 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; programação</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=programacao" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 12:43:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>&#8220;Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro&#8221; &#8211; Com a palavra, os curadores</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39314</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39314#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 15:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliana Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[curadores]]></category>
		<category><![CDATA[Diana dos Santos Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39314</guid>
		<description><![CDATA[A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento "Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro", no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. O portal traz hoje para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações, 11.746 imagens e 555 artigos publicados ao longo de uma década. Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento <span style="color: #333333;"><em><strong><b><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug"><span style="color: #800000;">Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro</span></a>, </b></strong></em>no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. Confira no <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank">link</a></span></strong> todas as informações sobre nossa celebração. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">No dia 16 de abril de 2025, foi acrescentado ao artigo o <a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">link</span> </strong></a>para o vídeo da celebração: </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro (vídeo do evento)</em></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;">O portal traz para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações. Também publicamos três reportagens realizadas sobre nosso portal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-39494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="379" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica, </span>uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual, contribui para o desenvolvimento da educação e da cultura de nosso país, destacando e valorizando a história da fotografia, a memória e a própria História do Brasil. Foi c<span style="color: #333333;">riado por Flavio Pinheiro e Renato Lessa, na época diretor do Instituto Moreira Salles (IMS) e presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), respectivamente. Foi lançado com 2.393 imagens dessas duas instituições. Atualmente possui em seu acervo fotográfico 11.746 imagens produzidas no século XIX e nas quatro primeiras décadas do século XX provenientes dos acervos de suas duas instituições fundadoras &#8211; IMS e FBN &#8211; e de mais 12 instituições parceiras. São elas: </span>Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2857/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="950" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank">A. Ribeiro. Bahia do Rio de Janeiro, Brazil : vista panorâmica, s./d, Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a palavra, os curadores!</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica: dez anos de imagens que revelam histórias</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Diana Ramos*</p>
<p>Com imenso prazer pessoal e profissional, celebro a oportunidade de integrar a equipe que faz da Brasiliana Fotográfica um projeto de sucesso. Como amante da técnica fotográfica e de sua capacidade de eternizar instantes e reconstruir memórias, atuar diretamente no portal representa um desafio estimulante.</p>
<p>Assumir a curadoria das peças que compõem a Brasiliana Fotográfica, como chefe da Divisão de Iconografia da maior instituição de memória iconográfica do país, é uma grande responsabilidade. No entanto, é fundamental destacar que nada se constroi sozinho, especialmente em um projeto dessa magnitude. Como membro do Comitê Consultivo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ressalto e agradeço a parceria e dedicação dos colegas que fazem a mágica acontecer. A curadoria é apenas uma das bases do portal que conta com a dedicação de equipe técnica altamente qualificada, com uma produção de conteúdo textual exclusiva, com profissionais que atendem e respondem às demandas dos pesquisadores e com os parceiros das outras 12 instituições que se juntaram as fundadoras, Biblioteca Nacional e Instituto Moreira Salles (IMS), nessa empreitada.</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra 10 anos de existência, quase tanto tempo quanto a dobradinha na curadoria desempenhada por Joaquim Marçal pela FBN e Sérgio Burgi pelo IMS. Com grande comprometimento, passo a integrar a equipe na função anteriormente desempenhada pelo estimado colega Joaquim Marçal, servidor de carreira da FBN, cujo papel na história da Divisão de Iconografia é inestimável. Seu trabalho foi essencial para o tratamento técnico e a divulgação do acervo fotográfico, destacando-se à frente do projeto que tornou a coleção de documentos fotográficos do Imperador Pedro II amplamente conhecida, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, culminando no reconhecimento como Memória do Mundo pela UNESCO em 2003. Agradeço a Joaquim pelo incentivo e pela confiança ao longo dos anos que partilhou de forma muito generosa todo seu conhecimento e assumo a missão com o respaldo da coordenação que me nomeou parte da atual equipe. Ao lado de Sérgio Burgi, referência na história da conservação fotográfica no Brasil, inicio minha trajetória na curadoria do projeto com quem, certamente, tenho muito a aprender. Ao representar uma instituição bicentenária como a FBN, assumo o desafio pessoal de contribuir para dar maior visibilidade às coleções, estabelecendo novas narrativas e construindo discursos que vão além da história oficial.</p>
<p>O portal pode ser um instrumento poderoso para iluminar personagens anonimizados pela história. Acredito ser possível adotar um olhar decolonial sobre um acervo tão vasto e significativo. O Brasil é um país continental e diverso, e a Brasiliana Fotográfica tem o compromisso de refletir essa multiplicidade. Mais do que resgatar imagens e memórias, o portal permite a construção de novas perspectivas, revelando histórias até então silenciadas e potencializando outras leituras sobre o passado. Ao revisitar esses registros fotográficos sob diferentes lentes, podemos reinterpretar os caminhos percorridos e, assim, expandir as possibilidades de futuro. O desafio é propor narrativas mais inclusivas, abrindo espaço para vozes historicamente marginalizadas e permitindo um entendimento mais plural da formação social e cultural do Brasil.</p>
<p>Que os próximos 10 anos nos tragam ainda mais descobertas e reflexões, expandindo horizontes e reafirmando a importância do portal como um espaço vivo de pesquisa, memória e preservação fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Diana Ramos é chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional. Servidora na mesma instituição desde 2006. Graduada em História pela UNIRIO e História da Arte pela UERJ. Pós-graduada em Ensino de História e Ciências Sociais pela UFF e mestre em Memória Social pela UNIRIO. Curadora dos portais Brasiliana Fotográfica e Brasiliana Iconográfica pela FBN.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica. Os próximos 10 anos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Sérgio Burgi**</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica é um projeto colaborativo construído por diversas instituições do país, com o objetivo de dar acesso a acervos fotográficos históricos, do século XIX e início do século XX.</p>
<p>Ao longo desses últimos dez anos, desde o lançamento conjunto do projeto, em 2015, pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, a plataforma já recebeu a adesão de mais 12 instituições do Brasil e do exterior, atingindo um resultado de mais de 80 milhões de <em>pageviews</em> em acessos direcionados aos mais de 550 artigos publicados regularmente a cada semana e igualmente em acessos e pesquisas nas mais de 11.700 imagens que atualmente compõem este banco de imagens que permite de forma única e singular a pesquisa cruzada entre fotografias icônicas de nossa história, preservadas nos acervos de muitas das mais importantes instituições de memória do país.</p>
<p>Após esta bem sucedida primeira década de atuação e presença da Brasiliana Fotográfica no cenário cultural brasileiro, é preciso agora tanto refletir sobre a importância dessa plataforma para o esforço permanente de difusão da memória fotográfica do país, como também pensar simultaneamente sobre quais caminhos deveremos trilhar ao longo dos próximos dez anos.</p>
<p>O papel da fotografia na escrita da história tem se acentuado ao longo das últimas décadas, em função da compreensão e incorporação cada vez maior nas pesquisas históricas desta fonte primária de informação visual de características muito específicas, baseada na produção de imagens por meio de aparato técnico sobre suportes fotossensíveis.</p>
<p>Desde a primeira metade do século XIX, a fotografia, após o anúncio da daguerreotipia na França, em 1839, foi praticamente adotada em todas as regiões do mundo, construindo-se a partir daquele momento e nas décadas seguintes um legado significativo de imagens produzidas por fotógrafos atuando em inúmeros países. Eles registraram visualmente momentos, locais, assuntos e materialidades as mais diversas ao longo destes quase duzentos anos que nos separam dos primeiros experimentos com o processo fotográfico realizados por pesquisadores pioneiros como Hercule Florence, no Brasil; William Fox Talbot, na Inglaterra; e Joseph Nicéphore Niépce e Louis Jacques Mandé Daguerre, na França.</p>
<p>Imagens que gradualmente encontraram caminhos para a sua incorporação em arquivos públicos e privados e em acervos de instituições de memória, formando assim um amplo legado de informação visual e documental construída dentro de uma nova linguagem e processo. De alguma maneira, isto tanto deu continuidade às diversas formas de representação visual desenvolvidas e construídas pela humanidade ao longo da história, como ao mesmo tempo criou as bases para uma nova e abrangente plataforma integrada de comunicação, criação e documentação. Em especial ao longo do século XX, foi estruturada em torno do registro por aparato de imagens estáticas e em movimento (fotografia, cinema e vídeo) e também de registros sonoros diretos (gravações mecânicas e magnéticas), que nos trouxeram a esse momento atual no século XXI de ampla produção e disseminação de conteúdos digitais em imagem e som através das redes e plataformas atuais.</p>
<p>E é exatamente esse ferramental digital que nos permite hoje realizar pesquisas em diferentes bases de imagens e bancos de dados de informação textual, exemplificados na própria Brasiliana Fotográfica pela pesquisa de imagens na plataforma e no conteúdo semanal publicado integrados a uma intensa pesquisa textual correlata permitida hoje, por exemplo, pela Hemeroteca Digital, plataforma estruturada e disponibilizada ao grande público pela Biblioteca Nacional, que dá acesso aos periódicos publicados no país, ferramenta essencial para a pesquisa histórica e de contextualização de fontes documentais.</p>
<p>São ferramentas atuais avançadas já disponíveis e em intenso uso que nos permitem pensar que, ao longo da próxima década, essa integração de pesquisa baseada nos conteúdos atualmente digitalizados e disponibilizados nos levarão a processos de compreensão e análise desse legado histórico reunido na Brasiliana Fotográfica de forma cada vez mais aprofundada e contextualizada.</p>
<p>Há cinquenta anos<span style="color: #800000;">,</span> a pesquisa em acervos fotográficos históricos se dava necessariamente de forma bastante manual, baseada em processos de captura de imagens ainda analógicos, sem uma comunicação em rede que permitisse a visualização e comparação de imagens disponíveis nos diversos acervos, o que provocava um trabalho lento de pesquisa e comparação de fontes. O ferramental digital atual revolucionou essa condição de pesquisa e acesso a imagens não só no Brasil como em todo o mundo, incorporando novas possibilidades de acesso através de mecanismos avançados de busca por processos de aprendizado por máquina, incluindo soluções de inteligência artificial.</p>
<p>Cabe, entretanto, compreendermos também aqui o papel essencial e incontornável do pensamento crítico e da pesquisa teórica nesse campo de conhecimento e comunicação. As fotografias são, por natureza, registros visuais que revelam tanto a materialidade de um determinado local em determinado momento, como ao mesmo tempo representam escolhas intencionais daqueles que as produzem e também daqueles que as editam e selecionam para a veiculação e comunicação ampla. São, portanto, instrumentos de documentação e instrumentos de construção seletiva de narrativas, realizadas pelo fotógrafo e/ou pelos editores e gestores de repositórios visuais, seja na imprensa ou também nos arquivos e coleções reunidas e preservadas nas instituições de memória. A cada período da história é, portanto, fundamental que a pesquisa em imagens fotográficas seja sempre estruturada em torno de pesquisas históricas balizadas por leituras críticas que permitam fundamentalmente a recuperação dos contextos e sentidos originais de criação dessas imagens. Somente dessa maneira podemos avançar na compreensão desse legado.</p>
<p>O desafio maior da fotografia e de suas múltiplas possibilidades de interpretação e compreensão reside assim, de fato, em sua devida contextualização, somente possível através da pesquisa histórica e da análise crítica dessas fontes de informação que insistem em nos provocar.</p>
<p>O futuro da Brasiliana Fotográfica nesta próxima década, estará, portanto, a meu ver, fortemente associado ao desafio da construção do conhecimento através da ampliação da compreensão crítica pelo grande público desta fonte de informação representada pela fotografia histórica, com a ajuda de ferramentas contemporâneas que permitam o acesso público e gratuito a um crescente número de imagens e conteúdos mediados, porém sempre associadas à reflexão crítica e à pesquisa rigorosa.</p>
<p>Acreditamos que tanto a natureza colaborativa da plataforma como seu já grande alcance cultural e de público continuarão a ser as forças motrizes a incentivar seu crescimento e adesão por parte de novas instituições e colaboradores no campo da reflexão e pesquisa em imagens.</p>
<p>Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Sergio Burgi é Curador da Brasiliana Fotográfica e Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Escravizados-Vale-do-Paraiba-RJ-c1882_Marc-Ferrez_1920x1536.jpg" alt="" width="700" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheira de café com carro de boi. Vale do Paraíba, RJ, c. 1882. Detalhe de foto / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Brasiliana Fotográfica na mídia*</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacamos aqui, além do artigo publicado em 16 de abril de 2025 em <em>O GLOBO</em> em comemoração a nosso aniversário, as duas matérias publicadas nos jornais <em>Folha de São Paul</em>o e em <em>O GLOBO</em> com chamada na capa cujo tema foi a Brasiliana Fotográfica. A primeira, da <em>Folha de São Paulo</em>, foi publicada em 19 de maio de 2015, um mês após a inauguração do portal e falava da descoberta da presença do escritor Machado de Assis na foto <em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em>, de autoria de Antônio Luiz Ferreira. A foto havia sido o tema do artigo da Brasiliana Fotográfica de 17 de maio de 2015 e a descoberta foi realizada pela pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda matéria, publicada no <em>O GLOBO</em>, de 16 de março de 2025, foi sobre a série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, na época, com 30 artigos já publicados.</p>
<p>Link para acessar todos os artigos da série: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=36975</p>
<p>Parabéns para todos os envolvidos na produção de nosso portal! E muito obrigada a nossos leitores para quem todos esse trabalho é realizado! Viva a Brasiliana Fotográfica, que vocês já visualizaram quase 80 milhões de vezes!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________________________________________________________________________________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Folha de São Paulo</em>, 19 de maio de 2015</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png"><img class=" size-full wp-image-39525 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113542" width="438" height="752" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113719" width="852" height="726" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;"><i>Transcrição da reportagem</i></span></h3>
<header>
<h3 class="title"><span style="color: #800000;">Pesquisa identifica Machado em foto histórica</span></h3>
</header>
<div class="fine_line">
<p>Portal Brasiliana Fotográfica localizou o autor de &#8216;Dom Casmurro&#8217; em missa no Rio da abolição da escravatura</p>
<p>Cerimônia reuniu milhares em 17/5/1888; descoberta indica que escritor estava em palco perto da princesa Isabel</p>
</div>
<p><span class="origin">DE SÃO PAULO</span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica divulgou no último domingo (17) ter descoberto um registro fotográfico inédito de Machado de Assis (1839-1908). O site de fotografias brasileiras do século 19 e do começo do 20 identificou a presença do escritor em uma imagem sobre o fim da escravidão.</p>
<p>Em 17 de maio de 1888, quatro dias depois da assinatura da Lei Áurea, uma missa campal foi celebrada em São Cristóvão, no Rio, em homenagem à abolição da escravatura. Cerca de 30 mil pessoas estiveram presentes.</p>
<p>A missa foi retratada pelo fotógrafo Antonio Luiz Ferreira. De uma posição um pouco acima do nível do chão, ele fez uma tomada panorâmica que contemplou uma larga extensão do Campo de São Cristóvão.</p>
<p>Na imagem se misturaram negros recém-libertos, jornalistas, intelectuais, representantes do império e da igreja. O escritor Lima Barreto, então com sete anos, também esteve na missa.</p>
<p>No canto esquerdo, está a princesa Isabel e seu marido, o conde D&#8217;Eu. Agora os pesquisadores da Brasiliana Fotográfica notaram a presença de Machado, próximo ao casal real.</p>
<p>A fotografia da missa, ainda hoje pouco divulgada, integra a coleção do IMS (Instituto Moreira Salles), instituição que, em parceria com a Biblioteca Nacional, abastece a Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>A equipe do portal, lançado há um mês, digitalizou a fotografia em alta resolução e se dedicou a examinar os detalhes da cena. O palco em que aparece a princesa Isabel foi ampliado 15 vezes, o que revelou um homem bastante semelhante ao escritor.</p>
<p>Segundo o site, especialistas na obra do autor de &#8220;Dom Casmurro&#8221;, como Eduardo Assis Duarte e Ubiratan Machado, confirmaram tratar-se realmente de Machado.</p>
<p>É possível ver apenas uma parte do rosto do escritor, atrás de um senhor de barba branca não identificado.</p>
<p>&#8220;A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista&#8221;, diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.</p>
<p>Ao site da Brasiliana Fotográfica, Ubiratan Machado, autor de &#8220;Dicionário de Machado de Assis&#8221; e um dos principais estudiosos da documentação machadiana, diz que a presença do escritor na missa era &#8220;fato até hoje desconhecido pelos biógrafos&#8221;.</p>
<p>Machado, contudo, escreveu ao menos duas crônicas sobre a missa, em que satiriza a classe política da época.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século 20, Machado, mulato bisneto de escravos alforriados, foi criticado por ser omisso em relação à escravidão. Estudos posteriores, no entanto, mostraram que ele retratou com argúcia as contradições sociais do país no século 19 &#8211;a escravidão entre elas.</p>
<p>Desde os anos 1870 Machado escreveu diversas crônicas contra a escravidão na imprensa da época.</p>
<p>&#8220;Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele&#8221;, diz Valentim Facioli, professor aposentado da USP, dono da editora Nankin e pesquisador de Machado há 50 anos.</p>
<p>&#8220;Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios.&#8221;</p>
<p>&#8220;Parece realmente o Machado daquele período&#8221;, diz o inglês John Gledson, outro estudioso do autor.</p>
<p>&#8220;Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época.&#8221;</p>
<p><img src="file:///E:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/missacampal.jpg" alt="" /></p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O GLOBO</em>, 16 de março de 2025</span></h3>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39521" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png" alt="Capa o Globo 16 e março e 2025" width="417" height="723" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png" alt="Destaque na capa para a matéria" width="645" height="526" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png"><img class=" size-full wp-image-39522 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 112917" width="841" height="730" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Transcrição da reportagem</span></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Cidade desaparecida: com imagens, site conta a história de lugares que sumiram da paisagem carioca</span></h3>
<div class="medium-centered subtitle">
<h4 class="content-head__subtitle">Prestes a completar dez anos, a Brasiliana Fotográfica reúne parte importante do acervo de 14 instituições, entre as quais a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles</h4>
</div>
<div class="content__signa-share">
<div class="content__signature">
<div class="content-publication-data" data-mrf-recirculation="Autor da matéria">
<div class="content-publication-data__text">
<div class="content-publication-data__from">
<p>Por</p>
<address><a title="Carmélio Dias" href="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/" data-mrf-link="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/">Carmélio Dias</a></address>
<p> — Rio de Janeiro</p>
</div>
<p class="content-publication-data__updated"><time datetime="2025-03-16T04:30:22.443-03:00">16/03/2025</time></p>
<p class="content-publication-data__updated">O roteiro pode começar com um terapêutico banho de mar na Praia de Santa Luzia, bem ali no Centro. De lá, segue para o alto do Morro do Castelo, onde a atração é a vista panorâmica em meio a casas simples que evocam a origem da cidade. Na descida, vale uma passada no Mercado Municipal da Praça Quinze para encher a bolsa com frutas da estação. Depois, uma parada para, com a licença das freiras, matar a sede bebendo a água fresca que verte do Chafariz das Saracuras, instalado no pátio do Convento da Ajuda. No entorno, a arquitetura do Conselho Municipal e do Palácio Monroe é um convite ao olhar. Para terminar, aquela esticada no Passeio Público, para um refrescante bate-papo no quiosque Chopp Berrante, que ninguém é de ferro.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="4" data-block-id="4">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Patrimônio na memória</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="134" data-block-id="5">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O único problema desse itinerário é que ele não existe mais. Há tempos os pontos destacados — praia, prédios, morro — saíram de cena. São como peças excluídas ou movidas de lugar no imenso quebra-cabeças de uma cidade em constante transformação. Mas resistem, em boa parte, graças ao trabalho de fotógrafos pioneiros na arte de registrar a paisagem em mutação. Prestes a completar dez anos, em abril, o site Brasiliana Fotográfica — que reúne parte importante dos acervos de imagens sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional, do Instituto Moreira Salles e de mais 12 instituições — tem se dedicado a propagar essas memórias. Uma das séries publicadas pelo portal é “O Rio de Janeiro Desaparecido”: 30 artigos (até aqui) reúnem fotos e textos que tratam de recolocar no mapa antigos marcos da paisagem carioca.</p>
</div>
<section id="gallery-0ae720c9-a3c5-47ef-a33c-9a1f0be8d34d" class="mc-column content-media galeria-fotos">
<h3 class="gallery-mosaic-title ">Resquícios de uma cidade desaparecida</h3>
<p>— Esta série foi curiosa porque, na verdade, se impôs como tema. Eu já tinha escrito oito artigos sobre prédios demolidos na cidade, e parceiros nossos tinham escrito outros três. Quer dizer, já existiam 11 artigos que tinham esse tema em comum: a destruição, a demolição. Identificamos que havia um padrão ali. Só a partir do 12º artigo é que comecei a pensar como série. Ela se formou antes de eu formar a ideia de fazer a série — lembra Andrea Wanderley, editora e pesquisadora do Brasiliana Fotográfica.</p>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="7">
<div id="banner_materia2" class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w"> <strong>No rastro da história</strong></div>
<div class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="143" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A Praia de Santa Luzia — ponto do roteiro imaginário que abre este texto — foi retratada no 15º episódio da série. O balneário, que ficava rente à igreja de mesmo nome — hoje afastada do mar por aterros —, começou a desaparecer da paisagem em 1922 com o desmonte do Morro do Castelo e o surgimento, em seu lugar, da Esplanada do Castelo. A praia sumiu de vez na década seguinte. No artigo a respeito, a Brasiliana Fotográfica reproduz trecho de matéria publicada pelo GLOBO — que completa 100 anos em 2025 — no dia 12 de janeiro de 1931 no qual se lê, no português da época, que “a antiga praia de Santa Luzia, quasi desapparecida com as remodelações feitas depois do aterro de parte da bahia, foi substituída, na affluência dos banhos de mar, pela actual praia das Virtudes”.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="10">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A antiga praia foi bem frequentada e muito fotografada. Pelo artigo é possível acessar registros dela feitos por Georges Leuzinger (1813-1892), Augusto Malta (1864-1957), Juan Gutierrez (1860-1897), Revert Henrique Klumb (1826-1886) e Marc Ferrez (1843-1923), uma turma da pesada cujo trabalho é recorrente na série e no acervo reunido pela Brasiliana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/z4ogzCzSldhz_c-TJHMYgRL75Tk=/0x0:1970x1332/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/h/IfoQWfQpAXeYUE1kNXAQ/110348517-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-portico-da.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto" width="697" height="471" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferrez, por exemplo, é o autor da foto que ilustra o artigo sobre a antiga Academia Imperial de Belas Artes, surgida no bojo da missão artística francesa. Inaugurado em 1826, onde hoje fica a Travessa das Belas Artes, no Centro, o prédio foi demolido em 1938. No local hoje há um estacionamento com entrada pela Avenida Passos. A ainda incipiente preocupação com preservação de marcos da história do país — o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, antecessor do Iphan, fora criado naquele mesmo ano — motivou a decisão de preservar a fachada em estilo neoclássico do edifício. A solução encontrada foi desmontar a estrutura e reerguê-la dentro do Jardim Botânico, na extremidade da Aleia das Palmeiras Imperiais junto à Rua Pacheco Leão. Um típico exemplar do Rio que desapareceu do seu lugar original, mas continua disponível para visitação, o pórtico é uma das dez atrações da Trilha do Patrimônio, um dos circuitos de visita guiada do parque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/SkQ9h1NFC3yl33SA_iV4WktgYSY=/0x0:1034x1374/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/u/N/T7J0lxSYmk3AHNavItCA/110334565-antigo-predio-da-escola-nacional-de-belas-artes-na-travessa-das-belas-artes-proximo-a-1-.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="528" height="702" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>— Não sabemos exatamente como foi a decisão de colocar a fachada naquele lugar, mas acho que foi a decisão correta. Ela se encaixa perfeitamente ali, conduz o nosso olhar para aquele lugar e está perfeitamente integrada à paisagem — diz Lea Carvalho, arquiteta, doutora em museologia e patrimônio e uma das criadoras da trilha, em 2021.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="98" data-block-id="17">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Ao lado da vegetação de grande porte que a circunda, a fachada da Academia Imperial parece encolher, mas basta chegar perto para ter a real dimensão da construção. Estão ali todos os detalhes que podem ser observados na foto de Marc Ferrez. As colunas, que dialogam bem com os troncos das palmeiras em frente, os relevos laterais, a quadriga no alto, o portão de ferro e, no centro, uma pequena figura alada com o lado direito coberto pelo que parece ser uma casa de marimbondos que, curiosamente, emula o formato de uma asa e parece completar a escultura.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="2" data-block-id="18">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Saracuras secas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/MxAQVI_7Ao1oBDRCWqnZbN8aKjs=/0x0:2038x1359/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/k/q/ZxGnGQRxmiUAQL6lVnOg/110348539-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-chafariz-da.jpg" alt="O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto" width="699" height="466" /><p class="wp-caption-text">O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro resquício desse Rio que sumiu é o Chafariz das Saracuras. Este ainda mais acessível. A peça de fins do século XVIII, atribuída ao Mestre Valentim e tombada pelo Iphan, foi desmontada por ocasião da demolição do centenário Convento da Ajuda, onde hoje fica a Cinelândia, entre 1911 e 1912, e levada para a Praça General Osório, em Ipanema, onde está até hoje. A fonte resistiu ao desaparecimento, mas as saracuras e os cágados de metal de sua ornamentação sumiram com o tempo. Furtadas, foram substituídas por réplicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/5dyBrcZXHM4M5DV-iu5biV1P-8g=/0x0:1346x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/H/x/rv9ewlTjy1EXX0egQoAw/110334573-convento-da-ajuda-fonte-das-saracuras.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez-acer-1-.jpg" alt="A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="699" height="537" /><p class="wp-caption-text">A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="75" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Em 2022, o bem e a praça passaram por reformas. A água voltou a jorrar dos bicos das novas saracuras. Durou pouco. Atualmente a fonte está seca, com uma placa indicando que passa por obras. De acordo com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, o chafariz estava em funcionamento até janeiro deste ano e “passa por manutenção da bomba e de equipamentos elétricos” que deve ser concluída na primeira quinzena de abril.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="24">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Já do antigo prédio do Conselho Municipal, que ficava exatamente ao lado do Convento da Ajuda, nada restou. Construído em 1871 para abrigar o Colégio São José, o edifício em estilo manuelino, incomum por essas bandas, veio abaixo em 1918 para dar lugar ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/s0OndT5YYnl0FDnpxFPkZ-715h4=/0x0:1609x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/n/T/Iy35YHS66W7XAipROJiQ/110334563-antiga-escola-de-sao-jose-depois-conselho-municipal-localizado-no-largo-da-mae-do-bisp-1-.jpg" alt="Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="698" height="448" /><p class="wp-caption-text">Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/CeuYRoPHV8G-WZLSICQIDvVCnvA=/0x0:6397x4265/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/Y/t/UZKFJATKyMfIADB2XzMQ/110351729-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-antes-e-depois-mudancas-na-paisagem-urbana-da-cidade.jpg" alt="O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto" width="701" height="467" /><p class="wp-caption-text">O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dos artigos da Brasiliana, surgem imagens pouco conhecidas como a da primeira das sete sedes que a prefeitura do Rio já teve. Ficava em um palacete junto ao Campo de Santana, mais ou menos onde hoje funciona a Biblioteca Parque Estadual. O prédio foi um dos muitos demolidos para a abertura da Avenida Presidente Vargas na década de 1940.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/eDLJ-RGA_3m-vggaJkVNK26XAvE=/0x0:5532x4134/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/A/j/EzKM1QQpei4Gxjl1yfcQ/110334569-vista-da-fachada-do-palacio-da-prefeitura-municipal-no-paco-municipal-proximo-a-atual.jpg" alt="Palacete  que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="702" height="524" /><p class="wp-caption-text">Palacete que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mesmo destino teve a lendária Praça Onze, atravessada pela nova via. Outro prédio emblemático — e pouco lembrado — é a bonita gare original da estrada de Ferro Central do Brasil, igualmente demolida para dar espaço às pistas largas da nova avenida. Em seu lugar foi erguido o prédio em estilo art déco que conhecemos hoje e que, verdade seja dita, já pode ser rotulado como icônico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/0NCcSuVKFsVIA5mQcGqaJ5PWUPc=/0x0:3425x2480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/q/E/YXBAUGRPqMV6oN8B8KAA/110334575-a-estrada-de-ferro-pedro-ii-foi-inaugurada-em-1858-para-agilizar-o-escoamento-da-produ.jpg" alt="A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles" width="701" height="508" /><p class="wp-caption-text">A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>— Algumas coisas foram perdidas, e outras ainda vão se perder, isso é parte do processo. Isso é mais forte no Rio do que em outras cidades. Talvez por ter sido capital, a gente pisou no acelerador em busca de uma certa modernidade desde muito cedo. Foram muitas as transformações vividas pela cidade em sua história — reflete o arquiteto e urbanista Washington Fajardo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/x8zSXeH9q3ioWJU-AoTO6V1k2EM=/0x0:1045x480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/C/n/ULB2ClQJ6BEqVq3kNNYw/38602350-2406.2005-arquivo-projeto-80-anos-exclusiva-rio-antigo-mercado-municipal-prac.jpg" alt="O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo" width="699" height="321" /><p class="wp-caption-text">O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="95" data-block-id="35">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Fajardo lembra que a demolição da Perimetral — destaque contemporâneo da série da Brasiliana — devolveu à cidade áreas históricas que estavam descaracterizadas, como a Praça Mauá. O extenso viaduto, aliás, foi responsável pela demolição do Mercado Municipal da Praça Quinze. Em 1958, a via cortou no meio o antigo entreposto inaugurado em 1907. Das suas quatro torres octogonais, apenas uma ficou de pé. Nela funciona há anos o restaurante Albamar. A perimetral já não existe mais, mas a estrutura segue de pé como a lembrar de um Rio que se perdeu no tempo.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: center;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="36">
<p class=" content-text__container " style="text-align: left;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Resgatar a memória é importante para criar e preservar nossa identidade cultural. Inclusive ajuda, acredito, a evitar a repetição de equívocos cometidos no passado e a provocar reflexões e, quem sabe, ações — observa Andrea Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/GtiKtchqq95Gm1SPxY0T_dGe-SE=/0x0:3523x2311/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/S/a/D1hpKgRpA5aVny6eOeeA/110334571-quiosque-chopp-berrante-no-passeio-publico.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez.jpg" alt="O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="700" height="459" /><p class="wp-caption-text">O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica já publicou 551 artigos a partir das imagens disponíveis. Juntos, eles caminham para bater a marca de 80 milhões de visualizações. Os próximos capítulos da série “O Rio de Janeiro Desaparecido” serão publicados em maio: o 31º, sobre o Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo, e o 32º, sobre o prédio da Imprensa Nacional.</p>
<p style="text-align: left;">O site reúne imagens de outras instituições, além da FBN e do IMS: Arquivo Geral da Cidade do Rio, Arquivo Nacional, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, CPDOC – FGV, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">O GLOBO, 16 de abril de 2025</span></em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg" alt="globo" width="777" height="496" /></a><br />
<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg" alt="globo1" width="779" height="521" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg" alt="globo2" width="785" height="263" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg" alt="globo3" width="861" height="484" /></a></p>
<p style="text-align: left;">* Inserido no artigo em 16 de abril de 2025.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</section>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=39314</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
