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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Cinelândia</title>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; X &#8211; O centenário do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Cinelândia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema odeon]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
		<category><![CDATA[Série “Teatros e cinemas do Brasil”]]></category>

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		<description><![CDATA[O atual prédio do Cinema Odeon, destacado neste artigo com uma fotografia do alagoano Augusto Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio. Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O atual prédio do Cinema Odeon, fotografado pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, em torno de 1930, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">O Paiz</span></em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Possuía capacidade para 1.344 pessoas, entre plateia e camarotes. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). O edifício, cujo arquiteto foi o alemão Ricardo Wriedt (? &#8211; 1961), combina elementos estruturais clássicos com detalhes decorativos<em> Art Déco</em>. Wriedt também projetou a casa, de estilo normando, de Eva Klabin (1903 &#8211; 1991), na Lagoa; e o <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/32137" target="_blank">Edifício Novo Mundo, na Lapa</a>. Ele tem projetos tanto no Rio de Janeiro como em outras cidades do Brasil.</p>
<p>O cinema Odeon passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e é um monumento à memória do cinema brasileiro e à vitalidade cultural carioca. É a sala de cinema mais icônica do Rio de Janeiro e resiste no quarteirão dos antigos palácios de cinema da cidade. Seu nome tem origem na Antiguidade: os <em>odeons</em> eram os prédios greco-romanos onde aconteciam espetáculos musicais e competições de poesias. Eram menores do que os teatros e possuíam uma cobertura para melhorar a acústica. Muitos teatros e cinemas de todo o mundo trazem este mesmo nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="font-family: Georgia;">&#8220;É o mais belo, o mais luxuoso, o mais confortável e o mais tudo quanto pode desejar de agradável em um cinema, de quantos que existem no Rio&#8230;É a realização plena de um sonho desse grande idealista do cinema entre nós, o Sr. Francisco Serrador&#8221;.</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Jornal do Commercio</span></em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="wp-image-23986 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-42037 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon5.jpg" alt="odeon5" width="318" height="302" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-42038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon6.jpg" alt="Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926" width="325" height="344" /></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/285" target="_blank">Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro filme exibido na nova sala foi <em>Graustark</em> ou <em>Amor de Príncipe</em>, estrelado por Norma Talmadge (1894 &#8211; 1957), <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Eugene O&#8217;Brien </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1880-1966) </span>e <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Marc McDermott </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1871-1929).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42031" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-42031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon3.jpg" alt="Cartaz do filme" width="650" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme Graustark ou Amor de Príncipe, o primeiro a ser exibido no Cinema Odeon na Praça Floriano / Site IMDB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42029" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank"><img class="wp-image-42029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon11.jpg" alt="odeon1" width="365" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank">Café Odeon / <em>Frou-Frou</em>, julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42034" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank"><img class=" wp-image-42034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon4.jpg" alt="Restaurante Odeon / O Malho, novembro de 1926" width="790" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank">Restaurante Odeon / <em>O Malho</em>, novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><em>” O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></a><em>“.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">Site do Cine Odeon (desativado)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42327" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/arquivonacionalbrasil/photos/s%C3%A9rie-cine-retr%C3%B4-cinema-odeono-odeon-%C3%A9-um-dos-poucos-remanescentes-dos-cinemas-d/2036991596394708/" target="_blank"><img class="wp-image-42327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon3.jpg" alt="Luciano FErrez. Cine Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="748" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">Luciano Ferrez. Fachada do Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O primeiro Cinema Odeon</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42326" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon2.jpg" alt="O primeiro Cinema Odeon / Fon-Fon, 3 de fevereiro de 1917" width="363" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank">O primeiro Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 3 de fevereiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos aqui que o primeiro Cinema Odeon foi inaugurado, em 16 de agosto de 1909, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a Rua Sete de Setembro, instalada pelo Srs. Zambelli &amp; C., no Palacete Guinle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42324" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon.jpg" alt="O Paiz, 15 de agosto de 1909" width="295" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 – 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 – 1931), que o ouviu no Cinema Odeon: “<em>É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença…</em>”. Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41449" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg"><img class="size-full wp-image-41449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934 " width="465" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. O compositor e professor francês Darius Milhaud (1892 – 1974), que passou uma temporada no Brasil, também o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado “à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.”, proprietária, como já mencionado, do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 – 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42325" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon1.jpg" alt="Ruy Barbosa era um dos ilistres frequentadores do Cinema Odeon / Fon-Fon, 5 de março de 1910" width="392" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank">O jurista e político baiano Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) era um dos ilustres frequentadores do Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 5 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42330" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42330" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon4.jpg" alt="Antigo Cinema Odeon " width="356" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank">Antigo Cinema Odeon</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos – Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/pt-br/compositores/ernesto-nazareth/" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p>Youtube</p>
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		<title>O centenário do Palácio Pedro Ernesto</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 13:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[centenário]]></category>
		<category><![CDATA[Cinelândia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Pedro Ernesto]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia do centenário do atual Palácio Pedro Ernesto, a Brasiliana Fotográfica destaca duas imagens: uma realizada por um fotógrafo ainda não identificado, em torno de 1925, e outra, realizada por Theodor Preising (1883 – 1962), em torno de 1940. Em 1918, o edifício do Conselho Municipal do Rio de Janeiro, que foi o tema do 14º artigo da série “O Rio de Janeiro desaparecido”, publicado em 19 de novembro de 2021, no portal, foi demolido para dar lugar ao prédio atual, inaugurado em 21 de julho de 1923, com a presença do então prefeito da cidade, Alaor Prata (1882 – 1964). É a sede da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia do centenário do atual Palácio Pedro Ernesto, a Brasiliana Fotográfica destaca duas imagens: uma realizada por um fotógrafo ainda não identificado, em torno de 1925, e outra, realizada por Theodor Preising (1883 – 1962), em torno de 1940. Em 1918, o edifício do Conselho Municipal do Rio de Janeiro, que foi o tema do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">14º artigo da série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em>, publicado em 19 de novembro de 2021</a>, foi demolido para dar lugar ao prédio atual, inaugurado em 21 de julho de 1923, com a presença do então prefeito da cidade, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/22932" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de julho de 1923</a>). É a sede da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33482" style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/22926" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33482" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/pedroernesto1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 21 de julho de 1923" width="769" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/22926" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi denominado, em 1951, de Palácio Pedro Ernesto (1884-1942), em homenagem ao ex-prefeito do Rio, que havia governado a cidade durante dois períodos: como interventor entre 1931 e 1934; e, entre 1935 e 1936, como prefeito eleito indiretamente. A iniciativa da nova denominação foi do vereador Índio do Brasil e foi aprovada em 24 de julho de 1951.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11077" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11077/037SL03057.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="514" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11077" target="_blank">onstrução da Cinelândia (Praça Marechal Floriano); e, ao fundo, os prédios do Conselho Municipal (atual Palácio Pedro Ernesto) e do Teatro Municipal, c. 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O edificio foi projetado por Heitor de Mello (1875 – 1920), porém ele faleceu em 14 de setembro de 1920.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33483" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/22932" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33483" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/pedroernesto2.jpg" alt="Heitor de Melo / Jornal do Brasil, 21 de julho de 1923" width="186" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/22932" target="_blank">Heitor de Mello / Jornal do Brasil, 21 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época, seu sócio era o franco-suíço Francisque Cuchet (18? – 19?). Com sua morte, o arquiteto cearense Archimedes Memória (1893 – 1960) e Cuchet estabeleceram contrato de sociedade em partes iguais do “Escriptorio Technico Heitor de Mello – A. Memória &amp; F. Couchet, architectos&#8221;. Foram  eles que deram continuidade ao projeto do Palácio Pedro Ernesto, iniciado por Heitor de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/1950" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, 21 de julho de 1923</a>). O prédio ganhou o apelido de <em>Gaiola de Ouro</em>, por ter custado aos cofres públicos o dobro do seu vizinho, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, inaugurado, em 1909.</p>
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<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10817" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10817/002057TP007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10817" target="_blank">Theodor Preising; Photo Rotativo. Avenida Rio Branco; na altura da Cinelândia. O Palácio Pedro Ernesto é o prédio mais baixo, c. 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Seu interior conta com diversas obras de arte, revestimento de mármore italiano rosa e grego verde, além de belas esculturas de José Otávio Corrêa Lima (1878 &#8211; 1974), pinturas de Eliseu Visconti (1866 &#8211; 1944) e mobiliário de época com destaque para a Sala Inglesa, toda revestida em madeira de lei. O plenário é coberto por um vitral de Rodolpho Chambelland (1879 &#8211; 1967) e uma pintura central inspirada na fundação do Rio de Janeiro. Além desses renomados artistas, também participaram do projeto, pintores e escultores como Álvaro Teixeira, Candido Caetano de Almeida, Carlos Chambelland, Carlos Oswald, Décio Villares, Eduardo de Sá, Gustavo dall’Ara, Helios Seelinger, Honório Peçanha, J. Batista, Lucílio de Albuquerque, Oscar Pereira da Silva, Petrus Verdié, Rodolfo Amoedo, Sebastião Vieira da Silva e Timóteo da Rocha.</p>
<p>Antes de voltar a abrigar a Câmara dos Vereadores, em 1º de fevereiro de 1977, quando 21 vereadores tomaram posse, após a fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, ocorrida dois anos antes; o edifício sediou o antigo Conselho Municipal, a Prefeitura, o Ministério da Educação e a Assembleia Legislativa da Guanabara. Faz parte da história do Brasil e <em>em suas escadarias que se assistiu à derrocada do estado Novo de Getúlio Vargas. Em 1952, emocionou o público com o velório do cantor Francisco Alves e, em 1968, a morte do estudante Édson Luis fez do prédio um símbolo de resistência política contra o regime militar. Mais recentemente, em 2013, as escadarias do palácio serviram de ponto de encontro para a juventude em suas manifestações por moralidade política, que ficaram conhecidas como Jornadas de Junho</em> (<a href="http://www.camara.rj.gov.br/camara_olimpica/pag1.html" target="_blank"><em>Site da Câmara Municipal do Rio de Janeiro</em></a>).</p>
<p>O prédio foi tombado definitivamente, em 1988, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural e, após sua transferência da Câmara Municipal para o Edifício Serrador, que está prevista para o segundo semestre de 2024, ele passará a ser um museu.</p>
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<p><a href="http://camara.rio/institucional/100-anos/linha-do-tempo" target="_blank">Acompanhe aqui a Linha do Tempo do Palácio Pedro Ernesto.</a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BOKOR, Rafael. Rio Antigo, por Rafael Bokor:<a href="https://lulacerda.ig.com.br/rio-antigo-por-rafael-bokor-o-palacio-pedro-ernesto-no-centro-completou-99-anos/" target="_blank"><em> O Palácio Pedro Ernesto, no Centro, completou 99 anos</em></a> in blog Lu Lacerda.</p>
<p>FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. <em>Efemérides Cariocas</em>. Rio de Janeiro, 2016.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>O GLOBO</em>, 15 de julho de 2023</p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-03/linha-do-tempo-conta-historia-centenaria-do-palacio-pedro-ernesto" target="_blank">Site Agência Brasil EBC</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/258" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T.: Série <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank"><em>“O Rio de Janeiro desaparecido” XIV – O Conselho Municipal do Rio de Janeiro</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 19 de novembro de 2021</p>
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