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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Conrado Wessel</title>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; VIII &#8211; Os efeitos da Revolta Paulista de 1924 pelas lentes de Gustavo Prugner (1884 &#8211; 1931)</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 13:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para marcar o centenário da Revolta Paulista de 1924, a Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelo fotógrafo Gustavo Prugner (1884 - 1931) sobre os efeitos da rebelião na cidade. Pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Também conhecida como a Revolução Esquecida, foi a segunda revolta tenentista e o mais grave conflito bélico ocorrido, até hoje, na cidade de São Paulo. Todas essas imagens estão publicadas no Cumulus Portals do Instituto Moreira Salles, em domínio público e liberadas para download. Prugner foi, assim como o alemão Theodor Preising (1883 - 1962) e o suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928), um importante editor de cartões postais de São Paulo. Também publicamos hoje a cronologia da vida de Prugner, a 68ª produzida pelo portal. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para marcar o centenário da Revolta Paulista de 1924, a Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelo fotógrafo Gustavo Prugner (1884 &#8211; 1931) sobre os efeitos da rebelião na cidade. Pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles (IMS), uma das instituições fundadoras do portal. Também conhecida como a <em>Revolução Esquecida</em>, foi a segunda revolta tenentista e o mais grave conflito bélico ocorrido, até hoje, na cidade de São Paulo. Também publicamos hoje a Cronologia de Gustavo Prugner, a 68ª produzida pelo portal.</p>
<p>É possível conferir algumas destas fotografias de <a href="https://acervos.ims.com.br/portals/#/search/prugner" target="_blank">Prugner </a>na base de dados do Acervo IMS online: <a href="https://acervos.ims.com.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://acervos.ims.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1720298820240000&amp;usg=AOvVaw3RFk1KAfv1fYP8VgLxd570">https://acervos.ims.<wbr />com.br</a>. Lá estão disponíveis mais de 9.200 imagens em domínio público, com download liberado e gratuito. Ao usá-las para qualquer finalidade, basta citar o nome do fotógrafo e o acervo de origem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12747" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12747/002006PG001030.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12747" target="_blank">Gustavo Prugner. Efeitos da Revolução de 1924, julho de 1924. São Paulo, SP / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco de sabe sobre o fotógrafo Prugner. Ele nasceu em 5 de julho de 1884, em São Bernardo do Campo, e, no início do século XX, ganhou uma das câmeras fotográficas distribuídas em uma ação promocional da loja de artigos fotográficos de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299" target="_blank">Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), pai do empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</a>. Prugner havia estudado na Escola Alemã com Guilherme. Curiosamente, a vida de Conrado Wessel foi fortemente impactada pela rebelião de 1924: devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Conrado já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=PRUGNER" target="_blank">Acessando o link para as imagens produzidas por Gustavo Prugner sobre os efeitos da Revolução de 1924 em São Paulo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12730/002006PG001015.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12730" target="_blank"> Efeitos da Revolução de 1924 &#8211; Os legalistas depois que retomaram a cidade, 1924. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando a Prugner. Com a obtenção da câmera, passou a trabalhar como fotógrafo e laboratorista. Foi também, em São Paulo, assim como o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a>e o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, um importante editor de cartões-postais, uma forma de circulação de imagens que, desde meados do século XIX, contribuiu para popularizar a fotografia. Prugner organizava álbuns a partir de fotos de sua autoria e de outros fotógrafos. Suas imagens eram marcadas pelas iniciais GP. Foram publicadas em revistas ilustradas como a <em>Careta</em> e a <em>Revista da Semana</em> e também em jornais, porém nem sempre sua autoria era identificada.</p>
<p>Gustavo Prugner foi o autor de um dos mais importantes conjuntos de fotografias sobre o conflito de 1924. Fotografou a destruição causada pelos bombardeios terrificantes realizados pelas tropas leais ao presidente da República, Artur Bernardes  (1875 &#8211; 1955), sobre São Paulo &#8211; única cidade brasileira já bombardeada por um ataque aéreo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;As vítimas civis passaram de dois milheiros, quase todas estraçalhadas de modo horroroso por estilhaços de granada. O  número de prédios destruídos ou simplesmente estragados subiu aos milhares. Dia e noite os canhões legalistas despejavam metralha às tontas, sem o menor objetivo militar [&#8230;]. Havia lá dentro 3 mil rebeldes disseminados no seio de uma massa de 800 mil civis. O mais rudimentar cálculo faria ver que, por força do bombardeiro às tontas, seria mister massacrar 270 civis para dar cabo de um revoltoso&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Monteiro Lobato (1882 &#8211; 1948), trecho de<em> O bombardeio de São Paulo</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12729" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12729/002006PG001014.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12729" target="_blank">Gustavo Prugner. Efeitos da Revolução de 1924 – Efeito de uma bomba jogada de um aeroplano, julho de 1924. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos de Prugner mostravam trincheiras improvisadas, prédios arruinados, ruas, fachadas de casas, animais mortos e incêndios. Os bairros mais atingidos foram Belenzinho, Brás, Cambuci, Centro, Ipiranga, Mooca e Vila Mariana. Os registros de Prugner, focados nos efeitos da revolta no cotidiano dos moradores dos bairros mais afetados pela guerra, tiveram grande sucesso comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12726" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12726/002006PG001011.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12726" target="_blank">Gustavo Prugner. Efeitos da Revolução de 1924 – Cavalo, vítima de um estilhaço de granada, julho de 1924. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 4 de dezembro de 1931, em São Paulo.  Seus filhos com Lina Hagemann (1889 – 1981), com quem foi casado, Edgar (1911 – 1984) e Mário (1912 &#8211; 1993), continuaram a editar cartões-postais até 1936, quando passaram a trabalhar em tempo integral na primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, criada, em 1921, e que utilizava tecnologia e patente próprias, cujo proprietário era o já mencionado pioneiro Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993).<strong> </strong>Prugner foi casado com Lina Hagemann (1889 &#8211; 1981).</p>
<p>Acesse aqui a <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36167" target="_blank"><em>Cronologia de Gustavo Prugner (1884 &#8211; 1931).</em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo resumo da Revolta Paulista de 1924</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolta Paulista de 1924 foi motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Os rebeldes, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949), pretendiam derrubar o governo de Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), instituir o voto secreto, fazer mudanças no ensino público e realizar reformas sociais. A rebelião eclodiu, em 5 de julho de 1924, justamente dois anos após a primeira revolta tenentista, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana</a>, ocorrida no Rio de Janeiro.</p>
<p>Os 23 dias da Revolta Paulista de 1924, que contou com a participação de vários tenentes, dentre eles Juarez Távora (1898 &#8211; 1975) e Eduardo Gomes (1896 &#8211; 1981), tiveram como saldo 503 mortos e cerca de 5 mil feridos. O número de desabrigados passou de 20 mil e, aproximadamente, dois mil edifícios foram destruídos. Os rebeldes, derrotados pelas tropas legalistas do governo federal, fugiram de São Paulo e foram para Santa Catarina e para o Paraná. Os tenentistas juntaram-se à Coluna Prestes, sob a liderança de Luís Carlos Prestes (1898 &#8211; 1990), e começaram a marcha que seguiu pelo interior do Brasil propondo reformas e atacando a República Velha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-paulista-1924.htm" target="_blank"><img src="https://s2.static.brasilescola.uol.com.br/be/2021/09/isidoro-dias-lopes.jpg" alt="Retrato de Isidoro Dias Lopes, líder da Revolta Paulista de 1924" width="351" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-paulista-1924.htm" target="_blank">Isidoro Dias Lopes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja outras fotos da Revolta de 1924, em São Paulo, publicadas da página 15 a 22 da <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_02/7545" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 9 de agosto de 1924</a> e da página 19 a 27 da <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_02/7592" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 16 de agosto de 1924 </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://blog.bbm.usp.br/2018/sao-paulo-1925-1928-roteiro-fotografico-pelo-centro-da-cidade/" target="_blank">Blog da BBM</a></p>
<p>GERODETTI, João Emílio; CORNEJO, Carlos. <em>Lembranças de São Paulo: a capital paulista nos cartões postais e nos álbuns de lembranças</em>. São Paulo : Estúdios Flash Produções Gráficas, 1999.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Luzes e sobras da metrópole: um século de fotografia em São Paulo (1850 &#8211; 1950)</em> in PORTA, Paula (org) História da Cidade de São Paulo: A cidade no Império. São Paulo : Paz e Terra, 2004.</p>
<p>LEMOS, Eric Danzil. <a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em></a>. Universidade de São Paulo, 2016.</p>
<p>LOBATO, Monteiro. <em>O bombardeio de São Paulo</em>. <em>Obras Completas, vol. 6.</em> São Paulo : Editora Brasiliense, 1946.</p>
<p><em>O</em> <em>Estado de São Paulo</em></p>
<p>Schiavinatto, Iara. <em>Séries Fotográficas narram um evento: 1924/São Paulo</em>. <em>Revista Stadium</em>, número 8, 2002.</p>
<p><a href="%20https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa201693/g-prugner" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural </a></p>
<p><a href="https://ancestors.familysearch.org/en/L5Z1-W1Z/mario-prugner-1912-1993" target="_blank">Site Family Search</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/exposicao/conflitos-ims-rio/" target="_blank">Site IMS</a></p>
<p><a href="https://www.itu.com.br/artigo/imagens-de-uma-revolucao-20100202" target="_blank">Site Itú</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299http://" target="_blank"><em>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de abril de 2022</p>
<p>ZERWES, Erica. <em>Suvenires da destruição: a Revolução de 1924 por Barros Lobo e Gustavo Prugner</em> in<em> Conflitos: fotografia e violência política no Brasil, 1889 -1964</em>. Rio de Janeiro : Instituto Moreira Salles, 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aniversário de Poços de Caldas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 21:24:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Homenageando os 151 anos de Poços de Caldas, cidade mineira fundada em 6 de novembro de 1872, o portal republica o artigo "Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 - 1993)". Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), a vida de Conrado Wessel é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. Nesta nova publicação foram acrescentadas quatro fotos aéreas da cidade, todas do acervo do Museu Aeroespacial, que integra o acervo fotográfico do portal. Lembramos que Poços de Caldas foi a cidade escolhida para sediar o primeiro centro cultural do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. O IMS-Poços, no momento em reforma, foi inaugurado em agosto de 1992.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Homenageando os 151 anos de Poços de Caldas, cidade mineira fundada em 6 de novembro de 1872, que recebeu o primeiro centro cultural do Instituto Moreira Salles &#8211; uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfia -, inaugurado em  agosto de 1992, o portal republica o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299http://" target="_blank">Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993).</a> </em>Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), a vida de Conrado Wessel é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil.</p>
<p>Nesta publicação, foram acrescentadas quatro fotos aéreas da cidade, pertencentes ao Museu Aeroespacial, uma das instituições colaboradoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10725"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10725/Alb%200279%20040%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10725" target="_blank">Foto aérea de Poços de Caldas, 6 de fevereiro de 1935 . Poços de Caldas, MG / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/377" target="_blank">Acessando o link para as fotografias aéreas de Poços de Caldas pertencentes ao Museu Aeroespacial e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poços de Caldas foi escolhida para sediar o primeiro centro cultural do IMS pelo próprio Walther Moreira Salles (1912 &#8211; 2001) como uma homenagem à região onde sua família se estabeleceu em 1918. O IMS Poços é composto pelo Chalé Cristiano Osório, projetado e construído por Giovanni Battista Pansini, em 1894, e adquirido pelo IMS, em 1989; e por um centro cultural com mais de 1000 m² de área expositiva, distribuída em dois pavimentos, projetado pelo arquiteto mexicano Aurélio Martinez Flores (1929 &#8211; 2015). O IMS-Poços está temporariamente fechado para reforma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34613" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/poços.jpg"><img class=" wp-image-34613" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/poços.jpg" alt="Brasão de Armas de Poços de Caldas" width="324" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Armas de Poços de Caldas</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
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<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
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<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
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<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
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<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
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<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
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<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
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<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
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<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
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<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
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<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962). Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
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<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
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<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
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<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
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<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383 " target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
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<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
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<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
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<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 - 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: "Wessel". Também foram publicadas na seção "Cronologia de Fotógrafos", as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
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<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
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<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
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<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
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<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
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<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
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<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
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<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
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<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes ou Revolta Paulista, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383" target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
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		<title>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pai e filho</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993) &#160; &#160; &#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1860</strong></span> &#8211; A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, imigrou para a Argentina</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Nascimento do fotógrafo Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), em Concepcion do Uruguai, na Argentina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870 &#8211; 1880</strong></span> &#8211; Provavelmente, entre fins da década de 1870 e a década de 1880, Guilherme foi para Hamburgo, na Alemanha, onde formou-se em Física.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Casamento de Guilherme Wessel com Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Em 10 de abril, nascimento do primeiro filho do casal, Georg Walter (1888 &#8211; 1908).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong> </span>- Em 16 de fevereiro de 1891, em Buenos Aires, nascimento de Conrado Wessel cujo nome de batismo era Ubald Konrad August Wessel, segundo filho de Guilherme Wessel e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Guilherme foi com sua mulher e dois filhos para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Guilherme abriu em sociedade com Carlos Norder um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Guilherme Wessel possuia uma Casa Importadora de todos os artigos para fotografia e aparelhos para eletricidade na rua Direira, nº 29 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903, primeira coluna</a>). Conforme o <em>Almanak Laemmert</em>, seu estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, continuava a existir (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23955" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>Promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>Pela última vez foi anunciada no <em>Almanak Laemmert</em> a loja de Guilherme na rua Direita, nº 20 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/30302" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1906, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> </span>- Pela última vez foi anunciada no <em>Almanak Laemmert</em> a loja de Guilherme na rua São Bento 41 &#8211; A (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32937" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Guilherme continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna</a>). A loja da Líbero Badaró foi anunciada pela última vez no <em>Almanak Laemmert</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36377" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 / 1913</strong></span> &#8211; Guilherme recebeu pagamento da Secretaria da Agricultura por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;"> Conrado já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme viajou com o secretário da Agricultura com destino<em> à ponta dos trilhos da Noroeste do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Entre esse ano e 1919, Conrado foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz.</p>
<p>Em fevereiro, Conrado foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guayanazes, 155, na Barra Funda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Guilherme foi ao enterro do fotógrafo italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920 </strong></span>- Guilherme forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>- Em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço da oficina de gravuras de Guilherme Wessel também um estabelecimento fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/77296" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1921, última coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado foi patenteada, no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942). Foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Um dos funcionários do estabelecimento de Guilherme sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Pela última fez o estabelecimento de Guilherme foi identificado pelo Almanak Laemmert como uma oficina de gravuras e quadros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/80973" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1922, primeira coluna</a>). Depois, até 1927, foi sempre identificado como uma estabelecimento fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/98971" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p>Inauguração da exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- O estabelecimento fotográfico de Guilherme Wessel, na rua Guayanazes, 155, foi anunciado pela última vez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/98971" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1927, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 30</strong></span> &#8211; Nesse período, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Pela última vez o Almanak Laemmert anunciou o estabelecimento de Guilherme Wessel, na rua Guayanazes, nº 155 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/109490" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931, última coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
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<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1932, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/109454" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
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<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949 &#8211; 1954</strong></span> &#8211; Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passaram a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong> </span>- No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1988</strong></span> &#8211; Conrado fez um testamento, datado de 11 de maio de 1988, determinando que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1993</strong></span> &#8211; Conrado Wessel faleceu em 23 de maio de 1993, sem herdeiros.</p>
<p><span style="color: #800000;">1994</span> &#8211; Criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura; e também para a doação de recursos para entidades beneficiadas. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que trabalhou anos com Conrado Wessel. Antes, seu pai já havia trabalhado com Wessel (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong></span> &#8211; A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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