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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Guarujá</title>
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		<title>Guarujá, a &#8220;Pérola do Atlântico&#8221;, em fins do século XIX, por Guilherme Gaensly</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 12:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Geológica do Império]]></category>
		<category><![CDATA[Conselheiro Antônio da Silva Prado]]></category>
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		<category><![CDATA[José Elias Pacheco Jordão]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Balneária]]></category>

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		<description><![CDATA[A Vila Balneária Guarujá, que se tornou em fins do século XIX e início do século XX, o destino de verão mais disputado da classe alta paulistana, não passou despercebido pelo fotógrafo suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928), que a fotografou em torno de 1894, ano em que ele e seu sócio desde 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 - 19?), abriram uma filial da próspera empresa Gaensly &#038; Lindemann, em São Paulo, onde Gaensly havia ido morar. A imagem destacada nesse artigo faz parte do Álbum Fotografia de São Paulo 1900 e mostra o Hotel La Plage, destruído por um incêndio, em fins de 1897; à esquerda, a linha do trem e, ao fundo, os chalés. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O surgimento da Vila Balneária Guarujá, na Ilha de Santo Amaro, que se tornou em fins do século XIX e início do século XX, o destino de verão mais disputado da classe alta paulistana, não passou despercebido pelo fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, que a fotografou em torno de 1894, ano em que ele e seu sócio desde 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), abriram uma filial da próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, onde Gaensly havia ido morar. Ele havia chegado em Salvador com cinco anos e, em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em São Paulo, foi contemporâneo dos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, do austríaco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e do húngaro  José Wollsack (1847 – 1927), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25006" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/varios.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904" width="262" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Seus registros eram vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a></span>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
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<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22guilherme+gaensly%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias  produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem destacada nesse artigo faz parte do <em>Álbum de Fotografias de São Paulo 1900 </em>e mostra <span style="color: #000000;">o hotel do Guarujá, inaugurado em 1893, tendo, à esquerda, a linha do trem e, ao fundo, os chalés da Vila Balneário. O álbum, com encadernação em papelão e título em tinta dourada, traz 18 fotografias em gelatina/prata no formato 17,6 x 23,3, coladas em papel cartão cinza e com legenda manuscrita em tinta branca abaixo da imagem.</span></p>
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<div id="attachment_24962" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1873" target="_blank"><img class="size-large wp-image-24962" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/guarujá-1024x758.jpg" alt="Guilherme Ganelsy. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 - Balneário do Guarujá, c. 1894. Guarujá, São Paulo / Acervo IMS " width="768" height="569" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1873" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum de Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Balneário do Guarujá, c. 1894. Guarujá, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a presença de várias autoridades, dentre elas o então governador de São Paulo, Bernardino de Campos (1841 &#8211; 1915) e o bispo Joaquim Arcoverde (1850 &#8211; 1930), a Vila Balneário foi inaugurada, em 2 de setembro de 1893, quando foi aberto pela Companhia Balneário, sob a liderança do Grupo Prado Chaves, presidido pelo conselheiro Antônio da Sillva Prado (1840 &#8211; 1929), o empreendimento que deu início a um importante pólo de turismo no Brasil, que viria a ser frequentado por personalidades como Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923), Washington Luis (1869 &#8211; 1957) e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, que se suicidou no hotel do balneário em 23 de julho de 1923; além de estrangeiros que passavam pelo porto de Santos.</p>
<p>Os convidados para a inauguração foram recepcionados pelo engenheiro civil, doutor pela Universidade de Cornell, e empresário Elias Fausto Pacheco Jordão (1849 &#8211; 1901), gerente da Companhia Prado Chaves e realizador do ousado e inovador plano de urbanização da área. Elias Fausto havia integrado, em 1875, a Comissão Geológica Imperial chefiada por Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), da qual também faziam parte os geólogos Orville Adalbert Derby (1851 – 1915) e Richard Rathbun (1852-1918) – ambos da Universidade de Cornell -, que chegaram ao Brasil em fins de 1875; John Casper Branner (1850-1922), do Departamento de Botânica e Geologia da Universidade de Indiana; e o brasileiro Francisco José de Freitas, assistente geral e tradutor. Integraram, também, o corpo técnico da comissão os geólogos Luther Wagoner, substituto de Pacheco Jordão, em 1876, que foi posteriormente substituído por Frank Carpenter; o naturalista Herbert Huntington Smith (1851-1919), e o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24977" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://j1diario.com.br/guaruja-nasce-e-se-projeta-no-turismo-por-obra-de-dois-rio-clarenses/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24977" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/elias.jpg" alt="Elias Jordão / Jornal da TArde" width="326" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://j1diario.com.br/guaruja-nasce-e-se-projeta-no-turismo-por-obra-de-dois-rio-clarenses/" target="_blank">José Elias Pacheco Jordão / <em>Diário do Rio Claro</em>, 3 de fevereiro de 2020</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à Vila Balneário. Para sua construção, foram encomendadas 46 casas de madeira nos Estados Unidos e um hotel de luxo com um cassino. A vila tinha grande sofisticação para a época, oferecendo confortos como água encanada, esgoto e luz elétrica. Suas calçadas tinham quatro metros de largura com avenidas largas e perpendiculares, além de duas estações de trem, igreja e um mini zoológico. Além da vila, a Companhia construiu uma linha férrea ligando o estuário de Santos à praia de Pitangueiras, batizada de Tramway de Guarujá, bem como o primeiro serviço regular de navegação entre Santos e Guarujá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/2235" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de agosto de 1891, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4497" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 5 de setembro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4502" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1893, primeira coluna</a>; <em>O Commercio de São Paulo</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3112" target="_blank">27 de setembro</a>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3116" target="_blank">28 de setembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3120" target="_blank">29 de setembro</a> de 1895, terceiras colunas; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3112"> </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/282383/563" target="_blank"><em>Revista Moderna</em>, 1º de fevereiro de 1898</a>).</p>
<p>Em 1894, o artista plástico paulista Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927) pintou a Vila Balneário no quadro<em> Jardim à beira-mar</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24988" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt71.htm" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/calixto1.jpg" alt="Benedito Calixto. Um pinto , 1894" width="549" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt71.htm" target="_blank">Benedito Calixto. <em>Jardim à beira-mar</em>, 1894</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um incêndio destruiu o hotel, em 17 de novembro de 1897 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/8321" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de novembro de 1897, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24976" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4502" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/hotel.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de novembro de 1897" width="311" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_05/4502" target="_blank"><em>Propaganda do hotel no mesmo dia em que ocorreu o incêndio / Correio Paulistano</em>, 17 de novembro de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ex-gerente da sucursal paulista da Photographia Henschel que, em 1888, tornou-se dono da referida filial, o já mencionado fotógrafo húngaro José Vollsack (1847 – 1927), foi um dos 22 hóspedes que se encontravam no hotel. Ele avaliou em 10.000$ os objetos que perdeu no incêndio. O vice-cônsul dos Estados Unidos, que morava no quarto 43, sofreu prejuízos no valor de mil dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24984" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/5474" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24984" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/incendio2.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 19 de novembro de 1897" width="221" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/5474" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 19 de novembro de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com corridas de bicicleta e a pé, apresentação da banda do Corpo de Bombeiros, da orquestra da Pauicéia e com uma soirée no sallão do cassino, o hotel foi reinaugurado em 8 de setembro de 1898 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/6369" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 7 de setembro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24986" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/9397" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/incendio15.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de setembro de 1898" width="313" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/9397" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de setembro de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25031" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14132" target="_blank"><img class="wp-image-25031 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/1898-1024x447.jpg" alt="1898" width="768" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14132" target="_blank">À direita, o novo hotel, de alvenaria, inaugurado em 1898. O cassino, o jardim, a estação e os chalés permaneceram com a mesma aparência / <em>Fon-Fon</em>, 7de junho de 1913</a></p></div>
<p>No início da década de 10, a companhia foi adquirida por um grupo de empreendedores, dentre eles o empresário norte-americano Percival Farquhar (1865 &#8211; 1953), passando a se denominar Companhia Guarujá, que se associou ao grupo Ritz Carlton para administrar o novo complexo.</p>
<p>A trajetória de Farquhar no Brasil aconteceu em um período de maciça presença do capital norte-americano e europeu no país. Suas atividades empresariais no Brasil começaram, em 1904, quando fundou a Rio de Janeiro Light &amp; Power, companhia que assumiu concessões de serviços públicos de bondes, iluminação a gás e energia hidrelétrica. No ano seguinte, começou a investir na Amazônia, fundou a Brazil Railway Company (1906), a fim de construir um sistema ferroviário interligando a América do Sul e, em 1907, obteve a concessão para construir a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/percival.jpg" alt="percival" width="430" height="540" /><p class="wp-caption-text">Percival Farqhart, <em>New York Times</em>, 22 de setembro de 1912</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto do Grand Hotel de la Plage, terceira versão do primeiro, foi realizado pelo renomados arquitetos Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851 &#8211; 1928) e por Ricardo Severo da Fonseca e Costa (1869 &#8211; 1940).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25013" style="width: 596px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramos_de_Azevedo#/media/Ficheiro:Oscar_Pereira_da_Silva_-_Retrato_do_Arquiteto_Ramos_de_Azevedo.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25013" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ramos.jpg" alt="Retrato do arquiteto Ramos de Azevedo, por Oscar Pereira da Silva." width="586" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramos_de_Azevedo#/media/Ficheiro:Oscar_Pereira_da_Silva_-_Retrato_do_Arquiteto_Ramos_de_Azevedo.jpg" target="_blank">Retrato do arquiteto Ramos de Azevedo, por Oscar Pereira da Silva / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25014" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25014" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/severo.jpg" alt="Ricardo Severo / Universidade do Porto" width="145" height="191" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank">Ricardo Severo da Fonseca e Costa / Universidade do Porto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras começaram em 15 de janeiro de 1911 e o hotel foi reinaugurado em 8 de junho de 1913: &#8220;.<em>..as magníficas instalações são comparáveis às dos melhores hoteis da Europa</em>&#8220;. Mais de duzentos convidados participaram das celebrações que incluíram bailes, piqueniques, shows aéreos, passeios de charrete e observação da flora e da fauna dos morros nos arredores do hotel, que tinha 220 quartos, salões de festa, de leitura, de refeição e um cassino anexo. A chegada do aviador Edu Chaves (1887 &#8211; 1975), aterrissando quase em frente ao hotel, foi um <em>verdadeiro triunfo.</em> Na ocasião, a reinauguração do Grand Hotel de la Plage foi a notícia mais comentada pela imprensa brasileira. O Guarujá foi o maior centro de diversão e turismo do Brasil nos primeiros 25 anos do século XX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/29266" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 9 de junho de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24996" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14193" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotelrevistadasemana14061913.jpg" alt="Revista da Semana, 14 de junho de 1913" width="655" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14193" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotelrevistadasemana14061913.jpg" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_24997" style="width: 674px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel1revistadasemana14061913.jpg"><img class=" wp-image-24997" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel1revistadasemana14061913.jpg" alt="A estação do Guraujá / Revista da Semana, 14 de junho de 1913" width="664" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14195" target="_blank">A estação do Guarujá / <em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25030" style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/14194" target="_blank"><img class="wp-image-25030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/granhotel.jpg" alt="Fon-Fon, 14 de junho de 1913" width="671" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/14194" target="_blank">A fachada dovasto e  confortabilíssimo Gran Hotel /<em> Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vila seguiu se desenvolvendo durante toda a primeira metade do século XX devido ao sucesso do hotel e a reputação do Guarujá como balneário de primeira classe. Na década de 30, o hotel foi comprado por Alberto Quatrini Bianchi (1892 &#8211; 19?) e, em 30 de Junho de 1934, a cidade recebeu o título de Estância Balneária, tendo se emancipado de Santos. Com a proibição do jogo, em 1946, começou a decadência do hotel, que foi, na década de 60, demolido. Bianchi, que com Joaquim Rolla (1899 &#8211; 1972) dividia o título de Rei do Turismo Nacional,  teve diversos empreendimentos turísticos como, em Minas Gerais, o Pale Hotel de Ouro Preto e o Palace Casino de Poços de Caldas; em São Paulo, o já mencionado Hotel de La Plage e Cassino de Guarujá e o Serra Negra Hotel; no Maranhão, o Hotel Palace de São Luis; em Pernambuco, o Hotel Palace do Recife; Na Bahia, o Hotel e Cassino Palace de Salvador; no Espírito Santo, o Grande Hotel Guarapari (ES); no Rio de Janeiro, o Icaraí Hotel e o Casino Balenario Atlantico, além de dezenas de outros cassinos em diversos estados do Brasil. Quando faleceu, segundo reportagem do <a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank"><em>Diário do Rio Claro</em>, 22 de julho de 2019</a>, era garçom de um hotel no Guarujá que havia sido dele.</p>
<p><img src="http://j1diario.com.br/wp-content/uploads/2019/07/bianchi.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_25004" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25004" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/bianchi.jpg" alt="Alberto Bianchi / Jornal de Rio Claro" width="151" height="165" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank">Alberto Quatrini Bianchi / Jornal de Rio Claro, 22 de julho de 2019</a></p></div>
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<p>Alguns de seus visitantes ilustres foram o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 &#8211; 1969), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">Alberto I, rei da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, o banqueiro Anthony Gustav de Rothschield (1887 &#8211; 1961), o pi ntor Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927), a cantora lírica Bidu Sayão (1902 &#8211; 1999), os presidentes do Brasil, Campos Salles (1841 &#8211; 1913), que inclusive faleceu no Guarujá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/29488" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de junho de 1913</a>); Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919); a atriz Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), o comediante mexicano Cantinflas (1911 &#8211; 1993), o escritor Euclydes da Cunha (1866 &#8211; 1909), o Conde Francesco Matarazzo (1854 &#8211; 1937), o ator norte-americano Glenn Ford (1916 &#8211; 2006), o ator francês Jean Sablon (1906 &#8211; 1994), o presidente da Argentina, general Julio Roca (1843 &#8211; 1914); o escritor Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), o pioneiro aviador francês Roland Garros (1888- 1918),  a atriz espanhola Sarita Montiel (1928 &#8211; 2013), o cantor Silvio Caldas (1908 &#8211; 1998), a pintora Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973)</p>
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<div id="attachment_25000" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14269" target="_blank"><img class="wp-image-25000 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel2revistadasemana.jpg" alt="Revista da Semana, 21 de junho de 1913" width="701" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14269" target="_blank"><em>Grupo de senhoritas na Praia de Guarujá / Fon-Fon</em>, 21 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25001" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14332" target="_blank"><img class=" wp-image-25001" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/arquibancadas.jpg" alt="As arquibancadas de Guarujá / Fon-Fon, 21 de junho de 1913" width="700" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14332" target="_blank">As arquibancadas de Guarujá / <em>Fon-Fon</em>, 28 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BURGI, Sergio;DIETRICH, Ana Maria;MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo – Gaensly no acervo da Light 1899 – 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS – Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan.</em> Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank">Centro de Documentação e Memória do Guarujá</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank"> &#8211; <em>História do Grande Hotel et de La Plage de Santos e Guarujá. 1893-1962 </em>(</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank">Youtube</a>)</p>
<p>d´Ávila, Cristiane. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710" target="_blank"><em>Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamo</em></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710" target="_blank"><em>ré</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica em 14 de outubro de 2019 &#8211; https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Jornal de Rio Claro</p>
<p>Kossoy, Boris. <em>Álbum de Fotografias do Estado de São Paulo &#8211; 1892</em>; São Paulo, CBPO/Kosmos, 1984.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FAUSTO,%20Elias.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/guaruja/gh047.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank">Site Universidade do Porto</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">A construção da Madeira-Mamoré, a “Ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a>, </em>publicado na Brasiliana Fotográfica em 16 de janeiro de 2018 -<em> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460</a></p>
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