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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; carnaval</title>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; XI &#8211; O carnaval e suas histórias</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 11:14:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos sobre carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[confete]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um carnaval se aproxima e desta vez a Brasiliana Fotográfica, além de listar todos os artigos já publicados em torno do tema e disponibilizar em um link todas as imagens carnavalescas do acervo fotográfico do portal, vai contar uma das histórias da introdução do confete no carnaval carioca, segundo uma entrevista publicada no Diário da Noite, de 21 de janeiro de 1931. O Diário da Noite, foi lançado, por Francisco Assis Chateaubriand (1892-1968), em 5 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês de seu lançamento já havia conquistado entre 60 e 80 mil leitores. O jornal faz parte do acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro que foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um carnaval se aproxima e desta vez a Brasiliana Fotográfica, além de listar todos os artigos já publicados em torno do tema e disponibilizar em um link todas as imagens carnavalescas do acervo fotográfico do portal, vai contar uma das histórias da introdução do confete no carnaval carioca, segundo uma entrevista publicada no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, de 21 de janeiro de 1931</a>. O <em>Diário da Noite</em>, foi lançado, por Francisco Assis Chateaubriand (1892-1968), em 5 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês de seu lança<em>mento já havia conquistado entre 60 e 80 mil leitores. </em>O jornal faz parte do acervo fotográfico dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36105" target="_blank">Diários Associados – Rio de Janeiro </a>que foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3946" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3946/014AM007004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3946" target="_blank">Augusto Malta. Carnaval, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao artigo de 1931, publicado no<em> Diário da Noite</em>, o entrevistado foi o sr. Gomes Júnior, <em>da antiga casa de músicas Viúva Guerreiro. </em>Segundo ele, quando a loja <em>Viúva Guerreiro</em> ainda se chamava <em>O Piano de Crystal</em>, o chefe da casa, João de Souza de Oliveira Barreto, foi a Paris e viu o<em> brinquedo dos &#8220;confetti&#8221; de papel. </em>Trouxe toneladas e os introduziu no carnaval de 1895<em>. </em>Foi um grande sucesso. Anteriomente, já se brincava com <em>papel colorido e picado, pacientemente, à tesoura</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37434" style="width: 182px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><img class="wp-image-37434 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/carnaval.jpg" alt="carnaval" width="172" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesta mesma entrevista, o sr. Gomes Júnior, destacou a importância da Casa Beethoven (Nascimento Silva &amp; Cia.), situada à Rua do Ouvidor, nº 175, e do compositor Sinhô (1888-1930) em relação às músicas do carnaval carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37436" style="width: 185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_01/4598" target="_blank"><img class="wp-image-37436 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/carnaval1.jpg" alt="carnaval1" width="175" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, a versão do sr. Gomes Júnior para a introdução do confete no carnaval carioca não é correta, pois sua venda começou a ser anunciada pela Casa Cotia, em 1892, e pela Cateyasson &amp; Cia, em 1893, dentre outras. O fato é que o confete e a serpentina chegaram no Rio de Janeiro, na década de 1890, e nunca mais deixaram de estar presentes na folia momesca (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1892, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_08/12745" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de dezembro de 1893, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://cdn.awsli.com.br/600x450/1896/1896128/produto/94957805/com-ynjszke89z.jpg" alt="Confete Carnaval Decoração - 100 gramas" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Recife, o confete foi anunciado ainda na década de 1880, em janeiro de 1887 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_06/16877" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de janeiro de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;Para o Carnaval &#8211; Um nosso patrício, o Sr. Franklin Antônio Diniz, teve a feliz idéia de substituir por bisnagas de papel picado as de água perfumosas, sempre incomodativas, as de pós, sempre nocivas. O Sr. Diniz, formou, pois, uns pequenos saquinhos de papel, garbosamente enfeitados, contendo pedaços diminutos de papel de cores variadas, e os tem expostos à venda em todas as lojas de miudezas. É um inocente passatempo para o carnaval, e que merece ser bem acolhido pelo público, tanto mais quanto por ser de indústria nacional nada perde em conforto com os melhores similares que vêm do estrangeiro.&#8221;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Links para artigos sobre carnaval já publicados na Brasiliana Fotográfica</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://st.depositphotos.com/2785423/3810/v/450/depositphotos_38100287-stock-illustration-beautiful-masquerade-mask-vector.jpg" alt="Imagem relacionada" width="235" height="235" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4376" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>O carnaval nas primeiras décadas do século XX</em>, publicado em 5 de fevereiro de 2016</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3944" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3944/014AM002020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3944" target="_blank">Augusto Malta. Grupo de homens fantasiados para o carnaval, As Marrequinhas, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank"><em>O carnaval do Cordão da Bola Preta,</em> publicado em 9 de fevereiro de 2018</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4220/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="585" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank">Anônimo. Salve! “Cordão da Bola Preta”, Penha de 1936, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10905" target="_blank"><em>A Batalha de Flores</em>, publicado em 19 de fevereiro de 2018, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5438/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft448.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores, 17/10/1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank"><em>As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966, </em>publicado em 21 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18254" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cenas da folia em Manaus em 1913</em>, publicado em 28 de fevereiro de 2020</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6206/02-10-20-35-005-190.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank">Carnaval, 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27031" target="_blank">Baile de Carnaval em Santa Teresa &#8211; Di Cavalcanti, Klixto e Helios Seelinger, na casa de Raul Pederneiras, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27031" target="_blank">publicado em 25 de fevereiro de 2022</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10684/icon1594572.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="794" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank">Baile de Carnaval, c. 1921. Santa Teresa, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a> Anotação manuscrito no verso da foto “63”: “baile de carnaval em casa de Raul no Largo dos Neves em Sta Tereza. Da esquerda: sentados (3) primeira fila: Di Cavalcanti, Amaro e Claudio Manuel da Costa – sentados (2ª fila) Luis Peixoto, Mario, Kalixto, Raul, o ator Brandão o popularíssimo, e Helios Seelinger. Em pé atraz: [sic] miranda, 3 deusas, Marques Pinheiro e outra deusa 1923″. – “mulher do Raul Pederneiras (Wanda)”</p></div>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30648" target="_blank"><em><span style="color: #800000;">O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados, publicado em 3 de fevereiro de 2023</span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo &#8211; a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso) Jean Manzon, 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30577" target="_blank"><em>Foliões do Carnaval de Diamantina por Chichico Alkmim, </em>publicado em 17 de fevereiro de 2023</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5236/P011G00787.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank">Chichico Alkmim. Carnaval, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34913" target="_blank"><em><span style="color: #800000;">Crianças no carnaval carioca de 1933 por Guilherme Santos publicado em 8 de fevereiro de 2024</span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 860px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12600/002080RJ7812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="850" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank">Guilherme Santos. Carnaval &#8211; crianças fantasiadas, 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">O carnaval de 1919: o carnaval da revanche, o carnaval triunfante! </span></em><span style="color: #800000;">publicado em 20 de fevereiro de 2025</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 743px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3950/014AM007003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="733" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank">Augusto Malta. Desfile de corso durante o carnaval, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-surgiram-o-confete-e-a-serpentina" target="_blank"><em>Revista Superinteressante</em>, 22 de fevereiro de 2024</a></p>
<p>SILVA, Leonardo Dantas. <a href="https://www.revivendomusicas.com.br/curiosidades_01.asp?id=88" target="_blank"><em>Ensaios de carnaval</em></a>. SUPLEMENTO CULTURAL. Diário Oficial. O Estado de Pernambuco. Ano X. Fevereiro de 1997.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; X &#8211; O carnaval de 1919: o carnaval da revanche, o carnaval triunfante!</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 15:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval de 1919]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma imagem de autoria do alagoano Augusto Malta (1864-1957), fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936, a Brasiliana Fotográfica relembra o carnaval carioca de 1919, o primeiro grande evento realizado na cidade após a pandemia de Gripe Espanhola. Depois da tragédia, veio a esbórnia! O que seguiu no Rio de Janeiro, entre o sábado de carnaval e a quarta-feira de cinzas - 1º e 5 de março - foi um carnaval animadíssimo, como uma vingança contra a terrível doença que havia atingido intensamente a cidade. Após o luto pela doença, o povo foi à forra! Foi o carnaval da revanche, o carnaval triunfante! ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma imagem de autoria do alagoano Augusto Malta (1864-1957), fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936, a Brasiliana Fotográfica relembra o carnaval carioca de 1919, o primeiro grande evento realizado na cidade após a pandemia de Gripe Espanhola. Após o luto pela doença, o povo foi à forra! Foi o carnaval da revanche, o carnaval triunfante!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3950/014AM007003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank">Augusto Malta. Desfile de corso durante o carnaval, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/46228" target="_blank"><img src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9bfc/live/8525b660-af27-11ed-89f4-f3657d2bfa3b.jpg.webp" alt="Capa de jornal antigo" width="640" height="640" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/46228" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de março de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos para a Festa da Penha de 1918, uma festa religiosa realizada no alto do morro. Neste ano aconteceu nos dois primeiros domingos de outubro, foi suspensa devido à Gripe Espanhola, e voltou a realizar-se em 8 e 15 de dezembro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/40573" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de outubro de 1918, terceira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/41182" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de dezembro de 1918, penúltima coluna)</a>. Mas era no sopé da pedra onde está construída a Igreja da Penha que a festa atraía, segundo o jornalista Jota Efegê (1902-1987): &#8220;<em>Os boêmios, o povo da lira, a gente do samba, e com eles os malandros, os valentes, os capoeiras sempre acorriam aos festejos da Penha. Misturavam-se às famílias (principalmente portuguesas) que lá iam para seus piqueniques regados ao farto verdasco&#8221;</em>.</p>
<p>E durante a Festa da Penha, que normalmente era frequentada por cerca de 60 mil pessoas, e que abria o período carnavalesco, Oscar José Luiz de Morais (1883-1961), conhecido como <em>Caninha,</em> frequentador, no início do século XX, das casas das tias baianas da Pequena África, e amigo dos sambistas Donga (1889-1974), João da Baiana (1887-1974) e Pixinguinha (1897-1973), lançou uma música que fez muito sucesso, o maxixe <em>Gripe Espanhola </em>cuja letra era:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.casadochoro.com.br/cards/view/254" target="_blank"><img src="https://acervo.casadochoro.com.br/files/uploads/cards/254_card_hl.jpg" alt="" width="248" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.casadochoro.com.br/cards/view/254" target="_blank">Caninha (1883-1961), o compositor do maxixe <em>Gripe Espanhola</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">A Espanhola está aí</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A Espanhola está aí</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A coisa não está brincadeira</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Quem tiver medo de morrer não venha</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Mais à Penha</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">E estava mesmo! A Gripe Espanhola aconteceu, entre 1918 e 1920, em três ondas. Entre os meses de setembro e novembro de 1918, a epidemia assolou o Brasil. Estima-se que cerca de 65% da população brasileira tenha sido infectada pela Gripe Espanhola e por volta de 35.240 pessoas tenham morrido em São Paulo e no Rio de Janeiro e 300 mil em todo o Brasil. Esses números variam e diversas fontes os consideram abaixo das estatísticas reais. A pandemia acometeu cerca de 50 % da população mundial e a Organização Mundial de Saúde estima que tenha causando entre 20 e 40 milhões de mortes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><img src="https://opartisano.org/wp-content/uploads/2024/04/ab2bc-imagem_1.jpg?w=723" alt="" width="640" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Depois da tragédia, veio a esbórnia! O que aconteceu no Rio de Janeiro, entre o sábado de carnaval e a quarta-feira de cinzas de 1919 &#8211; 1º e 5 de março &#8211; foi um carnaval animadíssimo, como uma vingança contra a terrível doença que havia atingido intensamente a cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38946" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/46238" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38946" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/carnaval4.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 3 de março de 1919" width="605" height="66" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/46238" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 3 de março de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Texto de <em>Pierrot</em>, pseudônimo do jornalista Manuel Bastos Tigre (1882-1957), publicado no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 20 de janeiro de 1919</a>:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">&#8220;CARNAVAL</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Quem não morreu da Espanhola, quem dela pôde escapar não dê mais tratos à bola, toca a rir, toca a brincar&#8230;A quadra não é de prantos! Tragam nos lábios sorrisos pois já por todos os cantos se ouve a música dos guisos. O Carnaval está na porta e da tristeza e da dor Momo a sequência nos corta com seu rabumba atreador.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">A Folia está na rua e aos requebros do &#8220;Can Can&#8221; vai-se ao império da Lua numa alegria louçã. Vai o prazer aos confins , remexe-se a Terra inteira, ao som vivaz dos clarins, ao roncar do Zé Pereira.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Pinta-se a manta e o sete, ao jogar com as meninas tempestades de confete, de &#8220;Redó&#8221; e de serpentinas. Só há momentos simpáticos pros cavalheiros que ufanos vão brincar nos Democráticos ou nos bravos Fenianos. Por isso, pois, minha gente, bolas aos planos sinistros sobre o novo presidente, sobre os futuros ministros, sobre o caso complicado, cheio de negras mazelas, do tal Comissariado, com as suas muitas tabelas.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Deus Momo toca a rebate!&#8230;Ei-lo ! A Folia cá está!&#8230; Um viva à Flor do Abacate a ao Ameno Resedá!&#8230;&#8221;</span></em></p>
<p style="text-align: center;">                                                                                    Pierrot</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=38905" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/omalho.jpg" alt="Capa de O Malho, 1º de março de 1919" width="303" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=38905" target="_blank">Capa de<em> O Malho</em>, 1º de março de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No 12º capítulo das “<em>Memórias de Nelson Rodrigues</em>” foi publicado, em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">10 de março de 1967, no </a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">Correio da Manhã: </a></em></p>
<p><em>“Começou o Carnaval e, de repente, da noite para o dia, usos, costumes e pudores tornaram-se antigos, obsoletos, espectrais. As pessoas usavam a mesma cara, o mesmo feitio de nariz, o mesmo chapéu, a mesma bengala (naquele tempo, ainda se lavava a honra a bengaladas). Mas algo mudara. Sim, toda a nossa íntima estrutura fora tocada, alterada e, eu diria mesmo, substituída&#8230; Éramos outros seres que nem bem conheciam as próprias potencialidades. Cabe então a pergunta: e por quê? Eu diria que era a morte, sim a morte que desfigurava a cidade e a tornava irreconhecível. A Espanhola trouxera no ventre costumes jamais sonhados. E, então, o sujeito passou a fazer coisas, a pensar coisas, a sentir coisas inéditas e, mesmo, demoníacas&#8230; Estou aqui reunindo as minhas lembranças. Aquele Carnaval foi, também, e sobretudo, uma vingança dos mortos mal vestidos, mal chorados e, por fim, mal enterrados. Ora, um defunto que não teve o seu bom terno, a sua boa camisa, a sua boa gravata é mais cruel e mais ressentido do que um Nero ultrajado. E o Zé de S. Januário está me dizendo que enterrou sujeitos em ceroulas, e outros nus como santos. A morte vingou-se, repito, no Carnaval… E tudo explodiu no sábado de Carnaval. Vejam bem: até sexta-feira, isto aqui era o Rio de Machado de Assis; e, na manhã seguinte, virou o Rio de Benjamim Costallat ou, ainda, do Theo Filho&#8230; Desde as primeiras horas de sábado, houve uma obscenidade súbita, nunca vista, e que contaminou toda a cidade. Eram os mortos da Espanhola e tão humilhados e tão ofendidos que cavalgavam os telhados, os muros, as famílias&#8230; Nada mais arcaico do que o pudor da véspera. Mocinhas, rapazes, senhoras, velhos cantavam uma modinha tremenda. Eis alguns versos: &#8220;Na minha casa não racha lenha. Na minha racha, na minha racha/ Na minha casa não há falta de água/ Na minha abunda&#8221;, etc. etc. As pessoas se esganiçavam nos quatro dias&#8230;&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 877px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=32433" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/carnaval.jpg" alt="Fon-Fon, março de 1919" width="867" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=32433" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 8 de março de 1919 / O carro da direita faz uma crítica à Hespanhola</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anos depois, Carlos Heitor Cony (1926 – 2018) escreveu, na <em>Folha de São Paulo,</em> de 19 de fevereiro de 1996, um artigo sobre a Gripe Espanhola e o carnaval de 1919:</p>
<p><em>&#8220;Carnaval vem, Carnaval vai, e eu não consigo esquecer o Carnaval que não vivi, nem nascido era, o Carnaval de 1919.</em><br />
<em>Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues, que deu nome ao estádio do Maracanã, sempre me falava nesse Carnaval paradisíaco, os olhos dele estufavam</em> d<em>entro das órbitas, rememorando bacanais terríveis, terríveis esbórnias, um Carnaval apocalíptico -e seus cabelos cor-de-fogo ficavam eriçados como as cerdas bravas do javali-, imagem do Eça de Queiroz que Nelson divulgou à saciedade.</em><br />
<em>Havia um motivo para o eriçamento dos cabelos cor-de-fogo do Mário: ele vira e ouvira coisas naquele remoto ano, logo depois da Primeira Guerra Mundial e da gripe espanhola que matou milhares de pessoas em todo o mundo.</em><br />
<em>No Rio, o sujeito ia atravessar a rua, botava o pé no meio-fio com plena saúde e chegava morto ao meio-fio do outro lado. Era fulminante a gripe, os parentes deixavam os mortos nos bondes, pagavam a passagem deles, como se passageiros fossem. Não havia tempo nem lugar para o enterro.</em><br />
<em>Natural que, depois da fase mortuária, viesse a fase libertária, ou libertina, basta dizer que as delegacias da cidade registraram a queixa de 4.315 defloramentos e outros tantos casos de abandono do lar, adultério e até incesto.</em><br />
<em>E Mário Filho arregalava os olhos, os cabelos cor-de-rosa vibravam, Nelson apreciava a exaltação do irmão, nunca entrou nesse tema, deixou-o para Mário, que tentou, tentou, tocou no assunto num outro romance, mas não foi fundo, como o tema pedia e o irmão mais jovem esperava.</em><br />
<em>E assim é que o Carnaval de 1919 permanece inédito, à espera que algum desocupado encare a época, o Rio da gripe e do depois da gripe, o Rio cuja violência explodiu no sexo de um Carnaval como nunca houve nem haveria igual.</em><br />
<em>A idéia de Mário era pegar como narrador um personagem nascido nove meses depois, um filho dessa esbórnia, desse pânico pela morte que estourou donzelas e famílias. Os brasileiros nascidos na feliz data de novembro de 1919 que se habilitem&#8221;.</em></p>
<p>A folia de Momo foi festejada no Rio de Janeiro por cerca de 400 mil pessoas em um clima de euforia de fim de mundo, afinal não se sabia se a gripe voltaria. Poderia ser o último carnaval de muitos foliões! Traumas e medos foram transformados em euforia. Além disso, a crônica carnavalesca estava em seu auge e os jornalistas ligados ao carnaval, importantes tanto nas redações como na sociedade carioca, noticiavam o dia da dia dos festejos tornando a imprensa uma grande e crucial promotora do sucesso do <em>carnaval triunfante</em>!</p>
<p>Felizmente, a Espanhola não voltou ao Brasil!</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://acervo.casadochoro.com.br/cards/view/254" target="_blank">Acervo Casa do Choro</a></p>
<p>BUTTER, David. De sonho e de desgraça: o Carnaval carioca de 1919. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2022.</p>
<p>EFEGÊ, Jota. <i>Meninos, eu vi.</i> Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/caninha/" target="_blank">Dicionário Ricardo Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>SANTOS, Daniel Santana; VAISBIH, Renato. <a href="https://portalintercom.org.br/anais/nacional2021/resumos/ij01/daniel-santana-santos.pdf" target="_blank"><em>A Cobertura do Carnaval de 1919 nas Páginas do Correio da Manhã e da Gazeta de Notícias</em></a>. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 44º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – VIRTUAL – 4 a 9/10/2021</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <em><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/Z9Lr5HqtjXzFsTD5FFvGFBQ/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank">O Carnaval, a peste e a ‘espanhola’.</a> </em>História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 13, n. 1, p. 129-58, Jan.-Mar. 2006.</p>
<p>SIMAS, Luiz Antonio.<em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCR7fhkqNp4" target="_blank">A origem da Festa da Penha</a></em>.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank"><em>E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 23 de março de 2020.</p>
</div>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; IX &#8211; Crianças no carnaval carioca de 1933 por Guilherme Santos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 14:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia estereoscópica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jean Manzon]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma estereoscopia divertida de crianças fantasiadas no carnaval carioca de 1933, produzida pelo fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 - 1966), a Brasiliana Fotográfica celebra a folia momesca e elenca para seus leitores sete artigos já publicados no portal sobre a festa, que é considerada por muitos como o maior show da Terra. Nos artigos, estão publicadas cenas de carnaval com imagens de foliões de diferentes décadas e estados do Brasil registrados por fotógrafos ainda não identificados, por Augusto Malta (1864 - 1957), Chichico Alkmin (1886 - 1978), Jean Manzon (1915 - 1990) e Luiz Lavenère Wanderley (1868 – 1966). Evoé Momo! Salve o Carnaval!

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma estereoscopia divertida de crianças fantasiadas no carnaval carioca de 1933, produzida pelo fotógrafo amador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"> Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, a Brasiliana Fotográfica celebra a folia momesca e elenca para seus leitores sete artigos já publicados no portal sobre a festa, que é considerada, por muitos, como o maior show da Terra. Nos artigos, estão publicadas cenas de carnaval com imagens de foliões de diferentes décadas e estados do Brasil registrados por fotógrafos ainda não identificados, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmin (1886 &#8211; 1978),</a> Jean Manzon (1915 &#8211; 1990) e<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank"> Luiz Lavenère Wanderley (1868 – 1966). </a>Evoé Momo! Salve o Carnaval!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12600/002080RJ7812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="828" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank">Guilherme Santos. Carnaval &#8211; crianças fantasiadas, 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotógrafo amador e colecionador, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos</a> produziu mais de 20 mil imagens estereoscópicas entre os anos de 1906 e 1957, utilizando-se exclusivamente do sistema Verascope, um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. Antes dele, entre os anos de 1855 e 1862, o “Photographo da Casa Imperial”, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina </a>e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, havia produzido vários registros utilizando a técnica da estereoscopia. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a>.</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/19130/carnavais-de-outrora" target="_blank">Leia aqui <em>Carnavais de outrora</em>, de Guilherme Tauil, publicado no Portal da Crônica Brasileira em 15 de fevereiro de 2024</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; VIII &#8211; Foliões do Carnaval de Diamantina por Chichico Alkmim</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30577</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30577#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 12:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Chichico Alkmim]]></category>

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		<description><![CDATA[Para celebrar o Carnaval de 2023, a Brasiliana Fotográfica destaca uma das imagens mais líricas e belas já produzidas sobre o tema. Os personagens retratados nos seduzem com seus sorrisos, expressões, fantasias e poses, despertando nossa imaginação...É um convite para a folia, para a festa! A autoria da foto é de  Chichico Alkmim (1886 – 1978), fotógrafo mineiro, autodidata e pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina. Foi o primeiro cronista visual da cidade e atuou na profissão, que adotou em 1907, até 1955. Sua produção, que compreende registros da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, costumes, ritos e retratos de seus habitantes, é uma das principais  da memória visual de Minas Gerais. A fotografia dos foliões do Carnaval de Diamantina emociona por sua poesia e beleza.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o Carnaval de 2023, a Brasiliana Fotográfica destaca uma das imagens mais líricas e belas já produzidas sobre o tema. Os personagens retratados nos seduzem com seus sorrisos, expressões, fantasias e poses, despertando nossa imaginação&#8230;É um convite para a festa, para a folia! A autoria da foto é de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 – 1978)</a>, fotógrafo mineiro, autodidata e pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina. Foi o primeiro cronista visual da cidade e atuou na profissão, que adotou em 1907, até 1955. Sua produção, que compreende registros da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, costumes, ritos e retratos de seus habitantes, é uma das principais  da memória visual de Minas Gerais. A fotografia dos foliões do Carnaval de Diamantina emociona por sua poesia e beleza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tudo tão antigo e tão recente esta gente de papel convida a esquecer o tempo – até que a voz de um galo nos acorde</em>.</span></p>
<p style="text-align: right;">Eucanaã Ferraz, poeta, sobre a obra de Chichico</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5236/P011G00787.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank">Chichico Alkmim. Carnaval, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a>.</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; III e Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; VII &#8211; O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 14:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[acervo fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamim de Oliveira]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon, responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no Diário da Noite, de 31 de dezembro de 1948, na ocasião do falecimento do Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 - 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação, realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 - 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon (1915 &#8211; 1990), responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, de 31 de dezembro de 1948</a>, na ocasião do falecimento do primeiro Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 &#8211; 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 &#8211; 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/32279" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de fevereiro de 1946, sétima coluna</a>). Vamos também traçar um pequeno perfil de Manzon. Foi em 3 de fevereiro de 1934 que o carnaval carioca foi aberto pela primeira vez por um Rei Momo de carne e osso.</p>
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<div style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="646" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo &#8211; a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-30653 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo1.jpg" alt="momo" width="417" height="531" /></a></p>
<div id="attachment_30654" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class="wp-image-30654 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo2.jpg" alt="momo2" width="415" height="96" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou entre 1934 e 1948, com a Rainha do Carnaval das Atrizes, Mara Rúbia. Foto de autoria de Jean Manzon produzida em 28 de fevereiro de 1946, no Teatro João Caetano / <em>Diário da Noite</em>, 31 de dezembro de 1948.</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os Diários Associados e a importância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela terceira vez uma imagem dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro -, que foi incorporado, em 2016, ao acervo fotográfico de uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS), é o destaque de uma publicação do portal. Esse conjunto de fotos dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, comprado por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele, em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado, em 1827, e adquirido pelo grupo em 1959.</p>
<p>Mais uma vez destacamos a relevância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa mesmo que as imagens estejam disponíveis em plataformas como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma das mais importantes fontes de pesquisa do portal. Com a preservação, as fotografias podem, a partir de recursos tecnológicos, como a digitalização e o <em>zoom</em>, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/350" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Rei Momo publicados em jornais cariocas dos Diários Associados e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de Jean Manzon (1915 &#8211; 1990)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="https://fotografia.povosindigenas.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Retrato-MANZON.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_31015" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank"><img class=" wp-image-31015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/jeanmanzon.jpg" alt="Jean Manzon / Arquivo Nacional" width="213" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank">Jean Manzon / Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo e cineasta Jean Manzon nasceu em Paris, em 2 de fevereiro de 1915. Começou sua carreira, aos 16 anos, no jornal <em>L´Intransigeant. </em>Depois trabalhou nas revistas ilustradas <em>Vu e Match </em>e no vespertino <em>Paris Soir</em>. Também trabalhou para o serviço cinematográfico da Marinha Francesa durante a Segunda Guerra Mundial.<em> </em>Veio para o Brasil, em agosto de 1940, e fixou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Nos primeiros anos da década de 1940, foi o encarregado pela organização do Setor de Fotografia do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo do presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Manzon tinha a função de produzir material para a divulgação da imagem do Brasil no país e no exterior. Editou pela Força Expedicionária Brasileira a revista <em>Brasil na Guerra</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Atuou em diversas publicações dos Diários Associados, principalmente na revista <em>O Cruzeiro, </em>onde começou a trabalhar em 1943, a convite de Frederico Chateubriand (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/37039"><em>O Cruzeiro, </em>10 de julho de 1943</a>), onde permanceu até<em> </em>1951. Neste período produziu mais de 300 fotorreportagens cujos temas a professora e arquiteta Helouise Costa separou em quatro tópicos: política, personalidades, religião e realidade brasileira. Justamente nas décadas de 40 e 50 as matérias da revista tiveram um forte impacto na formação do imaginário brasileiro abordando, muitas vezes, pela primeira vez, alguns assuntos. Formou com David Nasser (1917 &#8211; 1980) uma das duplas mais importantes do jornalismo brasileiro. Juntos percorreram o Brasil de norte a sul e é deles, por exemplo, a matéria <em>Enfrentando os chavantes, </em>reportagem pioneira sobre índios brasileiros<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/41611"><em>O Cruzeiro</em>, 24 de junho de 1944</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Manzon foi o responsável pela renovação do fotojornalismo no Brasil, implantando em <em>O Cruzeiro, </em>a partir de sua experiência europeia<em>,</em> uma linguagem fotográfica que usava ângulos de baixo para cima e vice-versa, tomadas oblíquas, enfatizando detalhes expressivos e utilizando intencionalmente a cenografia, onde a imagem era meticulosamente arquitetada pelo fotógrafo que, desta forma, construia a imagem. Introduzia assim a fotorreportagem, onde a foto não se limitava a ilustrar o texto, mas transmitia um ponto de vista especificamente visual sobre os fatos e resultava, com o texto, uma narrativa estruturada.</p>
<p style="text-align: left;">Manzon formou em <em>O Cruzeiro</em> uma equipe de fotógrafos que tornou-se pioneira do fotojornalismo moderno no país. Alguns deles foram Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959),  José Medeiros (1921- 1990) e Peter Scheier (1908 &#8211; 1979).</p>
<p style="text-align: left;">Na década de 1950, passou a colaborar com a revista <em>Paris Match</em>. Colaborou também com o jornal <em>Última Hora</em> e com a <a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/1" target="_blank">revista <em>Manchete, </em>em cuja capa do primeiro exemplar, de 26 de agosto de 1952</a>, há uma chamada para <em>Uma grande reportagem de Jean Manzon, </em>intitulada<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/7" target="_blank"><em> Nem tudo é sombra e água fresca, também se trabalha na Câmara dos Deputados.</em></a></p>
<p style="text-align: left;">Ainda nos anos 50, fundou a empresa cinematográfica Jean Manzon Produções, que realizou mais de 900 documentários. Um deles, <em>L´Amazone,</em> foi premiado com o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza, Itália, em 1966. Retornou a Paris e, entre 1968 e 1972, assumiu a direção da <em>Paris Match</em>. É de sua autoria os livros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/3113" target="_blank"><em>Flagrantes do Brasil </em>(1950)</a> e <em>Mergulho na Aventura (1950), </em>este último em parceria com David Nasser; <em>Brasil </em>(1952) e <em>Féerie Brésilienne </em>(1957), entre outros.</p>
<p style="text-align: left;">Ele se orgulhava de ser <em>o maior propagandista brasileiro no exterior</em> e acusado, muitas vezes, de não mostrar a realidade do Brasil em seus documentários, declarou, em entrevista no artigo de Sérgio Gomes, <em>Profissão otimista</em>, publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977:</p>
<div id="attachment_31509" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg"><img class="size-full wp-image-31509" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg" alt="Folha de São Paulo, 17 de novembro de 1977" width="248" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Folha de São Paulo</em>, 17 de novembro de 1977</p></div>
<p style="text-align: left;">Segundo o poeta Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), na apresentação da segunda edição de <em>Flagrantes do Brasil</em>, a obra de Manzon seria como um retrato de “<em>nossa terra, nossos homens e nossos costume</em>s”. Seu acervo é um dos maiores patrimônios cinematográficos de preservação da história e da memória no Brasil e em toda América Latina produzido por um só artista.</p>
<p style="text-align: left;">Em junho de 1990, em São Paulo, recebeu a Cruz de Oficial da Legião de Honra da França. Jean Manzon faleceu em Reguengos de Monsaraz, em Portugal, em 1º de julho de 1990, devido a um traumatismo craniano ocasionado por uma queda de uma escada (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/12200" target="_blank">5 de junho de 1990</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/14590" target="_blank">3 de julho de 1990</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Rei Momo I e Único do carnaval carioca</strong></em></span></p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11419/036ACARN0148F002f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janero de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30655" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30655" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo11.jpg" alt="Diário da Noite, 27 de janeiro de 1940" width="300" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou no carnaval carioca de 1934 a 1948<em> / Diário da Noite</em>, 27 de janeiro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Mitologia Grega, Momo era o deus da festividade, filho do Sono e da Noite. Por sua irreverência e sarcasmo foi expulso do Olimpo. Na Grécia, registros históricos revelam que os primeiros reis Momos até hoje conhecidos desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais bonitos do exército e, ao final da festa, ele era sacrificado em honra do deus Saturno.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira representação do Rei Momo de que se tem notícia no Brasil foi feita pelo caricaturista alemão radicado no Brasil, Henrique Fleiuss (1824 &#8211; 1882), e publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/511" target="_blank"><em>Semana Illustrada, </em>em 2 de março de 1862</a>, primeira publicação humorística ilustrada da imprensa brasileira. Fundada por Fleiuss, existiu entre 1860 e 1876, e teve como colaboradores Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30666" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo5.jpg" alt="Rei Momo por Henrique Fleuiss / Semana Illustrada, 2 de março de 1862" width="280" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank">Rei Momo por Henrique Fleuiss / <em>Semana Illustrada</em>, 2 de março de 1862</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Até hoje, acredita-se que a primeira representação física do Rei Momo no país tenha acontecido em 21 de junho de 1910 durante a encenação da opereta<em> Cupido no Oriente</em> apresentada no Circo Spinelli. O famoso Benjamim de Oliveira (1870 &#8211; 1954), um dos autores da peça ao lado de David Carlos (18?-19?) e o primeiro palhaço negro do Brasil, interpretou Momo. O espetáculo contava com 28 músicas de autoria do maestro Paulino do Sacramento (1880 &#8211; 1926) e quatro atos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30667" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo6.jpg" alt="O Paiz, 21 de junho de 1910" width="701" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de junho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank"><img src="https://www.multirio.rj.gov.br/images/img_2019_06/BO-2_Lembranca_Benjamin_1909-T2.jpg" alt="BO 2 Lembranca Benjamin 1909 T2" width="250" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Souvenir de 1909, com alguns personagens. In: O circo no Brasil, de Antonio Torres, Funarte/SP, 1998</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31724" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31724" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/momo.jpg" alt="O Paiz, 1º de fevereiro de 1910" width="508" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 1º de fevereiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, a Federação das Sociedades Carnavalescas do Rio de Janeiro, a Casa dos Artistas e a Empresa Beira-Mar Cassino organizaram a entrada triunfal do Rei Momo no Rio de Janeiro, que seria uma<em> nota interessantíssima do carnaval</em>. A programação foi apresentada por Cerqueira Lima, representante do Touring Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11023" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11524" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11745" target="_blank">14 de fevereiro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foi uma ideia feliz essa de se dar, assim, como uma apoteose ao deus da folia, abertura oficial aos folguedos de carnaval&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11763" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30670" style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo9.jpg" alt="Croquis de hIpólito Colomb / A Noite, 15 de fevereiro de 1933" width="724" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">Croquis de Hipólito Colomb / <em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, em 18 de fevereiro de 1933, desembarcou na cidade um Rei Momo, porém de papelão. Foi esculpido pelo cenógrafo Hipólito Colomb que, com o decorador Jayme Silva, o vestiu. Momo chegou à Praça Mauá a bordo do <em>Mocanguê. </em>A alegoria media 13 metros e era iluminada por 800 lâmpadas elétricas. Houve um desfile na avenida Rio Branco e o rei da folia instalou-se no Cassino Beira-Mar. Foi a diretoria do Lloyd Club que promoveu a luxuosa cerimônia de chegada (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">15 de fevereiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11800" target="_blank">18 de fevereiro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11801" target="_blank">18 de fevereiro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11816" target="_blank">19 de fevereiro, de 1933</a>; <em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank">18 de fevereiro</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13466" target="_blank">20 de fevereiro de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30669" style="width: 694px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo8.jpg" alt="Diário da Noite, 18 de fevereiro de 1933" width="684" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 18 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como provado por fotos publicadas no jornal <em>A Noite</em>, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11836" target="_blank">21 de fevereiro de 1933</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11841" target="_blank">na mesma data 3ª edição</a>; e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11865" target="_blank">23 de fevereiro de 1933</a>, já existia um  Rei Momo de carne e osso em 1933, criado por iniciativa dos jornalistas de <em>A Noite </em>Vasco Lima, Raymundo Magalhães Junior, Edgard Pilar Drummond, pseudônimo Palamenta, que integrava o Centro dos Cronistas Carnavalescos; e do caricaturista Fritz, pseudônimo de Anisio Mota. O escolhido para encarnar o soberano do carnaval carioca foi o cronista de turfe, que também trabalhava no jornal, o carioca Francisco Moraes de Cardoso (1893 &#8211; 1948), um tipo bonachão, alegre e com cara de glutão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11418/036ACARN0148F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas foi no ano seguinte, em 3 de fevereiro de 1934, que o Rei Momo de carne e osso abriu o carnaval do Rio de Janeiro. Chegou na Praça Mauá e seguiu pela Avenida Rio Branco até o Palácio das Festas, onde houve um baile em sua homenagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/15665" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de dezembro de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16504" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de fevereiro de 1934, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16264" target="_blank"><em> A Noite</em>, 30 de janeiro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16334" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de fevererio de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30672 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo10.jpg" alt="momo10" width="184" height="285" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg"><img class="size-full wp-image-30673 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="182" height="134" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank"> A Noite</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank">, 3 de fevereiro de 1934</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi vestido, por sugestão do maestro Silvio Piergilli (c.1888 &#8211; 1962), que trabalhava no Teatro Municipal e era amigo de Raymundo Magalhães Junior, com a roupa do duque de Mântua, personagem da ópera <em>Rigoletto</em>, de Giuseppe Verdi. Há uma outra versão na qual o caricaturista Fritz teria sido o desenhista da roupa, que teria sido executada por uma costureira do Teatro Municipal. Provavelmente, em 1933, Momo usou a fantasia do duque e, no ano seguinte, 1934, desfilou com a roupa desenhada por Fritz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30674" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30674" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo12.jpg" alt="A Noite, 21 de fevererio de 1933" width="546" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de fevererio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30675" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo13.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="438" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 9 de dezembro de 1948</a>, resumiu assim a história do Rei Momo no carnaval do Rio de Janeiro:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30707 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo14.jpg" alt="momo14" width="274" height="527" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-30708 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg" alt="momo15" width="273" height="369" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que durante 15 anos, de 1934 até sua morte, em 9 de dezembro de 1948, Moraes de Cardoso reinou no carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de dezembro de 1948</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/46653%20" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 10 de dezembro de 1948, primera coluna</a>). Havia ingressado em <em>A Noite</em> em fins da década de 20, a convite de Adauto de Assis, que chefiava a seção esportiva do jornal. Antes, Moraes Cardoso trabalhava na papelaria Casa Cruz. Quando faleceu, além de repórter esportivo e comentarista de turfe, era Chefe da Seção de Circulação de <em>A Noite</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30664" style="width: 143px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo3.jpg" alt="Francisco, Rei MOmo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948" width="133" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank">Francisco de Moraes Cardoso, Rei Momo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11421/036ACARN0148F004f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ /Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva do Rei Momo do carnaval carioca desde 1934</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11420/036ACARN0148F003f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Diários Associados (RJ) &#8211; IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1934 a 1948</strong> – Francisco Moraes Cardoso</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1949</strong> – Gustavo Matos</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1950</strong> – Jaime de Moraes</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1951 a 1957</strong> – Nelson Nobre</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1958 a 1971</strong> – Abrahão Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1972</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1973</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1974 a 1982</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1983</strong> – Paolo Vicente Paccelli</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1984</strong> – Robertão</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1985 e 1986</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1987 a 1995</strong> – Reynaldo Bola</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1996</strong> – Paulo Cesar Braga</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1997 a 2003</strong> –   Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2004</strong> – Wagner Monteiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2005</strong> – Marcelo Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2006 a 2008</strong> – Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2009 a 2013</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2014</strong> <strong>a 2016</strong>– Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2017</strong> – Fabio Damião</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2018</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2019</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2020 a 2021</strong>– Djeferson Mendes da Silva</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2022</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2023</strong> &#8211; Djferson Mendes da Silva,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/517275/203" target="_blank">ABI &#8211; Boletim Informativo, 1990</a></p>
<p>BURGI, Sérgio; COSTA, Helouise (org.). <em>As origens do fotojornalismo no Brasil: um olhar sobre O Cruzeiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.</p>
<p>CARDENUTO FILHO, Reinaldo. <em><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-20052009-164313/publico/3096003.pdf" target="_blank">Discursos de intervenção: o cinema de propaganda ideológica para o CPC e o Ipês às vésperas do Golpe de 1964</a>. </em> São Paulo, 2008. Tese (Mestrado) – Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes.</p>
<p>COELHO, M. Beatriz Ramos de Vasconcelos. <em>A Construção da imagem da nação Brasileira pela fotodocumentação: 1940-1999.</em> São Paulo, 2000. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.</p>
<p>COSTA, Haroldo. <em>100 anos de carnaval no Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro : Irmãos Vitale, 2001.</p>
<p>COSTA, Helouise. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat27.pdf" target="_blank"><em>Palco de uma história desejada: o retrato do Brasil por Jean Manzon</em></a> em: <em>Revista do Patrimônio</em>, nº 27, 1998. Maria Inez Turazzi (org.). Brasília: IPHAN, 1998.</p>
<p>COSTA, Helouise. <em>Um olho que pensa: estética moderna e fotojornalismo</em>. Tese de doutoramento. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, 1998.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/paulino-sacramento/" target="_blank">Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>GOMES, Sérgio. Jean Manzon. <em>Profissão: otimista</em>, artigo publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977.</p>
<p><a href="https://cifrantiga2.blogspot.com/2013/02/o-primeiro-momo-do-carnaval-carioca.html" target="_blank"><em>Figuras e Coisas do Carnaval Carioca</em> / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola</a>. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MANZON, Jean. <em>Flagrantes do Brasil</em>. Rio de Janeiro: Ed. Bloch, 1950.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Memórias do Brasil</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2007.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Retrato vivo da grande aventura</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2006/2007.</p>
<p>PEREGRINO, Nadja. <em>O Cruzeiro: a revolução da fotoreportagem.</em> Rio de Janeiro, Dazibao, 1991.</p>
<p>PINHEIRO, Marlene M. Soares (1996), <a class="external text" href="http://books.google.com/books?id=2i1CznShDIoC&amp;pg=PA92&amp;dq=%22Rei+Momo%22+%22z%C3%A9+pereira%22&amp;hl=en&amp;ei=fvB9TYbEEpGcsQPivrmQAw&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=8&amp;ved=0CFsQ6AEwBw#v=onepage&amp;q=%22Rei%20Momo%22%20%22z%C3%A9%20pereira%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>A Travessia do avesso: sob o signo do carnaval.</i></a> São Paulo : Annablume, 1995.</p>
<p><i>Memória do carnaval</i>, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1991.</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-origem-do-rei-momo/" target="_blank"><em>Revista Superinteressante</em>, 14 de fevereio de 2020</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22089/jean-manzon" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;id=818:rei-momo" target="_blank">Site Fundaj</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>TACCA, Fernando de. <a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/5gpPVzJGV8r4WrHcd8c4dCg/?lang=pt" target="_blank"><em>O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</em></a>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p><a href="https://teatrobr.blogspot.com/2012/03/mara-rubia-vedete-imbativel.html" target="_blank">TeatroBR Blogspot </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; V &#8211; Cenas da folia em Manaus em 1913</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Feb 2020 17:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com o artigo "Cenas da folia em Manaus em 1913", da jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Osvaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, o portal destaca fotografias do carnaval na capital do Amazonas no início do século XX. Além da documentação fotográfica das expedições que o Instituto Oswaldo Cruz realizou entre 1910 e 1913 ao Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, os fotógrafos que acompanhavam os  cientistas também registraram muitas imagens em cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo das imagens sobre o Carnaval em Manaus, em fevereiro de 1913, realizadas dias antes da partida dos médicos Carlos Chagas (1879 - 1934), Antônio Pacheco Leão (1872 - 1931) e João Pedro de Albuquerque (1874 - 1934) para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com o artigo <em><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Cenas da folia em Manaus em 1913,</span><strong> </strong></span></em>da jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Osvaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, o portal destaca fotografias do carnaval na capital do Amazonas no início do século XX. Além da documentação fotográfica das <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880" target="_blank">expedições que o Instituto Oswaldo Cruz realizou entre 1910 e 1913</a> ao Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, os fotógrafos que acompanhavam os  cientistas também registraram muitas imagens em cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo das imagens sobre o Carnaval em Manaus, em fevereiro de 1913, realizadas dias antes da partida dos médicos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>, Antônio Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro de Albuquerque (1874 &#8211; 1934)</a> para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cenas da folia em Manaus em 1913</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"> Cristiane d’Avila*</p>
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<div style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6206/02-10-20-35-005-190.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="889" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank">Carnaval, 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Era um domingo de Carnaval, 2 de fevereiro de 1913. Dali a quatro dias, 6 de fevereiro, os médicos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas</a>, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Antônio Pacheco Leão, da Escola de Medicina do Rio de Janeiro, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro de Albuquerque</a>, da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), partiriam para sua a última viagem ao rio Negro e seu afluente, o Branco, até a fronteira com a Venezuela. A rota encerrava a expedição organizada a partir de contrato firmado entre a Superintendência da Defesa da Borracha e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, então diretor do IOC, para avaliar as condições sanitárias dos seringais às margens dos rios Solimões, Tarauacá, Iaco, Negro, Branco, Purus e afluentes.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/210" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do carnaval em Manaus em 1913 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>Para o governo federal, as endemias que assolavam as populações na Amazônia, em especial a malária, eram o principal obstáculo ao desenvolvimento da economia da borracha. O enfrentamento dessas condições sanitárias seria capaz de fazer frente à concorrência asiática no Ceilão e na Malásia, iniciada após o contrabando de sementes de Hevea brasiliensis realizado, com sucesso, em 1876, sob a liderança do botânico Henry Wickham com patrocínio da Grã-Bretanha. Por essa razão, o Instituto Oswaldo Cruz foi designado para coordenar a comissão, que gerou o Relatório sobre as condições médico-sanitárias do vale do Amazonas, cuja versão final foi assinada por Oswaldo Cruz.</p>
<p>Iniciada em outubro de 1912, a missão científica levou os sanitaristas a percorrerem a geografia fluvial a bordo de um pequeno vapor, equipado com instrumentos e material necessários a seus estudos. Os sanitaristas enviados pelo governo atracavam nos seringais e povoados recolhendo amostras para exames, realizados no precário laboratório a bordo da embarcação. No trajeto, observavam casos clínicos de doenças comuns e até então completamente desconhecidas, anotavam práticas medicinais e modos de habitar das populações daquelas regiões, coletavam insetos suspeitos de transmitir doenças, recolhiam plantas de valor medicinal, entre outras ações de investigação científica. O objetivo era propor medidas de saneamento.</p>
<p>A missão partia sempre de Manaus, então um centro urbano pujante e moderno, enriquecido com a extração e comércio da borracha, exportada em grande escala para fábricas da Europa. A descoberta de processos de impermeabilização e vulcanização (1844) para a transformação industrial da matéria-prima dos seringais numa grande variedade de produtos, e a invenção do pneumático (1890), elevaram a cotação da borracha brasileira no mercado internacional.</p>
<p>Desde a segunda metade do século XIX até a década de 1910, a produção brasileira de borracha representava 61% da produção mundial (dado de 1892) e 50% em 1910. “Estas duas décadas demarcam a época áurea do ciclo da borracha, das grandes fortunas acumuladas por seringalistas, pelos negociantes que controlavam o comércio e a navegação do Amazonas e por toda espécie de aventureiro que pôde tirar proveito da opulência que se instalou em Manaus e em Belém”.</p>
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<div style="width: 980px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7799" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7799/02-10-20-35-005-169.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="970" height="637" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7799" target="_blank">Interior de um bar em Manaus, 2 de fevereiro de 1913(?). Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>As fotografias aqui apresentadas foram registradas pelos fotógrafos que acompanhavam os cientistas. Incumbidos de registrar as expedições do IOC de 1910 a 1913 ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, esses profissionais não se atinham ao registro das condições de vida da população interiorana. A serviço da ciência, também produziram muitas imagens sobre as cidades e lugarejos por onde passavam, a exemplo dos registros sobre o Carnaval em Manaus. Os corsos – carros de luxo ornamentados, de onde os foliões jogavam confetes e flores nos passantes e em outros corsos – denotam a elitização da folia na cidade.</p>
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<div style="width: 989px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7788" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7788/02-10-20-35-005-193.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="979" height="644" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7788" target="_blank">Aspectos do Carnaval em Manaus, 2 de fevereiro de 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>* Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<div></div>
<div><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</div>
<p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. CASA DE OSWALDO CRUZ. A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 e 1913. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1992.</p>
<p>VITAL, André Vasques. Carlos Chagas na &#8220;guerra dos rios&#8221;: a passagem da comissão do Instituto Oswaldo Cruz pelo rio Iaco (Alto Purus, território federal do Acre, 1913). História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol. 25, núm. 1, 20</p>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; IV &#8211; As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 13:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o carnaval brasileiro, que é o maior e mais conhecido do mundo e também a festa mais popular do país, destacando uma cena da folia momesca em Maceió, em 1906. É uma fotografia do bloco carnavalesco Camélias Japonezas, agremiação que nasceu na rua General Hermes, na Cambona, antigo bairro da capital alagoana. O registro foi realizado por Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966) e mostra uma situação de carnaval de rua com pessoas - fantasiadas ou não - acompanhando o desfile, cuja figura central empunha o estandarte do bloco, onde, além do nome da agremiação, há a figura de uma gueisha. Vê-se também alguns membros da banda com instrumentos nas mãos. A fotografia pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Lavenère foi um dos pioneiros fotógrafos amadores de Alagoas, premiado na Exposição Internacional de Turim, na Itália, em 1911, quando exibiu fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Brasiliana Fotográfica homenageia o carnaval brasileiro, que é o maior e mais conhecido do mundo e também a festa mais popular do país, destacando uma cena da folia momesca em Maceió, em 1906. É uma fotografia do bloco carnavalesco <em>Camélias Japonezas</em>, agremiação que nasceu na rua General Hermes, na Cambona, antigo bairro da capital alagoana. O registro foi realizado por Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966), um dos pioneiros fotógrafos amadores de Alagoas, e mostra uma situação de carnaval de rua com pessoas &#8211; fantasiadas ou não &#8211; acompanhando o desfile, cuja figura central empunha o estandarte do bloco, onde, além do nome da agremiação, há a figura de uma gueisha. Vê-se também alguns membros da banda com instrumentos nas mãos. A fotografia pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 812px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="802" height="573" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>Foi justamente nas primeiras décadas do século XX que Lavenère, estimulado pelos fotógrafos amadores Joaquim da Silva Costa e F. Porto, se dedicou mais consistentemente à fotografia, tendo sido listado como fotógrafo no <em>Almanak Laemmert</em> de 1906 e 1907.  Foi, muito provavelmente, o primeiro repórter fotográfico de Alagoas. Imagens de sua autoria foram publicadas em revistas como <em>Mundo Elegante de Paris,</em> <em>O Malho e Tico-Tico</em>. Um álbum com imagens de Maceió de sua autoria, impresso e encadernado pela Livraria Fonseca, foi ofertado, em maio de 1906, em nome do jornal <em>Evolucionista, </em>do qual era diretor<em>,</em> ao político Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), meses antes dele se tornar presidente da República, em novembro do mesmo ano. Foi premiado com uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Turim, na Itália, em 1911, quando exibiu fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero. Nesse mesmo ano foram editados 24 cartões-postais de Maceió, de sua autoria. Em um artigo elogioso em torno da obra literária de Lavenère, publicado em 1926,  foi mencionado que ele teria sido um fotógrafo <em>emérito</em> e responsável por um<em> processo prático, original, rápido e barato de preparo de &#8220;clichês&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/19202" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Personagem bastante atuante na vida social alagoana, Lavenère foi também jornalista, escritor, professor, político e musicólogo, além de ter sido um dos precursores do estudo do folclore de Alagoas. Participou da campanha abolicionista, trabalhou na Repartição Geral dos Telégrafos e durante a Primeira Guerra Mundial exerceu a função de Agente Consular da França. Foi também proprietário da Livraria Americana e de <em>A Conquista, </em>primeiro periódico ilustrado com a técnica da fotogravura, preparado totalmente em Maceió. Ocupou a cadeira número 36 da Academia Alagoana de Letras e é o patrono da cadeira 41 do Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas, do qual foi secretário entre 1934 e 1943. Publicou diversos livros, dentre eles <em>Zéfinha: scenas da vida alagoana</em> (1921) e <em>Padre Cornélio: scenas da vida alagoana </em>(1921), duas partes de uma mesma novela; <em>Compêndio de Teoria Musical</em> (1927) e <em>Ad Memoriam </em>(1948). Foi agente das revistas<em> Fon-Fon</em> e <em>Selecta</em> em Alagoas e representante da Casa dos Artistas em Maceió.</p>
<p>Nasceu em Maceió, Alagoas, em 17 de fevereiro de 1868, filho do jornalista e funcionário da Fazenda federal Stanislau Wanderley (1830 &#8211; 1899), provavemente o primeiro fotógrafo amador de Maceió; e de Amélia Lavenère Wanderley (1835  &#8211; 1905). O casal teve mais dois filhos: Rachel (1869 &#8211; 1952) e o futuro general Alberto Lavenère Wanderley (1870 &#8211; 1930), pai de Nelson Lavenère Wanderley (1909 &#8211; 1985), que foi ministro da Aeronáutica no governo Castelo Branco, em 1964, e chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, entre 1966 e 1968. Luiz Lavenère foi casado com Maria Capitulina (18? &#8211; 1890) , com quem teve uma filha, Albertina (1889 &#8211; 1914). Depois casou-se com Túlia dos Reis (1877 &#8211; 1940) e o casal teve cinco filhos: Jessie (1894 &#8211; 19?), Edith (1896 &#8211; 1916), Olga (? &#8211; 19?), os gêmeos Carmen (1906 &#8211; 1910) e Túlio (1906 &#8211; 1932), e Yvonne (1915 &#8211; 1998) . Faleceu em Maceió, em 29 de outubro de 1966.</p>
<p>Foi lançado, em dezembro de 2018, o livro <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère</em>, com 220 fotografias de Maceió, a maioria inédita e rara, organizado por Gian Carlos de Melo Silva e Wilma Maria Nóbrega Lima e editado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos em parceria com o Arquivo Público Alagoano. As fotografias foram separadas em grupos: <em>Águas</em>, <em>Construções</em>, <em>Cotidiano</em> e  e <em>Lavenère</em>. São registros de diversos aspectos de Maceió. Também está reproduzido no livro o artigo <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana, publicado na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, 1962.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_17767" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/36014" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17767" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/maceio.jpg" alt="Fon-Fon, de 1920" width="455" height="736" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/36014" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=lavenere" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Luiz Lavenère disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="%20Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7947/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_045%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="545" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo, 1905. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Em Maceió, Alagoas, em 17 de fevereiro, nascimento de Luiz Lavenère Wanderley, filho do jornalista e funcionário da Fazenda federal Stanislau Wanderley (7 de maio de 1830 &#8211; 18 de março de 1899) e de Amélia Lavenère Wanderley (1835  &#8211; 1905). O casal teve mais dois filhos: Rachel (1869 &#8211; 1952) e o futuro general Alberto Lavenère Wanderley (1870 &#8211; 1930).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876 &#8211; 1878</strong></span> &#8211; Quando tinha entre 8 e 10 anos de idade, encontrou a câmara fotográfica e o material de laboratório pertencentes ao seu pai.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Em prol do movimento abolicionista, instalação da Sociedade Libertadora Alagoana, em 28 de setembro, no antigo Teatro Maceioense. Dela fizeram parte, entre outros:  Luiz Lavenère,  e seu pai, Stanislau Wanderley. Seu primeiro presidente foi Antônio de Almeida Monteiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Começou a lecionar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4608" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 13 de julho de 1899, última coluna</a>).</p>
<p>Foi o representante da Sociedade Recreio Scientífico na cerimônia fúnebre pelo 30 º dia do falecimento de Dias Cabral, no Instituto Arqueológico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/337" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 21 de agosto de 1883, primeira coluna</a>).</p>
<p>Luiz Lavenère era o primeiro secretário do jornal literário<em> Castro Alves</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/736171/4" target="_blank"><em>Castro Alves</em>, 11 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Foi aprovado no Colégio Bom Jesus &#8211; Boletim de 10 de dezembro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/260959/2647" target="_blank"><em>O Orbe</em>, 16 de janeiro de 188</a>5).</p>
<p>Contribuiu com o movimento abolicionista escrevendo no jornal <em>Lincoln</em>, dirigido pela Sociedade Libertadora Alagoana, cujos redatores eram, além dele, Francisco Domingues da Silva e Euzébio de Andrade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Era um dos redatores do periódico quinzenal <em>José de Alencar</em>, lançado em 15 de maio de 1885 e propriedade do clube literário homônimo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/755974/20" target="_blank"><em>José de Alencar</em>, 15 de maio de 1885, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- Foi aprovado como sócio correspondente do Instituto dos Professores Primários de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/260959/3091" target="_blank"><em>O Orbe</em>, 19 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong> </span>- Embarcou para Pernambuco no vapor Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/1606" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 11 de maio de 1887, última coluna</a>).</p>
<p>Ensinava francês, inglês e matemáticas elementares em sua casa, na rua da Boa Vista, nº 110, ou na casa dos alunos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/1911" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de agosto de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17680" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/1911"><img class="size-full wp-image-17680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/anuncio.jpg" alt="Gutemberg, 12 de agosto de 1887" width="380" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/1911" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de agosto de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um artigo de Lavenère na <em>revista</em> <em>pedagógica, científica, literária e noticiosa</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/756075/14" target="_blank"><em>O Magistério</em>, de 30 de outubro de 1887</a>. Começava assim: <em>O Brasil não progride: é arrastado pela avalanche universal da civilização</em>.</p>
<p>Foi um dos oradores da sessão magna de aniversário da instalação do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2286" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 3 de dezembro de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou que no ano seguinte abriria um Curso Primário Misto ministrado por sua esposa, Maria Capitulina (18? &#8211; 1890) e avisou que continuaria dando aulas particulares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2355" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de dezembro de 1887</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17684" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.geni.com/people/Maria-Capitulina-Laven%C3%A8re/6000000003552094817" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/capitulina.jpg" alt="Maria Capitulina Lavenère Wanderley / Site Geni" width="332" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geni.com/people/Maria-Capitulina-Laven%C3%A8re/6000000003552094817" target="_blank">Maria Capitulina Lavenère Wanderley / Site Geni</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Doou livros para a formação da biblioteca do Instituto dos Professores Primários de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/756075/24" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 15 de fevereiro de 1888, última coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong> </span>- Nascimento da única filha do casal, Albertina, em 27 de julho (1889 &#8211; 1914).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- Falecimento de sua esposa, Maria Capitulina.</p>
<p>Foi um dos representantes do Clube Federal Republicano em um encontro realizado na sede do Club Centro Popular Republicano. Em pauta a eleição do presidente do Partido Republicano de Maceió e a escolha dos candidatos do partido à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/874310/89" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 24 de fevereiro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Fora publicados os contos <em>O mais infeliz dos três</em>, <em>O philosopho apaixonado</em> e <em>Secção de moral</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1148" target="_blank"><em>O Republicano (SE)</em>, 21 de novembro de 1890,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1160" target="_blank">24 de novembro de 1890</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1236" target="_blank">19 de dezembro de 1890</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; O conto <em>Um typo de mulher</em>, de autoria de Lavenère que foi publicado nos jornais <em>Monitor Fidelense</em> (RJ) e no <em>Publicador Goyano</em> (<em>O Republicano</em> (SE), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1311" target="_blank">21 de janeiro de 1891, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1467" target="_blank">12 de março de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação da fantasia <em>A ermida dos mortos</em>, também de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1552" target="_blank"><em>O Republicano</em> (SE), 9 de abril de 1891</a>).</p>
<p>Foi trabalhar como telegrafista da estação do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/5684" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de novembro de 1891, quarta coluna</a>). Provavelmente foi nessa época professor no Colégio Spencer e do Instituto Ayres Gama.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi promovido a 3º telegrafista da estação do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809420/531" target="_blank"><em>Cruzeiro do Norte</em>, 14 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7949" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7949/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_048%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7949" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Músicos de feira de Alagoas, 1905-1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Foi noticiado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707430/952" target="_blank"><em>Almanak do Estados das Alagoas de 1894</em></a>, que Lavenère era o encarregado da estação telegráfica de Piassabussu.</p>
<p>Em 23 de dezembro, nascimento da primeira filha de Lavenère com Túlia dos Reis (1877 &#8211; 1940), Jessie (1894 &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3922" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de dezembro de 1896, quinta coluna</a>). O casal teve mais quatros filhos: Edith (1896 &#8211; 1916), Olga (? &#8211; 19?), os gêmeos Carmen (1906 &#8211; 1910) e Túlio (1906 &#8211; 1932), e Yvonne (1915 &#8211; 1998) .</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Durante a realização de um jantar a bordo do navio alemão <em>Helas</em>, Lavenère, representando o jornal <em>Gutenberg,</em> fez um brinde em inglês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2833" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de janeiro de 1896, última coluna</a>).</p>
<p>Lançou a revista quinzenal literária <em>Paulo Affonso, </em>em 6 de abril, com Goulart de Andrade e Hugo Jobim. A gazeta, impressa na Tipografia de Tertuliano de Menezes, só teve dois números publicados, provavelmente, por falta de recursos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3101" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 8 de abril de 1896, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36646" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de abril de 1896, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809896/183" target="_blank"><em>O Trabalho</em>, 27 de junho de 1896, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi o tradutor dos contos <em>Qui pro quo</em>, de William Rogers;  <em>A Vingança</em>, de Miss Lambie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3678" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 8 de outubro de 1896</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3690" target="_blank">11 de outubro de 1896</a>).</p>
<p>Participou da festa de aniversário e da homenagem prestada ao engenheiro chefe do distrito telegráfico em que trabalhava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3741" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 29 de outubro de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Sete anos</em> saudando a proclamação da República em 1889 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3741" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de novembro de 1896</a>).</p>
<p>Foi eleito suplente do 2º secretário do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas, Manuel Laurindo Martins Junior. Também fazia parte da comissão de redatores e revisores da revista da instituições e da comissão realizadora de trabalhos históricos, geográficos, arqueológicos e estatísticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3842" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de novembro de 1896, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era um dos fiscais de raia das corridas realizadas pelo Club Veloz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3890" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 13 de dezembro de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito segundo secretário do Club Atlético Alagoano, do qual foi um dos fundadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3926" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de dezembro de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Fundação em 18 de janeiro do Club Atlético Alagoas<b> </b>“com a finalidade de promover o desenvolvimento muscular de seus associados, empregando para isso qualquer tipo de força e agilidade”. Sua sede era em Jaraguá, seu presidente era Carlos Leopoldo Ferreira; seu vice, Napoleão Goulart; seu 1<sup>o</sup> secretário, Luiz Lavenère Wanderley e 2<sup>o</sup> secretário, José A. Leão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Falecimento de seu pai, Stanislau Wanderley (1830 &#8211; 1899), republicano, abolicionista e um dos fundadores da Associação Libertadora Alagoana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4400" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de março de 1899, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ensinava inglês e francês pelo método indutivo e anunciou também ensinar para crianças.</p>
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<div id="attachment_17721" style="width: 293px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4429" target="_blank"><img class="wp-image-17721 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/francês.jpg" alt="francês" width="283" height="195" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4429" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 9 de abril de 1899</a></p></div>
<div id="attachment_17722" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4502" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/ensino.jpg" alt="Gutenberg, 24 de maio de 1899" width="292" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4502" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de maio de 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escrevia para a seção <em>Questões gramaticais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4526" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de junho de 1899, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4566" target="_blank">1º de julho de 1899, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4614" target="_blank">16 de julho de 1899, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4618" target="_blank">18 de julho de 1899, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4622" target="_blank">19 de julho de 1899, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4698" target="_blank">10 de agosto de 1899, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4730" target="_blank">22 de agosto de 1899, terceira coluna</a>).</p>
<p>Mudou-se para a rua do Commercio, nº 19 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4529" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de junho de 1899, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Lavenère foi promovido a telegrafista de 2ª classe na Repartição Geral dos Telégrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2292" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de maio de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Era um dos jurados do concurso de tradução para o português do soneto <em>Ave Dea</em>, de Victor Hugo, promovido pelo jornal <em>Gutenberg</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/34676" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 26 de junho de 1902, primeira coluna</a>).</p>
<p>Lançamento do jornal <em>Evolucionista</em>, em 1º de setembro de 1902, sob a direção de Lavenère. No início era semanal e publicado às segundas-feiras.</p>
<p>Uma série de artigos intitulados <em>Contra o socialismo</em>, foram publicados  por Lavanère, no <em>Evolucionista ( n</em>o ano seguinte foram vendidos como um libreto). Causaram grande polêmica com o socialista João Ferro (1872 &#8211; 1902) que respondeu a eles com a publicação de 7 artigos intitulados <em>O &#8220;Evolucionista&#8221; e o Socialismo</em>, publicados no periódico <em>O Trocista</em>, entre setembro e outubro do mesmo ano.</p>
<p>Já vendia material fotográfico e foi o primeiro em Alagoas a fcomercializar regularmente esses produtos.</p>
<p>Era o diretor da Empresa do Almanak Alagoano das Senhoras, anuário editado por Manoel Gomes da Fonseca, proprietário das Oficinas Tipográficas da Livraria Fonseca ou Oficinas Fonseca; e diretor do jornal <em> Evolucionista, </em>que passou a ser diário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23705" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706450/26" target="_blank"><em>Almanak de Mato Grosso de 1904</em></a> uma tabela de fases da Lua para Cuiabá calculada por Lavenère.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Entre esse ano e 1906, fotografou o folguedo Festa da Chegança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7948" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7948/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_043%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="613" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7948" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Festa da Chegança, 1905 &#8211; 1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era redator- chefe do jornal<em> Evolucionista.</em> O outro redator era Arroxelas Galvão, e os colaboradores eram Paulino Santiago, Sebastião de Abreu, Aurélio Jatubá e de P. Julio de Albuquerque.</p>
<p>Foi convidado por Joaquim Goulart de Andrade para ser um dos fundadores de uma associação para promover a construção de um monumento em homenagem ao marechal Floriano Peixoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5136" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de janeiro de 1905</a>).</p>
<p>Era deputado em Alagoas e foi convidado para ser o 2º secretário da Câmara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5365" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 14 de abril de 1905, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5397" target="_blank">27 de abril de 1905, primeira coluna</a>). Foi deputado até 1908.</p>
<p>Falecimento de Amélia, mãe de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/350" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 19 de abril de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito para integrar a comissão de Finanças do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5377" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de abril de 1905, quarta coluna</a>).</p>
<p>Polêmica entre Lavanère e José Correia da Silva, revisor do jornal <em>Gutenberg</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5537" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de junho de 1905, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5542" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de junho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p>Polêmica entre os jornais <em>Gutenberg</em> e o<em> Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5584" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de julho de 1905, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5590" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 7 de julho de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Lavenère foi eleito sócio efetivo e secretário da Associação Comercial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/634" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 20 de julho de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5624" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 21 de julho de 1905, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5633" target="_blank">23 de julho de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>No Teatro Polytheama, participou do espetáculo em benefício de A. Sierra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5649" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de julho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p>Segundo noticiado no jornal <em>Gutenberg</em>, o jornal <em>Correio de Alagoas</em> dirigiu-se a Lavenère com o <em>calão baixo e afrontoso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5804" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de setembro de 1905, primeira coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1833" target="_blank"><em> Evolucionista</em>, 20 de setembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>Lavenère ficou doente durante o mês de setembro e não pode dar aulas de inglês no Liceu de Artes e Ofícios, onde era professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5900" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de outubro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Foi aceito unanimemente para ser sócio efetivo da Sociedade de Agricultura Alagoana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/890" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 5 de outubro de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma almoço no paquete <em>Castro Alves</em>, a convite de seu comandante e do fiscal da Empresa Freitas de Navegação. Fotografou o grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1010" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 10 de novembro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Fotografou uma mulher que havia sido assassinada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8757" target="_blank"><em>Jornal Pequeno (PE)</em>, 14 de novembro de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que um retrato do poeta Aristheu de Andrade (1878 &#8211; 1905) e duas fotografias de Maceió, de autoria de Lavenère haviam sido publicadas na revista <em>Mundo Elegante de Paris</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1134" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 18 de dezembro de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Foi listado como fotógrafo no <em>Almanak Laemmert de 1906 </em>e seu endereço era rua do Commercio, 40. Em 1907, continuava no mesmo endereço <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32709" target="_blank">(<em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/fotogra.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-17727" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/fotogra.jpg" alt="fotogra" width="574" height="223" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi referido como diretor do <em>Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1177" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 1º de janeiro de 1906</a>).</p>
<p>Em fevereiro, nascimento dos gêmeos Túlio e Carmem, filhos de Lavenère e Túlia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1362" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 28 de fevereiro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi distribuída a herança de sua mãe entre ele e seus dois irmãos, Rachel (1869 &#8211; 1952) e Alberto (1870 &#8211; 1930), que residia em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1386" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 7 de março de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em Paris,  falecimento de seu cunhado, o comerciante Gustavo Augusto dos Santos, casado com sua irmã Rachel (1869 &#8211; 1952) &#8211; tinham 7 filhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/6542" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 27 de maio de 1906, quarta coluna</a>).</p>
<p>Recepcionou na Câmara dos Deputados o político Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), que se tornaria presidente da República em novembro de 1906. Em nome da Associação Comercial visitou Afonso Pena e em nome do jornal <em>Evolucionista</em> lhe ofertou um álbum de fotografias de Maceió de sua autoria, impresso e encadernado pela Livraria Fonseca (<em>Evolucionista</em>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1574" target="_blank">30 de maio de 1906, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank">31 de maio de 1906, primeira coluna</a>). Lavenère fotografou a recepção a Afonso Pena no Palácio dos Martírios, em 28 de maio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17753" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/album.jpg" alt="Evolucionista, 31 de maio de 1906" width="294" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 31 de maio de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Denunciou que um <em>canalha qualquer</em> havia assinado um soneto em seu nome na revista <em>O Malho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/7581" target="_blank"><em>O Malho</em>, 7 de julho de 1906, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1662" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 18 de julho de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na edição de 17 de julho de 1906 do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1653" target="_blank"><em>Evolucionista</em></a>, seu nome constava no expediente com a atribuição de redator do jornal com Raymundo de Miranda. O jornal deixou de ser publicado em dezembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17762" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/1902" target="_blank"><img class="wp-image-17762 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/evocação.jpg" alt="Evolucionista, 20 de outubro de 1906" width="290" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/1902" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 10 de outubro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos 30 candidatos a deputado de Alagoas pelo Partido Republicano e foi eleito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/6985" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de outubro de 1906, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7467" target="_blank">27 de abril de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> </span>- A casa editora da Livraria Fonseca publicou pela primeira vez imagens de autoria de Lavenère como cartões-postais.</p>
<p>Foi constituída uma empresa, da qual Lavenère fazia parte, para <em>fazer reaparecer o Diário das Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50084" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 15 de janeiro de 1907, sexta coluna</a>).</p>
<p>Participou do desfile carnavalesco do Club dos Antigos, organizado por profissionais da imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7242" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 10 de fevereiro de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Aposentou como telegrafista de 2ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7406" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 7 de abril de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na revista <em>Tico-Tico</em> uma fotografia de Edith (1896-1916). Será de autoria de seu pai, Luiz Lavenère? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 5 de junho de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17725" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><img class="wp-image-17725 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/edith.jpg" alt="edith" width="461" height="840" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 5 de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era redator do <em>Diário de Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7586" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de junho de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p>Mudou-se para rua Macena nº 42 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7895" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de setembro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>Realização do casamento de sua filha Albertina (1889-1914) com Manoel Gomes Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/8035" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 27 de outubro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1908</span> &#8211; </strong> Uma fotografia de autoria de Lavenère de sua filha Edith (1896-1916) foi descrita no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9179" target="_blank"><em>Gutenberg</em> de 30 de outubro de 1908</a>. Na notícia, foi mencionado que ele havia sido elogiado pelo diretor da revista parisiense Photo Magazine, Charles Mendel. A foto foi publicada no ano seguinte na revista <em>Tico-Tico</em>. Outras fotografias de sua autoria foram expostas no jornal Gutenberg durante o ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17726" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/153079/2269" target="_blank"><img class=" wp-image-17726" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/edith1.jpg" alt="Tico-Tico, 18 de agosto de 1909" width="499" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/153079/2269" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 18 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17737" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo1.jpg"><img class="size-full wp-image-17737" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo1.jpg" alt="Gutenberg, 30 de outubro de 1908" width="288" height="613" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9179" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 30 de outubro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17738" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9275" target="_blank"><img class="wp-image-17738 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo11.jpg" alt="Gutenberg, 28 de novembro de 1908" width="294" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9275" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de novembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enviou um cartão de Boas Festas e um de Ano Novo usando fotografias de sua autoria. No de Boas Festas retratou sua filha, que aparecia no meio dos quatros jornais de Alagoas. No de Ano Novo, disfarçou-se e fotografou-se para representar o Ano Velho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17739" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9315" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17739" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo2.jpg" alt="Gutenberg, 11 de novembro de 1908" width="293" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9315" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 11 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17740" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9348" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17740" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo3.jpg" alt="Gutenberg, 22 de dezembro de 1908" width="291" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9348" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 22 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>- Foi listado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39132" target="_blank"><em>Almanak Laemmert de 1909</em></a> como professor particular e também como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39140" target="_blank">intérprete juramentado</a>.</p>
<p>Recebeu 100 votos no concurso do <em>oficial ou praça mais garboso</em> do Tiro Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9560" target="_blank"><em>Guternberg</em>, 4 de março de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17744" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9808" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo7.jpg" alt="Gutenberg, 29 de maio de 1909" width="319" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9808" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de maio de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17743" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9832" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo6.jpg" alt="Gutenberg, 2 de junho de 1909" width="279" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9832" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 2 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17742" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9869" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17742" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo5.jpg" alt="Gutenberg, 15 de junho de 1909" width="335" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9869" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17741" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/10332" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17741" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo4.jpg" alt="Gutenberg, 18 de novembro de 1909" width="247" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/10332" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de novembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma fotografia de Aurora Silva, primeira farmacêutica alagoana, de autoria de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de dezembro de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17723" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><img class="wp-image-17723 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/feminismo.jpg" alt="feminismo" width="539" height="636" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de dezembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Ainda era diretor do jornal <em>Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/42780" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1910</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta de sua autoria onde ele explicava o significado do termo <em>boycottage</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/10476" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de janeiro de 1910, sexta coluna</a>).</p>
<p>Passou a dar aulas de inglês no Instituto de Humanidades, dirigido por Anisio Jobim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/10488" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 20 de janeiro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava em exposição na loja <em>Lauria</em>, em Maceió, um quadro retratando Lavenère de autoria do pintor baiano Olavo Baptista (1879-1953) (<em>Gutenberg</em>, 5 de fevereiro de 1910, quinta coluna).</p>
<p>Foi publicada na revista <em>O Malho</em> uma fotografia de autoria de Laverène suas filhas Edith e Jessie com uma amiga. Elas desfilaram no Club das Japonezas fantasiadas de gueishas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de abril de 1910</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17674" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><img class="wp-image-17674 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/japas.jpg" alt="O Malho, 1910" width="501" height="836" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de abril de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do primeiro concerto que o Círculo Musical de Alagoas, associação de musicistas de Maceió, apresentou no Teatro Maceioense. O Círculo Musical, do qual se tornou associado, foi fundado em 14 de julho de 1910 sob a presidência do músico e juiz Manoel Lopes Ferreira Pinto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/11096" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de setembro de 1910, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 </strong></span>- Foi identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/46389" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1911</a>).</p>
<p>Foi editada uma série de 24 cartões-postais de autoria de Lavenère.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17811" style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/serie.jpg"><img class="wp-image-17811 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/serie.jpg" alt="serie" width="689" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Série de cartões-postais Phot. L. Lavenère. Jami Abib, Elysio de Oliveira Belchior, Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e Josebias Bandeira de Oliveira.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi premiado na Exposição Universal de 1911 em Turim, na Itália, na qual expôs trabalhos fotográficos executados em porcelana, madeira e papelão. Os diplomas de suas medalhas estão no Instituto Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17768" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-17768 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/turim.jpg" alt="turim" width="472" height="557" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; No mesmo ano em que o fotógrafo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> começou a fazer suas experiências com fotografias em cores utilizando as placas autocromos Lumière, Lavenère  introduziu a fotografia em cores em Alagoas com a imagem de um trecho da rua Barão de Anadia. Segundo o <em>Jornal de Alagoas</em> a respeito da chapa autocromo: <em>&#8220;A fotografia das cores naturais, onde sobressai o efeito da luz do sol sobre o solo e o mar, com esse brilho misterioso que o pincel dos mais afamados pintores não pode ainda levar à tela, foi conseguido pelo hábil amador (L. Lavenère) em placas diretamente importadas da Europa. É um deslumbramento&#8221;</em> (<em>Jornal de Alagoas</em>, 10 de setembro de 1912).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Continuava dirigindo o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/50814" target="_blank"><em>Almanach Alagoano das Senhoras</em></a> e foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/50821" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1913</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/55675" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17766" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/19055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/filhas.jpg" alt="Fon-Fon, 29 de agosto de 1914" width="413" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/19055" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 29 de agosto de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de setembro, falecimento de sua filha Albertina, 25 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/5761" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de setembro de 1914, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/60051" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1915</a>).</p>
<p>Publicação do livro <em>O bonde elétrico</em>, de sua autoria.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1916</span> </strong><span style="color: #333300;">- Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/64261" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1916</a>).</span></p>
<p>Em 19 de maio, falecimento de sua filha Edith, com 20 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/11352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era o proprietário da Livraria Americana, em Jaraguá, bairro de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><em>Diário do Povo(AL)</em>, 19 de setembro de 1916</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17763" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria.jpg" alt="Diário do Povo (AL), 19 de setembro de 1916" width="240" height="831" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 19 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era o agente das revistas<em> Fon-Fon</em> e <em>Selecta</em> em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/78" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 19 de novembro de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917 </strong></span><span style="color: #333300;">- Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/66711" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1917</a>).</span></p>
<p>Importou da Europa papel para impressão (<em>Diário do Povo (AL)</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/231" target="_blank">31 de janeiro de 1917, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/235" target="_blank"> 1º de fevereiro, quarta coluna)</a>.</p>
<p>Foi nomeado encarregado da Agência Consular da França em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/350" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 18 de março de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era árbitro da Alfândega de Maceió por parte do comércio e da indústria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/374" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 25 de março de 1917, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas, mas desta vez também como proprietário da Livraria Americana e como litógrafo, zincógrafo e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74592" target="_blank">tipógrafo</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74591" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17765" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria1.jpg"><img class="size-full wp-image-17765" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria1.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1918" width="519" height="751" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74591" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pediu exoneração do cargo de gerente da Agência Consular da França em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/18727" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi identificado como guarda-livros e proprietário da Livraria Americana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74704" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1919</a>).</p>
<p>Foi um dos fundadores, em 1º de novembro, da Academia Alagoana de Letras.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Editada pela Livraria Machado uma série de cartões-postais de autoria de Lavenère.</p>
<p>Lançamento em 14 de março , de <em>A Conquista</em>, o primeiro periódico ilustrado com a técnica da fotogravura, preparado totalmente em Maceió.  Lavenère era seu proprietário.</p>
<p>&#8220;<em>Semanário publicado em Maceió de 14 de março a 25 de dezembro de 1920. O primeiro, em Alagoas, a ter clichê de zinco. Confeccionado pelo dono do periódico &#8211; L. L. Lavenère -, o clichê intitulado “O Paurílio”, reproduz a figura de Hipólito Paurílio, tendo sido publicado no segundo número, a 21/3/1920. Em 14/7/1920 publicou um número dedicado à França, inclusive com a música da Marselhesa. Lavenère nele usava o pseudônimo de Marie Pambrun</em>&#8221; (<a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/739030_vI.pdf?sequence=7&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>ABC das Alagoas</em></a>).</p>
<p>Ao longo dos anos 20 continuou a atuar como guarda-livros, intérprete juramentado e dono da Livraria Americana.</p>
<p>Denunciou que um homem chamado Guedes Alcoforado estava recebendo<em> criminosamente</em> dinheiro <em>por conta da Livraria Machado</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/401" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/401" target="_blank">, 17 de fevereiro de 1920, segunda coluna</a>).</p>
<p>Instalação, em 17 de julho, da Academia Alagoana de Letras, no salão nobre do Teatro Deodoro. Lavenère foi o primeiro ocupante da cadeira número 36.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Foi anunciado o lançamento de um novo livro de Lavenère, identificado como jornalista e fotógrafo premiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/3821" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_17782" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-17782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/diario.jpg" alt="diario" width="300" height="648" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/3821" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de maio de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro se chamava <em>Zefinha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=4493" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1921, primeira coluna</a>). Os srs. Monteiro Lobato e C. propuseram a edição da continuação da obra, que se chamaria<em> O Padre Cornélio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/4808" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de setembro de 1921, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=4493" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/zefinha.jpg" alt="zefinha" width="249" height="292" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicou o livro <em>Mostruário de gravuras de zinco.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Lançamento do livro <em>Novo método de escrituração</em>, de autoria de Lavenère, identificado como <em>verdadeira competência em assuntos comerciais,</em> editado pela Livraria Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/12873" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de setembro de 1924, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Foi pela última vez listado como dono de uma livraria na rua da Alfândega, 115, no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/94968" target="_blank"> <em>Almanak Laemmert</em> de 1926</a>.</p>
<p>Em um artigo elogioso em torno da obra literária de Lavenère foi mencionado que ele teria sido um fotógrafo <em>emérito</em> e responsável por um<em> processo prático, original, rápido e barato de preparo de &#8220;clichês&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/19202" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=19202" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/lave.jpg" alt="lave" width="254" height="760" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=19202" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/lave1.jpg" alt="lave1" width="254" height="278" /></a></p>
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<p>Foi eleito um dois membros da comissão da revista do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/21474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- Lançamento de um <em>Compêndio de Teoria Musical </em>de autoria de<em> </em>Lavenère e publicado pela Livraria Machado de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/21051" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1927, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/21240" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1927, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Lavenère escreveu vários artigos contra o aumento dos impostos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/24479" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de dezembro de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Lançou <em>Musicologia</em>, continuação do <em>Compêndio de Teoria Musical </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/26626" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de julho de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Continuou a ser identificado no <em>Almanak Laemmert</em>  de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/105355" target="_blank">1930</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/110289" target="_blank">1931</a> como guarda-livros e tradutor juramentado.</p>
<p>O livro <em>Compêndio de Teoria Musical </em>de autoria de<em> </em>Lavenère foi adotado no ensino primário de Alagoas por recomendação do Conselho de Ensino do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761559/1207" target="_blank"><em>Revista de Ensino</em>, 1930</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão Alberto, na época general de brigada, em 4 de outubro de 1930. Ele era desde 1929 comandante da 7ª Região Militar, em Recife. Com o assassinato de João Pessoa em fins de julho de 1930  o comando da 7ª RM foi transferido para o 22º Batalhão de Caçadores, na capital paraibana. Em 4 de outubro, revoltosos militares e civis que apoiavam a Revolução de 30 atacaram p 22º BC e controlaram, apo´s alguns combates, a situação. Houve troca de tiros e o general Alberto foi atingido. Foi operado mas faleceu à noite. Foi promovido post mortem a general de divisão no dia 15 de outubro de 1930. Alberto Lavenère Wanderley era pai de Nélson Lavenère Wanderley (1909 &#8211; 1985), que foi ministro da Aeronáutica em 1964 e chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de 1966 a 1968.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Era 2º vice-presidente do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/110282" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931</a>).</p>
<p>Era um dos colaboradores de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/2" target="_blank"><em> Novidade Semanário Illustrado</em></a>, lançado em 11 abril de 1931. Publicou um artigo na seção de Música na oitava edição da revista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/122" target="_blank"><em>Novidade</em>, 30 de maio de 1931</a>).</p>
<p>Foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/227" target="_blank"><em>Novidade</em>, 18 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- No Teatro Deodoro, instalação em 6 de abril, da Liga Alagoana Pró-Pensamento Livre, sob a presidência de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/118340" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1933, segunda coluna</a>). Fundada em</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Em 24 de fevereiro de 1934, a Liga Alagoana Pró-Pensamento Livre realizou um ato em comemoração ao aniversário da promulgação da constituição de 1891, sob a presidência de  Lavenère com a participação dos oradores Levy Pereira, Barbosa Júnior, Sebastião da Hora, Esdras Gueiros e Américo Mello, “que expressaram seus veementes protestos contra a intromissão da igreja católica na política nacional, tendente a coarctar a liberdade de pensamento no que concerne ao ensino religioso nas escolas”.</p>
<p>Foi entre esse ano e 1943 secretário do Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/12349" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Passou a lecionar Escrituração Mercantil na sede da Federação Alagoana para o Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/11125" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Seu livro <em>Compêndio de Teoria Musical </em>foi adotado<em> </em>pelo Instituto Português de Música de Lisboa<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/12175" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5045" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5045/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_00059_017_TTO_.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5045" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió/[Paço episcopal], 1905-1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Publicou o livro <em>Nigumba, conto africano.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Foi o vereador mais votado de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/18100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de janeiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>Apresentou um projeto de lei criando um serviço de Assistência à Infância Desvalida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/28109" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de agosto de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong> </span>- Como vereador por Maceió aderiu à candidatura de Armando Salles (1887 &#8211; 1945) à presidência da República e foi eleito membro da União Democrática Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/40323" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- Foi nomeado representante da Casa dos Artistas em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/35579" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de abril de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p>Contribuiu financeiramente para a confecção do busto do presidente Getulio Vargas na Casa dos Artistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/13320" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 25 de junho de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Mantinha uma seção diária na <em>Gazeta de Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64414" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de junho de 1939, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma poesia de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/52680" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 15 de junho de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17788" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/52680" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17788" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/ironia.jpg" alt="Correio, de 1939" width="572" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/52680" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941 </strong></span>- Na inauguração do Sindicato dos Jornalistas Profissionais em Maceió, foi eleito um dos membros da comissão fiscal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/4026" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de janeiro de 1941, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi o orador do encerramento da Semana da Siderurgia no Teatro Deodoro, em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/10134" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1941, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> &#8211; Escreveu contra as<em> indecências de cantigas carnavalescas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764051/7643" target="_blank"><em>A Ordem (RN)</em>, 13 de fevereiro de 1942, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Instalação em 8 de março do Centro de Estudos Econômicos e Sociais de Alagoas<b>,</b> no auditório da Faculdade de Direito, por iniciativa do Rotary Clube de Maceió. Sua primeira diretoria: presidente, Diegues Júnior; vice-presidentes, Sebastião da Hora e Barreto Falcão; secretários, Ruy de Almeida, Aurélio Viana e Luiz Lavenère; tesoureiros, Ismael Brandão e Luiz Calheiros; diretor da Biblioteca, Afrânio Melo; e diretor de Publicidade, Carvalho Veras. Tinha por finalidade discutir a realidade alagoana e os problemas regionais, dentro de uma visão interdisciplinar: econômica, social, histórica, sociológica, antropológica, sem exclusão da visão política ou ideológica.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Foi candidato ao senado por Alagoas concorrendo pelo Partido Republicano Progressista mas foi o candidato menos votado: só obteve 194 votos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/30892" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 20 de dezembro de 1945, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Foi eleito para integrar a Comissão de História do Instituto Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/45883" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de abril de 1946, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicou o livro <em>Meu Waterloo na imprensa de Maceió</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Publicou o livro <em>Ad memoriam</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; Publicou, pela Livraria Machado,<em> Conversas com o reverendo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Era o diretor do Teatro Deodoro, em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/1116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de março de 1950, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito tesoureiro da Academia Alagoana de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/5008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de dezembro de 1950, sexta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong></span> &#8211; O Arquivo Público de Alagoas, criado em dezembro de 1961, adquiriu para sua Fototeca a coleção de negativos fotográficos de vidro de Luiz Lavenère, composta de cerca de 350 chapas, em vidro, na sua maioria de trechos desaparecidos da cidade de Maceió e seus arrabaldes no princípio do século XX. Na época era dirigido por Moacir Medeiros de Santana.</p>
<p>Publicação, na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, do artigo pioneiro sobre a história da fotografia na capital alagoana desde seus primórdios intitulado <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1966</strong></span> &#8211; Falecimento de Luiz Lavenère Wanderley, em 29 de outubro de 1966, em Maceió.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/foto.jpg"><img class=" size-full wp-image-17672 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/foto.jpg" alt="foto" width="256" height="341" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1985 </strong><span style="color: #333333;">- Foi escolhido para ser o patrono da cadeira número 41 do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong> </span>- Início dos trabalhos de conservação e reprodução da coleção de imagens de Lavenère adquiridas pelo Arquivo Público de Alagoas em 1961.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong> </span>-  Foi lançado, em dezembro de 2018, o livro <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère</em>, com 220 fotografias de Maceió, a maioria inédita e rara, organizado por Gian Carlos de Melo Silva e Wilma Maria Nóbrega Lima e editado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos em parceria com o Arquivo Público Alagoano. As fotografias foram separadas em grupos: <em>Águas</em>, <em>Construções</em>, <em>Cotidiano</em> e <em>Lavenère</em>. São registros, dentre outros, do antigo farol, de atletas, avenidas, bairros, barcos, do carnaval de rua, de casas, cenas de teatro, engraxates, escolas, estação de trem, fábricas, festas, do folguedo Barca da Chegança, de hospital, hotéis, igrejas, inundações, da Livraria Fonseca ao lado do jornal <em>Evolucionista</em>, de lojas, do mercado público, de paisagens, pescadores, pessoas, praças, do prado, de praias, prédios governamentais, do primeiro avião em Maceió, de procissão, quartel, da recepção ao presidente da República Afonso Pena no Palácio dos Martírios, de ruas, do Teatro Deodoro e do Teatro Polytheama, além de imagens do próprio Lavenère. Também está reproduzido no livro o artigo <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana, publicado na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, 1962 (<a href="http://www.agendaa.com.br/vida/gente/7604/2018/12/28/maceio-ha-quase-100-anos-livro-revela-um-dos-mais-importantes-acervos-fotograficos-de-alagoas" target="_blank"><em>Agenda &#8220;a&#8221;</em> (AL) , 28 de dezembro de 2020</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/livro.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-17813" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/livro.jpg" alt="livro" width="930" height="698" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes: </strong></span></p>
<p><a href="http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/28900-com-apoio-da-fapeal-livro-do-arquivo-publico-narra-a-alagoas-do-inicio-do-seculo-xx" target="_blank">Agência Alagoas</a></p>
<p>BARROS, Francisco Reinaldo Amorim de. <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/739030_vI.pdf?sequence=7&amp;isAllowed=y" target="_blank">ABC das Alagoas: dicionário biobibliográfico, histórico e geográfico de Alagoas</a>. </em>Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação, 2005.</p>
<p>CAMPELLO, Maria de Fátima de Melo Barreto. <a href="http://www.anparq.org.br/dvd-enanparq-3/htm/XFramesSumarioST.htm" target="_blank"><em>A cidade de papel e a cidade de vidro: Maceió na Coleção de fotografias de Luiz Lavenère</em></a>. In: ENANPARQ &#8211; arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva. III, 2014, São Paulo, SP. <strong>Anais eletrônicos</strong>. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie; Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2014.</p>
<p>CAMPELLO, Maria de Fátima de Melo Barreto; CABRAL, Renata Campello; DUARTE, Jaianne Fernandes; SILVA. Thaysa de Oliveira. <em><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/8648846-Texto%20do%20artigo-41041-1-10-20180713.pdf" target="_blank">Cartões-postais: entre as práticas visuais e a conservação do patrimônio urbano. Postcards: betweeen visual practices and the conservation of urban heritage.</a> </em>Urbana: Rev. Eletrônica Cent. Interdiscip. Estud. Cid. Campinas, SP v.9, n.3 [17] p.659-676 set./dez. 2017</p>
<p>DUARTE, Jaianne Fernandes. <a href="http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/5852/1/Quando%20se%20olha%20para%20o%20escuro%20a%20Macei%c3%b3%20de%20Luis%20Laven%c3%a8re%20Wanderley%20atrav%c3%a9s.pdf" target="_blank"><em>Quando se olha para o escuro: A Maceió de Luiz Lavenère Wanderley através de seus negativos de vidro</em></a>. 2019. 196f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura: Dinâmica do Espaço Habitado). Faculdade de Arquitetura, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Alagoas, 2018.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://ihgal.com.br/?page_id=223" target="_blank">Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas</a></p>
<p>LAVENÈRE, Luiz; SANT’ANA, Moacir Medeiros de (1962). <em>A fotografia em Maceió (1858-1918)</em>. Revista do Arquivo Público de Alagoas, nº 1.</p>
<p>LIMA, Mariana. <a href="http://www.cedu.ufal.br/grupopesquisa/gephecl/livros-fragmentos/" target="_blank"><em>Luís Wanderley Lavenère</em></a>. Universidade Federal de Alagoas, fevereiro de 2019.</p>
<p>MACIEL, Osvaldo Batista Acioly. <em><a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7839" target="_blank">Filhos do trabalho, apóstolos do socialismo: os tipógrafos e a construção de uma identidade de classe em Maceió (1895 &#8211; 1905)</a>. </em>Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco, 2004.</p>
<p>SANTOS, José Fabino Cassiano dos. <a href="http://www.sbpcnet.org.br/livro/70ra/trabalhos/resumos/3081_1939c2fc8af9a9207f96186c2860a9f74.pdf" target="_blank"><em>HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO LITERÁRIA NAS NOVELAS ZÉFINHA (1921) E PADRE CORNÉLIO (1921) DE LUIS LAVENÈRE</em> </a>.  Trabalho apresentado na 70ª Reunião Anual da SBPC &#8211; 22 a 28 de julho de 2018 &#8211; UFAL &#8211; Maceió.</p>
<p>SILVA, Gian Carlos de Melo; LIMA, Wilma Maria Nóbrega (organizadores). <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère. </em>Maceió : Imprensa Oficial Ramos, 2018.</p>
<p><a href="https://www.geni.com/people" target="_blank">Site Geni</a></p>
<p><a href="http://abcdasalagoas.com.br/verbetes.php" target="_blank">Site O ABC das Alagoas</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; III &#8211; A Batalha de Flores</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 14:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Batalha das Flores]]></category>
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		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz imagens da Batalha de Flores produzidas por Augusto Malta (1864 - 1957) que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. A Batalha de Flores é uma tradição do carnaval de Nice, na França, desde 1876. A festa chegou ao Brasil, em Petrópolis, em 1888. As imagens destacadas são da primeira década do século XX: de 1902; do dia 15 de agosto de 1903, quando aconteceu a primeira Batalha de Flores promovida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 - 1913), no Campo da Aclamação, atual Campo de Santana, na praça da República, no centro; de 1906 e de 1909.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica traz imagens da Batalha de Flores produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. A Batalha de Flores é uma tradição do carnaval de Nice, na França, desde 1876. A festa chegou ao Brasil, em Petrópolis, em 1888. As imagens destacadas são da primeira década do século XX: de 1902; do dia 15 de agosto de 1903, quando aconteceu a primeira Batalha de Flores promovida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), no Campo da Aclamação, atual Campo de Santana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/6200"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a>); do dia 2 de setembro de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/13001"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de setembro de 1906, terceira coluna,</a> <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12331">2 de setembro </a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12338">3 de setembro</a> de 1906) e de 17 de outubro de 1909 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/21133"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de outubro de 1909, penúltima coluna</a>). As fotografias de Malta mostram as carruagens bastante enfeitadas com flores e uma grande quantidade de pessoas participando do evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5442" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5442/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft459.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5442" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores: carro de Salvador Santos, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22batalha+das+flores%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias da Batalha de Flores do acervo do Museu da República e da Biblioteca Nacional que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong> <em>O início</em></strong></span></p>
<p>No jornal <em>O Mercantil</em>, foi publicada uma descrição da Batalha de Flores, transcrita do <em>Correio Imperial</em>, jornal redigido pelo príncipe D. Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920), filho da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, e ao final, era sugerido que Petrópolis adotasse a celebração carnavalesca e que se sepultasse  o entrudo <em>com seu cortejo defluxos e selvagerias</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/4392"><em>O Mercantil</em>, 25 de janeiro de 1888, primeira coluna</a>). A sugestão foi aceita e, no mesmo ano, em 12 de fevereiro de 1888, aconteceu em Petrópolis, sob chuva, a primeira Batalha de Flores de que se tem notícia no Brasil, com a participação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, promotora da festa, de seu marido, o conde d´Eu  (1842-1922), e de seus filhos. O préstito saiu do Largo de D. Afonso, seguiu pela rua Bourbon, do Imperador, pela ponte da Imperatriz e retornou a seu ponto de partida. A Batalha de Flores substituiu o entrudo, que passou a ser considerado pela população petropolitana  menos <em>digno do seu chic, pouco elegante e perigoso. </em>O ministro da Agricultura, Rodrigo Silva (1833 &#8211; 1899), também participou do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1888, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13381">14 de fevereiro, na penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/451"><em>Cidade do Rio</em>, 15 de fevereiro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10913" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><img class="  wp-image-10913" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/batalha-de-flores.jpg" alt="batalha de flores" width="336" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, em viagem pela Europa, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">Dom Pedro II</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">imperatriz Teresa Cristina</a> assistiram à Batalha de Flores de Nice, na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13377"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de fevereiro de 1888, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13494">9 de março de 1888, quinta coluna</a>). No Rio de Janeiro, a Batalha de Flores batizou, um ano depois, um baile à fantasia no Club dos Democráticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22154"><em>Jornal do Commercio</em>,  1º de fevereiro de 1889</a>).</p>
<p>Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros anos do século XX, a Batalha de Flores era realizada na Praça da República fora do período carnavalesco (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14071">28 de abril de 1896, quarta coluna</a>, e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8388">18 de setembro de 1903, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Em 1903, a primeira Batalha de Flores promovida pela prefeitura do Rio de Janeiro</strong></span> </em></p>
<p>Na matéria publicada pela <em>Gazeta de Notícias</em> sobre a Batalha de Flores no Rio de Janeiro de 1903, publicada no dia seguinte à realização do cortejo, foram mencionadas festas semelhantes que aconteciam na avenida das Acácias em Paris, consideradas <em>discretas</em>, as de Nice, que se caracterizavam pela <em>suntuosidade,</em> e a <em>ardente alegria</em> das de Palermo, na Argentina. A festa no Rio de Janeiro foi um sucesso: mais de 20 mil entradas foram registradas e por vezes o movimento era tão grande que o desfile era interrompido. Segundo o jornal, <em>foi uma festa com um cunho todo pessoal de refinada beleza e antes de tudo de uma grande alegria, de uma extraordinária simpatia, em que o bom povo fluminense, ávido de prazer e de festas, aclamava a cada passo, batia palmas, gritava entre as rosas desfolhadas e o riso de todos </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a>). O <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7376"><em>Jornal do Brasil</em> de 16 de agosto de 1903</a>, saudou o evento como o <em>início de uma era nova</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11298" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200" target="_blank"><img class="wp-image-11298 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/flores1.jpg" alt="flores1" width="790" height="683" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200" target="_blank">Ilustração de notícia da realização da primeira Batalha de Flores, no Rio de Janeiro / <em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado o roteiro que as carruagens deveriam seguir durante a Batalha de Flores de agosto de 1903, no Campo da Aclamação, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11308" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364"><img class="wp-image-11308 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/parque.jpg" alt="parque" width="699" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364">Roteiro para as carruagens no parque /<em> Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Na avenida Beira-Mar</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5438/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft448.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores, 17/10/1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, na recém inaugurada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">avenida Beira-Mar</a>, no Rio de Janeiro, e por sugestão da <em>Gazeta de Notícias</em>, a Batalha de Flores passou a ser uma batalha de confetes e acontecia, também, nas segundas-feiras do carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14119"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de janeiro,  primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14226">11 de fevereiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14232">12 de fevereiro</a> de 1907). No cortejo, que representava o carnaval da elite carioca, os foliões fantasiados desfilavam em carruagens ou carros enfeitados e atiravam flores, confetes ou serpentinas uns nos outros. O desfile, ao compareceram o presidente da República, Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), e vários ministros, foi incentivado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566">prefeito Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, que modernizava o Rio ao estilo de Paris. As famílias do presidente assim como a dos ministros presentes no evento participaram do desfile. As filhas de Afonso Pena desfilaram usando o automóvel presidencial, fato considerado marcante e ousado e que contribuiu para a divulgação da nova moda do carnaval brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39083" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/14232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/flores.jpg" alt="Gazeta de Notícias, de fevereiro de 1907" width="304" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/14232" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12  de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10921" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19348"><img class="wp-image-10921 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/1909.jpg" alt="1909" width="399" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19348"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de fevereiro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>COSTA, Haroldo. <em>100 anos de carnaval no Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 2001.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LIRA NETO. <em>Uma história do samba &#8211; as origens</em>. São Paulo:Companhia das Letras, 2017.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/annie-sidro-especialista-em-carnaval-mais-que-uma-festa-carnaterapia-20981099"><em>O Globo</em>, 28 de fevereiro de 2017</a>.</p>
<p><a href="http://www.avidafrancesa.com/o-carnaval-de-nice-comecou/">Site A Vida Francesa</a></p>
<p><a href="http://www.brasil.gov.br/old/copy_of_imagens/sobre/cultura/carnaval/old-carnaval-2012/galeria-home/carn_hist_1907_desfile-carro-rj.jpg/view">Site do Governo do Brasil</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4221"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4221/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4221">Augusto Malta. Batalha das Flores, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; II &#8211; O carnaval do Cordão da Bola Preta</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 13:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[bloco carnavalesco]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[centenário]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[marcha carnavalesca]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Vicente Paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia do Cordão da Bola Preta no ano de seu centenário. A imagem, que pertence à Biblioteca Nacional, uma das parceiras do portal, revela a irreverência e a alegria dos componentes do bloco carnavalesco, último representante dos cordões carnavalescos cariocas do início do século XX e um dos mais antigos do Brasil. Possui uma marchinha muito conhecida, composta por Nelson Barbosa e Vicente Paiva: a Marcha do Cordão da Bola Preta, famosa pelo verso Quem não chora, não mama! Segura, meu bem, a chupeta.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4220" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4220/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4220" target="_blank">Anônimo. Salve! &#8220;Cordão da Bola Preta&#8221;, Penha de 1936, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia do Cordão da Bola Preta no ano do centenário do mais antigo bloco carnavalesco do Rio de Janeiro. A imagem, que pertence à Biblioteca Nacional, uma das parceiras do portal, revela a irreverência e a alegria dos componentes da agremiação, cuja criação tem origem em 1917, quando um grupo de ex-integrantes do tradicional Clube dos Democráticos se uniu sob a liderança de Álvaro Gomes de Oliveira, o Caveirinha, para formar o cordão <em>Só Bebe Água</em>, cujo logotipo trazia um barril de chope com 18 torneiras ligadas à boca de seus componentes.</p>
<p>O Bola Preta foi fundado em 31 de <span style="color: #333333;">dezembro de 1918, </span>por Caveirinha, Francisco Brício Filho, o Chico Brício, Eugênio Ferreira, João Torres, e pelos três irmãos Oliveira Roxo. Um dos ícones do carnaval carioca, o <span style="color: #333333;">Bola Preta tornou-se, pelo <a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/irph/patrimonio-imaterial">Decreto n° 27594 de 14 de fevereiro de 2007</a>, da Prefeitura do Rio de Janeiro, patrimônio cultural imaterial da cidade. Em 2014, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), entregou <em>ao bloco mais antigo da cidade a placa que o identifica como um lugar importante para a história e memória do patrimônio cultural carioca </em>(<a href="http://blogs.oglobo.globo.com/blog-de-bamba/post/cordao-da-bola-preta-reconhecido-como-patrimonio-cultural-do-rio-526159.html"><em>O Globo</em>, 28 de fevereiro de 2014</a>).</span></p>
<p>A versão popular da origem do nome do bloco carnavalesco conta que foi um de seus fundadores, o Caveirinha, que, no dia 31 de dezembro de 1918, confraternizando com outros amigos na Galeria Cruzeiro do Hotel Avenida, localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880">avenida Central</a>, avistou uma linda mulher trajada com um vestido branco com bolas pretas. Porém, o pesquisador André Diniz, organizador do livro <em>Vem pro Bola, meu bem: crônicas e histórias do Cordão da Bola Preta</em> revelou que, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som,  Caveirinha declarou que a origem do nome havia sido outra: os fundadores do bloco decidiam quem poderia ou não entrar no clube exibindo bolas pretas ou brancas.</p>
<p>Último representante dos cordões carnavalescos cariocas do início do século XX e um dos mais antigos do Brasil, possui uma marchinha muito conhecida, composta por Nelson Barbosa e Vicente Paiva (1908 &#8211; 1964): a <em>Marcha do Cordão da Bola Preta </em>(1935), famosa pelo verso <em>Quem não chora, não mama! Segura, meu bem, a chupeta</em>. É com essa música, considerada o hino da agremiação, que os desfiles do Bola Preta, nos sábados de carnaval, são abertos.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM" target="_blank"><em><span style="color: #800000;"><strong>Marcha do Cordão da Bola Preta </strong></span></em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(gravação de Carmen Costa para o carnaval de 1962)</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Compositores: Nelson Barbosa e Vicente Paiva</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Quem não chora não mama!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Segura, meu bem, a chupeta.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Lugar quente é na cama</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Ou então no Bola Preta.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Vem pro Bola, meu bem,</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Com alegria infernal!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Todos são de coração!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Todos são de coração.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(Foliões do carnaval).</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(Sensacional!)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes: </span></strong></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/historia-do-cordao-da-bola-preta/">Diário do Rio.com</a></p>
<p><a href="http://guiaculturalcentrodorio.com.br/cordao-da-bola-preta/">Guia Cultural do Centro Histórico do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>O Globo</em>, 19 de janeiro de 2018</p>
<p><a href="http://www.cordaodabolapreta.com/historia/">Site do Cordão da Bola Preta</a></p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/vicente-paiva/dados-artisticos">Site do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; IV &#8211; Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jul 2017 13:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com registros do fotógrafo sírio Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 - 1938), a Brasiliana Fotográfica lembra Lampião, Virgolino Ferreira da Silva (c.1898 - 1938), o rei do cangaço, e seu bando. A iconografia produzida por Benjamin - registros fotográficos e filme - não é a única sobre o cangaço, mas por sua extensão contribuiu enormemente para o conhecimento da história dos cangaceiros no Brasil. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com registros do fotógrafo sírio Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 &#8211; 1938), a Brasiliana Fotográfica lembra Lampião, Virgolino Ferreira da Silva (c. 1898 &#8211; 1938), o rei do cangaço, e seu bando. A iconografia produzida por Benjamin &#8211; registros fotográficos e filme &#8211; não é a única sobre o cangaço, mas por sua extensão contribuiu enormemente para o conhecimento da história dos cangaceiros no Brasil. É uma comprovação visual da marcante estética dos <em>bandoleiros da caatinga </em>e os trouxe para os jornais e à imaginação popular. Logo os personagens do cangaço passaram a protagonizar lendas do sertão, canções e cordéis populares e, apesar de sua violência, Lampião tornou-se, para muitos, uma espécie de mártir dos oprimidos. As notícias chamavam atenção ou para a crueldade dos cangaceiros ou a sua bravura. Seriam bandidos ou heróis? Muito provavelmente o rei do cangaço e seus bandoleiros não seriam tão famosos atualmente se não fosse pela realização por Benjamin da série de fotografias dele e de seu bando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5252/002081CANG104.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="606" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5252" target="_blank">Benjamin Abrahão. Lampião. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros fotógrafos registraram os cangaceiros e as volantes &#8211; forças especiais criadas para combater o cangaço. Foram eles Alcides Fraga, Chico Ribeiro, Eronildes de Carvalho, Lauro Cabral e Pedro Maia, todos na década de 1920. Há também imagens de autoria desconhecida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=canga%C3%A7o&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do cangaço disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de um ano após a morte do Padre Cícero, de quem Benjamin havia sido secretário particular, ocorrida em 20 de julho de 1934, Benjamin levou a Adhemar Bezerra de Albuquerque (1892 &#8211; 1975) sua ideia de fotografar e filmar Lampião e seus cangaceiros. Adhemar, pai do fotógrafo Chico Albuquerque (1917 &#8211; 2000), havia fundado, em 1934, a Aba Film, em Fortaleza, para a qual, trabalhando como cinematografista, Benjamin produziu entre 1936 e 1937 fotografias e um filme sobre o rei do cangaço e seu bando. Adhemar forneceu a Benjamin equipamentos cinematográficos e fotográficos, além de filmes. Também passou a Benjamin noções básicas de como utilizá-los.</p>
<p>No primeiro encontro, Benjamin foi levado pelos cangaceiros Juriti e Marreca a Lampião, que o recebeu oferecendo comida e conhaque, dizendo: <em>Não sei como você veio bater aqui com vida, bicho velho. Só mesmo obra de Marreca que é muito camarada</em>. Benjamin, então, armou a máquina e quando ia bater as fotografias, foi impedido por Lampião, que examinou o equipamento e ordenou: <em>Primeiro a gente tira o seu retrato</em>. Depois disso, Benjamin pode fazer seus registros, até ser interrompido por Lampião. Uma observação: na matéria do<em> Diário de Pernambuco</em> acima citada, um dos cangaceiros mencionados como tendo levado Benjamin a Lampião foi Mergulhão. Em janeiro de 1937, Benjamin esclareceu que tratava-se de Marreca.</p>
<p>Quatro meses depois, teve um novo encontro com Lampião e seu bando. Nessa ocasião, passou três dias com o grupo e pode registrar vários de seus hábitos como a reza da missa de domingo, celebrada pelo próprio Lampião, o almoço e a maneira de se vestirem e se comportarem. Revelou também que Maria Bonita, devido a uma promessa não trabalhava aos sábados, domingos e segundas-feiras.</p>
<p>Ao longo de 1937, várias fotos de Lampião e de seu bando produzidas por Benjamin foram publicadas pelos <em>Diários Associados</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9574" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22815" target="_blank"><img class="wp-image-9574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/foto.jpg" alt="foto" width="372" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22815" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de janeiro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tanto as fotografias como o documentário de Benjamin Abrahão foram considerados uma afronta ao governo federal. Todo o material foi apreendido após uma exibição do filme em sessão fechada para autoridades locais no Cine Moderno, em 10 de abril de 1937, em Fortaleza. Segundo o fotógrafo Chico Albuquerque, quando, em 1941, os sócios da empresa tentaram reaver o filme apreendido, receberam apenas 20 contos como indenização (<a href="https://revistas.biblioteca.ims.com.br/fotoptica/1970/revista/publicacao44/" target="_blank"><em>Novidades Fotoptica</em>, novembro de 1970</a>).</p>
<p>Segundo Angelo Osmiro Barreto, <em>muitos anos depois, os negativos do filme e das fotos foram encontrados empoeirados e jogados em um canto qualquer de uma sala de repartição pública</em>. Foram recuperados por Alexandre Wulfes (1901 &#8211; 1974) e Al Ghiu (1925 &#8211; ) e montados em 1955. Posteriormente, a Cinemateca Brasileira recuperou as imagens e encontrou aproximadamente mais cinco minutos do filme original. Segundo Ricardo Albuquerque, filho de Chico Albuquerque e neto de Adhemar, depois <em>o material foi reavaliado e novamente montado seguindo um critério estritamente documental do filme. </em>Uma curiosidade: trechos do filmes foram usados, muitos anos depois, no documentário <em>Memória do Cangaço</em>, dirigido por Paulo Gil Soares (1935-2000) e produzido por Thomas Farkas (1924-2011); e nos filmes <em>Baile Perfumado</em> (1996), dirigido por Lírio Ferreira (1965-) e Paulo Caldas (1964-); <em>Corisco e Dadá </em>(1996) dirigido por Rosemberg Cariry (1953-); e <em>Os últimos cangaceiros</em> (2015), dirigido por Wolney Oliveira (1960-).</p>
<p>Nas palavras de Elise Jasmin, Lampião era <em>manipulador, estrategista, dotado de um senso inato de comunicação</em> – soube como poucos se utilizar do poder da fotografia, em especial quando estampada nas páginas da imprensa, que ajudavam a torná-lo onipresente. E mesmo perto do fim de sua “carreira”, quando – depois de aterrorizar sete estados nordestinos – optou por uma vida sedentária, <em>sua imagem circulava em grande parte do sertão, como um corpo figurado que vinha substituir simbolicamente o corpo real do guerreiro que antes percorria a região </em>(Joaquim Marçal de Andrade in<em> Cangaceiros</em>, 2014).</p>
<p>Segundo o historiador Frederico Pernambucano de Mello, autor do livro<em> Guerreiros do Sol</em> (1985), um clássico sobre a história do cangaço, não há dúvidas de que Lampião foi derrotado e morto pelas forças policiais em julho de 1938. Porém sua derrota não teria sido completa: se perdeu militarmente, o rei do cangaço foi vitorioso esteticamente. Seu chapéu e uniforme cheio de ouro e detalhes bordados estão entre os principais símbolos do nordeste brasileiro; e, não por acaso, seja em uma visão romantizada ou através do repúdio, Lampião continua sendo alvo de fascínio (<a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2015/10/20/classico-sobre-o-cangaco-livro-de-frederico-pernambucano-de-mello-completa-30-anos-204318.php" target="_blank"><em>Jornal do Comércio</em>, 20 de outubro de 2015</a>).</p>
<p>As cenas filmadas por Benjamin do cotidiano do bando de Lampião, das quais restaram aproximadamente 15 minutos, inspiraram os filmes <em>O Cangaceiro</em>, de 1953, dirigido por Victor Lima Barreto (1906 &#8211; 1982), e <em>O Baile Perfumado</em>, de 1997, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.</p>
<p>Em 2013, o Instituto Moreira Salles adquiriu junto ao Instituto Cultural Chico Albuquerque o direito de uso dessas imagens para fins culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco sobre o cangaço e sobre a morte de Lampião</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5253"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5253/002081CANG105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="337" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5253" target="_blank">Benjamin Abrahão. Benjamin Abrahão com Maria Bonita e Lampião, 1936. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>O cangaço, segundo Moacir Assunção,<em> é um fenômeno social característico da sociedade rural brasileira</em>.  No nordeste, existiu desde o século XVIII, <em>quando José Gomes, o Cabeleira aterrorizava populações rurais de Pernambuco</em>. O movimento atravessou o século XIX, só terminando em 25 de maio 1940, com a morte de Corisco (1907 &#8211; 1940)<em>, </em>sucessor de Lampião e seu principal lugar-tenente, pela volante de Zé Rufino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/1405" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de junho de 1940, na sexta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>Os homens do cangaço espalhavam fama, violência e aplicavam um conceito muito particular de justiça em sete estados do Nordeste. Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia sofriam não apenas nas mãos desses grupos nômades, mas também com a seca, com a fome e com uma sociedade desigual e injusta, que perpetuava um modelo pérfido de exploração do trabalho</em>.'(Ângelo Osmiro Barreto in <em>Iconografia do Cangaço</em>, 2012)</p>
<p>Em 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, perto da divisa com o estado de Alagoas, o bando de Lampião foi cercado por uma força volante comandada pelo tenente João Bezerra da Silva (1898 &#8211; 1970), pelo aspirante Ferreira Mello e pelo sargento Aniceto da Silva. Além de Lampião, foram mortos sua mulher, Maria Gomes de Oliveira (c. 1911 &#8211; 1938), conhecida como Maria Bonita, e os cangaceiros Alecrim, Colchete, Elétrico, Enedina, Luiz Pedro, Macela, Mergulhão, Moeda e Quinta-feira. Foram todos decapitados. No combate, foi morto o soldado Adrião Pedro de Souza. João Bezerra e outro militar ficaram feridos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/86081" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de julho de 1938, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29840" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1938, com uma fotografia de autoria de Benjamin</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29843" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de julho de 1938</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29892" target="_blank">3 de agosto de 1938</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_14/62377" target="_blank"> 25 de agosto de 1968</a>). Quando Lampião foi morto o, o fotógrafo Benjamin Abrahão havia sido assassinado há cerca de dois meses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9528" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29843" target="_blank"><img class="wp-image-9528" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/lampiao.jpg" alt="lampiao" width="450" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29843" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de agosto de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à morte de Lampião, foi publicada uma entrevista dada por Chico Albuquerque (1917 &#8211; 2000), filho do proprietário da Aba Film, na primeira página do <em>Diário da Noite</em>, onde contou a história da produção do filme sobre Lampião produzido por Benjamin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/38116" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 29 de julho de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9580" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/chico1.jpg"><img class="wp-image-9580 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/chico1.jpg" alt="chico" width="209" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/38116" target="_blank">Chico Albuquerque dando uma entrevista que foi publicada no <em>Diário da Noite</em> de 29 de julho de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As cabeças decapitadas dos cangaceiros, após exposição em Piranhas, Santana de Ipanema e em outras cidades de Alagoas, seguiram para a capital do estado, Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29833"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1938, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29840"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1938, penúltima coluna</a> ,<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29880"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1938</a>). As duas fotos abaixo foram publicadas no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29892"><em>Diário de Pernambuco</em> de 3 de agosto de 1938</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5243" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5243/002081CANG083.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="688" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5243" target="_blank">Anônimo. Os trágicos troféus de Angico, 28 de julho de 1938. Piranhas, Alagoas / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31490" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29843" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31490" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/lampião2.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de julho de 1938" width="451" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/29843" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 31 de julho de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5244" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5244/002081CANG084.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5244" target="_blank">Anônimo. Os trágicos troféus de Angico, 28 de julho de 1938. Piranhas, Alagoas / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>De lá, seguiram para Salvador. Ficaram no Museu Nina Rodrigues, também conhecido como Museu Antropológico Estácio de Lima. Em 1969, as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram enterradas no cemitério Quinta dos Lázaros, na mesma cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/99767" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de fevereiro de 1969, na última coluna</a>).</p>
<p>Uma curiosidade a respeito do apelido de Lampião, segundo publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_01/30773" target="_blank"><em>Diário da Noite</em> de 8 de fevereiro de 1937, na primeira coluna</a>:</p>
<p style="text-align: left;"> &#8216;<em>Lampião é um cabra desconfiado e perverso. O apelido que usa é o seu maior orgulho.</em> <em>Foi lhe dado num combate no início de sua carreira criminosa quando se filiou ao cangaço do famoso Luiz Padre. Na peleja, travada ao descambar da tarde, Virgolino atirava com tanta rapidez que da boca do seu rifle saia verdadeira faixa de fogo, iluminando o chão.</em></p>
<p style="text-align: left;">_ <em>&#8220;Nós não precisa mais de sol porque já temos um lampião!&#8221;, gritavam os cangaceiros.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>E desde aí ficou ele com o seu nome de guerra consagrado&#8217;.</em></p>
<p>Uma curiosidade: em 22 de fevereiro de 2023, a escola de samba do Grupo Especial Imperatriz Leopoldinense sagrou-se campeã do carnaval carioca com um enredo do carnavalesco Leandro Vieira (1983-) sobre Lampião, intitulado <em>O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida. </em>Foi inspirado nos cordéis <em>A Chegada de Lampião no Inferno</em> e <em>O grande debate que teve Lampião com São Pedro</em>, de José Pacheco. A única filha de Lampião e Maria Bonita, Expedita Ferreira (1932-),  desfilou à frente de um carro alegórico*.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Breve perfil do fotógrafo Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 &#8211; 1938)</strong></span></p>
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<div style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5239" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5239/002081CANG051.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="760" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5239" target="_blank">Anônimo. Benjamin Abrahão subindo em marinete (ônibus), c, 1936. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Segundo seus familiares, Benjamin Abrahão Calil Botto nasceu, em 1901, em Zahle, na época uma cidade da Síria e atualmente do Líbano, e veio para o Brasil, na década de 1910, provavelmente, fugindo da Primeira Guerra Mundial. Segundo o próprio, havia nascido em Belém, mesma cidade natal de Jesus Cristo. Tinha parentes no Recife. Trabalhou como mascate na cidade e no interior nordestino. Foi durante algum tempo secretário particular do venerado padre Cícero Romão Batista (1844 &#8211; 1834), na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O reverendo havia ficado impressionado pelo fato de Benjamin ter nascido em Belém.</p>
<p style="text-align: left;">Foi em 1926 que Benjamin provavelmente conheceu Lampião, que havia ido fazer uma visita ao Padre Cícero, organizada por Floro Bartolomeu (1876 &#8211; 1926), deputado federal e coronel poderoso da região do Cariri <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/96648" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/96648" target="_blank">, 10 de abril de 1926</a>).  Na ocasião, Lampião e seu bando foram convencidos a entrar para o Batalhão Patriótico, uma milícia para combater a Coluna Prestes, e Lampião recebeu a patente de capitão, armamentos e uniformes do Exército. Pouco tempo depois, o acordo foi desfeito.</p>
<p style="text-align: left;">Cerca de um ano após a morte do Padre Cícero, ocorrida em 1934, Benjamin levou a Adhemar Bezerra de Albuquerque (1892 &#8211; 1975), proprietário da Aba Fim, em Fortaleza, um projeto para fotografar e filmar Lampião e seu bando. Adhemar forneceu a Benjamin equipamentos cinematográficos e fotográficos, além de filmes e, entre 1936 e 1937, Benjamin produziu fotografias e um filme sobre o rei do cangaço.</p>
<p style="text-align: left;">Em matéria publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de dezembro de 1936</a>, Benjamin foi apresentado como sírio naturalizado brasileiro e como fundador do periódico <em>Cariri</em>, em Juazeiro do Norte. Segundo a mesma reportagem, em meados de 1935 ele havia tido a ideia de documentar a vida de Lampião. <em>Meteu-se numa roupa de brim azulão, sacudiu a tiracolo sua máquina fotográfica e se internou nas caatingas</em>. Ao longo de 18 meses, viajou pelo sertão de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, e encontrou-se duas vezes com Lampião.</p>
<p style="text-align: left;">Ao longo de 1937, várias fotos de Lampião e de seu bando produzidas por Benjamin foram publicadas pelos <em>Diários Associados</em>. Foi também divulgado um bilhete escrito por Lampião atestando a autenticidade dos registros de Benjamin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23274" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1937</a>).</p>
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<div id="attachment_9539" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23274" target="_blank"><img class="wp-image-9539 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/bilhete.jpg" alt="bilhete" width="361" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23274" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1937.</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><i>&#8216;Illmo Sr. Bejamim Abrahão<br />
Saudações<br />
Venho lhe afirmar que foi a primeira pessoa que conseguiu filmar eu com todos os meus pessoal cangaceiros, filmando assim todos os movimentos da nossa vida nas caatingas dos sertões nordestinos.<br />
Outra pessoa não conseguiu nem conseguirá nem mesmo eu consentirei mais.<br />
Sem mais do amigo<br />
Capm Virgulino Ferreira da Silva<br />
Vulgo Capm Lampião&#8217;</i></p>
<p style="text-align: left;">Benjamin Abrahão foi assassinado com 42 facadas, em Águas Belas, hoje Itaíba, no interior de Pernambuco, em maio de 1938 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/36947" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 9 de maio de 1938, na quarta coluna</a>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/28824" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de maio de 1938, na quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/28932" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de maio de 1938, na quinta coluna</a>). Os motivos de sua morte ainda não estão esclarecidos. As hipóteses vão desde crime passional até queima de arquivo, já que ele sabia do envolvimento de autoridades com Lampião.</p>
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<div id="attachment_9544" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/28824" target="_blank"><img class="wp-image-9544 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/morte.jpg" alt="morte" width="177" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/28824" target="_blank">Diário de Pernambuco, 10 de maio de 1938</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 &#8211; 1938)</strong></span></p>
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<div style="width: 361px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5241" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5241/002081CANG059.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="351" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5241" target="_blank">Anônimo. Benjamin Abrahão, uma criança e a matriarca dos Elihimas, 1938. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Segundo sua família, Benjamin Abrahão Calil Botto nasceu em Zahle (na época, cidade na Síria e, atualmente, do Líbano). Segundo o próprio, havia nascido em Belém, local de nascimento de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1910</strong></span> &#8211; Por volta desse ano, todo fim de mês ia para Damasco, na Síria, com um tio que armava caravanas para a venda de utensílios aos beduínos.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Benjamin desembarcou no porto de Recife, fugindo ao alistamento militar obrigatório devido à Primeira Guerra Mundial. Aqui fez contato com parentes distantes, os Elihimas, que trabalhavam no comércio da cidade, no ramo de miudezas por atacado, das ferragens, de equipamentos de caça e da pesca, na Rua Visconde de Inhaúma, nº 83-91, com filiais em João Pessoa e em Campina Grande, Paraíba.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1915</strong></span> &#8211; Fugiu do colégio onde os seus primos Elihimas o matricularam e foi para Rio Branco, atual Arcoverde. Devolvido aos parentes, passou a trabalhar como mascate.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Em São Bento do Una, ficou amigo do fazendeiro José Ferreira de Morais é foi acolhido na casa-grande.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1916 / 1917</strong></span> &#8211; Em Arcoverde, toma conhecimento da existência do Padre Cícero Romão Batista (1844 &#8211; 1834), o <em>Padim Ciço</em>, por romeiros que partiriam para Juazeiro do Norte, no Ceará, onde morava o sacerdote, considerado virtuoso e místico, que havia se ordenado no Seminário de Fortaleza, em 1870. O religioso obteve sua aura de santidade ao transformar a hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo, em 6 de março de 1889. O fato teria se repetido diversas vezes durante cerca de dois anos.</p>
<p style="text-align: left;">Benjamin, soube que milhares de nordestinos iam a Juazeiro do Norte para receber a bênção do padre pelo menos uma vez por ano, o que tornara a cidade um excelente local para negócios. Decide então ir para Juazeiro do Norte.</p>
<p style="text-align: left;">Todos os dias, o <em>Padim Ciço</em> dava uma bênção, de sua casa, a seus fiéis. A mensagem costumeira era: <em>Meus amiguinhos, quem matou, não mate mais! Quem roubou, não roube mais! Quem pecou, não peque mais! Os amancebados se casem! </em>Um dia, Benjamin conseguiu ser avistado pelo sacerdote, que perguntou a ele sua origem. Benjamin identificou-se como natural de Belém, a terra de Jesus, e pediu para ficar na cidade, sob a proteção do religioso. O padre então respondeu: <em>Fique meu filho. Seja bom e pode sentir-se aqui como se fosse a sua própria casa.</em></p>
<p style="text-align: left;">Benjamin foi morar na casa de Pelúsio Correia de Macedo (1867 &#8211; 1955), pessoa da inteira confiança do Padre Cícero. Pelúsio foi dono da primeira oficina mecânica da cidade e também fundou a primeira escola de música, onde surgiu a primeira banda de Juazeiro do Norte, que animava desfiles e festas sob sua regência. Foi também proprietário do Cine Iracema, primeiro telegrafista da Estação Telegráfica de Juazeiro do Norte, além de fabricante de quase todos os relógios públicos da região.</p>
<p style="text-align: left;">Padre Cícero mandou matricular Benjamin no Colégio São Miguel, do professor Manuel Pereira Diniz (1887 &#8211; 1949).</p>
<p style="text-align: left;">Foi incumbido de fotografar a primeira visita feita por um governador do Ceará, José Tomé de Sabóia e Silva (1870 &#8211; 1945), a Juazeiro do Norte.</p>
<p style="text-align: left;">Retomou o ofício de ourives, tentando aprimorar os rudimentos que havia trazido da casa de seus pais. Estudou no Crato com o mestre Teofisto Abath.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1920</strong></span> &#8211; Como ourives, viajou por Cajazeiras, Crato, Jardim e Barbalha. Teve a notícia da morte de sua mãe e recebeu uma herança, enviada por seus primos de Recife.</p>
<p style="text-align: left;">Abriu um armazém de artigos religiosos e fixou-se em Juazeiro do Norte, em 1920.</p>
<p style="text-align: left;">Benjamin tornou-se secretário particular do Padre Cícero e passou a morar na casa paroquial. Pouco tempo depois, recebeu as chaves da casa. Como assistente pessoal do sacerdote passou a ter muito poder e a exercer diversas atribuições públicas e privadas. Conheceu personalidades de destaque nacional, clérigos, políticos, militares e educadores.</p>
<p style="text-align: left;">Benjamin começou a prosperar com a venda aos romeiros de objetos supostamente abençoados pelo Padre Cícero.</p>
<p style="text-align: left;">Participou também de jogatinas e do desvio de valores doados à igreja, o que decepcionou Joana Tertulina de Jesus, a beata Mocinha, que mais prestígio tinha com o Padre Cícero.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Benjamin, que dizia-se jornalista, no periódico <em>O Ideal</em>, envolveu-se na denúncia feita pelo farmacêutico José Geraldo da Cruz com o auxílio de Manuel Diniz sobre o fuzilamento sumário de presos tirados da cadeia pública pelo médico e político baiano Floro Bartolomeu da Costa (1876 &#8211; 1926), velho amigo do Padre Cícero. Foi Floro que, em 1914, liderou o episódio que ficou conhecido como a <em>Sedição de Juazeiro</em>, um confronto entre as oligarquias cearenses e o governo federal, quando um exército de jagunços derrotou as forças do governo federal e Marcos Franco Rabelo (1851 &#8211; 1940) foi deposto do governo do Ceará. Além disso, Floro havia sido importante na ocasião da emancipação de Juazeiro do Norte, em 1911, quando o Padre Cícero tornou-se o primeiro prefeito da cidade.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Na festa de descerramento da estátua de bronze do Padre Cícero, em 11 de janeiro, ocasião em que a cidade atraiu cerca de 40 mil romeiros, no intervalo dos discursos, Benjamim tentou falar algumas palavras, mas foi interrompido por Floro Bartolomeu, que abriu seu paletó e gritou <em>Desça daí! </em>Seguiu-se a fala do Padre Cícero.</p>
<p style="text-align: left;">O padre Manuel Correia de Macedo, filho de Pelúsio de Macedo, acusou Floro Bartolomeu de déspota, de subjugador do Padre Cícero e de corrupto no livro <em>Juazeiro em foco</em>, publicado em Fortaleza pela Editora de Autores Católicos.</p>
<p style="text-align: left;">Em junho, José Landim, compadre de Floro e escrivão da Coletoria, agrediu Benjamin, durante os festejos de recepção ao padre Macedo, em Juazeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Em agosto, Floro alegou ter sido alvejado à bala pelo turco Benjamin Abrahão quando participava de uma reunião na casa de Francisco Alencar. Benjamin foi preso. Segundo telegrama enviado por Floro ao advogado Raimundo Gomes de Matos, em Fortaleza: <em>Não podendo ser provado que o turco Benjamin Abrahão realmente quisesse cometer um atentado, por isso que não chegeui a lançar mão da arma, e mais ainda porque escreveu carta, para ser publicada, declarando querer morar aqui e outreas coisas, foi solto completamente encabulado.</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1926 </strong></span>- Nesse ano, Benjamin já vivia com Josefa Araújo Alves, com quem teve dois filhos: Atallah e Abdallah. O primeiro foi criado como filho por seu amigo, Gonçalo Mundó.</p>
<p style="text-align: left;">De 4 a 7 de março, Lampião e seu bando ficaram em Juazeiro do Norte em visita organizada por Floro Bartolomeu (1876 &#8211; 1926), que faleceu em 8 de março, no Rio de Janeiro. Foi na ocasião dessa visita que Benjamin provavelmente conheceu Lampião. Foram realizados saraus dançantes em homenagens a Lampião, que participou de conferências com autoridades públicas. Encontrou-se com o Padre Cícero e com o coronel Pedro Silvino, comandante do Batalhão Patriótico, uma milícia para combater a Coluna Prestes. Lampião e seu bando entraram para o citado batalhão e Lampião recebeu a patente de capitão honorário das Forças Legais de Combate aos Revoltosos, manuscrita por Pedro de Albuquerque Uchoa, ajudante de inspetor agrícola federal. Ele e seu bando receberam armamentos, munição e uniformes do Exército. Pouco tempo depois, o acordo foi desfeito. Em Juazeiro, os cangaceiros foram fotografados por Lauro Cabral de Oliveira Leite e por Pedro Maia <em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/96648" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/96648" target="_blank">, 10 de abril de 1926</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante sua estada em Juazeiro do Norte, quando já estava hospedado no sobrado de João Mendes de Oliveira, Lampião foi visitado pelos ourives da região, levados por Benjamin Abrahão.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; Benjamin prestava serviços a jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Benjamin residia na casa do Padre Cícero (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764450/1507" target="_blank"><em>A Razão</em>, 17 de outubro de 1929, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Benjamin despachou para todo o sertão emissários com a notícia, falsa, de que o Padre Cícero daria uma bênção de despedida aos romeiros. Juazeiro foi invadida por romeiros e Benjamin, que havia reforçado o estoque de sua loja, lucra muito.</p>
<p>Benjamim foi confirmado como colaborador especial do jornal <em>O Globo,</em> no Cariri.</p>
<div id="attachment_9572" style="width: 333px" class="wp-caption alignright"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/anuncio1.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-9572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/anuncio1.jpg" alt="anuncio1" width="323" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/764450/1411" target="_blank"><em>A Razão</em>, 3 de outubro de 1929. Benjamin participa de almoço com o padre Cícero</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Em 4 de janeiro, Benjamin fundou o jornal <em>O Cariri</em>, dirigido pelo advogado do Padre Cícero, Antônio Alencar Araripe, e editado pelos professores Manuel Diniz e J. Rocha. Teve pelo menos doze edições até março de 1931, quando teve seu título arrematado por editores do Crato.</p>
<p>Benjamin foi recebido pelo presidente do estado do Ceará, Manuel Fernandes Távora (1877 &#8211; 1977) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764450/3639" target="_blank"><em>A Razão</em>, 18 de outubro de 1930, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Era uma das pessoas mais influentes do círculo do Padre Cícero (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/13760" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de maio de 1932, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Após uma viagem a Juazeiro do Norte, Otacílio Alecrim publicou no <em>Diário de Pernambuco</em> o artigo &#8220;O desencanto de Macunaíma&#8221;, em que estranhou dois fatos quando visitou a casa paroquial do Padre Cícero: uma vitrola de corda e a onipresença de um secretário turco: <em>Francamente, com um turco e uma vitrola, não há messias que possa ser levado a sério&#8230;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/8177" target="_blank">Diário de Pernambuco,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/8177" target="_blank"><em> </em>12 de fevereiro de 1933, na penúltima e última colunas</a>).</p>
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<p>Benjamin concluiu ao lado de dezessete rapazes de Juazeiro do Norte e de cidades ao redor, a primeira turma do Tiro de Guerra 48, implantado no Juazeiro em 1931.  A instrução havia sido suspensa, em 1932, devido ao movimento constitucionalista de São Paulo. Benjamin tornou-se, assim, reservista do Exército.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Falecimento do Padre Cícero, em 20 de julho. Segundo o escritor Otacílio Anselmo, em meio às dezenas de repórteres , <em>um deles chama a atenção de todos, tanto pela mobilidade como pelo modo de manejar sua máquina, provida de pequena manivela&#8230;o tal cinegrafista era o sírio Benjamin Abrahão, antigo leão de chácara do sacerdote, aproveitando o acontecimento para concluir um filme sobre a vida do famoso líder sertanejo</em>.</p>
<p>Benjamin fotografou o morto de diversos modos e cortou uma mecha de seu cabelo, que vendeu a diversos devotos até que um deles se seu conta que o padre não tinha tanto cabelo&#8230;</p>
<p>Fundação da Aba Film por Adhemar Bezerra de Albuquerque (1892 &#8211; 1975), funcionário do Bank of London &amp; South America Limited em Fortaleza. A empresa era de material fotográfico e de produção de imagens, inclusive cinematográficas. Adhemar era pai do fotógrafo Chico Albuquerque (1917 &#8211; 2000) e de Antônio Albuquerque.</p>
<p>Adhemar foi para Juazeiro do Norte realizar o documentário <em>Funerais de Padre Cícero. </em>Provavelmente, nessa ocasião, conheceu Benjamin Abrahão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Abrahão apresentou seu projeto de fotografar e filmar Lampião e seu bando à Aba Film. Adhemar forneceu a Benjamin equipamentos cinematográficos e fotográficos, além de filmes. Também passou a Benjamin noções básicas de como utilizá-los.</p>
<p>Benjamin m<em>eteu-se numa roupa de brim azulão, sacudiu a tiracolo sua máquina fotográfica e se internou nas caatingas</em>. Ao longo de 18 meses, viajou pelo sertão de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, e encontrou-se mais duas vezes com Lampião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de dezembro de 1936</a>).</p>
<p>Segundo anotações em sua caderneta de campo, esse foi o início de seu trajeto:</p>
<p>10 de maio &#8211; partiu de Fortaleza para a missão/ 12 de maio &#8211; está em Missão Velha / 13 de maio &#8211; Brejo Santo / 14 de maio &#8211; Jati / 15 de maio &#8211; Belmonte, e Fazenda Boqueirão, em Pernambuco / 16 a 21 de maio &#8211; Vila Bela, atual Serra Talhada / 22 e 23 de maio &#8211; Custódia e Rio Branco, atual Arcoverde / 24 de maio &#8211; Pedra de Buíque / dian25 de maio &#8211; de Negras a Jaburu, quando deixa Pernambuco e chega a Alagoas / dia 26 de maio &#8211; de Caititu a Mata Grande / 27 de maio &#8211; de Manuel Gomes ao Capiá / 28 de maio &#8211; Olho d´Água do Chicão/ 3 de junho &#8211; Maravilha.</p>
<p>Benjamin radicou-se na vila do Pau Ferro, município de Águas Belas, em Pernambuco, tomando o lugar como sua base de operações. Inaugurou a parte terrestre de sua busca em Maravilha, no estado de Alagoas. Assim começava a aventura de Benjamin em busca de Lampião e seu bando.</p>
<p>No segundo semestre, perambulou pelos sertões de Alagoas e de Pernambuco. Em Pau Ferro, hospedava-se na casa de Antônio Paranhos, motorista de Audálio Tenório de Albuquerque , chefe do lugar, e protetor de Lampião.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong><span style="color: #333333;"> -</span></span> Em 20 de janeiro, Benjamin autorretratou-se contra uma cerca com seu equipamento trançado em xis sobre os ombros. Naquela altura, ainda não havia encontrado os cangaceiros.</p>
<p>Ao longo do ano, encontrou-se duas vezes com Lampião e seu bando.</p>
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<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5245" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5245/002081CANG085.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5245" target="_blank">Benjamin Abrahão. Lampião, Maria Bonita, o fotógrafo Benjamin Abrahão e outros cangaceiros, 1936. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O historiador Frederico Pernambucano de Mello estima que o primeiro encontro tenha acontecido em fins de março, <em>nas caatingas alagoanas da ribeira do Capiá, soltas bravias do Canapi, então do município de Mata Grande, no limite entre as fazendas Lajeiro Alto e Poço do Boi. </em>A localização do encontro foi revelada em entrevista por Aristeia, mulher do cangaceiro Catingueira, em depoimento de 2004. Benjamin foi levado até Lampião pelos cangaceiros Juriti e Marreca. Almoçaram bode assado com farinha de mandioca e beberam conhaque Macieira. Segundo matéria publicada no jornal <em>O Povo</em>, de 12 de janeiro de 1937, Benjamin ficou com o grupo central, o de Lampião, por cinco dias.</p>
<p>Benjamin viajou para Fortaleza, em 17 de maio para, na Aba Film, situada na rua Major Fecundo, iniciar a revelação dos negativos realizados de Lampião e seu bando.</p>
<p>Em meados de julho, voltou a encontrar Lampião, com quem passou três dias.</p>
<p>&#8216;<em>&#8230;Lampião estava pronto para confirmar sua presença na História através da linguagem moderna do cinema. Benjamin passava de solicitante a solicitado, revalando para a garupa do projeto, a ser tocado doravante pelo próprio cangaceiro. Pior seria ficar a pé&#8230;</em></p>
<p><em>Somente a ocorrência dessa troca de postos, soprada pelo sírio a Antônio Paranhos no segundo regresso ao Pau Ferro, explica o número de cenas que se irá obter nos cerca de quinze minutos de película e cerca de noventa fotografias que se salvaram para a história, a variedade das revelações desveladas a cada segundo &#8211; algumas pungentes, como a do bando a rezar, todos descobertos, momentaneamente desarmados, joelhos fincados na poeira &#8211; e a docilidade dos &#8220;atores&#8221;, a tudo se prestando diante das câmeras. Não somente da Ica, cinematográfica, mas da Universal, de fotografia, uma &#8220;caixão&#8221; de objetiva dupla, também da Zeiss, negativos de 6 x 6 cm&#8217;</em> (Frederico Pernambucano de Mello in <em>Benjamin Abrahão &#8211; entre anjos e cangaceiros</em>).</p>
<p>Em 28 de setembro, os cangaceiros atacaram a cidade de Piranhas, em Alagoas, para libertar Inhacinha, a mulher do cangaceiro Gato, que havia sido baleada e presa pela volante do tenente João Bezerra da Silva (1898 &#8211; 1970). Porém, ela estava presa na cadeia da Pedra de Delmiro Gouveia. Foram recebidos por uma resistência feita apenas por civis, homens e mulheres. Uma das mulheres era dona Cira de Brito Bezerra, mulher do tenente João Bezerra. Os cangaceiros espalharam que a prenderiam caso Inhacinha não fosse encontrada ou morresse durante a ação. Sobre o ocorrido, Benjamin comentou:</p>
<p>&#8216;<em>Atravessava o rio quando se travou o combate. Encontrava-me a uma distância de meia légua da cidade. Corrio ansioso para lá. Era uma oportunidade que não devia deixar escapar. Infelizmente, cheguei tarde. Os bandidos já se retiravam. Bem junto a mim, em um sofá, ferido, passou Gato, chefe do grupo. Quando entrava na cidade, tomaram-me por bandido e, por um triz, não me bateram</em>&#8216;.</p>
<p>Até outubro, Benjamin fez diversas incursões a cada um dos chefes de subgrupos de Lampião. Produziu mais fotografias e um filme.</p>
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<div style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5259" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5259/002081CANG016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="365" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5259" target="_blank">Benjamin Abrahão. O cangaceiro Corisco e Dadá, sua companheira, com a cachorra Jardineira, 1936. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>No Recife, deu uma entrevista, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de dezembro de 1936</a>, quando anunciou a realização de um filme e a produção de diversas fotografias de Lampião e seu bando. Foi apresentado como sírio naturalizado brasileiro e como fundador do periódico <em>Cariri</em>, em Juazeiro.</p>
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<div id="attachment_9592" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/22547" target="_blank"><img class="wp-image-9592 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/jornal2.jpg" alt="jornal2" width="461" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/22547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 27 de dezembro de 1936</a></p></div>
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<p>Benjamin apresentou-se na Aba Film, em Fortaleza, no dia 28 de dezembro, mesma data em que João Jacques publicou no jornal <em>O Povo</em>, matéria intitulada <em>Carta ao Leota, </em>na qual questionava o fato de Lampião e seu bando ter sido filmado e fotografado e continuar solto.<em> </em>Leota é Leonardo Mota, autor do livro <em>No tempo de Lampião</em>, de 1930.</p>
<p>&#8216;<em>Que acha desse furo? Que me diz sobre o caso? Será possível, meu amigo, que se possa ainda, por esses tempos tão mudados, filmar um bandoleiro, um gangster, um assassino mil vezes assassino e não se tenha meios de apanhá-lo?</em>&#8216;</p>
<p>No dia seguinte, dia 29, foi publicada na primeira página do jornal <em>O Povo</em> a matéria intitulada <em>Sensacional vitória da Aba Film: uma das mais importantes reportagens fotográficas dos últimos tempos, Lampião, sua mulher e seus sequazes filmados em pleno sertão, </em>ilustrada por fotografias de Benjamin ao lado de Lampião, de Maria Bonita, e da guarda pessoal do cangaceiro. A tiragem do jornal foi duplicada e totalmente esgotada.</p>
<p>No dia 31 de dezembro, o jornal <em>O Povo</em> publicou uma fotografia inédita de Maria Bonita sentada com os cachorros Ligeiro e Guarani.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; No dia 10 de janeiro, Benjamin, que havia estado no sertão, retornou a Fortaleza.</p>
<p>No jornal <em>O Povo</em>, de 12 de janeiro de 1937, Benjamin revelou que Maria Bonita escolheu ser mulher de Lampião por livre e espontânea vontade, contrariando a versão de que ela havia sido raptada e estuprada pelo cangaceiro.</p>
<p>Foi publicada pelos <em>Diários Associados</em>, uma fotografia onde Benjamin aparecia ao lado do casal Lampião e Maria Bonita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22815" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de janeiro de 1937).</a> Dias antes, o <em>Diário da Noite</em>, havia publicado uma notícia sobre o encontro de Benjamin com Lampião. Benjamin revelou que havia trazido também, além de imagens, a <em>primeira entrevista escrita e assinada pelo bandido</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/30320" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 8 de janeiro de 1938, na última coluna</a>). Outras fotografias de Lampião foram publicadas, uma delas mostrando o cangaceiro lendo um romance policial. Segundo Benjamin, Lampião gostava muito dos livros do belga Georges Simenon (1903 &#8211; 1989) e do inglês Edgard Wallace (1875 &#8211; 1932) (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/22880" target="_blank">20 de janeiro de 1937</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23181" target="_blank">12 de fevereiro de 1937</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23216" target="_blank">14 de fevereiro de 1937</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/23254" target="_blank">17 de fevereiro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/23277" target="_blank">19 de fevereiro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23298" target="_blank">20 de fevereiro de 1937</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/23304" target="_blank">21 de fevereiro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29840" target="_blank"> 30 de julho de 1938</a>; <em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/30773" target="_blank">8 de fevereiro de 1937</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/38116" target="_blank">29 de julho de 1938</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/38135" target="_blank"> 30 de julho de 1938</a>). Foram também publicadas fotografias das volantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/24216" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1937</a>).</p>
<p>Segundo o comerciante Farid Aon, amigo de Benjamin, dias depois do carnaval, terminado em 10 de fevereiro, Benjamin foi ao quartel da Sétima Região Militar, no Recife, para tentar obter uma licença do general para exibir o filme sobre Lampião em cinemas públicos. <em>A oficialidade exigiu o exame do filme e, ao assistir à projeção, achou que o documentário era vergonhoso para o Brasil, ficou irritada, rebentou o filme e o projetor, e Benjamin foi maltratado e detido por uma semana.</em></p>
<p>Lampião escreveu um bilhete atestando a autenticidade dos registros de Benjamin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/23274" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1937</a>).</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/19332" target="_blank">Na revista <em>O Cruzeiro</em>, de 6 de março de 1937</a>, publicação de uma página com cinco fotografias de Lampião, de autoria de Benjamin, com o título <em>Filmando</em> <em>Lampeão! </em>Na matéria, mais uma vez, foi questionado o fato do bando de cangaceiros ainda estar solto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9607" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/19332" target="_blank"><img class="wp-image-9607 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/cruzeiro.jpg" alt="cruzeiro" width="406" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/19332" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 6 de março de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias dos cangaceiros em poses que transmitiam orgulho e segurança irritaram o presidente Getulio Vargas, fato que impulsionou o definitivo esforço de repressão que exterminaria os bandoleiros do sertão. Além disso, o documentário sobre Lampião foi apreendido.</p>
<p><em>Não poderá ser exibido o filme de Lampião!</em> Com essa manchete na primeira página do jornal <em>O Povo,</em> de 3 de abril de 1937, ilustrada com uma fotografia de Benjamin ladeando Lampião e Maria Bonita, era informado que o documentário sobre o cangaceiro deveria ser apreendido, por ordem do dr. Lourival Fontes (1899 &#8211; 1967), diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). O filme não poderia ser exibido <em>nos cinemas do país, por atentar contra os créditos da nacionalidade.</em></p>
<p>Foi publicada no <i>Correio do Ceará, </i>7 de abril de 1937, a transcrição da ordem dada por Lourival Fontes, que por telegrama determinou a apreensão do filme <i>Lampião</i>, que se exibia em Fortaleza:</p>
<dl>
<dd>
<dl>
<dd><i>&#8216;Secretário Segurança Pública Estado do Ceará &#8211; Fortaleza.</i></dd>
<dd><i>Tendo chegado ao conhecimento do Departamento Nacional de Propaganda, estar sendo annunciado ou exhibido na capital ou cidades desse Estado, um filme sobre Lampeão, de propriedade de &#8220;Aba Film&#8221;, com sede á rua Major Facundo, solicito vos digneis providenciar no sentido de ser apprehendido immediatamente o referido filme, com todas suas copias, e respectivo negativo, e remettel-os a esta repartição, devendo ser evitado seja o mesmo negociado com terceiros e enviado para fora do paiz.</i></dd>
<dd><i>Attenciosos cumprimentos. Lourival Fontes, director do Departamento Nacional de Propaganda do Ministério da Justiça.&#8217;</i></dd>
</dl>
</dd>
</dl>
<p>Em 10 de abril, houve uma exibição especial do filme, às 17h, no Cinema Moderno, em Fortaleza, para o chefe de Polícia, o capitão Manuel Cordeiro Neto (1901 &#8211; 1992), assistido também pelo secretário do Interior do Ceará, pelo juiz federal de Fortaleza,pelos delegados de polícia da capital, pelos comandantes do 23º Batalhão de Caçadores do Exército e da Força Pública do Estado, por representantes de jornais e de empresas telegráficas. Em 22 de junho de 1979, o então já reformado general do Exército Brasileiro, Cordeiro Guerra, declarou sobre o filme apreendido: <em>Se nada do conteúdo do filme ficou na minha lembrança de maneira viva, é porque as cenas a que assisti, em exibição especial que solicitei, ao lado de um conjunto de autoridades, eram triviais, coisas domésticas.</em></p>
<p>Foi publicado o artigo <em>O reduto do &#8220;Caldeirão&#8221; do beato José Lourenço</em>, de autoria de Benjamin Abrahão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/24669" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de junho de 1937</a>). Fiel seguidor do Padre Cícero, José Lourenço (1872 &#8211; 1946) foi o líder da comunidade Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, localizada na zona rural do Crato, extinta em 9 de maio de 1937. Segundo revelou a seu sobrinho Aziz, escreveu o artigo para sobreviver publicamente e regressar à imprensa.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/25558" target="_blank">Na edição de 7 de agosto do <em>Diário de Pernambuco</em></a>, o poeta e folclorista Ascenso Ferreira (1895 &#8211; 1965) convidava para a vaquejada de Surubim, em Pernambuco, evento de maior destaque dos esportes regionais do estado. Benjamin, que estava hospedado, no Recife, na casa de dona Wadia, matriarca da família Elihimas, viu na convocação para as vaquejadas uma oportunidade de trabalho. Como uma das vaquejadas mais tradicionais acontecia na fazenda Barra Formosa, no Pau Ferro de Águas Belas, Benjamin foi para lá a tempo de se engajar nos preparativos da festa, que aconteceria em novembro. A fazenda era de propriedade do coronel Audálio Tenório de Albuquerque (1906 &#8211; ?), grande amigo de Lampião. O coronel Audálio deixou que Benjamin explorasse a jogatina durante o evento, além de instalar tendas de bebidas e aperitivos.</p>
<p>Chegou em Pau Ferro um carregamento da Aba Film, de Fortaleza, para Benjamin: centenas de fotografias em diferentes tamanhos, com predominância do formato de cartão-postal, de cangaceiros dos vários grupos de Lampião. Começaria, então, a distribuir seu produto, barato e muitíssimo vendável, pelas feiras livres e pelo comércio fixo de Pernambuco. Começaria, assim, a tentar recuperar parte do prejuízo causado pela apreensão do filme que repercutiu sobre o patrimônio da Aba Film e da Benjamin &amp; Cia, do Juazeiro.</p>
<p>Em meados de outubro, as fotografias estavam espalhadas por todo o sertão. O major Lucena Maranhão, comandante da unidade sertaneja da polícia de Alagoas, homem temido em todo o nordeste e perseguidor ferrenho de Lampião, mandou recolher as imagens. Benjamin, então, tocou fogo nas fotografias estocadas. Benjamin foi a Recife obter do <em>Diário de Pernambuco</em> uma declaração de que está em Pau Ferro como colaborador do jornal.</p>
<p>Em 5 de novembro, foi aberta a vaquejada do Pau Ferro, com a presença do major Lucena Maranhão. Benjamin fotografou o evento e quatro imagens produzidas por ele foram publicadas no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/26842" target="_blank"><em> Diário de Pernambuco</em> de 13 de novembro de 1937</a>. Também realizou um filme documental do acontecimento, fazendo com que a vaquejada do Pau Ferro se tornasse a primeira a ser filmada em Pernambuco. Fotografou uma cena inédita: o coronel Audálio Tenório, maior amigo de Lampião em Pernambuco passeando de braços dados com Lucena Maranhão, maior inimigo do cangaceiro em Alagoas, ladeados pelos coronéis Gerson Maranhão e João Nunes.</p>
<p>Em 10 de novembro, foi estabelecido o Estado Novo, regime político fundado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Vigorou até 31 de janeiro de 1946.</p>
<p>No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/26842" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 13 de novembro de 1937</a>, foram publicadas quatro fotografias da vaquejada da fazenda Barra Formosa, em Águas Belas, produzidas por Benjamin Abrahão.</p>
<p>Em 23 de novembro, Benjamin filmou a vaquejada da fazenda Lagoa Queimada e, em 25 de novembro, a da fazenda Riachão, ambas no município de Quebrangulo, em Alagoas.</p>
<p>O tenente Luís Mariano da Cruz, sertanejo de São José de Belmonte, oficial a serviço da volante de Pernambuco revelou em entrevista dada ao<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/26947" target="_blank"> <em>Diário de Pernambuco</em>, de 24 de novembro de 1937</a>, que Lampião fazia uso de seus retratos com salvo-condutos autenticados com suas assinaturas. Esse retratos foram confeccionados pela Aba Film, em operação intermediada por Benjamin. Na entrevista, o tenente traçou os roteiros de Lampião, descreve o poderio bélico de seu bando e acusa alguns militares de omissão ou cumplicidade. Sobre a confecção dos cartões para Lampião, foi feito um relato por Chico Albuquerque, na <em>Gazeta de Alagoas</em>, de 2 de agosto de 1938.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- O lucro das bancas de vaquejada foi desastroso. Benjamin discutiu com um de seus auxiliares, tendo chamado um deles de ladrão.</p>
<p>O coronel Audálio Tenório, com quem Benjamin tinha negócios, cobrou o que havia sido previsto na comercialização de tudo o que fornecera a Benjamin, que prometeu levantar a quantia com seus familiares no Recife. Emitiu promissórias que venceriam em 18 de fevereiro.</p>
<p>No Recife, hospedou-se com dona Wadia, a matriarca dos Elihimas, e com o primo Francisco, na casa nº 579, da avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças. Solicitou a Francisco três contos de réis e teve seu pedido negado.</p>
<p>De 5 a 9 de fevereiro, brincou o carnaval e foi todas as noites aos bailes do Clube Internacional. Na Quarta-Feira de Cinzas, embriagado, quase foi atropelado por um bonde da rua Nova.</p>
<p>Em 18 de fevereiro, Benjamin nem resgatou as promissórias nem deu satisfações. Seguiu tentando conseguir empréstimos entre Recife e Juazeiro.</p>
<p>No início de maio, Benjamin voltou a Pau Ferro, município de Águas Belas, dizendo que pagaria tudo o que devia. Alguns atribuíram a ousadia de seu retorno ao fato de estar apaixonado por Alaíde Rodrigues de Siqueira. Ao amigo Antônio Paranhos, confessou não ter nem a metade do que devia e que estava pensando em vender seu silêncio, já que com seu convívio com Lampião e seu bando em 1936 teria tido acesso a várias informações que seriam incômodas para a elite sertaneja.</p>
<p>Segundo o ex-cangaceiro Manuel Dantas Loiola, conhecido como Candeeiro, em 6 de maio, véspera do assassinato de Benjamin, Lampião e seu bando estavam acampados perto do riacho do Mel, a menos de duas léguas do Pau Ferro.</p>
<p>Benjamin Abrahão foi assassinado com 42 facadas, em Águas Belas, hoje Itaíba, no interior de Pernambuco, em 7 de maio de 1938. Saiu do bar rumo à pensão onde se hospedava quando as ruas principais da cidade ficaram às escuras. Foi atacado, gritou por socorro e seu amigo Antônio Paranhos foi ao seu encontro, mas foi detido pela voz de um desconhecido que o avisou <em>Arreda, cabra, que é encrenca</em>. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/36947" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 9 de maio de 1938, na quarta coluna</a>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/28824" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de maio de 1938, na quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/28932" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de maio de 1938, na quinta coluna</a>). Seu assassino confesso foi Zé da Rita, marido de Alaíde Rodrigues de Siqueira, por quem Benjamin estaria apaixonado. Mas o fato dele ser franzino e paralisado da cintura para baixo gerou dúvidas quanto a sua capacidade de dominar Benjamin, que era um homem corpulento. Sendo assim, os motivos de sua morte ainda são misteriosos. As hipóteses vão desde a possibilidade de um crime passional até a de queima de arquivo, já que ele sabia do envolvimento de autoridades com Lampião. Em sua missa de sétimo dia, só estava presente o padre celebrante, Nelson de Barros Carvalho.</p>
<p>Em 28 de julho, na grota de Angico, em Sergipe, o bando de Lampião foi cercado por uma força volante comandada pelo tenente João Bezerra da Silva (1898 &#8211; 1970), pelo aspirante Ferreira Mello e pelo sargento Aniceto da Silva. Além de Lampião, foram mortos sua mulher, Maria Gomes de Oliveira (c. 1911 &#8211; 1938), conhecida como Maria Bonita, e os cangaceiros Alecrim, Colchete, Elétrico, Enedina, Luiz Pedro, Macela, Mergulhão, Moeda e Quinta-feira. Foram todos decapitados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/86081" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de julho de 1938, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29840" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1938, com uma fotografia de autoria de Benjamin</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29843" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de julho de 1938</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/29892" target="_blank">3 de agosto de 1938</a> ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5255" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5255/002081CANG110.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="783" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5255" target="_blank">Benjamin Abrahão. Os bandos de Lampião, Juriti e Luis Pedro, com Nenê, 1936. Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a elaboração dessa cronologia, a pesquisa da Brasiliana Fotográfica valeu-se, principalmente, dos livros <em>Iconografia do Cangaço, </em>organizado por Ricardo Albuquerque, e <em>Benjamin Abrahão &#8211; Entre anjos e cangaceiros</em>, de Frederico Pernambucano de Mello, além de inúmeras consultas à <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas novas informações foram incorporadas ao texto em janeiro de 2023.</p>
<p>*Este parágrafo foi acrescentado ao artigo em 22 de fevereiro de 2023.</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://testemunhaocular.ims.com.br/2023/02/23/samba-traz-de-volta-lampiao/" target="_blank">Acesse aqui o artigo <em>Samba traz de volta Lampião</em>, publicado no portal Testemunha Ocular, em 24 de fevereiro de 2023</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Links para outras publicações da Brasiliana Fotográfica sobre conflitos:</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">A Revolta da Armada</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002" target="_blank">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AON, Farid. <em>Do cedro ao mandacaru</em>. Recife : Fida Editorial Comunicação Especializada, 1979.</p>
<p style="text-align: left;">ALBUQUERQUE, Ricardo (org). <em>Iconografia do Cangaço. </em>São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2012.</p>
<p style="text-align: left;">ANDRADE, Joaquim Marçal de. <em>Os cangaceiros in Revista </em>de História da Biblioteca Nacional, 6 de abril de 2014.</p>
<p style="text-align: left;">BARRETO, Ângelo Osmiro. <em>Assim era Lampião e outras histórias</em>. Minas Gerais : Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, 2012.</p>
<p style="text-align: left;">CASCUDO, Luiz da Câmara. <em>Vaqueiros e cantadores para jovens</em>. Minas Gerais: Editora Itatiaia, 1984.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">JASMIN, Élise. <em>Cangaceiros</em>. Apresentação de Frederico Pernambucano de Mello. São Paulo : Editora Terceiro Nome, 2006.</p>
<p style="text-align: left;">LUSTOSA, Isabel. <em>De olho em Lampião: violência e esperteza</em>. São Paulo: Claro Enigma, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">MELLO, Frederico Pernambucano de. <em>Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros. </em>São Paulo: Escrituras, 2012.</p>
<p style="text-align: left;">MELLO, Frederico Pernambucano de. <em>Guerreiros do Sol. </em>São Paulo: Girafa, 2003.</p>
<p style="text-align: left;">MELLO, Frederico Pernambucano de. <em>Estrelas de couro: a estética do cangaço</em>. São Paulo: Escrituras, 2010.</p>
<p style="text-align: left;">MELLO, Frederico Pernambucano de. <em>Quem foi Lampião</em>. Recife: Stahli, 1993.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://cinemacearense.com.br/nota/1288" target="_blank">Site Cinema Cearense</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/alexandre-wulfes/" target="_blank">Site História do Cinema Brasileiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.miseria.com.br/index.php?page=noticia&amp;cod_not=32518" target="_blank">Site Miséria</a></p>
]]></content:encoded>
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