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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Santos</title>
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		<title>Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935), Fotógrafo da Casa Imperial</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 14:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 - 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, dom Pedro II (1825 - 1891)  e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. Seu bisneto, Luiz Henrique D. T. Pitombo, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke e cedeu, para essa publicação, imagens inéditas para o grande público.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 &#8211; 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>  e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. De temperamento alegre e comunicativo, tinha vários amigos como, por exemplo, o poeta santista José Martins Fontes (1884-1937) e o empresário <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299" target="_blank">Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</a>. Só saiu do Brasil, já idoso, para visitar Viena.</p>
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<div id="attachment_21835" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21835 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeimperial.jpg" alt="skarkeimperial" width="226" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=skarke" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Skarke disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p style="text-align: left;">Por volta de 1888, foi para Santos onde teve estabelecimentos fotográficos em três diferentes endereços: rua General Jardim, 80; na Praça da República, 16; e na rua São Leopoldo, 14. Na virada do século XIX para o XX, Santos prosperava e a demanda por fotografias na cidade aumentava. Os profissionais disputavam a freguesia local e o ateliê de Skarke, na Praça da República, era o mais luxuoso da cidade: <em><span style="color: #990000;">&#8220;</span><span style="color: #003300;">montado com todo o capricho, tendo um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz; dispõe também das melhores e mais modernas máquinas, tendo uma grande variedade de ornamentos e fundos, tanto paisagens, como de salão, e mobília</span></em><span style="color: #990000;"><em>&#8220;</em>.</span></p>
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<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Segundo sua filha Mellita (1894 &#8211; ?), Skarke emulsionava papéis fotográficos com produtos químicos, usava albumina de ovo e nos dias ensolarados distribuía caixas de madeira com negativos de vidro e papel para serem sensibilizados pela luz natural. O sistema de iluminação natural do estúdio era composto por uma série de janelas de vidro, incluindo partes altas do telhado, que eram recobertas por cortinas em trilhos. Ajustes eram feitos para obter-se a iluminação desejada.</p>
<p style="text-align: left;">Sua neta Elisa Dias de Toledo Pitombo, filha de Mellita, relatou que Fernando teria feito fortuna produzindo retratos de famílias de imigrantes, principalmente, de comerciantes portugueses abastados que gostavam de enviar esses registros para seus parentes. &#8220;<em>Com a fotografia ele ganhou muito dinheiro e morou num palacete que depois virou hotel, a casa começava na rua da praia e ia até o morro</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1890, Skarke casou-se com a alemã Meta Gesine. O primeiro filho do casal faleceu ainda bebê. A primogênita, Melitta, nasceu na Alemanha, e, os demais, em Santos:  Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), que o sucedeu na Photo Skarke; Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
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<div id="attachment_21831" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg"><img class="size-full wp-image-21831" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg" alt="Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="342" height="546" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Cronologia de Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935)</strong></span></em></p>
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<div style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9330/148T%20verso%20brasiliana%20fot.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank">Fernando Skarke. Verso de retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong> </span>- Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke nasceu em 17 de outubro de 1858, filho de Johann e Theresa Skarke. Em sua certidão de óbito consta que ele teria nascido na Tchecoslováquia embora, segundo seu bisneto Luiz Henrique Pitombo, a família sempre tenha considerado a Áustria como sua terra natal. O pai de Fernando Skarke imigrou para o Brasil, onde trabalhou em obras de engenharia hidráulica em Campinas, no estado de São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Fernando Skarke possuía um ateliê fotográfico em Piracibaca. <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">Dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram a cidade em novembro de 1886. Skarke presenteou o imperador com uma fotografia panorâmica da cidade, montada a partir da união de imagens de várias chapas. Ficaram hospedados na casa do empresário e um dos fundadores da Companhia Ituana de Navegação, nos rios Tietê e Piracicaba, Estevão Ribeiro de Souza Rezende (1840 &#8211; 1909). Ele também foi o fundador do Engenho Geral de Piracicaba, em 1881, além de escritor e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Por ter lutado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai </a>foi agraciado com a Ordem de Cristo. Também participaram da visita imperial o ministro da Agricultura, Antônio da Silva Prado (1840 &#8211; 1929); e o presidente da Província de São Paulo, Antônio de Queirós Teles (1831 &#8211; 1888) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8395" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 13 de novembro de 1886, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21825" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg"><img class="wp-image-21825 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg" alt="Pedro II e TEresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo de Luiz henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="451" height="552" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Pedro II e Teresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 14 de dezembro de 1886, Skarke foi agraciado pelo imperador com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>, tendo sido, provavelmente, o único da província de São Paulo a receber a condecoração. Abaixo, estão reproduzidos o envelope e a carta da concessão do título, do acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto de Skarke.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg"><img class="  wp-image-21800 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg" alt="skarketitulo1" width="712" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21801" style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo"><img class="wp-image-21801 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo.jpg" alt="skarketitulo" width="615" height="538" /></a><p class="wp-caption-text">Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Skarke produziu <em>três vistas fotográficas</em> da enchente do rio Piracicaba que, na ocasião, apresentou <em>um aspecto tão formidável e pitoresco</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1100" target="_blank"><em> L´Italia</em>, 15/16 de janeiro de 1887, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de janeiro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, Skarke fotografou o bebê Emilia Diehl Muller, em Piracicaba (<a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21640" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skarke2.jpg" alt="skarke2" width="509" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas</a></p></div>
<p><a href="Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas"> </a></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Em Santos, seu estabelecimento fotográfico ficava na rua General Jardim, 80.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Casou-se, em São Paulo, com a alemã, de Bremen, Meta Gesine, que trabalhava como preceptora dos filhos de um casal abastado em Piracicaba. Nos primeiros anos dessa década, o casal teve o primeiro <span style="color: #000000;">filho, que faleceu. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21802" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg"><img class="size-full wp-image-21802" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg" alt="Fernando e Skarke / Acervo de Luiz Henrique Skarke, bisneto do fotógrafo" width="642" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">O casal Fernando Skarke e Meta Gesine / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Em 1891, Verano Alonso enviou seu retrato, produzido por Fernando Skarke, para José Joaquim de Miranda. No verso do cartão, Skarke anuncia &#8220;<em>aparelhos especiais para grupos</em>&#8220;, &#8220;<em>novidades para retratos de crianças</em>&#8221; e informa que &#8220;<em>conserva-se chapas para reproduções e tendo as mesmas um abatimento de 25%</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria.jpg" alt="Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="444" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank">Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24753" style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg"><img class=" wp-image-24753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg" alt="Fernando Skarke. Retrato de VErano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="445" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9333" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Fez propaganda de suas novas instalações, dotadas de “um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz”, além de máquinas modernas e vários fundos, entre eles as paisagens&#8221; (<em>Folha da Tarde</em>, 22 de março de 1892). Na ocasião, seu ateliê ficava na Praça da República, 16, em Santos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21811" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg"><img class="size-full wp-image-21811" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg" alt="Verso de um cartão imperial, de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)" width="551" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de um cartão de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, SP ? Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Meta decidiu ter o segundo filho junto à mãe, Gesine Schwarting, na Alemanha. Em Lesum, perto de Bremen, nascimento da filha primogênita do casal, Melitta. Um ano depois, as três vieram para o Brasil.</p>
<p>Todos os demais filhos de Skarke nasceram em Santos: Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21803" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg"><img class="size-full wp-image-21803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg" alt="Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="782" height="542" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> <span style="color: #993300;"><strong>a</strong></span> <strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Seu ateliê, em Santos, ficava na rua São Leopoldo, 14. Nessa mesma época, além da Société Photographique Internacional, atuavam na cidade outros fotógrafos como Carlos W. Weize (18? &#8211; 19?), Gustavo Paiva (18? &#8211; 19?), Emílio Gottschalk  (18? &#8211; 19?), o alemão Hermann Eckman (18? &#8211; 19?) e J. Marques Pereira (18? &#8211; 19?) &#8211;  no Almanak Laemmert o nome deste último fotógrafo aparece como J. Moraes Pereira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1908, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/44306" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1910, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/48525" target="_blank"> <em>Almanak Laemmert</em>, 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21632" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><img class="wp-image-21632 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skalke.jpg" alt="skalke" width="416" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank">Almanak Laemmert, 1908, última coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1912</strong> </span>- Skarke fotografou o <em>passe-partout,</em> desenhado pelo <em>apreciado</em> pintor Waldemir Alfaya, das diplomandas de 1911 da Associação Feminina Santista. A imagem foi publicada em <em>A Fita</em>, r<em>evista humorística, literária e ilustrada</em>, fundada em 1911 e dirigida por Bento de Andrade e Manoel Pompílio dos Santos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21630" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21630" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita.jpg" alt="A Fita, 1º de maio de 1912" width="373" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Fotografou <em>Um almoço de caridade</em>, oferecido, no Natal de 1913, aos presos da Cadeia Pública de Santos, pela Associação das Mães Cristãs (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21631" style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita1.jpg" alt="A Fita, 15 de janeiro de 1914" width="431" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, durante a Primeira Guerra Mundial, Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), sucessor do pai na Photo Skarke, estava estudando, provavelmente, fotografia, na Alemanha.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1930 </strong></span>- A Photo Skarke ficava no Largo Santa Ifigênia, 12, em São Paulo, endereço conhecido por seu comércio sofisticado, frequentado pelas famílias do bairro Campos Elísios.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Uma fotografia realizada pela Photo Skarke da feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588" target="_blank">Maria Prestia (? &#8211; 1988)</a> foi enviada por ela a então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6570/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0024_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"> Photo Skarke. Maria Prestia, 1931. São Paulo, SP / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Fernando Skarke faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21832" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg"><img class="size-full wp-image-21832" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg" alt="Fernando Skarke. Erna, sua filha, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado" width="391" height="553" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Erna, filha de Fernando Skarke, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica agradece ao bisneto de Fernando Skarke, Luiz Henrique D. T. Pitombo que, generosamente, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke, além de ter cedido imagens para essa publicação.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Agradecimentos também à pesquisadora Maria Isabel Lenzi e à arquivista Daniella Gomes dos Santos, ambas do Museu Histórico Nacional, que viabilizaram, para essa publicação, a digitalização das imagens da referida instituição e de sua disponibilização no acervo da Brasiliana Fotográfica.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>PITOMBO, Luiz Henrique D. T. <em>Fernando Skarke &#8211; fotógrafo pioneiro</em>.</p>
<p><a href="https://m.camarapiracicaba.sp.gov.br/dom-pedro-ii-visita-piracicaba-17708" target="_blank">Site Câmara de Piracicaba</a></p>
<p><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22031/fernando-starke" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.fcw.org.br/v3/index.asp?pag=noticias&amp;top=2" target="_blank">Site Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0318l2.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://semactur.piracicaba.sp.gov.br/engenho-central/historia-do-engenho-central/" target="_blank">Site Secretaria de Cultura e Turismo de Piracicaba</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
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		<title>A cidade de São Paulo e Tebas (1721 &#8211; 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 13:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como o "mestre pedreiro" Tebas (1721 - 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Foi o “mais afamado oficial de cantaria de pedra”, técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como <em>o mestre pedreiro Tebas</em> (1721 &#8211; 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se por sua atuação um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Essencial para a renovação do estilo arquitetônico da cidade de São Paulo no século XVIII, foi o <em>mais afamado oficial de cantaria de pedra, </em>técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo. Era dado, então, mais um passo para acabar com a invisibilidade da trajetória desse importante personagem da história de São Paulo e do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22287" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img class="  wp-image-22287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="237" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 1721, em Santos, seu nome era Joaquim Pinto de Oliveira. Aprendeu seu ofício com o português Bento de Oliveira Lima (? &#8211; 1769), seu proprietário e renomado mestre de obras da cidade. Passaram a ser chamados para trabalhar na cidade de São Paulo, onde atuaram em diversas obras. Foram responsáveis pela restauração da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911. Tebas já havia construido a torre da igreja em 1750. Lima morreu, em 1769, antes da conclusão da reforma da Sé, deixando sua viúva, Antônia Maria Pinta, endividada. No inventário de Lima, Tebas valia 400 mil réis enquanto seus outros três artífices escravizados valiam 100mil. Segundo o pesquisador do IPHAN, Carlos Gutierrez Cerqueira, a alforria de Tebas aconteceu entre 1777 e 1778, em ação judicial movida por Tebas contra a viúva de Bento, sob orientação de Matheus Lourenço de Carvalho, arcebispo da Sé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1945/001AMI010047.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Largo da Sé, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="teads-adCall">
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7798/002001MF005003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Sé e as igrejas da Matriz e de São Pedro, c. 1880. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os trabalhos de Tebas estão a pedra fundamental da fachada da antiga igreja do Mosteiro de São Bento, um cubo de 22 centímetros “<em>com relíquias e um Agnus Dei na base do cunhal</em>”, pela qual teria recebido, em 1766, seis tostões. Além disso, segundo o arquiteto Carlos Lemos, &#8220;lavrou também a portaria de pedra da igreja, encimada por um frontão em forma de concha. Por todo o trabalho de cantaria lavrada – portada principal, três janelas do coro e cruz romana de remate da fachada – recebeu ele do mosteiro, no mesmo ano de 1766, a quantia de 286$040 réis.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22522" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-22522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/pedra-fundamental.jpg" alt="Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Livro" width="394" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Fonte: Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também construiu o Chafariz da Misericórdia (1792), primeiro chafariz público da capital paulista, erguido onde hoje encontra-se a rua Direita. Na época era ponto de trabalho e de encontro do povo, especialmente da população negra da cidade. Na época, por permitir o acesso à água, os chafarizes eram fundamentais para a dinâmica de funcionamento das cidades.</p>
<p>Segundo o livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica </em>(1988)<em>,</em> organizado pelo artista plástico baiano, que a partir de 2004 passaria a ser diretor curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo (1940 &#8211; ), o chafariz foi <em>“transferido para o distante Largo de Santa Cecília, talvez para servir de bebedouro de cavalos. Ficou por ali até os anos da I Grande Guerra. Depois, foi desmontado e largado num dos depósitos da prefeitura e, segundo informações que tivemos, até há uns quinze ou vinte anos atrás, ainda permanecia semi-enterrado entre os escombros e velhos postes de iluminação pública abandonados.”</em> A transferência ocorreu em 1886.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18654" style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18654" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/O-desenho-do-Chafariz-da-Misericórdia-executado-pelo-artista-plástico-José-Wasth-Rodrigues.png" alt="O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues" width="577" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues (1891 &#8211; 1957)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22284" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><img class="wp-image-22284" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/são-bento.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1922" width="587" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><em>Igreja do antigo Mosteiro de São Bento, em São Paulo / Illustração Brasileira</em>, 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras obras realizadas com a participação de Tebas foram as partes frontais da igreja da Ordem Terceira do Carmo (1775 &#8211; 1776) e da igreja da Ordem Terceira do Seráfico São Francisco (1783).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1905/001AMI010012.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Vista do Convento de S.Francisco. c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Construiu a torre do Recolhimento de Santa Teresa e foi também o responsável pelo Cruzeiro Franciscano da cidade de Itu (1795), que integra o Centro Histórico de Itu, e foi tombado em 2004 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo. Considerado um monumento raro, só é comparável aos cruzeiros da Igreja de São Francisco, em João Pessoa; e o do Convento de Nossa Senhora das Neves, em Olinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22289" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22289" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/cruzeiro.jpg" alt="Revista Foco Social, 1º de fevereiro de 2019" width="303" height="204" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank">Cruzeiro Franciscano de Itu<em> / Revista Foco Socia</em>l, 1º de fevereiro de 2019</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda trabalhava em obras quando faleceu, em 11 de janeiro de 1811, de gangrena. Foi velado e sepultado na Igreja de São Gonçalo, na Praça João Mendes, em São Paulo.</p>
<p>O primeiro registro escrito sobre Tebas de que se tem notícia é de 1899 em uma cronologia da história paulistana, <em>Chronologia paulista ou relação histórica dos factos mais importantes ocorridos em S. Paulo, desde a chegada de Martim Affonso de Souza a S. Vicente até 1898</em>, elaborada pelo cronista maranhense José Jacinto Ribeiro (1846 – 1910), filiado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 1935, Nuto Sant’Anna, chefe da Seção de Documentação Histórica do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, publicou o artigo <em>Thebas: subsídios inéditos para a reconstituição da personalidade do célebre arquiteto paulistano do século XVIII</em>, na <em>Revista do Arquivo Municipal de São Paulo</em>. Dois anos depois, escreveu o romance <em>Tebas, o escravo</em>, publicado em 1939.</p>
<p>Nas páginas iniciais do livro de Sant´Anna, há explicações preliminares:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>PERSONAGENS </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>LENDÁRIO </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tebas, escravo pedreiro. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>FICÇÃO </em></strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>José Vaz, Mestre de Campo e D. Cotinha, sua mulher; Padre Justino, cônego; Gregório dos Anjos, feitor; Luiza, mulher do administrador do Quebra Lombo; Maria das Dores, Carolina, Tião, Juvêncio, Quitéria, Joana, Tibúrcio e Barnabé, escravos. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>(&#8230;) </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>ENTRECHO </strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Dizem historiadores e cronistas que as tôrres das igrejas do Convento de Santa Teresa e da Sé foram construidas por Thebas. Thebas (Joaquim Pinto de Oliveira Thebas) trabalhou efetivamente nas obras do chafariz do largo da Misericórdia. O sítio do Tapanhoim existiu nas baixadas do ribeirão do Lavapés. A chácara do Quebra Lombo é também história. Os nomes das ruas e os aspectos ligeiramente delineados são reais. </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">O mestre de campo José Vaz é o dono do sítio do Tapanhoim e de tudo o que há nele, incluindo Tebas, protagonista da estória, e as demais pessoas ali escravizadas. O antagonista é o feitor Gregório dos Anjos, impedido por Tebas, a golpes de capoeira, de estuprar Maria das Dores, “mulatinha esguia, de saliências naturais bem feitas. Uns bonitos dentes. E uma certa vivacidade encantadora” nunca vista “nas outras crioulas” (p. 31).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Nesse tempo, a construção das pontes, a edifi cação de prédios altos, a erecção da tôrre das igrejas, constituiam verdadeiros problemas. Obras Tebas e o Tempo 15 difíceis e custosas. Os artífi ces da terra sentiam-se quasi incapazes de as realizar. O Convento de Santa Teresa, que, da beira do morro abrupto, espiava para a várzea, tinha já a sua igrejinha – mas sem tôrre; a da Sé também não a possuia; e a da igreja do Colégio, era pequenina e baixa. (p. 69)</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Interessado nas habilidades de Tebas como pedreiro, padre Justino, cônego da Sé, o adquire junto ao mestre de campo José Vaz, sob a condição de libertá-lo assim que a obra estivesse concluída. Justino morre antes do início das obras, mas ainda tem tempo de ordenar o cumprimento da promessa e de determinar os ganhos (uma pataca e meia) do mestre pedreiro escravizado. Terminada a torre, o agora livre e respeitado Tebas juntara dinheiro para propor ao seu ex-senhor a compra de Maria das Dores. Mas é surpreendido por José Vaz, que lhe oferece de presente o amor de sua vida. Joaquim Pinto de Oliveira e Maria das Dores se casam um mês depois.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>FIM </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>São Paulo, de 20 a 30 de junho de 1937</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> (transcrito do livro T<em>ebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em>, páginas 14 e 15)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O compositor paulistano Geraldo Filme (1927 &#8211; 1995) cantou a história do arquiteto no <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">samba de 1974,</a> da extinta escola de samba Paulistano da Glória, que, com o enredo, conquistou o vice-campeonato do Grupo de Acesso. <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">Ouça aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Praça da Sé, Sua Lenda, Seu Passado, Seu Presente</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Geraldo Filme</p>
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<div class="simplebar-content">
<article>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tébas negro escravo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Profissão alvenaria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Construiu a velha sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Em troca da carta de alforria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Trinta mil ducados que lhe deu padre Justino</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Tornou seu sonho realidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Daí surgiu a velha Sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Que hoje é o marco zero da cidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Exalto no cantar de minha gente</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>A sua lenda, seu passado, seu presente</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Praça que nasceu do ideal</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E braço escravo, é praça do povo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Velho relógio, encontro dos namorados</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Me lembro ainda do bondinho de tostão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Engraxate batendo na lata de graxa</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E o camelô fazendo pregão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O tira-teima dos sambistas do passado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Bixiga, Barra Funda e Lavapés</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O jogo da tiririca era formado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O ruim caía, o bom ficava de pé</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
</article>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o apelido e a vida de Tebas, segue um depoimento de Geraldo Filme:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/geraldo.jpg" alt="Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas" width="541" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank">Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas / Youtube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1988, no já mencionado livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>,  foi publicado o artigo <em>Thebas</em>, do arquiteto Carlos Lemos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Em 2011, Carlos Gutierrez Cerqueira, pesquisador do IPHAN, colocou no ar o blog <em>Resgate – história e arte</em>, a fim de divulgar suas pesquisas sobre Tebas, no artigo <em>Tebas: vida e atuação na S. Paulo colonial; </em>e também<i> </i>o resultado das suas mais de três décadas de trabalho no IPHAN. Em 2018, foi lançado o livro <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas: Um Negro Arquiteto na São Paulo Escravocrata</em></a>, organizado pelo jornalista Abilio Ferreira e fundamental para a elaboração desse artigo.</p>
<p>Foi inaugurado, em 20 de novembro de 2020, Dia da Consciência Negra, um monumento em homenagem a Tebas. A estátua, de autoria do artista plástico Lumumba Afroindígena e da arquiteta Francine Moura, está exposta na praça Clóvis Bevilaqua, entre as igrejas da Sé e do Carmo, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22311" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily.jpg" alt="Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de e de  / ArchDaily 27 de novembro de 2020" width="633" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank">Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de Lumumba Afroindígena e de Francine Moura / ArchDaily, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;A natureza coletiva do seu legado o libertou do esquecimento&#8221;.</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22315" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="wp-image-22315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily1.jpg" alt="archdaily1" width="370" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>ArchDaily</em>, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como não existe nenhuma pintura ou desenho de Tebas, o quadro <em>Cabeça de negro</em> (1934), de Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), é muitas vezes associado à imagem do arquiteto. Fenômeno semelhante foi abordado no artigo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank"> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank">A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</a>, </em>das historiadoras<em> </em>Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, publicado aqui no portal em 13 de maio de 2020. Nele é mencionado a frequência com que a imagem de Luiza Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama (1830 &#8211; 1882), e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835, é associada à fotografia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6847" target="_blank"><em>Mulher de turbante</em></a>, produzida em torno de 1870, no Rio de Janeiro, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22291" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22291" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/portinari.jpg" alt="Cabeça de negro, 1934 / FGoogle and Arts" width="361" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Cabeça de negro, 1934, de Cândido Portinari. Muitas vezes essa imagem é associada a Tebas / Google Arts and Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: <em>Tebas</em> era uma gíria usada pela populaçao paulista, no século XIX, para designar algo que era <em>bom</em> ou <em>o melhor</em>. Segundo o livro <em>A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900</em> (2003), do jornalista Roberto Pompeu de Toledo: &#8220;<em>Foi tal a fama de Tebas, considerado, além de pedreiro exímio, corajoso e desenvolto, que até a primeira metade do século XX seu nome, em São Paulo, era sinônimo tanto de valentão, quanto de habilidoso. “Fulano é um Tebas”, dizia-se, e a palavra, com tais acepções, até hoje está nos dicionários. Alguns afirmam que o adjetivo “tebas” não vem do Tebas, e sim do idioma quimbundo – mas o simples fato de outros o atribuírem ao artesão paulista já é indicativo de sua reputação&#8221;.</em></p>
<p>A história de Tebas foi lembrada no documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem </em>(2020) em torno de um show do <em>rapper</em> Emicida (1985 &#8211; ), realizado no Theatro Municipal de São Paulo, em 27 de novembro de 2019. No filme, é resgatada parte da história da cultura e dos movimentos dos negros no Brasil. Sobre Tebas: <em>foi decisivo na renovação estilística pela qual São Paulo passou no século XVIII</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">O livro  <em><a style="color: #800000;" href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a>, </em>organizado por Abilio Ferreira e lançado em 2018, foi fundamental para a elaboração desse artigo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAUJO, Emanoel (Org.). <em>A mão afrobrasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Museu Afro Brasil, 2010.</p>
<p><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>Arch Daily,</em> 27 de novembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/tebas-estatua-de-escravizado-que-comprou-a-alforria-sera-inaugurada-em-sao-paulo.phtml" target="_blank"><em>Aventuras na História</em>, 27 de outubro de 2020</a></p>
<p>Documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem</em></p>
<p>FERREIRA, Abilio (org.); CERQUEIRA, Carlos Gutierrez; YOUNG, Emma; JACINO, Ramatis; CHIARETTI, Maurilio. <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em></a>. São Paulo ; Idea, 2018.</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Google Arts and Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p><em><a href="https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,o-largo-da-misericordia,530573" target="_blank">O Estado de São Paulo</a></em></p>
<p><a href="https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/um-arquiteto-negro-na-sao-paulo-escravocrata/" target="_blank"><em>Outras palavras</em>, 5 de abril de 2019</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">Projeto Tebas</a></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/06/quem-foi-tebas-escravo-que-virou-arquiteto-em-meio-ao-brasil-colonial.html" target="_blank"><em>Revista Galileu</em>, 30 de junho de 2020</a></p>
<p><a href="https://revistaprojeto.com.br/noticias/homenagem-a-tebas-arquiteto-negro-acontecera-no-centro-de-sp/" target="_blank"><em>Revista Projeto, </em>14 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://www.acidadeon.com/cotidiano/NOT,0,0,1441354,Arquiteto+escravo+do+seculo+18+tem+historia+recuperada+na+Jornada+do+Patrimonio+em+SP.aspx" target="_blank">Site Cidade On</a></p>
<p><a href="https://itu.sp.gov.br/levantamento-otico-3d-e-realizado-no-cruzeiro-de-sao-francisco/" target="_blank">Site Prefeitura da Instância Turística de Itu</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/curiosidades/?p=455" target="_blank">Site Cidade de São Paulo Cultura</a></p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/jjacintoribeiro.html" target="_blank">Site IHGB</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/programacao/index.php?p=25313" target="_blank">Site Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.xpecialdesign.com.br/designers/tebas-joaquim-pinto-de-oliveira/" target="_blank">Site X Special Design</a></p>
<p><em><a href="https://history.uol.com.br/noticias/escravo-que-projetava-igrejas-e-reconhecido-como-arquiteto-200-anos-apos-sua-morte" target="_blank">Veja São Paulo</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A cidade de Santos pelas lentes de Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jan 2018 12:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com registros produzidos, na década de 1860, por Militão Augusto de Azevedo (1837 - 1905), um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XIX, a Brasiliana Fotográfica homenageia a cidade de Santos. Fundada em 1546, seu aniversário é comemorado no dia 26 de janeiro, data em que, no ano de 1839, foi elevada de vila à cidade, a partir de uma lei assinada por Venâncio José Lisboa (1810 -1880), na época, presidente da província de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com registros produzidos, na década de 1860, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a>, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XIX, a Brasiliana Fotográfica homenageia a cidade de Santos. Fundada em 1546, seu aniversário é comemorado no dia 26 de janeiro, data em que, no ano de 1839, foi elevada de vila à cidade, a partir de uma lei assinada por Venâncio José Lisboa (1810 -1880), na época, presidente da província de São Paulo.</p>
<p>&#8216;<em>O Dr. Venâncio José Lisboa, presidente da Província de São Paulo. Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei, a lei seguinte:</em></p>
<p><em>Artigo único – Fica elevada à categoria de Cidade de Santos, a Villa do mesmo nome, pátria do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, revogadas para isso as disposições em contrário. Mando, portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Governo de São Paulo, aos 26 dias do mês de janeiro de 1.839. Venâncio José Lisboa&#8217;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2368" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2368/007A5P4F06-07.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2368">Militão Augusto de Azevedo. Cidade de Santos tirada da Ilha de Barnabé, 1862. Santos, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/126" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da cidade de Santos produzidas por Militão Augusto de Azevedo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 192px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/007A5P4F06-04-182x300.jpg" alt="007A5P4F06-04" width="182" height="300" /><p class="wp-caption-text">Militão Augusto de Azevedo fotografado por A. Liébert. Photographie Americaine.</p></div>
<p>A obra de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo</a>, além de fotografias de aspectos urbanos e do interior de São Paulo, inclui também um grande número de retratos para a produção de <em>cartes de visite,</em> tanto de anônimos como de pessoas importantes na história do Brasil, como, por exemplo, Joaquim Nabuco, Castro Alves e Rui Barbosa. Foram 12.500 mil pessoas retratadas, entre 1876 e 1886, cerca de um terço da população de São Paulo na época. É o autor do <em>Álbum  comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887</em>, sua obra-prima, o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. Realizou também os álbuns de vistas de São Paulo(1862), de Santos(1864-65) e da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (1868).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia também <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, publicada na Brasiliana Fotográfica em 24 de maio de 2015.</p>
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		<title>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705</link>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2015 10:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Militão Augusto de Azevedo]]></category>
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		<description><![CDATA[Há 110 anos falecia o carioca Militão Augusto de Azevedo, autor da primeira grande reportagem fotográfica de São Paulo, o Álbum Comparativo de 1862-1887. Com tomadas simples e privilegiando a cidade construída, Militão nos leva a um passeio por São Paulo, que no período por ele fotografado passou de província a uma cidade cosmopolita que viria se tornar a grande metrópole atual. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_656" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010.jpg"><img class="size-medium wp-image-656" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010-300x210.jpg" alt="Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo / Acervo IMS</p></div>
<p><em>…como Verdi despedindo-se da música escreveu o seu “Otello”, eu quis despedir-me da photografia fazendo o meu. É um álbum comparativo de São Paulo de 1862 e 1887. Parece-me um trabalho útil e talvez o único que se tem feito em photografia pois ninguém tem tido a pachorra de guardar clichês de 25 anos. Tenho trabalhado muito e creio que nada farei. Conheces o meu gênio: não sirvo para pedir.</em></p>
<p>Foi assim, com um tom quase poético, que revela sua alma de artista, que o fotógrafo carioca Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905), numa carta a um amigo chamado Portilho, referiu-se, em 1º de junho de 1887, ao seu  <em>Álbum Comparativo</em>.</p>
<p>Um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XIX, Militão foi um dos precursores da documentação da cidade de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo</a>. O <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887</em>, sua obra-prima, foi o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. O álbum evidencia o valor que Militão dava à fotografia como documento de época inserido em projeto artístico que sugere um passeio pela cidade no período de 1862 a 1887. O trabalho do fotógrafo muito contribuiu para a formação da imagem moderna de São Paulo.</p>
<p>A obra é formada por 60 fotografias &#8211; tomadas parciais de ruas, largos e prédios públicos e algumas vistas panorâmicas, todas coladas sobre cartão impresso. Dezoito delas são pares comparativos que criam uma atmosfera do antes e do depois. Feitas a partir de tomadas simples, que privilegiam a cidade construída, as fotos foram produzidas utilizando-se o processo negativo do colódio úmido. Sobre a técnica e as características das fotografias de Militão, Sergio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica, escreveu o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Milit%C3%A3o-Texto-de-Sergio-Burgi.pdf">Composição em preto-e-branco. Os panoramas de 360º de Militão Augusto de Azevedo</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Milit%C3%A3o-Texto-de-Sergio-Burgi.pdf">(in <em>São Paulo 450 Anos. Caderno de Fotografia</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Milit%C3%A3o-Texto-de-Sergio-Burgi.pdf">Brasileir</a></em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Milit%C3%A3o-Texto-de-Sergio-Burgi.pdf"><em>a</em>, volume 2, do Instituto Moreira Salles)</a>.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Azevedo%2C+Milit%C3%A3o+Augusto+de&amp;type=author" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de Militão Augusto de Azevedo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>Militão mostrou com suas fotografias uma grande mudança na paisagem paulistana no período em que São Paulo foi palco de grandes transformações ocasionadas por intensa expansão urbana. Capital da província, a cidade abrigava a Faculdade de Direito, que atraia jovens de todo o Brasil, o que criou novas demandas como a realização de eventos culturais e a inauguração de teatros como o São José, em 1864. Bairros, ruas e avenidas surgiam no lugar de chácaras e sítios. A cidade crescia e com isso foram inaugurados os hotéis Itália, Europa e Globo, além de confeitarias e casas comerciais. O primeiro mercado de São Paulo, conhecido como Mercado dos Caipiras, foi criado em 1867 . Houve também a multiplicação de estradas de ferro, a expansão cafeeira e a imigração europeia. Na imprensa, o <em>Correio Paulistano</em> consolidava-se e Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910) fundava os jornais humorísticos <em>Diabo Coxo </em>(1864) e <em>O</em> <em>Cabrião </em>(1866). A população da cidade em 1883 era de 35 mil pessoas e, em 1887, chegou a cerca de 47 mil. De cidade provinciana, São Paulo passou a ser a metrópole do café.</p>
<p>Provavelmente, foi em uma viagem à Europa, em 1886, que Militão percebeu a viabilidade comercial da venda, no mercado brasileiro, de fotografias de aspectos da cidade. Como havia preservado os negativos produzidos em 1862, decidiu fazer o <em>Álbum Comparativo</em>. Numa carta de 21 de janeiro de 1887 ao amigo Anatole Louis Garraux (1833 &#8211; 1904), na ocasião já residente na França e que havia sido proprietário da popular Livraria Garraux durante anos estabelecida em São Paulo, Militão escreveu: <em>Rogo-lhe o obséquio de me remeter o mais depressa possível a encomenda constante da nota junta; estou fazendo um trabalho, que julgo ser muito importante e talvez pouco rendoso. É um álbum comparativo de São Paulo antigo e moderno. Tenho os clichês de 1862 e estou fazendo os comparativos atuais</em>.</p>
<p>O álbum demorou a ficar pronto e sobre isto um Militão desapontado escreveu ao ator e amigo Jacinto Heller, em 25 de julho de 1887: <em>eu ainda estou com o maldito álbum que, se nesses quinze dias ficar pronto, devo estar aí em setembro</em>. No dia 11 de agosto de 1887, no jornal <em>A Província de São Paulo</em>, primeiro nome do atual <em>O Estado de São Paulo</em>,  o álbum era anunciado acompanhado do artigo <em>A Velha e a Nova Cidade de São Paulo</em>:</p>
<p>&#8216;<em>Vimos um álbum comparativo da cidade de S. Paulo em 1862 e 1887, trabalho da PHOTOGRAPHIA  AMERICANA, do sr. Militão, nesta capital. Aí figuram bairros, ruas, praças, jardins e edifícios com a sua cor local de 1862 e depois com a de 1887. É o progresso de São Paulo fotografado. O interessante trabalho do sr. Militão, que é por sua vez atestado do progresso de sua arte, traz-nos as recordações de outros tempos, da simplicidade dos costumes, do pouco luxo das edificações, mas também da falta de comodidade e de atividade industrial da velha cidade. O confronto é agradável e útil comparado com as estatísticas, o álbum de vistas fotográficas do sr. Militão tem um grande valor para se verificar o progresso da província, medido pela transformação da capital nos últimos 25 anos. O Álbum que temos entre as mãos não é somente um entretenimento para os que desejam passar alguns minutos e ver as alterações da cidade em suas velhas construções e esburacadas e mal calçadas ruas e praças; é mais que isso: tem o mérito de proporcionar a todos nós, os homens de hoje,um estudo real da cidade de São Paulo. Para nós, o trabalho do sr. Militão vale mais como fonte de estudo para a formação de uma opinião favorável ao engrandecimento da província do que como obra de arte. Não quer isto dizer que o trabalho artístico  não tenha mérito e que, apreciado por essa face, não seja melhor julgado por outros. E, de fato, o tem. Aplaudimos a obra o laborioso e inteligente artista que de tal forma concorre para a verificação do progresso da capital da província. Em nosso escritório acha-se uma lista para aquelas pessoas que desejarem assinar o Álbum</em>&#8216;.</p>
<p>Apesar de sua importância histórica, o álbum foi um fracasso comercial e poucos foram comercializados. Sobre isto Militão escreveu a Garraux, em 7 de dezembro de 1887: <em>Muito pouco se vende e é preciso pedir pelo amor de Deus aos fregueses e ainda para eles pagarem quando quiserem. Isto está futricado, como o amigo sabe tão bem quanto eu</em>.</p>
<p>Como o álbum não era assinado, Militão caiu no esquecimento, mas suas fotos foram ficando famosas ao longo do século XX devido à publicação de álbuns e livros ilustrados por elas, porém sem crédito ao autor. Muitos dos quadros pintados pelo importante artista plástico Benedito Calixto (1853-1927) para a comemoração do Centenário da Independência, em 1922, foram baseados em fotos de Militão. As pinturas foram encomendadas por Afonso d´Escragnolle Taunay (1876 &#8211; 1958), na época diretor do Museu Paulista. Na década de 1930, o fotógrafo Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), na ocasião responsável pela Seção de Iconografia do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, e o historiador Nuto Santana (1889 &#8211; 1975) organizaram, catalogaram e identificaram os negativos de vidro de Militão, que haviam sido reproduzidos, em 1914, pelo fotógrafo Aurélio Becherini (1879-1939).</p>
<p>Em 1946, foi publicado na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, </em>o ensaio de Gilberto Ferrez <a href="http://docvirt.no-ip.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9567&amp;pesq=" target="_blank"><em>A fotografia no Brasil e um dos seus mais dedicados servidores: Marc Ferrez (1843-1923)</em>.</a> No artigo, considerado um marco na história da fotografia no Brasil, o autor destacou a obra de Militão. Na década de 1950, na ocasião da comemoração do IV Centenário da cidade de São Paulo, foi editada uma série de cartões-postais com fotos do <em>Álbum Comparativo</em> sem crédito para  Militão. Também sem indicação de autoria, em 1953, foram publicadas dezenas de fotografias de Militão numa série de três livros <em>São Paulo Antigo – São Paulo Moderno</em>, da editora Melhoramentos.</p>
<p>Foi no início da década de 70, quando a professora Ilka Brunhilde Laurito (1925 &#8211; 2012) identificou um álbum com as vistas e outro com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>cartes de visite</em></a> levadas por uma tetraneta de Militão para o colégio, que a obra do fotógrafo renasceu. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/artigo_ilka.pdf">Ilka Brunhilde Laurito escreveu então um artigo para o Suplemento Literário do jornal <em>O Estado de São Paulo</em>, de 31 de dezembro de 1972, intitulado <em>O século XIX na fotografia de Militão</em>,</a> e chamou a atenção de historiadores e pesquisadores.</p>
<p>Em 1973, Pietro Maria Bardi (1900 &#8211; 1999) e Boris Kossoy (1941 -) organizaram no Museu de Arte de São Paulo, a 1ª Exposição da Fotografia Brasileira. Foi então mostrada uma série de retratos e imagens do álbum. Dois anos depois, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo publicou o catálogo da exposição <em>Memória Paulistana</em>, organizada por Rudá de Andrade (1930 &#8211; 2009), destacando a obra de Militão. Em 1976, o trabalho do fotógrafo internacionalizou-se quando imagens de seus retratos e do <em>Álbum Comparativo</em> foram incluídas na exposição e no livro <em>Pioneer Photographers of Brazil</em>, realizados no Inter-American Relations, em Nova York. Em 1978, Boris Kossoy escreveu sua tese de mestrado sobre o fotógrafo, <em>Militão Augusto de Azevedo e a documentação fotográfica de São Paulo (1862-1887); recuperação da cena paulistana através da fotografia</em>. Em 1981, um bisneto de Militão, Ruy Brandão Azevedo, coordenou a mostra <em>Fotografia: Arte e Uso</em>, no Museu de Arte de São Paulo, com cópias do <em>Álbum comparativo</em> restauradas por João Sócrates de Oliveira. No mesmo ano, foi lançado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo o <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862-1887: Militão Augusto de Azevedo, </em>de Benedito Lima de Toledo, Boris Kossoy e Carlos Lemos.</p>
<p>A obra de Militão, além de fotografias de aspectos urbanos e do interior, inclui também com um grande número de retratos para a produção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>cartes de visite</em></a> tanto de anônimos como de pessoas importantes na história do Brasil, como, por exemplo, Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), Castro Alves (1847 &#8211; 1871) e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923). Foram 12.500 mil pessoas retratadas, entre 1876 e 1886, cerca de um terço da população de São Paulo na época. Esses retratos formam um verdadeiro compêndio visual de documentação de todo o arco da sociedade paulistana e brasileira da época. Militão também realizou os álbuns de vistas de São Paulo(1862), de Santos (1864-65) e da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (1868).  Além disso, preservou um Livro Copiador de Cartas enviadas por ele entre 1883 e 1902, com mais de 400 páginas de cópias de cartas pessoais e profissionais, recibos, cobranças, balanços e notas sobre a importação de material fotográfico.</p>
<p>O trabalho de Militão Augusto de Azevedo é precioso para o estudo da sociedade e da cidade de São Paulo no século XIX, uma referência para historiadores, fotógrafos e estudiosos.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> Cronologia de Militão Augusto de Azevedo</em></strong></span></p>
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<div id="attachment_830" style="width: 192px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/007A5P4F06-04.jpg"><img class="wp-image-830 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/007A5P4F06-04-182x300.jpg" alt="007A5P4F06-04" width="182" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Militão Augusto de Azevedo fotografado por A. Liébert. Photographie Americaine / Acervo IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1837 –</strong></span> Em 18 de junho, nascimento de Militão Augusto de Azevedo, no Rio de Janeiro, filho de Antonio Ignácio de Azevedo e Lauriana Augusto de Azevedo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858 &#8211; 1860 –</strong></span> No Rio de Janeiro, Militão trabalhou como cantor lírico e também como ator na Companhia Teatral Joaquim Heliodoro e na  companhia do Gymnasio, denominada Sociedade Dramática Nacional, sob a direção de Joaquim Augusto Ribeiro de Souza <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=758817&amp;PagFis=71">(<em>Entreacto</em>, 15 de setembro de 1860)</a>..</p>
<p>Na Ópera Nacional, realização de um espetáculo em seu benefício <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090000&amp;PagFis=3601" target="_blank">(<em>Correio da Tarde,</em> de 3 de setembro de 1858, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Foram encenadas peças em seu benefício (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16785" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 10 de outubro de 1859, terceira coluna</a>).</p>
<p>Morava na rua das Mangueiras, 49 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/16939" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Comercial do Rio de Janeiro</em>, 1861</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862 -</strong></span> Em 21 de junho,  nascimento de Luiz Gonzaga de Azevedo, seu filho com a atriz Benedita Maria dos Santos Pedroso, com quem vivia.</p>
<p>Participou da reunião que decidiu criar o Monte-Pio dos Artistas Dramáticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/16067" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 11 de agosto de 1862, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi com a família para São Paulo como ator da Sociedade Dramática Nacional  para participar da estreia da peça <em>Luxo e vaidade</em>, de Joaquim Manoel de Macedo, que aconteceu em 29 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/7398" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 28 de novembro de 1862</a>).</p>
<p>Militão produziu cerca de 90 fotografias de São Paulo. Segundo Afonso d´Escragnolle Taunay (1876 &#8211; 1958), no livro <em>Velho São Paulo</em> (1954), <em>até 1860, data que nos aparece a providencial série de fotografias, aliás, ótimas de Militão de Augusto de Azevedo, os arrolamentos de peças de iconografia paulistana mantêm-se insignificantes</em>. Realiza o <em>Álbum de vistas de São Paulo 1862,</em> com trinta dessas fotos. Muitas serão utilizadas no trabalho que publicaria em 1887, o <em>Álbum Comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887</em>.  Inicia seu trabalho como fotógrafo por volta deste ano, ou no ano seguinte, com Joaquim Feliciano Alves Carneiro e Gaspar Antonio da Silva Guimarães, proprietários do estúdio Carneiro &amp; Gaspar, cuja matriz localizava-se no Rio de Janeiro, na rua Gonçalves Dias, 60. Em São Paulo, o estabelecimento ficava na rua do Rosário, 38. Depois o estúdio transferiu-se para a rua da Imperatriz, 58.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863 –</strong></span> Em 26 de agosto realizou-se o espetáculo <em>Recordações da Mocidade</em>, em benefício de Militão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/8238" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 26 de agosto de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação do anúncio do <em>Álbum de vistas de São Paulo 1862</em>, destinado sobretudo aos estudantes de Direito que <em>terão assim uma recordação agradável da cidade onde passarão talvez a melhor época da vida </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/8427" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de outubro de 1863, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864 a 1885 –</strong></span> Realizou dois álbuns importantes de vistas: o <em>Álbum de Santos</em> e o <em>Álbum da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí</em>.</p>
<p>Militão catalogou cerca de 12.500 retratos.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1868 –</span></strong> Militão, que trabalhava na Photographia Academica de Carneiro &amp; Gaspar, desde 1866 como sócio gerente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/1163" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 19 de agosto de 1866, primeira coluna</a>), foi para o Rio de Janeiro estudar novos processos fotográficos, dentre eles o de fotografia sobre porcelana, ainda não conhecido no Brasil senão em duas casas do Rio de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=375420&amp;pagfis=674" target="_blank">(<em>O</em> <em>Ypiranga</em>, de 19 de fevereiro de 1868).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15426" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=375420&amp;pagfis=674" target="_blank"><img class="wp-image-15426" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/propaganda.jpg" alt="propaganda" width="633" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=375420&amp;pagfis=674" target="_blank"><em>O Ypiranga,</em> 19 de fevereiro de 1868</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1870 –</strong></span> Nascimento de seu primeiro filho, Francisco de Paula Azevedo, com sua nova companheira Maria Affonso das Dores.</p>
<p>Participou de uma reunião promovida para instalar-se uma associação dramática particular. Foi escolhido para ser seu ensaiador e também para elaborar seu regulamento interno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 27 de março de 1870, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871 -</strong></span> Nascimento de seu segundo filho com Maria Affonso das Dores, Francisco Militão Affonso de Azevedo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872 –</strong> </span>Militão ficou viúvo e sua mãe, Lauriana Augusta de Azevedo, passou a se encarregar da criação de seus filhos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875 –</strong></span> Participou da IV Exposição Nacional com uma coleção de vistas de São Paulo.</p>
<p>Com a morte do português Gaspar Antonio da Silva Guimarães (18? &#8211; 1875) e com a venda da parte de Joaquim Feliciano Alves Carneiro (18? &#8211; 188?), Militão, que era sócio-gerente da Photographia Academica, tornou-se seu proprietário (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_03/6619" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de novembro de 1875, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_15427" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_03/6619" target="_blank"><img class="wp-image-15427 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/gastao.jpg" alt="gastao" width="429" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_03/6619" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de novembro de 1875</a></p></div>
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<p>Rebatizou o estúdio com o nome de Photographia Americana. Uma curiosidade: no período de transição, nas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>cartes de visite</em></a> do estabelecimento, o fotógrafo improvisou, apagando o antigo nome e o endereço no Rio de Janeiro e carimbando a nova denominação.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878 –</strong> <span style="color: #333333;">V</span></span>iajou para a Europa no paquete francês <em>Hoogly</em> para estudar os aperfeiçoamentos da arte fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/238562/727" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 1º de maio de 1878, última coluna)</a>. A fotografia de Militão que ilustra esta cronologia foi tirada durante essa viagem por Alphonse J. Liébert (1827 &#8211; 1913), no estúdio Photographie Americaine, em Paris, e enviada de presente a sua mãe. Retroenou em setembo, no paquete francês Congo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/238562/1288" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 15 de setembro de 1878, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Americana ficou sob a responsabilidade do fotógrafo e pintor retratista Caetano Ligi, que trabalhava no estúdio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1879</strong></span> &#8211; Foi eleito diretor do mês do Club Euterpe Comercial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/713120/486" target="_blank"><em>Jornal da Tarde</em>, 11 de março de 1879, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881 </span>– </strong>Enviou para o <em>Correio Paulistano</em><strong> </strong>uma vista fotográfica, <em>cópia<strong> </strong>da do edifício da exposição brasileira-alemã em Porto Alegre<strong> </strong></em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/1962" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 18 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1883 </span>– </strong>Ele, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel</a> e Carlos Hoenen estavam na lista de fotógrafos da Província de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/56263" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Comercial do Rio de Janeiro</em>, 1883</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885 –</strong></span> Em 7 de agosto, falecimento de sua mãe, Lauriana Augusta de Azevedo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/6869" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Enviou ao <em>Correio Paulistano</em> uma fotografia tirada de um curioso trabalho litográfico representando o retrato do poeta francês Victor Hugo (1802 &#8211; 1885) executado pelo belga M.Gaillard (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/7317" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de dezembro de 1885, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15437" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_04/7317" target="_blank"><img class="wp-image-15437 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/hugo.jpg" alt="hugo" width="336" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_04/7317" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de dezembro de 1885</a></p></div>
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<p>Em 31 de dezembro, Militão encaminhou um ofício às autoridades municipais informando sobre o fim da Photographia Americana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886 –</strong> </span>Militão tentou passar adiante a Photographia Americana, mas não conseguiu. Reformou e alugou a casa e vendeu aos poucos o equipamento fotográfico. Sobre isso, escreveu a seu amigo, o ator Jacinto Heller, em 5 de abril: <em>Como deve saber estou hoje vagabundo. Liquidei mal e porcamente a fotografia, fazendo leilão no qual só vendi os trastes (vendi é um modo de dizer porque quase os dei) ficando com tudo de fotografia porque os colegas estão como eu</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887 –</strong></span>  Teve a a ideia de montar um álbum de vistas de São Paulo de 1862 e 1887. Retornou então aos mesmos lugares das fotos que havia tirado em 1862 e produziu uma nova série de fotografias.</p>
<p>No jornal <em>A Província de São Paulo</em>, do dia 11 de agosto, foi anunciada a obra-prima de Militão: o <em>Álbum Comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 </em>acompanhado do artigo <em>A Velha e a Nova Cidade de São Paulo</em>. Com sessenta fotografias, 18 pares comparativos e 24 vistas isoladas, foram postos à venda a 50 mil réis por exemplar &#8211; até o dia 31 de agosto: depois custariam 70 mil réis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong> </span>- Abandonou definitivamente a fotografia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889 -</strong> <span style="color: #333333;">V</span></span><span style="color: #333333;">iajou</span> à Europa. Entre este ano e 1905, voltou a viver no Rio de Janeiro, mas em algum momento retornou a São Paulo, possivelmente em 1902, onde viveu com seu filho Luiz Gonzaga, um bem sucedido advogado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892 –</strong></span> Viajou aos Estados Unidos.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1900 –</span></strong> Viajou à Europa.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1905 –</span> </strong>Falecimento de Militão de Augusto de Azevedo, em São Paulo, no dia 24 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/6671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de maio de 1905, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_15438" style="width: 200px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/6671" target="_blank"><img class="wp-image-15438 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/morte.jpg" alt="morte" width="190" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/6671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de maio de 1905</a></p></div>
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<p>A Brasiliana Fotográfica destaca instituições detentoras de importantes acervos da obra de Militão Augusto de Azevedo: a Biblioteca Mário de Andrade, a Casa da Imagem, o Museu Paulista e o Instituto Moreira Salles.</p>
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<p>Contribuiu para esta pesquisa Virginia Albertini (IMS).</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Leia também <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10251" target="_blank"><em>A cidade de Santos de Militão Augusto de Azevedo (</em>1837 – 1905)</a>, publicada na Brasiliana Fotográfica em 26 de janeiro de 2018.</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>CALDATTTO BARBOSA, Gino; MEDEIROS, de CARVALHO FONTENELLE de, Marjorie; FERRAZ de LIMA, Solange; CARNEIRO de CARVALHO, Vania. <em>Santos e seus arrabaldes: Álbum de Militão Augusto de Azevedo</em>; organização de Gino Caldatto Barbosa, Marjorie de Carvalho Fontenelle de Medeiros, Solange Ferraz de Lima, Vânia Carneiro de Carvalho. São Paulo: Magma Cultural e Editora, 2004. 167 p., il. ISBN 85-98230-02-2.</p>
<p>DEAECTO, Marisa Midori. <em><a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=26305505" target="_blank">Anatole Louis Garraux e o comércio de livros franceses em São Paulo (1860-1890)</a>.</em> Revista Brasileira de História, vol. 28, núm. 55, janeiro-junho, 2008, pp. 85-106 Associação Nacional de História São Paulo, Brasil.</p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens; BARBUY, Heloisa; FREHSE, Fraya. <em>Militão Augusto de Azevedo.</em> São Paulo: Cosac Naify, 2012. 220pp.,ils ISBN 978-85-405-0235-2</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil(1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. ISBN 85-86707-07-4</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Militão Augusto de Azevedo e a documentação fotográfica de São Paulo (1862-1887): a </em><em>recuperação da cena paulistana através da fotografia</em>. Direção de Antonio Rubbo Müller. São Paulo: [s.n.], 1978. 121 p., il.</p>
<p>LAGO, Pedro Correa do. <em>Militão Augusto de Azevedo: São Paulo nos anos 1860.</em> Dedicatória de Rubens Fernandes Junior. Rio de Janeiro: Capivara, 2001. v. 2. 263 p., il. (Coleção Visões do Brasil; v. 2). ISBN 8586011479.</p>
<p>LAURITO, Ilka Brunhilde; LEMOS, Carlos A.C.; RODRIGUES, Eduardo de Jesus; MACHADO, Lucio Gomes. <em>São Paulo em Três Tempos &#8211; Álbum Comparativo da cidade de São Paulo(1862-1887-1914)</em>. Casa Civil / Imprensa Oficial do Estado S.A./ Secretaria da Cultura / Arquivo do Estado. São Paulo, 1982.</p>
<p>MAGOSSI, Eduardo; LUQUET, Mara. <em>São Paulo relembrada: Militão, um novo álbum comparativo: 1862-1887 e 2003.</em> São Paulo: JCN, 2003. 147 p., il. ISBN 8585985143.</p>
<p>TOLEDO, Benedito Lima de; KOSSOY, Boris; LEMOS, Carlos. <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo &#8211; 1862-1887: Militão Augusto de Azevedo</em>. São Paulo: Secretaria de Cultura, 1981. 53 p.</p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/militao-augusto-de-azevedo" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2001/militão-augusto-de-azevedo" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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