólico justamente por se darem a ver através das suas lentes.</p>
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<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> MAUAD, Ana Maria, RAMOS, Itan Cruz. <em>Fotografias de família e os itinerários da intimidade na História</em>. <em>Acervo</em>, Rio de Janeiro, v. 30, n. 1, p. 155-178, jan./jun. 2017, p. 159.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Outro retrato da baronesa de Loreto produzido por Insley Pacheco e igualmente parte da coleção do Arquivo Nacional, pode ser visto neste portal. Disponível em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5027">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5027</a></p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> MUAZE, Mariana de Aguiar F. <em>O império do retrato</em>: família, riqueza e representação social no Brasil oitocentista (1840-1889). Tese de doutorado. Programa de Pós graduação em História da Universidade Federal Fluminensse, 2006, p. 296.</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Cf. Alzira Alves de ABREU et al (coords.). <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – Pós-1930</em>. Rio de Janeiro: CPDOC, 2010. In: <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/MARINHO,%20Saldanha.pdf">http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/MARINHO,%20Saldanha.pdf</a> Acesso em: 20/11/2017.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ver SOUZA, Gilda de Mello e. <em>O espírito das roupas: a moda no século XIX</em>, São Paulo: Cia. das Letras, 1087, p. 75.</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Cf. Alzira Alves de ABREU et al (coords.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – Pós-1930. Rio de Janeiro: CPDOC, 2010. In: <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CARVALHO,%20Carlos%20Augusto%20de.pdf">http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CARVALHO,%20Carlos%20Augusto%20de.pdf</a> Acesso em: 20/11/2017</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> MAUAD, Ana. <em>Poses e flagrantes: ensaios sobre história e fotografia</em>s. Rio de Janeiro: EDUFF, 2008, p. 129-130.</p>
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<p>*Claudia Beatriz Heynemann – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>*Maria do Carmo Rainho – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><b>Breve perfil e cronologia do fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</b></span></em></p>
<p style="text-align: center;">  Andrea C. T. Wanderley**</p>
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<div id="attachment_10141" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6894" target="_blank"><img class="wp-image-10141" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/estadao11.jpg" alt="estadao1" width="501" height="710" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6894" target="_blank">José Ferreira Guimarães e sua esposa, Virginia Prata Guimarães. Fotografia reproduzida no <em>O Estado de São Paulo</em>, 4 de dezembro de 1977</a></p></div>
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<p>Um dos fotógrafos preferidos da corte brasileira, amigo do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, o português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924), nascido em Guimarães, chegou ao Brasil com 11 anos, a bordo de um veleiro carregado de repolhos. Foi lavador de pratos, servente em tascas na beira do porto e vendedor de armarinhos. Começou sua carreira de fotógrafo associando-se a Eduardo Isidoro Van Nyvel, no Rio de Janeiro, em 1862. Quatro anos depois, passou a anunciar-se sozinho no mesmo ateliê na Rua dos Ourives, 40. Em 13 de setembro de 1866, recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Fez, assim como o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, fortuna com seus retratos em foto-pintura &#8211; retrato ampliado pintado a óleo ou guache ou pastel por um pintor. Guimarães ia frequentemente à Europa e aos Estados Unidos para comprar equipamentos e se atualizar com o que havia de mais moderno no campo da fotografia. Além disso, inventou o <em>Relâmpago Guimarães</em>.</p>
<div id="attachment_10147" style="width: 179px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/102" target="_blank"><img class="wp-image-10147 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/revistadasemana.jpg" alt="revistadasemana" width="169" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/102" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de agosto de 1900</a></p></div>
<p>José Ferreira Guimarães foi comendador da Ordem de Cristo e da Ordem da Rosa. Foi premiado com a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial de 1865, 1866 e 1867; e na Exposição Nacional de 1866 e de 1873.  Após uma passagem pela rua do Ourives, 38, inaugurou, em 1886, um novo ateliê que, segundo Gilberto Ferrez, era um <em>verdadeiro palácio da fotografia. </em>Foi a maior casa fotográfica brasileira do século XIX e ficava na rua Gonçalves Dias, nº 2, esquina com a rua da Assembleia.</p>
<p>Passava temporadas na Europa mas, foi durante a década de 1910, que, provavelmente, transferiu-se definitivamente para a França, onde morou em um palacete nos arredores de Paris, na rue de La Paix, 21, em Bois Colombe. A casa enorme, apelidada pela esposa de Guimarães, Virginia Prata Guimarães, de <em>Little Castle</em>, foi construída em um estilo <em>acastelado</em>, que tornou-se moda entre os paulistas endinheirados pela cafeicultura, nas primeiras décadas do século XX.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jos%C3%A9+ferreira+guimar%C3%A3es%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de José Ferreira Guimarães disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jos%C3%A9+ferreira+guimar%C3%A3es%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"> </a></p>
<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5398"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5398/001GI004004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="490" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5398">José Ferreira Guimarães. Retrato de mulher em pé, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jose+ferreira+guimaraes%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"> </a></p>
<p>Nas palavras do fotógrafo Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), seu discípulo e sobrinho neto de sua esposa, José Ferreira Guimarães era <em>um tipo humano raro e versátil</em>, além de ter uma <em>invejável agilidade mental</em> e ser de uma <em>honestidade a toda prova</em>. Era muito bem relacionado e foi amigo íntimo do fotógrafo francês Félix Nadar(1820 &#8211; 1910) e também do peruano Léopold-Émile Reutlinger (1863 &#8211; 1937). Segundo Junqueira Duarte, Guimarães era vaidoso e tinha <em>longas barbas branquíssimas, sempre impecavelmente aparadas</em>, era <em>ereto e elegante, apesar da idade, </em>e tinha<em> um riso de tolerância e compreensão a esconder-se por detrás de fartos bigodes.</em></p>
<p>Sobre a obra de Guimarães e a invenção do <em>Relâmpago Guimarães</em>, Junqueira Duarte escreveu:</p>
<p>&#8216;<em>&#8230;Pela qualidade e refinamento de seu trabalho e rigor profissional que manipulava sua obra, do retoque a bico de lápis à apresentação formal de seus retratos, da viragem a ouro à técnica do esmalte a fogo dos medalhões que produzia &#8211; pareciam pequenos camafeus colorido a mão &#8211; desfrutou de grande prestígio na aristocracia brasileira e fez uma vultosa fortuna&#8230;Com José Ferreira Guimarães, desaparecia um homem de inteligência privilegiada, de espírito criador incomum, a quem deve a fotografia de todos os povos uma de suas grandes invenções &#8211; o engenho produtor de luz artificial em ambiente fechado, a partir da combustão instantânea do magnésio, própria para impressionar, em fração mínima de segundo, uma chapa fotográfica. A esse aparelho que encenava em si a luz do sol, deu ele o nome sugestivo e profético de Relâmpago Guimarães, apresentado com grande êxito na famosa Exposição Universal de Paris, em 1900. Muitos anos mais tarde, meio que por volta de 1935 ou 36, aperfeiçoado, miniaturizado e industrializado pelos norte-americanos, o engenho de José Ferreira Guimarães, surgiram no comércio fotográfico as lâmpadas (ou bulbos) em todo o mundo e em breve conhecidas sob o nome de Flash, ou seja, Relâmpago.</em></p>
<p><em>Não creio que algum historiador da fotografia, da arte e de sua técnica, tenha mencionado em seus livros, como legítimo inventor do processo flash o nome de José Ferreira Guimarães, o pequeno emigrante português que tronou grande sua arte, criador original da enorme gaiola de vidro, munido de grosso tubo exaustor para a saída da fumaça de magnésio e de um ventilador aspirante, destinado a apressar a evacuação dos pesados rolos de fumo produzidos pela incandescência da mistura química geradora de fortíssimo lampejo azulado&#8230;</em></p>
<p><em>&#8230;Que de benefícios trouxe a engenhosa invenção de José Ferreira Guimarães para a Humanidade, no estudo minucioso da Dinâmica dos corpos, na ilustração de variadas pesquisas científicas realizadas com a fotografia feita em curtíssima exposição, como a documentação endoscópica, ou a do fundo do olho, para apenas citar esses dois exemplos, colhidos por entre a incessante atividade dos documentaristas na Medicina e a Cirurgia!&#8230;</em>&#8216;</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de José Ferreira Guimarães</strong></span></em></p>
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<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5391/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0020_001V.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="586" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank">José Ferreira Guimarães. Retrato de homem fardado, verso, 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; Nascimento de José Ferreira Guimarães, em Guimarães, na região do Minho, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1852</strong></span> &#8211; Aos 11 anos, emigrou sozinho para o Brasil, a bordo de um veleiro carregado de repolhos.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1860</span></strong> &#8211; Guimarães radicou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Provavelmente, nesse ano iniciou sua trajetória como fotógrafo, associando-se a Eduardo Isidoro Van Nyvel (18? &#8211; ?), na rua do Ouvidor, nº 75. Anunciaram que em seu estabelecimento fotográfico, <em>aberto há poucos dias</em>, executava-se retratos pelos sistemas do ambrótipo e cartões de visita (<em>Jornal do Commerci</em>o, 9 de setembro de 1862).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda do estabelecimento fotográfico de Van Nyvel e Guimarães no qual anunciaram ter recebido de Alexandre Ken, o<em> primeiro fotógrafo do globo</em>, o processo de cartões de visita, além de <em>uma máquina&#8230;para fazer oito retratos em um só vidro e outra que com um único tubo tira quatro posições diferentes em um vidro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10448" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><img class="wp-image-10448 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/nyvel.jpg" alt="nyvel" width="540" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>- Van Nyvel e Guimarães mudaram-se para a rua do Ourives, nº 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/6655"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de março de 1864, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong></span> &#8211; Guimarães ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Passou a anunciar-se sozinho no mesmo endereço, rua do Ourives, nº 40. Em outubro de 1866, Van Nyvel abriu um novo estabelecimento na Rua dos Ouvires, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10804" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de outubro de 1866, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi agraciado por d. Pedro II com o título de fotógrafo da Casa Imperial, em 13 de setembro.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na 2ª Exposição Nacional. Sobre ele, o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles</a>, representando o júri do quarto grupo, onde se incluía a fotografia, escreveu no relatório do evento:</p>
<p>&#8216;1ª Medalha de Prata – José Ferreira Guimarães (1841 – 1924):</p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.&#8217;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong> </span>- Produziu um retrato em tamanho natural no formato de 2 x 1,35 m, a maior fotografia realizada no Brasil até então.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p>Informava ter partido para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12285" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de julho de 1867, sexta coluna</a>).</p>
<p>De volta de Paris, anunciou uma exposição de retratos sobre placas de porcelana na casa do Sr. Bernasconi &amp; Moncada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/28377" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 15 de novembro de 1867, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10031" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><img class="wp-image-10031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda1.jpg" alt="propaganda" width="760" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Anunciou ter regressado da Europa, aonde havia ido pela terceira vez, e também a abertura de seu novo estabelecimento na rua do Ourives, nº 38, segundo andar <span style="color: #333333;">(<em>Jornal do Commercio</em>, 10 de outubro de 1869, página 3, Segunda Folha).  </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; Fotografou a pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"> Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, empregando seu sistema de ampliação para fazer reproduções de obras de arte de grande formato. Produziu a fotografia em <em>placa de porcelana pelo processo inalterável&#8230;Para execução dessa fotografia serviu-se o habilísssimo fotógrafo José Ferreira Guimarães de placa denominada pelos fotógrafos &#8220;negativo&#8221;&#8230;</em>Foram<em> tirados e distribuídos alguns &#8220;positivos&#8221; sobre papel albuminado&#8230;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de prata na 3ª Exposição Nacional.</p>
<p>Teria voltado, nesse ano, a sua cidade natal, Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Retratou Marie Caroline Lefebvre (c. 1849 – 1914), mulher do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>.</p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do músico e arquiteto Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20853" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D20853&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNF5LCK9oboG-r9zIFCCIwBw6n8oTQ">(1841 –1924)</a>, Joaquim  Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) e de Albert Henchel (1827 &#8211; 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNEP93TYm61AanNUeuzgQgjtxInvIg"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1880</strong> </span>- Durante esta década, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> trabalhou como assistente no estúdio do fotógrafo José Ferreira Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong> </span>- No <em>Almanack Laemmert</em>, foi veiculado um anúncio de Guimarães: <em>Retratos vitrificados fixados a fogo, como as porcelanas de Sèvres. Perpétua duração, constituindo por isso uma verdadeira e imorredoura relíquia de família</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/52163" target="_blank"><em>Almanaque Laemmert, </em>1882</a>).</p>
<p>Segundo relatório do diretor da Academia das Belas Artes, a instituição comprou a fotografia produzida por Guimarães da primeira versão da pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de Victor Meirelles, perdida durante a Exposição Internacional da Filadéfia, em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</p>
<p>Segundo consta em um de seus cartões, foi premiado com a medalha de ouro na <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf">Exposição Continental de Buenos Aires</a>, inaugurada em 15 de março de 1882 &#8211; a seção brasileira foi inaugurada no dia 1º de abril, ocupando uma área de 600 m2 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6097" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de julho de 1882, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Recebeu o título de Comendador da Ordem da Rosa.</p>
<p>Guimarães anunciou que Waldemar Lange executava fotografias de grupos de família pelo sistema americano de John Carbutt, da Filadélfia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884, na página 8</a>). Segundo Boris Kossoy, Lange havia sido associado na Bahia ao fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>. Na época, seu ateliê ficava na rua dos Ourives, nº 38.</p>
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<div id="attachment_10032" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><img class="  wp-image-10032" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/instantanea.jpg" alt="instantanea" width="756" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884</a></p></div>
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<p>Participou da Exposição da Academia de Belas Artes com<em> esmaltes, platinotipos e algumas fotografias instantâneas, obtidas pelo processo denominado gelatino bromureto de prata</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11337" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de setembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p>A fotografia produzida por Guimarães da turma do sexto ano dos doutorandos de medicina foi exposta na casa de Narciso &amp; Arthur Napoleão. <em>É um trabalho, como todos os deste artista, muito notável</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/173878/138" target="_blank"><em>Diario Portuguez</em>, 20 de dezembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Foi encomendado à casa Guimarães um retrato a óleo de Francisco de Assis Mascarenhas. Foi realizado por Victor Meirelles e exposto na galeria Moncada. Os dois artistas foram referidos, na nota do jornal, como comendadores (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10108" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><img class="wp-image-10108 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/victor1.jpg" alt="victor" width="361" height="132" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; A Casa Guimarães, na rua do Ourives, nº 38, foi substituída pela Photographia Americana, passando a pertencer a Roltgen, antigo retocador da Casa Guimarães, e do sr. Silva, antigo sócio-gerente da fotografia Carneiro &amp; Tavares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10092" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg"><img class="wp-image-10092 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg" alt="guimaraes" width="540" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886</a></p></div>
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<p>Guimarães inaugurou um <em>verdadeiro palácio da fotografia</em>, a maior casa fotográfica brasileira do século XIX, na rua Gonçalves Dias, nº 2, esquina com a rua da Assembleia. A casa, de 4 andares, foi durante algum tempo o mais alto prédio do Rio de Janeiro e foi construída expressamente para sediar o estabelecimento fotográfico de Guimarães. Os três primeiros pavimentos abrigavam as diversas seções de fotografia e o último servia de moradia do fotógrafo (<a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=3348" target="_blank"><em>Revista do Iphan</em>, 1946, p. 199</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/384976/17" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro</em>, 8 de agosto de 1886, quarta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5399/001GI004004v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="630" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399">José Ferreira Guimarães. Retrato de mulher (em pé) &#8211; verso, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Uma menina se acidentou quando passou em frente à casa fotográfica de Guimarães e uma tábua que servia de andaime caiu sobre sua cabeça. O fotógrafo prestou assistência à acidentada e responsabilizou-se pelo ocorrido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2835" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de agosto de 1886, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Guimarães participou com <em>fotografias das obras mais importantes da estrada de D. Pedro II </em>da Exposição Internacional de Caminhos de Ferro no Bois de Vincennes, em Paris, em comemoração ao cinquentenário das ferrovias na França. Essas fotografias e também outras, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, foram expostas no Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/4200" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de julho de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na casa Chameaux, exposição de uma pintura a óleo, de autoria do artista francês Battu, realizado com <em>muita suavidade</em> a partir de uma fotografia produzida pelo <em>distinto fotógrafo</em> Guimarães de uma menina vestida à moda das camponesas do norte de Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18292" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de julho de 1887, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; No salão do jornal <em>O Paiz</em>, exposição de um retrato do <em>apregoado atirador</em> Bento Moraes, produzido por Guimarães. Moraes era a primeira figura de uma companhia de variedades que se apresentaria no Polytheama (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/5184" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1888, sétima coluna</a>).</p>
<p>A Casa Guimarães, <em>na rua de Gonçalves Dias, canto da da Assembleia</em> foi enfeitada para participar dos festejos da cidade pelo retorno do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram ausentes do Brasil por quase um ano, na terceira viagem do soberano à Europa. Haviam partido em 30 de junho de 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10093" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><img class="wp-image-10093" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/iluminação.jpg" alt="iluminação" width="540" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Antes de cometer suicídio, o português e guarda-livros José Custódio de Oliveira enviou uma carta a Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7419" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de jumho de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong> </span>- A partir de janeiro, José Ferreira Guimarães estaria <em>até o fim da estação</em>, às segundas e terças-feiras, em seu ateliê de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/2926" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de janeiro de 1891</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava em Petrópolis, aos domingos, segundas e terças-feiras, em um chalé ao lado do Hotel Orleans (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/851" target="_blank"><em>Gazeta de Petrópolis</em>, 7 de março de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na casa Palais Royal um quadro com os retratos dos doutorandos de 1894, produzido pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/10782" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de novembro de 1894, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Alguns membros da comissão da República Oriental do Uruguai, em visita ao Brasil, iriam ser fotografados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/189" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de novembro de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Na primeira página do<em> Jornal do Brasil</em>, era noticiado que a Photographia Guimarães &amp; C continuava a <em>merecer o favor público pela excelência de seus trabalhos artísticos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/4134"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10161" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><img class="wp-image-10161 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/anunciopri.jpg" alt="anunciopri" width="540" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Na edição 36 de A<em> Bruxa</em>, foi publicada uma fotografia de F. Guimarães, <em>conhecido proprietário da Photographia Guimarães</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4373" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 13 de outubro de 1896, última coluna</a>). <em>A Bruxa</em> foi uma revista dirigida pelo poeta Olavo Bilac  (1865-1918) e pelo ilustrador português Julião Machado (1863 &#8211; 1930), entre 1896 e 1897.</p>
<p>Foi noticiado que a Photographia Guimarães produziria fotografias das salas do Club dos Repórteres com convidados <em>por um processo novo de notável sucesso na arte fotográfica cuja primeira experiência foi realizada ontem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2082" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 24 e 25 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na vitrine da casa Colussi, na rua do Ouvidor, uma fotografia do presidente Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), produzida pela Photographia Guimarães. De acordo com a notícia, poderia se dizer que <em>a obra é uma nova descoberta</em> da <em>photographia pois que o retrato&#8230;é feito em esmalte photográphico vitrificado a fogo, tão inalterável como as pinturas da porcelana de Sèvres e de Limoges&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/6938" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de novembro de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; O fotógrafo Alfredo Musso, irmão de Luis Musso, trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23830" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1897, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso, sócio da Photographia Guimarães, levou de presente à redação do Jornal do Brasil uma fotografia em platinotipia de um grupo de jornalistas que haviam assistido à inauguração da luz artificial para obter fotografias instantâneas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/7493" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de março de 1897, segunda coluna</a>). Luis Musso havia sido o primeiro operador da Companhia Photographica Brazileira, dirigida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, desde sua fundação, em 1892, até 31 de março de 1894 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">, 13 de fevereiro de 1898, na última coluna</a>). Em 1905, os irmãos Musso estavam estabelecidos na rua Uruguayana sob a razão social L. Musso &amp; C, que também se anunciava como Photographia Brazileira.</p>
<p>Foi encomendada à Photographia Guimarães um retrato do engenheiro e primeiro diretor da Estrada de Ferro Pedro II, Christiano Ottoni (1811 &#8211; 1896), que seria ofertado à Escola Naval por seu filho, o industrial Julio Ottoni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/8303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Herrero Vargas, empregado da Photographia Guimarães, retratou um grupo da Estudantina do Cassino Espanhol em excursão a Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/17800" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de fevereiro de 1898, primeira coluna</a>).</p>
<p>O presidente da República, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), presenteou o redator-chefe da Cidade do Rio, José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905), fotografias de sua família produzidas pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/8850" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 10 de novembro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Casa Merino, estavam expostas três fotografias em platinotipia produzidas pela Photographia Guimarães: do presidente e do vice-presidente da República, Campos Salles (1841 &#8211; 1913) e Rosa e Silva (1857 &#8211; 1929), respectivamente, e do novo ministério do governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/30287" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1898, sexta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1899</span></strong><span style="color: #333333;"> &#8211; O Sr. Musso, da Photografia Guimarães, registraria o cruzador italiano <em>Fieramosca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/5646" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 5 e 6 de agosto de 1899, segunda coluna</a>).</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e José Ferreira Guimarães foram nomeados para formar a comissão de propaganda da classe de fotografia da Exposição do Quarto Centenário do Brasil, em 1900, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/1616" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 31 de outubro de 1899, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Horacio Garcia Vidal trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/10323" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 24 de janeiro de 1900, na última coluna</a>).</p>
<p>Publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/79" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 22 de julho de 1900</a>, um instantâneo do Largo da Carioca, tirado do segundo andar da afamada Photographia Guimarães.</p>
<p>Apresentou na Exposição Universal de Paris o <em>Relâmpago Guimarães</em>, uma espécie de <i>flash</i> que permitia tirar fotografias em ambientes obscurecidos ou no período da noite.</p>
<p>&#8216;<em>A luz produzida por ele é exatamente a necessária para substituir a claridade do dia, suprindo-a em todo o seu vigor, mas permitindo respeitar as nuances do modelo, por mais delicado que seja.</em></p>
<p><em>O acolhimento que foi feito na Europa à invenção de nosso compatriota, proprietário da afamada Photographia Guimarães, deve ser muito lisonjeiro para os fotógrafos nacionais</em>&#8216; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/102" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de agosto de 1900</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10140" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank"><img class="wp-image-10140 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/estadao2.jpg" alt="estadao" width="540" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank">Propaganda do <em>Relâmpago Guimarães</em>, reproduzida no <em>O Estado de São Paulo</em> de 4 de dezembro de 1977</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Guimarães era sócio de Luis Musso e Julio D. Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20052" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1901</a>).</p>
<p>Julio Roltgen, da Photographia Guimarães, foi o autor do registro do &#8220;batismo da Salamina&#8221;, festa realizada no club de Regatas Botafogo. A imagem foi publicada na revista quinzenal Brasil Náutico, número 4, e foi considerada a <em>nota elegante</em> da edição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/7792" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de maio de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>Um retrato do senador do Império, Cândido Mendes de Almeida (1818 &#8211; 1881), executado pela Photographia Guimarães e emoldurado pela fábrica Martins Seabra &amp; C., foi ofertado ao <em>Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2436" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de maio de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que o <em>Relâmpago Guimarães</em> havia obtido a medalha de 1ª classe na Exposição Universal de Paris de 1900. A Photographia Guimarães foi referida como<em> admirável estabelecimento da rua Gonçalves Dias, esquina do largo da Carioca</em> e, devido ao <em>Relâmpago Guimarães</em> estava <em>executando trabalhos de inigualável perfeição. </em>Os retratos produzidos na Casa Guimarães eram <em>verdadeiras maravilhas de arte pela naturalidade da pose e pela incomparável nitidez</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/2546" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de julho de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Por encomenda do presidente da República, Campos Sales (1841 &#8211; 1913), a Photographia Guimarães produziu um quadro medindo 1 metro por 80 centímetros com as fotografias do governo provisório da República organizado em 15 de novembro de 1889. O quadro ficaria no salão de despachos do Palácio do Catete (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/8459" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 26 e 27 de novembro de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Na Igreja da Candelária, foi rezada uma missa pela turma de guardas-marinha de 1879. Nove deles estiveram presentes à cerimônia e depois foram retratados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/3699" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de março de 1902, sétima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso estava na direção da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4939" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de julho, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Em anúncio, a Photographia J.F. Guimarães &amp; C afirmava acreditar que nada devia à praça e pedia que, caso houvesse qualquer reclamação, que fosse levada a seu proprietário até o dia 10 de dezembro de 1903 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12866" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de dezembro de 1903, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Tendo deixado de trabalhar na Photographia Guimarães, Alfredo e Luis Musso e Julio D. Beltgen anunciaram a abertura de um novo estabelecimento fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 10 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Recém chegado da Europa, Guimarães anunciou a reabertura de seus <em>ateliers modelos </em>onde o<em> high life p</em>oderia encontrar<em> o chic da fotografia moderna</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> , 21 de fevereiro, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10154" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><img class="wp-image-10154" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/jb.jpg" alt="jb" width="540" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Estava exposta na Photographia Guimarães uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública, com um <em>tamanho que nunca se fez entre nós</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de abril, sexta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães continuava na rua Gonçalves Dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/11604" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 10 e 11 de junho de 1905, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava sob a direção de José Ferreira Guimarães e A. Pinto, na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13030" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 25 e 26 de outubro, segunda coluna</a>). Novo anúncio, no mês seguinte, só menciona Guimarães na direção do estabelecimento fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13079" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de novembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães informava não ter nem funcionários ambulantes nem filiais pelo Brasil. As encomendas deveriam ser feitas na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13371" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>A turma de formandos em Odontologia e Medicina encomendaram <em>quadros alegóricos</em> na Photographia Guimarães. Seriam feitos em Paris, sob a supervisão do comendador Guimarães, que mais uma vez daria <em>provas de seu bom gosto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13973" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 27 e 28 de julho de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães anunciou que o funcionário Augusto Cezar Osório não trabalhava mais no estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23824" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1907, sétima coluna</a>).</p>
<p>Exposição, na Photographia Guimarães de uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14339" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 4 e 5 de novembro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909 / 1910 / 1911 / 1912</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>/1913 </strong></span>- A Photographia Guimarães funcionava em um sobrado, na rua da Assembleia, 100 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/15016" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 22 e 23 de maio de 1909, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/45466" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Publicação na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/1179" target="_blank"><em>Careta</em>, 21 de agosto de 1909</a>, de duas fotografias do escritor Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), produzidas na Photographia Gumarães. Pouco antes de sua morte, o escritor havia oferecido ao jornalista Ernesto Senna (1858-1913) uma fotografia sua produzida na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16157" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1910</strong></span> &#8211; Provavelmente, durante essa década, mudou para a França, onde morou em Bois Colombe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Publicação de um retrato do cientista Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), produzido na Photographia Guimarães (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/76" target="_blank">8 de agosto</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/81" target="_blank"> 9 de agosto</a> de 1911).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Do terceiro andar da Photographia Guimarães, o comandante Souza Aguiar dirigia o trabalho dos bombeiros para debelar um <em>grande incêndio no coração da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11088" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1912, na última coluna</a>).</p>
<p>Proprietário e empregados de estabelecimentos fotográficos requisitaram que os mesmos não mais abrissem aos domingos. Dois empregados da Photographia Guimarães participaram do abaixo-assinado endereçado aos vereadores da cidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/15288" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 13 de abril de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Foi roubada uma mercadoria &#8211; papel sensibilizado &#8211; destinada a José Ferreira Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/12786" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p><em>Uma dúzia de retratos de Boudoir, última novidade, criação da afamada Photographia Guimarães</em>, seria o 2º Prêmio do Grande Concurso Extraordinário D, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/6446" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 4 de junho de 1913</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Pela última vez a Photographia Guimarães foi anunciada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/55480" target="_blank">Almanak Laemmert</a>.</p>
<p>Uma dúzia de retratos da Photographia Guimarães foi o 1º prêmio do Grande Concurso Extraordinário K, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/8555" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 7 de outubro de 1914</a>)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; A capa do <em>Jornal das Moças</em> foi ilustrada com uma imagem de Carolina Pereira dos Santos, filha de um empresário do Rio de Janeiro. O trabalho fotográfico foi da Casa Guimarães e a gravura foi realizada no ateliê de Alois Fabien (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_01/696" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 1º de março de 1915</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Um dos prêmios sorteados pelo semanário O Tico-Tico seriam retratos da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/10419" target="_blank"><em>O Tico-Tico</em>, 9 de fevereiro de 1916</a>).</p>
<p>Após longos anos na Europa, José Ferreira Guimarães voltou a dirigir seu estabelecimento fotográfico no<br />
Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10156" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><img class="wp-image-10156 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/volta.jpg" alt="volta" width="540" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Foi anunciado que o segundo andar da Photographia Guimarães poderia ser alugado para <em>dentista ou negócio de luxo</em>. O prédio, que possuia elevador, foi referido como <em>aristocrático</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38740" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de julho de 1917, quarta coluna</a>). Nesse mesmo ano, foi anunciado que A Photographia Huebner &amp; Amaral havia reaberto em 11 de setembro, na rua da Assembleia, 100, antigo endereço da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/36757"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de setembro de 1917)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Neste ano, Maria Aparecida, uma sobrinha neta de sua esposa, foi residir com eles, na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; O sobrinho neto de sua mulher, Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), viajou para Paris, tornando-se discípulo de Guimarães. Posteriormente, Benedito trabalhou na Seção de Fotografia do Departamento de Cultura de São Paulo a convite de Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), além de ter sido sócio-fundador do Foto Cine Clube Bandeirante.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; José Ferreira Guimarães faleceu na França, em 30 de janeiro, provavelmente, de infecção pulmonar. Foi enterrado no cemitério de Bois Colombe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>AULER, Guilherme, sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis. </em>Petrópolis, 1º e 8 de abril de 1956.</p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>DUARTE, Benedito J. <a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6893" target="_blank"><em>José Ferreira Guimarães, fotógrafo da Corte Imperial</em></a>. <em>O Estado de São Paulo</em>. São Paulo, 4 dez, 1977 (Suplemento Cultural).</p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens. <a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0864-1.pdf" target="_blank"><em>B.J. Duarte Invenção e modernidade na fotografia documental</em></a>.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21639/jose-ferreira-guimaraes" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985. 243 p.</p>
<section id="como-citar" class="how-mention">
<header></header>
</section>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2015 14:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o &#8220;mundo inteiro&#8221; tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado </span>no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título &#8220;Miscellanea&#8221;, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto &#8211; apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 &#8211; 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839, para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44901" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A8res_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank"><img class="  wp-image-44901" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/daguerreótipo.jpg" alt="daguerreótipo" width="501" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A8res_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank">Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1839 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44905" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/@patricia.jones/louis-jacques-mand%C3%A9-daguerre-edbe89bf3816" target="_blank"><img class="wp-image-44905" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/daguerreótipo1.jpg" alt="daguerreótipo1" width="501" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/@patricia.jones/louis-jacques-mand%C3%A9-daguerre-edbe89bf3816" target="_blank">O ateliê do artista: um daguerreótipo realizado, em 1837, pelo inventor do processo, Louis Jacques Mandé Daguerre / Sociedade Francesa de Fotografia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores um glossário de técnicas e processos fotográficos do século XIX, adaptado de sua publicação original no catálogo da exposição &#8220;Panoramas: a paisagem brasileira na coleção Moreira Salles&#8221;, em 2011. As ilustrações são detalhes de fotografias e impressões em processos fotomecânicos que exemplificam cada técnica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Glossário de algumas técnicas e processos fotográficos do século XIX</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Colotipia</span></p>
<p style="text-align: left;">Processo fotomecânico de impressão introduzido em 1870 e utilizado até hoje em pequena escala. Uma base de metal ou vidro recoberta com gelatina bicromatada é exposta à luz, em contato com um negativo, e produz uma matriz para impressão de imagens em pigmento. O endurecimento e a reticulação da gelatina, em função da exposição à luz, permitem a absorção diferencial de tinta pela matriz correspondente à gradação tonal da imagem fotográfica no negativo e posterior impressão de cópias (em geral utilizadas para ilustrações de publicações ou cartões-postais).</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/45/arq_445.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Fotogravura</span></p>
<p>Processo de impressão fotomecânica desenvolvido por Henry Talbot em 1850 e aperfeiçoado pelo tcheco Karl Klic em 1879, também conhecido como “heliogravura”. Utiliza a luz para formar uma imagem fotográfica em uma chapa de cobre que, após ser tratada em ácido, recebe tinta e é impressa em papel de algodão. A chapa, recoberta por gelatina bicromatada fotossensível, é texturizada, como uma água-tinta, pelo depósito de grãos de resina. Em seguida, o cobre é mergulhado em sucessivos banhos de ácido, deixando a chapa pronta para ser entintada.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/47/arq_447.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Fotolitografia </span></p>
<p>Processo de impressão litográfica em que o desenho é transferido para a pedra por meio da fotografia. Derivada dos experimentos com substâncias asfálticas, a pedra litográfica era revestida em betume fotossensível e exposta à luz em contato com a matriz fotográfica. A pedra revestida era lavada em terebentina, tingida e impressa, produzindo imagens em meio-tom. Alphonse Poitevin empregou o albúmen dicromatado, que era lavado em água para produzir uma superfície planográfica. O processo foi a base para a transferência fotolitográfica e a cromolitografia. Também levou à fotozincografia, em que se usa uma placa de zinco, posteriormente adaptada à litografia off-set.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/48/arq_448.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Negativo / Colódio Úmido</span></p>
<p>Introduzido em 1851 por Frederick Scott Archer. A placa de vidro recebia uma camada de colódio (nitrato de celulose dissolvido em éter e álcool) contendo iodeto de potássio. Em seguida, era imersa num banho de nitrato de prata. A exposição devia ser feita com a placa ainda úmida, e o negativo era revelado imediatamente depois, numa solução ácida de sulfato de ferro, sendo em seguida fixado numa solução de cianeto de potássio. Os primeiros fotógrafos a utilizar esse processo enfrentavam uma série de dificuldades, como o inglês Roger Fenton, que, ao fotografar a Guerra da Crimeia, teve problemas devido à temperatura excessivamente alta, que secava suas placas antes que pudesse fazer os registros.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/55/arq_455.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Negativo / Gelatina</span></p>
<p>Introduzido em 1871 pelo inglês R.L.Maddox, era também conhecido como placa seca, em oposição às precedentes placas de colódio úmido, que deviam ser expostas à luz logo após o banho de sensibilização em solução de nitrato de prata. As placas de vidro, emulsionadas com gelatina, eram de manuseio mais fácil, pois podiam ser compradas já pré-sensibilizadas e expostas na câmera diretamente, sem nenhuma intervenção maior do fotógrafo. O preparo das emulsões de gelatina já contendo haletos de prata fotossensíveis para posterior aplicação sobre diversos suportes (vidro, papel, filme flexível) permitiu o desenvolvimento da indústria fotográfica tal qual a conhecemos hoje.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/56/arq_456.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Papel Albuminado</span></p>
<p>Introduzido pelo francês Louis Désiré Blanquart-Evrard em 1850, tornou-se o papel mais utilizado em cópias fotográficas até 1890. tem esse nome porque recebia uma camada de albúmen contendo cloreto de sódio e era sensibilizado em seguida com nitrato de prata. Obtido diretamente da clara do ovo de galinha, o albúmen é uma substância composta por várias proteínas e outros constituintes. Forma a camada adesiva transparente que mantém em suspensão sobre a superfície do papel a substância formadora da imagem fotográfica processada, isto é, a prata metálica. Fez sucesso devido a sua superfície bastante uniforme e regular, o que proporcionava uma fineza de detalhes superior à dos papéis usados até então (saltpapers).</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/57/arq_457.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Papel de Gelatina e Prata</span></p>
<p>Introduzido comercialmente por volta de 1880, permanece em uso desde então. Os dois principais tipos são: aqueles em que a imagem é produzida pela ação direta da luz (printing-out paper); e aqueles em que, após uma exposição de curta duração, a imagem latente é revelada quimicamente (development papers), e que possuem sensibilidade suficiente para permitir ampliações de negativos. Esse fato, no final do século XIX, revolucionou não só a prática de laboratório (não acondicionando mais a produção de cópias exclusivamente à exposição por contato dos negativos originais), como permitiu o desenvolvimento de câmeras e filmes fotográficos de pequeno formato.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/58/arq_458.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Platinotipia</span></p>
<p>Processo fotográfico para obtenção de cópias em papel que utiliza sais de ferro fotossensíveis e platina precipitada para a formação da imagem final. A imagem obtida é depositada diretamente sobre as fibras do papel, apresentando uma escala tonal rica e de extrema fineza. É um dos processos fotográficos considerados permanentes.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Uma matéria no jornal <em>A Noite Ilustrada</em>, de 21 de março de 1939, registra o centenário da fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120588&amp;PagFis=15223" target="_blank"><em>A Noite Ilustrada</em>, 21 de março de 1939).</a></p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/60/arq_460.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20556" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120588&amp;PagFis=15223" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/centenário.jpg" alt="A Noite Ilustrada, 21 de março de 1939" width="247" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><em>A Noite Ilustrada</em>, 21 de março de 1939</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
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