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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; favela</title>
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		<title>As favelas do Leblon</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 14:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias do acervo<em> </em>do médico pernambucano Victor Tavares de Moura (1892-1960) que, em 1941, constituiu uma comissão para o estudo das favelas, tornando-se um dos responsáveis pela execução do projeto piloto dos Parques Proletários, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, conta um pouco da história das favelas do Leblon, suas remoções e incêndios suspeitos ou oficiais como no caso da Favela do Largo da Memória, que foi realizado através de ato oficial, em 1942.  Seus residentes foram para o Parque Proletário Provisório da Gávea ou Parque Proletário nº 1, formado por imensos barracões erguidos pela Prefeitura na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, ao lado da Pontifícia Universidade Católica (PUC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Favelas do Leblon</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10965" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10965/%5b1%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10965" target="_blank">Parque Proletário Provisório nº 3. Praia do Pinto., 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervvo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os atuais moradores do Leblon, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, não devem conhecer, mas o bairro carrega marcas das lutas dos trabalhadores. Em esquina elegante, localizamos um pequeno comércio com o nome de Largo da Memória. Também encontramos uma praça com a mesma designação. Qual a origem dessas referências? Na região &#8211; Leblon e Gávea -, em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, existiram várias favelas. Não eram poucas as comunidades. Catacumba, Favela do Capinzal, Piraquê, Praia do Pinto. Esta última, possuía grande dimensão. Algumas delas chegavam a ocupar as águas da Lagoa. Por exemplo, a Favela da Ilha das Dragas localizava-se perto do Canal do Jardim de Alah, fronteira entre Ipanema e Leblon, e ocupava a ilha Caiçaras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28207" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10975" target="_blank"><img class="wp-image-28207 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/capafavela1-1024x771.jpg" alt="capafavela" width="768" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10975" target="_blank">Favela Largo da Memória, no Leblon, 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. Atualmente, parte desta área é ocupada pelo 23º Batalhão da Polícia Militar e Rua Bartolomeu Mitre.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10969" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10969/10-37.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10969" target="_blank">Favela Olaria ou Capinzal, no Leblon, 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dominando uma extensa faixa de terra, situava-se a favela Largo da Memória. Sua origem está em antigo acesso à praia. Várias favelas da Zona Sul da cidade desaparecerem após incêndios de origem suspeita. Razões para essa suposição são abundantes. Um dos motivos para sustentar a hipótese criminosa está na rapidez com que, após a queima dos barracos, e consequente mudança dos habitantes para regiões distantes, acontecia a urbanização dos terrenos. Hoje, a região é área de residências de altíssimo valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/331" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de favelas do Leblon disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, curiosamente, a favela do Largo da Memória, removida na época do primeiro governo Vargas (1930-1945), foi incendiada através de ato oficial. <em>O acontecimento representa um importante registro da política habitacional para os trabalhadores. </em>Uma fogueira de quilômetros ardeu durante horas entre a Gávea e o Leblon. Este incêndio foi documentado e noticiado pela imprensa e o prefeito Henrique Dodsworth (1895-1975) participou do evento, ateando a chama original.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10948" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10948/%5b10%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10948" target="_blank">Incêndio na Favela Largo da Memória, no Leblon, 24 de mai de 1942. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No momento de sua destruição, a plateia formada por políticos, bombeiros, moradores e jornalistas assistia ao fato. A favela foi arrasada pelo projeto que criou os Parques Proletários Provisórios. Os residentes do Largo da Memória foram para o Parque Proletário Provisório da Gávea ou Parque Proletário nº 1, constituído por imensos barracões erguidos pela Prefeitura na Rua Marquês de São Vicente (Gávea), ao lado da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Mas, as precárias habitações provisórias tornaram-se permanentes e acabaram se deteriorando em meio aos destroços que restavam do abandono. Em menor intensidade, isso aconteceu na Gávea. Mas, os barracões do Parque Proletário nº3 erguidos na Praia do Pinto – misturados aos antigos casebres – formaram o maior conjunto de moradias do lugar. Fontes indicam que, em finais da década de 1960, moravam na Praia do Pinto mais de 10.000 pessoas. O Parque Proletário Provisório nº2 localizava-se no Caju.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28208" style="width: 654px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94786" target="_blank"><img class="wp-image-28208" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/omalho.jpg" alt="omalho" width="644" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94786" target="_blank">A destruição foi efetuada de modo inédito na história da cidade. O próprio prefeito (à direita) da cidade ateando fogo na favela Largo da Memória / <em>O Malho</em>, julho de 1942.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Encontramos fotos que documentam estes momentos no acervo do médico Victor Tavares de Moura (1892-1960). Nomeado pelo Prefeito Dodsworth para centralizar as ações de estudo e erradicação das favelas, Moura defendia que essas aglomerações urbanas deveriam ser objeto de intervenção. Reassentados nos parques provisórios, adultos e crianças receberiam atenção dos órgãos públicos. Originalmente, o programa possuía atendimento médico e social, mas as ações assistenciais não duraram muito tempo. No acervo fotográfico, várias imagens registram uma visita do presidente Getulio Vargas (1882-1954).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10947" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10947/%5b7%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10947" target="_blank">Getulio Vargas no Parque Proletário Provisório n°1, 17 de julho de 1943. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. A esquerda, ao lado de Vargas, Jesuíno Carlos de Albuquerque (1889-1960), Secretário-Geral de Saúde e Assistência do Rio de Janeiro durante a gestão do prefeito Henrique Dodsworth. Este órgão planejava e executava o projeto de construção dos parques proletários. A direita da foto, de bigode, Filinto Muller (1900-1973). Naquele período, Muller era oficial de gabinete do ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra (1883-1974)</a>.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Victor Tavares nasceu em 12 de abril de 1892, em Nazareth (PE), filho de João de Moura Vasconcelos e Davina de Moura Tavares. Em 1906, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo o curso em 1913, no Rio de Janeiro. Entre 1916 e 1918, morou em Paris e Berlim, especializando-se em cirurgia. Em consequência da Primeira Guerra Mundial, regressou a Pernambuco, assumindo um cargo na Diretoria de Higiene e Saúde Pública. Em 1920, foi nomeado médico da prefeitura de Garanhuns. Dois anos depois, coordenaria uma campanha contra a peste bubônica. Em 1935, transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar como médico da prefeitura do Distrito Federal. Posteriormente, trabalhou na Diretoria-Geral de Assistência Municipal, no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB) e no IAP dos Comerciários. Em 1937, foi nomeado chefe do Albergue da Boa Vontade. Em virtude da Lei de Desacumulação, optou pelo cargo que ocupava na prefeitura, coordenando a comissão para o estudo das favelas, tornando-se responsável pelo planejamento dos Parques Proletários Provisórios. Faleceu em 3 de novembro de 1960.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28592" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/victor-tavares-moura" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28592" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/tavares.jpg" alt="O médico Victor Tavares de Moura (1892 – 1960) / Fiocruz" width="247" height="317" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/victor-tavares-moura" target="_blank">O médico Victor Tavares de Moura (1892 – 1960) / Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas favelas foram incendiadas, provocando a movimentação involuntária das pessoas. Em 1967, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, um incêndio destruiu parte da Favela da Catacumba (perto do Corte de Cantagalo), trazendo pânico e desabrigando milhares. Contudo, este não foi o único e, tampouco, o último fogo nas residências dos pobres. Esses acontecimentos se repetiram em várias favelas durante anos. Várias comunidades localizadas na Zona Sul foram removidas com o argumento de que o espaço seria organizado. Além disso, sustentavam que, após a transferência, os moradores viveriam em acomodações dignas. Entretanto, afastados das áreas valorizadas, os habitantes foram para conjuntos habitacionais longínquos e sem condições adequadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10974" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10974/26-75.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10974" target="_blank">Favela da Praia do Pinto, 194. Rio de Janeiro, FJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. No início da década de 1940, foram construídos três parques proletários. Na Gávea, Caju e Praia do Pinto. Eram alojamentos provisórios para as famílias. Além dos barracões-residências, o projeto incluía a construção de escolas, creche, posto médico e delegacia policial. Com a chegada dos anos 60, a pressão dos empresários dos ramos construtor e imobiliário, a política habitacional para a classe trabalhadora foi alterada. Começou a transferência para os subúrbios.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1969, situada entre a Lagoa e a orla, um incêndio arrasou a favela da Praia do Pinto. O contínuo processo de valorização imobiliária provocava conflitos entre os trabalhadores e a população de alto poder aquisitivo que estava se estabelecendo no local. A partir do início da década de 1960, as políticas públicas em relação aos ocupantes das áreas cobiçadas pelos empresários dos ramos construtor e imobiliário possuíam como pressuposto o deslocamento para bairros afastados dos locais de trabalho dos moradores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Indicações Bibliográficas: </strong></span></p>
<p>AMOROSO, Mauro; BRUM, Mario; GONÇALVES, Rafael Soares (Orgs.). <em>Pensando as favelas cariocas: história e questões urbanas.</em> Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Ed. Palas, 2021.</p>
<p>PESTANA, Marco Marques. <em>Remoções de Favelas no Rio de Janeiro. Empresários, Estado e movimento de favelados. 1957-1973</em>. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o artigo <a href="https://testemunhaocular.ims.com.br/2022/02/19/a-favela-banida/" target="_blank"><em>A favela banida</em></a>, publicado no portal de fotojornalismo Testemunha Ocular, em 2 de junho de 2022.</p>
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		<title>As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 00:47:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões - um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos hoje contar um pouco dessa história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões &#8211; um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos contar um pouco dessa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19107" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19107" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ale.jpg" alt="O Malho" width="597" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><em>O Malho</em>, 1º de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 – 1919)</a>, que prometia marcar seu governo pela modernização e pelo saneamento. Assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 – 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 – 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Pereira Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade.</p>
<p>Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque,</em> sendo a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> dos seus maiores símbolos, festejada em uma crônica de Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/109" target="_blank"><em>Kosmos, </em>março de 1904</a>) .<em> </em>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Foi também Pereira Passos que contratou, em 1903, o primeiro fotógrafo oficial da prefeitura, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, justamente para documentar todas essas inúmeras e radicais mudanças na cidade.</p>
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<div style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="344" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as reformas urbanas não eram o bastante para mudar o perfil do Rio de Janeiro, na época uma cidade bastante insalubre, assolada por doenças e sem saneamento básico, certamente obstáculos para o estabelecimento de uma sociedade moderna e cosmopolita nos moldes das capitais europeias. Lembramos do caso do cruzador italiano <em>Lombardia</em> que aportou na cidade, em novembro de 1895, e teve grande parte de sua tripulação infectada pela febre amarela. O capitão-de-fragata e comandante do navio, Olivari, e outros tripulantes, faleceram da doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de novembro de 1895, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14914" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14948" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><em>O Paiz</em></span>, 17 de fevereiro de 1896, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15010" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de fevereiro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de fevereiro de 1896, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15048" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de março de 1896, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15114" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15356" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1896, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O Rio de Janeiro era inclusive conhecido internacionalmente como &#8220;túmulo dos estrangeiros&#8221;, possivelmente devido a versos sobre o verão carioca atribuídos ao escritor suíço Ludwig Ferdinand Schmid (1823-1888), que havia sido cônsul no Rio de Janeiro na década de 1860:</p>
<p>“<em>Oh! sombra, sobre a imagem encantada / Cores escuras pousam sobre os campos e florestas / O mal da natureza paira, poderoso / Sobre a florida superfície tropical /O poder supremo/ Deste Império não é de nenhum Herodes / No entanto é a terra da morte diária / Túmulo insaciável do estrangeiro</em>”.</p>
<p>Pereira Passos assumiu a prefeitura de uma cidade que no fim do Império tinha uma população de cerca de 500 mil habitantes e que atingira cerca de 700 mil pessoas em 1904. Ele aliou a reforma urbanística e arquitetônica da cidade &#8211; que incluiria a construção de um novo porto, de novas avenidas, o aterramento de praias, o desmonte de morros, a derrubada de casas e cortiços e o embelezamento de praças e jardins, que não deixou de ter seu lado excludente e criticado, deslocando parte da população do centro para o subúrbio e também contribuindo para o surgimento das favelas &#8211; a uma nova política higienista. Para implementar medidas sanitárias arrojadas foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para a direção geral de Saúde Pública o jovem médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, que tomou posse em 23 de março de 1903. Ficou no cargo até 1909.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">. </span></p>
<div id="attachment_19133" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/impressão.jpg" alt="O Paiz, 25 de março de 1903" width="292" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz havia estudado microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia, na França, entre 1897 e 1898. Quando voltou ao Brasil, tomou posse, em 24 de agosto de 1899, na Academia Nacional de Medicina, e, em 1900, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, o qual passou a dirigir em 1902.</p>
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<div style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="420" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 19?. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os principais problemas que Oswaldo Cruz teve que enfrentar como Diretor Geral de Saúde Pública foram a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Um de seus colaboradores foi o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19164" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19164" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela.jpg" alt="Tagarela, 25 de agosto de 1904" width="579" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><em>Charge</em> de Raul Pederneiras<em> / Tagarela</em>, 25 de agosto de 1904</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A febre amarela</strong></em></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5747/IOC_V_II_1430.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank">Brigada contra mosquito do Serviço de Profilaxia da febre amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1902, a febre amarela havia sido responsável pela morte de cerca de mil pessoas no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz era adepto da teoria do médico cubano Carlos Finlay (1833 &#8211; 1915) sobre a transmissão da febre amarela pelos mosquitos <em>Stegomyia fasciata. </em>Para exterminá-los, em abril de 1903, iniciou a campanha de combate à doença. Em 15 de abril, foi criado o Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela (<em>O Paiz</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5867" target="_blank">, 18 de abril de 1903, sexta coluna;</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5885" target="_blank"> 22 de abril de 1903, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5889" target="_blank">25 de abril, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5915" target="_blank">29 de abril, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19135" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><img class="wp-image-19135 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/malho.jpg" alt="malho" width="416" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19191" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela21deabril.jpg" alt="Tagarela, 21 de abril de 1904" width="279" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><em>Tagarela,</em> 21 de abril de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A execução dessa profilaxia foi regulamentada pelas “Instruções para o Serviço de Profilaxia Específica de Febre-Amarela” nos primeiros dias de maio de 1903, do ministro da Justiça e Negócios Interiores, J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19173" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19173" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/profi.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1903" width="287" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram criadas as brigadas sanitárias, que &#8220;<em>eram constituídas por 1 inspetor do serviço, responsável por toda a execução das atividades e nomeado por decreto; 10 médicos que o auxiliam, destacados dentre os inspetores sanitários pelo diretor geral de saúde pública, mediante indicação do inspetor do serviço; 70 auxiliares acadêmicos e 9 chefes de turma, nomeados pelo diretor geral de saúde pública; 1 administrador do serviço, 1 almoxarife e 1 escrituario-arquivista, nomeados por portaria do Ministro; 200 capatazes, 18 guardas de saúde de primeira classe e 18 de segunda classe, 18 carpinteiros e pedreiros, bombeiros, cocheiros, nomeados pelo inspetor do serviço; e quantos mais trabalhadores fossem necessários</em>&#8221; (BRASIL, 1905).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6057/BR_RJ_COC_02_10_20_40_002_002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="629" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank">Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, 1905 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guardas “mata-mosquitos” visitavam casas nas diversas regiões da cidade, muitas vezes acompanhados por soldados da polícia. A cidade foi dividida em distritos sanitários, sob jurisdição das delegacias de Saúde, que recebiam notificações dos enfermos, aplicavam multas e intimavam os donos de imóveis considerados insalubres a reformá-los ou até mesmo a demoli-los. Providenciava-se a remoção de pessoas infectadas para hospitais, o isolamento domiciliar dos enfermos assim como a desinfecção dos ambientes. Ao mesmo tempo, Oswaldo Cruz fazia circular na imprensa os folhetos <em>Conselhos ao Povo,</em> de divulgação das medidas adotadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19142" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19142" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/meios.jpg" alt="O Globo, 28 de abril de 1903" width="167" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A doença foi perdendo a força e, em 1907, Oswaldo Cruz escreveu ao presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909): “<em>graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República</em>”. Nesse mesmo ano, a delegação brasileira de cientistas de Maguinhos, liderada por Oswaldo Cruz, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.</p>
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<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5749/IOC_V_II_1433.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank">Aparelhos Clayton para os serviços de Profilaxia terrestre. 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=febre+amarela&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas à febre amarela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_19188" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19188" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela12deagosto.jpg" alt="Charge de J. Carlos. &quot; o mais domador de mosquitos&quot; / Tagarela, 12 de gosto de 1904" width="278" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank">Charge de J. Carlos. &#8221; O mais extraordinário caçador de &#8230; mosquitos&#8221; / <em>Tagarela</em>, 12 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Aline Lopes de Lacerda</strong></span>, historiadora e chefe do Departamento de Arquivo e Documentação da COC/Fiocruz,  escreveu o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank"><em>Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de março de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Cristiane d’Avila,</strong></span> jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, escreveu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743" target="_blank"><em>Vacinação no Brasil, uma história centenária</em></a>, publicado em 17 de agosto de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Ricardo Augusto dos Santos</strong></span>, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, escreveu o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil</a>,</em> também publicado no portal, em 28 de setembro de 2018. A Fiocruz é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A peste bubônica</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_19168" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/aute1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de agosto de 1904" width="368" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A peste bubônica, doença transmitida pela picada de pulgas infectadas por ratos contaminados pela bactéria <em>Yersinia pestis</em>, o bacilo descoberto pelo suíço Alexandre Yersin (1863 &#8211; 1943) e pelo japonês Shibasaburo Sato (1852 &#8211; 1931), em 1894, chegou ao Brasil, pelo porto de Santos, em 1900. Foi combatida por Oswaldo Cruz e as medidas contra a peste bubônica não encontraram resistência da população. Foi intensificada a limpeza urbana e a notificação dos doentes era compulsória, o que ajudava no isolamento e no tratamento dos mesmos com o soro fabricado no Instituto Soroterápico Federal. Foi também promovida a vacinação de pessoas residentes nas áreas mais atingidas e uma abrangente campanha de desratização foi realizada: os funcionários destacados para a função tinham que recolher 150 ratos por mês, pelos quais recebiam 60 mil-réis.</p>
<p>A Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) passou a comprar ratos: para cada animal morto apresentado, pagava-se a quantia de duzentos réis, o que ocasionou o surgimento da profissão de &#8220;ratoeiro&#8221; &#8211; compravam ratos a baixo preço ou até mesmo os criavam em casa e os revendiam para a DGSP. A &#8220;guerra aos ratos&#8221; virou motivo de piada, de críticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2368" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/480" target="_blank"><em>Kosmos</em>, outubro 1904</a>) e até uma música sobre o tema, a polca <em>Rato, rato, </em>composta por Casemiro da Rocha (1880 &#8211; 1912), integrante da banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, com letra de Claudino Costa, foi um grande sucesso no carnaval de 1904. Foi gravada na Casa Edison.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19147" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ratos.jpg" alt="O comprador de tatos / Semana Illustrada, 7 de agosto de 1904" width="278" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank">O comprador de ratos /<em> Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que as mortes por peste bubônica que, em 1903, atingiram o índice de 48,74 mortes para cada 100 mil habitantes, caíram vertiginosamente e quando Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1909, esse índice chegou ao seu mais baixo patamar: 1,73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A varíola e a Guerra da Vacina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19161" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19161" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina2.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="610" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>Charge de Leônidas / O Malho,</em> 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até meados de 1904, as internações causadas pela varíola já chegavam a 1800 no Hospital São Sebastião. Oswaldo Cruz pretendeu controlar a doença com a vacinação em massa da população. Pediu que fosse enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para resgatar a obrigatoriedade da vacinação e revacinação antivariólica. A vacinação já estava contemplada em uma lei em vigor desde 1837, mas que nunca havia sido cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19137" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/seb1-1024x421.jpg" alt="O Malho, 20 de maio de 1905" width="768" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de maio de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19192" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19192" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/omalho19demarço.jpg" alt="O Malho, 19 de março de 1904" width="588" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><em>Charge</em> de Klisto / <em>O Malho</em>, 19 de março de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A medida enfrentou a oposição liderada pelo senador paraense Lauro Sodré (1858 &#8211; 1944), líder do Partido Republicano Federal, e pelos deputados pernambucano Barbosa Lima (1862 &#8211; 1931) e gaúcho Alfredo Varela (1864 &#8211; 1943), todos contra o governo do presidente Rodrigues Alves, do Partido Conservador. O Apostolado Positivista do Brasil, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066" target="_blank">Raimundo Teixeira Mendes (1855 – 1927)</a>, também se opôs à lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19105" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19105" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/teixeira.jpg" alt="O Malho, de 1904" width="276" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19104" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19104" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina.jpg" alt="O Malho, novembro de 1904" width="289" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19106" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><img class="wp-image-19106 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/senado.jpg" alt="senado" width="292" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><em>O Malho</em>, 23 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jornais e políticos lançaram uma campanha contra a medida, incitando a desobediência à lei, que eles classificavam como despótica e ameaçadora, já que estranhos tocariam nas pessoas no caso da vacinação, além de entrarem nas casas para desinfecção. Além disso, a vacina, que consistia no líquido de pústulas de vacas doentes, era rejeitada pelas camadas populares &#8211; havia um boato de que os vacinados adquiriam feições bovinas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19189" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela15desetembro.jpg" alt="Tagarela, 15 de setembro de 1904" width="277" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><em>Charge de Raul Pederneiras / Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19113" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa5.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de outubro de 1904" width="309" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><em>Charge </em>de Bambino<em> / Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, foi promulgada, em 31 de outubro de 1904, <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">uma lei que tornou a vacinação e a revacinação contra a varíola obrigatória.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #993300;">Lei n° 1.261, de 31 de outubro de 1904</span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p class="ementa">Torna obrigatorias, em toda a Republica, a vaccinação e a revaccinação contra a variola.</p>
<div class="texto">
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil:<br />
</span><span style="font-family: ti;">Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a lei seguinte:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 1º A vaccinação e revaccinação contra a variola são obrigatorias em toda a Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 2º Fica o Governo autorizado a regulamental-a sob as seguintes bases:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     a) A vaccinação será praticada até o sexto mez de idade, excepto nos casos provados de molestia, em que poderá ser feita mais tarde;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     b) A revaccinação terá logar sete annos após a vaccinação e será repetida por septennios;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     c) As pessoas que tiverem mais de seis mezes de idade serão vaccinadas, excepto si provarem de modo cabal terem soffrido esta operação com proveito dentro dos ultimos seis annos;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     d) Todos os officiaes e soldados das classes armadas da Republica deverão ser vaccinados e revaccinados, ficando os commandantes responsaveis pelo cumprimento desta;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     e) O Governo lançara mão, afim de que sejam fielmente cumpridas as disposições desta lei, da medida estabelecida na primeira parte da lettra f do § 3º do art. 1º do decreto n. 1151, de 5 de janeiro de 1904;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     f) Todos os serviços que se relacionem com a presente lei serão postos em pratica no Districto Federal e fiscalizados pelo Ministerio da Justiça e Negocios Interiores, por intermedio da Directoria Geral de Saude Publica.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1904, 16º da Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES.<br />
</span><span style="font-family: ti;">J. J. Seabra.</span></p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19126" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank"><img class="wp-image-19126 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/sub.jpg" alt="sub" width="605" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank">Revista<em> A Avenida,</em> 10 de outubro de 1904/ Portal da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19111" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="460" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19110" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="309" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um encontro presidido pelo senador Lauro Sodré, no Centro das Classes Operárias, em 5 de novembro de 1904, foi fundada a Liga Contra a Vacina Obrigatória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8611" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de novembro de 1904, penúltima coluna</a>). O descontentamento popular se agravou quando, no dia 9 de novembro de 1904, o governo divulgou seu plano de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória contra a varíola (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8706" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de novembro de 1904, quinta coluna</a>). Nos dias 10 e 11, no Largo de São Francisco, estudantes contrários à lei se reuniram e, no dia 13 de novembro, acirrou-se a rebelião popular, que ficou conhecida como <em>Revolta da Vacina</em>, marcada por diversos distúrbios urbanos em várias regiões da cidade, embates com a polícia e prisões. Mais de 20 bondes da Companhia Carris Urbanos e muitos lampiões da iluminação pública foram destruídos, daí o apelido <em>Quebra Lampiões</em> atribuído ao movimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15214" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19112" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19112" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904" width="758" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19119" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank"><img class="wp-image-19119 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré, Barbosa Lima, o major Gomes de Castro e o capitão Augusto Mendes de Moraes, que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança &#8211; ele recusou.</p>
<p>Houve no mesmo dia uma tentativa fracassada de levante na Escola de Tática do Realengo, sufocada pelo então diretor da instituição, general Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), futuro presidente do Brasil. O comandante da Escola Militar de Realengo, o general Alípio Costallat (c. 1853 &#8211; 1933), foi deposto pelo general Travassos que liderou, durante a noite, a marcha dos alunos em direção ao Palácio do Catete. Os revoltosos trocaram tiros com uma brigada de ataque enviada pelo governo, na rua da Passagem, em Botafogo. O tiroteio, de cerca de meia hora, matou um aluno da Escola Militar, Silvestre Cavalcanti, e um sargento da tropa legalista, chamado Camargo. O general Travassos ficou gravemente ferido e faleceu oito dias depois, em 22 de novembro. A Escola Militar, bombardeada durante a noite por navios de guerra posicionados na baía de Guanabara, foi ocupada pelo ministro da Guerra, o marechal Francisco de Paula Argollo (1847 &#8211; 1930) e pelo ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Müller (1863 &#8211; 1926). Seus alunos foram presos, expulsos da Escola e levados para portos na região Sul do país. Obviamente, o desfile comemorativo dos 15 anos da Proclamação da República foi cancelado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8742" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1904</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15230" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8746" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15234" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apazigou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19153" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><img class=" wp-image-19153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/opaiz.jpg" alt="O Paiz, 17" width="701" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Jaime Larry Benchimol: <em>Todos saíram perdendo. Os revoltosos foram castigados pelo governo e pela varíola. A vacinação vinha crescendo e despencou, depois da tentativa de torná-la obrigatória. A ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque interrompeu um movimento ascendente de adesão à vacina</em>”.</p>
<p>Apenas nove pessoas morreram por varíola em 1906 no Rio de Janeiro. Porém, dois anos depois, em 1908, uma violenta epidemia da doença ocorreu na cidade, causando mais de 6.500 casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19180" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19180" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa7.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino" width="270" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7160" target="_blank"> </a></p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/musicas/#rato-rato" target="_blank">Link para músicas sobre Oswaldo Cruz e também sobre as campanhas de combate à febre amarela, à peste bubônica e à vacinação obrigatória contra a varíola, publicadas na Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva das pandemias do século XX e XXI</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo, ao longo dos séculos XX e XXI, enfrentou cinco pandemias: a Gripe Espanhola, em 1918, tema de uma recente publicação da Brasiliana Fotográfica, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>;</em> a Gripe Asiática, em 1957; a Gripe de Hong Kong, em 1968, a identificação de um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009; e cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
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