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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; comemoração</title>
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		<title>&#8220;Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro&#8221; &#8211; Com a palavra, os curadores</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 15:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliana Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[curadores]]></category>
		<category><![CDATA[Diana dos Santos Ramos]]></category>
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		<description><![CDATA[A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento "Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro", no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. O portal traz hoje para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações, 11.746 imagens e 555 artigos publicados ao longo de uma década. Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento <span style="color: #333333;"><em><strong><b><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug"><span style="color: #800000;">Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro</span></a>, </b></strong></em>no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. Confira no <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank">link</a></span></strong> todas as informações sobre nossa celebração. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">No dia 16 de abril de 2025, foi acrescentado ao artigo o <a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">link</span> </strong></a>para o vídeo da celebração: </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro (vídeo do evento)</em></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;">O portal traz para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações. Também publicamos três reportagens realizadas sobre nosso portal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-39494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="379" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica, </span>uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual, contribui para o desenvolvimento da educação e da cultura de nosso país, destacando e valorizando a história da fotografia, a memória e a própria História do Brasil. Foi c<span style="color: #333333;">riado por Flavio Pinheiro e Renato Lessa, na época diretor do Instituto Moreira Salles (IMS) e presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), respectivamente. Foi lançado com 2.393 imagens dessas duas instituições. Atualmente possui em seu acervo fotográfico 11.746 imagens produzidas no século XIX e nas quatro primeiras décadas do século XX provenientes dos acervos de suas duas instituições fundadoras &#8211; IMS e FBN &#8211; e de mais 12 instituições parceiras. São elas: </span>Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
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<p><span style="color: #800000;">Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</span></p>
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<div style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2857/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="950" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank">A. Ribeiro. Bahia do Rio de Janeiro, Brazil : vista panorâmica, s./d, Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a palavra, os curadores!</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica: dez anos de imagens que revelam histórias</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Diana Ramos*</p>
<p>Com imenso prazer pessoal e profissional, celebro a oportunidade de integrar a equipe que faz da Brasiliana Fotográfica um projeto de sucesso. Como amante da técnica fotográfica e de sua capacidade de eternizar instantes e reconstruir memórias, atuar diretamente no portal representa um desafio estimulante.</p>
<p>Assumir a curadoria das peças que compõem a Brasiliana Fotográfica, como chefe da Divisão de Iconografia da maior instituição de memória iconográfica do país, é uma grande responsabilidade. No entanto, é fundamental destacar que nada se constroi sozinho, especialmente em um projeto dessa magnitude. Como membro do Comitê Consultivo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ressalto e agradeço a parceria e dedicação dos colegas que fazem a mágica acontecer. A curadoria é apenas uma das bases do portal que conta com a dedicação de equipe técnica altamente qualificada, com uma produção de conteúdo textual exclusiva, com profissionais que atendem e respondem às demandas dos pesquisadores e com os parceiros das outras 12 instituições que se juntaram as fundadoras, Biblioteca Nacional e Instituto Moreira Salles (IMS), nessa empreitada.</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra 10 anos de existência, quase tanto tempo quanto a dobradinha na curadoria desempenhada por Joaquim Marçal pela FBN e Sérgio Burgi pelo IMS. Com grande comprometimento, passo a integrar a equipe na função anteriormente desempenhada pelo estimado colega Joaquim Marçal, servidor de carreira da FBN, cujo papel na história da Divisão de Iconografia é inestimável. Seu trabalho foi essencial para o tratamento técnico e a divulgação do acervo fotográfico, destacando-se à frente do projeto que tornou a coleção de documentos fotográficos do Imperador Pedro II amplamente conhecida, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, culminando no reconhecimento como Memória do Mundo pela UNESCO em 2003. Agradeço a Joaquim pelo incentivo e pela confiança ao longo dos anos que partilhou de forma muito generosa todo seu conhecimento e assumo a missão com o respaldo da coordenação que me nomeou parte da atual equipe. Ao lado de Sérgio Burgi, referência na história da conservação fotográfica no Brasil, inicio minha trajetória na curadoria do projeto com quem, certamente, tenho muito a aprender. Ao representar uma instituição bicentenária como a FBN, assumo o desafio pessoal de contribuir para dar maior visibilidade às coleções, estabelecendo novas narrativas e construindo discursos que vão além da história oficial.</p>
<p>O portal pode ser um instrumento poderoso para iluminar personagens anonimizados pela história. Acredito ser possível adotar um olhar decolonial sobre um acervo tão vasto e significativo. O Brasil é um país continental e diverso, e a Brasiliana Fotográfica tem o compromisso de refletir essa multiplicidade. Mais do que resgatar imagens e memórias, o portal permite a construção de novas perspectivas, revelando histórias até então silenciadas e potencializando outras leituras sobre o passado. Ao revisitar esses registros fotográficos sob diferentes lentes, podemos reinterpretar os caminhos percorridos e, assim, expandir as possibilidades de futuro. O desafio é propor narrativas mais inclusivas, abrindo espaço para vozes historicamente marginalizadas e permitindo um entendimento mais plural da formação social e cultural do Brasil.</p>
<p>Que os próximos 10 anos nos tragam ainda mais descobertas e reflexões, expandindo horizontes e reafirmando a importância do portal como um espaço vivo de pesquisa, memória e preservação fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Diana Ramos é chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional. Servidora na mesma instituição desde 2006. Graduada em História pela UNIRIO e História da Arte pela UERJ. Pós-graduada em Ensino de História e Ciências Sociais pela UFF e mestre em Memória Social pela UNIRIO. Curadora dos portais Brasiliana Fotográfica e Brasiliana Iconográfica pela FBN.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica. Os próximos 10 anos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Sérgio Burgi**</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica é um projeto colaborativo construído por diversas instituições do país, com o objetivo de dar acesso a acervos fotográficos históricos, do século XIX e início do século XX.</p>
<p>Ao longo desses últimos dez anos, desde o lançamento conjunto do projeto, em 2015, pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, a plataforma já recebeu a adesão de mais 12 instituições do Brasil e do exterior, atingindo um resultado de mais de 80 milhões de <em>pageviews</em> em acessos direcionados aos mais de 550 artigos publicados regularmente a cada semana e igualmente em acessos e pesquisas nas mais de 11.700 imagens que atualmente compõem este banco de imagens que permite de forma única e singular a pesquisa cruzada entre fotografias icônicas de nossa história, preservadas nos acervos de muitas das mais importantes instituições de memória do país.</p>
<p>Após esta bem sucedida primeira década de atuação e presença da Brasiliana Fotográfica no cenário cultural brasileiro, é preciso agora tanto refletir sobre a importância dessa plataforma para o esforço permanente de difusão da memória fotográfica do país, como também pensar simultaneamente sobre quais caminhos deveremos trilhar ao longo dos próximos dez anos.</p>
<p>O papel da fotografia na escrita da história tem se acentuado ao longo das últimas décadas, em função da compreensão e incorporação cada vez maior nas pesquisas históricas desta fonte primária de informação visual de características muito específicas, baseada na produção de imagens por meio de aparato técnico sobre suportes fotossensíveis.</p>
<p>Desde a primeira metade do século XIX, a fotografia, após o anúncio da daguerreotipia na França, em 1839, foi praticamente adotada em todas as regiões do mundo, construindo-se a partir daquele momento e nas décadas seguintes um legado significativo de imagens produzidas por fotógrafos atuando em inúmeros países. Eles registraram visualmente momentos, locais, assuntos e materialidades as mais diversas ao longo destes quase duzentos anos que nos separam dos primeiros experimentos com o processo fotográfico realizados por pesquisadores pioneiros como Hercule Florence, no Brasil; William Fox Talbot, na Inglaterra; e Joseph Nicéphore Niépce e Louis Jacques Mandé Daguerre, na França.</p>
<p>Imagens que gradualmente encontraram caminhos para a sua incorporação em arquivos públicos e privados e em acervos de instituições de memória, formando assim um amplo legado de informação visual e documental construída dentro de uma nova linguagem e processo. De alguma maneira, isto tanto deu continuidade às diversas formas de representação visual desenvolvidas e construídas pela humanidade ao longo da história, como ao mesmo tempo criou as bases para uma nova e abrangente plataforma integrada de comunicação, criação e documentação. Em especial ao longo do século XX, foi estruturada em torno do registro por aparato de imagens estáticas e em movimento (fotografia, cinema e vídeo) e também de registros sonoros diretos (gravações mecânicas e magnéticas), que nos trouxeram a esse momento atual no século XXI de ampla produção e disseminação de conteúdos digitais em imagem e som através das redes e plataformas atuais.</p>
<p>E é exatamente esse ferramental digital que nos permite hoje realizar pesquisas em diferentes bases de imagens e bancos de dados de informação textual, exemplificados na própria Brasiliana Fotográfica pela pesquisa de imagens na plataforma e no conteúdo semanal publicado integrados a uma intensa pesquisa textual correlata permitida hoje, por exemplo, pela Hemeroteca Digital, plataforma estruturada e disponibilizada ao grande público pela Biblioteca Nacional, que dá acesso aos periódicos publicados no país, ferramenta essencial para a pesquisa histórica e de contextualização de fontes documentais.</p>
<p>São ferramentas atuais avançadas já disponíveis e em intenso uso que nos permitem pensar que, ao longo da próxima década, essa integração de pesquisa baseada nos conteúdos atualmente digitalizados e disponibilizados nos levarão a processos de compreensão e análise desse legado histórico reunido na Brasiliana Fotográfica de forma cada vez mais aprofundada e contextualizada.</p>
<p>Há cinquenta anos<span style="color: #800000;">,</span> a pesquisa em acervos fotográficos históricos se dava necessariamente de forma bastante manual, baseada em processos de captura de imagens ainda analógicos, sem uma comunicação em rede que permitisse a visualização e comparação de imagens disponíveis nos diversos acervos, o que provocava um trabalho lento de pesquisa e comparação de fontes. O ferramental digital atual revolucionou essa condição de pesquisa e acesso a imagens não só no Brasil como em todo o mundo, incorporando novas possibilidades de acesso através de mecanismos avançados de busca por processos de aprendizado por máquina, incluindo soluções de inteligência artificial.</p>
<p>Cabe, entretanto, compreendermos também aqui o papel essencial e incontornável do pensamento crítico e da pesquisa teórica nesse campo de conhecimento e comunicação. As fotografias são, por natureza, registros visuais que revelam tanto a materialidade de um determinado local em determinado momento, como ao mesmo tempo representam escolhas intencionais daqueles que as produzem e também daqueles que as editam e selecionam para a veiculação e comunicação ampla. São, portanto, instrumentos de documentação e instrumentos de construção seletiva de narrativas, realizadas pelo fotógrafo e/ou pelos editores e gestores de repositórios visuais, seja na imprensa ou também nos arquivos e coleções reunidas e preservadas nas instituições de memória. A cada período da história é, portanto, fundamental que a pesquisa em imagens fotográficas seja sempre estruturada em torno de pesquisas históricas balizadas por leituras críticas que permitam fundamentalmente a recuperação dos contextos e sentidos originais de criação dessas imagens. Somente dessa maneira podemos avançar na compreensão desse legado.</p>
<p>O desafio maior da fotografia e de suas múltiplas possibilidades de interpretação e compreensão reside assim, de fato, em sua devida contextualização, somente possível através da pesquisa histórica e da análise crítica dessas fontes de informação que insistem em nos provocar.</p>
<p>O futuro da Brasiliana Fotográfica nesta próxima década, estará, portanto, a meu ver, fortemente associado ao desafio da construção do conhecimento através da ampliação da compreensão crítica pelo grande público desta fonte de informação representada pela fotografia histórica, com a ajuda de ferramentas contemporâneas que permitam o acesso público e gratuito a um crescente número de imagens e conteúdos mediados, porém sempre associadas à reflexão crítica e à pesquisa rigorosa.</p>
<p>Acreditamos que tanto a natureza colaborativa da plataforma como seu já grande alcance cultural e de público continuarão a ser as forças motrizes a incentivar seu crescimento e adesão por parte de novas instituições e colaboradores no campo da reflexão e pesquisa em imagens.</p>
<p>Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
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<p>**Sergio Burgi é Curador da Brasiliana Fotográfica e Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Escravizados-Vale-do-Paraiba-RJ-c1882_Marc-Ferrez_1920x1536.jpg" alt="" width="700" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheira de café com carro de boi. Vale do Paraíba, RJ, c. 1882. Detalhe de foto / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Brasiliana Fotográfica na mídia*</strong></em></span></p>
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<p>Destacamos aqui, além do artigo publicado em 16 de abril de 2025 em <em>O GLOBO</em> em comemoração a nosso aniversário, as duas matérias publicadas nos jornais <em>Folha de São Paul</em>o e em <em>O GLOBO</em> com chamada na capa cujo tema foi a Brasiliana Fotográfica. A primeira, da <em>Folha de São Paulo</em>, foi publicada em 19 de maio de 2015, um mês após a inauguração do portal e falava da descoberta da presença do escritor Machado de Assis na foto <em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em>, de autoria de Antônio Luiz Ferreira. A foto havia sido o tema do artigo da Brasiliana Fotográfica de 17 de maio de 2015 e a descoberta foi realizada pela pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda matéria, publicada no <em>O GLOBO</em>, de 16 de março de 2025, foi sobre a série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, na época, com 30 artigos já publicados.</p>
<p>Link para acessar todos os artigos da série: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=36975</p>
<p>Parabéns para todos os envolvidos na produção de nosso portal! E muito obrigada a nossos leitores para quem todos esse trabalho é realizado! Viva a Brasiliana Fotográfica, que vocês já visualizaram quase 80 milhões de vezes!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________________________________________________________________________________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Folha de São Paulo</em>, 19 de maio de 2015</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png"><img class=" size-full wp-image-39525 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113542" width="438" height="752" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113719" width="852" height="726" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;"><i>Transcrição da reportagem</i></span></h3>
<header>
<h3 class="title"><span style="color: #800000;">Pesquisa identifica Machado em foto histórica</span></h3>
</header>
<div class="fine_line">
<p>Portal Brasiliana Fotográfica localizou o autor de &#8216;Dom Casmurro&#8217; em missa no Rio da abolição da escravatura</p>
<p>Cerimônia reuniu milhares em 17/5/1888; descoberta indica que escritor estava em palco perto da princesa Isabel</p>
</div>
<p><span class="origin">DE SÃO PAULO</span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica divulgou no último domingo (17) ter descoberto um registro fotográfico inédito de Machado de Assis (1839-1908). O site de fotografias brasileiras do século 19 e do começo do 20 identificou a presença do escritor em uma imagem sobre o fim da escravidão.</p>
<p>Em 17 de maio de 1888, quatro dias depois da assinatura da Lei Áurea, uma missa campal foi celebrada em São Cristóvão, no Rio, em homenagem à abolição da escravatura. Cerca de 30 mil pessoas estiveram presentes.</p>
<p>A missa foi retratada pelo fotógrafo Antonio Luiz Ferreira. De uma posição um pouco acima do nível do chão, ele fez uma tomada panorâmica que contemplou uma larga extensão do Campo de São Cristóvão.</p>
<p>Na imagem se misturaram negros recém-libertos, jornalistas, intelectuais, representantes do império e da igreja. O escritor Lima Barreto, então com sete anos, também esteve na missa.</p>
<p>No canto esquerdo, está a princesa Isabel e seu marido, o conde D&#8217;Eu. Agora os pesquisadores da Brasiliana Fotográfica notaram a presença de Machado, próximo ao casal real.</p>
<p>A fotografia da missa, ainda hoje pouco divulgada, integra a coleção do IMS (Instituto Moreira Salles), instituição que, em parceria com a Biblioteca Nacional, abastece a Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>A equipe do portal, lançado há um mês, digitalizou a fotografia em alta resolução e se dedicou a examinar os detalhes da cena. O palco em que aparece a princesa Isabel foi ampliado 15 vezes, o que revelou um homem bastante semelhante ao escritor.</p>
<p>Segundo o site, especialistas na obra do autor de &#8220;Dom Casmurro&#8221;, como Eduardo Assis Duarte e Ubiratan Machado, confirmaram tratar-se realmente de Machado.</p>
<p>É possível ver apenas uma parte do rosto do escritor, atrás de um senhor de barba branca não identificado.</p>
<p>&#8220;A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista&#8221;, diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.</p>
<p>Ao site da Brasiliana Fotográfica, Ubiratan Machado, autor de &#8220;Dicionário de Machado de Assis&#8221; e um dos principais estudiosos da documentação machadiana, diz que a presença do escritor na missa era &#8220;fato até hoje desconhecido pelos biógrafos&#8221;.</p>
<p>Machado, contudo, escreveu ao menos duas crônicas sobre a missa, em que satiriza a classe política da época.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século 20, Machado, mulato bisneto de escravos alforriados, foi criticado por ser omisso em relação à escravidão. Estudos posteriores, no entanto, mostraram que ele retratou com argúcia as contradições sociais do país no século 19 &#8211;a escravidão entre elas.</p>
<p>Desde os anos 1870 Machado escreveu diversas crônicas contra a escravidão na imprensa da época.</p>
<p>&#8220;Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele&#8221;, diz Valentim Facioli, professor aposentado da USP, dono da editora Nankin e pesquisador de Machado há 50 anos.</p>
<p>&#8220;Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios.&#8221;</p>
<p>&#8220;Parece realmente o Machado daquele período&#8221;, diz o inglês John Gledson, outro estudioso do autor.</p>
<p>&#8220;Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época.&#8221;</p>
<p><img src="file:///E:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/missacampal.jpg" alt="" /></p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O GLOBO</em>, 16 de março de 2025</span></h3>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39521" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png" alt="Capa o Globo 16 e março e 2025" width="417" height="723" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png" alt="Destaque na capa para a matéria" width="645" height="526" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png"><img class=" size-full wp-image-39522 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 112917" width="841" height="730" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Transcrição da reportagem</span></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Cidade desaparecida: com imagens, site conta a história de lugares que sumiram da paisagem carioca</span></h3>
<div class="medium-centered subtitle">
<h4 class="content-head__subtitle">Prestes a completar dez anos, a Brasiliana Fotográfica reúne parte importante do acervo de 14 instituições, entre as quais a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles</h4>
</div>
<div class="content__signa-share">
<div class="content__signature">
<div class="content-publication-data" data-mrf-recirculation="Autor da matéria">
<div class="content-publication-data__text">
<div class="content-publication-data__from">
<p>Por</p>
<address><a title="Carmélio Dias" href="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/" data-mrf-link="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/">Carmélio Dias</a></address>
<p> — Rio de Janeiro</p>
</div>
<p class="content-publication-data__updated"><time datetime="2025-03-16T04:30:22.443-03:00">16/03/2025</time></p>
<p class="content-publication-data__updated">O roteiro pode começar com um terapêutico banho de mar na Praia de Santa Luzia, bem ali no Centro. De lá, segue para o alto do Morro do Castelo, onde a atração é a vista panorâmica em meio a casas simples que evocam a origem da cidade. Na descida, vale uma passada no Mercado Municipal da Praça Quinze para encher a bolsa com frutas da estação. Depois, uma parada para, com a licença das freiras, matar a sede bebendo a água fresca que verte do Chafariz das Saracuras, instalado no pátio do Convento da Ajuda. No entorno, a arquitetura do Conselho Municipal e do Palácio Monroe é um convite ao olhar. Para terminar, aquela esticada no Passeio Público, para um refrescante bate-papo no quiosque Chopp Berrante, que ninguém é de ferro.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="4" data-block-id="4">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Patrimônio na memória</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="134" data-block-id="5">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O único problema desse itinerário é que ele não existe mais. Há tempos os pontos destacados — praia, prédios, morro — saíram de cena. São como peças excluídas ou movidas de lugar no imenso quebra-cabeças de uma cidade em constante transformação. Mas resistem, em boa parte, graças ao trabalho de fotógrafos pioneiros na arte de registrar a paisagem em mutação. Prestes a completar dez anos, em abril, o site Brasiliana Fotográfica — que reúne parte importante dos acervos de imagens sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional, do Instituto Moreira Salles e de mais 12 instituições — tem se dedicado a propagar essas memórias. Uma das séries publicadas pelo portal é “O Rio de Janeiro Desaparecido”: 30 artigos (até aqui) reúnem fotos e textos que tratam de recolocar no mapa antigos marcos da paisagem carioca.</p>
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<section id="gallery-0ae720c9-a3c5-47ef-a33c-9a1f0be8d34d" class="mc-column content-media galeria-fotos">
<h3 class="gallery-mosaic-title ">Resquícios de uma cidade desaparecida</h3>
<p>— Esta série foi curiosa porque, na verdade, se impôs como tema. Eu já tinha escrito oito artigos sobre prédios demolidos na cidade, e parceiros nossos tinham escrito outros três. Quer dizer, já existiam 11 artigos que tinham esse tema em comum: a destruição, a demolição. Identificamos que havia um padrão ali. Só a partir do 12º artigo é que comecei a pensar como série. Ela se formou antes de eu formar a ideia de fazer a série — lembra Andrea Wanderley, editora e pesquisadora do Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div id="banner_materia2" class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w"> <strong>No rastro da história</strong></div>
<div class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="143" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A Praia de Santa Luzia — ponto do roteiro imaginário que abre este texto — foi retratada no 15º episódio da série. O balneário, que ficava rente à igreja de mesmo nome — hoje afastada do mar por aterros —, começou a desaparecer da paisagem em 1922 com o desmonte do Morro do Castelo e o surgimento, em seu lugar, da Esplanada do Castelo. A praia sumiu de vez na década seguinte. No artigo a respeito, a Brasiliana Fotográfica reproduz trecho de matéria publicada pelo GLOBO — que completa 100 anos em 2025 — no dia 12 de janeiro de 1931 no qual se lê, no português da época, que “a antiga praia de Santa Luzia, quasi desapparecida com as remodelações feitas depois do aterro de parte da bahia, foi substituída, na affluência dos banhos de mar, pela actual praia das Virtudes”.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="10">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A antiga praia foi bem frequentada e muito fotografada. Pelo artigo é possível acessar registros dela feitos por Georges Leuzinger (1813-1892), Augusto Malta (1864-1957), Juan Gutierrez (1860-1897), Revert Henrique Klumb (1826-1886) e Marc Ferrez (1843-1923), uma turma da pesada cujo trabalho é recorrente na série e no acervo reunido pela Brasiliana.</p>
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<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/z4ogzCzSldhz_c-TJHMYgRL75Tk=/0x0:1970x1332/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/h/IfoQWfQpAXeYUE1kNXAQ/110348517-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-portico-da.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto" width="697" height="471" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto</p></div>
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<p>Ferrez, por exemplo, é o autor da foto que ilustra o artigo sobre a antiga Academia Imperial de Belas Artes, surgida no bojo da missão artística francesa. Inaugurado em 1826, onde hoje fica a Travessa das Belas Artes, no Centro, o prédio foi demolido em 1938. No local hoje há um estacionamento com entrada pela Avenida Passos. A ainda incipiente preocupação com preservação de marcos da história do país — o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, antecessor do Iphan, fora criado naquele mesmo ano — motivou a decisão de preservar a fachada em estilo neoclássico do edifício. A solução encontrada foi desmontar a estrutura e reerguê-la dentro do Jardim Botânico, na extremidade da Aleia das Palmeiras Imperiais junto à Rua Pacheco Leão. Um típico exemplar do Rio que desapareceu do seu lugar original, mas continua disponível para visitação, o pórtico é uma das dez atrações da Trilha do Patrimônio, um dos circuitos de visita guiada do parque.</p>
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<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/SkQ9h1NFC3yl33SA_iV4WktgYSY=/0x0:1034x1374/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/u/N/T7J0lxSYmk3AHNavItCA/110334565-antigo-predio-da-escola-nacional-de-belas-artes-na-travessa-das-belas-artes-proximo-a-1-.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="528" height="702" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<p>— Não sabemos exatamente como foi a decisão de colocar a fachada naquele lugar, mas acho que foi a decisão correta. Ela se encaixa perfeitamente ali, conduz o nosso olhar para aquele lugar e está perfeitamente integrada à paisagem — diz Lea Carvalho, arquiteta, doutora em museologia e patrimônio e uma das criadoras da trilha, em 2021.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="98" data-block-id="17">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Ao lado da vegetação de grande porte que a circunda, a fachada da Academia Imperial parece encolher, mas basta chegar perto para ter a real dimensão da construção. Estão ali todos os detalhes que podem ser observados na foto de Marc Ferrez. As colunas, que dialogam bem com os troncos das palmeiras em frente, os relevos laterais, a quadriga no alto, o portão de ferro e, no centro, uma pequena figura alada com o lado direito coberto pelo que parece ser uma casa de marimbondos que, curiosamente, emula o formato de uma asa e parece completar a escultura.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="2" data-block-id="18">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Saracuras secas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/MxAQVI_7Ao1oBDRCWqnZbN8aKjs=/0x0:2038x1359/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/k/q/ZxGnGQRxmiUAQL6lVnOg/110348539-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-chafariz-da.jpg" alt="O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto" width="699" height="466" /><p class="wp-caption-text">O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto</p></div>
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<p>Outro resquício desse Rio que sumiu é o Chafariz das Saracuras. Este ainda mais acessível. A peça de fins do século XVIII, atribuída ao Mestre Valentim e tombada pelo Iphan, foi desmontada por ocasião da demolição do centenário Convento da Ajuda, onde hoje fica a Cinelândia, entre 1911 e 1912, e levada para a Praça General Osório, em Ipanema, onde está até hoje. A fonte resistiu ao desaparecimento, mas as saracuras e os cágados de metal de sua ornamentação sumiram com o tempo. Furtadas, foram substituídas por réplicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/5dyBrcZXHM4M5DV-iu5biV1P-8g=/0x0:1346x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/H/x/rv9ewlTjy1EXX0egQoAw/110334573-convento-da-ajuda-fonte-das-saracuras.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez-acer-1-.jpg" alt="A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="699" height="537" /><p class="wp-caption-text">A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="75" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Em 2022, o bem e a praça passaram por reformas. A água voltou a jorrar dos bicos das novas saracuras. Durou pouco. Atualmente a fonte está seca, com uma placa indicando que passa por obras. De acordo com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, o chafariz estava em funcionamento até janeiro deste ano e “passa por manutenção da bomba e de equipamentos elétricos” que deve ser concluída na primeira quinzena de abril.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="24">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Já do antigo prédio do Conselho Municipal, que ficava exatamente ao lado do Convento da Ajuda, nada restou. Construído em 1871 para abrigar o Colégio São José, o edifício em estilo manuelino, incomum por essas bandas, veio abaixo em 1918 para dar lugar ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.</p>
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<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/s0OndT5YYnl0FDnpxFPkZ-715h4=/0x0:1609x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/n/T/Iy35YHS66W7XAipROJiQ/110334563-antiga-escola-de-sao-jose-depois-conselho-municipal-localizado-no-largo-da-mae-do-bisp-1-.jpg" alt="Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="698" height="448" /><p class="wp-caption-text">Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/CeuYRoPHV8G-WZLSICQIDvVCnvA=/0x0:6397x4265/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/Y/t/UZKFJATKyMfIADB2XzMQ/110351729-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-antes-e-depois-mudancas-na-paisagem-urbana-da-cidade.jpg" alt="O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto" width="701" height="467" /><p class="wp-caption-text">O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto</p></div>
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<p>Dos artigos da Brasiliana, surgem imagens pouco conhecidas como a da primeira das sete sedes que a prefeitura do Rio já teve. Ficava em um palacete junto ao Campo de Santana, mais ou menos onde hoje funciona a Biblioteca Parque Estadual. O prédio foi um dos muitos demolidos para a abertura da Avenida Presidente Vargas na década de 1940.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/eDLJ-RGA_3m-vggaJkVNK26XAvE=/0x0:5532x4134/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/A/j/EzKM1QQpei4Gxjl1yfcQ/110334569-vista-da-fachada-do-palacio-da-prefeitura-municipal-no-paco-municipal-proximo-a-atual.jpg" alt="Palacete  que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="702" height="524" /><p class="wp-caption-text">Palacete que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<p>O mesmo destino teve a lendária Praça Onze, atravessada pela nova via. Outro prédio emblemático — e pouco lembrado — é a bonita gare original da estrada de Ferro Central do Brasil, igualmente demolida para dar espaço às pistas largas da nova avenida. Em seu lugar foi erguido o prédio em estilo art déco que conhecemos hoje e que, verdade seja dita, já pode ser rotulado como icônico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/0NCcSuVKFsVIA5mQcGqaJ5PWUPc=/0x0:3425x2480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/q/E/YXBAUGRPqMV6oN8B8KAA/110334575-a-estrada-de-ferro-pedro-ii-foi-inaugurada-em-1858-para-agilizar-o-escoamento-da-produ.jpg" alt="A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles" width="701" height="508" /><p class="wp-caption-text">A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>— Algumas coisas foram perdidas, e outras ainda vão se perder, isso é parte do processo. Isso é mais forte no Rio do que em outras cidades. Talvez por ter sido capital, a gente pisou no acelerador em busca de uma certa modernidade desde muito cedo. Foram muitas as transformações vividas pela cidade em sua história — reflete o arquiteto e urbanista Washington Fajardo.</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/x8zSXeH9q3ioWJU-AoTO6V1k2EM=/0x0:1045x480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/C/n/ULB2ClQJ6BEqVq3kNNYw/38602350-2406.2005-arquivo-projeto-80-anos-exclusiva-rio-antigo-mercado-municipal-prac.jpg" alt="O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo" width="699" height="321" /><p class="wp-caption-text">O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="95" data-block-id="35">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Fajardo lembra que a demolição da Perimetral — destaque contemporâneo da série da Brasiliana — devolveu à cidade áreas históricas que estavam descaracterizadas, como a Praça Mauá. O extenso viaduto, aliás, foi responsável pela demolição do Mercado Municipal da Praça Quinze. Em 1958, a via cortou no meio o antigo entreposto inaugurado em 1907. Das suas quatro torres octogonais, apenas uma ficou de pé. Nela funciona há anos o restaurante Albamar. A perimetral já não existe mais, mas a estrutura segue de pé como a lembrar de um Rio que se perdeu no tempo.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: center;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="36">
<p class=" content-text__container " style="text-align: left;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Resgatar a memória é importante para criar e preservar nossa identidade cultural. Inclusive ajuda, acredito, a evitar a repetição de equívocos cometidos no passado e a provocar reflexões e, quem sabe, ações — observa Andrea Wanderley.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/GtiKtchqq95Gm1SPxY0T_dGe-SE=/0x0:3523x2311/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/S/a/D1hpKgRpA5aVny6eOeeA/110334571-quiosque-chopp-berrante-no-passeio-publico.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez.jpg" alt="O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="700" height="459" /><p class="wp-caption-text">O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica já publicou 551 artigos a partir das imagens disponíveis. Juntos, eles caminham para bater a marca de 80 milhões de visualizações. Os próximos capítulos da série “O Rio de Janeiro Desaparecido” serão publicados em maio: o 31º, sobre o Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo, e o 32º, sobre o prédio da Imprensa Nacional.</p>
<p style="text-align: left;">O site reúne imagens de outras instituições, além da FBN e do IMS: Arquivo Geral da Cidade do Rio, Arquivo Nacional, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, CPDOC – FGV, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">O GLOBO, 16 de abril de 2025</span></em></h3>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg" alt="globo" width="777" height="496" /></a><br />
<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg" alt="globo1" width="779" height="521" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg" alt="globo2" width="785" height="263" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg" alt="globo3" width="861" height="484" /></a></p>
<p style="text-align: left;">* Inserido no artigo em 16 de abril de 2025.</p>
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		<title>Novos acervos: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro &#8211; IHGB</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O artigo "Generalíssimo por aclamação" é a primeira publicação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB - na Brasiliana Fotográfica. O IHGB é a 12ª instituição parceira do portal, fundado pelo Instituto Moreira Salles e pela Fundação Biblioteca Nacional. O artigo, que destaca duas fotografias produzidas por Francisco Soucasaux (1856-1904), é sobre a comemoração do segundo mês da proclamação da República, realizado no dia 15 de janeiro de 1890, e foi escrito pelo historiador Thiago Guimarães Pougy sob a orientação do professor Paulo Knauss, vice-presidente do IHGB, fundado em 1838. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>Generalíssimo por aclamação</em> é a primeira publicação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro &#8211; IHGB &#8211; na Brasiliana Fotográfica. O IHGB é a 12ª instituição parceira do portal, fundado pelo Instituto Moreira Salles e pela Fundação Biblioteca Nacional. O artigo, que destaca duas fotografias produzidas por Francisco Soucasaux (1856-1904), é sobre a comemoração do segundo mês da proclamação da República, realizado no dia 15 de janeiro de 1890, <em>um evento único na história militar brasileira. </em>Foi escrito pelo historiador Thiago Guimarães Pougy sob a orientação do professor Paulo Knauss, vice-presidente do IHGB, fundado, em 1838, inspirado no Instituto Histórico de Paris, criado quatro anos antes. Desde seu início, dom Pedro II (1825-1891) esteve ligado ao IHGB, que foi a primeira instituição no Brasil dedicada à preservação e à pesquisa da cultura, das ciências sociais, da história e da geografia do Brasil. A adesão do IHGB à Brasiliana Fotográfica é mais um passo importante na história do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12796/discover" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Generalíssimo por aclamação</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Thiago Guimarães Pougy sob a orientação do professor Paulo Knauss*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A comemoração do segundo mês da República, no dia 15 de janeiro de 1890, ficou marcada por alguns eventos peculiares. Houve uma homenagem ao Ministro da Marinha, o então contra-almirante Eduardo Wandenkolk, que progrediu a uma homenagem ao chefe do Governo Provisório, o marechal-de-campo Manuel Deodoro da Fonseca. Há nela, entretanto, alguns eventos estranhos às homenagens de praxe, como promoções militares feitas por aclamação popular, isto é, do “povo, do Exército e da Armada”; mas também há a percepção de que o hino do Império, de Francisco Manuel da Silva, seria antes nacional que imperial e, portanto, deveria manter a condição de hino oficial.</p>
<p>As fotografias de Francisco Soucasaux, do acervo do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, apresentam a expressão visual desse evento histórico. O que vemos na fotografia é o desfile da Marinha em homenagem a Deodoro da Fonseca em frente ao palácio Itamaraty, então sede do Governo Provisório. Trata-se do momento em que, após promovidos por aclamação, respectivamente, Deodoro a Generalíssimo, Wandenkolk a vice-almirante e Benjamin Constant a brigadeiro, as bandas da Marinha voltam a tocar desfilando em frente ao palácio. Pode-se ver a guarda de honra feita pelos soldados do 23º batalhão de infantaria do Exército separando os marinheiros em desfile dos civis no palácio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12827" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12827/P015%20BR%20RJIHGB%20125IG%200226.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="573" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12827" target="_blank">Francisco Soucasaux. Discurso de Manoel Deodoro da Fonseca, 15 de janeiro de 1890. Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos meses seguidos à Proclamação, houve um movimento de beneficiar os militares que apoiaram o golpe e de reformar os que se opuseram. O aumento do soldo veio em menos de um mês após a ruptura e, em janeiro de 1890, as promoções em massa fariam oficiais subirem dois ou três postos em questão de semanas ou meses.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a> Havia uma preocupação do governo em recompensar os seus partidários e, sobretudo, em valorizar os militares, os quais se consideravam vítimas de uma tradição civilista do Império que nutria antipatia aos valores, às demandas e às instituições castrenses.</p>
<p>Foi nesta conjuntura que ocorreu o evento fotografado. Segundo Raimundo Magalhães Júnior, houve uma espécie de conspiração palaciana em que o capitão-tenente Alexandrino Faria de Alencar almejava homenagear a Wandenkolk e o major Inocêncio Serzedello Correia, a Constant, Ministro da Guerra. Para tal, teriam incluído Deodoro, pensando ser assim mais fácil de convencê-lo a acatar ao pedido.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a> Planejou-se, desse modo, o desfile do quinze de janeiro.</p>
<p>Os jornais diários narram o seu trajeto: entre 11 e 12 horas, o corpo de marinheiros nacionais desembarca no Arsenal da Marinha, tendo a sua frente bandas de música<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn3">[3]</a>; seguiram, então, por volta de 13h30 e 14h15, para o Clube Naval, passando pela rua Primeiro de Março, pela Rua do Ouvidor até a rua do Theatro, após o Largo de São Francisco, e depois para a praça da Constituição (atual praça Tiradentes), onde se localizava o clube.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn4">[4]</a> Após a homenagem a Wandenkolk e saudações generalizadas, este decide se unir ao desfile e seguir até a sede do governo com seu estado maior, por volta das 15h15.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn5">[5]</a> A parada continuou pela rua Visconde do Rio Branco, atravessou a praça da Aclamação (atual praça da República) pelo lado da antiga prefeitura e foi para a rua Larga de São Joaquim, onde ficava o Itamaraty, encontrando lá o 23º batalhão de infantaria do Exército fazendo a guarda de honra do palácio.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn6">[6]</a> O <em>Diário de Noticias</em> descreveu o aspecto da sede do governo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“As janelas do palácio achavam-se apinhadas de famílias, e nas diversas salas circulava grande número de oficiais de mar e terra, cidadãos ministros do interior, da guerra, da agricultura e da justiça, dr. chefe de polícia e muitas outras pessoas gradas. No saguão do palácio tocavam as bandas de música [&#8230;]</em></p>
<p><em>Na rua a multidão era compacta.”</em> (<em>As festas de hontem</em>. <em>Diario de Notícias</em>, 16/01/1890; p.1)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao chegarem ao Itamaraty, os marinheiros desfilaram, comandados pelo capitão-tenente Alexandrino, e houve uma saudação a Deodoro, que respondeu à cortesia. Foi quando o major Serzedello, comissionado por outros oficiais, da rua, dirigiu-se ao marechal pedindo permissão para que fossem promovidos – o Ministro da Guerra, o da Armada e o próprio chefe do governo – porque essa era a vontade do povo, do Exército e da Marinha.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn7">[7]</a> <em>O Paiz </em>descreve o pedido:</p>
<p>“<em>Depois dessa formalidade, cercado de muitos oficiais, na rua, tomou a palavra o talentoso major Serzedello, que em nome do povo, da armada e do exercito, declarou, que, grata aos relevantes serviços prestados, a nação elevava o marechal Deodoro a generalissimo do exercito; o tenente-coronel Benjamin Constant a brigadeiro, e o contra-almirante Wandenkolk a vice-almirante. Ao troar dos canhões e por entre os vivas do povo, assim terminou o orador.</em></p>
<p><em>“É essa a vontade do povo e ela é soberana.</em>” (Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, 16/01/1890; p.1)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12828" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12828/P015%20BR%20RJIHGB%20125IG%200227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="612" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12828" target="_blank">Francisco Soucasaux. Discurso de Manoel Deodoro da Fonseca, 15 de janeiro de 1890. Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora haja suspeita de que as promoções por aclamação tenham sido planejadas em uma conspiração do oficialato, os homenageados pareceram surpresos. Há relatos de que tanto Deodoro como Constant recearam em receber tais promoções. Afinal, uma promoção de patente por aclamação popular é algo estranho às práticas castrenses. O <em>Diário de Noticias</em> aponta que Deodoro relutou a princípio, mas acedeu após a insistência de Serzedello respondendo “<em>Querem? pois bem, seja feita a vossa vontade</em>”.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn8">[8]</a> Já o <em>O Paiz</em> e a <em>Gazeta de Notícias </em>registram que Constant também receou em receber a promoção tendo, inclusive, discursado o porquê de sua recusa no momento.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn9">[9]</a> Este jornal publicou o discurso no dia 17 e relata que ao seu fim, “<em>O povo reclama e o Sr. major Serzedello declara que os decretos da população são irrevogáveis</em>”.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn10">[10]</a> O major de 29 anos era, à época, o secretário do Ministro da Guerra, que também terminou por acatar à homenagem.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn11">[11]</a></p>
<p>Após as relutâncias, os oficiais foram promovidos por aclamação em meio entusiasmado, as bandas de música voltaram a tocar e as forças de mar a desfilar em frente ao palácio. Acredita-se que foi este o momento das fotografias. Pode-se ver, em uma delas, Deodoro na sacada do palácio; em outra, o desfile dos marinheiros precedido pela banda de música. As fotografias parecem terem sido tomadas em sequência, tendo em vista que muitos dos personagens continuam no mesmo lugar, com a exceção do Generalíssimo. Percebe-se que na fotografia em que Deodoro aparece, o desfile da Marinha ainda não está no enquadramento da foto e muitos dos olhares sugerem a sua chegada pelo canto esquerdo. Supõe-se, por isso, que a fotografia com Deodoro tenha sido tomada no momento anterior.</p>
<p>Em seguida ao momento fotografado, o chefe do governo convidou os oficiais para um almoço solene no palácio. Foi Serzedello, ainda, quem, em nome de oficiais do Exército e da Armada, se dirigiu a Deodoro e a Constant para pedir a manutenção do hino, pois, repetindo o argumento corrente na imprensa<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn12">[12]</a>, se tratava antes de um símbolo da nacionalidade do que da monarquia.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn13">[13]</a> O ministro da Guerra respondeu que o governo já havia entendido ser esta a vontade do “[&#8230;] <em>povo, do Exército e da Armada</em>”.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn14">[14]</a> Havia, no entanto, um concurso agendado para o dia vinte de janeiro, isto é, cinco dias depois, no qual seria eleito um novo hino para a República. Com a escolha da manutenção do hino antigo, houve uma mudança e o concurso elegeria o hino da Proclamação, não mais o da nação.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn15">[15]</a> De qualquer forma, as bandas, que antes desfilavam na rua Larga de São Joaquim alternando entre marchas e a <em>Marselhesa</em>, sem despertar entusiasmo do público, com a anuência de Constant passam a tocar o hino de Francisco Manuel da Silva, que levou ao êxtase generalizado dos presentes.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn16">[16]</a> A parada terminou por volta da 17h30.</p>
<p>Também digno de nota foram os presentes dados pela Escola Militar aos personagens promovidos por aclamação, buscando, desse modo, endossá-las. Por unanimidade de votos, ofereceram a Deodoro os bordados de Generalíssimo; a Constant o boné de brigadeiro; e a Wandenkolk um mimo que simbolizaria a concórdia entre o Exército e a Marinha.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn17">[17]</a> Além disso, o major Serzedello também parece ter sido recompensado por seu empreendimento: ainda em 1890 foi promovido a tenente-coronel e nomeado presidente do Estado do Paraná.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn18">[18]</a></p>
<p>Por fim, quatro importantes questões se impõem à imagem apresentada. A primeira é a de que promoções militares por aclamação popular nas ruas são eventos estranhos à cultura castrense. De acordo com Frank McCann, este foi um evento único na história militar brasileira.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn19">[19]</a> Além disso, a imagem da fotografia contrasta com os retratos oficiais da Proclamação, de predominância militar e carência de povo, como descrito por Aristides Lobo. O povo, quer dizer, civis de terno ou casaca, mulheres e crianças, participam do evento e da composição da imagem. As menções na imprensa diária incluindo o povo na aclamação, sempre se referindo à tríade povo, Exército e Armada, também não parece despropositada. O próprio major Serzedello havia salientado a importância de inclusão do elemento civil no Governo Provisório, quando saudou Quintino Bocaiúva no Clube Naval.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn20">[20]</a> No Diário Oficial, por exemplo, a inclusão do povo era feita de forma diferente. Os decretos caracterizavam o Governo Provisório como constituído por “<em>Exército e Armada em nome da nação</em>”.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn21">[21]</a> A terceira leva em consideração a tradição monárquica de aclamar os novos imperadores. No Brasil, D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II foram aclamados nas ruas. A do primeiro Imperador, inclusive, foi bem próxima à localização do Itamaraty, no Campo de Santana, que passou a ser chamado de praça da Aclamação. Uma aclamação popular a Deodoro dois meses após a Proclamação, em meio à disputa pela reorganização política do país, aparenta expor uma sociedade ainda conformada às distinções típicas do Império. O que leva à última questão: diferentemente das promoções a Wandenkolk e a Constant, a de Deodoro não foi uma ascensão na hierarquia militar propriamente dita. Trata-se, antes, de título distintivo, isto é, que visava à distinção do marechal que também era o governante e o personagem ao qual era atribuída a Proclamação. Ironicamente, o título a distinguir o proclamador da República, Generalíssimo, havia pertencido ao Imperador.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn22">[22]</a></p>
<p>O decreto escrito pelo secretário e sobrinho do chefe de governo, João Severiano da Fonseca Hermes, irmão do futuro Presidente Hermes da Fonseca<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn23">[23]</a>, no dia das aclamações, foi transcrito de diferentes formas para os jornais diários, mas todas respeitando a mesma mensagem. Assim foi apresentado o decreto no <em>Diario de Notícias</em>:</p>
<p><em>“O povo brazileiro, o exercito e armada nacionaes, representados no governo provisorio, como gratidão eterna aos serviços immorredouros prestados à liberdade e à grandeza da patria, acclamam o marechal de campo Manoel Deodoro da Fonseca generalissimo do mesmo exercito, o contra-almirante Eduardo Wandenkolk, vice-almirante, e o tenente -coronel Benjamin Constant, brigadeiro.”</em> (<em>As festas de hontem</em>. <em>Diario de Notícias</em>, 16/01/1890; 1)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> McCann, Frank. Soldados da pátria: história do Exército brasileiro, 1889-1937. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo / Rio de Janeiro: Companhia das Letras / Biblioteca do Exército, 2009; 46.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> Magalhães Jr, Raimundo. Deodoro: a Espada contra o Império. Volume 2: o galo na torre. São Paulo: São Paulo Editora S/A, 1957; 134-135.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref3">[3]</a> As festas de hontem. <em>Diario de Notícias</em>, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref4">[4]</a> As festas de hontem. Diario de Notícias, 16/01/1890; 1; Manifestação ao marechal Deodoro e ao almirante Wandenkolk. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref5">[5]</a> Acclamação publica. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref6">[6]</a> Manifestação ao marechal Deodoro e ao almirante Wandenkolk. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1; Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref7">[7]</a> As festas de hontem. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1; Manifestação ao marechal Deodoro e ao almirante Wandenkolk. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref8">[8]</a> As festas de hontem. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref9">[9]</a> Manifestação ao marechal Deodoro da Fonseca. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1; Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref10">[10]</a> Manifestação ao marechal Deodoro da Fonseca. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref11">[11]</a> Magalhães Jr, op. cit., loc. cit.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref12">[12]</a> Guanabarino, Oscar. O hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1; Carvalho, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2017; 123.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref13">[13]</a> As festas de hontem. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1; Manifestação ao marechal Deodoro da Fonseca. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1; Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref14">[14]</a> Manifestação ao marechal Deodoro da Fonseca. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref15">[15]</a> Carvalho, op. cit., 124.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref16">[16]</a> Carvalho, op. cit., 122-123; McCann, op. cit., loc. cit.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref17">[17]</a> Escola Militar. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1; Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref18">[18]</a> Magalhães Jr, op. cit., 136; McCann, op. cit., 47.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref19">[19]</a> McCann, op. cit., loc. cit.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref20">[20]</a> Manifestação da armada. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1; Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref21">[21]</a> Citação presente em qualquer Diário Oficial da União de janeiro de 1890.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref22">[22]</a> McCann, op. cit., loc. Cit.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref23">[23]</a> Lopes, Raimundo Helio. Hermes, Fonseca. <em>Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República</em>. CPDOC, Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: <a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/HERMES,%20Fonseca.pdf">https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/HERMES,%20Fonseca.pdf</a> . Acesso em: 25/02/2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Thiago Guimarães Pougy é doutorando em História na Universidade Federal Fluminense sob a orientação de Paulo Knauss, sócio titular e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Bibliografia:</strong></span></p>
<p>Carvalho, José Murilo de. <em>A formação das almas: o imaginário da República no Brasil.</em> 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.</p>
<p>Faria, Durland Puppin de; Pedrosa, Fernando Velôzo Gomes. Hierarquia militar brasileira – Exército. IN: <em>Dicionário de história militar do Brasil (1822-2022): volume II.</em> Org. Silva, Francisco Carlos Teixeira da.  [et al.]. Rio de Janeiro: Autografia, 2022.</p>
<p>Lopes, Raimundo Helio. Hermes, Fonseca<em>. Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República</em>. CPDOC, Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: <a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/HERMES,%20Fonseca.pdf">https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/HERMES,%20Fonseca.pdf</a> . Acesso em: 25/02/2024.</p>
<p>Magalhães Jr, Raimundo. <em>Deodoro: a Espada contra o Império</em>. Volume 2: o galo na torre. São Paulo: São Paulo Editora S/A, 1957.</p>
<p>McCann, Frank. <em>Soldados da pátria: história do Exército brasileiro, 1889-1937</em>. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo / Rio de Janeiro: Companhia das Letras / Biblioteca do Exército, 2009.</p>
<p><strong>Hemeroteca da Biblioteca Nacional:</strong></p>
<p><em>Diario de Notícias</em>:</p>
<p>As festas de hontem. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Escola Militar. Diario de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><em>Gazeta de Notícias</em>:</p>
<p>Acclamações. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Hymno da Republica. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Manifestação ao marechal Deodoro e ao almirante Wandenkolk. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1. (Escola Militar)</p>
<p>Manifestação ao marechal Deodoro da Fonseca. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><em>Jornal do Commercio</em>:</p>
<p>Acclamação publica. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Hymno nacional. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Manifestação da armada. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p><em>O Paiz</em>:</p>
<p>Festa militar: o hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 1.</p>
<p>Hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 16/01/1890; 2.</p>
<p>Guanabarino, Oscar. O hymno nacional. O Paiz, Rio de Janeiro, 17/01/1890; 1.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Biblioteca Machado de Assis – Acervo histórico do Diário Oficial da União – DOU:</strong></p>
<p>http://museu.in.gov.br/fi/web/dou/dou/-/document_library/kcmautn6AnNs/view/575744?_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_navigation=recent&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_curFolder=&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_deltaFolder=&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_deltaEntry=75&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_orderByCol=modifiedDate&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_orderByType=asc&#038;p_r_p_resetCur=false&#038;_com_liferay_document_library_web_portlet_DLPortlet_INSTANCE_kcmautn6AnNs_curEntry=4</p>
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		<title>Os 9 anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2024 10:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um encontro, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em seu acervo fotográfico, 506 artigos publicado e, além da participação de suas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um encontro, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em nosso acervo fotográfico, 506 artigos publicados e, além da participação das já mencionadas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig; Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional. Durante o evento, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro passará a integrar o portal. Vida longa à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um seminário, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em nosso acervo fotográfico, 506 artigos publicados e, além da participação das já mencionadas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig; Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional. Durante o evento, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro passará a integrar o portal. Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/brasiliana.jpg"><img class="  wp-image-35907 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="901" height="509" /></a></p>
<p><img src="file:///C:/Users/a466734/Downloads/image001.jpg" alt="" /></p>
<p>O evento será aberto por Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, e por Marcelo Araújo, diretor do Instituto Moreira Salles. O tema da primeira mesa será &#8220;Brasiliana Fotográfica: novas parcerias&#8221;, com Paulo Knauss e Carolina Alves. O da segunda mesa, &#8220;Brasiliana Fotográfica: acervo e acesso&#8221;, será apresentado por Diana Ramos e por mim, Andrea Wanderley. Após um rápido intervalo, Ana Maria Mauad e Amanda Farah serão as palestrantes da mesa &#8220;Brasiliana Fotográfica: pesquisa e difusão&#8221;. O encerramento será realizado pelos curadores do portal, Joaquim Marçal e Sérgio Burgi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem escolhida para ilustrar o convite para o evento é de autoria do fotógrafo italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> e foi produzida em São Paulo, em torno de 1910.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2081/004VP019001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="487" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2081" target="_blank">Vincenzo Pastore. Grupo de pessoas ao redor de realejo, na praça da República, c. 1910, São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pastore, um fotógrafo entre dois mundos, foi um importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Com sua câmara ele capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Os 9 anos da Brasiliana Fotográfica*</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Boa tarde! É um prazer estar aqui com vocês, apesar do frio na barriga&#8230; Vou tentar, a partir de minha experiência como editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica fazer uma resumida radiografia da história, do funcionamento e do que já foi realizado ao longo desses nove anos no portal apresentando, também, seus dados estatísticos. Como tenho muito a contar achei melhor escrever um texto e lê-lo pra vocês.</p>
<p>Quando me convidaram para participar deste seminário me lembrei do dia em que neste mesmo local a Brasiliana Fotográfica foi lançada. Dia 17 de abril de 2015. Já contratada como pesquisadora do portal, estava neste auditório ouvindo os idealizadores, os criadores da plataforma, Renato Lessa, então presidente da Biblioteca Nacional e Flavio Pinheiro, então diretor do Instituto Moreira Salles, quando, pela primeira vez, vi a imagem produzida pelo fotógrafo Antonio Luis Ferreira da Missa Campal celebrada em Ação de Graças pela abolição da escravatura no Brasil, realizada em 17 de maio de 1888, no Rio de Janeiro. Fiquei fascinada pela foto. Ali surgia a minha primeira ideia de pauta para a Brasiliana Fotográfica. Mas antes de publicar o artigo sobre ela, publiquei dois – sobre o Dia do Trabalho e sobre o Dia da Abolição da Escravatura.</p>
<p>Comecei a pesquisar sobre a imagem da missa campal e identifiquei a presença do escritor Machado de Assis na fotografia. Chamei a Elvia Bezerra, então Coordenadora de Literatura do IMS, mostrei a foto com <em>zoom</em> para os curadores do portal, Joaquim Marçal e Sérgio Burgi, e todos concordaram: era mesmo o Machado de Assis. Confirmei, por sugestão de Joaquim Marçal, com Eduardo Assis Duarte, professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, que considerou a descoberta significativa e, a fotografia, um documento histórico da maior importância. Foi então publicado, em 17 de maio de 2015 o artigo <em><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528">Missa Campal de 17 de maio de 1888</a>.</span></em> Pronto! Foi o primeiro furo da Brasiliana Fotográfica! Deu primeira página da Folha de São Paulo e foi notícia no Jornal Nacional! Foram tantos os acessos ao portal que o sistema foi derrubado e, graças à eficiente ação dos profissionais da BN Digital, logo recuperado! A descoberta também foi saudada pelo imenso historiador José Murilo de Carvalho que escreveu o artigo, <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">Machado de Assis vai à missa</a></em>, </span>publicado no portal ainda em maio de 2015.</p>
<p>O futuro prometia! Acho que nossa equipe, que cresceu muito desde então, tem cumprido a promessa de, ao longo desses 9 anos, aumentar o repositório on-line de imagens do portal e levar a nossos usuários artigos relevantes a partir do destaque de imagens ainda mais relevantes.</p>
<p>Sobre nossos leais usuários falarei um pouco adiante.</p>
<p>Crescemos mesmo. No início, o acervo da Brasiliana Fotográfica contava com <span style="color: #800000;"><strong>2.393</strong></span> imagens de suas duas instituições fundadoras. Hoje temos <span style="color: #800000;"><strong>11.019 </strong></span>imagens! São fotografias do século XIX e das três primeiras décadas do século XX. E agora, além das <span style="color: #333300;">instituições fundadoras</span>, são nossas parceiras, vou falar aqui em ordem de chegada:</p>
<p>O Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig, na Alemanha; o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, que entraram em 2016.</p>
<p>O Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz e o Museu da República que entraram em 2017.</p>
<p>Em 2018, foi a vez do Museu Histórico Nacional. No ano seguinte, a Fundação Joaquim Nabuco aderiu e, em 2020, o Museu Aeroespacial. Ano passado, a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC passou a integrar o portal.</p>
<p>E hoje, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro se tornou parceiro da Brasiliana Fotográfica. Uma grande alegria que dá um brilho especial à essa comemoração de aniversário! E a perspectiva é que muitas outras instituições passem a integrar o portal nos próximos anos!</p>
<p>O acervo da Brasiliana Fotográfica é formado por imagens destas 12, em pouco tempo, com a entrada do IHGB, de 13 instituições importantíssimas nacional e internacionalmente. Como editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica me relaciono com profissionais de todas elas e saúdo a colaboração sempre eficiente e talentosa de vocês, a troca de idéias, de conhecimento e a amizade que se criou entre nós. Acredito que este ambiente de união e respeito, sem disputas, todos trabalhando na direção da excelência, seja, certamente, um dos fatores mais importantes do sucesso do nosso portal!</p>
<p>E vamos aqui dar uma definição objetiva do portal: a Brasiliana Fotográfica é um espaço para dar visibilidade, fomentar o debate e a reflexão sobre os acervos deste gênero documental, abordando-os enquanto fonte primária mas também enquanto patrimônio digital a ser preservado. É uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual. Um de seus principais atrativos é a ferramenta de zoom, que permite a realização de verdadeiros passeios por suas imagens. Também é possível, registrando-se no site, selecionar imagens e direcioná-las para grupos que o próprio usuário cria, compartilhando as seleções com outras pessoas. Assim sendo, a Brasiliana Fotográfica amplia as possibilidades de pesquisa, sobretudo à distância, sem que o interessado de outras cidades precise, necessariamente, deslocar-se até o Rio de Janeiro.</p>
<p>Ao longo destes 9 anos, publicamos 506 artigos no portal, 122 escritos pelos parceiros ou por convidados externos e 400 por mim, sendo 26 em parceria com profissionais das instituições anteriormente mencionadas. Uma média de um artigo por semana. Durante 9 anos só interrompidos entre 11 de abril e 7 de junho de 2021 por um ataque cibernético. Acredito que a regularidade nas publicações seja outro fator definitivo no alcance da Brasiliana Fotográfica. Integrantes de todas as suas instituições formadoras já tiveram seus artigos publicados no portal. Como são muitos, não vou citá-los nominalmente.</p>
<p>Como convidados externos, destaco aqui, além da contribuição já mencionada de José Murilo de Carvalho, as participações da antropóloga Lylia Schwartz, recém eleita para a Academia Brasileira de Letras, da historiadora Ana Maria Mauad, fã do portal e uma das palestrantes de hoje, do jornalista Cássio Loredano, da doutora em Literatura Elvia Bezerra, do fotógrafo e educador Millard Schisler e da historiadora Maria Isabella Mendonça dos Santos, dentre vários outros. Todos estão listados na aba do portal <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=11">CURADORES CONVIDADOS</a>.</span></p>
<p>Então, são centenas de artigos! E como eles surgem? Essa é uma pergunta que me fazem recorrentemente. Bem, as pautas surgem de várias formas: a partir de uma fotografia ou de um grupo delas, por exemplo. Fico navegando no acervo fotográfico e as inspirações aparecem! Às vezes, pela beleza da imagem, às vezes pela importância do que é retratado ou por remeter a algum assunto interessante. Um exemplo bem atual é o artigo <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27500">No último dia do verão, o céu e o sol do Rio de Janeiro por Guilherme Santos</a></em></span>, com a imagem produzida por Guilherme Santos. Passeando pelo acervo me deparei com essa imagem belíssima. Ah, eu tinha que dar um destaque a ela. Queria que nossos usuários a vissem&#8230;Fiquei pensando e daí surgiu a ideia de colocá-la em um artigo sobre o fim do verão.</p>
<p>Outra linha de pesquisa é a das efemérides: pode ser a celebração de uma data ou de um evento histórico. Temos recentemente a publicação de um artigo sobre o <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35436">Dia do Bibliotecário</a></em>.</span> Cidades, bairros, ruas, monumentos, a história da fotografia e das técnicas fotográficas são frequentemente assuntos de nossos artigos. Notícias atuais também podem render idéias e publicações. Por exemplo, em fevereiro li que o choro foi declarado patrimônio cultural imaterial. Agora em abril, <em>spoiler</em>!!!, será publicado um artigo no Dia Nacional do Choro.</p>
<p>Os parceiros muitas vezes propõe as pautas ou eu as proponho a eles. Tem dado certo! Foi o que aconteceu no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35860"><em><span style="color: #800000;">Foto icônica do arquivo histórico da Fiocruz ilustrará exposição em Lyon, França</span></em></a>. A jornalista Cristiane d’ Ávila, da Casa de Oswaldo Cruz propôs o tema, enviou o texto com a foto, eu editei e o artigo foi publicado.</p>
<p>Motivada e inspirada pelo livro <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro, </em>em que foi compilada a trajetória de fotógrafos e retratistas que documentaram o Brasil entre 1833 e 1910 e uma de minhas fontes de pesquisa mais frequentes, de autoria do professor Boris Kossoy, grande nome da fotografia e um entusiasta do portal, escrevi o perfil com cronologia de 66 fotógrafos e fotógrafas que atuaram no Brasil no século XIX até as primeiras décadas do XX. A primeira foi <em><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></span></em>, ainda em maio de 2015 e, a última, em fevereiro deste ano sobre <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735">O fotógrafo alemão Theodor Preising (1883 – 1962), “o viajante incansável”.</a></em> </span>Por ideia do curador Joaquim Marçal, foi criada a aba do portal <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=20750"><span style="color: #800000;">CRONOLOGIA DE FOTÓGRAFOS</span>,</a> onde todas as cronologias estão reunidas. Acredito que essa seja uma contribuição importante para a historiografia da fotografia no Brasil.</p>
<p>Já temos também publicações reunidas em cinco séries<em>: Avenidas e ruas</em>, com 18 artigos que proporcionam aos usuários verdadeiras caminhadas em cidades de todo o Brasil; <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>, com 5 artigos e<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em>, com 27, que mostram, a partir dos registros como diversos fotógrafos viam a cidade, suas mudanças urbanas e seu desenho. Temos ainda a série <em>Feministas, graças a Deus</em>, com 17 artigos baseados em fotografias do acervo do Arquivo Nacional, que traz a história do começo do movimento feminista brasileiro e o perfil de várias feministas do início do século XX, dentre elas Bertha Lutz e Carmen Portinho. Finalmente, a série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em>, com 11 artigos que pontuam alguns dos mais importantes acontecimentos ocorridos no referido ano, que foi marcante na história do Brasil. Acho, inclusive, que precisamos abrir uma nova aba reunindo todas estas séries.</p>
<p>Um das diversas consequências da difusão de fotografias com a produção de artigos em torno delas é a possibilidade de ampliação do conhecimento. Por exemplo, em 30 de outubro de 2017, foi publicado o artigo<span style="color: #800000;"> <em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800">O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919).</a></em></span> Em 2018, um de seus bisnetos, Sergio Du Bocage, entrou em contato conosco e agendamos um encontro. Ele trouxe documentos do fotógrafo que foram incorporados à nossa publicação.</p>
<p>Abre aspas: “Segundo um documento de identificação expedido em 10 de abril de 1918, no Recife, Bocage era português, naturalizado brasileiro, casado, tinha 1m68 de altura, olhos castanhos escuros, cabelos grisalhos, bigodes brancos, barba raspada e sua profissão era comerciante. Traz ainda uma imagem e a assinatura do fotógrafo”. Fecha aspas.</p>
<p>Outra contribuição interessante dos usuários surgiu de uma ideia do curador Sérgio Burgi. Convidamos os leitores a nos ajudar na identificação de outras pessoas que estavam na foto da missa campal de 1888. Desta forma, além de termos criado um vínculo mais próximo entre os usuários e o portal, conseguimos nomear vários personagens presentes no registro e dois artigos foram publicados com as novas “descobertas”.</p>
<p>Bem, a visão é escrever de modo claro sobre assuntos interessantes ancorados em imagens relevantes e numa pesquisa rigorosa e extensa. Aqui destaco a gloriosa Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma fonte de informação absolutamente genial. Em cerca de 90 por cento do que escrevo a hemeroteca é uma das referências mais importantes.</p>
<p>Uma preocupação do portal é divulgar fotografias de todas as regiões do Brasil. Até hoje, no escopo do período abordado pela Brasiliana, são mais conhecidos fotógrafos que atuaram no Rio de Janeiro, em São Paulo, na Bahia e em Pernambuco, mas, nos nossos artigos, imagens de todas as regiões do país já foram destacadas.</p>
<p>Agora o leitor de imagens e de textos, para quem todo esse trabalho é realizado! Este usuário que não conhecemos, que pode ser uma criança, um adulto, um aluno dos graus mais variados, um professor, um curioso. Vocês são responsáveis por <span style="color: #800000;"><strong>72.473.810</strong></span> visualizações em nosso portal!!! É uma honra, um privilégio e uma enorme responsabilidade produzir para vocês!!! Usuários, em nome de toda a equipe da Brasiliana Fotográfica, muito obrigada pela audiência e prestígio que vocês dão ao nosso portal!!! Esta é, na verdade, a grande parceria, a grande e almejada interação: a das instituições formadoras da Brasiliana Fotográfica com vocês!!! Vamos em frente!!!</p>
<p><span style="color: #800000;">Então, resumindo a Brasiliana em números nestes 9 anos: temos em nosso acervo fotográfico 11.019 imagens de 12 instituições. Já publicamos 506 artigos e tivemos 72.473.810 visualizações.</span></p>
<p>Saúdo especialmente dois colaboradores imprescindíveis no dia a dia da Brasiliana Fotográfica: os gestores de conteúdo Roberta Zanatta, do Instituto Moreira Salles, e Vinícius Martins, da Fundação Biblioteca Nacional. Colegas de trabalho que se tornaram amigos!</p>
<p>Me despeço, agradecendo à confiança das instituições fundadoras e parceiras do portal e de seus curadores, Sérgio Burgi e Joaquim Marçal. Podem ter certeza que trabalho com o máximo de seriedade e comprometimento. E também com muita alegria e entusiasmo!</p>
<p>Acredito que juntos realizamos um trabalho importante voltado ao desenvolvimento da educação e da cultura de nosso país, fazendo com que a história da fotografia, a memória e a própria História do Brasil estejam cada vez mais ao alcance da população. Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>Muito obrigada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Palestra realizada por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica, durante o evento sobre os 9 anos de aniversário da Brasiliana Fotográfica, realizado, em 2 de abril de 2024, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 18:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Moacyr Luz]]></category>
		<category><![CDATA[Morro do Corcovado]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Landowsky]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Maria Bos]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Maria Boss]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[S.H. Holland]]></category>
		<category><![CDATA[Samba do avião]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Jobim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25960</guid>
		<description><![CDATA[Para comemorar os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil, além de um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo "art déco" do mundo, a Brasiliana Fotográfica republica um artigo sobre ele, com mais informações e novas fotografias. Usem a ferramenta "zoom" e façam um passeio pelas imagens! Localizado no morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, a estátua tem 38 metros de altura e pesa 1.145 toneladas e foi inaugurada pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal, em 12 de outubro de 1931. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em><strong><span style="color: #800000;">Samba do avião</span></strong></em></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank">Tom Jobim</a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estou morrendo de saudade</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio seu mar, praias sem fim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio você foi feito pra mim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></span></strong></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio de sol, de céu, de mar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Dentro de mais um minuto</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estaremos no Tom Jobim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Te encontrar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Aperte o cinto, vamos chegar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Água brilhando, olha a pista chegando</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>E vamos nós aterrar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9804/002037AAK5039.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank">Alfredo Krausz. Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Cantado em prosa e verso, o Cristo Redentor completa, no próximo dia 12 de outubro, 90 anos e confunde-se com a própria identidade dos cariocas, aliás, dos brasileiros. É um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do país, além de ser também um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo a<em>rt déco</em> do mundo. A Brasiliana Fotográfica comemora o ícone nonagenário que, de certa forma, confirma a beleza e a vocação exibicionista do Rio de Janeiro, com a republicação de um artigo sobre ele, porém com mais informações e novas imagens. Quando o primeiro artigo sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">inauguração do Cristo Redentor</a> foi publicado, em 12 de outubro de 2015, o acervo fotográfico do portal possuia seis registros do monumento &#8211; um de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> e um de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland (1883 &#8211; 1936)</a>, ambas do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS); e quatro da LTM Firma, do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).</p>
<p>O IMS e a FBN são as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica e, até abril de 2016, as únicas representadas no acervo fotográfico do portal. Em 2021, o portal já conta com a parceria de mais nove instituições: o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</span>, o <span class="Z3988">Arquivo Nacional</span>, a <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinh</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3541/discover"><span class="Z3988">a</span></a>, a <span class="Z3988">Fiocruz</span>, a <span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco</span>, o <span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig;</span> o <span class="Z3988">Museu Aeroespacial</span>, o <span class="Z3988">Museu da República</span> e o <span class="Z3988">Museu Histórico Nacional</span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/292" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Cristo Redentor disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica  traz para seus leitores, além das seis imagens publicadas em 2015, mais 17 fotografias do Cristo Redentor ou produzidas a partir dele: uma da Escola de Aviação Militar, uma de Mario Lucarell, sete do húngaro Alfredo Krausz (1902 – 1953), duas de fotógrafos ainda não identificados do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, e duas também realizadas por fotógrafos ainda não conhecidos, que pertencem à Coleção Sebastião Lacerda, sob a guarda do Instituto Moreira Salles; mais uma da LTM Firma e três estereoscopias de autoria do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"> fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>. Usem a ferramenta <em>zoom</em> e façam um passeio pelas imagens! Além dessas fotos, destacamos registros belíssimos publicados em revistas na época da inauguração da estátua.</p>
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<div style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9864/002080Vol02Cx0711.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="766" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank">Guilherme Santos. Estátua do Cristo Redentor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9866/037SL03109.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. São Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://youtu.be/E9euzIPPxoE" target="_blank">Link para a música <em>Alma Carioca</em>, especialmente composta por Moacyr Luz para a celebração dos 90 anos do Cristo Redentor.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9806/002037AAK5041.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank">Alfredo Krausz. Vista da cidade; a partir do Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Localizado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a> &#8211; os morros do Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio foram cogitados para abrigá-lo &#8211; o Cristo Redentor fica a 710 metros de altitude, e a estátua tem 38 metros de altura, pesando 1.145 toneladas. Foi inaugurado, num dia chuvoso, pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal. Várias celebrações ocorreram para marcar o acontecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_01&amp;PagFis=7379" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6004" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank"><em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26058" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitordasilvacosta.jpg" alt="Texto de Heitor da Silva Costa / O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="424" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank">Texto de Heitor da Silva Costa, engenheiro e autor do projeto do Cristo Redentor / <em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9862/002080RJ0219.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank">Guilherme Santos. Missa de inauguração da estátua do Cristo Redentor; entre os presentes, Getulio e Darcy Vargas, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77873" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, de 17 de outubro de 1931</a>, que trouxe uma ampla cobertura das festividades da inauguração do Cristo Redentor com diversas e lindas fotos, publicação do poema <em>Cristo Redentor do Corcovado</em>, de autoria do alagoano Jorge de Lima (1893 &#8211; 1853).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26045" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26045" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas2.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="478" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26046" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="784" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><em>Fon-Fon,</em> 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26047" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><img class=" wp-image-26047" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda1.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="780" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas foi no século XIX, que o padre lazarista francês Pietre-Marie (Pedro Maria) Bos (c.1834-1916), capelão do Colégio Imaculada Conceição, em Botafogo, que chegou ao Rio de Janeiro em torno de 1859, teve a ideia de erigir na capital do Império do Brasil um monumento que exaltasse a fé cristã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/2591" target="_blank"><em>A União</em>, 30 de janeiro de 1916, quinta coluna</a>). O padre Boss deixou a ideia registrada no prefácio do livro <em>Imitação de Cristo</em>, edição de 1903:</p>
<p><em>&#8220;O Corcovado! Lá se ergue o gigante de pedra alcantilado, altaneiro e triste, como interrogando o horizonte imenso&#8230; quando virá? Há tantos séculos espero. Sim, aqui está o pedestal único no mundo; quando vem a estátua colossal, imagem de quem me fez? Ai, Brasil amado! Acorda depressa, levanta naquele cume sublime a imagem de Jesus Salvador! Nem todos, por causas diversas, lerão o Livro, ao passo que em todas as línguas e linguagens a imagem dirá ao grande e ao pequeno, ao sábio e ao analfabeto&#8230;’&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26048" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/boss.jpg" alt="Padre Boss" width="351" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Padre Pedro Maria Bos (1834 &#8211; 1916)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda no século XIX, pouco depois da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> ter assinado a Lei Áurea, que aboliu a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=556" target="_blank">escravidão no Brasil</a>, em 13 de maio de 1888, um grupo de abolicionistas queria homenageá-la com uma estátua no alto do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a>. Ela declinou, em um documento de 2 de agosto de 1888:</p>
<p><em>&#8220;Manda Sua Alteza a Princesa Imperial Regente em Nome de Sua Magestade o Imperador agradecer a oferta da Commição Organizadora constituída da Sociedade Brazileira de Beneficência de Paris, da Cia. Estrada de Ferro do Cosme Velho ao Corcovado e do Jornal O Paiz, para erguer huma estátua em sua honra pela extinção da escravidão no Brasil, e faz mudar a dita homenagem e o projecto, pelo officio de 22 de julho do corrente anno, por huma estátua do Sagrado Coração de Nosso Senhor Jezus Christo, verdadeiro redentor dos homens, que se fará erguer no alto do morro do Corcovado&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2927/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank">Isabel, Princesa do Brasil : retrato, c. 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os viscondes de Mauá, Irineu Evangelisa de Souza  (1813 &#8211; 1889), e de Santa Vitória,<strong> </strong>Manuel Afonso de Freitas Amorim (1831 &#8211; 1906), viajaram a Paris encomendando o projeto e a execução de uma estátua de bronze do Sagrado Coração de Jesus, com 15 metros de altura, mas o monumento nunca foi construído.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3656/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="527" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank">Mario Lucarell. Monumento Cristo Redentor : Christ Statue, 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao século XX. Em 1917, o engenheiro Eduardo Limoeiro, presidente da recém criada Associação Auxiliar dos Engenheiros e Industriais, sugeriu, como parte das comemorações do centenário da independência do Brasil, que ocorreria em 1922, a edificação de um monumento em forma de esfera, sobre o qual se elevaria uma grande cruz, homenageando Jesus Cristo, no alto do Morro de Santo Antônio. O projeto era do engenheiro Alberto Pacca, mas a ideia não foi em frente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/39456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 1921, numa sessão solene da Ação Social Nacionalista, presidida pelo Conde Afonso Celso (1860 -1938), o general Pedro Carolino Pinto de Almeida (1856 &#8211; 1922) sugeriu que fosse construido um monumento do Cristo Redentor para a comemoração do centenário da independência do Brasil. Em 20 de março de 1921, no Círculo Católico, foi realizada a primeira assembleia para estudar o projeto, cuja iniciativa foi aprovada pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Na ocasião, a ideia era que o monumento fosse de bronze e erigido no cume do Pão de Açúcar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/5578" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 21 de março de 1921, primeira coluna</a>). Em 24 de abril, ocorreu outra reunião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/5874" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 25 de abril de 1922, penúltima colun</a>a) e, pela primeira vez, em 3 de maio, a comissão técnica do empreendimento, presidida pelo almirante José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), se reuniu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/7883" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de maio de 1921, quinta coluna</a>). O arquiteto Heitor da Silva Costa (1873-1947), José Agostinho dos Reis(18? &#8211; 19?) e Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928), cujos projetos concorreram para a construção do monumento, participavam da comissão.</p>
<p>Um abaixo-assinado organizado pela escritora Laurita Lacerda solicitava ao presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) que a estátua do Cristo Redentor fosse construída. A iniciativa foi uma reação ao despacho do ministro da Fazenda, Homero Baptista (1861-1924), que havia negado a licença necessária para a construção do monumento. O documento foi entregue, com cerca de 30 mil nomes, ao presidente, em uma audiência, no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, em 18 de fevereiro de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/7803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de novembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1620" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1921, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26097" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26097" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação.jpg" alt="O Jornal, 19 de fevereiro de 1922" width="302" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922</a></p></div>
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<p>Houve manifestações de igrejas protestantes e de outras religiões contrárias ao apoio do governo à construção do monumento, um símbolo católico, já que o Estado era laico. Por exemplo, seguidores da igreja Batista declararam, em nota publicada em <em>O Jornal Batista</em>, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, em 22 de março de 1923, que a construção &#8220;<em>será, a um tempo, um atestado eloquente de idolatria da igreja de Roma</em>&#8220;.</p>
<p>Epitácio justificou a permissão por ter sido requerida em primeiro lugar: se um representante de qualquer outra religião tivesse solicitado algo semelhante antes, a ele teria sido dada igualmente a autorização. A decisão para a construção do monumento no Morro do Corcovado foi concedida em 1º de junho de 1922 por Homero Baptista, ministro da Fazenda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9786" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de junho de 1922, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Em setembro de 1922, foi realizada uma cerimônia no local onde o Cristo seria construído, com a presença de várias autoridades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=10792" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1922, terceira coluna</a>) e, em 4 de outubro, foi lançada a pedra fundamental da obra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de outubro de 1922</a>). No ano seguinte, teve início uma grande campanha de arrecadação de recursos para a construção do monumento, sob a coordenação de dom Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), o cardeal do Rio de Janeiro. Em setembro de 1923, as comissões já estavam formadas e <em>O Paiz</em> publicou uma extensa matéria sobre a realização de uma semana de coleta de doações para a construção do monumento que, aliás, foi totalmente construído a partir de doações populares. Uma curiosidade: na época com sete anos, o futuro atleta e presidente da Fifa, João Havelange (1916 &#8211; 2016), ajudou a arrecadar dinheiro para a construção do Cristo durante a semana do monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=12574" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1923, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14391" target="_blank"><em>O</em> <em>Paiz</em>, 2 de setembro de 1923</a>).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6128/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.04.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank">Cristo Redentor, 1931(?). Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_04&amp;PagFis=24231" target="_blank">Em 21 de setembro de 1923,<em> </em>o<em> Jornal do Brasil</em></a> publicou uma matéria noticiando que, em 22 maio de 1923, o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa (1873-1947) para o monumento havia sido escolhido em assembleia geral da Comissão Executiva do Monumento Nacional ao Cristo Redentor, com a presença do monsenhor Macedo Costa, representando o cardeal Arcoverde, e de Cesario Alvim, representando o ministro da Viação. Os outros concorrentes foram José Agostinho dos Reis e Adolfo Morales de Los Rios. A reportagem também contou toda a história do empreendimento. A principal inspiração para o projeto de Silva Costa foi a estátua de São Carlos Borromeu, construída no século XVII, que ele havia examinado, em Arona, na Itália, durante uma viagem de estudos, em 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_26079" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="wp-image-26079" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/arona1.jpg" alt="arona" width="332" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Estátua de São Carlos Borromeu, Arona, Itália / <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_25990" style="width: 208px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><img class=" wp-image-25990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1923" width="198" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1923</a></p></div>
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<div id="attachment_26085" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto.jpg" alt="Primeiro anteprojeto / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="186" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Primeiro anteprojeto / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>A mobilização popular em torno da construção do Cristo foi grande e um filme sobre o assunto, &#8220;O monumento do Christo Redemptor&#8221;, uma produção da Botelho Film, foi exibido no cinema Odeon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5421" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de setembro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1923, na quinta coluna sob o título &#8220;Cinemas e fitas&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">A concepção inicial para o monumento foi modificada: no projeto original, a figura de Jesus Cristo empunharia em sua mão direita um globo e na esquerda uma cruz. </span></p>
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<div id="attachment_16492" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16492" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/cristoilu.jpg" alt="Projeto original do Cristo Redentor / Revista da Semana, 1923" width="541" height="769" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank">Projeto original de Heitor da Silva Costa para o Cristo Redentor / <em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
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<p>O responsável pelo desenho final do monumento, a figura de Cristo com os braços estendidos, com o corpo na vertical e disposto sobre o Corcovado que, olhado à distância por qualquer ângulo é visto como uma cruz plantada no granito, foi o italiano Carlos Oswald (1882 &#8211; 1971), na época professor de gravura e desenho do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, e grande amigo de Silva Costa.</p>
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<div id="attachment_25993" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25993" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes32.jpg" alt="Carlos Oswald / Site Instituto Poimenica" width="451" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank">Carlos Oswald, em Paris, 1911 / Site Instituto Poimenica</a></p></div>
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<div id="attachment_26086" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto1.jpg" alt="Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="267" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26102" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" alt="Trecho da palestra de Heitor Silva, na Sociedade / Jornal do commercio, 1930" width="334" height="71" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201">Trecho da palestra de Heitor Silva Costa, na Sociedade / Jornal do Commercio, 27 de julho de 1930</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Com os croquis de Oswald e suas convicções sobre o monumento a ser construído, Silva Costa foi para a Europa , em 1924 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/10265" target="_blank"><em>Eu sei tudo</em>, janeiro 1924</a>). Esteve na Alemanha, na Itália e na França. Para colaborar no trabalho, escolheu um especialista em estatuária, o artista francês, de origem polonesa, Paul Landowsky (1875-1961), e o engenheiro francês Albert Caquot (1881 &#8211; 1976), mestre em cálculos estruturais. Silva Costa, em texto publicado em <em>O Cruzeiro,</em> de 10 de outubro de 1931, justificou a escolha por Landowsky.</span></p>
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<div id="attachment_26071" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class=" wp-image-26071" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/povo.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="701" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Heitor da Silva Costa (sentado) e Heitor Levy (terceiro da esquerda paraa a direita) em seu escritório técnico em Paris, com auxiliares e escultores e desenhistas, em 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26069" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="299" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">As duas mais famosas obras parisienses de Landowsky são a estátua de Sainte Geneviève, na Ponte de Tournelle, e a fonte da Porte de Saint-Cloud. </span></p>
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<div id="attachment_25994" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25994" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes3.jpg" alt="Paul Landowsky / Site " width="294" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank">Paul Landowsky</a></p></div>
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<div id="attachment_26055" style="width: 195px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank"><img class="wp-image-26055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/caquotjpg.jpg" alt="Albert Caquot / " width="185" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank">lbert Caquot / Photo collections ENSMP</a></p></div>
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<div id="attachment_26070" style="width: 815px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class="wp-image-26070 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/montagem1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="805" height="253" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Montagem do modelo da estátua no ateliê de Landowsky, em Paris, 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Colaborador de Landowsky, o escultor italiano Lelio Landucci (? &#8211; 1954) participou do processo da evolução do projeto do Cristo. Landucci veio morar no Brasil e foi o autor do primeiro livro sobre o pintor Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/25461" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 1º de outubro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26110" style="width: 253px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/lelio.jpg" alt="Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932" width="243" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank">Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932 / Google Arts &amp; Culture</a></p></div>
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<p>A obra de instalação do Cristo Redentor começou em 1926. De execução considerada complicadíssima, durou cinco anos. As peças foram transportadas de trem, pois ainda não havia estrada de rodagem até o Corcovado, só inaugurada, em 1936. Além disso, os depósitos de material, maquinário e os barracões para abrigar o pessoal envolvido na obra ficavam em um platô bem abaixo do cume, ocupado pelos andaimes. Pela primeira vez uma estátua era construída como um monumento arquitetônico e não simplesmente como uma escultura.</p>
<p><span style="color: #000000;">Silva Costa, após passar 14 meses na Europa, chegou ao Brasil trazendo uma</span> maquete e algumas peças do monumento <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=843822&amp;PagFis=949" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843822/949" target="_blank"><em>Lar Catholico</em>, 14 de agosto de 1927, primeira coluna</a>). Um documento, datado de 14 de fevereiro de 1925, assinado por Landowsky, delegava a Silva Costa e à comissão do monumento <em>plenos poderes para conceder as necessárias autorizações para as reproduções da imagem da maquete desse monumento</em>.</p>
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<div id="attachment_26065" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank"><img class="wp-image-26065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cessão.jpg" alt="cessão" width="365" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Documento de cessão de direitos assinado por Paul Landowsky / Acervo de Bel Noronha, bisneta de Heitor Silva Costa</a></p></div>
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<p>Uma exposição com os modelos de gesso das mãos do Cristo, modeladas por Landowsky, foi realizada no Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_01&amp;PagFis=1899" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 24 de janeiro de 1929, sexta coluna</a>). Reza a lenda que teria usado as mãos da poetisa, atriz e declamadora Margarida Lopes de Almeida (1896 &#8211; 1979) como modelos para as mãos da estátua. Ela sempre confirmou essa história mas perto de morrer a desmentiu, deixando uma dúvida quanto a sua veracidade.</p>
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<div id="attachment_26037" style="width: 205px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm"><img class="size-full wp-image-26037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida1.jpg" alt="Margarida Lopes de Almeida" width="195" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm" target="_blank">Margarida Lopes de Almeida</a></p></div>
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<p>A cabeça do Cristo foi executada pelo escultor romeno Gheorghe Leonida (1892/1893 &#8211; 1942), que estudava em Paris. O molde de gesso foi recortado em 50 partes e foi remontado e concretado no sítio do arquiteto italiano Heitor Levy, em São Gonçalo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/5756" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de abril de 1931, última coluna</a>). As únicas coisas que foram construídas na França foram justamente os moldes da cabeça e das mãos, porém em gesso, em tamanho natural, que foram recortadas, trazidas ao Brasil e aqui reconstruídas em concreto armado.</p>
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<div id="attachment_25997" style="width: 188px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-25997 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes5jpg.jpg" alt="maquetes5jpg" width="178" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank">Gueorghe Leonida</a></p></div>
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<div id="attachment_25991" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><img class="wp-image-25991 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes1.jpg" alt="maquetes1" width="595" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank">Heitor da Silva Costa (em destaque), o engenheiro-supervisor Pedro Fernandes Vianna da Silva, o engenheiro Antonio Ferreira Antero e o arquiteto-executor Heitor Levy / Site Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O braço direito de Heitor da Silva, Heitor Levy, de credo judaico, que quase morreu em um acidente nos aidaimes do monumento, converteu-se ao catolicismo. Teria escrito os nomes de sua família num pergaminho guardado dentro do coração interno da estátua do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26053" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="wp-image-26053 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitorlevi.jpg" alt="Heitor Levy / Corcovado" width="545" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Heitor Levy / <em>Diário do Corcovado</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9865/037SL03108.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. Sâo Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras foram visitadas por autoridades, guiadas pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e o monsenhor Gonzaga do Carmo foi fotografado ao lado de dedos da mão da escultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_03&amp;PagFis=40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 29 de junho de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26044" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas1.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de junho de 1929" width="232" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de junho de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A convite da Sociedade Brasileira de Engenheiro, Costa Silva proferiu uma conferência sobre os trabalhos da construção do monumento, quando palestrou sobre sua história, a observação de outros monumentos, a escolha de Landowsky, a filosofia pitagoriana e a <em>divina geometria, </em>a técnica utilizada e finalmente, a compara com a Estátua da Liberdade, inaugurada em 1886, em Nova York &#8211; um presente da França aos Estados Unidos, cujo projeto foi do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (1834 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26103" style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26103" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 26 de julho de 1930" width="674" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26114" style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/liberdade.jpg" alt="Capa do jornal Leslie, da semana que terminava em de 1885" width="205" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank">Capa do periódico<em> Frank Leslie´s Illustrated Newspaper</em>, da semana que terminava em 13 de junho de 1885 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre a construção do Cristo Redentor no Rio de Janeiro e de um nos Alpes, na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>A Semana</em>, de 25 de abril de 1931</a>, com a publicação de uma fotografia da estátua alpina e de quatro do Cristo Redentor carioca: de sua construção, de uma de suas mãos, de um de seus olhos e de sua cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25988" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cristo.jpg" alt="Revista da Semana, de 1931" width="279" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 25 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A estrutura do monumento é formada por quatro pilares e 12 andares em concreto armado, o que não era muito comum na época de sua construção. Era uma técnica relativamente recente, patenteada, em 1892, pelo engenheiro francês François Hennebique (1842 &#8211; 1921).</p>
<p><em>&#8220;O Cristo, com evidente propósito figurativo, foi provavelmente a primeira obra escultórica do mundo a utilizar o concreto como material de base. O diálogo entre forma e estrutura, em concreto, aí presente, pautaria, anos depois, em outtras nuances mais próprias à arquitetura, boa parte da produção modernista brasileira&#8221;.</em>(1)</p>
<p>Com exceção das mãos, a estrutura da estátua é oca, o que possibilita o acesso interno através de uma escadaria metálica. O Cristo Redentor tem um coração, localizado no oitavo andar, e, em sua cabeça e braços, encontram-se para-raios. A superfície externa foi revestida com pedras-sabão, coladas por senhoras da sociedade carioca.</p>
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<div id="attachment_26068" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="599" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><em>Mulheres na casa paroquial fazendo mosaicos de pedra-sabão / O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6147/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.11.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank">Cristo Redentor, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia da inauguração, foi o físico Guglielmo Marconi (1874-1937), inventor do telégrafo, que, da Itália, ligou os refletores da estátua. Assis Chateaubriand, diretor dos <em>Diários Associados</em>, enviou um telegrama a ele dizendo: <em>&#8220;No instante em que iluminais o monumento de Jesus Cristo, os católicos brasileiros saúdam em vós a faísca do gênio latino que descobriu e construiu o novo mundo&#8221;</em> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6005"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26073" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26073" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/marconi.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="422" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, <em>&#8220;o sistema não funcionou como o esperado, mas o Cristo foi iluminado graças à habilidade do engenheiro Gustavo Corção e sua equipe, atribui-se a Rinaldo Franco o ato de ter acionado o interruptor responsável pela iluminação&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3213/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank">LTM. Mon. A Christo Redemptor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN </a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank">Uma fotografia muito semelhante a essa está publicada na capa da revista <em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26059" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/monumento.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="283" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26060" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><img class=" wp-image-26060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/missacampal.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo Iphan &#8211; Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.</p>
<p>O carro abre-alas da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, cujo samba-enredo de 1989 era <em>Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia</em>, traria uma reprodução do Cristo Redentor vestido como um mendigo, mas a Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu uma ordem judicial proibindo a apresentação da alegoria. O carnavalesco Joãosinho Trinta (1933 &#8211; 2011) cobriu a alegoria com um plástico preto e acrescentou uma faixa com a frase &#8220;<em>mesmo proibido, olhai por nós</em>&#8220;.</p>
<p>Em 1990, a estátua foi restaurada e, em 7 de julho de 2007, o Cristo Redentor foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&amp;PagFis=208121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a>). Ficou em terceiro lugar, atrás da Muralha da China e da Cidade de Petra, na Jordânia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26056" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/classificação.jpg" alt="Classificação das 7 maravilhas do mundo moderno / Jornal do Brasil, 8 de julho de 19" width="214" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank">Classificação das 7 Maravilhas do Mundo Moderno / <em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O resultado foi divulgado pela empresa suíça promotora do concurso, a Fundação <em>New  7 Wonders </em>e o título foi recebido pelo técnico de futebol Luiz Felipe Scolari (1948 -) e pelo embaixador do Brasil em Portugal, Celso de Souza, no Estádio da Luz, sede do clube Benfica, em Lisboa, Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3175/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank">LTM (Firma). Rio de Janeiro : : Pan. da Vista Chinesa, 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2008, a bisneta de Heitor da Silva Costa, Bel Noronha, lançou o documentário <em>De Braços abertos</em>, sobre a história do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26062" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida2.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 2008" width="770" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de outubro de 2008</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de setembro do mesmo ano, o Cristo Redentor foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Iphan &#8211; por sua importância histórica (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3313/cristo-redentor-rj-completa-sete-anos-como-patrimonio-cultural" target="_blank">Portal Iphan</a>). Em 1º de março de 2011, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma nova iluminação no monumento com 300 projetores de LED de última geração que deram mais cor à estátua do Cristo Redentor, com um consumo de energia bem menor, e com a possibilidade de criar diferentes efeitos e cores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25996" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg"><img class="size-full wp-image-25996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg" alt="O Globo, 1º de março de 2011" width="549" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo</em>, 1º de março de 2011</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde sua inauguração, o Cristo Redentor já recebeu diversas visitas de personalidades importantes no cenário internacional como o cientista Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), o cantor Michael Jackson (1958 &#8211; 2009), o papa João Paulo II (1920 &#8211; 2005), o Dalai Lama (1935-), a Princesa Diana (1961 &#8211; 1997), o príncipe Charles (1948-) e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (1961-), com sua família. Algumas pessoas que já subiram na cabeça da estátua foram a jornalista Glória Maria (1949-), a atriz Ingrid Guimarães (1972-), a apresentadora de televisão Patrícia Abravanel (1977-), o comediante Renato Aragão (1935-), a atriz Tatá Werneck (1983-) e a bisneta de Heitor Silva Costa, Bel Noronha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7304/Alb%200294%20003ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea do Cristo Redentor, 28 de junho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em><span style="color: #800000;"><strong>Corcovado</strong></span></em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank">João Gilberto </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Um cantinho e um violão</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Este amor, uma canção</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Pra fazer feliz a quem se ama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Muita calma pra pensar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E ter tempo pra sonhar</em></a><br />
<strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Da janela vê-se o Corcovado</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O Redentor, que lindo</em></a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Quero a vida sempre assim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Com você perto de mim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Até o apagar da velha chama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E eu que era triste</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Descrente deste mundo</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Ao encontrar você eu conheci</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O que é felicidade meu amor</em></a></p>
<h2></h2>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM Firma. Rio de Janeiro : : Rua Paissandú, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Link a revista <em>O Cruzeiro</em>, de 10 de outubro de 1931, edição dedicada ao Cristo Redentor, com textos do Conde de Affonso Celso, de Heitor Silva Costa, de Arrojado Lisboa, de Felipe dos Santos Reis, do padre José Natuzzi, dentre outros, abordando a história, a concepção, a construção e outros aspectos do monumento. Publicação também do <em>Cântico ao Cristo do Corcovado</em>, de Tasso da Silveira; da história da Estrada de Ferro do Corcovado, das cartas trocadas entre o papa Pio XI  e o cardeal Sebastião Leme, da programação oficial e da lista das autoridades eclesiásticas que participariam dos eventos relacionados à inauguração do monumento.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26067" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cruzeirojpg.jpg" alt="Capa da edição da  revista O Cruzeiro, de 10 de outubro de 1931" width="380" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Capa da edição da revista <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para saber um pouco da história do Morro do Corcovado antes do Cristo Redentor, acesse aqui o artigo Série<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank"><em> “O Rio de Janeiro desaparecido” (11) – A Estrada de Ferro do Corcovado e o mirante Chapéu de Sol</em></a>, publicado em 22 de julho de 2021, na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26072" style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26072" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/holland.jpg" alt="Fotografia de autoria e creditada de S. H. Holland, publicada em O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="870" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank">Fotografia de autoria e creditada a S. H. Holland, publicada em <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração para a realização desse artigo de Roberta Mociaro Zanatta, coordenadora do Núcleo de Catalogação e Indexação do IMS e uma das responsáveis pela gestão e atualização de conteúdos do portal Brasiliana Fotográfica., e de Guilherme Dias, Conservador de Fotografias do Núcleo de Conservação e Preservação de Acervos, do IMS.</p>
<p>(1) KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008, página 75.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Agenda do Centro de Documentação da TV Globo</p>
<p>ALVAREZ, Rodrigo. <em>Redentor</em>. Rio de Janeiro : GloboLivros, 2021.</p>
<p><a href="http://biblioteca.cl.df.gov.br/dspace/bitstream/123456789/1756/1/Os%20tecnicos%20militares%20da%20miss%C3%A3o%20cruls%20-%20GEN.Alberto%20Martins%20da%20Silva.pdf" target="_blank">Biblioteca da Câmara Legislativa do Distrito Federal</a></p>
<p><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Blog Diário do Corcovado</a></p>
<p>CERQUEIRA, Bruno da Silva Antunes de; ARGON, Maria de Fátima Moraes. <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil. </i>Rio de Janeiro : Linotipo Digital Editora, 2020.</p>
<p>Conforme está relatado no livro <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil</i> (Linotipo Digital Editora) — escrito pelo historiador e advogado Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, fundador do Instituto Cultural D. Isabel A Redentora, e pela historiadora e arquivista Maria de Fátima Moraes Argon, pesquisadora aposentada do Museu Imperial</p>
<p><em>Coleção Nosso Século Brasil</em> 10 Volumes. São Paulo : Abril Cultural, 1987.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=glNl6G5kPw8" target="_blank">Entrevista com Bel Noronha, bisneta de Heitor da Silva Costa e diretora do documentário <em>De braços abertos</em>, no <em>Programa do Jô</em></a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/cu26072.htm" target="_blank">Folha de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/" target="_blank">Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008.</p>
<p>OSWALD, Carlos. Como me tornei pintor.  Petrópolis, RJ: Vozes, 1957.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1718" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>RIBEIRO, Antônio Sérgio. <a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><em>Cristo Redentor: 80 anos de um símbolo</em></a>. Agência de Notícias da Assembleia Legislativa de São Paulo.<span class="reference-accessdate"> </span></p>
<p>SEMENOVITCH, Jorge Scévola. <em>Corcovado: a conquista da montanha</em> <em>de Deus</em>. Rio de Janeiro : Editora Lutecia, 2010</p>
<p><a href="http://arqrio.org/noticias/detalhes/7835/o-cristo-redentor-e-a-princesa-isabel" target="_blank">Site Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://capitalmundialdaarquitetura.rio/rio-capital-mundial-da-arquitetura/a-importancia-do-patrimonio-cultural-para-a-identidade-das-cidades/" target="_blank">Site Capital Mundial da Arquitetura &#8211; Rio 2020</a></p>
<p><a href="https://engenharia360.com/como-o-cristo-redentor-foi-construido/" target="_blank">Site Engenharia 360</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?id=157317" target="_blank">Site Riotur</a></p>
<p><a href="http://www.santuariocristoredentor.com.br/curiosidades" target="_blank">Si</a><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank">te Santuário Cristo Redentor</a></p>
<p><a href="https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo/de-bracos-abertos-sobre-sao-goncalo-cristo-redentor/" target="_blank">Site Sim São Gonçalo</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank"><em>Veja Rio</em>, 5 de junho de 2017</a></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/" target="_blank">Youtube</a></p>
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		<title>Os 180 anos do invento do daguerreótipo &#8211; Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 14:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar os 180 anos do daguerreótipo, invento que revolucionou em pouco tempo e para sempre a forma do registro do mundo e de seus habitantes, inundando nosso planeta de imagens fotográficas, a Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores dois artigos. Nesse primeiro, o portal conta a história do Dia Internacional da Fotografia e também da chegada ao Brasil, em 1840, do daguerreótipo e sua apresentação a Dom Pedro II (1825 - 1892), grande entusiasta da invenção. Em 1864, em uma crônica reproduzida nesse artigo, o escritor Machado de Assis (1839 - 1908) perguntou "Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?" ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para comemorar os 180 anos do daguerreótipo, invento que revolucionou em pouco tempo e para sempre a forma do registro do mundo e de seus habitantes, inundando nosso planeta de imagens fotográficas, a Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores dois artigos<strong>*</strong>. Nesse primeiro, o portal conta a história do Dia Internacional da Fotografia e também da chegada ao Brasil, em 1840, do daguerreótipo, processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). O anúncio da invenção foi feito por François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839.  Em 1864, em uma crônica reproduzida nesse artigo, o escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) perguntou <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="655" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil (retrato), 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">  <em><span style="color: #800000;"><strong>Sobre o Dia Internacional da Fotografia, a invenção do daguerreótipo e sua chegada no Brasil</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15535" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague.jpg"><img class="size-full wp-image-15535" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague.jpg" alt="Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1939 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria" width="380" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1939 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente. Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>A descoberta que comunico ao público está entre as poucas que, por seus princípios, seus resultados e a promissora influência que deverá exercer sobre as artes, se situam naturalmente entre as mais úteis e extraordinárias invenções&#8230;</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: right;">Louis Daguerre, 1838</p>
<div id="attachment_15636" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank"><img class="wp-image-15636 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/daguerre.jpg" alt="daguerre" width="335" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank">Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Litografia / Acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de quatro meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839, para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>A introdução da daguerreotipia no Brasil se deu com a chegada do navio <em>L’Oriental-Hydrographe, </em>navio-escola da Marinha Mercante da França, em fins de 1839<em>,</em> sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas (1804-1854?), que havia estado no ateliê de Daguerre em 1839. A viagem de circunavegação pensada como uma escola flutuante começou a ser planejada em 1838, quando seu projeto, pedagógico e mercantil, foi apresentado ao ministro da Marinha francesa, Claude Rosamel (1774 &#8211; 1848).</p>
<p>Segundo a historiadora Maria Inez Turazzi, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores, <em>não foi casual ou improvisada, porém fruto de uma complexa rede de interesses diplomáticos, transações comerciais e intercâmbios científicos. É<em> possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência</em>. </em></p>
<p>O<em> Estatuto de admissão ao navio Hydrographe que fará a volta ao mundo sob o comando do capitão Lucas </em>informa que<em> </em>os alunos a bordo seriam divididos em quatro seções, de acordo com o grau de instrução que tivessem recebido a partir de um exame realizado por professores de diferentes disciplinas antes do embarque. Esses professores pertenceriam aos quadros da universidade e estariam associados à expedição. Os alunos fariam estudos iguais aos dos colégio reais e aprenderiam línguas estrangeiras e conhecimentos específicos de marinha e comércio durante a viagem.</p>
<p>O <em>L’Oriental</em>, um navio de três mastros, partiu do porto de Paimboeuf, nas proximidades da cidade francesa de Nantes, em 25 de setembro de 1839, com cerca de 80 pessoas a bordo, entre tripulação e passageiros. A previsão de duração da viagem era de dois anos e meio. Durante o mês de outubro, atracou em Lisboa, no dia 7, e na Ilha da Madeira, no dia 23. Posteriormente, fez escalas em Tenerife e na Ilha da Goreia (Senegal), de onde veio para o Brasil. Chegou no Recife, em 30 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/13611" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1839, última coluna</a>), tendo zarpado no dia 4 de dezembro rumo a Salvador, onde chegou no dia 7 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1897" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA), 10 de dezembro de 1839, segunda coluna</a>), permanecendo até 17 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1925" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA), 18 de dezembro de 1839, última coluna</a>) &#8211; entre essas duas cidades brasileiras ocorreu a única morte registrada da viagem, a de um estudante belga.</p>
<p>O navio chegou no Rio de Janeiro, em 23 de dezembro de 1839, quando foi identificado como um <em>colégio boiante, um navio-escola </em>que promovia uma<em> expedição didática- científica</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12107" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de dezembro de 1839, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 28 de dezembro de 1839, terceira coluna</a>). No navio havia <em>marinheiros capazes</em> e <em>professores hábeis</em>, reunidos pelo capitão para iniciar os alunos a bordo nas primeiras noções da marinha e do comércio.  Dentre eles estava Francisco Sauvage, inventor do <em>phisionotypo,</em> um <em>novo modo de suprir a escultura, </em><em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1908" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em> (BA)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/1908" target="_blank">, 13 de dezembro de 1839, terceira coluna</a>) e o abade francês Louis Comte (1798 – 1868), que viria a  ser o responsável pelas primeiras demonstrações da daguerreotipia no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 17 de janeiro de 1840, primeira coluna</a>). O médico em chefe da expedição deu consultas para moléstias de olhos no Hotel Europa, que ficava na rua do Carmo, esquina com a rua Ouvidor (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank">Jornal do Commercio</a>,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/12108" target="_blank">28 de dezembro de 1839, terceira coluna</a><em>)</em>. Em 26 de janeiro, o L´Oriental partiu para Montevidéu, no Uruguai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/96" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de janeiro de 1840, última coluna</a>) e de lá seguiu para Valparaíso, no Chile, onde naufragou quando deixava a cidade, em 23 de junho de 1840. Tudo foi recuperado e não houve vítimas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de agosto de 1840, primeira coluna</a>). O abade Comte permaneceu em Montevidéu ensinando daguerreotipia até 1847. Posteriormente, alugando armazéns na área portuária, acumulou uma fortuna e voltou para a França, onde faleceu, em 22 de setembro de 1868. Está enterrado no cemitério de Sampans, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16428" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16428" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oriental.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de agosto de 1840" width="441" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/841" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de agosto de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>No <a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 17 de janeiro de 1840</a>, era anunciada a chegada do daguerreótipo no Rio de Janeiro</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O abade Comte, encarregado pela assistência intelectual e espiritual e pelo ensino de religião, música e canto durante a viagem, produziu alguns daguerreótipos, em 16 de janeiro de 1840, e, alguns dias depois, apresentou o invento a dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><i>Jornal do Commercio, </i> 20 de janeiro de 1840, terceira coluna</a>). Foi com o próprio Daguerre que o abade havia aprendido a daguerreotipia. Em março do mesmo ano, d. Pedro II adquiriu um daguerreótipo, provavelmente o primeiro da América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15556" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><img class="wp-image-15556 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague12.jpg" alt="dague1" width="440" height="730" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16467" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/daguerreotipo.jpg"><img class="size-full wp-image-16467" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/daguerreotipo.jpg" alt="Louis Compte. Chafariz do Largo do Paço, Rio de Janeiro, 16/1/1840, daguerreótipo, 9 [8,3] x 7 cm [1/6 placa]. Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ" width="553" height="524" /></a><p class="wp-caption-text">Louis Compte. Daguerreótipo do Chafariz do Largo do Paço 16/1/1840, Rio de Janeiro, RJ /<br />Arquivo Grão Pará, Petrópolis, RJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15557" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><img class="wp-image-15557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/pedro1.jpg" alt="pedro" width="443" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de janeiro de 1840</a></p></div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">Por sediar o Império, o Rio de Janeiro foi a capital da fotografia no Brasil. O imperador, grande entusiasta da nova invenção, foi retratado por diversos fotógrafos, dentre eles <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, tendo conhecido praticamente o trabalho de todos eles. A fotografia passou a ser o instrumento de divulgação da imagem de dom Pedro II,<em> moderna como queria que fosse o reino</em>, segundo comenta Lilia Moritz Schwarcz no livro <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos, </em>e tornou-se também mais um símbolo de civilização e status. Foi um dos primeiros monarcas a oferecer seu <em>real</em> patrocínio a um fotógrafo, juntamente com a rainha Victoria da Inglaterra (1819 – 1901), quando, em 1851, permitiu que <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290" target="_blank">Buvelot</a> &amp; Prat, que haviam realizado uma série de daguerreótipos de Petrópolis – todos desaparecidos – usassem as armas imperiais na fachada de seu estabelecimento fotográfico.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Lista dos Fotógrafos Imperiais, na ordem cronológica em que foram agraciados com este título, segundo Guilherme Auler (1914-1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na Tribuna de Petrópolis, em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro O Brasil na fotografia oitocentista, de Pedro Vasquez. Pedro Hees e Pedro Satyro da Silveira foram incluídos na lista de agraciados e a inclusão foi baseada no trabalho <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/anais2013/trabalhos/pdf/Danielle%20Ribeiro%20de%20Castro.pdf" target="_blank"><em>Photographos da Casa Imperial: A Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX</em></a>, de Danielle Ribeiro de Castro</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290" target="_blank">Buvelot &amp; Prat</a>, título concedido em 8 de março de 1851 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, título concedido em 22 de dezembro de 1855 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863" target="_blank">João Ferreira Villela</a>, título concedido em 18 de setembro de 1860 (província de Pernambuco)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb</a>, título concedido em 24 de agosto de 1861 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Stahl</a> &amp; Wahnschaffe, título concedido em 21 de abril de 1862 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Diogo Luiz Cipriano, título concedido em 20 de setembro de 1864 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Antonio da Silva Lopes Cardoso, título concedido em 30 de novembro de 1864 (província da Bahia)</p>
<p>Thomas King, título concedido em 18 de maio de 1866 (província do Rio Grande do Sul)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães</a>, título concedido em 13 de setembro de 1866 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806" target="_blank">Fernando Skarke</a>, título concedido em 14 de dezembro de 1866 (província de São Paulo)</p>
<p>Pedro Satyro da Silveira, título concedido na década de 1870  (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>José Tomás Sabino, título concedido em 13 de agosto de 1873 (província do Pará)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Henschel</a> &amp; Benque, título concedido em 7 de dezembro de 1874 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Pedro Hees , título concedido em 1876 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Antonio Henrique da Silva Heitor, título concedido em 2 de março de 1885 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez de Padilla</a>, título concedido em 3 de agosto de 1889 (província do Rio de Janeiro)</p>
<p>Ignácio Mendo, título concedido em 6 de agosto de 1889 (província da Bahia)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4779/014BP002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="636" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank">Buvelot &amp; Prat. Daguerreótipo de dona Teresa Cristina, 1852. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: o escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 &#8211; 1908)</a> nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia: 1839. Aos 24 anos dele e do invento, escreveu sobre o assunto em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a>. Comentou sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (o fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>), que ficava na rua do Ouvidor, nº 102, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16431" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><img class="size-large wp-image-16431" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/machado-1024x431.jpg" alt="Diário do Rio, 7 de agosto de 1864" width="768" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> **</strong>Acesse aqui o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos do invento do daguerreótipo –</em> <em>Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em></a><em>, </em>também publicado hoje, dia 19 de agosto de 2019.</p>
<div style="text-align: left;">
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
</div>
<div>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARRÉ, Adrien.<a href="http://www.midley.co.uk/articles/oriental.htm" target="_blank"><em> La singulière histoire de l’Oriental-Hydrographe</em></a>. Bulletin du Comité Nantais de Documentation Historique de la Marine, Nantes, p. 17-35, 1970. 2.</p>
<p>CASTRO, Danielle Ribeiro. <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/anais2013/trabalhos/pdf/Danielle%20Ribeiro%20de%20Castro.pdf" target="_blank"><em>Photographos da Casa Imperial: a Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX</em></a>, 2013</p>
<p><a href="http://www.biographi.ca/en/bio/hartt_charles_frederick_10E.html" target="_blank"><em>Dictionary of Canadian Biography</em></a></p>
<p><em>Estatuto de admissão ao navio Hydrographe que fará a volta ao mundo sob o comando do capitão Lucas</em>. Registro autenticado – Bertinot e Roquebert – Rua Richelieu n. 28, Paris. Em 2 de abril de 1839. Arquivo Nacional da França, Paris. Transcrição e revisão de Maria Inez Turazzi; digitação de Márcia Trigueiro; tradução de Maria Elizabeth Brêa Monteiro. Publicado em TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/44944" target="_blank"><em>A viagem do Oriental-Hydrographe (1839 &#8211; 1840) e a introdução da daguerreotipia no Brasil</em></a>. Acervo; Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v.23, nº 1, p.45-62, jan-jun 20</p>
<p>GURAN, Milton (organizador), TURAZZI, Maria Inez; VASQUEZ, Pedro Karp<em>. Os daguerreótipos de Louis Comte no Rio de Janeiro &#8211; As primeiras fotografias feitas na América do Sul. </em>Rio de Janeiro: Luz Tropical, 2016.</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: left;">
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <a href="https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/155535/151193" target="_blank"><em>O mistério dos daguerreótipos do Largo do Paço</em></a> in <em>Revista da USP</em>, n. 120, janeiro-março, 2019, pp.127-152.</p>
<p><span class="addmd">PALMQUIST,Peter E; KAILBOURN,Thomas R. </span><em>Pioneer Photographers of the Far West: A Biographical Dictionary, 1840-1865</em>. Stanford: Universidade de Stanford, 2000.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/44944" target="_blank"><em>A viagem do Oriental-Hydrographe (1839 &#8211; 1840) e a introdução da daguerreotipia no Brasil</em></a>. Acervo; Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v.23, nº 1, p.45-62, jan-jun 2010.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <a href="http://www.aplop.org/UserFiles/maquina-viajante.pdf" target="_blank"><em>Máquina viajante</em></a>. Fotografia, uma viagem sem volta, janeiro de 2010.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>WOOD, Rupert Derek. <em><a href="http://www.midley.co.uk/midley_pdfs/Lucas_Portuguese_notags.pdf" target="_blank">A viagem do Capitão Lucas e do daguerreótipo a Sidney</a>.  NZ Journal of Photography, 3-7, agosto 1994.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Internacional da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Internacional da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Internacional da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Internacional da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jan 2018 19:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos por J.Pinto da região de Manguinhos, onde fica instalado o Instituto Oswaldo Cruz, um dos parceiros do portal. As imagens procuram revelar um pouco do passado da instituição, na sua relação com a cidade do Rio de Janeiro, cujo padroeiro, São Sebastião, é festejado no dia 20 de janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5143" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5143/IOC_V_III_288.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="758" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5143" target="_blank">J. Pinto. Cais por onde atracavam os barcos que se dirigiam a Manguinhos, 1904. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A região de Manguinhos vem acompanhando, há mais de cem anos, as transformações de uma cidade que não para de crescer. Área de difícil acesso e pouco habitada, no início do século XX, ela se tornava ideal para se trabalhar com soros e vacinas. Neste local, se instalaria o Instituto Oswaldo Cruz. Manguinhos era acessada apenas pela estrada de ferro ou por meio de barcos. Ao longo do século XX, passaria por uma série de intervenções, justificadas pela necessidade de sanear e urbanizar os subúrbios cariocas. As fotos apresentadas, de autoria de Joaquim Pinto da Silva (c.1884- 1951), imortalizado como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">J. Pinto</a>, procuram revelar um pouco do passado da instituição, na sua relação com a cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/115" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas a Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5122" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5122/IOC_V_II_3234.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="689" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5122" target="_blank">J. Pinto. Construção do Hospital Oswaldo Cruz, atual Hospital Evandro Chagas, 1912. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo  Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5152" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5152/IOC_V_II_0582.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5152" target="_blank">J.Pinto. Baía de Guanabara, a partir de Manguinhos, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Equipe da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</p>
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		<title>O centenário do Dia do Fico pelo fotógrafo Augusto Malta</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2017 12:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[história do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos]]></category>

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		<description><![CDATA[O centenário do Dia do Fico foi comemorado, no Rio de Janeiro, em 9 de janeiro de 1922, com diversas festividades. Uma delas foi a inauguração, na igreja do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos, localizada na rua Uruguaiana, no Centro, de uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931). A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da celebração em frente à igreja, produzida pelo alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), na época, fotógrafo oficial da cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O centenário do <em>Dia do Fico</em> foi comemorado, no Rio de Janeiro, em 9 de janeiro de 1922, com diversas festividades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8423" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de janeiro de 1922</a>). Uma delas foi a inauguração, na igreja do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos, localizada na rua Uruguaiana, no Centro, de uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931). A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da celebração em frente à igreja, produzida pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957</a>), na época, fotógrafo oficial da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 655px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4778" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4778/014AM017006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="645" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4778" target="_blank">Augusto Malta. Evento de comemoração aos cem anos do Dia do Fico, 9 de janeiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi justamente dessa igreja que, em 9 de janeiro de 1822, uma comitiva liderada pelo presidente do Senado, José Clemente Pereira (1787 &#8211; 1854), saiu para entregar a dom Pedro de Alcântara, posteriormente Pedro I (1798 &#8211; 1834), a mensagem do povo do Rio de Janeiro, com mais de oito mil assinaturas, pedindo por sua permanência no Brasil, já que as Cortes Portuguesas haviam ordenado seu regresso a Portugal. Ao apelo, dom Pedro respondeu:</p>
<p>&#8220;<em>Convencido de que a presença de minha pessoa no Brasil interessa ao bem de toda a nação portuguesa, e conhecido que a vontade de algumas províncias assim o requer, demorarei a minha saída até que as Cortes e meu Augusto Pai e Senhor deliberem a este respeito, com perfeito conhecimento das circunstâncias que têm ocorrido</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/1342" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de janeiro de 1822</a>).</p>
<p>Porém, a frase que marcou esse acontecimento, mais forte e assertiva do que a do texto original, foi proferida no dia seguinte e daria nome ao episódio que passou para a história do Brasil como o<em> Dia do Fico</em>:</p>
<p>&#8220;<em>Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/1346" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de janeiro de 1822</a>).</p>
<p>O <em>Dia do Fico</em> foi um passo importante na direção da proclamação da Independência do Brasil , ocorrida cerca de nove meses depois, em 7 de setembro de 1822.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28174" style="width: 728px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28174" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/dia-do-fico.jpg" alt="dia do fico" width="718" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank">Placas comemorativas do centenário do Dia do Fico / Álbum da Cidade do Rio de Janeiro Comemorativo do 1º Centenário da independência do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui o artigo <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8708" target="_blank"><em>O primeiro centenário do &#8220;Fico&#8221;</em></a>, publicado em 10 de janeiro de 1922 pelo <em>O Jornal</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Dia das Mães</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2016 03:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Mães]]></category>
		<category><![CDATA[Família Real]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma fotografia da Princesa Isabel (1846 - 1921) com seu filho Pedro de Alcântara, ainda bebê, a Brasiliana Fotográfica faz uma homenagem ao Dia das Mães. Também conhecida como "A Redentora", por ter assinado a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que acabou com a escravidão no Brasil, Isabel teve três filhos com com Gastão d´Orleans (1842-1922), o conde D´Eu, com quem se casou em 15 de outubro de 1864: Pedro (1875 - 1940), Luis Maria (1878 - 1920) e Antonio Gastão (1881 - 1918).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 428px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/506/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="418" height="606" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank">Henschel &amp; Benque. Isabel, Princesa do Brasil: retrato, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> com seu filho Pedro de Alcântara, ainda bebê, a Brasiliana Fotográfica faz uma homenagem ao Dia das Mães. Também conhecida como &#8220;A Redentora&#8221;, por ter assinado a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que acabou com a escravidão no Brasil, Isabel teve três filhos com com Gastão d´Orleans (1842-1922), o conde D´Eu, com quem se casou em 15 de outubro de 1864: Pedro (1875 &#8211; 1940), Luis Maria (1878 &#8211; 1920) e Antonio Gastão (1881 &#8211; 1918).</p>
<p>Na fotografia destacada, ela está segurando seu primeiro filho, Pedro, único que não faleceu antes dela. O registro é da Photographia Alemã, que pertencia aos alemães <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1892) </a>e Francisco Benque (1841 &#8211; 1921).</p>
<p>O Dia das Mães é comemorado no Brasil no segundo domingo de maio, de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getulio Vargas, em 1932, mas a origem da comemoração remonta à Grécia Antiga, quando a deusa Reia, mãe comum de todos os seres, era homenageada. A celebração tomou um caráter cristão nos primórdios do cristianismo e realizava-se em torno da Virgem Maria, a mãe de Jesus.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/86" target="_blank">Acessando o link para as fotografias que remetem ao tema da maternidade disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Novos acervos: Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 13:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[acervo fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliana Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[Leibniz-Institut für Länderkunde]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Alphons Stübel]]></category>
		<category><![CDATA[novos acervos]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa um ano e, ao longo do mês de abril, vai divulgar os novos acervos que passam a integrar o portal. O primeiro deles reúne um conjunto de 460 imagens do Brasil produzidas até 1900, que pertence ao acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde.  Mediante convênio, o conjunto foi incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles por meio da digitalização das fotos em alta resolução. Já estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica 216 fotografias do conjunto, as restantes estarão no portal até o final do ano. O Leibniz-Institut für Länderkunde, sediado na cidade de Leipzig, reúne o mais importante acervo de fotografia brasileira do século XIX  na Alemanha, em especial pelas imagens reunidas na Coleção Stübel.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica completa um ano e, ao longo do mês de abril, vai divulgar os novos acervos que passam a integrar o portal. O primeiro deles reúne um conjunto de 460 imagens do Brasil produzidas até 1900, que pertence ao acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde.  Mediante convênio, o conjunto foi incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles por meio da digitalização das fotos em alta resolução. Já estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica 216 fotografias do conjunto, as restantes estarão no portal até o final do ano. O <a href="http://www.ifl-leipzig.de/en.html" target="_blank">Leibniz-Institut für Länderkunde</a>, sediado na cidade de Leipzig, reúne o mais importante acervo de fotografia brasileira do século XIX  na Alemanha, em especial pelas imagens reunidas na coleção Stübel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 751px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4407/SAm39-0004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="741" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><input id="hidden_grupo_trabalho" name="hidden_grupo_trabalho" type="hidden" value="49" /> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4407" target="_blank">Marc Ferrez. Rio São Francisco, c. 1875. Bahia / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São imagens da fauna, da flora, de paisagens, de cidades, de índios, de igrejas, de escravos e de vários outros temas produzidas por diversos fotógrafos, dentre eles <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Alberto Frisch</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel</a>, Carlos Dhein, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza</a>, Franz Keller, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez</a> e também de fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4396/SAm23-0015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4396" target="_blank">Albert Frisch. Jacaré, c. 1865. Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O geólogo alemão Moritz Alphons Stübel (1835 – 1904) viajou, entre 1868 e 1877, pela América do Sul com o também geólogo Wilhelm Reiss (1838 – 1908), que retornou um ano antes para a Alemanha. Stübel formou uma importante coleção de fotografias, composta originalmente por quase duas mil imagens. A <em>Collection Alphons Stübel</em>, a maior coleção de fotografias sul-americanas do século XIX, até agora conhecida, da Alemanha – e provavelmente da Europa – está preservada no <a href="http://www.ifl-leipzig.de/en.html" target="_blank">Leibniz-Institut für Länderkunde.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23935" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://wikipedia.de.nina.az/wiki/Moritz_Alphons_St%C3%BCbel" target="_blank"><img class="wp-image-23935 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/04/stubel.jpg" alt="stubel" width="264" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://wikipedia.de.nina.az/wiki/Moritz_Alphons_St%C3%BCbel" target="_blank">Moritz Alphons Stübel</a></p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=1&amp;query=Leibniz-Institut+f%C3%BCr+L%C3%A4nderkunde&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Uma breve história do Leibniz-Institut für Länderkunde</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Leibniz-Institut für Länderkunde foi fundado em sua forma atual em 1992, mas seu início remonta ao ano de 1896, quando o Museu de Etnologia de Leipzig fez uma exposição da coleção do geólogo Alphons Stübel. Em 1907, esse museu tornou-se o Museu Regional de Geografia. A partir de 1930, o museu também passou a ser um instituto de pesquisa. Sob a direção do geógrafo e cartógrafo Edgar Lehman, o Instituto Alemão Regional de Geografia passou a ser o Instituto de Pesquisa de Geografia da República Democrática da Alemanha. Em 1976, passou a se chamar Instituto de Geografia e Geoecologia. Foi extinto e reinaugurado em 1º de janeiro de 1992 como o Instituto Leibniz Regional de Geografia.</p>
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