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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fotógrafo argentino</title>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XX &#8211; Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 - 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 - 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 - 2022), em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil" fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de Georges Leuzinger de Marc Ferrez produzidas a partir da Rua do Curvelo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Série</strong><em><strong> Avenidas e ruas do Brasil XX &#8211; </strong></em><strong>Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola*</strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 &#8211; 2022) <strong>(1)</strong>, em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil, </em>fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892) </a>e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>produzidas a partir da Rua do Curvelo, além de uma produzida por Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39125" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank"><img class="wp-image-39125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/coppola.jpg" alt="coppola" width="479" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de um conjunto clássico das fotografias de Buenos Aires feitas por Coppola na década de 1930, o IMS guarda registros das esculturas de Aleijadinho (1738 &#8211; 1814) e outras imagens do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://acervos.ims.com.br/portals/#/search?filtersStateId=16&amp;page=1" target="_blank">Acesse aqui as fotos disponíveis no portal do IMS das esculturas de Aleijadinho realizadas por Coppola durante sua viagem a Congonhas do Campo e Ouro Preto, em 1945</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bandeira foi retratado na janela de sua moradia, na Rua do Curvelo, nº 51, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. As duas fotografias foram tiradas de cima, da casa nº56 da Rua do Curvelo, onde residiam a psiquiatra Nise da Silveira (1905 &#8211; 1999), e seu marido, o médico sanitarista Mário Magalhães da Silveira (1905 &#8211; 1986).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42913" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank"><img class=" wp-image-42913" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira3.jpg" alt="Nise e Mário Silveira / Acervo de Nise Silveira" width="455" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank">Nise e Mário da Silveira / Acervo de Nise da Silveira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma das imagens, o poeta está sorrindo; na outra, estende a mão para uma moça que olha para Coppola:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Na calçada, uma jovem negra para diante da janela em que o poeta apareceu de pijama, com uma xícara de café. Coppola observa tudo à distância do outro lado da rua. Não sabemos sobre o que conversaram a moça e o poeta. Também não sabemos se Coppola ouviu falar das cidades mineiras naquele momento ou se algum dia leu o soneto que Bandeira escandiu em alexandrinos rimados. Mas percebemos pela fotografia que a noite já vinha chegando “de mansinho”, e que as mãos do poeta e da moça se tocam sobre o beiral da janela. Ela olha para o fotógrafo bem na hora do clique. Sua sombra desliza na calçada da Rua do Curvelo enquanto avulta sobre as pedras lavradas de Ouro Preto, a sombra descomunal da mão do Aleijadinho</em></span> (LISSOVSKY, 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Horacio-Coppola_1920x1242.jpg" alt="" width="482" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Àquela altura, o poeta, no ano em que completou 45 anos, já havia publicado os importantes livros <i>A Cinza das Horas </i>(1917),<i> Horas </i>(1917), <em>C</em><i>arnaval </i>(1919), <em>Poesias</em>, reunindo os dois primeiros acrescido de <em>Ritmo Dissoluto</em> (1924); e <em>Libertinagem</em> (1930). Neste último, estão os poemas <em>Evocação ao Recife</em> e <em>Vou-me embora pra Pasárgada</em>. Também em 1930, o artista pernambucano Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) pintou o <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/83396-retrato-de-manuel-bandeira" target="_blank"><em>Retrato de Manuel Bandeira.</em></a> Também fez  um desenho contemplando a Pasárgada e seu autor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39174" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39174" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/cicero.jpg" alt="Publicado em O Jornal, 30 de abril de 1967" width="350" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank">Publicado em <em>O Jornal</em>, 30 de abril de 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, provavelmente, Bandeira quem apresentou Coppola ao poeta, ficcionista, ensaísta e musicista paulistano Mário de Andrade (1893 – 1945) e a outros artistas do Modernismo brasileiro, em 1931.</p>
<p>Alguns anos depois, em 1940, Bandeira tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. Foi o terceiro ocupante da Cadeira 24, tendo sido eleito em 29 de agosto de 1940, na sucessão de Luís Guimarães Filho. Foi recebido, em 30 de novembro de 1940, pelo acadêmico Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), seu vizinho em Santa Teresa. Faleceu em 13 de outubro de 1968. Produziu, ao longo de seus 82 nos de vida, uma vasta obra que se tornou uma referência da literatura brasileira. Foi também professor e tradutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank"><img src="https://editor-enciclopedia-public-prd.s3.sa-east-1.amazonaws.com/vqw908kqqgf8f0q53uc5x12vnt00" alt="" width="273" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">Caricatura de Manuel Bandeira realizada pelo japonês Foujita (1886 &#8211; 1968), em 1932 / Acervo do Centro</a><br /><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro, RJ)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Rua do Curvelo e o modernismo brasileiro</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Rua do Curvelo foi aberta, pelo decreto de 17 de junho de 1869, nas terras de Joaquim José de Meireles Ferreira, o barão do Curvelo. Passou a chamar-se Dias de Barros, em 15 de abril de 1931, pelo decreto de alteração de denominações nº 3647.</p>
<p>Em 1920, com 34 anos, Bandeira foi morar na Rua do Curvelo, aonde residiria até 1933. Inicialmente, ocupou a casa nº 53. Em 1923, morava na mesma rua, mas no número 43. No ano seguinte, seu endereço era rua do Curvelo, 51</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O morro do Curvelo </em><strong><span style="color: #000000;">(2)</span></strong><em> entrava, sem saber, na tradição literária. Um grande poeta ali morava: ali tomaria contato com a vida popular, observando, morro abaixo, os quintais efervescentes da rua Cassiano; ali permaneceria os melhores anos e os mais fecundo da criação poética&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Rui Ribeiro Couto <strong>(3)</strong>,</p>
<p style="text-align: right;"><em>De menino doente a rei de Pasárgada</em> in <em>Três retratos de Manuel Bandeira</em>, 2004</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42905" style="width: 174px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42905" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira2.jpg" alt="Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, de 1940" width="164" height="207" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank">Manuel Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, 30 de novembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A rua do Curvelo ensinou-me muitas coisas. Couto foi avisada testemunha disso e sabe que o elemento de humilde cotidiano que começou desde então a se fazer sentir em minha poesia não resultava de nenhuma intenção modernista. Resultou, muito simplesmente, do ambiente do morro do Curvelo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Manuel Bandeira,</p>
<p style="text-align: right;"><em>Itinerário de Pasárgada</em> in <em>Poesia e Prosa</em>, 1958</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira e autora do livro <em>A trinca do Curvelo</em> (2026), os anos em que residiu na Rua do Curvelo foram fundamentais na formação e no destino de Manuel Bandeira.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Bandeira era um homem da intensidade, mas não do exagero. Se ele disse que aquela rua foi tão importante na sua formação e no seu destino de poeta, vale a pena investigar o que tinha nessa rua. O que aconteceu de muito especial é que o humilde cotidiano, como ele designou, da rua do Curvelo veio ao encontro das tendências modernistas &#8211; tanto que ele diz que foi modernista da maneira mais natural possível, e é a pura verdade. É um casamento da rua com a tendência modernista e com a personalidade do próprio Bandeira, que era um homem simples. Ele se divertia com a vida que havia naquele momento e que o chamava lá fora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Elvia Bezerra, janeiro de 2026</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Manuel Bandeira</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42899" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg"><img class="size-full wp-image-42899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg" alt="Manuel Bandeira por Cássio Loredano" width="249" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Manuel Bandeira por Cássio Loredano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cronologia abaixo foi baseada na estabelecida pelo próprio poeta em 1966 e foi na publicada pela <em>Folha de São Pau</em>lo, em 13 de outubro de 2008, data que marcava os 40 anos da morte de Bandeira</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886 </strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">Nasce no Recife, em 19 de abril.</span></span></span><br />
<strong><span style="color: #800000;">1896-1902</span></strong> &#8211; No Rio de Janeiro, cursa o Externato do Ginásio Nacional (depois, Colégio Pedro II). Encontro fortuito com Machado de Assis, com quem conversa sobre Camões. Publicação do primeiro poema, um soneto alexandrino, na primeira página do <i>Correio da Manhã</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1903-1904</strong></span> &#8211; Vai para São Paulo, onde se matricula na Escola Politécnica. Adoece do pulmão no fim do ano letivo (1904) e abandona os estudos.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Embarca em junho para a Europa, a fim de tratar sua tuberculose no sanatório de Clavadel (de onde retorna em 1914). Organiza seu primeiro livro, <em>Poemetos Melancólicos</em>, mas esquece os originais no sanatório.<br />
<strong><span style="color: #800000;">1916 </span></strong>- Falece a mãe.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Publica seu primeiro livro &#8211; <i>A Cinza das Horas</i>, edição de 200 exemplares, custeada pelo autor.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Falece a irmã, que tinha sido sua enfermeira desde 1904.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Carnaval</em>, custeada pelo pai. O livro entusiasma a geração paulista que iniciava a revolução modernista.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Falece o pai. Muda-se para a rua do Curvelo, onde já morava Ribeiro Couto.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Conhece Mário de Andrade.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Falece o irmão.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação do volume <i>Poesias</i>, incluindo os dois livros anteriores acrescidos de <i>O Ritmo Dissoluto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Publicação de <i>Libertinagem</i>. Edição de 500 exemplares, custeada pelo poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- Publicação de <i>A Estrela da Manhã</i> (47 exemplares) e <i>Crônicas da Província do Brasil</i>. Por iniciativa dos amigos, sai o livro <i>Homenagem a Manuel Bandeira</i>, no cinquentenário do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Publicação, pela Civilização Brasileira, das <i>Poesias Escolhidas</i>, selecionadas pelo poeta, que também ouviu conselhos de Mário de Andrade. Sai a <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica</i>. Ganha o prêmio de poesia da Sociedade Felipe d&#8217;Oliveira.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II. Publicação da <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana</i> e do <i>Guia de Ouro Preto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Ingresso na Academia Brasileira de Letras. Primeira publicação, pela Cia. Carioca de Artes Gráficas, das <i>Poesias Completas</i>, com o acréscimo de <i>Lira dos Cinqüent&#8217;Anos</i>. Publicação de <i>Noções de História das Literaturas</i> e, em separata, de <i>A Autoria das Cartas Chilenas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1943</strong> </span>- Deixa o Colégio Pedro II e é nomeado professor de literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publica <i>Poemas Traduzidos</i>, com ilustrações de Guignard.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Publica <i>Apresentação da Poesia Brasileira e Antologia dos Poetas Bissextos Contemporâneos</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1948</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela Casa do Estudante do Brasil, com o acréscimo de <i>Belo Belo</i>. Nova edição das <i>Poesias Escolhidas</i>, pela Pongetti. Primeira edição de <i>Mafuá do Malungo</i>, impressa em Barcelona por João Cabral de Melo Neto. Nova edição aumentada dos <i>Poemas Traduzidos</i> (Editora Globo, de Porto Alegre). Edição crítica das <i>Rimas</i>, de José Albano.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1949</strong> </span>- Publica Literatura Hispano-Americana. Traduz sóror Juana Inés de la Cruz (<i>El Divino Narciso</i>).<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Publica <i>Opus 10</i>, pela Editora Hipocampo.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Publica os livros <i>Itinerário de Pasárgada</i> e <i>De Poetas e de Poesia</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1955</strong> </span>- Publica <i>50 Poemas Escolhidos Pelo Autor</i> (MEC). Traduz <i>Maria Stuart</i>, de Schiller. Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela José Olympio.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Escreve para a <i>Enciclopédia Delta-Larousse</i> um estudo sobre a versificação em língua portuguesa. Traduz <i>Macbeth</i>, de Shakespeare.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Publicação do livro de crônicas <i>Flauta de Papel</i>. Embarca em julho para a Europa. Visita a Holanda, Londres e Paris. Regressa ao Rio em novembro.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- A Aguilar edita as obras completas em dois volumes: <i>Poesia</i> (que contém a primeira edição de <i>Estrela da Tarde</i>) e <i>Prosa</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; A José Olympio reedita <i>Estrela da Tarde</i>, acrescida de muitos poemas. Traduz <i>O Círculo de Giz Caucasiano</i>, de Brecht.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1966</strong></span> &#8211; Primeira publicação da <i>Estrela da Vida Inteira</i>, pela José Olympio. Pela mesma casa, sai, organizada por Carlos Drummond de Andrade, Andorinha, Andorinha, reunião de crônicas do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1968</strong></span> &#8211; Falece no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro.</p>
<p><img src="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/manuelbandeira1.jpg" alt="" /></p>
<div style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTifJXL63KsHzUviHA5jG6zrXkmHKKyv9REDDYl29-OKncHFOJ4QQ8yAefD3V1PYtNcSXM&amp;usqp=CAU" alt="CERTO!" width="194" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank">Manuel Bandeira por Emiliano Di Cavalcenti, em 1922. Nanquim s/ papel /Site MAC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Brevíssimo perfil de Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39121" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-39121 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/mariodeandrade1.jpg" alt="mariodeandrade1" width="273" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank">O fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012) / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltamos a Horacio Coppola, autor das duas fotografias de Bandeira publicadas neste artigo. Filho de imigrantes italianos, nasceu em Buenos Aires, em 31 de julho de 1906. Autodidata, começou a fotografar por influência de seu irmão, Armando, em fins da década de 1920, tendo como referência nomes como Félix Nadar (1820 &#8211; 1910) e Edward Weston (1886 &#8211; 1958). Em 1929, participou do primeiro salão modernista da capital argentina. Na ocasião, a palestra proferida pelo arquiteto suíço Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), <em>La mirada de las casas tradicionales de Buenos Aires como formas abstractas, </em>influenciou decisivamente seu trabalho. &#8220;<em>A partir daí, incorporou permanentemente, em suas fotografias, a noção modernista da perspectiva e dos pontos de fuga, enfatizando as linhas e os ângulos geométricos das fachadas, passeios e terraços do centro que se urbanizava&#8221; (Portal IMS). </em>Também, em 1929, foi o fundador, com o cineasta León Klimovsk (1906 &#8211; 1996), do primeiro cineclube argentino.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eles são os olhos que viram um século.&#8221; Assim o descreveu certa vez Juan Manuel Bonet, responsável pela exposição que se realizou no Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) em 1996, exposição que catapultou a sua obra para os mais prestigiados museus e galerias da Europa&#8221;</em><span style="color: #333333;"> (<em>La Nation</em>, 2011).</span></span></p>
<p>Suas primeiras fotos de Buenos Aires, realizadas em 1929, ilustraram a primeira edição do ensaio <em>Evaristo Carriego </em>(1930), de autoria do poeta Jorge Luis Borges (1899 &#8211; 1986), de quem era amigo.</p>
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<div id="attachment_41473" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><img class="wp-image-41473 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/coppola.jpg" alt="coppola" width="614" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><em>Palermo e Jean Jaurès esquina Paragua</em>y, uma das fotos de Coppola que ilustrou o ensaio<em> Evaristo Carriego</em>, de Jorge Luis Borges, 1929 / Site Malba</a></p></div>
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<p>Em 1932, em sua segunda viagem a Europa, fixou-se em Berlim, onde estudou no Departamento de Fotografia da Bauhaus, dirigido por  Walter Peterhans (1897 &#8211; 1960). Realizou com o diretor de teatro Walter Auerbach (1905 &#8211; 1975) o curta-metragem <em>Traum</em> (1933) e trabalhou no Studio ringl + pit com a fotógrafa alemã Greta Stern (1904 &#8211; 1999), uma das fundadoras do estabelecimento e sua futura esposa. A outra fundadora foi Ellen Auerbach (1906 &#8211; 2004).</p>
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<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg/220px-Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg" alt="" width="220" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank">Autorretrato de Greta Stern, 1956</a></p></div>
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<p>Em 1933, a Bauhaus foi fechada e o casal deixou a Alemanha temendo a perseguição nazista. Stern se estabeleceu em Londres, onde realizou fotografias que se tornaram icônicas como, por exemplo, as de <a href="https://www.moma.org/slideshows/38/716" target="_blank">Bertold Brecht (1898 &#8211; 1956)</a> e <a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/1470/types/all/geo/" target="_blank">Karl Korsch (1886 &#8211; 1961</a>). Após viajar pela Europa, Coppola se juntou a Stern em Londres, onde buscou uma linguagem modernista para suas fotografias da cidade, onde alternavam-se preocupação social e atmosfera surrealista.</p>
<p>Ele fotografou obras de arte suméria nos museus do Louvre e Britânico e este material foi publicado no livro <em>L&#8217;Art de la Mesopotami</em>e, em 1935, ano em que ele e Stern se casaram e passaram a viver em Buenos Aires. O casal importou as lições da Bauhaus para a América Latina. Realizaram a convite de Victoria Ocampo (1890 &#8211; 1979), então a primeira dama da cultura e das artes na Argentina, uma exposição nos escritórios da revista de vanguarda <em>Sur, </em>anunciando a chegada da fotografia moderna na Argentina.</p>
<p>Horacio produziu, a pedido da prefeitura, o álbum <em>Buenos Aires 1936 (Visão Fotográfica)</em> (1936), comemorativo dos 400 anos da cidade. O livro foi prefaciado por Alberto Presbisch (1899 &#8211; 1970), precursor da arquitetura moderna argentina; e pelo escritor Ignacio Anzoátegui (1905 &#8211; 1978).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank"><img src="https://archive.metromod.net/upload/media/d7b5a7d26b207ea87a104bbf83f4cbf7.jpg" alt="" width="701" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank">Horacio Coppola. Nocturno. Calle Corrientes desde Reconquista hasta Plaza de la República (centro), in Buenos Aires 1936: Quarto centenário de sua fundação, 1936</a></p></div>
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<p>Em 1937, ele e Greta abriram um estúdio fotográfico. Se separaram em 1943 e, dois anos depois, Coppola fotografou as obras de Aleijadinho nas cidades históricas mineiras, no Brasil. Recebeu, em 1985, o Grande Prêmio do Fundo Nacional para as Artes, em reconhecimento a sua carreira. Em 2003, foi agraciado com o título de<em> Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires</em>. Quando completou 100 anos, em 2006, foi realizada uma retrospectiva de sua obra no Museu Malba, em Buenos Aires, cidade onde faleceu, em 18 de junho de 2012.</p>
<p>Algumas de suas mais importantes exposições foram <em>Quarenta Anos de Fotografia, </em>no<em> </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1969; <em>Minha fotografia</em>, na Fundação San Telmo, em 1984; <em>Antologia fotográfica 1927-1992, </em>n<em>o </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1992; e <em>El Buenos Aires de Horacio Coppola, no </em>Instituto Valenciano de Arte Moderna, Centro Julio González, em Valência, entre 1996 e 1997. Em 2005, a Galeria Jorge Mara-La Ruche expôs fotografias realizadas por Coppola na década de 1930 na feira de arte espanhola ARCO e também na ArteBA. Entre 17 de maio e 4 de outubro de 2015, foi realizada, no Museu de Arte Moderna de Nova York MoMa, a exposição <em>From Bauhaus to Buenos Aires: Grete Stern and Horacio Coppola</em>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Fotos realizadas a partir da Rua do Curvelo por Georges Leuzinger e Marc Ferrez, além de uma de autoria de Augusto Malta</strong></em></span></p>
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<p>A partir da Rua do Curvelo revela-se uma das mais paisagens do bairro da Glória e da Baía da Guanabara, fato que não passou despercebido para os fotógrafos Georges Leuzinger e Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10080/007_IMG_2511.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank">Marc Ferrez. Rua da Glória; tomada da Rua do Curvelo (atual Dias de Barros), c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/442" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias realizadas por Leuzinger e por Ferrez a partir da Rua do Curvelo </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10585/014GL15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank">Georges Leuzinger. Vista do Catete e Flamengo a partir de Santa Teresa, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_43269" style="width: 864px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43269" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/curvelo.jpg" alt="O Curvelo por Malta, s/d / Revistas do IPHAN, 1998" width="854" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank">O Curvelo por Malta, s/d /<em> Revistas do IPHAN</em>, 1998</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) O historiador, roteirista e professor de fotografia Mauricio Lissovsky nasceu em 29 de março de 1958, era membro da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dedicou grande parte de sua trajetória profissional à história visual e à teoria da imagem, com ênfase em fotografia, arquitetura, cinema e política. Entre seus nove livros sobre fotografia e história da imagem, destacamos <em>Pausas do Destino: Teoria, Arte e História da Fotografia</em> (2014), <em>Refúgio do Olhar: a fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos anos 1940</em> (com Márcia Mello)(2013) e <em>Escravos Brasileiros do Século XIX na Fotografia de Christiano Jr</em> (com Paulo César Azevedo)(1988). Faleceu em 25 de agosto de 2022. Em sua homenagem, entre 13 e 16 de agosto de 2024, foi realizada a primeira Jornada Mauricio Lissovsky de Fotografia (JMLF) no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.</p>
<p>(2) A Rua Dias de Barros desemboca no largo conhecido como Curvelo. A região em torno da rua e do largo ficou conhecida como Curvelo.</p>
<p>(3) Refere-se ao poeta e amigo Rui Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), que também morou na Rua do Curvelo.</p>
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<p>Leia aqui o artigo do escritor Daniel Galera (1979-), <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/o-que-se-pode-afirmar-por-daniel-galera/" target="_blank"><em>O que se pode afirmar</em></a>, sobre a foto de Bandeira por Coppola, publicado na seção &#8220;Por Dentro dos Acervos&#8221;, no site do IMS, em 8 de maio de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* O título desse artigo foi alterado e alguns acréscimos foram feitos, em 9 de fevereiro de 2026, a partir da leitura do extraordinário livro <em>A trinca do Curvelo </em>(2026), de Elvia Bezerra, publicado em 1995, foi relançado em 2026 em uma edição revista e ampliada. Os componentes da trica, além de Bandeira, era o poeta paulista Rui Ribeiro Couto e a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento mental no Brasil, também moradores da Rua do Curvelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AITA, Giovanna. <em>Due poeti brasiliani contemporanei: Manuel Bandeira &amp; Ribeiro Couto</em>. Napoli: Libreria Scientifica Editrice, 1953.</p>
<p>BEZERRA, Elvia.<em> A trinca do Curvelo &#8211; os afetos de Manuel Bandeira</em>. São Paulo : Todavia, 2026.</p>
<p><span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/391053-conheca-os-principais-fatos-da-vida-de-manuel-bandeira-leia-trecho.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 13 de outubro de 2008</a> </span></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/ruazinha-em-santa-teresa-mudou-a-poesia-de-manuel-bandeira-diz-elvia-bezerra.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 2026</a></p>
<p>GORELIK, Adrian. <a href="https://cienciahoje.org.br/acervo/um-fotografo-e-uma-cidade/" target="_blank"><em>Um fotógrafo e uma cidade</em></a> in <em>Ciência Hoje</em>.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LISSOVSKY, Mauricio. <a href="https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1553195062_ARQUIVO_Coppola-textoanpuh.pdf" target="_blank"><em>Coppola em Congonhas: um fotógrafo, três olhares</em></a>. ANPUH &#8211; Brasil. 30º Simpósio Nacional de História. Recife, 2019.</p>
<p><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/object/5138-7584207" target="_blank">Metromod.net</a></p>
<p>MIGLIACIO, Luciano. <em><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252013000100022" target="_blank">Obra de Horacio Coppola evidencia o diálogo entre o modernismo brasileiro e o argentino</a>. </em>Ciência e Cultura, vol. 65, nº 1. São Paulo, janeiro de 2013.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/o-real-subjetivo-nas-fotos-de-horacio-coppola-5403050" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 6 de julho de 2012</a></p>
<p><em>O GLOBO</em>, 7 de fevereiro de 2026</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/44018-horacio-coppola" target="_blank">Portal Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/titular-colecao/horacio-coppola/" target="_blank">Portal IMS</a></p>
<p>SCHWARTZ, Jorge. <a href="https://issuu.com/ims_instituto_moreira_salles/docs/serrote_1.5" target="_blank"><em>O poeta entre profetas</em></a> in Revista Serrote, Edição Especial para a Flip, 2009, páginas 8 a 15.</p>
<p>SENNA, Homero. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/ellen_bere,+VIAGEM+%C3%83%E2%82%AC+PAS%C3%83_RGADA00000001.PDF.pdf" target="_blank"><em>Viagem a Pasárgada</em>.</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/manuel-bandeira/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/museu-lasar-segall/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/exposicoes/exposicao-temporaria/profissao-fotografo-2013-hildegard-rosenthal-horacio-coppola" target="_blank">Site Ibran</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170920141518/http://www.lanacion.com.ar/1393533-coppola-los-ojos-que-vieron-un-siglo" target="_blank">Site La Nation</a></p>
<p><a href="https://www.moma.org/calendar/exhibitions/1441" target="_blank">Site MoMa</a></p>
<p><a href="https://www.malba.org.ar/evento/horacio-coppola-100-anios/" target="_blank">Site Museu Malba</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 13 de fevereiro de 2022.</p>
<p><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola" target="_blank">Wikipedia</a></p>
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		<title>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 - 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: "Wessel". Também foram publicadas na seção "Cronologia de Fotógrafos", as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
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<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
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<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
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<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
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<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
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<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
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<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
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<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
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<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
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<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
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<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
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<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
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<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
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<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
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<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
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<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
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<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
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<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
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<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
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<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes ou Revolta Paulista, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
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<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
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<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
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<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
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<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
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<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383" target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
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<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
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