 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fronteiras</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=fronteiras" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 15:54:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>No Dia da Amazônia, fotos da expedição de 1901 realizada pela Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36411</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36411#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 15:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação de fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[história do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Cruls]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado de Petrópolis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36411</guid>
		<description><![CDATA[Hoje é comemorado o Dia da Amazônia, em homenagem à criação da Província do Amazonas por D. Pedro II em 1850. Para lembrar a data, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, da expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar  o limite entre Brasil e Bolívia durante a Primeira República brasileira. Foram três expedições: a primeira e a segunda, realizadas em 1895 e 1897, foram chefiadas pelo militar e político Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 - 1921)  e Augusto Cunha Gomes (18? - ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 - 1908), fotografado por Marc Ferrez (1843 - 1923), em torno de 1890.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é comemorado o Dia da Amazônia em homenagem à criação da Província do Amazonas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em 5 de setembro de 1850. A Amazônia é um bioma que possui 4,196.943 milhões de km2 &#8211; a maior floresta tropical do planeta &#8211; e abrange nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Este ecossistema tem uma biodiversidade incomparável e influencia o equilíbrio ecológico global, o ciclo da água e o clima da Terra. Sua preservação é uma questão de urgência mundial.</p>
<p>Para lembrar o Dia da Amazônia, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, sobre a expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar o limite entre Brasil e Bolívia. Foram realizadas três expedições e as comissões instituídas pelo governo brasileiro objetivavam traçar o limite na região amazônica e verificar a localização da principal nascente do rio Javari, cujo desconhecimento gerava controvérsias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11097/46526.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Cachoeira Campos Salles, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/391" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11107/46532.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"> Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Comissão mista na Nascente, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM. Sentado, no centro, Luis Cruls</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira e segunda expedições foram realizadas em 1895 e 1897 e foram chefiadas por Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 &#8211; 1921) e Augusto Cunha Gomes (18? &#8211; ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 &#8211; 1908), que havia sido fotografado por seu amigo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), em torno de 1884. Cruls foi diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro entre 1891 e 1908. O retrato (abaixo) foi exposto, em 1884, na Notre Dame de Paris, e referido como um “<em>trabalho artístico obtido pelo novo sistema de gelatino-bromureto, especialidade do sr. Marc Ferrez, clichê do sr. Insley Pacheco</em>”(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10710" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de julho de 1884, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4770/0071824cx003b-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="617" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank">Marc Ferrez. Luis Cruls, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à expedição de 1901. O ministro das Relações Exteriores, Olyntho de Magalhães (1866 &#8211; 1948), deu a Cruls instruções para subir o rio Javari até as nascentes e determinar sua verdadeira posição geográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg/200px-Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" alt="" width="200" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank">Olyntho Magalhães (1866 &#8211; 1948)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época, Cruls já era um cientista renomado. Já havia sido membro da comissão da Carta Geral do Império, de 1875, na seção de geodésia, sua primeira atuação profissional no Brasil; e, em 1892, viajado e explorado o Planalto Central, trabalho pelo qual é atualmente mais conhecido. Era professor de Geodésia da Escola Militar.</p>
<p>Cruls e integrantes da comissão embarcaram no <em>Alagoas</em>, no Rio de Janeiro, rumo ao norte, em 4 de janeiro de 1901 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/1840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de janeiro de 1901, segunda coluna</a>). Desembarcaram em Belém, em 20 de janeiro. Os integrantes da comissão brasileira eram o capitão de fragata Carlos Accioli, o capitão do Estado-Maior Augusto Tasso Fragoso, o médico Leovigildo Honorário de Carvalho, o capitão farmacêutico Alfredo José Abrantes, o capitão honorário Eduardo Chartier, o secretário Ricardo Veríssimo Vieira, o encarregado do material Arthur Nogueira; e um contingente militar de 50 praças, comandados pelo alferes Arthur Cantalice. A comissão boliviana era chefiada por Adolpho Ballivian (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/1674" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de março de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p>Cruls montou o seu observatório no interior do Forte do Castelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11101/46529.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Marco indicativo colocado a 28 de Agosto de 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11102/46530.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Observatório brasileiro no Forte do Castelo, Belém, 1901. Belém, Pará / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11112/46537.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Acampamento de N.S. da Gloria, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11110/46535.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Igreja velha em Tabatinga, 1901. Tabatinga, Amazonas / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expedição de 1901 é referida na historiografia da ciência como sendo a que contribuiu para o Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903 em Petrópolis, que pôs fim à disputa territorial entre Brasil e Bolívia pelo território do Acre. Porém, de acordo com Moema de Rezende Vergara, <em>a solução para o problema se deu puramente no plano político, sem levar em consideração os trabalhos técnicos então realizados, o que invalida a relação de causalidade entre a expedição chefiada por Cruls e o fim do litígio com a Bolívia&#8230;na Exposição de Motivos sobre o Tratado de 1903, é possível ver que o Barão de Rio Branco optou por uma condução política para a crise, fazendo <i>tabula rasa</i> das viagens de demarcação do período republicano. Os acontecimentos políticos, precipitando-se, haviam tornado sem efeito os esforços técnicos de localização precisa das nascentes do Javari. Cabe a ressalva de que, apesar dos trabalhos de Luiz Cruls não terem sido utilizados no Tratado de Petrópolis, isto não os invalida. As coordenadas que sua comissão determinou para as nascentes do rio Javari, consideradas a parte mais ocidental do Brasil, foram as mesmas utilizadas em importantes obras que tinham por objetivo apresentar a geografia do país, como o &#8220;Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil&#8221;, publicado para as comemorações do Centenário da Independência de 1922 (IHGB, 1922).</em></p>
<p>O Tratado de Petrópolis foi assinado pelo Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912), ministro das Relações Exteriores, e pelo diplomata Joaquim Francisco Assis Brasil (1857 &#8211; 1938), do lado brasileiro; e pelos diplomatas Fernando Guachalla (1853 &#8211; 1908) e Claudio Pinilla (1859 &#8211; 1928), do lado boliviano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Os signatários do Tratado de Petrópolis</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11504/002073LM001a.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank">Luis Musso. Palácio Itamaraty; no canto superior esquerdo, retrato do Barão do Rio Branco, c. 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/Joaquim_Assis_Brasil.jpg" alt="" width="188" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank">Assis Brasil / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2e/Fernando_Eloy_Guachalla.jpg/220px-Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" alt="Fernando Eloy Guachalla - Wikipedia, la enciclopedia libre" width="220" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank">Fernando Guachalla / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank"><img class="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4eJWD7RHeYC4XZEeh2khfnIJXQ1KNiZ6KGGWRpUHwxUkmfAEm0eg_k0vtxV2RUovT3d2Btltblw7_2a-3RM8P2WncdYXEoiGemLuYiBytmFhqS5bUN6DE9umhNVbIw8AB5WF3TmR1HN0/s1600/PINILLA,+Claudio+22.jpg" alt="" width="187" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank">Claudio Pinilla / Enciclopédia do Bicentenário da Bolívia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Tratado de Petrópolis foi estipulada a venda do território do Acre da Bolívia para o Brasil. Em compensação, o Brasil cedeu para a Bolívia territórios na Bacia do Rio Paraguai e o governo brasileiro se comprometeu a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamorée pagou à Bolívia a quantia de 2 milhões de libras esterlinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://filateliahalibunani.com/produto/si-14-selo-institucional-tratado-de-petropolis-bolivia-acre-brasao-bandeira-2023/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://filateliahalibunani.com/wp-content/uploads/2023/12/SI-14-Selo-Institucional-Tratado-de-Petropolis-Bolivia-Acre-Brasao-Bandeira-2023.jpg" alt="" width="271" height="464" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p><a href="https://issuu.com/periodicobolivia/docs/suplemento_el_aparapita_01ed9362026b90" target="_blank"><em>El Aparapita, cargador de la memoria cultural de Bolivia</em>, 7 de julho de 1922</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/04/belga-que-pos-brasilia-no-mapa-dava-aulas-de-astronomia-d-pedro-ii.html" target="_blank">G-1</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/TRATADO%20DE%20PETR%C3%93POLIS.pdf" target="_blank">Site CPDOC-FGV</a></p>
<p>VERGARA, Moema de Rezende.<em><a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/6j3bqdCTWHsydnJwgZckcTw/" target="_blank"> Ciência, fronteiras e nação: comissões brasileiras na demarcação dos limites territoriais entre Brasil e Bolívia, 1895-1901</a>. </em><span class="text"><span class="truncate">Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas</span></span>, agosto de 2010.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 29 de maio de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=36411</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pelas fronteiras do Brasil</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 15:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[álbum]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Amílcar Botelho de Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Rondon]]></category>
		<category><![CDATA[Boanerges Lopes de Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido Rondon (1865 - 1958)]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Exército]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[Getulio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[história do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[João Barbosa de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[José Louro]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Thomaz Reis]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Elizabeth Brêa Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço de Inspeção de Fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[soberania nacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=17506</guid>
		<description><![CDATA[Durante o governo do presidente do Brasil Washington Luís foi criado o Serviço de Inspeção de Fronteiras para vigiar e nacionalizar as fronteiras. Para chefiá-lo foi nomeado o general Cândido Mariano da Silva Rondon. Foram visitadas as fronteiras do Oiapoque, girando para oeste e para o sul através das fronteiras da Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina e Uruguai. É sobre essa história o artigo que Maria Elizabeth Brêa Monteiro, pesquisadora do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, escreveu para a Brasiliana Fotográfica. Além do texto, foram disponibilizadas fotografias de um álbum produzido durante a Campanha de 1929-1930 da Inspeção de Fronteiras. São de autoria de Benjamin Rondon, engenheiro-topógrafo e filho de Rondon, e do fotógrafo e cinegrafista José Louro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Durante o governo do presidente do Brasil Washington Luís foi criado o Serviço de Inspeção de Fronteiras para vigiar e nacionalizar as fronteiras. Para chefiá-lo foi nomeado o general Cândido Mariano da Silva Rondon. Foram visitadas as fronteiras do Oiapoque, girando para oeste e para o sul através das fronteiras da Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina e Uruguai. É sobre essa história o artigo que Maria Elizabeth Brêa Monteiro, pesquisadora do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, escreveu para a Brasiliana Fotográfica. Além do texto, foram disponibilizadas fotografias de um álbum produzido durante a Campanha de 1929-1930 da Inspeção de Fronteiras. São de autoria de Benjamin Rondon, engenheiro-topógrafo e filho de Rondon, e do fotógrafo e cinegrafista José Louro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7434" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7434/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_folhaderosto.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="900" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7434" target="_blank">Comissão de Inspeção de Fronteiras. Campanha 1929-1930 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Pelas fronteiras do Brasil</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Nenhum córrego ou morro à tua vista escapa,</em><br />
<em>Nem salto ou corredeira, ou charco ou terrapleno.</em><br />
<em>E o Brasil que Rio Branco ampliou sobre o mapa,</em><br />
<em>Vais, milha a milha, demarcando no terreno.”</em><br />
(Ode em louvor de Rondon, de Bastos Tigre)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde o final do século XIX a soberania e a preservação do espaço nacional ensejavam preocupação dos dirigentes da recém-instalada República. Ao mesmo tempo que as vastas dimensões territoriais do país constituíam um valor positivo, a necessidade de integração de regiões afastadas situadas em faixas de fronteira deram origem a projetos de controle e reconhecimento territorial.</p>
<p>Os trabalhos da Comissão de Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, iniciados nos anos de 1890, já contemplavam objetivos de estabelecer comunicação entre o sertão e os centros urbanos e introduzir à dinâmica espacial do país áreas a noroeste e domínio sobre zonas de fronteira. A Comissão revestia-se de um caráter estratégico “não só como fator de desenvolvimento, mas também como motor para a ocupação da região, incentivando a migração, e para a garantia da defesa das fronteiras brasileiras, ‘nacionalizando’ os povos indígenas.” (Moreira Neto, 2005: 83)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/199" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do álbum referente à Campanha de 1929-1930 da Inspeção de Fronteiras disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>Nesse contexto, foi criado em 1927, diretamente subordinado ao Estado Maior do Exército, o Serviço de Inspeção de Fronteiras, que tinha a atribuição de proceder à vigilância e à nacionalização das fronteiras. Para essa missão de inspecionar mais de 10 mil quilômetros de limites, desde a Guiana Francesa ao Uruguai, o ministro da Guerra, atendendo determinação do presidente Washington Luís para que fossem realizadas as inspeções das fronteiras do Brasil até o final de seu governo, com o objetivo de estudar as condições de seu povoamento e segurança, nomeou o general Cândido Mariano da Silva Rondon, que mobilizou antigos companheiros de jornadas pelo “hinterland” como Boanerges Lopes de Sousa, Amílcar Botelho de Magalhães, João Barbosa de Faria e Luiz Thomaz Reis.</p>
<p style="text-align: left;">O objetivo de sua criação foi, então, proceder ao exame das fronteiras brasileiras do ponto de vista geográfico, econômico e militar. Foram visitadas as fronteiras do Oiapoque, girando para oeste e para o sul através das fronteiras da Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina e Uruguai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 906px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7389" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7389/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_043.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="896" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7389" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Tabatinga, placa de inspeção de fronteiras, 26 de fevereiro de 1930. Tabatinga, entre Amazonas e Colômbia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rondon, em discurso proferido no Pará em setembro de 1928, salienta sua visão quanto ao papel da Comissão de Inspeção de Fronteiras:</p>
<p>“<em>(&#8230;) tornar conhecidas as nossas terras, firmando a geografia territorial; e as possibilidades econômicas e de colonização, ao mesmo tempo que fornece ao estado-maior do exercito os elementos de que carece para a defesa nacional.</em>” <em>(<em>O Paiz</em>,</em> 5.09.1928.)</p>
<p>A Comissão de Inspeção de Fronteiras era organizada com um Estado-Maior, um ajudante de ordem, serviço cinematográfico, serviço radiotelegráfico, serviço sanitário, serviço telefotográfico, serviço de trabalhos censitários dos povos indígenas, serviço de geologia e serviço de botânica, que envolviam professores e pesquisadores do Museu Nacional para onde foram encaminhadas peças arqueológicas e de cultura material indígena, itens da flora e fauna e outros artigos. Distribuída em várias turmas, procederam ao levantamento dos rios, dos marcos de fronteiras, das fortificações, das linhas fronteiriças, recensearam as populações encontradas, contataram diversos povos indígenas, visitaram empreendimentos econômicos e produziram vasta documentação.<br />
Em 1927, durante a primeira campanha de inspeção das fronteiras com a Venezuela, Colômbia e Guianas Francesa e Inglesa, Rondon fez uso de todos os meios de transporte numa viagem ininterrupta de 257 dias, na primeira fase dos trabalhos que percorreu 10.702 km por via marítima e fluvial; 1.801 km a cavalo, 2.917 km em automóvel; 1.896 km em estrada de ferro, totalizando 18.316 km.</p>
<p>A segunda campanha chefiada, primeiramente, por Boanerges Lopes de Sousa, que se estendeu de julho de 1928 a fevereiro de 1929, cobriu os estados do Amazonas e Pará, na divisa com Venezuela, Colômbia e Suriname. Percorreu os rios Negro, Içana, Urupês, Javari, Juruá, Breu, Purus, Acre, Abunã, Japurá, Trombetas e Cuminá, alcançando a fronteira com o Suriname.</p>
<p>Em setembro de 1929, teve início a terceira campanha que, saindo do Rio de Janeiro, seguiu até Cuiabá passando pela ilha do Bananal, em direção a Belém e Manaus. Nessa última expedição, Rondon vai ao Acre, Rondônia e Mato Grosso, verifica as fronteiras com o Paraguai no rio Apa, desce o rio Paraná, visita o salto de Sete Quedas e Foz do Iguaçu, chegando à fronteira da Argentina pela ponte internacional sobre o rio Peperiguaçu. (Lasmar, 2008) De acordo com reportagem do Jornal do Brasil de 9 de agosto de 1938, nesta última etapa, seu esforço foi insuperável, pois tendo partido de automóvel com destino a Registo do Araguaia, alcançava Marcelino Ramos, na fronteira de Santa Catarina com o Rio Grande, a 3 de outubro de 1930.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 906px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7380" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7380/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_059.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="896" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7380" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Vila Epitácio, no pontal do Acre com o Igarapé da Bahia, março de 1930. Rio Acre, fronteira com a Bolívia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo dessa última expedição pela Inspeção de Fronteiras, visitou diferentes áreas indígenas, destacamentos e quartéis militares e empreendimentos econômicos, como as instalações da Fundação Ford, da Guaporé Rubber Company e da Companhia Mate Laranjeira. Refez marcos de limites e reavivou outros, passou por ruínas de antigas fortificações como os fortes Príncipe da Beira e Coimbra, na fronteira entre Bolívia e o estado do Mato Grosso, e de velhas igrejas como a de Santo Antonio dos Militares ou a da povoação de Casalvasco, na região do Guaporé, Mato Grosso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7435" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7435/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_081.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7435" target="_blank">O tema O “descobrimento” do Forte do Príncipe da Beira apresenta uma imagem desse forte, datada de 1913, na qual os retratados se apresentam, 17 anos depois, praticamente com a mesma disposição da imagem deste álbum. Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Entrada principal do Forte Príncipe da Beira, 24 de abril de 1930. Rio Guaporé, fronteira de Mato Grosso com Bolívia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As atividades da Comissão de Inspeção de Fronteiras foram interrompidas com a Revolução de 1930 e a detenção de Rondon no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o general Juarez Távora, comandante do movimento revolucionário e responsável pelo Ministério da Viação e Obras Públicas do governo provisório, fez declarações detratoras sobre os trabalhos realizados por Rondon, em contraste, por exemplo, com o ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que, ao longo de uma célebre expedição científica pela Amazônia empreendida nos anos 1913-1914, reconhecia seu pioneirismo e afinco na instalação de linhas de comunicação pelo interior mais interno do Brasil. As declarações do general Távora levaram Rondon a pedir sua reforma do Exército. Em seu diário escreve:</p>
<p style="text-align: left;"><em>“Enxovalhado na minha honra de soldado e homem público por um dos chefes da Revolução, com mais de anos de contínuos trabalhos no interior do paiz, 49 de serviço militar, já no fim de minha carreira pública, peço minha reforma de acordo com a Lei.”</em></p>
<p>Por solicitação do chefe do Estado Maior do Exército e do ministro, reconsiderou seu pedido de reforma. Sobre a declaração de Juarez Távora, Getulio Vargas teria dito: “É a opinião de um homem, mas não é da Nação”.</p>
<p>Alguns autores mencionam a atenção que Rondon sempre devotou à divulgação dos trabalhos sobre seu comando e das conquistas por ele alcançadas. Com frequência concedia entrevistas a jornais, fazia conferências e participava de encontros em institutos de estudos. Importantes jornais com <em>O Paiz</em>, <em>Jornal do Commercio</em>, <em>Jornal do Brasil</em>, por exemplo, divulgavam os trabalhos do “eminente desbravador dos nossos sertões”, como se refere Loureiro Sobrinho em entrevista publicada em 2 de junho de 1927 em <em>O Paiz</em>. Mas essa atenção se fez mais concreta na produção e arranjo de copiosa documentação que Rondon e seus colaboradores empreenderam. De acordo com Fernando Tacca, “os álbuns, os artigos publicados nos principais jornais do país e principalmente as apresentações dos filmes seguidas de conferências, funcionavam como uma espécie de marketing pessoal e uma forma de persuasão para a continuidade das atividades da comissão.” (2011: 206)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 908px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7404" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7404/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_107.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="898" height="570" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7404" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Cândido Rondon no marco de madeira dos Quatro Irmãos, 21 de junho de 1930. Fronteira de Mato Grosso com a Bolívia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde a Comissão de Linhas Estratégicas havia um cuidado com a organização e preservação dos registros das atividades levadas a efeito. A publicação de relatórios, álbuns fotográficos, entre outros elementos, revela a importância e a intenção em preservar a memória dessas iniciativas e também dar visibilidade às ações por vezes revestidas de uma tenacidade, característica atribuída, com frequência, a Rondon.</p>
<p>Em seu livro <em>A Nação por um fio</em>, Laura Antunes Maciel menciona, a respeito das imagens produzidas durante as expedições lideradas por Rondon, a dificuldade de dissociá-las das atividades às quais Rondon esteve vinculado desde a Comissão de Linhas Telegráficas, o Serviço de Proteção aos Índios-SPI, até a Comissão de Inspeção de Fronteiras, no período de 1890 a 1930. Fotógrafos, cinegrafistas, companheiros do exército com frequência integravam-se às diferentes missões ele consagradas. Esse amálgama entre a Comissão Rondon e a Comissão de Inspeção de Fronteiras, por exemplo, se fez sentir até mesmo nas instalações físicas. Alojada numa sala do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, onde funcionou o escritório central da Comissão Rondon, a Inspetoria de Fronteiras herdou o arquivo e toda a infraestrutura dessa Comissão, utilizando-se, assim, dos serviços cartográficos e topográficos que tornaram possível a organização das cartas das regiões de fronteiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7397/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_097.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="900" height="587" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7397" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Cidade de Mato Grosso. Ruínas do quartel, da fundição de ouro e do palácio dos Capitães Generais, 31 de maio de 1930. Rio Guaporé, fronteira do Mato Grosso com a Bolívia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os álbuns seguem um padrão temático, privilegiando imagens dos grupos de trabalho, dos grupos étnicos, aspectos das vilas e cidades percorridas, prédios públicos, dos meios de transporte, de marcos de demarcação de limites e antigas construções. Apresentam também uma grande quantidade de imagens privilegiando a paisagem e aspectos geográficos que confirmam a intenção de se avaliar a natureza da região que deve servir para o reconhecimento das fronteiras brasileiras, assim como as áreas que devem receber intervenção do Estado. (Rodrigues, 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 909px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7390" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7390/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_045.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="899" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7390" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Inspeção do local da baliza inicial da picada Tabatinga-Apaporis, 1929/1930. Rio Solimões, fronteira do Amazonas com a Colômbia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 920px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7427" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7427/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_053.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="910" height="628" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7427" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Cidade do Rio Branco, panorama abrangendo ambas as margens do rio, 1929/1930. Acre / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7441" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7441/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_147A_147B.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1280" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7441" target="_blank">José Louro. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Panorama do Salto de Santa Maria no rio Iguaçu, antiga fundação dos jesuítas, 1929/1930. Rio Iguaçu, fronteira do Paraná com a Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7441" target="_blank"> </a></p>
<p>É importante frisar que as fotografias não tinham a função de ilustrar ou divulgar paisagens pitorescas e exóticas. Constituíam parcela significativa do processo de construção de um ideal de nação, de expansão de valores e visões.</p>
<p>Logo cedo Rondon percebeu o alcance político que continham os registros fotográficos e cinematográficos. As viagens empreendidas pela Inspetoria de Fronteiras geraram álbuns, filmes e publicações. A terceira campanha, objeto do álbum ora apresentado, está editada, em sua maior parte, no filme “Ao Redor do Brasil – Aspectos do Interior e das Fronteiras Brasileiras”, de 1932, e nas películas “Posto Alves de Barros” (1930), “Mato Grosso e Paraná” (1931). As imagens realizadas nessa expedição também estão publicadas no livro Índios do Brasil, volumes 1 e 3. (Lasmar, 2008)</p>
<p>Este álbum referente à Campanha de 1929-1930 da Inspeção de Fronteiras parece ter sido elaborado a pedido do inspetor Cândido Rondon para o então chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas. Ainda que, ao longo das expedições realizadas por Rondon como inspetor de fronteiras, sejam numerosos os registros de povos indígenas, neste volume as imagens se concentram nas ações de reconhecimento do território e de fixação de limites, visando formar “uma consciência geográfica da nação, criando os instrumentos para ordenação e controle e para a defesa da soberania brasileira face aos países limítrofes”. (Maciel, 1998:189)</p>
<p>As imagens selecionadas mostram o sertão como uma região promissora que abriga empreendimentos econômicos e obras de engenharia e também revisitam áreas históricas de relevância para a constituição territorial do país. As fotografias de Vila Bela, primeira sede da capitania de Mato Grosso, as ruínas do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16160" target="_blank">Forte Príncipe da Beira</a>, construído no século XVIII para assegurar o domínio português sobre as minas do Guaporé, os registros do Palácio dos Capitães Generais, residência dos governadores dessa capitania, sugerem uma refundação dos limites do Brasil por essa Comissão. Cabe registrar ainda as menções a Ricardo Franco de Almeida Serra, importante engenheiro militar no levantamento das fronteiras do Brasil e fundador do Forte Coimbra, do também militar Hermenegildo Porto Carrero (barão do Forte de Coimbra) e do pintor e desenhista Amado Adriano Taunay, que esteve na região do Mato Grosso como integrante da expedição Langsdorff documentando os mais variados aspectos de sua natureza e sociedade, constituindo um relevante inventário do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7394" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7394/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_091.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="901" height="568" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7394" target="_blank">Benjamin Rondon. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Cidade de Mato Grosso, antiga Vila Bela. Rua do Fogo e praça da Sé, 31 de maio de 1930, Rio Guaporé, fronteira do Mato Grosso com a Bolívia/ Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7381" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7381/BR_RJANRIO_OG_0_FOT_0001_125.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="900" height="571" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7381" target="_blank">José Louro. Comissão de Inspeção de Fronteiras. Forte Coimbra, 1929/1930. Rio Paraguai, Mato Grosso, fronteira de Bolívia e Paraguai / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assinam as fotografias Benjamin Rondon, engenheiro-topógrafo e filho de Rondon, e José Louro, fotógrafo e cinegrafista experiente, que, a serviço do SPI, documentou contatos com os grupos indígenas da região do Amazonas, além de ter participado das campanhas da Inspeção de Fronteiras juntamente com o major Thomaz Reis.</p>
<p>As 92 imagens das atividades de Inspeção de Fronteiras estão reproduzidas em 80 pranchas em papel fotográfico, compondo este volume de esmerada encadernação em couro e revestimento em papel kraft marmorizado com guardas e espelhos em tecido tafetá, elaborada pela empresa Drux &amp; Filho, especializada em marroquinaria, instalada à rua Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">* Maria Elizabeth Brêa Monteiro é Mestre em História (UERJ) | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>BIGGIO, Elias dos Santos. <em>Cândido Rondon: a integração nacional</em>. Rio de Janeiro: Contraponto, Petrobras, 2000.</p>
<p>LASMAR, Denise Portugal. <em>O acervo imagético da Comissão Rondon no Museu do Índio 1890-1938</em>. Rio de Janeiro: Museu do Índio, 2008.</p>
<p>LOUREIRO SOBRINHO. <em>As fronteiras do Brasil</em>. <em>O Paiz</em>, 02.05.1927. Disponível em: &lt;https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/&gt;. Acesso em: 04 jul. 2019.</p>
<p>MACIEL, Laura Antunes. <em>A nação por um fio: caminhos, práticas e imagens da &#8220;Comissão Rondon&#8221;</em>. São Paulo: EDUC, 1998.</p>
<p>MAGALHÃES, Amilcar A. Botelho de.<em> Pelos sertões do Brasil</em>. 2.ed.Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1941.</p>
<p>MOREIRA NETO, Carlos de Araujo. <em>Índios e fronteiras</em>. Revista de Estudos e Pesquisas, FUNAI, Brasília, v.2, n.2, p. 79-87, dez. 2005.</p>
<p><em>O Paiz</em>, 5.09.1928. Disponível em: &lt;https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/&gt;. Acesso em: 4 jul. 2019.</p>
<p>PAIVA, Mário Garcia de (org.). <em>A grande aventura de Rondon</em>. Rio de Janeiro: INL, 1971.</p>
<p>RODRIGUES,<em> F. da S. Marechal Rondon e a trajetória de um militar sertanista na Primeira República brasileira. Atores e Trajetórias do campo indigenista nas Américas</em>. Estudos ibero-americanos, Porto Alegre, v. 43, n. 1, p. 122-134, jan./abr. 2017.</p>
<p>RODRIGUES, Fernando da Silva e Arias Neto, José Miguel. <em>Fotografia, história e poder: investigando os alguns da Comissão de Inspeção de Fronteiras (1927-1930)</em>. In: Rodrigues, Fernando da</p>
<p>SILVA E ARIAS NETO, José Miguel (org.).<em><a href="&lt;https://books.google.com.br/books?id=nteNDwAAQBAJ&amp;pg=PT103&amp;lpg=PT103&amp;dq=album+da+comiss%C3%A3o+de+inspe%C3%A7%C3%A3o+de+fronteiras&amp;source=bl&amp;ots=DvyVoJGy8o&amp;sig=ACfU3U0RmIxfHfdMax6chUz1ta5B9QA9yg&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiv79vf_PDiAhVoxFkKHRyZDHYQ6AEwAnoECAkQAQ#v=onepage&amp;q=album%20da%20comiss%C3%A3o%20de%20inspe%C3%A7%C3%A3o%20de%20fronteiras&amp;f=false&gt;"> História militar: entre o debate local e o nacional</a>.</em> Série Estudos Reunidos, v. 51, Paco Editorial, 2019. Acesso em 30 maio 2019.</p>
<p>TACCA, Fernando de. O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.18, n.1, jan.-mar. 2011, p.191-223.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=17506</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) e o Álbum de vistas do Brasil (1889)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 13:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Barão do Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[história do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério das Relações Exteriores]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem do Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[tratados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7462</guid>
		<description><![CDATA[O barão do Rio Branco (1845-1912), patrono da diplomacia brasileira, foi o responsável pelo Álbum de vistas do Brasil, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia fotografias produzidas por Augusto Riedel (1836 -?), Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), Marc Ferrez (1843 - 1923) e Rodolpho Lindemann (c. 1852 - 19?), dentre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 346px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>O carioca José Maria da Silva Paranhos Júnior (RJ, 20/04/1845 &#8211; RJ, 10/02/1912), patrono da diplomacia brasileira, recebeu da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel</a> o título de barão do Rio Branco, em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/369365/4355" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de maio de 1888, na terceira coluna, sob o título &#8220;Paranhos&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20408" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de junho de 1888, na quarta coluna sob o título &#8220;Gazetilha&#8221;</a>).  Na época, ela exercia pela terceira e última vez a regência do Brasil (junho de 1887 a agosto de 1888) &#8211; o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II </a>estava viajando pela Europa. A foto destacada pela Brasiliana Fotográfica (ao lado) é um registro do embarque do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) &#8211; no centro da imagem -, para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/27110" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de junho de 1911, na quinta coluna)</a>. Na ocasião, o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) &#8211; de chapéu claro &#8211; era o ministro das Relações Exteriores e havia ido ao cais Pharoux para despedir-se de Leitão da Cunha, que também estava partindo para a Europa, no transatlântico inglês<em> Avon</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/27110" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de junho de 1911, na quinta coluna</a>). O autor do registro foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, de 1903 a 1936.</p>
<p>O barão do Rio Branco (1845-1912) foi o responsável pelo <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Album de vues du Brésil</em></a>, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muito uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, ocorrida entre 6 de maio e 31 de outubro e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado.</p>
<p>&#8220;<em>Àquela altura, Rio Branco recebeu um impulso extraordinariamente importante para sua trajetória. Rui Barbosa publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6371" target="_blank">Diário de Notícias de 14 de outubro de 1889</a>, às vésperas da República, artigo no qual ressaltou sua colaboração na Grand Encyclopedie. Segundo Álvaro Lins, foi esta a primeira vez que o nome do Barão do Rio Branco apareceu perante o público do Brasil como “grande historiador erudito”. Rui Barbosa ressaltou um atributo do barão que se revelou fundamental para o êxito de suas atividades de historiador/diplomata: “O sentimento do real, esse movimento da vida, essa impressão de contacto direto das coisas.</em>&#8220;(<em>Barão do Rio Branco : 100 anos de memória, </em>p.38<em>).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_7760" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/13873" target="_blank"><img class="wp-image-7760 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/propagandavalendo-300x158.jpg" alt="propagandavalendo" width="300" height="158" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/13873" target="_blank">Propaganda da Livraria Contemporânea de Lopes da Cunha &amp; C. Jornal do Commercio, 1º de junho de 1894</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Filho de José Maria da Silva Paranhos (1819 &#8211; 1880), o visconde do Rio Branco, uma das maiores figuras do período monárquico brasileiro, o barão do Rio Branco &#8211; professor, jornalista, diplomata, político e historiador &#8211; tornou-se sinônimo da tradição da diplomacia brasileira. Teve destacada atuação na definição das fronteiras brasileiras em várias ocasiões, quando se sobressaiu como hábil negociador, tendo assinado tratados com diversos países. Participou das negociações de paz da Guerra do Paraguai (1865-1870). Foi diretor do jornal <em>A Nação</em> e entre 6 de dezembro de 1875 e 1886, foi cônsul-geral do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, na época, o principal porto comercial de interesse para o Brasil. Em 1884, recebeu a Ordem da Rosa, maior condecoração do Império, e o convite para ser o delegado do governo na Exposição Universal de São Petersburgo. Depois da proclamação da República, em 1891, substituiu o conselheiro Antônio Prado (1840 &#8211; 1929), como superintendente-geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893.</p>
<p>Foi o representante brasileiro na disputa da região dos Sete Povos das Missões com a Argentina e também na disputa do Amapá entre o Brasil e a Guiana Francesa, tendo obtido resultados favoráveis ao Brasil em 1895 e em 1900, respectivamente. Em 1901, foi como ministro plenipotenciário para Berlim, na Alemanha, onde ficou até 1902, quando foi nomeado ministro das Relações Exteriores do Brasil, cargo que exerceu até sua morte. Com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, garantiu a posse do Acre, reivindicado pela Bolívia. A partir de vários tratados com países da América do Sul &#8211; em 1904, com o Equador; em 1907, com a Colômbia; em 1904 e 1909, com o Peru; em 1909, com o Uruguai; e em 1910, com a Argentina, definiu, de um modo geral, os atuais contornos do território brasileiro.</p>
<p>Ainda como ministro das Relações Exteriores, participou da III Conferência Americana, realizada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, no <span class="highlight">Rio</span> de Janeiro, de 23 de julho a 27 de agosto de 1906. Foi também responsável pelas gestões junto à Santa Sé para a criação <span class="highlight">do</span> primeiro cardinalato brasileiro, o que aconteceu em 1905, e enviou Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923) à Conferência da Paz, em Haia, em 1907.</p>
<p>Foi eleito, em 1º de outubro de 1898, o segundo ocupante da cadeira 34 da <a href="http://www.academia.org.br/academicos/barao-do-rio-branco-jose-maria-da-silva-paranhos/biografia" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, na sucessão de João Manuel Pereira da Silva (1817 &#8211; 1898). Sócio do Instituto Geográfico Histórico Brasileiro desde 1867, foi seu presidente entre 1907 e 1912.</p>
<p>Faleceu em 10 de fevereiro de 1912, às vésperas do Carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/11560" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/11560&amp;source=gmail&amp;ust=1733416189191000&amp;usg=AOvVaw2RAQ-SJXQAPuYqQ7tlTi8m"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de fevereiro de 1910</a>). Como homenagem, o governo adiou a folia momesca para abril. Não adiantou. O povo brincou os dois carnavais, cantando a seguinte marchinha: <em>&#8220;Com a morte do Barão/ tivemos dois carnavá/ Ai que bom, ai que gostoso/ Se morresse o Marechá&#8221;</em>. O &#8216;Marechá&#8217; era o então presidente, marechal Hermes da Fonseca.</p>
<p>Outras homenagens feitas ao barão do Rio Branco após sua morte, ocorrida em 10 de fevereiro de 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/11560" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de fevereiro de 1910</a>):</p>
<p>1 &#8211; O nome da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central</a>, aberta oficialmente em 1905, que foi durante muito tempo a principal via de circulação do Rio de Janeiro, que ligava o novo porto, onde atualmente está a praça Mauá, à região da Glória, foi mudado, por decreto, em 15 de fevereiro de 1912, para avenida Rio Branco, cinco dias depois do falecimento do diplomata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;PagFis=10553" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1912, sob o título “Barão do Rio Branco”</a>).</p>
<p>2 &#8211; Em 1945, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/22485" target="_blank">nas comemorações do centenário de seu nascimento</a>, foi criado o Instituto Rio Branco, uma das academias diplomáticas mais antigas do mundo, depois da Academia de Viena e da Academia Pontifícia.</p>
<p>3 &#8211; O barão dá também nome à condecoração <a href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/cerimonial/222-sobre/cerimonial/5698-ordem-de-rio-branco" target="_blank">Ordem do Rio Branco</a>, instituída pelo Decreto nº 51.697, de 5 de fevereiro de 1963, com o objetivo de ao &#8220;distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção&#8221;. Tem 5 graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além de uma Medalha anexa à Ordem. É concedida pelo Ministério das Relações Exteriores, geralmente, em 20 de abril, Dia do Diplomata, data de nascimento do barão.</p>
<p>Segundo o regulamento: &#8220;A insígnia da Ordem é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, tendo no centro a esfera armilar, em prata dourada, inscrita, num círculo de esmalte azul, a legenda &#8220;Ubique Patriae Memor&#8221;, do mesmo metal. No reverso dourado, as datas 1845-1912.&#8221; As datas se referem aos anos do nascimento e da morte do barão e a expressão &#8220;Ubique Patriae Memor&#8221; foi extraída do ex-libris do Barão do Rio Branco e se traduz como &#8220;Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança&#8221;.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Um pouco da vida pessoal do barão:</span></strong></p>
<p>&#8220;<em>Não lhe faltaram, no entanto, contrariedades e angústias. No início de 1872, Juca (apelido do barão) encontrou no Alcazar Lyrique uma jovem belga chamada Marie Philomène Stevens, de 22 anos, por quem se apaixonou. O casamento era impossível, pois ela era apenas uma bela atriz de pouca instrução, que viera faire l’Amérique no Rio de Janeiro. Juca Paranhos parecia bastante ingênuo, talvez cego pelo amor, pois chegou a escrever para um amigo dizendo que Marie lhe havia chegado aos braços “perfeitamente pura!”. Logo ela engravidou e, ao longo de 26 anos de convívio interrompido, tiveram cinco filhos. Quando foi nomeado para Liverpool, o Barão do Rio Branco instalou-a em Paris, onde viveu até morrer, em 1898. Nunca mais regressou ao Brasil. No entanto, demoraram a casar-se, o que finalmente ocorreu em 1890, em Londres, quando os primeiros filhos já eram quase adultos</em>&#8221; (Vasco Mariz in <em>Barão do Rio Branco : 100 anos de memória</em>).</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://funag.gov.br/loja/download/1007-Barao_do_Rio_Branco_-_100_anos_de_memoria.pdf" target="_blank"><em>Barão do Rio Branco : 100 anos de memória</em> </a>/ Manoel Gomes Pereira (Org.).– Brasília:FUNAG, 2012.</p>
<p>HEINSFELD, Adelar<em>. </em><em>O Barão e o cardeal : Rio Branco e a conquista do cardinalato para o Brasil.</em> Passo Fundo:PPGH/UPF, 2012.</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Brasiliana Itaú: uma grande coleção dedicada ao Brasil</em> / curadoria da coleção: Pedro Corrêa do Lago, Ruy Souza e Silva. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.</p>
<p>LINS, Álvaro. <em>O Barão do Rio Branco</em>. Rio de Janeiro:Editora José Olympio, 1945.</p>
<p>MORAES, Antônio Carlos Robert. <em><a href="https://terrabrasilis.revues.org/1546" target="_blank">O Barão do Rio Branco e a Geografia</a>, </em>in<em> Revista Terra Brasilis. </em>São Paulo:Universidade de São Paulo<em>, </em>dezembro de 2015.</p>
<p>MOSSÉ, Benjamin. <em>Dom Pedro II, Imperador do Brasil: o Imperador visto pelo barão do Rio Branco</em> / Benjamin Mossé. – Brasília : FUNAG, 2015.</p>
<p>MOURA, Cristina Patriota de. <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewFile/2113/1252" target="_blank">H</a><em><a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewFile/2113/1252" target="_blank">erança e Metamorfose: a Construção Social de dois Rio Branco</a>, </em>in<em> Revista Estudos Históricos. </em>Rio de Janeiro:Fundação Getulio Vargas, dezembro de 1999.</p>
<p>RICÚPERO, Rubens. <em>Um personagem da República</em>, in <em>José Maria da Silva Paranhos, Barão do Río Branco: uma biografia fotográfica</em>. Brasília:Fundação Alexande de Gusmão, 1995.</p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/noticiario/222-n%C3%BAmero-271.html?highlight=WyJiYXJcdTAwZTNvIiwiYmFyXHUwMGUzbycsIiwiZG8iLCInZG8iLCJyaW8iLCIncmlvIiwiYnJhbmNvIiwiYmFyXHUwMGUzbyBkbyIsImJhclx1MDBlM28gZG8gcmlvIiwiZG8gcmlvIiwiZG8gcmlvIGJyYW5jbyIsInJpbyBicmFuY28iXQ==" target="_blank">Site do Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro</a></p>
<p><a href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/cerimonial/222-sobre/cerimonial/5698-ordem-de-rio-branco" target="_blank">Site do Ministério das Relações Exteriores</a></p>
<p><span style="color: #333333;">VIANA FILHO, Luiz. <em>A vida do Barão do Rio Branco</em>. Rio de Janeiro:Editora José Olympio, 1959.</span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica fez também uma extensa pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=7462</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
