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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; documentação</title>
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		<title>De 453 anos de documentos a 125 anos de trajetória: as origens do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Aug 2018 15:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Kushnir]]></category>
		<category><![CDATA[documentação]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica festeja os 125 anos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro - AGCRJ - com a publicação de um artigo de Beatriz Kushnir, diretora da instituição. Criado em 5 de agosto de 1893, o ACGRJ é um dos parceiros do portal. É o gestor da documentação produzida pelo poder público no decorrer do exercício de suas funções administrativas, custodiando os documentos necessários para subsidiar a Prefeitura. Além disso detém informações imprescindíveis para o cidadão e para o pesquisador respectivamente na busca de comprovação de direitos e na reconstrução do passado.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"></h1>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica festeja os 125 anos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro &#8211; AGCRJ &#8211; com a publicação de um artigo de Beatriz Kushnir, diretora da instituição. Criado em 5 de agosto de 1893, o ACGRJ é um dos parceiros do portal. É o gestor da documentação produzida pelo poder público no decorrer do exercício de suas funções administrativas, custodiando os documentos necessários para subsidiar a Prefeitura. Além disso detém informações imprescindíveis para o cidadão e para o pesquisador respectivamente na busca de comprovação de direitos e na reconstrução do passado.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">De 453 anos de documentos a 125 anos de trajetória: as origens do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Beatriz Kushnir*</span></p>
<p>A tradição lusa nos Arquivos brasileiros marca a pujança dos acervos que chegaram até nós. Aprendemos com os portugueses os trâmites burocráticos e a circularidade dos documentos, permitindo que recuperemos informações que possam ter se perdido aqui ou ali. Isto explica o porquê do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ) ser uma das instituições de arquivo que concentra uma das mais antigas coleções documentais do país, cuja origem é a da fundação da <em>muy leal e heroica </em>cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, estabelecida em 1º de março de 1565, quando o governador e capitão-mor Estácio de Sá lançou o marco à entrada da baía de Guanabara, entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, no atual bairro da Urca.</p>
<p>Seguindo as determinações da legislação em vigor na Coroa, Estácio de Sá instituiu o Regimento e o Foral da municipalidade, que regulamentaram os deveres, privilégios e direitos dos que aqui morariam. Ao estabelecer o governo local, produziu os primeiros documentos da cidade que, ao receber esse título, aferiu ao Rio uma autonomia administrativa e judiciária que uma simples vila não teria. Durante o período colonial, a ordenação jurídica portuguesa determinou que a Câmara Municipal exercesse as funções administrativas, políticas, legislativas, judiciais, fazendárias e policiais, já que não houve uma separação de poderes e atribuições. Segundo Boris Fausto, nos dois séculos iniciais da colonização, a Câmara Municipal tornou-se, na prática, a principal autoridade da Capitania, superpondo-se aos capitães-governadores e, em certos casos, exigindo da Coroa a sua substituição. Neste sentido, Fernanda Bicalho defende que o Conselho Municipal “gozou, durante todo o século XVII, de uma autonomia impensável para quem se detém no estudo de suas funções na centúria seguinte”[1].</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5750" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5750/BR%20RJAGCRJ.PDF.AM.PC.1125%20marca.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5750" target="_blank">Augusto Malta. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, s/d. Paço Municipal, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em conformidade com as Ordenações portuguesas, “(&#8230;) o primeiro escrivão da Câmara Municipal, Diogo de Oliveira, foi incumbido de registrar em livros próprios e de guardar em uma ‘arca grande e boa’ as cartas de doação de sesmarias concedidas por Estácio de Sá aos jesuítas, à municipalidade e aos primeiros povoadores; as cartas forais; os termos de provimento dos camaristas municipais; as provisões cíveis dos porteiros, pregoeiros, alcaides, carcereiros, tabeliães, escrivães, ouvidores, provedores da Fazenda e dos demais oficiais da municipalidade”. Esta <em>arca grande e boa</em> é a origem do Arquivo da Câmara Municipal, cujo acervo foi transferido a recém-instituída Prefeitura do Distrito Federal quando do decreto nº 44, de 05 de agosto de 1893, assinado pelo Prefeito Henrique Valadares (1893-1895). A instituição, denominada <em>Archivo do Distrito Federal</em>, passou por diversas configurações e status, completando este ano, 125 anos como um órgão da Prefeitura.</p>
<p>Da efeméride que se comemora, mapearam-se os seus diversos momentos. Desta forma, é significativo conhecer e reconhecer as vitórias e desafios desta empreitada. Desde 1882, quando foi construído o Paço Municipal, nas proximidades do Campo da Aclamação (atual Praça da República), o antigo Arquivo da Câmara funcionou em seu pavimento superior. Com o estabelecimento da República, o prédio passou a abrigar a nova administração e, oficialmente, a partir da promulgação da Lei Orgânica Municipal de 1892, a Prefeitura do Distrito Federal.</p>
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<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5731" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5731/1-%20125%20anos%20AGCRJ.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5731" target="_blank">Augusto Malta. Paço Municipal. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As suas atividades não passavam despercebidas e no jornal carioca<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=830380&amp;PagFis=19044" target="_blank"> <em>A Notícia</em> de 24 de julho de 1912</a>, registrava-se que em 1910 o <em>Archivo do Distrito Federal</em> foi transferido para o andar térreo. De acordo com o informativo, na sala de expediente, localizada ao lado da portaria, realizava-se a coordenação, classificação e catalogação dos documentos. O espaço foi descrito como ornamentado com 14 plantas da cidade, além de móveis de época, que abrigam flâmulas de diferentes fases políticas do país, demarcando a mescla entre municipal e federal que a cidade e suas instituições tinham. Em sala anexa, funcionava o <em>Archivo do Distrito Federal</em>, com sua farta documentação administrativa e histórica, concernente a diferentes assuntos sobre a cidade. A nova instalação contava com três pavimentos divididos por estantes metálicas.<strong> </strong></p>
<p>“No <span style="text-decoration: underline;">primeiro pavimento</span> &#8211; que é o térreo &#8211; há seis estantes, seccionadas por 12 corpos, contendo prateleiras sobre as quais assentam 1334 caixas portáteis. Cada caixa tem uma etiqueta indicando número de ordem e designação do departamento municipal ao qual se referem os documentos arquivados. Dois lances de escadas, ladeados por gradil de ferro com corrimões de metal dourado, dão acesso aos pavimentos superiores. (&#8230;) O <span style="text-decoration: underline;">segundo</span> pavimento tem as mesmas estantes e corpos que o primeiro, mas suas prateleiras diferem das do andar térreo. Assentam ou encaixam as extremidades em dentes e podem ser graduadas conforme as dimensões dos livros (&#8230;). Todo pavimento que se assemelha a um passadiço dos novos transatlânticos é circundado por gradil de ferro encimado por uma balaustrada de metal dourado. O <span style="text-decoration: underline;">3º e último</span> é em tudo semelhante ao segundo. É o mais resguardado e o menos ventilado. Nos dois pavimentos superiores há lugar para serem arrumados cerca de 10.000 livros.(&#8230;).”<strong> </strong></p>
<p>No panorama de alterações da burocracia administrativa, o <em>Archivo do Distrito Federal</em> passou por diversos nomes, subordinações e endereços desde 1893, continuando a funcionar no prédio do Paço Municipal até a sua demolição para a abertura da Avenida Presidente Vargas, nos anos 1940. A partir de 1º de junho de 1944, foi transferido para o antigo Palácio das Festas, onde anteriormente era sediado o Departamento de Rendas Diversas, da Secretaria de Fazenda da Prefeitura, na Rua Santa Luzia, nº 11. No período que se seguiu, o <em>Archivo do Distrito Federal</em> passou por dificuldades expostas nos relatórios de vários de seus dirigentes. Mas vale pontuar, como as imagens demonstram, a preocupação com as instalações de áreas de tratamento documental e serviços executados no acervo, bem como as reuniões da Comissão de Logradouros, já em 1949, e que retornou ao AGCRJ em 2006, como uma câmara de assessoramento na indicação de nomes para as ruas da cidade.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5733" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5733/BR.RJ.AGCRJ.ICO.ARQ.DHD.017.01.20.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5733" target="_blank">Anônimo. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, s/d. Rua Santa Luzia, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5734" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5734/BR.RJ.AGCRJ.ICO.ARQ.DHD.019.01.02-19.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="521" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5734" target="_blank">Anônimo. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, microfilme, s/d. Rua Santa Luzia, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1960, com a transferência da Capital Federal para Brasília, o Rio tornou-se Estado da Guanabara. Da Rua Santa Luzia, em 1963 o <em>Archivo do Distrito Federal</em> foi transferido mais uma vez, ocupando o Palácio da Marquesa de Santos, na Avenida Pedro II, em São Cristóvão. Dali, o acervo foi novamente deslocado para o número 400 do mesmo logradouro, ocupando o segundo andar da oficina de conserto de móveis escolares, da Secretaria de Educação e Cultura.</p>
<p>A professora Terezinha Saraiva, Secretária de Educação e Cultura do Estado da Guanabara, no governo Carlos Lacerda (1960-5), e a primeira Secretária Municipal de Educação e Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, após a fusão, no governo Marcos Tamoyo (1975-9), lembrou em depoimento a mim e a Sandra Horta que lutou pelo Arquivo da Cidade, porque tinha uma dívida que não conseguiu cumprir como secretária de Carlos Lacerda. O governador, na área da cultura a incumbiu de três tarefas: recuperar o Teatro João Caetano, que estava abandonado; criar um Museu do Primeiro Reinado, na Casa da Marquesa de Santos, então abandonada; e acomodar o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&#8220;Quando cheguei à Secretaria de Educação e Cultura do Município do Rio tinha uma preocupação que não consegui resolver: o Arquivo&#8221;. Então, &#8220;em 1975, assumo a Secretaria e digo assim: ‘Onde está o Arquivo da Cidade?’. Estava no mesmo lugar. Fui lá, na mesma hora. (&#8230;) [E dali], fui direto falar com o Tamoyo, que estava no Palácio da Cidade. Falei: ‘Tamoyo, nós temos que assumir hoje um compromisso com a cidade do Rio de Janeiro’. Contei essa história toda de 1965 e ele falou: ‘Vamos cumprir isso!’. Então, a primeira coisa a se fazer é arranjar um terreno, que seja um lugar acessível” (KUSHNIR e HORTA, 2011).</p>
<p>O AGCRJ formalmente instalado, mesmo com o prédio não finalizado, à Rua Amoroso Lima, nº 15, foi inaugurado no último dia da gestão de Tamoyo, em 14 de março de 1979. O edifício, de instalações adequadas ao seu uso, foi então o primeiro prédio construído para abrigar um arquivo na América Latina. A então Diretora, Lia Malcher, lembrou que a importância da instituição &#8220;está em você resguardar esta documentação histórica, preservar a documentação e a colocá-la disponível para o pesquisador de caráter científico e cultural ou para o cidadão que aqui vem procurar a comprovação de seus direitos” (KUSHNIR e HORTA, 2011).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5737" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5737/BR.RJ.AGCRJ.ICO.ARQ.AGC.024.01.02-130.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5737" target="_blank">Anônimo. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, s/d. Cidade Nova, Rio de Janeiro / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em momentos como esse, onde a partir da efeméride dos 125 anos, repensamos a instituição, vale sublinhar que importantes nomes da Arquivologia e da pesquisa Histórica trabalharam no e pelo AGCRJ, como seus diretores-gerais ou dirigentes de áreas específicas, como: Pires de Almeida, Noronha Santos, Restier Gonçalves, Helena Corrêa Machado, Werneck da Silva, Afonso Carlos Marques dos Santos, Paulo Elian, José Maria Jardim, e tantos outros.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/153" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de sedes e do interior do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Marcos de um arrojo administrativo, a Prefeitura do Rio em 2003 regulamentou por decreto a Lei 3.404, de 2002, e desponta como uma das primeiras cidades a adequar a Lei de Arquivos, de 1991, a sua realidade. Passados quase 40 anos do AGCRJ instalado em sua sede-própria e com as demandas resolvidas quanto a este lugar, o AGCRJ tornou-se um órgão da Secretaria Municipal da Casa Civil desde 2013. Seguiu, assim, uma tendência das instituições brasileiras que neste patamar da administração pública reforçam a missão das instituições de arquivo como, primeiramente, para atender à Governança por meio da Gestão de Documentos. E findo o trâmite e o processo administrativo, para embasar a produção de conhecimento, atendendo, portanto, ao campo do Legado, ofício dos Arquivos Públicos no mundo contemporâneo.</p>
<p>[1] HORTA, Sandra apud BICALHO, Maria Fernanda. As Câmaras Municipais no Império Português: O Exemplo do Rio de Janeiro. Rev. bras. Hist. vol. 18 n. 36 São Paulo, 1998.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>* Beatriz Kushnir é a Diretora-Geral do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Cole%C3%A7%C3%A3o+Augusto+Malta%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong> </span></p>
<p><strong>Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro:</strong></p>
<p>AGCRJ. <a href="http://www.rio.rj.gov.br/ebooks/revista/" target="_blank"><em>Administração pública municipal</em>: a estrutura e os titulares: da Comissão de Intendência à Prefeitura do Rio (1889-2012)</a>.Rio de Janeiro: Prefeitura do Rio/Casa Civil/ Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2014.</p>
<p>FERNANDES, Maria Celia. <a href="http://www.rio.rj.gov.br/ebooks/travessia_arca_grande_boa/" target="_blank"><em>Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro: </em>a travessia da “arca grande e boa” na história carioca</a>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2011.</p>
<p>HORTA, Sandra. “A tradição das Câmaras Municipais no império português: o exemplo da atuação na vida pública da cidade do Rio de Janeiro”. In: <em>História do Rio de Janeiro &#8211; pelos 450 Anos de Fundação da Cidade</em>, IHGB, 2015.</p>
<p>KUSHNIR, Beatriz e HORTA, Sandra (org.). <a href="http://www.rio.rj.gov.br/ebooks/publicacoesagcrj/memoria_carioca/livro_1/" target="_blank"><em>Memórias do Rio</em>: <em>o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro em sua trajetória republicana</em></a> – Faperj. Rio de Janeiro: Imago, 2011.</p>
<p><strong>Hemeroteca Digital:</strong></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=830380&amp;PagFis=19044" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 24 de julho de 1912</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/82332?pesq=trajano%20quinhoes" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de maio de 1967</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/15851?pesq=trajano%20quinhoes" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de maio de 1971</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_05/6276?pesq=lia%20temporal malcher" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 8 de março de 1981</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_11/34700?pesq=helena%20correa machado" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 11 de março de 1976</a></p>
<p>______________________________________________________________________________________________________________________________________</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Outras publicações do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro na Brasiliana Fotográfica</em></span></strong></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5751" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5751/BR%20RJAGCRJ.PDF.AM.PC.0218%20marca.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5751" target="_blank">Augusto Malta. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 27 de setembro de 1911. Paço Municipal, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12569" target="_blank">De Largo do Matadouro à Praça da Bandeira – Luiza Ferreira, 13 /07 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">A via elevada da Perimetral – Beatriz Kushnir, 23/06/2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Novos acervos: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro – Esforços de resgate: a recuperação da informação de parte das fotografias furtadas do arquivo Malta – Beatriz Kushnir, 11/04/2016.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5730/PDF-AM-PC_0203.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5730" target="_blank">Augusto Malta. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 30 de julho de 1914. Paço Municipal, Rio de Janeiro, RJ / Acervo ACGRJ</a></p></div>
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		<title>O prefeito Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) e o fotógrafo Augusto Malta (1864 -1957)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2017 15:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[documentação]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[reforma urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria Municipal de urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 - 1913) que, pela primeira vez, a prefeitura do Rio de Janeiro contratou um fotógrafo, o alagoano Augusto Malta (1864 -1957), para documentar as obras da cidade. Em junho de 1903, foi criado o cargo de fotógrafo oficial, ocupado por Malta até 1936. O prefeito Pereira Passos precisava de um fotógrafo para registrar as obras e os imóveis a serem desapropriados para posteriores pagamentos de indenizações e Malta passou a documentar a radical mudança urbanística promovida por ele.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos como prefeito do Rio de Janeiro que, pela primeira vez, a prefeitura contratou um fotógrafo, o alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, para documentar as obras da cidade. Na imagem abaixo, do ateliê de Malta, há um retrato de Pereira Passos, um senhor de cabelo, barba e bigode brancos, na parede à esquerda do fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4694/P009CJHF4028.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank">Augusto Malta. Augusto Malta em seu ateliê, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (29 de agosto de 1836 &#8211; 2 de março de 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) e assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 &#8211; 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 &#8211; 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade. Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do &#8220;bota-abaixo&#8221;, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em></p>
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<div id="attachment_43318" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4394" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/passos.jpg" alt="O Malho, 18 de março de 1905" width="536" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4394" target="_blank"><em>O Malho</em>, 18 de março de 1905</a></p></div>
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<p>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), considerado o inventor do colunismo social no Brasil e autor da seção &#8220;Binóculo&#8221;, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima &#8220;O Rio civiliza-se&#8221;, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Figueiredo Pimentel tornou sua coluna a mais lida e popular da imprensa carioca, um oráculo de boas maneiras. Foi dele a ideia de criar o corso de automóveis na Praia de Botafogo, um desfile carnavalesco de carros enfeitados realizado no inverno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/16933" target="_blank"><em>Fon-Fon!</em>, 14 de fevereiro de 1914</a>; <em>A Notícia</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/19373" target="_blank">19 e 20 de outubro de 1912, segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/21037" target="_blank">6 e 7 de fevereiro de 1914, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_34386" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1757" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/semteto2.jpg" alt="Figueriredo Pimentel, primeiro à esquerda, nas ruas do Rio de Janeirio / Fon-Fon, 18 de janeiro de 1908" width="280" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1757" target="_blank">Figueiredo Pimentel, primeiro à esquerda, nas ruas do Rio de Janeirio / <em>Fon-Fon</em>, 18 de janeiro de 1908</a></p></div>
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<p>Sobre Pereira Passos:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O ex-prefeito imortal, rompendo todos os embaraços da chamada tradição e surdo às ameaças da rotina, conseguiu no seu governo essa coisa estupenda: fez o carioca mudar-se de uma velha cidade tortuosa e colonial para uma opulenta e encantadora capital sem que esse arredasse o pé do Rio de Janeiro&#8221;</em></span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13276" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 3 de março de 1913</a>).</p>
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<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="675" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Alguns meses após a nomeação de Pereira Passos como prefeito, o alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em junho de 1903, como fotógrafo oficial, cargo criado para ele e que ocupou até 1936. Pereira Passos precisava de um fotógrafo para registrar as obras e os imóveis a serem desapropriados para posteriores pagamentos de indenizações e Malta passou a documentar a radical mudança urbanística promovida por ele. Sobre sua contratação, Malta declarou na entrevista &#8220;Malta &#8211; o que fotografou Passos e Rio Branco&#8221;, feita por Raymundo de Athayde e publicada pela <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=025909_04&amp;PagFis=13523" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, edição de Natal de 16 de dezembro de 1944:</a></p>
<div style="width: 277px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada.jpg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada.jpg" target="_blank">Anônimo. Augusto Malta. Rio de Janeiro. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>“Confesso que sentia grande sensação quando via surgirem no papel as belas e surpreendentes imagens que o sal de prata revelava e o hipossulfito fixava a meus olhos, na câmara escura improvisada em minha casa. E vivia assim nesse ingênuo amadorismo, quando um fornecedor da Prefeitura, meu amigo (o empreiteiro Antônio Alves da Silva Júnior), levou-me para tirar fotografias das obras que então o grande Pereira Passos realizara em 1903. Na época, o Rio começava a mudar a indumentária e remoçar. Por acaso o insuperável Prefeito viu as fotografias que eu tirava por esporte e gostou. Propôs-me um emprego na Prefeitura e eu, sem relutâncias, aceitei”</p>
<p>Passos e Malta tornaram-se muito próximos, tendo o prefeito sido padrinho de uma das filhas do fotógrafo, Aristocléa (1903-1934).</p>
<p>Anos depois, os filhos de Malta, Aristógiton (1904 &#8211; 1954) e Uriel (1910 &#8211; 1994), também trabalharam como fotógrafos da prefeitura.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22augusto+malta%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de Augusto Malta e de seus filhos Aristógiton e Uriel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das marcas da reforma urbana realizada por Pereira Passos foi a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central</a> e da avenida Beira-Mar. Segundo a publicação virtual <a href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2376_Pereira%20Passos%20vida%20e%20obra.pdf" target="_blank">Coleção Estudos Cariocas</a>, abrigada no portal de informações do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos da Secretaria Municipal de Urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro, as principais obras realizadas durante a gestão do prefeito Passos foram:</p>
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<div style="width: 755px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4289" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4289/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.AM.NG.563.2228.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="745" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4289" target="_blank">Augusto Malta. Av. Central ( Av. Rio Branco com Rua Sete de Setembro). Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p><strong>&#8220;1903</strong>: inauguração do Pavilhão da Praça 15 (21/6); prolongamento da Rua do Sacramento – atual Avenida Passos, até a Rua Marechal Floriano (27/06); inauguração do Jardim do Alto da Boa Vista (11/10); início do alargamento da antiga Rua da Prainha (atual Rua do Acre);</p>
<p><strong>1904</strong>: término do alargamento da antiga Rua da Prainha – atual Rua do Acre (fevereiro); demolições do Morro do Castelo (8/03); construção do aquário do Passeio Público (18/9); melhoramento da Rua 13 de Maio.</p>
<p><strong>1905</strong>: início da construção do Theatro Municipal (03/01); inauguração da nova estrada de rodagem da Tijuca (4/1); alargamento e prolongamento da Rua Marechal Floriano até o Largo de Santa Rita (2/2); decreto de alargamento da Rua do Catete (28/4); alargamento e prolongamento da Rua Uruguaiana (setembro); decreto de construção da Avenida Atlântica, em Copacabana (4/11); inauguração da Avenida Central (atual Av. Rio Branco), marco da administração Pereira Passos (15/11); inauguração da Escola-Modelo Tiradentes (24/11); decreto de abertura da Rua Gomes Freire de Andrade, entre a Rua Riachuelo e a do Núncio (29/12); decreto de abertura da Avenida Maracanã (30/12).</p>
<p><strong>1906</strong>: alargamento da Rua da Carioca (janeiro e fevereiro); inauguração da fonte do Jardim da Glória (24/2); inauguração da nova Fortaleza na Ilha de Lage (28/6); inauguração do palácio da exposição permanente de São Luiz (futuro Palácio do Monroe), para os trabalhos da 3ª Conferência Pan-Americana (22/7); inauguração do alargamento da Rua 7 de Setembro no trecho entre a Av. Central e 1º de Março (6/9); conclusão das obras de melhoramento do porto do Rio de Janeiro e do Canal do Mangue (9/11); inauguração das obras de melhoramento e embelezamento do Campo de São Cristóvão – jardim e escola pública (11/11); inauguração da Avenida Beira-Mar (23/11); melhoramento do Largo da Carioca; inaugurações dos quartéis do Méier, da Saúde, São Cristóvão e Botafogo; aterramento das praias do Flamengo e Botafogo, com construção de jardins; construção do Pavilhão Mourisco, em Botafogo; construção do Restaurante Mourisco, próximo à estação das barcas, no Centro; melhorias no abastecimento de água para a capital.</p>
<p>Além destas, merecem registro: melhoramentos da zona suburbana do DF; saneamento da cidade; arborização de diversas áreas da cidade; renovação do calçamento da cidade; e inauguração de calçamento asfáltico; alargamento da Rua Camerino; abertura da Avenida Salvador de Sá; canalização do Rio Carioca (da Praça José de Alencar ao Cosme Velho); construção da Avenida Atlântica; inauguração da Escola-Modelo Rodrigues Alves, no Catete; liberação de verbas para a construção da Biblioteca Nacional; início da construção do novo edifício da Escola Nacional de Belas Artes; início das obras do edifício do Congresso Nacional; criação do novo Mercado Municipal<strong>&#8220;</strong>.</p>
<p>Além disso, promoveu a renovação do porto e instituiu a vacinação obrigatória, posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), fato que desencadeou a <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Revolta da Vacina</a>, em novembro de 1904, reação popular à campanha (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank">14</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8742" target="_blank">15</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8746" target="_blank">16</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">17</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18</a> de novembro de 1904).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22pereira+passos%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de Pereira Passos e de seu cortejo fúnebre disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
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<p>Em 19 de fevereiro de 1913, Pereira Passos partiu para a Europa, no navio inglês <em>Araguaia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15588" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de fevereiro de 1913, na terceira coluna</a>) e faleceu a bordo, em 2 de março de 1913 (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15742" target="_blank">O Paiz</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13274" target="_blank">Correio da Manhã</a></em>, 3 de março de 1913). Pereira Passos teve uma <em>syncope cardíaca</em> fulminante em seu camarote e foi assistido pelo médico Victor Godinho (1862 &#8211; 1922), que nada pode fazer. Seu esquife chegou em Lisboa, em 5 de março, foi para o Posto de Desinfecção e seguiu para o cemitério dos Prazeres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13311" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1913, na penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_8065" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13330" target="_blank"><img class="wp-image-8065" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/pereira-172x300.jpg" alt="pereira" width="206" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/13330" target="_blank">Convite para a missa de 7º dia de Pereira Passos, publicado no<em> Correio da Manhã</em> de 7 de março de 1913.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 30 de maio de 1913, chegaram ao Rio de Janeiro, a bordo do <em>Cap Finistere</em>, os despojos de Pereira Passos, que foram transportados para terra no vapor <em>D. João VI. </em>A banda do Corpo de Bombeiros executou a marcha fúnebre de Chopin e foi grande a manifestação popular em torno da chegada da urna funerária do ex-prefeito, que, do arsenal de Marinha, foi levada para a Prefeitura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17123" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de maio de 1913</a>). No dia seguinte, um grande cortejo fúnebre com a participação de autoridades e da população carioca  aconteceu entre a Prefeitura e o cemitério São Francisco Xavier, onde Pereira Passos foi enterrado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/17140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de junho de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann tropical</em>. Rio de Janeiro, SMCTT, 1990.</p>
<p>DEL BRENNA, Giovanna Rosso (org.). <em>O Rio de Janeiro de Pereira Passos: Uma cidade em questão II</em>. Rio de Janeiro:Index, 1985</p>
<p>DE LOS RIOS FILHO, Adolfo Morales. <em>Dois Notáveis Engenheiros: Pereira Passos e Vieira Souto</em>. Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1991.</p>
<p>LENZI, Maria Isabel Ribeiro. <em>Pereira Passos: Notas de Viagens</em>. Rio de Janeiro:Editora Sextante, 2000.</p>
<p>OLIVEIRA REIS, José de. <em>O Rio de Janeiro e seus prefeitos, evolução urbanística da cidade. vol.3</em>, Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1977.</p>
<p>PINHEIRO, Manoel Carlos;FIALHO JR, Renato. <em><a href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2376_Pereira%20Passos%20vida%20e%20obra.pdf" target="_blank">Pereira Passos: vida e obra</a></em> in coleção Estudos Cariocas. Rio de Janeiro:IPP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1996.</p>
<p><a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/" target="_blank">Portal Augusto Malta do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/ipp/historia" target="_blank">Site do Instituto Pereira Passos</a></p>
<p><span style="color: #800000;">Além das fontes supracitadas, a Brasiliana Fotográfica fez uma ampla pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
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