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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Gustavo Capanema</title>
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		<title>Série “Conflitos” XII &#8211; A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, por Maria de Fatima Morado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo "A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos", o décimo segundo da série "Conflitos", é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek, que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, </em>o décimo segundo da série &#8220;Conflitos&#8221;<em>, </em>é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fatima Morado*</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14474/CBa.05%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank">Coronel Cristóvão Barcelos, 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolução Constitucionalista foi deflagrada no dia 9 de julho de 1932 por lideranças de São Paulo que iniciaram um conflito armado exigindo autonomia para o governo do estado e a constitucionalização do país. Nesse período, o Brasil vivia o sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, que teve início após a Revolução de 1930 &#8211; movimento organizado pela Aliança Liberal que depôs o presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930 &#8211; e se estendeu até 1934, quando Getulio Vargas foi eleito presidente pelo Congresso Nacional dando início ao Governo Constitucional.</p>
<p>Getulio Vargas, ao assumir o poder, nomeou João Alberto como interventor em São Paulo, o que provocou reações dos integrantes do Partido Democrático (PD), que havia participado da Aliança Liberal e defendia a nomeação de Francisco Morato para esse cargo. Essa contrariedade provocou reações em São Paulo que resultaram na prisão dos líderes democráticos. Logo após, ocorreu o rompimento com o interventor e o lançamento de um manifesto para a instauração de uma Assembleia Constituinte no país estabelecendo a base para a organização do movimento constitucionalista com apoio da oligarquia cafeeira e das classes médias paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/463" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Revolução Constitucionalista de 1932 do acervo do Museu da República </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo do ano de 1931 até o levante em 9 de julho de 1932 ocorreram iniciativas para que não se recorresse ao uso das armas como também para formar uma articulação para o caso dessa decisão ser inevitável. Entre esses movimentos estavam: negociações para acordo com o governo federal; troca de interventores; formação da FUP (Frente Única Paulista), que uniu os partidos rivais, Partido Democrático (PD) e Partido Republicano Paulista (PRP); crescente mobilização em São Paulo, incluindo comícios e protestos; e a promessa de apoio do Rio Grande do Sul e de uma corrente de líderes políticos de Minas Gerais. Quando os paulistas decidiram pelo início do movimento armado, em 9 de julho, a perspectiva concreta de adesão do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foi frustrada devido à desistência de tomarem parte na aventura. Além disso, o Governo Provisório debelou as tentativas de levantes em apoio ao estado de São Paulo, que acabou ficando isolado. Esse isolamento se tornou ainda maior devido ao fato de os paulistas terem uma força bélica muito inferior às forças federais.</p>
<p>Após alguns meses de confronto, as negociações para o fim do conflito entre o Governo Provisório e os revolucionários paulistas incluíram, de um lado, a exigência do desarmamento da Força Pública Paulista e a aceitação do calendário eleitoral proposto para a formação de uma Constituinte e, de outro lado, a nomeação de uma nova junta governativa federal e o reconhecimento do governo revolucionário paulista que havia assumido o poder. A Revolução Constitucionalista terminou sem a formalização de um acordo e com a deposição do governo revolucionário feita pelo próprio comando da Força Pública Paulista, no dia 2 de outubro. Logo depois, em 1º de novembro, os membros do governo revolucionário e líderes constitucionalistas foram presos e exilados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14472/CBa.05%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank">Posto de observação durante a Revolução Constitucionalista. Coronel Cristóvão Barcelos (segurando binóculo, em segundo, da esquerda para direita), Major Juarez Távora (segurando binóculo, em terceiro, da esquerda para direita) e o Major Ernesto Dornelles (em primeiro, esquerda para direita), 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dez fotografias aqui apresentadas expõem aspectos dos campos de batalhas pelo lado dos combatentes do Governo Provisório e fazem parte da Coleção Cristóvão Barcelos, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Cristóvão de Castro Barcelos (1883-1946), nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve a carreira militar marcada pela participação em eventos fundamentais: em 1918, como primeiro-tenente foi para a França, para cumprir missão na I Guerra Mundial (sobre esse assunto ver a publicação <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13297" target="_blank"><em>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</em></a>); em 1930, como tenente-coronel participou da Revolução de 30 e, em 1932, já promovido a coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira (MG).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14476/CBa.05%285%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank">Visita do general Góis Monteiro (ao centro), comandante do Exército do Leste, ao setor do túnel da Mantiqueira sob comando de Cristóvão Barcelos (segundo, da direita para a esquerda). Vê-se também o major Ernesto Dornelles (segundo, da esquerda para direita) e o major Juarez Távora (terceiro, da esquerda para direita), 1932. Túnel da Mantiqueira, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa região foi travada um dos maiores confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo federal. O Túnel da Mantiqueira era um ponto estratégico já que está localizado na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).</p>
<p>Em algumas dessas fotos destaca-se a presença de Juscelino Kubitschek que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro. Em setembro de 1932, quando as tropas paulistas se retiraram da área do Túnel, Juscelino foi encarregado de realizar a transferência dos feridos para as cidades mineiras de Guaxupé e Varginha, seguindo para Campinas para enfim retornar a Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45489" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank"><img class=" wp-image-45489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/revolução.jpg" alt="Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank">Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro de memórias, Juscelino relata sua experiência no palco de guerra. Sobre Cristóvão Barcelos diz: “<em>Eu me encontrava sob o comando do coronel Cristóvão Barcelos, pouco depois promovido a general, homem de sólida cultura e possuidor de excepcionais qualidades de caráter.</em>”</p>
<p>Ao relembrar como era feito o atendimento aos feridos em um hospital de sangue improvisado, destaca a importância desse evento que para ele significou um marco em sua vida: <em>“É curioso notar como pequenos fatos às vezes têm consequências profundas e chegam mesmo a modificar, de forma surpreendente, uma existência humana. No meu caso, a ida para o Setor do Túnel representou um desses “pequenos fatos”. Fui para Passa Quatro apenas por ser médico. Entretanto, ali o sucesso me sorriu. Conquistei amigos. Salvei vidas humanas. Enfrentei situações difíceis e, para vencê-las, fui obrigado a lançar mão de forças que existiam em mim, em estado latente e que eu, na verdade, desconhecia.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14478/CBa.05%287%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank">Visita ao hospital da Força Pública Mineira. Na primeira fila: vê-se o coronel Cristóvão Barcelos (terceiro, da esquerda para direita), o prefeito de Pará de Minas, Benedito Valadares (quarto, da esquerda para a direita); Juracy Magalhães (quinto, da esquerda para direita). Na terceira fila, de cima para baixo: Manoel Linhares, Washington Pires e o capitão médico da corporação, Juscelino Kubitschek (ao centro), 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando analisa a situação de São Paulo no conflito, Juscelino lembra o isolamento do estado que sustentou a guerra com recursos das indústrias e com a atuação dos jovens combatentes dos centros urbanos, mas sem a participação dos operários e trabalhadores do campo que não viam seus interesses representados pela campanha constitucionalista, estando <em>“ambas as categorias, naquela época, inteiramente alheias às competições político-partidárias.”</em>.</p>
<p>Após sua retirada da região do Túnel da Mantiqueira para fazer o acompanhamento dos feridos em Guaxupé e Varginha, Juscelino seguiu para o quartel-general instalado por Cristóvão Barcelos em Campinas (SP). Ali pôde vivenciar a hostilidade da população paulista que dizia compreender: <em>“Aquele ódio coletivo constrangia-me. No íntimo, nutria consideração pela causa de São Paulo e via, com angústia, o sofrimento do povo que havia lutado sozinho por uma Constituição e que, em face da derrota, voltaria a ser mais uma vez humilhado.”</em></p>
<p>Juscelino considerava o Setor do Túnel uma <em>“sementeira de uma nova geração de políticos. Naquela área, verificava-se, de fato, intensa fermentação política. O prestígio, que algumas pessoas ali adquiriram, levou-as mais tarde às mais elevadas posições no país.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14480/CBa.05%289%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text">V<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank">isita de oficiais das forças legalistas ao Palácio da Liberdade após sua vitória sobre o movimento constitucionalista. Na primeira fila vê-se o coronel Cristóvão Barcelos ( quinto, da esquerda para direita), Benedito Valadares (quarto da esquerda para direita), Gustavo Capanema (terceiro, da esquerda para direita), Juracy Magalhães (sexto, da esquerda para direita) e Juscelino Kubitschek (primeiro à direita); entre outros não identificados, 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da coleção Cristóvão Barcelos mostram alguns desses personagens, homens que ao conviverem no campo de batalha construíram relações que passaram de profissionais e pessoais para políticas. Dos atores aqui destacados, após a guerra, Cristóvão Barcelos participou da fundação do Partido Socialista Fluminense ainda em 1932, desligando-se dois meses depois para criar o partido União Progressista Fluminense (UPF), legenda pelo qual foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte em maio de 1933. Após o fim dos trabalhos da Constituinte em julho de 1934, disputou o governo do estado do Rio de Janeiro em um processo marcado pela interferência do governo federal e pela violência. Ao ser derrotado voltou para o exército sendo promovido a general em 1938. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República em 1955.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP). Sessão comemorativa aos 25 anos da Revolução contou com a presença de Juscelino Kubitschek. <em>Informativo da Divisão de Acervo Histórico</em>, São Paulo, ALESP, ano 7, n. 28, maio/junho/julho. 2022.</p>
<p>AUGUSTO. Flávio Antônio Silva. JK, o médico da Força Pública Mineira. <em>Revista do IGHMB</em>, Rio de Janeiro, ano 84, n. 115, especial, 2025.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Gestão e Inovação de Serviços Públicos. <em>Estado, administração e reforma: o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).</em> MAPA/Arquivo Nacional.</p>
<p>DAVIDOFF. Carlos Henrique. Revolução de 1932. In: <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>JUSCELINO KUBITSCHEK. In: <em>Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930.</em> 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001</p>
<p>KUBITSCHEK, Juscelino. <em>Meu caminho para Brasília</em>: A experiência da humildade. Brasília: Edições do Senado Federal, 2020. v.1.</p>
<p>LEMOS, Renato. Cristóvão Barcelos. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). <em>Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930).</em> Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>MOREIRA. Regina da Luz. <em>A Revolução Constitucionalista de 1932</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>RIBEIRO. Antônio Sérgio. Revolução Constitucionalista de 1932 &#8211; 80 anos de uma epopeia. <em>Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)</em>, São Paulo, 2012.</p>
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		<title>Visitantes Ilustres em Manguinhos</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 15:34:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 - 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 - 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 - 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo J. Pinto (1884 - 1951).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 &#8211; 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Visitantes Ilustres em Manguinhos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>  Ricardo Augusto dos Santos*  </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5126/IOC_V_II_3867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank">J.Pinto. Visita de Albert Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz, 8 de maio de 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em plena pandemia de COVID uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post.php?post=14794&amp;action=edit" target="_blank">Albert Einstein (1879 &#8211; 1955)</a> circulou nas redes sociais (originalmente num <em>post</em> no Facebook) com informações erradas. O texto estava repleto de equívocos, com a legenda mencionando uma visita do cientista ao Instituto Butantã, em São Paulo. Além disso, a postagem comentava a presença de Oswaldo Cruz entre os homens. Seria cômico, se não fosse trágico. A primeira falha cometida é a ausência de informação sobre a origem do documento fotográfico pertencente ao acervo da Casa de Oswaldo Cruz, a COC, que é a unidade da Fundação Oswaldo Cruz responsável pela memória e história da instituição e de temas ligados ao campo da medicina e da saúde pública.</p>
<p>Vamos aos fatos. Em 1925, Einstein conheceu o Brasil, o Uruguai e a Argentina. Na foto aparece o cientista em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Em nosso país, entre compromissos profissionais e passeios, ficaram registradas visitas ao Observatório Nacional, Escola Politécnica, Museu Nacional, Instituto Oswaldo Cruz, Jardim Botânico e ao Clube de Engenharia. Não há dados sobre uma ida ao Butantã. No momento eternizado, na ampla varanda do belo prédio, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Pavilhão Mourisco</a>, famoso Castelo da Avenida Brasil, estão fazendo companhia ao autor da Teoria Geral da Relatividade, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646" target="_blank">Alcides Godo</a>y, Astrogildo Machado, Leocádio Chaves e demais pesquisadores. O principal equívoco que o autor do <em>post</em> no Facebook cometeu é que Oswaldo Cruz não poderia estar nessa foto, pois ele falecera em 1917. Oito anos, portanto, antes da visita de Einstein a Manguinhos.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9322/IOC_V_II_1006.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank">Getulio Vargas visitando Manguinhos, 1935. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Ao longo de seus 121 anos de história, a instituição de vanguarda na saúde pública e na ciência recebeu inúmeros visitantes. Personagens da história republicana, políticos, cientistas e intelectuais andaram pelos corredores, varandas, laboratórios e conheceram a ampla biblioteca. O acervo da Casa de Oswaldo Cruz guarda as imagens dessas visitas. Na foto acima, aparece Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954); no grupo estão o ministro Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), titular da pasta da Educação e Saúde Pública, e os cientistas Souza Araújo e Artur Neiva. Inúmeros cientistas nacionais e estrangeiros frequentaram Manguinhos, estudando, trabalhando ou visitando. Em outra fotografia, foi documentada a visita do médico francês León Bernard (1872 &#8211; 1934), especialista em tuberculose, membro do Comitê de Higiene da Liga das Nações e diretor dos <em>Annales de Médecine</em>.</p>
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<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9317/IOC_V_II_0719.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank">J.Pinto. Visita de León Bernard ao Instituto Oswaldo Cruz, 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.  Da esquerda para a direita, (2º, León Bernard), professor de Higiene em Paris. Entre Leocádio Chaves(1º) e Souza Araújo(3º). </a></p></div>
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<p>Curiosamente, dentre as visitas registradas, encontramos duas fotos comprovando a presença inusitada do governador de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros (1901 &#8211; 1969), que ficou famoso pelo modo condenável de administrar a coisa pública. Suspeito de angariar recursos financeiros em benefício próprio, Adhemar de Barros foi retratado junto aos pesquisadores do IOC. O que estaria fazendo Adhemar no Instituto? Adhemar era médico. E estudou no Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz entre 1919 e 1920. Contudo, na imagem feita nos anos 1940, Adhemar de Barros havia abandonado a medicina e ingressado na vida política.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9319/IOC_V_II_1017.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank">Adhemar de Barros em visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 1940 / Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, em 25 de setembro de 1920, durante sua viagem ao Brasil, visitou Manguinhos, na companhia do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942). Foram recebidos pelo cientista Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), diretor da instituição<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3237"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24300" target="_blank"><em>Careta </em>de 2 de outubro<i> </i>de 1920</a>).</p>
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<div id="attachment_24381" style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank"><img class=" wp-image-24381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/manguinhos.jpg" alt="O rei da Bélgia, Alberto I, tenso a sua esquerda o presideente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / Careta, de 1920" width="706" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank">O rei da Bélgica, Alberto I, tendo a sua esquerda o presidente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / <em>Careta</em>, 2 de outubro de 1920</a></p></div>
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<p>Dias depois, em 27 de setembro de 1920, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rainha Elizabeth da Bélgica (1876 – 1965</a>) também visitou o instituto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3263"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a>). Foi recepcionada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> e por seus assistente. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a> registrou o evento quando, segundo o jornal <em>A Noite</em>:</p>
<p>&#8220;<em>A rainha trocou idéias com o Dr. Carlos Chagas sobre a profilaxia da doença do ‘barbeiro’, e ficou bastante impressionada com as notícias das doenças rurais do país, procurando informar-se da organização sanitária que visa à respectiva profilaxia. O diretor expôs-lhe em traços gerais o novo regulamento destinado ao combate das moléstias que dizimam a população dos nossos campos e, ao retirar-se a rainha, a quem fora oferecido um delicado ‘lunch’, S.S. fez-lhe oferta de um lindo ramalhete de cravos, presos por fitas com as cores brasileiras e belgas</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/1487" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de setembro de 1920</a></p>
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<div style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6551/FFC%28F%2910-12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="572" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas recepciona a rainha Elizabeth da Bélgica em sua visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 27 de setembro de 1920. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_24172" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24172" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/elizabeth1.jpg" alt="O Paiz, de 1920" width="327" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a></p></div>
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<p>Finalmente, destaca-se a homenagem prestada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> ao ministro da Agricultura, Juarez Távora (1898 &#8211; 1975); ao interventor de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti (1892 &#8211; 1967); ao interventor do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942); e a Washington Pires (1892 &#8211; 1970), ministro da Educação, em 26 de julho de 1933.</p>
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<div id="attachment_24171" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank"><img class="wp-image-24171" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/juarez-1024x743.jpg" alt="juarez" width="768" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank">Pesquisadores e políticos em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Entre eles, o ministro Juarez Távora e o prefeito Pedro Ernesto, 1933. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. Pedro Ernesto é o quarto, na primeira fila, da esquerda para a direita;  Juarez Távora está à direita de Carlos Chagas (de jaleco branco no centro da primeira fila); Washington Pires, ministro da Educação, está entre Pedro Ernesto e Carlos Chagas; e Carlos de Lima Cavalcanti, à direita de Távora.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24240" style="width: 165px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/adolfo1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de julho de 1933" width="155" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de julho de 1933</a></p></div>
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<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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<p>Pesquisa complementar: Andrea C. T. Wanderley &#8211; Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>O centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 13:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior universidade federal do Brasil, foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa, com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo Decreto 14.343, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito. Com registros de Marc Ferrez (1843 - 1923) e de Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da UFRJ, que atualmente enfrenta os desafios impostos pela pandemia do coronavírus.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886</a>), a Brasiliana Fotográfica celebra o centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior universidde federal do Brasil. Por coincidência, a comemoração de seus 100 anos acontece, como na época de sua criação, sob os impactos de uma pandemia. Em 1920, era a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank"> gripe espanhola</a>, cujo auge aconteceu em 1918, e, atualmente, o coronavírus. É reconhecida como um dos maiores centros de produção acadêmica e científica do Brasil.</p>
<p>A imagem de Ferrez é do atual Palácio Universitário, antigo Hospital dos Alienados ou Hospício Pedro II, inaugurado em 18 de julho de 1841. O prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1971, localiza-se na Urca e foi doado à universidade na década de 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23740" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de dezembro de de 1944, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/23380" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de novembro de 1944</a>). É ocupado  pelo Fórum de Ciência e Cultura, pela Escola de Comunicação, pela Faculdade de Educação, pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e pelo Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2564/007NGBMF1824cx084-10.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2564" target="_blank">Marc Ferrez. Urca, vendo-se o Hospício Nacional de Alienados (atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro), c. 1890. Rio de Janeiro RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>As outras imagens, de autoria de Klumb, são da Escola Militar, desde 1969 local onde funciona o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco no Centro da cidade. O prédio foi construído originalmente para ser a Sé do Rio de Janeiro. A partir de 1812 abrigou a Academia Real Militar, futura Escola Militar que, em 1858, foi denominada Escola Central. Em 1874, passou a chamar-se Escola Politécnica. Em 1937, teve seu nome mais uma vez mudado, dessa vez para  Escola Nacional de Engenharia e, em meados da década de 60, já na Cidade Universitária, passou a se chamar Escola de Engenharia. Voltou a<em> </em>se intitular Escola Politécnica, em 2003,<em> por ter sido esse o nome em que ela atingiu o apogeu de sua fama e prestígio, em que se tornou reconhecida no âmbito nacional e internacional. </em>O edifício no Largo de São Francisco é a sede do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais desde 1969.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/865/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/865" target="_blank">Revert Henrique Klumb. L&#8217;Ecole Militaire, vue prise du haut de la tour de l&#8217;Eglise se St. Fr. de Paula, entre 1855 e 1856. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>A UFRJ  foi a primeira universidade federal do Brasil e seu primeiro reitor foi Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938). A atual reitora é a biofísica Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a assumir esse cargo, em 2 de julho de 2019. A UFRJ é um centro de excelência tanto em ensino como em pesquisa no país e na América Latina e, nos últimos anos, tornou-se mais diversa, democrática e inclusiva: a entrada de estudantes negrou dobrou na última década e em 2016 passaram a ser mais da metade dos ingressantes. Além disto, o ingresso de estudantes originários da rede pública aumentou 64%.</p>
<p>A UFRJ tem 176 cursos de graduação e 232 de pós-graduação, cerca de 65 mil estudantes e quatro mil docentes, três mil servidores em hospitais e cinco mil técnicos administrativos, nove hospitais e 1.456 laboratóriso, 13 museus, 14 prédios tombados e 45 bibliotecas, 1.863 projetos de extensão e um parque tecnológico de 350 mil metros quadrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18506" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ramiz.jpg" alt="Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro" width="346" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Ramiz Galvão, primeiro reitor da Universidade do Rio de Janeiro</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Universidade+Federal+do+Rio+de+Janeiro%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de prédios integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>Foi criada no governo do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), com a denominação de Universidade do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1920 pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-14343-7-setembro-1920-570508-publicacaooriginal-93654-pe.html" target="_blank">Decreto 14 343</a>, que reuniu a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, originária da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho,<i> </i>fundada em 1792<i>; </i>da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro criada por dom João VI, em 2 de abril de 1808 como Academia de Medicina e Cirurgia; e a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito, ambas reconhecidas pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-639-31-outubro-1891-510044-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto 639</a>, de 31 de outubro de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1920, terceira coluna</a>). Uma curiosidade: pouco depois da fundação da Universidade do Rio de Janeiro, a congregação da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro decidiu dar o título de doutor <em>honoris causa</em> para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica, em visita ao Brasil</a><strong> </strong>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3330"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg"><img class=" size-full wp-image-18525 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/simbolo1.jpg" alt="simbolo" width="287" height="300" /></a></p>
<p>O ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), promoveu, em 1937, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), uma grande reestruturação na Universidade do Rio de Janeiro que passou a ser chamada de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/L0452.htm" target="_blank">Universidade do Brasil,</a> cujo primeiro reitor foi Raul Leitão da Cunha (1881 &#8211; 1947) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/35672" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de janeiro de 1937, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38864" target="_blank"><em>O Jorna</em>l, 6 de julho de 1937</a>). Em 1946, incorporou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> (<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8689-16-janeiro-1946-416645-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto-lei de 16 de janeiro de 1946</a>) e teve seu estatuto aprovado pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1940-1949/decreto-21321-18-junho-1946-326230-publicacaooriginal-1-pe.html#:~:text=Veja%20tamb%C3%A9m%3A-,DECRETO%20N%C2%BA%2021.321%2C%20DE%2018%20DE%20JUNHO%20DE%201946,com%20o%20disposto%20do%20art." target="_blank">Decreto nº 21.321, de 18 de junho de 1946</a>. Era então contituída pelas Faculdade Nacional de Medicina, Faculdade Nacional de Direito, Faculdade Nacional de Odontologia, Faculdade Nacional de Filosofia, Faculdade Nacional de Arquitetura, Faculdade Nacional de Ciências Econômicas, Faculdade Nacional de Farmácia, Escola Nacional de Engenharia, Escola Nacional de Belas Artes, Escola Nacional de Músicas, Escola Nacional de Minas e Metalurgia, Escola Nacional de Educação Física e Desportos e pela Escola Ana Néri, além do já mencionado Museu Nacional.</p>
<p>Sob o governo do general Humberto de Alencar Castelo Branco (1897 &#8211; 1967), com a sanção da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4831-5-novembro-1965-368485-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">Lei nº 4831</a>, de 5 de novembro de 1965, a universidade ganhou seu nome atual, Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Ilha do Fundão havia sido escolhida para sediar a Cidade Universitária, onde se concentra uma boa parte de seus cursos, departamentos e unidades (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/572" target="_blank"><em>Revista Shell</em>, abril/maio/junho de 1954</a>). <a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/acervos/discursos/emilio-garrastazu-medici" target="_blank">Foi oficialmente inaugurada em 7 de setembro de 1972</a>.</p>
<p>Atualmente, a Universidade Federal do Rio de Janeiro possui quatro campi: a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; Praia Vermelha, na Urca; Macaé, o mais novo campus, na cidade de Macaé; e o Complexo Avançado de Xerém, em Duque Caxias. Existem faculdades, institutos e unidades da UFRJ fora dos campi mencionados, dentre eles o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade Nacional de Direito e a Escola de Música, localizados no centro do Rio de Janeiro; o Museu Nacional e o Observatório do Valongo, situados no bairro de S<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">ão Cristóvão</a>; e o Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa Rodrigo de Freitas.</p>
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<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/reitores-da-ufrj" target="_blank">Link para a galeria de reitores da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/edificacoes-tombadas" target="_blank">Link para edificações que fazem parte da UFRJ e foram tombadas</a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
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<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-07/primeira-reitora-da-ufrj-toma-posse#:~:text=A%20m%C3%A9dica%20Denise%20Pires%20de,mulher%20%C3%A0%20frente%20da%20institui%C3%A7%C3%A3o." target="_blank">Agência Brasil</a></p>
<p>CUNHA, Luiz Antônio. <em>A Universidade Temporã</em>: <em>o ensino superior da Colônia à Era Vargas</em>. São Paulo: UNESP, 2007.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/ramiz-galvao-benjamin-franklin/" target="_blank">Dicionários de verbetes AGCRJ</a></p>
<p><a href="https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&amp;v=el1pcdw5Jqw" target="_blank">Documentário <em>Centenária: a universidade do Brasil entre duas pandemias</em></a></p>
<p>FÁVERO, Maria de Lourdes. <em>Universidade do Brasil</em>: <em>das origens à construçã</em>o. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/ufrj-chega-ao-centenario-enfrentando-pandemia-e-restricoes-orcamentarias.shtml" target="_blank">Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://100anos.ufrj.br/" target="_blank">Site 100 anos UFRJ</a></p>
<p><a href="http://www.poli.ufrj.br/politecnica_historia.php" target="_blank">Site Escola Politécnica</a></p>
<p><a href="https://ifcs.ufrj.br/index.php/o-ifcs" target="_blank">Site IFCS</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/index.html" target="_blank">Site Museu Nacional</a></p>
<p><a href="https://memoria.sibi.ufrj.br/index.php/publicacoes" target="_blank">Site SiBI &#8211; Memória Institucional da UFRJ</a></p>
<p><a href="https://ufrj.br/noticia/2019/09/16/rumo-ao-centenario-quais-os-sentidos-da-comemoracao" target="_blank">Site UFRJ</a></p>
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		<title>Dia da Bandeira do Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2016 03:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia a bandeira nacional com uma imagem produzida pelo fotógrafo Aristógiton Malta (1904-1954) da comemoração do cinquentenário do Dia da Bandeira, ocorrida em 19 de novembro de 1939. A fotografia é de um aspecto da celebração da efeméride com a presença do presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954), no campo do Russell (Correio da Manhã, 21 de novembro de 1939). Aristógiton Malta era filho do importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro da primeira metade do século XX, Augusto Malta (1864 - 1957), que foi fotógrafo da prefeitura da cidade, entre 1903 e 1936. Aristógiton começou a trabalhar como seu assistente, em 1925, e, em 25 de agosto de 1936, quando seu pai se aposentou, o substituiu. A fotografia destacada pertence ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, acervo integrante do portal Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4340" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4340/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PARM.NG.1998.2440.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4340" target="_blank">Aristógiton Malta. Comemoração aos 50 Anos da Bandeira Nacional, 19 de novembro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Acervo do AGCRJ</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia a bandeira nacional com uma imagem produzida pelo fotógrafo Aristógiton Malta (1904-1954) da comemoração do cinquentenário do Dia da Bandeira, ocorrida em 19 de novembro de 1939. A fotografia é de um aspecto da celebração da efeméride com a presença do presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954), no campo do Russell (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/55086" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de novembro de 1939</a>). Aristógiton Malta era filho do importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro da primeira metade do século XX, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a> (1864 &#8211; 1957), que foi fotógrafo da prefeitura da cidade, entre 1903 e 1936. Aristógiton começou a trabalhar como seu assistente, em 1925, e, em 25 de agosto de 1936, quando seu pai se aposentou, o substituiu. A fotografia destacada pertence ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, acervo integrante do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>O portal<strong> </strong>identificou<strong> </strong>na imagem o ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), o ministro da Marinha, Aristides Guilhem (1875 &#8211; 1949), ambos fardados, estando o primeiro de gravata e segurando o <em>cap. </em>Logo à esquerda e atrás do presidente Getúlio Vargas, com um lenço na lapela, está, de óculos, o ministro da Educação, Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985). O outro ministro usando óculos, alinhado com Getúlio, é Francisco Luís da Silva Campos (1891 &#8211; 1968), da Justiça e dos Negócios Interiores.</p>
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