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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; acidente</title>
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		<title>A importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 15:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Inicialmente a fotografia "Vagão ferroviário tombado" chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos. Na fotografia, que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Foptográfica, seu autor e a data aproximada de sua produção foram identificados a partir da utilização da ferramenta de zoom, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. Seu autor é A. Bastos e foi produzida entre 1900 e 1915. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Inicialmente a fotografia <em>Vagão ferroviário tombado</em> chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa e também para a difusão e consequentemente para a própria preservação de acervos fotográficos. Na fotografia destacada<em>,</em> que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, seu autor foi identificado a partir da utilização da ferramenta de <em>zoom</em>, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. O leitor ou o pesquisador pode com esse recurso tecnológico magnificar a imagem e verificar &#8220;de perto&#8221; seus detalhes. Um desses detalhes, nesse caso, foi uma assinatura: <strong><span style="color: #800000;"><em>A. Bastos</em></span></strong>. Há, embaixo dela, alguns números legíveis,<span style="color: #800000;"><em> 3 &#8211; 19</em></span>, e outros ilegíveis. Possivelmente os números legíveis indicam a data de março de algum ano começando por <strong><span style="color: #800000;"><em>19</em></span></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 859px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6443/fpft1040000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="849" height="604" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank">A. Bastos. Vagão tombado em uma estrada de ferro, 19?. / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O autor seria Antônio José Teixeira Bastos (18? &#8211; 1917)? Tudo indica que sim porque ele é o único fotógrafo &#8211; conhecido até hoje &#8211; com a inicial <strong><em><span style="color: #800000;">A</span></em></strong> e o sobrenome <strong><em><span style="color: #800000;">Bastos, </span></em></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">de fins do século XIX.</span> </span>Caso seja ele mesmo o autor, a fotografia se situa no período entre 1900 e 1915,  já que Bastos atuou no Rio de Janeiro entre os anos 1880 e 1915 e os números legíveis indicam algum ano começando com <strong><em><span style="color: #800000;">19</span></em></strong>. Infelizmente esses dados não foram suficientes para a localização do acidente.</p>
<p>Bastos começou sua carreira trabalhando para o ateliê de Carneiro &amp; Tavares &#8211; que existiu entre 1883 e 1888 &#8211; e, em 1889, transferiu-se para o estabelecimento de Moreira &amp; Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15270" style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg"><img class="wp-image-15270 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg" alt="bastos" width="444" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos depois, Bastos comprou de Manoel Garcia o ateliê fotográfico Casa Garcia, que passou a dirigir com o nome de a Photographia do Commercio, na rua Sete de Setembro, 74 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/363626/1680" target="_blank"><em>O Brazil</em>, 5 de setembro de 1891</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15271" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg"><img class="wp-image-15271 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg" alt="commercio" width="359" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=363626&amp;pagfis=1680" target="_blank"><em>O Brazi</em>l, 5 de setembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1891 e 1893, foi associado a José Gonçalves Vasquez que, em 1893, foi trabalhar em Curitiba, onde inaugurou a Photographia Moderna (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893, sexta coluna</a>). Em 1900, Vasquez foi para Santos e abriu a Fotografia Modelo, na rua Amador Bueno, 91.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15273" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><img class="wp-image-15273 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/vasquez.jpg" alt="vasquez" width="386" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, quando foi anunciada pela última vez, a Photographia do Commercio, funcionava na rua da Assembleia, 98 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17449" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de dezembro de 2013, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/63644" target="_blank">Almanak Laemmert, 1916)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15277" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><img class="wp-image-15277 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/ultima.jpg" alt="ultima" width="287" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O<em> conhecido fotógrafo</em> Antônio José Teixeira Bastos, que morava na rua do Senado, 14, faleceu em 28 de julho de 1917 e foi enterrado no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo. A missa de sétimo dia foi celebrada na Igreja de São Francisco de Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de julho de 1917, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38749" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de julho de 1917, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38810" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de agosto, segunda coluna</a>). Eram seus filhos Júlio e João Durão Teixeira Bastos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/37555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de novembro de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15285" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg"><img class="wp-image-15285" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg" alt="cartão" width="268" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Photographia do Commercio / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Coleção Família Pereira Passos</em></strong></span></p>
<p>A Coleção Família Pereira Passos, à qual pertence a fotografia destacada nesse artigo, é uma das mais importantes sob guarda do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República e é formada por cerca de 5.592 documentos textuais e 1.147 fotografias, produzidos entre 1806 e 1960. A coleção faz parte do acervo do Museu da República desde 1965, quando a primeira e maior leva de documentos foi doada pela família de Pereira Passos. Posteriormente foi acrescida: em 1966, através de novas doações de sua neta, Maria Passos de Castro (1888 &#8211; 1971), e, em 1980, pela transferência de fotos até então pertencentes ao Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 443px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="433" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0351a.htm" target="_blank">Jornal Eletrônico Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://museudarepublica.museus.gov.br/guia-de-colecoes/" target="_blank">Site do Museu da República</a></p>
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		<title>A Gruta da Imprensa</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2017 13:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da Gruta da Imprensa, localizada na Niemeyer, uma das mais bonitas avenidas do Rio de Janeiro. Foi produzida por Augusto Malta ( 1864 - 1957), fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1937, e pertence ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal. A Gruta da Imprensa foi inaugurada pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 - 1930), dias antes do início da viagem dos reis da Bélgica ao Brasil, em 1920 e sua denominação foi uma homenagem à imprensa carioca.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4634/1326-2248.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4634" target="_blank">Augusto Malta. Gruta da Imprensa. Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro / AGCRJ</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da <em>Gruta da Imprensa</em>, localizada na Niemeyer, uma das mais bonitas avenidas do Rio de Janeiro. O registro foi produzido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta ( 1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, de 1903 a 1937, e pertence ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, uma das instituições parceiras do portal. A<em> Gruta da Imprensa</em> foi inaugurada pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930), dias antes do início da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">viagem dos reis da Bélgica ao Brasil</a>, em 1920, e sua denominação foi uma homenagem do prefeito à imprensa carioca (<i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/3304" target="_blank">Correio da Manhã</a></i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/3304" target="_blank">, 19 de setembro de 1920, na segunda coluna</a> e <em>O Globo</em>, 10 de março de 1926, sob o título &#8220;Loucura que passou&#8221;).</p>
<p>&#8220;Em meio dessa avenida, a comitiva fez alto para inaugurar a &#8220;Gruta da Imprensa&#8221;, delicada homenagem do Sr. Prefeito. Trata-se de uma gigantesca laje, que da margem da avenida se aprofunda no oceano, deixando , por um capricho da natureza, larga abertura, formando gruta, de fácil acesso, onde o mar irrompe violento sem, contudo, oferecer perigo. Uma longa escadaria com balaustrada foi construída levando a gruta à entrada da qual o Sr. Carlos Sampaio fez colocar em cimento o dístico: &#8211; Gruta da Imprensa&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/4343" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1920, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Tornou-se, na época, um concorrido ponto turístico. Em 1926, foi cogitada a construção de um bar no local, mas os técnicos responsáveis pelas vistorias alegaram falta de segurança na região e alertaram para o iminente desaparecimento da Gruta, devido à “fácil deterioração pela ação da água” (<em>O Globo</em>, 10 de março de 1926, sob o título &#8220;Loucura que passou&#8221;). Contrariando as previsões de destruição, a<em> Gruta da Imprensa</em> continua lá, mas já não é uma área de lazer utilizada pelos cariocas. Sua presença foi de novo notada na ocasião do desabamento da Ciclovia Tim Maia, justamente na altura da <em>Gruta da Imprensa</em>, em 21 de abril de 2016, cerca de três meses após sua inauguração.</p>
<p>Durante as corridas de automóveis do <em>Circuito da Gávea</em> ou <em>Trampolim do Diabo</em>, concorrido acontecimento social e esportivo que acontecia no entorno do Morro Dois Irmãos e da Avenida Niemeyer, entre os anos 1933 e 1954, e chegava a reunir até 300 mil espectadores, alguns jornalistas esportivos acompanhavam as provas apoiados na mureta da gruta. <span style="color: #333333;">Em 1935, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi presenteada pelo pintor Álvaro de Almeida com um quadro retratando a Gruta da Imprensa. </span>Na ocasião, o gesto foi saudado pelo conselheiro da ABI, jornalista Carlos Maul: “É um quadro que tem para nós dupla valia: a de ser uma obra de beleza e a de fixar um dos mais formosos aspectos da paisagem carioca em que um governo da cidade perpetuou o nome da nossa classe. Esse quadro avivará em nosso espírito a memória do símbolo que ele exprime: a resistência heroica a todas as tempestades” (<a href="http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/tecnicos-alertam-em-1926-para-accao-da-agua-na-gruta-da-imprensa-na-niemeyer-19181881" target="_blank"><em>O Globo</em>, 27 de abril de 2016</a>).</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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