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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Sergipe</title>
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		<title>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 13:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar a independência do estado de Sergipe ocorrida há exatos 200 anos, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens", da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta da do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro e sua última residência foi Sergipe.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para comemorar a independência do estado de Sergipe, ocorrida há 200 anos, seguida pela nomeação como seu primeiro governador de Carlos Cesar Burlamaqui (1775 &#8211; 1844) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/5994" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 26 de julho de 1820, segunda coluna</a>), a Brasiliana Fotográfica publica o artigo &#8220;<em>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens&#8221;, </em>da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro: Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, estado que foi sua última residência. Sua obra fotográfica registrou cidades e paisagens e documentou a construção de ferrovias. Além disso, teve uma grande produção de retratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=sergipe" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Sergipe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19779" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg"><img class="size-full wp-image-19779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg" alt="Bandeira e brasão de Sergipe" width="358" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Bandeira e brasão de Sergipe</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Carta Régia que desanexou da Capitania da Bahia o território de Sergipe, emancipando-o politicamente</em></span></p>
<p><i>&#8220;Isenta a Capitania de Sergipe da sujeição ao Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente.<br />
Convido muito ao bom regimen deste Reino do Brasil, e a prosperidade a que me proponho elevá-lo, que a Capitania de Sergipe de El Rei tenha um Governo independente do da Capitania da Bahia.<br />
Hei por bem isentala absolutamente da sugeição em que até agora tem estado do Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente para que o Governador della a governe na forma praticada nas mais Capitanias independentes, communicando-se directamente com as Secretarias de Estado competentes, e podendo conceder sesmarias na forma das Minhas Reaes Ordens.<br />
Thomas Antonio de Villanova Portugal, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino, o tenha assim entendido, e faça executar com as participações convenientes às diversas estações. Palácio do Rio de Janeiro e 8 de julho de 1820. (Com a rubrica de S.M.)”</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em> </em></span>                                                                                       <em>Sayonara Viana*</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3938/014AVA012074.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="291" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança, c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O movimento das imagens evidencia seus diferentes contornos, revelando sentidos e significados produzidos pela arte fotográfica de João Firpo, que deixou vestígios documentais para a história da fotografia no Brasil ao registrar e elucidar traços peculiares de algumas cidades do país. Giovanni Firpo nasceu em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi. O registro encontra-se no Livro de Registro n°. 93, linha 422, do ano de 1839, na Lista Di Leva da cidade de Gênova. Até o momento são poucos os dados que conseguimos obter sobre esse fotógrafo. Existem muitas lacunas entre o seu nascimento e o ano em que imigrou para a América. O que se sabe é que Firpo foi proprietário de um laboratório fotográfico na cidade de Gênova.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19638" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg"><img class="wp-image-19638 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg" alt="figura 1" width="451" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do livro de registro de nascimento em 1839 / Acervo Aroldo A. Firpo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotógrafo profissional e itinerante, viajou de Gênova com destino ao Brasil em 13 de agosto de 1866 e aportou no Recife, em Pernambuco, em 18 ou 19 de outubro desse mesmo ano. As informações contidas em seu passaporte permitem-nos construir a imagem de um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;. Veio acompanhado da esposa Maria Lydia Firpo e dos seus três filhos menores: Domenico, de cinco anos; Giulio, de três anos; e Antônio, com oito meses. Viajaram na polaca italiana <em>Linda</em><em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19639" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg"><img class="  wp-image-19639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg" alt="figura 2" width="332" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do passaporte utilizado na viagem para o Brasil em 1866 / Acervo Aroldo A. Firpo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Brasil, Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Em 1867, fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14, conforme anúncio publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19650" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/anuncio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de abril de 1867" width="242" height="122" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 23 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19651" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19651" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/publicador.jpg" alt="O Publicador, 16 de dezembro de 1867" width="393" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador,</em> 16 de dezembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse período, os fotógrafos itinerantes anunciavam seus serviços nos periódicos locais informando que estavam vendendo material fotográfico e fotografando nas residências e fazendas das vilas e cidades. Sobre a itinerância fotográfica no Brasil, Segala (1998) descreve:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Placas de vidro, frascos e drogas amarrados nas caixas, nos balaios das mulas. Os panos negros, os alaranjados, feitios da tenda fotográfica, cobrem das poeiras e dos ciscos a câmera escura. A viagem começa cedo, protegendo as águas e as químicas do sol alto&#8221;.         </em></span>                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       (SEGALA, 1998, p.62).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Firpo, como fotógrafo itinerante, viajou pelas Províncias do Norte do Brasil &#8211; Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe -, documentando famílias, personagens ilustres e paisagens urbanas, preservadas por instituições de memória desses estados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19675" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg"><img class="size-full wp-image-19675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg" alt="Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou" width="443" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacou-se pela densidade e intensidade de capturar &#8220;as vistas&#8221; da cidade da Parahyba ao fotografar prédios públicos, vistas, ruas e as mudanças na paisagem urbana. Residiu em vários locais da cidade procurando sempre se instalar próximo a uma potencial clientela e sempre buscando fixar as imagens em outro suporte para atingir a um público maior. Como informa  Lira (1997):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; No ano de 1876, já atuava na rua da Viração 17, o fotógrafo João Firpo com sua &#8220;Photographia Italiana&#8221;, oferecendo ao público, através de anúncio no Jornal da Paraíba de 09 de junho, seus &#8220;cartões sobre sistema de porcelana e photographia simples&#8221;. No ano seguinte, Firpo encontra-se instalado na rua Barão da Passagem (atual Rua da Areia), n° 92&#8243;.</em></span></p>
<p>Provavelmente por ter grande aceitação junto ao público, continuou atuando na cidade, acompanhando as mudanças na sua paisagem e Há indícios da sua atuação na Rua Direita n° 62 e, em 1885, na rua Duque de Caxias, n° 62, indicando a sua atividade na cidade entre 1877 e 1885 (BECHARA FILHO, 1983).</p>
<p>Sobre esses registros históricos, Azevedo (2017), assinala que:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em 1878, quando, provavelmente, o fotógrafo João Firpo tomou as primeiras imagens do Largo do Colégio, ele iniciou o registro uma série de informações sobre o ambiente construído que chegaram até os nossos dias em uma espécie de testemunho da conformação física de como já foi a paisagem urbana da cidade da Parahyba. De modo particular, essas fotografias nos contam o percurso histórico de como o Largo do Colégio e o seu entorno foram sendo construídos e, também, desconstruídos, ao longo de sete décadas, entre 1870 e 1930&#8242;.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">(AZEVEDO, 2011, p. 2027).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra atuação que marcou a sua trajetória fotográfica foi o trabalho sistemático de documentação fotográfica da expansão ferroviária da Parahyba, muito comum no final do século XIX e utilizada pela administração pública para compor os relatórios das obras e as reportagens dos periódicos. João Firpo foi contratado  para acompanhar o progresso da ferrovia da Companhia Inglesa <em>Conde D’Eu Railway Company Limited,</em> responsável pela construção da primeira etapa do trecho entre Natal e Recife.</p>
<p>João Firpo deixou importante legado iconográfico pelas cidades e vilas por onde andou. Entretanto, várias imagens atribuídas a ele estão sem identicação porque durante um período da sua atuação nem sempre as fotografias eram carimbadas. No que diz respeito aos retratos, principalmente o modelo <em>‘<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">carte de visite</a>’,</em>  ao longo da sua produção ele utilizou diversas vinhetas.</p>
<p>Uma curiosidade: na primeira figura abaixo, que é o verso da fotografia &#8220;Retrato de criança&#8221;, destacada nessa publicação, estão impressos à esquerda, o brasão do Segundo Império, e, à direita, o do Reino da Itália.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3939/014AVA012074v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="347" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança (verso), c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19640" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg"><img class="  wp-image-19640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg" alt="figura 3" width="197" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19641" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg"><img class="wp-image-19641 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg" alt="figura 4" width="221" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, provavelmente atraído pela prosperidade econômica da Província de Sergipe, cuja região da Cotinguiba era o centro da produção açucareira, escolheu a Villa de Maruim para residência de sua família e instalação do seu laboratório fotográfico e continuou a viajar pelo Norte anunciando nos periódicos locais o seu ofício.</p>
<p>João Firpo faleceu em Maruim, em 1899, aos 61 anos. Está sepultado no cemitério Cruzeiro do Novo Século. Deixou nove filhos: três nascidos na Itália, três nascidos no Rio Grande do Norte e três nascidos na cidade da Parahyba.</p>
<ul>
<li>Domenico Firpo (Gênova &#8211; 1861 -?).</li>
<li>Giulio Firpo (Gênova &#8211; 1863 &#8211; ?)).</li>
<li>Antônio Firpo (Gênova &#8211; 1865- ?).</li>
<li>João Firpo Júnior (RN &#8211; 1869 -?).</li>
<li>Eládio Firpo (RN &#8211; 1874- ?).</li>
<li>Arthur Firpo (RN &#8211; 1876 -?).</li>
<li>Maria Augusta Firpo (Parahyba &#8211; 1877 &#8211; ?).</li>
<li>Leopoldina Firpo (Parahyba &#8211; 1878 &#8211; ?).</li>
<li>José Firpo (Parahyba &#8211; 1883 -?).</li>
</ul>
<p>O seu falecimento está registrado no Livro de Óbitos de 1893 a 1948, da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Passos. De acordo com as palavras escritas pelo vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas:</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;</span><span style="color: #800000;">No dia 10 de outubro de 1899, encomendei o cadáver de João Firpo, natural de Gênova, de 61 anos de idade, filho legítimo de Domenico Firpo e Catharina Corse (sic), casado com D. Maria Lydia Firpo, fallecido de ontem de moléstia cardíaca. Vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas&#8221;. </span></em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_19642" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg"><img class="wp-image-19642 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg" alt="figura 5" width="478" height="96" /></a><p class="wp-caption-text">Livro de Óbitos de 1893 a 1948. / Acervo Paróquia de Senhor Bom Jesus dos Passos. Maruim/SE</p></div>
<p><em> </em></p>
<p>Seus filhos Arthur e Antônio Firpo deram continuidade ao ofício do pai, documentando indivíduos e grupos familiares através dos retratos: suas fisionomias, seus eventos mais representativos e suas celebrações, que foram registrados em suportes fotográficos por esses <em>&#8220;artífices de imagens&#8221; </em>e estão presentes nos acervos do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e na Biblioteca Pública Epifânio Dória/SE  &#8220;<em>como vestígios documentais de múltiplas existências: deles próprios enquanto retratistas e dos seus retratados&#8221;</em>.</p>
<p>As dimensões poéticas do passado materializadas na obra fotográfica de João Firpo produzem as rimas, as harmonias e as sintonias necessárias para que os versos e a consonâncias das imagens/palavras possam consolidar a impressão de quem as observam e interpretam, buscando nos aproximar dos caminhos percorridos e das realidades registradas e eternizadas que se perderiam ao longo de tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*</strong>A historiadora e museóloga Sayonara Viana é pesquisadora do campo das Artes Visuais, no Patrimônio Cultural e História da Fotografia em Sergipe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de João Firpo (1839 &#8211; 1899)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1839</strong> </span>- Meses antes do anúncio da invenção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">daguerreótipo</a>, feito por François Arago (1786 – 1853), secretário da Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839 , nascimento de Giovanni (João) Firpo em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Em Gênova, nascimento de seu primeiro filho, Domenico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong> </span>- Em Gênova, nascimento de seu segundo filho, Giulio</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865 </span>- </strong>Em Gênova, nascimento de seu terceiro filho, Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Firpo viajou para o Brasil 13 de agosto de 1866, na polaca <em>Linda,</em> em companhia de sua mulher, Maria Lydia Firpo, e de seus três filhos genoveses. Aportaram no Recife, em Pernambuco, em meados de outubro desse mesmo ano. Segundo informações de seu passaporte, era um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;<em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19662" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><img class="size-full wp-image-19662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/polaca.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 20 de outubro de 1866" width="490" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14. Chapelin havia sido o sucessor do estabelecimento do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877 )</a> no endereço mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18343" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de abril de 1867, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 28 de abril, Firpo inaugurou, no Recife, a Photographia Italiana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19664" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/italiana.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 27 de abril de 1867" width="485" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que todas as chapas de Augusto Stahl e Leon Chapellin estavam com ele e que reproduções das mesmas poderiam ser encomendadas. Oferecia também vistas de Pernambucos e seus arrebaldes (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 23 de julho de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19665" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/stahl1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 26 de julho de 1867" width="490" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve uma confusão entre João Firpo, uma senhora e o delegado Martins Pereira(<em>O Conservador</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/83" target="_blank"> 2 de novembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/92" target="_blank">9 de novembro </a>de 1867).</p>
<p>Nesse mesmo ano, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Firpo e sua mulher embarcaram em João Pessoa no vapor <em>Ipojuca</em> com destino a Natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/4256" target="_blank"><em>O Publicador</em>, 26 de junho de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que em um dos armazéns da Alfândega de Pernambuco havia para João Firpo, dentre outros produtos, 70 libras de massas alimentícias. A mercadoria havia chegado em 10 de janeiro de 1868, no vapor <em>Bourgogne</em>, de Marseille, na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/3290" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de julho de 1868, quinta coluna</a>). Fica a questão: teria ele pensado em ser importador de massas italianas para o Brasil?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu primeiro filho brasileiro, João Firpo Júnior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211;  Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Na época, ele residia no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/52327" target="_blank"><em>Annaes do Parlamento Brasileiro</em>, Tomo 4, 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu segundo filho brasileiro, Eládio.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876</span> </strong>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu terceiro filho brasileiro, Arthur.</p>
<p>Nesse ano, possuia um ateliê fotográfico, a Photographia Italiana, na rua da Viração, nº 17, em João Pessoa (Diário da Prahyba, 9 de junho de 1876).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Nascimento de sua primeira filha, Maria Augusta, na Paraíba.</p>
<p>Transferiu seu ateliê fotográfico para a rua Barão da Passagem, 92, em João Pessoa. Anunciou que iria &#8220;a qualquer parte mediante prévia convenção&#8221; e que também dava lições de fotografia. Na época,já comercializa retratos de homens públicos (<em>A Opinião</em>, 12 de julho de 1877 e 28 de outubro de 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Nascimento de sua segunda filha, Leopoldina, na Paraíba.</p>
<p>Esteve No Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/19704" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1878, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong> </span>- Nascimento de seu filho caçula, José, na Paraíba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Anunciou a Grande Fotografia, na rua Duque de Caxias, 52, em João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19669" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><img class="wp-image-19669 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande.jpg" alt="Diário da Parahyba, 24 de maio de 1885" width="476" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19671" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande1.jpg" alt="Diário da Parahyba, 12 de junho de 1885" width="242" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 12 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos compatriotas que se solidarizou com o comerciante italiano F. de Angelo, preso, acusado de tramar uma fuga e de se esconder de credores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/1041" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 16 de junho de 1885, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos de Joaquim Nabuco e de Victor Hugo no seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19672" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande2.jpg" alt="Diário da Parahyba, 27 de outubro de 1885" width="232" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; João Firpo estava em Taquaretinga, vindo da Paraíba. Segundo o jornal, havia <em>armado sua tenda para aumentar sua galeria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15455" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Pirapama</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24431" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de outubro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211;  Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Espírito Santo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27106" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Mudou-se com sua família para a Villa de Maruim, em Sergipe, e lá instalou seu ateliê fotográfico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Esteve no Rio de Janeiro e  uma nota no jornal<em> O Paiz</em> se referiu a ele como <em>um cavalheiro geralmente estimado e conceituado na cidade de Maruim, onde é comerciante e conselheiro municipal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de agosto de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Esteve de novo no Rio de Janeiro, de onde embarcou para Aracaju no vapor <em>Penedo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/26339" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de outubro de 1897, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; João Firpo faleceu em Maruim, em 9 de outubro de 1899, aos 61 anos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; Em 18 de agosto, familiares de João Firpo reuniram-se em Maruim para a comemoração dos 152 nos da migração do patriarca da Itália para o Brasil. Foi reinaugurado o mausoléu de João Firpo e depois foi celebrada uma missa em ação de graças na Igreja Matriz Senhor dos Passos (<a href="https://www.facebook.com/GovernodeMaruim/posts/1043402885806642" target="_blank">Facebook</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">**Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Link para o artigo  <em>Aracaju &#8211; 160 anos de fundação</em>, publicado em 25 de setembro de 2015 na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><strong> </strong></p>
<p>AZEVEDO, Maria Helena. <em>De Largo do Colégio a Praça João Pessoa: a transformação de uma paisagem urbana vista em fotografias</em>. Disponível em: <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf">http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Os Primórdios da Fotografia na Paraíba</em>. Correio das Artes. Jornal A União,  João Pessoa. 27. Nov. 1983</p>
<p>FIRPO, Aroldo Andrade.  <em>Folder Comemorativo aos 152 anos da migração da Família João Firpo de Gênova para o Nordeste do Brasil.</em> Agosto/2018.</p>
<p>GONÇALVES, Eveline Filgueiras. <em>A fotoautobiografia como espaço de recordação: fragmentos em álbuns de memórias sobre a Universidade Federal da Paraíba no arquivo Afonso Pereira.</em>  Disponível em: <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR">https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LIRA, Bertrand de Souza. <em>Fotografia na Paraíba: um inventário dos fotógrafos através do retrato (1850 a 1950)</em>. João Pessoa: Editora Universitária, 1997.</p>
<p>SEGALA, Lygia. <em>Itinerância fotográfica e Brasil pitoresco.</em> Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, 1998, v. 27, p. 62-87.</p>
<p><a href="http://bibliotecaclodomirsilva.blogspot.com/2012/07/emancipacao-politica-de-sergipe.html" target="_blank">Site Biblioteca Clodomir Silva</a></p>
</div>
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		<title>Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 14:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O alemão Augusto Riedel (1836-?) é considerado um dos mais talentosos fotógrafos de paisagens dos oitocentos. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868 – que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. Diversas vistas de Riedel foram incluídas pelo Barão do Rio Branco (1845-1912) no Album de vues du Brésil, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial. Foi publicado em Paris durante a realização da Exposição Universal de 1889.
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</em></span>*</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?)<span style="color: #333333;"> foi proprietário de um estúdio fotográfico à rua Direita nº 24, em São Paulo (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=709557&amp;PagFis=176" target="_blank">Diário de São Paulo, de 1º de outubro de 1865</a>, na primeira coluna), na década de 1860, e na rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. </span>De sua produção, restaram 40 imagens do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a>– que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha (1845 &#8211; 1907), era genro do imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891), marido da princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847 &#8211; 1871). A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/321" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/321/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="442" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/321" target="_blank">Augusto Riedel. Parte da Cachoeira de Paulo Affonso: rio S. Francisco, 1868-1869. Cachoeira de Paulo Afonso, Alagoas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem durou meses e foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Diamantina (e suas minas de diamantes), Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=23282" target="_blank"><em>Diário do Rio</em>, de 10 de agosto de 1868</a>, há uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina.</p>
<p>A grande maioria das fontes consultadas pela Brasiliana Fotográfica afirmam que Riedel fazia parte da comitiva da viagem, porém no livro <em>O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) </em>- <em>sua vida e seus trabalhos</em>, publicado em 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5606" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de julho de 1883, segunda coluna</a>), o autor, o médico dinamarquês Theodoro Langgaard (1813 &#8211; 1883), que morou no Brasil, afirmou que um fotógrafo, sem mencionar a identidade, havia sido enviado pelo Duque de Saxe, após a realização da viagem, para fazer os registros dos lugares que ele havia julgado mais interessantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15775" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><img class="wp-image-15775 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/lund1.png" alt="lund1" width="395" height="531" /></a><p class="wp-caption-text">Trecho do livro <em>O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) &#8211; sua vida e seus trabalhos</em>, de Theodoro Langgaard, página 35</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um trecho do testamento de Lund, escrito em 21 de junho de 1871, confirma que Augusto Riedel esteve em Lagoa Santa, em 1869, e teria procurado a caverna de Maquiné:</p>
<p>&#8220;<em>A pedido do Sr. Augusto Riedel delarco, ser com o meu consentimento que o mesmo senhor, na sua passagem por aqui no mês de maio de 1869, procedeu à procura da caverna chamada Lapa Nova de Maquiné, por mim explorada e descrita no ano 1834. Delcaro outrossim, que, se a mim couber direito, privilégio, prêmio ou emolumento qualquer como primeiro descobridor, cedo todos estes direitos e emolumentos ao dito Sr. Augusto Riedel</em>&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">(Trecho transcrito do livro <em>Peter Wilhelm Lund, o naturalista que revelou ao mundo a pré-história brasileira, </em>de Ana Paula Almeida Marchesotti, página 93)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duas imagens que ilustram o livro de Theodoro Langgaard são do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em></a> : <em>Morada do dr. Lund em Lagoa Santa</em> e <em>Jazigo de Brandt em Lagoa Santa</em>. Brandt trabalhou com Lund de 1835 até sua morte, em 1862. Posteriormente, o próprio Lund, Wilhelm Behrens, que havia sido seu secretário, e seu amigo suíço, Johann Rudolph Müller, foram enterrados no mesmo jazigo. A terceira imagem é a reprodução de um retrato de Lund. As três estão presentes nesse artigo.</p>
<p>Anos depois de produzidas, várias dessas imagens produzidas por Riedel foram apresentadas na <em>Exposição de História do Brasil de 1881-1882</em>, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, um dos mais importantes eventos da historiografia nacional (<em><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg583139/drg583139.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição de História do Brasil 1881-2, vol.2</a></em>, páginas 1415, 1416, 1422, 1456, 1508 e 1612). <span style="color: #333333;">A exposição, realizada sob a direção de R</span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">amiz Galvão (1846-1938), </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">foi aberta pelo imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, em 2 de dezembro de 1881, quando o soberano completou 56 anos</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2972" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 3 de dezembro de 1881</a>, <span style="color: #333333;">na terceira coluna sob o título &#8220;Exposição da História do Brazil&#8221;).</span> </span></span></p>
<p>Diversas vistas de Riedel foram incluídas pelo barão do Rio Branco (1845-1912) no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Album de vues du Brésil</em></a>, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do Império e de suas riquezas. Trazia também fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi publicado em Paris durante a realização da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de 1889</a>.</p>
<p>* Pouco se sabe da biografia de Augusto Riedel e a grande maioria dos livros e sites consultados pela Brasiliana Fotográfica afirmam ou levam em conta a possibilidade de ele ser filho do botânico Ludwig Riedel (1790-1861). Em <em>O olhar distante &#8211; a paisagem brasileira vista pelos grandes artistas estrangeiros 1637-1998</em>, de Pedro Corrêa do Lago, e no livro <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX</em>, de Pedro Vasquez, a dúvida em relação a essa filiação foi levantada. Uma notícia do jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"> <em>O Globo</em>, de 10 de novembro de 1874, na quarta coluna da página 4</a>, de fato, prova que havia dois Augustos Riedel. O filho de Ludwig trabalhava na casa Leuzinger &amp; Filhos:</p>
<p style="line-height: 18.0pt;">&#8220;<em>Augusto Riedel, empregado na casa dos Srs. Leuzinger &amp; Filhos, e filho do falecido botanico Dr. Luiz Riedel, declara, por causa de duvidas, que nada tem de afinidade com Augusto Riedel, photographo, e que de hora em diante, assignar-se-ha &#8211; Augusto Fernando Riedel</em>&#8220;.</p>
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<div id="attachment_2882" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"><img class="wp-image-2882 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/riedel-300x102.jpg" alt="riedel" width="300" height="102" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=387" target="_blank"><em>O Globo</em>, 10 de novembro de 1874</a></p></div>
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<p>Ainda na consulta a jornais, a Brasiliana resgatou duas notícias sobre Frederico Augusto Riedel, nome com o qual, de acordo com a <em>Enciclopédia Itaú Cultural</em>, Riedel é às vezes identificado. Em 1876, teria se naturalizado brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=34141"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de fevereiro de 1876</a>, terceira coluna, sob o título &#8220;Noticiário&#8221;) e, em 17 de novembro de 1877, teria partido do Brasil no paquete &#8220;Habsburg&#8221;, com destino a Bremen, na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=3302"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 18 de novembro de 1877</a>, na quinta coluna sob o título &#8220;Sahidas do dia 17&#8243;).</p>
<p>Em 1976, algumas das fotografias de Riedel foram incluídas na exposição “<em>Pioneer Photographers of Brazil</em>”, realizada no Inter-American Relations, em Nova York, e no livro homônimo, onde os autores Weston Naef e Gilberto Ferrez  ressaltam que há na obra do fotográfo &#8220;um senso sutil das nuanças da composição pictórica capaz de transformar um tema banal num manifesto acerca dos abusos cometidos pelo ser humano contra a natureza&#8221;. Também comparam seu trabalho ao do fotógrafo paisagista irlandês Timothy O´Sullivan (1840-1882) que, na mesma época em que Riedel participava dessa viagem pelo Brasil, trabalhava no Arizona, em Nevada, no Colorado e no Novo México, na primeira expedição oficial para o oeste dos Estados Unidos após a Guerra Civil norte-americana (1861-1865).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em> </em></span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=riedel&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Augusto Riedel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: certamente Riedel conhecia o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, foi usada por Riedel no álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a> com uma alteração: foi acrescida da presença de um suposto membro da comitiva da viagem.</p>
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<div style="width: 958px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/58/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="948" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank">Stahl &amp; Ca. Cachoeira de Paulo Afonso, Rio São Francisco, Bahia, 186? / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/327/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank">Augusto Riedel. Cachoeira de Paulo Affonso : rio S. Francisco : vazante, 1868-1869, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>*Esse artigo foi atualizado em 17 de julho de 2019.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: </em>fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)<em>.</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl : obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do. <em>O olhar distante &#8211; a paisagem brasileira vista pelos grandes artistas estrangeiros 1637-1998. In: Mostra do redescobrimento: o olhar distante &#8211; The distant view. Nelson Aguilar, organizador. Fundação Bienal de São Paulo. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.</em></p>
<p align="left">FERREZ, Gilberto.  <em>A fotografia no Brasil :</em> 1840-1900. 2a. ed. Rio de Janeiro: Funarte: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985. (História da fotografia no Brasil, 1)</p>
<p align="left">FERREZ, Gilberto;NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil :</em> 1840-1920. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>LANGGAARD, Theodoro.<a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><em> O naturalista dr. Lund (Peter Wilhelm) &#8211; sua vida e seus trabalhos</em></a>. Rio de Janeiro : Typographia Universal de H. Laemmert &amp; C, 1883.</p>
<p>LUNA FILHO, Pedro Ernesto de. <a href="https://www.academia.edu/15633271/Peter_Wilhelm_Lund_o_auge_das_suas_investiga%C3%A7%C3%B5es_cient%C3%ADficas_e_a_raz%C3%A3o_para_o_t%C3%A9rmino_das_pesquisas?auto=download" target="_blank"><em>Peter Wilhelm Lund: o auge de suas investigações científicas e a razão para o término das pesquisas</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2007.</p>
<p>MARCHESOTTI, Ana Paula Almeida: <em>Peter Wilhelm Lund, o naturalista que revelou ao mundo a pré-história brasileira</em>. Rio de Janeiro : E-Papers, 2011.</p>
<p align="left">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos :</em> a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839-1889. Rio de Janeiro: Funarte: Rocco, 1995 (Coleção luz &amp; reflexão,4)</p>
<p align="left">VASQUEZ, Pedro. O Brasil na fotografia oitocentista/ [pesquisa e texto]Pedro Karp Vasquez; [reproduções fotográficas Cesar Barreto, Rosa Gauditano].&#8211;São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p align="left">VASQUEZ, Pedro. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Cia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX: Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien.</em> Apresentação Winston Fritsch; prefácio Joaquim Marçal; projeto editorial Pedro Karp Vasquez, Ronaldo Graça Couto; projeto gráfico Victor Burton. São Paulo: Metalivros, 2000. 203 p., il. p&amp;b. ISBN 85-85371-28-5.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/acervodigital/" target="_blank">Site da Biblioteca Nacional Digital</a></p>
<p><a href="http://www.bbm.usp.br/node/27" target="_blank">Site da Enciclopédia Brasiliana Guita e José Mindlin</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa204742/augusto-riedel" target="_blank">Site da Enciclopédia do Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://ims.com.br/ims/explore/artista/augusto-riedel" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
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